14 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – TUDO COMO DANTES

A Camargo Corrêa, uma das maiores empreiteiras do país, negocia com a Procuradoria-Geral da República uma segunda leva de delações, nos moldes do acordo feito pela Odebrecht, que deve envolver a colaboração de cerca de quarenta executivos e até acionistas e alcançar em torno de 200 políticos, inclusive expoentes do governo de Michel Temer.

A Camargo Corrêa promete até exumar o cadáver da Operação Castelo de Areia, que tinha a construtora no centro do escândalo – uma engrenagem que envolvia corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro – e que foi abortada pela Justiça. Quando isso ocorreu, porém, já se sabia que Temer aparecia 21 vezes nas planilhas, ao lado de outros figurões da República, como os ministros Gilberto Kassab (PSD) e Mendonça Filho (DEM) e os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Romero Jucá (PMDB).

A superdelação também trará novos problemas para Antonio Palocci, principal interlocutor da empreiteira nas gestões do PT.

Se Brasília já não dormia pela expectativa da delação da Odebrecht, apelidada de “fim do mundo”, o clima vai ficar ainda mais tenso: o mundo pode acabar duas vezes.

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Gostei da expressão que fecha esta notícia aí de cima: “o mundo pode acabar duas vezes“.

Dois finais de mundo é um fenômeno como só mesmo na República Federativa de Banânia seria possível acontecer.

E vejam que neste balaio estão guabirus, corruptos e ladrões de todos os partidos, de todos os lados e de todas as cores.

No pacote está incluído até mesmo o primeiro mandatário do momento, Michel Cara-de-Buceta Temer.

Esta fantástica quantidade de ratos roendo o mesmo queijo me lembrou um vídeo de determinado partido, na campanha de 2002.

Já lá se vão 15 aninhos…

13 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEXTA-FEIRA – ESCLARECIMENTO

Relatório da Polícia Federal aponta que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) atuava “em prévio e harmônico ajuste” com o ex-presidente da Câmara, deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para facilitar a liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal a empresas e, em troca, receber propina.

Geddel foi alvo de operação nesta sexta-feira (13), deflagrada para apurar um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa entre 2011 e 2013. Ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa no período investigado pela PF.

Além da liberação de créditos da Caixa, as investigações apontam que os dois peemedebistas forneciam informações privilegiadas às empresas e aos outros integrantes do que o Ministério Público Federal chama de “quadrilha”.

Consta dos autos que, valendo-se do cargo de Vice-Presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima agia internamente, em prévio e harmônico ajuste com Eduardo Cunha e outros, para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas para que, com isso, pudessem obter vantagens indevidas junto às empresas beneficiárias dos créditos liberados pela instituição financeira“, diz o documento.

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Se as fraudes aconteceram entre 2011 e 2013, não custa nada esclarecer aos bem informados leitores fubânicos que esta guabirutagem aconteceu nos gunvernos tucanos.

É só vocês conferirem as datas de vigência dos gunvernos nos últimos anos.

Esta putaria na Caixa Econômica Federal – banco estatal e de propriedade dos contribuintes brasileiros -, foi levada a efeito na administração de FHC.

Geddel e Cunhão, dois corruptos pmdebistas que roubavam com permissão dos tucanos

13 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

OS PREÇOS VARIAM DE UM PRESÍDIO PRO OUTRO

Presos da Casa de Prisão Provisória de Palmas chegam a oferecer R$ 6 mil para os funcionários da unidade facilitarem a entrada de objetos no local.

A informação é de um dos empregados da empresa Umanizzare, que administra a CPP de Palmas e o presídio Barra da Grota, em Araguaína.

Segundo o homem, que pediu para não ser identificado, existe uma “tabela de preços” oferecida pelos presos para a entrada de celulares e armas.

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Se em Palmas a propina pros funcionários do presídio é de 6 mil reais, eu fico imaginando quanto não será em Curitiba…

Marcelo Odebrecht, Zé Dirceu e Palocci bem que poderiam dar esta dica pra gente.

Quanto será que eles pagam pra que deixem entrar na cela um revista em quadrinhos com as aventuras do Pateta?

Super PT-Teta

13 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

FEBRES COLORIDAS

Número de casos de febre amarela em Minas pode ser maior que o oficial.

Testes preliminares indicam que pelo menos oito óbitos no estado foram provocados pela doença transmitida pelo mosquito.

No entanto, decreto aponta 17 óbitos confirmados e, somente em Teófilo Otoni, foram notificados sete casos da doença e quatro mortes.

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A febre vermelha já foi extinta e erradicada nas últimas eleições municipais.

Agora, vamos torcer pra que a febre amarela também seja banida do solo desta nação.

“Si fudemos-si; erradicaro nóis”

12 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUINTA-FEIRA – UM TRIO DO CARALHO

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais tempo para investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo por obstrução da Justiça nas investigações da Operação Lava Jato.

O pedido foi apresentado nesta terça-feira (10) pela PF e encaminhado ao relator do inquérito, ministro Teori Zavascki, responsável na Corte pelos casos do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

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Palmas e louvores para a nossa brava Polícia Federal, a mais republicana das instituições nesta fase que atravessamos.

O mais lindo desta manchete aí de cima é a foto ilustrativa.

Um trio de meliantes de grosso calibre de altíssima periculosidade.

Um trio como só mesmo em Banânia seria capaz de aparecer e gunvernar (Argh!!!)

Felizmente, para o bem da nação, já foram todos banidos do mapa.

E o Chefão, o Bandido-Mor, para deleite da banda decente deztepaiz, vai obrar de coca no boi de Curitiba em breve futuro.

12 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

ELE AINDA TÁ SOLTO???

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira em Salvador, durante encontro com militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que vai voltar a ser presidente da República. “Se preparem, porque, se necessário, eu serei candidato. Se eu for candidato, é para a gente ganhar as eleições. Nós vamos voltar a governar este país”, disse a uma plateia que usava bonés vermelhos com a inscrição “Estamos com Lula” e gritavam “Brasil pra frente, Lula presidente”.

O petista também afirmou que espera receber desculpas daqueles que o acusam hoje por crimes de corrupção. “A única coisa que eu peço a Deus é que essas pessoas, quando chegarem à conclusão de que não tem nada contra mim, peçam desculpas”, afirmou.

Segundo ele, o ódio construído contra seu governo está prejudicando o Brasil. “Não é possível que o ódio que eles têm de mim faça com que prejudiquem o País”, afirmou no discurso, no qual também criticou a gestão de Michel Temer (PMDB).

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Ôxente!!!

Eu agora se espantei-me todinho com esta notícia aí de cima.

Quer dizer que Lapa de Corrupto continua cagando tolôtes orais pras plateias de antas amestradas de Banânia???

Pensei que este sujeito já estivesse obrando de coca no boi em Curitiba.

Pois o bandidão continua livre, leve e solto.

Num é de lascar???!!!

Vôte!

Que justiçazinha lenta pra caralho é esta nossa.

Devido a esta demora sem fim, o bandidão aposta na impunidade.

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12 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

INCANSÁVEIS MAMADORES

Parece que finalmente caiu a ficha: o Palácio do Planalto “desconfia”, aliás tardiamente, que o governo Michel Temer tem sido sabotado pelos petistas que continuam exercendo cargos de confiança na administração federal.

Havia a suspeita, mas a certeza certamente começa a se consolidar depois do vazamento de todas as senhas que permitem publicar fotos e informações em redes sociais do Planalto.

Políticos que apoiam o presidente Michel Temer estão cansados de advertir sobre riscos da permanência de petistas no governo.

Quando é confrontado sobre o excesso de petistas no governo, Michel Temer sempre alega que sua orientação é evitar a “caça às bruxas”.

Segundo estimativas de deputados do próprio PT, cinco mil petistas continuam ocupando cargos comissionados no governo Temer.

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O ideal é que estes 5.000 petralhas mamadores – que chupam o Erário em qualquer governo -, também fizessem uma rebelião, a exemplo do que estão fazendo os presidiários banânicos.

E se matassem uns aos outros em busca de melhores peitinhos pra mamar o dinheiro de nós outros, os contribuintes.

Seria um lindo espetáculo para a banda decente do Brasil.

Os parasitas petralhas são incansáveis na mamação

11 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

FACÇÕES DO PODER E DOS PRESÍDIOS SE COMPLETAM

11 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – ESCLARECIMENTO NECESSÁRIO

O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (11), ao comentar a crise no sistema penitenciário, que facções criminosas no país têm regras e códigos próprios.

Para ele, a crise nos presídios é uma questão que ultrapassa a área da segurança pública para “preocupar a nação como um todo”.

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Por medida de justiça, é imperioso esclarecer que o prisidente Temer não estava se referindo ao seu partido, o PMDB, quando falou em “facções criminosas“.

Muito menos estava Temer se referindo ao PT.

Embora sejam PT e PMDB dois bandos bem piores e que já causaram mais malefícios ao país do que as facções criminosas dos presídios, é uma medida de justiça fazer este esclarecimento.

