12 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

O REBOLADO DA PATRULHA

Guilherme Fiuza

Depois dos aplausos a Lula em São Bernardo, vaias a Sérgio Moro em Nova York. Notícia hoje em dia é a que tem mais gente espalhando nas redes antissociais. Se você for muito curioso e obstinado, até descobre o que aconteceu de fato. Nas duas situações acima foi o seguinte: durante o velório de dona Marisa, Lula disse que não tem medo de ser preso e foi ovacionado por sua claque; em palestra na Universidade Columbia, meia dúzia de militantes tentou impedir a fala de Moro e foi vaiada pela plateia. A repercussão do protesto ganhou o mundo (da Lua). A realidade tem mania de atrapalhar a narrativa coitada.

Ninguém duvida do destemor de Lula. Quem não teme transformar o velório da esposa em comício não teme nada. E a claque foi junto. Um daqueles teólogos de passeata chegou a declarar que Moro devia pedir perdão a Deus pela morte de Marisa Letícia. Eles não economizam (o Brasil sabe disso). Dilma – não se esqueça dela – também apareceu, aproveitando a mensagem de solidariedade para encaixar um panfletinho contra os algozes da nobreza petista. Um show de elegância e dignidade.

Não se sabe se Deus perdoará o juiz Sérgio Moro pela perseguição a essa gente inocente, mas a providência divina tem sido sentida por aqui. O fato de Dilma Rousseff continuar à solta, por exemplo, é um milagre. Uma pessoa que esteve no epicentro do maior assalto à República estar flanando por aí, contando história triste para tolos e soltando frases de autoajuda no Twitter, só pode ser uma bênção dos céus. Aqui na Terra estão jogando o besteirol, tem muito choro contra Moro e Dallagnol. E agora a turma do mamãe Dilma eu quero voltar a mamar tem um truque novo: atacar Sarney e Renan Calheiros.

É um espetáculo impressionante o rebolado intelectual dessa gente bondosa, que agasalhou Renan e Sarney por 13 anos no camarote VIP da DisneyLula – e agora diz que a presidenta mulher foi arrancada do palácio para dar lugar a esses bandidos amigos do Temer. São os deuses da narrativa.

Vamos dar uma passadinha na realidade – esse lugar tosco e sem emoção – só para você poder ir ao banheiro e escovar os dentes. Intervalo comercial: Michel Temer é um político antiquado de um partido fisiológico; esse político assumiu a Presidência da República com a deposição da sua antecessora, flagrada numa fração dos crimes que cometeu (não se preocupe, na volta do intervalo a gente diz que foi golpe); o antiquado, fisiológico, branco, feio e chato Michel Temer tirou os simpáticos parasitas petistas do comando da engrenagem nacional – a saber: Fazenda, Banco Central, Tesouro, BNDES e Petrobras – e colocou lá os melhores gestores do mundo (são brasileiros, mas mundialmente reconhecidos). O resultado foi desastroso: o risco país caiu pela metade, a inflação despencou (e vai cair mais), os juros caíram, o câmbio idem, a bolsa subiu mais de 50%, e as projeções para a retomada do emprego são claras.

É ou não é um quadro terrível? Com a vida melhorando assim de forma obscena, como vamos poder encantar o povo com o nosso presépio de coitados profissionais? Se os demônios enxotaram os anjinhos, o pessoal vai perceber que há algo errado com esse inferno.

Daí surgiu a ideia genial: dizer que Temer está lá para proteger da LavaJato as raposas do PMDB – aquelas que eram uma fofura ao lado do Lula. Por outro lado, é importante continuar espalhando que Moro foi vaiado, que ele tem de fazer um estágio no purgatório etc, porque se ele pegar todo mundo – Lula, Dilma e as raposas do PMDB – pode sobrar só o pessoal que está consertando o Brasil. Aí seria o horror.

Isso já aconteceu na época do Plano Real, e foi muito triste. No que a vida do povo melhorou para valer, toda essa turma que fica linda no espelho fazendo papel de progressista sumiu. Ou melhor, podiam ser vistos pelos cantos, repetindo suas lamúrias populistas como Napoleões de hospício, sem conseguir impressionar nem adolescente em mesa de bar. Um flagelo.

Um dos eventos marcantes desse período foi a privatização da telefonia. Era a chance da ressurreição, a hora de se vestir de herói da esquerda contra a venda do que é nosso (deles). Muito grito e pedrada – olha a Cedae aí – para montar o enredo revolucionário, mas com final trágico: as telefônicas foram privatizadas, a vida do povo melhorou, e os canastrões da bondade caíram em desgraça.

Depois voltaram com tudo, e deram ao Brasil sua mais emocionante história (policial). Ano que vem tem mais. A não ser que os brasileiros se convençam finalmente de que a melhor encenação desses heróis é mesmo a de Napoleão de hospício.

11 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

O VELÓRIO DE MAQUIAVEL

Ruy Fabiano

Não há dúvida de que o presidente Michel Temer é um virtuose da velha política, um craque dos bastidores.

Acaba de eleger os presidentes da Câmara e do Senado, exibindo uma maioria de fazer inveja ao Lula dos tempos do Mensalão. Indicou para o STF um homem de sua confiança, Alexandre de Moraes, que adiante poderá vir a julgá-lo.

Livrou-se, dessa forma, de um problemático ministro da Justiça e ganhou um aliado estratégico na Corte Suprema. De quebra, criou dois ministérios – o dos Direitos Humanos e o da Secretaria Geral da Presidência -, colocando neste um de seus mais próximos colaboradores, Moreira Franco, blindando-o na Lava Jato.

Denunciado na delação da Odebrecht, onde, sob o apelido de Gato Angorá, é acusado de receber propinas, Moreira, agora ministro, fica abrigado na amigável esfera do STF, salvo de Sérgio Moro.

Com o Ministério dos Direitos Humanos, entregue à tucana Luislinda Valois, consolida a aliança com o PSDB. Pouco importa que a redução de ministérios tenha sido um de seus compromissos de posse. Com os que acaba de criar, Temer garante sua maioria parlamentar, na base do toma lá dá cá. Cargos por votos.

O problema é que a velha política, com suas manobras e engenhosidades, só funciona para dentro; só produz aplausos e admiração nos bastidores. O efeito é oposto na opinião pública, farta de maquiavelismos. Essa é a grande mudança imposta pelo Brasil da Lava Jato, que, ao que parece, ainda não foi percebida pelos políticos.

Ainda agem movidos pelos velhos paradigmas, em que a busca de resultados (não necessariamente administrativos) põe tudo o mais, inclusive (e sobretudo) os fundamentos morais mais elementares da governança, em segundo ou mesmo nenhum plano.

Isso explica, por exemplo, a abundância de ministros demitidos em menos de um ano de governo. Só Dilma Roussef ultrapassou essa marca, mas Temer parece empenhado em não ficar para trás. Moreira é sua mais nova aposta.

Sua posse foi suspensa por mais de um juiz de primeira instância e terá veredito definitivo no STF, por meio do ministro Celso de Mello. Pode não ser tecnicamente a mesma situação de Lula, que já era réu quando nomeado para a Casa Civil por Dilma.

Moralmente, porém, é.

Moreira está citado com detalhes nas planilhas da Odebrecht. Deveria, ele próprio, abster-se de pôr em dúvida sua presunção de inocência. Ao aceitar o guarda-chuva ministerial, sinaliza em sentido oposto. Lula foi barrado por Gilmar Mendes; vejamos o que dirá Celso de Melo. O país acompanha tudo de perto – e essa é, repita-se, a grande novidade na política.

Na velha política, ignora-se tal fenômeno. Temer, segundo se noticiou – e ninguém desmentiu -, pediu à presidente do STF, Cármen Lúcia, que não quebrasse o sigilo das delações para não interferir no resultado das eleições para as presidências da Câmara e do Senado. Pedido aceito, as eleições consumaram-se sem surpresas. E as delações continuam sob total sigilo.

Tornou-se recorrente comparar a Lava Jato à sua similar italiana Operação Mãos Limpas, ocorrida entre 1992 e 1996, que também passou um trator sobre a política daquele país. Ao final, porém, não resistiu às manobras de bastidores, que resultaram em mudanças na legislação, que devolveram o país às práticas habituais.

Aqui, tenta-se o mesmo. Esta semana, a Câmara quis votar em regime de urgência proposta que retirava do TSE o direito de cobrar dos partidos prestação de contas. Não conseguiu.

As redes sociais derrotaram mais uma vez a manobra, já tentada antes em relação às dez medidas contra a corrupção, propostas pelo Ministério Público, e ao projeto de abuso de autoridade, que impunha sanções penais aos investigadores.

Esse é o diferencial destes tempos de Lava Jato em relação à Operação Mãos Limpas: a pulverização da informação, via internet. Não há mais como controlá-la, nem muito menos as reações que provoca e as mudanças que impõe. É uma viagem sem volta.

No futuro, que já começou, o político terá de ser honesto, senão por razões de ordem moral, por imperativo tecnológico.

11 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

DUAS NOTÍCIAS DE HOJE DERRUBAM AS FALÁCIAS DOS DESARMAMENTISTAS

Rodrigo Constanino

Roubo em uma loja de celulares de Vitória: a maçã não é uma arma. Deu nisso

O leitor certamente conhece algum desarmamentista. É do tipo que logo culpa a arma pelo crime, como se o objeto inanimado tivesse vida e responsabilidade, enquanto o sujeito que escolheu praticar o crime fosse um autômato sem volição. Essa turma condena sempre as armas, e esquece de culpar o próprio criminoso. Esquece que a mesma arma também pode ser utilizada para impedir crimes. O óbvio ululante, eu sei. Mas quem disse que essa gente liga para a lógica?

Pois bem: hoje temos duas notícias que derrubam as falácias dos desarmamentistas*. A primeira delas mostra que um juiz reagiu a um assalto em Minas Gerais, já contrariando as recomendações das autoridades (que querem criar uma sociedade de covardes). Ele estava armado, o que apavora os desarmamentistas (só marginal pode ter arma, pelo visto). O resultado? “Deu ruim” para os bandidos:

Um juiz da comarca de Uberlândia, de 53 anos, atirou contra dois criminosos durante um assalto, na madrugada desta sexta-feira (10), no Bairro Luizote de Freitas. Os assaltantes não resistiram aos ferimentos e morreram no local. O fato foi registrado por volta da meia-noite em uma lanchonete na Avenida Doutor João Manoel Tannus.

A Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) enviou nota à imprensa manifestando apoio ao magistrado.

De acordo com as informações Polícia Militar (PM), três suspeitos chegaram ao estabelecimento armados e anunciaram o assalto. Foram roubados seis aparelhos celulares de clientes e cerca de R$ 50 em dinheiro.

As vítimas relataram aos militares que um dos autores estava encapuzado e, portando um revólver calibre 32, foi em direção ao caixa e ameaçou o proprietário do estabelecimento. Outro autor dava apoio ao assalto portando uma pistola.

Durante a ação, um dos criminosos teria apontado a arma para o magistrado que também estava no local. Momento que, em legítima defesa, o juiz sacou uma pistola e disparou contra os autores, sendo dois atingidos na cabeça e pescoço.

Esse juiz é um herói! Merecia uma medalha nacional de bravura, qualidade tão em falta em nossos dias. Cabra macho, que se defendeu dos marginais e protegeu sua vida e suas propriedades, mandando os safados direto para o colo do Capeta! Ainda bem que a Amagis soltou nota de apoio, porque sabemos que a turma dos “direitos dos manos” não gosta quando uma vítima reage e mata bandidos, pois esses é que seriam as “vítimas da sociedade”.

A segunda notícia diz tudo já na manchete, quase não precisa de acréscimos: “Em meio ao caos no Espírito Santo, só loja de armas abre”. Por que será? Por que a loja de móveis fecha, mas a loja de armas fica aberta quando a bandidagem anda solta pelo local? Teria alguma ligação com o fato de que cidadãos de bem querem o direito de se defender desses marginais? Diz a reportagem:

A falta de transporte público e o medo da violência afetaram muito o comércio da Grande Vitória. Desde o início da semana, poucas lojas arriscaram abrir as portas. Além da ameaça de assaltos e saques, as pessoas não conseguem chegar aos locais de trabalho. Assim, quase ninguém compra ou vende alguma coisa na região metropolitana.

Em Vila Velha, uma única loja estava aberta nesta quinta-feira, 9, em um raio de três quarteirões. O estabelecimento é especializado em armas, artigos de defesa pessoal e vestuário para agentes e seguranças.

Quem é doido para invadir uma loja com vendedores armados? Bandido pode ser até meio maluco às vezes, ousado, mas não é burro. Adora “gun-free zones”, ou seja, locais onde é proibido ter armas. Mas uma loja de armas? Nem pensar! O próprio vendedor carrega a sua, e a reação ao assalto é quase certa, tem probabilidade bem maior. Bandido também sabe calcular risco.

Quando vou no stand de tiro perto aqui de casa, o senhorzinho do caixa está sempre lá, com sua Glock na cintura. O cara teria que ser muito suicida mesmo para tentar alguma coisa num lugar desses, em que não só o vendedor está armado, como todos estão com armas à sua volta. É por isso que marginais preferem roubar onde ninguém pode ter armas.

11 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA RECEBEU PROPINA DA ODEBRECHT

O Peru colocou o ex-presidente Alejandro Toledo em sua lista de criminosos mais procurados nesta sexta-feira (10) depois que um juiz emitiu uma mandado internacional por ele ter recebido US$ 20 milhões em propinas da empreiteira brasileira Odebrecht.

O Ministério do Interior ofereceu o equivalente a US$ 30 mil por qualquer informação que leve à sua captura e pediu à Interpol para emitir um alerta vermelho rapidamente para ajudar a localizá-lo. De acordo com a imprensa peruana, que cita a Presidência do Conselho de Ministros, do governo, o alerta vermelho de captura da Interpol foi ativado em 190 países.

“Qualquer pessoa do mundo que puder nos ajudar a encontrá-lo pode reivindicar a recompensa”, disse o ministro do Interior peruano, Carlos Basombrio, à rede de televisão local Canal N. “O Peru não merece ver outro presidente fugir da justiça”, acrescentou Basombrio.

* * *

Vocês leram a notícia aí de cima direitinho, num é?

Pois é.

Ex-prisidente de uma Banânia Sul Americana está foragido e sendo caçado.

Recebeu propina da Odebrecht.

Por enquanto, sabe-se apenas que a propina foi em dinheiro vivo.

De 20 milhões. De dólares.

Nada de sítio ou apartamento. Foi bufunfa contada nota por nota.

O Ministério do Interior daquele país pediu pra Interpol emitir “alerta vermelho“.

Sabe-se que não é alerta vermelho-estrelado.

E sabe-se também que este alerta não é numerado. Não tem o número 13.

Peço encarecidamente: se algum leitor fubânico encontrar com este corrupto istranjeiro por aí, me dê a dica, pelo amor de Deus.

A recompensa de 30 mil dólares oferecida pelo governo peruano vai tirar esta gazeta escrota da miséria em que se encontra. Será um alívio enorme.

Alejandro Toledo, o guabiru peruano: não usa barba e tem 5 dedos em cada mão

10 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

HERANÇA MALDITA

A Caixa comemorou o aumento de 11,4% nos negócios da sua área de penhor.

Não foram considerados os custos afetivos, a angústia e a dor, muito menos as lágrimas das pessoas que recorrem à penhora de bens para enfrentar a crise, pagar contas, dívidas, e sobreviver.

* * *

Não custa nada ressaltar que esta crise – que leva as pessoas a penhorarem seus bens de estimação – foi gerada e produzida no tempo do gunverno FHC.

Este é a herança maldita dos tucanos.

O PT, que passou 14 anos no puder, não tem nada a ver com isto.

10 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MINISTROS DO STF FORJADOS NA COZINHA DO PLANALTO

Meu caro leitor, se você ainda tinha esperança de ver algum político da Lava Jato na cadeia pode tirar o cavalinho da chuva. A indicação de Alexandre Moraes para o STF e a composição dos ministros da segunda turma mostram uma fina sintonia entre governo e judiciário. Enquanto alguns ministros do STF forem fecundados no casulo da política, o país não deve esperar imparcialidade no julgamento desse tribunal. Agora mesmo estamos vendo os ministros Gilmar Mendes e Marcos Aurélio se posicionarem contra as prisões preventivas da Lava Jato. Mais uma vez, os dois representantes mais polêmicos do tribunal saem dos autos para discutir as questões jurídicas em público.

O que está errado, na verdade, é a forma vertical de escolha dos membros do STF. Apenas uma pessoa, o presidente da república, indica o futuro ministro. É assim também na Corte norte-americana. Mas lá não se conhece nenhum candidato que tivesse sido gerado na cozinha de um presidente, como ocorreram nas últimas nomeações no Brasil. Alexandre Moraes é a mais recente cria desse processo monocrático em que apenas o Senado ratifica. Filiado ao PSDB, Moraes deixa o Ministério da Justiça do governo Temer para assumir o lugar de Teori Zavascki, no momento em que os brasileiros exigem apuração independente e isenta do escândalo da Lava Jato.

Lá, também já estão outros ministros que saíram recentemente da mesma receita do Planalto: Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski (governo Lula), Gilmar Mendes (governo FHC) e Edson Fachin (governo Dilma), este declaradamente cabo eleitoral da ex-presidente para quem fez um inflamado discurso de defesa da sua reeleição a presidente. Ora, como os brasileiros podem esperar decisões isentas desses senhores que foram forjados dentro desse processo político falido? Os fatos por si só falam mais alto: há três anos, desde que começou a Lava Jato, o STF não julgou nenhum político envolvido no processo. As condenações têm ocorrido pelas mãos do juiz Sérgio Moro que agora começa a ser fritado em fogo lento por alguns membros desse tribunal a quem cabe a palavra final do julgamento.

Ao escolher Alexandre Moraes, Temer manda a sua raposa para o galinheiro. Ele vai ocupar o espaço deixado por Teori Zavascki, o ministro que até então também estava empurrando os processos com a barriga assustado com os nomes dos políticos que chegaram às suas mãos depois da delação premiada da Odebrecht. Moraes vai herdar mais de sete mil processos do falecido. Até o julgamento, com certeza, muita coisa vai mudar. Por exemplo: o político que hoje tem fórum privilegiado volta a responder o processo na primeira instância se perder o mandato em 2018. É como se tudo voltasse a estaca zero.

Polêmica à parte, em relação à indicação de Alexandre Moraes, uma coisa é certa: se não ocupasse o cargo de Ministro da Justiça, ele jamais seria lembrado para o STF, mesmo com o apadrinhamento de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, que o abandonou na crise das penitenciárias. No auge dos motins nos presídios, por pouco Temer não o demitiu. Só não o fez para não criar instabilidade no seu governo confrontando o PSDB, o partido do ex-ministro. Temer jogou bem as cartas. Ao indicar Moraes para o STF ele se livra do péssimo ministro e ainda agrada os tucanos que dão base de sustentação ao seu governo. Além disso, terá em Moraes um homem da sua confiança na manipulação dos processos da Lava Jato que tem ele e seus amigos como alvo. É assim que caminha o nosso Brasil varonil: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Há muito tempo, o Supremo Tribunal Federal deixou de ser uma casa de discretíssimos homens de capa preta para se tornar numa casa de senhores excêntricos, onde seus integrantes, movidos por exagerada vaidade, deixam de lado os autos para expressar suas opiniões, nem sempre nobres, em público. Brigam entre eles, discordam, e não se sentem constrangidos em gozar da intimidade dos políticos com nomes envolvidos na Lava Jato. O caso mais recente aconteceu quando o ministro Gilmar Mendes pegou carona no avião presidencial para ir aos funerais do ex-presidente português Mário Soares.

Agora mesmo, o próprio Gilmar Mendes foi a público falar da honradez e da competência de Alexandre Moraes antes mesmo do seu nome ser referendado pela CCJ no Senado Federal. Ora, como se trata de uma opinião abalizada evidentemente que isso tem peso na comissão.

