A FÁBRICA DE MENTECAPTOS

Vejam a que ponto chegaram a “produção educacional” de treze anos de governo petista. Resultado até certo ponto esperado, pois a qualidade não é o forte dessa turma que acreditava ficar no poder por tempo indeterminado, conforme relatos e postagens dos próprios. Vide Zé Dirceu.

Produzindo professores e militantes em série, sob a batuta do PT/PSOL e penduricalhos ideológicos congêneres, deu-se o casamento perfeito: Militantes preguiçosos travestidos de professores que nada ensinam, com alunos doutrinados que nada querem aprender, a não ser os brados e palavras de ordem, repetidas ad nauseam, por politizados funcionais que são.

HETERASSÉDIO

Zumbificados, esses “funcionais”, por serem fáceis de se manipular, colocam em prática essa corrente de metodologia ideológica, que os levam a “ocupar” escolas para “protestar” (a mídia dominada por eles, escrevem e falam que ouve “ocupação”).

Essa fabricação de militantes marioenetados, descambaram numa significativa e abundante produção dos NEM- NEM. Ou seja, uma geração de jovens (salvo raríssimas exceções), que NEM trabalham, NEM estudam.

Haja vista determinada prova do ENEM/2015 que, dentre os 6,2 milhões de candidatos que realizaram a prova, 529 mil obtiveram nota zero.

OFENSIVA CONTRA UNIVERSIDADES

Ora, é consabido, que alunos saídos da USP, PUC, UFRJ e outras grandes universidades, geralmente protagonizam papeis de destaque no rumo da política brasileira. Não por acaso ou coincidência, delas saíram e saem, cabeças pensantes tipo: Delfim Netto, Affonso Celso Pastore, João Sayad, Eduardo Suplicy, FHC e 99% dos ministros da economia ou planejamento, saíram dessas escolas para dominar o cenário político, jurídico e econômico nacional.

Para mudar este conceito, urgia o PT implantar uma “nova linha” direcional nas universidades. Grades curriculares e cargas horárias foram alteradas de acordo com os interesses e novas orientações do PT/PSOL/PC do B, et caterva. Tudo isso, logicamente, com a unção da UNE.
Nessas universidades, eficiência e rigor foram literalmente aniquilados. Trabalhos e elaborações de planos e projetos foram dando lugar a palavras de ordem. Cursos de exatas passaram a, propositalmente, serem relegados a terceiro plano, em termos de “interesse” e investimentos.

Ora, se o líder deles, Lula (PT), se orgulha, ao discursar para platéias alienadas/amestradas que, em não possuindo curso superior, foi o presidente que mais construiu universidades (Lula,sempre mentindo, alardeia 14) que, de fato, não passam, de quatro. É só mais um mantra a ser recitado.
Essas “novas universidades”, na verdade, não passam de novos currais de ideologização socialista “educacional” onde o que menos interessa era a educação, na verdadeira acepção da palavra.
O que se viu foi realmente, mais um grande e apetitoso aumento de cabide de empregos para acomodar seus militantes funcionais (PT, PSOL, PCB, PC do B e outros penduricalhos da mesma linha). Hoje constam com grande evasão e numero de vagas ociosas.
As distorções ideológicas brotavam aos borbotões. No centro acadêmico, alunos “socialistas” que vinham em carros importados e com motorista lideravam greves contra um aumento de alguns centavos no almoço do bandeijão, que custava 68 centavos.

OS NEM NEM

Nessa new geração socialistaeis que surgem fulgurantes os NEM- NEM. O pensamento é um só: – ganhe sem estudar ou trabalhar – é só fazer parte de um grupo de esquerda: um sindicato ou OCUPAR um desses “cargos” criado nesse intuito). “Nosso trabalho é salvar a humanidade do capitalismo selvagem”. Sem se darem conta (será??) que o idiota do pai é que está se ferrando de trabalhar para custear seus dengos e mimos. Tênis, smartfhones, relógios e camisetas estampadas com qualquer assassino de esquerda

O percentual dos “nem- nem” cresceu 20% em relação a 2014, ou seja: 19,7% em comparação a 2005 , segundo a Agência Estado.
O número de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam nem trabalhavam em 2015 cresceu no Brasil, chegando a 22,5% da população dessa faixa etária. Nem mesmo procuravam trabalho 14,4% dessas pessoas. O grupo de 18 a 24 anos apresentou o maior porcentual em 2015: 27,4%. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou à época.

O resultado esta aí. Uma turba de felizardos do FIES/PROUNIE, se espelhando no esquerdismo caviar, dos “coxinhas mortadelas”, que chegavam de motorista e ficava fomentando protesto contra o aumento de alguns centavos na comida. a turma de “mauricinhos” que usam iPhone com capa do Che Guevara se achando o Dom Quixote que irão salvar a humanidade com seus protestos contra Temer, Trump e “ocupações”.
Essa turminha acham que representam os mais pobres, que faz parte da força revolucionária que vai criar um “novo mundo”, mas que, na verdade, não passam de uns frustrados, mimadinhos entediados e preguiçosos que se deprimem quando falam em estudar e trabalhar. Pois não aceitam NEM uma coisa, NEM outra.

Eu mesmo conheço vários pais desesperados, por seus filhos (19 a 30 anos), não quererem nem estudar, nem trabalhar. Vocês conhecem? É a geração NEM NEM.

CRACK – A TERCEIRA BOMBA ATÔMICA

Desde os primórdios dos tempos que as drogas sempre estiveram presente no seio das diversas sociedades humanas.

Não vamos aqui descer à miúde sobre definições, classificações ou natureza daquilo que se possa denominar o termo DROGA.

O que quero trazer aos leitores é um alerta todo especial sobre uma droga em particular: O Crack.

No inicio, quando chegou discretamente, o crack ainda era considerado “um viciozinho de pobres e vagabundos” por conta do seu baixo valor e procura. Não equilataram, as autoridades, o poder destrutivo dessa bomba relágio.

Com efeito propagador de uma radiação nuclear, essa “bomba” – o CRACK – ha muito que já foi detonada e seus efeitos se alastram de forma inexorável em nossa carcomida sociedade.

É consabido que, sob sua dependência e seus nefastos efeitos, são praticados os mais bárbaros e hediondos crimes. E essa violência desregrada está intrinsecamente ligada ao tráfico (comercialização – fabrico, transporte, porte, venda, revenda, uso), que gera esse ciclo responsável pela maior onda de crimes no país.

Some-se isto a um coquetel de reconhecida e elevada ineficiência das nossas autoridades constituídas, em servir de maneira covarde pequenos aperitivos em educação, fartos “tira gostos” de desigualdade social e de cavalar sobremesa, a total ausência de qualquer política séria da área da saúde ou prevenção (educação), – ou em qualquer outra área.

De brutal teor viciante, o usuário é dominado desde o primeiro experimento, sobrevindo daí a completa e irreversível subjugação. De status endêmico, chega com força avassaladora para corroer, no individuo, todo e qualquer arcabouço do que seja sentimento humano familiar e que se alastra como metástase, por todo aparato social em sua volta.

Com a ineficácia das políticas antidrogas adotadas pelo governo, vimos a cada denuncia ou alerta pelos meios de comunicações, reportagens que mostram sorumbáticos indivíduos deambulando como zumbis. Atinge e aflige a todos sem distinção de idade, cor, sexo, ou classe social, consumindo o crack, nas praças, calçamentos, debaixo dos viadutos e marquises, sem se incomodarem com nada em sua volta.

Transformados em autênticos zumbis, os dependentes entram em transe letárgico em seu mundo imaginário, sem perspectiva de vida alguma. Meninos e meninas na flor da idade se prostituem até por 1 real e praticam qualquer ato ou tipo de crime possível em busca de conseguir o crack.

Famílias inteiras se despedaçam e se perdem num vale de dor e lágrimas, impotentes e atônicas, sem rumo ou direção (a espera de um milagre), não sabem como agir, socorrer ou salvar seu ente querido que desce, sem escala, para o fundo do poço.

Instintos naturais como o materno, sobrevivência, defesa, afetividade de laço familiar, de perpetuação da espécie, tudo fica embotado, o que nos sobra é um ser sem sentimentos ou qualquer noção de amor ou valor humano.

Com tristeza se constatam nas maternidades, crianças recém nascidas de mães viciadas em crack. O nascituro se porta como se viciado fosse, com crises de abstinências, com compulsão à droga, tremores, calafrios e diverso problemas físicos, principalmente com lesões no cérebro que provavelmente os levarão à demência ou mal congênere. Formando uma nova geração de vítimas do crack sem sequer ter consumido a droga por vontade própria. A mães drogadas, em sua maioria, perdem o instinto materno e findam doando ou vendendo seus filhos debilitados – para poder adquirir a droga.

Para lucrar e mais facilmente sobrepujar suas vítimas, os traficantes possuem uma formula cruel e maligna, bem peculiar: adicionam à borra da cocaína amônia, ácido sulfúrico, querosene, gasolina e, para render aumentando a sua lucratividade, a cal virgem, ou cal viva que também é tóxica e usada em construções ou plantações, que ao serem misturados e manipulados se transformam numa pasta endurecida de cor branca caramelizada onde se concentra mais ou menos 40% a 50% de cocaína.

Assim nasce o crack para o bem do traficante, para o mal da sociedade e para o horror da humanidade.

A fumaça altamente tóxica emanada do “cachimbo” é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando euforia e aumento de energia ao usuário, com isso advém, a diminuição do sono e do apetite etc. Como os efeitos alucinógenos têm curta duração, o usuário dela faz uso com muita frequência e a sua vida passa a ser somente em função da droga.

Com o tempo o crack causa destruição de neurônios e provoca ao seu usuário a degeneração dos músculos do seu corpo, conhecida na medicina como rabdomiólise, o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo, ou seja, ossos da face salientes, pernas e braços finos e costelas aparentes.

Por conta da sua elevada dependência e mortandade, concretiza-se a macabra previsão vaticinada pelo traficante colombiano Carlos Lehder Rivas (co-fundador do Cartel de Medellín), preso e condenado nos Estados Unidos da América, em 1985, ao afirmar, já naquela data, que o vício do crack era a detonação da terceira bomba atômica lançada contra a humanidade e que provocaria mais mortes do que todas as guerras mundiais juntas.

Não podemos achar que a polícia e a medicina resolverão os problemas, que, muitas vezes, principiam nos lares, escolas, festas, shoppings centeres e outros lugares de convivência social, principalmente dos jovens, mais expostos, por vários motivos, à atração do mundo das drogas.”

OS MALIFÍCOS DAS DROGAS DEVERIAM CONSTAR NOS CURRICULOS ESCOLARES

Criem grupos de estudos, cobrem e convoquem os poderes constituídos, gritem, alertem.

Esse tema não pode parar ou morrer nestas letras frias que vos escrevo, procurem criar ou espalhar antídotos (estudos, programas, “exércitos da vida”) que acordem e atinjam todas as camadas da nossa sociedade.

