9 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUINTA-FEIRA – TEREMOS UM EXCELENTE FINAL DE SEMANA!

A advogada Rosangela Moro fez a defesa do marido

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O que gostei mesmo nesta manchete foi este detalhe: “Por unanimidade”.

Vamos comemorar esta excelente notícia com música.

Uma petralha cantando pra um canalha.

Canta, Beth!

8 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – AMIGOS PARA SEMPRE

Em depoimento prestado ao ministro Herman Benjamim, o responsável pelo Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como “Departamento de Propinas“, Hilberto Mascarenhas, afirmou ser “Amigo” o codinome de Lula nas planilhas da Odebrecht.

Ele disse que não sabia todos os codinomes que, segundo ele, eram mais de 300, mas poderia confirmar o de Lula.

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Lula e a Odebrecht, uma amizade da porra.

Eu nunca vi um codinome pra Lula casar tão bem com a pessoa dele: “Amigo“.

Pra selar definitivamente esta amizade, que custou tão caro a Banânia, agora só falta mesmo Lula ir dormir na mesma cela que Marcelo Odebrecht em Curitiba.

Celebremos esta revelação com música.

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8 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – A VACA CHEGOU AO BREJO

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Nesta manchete aí de cima são citados três percentuais: 9,1%, 3,6% e 4,2%.

Tá na medida certa pro Ceguinho Teimoso deitar e rolar!

Ele adora citar índices, números e estatísticas pra provar que os gunvernos do PT foram os melhores que Banânia já teve.

Esta fantástica marcha-ré é a prova disto.

Cuida-se aqui da maior recessão desde o ano de 1948!!!

É pra lascar a tabaca de Xolinha.

Como eu nasci em 1946, nem me lembro…

7 março 2017 DEU NO JORNAL

SURUBA CONTINUA

Faveco Corrêa

Tem razão o desbocado Senador Romero Jucá: a suruba continua, e cada vez maior, mais agitada e perigosa, contagiando todos os poderes da república. Vejam o escore da recente votação na segunda turma: Toffoli 4 x Fachin 0, que tirou Sarney das garras do juiz Sergio Moro. Se processo no STF significa impunidade, como está pintando, não vai acontecer nada com o líder dos “Honoráveis Bandidos” (Palmério Dória, Geração Editorial). Há quem diga que ele é, na realidade, o decano da corrupção, e não o tal Jorge Luz que, em parceria com seu filho Bruno, movimentou a módica quantia de 40 milhões de dólares do antigo e tradicional propinoduto brasileiro. Sarney deve ter amealhado fortuna incalculável nas suas várias décadas de intensa atividade no submundo do crime contra o patrimônio público.

A Sonia Racy escreveu que consultou um importante jurista sobre esta infame decisão do Supremo, que lhe disse: “se essa jurisprudência se aplicar aos demais, é o início do fim da Lava Jato”.

Como querem os políticos.

A esta altura do campeonato, o Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve estar profundamente arrependido de não ter contratado os serviços do advogado Kakay para livrá-lo da rápida e implacável justiça de primeira instância, que já o transformou em réu. Afinal, Sarney, como Lula, não tem foro privilegiado. Ou melhor: não tinha.

O odor de pizza que exala do Supremo aguça o apetite de um montão de criminosos, especialmente daqueles que se escondem sob o manto escuro do nojento, repulsivo e execrável foro especial por prerrogativa de função, uma aberração tupiniquim que não existe em nenhum outro país do mundo, à exceção da Espanha, como o famigerado Renan Calheiros. Dos crimes que ele praticou em 2004, um já prescreveu por conta da demora na tramitação do processo. E há grande probabilidade de haver prescrição dos outros, o que fará com que o “ilustre” parlamentar não seja punido pelos malfeitos que cometeu. Que tal? Processo no Supremo cheira ou não a impunidade?

A bocarra faminta por injustiça não é só desses cidadãos de primeira classe, mas de tantos outros que, como nós, são de segunda: ao menos 50 alvos da Lava Jato sem foro privilegiado estão cozinhando no forno lento e brando do STF. Ninguém sabe quando serão servidos à sociedade, que gostaria de comê-los crus, se desse.

A esbornia é mesmo geral e irrestrita. Nosso STF, ainda na quinta-feira, adiou a sessão sobre a necessidade ou não da assembleia estadual autorizar que um governador seja processado pelo Supremo, o que liberta, pelo menos por enquanto, o petista Fernando Pimentel, acusado de várias falcatruas.

Temos que concordar com Romero Jucá: a bacanal continua mesmo a todo vapor. Agora vem o ex-ministro Henrique Eduardo Alves dizer que não sabe como que quase um milhão de dólares foram parar na sua conta. Incrível. Enquanto o povo passa fome, governantes e políticos abrem contas bancárias onde brota dinheiro.

A festança não para. Vide o “trailer” da delação da Odebrecht, no qual Marcelo informa que mais de 150 milhões de reais do total de 300 “disponibilizados “ para o PT foram repassados à chapa Dilma/Temer na campanha de 2014.

O PSDB deve estar com remorso de ter proposto a ação de anulação desta chapa no TSE, já que agora faz parte do governo.

A esculhambação é geral e irrestrita.

Quando forem divulgadas as 77 delações dos executivos da maior empreiteira do país, a “imundície” vai atingir o ventilador e espalhar “dejetos” por todos os lados. Não vai sobrar quase ninguém, se sobrar alguém.

Diante de tudo isso, a sociedade precisa reagir.

Afinal, quem não se lembra do refrão da famosa música “Vira, vira”, grande sucesso dos Mamonas Assassinas, que inspirou Romero Jucá, e que era cantada de norte a sul, por crianças e adultos?

Chega de nos passarem impunemente a mão no traseiro.

Vamos às ruas dia 26 de março exigir que os meliantes que vem roubando o Brasil sejam condenados.

Até lá.

7 março 2017 DEU NO JORNAL

LINDO PRONTUÁRIO

O engenheiro civil Fernando Sampaio Barbosa, executivo ligado à Construtora Norberto Odebrecht, declarou nesta segunda-feira, 6, ao juiz federal Sérgio Moro, que “a gente sabia” que o codinome ‘Italiano’, que aparece em uma planilha de propinas da empreiteira, era uma referência ao ex-ministro Antônio Palocci.

O ex-ministro é réu da Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro.

Palocci foi preso em 26 de setembro na Operação Omertà, 35.ª fase da Lava Jato.

A Procuradoria da República suspeita que Palocci recebeu R$ 128 milhões da empreiteira e que parte desse dinheiro teria sido destinada ao PT.

A gente sabia que o ‘Italiano’ era o Palocci”, declarou Fernando Barbosa, que prestou depoimento como testemunha de defesa do empreiteiro Marcelo Odebrecht (também réu no processo), por meio de videoconferência em São Paulo.

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No prontuário do Italiano, além da especialidade em finanças guabirutíferas ladroísticas, constam também outros importantes itens.

Ele ocupou dois cargos de altíssima relevância na estrutura do poder federal:

1 – Ministro da Fazenda de Lula

2 – Ministro da Casa Civil Dilma

A Fazenda é quem determina, planeja e executa toda a política econômica do gunverno federal. É coisa para cacete!

E a Casa Civil é um ministério intimamente ligado à prisidência, certamente o mais influente de todos os ministérios, localizado na ante-sala do Capo. Faz parte do chamado “núcleo duro” do poder.

Estando engaiolado e obrando de coca no boi da prisão – respondendo a processo por grossa corrupção e caudalosa lavagem de dinheiro -, é evidente que Palocci era o homem certo nos lugares certos, quando o PT dava as ordens e fudia Banânia.

Tudo lógico e coerente.

Um trio da pesada que ocupou os principais postos da administração de Banânia. Vôte!!!!!

7 março 2017 DEU NO JORNAL

UM DOTÔ QUE TEM CCCC

O juiz federal Sergio Moro e o advogado do ex-ministro Antonio Palocci, José Roberto Batochio, trocaram ironias durante a audiência do executivo Fernando Barbosa Sampaio, presidente do estaleiro Enseada Indústria Naval, arrolado como testemunha de defesa do empreiteiro Marcelo Odebrecht.

Depois de ouvir de Sampaio a confirmação de que seu cliente é o “Italiano” das planilhas da Odebrecht, Batochio interrompeu uma resposta da testemunha a Moro, alegando que o executivo falava a respeito do que achava, e não dos fatos.

