1 fevereiro 2015 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

FÉLIX RODRIGUES NETO – COREMAS-PB

Tudo que quiser eu tenho
basta só me procurar
focinheira pra cabrito
alça para caçuá
bainha para machado
pote pra leite qualhado
fojo pra pegar preá

Só aqui vai encontrar
as coisas mais atuais
tem pente para careca
roupa para animais
fuso para fazer fio
tem pneu para navio
pra por na frente ou atrás

Das simples as mais banais
qualquer coisa em sempre tenho
motor pra cultivador
moenda para engenho
afinador para berro
caldeira pra trem de ferro
que mostra bom desempenho

O que você pensar eu tenho
daqui para o estrangeiro
óculos de grau para cego
máquina pra fazer dinheiro
Arco para landuar
antes do Japão lançar
aqui já chegou primeiro

Relógio pra beradeiro
que brilha mais que o sol
sal líquido ou em pedra
direto de Mossoró
tenho pau pra toda obra
camisola para cobra
Gravata para socó

Meu produto é o melhor
Só tem coisas de primeira
Passagem pra ir pra lua
Até na classe derradeira
se for mentira Deus me finde
E de quebra leva um brinde
Que é um arco pra peneira

E vendo qualquer besteira
pode vir que aqui tem
verniz pra lustrar barata
cama de ar para trem
esponja pra secar gelo
brilhantina pra cabelo
arapuca pra vemvem

pode procurar que tem
cola para dentadura
camisinha pra jumento
açúcar pra rapadura
massa pra massa cabelo
tesoura pra cortar selo
comprimido pra loucura

pra quem quer vida futura
vendo terreno no céu
com garantia de Deus
assinado no papel
o contrato é provisório
registrado no cartório
de Joaquim e Manoel

tem cadeira para réu
até telha perfurada
tem tijolo transparente
que fica bom na fachada
e a tinta incolor
seca mais não muda a cor
pois é muito procurada

tenho gesso pra latada
que pode chover em cima
cabo para alavanca
afiador para lima
vendo até no crediário
tem até dicionário
pra quem quer aprender rima

Veja outras poesias no meu blog Félix Rodrigues

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Direitos Humanos no Brasil!

Fiz uma leitura dos Diretos Humanos Brasileiros na íntegra, recorrendo pela primeira vez à Wikipédia.

Gostei da leitura e confesso, é a primeira vez que tenho interesse sobre o tema.

Nem penso em tratar de todo assunto, seria muita pretensão, temos muitos especialistas melhor abalizados no Brasil.

Sempre me preocupei mais com meus deveres, para não perder os meus direitos.

Vejamos: Se não pagar a conta de luz, perco o direito a iluminação, o mesmo com o telefone, a água, a moradia etc.DU

Vou falar somente das poucas coisas que afetam o meu dia-a-dia.

– Porque mesmo pagando em dia as contas de Água e Luz, os serviços estão à beira de um colapso?

– Porque mesmo pagando meus impostos em dia, muitos na boca do caixa do supermercado, não tenho um bom atendimento no Serviço Médico do Governo?

– Porque temos que conviver com a insegurança, se havia uma conversa que esta era filha da pobreza e hoje diminuíram os pobres no Brasil?

– Porque nem todas as crianças brasileiras freqüentam escolas e aquelas fornecidas gratuitamente pelos governos decaíram na qualidade do ensino?

Pronta a pegar o telefone e ligar para o Ministério que cuida dos “Direitos Humanos” e fazer minas indagações, logo desisti. Vai que do outro lado respondam: Você já tem todas essas mordomias e ainda quer qualidade?

Bem, também vou procurar no texto da “Declaração Universal dos Direitos do Homem”, da qual o Brasil é signatário, o termo “Boa Qualidade”, lendo e relendo até encontrar.

Se alguém já localizou em algum parágrafo esse quesito, por favor, avise para eu poder fazer minha reclamação, antes que deixe de cumprir meu “dever” de pagar a conta do telefone e fique sem ele.

Curiosamente, existe inteligência dos governantes para que meus deveres sejam cumpridos com “Boa qualidade”, porque não conseguem usar o mesmo método para os meus direitos.

Entendo que esse tema longo e abrangente, deveria ser fatiado para todos participarem e não só os catedráticos no assunto. Temas controversos exigem muita discussão. Aqueles acima citados precisam apenas de uma definição: “Boa ou Má Qualidade”.

MARCOS MAIRTON – FORTALEZA

Berto,

Sabe uma coisa que me intriga nessa história toda da Petrobras?

É a gente não ver manifestações dos funcionários da empresa, em defesa da sua honra, dos seus empregos e da própria empresa que eles ajudaram a construir.

Andei pesquisando os sites de sindicatos, centrais e federações, e também não vi nada relevante.

Notícia de manifestação, encontrei essa, de ontem: (clique no título para ler)

Centrais sindicais se mobilizam contra política econômica e escândalo na Petrobras

Entre as fotos, chamou minha atenção uma faixa, onde está escrito “PETROBRAS É PATROMÔNIO DO POVO BRASILEIRO, NÃO INSTRUMENTO DE GOLPE”

sindi2

Mas, quem é que está falando em golpe?

Até onde sei, as investigações na Petrobras seguem rigorosamente submetida ao devido processo legal, né não?

R. Meu caro colunista fubânico, tanto quem é leigo no assunto quanto um cabra assim feito você, doutor na matéria, sabe perfeitamente que as investigações estão rigorosamente, rigidamente, seguindo a lei. Absolutamente dentro da legalidade.

Todavia, meu caro, procurar sensatez e racionalidade na cabeça desse povo que fala em “golpe” é o mesmo que dar conselho a doido e mostrar bom caminho pra cabra-safado: perda de tempo.

É uma turma que tem a repelente mania de fazer os ouvidos da gente de pinico.

Veja só esta história que vou contar:

A combativa militante petista Lica Tapada, minha conterrânea de Palmares, me mandou uma mensagem furiosa hoje pela manhã garantindo que esta “campanha sórdida” contra a Petrobras é promovida “pelo PIG“.

Eu até já havia me esquecido dessa idiotice de “PIG”, mas tornei a me lembrar que ela existe e que o “G” da sigla é de “golpista”.

Ou seja: pra esses ceguinhos alienados, a realidade, os fatos, os acontecimentos claríssimos embaixo da luz do sol, as decisões da justiça, as espetaculares investigações da Polícia Federal na Operação Lava-Jato são uma “campanha sórdida“, são obras do PIG.

Lica Tapada me xingou de tudo quanto é nome e disse que só publico este tipo de coisa porque eu “odeio o PT“. Eu, e mais as pessoas sadias da visão, além do “grande império midiático sem controle social“.

E não adianta eu explicar para Lica Tapada que não odeio ninguém. Longe de mim o ódio. Embora sendo um incréu, eu sou cheio de piedade e sentimentos cristãos. Eu apenas tenho desejos de esganar com minhas próprias mãos os corruptos, os ladrões de dinheiro público e os arrombadores dos cofres do Erário.

E lamento que só a porra não se poder aplicar pros ratos que fuderam a Petrobras a mesma pena de fuzilamento que está em vigor na Indonésia. Só isto. Não tenho ódio algum no meu coração. Sou um santinho.

Respondi pra Lica Tapada – mesmo sabendo ser tempo perdido -, que sempre estive, estou e estarei na oposição, pois esta é a posição mais correta de todo intelectual e de qualquer blogueiro honesto.

Vou repetir meu guru Millôr Fernandes pela milionésima vez:

Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados

* * *

Complementando:

Meu caro colunista-missivista: esta postagem já estava editada e pronta pra ser publicada. Aí resolvi fazer este acréscimo, só porque falei em Millôr e no fato de ser ele sempre da oposição, como intelectual honesto que era.  Vou dar dois exemplos.

Millôr era da oposição durante o gunverno dos militares e era da oposição durante o gunverno de FHC.

Veja duas charges que ele fez com a ditadura (em pleno 1974) e debochando com a soberba intelectual do tucano:

ntdmfh

Foi só o PT ganhar as eleições e Lula chegar à prisidência que Millôr continuou onde sempre esteve: na oposição. Pois era um intelectual honesto e consciente de que prestaria bem mais serviços ao seu país sendo “do contra” do que sendo chapa-branca.

Veja, por exemplo (um exemplo entre vários outros que eu poderia citar), estas duas charge geniais que Millôr fez com Lula.

Uma quando rebentou o Mensalão e a outra com a Confraria dos Cegos, na qual militam inúmeros fubânicos, que acreditam piamente em Lapa de Mentiroso:

millorcharge2

Hoje em dia, no socialismo muderno, os zintelequituais banânicos não só aplaudem os guabirus corruptos que o PT incumbiu de saquear a Petrobras como, mais ainda, fazem a defesa pública deles.

E dizem que o esgoto rebentado pela Polícia Federal com a Operação Lava-Jato não passa de obra do PIG.

E me aparecem, com a cara mais lisa do mundo, com esta babaquice de “golpe”.

Golpe um caralho!

Ora, ora, vão se lascar vocês tudinho e cacem um jeito de arranjar uma lavagem de roupa pra se dedicar a um serviço decente.

ANTONIO PEREIRA – DIONISIO CERQUEIRA-SC

Caro Luiz Berto,

Quero cumprimentá-lo pelo seu excelente blog.

Aprecio muitíssimo.

Sou de Dionisio Cerqueira, Santa Catarina.

Um abraço e persista na luta.

Atenciosamente.

R. Persistir na luta é tudo que quero, meu caro leitor.

Na luta contra  a tentação de ficar desesperado, angustiado e nervoso com os rumos que as coisas estão tomando nesta República Federativa de Banânia.

Persistir na luta pra não ficar apoplético com a quantidade de notas zero no Enem, com os pacientes entulhados nos corredores dos hospitais públicos, com as balas perdidas matando inocentes, com o crescente número de latrocínios nas ruas e com o impressionante estado em que os guabirus deixaram a Petrobras.