“Esta gazeta escrota é phoda mesmo…”

11 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

BEM LONGE

Ingressos do Rock in Rio 2017 começam a ser vendidos em 6 de abril.

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Já anotei aqui a data e o local de venda destes ingressos.

Que é pra ficar bem longe dele.

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11 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

CELEBRAÇÃO ATRÁS DAS GRADES

Em meio à crise carcerária, imagens feitas em Pernambuco evidenciam a perda de controle de gestão em um presídio para mulheres.

Um vídeo, que teve autenticidade confirmada pelo Governo do Estado, mostra uma festa de com direito a álcool e drogas realizada pelas presas da Colônia Penal Feminina do Recife, no Engenho do Meio, na Zona Oeste da cidade.

Nas imagens, é possível ouvir as detentas chamando o evento de “Bonde do Prato”, em referência ao consumo de drogas, possivelmente cocaína.

Na gravação, presidiárias também aparecem com celulares e tiram fotos, enquanto dançam e ouvem música. A maioria se exibe com copos na mão e o clima é de animação.

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Eu fiquei ancho que só a porra ao ver a minha querida cidade do Recife sendo notícia em destaque nacional.

Este assunto foi tema de reportagens em rádios, jornais e televisões de toda Banânia.

Meu peito bairrista ficou cheio de orgulho.

Quem não gostou muito desta história foi meu amigo de Palmares, Uriel Pé-de-Pistola, um cabra brabo e brigão que só a porra, apesar de ser aleijado e andar arrastando uma perna.

É que a rapariga dele, Maria Cu-de-Calo, é uma das detentas cuja imagem aparece neste vídeo aí de cima. Ela cumpre pena por tráfico de drogas. Lá em Palmares quem quisesse fumar maconha tinha que procurá-la.

Pois Uriel me telefonou ontem pedindo que o JBF proteste contra este absurdo. Este absurdo de proibir festa de aniversário, ou qualquer outra festa, dentro da cadeia. Que é que tem demais cheirar um pó, puxar um fumo ou tomar umas cachaças atrás das grades? pergunta Mané indignado.

Segundo ele, se senador do PT cheira o pó branco e o proprietário do partido enche o cu de aguardente, então as presidiárias também podem fazer o mesmo.

Pronto, Uriel, sua reclamação está publicada.

Disponha sempre.

11 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – ENRABAÇÃO ANIMALESCA

 

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De fato, este é um assunto de altíssima relevância para a ciência.

Um macaco enfiar a pica numa cerva virgem e indefesa é tema que merece um estudo profundo.

Um estupro animalesco digno de entrar para os compêndios das ciências biológicas.

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10 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

EFEITO TEQUILA À VISTA

Jose Roberto de Toledo

Falências disparando, vendas caindo e empregos sumindo – mas não para todos. Três instituições prosperam e se multiplicam na crise: partidos políticos, igrejas e, agora, facções criminosas. Cada uma no seu nicho de mercado e com estratégias distintas, mas usufruindo do sucesso que escapa a governos e empresas. Em comum, mantêm uma relação especial com o estado. Embora mantenham contabilidade detalhada, nenhuma recolhe impostos.

Há 35 partidos registrados oficialmente, e outros 50 na fila para ganharem acesso a lugar na urna eletrônica, ao horário de propaganda no rádio e TV e, mais importante, ao Fundo Partidário. O Congresso está tentando diminuir a concorrência – afinal, há que repartir tempo e dinheiro com os novatos -, mas, como mostraram os repórteres Mariana Diegas e Valmar Hupsel Filho, isso não intimidou os candidatos a cacique partidário.

Todos disseram não estar nem aí para a cláusula de barreira que os grandes partidos lhes querem impor. Seguem tentando lograr seu registro e, assim, usufruir da isenção fiscal e – entre outros benefícios – acesso à listagem com nome e dados pessoais de todos os eleitores brasileiros. Sim, inclusive os seus.

Partidos vendem esperança de uma vida melhor – quando não para todos, ao menos para seus filiados. Se não der para transformar a sociedade, que transforme a vida dos caciques e viabilize algum benefício para os seus chegados – um cargo público, talvez. Acenar com a prosperidade e uma virada na vida também é o atrativo de outra instituição em alta, com ou sem crise.

Pesquisa recente do Datafolha reconfirmou que igrejas evangélicas pentecostais e neopentecostais são as mais bem sucedidas na conquista de novos fiéis. Em duas décadas, duplicaram sua participação no mercado religioso. De 10% dos brasileiros em 1994 arrebanharam 22% em 2014 – e mantêm essa fatia desde então. Assim como os partidos, uma característica fundamental das igrejas emergentes é a sua pulverização.

Embora as denominações mais populares reúnam milhões de fiéis, outras dezenas de milhões de pessoas se definem genericamente como “evangélicos” ou pertencentes a um de centenas de grupos neopentecostais que, isoladamente, são pequenos demais para aparecerem nas tabelas do IBGE – mas, em conjunto, estão cada vez mais presentes no dia-a-dia da população.

Seu crescimento denota a incapacidade do estado e do mercado de oferecerem a um segmento populacional tão expressivo oportunidades suficientes de ascensão social e econômica. O dízimo promete suprir aquilo que os impostos não cobrem.

Nos últimos anos, explorando o crescimento das franjas mais marginalizadas do sistema, o crime se organizou a partir dos presídios. Segundo o repórter Alexandre Hisayasu, são pelo menos 27 facções que orbitam e guerreiam em torno das duas principais: o PCC e o Comando Vermelho. Também cobram mensalidade dos associados (em troca de “proteção”), movimentam centenas de milhões de reais por ano e buscam monopólio, do narcotráfico.

A resposta dos governos estaduais e federal foi complacente. Crime organizado derruba taxas de homicídio – porque inibe disputas paroquiais entre bandidos -, até irromper em massacres, como os de policiais em 2006 e os de detentos em 2016. Nessas crises, a complacência vira incapacidade. Mesmo sabendo que matanças viriam, as autoridades não conseguiram evitá-las.

É esperado que, em suas trajetórias emergentes, as facções criminosas e a política partidária se cruzem – como já se cruzaram denominações religiosas e partidos. Para antever no que isso vai dar, basta olhar para outros países latino-americanos.

9 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

AFRONTA

Temer, Sarney e Gilmar Mendes viajam para velório de Mário Soares.

Estão a caminho de Lisboa para participar das últimas homenagens.

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Um estadista íntegro, decente e respeitável como foi Mário Soares, um sujeito de ficha limpa e bela biografia, não merecia uma afronta deste porte.

Putz!

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9 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

TÁ CHEGANDO A HORA…

Um acervo criminal e histórico de mais de 30 milhões de documentos, guardados em uma sala sem janelas com acesso controlado e monitorado 24 horas por câmeras na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, forma o banco de dados da Operação Lava Jato. A delação da Odebrecht, que deve ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre fevereiro e março, vai mais do que duplicar as investigações.

É o maior acervo de provas já produzido pela Polícia Federal em uma investigação contra a corrupção no Brasil. Às vésperas de completar três anos, em março, a Lava Jato teve 36 fases deflagradas, cumpriu 730 mandados de busca e apreensão até aqui e acumulou um total de 1.434 procedimentos instaurados.

No 3º andar da Superintendência em Curitiba, o centro nervoso da Lava Jato ocupa quatro salas interligadas por portas internas que formam um labirinto circular. A primeira sala guarda HDs de computador com cópias de segurança dos arquivos digitalizados. Nas prateleiras estão pastas de inquéritos, relatórios, apensos e análises dos mais de 400 inquéritos e procedimentos criminais já abertos pelos delegados.

Na segunda e na quarta salas trabalham equipes de analistas que passam o dia abrindo arquivos apreendidos em buscas, separando dados de relevância para as apurações e produzindo relatórios de análise – um grupo restrito de cerca de vinte investigadores. Cada equipe tem um chefe e está vinculada a um delegado da Lava Jato.

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Segundo os irmãos Malamanhado e Malouvido – dois desocupados e queridos amigos meus de Palmares, ambos especialistas em enredos, boatos, escrachos e fuxicos -, não adianta nada Lula ficar demonstrando simpatias e enviando recados elogiosos para o Estado Islâmico.

Este acervo guardado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, que conta a maior história de corrupção e roubalheira já acontecida desde que Cabral chegou por aqui e Banânia foi descoberta, é à prova da ataques terroristas.

Não tem bomba ou arma química que dê fim ao material ali acumulado. O 3º andar da superintendência da PF em Curitiba é indestrutível.

E tem mais: a fortaleza descrita nesta notícia aí de cima é à prova de pragas rogadas por idiotas da militância, por descerebrados zisquerdóides e por babacas vermêios-istrelados.

“Tô fudido. Si lasquei-me mermo”

9 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

UM APELO DESESPERADO DO EDITOR FUBÂNICO

Uma mensagem apreendida por investigadores da Operação Lava Jato mostra que o empreiteiro Marcelo Odebrecht pediu ao ex-ministro Antonio Palocci “espaços” para o então secretário executivo da Controladoria-Geral da União (CGU) Luiz Navarro no primeiro governo de Dilma Rousseff.

