PISANDO NO PESCOÇO DA MÃE!

Gosto é algo idiossincrático. Cada um tem o seu, já se disse isso inúmeras vezes e, assim, não há muito do que discordar.

Apesar do tamanho continental do Brasil, um homem de reconhecida atuação política no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, nascido a 22 de janeiro de 1922 em Carazinho/RS – com mandatos de Governador no próprio Rio Grande do Sul, onde também se elegera deputado federal, e Governador do Rio de Janeiro, com estupenda atuação e mudança no sistema da educação pública do Estado – acabou virando ídolo, se não da maioria, mas com certeza de um grande número de brasileiros. Seu nome: Leonel de Moura Brizola, engenheiro civil por formação acadêmica e político por vontade divina. Entre os maiores e melhores deste País.

Pois, esse caudilho, certo dia – quando concluíra o segundo mandato como Governador do Rio de Janeiro – em pronunciamento público, dissera que, “Lula, para chegar ao poder, pisa até no pescoço da mãe”!

Este colunista, brizolista assumido, por mais de uma vez já fez lembrar a fala do gaúcho admirador de chimarrão e de costela de boi em churrasco. E já leu e ouviu mais de uma vez que, neste atual momento de desencontros e de desmoralização da política (por conta dos políticos imorais que vivem neste País), Lula, vulgo “Barba” estaria constrangido com a sua sucessora e, estaria começando a “pisar no pescoço da própria mãe” para ascender mais uma vez ao poder (mas há quem diga que Lula nunca saiu dele).

Ora, todos sabíamos que Dilma “guardaria” o lugar para Lula por oito anos. Dois mandatos. Mas os escândalos na política brasileira, contando com efetiva participação e envolvimento do executivo, estão forçando uma mudança de planos. Se estourar mais um escândalo – e este envolver o executivo – qualquer poste que se candidatar, ganha a eleição para Presidente da República. Até Tiririca!

Mas nosso assunto principal aqui é a molecagem em que está transformado este nosso País. E, sem demora, vamos a ela, mostrando cabras e coisas sem futuro com as quais convivemos.

No retrato 1 – Veja uma cena típica e corriqueira que acontece em algum lugar deste Brasil “gerenciado” por uma cambada de fdp. Na foto abaixo, uma van caracterizada como “UTI Móvel”, em vez de transportar pacientes para o hospital, está socorrendo uma mesa de sinuca de uma casa de jogatina para outra. Tem futuro, um País desses?

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UTI Móvel é? A mesa de sinuca tá doente?

No retrato 2 – Enquanto muitos estão preocupados com o tanquinho no abdome, com o bumbum arrebitadinho, com os peitinhos grandes e rijos, ainda que com alguns mililitros a mais de silicone, o “povo da roça” resolveu por à venda a sua academia de malhação. Mas, lembre quem se habilitar à compra: ficar olhando não emagrece. Tem que usar e cavar para acabar com a celulite das costelas, das coxas e da bundona. Essa academia tem futuro?

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Academia de Malhação do (a) homem/mulher da roça

No retrato 3 – Qual é mesmo o futuro que tem um cabrinha safado como esse gato? Esse feladaputa que gosta de se aparecer, prumode que, num vai percurar uma gata, pra fazer baruio in riba do teiado da casa?

Arre égua! Tem futuro um gato besta desses e ainda por cima fazendo uma pergunta dessa? Tu gosta de pinto, é gato?

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Gatinho sem-vergonha, né não?

No retrato 4 – Qual será o futuro desse moleque bebendo esse caldo de pinto? Garoto bem nutrido, com corpo e cara de quem estava brincando, e muito. Mas, quem está bebendo o caldo é o moleque ou o pinto?

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Moleque e pinto bebendo caldo


FLORES, ROSAS E MULHERES

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A simplicidade e a beleza das flores em efervescente produção

O Dia Internacional da Mulher, já passou. Sabemos disso. Foi 8 de março. Mas, também sabemos, 8 de março é apenas um dia no calendário dos 365 dias do ano, escolhido como se fora apenas uma festa pagã. E não é. O Dia da Mulher é todo dia.

E, trago o assunto de volta, hoje, 13 de abril para render homenagem ao fato de aqui eu estar. Nascido no dia 30 de abril, só estou neste planeta porque, na data de amanhã, 14 de abril, nasceu aquela que me deu a Luz. Se viva fosse, dona Jordina Gurgel Ramos completaria 97 anos.

Negra da bunda grande, neta de índios da tribo guarani Paiacu cujos iniciantes ainda moram em Pacajus/CE, sempre teve voz ativa, e que sempre teve o comando sobre os filhos, “barbados ou não” e total obediência dos netos. Nunca deixava passar nada. Para ela, erro tinha tolerância zero. Estaria fazendo bobagem, filho ou neto que lhe desobedecesse. E, pelo que se sabe, até hoje ninguém está arrependido do tipo de educação familiar que recebeu. Na família – grande, por sinal – não existe ladrão, puta, viciado em drogas, veado ou doente moral. E, incrível, ela nunca entrou numa escola para aprender a ler. Mas conseguiu graduação, mestrado e doutorado na vida. E o diploma está no procedimento de cada um dos oito filhos que dela nasceram.

É a essa mulher, para mim mais que internacional, que, embora com algum atraso, rendo essa homenagem.

