30 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
NO FURICO DO CONTRIBUINTE

O Tribunal de Contas da União mostrou que deveriam ser devolvidos R$ 7 bilhões cobrados a mais, por erro na metodologia nos cálculos das tarifas.

O ministro Valmir Campelo despachou o caso para a Agência Nacional de Energia Elétrica, que não cogita devolver o afano ao consumidor. A Aneel desqualificou a auditoria do TCU, afirmando que não cabe devolução dos cálculos errados de tarifas entre 2002 e 2009.

Confirmada a auditoria, o governo está bancando a redução com o próprio bolso do contribuinte. O governo põe num bolso e tira do outro: o Tesouro Nacional vai torrar R$ 8,46 bilhões para bancar a redução das tarifas de energia elétrica

* * *

Como costuma dizer Natan, “Tá bom pra tu?”

Recomendo à comunidade fubânica seguir o conselho da Presidenta Dilma na televisão, quando anunciou a redução de 18% na conta de luz residencial: “nada de pessimismo”.

Continuo acreditando na Dama da Priquita de Aço e acreditando, mais ainda, no ex-presidente Lula.

Sou um homem crédulo.

Polodoro não vai rinchar hoje porque amanheceu resfriado.

30 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
DEPOIS VEM O RESTO

Petrobras anuncia reajuste de 6,6% para a gasolina e de 5,4% para o diesel.

Prestes a divulgar uma queda de lucro e de produção em 2012 e após meses de pressão de investidores, a Petrobras anunciou ontem um reajuste na gasolina e no diesel, que deve injetar R$ 600 milhões mensais no caixa da companhia e aliviar as perdas com a diferença dos preços nos mercados externo e interno.

* * *

A competente e operante cumpanherada vermêia que há uma década aparelha os quadros funcionais da Petrobras celebra com estridência e agradece do fundo do coração.

Bom dia e uma excelente quarta-feira pra todos vocês!

Um sambinha pra gente iniciar o expediente:

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29 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
DESCASO REVOLTANTE

Flávio Tavares

Depois do horror e do luto, o caminho mais árduo vem agora – definir as responsabilidades e as culpas, para que a tragédia de Santa Maria não seja lembrada, apenas, quando se repita no futuro, noutro lugar e noutra dimensão. Sim, pois a fatalidade e os acidentes não existem como algo autônomo, não têm corpo nem movimento. São, apenas, invenção humana para tentar justificar o injustificável. Tudo aquilo que o desleixo nunca procurou evitar, passa a chamar-se “fatalidade” ou, no mínimo, “acidente”.

Essa mentira supera a linguagem e vira um estilo, como agora, em que ninguém assume responsabilidades. Na tragédia de Santa Maria, tudo é absurdo e irônico. O país e o mundo lá puseram sua dor, mas todos são evasivos. O governador gaúcho pediu não antecipar culpas sobre as causas “antes do final da perícia”, como se não fosse fácil entender que uma boate para 900 pessoas, lotada com quase o dobro, não poderia ter só uma porta, sem saídas de emergência. O prefeito municipal (experiente político, deputado estadual por 30 anos) desconversou quando a TV lhe fez a pergunta. O comandante do Corpo de Bombeiros, idem. “As licenças estavam em ordem e havia extintores”, mas estes não funcionaram.

No horror da boate Kiss, “Beijo”, propriedade da “Santo Entretenimento Ltda”, a ironia começa na denominação e se amplia na nota em que se desculparam pela tragédia. Escreveram: “A bem da verdade, diante dos inúmeros boatos sobre o ocorrido, esclarecemos que a situação da empresa se encontra regular, com os equipamentos previsíveis e necessários para proteção e combate contra incêndio, aprovado pelo Corpo de Bombeiros, adequado às necessidades da casa e de seus frequentadores”. E conclui “creditando o terrível acontecimento a uma fatalidade que só Deus tem condições de levar…”.

Os 231 mortos são um boato e a fatalidade é divina? Ou houve um homicídio coletivo, programado como entretenimento num cenário de morte, com a desídia de todos? Agora, tudo se juntou – cobiça, sanha de lucro fácil, descaso e irresponsabilidade dos donos da boate, mais a fiscalização carcomida pelo desleixo ou pelo suborno, que só olha papéis. E tudo envolto na nuvem do grupo musical que, com a irresponsável pirotecnia, prometia “o auge”, um orgasmo de acordes e chispas.

* * *

A tragédia exige pensar a fundo e indagar sobre o hedonismo da sociedade de consumo, que transforma tudo em mercadoria de venda fácil. Mais do que lugar de diversão, as boates são catedrais do aconchego e do amor. Ali os jovens expõem sonhos e devaneios, trocam abraços e beijos. Por isso, morrer numa boate é como ser executado pelas costas pelos próprios sonhos. Se uma ponte caísse, engolindo ônibus e carros, seria também brutal mas haveria, pelo menos, possibilidade de explicação técnica.

A tragédia de agora não nasce de um erro técnico em algo sofisticado. Nasce do crime em algo simples, da cobiça de irresponsáveis e de um poder público burocrático, incapaz de “licenciar” corretamente sequer a diversão.

Santa Maria não é um caso isolado. É o retrato da nossa tolerância com o engano.