Enquanto os interesses do país são discutidos entre compadres em Brasília, o país pega fogo. Os ladrões bombardeiam as cidades, a população saqueia o comércio, os criminosos assaltam e matam a sangue frio. O Espirito Santo, em pé de guerra, prenuncia maus tempos para outros estados como o Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais que já dão sinais de explosões.

Demorou, mas estamos a caminho da combustão espontânea, do caos, fruto de um país desorganizado e acéfalo. Da corrupção desenfreada dos últimos quinze anos quando foi administrado por vândalos do dinheiro público.

10 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEXTA-FEIRA – SABATINA AUTENTICAMENTE BANÂNICA

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A Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante do Senado Federal, é quem vai fazer a sabatina de mentirinha com Alexandre Cabeça-de-Pica Moraes, indicado pelo prisidente Michel Abestado Temer pra ser ministro do STF.

O próprio prisidente desta tal comissão, Edison Cara-de-Buceta Lobão, é investigado em dois inquéritos.

Uma escolha da porra esta feita pelo Temer, que já havia acertado tudo com os guabirus da comissão. Aí foi só confirmar.

Lobão, que é membro da quadrilha pmdebista, foi eleito prisidente do bando, com o apoio do canalha Renan Calheiros, do coronel maranhense Zé Sarney e do líder do gunverno no Congresso, Romero Jucá.

Esta nossa infeliz Banânia num tem jeito mesmo…

Jucá, Temer e Renan: um trio autenticamente banânico e…

…Edison Cara-de-Buceta Lobão em pose especial para o JBF

9 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

UM EDITOR CONFUSO E FRUSTRADO…

A Polícia Federal concluiu um inquérito que investigou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no âmbito da Operação Lava Jato e apontou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, segundo informou o Jornal Nacional.

A investigação partiu de mensagens de celular trocadas entre Leo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, e o atual presidente da Câmara.

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Oxente!

Danô-se!

Saiu no Jornal Nacional????

Confesso que num intendi…

Eu pensei que a Rede Globo e Jornal Nacional só perseguissem o PT e seus pulíticos. E só botassem no ar as ladroagens lulaicas.

Pelos menos é o que diz a fubânica petista Num-Mudo-Nem-Com-Prova-Em-Contrário.

Eu achava que só os noticiários do SBT, da Record e da Band é que fossem isentos, já que não recebem qualquer cacetada da militância tabacuda.

E o MPIZB (Manual do Perfeito Idiota Zisquerdista Banânico) recomenda que os descerebrados da militância vermêia falem mal da Globo pelo menos uma vez por dia.

Quer dizer, então, que o Jornal Nacional também bota no ar uma denúncia contra um pulítico do DEM, o partido da direita banânica???

Agora em fiquei confuso.

Vôte!

E logo eu que confiava tanto nas equilibradas e sensatas ponderações da sensata comentarista Num-Mudo-Nem-Com-Prova-Em-Contrário.

Confesso que fiquei frustrado.

Usando o incompreensível chavão dos militontos, o Jornal Nacional é golpista.

8 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – DUAS EXCELENTES NOTÍCIAS

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Duas notícias boas que só a porra.

Duas novidades do caralho.

Neste clima carnavalesco, vamos comemorar com música

8 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – UMA NOTÍCIA AUTENTICAMENTE BANÂNICA

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A bancada do PMDB decidiu nesta quarta-feira (8) indicar o senador Edison Lobão (MA) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

Lobão já foi citado em delações premiadas e é investigado em dois inquéritos no âmbito da Operação Lava Jato.

É também investigado em um terceiro inquérito relacionado a irregularidades na Eletrobras.

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A Comissão de Constituição e Justiça é a mais importante comissão do Senado Federal.

Acima dela, só mesmo o Plenário.

É a mesma comissão que irá sabatinar Alexandre Cabeça-de-Pica Moraes, o carecão indicado pelo prisidente Michel Cara-de-Tabaca para o Supremo Tribunal Federal.

Enfim, um arrumadinho autenticamente banânico.

O partido de Lobão, o PMDB, é aquele mesmo que ocupou a vice na chapa liderada por Dilma e etc, etc, etc, etc, etc…

Edison Cara-de-Buceta Lobão é velho conhecido dos leitores fubânicos.

Das muitas postagens que já foram feitas com ele aqui nesta gazeta escrota, sugiro que leiam uma publicada em agosto de 2013, intitulada “Filho de Lobão, Lobinho é…“.

Trata-se de uma matéria sobre o filhote de Lobão, o Lobinho, um guabiru riquíssimo, tão rico quanto o papai, dono de uma fortuna incalculável, e que também foi eleito senador pelo Maranhão. Por favor, não critiquem o eleitorado do Maranhão: outros estados de Banânia deram esmagadoras votações pra Lula e pra Dilma…

Na postagem, há um link que remete a outra postagem, esta sim, sobre Lobão Pai. (clique aqui para ler)

Boa leitura!!!

8 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

POR QUE A ESQUERDA DEFENDE A “DESMILITARIZAÇÃO” DA POLÍCIA?

Rodrigo Constantino

A campanha da esquerda contra a Polícia Militar é conhecida. Vemos diariamente uma intensa propaganda negativa, que chega a retratar os policiais como a maior ameaça à paz. Alguns chegam ao extremo de pedir o fim da Polícia Militar, como fez Gregorio Duviver. Outros posam de mais “moderados”, e alegam desejar “apenas” a “desmilitarização da PM”. O que estaria por trás disso?

O maestro Tom Martins fez um comentário cirúrgico que sintetiza com perfeição o verdadeiro objetivo oculto nessa campanha:

É claro que a esquerda não quer “acabar com a polícia”. O que desejam é a “desmilitarização”, ou seja, tornar a polícia uma força civil com direito de greve, etc. Alguns falam em centralização das polícias, algo que apenas colocaria o centro de decisões muito mais longe da população, exatamente o oposto do modelo americano. Mas o principal ponto é que as polícias trocariam a ordem militar por um sistema de funcionários públicos civis.

E por que os esquerdistas odeiam a Polícia Militar? Porque a polícia, sendo militar, não está sob o jugo dos sindicatos. Num país onde grupos comunistas dominam os sindicatos, desmilitarizar as polícias seria o mesmo que controlá-las. A esquerda já domina as universidades, as redações, a Igreja, o lumpesinato, o meio cultural e o ambiente político-partidário. Falta apenas controlar os detentores do monopólio do uso da força bruta do estado. Por isso o ponto urgente em sua agenda: a “desmilitarização da PM”.

Na República Sindical que é nosso país, sob domínio da esquerda, é simplesmente insuportável que a PM esteja fora disso. O sonho desses esquerdistas é que cada policial fosse exatamente como os “professores” do ensino público, em sua maioria capachos dos sindicatos ou militantes disfarçados que fazem proselitismo ideológico e lavagem cerebral nos estudantes. É uma questão de controle. Como Bene Barbosa resumiu: “Tática de dominação e controle. Só isso!”

Claro, falo dos líderes da esquerda, ou seja, dos oportunistas safados que sabem muito bem o que estão fazendo e possuem uma agenda por trás de cada ato pensado. Não entram nessa lista os idiotas úteis, os românticos bobocas e infantis, que pintam unhas de branco pela paz ou usam camisetas com a pomba que o comunista Picasso eternizou como símbolo do pacifismo, desenhada em uma litografia de presente para o assassino Stalin.

Esses “pensam” mesmo que policiais com flores em vez de armas fariam muito mais pela paz, e nem o caos anárquico no Espírito Santo é capaz de fazer tal crença balançar. É uma questão de necessidade, pois essa turma vive no mundo da estética, e imaginar seres humanos como figuras santificadas, cantando de mãos dadas “Imagine”, faz parte da personalidade fraca e covarde dessa gente, massa de manobra dos canalhas.

Mas a liderança não é nada boba. Sabe o que está em jogo. Defende bandidos como “vítimas da sociedade” e policiais como os “algozes da sociedade” porque querem fomentar o crime e enfraquecer a lei, tomando o controle do monopólio da força pelo estado. É tudo parte de um esquema totalitário de poder.

8 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS INCLUSOS

A ex-presidente Dilma Rousseff foi notificada a depor em ação penal aberta pelo juiz federal Sérgio Moro, dos processos da Operação Lava Jato, em Curitiba, como testemunha de defesa do empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht.

O dono do Grupo Odebrecht – preso desde 19 de junho de 2015, em Curitiba – é réu no processo, acusado de pagar propina para o ex-ministro Antonio Palocci.

Novo delator da Lava Jato, Odebrecht arrolou a ex-presidente como testemunha de defesa.

Dilma terá que comparecer na sala de videoconferências da Justiça Federal, em Porto Alegre, no dia 24, para ser ouvida por Sérgio Moro – será a primeira vez que ela fala ao juiz da Lava Jato.

A oficial de Justiça Mirian Barbosa registrou em certidão, anexada nesta terça-feira, 7, no processo que conseguiu no dia de ontem notificar a ex-presidente.

Identificado nas planilhas da propina da Odebrecht como “Italiano”, uma anotação do Setor de Operações Estruturadas da empresa registra R$ 128 milhões de valores pagos ao ex-ministro – que está preso desde setembro de 2016, em Curitiba.

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Nesta terça-feira ensolarada e amena, nós, os contribuintes brasileiros, merecemos ouvir uma música relaxante.

Uma linda música em louvor à amizade.

7 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

CELERIDADE X IMPUNIDADE

Faveco Corrêa

Ainda bem que o novo Ministro Relator da Lava Jato prometeu que, além de tratar o tema com responsabilidade (sic), será rápido na apreciação dos processos que se acumulam no STF.

Tratar com responsabilidade não é mais do que simples obrigação: afinal, quem poderia imaginar que, apesar de Ricardo Lewandowsky ter atropelado a Constituição e fatiado a sentença de Dilma Roussef, um Ministro do Supremo agiria irresponsavelmente? Seria o definitivo fim do mundo das nossas já titubeantes instituições.

Velocidade, rapidez e celeridade é justamente o que nós, a sociedade, esperamos. A lentidão do Supremo dá a nítida impressão, conforme editorial de 2 de fevereiro do Jornal Estado de S. Paulo, que “a suprema corte é o sepulcro das ações que envolvem acusados com prerrogativas de foro”.