Persistir na luta pra não ter um ataque de raiva com a cegueira, a alienação e o apoiamento de safadezas por parte de gente supostamente esclarecida e bem informada.

Além da luta pra não ficar desesperado com dezenas de outros itens que são temas diários nesta República Federativa de Banânia.

Ainda tô conseguindo persistir na luta graças ao apoio e a grande audiência que vocês fubânicos dão a este sítio escroto.

Veja só, caro leitor: Santa Catarina é o estado que está em 12º lugar na quantidade de leitores fubânicos.

Nos últimos 30 dias, o JBF foi acessado por 2.309 catarinenses.

santa catarina

Na região de São Miguel do Oeste, onde se localiza a cidade de Dionísio Cerqueira, exatamente 10 leitores se deram ao trabalho de ler as besteiras que são aqui publicadas.

Dionísio Cerqueira, que tem 14.801 habitantes e fica a 750 km da capital do estado, está localizada no extremo oeste de Santa Catarina, exatamente na fronteira com a Argentina

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Seu nome é uma homenagem ao general Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira, antigo ministro das Relações Exteriores e que demarcou a fronteira Brasil/Argentina.

Gratíssimo pela força e pela audiência de todos vocês aí desse acolhedor estado de Santa Catarina.

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Carros atravessando a fronteira entre Dionísio Cerqueira, no Brasil, e Bernardo de Irigoyen, na Argentina

JORGE G. DE PAULA – TERESÓPOLIS-RJ,

Mais um leitor assíduo te escreve de Teresópolis-RJ, porque seu blog foi incorporado entre meus favoritos.

Tomei conhecimento do mesmo através do Ricardo Setti da revista Veja.

O motivo que te escrevo, é para apenas para te elogiar e te incentivar a continuar trilhando o caminho que você assumiu.

Parabéns e forte abraço.

R. Ainda ontem publiquei carta de uma leitora paulista que chegou ao JBF depois da nota que Setti escreveu na página dele.

Por conta disto, todo dia aparece mais um freguês graças à generosidade daquele jornalista. É muita colher-de-chá pra uma gazeta escrota feito esta.

Caro leitor, este Rio de Janeiro é o terceiro estado brasileiro na quantidade de leitores fubânicos, vindo atrás apenas de São Paulo e de Pernambuco.

Nos últimos 30 dias, exatamente 10.199 pessoas acessaram o JBF a partir daí.

Deste total, conforme tabela abaixo, 75 fubânicos distintos são de Teresópolis, este belíssimo recanto de mundo, cujo nome é uma homenagem à imperatriz Teresa Cristina.

teresópolis

Espero continuar contando com a audiência dessa gente boa do estado do Rio de Janeiro.

Caro leitor, gratíssimo pela força e pela generosidade das vossas palavras.

Abraços, paz, saúde e brilho.

E disponha sempre deste espaço

teresópolis2

A bela Teresópolis, que fica na região serrana do Rio de Janeiro e tem 171.482 habitantes

DEBORAH RIBEIRO – ITAPEVA-SP

Caro Berto,

sou sua fã desde que o Ricardo Setti fez menção ao seu blog.

Costumo dar boas gargalhadas lendo seus comentários e também os dos seus leitores.

Então, quero colaborar com o Jornal da Besta Fubana e sugerir, se ainda não for do seu conhecimento, que divulgue quando achar oportuno a música deste vídeo.

Grande abraço.

R. Caríssima leitora, antes de botar no ar o vídeo que você nos mandou, permita-me dizer o seguinte:

Desde que Ricardo Setti fez a caridade de elogiar este jornal escroto que é chegando novos leitores por aqui a todo dia e toda hora. A nota de Setti valeu mais que um reclame no horário nobre da Globo.

É como eu sempre digo: tudo que não presta, que não tem nível, que vive de esculhambação, baixaria, difamação e calúnia, faz um sucesso da porra na rede internética.

Vôte!

Veja só, cara leitora: nos últimos 30 dias, o JBF foi acessado em 198 diferentes cidades do estado de São Paulo, perfazendo um total de 20.112 leitores distintos.

Itapeva ficou na 62ª posição na quantidade de leitores paulistas, com exatamente 18 fubânicos acessando esta gazeta escrota a partir desse belo recanto de mundo. Confira na tabela abaixo.

Você é uma destas 18 pessoas de Itapeva que gostam de perder tempo com as inutilidades que são aqui publicadas.

itapeva2

Itapeva_SP

A progressista Itapeva, que fica a 289 km da capital e tem 87.765 habitantes

Gratíssimo pelo contato, pela força e pela audiência, cara leitora.

Apareça sempre que quiser.

Desejo que nos próximos dias caia bastante água dos céus nessa terra acolhedora, briosa e cheia de gente batalhadora.

E, finalmente, vamos ver o vídeo que a nossa estimada leitora paulista nos mandou, com um tema atualíssimo, um xote da autoria de Germano Júnior, intitulado O Cofre da Petrobras.

Confiram:

SONIA REGINA – SANTOS-SP

QUERO COMPRAR UMA “ILHA”!

Bem, não poderia comprar pronta. Além de comprar o material, tenho que contratar um pedreiro para construir.

Tem outro problema, preciso acertar na Mega Sena. Sim, porque uma “Ilha” não custa tão barato e também é necessário espaço para construí-la.

Depois da maquina de lavar roupas e do aspirador de pó, a “Ilha” é uma grande invenção. Quem já lavou roupa de cama, colcha, toalha de banho, etc., num tanque, sabe o quanto custa à coluna do ser humano. O aspirador de pó nem se fala, ao contrário do que dizem, enfrentar uma vassoura no abaixa e levanta, é coisa de louco, sem contar o prejuízo para as tais renites, alergia ao pó, etc.

Agora vamos ao meu objeto de desejo.cozilha

Lavar a louça em uma pia que normalmente está pregada na parede, faz com que fiquemos de costas para tudo que se passa na cozinha e também na casa. Imagine levar uma amiga até a cozinha para preparar um café conversando de costas. E aqueles maridos, que cismam de abrir a sua loirinha, pronto a lhe contar algo interessante, onde? Exatamente no canto da pia e no momento em que você mais precisa dela inteira.

Explicamos porque temos que ganhar na Mega Sena, ou, quem sabe, arranjar emprego de consultora em algum órgão governamental.

Numa cozinha pequena, colocar uma “Ilha” no meio com a pia e o fogão, é impossível, ficaria pior a emenda que o soneto. Esse projeto implica em comprar uma casa com uma cozinha maior.

Acreditem, a “Ilha” no centro de uma cozinha é poderosa, você faz o seu trabalho e domina toda a casa olhando de frente.

Se você já tem uma “Ilha”, reflita sobre os motivos que apresentei e de um beijo nela em meu nome.

Sonhar é muito bom, não custa nada e principalmente, embala nosso Espírito.

GERSON ANTUNES – IJUI-RS

Ave Berto!

Aí estão os arquivos referentes aos programas em que falamos sobre a obra dum cabra safado!

Abraço!

R. Meu caro, este escritor cabra safado, que gasta milhares de palavras pra escrever um romance, neste momento não tem palavras pra dizer quanto ficou emocionado e feliz com estes áudios que você me mandou.

Francamente, eu fico até sem jeito. Um pobre romancista nordestino ser lido e debatido em terras gaúchas, me deixa profundamente grato.

Gratidão a você e ao Ricardo do Amaral, professor e PhD em Literatura, um ilustre leitor que me deixa muito honrado.

sebo e livraria palmares

Agora, veja só as coincidências da vida: o meu livro é ambientado na minha terra de nascença, Palmares, que é o mesmo nome do Sebo e Livraria Palmares, a empresa gaúcha que patrocina o programa.

É sina!

Brigadão mesmo, do fundo do coração.

Programa Toque Literário – 4/Dez/2014:

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Programa Toque Literário – 18/Dez/2014:

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ALDERI JÚNIOR – MAURITI-CE

OS AUTOS

Irrompendo da lavra do causídico
Já gestando o pedido inaugural,
Segue, a peça, o seu rito inicial
Adentrando no âmago jurídico.

Não pressentem, os autos, o fatídico
Embaraço de ritos infindáveis
Que os farão, por mortais, inalcançáveis,
Ante o tempo tardio, atroz, verídico.

Sob os olhos de Orfeu, jazem, na estante,
Esperando o despacho triunfante,
Saneando, talvez, vício pretérito.

Queira Deus que não levem descaminho,
Que não pairem no fosso do escaninho
Mendigando resolução de mérito.

ANTONIO EVANGELISTA – SALVADOR-BA

RAIMUNDO NONATO GREGÓRIO DA COSTA – ICÓ-CE

Onde estão?

Quem me conhece sabe o que penso do atual governo e de certas tendências políticas.

Nem por isso concordo com os que atribuem única e exclusivamente à atual mandatária e ao seu antecessor, o flagelo porque passa a educação no Brasil. Que possuem responsabilidade – e muita – sobre o estado atual, como discordar?

Os que propalam que a culpa é de todos, em especial aos que votaram nesse ou naquele candidato também não deixam de ter razão. Tenho para mim que somos todos responsáveis. Uns mais, outros menos.

Estranho, no entanto, que uma parcela dos responsáveis pelo atual estado da educação esteja sendo negligenciada, deixada de lado, inocentada, até, pelas diversas mídias e pela maioria dos comentaristas quando tratam do assunto. Exceções existem e como tal são. Não entendo o motivo do acobertamento dessa parcela grandemente responsável pela situação atual.

Refiro-me aos professores.

Todo ano – ou quase todo ano – leio notícias de greves em que os profissionais da educação reivindicam isso e aquilo, principalmente aumento de salários. É correto e legítimo reivindicar melhoras, quem há de negar? Mas alguém já viu esses profissionais em campanhas pela melhora na educação?prof2

Quem já presenciou professores realizando um trabalho efetivo de busca pela excelência na educação? Mais uma vez, registro que exceções existem e como tal são.

