24 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

UM CRETINO AUTENTICAMENTE BANÂNICO

Circula na internet um vídeo revelador do ex-governador do Ceará e ex-ministro de Dilma, Cid Gomes.

No trecho de cerca de quatro segundos, o político afirma que o “desvio de dinheiro é natural e instrínseco ao serviço público“.

* * *

Putz!

Um cabra safado deste porte tinha mesmo que ser irmão daquele outro idiota, o Ciro Gomes.

E também tinha que ter sido ministro de um gunverno petralha.

Esta fudida Banânia num tem mesmo jeito não.

Vamos dedicar uma musiquinha pra este cretino:

24 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

A CORRUPÇÃO E OS PARTIDOS POLÍTICOS

23 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

O MAIOR ESQUEMA DO PLANETA TERRA

A planilha “Amigo” chegou à Folha de S. Paulo.

Mas chegou da maneira errada.

Ao contrário do que diz a reportagem, a Odebrecht não pretendia “manter a influência” de Lula, e sim comprar o tráfico de influência praticado por Lula.

Os pagamentos eram feitos pelo departamento de propinas da empresa porque recompensavam atos criminosos do “Amigo”, tanto no Brasil quanto no exterior.

Pior ainda: a conta não era “financiada pelo Setor de Operações Estruturadas” – ela era financiada com dinheiro roubado da Petrobras e lavada pelo Setor de Operações Estruturadas.

Lula recebeu dinheiro sujo da Odebrecht.

A acusação mais grave contra ele, porém, é outra. Ele montou junto com a Odebrecht e as demais empreiteiras do cartel “o maior esquema de suborno da História”.

* * *

Eu fico num orgulho da porra quando conquistamos estes título de âmbito planetário.

Meu peito se enche de alegria e de felicidade!

Vou comemorar esta fantástica notícia com um ritmo autenticamente nacional, e na voz de um grande compositor deste nosso país surrealista.

23 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

UMA CONTA LULAICA

O ex-presidente e herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, relatou a procuradores da Lava Jato que uma espécie de conta que a empresa abriu em nome de Luiz Inácio Lula da Silva tinha o objetivo de manter o petista influente depois que saísse da Presidência da República.

Após a saída do Planalto, com alta aprovação popular, a expectativa era que ele continuasse a ter relevância no cenário político, o que de fato ocorreu.

Segundo Odebrecht, foi criada uma “conta” financiada pelo departamento de propinas, gerenciada pelo ex-ministro Antônio Palocci, preso em setembro.

Segundo a delação, Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, é apontado como um dos encaregados de transportar o dinheiro em espécie que abastecia a “conta”.

Batizada de “amigo”, em referência a Lula, a “conta” foi usada para financiar projetos como a compra de um terreno em São Paulo que deveria abrigar a sede do Instituto Lula.

* * *

O Instituto Lula, pródigo em botar no ar notas cheias de tolôtes, desta vez disse apenas que não iria comentar “especulações sobre supostas delações“.

A tijolada foi demais e Lapa de Corrupto ficou de boca fechada e cu trancado.

Mas isto não é problema pro bando vermêio-istrelado: o fubânico petista Ceguinho Teimoso está à disposição pra rebatar qualquer calúnia publicada na GMG – Grande Mídia Golpista.

É pena que não dá mais tempo pra este meliante, corrupto passivo, obrar de cócoras no boi de Curitiba antes do Natal e do Ano Novo.

Tu cuida derêito do departamento de propina, visse Intaliano, qui é pra evitá de nóis saí no JBF

23 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

ORAÇÃO NATALINA

23 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

COM O FURICO AO VENTO

Em uma mensagem de fim de ano publicada em suas redes sociais nesta quinta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a realização de novas eleições.

* * *

Há pouco tempo, pouquíssimo tempo mesmo, isto era chamado de “golpe”.

Aguardemos a manifestação dos mascarados “anti-golpistas”.

E se estiverem com a rabo de fora e o furico ao vento, vai ser mais hilário ainda.

Que venha outro bundaço!

23 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

CINISMO BANÂNICO VERMÊIO-ISTRELADO

“A reportagem levada ao ar hoje em telejornal da TV Globo repete as mesmas ilações e falsas denúncias que vêm sendo feitas contra Lula ao longo dos últimos dois anos, agora a partir de textos escritos em idioma inglês.

Mas uma mentira será sempre uma mentira, seja em português ou em inglês…

A Lava Jato não conseguiu sustentar seu claro objetivo político e agora apela a uma estranha parceria com procuradores de um país estrangeiro, na tentativa desesperada de obter alguma credibilidade.

Mas voltará a fracassar, já que nem no Brasil nem em qualquer país do mundo existem provas, testemunhos ou sequer indícios de envolvimento do ex-presidente Lula em desvio de dinheiro, pois ele sempre agiu dentro da lei”.

Nota do Instituto Lula

* * *

O terceiro parágrafo desta nota aí de cima merece ser destacado:

A Lava Jato não conseguiu sustentar seu claro objetivo político e agora apela a uma estranha parceria com procuradores de um país estrangeiro, na tentativa desesperada de obter alguma credibilidade.

Eu chega se mijei-me todinho de tanto se rir-se-me com este textículo.

Não há estoque suficiente de Óleo de Peroba pra esfregar no fucinho destes meliantes.

Putz!

E fiquem sabendo, caros leitores, que ainda existem descerebrados nesta infeliz pátria banânica que acreditam piamente nestas patacoadas.

É sério: existem mesmo!!!

22 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MEA CULPA

A Odebrecht divulgou nota na qual reconhece o erro de ter se envolvido em práticas de corrupção e pedindo desculpa por não ter tomado antes a iniciativa de reconhecer o erro.

Afirmando que “aprendeu várias lições com os seus erros“, “está evoluindo” e comprometida por convicção a “virar essa página“.

O acordo de leniência do grupo Odebrecht prevê o pagamento de US$ 2,5 bilhões.

* * *

Esta tal de Odebrecht é tinhosa.

Só pra contrariar Lula e Ceguinho Teimoso, a empresa reconhece que praticou falcatruas na gunvernança petralha.

E que vai devolver uma parte da grana que Lapa de Canalha permitiu que ela roubasse do Erário. Dinheiro do contribuinte brasileiro!

Vale a pena ler a íntegra da nota, que foi distribuída no começo deste mês de dezembro.

Tem trechos lindos e comoventes. Parágrafos que nos levam às lágrimas. 

Eu mesmo não contive a emoção e desabei num pranto convulsivo. Xiuf, xiuf, snif, snif…

Vejam, por exemplo, o primeiro item dos compromissos assumidos pela Corruptora Ativa:

1. Combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas, inclusive extorsão e suborno.

Uma ameaça de morte aos guabirus banânicos e istranjeiros.

Sem suborno, a ratalhada não vai ter como morar em triplex luxuoso e gozar os finais de semana em sítios nababescos.

Tenham certeza que, tanto quanto eu, vocês também serão dominados pela emoção.

Vejam:

“Desculpe, a Odebrecht errou,

A Odebrecht reconhece que participou de práticas impróprias em sua atividade empresarial.

