15 março 2017 DEU NO JORNAL

OMISSÃO IMPERDOÁVEL

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Esta manchete aí de cima é da Folha de S.Paulo, de hoje, quarta-feira.

Num intendi mesmo porque o jornalão paulista destacou apenas o PMDB de Temer e o PT de Lula e Dilma.

Cadê o PSDB de Aécio, também citado na “Lista de Janot“, conforme corre na praça?

Hein???

Tão protegendo os guabirus tucanos?

Rato é rato, qualquer que seja a cor. Vermêia ou azul.

Afinal, Lula, Dilma e Aécio são tolôtes do mesmo pinico corrupcional de Banânia.

14 março 2017 DEU NO JORNAL

SE OBRANDO-SE TODINHO COM MEDO DO XILINDRÓ

No interrogatório iniciado por volta das 10h desta terça-feira (14), o ex-presidente Lula confessou ter medo de ser preso na Operação Lava Jato.

O interrogatório está sendo realizado na sede da Justiça Federal, em Brasília, na 10ª Vara.

É a primeira vez que Lula senta do banco dos réus, diante do juiz, sem recorrer a videoconferência.

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Num precisa Lapa de Medroso ficar apavorado com a perspectiva de obrar de coca no boi da prisão.

Segundo fontes bem informadas do JBF, há estoque suficiente de jornais usados que servem pra limpar a bunda na cadeia da Polícia Federal em Brasília.

Como ele não saber ler com os olhos da cara, vai ler com o olho do furico.

14 março 2017 DEU NO JORNAL

O PROBLEMA DE DILMA NÃO É O FRANCÊS, MAS O RACIOCÍNIO: OU MELHOR, SUA TOTAL AUSÊNCIA

Rodrigo Constantino

Depois do “portunhol”, foi a vez de Dilma nos brindar com seu eloquente francês. Todos riram muito do trecho da fala da ex-presidente em evento na França, em que puxou da caixola o seu “aprendizado” da língua francesa nos idos passados. Claro, agora podemos rir, pois ela não é mais nossa “presidenta”. Resta só a piada mesmo, fazer troça com a cara dela, que não tem qualquer noção do ridículo.

Vejam:

Dilma: je ne suis pas sourd, je t’ignore. O leitor pode perguntar: e você, sabichão, arrasa no francês para tirar sarro dela? No, no, no. Essa frase talvez seja a única que sei além de je t’aime, pois estava estampada numa camiseta que ganhei de meus pais numa viagem deles a Paris. E decorei: não sou surdo, apenas te ignoro. Desde então uso sem moderação por aí.

Mas eis a diferença: eu não tento fingir que domino uma língua que, claramente no caso dela, é uma completa desconhecida do vocabulário. Não vejo mal algum em reconhecer a ignorância. Ao contrário: vejo a alternativa como a estupidez, os ignorantes que não sabem o que ignoram. É o caso de Dilma. Em tudo.

Fosse ela mais humilde, saberia que não tinha a menor condição de administrar nossa complexa economia. Teria abandonado a Nova Matriz Macroeconômica na largada, antes de o país mergulhar na depressão atual. Não teria feito tantos discursos com dedo em riste e extrema arrogância contra seus críticos. Não daria tanto esporro em seus subalternos que dominavam bem mais do assunto, apesar de petistas.

O fracasso, a desgraça que foi o “governo” Dilma tem ligação com essa soberba, com essa estupidez, com essa crença de que sabe o que, obviamente, não sabe. O editor Carlos Andreazza resumiu bem a coisa: “O verdadeiro problema é que Dilma Rousseff raciocina como fala francês”. Ou seja, ela não raciocina. E acha que sim. Aí afundou o Brasil…

14 março 2017 DEU NO JORNAL

ESTUPRO É DIFERENTE DE COMER À FORÇA

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José Eduardo Cardozo sendo testemunha de defesa de Palocci.

Um guabiru defendo outro. Uma parelha perfeita.

E a explicação goiano-lulaica de Cardozo, de que “Caixa 2 é crime mas é diferente de corrupção e lavagem” é pra ninguém botar defeito.

Assim como existem os que tem seus bandidos prediletos, existem aqueles que tem seus crimes seletivamente prediletos.

Arretada esta declaração do expoente petralha Cardozo, que é um dos fundadores do bando.

Merece uma música!

13 março 2017 DEU NO JORNAL

VEM AÍ O CAIXA ZERO

Caixa oficial de campanha irrigado por propina, caixa dois com e sem propina, propina fora dos períodos eleitorais para garantir maioria parlamentar ou para comprar votações de interesse do pagante, propina para rechear bolsos de amigos, para satisfazer mimos. Sem meias palavras ou tergiversações, crimes.

É claro que há diferenças na gravidade, na frequência, na premeditação. É assim para qualquer delito. Roubar é roubar, seja um doce ou um milhão. Mas, assim como ninguém arquiteta o furto de um doce, dificilmente garfa-se um milhão sem planejamento. Quanto mais bilhões. Não por outra razão, busca-se punir o ato de acordo com o dolo.

Na política não deveria ser diferente. Mas é. Ou, pelo menos, tem sido.

Nesta semana, possivelmente amanhã, quando o Supremo receber a segunda lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com as novas dezenas de políticos enrolados na Lava-Jato, os citados continuarão tentando aliviar o dolo para descriminalizar o ato.

Nada de novo. É o que sempre fizeram.

Nem mesmo vão se dar ao trabalho de adaptar o discurso depois de a Segunda Turma do STF considerar que a doação eleitoral oficial não exclui a hipótese da origem ilegal do dinheiro. Continuarão a exibir as contas aprovadas, como se elas fossem atestado de lisura. E aquelas declarações que realmente são idôneas vão se misturar com as que não são.

Mas se é possível enxergar diferenças e eventuais injustiças entre contas e mandatos limpos, que não foram contaminados pela roubalheira que se apoderou do Estado durante os governos Lula da Silva e Dilma Rousseff, o caixa dois a todos une. De Arnaldo Malheiros Filho, defensor de Delúbio Soares no processo do mensalão, para quem o caixa dois era “deslize típico da democracia brasileira”, ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que até condena a prática, mas a considera apenas como “um erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido”.

Ainda que não esteja tipificado no Código Penal, caixa dois não é simplesmente um “erro”. Tem condenação expressa no artigo 350 do Código Eleitoral – “Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”–, com pena de reclusão de até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias de multa. E sabe-se lá porque essas punições nunca são aplicadas.

Além de ser crime, “caixa dois é uma agressão à sociedade brasileira”, como disse a hoje presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, ao passar um pito em Malheiros Filho, que, na mesma sessão, em 2012, insistia em tratar o ilícito como “recursos movimentados paralelamente”.

Adicionando mais elementos ao debate, o ministro do Supremo, Gilmar Mendes, que atualmente preside o TSE, levanta a hipótese de que dinheiro limpo pode, em tese, ter financiado caixa dois.

Não é de todo improvável, embora se some aí o crime moral de financiar expectativa futura, algo usual em campanhas. Sabe-se que empreiteiras do porte da Odebrecht, bancos e outras grandes empresas, espalhavam recursos para todos os candidatos. Não queriam correr o risco de ficar mal lá na frente caso A ou B vencesse. E um pouco ou muito mais – por dentro e por fora – para o candidato predileto, aquele que, com certeza, devolveria o investimento com lucro. Não por outro motivo, as notícias sobre a conta só da Odebrecht com Lula-Dilma ultrapassaria a casa dos US$ 300 milhões.

O emaranhado entre o lícito e o ilícito, o delito maior ou menor, só ajuda os que têm contas a prestar. Além de juntar todos os políticos no mesmo balaio, os que se locupletaram buscam misturar os crimes, tirar o peso da premeditação, do dolo.

Na verdade, embora digam que não, temem mais os efeitos da quebra de sigilo das delações da Odebrecht do que a citação na nova lista de Janot, que, como a anterior, apresentada há exatos dois anos, demora a sair do lugar. Dos 50 nomes de 2015, apenas 25 são alvos de inquéritos. E só três – Aníbal Gomes (PMDB-CE), Nelson Meurer (PP-PR) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) – viraram réus no STF. Depois de cassado e antes de ter seu processo aberto no Supremo, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está preso temporariamente em Curitiba.

E quem se lembra dos demais?

Na ponta do lápis, a conta é que a lista em si não produzirá efeitos penais até as eleições de 2018. As delações, ao contrário, podem ser devastadoras. Com ou sem provas, que só são apresentadas nos autos, elas chegam como bomba na opinião pública. Não poupam nem os poucos inocentes.

Pior: as confissões podem criar embaraços adicionais à na nova tentativa dos deputados e senadores de aprovar anistia para delitos passados, de zerar o caixa. Algo que, ao contrário de separar o joio do pouco trigo, unirá pequenos e grandes delitos, de primários e reincidentes.

13 março 2017 DEU NO JORNAL

OS HOMENS DO TEMER

Afora as últimas gafes no Dia das Mulheres, até que o Temer é um cara bem intencionado. Esforça-se para fazer um governo diferenciado. Tenta arrumar o quebra-cabeça da economia destroçada pelo PT e recuperar a credibilidade do Brasil no exterior. Até aí tudo bem, ele faz o que qualquer presidente ajuizado faria no seu lugar. O diabo é que o Temer não consegue se livrar facilmente dos amigos que tem. Para onde vai, carrega esse fardo que custa muito caro ao seu governo. Agora, o amigo da vez que entra em cena é o “Sombra”. Trata-se do advogado José Yunes, amigo de longa data, que se derrete a cada declaração que faz para se livrar da acusação de ter transformado seu escritório em São Paulo em caixa dois do PMDB, como ele próprio confessou.

