1 setembro 2016 DEU NO JORNAL

VOLTA, VACA PEIDONA !

Volta Querida (Clipe Oficial) – Timbu Fun

31 agosto 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – UMA LAVAGEM HISTÓRICA !!!!!!!!!!!!!!

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Ganhamos duplamente com o impedimento da Vaca Peidona.

Primeiro porque o PT está definitivamente alijado da vida pública neste país que ele, a organização criminosa com sigla de partido, tanto saqueou e infelicitou.

Em segundo lugar, ganhamos também esteticamente: sai uma presid-Anta com cara-de-buceta (sem qualquer ofensa às bucetas, claro!!!) e entra uma lindíssima Primeira Dama!

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DISCURSO DE DESPEDIDA

Prezados brasileiros e venezuelanos:

É com tristeza que venho me despedir de vocês. Se por um lado estou triste, pelo outro lado também estou. Na verdade, eu estou completamente triste. A gente sabe que nada é eterno porque tudo tem um fim, a não ser que dure para sempre. E se tem alguma coisa que acaba com o meu dia é quando chega a noite.

O povo brasileiro vive reclamando da vida, mas não vive sem ela. Daqui para frente o futuro para mim não importa. Daqui pra frente o que passou ficou para trás.

Para mim o que importa mesmo é o presente porque é nele que vivemos.

Fui presidenta deste país e posso dizer que não é só o Brasil que precisa mudar, mas o país inteiro.

Para meus rivais eu deixo um aviso: a mão que atira a pedra é a mesma que apedreja. Um senador que não respeita a si próprio não vai saber respeitar ele mesmo.

Para finalizar eu só digo uma coisa: é melhor não dizer nada. E digo mais: só digo isso. Para ninguém dizer que eu não disse nada. Existe uma frase que eu costumo aplicar no meu dia-a-dia: Quando cair, levante! Porque não dá para andar deitado.

E tem mais: andar para trás é como andar para frente só que de costas. Vamos em frente, mesmo que lá na frente vocês percebam que o Brasil ficou para trás.

Mas aí é tarde demais, porque o futuro já era.

Dilma Vana Roussef

Por ironia do destino, vamos botar uma petralhinha declarada, Bete Carvalho, pra festejar esta grande notícia!!!

31 agosto 2016 DEU NO JORNAL

SERÁ ? ? ?

Os vendedores ambulantes que ficam em semáforos são o retrato da crise brasileira, que já deixou 11,8 milhões de desempregados.

À medida que a economia piora – o PIB brasileiro caiu 0,6% no 2º trimestre deste ano –, cada vez mais postos de trabalho são fechados.

São muitas as histórias desses ambulantes que encontraram na venda nos faróis um meio de sobrevivência.

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Será que estes ambulantes ainda votarão e revotarão em Lula, Dilma e PT?

Se é que conheço alguma coisa do curral de antas banânicas – seu nível de conscientização e politização -, é bem capaz de votarem de novo.

Pé de pato, mangalô três vezes!!!!!!!!!!

Tamos f-u-d-i-d-o-s!

31 agosto 2016 DEU NO JORNAL

UM PLENÁRIO BANÂNICO

O senador Magno Malta arrancou risadas no plenário em seu discurso defendendo o impeachment de Dilma ao afirmar que os defensores da petista devem nutrir um caso de amor enrustido em relação ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Ao final do seu discurso, apesar de interrompido pelo ministro Ricardo Lewandowski, que presidia a sessão, ele ainda cantou em “homenagem” a Dilma a músia celebrizada pela dupla gaúcha Kleiton e Kledir: “Deu pra ti, baixo astral, vou para Porto Alegre, tchau…”

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31 agosto 2016 DEU NO JORNAL

A RESISTÊNCIA VENCEU

Reinaldo Azevedo

Quinze anos depois de eu ter criado a palavra “petralha” para designar as práticas dos petistas em Santo André, lá se vão eles. Morrem com retrato e com bilhete, mas sem luar, sem violão. Sei muito bem o peso de enfrentá-los ao longo dos anos. Hoje é fácil. Felizmente, os grupos de oposição ao petralhismo se multiplicaram. E ninguém corre o risco de morrer de solidão por enfrentar a turma. Alguns o fazem até por oportunismo. Outros ainda porque farejam uma oportunidade de negócios. O tempo que depure as sinceridades, as vocações, as convicções. Não serei eu o juiz.

Sinto-me intelectualmente recompensado. A razão é simples. Desses 15 anos de combate, 10 estão no arquivo deste blog, vejam aí. Houve até um tempo em que um blogueiro petista sugeriu à grande imprensa que tentasse investigar quem eram e como viviam os leitores desta página. Afinal, integrávamos o grupo, dizia ele, dos apenas 6% que achavam o governo Lula ruim ou péssimo. E é claro que os companheiros tentaram transformar a repulsa ideológica ao partido num crime.

A recompensa intelectual não se confunde, nesse caso, com vaidade. A minha satisfação não decorre de ter antevisto a queda dos brutos. Isso seria fácil. Em algum momento, claro!, eles cairiam, ainda que fosse pelas urnas. O meu conforto deriva do fato de que, então, eu não via fantasmas quando apontava a máquina formidável de assalto ao estado que se havia criado. Ela se destinava não só a enriquecer alguns canalhas como a assaltar as instituições.

Ah, quantas vezes tive de ouvir que eu exagerava! Ah, quantas vezes tive de ouvir que a palavra “petralha” designava, na verdade, um preconceito! Ah, quantas vezes tive de ouvir que eu criminalizava no PT o que considerava normal e corriqueiro nos outros partidos! Ah, quantas vezes tive de ouvir que eu estava a serviço do tucanato! Essa última acusação, diga-se, em tempos mais recentes, também ganhou as hostes da extrema direita caquética, que precisava que o PT fosse um monstro invencível para que sua ladainha impotente e escatológica continuasse a se alimentar da paranoia dos tolos.REINALDO

E, no entanto, as coisas estão aí. Os petralhas foram derrotados por sua alma… petralha! Porque a maioria dos brasileiros pôde, afinal, enxergá-los como eles de fato são.

Não! A palavra “petralha” nunca designou apenas uma caricatura a serviço do embate ideológico. Os petistas adorariam que assim fosse. A máquina de propaganda esquerdista tentou até criar o contraponto à direita, que seriam os “coxinhas”. Mas foram malsucedidos no intento. Porque, afinal, de um coxinha, pode-se dizer o diabo. Mas uma coisa é certa: coxinha, em nenhuma de suas acepções, virou sinônimo de ladrão. Marilena Chaui, aquela, pode achar um coxinha reacionário, preconceituoso, abominável… Mas não tenho a menor dúvida de que ela confiaria sua carteira a um coxinha e jamais a deixaria à mercê de um de seus pupilos petralhas.

José Eduardo Cardozo e os demais petistas se zangam quando se diz que Dilma caiu pelo “conjunto da obra”. No seu entendimento perturbado do mundo, entendem que se está admitindo que ela não cometeu crime de responsabilidade. Trata-se, obviamente, de uma mentira. Sim, o crime foi cometido, mas é fato que ele não teria sido condição suficiente, embora necessária, para a deposição. Foi, sim, o jeito petralha de governar que derrubou a governanta, aliado a uma brutal crise econômica, derivada, diga-se, desse mesmo petralhismo: não fosse a determinação de jamais largar o osso, a então mandatária teria tomado medidas para evitar o abismo. Ocorre que ela não devia satisfações ao Brasil, mas ao projeto de poder, tornado realização, que havia se assenhoreado do estado e que vivia de assaltá-lo.

A resistência venceu. Ao longo dos anos de contínua depredação da verdade e da lógica, soubemos manter as nossas instituições e reagimos com a devida presteza todas as vezes em que eles tentaram mudar os códigos do regime democrático. Não estão mortos. Não estão acabados. Estão severamente avariados, e cumpre aos defensores da democracia que sua obra seja sempre lembrada como um sinal de advertência. Até porque, a exemplo de todas as tentações totalitárias, também a petista tem seus ditos intelectuais, seus pensadores, seus… cineastas. As candidatas a Leni Riefenstahl do petismo, sem o mesmo talento maldito da original, não conseguiram fazer a epopeia do triunfo; então se preparam agora para fazer o réquiem, na esperança de que o ressentimento venha a alimentar o renascimento.

Vem muita coisa por aí. Não completamos nem o primeiro passo da necessária despetização do estado. O trabalho será longo, vai durar muitos anos. Não temos como banir os petralhas da política, mas é um dever civilizacional combater suas ideias, enfrentá-los, resistir a suas investidas – e pouco importa o nome que tenham.

Publiquei “O País dos Petralhas I”.

Publiquei “O País dos Petralhas II”.

Anuncio aqui, para breve, fechando o ciclo, o livro “Petralhas Go”.

Acabou.

Eles perderam. A democracia venceu.

31 agosto 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – OS VERDADEIROS CULPADOS

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No segundo trimestre deste ano, a economia brasileira continuou em queda. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 0,6% em relação ao trimestre anterior.

É o sexto trimestre seguido de queda.

Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 1,5 trilhão.

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Estes são dados oficiais.

Dados do IBGE, órgão do gunverno petêlho e subordinado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Segundo a fubânica petista Teimosa Todinha, a culpa desta queda não é do PT.

Nem de Lula, nem de Dilma.

Isto é herança maldita dos gunvernos de Getúlio e Juscelino, segundo ela.

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Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, os dois irresponsáveis que são responsáveis pela herança maldita deixada para Lula e Dilma

31 agosto 2016 DEU NO JORNAL

UM APOIO GIGANTESCO E DECISIVO

No primeiro dia da primeira participação presencial da presidente afastada Dilma Rousseff no processo de impeachment, manifestantes se reúnem em frente ao Senado e ao Palácio da Justiça para protestar.