Não importa se cedemos a pressões externas. Tampouco se há vícios que precisam ser combatidos ou corrigidos no relacionamento entre empresas privadas e o setor público. O que mais importa é que reconhecemos nosso envolvimento, fomos coniventes com tais práticas e não as combatemos como deveríamos.

Foi um grande erro, uma violação dos nossos próprios princípios, uma agressão a valores consagrados de honestidade e ética.

Não admitiremos que isso se repita.

Por isso, a Odebrecht pede desculpas, inclusive por não ter tomado antes esta iniciativa.

Com a capacidade de gestão e entrega da Odebrecht, reconhecida pelos clientes, a competência e comprometimento dos nossos profissionais e a qualidade dos nossos produtos e serviços, definitivamente, não precisávamos ter cometido esses desvios.

A Odebrecht aprendeu várias lições com os seus erros. E está evoluindo.

Estamos comprometidos, por convicção, a virar essa página.

COMPROMISSO COM O FUTURO

O Compromisso Odebrecht para uma atuação Ética, Íntegra e Transparente já está em vigor e será praticado de forma natural, convicta, responsável e irrestrita em todas as empresas da Odebrecht, sem exceções nem flexibilizações.

Não seremos complacentes.

Este Compromisso é uma demonstração da nossa determinação de mudança:

1. Combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas, inclusive extorsão e suborno.

2. Dizer não, com firmeza e determinação, a oportunidades de negócio que conflitem com este Compromisso.

3. Adotar princípios éticos, íntegros e transparentes no relacionamento com agentes públicos e privados.

4. Jamais invocar condições culturais ou usuais do mercado como justificativa para ações indevidas.

5. Assegurar transparência nas informações sobre a Odebrecht, que devem ser precisas, abrangentes e acessíveis, e divulgadas de forma regular.

6. Ter consciência de que desvios de conduta, sejam por ação, omissão ou complacência, agridem a sociedade, ferem as leis e destroem a imagem e a reputação de toda a Odebrecht.

7. Garantir na Odebrecht e em toda a cadeia de valor dos Negócios a prática do Sistema de Conformidade, sempre atualizado com as melhores referências.

8. Contribuir individual e coletivamente para mudanças necessárias nos mercados e nos ambientes onde possa haver indução a desvios de conduta.

9. Incorporar nos Programas de Ação dos Integrantes avaliação de desempenho no cumprimento do Sistema de Conformidade.

10. Ter convicção de que este Compromisso nos manterá no rumo da Sobrevivência, do Crescimento e da Perpetuidade.

A sociedade quer elevar a qualidade das relações entre o poder público e as empresas privadas.

Nós queremos participar dessa ação, junto com outros setores, e mudar as práticas até então vigentes na relação público-privada, que são de conhecimento generalizado.

Apoiamos os que defendem mudanças estruturantes que levem governos e empresas a seguir, rigorosamente, padrões éticos e democráticos.

É o nosso Compromisso com o futuro.

É o caminho que escolhemos para voltar a merecer a sua confiança.”

Num tá linda esta nota?

Pois é. É isto aí.

Lula, o Corrupto Passivo, e Ceguinho Teimoso, o Adorador de Corrupto Passivo, ficaram putos com esta confissão pública de guabirutagem da Corruptora Ativa.

O Mea Culpa do presidiário Marcelo Odebrecht e do seu pai Emílio Odebrecht merece uma salva de palmas.

22 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

ODEBRECHT E BRASKEM ASSINAM ACORDO DE LENIÊNCIA COM EUA E SUÍÇA

22 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

O NÚMERO BANÂNICO DO AZAR

Nas cinco ações onde é réu, Lula é acusado três vezes de corrupção passiva, duas vezes por tráfico de influência, quatro por lavagem de dinheiro, duas por organização criminosa e uma obstrução da Justiça.

* * *

É acusação que só  porra!

Em se tratando de guabirutagem, Lapa de Corrupto nunca foi modesto e sempre exercitou sua arte com o máximo de exagero.

Vamos somar

3 (corrupção passiva)
2 (tráfico de influência)
4 (lavagem de dinheiro)
2 (organização criminosa)
1 (obstrução da justiça)
____________

12 TOTAL

Tá faltando mais uma ação.

Mais uma pra somar com 12 e completar 13.

Treze é aquele número azarento, símbolo do partido que é de propriedade do Lula.

Aquela organização criminosa que usa a sigla partidária PT.

22 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUINTA-FEIRA – É DINHEIRO PRA LADRÃO NA ACABAR NUNCA!

* * *

Chega fiquei zonzo com estes números.

É “bi” que só a porra!!!

Me tirem uma dúvida, por favor:

Em que gunverno foi que tudo isto aconteceu?

Foi em Sarney, Collor, Itamar, FHC ou Temer?

Me respondam, pelo amor de Deus.

Valem até respostas à moda do Ceguinho Teimoso.

Agradeço antecipadamente.

Vermêio e azul: adonde é que entra a istrela nacarada???

21 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – ESTUPROS: UNS SÃO PUNIDOS, OUTROS NÃO

Ex-médico Roger Abdelmassih é internado em hospital em SP.

Condenado a 278 anos de prisão por abusos e estupros, ele deixou a cadeia onde cumpre pena na última quinta (15) para fazer exames.

* * *

Isto é que é uma condenação da porra: 278 anos de prisão.

Por abusos e estupros.

Enquanto isto, tem um sujeito aí na praça que abusou do Brasil, estuprou esta nossa pátria mãe gentil, e continua livre, leve e solto, dando discursos kafkianos pra plateias de antas amestradas e se dizendo “vítima de perseguição“.

Além do fato de ter fudido Banânia, também consta do currículo de Lapa de Marginal o célebre caso do “Menino do MEP“, que ele tentou estuprar quando estava atrás das grades (lugar pra onde ele deve voltar em breve…)

E vejam só a explicação que ele deu pro caso, segundo um gozador que é leitor do JBF:

Fecho esta postagem com um pequeno trecho de um texto de César Benjamin, publicado na Folha de S.Paulo em 27/Nov/2009.

Pra quem ainda não sabe, César Benjamin é um cabra que durante o regime militar participou da luta armada contra o regime, foi perseguido e exilado. E, mais importante ainda, é um dos fundadores do bando que leva a sigla partidária de PT.

20 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

ANO DE 2017 ESTÁ TRANCADO NA SALA-COFRE DO STF

O futuro da política brasileira no ano de 2017 está aprisionado numa sala-cofre no terceiro andar do prédio do Supremo Tribunal Federal. Ali estão trancados desde a manhã desta segunda-feira os cerca de 800 depoimentos prestados por 77 delatores da Odebrecht.

A julgar pelo pouco que vazou até aqui, sabe-se que 2017 não será um Ano Novo. Tampouco será um ano feliz. Será um ano de mais turbulência política, com inevitáveis reflexos na economia. Com sorte, o ano será de estagnação econômica. Com azar, haverá recessão pelo quarto exercício consecutivo.

A expectativa geral é de que o ministro Teori Zavaschi, relator da Lava Jato no Supremo, homologue os acordos de delação da turma da Odebrecht. Teori informou que seu gabinete manterá as fornalhas acesas durante o recesso. Assim, o trabalho estará avançado no início de fevereiro, quando terminam as férias do Judiciário.