O e-mail foi encaminhado por Marcelo Odebrecht a diretores da empresa no dia 20 de dezembro de 2010, a 12 dias de Dilma tomar posse para seu mandato inicial como presidente.

Na mensagem, o ex-presidente da Odebrecht colou o conteúdo de um texto que enviaria a Palocci e no qual expressava seu interesse em ver Navarro no governo da petista.

Chefe, (…) não sei se você conhece Luiz Navarro, secretário executivo da Controladoria-Geral da União. A pessoa dele comandou de forma efetiva a CGU, e penso que isso é reconhecido de dentro e de fora do órgão. Acho que vale a pena você recebê-lo para avaliar como ele poderia se ajustar em espaços do novo governo“, diz a mensagem do empreiteiro incluída no e-mail aos diretores.

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Que Marcelinho e sua empresa mandavam, desmandavam, cagavam e andavam nos gunvernos petralhas a gente já sabia há muito tempo.

Agora, aqui entre nóis, o que me causa raiva é que este carequinha precoce – com seus óculos de intelequitual corruptor -, não tenha nunca tentado comprar e corromper este gazeta escrota.

Atenção, prisioneiro Marcelo: este Editor continua aberto a propostas, subornos e propinas. Avise pros diretores da sua empresa que ainda não caíram nas garras do juiz Sérgio Moro.

Por apenas 0,5% do que tu gastavas com os corruptos passivos petralhas, eu boto o JBF inteirinho a favor da tua causa.

Entre em contato, por favor!!!

A situação financeira do Complexo de Comunicações Besta Fubana é de fazer chorar. Num dá nem pra exagerar.

Odebrecht e Palocci engaiolados: dois tolôtes do mesmo pinico

9 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

SOARES, TAL E QUAL

António Valdemar (Jornalista, antigo aluno do Colégio Moderno e de Mario Soares)

Era um animal político. Mal acordava, Mario Soares queria saber tudo o que acontecera. Mergulhava na leitura dos jornais e revistas. Portugueses. Franceses. Espanhóis. Entretanto, seguiam-se os telefonema. Organizava mentalmente essa informação para enfrentar mais outro dia.

O perfil do homem público não se diferenciava muito do homem no convívio íntimo. Nos afetos calorosos, nas aversões ferozes. Mudou, evidentemente, de opinião sem alterar princípios fundamentais. Há situações que, de momento, não vale a pena enumerar. Todavia, era espontâneo nas simpatias e antipatias. As reconciliações possíveis não erradicaram os motivos de cisão, de incompatibilidade, de afastamento. De corte de relações políticas. De relações pessoais. Ou ambas as coisas.

Não se adaptou à internet. O computador colocado na secretaria, do seu gabinete na Fundação, era apenas um elemento decorativo. Até ao fim, tudo o que leu tinha de ser em papel. Escrevia, com rapidez e fluência, na sua letra miúda. Cada vez mais miúda. Mas, em certas ocasiões, emendava muito. As secretarias, durante décadas, a Osita e a Maria José, habituaram-se a decifrar os manuscritos labirínticos, os «textos aracnídeos» conforme exclamei ao ver uma folha A4 repleta correções, de acrescentamentos, de cortes, de repuchos.

Ao falar-lhe nisso respondeu-me: «Procuro, apenas, ser claro». Insisti: “O seu mestre Prof Francisco Vieira de Almeida costumava advertir: ‘O simples não é o fácil'”. Soares olhou-me de alto a baixo e pediu para repetir. E acrescentou: «Eu que o diga…»

Era um homem de cultura. Apesar de nunca ter sido escritor na verdadeira aceção da palavra, frequentou tertúlias de Lisboa e de Paris e sentia-se em pé de igualdade ao lado dos outros intelectuais. Procurava estar ao corrente das novidades. Comprava tudo o que lhe interessava e alguns livros que, não fazendo parte das suas curiosidades habituais, já constituíam uma referência.

Além dos milhares de livros que tinha em casa, e nas casas de Nafarros e do Algarve, instalou no 4º andar do seu prédio, uma “nova biblioteca”. Perante aquele universo bibliográfico, devidamente, sistematizada por temas e autores, confirmei o prazer, mais do que isso, a volúpia de ter edições raras. Encadernações preciosas. Primeiras edições, de livros com dedicatórias dos autores e anotações dos possuidores.

Não esqueço o deslumbramento que manifestou ao visitar a biblioteca de Pina Martins, de folhear primeiras edições de Erasmo e Damião de Gois. “Estou esmagado. É demais… ” Nesse dia, ao jantar comigo e com o José Manuel dos Santos – seu colaborador direto, durante décadas e amigo muito próximo – embora houvesse matéria política escaldante, continuava dominado pela emoção que lhe causara a coleção de Pina Martins. E, de vez em quando, repetia: “Estou esmagado. … Estive para cheirar o papel mas o Pina deve usar inseticidas”.

Mario Soares toda a vida também frequentou livrarias e alfarrabistas. Mesmo quando era Primeiro-Ministro, Presidente da Republica, deputado do Parlamento Europeu. Incluiu entre os seus amigos poetas e escritores. Uns ainda da geração do pai, como Jaime Cortesão e Aquilino; da geração seguinte Rodrigues Migueis e Miguel Torga; outros da sua geração como Carlos de Oliveira, Cardoso Pires, Sophia, Natália Correia, Mario Cesariny ou Luis Pacheco. Outros ainda das gerações mais recentes.

O mesmo aconteceu com artistas plásticos. Admirava Columbano mas o seu apreço e convívio estenderam-se, por exemplo, a Júlio Pomar, a Vieira da Silva, a Jorge Martins. Escapava-lhe a música. Perguntava-me um dia: “Consegue escrever com música?”. “Sempre que estou em casa escrevo melhor com música”. “Mas que música?” – insistiu. “Com os clássicos. Quase sempre os mesmos”. “Compreendo perfeitamente…”

De todos os escritores portugueses o que mais admirava era Eça de Queiroz. Outra das suas admirações profundas era Teixeira Gomes. Várias vezes, na sua casa do Vau, partilhamos a leitura de páginas antológicas do Agosto Azul e de pequenos grandes textos acerca das metamorfoses da luz e da cor, das praias e do mar do Algarve, das pedras com memória e das terras com aromas.

Era um homem de coragem. Política e pessoal. Deu provas da sua determinação na resistência ao salazarismo, nas prisões que suportou. No verão quente de 75, ao insurgir-se contra outros totalitarismos. Em campanhas eleitorais, ao ser agredido na Marinha Grande. Ao assistir, no encerramento de um Congresso da Internacional Socialista, da qual era vice-presidente, ao atentado a Sartawi, observador da OLP e abatido por um membro de um grupo radical, do Abu Nidal, no Hotel de Montechoro.

Estava preparado para as situações mais diversas. Trágicas, cómicas, insólitas. Em 1990, como Presidente da Republica entregou o Premio de Poesia a Natália Correia e, ao mesmo tempo, aproveitou a oportunidade para a distinguir com a Ordem da Liberdade. Natália Correia ouvia o discurso com o seu ar desafiador.

Enalteceu, de início, em duas frases os méritos literários de Natália e os seus contributos para a Democracia, antes e depois do 25 de Abril. A seguir Mario Soares, numa breve nota pessoal, quando salientava, apenas e tão só, que Natália Correia fora «uma das mulheres mais belas da Lisboa dos anos 40 e 50» ouviu-se, em toda a sala, sem necessidade de microfone, a cólera vulcânica e impetuosa de Natália; “Lá está ele a falar do meu corpo. Olhou sempre para mim como uma fêmea. Nunca contemplou o meu espírito. Nem mesmo aqui… “

Era de mais. Excedera os limites aceitáveis. Ultrapassara broncas sucessivas que marcaram a sua presença na Presidência Aberta nos Açores. A cerimónia começava a perder a dignidade institucional. Mario Soares decidiu abreviar o discurso. Horas depois, num jantar reservado, riu. Riu imenso. Rimos todos com ele. A amizade manteve-se na íntegra. Continuou a prestar a Natália todas as homenagens. Em vida, por ocasião da morte e depois da morte.

Era um apreciador da boa mesa. A mulher é que tratava dos assuntos domésticos. Tal como acontecera com a mãe. Mas havia pequenas coisas que lhe davam satisfação. Ir comprar doces e alguns queijos. No tempo das castanhas, de regresso a casa, mandava o motorista parar numa esquina e comprava uma ou duas dúzias de castanhas para a sobremesa. Com tinto.