29 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
ROYALTIES QUE RENDEM VOTOS E HOYTES

Seria cômico se não fosse deprimente. Mas no primeiro dia do encontro dos prefeitos, em Brasília, já deu para sentir o nível de instrução e escolaridade de alguns mandatários de cidades do país.

A presidente da União dos Municípios da Bahia, Maria Quitéria, resolveu estender uma faixa, na Esplanada, para marcar posição e reivindicar seu quinhão na distribuição dos royalties do petróleo. Até aí, beleza.

Mas eis o texto: “A presidenta da União dos Municípios da Bahia, Maria Quitéria, e os prefeitos baianos presentes na luta dos hoyts (sic) pela Bahia e pelo Brasil”.

* * *

A Sra. Maria Quitéria, como fiel seguidora dos princípios educacionais de Banânia contemporânea, apenas está aplicando na prática (e na faixa…) os ensinamentos da Pedagogia do Lascado, implantada pelo Socialismo Muderno. Aquela Pedagogia que determina que “o certo é falar e escrever errado” e que 10-7=4.

E ninguém tem o direito de “atacar pedra“, como disse o ex-presidente Lula no Maranhão num discurso em defesa de Roseana Sarney. Oiça a prenúncia de “Son Paulo“, “Rosiainia” e “atacar predas“, conforme ensina a muderna gramática banânica, clicando aqui.

Dona Quitéria está certa e antenada com o tempo macunaímico atual. Inda mais em se tratando da porra de uma palavra estrangeirada, imposta pelos imperialistas ianques ao resto do mundo.

Quem quiser mais detalhes e informações sobre a Pedagogia do Lascado, é só rever um vídeo postado no JBF em dezembro passado (clique aqui)

29 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
DIREITOS ZUMANOS

Conselheiro do CNJ, Wellington Saraiva usou o twitter nesta manhã para criticar o Direito Penal brasileiro que, segundo ele, é benevolente com réus e despreza as vítimas e suas famílias.

Saraiva diz que, se condenados por homicídio culposo, os responsáveis pelo incêndio de Santa Maria não serão presos e poderão cumprir a pena prestando serviços comunitários e pagando cestas básicas.

Num dos posts, Saraiva fala que devido à “benevolência de nossa lei e jurisprudência criminal” a punição para os culpados deve ser “pífia”.

* * *

Coitado do Conselheiro Wellington…

Os muderninhos que militam no puliticamente correto e que lutam vigorosamente pelos direitos dus manos, vão cair de pau em cima dele.

Aqui mesmo no JBF estes militantes são muito ativos. Quem tiver doido, fale mal de criminosos ou das leis penais de Banânia.

Aguardem que, em breve futuro, serão promovidos jantares destinados a arrecadar dinheiro pra pagar as multas que os donos da boate de Santa Maria irão receber. 

29 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
O MONSTRO ACORDOU

Luiz Garcia

A imposição de censura à imprensa é um instrumento típico do arsenal de recursos usado por regimes de força – ou seja, ditaduras com variados graus de limitações à liberdade de pensamento e ação dos cidadãos.

Em todos os regimes democráticos de boa estrutura, há limites para a manifestação de opinião, visando a impedir e punir três tipos de abusos bem conhecidos: injúria, difamação e calúnia. Nada além disso, obviamente.

Mas é realmente espantoso que num país como o nosso, com um regime democrático firmemente estabelecido, descubra-se que juízes, supostamente guardiães das liberdades vitais para o sistema político, recorram à censura dos meios de comunicação.

Devemos à Associação Nacional de Jornais a descoberta – um tanto tardia – que o velho monstro despertou entre nós. Um levantamento da ANJ revela que em 2008 foram seis casos; no ano seguinte, dez episódios; depois, respectivamente, 16, 14 e 11.

Um caso típico aconteceu em Vitória, no Espírito Santo: a juíza Ana Cláudia Soares determinou ao jornal eletrônico “Século Diário” que eliminasse editoriais e notícias sobre ações de um promotor de Justiça.

Há registro de outros episódios recentes, em Macaé, no Estado do Rio, e no município gaúcho de Cachoeira do Sul. Ninguém prestou atenção porque foram decisões de efeito local.

O Supremo Tribunal Federal criou, em novembro do ano passado, no Conselho Nacional de Justiça, por iniciativa do hoje aposentado ministro Carlos Ayres Britto, o Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa. Registre-se que ele foi apenas criado: ainda não funciona.

E esse organismo não terá poderes de impedir o gosto de juízes pela censura: vai apenas examinar casos e discutir o problema. O próprio Ayres Britto já disse que o fórum não castigará qualquer juiz: sua principal atividade será estimular a discussão do problema.

Um porta-voz da ANJ, que terá assento no fórum, disse esperar que os juízes de primeira instância entenderão o recado implícito na criação do órgão. Mas talvez seja excesso de otimismo: pode-se considerar provável que juízes que não levam em conta o direito universal à liberdade de expressão também ignorem opiniões que não estejam acompanhadas por alguma forma de punição.

Afinal de contas, quem se porta mal e não é castigado muito raramente muda de comportamento. Isso vale tanto para crianças como para adultos.

28 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
ELEIÇÃO DE SUSPEITOS

Ricardo Noblat

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Nunca antes na história do Congresso a eleição para presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados reuniu num mesmo ano candidatos tão descaradamente suspeitos de corrupção – no caso, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Uma vez eleitos, o mais comum é que os ocupantes dos dois cargos acabem acusados por crimes menores. Do tipo o emprego de parentes.