Yunes chegou às manchetes dos jornais acusando Padilha, principal assessor do presidente, de intermediar a caixinha para a campanha do PMDB, quando Temer estava na chapa de vice da Dilma. Foi espontaneamente ao Ministério Público para dizer que recebeu um envelope (!) com um milhão de reais do doleiro Funaro, preso na Lava Jato. Detonou Padilha. Mas os procuradores da república não se convenceram da defesa prévia de Yunes. Quando começaram a mexer no formigueiro descobriram que o amigo do presidente está enrolado, enroladíssimo com a história que tenta contar para se livrar da acusação de receptador do dinheiro da Odebrecht.

Temer, porém, faz cara de paisagem para o que os brasileiros pensam de seus amigos malfeitores, muitos apeados do poder pelo passado obscuro. Já desceram do púlpito palaciano auxiliares da sua intimidade como ex-ministro do Turismo Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Romero Jucá e outros. Estão pendurados na brocha Eliseu Padilha e Moreira Franco, este protegido por uma imunidade arranjada de ministro. O presidente aos poucos vai se desfazendo dos seus amigos até então fieis e inseparáveis. Quando eles são flagrados nos escândalos, Temer simplesmente os frita, torrando-os em fogo ardente, sem mexer um músculo da cara.

Mas o brasileiro tem consciência de que esses senhores que o presidente hoje descarta foram seus companheiros de luta dentro do partido durante muito tempo, gozaram e gozam da sua intimidade. Portanto, são eles que conhecem a trajetória do presidente porque o ajudaram a chegar ao poder. Empurraram a Dilma de ladeira abaixo mesmo quando estavam ao lado dela como ministros para abrir o espaço para ele chegar ao topo do poder. Por isso, acredito, que não será tão simples descartar esses “Homens do Presidente” apenas com uma canetada. Assim, mais cedo ou mais tarde, os alijados do poder, vão apresentar a fatura. E que fatura!

Padilha, o mais leal dos seus auxiliares, tem dito a amigos que se sente excluído da turma presidencial desde que o Yunes o acusou de intermediar o dinheiro de corrupção da Odebrecht. Irrita-se quando sabe que antes de ser detonado, Yunes desfilou com Temer pelos corredores do Palácio do Planalto numa conspiração que assustou o próprio Padilha acostumado a conchavos políticos pelas madrugadas adentro em Brasília. Se voltar às funções de ministro-chefe da Casa Civil – coisa difícil – volta ao Palácio do Planalto enfraquecido. Se desistir do cargo, recolhe-se profundamente magoado com o amigo presidente.

Temer, pelo que parece, está brincando com fogo. Se não melhorar a economia para gerar mais emprego e renda para os brasileiros (13 milhões de desempregados), corre o risco de ver uma fagulha espalhar fogo no seu celeiro de palhas secas com as denúncias da Lava Jato. O governo, de agora em diante, vai depender do desempenho do seu ministro da Fazenda Henrique Meirelles, um dos poucos que não saíram da cozinha do então vice-presidente para a Esplanada dos Ministérios.

O presidente precisa ficar de olho nos ministros “amigos” que saem do governo pelo poder que eles têm de conspirar. Os que ainda estão nos cargos são mais fáceis de tourear. Estão ocupados em suas tarefas diárias.

12 março 2017 DEU NO JORNAL

UMA LEI MUITO IMPORTANTE

O presidente Michel Temer sancionou nesta quinta-feira (9) a lei que confere à cidade de Blumenau, em Santa Catarina, o título de “Capital Nacional da Cerveja” em cerimônia no Palácio do Planalto.

Blumenau foi colonizada majoritariamente por imigrantes alemães que instalaram na região diversas fábricas de cerveja.

Todo ano no mês de outubro é promovido na cidade o festival Oktoberfest, voltado à bebida, como acontece há mais de 180 anos na Alemanha.

* * *

Até que enfim o nosso parlamento federal aprovou uma lei que tem serventia, devidamente sancionada pelo prisidente de Banânia.

Uma lei que deve ser festejada por nós outros, os bebedores banânicos.

Festejada até mesmo por um cachacista feito eu, em compulsória abstinência por ordem do meu cardiologista, Dr. Sérgio Azevedo.

Na foto abaixo, Michal Cara-de-Tabaca aparece se inxirindo no meio das encantadoras moças catarinenses.

A que está à esquerda dele é mais comprida do que um dia de fome.

Que mulé grande que só a gôta serena.

Vôte!!!

Aproveito a oportunidade pra informar que, do dia 1º de janeiro até a data de ontem, 11 de março, esta gazeta escrota foi acessada 478 vezes em Blumenau, segundo dados do Gooble Analytics.

Um grande abraço pra todos os fubânicos dessa linda e progressista cidade catarinenses.

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A bela Blumenau, localizada a 130 km de Curitiba e com uma população de 334.002 habitantes

12 março 2017 DEU NO JORNAL

A HORA DA VERDADE

Carlos José Marques

Aproxima-se o dia do grande julgamento, o dia do “Juízo Final” para a classe política que soube se lambuzar nos financiamentos ilegais de campanha, que transformou estatais em meras centrais de desvios de recursos para um projeto de poder liderado pelo PT, que estabeleceu uma relação promíscua com empresas privadas, que sistematizou a corrupção como um plano estruturado e diabólico para enriquecer figuras da patota e destruir o País. Aproxima-se o dia do apocalipse condenatório quando muitos, diante do tribunal, terão de expiar seus pecados e serão punidos a arder, por meses e anos, nos porões dos calabouços e unidades prisionais de Norte a Sul do Brasil. A bíblica passagem dos profetas se encaixa como uma luva para uma laia de políticos – a grande maioria – que povoa Brasília, estados, capitais e arredores e que, de uns tempos para cá, não pensa em outra coisa que não o flagrante de seus delitos.

Contam-se às centenas. Muitos não dormem mais, à espera da convocação. Chega a hora do veredicto. Da conclusão de inúmeras investigações, provas, delações e evidências. Chega a hora do confronto dos personagens, corrompidos e corruptores, vendilhões do templo que afrontaram crenças e economias do povo. Devido a práticas escabrosas e interesses inconfessáveis os artífices dessa máfia organizada estão a um passo do cadafalso. E sabem disso. Vivem momentos de tormento. Suas agendas, declarações e conversas estão voltadas para a defesa prévia. Chega a hora dos diáconos e consagradores das propinas, das negociatas imorais e do deplorável esquema de “ganha-ganha” prestarem contas por ludibriarem eleitores com promessas populistas enquanto aparelhavam o Estado com saqueadores do Tesouro – arrivistas e aventureiros que, quase, destruíram a Petrobras, o Banco do Brasil, o BNDES, a Caixa Econômica e os Correios, patrimônios nacionais.

O ex-presidente Lula encara as barras da Justiça já nesta semana, na condição de réu, por tentar comprar o silêncio do ladrão confesso, Nestor Cerveró. Volta a ficar frente a frente com um juiz algumas semanas depois, em Curitiba. Dessa vez o próprio Sergio Moro, paladino da Lava-Jato, vai sabatinar Lula. É o início do seu calvário que ainda se arrasta em inúmeras frentes e deve torná-lo inelegível por enquadramento na Lei da Ficha Limpa. Seu ex-ministro, José Dirceu, recebeu dias atrás mais 11 anos de cadeia (somados a outros 21 anos) e não deve acabar por aí. As penas em cascata podem levá-lo a passar o resto dos dias na cadeia. O ex-governador Sergio Cabral virou réu pela sexta vez na inacreditável condição de negociar diretamente suborno para si próprio, da ordem de US$ 3 milhões, em pleno Palácio Guanabara.

É o fim do mundo!

Estão abrindo a caixa de Pandora. Das 77 delações da Odebrecht, as primeiras começaram a vir a público e são de estarrecer. Uma bolada de mais de R$ 10 bilhões foi distribuída de forma ilícita para agentes do governo, senadores, deputados, governadores e agregados que atendessem às demandas da companhia. Quase 14 anos de dilapidação das finanças públicas remontam a herança deixada pelo Partido dos Trabalhadores enquanto esteve no poder. E ali está demonstrado. O ex-ministro Palocci, que se projetou como braço-direito da economia de Lula e, a seguir, realizou préstimos a Dilma, surge identificado como o “italiano” que barganhava o esquema para a esquadra petista. O tesoureiro de campanha, João Santana, que levou em caixa dois, ilegalmente, outros milhões de dólares para vender falsas promessas de Dilma, teve confirmado seu codinome de “feira”. E Lula, pela proximidade com os gestores da propina, aparece classificado como “o amigo”.

O departamento operacional da grana que bancou essa “suruba” – para tomar por empréstimo uma expressão que assumiu novos traços na visão do senador Romero Jucá – vem tratado pejorativamente como “setor trepa moleque”. Parece brincadeira! Mas configura a real dimensão dessa epopeia de falcatruas. A engenharia completa de seu funcionamento deverá ser delineada em detalhes após a abertura dos inquéritos que o ministro Janot vem solicitando ao Supremo. Espanta, agride o senso comum e coloca por terra qualquer critério de escrúpulos o que foi feito por essa turma. Não houve o monopólio da corrupção por parte do PT. Mas foi ele quem profissionalizou e incorporou a prática como método de governo. Nunca se viu nada igual – e os brasileiros esperam nunca mais voltar a ver novamente.

