ANAEL NEVES – ZABELÊ-PB

Olá Berto!

Espero que goste da doce Leda cantando essa linda canção no nosso Projeto, fique a vontade para partilhar no Besta Fubana!!

R. Compartilho com o maior prazer, meu caro.

Lugar de malassombrado é aqui mesmo no JBF

 * * *

QUEM NÃO VIU VAI VER

Zabelê, terra do Cariri Ocidental paraibano que nos últimos anos tem intensificado suas ações voltadas para a cultura. Um dos projetos que tem feito a diferença para o avanço da partilha de fazeres culturais diversos tem sido o Novos Palcos e Platéias, ocorrido na Capela da Fazenda Santa Clara neste município. Realizado pela Secretaria de Cultura e a Associação Cultural de Zabelê, juntos formando o Coletivo Atissar, com apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba, do SEBRAE-PB, do CDSA/UFCG e, principalmente, da Família João José, em 2012 o Novos Palcos e Platéias chegou a sua 15ª apresentação musical. QUEM NÃO VIU VAI VER será uma série de vídeos musicais que serão disponibilizados ao público para que este passe a conhecer um projeto que tem sido a vanguarda das atividades de formação de plateias dentro do Cariri paraibano.

Com vocês a cantora recifense Leda Dias, como artista participante do Novos Palcos e Plateias, Zabelê, Paraíba, Brasil. Canta TIRANA, uma canção de domínio público. É acompanhada pelo músico e violonista da cidade de Triunfo, PE, André Vasconcelos!

CARDEAL HARDY GUEDES – CURITIBA-PE

MONTE DE ENFORCADO
 
Olá, Papa Berto,
 
Só por curiosidade, veja que rótulo interessante o desse vinho. Bastava mudar uma letra e seria o título dessa postagem.

O rótulo, por pouco, não representa o povo brasileiro.

Não comprei e não tomei porque ENFORCADO já basta eu.
 
Grande abraço

monte

CARDEAL BERNARDO – MACEIÓ-AL

Mestre Papa,

como aqui no BF aparece de tudo, estou enviando uma figura pra lá de estranha, tatuada numa linda e bem torneada perna.

Aguardo as explicações dos especialistas em assuntos mal assombrados.

Com os respeitos do Cardeal

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JULIO CANDAL RODRIGUES – SÃO LOURENÇO-MG

Cara, que maravilha de jornal!

Resido em São Lourenço – MG, pequena cidade das águas minerais, assim como também o são tantas outras cidades da região.

Para minha alegria, procurando na NET pelo significado da palavra “xanguiti”, expressão popular muito utilizada no Rio de Janeiro, pelo menos quando lá residi, há cerca  de 20 anos, deparei-me com essa maravilha de Jornal nordestino, que consegue transitar com seriedade entre os mais variados temas nacionais e internacionais, sem, entretanto, para nosso gáudio,  deixar de transmitir ao internauta a essência da alma nordestina, no que tange ao seu modo particularíssimo de lidar com as agruras da vida, sempre com graça, bom humor e irreverência.

Com certeza não serei o primeiro, mas quero que saiba que me sinto honrado em informá-lo de que acabou de arrebanhar mais um leitor/seguidor da região sudeste desse imenso Brasil.

Meus sinceros e honestos parabéns!

R. Meu caro leitor, fique certo que eu vivo dando xanguiti a toda hora aqui no JBF por conta da tabacudice dos gunvernistas fubânicos e dos cegos ideológicos dos dois extremos. É cada piti de fazer inveja a uma lavadeira aregando com a vizinha manicure!

Conheci São Lourenço no final dos anos 60, ao lado do meu saudoso amigo João Batista, natural de Lambari, outra mimosa cidade do circuito das águas, e fiquei encantado com este belíssimo sul das Minas Gerais. Um recanto de mundo repleto de magias e encantos. Tomei banhos e cana que só a porra! Outro detalhe: região de tanta mulher bonita que chega faz bem pras vistas.

Quanto ao fato de você dizer que São Lourenço é uma “pequena cidade”, isto é porque não conheceu ainda Pernambuco e não passou por Água Preta, Joaquim Nabuco, Gameleira, Maraial, Xexéu…

Seja bem vindo a este antro de indecências e podridões e saiba que sou muito grato pelo seu contato e pela generosidade de sua apreciação.

 

 

A bela São Lourenço é uma das mais conhecidas estâncias hidrominerais do Brasil, situada a 387 km da capital BH; está localizada na serra da Mantiqueira e faz parte do assim chamado Circuito das Águas

JOSÉ CALVINO – RECIFE-PE

Paixão de Cristo* – Rir ainda é o melhor remédio

Vamos rir? Era Semana Santa. Antigamente todos os anos  no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife, era armado o circo Tomara que não chova   (por não ter empanada). O proprietário do circo havia dado, uns dias antes do espetáculo, uma pisa num rapaz, em razão do mesmo haver dado uma cantada em sua amante.

Mas o que aconteceu? O referido rapaz é contratado pelo diretor do espetáculo, junto aos demais desocupados para fazer o papel de soldado (os algozes de Jesus). Jesus carregava  a cruz ao calvário, após colocarem a coroa de espinhos (feita de palha) na cabeça. Na hora em que os soldados chegavam a ele  diziam: “Salve, rei dos judeus!; e davam-lhe falsas bofetadas, açoitando-o com sacos de estopa.

O rapaz inimigo, premeditadamente, colocou um “quiri” (pau) dentro do saco e  danou pelo lombo do Cristo. Ao reconhecer o dito cujo, Jesus soltou a cruz e foi em cima do inimigo. Foi aí que começou a inesperada comédia. Brigando, Jesus leva desvantagem… e outras cacetadas foram dadas. Cristo então corre, para alegria da platéia, que gritava: “Jesus frouxo!”, “Jesus frouxo!”.

* Do livro Miscelânea Recife – Gravado em disco – mar 2003

JOSECALVINONOVO

JOSÉ DE OLIVEIRA RAMOS – SÃO LUÍS-MA

Cabras sem futuro – Né não?

Continuamos hoje a série “Cabras sem futuro”, dedicada às pessoas que não se dão conta das bobagens que fazem. Algumas fazem mesmo por ingenuidade e outras, loucas para aparecer, metem a mão na cumbuca e se lambuzam de mel.

Na foto 1 – O cabra sem futuro, que parece ter bebido aluá de casca de abacaxi estragado, em vez de comprimido de “Simancol”, vai andando (ou seria despistando?) assim como quem não liga pra nada, enquanto a mulher dele carrega sozinha o fardo para a ração do animal. Tem futuro um cabra desses?

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Esse cabra aí tem futuro? Tá fumando e a mulher carregando peso!!

Na foto 2 – Saindo para uma ronda de rotina (a redundância é necessária) pelas ruas do bairro, esse policialzinho, querendo aparecer para as nêgas dele, arrumou de rebolar spray de pimenta nos olhos e nas fuças do cachorro. Tem futuro, um bostinha desses?

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Qual é o futuro desse PM do meio, jogando spray de pimenta no cão?

Na foto 3 – Têm futuro os donos dessas mãos? Que arrumação é essa gente?! E, como sou do jeito que sou, sem ter coragem pra negar nada que tenha feito, quero assumir que eu também não tenho futuro, pois essa mão aí, bem debaixo, é a minha. Ô cabras sem futuro, né não?

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  Qual é o futuro dessas mãos aí? Arre égua!

TONY ANTUNES – PALMARES-PE

De repenta à Palmares
 
Estava eu a perambular pelas ruas dos Palmares, em época carnavalesca, quando de repente, me veio à mente este repente:

R. Quando eu digo que em Palmares tem de tudo, o povo não acredita: é o único lugar do mundo onde existe “repenta”!

Tony, professor e ator, é um cabra pelo qual eu tenho um bem querer especial. Foi através dele que vi, pela primeira vez, um personagem meu, o General-Presidente Natanael, d’O Romance da Besta Fubana, se materializar num palco.

Um abraço, meu querido. Apareça mais e dê notícias.

Palmares, palmeiras palmas,
Palmares, palmeiras mares,
Quantas coisas tu me lembras
Quando ouço os teus cantares!

Valei-me Besta Fubana,
Valei-me meu São José,
Aquilo alí no “mêi” da cana
É um “hômi” ou é “mulé”?

Palmares, palmeiras palmas,
Palmares, palmeiras mares,
Quantas coisas tu me lembras
Quando ouço os teus cantares!

A lua “tá” muito clara,
“Tô” vendo, tenho a certeza,
Aquilo alí são duas puaras
Danadas na safadeza!

