4 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

DOIS INSANOS RECIFANOS INCARNADOS

O ex-prefeito do Recife João Paulo Lima e Silva (PT) e o atual vice-prefeito da capital pernambucana, Luciano Siqueira (PC do B), que ocupava o mesmo cargo na outra gestão, foram condenados pela Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária por burlar a Lei de Licitações entre 2002 a 2004. 

No mesmo processo, o juiz Honório Gomes do Rego Filho condenou também a ex-chefe de gabinete do petista e dois assessores da prefeitura. Os cinco pegaram três anos e cinco meses de reclusão e terão que pagar multa.

Segundo a denúncia, os acusados dispensaram procedimentos licitatórios. Entre os anos de 2002 a 2004, a Prefeitura do Recife contratou a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) para realizar consultoria e implantar a modernização em 15 secretarias.

O juiz, seguindo a auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), alega que o preço do contrato estava 90% acima do mercado.

O prejuízo para os cofres públicos estaria na casa dos R$ 19,7 milhões, referente a dois contratos e dois aditivos.

* * *

Um rombinho de pouco mais de 19 milhões de reais é uma quantia mixuruca pros padrões vermêios. 

Um valor irrisório em se tratando de guabirutagem cometida pela dupla PT/PCdoB, duas organizações abandidadas que usam siglas partidárias.

O ex-colunista fubânico Luciano Siqueira, que era vice-prefeito do Recife quando ainda escrevia para esta gazeta escrota, faz uma falta danada. Eu me divertia muito com as disparatadas defesas que ele fazia das zisquerdas e dos gunvernos petralhas.

Fiz tudo pra que ele continuasse por aqui, alegrando os nossos dias com suas hilárias argumentações. Mas ele bateu asas e avuou.

Defender a ladroagem petêlha é uma tarefa fácil pra qualquer oftalmopata atingido pela cegueira ideológica. Ainda mais em se tratando da cegueira provocada pela foice e pelo martelo.

Mas, infelizmente, Luciano não quis mais voltar a este antro onde impera muita luz e a total liberdade de expressão e de pensamento.

Uma pena mesmo.

João Paulo e Luciano Siqueira, um petralha e um cumunalha nas malhas da lei: ô parêia certa que só a porra

4 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

UMA DÚVIDA DO CARALHO

As esculturas de homens da Grécia e da Roma Antigas são dotadas de pênis pequenos, algo que muita gente evita comentar por educação ou por vergonha.

Em parte, isso acontece porque seus membros foram esculpidos para parecer que estão moles, e não em posição sexual. Quem usou esse argumento foi a historiadora da arte Ellen Oredsson no seu blog How to talk about art history. “Se alguém compara com o tamanho da maioria dos pênis moles, (os dos gregos) não são na verdade tão significativamente menores quanto os da vida real”, escreveu ela ao responder a uma pergunta de um leitor.

Outro motivo é cultural. Os gregos valorizavam os pênis de tamanho menor. Quando pintavam um grego inteligente e admirado, eles o retratavam com um pênis pequeno. Assim, queriam dizer que prezavam o intelecto e as divagações filosóficas. Pênis grandes eram considerados feios e grosseiros, coisa de bárbaro.

Ao moldar no mármore aqueles que não se encaixavam nessa categoria, a atitude era oposta. “Os artistas gregos mostravam o seu desprezo pelos estrangeiros e pelos escravos pintando-os com órgãos grandes”, escreveu David M Friedman no seu livro A Mind of its own: a cultural history of the penis (Penguim). Além disso, quando faziam um sátiro, um ser mitológico pequeno, festeiro e com patas de cabra, os artistas o faziam com o pênis grande e ereto.

“A conclusão mais razoável é a de que se um pênis grande vem com uma face horrível e o pênis pequeno com um rosto bonito, então o pequeno é que era admirado“, escreveu o historiador Kenneth Dover no seu livro Greek Homossexuality (Bloomsbury Academic), lançado inicialmente em 1978.

Ao longo dos séculos, embora os gostos fossem mudando, o padrão de beleza permaneceu o mesmo. Os romanos, que vieram depois dos gregos, valorizavam o membro avantajado a ponto de alguns generais serem promovidos por causa do tamanho de seus órgãos.

Contudo, essa admiração não foi refletida nas estátuas, que continuaram na tradição grega. Quando os pintores e escultores renascentistas, a partir do século XIV, passaram a se espelhar no período antigo, eles seguiram a tradição.

Davi, de Michelangelo, em Florença, na Itália (Reprodução)

* * *

Quer dizer, então, que os generais romanos eram promovidos pelo tamanho da pajaraca???

Vôte!

Que informação do caralho!!!

Se o jegue fubânico Polodoro vivesse em Roma naqueles velhos tempos, certamente ele teria alcançado o posto de Marechal Cinco Estrelas!

“Puta que pariu! Se eu ainda fosse prisid-Anta, eu botava este jegue Polodoro pra ser chefe da minha segurança pessoal no Alvorada”

4 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

QUANDO O RESPEITO À LEI É FALTA DE VERGONHA NA CARA

Ricardo Noblat

Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais, está certo: ele não desrespeitou lei alguma ao se valer, ontem, de helicóptero oficial para resgatar seu filho que passara a noite do réveillon em animada festa em condomínio às margens do lago de Furnas, tradicional balneário do Estado.

Em nota divulgada pelo Facebook, Pimentel afirma que o uso da aeronave é regulamentado por decreto publicado em 2005. À época, o governador de Minas era o hoje senador Aécio Neves (PSDB), que voou de helicóptero e de jatinho oficiais para cima e para baixo, emprestando-os, inclusive, a amigos necessitados.

Portanto, assim como Aécio, Pimentel tinha o direito, sim, de voar em helicóptero comprado com dinheiro público e mantido com dinheiro público, para ir passar o domingo com o filho onde bem quisesse, como ele alegou ter sido sua ideia original. Ou para simplesmente ir buscá-lo porque o garoto parecia indisposto.

O que a lei não proíbe é permitido. E, se ainda por cima, ela regulamenta o que a outros horroriza, fim de papo. Mudemos de assunto. Se um dia Pimentel for deposto, certamente não será por uso indevido de equipamento do Estado. Poderá ser por uso de dinheiro ilegal em campanha, mas essa é outra coisa.

Sérgio Cabral governou o Rio de Janeiro por oito anos. Usou helicóptero oficial até para transportar o cachorrinho da família nos fins de semana. Usou jatinhos de empresários e de fornecedores de serviços ao governo para voar de férias ao Caribe. E nada disso configurou crime. No máximo, falta de vergonha na cara.

Minas Gerais é um Estado quebrado como o Rio? É. Seria um despropósito cobrar de quem o governa moderação extrema com gastos supérfluos? Não. Faltou moderação a Pimentel. E também vergonha na cara. Se lhe sobrasse vergonha, deveria no mínimo pedir desculpas aos mineiros e ressarcir o Estado do gasto desnecessário.

3 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

O MELHOR GUABIRU DO MUNDO

Em 20 de maio de 2011, a Odebrecht levou Lula ao Panamá.

Ele visitou obras da empreiteira e prometeu investimentos da Petrobras no país.

Na ocasião, o presidente panamenho Ricardo Martinelli disse:

Lula é o melhor presidente do mundo”.

Isto porque, no mesmo período da visita de Lula ao Panamá, entre 16 de dezembro de 2009 e 27 de agosto de 2012, a Odebrecht fez oito repasses de propina a “um alto membro do governo” de Ricardo Martinelli.

No total, foram mais de 100 milhões de reais em propinas.

* * *

100 milhões de reais em propinas…

Puta merda!

Enquanto isto, não aparece um único Corruptor Ativo querendo subornar esta gazeta escrota e o seu Editor.

É phoda.

Senhores empreiteiros guabirutais, estou aberto a propostas.

E aceito qualquer merreca que esteja na base do 1% do que era pago na extinta Era Lulaica,

Dois corruptos de grosso calibre de republiquetas baníferas da América Latrina: o panamenho Ricardo Martinelli e o banânico Lapa de Propinador

3 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

TODA PAJARACADA TEM SEU PREÇO

Na volta das férias, o ministro Luiz Fux terá um problema pessoal para resolver.