“Excelência, pela ordem, testemunha depõe sobre fatos não sobre o que ela acha ou entende. De modo que fica impugnada essa pergunta de Vossa Excelência e acrescento: a testemunha disse que por ouvir dizer soube que italiano era Palocci”, interveio o advogado.

O magistrado ponderou que sua pergunta era pertinente, reiterou a questão e indeferiu o protesto do defensor de Palocci. Batochio não se deu por vencido e deu-se, então, o seguinte diálogo:

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É por isso que a fubânica petista Ideia Fixa odeia o Dr. Moro.

Ela diz que o magistrado paranaense tem mania de perseguir Lula e todos os petistas criminosos (coisa que ela diz não existir…), e que, ao mesmo tempo, o juiz não tem a saudável mania de seguir a lei e se basear unicamente nas provas dos autos.

O ódio de Ideia Fixa pelo Dr. Moro é plenamente justificado, pois este dotô só bota pra fuder em corruptos de todas as tendências. Inclusive nos corruptos prediletos de Ideia Fixa. Desde, evidentemente, que os processos estejam correndo na sua vara (êpa!)

E o Dr. Moro, o verdadeiro Herói do Povo Brasileiro, cumpre a sua nobre e honrada missão de saneamento com a maior CCCC (Calma, Coragem, Civismo e Classe).

7 março 2017 DEU NO JORNAL

PODOLORO ESTÁ ÀS ORDENS

O juiz Ricardo Leite, que atua como substituto na 10ª Vara Federal de Brasília, negou a Lula um pedido para prestar depoimento por videoconferência no processo em que é acusado de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

A solicitação de Lula havia sido protocolada em 8 de fevereiro. Seu depoimento estava convocado para 17 de fevereiro. O magistrado alegou que não haveria tempo para preparar a oitiva à distância. Adiou o interrogatório para 14 de março.

Lula terá de voar até Brasília. Uma eventual ausência será entendida como “falta de interesse em realizar sua autodefesa”, anotou o juiz em seu despacho.

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Como Lula não dispõe mais dos jatinhos de Eike Batista e de Marcelo Odebrecht pra se deslocar por Banânia e pelo planeta, eu ofereço o jegue fubânico Polodoro pra levá-lo em seu lombo.

Nosso estimado jumento fará o serviço com todo prazer, eu garanto. Afinal, bichos da mesma raça se dão muito bem, dizem as leis da ciência biológica.

Segundo os fubânicos petistas Ceguinho Teimoso e Teimosa Renitente, Lula não mais anda em voos comerciais comuns pra não ter ficar constrangido com os aplausos e saudações dos outros passageiros, gritando “Volta Lula” no saguões dos aeroportos.

Saguões, como sabemos, lotados em média por 98% de pobres, que passaram a andar de avião logo após Lula iniciar seu primeiro gunverno.

A imensa maioria da população banânica, nos aeroportos, nas rodoviárias, nas ruas, nos pontos de ônibus, nos botequins, nas salas de esperas dos hospitais públicos, nas filas de desempregados, está ansiosa pra saudar Lula em ambientes públicos e abertos.

Aliás, não apenas Lapa de Indiciado, mas também a ex-prisid-Anta Vaca Peidona, vulgo Janete, também poderá desfrutar dos serviços de Polodoro.

Polodoro ficou tão feliz com a possibilidade de carregar no lombo esta dupla ilustre que resolveu homenageá-la no mesmo idioma falado por Lula e Dilma: rinchando.

Rincha, Polodoro!

6 março 2017 DEU NO JORNAL

JUSTIÇA BOSTÍFERO-BANÂNICA

A única coisa que Alexandrino de Alencar, ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, e Keli Gomes da Silva, analfabeta e manicure, têm em comum é o tempo de sentença: sete anos e meio.

Ela, por furtar quatro pacotes de fralda de um supermercado na Brasilândia, periferia de São Paulo. Prejuízo de algo como R$150.

Ele, um dos 77 executivos da empreiteira que fechou acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, por participar de esquema de corrupção na Petrobras.

Pagamento de propina, apenas no Brasil, de R$1,9 bilhão, segundo confessou a própria empresa – valor 12,6 milhões de vezes maior que as fraldas levadas por Keli.

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Romeia Pererira da Silva foi condenada a 34 anos de prisão por receptação – crime de adquirir ou ocultar produto de origem ilícita – por causa de nove toca discos, encontrados em suas loja, chamada “Sucauto”.

Está presa há cerca de oito anos.

Cinco e meio a mais do que cumprirá em regime fechado Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira homônima que também fechou acordo de colaboração premiada na Lava Jato.

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Estas duas notícias dispensam comentário.

Vou ficar quietinho, engolindo meu espanto.

Vamos ouvir uma música pra relaxar.

6 março 2017 DEU NO JORNAL

FALOU COM CONHECIMENTO DE CAUSA

Não há um só dia que deixe de chegar ao presidente Michel Temer algum novo “jabuti em cima de árvore”, no governo federal – de privilégios para grupos de servidores, de custo insuportável ao Tesouro Nacional, à aprovação de leis e medidas provisórias para atender ao lobby de empresários amigos.

Temer desabafou em conversa: “O mal que os governos do PT fez a este país é incalculável!”.

O adágio popular ensina que jabuti (ou cágado) não sobe em árvore, por isso, se está lá, “é enchente ou mão de gente”.

Impressionam Michel Temer as revelações sobre a compra e venda de medidas provisórias no balcão de negócios dos governos Lula e Dilma.

Em depoimento esta semana, Marcelo Odebrecht disse ter comprado a MP do Refis por R$ 50 milhões, para beneficiar sua empresa Braskem.

A venda de medidas provisórias para beneficiar empresas do setor automotivo já apareceu na Operação Zelotes, que investiga o Carf.

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Sou do contra. Sempre.

Ser oposição é minha sina e minha meta.

Mas não tenho saída e sou obrigado a concordar com Michel: o mal que o PT fez a Banânia é incalculável.

Tendo sido ele vice da Vaca Peidona em duas ocasiões, certamente deve saber tudo sobre o que chama de “mal dos governos do PT

6 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEGUNDA-FEIRA – ME LEMBRO SEMPRE DA BOVINA…

Uma decisão do Ministério de Minas e Energia vai obrigar o consumidor brasileiro a pagar em 2017 uma nova conta extra, de R$ 1,1 bilhão, nas contas de luz. A previsão foi feita pela Eletrobras.

A decisão foi publicada na sexta-feira (3) em uma portaria do ministério. Ela determina que a Agência Nacional de Energia Elétrica inclua no orçamento de 2017 da Conta de Desenvolvimento Energético a previsão de gastos com as prestações dos chamados Contratos de Confissão de Dívidas da Eletrobras.

Esses contratos se referem às dívidas que a Eletrobras tem com fornecedoras de combustível usado em usinas termelétricas que geram energia para regiões do Norte do país onde ainda não chegou a rede nacional de transmissão de energia. A principal fornecedora é a Petrobras.

Parte dos recursos para a compra desse combustível vem da CDE, que é um fundo do setor elétrico. O dinheiro que abastece o fundo, por sua vez, vem da cobrança de um encargo nas contas de luz, ou seja, vem dos consumidores.

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Toda vez que se fala em aumento das nossas contas de luz, eu me lembro de Janete, mais conhecida pelo vulgo de Vaca Peidona.

Num sei mesmo porque eu penso nela quando o assunto é tarifa de energia elétrica…

5 março 2017 DEU NO JORNAL

ODEBRECHT PAGAVA “PEDÁGIO” ÀS FARC

Rodrigo Constantino

Desde que jogou a toalha e desistiu de negar as acusações da Lava-Jato, a Odebrecht, maior empreiteira do Brasil, confessou crimes de arrepiar. Na toada de ilegalidades, acabou aceitando até embrenhar-se, literalmente, na selva do crime. A empreiteira deu dinheiro às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante os últimos vinte anos em troca de “permissão” para atuar nos territórios dominados por elas. Os pagamentos, que começaram a ser efetuados nos anos 1990 e variavam de 50.000 a 100.000 dólares por mês, foram informados à Procuradoria-Geral da República. Não é uma ilegalidade semelhante ao pagamento feito a políticos, mas também não se trata de uma atividade limpa.

É um espanto! Claro que é preciso levar em conta, aqui, o fato de que os marginais das Farc atuam como uma espécie de “estado paralelo” em determinadas regiões que controlam, e qualquer um que quiser fazer algum negócio ali terá de pagar “imposto”, ou seja, propina. É como nas favelas dominadas pelo tráfico de drogas: o pequeno comerciante precisa pagar uma “taxa de proteção”, que ele paga ao próprio agressor em potencial.

