PAULO CALDAS – RECIFE-PE
Se eu fosse católico já tinha feito um abaixo-assinado para tirar ele daqui. Pense numa mala sem alça e da cor lilás…
Desde a chegada ao Recife que dom Dedé se envolve em conflitos. Primeiro com subordinados, depois tentando ingerir nos problemas sociais da cidade. Lembra do carnaval? Ele queria proibir a distribuição de camisinha, uma questão estritamente de saúde pública. Proibir camisinha na folia é favorecer o risco de gravidez indesejada em larga escala.
A rigor, no entanto, isso tem muito a ver com os fiéis. A babaquice dominante na família católica, faz com que ela assista tudo passivamente. Você não vê passeata, ato de protesto, sequer uma ladainha reagindo às idiossincrasias do bispo. E aí ele se dá bem.
O que esse bispo e sua igreja precisam é reaver o prestígio popular da religião, hoje em franca decadência. O católico, inclusive, é o único segmento religioso que abriga a facção “não praticante”: como o sujeito pode ser uma coisa que não pratica?
O que a igreja católica tem de fazer – e já deveria ter feito – é rever conceitos ultrapassados, responsáveis pelo êxodo de candidatos ao sacerdócio. Vivemos num mundo capitalista, na época do culto à sensualidade, na era do status social.
Em contrapartida, o padre não tem mulher, salário, renda, prestígio social, sequer aposentadoria. Hoje, não são chamados para benzer nem os formandos em culinária. As solenidades de formatura, por exemplo, são compartilhadas com outras religiões.
Agora me diga: quem nesse mundo quer ser padre?
Diariamente assistimos posturas rebeldes emergirem dos seminários e paróquias. São padres envolvidos com mulheres e até em casos de desvio de comportamento sexual, escândalos explodem a cada momento feito traque de massa em festa de São João.
Enquanto as legiões de praticantes diminuem, os crentes disparam na frente, nesse grand prix pela fé. Cresce o número de pastores, entre honestos e picaretas, e as facções evangélicas vão arrebanhando ovelhas cada vez mais desgarradas.
E priu!
R. Nosso querido escritor Paulo Caldas está se referindo à ultima trapalhada do bispo-anão Dom Dedé, o ditador plenipotenciário da Arquidiocese Católica Romana do Recife, que vai relatada mais à frente.
Sobre este mesmo assunto, transcrevo mensagem que recebi do Cardeal Paulo Carvalho:
Dom Ardoso, mais conhecido como Dom Dedé, “soltou a franga” de novo, e para não perder o vício de perseguir os religiosos progressistas, voltou-se contra as Beneditinas da Virgem Maria. Rasgou a batina, deu gritos histéricos, ameaçou todo mundo e disse: Destruam, destruam, acabem com tudo, está congregação virou um Bordel!
E o pior, não tem meninos! Não tem meninos!!!!! Ufa! estou nervosa, tragam os meus sais… Sim, aproveitem e tragam um rapaz, um rapaz, para acalmar meus nervos, assim como faz o Caetano Veloso, quando fica contrariado.
Saiam todos da frente, não recebo ninguém, quero ficar só com o rapaz! (Faz cara de choro e pede a fronha)
OBS. Muito breve será substituído do cargo, guardem alguns fogos deste São João para a despedida! Vamos fazer um bota-fora, ou melhor, um-pé-na-bunda.
Para que os leitores do JBF tenha perfeita noção do que está acontecendo, transcrevo notícia que saiu na imprensa aqui do Recife:
Dom José fecha congregação
Por solicitação do arcebispo de Olinda e Recife, o Vaticano extinguiu a Congregação das Religiosas Beneditinas da Virgem Maria, localizada no Cordeiro.
Há uma máxima muito conhecida no meio eclesiástico segundo a qual de Roma vem o que para Roma vai. Pois bem, somente essa doutrina poderia explicar o decreto assinado pelo Vaticano, no dia 30 de abril último, extinguindo a Congregação das Religiosas Beneditinas da Virgem Maria, localizada no Cordeiro, Zona Oeste do Recife. A dissolução do grupo foi solicitada pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho.
Ele já fez isso com outras entidades.
Amparado pelo decreto, dom José Cardoso Sobrinho enviou uma notificação com nove itens, da letra A à I, à coordenadora da congregação, Irmã Cleide Maria de Moura, com data de cinco de junho último, informando que o grupo “não existe mais como Instituto de Vida Religiosa na nossa Igreja Católica.” Ele reforça que também foram dissolvidas as três casas religiosas vinculadas ao instituto.
Católicos leigos ouvidos pelo JC afirmam que as denúncias contra a Congregação das Religiosas Beneditinas não têm fundamento.
“Roma tomou uma decisão a partir de informações repassadas do Recife. As religiosas não tiveram chance de defesa”, destacam.
“O arcebispo despreza toda a vida de dedicação das irmãs, algumas já idosas. É preciso saber porque ele se zangou com as religiosas.”
Dom José completa 75 anos no próximo dia 30, idade-limite para exercer o cargo, e deverá pedir renúncia à Santa Sé. Ontem, uma funcionária da Arquidiocese disse que ele estava ausente e pediu para a reportagem entrar em contato amanhã. As religiosas não falaram sobre o assunto.

Dom Dedé, o bispo-anão do Recife, frango velho e doador do orifício pecaminoso desde os tempos do seminário, no dia em que caiu dentro da cova do bispo de Afogados de Ingazeira, empurrado por Belzebu e sob os aplausos dos católicos da ICAS