A juíza Carolina Tupinambá, mãe de um menino de 4 anos, deseja mover contra ele uma ação de paternidade.

* * *

A pajaracada que o ministro deu vai custar-lhe um tupinambada.

Como é estranha cabeça humana…

Lendo esta notícia aí de cima, me lembrei de uma música do Zenilton intitulada “Milho Cru“.

Francamente, num sei mesmo porque esta música me veio ao pensamento.

* * *

 

“Putz: saí no JBF. Tô fudido…”

2 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

DÚVIDA CRUEL

A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, investigou até agora cerca de 400 políticos, prendendo vários deles, além de produzir cerca de 120 condenações da Justiça e recuperar bilhões de reais.

* * *

Merece destaque esta informação de que a operação recuperou “bilhões de reais“.

Lendo esta notícia aí de cima, uma dúvida cruel tomou conta de minh’alma:

Como é que a gente pode chamar um canalha que é contra a Operação Lava Jato?

Hein???

Débil mental fica aquém do que ele é.

E fela-da-puta é muito pouco.

Vamos botar Polodoro pra rinchar em homenagem aos tabacudos e idiotas que são contra a Operação Lava Jato.

Rincha, Polodoro!

2 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

TRIBUTO AOS CAMPEÕES

A repercussão do anúncio dos EUA sobre a ação global da Odebrecht provocou um temporal político na América Latina. Bem maior do que tivemos notícia pelos jornais e TV. Foi um intenso movimento no Twitter, que começou com gente perguntando quem eram os corruptos do governo de cada país, passou por desmentidos de presidentes e ex-presidentes, nomes suspeitos, acusações. Alguns importantes projetos, como assegurar a navegabilidade do Rio Magdalena, na Colômbia, estão ameaçados. Começaram a duvidar até do estudo de impacto ambiental da Odebrecht.

Ao ver aquele furacão durante a semana, não podia perder de vista que tudo aquilo havia sido causado por uma empresa brasileira. Ironicamente, o programa do BNDES para estimular as empresas campeãs nos deu apenas um título mundial: o do maior escândalo de corrupção.

Em termos de política externa, penso eu, seria ideal que o Brasil fizesse o comunicado, informando, como fizeram os americanos, quanto se usou em corrupção e o lucro obtido em cada lugar. Em termos ideais, porque, dados as circunstâncias brasileiras, o ritmo do STF, a delicada posição do governo na Lava Jato, não temos as mesmas condições dos norte-americanos. Verdade é que o próprio relatório divulgado lá destacou as investigações feitas no Brasil, pois trabalhou com dados, essencialmente, obtidos aqui.

Todos estão conscientes da abertura brasileira para compartilhar as informações. Em termos ainda ideais, seria preciso um outro passo: uma legislação disciplinando o comportamento das empresas no exterior.

Quando todo esse movimento rumo ao exterior começou, confesso que tentei formular uma lei que punisse o suborno de autoridades. Alguns assessores da Câmara ajudaram. Mas as possibilidades de êxito eram muito remotas. Não só pela força das empreiteiras. Havia um argumento muito forte: era uma iniciativa ingênua que acabaria reduzindo a competitividade de nossas empresas.

Com as voltas que o mundo deu, uma legislação que discipline as empresas brasileiras pode ser precisamente um instrumento para que não percam a competitividade depois do furacão Odebrecht.

O relatório americano não menciona o papel que o BNDES teve em cada um dos projetos da Odebrecht. Quando tudo isso vier à luz, talvez se desvende que o dinheiro da propina eram recursos públicos.

Uma legislação mais precisa pode evitar que instituições sejam levadas para uma engrenagem criminosa internacional. Mas talvez não seja a falta dela o ponto essencial.

Havia toda uma política, da qual o BNDES era um instrumento, destinada simultaneamente a abrir caminhos para a Odebrecht e fortalecer a imagem de Lula. Os métodos escolhidos para isso resultaram num desastre, pois fecharam os caminhos da Odebrecht e atingiram profundamente a imagem de Lula na América Latina.

A escolha equivocada jogou-os num enredo e crime e castigo. Mas a Odebrecht era considerada a maior empreiteira brasileira atuando no exterior, Lula é o ex-presidente do Brasil. Por mais que tenha nascido e se desenvolvido aqui a investigação que revelou o gigantesco esquema, o Brasil tem um delicado problema externo a superar.

O passo que sugiro é criar legislação que possa atenuar a desconfiança em torno de empresas brasileiras no exterior.

Enquanto o esquema era revelado somente dentro do Brasil, alguns lugares do mundo não se interessaram por ele. Mas agora que pelo menos nove países se deram conta da interface Odebrecht-Lula com os seus próprios políticos e administradores, a América Latina tornou-se uma única aldeia escandalizada.

Outra resposta brasileira que poderia inspirar outros países envolvidos no escândalo seria romper o vínculo entre empreiteiras e governo. Para isso é preciso aprovar um projeto, que já está no Congresso, obrigando a mediação de empresas seguradoras, responsáveis por fiscalizar as obras.

Governo e Congresso estão pisando em ovos com a Operação Lava Jato. Em vez de definirem as alternativas que se abrem com seu desdobramento, preferem discutir como contê-la. No entanto, não acho insensato pressioná-los a se dar conta do que está acontecendo em torno de nós, depois que o relatório americano foi divulgado. Muitos são investigados na Lava Jato. Investigadas ou não, as pessoas podem fazer as coisas certas quando se colocam problemas nacionais. Isso, todavia, não vai absolvê-las nem condená-las.

A dimensão da Lava Jato nos obriga a ir um pouco além do quem recebeu quanto para quê, quando eles serão julgados. O escândalo anexou uma dimensão internacional ao drama e atingiu a imagem do Brasil, por causa do comportamento de seu Lula e das empresas que gravitavam em torno do BNDES.

Pode-se escolher a tática de fingir que não foi conosco, submergir à espera de um melhor momento. Isso costuma falhar. Um título mundial de corrupção não se esquece rapidamente. É preciso correr atrás da credibilidade perdida. O julgamento dos artífices do gigantesco esquema de corrupção será, certamente, uma grande resposta.

E, antes dela, também ajudaria a transparência sobre a delação da Odebrecht. Não é confortável ler algo que aconteceu no Brasil, foi apurado aqui, narrado em inglês com os políticos sendo chamados de brazilian officials e numerados.

O brazilian official número 1, por exemplo, deveria dar uma parada para pensar no rastro de raiva que deixou essa aliança entre corruptos latino-americanos. A prática de roubar o próprio povo transcendeu as fronteiras nacionais. Um fato histórico.

Os líderes comunistas do passado criaram internacionais para marcar posições políticas diferentes. A decadência chegou ao ponto de se criar a partir do Brasil uma internacional da corrupção. Nela, América Latina e África foram unidas pelos seus defeitos, e não pelas qualidades.

Há todo um caminho a reconstruir.

1 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

GUABIRUTAGEM RENTÁVEL

Segundo a denúncia do Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA, a Odebrecht “investiu” US$ 349 milhões em propinas entre 2003 e 2016.

O retorno estimado pelo pagamento de propinas foi de US$ 1,9 bilhão.

* * *

Investiu” milhões, teve retorno em bilhões. De dólares.

O “investimento” foi feito entre 2003 e 2016.

Eu tô em dúvida se foi no gunverno de Getúlio Vargas ou no gunverno de Juscelino…

Ou teria sido no gunverno de FHC?

Hein?

Tô cum a memória meio fraca.

Depois vocês me tirem esta dúvida, por favor.

Bom, o fato é que a Corruptora Ativa Odebrecht estava certa.

Certíssima.

Investir” em propinas foi melhor do que investir na caderneta de poupança.

Os juros lulaicos são infinitamente superiores aos juros pagos pela Caixa.