Todos que param os carros pelas ruas cariocas e precisam desembolsar uma graninha para o “flanelinha” entendem o conceito: você paga ao próprio sujeito que ameaça sua propriedade. Na Rússia, após a queda do comunismo, as (outras) máfias tomaram conta do pedaço e cobravam até 30% do faturamento para garantir a proteção dos empresários contra elas mesmas ou concorrentes (eram menos gulosas do que nosso governo, que cobra 40% e não entrega nada em troca, nem a tal proteção).

Ainda assim, não deixa de ser espantoso constatar como a maior empresa do Brasil financiava não só o PT como as Farc, e sem dúvida o MST, o filhote das Farb, devia levar algum também. Alexandre Borges comentou: “Aquilo que chamam de ‘elite’ no Brasil financiou o PT e as FARC, mas vai explicar isso para quem acha que ser empresário e ser de direita é a mesma coisa”. Não é, óbvio. As “elites” financiam aqueles que pretendem destruí-las com o comunismo. Vendem a corda que será usada para enforcá-las.

Associar automaticamente grandes empresários ao capitalismo, ainda mais em sua versão liberal pregada pelo liberalismo, é uma estupidez total. O que mais tem por aí é grande empresário bancando um estado inchado e intervencionista, ou inimigos do liberalismo na guerra cultural. Os motivos são vários: culpa, sensação de superioridade moral, puro interesse (já que o estado inchado muitas vezes beneficia essas grandes empresas) e pragmatismo para fazer negócios.

Não há compromisso direto entre ser empresário e defender o livre mercado. Muitos empresários querem inclusive um governo pró-negócios (seus negócios), mas não necessariamente pró-mercado (a favor da livre concorrência). Quando a esquerda socialista, portanto, insiste em demonizar as “elites” em seus discursos, especialmente as elites financeiras, o leitor deve ficar atento para a farsa. Como vimos no caso de Soros, o bilionário especulador, essa turma não tem problema algum em encher o bolso com o vil metal dos capitalistas amorais.

Para os comunistas das Farc, como para os petistas, o que importa é quanto vai pingar, não quem vai pagar. A fonte dos recursos é o de menos: pode ser o tráfico de drogas internacional, ou as obras superfaturadas pagas pelo governo. Só o destino final da grana interessa: o projeto de poder dos próprios comunistas, enriquecendo alguns líderes no processo já que ninguém é de ferro – menos ainda esses “abnegados” revolucionários.

5 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO DOMINGO – TUDO JUNTO E MISTURADO

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Petistas, ministros e aliados de Temer: tudo farinha do mesmo bisaco.

Tudo tolôte do mesmo pinico.

Tomara que tomem todos no olho do furico. Sem pena e sem vaselina.

Petistas, não custa nada lembrar, são aqueles tabacudos que vivem bradando ser Michel um “golpista“.

Michel, Janete e Finório: um trio da porra

5 março 2017 DEU NO JORNAL

OS SEM-PUNIÇÃO

Em estado de escândalo permanente há mais de uma década, o Brasil parece exausto. Os cidadãos oscilam entre aplausos efusivos à Justiça e a absoluta descrença em punição, especialmente de acusados ilustres. Sentimento que nem a eficiência da Lava-Jato consegue alterar.

Os números da Lava-Jato impressionam: 125 condenações na primeira instância, somando penas de mais de 1.317 anos. Na Suprema Corte, onde correm os processos dos que têm privilégio de foro, 20 denúncias (dois aditamentos), 68 acusados e 3 ações penais instauradas. Até então, nenhum julgamento.

Uma diferença gritante de ritmo, utilizada pelos defensores do fim do foro especial por prerrogativa de função a que políticos e magistrados têm direito.

Simples como dois e dois são quatro? Não.

Mesmo que fosse decidida hoje, a derrubada do foro não garantiria celeridade. Ao contrário: os 500 processos – 357 inquéritos e 103 ações penais – teriam de ser remetidos à primeira instância, e reiniciados lá. Isso sem falar do congestionamento existente na esfera primária, abarrotada de processos cuja solução, por vezes, demora mais de 10 anos.

Em artigo publicado em O Globo no sábado de carnaval, o ex-procurador de Justiça do Rio Grande do Sul, Lenio Streck, enumera outras razões para aprofundar a discussão sobre a supressão do foro, retirando-a do pires raso em que se encontra.

O fulcro da questão pode mesmo não estar no privilégio de foro.

O processo do mensalão é didático nisso. Depois de receber a denúncia, que levou um ano e dois meses para ser oferecida pela Procuradoria-Geral da República, o STF julgou os 38 réus em menos de cinco meses, condenando 24 deles.

Mas longos sete anos se passaram entre o dia que o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) revelou a existência de pagamentos mensais para garantir maioria congressual ao governo Lula e o fim da primeira fase do julgamento, em 2012. E a ação 470 só acabou de verdade em 2014, com o julgamento de embargos infringentes que reduziram as penas do núcleo político.

Na prática, os 12 réus políticos foram condenados à prisão domiciliar, enquanto a maior parte dos operadores continua atrás das grades, em regime fechado. Pesos e medidas no mínimo estranhos, que só alimentam as dúvidas de que o privilégio não está no foro, mas no julgamento dos delinquentes ilustres.

Em Curitiba, onde pesos pesados estão na cadeia – sejam condenados ou detidos provisoriamente -, também não são poucas as chances de que criminosos acabem livres ou com penas muito aquém do que as impostas inicialmente, graças à multiplicação de delações. Nada menos de 78 acordos de colaboração premiada foram firmados pelo Ministério Público Federal na primeira instância, outros 49 homologados pelo Supremo, em Brasília.

Não há dúvida quanto à essencialidade das delações para as investigações. Mas os benefícios concedidos aos criminosos que falam auxiliam na sensação de impunidade, depondo contra a Lava-Jato. É difícil assimilar pena de uma tornozeleira para gente que surrupiou bilhões dos brasileiros.

No carnaval de 2013, quando o julgamento do mensalão animava o país, a máscara do relator e depois presidente do STF, Joaquim Barbosa, dividiram as ruas com as de Barack Obama. Com a Lava-Jato, no ano passado, o folião foi de juiz Sérgio Moro. Agora, ao lado do imbatível Donald Trump, preferiu não os defensores da lei, mas os presos Sérgio Cabral Filho e Eduardo Cunha. Qual o significado disso? Nenhum. Ou todos.

5 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO DOMINGO – E NUM SOBRA NADA PRA NÓIS…

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Porra!

Essa Odebrecht tem ligação com todo mundo.

Menos com o JBF.

E o Complexo Midiático Besta Fubana – o maior órgão da grande mídia escrota do mundo -, está na miséria mais negra que se possa imaginar.

Atenção senhores empreiteiros corruptores ativos: este Editor está de braços (e bolsos…) abertos pra negociar.

Por qualquer miserável pixuleco, a linha editorial do JBF pode ser comprada integralmente.

Façam contato, pelo amor de Deus!

Chupicleide, secretária de redação do JBF, passando fome e privações por não receber o salário há tempos

4 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – UMA ESCOLHA COERENTE

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Escroto com escroto se entende.

Temer e Jucá formam uma parelha arretada de pmdebistas.

Duas raposas de primeira linha.

Uma escolha coerente com a “filosofia” e a atuação do bando de malfeittores que usa a sigla partidária de PMDB.

Pode deixar cumigo Michel; num precisa ficar aperreado: eu e Renan vamos cuidar bem do gunverno lá no Senado; tudo dentro da ética e na maior lisura; vai ser uma suruba de alto nível

4 março 2017 DEU NO JORNAL

A REPÚBLICA CONTAMINADA

Ruy Fabiano

A república continua a bordo do imponderável, refém de uma investigação policial, a Lava Jato, que tem sido uma história sem fim – uma espécie de trailer da eternidade.

O depoimento de Marcelo Odebrecht ao TSE, na quinta-feira, além de confirmar o que já se sabia – o financiamento criminoso da campanha de Dilma e Temer em 2014 -, inseriu mais um nome no rol dos infratores: a ex-presidente Dilma Roussef. Nos termos do que foi dito, ela não apenas sabia de tudo, como a tudo comandou.

Fará companhia a Lula e à falange de petistas que delinquiram na luta pela preservação do poder. Ela bem que avisara na campanha: “Para vencer as eleições, faremos o diabo”. Fizeram. Não pode se queixar de agora estar indo para o inferno.