Fico imaginando se todos os professores fossem como o professor de matemática de uma cidade do interior do Piauí, que, de forma heroica, mudou a realidade de muitas crianças e, certamente, de Cocal dos Alves e região.

Quantos como ele temos? Quantos professores de fato perseveram no objetivo de mudar a realidade da educação do país, independentemente da valorização e reconhecimento que possam vir a ter? Quantos de fato estão comprometidos com a mudança da atual situação da educação?

Onde estão os professores? Onde estão?

À César o que é de César e aos professores o que é dos professores.

Que essa categoria, responsável pela formação até dos que comandam a nação assuma sua parcela de culpa pelo cenário de hoje mas, principalmente, que cada profissional assuma o compromisso de melhorar o estado atual.

A educação agradece.

MARCOS ANDRÉ M. CAVALCANTI – RECIFE-PE

Berto, boa noite.

Vê a que ponto chegaram os canalhas do PT.

Extraído do blog do Reinaldo Azevedo:

PT tenta mudar o conteúdo da minha criação e transformar “petralha” em algo positivo

O PT resolveu mobilizar a sua tropa para mudar a imagem do partido. Sabem como é… Ultimamente, esses patriotas protagonizaram o caso dos aloprados, o do mensalão, o do petrolão… Nunca antes na história deste país, desde que criei o termo “petralha”, a palavra foi tão atual, tão presente, tão verdadeira.

Só para lembrar: o termo, já dicionarizado, junta as palavras “petista” e “metralha” – numa alusão aos Irmãos Metralha, a quadrilha. Desde o primeiro dia, deixei claro, o termo “petralha” não define todo e qualquer petista: só aqueles que justificam o roubo de dinheiro público. Alguém poderá dizer: “Ah, mas não existe petista de outro modelo”. Se não existir, então todos são mesmo “petralhas”.

A palavra incomoda. Sou alvo do ódio eterno da companheirada. A coisa pegou. Fugiu ao meu controle. Nem tanto porque eu seja influente, mas porque o petralhismo se tornou um norte moral da cambada.

Vejam isto:

Bom-Petralha

Não pensem que se trata de uma piada – até é, mas involuntária. Essa é uma página do Facebook que pertence ao próprio PT. O partido decidiu mudar o sentido da minha criação, incorporando o “petralha” como coisa positiva.

Como bem notou a minha mulher, nem os companheiros tiveram a coragem de acrescentar o adjetivo “honesto” à lista de qualidades de um “petralha”…

R. De fato, o termo “petralha” foi uma brilhante criação de Reinaldo, que eu uso largamente aqui nesta gazeta escrota.

Admiro Reinaldo Azevedo não tanto pelo que ele escreve. Mas simplesmente pelo fato de ser ele odiado, execrado e esculhambado pelas zisquerdas banânicas.

É inegável que quem é alvo da fúria desses panacas deve ser gente do bem, gente de talento, gente que raciocina, gente que enxerga corretamente a realidade objetiva, gente que ama a verdade.

Quanto ao texto que ele escreveu e que você nos mandou, chamou-me a atenção o último parágrafo. De fato, a esposa do jornalista está certíssima: nem eles mesmos, os babaquitos vermêios-istrelados, se acham “honestos”.

Na hora de enumerar as próprias qualidades, o subconsciente das antinhas militantes falou mais alto.

SONIA REGINA – SANTOS-SP

LIBERDADE!

No curso de admissão (preparatório do curso ginasial), o professor começou a falar sobre “liberdade individual”. Na minha vez de opinar, perguntei se demorava muito para se ter liberdade. A pergunta foi feita com a intenção de saber o melhor jeito de burlar o “não” que os pais disparam sobre algo que julgam errado para os filhos. O professor respondeu: “você precisa galgar três etapas: Liberdade intelectual, social e financeira” encerrando o assunto. Não gostei muito da resposta e disparei: Intelectual? Com muita parcimônia respondeu o professor: Você tem que aprimorar o intelecto. Piorou. Insisti: Intelecto? Ai quem disparou foi ele: “Você tem que estudar, estudar e estudar”.

Tenho absoluta certeza que, a primeira etapa era a intelectual, mas, não recordo a ordem exata das outras duas.

Recorro ao dicionário Michaelis online, para ter uma visão mais ampla sobre “liberdade”. Encontrei um longo trecho. Destaquei alguns que achei mais importantes:

Tomar liberdades com alguém. L. civil: poder de praticar tudo o que não é proibido por lei.

Liberdade de consciência: liberdade de adotar, exercer ou preconizar as opiniões religiosas julgadas verdadeiras.

Liberdade de imprensa: direito de imprimir sem prévia censura, necessariamente restrito para proteger a honra pessoal, assim como em defesa da segurança e da ordem pública.

Liberdade de pensamento: direito que cada um tem de manifestar as suas opiniões políticas e religiosas.

Liberdade de religião: direito que tem todo o indivíduo ou confissão religiosa de aceitar ou professar um credo religioso e exercer pública e livremente o seu culto, uma vez que aceite e cumpra as exigências do direito comum, da ordem pública e dos bons costumes.

Liberdade individual: liberdade que cada um tem de não ser tolhido no exercício das suas faculdades ou dos seus direitos, exceto nos casos em que a lei o determina.

Encontrei em vários itens: “Observância da Lei”.

Ora, o poder judiciário de um País, é o guardião de sua constituição e leis, todas provenientes do “Poder Legislativo”, portanto, somos nós que fazemos as nossas leis quando elegemos nossos legisladores.

Será simples assim?

O que tem a ver com a resposta do professor?

A etapa que eu não esqueci: “Liberdade Intelectual”.

Também não perguntei ao professor, por quanto tempo teria que estudar, ou, talvez achasse na época, que era só colecionar diplomas que resolvia a questão.

Hoje sei que, não sei, portanto, continuo estudando. Não deixo esmorecer o hábito da leitura.

DANIEL TOTINO – SANTOS-SP

Aqui em Santos também temos inteliogentes…

Olha o que esse infeliz fez.

A entrada do velório do Hospital Beneficência Portuguesa de Santos, litoral de SP, era para o outro lado e ele escreveu para o lado que era

Só que deve ser visto com um espelho.

Já foi apagado, ainda bem

velório

R. Quando eu digo que neste JBF aparece de tudo e mais alguma coisa, tem neguinho que duvida.

Vôte!

É cada uma que até parece duas.

Esses leitores fubânicos desencavam cada coisa da porra.

O que tá escrito no muro que aparece nesta foto aí de cima, tirada na progressista cidade de Santos, é de matar de inveja os pintores de letreiros lá de Palmares.

RONALD GOES – JOÃO PESSOA-PB

Nobre Papa,

Conforme havia dito, eu e a Nilda passamos o Natal e o Reveillon, em Buenos Aires.

Onde aproveitamos deliciosos vinhos e fizemos passeios turísticos de ônibus pela cidade.

E de barco pelo Rio de La Plata.

tango

Por fim, fomos a uma casa noturna onde dançamos tanto tango que ficamos como podes ver na foto acima.

Por isso aconselho sua Santidade pegar a Papisa Aline e aproveitar do passeio, com direito ao emagrecimento.

Sua benção.

tango2tango4

R. Meu dileto Cardeal, eu só não entendi este final de vossa carta, onde fala em “emagrecimento”.

Num entendi porque, esbelto do jeito que sou, é uma coisa da qual não tenho a menor necessidade.

Tu tás bem mais precisado do que eu, seu linguarudo!.

Agora, aqui entre nós, depois da cachaça que você tomou aqui em casa no mês passado, só mesmo um tango em Buenos Aires pra curar o porre!

Ainda bem que minha querida amiga Nilda é uma paraibana da gôta serena que te carrega e te arrasta com muito jeito.

E, já que falamos em tango, eu vou aproveitar o pretexto pra fechar esta postagem com uma imagem que eu acho fantástica.

Trata-se de uma cena do filme “Perfume de Mulher“, na qual Al Pacino (interpretando um cego) e Gabrielle Anwar dançam o tango intulado “Por una cabeza“, uma letra de Alfredo Le Pera que foi musicada por Carlos Gardel.

Um momento arretado da história do cinema.

MARCOS MAIRTON – FORTALEZA

Caro amigo Berto,

Lendo o Jornal o Globo on line, deparei-me com duas notícias que me chamaram a atenção pela diferença como são tratados os transexuais pelos governos da Rússia e de São Paulo.

As manchetes são as seguintes:

a) “Rússia cria lei para impedir que transexuais e transgêneros tirem carteira de motorista”; e

b) “Prefeitura de São Paulo pagará salário mínimo para travestis estudarem”.

É bem verdade que a primeira manchete é um tanto sensacionalista, porque, ao ler a reportagem, percebe-se que a lei russa não teria como objetivo declarado impedir que os transexuais tirem carteira de motorista. O objetivo seria reduzir os acidentes rodoviários, impedindo o acesso à habilitação a pessoas que sofram de transtornos mentais, tendo incluído entre esses transtornos a transexualidade, junto do fetichismo, exibicionismo e voyeurismo.

No entanto, a essa altura do século XXI, considerar a transexualidade um transtorno mental não passa de preconceito, embora se tenha notícia que na Rússia esse preconceito ainda seja apoiado pelo Estado e presente em muitas pessoas. Além do quê, não há razão para crer que um transexual seja menos capaz de dirigir um carro que qualquer outra pessoa.

Da Rússia para São Paulo, vamos ao outro extremo. Por louvável que seja a intenção da prefeitura, que, segundo a reportagem, seria resgatar a cidadania de pessoas que se prostituem, por que discriminar outras pessoas, que também se prostituem, e não são travestis?

Uma pessoa do sexo feminino, que viva da prostituição, não merece fazer o mesmo curso do Pronatec e receber a mesma mesma bolsa? E os homens de aparência masculina, que também tiram o seu sustento se prostituindo? Não mereceriam o mesmo incentivo para se qualificar e ter acesso a outras formas de ganhar a vida?

Antes, porém, de pensar na isonomia entre pessoas que se prostituem, acho necessário refletir: será esse o caminho adequado para o Estado resgatar a dignidade e a cidadania dessas pessoas?