Segundo a Polícia Militar (PM), cerca de 150 manifestantes abastecidos com pão e mortadela se concentram no local com faixas de apoio.

No local designado na Esplanada dos Ministérios para manifestações contra o impeachment cabem 100 mil pessoas.

MANIFESTAÇÃO

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E é tudo gente nova, cheia de ideias novas e eficazes na cabeça.

Um grupo jovial de verdade e bem à altura da jovialidade da causa que está defendendo.

30 agosto 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA TERÇA-FEIRA – DE PINGUELO ROXO

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Jandira Feghali apagou de sua campanha o tradicional vermelho do PCdoB e adotou o roxo.

Muito precavida a comunista.

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E ela é besta…

Ela sabe que se usar o vermêio, o eleitor pode pensar que ela é do PT.

E aí perde o voto na hora!!!!

A segunda razão é que Jandirão tem os culhões e o grelo roxos, e quer ser coerente.

30 agosto 2016 DEU NO JORNAL

ELE SABE O QUE ESTÁ FALANDO…

Indagado por Roberto Cabrini, do SBT, qual o crime que rende mais, o megatraficante Fernandinho Beira-Mar respondeu sem pestanejar: “a política”.

Preso, ele escreve um livro no qual promete contar tudo.

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Comparada com a quadrilha petralha – aquele bando comandado por Nove Dedos -, a quadrilha de Beira-Mar merece ser julgada por um juizado de pequenas causas.

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“O cumpanhero Bêra-Mar é um gozadô; acertô nim mim em cheio!”

30 agosto 2016 DEU NO JORNAL

PAJARACA ATERRORIZADORA

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta segunda-feira, 29, uma reclamação no Supremo Tribunal Federal para pedir que investigações relacionadas ao petista deixem de ser conduzidas na Justiça Federal em Curitiba, pelo juiz Sérgio Moro.

As investigações em Curitiba apuram se Lula ocultou patrimônio ou recebeu vantagens de empreiteiras através de reformas ou pagamento de palestras.

Na última sexta-feira, 26, a PF indiciou Lula pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no inquérito da Lava Jato relacionado ao tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo.

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Lapa de Canalha está se cagando de medo que a pajaraca sextavada do Juiz Sérgio Moro arrombe as pregas do seu furico.

Sem piedade e sem vaselina.

Este cabra-safado só é brabo mesmo quando caga seus tolôtes orais pras platéias amestradas da militânica petêlha.

Empurre a bimba, Doutor Moro!!!

30 agosto 2016 DEU NO JORNAL

A ÚLTIMA FALA DO TRONO

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Na manhã de ontem, houve um momento que em resposta a um senador, a presidente afastada Dilma Rousseff comentou uma lei do governo Fernando Henrique Cardoso. Sopraram-lhe ao ouvido que a lei fora do governo Itamar Franco. E Dilma corrigiu-se: “A lei do governo Itamar, em transição para o governo Fernando Henrique…”

Era Dilma em estado puro. Arrogante como de hábito. Incapaz de reconhecer erros. Pronta para atribuir à crise internacional a mais grave recessão econômica que o Brasil já viveu dos anos 30 do século passado para cá. Disposta a valer-se no seu depoimento do meio de que encontrou para sobreviver às torturas quando presa: mentir. Mentir sempre.

Frustrou-se quem esperou a aparição de uma nova Dilma, mais emotiva, falsamente modesta, sorridente se fosse necessário. Afinal, fora aconselhada a se comportar assim para ganhar a simpatia de senadores ainda capazes de absolvê-la. Dilma preferiu-se exibir-se como é. E não foi bem-sucedida, como alguns dos seus correligionários reconhecem.DS

No seu discurso inicial, retomou tudo o que vem dizendo desde que foi afastada do cargo. Chamou o impeachment de golpe de Estado. Acusou a oposição de ter sabotado seu governo. Atacou as elites e a mídia. E antecipou a decisão de recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso acabe condenada. Como recorrer à Justiça contra um golpe?

Perguntaram-lhe como um golpe de Estado poderia estar sendo presidido em seu desfecho pelo ministro Ricardo Lewandowisk, presidente do Supremo. Ela driblou a pergunta. E diante dos seus juízes, os senadores, e dos brasileiros que a assistiam na tv, repetiu que a democracia entre nós está ameaçada. Seriamente ameaçada se ela for cassada.

Dilma não foi ao Senado atrás de votos para ser absolvida. Foi atrás de uma tribuna, amplificada pelo rádio e pela televisão, para falar ao país e burilar a imagem que gostaria de deixar de presidente (ou melhor, “presidenta”) da República reeleita com 54 milhões de votos e derrubada sem que tivesse cometido crime algum.

Até a semana passada, ainda hesitava em comparecer ao Senado para defender-se. Foi convencida a fazê-lo. Há três filmes de pessoas simpáticas a ela e ao PT que precisavam de tais imagens. E ela não deveria perder essa oportunidade, mais ainda tendo assegurado o direito à última palavra no debate com os senadores.

Hoje à noite, ou amanhã até o meio-dia, terá seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por oito anos. O PT se livrará do fardo em que ela se transformou. Dilma se livrará do fardo de governar. Jamais esteve preparada para lidar com ele. Jamais, antes de se eleger, havia disputado uma eleição. Jamais voltará a disputar.

30 agosto 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA TERÇA-FEIRA – UMA PARELHA AUTENTICAMENTE BANÂNICA

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Citado diversas vezes por Dilma Rousseff ao longo de seu depoimento nesta segunda-feira (29) no Senado, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que deu o ponta pé inicial ao processo de impeachment da petista, criticou a fala da adversária e afirmou que ela “mente“.

A presidente afastada segue mentindo contumazmente, visando a dar seguimento ao papel de personagens de documentário que resolveu exercer, após a certeza do seu impedimento, em curso pelo julgamento em andamento“, afirmou no texto. Para o peemedebista, Dilma usa a estratégia de repetir uma mentira até que ela se torne verdade.

Cunha menciona que o argumento da presidente afastada de que foi vítima de “abuso de poder” por parte dele já foi analisado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e “não teve sucesso“, o que “reafirma a lisura” do ato.

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Estes dois se merecem.

Um é a corda e a outra é a caçamba.

Pelos postos que ocupam, um deve saber muito bem dos bastidores do outro.

Eu acredito no que ela fala sobre ele.

E vice-versa.

30 agosto 2016 DEU NO JORNAL

A VERGONHA BANÂNICA DA MPB

Nem mesmo Lula e Chico Buarque aguentaram ouvir Dilma durante muito tempo.

Logo no primeiro intervalo sessão no Senado, o cantor militante “vazou”.

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Repito a pergunta feita pelo jornalista Cládio Humberto:

Nos anos de roubalheira nos gunvernos do PT, enquanto dormia a nossa pátria mãe tão distraída, por onde andava Chico Buarque?

Aquela pátria banânica que era subtraída em tenebrosas transações petrolíferas e mensalísticas.

Hein???

Adonde estava Chiquinho, filho do dicionário???

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30 agosto 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA TERÇA-FEIRA – VALEU ! ! !

Instituto Lula

A Receita Federal decidiu suspender a isenção tributária do Instituto Lula do período de 2011 a 2014 por “desvios de finalidade” e cobrar imposto de renda e contribuições sociais, além de multa milionária.

O fisco encerrou a investigação aberta em dezembro do ano passado sobre a entidade, fundada em 2011 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Um comunicado será enviado ao instituto nesta semana informando das cobranças.

A conta final está sendo fechada, mas deve ficar entre R$ 8 milhões e R$ 12 milhões,

* * *

Perto da ladroagem deste chamado “instituto” e das guabirutagens praticadas por Lapa de Canalha, a multa de 12 milhões de reais chega a ser irrisória.

Mas vale o simbolimo de suspensão da isenção tributária.

E eu que detestava esta tal de Receita Federal…

Agora, tanto quando a Polícia Federal, ela merece toda a minha admiração.

E merece também uma salva de palmas.

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“Cumpanheros, tô fudido: tão fechando as torneira; se continuar assim, eu vô passar de bilionário para apenas milionário.”

29 agosto 2016 DEU NO JORNAL

RÉQUIEM PARA UM SONHO

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Candidatos do PT às eleições municipais de outubro descartaram o vermelho e diminuíram o tamanho da estrela do partido no seu material de propaganda na tentativa de evitar uma sangria de votos.

Haverá símbolo maior do fim de um sonho que pareceu tão generoso no seu início?

Sem falar da impossibilidade de Lula circular livremente por aí. Em breve, talvez acabe impedido pela Justiça de circular.

Destino igual pode estar reservado para a presidente Dilma Rousseff.dilma_de_saida

Enclausurada no Palácio da Alvorada há 111 dias, visitada durante esse período apenas por ex-auxiliares e poucos amigos, desprezada pelo PT que foi obrigado a engoli-la, mas que afinal a regurgitou, ela irá, hoje, ao Senado para defender-se dos crimes que lhe imputam. As chances de sair dali absolvida são quase nenhuma.

“Eu não tenho de renunciar, não tenho de me suicidar, não tenho de fugir para o Uruguai”, bradou ela em seu último ato público na quarta-feira passada em uma referência aos ex-presidentes Getúlio Vargas que se matou com um tiro no coração em 1954, e João Goulart que 10 anos depois se exilou para não ser preso.

Com o que disse, Dilma prestou um tributo à democracia que vige no país. Essa, porém, não foi sua intenção. Contrariaria o discurso do golpe, sua última esperança de justificar o próprio fracasso.