Esta impressão acaba de se robustecer com a infeliz decisão do presidente Michel Temer de nomear ministro seu amigo Moreira Franco, citado em delações da Lava Jato, elevando para 28 o número de ministérios do Planalto. Pelo andar da carruagem, brevemente teremos dezenas de outros ministérios criados para livrar a cara de personagens alinhados com o Planalto. Confesso que esta atitude presidencial me deixou perplexo e estarrecido, por escancarar o fato de que pretendem confirmar o Brasil como o campeão mundial da impunidade dos políticos poderosos.

Lembram que quando a ex-Presidente Dilma tentou descaradamente emplacar seu “querido” padrinho Lula na Casa Civil, para que ele pudesse escapar das garras do juiz Sergio Moro, o país se revoltou indignado e o tiro acabou saindo pela culatra?

Agora, o caso do “Angorá”, como Moreira Franco é citado nas planilhas da corrupção (apelido bastante criativo, já que ele é branco como um gato dessa raça), ainda está passando batido. Será que a sociedade não vai protestar? Eu já estou protestando. É muita cara de pau.

Era tudo que Moreira Franco queria. Como ministro, vai fugir da implacável justiça de primeira instância, da qual estava morrendo de medo por causa de denúncias antigas e do que certamente virá das delações dos 77 executivos da Odebrecht, que foram homologadas por Carmen Lucia, e cujos conteúdos brevemente virão a público. Ele, como o homem dos aeroportos, estava voando baixo e por instrumentos; agora tem céu de brigadeiro.

Tudo nos leva a concluir, melancolicamente, que só mudaram as moscas…

A impressão que a sociedade tem de que a morosidade do STF facilita a impunidade é provada com fatos.

Até dezembro do ano passado, a justiça de primeira instância havia proferido 120 condenações baseadas na Lava Jato, enquanto a Suprema Corte não deu ainda nenhuma decisão no âmbito dessa operação. Segundo o Ministério Público Federal, o STF tem em mãos 15 denúncias, 18 inquéritos abertos e 3 ações penais, com 48 acusados. Na primeira instância 259 pessoas já foram acusadas. A diferença abismal.

A triste verdade é que a lentidão do Supremo tem causado espanto e gerado muita insatisfação da sociedade. Vide o caso do Senador Renan Calheiros, que continua dando as cartas, agora como líder da bancada do PMDB, apesar de estar respondendo por um caso de corrupção que está completando 10 anos (o pagamento de despesas de sua filha com a jornalista Mônica Veloso por uma empreiteira), além de mais 12 inquéritos no STF.

Agrava este quadro o fato de que no STF não são julgados penalmente cidadãos comuns e sim as mais altas autoridades, que desfrutam do execrável instituto do foro privilegiado e que, por causa disso, geralmente ficam impunes.

Oxalá o Supremo possa desmentir Lula e demonstrar que não está acovardado e que, em nome da justiça, tenha coragem suficiente até mesmo para enfrentar Eunício Oliveira, que na sua posse como novo presidente do Senado, fez claras ameaças.

E que o Ministro Edson Fachin, com a transparência, reponsabilidade e, principalmente, com a celeridade que anunciou em sua nota oficial depois da sua escolha como relator da Lava Jato, cumpra a sua promessa e consiga imprimir novo ritmo ao andamento dos processos que herdou do Ministro Teori Zavascki, de saudosa memória.

E que com isso reaproxime o Supremo da sociedade, que está começando a ficar descrente da sua atuação.

Que a substituição de Teori por Fachin não seja apenas uma mudança de moscas, cujo enxame continua esvoaçando sobre o até hoje intocado cerne da questão.

7 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

CANETADA DEIXA TRUMP ARRETADO

Juiz federal dos EUA paralisa aplicação do veto migratório de Trump.

A sentença impede que se ponha em prática no país inteiro o decreto que bloqueia a entrada de refugiados e imigrantes de sete países muçulmanos

A Casa Branca emitiu nota informando que vai recorrer contra a decisão do juiz federal do estado de Washington, James Robart, que suspendeu temporariamente o veto do presidente Donald Trump para entrada nos Estados Unidos de refugiados e titulares de visto de sete países predominantemente muçulmanos.

A Casa Branca primeiramente se referiu à decisão do juiz como “ultrajante”, mas depois retirou essa palavra da nota.

Embora temporária, a decisão do juiz de Seattle (cidade do estado de Washington) atinge o cerne da ordem executiva adotada há mais de uma semana por Trump, que previa o veto – por 90 dias – da entrada de pessoas nos Estados Unidos provenientes do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen.

* * *

Este cabra, o juiz ianque, como diria o impoluto e digno pulítico banânico Renan Calhorda Calheiros, é um “juizeco”

Um juizinho bostel, uma magistradinho de quinta categoria, que ganha fama ao derrubar uma lei do prisidente dos zamericanos, o mais abilolado e furioso já eleito pra botar a bunda na cadeira da Casa Branca.

O dotô James Robart emputiferou não apenas Trump, como também seus fanáticos admiradores de todo Planeta Terra, inclusive a extrema direita banânica, ferrenha defensora de muros, bufetes e segregações.

Este magistrado ianque está se inspirando nos juízes golpistas brasileiros.

Eu desconfio que ele deve ter tomado conhecimento das sentenças do Dr. Sérgio Moro, aquelas que desafiam potentados e puderosos do primeiro até o mais alto escalão.

6 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

ROMENOS NAS RUAS

O governo da Romênia revogou neste domingo um decreto aprovado na última terça-feira que descriminalizava atos de corrupção e gerou protestos em massa no país. A população romena permaneceu praticamente seis dias em protesto contra a lei que determinava que desvios de até US$ 48 mil não seriam punidos.

“O governo aprovou o projeto de revogação do decreto”, anunciou o Executivo social-democrata, cujos ministros participaram hoje de uma reunião extraordinária, frente ao maior movimento de protestos desde a queda do comunismo, em 1989.

Os romenos continuaram mobilizados neste domingo, com novas manifestações, para manter a pressão sobre o governo social-democrata.

“Espero que seja uma anulação verdadeira. Disseram que nos ouvirão, mas querem levar outro texto para o Parlamento. Vamos estar atentos, para que não nos enganem”, disse Daniel, 35, expressando a desconfiança de muitos romenos, que também pedem a saída do atual governo.

Cerca de meio milhão de pessoas protestaram neste domingo, de acordo com estimativas de redes de televisão locais.

Esses canais informaram sobre manifestações de entre 200 e 300.000 pessoas em Bucareste, 45.000 em Cluj-Napoca e 40.000 em Timisoara. A esses balanços devem-se somar mobilizações em outras cidades e povoados país.

* * *

Muito idiota este povo romeno.

Eles deveriam seguir o exemplo de Banânia, onde elegemos e reelegemos Lula. E depois, elegemos e reelegemos Dilma.

Lula e Dilma fuderam a Petrobras, fuderam Banânia, fuderam tudo, elevaram a corrupção a níveis estratosféricos e… Lula e Dilma continuam livres, leves e soltos. 

Não vemos protesto algum nas ruas contra esta estranha liberdade da dupla que fomentou e incrementou o atoleiro em que atualmente Banânia se encontra.

Ainda mais protestos que duram seis dias!!!!!

Vão ser bestas assim lá na Romênia!!!

Vejam, na foto abaixo, os bonecos vestidos de Lula, em Bucareste, com os rostos dos guabirus, ladrões e corruptos daquele país.

6 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

É FEITO SUVACO E AXILA: A MESMA COISA

Em busca de espaço na Câmara, deputados petistas propuseram o seguinte acordo a Rodrigo Maia na véspera da eleição na Casa: a bancada daria 22 dos 58 votos do PT ao candidato e não lançaria candidatura própria. Mas, em troca, queria postos chave nas comissões das reformas.

Maia se disse disposto a entregar a presidência da comissão da reforma trabalhista para um deputado petista – desde que escolhido por ele.

Mas, segundo aliados de Maia, a “mercadoria” não foi entregue: eles alegam que o PT não entregou os votos que prometeu.

E mais: que já havia decidido não lançar candidatura própria antes mesmo de procurar Maia – mas usou a carta na manga para negociar a comissão.

Agora, afirmam deputados, a presidência da comissão da reforma trabalhista será negociada para outro partido.

* * *

Um canalha que recebeu proposta de um grupo de outros canalhas.

E fez uma canalhice com os canalhas vermêios-istrelados.

Ao mesmo tempo que os canalhas vermêios-istrelados fizeram uma canalhice com Maia.

Tudo tolôte do mês pinico.

Tudo farinha do mesmo bisaco.

“Xiuf, xiuf, snif, snif… por mais que eu me esforce, não consigo ser mais sacana que um petralha…”

6 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

ITALIANOS DESCOBREM PORQUE O BRASIL DEMITIU A DILMA

A Dilma decidiu viajar para a Europa para liderar uma campanha de difamação contra o Brasil. Mas o que se viu na Itália, no seminário “La Solitudine dela democrazia”, numa universidade de Salento, na cidade de Lecce, foi uma ex-presidente lesada ao tentar iniciar uma palestra que não concluiu. A exemplo do que fazia em seus discursos mirabolantes no Brasil, ela esqueceu o que estava dizendo para delírio da plateia e da tradutora que morreram de rir com a gafe da nossa conferencista.

Ela começou a falar para uma pequena plateia na universidade buscando teorias vazias e infantiloides para descrever a democracia no mundo, tema do encontro. Mas em pouco tempo, em menos de quinze segundos, os italianos, enfim, descobriram porque a Dilma foi demitida da presidência no Brasil. Veja: “Ninguém só constrói o presente sem estar um pouco de olho no futuro. E é esse o processo que eu acho que nós temos de olhar, temos de olhar na Europa, na América Latina, nos Estados Unidos, somos todos irmãos nessa. E nunca, nunca…ah, esqueci o que eu tava falando…”

O vexame da ex-presidente transformou o seminário em um esquete humorístico, quando a plateia não se conteve e se desmanchou às gargalhadas como se visse à sua frente uma comediante descontraindo os sisudos acadêmicos da universidade e fazendo a festa dos alegres estudantes. Dilma nem tentou se recompor. Como cego em tiroteio, não se achava naquele meio acadêmico acostumado a receber com pompas grandes líderes do mundo.