Frequentou os melhores restaurantes do mundo. Saboreou os pratos mais diversos. Evitava ementas sofisticadas. Gostava, sobretudo, de pratos tradicionais: uma sopa de legumes, a abrir; carne à jardineira; uma boa posta de pescada cosida; uma omelete cremosa, com salsa picada. Pastéis de bacalhau. Pataniscas com arrôs de feijão. Comida caseira portuguesa. E gostava de bons vinhos. Comia e bebia com moderação. Apreciava queijos. Olhava para a tábua com varias marcas como um filatelista percorria as folhas de um album. Jean Daniel, num jantar de família, ao experimentar vários queijos não se conteve perante um Serpa: “Ça c’ est le fromage”. Um sorriso, de orelha a orelha, traduziu o contentamento de Mario Soares ao verificar que os amigos, se sentiam bem recebidos, na sua casa e à sua mesa.

Deliciava-se, por exemplo, com pão-de-ló. Oferecia, generosamente. «Desculpe não gosto de doces!». Com o ar mais sério do mundo dizia: “Comprei por sua causa. Coma ao menos uma fatia?!”. Em face da minha recusa exclamava: “Então como eu. Está ótimo. Não sabe o que perde”. Repetia. E com uma colher de sopa rapava ainda o doce de ovos que estava dentro do pão-de-ló. Ficava regalado. Como uma criança. O menino de sua mãe.

Era um apaixonado pelas viagens. Nos anos 60 conheceu parte da Europa com a mulher e os filhos. De país em pais. Surpreendendo os contrastes das paisagens. Percorrendo monumentos e museus. Visitou o Brasil, após a fundação do Partido Socialista, para falar com exilados políticos, desde militares da Rotunda e seareiros que participaram na revolta do 7 de Fevereiro, como Sarmento Pimentel e Jaime de Morais, até Casais Monteiro, Vitor da Cunha Rego e Manuel Pedroso Marques.

Voltou ao Brasil em viagens de Estado, recebido com todas as honras. Foi noutras ocasiões fazer conferências e tomar parte em colóquios. Tinha relações pessoais com Jorge Amado, Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Antonio Cândido, Celso Furtado, Cândido Mendes de Almeida, Antonio Houaiss, José Aparecido de Oliveira, entre muitas outras personalidades.

Era agora o que não queria ser. Das últimas vezes que esteve no Rio convidaram-no para uma jantar, com políticos e intelectuais. Ali se encontrou com Roberto Marinho, o diretor e proprietário do jornal O Globo, da Televisão O Globo, da rádio CBN, do Globonews, do maior império da comunicação social não só do Brasil, mas também da América Latina. Marinho com noventa e muitos anos que pareciam robustos fazia confusões tremendas. Ao cumprimenta-lo, Soares logo ficou intrigado quando Marinho o interpelou: “Sabe alguma coisa daquele político português, muito simpático, parece-me que se chama Soares e que foi ou ainda é Presidente da Republica? Ele está bem? Se estiver com ele apresente-lhe os meus cumprimentos…”

Com o melhor dos sorrisos disse: “Está bem. Muito bem… Darei. Darei…” Ao contar-me o que se passara com Roberto Marinho disse-me: “Estou a avançar para os 80. Espero que isto não me aconteça. Seria um horror”. Entre centenas de outras estórias, de um convívio de muitos anos, recordo-me deste episódio que o estarreceu. E agora nos choca. Profundamente. Basta evocar imagens da televisão, nas últimas aparições públicas. Deixou de ser quem era e do que sempre quiz ser. Já estava ausente de tudo e ausente de si próprio.

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Nota do Editor:

O artigo acima – publicado originalmente no jornal português Expresso –, me foi remetido pelo colunista fubânico José Paulo Cavalcanti Filho, que é amigo de Antônio Valdemar, autor do texto e membro da Academia Portuguesa de Letras.

9 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

QUE FUTURO NOS AGUARDA

Ricardo Noblat

Um prodígio, o presidente Michel Temer e seu time de auxiliares. Empenhados em marcar distância de mais uma erupção da bestial violência que há décadas abala o apodrecido sistema carcerário brasileiro, eles conseguiram com espantosa facilidade justamente o contrário.

Ninguém de bom senso ligaria o governo atual ao que aconteceu no Amazonas e em Roraima. Então o governo meteu com gosto o dedo na tomada.

Primeiro foi Temer, que chamou de “acidente pavoroso” a morte e o esquartejamento de 57 presos numa penitenciária próxima de Manaus. Acidente é um fato casual.

Num país onde mais de 60 mil pessoas são mortas a cada ano e 11 Estados registraram decapitações desde a rebelião do presídio de Pedrinhas, em São Luís, em 2013, acidente pode ter sido a ascensão de Temer à presidência – não a chacina de Manaus.

Não se atribua o que ele disse a uma mera infelicidade na escolha das palavras. Temer é um homem culto, prudente e pensa muito antes de falar.

Nus, detentos passam por revista no pátio do presídio Raimundo Vidal Pessoa, após rebelião

Ao taxar um massacre de “acontecimento pavoroso”, quis isentar seu governo de qualquer responsabilidade e minimizar o acontecido. Foi duro, insensível, desastroso. Deixou-se levar pelo cálculo político mesquinho.

Depois de Temer, foi o ministro da Justiça. Além de apresentar um arremedo de plano para reformar o sistema carcerário sem dotação orçamentária e sem metas, negou que tivesse recusado ajuda ao governo de Roraima onde 30 presos foram decapitados ainda vivos e alguns tiveram corações e olhos arrancados.

O ministro mentiu. E mentiu de novo ao garantir que a situação dos presídios está sob controle. Controle de quem?

O caminhar voluntário do governo para o cadafalso na semana passada culminou com a intervenção do Secretário Nacional da Juventude que se apresentou como “um coxinha”, elogiou o “acidente” em Manaus e defendeu novas matanças.

Foi o único a ser demitido depois de incensado nas redes sociais. Mais de 50% dos brasileiros pensam como ele. E é aqui que reside o maior problema.

O Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo, estimada em 640 mil indivíduos. A maioria dela é negra (60%), jovem e só tem o ensino fundamental completo (75%).

Cerca de 40% dos detentos aguardam julgamento. Por inocente, um terço será libertado. A taxa de aprisionamento cresceu 67% entre 2004 e 2014. Anualmente, um preso custa ao Estado R$ 30 mil reais – 13 vezes mais do que um estudante.

A saída?

A mais simples, cara e destinada ao fracasso é a construção de presídios. O governo promete mais cinco até 2018. O crime agradece. Se a multiplicação de presídios bastasse, o planeta seria uma beleza.

Serão mais cinco fortalezas para abrigar com relativa segurança os principais líderes das 27 facções que lutam pelo comando do crime organizado no país. Serão mais cinco escolas para a formação de novos líderes.

O sistema penitenciário virou uma máquina de moer pobres e de produzir criminosos. Pagamos para que o Estado mantenha preso quem nos ameaça.

E como não ligamos para o que ocorre nas masmorras, pagamos outra vez quando de dentro delas partem as ordens que tornam nosso mundo cá fora cada vez mais violento.

No Rio Janeiro, cerca de dois milhões de pessoas vivem em áreas dominadas pelo tráfico de drogas e pelas milícias. Sob estado de exceção, portanto.

Enquanto não formos capazes de refletir e de chegar a um acordo sobre como proceder em relação à criminalidade, nosso futuro, o dos nossos filhos e dos filhos deles será cada vez mais incerto.

9 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

PORQUE EU SE UFANO-ME DO MEU PAÍS

Um roteador de internet, um modem, nove pendrives, 155 celulares (além de 93 baterias, 58 carregadores e nove chips) foram encontrados em três operações pente-fino feitas pelo governo do Amazonas em três unidades prisionais entre quinta-feira e sábado. Também foram encontradas cem armas brancas (facões, facas etc), uma pistola calibre 380 e um rifle calibre 32.

As inspeções foram feitas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no Ipat (Instituto Penal Antonio Trindade) e na Unidade Prisional do Puraquequara. “O principal objetivo é a retirada de materiais ilícitos que poderiam ser usados para desestabilizar a unidade e promover alguma alteração”, informou a administração estadual por nota.

* * *

Igualzinho ao que acontece nos presídios dos Zistados Zunidos, aquela terrinha cujo sistema carcerário é pior que o do mais lascado e pobre país africano.

Eu fico ancho que só a porra quando vejo nossa querida Banânia batendo recordes mundiais.

E os números contidos nesta notícia aí de cima referem-se a apenas um único estado!

Se for somar tudinho em todos os presídios banânicos, de norte a sul, de leste a oeste, roteadores, celulares, modems, pendrives, baterias, carregadores, chips, facões, facas, canivetes, revólveres, pistolas, cacetes, bombas, pedras, tacapes, rifles, metralhadores e mísseis, vamos bater o recorde galáxico!!!

8 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO DOMINGO – CONSUMIDOR POTIGUAR É LESADO

* * *

A guabirutagem nos presídios potiguares está uma merda.

Três mil reais é uma mixaria de fazer vergonha até ao sistema carcerário do Haiti.

E, ainda por cima, o cabra que pagou foi recapturado.

Tem que reclamar pro PROCOM.

Já no presídio de Curitiba, a cifra que os condenados oferecem pra fugir da cadeia chega à casa da centena de milhão.