Houve uma exceção recente: Severino Cavalcanti (PP-PE), conhecido na época como o Rei do Baixo Clero, renunciou à presidência da Câmara porque se tornou público em 2005 que recebera um mensalinho de R$ 10 mil pago por um concessionário de restaurantes. Baixo Clero era a turma dos políticos fisiológicos dedicados a extrair vantagens financeiras do mandato. A turma cresceu tanto que a denominação perdeu o sentido.

O Senado, que não tinha Baixo Clero, hoje tem. Algum culpado em especial? Bem, José Sarney estava destinado a passar à história como o presidente da redemocratização do país. Goste-se ou não dele, Sarney contribuiu para remover o entulho autoritário deixado por 21 anos de ditadura e alargou o quanto pôde os limites da liberdade. Não importa que assim tenha procedido mais por fraqueza do que por força. Poderia ter atrapalhado se quisesse. Não quis. Tinha direito a um mandato de seis anos, por exemplo. Tentaram subtrair-lhe dois anos. Cedeu um.

Agora, Sarney parece condenado a passar à história como o presidente da desmoralização do Senado. Ninguém presidiu tanto o Senado e influenciou tanto o seu destino nos últimos 17 anos como Sarney. O primeiro mandato dele como presidente do Senado transcorreu entre 1995 e 1997. Sarney fez seu sucessor – Antonio Carlos Magalhães, que presidiu o Senado por dois mandatos consecutivos. Renunciou ao segundo mandato para não ser cassado. Violara o sigilo dos votos durante uma sessão.

Sarney votou em Jáder Barbalho, ministro da Previdência Social do seu governo, para suceder Antonio Carlos. Acusado de ligação com o desvio de dinheiro do Banco do Estado do Pará, Jáder acabou obrigado a renunciar ao mandato para escapar de ser cassado por quebra de decoro. Edison Lobão, homem de confiança de Sarney, presidiu o Senado em seguida. E aí deu lugar novamente a Sarney entre 2003 e 2005.

Renan Calheiros comandou o Senado de 2005 a 2007 apoiado por Sarney. Não chegou a completar o mandato: renunciou à presidência para driblar o risco de perder o mandato de senador. Descobriu-se que o lobista de uma empreiteira pagava a pensão devida por Renan à mulher mãe de uma filha dele fora do casamento. Renan tentou provar que tinha gado suficiente para justificar seu patrimônio. A Polícia Federal constatou que não. Na última sexta-feira, o Procurador Geral da República denunciou Renan ao Supremo Tribunal Federal por uso de notas fiscais frias.

Por mais duas vezes, Sarney presidiu o Senado – de 2009 até hoje.

Renan está prontinho para sucedê-lo. Nada o ajudou mais para se eleger outra vez presidente do Senado do que a CPI do Cachoeira. Ali, ele se empenhou em salvar a pele dos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF), Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, jornalistas e do próprio Cachoeira. E conseguiu.

A garantia da eleição de Renan para a presidência do Senado e a de Henrique para a presidência da Câmara repousa na identificação irretocável dos dois com a esmagadora maioria dos seus pares.

28 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
BANÂNIA AFRICANA (UMA DELAS…)

A filha mais velha do presidente de Angola, Isabel dos Santos, é a 1º mulher bilionária da África, segundo reportagem da revista Forbes.

Isabel entrou no mundo dos negócios em 1997, quando abriu um restaurante em Luanda (capital de Angola), chamado Miami Beach.

Segundo a Forbes, a empresária possui participações em três empresas cotadas na Bolsa de Valores em Portugal: Zon (tecnologia), BPI e BIC (bancos).

No país e no exterior, a empresária é acusada de ser favorecida pelo governo administrado pelo pai, o presidente José Eduardo dos Santos.

* * *

Essa cabrita tá matando Lulinha de inveja…

A propósito desta fantástica fortuna, corre uma lenda em Angola, estimulada por boateiros governamentais, segundo a qual os bilhões da moça vem de uma cobra, pertencente ao seu marido, que “cospe dinheiro” todos os dias. A cobra do marido cospe dinheiro na conta e gala na tabaca da moça.

Como o eleitorado angolano é tão politizado e informado quanto o de Banânia, todos acreditam piamente na existência dessa cobra generosa. E coitado do oposicionista que ousar duvidar da honestidade da filhinha ou do paizinho. Existe até um movimento cujo lema é “Mexeu com eles, mexeu comigo”

Num país de nome Banânia, também temos uma cobra chamada Corrupção Impunidade da Silva que cospe dinheiro na conta de filhinhos de papais presidentes.

Isabel dos Santos, a Lulinha angolana

O JBF já se ocupou deste tema, enriquecimento da herdeiros presidenciais, em várias oportunidades. A última delas foi em julho do ano passado. Aliás, uma postagem na qual existem dois linques que remetem pra matérias interessantes sobre este assunto.

Bem interessantes mesmo (clique aqui para ler).

27 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
O PAÍS É DE TODOS

Miriam Leitão

A mensagem da parte final da fala da presidente Dilma Rousseff lembrou o princípio usado na propaganda oficial do governo Médici. Confundiu crítica, ou análise que contrarie o discurso oficial, com falta de amor à pátria. Misturou governo e nação.