Enquanto ela tentava condenar o impeachment que a tirou da cadeira da presidência, acusando de golpistas o povo que foi às ruas, o STF e os parlamentares, no Congresso Nacional o PT fazia acordo por baixo dos panos para compor as mesas diretoras da Câmara e do Senado, que elegiam seus presidentes “golpistas”. No Senado conseguiu emplacar José Pimentel como primeiro secretário e na Câmara ainda luta para pegar um restinho do que sobrou dos cargos para alojar seus militantes desempregados.

O acordo político – que não passou por ela – só mostra o desprezo que a cúpula do PT tem pela ex-presidente. Ao decidir compor a mesa com os “golpistas”, Lula não quis correr os mesmos riscos da eleição passada quando o PT ficou de fora até de comissões menos importantes na Câmara dos Deputados, depois de concorrer e perder as eleições de presidente da Casa. Agora, mais uma vez, jogou às favas os escrúpulos e tentou os acordos espúrios para manter o seu partido ainda respirando por aparelho dentro do Congresso Nacional.

Mas, alheia ao que se passa na política brasileira, Dilma decidiu fazer uma campanha contra o impeachment, quase um ano depois do seu afastamento. Essa sua atitude, no mínimo, mostra o seu retardamento com os fatos e um grave problema de se conectar com a realidade, o que talvez justifique a fragmentação do seu pensamento. A obsessão dela em manter a versão do golpe para a sua queda, é um caso psiquiátrico que vem afetando gradativamente o seu comportamento de pessoa tumultuada, desorientada e descompensada.

Estudiosos teriam condições de analisar esse transtorno mental da ex-presidente, caso, claro, ela queira se submeter a uma junta psiquiátrica. O que eu posso assegurar, no entanto, nesse meio século de jornalismo, é que nem maconha estragada provoca tanto distúrbio em uma pessoa.

6 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEGUNDA-FEIRA- A PRIMEIRA DAMA CONVOCA AS SEGUNDAS DAMAS

* * *

A linda Marcela vai se reunir com as esposas dos gunvernadores.

Ela bem que poderia convocar uma reunião com as esposas dos blogueiros, levá-las pra Brasília junto com os maridos, fornecendo passagem e estadia, em solene convescote no Palácio da Alvorada, a residência oficial da prisidência banânica.

Assim como criou o programa Criança Feliz, acho que Marcela deveria apadrinhar (ou seria amadrinhar?…) um programa intitulado Blogueiro Feliz.

Eu viajaria mais Aline, esposa deste Editor que vos fala, pra trocar beijinhos com Marcela e tentar arrancar uma verba pública pra tirar as finanças do JBF da miséria em que se encontram. Já elaborei todo um planejamento para o evento e acabei de enviar pro endereço eletrônico da prisidência, solicitando que a mensagem seja encaminhada para nossa linda primeira dama.

Também escrevi lacrimosas linhas para o esposo de Marcela, o Insolentíssimo Sinhô Prisidente Michel Temer, implorando que ele permita sua esposa atender o pedido desta gazeta escrota.

O leitor fubânico que quiser reforçar a nossa súplica, torrando o saco de Michel até ele dar a autorização, é só clicar aqui .

5 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

RECEITA PARA MAU PAGADOR

Zuenir Ventura

Se você está inadimplente com a prefeitura do Rio, a solução é simples, desde que você atenda aos seguintes requisitos: ter uma casa num condomínio de luxo na Barra valendo mais de R$ 500 mil, um apartamento no mesmo bairro, dois terrenos em Angra, um em Cabo Frio, outro em Búzios e três carros – um patrimônio avaliado em cerca de R$ 1 milhão.

A fórmula funcionou pelo menos para o vice-prefeito Fernando Mac Dowell, dono das propriedades citadas, conforme constam na Justiça Eleitoral, e que há 15 anos não paga IPTU, acumulando uma dívida de R$ 215 mil, sem contar os R$ 235 mil de ISS e os R$ 137 mil de Imposto de Renda.

Ao defendê-lo esta semana, o prefeito Marcelo Crivella deu uma curiosa resposta quando lhe perguntaram se aquele não era um mau exemplo: “Se a pessoa é rica e não paga, é um mau exemplo. Agora, se não tem condições de pagar e não pagou, então, ela precisa negociar”. Para ele, esse seria o caso do seu vice, que estaria “passando por momentos difíceis. Tenho certeza que Deus vai abençoá-lo”.

Quando assumiu, Crivella mostrou-se preocupado com as distorções que encontrou nos pagamentos do IPTU e prometeu, sem aumentá-lo, rever e corrigir isenções e dívidas indevidas.

Para dar uma ideia: o município conta com dois milhões de imóveis cadastrados, mas seis em cada dez não pagam o Imposto Predial e Territorial Urbano.

Na condição de um desses inadimplentes, o vice não quis se explicar para a imprensa, alegando que era uma “questão de cunho pessoal”, esquecendo-se de que a dívida pública de um homem público é uma questão pública, não pessoal. Tanto é assim que os candidatos são obrigados a apresentar declaração de todos os bens particulares, como ele e o prefeito fizeram.

De um governante e de sua conduta, os eleitores têm o direito de saber tudo, principalmente se é capaz de cumprir seus deveres básicos de contribuinte.

A revelação meticulosa dessa história exemplar pelo repórter Luiz Ernesto Magalhães surtiu efeito imediato sobre o vice-devedor. Seu advogado anunciou que conseguiu parcelar a dívida do cliente em sete anos, os quais, somado aos 15 do atraso, resultam num acordo mais que vantajoso para quem ficou tanto tempo sem quitar a conta.

O que não se sabe é se todos os que realmente estão passando por “momentos difíceis” terão a mesma sorte.

5 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

HOMEM DE PALAVRA FIRME E VERDADEIRA

Quando registrou sua candidatura a senador em 2002, Sérgio Cabral Filho (PMDB) declarou ter pouco menos de R$ 380 mil em ativos. Era uma redução em relação a 1998, quando dissera à Justiça Eleitoral ter patrimônio de R$ 827.872,03.

A realidade, porém, era outra. Deputado desde 1991 e presidente da Assembleia Legislativa do Rio a partir de 1995, Cabral aumentara suas posses – e muito.

Acumulara ilegalmente US$ 2 milhões, equivalentes a R$ 5 milhões, na conta Eficiência, no Israel Discount Bank of New York, segundo as investigações da força-tarefa responsável pelas operações Calicute e Eficiência.

Em 2006, na disputa pelo governo, Cabral reconheceu ter no Brasil posses de R$ 647.875,61. Em outros países, de acordo com os investigadores, guardava secretamente US$ 6 milhões (R$ 13,7 milhões).

O contraste entre os patrimônios declarado e real do ex-governador, preso em Bangu 8 na Operação Calicute, chamou a atenção dos investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF).

Eles souberam da existência da fortuna em outros países – em dólares, euros, barras de ouro, ações e até diamantes – pela delação de Marcelo e Renato Chebar.

* * *

“Não é nada meu”, foi o que Cabral declarou quando procurado pela reportagem do JBF.

Cabral acrescentou que não tem apartamentos triplex em Ipanema, não tem sítios em Araruama e não tem jatinhos em hangares do Galeão.

Ele disse que nem mesmo a mulher que esta presa, Adriana Ancelmo, é dele!

E eu, este Editor que vos fala, que fiz a entrevista com Cabral, acredito em tudo que ele falou.

Recomendo a todos vocês: acreditem nele também.

É um homi que só fala a verdade. A mais pura e cristalina verdade.

É tão honesto quanto Jesus Cristo.

E tão injustiçado quanto outro grande inocente vítima de perseguição, o ex-prisidente Lula.

Sérgio Cabral, tanto quanto Lula, merece toda nossa confiança e respeito.

Sérgio Cabral vivendo uma cena típica de uma ditadura: preso injustamente num país sem lei, sem constituição, sem justiça e com juízes golpistas que assinam sentenças de prisão contra almas puras e inocentes

5 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

ENTRE O PÉSSIMO E O RUIM

Ruy Fabiano

Redução de danos tem sido palavra-chave para entender (e explicar) a política brasileira contemporânea. Trocar Dilma Roussef (PT) por Michel Temer (PMDB) foi, por exemplo, um desses momentos em que o princípio se impôs, goela abaixo.

Temer estava (está) longe de ser um modelo alternativo: presidiu o PMDB nos quatro governos petistas, foi adepto da “relação carnal” (expressão de José Dirceu) entre os dois partidos, compartilhando votos, cargos e delitos. Era (é) a personificação de seu partido. Mas Dilma superou as piores expectativas.

Com a economia em ruínas, desemprego galopante e o país em desordem, e a presidente convicta de que nada disso ocorria, a opção que se estabeleceu foi entre o abismo (Dilma) e a pinguela (Temer). Pinguela, pois – e nela estamos.

Exemplos equivalentes não faltam.

Na recente eleição para a prefeitura do Rio, o eleitor se viu, mais uma vez, entre o fogo e a frigideira, obrigado a escolher entre dois Marcelos: o Freixo (PSOL), patrono dos black blocs, adepto do estatismo alucinado, ou o Crivella (PRB), sobrinho do proprietário da Igreja Universal, bispo Macedo. Optou por Crivella, a frigideira.

Fiquemos com o caso mais atual: a escolha, na quinta-feira, de Edson Fachin para relator da Lava Jato no STF, em substituição a Teori Zavascki, morto mês passado em acidente de avião.

Temeu-se pelo fim da Lava Jato, já que as alternativas sucessoras – Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, integrantes da 2ª turma do STF – não parecem entusiastas da operação judicial em curso. Celso de Mello, tido como a escolha ideal, alegou questões de saúde, provavelmente para não a perder de vez.

Os integrantes da Lava Jato, incluindo o juiz Sérgio Moro, chegaram a celebrar a escolha. Mas não por sabê-la grande coisa, senão por ser a menos problemática – e menos explícita.

Fachin – e isso é constatável em vídeos na internet – foi um petista fervoroso, defensor do politicamente correto e dos movimentos sociais revolucionários (MST, CUT, MTST, UNE etc.).