Mas, até agora, as tentativas de fugas compradas foram todas sem resultado na capital paranaense.

Nem tesoureiro do PT conseguiria bater asas das celas.

A caneta-fechadura do Dr. Moro é impossível de ser arrombada.

8 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

BANDIDAGEM PROTEGIDA

Michel Temer, ontem, reuniu-se com Cármen Lúcia para tratar da crise carcerária.

O STF, em agosto de 2016, “considerou inconstitucionais leis de quatro Estados que obrigavam operadoras de celular a instalar bloqueadores telefônicos nos arredores dos presídios”.

Um dos votos contra os Estados foi o de Cármen Lúcia.

* * *

Bandido nesta República Federativa de Banânia é favorecido em tudo.

Pela lei, pelas otoridades e pelos teóricos que escrevem pros jornais.

Os contribuintes – que sustentam com seus impostos as despesas dos residentes em presídios -, é que devem lutar para ter as mesmas regalias da bandidagem atrás das grades.

8 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

QUANTA BARBARIDADE

Símbolos da falência do Estado, os massacres nos presídios de Manaus e Boa Vista, com quase nove dezenas de mortos, expõem outra barbaridade: apoios explícitos à matança.

E não só de irresponsáveis ou anônimos nas redes sociais. Nesse estágio de brutal incivilidade se enquadram o ex-secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio, para quem o melhor seria “uma chacina por semana”, e seus apoiadores de primeira hora, os deputados Fernando Francischini (SD-PR) e Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG).

Bruno Moreira Santos, transformado em Bruno Júlio por ser filho do deputado estadual mineiro Cabo Júlio, sempre foi um garoto problema. Seus antecedentes – duas investigações por agressão a ex-mulheres e uma por assédio sexual a uma funcionária – deveriam ter impedido o presidente Michel Temer de nomeá-lo. Teria evitado um fecho tão nojento e deletério para uma semana em que seu governo só perdeu.

Temer, que demorou a reagir, e quando o fez foi impróprio e infeliz ao classificar a carnificina como “acidente pavoroso”, permitiu que seu governo colecionasse equívocos. A começar pelos graves tropeços do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, useiro e vezeiro em meter os pés pelas mãos. Desta vez, primeiro disse que a governadora de Roraima, Suely Campos, não pedira ajuda federal, tendo de voltar atrás ao ser confrontado com os ofícios em contrário emitidos por ela.

Tudo que Temer não precisava era de Bruno Júlio e suas declarações pró-morticínio.

E vieram do PMDB, partido do presidente, as defesas mais ardentes dos pontos de vista do ex-secretário de Juventude.

Por mineiridade e proximidade, Newton Cardoso Júnior, filho do ex-governador mineiro Newtão, envolvido em várias denúncias de corrupção, disse que Bruno Júlio teve a “coragem de expressar a opinião e a indignação da maioria dos brasileiros”. Ex-secretário de Segurança do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), Francischini foi categórico: a sociedade aplaude quando bandido mata bandido.

O mais grave é que a maior parte da população crê mesmo que “bandido bom é bandido morto”. Pesquisa Datafolha para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgada em novembro de 2016 dentro do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, aponta que 57% dos brasileiros concordam com a afirmativa, percentual que sobe para 62% nas cidades com menos de 50 mil habitantes.

Fruto provável da associação da exploração e da ausência do Estado, que cobra muito em impostos e nada ou quase nada devolve, e das curvas crescentes de criminalidade, o resultado da pesquisa traduz a descrença do cidadão no governo – em qualquer um, e em todas as esferas.

Mas, ao concordar com a premissa populista de morte ao bandido, esses parlamentares e outros da bancada da bala até podem agradar à plateia, mas prestam um gigantesco desserviço aos que dizem representar. Acirram o descrédito na cidadania, aguçam a violência, propagandeiam a medieval justiça com as próprias mãos, jogam a sociedade no colo das organizações criminosas.

A precariedade do sistema prisional brasileiro, seja nas instalações físicas, equipamentos e pessoal, seja nas estruturas de polícia e de Justiça, que não conseguem investigar, concluir inquéritos e processar em tempo razoável, não é culpa deste governo (de apenas cinco meses) ou exclusiva de um ou de outro. É de todos. Do Estado e da sociedade que só se atentam para o problema quando ele explode.

E ambos parecem só enxergar alternativas imediatistas – construir mais presídios, aumentar a segurança dos cárceres, discutir pena de morte.

Parecem não entender o que já foi testado e aprovado mundo afora. Nem prender mais nem matar mais pode solucionar o que só se resolve com o educar mais, principal matriz das nações desenvolvidas (e civilizadas).

Bandido bom é só o da literatura.

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

VAMPIRAGEM ATUCANALHADA

José Serra, codinome “Vizinho”, recebeu 23 milhões de reais do departamento de propinas da Odebrecht.

Seu arrecadador, Ronaldo Cezar Coelho, confessou à Folha de S. Paulo o recebimento do dinheiro no exterior.

* * *

Trata-se de um gordo pixuleco.

Com asas, penas coloridas e bico.

Como estamos falando de um vampiro, Serra deve ser “Vizinho” do Cão dos Infernos.

Vôte!

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

VISÕES DE LULA

Merval Pereira

Na conversa informal com seus seguidores, Lula faz um diagnóstico da crise que não deixa nada bem a ex-presidente Dilma Rousseff. Ele admite que o país “está quebrado” e o governo não tem capacidade de investimento, porque a arrecadação de impostos caiu. Diz, então, que a primeira solução seria aumentar os impostos, mas admite que isso não é possível.

Sugere fazer o que o presidente Michel Temer está fazendo: acabar com as desonerações que o governo Dilma concedeu a diversos setores que, segundo Lula, tiraram dos cofres da União R$ 500 bilhões. Não é um elogio à política econômica de Dilma, evidentemente.

Mas o ex-presidente vai mais adiante. Diz que outra solução seria “fazer uma dívida” de, sugere, R$ 300 bilhões, e aplicar tudo em obras de infraestrutura. Outra solução, diz ele, seria pegar uns US$ 100 bilhões de nossas reservas cambiais e investir em obras aqui no país. Muitos vão dizer que é inflacionário, adverte Lula, e logo rebate: “é inflacionário, mas eu prefiro inflação com emprego”.

Na mensagem de fim de ano, Lula volta a falar do desemprego,pede que o povo vá às ruas “para defenderseus empregos”, e diz que está na hora de voltar a sonhar,como se nem ele, nem os 13 anos de governo petista, tivessem a ver com os 12 milhões de desempregados.

Lula, na gravação, defende a ampliação do crédito e dá um exemplo do que considera ser a saída para a crise: “Está devendo? Pega um novo empréstimo”. E garante que sabe do que está falando, pois diz que fez isso por 12 anos, com aumentos de salários, incluindo como seus os quatro anos da ex-presidente Dilma. E o país quebrou, como ele mesmo admite.

Quanto ao uso das reservas cambiais, a proposta é tão absurda que nem a ex-presidente Dilma topou fazer quando o PT defendeu a mesma tese em nota oficial. Na ocasião, o economista Armando Castelar, do Ibre/FGV, ouvido por mim, desmontou a tese. “É mais um passe de mágica fiscal que tenta fazer de conta que é possível gastar sem ninguém pagar a conta. Conta que, já aprendemos, ou deveríamos ter aprendido, aparece daqui a pouco”. (Apareceu, e o país quebrou, segundo o próprio Lula).

Castelar lembrou que se o governo usar as reservas, transformando-a em dinheiro, “significa vender dólares no mercado local em troca de reais. Dados os valores envolvidos, significa que no curto prazo o real tenderia a se apreciar frente ao dólar (porque aumentariam a oferta de dólares e a demanda por reais), prejudicando as exportações das indústrias”.

Ao mesmo tempo, muita gente iria aproveitar a valorização do real para comprar dólares e colocar seu patrimônio fora. O setor privado ficaria com mais dólares, menos títulos públicos e a mesma quantidade de dinheiro. O Banco Central (BC) com mais títulos públicos e uma dívida maior em dinheiro. O Tesouro, com menos reservas (dólares) e mais dinheiro. O resultado final seria uma queda adicional da confiança, gerando mais queda do PIB e possivelmente mais inflação, analisou Castelar.

Do outro lado, vem a questão do que o governo faz com os reais que recebeu em troca das reservas. Se ele “tentar aquecer a economia”, significa que vai usar o dinheiro que, no fim das contas, foi emitido pelo BC para aumentar o gasto público. “Significa expansão fiscal e monetária”. Justamente o que nos levou à situação atual.

A capacidade dos líderes do PT de imputarem a outros os problemas que criaram nos 13 anos de governo revela-se agora na crise do sistema penitenciário. O presidente Michel Temer demorou a reagir, e quando o fez usou uma expressão infeliz para definir a tragédia de Manaus.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, seguindo o que parece ser uma orientação oficial, teima em minimizar a guerra de facções criminosas, que é o grande problema para a segurança nacional. Mas é evidente que não é o governo Temer, que tem 4 meses como efetivo, o responsável pela crise penitenciária, nem pelos 12 milhões de desempregados.