Lapa de Corrupto: o maior garoto propaganda que a Odebrecht já teve

1 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

TEM DE SER HONESTO

Dia Mundial da Paz, o 1º de janeiro no Brasil poderia também ser o dia da jabuticaba, já que por aqui, bienalmente, são empossados os eleitos no ano anterior. Desta vez, mais de 11 mil prefeitos e vices e 57.736 vereadores, que passam a desenhar o novo – talvez nem tanto – mapa político do Brasil.

Alguns dirão que a posse em 1º de janeiro não é uma invencionice tupiniquim. Na Suíça, o presidente da confederação helvética também assume hoje. Mas por lá se trata de um cargo anual, de escolha indireta, feita por sete conselheiros federais. Em suma, um ato burocrático, nada como o que ocorre no Brasil. Assim como nada na Suíça se parece com o Brasil.

As urnas que elegeram os que agora começam a administrar as cidades e o cotidiano de mais de 200 milhões de brasileiros foram explicitas: praticamente expurgaram o PT, condenaram a corrupção e os políticos profissionais, se renderam aos encantos de quem soube demonizar a política e se apresentar como gestor de sucesso. Os neófitos João Dória (PSDB), em São Paulo, e Alexandre Kalil (PHS), em Belo Horizonte, são os maiores expoentes dessa equação.

Mas, na aritmética geral, as mudanças foram menores do que pareciam à primeira vista.

Se o PT naufragou – só está assumindo 256 cidades e uma capital, Rio Branco, contra as 630 que detinha em 2012 -, e o PSDB foi o grande vitorioso, ampliando seu poderio para 804 cidades (sete capitais) contra 792 há quatro anos, o PMDB continua líder absoluto. Pulou de 1.015 para 1.027 prefeituras.

E nunca se viram tantos partidos com representações municipais. Só nas capitais, 13 deles estão se sentando na cadeira hoje. Alguns como o PRB de Marcelo Crivella, no Rio de Janeiro, a Rede em Macapá, o PMN em Curitiba, o PPS em Vitória, o PCdoB em Aracaju e o PHS em BH, pela primeira vez.

Mesmo que as pequenas siglas tenham, em boa parte dos casos, se beneficiado do oportunismo de políticos conhecidos, a chegada delas ao poder pode contaminar a discussão das cláusulas de barreira, já aprovadas no Senado. Um desastre anunciado.

A lei, que ainda tem de passar pela Câmara, busca regular a multiplicação endêmica de agremiações políticas que fazem do Brasil o país com o maior número de partidos com representação parlamentar no mundo, segundo pesquisa da Universidade de Gotemburgo, Suécia. Hoje, 35 partidos estão oficialmente registrados no Tribunal Superior Eleitoral, 27 deles no Congresso Nacional.

Mais grave ainda é não dar ouvidos às mensagens embutidas no voto.

Ainda que no Senado e na Câmara políticos se arvorem em proibir a reeleição, 1.385 prefeitos renovaram seus mandatos, quase 50% dos 2.945 que disputaram um segundo mandato. Nas 26 capitais, dos 20 prefeitos que tentaram só cinco não se reelegeram, provando, mais uma vez, a dessintonia do Congresso com a vontade popular.

Outro recado das urnas, e ainda mais dissonante, é o voto obrigatório, rechaçado pelo eleitor, que faz com que muitos dos que hoje estão sendo empossados tenham tido menos votos do que a soma de abstenção, brancos e nulos.

Além de ir às urnas, em 2016, milhões de brasileiros foram às ruas nas mais gigantescas manifestações já registradas no país. O PT de Lula e Dilma Rousseff quase sumiu do mapa, a crise que já era braba se agudizou.

Mas em passos lentos, ora para frente, ora com recuos, o Brasil começou a se aprumar. O técnico Tite recolocou a seleção canarinho na linha em seis vitórias consecutivas nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, o Rio de Janeiro e o time Brasil fizeram bonito nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, foi parar na cadeia, Renan Calheiros, Lula e seus asseclas foram denunciados, os acordos espúrios com empreiteiras – Odebrecht à frente – começaram a vir à tona. A Lava-Jato lavou a nossa alma.

Depois de um ano assim, prefeitos, vices e vereadores empossados hoje têm a obrigação de fazer mais do que a promessa formal de “exercer com dedicação e lealdade o mandato, cumprindo as leis e respeitando as instituições”.

Deles se espera isso e a mais singela das obrigações: honestidade. Sem a qual não há ano novo, muito menos um mandato.

Feliz 2017!

31 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

UM ANO QUE JÁ NASCE VELHO

Ruy Fabiano

Um retrato do que foi 2016 e o que aguarda o país em 2017 pode ser extraído de uma advertência feita por uma associação que reúne oficiais da PM e dos Bombeiros do Rio, que pediu o cancelamento do réveillon na orla carioca em face da “possibilidade da ocorrência de manifestações que, pela amplitude e quantidade de pessoas envolvidas, poderão tomar proporções violentas”.

Pode ser – e talvez seja – paranoia pura. Mas o simples fato de as tensões da crise não cederem nem à tradicional trégua de fim de ano mostra em que pé as coisas estão. O país entra no ano novo com o mesmo espírito com que deixa o velho: em profundo estresse.

Quanto mais informado se está, menos se arrisca a uma previsão, façanha hoje restrita a pitonisas e pais de santo.

O país tanto pode sair da crise atravessando a pinguela institucional de que fala FHC – isto é, levando Michel Temer, aos trancos e barrancos, até 2018 -, como pode entrar numa zona de turbulência, com desobediência civil, renúncia, greve geral e mais e mais protestos violentos de rua, que podem desaguar tanto em eleições diretas antecipadas como em intervenção militar.

Ninguém arrisca um palpite; no máximo, uma torcida. Os agentes econômicos torcem pela pinguela, que propiciaria um ajuste mínimo na economia antes que o país mergulhe nas incertezas de uma campanha eleitoral. Os políticos estão divididos: a esquerda, banida do poder, quer antecipar as eleições; os demais preferem empurrar com a barriga, muitos temerosos das delações da Lava Jato e ansiosos por manter pelo maior prazo possível o foro privilegiado.

Concretamente, o que se sabe é que, já no primeiro trimestre, as 77 delações da Odebrecht devem chegar ao público. Anunciam-se, pelo que já vazou, devastadoras. Não poupam o presidente da República, seus antecessores e os que pretendem sucedê-lo; e, segundo se diz, alcançam cerca de duas centenas de parlamentares.

Se o TSE cassar a chapa Dilma-Temer, a Constituição manda que o sucessor seja escolhido em eleição indireta pelo Congresso. Mas o Congresso está igualmente contaminado por denúncias, sem qualquer condição moral de eleger quem quer que seja.

Além disso, quais seriam os candidatos? Haveria alguém disposto a um mandato de pouco mais de um ano, representando não o povo, mas um colegiado suspeito, para encarar uma economia moribunda e uma sociedade em estado convulsivo?

Falou-se em FHC, que já afastou a ideia com a veemência de quem, ocotogenário, não pretende comprometer uma biografia cuja marca, afinal, é a recuperação da economia, via Plano Real.

Uma eleição indireta, sem candidatos de peso, por um colegiado sob suspeição, produziria um presidente mais fraco ainda que Temer, mais inabilitado que ele para as reformas que reclamam urgência, no rastro da ruína econômica, social, política e moral deixada pelos quatro governos do PT.

Essa, no entanto, é a solução constitucional. Mudá-la não é tão fácil. Se a votação fosse hoje, não obteria o quórum necessário.

Esse impasse reforça a tese da pinguela, mas também de seu oposto, a intervenção militar. O país, nesses termos, continua mergulhado em total imprevisibilidade e a única bússola disponível é a da Lava Jato, que, no entanto, apena retira peças do tabuleiro de xadrez, sem repô-las. O ano novo, como se vê, já nasce velho.

31 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

TURBILHÃO DE PAIXÕES

Nelson Motta

“Muito mais tarde, quando envelhecia, compreendi que o amor exige uma espécie de cegueira. Amamos não quem os nossos olhos enxergam, mas quem nosso coração demanda. O ser amado é, quase sempre, uma invenção indulgente de quem ama.”