CONTRASTES DA VIDA

Por conta do meu rotineiro trabalho, mais uma vez, lá ia eu ao Forum Rodolfo Aureliano (Recife), mais conhecido como Forum da “Joana Bezerra”, por conta do ponto de referencia do viaduto que ostenta este nome.

Fui no 2º andar ver o andamento de um processo sobre um modesto inventário de um cliente na vara de sucessões. Em seguida teria que me deslocar para uma audiência em uma das varas criminais para oitiva de testemunhas (acredite: o rapaz – camelô – responde processo por vender CDs piratas).acnt

Tudo fica no mesmo andar, interligados mas em corredores opostos. Ala sul, varas de sucessões. Ala norte, varas criminais.

ALA SUL

No corredor da ala sul – varas de sucessões. Membros de ricas famílias tradicionais, traçando ali as ultimas divisões dos bens deixados pelo portento “de cujos” (falecido, cujos bens estão em inventário). Notória a presença de advogados e de bancas de renomes e seus opulentos clientes. Senhoras bem trajadas, penteadas e maquiadas. Impossível não se aperceber da indisfarçável ostentação, tanto visual quanto olfativa.

Uma irrepreensível mostra de roupas e ternos de grife, aromas de excelentes perfumes franceses, como se tivesse a apontar o “inquestionável” poder aquisitivo visivelmente predominante.

O mais puro desfile de jóias, óculos, relógios, iphones e tabletes de última geração. É um luxo só.

ALA NORTE

Varas criminais . Visual de bastante contraste.

Nesse corredor, presença de policiais que conduzem os acusados/indiciados – algemados ou desalgemados – somados a presença de seus familiares, quase sempre de predominância, como não diria nosso editor, afrodescendentes, aguardam o desenrolar das audiências dos seus, em confortáveis longarinas colocadas ao longo dos corredores.

Os sobrenomes podem até soar como de origem aristocrática, mas, como dizem por ai, é a tal história, sobrenome de família é igual colesterol, tem o bom e o ruim.at

No aludido corredor, o contraste já começa pelo visual: crianças aos montes, alguns de colo chorando, gritos de mães advertindo crianças peraltas, vestimentas pra lá de modestas. Presença de parentes e amigos em números consideráveis. Pai, mãe, tias, primos, sobrinhos. Não raras vezes presenciamos bate-bocas e escaramuças com familiares das concubinas. (ninguém é de ferro).

O aroma exalado não agrada aos olfatos mais refinados. Jóias, relógios, tênis, smartphones – quase todos originais chineses – (estes desbancaram os paraguaios, que nem o “MAD IN” cravavam nas mercadorias), completam o quadro contrastante em relação ao corredor oposto.

Quanto ao meu caso nesta ala, as duas testemunhas contra o camelô eram dois policiais civis que efetuaram a apreensão dos CDs piratas.

Após algumas perguntas e considerações de ambas as partes, mesmo sem muita eficácia, fiz ver ao magistrado, promotor e estagiários presentes, que os agentes que testemunharam contra o vendedor de produtos piratas, que eles estavam trajando e usando tenis, camisas polo, relógios e óculos. Todos da mais pura grife pirata.

Reinando o mais absoluto silêncio e diante do visível desconcerto dos policiais, o Excelentíssimo Sr. juiz, encerrou a audiência e agradeceu a presença de todos.

Este contraste existe e continua por aí, diariamente nos fóruns da vida.

USOS E COSTUMES MUNDO AFORA – CUIDADO PARA NÃO COMETER GAFES E VEXAMES EM OUTRAS TERRAS

O que para nós é de uso e costume normal, lá no estrangeiro pode ser classificado como grosseria.

Tenham o devido cuidado, então.

Para os sul-coreanos é inadmissível o sujeito assuar o nariz na rua e, no Japão, espirrar diante dos outros é um acinte. Em Seul, capital da Coréia do Sul, nunca procure atravessar avenidas e ruas. Prefira as passagens subterrâneas existentes em todos os cruzamentos. Na Suíça, o pedestre que atravessar a rua fora da faixa ou com sinal vermelho é advertido. No Japão, não é visto com bons olhos quem costuma falar alto ou gargalhar de uma piada, principalmente para as mulheres. Na Indonésia e Tailândia, namorados não devem se beijar ou trocar carícias na frente dos outros. Para os indianos, ser encarado por estranhos é uma forma de humilhação. Em cidades grandes como Nova York e Paris, os inevitáveis esbarrões devem ser acompanhados de “Excuse me” e “Pardon”.

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A popular e escrachada rodinha feita com o polegar e o dedo indicador, que para nós é um gesto obsceno, para os americanos significa o.k. Já no Japão, quer dizer grana; para os franceses, algo sem valor; na Alemanha, equivale a chamar alguém de idiota e, na Tunísia, é uma ameaça de morte. Na Tailândia e Bulgária, os movimentos de sim e não feitos com a cabeça são invertidos. Na Austrália, fazer o “V” da vitória ou o conhecido gesto positivo com a mão fechada e o polegar para cima quer dizer que você está mandando alguém TNC.

A mão em figa tem conotação sexual na Turquia, Romênia, Grécia e em alguns países latinos, enquanto no leste europeu – Polônia, Rússia, Iugoslávia e Bulgária é uma resposta de cunho negativo. Na Sardenha, Itália, Turquia e Grácia, o inocente gesto de pedir carona é um espontâneo convite para “transar”. No Egito, esfregar os dois indicadores em movimentos paralelos quer dizer que você está bastante mal intencionado.figa

No oriente médio, mostrar a sola do sapato ao cruzar as pernas é grosseiro, pois esta é considerada a parte mais suja. Se quiser realmente ofender um cidadão grego mostre-lhe a palma da mão com os dedos estendidos e abertos. Provém do costume bizantino de esfregar sujeira no rosto dos inimigos. Quer chamar um mexicano pra briga? Coloque as mãos nos quadris e o encare. Na Bélgica e na França, não pega bem para um homem ficar em pé, com as mãos nos bolsos, enquanto conversa com alguém. Quer ouvir e aprender palavrões na Itália? apalpe as frutas para ver se estão maduras.

No Japão, esqueça algumas recomendações da sua mãe: coma o macarrão colocando uma extremidade na boca e sugando o resto; tome sopa direto da tigela, sem colher. Coreanos e chineses dividem o mesmo prato central. Tomar a sopa com aquela ruidosa “chupada” na colher, na China, é um elogio aos anfitriões. O mesmo vale, nos países árabes, para um arroto após as refeições. Na Índia, Malásia, Egito, Marrocos, Arábia Saudita e Tailândia, use só a mão direita. A esquerda é para a higiene íntima. Ou será confundido com Conan, o Bárbaro. Usar palito de dente na França é querer ser comparado a um verdadeiro homem das cavernas.

Confira as gafes mais inimagináveis que podemos cometer em outros países e não se esqueça: respeitando as diferenças, lembre-se que: “When in Rome, do as the Romans do!” (”Quando em Roma, faça como os Romanos”).

Na Índia, usar a mão esquerda para cumprimentar os outros. Muito cuidado canhotos! Não se pode cumprimentar os indianos com um aperto de mãos, mas se for fazer isso, via de regra, use sempre a mão direita. É que em muitos lugares da Índia, incluindo hotéis de boa qualidade não há papel higiênico. Então para se limpar os indianos usam a mão esquerda. Então não fica bem dar a mão “suja” para cumprimentar alguém, mesmo que você não tenha feito isso, pressupõe-se que você o fez.

Na Bélgica, ficar tocando em alguém durante uma conversa, saiba que Os belgas não gostam de ser tocados ou apalpados enquanto conversam. Se você é do tipo “amigão” pense duas vezes antes de dar aquele tapinha nas costas quando estiver na Bélgica, isso não faz parte da cultura deles e é um gesto incompreensível.

Na China, andar pelas ruas com um belo bronzeado no corpo. Difícil entender, já que para nós uma pessoa bronzeada nos parece mais saudável. É que os chineses prezam a cor de pele mais branca possível. Quem é mais branco detona maior status social. Para eles, quem tem a pele menos bronzeada é um sinal de prosperidade, pois indica que você não tem de trabalhar exposto ao sol, como muitos camponeses pobres. No Brasil tiramos o sol como lazer, mas eles ficariam bem confusos de conhecessem os “emergentes” da Barra da Tijuca e os viciados em bronzeamento artificial.

Na França uma mulher se servir de bebida alcoólica é muito feio. Mesmo em encontros informais, em bares ou restaurantes, é considerada uma tremenda falta de educação pelos franceses a mulher abastecer o próprio copo de bebida. A missão cabe a algum marmanjo que a acompanhe ou que esteja por perto. Tem que segurar a onda.

Na Tailândia, não passe a mão na cabeça de uma criança. Evite arrumar uma confusão ao cruzar com uma criança na rua: lá, passar a mão na cabeça dos pimpolhos é uma ofensa. Isso porque o budismo – principal religião do país – considera que a cabeça é o lugar onde fica guardada a alma da pessoa. Os tailandeses não se tocam quando se encontram. Eles apenas unem as mãos espalmadas e inclinam levemente o tronco, abaixando a cabeça.

Estirar língua na Europa e na Ásia, há mais de 2 mil anos, era um jeito de ofender alguém. Para os Maoris, povo da Nova Zelândia, mostrar a língua é uma provocação. Aqui em Banânia, nossos índios e escravos só aprenderam a mostrar a língua quando tiveram contato com os portugueses. Acredita-se que o gesto tenha surgido porque, quando precisamos vomitar, a língua sai da boca. Ao colocá-la de propósito para fora, sinalizamos que não gostamos de algo. Lá pras bandas do antigo Tibete, mostrar a língua era um cumprimento.

Aqui no nordeste do Brasil, lá pras bandas do sertão, se uma pessoa estiver com desgosto da vida, quiser se dar mal ou até mesmo morrer, basta se dirigir a um respeitável cidadão e desacatá-lo chamando-o de corno, veado e cabra safado.

Aí, Pronto. Não tem erro.

GAME OVER, PT

Era uma vez um governo que se elegeu com a retórica de que ali chegara, para ajudar os mais pobres e aflitos, visando à redenção e melhoria de suas vidas, teriam mais alimento na mesa, saúde, educação, bens de consumo e estabilidade econômica. Em troca pediam apenas um “voto” de confiança para permanecer no poder, e esse voto de confiança foi que, no final das contas, saiu mais caro do que se imaginava. Primeiro para a população menos favorecida, e, mais tarde, para esse próprio governo.go1

Quanto ao desejo de se perpetuar, até ai nada demais, afinal, se o dito governo, bola da vez, prometendo o maná para os pobres, porque então não mantê-los na direção já que é para o bem de todos?

Ledo engano. Com o tempo o que se viu foi justamente o contrario. Restou comprovado que os únicos beneficiados com o governo do PT eram seus principais líderes e os políticos do alto clero a eles aliados. Havia uma visível colaboração de mão dupla: mega empreiteiros, banqueiros, sindicatos simpatizantes e os ditos “movimentos sociais”, formavam uma verdadeira choldra que quebrou o país.