O Minitério Público Federal se equipa para colocar os inquéritos em marcha até o mês de março. Aí começa a temporada de batidas policiais, depoimentos coercitivos, prisões temporárias e preventivas.

Quando tudo o que foi delatado vier à luz, o brasileiro se dará conta de que o Brasil não era dirigido a partir do Palácio do Planalto. As grandes decisões do país eram tomadas numa salinha do edifício-sede da Odebrecht, em São Paulo. Nessa sala, funcionava o Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht – departamento de propinas, para os íntimos.

A partir desse departamento, a Odebrecht realizou o melhor programa de governo que seu dinheiro foi capaz de comprar. E ainda se divertiu colocando apelidos nos políticos enquanto colava neles o código de barras. Os dirigentes ocultos do Brasil se divertiam muito no departamento de corrupção da Odebrecht.


20 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

PENTA-RÉU, LULA VÊ RUIR O PLANO DA TRI-CANDIDATURA

O PT vive um drama. Depois de perder o recato, o discurso e o poder, o partido perde gradativamente a derradeira perspectiva de comparecer às eleições de 2018 com um candidato próprio. Convertido em réu pela quinta vez nesta segunda-feira, Lula parece mais próximo de uma cela do que de uma urna eletrônica.

Ainda que consiga chegar a 2018 sem uma condenação de segunda instância, que o tornaria um ficha-suja, a simples condição de réu converte a pretensão eleitoral de Lula num ponto de interrogação. A dúvida cresceu depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu que réus criminais não podem permanecer na poltrona de presidente.

Lula virou uma caricatura de si mesmo. Chegou a esse ponto sozinho, sem o auxílio de opositores. Já foi imbatível. Em 2006, reelegeu-se nas pegadas do mensalão. Em 2010, carregou o ‘poste’ Dilma nos ombros. Em 2014, a despeito do estrago produzido pelo petrolão, Lula reeletrificou Dilma com a ajuda da marquetagem anabolizada de João Santana. Desde então, o líder do PT definha.

20 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA TERÇA-FEIRA – JUNTINHOS E ABRAÇADOS

* * *

Juntos, juntinhos, unidos, emparelhados, lado a lado, comendo a mesma comida, respirando o mesmo ar, ambos sentindo o gostoso frio de Curitiba, de mãos dadas, obrando no mesmo boi e limpando o furico com o mesmo exemplar da Folha de S.Paulo.

Terão um venturoso Natal vermêio e um Ano Novo com mais de 360 dias atrás das grades.

Corrupto Ideológico e Corrupto Passivo: uma parelha que dá certo que só a porra em termos de guabirutagem

20 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

ENTRE A FUGA E A PRISÃO

Se achasse necessário prender Lula, o juiz Sérgio Moro já o teria feito. Se não o fez até agora foi porque Lula não representa nenhuma ameaça às investigações dos seus supostos crimes. Nem à ordem pública. Uma prisão dele que parecesse precipitada, isto sim, poderia pôr a ordem pública em risco.

Moro caminha na direção prevista por oito de cada dez advogados que acompanham de perto a Lava-Jato: condenará Lula ao fim de vários processos, mas não o prenderá. Lula só será preso se a segunda instância da Justiça, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) confirmar a decisão de Moro e mandar prendê-lo.

Dos 28 réus que já tiveram recurso julgado na segunda instância, nove viram suas penas aumentadas. Outros onze terão que cumprir a mesma pena decidida originalmente por Moro, segundo levantamento feito pelos repórteres Mateus Coutinho, Rodrigo Burgarelli e Valmar Hupsel Filho, do jornal O Estado de S. Paulo.

Isso significa que o tribunal confirmou ou aumentou as penas de 71% dos réus condenados por Moro – praticamente três em cada quatro. Só quatro dos réus que recorreram ao tribunal tiveram suas penas reduzidas, e outros quatro acabaram absolvidos. Para desespero de Lula, a situação dele só tem se agravado.

Ontem, e pela quinta vez em três operações diferentes (Lava Jato, Zelotes e Janus), comandadas por juízes diferentes, Lula tornou-se réu. E não somente ele, mas também Roberto Teixeira, o advogado e compadre de Lula que comanda a sua defesa em todos os processos. Teixeira é acusado de lavagem de dinheiro, assim como Lula.

O Ministério Público Federal também denunciou Lula por corrupção passiva no caso de contratos firmados pela construtora Odebrecht com a Petrobras. Ele foi apontado como o “responsável por comandar uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar, assentada na distribuição de cargos públicos da administração federal”.

É provável que Lula se torne réu em outros processos. Para que ele fique impedido de disputar as eleições de 2018, basta que seja condenado uma única vez. E que a condenação seja confirmada pela segunda instância da Justiça. Os advogados dele estão certos de que isso ocorrerá até o final do próximo ano. Lula está entre a fuga e a prisão.

20 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

ESQUECIMENTO

A Odebrecht denunciou o pagamento de 30 milhões de reais em propinas para eleger Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014.

Os relatos, segundo o Estadão, “documentados por escrito e gravados em vídeo, foram feitos na semana passada durante os depoimentos de executivos ao Ministério Público Federal”.

* * *

Houve uma lamentável omissão, um lamentável esquecimento.

Esta notícia aí de cima, para estar completa, além de citar Dilma e Temer, deveria lembrar também do cabra que sacramentou a chapa que concorreu às eleições presidenciais com esta dupla.

Aquele fabricante de postes que é mais conhecido no mundo dos negócios como Lapa de Ladrão.

Poste 1, Poste 2 e Lapa de Corrupto em pose especial para o JBF

20 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

CUNHA INSINUA QUE MORO O ENVIOU PARA PENITENCIÁRIA PARA FORÇAR UMA DELAÇÃO

Eduardo Cunha recorreu ao Supremo Tribunal Federal para tentar reverter sua transferência da carceragem da Polícia Federal em Curitiba para o Complexo Médico Penal localizado em São José dos Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense. Efetivada nesta segunda-feira, a mudança de cela foi ordenada por Sérgio Moro. Por meio dos seus advogados, Cunha insinuou que o juiz da Lava Jato tenta forçá-lo a se tornar um delator premiado.

”Ao que parece, a transferência do ora requerente é justificada tão somente pela ânsia e pela busca de que este, conforme maciçamente divulgado pela mídia, celebre acordo de colaboração premiada, o que a defesa, além de não aceitar, não compreende”, anotam os advogados na petição dirigida ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo. Subscrevem a peça Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso, Alvaro da Silva, Fernanda Reis, Álvaro Chaves e Célio Júnio Rabelo.

A transferência de Cunha foi solicitada pela Polícia Federal, que alega superlotação de suas instalações carcerárias em Curitiba. Os defensores do ex-presidente da Câmara tentam retirar do pedido o caráter de ato de rotina. Sustentam que outros dois prisioneiros que também deveriam ser transferidos, o dono da OAS Léo Pinheiro e o ex-tesoureiro do PP Claudio Genu, permanecem hospedados no PF’s Inn. Algo que, segundo eles, denota a intenção deliberada de impor tratamento mais draconiano a Cunha.

