CARINHOSO

Há exatamente 120 anos, no dia 24 de abril de 1897, nascia Alfredo da Rocha Vianna, o nosso saudoso Pixinguinha. Ele encantou-se em fevereiro de 1973.

Vamos reverenciar sua memória com esta composição que ele fez em parceria com João de Barros, aqui interpretada por Orlando Silva

FANATISMO

Esta letra, interpretada por Fagner, é um belíssimo soneto da Poeta portuguesa Florberla Espanca, que viveu intensamente o seu curto tempo de apenas 36 anos neste mundo.

O cearense musicou uma obra-prima. Que o JBF oferece pros seus leitores neste lindo sábado.

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Florbela Espanca (Dez/1894 – Dez/1930)

Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa …”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim! …”

PASTORINHAS

Silvio Caldas interpretando  Pastorinhas, de Braguinha e Noel Rosa, numa gravação de 1938.

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Noel de Medeiros Rosa (Dez/1910 – Mai/1937)

BOIADEIRO ERRANTE

A dupla Liu e Léu, num antigo programa de televisão, interpreta uma tocante moda de viola da autoria de Teddy Vieira.

NOVOS RUMOS

Paulinho da Viola interpreta uma composição da dupla Rochinha e Orlando Porto.

Este Editor curte muito esta música e sempre se emociona quando a escuta porque ela tem muito a ver com a sua própria vida. Era sempre pretexto pra tomar uma naquele saudoso tempo em que não estava cumprindo uma abstinência compulsória…

NELSON GONÇALVES CANTA NOEL ROSA

O endereço era este: Rua Coronel Austriclínio, nº 683, Palmares-PE. A rua ainda tem este nome e fica no centro da cidade. Mas o número foi substituído por outro quando a prefeitura implantou um novo sistema. E na casa em que passei minha infância hoje existe uma loja.

Pegado parede-e-meia com a minha casa, existia o casarão em que morava a família Capistrano, que foi demolido nos anos 70 e no local construiram a moderna sede da Telpe, a então empresa estadual de telefonia.

A família Capistrano era capitaneada por Seu João e Dona Nena. Uma família grande, muito unida e feliz. Tinha Hamilton, Humberto, Jairo, Lula, Bartolomeu, Djalma, Maria, José, Jarbas e Tereza. Da minha faixa etária, só mesmo Jarbas, menino feito eu; e Tereza, que era a caçula. Todos os outros eram bem mais velhos. Eu era criança e eles já eram adultos. Na casa da família Capistrano, onde costumávamos brincar no oitão e no fundo do quintal, havia uma radiola hi-fi, única em toda rua, com uma grande coleção de discos LP, o hoje chamado vinil.

Os filhos adultos dos Capistranos, quando viajavam pro Recife, ao voltar sempre traziam mais e mais discos, cada novidade mais espetacular que a outra. E foi ouvindo aquela fantástica coleção dos vizinhos que se embasou a minha cultura musical, sobretudo de música popular brasileira.

Havia muitos LPs de Nelson Gonçalves. Entre eles, existia um no qual o saudoso cantor gaúcho interpretava apenas composições de Noel Rosa. Uma das maiores vozes brasileiras cantando músicas de um dos maiores gênios da música brasileira. A capa do LP, gravado em 1956, quando eu tinha 10 anos de idade, é esta que está reproduziada logo abaixo:

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Hoje, dia 18 de abril, se completam exatos 19 anos que Nelson Gonçalves encantou-se e partiu do mundo dos vivos. Ele nasceu em Santana do Livramento-RS, no mês de junho de 1919, e morreu em 1998.

Para registrar esta data, uso a seção Do Fundo do Caçuá Musical para oferecer à comunidade fubânica as oito músicas do disco cuja capa está reproduzida aí em cima, sendo 4 músicas do lado A e quatro músicas do lado B.

Boa audição!