Assim, instalou-se o governo mais corrupto de que se tem notícia no mundo, como restou conhecido e pouco aceito entre seus simpatizantes.

Foi tudo uma grande empulhação ideológica. Dinheiro do contribuinte brasileiro que deveriam beneficiar e socorrer sua pobre população, foram destinados para financiar e beneficiar outros povos de outros países, deixando-nos á míngua. Programas energéticos, estradas, portos, aeroportos, canais, metrôs, e um sem fim de beneficiamentos, foram ofertados a tiranetes latinos americanos e outros tantos africanos.

Como inocentes índios que se contentavam com apitos e espelhos, aos pobres daqui ofertaram o bolsa-família como se fosse o redentor passaporte para a “terra que mana leite e mel”. Hoje já se sabe, tratou-se do maior estelionato eleitoral da história. Ao contrario do que se prometia, aumentou o fosso de desigualdade da população.

A cleptocracia instalada, convicta de sua impunidade, cuidou em aparelhar as instituições diretamente ligadas ao poder executivo, ministérios, secretarias, estatais, autarquias, ongs, e toda sorte de divisão e subdivisão de milhares cargos comissionados.

Na esteira de infindáveis e diários escândalos, produziram 11 milhões de desempregados, 1,8 milhão de empresas fechadas, 3,1 milhões de famílias de volta à condição de pobreza. Aos apadrinhados foram criados 574 mil (isso mesmo. 574 mil) funcionários fantasmas no INCRA. –Isso em apenas uma instituição apurada.

Foram longos 13 anos fomentando a divisão de classe, gêneros, cor da pele, etc. A mídia, escolas e universidades completamente dominadas pelas falsas “minorias oprimidas”, impunham sua metodologia de “cultura” e “ensino”, tudo com um indisfarçável viés ideológico esquerdista.go2

Ou seja: não havia nenhum projeto de governo para o país, a não ser o da dominação ideológica, tal qual ocorre na ilha de seu ídolo maior.

A lava jato, tal qual o quinto trabalho de Hercules na limpeza dos Estábulos de Áugias, veio “lavar” a grossa sujeira da roubalheira escancarada, investigando e condenando empresários e políticos. Expondo assim, as vísceras da podridão de um projeto de poder onde, o que menos interessava, era o bem estar do povo.

Coube a sociedade, via clamor das ruas, redes sociais, representantes do povo – câmara e senado federal, por um freio de arrumação nesse projeto partidário, cuja obsessão era única e exclusivamente se perpetuar no poder, e usufruir de eternas e vergonhosas benesses.

A grave crise econômica, política, social e, sobretudo, moral, veio desembocar no amargo e necessário remédio denominado impeachment, que veio encerrar essa encenação do circo de horrores que duraram 13 anos.

Assim, com o Impeachment, O PT perdeu esse jogo.

AH, SE ESSA MODA PEGA!

Nos meios da área de saúde, é consabido que a doença de Alzheimer caracteriza-se por uma deterioração global, progressiva e irreversível de funções cognitivas como a memória, a atenção, a concentração, a linguagem ou o pensamento.

Pensando em mudar este paradigma, um asilo de New York, o East Neck Nursing and Rehabilitation Center, em Long Island, resolveu inovar no tratamento de seus hospedes com um tipo de procedimento, digamos assim, pouco ortodoxo.

O filho de uma das hospedes do local, Franklin Youngblood, ficou indignado ao flagrar sua mãe, Berenice Youngblood (85 anos), em pleno exercício daquele novo tratamento de “atividade lúdica”. Ela estava, simplesmente, colocando dinheiro na cueca de um jovem sarado seminu, contratado pela direção do estabelecimento para fazer shows de streap-tease para as internas. Era uma noite de diversão no local.

A diretoria do asilo está sendo processada por contratar strippers para entreter as idosas.

Conforme consta nos autos do processo, a família da idosa se queixou com a equipe da instituição, mas foi ignorada. “Bernice Youngblood foi colocada em uma situação de perigo físico iminente, já que estava confusa e perplexa diante de um homem musculoso e seminu se aproximando dela”, relatam os advogados.

Nas redondezas a noticia correu feito rastilho de pólvora e, segundo o New York Post, as velhinhas não são tão inocentes quanto Franklin gostaria de acreditar. Na defesa do asilo, os advogados alegaram que foram as idosas que organizaram a festa e contrataram o stripper.

Franklin, contudo, insiste que foi a equipe do asilo que contratou o profissional, para seu “prazer perverso”.

A direção da empresa afirma que seus profissionais estão tentando redefinir processos de reabilitação e mudar paradigmas obsoletos, de modo a proporcionar aos pacientes um tratamento de qualidade insuperável, que recupera o corpo, a mente e o espírito.

Há que rotule o Jovem filho da hospede de egoísta, Youngblood está processando a empresa por julgar que a mãe não está mais na idade de ver shows como esse.

A idéia da diretoria do asilo frutificou tanto, que hoje já existe um forte movimento na localidade, para que a mesma forma de tratamento seja estendida aos velhinhos acometidos com o mesmo mal.

Ou seja: Garotas strippers fariam performances nos asilos para “reativar” o cérebro com este tipo específico de atividade lúdica, que assim é definido como todo e qualquer movimento que tem como objetivo produzir prazer quando de sua execução, ou seja, divertir o paciente praticante.

O problema é que os médicos desconfiam do grande numero de senhores que já se ofereceram até como cobaias do projeto para esse tipo de atividade.

Pois desconfiam que muitos estão simulando a doença.

TRAGÉDIA E COMÉDIA EM PALMARES

Em meados de Julho de 2010, Palmares, como outras cidades circunvizinhas, ainda se ressentia do caos provocado pela traumática e aterradora enchente de 18 de junho de 2010 que, de surpresa, atingiu toda a Mata Sul pernambucana.

A tromba d’água havia arrasado quarteirões inteiros, o rio Una transbordou vertiginosamente levando tudo que havia pela frente. Casas inteiras foram ao chão e, em muitos casos, restou tão somente o piso com as demarcações e o delineamento do que um dia foram cômodos de um lar.

Causou comoção nacional. Houve uma intensa mobilização do governo estadual com o apoio do governo federal, em prol do socorro e da assistência a ser dada a população atingida.

A sociedade civil também se mobilizou. Varias entidades se organizaram para enviar alimentos, água, roupas, colchões, etc.

Várias Lojas maçônicas também empreenderam em se solidarizar com as vitimas da região e, cada Loja maçônica levava seus donativos a uma determinada cidade em determinado dia. A mim, da Loja Academia de Suassuna, pertencente ao GOIPE, coube coletar e entregar donativos na cidade de Palmares.

Saímos em caravana levando uma boa quantidade de material de limpeza (vassouras, rodos, papel higiênico, detergentes, desinfetantes, água sanitária) artigo de primeiríssima necessidade, conforme estudo e sondagem antes realizada.

Eu já conhecia a pitoresca cidade e, como conhecia o dono de uma rádio local, Dr. Cesar Romero, da Nova Quilombo FM, fomos lá procurar divulgar e fazer a nossa boa ação.

Ocorre que o Dr. Cesar Romero, aproveitando nossa chegada, me colocou em contato direto (ao vivo) com os ouvintes daquela rádio para esclarecer assuntos jurídicos pertinentes aos direitos dos atingidos pela catástrofe, pois circulava informações desencontradas sobre cobranças de luz, água e IPTU.

Começaram as perguntas:

– Dr., O prefeito pode cobrar IPTU de uma casa que nem existe mais?

– E água?

– E luz?

O radialista, eloquente e muito gaiato, no meio da turba da população traumatizada, dizia, com notória impostação da voz, que podiam tirar qualquer dúvida, ali, direto com o maior adevogado do Brasil (só se fosse em peso, pensei).

Lá para as tantas, depois de muita balburdia, sucesso de audiência, uma ouvinte, chorosa, me veio com o seguinte questionamento:

– Dr. Marcos, eu me divorciei faz poucos dias… na divisão dos bens, meu ex-marido me deixou uma casa que a cheia derrubou todinha, não ficou nem a marca de onde ela era. Acontece, Dr., que a danada da outra mulé, ficou com uma excelente casa de alvenaria, grande, bonita; Tá inteirinha. Eu tenho direito a parte da casa que ele deu àquela rapariga safada, nojenta?

Seguramos o riso, pois, o áudio estava aberto.

Em seguida, sem saber que o microfone estava aberto, ela emendou:

– Rapariga de sorte da porra! Acho que foi macumba! E olha que a bicha nem de Palmares é!!! Se eu tiver direito, eu vou querer a ajuda do Dr., sim!.

Estrondosa gargalhada, como um coro, tomou conta de todos no estúdio.

VACINA ANTICORRUPÇÃO

O grande dramaturgo grego, Sófocles, já havia vaticinado em uma de suas celebres frases que: “Numa causa justa o fraco abate o forte.” Será mesmo? Numa pequena cidade paulista chamada Ribeirão Bonito, a 270 Km da capital, restou comprovado que sim. É reconhecida atualmente como a Capital da Cidadania.

Fundada em 1999, a AMARRIBO – Amigos Associados de Ribeirão Bonito, (formada por Administradores, advogados, engenheiros, funcionários públicos, médicos, comerciantes, etc) quando se reuniram em busca de viabilizar e implantar algum projeto de cunho social que beneficiasse aos demais cidadãos, esbarraram na corrupção desenfreada, na indiferença e a desfaçatez do poder público local no trato com o erário publico.

Diligentes, não se deram por vencidos, botaram a boca no trombone, promoveram audiências públicas, mobilizaram a cidade que respondeu a altura aos anseios do grupo. Juntos, em 2000, conseguiram juntar fartas provas de corrupção contra políticos e a política dominante de então. Com o material em mãos, peticionaram à Câmara Legislativa, à Promotoria de justiça local e ao TCE, expondo as entranhas das mazelas da administração corrupta.

O EXEMPLO DE RIO BONITO/SP

Com participação, notoriedade e a força adquirida, a AMARRIBO conseguiu processar, destituir e afastar notórios corruptos, alcançando até quem já havia exercido algum mandato público. Houve grande repercussão nacional quando, da sua atuação, conseguiram a cassação de 2 (dois) prefeitos e 5 (cinco) vereadores em Ribeirão Bonito. O seu principal lema e objetivo passou a ser a transparência no trato com o dinheiro do contribuinte. Levando assim, à risca, uma das lições de Maquiavel “O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta”.

Com o sucesso e a popularidade do feito no combate as corrupções, cidadãos de varias localidades do país, buscaram informações e orientações junto a AMARRIBO para implantarem o mesmo procedimento em seus municípios. A associação então começou a programar palestras e oficinas, lançando, inclusive, o livro “O Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil”

ANTICORPOS RESISTENTES A VACINA DEMOCRÁTICA

É difícil, mas vamos torcer para que o exemplo dessa batalha da AMARRIBO encontre ecos e adeptos em Brasília, pois, como sabemos, o principio de que, na democracia, embora por linhas nem sempre corretas, os candidatos que disputam as eleições saem ou podem sair do povo.