Já em 2012, depois de dez anos de governos petistas, o então ministro da Justiça José Eduardo Cardozo deu uma declaração polêmica: disse que preferia morrer a ficar preso em uma de nossas penitenciárias. Quatro anos se passaram depois da declaração, e o que foi feito? O resultado está aí.

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

COINCIDÊNCIA EM TEMPOS INTERNÉTICOS

Férias, praia, mar, aquela preguiça gostosa na areia e uma surpresa. Enquanto aproveitava os dias de folga a três mil quilômetros de casa, na Praia de Ponta Negra, no Rio Grande do Norte, a jornalista Francielly Azevedo, que mora em Curitiba, se deparou com a própria foto estampada em um carrinho de crepe.”Eu levantei e falei: sou eu, moço. Sou eu, e ele não acreditou”, contou a jornalista.

O carrinho de crepe francês é o sustento de um ambulante João Batista de Mendonça, de 36 anos. Desde 2000, ele trabalha na praia. Aleatoriamente, ele fez uma pesquisa na internet por “crepe francês mulher” e encontrou a foto da jornalista. Sem hesitar, decidiu colocar a foto para ajudar nas vendas na beira da praia.

Batista nem se importou com o fato do “figurino da modelo” estar destoante do cenário das vendas – blazer, blusa de lã e camisa.

A imagem foi postada pela própria jornalista, no Facebook, em 2013. Na ocasião, ela fez um registro de um dia de trabalho em meio à produção de uma reportagem para um programa de culinária na emissora em que trabalha.

* * *

Este mundo muderno, todo interneticado, é de lascar.

Isto é o que se pode chamar de coincidência do caralho.

Vôte!!!

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

UM PROGRESSO DA PORRA

A internet começa a chegar aos lares de Cuba.

Há algumas semanas, empresa estatal anunciou redução de tarifa e teste com internet na casa de 2.000 pessoas

* * *

Que ligeireza da porra.

Pelos meus cálculos, eu pensava que os cidadãos da Ilha da Felicidade só teriam acesso à internet lá pelo ano de 2098.

Esta rapidez de agora é impressionante!

Os primeiros computadores que estão sendo instalados nas residencias de privilegiados comissários do PC cubano são modelos tão modernos quanto os automóveis que circulam pelas ruas de Havana.

Como este da foto abaixo, por exemplo, importado da Venezuela:

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

NO PAÍS DA INSEGURANÇA

Ruy Fabiano

O colapso da segurança pública é o mais trágico retrato da crise social, moral e política brasileira.

Não é obra de nenhum governo em particular, mas um legado de negligência de cada um dos que se sucederam desde o advento da assim chamada Nova República, a partir dos anos 80.

Ao longo da Era PT, o quadro agravou-se. Em 13 anos e meio de reinado, buscou-se ideologizar o fenômeno, sustentando-se que o crime deriva da injustiça social (e a Lava Jato está aí para mostrar que não). Em decorrência, investiu-se no abrandamento da legislação penal, estimulando-se a impunidade e a expansão do crime.

O resultado mede-se em números. A criminalidade mata por ano no Brasil mais gente que a guerra civil da Síria. São cerca de 60 mil pessoas – uma média de sete homicídios por hora -, estatística que se repete há mais de uma década. E é precária: registra apenas as mortes ocorridas no local dos crimes, excluindo as posteriores e os casos que provocam invalidez ou sequelas psicológicas irreversíveis.

Na Síria, de março de 2011 (início dos combates) a julho de 2015 – quatro anos -, a guerra, segundo levantamento do Observatório Sírio para Direitos Humanos, matou 71.781 civis.

Nesse período, no Brasil, foram assassinadas cerca de 240 mil pessoas, o mesmo número total de mortos, civis e combatentes, no mesmo período na Síria, segundo o mesmo Observatório, uma ONG conceituada, com sede em Londres.

Os homens representam 94,4% das vítimas, jovens em sua esmagadora maioria, de 15 a 29 anos. Há estudos isolados a respeito, destacando-se o Mapa da Violência, produzido pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).

Mas o tema, do ponto de vista político-institucional, jamais constou das prioridades de nenhum dos governos que testemunharam (e permitiram) o descontrole desse quadro.

Há abordagens eventuais, diante de algum caso mais escabroso, como agora, nas matanças desta semana nos presídios de Manaus e Boa Vista, frutos dos já rotineiros conflitos entre facções do crime organizado, Comando Vermelho e PCC.

A simples existência dessas organizações, sem que se mapeiem suas articulações internas e externas, como obtiveram o poder que exercem nos presídios, já configura uma espantosa anomalia.

Passado o impacto, o tema sai de cena, como se não fizesse parte dos dramas nacionais crônicos, como se não tivesse uma dimensão política de enorme envergadura. Não se estuda – não no âmbito institucional – o fenômeno social que representa.

Fala-se em planos nacionais de segurança pública, mas de maneira reativa, para acalmar a opinião pública, como o fez esta semana o ministro da Justiça, Alexandre Moraes. Ninguém crê na eficácia desses planos, nem quem os difunde – e não porque sejam fracos, mas porque dependem menos de sua consistência técnica e mais da determinação política em fazê-los valer.

A ideologização do crime impôs uma inversão de papéis: a criminalização da polícia e a vitimização dos bandidos. Daí a gradual e sistemática promoção de leis que, a pretexto de defender direitos humanos, atenuam penas e intimidam ações repressivas.

Não há dúvida, no entanto, de que a insegurança decorrente da criminalidade é hoje a principal calamidade pública no país. Atribuí-la à questão econômica é uma forma escapista de empurrá-la com a barriga ou de torná-la mote eleitoral ou mantra revolucionário. Até aqui, só fez intensificar o problema, sem dar pistas de solução.

O país sempre padeceu de desigualdade social e vivenciou inúmeras crises econômicas, sem que isso derivasse para a guerra civil. Para que se tenha uma ideia da evolução vertiginosa dos números, em 1980, registraram-se 6.104 homicídios.

Já havia crise, já havia desigualdade, que, inclusive, segundo a propaganda petista, teria diminuído consideravelmente, nestes mais de 13 anos em que as estatísticas de criminalidade só fizeram aumentar. Como então chegamos aos cerca de 60 mil de hoje?

O país ainda aguarda um estudo sério a respeito, no Parlamento e na Academia. Há pistas: expansão do narcotráfico, contrabando maciço de armas pesadas, vitimização do bandido etc.

Mas não se fez ainda um levantamento do conjunto de medidas legais que, nesse período, atenuaram as infrações e inibiram o seu combate. Uma delas, bem recente: a audiência de custódia, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça, sob o comando do então presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, que considera esta a medida com que quer ser lembrado no seu período no cargo.

Talvez seja atendido, mas não do modo como imagina. Essa audiência estipula prazo máximo de 24 horas para que um preso em flagrante seja levado diante de um juiz.

O objetivo, além de reduzir a superlotação dos presídios (como se essa fosse a causa e não a consequência), é verificar se os direitos humanos do preso estão sendo respeitados.

Só que, em 24 horas, não é possível averiguar se o detido é um criminoso avulso ou integra o crime organizado. Daí a recorrência de criminosos com extenso prontuário circulando livremente pelas ruas do país, no pleno exercício de seu (digamos assim) ofício.

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – UM TRAQUE PRISIDENCIAL

* * *

Informante fubânico bem posicionado me garantiu que, tão logo chegou à casa da ministra, Temer foi logo dizendo.

– Vamos falar de prisões. Por coincidência, eu é que tô com uma prisão de ventre de lascar o cano.

Aí levantou a perna, começou a botar força e fazer caretas e, por fim, soltou um peido que chega estralou. Balançou um castiçal na sala da casa.

E em seguida deu um arroto de arrombar a goela.

Só depois disto é que começaram a conversar.

“Esta porra deste JBF não larga do meu pé. Puta que pariu!”

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – O RITMO DEVE SER MANTIDO

* * *

Seguindo neste ritmo, podemos aplicar um regra de três simples e calcular que, no final de 2017, teremos um total de 5.657 santinhos transferidos pras profundas dos quintos.

Assim:

6 dias       –   93 bandidos nas profundas

365 dias   –   X bandidos nas profundas

X = (365.93):6

X = 5.657

Acabei de enviar mensagem à Presidência da República propondo a implementação de medidas arrochativas e sacanísticas que incentivem mais e mais rebeliões em todos os estados de Banânia.

Em dezembro próximo, serão 5.657 santinhos a menos no mundo.

E se houver rebelião também no presídio de Curitiba, aí a comemoração será do caralho!

Maria do Rosário – capitaneando o batalhão que é composto pela turminha defensora dos Direitos dos Manos -, vai derramar lágrimas que só a porra.