Palmares, palmeiras palmas,
Palmares, palmeiras mares,
Quantas coisas tu me lembras
Quando ouço os teus cantares!

OTACÍLIO PIRES – RECIFE-PE

Berto,
 
é um honra estar participando deste maravilhoso jornal ´´O Besta Fubana“.

Aproveitando a oportunidade, convido a todos os Fubânicos, apreciadores da arte literária do nosso nordeste, a visitar meu modesto Blog. Basta clicar na ilustração abaixo:

otacílio pires

Se possível, deixem seus comentários .
 
A Todos os fubanicos,
 
Ósculos e Amplexos Fraternais!

CARDEAL HARDY GUEDES – CURITIBA-PR

Olá, Berto,
 
Hoje, postaram na Internet esse vídeo. Não sei se você já o teve nas mãos ou não.

É uma encenação da Paixão de Cristo, mas um bêbado (não posso garantir que seja) que se revolta.

É muito engraçado e os atores devem ter passado um mau bocado para manter a concentração.
 
Um abraço

R. Este vídeo já foi publicado aqui há quase dois anos. Em maio de 2011 (clique aqui pra conferir). Só que era uma versão sem legenda, ao contrário desta que você mandou agora. Tudo que é presapada que acontece neste mundo, o povo manda pra cá.

De fato, o colega cachacista roubou a cena. E o que deveria ser uma sacra tragédia, se transformou numa risível comédia.

Vamos repetir porque esta cena hilária está atualíssima, já que estamos em plena santa semana, sendo hoje a Quarta-Feira de Trevas.

WAGNER DE OLIVEIRA LOPES – BELO HORIZONTE-MG

IDALINA

Idalina trabalhava na casa de um médico em São Paulo.

Durante muitos anos foi o anjo da guarda da família. Cuidava da limpeza, da cozinha e da roupa. E ajudou a criar os filhos, que, como todos, a adoravam.

Um dia, muito sem jeito e com os olhos cheios de lágrimas, Idalina anunciou que ia embora. O médico, a mulher e os filhos ficaram em pânico:

- O que é que aconteceu, Idalina? Algum problema? Salário pequeno? Vamos conversar. Quem sabe agente aumenta seu ordenado?!

- Não é nada disso não, doutor. É a igreja. Nós somos evangélicos, a nossa Igreja transferiu meu  marido para o Paraná e eu tenho que ir com ele.

- Seu marido é pastor?

- Não doutor. O pastor é que vai nos levar com ele.

- Se seu marido não é pastor, pode muito bem ser substituído por outro.

- Não pode não, doutor. O pastor só confia em meu marido…

- O que é que ele faz?

- Ele é o aleijado que levanta…!

BETO DO BANDOLIM – RECIFE-PE

O Studio “Elvis” para ensaios de bandas já está funcionando.

Fica no Poço da Panela, Recife, com estacionamento para 50 automoveis.

Fones para contato: (81) 3266-0118 / 9632-9982

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BRÁULIO DE CASTRO – OLINDA-PE

Papa Berto,

essas músicas fazem parte do Cd. MINHA TERRA. A primeira é uma homenagem aos seresteiros da minha cidade que há muito se foram.

Quero dedicar o samba choro JANELA DA SAUDADE na voz do grande Expedito Baracho, ao Mestre Walter Freitas.

JANELA DA SAUDADE
De: Bráulio de Castro – Canta: Expedito Baracho
 

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O AÇUDE DE DOTÔ MOTA
De: Bráulio de Castro – Canta: Bráulio de Castro
 

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EU NASCI AQUI
De: Bráulio de Castro – Canta: Bráulio de Castro

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OTACÍLIO PIRES – RECIFE-PE

Recife de Nassau (A História do Boi voador)

Sou da terra que o boi voou,
Mesmo ele sem ter asas.
Passou por cima das casas,
Subiu, voou e voltou.
Não fui eu quem inventou,
Tá na história da gente.
Mesmo que incoerente,
Foi um caso especial,
Promovido por Nassau,
Que em Recife foi regente

O príncipe holandês,
Aqui mostrou seu valor,
Engenheiro construtor,
Aqui, muita coisa fez,
Mas a sua insensatez,
Foi gastar muito dinheiro,
E o lado financeiro,
O fez ficar quebrado
E para ser solucionado,
Fez ele o boi voar!
Ninguém podia acreditar,
E quem viu foi cobrado.
 
Para ver o boi voar,
Tinha que cruzar a ponte.
O pedágio era a fonte,
Pra suas dívidas pagar.
Ele não podia esperar,
Da Holanda dinheiro.
Dai pensou primeiro,
Como obter o valor,
Ai, fez o boi voador.
Coisas de engenheiro.

Um boi de cavalo marinho,
Amarrado em cordão,
Puxado em corrimão,
No alto do sobradinho.
Tudo feito com carinho,
Não podia dar errado,
Pro povo não ser frustrado,
E assim ser aplaudido,
O povo foi iludido,
Mas o espetáculo animado.

MAESTRO SERGIO ANDRADE – SABARÁ-MG

Santo Papa,

Haja batuta!!!!

R. Meu caro Maestro, de batuta quem deve entender bem é Vossa Senhoria, que é profissional do assunto.

Eu só posso dizer é que gostei muito dos intrumentos: os peitos do sax, os pentelhos da flauta, as coxas do trombone, a bunda do piston, o xibiu do clarinete, o pé-de-rabo da maestrina…

Enfim, gostei de tudo! Até da música que tocaram.

CARDEAL BERNARDO – MACEIÓ-AL

Mestre Papa,

veja como está a situação no alojamento das noviças aqui no DS.

Rogo a Vossa Santidade um tiquinho de verba para uma ampliação no referido espaço sagrado.

Enquanto isso, a fila de pretendentes já está na beira de cá do Rio Una.

Com os respeitos do Cardeal

R. Bando de cabras safados… Eita igreja escrota que só a porra é essa ICAS…

Como é que eu posso subir o nível do JBF com esse tanto de safadeza que o povo manda pra cá???!!!

abundantíssimas

NÉLIO SANTANA – SANTA MARIA-RS

Luiz Berto, estou testemunhando um dos episódios mais sórdidos da Era da Mediocridade.

A polícia civil estadual concluiu seu inquérito criminal, indiciando cerca de trinta pessoas. Os corsários do Partido das Trevas, aqui representados pela figura lamentável do governador Tarso Genro, não respeitaram os 241 mortos, a comoção que isso traz à cidade, manipulando cruelmente as expectativas dos familiares dos mortos, fazendo do inquérito um panfleto político.

Sou um leigo em Direito, mero curioso, mas entendo que no inquérito criminal as culpas devem ser cabalmente individualizadas.

Se o servidor cumpre as normas da sua função e se essas normas não são flagrantemente ilegais, não se pode alegar que o cumprimento exato da função deu causa à tragédia e, por isso, o servidor que assim agiu é um criminoso.

O inquérito acabou de ser concluído. Segunda-feira ele será remetido à Procuradoria, que poderá concordar ou discordar, no todo ou em parte. Ainda não é processo criminal nem ninguém foi julgado. O comandante local dos Bombeiros foi indiciado e Tarso “Lavrentii Beria’’ Genro, o “moral de cueca”, demagogicamente já o exonerou. E aí cabe uma pergunta: se aquele for absolvido no decorrer do processo, o Beria dos pampas já o puniu. Não é fantástico?

As normas de aprovação pelos Bombeiros são estaduais. Isso quer dizer que se  houve falhas na concessão do alvará relativas a aplicação destas, elas se repetem por todo o estado. A autorização daqueles precede a autorização da prefeitura. Mas nenhuma autoridade estadual, com a exceção do comandante local dos bombeiros, foi ouvida.

Afirmam que sobre o prefeito há indícios de improbidade administrativa. Ora, se o procedimento é criminal, isso diz respeito a este? Não deveria ser averiguado em outro momento e pela autoridade competente?

Eu desconfiei que isto iria ocorrer porque o Chefe de Polícia, autoridade a quem toda a Polícia Civil é subordinada, estava constantemente aqui, em tese prestando apoio institucional mas, pelo visto, conduzindo o processo. Tanto é verdade que os promotores, que ao início do inquérito estavam juntos, profilaticamente se  afastaram.

Em resumo: tantos indiciados criou uma expectativa difícil de ser atendida. Isso valoriza ainda mais o trabalho do PGR, notadamente o de Antônio Francisco.

PS: É conveniente submeter minhas opiniões a um operador do Direito; afinal, tudo o que escrevi é um achismo…

CARDEAL BERNARDO – MACEIÓ-AL

Mestre Papa,

a praia é a Barra de São Miguel aqui nas Alagoas, e a menina requebrante acode pelo nome de Marlene, estagiária do blog do Carlito Lima.