Como sabem os que combateram o regime, entre eles a própria presidente, governos são sempre temporários e não são a encarnação da país.

Discordar de uma decisão governamental, apontar riscos, não é torcer contra. Só governos de índole autoritária fazem esse tipo de interpretação. Se esse for o tom da campanha da presidente por mais um mandato será lamentável.

Convocar rede nacional de TV e rádio para o início extemporâneo de campanha eleitoral é irregular. A rede está à disposição do governante para assuntos de interesse coletivo e para informações úteis para a população.

Convocá-la para anunciar a queda do preço da energia faz sentido, o que transformou a natureza do pronunciamento foi o tom escolhido pelo marqueteiro da presidente, na segunda metade do texto lido por ela, de ataque a todos os que não cultuam o governo. Seria, segundo diz a peça publicitária, coisa de gente sem fé no Brasil.

A primeira parte foi apresentação entusiasmada da sua visão da conjuntura, o que é normal. Depois, virou palanque fora de época. Mas, por uma questão de método, nenhum gestor, público ou privado, deve acreditar na inexistência de risco de curto, médio e longo prazos em qualquer projeto.

A queda do preço da energia tem o benéfico efeito de reduzir o custo das empresas, aumentando a competitividade do país, e de diminuir o peso da luz no orçamento das famílias. Ótimo.

O problema é que a medida teria que vir com uma campanha de redução do consumo, porque neste exato momento o baixo nível dos reservatórios está exigindo o uso das térmicas que encarecem a energia. Portanto, quanto maior for a demanda, mais alta fica a conta a ser paga mais tarde.

Se a redução do preço for entendido como um estímulo ao consumo, num momento de escassez, o resultado será o oposto do que busca o programa.

Parte da redução do preço será coberta por recursos do Tesouro, o que, no final das contas, é dinheiro de todos nós. Parte é resultado da antecipação do fim dos contratos com as empresas. A elas foi dado um prazo exíguo e duas opções: permanecer com o mesmo contrato até a sua expiração ou renová-lo por 30 anos com uma indenização pelo investimento ainda não amortizado. Os cálculos do que seria pago às empresas foram abaixo do que se esperava.

Algumas recusaram e isso não as faz inimigas do país, integrantes do pessoal “do contra”. Foi uma decisão gerencial. Se o próprio governo ofereceu dois caminhos é porque ambos eram possíveis e tinham perdas e ganhos. A maioria das que aceitaram a fórmula do governo é de estatais federais.

Há vários fios desencapados no setor de energia e seria bom se o governo tivesse uma atitude mais sóbria em relação ao tema.

O atraso nas linhas de transmissão, principalmente as que estão sob a responsabilidade da Chesf, é uma das inúmeras frentes de trabalho. O setor de transmissão precisa de muito mais investimento para renovação das linhas e modernização de sistemas obsoletos. As empresas têm que investir mais, e a maneira como foi conduzido esse programa as descapitalizou.

A queda das ações torna difícil buscar recursos no mercado de capitais e limita o endividamento.

As hidrelétricas construídas muito longe dos centros de consumo exigirão um enorme esforço para não se reproduzir, em grande escala, o que está acontecendo com os parques eólicos: começarem a gerar antes de estarem prontas as linhas de transmissão. O custo total para o país de não usar os parques eólicos pode chegar a R$ 1 bilhão.

Há dentro do governo relatórios alertando para vários desses riscos. De vez em quando a imprensa consegue capturar um. Ou há gente “do contra” infiltrada ou o governo deveria avaliar esses alertas internos com mais atenção.

Há fatos intrigando especialistas ouvidos pelo governo que podem indicar que há sistemas de previsão internos que precisam ser aperfeiçoados. Tudo isso deveria estar sendo analisado com cuidado. Mas o governo preferiu transformar a energia em bandeira política e entregou o tema ao maniqueísmo próprio dos marqueteiros das campanhas eleitorais.

26 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
JÁ COMEÇOU A QUEDA PROMETIDA

Fortaleza enfrentou um apagão de 15 minutos na manhã desta sexta-feira, dois dias depois de a presidente Dilma Rousseff anunciar em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV a redução da tarifa de energia elétrica.

Toda a cidade ficou sem energia elétrica das 9h às 9h15, o que afetou quase 300 mil usuários. Cerca de 300 semáforos da capital ficaram desligados até o final da manhã, causando caos no trânsito.

* * *

O que eu achei estranho é que a Chesf, a responsável pelo fornecimento de energia, soltou uma nota dizendo que a interrupção foi “indevida“, pois os serviços de melhorias que estão sendo feitos na estação de 69 quilowatts “não necessitavam de desligamento.”

Uma atitude inusitada e que me deixou espantado. Esse povo reconhecer que fez merda é um fato raríssimo. E tem mais:

O cabra que assinou a nota disse vai fazer uma apuração completa para “identificação dos responsáveis”. Que nunca serão punidos. Como já sabemos. E aí nada tem inusitado e fica restabelecida a rotina.

26 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
A SOMBRA NO PÉ DE DILMA

Sandro Vaia

Enquanto a oposição pisava nos astros distraída e a presidente ia à televisão anunciar uma redução mágica nas contas de energia que pagaremos do mesmo jeito via impostos, era dada a largada da luta sucessória de 2014.