Coração 

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Último Desejo

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Feitiço da Vila 

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Quando o Samba Acabou 

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Só Pode Ser Você 

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Silêncio de Um Minuto 

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Com que Roupa 

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Palpite Infeliz 

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NA BASE DA CHINELA

Vamos começar a semana em alto astral e com um embalo gostoso. Música de Rosil Cavalcanti e Jackson do Pandeiro, na interpretação de Geraldo Azevedo e grupo Cascabulho. 

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CHUÁ, CHUÁ

Uma canção composta em 1925 pela dupla Pedro de Sá Pereira e Ari Pavão. Interpretação de Augusto Calheiros em gravação de 1956. Tudo isto para embalar um domingo em 2017.

ALEGRIA

Um samba composto em 1937 pela dupla Assis Valente e Durval Mai. Interpretação de Orlando Silva.

ABRE A JANELA

Um samba de 1938, composto por Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti, defende a regalia de o marido “cair na orgia” e ter a compreensão da mulher. Um tema arretado para as feministas de hoje em dia. Interpretação de Orlando Silva.

CONVERSA DE BOTEQUIM

Um clássico de Noel Rosa, interpretado por ele mesmo.

O PEQUENO TURURU

Augusto Calheiros interpreta uma embolada que compôs em parceria com Luperce Miranda. Gravação de 1956.

TRISTEZA PÉ NO CHÃO

Para alegrar a nossa terça-feira, um inspirado samba da autoria de Armando Fernandes na linda voz de Clara Nunes.

AI QUE SAUDADES DE AMÉLIA

Na data de hoje, 10 de abril, ano de 1928, nascia Mário de Souza Marques Filho, que passou para a história da MPB com o nome de Noite Ilustrada. Ele encantou-se em julho de 2003.

Vamos ouvi-lo cantando uma composição de autoria da dupla Ataulfo Alves e Mario Lago. Uma letra de fazer militante feminista meter o dedo no furico e rasgar.

EU NASCI HÁ 10 MIL ANOS ATRÁS

Raul Seixas canta uma música de sua autoria.

Uma composição criativa e antológica:

PEDACINHO DO CÉU

Para alegrar o nosso final de tarde domingueira, Izaías e Seus Chorões, no Instrumental Sesc Brasil, interpretam com grande sensibilidade o inspirado choro da autoria de Waldir Azevedo.

FALTA DE SORTE

Samba dos anos 40 para um sábado ensolarado. Composição de Geraldo Pereira e Marino Pinto. Interpretação de Aracy de Almeida.

AMANHÃ É SÁBADO

Hoje é sexta. Véspera do sábado.

Um samba de Martinho da Vila na doce voz da potiguar Roberta Sá. Com participação do próprio compositor.

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FAUSTINA

Para alegrar a nossa quinta-feira, um samba-choro da autoria de Gadé. Interpretado pelo saudoso e inigualável Moreira da Silva.

PRA QUE MENTIR?

Uma música de Oswaldo Gogliano, o Vadico, compositor e pianista, grande parceiro de Noel Rosa.

Vamos ouvir uma das geniais criações desta dupla, na voz de Paulinho da Viola.

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Oswaldo Gogliano, o Vadico (1910-1962)

POMBO CORREIO

No dia de hoje, 4 de abril, no ano de 1992, encantava-se Gilberto Alves aos 77 anos de idade. Vamos ouvi-lo cantando um samba de autoria da dupla Benedito Lacerda e Darcy de Oliveira.

DEVOLVI

Núbia Lafayette, uma voz da bixiga lixa, interpreta uma composição de Adelino Moreira.

Aliás, tenho um carinho especial por esta música, um brega de elite, porque foi através dela que tomei conhecimento da existência da palavra “cruciante“.

Quem quiser saber o que ela significa, faça feito eu: recorra ao Pai dos Burros.

O MAR SERENOU

Na dia de hoje, 2 de abril, no ano de 1983, encantou-se Clara Nunes.