12 março 2017 DEU NO JORNAL

VIVEMOS A HORA E A VEZ DA GUABIRUTAGEM PMDEBAICA

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, recebeu da Odebrecht pelo menos quatro senhas para o pagamento de caixa 2 ao PMDB, segundo informou o ex-executivo José de Carvalho Filho em depoimento prestado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feir, 10. As senhas eram as seguintes: Foguete, Árvore, Morango e Pinguim.

Carvalho afirmou ao TSE que Padilha intermediou o pagamento de caixa 2 para o PMDB. Padilha acertou locais de entrega do dinheiro da empreiteira mediante senhas trocadas com o ex-executivo. O valor total destinado ao PMDB chegou a R$ 5 milhões, dos quais R$ 500 mil teriam sido destinados ao então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

José de Carvalho Filho procurou o peemedebista para solicitar os endereços onde seriam entregues as quantias. Padilha forneceu os endereços repassados para a ex-secretária Maria Lúcia Tavares, que atuava no setor de propina da Odebrecht. Era Maria Lúcia a responsável por criar senhas que seriam entregues posteriormente por José de Carvalho a Padilha.

O depoimento do ex-executivo foi feito nesta sexta-feira (10), no âmbito da ação que apura se a chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014.

José de Carvalho afirmou que, para entregar as senhas, esteve com Padilha pelo menos quatro vezes. 

Um dos locais indicados por Padilha foi o escritório de José Yunes, amigo e ex-assessor de Michel Temer. Esse pagamento foi realizado no dia 4 de setembro de 2014.

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Eliseu Padilha é, nada mais, nada menos, que o ministro-chefe da Casa Civil de Temer.

Seguramente, a Casa Civil é o posto mais importante e estratégico da administração federal.

Um posto do chamado “núcleo duro”, cujo titular despacha diariamente com o presidente e tem sala ao lado da dele.

Só isto. Apenas isto. Nada mais que isto.

A canalhice domina Banânia de ponta a ponta, de norte a sul, de leste a oeste.

E, em falando de canalhice, vemos fechar esta postagem ouvindo um samba bem balançado, pra esfriar a cuca diante de tanta notícia fela-da-puta

12 março 2017 DEU NO JORNAL

CONTRADIÇÕES DO MODO DE CORRUPÇÃO PETISTA

Rogério Furquim Werneck

Brasília vive dias cada vez mais tensos. Com a perspectiva de divulgação da lista de Janot e de parte substancial das delações da Odebrecht, os nervos estão à flor da pele. Temendo que os complexos desdobramentos das delações possam paralisar de vez o Congresso, o Planalto vem tentando correr contra o tempo para, na medida do possível, adiantar o avanço da reforma da Previdência.

O clima de alta tensão vem tornando o debate mais confuso ainda do que já era. Em meio à crescente preocupação com a contenção de danos, não têm faltado esforços contorcionistas de racionalização antecipada do que vem por aí.

Os tucanos apressam-se a esclarecer que palavra de delator não é prova. E que é preciso todo cuidado para não confundir os vários tipos de caixa 2. O PMDB já não sabe mais o que alegar. E, na oposição, há agora quem argua que o centralismo do modo de corrupção petista não deve ser razão para que o partido seja injustamente execrado.

O que se alega é que, em contraste com o PMDB, que deixou que a corrupção se distribuísse pelo amplo arquipélago de forças políticas regionais de que é formado, o PT optou por um comando centralizado da corrupção.

Opção que, agora, fará o Partido dos Trabalhadores aparecer na foto como muito mais corrupto, em termos relativos, do que supostamente seria. Por surreal que pareça a alegação, é mais do que compreensível que o PT esteja alarmado com a foto que vem sendo formada a partir dos fragmentos das delações que, aos poucos, têm sido vazadas.

O que agora foi revelado, em depoimento de Marcelo Odebrecht ao TSE, é que, por meio de uma conta corrente mantida ao longo dos governos Lula e Dilma, a Odebrecht teria posto à disposição do PT um total de R$ 300 milhões, em troca de favores acertados com o ministro da Fazenda de turno (O Globo, 3 de março). Entre tais favores, merece destaque uma providencial medida provisória relacionada a um programa de recuperação fiscal (Refis), especialmente benéfica ao braço petroquímico do grupo, pela qual a Odebrecht teria concordado em transferir R$ 50 milhões ao partido (“Estadão”, 2 de março).

Para sorte do país, quis o destino que os Odebrecht – não se sabe se pelo resquício de meticulosidade germânica que ainda possam ter mantido, ou por soberbo senso de impunidade que possam ter adquirido — insistissem em manter, ano após ano, registros contábeis perfeitamente acurados de todas as transações do operoso “Departamento de Operações Estruturadas”do grupo, responsável pelos pagamentos de propinas.

Em depoimento recente prestado ao TSE, o executivo responsável pela gestão do “Departamento de Operações Estruturadas” revelou que, entre 2006 e 2014, nada menos que US$ 3,4 bilhões (isso mesmo, dólares) foram mobilizados pelo grupo para abastecimento de campanhas eleitorais com caixa 2 e pagamento de propinas, no Brasil e no exterior.

Os desembolsos cresceram vertiginosamente ao longo do segundo governo Lula e do primeiro governo Dilma. De US$ 60 milhões, em 2006, passaram a US$ 420 milhões, em 2010, saltaram a US$ 750 milhões, em 2013, e só recuaram para US$ 450 milhões, em 2014, porque a Lava-Jato já havia sido deflagrada.

À medida que o exato teor das delações dos 77 executivos da Odebrecht vier a público, a foto que, aos poucos, vem sendo composta a partir dos fragmentos de informações vazadas, ganhará constrangedora nitidez. E logo se transformará em longo, circunstanciado e deprimente documentário do espantoso surto de corrupção que tomou de assalto o país desde meados da década passada.

Diz bem do desespero delirante em que caiu o PT que, a esta altura dos acontecimentos, o partido esteja dando asas à fantasia de que, na cena final desse documentário, Lula possa aparecer alçado, mais uma vez, à Presidência da República.

12 março 2017 DEU NO JORNAL

GUABIRU EMPLUMADO

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Este tucano de alta plumagem, eleito senador do PSDB pelo povo de São Paulo, é o atual Ministro das Relações Exteriores de Banânia.

O Chanceler nomeado por Temer.

Se vendeu-se por míseros 500 mil reais, pingados no seu caixa 2.

Num sabe nem guabirutar direito.

Vai ser incompetente assim na casa do cacete!!!

12 março 2017 DEU NO JORNAL

UMA PARELHA BANÂNICO-MARANHENSE

A Justiça do Maranhão decretou o bloqueio de bens e contas da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) e de outros nove investigados no esquema de fraudes na Secretaria da Fazenda do Estado por meio de acordos de compensação de débitos tributários – ICMS – com créditos não tributários oriundos de precatórios judiciais.

O bloqueio foi decretado no dia 1.º de fevereiro pela juíza Oriana Gomes, da 8.ª Vara Criminal de São Luís, que acolheu pedido do promotor de Justiça Paulo Roberto Barbosa Ramos, da 2.ª Promotoria de Justiça de defesa da Ordem Tributária e Econômica.

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A sentença determina “bloqueio de bens e contas“.

Isto é pouco. Muito pouco mesmo.

Deveria ter sido assim: “crie vergonha no fucinho, sua larápia descarada“.

Acrescida de um parágrafo:

Levar uma dúzia de cipoadas no lombo com tabica de goiabeira, ajoelhada num palanque, destes de fazer comício prum curral de antas“.

E, nesta mesma sentença, deveria haver, também, a determinação de que, em se tratando de dupla, de dois ratos roendo o mesmo queijo público, as cipoadas seriam aplicadas com os dois delinquentes amarrados um de frente pro outro.

Isto seria aplicável para uma dupla, por exemplo, feito esta do vídeo abaixo:

12 março 2017 DEU NO JORNAL

OPERAÇÃO LAVA-RATO

Guilherme Fiuza

A Lava-Jato perdeu a chance de se tornar a principal instituição feminista do país prendendo Dilma Rousseff no Dia Internacional da Mulher. A delação da Odebrecht está confirmando o óbvio – que ela sabia de tudo (“tudo”, no caso, significando o maior assalto aos cofres públicos da história). Mas Dilma continua à solta, e isso nem é o mais grave. A mesma delação está servindo ao papo de que a corrupção iguala todo mundo. O Brasil está louco para ser depenado de novo – e ele é bom nisso.

“A delação da Odebrecht mostra que os que derrubaram a Dilma praticaram a mesma corrupção que ela”, decretou no rádio um desses companheiros fantasiados de comentaristas. Claro que não gastaremos uma linha explicando a esses militantes que quem derrubou a Dilma foi a Dilma, o PT e esse amor atávico deles pelo dinheiro dos outros. Eles sabem – com profundo conhecimento de causa.

Aí vem outro dizer que, à luz das revelações redentoras da Odebrecht, o caixa dois do Lula é igual ao do Fernando Henrique. É a preparação perfeita do “fora todo mundo”, relativizando as obras completas do PT. Se já apareceu até gente tentando relativizar o holocausto, por que não relativizar o petrolão?