“Xiuf, xiuf, snif, snif… este Editor do JBF, reacionário e golpista, é um fela-da-puta muito cruel…”

6 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

INFELIZ ANIVERSÁRIO

O PT completa 37 anos de fundação no próximo dia 10 de fevereiro, mas a celebração deve ser tímida.

No site do PT os destaques continuam a ser a “perseguição” a Lula, réu em cinco ações penais.

* * *

37 é um número primo.

Só é divisível por 1 e por ele mesmo.

Um número tenebroso, digno de um aniversário também tenebroso.

Desejo-te um Infeliz Aniversário, distinta Organização Banditícia que usa sigla partidária de PT!

Tlim, tlim: um brinde mensaleiro por 37 anos de enganação

5 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

A FRASE DO DIA

“Não tinha nenhum santo. Eram estupradores, matadores e pessoas ligadas a outra facção, que é minoria aqui no Estado.”

José Melo, governador do Amazonas, sobre os 56 presos mortos durante rebelião em Manaus.

* * *

Isto que o governador José Melo falou é o que Nelson Rodrigues chamava de “óbvio ululante“.

Agora, só falta a gente ouvir o que Maria do Rosário – a incansável defensora dos Direitos dos Manos -, tem a dizer sobre isto, levando-se em conta que não foram policiais que mataram os bandidos amazonenses.

“Snif, snif, xiuf, xiuf… 65 coitadinhos inocentes subiram pro céu…”

5 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUINTA-FEIRA – REBELIÕES ATRÁS DAS GRADES

* * *

Eu fico ancho que só a porra de ver o meu querido Pernambuco nesta lista maravilhosa.

Mas vou ficar mais ancho e feliz ainda no dia em que aparecer o estado do Paraná, especificamente a cidade de Curitiba, com os seus números.

Os ilustres nomes que estão lá engaiolados bem que poderiam liderar uma rebelião daqui pro final deste mês de janeiro. Seria um magnífico início de ano.

Vou ficar torcendo pra que isto aconteça.

Dois excelentes nomes vermêios-istrelados para liderar rebelião em Curitiba

4 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

DOIS INSANOS RECIFANOS INCARNADOS

O ex-prefeito do Recife João Paulo Lima e Silva (PT) e o atual vice-prefeito da capital pernambucana, Luciano Siqueira (PC do B), que ocupava o mesmo cargo na outra gestão, foram condenados pela Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária por burlar a Lei de Licitações entre 2002 a 2004. 

No mesmo processo, o juiz Honório Gomes do Rego Filho condenou também a ex-chefe de gabinete do petista e dois assessores da prefeitura. Os cinco pegaram três anos e cinco meses de reclusão e terão que pagar multa.

Segundo a denúncia, os acusados dispensaram procedimentos licitatórios. Entre os anos de 2002 a 2004, a Prefeitura do Recife contratou a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) para realizar consultoria e implantar a modernização em 15 secretarias.

O juiz, seguindo a auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), alega que o preço do contrato estava 90% acima do mercado.

O prejuízo para os cofres públicos estaria na casa dos R$ 19,7 milhões, referente a dois contratos e dois aditivos.

* * *

Um rombinho de pouco mais de 19 milhões de reais é uma quantia mixuruca pros padrões vermêios. 

Um valor irrisório em se tratando de guabirutagem cometida pela dupla PT/PCdoB, duas organizações abandidadas que usam siglas partidárias.

O ex-colunista fubânico Luciano Siqueira, que era vice-prefeito do Recife quando ainda escrevia para esta gazeta escrota, faz uma falta danada. Eu me divertia muito com as disparatadas defesas que ele fazia das zisquerdas e dos gunvernos petralhas.

Fiz tudo pra que ele continuasse por aqui, alegrando os nossos dias com suas hilárias argumentações. Mas ele bateu asas e avuou.

Defender a ladroagem petêlha é uma tarefa fácil pra qualquer oftalmopata atingido pela cegueira ideológica. Ainda mais em se tratando da cegueira provocada pela foice e pelo martelo.

Mas, infelizmente, Luciano não quis mais voltar a este antro onde impera muita luz e a total liberdade de expressão e de pensamento.

Uma pena mesmo.

João Paulo e Luciano Siqueira, um petralha e um cumunalha nas malhas da lei: ô parêia certa que só a porra

4 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

UMA DÚVIDA DO CARALHO

As esculturas de homens da Grécia e da Roma Antigas são dotadas de pênis pequenos, algo que muita gente evita comentar por educação ou por vergonha.

Em parte, isso acontece porque seus membros foram esculpidos para parecer que estão moles, e não em posição sexual. Quem usou esse argumento foi a historiadora da arte Ellen Oredsson no seu blog How to talk about art history. “Se alguém compara com o tamanho da maioria dos pênis moles, (os dos gregos) não são na verdade tão significativamente menores quanto os da vida real”, escreveu ela ao responder a uma pergunta de um leitor.

Outro motivo é cultural. Os gregos valorizavam os pênis de tamanho menor. Quando pintavam um grego inteligente e admirado, eles o retratavam com um pênis pequeno. Assim, queriam dizer que prezavam o intelecto e as divagações filosóficas. Pênis grandes eram considerados feios e grosseiros, coisa de bárbaro.

Ao moldar no mármore aqueles que não se encaixavam nessa categoria, a atitude era oposta. “Os artistas gregos mostravam o seu desprezo pelos estrangeiros e pelos escravos pintando-os com órgãos grandes”, escreveu David M Friedman no seu livro A Mind of its own: a cultural history of the penis (Penguim). Além disso, quando faziam um sátiro, um ser mitológico pequeno, festeiro e com patas de cabra, os artistas o faziam com o pênis grande e ereto.

“A conclusão mais razoável é a de que se um pênis grande vem com uma face horrível e o pênis pequeno com um rosto bonito, então o pequeno é que era admirado“, escreveu o historiador Kenneth Dover no seu livro Greek Homossexuality (Bloomsbury Academic), lançado inicialmente em 1978.

Ao longo dos séculos, embora os gostos fossem mudando, o padrão de beleza permaneceu o mesmo. Os romanos, que vieram depois dos gregos, valorizavam o membro avantajado a ponto de alguns generais serem promovidos por causa do tamanho de seus órgãos.

Contudo, essa admiração não foi refletida nas estátuas, que continuaram na tradição grega. Quando os pintores e escultores renascentistas, a partir do século XIV, passaram a se espelhar no período antigo, eles seguiram a tradição.

Davi, de Michelangelo, em Florença, na Itália (Reprodução)

* * *

Quer dizer, então, que os generais romanos eram promovidos pelo tamanho da pajaraca???

Vôte!

Que informação do caralho!!!

Se o jegue fubânico Polodoro vivesse em Roma naqueles velhos tempos, certamente ele teria alcançado o posto de Marechal Cinco Estrelas!

“Puta que pariu! Se eu ainda fosse prisid-Anta, eu botava este jegue Polodoro pra ser chefe da minha segurança pessoal no Alvorada”

4 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

QUANDO O RESPEITO À LEI É FALTA DE VERGONHA NA CARA

Ricardo Noblat

Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais, está certo: ele não desrespeitou lei alguma ao se valer, ontem, de helicóptero oficial para resgatar seu filho que passara a noite do réveillon em animada festa em condomínio às margens do lago de Furnas, tradicional balneário do Estado.

Em nota divulgada pelo Facebook, Pimentel afirma que o uso da aeronave é regulamentado por decreto publicado em 2005. À época, o governador de Minas era o hoje senador Aécio Neves (PSDB), que voou de helicóptero e de jatinho oficiais para cima e para baixo, emprestando-os, inclusive, a amigos necessitados.

Portanto, assim como Aécio, Pimentel tinha o direito, sim, de voar em helicóptero comprado com dinheiro público e mantido com dinheiro público, para ir passar o domingo com o filho onde bem quisesse, como ele alegou ter sido sua ideia original. Ou para simplesmente ir buscá-lo porque o garoto parecia indisposto.

O que a lei não proíbe é permitido. E, se ainda por cima, ela regulamenta o que a outros horroriza, fim de papo. Mudemos de assunto. Se um dia Pimentel for deposto, certamente não será por uso indevido de equipamento do Estado. Poderá ser por uso de dinheiro ilegal em campanha, mas essa é outra coisa.

Sérgio Cabral governou o Rio de Janeiro por oito anos. Usou helicóptero oficial até para transportar o cachorrinho da família nos fins de semana. Usou jatinhos de empresários e de fornecedores de serviços ao governo para voar de férias ao Caribe. E nada disso configurou crime. No máximo, falta de vergonha na cara.

Minas Gerais é um Estado quebrado como o Rio? É. Seria um despropósito cobrar de quem o governa moderação extrema com gastos supérfluos? Não. Faltou moderação a Pimentel. E também vergonha na cara. Se lhe sobrasse vergonha, deveria no mínimo pedir desculpas aos mineiros e ressarcir o Estado do gasto desnecessário.

3 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

O MELHOR GUABIRU DO MUNDO

Em 20 de maio de 2011, a Odebrecht levou Lula ao Panamá.