Se o Estado considera a prostituição algo indigno, e entende que essas pessoas “foram empurradas para as ruas pelas famílias, pela escola e pela sociedade”, como declara, no jornal, o secretário de Direitos Humanos do Município, penso que a melhor maneira de trazê-las de volta das ruas seria por meio da educação. Mas a educação para todos, capaz de combater o preconceito nas famílias e na sociedade, e de dar ao indivíduo os meios para se inserir na vida profissional, independente de ser homem, mulher ou transgênero.

Fico imaginado duas irmãs (travestis ou mulheres), igualmente pobres, dotadas de beleza e inteligência equivalentes. Uma consegue faturar em torno de R$ 3.000,00 por mês, prostituindo-se, a outra ganha o salário mínimo em seu emprego no comércio. Aí vem a prefeitura e oferece curso de graça e um salário mínimo, mas apenas para a que se prostitui. Alguém se surpreenderá se a comerciária fraudar provas de que é prostituta, para ter direito ao curso e ao salário? Alguém duvida que ela poderá passar a se prostituir, com o mesmo objetivo? Seria absurdo ela começasse a se prostituir, para obter esses benefícios, e, animada com a renda extra, continuasse se prostituindo depois?

Essas possibilidades não são as únicas e não excluem umas às outras, e o resultado variará nos casos individuais. Mas tenho a impressão de que, ao oferecer dinheiro para alguém deixar de fazer alguma coisa, indiretamente, a Prefeitura pode acabar estimulando essa mesma atividade.

CARLOS EDUARDO – RIO DE JANEIRO-RJ

Meu prezado Editor,

tivemos um rico “brainstorming” sobre Petrobras no JBF.

Uns defendendo a compra da pechincha por R$ 9,00 e outros criticando a administração da companhia.

Neste momento de decisão, compro não compro? Vendo, não vendo?

Eu gostaria de lembrar a todos que num gesto de sabedoria petista o governo comprou e ofereceu a todos os trouxas, em setembro de 2010, a possibilidade única de comprar ações da maior empresa brasileira pela bagatela de R$ 29,65 as ações ordinárias e R$ 26,30 as preferenciais. As duas ações negociam hoje próximo de R$ 9,00.

Era a grande oportunidade de participar do ganho extraordinário do petróleo do pré-sal.

Fica a minha pergunta: como estarão os cidadãos que compraram diretamente estas ações?

E o que devem pensar os brasileiros que indiretamente fizeram este maravilhoso investimento via Tesouro Nacional?

Foi uma brilhante operação para as Empreiteiras, os corruPTos e outros parasitas, pois boa parte desse caixa, hoje nós sabemos onde foi parar.

Editor, você está feliz com o que fizeram com a sua parte dos impostos pagos?

R. Mais do que feliz, eu estou mesmo é nadando num mar de felicidade idiótica.

Aderi à filosofia de Explicante Desesperado: resisto a encarar a realidade real e louvo a merda em que o Socialismo Muderno nos meteu.

E, assim, sou imensamente feliz. É a felicidade alicerçada na cegueira e na alienação. Um verdadeiro achado!

E, com a vossa carta, na qual consta a palavra “brainstorming”, aí foi que meu sábado ficou feliz mesmo!

Brigadão pelo presente e tenha um feliz final de semana.

homem-cagando

Militante zisquerdista tendo uma “bosta-storming” para aconselhar os cumpanheros a investir na Petrobras dos tempos de Lula, Dilma, Graça Foster e PT

XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

Pela pertinência do assunto e pela mensagem que se pode extrair da charge de Humberto Araújo (associa a violência à possível esperança que deve permear nossos sonhos – outros lápis nascerão para suprir aqueles que se foram), sugiro a publicação da charge em anexo, a mim gentilmente remetida pelo querido artista.

Abraço

humberto

R. Humberto é um talentoso cartunista, um artista recifense que muito orgulha a Nação Nordestina.

Cumprindo sua missão de cidadão, de democrata e de defensor da liberdade de expressão, Humberto comparece com sua genialidade nesta hora triste para a humanidade.

Em nome de toda a comunidade fubânica, meu caro colunista Xico, agradeço de coração você ter nos mandado esta charge.

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Idosos: Alegria dos Banqueiros

Transcorria o mês de dezembro do ano passado, quando lá pelas 11 horas toca o telefone e uma jovem muito gentil após identificar-se, argumenta: “A senhora tem que fazer prova de vida antes do final do mês para não deixar de receber seus rendimentos”. Ia responder quando a jovem indagou, se eu não gostaria de ir naquela hora e resolver de vez a pendência? Pensei, ia começar a preparar o almoço, mas ser atendida sem fila, foi a palavra chave e combinei que iria em seguida.

Entrei e procurei pela jovem que sorridente ofereceu-me a cadeira à sua frente. Pediu RG e o cartão do banco. Acionou seu computador e anunciou: A senhora tem uma disponibilidade de $****, que poderá ser paga em 60 meses, em pequenas parcelas mensais. Respondi que não queria. Ela insistiu e foi aconselhando: aproveite, pegue esse dinheiro e vá viajar. Respondi que não queria me meter em dividas, só queria fazer a tal “prova de vida”. A gentil jovem, devolveu meus documentos e apontou seu indicador na direção dos caixas, alegando que, somente eles podiam fazer esse tipo de atendimento.

Meio sem graça, fui para a fila. Depois de algum tempo, o caixa resolveu o problema rapidinho. Antes de devolver meus documentos, mostrou-me um catálogo e falando rapidamente, sugeriu que eu fizesse um título de capitalização depositando $60,00 por mês e que, teria um bom lucro após 4 anos. Recusei, ele devolveu meus documentos e fui embora.

Quando recebi a ligação da gentil jovem, senti-me a pessoa mais importante do banco. Depois de ser assediada com vantagens mediante uma divida que duraria 5 anos, senti-me uma mercadoria.

Bem, a história é a de sempre, subterfúgio de venda, indução à endividamento e até falta de ética, pois usam a conversinha doce com seres humanos já idosos e muitas vezes carentes de um bom atendimento. Muitos que pertencem a essa classe social, não vão ler este relato, ou porque não podem comprar um computador, ou se podem, alegam não terem mais idade para participar dessa modernidade.

Acredito que não tenham a mesma postura com os aposentados “medalhões”, que “guardam” seus legítimos “benefícios” nos bancos em forma de aplicações sempre muito rentáveis.

Afinal, quem se importa?

NELCIA MARIA MENDES – ANÁPOLIS-GO

Sr. Berto,

Boa noite!

Estou enviando, em anexo, foto do sargento Agapenor Mendes aos 20 anos.

agapenor

Sou prima dele e só consegui reencontrá-lo graças ao Besta Fubana.

Obrigada.

Estávamos sem ter notícias há vários anos e foi através do artigo e de comentários de familiares que o localizei.

Os artigos sobre os sargentos ficaram perfeitos: o Agapenor era aquilo mesmo… uma figura mas de bom coração. O desenhista Juarez Leite foi fiel.

Parabens!!!

Tornei- me leitora do Besta Fubana.

Atenciosamente

R. Nossa leitora está se referindo a um texto publicado na coluna de Raimundo Floriano, em junho de 2013 (clique aqui para ler).

É o tipo de mensagem que me deixa muito feliz e que compensa a enorme trabalheira que é editar esta gazeta escrota.

Na foto que a leitora Nelcia nos enviou, o Sargento Agapenor ostenta as divisas de cabo e na cobertura de sua cabeça aparece a inscrição do antigo 6º Batalhão de Caçadores, que ficava localizado na cidade de Ipameri, Goiás.

Conheci Agapenor quando servi ao exército, em Brasília, onde ele foi promovido a sargento. Era uma figura humana marcante, destacada, um sujeito alto, corpulento, voz grossa, trovejante, e que nascera talhado para a vida militar. Rigoroso, disciplinado, tinha como norma não dar vida mole ou “colher de chá” aos subordinados. Era o que na gíria castrense se denomina de “caxias”.

Lembro-me de uma anedota inventado por um colega sargento, o paulista Pedro Oliveira. Pedro contava que Agapenor foi derrubado de uma montaria, que parou abruptamente, só pra sacanear e derrubar o cavaleiro. O fato tinha acontecido num quartel de cavalaria. Agapenor, segundo Pedro, atracou-se com o animal pelo pescoço, dando-lhe uma chave e derrubando-o no chão, ao mesmo tempo em que dizia: “Você pode ser mais inteligente do que eu; mas mais forte você não é de maneira alguma!

Agapenor era o primeiro a rir da anedota de Pedro. Do pouco tempo que com ele convivi, guardo uma excelente lembrança.

Grato pela audiência, querida leitora dessa metrópole goiana que é Anápolis, onde o Jornal da Besta Fubana foi acessado por 74 leitores distintos nos últimos trinta dias. E fique sempre ligada na coluna de Raimundo Floriano, um cronista memorialista da vida militar.

Vivi intensamente em Anápolis, namorei e amei muito nessa cidade acolhedora, fiz muitas farras na Churrascaria Estrela d’Alva (ainda existe?), localizada naquela pista enladeirada na entrada da cidade, e por várias vezes vi o dia amanhecer sentado num banco daquela praça em frente à igreja, no centro da cidade.

Disponha sempre deste espaço, cara leitora, e tenha um excelente final de semana!

anápolis

Anápolis, cidade rica, polo industrial, de alto IDH, localizada a 48 km da capital Goiânia e a 140 km de Brasília, com uma população de 361.991 habitantes

WÉLINTON ALENCAR – ARAGUAÇU-TO

Meu caro Editor,

Agora é 01 :02 do de sábado.

Na rua em frente à minha casa em Trindade, existe uma feirinha das mais ajeitadas. São no máximo trinta e cinco feirantes, que vendem de tudo um pouco. Verduras, cds, doces, pipoca, condimentos, laranja, pastel, linguiça caipira, peixe, e claro, churasquinho com cerveja e cachaça das mais variadas.