Também não vale gastar meia linha para explicar que Lula e Dilma, os presidentes da Lava-Jato, botaram o Estado brasileiro em cima do balcão, amordaçado. Há uma dinastia de tesoureiros petistas presos por esse detalhe. A maior empresa do país foi à lona por esse detalhe. Um pedaço do PIB foi gentilmente conduzido pelo bando governante ao seu sistema particular de arrecadação. Ninguém jamais havia sequer tentado algo parecido, porque o Brasil jamais havia sido governado pelo filho do Brasil – o herdeiro natural de tudo. Com lenda não se mexe.

O “fora todo mundo” quer que você ache que todos são iguais perante a planilha da Odebrecht. Estão loucos para ressuscitar a sentença mensaleira do herdeiro solitário: caixa dois todo mundo faz.

A história do assalto sem precedentes do PT precisa ser retocada porque a narrativa coitada não pode morrer. É que nem tráfico de drogas: virou indústria, meio de vida para muita gente. O sistema simplesmente não deixa acabar. Imagine se a plateia descobre, de repente, que a Gleisi Hoffmann propôs greve de sexo no Dia da Mulher apenas porque ela ganha a vida assim (não com o sexo, com a greve).

Seria duro demais para o país admitir, enfim, que todos esses revolucionários progressistas são só gigolôs da bondade – conforme a Lava-Jato, que indiciou Gleisi Hoffmann, já esfregou na cara dos brasileiros. Assim como a maconha e a cocaína, a hegemonia politicamente correta dá dinheiro – e dá onda. No auge da alucinação, produziu Dilma Rousseff. O Brasil fumou (e tragou) esse protetorado melancólico de Lula como símbolo de afirmação feminista e maternal. Essa era da boa.

E segue o baile. No Dia Internacional da Mulher, quem fala é Gleisi Hoffmann e a patrulha nostálgica dos anos Dilma – que levou ao poder Erenice, Idely, Iriny, Rosemary, Rosário, Jandira e grande elenco empoderado. Após o golpe do homem branco, velho, fascista e do lar, sabem qual é o perfil do poder feminino no país? Maria Silvia Bastos Marques. Sabem o que ela faz? Preside o BNDES, um dos maiores bancos públicos do mundo. Sabem o que ela está fazendo lá? Salvando o banco (e o seu dinheiro) do desastre perpetrado pelo governo bandido das companheiras empoderadas.

Cada nação tem o símbolo feminino que merece. Maria Silvia não surgiu à sombra de máquina partidária nenhuma, não ganhou notoriedade com proselitismo vagabundo nem batendo boca com político machista para se vitimizar. É independente, poderosa por suas virtudes, bela, elegante e ética. Claro que não fez o menor sucesso no Dia da Mulher.

Ao contrário: o que se viu foram notinhas plantadas na imprensa sobre empresários reclamando do BNDES – ou seja, tentando fritar Maria Silvia. São aqueles que mamaram nos 13 anos da DisneyLula, período em que o banco foi para as páginas policiais suspeito de operações obscuras no Brasil e no exterior. Lula é réu por tráfico de influência internacional envolvendo a Odebrecht e o BNDES. Imaginou a pressão sobre Maria Silvia? Pois é. Agora volte ao noticiário sobre a greve de sexo da Gleisi Hoffmann e disparates do gênero, porque é isso o que o Brasil tem para te oferecer na semana da mulher.

Um simpático deputado do PSOL foi ao jantar dos 50 anos de carreira de Ricardo Noblat. A patrulha flagrou-o conversando sobre vida real com Temer e Aécio. O pobre homem teve de se ajoelhar perante seus fiéis, jurando que continuava puro – e já arrependido. Quase ao mesmo tempo, o Ministério Público denunciava o PSOL pela criação de um núcleo partidário dentro do Colégio Pedro II. É a pureza de resultados.

Dizem que a MPB está entre Lula e Ciro Gomes para 2018. Viu como a lenda coitada tem sete vidas? Então preste atenção, porque caixa dois de reputação a Lava-Jato não pega.

12 março 2017 DEU NO JORNAL

REFÉM DO IMPREVISÍVEL

Ruy Fabiano

Enquanto o país aguarda, ansioso, a segunda lista do Janot – as delações premiadas dos 77 executivos da Odebrecht -, prometida para amanhã (13), novos depoimentos continuam em curso. Na mesma segunda, Emílio Odebrecht, dono da empreiteira – e pai de Marcelo -, deporá ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba.

Emílio tem muito a contar, sobretudo de Lula, que, nas planilhas do departamento de propina de sua empresa, tinha o codinome de “amigo”. E, segundo consta, era credor de uma propina residual de R$ 23 milhões, ao tempo em que a farra acabou.

O volume da rapina é monumental. O STF, para difundi-lo, optou pela via digital. E solicitou que os veículos de comunicação interessados encaminhassem um HD de ao menos 1 terabyte – nada menos – para que fosse possível armazenar os depoimentos.

E vejam bem: é apenas o relato de uma empreiteira – a maior, é verdade -, mas há outras, fazendo a mesma trajetória: Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, OAS, UTC etc. Não se diga, pois – como têm feito viúvos e viúvas da gestão petista -, que não há provas.

São terabytes de provas, a mais bem documentada – exatamente por ser a maior – rapina de toda a história humana.

A delação da Odebrecht não se esgota nos fatos relativos à Petrobras. Resvala em algo ainda maior, a caixa-preta do BNDES. O TCU audita, neste momento, um extenso volume de operações suspeitas de crédito do banco, favorecendo, nos últimos 15 anos, empreiteiras (em grande parte em obras no exterior, em países de governos bolivarianos) e empréstimos a empresários amigos.

O total de recursos envolvidos é de R$ 1,2 trilhão, o que faz com que os cerca de R$ 80 bilhões roubados da Petrobrás pareçam uma ninharia. Para que se tenha uma ideia do que isso significa, o rombo da Previdência, que a sujeitará a uma reforma de emergência, que afetará as gerações futuras, é de (“apenas”) R$ 150 bilhões. O Brasil definitivamente banalizou o bilhão.

O PIB de 2016 caiu 3,6%; o de 2015, havia caído em 3,8%. No acumulado desde 2013, a perda é de cerca de 10%.

Os desempregados chegam a 14 milhões, sem contar a clientela do Bolsa Família, excluída das estatísticas. Os números, paradoxalmente, revelam a grandeza do país, capaz de resistir a tamanha predação. Não cai no abismo porque é maior que ele.

No TSE, corre o processo que poderá resultar na cassação da chapa Dilma-Temer. Os depoimentos da semana, que envolvem também executivos da Odebrecht – entre eles, o onipresente Marcelo -, buscam avaliar o papel do presidente Temer nas doações criminosas à campanha que resultou na eleição de Dilma Roussef.

Já se sabe que ela participou diretamente das negociatas. Temer tem sua participação relatada de forma controversa: Marcelo diz que foi doação oficial; seus assessores dizem o contrário. A acareação entre eles, ontem ocorrida, esclarecerá. Mas, inocente ou não, existe, considerada a jurisprudência, a hipótese concreta de cassação da chapa, o que abrirá outro horizonte de problemas.

A saída do presidente, a menos de dois anos do final de seu mandato, destruirá a pinguela e lançará a sucessão no colo do Congresso – que, por sua vez, será mutilado pelas delações da Odebrecht e pelas que a sucederão. Como, nessa hipótese, preencher o hiato de tempo até 2018?

O ministro Gilmar Mendes diz que, mesmo cassado pelo TSE, Temer poderá ser reeleito pelo Congresso para concluir seu próprio mandato, se restar claro que pessoalmente não delinquiu.

Mesmo assim, é improvável que tal solução – no mínimo, falta de imaginação – contribua para a tal paz social que o próprio Temer receia que se abale com a prisão de Lula, a que se opõe.

Eis onde está o país, que terá este mês duas manifestações populares em protesto contra “tudo isto que está aí”. Na segunda, esquerda e intervencionistas, extremos que se tocam, vão às ruas pelo “fora, Temer”, unindo protestos com objetivos antagônicos.

Dia 26, os movimentos responsáveis pelas manifestações anteriores farão a sua. O país perdeu a confiança nas instituições e pretende demoli-las de fora para dentro.

Continua refém do imprevisível.

12 março 2017 DEU NO JORNAL

PASTANDO, MUGINDO E OBRANDO NO ISTRANJEIRO

A ex-presidente cassada Dilma Rousseff está em Genebra, na Suíça, na companhia do antigo aspone para assuntos internacionais aleatórios Marco Aurélio ‘Top-Top’ Garcia, tentando ser recebida por autoridades ou qualquer pessoa que exerça cargo minimamente importante. Neste sábado (11), a dupla jantou aos cochichos com Paulo Sergio Pinheiro, um professor aposentado da PUC-SP ligado ao PSDB e a FHC que integra, com outras sete pessoas, uma comissão de monitoramento de denúncias de violação de direitos humanos na Síria.

O jantar de Dilma com Top-Top Garcia e Pinheiro ocorreu no “Trois Verres”, um dos restaurantes mais chiques de Genebra, localizado na Rue Hornung, com direito a vinhos caros. No “Les Trois Verres”, um prato pode custar até 295 reais, segundo o site do restaurante. Nem Dilma e nem a sua assessoria divulgaram esclarecimentos sobre quem financia mais esse passeio à Europa. Há poucas semanas, ela fazia uma longa viagem pelo continente quando teve de retornar em razão do falecimento de Marisa Letícia, mulher de Lula.

À mesa, no restaurante chique, marco Aurélio Garcia, Paulo Sérgio Pinheiro (de costas) e Dilma: cavando audiências

O papel de Top-Top Garcia, nessa viagem de Dilma, é tentar que ela seja recebida por qualquer autoridade. Ela conseguiu ser recebida na OIT (Organização Internacional do Trabalho) com certa curiosidade. A assessoria da entidade nem sequer soube definir a natureza da visita, nem tampouco o teor de eventuais conversas.