Concordo com o personagem de José Eduardo Agualusa, é um tema atual e oportuno para uma crônica.

Se o amor, com sua nobreza, é assim tão cego, imaginem as paixões, aquelas avassaladoras que obliteram a razão e confundem os sentimentos, como uma droga pesada que vicia e cria dependência, e cobra um alto preço na saída.

A invenção não é só uma rima pobre da paixão, mas a sua parceira perfeita. A pessoa já está em um “estado de paixão”, só falta o objeto. Como um manequim em que se vai colocando roupas, adereços e atributos que estão nos olhos de quem vê: beleza, inteligência, generosidade, tolerância, honestidade, sex appeal, humildade, altivez, qualquer qualidade só precisa de um pouco de imaginação do apaixonado para caber no objeto de seus sentimentos e desejos.

O apaixonado vê o que quer ver, vê até o que não existe e ele mesmo inventou. O problema é quando a magia acaba, quando termina a “suspensão voluntária da descrença” que permite crer na ficção, e também na paixão, e o outro vai se revelando como é, como sempre foi, muito diferente do idealizado. O que era adoravelmente tímido e discreto vira uma besta que não tinha nada a dizer.

Enquanto a paixão se limita a duas pessoas, são só elas as responsáveis por suas dores e delícias, mas quando sua natureza é ideológica e se personifica em líderes políticos, os danos são para todos. As legiões de apaixonados são capazes de tudo, são incontroláveis, veem o que querem ver, lembram o que querem lembrar, esquecem o que querem esquecer, aceitam a invenção como verdade em nome de uma verdade maior: o líder.

É uma paixão que não só cega e ensurdece, mas emburrece, tira a capacidade de análise, crítica e opinião. E, ao contrário de paixões carnais que eventualmente se transformam em amor, as ideológicas só criam intolerância e ódio, que muitas vezes se voltam contra os líderes que os inspiraram.

30 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

BANDIDAGEM EM FAMÍLIA

Os principais financiadores da empresa Gamecorp, que pertence a um dos filhos do ex-presidente Lula, injetaram na firma ao menos R$ 103 milhões, de acordo com laudo elaborado na Operação Lava Jato.

A cervejaria Petrópolis e empresas ligadas à OI são os principais remetentes desses recursos.

A OI, que neste ano fez o maior pedido de recuperação judicial do país, já havia investido R$ 5,2 milhões na Gamecorp em 2005, ainda com o nome de Telemar.

A empresa está em nome de Fábio Luís Lula da Silva e dos sócios Kalil Bittar, Fernando Bittar e Leonardo Badra Eid, e é responsável pelo canal PlayTV.

O grupo Petrópolis, de Walter Faria, dono da Itaipava, pagou R$ 6 milhões à empresa do petista.

Além dos R$ 103 milhões pagos por outras empresas, há nas contas bancárias da empresa repasses da própria Gamecorp que somam R$ 64,3 milhões.

* * *

É dinheiro pra caralho.

Puta que pariu!

A bandidagem é em família.

O filhote traz no sangue a herança genética de Lapa de Corrupto.

A família que rouba unida, permanece unida.

Duas belezinhas: bandido pai e bandido filho

30 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETES DA SEXTA-FEIRA – FELIZ AUMENTO NOVO!

30 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

A MÃE DE TODAS AS DELAÇÕES

Merval Pereira

Emílio admitiu o que já se supunha, mas não estava provado: as decisões do cartel eram tomadas diretamente pelos controladores das empreiteiras, e os executivos que estão presos ou denunciados eram apenas a parte mais visível da operação.

Devido aos detalhes que ele revelou aos procuradores de Curitiba, vários, se não todos os controladores das empreiteiras que até agora estavam fora das investigações oficiais da Operação Lava Jato, apresentaram-se espontaneamente em Curitiba para depor, cientes de que já não era mais possível esconder suas participações diretas no esquema de corrupção.

O cartel, formado pelas empreiteiras Odebrecht, UTC, Camargo Correa, Andrade Guttierrez Mendes Júnior, OAS, Queiroz Galvão, Iesa, Engevix, e Galvão Engenharia, teve todos seus principais executivos presos ou já condenados, mas nenhum dos controladores, à exceção de Emílio Odebrecht e seu filho Marcelo, aparecera até agora entre os investigados, o que não significa que não o estivessem sendo.

Mas, depois que correu no meio jurídico e empresarial a informação de que Emílio havia aberto a atuação dos controladores das empresas nas decisões cruciais, eles passaram a procurar Curitiba para evitar uma prisão ou no mínimo uma condução coercitiva.

Um empresário de peso à época do esquema de corrupção que tomara essa decisão foi Eike Batista, que se apresentou espontaneamente aos procuradores de Curitiba para contar sua versão dos fatos de sua relação com a Petrobras e com outras estatais.

Não houvesse já provas cabais de que o instrumento da colaboração premiada fora excepcionalmente eficiente no desvendar do esquema de corrupção, no caso específico da família Odebrecht ela foi decisiva.

No início, mesmo depois de preso, Marcelo Odebrecht dizia que não tinha nada a delatar, criticando quem o fizera, classificando-os de “dedo duro”. Ficou famoso seu depoimento à CPI da Petrobras quando ele disse que, em sua casa, era capaz de punir mais gravemente um filho que dedurasse o outro por um malfeito, revelando sua visão distorcida de mundo a respeito do que era a delação premiada.

Numa contradição em termos, ele, e também seu pai Emílio, viviam apontando que seus “valores morais” os impediam de fazer delações. Ao verificar que não havia saída, e que provavelmente perderia a empresa, se insistisse nessa falsa posição de inocência, o próprio Emílio Odebrecht ofereceu-se para fazer uma delação premiada, a fim de levar seu filho a acompanhá-lo.

Seguiram todos os rituais previstos nos acordos, inclusive a publicação de um anúncio nos principais jornais do país pedindo desculpas por “práticas impróprias”, como já fizera a Andrade Gutierrez, do empresário Sérgio Andrade, que admitiu “erros graves”.

Hoje, depois que os 77 executivos da Odebrecht fizeram suas delações, Emílio usará tornozeleira eletrônica e seu filho Marcelo ficará na cadeia por mais algum tempo até poder ir para casa em prisão domiciliar. Os demais controladores das empreiteiras começarão agora a pagar suas dívidas com a Justiça.

29 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

CENA LATRINO AMERICANA

* * *

Peru e Panamá – duas potentes nações do primeiro mundo, nas quais não não existe corrupção alguma -, tomaram uma decisão corajosa e de grande altivez.

O ex-prisidente Lapa de Estadista, ao tomar conhecimento deste fato, ordenou que o Instituto Lula emitisse nota protestando contra a atitude dos dois países e declarando que a empresa Corruptora Ativa não merecia um tratamento tão injusto e tão radical

29 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

O VERDADEIRO HERÓI DO POVO BRASILEIRO

Deflagrada em março de 2014, a Lava Jato tem um ritmo muito mais cadenciado no Supremo Tribunal Federal (STF). Em comparação com a Justiça Federal, o STF prendeu um político, contra dezenas da 1ª instância.

Entre os políticos o STF prendeu apenas o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT), ex-líder do governo Dilma. Já o juiz Sérgio Moro tira o sono dos políticos: prendeu ex-deputados como Luiz Argôlo, André Vargas (ex-PT-PR) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Moro determinou ainda a prisão dos ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu. Além do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

No total, já foram 120 condenações proferidas pelo juiz federal, além de 77 prisões preventivas, 92 prisões temporárias e seis em flagrante.

* * *

Nada a declarar.

Sem comentários.

Os números acima já dizem tudo.

29 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

O GUABIRU CHEFE TOMANDO SUA CEVA GELADINHA

Numa longa reportagem com várias fotos e gráficos, o site do jornal britânico Financial Times trouxe nesta quarta-feira, 28, mais um recorte da corrupção no Brasil. Com o título Odebrecht: uma máquina de suborno brasileira, a publicação cita que uma multa recorde por pagamentos ilegais levanta esperança de um fim para uma cultura de impunidade no País.