Só falta identificar a figura tatuada.  Com a palavra os observadores de plantão.

Com os respeitos do Cardeal

NPP

JOSÉ CALVINO – RECIFE-PE

NINON SEVILLA

“E eu fico por aqui, sassaricando” (Ninon Sevilla, Rio-1954)

O cinema Rivoli de Casa Amarela, no Recife, nos anos 50 exibia muitos filmes proibidos para menores de 18 anos de idade. As artistas Ninon Sevilla, Maria Antonieta Pons e Brigitte Bardot eram símbolos sexuais. Quantas “punhetas” com aquelas imagens!, principalmente a rumbeira e atriz cubana Ninon Sevilla, que a comparava com Cuquita Carballo, ou Carbajo? Seria amor? Qual nada! Era mais uma excitação sexual que todos jovens têm…

No cine Rivoli, ia passar na soirée o filme anunciado: Uma Aventura no Rio – Sinopse “É a história de um médico psiquiatra mexicano, que vem ao Rio participar de um congresso médico. Sua esposa vem também e, aqui no Rio, sofre uma crise de amnésia. Uma outra mulher morre afogada no cais e é identificada como a esposa do médico, que desaparecera, perdida na cidade, devido à amnésia. O médico parte para o México, julgando morta a esposa. E eu fico por aqui sassaricando…”

A fila estava enorme, eu tinha meus 15 anos, desempregado, estava mais liso que mussum. Adolfo Mascarenhas de Morais, respeitado em Casa Amarela por ser parente do Marechal Mascarenhas de Morais, havia providenciado uma carteira da Sociedade de Proteção aos Animais, com as letras garrafais em vermelho FISCALIZAÇÃO – no verso: “Decreto Federal… As autoridades Federais, Estaduais e Municipais…”. Então, resolvi assistir ao filme dando uma de fiscal e o porteiro ao olhar a carteira disse:

- Aqui não tem bicho.

- Não tem o leão da tela?

- Tá confiando no dotô Mascaranhas, é?

Nisso vai chegando Mascarenhas, acompanhado do gerente e esposa.

- Deixa o galego assistir o filme da boazuda, amiga do doutor Mascarenhas! – disse o gerente.

Vocês, leitores, não imaginam a curiosidade que senti quando Adolfo Mascarenhas disse que  foi ao Rio assistir às filmagens em Copacabana. Ele contava que era amigo de Ninon, que ela era espontânea, que curtiram o banho de mar, aquele calor humano, narizinho arrebitado, linda, linda… e  os mais velhos não acreditavam na conversa de Adolfo. Mas, as aventuras contadas por ele, pra mim, eram gratificantes. Parecia que estava vendo ela levantar a saia à altura da barriga, exibindo a calcinha e suas belas pernas…

Ah, Ninon, naquele tempo se houvesse uma oportunidade, com certeza eu lhe diria: “Vamos conhecer em Recife as praias do Pina, Boa Viagem, Candeias… olhar o mar de Olinda e conversar curtindo as paisagens do Morro de Casa Amarela.

A humanidade deveria ser uma grande e harmoniosa família. Na igreja da Harmonia, cantavam a oração de São Francisco de Assis:

“(…) consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna!”

- Eu vou pra igreja. É melhor do que tá ouvindo as mentiras de Mascarenhas!

- Chico, vai tomar no cu.

CARDEAL PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Santidade

Fui procurado pelos pais de uma jovem, interessados em que ela faça  um dos cursos da ICAS  sob a sábia coordenação do cardeal  Bernardo.

Assim, peço o seu  valioso apoio para que a esbelta senhorita seja atendida. Sequem algumas  fotos que me foram entregues pelos pais.

Será que ela tem chance?

R. Vôte!

Chega se me assustei-se me todinho!

Danou-se!

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BISPO LEONARDO DANTAS – RECIFE-PE

Um contribuinte, teve sua declaração rejeitada pela Receita Federal porque, aparentemente, respondeu a uma das questões incorretamente.

Em resposta à pergunta “Você tem dependentes?” o homem escreveu:

“40.000 imigrantes ilegais, 10.000 viciados, 150.000 servidores públicos, 150.000 criminosos em nossas prisões, 81 Senadores, 513 Deputados Federais, aproximadamente 1.000 Deputados Estaduais, 39 Ministros da Dona Dilma, além de Luiz Ignácio Lula da Silva e todos os seus 40 mensaleiros, etc., etc., etc.”.

A Receita afirmou que a resposta que ele deu foi inaceitável.

A resposta do homem à Receita foi:

- Inaceitável porque estava incompleta? De quem foi que eu me esqueci?

ALAMIR LONGO – QUARAÍ-RS

Papa Berto,

o senhor não acha que esses 3 dias de farra da comitiva brasileira em Roma não foi uma VATICANAGEM?”

R. Eu num acho que tenha sido uma “Vaticanagem”.

Eu acho apenas que foi uma sacanagem vaticânica à moda banânica.

WESTIN

O luxuoso hotel The Westin Excelsior,  em Roma, onde a caravana da Dilma se hospedou. (Fonte: Jornal da Besta Fubana, 20/Mar/13)

VATICANAGEM

Lá se foi o Aerolula
lotado pra outra viagem,
levando meia centena
de adulões na sua bagagem
pra irem no Vaticano
fazerem vaticanagem.

E tudo era glamour
na charmosa caravana.
Foram todos hospedados
em hotel só de bacana,
porém na frente do Papa
a Corte era franciscana.

E lá se foram três dias
de farra em solo italiano,
parece até que esperavam
fumaça branca do cano,
só faltou o sapo barbudo
na comitiva dos “mano.”

Foram só assistir uma missa,
imagine outra jornada…
a explicação veio logo:
A culpa foi da embaixada!
Não havendo embaixador
pra receber a cambada,
então foi a mordomia
que acabou sendo entronada.

Alamir Longo

MÁRCIO ALMEIDA – OLINDA-PE

Papa Berto,
 
Estive pensando em colocar umas plantas aqui no meu terraço, e ADORO um tipo especial que aparece neste retrato…

Sua santidade conhece o nome desta folha??? Se souber favor avisar a este amigo…

Sei que a folha é grande e viçosa…
 
Com os respeitos.

R. Num sou especialista em botânica. Mas a minha saudosa avó, a velha Menininha, que era uma catimbozeira de altíssima competência, cultivava várias plantas no quintal, inclusive uma muito parecida com esta da foto que você mandou.

Eu me lembro de outra planta, rasteira e roxinha, que ela usava pra fazer um defumador e que tinha o nome de buceta-de-nêga.

Mas esta planta verde, de folhas arreganhadas, que aparece neste retrato, eu não tenho a menor idéia do nome dela. 

Aguardemos a opinião dos especialistas fubânicos.

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CARDEAL MAVIAEL – PETROLINA-PE

Caro Berto

Segue um relatorio do que aconteceu em Petrolina durante o evento É du Cordel!, do qual fui o Coordenador.

Saudações

* * *

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Desde o dia 05, com a primeira turma de alunos da Escola Estadual Poeta Jesuino Antonio D´Ávila no bairro João de Deus, o Primeiro Encontro de Educação e Cordel de Petrolina – É du… Cordel – já se mostrou viável. Acanhados pelo desconhecido, os alunos da oficina, desviavam das prosas e se escondiam, mas aos poucos as produções fluíram, o contato com a métrica e com a rima, a proximidade da primeira com o seu falar habitual, as lembranças das brincadeiras de rimas, natural da região, afinal Cordel rima com Céu, e um céu de possibilidades se abre nas conversas na sala. E no desenrolar dos versos entram temas: Sociedade, sexualidade, drogas, violência, Igualdade e cidadania, etc… surgem as primeiras sextilhas.

Igualmente nas outras oficinas versos diversos fluíram e viraram Livro, virarão. Mais de 300 alunos e cerca de 40 educadores participaram das oficinas, muitas sextilhas, distintos relatos. As oficinas aconteceram com públicos diversos, alunos da rede estadual de educação, da rede particular, alunos da EJA do Serviço Social do Comercio – SESC e professores e educadores.

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A exposição de xilogravuras “Os Sertões de Euclides da Cunha” do artista plástico Gabriel Arcanjo deu o traço visual do encontro. Aberta no dia 13 fica em exposição até o dia 31 de março no SESC Petrolina e ilustrará o livro de cordel produzido nas oficinas.