O que nos leva a conclusão de que haverá aguerrida, desesperada e natural resistência ao princípios da AMARRIBO, vez que, no esquerdismo (PT, PSOL, PCB, PCdoB, etc) aqueles representantes sairão de apaniguados de uma cúpula, que, assim, mediante um rodízio de interesses buscará se perpetuar no poder.

E está mais que evidente que muitos “espertos” neo-comuno-socialistas procuram adentrar na alta cúpula ou proximidades para usufruírem da permanência de seus chefes no poder, o que poderá render-lhes, cargos e funções privilegiadas.

É ai que o sonho da AMARRIBO esbarra. Será?

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“Governo”, pintura de 1896 Elihu Vedder exposta na Biblioteca do Congresso, em Washington. Na placa, pode-se ler: “um governo das pessoas, pelas pessoas, para as pessoas”

CARTA PARA PAPAI NOEL

Vá desculpando ai, meu véio, mas confesso que esse ano eu não fui e nem pude ser um bom menino.

Pra começar, me tornei mais um dos milhões de brasileiros que se frustraram com o ano (outro ano…, até quando?), com esse desgoverno comprovadamente cleptocrata, que quer nos roubar até a esperança.

O resto veio como efeito cascata. Como bem disse uma amiga, também frustrada, deu vontade de não separar o lixo orgânico, nem vontade de frequentar as reuniões de condomínio do prédio, nem criei, propositadamente, um esquema de caronas solidárias, nem levei lanche em “embalagens sustentáveis” para o trabalho. Foi tudo na TORA, mesmo.

Eu não li o novo livro nem quero ver o novo filme sobre Chico Buarque, é bem melhor e mais proveitoso frequentar e assistir as maravilhas folclóricas lá da Casa da Rabeca, ali em Cidade Tabajara. Quem ainda não assistiu, não sabe o que está perdendo!

Ficou até difícil separar o ídolo compositor do “ideologista” de araque, aquele Parisiense “branco dos zóiszazuis” que idolatra Fidel Castro e a sua forma de governar. Combateu uma ditadura em sua terra natal e paparica outra mais cruel, intolerante e sanguinária lá das bandas do Caribe. Pra ele, as musicas de protesto que se aplica a Chico, não se aplica a Francisco. O Millor Fernandes foi quem matou a charada: “Eu desconfio de todo idealista que lucra com seu ideal”

Me desestimulou até em continuar o meu trabalho voluntário na creche do meu bairro. Eu não me matriculei, como havia prometido, no Krav Magá. Nem consegui reduzir meu índice de gordura corporal (bucho, etc.).

Tirar o catupiri do pastel?, o chope da sexta-feira?, A rabada e o bode com cuscuz então, nem se fala. (no Mercado da Encruzilhada)

É difícil e desestimulante continuar como se nada tivesse acontecido. Eu não tive sucesso em demonstrar indiferença em fazer as pazes com quem apóia Dilma no governo. Desisti do violão, não me integrei as ciclovias, não vou fazer retiro, nem doei ao Criança Esperança, não fiz uso de protetor solar (Berto adora essas frescuras), nem doei minhas roupas velhas.

Muitas vezes joguei a culpa na falta de tempo ou não tive coragem mesmo.

Pelo visto, “Meu Véio”, Eu não me saí muito bem este ano. Vai ver, ano que vem, eu faça tudo de novo. Continuo com meu sonho de Democracia (a verdadeira), e não essa que a CUT, MST e assemelhados ostentam em “suas manifestações” pra enganar trouxas.

Por outro lado, bom veinho, eu curti pra caramba! Encarei o desafio de ter uma coluna no Besta Fubana (a escrotidão tá garantida, essa droga eu uso todo santo dia) “é mermo que beber jurema”, fiz novas amizades, novas histórias e aprendizados, aumentei pra “caramba” meu dicionário de palavrões e aviso mais: Vou continuar na minha trincheira (facebook, e-mails, whatsApp, o “carai”), além de trabalho físico, lutando pra conseguir tudo que não vingou este ano.

Afinal de contas estamos em constante evolução espiritual, até que um dia eu possa ter a graça de alcançar o estágio descrito pelo poeta e filósofo libanês Khalil Gibran, que disse: “Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores”

Enquanto não chego a este estágio, BOM VELHINHO, continuo com minhas cismas, esculhabações e malcriações, mandando tudinho pra PQP.

Feliz 2016 pros fubânicos “NÓ CEGO”.

Leitores, editor, colunistas, poetas, articulistas e contadores de causos.

E que venha 2016.

SAUDADE

É a 7ª palavra mais difícil de traduzir

Reza a lenda que o termo foi cunhado na época dos Descobrimentos portugueses e do Brasil colônia, para exprimir um certo sentimento difícil de se explicar. A solidão dos patrícios longe da terrinha natal, clima e terra estranha, longe de entes queridos.

Um profundo abatimento, uma melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações.

Existe o mito de que a palavra ‘saudade’ só existe na língua portuguesa e no galego e como tal não pode ser traduzida corretamente.

Uma visão mais acurada aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica a esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutriria nostalgia. A gênese do vocábulo está implicitamente ligada à tradição marítima portuguesa.

SAUDADE: Palavra popular corrente em nossas poesias de amor e, consequentemente, em nossas mais belas composições musicais, daí advindo querer descrever sentimentos de ausência, falta, perda, vazio, distancia. Principalmente no que concerne ao amor, aí é que o bicho pega forte.

Essa simples e rica palavrinha advem/deriva do latim “solitas, solitatis” (solidão), na forma arcaica de “soedade, soidade e suidade” e sob influência de “saúde” e “saudar”.

A “sensação de sentir falta de algo ou alguém”, as vezes só o sentimento de um inspirado poeta poderá deslumbrar uma plausível definição.

Nesse contexto, eis que surgiu para debates e estudos, uma lista compilada por uma empresa inglesa com informações de mais ou menos mil tradutores profissionais, colocou a palavra “saudade”, em português, como a sétima mais difícil do mundo para se traduzir.

Nesta relação, formulada pela empresa Today Translations, aparece em primeiro lugar uma palavra do idioma africano Tshiluba, falando no sudoeste da República Democrática do Congo: trata-se do termo “ILUNGA”.

“Ilunga” significa “uma pessoa que está disposta a perdoar qualquer maltrato pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez”.

Logo em seguida no segundo lugar, ficou a palavra “SHLIMAZI”, em ídiche (língua germânica falada por judeus, especialmente na Europa central e oriental), que significa “uma pessoa permanentemente azarada”; e em terceiro, “RADIOUKACZ”, em polonês, que significa “uma pessoa que trabalhou como telegrafista para os movimentos de resistência ao domínio soviético nos países da antiga Cortina de Ferro”.

CONTEXTO CULTURAL

Para os analistas, filólogos/lexicógrafos da Today Translations, embora as definições acima assuma meros contornos de precisões, o problema para o tradutor é refletir, com outras palavras, as referências à cultura local que os vocábulos originais carregam.

“Provavelmente você pode olhar no dicionário e (…) encontrar o significado”, disse. “Mas, mais importante que isso, são as experiências culturais (…) e a ênfase cultural das palavras.”

LISTA DAS DEZ PALAVRAS CONSIDERADAS DE MAIS DIFÍCIL TRADUÇÃO:

I. Ilunga (tshiluba) uma pessoa que está disposta a perdoar qualquer maltrato pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez.

II. Shlimazl (ídiche) uma pessoa cronicamente azarada

III. Radioukacz (polonês) pessoa que trabalhou como telegrafista para os movimentos de resistência o domínio soviético nos países da antiga Cortina de Ferro

IV. Naa (japonês) palavra usada apenas em uma região do país para enfatizar declarações ou concordar com alguém

V. Altahmam (árabe) um tipo de tristeza profunda

VI. Gezellig (holandês) Aconchegante

VII. Saudade

VIII. Selathirupavar (tâmil, língua falada no sul da Índia) palavra usada para definir um certo tipo de ausência não-autorizada frente a deveres

IX. Pochemuchka (russo) uma pessoa que faz perguntas demais

X. Klloshar (albanês) perdedor

“Saudade, torrente de paixão
Emoção diferente
Que aniquila a vida da gente
Uma dor que não sei de onde vem”

Trecho de CANÇÃO DE AMOR de Elano de Paula/Chocolate – Na voz e violão de Caetano Veloso:

OS CAMINHOS DA CULTURA

Uma Loira foi fazendo uma entrevista:

Quanto tempo durou a guerra dos 100 anos?

a) 116
b) 120
c) 100
d) 150

Loira: vou pular está

Em que país é fabricado o chapéu panamá?

a) no Brasil
b) no Chile
c) no panamá
d) no Equador

Loira: vou pedir ajuda aos universitário

Em que mês os russos comemoram a revolução de outubro vermelho

a) janeiro
b) setembro
c) outubro
d) novembro

Loira: peço ajuda aos convidados

Qual era o primeiro nome do rei George VI?

a) Éder
b) Albert
c) George
d) Manoel

Loira: eu pulo

As ilhas canárias no oceano atlântico tem seu nome tirado de qual animal?

a) canário
b) urubu
c) cachorro
d) rato

Loira: vou pedir as cartas

Quanto tempo durou a guerra dos 30 anos?

a) 25
b) 30
c) 31
d) 29

Loira: vou parar pode entregar o ouro!

loira

Atenção!!!

Se você se acha esperto e riu das respostas da loira confira as respostas corretas abaixo:

A guerra dos 100 anos durou 116 anos de 1337 a 1453;

O chapéu panamá é fabricado no Equador;

A revolução de outubro é comemorada em novembro;

O primeiro nome do rei George VI era Albert. Em 1936 ele atendeu a um desejo da rainha Vitória e mudou de nome;

As Ilhas Canárias tem seu nome tirado do cachorro, o nome latino é “insularia canária” que em latim significa ilha dos cachorros;

A guerra dos 30 anos durou 30 anos mesmo essa foi só pra você não tirar zero e não ficar sem graça.