O periódico lembra que a empreiteira foi responsável pela renovação do estádio do Maracanã (Rio de Janeiro) para a Copa 2014, desenvolveu uma das maiores hidrelétricas da África e construiu um porto de US$ 1 bilhão em Cuba. “Mas agora a Odebrecht, o maior grupo de construção da América Latina, corre o risco de ser mais conhecida por criar uma das maiores máquinas de suborno da história corporativa.”

O Financial Times cita que, na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos descreveu a operação, que canalizou quase US$ 788 milhões para políticos e funcionários de uma dúzia de países, como um “esquema de corrupção e suborno incomparável”.

A empresa terá agora que pagar uma multa recorde de pelo menos US$ 3,5 bilhões. O escândalo que destruiu a Odebrecht e ameaça derrubar políticos no Brasil teve um início discreto na divisão de operações estruturadas da empresa.

Uma máquina brasileira de produzir propina

* * *

O Instituto Baba-Ovo, composto por xeleléus vermêios-istrelados, fez a leitura desta notícia para Lapa de Corrupto hoje pela manhã.

Ele é analfabeto em todas as línguas.

Ele cuspiu no chão, levantou a perna, soltou um peido, gritou “Que porra” e voltou a tomar sua cerveja Itaipava.

29 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

PENTELHEIRA PRISIDENCIAL

O marqueteiro João Santana está fechando o seu acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato, e deu detalhes sobre despesas da ex-presidente Dilma Rousseff que foram pagas pela Odebrecht.

Os depoimentos dele afirmam que a empresa investigada pagou os serviços do cabeleireiro Celso Kamura.

* * *

Segundo apurou o Departamento de Investigações do JBF, o xibundo nipônico que cuidava dos cabelos de Vaca Peidona chegou a fazer até mesmo um mis-en-plis nos pentelhos e nos cabelos do suvaco dela.

Vôte!

Vamos dedicar uma linda composição de Falcão para ex-prisid-Anta.

A inspirada música No Cume:

* * *

29 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

QUANTO MAIS MEXE…

Pivô da mais recente ação penal contra Luiz Inácio Lula da Silva, o engenheiro Glaucos da Costamarques disse aos investigadores da Lava Jato que o valor pelo aluguel de um apartamento de sua propriedade usado pelo ex-presidente era repassado diretamente a ele por Roberto Teixeira, advogado e amigo do petista.

Na prática, contudo, Teixeira não pagava o aluguel, pois o valor era usado como compensação por uma “assessoria sobre imóveis” que ele prestava, segundo Costamarques. O engenheiro diz que não contabilizava os rendimentos com o imóvel porque “não achava necessário”.

Para a acusação, a empreiteira Odebrecht está por trás da aquisição da unidade, como forma de beneficiar Lula. O apartamento, em São Bernardo do Campo (SP), fica no mesmo prédio e é contíguo ao imóvel em que mora o ex-presidente.

Os procuradores da Lava Jato sustentam que Costamarques, primo distante de José Carlos Bumlai, amigo de Lula, era um “testa de ferro” do petista. Dizem que, para arcar com a compra, o engenheiro recebeu em 2010 R$ 800 mil da DAG Construtora, que por sua vez havia obtido repasses da Odebrecht.

A denúncia foi aceita na última segunda-feira (20), o que fez Lula se tornar réu pela quinta vez. A falta de pagamentos de aluguel por Lula é um dos principais argumentos da acusação na ação penal.

* * *

Sem comentários.

O melhor é a gente ouvir música.

29 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

AIR FORCE FIFTY ONE

Partido de Lula e Dilma, o PT reclamou dos gastos do governo Michel Temer com alimentação no avião oficial.

Engraçado. Foi Lula quem comprou o ‘Air Force 51’ por mais de US$ 50 milhões.

Também foi o petista que vetou a divulgação dos gastos do avião da Presidência.

* * *

Atenção, caro leitor: os milhões citados na nota aí de cima são de dólares. Não custa nada ressaltar.

Lapa de Corrupto proibiu que se divulgasse os gastos com as FF (Fartas Farras) que ele fazia no bordel voador da prisidência.

Mas não teve condições de proibir as fotos feitas pela grande mídia golpista.

Vejam que lindo flagrante:

Lulinha usando o avião de propriedade dos contribuintes para zonar pelo mundo

28 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

CONCORRÊNCIA DESLEAL

Lula ganhou quase um milhão de reais para fazer propaganda da cerveja Itaipava.

O Estadão publicou um e-mail do dono da empresa a Paulo Okamotto, em que ele manda Lula elogiar a cerveja.

Lula obedeceu.

Durante uma palestra na Bahia, ele disse:

“Eu duvido que tenha no mundo uma cerveja melhor do que a Itaipava”.

A cervejaria Itaipava era usada pela Odebrecht para pagar propinas no Brasil.

Para Lula, não tem no mundo uma empreiteira melhor do que a Odebrecht.

* * *

Isto é que é uma concorrência desleal que só a porra.

Eu também sou candidato a garoto propaganda da Itaipava. Mas como não passo de um ilustre desconhecido, não tenho condições de competir com a notoriedade de Lapa de Mamador.

Atenção Corruptor Ativo que fabrica a cerveja Itaipava: estou às ordens pra fazer um comercial de vocês.

E tem mais: cobro apenas 1% do um milhão que vocês pagaram pra Lapa de Cervejador. 

Este Editor tomando cerveja Brahma enquanto o Poeta Jessier Quirino encara um copo de suco de caju

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28 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – CONSPIRAÇÃO MUNDIAL

O Ministério Público da Suíça aponta que o envolvimento da Odebrecht em esquemas de corrupção era altamente lucrativo para a empresa.

Segundo as investigações do país europeu, para cada US$ 1 milhão pago em propinas a políticos, funcionários públicos brasileiros e de estatais, a empresa lucrava US$ 4 milhões com contratos que lhe eram dados por aqueles que recebiam os pagamentos.

A mesma investigação aponta que as contas secretas mantidas pela Odebrecht na Suíça financiaram de forma “regular” campanhas políticas, partidos ou políticos no Brasil. As revelações fazem parte dos documentos do Ministério Público suíço que foram usados como base para multar a empresa brasileira.

De acordo com as investigações, pelo menos 66,5 milhões de francos suíços (cerca de R$ 210 milhões) foram pagos em propinas a ex-diretores de estatais e outros funcionários públicos no Brasil a partir das contas no país alpino.

* * *

O que eu gostei foi da abertura na manchete aí de cima: “Corrupção internacional“.

Banânia está ficando chic!!!

Agora, aqui entre nós: assim também já é demais também.

Porra, até a Suíça está perseguindo os guabirus do nosso querido país progressista.

A conspiração contra os dignos e honrados homens públicos banânicos alcançou dimensões planetárias.

Vôte!

27 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA TERÇA-FEIRA – ESTADO DE MISÉRIA ABSOLUTA

* * *

Já para combater o estado de miséria em que se encontra o caixa do JBF, este cretino deste prisidente Michel Cara-de-Tabaca não liberou um centavo sequer.

A calamitosa situação financeira desta gazeta escrota, em 2017, vai ser ainda pior do que o estado de penúria que vivemos neste ano que está findando.

Os salários de Chupicleide, secretária de redação do JBF, estão mais atrasados que os salários dos servidores do Rio de Janeiro.

Eu acho que a solução vai ser a volta de Lula em 2018…

Que é que vocês acham?

Heim?

A magrela Chupicleide, chorando de tanta fome, coitadinha…

27 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

ODEBRECHT ESCANDALIZOU O MUNDO COM A SUA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Fantástica! Esta é a palavra que bem definiria a tão sofisticada rede criminosa montada pela Odebrecht em vários países. Todos os órgãos de informações do mundo, principalmente os dos Estados Unidos, o país onde se concentram os maiores crimes financeiros, são unânimes em afirmar que a empreiteira brasileira é a maior rede de corrupção que já apareceu no universo. Não à toa, para continuar sobrevivendo no mercado, ela e a Braskem, empresa do grupo, estão desembolsando mais de 7 bilhões de reais, uma espécie de mea culpa, para não acabar de vez, já que, nessa altura do campeonato, ela respira com auxílio de aparelho pelo seu grande endividamento no mercado financeiro.