Depois de 08 dias de oficinas o encontro reúne cantadores, num ambiente preparado para receber um público eclético e ansioso por escutar versos e canções. O Poeta Chico Pedrosa abre a noite do dia 13 com versos de emocionar e rir, o cantador Marcone Melo solta a harmonia e abre caminho para o violeiro Celo Costa que convida o público a cantarolar para receber um mestre das cantorias, Eugenio Avelino, Xangai, que nas estampas das cordas canta e encanta. E num cenário propício, a luz dá a cor da noite, cor de paz.

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No dia 14 um bate papo cordial, professores, alunos, jornalistas, poetas, e gente de outras atividades, se perguntaram e posicionaram as idéias sobre educação, cordel e cidadania, qual a importância dele na sala de aula, qual o papel enquanto instrumento de mudança? Já que elas estão aí acompanhando o tempo, como construir um novo Cenário? Cosme Santos, Josemar Pinzoh, Genivaldo Nascimento e Socorro Lacerda, conduziram a conversa entre risos e poesias, opiniões e sugestões de outros movimentos na educação e na cidadania.

E um novo cenário foi criado para o segundo dia de cantoria, afinal era o dia do poeta, e a poesia veio em versos com Chico Pedrosa abrindo a noite comemorando o seu aniversário. Com um sereno de risos, o poeta juazeirense, João Sereno, solta melodiosamente suas canções. Maviael Melo continua, levando ao palco canções autorais e versos de amigos, canta com o povo a saudade do Rei e afirma que tudo tem sua vez, quando chega a vez.

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Aldy Carvalho, petrolinense paulista, mostra a cantoria na sua forma peculiar de cantador e puxando o trem convida Maciel Melo, que caboclo e sonhador realiza, relendo sucessos dos seus trinta anos de carreira, cativa e mostra porque Petrolina tem orgulho de ser rainha do sertão. “És rainha na vida de um moleque traquino, trovador de travessuras….” recebendo como convidado Xangai, e o “auxilio luxuoso” de João Sereno, finda a primeira edição do encontro com a canção Rainha, que faz parte da trilha sonora da nova novela das seis: Flor do Caribe.

Fazer um balanço de tantos dias assim é poder dizer da felicidade de saber que o espaço existe, sempre existiu, é querer ocupar, falar da nossa gente, das nossas coisas, é querer poder escolher, ficou pequeno o espaço. E pequeno seria o encontro se não fosse o acreditar em realizar do departamento de cultura do SESC Petrolina que abriu as portas pra o projeto e realiza com presteza a cultura de Petrolina, da GRE – Gerencia Regional de Educação, proporcionando o contato das oficinas com escolas estaduais e com professores, da escola Vivencia, da Claudete Alimentos, do Sindsemp e da Clas Comunicação e Marketing, que muito bem espalhou o alarido do que aconteceria e foi acontecendo desde o dia 05 até o dia 14, resultando num público expressivo, eclético e atencioso.

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Fazer um balanço é prudente, como é prudente também sonhar. O encontrou aconteceu, contemplado pelo Ministério da Cultura, no edital de Micro Projetos do São Francisco uniu forças com os parceiros citados e se fez real. O Aconchego dos versos e das canções, o sentimento colocado por cada pessoa em cada oficina, o brilho das xilogravuras, o desejo de falar e ouvir no bate papo e a participação dos cantadores todos, deixa o gosto de querer outro, pois o encontro foi exitoso. Foi du… Cordel!

Um agradecimento a toda equipe: Laila Melo, Michael, Rafael Melo, Ives, Gabriel Melo, Carlos Laerte, Andre Brandão, Petronio, Tiago e todos que compartilharam conosco.

JOSÉ DE OLIVEIRA RAMOS – SÃO LUÍS-MA

Gente fubânica pelamordedeus me ajude. Tô ficando é constrangido de ver tanta coisa e tanta gente sem futuro. Como se não bastassem os nossos comandantes maiores (O Lulinha num sabe de nada da silva tá Fudido, e a Dama de espadas do priquito de Flandre) engodos do nosso país, inda temos que ver e ficar calados com tanta babaquice junta, né não?

Cumpanheirada apois me ajude a resolver esses dilemas e encontrar algum futuro pressa gente daí de riba.

No retrato 1 (isso é antigo pra caráio, né não?) feito pelo lambe-lambe de Palmares, esse mané resolveu dá uma de Don Quixote e posar de Cavaleiro da Távola Redonda. É um otário ele ou o dono do “veículo”? Ou os dois?! Qual é o futuro desse cabra?

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Cabras sem futuro – Né não?   Eita Don Quixote aviadado, né não?

Na foto 2 – Esse disgraçado que deve de ser aposentado por baitolagem métrica, sem querer aparecer de jeito nenhum, fez isso daí da foto. Tá passeando nas principais avenidas de Maceió, certamente com artorização de Cardeal Bernardo, né não? Apois num é ele quem manda por lá?

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E essa bichona aí, lá de Palmares, tem futuro?

Na foto 3 – Outro miserável sem nenhum futuro, nimvez de partir para os finarmente com essa daí da foto, apreferiu arrebolar mé de abêia jandaíra nimriba da minina que, com ceuteza tá quereno é outro tipo de mé. Né não? Tem futuro um cabra baitola desses?

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Esse outro fresco, baitola, deve de ser de onde, prumode tá rebolano mel nessa menininha?

HENRIQUE BERGER – ALEMANHA

Papa Berto,

Sou catarina, barriga verde, e há mais de 35 anos moro no norte do Paraná, região de Londrina. Já vivi em outros lugares como Inglaterra, Alemanha (de onde escrevo agora), Austrália e México.

Comecei a ler seu blog por indicação do grande Augusto Nunes. Hoje leio o seu blog todos os dias, inclusive sinto falta dos seus comentários e do relincho do burrico, meus filhos ficam putos da vida quando eu coloco o Polidoro para relinchar.

Ah, já contribui com 100 Reais com o seu blog e espero poder mandar mais.

Viva um Brasil decente!

R. Caro leitor, conheço bem e tenho uma admiração muito grande pelos “barrigas verdes”. No final dos anos 60, quando eu prestava o serviço militar num batalhão de Brasília, convivi intensamente com muitos “catarinas”. A capital federal ainda não tinha jovens em quantidade suficiente pra ser recrutados, e o exército convocava seu contingente no estado de Santa Catarina. Conheci soldados que mal conseguiam se expressar no português, criados que tinham sido no ambiente rural falando alemão. E cujos “nomes de guerra” eram cheios de “w, k, y”.

Até hoje guardo boas e gratas lembranças da convivência com essa turma. Eram soldados extremamente disciplinados e que não davam trabalho algum aos seus superiores.

Quanto a você ter sido recomendado por Augusto Nunes pra conhecer o JBF, informo que na semana passada esta gazeta foi recomendada por duas figuras que, ao contrário de Nunes, defendem o governo. Uma delas é um deputado federal do PT do Rio Grande do Sul e o outro é um “blogueiro progressista”. Um porque eu chamei a oposição e os tucanos de “merdas” e “canalhas” num vídeo. E o outro porque publiquei um artigo de Zé Dirceu.

De modo que eu fico imensamente feliz de ser recomendado como boa leitura tanto por gente de um lado, quanto por gente do outro lado. Por situacionistas e por oposicionistas. Por canhotos e por dereitistas.

A sua doação está devidamente anotada e registrada aqui nos nossos arquivos. Tenha certeza que ela foi integralmente usada no pagamento das despesas de manutenção desta gazeta, que chegam a pouco mais de 800 reais por mês.

E, já que você falou em Polodoro, aqui está ele agradecendo a generosidade de suas palavras e de sua doação. E demonstrando o quanto ficou feliz com o seu contato. Dê o clique pra seus filhos escutarem que lindo rincho.

Abraços e um excelente final de semana!

CARLOS ALBERTO ARGEMIRO – MACAÉ-RJ

Santidade.

Vossa Santidade é Papa mas não é infalivel, nem consegue ver as grandes jogadas das nossas grandas líderas.

Veja bem, não é a Grande Meta da nossa Presidenta auxiliada pelo Mago manteiga, baixar a inflação? Então zoia só a Jogada de Mestre que êlas criaram:

Como a soja está presente na carne, leite, ovos e principalmente no oleo, elas provocaram os chineses (que dizem ter muita paciencia) a cancelerem as compras do referido grão.

Com isso o Grande Objetivo é atingido. Vai sobrar soja, o preço vai despencar o povão vão puder encher o cú (devidamente lubrificado com o referido oleo) de carne e outros derivados.

Só a cegueira, a inveja de S.S. e da PIG os impedem de reconhecer este GOLPE DE MESTRE.