Conheço pessoalmente uns trinta barraqueiros, inclusive os dois churrasqueiros, onde sou freguês de carteirinha, quando das minhas passagens por Trindade. Um dos verdureiros, o Hudson foi colega de escola do meu filho e eu sou amigo do pai dele, o Zé Soldado.

O Jonas, que vende laranjas, me comprou há cerca de um ano, uma caminhonete D20, carroceria de madeira, que eu usava na Fazenda. Foi uma negociação de um mês e meio. Mineiro, dos mais veiacos nas negociações, seguro, – Te pago à vistinha, uma atrás da outra, me dizia. Mas só pagava trinta mil. E eu querendo trinta e dois. Depois de umas cinco ou seis feiras, vendi por trinta e um e quinhentos. Mas foi um suador danado. Botou quatro pneus novos, pintou, botou carroceria nova, um sonzão, tirou um vazamento do motor e agora tá vendendo a bichinha por cinquenta mil! Diz ele que mexeu até na bomba injetora!

Volta e meia trago das minhas andanças uma pinga escolhida e divido com alguns, com o Divino Verdureiro, com o Tõe do Espetinho e com o Farrampa o outro churasqueiro.

Quando não tinha banheiro por perto (agora tem um bar com banheiro. É só pegar a chave com Tião, dono do buteco), não raro um deles ou a mulher de um ou outro barraqueiro usava o “banheiro dos bebim” daqui de casa.

Funciona toda sexta feira, começando por volta das quatro da tarde e finalizando entre 9:30 e 10:00 hs da noite. Quando chove, costuma terminar mais cedo. Nunca presenciei nenhuma arruaça, nenhum bate boca, nenhum ranca rabo. É bem família. É comum ver o Renato, dono da Casa do Construtor com a família e algum empregado, curtindo um churasquinho regado à uma latinha de água benta, aqui no Tõe.

Ultimamente, pego um espetinho de contrafilé e outro de frango com bacon, acompanhado de feijão tropeiro e tomate picado. Claro, depois de duas latinhas de mé. A Lúcia toma mé moderadamente, um ou outro gole. Japonês gosta mesmo é de coca-cola. O Farrampa e a mulher, foram alunos dela, quando morávamos em ouro bairro. De forma que nosso feijão, vem sempre “adubado”.

Hoje estão conosco minha filha que mora em Palmas, Miê, o Marido dela, Édson, o Enzo, filho do Édson do primeiro casamento, e finalmente, a Cecília, minha primeira e por enquanto única netinha. Claro que saí com ela, tem três anos de idade, apresentando-a para meus amigos. Implicou com o Divino, adorou o Hudson e mais ainda o Farrampa. Saiu de banca em banca, querendo saber de tudo. E eu feito um babão, atrás, atendendo às solicitações dela. – Vovô que é isxo? É linguiça de carne de porco. Compla vovô. Tem pimenta Cecília… Compla, compla, compla…. Tá bem, tá bom….

A mãe dela comprou três espetinhos no Farrampa, com os devidos acompanhamentos e fomos deliciar, em casa.

Ela e o Enzo, ficaram tão empolgados, que foi um custo fazerem entrarem em casa. O Enzo principalmente. Mora com a Mãe, em Santo Ângelo (RS) e pareceu-me que foi a primeira feira livre que ele participou, como consumidor.

Hoje, talvez pelo horário de verão, talvez pelo calor, ou por outro talvez, alguns feirantes saíram após as 11:00 hs. E, caso raro, apareceram uns goianos com som automotivo, música caipira, para mim de gosto duvidoso e tome-lhe som. A coisa entrou pelas onze horas, onze e meia, meia noite, uma de dez da madrugada…

Onze horas fui no Farrampa e pedi para os caras baixarem o som. Baixaram. Mesmo assim, Cecília e Enzo não estavam conseguindo dormir. Nem nós. Onze e dez, novamente reclamei. Nada. Falei com o Farrampa – Vou ligar para o 190, quero dormir. – Já estamos indo, me disse o Policial de Plantão. Esperei até onze e meia. Nada de Polícia, nem de baixar o som. Eu, que não sou doido de discutir com bêbados, tornei a ligar para o 190. – Já estamos indo. Do quartel aqui em casa, gasta-se no máximo dez minutos. Esperei vinte minutos. Nem a Polícia apareceu, nem os bebuns baixaram o som e a algazarra.

– Já comuniquei à viatura. Está indo. Vocês estão com algum problema?, perguntei. – Estamos com pouca viatura disponível e pouco efetivo. Mas o governador falou na TV que comprou num sei quantas viaturas.! -…..silêncio do outro lado. Posso ajudar de alguma forma, perguntei. – Não sei como. – E se eu fizesse uma comunicação via inernet com a Ouvidoria? sugerí. – É um direito que tem cada cidadão..- – Se está faltando viatura, se o efetivo está pouco, vou falar isto para o Ouvidos de PM, quem sabe ele interceda, leve esta preocupação aos superiores, não é? – É verdade. -Então está bom, Boa noite e muito obrigado

Abri a página da PMGO e fui no ícone Ouvidoria. Olhei toda a página, ví como deveria enviar o documento. E aí bateu uma neura. Como vão reagir os PMs daqui de Trindade, pois provavelmente, vai haver um procedimento, alguém vai ser chamado para dar explicações, é bem possível que também vão querer me ouvir e tal e coisa. O que fazer então. Pensei e resolvi fazer duas coisas:

– Segunda feira, vou na Prefeitura, procurar Esmeraldinho, secretário do Prefeito e pedir para ele mandar um fiscal orientar aos feirantes sobre o horário regulamentado para as feiras livres que funcionam à noite. Não vai ser fácil falar com ele.

Quarta feira, passei por lá, para desejar-lhe sorte para o ano que se inicia, ele é meu amigo e conhecido há uns vinte anos.

Esperei, esperei, entrou um funcionário na nossa frente ( já tinha dois esperando), saí, fui ao Posto Bancário que funciona na Prefeitura, voltei e os dois ainda estavam lá. Pedi um papelzinho à secretária e deixei um bilhete: “Esmé, passei para dar um abraço e desejar sucesso em 2015”. E fui embora. Mas segunda feira, vou ser um dos primeiros a chegar lá e só saio depois de falar com ele.

– Pedir socorro ao Papa, meu caro Berto, coisa que estou fazendo agora..

Em tempo. São 2:33 da madruga, a Polícia não apareceu e os bebuns foram embora lá por volta de 1:30.

Agora vou conseguir dormir. Este costume da fazenda, de dormir cedo (8:30, 9:00 hs) tá me deixando mal acostumado .

Sexta feira vem aí, de hoje a oito. Em uma semana a PM não vai resolver os problemas de efetivo e viatura.

Se nem o Esmé, nem o Papa resolverem meu problema, vou resolvê-lo sozinho, eu contra uma dúzia de bebuns?

Pelo jeitão, vou ter que ir para a barraca do Farrampa comer espetinho, encher a cara de mé e aprender a dormir mesmo é depois da meia noite…

MARCOS ANDRÉ M. CAVALCANTI – RECIFE-PE

Caro editor Berto,

Bom dia? Infelizmente não posso assim me dirigir a você.

Uma das coisas mais bacanas, que mais admiro no JBF são as charges formidáveis por você publicadas diariamente.

Como grande admirador/apreciador de charges/cartuns, me senti violentamente atingido pela barbaridade perpetrada contra esses craques da arte de comunicar idéias, em que usam apenas inteligência e nanquim.

nani

Um cartum exprime uma história, um acontecimento. É uma leitura inteligente feita com criatividade e arte.

Esse é meu sentimento em relação ao PT como um todo. No fundo eles aplaudiram os fanáticos que atacaram o tablóide parisiense.

É como se fosse uma forma de controlar a mídia.

O recado do “controle social da mídia” foi dado pelos extremistas islamicos.

Abraço.

NÉLIO SANTANA – SANTA MARIA-RS

A abordagem sobre o massacre ocorrido na redação da revista francesa só pode ir em uma direção: a do escancarado repúdio, como os franceses demonstram. Não tomei conhecimento de nenhum posicionamento a favor dos terroristas, o que me leva a pensar que este sentimento é nacional. Mas…

No Brasil, onde sem noção, incompetente e corrupto, enquanto continuar solto pode até ser ministro, aqui e ali ouvimos vozes canhotas culpando os mortos pela chacina. Os indefectíveis “especialistas” da Globonews desculpando a tragédia. São os que falam que “o estupro é horrível, mas ela usando esta minissaia provocou”. Relativistas morais, canibais sedentos que nem o sangue dos cem milhões de mortos imolados no altar da ideologia dos fracassados foi capaz de aplacar a sede.

O que esses multiculturalistas escondem é o fato de que o Islã é intrinsecamente violento e intolerante. Digo isto constatando um fato: ninguém tem notícias de cristãos ou ocidentais cometendo atos violentos em nome de Deus. Se ocorrerem, são casos de desequilíbrio mental; já no Islã isso é a realidade cotidiana deles. Só no Islã um país tem como Objetivo Nacional Permanente varrer da face da terra outro.

apedrejamento

Mulher muçulmana adúltera sendo preparada pra ser executada por apedrejamento

Homofobia, censura, tolher os direitos femininos são conceitos arraigados entre os muçulmanos. Lapidação (morte por apedrejamento), execuções sumárias, amputações de membros, aplicação da lei de Talião e a Sharia são definições tão familiares a eles como tomar picolé aqui.

O que ocorre em toda a Europa, com destaque para a França, Grã-Bretanha e Alemanha é que os multiculturalistas, com seus conceitos politicamente corretos de equivalência entre as culturas, emascularam o debate.

Só que as culturas não são equivalentes. Tem as evoluídas e as radicalmente primitivas, como prova esse atentado. E o imigrante é quem deve se adaptar aos costumes do país que o acolhe e não o contrário.