Marcelo Odebrecht, aquele rapaz bem-afeiçoado, então presidente da empresa, é o líder da organização criminosa que envolveu presidentes, políticos e empresários pelo mundo afora. No Brasil, manteve durante décadas uma lista com os nomes de mais de duzentos políticos. E no topo dela, uma conta em aberto em nome de Lula, administrada por seu amigo Antônio Palocci, o ex-ministro da Fazenda, preso na Lava Jato. Era a contrapartida para o ex-presidente, que se transformou no maior lobista da empresa aqui e no exterior quando esteve no poder e fora dele, sacar a descoberto.

Nem o tráfico de drogas conseguiu organizar um sistema tão requintado voltado para o crime como o da Odebrecht. Por trás de uma empreiteira organizada, eficiente e financeiramente saudável, existia uma quadrilha com as mesmas qualidades cujo principal objetivo era atrair agentes públicos do mundo para o seu staff de criminosos. Como um polvo, espalhou seus tentáculos para dentro do Parlamento, do Executivo e do Judiciário em vários países. Conseguiu driblar, por muito tempo, até mesmo o mais eficiente sistema de rastreamento de lavagem de dinheiro dos Estados Unidos.

Sabe-se agora que a impressionante fortuna acumulada desde 1944, ano da fundação do grupo, que manteve a empresa no ranking das mais bem-sucedidas do mundo, não foi fruto apenas das obras gigantescas que realizou, mas também de um esquema com o poder que lhe permitiu se agigantar nos governos militares a partir de 1969. E o que pouca gente sabe é que a ascensão do grupo começou à época, ironicamente, pelas mãos de um político. O ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães, foi um dos maiores colaboradores de Emílio, o patriarca da família, quando esteve à frente da Eletrobrás no governo Geisel, no final da década de 1970.

A Odebrecht passava por dificuldades quando ACM decidiu ajudar o conterrâneo no setor elétrico. Foi o principal lobista para que a empreiteira liderasse o consórcio que iria construir as usinas nucleares de Angra dos Reis. Dali para frente, como dois siameses, voaram juntos em céu de brigadeiro durante muito tempo com a empresa baiana comandando quase todas as obras do setor elétrico aqui e lá fora (81 usinas hidrelétricas, 17 usinas térmicas, duas usinas nucleares). Como se vê, os Odebrecht sempre estiveram a reboque dos políticos no país para liderar o mundo obscuro das concorrências públicas.

Não é de se estranhar que os marqueteiros baianos também estiveram a serviço da organização criminosa nessas últimas décadas, pois passava pela Odebrecht o pagamento das campanhas dos políticos mais promissores do país. A operação era muito simples: a Odebrecht elegia seus políticos preferidos, elevando-os ao maior patamar do Executivo e do Parlamento. Para isso financiava os marqueteiros da sua terra a peso de ouro. Garantia, assim, em muito casos, a vitória dos seus candidatos e a eternização no poder. Essa sofisticada operação é fruto da cabeça de Marcelo, o principal executivo da empresa, desde que assumiu o comando do grupo. A megalomania do executivo é que transformou a Odebrecht no maior covil de criminosos do universo só comparado, do ponto de vista financeiro, aos cartéis das drogas.

Com a genialidade que Marcelo teve, de manipular com eficiência essa rede de corrupção pelo mundo, você ainda tem dúvidas quanto à permanência dele na cadeia? A delação do fim do mundo, onde quase uma centena de executivos da sua empresa entregou espontaneamente a contabilidade da empresa, é uma estratégia ardilosa de Marcelo para protelar as investigações e deixar a cadeia antes de cumprir os seus quase vinte anos de prisão.

Quem viver, verá.

26 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEGUNDA-FEIRA – SEGURO MORREU DE VELHO

* * *

Eu, se fosse Michel Temer, recusaria de imediato.

Um cabra que foi líder dos gunvernos petralhas de Lula e de Dilma já está dizendo quem é.

Tem um prontuário sujo e não merece qualquer confiança.

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25 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

CAGAÇO

O Instituto Lula está autorizado a responder a acusações contra o ex-presidente, dentro da estratégia de tentar desqualificar a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e até a Justiça, mas foi proibido de desqualificar a delação de ex-executivos da Odebrecht, sobretudo Marcelo Odebrecht. Na avaliação de Lula e seus “estrategistas”, um desmentido poderia irritar os delatores, que se sentiriam “desafiados”.

O temor de Lula de não “provocar” a Odebrecht é inútil: ex-executivos já detalharam ao MPF suas relações íntimas com a empreiteira.

Além de negócios escusos nos governos do PT, a Odebrecht bancava projeto para manter a influência de Lula, por meio do seu Instituto.

Réu cinco vezes, Lula não dá entrevistas sobre denúncias. A imprensa, camarada, não o pressiona e se satisfaz com as notas do Instituto Lula.

Investigações e delações dão lastro às operações Lava Jato, Janus e Zelotes, mas Lula as atribui a “perseguição” da Justiça e do MPF.

* * *

Esta nota dispensa comentários ou explicações.

O cagaço de Lapa de Corrupto é uma excelente notícia de final de ano pra todos os cidadãos honestos deztepaiz. A banda decente da nação está muito feliz.

E aqui vão os meus votos de ano novo pra este canalha: que ele se foda!

E, pra fechar a postagem, mais uma notinha:

O prejuízo provocado pelo superfaturamento de contratos para acomodar os valores da corrupção, nos negócios da Odebrecht, pode chegar a R$ 7 bilhões, estima uma perícia contábil da Polícia Federal.

Entre 2004 e 2014 a empreiteira Odebrecht movimentou mais de R$ 35 bilhões em contratos e em parcerias com a estatal brasileira Petrobras. No mesmo período estimam-se R$ 3,5 bilhões pagos em propinas.

25 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

ROUBARAM ATÉ O NATAL

É Natal. Hoje definitivamente não é dia de falar de corrupção, propina, ladroeira. Tampouco de caixa dois, de privilégios, de gente que faz o diabo para ter poder ou, simplesmente, encher os bolsos. Mas, com tamanho surrupio ao país, nem mesmo Papai Noel pode se dar ao luxo de deixar as barbas de molho.

Quarta nação mais corrupta entre 141 analisadas pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil não se dá por satisfeito nesse perverso ranking. Está sempre disposto a superar seus recordes. Desta vez, criando condições propícias, facilitando e financiando negócios da empreiteira mais corrupta do planeta, a Odebrecht.

Uma campeã que, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, confessou ter pagado US$ 778 milhões de propinas a autoridades de 11 países, quase a metade – US$ 349 milhões – a políticos brasileiros. Uma conta que chega perto de R$ 3 bilhões.

Por mais engenhosa que tenha se tornado a bandidagem, com esquemas de lavagem de dinheiro que saltitava entre contas em diversos países, crédito oficial para superfaturar e outras tantas ilicitudes, corruptos e corruptores se surpreenderam com a sofisticação das apurações cooperadas do Ministério Público Federal do Brasil, dos EUA e da Suíça. O acordo da Odebrecht demonstra isso: ou se rendia ou seria rendida.

A confissão pode ser tão danosa para os políticos citados quanto a delação que os executivos da empreiteira fizeram no Brasil.

Ainda que essas investigações em conjunto com governos de outros países tenham validade discutível dentro da Justiça brasileira, elas são suficientes para confirmar os testemunhos dos delatores, que os acusados insistem em negar. E para avançar no tabuleiro, aproximando-se do xeque-mate que pode levar muitos que se consideram intocáveis para o xadrez.

Um cerco que se fecha a cada dia.

Na sexta-feira, documentos do mesmo Departamento de Justiça dos EUA confirmaram o envolvimento direto de Antonio Palocci e Guido Mantega, ex-ministros de Lula e da presidente deposta Dilma Rousseff, como os solicitadores de propina — pessoal e para a campanha — em troca de benefícios fiscais para a Braskem, empresa do grupo Odebrecht. História idêntica, com os mesmos valores – R$ 50 milhões – tinha sido levantada na 32ª fase da Lava Jato.