20 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

FIM DO MUNDO NÃO É O FIM DE TUDO

Fim de ano, fim do mundo com a delação da Odebrecht, estradas remotas, poucas conexões. Os cientistas estão trabalhando para pesquisar a região do cérebro onde se depositam as memórias recentes. Não sei que lugar ocupará 2016 em nosso escaninho, sei apenas que o cérebro é elástico, e viver no Brasil é educar-se para a complexidade.

A guerra na Síria, a crise de emigração na Europa, o caricato gabinete de Trump – tudo isso indica que as coisas no mundo também não foram bem em 2016. E o que é pior: são problemas que se desdobram no ano que entra.

Nesse carrossel da transição para 2018 é bom pelo menos ter em mente os objetivos principais: recuperar a economia e restabelecer, através de uma renovação, ainda que modesta, os vínculos da política com a sociedade.

Isso de estabelecer prioridades é muito pessoal. Existem milhares de outras visões. É apenas um exercício no caos.

Na verdade, a delação do fim do mundo marca talvez o período final do processo que se iniciou com o movimento pelas Diretas. Os próprios apelidos dos políticos nas planilhas da Odebrecht mostram como a empresa, de uma certa forma, os condenava. Todo Feio, Gripado, Caranguejo – parecem nomes das páginas policiais de antigamente.

É toda uma época que se encerra com o fim da aliança entre empreiteiras e o sistema político. Uma das vantagens é que o Brasil poderá chegar a um planejamento mais adequado às nossas necessidades, porque, na verdade, ele foi também sequestrado pelo esquema de corrupção. A outra vantagem seria julgar e punir os culpados para que as eleições de 2018 se fizessem sem eles. Um atraso poderá torná-las mais distantes da sociedade.

As ruas mostraram o que querem. Elas apoiam a Lava Jato. O próprio governo admite que a operação deve ir até onde os fatos a levem. Como fazer com que a Lava Jato não seja um obstáculo para a recuperação econômica? Temer deu a pista: celeridade. O importante é definir como a celeridade vai surgir, depois de tanta lentidão. O nó é o Supremo. Se não se convencer da singularidade da situação, vai tratá-la como todas as outras. E continuaremos aos solavancos.

Um ano como o de 2016 num ritmo de roda-gigante nos traz uma nostalgia da estabilidade. Não apenas por motivos econômicos, mas também no nível individual, imersão em projetos de longo alcance, meditação para puxar o fio da meada, desde quando o atual processo democrático começou.

A tarefa de recuperar a economia sob os ventos da Lava Jato, jogando gente no mar para não se afogar também, não é fácil. É uma transição em que se entrelaçam a maior operação da História com a crise econômica mais profunda. A única forma de alcançá-las é manter os dois polos. Um deles sozinho não consegue fazer a passagem.

A celeridade, que depende do STF, atenua os possíveis atritos da Lava Jato com o esforço de recuperação econômica. Estrategicamente, os dois polos são aliados. A desmontagem do esquema de corrupção no governo aumenta a credibilidade do país, torna-o mais atraente para investimentos sérios. O simples estancamento da sangria na Petrobras deu à empresa uma chance de soerguimento. E até trouxe de volta uma boa parte do dinheiro roubado.

Quando digo que o fim do mundo não é o fim de tudo, penso na própria contribuição que a Lava Jato vai trazer. A delação do fim do mundo não é o fim de tudo. Deixará mortos, feridos, escoriações, fraturas expostas. Mas é também nos escombros que vai sobreviver uma parte do Congresso vital para o segundo momento.

A História não começa do zero. A renovação que surgir da sociedade contará com uma experiência acumulada até dominar os complicados ritos do Congresso.

A esta altura, eu mesmo me pergunto se combinei com os russos ao traçar esse cenário. Um quadro de economia funcionando, um Congresso mais próximo da sociedade, no entanto, não são um sonho. São uma possibilidade real que vislumbro nesse caleidoscópio visto das estradas de Minas, das margens do Solimões na fronteira com a Colômbia.

Não posso acreditar que um país tão rico e diverso não consiga sair dessa situação pantanosa em que a elite política o colocou. Se for um delírio, que valha apenas como desejo de Ano Novo.

O que me conforta é que para mim a experiência democrática iniciada com as Diretas se esgotou. Tudo o que acontece pode ser visto não só como escombros de um período, mas também como os primeiros passos de transição. Algo se move, nem sempre no ritmo de minha visão otimista, mas se move no meio de muita fumaça.

19 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

A TEMER, O QUE LHE CABE FAZER

Políticos que usaram dinheiro de caixa dois não deveriam escapar impunes da Lava-Jato. Caixa dois é crime. Ou infração eleitoral. Uma coisa ou outra merece ser castigada.

Mas não é justo que se puna quem se valeu de caixa dois apenas para se eleger como se punirá quem enriqueceu à custa dele, ou quem retribuiu o caixa dois com contratos públicos superfaturados ou não, ou quem recebeu propina.

Deve ser verdade o que foi contado em delações à Lava-Jato sobre a participação de Michel Temer em esquemas de arrecadação de recursos para o PMDB, partido presidido por ele nos últimos 13 anos.

Nenhum partido por aqui enfrenta eleições somente com dinheiro do Fundo Partidário. Não porque o dinheiro seja pouco, mas porque os gastos são grandes.

Viola-se a lei quando se aceita dinheiro de caixa dois. Pois bem: todos os partidos, absolutamente todos; quase todos os políticos, sempre ou em algum momento de suas vidas, receberam dinheiro de caixa dois. E omitiram da Justiça as despesas pagas com ele.

A ex-ministra Marina Silva (REDE) jura que jamais aceitou um tostão de caixa dois. Definitivamente, o reino de Marina não é deste mundo.

A serem denunciados e punidos como deveriam os filhos do caixa dois, não sobraria nenhum. Seria um dos maiores julgamentos coletivos da História – 513 deputados federais, 81 senadores, fora ministros, ex-ministros, governadores e ex-governadores.

Sem falar dos doadores do dinheiro, na maioria empresários, mas nem todos interessados em fazer negócios desonestos.

Estamos dispostos a enfrentar tamanho desafio? Que por suas apocalípticas dimensões não chegaria a bom termo em data que a vista alcança? Se estamos, adiante! E seja o que Deus quiser. Haveria outra saída?

No quadro atual de dirigentes do país, não sei quem reuniria liderança e credibilidade para propor alguma. Propor e ser escutado. Todos são suspeitos.

Os governos do PT apostaram no “nós contra eles”. O impeachment de Dilma aumentou a polarização. A herança deixada por ela é demasiadamente pesada para ser administrada por um presidente legítimo, mas carente de apoio popular.

Está, pois, nas mãos de Sérgio Moro e dos procuradores a seu serviço estabelecer ou não uma alternativa ao juízo final.

Temer reconhece que pediu dinheiro para financiar campanhas do seu partido, mas jura que todo ele foi declarado à Justiça. Caso se prove que parte não foi, Temer será obrigado a encontrar quem responda por isso.

José Yunes, seu assessor especial, pediu as contas. Os picos de pressão arterial sofridos ultimamente pelo ministro Eliseu Padilha poderão tirá-lo do governo em breve.

Nada de grave, por ora, ameaça encurtar o mandato de Temer. O diligente ministro Gilmar Mendes cuidará para que o julgamento das contas de campanha de Dilma e de Temer pela Justiça Eleitoral não leve o país a conhecer um terceiro presidente da República no curto período de um ano – e, dessa vez, eleito por deputados e senadores como manda a Constituição.