Não apenas tinha conhecimento do dinheiro “contaminado” (expressão de Marcelo Odebrecht), como negociou diretamente com ele o repasse das propinas extorquidas da Petrobras, indicando sucessivamente seus intermediários para embolsá-las: Antonio Palocci e, depois, o então ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Palocci já está preso, embora não por esse delito específico, que agravará seu contencioso penal. Mantega foi preso e depois solto, mas deve retornar em breve ao xadrez.

O delito não se resume ao dinheiro contaminado na origem, num total de R$ 150 milhões, mas também (e sobretudo) ao que remunerava: a medida provisória 470, editada em 2009, ainda na vigência do governo Lula, garantindo benefícios à Brasken, empresa do grupo Odebrecht, relativos ao crédito prêmio de IPI e IPI Zero. O texto da MP foi elaborado pela área jurídica da própria Odebrecht.

O pagamento pelo benefício ficou acertado para a campanha de 2014, a Dilma e sua equipe. Segundo as planilhas da Odebrecht, desse total, Lula teria embolsado R$ 23 milhões e Palocci R$ 8 milhões. Odebrecht confirmou também ter dado R$ 10 milhões ao então presidente do PMDB e candidato a vice, Michel Temer, que confirma a doação, mas alega ter sido legítima e registrada no TSE.

A defesa de Temer se empenha em separar as contas de campanha, dispondo-se a comprovar a diversidade de métodos e fontes. Ainda que o consiga, talvez não seja suficiente.

A jurisprudência, que já cassou chapas de governadores e prefeitos em situações análogas, é a de considerar as campanhas de presidente e vice como uma coisa só.

O impacto dessas revelações, cuja novidade está apenas no fato de agora estarem oficializadas, será potencializado com a divulgação das delações premiadas dos 77 executivos da mesma Odebrecht, prometida para já pelo procurador-geral Rodrigo Janot.

Pelo que já vazou, vem aí uma descarga de nitroglicerina, sem precedentes, que pegará meio Congresso, incluindo seus presidentes, Rodrigo Maia (Câmara) e Eunício Oliveira (Senado), além de seus maiores figurões. Temer é também citado, assim como seu chefe da Casa Civil, Elizeu Padilha, alvo recente de acusação de recebimento de propina de R$ 4 milhões, feita por um ex-colaborador da Presidência e amigo íntimo de Temer, o advogado José Yunes.

Dentro do imponderável que governa o país, não se exclui a hipótese de cassação do mandato do presidente da república e da impossibilidade de sua linha sucessória parlamentar sucedê-lo, o que remeteria a transição à presidente do STF, Carmem Lúcia.

Ela teria de convocar eleições em 60 dias, por via indireta, pelo Congresso, cuja metade (ou quase isso) estará sob graves acusações de corrupção. Nessa hipótese, não se sabe o que fazer, nem mesmo como estará o país. Tudo é possível, menos nada.

Em contraste, a área econômica tem obtido bons resultados, ameaçados, no entanto, pelo terremoto na política. A percepção desses ganhos pelo público não é imediata e corre o risco de não se consumar antes mesmo de ser percebida. Em tal contexto, as chances de reformas polêmicas como a trabalhista e a previdenciária se reduzem significativamente. A república está contaminada.

4 março 2017 DEU NO JORNAL

ENTÃO FICA COMBINADO ASSIM…

Ricardo Noblat

Com o PT: o que Marcelo Odebrecht disse à Justiça sobre Temer, Padilha, Aécio e Marina Silva é verdade. Mas o que disse sobre Dilma, Palocci e Guido Mantega não é.

Com o PMDB: Padilha pode até ter recebido dinheiro de caixa 2 da Odebrecht, mas jamais contou a Temer, nem Temer perguntou a respeito.

Com o PSDB: Aécio pediu, sim, dinheiro à Odebrecht para financiar campanhas do partido como ele mesmo admitiu, mas o dinheiro doado foi legal e declarado à Justiça.

Com o distinto público: pensando melhor, deixa pra lá…

4 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – TUDO FARINHA DO MESMO BISACO

O ex-diretor da Odebrecht Fernando Reis disse em depoimento ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral Herman Benjamin que foi incumbido de repassar R$ 4 milhões à tesouraria do PDT em troca do apoio do partido à reeleição da chapa Dilma-Temer.

Esta é uma afirmação considerada grave por advogados eleitorais, pois compra de apoio político é um dos motivos para a cassação de uma chapa eleitoral.

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Uma organização criminosa, o PDT (fundado por Leonel Brizola e atualmente de propriedade do guabiru Carlos Lupi), recebendo dinheiro pra apoiar a chapa do PT, formada pela impagável dupla Dilma-Temer.

Uma trambicagem entre parceiros da mesma laia.

Um arrumadinho autenticamente banânico.

1º de janeiro de 2011: uma posse inesquecível; Banânia lembrará deste dia pra sempre!

4 março 2017 DEU NO JORNAL

TÃO BESTINHA QUE CHEGA FAZ PENA…

No depoimento que prestou nesta quarta-feira, dia 1º, à Justiça Eleitoral, o empresário Marcelo Odebrecht disse que se sentia o “bobo da corte” do governo federal. Ao falar sobre a situação da empreiteira baiana que leva seu sobrenome, o ex-presidente do conglomerado demonstrou descontentamento por ser obrigado a entrar em projetos e empreendimentos que não desejava e bancar repasses às campanhas eleitorais, sem receber as contrapartidas que julgava necessárias.

Marcelo Odebrecht declarou que mantinha contato frequente com o alto escalão do governo – como Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff, com quem disse negociar repasses a campanhas eleitorais.

Marcelo lembrou que o valor acertado para a campanha presidencial do PT de 2014 foi de R$ 150 milhões. Deste total, R$ 50 milhões eram uma contrapartida à votação da medida provisória do Refis, encaminhada ao Congresso em 2009, que beneficiou a Braskem, empresa petroquímica controlada pela Odebrecht e pela Petrobras.

Eu não era o dono do governo, eu era o otário do governo. Eu era o bobo da corte do governo“, afirmou Marcelo Odebrecht. 

* * *

Marcelo Odebrecht é um Corruptor Ativo de escala planetária, cujos pixulecos somados devem atingir a casa dos bilhões. De dólares.

Quando um guabiru deste porte chega a declarar que era “o bobo da corte” no reinado petralha, dá pra se ter uma ideia da dimensão da ladroagem vermêio-istrelada.

É coisa pra caralho!!!!!!!!!!!

As declarações do presidiário Marcelo (mais um perseguido pelo Dr. Sérgio Moro, segundo a fubânica petista Teimosa Renitente) são de uma candura que chega deixam a gente com pena.

Vejam só o que ele falou no seu depoimento:

“Marcelo demonstrou descontentamento por ser obrigado a entrar em projetos e empreendimentos que não desejava.”

Tão vendo? Ele não queria participar da ladroagem, entrou obrigado, a pulso.

Lula e Dilma forçaram a barra em cima dele.

Chega me deu vontade de chorar com pena do pobre coitado, um incauto e puro empreendedor sem qualquer experiência em subornar corruptos.

Xiuf, xiuf, snif, snif…

Vamos fechar esta postagem transcrevendo a antológica declaração do injustiçado e perseguido Marcelo:

“Eu não era o dono do governo, eu era o otário do governo. Eu era o bobo da corte do governo.”

Marcelo, o Mártir Bobo da Corte, desembarcando do avião oficial da Presidência da República ao lado do Tirano-de-Empresários; um voo que Marcelo foi obrigado a fazer, cheio de constrangimento e vergonha, pelo então prisidente de Banânia

3 março 2017 DEU NO JORNAL

UM POTIGUAR VENCE GARANHUNS: ATIBAIA PERDE PRA SUÍÇA

O ex-ministro e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) reconheceu, em defesa apresentada à Justiça Federal de Brasília, que usou um escritório de advocacia uruguaio para abrir uma conta na Suíça em 2008.

Admitiu também que é formalmente o beneficiário da conta.

Mas, argumentou que, por motivos burocráticos, não conseguiu movimentá-la e preferiu deixá-la inativa.

Assim, alegou que os US$ 832.975,98 depositados na conta – e que segundo a Procuradoria Geral da República (PGR) era dinheiro de propina – foram movimentados por terceiros, sem seu conhecimento.

* * *

Estes felas-da-puta (sem qualquer ofensa às putas) dos quadrilheiros pmdebistas estão numa surda luta pra ganhar dos quadrilheiros de outras siglas e organizações criminosas, sobretudo dos petralhas.