Já lá se vão 34 anos que ela partiu…

Vamos reverenciar sua memória ouvindo-a cantar uma composição da autoria de Candeia.

PATATIVA

Elba Ramalho faz uma intepretação moderna, diferente, de Patativa, da autoria de Vicente Celestino.

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QUIXABINHA

Para aguardamos o final de semana em alto astral, aqui vai um samba de latada composto por Josildo Sá e Anchieta Dali. A interpretação é do próprio Josildo Sá, um amigo muito querido que mora na estima deste Editor.

 

A SAUDADE ME MATA

Um belíssimo e nostálgico samba de Ederaldo Gentil. Interpretação de Elza Soares.

VOA LIBERDADE

Na data de hoje, 29 de março, no ano de 1993, encantou-se o cantor Jessé. 

Vamos reverenciar sua memória ouvindo-o numa interpretação tocante, uma composição de Mário Maranhão, Eunice Barbosa e Mário Marcos.

CORDAS DE AÇO

Uma composição do genial Cartola interpretada por Gal Costa.

O CANTO DA EMA

Um batuque de 1957 pra alegrar o este início de semana.

Autores: Alventino Cavalcanti, Aires Viana e João do Vale.

Jackson do Pandeiro é o intérprete.

ADEUS MARIA FULÔ

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Um gostoso baião para alegrar o nosso domingo. Composição de Sivuca e Humberto Teixeira. Canta Gal Costa.

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CABO TENÓRIO

Um rojão arretado para animar o nosso sábado. Composição de Rosil Cavalcanti interpretada por Jackson do Pandeiro.

XOTE DA SAUDADE

Uma sacolejado gostoso pra alegrar a nossa sexta-feira. Composição da dupla Geraldinho Lins/Carlinhos Borges, interpretada pelo Trio Virgulino. Participação especial de Elba Ramalho.

ABRIGO DE VAGABUNDOS

Música de Adoniran Barbosa, interpretada pelos Demônios da Garoa.

NA CASA BRANCA DA SERRA

No data de hoje, 22 de março, no ano de 1867, nascia em Maceió o poeta e compositor Guimarães Passos, que encantou-se em 1909. Vamos ouvir a modinha de sua autoria intitulada Na Casa Branca da Serra, interpretada pela saudosa Inezita Barroso.

A ESPINGARDA (PA-PA-PA-PÁ)

Para alegrar a nossa terça-feira, uma embolada de 1922, composta por José Luís Calazans, o Jararaca. Interpretada pela dupla Jararaca e Ratinho.

LEMBRA DE MIM

No dia de hoje, 20 de março, está fazendo exatamente quatro anos que encantou-se o grande cantor Emílio Santiago. Aqui ele canta uma composição da dupla Ivan Lins/Vitor Martins.

BREJEIRO

No dia 20 de março de 1863 nascia Ernesto Nazareth, na cidade do Rio de Janeiro. Vamos ouvir o Conjunto Época de Ouro executando um choro de sua autoria.

MARIA BOA

Na data de hoje, 19 de março, no ano de 1911, nascia o compositor Assis Valente, que encantou-se em 1958. Vamos ouvir uma música de sua autoria, interpretada pelo Bando da Lua.

MAIOR PRAZER

Pra começarmos o domingo em alto astral, um samba excelente, de 1939, composto por Buci Moreira e Miguel Baúso. Interpretado por Carmem Barbosa.

CIDADE ALTA – Zé e Zilda

Na data de hoje, 18 de março, no ano de 1919, nascia no Rio de Janeiro Zilda Gonçalves, mais conhecida como Zilda do Zé, que era o seu marido e com o qual formou uma dupla que fez muito sucesso nos anos 50. Ela encantou-se em janeiro de 2002. Vamos ouvi-los cantando uma composição de autoria da dupla Oldemar Magalhães/José Gonçalves.


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