Chegou a subir num palanque, em 2010, para pedir votos para a candidata Dilma Roussef, que, agradecida, viria a nomeá-lo ao STF em 2015, no início da crise do Petrolão. Cumpriu, quase sempre, o papel a que seus patronos o destinaram.

Aderiu, por exemplo, à tese do fatiamento do processo, levantada por Toffoli, reduzindo o papel do juiz Sérgio Moro. Com tal perfil, a que se somam diversos outros momentos, não haveria por que vislumbrar, com sua relatoria, maiores novidades.

Mas, a exemplo de Teori, de quem era amigo, não parece disposto a remar contra a maré e desafiar os fatos, como, por exemplo, já o fizeram Toffoli e Lewandowski, este chegando, inclusive, a fatiar um mesmo dispositivo da Constituição para preservar os direitos políticos de uma presidente cassada. Fachin sabe que relatará sob intensa pressão pública, interna e externa.

A Lava Jato, hoje, estende seus tentáculos para fora do país. A Odebrecht, cujas delações relatará, está sendo investigada e processada em diversos países da América Latina – Panamá, Colômbia, Equador e até Venezuela. Seus delitos (e estamos falando de uma só empreiteira; há diversas outras) começam a chamar a atenção de autoridades dos EUA. É só o começo.

As investigações, por meio de convênios, mobilizam outros países, dispostos a dar nome aos bois – e sobretudo a confiná-los.

Não por outro motivo, Teori decidira quebrar sigilos e dar sequência, sem concessões políticas, ao processo. Fachin, diz-se, não terá outra alternativa. A Lava Jato é maior que seus eventuais adversários – e não pertence a ninguém, senão ao país. Tornou-se o símbolo de uma ansiada nova era para a vida pública brasileira.

5 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

O ANGORÁ DE TEMER

Citado em trechos vazados de delações da Odebrecht, o secretário-geral da Presidência, Moreira Franco, pode até ser inocente. Se o é, insiste em parecer o contrário. Sua ascensão a ministro, com direito a foro privilegiado, não só aponta para culpa confessa como complica o presidente Michel Temer, que reincide no erro de proteger os seus quando há sobre eles forte suspeição.

Temer já apanhou com as escolhas imprudentes de Henrique Eduardo Alves (Turismo), Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência), ministros envolvidos na Lava-Jato, que tiveram de abandonar seus cargos ainda durante sua interinidade.

Sofreu ainda mais com Geddel Vieira Lima, que deixou a Secretaria do Governo depois de apertar o presidente em uma saia justíssima, tendo usado o cargo em benefício próprio, no caso, um apartamento milionário em Salvador.

Com Moreira, o “angorá” na planilha do departamento de propina da Odebrecht, mais uma vez Temer escolheu colocar seu governo, e de quebra o país, em risco.

A benesse a Moreira se materializou na quinta-feira. E atropelou vitórias importantes que o presidente arrancara com as eleições das mesas do Senado e da Câmara dos Deputados. Nelas, se viram maiorias sólidas, capazes de dar respaldo, e até celeridade, às reformas de que o impopular Temer e o agonizante Brasil tanto precisam.

Ofuscou ainda a entrada de corpo e alma do PSDB no governo – que Temer pretendia triunfal – com as posses de Antônio Imbassahy na Secretaria de Governo e de Luislinda Valois, no recriado Ministério de Direitos Humanos.

Com as alterações, a Esplanada que Temer queria ver reduzida bateu em 28, entre ministros, Banco Central, Procuradoria e secretários com status de ministros. Apenas três a menos do que a presidente deposta Dilma Rousseff deixou.

A petista chegou a ter 39 auxiliares no primeiro escalão, oito a mais que seu padrinho Lula, 18 acima do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em 2015, quando a crise explodiu sua porta, Dilma reduziu para 31, retirando status de ministros de pastas que agora Temer repõe em nome não só de agrados a parceiros políticos, mas também do privilégio de foro.

Com atitudes assim, por mais que anuncie reformas e até vença no Congresso, rode o país e apareça em inaugurações, Temer dificilmente conseguirá construir credibilidade – quanto mais popularidade.

É fato que tem o que mostrar na área econômica. E muito.

Pela primeira vez desde maio de 2014 a inflação foi domada para dentro do teto da meta; os juros, ainda altos, baixaram por dois meses consecutivos, algo que não acontecia desde abril de 2013; a expectativa positiva nos meios produtivos aumentou.

E também na política.

Conseguiu aprovar o teto de gastos, tem chances de vencer, pelo menos parcialmente, nas reformas previdenciária e trabalhista. Com discrição e tato, colocou seus prediletos Rodrigo Maia (PMDB-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE) na presidência da Câmara e do Senado. Devido a uma fatalidade, vai indicar um ministro do Supremo, algo que jamais imaginou que poderia fazer.

Deveria saber que as sete vidas não passam de lenda. E que, por mais tinhoso que seja o bichano, não há gato que valha o risco de pôr tudo a perder.

5 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

NÃO CUSTA NADA LEMBRAR

Não foram os policiais federais e ou os procuradores, nem muito menos o juiz Sérgio Moro, que se locupletaram do cargo ou aceitaram sítios ou apartamentos a título de propina, tampouco receberam “doações” milionárias das mesmas empreiteiras que roubavam o Brasil.

* * *

Danado é mostrar esta obviedade pruma turminha de descerebrados renitentes.

É mesmo que dar conselho a doido: pura perda de tempo.

“Daqui num saio, daqui ninguém me tira”

4 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

LARÁPIOS ADMINISTRANDO O TESOURO

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, autorizou nesta quinta-feira (2) a soltura do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores Paulo Ferreira.

Preso em junho de 2016, ele é réu no processo que apura irregularidades nas obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio de Janeiro.

A denúncia cita os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

* * *

O PT bateu o recorde planetário em termos de tesoureiros presos.

Um fenômeno interessantíssimo.

E tesoureiro, como sabemos, é quem cuida do tesouro.

Tô falando apenas dos tesoureiros, sem contar os outros incarnados, como o prisioneiro Zé Dirceu.

Uma curiosidade que tem tudo a ver com o bando vermêio-istrelado.

Lendo esta notícia da soltura de um criminoso petralha, me lembrei no saudoso Joelmir Betting, falecido em 2012, um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro.

Vejam o que ele disse:

3 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

A INVEJA MATA

A União cobra R$ 22,7 milhões do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu (PT) por sonegação fiscal. Em petição encaminhada ao juiz Sérgio Moro, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional alega que “é indiscutível que, dentre as diversas ilegalidades praticadas por José Dirceu, as quais o tornaram réu investigado em inúmeras ações penais no âmbito da Operação Lava Jato, existiram atos que implicaram no desrespeito de normas tributárias”.

Os cinco procuradores da Fazenda que subscreverem o requerimento a Moro argumentam, também, que as operações praticadas pelo petista, bem como a renda que ele obtinha com essas, não eram declaradas aos órgãos da administração tributária. Pela peça, a intensão de Dirceu em omitir o que gerou a sua renda configura-se em “crime de sonegação fiscal em diversas oportunidades”.

Um dos fundadores do PT, José Dirceu está preso em Curitiba, base da Operação Lava Jato, desde o dia 3 de agosto de 2015. Sérgio Moro o condenou a 20 anos de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa no esquema de propinas instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014.

Ao pedir “tutela provisória de urgência cautelar”, a Procuradoria da Fazenda alerta Moro sobre o “risco de não satisfação dos créditos tributários” atribuídos a Dirceu.

* * *

Morro de inveja desta turminha.

Eu queria ter condições de dever à Receita Federal pelo menos o dobro do que Zé Dirceu deve.

Mas, infelizmente, num sou petista.

Que merda…

“Esta porra deste Editor do JBF num larga do meu pé…”

3 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEXTA-FEIRA – BANÂNIA NUM TEM JEITO MESMO

O peemedebista Moreira Franco é citado em delação premiada da empreiteira Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato e agora, como ministro, passará a ter foro privilegiado e só poderá ser investigado com autorização do Supremo Tribunal Federal.

* * *

Um febrento feito este Temer Cara-de-Tabaca tinha mesmo que ter sido vice na chapa da petêlha Vaca Peidona.

Agora, só falta o guabiru Moreira Franco imitar Ceguinho Teimoso, petista renitente, e dizer que esta perseguição em torno do seu nome é coisa dos “golpistas“,

Banânia num tem jeito mesmo.

É um caso perdido.

É ladrão que não acaba mais!!!!

Vamos ouvir música pra relaxar e aguardar o final de semana.

2 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

FALTA MAIS UM

O juiz federal Sérgio Moro condenou nesta quinta-feira o marqueteiro do PT João Santana e sua mulher, Mônica Moura, pelos crimes de lavagem de dinheiro no esquema de corrupção na Petrobrás alvo da Operação Lava Jato.

Os dois foram condenados a 8 anos e 4 meses de prisão.

Entre os nove crimes de lavagem, reconheço continuidade delitiva. Considerando a quantidade de crimes, elevo a pena do crime em 2/3, chegando ela a oito anos e quatro meses de reclusão e cento e oitenta dias multa”, escreve Moro na sentença.

* * *

O marqueteiro do PT já está justa e devidamente condenado.

Agora só falta condenar o proprietário do PT.

João Santana e seus dois marqueteados vermêios-istrelados

2 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUINTA-FEIRA – GUABIRUTAGEM AZUL-EMPLUMADA

* * *

Para quem tem seu bandido predileto, esta é uma excelente notícia.

Pra lamentar ou pra baixar o cacete.

Só mesmo aqui no JBF é que não tem vaga pra se elogiar corrupto de qualquer cor.

Agora, aqui entre nós: eu só queria saber com quem foi que Aécio aprendeu a rebater uma acusação de ladroagem com a afirmação de que “isto é um absurdo

Vocês sabem?

.

1 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

AJUDANDO UM BANDIDO

Ao pedir vistas da ação que discute se réu pode permanecer na linha sucessória da Presidência da República, Gilmar Mendes ajudou Renan Calheiros.