Henrique Eduardo Alves (que já foi ministro de Temer) dizer que sua conta “foi movimentada por terceiros, sem seu conhecimento” é duvidar muito da inteligência de quem ouve.

Bom, afinal, este sujeito, filho do falecido coronel potiguar Aluzio Alves, conhece o eleitorado que tem e deve pensar que o resto da população banânica é tão idiota quanto todo mundo que vota nele.

Para que vocês tenham uma ideia: ele foi eleito pela primeira vez em 1971, quando tinha apenas 22 anos de idade.

De lá pra cá, já exerceu 11 mandatos de deputado federal.

Só isto.

Apenas 11 mandatos, cada um com duração de 4 anos.

Foi prisidente da Câmara dos Deputados quando Vaca Peidona, vulgo Janete, era prisid-Anta de Banânia.

Mas, não vamos chorar de raiva com esta declaração que ele deu, dizendo que a sua conta na Suíça, com dinheiro propinado, foi movimentada por terceiros sem conhecimento dele.

Vamos rir pra levantar o astral no final de semana que se aproxima.

Ouçamos o hino oficial da Igreja Mundial dos Cachacistas, composto e interpretado por Rui Grudi e intitulado “Deixe Outro Para Mim“.

3 março 2017 DEU NO JORNAL

FAZENDO O BEM

Em seu depoimento de quatro horas ao Tribunal Superior Eleitoral nesta quarta-feira, 1, o delator e ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht relatou que o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, lhe pediu R$ 15 milhões no final do primeiro turno da campanha eleitoral de 2014.

Ele disse que, inicialmente, negou o pedido do tucano afirmando que o valor era muito alto, mas que o senador teria sugerido como ‘alternativa’ que os pagamentos fossem feitos aos seus aliados políticos.

Além destes R$ 15 milhões, o empreiteiro contou que se encontrou várias vezes com o tucano, e que Aécio sempre pediu dinheiro para campanhas.

Em relação aos repasses para a campanha tucana em 2014, o delator disse que se lembrava mais especificamente de três ocasiões – uma doação para o PSDB na época da pré-campanha, uma de cerca de R$ 5 milhões durante a campanha, e o pedido no final do primeiro turno de R$ 15 milhões.

* * *

Esta gazeta escrota publica muita sacanagem e pratica maldades com todo tipo de gente.

Todavia, nós também fazemos o bem e propiciamos alegria.

Esta presente postagem é feita com uma única finalidade: alegrar e levantar o astral da fubânica petista Idéia Fixa, cuja maior paixão na vida é esculhambar e denunciar as trambicagens de Aécio, Corrupto Passivo ainda impune, mais conhecido nas planilhas de propina da Odebrecht pelo vulgo de “Mineirinho”.

“Mineirinho” é o Lula do PSDB.

O fato do bandido predileto (de alguns) “Mineirinho” ter nascido no mesmo estado que Ideia Fixa é uma coincidência muito interessante.  

Como esta gazeta escrota não tem predileção por bandido algum, o pau canta pra todo lado e pra todo canto.

Um excelente final de semana pra todos vocês!!!

3 março 2017 DEU NO JORNAL

A CÍNICA DE BICICLETA

3 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEXTA-FEIRA – UM JUIZ IMPIEDOSO E CRUEL

O ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores Delúbio Soares e o empresário dono do jornal Diário do Grande ABC Ronan Maria Pinto foram condenados por lavagem de dinheiro em um processo oriundo da Operação Lava Jato a cinco anos de prisão em regime inicial fechado.

Esta é a primeira condenação de Delúbio Soares na Lava Jato. Ele ainda responde a mais uma ação penal referente à operação.

Outras três pessoas também foram condenadas na ação penal.

Ela é um desdobramento de outro processo que condenou o pecuarista José Carlos Bumlai e dirigentes do Banco Schahin por um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões concedido a Bumlai e que teve como real destinatário o PT, conforme a sentença.

* * *

A fubânica petista Teimosa Renitente tem toda razão de ficar emputiferada com o Juiz Sérgio Moro.

Ela afirma, com muita convicção, que o magistrado paranaense é parcial, que é inidôneo, que só sabe perseguir Lula, o PT e os altos escalões do partido – assim como fez agora com Delúbio -, e que adora criar tucanos no seu jardim.

De fato, o Dr. Moro é muito maldoso e terrivelmente impiedoso: ele bota pra valer no furico dos corrupto, sem pena e sem vaselina. 

Num deixa uma única prega inteira!

Um juiz sem qualquer compaixão e que, brutalmente, só segue a letra fria da lei.

Teimosa Renitente tem toda razão.

O vermêio-istrelado Delúbio Tesoureiro-Lalau Soares em pose especial para o JBF na frente da Papuda

3 março 2017 DEU NO JORNAL

DUAS MANCHETES DA SEXTA-FEIRA – TEM QUE SEGUIR O REGULAMENTO

* * *

Dilma já desmentiu.

Aécio também.

Os dois seguiram o regulamento ao pé da letra e disseram que é tudo mentira do Corruptor Ativo.

Cumpriram direitinho a praxe banânica, embasada no óleo-de-peroba.

Enquanto isto, o caixa do JBF continua numa miséria que chega faz pena.

Num aparece um porra dum empresário pra subornar este Editor e corromper a linha editorial desta gazeta escrota.

3 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEXTA-FEIRA – O MESMO MI-MI-MI

O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedito Junior disse, em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral, que repassou valores de Caixa 2 em 2014 de duas formas após pedido de ajuda feito pelo senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB.

Na primeira vez, teriam sido R$ 6 milhões para apoiar três candidatos que, segundo ele, o senador pediu: Antonio Anastasia (candidato ao Senado pelo PSDB), Pimenta da Veiga (candidato a governador de Minas pelo PSDB) e Dimas Junior (candidato a deputado federal pelo PP).

Segundo Benedito Junior, outros R$ 3 milhões foram repassados para a empresa responsável pelo marqueteiro da campanha presidencial de Aécio em 2014, Paulo Vasconcellos.

A assessoria do senador Aécio Neves divulgou na noite desta quinta-feira nota na qual afirma que o senador Aécio Neves pediu apoio a empresários, mas de acordo com a lei.

* * *

A nota que Aécio distribuiu pra justificar a propina que recebeu do Corruptor Ativo é igualzinha, ipsis litteris, às notas que são divulgadas pelo Instituto Nove Dedos.

Disse que tudo que recebe é estritamente dentro da lei!!!

Ingana nóis que nóis gosta, seus felas das quengas! (sem qualquer ofensa às quengas, claro)

A Editoria do JBF entrega o merecido troféu ao Cheirador Lindinho

2 março 2017 DEU NO JORNAL

ASSOMBRAÇÕES PALACIANAS

Após passar apenas uma semana morando no Palácio da Alvorada, o presidente Michel Temer decidiu retornar com a família ao Palácio do Jaburu, onde mora desde 2011.

De acordo com assessores presidenciais, Temer não se adaptou ao palácio, de grandes proporções.

Além disso, ele prefere o Jaburu, local mais aconchegante e com estilo mais parecido com o de uma residência.

* * *

Segundo informantes bem posicionados do JBF, o motivo da transferência foi outro bem diferente que este constante do noticiário.

Na verdade, Temer, Marcela e Michelzinho viviam apavorados com as assombrações que apareciam no Alvorada.

Cada alma penada mais horrorosa que o outra!

A família chegou à conclusão que a troca de palácios era medida a ser tomada com urgência para evitar pesadelos.

2 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUINTA-FEIRA – GRANDE NOVIDADE…

Em seu depoimento a Herman Benjamin, do TSE, Marcelo Odebrecht contou que Dilma Rousseff sabia de todo o esquema de financiamento ilícito de campanha que a empreiteira armou com o PT.

Ele disse que foi Dilma quem definiu o sucessor de Antonio Palocci como interlocutor do governo com Marcelo Odebrecht, nas questōes pecuniárias.

O sucessor foi Guido Mantega.

Com a saída de Palocci da Casa Civil, Marcelo Odebrecht encerrou a conta “Italiano” e abriu a “Pós-Italiano”.

* * *

Grande novidade…

Até os cumbucos de botar sal da casa de Maria Cu-de-Calo já sabiam disto.

E os leitores do JBF (os que usam a razão, claro) também já sabiam disto há tempos.

E o “golpista” Temer?

Quando é que vai ser citado?

Hein???

Tamos aguardando.