Ela quis foi reforçar a imagem de mulher disposta a enfrentar duros desafios desde que abandonou a vida de aluna de uma escola de classe média alta em Belo Horizonte no final dos anos 60 para se tornar uma guerrilheira na luta contra a ditadura militar.

Sente-se credora do país desde aquela época. É como se o Brasil lhe devesse os anos em que foi caçada pela polícia política, os anos em que permaneceu presa e as bárbaras torturas que sofreu.

Foi quando descobriu a mentira como único meio de sobrevivência. E dele valeu-se, inclusive, para governar entre janeiro de 2011 e abril último. Uma decisão do Senado afastou-a do cargo.

Para que pudesse retomá-lo, Dilma precisaria convencer 28 dos 81 senadores de que não violou a Constituição ao gastar mais do que fora autorizada pelo Congresso. Mas como operar tal milagre?

Em maio, somente 22 senadores votaram contra a admissibilidade do processo de impeachment. No último dia 10, somente 21 votaram contra o relatório que recomendou o julgamento de Dilma.

Ela está às vésperas de ter o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por oito anos, menos porque cometeu um crime de responsabilidade previsto na Constituição, e mais porque carece de condições mínimas para governar.

É um caso de falência da autoridade política. Não é matéria de lei, mas da vida real. Dilma perdeu o apoio das ruas, dos partidos e do Congresso. Ponto final.

Por saber disso, ela não desperdiçou os últimos 111 dias com a pretensão vã de reconquistar apoios. Antecipou a volta para Porto Alegre dos seus objetos pessoais e investiu na construção da narrativa que imagina legar à posteridade – a da primeira mulher presidente da República do Brasil deposta por um golpe de direita.

Que diferença fará para Dilma uma mentira a mais ou a menos?

Para o PT, fará diferença, sim, ela sair de cena o mais rápido possível. As eleições estão à porta. A sombra de Dilma só faria mal ao partido. Basta a de Lula, indiciado por corrupção.

Mas dessa sombra, o PT não se livrará tão cedo. Tampouco nós.

29 agosto 2016 DEU NO JORNAL

CINCO RAZÕES PARA DARMOS ADEUS A DILMA

Bolívar Lamounier

O excesso, não a falta, é o que dificulta enumerar os motivos para o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência.

Quem assume tal tarefa se vê diante de duas alternativas: resumi-los numa única sentença, dizendo que ela nunca deveria ter estado lá, ou elaborar um esquema lógico parcimonioso, que permita reduzi-los a um número manejável.

Opto pelo segundo caminho, tentando compactar meu argumento em cinco pontos principais. O primeiro, como não poderia deixar de ser, é a ilegalidade ou, se preferirem, a posição de ilegitimidade formal em que Dilma se colocou.

Refiro-me aqui, naturalmente, aos crimes de responsabilidade que embasam o impeachment. Como Estado constitucional que é, o Brasil não poderia seguir em frente como se nada tivesse acontecido.Dilma-adeus

Não poderia manter na Presidência um titular que, além de reiteradamente demonstrar desapreço pelas instituições da democracia representativa, não hesitou a atropelar os limites da legalidade no tocante à administração financeira e à legislação orçamentária.

Especificamente, autorizar créditos suplementares sem a aprovação do Congresso equivale a desconsiderar a necessidade de uma lei orçamentária e a ignorar a existência do Legislativo como contrapeso ao Executivo, atingindo dessa forma, em seu âmago, a forma republicana e democrática de governo.

Os quatro pontos que abordarei a seguir têm a ver com o que se pode, apropriadamente, denominar ilegitimidade material, ou substantiva.

Para se eleger e reeleger presidente, Dilma Rousseff participou de uma farsa arquitetada pelo ex-presidente Lula, farsa assentada, como se recorda, sobre três pilares principais: a popularidade de Lula (à época superior a 80%), embustes publicitários levados ao paroxismo e recursos de origem ilícita jorrando em abundância. Aqui, como antecipei, não se trata de ilegitimidade formal, mas material.

Do ponto de vista estritamente jurídico e ex ante, não havia como questionar tal trama. Cabia questioná-la, isso sim, em termos do que o sociólogo Émile Durkheim chamaria de “elementos não contratuais do contrato”, ou seja, do ponto de vista da lealdade a regras não escritas da vida política e do regime democrático, que excluem postulações farsescas como as de Dilma Rousseff em 2010.

Com seus próprios recursos, Dilma não se elegeria nem para a Câmara Municipal de Porto Alegre, onde residia, e disso Lula sabia melhor que ninguém. Mas sabia também que sua popularidade pessoal, as mágicas do publicitário da corte e a cornucópia da Petrobras seriam suficientes para alçar sua pupila às alturas do Planalto. Docemente constrangida, Dilma aquiesceu, ou seja, prestou-se a tal farsa.

O terceiro fator que me propus a abordar é a incompetência gerencial de Dilma e sua interface com a corrupção. Para bem expor esse ponto, creio ser útil entrelaçá-lo com a campanha presidencial de 2014. Àquela altura, como sabemos, a derrocada econômica já comia solta.

A questão central era (como é até hoje, dados os desatinos do primeiro mandato de Dilma) o desarranjo das contas públicas. Aqui entra a questão da accountability, anglicismo inevitável quando se trata de discutir a ilegitimidade material de um governo.

Se as palavras ditas durante a campanha fossem levadas a sério, Dilma teria que admitir a inexorabilidade do ajuste fiscal. Não o fez, como bem sabemos. Ao contrário, atribuiu a seu adversário a intenção de fazer o que ela sabia ser inevitável.

Explica-se: no leme, além dela mesma, encontravam-se Lula e João Santana, um trio para o qual malícia e política podem perfeitamente caminhar de braço dado. O resultado aí está à vista de todos: um país economicamente destroçado, com 11,6 milhões de desempregados, forçado a aguardar, pacientemente, o ato final dessa dupla farsa que me vi forçado a relembrar.

Só Deus sabe se Lula, em algum momento, acreditou que Dilma fosse uma tecnocrata da mais alta estirpe. Fato é que, logo no início de 2015, na esteira da impopularidade advinda da crise econômica, a imagem da Dilma-gerente apresentou rachaduras devido à sua interface com a corrupção.

Lá atrás, em 2003, Lula a mandou presidir o Conselho de Administração da Petrobras. Por que o fez? Acreditava sinceramente em sua competência técnica? Ou, ao contrário, percebia seus limites e a considerava incapaz de desvendar a teia de corrupção lá instalada? Ou ainda por saber que ela, cedo ou tarde, a desvendaria, mas não se furtaria a dançar conforme a música?

Seja qual for a resposta certa, fato é que os “malfeitos” de Pasadena corriam sobre a grande mesa do conselho como uma manada de búfalos, sem que Dilma ouvisse o tropel.

Meu quarto ponto pode ser abordado de maneira concisa. O problema é que o despreparo de Dilma não decorre apenas de sua incompetência gerencial e de sua incultura econômica, mas de algo que, de certa forma, as precede: a pobreza de sua visão do mundo. De sua formação ideológica, se preferem.

“Mas como”, pode-se objetar, “ela não é petista? Não governava dentro dos parâmetros ideológicos do petismo?”. A objeção seria ponderável, se soubéssemos em quê, exatamente, consiste a nunca assaz louvada “ideologia petista”.

Fora de dúvida é que Dilma assumiu o governo acreditando piamente que tinha uma ideologia, quero dizer, uma estratégia válida para a promoção do crescimento. No frigir dos ovos, nos demos conta de que sua estratégia era uma mescla mal ajambrada do velho nacional-desenvolvimentismo com a ilusão de aqui implantar um modelo de feição asiática, inspirado no sucesso indiscutível da Coreia do Sul.

Como ocorria nos anos 1950, também para ela educação, ciência e tecnologia, formação de capital humano, essas coisas “menores”, poderiam esperar. Com essa mentalidade Dilma subiu a rampa do Planalto em janeiro de 2011. Em termos políticos, seu “modelo” econômico tinha três requisitos fundamentais.

Primeiro, o popular “quem manda sou eu”; segundo, o Tesouro capta dinheiro caro no mercado e o BNDES se incumbe de repassá-lo pela metade do custo a empresários tão amigos quanto dinâmicos; terceiro, subsídios a rodo, notadamente sob a forma de exonerações fiscais, para incentivar a indústria automobilística e afins a retomarem o crescimento de um jeito ou de outro, além de manter o nível de emprego, cuja importância eleitoral ela não desconhecia.

Em quinto e último lugar, mas não menos importante, a saída de Dilma Rousseff é a limpeza de terreno imprescindível para que o Brasil apresse a recuperação econômica e comece, o quanto antes, a repensar seu futuro.

Para isso, algumas medidas serão necessárias. O ajuste fiscal é a primeira delas. Depois, fortes investimentos em infraestrutura, sem os bloqueios ideológicos que os inviabilizaram durante todo o período lulo-dilmista.

Também são fundamentais propostas sociais enérgicas, notadamente na área educacional, reduzindo programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida à função paliativa que lhes é inerente.

Por fim, aprofundando e concluindo o ataque à corrupção, deve-se encetar uma reforma política séria e abrangente, com o objetivo de recolocar o sistema político num patamar aceitável de legitimidade.

29 agosto 2016 DEU NO JORNAL

DILMA, O FILME (CONTEÚDO ADULTO)

Guilherme Fiuza

Você achou que já tivesse visto tudo sobre esse fenômeno(a) da política brasileira, mas tem mais. Vem aí Dilma Rousseff, o filme. O projeto é simples e genial: enfiar no julgamento do impeachment todos os delinquentes petistas que roubaram o Brasil sem perder a ternura, e filmá-los gritando, chorando e esperneando. Não tem erro. Nada comove mais os brasileiros do que o sofrimento de um picareta do bem.