De Macaé ( com os roialtes quase garantidos)

R. Pode me chamar de cego e de ignorante em economia e nestes assuntos de compra/venda entre países. Sou mesmo tapado pra compreender estas altas prosopopéias.

A única coisa que tem alguma remota relação com estes temas complicados e com a qual eu me preocupo, é o preço da gasolina. Isto porque este assunto me interessa de perto, já que preciso abastecer regularmente a fubica pontifícia.

E um leitor conseguiu alegrar minha sexta-feira, me garantindo que o preço da gasolina caiu. Mandou até foto pra provar.

Veja:

gasolina

JEFFERSON DESOUZA – SANTA TEREZINHA-PE

Papa Berto,

veja se pode isso.

Essa semana me intimaram a escrever algo sobre Amor. Pensei logo “vôte… agora lascou mermo, meu negócio é presepada”.

Mas pra não sair por baixo fiz minha deixa dizendo:

Invés de escrever o amor
prefiro mesmo é amar…

Certo dia perguntaram
Se eu não tinha coração
Justificando a indagação
“Sobre amor” alegaram
Meus versos nunca falaram
E eu disse “Nem vão falar”
Falar de amor é machucar
E eu num quero sentir dor
“Invés de escrever o amor
Prefiro mesmo é amar”

Se eu fosse falar de paixão
Cantaria a alegria
Que me dava quando via
Em meio a multidão
Minha musa de inspiração
Que o peito faz palpitar
Minhas bochechas rubrar
Mas não falo não senhor
“Invés de escrever o amor
Prefiro mesmo é amar”

Clique aqui e leia este artigo completo »

ALBERTO PESSOA – BRASÍLIA-DF

Estação da Luz

Na Estação da Luz
Refletem as cores
Traduzem amores
No brilho de Jesus

Há canhões de paz
Refletor de flores
Sensação que traz
Sem os dissabores

Na Estação da Luz
Não existem dores
Só o amor conduz

À felicidade
E ao teu bem querer
Que clareia meu viver.

Brasília, 13 de março de 2013

CARDEAL FRED MONTEIRO – RECIFE-PE

Papa Berto:

Já notei que a gazeta fica animada quando a poetada daqui entra em ação, haja vista o sucesso do concurso de glosas promovido por vossa beatitude magnificente. 

Assim, segue um mote bem em evidência, dado o voto de combate à pobreza feito há dois anos no maravilhoso e singular tema deste atual governo: País rico é país sem pobreza. 

Aparentemente óbvio ululante, no seu dizer, essa descoberta fantástica da Dama Dos Dois Neurônios de Platina e Priquito de Titânio, reverberou nos nossos corações, como a mais maravilhosa descoberta do Século XXI.

Desta vez, pra facilitar, o mote será simples, de um verso só (em homenagem ao único neurônio deste arremedo de  poeta que vos fala:

País rico é país sem pobreza

E assim, vou mandando logo minha glosa, pra não dizerem que sou farrapeiro.  E escrita em vermelhão, a cor predominante nas calçolas presidenciais !

presidenta e governanta
dona dilma nunca mente
mulher não é presidente
anto é marido de anta
mas o que mais me espanta
é a sua sutileza
que traduz a natureza
do seu português nanico
quando diz que país rico
é um país sem pobreza

CARDEAL BERNARDO – MACEIÓ-AL

Mestre Papa,

segue, para o formal encaminhamento às demais paróquias da ICAS, mais uma noviça concluinte do Curso de (nutridas) Nutricionistas do DS.

Com os respeitos do Cardeal

NNC

WAGNER DE OLIVEIRA LOPES – BELO HORIZONTE-MG

EXPLICAÇÕES PARA UM AMIGO ESTRANGEIRO

Quando você viajar ao exterior conte um pouco sobre as leis brasileiras ao seu amigo norte-americano ou europeu e até argentino. Explique para ele assim:

Se você for com sua esposa, seus filhos, noras, genros, netos, almoçar fora no domingo e tomar 1 ou 2 chopps, ou 1 ou 2 copos de cerveja no almoço e for parado numa blitz, você paga uma multa de R$ 1.960,00, tem a carteira cassada por um ano, o carro apreendido e vai preso.

Se você comer 1, 2 ou 3 bombons de licor, tomar xarope para a tosse ou tomar alguns comprimidos de homeopatia e for parado numa blitz, você paga uma multa de R$ 1.960,00, tem a carteira cassada por um ano, o carro apreendido e vai preso.

Se você fumar maconha, fumar crack, cheirar cocaína, tomar comprimidos de extazy, tomar injeção de heroina ou ópio e for parado numa blitz, nada vai acontecer.

Se você roubar, assaltar, estuprar, atropelar e até matar alguém, com um bom advogado, o máximo que vai acontecer é você esperar o julgamento em liberdade e se for condenado como réu primário, ir para o regime semi-aberto. E se tiver bom comportamento só vai cumprir um terço da pena.

Já se você roubar milhões de reais do povo ou dos cofres públicos, várias coisas podem acontecer: vai se eleger deputado ou senador, vai passar 15 dias num resort na Bahia em companhia da amante, vai ser eleito presidente do Senado, vai ser nomeado ministro ou presidente de uma agência controladora.

E mais um detalhe: se você tiver menos de 18 anos completos, aí você pode beber e dirigir como quiser, roubar, assaltar, estuprar e matar à vontade, que não tem problema algum. Você não pode ser preso porque é criança.

Agora o melhor de tudo: se você tem uma arma em casa, comprada regularmente depois de passar por todas as dificuldades da compra, com todos os atestados, testes e documentos apresentados e tiver a infelicidade de atirar em um bandido que entrou na sua casa para roubar o que é seu, será preso por tentativa de homicídio e terá que pagar indenização ao bandido por danos físicos e morais. Pior ainda se o bandido for menor. Aí você está lascado mesmo.

E se por acaso ele estiver desarmado, aí é caso de tentativa de homicídio qualificado, sem possibildade de defesa da vítima. Portanto cuidado: se um bandido entrar na sua casa, antes de atirar pergunte educadamente o que ele deseja, pergunte se ele está armado e pergunte se ele é menor.

Agora veja a cara do seu amigo estrangeiro. Ele está pensando se você é gozador, mentiroso ou ignorante mesmo.

Afinal você é brasileiro.  

CARDEAL PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Santidade

Veja o exemplo de um telejornal  da noite na Finlândia.

Trata-se  de um documentário sobre depilação feminina. Deveras interessante e tudo exposto com muita naturalidade.

Como eles não têm assuntos como corrupção, crise, crimes ou outros problemas para noticiar, o telejornal acaba buscando novas notícias, e fica muito animado.

Viva a Finlândia!

R. Meu nobre Cardeal, eu já vi de tudo neste mundo no noticiário da televisão. Mas um priquito sendo raspado no horário nobre, em cores e com explicações científicas, é a primeira vez que vejo na minha vida.

Vôte!

Quem quiser ficar sabendo como é que se depila uma buceta na Finlândia, com assessoramento médico e narração jornalística, basta clicar aqui.

MÁRCIO ALMEIDA – OLINDA-PE

Sua Santidade,
 
Em pleno dia de São José, estou eu pronto para participar da procissão do Santo e pedir água para a nossa região, eis que me deparo com essas primas deitadas em cima da minha roupa passada a ferro, que ficou toda amassada…

Agora me diga Papa, vou ter que passar o ferro denovo !!!
 
Com os respeitos…

cama

R. Agora, me digam mermo:

Dá pra botar ordem e moral numa porra dum jornal escroto feito este???!!!

VALDEIR MORAIS – CAMPINA GRANDE-PB

Saudações Papa Berto:

Agora são três Papas!  Berto, Bento e Francisco.

Sou mais o Berto…

Em outra ocasião lhe prometi que o Sr João Lira, proprietário do Engenho Serra Preta e fabricante da  boa cachaça,  mandaria seu representante, no Recife, lhe  presentear com uma caixa de 700 ml, além de ótima tem a embalagem decorativa.

Nos  informe seu endereço para que João Lira mande o Sr Fabiano fazer a entrega.

Estarei lhe postando uma foto de João Lira  para você publicar junto ao presente recebido ok?

R. Valdeir é um leitor fubânico da gôta serena e opera uma correta da bixiga lixa na querida Campina Grande.

corretora

Meu caro, fique sabendo que receberei este mimo com muita alegria no coração. Isto porque Serra Preta é uma das cachaças de destaque aqui no meu buteco doméstico.

A Papisa, que abastece a despensa, compra sempre esta marca numa mercearia chamada Pescadero, aqui perto do Palácio Pontifício.