Apesar dos votos de Celso de Mello, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, outros cinco ministros já se manifestaram contra a presença de réus no comando da Câmara e do Senado.

Seguindo essa tendência e uma vez concluído o julgamento, Renan seria impedido de presidir a sessão de votação da nova mesa diretora do Senado.

* * *

Esse Gilmar Bocudo Mendes é cheio de presepadas mesmo.

Putz!

Um ministro do Supremo dar uma mãozinha pra um bandido do porte de Renan é sujar a biografia.

Mas, como estamos em Banânia, tudo é possível.

É phoda!!!

1 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

COMPANHEIRO EIKE

Hubert Alquéres

O salão de festas do legendário hotel Waldorf Astória, em Nova York, estava lotado pela nata do empresariado americano na noite de 21 de setembro de 2009. Lula era o pop star do jantar onde estava recebendo o prêmio Woodrow Wilson for Public Service, concedido a políticos e empresários.

Em seu discurso, o então presidente da República, falou do “momento mágico” que o Brasil vivia e cumprimentou nominalmente apenas três pessoas: Luiz Dulci, secretário Geral da Presidência; Rex Tillerson, presidente mundial da ExxonMobil e hoje Secretário de Estado de Donald Trump, o principal cargo do governo dos EUA depois do presidente; e “o nosso companheiro Eike Batista”.

Eike Batista era a principal grife da política de “campeões nacionais”.

De fato, turbinado por um empréstimo do BNDES de R$ 10 bilhões, Eike já era o sétimo homem mais rico do planeta, dono de uma fortuna de R$ 30 bilhões e “orgulho do Brasil”, como a ex Dilma Rousseff o chamava.
O empresário-padrão parecia um novo Midas. Tudo em que tocava virava ouro, sem nenhuma ironia com seu parceiro Sérgio Cabral.

O império de Eike ruiu abruptamente em 2013 quando a joia da coroa, a petroleira OGX, foi à bancarrota porque os poços perfurados não tinham petróleo. O prejuízo ficou para os credores e investidores, entre eles o BNDES e fundos de pensão, que caíram no conto do “petróleo dos tolos”.

Em suas mãos ficaram ações micadas, algumas das quais com valor de centavos.

Para se ter ideia do tamanho do golpe: ao surfar no otimismo da era Lula, Eike Batista captou R$ 27 bilhões no mercado de capitais.

Diante do rotundo fracasso do maior símbolo do “momento mágico” lulista, o então presidente do BNDES, Luciano Coutinho, procurou amenizar o colapso como “acidente”, ao qual o mercado estaria “acostumado”.

Explicação mais estapafúrdia só mesmo a do místico Eike Batista. A culpa, dizia ele, foi de uma conspiração dos astros.

Acidente de percurso coisíssima nenhuma. A derrocada do grupo Eike foi o corolário de uma sucessão de vexames da estratégia lulopetista de eleger um “núcleo de empresas vencedoras”.

Nesta aventura o BNDES jogou cerca de R$ 40 bilhões em transações no mínimo duvidosas, como a OI/Telemar (a supertele criada para concorrer com as multinacionais), a campeã de laticínios LBR (que simplesmente quebrou), o grupo Bertin (que deu um vexame bilionário nos segmentos de carnes e energia) ou, dentre tantos outros, o frigorífico Marfrig (que recebeu R$ 3,6 bilhões de dinheiro público em aportes em troca de ceder 19,6% de seu capital ao BNDESPar).

No auge dessa loucura, Coutinho tecia loas a Lula, chamando-o de “nosso grande timoneiro” e dava fundamentos teóricos à política de “campeões nacionais”. De pés juntos, jurava que não havia um “processo artificial de fabricação de empresas”.

Diante do rosário de fracassos, o BNDES jogou a toalha em 2013. Desistiu dessa política, sem que ela tivesse se traduzido em ganhos para o Brasil.

Na Coréia do Sul, o programa público de estímulo – que gerou gigantes como a Samsung – estabelecia que as empresas contempladas apresentassem ganhos de produtividade e de exportação. Quem não alcançasse a meta, perdia imediatamente os benefícios.

No Brasil, nada se exigiu em contrapartida. Bastava ser amigo do rei.

Irmã gêmea dos campeões nacionais, a estratégia de se fomentar a substituição das importações no setor de óleo e gás, gerou a enroladíssima Sete Brasil.

Como suporte de tantos desatinos, o Tesouro Nacional injetou 350 bilhões de reais no BNDES, em apenas quatro anos.

Um espanto: o Tesouro captava recursos a juros da taxa Selic (12,75% em 2009) ao ano e repassava ao BNDES a juros de longo prazo, 6% ao ano. Por sua vez o banco fazia empréstimos de pai para filho a grupos privados escolhidos seletivamente.

Assim foi criado o capitalismo de laços descrito no livro de Sérgio Lazzarini, professor do Insper. Nessa modalidade, a acumulação de capital não se dá pela via da concorrência, de ganhos de competitividade e produtividade, mas pelas conexões de seletos grupos com o Estado.

Eike Batista é filho legítimo deste capitalismo de compadrio. Não seria o que foi sem o “momento mágico“ de Lula, sem a “nova matriz econômica” de Dilma.

O empresário queridinho dos governos petistas se apresenta à Justiça disposto a abrir o bico. Tem muito a contar sobre a política de campeões nacionais.

E é possível que Lula e “o companheiro Eike”, que hoje já vive no complexo penitenciário de Bangu no Rio de Janeiro, voltem a se encontrar. Não mais no luxuoso Waldorf Astória.

1 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

EM BANÂNIA TUDO É POSSÍVEL

Por decisão do seu próprio partido, PMDB, e sob pressão dos demais, o senador Renan Calheiros foi vetado para presidir a poderosa Comissão de Constituição e Justiça do Senado, como ele pretendia.

Os líderes concluíram que seria um desgaste desnecessário entregar a presidência da CCJ a um senador que é réu e investigado 13 vezes.

A CCJ é a comissão mais importante do Senado porque define os projetos que vão tramitar até serem votados no plenário.

Também cabe à CCJ sabatinar indicados para ministro do Supremo Tribunal Federal e diretores de agências reguladoras, por exemplo.

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Renan presidindo a Comissão de Constituição e Justiça do Senado – que é o órgão que sabatina os indicados para o STF -, seria assim como o réu interrogando os juízes.

Mas, como estamos em Banânia, nada é impossível.

Nada mesmo.

É bom não esquecermos nunca que somos um país que já teve na sua prisidência as figuras de Lula e de Dilma. Eleitos e (é phoda!!!) reeleitos!

Não esqueçam nunca disto.

Quanto a Renan, ele merece o mesmo destino de Lula e de Dilma: a lata de lixo.

31 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA TERÇA-FEIRA – TERTÚLIA FLÁCIDA PARA ADORMECER VACUNS

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O sujo falando da mal lavada.

Os dois são tolôtes do mesmo pinico.

Dou um pelo outro e não quero torna.

Aquela turminha que tem seus safados prediletos se esquece que estes dois foram eleitos juntos,  na mesma chapa.

O fato é que rombo, rombo mesmo, existe é no furico de nós outros, os contribuintes.

“Fumos eleitos juntos, cumpanhero Temer. E juntos vamos butar pra fudê nesse povão que tá lá em baixo batendo palmas pra nóis dois”

31 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA TERÇA-FEIRA – O CULPADO

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Segundo o fubânico petista Num-Quero-Enxergar-Nada – que adora gráficos, números e estatísticas -, esta fantástica taxa de desemprego é culpa dos tucanos.

É a herança maldita da desastrosa administração de FHC.

Os 13 (êpa!) anos de gunverno do PT nada tem a ver com isto.

31 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

UM CORRUPTOR ESPERTO

Os governos do PT abriram os cofres para financiar projetos do ex-bilionário Eike Batista, preso nesta segunda-feira (30) no Rio.

Até 2013, ainda no primeiro governo Dilma, o BNDES beneficiou ao menos onze empresas do “Grupo EBX”, de Eike, num total de R$10,4 bilhões em financiamentos diretos.

Outros negócios possibilitados pelos governos Lula e Dilma podem ter rendido ao menos R$20 bilhões ao empresário.

Eike ainda contava com as lorotas da cúpula do BNDES para explicar o dinheiro fácil, definindo os ativos da EBX como “sólidos e valiosos”.

O BNDES também utilizou recursos do FAT, o Fundo de Amparo ao Trabalhador, para bancar as aventuras de Eike Batista.

Lula se utilizou do jatinho de Eike em viagens, e Dilma visitou a EBX, quando em discurso disse que o empresário é “orgulho do Brasil”.

A ordem para financiar as aventuras de Eike com dinheiro público saía do Planalto, nos governos do PT, apesar dos sinais da derrocada.

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Eike, Lula e Dilma, tudo farinha do mesmo bisaco.

Tudo tolôte do mesmo pinico.

O Corruptor Ativo sabia muito bem a ciência de arrancar o que quisesse da dupla de “estadistas” petralhas.

“Dilminha querida, quanto tu peidas o ar fica perfumado. Estou sentindo daqui. Hum… Que cheirinho gostoso! Agora, vê se arranja aí uma obra bem cara do governo pra eu fazer”

31 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

BILIONÁRIO BELGA FINANCIOU CAMPANHAS

Ethevaldo Siqueira

Este cavalheiro na foto abaixo é um dos “grandes amigos” de Lula, de Dilma e do PT. Seu nome: Albert Frère, um mega empresário belga e um dos homens mais ricos daquele país.

Financiou a campanha do Lula, o filme Lula, a campanha da Dilma…

E até há pouco, havia poucas provas do grande escândalo que estava por trás dessa “amizade”. Hoje há uma tonelada de provas e evidências.

O barão Albert Frère, um dos homens mais ricos da Bélgica

Qual é a razão da amizade estranha? Pura gratidão. Albert Frère era o dono da Refinaria de Pasadena, no Texas, por meio da Astra Transcor Energy, que foi comprada por U$ 42,5 milhões como sucata, em 2005, e vendida um ano depois por U$ 1,12 bilhão para a Petrobras.

Ou seja, por um preço 26 vezes maior. Mamãe Petrobras dos tempos de Lula e Dilma era bem generosa, não acham?