Felizmente, o país tem militantes da cultura que não fogem à missão de defender a quadrilha contra o golpe. É bonito ver a invasão do Senado pelos cineastas da revolução, enquanto Lula é indiciado pela polícia por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Democracia é isso, cada um escolhe a sua narrativa.

Dilma, o filme, não é em si uma novidade. Isso tudo já era um filme, e continuará sendo. Se não fosse, esse bando de notáveis que finge defender uma mulher de um golpe, para dar aquela retocada no verniz de esquerda, estaria exilado de vergonha no pré-sal. Sim, porque só num filme muito bem feito o espectador pode ver uma gangue de parasitas autoritários, ideologicamente filiados aos Maduros da vida, fazendo papel de heróis da resistência democrática.

Essa importante contribuição do cinema brasileiro para a formação do caráter nacional terá cenas fortes. A própria Dilma já deu a pista, comparando-se a Getúlio Vargas e João Goulart: ela explicou que só não a obrigaram a se matar, como fizeram com o companheiro Getúlio, porque hoje vivemos numa democracia. Ou seja: você vai entrar no cinema para assistir à história de uma lenda viva, sabendo que ela poderia ser uma lenda morta. Isso emociona.

Mas cuidado para não se engasgar com a pipoca: essa mesma democracia que salvou a vida de Dilma, a lenda, provavelmente tinha ido à esquina comprar cigarro quando se deu o golpe de estado. Porque ou você tem democracia, ou você tem golpe. Mas não tem problema: se ficar confuso na tela, é só dar uma legendada na lenda.

E aí se dá a maravilha: você que é um vaidoso, egoísta, sem saco para entender os problemas complexos do seu país e a fim apenas de dar aquela lustrada na imagem, ganha uma narrativa épica novinha em folha “contra a direita”. Getúlio, Jango e Dilma. Talvez valesse incluir a frase imortal do companheiro Delúbio no momento em que estourou o mensalão: “É uma conspiração da direita contra o governo popular”. O tempo mostrou que ele tinha razão, porque só uma conspiração muito eficiente seria capaz de levar tantos heróis progressistas para a cadeia por ladroagem.

Graças aos cineastas da revolução, a dicotomia entre esquerda e direita não será condenada à morte num front colegial no Facebook. Seria uma crueldade deixar Jair Bolsonaro e Jandira Feghali a sós com a criançada digital. Dilma, o filme, virá mostrar que você precisa decidir urgentemente se é contra ou a favor da Guerra do Vietnã. Não se omita.

A denúncia cinematográfica contra o golpe dos homens brancos, velhos, feios, recatados e do lar contra a vanguarda política representada por Dilma Rousseff é uma grande sacada. O vexame petista ameaçava a vida boa dos gigolôs da bondade. A falência do proselitismo coitado ameaçava criar uma multidão de párias ideológicos. Aí surgiu a ideia genial, que promete salvar todos os canastrões politicamente corretos fazendo, simplesmente, o mesmo de sempre: chorar.

As Olimpíadas confirmaram, com toda a eloquência das suas caras e bocas, que a verdadeira medalha de ouro no Brasil é a manha.

Um bom tira-teima talvez seja capaz de mostrar Neymar armando a expressão de bebê chorão ainda com sua bola derradeira balançando a rede da Alemanha. É impressionante a velocidade da transformação do gênio em bobo, em nome da brasilidade. Bernardinho não chorou. Mas esse é um chato que só pensa em trabalhar, construir, melhorar, e alimenta sua alma disso. Muito estranho. Capaz até de não se emocionar com o filme da Dilma.

Só no país da manha poderia brotar a coragem de se jogar na tela um bando de criminosos com sotaque de vítimas, em nome de um filão retórico. O truque é continuar chorando, porque aqui quem não chora, não mama – e quem chora mama o seu e o do vizinho, como comprova a literatura pornô da Lava-Jato.

A impressionante trilogia Getúlio-Jango-Dilma logo estará num cinema perto de você, e também numa sala de aula e num palanque eleitoral (que no caso são a mesma coisa). Os genéricos do PT já estão nas ruas para continuar transformando manha em votos. Chorando e mamando.

29 agosto 2016 DEU NO JORNAL

SANTIDADE E PUREZA

O PT vai retomar com força a proposta de sua refundação após o impeachment e as eleições de outubro.

O partido discute a ideia de mudar de nome, que para muitos virou sinônimo de corrupção.

A ideia de alterar a denominação do partido é do ex-governador gaúcho Tarso Genro, líder de uma das “seitas” que compõem o PT.

Mas tudo vai depender do desempenho petista nas urnas, em outubro próximo.

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* * *

Neste nota aí de cima, onde se diz que o partido virou “sinônimo de corrupção“, isto pode valer pra muitos, pra grande maioria de quem enxerga perfeitamente a realidade e não sofre das oiças.

Já para o fubânico Ceguinho Teimoso, a quadrilha de gordos guabirus continua sendo sinônimo de pureza e santidade.

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29 agosto 2016 DEU NO JORNAL

UM TIME DE CARAS-DE-PAU

Sete dos dez senadores petistas são investigados.

Isso dá razão, ao menos no PT, à afirmação de Gleisi Hoffmann, investigada no Supremo Tribunal, de que o Senado “não tem moral” para julgar Dilma.

Os senadores petistas enrolados na Polícia Federal e/ou na Justiça: Ângela Portela (RR), Humberto Costa (PE), Lindbergh Farias (RJ), Paulo Rocha (PA), Jorge Viana (AC) e Gleisi Hoffmann (PR), claro.

* * *

De fato, Nariz de Pinóquio estava coberta de razão quando pronunciou sua histórica frase.

E ela, evidentemente, é a primeira da fila dos “sem moral“.

Ô timezinho de caras-de-pau do cacete!

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Nariz de Pinóquio, Pato Rouco e Mauricinho Carioca: três dos petralhas enrolados com a Lava Jato: um time da porra de meliantes tapeadores

28 agosto 2016 DEU NO JORNAL

JUSTIÇA BÊBADA

jorge-oliveira

Existe algo na justiça brasileira além dos aviões de carreira. O ministro do STF, Gilmar Mendes, parece que anda um pouco aborrecido com os procuradores do Rodrigo Janot ao criticar os trabalhos da Lava Jato. Insurge-se contra o vazamento dos depoimentos das delações premiadas depois que a revista Veja estampou na capa uma matéria sobre a intimidade do ministro DiasToffoli com o empreiteiro Leo Pinheiro, da OAS, condenado pela justiça.

Sem papas na língua, o ministro é chegado a arroubos que, por vezes, assustam até seus pares dentro do tribunal. Antes de insinuar que os procuradores estariam vazando informações para prejudicar seu colega, Mendes já havia causado outra polêmica de efeito bombástico. Disse, por exemplo, que a lei da ficha limpa teria sido feita por “bêbados”, o que levou o ministro Luís Roberto Barroso, seu colega de tribunal, a contestá-lo: “É uma lei sóbria”, refutou. O desarranjo verbal entre os notórios da justiça brasileira já vem ocorrendo há muito tempo, depois que alguns ministros do STF se sentiram inferiorizados com o trabalho eficiente e consequente dos procuradores na operação Lava Jato.

Dessa vez prevalece o corporativismo. Gilmar Mendes não gostou nem um pouco de ver Toffoli exposto em capa de revista numa matéria que o compromete seriamente. Ele acha que a retaliação ao ministro ficou claro depois que ele concedeu um habeas corpus ao ex-ministro petista Paulo Bernardo, livrando-a das garras da Justiça. E não poupou criticas aos trabalhos da equipe do Janot: “Houve manifestações críticas dos procuradores. Isso já mostra uma atitude deletéria. Quem faz isso está abusando da autoridade”.

Na delação, Leo Pinheiro deixa claro a sua intimidade com Tofolli em uma transação que envolveu a reforma de uma mansão do ministro no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Janot ofendeu-se com a insinuação de que a procuradoria teria vazado a informação e saiu em defesa da sua equipe: “Ninguém vaza o que não tem”. E completou que há um “estelionato delacional” para pressionar o Ministério Público a homologar as delações com a divulgação das informações.

Gilmar Mendes foi o único entre os ministros a sair em defesa de Tofolli, que tem poucos amigos dentro do STF ainda ressentidos pela forma como ele chegou à Corte. A maioria dos ministros acha que Toffoli não tinha qualificação para exercer a função, pois teria sido reprovado em dois concursos públicos para juiz. Além disso saíra das hostes do PT direto para o STF, depois de ter sido o principal auxiliar de Zé Dirceu na Casa Civil. Portanto, as deliberações do ministro sobre processos que envolvem petistas nunca serão vistas com bons olhos por seus colegas de tribunal. E claro, pela população.

Na verdade, ao sair em defesa do colega, Mendes pretende frear qualquer outro vazamento que venha a comprometer membros do STF. Teme que outras delações entre pelos corredores do tribunal sem que seus acusados tenham o direito de defesa antes dos escândalos chegaram à mídia. Seria então um habeas corpus preventivo para prevenir insinuações ou acusações maldosas contra os principais homens da justiça brasileira.

Ora, já diz o ditado que “quem não deve não teme”. Gilmar Mendes ajudaria muito mais o povo brasileiro se deixasse vir à tona a intimidade comprometedora de alguns de seus pares com figuras suspeitas do mundo empresarial e político. Foi assim que o Brasil ficou sabendo que o ministro Ribeiro Dantas, do STJ, teria sido cooptado pela Dilma para conceder um habeas-corpus a Marcelo Odebrecht, réu condenado pelo juiz Sergio Moro, como acusou o senador Delcídio do Amaral em delação premiada. O caso, revelado com estardalhaço durante a operação Lava Jato, mantém-se até hoje sob o manto da impunidade.