Os advogados e Lula, Dilma, Palocci e Mantega, que lutam para que tribunais internacionais olhem para o Brasil como se aqui reinasse um Estado de exceção, terão de reposicionar seus peões.

O cruzamento de outras investigações, envolvendo países da América Latina, também validam delações e deixam ex-auxiliares e o próprio Lula de cabelos em pé. O ex-presidente, que se diz perseguido pelo juiz Sérgio Moro, terá agora de alegar um complô internacional, talvez ao estilo Hugo Chávez, culpando as “forças imperialistas”, para tentar se safar do que os EUA apuraram.

É Natal. Mais do que deixar de falar sobre corrupção e roubalheira, o país quer celeridade nas apurações, nos processos e nos julgamentos. Quer o fim da impunidade, dos indultos que se eternizam pelo privilégio de foro.

Querem ter o Natal de volta.

25 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO DOMINGO – HILARIDADE DOMINGUEIRA

* * *

Que coisa boa!

É bom demais começarmos o dia se rindo-se.

Ainda mais no Dia de Natal.

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24 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

NOS BRAÇOS DO IMPONDERÁVEL

Ruy Fabiano

Em um café da manhã, na quinta-feira, com jornalistas, o presidente Temer garantiu: “Não tenho pensado em renúncia”. Foi a frase mais reveladora do encontro, exatamente por nada revelar. Quem renuncia não avisa; simplesmente o faz. Se avisar, já o fez.

Motivos para fazê-lo não lhe faltam, como a nenhum chefe de governo em dificuldades. E quase todos padecem delas, já que governar nada mais é que administrá-las – e frequentemente criá-las. Mas é claro que há gradações, felizmente.

Nem todos lidam com problemas da mesma espécie e complexidade. Comparado aos problemas que enfrenta, por exemplo, o ditador sírio Bassar-al-Assad, Temer até que não vai mal. Mas, concretamente, o que tem diante de si já o leva a mencionar a palavra renúncia, ainda que para negá-la.

De fato. Além de duas citações desabonadoras, em delações da Odebrecht, sendo uma do próprio titular do sobrenome, enfrenta um processo no TSE, por crime eleitoral, que pode mandá-lo para casa antes do fim do mandato. Mas há mais, muito mais.

O ano parlamentar termina com uma derrota do presidente junto a seus principais aliados: os deputados. E não uma derrota qualquer: 296 a 2, em projeto que estabelece regras para a renegociação das dívidas dos estados, sem as contrapartidas que o governo impusera, em nome da recuperação da economia.

É grave? É: complica ainda mais o ajuste das contas, grande desafio deixado pela presidente que o precedeu – que, como Átila, o huno, por onde passou nada mais floresceu. Os fatores que levaram ao endividamento dos estados, uma vez banidos da renegociação, preparam o terreno para novo ciclo de gastança. Nada menos.

Teoricamente, o presidente pode vetar o projeto. Mas já disse que não o fará pelo duplo risco que correria: primeiro, ver seu veto derrubado; segundo, incompatibilizar-se com o único apoio que lhe resta. Um apoio que se mostrou, pela primeira vez, limitado.

A Câmara optou por apoiar os governadores, que lhe serão essenciais no ano pré-eleitoral de 2017. O apoio, qualquer apoio, ali, tem a partir de agora este referencial: a reeleição. Temer, deputado de carreira, sabe disso e terá de lidar com isso.

Considerando-se que fora do Congresso não há aliados – e que as delações da Lava Jato podem reservar mais e piores surpresas -, Temer está mais frágil que nunca. Sua chance de reverter a impopularidade é consertar a economia – e sabe que não o fará.

Tem-se por certo que não conseguirá aprovar a reforma da Previdência, dado a sua rejeição pela sociedade, que não quer pagar a conta do que não fez. O Congresso deixou claro que não tem vocação para o suicídio. Não votará nada que o comprometa ainda mais. E isso se estende às demais reformas, trabalhista e tributária.

São questões que todos reconhecem como vitais e inadiáveis, mas que vêm sendo adiadas governo a governo. Se nem os governos que emergem com o prestígio das urnas ousam mergulhar nesses temas, que dirá um que assume em condições precárias, sem a euforia das urnas, desprovido de carisma e confiança, e ainda por cima marcado por denúncias que emergem de uma operação policial?

O que ainda sustenta Temer é a demanda por estabilidade dos setores financeiro e empresarial. Ali está a pinguela, de que falou FHC. Mas ela, exatamente por ser pinguela, não aguenta a conjunção de crise, impopularidade e Lava Jato.

Com a política no banco dos réus – e haja réus -, 2017 se afigura um ano imprevisível, em que tudo pode acontecer, menos nada. De antecipação das eleições gerais a intervenção militar, cogita-se de tudo e mais alguma coisa – até da imensa façanha que será a chegada do governo Temer ao dia final de seu mandato, em 1º de janeiro de 2019. Tudo é possível, inclusive isso.

24 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

NOTAS DO INSTITUTO LULA TRITURAM IMAGEM DE LULA

Lula é ao mesmo tempo um ex-heroi e uma vítima da ética de mostruário que cultivou antes de chegar ao poder. O seu sucesso político é um trunfo do ideal da perseverança do brasileiro humilde que veio ao mundo para servir de exemplo. Sua desgraça é o surgimento de uma interrogação: exemplo de quê? Imaginando-se dono um destino de glórias, Lula tornou-se uma melancólica fatalidade. E as notas oficiais do Instituto Lula, a pretexto de rebater ataques à imagem do líder imaculado, contribui para a dessacralização do personagem, expondo-lhe os pés de barro.

A penúltima evidência de que o todo-poderoso do PT também está sujeito à condição humana foi a autuação da Receita Federal ao Instituto Lula por “desvio de finalidade”. Isenta de impostos, a entidade efetuou despesas fora dos padrões. Por exemplo: repassou R$ 1,3 milhão para uma empresa chamada G4 Entretenimento. Pertence a Fábio Luís, filho de Lula. E tem como sócio Fernando Bittar, dono do sítio que Lula utiliza como se fosse dele. Para o fisco, não houve prestação de serviço, mas transferência de recursos para Lula ou parentes. Cobraram-se os tributos devidos.

Em nota, o Instituto Lula disse que entregou ao fisco o papelório que comprovaria que a G4 prestou serviços “em diferentes projetos”. O texto dá de barato que todos os contribuintes brasileiros devem considerar natural que o Estado dê isenção tributária para que o instituto de Lula contrate a empresa que seu primogênito mantém em sociedade com o dono do sítio que a OAS e a Odebrecht reformaram para o usufruto da divindade. Ai, ai, ai.

O que mais assusta nas notas do Instituto Lula é sua banalidade. A desfaçatez, o malabarismo retórico para esconder o fiasco do ex-mocinho, nada disso surpreende a plateia, já habituada ao cinismo associado aos motivos dos poderosos. O que espanta é o desprezo à castidade presumida da “alma mais honesta” que o Brasil já conheceu.

Como se sabe, o mensalão não justificou o impeachment. Naquele escândalo, Lula escapou pela tangente do “eu não sabia”. Mas o acúmulo de reincidências – do petrolão aos confortos bancados por terceiros – é um atentado contra a paciência alheia. O problema não é a idiotice das notas do Instituto Lula. O que incomoda é a tentativa permanente de fazer a plateia de idiota.

24 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

INVENTANDO ESPERANÇAS

Nelson Motta

De 1998 a 2010 votei em Fernando Gabeira e Alfredo Sirkis como meus representantes na Câmara dos Deputados. Na última eleição, em Miro Teixeira. E eles não me decepcionaram no comportamento pessoal e na atuação política, nas vitórias e nas derrotas representaram fielmente o que nos identificava nas eleições.