Por enquanto, é uma luta sucessória inusitada: todos os candidatos , assumidos ou não, são do mesmo lado, o do governo. Tudo indica que Dilma será candidata à sua própria sucessão, mas o voluntarismo de Lula intrometendo-se nos governos de suas criaturas, dá o que pensar.

Eduardo Campos, esse estranho projeto de semi-oposicionista a longo prazo e incondicional situacionista a curto prazo, parece mais um ensaio de orquestra para o concerto de 2018 do que uma opção real para 2014.

No campo da oposição, parece certo que o ungido é mesmo o senador Aécio Neves (apesar da eloquentemente silenciosa falta de apoio do eterno José Serra), embora o processo de aquecimento das suas turbinas oposicionistas seja de uma lerdeza exasperante, considerando a sua ausência dos debates nacionais que exigem vozes consistentes que digam efetivamente a que vieram e o que querem para o País.

Tanto é verdade que depois do rancoroso pronunciamento da presidente da República, ao anunciar a redução das tarifas de energia ao mesmo tempo em que acusava a oposição de quase crime de lesa pátria, a sua voz de protesto só se fez ouvir timidamente por escrito depois da fria e dura nota escrita pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra.

A oposição sequer teve força de manifestar, com a devida veemência, a sua opinião a respeito da escandalosa intromissão do ex-presidente Lula nos assuntos administrativos da prefeitura de São Paulo e na sua auto-nomeação como coordenador político da base do governo no Congresso.

Lula não suporta o silêncio e não consegue viver sem ser cortejado pelos admiradores de seus poderes para-divinos, que não se envergonham de compará-lo a Deus de maneira tão bajulatória que ele próprio parece ter se convencido de seus poderes extra-terrenos.

Todas as vozes oficiais do governismo saíram a repetir disciplinadamente que a presidente Dilma será candidata à sua própria sucessão, mas ninguém parece ter se dado conta de que a sombra do Criador não desgruda da imagem da Criatura e que isso só faz diminuir-lhe a autonomia e a estatura de estadista que ela possa pretender construir para si.

A fala zangada da TV no dia do anúncio da redução das tarifas de energia foi, inequivocamente, uma reafirmação de sua candidatura.

Resta saber se ela está mais incomodada mesmo com a inoperante e inofensiva oposição ou com a sombra que não larga do seu pé.

26 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
QUEM FOI NA CUNVERSA, LASCOU-SE

Mais de 60% das famílias brasileiras começaram o ano com dívidas, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio.

Entre as famílias pesquisadas em janeiro, 60,2% relataram ter dívidas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro ou seguros.

* * *

Várias destas famílias têm entre elas milhares de leitores fubânicos.

Aconselho a todos a entrar na justiça contra aquele sujeito. Aquele que tirou todos vocês da miséria e aconselhou a torrar a riqueza bondosamente doada pelo Socialismo Muderno na febre do consumo.

Por fim, pra encerrar esta postagem, quero apenas dizer uma coisas: Eu acho é pouco!!!!!!!!!!!!!

Jumento comerciante assediando a freguesia: “Se quiser consumir mais um pouquinho, ainda tem 39 cm de pajaraca em promoção e a preço baixo; pode pagar em até 60 vezes no cartão; o ministro Mantega garante”

26 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
GRANDE MÍDIA NÃO DERRUBA O PT

José Dirceu

A oposição e a grande mídia bem que se esforçam, mas não é tão simples como pretendem desconstruir o PT, sua principal liderança – o ex-presidente Lula – e o atual governo da presidenta, Dilma Rousseff.

Como prova disso, pesquisa realizada pelo Ibope e publicada no jornal O Estado de S. Paulo no último domingo mostra que o Partido dos Trabalhadores continua sendo o preferido dos brasileiros, enquanto o PSDB, muito atrás, registrou grande queda no Sudeste, onde estão seus eleitores mais fiéis.

Evidentemente o jornal preferiu destacar em sua matéria o suposto apartidarismo dos brasileiros, uma vez que 56% dos entrevistados disseram não ter nenhuma preferência por partido, contra 44% que apontaram inclinação por alguma legenda. Em 1988, os números eram invertidos, com 61% partidarizados e 38% sem preferência.

O jornal força uma análise do “desencanto com os partidos”, associando-o aos escândalos políticos dos últimos anos, como se 44% da população que se coloca simpática às legendas fosse um contingente desprezível. Além de não ser, vivemos em todo o mundo ocidental democrático um momento de redução da identificação da sociedade com as legendas políticas.

Em declaração na própria matéria do jornal, o cientista político Carlos Melo afirma que fatores históricos como a queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética ajudam a explicar o fenômeno.

Exaltaram, com euforia, a queda na popularidade do PT, que com 33% da preferência em pesquisa semelhante realizada em 2010, aparece nesta última com 24% de apoiadores. Acontece que, de acordo com os dados da pesquisa, praticamente todas as legendas perderam simpatizantes.

O PSDB, cuja preferência na região Sudeste, onde se concentra sua base, já chegou a 14%, hoje, não tem mais de 7% de adeptos. E o PMDB, que no governo Sarney, logo após o Plano Cruzado, já teve a preferência de 26% dos brasileiros, hoje tem apenas 6%.