O vazamento de informações de delatores na Lava Jato pode até ser imprudente, como diz Gilmar Mendes, mas que lava a alma do povo não há menor dúvida. Os brasileiros estão acostumados a um STF leniente, passivo e indolente no julgamento de processos que envolvem pessoas influentes. Muitos desses processos prescrevem e outros mantêm-se arquivados até virar pó. Portanto, quando vem a público um malfeito de um desses ministros, o povo, com a sua sabedoria, aplaude.

28 agosto 2016 DEU NO JORNAL

O TERROR DOS VADIOS VERMÊIOS

A esperada mobilização de movimentos sociais, como MST ou os sem-teto, tão propalada por Lula ao longo desta crise política, não aconteceu.

Até houve manifestações favoráveis a Dilma, antes da abertura do processo de impeachment pela Câmara, mas elas nunca tomaram corpo a ponto de fazer frente aos movimentos pela saída do PT.

* * *

Consequência da crise: os sanduiches de mortadela estão bem mais caro por conta da inflação galopante provocada pela irresponsável administração petralha.

Todavia, o meio mais eficiente de desmobilizar o curral de antas irracionais do MST e da militância vermêio-istrelada é fazer o que está sugerido na charge abaixo, da autoria de Ivan Cabral.

Carteira de Trabalho neles!!!

IVAN

28 agosto 2016 DEU NO JORNAL

O MITÔMANO TÁ FUDIDO

A associação a padrinhos políticos traz mais prejuízos do que vantagens aos candidatos que disputam as eleições à prefeitura de São Paulo, revela pesquisa do instituto Datafolha publicada neste sábado pelo jornal Folha de S.Paulo.

De todos os caciques, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é, de longe, o mais micado: 73% dos eleitores ouvidos na pesquisa afirmam que não votariam de jeito nenhum no candidato apoiado pelo petista – no caso, o atual prefeito e candidato à reeleição Fernando Haddad.

* * *

Nem mesmo no curral eleitoral nordestino – que sempre foi reduto intocável da quadrilha petralha -, Lapa de Cabra Safado tem mais prestígio.

É rejeitado do Maranhão até a Bahia.

Já não era sem tempo. Ufa!!!

lula-haddad

“Companheiro Lula, teu apoio tá me fudendo. O melhor que tu tem que fazer é pedir pra cagar e cair fora. Tu tás rejeitado no Brasil todinho. Só mesmo o fubânico Ceguinho Goiano Teimoso ainda acredita nas tuas mentiras”

28 agosto 2016 DEU NO JORNAL

XÔ, CABRA SAFADO ! ! !

A Paraná Pesquisas aponta que, hoje, a rejeição de eleitores que não votariam em Lula para presidente de jeito nenhum, atingiu novo ponto: 71% dos eleitores.

Ou seja: o ex-presidente virou o presidenciável mais rejeitado.

Até no Nordeste, onde o PT teve maioria de votos em 2014, a rejeição de Lula aumentou e chega a 55,9%.

É mais do que Aécio Neves (56,7%), Geraldo Alckmin (61,9%) e José Serra (56,4%).

xx

* * *

Com esta rejeição todinha, mesmo assim Lapa da Cabra Safado e seus endeusadores não se mancam.

Continuam torrando o saco da banda decente do Brasil.

Como costuma dizer minha querida amiga Maria Beira-Roxa, dona de puteiro em Palmares… “Ô cabra-safado patifeiro da bobônica do rato!

28 agosto 2016 DEU NO JORNAL

DILMA SAI, A CRISE FICA

ruy-fabiano

A coreografia adotada pelo PT nestas sessões conclusivas do impeachment – de anarquizar o processo, em busca de desqualificá-lo – indica que o partido já está ciente do resultado adverso e joga os primeiros lances do pós-impeachment, que o devolverá ao único terreno em que de fato é eficaz: a oposição predatória.

Há, pois, método na bagunça da tropa de choque, integrada pelos inacreditáveis Lindbergh Faria, Vanessa Grazziotin e Gleise Hoffmann. E não se trata apenas de encenar para o filme que está sendo rodado – “O Impeachment” -, em busca de impor a “narrativa” do golpe. É mais: é o temor e a incerteza do futuro.crise

De um lado, o partido derrete eleitoralmente, como o demonstram as pesquisas iniciais das eleições de outubro próximo; de outro, vê a Lava Jato aproximando-se cada vez mais de seu líder maior, Lula. Aí residem as efetivas preocupações.

Dilma já não cheira, nem fede. O partido sabe que não há futuro para ela e não afasta a hipótese de que venha a renunciar no instante final, como o fez Fernando Collor, em 1992, ao constatar que o jogo já estava jogado.

Collor não teve êxito: a renúncia não invalidou sua cassação, nem os efeitos políticos dela decorrentes, fazendo-o amargar oito anos de inelegibilidade. Com relação a Dilma, isso é secundário: sua inelegibilidade é definitiva. Collor, político de carreira, voltou. Dilma, que jamais foi do ramo, não tem volta. O PT, que nunca morreu de amores por ela, já dela não depende, nem cuida.

O que o preocupa é outra coisa: não contava com o indiciamento de Lula, em meio ao julgamento de Dilma, o que dá substância aos rumores de que sua prisão aguarda apenas a confirmação do impeachment, que formaliza o banimento do poder.

A saída de que cogita, consumada a prisão, é a de tentar levar para as ruas a barulheira que neste momento promove no plenário do Senado. Chances de êxito? A conferir. A militância organizada ainda dispõe de recursos, liberados por Dilma antes de sair. Resta saber se ainda tem povo. Os sinais não são animadores.

Outro temor é de que Dilma, desprovida do mandato, e devolvida à condição de cidadã comum, começará outro calvário: a responsabilização penal pela parte que lhe cabe na lambança da Lava Jato, que a colocará diante do juiz Sérgio Moro, em Curitiba.

A Michel Temer não interessa essa parte. A revelação de irregularidades na campanha eleitoral de Dilma – tanto a de 2010 quanto a de 2014 – reserva-lhe sorte equivalente.

Ainda que seus aliados insistam na tese de que ele fez campanha em separado, com contabilidade própria, sem qualquer vínculo financeiro com a titular, a jurisprudência, já aplicada a numerosos prefeitos e governadores, é a de condenar toda a chapa, não importa se apenas um dos candidatos delinquiu.

Por aí, Temer corre riscos. Tem a seu favor, no entanto, o anseio do mercado e da população por alguma estabilidade política, após meses de incertezas, que impedem a economia de se reerguer. Há também a expectativa de que, uma vez efetivado, mude o tom e passe a se dirigir à nação com mais firmeza e frequência, dando-lhe ciência da dimensão do trágico legado que lhe coube – e ao país.

Essa estratégia chega um pouco enfraquecida pela recente capitulação ao lobby corporativo, que resultou na concessão de aumentos a 14 categorias de servidores públicos e aos ministros do STF, num montante de R$ 58 bilhões, que terão de ser cobertos com aumentos de impostos e a recriação da CPMF.

Não é um bom começo. Como se não bastasse, o fator implacável de instabilidade política – a Lava Jato – prossegue. E as principais delações, da Odebrecht e da OAS, ainda não se conhecem por inteiro – e o pouco que vazou assusta.

Em resumo, Dilma sai, mas a crise continua.

27 agosto 2016 DEU NO JORNAL

LULA PERDEU O CONTROLE SOBRE SEU FUTURO ELEITORAL

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PORTALlulinha

Lula prevê que viverá dias turbulentos. Indiciado pela Polícia Federal sob a acusação de receber R$ 2,4 milhões em “vantagens ilícitas” da empreiteira OAS, ele dá de barato que será denunciado pela força-tarefa da Lava Jato. De passagem por Brasília, nesta sexta-feira, disse a um amigo não ter dúvidas de que o juiz Sérgio Moro acatará a denúncia, convertendo-o em réu. Em conversa com o blog, o amigo de Lula resumiu assim o drama que o atormenta: “Ele está deixando de ser dono do seu destino político, a situação foge do seu controle.”

Após reunir-se com Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, Lula conversou com um grupo de senadores petistas no hangar em que tomaria o jatinho de volta para São Paulo. Foram encontrá-lo, Jorge Viana (AC), Humberto Costa (PE), Paulo Rocha (PA) e José Pimentel (CE). Na definição de um dos congressistas, a notícia sobre o indiciamento deixou Lula “baqueado”. Ele estranhou que a divulgação tenha ocorrido às vésperas da deposição de Dilma. Exergou na novidade uma motivação política. Irritou-se com a inclusão de sua mulher, Marisa Letícia, no rol de indiciados.

As críticas de Lula à ação da Polícia Federal ecoaram uma nota divulgada por seus advogados. Nela, os doutores Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira repudiaram as acusações do delegado federal Márcio Adriano Anselmo, responsável pelo inquérito sobre o tríplex do Guarujá. Eles repisaram o argumento segundo o qual o imóvel não pertence a Lula, mas à própria OAS. Anotaram que o relatório do delegado tem “caráter e conotação políticos”. Apelidaram-no de “peça de ficção.”

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A guerra retórica que Lula e seus defensores declararam à Polícia Federal está crivada de ironias. O morubixaba do PT sempre se vangloriou da autonomia que a polícia adquiriu durante o seu governo. Em dezembro de 2014, discursando numa homenagem ao ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que havia morrido, Lula enalteceu a transformação que o amigo produzira no Departamento de Polícia Federal.