A eleição direta de um novo presidente só seria possível com o apoio de três quintos dos votos do Congresso. À parte 63% dos brasileiros, segundo o Datafolha, e a oposição ao governo, ninguém mais quer eleição direta, já.

Quem seria capaz de vencê-la prometendo fazer o que tantos esperam e desejam que Temer faça por eles?

19 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

NÃO É NADA MEU!

O ex-zelador do Condomínio Solaris, no Guarujá (SP), José Afonso Pinheiro, afirmou nesta sexta-feira, 16, que “todos sabiam” que o triplex 164/A “pertencia ao ex-presidente Lula“.

Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, Pinheiro disse que a ex-primeira dama Marisa Letícia “se portava lá como proprietária do apartamento. Nunca a vi se portar como alguém interessada em comprar apartamento.”

Pinheiro foi arrolado pelo Ministério Público Federal como testemunha de acusação na ação penal contra Lula por recebimento de R$ 3,7 milhões em propinas da empreiteira OAS.

A audiência, por vídeoconferência, foi tensa. Pinheiro se exaltou quando indagado pela defesa de Lula sobre sua filiação ao PP depois que foi demitido do Solaris – ele saiu candidato a vereador com o nome ‘Afonso Zelador do Triplex’.

Irritado com o questionamento, Pinheiro disse aos advogados do ex-presidente “Vocês são uns lixos.”

Os investigadores acreditam que o ex-presidente é o verdadeiro proprietário do imóvel, que passou por uma reforma bancada pela OAS.

* * *

Este zelador é um mentiroso.

Todo trabalhador, principalmente sendo porteiro, é mentiroso.

E se não for filiado ao PT, aí é que mente mesmo!

Quem fala a verdade são Lula e seus advogados.

Lapa de Corrupto declarou ao JBF que “Não é nada meu

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19 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

DE NOVO, NOVAMENTE, MAIS UMA VEZ… E VEM MAIS…

“Tô fudido…”

Vamos celebrar esta excelente notícia com um frevo bem pernambucano.

Pernambuco tem muita coisa boa, digna e decente, apesar da infelicidade de ser terra de nascença de Lula.

Vamos celebrar com um frevo de rua da autoria do Maestro Duda.

A música se intitula “Último Dia“.

Mas nos vamos botar no plural e fica assim: “Os Últimos Dias de Lapa de Ladrão fora das grades

19 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEGUNDA-FEIRA – VAI EXPLODIR!

Já estão concluídos os cerca de 800 depoimentos de 77 ex-executivos da Odebrecht que firmaram acordo de delação premiada com a Justiça. Todo o material será levado a uma sala, no terceiro andar do prédio principal do Supremo Tribunal Federal, à qual somente terão acesso, além do ministro Teori Zavaski, relator da Lava Jato, assessores e juízes da equipe.

O trabalho do Ministério Público Federal foi concluído na madrugada deste sábado, e tudo está gravado em vídeo.

Juízes auxiliares serão acionados para analisar todo o material – que será entregue ao STF nesta segunda-feira (19) – durante o mês de janeiro e ouçam todos os ex-executivos da Odebrechet sem a participação dos procuradores, para que eles confirmem se falaram por livre e espontânea vontade.

O material será encaminhado ao Supremo na segunda-feira (19), o último dia de trabalho antes do recesso no Judiciário. Ou seja, um tempo absolutamente curto para que tudo seja analisado antes do recesso, o que é considerado atípico.

Mesmo assim, o ministro Teori tentará o possível para que, ainda hoje, viabilize um esquema que permita a ele ter condições de analisar tudo na volta do recesso, em fevereiro, para que possa decidir nos primeiros dias se homologa ou não os acordos.

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Este fim-do-mundo eu quero ver!

Vai ser uma linda explosão. Vai ter caco de bandido pra tudo quanto é lado.

São 77 boquirrotos e 800 depoimentos. É coisa pra caralho!

Cacos de vermêios, azuis, roxos, pretos, brancos, e de tudo quanto é cor, irão brilhar no espaço depois que pajaraca justiceira estourar as pregas do furico de cada ladrão banânico.

Vai ser lindo mesmo.

O Ministro Teori Bochechão Zavaski pretende analisar toda a papelada antes da chegada do carnaval, que está marcado pra começar no dia 28 fevereiro 2017.

E, em falando de carnaval, vamos fechar a postagem com um marchinha bem gostosa.

18 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO DOMINGO – IMPUNIDADE

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Enquanto isto, um ex-prisidente de Banânia, que estuprou a nação e fudeu com sua maior empresa estatal, continua livre, leve e solto.

Esta lei israelense bem que poderia passar a vigorar por aqui…

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18 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

UM SÉCULO É POUCO, MUITO POUCO MESMO

Indiciado pela Polícia Federal, denunciado pelo Ministério Público Federal ou já transformado em réu de um total de cinco casos graves de corrupção, o ex-presidente Lula está sujeito a sentenças condenatórias entre 31 e 124 anos de cadeia.

Há outras investigações em curso e Lula se queixa de “perseguição”, mas tudo resulta de três operações, de forças-tarefas distintas e três juízes federais diferentes.

Lula é acusado de corrupção passiva, tráfico de influência, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, obstrução da Justiça etc.

Somadas, as eventuais penas de Lula ultrapassariam mais de um século de cadeia, e o Código Penal ainda prevê agravantes. E multas.

Apesar da gravidade das acusações, Lula e seus advogados preferem desqualificar a Lava Jato e a Justiça, em vez de se defender nos autos.

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Eu gostei mesmo foi do “etc” no terceiro parágrafo desta notícia aí de cima.

Lapa de Corrupto tem pra mais de 13 enquadramentos.

Vôte!

18 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO DOMINGO – TERÃO QUE FAZER BAGUNÇA SEM A ERVA

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Esta notícia deixou inquieta e puta de raiva a jovem militância zisquerdóide de Banânia.

Aquela turma de bandidos vermêios-istrelados – que vão pras ruas mascarados pra promover baderna, depredar bens públicos e incendiar propriedades privadas -, tem que começar a pensar em outra alternativa pra deixar doidão o esgoto que trazem na cabeça.

Sem a erva, eles vão ter que ficar pirados apenas com o cagatório oral de Lula.

“Se Lula fô pra cadeia e se fartá maconha, nóis vamo se fudê tudinho”

18 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

PETISTAS JÁ QUESTIONAM TÁTICA DA DEFESA DE LULA

A precariedade da situação jurídica de Lula começa a preocupar integrantes da cúpula do PT. Os petistas costumavam trazer na coleira suas opiniões sobre a estratégia adotada pelos advogados do ex-presidente. Isso começou a mudar. Em privado, correligionários de Lula criticam a tática adotada pela defesa. Avalia-se que a reação é mais política do que técnica. E tem se revelado ineficaz.

Hoje, Lula é réu em quatro ações penais, foi denunciado uma quinta vez e é investigado em quatro inquéritos. As investidas contra Sergio Moro, cuja isenção foi questionada em foros nacionais e até na ONU, resultaram infrutíferas. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, de Brasília, revelou-se tão draconiano com Lula quanto o colega de Curitiba. Algo que desafia a tese do complô da força-tarefa curitibana.