Com ajuda de Pinheiro, Dilma conseguiu fazer discurso em um festival sobre direitos humanos, constrangendo a plateia com um filmete sobre “realizações” do seu governo. Criticou o presidente Michel Temer, mas não tomou a iniciativa de defender-se e aos demais petistas das múltiplas denúncias de corrupção em seu governo e no governo de Lula, seu antecessor.

Indagada por jornalistas brasileiros, Dilma negou que tenha recebido propina da Odebrecht, mas executivos da empreiteira Odebrecht confirmaram ter pago propinas de cerca de R$ 150 milhões para financiar sua campanha de reeleição.

Além de irregularidades variadas, Dilma também é acusada de tentativa de obstrução da Justiça em dois casos: quando nomeou Lula como ministro da Casa Civil com o objetivo de conceder-lhe imunidade em relação ao juiz Sérgio Moro, de primeira instância, e quando nomeou um ministro para o Superior Tribunal de Justiça, sob a condição de ajudar a livrar petistas e empreiteiros como Marcelo Odebrecht da cadeia.

* * *

Quem quiser conhecer o restaurante suiço Trois Verres, é só clicar na ilustração abaixo.

Com direito a ouvir músicas agradabilíssimas!

Como os leitores fubânicos são gente de bom gosto, recomendo uma entrada na página do restaurante.

É de encantar os ouvidos e dar água na boca. (embora eu ainda continue preferindo cabidela com galinha de capoeira, fava rajada, buchada de bode, costela de porco assada e rabada de boi com pirão…)

 

11 março 2017 DEU NO JORNAL

AMIGO DE FÉ, IRMÃO, CAMARADA, PIXULEQUEIRO

Um dos segredos mais bem guardados da delação premiada dos executivos da Odebrecht, cujos depoimentos deverão ser tornados públicos nos próximos dias, está prestes a ser revelado em detalhes: o ex-presidente Lula era o “dono” de uma parte da milionária conta corrente que o PT mantinha junto à empreiteira.

Nos depoimentos prestados à Procuradoria-Geral da República como parte do acordo que resultou na chamada “delação do fim do mundo”, não só Marcelo Odebrecht como outros dirigentes da empreiteira confirmaram que Lula é o misterioso personagem por trás do codinome “Amigo”, que em julho de 2012 tinha um crédito de 23 milhões de reais registrado no Departamento de Operações Estruturadas, como era chamada o setor de propinas da companhia.

* * *

Atenção senhora Corruptora Ativa empreiteira Odebrecht:

Por apenas 1% destes 23 milhões que vocês creditaram pro Corrupto Passivo – o ágil e lépido Lapa de Demagogo -, eu coloco todo o Complexo Midiático Besta Fubana à disposição dessa nobre empresa.

Vocês poderão mandar e desmandar totalmente, da primeira à última página, neste espaço escroto e que é lido em toda Banânia, de norte a sul, de leste a oestes.

Fazendo as contas na ponta do lápis, 1% de 23 milhões, o total recebido por Lapa de Canalha, dá apenas míseros 230 mil reais.

Uma ninharia, uma minxaria, uma ínfima merreca, uma bostinha irrisória, um quase nada que não vai fazer a menor falta ao Departamento de Propinas da empresa.

Eu adoraria também ser chamado de “Amigo” nas planilhas corruptíferas da Odebrecht, só pra fazar inveja a Lapa de Mintiroso.

11 março 2017 DEU NO JORNAL

COMENDO MENOS E OBRANDO MENOS

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Os tucanos, quando passaram o governo para o PT, no dia 1º da janeiro de 2003, deixaram esta maldita herança.

Uma praga que faz efeito até os dias de hoje.

O povão compra pouco, obra pouco e quase não gasta papel higiênico.

Os expoentes do partido que fudeu Banânia em apenas 8 anos no governo; tudo de ruim que acontece até os dias de hoje é culpa dos dois mandatos de FHC

11 março 2017 DEU NO JORNAL

UM HOMEM DE VISÃO PERFEITA

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Enxergando desse jeito – a ponto de dizer que nunca viu “nada ilegal” no gunverno de Lapa de Corrupto -, Meirelles só poderia mesmo se tornar Ministro.

Ministro da Fazenda!

E Ministro da Fazenda de um país chamado República Federativa de Banânia!!!!!!!!!!

É pra fuder a tabaca de Xolinha!

“Eu enxergo muito bem. Este óculo que eu uso, comprado na feira de Palmares, na barraca do feirante Uriel Pé-de-Pistola,  foi presente do Editor do JBF”

10 março 2017 DEU NO JORNAL

ORGULHO PATRIÓTICO

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Lá no Peru apenas freou.

Aqui em Banânia freou, capotou, embolou, relou, caiu no abismo e fudeu tudo.

Por outro lado, dentro do meu peito bate um coração cheio de patriotismo por constatar que uma empresa Corruptora Ativa, autenticamente banânica, botou no bolso não apenas os guabirus nativos, mas também os ratos de outras nações.

Isto merece um música exaltando esta nossa terra incrível.

Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, na voz de Francisco Alves.

10 março 2017 DEU NO JORNAL

MAIS UM GOLPE

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Segundo meu grande amigo palmarense Esmeraldo Boca-de-Fossa, ativo militante petista, como esta notícia mentirosa e imaginária saiu num jornal televisivo da Globo, é evidente a intenção golpista da emissora, expoente da grande mídia reacionária.

A Globo quer derrubar Michel Temer, garante Esmeraldo.

E disse mais Esmeraldo: este rombo de 39 bilhões é parte da herança maldita deixada por FHC e sua quadrilha tucana.

10 março 2017 DEU NO JORNAL

UMA PAULADA APÓS OUTRA

Lula levou mais uma tunga em Brasília. O ministro do STJ Felix Fisher negou um habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente, em que ele pedia o sobrestamento do processo contra o petista que tramita pelas mãos de Sérgio Moro.

Lula diz de um tudo sobre o juiz.

O acusa de parcialidade, de produzir um escândalo midiático e divulgar grampos que não deveria, como o da famosa conversa entre o ex-presidente e Dilma Rousseff.

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Lapa de Corrupto tá se cagando de medo.

Ele tem pesadelos todas as noites: sonha obrando de coca no boi de Curitiba.

Vôte!

10 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEXTA-FEIRA – PÉ-NA-BUNDA ORIENTAL

A Corte Constitucional da Coreia do Sul confirmou nesta sexta-feira (9) a destituição da presidente Park Geun-hye, suspeita de estar envolvida em um escândalo de corrupção que levou a seu afastamento do cargo, por decisão do Parlamento, em dezembro passado.

As ações de Park “constituem um grave atentado ao espírito da democracia e ao Estado de Direito”, disse o presidente da Corte Constitucional, Lee Jung-Mi. “A presidente Park Geun-Hye foi destituída”, acrescentou.

A decisão unânime do tribunal acaba com meses de crise política, e prevê a convocação de eleições antecipadas nos próximos 60 dias.

* * *

Eu num sabia que na Coreia do Sul, sólida democracia asiática, também tinha “golpe“…

E golpe “por unanimidade“, constitucional, legal e sem nem de longe lembrar a expressão manu militari.

E por simples e mera “suspeita de corrupção

E logo contra uma mulher indefesa, honesta, íntegra e honrada.

Vôte!

Imagine se lá tivesse Petrolão…

Num sei mesmo porque, se alembrei-me logo de uma republiqueta banânica cá da América Latrina…

9 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUINTA-FEIRA – TEREMOS UM EXCELENTE FINAL DE SEMANA!

A advogada Rosangela Moro fez a defesa do marido

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O que gostei mesmo nesta manchete foi este detalhe: “Por unanimidade”.

Vamos comemorar esta excelente notícia com música.

Uma petralha cantando pra um canalha.

Canta, Beth!

8 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – AMIGOS PARA SEMPRE

Em depoimento prestado ao ministro Herman Benjamim, o responsável pelo Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como “Departamento de Propinas“, Hilberto Mascarenhas, afirmou ser “Amigo” o codinome de Lula nas planilhas da Odebrecht.

Ele disse que não sabia todos os codinomes que, segundo ele, eram mais de 300, mas poderia confirmar o de Lula.

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Lula e a Odebrecht, uma amizade da porra.

Eu nunca vi um codinome pra Lula casar tão bem com a pessoa dele: “Amigo“.

Pra selar definitivamente esta amizade, que custou tão caro a Banânia, agora só falta mesmo Lula ir dormir na mesma cela que Marcelo Odebrecht em Curitiba.

Celebremos esta revelação com música.

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8 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – A VACA CHEGOU AO BREJO

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Nesta manchete aí de cima são citados três percentuais: 9,1%, 3,6% e 4,2%.

Tá na medida certa pro Ceguinho Teimoso deitar e rolar!

Ele adora citar índices, números e estatísticas pra provar que os gunvernos do PT foram os melhores que Banânia já teve.

Esta fantástica marcha-ré é a prova disto.

Cuida-se aqui da maior recessão desde o ano de 1948!!!

É pra lascar a tabaca de Xolinha.