Pois diga pro Sr. Fabiano, o entregador, pra se avexar. Vou tomar uma lapada no mesmo dia. E, pra atestar o fato, publicarei uma foto da embalagem. Juntamente com a foto do distinto proprietário do engenho-empresa, João Lira. Um coração generoso e que terá sempre minha imorredoura gratidão.

Serra Preta, uma cana à altura do paladar de um Papa!

MARCELO DE PIETRO – SÃO JOSÉ DO RIO PARDO-SP

Caro Papa Berto

Como leitor assíduo do jornal BESTA FUBANA, acabo de ler a reportagem do ganhador do livro de V.Eminência, Sr. Marcos Mairton-Fortaleza-CE.

Pois bem, fui pesquisar nas livrarias aqui do Estado de São Paulo, e encontrei na Livraria Papelaria Cultura (em Ribeirão Preto-sp) só sob encomenda e demora 30 dias pra mandar o livro, pois vou a Ribeirão Preto em 19/03 próximo e gostaria de compra-lo.

Poderia me indicar um meio mais rápido, pra que eu possa adquirir o livro. Fico no aguardo de uma resposta.

Agradecido e um forte abraço.

R. Meu caro leitor, todos os meus cinco livros podem ser adquiridos aqui mesmo, na internet, através do computador. Com toda segurança.

Basta você entrar na página das Edições Bagaço. Veja aí no lado direito do jornal, na coluna “Comparsas”, que encontrará o quadradinho da editora. É só clicar, entrar, digitar o nome deste pobre autor e fazer sua aquisição.

Pelo que fui informado, tem um título que está esgotado, “A Prisão de São Benedito“, mas que já está sendo providenciada uma nova edição.

Aproveite e dê uma boa passeada na página de editora. Tem assuntos e livros pra todos os gostos e idades. Garanto que vale a pena.

livros

O Romance da Besta Fubana, Memorial do Mundo Novo e A Guerrilha de Palmares: três títulos no catálogo das Edições Bagaço

BRUNO LINS – RECIFE-PE

Papa,

segue programa com o FIM DE FEIRA:

Dia (23 de março) às 19h00 – Programa Sr. Brasil na Tv Cultura

Rolando Boldrin recebe o grupo Fim de Feira. Reapresentação no domingo dia 24 de março.

R. Bruno Lins é o líder do conjunto Fim de Feira, um grupo de jovens talentosos que brilha no cenário musical da Nação Nordestina.

Bruno é um sobrinho muito querido, eis que é filho do Cardeal Zelito Nunes, colunista fubânico e um escritor da gôta serena. Ou seja, o talento pode ser hereditário.

Então teremos Fim de Feira em dobro, neste próximo final de semana. No sábado e no domingo, no programa do Boldrin. Assim que o vídeo desta apresentação estiver disponível, o JBF colocará no ar.

Enquanto aguardamos, aqui está uma pequena amostra do trabalho da turma:

ZILTON CAVALCANTI – PORTO SEGURO-BA

Prezado Luiz Berto,

Relendo o seu livro A Prisão de São Benedito, e observando o “causo” dos meninos de Palmares, lembrei-me de um retrato  (era assim que se chamava na época) que encontrei no baú e que foi tirado  pelo fotógrafo Amaro Guará, quando ia registrar um casamento na Usina Pirangí.

Perto da estrada de ferro, Amaro encontrou esses dois meninos de Palmares divertindo-se ecologicamente com a natureza. 

Como você sabe de todos os casos acontecidos na nossa cidade, diga, por favor, quem são esses seus amigos que aparecem no retrato.

Aguardo resposta.

menino

R. Num adianta. Num adianta mermo!

Por mais que eu tente subir o nível desta porra desta gazeta e fazer do JBF um ambiente familiar, esse povo fica mandando pornografia pra cá. Inclusive, imaginem, pornografia zoológica. Daqui a pouco, diante de tanta safadeza e de tanta sacanagem, isto aqui vai ficar igualzinho a partido político da base aliada gunvernista.
Vôte!
Mas, vamos lá. Vou matar sua curiosidade sobre o retrato. Este da esquerda, atrás da jumenta, é Romildo Pilica; e este da direita, segurando a jumenta e com a bimba ao vento, é Tonho Maromba. E quem tirou o retrato, com uma máquina Kapsa, pinta vermelha, foi Nando Gata.
Zilton, conterrâneo de Palmares, hoje radicado na Bahia, está se referindo ao meu primeiro livro, composto de crônicas e memórias de infância lá na nossa terrinha. Este livro é aberto por um texto intitulado “Nós, os Meninos dos Palmares“, a que ele se refere como “causo”. Gastei tanto lirismo e poesia, e o cabra associa a crônica com dois meninos comendo uma jumenta. Coisa de palmarense debochado mermo!
Aliás, esta mensagem do conterrâneo Zilton me deu uma excelente oportunidade pra eu vender meu peixe.
A seguir, a transcrição da crônica de abertura do livro “A Prisão de São Benedito“, que já vai na quarta edição. E, muito provavelmente, a Bagaço botará na praça a quinta edição em breve.
Este texto tem mais de 30 anos que foi escrito. A Palmares nele descrita não existe mais. Ela sobrevive apenas nas lembranças e nas saudades de nós outros; nós, os meninos dos Palmares.
 * * *
ps
NÓS, OS MENINOS DOS PALMARES
Uma tarde, vínhamos nós, guardiães do vento e vigias do barulho das águas, caminhando sobre os trilhos que margeavam o Rio Pirangi. Voltávamos do banho. Eu, Romildo Pilica, Adeildo Baé, Antônio Maromba e Fernando Gata. Meninos vadios e andejos, estradeiros e bons nadadores, como todas as crianças nascidas àquelas margens.
Bem antes de chegarmos ao Engenho Bom Destino, perto de uma casinha onde parávamos sempre para pedir água, veio-me à cabeça um pensamento, claro e límpido, que está bem presente em minha memória, agora enquanto escrevo: “Um dia, daqui a não sei quantos anos, ainda vou sentir saudades deste lugar e deste momento. Deste barulho que a água faz quando se encachoeira nas pedras e desta música que o rádio de pilha da casinha está tocando”.
A música era “Vida, vida“, cantada por Anísio Silva.
Íamos para Pirangi como se vai a um piqueninque, com a alegria e o descompromisso dos que são felizes e que sabem que vão encontrar a felicidade no final da caminhada, um pouco depois da ponte, no Poço dos Homens. Íamos sempre em grupo, tagarelando, incansáveis, com a faquinha amolada na mão, para chupar cana no caminho. Íamos repassando, na conversado mole e em voz alta, os acontecimentos e os fenômenos que faziam o nosso mundo. Um mundo que a gente conhecia de cor e sobre o qual opinávamos e discutíamos com uma autoridade desproporcional ao quadrante geográfico em que crescíamos.

Um mundo escuro de dia, nas chuvas de inverno, e claro de noite, nas épocas de festa.

O mundo dos Palmares.

A primeira parada era no portão do colégio das freiras, cercado de mangueiras envergadas de tanta fruta.

- Seu Pompéia, cadê as mangas?

De lá de dentro, vinha voz do vigia, já de porrete na mão, enquanto corríamos desembestados pela rua:

- Pompéia é a rapariga de tua mãe, filho de quenga!

Íamos para Pirangi com a certeza de que seríamos mais felizes ainda quando estivéssemos tomando banho, e que a água estaria morna de tanto sol.

No fim da rua, começava o arruado da Usina 13 de Maio, sem calçamento e empoeirado. As casinhas dos operários, iguais e brancas, faziam uma linha que a gente acompanhava com os olhos e ficava pensando quão misteriosas eram as últimas moradas daquela fileira, já distantes e pequenas aos nossos olhos. A vantagem é que a gente estava indo para lá, desencantar aquele mistério e aumentar a nossa felicidade.

À direita, o arruado; à esquerda, a usina e sua chaminé. No meio, íamos nós. Íamos para Pirangi e levantávamos a cabeça para enxergarmos as matas e os canaviais que compunham o horizonte. Caçadores de uma expedição sem surpresas, caminheiros de uma estrada inúmeras vezes batida, andejos de uma aventura, tão bonita, que lamentávamos ser curto o dia para gozá-la.

Depois da usina, vinha a casa rica do usineiro, castelo enfeitado e rodeado de flores. Daríamos tudo para entrarmos ali, só para vermos se por dentro era do jeito que o povo dizia e a gente nem conseguia imaginar. Dali para frente, depois do Engenho Bom Destino, a gente já começava a escutar o barulho das corredeiras, a doce música das águas. E de olhos pros lados e pra trás, porque de vez em quando aparecia um boi brabo, e era uma carreira das pernas baterem na bunda.