Sob o comando de Thomaz Bastos, “a ação da Polícia Federal alcançou indistintamente ministros e ex-ministros, prefeitos e deputados de diversos partidos, inclusive dos que apoiavam o governo”, dircursou Lula. Nessa época, ele trazia os lábios grudados no trombone: “O braço da lei, por meio da polícia judiciária, passou a alcançar os ricos e poderosos.” Alvejado, Lula parece lamentar que a PF tenha ampliado seu raio de ação para o nível presidencial.

Correm na ‘República de Curitiba’ pelo menos mais dois inquéritos contra o pajé do PT. Um deles, já em estágio avançado, envolve o sítio de Atibaia, usado por Lula e reformado por um consórcio informal que incluiu uma empresa do companheiro-pecuarista José Carlos Bumlai a Odebrecht e a OAS. É contra esse pano de fundo que o amigo de Lula disse que ele “está deixando de ser dono do seu destino político.” Ele continua insinuando que, se o perturbarem muito, disputará novamente o Planalto. O problema é que seus direitos políticos passaram a depender da Justiça.

Se Lula for condenado em segunda instância, ficará inelegível por oito anos. Ou seja: o controle sobre o futuro eleitoral da única liderança nacional do PT foi transferido para a mesa de Sérgio Moro e para o Tribunal Regional Federal da 4a. Região, que julga em segundo grau os recursos movidos contra sentenças do juiz da Lava Jato.

27 agosto 2016 DEU NO JORNAL

O ADEUS DA FEROZ TORTURADORA DA VERDADE E DO IDIOMA

Augusto Nunes

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A pior oradora de todos os tempos protagoniza derrapagens espetaculares até quando está lendo discursos encomendados a quem consegue juntar sujeito e predicado. Foi assim em dezembro de 2009, durante a Conferência do Clima promovida em Copenhague, quando a chefe da Casa Civil do governo Lula surpreendeu o mundo com a notícia assombrosa: “O meio ambiente é, sem dúvida, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável”, recitou Dilma Rousseff sem tirar os olhos do papel. E foi em frente. Como não se corrigiu, não se explicou e nem pediu desculpas, continua valendo o que disse.

Em agosto de 2013, numa visita a Campinas, Dilma começou a ler à tarde o discurso escrito para ser lido à noite. Ela contava a sofrida saga de “uma mulher que estudou até a quinta série do curso fundamental porque vivia na roça com mais nove irmãos e não teve condições de continuá estudano” quando se deu conta de que aquilo era para mais tarde. “Mas essa mulher eu vou tratá dela no próximo… na próxima cerimônia que eu vou participá aqui em Campinas que é a formação do Bolsa Família”, informou. Dado o aviso, desandou a explicar por que “a casa própia é muito importante”. Isso mesmo: “própia”.

Se a Dilma dos discursos escritos é uma oradora de alta periculosidade, a Dilma dos palavrórios de improviso é uma selvagem serial killer da retórica. Neste 29 de agosto, a transmissão pela TV Senado do depoimento da presidente agonizante permitirá que milhões de brasileiros acompanhem ao vivo a primeira e última apresentação conjunta dessas duas Dilmas. A que diz frases sem pé nem cabeça até quando lê vai caprichar num falatório fantasiado de Auto da Injustiçada. A que não diz coisa com coisa quando improvisa vai responder a perguntas dos senadores.

Dilma garante que foi ela quem resolveu defender-se pessoalmente no Senado. Como nenhum dos áulicos que seguem frequentando o palácio assombrado ousou apresentar-lhe os perigos da ideia de jerico, a performance da segunda-feira vai atestar que o impeachment livrará o Brasil, simultaneamente, de uma recordista mundial de incompetência, de uma mentirosa compulsiva e de uma torturadora da língua portuguesa.

Ela seria poupada desse vexame derradeiro se a missão impossível fosse repassada aos senadores que permanecem a bordo da embarcação condenada cujo piloto é José Eduardo Cardozo. O texto que inunda com lágrimas de esguicho os golpistas cruéis, por exemplo, deveria ser berrado por Lindbergh Farias, uma gritaria a serviço da pouca vergonha. As réplicas aos senadores favoráveis ao impeachment ficariam por conta dos integrantes da tropa, devidamente municiados com vídeos que registram alguns dos melhores piores momentos da chefe.

Gleisi Hoffmann cuidaria de mostrar que a presidente reincidiu em pedaladas criminosas por ter compreendido que a Lei de Responsabilidade Fiscal é mesquinharia de avarento shakespeariano diante da grandiosidade de um Minha Casa, Minha Vida. Vale tudo para impedir que tão esplêndido programa definhe por falta de verbas – até raspar o cofre do Banco do Brasil. Quem discordar de Gleisi será calado pela exibição do vídeo em que Dilma ensina que uma casa é muito mais que uma casa: “Porque casa é primeiro sinônimo de segurança. Casa, depois, é sinônimo de uma outra coisa muito importante. Um lugar para a gente construir laços afetivos. É ali na casa que o pai e a mãe amam as crianças, dão instruções para as crianças, educam as crianças… e os jovens. É ali na casa também que cumeça… né? Os encontros, os namoros, os noivados, os casamentos”.

Em seguida, Vanessa Grazziotin explicaria que a gastança ilegal com obras de infraestrutura só é coisa de meliante juramentado aos olhos de gente que não sabe direito, por exemplo, para que serve uma ponte. É só ouvir o que a presidente diz no vídeo: “Por que o que que é uma ponte? Uma ponte é geralmente, e é algo que nós devemos nos inspirar, porque uma ponte é um símbolo muito forte. Pensem comigo, uma ponte ela une, uma ponte fortalece, uma ponte junta energia, uma ponte permite que você supere obstáculos”.

Kátia Abreu provaria que só uma estadista dotada de um sexto sentido pode enxergar as coisas que só Dilma vê – quem mais seria capaz de ver um cachorro oculto por trás de cada criança? No desfecho da contra-ofensiva, Humberto Costa apresentaria o vídeo em que a Mãe do Brasil Maravilha, numa única frase, saúda a mandioca, exalta o milho e anuncia a descoberta da mulher sapiens.

A última apresentação do quinteto de patetas não se limitaria a abreviar o desfecho da chanchada do impeachment com o despejo definitivo da pior governante da história. Também faria a nação a caçar respostas para duas perguntas perturbadoras. Como pôde o Brasil eleger e reeleger esse poste fabricado por um farsante que celebra a ignorância? E como conseguiu o país sobreviver a uma figura assim?

27 agosto 2016 DEU NO JORNAL

O CONJUNTO DA OBRA E O JUÍZO FINAL

Percival Puggina

O PT nasceu com aspirações à santidade. Tão metido a santo que nunca hesitou em atirar a primeira pedra. Não porque necessariamente houvesse pecado, mas porque havia pedras.

Não há impositiva relação de causa e efeito entre crime de responsabilidade e impeachment. Não poderia haver este sem aquele, mas poderia haver aquele sem este. No caso atual, é o desastroso conjunto de pecados que determina, ante o crime de responsabilidade cometido, a condenação num juízo político. A propósito, aprendi no catecismo que o pecado pode acontecer por pensamentos, palavras, atos e omissões. Informo a quem considere piegas esta informação, que a vida, com enxurrada de exemplos, me ensinou o quanto ela é correta. É através desses meios que cometemos todas as nossas faltas. E para o ser humano, não as reconhecer, em qualquer das quatro formas, é o mais danoso de todos os erros.

Enquanto assisto a primeira sessão do juízo final de Dilma Rousseff, percebo, em sua defesa, a continuidade dos mesmos pecados. A mensagem que recentemente (16/Ago) leu à Nação e ao Senado registra pela primeira vez a palavra “erro”, ainda que numa frase com sujeito oculto. Erro de autoria não identificada. Tornou-se evidente, ali, a contradição entre a Dilma do dia 15 de agosto, mergulhada “num pote até aqui de mágoas”, tomada pela ira e arrogância, e a Dilma que acordou no dia seguinte humilde, propondo diálogo e união em torno da pauta que lhe convinha. Qual a Dilma real? Se algum dia existiu, evaporou-se entre Lula e João Santana. Personagens tão divergentes quanto os que ela encarna só podem ocorrer numa encenação. Um deles é falso. Ou todos o são. Na política isso é pecado mortal.

A situação se agrava quando assistimos o comportamento da defesa da presidente afastada no Senado Federal. Primeiro, rasga e joga no lixo a carta do dia 16 de agosto (no que vai bem porque o inaproveitável programa ali proposto prorroga por dois anos o sanatório institucional em que temos vivido). Em seguida, reitera o velho e conhecido sintoma da psicopatologia petista. Entenda-se: o PT é um partido que nasceu em sacristias e conventos, com aspirações de santidade. Tão metido a santo que nunca hesitou em atirar a primeira pedra. Não porque necessariamente houvesse pecado, mas porque havia pedras.

Quis ser, e por bom tempo muitos o viram assim, um guia de peregrinos, objeto de veneração. Ainda sem pieguices, torna-se oportuno outro ensino de catequese: ou nossa vida se modela segundo aquilo em que cremos ou nossa crença se conforma ao modo como vivemos. Então, o petismo não reconhece os males que causou ao país. Só tem dedos para o peito alheio. Não tem unzinho sequer para as próprias culpas. Com três tesoureiros presos, o partido se considera um santo incompreendido e, para evitar martírio, extingue a função. Na história universal é o primeiro partido político com muita grana e sem tesoureiro.