Como eu nasci em 1946, nem me lembro…

7 março 2017 DEU NO JORNAL

SURUBA CONTINUA

Faveco Corrêa

Tem razão o desbocado Senador Romero Jucá: a suruba continua, e cada vez maior, mais agitada e perigosa, contagiando todos os poderes da república. Vejam o escore da recente votação na segunda turma: Toffoli 4 x Fachin 0, que tirou Sarney das garras do juiz Sergio Moro. Se processo no STF significa impunidade, como está pintando, não vai acontecer nada com o líder dos “Honoráveis Bandidos” (Palmério Dória, Geração Editorial). Há quem diga que ele é, na realidade, o decano da corrupção, e não o tal Jorge Luz que, em parceria com seu filho Bruno, movimentou a módica quantia de 40 milhões de dólares do antigo e tradicional propinoduto brasileiro. Sarney deve ter amealhado fortuna incalculável nas suas várias décadas de intensa atividade no submundo do crime contra o patrimônio público.

A Sonia Racy escreveu que consultou um importante jurista sobre esta infame decisão do Supremo, que lhe disse: “se essa jurisprudência se aplicar aos demais, é o início do fim da Lava Jato”.

Como querem os políticos.

A esta altura do campeonato, o Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve estar profundamente arrependido de não ter contratado os serviços do advogado Kakay para livrá-lo da rápida e implacável justiça de primeira instância, que já o transformou em réu. Afinal, Sarney, como Lula, não tem foro privilegiado. Ou melhor: não tinha.

O odor de pizza que exala do Supremo aguça o apetite de um montão de criminosos, especialmente daqueles que se escondem sob o manto escuro do nojento, repulsivo e execrável foro especial por prerrogativa de função, uma aberração tupiniquim que não existe em nenhum outro país do mundo, à exceção da Espanha, como o famigerado Renan Calheiros. Dos crimes que ele praticou em 2004, um já prescreveu por conta da demora na tramitação do processo. E há grande probabilidade de haver prescrição dos outros, o que fará com que o “ilustre” parlamentar não seja punido pelos malfeitos que cometeu. Que tal? Processo no Supremo cheira ou não a impunidade?

A bocarra faminta por injustiça não é só desses cidadãos de primeira classe, mas de tantos outros que, como nós, são de segunda: ao menos 50 alvos da Lava Jato sem foro privilegiado estão cozinhando no forno lento e brando do STF. Ninguém sabe quando serão servidos à sociedade, que gostaria de comê-los crus, se desse.

A esbornia é mesmo geral e irrestrita. Nosso STF, ainda na quinta-feira, adiou a sessão sobre a necessidade ou não da assembleia estadual autorizar que um governador seja processado pelo Supremo, o que liberta, pelo menos por enquanto, o petista Fernando Pimentel, acusado de várias falcatruas.

Temos que concordar com Romero Jucá: a bacanal continua mesmo a todo vapor. Agora vem o ex-ministro Henrique Eduardo Alves dizer que não sabe como que quase um milhão de dólares foram parar na sua conta. Incrível. Enquanto o povo passa fome, governantes e políticos abrem contas bancárias onde brota dinheiro.

A festança não para. Vide o “trailer” da delação da Odebrecht, no qual Marcelo informa que mais de 150 milhões de reais do total de 300 “disponibilizados “ para o PT foram repassados à chapa Dilma/Temer na campanha de 2014.

O PSDB deve estar com remorso de ter proposto a ação de anulação desta chapa no TSE, já que agora faz parte do governo.

A esculhambação é geral e irrestrita.

Quando forem divulgadas as 77 delações dos executivos da maior empreiteira do país, a “imundície” vai atingir o ventilador e espalhar “dejetos” por todos os lados. Não vai sobrar quase ninguém, se sobrar alguém.

Diante de tudo isso, a sociedade precisa reagir.

Afinal, quem não se lembra do refrão da famosa música “Vira, vira”, grande sucesso dos Mamonas Assassinas, que inspirou Romero Jucá, e que era cantada de norte a sul, por crianças e adultos?

Chega de nos passarem impunemente a mão no traseiro.

Vamos às ruas dia 26 de março exigir que os meliantes que vem roubando o Brasil sejam condenados.

Até lá.

7 março 2017 DEU NO JORNAL

LINDO PRONTUÁRIO

O engenheiro civil Fernando Sampaio Barbosa, executivo ligado à Construtora Norberto Odebrecht, declarou nesta segunda-feira, 6, ao juiz federal Sérgio Moro, que “a gente sabia” que o codinome ‘Italiano’, que aparece em uma planilha de propinas da empreiteira, era uma referência ao ex-ministro Antônio Palocci.

O ex-ministro é réu da Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro.

Palocci foi preso em 26 de setembro na Operação Omertà, 35.ª fase da Lava Jato.

A Procuradoria da República suspeita que Palocci recebeu R$ 128 milhões da empreiteira e que parte desse dinheiro teria sido destinada ao PT.

A gente sabia que o ‘Italiano’ era o Palocci”, declarou Fernando Barbosa, que prestou depoimento como testemunha de defesa do empreiteiro Marcelo Odebrecht (também réu no processo), por meio de videoconferência em São Paulo.

* * *

No prontuário do Italiano, além da especialidade em finanças guabirutíferas ladroísticas, constam também outros importantes itens.

Ele ocupou dois cargos de altíssima relevância na estrutura do poder federal:

1 – Ministro da Fazenda de Lula

2 – Ministro da Casa Civil Dilma

A Fazenda é quem determina, planeja e executa toda a política econômica do gunverno federal. É coisa para cacete!

E a Casa Civil é um ministério intimamente ligado à prisidência, certamente o mais influente de todos os ministérios, localizado na ante-sala do Capo. Faz parte do chamado “núcleo duro” do poder.

Estando engaiolado e obrando de coca no boi da prisão – respondendo a processo por grossa corrupção e caudalosa lavagem de dinheiro -, é evidente que Palocci era o homem certo nos lugares certos, quando o PT dava as ordens e fudia Banânia.

Tudo lógico e coerente.

Um trio da pesada que ocupou os principais postos da administração de Banânia. Vôte!!!!!

7 março 2017 DEU NO JORNAL

UM DOTÔ QUE TEM CCCC

O juiz federal Sergio Moro e o advogado do ex-ministro Antonio Palocci, José Roberto Batochio, trocaram ironias durante a audiência do executivo Fernando Barbosa Sampaio, presidente do estaleiro Enseada Indústria Naval, arrolado como testemunha de defesa do empreiteiro Marcelo Odebrecht.

Depois de ouvir de Sampaio a confirmação de que seu cliente é o “Italiano” das planilhas da Odebrecht, Batochio interrompeu uma resposta da testemunha a Moro, alegando que o executivo falava a respeito do que achava, e não dos fatos.

“Excelência, pela ordem, testemunha depõe sobre fatos não sobre o que ela acha ou entende. De modo que fica impugnada essa pergunta de Vossa Excelência e acrescento: a testemunha disse que por ouvir dizer soube que italiano era Palocci”, interveio o advogado.

O magistrado ponderou que sua pergunta era pertinente, reiterou a questão e indeferiu o protesto do defensor de Palocci. Batochio não se deu por vencido e deu-se, então, o seguinte diálogo:

* * *

É por isso que a fubânica petista Ideia Fixa odeia o Dr. Moro.

Ela diz que o magistrado paranaense tem mania de perseguir Lula e todos os petistas criminosos (coisa que ela diz não existir…), e que, ao mesmo tempo, o juiz não tem a saudável mania de seguir a lei e se basear unicamente nas provas dos autos.

O ódio de Ideia Fixa pelo Dr. Moro é plenamente justificado, pois este dotô só bota pra fuder em corruptos de todas as tendências. Inclusive nos corruptos prediletos de Ideia Fixa. Desde, evidentemente, que os processos estejam correndo na sua vara (êpa!)

E o Dr. Moro, o verdadeiro Herói do Povo Brasileiro, cumpre a sua nobre e honrada missão de saneamento com a maior CCCC (Calma, Coragem, Civismo e Classe).

7 março 2017 DEU NO JORNAL

PODOLORO ESTÁ ÀS ORDENS

O juiz Ricardo Leite, que atua como substituto na 10ª Vara Federal de Brasília, negou a Lula um pedido para prestar depoimento por videoconferência no processo em que é acusado de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

A solicitação de Lula havia sido protocolada em 8 de fevereiro. Seu depoimento estava convocado para 17 de fevereiro. O magistrado alegou que não haveria tempo para preparar a oitiva à distância. Adiou o interrogatório para 14 de março.

Lula terá de voar até Brasília. Uma eventual ausência será entendida como “falta de interesse em realizar sua autodefesa”, anotou o juiz em seu despacho.

* * *

Como Lula não dispõe mais dos jatinhos de Eike Batista e de Marcelo Odebrecht pra se deslocar por Banânia e pelo planeta, eu ofereço o jegue fubânico Polodoro pra levá-lo em seu lombo.

Nosso estimado jumento fará o serviço com todo prazer, eu garanto. Afinal, bichos da mesma raça se dão muito bem, dizem as leis da ciência biológica.

Segundo os fubânicos petistas Ceguinho Teimoso e Teimosa Renitente, Lula não mais anda em voos comerciais comuns pra não ter ficar constrangido com os aplausos e saudações dos outros passageiros, gritando “Volta Lula” no saguões dos aeroportos.

Saguões, como sabemos, lotados em média por 98% de pobres, que passaram a andar de avião logo após Lula iniciar seu primeiro gunverno.

A imensa maioria da população banânica, nos aeroportos, nas rodoviárias, nas ruas, nos pontos de ônibus, nos botequins, nas salas de esperas dos hospitais públicos, nas filas de desempregados, está ansiosa pra saudar Lula em ambientes públicos e abertos.