A ponte ficava logo depois de uma curva que a linha do trem da usina fazia. Linda, imponente, gigantesca, pintada de encarnado. O seu gradeado lateral enchia os nossos olhos de meninos e nos dava a certeza de que realmente íamos aumentar a nossa felicidade.

O lajedo ficava repleto de roupas que as lavadeiras punham para quarar. Era um formigueiro de mulheres e crianças batendo roupas nas pedras. Que vista mais linda! Que espetáculo empolgante e barulhento!

Já estávamos em Pirangi. Tinha o Poço das Negras, o Poço dos Homens, o Poço das Moças, e outros mais. Aí, a gente ficava tudo nu, e haja a dar pinotes nas águas então limpas. Onde a gente ficava, logo depois da ponte, havia uma ilhota, que eu já não mais encontrei quando de última vez que lá estive.

Nadávamos da ilhota para a margem, e vice-versa. E saboreávamos a quentura e o frescor da água transparente, na tarde calorenta. Lembro-me do Edno a nadar com o traseiro branco boiando e brilhando ao sol.

E nós, guardiães do vento e vigias do barulho das águas, tínhamos consciência de que éramos criaturas e coisas do rio, como as piabas e os acaris, os jundiás e as traíras, os pitus e os aruás, as balsas que desciam na correnteza e os bambus plantados nas margens do Pirangi. Éramos criaturas e animais daquela ribeira, como as cobras, os preás, as cabras, os caçotes, os calangos, os tejus, os caga-sebos e os bois do engenho que pastavam perto da linha do trem. Gozávamos o mesmo calor do sol que batia nas roupas coloridas das lavadeiras do lajedo.

Estávamos em Pirangi, e isso bastava. Éramos todos felizes, junto com os peixes, os bichos, a água, as pedras e as plantas. Mergulhávamos, plantávamos bananeira dentro d’água, brincávamos de macaco e trazíamos do fundo os seixos que pegávamos com a mão.

- Galinha gorda!

- Gorda é ela!

- Vamos comê-la???

- Vamos a ela!!!

E pinotávamos de uma só vez, para pegar a balsa que alguém atirava n’água. Uns de costa, outros de ponta, outros de salto mortal. Eu sempre pulava de pé.

De repente, o trem apitava lá longe, e nós corríamos todos nus para debaixo da ponte, pra balançar os pintos para os passageiros escandalizados que iam para Maceió. Tinha um negrinho que se equilibrava nas palmas das mãos, abria as pernas no ar e arreganhava a bunda em direção à ponte. Soltava um peido, ficava de pé novamente e ria de rolar no chão.

Camisas abertas, olhos vermelhos de tanto mergulho, cabelos em desalinho e a conversa interminável de sempre, voltávamos nós de Pirangi. Nós, os meninos dos Palmares, guardiães do vento e vigias do barulho das águas. Vínhamos atirando seixos nos calangos que pegavam sol nas pedras, e botando sentido do marulhar do encachoeirado que o rio fazia nas dobras. Arrancávamos touceiras do capim-santo que nascia à beira da linha do trem, para tomarmos chá na hora da janta.

Foi numa dessas voltas do banho de Pirangi, que me ocorreu o pensamento de que um dia eu ainda teria saudades daquele momento. A bem dizer, eu já comecei a ter saudades assim que acabei de pensar e o barulho do rio foi ficando aos poucos para trás.

De volta do banho, íamos nós para o fim de tarde, boca-de-noite que começava a nascer. Íamos nós, apontadores de estrelas, gáveas ao vento, em direção à noite dos Palmares, a invejável noite da Mata Sul de Pernambuco.

Íamos para a noite dos Palmares como se vai a um território mágico para desencantar mistérios. Depois de lavar os pés e tomar café, sentávamos no meio-fio e ficávamos, horas perdidas, a ouvir as histórias de trancoso de Dona Cenira. E nos espremíamos uns aos outros, para disfarçarmos o medo que nos davam as histórias dos pescadores da madrugada, de Pé-de-Espeto, da mula-sem-cabeça, da casa mal-assombrada e das almas que apareciam pedindo rezas.

Campeávamos essa noite traquinas que, de tão comprida, se tornava transparente em seus mistérios. Do mercado às Pedreiras, da Viração ao Maurity, era um pinote só, nas correrias da brincadeira de macaco. Éramos exímios corredores, e pisoteávamos com leveza as pedras irregulares do calçamento. O suor gotejava pelo couro, e era um trabalho na hora de entrarmos em casa para dormir.

Nas noites de São João (e nas noites de qualquer santo), a nossa felicidade era maior ainda. Era pouca a pólvora de Pimpão no fabrico de traque-navio, estrelinha, peido-de-velha, bombinha, bomba e bomba travaliana. Em cada casa uma fogueira.

- São João disse!

- São Pedro falou!

- Vamos ser compadres!

- Que Jesus mandou!

Pronto. Estava selado um compadrismo que durava a vida toda, mais cimentado que os de igreja. E nós, meninos dos Palmares, saíamos de casa em casa a nos regalarmos com a comida daquela época e daquele tempo: munguzá, canjica, pamonha, milho assado e cozido, bolo de milho, pipoca, o diabo a quatro. Comíamos desembestadamente, e apostávamos para ver quem agüentava mais coisas na barriga.

A noite fica pontilhada de balões, foguetes e estrelas, mais brilhosas quando vistas através da fumaça das fogueiras. O tiro de ronqueira nos deixava surdos momentaneamente, mas era o mais gostoso porque preparados por nós mesmos.

Nessa noite mágica dos Palmares, é de se destacar a felicidade que sentíamos no dia 8 de dezembro. Festa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira, mãe e madrinha. Vestíamos a roupa nova e saíamos com o bolso cheio do dinheiro que ganhávamos de nossos pais. De tarde, já estava tudo pronto, e, a partir das 6 horas, começavam a chegar os caminhões e ônibus com o povo dos engenhos e cidades da região: Ribeirão, Gameleira, Cortez, Joaquim Nabuco, Colônia de Leopoldina, Água Preta, Xexéu, Catende, Maraial, Bonito, Panelas de Miranda, Belém de Maria e mais uma porção de lugares. O povo da rua descia lá pelas sete e meia, oito horas.

E nós, apontadores de estrelas, gáveas ao vento, meninos dos Palmares, mergulhávamos naquela festa com o ardor e a disposição que púnhamos em todos os nossos empreendimentos. Bebíamos até a última gota naquele pote de felicidade. Andávamos na roda-gigante, balançávamos no bote, ouvíamos os dobrados da Banda 15 de Novembro, e nos deliciávamos com as putarias do Pastoril do Velho Rabeca, instalado numa ponta-de-rua para não escandalizar as famílias.

E nos apaixonávamos eternamente, perdidamente, pelas meninas do pastoril infantil.

“Boa noite, meus senhores todos,
E boa noite senhoras também.
Somos pastoras, pastorinhas belas,
Alegremente vamos a Belém”.

E, lá embaixo, estávamos nós a torcer pelos cordões e a ficar intrigados, de sangue e fogo, por causa das disputas.

- Azul, azul!!!

- Encarnado, encarnado!!!

A Diana tinha metade de cada cordão e seu vestido era feito das duas cores.

“Sou a Diana, não tenho partido,
O meu partido são os dois cordões.
Eu peço palmas, peço bis e flores,
Aos partidários peço proteção”.

O Pastor e a Borboleta completavam a boniteza do pastoril.

“Borboleta pequenina,
Saia fora do rosal!
Venha ver cantar um hino,
Hoje é Noite de Natal”.
“Eu sou uma Borboleta,
Pequenina, feiticeira,
Ando no meio das flores,
Procurando quem me queira”

Noite mágica, incomparável noite dos Palmares. Tangíamos nossa felicidade madrugada adentro e, quando dormíamos cedo, marcávamos a pelada para as cinco da manhã no Campinho do Careca. Um de nós era escalado para acordar os outros a partir das quatro e meia. E lá íamos em bando, ainda sonolentos, bola embaixo do braço e o peito cheio de alegria.

Por mais uma manhã que nascia e mais uma pelada para bater. Quando chovia, era uma beleza: o campinho ficava que era uma poça de lama só. Voltávamos enlameados dos pés à cabeça, para o banho que antecedia o café da manhã. Éramos felizes, mais ainda, durante aquele café que vinha após a pelada e após o banho. Com que alegria atacávamos a mesa forrada com uma toalha xadrez: pão crioulo, pão francês, ovo frito, inhame, cará, manteiga, banana, mamão, café e leite. E nós, meninos dos Palmares, imagens do cão e arteiros, estávamos prontos e saciados. Prontos para mais um dia de felicidade. A bem dizer, não havia intervalos em nossa alegria, e qualquer tempo, manhã, tarde, noite ou madrugada, era tempo de felicidade. De folguedos e de magia. Fosse chuva ou fosse sol.