AS DEZ MAIORES DESCOBERTAS DA ARQUEOLOGIA BÍBLICA

Todas as descobertas arqueológicas são importantes. Em meio a tantas descobertas, eis as dez maiores, especialmente em se tratando da arqueologia bíblica, enumeradas pela importância na opinião dos principais arqueólogos do mundo:

1. Os amuletos de Ketef Hinnon, contendo o mais antigo texto do Antigo Testamento (séc. VII a.C.);

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2. O Papiro John Rylands, contendo o mais antigo texto do Novo Testamento (125 A.D.);

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3. Os manuscritos do Mar Morto;

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4. A pintura de Beni Hasan, revelando como era a cultura patriarcal 19 séculos antes de Cristo;

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5. A estrela de basalto de Dã, descoberta em 1993, que provou, sem sombra de dúvidas, a existência do rei Davi;

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6. O 11º tablete do Épico de Gilgamés, descoberto, em 1872, por George Smith, que provou a antiguidade do relato do dilúvio;

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7. O tanque de Gibeão (mencionado em 2 Samuel 2:13 e Jeremias 41:12), descoberto em 1833, por Edward Robinson;

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8. O selo de Baruque, descoberto em 1975, provando a existência do secretário e confidente do profeta Jeremias;

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9. O palácio de Sargão II, rei da Assíria mencionado em Isaías 20:1, descoberto em 1843, por Paul Emile Botta, de cuja existência os historiadores seculares duvidavam até essa descoberta;

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10. O obelisco negro de Salmaneser – É um artefato que o arqueólogo Henry Layard encontrou, na antiga cidade de Nínive, o assim chamado um dos mais antigos artefatos arqueológicos a se referir a um personagem bíblico: o rei hebreu Jeú. Ele viveu cerca de nove séculos antes de Cristo. Este artefato encontra-se preservado, agora, no Museu Britânico , em Londres. Um artefato semelhante é o assim chamado “Prisma de Taylor”, um prisma hexagonal de argila queimada que faz referência à batalha travada entre Senaqueribe e o rei hebreu Ezequias, no início do século VII antes de Cristo, uma batalha tão importante que foi narrada em três lugares diferentes da Bíblia: 2 Reis 19, 2 Crônicas 32 e Isaías 37:38. Este artefato também se encontra depositado no Museu Britânico.

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MANUAL DAS POSIÇÕES

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Dependendo da posição, o prazer será maior…

Segundo estudos recentes,
parado, fortalece a coluna;
de cabeça baixa, estimula a circulação do sangue;
de barriga para cima é mais prazeroso;
sozinho, é estimulante, mas egoísta;
em grupo, pode até ser divertido;
no banho pode ser arriscado;
no automóvel, é muito perigoso…
com frequência, desenvolve a imaginação;
entre duas pessoas, enriquece o conhecimento;
de joelhos, o resultado pode ser doloroso…

Enfim, sobre a mesa ou no escritório,
antes de comer ou depois da sobremesa,
sobre a cama ou na rede,
nus ou vestidos,
sobre o sofá ou no tapete,
com música ou em silêncio,
entre lençóis ou no “closet”:
sempre é um ato de amor ede enriquecimento.
Não importa a idade, nem a raça, nem a crença,
nem o sexo, nem a posição socioeconômica…

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Ler é sempre um prazer!

Definitivamente, ler leva a desfrutar da imaginação…

E você acabou de experimentar esse fato…!

Aqui nesse antro de “escrotidão”, a cada momento uma notícia, uma crônica, um conto, uma poesia, uma mensagem em forma de charge ou cartum, enfim, um mundo condensado com humor e seriedade diante de nossos olhos com apenas um toque.

OS PECADOS DO PT

Procuro enveredar o mínimo possível pelos descaminhos da política partidária, mais é impossível continuar impassível a tantos desmandos nessa pátria de um determinado povo heróico o brado retumbante: “Nunca antes na historia deste país se viu tanta incompetência e roubalheira”. Em vista disso, tracei um paralelo entre o sagrado e profano protagonizado pelo governo de então, sem o excessivo rigor das duas partes.

A heresia do PT foi total, pois feriu, por completo, sem a menor cerimônia, os 10 (dez) mandamentos e, mais ainda, esbaldou-se, lambuzou-se nos prazeres desmedidos do bem viver,(festa com o bolo alheio, é ótimo) infringindo também e sem cerimônia, os sete pecados capitais. (Talvez associem ao capitalismo???!!!).

Sem nem se ater se a ordem numérica aqui trazida corresponde realmente ao preciosismo canônico.

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1º – Amar a Deus sobre todas as coisas.

Esse primeiro mandamento foi totalmente desprezado. Pois petistas amam, apóiam, idolatram e glorificam Brahma, incondicionalmente.

Alçaram Brahma a condição acima até do próprio Criador (O Pai celestial, não o Zé Dirceu). A militância cega e surda reza pela cartilha do, segundo nosso editor, socialismo muderno, implantado desde 2003. Fazendo cair por terra a máxima bíblica – Não terás outros deuses diante de mim.

2º – Não usar o Santo Nome de Deus em vão.

Não só usaram como abusaram. Desqualificaram até as palavras e parábolas bíblicas (Cristã), “É bobagem, essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na terra. Disse Lula durante evento na Bahia, sobre o plano safra de agricultura familiar. Como é quase um suicídio político dizer que não acredita em Deus, os ateus do partido desandaram a clamar, tanto o nome de Deus quanto o nome DEMOCRACIA, como se ambas fizessem parte dos desígnios do partido.

3º – Santificar domingo e festas de guarda.

Os desmandos não tinham dia nem hora. Desmando é um eufemismo para definir roubo. Como diria um gaiato “Eles não roubavam, pediam emprestado para sempre”.

4º – Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).

Esse aí é danado, mesmo. Houve clara instigação a desobediência, desqualificação da família, cartilhas(êpa), com orientações e procedimentos de “diversidade”, lei da palmada, e outras inutilidades comportamentais de meros joguetes de classes sociais.
5º – Não matar

Ignoraram esse mandamento quanto ao ex-prefeito de Santo André, e mais sete testemunhas. Afora os brasileiros que pereceram em filas de hospitais. Há de se ater, também, na democracia, que está gravemente ferida. Isso sem falar na Esperança.

6º – Não pecar contra a castidade

Essa foi de lascar. Lembram do quite gay a ser implantado em escolas. Que se diria então do desfile da “diversidade”

7º – Não furtar/roubar

Pixulecos, BNDES. Deixa pra lá

8º – Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo).

Outra coisa não fizeram. A eleição foi farta em levantar falso, difamar, etc. Fabricação de dossiês “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é!”. E por aí vai.

9º – Não desejar a mulher do próximo

Lula desejou e possuiu Rose. A Mirian Belchior foi desejada e premiada, só que por outros motivos.

10º- Não cobiçar as coisas alheias

Deixa pra lá, também.

OS SETE PECADOS CAPITAIS FORAM:

I. A Gula – Em cima do erário publico;

II. A Ganância – Pela Petrobrás e outras estatais;

III. A Luxúria – A força com que divulgaram a “diversidade” expuseram sem limites suas taras e tendências;

IV. A Ira – Contra a democracia, a liberdade de imprensa, a oposição (acusam os outros, entenderam?);

V. A Inveja – Ao plano real…;

VI. A Preguiça – Socaram pelegos em todos os lugares. Os poetas de plantão saberão como rimar sindicalista com preguiça (é a melhor profissão atualmente deztepais);

VII. A Soberba – Fazer o errado, agir errado, e se orgulhar disso. Incompetência de nariz arrebitado ainda é uma constante;

Um dos notórios absurdos foi que, a rogo da premissa de que tirou 40 milhões da miséria (dados do confiável IPEA), tolice e mentira piamente levada em conta por “ceguinhos das oiças” do partido, o PT passa a agir com desembaraçosa desonestidade, sem aceitar ser questionado ou molestado. Na maior cara de pau.

Se portando como o machista provedor de alimentos que, por conta disso, se arvora no direito de bater na mulher, e ela ter de aceitar complacente, sob o risco de ter de passar fome. É como se a mulher tivesse que aceitar o espancamento calada, do contrário lhe faltaria comida na mesa.

Pousaram de Hobin hood canastrão. Roubando de pobres e ricos para proveito próprio. Tudo em nome de um mórbido projeto de poder.

HIPOPOTOMONSTROSESQUIPEDALIOFOBIA

FOBIAS & MEDOS

Ora, quem diria, fobia é um medo exacerbado de um estado (ambiental, social, animal, temporal, etc.), e pude observar que tem muito a ver com a nossa atual conjuntura politica.

MEDO – Trata-se de uma emoção natural do ser humano. O medo atua como um aliado, protegendo-nos e funcionando como um sinalizador para precaução contra perigos reais. Se procurarmos nos livros e estudos de Psicologia, encontraremos inúmeras conceituações sobre esta emoção, entre elas, a de que o medo é resultante de uma ameaça à rotina da existência.

Fobia é uma espécie de medo acentuado, excessivo, desmedido, na presença ou previsão de encontro com o objeto ou situação que causa ansiedade em um grau elevadíssimo.fb

Crescemos ouvindo que é feio sentir medo. Por isso, tantas pessoas têm dificuldade em falar ou expressar seus medos. Elas se consideram fracas, evitando ao máximo que os outros descubram o que elas sentem. E, ao contrário, o medo é uma emoção natural do ser humano. Não dá para imaginar nossa vida sem que em algum momento nós não tenhamos nos deparado com ele. O medo nos protege. Ele funciona como uma espécie de aviso para nos precavermos de perigos reais. A própria sobrevivência da espécie ocorreu por ter, como aliado, o medo. Daí vem o cuidado, a precaução.

Frente às ações e objetivos a serem alcançados, o medo atua como regulador da inteligência que é estimulada no sentido da melhor escolha, visando evitar o fracasso das metas estipuladas. (chiiiii)

Embora os cientistas ainda não consigam explicar por que uma fobia ocorre, os estudos e pesquisas têm apontado para algumas possibilidades quando se analisa o perfil psicológico das pessoas ansiosas ou fóbicas. São, em geral, competentes, detalhistas, inteligentes, organizadas, responsáveis, humanas, porém não gostam de críticas. Sofrem geralmente de ansiedade antecipatória isto é, “querem” o resultado antes mesmo de fazer.

O tratamento se dá através de psicoterapia em que se organiza uma escala de exposição ao objeto, ou situação que causa ansiedade.

Por pura ironia, existe até pessoas que tem medo… creiam, da falta de fobias – AFOBIA. Enveredando pelo lado politico atual, segundo as más línguas, insistem em afirmar que a resistência de Vaccari em sem preso pela PF se deu a sua AFEFOBIA – medo de ser tocado. Cogita-se também que o PT acusa os “coxinhas” de serem afetados de ANTROPOFOBIA — medo de pessoas ou da sociedade, e que por isso não toleram a “brandura” dos Black Bloc – ATAXOFOBIA – que vem a ser o medo de desordem.

Poderia se dizer que os “socialistas mudernos” sentem ELEUTEROFOBIA – que vem a ser o medo da liberdade, queriam até “regularem” a imprensa, lembram? O “socialismo”, ou seja lá o nome que queiram dar, tudo indica que não vai vingar aqui como vingou na Venezuela, há de se dizer que toda cúpula do PT sofre horrores de CACORRAFIOFOBIA – medo de fracasso ou falhar, ante o planejamento do Foro de São Paulo, para isso em muitas etapas da (in)governabilidade os petistas careceram de CATAGELOFOBIA – medo do ridículo (estar ou ser), acreditaram que o povo não reagiria por serem desprovidos de CLEPTOFOBIA – medo de ser roubado. O que levou o PT, dizem, a enfiar o pé na jaca, metáfora para “mão no bolso” e na consciência do trabalhador.