Além do mais, o fato de o PT continuar sendo o preferido dos brasileiros, mesmo no auge de uma campanha intensiva da oposição e de setores da imprensa para desmoralizar suas conquistas e desmerecer o projeto político iniciado há dez anos com o ex-presidente Lula, não é pouca coisa.

O partido não apenas se mantém na liderança, como também se distancia dos demais em termos de popularidade, com índice de apoiadores quatro vezes maior que o do PMDB, indicado por 6% dos entrevistados, e quase cinco vezes maior que o do PSDB, citado por 5%.

Outro aspecto abordado na sondagem feita pelo Ibope é a identificação das pessoas de renda maior com as agremiações partidárias. Os tucanos são apontados como a sigla preferida de 23% dos entrevistados com renda familiar superior a dez salários mínimos, enquanto o PT, que já teve a preferência de 35% das pessoas neste segmento, na pesquisa atual registrou a simpatia de 13%.

Essa mudança de perfil pode ser analisada sob a luz daquilo que o professor e cientista político André Singer chama de “realinhamento eleitoral”. Para Singer, a partir de 2005, o PT vem perdendo apoio nos segmentos cuja renda familiar supera cinco salários mínimos e ganhando entre os eleitores de renda mais baixa.

Não coincidentemente, a pesquisa revela que o partido perdeu espaço entre leitores de jornais e revistas, um dado que passou batido nas análises feitas pelo jornal, mas que é de grande relevância, quando consideramos a cobertura editorializada da mídia sobre a Ação Penal 470, exatamente a partir de 2005.

Desde então, instaurando-se como poder político, revistas e jornalões buscam criminalizar o partido, bombardeando o público com falsas denúncias e manchetes mentirosas, que se multiplicam e repetem dia a dia.

Ainda assim, o desgaste que certamente gostariam de acarretar é muito menor do que aquele que, de fato, produzem. A identificação da grande maioria com o PT é um sinal inconteste de que o partido continua contando com a confiança dos brasileiros e de que o Brasil está no rumo certo.

Para além de todas as análises sobre números e tendências, em excelente artigo recentemente publicado, o jornalista Luiz Carlos Azenha toca em algo que é fundamental para explicar a identificação dos brasileiros com o PT.

Hoje, grande parte da população brasileira, que compõe a imensa classe média, compartilha uma sensação de pertencimento que “nenhuma pesquisa de opinião é capaz de medir”. E esta sensação está associada ao PT.

Afinal, o PT é inegavelmente o partido que tem conduzido nos últimos dez anos o processo de mobilidade social e redução das desigualdades que está mudando o nosso país.

Os brasileiros que deixaram de pertencer a um mundo de exclusão, onde seus direitos não eram reconhecidos e muito menos garantidos, hoje percebem a importância de um projeto que, combinando a reorganização do Estado, políticas sociais e fortes investimentos em infraestrutura, promove a recuperação da nossa autoestima, gera empregos, renda e oportunidades, devolvendo a milhões de brasileiros o sentimento de cidadania e dignidade.

O que a grande mídia brasileira se empenha diariamente em tentar esconder é que o PT tem tudo a ver com a construção de um Brasil próspero, pujante, desenvolvido e que cresce incluindo, melhorando concretamente a vida de seu povo.

O pertencimento dos brasileiros a esse novo Brasil é a razão de ser do PT e a explicação para que o partido continue surgindo como a maior expressão política do país.

26 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
O PARTIDO ANTROPOFÁGICO

Carlos Chagas

José Dirceu, em recente artigo, acusa a imprensa e as oposições de pretenderem desconstruir o PT. Com todo o respeito às agruras do ex-ministro e deixando que PSDB e penduricalhos respondam por eles, vale registrar a injustiça praticada contra a mídia. Não somos nós que erodimos o PT: é o partido que se desconstrói.

Quando fundado, vinte e três anos atrás, o PT entusiasmou meio mundo. Seria uma legenda diferente, despojada dos vícios que caracterizavam o quadro partidário, empenhada na construção de um país novo.

Não apenas os trabalhadores e os jovens aderiram. Houve grande adesão à proposta nos planos filosófico e ideológico. A chamada intelectualidade aplaudiu a promessa de uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais igualitária. Relevou-se, até, certo desconforto diante do sectarismo de alguns dos fundadores.

O diabo é que o radicalismo foi crescendo até a imposição de um comportamento automático a todos os companheiros. Diretrizes viraram ucasses. Começaram as expulsões e as defecções. Estas, até, em maior número. O que era para ser um fórum de debates virou um batalhão em ordem unida. Qualquer passo errado significava desligamento. A Igreja pediu para sair, cientistas, escritores e profissionais liberais escafederam-se, em grande parte. Parlamentares, também. Em nome da pureza dogmática sufocaram as divergências e as discussões.

Adiantou muito pouco o PT fatiar-se em grupos variados. Todos são obrigados a reger a mesma partitura, deixando a impressão de que se dividiram apenas para cuidar do espólio, depois de alcançarem o poder.

Assim, Dr. Dirceu, não somos nós, da imprensa, a desconstruir o PT. É o próprio partido, cultor do Manifesto Antropofágico.

26 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
UM CABRA LESO

“O Bolsa Família é como remédio que baixa a febre, mas não cura. O antibiótico contra a pobreza não é a transferência de renda, é a educação.”