Na chuva, grossa e pesada chuva da Mata Sul, tomávamos banho de bica, e desafiávamos os relâmpagos e trovões, correndo de calção pelas ruas. Fazíamos tapagem para barrar a água que corria rente ao meio-fio e, finda a chuva, saíamos a dar caça aos sapos cururus que pululavam aos montes.

Molhavámo-nos com aquela água gelada que vinha dos céus, como qualquer um dos bichos que habitavam naquele lugar. Éramos criaturas livres da natureza que, de tão felizes, tínhamos uma reserva inesgotável de energia. Éramos eternos e tínhamos consciência da nossa felicidade.

Varávamos as noites, os dias, as ruas e as águas daquela cidade, estuporados de alegria e felizes como ninguém nunca foi nem será. E tínhamos razões e tempo para tanto: as amendoeiras do Ginásio Municipal, as moças com farda de normalista do Colégio Nossa Senhora de Lourdes, os passeios em redor do jardim no Domingo à noite após a missa, os filmes de Oscarito no Cine Apolo, os desfiles do dia 7 de Setembro, a chegada do trem de Recife às 8 horas da noite, o corre-corre nas cheias do Rio Una, os fins de tarde, quando terminavam as aulas e as ruas se enchiam de estudantes, a roda do camelô nas feiras do Domingo, a passagem de ano na igreja junto com a família, o caldo de cana do pavilhão de Tertuliano, a pelada no campo do Senai, os jogos de futebol no campo do Ferroviário, o piquenique de final de ano escolar, as excursões para a Praia de Tamandaré, a festa do cemitério cheio no Dia de Finados, o caixão da caridade que transportava os defuntos indigentes e que ajudávamos a empurrar pelas ruas, as rodas no oitão da igreja nas conversas de safadeza, as missas solenes, a festa do ancião no Abrigo São Francisco de Assis, o Guerreiro de Veludo e o Caboclinho de Rabeca, os blocos no carnaval, os bois brabos que iam para o Matadouro, os passeios no Engenho Paul, as carreiras do vigia no partido de cana, as morcegadas nos caminhões de carga, os shows de rua que os políticos preparavam nas campanhas eleitorais, as petecas que usávamos para abater passarinhos, as provocações que fazíamos para ouvir os palavrões da Velha Língua-de-Aço, a rodinha em frente à barbearia de Babel, o medo do tarado Gabriel, as lições de catecismo de Dona Carminha, os cascudos de Padre Abílio nas procissões e… E nem sei mais o quê. Era tudo que acontecia. Tudo era uma felicidade só.

Um tempo tão bonito, que não se apaga nunca. Trago-o vivo até hoje e tenho a impressão de que eu morro e ele fica, perpetuado numa lembrança que flutuará sempre no ar.

Nós, meninos dos Palmares, homens do mundo, espalhados por esta Terra imensa, fazemos vivo aquele tempo no abstrato desgarrado de nossas saudades.

Podemos até ser infelizes hoje. Mas somos repositório de uma felicidade inextinguível. Guardiães do vento, vigias do barulho das águas, apontadores de estrelas, gáveas ao vento, imagens do cão, arteiros.

Nós, os meninos dos Palmares.

CARDEAL PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Santidade

Para  alegrar o início de semana  dos incontáveis  leitores dessa gazeta da bixiga lixa, nada como apreciar esse  belíssimo trabalho final  do ateliê do curso  de cinema de animação da  Escola de Bela  Artes, da Universidade Federal de Minas Gerais.

CARDEAL BERNARDO – MACEIÓ-AL

Mestre Papa,

veja como foi a Vigília Santa aqui no DS esperando a fumaça branca que anunciou o novo Pombo da Paz.

Juêio ao chão, e os ói vidrado na boca da chaminé baforante da boa nova.

Com os respeitos do Cardeal

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MARCELO DE PIETRO – SÃO JOSÉ DO RIO PARDO-SP

Papa Berto,

acabei de ver o vídeo de V.Eminência denominado “UM TEMA RECORRENTE” datado de 20.02.2013., no qual fez um comentário com um PINICO, dizendo que tinha um assunto pra logo.

Estou curioso porque hoje já é dia 17.03.2013, e não saiu o vídeo ainda. Tem alguma notícia????

R. Caríssimo leitor, o vídeo a que você se refere está repetido no final desta postagem. Tudo é pretexto pra eu me amostrar  e ofertar ao mundo minha bela imagem!

Veja só: o outro assunto, que estava me provocando ânsias de vômito naqueles dias, era a selvageria babaquística dos manifestantes, os nazi-fascistas das zisquerdas brasileiras, que tentaram inutilmente anular e ofuscar a brilhante, produtiva e eficiente estadia da cubana Yaoni Sanchez em terras banânicas.

O efeito foi contrário: as hordas ululantes e cegas conseguiram dar mais destaque e mais brilho ainda à perigrinação da dissidente em nossas terras. Era sobre isto que eu fazia referências veladas no vídeo. Ver as hordas de idiotas, remunerados, treinados e dirigidos, inclusive com participação direta do PT e do Palácio do Planalto, via Ministro Gilberto Idiota Carvalho, era o que me provocada ânsias de vômito.

Pra acabar de completar sua brilhante estadia entre nós, duas entrevistas concedidas por Yoani simplesmente arrasaram e deixaram para trás o festival de insanidade e de incivilidade das hordas petelho-zisquerdóides. A lucidez e a clareza com que ela expressa o seu pensamento deixaram de bocas tapadas os tabacudinhos da Confraria dos Cegos. As duas entrevistas foram publicadas aqui no JBF (clique aqui para rever)

Vou aproveitar esta postagem pra transcrever algumas notas que pesquei no noticiário daqueles dias.

Veja:

1) A ativista cubana Yoani Sánchez deixou o Rio de Janeiro nesta segunda-feira com críticas aos manifestantes pró-Cuba que tumultuaram a viagem dela pelo Brasil. No Twitter, ironizou: “Por dois dias (período em que Yoani esteve no Rio), não houve manifestantes contra mim. Não se manifestaram no Rio de Janeiro. O que houve? Não pagaram a passagem para eles?”.

Yoani sendo bem recebida no Rio de Janeiro: tietada por admiradores e fãs

Durante a estada da cubana no país, ela passou por Pernambuco, Bahia, Brasília, São Paulo e, por último, Rio de Janeiro. Nas quatro primeiras unidades da federação, a blogueira enfrentou protestos. Em alguns casos, o evento programado teve de ser cancelado pela confusão armada por grupos favoráveis ao regime castrista. Conforme a imprensa comprovou, antes da chegada de Yoani ao Brasil, o governo cubano escalou um grupo de agentes para vigiá-la e recrutou outro com a missão de desqualificá-la a partir de um dossiê.

2) Gilberto Martins da Silva:

Cuba tem uma democracia tão perfeita, mas tão perfeita que, certamente, o marido da blogueira Yoani Sánchez tenha sido proibido de viajar com ela. Ironia à parte, vai a seguir um fato que confirma a minha certeza. Fui professor na UCB (Universidade Católica de Brasília) por 19 anos. Durante algum tempo foi firmado um convênio entre a UCB e a Universidade de Havana. O qual previa um intercâmbio de professores das áreas de Tecnologia, Cálculos e outras carreiras. Em conversa com estes professores e professoras cubanos soubemos que era proibido virem para o Brasil acompanhados dos cônjuges. Mais: descobriu-se tempos depois que do salário recebido por estes profissionais cubanos 70% eram confiscados a título de despesas de estadia e contribuição para o regime. O desestímulo foi tão grande que chegou o momento que nenhum professor quis vir para o Brasil. Encerrou-se o contrato. É isto que a garotada festiva, desinformada e alugada do PT precisa saber. Certamente, eles não gostariam de viver num país assim.

3) Querem ver a diferença?

No RJ elegemos Chico Alencar e Miro Teixeira; em SP, Tiririca e Clodovil. Percebem?

O Rio de Janeiro deu um show de civilidade!! Parabéns aos cariocas que não se vendem para o bolsa esmola!

Atenção, leitores. Nada tenho a ver com esta arenga entre Rio e São Paulo. Limitei-me apenas, neste ultimo item 3, a transcrever as palavras de um comentarista na seção de cartas de um grande jornal carioca.


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