Ele visitou obras da empreiteira e prometeu investimentos da Petrobras no país.

Na ocasião, o presidente panamenho Ricardo Martinelli disse:

Lula é o melhor presidente do mundo”.

Isto porque, no mesmo período da visita de Lula ao Panamá, entre 16 de dezembro de 2009 e 27 de agosto de 2012, a Odebrecht fez oito repasses de propina a “um alto membro do governo” de Ricardo Martinelli.

No total, foram mais de 100 milhões de reais em propinas.

* * *

100 milhões de reais em propinas…

Puta merda!

Enquanto isto, não aparece um único Corruptor Ativo querendo subornar esta gazeta escrota e o seu Editor.

É phoda.

Senhores empreiteiros guabirutais, estou aberto a propostas.

E aceito qualquer merreca que esteja na base do 1% do que era pago na extinta Era Lulaica,

Dois corruptos de grosso calibre de republiquetas baníferas da América Latrina: o panamenho Ricardo Martinelli e o banânico Lapa de Propinador

3 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

TODA PAJARACADA TEM SEU PREÇO

Na volta das férias, o ministro Luiz Fux terá um problema pessoal para resolver.

A juíza Carolina Tupinambá, mãe de um menino de 4 anos, deseja mover contra ele uma ação de paternidade.

* * *

A pajaracada que o ministro deu vai custar-lhe um tupinambada.

Como é estranha cabeça humana…

Lendo esta notícia aí de cima, me lembrei de uma música do Zenilton intitulada “Milho Cru“.

Francamente, num sei mesmo porque esta música me veio ao pensamento.

* * *

 

“Putz: saí no JBF. Tô fudido…”

2 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

DÚVIDA CRUEL

A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, investigou até agora cerca de 400 políticos, prendendo vários deles, além de produzir cerca de 120 condenações da Justiça e recuperar bilhões de reais.

* * *

Merece destaque esta informação de que a operação recuperou “bilhões de reais“.

Lendo esta notícia aí de cima, uma dúvida cruel tomou conta de minh’alma:

Como é que a gente pode chamar um canalha que é contra a Operação Lava Jato?

Hein???

Débil mental fica aquém do que ele é.

E fela-da-puta é muito pouco.

Vamos botar Polodoro pra rinchar em homenagem aos tabacudos e idiotas que são contra a Operação Lava Jato.

Rincha, Polodoro!

2 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

TRIBUTO AOS CAMPEÕES

A repercussão do anúncio dos EUA sobre a ação global da Odebrecht provocou um temporal político na América Latina. Bem maior do que tivemos notícia pelos jornais e TV. Foi um intenso movimento no Twitter, que começou com gente perguntando quem eram os corruptos do governo de cada país, passou por desmentidos de presidentes e ex-presidentes, nomes suspeitos, acusações. Alguns importantes projetos, como assegurar a navegabilidade do Rio Magdalena, na Colômbia, estão ameaçados. Começaram a duvidar até do estudo de impacto ambiental da Odebrecht.

Ao ver aquele furacão durante a semana, não podia perder de vista que tudo aquilo havia sido causado por uma empresa brasileira. Ironicamente, o programa do BNDES para estimular as empresas campeãs nos deu apenas um título mundial: o do maior escândalo de corrupção.

Em termos de política externa, penso eu, seria ideal que o Brasil fizesse o comunicado, informando, como fizeram os americanos, quanto se usou em corrupção e o lucro obtido em cada lugar. Em termos ideais, porque, dados as circunstâncias brasileiras, o ritmo do STF, a delicada posição do governo na Lava Jato, não temos as mesmas condições dos norte-americanos. Verdade é que o próprio relatório divulgado lá destacou as investigações feitas no Brasil, pois trabalhou com dados, essencialmente, obtidos aqui.

Todos estão conscientes da abertura brasileira para compartilhar as informações. Em termos ainda ideais, seria preciso um outro passo: uma legislação disciplinando o comportamento das empresas no exterior.

Quando todo esse movimento rumo ao exterior começou, confesso que tentei formular uma lei que punisse o suborno de autoridades. Alguns assessores da Câmara ajudaram. Mas as possibilidades de êxito eram muito remotas. Não só pela força das empreiteiras. Havia um argumento muito forte: era uma iniciativa ingênua que acabaria reduzindo a competitividade de nossas empresas.

Com as voltas que o mundo deu, uma legislação que discipline as empresas brasileiras pode ser precisamente um instrumento para que não percam a competitividade depois do furacão Odebrecht.

O relatório americano não menciona o papel que o BNDES teve em cada um dos projetos da Odebrecht. Quando tudo isso vier à luz, talvez se desvende que o dinheiro da propina eram recursos públicos.

Uma legislação mais precisa pode evitar que instituições sejam levadas para uma engrenagem criminosa internacional. Mas talvez não seja a falta dela o ponto essencial.

Havia toda uma política, da qual o BNDES era um instrumento, destinada simultaneamente a abrir caminhos para a Odebrecht e fortalecer a imagem de Lula. Os métodos escolhidos para isso resultaram num desastre, pois fecharam os caminhos da Odebrecht e atingiram profundamente a imagem de Lula na América Latina.

A escolha equivocada jogou-os num enredo e crime e castigo. Mas a Odebrecht era considerada a maior empreiteira brasileira atuando no exterior, Lula é o ex-presidente do Brasil. Por mais que tenha nascido e se desenvolvido aqui a investigação que revelou o gigantesco esquema, o Brasil tem um delicado problema externo a superar.

O passo que sugiro é criar legislação que possa atenuar a desconfiança em torno de empresas brasileiras no exterior.

Enquanto o esquema era revelado somente dentro do Brasil, alguns lugares do mundo não se interessaram por ele. Mas agora que pelo menos nove países se deram conta da interface Odebrecht-Lula com os seus próprios políticos e administradores, a América Latina tornou-se uma única aldeia escandalizada.

Outra resposta brasileira que poderia inspirar outros países envolvidos no escândalo seria romper o vínculo entre empreiteiras e governo. Para isso é preciso aprovar um projeto, que já está no Congresso, obrigando a mediação de empresas seguradoras, responsáveis por fiscalizar as obras.

Governo e Congresso estão pisando em ovos com a Operação Lava Jato. Em vez de definirem as alternativas que se abrem com seu desdobramento, preferem discutir como contê-la. No entanto, não acho insensato pressioná-los a se dar conta do que está acontecendo em torno de nós, depois que o relatório americano foi divulgado. Muitos são investigados na Lava Jato. Investigadas ou não, as pessoas podem fazer as coisas certas quando se colocam problemas nacionais. Isso, todavia, não vai absolvê-las nem condená-las.

A dimensão da Lava Jato nos obriga a ir um pouco além do quem recebeu quanto para quê, quando eles serão julgados. O escândalo anexou uma dimensão internacional ao drama e atingiu a imagem do Brasil, por causa do comportamento de seu Lula e das empresas que gravitavam em torno do BNDES.

Pode-se escolher a tática de fingir que não foi conosco, submergir à espera de um melhor momento. Isso costuma falhar. Um título mundial de corrupção não se esquece rapidamente. É preciso correr atrás da credibilidade perdida. O julgamento dos artífices do gigantesco esquema de corrupção será, certamente, uma grande resposta.

E, antes dela, também ajudaria a transparência sobre a delação da Odebrecht. Não é confortável ler algo que aconteceu no Brasil, foi apurado aqui, narrado em inglês com os políticos sendo chamados de brazilian officials e numerados.

O brazilian official número 1, por exemplo, deveria dar uma parada para pensar no rastro de raiva que deixou essa aliança entre corruptos latino-americanos. A prática de roubar o próprio povo transcendeu as fronteiras nacionais. Um fato histórico.

Os líderes comunistas do passado criaram internacionais para marcar posições políticas diferentes. A decadência chegou ao ponto de se criar a partir do Brasil uma internacional da corrupção. Nela, América Latina e África foram unidas pelos seus defeitos, e não pelas qualidades.

Há todo um caminho a reconstruir.

1 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

GUABIRUTAGEM RENTÁVEL

Segundo a denúncia do Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA, a Odebrecht “investiu” US$ 349 milhões em propinas entre 2003 e 2016.

O retorno estimado pelo pagamento de propinas foi de US$ 1,9 bilhão.

* * *

Investiu” milhões, teve retorno em bilhões. De dólares.

O “investimento” foi feito entre 2003 e 2016.

Eu tô em dúvida se foi no gunverno de Getúlio Vargas ou no gunverno de Juscelino…

Ou teria sido no gunverno de FHC?

Hein?

Tô cum a memória meio fraca.

Depois vocês me tirem esta dúvida, por favor.

Bom, o fato é que a Corruptora Ativa Odebrecht estava certa.

Certíssima.

Investir” em propinas foi melhor do que investir na caderneta de poupança.

Os juros lulaicos são infinitamente superiores aos juros pagos pela Caixa.

Lapa de Corrupto: o maior garoto propaganda que a Odebrecht já teve


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