Com o advento da operação Lava Jato, partido e militantes petistas ficaram as turras com Dom Sergio Moro. Os petistas, claro, negam o óbvio, parecem sofrerem de HIPENGIOFOBIA ou HIPEGIAFOBIA – medo de responsabilidade, que vem a refletir, acredite, no “moral”??? da militância, tanto é que o LULA aconselha a PeTezada a caminhar com a cabeça erguida, dando a entender que a militância, os “muderninhos”, sofrem de GENIOFOBIA – medo de manter a cabeça erguida. Os roubos não os envergonham!

Nesse contexto, jamais esperaram que a população reagisse diante tantos desmandos (o povo foi e vai às ruas), se iludiram achando que fomos acometidos de HERESIFOBIA OU HEREIOFOBIA – medo de desafiar a doutrina oficial (governo) e, diante da atual conjuntura, restou mais que provado que este governo é totalmente desprovido de HAMARTOFOBIA – medo de pecar (isso é assunto futuro na coluna).

O governo atual nem se importa com a FOBIA SOCIAL – medo de estar sendo avaliado negativamente (socialmente).

E isso, sinceramente, dá medo.

* * *

TECNOFOBIA – Este termo descreve o “medo anormal ou a ansiedade excessiva acerca dos efeitos da tecnologia na vida”. Apesar de parecer moderno, ele é visto desde a primeira revolução industrial – quando cidadãos passaram a temer os avanços que os mecanismos poderiam ter e como eles afetariam o cotidiano. Ele também pode ser visto em pessoas que possuem medo físico da tecnologia, desde portas de bancos até computadores pessoais.

SELFIEFOBIA – Esse é de lascar. Até o editor já foi acusado de possuir – Esta fobia não está exatamente comprovada pela comunidade científica, mas já começa a ser discutida em vários lugares. Alguns descrevem a SELFIEFOBIA como o medo de tirar fotos desse tipo, enquanto outras afirmam ficarem angustiadas com fotos do tipo “selfie” devido ao grande volume delas que surge na internet diariamente.

Em tempo: HIPOPOTOMONSTROSESQUIPEDALIOFOBIA é o medo de palavras grandes (pronunciar ou escrever). A definição começou como uma espécie de gozação, como se pode ver na palavra, mas terminou sendo aceita e incorporada na definição desse tipo mórbido de medo ou aversão.

DELAÇÃO PREMIADA: O FEITIÇO VIRANDO CONTRA O FEITICEIRO.

 “Nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser revelado.” (Lucas 12:2)

O assunto do momento nas esquinas, na mídia e redes sociais, é a aclamada Delação Premiada, que tanto bem tem feito, ultimamente, a justiça e a banda decente deste pais e deixado a bandidagem dos “puderosos” de cabelos em pé.

Com inspiração e influência das regulamentações havidas no direito italiano, o juiz federal Sérgio Moro, este sim, verdadeiramente, o herói do povo brasileiro, tem conduzido as investigações, lastreado nos princípios legais, tem conseguido desbaratar esquemas os quais estão incluídos a participação de deputados, senadores, governadores, ministros e altos funcionários de estatais.

Embora a denominação correta seja Colaboração Premiada, o nome que pegou foi Delação Premiada.

Vejam alguns aspectos interessantes da delação premiada

A Colaboração Premiada permite ao colaborador obter benefícios se cooperar com as investigações. Se as informações forem confirmadas, poderá o réu responder ao processo em liberdade. O acordo é firmado com o Ministério Público e a Polícia Federal, obtém alguns benefícios legais, como redução da pena. Essa colaboração está prevista na lei 12.805, de 5 de agosto de 2013, sancionada, diga-se de passagem, pela presidente Dilma.

Teve origem, no Direito brasileiro, quando das “Ordenações Filipinas”, no seu Livro V, que vigorou de janeiro de 1603 até a entrada em vigor do Código Criminal do Império de 1830. No Título VI das referidas Ordenações, onde havia a definição do crime de “Lesa Majestade”, tratava da Delação Premiada sob a rubrica “Como se perdoará aos malfeitores que derem outros à prisão” e abrangia, inclusive, criminosos, já condenados ou aguardando julgamento, que delatassem delitos alheios.

Atualmente a delação (pedido de colaboração) pode ser proposta pelo Ministério Público, pela polícia ou pela defesa do investigado. Faz-se uma avaliação se o suspeito ou réu tem condições de expor integrantes de maior peso na organização criminosa e revelar detalhes do esquema. Vide o caso da Petrobrás.

No mais notório caso de colaboração, a operação lava jato, esta ocorre em Curitiba/PR, porque lá estar a 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, que é especializada em crimes financeiros e de lavagem de ativos.

Ao delator, são garantidas medidas de sigilo e proteção, como acompanhamento por policiais. Ele deve ter nome, imagem e informações pessoais preservados e, durante a prisão, investigação e instrução do processo, será mantido separado dos demais réus. Pela lei, o descumprimento do sigilo pode ser punido com até quatro anos de prisão, além de multa.

Comprovada a eficácia da colaboração, o delator poderá receber uma série de benefícios, até mesmo o perdão judicial, quando o juiz, apesar de consciente de que houve a prática de crime, decide não punir o réu, ou ter a pena reduzida em dois terços ou substituição por penas restritivas de direitos, como prestação de serviços à comunidade ou órgão público.

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Juiz Sergio Moro e Paulo Roberto Costa

Se ainda não houver processo penal aberto contra o delator, o Ministério Público poderá se abster de denunciá-lo. Nesse caso, o suspeito precisa ter sido o primeiro a colaborar e não pode ser o líder da organização criminosa. Um exemplo disso é que o delator Paulo Roberto Costa já responde a ação penal na Justiça Federal do Paraná, mas se revelar a participação de crimes que não constem do mesmo processo, poderá não ser denunciado por eles.

Para obtenção de benefícios, o conteúdo da delação precisa reunir pelo menos um dos seguintes requisitos: conter a identificação dos demais coautores dos crimes; revelar a estrutura hierárquica e a divisão de tarefas da organização criminosa; prevenir infrações penais decorrentes das atividades da organização criminosa; recuperar total ou parcialmente o produto dos crimes cometidos pela organização; ou localizar eventual vítima com a sua integridade física preservada.

O benefício é concedido ao delator pelo juiz, a pedido da defesa ou do Ministério Público. O tipo de benefício dependerá do valor das informações prestadas, assim como da comprovação da veracidade delas. Quanto mais útil e relevante a delação for para as investigações, maiores as chances de o réu receber perdão judicial ou não ser denunciado por novos crimes, se já responder a processo.

Depois que terminam os depoimentos, Ministério Público, delegado de polícia e defesa do delator firmam o termo final do acordo de colaboração. O documento, acompanhado das declarações do colaborador e de cópia da investigação, será remetido ao juiz para homologação. Antes de validar o acordo, o magistrado terá que verificar a regularidade, legalidade e voluntariedade do acordo. Se julgar necessário, o juiz poderá ouvir “sigilosamente” o colaborador, na presença do advogado. Quando envolver políticos com foro privilegiado, o teor da delação será enviado à Procuradoria-Geral da República, que encaminhará os documentos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava Jato, já que envolvem autoridades.

Este instituto tão em moda, também encontra similaridades no nosso ordenamento jurídico em alguns dispositivos legais que tratam especialmente do assunto, senão vejamos:

Lei n.º 8.072/90, art.8º, § único – O participante que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha, possibilitando seu desmantelamento, terá a pena reduzida de 1 (um) a 2/3 (dois terços).

Código Penal – crime de extorsão mediante sequestro, através da adição do § 4º ao art. 159 do Código Penal.

§ 4º – Se o crime é cometido em concurso, o concorrente que o denunciar à autoridade, facilitando a libertação do sequestrado, terá sua pena reduzida de um a dois terços.

A Lei 11.343/06 prevê o instituto no art. 41 o qual dispõe:

art. 41. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um terço a dois terços.

ACORDO DE LENIÊNCIA & DELAÇÃO PREMIADA

Figuras jurídicas que se assemelham, pela existência de um colaborador e o efeito suavizante das penalidades que são aptas a produzir, mas que não se confundem.

O acordo de leniência é puramente administrativo. Não envolve a acusação de comparsa e o objeto de sua tolerância é a penalidade decorrente da confessada prática de uma infração administrativa, de cunho patrimonial ou funcional. A delação implica um compartilhamento de culpa em que o colaborador (delator) assume e também aponta o cúmplice. Depende de homologação judicial e o objeto da premiação relaciona-se à sanção de uma infração penal com reflexos na liberdade individual.

Como não se confundem, é possível que o colaborador, apesar do acordo com a administração pública lesada, seja processado criminalmente pelo mesmo fato objeto da leniência. A propósito, noticiado pela imprensa que os administradores das empreiteiras presos na Lava-Jato, apesar dos possíveis acordos de colaboração de suas empresas, serão denunciados pelo Ministério Público Federal.

Para a sociedade, talvez o acordo de leniência e a delação premiada sejam benefícios indevidos, por favorecem pessoas que deliberadamente descumpriram as leis. Mas a razão preponderante, pela qual são juridicamente validadas, está em que, com as informações, documentos e papéis repassados pelo colaborador, o poder público toma ou aumenta conhecimento sobre os fatos ilícitos, obtém provas com maior celeridade do que se agisse sem a colaboração, ampliando-se as investigações e o espectro dos investigados, para punição de todos os culpados e ressarcimento integral dos danos. No caso da Petrobras, não fosse a colaboração do ex-diretor, as investigações talvez não tivessem, ou tão logo, chegado às empreiteiras e às prisões de seus dirigentes, nem permitiriam nossa esperança de que também alcancem os políticos corruptos.

E SINARA POLYCARPO ESTAVA CERTA

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Sinara Polycarpo

Era julho de 2014 quando, no turbilhão político da corrida presidencial, a então superintendente de Investimentos do Banco Santander Sinara Polycarpo, corajosamente, remeteu a clientes de considerável potencial econômico uma carta em que os advertia do risco de colapso econômico financeiro que o pais enfrentaria, caso se confirmasse, a cada aumento da intenção de voto, a reeleição da candidata Dilma Rousseff.

A carta da Srª Sinara, então superintendente de Investimentos do Banco Santander começava dizendo assim: “A economia brasileira continua apresentando baixo crescimento, inflação alta e déficit em conta corrente. A quebra de confiança e o pessimismo crescente em relação ao Brasil em derrubar ainda mais a popularidade da presidente, que vem caindo nas últimas pesquisas, e que tem contribuído para a subida do Ibovespa”.

Parecia até que a competente funcionaria do Santander tinha uma bola de cristal em seu gabinete! Pois dando continuidade de sua leitura, tínhamos: “difícil saber até quando vai durar esse cenário e qual será o desdobramento final de uma queda ainda maior de Dilma Rousseff nas pesquisas. Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir. O câmbio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam alta e o índice da Bovespa cairia, revertendo parte das altas recentes. Esse último cenário estaria mais de acordo com a deterioração de nossos fundamentos macroeconômicos”

Pronto. Foi destaque na mídia e quando chegou ao conhecimento do PT, causou um tremendo mal estar na base governista, iniciando-se então uma estridente operação de caça às bruxas, promovida pelo exército dos tabacudos vermeio istrelado.santander

Em represália, os virulentos comunicados petistas, classificaram a carta como uma forma explicita de puro “terrorismo econômico reacionário”.