Os petistas que enxergam a defesa de Lula de esguelha acreditam que a direção do partido deveria discutir o tema com o líder máximo do PT. Teme-se que a delação coletiva da Odebrecht complique a situação penal de Lula, potencializando o risco de condenação da única alternativa presidencial do partido.

18 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

FEITIÇOS DELATADOS

Desde setembro de 2014, quando o juiz Sérgio Moro homologou a primeira delação premiada da Operação Lava Jato, a de Luccas Pace Júnior, assessor da doleira Nelma Kodama, todas as delações vêm a público, algumas até antes de serem oficializadas, protagonizando o escândalo da semana.

Nesse período, 70 réus viraram delatores, e outros quase 100, entre eles os 77 executivos da Odebrecht, começaram a falar. E, fora a estranha anulação do pré-acordo de Léo Pinheiro, da OAS, peça-chave para a investigação dos casos envolvendo o ex-presidente Lula, as delações têm sido utilíssimas para desbaratar as teias de corrupção que capturaram o Estado brasileiro.

Não à toa, teme-se pelo destino da delação do fim do mundo.

Tornadas públicas pela diligência das apurações jornalísticas ou vazadas pelos atores do processo, as delações têm tragado para a lama políticos, empresários, assessores, marqueteiros – culpados ou não, quem tem ou não contas para acertar com a Justiça.

Na primeira leva, as denúncias pegaram em cheio o PT do ex Lula, que nomeara os diretores da Petrobras, operadores da sofisticada máquina de propinas, o PP, PR, PTB, PRTB, PMN e uns poucos peemedebistas. Na metade do caminho, delatores envolveram o DEM e o PSDB. Agora, golpearam feio o PMDB, partido do presidente da República, Michel Temer, ele também citado por dois dos delatores da Odebrecht.

Nesta fase, os vazamentos e as apurações da imprensa pegaram, além de Temer, toda a cúpula do PMDB e gente de peso do PSDB, incluindo o governador paulista, Geraldo Alckmin, que seria o “santo” do departamento da propina da empreiteira.

Tudo na etapa de coleta de dados e início de investigações, mas com consequências graves para os mencionados pelos delatores e mais danosas ainda para o país, que, por mais que a equipe econômica de Temer tente ministrar antiácidos, soluça e regurgita entre uma e outra denúncia.

Para os petistas, as delações de agora são escandalosas. Dariam motivos para degolar Temer, o PMDB e o arqui-inimigo PSDB. As anteriores, que alcançaram Lula, o líder máximo do PT, não.

Jaques Wagner, ex-governador da Bahia e ministro da Casa Civil da presidente deposta Dilma Rousseff, e Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma, e o senador fluminense Lindbergh Farias, o “feio”, são, pelo menos até agora, os únicos petistas na lista odebrechtiana. Virão mais. Mas, até que apareçam, o PT e seus seguidores vão cozer em um mesmo caldeirão todo tipo de ilícito: os generosos pagamentos para manter maioria parlamentar, os dólares que foram parar fora do país e os outros que encheram as burras de muitos, o caixa dois financiado com recursos públicos e o dinheiro legal para campanhas, o que era permitido até a eleição de 2014.

Na ótica dos que têm dívida com a Justiça, o jeito mais fácil de purgar pecados é ludibriar a opinião pública, misturando tudo e todos. Fazer crer que os políticos não prestam, são todos iguais, verdadeiras incorporações do diabo.

Algo que ecoa na impaciência das ruas, que, ultrapassando a doutrina lulista do nós versus eles, junta-se não para construir algo, mas para bradar um insensato “fora tudo”.

Ruim de voto – em 2006, obteve 99 mil, ficando em 53º entre os 70 deputados federais paulistas, último entre os três pemedebistas eleitos – Michel Temer nunca se imaginou popular. Mas nem de longe pensava ser rejeitado por 64% do país. Tem pouco tempo, carta alguma na manga, nenhuma mágica possível. Sabe disso.

Em discurso de fim de ano às Forças Armadas, disse que “não há mais espaços para feitiçarias”, para “imprimir dinheiro, maquiar contas e controlar preços”. Não há mesmo. Mas não só na economia.

Uns e outros tentam truques, a exemplo de Lula, que para se safar processa seus acusadores, ou de Renan Calheiros, que ameaça a Justiça para ficar livre dela, mas o tempo de estripulias com o dinheiro público está se findando.

Os feitiços, ainda que tardiamente, começaram a se virar contra os feiticeiros.

18 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

FALTA POUCO

O Juiz Vallisney Oliveira transformou Lula em réu pela quarta vez.

O juiz aceitou a denúncia contra o ex-presidente, seu filho Luleco e os lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, no esquema de tráfico de influência na Medida Provisória da CAOA e na compra de caças suecos.

Até segunda-feira, Sérgio Moro abrirá a quinta ação penal contra Lula.

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Pra chegar a 13, o número do PT, aquela quadrilha que usa sigla partidária, tá faltando pouco.

Faltam apenas mais oito ações penais.

Só isto. Apenas isto.

Daqui pro carnaval Lapa de Corrupto chega lá.

“Tô fudido do premêro ao quinto. Ô milhó: do premêro ao décimo tercêro”

18 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO DOMINGO – POUQUÍSSIMO

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Que pena…

Uma suspensão de quatro anos é muito pouco prum patife deste porte.

O ideal é que fosse suspensão perpétua.

Pelo menos resta o consolo de que, segundo a sentença, este petralha terá de pagar uma multa de R$ 480 mil.

O que também é muito pouco…

17 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

LIXO: OS ADIVAGADOS DE LAPA DE CORRUPTO SERÃO RECOLHIDOS PELO GARI

José Afonso Pinheiro, ex-zelador do edifício Solaris no Guarujá, lavou a alma de todos os brasileiros.

Em audiência a Sérgio Moro, ele confirmou que Lula era o dono do triplex e deu detalhes da vistoria feita por Marisa Letícia no imóvel.

17 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

ARROCHOU TANTO QUE A VACA SE PEIDOU-SE TODINHA

17 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

FORA TENDER

Guilherme Fiuza

Denunciado novamente na Lava-Jato, Lula soltou uma nota, por intermédio de seu Instituto, criticando os procuradores da operação. Um trecho dela diz o seguinte: “Os procuradores da Lava-Jato não se conformam com o fato de Lula ter sido presidente da República.”

Esse argumento encerra toda a polêmica: os playboys da Lava-Jato não suportam a ideia de viver num país onde o poder já esteve nas mãos de um pobre. Felizmente, o ex-presidente tem amigos ricos, um partido rico e um instituto rico para bancar os advogados milionários que redigiram esse argumento matador. A nota complementa:

“Para a Lava-Jato, esse é o crime de Lula: ter sido presidente duas vezes. Temem que em 2018 Lula reincida nessa ousadia.”

Fim de papo. Está na cara que é essa a motivação do pessoal de Curitiba: se vingar de um nordestino petulante e cortar as asinhas dele. Mas este não é um país só de playboys fascistas e rancorosos. Ainda há espaço para a bondade e a fraternidade, como mostra a planilha “Amigo” da empreiteira progressista, socialista e gente boa Norberto Odebrecht.