Com certeza os eleitores de parlamentares de diversos partidos, como os senadores Cristovam Buarque, Simone Tebet, Ricardo Ferraço, Antonio Anastasia, Randolfe Rodrigues, Aloysio Nunes, Ana Amélia ou Magno Malta, ou de deputados como Chico Alencar, Alessandro Molon, Antonio Imbassahy, Jarbas Vasconcellos, Marcelo Freixo, Mara Gabrilli, Raul Jungmann ou Jean Wyllys, se sentem representados e confiam em seus representantes. Estima-se que eles sejam um para cada cinco da atual legislatura: os 300 picaretas de Lula passaram para 400, como mostraram as últimas votações.

Não, os políticos não são todos iguais, ainda não. Mas não basta ser honesto, é preciso parecer honesto, boas intenções e nobres ideais não são suficientes, é preciso ser combativo e competente na defesa dos interesses de seus eleitores e do país. Em cálculos otimistas, no atual Congresso são quatro bandalhos para cada parlamentar decente, eficiente e acima de suspeitas. Somos uma minoria multipartidária, de diversas posições políticas, e brigando entre si. Mas é o que nos resta, fora da instituição não há salvação.

É difícil, no atual cenário, mas é preciso manter a confiança e esperança nos nossos representantes. Ainda temos essa minoria ativa que resiste e pode impedir a aprovação da anistia ao caixa 2 e denunciar sabotagens contra medidas anticorrupção. Se não contarmos com eles, com quem então?

Por falar em caixa 2: se a empreiteira prova que pagou uma quantia não contabilizada a um político, e ele não consegue comprovar que a gastou em despesas de campanha, é propina, compra de votos ou lavagem de dinheiro? E embolsar o caixa 2, é o quê?

A esperança do Ano Novo é que esse lixo seja varrido do Congresso pela Lava-Jato e pelos parlamentares decentes, limpando a área para novas lideranças.

24 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

O MAIOR SUBORNO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

24 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

UM NÚMERO INCRÍVEL !

O juiz Sergio Moro atingiu a maior aprovação de sua história.

Pelo menos é o que indica uma pesquisa do instituto Ipsos.

O magistrado é aprovado por 66% dos brasileiros, contra 22% que são contrários às atitude do juiz.

* * *

Impressionante!!!

Existe um percentual elevadíssimo de 22% de felas-da-puta que são contra Sérgio Moro.

E nós somos obrigados a viver no mesmo país e a respirar o mesmo ar que estes canalhas respiram.

Esta cambada que fica espumando de raiva porque existe um Herói Brasileiro combatendo a corrupção e botando ladrões na cadeira, merecia mesmo era uma pisa no lombo com tabica de goiabeira.

É phoda!!!!

A bandeira, o verde-amarelo, as pessoas honestas e os cidadãos de bem estarão sempre ao lado do Dr. Moro

24 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

UM CRETINO AUTENTICAMENTE BANÂNICO

Circula na internet um vídeo revelador do ex-governador do Ceará e ex-ministro de Dilma, Cid Gomes.

No trecho de cerca de quatro segundos, o político afirma que o “desvio de dinheiro é natural e instrínseco ao serviço público“.

* * *

Putz!

Um cabra safado deste porte tinha mesmo que ser irmão daquele outro idiota, o Ciro Gomes.

E também tinha que ter sido ministro de um gunverno petralha.

Esta fudida Banânia num tem mesmo jeito não.

Vamos dedicar uma musiquinha pra este cretino:

24 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

A CORRUPÇÃO E OS PARTIDOS POLÍTICOS

23 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

O MAIOR ESQUEMA DO PLANETA TERRA

A planilha “Amigo” chegou à Folha de S. Paulo.

Mas chegou da maneira errada.

Ao contrário do que diz a reportagem, a Odebrecht não pretendia “manter a influência” de Lula, e sim comprar o tráfico de influência praticado por Lula.

Os pagamentos eram feitos pelo departamento de propinas da empresa porque recompensavam atos criminosos do “Amigo”, tanto no Brasil quanto no exterior.

Pior ainda: a conta não era “financiada pelo Setor de Operações Estruturadas” – ela era financiada com dinheiro roubado da Petrobras e lavada pelo Setor de Operações Estruturadas.

Lula recebeu dinheiro sujo da Odebrecht.

A acusação mais grave contra ele, porém, é outra. Ele montou junto com a Odebrecht e as demais empreiteiras do cartel “o maior esquema de suborno da História”.

* * *

Eu fico num orgulho da porra quando conquistamos estes título de âmbito planetário.

Meu peito se enche de alegria e de felicidade!

Vou comemorar esta fantástica notícia com um ritmo autenticamente nacional, e na voz de um grande compositor deste nosso país surrealista.

23 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

UMA CONTA LULAICA

O ex-presidente e herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, relatou a procuradores da Lava Jato que uma espécie de conta que a empresa abriu em nome de Luiz Inácio Lula da Silva tinha o objetivo de manter o petista influente depois que saísse da Presidência da República.

Após a saída do Planalto, com alta aprovação popular, a expectativa era que ele continuasse a ter relevância no cenário político, o que de fato ocorreu.

Segundo Odebrecht, foi criada uma “conta” financiada pelo departamento de propinas, gerenciada pelo ex-ministro Antônio Palocci, preso em setembro.

Segundo a delação, Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, é apontado como um dos encaregados de transportar o dinheiro em espécie que abastecia a “conta”.

Batizada de “amigo”, em referência a Lula, a “conta” foi usada para financiar projetos como a compra de um terreno em São Paulo que deveria abrigar a sede do Instituto Lula.

* * *

O Instituto Lula, pródigo em botar no ar notas cheias de tolôtes, desta vez disse apenas que não iria comentar “especulações sobre supostas delações“.

A tijolada foi demais e Lapa de Corrupto ficou de boca fechada e cu trancado.

Mas isto não é problema pro bando vermêio-istrelado: o fubânico petista Ceguinho Teimoso está à disposição pra rebatar qualquer calúnia publicada na GMG – Grande Mídia Golpista.

É pena que não dá mais tempo pra este meliante, corrupto passivo, obrar de cócoras no boi de Curitiba antes do Natal e do Ano Novo.

Tu cuida derêito do departamento de propina, visse Intaliano, qui é pra evitá de nóis saí no JBF

23 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

ORAÇÃO NATALINA

23 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

COM O FURICO AO VENTO

Em uma mensagem de fim de ano publicada em suas redes sociais nesta quinta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a realização de novas eleições.

* * *

Há pouco tempo, pouquíssimo tempo mesmo, isto era chamado de “golpe”.

Aguardemos a manifestação dos mascarados “anti-golpistas”.

E se estiverem com a rabo de fora e o furico ao vento, vai ser mais hilário ainda.

Que venha outro bundaço!

23 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

CINISMO BANÂNICO VERMÊIO-ISTRELADO

“A reportagem levada ao ar hoje em telejornal da TV Globo repete as mesmas ilações e falsas denúncias que vêm sendo feitas contra Lula ao longo dos últimos dois anos, agora a partir de textos escritos em idioma inglês.

Mas uma mentira será sempre uma mentira, seja em português ou em inglês…

A Lava Jato não conseguiu sustentar seu claro objetivo político e agora apela a uma estranha parceria com procuradores de um país estrangeiro, na tentativa desesperada de obter alguma credibilidade.

Mas voltará a fracassar, já que nem no Brasil nem em qualquer país do mundo existem provas, testemunhos ou sequer indícios de envolvimento do ex-presidente Lula em desvio de dinheiro, pois ele sempre agiu dentro da lei”.

Nota do Instituto Lula

* * *

O terceiro parágrafo desta nota aí de cima merece ser destacado:

A Lava Jato não conseguiu sustentar seu claro objetivo político e agora apela a uma estranha parceria com procuradores de um país estrangeiro, na tentativa desesperada de obter alguma credibilidade.

Eu chega se mijei-me todinho de tanto se rir-se-me com este textículo.

Não há estoque suficiente de Óleo de Peroba pra esfregar no fucinho destes meliantes.

Putz!

E fiquem sabendo, caros leitores, que ainda existem descerebrados nesta infeliz pátria banânica que acreditam piamente nestas patacoadas.

É sério: existem mesmo!!!


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