Um debate acovardado leva à situações como na Grã-Bretanha, onde a título de respeitar as diferenças culturais, mulheres espancadas por seus maridos paquistaneses, quando procuravam a polícia eram conduzidas de volta porque no Islã a mulher é propriedade do homem.

Não conheço detalhadamente do que de fato ocorreu, mas temo que tenha sido consequência disso.

SÉRGIO MARCHIÓ – MINEIROS-GO

Bom dia,

Sou frequentador assíduo do seu JBF desde que conheci.

Hoje lendo suas páginas me lembrei de uma charge que mandei um chargista meu amigo, Mariosan, do Jornal O Popular de Goiânia (paguei por ela e não foi publicada) que lhe envio no anexo e se for do seu gosto pode usar como quiser.

empreendedor

Não preciso nem dizer que sou empreendedor e conheço o peso da mão do governo que tira nosso couro sem dó para torrar a seu bel prazer com um retorno mínimo para o povo.

Mas no gogó deles fazendo-se de importantes.

Observe que na estrada do sucesso tem uma porteira trancada e um mata-burros.

R. Pronto, meu caro leitor do querido Goiás: a charge que você encomendou ao Mariosan está publicada. E vai ser vista e curtida por milhares de pessoas da comunidade fubânica, tanto em Banânia quanto no istranjero.

E de graça. Aqui o freguês não paga nada e ainda se serve graciosamente de tudo. Disponha sempre deste espaço.

Quanto ao resultado do seu trabalho como empreendedor, da sua atividade de contribuinte que paga impostos, seja otimista e veja pelo lado positivo.

Tudo que sai do seu bolso e vai pros cofres do Erário tem um fim nobre, que é o pagamento de dezenas de milhões de Bolsas-Voto.

Num é ótimo isto???!!!

Faça um pensamento positivo e vá dormir em paz, repetindo pra você mesmo:

Eu contribui com meu dinheiro pros 16 anos do Sultanato Petralha. Sou feliz por ter Lula como proprietário da minha querida Banânia“.

E tenha uma excelente quinta-feira!

GABRIEL L. TRIZOGLIO – JABOTICABAL-SP

Olá, pessoal!capa-livro-sam

Meu novo livro, “O mendigo ‘Samuel“, já está disponível.

Querem conhecer? O primeiro capítulo pode ser lido no site “Recanto das Letras” clicando aqui.

A versão completa em PDF pode ser solicitada gratuitamente por e-mail (gabriel.fotos.livros@gmail.com).

Em breve haverá também exemplares disponíveis na Biblioteca Municipal e comigo.

E para quem quiser comprar, basta entrar em contato pelo já citado e-mail ou encomendar direto pelo site da AgBook clicando aqui.

O primeiro capítulo da obra também está disponível para leitura (basta clicar em “leia as primeiras páginas”).

RÔMULO NÓBREGA – CAMPINA GRANDE-PB

Prezados amigos,

Este ano de 2015 é um ano rico em termos de motivo para festejos de centanário de cantores e compositores, notadamente, a começar, no dia cinco de janeiro, ontem, o de Humberto Teixeira, cearense, antecidido pelo paulistano Ruy Rey dia 04, até então, nos nossos registros, o de Rosil Cavalcanti em 20 de dezembro.

Entre estes, listamos alguns tais como: Abel Ferreira, Haroldo Barbosa, Gilberto Alves, Jair Amorim, Fernando Lobo, Orlando Silva, Grande Otelo até mesmo a internacional Edith Piaf, francesa.

Do nosso meio artístico, ainda constam Gerson Filho, o primeiro sanfoneiro a gravar em Oito Baixos no Brasil e o grande poeta, violeiro e repentista Lourival Batista ou Louro Batista ou mesmo Louro do Pajeú, cujas comemorações em sua cidade natal, São José do Egito, contou com a presença do governador de seu estado, Pernambuco.

A TV Paraíba, da Rede Globo, fez excelente registro da passagem do centenário de Humberto Teixeira.

Clique na imagem abaixo para assistir:

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LEONAM QUIRINO – MACEIÓ-AL

Não entendo PORRA nenhuma de inglês, mas pra putaria o “falar” é universal.

Essa é a real Transnordestina que Lula e Dilma, deixaram.

A outra mostrada através de imagem virtual na campanha faz parte do país paralelo, dessa cambada.

Veja o vídeo:

R. Francamente, eu não entendo vocês catrefas, reaças e pessimistas.

Reclamam de tudo e de todos.

Pois eu fico na maior alegria, meu peito vibra de patriotismo cívico, quando vejo imagens de Banânia sendo divulgadas no istranjeiro, sobretudo nos Zistados Zunidos.

Eu e o fubânico gunvernistas Papagaio Ufanista ficamos igualzinho pinto no lixo: na maior felicidade.

Isto é ótimo, pros zamericanos tomarem ciência da potência que nós somos.

ROSA WASEM – GABINETE DO SENADOR EDUARDO SUPLICY – BRASÍLIA-DF

Em carta enviada, por e-mail, à presidenta Dilma Rousseff o senador Eduardo Suplicy argumenta que os motivos apresentados pelos ministérios para que a presidenta vetasse o projeto de Lei nº 66/1999 não condizem com o objetivo da proposta e lamenta não ter sido consultado a respeito antes da decisão.

Abaixo a íntegra da carta.

R. Caríssima missivista, antes de transcrever a carta que você nos mandou, gostaria de dizer que bateu na porta certa pra fazer esta divulgação.

E por várias razões.

A primeira, a mais básica, é que este Editor que vos fala adora brigas, traições e rasteiras entre os membros do bando vermêio-istrelado.

Suplicy, do PT, arengando com Dilma, do PT. Meu sádico coração fica em festa e gargalhando dentro do meu peito.

Outra razão é que nesta gazeta escrota há espaço e boa receptividade pra todo tipo de escrotidão que existe no mundo. Até mesmo pra um cabra que já foi casado com uma perua galheira do tope de Marta, uma semeadora de chifres como poucas nesta terra banânica.

Mais uma outra razão pela qual Sua Incelença é bem vindo por aqui é por conta do deboche, do ridículo, do non sense, da hilariedade. Veja só: ainda ontem eu li uma nota na coluna do jornalista Ricardo Setti que tinha o seguinte título:

Após decadas de dedicação ao PT – usando até o ridículo como instrumento de fazer política -, Suplicy leva uma facada nas costas do partido

Eduardo-Suplicy-de-cuecas

Suplicy usando cueca vermelha sobre a roupa, atendendo a um programa humorístico

Para ler a matéria publicada por Ricardo Setti na íntegra, basta clicar aqui.

(Atenção: aviso que vale a pena ler o texto. Um texto que tem tudo a ver com a carta que abre esta postagem.)

Um parlamentar federal, um Senador da República, vestindo uma calcinha com as cores do PT, em pleno Salão Nobre do Parlamento, tem todas as credenciais pra brilhar no Jornal da Besta Fubana.

Pois, então, retomando meu raciocínio, reafirmo que o Senador Suplicy é muito bem vindo aqui na página que eu edito.

Só o fato de ser ele odiado, sacaneado, traído, repelido e detestado por um pulha safado da qualidade de Lula, já o torna digno do meu apreço e da minha consideração.

Todo cara que Lula hostiliza costuma ter bom caráter e ficha limpa. E Suplicy, apesar de petista – e por mais incrível que isto pareça -, tem estas duas qualidades. Ingênuo e bisonho, mas excelente caráter sem sombra de dúvida. E honesto. Teria mesmo que ser apunhalado pela quadrilha petralha. Aliás, ao que me consta, não é a primeira vez que ele leva uma rasteira dos cumpanheros.

Diga a Sua Incelença que disponha sempre deste espaço. Está inteiramente às ordens.

E, finalmente, transcrevo na íntegra a carta que ele dirigiu à prisid-Anta Dilma.

* * *

Excelentíssima Senhora Presidenta Dilma Rousseff,

Venho expor a Vossa Excelência que os motivos apresentados pelos Ministérios da Fazenda, do Planejamento e do Desenvolvimento Social para que viesse a vetar o Projeto de Lei Nº 66, de 1999, que institui a linha oficial de pobreza e dá outras providências, não condizem com a letra e os objetivos da proposição. Ela é inteiramente consistente com o fim maior de seu governo de erradicar a pobreza extrema e a pobreza absoluta. O objetivo do projeto é também compatível com o inciso III do Artigo 3º da Constituição que explicita: “Constitui objetivo fundamental da República Federativa do Brasil erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”. Portanto, de maneira alguma, o projeto contraria o interesse público, como foi mencionado na Mensagem Nº 467, de 30 de dezembro de 2014.

Diferentemente do argumentado, os dispositivos do projeto levam em consideração as políticas públicas voltadas à erradicação da pobreza, como o Programa Bolsa Família e o Plano Brasil Sem Miséria, as quais consideram linhas oficiais de pobreza para definir quais serão as famílias beneficiárias. Da mesma forma que os limites estabelecidos pelo Programa Bolsa Família não causam confusão com a política do salário mínimo, a linha oficial de pobreza definida pelo Governo não vai se constituir “em entrave” à política do salário mínimo, como argumentaram os que apresentaram as razões do veto.

Clique aqui e leia este artigo completo »

RONEY MESQUITA – FEIRA DE SANTANA-BA

Sr. Editor Berto:

Atente para esta matéria, publicada ontem, dia 4.

Vou transcrever do jeito li:

A Petrobras criou “empresas de papel” para construir e operar a rede de gasodutos Gasene, conforme constatação da Agência Nacional de Petróleo (ANP) reproduzida numa auditoria sigilosa do Tribunal de Contas da União (TCU). O trecho do empreendimento que fica na Bahia – e, de acordo com técnicos do tribunal, teve os custos superfaturados em mais de 1.800% – foi inaugurado com pompa em 26 de março de 2010 pelo governo federal. Oito dias depois, a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deixou o governo para se candidatar à Presidência da República. Ela foi à festa de inauguração em Itabuna (BA) com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Petrobras na época, José Sérgio Gabrielli, e a então diretora de Gás e Energia da estatal, Graças Foster, atual presidente da empresa.