1 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS – O VOTO FOI DADO À PARELHA

* * *

O depoimento vai acontecer na sede do TRE-PR, em Curitiba (sempre lá…).

A audiência versará sobre financiamento ilegal (pra variar…) da campanha presidencial de 2014, envolvendo a linda parelha Dilma-Temer.

Não custa nada lembrar aos babaquinhas descerebrados – aqueles que andam carregando cartazes com o “Fora Temer” -, que eles, quando votaram na Vaca Peidona, votaram também no Cara-de-Tabaca.

A candidatura da dupla foi sacramentada em convenção do PT e abençoada por Lapa de Corrupto.

Aguardemos o contorcionismo explicatório de Ceguinho Teimoso sobre este fato para darmos boas gargalhadas nesta Quarta-Feira de Cinzas.

Quanto ao que o Corruptor Ativo Marcelo Odebrecht vai piar hoje em Curitiba, aí já são outros quinhentos (êpa!)

Pra que os idiotas não esqueçam de que a dupla foi eleita junta, vamos botar a bovina pra peidar em homenagem a estes eleitores “esquecidos”.

Peida, Janete!

28 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

BANDIDOS, POLITIZADOS E POLÍTICOS, RECORREM À OEA E À ONU

Chefes do tráfico no Rio vão à OEA para denunciar “tortura e pena cruel”

Quatro chefes do tráfico de drogas no Rio de Janeiro entraram com uma petição na Comissão Interamericana de Direitos Humanos órgão da OEA-Organização dos Estados Americanos, em que classificam como “tortura e pena cruel” o fato de estarem detidos em presídios federais de segurança máxima há dez anos.

Nessas unidades, os presos devem permanecer 22 horas por dia encarcerados em celas individuais e são monitorados por câmeras o tempo todo.

Um dos quatro traficantes é Elias Maluco (Elias Pereira da Silva), famoso por ter sido condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, em 2002.

Os outros são Marcinho VP (Márcio dos Santos Nepomuceno), My Thor (Marco Antônio Pereira Firmino da Silva) e Tchaca (Márcio José Guimarães).

Os quatro foram condenados por crimes como homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

VP, Elias Maluco e Tchaca estão presos na penitenciária federal de Mossoró (RN), enquanto My Thor está detido na de Catanduvas (PR).

* * *

Estar detido há uma década em célula individual e monitorado por câmeras é uma tortura inominável.

Um absurdo que só existe mesmo nos Zistados Zunidos, uma nação atrasada e subdesenvolvida.

Sobre este assunto – bandidos recorrendo à OEA e à ONU -, vale a pena ler uma postagem de agosto do ano passado, no vibrante blog Conversa Afiada, assinado pelo isento e ponderado jornalista Paulo Henrique Amorim.

Um cabra que baixa o cacete em todo mundo, da esquerda, da direita, do PT, do PMDB e do PSDB. Ele não respeita qualquer tipo de marginal.

A postagem assinada por Paulo Henrique Amorim é ilustrada com as fotos de três lindas figuras. Vale a pena olhar os fucinhos destas figuras encantadoras.

É só clicar na manchete abaixo para ler:

* * *

O bravo companheiro Elias Maluco, militante dos Direitos Zumanos, quando foi preso injustamente pela “ditadura constitucional” banânica com o apoio dos coxinhas golpistas e que hoje apela corajosamente à OEA

28 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

TOLÔTES ORAIS

O presidente do PT, Rui Falcão, em documento publicado no site do partido, comparou António Palocci, José Dirceu e João Vaccari Neto ao goleiro Bruno.

Ele argumentou que, se um foi solto, os outros também têm de ser, porque seus casos são iguais.

De certa maneira, ele está certo: a Petrobras é a Eliza Salmudio do PT.

Em vez de ocultar um cadáver, os petistas ocultaram o dinheiro roubado.

* * *

Francamente, eu chega se mijo-me todinho de tanto se rir-se-me com o cagatório oral e escrito da petralhada.

Tanto o cagatório da cúpula quanto o cagatório dos ceguetas da militância.

Um time de tabacudos que não tem o menor senso do ridículo.

É cada disparate de provocar frouxos de risos em quem raciocina.

28 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

IDIOTICE EM NÚMEROS

Abaixo-assinado endereçado às Forças Armadas do Brasil pede a “intervenção militar constitucional” no site Change.org desde outubro de 2014.

Apenas 7.947 nomes apareceram na lista em dois anos e meio.

* * *

Quase 8.000 tabacudos é um número muito alto.

Altíssimo.

Uma estatística estratosférica de idiotice.

O percentual de tabacudos banânicos – 7.947 numa população de 200 milhões -, é inacreditável!

“Quero os milico de vorta!!!”

27 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

PROPINA COM RECIBO SÓ MESMO NO ISTRELISMO BANÂNICO

O ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, que em 2010 disputava mandato de deputado federal no Rio Grande do Sul, não apenas recebeu R$ 200 mil de propina como até deu recibo da “doação”, segundo informou em delação premiada o engenheiro José Antonio Marsilio Schwarz, ligado à empreiteira Schahin, que entregou à Lava Jato os comprovantes.

Schwarz afirmou que Paulo Ferreira pediu que o pagamento fosse feito ao escritório Oliveira Romano Sociedade de Advogados, do ex-vereador Alexandre Romano, o Chambinho, do PT.

Preso em 2016 na Operação Abismo, 31ª fase da Lava Jato que investiga propinas em obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes), Ferreira foi solto em 2 de fevereiro após pagar fiança de R$ 200 mil. 

* * *

Estes tesoureiros do PT são inigualáveis.

Os delinquentes que cuidam do dinheiro da organização bandida que usa a sigla partidária de PT tem, cada um, um prontuário mais vistoso que o outro.

Sugestão pra todos eles: contratem como defensar o bacharel doutor advogado Ceguinho Teimoso, leitor e esforçado comentarista desta gazeta escrota.

Tenho certeza que Ceguinnho terá um prazer enorme em defender todos vocês, tesoureiros petêlhos.

Os antigos, os de agora e os do futuro.

Se é que o PT tem futuro…

Paulo Ferreira, Delúbio e Vaccari: um trio vermêio-istrelado da pesada; um excelente time de cuidadores do tesouro petralha; cada um com um prontuário mais lindo que o outro

27 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MAIS UMA MEDALHA

Três das 20 pessoas que ficaram feridas ao serem atingidas por um carro alegórico no desfile da Paraíso Tuiuti, na noite deste domingo (26), na Marquês de Sapucaí, no Rio, permaneciam internadas na manhã desta segunda-feira (27).

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, elas “passaram por cirurgias e inspiram cuidados”.

* * *

Sobre este lamentável acidente, vejam a explicação que foi dada por um diretor da Escola de Samba Paraíso Tuiuti, cujo carro avançou no rumo do alambrado que protegia os apreciadores do desfile.

“Na verdade, a parte da frente do carro, as rodas malucas que estavam usando, com a chuva, o carro começou a tender para o lado esquerdo. Quanto foi para o lado de cá, se desgovernou um pouquinho e começou a encostrar nas pessoas. Tinha pessoas que estavam foram da calçada, estavam dentro da pista. Pedimos sempre que as pessoas fiquem na calçada no seus lugares, mas as pessoas querendo fotografar a escola, querendo dar a informação da escola, se dá o acidente.“

No dia de ontem, segunda-feira, foi concedida aqui no JBF uma medalha ao ex-prisioneiro Bruno, o goleiro sorridente.

Esta frase do diretor da Escola de Samba também merece a Medalha Goiânica de Ouro na modalidade Contorcionismo Explicatório.

É um dever de justiça conceder a mesma honraria ao cartola carnavalesco.

26 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

NÃO CUSTA NADA LEMBRAR

O Brasil não é mesmo para principiantes.

Um diretor de um grande fundo americano desembarcou em São Paulo duas semanas atrás em busca de bons negócios. Não vinha há sete anos.

E comentou com o presidente de uma empresa com quem se reuniu:

– O Brasil é muito dinâmico. Em 2010, quando vim prospectar investimentos, me disseram que era obrigatório conhecer três empresários brasileiros. Eike Batista, Marcelo Odebrecht e André Esteves.

* * *

Em 2010 quem gunvernava Banânia era aquele bando que tem sigla partidária de PT.

E o prisidente era Lapa de Corrupto.

Não custa nada lembrar.