Amigo era o codinome de Lula, a quem Marcelo Odebrecht contou ter dado dinheiro vivo – alguns milhões de reais, como acontece em toda amizade verdadeira. Eis o flagrante contra os procuradores elitistas da Lava- Jato: eles não aguentam ver um pobre com dinheiro na mão.

Integrantes da Força-Tarefa da Operação Lava-Jato

Enfim, um brasileiro humilde que teve a chance de transformar sua roça num belo laranjal — onde pôde plantar seus amigos, como dizia a canção, e também seus filhos, e os amigos dos filhos. Em lugar dos discos e livros, que não eram muito a dele, plantou Bumlai, Suassuna, Bittar, Teixeira e outros cítricos. A colheita foi uma beleza.

Empreiteiras e grandes empresas em geral costumam irrigar candidaturas de todos os matizes – como apareceu na delação da Odebrecht – no varejão eleitoral. Mas uma sólida amizade só se estabelece com retribuição farta – e foi aí que o homem pobre, com sua proverbial generosidade, resolveu retribuir com a Petrobras. Nunca antes neste país se hipotecou tamanha solidariedade ao caixa das empreiteiras amigas. Só mesmo um governo popular teria a sensibilidade de conectar os cofres públicos diretamente ao coração sofrido do cartel.

Não dá mesmo para engolir um presidente que põe o bilionário BNDES, antes elitista e tecnocrático, para avalizar esses laços de amizade profunda – do Itaquerão a Cuba, de Belo Monte à Namíbia. Ver um sorriso iluminando o rosto cansado de um presidente da OAS não tem preço. O que ele entrega de volta tem preço – mas isso é com o Maradona. Aqui só vamos falar de sentimento.

Ai, como se sabe, o pior aconteceu. A direita nazista que tomou conta do Brasil, mancomunada com os androides da Lava-Jato, deu um golpe de estado contra a presidenta mulher – só porque ela manteve os laços de amizade criados por seu mentor, dando uma retocada de batom e ruge nas contas públicas que estavam com cara de anteontem. Quem nunca escondeu umas cartinhas do baralho para surgir com um royal straight flash? Não tem nada de mais. Parem de perseguir quem rouba honestamente. O Brasil caiu em recessão porque quis.

Para defender o legado precioso do homem pobre e da mulher valente, militantes aguerridos foram às ruas lutar contra a PEC do Fim do Mundo. De fato, essa ideia de botar as contas públicas em ordem sem usar batom e ruge é o fim do mundo. Mas os protestos são pacíficos. O pessoal só joga pedra e coquetel molotov para dissuadir os que pensam em usar a violência. Eles desistem na hora.

Esse governo branco, careta e de direita botou para tomar conta da Petrobras, do BNDES, do Tesouro, do Banco Central, enfim, das joias da Coroa, gente que não tem o menor espírito de amizade. Grandes brasileiros como Cerveró, Duque e Youssef estão tendo sua memória desrespeitada por práticas hediondas, que negam aos companheiros a oportunidade de agregar um qualquer. Essa elite branca é egoísta mesmo.

Agora vêm com esse papo de reforma previdenciária. Não acredite no que eles falam. Confie nesses discursos que você recebe por WhatsApp dizendo que o rombo da Previdência não existe. De fato, todos os países do mundo estão passando por problemas fiscais causados pelo sistema de aposentadoria, por conta do crescimento demográfico das últimas décadas e do envelhecimento populacional. Menos o Brasil.

Como se vê, não faltam boas causas para os atos cívicos dessa gente indignada e espontânea, sempre pronta a barbarizar em defesa da paz e da amizade. Chega de baixo astral. Cada dia que o maior amigo da nação amanhece à solta é um milagre. A militância há de sair às ruas para celebrar tal graça, neste que ficará conhecido como o Natal da Mortadela.

Fora Tender!

17 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DA REPÚBLICA

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vem a público desagravar o procurador da República Deltan Martinazzo Dallagnol. Coordenador da Força-tarefa Lava Jato, ele é alvo de uma ação judicial, proposta pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual se pede indenização por danos morais no valor de R$ 1 milhão em função de entrevista coletiva concedida em 14 de setembro.

Numa estratégia que busca, nitidamente, inverter os papéis, pessoa acusada por crimes objetiva penalizar agentes do Estado, em caráter pessoal, pelo normal e autêntico exercício de sua missão constitucional. Ao alegar de forma tardia um suposto e absolutamente inexistente abuso de autoridade, pretende-se punir o trabalho de um membro do Ministério Público Federal que cumpriu regularmente o dever e o direito de informar a população sobre os atos relativos à operação.

O direito de petição é livre e as estratégias de defesa estão abertas a qualquer um, mas a mesma Justiça que presentemente julga o ex-presidente Lula – inclusive pelos fatos noticiados na referida entrevista – saberá com certeza reconhecer e rechaçar o que consiste em mal disfarçada intenção de inibir e retaliar a ação de membros do Ministério Público. Trata-se de iniciativa de mesmo gênero das propostas em trâmite no Congresso Nacional que pretendem criminalizar atos que constituem exercício legítimo da atividade do Ministério Público e de juízes como se fossem supostos abusos. A ação visa também amordaçar o Ministério Público e outros agentes do estado que legitimamente explicaram sua atuação à opinião pública, prestando esclarecimentos sobre fatos que não estão cobertos por sigilo.

Assim como já o fez nos demais momentos das investigações, ao conceder a entrevista, Deltan Dallagnol, acompanhado de todos os demais membros da Força-tarefa, prestou esclarecimentos cabíveis e necessários à sociedade. A estratégia de processar Deltan isoladamente, e não a União ou os membros da Força Tarefa, denota claro propósito intimidatório. Se o real propósito fosse a indenização por supostos prejuízos à imagem, o caminho natural seria acionar o Estado, diante das facilidades jurídicas desse tipo de ação quando comparada à ação contra o servidor público.

Vale salientar, novamente, que os responsáveis pela Lava Jato têm sido exemplo sólido no cumprimento da lei de forma imparcial e técnica. A atuação da Força-tarefa fundamenta-se em provas robustas reunidas ao longo de mais de dois anos de investigações que se tornaram referência no Brasil e no mundo no que concerne o combate efetivo à corrupção, premiada nacional e internacionalmente.

O Ministério Público é um só, e o ataque pessoal a um de seus membros apenas acentua esta unidade. O procurador da República Deltan Dallagnol tem o respeito e o apoio de seus colegas de Ministério Público Federal ao conduzir-se de forma profissional e competente, nas investigações da Lava Jato. Nada nem ninguém afastarão os membros do MPF do cumprimento equilibrado, impessoal e destemido de seus deveres.

José Robalinho Cavalcanti
Procurador Regional da República
Presidente da ANPR

17 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – MAIS UMA…

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Celebremos esta auspiciosa notícia que veio alegrar o final de semana da banda decente do Brasil.

Celebremos com um lindo samba.

17 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – UMA NINHARIA

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Isto é fichinha prum petralha.

O cumpanhero Lula vai providenciar o pagamento desta fiança rapidinho, rapidinho.

Uma minxaria feito esta, mísero 1 milhão de reais, a Odebrecht libera na maior ligeireza.