Aliás, não apenas Lapa de Indiciado, mas também a ex-prisid-Anta Vaca Peidona, vulgo Janete, também poderá desfrutar dos serviços de Polodoro.

Polodoro ficou tão feliz com a possibilidade de carregar no lombo esta dupla ilustre que resolveu homenageá-la no mesmo idioma falado por Lula e Dilma: rinchando.

Rincha, Polodoro!

6 março 2017 DEU NO JORNAL

JUSTIÇA BOSTÍFERO-BANÂNICA

A única coisa que Alexandrino de Alencar, ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, e Keli Gomes da Silva, analfabeta e manicure, têm em comum é o tempo de sentença: sete anos e meio.

Ela, por furtar quatro pacotes de fralda de um supermercado na Brasilândia, periferia de São Paulo. Prejuízo de algo como R$150.

Ele, um dos 77 executivos da empreiteira que fechou acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, por participar de esquema de corrupção na Petrobras.

Pagamento de propina, apenas no Brasil, de R$1,9 bilhão, segundo confessou a própria empresa – valor 12,6 milhões de vezes maior que as fraldas levadas por Keli.

* * * 

Romeia Pererira da Silva foi condenada a 34 anos de prisão por receptação – crime de adquirir ou ocultar produto de origem ilícita – por causa de nove toca discos, encontrados em suas loja, chamada “Sucauto”.

Está presa há cerca de oito anos.

Cinco e meio a mais do que cumprirá em regime fechado Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira homônima que também fechou acordo de colaboração premiada na Lava Jato.

* * *

Estas duas notícias dispensam comentário.

Vou ficar quietinho, engolindo meu espanto.

Vamos ouvir uma música pra relaxar.

6 março 2017 DEU NO JORNAL

FALOU COM CONHECIMENTO DE CAUSA

Não há um só dia que deixe de chegar ao presidente Michel Temer algum novo “jabuti em cima de árvore”, no governo federal – de privilégios para grupos de servidores, de custo insuportável ao Tesouro Nacional, à aprovação de leis e medidas provisórias para atender ao lobby de empresários amigos.

Temer desabafou em conversa: “O mal que os governos do PT fez a este país é incalculável!”.

O adágio popular ensina que jabuti (ou cágado) não sobe em árvore, por isso, se está lá, “é enchente ou mão de gente”.

Impressionam Michel Temer as revelações sobre a compra e venda de medidas provisórias no balcão de negócios dos governos Lula e Dilma.

Em depoimento esta semana, Marcelo Odebrecht disse ter comprado a MP do Refis por R$ 50 milhões, para beneficiar sua empresa Braskem.

A venda de medidas provisórias para beneficiar empresas do setor automotivo já apareceu na Operação Zelotes, que investiga o Carf.

* * *

Sou do contra. Sempre.

Ser oposição é minha sina e minha meta.

Mas não tenho saída e sou obrigado a concordar com Michel: o mal que o PT fez a Banânia é incalculável.

Tendo sido ele vice da Vaca Peidona em duas ocasiões, certamente deve saber tudo sobre o que chama de “mal dos governos do PT

6 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEGUNDA-FEIRA – ME LEMBRO SEMPRE DA BOVINA…

Uma decisão do Ministério de Minas e Energia vai obrigar o consumidor brasileiro a pagar em 2017 uma nova conta extra, de R$ 1,1 bilhão, nas contas de luz. A previsão foi feita pela Eletrobras.

A decisão foi publicada na sexta-feira (3) em uma portaria do ministério. Ela determina que a Agência Nacional de Energia Elétrica inclua no orçamento de 2017 da Conta de Desenvolvimento Energético a previsão de gastos com as prestações dos chamados Contratos de Confissão de Dívidas da Eletrobras.

Esses contratos se referem às dívidas que a Eletrobras tem com fornecedoras de combustível usado em usinas termelétricas que geram energia para regiões do Norte do país onde ainda não chegou a rede nacional de transmissão de energia. A principal fornecedora é a Petrobras.

Parte dos recursos para a compra desse combustível vem da CDE, que é um fundo do setor elétrico. O dinheiro que abastece o fundo, por sua vez, vem da cobrança de um encargo nas contas de luz, ou seja, vem dos consumidores.

* * *

Toda vez que se fala em aumento das nossas contas de luz, eu me lembro de Janete, mais conhecida pelo vulgo de Vaca Peidona.

Num sei mesmo porque eu penso nela quando o assunto é tarifa de energia elétrica…

5 março 2017 DEU NO JORNAL

ODEBRECHT PAGAVA “PEDÁGIO” ÀS FARC

Rodrigo Constantino

Desde que jogou a toalha e desistiu de negar as acusações da Lava-Jato, a Odebrecht, maior empreiteira do Brasil, confessou crimes de arrepiar. Na toada de ilegalidades, acabou aceitando até embrenhar-se, literalmente, na selva do crime. A empreiteira deu dinheiro às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante os últimos vinte anos em troca de “permissão” para atuar nos territórios dominados por elas. Os pagamentos, que começaram a ser efetuados nos anos 1990 e variavam de 50.000 a 100.000 dólares por mês, foram informados à Procuradoria-Geral da República. Não é uma ilegalidade semelhante ao pagamento feito a políticos, mas também não se trata de uma atividade limpa.

É um espanto! Claro que é preciso levar em conta, aqui, o fato de que os marginais das Farc atuam como uma espécie de “estado paralelo” em determinadas regiões que controlam, e qualquer um que quiser fazer algum negócio ali terá de pagar “imposto”, ou seja, propina. É como nas favelas dominadas pelo tráfico de drogas: o pequeno comerciante precisa pagar uma “taxa de proteção”, que ele paga ao próprio agressor em potencial.

Todos que param os carros pelas ruas cariocas e precisam desembolsar uma graninha para o “flanelinha” entendem o conceito: você paga ao próprio sujeito que ameaça sua propriedade. Na Rússia, após a queda do comunismo, as (outras) máfias tomaram conta do pedaço e cobravam até 30% do faturamento para garantir a proteção dos empresários contra elas mesmas ou concorrentes (eram menos gulosas do que nosso governo, que cobra 40% e não entrega nada em troca, nem a tal proteção).

Ainda assim, não deixa de ser espantoso constatar como a maior empresa do Brasil financiava não só o PT como as Farc, e sem dúvida o MST, o filhote das Farb, devia levar algum também. Alexandre Borges comentou: “Aquilo que chamam de ‘elite’ no Brasil financiou o PT e as FARC, mas vai explicar isso para quem acha que ser empresário e ser de direita é a mesma coisa”. Não é, óbvio. As “elites” financiam aqueles que pretendem destruí-las com o comunismo. Vendem a corda que será usada para enforcá-las.

Associar automaticamente grandes empresários ao capitalismo, ainda mais em sua versão liberal pregada pelo liberalismo, é uma estupidez total. O que mais tem por aí é grande empresário bancando um estado inchado e intervencionista, ou inimigos do liberalismo na guerra cultural. Os motivos são vários: culpa, sensação de superioridade moral, puro interesse (já que o estado inchado muitas vezes beneficia essas grandes empresas) e pragmatismo para fazer negócios.

Não há compromisso direto entre ser empresário e defender o livre mercado. Muitos empresários querem inclusive um governo pró-negócios (seus negócios), mas não necessariamente pró-mercado (a favor da livre concorrência). Quando a esquerda socialista, portanto, insiste em demonizar as “elites” em seus discursos, especialmente as elites financeiras, o leitor deve ficar atento para a farsa. Como vimos no caso de Soros, o bilionário especulador, essa turma não tem problema algum em encher o bolso com o vil metal dos capitalistas amorais.

Para os comunistas das Farc, como para os petistas, o que importa é quanto vai pingar, não quem vai pagar. A fonte dos recursos é o de menos: pode ser o tráfico de drogas internacional, ou as obras superfaturadas pagas pelo governo. Só o destino final da grana interessa: o projeto de poder dos próprios comunistas, enriquecendo alguns líderes no processo já que ninguém é de ferro – menos ainda esses “abnegados” revolucionários.

5 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO DOMINGO – TUDO JUNTO E MISTURADO

* * *

Petistas, ministros e aliados de Temer: tudo farinha do mesmo bisaco.

Tudo tolôte do mesmo pinico.

Tomara que tomem todos no olho do furico. Sem pena e sem vaselina.

Petistas, não custa nada lembrar, são aqueles tabacudos que vivem bradando ser Michel um “golpista“.

Michel, Janete e Finório: um trio da porra

5 março 2017 DEU NO JORNAL

OS SEM-PUNIÇÃO

Em estado de escândalo permanente há mais de uma década, o Brasil parece exausto. Os cidadãos oscilam entre aplausos efusivos à Justiça e a absoluta descrença em punição, especialmente de acusados ilustres. Sentimento que nem a eficiência da Lava-Jato consegue alterar.

Os números da Lava-Jato impressionam: 125 condenações na primeira instância, somando penas de mais de 1.317 anos. Na Suprema Corte, onde correm os processos dos que têm privilégio de foro, 20 denúncias (dois aditamentos), 68 acusados e 3 ações penais instauradas. Até então, nenhum julgamento.

Uma diferença gritante de ritmo, utilizada pelos defensores do fim do foro especial por prerrogativa de função a que políticos e magistrados têm direito.

Simples como dois e dois são quatro? Não.