(Flávio Comim, consultor da Unesco no Brasil)

* * *

Esse tal desse consultor num é nem doido de vir pronunciar esta frase aqui no meio fubânico.

Vai levar um pau e ser expulso do ambiente pela Confraria dos Cegos.

25 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
MENSALÃO, O MUSICAL

Nelson Motta

Com grandes espetáculos, cenários luxuosos, elencos competentes e salas lotadas em longas temporadas, os musicais se tornaram o sucesso do momento no teatro brasileiro. Em tese, qualquer tema pode inspirar um musical, bastam boas músicas e letras e uma historinha para costurar tudo. Até o mensalão daria um musical.

A abertura seria a cena verídica, relatada por José Casado, do encontro de Lula e Zé Dirceu com Roberto Jefferson para celebrar o acordo do PT com o PTB. Com bons vinhos e largos sorrisos, eles chegam para o jantar festivo na casa de Jefferson. Depois do lauto repasto, dos risos e das garrafas vazias, passam à biblioteca para o café, conhaque e charutos.

Desabado no sofá vermelho, com o olhar já meio turvo, Lula é surpreendido por Jefferson, que começa a cantar acompanhado ao piano por sua professora de canto lírico:

Eu sei que vou te amar
por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
desesperadamente eu sei que vou te amar…”

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Os convidados emudecem, a voz do barítono ressoa na sala, com gestos largos e interpretação grandiosa, olho no olho de Lula, Jefferson canta a música inteira com intensa emoção e termina com a voz embargada, enquanto uma lágrima furtiva rola pela face de Lula.

Trinta políticos de vários partidos, com ternos brilhantes, gravatas medonhas e cabelos acaju, invadem a cena cantando e dançando para Lula e Jefferson:

“Ei você você aí
me dá um dinheiro aí
me dá um dinheiro aí.”

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Segue dueto de Jefferson e Zé Dirceu em “Vou festejar”:

Jefferson:

“Chora, não vou ligar
chegou a hora
vais me pagar
pode chorar, pode chorar.”

Dirceu:

“É o teu castigo
brigou comigo
Sem ter por quê.”

Jefferson:

“Eu vou festejar
vou festejar
o teu sofrer
o teu penar.”

Os dois juntos:

“Você pagou com traição
a quem sempre lhe deu a mão.” (bis)

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Dirceu canta “Segredo”, de Herivelto Martins, para Jefferson:

“Teu mal é comentar o passado
ninguém precisa saber do que houve entre nós dois
o peixe é pro fundo das redes
segredo é pra quatro paredes
primeiro é preciso julgar pra depois condenar.”

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Joaquim Barbosa bate o martelo. Blackout.

25 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
ELA JÁ ESTÁ EM CAMPANHA

A presidenta Dilma Rousseff se negou nesta quinta-feira (24) a comentar um possível aumento no preço da gasolina.

Ela afirmou, para vários jornalistas, que só fala sobre coisas boas: “Eu não falo sobre aumento de gasolina, eu falo de redução de tarifa de energia”.

* * *

Ela não negou o aumento. Ela apenas se negou a fazer comentário sobre o aumento. Que já está decidido.

A Presidenta daria uma excelente colunista fubânica na prática do contorcionismo explicatório e nas artes de defender o guverno socialista muderno.

Vem, Dilma, tua vaga aqui tá garantida!

Enquanto aguardamos a chegada da Dama da Tabaca de Titânio, vamos botar Polodoro pra rinchar pra quem tá acreditando que devolver o que roubaram da gente é “baixar o preço” da conta de luz.

Rincha, Polodoro!

25 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
A FAMÍLIA QUE ROUBA UNIDA…

A ex-prefeita de Estrela de Alagoas, Ângela Garrote, presa na tarde desta quarta-feira (23) por fazer parte de um esquema que desviou quase R$ 1 milhão da prefeitura, não quis se submeter a exame de corpo de delito no IML de Maceió, para não se expor à imprensa.

Na Delegacia Geral de Polícia, no bairro de Jacarecica, ela assinou um termo de responsabilidade dispensando o exame e foi encaminhada, em uma caminhonete Blazer escura, para a Casa de Custódia, no bairro do Jacintinho.

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Ao invés do sobrenome “Garrote”, seria bem mais adequado ela ser chamada de “Ângela Guabiru”…

Desta vez ela não quis fazer exame para “não se expor à imprensa”. Mas há dois anos, quando foi presa também por roubalheira, ela não só fez o exame como, mais ainda, chegou sorridente ao IML, escoltada pela polícia.

Vejam:

Pra saber a história desta foto aí de cima, basta clicar aqui.

A roubalheira de agora, a guabirutagem atual, atinge a espantosa cifra de 1 milhão de reais. Espantosa para uma cidade fudida e paupérrima do interior alagoano…

Mas isto não é tudo. Tem mais.

O prefeito atual, recém empossado, chama-se Arlindo Garrote. Nada mais, nada menos que o filho de Ângela. Que foi nomeada Secretária Geral de Governo pelo filho. Pois é, perplexo leitor fubânico, o curral eleitoral de Estrela de Alagoas elegeu o filho da corrupta pra continuar a roubalheira na prefeitura municipal.