Dilma classificou a carta como “lamentável e inadmissível”.

A pressão foi tão forte que, a pedido do próprio Lula, o Santander decidiu desligá-la de suas funções no Banco e pediu desculpas publicamente pela atitude de sua ex-funcionária.

Lula agressivamente falou “Essa moça não entende porra nenhuma de Brasil e de governo Dilma. Manter uma mulher dessa num cargo de chefia, sinceramente… Pode mandar ela embora e dar o bônus dela para mim”. E foi esse o conselho que o Banco Santander seguiu.

Após colocar um anúncio em sua página pedindo desculpas pelo texto e reiterando: “sua convicção de que a economia brasileira seguirá sua bem-sucedida trajetória de desenvolvimento”, a pobre moça foi demitida.

Preferiram atirar no mensageiro e quebrar o termômetro a aceitar as críticas (corretas) da superintendente.

Hoje, passado um ano do lamentável incidente, compete a todos nós aceitarmos que a Srª Sinara tinha razão:

• Aquela carta realmente era alarmista?
• A analista não entendia nada de Brasil?
• Era terrorismo econômico?
• O câmbio, inflação e juros subiram?
• Houve queda na bolsa?
• Existe recessão?

Tudo que ela previra se confirmou: Câmbio – Os números falam: desde a reeleição de Dilma, outubro de 2014, o dólar disparou de R$2,52 para os atuais R$ 3,10, acumulo de 23% no período; os juros subiram 2.5 pontos percentuais (de 11% para os atuais 13,75%); e o Ibovespa ficou praticamente estável, mantendo-se na casa dos 54.000 pontos, embora acumule queda de 13% se comparado aos 61.800 pontos atingidos em setembro de 2014.

A deterioração de nossos fundamentos macroeconômicos, citada na carta, nunca foi tão evidente: temos inflação alta e crescimento negativo (recessão), com recordes de endividamento público e uma enorme crise política instalada.

Pois é. A bola de cristal da Srª Sinara chama-se competência. Por isso ela caiu.

Confirmadas ponto a ponto as previsões e análises da bancária, como deve se lamentar a diretoria do Santander em ter dispensado sua competente funcionaria.

Hoje ela busca judicialmente sua reintegração ao banco e reparação por danos materiais e morais. Convenhamos que seria uma grande, merecida e honrosa justiça para ela e para todos nós, a banda decente de Banânia, que torcemos para que o nosso pais dê certo.

OS HERÓIS DE FUKUSHIMA

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Resfriamento com água do mar após explosão

Em março de 2011, o Japão foi arrasado por um forte terremoto seguido de tsunami que provocou milhares de mortes. Como se não bastasse, o terremoto alcançou 8,9 graus na escala Richter, causando um devastador tsunami e provocou um acidente nuclear nas usinas de Fukushima com acentuado vazamento de radiação, que veio a preocupar e mobilizar a comunidade internacional.

Com o ocorrido, um conjunto de 11 usinas localizadas na região nordeste do Japão, automaticamente foram sendo desligadas. Neste procedimento é imperioso que os reatores sejam resfriados, uma vez que a fissão nuclear permanece ocorrendo mesmo após a interrupção na geração da energia. O sistema de resfriamento foi avariado e os técnicos japoneses passaram a adotaram medidas alternativas, como a injeção de água do mar nos reatores. Mesmo assim, três fortes explosões se confirmaram nas usinas.

Houve grande vazamento radioativo, com níveis de radiação no entorno da usina que ultrapassaram em oito vezes o limite de segurança, forçando a evacuação da população em um raio de 20 km ao redor da usina.

Confirmada a tragédia, era hora de se procurar restaurar e atuar decididamente na manutenção das usinas, que envolviam riscos de contaminação em níveis elevados de radioatividade altamente cancerígena.

Foi ai que entrou em campo o velho e infalível fator cultural e humanitário do povo japonês. Um grupo de voluntários de respeitáveis senhores, em sua maioria septuagenário e octogenário, veio propor, negociar e tentar convencer o reticente governo japonês e a companhia administradora da usina a pactuarem de uma lógica tão simples quanto assombrosa: “trabalharmos no serviço de conserto, manutenção e descontaminação da radioatividade liberada pelas explosões das usinas de Fukushima”.

Para tanto, argumentaram: “inegável que temos uns 10 a 15 anos a mais de vida, e um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para surgir. Logo, nós que somos mais velhos temos menos risco de desenvolver câncer”, declarou o veterano Sr. Yamada, um dos líderes da turma.

É emocionante e ao mesmo tempo inimaginável para nós ocidentais, a maneira espiritualizada e realista de saber lidar com a vida e a morte. Querer dar uma última contribuição, procurar de uma maneira tão nobre ser úteis em seus últimos anos e permitir que alguns jovens possam chegar às vestutas idades com saúde mental e espiritual, disposição e consciência semelhantes a deles.

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Grupo de trabalho de descontaminação da usina

Usaram, além da lógica, a aritmética da vida. A morte não é para eles um problema a ser solucionado – ou talvez corrigido, pela hipótese mística da vida eterna que medicina e biologia tentam encampar e da qual as revistas de auto ajuda e saúde tentam nos convencer; a morte é, de fato, a constante da equação.

O ocidente também tem lá seus teóricos. O filósofo alemão Georg Friedrich Hegel (1770-1831) definiu “mestre” como alguém desapegado da vida a ponto de enfrentar a morte, enquanto “servo” seria um escravo do desejo de continuar vivo – e que obedeceria mais às regras que lhe garantissem a sobrevida. Em consequência, o servo anula sua vontade de transformar o mundo e a si mesmo.

Esse sentimento/pensamento é inalcançável para maioria dos seres humanos, sempre seduzidos pelo excesso de consumo para alimentar nosso egocentrismo, status e bem estar, correndo o risco de levar essa “escravidão” às últimas consequencias, defendendo os confortos e conveniencias com muito mais afinco, bem alem do que podemos fazer pelos outros enquanto ainda gozamos a vida.

Os bravos velhinhos de Fukushima, nos ensinam que a morte é a hora em que podemos perpetuar e existir na memória das pessoas – uma oportunidade que, certamente para nós, eles não perdem mais. Com bravura, os heróis de Fukushima lutaram com as únicas armas de que dispunham naquele momento: Altruísmo, abnegação, renuncia e amor ao próximo.

A SÍNDROME DE JERUSALÉM

Shalom Aleichem “A paz esteja convosco”. Esta é a saudação corrente na terra sagrada.

Na definição da medicina, síndrome é uma série de sintomas assinalados que vai determinar o distúrbio ou enfermidade psicótica especificamente acometida.

No caso dos visitantes à cidade sagrada de Jerusalém, é assim denominado – a síndrome de Jerusalém – quando alguns fenômenos mentais se verificam em seus visitantes (alguns, claro.) o aumento de obsessivas e psicóticas ideias de deslumbramento religioso aflorado. Ressalte-se que não é privilegio apenas de cristãos, já que existem registros também de judeus de diferentes camadas socioculturais.

A mais notada manifestação do “fenômeno”, ocorre quando alguns visitantes com notório histórico de lucidez e equilíbrio, é acometido pela síndrome, dando claro sinais de psicose religiosa, que se esvai em pouco tempo com a remoção do paciente da área (algo em torno de 15 a 20 dias). Nessa particularidade religiosa, a síndrome de Jerusalém se diferencia de outros fenômenos, tais como a síndrome de Stendhal, associada à Florença, Itália ou a síndrome de Paris que parece envolver apenas indivíduos de origem japonesa.síndrome

Existem contradições, claro. O Dr. Yair Bar El et al informa que há uma síndrome específica que surge em turistas sem histórico psiquiátrico anterior. Nessa contramão, o Dr. Moshe Kalian e Prof. Eliezer Witztum, afirmam que tais turistas, em sua maioria, demonstraram procedimentos de que já sofriam “perturbações” antes de sua chegada a Jerusalém. Além do quê, do pequeno numero que se acreditava ter exibido psicose espontânea após a chegada, não há evidência apresentada de que eles estariam bem anteriormente.

O Dr. Heinz Herman, psiquiatra em Jerusalém, foi quem primeiramente registrou e descreveu clinicamente na década de 1930, esta síndrome. Herman questionou sobre a crescente incidência nos visitantes, dessas estranhas ocorrências de comportamento.

Decerto que há registros de comportamentos similares em outros locais de importância religiosa e histórica, tais como Meca e Roma (ver síndrome de Stendhal). É sabido que casos da síndrome já haviam sido observados durante a Idade Média, visto ter sido descrita no itinerário de Felix Fabri e na biografia de Margery Kempe. Outros casos foram descritos na vasta literatura dos visitantes de Jerusalém durante o século XIX.

Em 1969, foi registrado um dos mais polêmicos eventos da síndrome de Jerusalém, o australiano Michael Rohan, se viu dominado por um sentimento de missão divina, e incendiou a Mesquita de al-Aqsa, fato que culminou numa contundente revolta popular e até mereceu, por parte de hollyhood, um filme abordando a síndrome.

Á época, o Dr. Bar-El et al arguiu que com a proximidade do ano 2000, um enorme fluxo de peregrinos e visitantes “normais”, poderiam ser afetados pela combinação de sua presença em Jerusalém e o significado religioso do milênio, acarretando um incremento monumental nas entradas em hospitais, motivadas pela síndrome de Jerusalém. Tais previsões nunca se concretizaram. Ou não registraram.

A literatura médica tem debatido o tema da “clássica” síndrome de Jerusalém onde uma visita à cidade parece desencadear uma psicose religiosa intensa, que se resolve rapidamente ou quando da partida. O maior questionamento concentra-se na definição se a síndrome de Jerusalém é uma forma distinta de psicose ou meramente outra forma de manifestação de uma enfermidade psicótica pré-existente que não foi percebida pelas autoridades médicas de Israel.

SINTOMAS

Declaração do desejo de separar-se do grupo ou da família e viajar sozinho para Jerusalém: Guias turísticos conscientes da síndrome de Jerusalém e da importância de tais declarações podem, neste ponto, encaminhar o turista para uma instituição hospitalar para avaliação psiquiátrica, numa tentativa de se antecipar aos estágios subsequentes da síndrome. Se negligenciados, estes estágios são geralmente inevitáveis. Os nem tão estranhos comportamentos anotados são, a ansiedade, agitação, nervosismo e tensão, além de outras reações não-especificadas.