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Gabrielli, Lula, Dilma e o então governador Jaques Wagner (encoberto) na inauguração do gasoduto em 2010: superfaturamento e empresa que existe só no papel

Era o dia 26/Mar/2010. Inauguração de um grande gasoduto.

Presentes o então presidente da república e aquela que seria lançada candidata à presidência dias depois. Poderia ser apenas o uso da máquina administrativa para promover a candidata, o que se deduz da presença de 5.000 pessoas à inauguração.

Acontece que agora os jornais estão noticiando um superfaturamento de 1800% em mais um empreendimento bilionário da Petrobras.

Também se noticia a constituição de empresas de fachada, uso de laranja e omissão da Agência Nacional do Petróleo na Fiscalização.

Pensando em tudo isso, é o caso de se perguntar: tem Graça nessa foto?

tcc

R. Se a foto tem Graça ou não tem graça, eu não sei, meu caro leitor.

O que achei engraçado mesmo foi a manchete do Jornal do Commercio, aqui do Recife, no dia desta encenação:

Povo brasileiro cansou de ser tratado como vira-lata, diz Lula

Pelo visto, o que Lapa de Demagogo chama de “povo brasileiro” ainda não se cansou mesmo foi de ser tratado como anta.

Nem de ser tratado como jumento também, claro.

E, já que se falou em cachorro vila-lata, vamos aproveitar o pretexto e fechar esta postagem com música:

JANAÍNA BERTO – RIO DE JANEIRO-RJ

ELE CRESCEU

Pela primeira vez passei o reveillon longe do meu filho. Ele, prestes a fazer 16 anos, decidiu que a maneira correta de ter a sua virada de ano era em Recife e assim foi, deixando-me de coração partido, sentindo como se estivesse faltando uma parte de mim.

Claro que dei um jeito de falar com ele à meia-noite, claro que passei um WatsApp, claro que mandei foto pelo Instagram (e solicitei a dele) e claro que logo depois da meia-noite corri para o facebook e fiquei esperando até que ele conversasse um pouco comigo e acalmasse a minha saudade. Mas, fisicamente, ele estava lá, longe de mim.

Pode parecer dramático, mas acredito que é uma preparação para o futuro. Filhos são do mundo, já dizia muito sabiamente a minha vó. A melhor coisa que uma mãe pode fazer é preparar o seu herdeiro para enfrentar o que vem pela frente da maneira mais inteligente que ele puder, e rezar. Rezar muito. Porque a vida vai se encarregar de dar os calos, apertos e arrochos que dá, sem dó nem piedade, como deve ser.

Tudo bem, foi o primeiro reveillon longe de mim, assim como alguns meses atrás ele foi para a sua primeira balada, e daqui alguns meses enfrentará novamente alguma estreia na sua existência. E eu, mãe, fico aqui, meio boba, meio orgulhosa, meio receosa, meio feliz, sem entender como, matematicamente falando, meus sentimentos possam ter tantos meios.

Só quero, no futuro, ter a consciência tranquila de que dei todas as oportunidades de crescimento que meu filho poderia ter. Não fui uma mãe egoísta que o prendeu dentro de casa por insegurança ou fez tudo sempre por ele por egoísmo. Quero ter paz de espírito de perceber que deixei meu filho crescer, seguir o seu caminho e assim ser dono do seu próprio nariz.

Tudo bem que foi sem graça a minha virada de ano sem ele, e que certamente no ano que vem tentarei negociar a sua presença, pois é sempre mais legal fazer uma festa com a família completa. Mas percebi que um ritual de passagem foi feito. Talvez, agora, ele tenha se tornado um pouco mais adulto do que no ano passado, quando eu mesma fui lá e coloquei lentilhas no seu prato. Mas, talvez, exatamente por ter sido ele quem se serviu, a riqueza prometida pelos grãos possa chegar na sua vida adulta.

R. Minha filha, confesso que tomei um susto quando fui pegar Luiz Neto no aeroporto. Revê-lo após algum tempo, me deixou atônito: o cabra tá mais comprido que um dia de fome.

Vôte!

Tá um negão grande que só a peste. Mais alto do que eu.

Apesar do jeito zen e de ser vegetariano, ele está convivendo bem com a culinária nordestina que é servida aqui em casa.

Ele ataca suas verduras, cereais, sucos e frutas, enquanto eu devoro a minha carne de bode e a suculenta rabada, numa harmonia familiar perfeita.

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Luiz Berto Neto e Luiz Berto Filho: uma parelha de neto e avô

Arretada mesmo foi a forma como João o apresentou pros primos e pros amigos: “Este aqui é meu sobrinho Luiz, filho da minha irmã Janaína. Eu sou tio dele“.

Repetiu tudo do jeitinho que eu expliquei quando ele me perguntou quem era Luiz Berto Neto.

Cababom pra aprender as coisas, esse meu filho!

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Luiz Berto Neto, o neto caçula, filho de Janaína, a filha caçula deste Editor coruja

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Santidade

Que o ano de 2015 traga bons ventos para os incontáveis leitores dessa gazeta da bixiga lixa.

VNT

R. E que vente o ano todo, de janeiro a dezembro!

De preferência, que vente sempre na minha frente…

CARLOS EDUARDO – RIO DE JANEIRO-RJ

Meu prezado Editor Berto,

não vi na coluna de utilidade publica do nosso JBF nenhum aviso sobre a novidade da troca obrigatória dos extintores dos automóveis no nosso Brasil varonil.

Acho que para o interesse geral dos milhões de seguidores da página mais atualizada da internet, a gazeta deveria informar sobre esta medida importante que nos coloca no primeiro mundo dos extintores.

Eu até escrevi um desabafo porque vou ter que destinar parte do orçamento do lazer para este novo equipamento essencial no automóvel. Minhas selfies vão continuar modestas, sem aquele ângulo especial.

Estou desconfiado que isso já é coisa do novo Ministro da Ciência e Tecnologia Aldo Rebelo da Vinci, ele está sempre na fronteira do novo, é um vanguardista.

Meu abraço, meus agradecimentos por nos divertir e informar durante mais esse ano e continuaremos sempre alerta e obediente em 2015.

R. Eu é que tenho de agradecer a gentileza e a generosidade de todos vocês, meus queridos amigos da comunidade fubânica.

Se esta página é “a mais atualizada da internet“, conforme você diz em sua carta, eu não sei se isto é verdadeiro. O que sei sem qualquer sombra de dúvidas é que somos a página “mais escrota da internet”.

Que tenhamos todos nós um ano da porra, porque merecemos e fizemos por onde.

Abraços e um excelente final de semana.

E vamos ao texto que você nos mandou:

Pau de selfie X extintor

Esse Brasil é de lascar! Tinha juntado um dinheirinho para ficar na moda, já estava tudo certo para comprar um pau de selfie (bombou neste natal). Já pensou nas fotos? Vixe que eu ia postar cada lindeza aqui no JBF.extintor_uso_ger

Mas aí surgiu no finzinho do ano uma nova lei obrigando o sujeito a ter no automóvel um tal de extintor ABC. Quem não tiver o tal extintor ABC no veículo, a partir do dia 01/01/15, terá o carro apreendido.

Agora me explica: como é que um tipo de extintor vale até o dia 31/12/2014 e no dia seguinte não vale mais?

Num lugar normal o indivíduo deveria trocar o extintor na medida em que fossem vencendo os extintores existentes, mas aqui como somos uma nação muito atenta às novidades, ordeira e preocupada com o cidadão, vamos trocar imediatamente. De um dia para o outro vão desaparecer todos os antigos extintores e instalar em todos os automóveis do Brasil o tal ABC.

Só esqueceram que não havia como produzir os milhões de extintores imediatamente. Então, a partir de 01/01/2015 milhões de proprietários de automóveis estarão sujeitos a ter seu carro apreendido pela falta do novo equipamento.

Como não encontrei no mercado o danado do extintor, parece que vou ficar sem o pau de selfie e corro o risco de ficar sem o carro também, se passar numa blitz mal intencionada.

E ainda tem detalhe muito sútil: se você encontrar o extintor ABC, colocar no carro, mas esquecer de tirar o plástico que vem protegendo o equipamento, será multado também.

Extintor com plástico dá multa (R$ 127,00 e 5 pontos na carteira).

Esse país é mesmo um lugar muito seguro e o cidadão está sempre muito bem protegido pela lei. Não é mesmo?

Dá gosto viver aqui, e ainda tem gente que fala mal do governo.

31 dezembro 2014 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

HARDY GUEDES – CURITIBA=PR

Olá, Berto,

Embora eu já tenha acusado o recebimento e ter agradecido o mimo, quero registrar a chegada do CD ESPERANDO POR SETEMBRO dessa grande intérprete IRAH CALDEIRA.

Ouvi inteirinho e, obviamente, vou ouvi-lo muitas vezes mais.

Do princípio ao fim é um CD muito bem cuidado, músicas ótimas, arranjos idem.

Uma produção de primeira!

Agora é torcer para que o sucesso não fique “esperando por setembro”. Que seja imediato e dure anos e anos.

Aproveito o ensejo para desejar a você e sua família, bem como a todos os leitores do JBF, que o ANO DE 2015 de muitas conquistas e de alegrias.

Grande abraço.

R. Nosso estimado colunista Hardy foi mais um dos fubânicos contemplados com o disco de Irah Caldeira, na promoção feita pelo JBF.

Vamos pegar carona nesta carta e botar no ar mais uma música.

Trata-se da composição que dá título ao disco, “Esperando por setembro“, que é de autoria do fubânico Maciel Melo, um dos maiores nomes da música brasileira e nordestina na atualidade:

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Irah Caldeira e Maciel Melo: uma parelha da bixiga lixa

31 dezembro 2014 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Ano Novo, “Pequenos Projetos”

Pequenos? Ora pequenos, os grandes todos conhecemos em nosso íntimo.

Há também quem diga que precisamos pensar grande para dar certo, sei lá, cada um com sua fé.

