Especialista em generalidades, extremista de centro, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer
saliência digna de nota, autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol, ensacador de
fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco e cachacista, Papa da Igreja Católica Apostólica Sertaneja
No áudio de hoje trago para vocês alguns exemplos de como a música descritiva é importante na condução de uma cena, acentuando o clima segundo a intenção do Diretor.
Veremos também exemplos de mau gosto na titulação dos filmes, quando vertidos para o português.
O grande músico/humorista que foi Spike Jones, uma legenda na TV americana, criador da mais fantástica e bem humorada Orquestra de Malucos (Spike Jones and his City Slickers), fez muito sucesso interpretando obras de difícil execução. Ele, ótimo percussionista e cabeça privilegiada para a criação humorística, cercou-se dos seus melhores amigos músicos e perpetuou em interpretações hilárias arranjos baseados em peças populares e eruditas muito conhecidas. Como gosto muito da sua obra, chamei um amigo humorista (Caetano) para acompanhar-me nessa aventura “spikeana” em vídeo, interpretando “O vôo do besouro”. Espero que gostem.
Na coluna de hoje eu conto como foi meu primeiro contato com esta peça sinfônica extraordinária e da sua importância na minha vida de sonoplasta e compositor.
A MÚSICA INCIDENTAL NO ESPETÁCULO DA PAIXÃO DE CRISTO DE NOVA JERUSALÉM
Amigos do JBF:
Espero que tenham gostado do último “podcast”, com um pouco da minha história e meu deslumbramento pelo rádio, pelo frevo e pela Sonoplastia.
Hoje estou falando algo sobre esta arte desconhecida por muitos, mas que é essencial para a comunicação, reforçando e enfatizando a palavra dos que têm que utilizar-se da voz como expressão artística.
Utilizo-me da minha experiência de décadas construindo a Sonoplastia do espetáculo teatral da Paixão de Cristo, de Nova Jerusalém. Posteriormente, poderei continuar o assunto mais centrado no meu trabalho diário de radialista nos muitos programas que produzo e dirijo para a Rádio e TV Universitária. Um grande abraço a todos.
Esta coluna, ao contrário das demais, não será escrita. Será falada. Será publicada sempre na segunda-feira.
O seu titular, Hugo Martins, é uma legenda, um ícone da cultura e da música de Pernambuco e do Brasil.
Convidei o também colunista Fred Monteiro, amigo de Hugo, pra fazer a apresentação pros leitores fubânicos.
O Editor
APRESENTANDO ESTA COLUNA
É muita pretensão da minha parte tentar apresentar uma personalidade da vida cultural e artística de Pernambuco do quilate de Hugo Martins.
Mas, instado pelo Papa Berto I, para que o convidasse a participar do Jornal da Besta Fubana, imediatamente transmiti ao Hugo o convite, tarefa fácil de executar, pois Hugo sempre está me visitando no meu estúdio de gravação, onde temos desenvolvido muitos trabalhos em prol do frevo e da música pernambucana em geral.
Conheço Hugo há quase 20 anos e fico cada vez mais impressionado com a sua cultura musical e da sonoplastia, do cinema, rádio, teatro e televisão.
Hugo é uma usina, trabalhando com isso tudo 24 horas por dia. Impressionante é a sua memória para guardar nomes, datas, detalhes, de cada peça das milhares que fazem parte do seu dia a dia, na Rádio Universitária (AM e FM), onde produz e apresenta muitos programas, alguns dos quais há mais de 40 anos. “O Tema é Frevo”, “A Música do Cinema”, “Evocação” e “A Música das Bandas de Música”, são ícones na programação cultural do rádio de Pernambuco. Paraibano de Rio Tinto, vivendo no Recife desde 1948, Hugo Martins é cidadão honorário pernambucano e recifense, homenagens justas e merecidas a quem dedicou toda uma vida na divulgação da nossa cultura.
Nesta sua coluna, que hoje se inaugura, Hugo dissertará, em áudio, sobre isso tudo: o frevo, a música carnavalesca em geral, os personagens que criou para TV e cinema, os compositores eruditos e populares de Pernambuco e do mundo, a música do cinema, sua rica história na radiofonia, televisão e na sonoplastia do teatro, sendo o seu mais grandioso trabalho nessa área a sonorização do maior espetáculo teatral ao ar livre do mundo, a Paixão de Cristo em Nova Jerusalém, obra do imortal Plínio Pacheco. Em seus “podcasts” semanais nesta coluna, Hugo contará tudo isso e muito mais. Quem já o conhece, continuará se surpreendendo com a sua inquietude cultural; quem ainda não tem esse privilégio (e são poucos, creio), o terá agora… Posso assegurar que o Jornal da Besta Fubana será enriquecido pela presença do nosso amigo Hugo Martins !
Fred Monteiro, compositor, colunista do JBF, Padre da Igreja Sertaneja