Albert Frère possui 8% das ações da GDF Suez Global LNG, ocupando a cadeira de vice-presidente mundial nesta mega organização, maior produtora privada de energia do planeta.

A GDF Suez possui negócios com a Petrobras no Recôncavo Baiano, mas seu principal negócio no Brasil é a Tractebel Energia, dona de um faturamento de quase R$ 6 bilhões anuais.

A empresa é dona de Estreito, Jirau, Machadinho, Itá e dezenas de hidrelétricas, termelétricas e eólicas. Por aí vemos como os “líderes de trabalhadores” e seus amigos se articulam sem que ninguém imagine como funciona a máquina da corrupção.

A Tractebel, que é da GDF Suez, tem como um dos principais acionistas o senhor Albert Frère, um dos donos da Astra Transcor Energy, o mesmo que passou a perna no Brasil em U$ 1,12 bilhão na grande maracutaia de Pasadena, e que correspondeu à generosidade dos governos petistas tornando-se grande doadora da campanha de reeleição de Lula, em 2006, com a doação modesta de R$ 300 mil – cuja legalidade chegou a ser contestada.

A mesma Tractebel foi uma das patrocinadoras do filme “Lula, Filho do Brasil” (eu quase errei ao escrever esse título, de “Filho do Brasil”…). Já em 2010, para a eleição de Dilma, a Tractebel doou quase R$ 900 mil.

Será que os próprios petistas (honestos e puros, se ainda houver alguns) não deveriam exigir a apuração rigorosa de tudo isso? Ninguém está inventando nada.

Essas denúncias foram publicadas na imprensa brasileira desde 2014, na Folha de S. Paulo e outros veículos. Clique aqui para ler.

31 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

EIKE CARECA É A FOTOGRAFIA DE UM BRASIL DIFERENTE

A imagem do ex-bilionário Eike Batista careca, uniformizado de preso, escoltado por policiais, sendo transferido de uma penitenciária para outra é o retrato de um Brasil em mutação. Um país ainda desanimador. Mas que já consegue expor as mazelas que comprovam uma evidência: esta é a nação onde há as mais fabulosas possibilidades de surgir um mundo inteiramente novo. Caos, matéria-prima básica dos grandes recomeços, não falta.

Eike voara para Nova York dois dias antes da decretação de sua prisão. Dispunha de dinheiro e de um passaporte alemão. Poderia tentar uma fuga. Preferiu retornar para “ajudar a passar as coisas a limpo”. Fez isso porque concluiu que já não é tão fácil ficar completamente impune depois de passar as coisas a sujo no Brasil – um país que ainda não é inteiramente outro, mas já está diferente.

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30 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

CÁRMEN LÚCIA TOMOU DECISÃO QUE A CRISE EXIGIA

Franzina e baixinha, Cármen Lúcia tomou nesta segunda-feira uma decisão à altura da crise moral que o país atravessa. Educada em colégio de freiras, formada em universidade católica, a presidente do Supremo Tribunal Federal poderia ter confiado à providência divina o futuro da Lava Jato. Mas preferiu não dar sorte ao azar. Ao homologar as 77 delações da Odebrecht, a ministra manteve o ritmo da Lava Jato. Retirou do substituto de Teori Zavascki, ainda a ser sorteado, a chance de pisar no freio.

Cármen Lúcia contrariou interesses e opiniões dentro e fora do Supremo. No Planalto e no Congresso, políticos encrencados nas investigações apostavam que a morte do relator Teori lhes proporcionaria o refrigério de um atraso de pelo menos três meses na tramitação do processo. Na Suprema Corte, parte dos ministros era contra a urgência. Alegava-se que a homologação a toque de caixa era desnecessária e até desrespeitosa com o futuro relator, posto sob suspeição antes mesmo de ser escolhido. Não restou aos contrariados senão dizer “amém” à homologação. A presidente do Supremo cercou-se de todos os cuidados técnicos.

De plantão no Supremo durante as férias dos colegas, cabe a Cármen Lúcia decidir sozinha as pendências urgentes. Ela conversou com os juízes que trabalhavam com Teori. Soube que o relator da Lava Jato havia se equipado para homologar no início de fevereiro os acordos de colaboração da Odebrecht. Só faltava ouvir os delatores, para saber se suaram o dedo espontaneamente. Convidou o procurador-geral Rodrigo Janot para uma conversa. Acertou com o chefe do Ministério Público Federal o envio de uma petição requerendo a urgência nas homologações.

Munida da requisição de Janot, Cármen Lúcia autorizou a equipe de Teori a tocar as inquirições dos delatores. O trabalho foi concluído na última sexta-feira. Simultaneamente, a ministra realizou consultas aos colegas. Avaliou que as opiniões contrárias à homologação eram minoritárias. E escorou-se no regimento do Supremo para deliberar sozinha sobre a matéria, tratando-a com a urgência que a conjuntura requer. Fez isso um dia antes do encerramento do recesso do Judiciário. As férias terminam nesta terça-feira (31). Tomou um cuidado adicional: manteve o sigilo das delações.

A preservação do segredo, recebida com alívio no Planalto e no Congresso, pode ser inócua. Logo começarão os vazamentos dos trechos que ainda não chegaram ao noticiário. Mas Cármen Lúcia livrou-se de críticas, porque manteve o formato das decisões tomadas anteriormente pelo próprio Teori. O antigo relator só levantava o sigilo dos acordos de colaboração depois que a Procuradoria da República requisitava a abertura de inquéritos na Suprema Corte.

Com o aval de Cármen Lúcia, o Ministério Público pode dar sequência às investigações, equipando-se para processar e punir os envolvidos. Parte do material será enviada para Curitiba, onde são moídos os investigados que não dispõem do foro privilegiado do Supremo. A conjuntura intimava Cármen Lúcia a agir com destemor. E a ministra preferiu não transferir a tarefa para Deus.

30 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

QUADRILHA MINISTERIAL PMDEBEIRA-TEMERIANA

Dos 26 atuais ministros do presidente Michel Temer, 12 são réus, alvos de inquérito ou enrolados em algum escândalo.

A acusação mais comum é a de improbidade administrativa, que atinge quatro deles: Eliseu Padilha (Casa Civil), Helder Barbalho (Integração), Gilberto Kassab (Ciência) e José Serra (Itamaraty).

Os demais crimes envolvem corrupção, fraude de licitação, peculato e até falsidade ideológica.

Na delação, o ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo citou Moreira Franco e Bruno Araújo (Cidades). Outros citados já não são ministros.

Atribuíram “peculato” a Raul Jungmann (Defesa), mas a acusação já prescreveu. Ricardo Barros (Saúde) é acusado de fraudar licitação.

Maurício Quintella (Transportes) até foi condenado por desvio de merenda, e Marx Beltrão (Turismo) responde por falsidade ideológica.

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É uma quadrilha de fazer inveja às facções do presídio de Alcaçuz.

Improbidade administrativa, desvio de merenda, corrupção, fraude de licitação, peculato e até falsidade ideológica.

Danô-se!!!

A administração da República Federativa de Banânia, na gestão pmedebeira-temeriana, está nas mãos de gente compatível com a nossa tradição.

30 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

AMOLEGAÇÃO PRA COMEMORAR A HOMOLOGAÇÃO

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, homologou as 77 delações de executivos e ex-executivos da construtora Odebrecht. A homologação dá validade jurídica às delações.

Agora, o material será encaminhado para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que vai analisar os documentos para decidir sobre quais pontos irá pedir abertura de investigação.

Plantonista do STF no recesso do Judiciário, Cármen Lúcia usou a prerrogativa de presidente para homologar as delações dos dirigentes e ex-dirigentes da empreiteira.

Ela tomou a decisão para não atrasar o andamento das investigações da Lava Jato, na medida em que o relator do caso no tribunal, ministro Teori Zavascki, morreu em um acidente aéreo no litoral do Rio de Janeiro.

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Já dei ordem pra Chupicleide, secretária de redação do JBF, pra ficar amolegando a pica do jumento fubânico Polodoro.

Nosso estimado jegue deve ficar de cacete duro pra enfiar no furico de tudo quanto é guabiru citado nas delações dos executivos odebrechtianos.

Se tiver bicho-de-saia entre eles, aí é que o nosso jumento vai ficar feliz mesmo.

Polodoro ficou tão ansioso e feliz com esta minha determinação que até rinchou de alegria!

30 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

COERÊNCIA DO PT VIRA UMA ROLETA-RUSSA SEM BALA

No PT, a coerência é apenas um outro nome para oportunismo. Há uma semana, o Diretório Naional do PT aprovara resolução sobre a eleição para as presidências das duas Casas do Congresso. Por 45 votos a 30, o órgão partidário havia liberado suas bancadas para apoiar candidatos governistas: Rodrigo Maia (DEM) ou Jovair Arantes (PTB) na Câmara; Eunício Oliveira (PMDB) no Senado. Com isso, o petismo garantiria cargos nas Mesas que dirigem o Legislativo e nas comissões setoriais. A decisão foi bombardeada nas redes sociais pela militância petista, inconformada com a perspectiva de apoiar personagens que a legenda tacha de “golpistas”.

Acordado pela gritaria virtual, o presidente do PT, Rui Falcão, dobrou os joelhos neste domingo. Em artigo veiculado no site do PT, Falcão fez algo muito parecido com um cavalo de pau. Reconheceu que a decisão do diretório nacional, que ele próprio articulara, “provocou o movimento de contestação e de pressão” interna. Deu o decidido por não decidido. E rodopiou na pista: “Minha opinião pessoal é que nos unamos aos parlamentares da oposição (PDT, PC do B, Rede e Psol) num bloco a ser encabeçado por alguém deste campo.” O petismo ensaia as candidaturas de Paulo Teixeira (PT-SP) na Câmara e de Lindbergh Farias (PT-RJ) no Senado.

A velocidade com que o PT muda de convicção torna divertido o acompanhamento do processo de autocombustão do partido. Num esforço para administrar seu instinto suicida, a legenda acaba de inventar um passatempo sui generis. No vaivém de suas posições contraditórias, os companheiros brincam de roleta-russa movidos pela certeza de que a coerência que manipulam está completamente descarregada.


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