Os pequenos projetos, são aqueles que não afetam nosso bolso e se realizados com vontade, acalmam nosso espírito, proporcionando serenidade ao nosso dia-a-dia. Experimente.

Algumas sugestões: revisar, limpar e catalogar os livros utilizando a escrita manual, é um excelente exercício para os músculos, também exercita a caligrafia. Passe a frente aqueles que já não interessam, podendo colocar em algum local para outros que não podem comprar, ou aqueles que não têm o hábito da leitura, mas ficou curioso. Quem sabe mudem de idéia.

Talvez outras pessoas sigam seu exemplo e comecem a distribuir o supérfluo. O mesmo pode ser feito com os Discos, CDs e DVDs. Existem lojistas que colocam em local visível, um banquinho, para que os clientes façam essa interação e também podemos fazer essa sugestão nas lojas de nossa preferência.

A solidariedade está no íntimo de todos nós, com vontade e perseverança conseguimos muitos cúmplices para os nossos empreendimentos.

Ajeitar os sapatos, engraxar e não esqueça dos tênis. Lave e engraxe você mesmo, é um ótimo exercício e também serve para verificar que alguns pares já começaram a juntar mofo por falta de uso. Tenha certeza que servirão a outros pés mais necessitados.

Limpar o guarda roupa, limpar mesmo, tirar tudo, passar um pano e revisar as roupas. Coloque ao lado uma sacolinha (ou sacolona). Aquelas peças que não interessam, estando em boas condições, podem continuar sendo exibidas em outras pessoas. Um detalhe importante: não entregue a sacolinha para outro servir de entregador, vá você mesmo. Não custa nada. É muito boa a sensação de fazer felicidade do outro. Cuidado, faça tudo com o coração desarmado. Não pense que seu gesto vai servir para alguém se locupletar, se acontecer, o problema é dele e não seu. Evite endossar o desânimo que sempre da o “ar da graça” nessas horas.

Essas são algumas sugestões, você pode gostar de outras coisas, quem sabe? Talvez consertar pequenos objetos que estão parados só tomando espaço na casa.

Se tiver filhos pequenos, coloque-os para acompanhar esse serviço. Crianças são curiosas e vão gostar de ajudar os pais e talvez até comente com os primos ou coleguinhas. Afinal, é novidade participar de algo incomum. Se os filhos forem adultos, comente sobre o assunto somente depois que já tenha terminado a tarefa, tomando o cuidado de não pedir que sigam seu exemplo, somente plante a semente, o resto é com eles.

Acredite, quando executamos os “Pequenos Projetos, estamos ficando os alicerces do caminho para os “Grandes Projetos”.

Paz no Espírito é Saúde para o Corpo.

30 dezembro 2014 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MILTON LORENA – LORENA-SP

Caro Berto

Acabo de receber e cá estou me deliciando com essa joia rara do nosso verdadeiro Brasil brasileiro!

Agradeço-lhe pelo lindo presente de Natal, rogando ao Céu que o devolva em dobro em Força, Coragem e Esperança de um Feliz Ano Novo, a você e todos os seus mais queridos!

Abraços.

R. Milton foi um dos sete leitores desta gazeta escrota que foram premiados com o disco “Esperando por setembro”, da nossa querida artista fubânica Irah Caldeira.

Pelo controle de Chupicleide, secretária de redação do JBF, todos os leitores que se candidataram, espalhados pelos quatro cantos destes brasis, já receberam seu brinde.

Aliás, as despesas de envio pelo correio foram tiradas do salário de Chupicleide, que não recebeu nem o 13º ainda…

Tô dizendo isto de público pra ver se sensibilizo o Banco do Brasil ou a Infraero pra publicar um anúncio no JBF. Vou logo avisando que é bem baratinho…

Aproveito o pretexto pra sugerir aos nossos leitores uma visita à página de Irah Caldeira, esta mineira que o nordeste adotou com muito carinho. Aviso logo: vale a pena o passeio.

Basta clicar na imagem abaixo pra acessar a página dela.

irah

E, pra fechar com alegria esta postagem, duas faixas do disco, na linda voz de Irah Caldeira.

Aliás, duas faixas que levam as assinaturas de talentosos poetas e colunistas fubânicos, Fred Monteiro e Xico Bizerra.

Quebrando o bacalhau (Fred Monteiro)

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Receita pra desatar o nó (Xico Bizerra/Bráulio Medeiros)

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29 dezembro 2014 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ERALDO CAVALCANTE – MACEIÓ-AL

Caro Berto

Que este blog, lido nos quatros cantos deste rincão, possa publicar e fazer uma correção, a bem da verdade.

No livro “A Antologia do São João – Olha pro Céu Meu Amor” dos autores Cássio Cavalcante e Telma Brilhante, onde relata na página 101 ser a obra musical “Olha Pro Céu” de autoria exclusiva de Luiz Gonzaga, o que não é verdade.

Em todas as obras do Rei do Baião esta música tem a parceria de José Fernandes, um alagoano radicado no Rio de Janeiro que também assinava algumas obras autorais com o pseudônimo de Peterpam e autor de uma obra memorável “A Última Inspiração“.

Que se faça a justa consideração a este raro alagoano a emplacar uma música com o magnífico Rei do Baião, claro que este esclarecimento em nenhum momento ofusca o brilhantismo da obra e dos seus escritores.

28 dezembro 2014 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARCOS ANDRÉ M. CAVALCANTI – RECIFE-PE

Berto, boa noite.

No panelão do JBF vai, além de bestagens, colunistas renomados e suas charges geniais, também tem espaço para alertas e reflexões.

Mostrem aos seus filhos e coleguinhas que simpatizam por essas maluquices.

Cliquem na manchete abaixo e leiam a matéria na íntegra:

Após perder batalhas, Estado Islâmico executa seus próprios combatentes

Forte abraço.

28 dezembro 2014 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARCOS MAIRTON – FORTALEZA

Amigo Berto,

Fato que eu gostaria de registrar aqui, mas não na minha coluna, é a reaproximação entre Estados Unidos e Cuba, anunciada recentemente pelos presidentes dos dois países.

Tanta gente aqui brigando por isso, uns demonizando os Zistados Unidos, outros esculachando, não propriamente Cuba, mas os ditadores cubanos, e eles lá, negociando a renovação dos laços de amizade!

De minha parte, acredito que muitos parentes e amigos cubanos, hoje afastados, poderão se reencontrar, e o povo de Cuba terá acesso a facilidades das quais atualmente é privado. Isto, por si só, é motivo para alegria e comemoração.

Bem, como acho que os efeitos dessa reaproximação far-se-ão sentir mais em Cuba que nos Estados Unidos, trouxe para compartilhar com os fubânicos dois vídeos sobre a ilha. Aí cada um escolhe o seu preferido.

Abraços a todos!

* * *

27 dezembro 2014 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SONIA REGINA – SANTOS-SP

A MENTIRA

Comecemos pelo dicionário:

– Mentira, s.f. Ato de mentir; falsidade; o mesmo que lorota, patranha, pêta, poçoca, potoca, rodela; juízo errado; persuasão falsa.

A consulta foi feita em um dicionário editado em 1969 (6ª edição). Órgão responsável: FENAME – Fundação Nacional de Material Escolar, à época era Presidente da República, o Excelentíssimo Senhor Marechal Arthur da Costa e Silva e Ministro de Estado da Educação e Cultura o Deputado Tarso Dutra.

Será que mudou o conceito da “Mentira” até os dias atuais?

Consultando o dicionário Michaelis na internet, encontramos outros exemplos e vamos destacar alguns: M. de rabo e cabeça: grande mentira. M. inocente: dita sem o propósito de prejudicar. M. oficiosa: dita a alguém, sem prejuízo de terceiro, e só para lhe causar prazer ou utilidade.

Observamos os desdobramentos da Mentira contidos num veiculo que se faz presente no dia-a-dia da grande maioria dos mortais, muitos já nem lembram o antigo apelido de “Pai dos Burros”.

Ao fim dessa pequena análise, ficaram várias perguntas e destaco a que considero mais espinhosa: “M.inocente”.

O que é “M.inocente” e qual sua dimensão?

O tema é sempre pessoal, afinal, temos que justificar a nós mesmos o ato de “Mentir”. Ao divulgarmos a “Mentira”, entramos na fase do coletivo e conservamos mesmo entendimento. Afinal, já estamos liberados para não falar o oposto que é a “Verdade”.

Não consta nos dicionários consultados a palavra “Meia-verdade”, termo muito utilizado nos dias atuais. Talvez seja incorporado no futuro para torna-la oficial.

Estranhamente não recordo ter ouvido o termo “Meia-mentira”, portanto está fora de nosso assunto.

Encerro para não começar a divagar sobre o assunto e escrever algumas mentiras mesmo que totalmente “Inocentes”.

Você também tem suas dúvidas?

26 dezembro 2014 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEONIRES DI OLLIVEIRA – PEDRA-PE

SENSOR DE CASTIDADE

Preocupado com a Paróquia
De sua Jurisdição,
O padre José Inácio
Querendo saber a razão
Dos venenosos boatos
Comprometendo os beatos
Em coisas de fazer dó.
Só se via o comentário
Até no confissionário
Era uma conversa só:

Que a filha de fulano
De santa não tinha nada
E que as outras mulheres
Era um bando de safada
Que vivia comungando
Todo dia se confessando
Ao pé de seu ouvido.
Vivia só de enganos
Mas por debaixo dos panos
Traía os seus marido.

Pru mode não se alastrar
Inda mais o falatório,
O jovem Sacerdote
Diante do oratório
Pediu pro Senhor Jesus
Que lhe mostrasse uma luz
Pra puder solucionar
Aquela sem vergonhice
No meio da beatice,
Em baixo do seu altar.

O tempo foi-se passando
E o falatório aumentava
O padre se agastando
Pois toda noite chorava.
Não sabia o que dizer
Nem muito fazer
Pra acalmar a falação
Tava muito preocupado
Pois tinha esse pecado
Para a sua perdição.

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