Voltemos, porém, à primeira sessão do juízo final de Dilma Rousseff. Lá estão seus senadores usando todas as manhas possíveis para retardar o andamento dos trabalhos. Depois de seu governo haver feito tudo que fez, depois de ter caído na mais profunda desgraça, seus senadores estão servindo à nação mais e mais do mesmo. Não ruborizam pelos malefícios causados ou pela quadrilha instalada no coração do governo. Declaram-se ofendidos, isto sim, porque alguém os acusa de retardar o andamento das sessões e de todo o julgamento. E a nação a tudo vê. Temos aqui um dos muitos motivos da desgraça moral em que afundou o partido que governou o Brasil durante 13 anos consecutivos. É o pecado mortal de se achar sem pecados, de negar o que fez e faz, mesmo quando todos assistem aquilo que é feito. Eis a definitiva essência do conjunto da obra.

27 agosto 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – SÓ OS CEGUINHOS NÃO ENXERGAM A CLARA REALIDADE

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Lula era “chefe” e Marisa “madame” em mensagens da OAS, diz PF em relatório final do primeiro indiciamento do ex-presidente na Lava Jato, em Curitiba.

Delegado reuniu comunicação de Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira, para provar que o casal acompanhou e orientou reformas que são propinas

A Polícia Federal reuniu como provas de que a OAS teria custeado reforma no tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá (SP) em benefício do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva notas fiscais, documentos encontrados nas buscas e análises de mensagens dos celulares dos investigados.

O petista, a mulher, Marisa Letícia, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e dois ex-executivos da empreiteira foram indiciados nesta sexta-feira, 26, pela Operação Lava Jato, em Curitiba.

(Lula) recebeu vantagem indevida por parte de José Aldemário Pinheiro e Paulo Gordilho, presidente e engenheiro da OAS, consistente na realização de reformas no apartamento 174”, informa relatório final do inquérito assinado pelo delegado Márcio Adriano Anselmo.

O imóvel recebeu obras avaliadas em R$ 777 mil, móveis no total de R$ 320 mil e eletrodomésticos no valor de R$ 19 mil – totalizando R$ 1,1 milhão.

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* * *

O Brasil inteiro sabe disto.

Menos a militância vermêio-istrelada, claro.

E também o colunista do JBF Goiano, como é de amplo conhecimento da comunidade fubânica.

Disse, digo e repito: a nossa Polícia Federal, instituição autenticamente republicana, é phoda!

Orgulho da banda decente do Brasil.

Merece os nossos aplausos.

EXPLICADOR1

27 agosto 2016 DEU NO JORNAL

CANALHA PARLAMENTAR BANÂNICA

Na retomada do julgamento da presidente-ré, Dilma Rousseff, após a discussão entre os senadores Lindbergh Farias e Ronaldo Caiado que teve até empurra-empurra e causou a interrupção da sessão, o presidente do Senado, Renan Calheiros, pediu a palavra e criticou os senadores dilmistas: “Ontem, a senadora disse que o Senado não tem moral para julgar. Como uma senadora pode fazer uma declaração dessa, exatamente uma senadora que conseguiu há 30 dias que o presidente do Senado conseguisse no Supremo Tribunal Federal desfazer o seu indiciamento e o do seu marido”.

Gleisi Hoffmann retrucou e chamou Renan de “canalha”. 

Em junho, Paulo Bernardo – o marido de Gleisi e ex-ministro de Dilma e Lula -, foi preso pela Polícia Federal na Lava Jato, acusado de montar um esquema de fraudes na liberação de créditos consignados que teria desviado cerca de R$ 100 milhões.

* * *

Uma coisa é certa: os dois se conhecem muito bem.

São anos de convivência no mesmo plenário, comendo no mesmo cocho.

São irmãos de ratoeira.

De modo que, o que um diz sobre a outra, e vice-versa, tudo passa na casa da verdade.

gleisi hoffmann e renan calheiros

“Renan, meu querido, tu tás afim de me sacanear a enfiar a pica no meu toba, num é???”

27 agosto 2016 DEU NO JORNAL

ARENGA FAMILIAR

A 800 quilômetros de Brasília, a cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, teve uma reviravolta política.

O ex-ministro do governo Dilma Edinho Silva vai disputar o cargo de prefeito e terá como principal adversária na eleição municipal a ex-mulher, Edna Martins, com quem tem um filho de 27 anos.

Detalhe: a sua ex-esposa se filiou ao PSDB no ano passado para disputar o executivo municipal.

Edna e Edinho foram casados nos anos de 1980 e se conheceram nos tempos de militância no PT

* * *

Ex-mulher é phoda.

Conhece o cabra de cama, mesa e banho.

Por conta disto, pelo fato de saber tudinho sobre o ex-marido, é que ela mudou de partido…

Os dois, Edinho e Edna, se conheceram nos anos 80 do século passado, quando eram ambos militantes do PT

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Edna: “Vou fazer o mesmo que ele fazia comigo: botar no seu furico vermêio!”

27 agosto 2016 DEU NO JORNAL

AMADORES

A Polícia Federal afirma que interceptações telefônicas da Operação Decantação, deflagrada na quarta-feira (24), revelam o ajuste por uma propina de R$ 6 milhões entre o presidente da Empresa Saneamento de Goiás (Saneago), José Taveira Rocha, e o diretor de Gestão da Saneago, Robson Salazar.

A suspeita é de que o esquema tenha abastecido campanhas políticas do PSDB no Estado.

Em diálogo de 18 de dezembro de 2015, Rocha e Salazar citam o “governador”. Para os investigadores, trata-se de uma referência ao governador Marconi Perillo (PSDB), que está em seu quarto mandato.

A PF apura se a campanha do tucano foi beneficiada com recursos desviados da Saneago.

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Estes tucanos são amadores perto dos guabirus profissionais.

Uma propina de apenas 6 milhões de reais é uma minxaria irrisória se comparada ao que já vimos nos últimos anos.

Aprendam a roubar direito, seus emplumados incompetentes!!!

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26 agosto 2016 DEU NO JORNAL

BOAS NOVAS

O PT insiste na lorota de que Lula é “certo” para vencer as eleições de 2018, mas faltou combinar com 71% dos eleitores, que não votariam nele de jeito nenhum para presidir o Brasil uma terceira vez, segundo levantamento do Paraná Pesquisas.

O ex-presidente é, de longe, o presidenciável mais rejeitado. Até na região Nordeste, onde o PT teve a maioria de seus votos em 2014, a rejeição de Lula chega a 55,9%.

Principal oposição ao PT, o PSDB não comemora. Aécio, Alckmin, e Serra são rejeitados por 56,7%, 61,9% e 56,4%, respectivamente.

Terceira colocada nas últimas eleições, Marina Silva (Rede) apresenta rejeição semelhante aos tucanos, 56,6% não votam na ex-petista.

Apesar de ser o “menos rejeitado”, com 55%, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem o menor índice de “votos certos”: só 9,6% votariam “com certeza”.

A pesquisa nacional do Instituto Paraná teve efeito de ducha fria, entre os dilmistas: a aprovação do governo Michel Temer, que no início mal passava de 15%, já chegou a 40,6%.

A aprovação de Dilma é de 7%.

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“Tô fudida: 7% é menor do que o tamanho do meu grêlo”

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Só tem boas notícias nesta nota aí de cima.

É pra levantar o nosso astral neste final de semana.

Um verdadeiro “doce de côco”

E, já que falei em doce de côco, vamos nos deliciar ouvindo um chorinho que tem este título, da autoria de Jacob do Bandolim.

Em duas interpretações: uma com ele mesmo no cavaquinho.

E a outra com a divina Elizeth Cardoso.

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26 agosto 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEXTA-FEIRA – ATÉ QUE ENFIM!!!!!!!!!!!!

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua esposa Marisa Letícia e mais três pessoas foram indiciados pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (26).

Eles foram indiciados por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro por suspeita de irregularidades na aquisição e na reforma de um apartamento tríplex do Edifício Solaris, em Guarujá, litoral de São Paulo, e no depósito de bens do ex-presidente.

Os outros três indiciados pela PF são: o ex-presidente da OAS, José Adelmario Pinheiro Filho (conhecido como Léo Pinheiro); o arquiteto Paulo Gordilho; e o presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto.

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Que notícia arretada que só a porra!

A banda decente do Brasil está feliz com esta providência da Polícia Federal.

Um polícia republicana e competente, que não dá uma única bola fora.

Parabéns pra esta fantástica instituição brasileira!

Enquanto isto, claro, os ceguinhos tabacudos devem estar completamente emputiferados.

Tomara que promovam um suicídio coletivo por hemorragia, enfiando o dedo no furico e rasgando até o umbigo.

Vamos comemorar, contribuintes brasileiros!!!!!!!!

Vamos comemorar com uma salva de fogos.

Até que enfim chegou a hora de Lapa de Canalha, indiciado pelos dois tipos de corrupção, a ativa e a passiva.

E ainda pra comemorar esta excelente notícia, só de sacanagem vamos botar uma admiradora dos petralhas pra cantar pra nós:

26 agosto 2016 DEU NO JORNAL

SENSO DE HUMOR

Criticado por letra machista, Frejat diz que falta senso de humor nas pessoas.

“Todo mundo quer princesa na mesa e uma fera na cama”, diz o cantor.

Mais do que tudo” está no repertório de show desta sexta-feira (26) em SP.

Frejat canta que quer “que ela seja linda, alta e use minissaia” e “uma princesa na mesa e uma fera na cama“, entre outros desejos chamados de machistas por usuárias do Facebook.

“Tem que ter um pouco de senso de humor e isso está faltando para as pessoas”, diz Frejat. “Eu não estou fazendo nenhuma pregação machista”, completa.

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Eu, que sou um cabra totalmente desinformado nesta praia do rock, não fazia a menor ideia de que havia neste país um cantor por nome de Frejat.

Quero apenas aproveitar a notícia para cutucar os tabacudinhos do “puliticamente correto”, estes babacas que pensam que pensam.