Outros comportamentos:

• Necessidade de estar limpo e puro: obsessão por tomar banhos e duchas; compulsão por aparar as unhas das mãos e pés;

• “Preparação”, frequentemente empregando roupa de cama do hotel, de uma longa vestimenta que chega aos tornozelos, no estilo de uma toga, invariavelmente branca;

• Necessidade de gritar salmos ou versículos da Bíblia, ou cantar hinos religiosos em altos brados;

• Desejo de seguir uma procissão ou marcha para um dos lugares sagrados de Jerusalém;

• Proferir um “sermão” num lugar sagrado. O sermão é geralmente muito confuso e baseado no argumento de que a humanidade adote um modo de vida mais íntegro, moral e simples;

Manifestações deste tipo servem como um alerta para o pessoal de hotelaria e guias turísticos, que então sempre tentam levar o turista para tratamento profissional. Caso isso não dê certo, outros estágios se desenvolverão.

Bar-El et al, relatou a ocorrência de 42 casos num período de 13 anos, mas em nenhuma das ocorrências foram capazes de confirmar se a condição foi apenas temporária.

REGISTRO – Entre 1980 e 1993, foram consultados e analisados 1.200 turistas que deram entrada com sérios problemas mentais no Kfar Shaul Mental Health Centre em Jerusalém, por conta da síndrome.

Shalom Aleichem

MADAME BUCET

Conta meu colega de escritório, Dr. Djacy Véras, ardoroso defensor e preservador da cultura nordestina, uma história que leu em algum livro lá pras bandas de Afogados da Ingazeira.vlv

Zé de Cazuza, poeta repentista e violeiro paraibano do Cariri Oriental, acompanhava o já consagrado Josué de Castro, médico, nutrólogo, professor, geógrafo, cientista social, político, escritor e ativista brasileiro que dedicou sua vida ao combate à fome.

Josué de Castro voltava do exílio, depois de vários anos morando na Europa e norte da África, e trouxe consigo um casal de franceses, amigos e intelectuais professores de Sorbone e Mompellier.

Para impressionar os visitantes, Castro resolveu mostrar o melhor das expressões culturais e folclóricas da sua terra aos franceses, Gérome Antonie Bucet e Madaileine Clarie Bucet, que depois de percorrerem a região dos Cariris Velho foram conhecer na cidade de Sumé, uma noite de poesia e viola no melhor estilo nordestino, ou “pé de parede” onde a cantoria discorria sobre variados temas: fome, sofrimento, bravura, fé, sertão, saudade, e por ai vai.

Lá pelas tantas a cantoria corria solta noite a dentro, quando Zé de Cazuza, pra lá de “queimado”, resolveu, a pedidos, quase que desafiado na obrigação de prestar homenagem à ilustre presença de madame Bucet, fazer um verso improvisado.

E ele, não se fazendo de rogado, se saiu com esta:

“Vou convidar Madame Bucet
Uma distinta pessoa
Desculpe o pobre poeta
Meu repente minha loa
Mas, seu nome tira um fino
Numa coisa muito boa”

DE ONDE VEM O PODER DAS FARCs

É consabido que a Colômbia, o Perú, o Equador, a Venezuela, e a Bolívia, principalmente nos três primeiros, existem simpatizantes que integram direta e indiretamente o memorável Movimento Sendero Luminoso e da ativa Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), de maneira que, podemos afirmar sem margem de erros, o que se passa na cabeça dessa gente. São como fanáticos religiosos, em todos os pormenores, exceto no que diz respeito aos deuses que adoram, aos demônios que odeiam, e as drogas que consomem, incluindo a idolatrada aguardente.

No que diz respeito especificamente a coca, as FARCs produzem, consomem, e as traficam, no seio da selva! Seus homens expropriam terras de camponeses para o plantio da droga nas regiões afastadas dos grandes centros urbanos e ainda os submetem ao trabalho escravo sob ameaça de morte.

Além de assassinos e traficantes, os homens das FARCs são sequestradores de indígenas também. Existem inúmeras denuncias de que na cidade equatoriana de Baños, uma líder quéchua que fundou uma Ong para acolher mulheres indígenas cujos filhos e maridos foram forçados a ingressar nas fileiras das Farcs, que atuam na região cortada pelos rios Napo e Pastaza, bem próxima das fronteiras do Peru e da Colômbia.farcmujeres

É comentário corrente que os familiares de Alvaro Uribe estão envolvidos com o narcotráfico, mas é preciso salientar que muitos presidentes anteriores a ele – em especial Andrés Pastrana – também estiveram em semelhante situação. Quais as razões?

A primeira é que a influencia política e militar dos barões da droga chegou ao ponto tal que não é mais possível governar o país sem dividir o poder com eles, e o segundo é que nenhum negócio proporciona lucro tão exorbitante quanto o da cocaína, (em banãnia, só a aparelhada Petrobrás) nem mesmo o de armas e o de diamantes!

Ora, para se produzir um quilo de pasta base de cocaína, por exemplo, são necessários algo em torno de 300 dólares de investimento, na compra de 100 quilos de folhas de coca, éter, acetona, tambores, plásticos etc. Uma vez refinado e reduzido a pó, o produto chega a valer 80 mil dólares em Zurique (100% de pureza), podendo render até o dobro se for “batizado” com pó de giz. O quilo da cocaína pura é vendido por 2 mil dólares na Bolívia (preço FOB).

Na tentativa de reduzir o confronto entre traficantes na disputa por pontos de venda de drogas, o governo colombiano decidiu permitir o comércio delas em pequenas quantidades. Até crianças trabalhando nas ruas distribuindo entorpecentes chega-se a presenciar; tudo nas barbas das “otoridades”, que fazem vista grossa a este tipo execrável de exploração infantil.

Por outro lado, temos que os senderistas, mais ideológicos, não se envolviam no tráfico, no entanto tornaram-se alcoólatras inveterados. A boca miúda, dizem que eles eram admiradores de Mao, o homem que livrou a China das drogas fuzilando traficantes e viciados em praça pública – com uma bala na nuca.

Era comum dar de cara com integrantes do Sendero Luminoso, armados de Kalashnikov, nas selvas peruanas. Os farquistas eram vistos, também, tomando cerveja nos bares de Pasto e Popayán, duas cidades colombianas a partir das quais, em 20 dias de viagem, se chega ao Brasil, cruzando a selva amazônica até chegar à Manaus.

Uma desumana estratégia, no entanto, era comum entre os farquistas e os senderistas: ambos os grupos assassinavam indígenas fantasiando-os de militares, de modo a açular o ódio da população contra as autoridades e desestabilizar os governos de seus respectivos países. Há relatos dizendo que os militares faziam o mesmo, usando trajes do inimigo.

Foi o assassinato em massa de indígenas pelas partes envolvidas neste conflito que já dura mais de 50 anos que provocou o êxodo em massa dos camponeses para as grandes cidades colombianas e peruanas, contribuindo sobremaneira para o aumento da miséria, do desemprego, da prostituição e da violência em ambos os países.

Mas quem são os verdadeiros culpados por estas tragédias, que estão longe do fim? Os amáveis indígenas andinos, que outrora rendiam culto à única, sublime, e verdadeira deusa Pacha-Mama, e que cultivam a folha de coca séculos antes de os assassinos espanhóis chegarem? Não! Certamente os EUA e Europa ocidental têm sua grande parcela de culpa, cuja população é a maior consumidora de drogas do planeta. São eles que fazem o preço desta ou daquela droga subir ou baixar, aumentando ou diminuindo o risco de produzi-las e traficá-las.

Países ricos, gastam inutilmente bilhões de dólares em campanhas de combate às drogas, mas não inibem Hollyhhod de fazer apologia a elas,

Nos EUA compra-se armas e drogas até pelo correio!

Dizem os indígenas que ficam no meio do fogo cruzado “Não será lançando agente laranja sobre as plantações de coca da Bolívia e do Perú que o governo dos EUA obterá sucesso no combate às drogas, e sim sobre os habitantes de Los Angeles e São Francisco, verdadeiros aspiradores de pó humanos!”

Não custa lembrar que as FARCs participaram do Foro de São Paulo e, nem o PT nem Stédile do MST, os consideram grupo terrorista.

O REAL BOBO DA CORTE

“Há um convite
a que não posso faltar.
Mas não me disseram o dia,
nem me disseram o lugar”.

Não gosto nem costumo me referir a funerais. Sem saída, costumo alertar as pessoas sobre o valor do dom da vida. Aproveitar da melhor forma possível, basta ver na irrefutável ‘quadrinha’ acima, a morte é uma certeza. Entanto a vida material é uma incerteza: Não sabemos até quando, nem onde findará.

Uma criança perguntou: “Mamãe, como é morrer?” A mãe pensou um pouco e disse: “Às vezes tem acontecido você dormir no sofá. Então seu pai bota você nos braços e o leva para seu quarto. Quando você acorda, vê que está no lugar certo. Assim acontece quando uma pessoa morre. Vem o Pai Celeste, coloca essa pessoa nos braços e a leva para o Céu. A pessoa, bem feliz, observa que está agora na Casa do Pai Celeste”. Sabe como é, né? Mãe é mãe!

Todo esse preambulo é por conta do irrecusável convite feito a mim pelo editor desta gazeta, para que eu participe semanalmente, escrevendo uma coluna no JBF, fato este que me deixa bastante honrado, agradecido e renascido para esta nova experiência.

Logo eu, apreciador viciado desta gazeta que se autodenomina de escrota, convidado a tarefa tão nobre e prazerosa.

Ao nos depararmos com o JBF, temos que seu conteúdo é pra lá de sério e contundente. (pode até desagradar a alguns porque leva o sujeito a pensar e refletir, por conta disso, pode não ser visto com bons olhos), Possui uma apresentação com diagramação leve e enxuta, colunistas locais, regionais e nacionais de gabarito incontestável, que enveredam com maestria pelo jornalismo de conteúdo clássico, politico, literário e cientifico, indo até a exuberante beleza das poesias de cordel.

Charges incríveis que, por suas linhas, equivalem a um texto inteiro de mensagem e critica, com humor e perspicácia de gênio incomum. Eis a formula do seu sucesso.

A esse convite, não posso faltar.

Conta-se que um Rei idoso, chamou o BOBO DA CORTE, entregou-lhe um Bastão de Ouro, dizendo: “Se você encontrar alguém mais bobo do que você, entregue este Bastão. Procure por aqui ou mesmo em outros países”.

O Bobo saiu, procurou em todos os países. Ao voltar, o velho Rei estava se ultimando, já moribundo. O Rei perguntou ao Bobo da Corte com a voz bastante trêmula:

– Conseguiu entregar o Bastão para alguém?

– Meu Rei, fiz uma longa viagem pelo mundo todo e não encontrei ninguém mais bobo do que eu.

– Longa viagem estou eu para fazer.

– E o meu Rei se preparou para essa viagem tão longa?

– Pensando bem, não! Não me preparei.

– Então, meu Rei, o Bastão é de Vossa Alteza…

É certo que fui pego de surpresa pelo arrebatador convite, mas nada que me impeça de, com mais esse novo desafio, como uma excelente injeção de animo, com seriedade e equilíbrio, me reciclar. Não dar bobeira e, me preparar.


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