Mesmo que fosse decidida hoje, a derrubada do foro não garantiria celeridade. Ao contrário: os 500 processos – 357 inquéritos e 103 ações penais – teriam de ser remetidos à primeira instância, e reiniciados lá. Isso sem falar do congestionamento existente na esfera primária, abarrotada de processos cuja solução, por vezes, demora mais de 10 anos.

Em artigo publicado em O Globo no sábado de carnaval, o ex-procurador de Justiça do Rio Grande do Sul, Lenio Streck, enumera outras razões para aprofundar a discussão sobre a supressão do foro, retirando-a do pires raso em que se encontra.

O fulcro da questão pode mesmo não estar no privilégio de foro.

O processo do mensalão é didático nisso. Depois de receber a denúncia, que levou um ano e dois meses para ser oferecida pela Procuradoria-Geral da República, o STF julgou os 38 réus em menos de cinco meses, condenando 24 deles.

Mas longos sete anos se passaram entre o dia que o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) revelou a existência de pagamentos mensais para garantir maioria congressual ao governo Lula e o fim da primeira fase do julgamento, em 2012. E a ação 470 só acabou de verdade em 2014, com o julgamento de embargos infringentes que reduziram as penas do núcleo político.

Na prática, os 12 réus políticos foram condenados à prisão domiciliar, enquanto a maior parte dos operadores continua atrás das grades, em regime fechado. Pesos e medidas no mínimo estranhos, que só alimentam as dúvidas de que o privilégio não está no foro, mas no julgamento dos delinquentes ilustres.

Em Curitiba, onde pesos pesados estão na cadeia – sejam condenados ou detidos provisoriamente -, também não são poucas as chances de que criminosos acabem livres ou com penas muito aquém do que as impostas inicialmente, graças à multiplicação de delações. Nada menos de 78 acordos de colaboração premiada foram firmados pelo Ministério Público Federal na primeira instância, outros 49 homologados pelo Supremo, em Brasília.

Não há dúvida quanto à essencialidade das delações para as investigações. Mas os benefícios concedidos aos criminosos que falam auxiliam na sensação de impunidade, depondo contra a Lava-Jato. É difícil assimilar pena de uma tornozeleira para gente que surrupiou bilhões dos brasileiros.

No carnaval de 2013, quando o julgamento do mensalão animava o país, a máscara do relator e depois presidente do STF, Joaquim Barbosa, dividiram as ruas com as de Barack Obama. Com a Lava-Jato, no ano passado, o folião foi de juiz Sérgio Moro. Agora, ao lado do imbatível Donald Trump, preferiu não os defensores da lei, mas os presos Sérgio Cabral Filho e Eduardo Cunha. Qual o significado disso? Nenhum. Ou todos.

5 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO DOMINGO – E NUM SOBRA NADA PRA NÓIS…

* * *

Porra!

Essa Odebrecht tem ligação com todo mundo.

Menos com o JBF.

E o Complexo Midiático Besta Fubana – o maior órgão da grande mídia escrota do mundo -, está na miséria mais negra que se possa imaginar.

Atenção senhores empreiteiros corruptores ativos: este Editor está de braços (e bolsos…) abertos pra negociar.

Por qualquer miserável pixuleco, a linha editorial do JBF pode ser comprada integralmente.

Façam contato, pelo amor de Deus!

Chupicleide, secretária de redação do JBF, passando fome e privações por não receber o salário há tempos

4 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – UMA ESCOLHA COERENTE

* * *

Escroto com escroto se entende.

Temer e Jucá formam uma parelha arretada de pmdebistas.

Duas raposas de primeira linha.

Uma escolha coerente com a “filosofia” e a atuação do bando de malfeittores que usa a sigla partidária de PMDB.

Pode deixar cumigo Michel; num precisa ficar aperreado: eu e Renan vamos cuidar bem do gunverno lá no Senado; tudo dentro da ética e na maior lisura; vai ser uma suruba de alto nível

4 março 2017 DEU NO JORNAL

A REPÚBLICA CONTAMINADA

Ruy Fabiano

A república continua a bordo do imponderável, refém de uma investigação policial, a Lava Jato, que tem sido uma história sem fim – uma espécie de trailer da eternidade.

O depoimento de Marcelo Odebrecht ao TSE, na quinta-feira, além de confirmar o que já se sabia – o financiamento criminoso da campanha de Dilma e Temer em 2014 -, inseriu mais um nome no rol dos infratores: a ex-presidente Dilma Roussef. Nos termos do que foi dito, ela não apenas sabia de tudo, como a tudo comandou.

Fará companhia a Lula e à falange de petistas que delinquiram na luta pela preservação do poder. Ela bem que avisara na campanha: “Para vencer as eleições, faremos o diabo”. Fizeram. Não pode se queixar de agora estar indo para o inferno.

Não apenas tinha conhecimento do dinheiro “contaminado” (expressão de Marcelo Odebrecht), como negociou diretamente com ele o repasse das propinas extorquidas da Petrobras, indicando sucessivamente seus intermediários para embolsá-las: Antonio Palocci e, depois, o então ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Palocci já está preso, embora não por esse delito específico, que agravará seu contencioso penal. Mantega foi preso e depois solto, mas deve retornar em breve ao xadrez.

O delito não se resume ao dinheiro contaminado na origem, num total de R$ 150 milhões, mas também (e sobretudo) ao que remunerava: a medida provisória 470, editada em 2009, ainda na vigência do governo Lula, garantindo benefícios à Brasken, empresa do grupo Odebrecht, relativos ao crédito prêmio de IPI e IPI Zero. O texto da MP foi elaborado pela área jurídica da própria Odebrecht.

O pagamento pelo benefício ficou acertado para a campanha de 2014, a Dilma e sua equipe. Segundo as planilhas da Odebrecht, desse total, Lula teria embolsado R$ 23 milhões e Palocci R$ 8 milhões. Odebrecht confirmou também ter dado R$ 10 milhões ao então presidente do PMDB e candidato a vice, Michel Temer, que confirma a doação, mas alega ter sido legítima e registrada no TSE.

A defesa de Temer se empenha em separar as contas de campanha, dispondo-se a comprovar a diversidade de métodos e fontes. Ainda que o consiga, talvez não seja suficiente.

A jurisprudência, que já cassou chapas de governadores e prefeitos em situações análogas, é a de considerar as campanhas de presidente e vice como uma coisa só.

O impacto dessas revelações, cuja novidade está apenas no fato de agora estarem oficializadas, será potencializado com a divulgação das delações premiadas dos 77 executivos da mesma Odebrecht, prometida para já pelo procurador-geral Rodrigo Janot.

Pelo que já vazou, vem aí uma descarga de nitroglicerina, sem precedentes, que pegará meio Congresso, incluindo seus presidentes, Rodrigo Maia (Câmara) e Eunício Oliveira (Senado), além de seus maiores figurões. Temer é também citado, assim como seu chefe da Casa Civil, Elizeu Padilha, alvo recente de acusação de recebimento de propina de R$ 4 milhões, feita por um ex-colaborador da Presidência e amigo íntimo de Temer, o advogado José Yunes.

Dentro do imponderável que governa o país, não se exclui a hipótese de cassação do mandato do presidente da república e da impossibilidade de sua linha sucessória parlamentar sucedê-lo, o que remeteria a transição à presidente do STF, Carmem Lúcia.

Ela teria de convocar eleições em 60 dias, por via indireta, pelo Congresso, cuja metade (ou quase isso) estará sob graves acusações de corrupção. Nessa hipótese, não se sabe o que fazer, nem mesmo como estará o país. Tudo é possível, menos nada.

Em contraste, a área econômica tem obtido bons resultados, ameaçados, no entanto, pelo terremoto na política. A percepção desses ganhos pelo público não é imediata e corre o risco de não se consumar antes mesmo de ser percebida. Em tal contexto, as chances de reformas polêmicas como a trabalhista e a previdenciária se reduzem significativamente. A república está contaminada.

4 março 2017 DEU NO JORNAL

ENTÃO FICA COMBINADO ASSIM…

Ricardo Noblat

Com o PT: o que Marcelo Odebrecht disse à Justiça sobre Temer, Padilha, Aécio e Marina Silva é verdade. Mas o que disse sobre Dilma, Palocci e Guido Mantega não é.

Com o PMDB: Padilha pode até ter recebido dinheiro de caixa 2 da Odebrecht, mas jamais contou a Temer, nem Temer perguntou a respeito.

Com o PSDB: Aécio pediu, sim, dinheiro à Odebrecht para financiar campanhas do partido como ele mesmo admitiu, mas o dinheiro doado foi legal e declarado à Justiça.

Com o distinto público: pensando melhor, deixa pra lá…

4 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – TUDO FARINHA DO MESMO BISACO

O ex-diretor da Odebrecht Fernando Reis disse em depoimento ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral Herman Benjamin que foi incumbido de repassar R$ 4 milhões à tesouraria do PDT em troca do apoio do partido à reeleição da chapa Dilma-Temer.

Esta é uma afirmação considerada grave por advogados eleitorais, pois compra de apoio político é um dos motivos para a cassação de uma chapa eleitoral.

* * *

Uma organização criminosa, o PDT (fundado por Leonel Brizola e atualmente de propriedade do guabiru Carlos Lupi), recebendo dinheiro pra apoiar a chapa do PT, formada pela impagável dupla Dilma-Temer.

Uma trambicagem entre parceiros da mesma laia.

Um arrumadinho autenticamente banânico.

1º de janeiro de 2011: uma posse inesquecível; Banânia lembrará deste dia pra sempre!


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