E que, além de chatos, não tem o menor senso de humor, uma mercadoria tão escassa na praça nos dias de hoje.

Enquanto aguardamos a chegada do final de semana, vamos ouvir o saudoso potiguar Elino Julião – cantor e compositor falecido em maio de 2006 -, cantando a composição que fez em parceria com Severino Ramos intitulada “Mulher de Verdade“.

Uma letra altamente feminista!!!

26 agosto 2016 DEU NO JORNAL

FANTASIA DE MULHER HONRADA

Augusto Nunes

Dilma Rousseff vai aparecer no Senado fantasiada de ilha de honestidade ameaçada de afogamento por um oceano de conspiradores golpistas. A vastíssima conjura mobiliza tucanos ressentidos com a derrota em 2014, machos inconformados com a ascensão de uma fêmea ao cume do poder, empresários que levam a mão ao coldre quando veem ex-pobres embarcando no avião, barões da imprensa insones com a erradicação da miséria, juízes treinados pela CIA para facilitar o assalto ao pré-sal, traidores que se disfarçavam de ministros e outras ramificações da colossal direita golpista.

Cumpre ao grupo de senadores sem medo fazer o que fariam jornalistas independentes caso Dilma superasse o pavor que lhe causa a ideia de enfrentar uma entrevista coletiva de verdade. A fantasia da mulher honrada ficará em frangalhos se confrontada com meia dúzia de perguntas que obriguem a depoente a tratar de assuntos dos quais sempre fugiu.

Por exemplo: que tal esclarecer se no time das brasileiras honestas onde vive se incluindo também joga Erenice Guerra? Ela mesma: a melhor amiga da presidente que também era chefe de quadrilha e acaba voltar ao noticiário político-policial a bordo de bandalheiras descobertas pela Lava Jato.

A lista de perguntas constrangedoras é interminável. Se despreza delatores, por que tentou incluir no julgamento do impeachment a delação de Sérgio Machado, o gatuno que manteve no comando da Transpetro?

O que tem a dizer sobre as revelações de Delcídio do Amaral, líder do seu governo no Senado?

Como pôde uma presidente fantasiada de faxineira fingir que nunca soube que a diretoria da Petrobras era infestada de corruptos?

Por que mandou o Bessias entregar a Lula aquele habeas corpus preventivo disfarçado de termo de posse?

Há mais, muito mais. Mas estes exemplos bastam.

Forçada a responder de improviso, Dilma vai contar mentiras com frases sem pé nem cabeça. Depois de cada tapeação, o autor da pergunta precisa registrar que a depoente não disse coisa com coisa, informar que ninguém entendeu o que disse e exigir que a depoente repita em língua de gente o besteirol gaguejado em dilmês castiço.

Ela merece.

26 agosto 2016 DEU NO JORNAL

CANALHA BANÂNICA

O desespero chegou de vez ao esquema de defesa da presidente ré Dilma Rousseff. Como tudo caminhou para confirmar a condenação dela, a ideia agora é que ela “dê um jeito” de chorar durante o seu depoimento diante dos senadores, agendado para a próxima segunda-feira (29).

A informação é de fonte parlamentar qualificada, com acesso às discussões internas sobre as estratégias de defesa da petista.

Nas discussões, uma senadora defensora do “choro” teatral de Dilma, disse que “nenhum homem resiste a uma mulher em prantos”.

Caindo no pranto, segundo seus estrategistas, Dilma passaria a imagem de uma mulher “frágil”, vítima do “machismo” e da “injustiça”.

Dilma não será tratada como ré, no plenário do Senado. Em vez do banco dos réus, ficará na mesa principal, com Ricardo Lewandowski.

A pedido dos petistas (que jamais atenderiam, se a situação fosse o inverso), a oposição não se opôs ao tratamento a Dilma.

crocodilo

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Enquanto aguardamos o derramamento de lágrimas da Crocodila Peidona no plenário do Senado, vamos ouvir um samba de Bezerra da Silva.

Samba dedicado a um canalha.

Mas que serve direitinho também pra uma canalha.

26 agosto 2016 DEU NO JORNAL

UM CASAL DE GUABIRUS

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) nomeou Esther Dweck, testemunha de defesa da presidente afastada Dilma Rousseff, para trabalhar como assessora parlamentar em seu gabinete. Esther Dweck é funcionária da Secretaria de Orçamento e Finanças, órgão vinculado ao Ministério do Planejamento. Nesta sexta-feira (26), Esther vai depor a favor de Dilma Rousseff em sessão do Senado Federal.

O PT pediu a suspeição do procurador Júlio Marcelo de Oliveira, concursado que não recebe dinheiro de partido.

Esther Dweck receberá salário de R$ 18,9 mil por mês. Ainda assim, nenhum partido pediu a suspeição da nova assessora de Gleisi.

Nesta quinta (25), Gleisi Hoffmann reitorou que os senadores não têm moral para discutir o processo de impeachment.

A própria senadora preencheu e assinou o formulário pedindo que a secretaria ceda a testemunha de defesa para trabalhar no Senado.

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De fato, os senadores não tem moral pra discutir o processo.

Sobretudo uma senadora que atende pelo nome de Gleisi Hoffmann, nome de destaque na cúpula da organização criminosa que atende pela sigla partidária PT.

Ela é casada com o também petralha Paulo Bernardo, preso em junho passado na operação Lava Jato.

Preso por conta de dinheiro roubado da Petrobras para a abastecer o cofre da ratinha do nariz empinado chamada Gleisi, não custa nada relembrar.

Enfim, Gleisi está certa quando diz que os senadores, aí incluindo o nome dela no começo da fila, não tem moral no fucinho.

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Um casal de guabirus da mais alta patente petralhal

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26 agosto 2016 DEU NO JORNAL

BIRUTA DE AEROPORTO

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Naquele que foi certamente o último ato público de que participou antes do início do seu julgamento pelo Senado, a presidente Dilma Rousseff mudou de direção.

Sem Lula ao seu lado e diante de sindicalistas e intelectuais reunidos pela Frente Brasil Popular contra o impeachment, Dilma disse que irá ao Senado se defender porque acredita na democracia.

– Não renunciei porque hoje existem espaços democráticos neste país. Eles (oposição) não obrigaram a me suicidar como obrigaram o Getúlio nem me fizeram pegar um avião para o Uruguai como fizeram com o Jango. E sabe por quê? Porque tem uma democracia aqui que lutamos para construir – declamou.

Bem, se ela reconhece que há uma democracia no país não pode mais falar em golpe. E como a democracia não passou a vigorar apenas desde ontem, o que antes ela dizia sobre um suposto golpe perdeu todo sentido.

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26 agosto 2016 DEU NO JORNAL

E AINDA TEM IDIOTA QUE ACREDITA NESTE CABRA SAFADO…

Relatório da Polícia Federal aponta que declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em depoimento à Operação Aletheia, em 4 de março deste ano, vão “em sentido contrário” a mensagens apreendidas pela Lava Jato. Naquela ocasião, Lula foi levado para depor obrigatoriamente pela PF, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e afirmou não conhecer o executivo Paulo Gordilho, ligado à empreiteira OAS.

Gordilho é um dos alvos nas investigações envolvendo o pagamento de benfeitorias no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), e no tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, que para a força-tarefa da Lava Jato são de Lula. Além de ser a dona do tríplex no Guarujá, a OAS – junto a Odebrecht – teria feito obras na propriedade rural em Atibaia.

No documento da PF, de 22 de junho deste ano, a PF destacou a troca de mensagens entre Paulo Gordilho, sua filha, Isnaia e Léo Pinheiro, dono da OAS. O relatório confrontou os diálogos com o depoimento de Lula em 4 de março.

“Na ocasião, em um dos momentos Lula revela que não conhece o senhor Paulo Gordilho, ex-diretor da OAS Empreendimentos, declaração esta que vai em sentido contrário do contexto da troca de mensagens inseridas, uma vez que pelo teor dessas mensagens era possível notar que havia alguma relação de proximidade entre Paulo Gordilho e o ex-presidente Lula”, aponta a Federal no documento.

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Como costuma dizer minha querida amiga Maria Cu-de-Apito, dona de puteiro em Palmares, este cabra “mente mais do que a cega Dedé“.

Lapa de Mitômano assim se comporta porque ele sabe que pode contar com a credibilidade dos ceguinhos tabacudos que ainda canonizam o maior mentiroso que já esteve no comando deztepaiz.

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Mentiroso Contumaz tomando cana enquanto seu amigo Paulo Gordilho tira o retrato

25 agosto 2016 DEU NO JORNAL

TÁ DEMORANDO MUITO, TÁ DEMORANDO DEMAIS…

O Ministério Público Federal pediu ao juiz federal Sergio Moro a condenação do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, do marqueteiro das campanhas de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, João Santana, e da mulher dele, a empresária Mônica Moura, além de outras cinco pessoas, por envolvimento em pagamento de propinas em obras de quatro plataformas contratadas pela Petrobras via Sete Brasil – empresa criada para construir 28 sondas que seriam destinadas à exploração da camada pré-sal.

O pedido da força-tarefa da Operação Lava-Jato foi feito em alegações finais do quarto processo criminal a que Vaccari responde sob acusação de envolvimento em corrupção e lavagem de dinheiro.

Ele já cumpre execução provisória de pena de 24 anos e quatro meses de prisão.

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A Petrobras administrada e aparelhada pela cumpanherada petralha, não custa nada ressaltar e relembrar.

E Nove Dedos???

Quando é que ele vai obrar de cócoras no boi em Curitiba???

Hein????

Tá demorando muito…

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Lapa de Canalha e Vaca Peidona, uma parelha que fudeu e arrasou a nossa maior estatal


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