Eike, Esteves, Odebrecht e Lula, o Quarteto em Cy-fra$: só falta um ir obrar de coca no boi da cadeia

26 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

A PINGUELA ESTÁ BALANÇANDO

Ruy Fabiano

Às vésperas do carnaval, o governo se vê diante de mais um terremoto ministerial. As denúncias do advogado José Yunes, ex-assessor especial de Michel Temer e seu amigo há mais de 50 anos, de que serviu de “mula” (receptor) ao chefe da Casa Civil, Elizeu Padilha, em pagamento de propina da Odebrecht, afastam de vez do governo o principal ministro e conselheiro do presidente.

E não apenas: respingam no próprio Temer, íntimo de ambos, que os teve e manteve no assim chamado núcleo duro palaciano. Fica, no mínimo, a suspeita de que não ignorava os fatos, que, por sinal, também o incluem nas delações de Marcelo Odebrecht.

O presidente é acusado de ter pedido e recebido R$ 10 milhões para a campanha de seu partido, o PMDB, que então presidia. O dinheiro teria sido pago em caixa dois, e parte dele teria sido destinado a Padilha, nos termos da narrativa de Yunes.

Temer nega o caixa dois e garante estar tudo registrado na Justiça Eleitoral. As denúncias, óbvio, carecem de comprovação, embora Marcelo Odebrecht as sustente com convicção, não ocultando a origem ilícita do dinheiro. Podem não gerar – e não vão – providências imediatas, de ordem jurídica, mas politicamente configuram mais um abalo para o presidente e seu governo.

Se fosse apenas isso, já seria muito. Mas há mais, muito mais. A essas denúncias, somam-se as de outras empreiteiras, igualmente implicadas na Lava Jato – Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS, Delta, UTC -, prenunciando uma quaresma mais barulhenta e predadora que o próprio carnaval. A pinguela está balançando.

Aguarda-se, na sequência imediata do feriado, a divulgação, pelo Ministério Público, dos demais nomes mencionados pelos 77 executivos da Odebrecht, já homologados pelo STF.

Não se sabe quantos são; sabe-se apenas que são muitos, quase duas centenas, a maioria gente do governo anterior e do atual, indo em cheio ao coração do Congresso.

Não por acaso, um dos temas mais ruidosos na Câmara e no Senado, no curso da semana, foi, mais uma vez, o foro privilegiado. O país quer o fim do foro; os políticos, não. O líder do governo no Senado, Romero Jucá, tentou estender o princípio de intocabilidade do presidente da República, que não responde por atos praticados fora de seu mandato, aos presidentes da Câmara e do Senado.

Perdeu. E acabou por se referir ao foro como “uma suruba”, em que ou todos dela participam ou então ninguém, deixando claro que quer a generalização, nada de “suruba selecionada”. Um momento de rara elevação verbal no Parlamento.

Em meio a tamanha algaravia, Temer viu a nomeação do novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-RS), gerar atritos em sua própria base parlamentar. O deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), coordenador da bancada mineira, que queria no cargo alguém de seu estado, anunciou ter rompido com o governo.

Ramalho não é nenhuma sumidade – é, antes, um ente do baixo clero -, mas ocupa a 1ª vice-presidência da Câmara; é o sucessor imediato de Rodrigo Maia que, citado na delação da Odebrecht e agora também por Fernando Cavendish, da Delta, como beneficiário de propina, corre risco potencial de deixar o cargo.

Nessa hipótese, ainda vaga (mas nada é tão vago na atual conjuntura quanto o próprio governo), Temer teria um inimigo à frente da Câmara; Ramalho seria o seu Eduardo Cunha, embora sem o mesmo talento predatório deste. Mas, quando se cruza uma pinguela, o peso de uma piaba pode fazer toda a diferença.

De quebra, o governo perdeu, subitamente, um de seus quadros mais expressivos, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, que, alegando questões de saúde, demitiu-se. Serra havia imprimido à política externa grandes transformações, a começar pelo rompimento com o bolivarismo e a abertura de novos mercados. Seu sucessor deverá ser também um tucano.

Em resumo, ao fim dos tambores de Momo, voltam a rufar os da Lava Jato, dando continuidade ao calvário da classe política.

26 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

O CARNAVAL DAS PALAVRAS

Nelson Motta

Se a polêmica é com a palavra “mulata”, até dá para discutir. Alguns amigos negros e mestiços a consideram racista e pejorativa. Tim Maia a detestava, se orgulhava de ser negro e dizia que mulato era cor de mula quando foge.

Nos Estados Unidos não existe: ou é branco ou é negro. Mas se o caso for a marchinha imortal que há 85 anos é cantada e dançada com alegria por brancos, pretos e mulatos, o papo é outro.

“O teu cabelo não nega” é, antes de tudo, uma exaltação às mulheres mestiças, começando pelo título brincando com o cabelo crespo e o liso, gozando as que o alisavam a ferro quente para disfarçar a negritude. O autor gostava do cabelo crespo, é como se dissesse “não negue a raça, fique com seu cabelo como é, é dele que eu gosto”.

Na época, eram os racistas que diziam que a cor da pele era “contagiosa”, mas o autor da marchinha nega, e mais, quer o amor da mulata! Quem quer o amor de quem despreza?

É um alegre tributo à negritude e à mestiçagem de que é feita a nacionalidade. Em um contexto histórico.

“Pancadão”, nos anos 30, era gíria para mulher bonita e gostosa, e os que a inventaram, dessa cor, com esse cabelo e esse suingue, foram os portugueses e os africanos, que no final da música a disputam em “concorrência colossal”, os lusos do Vasco da Gama e os marinheiros pretos do Batalhão Naval.

“Tens um sabor bem do Brasil/Tens a alma cor de anil/Mulata, mulatinha, meu amor/Fui nomeado teu tenente interventor.”

É um deboche com a ditadura de Getúlio Vargas, que foi levado ao poder pelo golpe militar de 1930 e se tornou ditador, nomeando tenentes golpistas como interventores estaduais em substituição a quase todos os governadores.

Finalmente, a marchinha foi criada pelos compositores pernambucanos João e Raul Valença, em 1929, e Lamartine Babo a ouviu no Recife e gostou tanto que fez algumas modificações e a lançou com espetacular sucesso no carnaval de 1932, como se fosse sua. Os Irmãos Valença chiaram e partiram para a briga, e Lamartine teve que incluí-los na parceria. Para não deixar dúvidas quanto às suas intenções, os irmãos Valença eram, com todo o respeito, mulatos.

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26 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

JUCÁ ESTÁ CERTO: O BRASIL É UMA GRANDE SURUBA

Eu não sei, leitor, se você tem a mesma impressão, mas me parece que o Brasil entortou de vez. Os três poderes – tripé da sustentação de uma democracia – o Executivo, o Parlamento e o Judiciário se dissolveram na imoralidade e na bagunça geral. A sociedade, atônita, não espera mais nada dos seus representantes no Congresso Nacional e menos ainda do presidente da república e do judiciário, amordaçado por apadrinhamentos e interesses de grupos. A última instância, o STF, o que seria o guardião da Constituição, banalizou-se de tal forma que levou para o brejo a última esperança dos brasileiros enxergarem um país ético no futuro.

A indignação é fruto dos acontecimentos que ocorrem diariamente no país. Vejamos alguns exemplos: o Moreira Franco, citado inúmeras vezes na Lava Jato, passa a ter fórum privilegiado com o aval do STF. Portanto, está fora do alcance do juiz Sérgio Moro. O ex-presidente Sarney só pode responder por seus crimes ao Supremo Tribunal Federal, decisão dos ministros da Segunda Turma, mesmo não gozando de fórum privilegiado.

O senador Romero Jucá, envolvido na Lava Jato, antecipou-se ao que pensam os brasileiros e, sem arrodeios, foi direto na ferida: “É tudo uma suruba”. O Lula transformou a morte da mulher em espetáculo de marketing. E a Dilma, depois do chute no traseiro, decide que será candidata a senadora ou deputada.

Para desenvolver o resto desse artigo, vou me ater apenas ao ambiente de orgias do nobre senador. Vejamos: o Cabral, que chegou a liderar a lista dos presidenciáveis, vive hoje atrás das grades no presídio de Bangu. Eike Batista, até então a sétimo homem mais rico do mundo, divide uma cela minúscula com estupradores e assassinos no Rio. Eduardo Cunha, o ex-deputado e presidente da Câmara, passa os dias dentro da cadeia mandando recados desaforados para o Temer.