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16 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

JÁ TEM VAGA…

Moro determina que Eduardo Cunha seja transferido da PF para presídio.

Decisão é desta sexta-feira (16) e não define data de transferência.

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Entramos hoje, sexta-feira, na segunda quinzena de dezembro.

Será que teremos boa notícias daqui pro Natal?

Vamos torcer. 

Eu mesmo estou muito esperançoso.

“Pronto, Lula: podes vir que eu já vou desocupar o lugar”

16 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEXTA-FEIRA – O NÚMERO DO AZAR

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É muito azar do Temer…

O percentual dos que aprovam seu governo coincide com o número da organização criminosa chamada PT: 13.

Putz…

16 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

UM ESTRONDO DA PORRA

A nova denúncia contra o ex-presidente Lula afirma que o petista capitaneou um “estrondoso esquema criminoso“.

Os procuradores da República também garantem que ele “foi o maior responsável pela consolidação, desenvolvimento e operação do grande esquema de corrupção revelado na Operação Lava Jato, tendo sobre ele domínio de realização e interrupção”.

A acusação do Ministério Público Federal aponta que propinas pagas pela empreiteira Odebrecht ao esquema liderado pelo ex-presidente chegaram a R$ 75 milhões em contratos com a Petrobras e incluíram terreno de R$ 12,5 milhões para o Instituto Lula e cobertura vizinha à residência de Lula em São Bernardo de R$ 504 mil.

“Lula capitaneou e se beneficiou desse grande e poderoso esquema criminoso. Beneficiou-se de forma econômica e direta, pois, recebeu propinas decorrentes de ilicitudes praticadas em benefício de consórcios integrados pelo grupo Odebrecht, em detrimento da Administração Pública Federal, notadamente da Petrobrás”, afirma a Procuradoria.

“As vantagens indevidas objeto da presente denúncia consistem em recursos públicos desviados no valor de, pelo menos, R$ R$ 75.434.399,441, os quais foram usados, dentro do estrondoso esquema criminoso capitaneado por Luiz Inácio Lula da Silva, não só para enriquecimento ilícito, mas especialmente para alcançar governabilidade com base em práticas corruptas e perpetuação criminosa no poder”, afirma a Procuradoria.

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Mais de 75 milhões de reais de propina.

Puta que pariu!  

Meus zoios chega ficaram brilhando com a enormidade desta montanha de dinheiro embolsada pelo proprietário do PT.

E num aparece nenhum corruptor ativo pra me oferecer um pixulequinho, nem que seja apenas 1% do que Lapa da Ladrão recebeu.

Que pena…

Mas não custa nada alardear que estou às ordens e à disposição pra ser corrompido.

Façam suas ofertas, senhores empreiteiros!

Agora, aqui entre nós, eu gostei mesmo foi deste termo que o MPF usou na denúncia contra Lapa de Corrupto: um esquema de bandidagem “estrondoso“.

Um estrondo pra ninguém botar defeito!!!

“Cumpanhero, nóis dois temos o mermo patrão”

16 dezembro 2016 DEU NO JORNAL

DISTRIBUÍA DINHEIRO DA CORRUPÇÃO COM ELEITORES POBRES

O Brasil está comovido com a alma caridosa da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Quando apareceu o seu nome na lista do propinoduto da Odebrecht, a parlamentar declarou que toda grana que recebeu da empreiteira teve um fim filantrópico. E que fim! Foi “socializado com os pobres”, justificou. Ah, ainda bem que a parlamentar confessou para onde foi o suborno antes que algum eleitor maldoso duvidasse da sua honestidade.

É assim que deveriam se comportar os outros comunistas do partido da senadora quando flagrados com a mão na massa: contar uma história como essa para convencer seus eleitores de que a corrupção teve uma causa nobre. Não foi um dinheiro usado pelo partido para esbórnia ou para enriquecimento ilícito de alguns dos seus integrantes.

Grazziotin – a esquerda infantil do parlamento – acredita realmente no que disse. Se é assim, devemos, todos nós brasileiros, fazermos orações diárias para o São Odebrecht e agradecê-lo pela preocupação em socializar os lucros da sua empresa com os mais necessitados pelas mãos generosas da senadora. Agora, sabemos porque os eleitores de Grazziotin mantêm-se fiel à sua representante no Congresso. São pessoas de bem com o mundo: felizes, prósperas e sem preocupação financeira porque passaram a viver dos milagres da Odebrecht desde que ela assumiu o mandato.

Mas não pense o leitor que Grazziotin é uma política despreparada, ingênua, que ignora os problemas do país. Ela se apega aos princípios socialistas e à doutrina marxista para fundamentar as razões que a levaram à distribuição da riqueza no país. Veja quanta profundidade nos seus argumentos para explicar o seu nome na lista da Odebrecht: “Todo mundo sabe que nós, comunistas, fazemos militância política por ideologia e não por qualquer vantagem financeira. O dinheiro que eu recebi era considerado por mim e pelos meus camaradas de Partido como um ato de expropriação contra a burguesia e por isso nós socializávamos (o dinheiro) com os pobres”.

Viu? A senadora não é egoísta nem sovina. Prefere multiplicar os pães entre os seus fiéis eleitores amazonenses. Ela faz também uma revelação surpreendente. Diz que seus camaradas de partido também estavam na caixinha da empreiteira. Portanto, divide com os parceiros as suas ações caridosas numa versão moderna da Madre Teresa de Calcutá. Se é assim, pelo que entendi, o PCdoB deixou de ser um partido político para se transformar numa entidade filantrópica, cujo objetivo é proteger os seus eleitores da fome, da crise econômica e do caos político, distribuindo igualitariamente entre os seus filiados o dinheiro da empreiteira.

Grazziotin está convicta de que a Odebrecht não exigia contrapartida para os agrados que faziam a alegria do partido. Os malotes que abasteciam o PCdoB nas campanhas eleitorais caracterizavam-se como “expropriação contra a burguesia”, segundo a senadora. Aos mais jovens uma explicação: era assim que a esquerda denominava os assaltos a bancos na ditadura. E agora? O que dizer da grana que chegou à senadora via Odebrecht, dinheiro que deixou de ir para a merenda escolar e para a saúde? É a expropriação ao inverso, aquela que tira o alimento das crianças e sacrifica os doentes nos hospitais públicos.

Não tem óleo de peroba para tanta desfaçatez da senadora quando ela culpa também a mídia pelos seus danos morais na política. Veja a profundidade da sua análise: “A imprensa burguesa tenta instrumentalizar a divulgação da lista para macular a imagem dos comunistas em evidente deslealdade tática e estratégica dentro do campo da luta de classes”. Entendeu? Se entendeu, me explique.

Toda essa bobagem da senadora não é fantasia. Foi realmente dita por uma representante do povo, com assento no Senado Federal. Que coisa lamentável. A esquerda brasileira adoeceu, está decadente, contaminada pela mediocridade, se dissolvendo em idiotices e se desmilinguido intelectualmente. Quanto vazio político. É esta pessoa, alienada, que se propõe a pensar o Brasil. Uma senhora que parece zombar dos seus eleitores vomitando sandices para justificar o injustificável: o dinheiro da corrupção da Odebrecht que abasteceu a ela e o seu partido.


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