Arlindo Guabiru Garrote, filho de Ângela Guabirua Garrote

Tem mais: Arlindo acaba de ser denunciado pelo Ministério Público por sete crimes previsto no Código Penal, entre eles peculato, falsidade de documento público e formação de quadrilha. Ele, o prefeito, e mais cinco ex-secretários municipais. Né foda???

Quem conseguir ler a matéria toda e chegar ao ponto final sem vomitar, basta clicar aqui.

Pergunto pra vocês, leitores fubânicos, e peço que me respondam ligeiro, ligeirinho:

O eleitorado dessa cidade situada no agreste nordestino, Estrela de Alagoas, que elegeu uma corrupta-mãe e um corrupto-filho, este eleitorado votou em quem pra presidente da república nas eleições dos últimos anos???

Hein, hein???

Quem acertar, vai receber de brinde uma estatueta da Marquesa de Garanhuns, banhada a ouro, além de um cartão do Bolsa Voto.

A jogadora de futebol Marta, alagoana de nascimento, fotografada entre Arlindo e Ângela, participando da campanha da família Guabiru (leia aqui)

24 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
MARCOS VALÉRIO

O empresário Marcos Valério, operador do mensalão que foi condenado a mais de 40 anos de prisão por seu envolvimento no esquema, recebeu uma nova condenação nesta terça-feira, desta vez a quatro anos de prisão por sonegação fiscal, informou o Ministério Público Federal (MPF).

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Depois que o STF firmou a jurisprudência de que petista mensaleiro, banqueiro salafrário e político corrupto não estão acima da lei e não são “pessoas especiais”, agora a pajaraca trabalha com mais facilidade e segurança nas instâncias inferiores.

Só falta chegarmos ao tempo em que será abolido aquele dogma do Direito Canônico que estabeleceu que o Criador de Tudo, Lula da Silva, é ininputável. O lema fajuto “Mexeu com Lula, mexeu comigo“, vai ser trocado para “Mexeu em Lula, sujou o dedo

Segundo a denúncia do Ministério Público, o carequinha Marcos Valério – que era o operador mensaleiro subordinado a Zé Dirceu -, prestou declarações falsas e omitiu informações à Receita Federal em sua declaração dos anos de 2001 e 2002, feita em conjunto com sua mulher Renilda Santiago.

Neste presente caso, “declarações falsas” são referentes ao Imposto de Renda. Se este conceito de declaração falsa for estendido pra discursos, declarações e entrevistas, como, por exemplo, dizer que “foi traído” pelos mensaleiros e, a seguir, dizer que “o mensalão não existiu”, Lula poderá pegar um mínimo de 56 anos e um máximo de 112 anos prisão. Em regime de boca fechada.

24 Janeiro 2013 DEU NO JORNAL

     
DESSA VEZ A PIMENTA ARDEU NO CU DELE

Integrantes do Movimento dos Sem Terra ocuparam a sede do Instituto Lula, do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, nesta quarta (23).

O prédio, que fica em São Paulo, foi escolhido pelos manifestantes como forma de pressionar Lula a interceder pelo MST em uma ação de reintegração de posse, que trata de um assentamento na cidade de Americana, no interior do estado.

Bandoleiros do MST invadindo a sede do Instituto Lula

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O MST, como vocês já sabem, é um movimento sem personalidade jurídica, sem qualquer registro em cartório. Não existe legalmente de propósito, pra não ser alcançado pelas malhas da lei em consequência dos bárbaros crimes que pratica. Como, por exemplo, destruir dez mil pés de laranja de uma propriedade privada e imensamente produtiva. Um exemplo apenas, entre milhares de outros.

Neste caso de ontem, a invasão do Instituto Lapa de Demagogo, aconteceu um fato que se pode classificar – com toda justeza e sem medo de errar -, de “provar do próprio veneno“, uma vez que Lula, seu PT e todo o bando que lhe canonizou sempre aplaudiram as invasões que o MST fazia nas terras e nas propriedades dos “burgueses, das zelites reacionárias e dos latifundiários”

Agora, pra seguir o modelo tradicional e ser coerente, o bando vermêio tem que quebrar e depredar o Instituto Lula todinho. Arrebentar desde as cadeiras até as cambucas de botar sal. E tocar fogo na propriedade privada do ex-presidente petralha  de Banânia. Do mesmo jeito que fizeram quando invadiram a propriedade privada, uma fazenda, de outro ex-presidente, em 2002.

Arretada mesmo foi a reação de Lapa de Apoiador de Invasões no Passado. Vejam só esta notícia:

O diretor-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse aos jornalistas que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou “chateado” com a ação dos sem-terra. “Relatei o movimento e ele ficou chateado porque o pessoal invadiu e ele teve de mudar a agenda”, disse Okamotto. Segundo ele, Lula viria para ao escritório nesta quarta-feira, mas decidiu viajar para lugar não divulgado. “Não posso concordar com os métodos que eles estão usando. Eu acho que é inadequado”

Num é arretado? Ele não concorda e acha o método usado pelo bando de “inadequado”

Como bem diz a sabedoria popular, “pimenta no cu dos outros, é refresco no da gente“.

Tem mais outro ditado: “Nada como um dia após o outro. E um MST no meio“.

Ou, ainda, “O mundo dá muitas voltas…”

Francamente, o meu sádico coração fica em festa e gargalhando que só a porra com um acontecimento desse porte.

Eu se mijo-me todinho de tanto se rir-me.

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