Mais: no STJ, o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, nomeado pela Dilma para soltar Marcelo Odebrecht continua despachando normalmente, mesmo depois da Polícia Federal comprovar, e o Delcídio do Amaral confirmar, que ele seria o benfeitor de Marcelo e de outros comparsas dentro do tribunal. O Senado aprova o nome de Alexandre Moraes para substituir Teori Zavascki, um auxiliar de Temer, que defendia a tese de que ministros do STF não poderiam ser indicados no exercício de cargo no executivo. José Yunes, amigo do peito de Temer, detona Eliseu Padilha, a quem acusa de receber 1 milhão de suborno via seu escritório em São Paulo.

Mais: o Lula declara que só o PT pode salvar o país. Numa defesa veemente do seu partido, o ex-presidente diz que quer voltar a presidência, pois considera que tem os instrumentos para acabar com a corrupção e a fórmula para o país voltar a crescer.

Mais: Os procuradores da Lava Jato começam a desconfiar do Janot. Acham que ele está segurando os processos além da conta. Aliás, nos últimos dias, o Procurador-Geral da República só pediu arquivamento de indiciados em processos por corrupção, como é o caso do senador petista Lindbergh Farias, o mais notório da lista.

Mais: Ministros do STF como Marcos Aurélio e Gilmar Mendes vão aos microfones para denunciar que as prisões preventivas estão se alongando. Ou seja: enviam recados para os procuradores e para o juiz Sérgio Moro de que chegou a hora de acabar com a brincadeira de prender políticos e empresários por muito tempo.

Mais: Pezão, que ajudou a falir o Rio de Janeiro, se declara inocente no escândalo da corrupção. Não quer nem ouvir falar no nome de Cabral para não se contaminar; Michel Temer nega de pés juntos que tenha feito parte da chapa da Dilma quando tenta separar a captação de recursos da eleição dos dois; Eliseu Padilha responde a processos, mas permanece ao lado do presidente como seu principal auxiliar; o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles continua a espalhar que a inflação caiu, mas não é o que se constata nas prateleiras dos supermercados. E para desmentir os dados oficiais de crescimento, o país carrega a cruz dos quase 13 milhões de desempregados.

Este aperitivo que você leu aí em cima só mostra que o senador Romero Jucá está certo quando diz que vivemos uma grande suruba. Não a do português que se espantou ao participar de uma no Brasil: “Não estás a perceber? Acende a luz porque até agora só eu levei…”

26 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

A DEMOCRACIA MORRE NA ESCURIDÃO

The Washington Post, um dos mais influentes jornais dos Estados Unidos e do mundo, com 140 anos de história, introduziu em seu site, na quarta-feira passada, a mensagem “Democracy Dies in Darkness”, que também estará estampada na versão impressa, abaixo de sua marca. Antecipou-se na compreensão do breu anunciado.

O novo slogan do Post – jornal responsável por revelar o Watergate que culminou com a renúncia, em 1974, do presidente Richard Nixon – foi apresentado dois dias antes de a Casa Branca sob o comando do também republicano Donald Trump lançar os EUA em trevas ainda mais profundas, fechando as portas na cara da liberdade de expressão.

Jornalistas do The New York Times e do Los Angeles Times, das redes de TV CNN e BBC, e dos sites Político, The Hill e BuzzFeed foram barrados, impedidos de participar do tradicional briefing de sexta-feira do porta-voz da Casa Branca. Uma atitude criticada até pela Fox News, cuja fidelidade canina a Trump ninguém discute.

Nada antes visto na América – país que se orgulha de ser o farol da democracia. Um comportamento que só encontra similitude com regimes autoritários, autocráticos, ditatoriais.

O episódio explode o alerta vermelho aceso com a eleição de Trump.

Desde que estava em campanha, e com mais vigor depois de ser empossado presidente, Trump bombardeia a imprensa. Vocifera contra veículos de comunicação e jornalistas, aumentando a agressividade dos ataques sempre que é desmascarado em suas mentiras, cada vez que sofre qualquer crítica.

Tem horror do que chama de “fonte anônima”, usual nas investigações jornalísticas para preservar quem fornece informações, sem as quais escândalos como o Watergate, revelado pelo anônimo “Garganta Profunda”, e tantos outros, incluindo os do Brasil, como o do Mensalão e da Lava-Jato, não teriam vindo à tona.

Trump trata a imprensa livre como “inimiga do povo”, algo batido para vários países da América Latina, incluindo o Brasil, mas desencaixado na lógica de uma nação que respira liberdade e dela faz símbolo.

Ao ouvir os disparates trumpistas, suas acusações a jornalistas e suas construções de “verdades”, é difícil não fazer paralelo com o comportamento e as falas do ex Lula – um líder sindical e presidente da República incensado pela mídia, que transformou a imprensa em inimigo número 1 desde que ouviu as primeiras críticas. Que montou um círculo de jornalistas amigos para produzir versões alternativas e traduzir os fatos a seu bel prazer. Mas, sobre Lula, há de se dizer: embora tenha dirigido palavras ofensivas, injuriado um ou outro jornalista, e até ter tentado expulsar um correspondente estrangeiro, nunca impôs censura à imprensa.

Trump, que se regozija com a sua própria figura, vai além de todos os limites.

Expõe a maior nação democrática do mundo aos caprichos de um presidente que desrespeita não só a imprensa ou jornalistas, mas a Constituição de seu país, cuja primeira emenda impede qualquer limite ao livre exercício da religião, da liberdade de expressão e de imprensa.

Assim como o atentado às Torres Gêmeas traçou a linha de risco com o fundamentalismo islâmico em todo o planeta, as ações de enfrentamento de Trump extrapolam os Estados Unidos. Suas consequências para o mundo livre não aguardam o futuro. Já são nefastas.

No mais, deixemos que o Carnaval nos anime. Ainda que por apenas mais três fugazes dias.

25 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – NO STF BANÂNICO, O CRIME COMPENSA

Em 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho.

Bruno foi condenado a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver.

Eliza tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno.

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Sequestre, mate, esquarteje e fique tranquilo: pode confiar no STF banânico.

Você é solto em pouco tempo e ainda tem o direito de sair da cadeia rindo, como Bruno saiu ontem, dia 24, gozando com a cara de nós outros, os idiotas que elegemos os prisidentes que indicam os ministros do STF.

Quem deve ter comemorado a soltura deste assassino covarde foi a deputada petralha Maria do Rosário, ardente defensora de bandidos e incansável batalhadora pelos Direitos dos Manos.

Enquanto isto, nos Zistados Zunidos, Mark David Chapman, assassino de John Lennon, cumpre pena de prisão perpétua há 36 anos, na prisão de Attica, no estado de Nova York.

E já teve diversos pedidos de liberdade condicional negados através dos anos.

Lá naquele país atrasado, este negócio de lei penal é um pouquinho diferente daqui…

25 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – PT ABRIU ALAS E PORTAS PARA O PMDB (A PULSO E IMPICHADAMENTE…)

O advogado José Yunes, amigo do presidente Michel Temer, disse em depoimento ao Ministério Público que recebeu um envelope em 2014 a pedido de Eliseu Padilha, hoje ministro da Casa Civil.

Ele disse que o “envelope” foi deixado em seu escritório por Lúcio Funaro, doleiro que hoje está preso pela Lava Jato e que ele diz que não conhecia.

Yunes disse que avisou a Temer sobre o depoimento ao Ministério Público. Ele pediu demissão do governo após ser citado no depoimento de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht.

O escritório de advocacia de Yunes, em São Paulo, foi, segundo o delator, o endereço da entrega de parte do dinheiro da empreiteira para a cúpula do PMDB.

Melo disse que Temer, em um jantar no Jaburu, solicitou a Marcelo Odebrecht pagamento ao PMDB. Parte desses pagamentos, no valor de R$ 4 milhões, foram realizados via Eliseu Padilha, sendo que um dos endereços de entrega foi o escritório de José Yunes.

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Que rolo da porra! Que fuxico arretado!

O fato é que Temer não quer ficar atrás de Lula e Dilma de modo algum.

As cachorradas dele e dos seus ministros estão deixando a petralhada com inveja.

A notícia fala em “pacote” e em “envelope”.

Na verdade, segundo o chargista Lucena, o bufunfa foi entregue numa pasta tipo 007.

E, em falando de charge, a de Amarildo, aí em cima desta postagem, também trata deste assunto.

Como a guabirutagem petralha abriu alas para a guabirutagem pmdbalha – e como estamos em tempo de carnaval -, vamos comemorar esta noticia com a marchinha Ô abre alas!, composta por Chiquinha Gonzaga e interpretada pelas irmãs Linda e Dircinha Batista


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