“Disse a flor para o pequeno príncipe: é preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.” – Antoine de Saint-Exupéry

Geraldo Vandré – Pra não dizer que não falei das Flores

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A imponente beleza (e o perfume inebriante) das rosas vermelhas

Por que rosas tem algo a ver com as mulheres e, nunca, com os homens? O que pretende um homem que oferece rosas a uma mulher? E por que um homem não oferece rosas a outro homem?

Ora, disse algum dia um poeta até agora anônimo, que rosa não apenas é o que há de mais doce, belo, simples e sublime, como também é algo que, ao que parece, foi gerado pela própria mulher. Faz sentido?

Pode até não fazer, mas o que tão simples e belo ao mesmo tempo pode ser comparado a uma mulher? Uma estaca? Uma baleia? Uma nuvem? O que, finalmente, se identifica tanto com a mulher? Uma rosa, claro!

“É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou.” – Pequeno Príncipe

Cartola – As Rosas não Falam

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A beleza das curvas, da brancura e da maciez da pele feminina numa mulher madura. Simplesmente linda!

“As mulheres existem para que as amemos, e não para que as compreendamos.” – Oscar Wilde 

Erasmo Carlos – Mulher sexo frágil

O mundo mudou. E como mudou. E vai mudar muito mais até que cada um de nós seja o último a retornar ao pó de onde viemos. E seja de qual lugar tenhamos vindo, viemos através da mulher. Foi nas entranhas dela, no ventre dela que fomos gerados. Foi ela quem nos pôs no mundo.

Ali, com ela e dentro dela ficamos por quase nove meses – e desde então, já nos ensinava a suportar algumas agruras que a vida nos imporia.

No tanque, lavando roupas; no fogão, cuidando da nossa comida; na Igreja, rezando por nós e pedindo ao Pai, da mesma forma que pediu por Jesus; na cama, cuidando da nossa febre; e, no que seria o seu pequeno momento de folga, nos ensinando o bê-a-bá da escola e da vida. Como dizer que uma mulher dessas é algo frágil?


A BOLANDEIRA E A CRUEIRA

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Bolandeira puxada a boi para acionar o catitu na cevação da mandioca

Uma vida inteira na infância dedicada aos estudos e à vida na roça. Foi assim para a maioria das crianças saudáveis das décadas de 50/60 no interior do Ceará, ainda que a seca intermitente castigasse as famílias que viviam exclusivamente da agricultura familiar.

Parte de dezembro e todo o mês de janeiro, era o período dedicado às férias escolares. Em julho, mês completo, tudo levava a crer que o período se tornava maior – era a convivência mais demorada e interessante com a lavoura e, mais precisamente com a farinhada.

Tema exaustivamente discorrido neste JBF, a farinhada é um período que coroa a produção da mandioca com o fabrico da farinha de vários tipos – componente alimentar indispensável na mesa das regiões Norte e Nordeste – com as reuniões das famílias dos pequenos agricultores meeiros e do regozijo dos proprietários das terras. É uma festa. Tão importante quanto a colheita da uva, da maçã e do café.

Por vários dias só se pensa em farinha. Em tapiocas, beijus, mingaus, acúmulo da produção em paióis para o consumo ao longo do ano. Como comunidades de formigas carregando e acumulando o alimento para consumir no inverno, o “matuto” produz e guarda, quando a agricultura é familiar. É uma riqueza gratificada com a alegria estampada em cada rosto.

Por dias, semanas e meses, num galpão sem paredes laterais se transformava num verdadeiro conclave onde os destinos do povoado – plantação, colheita, distribuição e possível venda do que sobrava do abastecimento necessário – era discutido entre os meeiros-proprietários. Ninguém pensava em “poder”. Apenas em garantir o “comer”. Mais tarde as informações chegaram ao povoado, garantindo que aquilo era uma “cooperativa”.

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Boi puxando a bolandeira para acionar o catitu

Terminada a farinhada, vem a recompensa. Os trabalhadores que não plantaram roça de mandioca recebem a sua paga. Essa paga, feita em dinheiro em espécie, é sempre acompanhada pela gorjeta de “tantos litros de farinha” – via de regra, dá para comer mais de um mês, levando-se em conta que, farinha se come todo dia e de todo jeito.

Da mandioca e do boi, dizem, ninguém perde nada. Do boi (ou da vaca, se assim desejarem) não se perde nem a bosta. E há quem afirme que, dele, até o urro é aproveitado. Da mandioca, idem – na foto acima, o boi pisa e repisa a crueira (casca da mandioca), que, seca, vai servir de alimento para galinhas, patos e perus.

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Crueira posta a secar, vai servir de alimento para animais

Fazer farinha parece coisa fácil. Não é. O agricultor tem que conhecer a qualidade da “maniva” (galho da mandioca que vai ser replantado para renascer) e o tempo do plantio, além de saber preparar a terra. Precisa conhecer o tempo da colheita.

São três tipos de farinha fabricados da mandioca. Parte da região Nordeste usa a mandioca para fazer a “farinha seca” ou a “farinha branca”. Da mandioca extrai-se a goma (amido), largamente utilizado em beijus, sopas e mingaus. Por tempos, a goma teve também largo uso para garantir o bom visual de roupas passadas ao ferro. Daí, provavelmente, veio o termo muito utilizado na região: “engomar” a roupa.

No Pará, Maranhão e Tocantins, a farinha preferida é a “farinha d´água”, cujo preparo da mandioca é mais demorado – mergulha-se a mandioca na água por vários dias, até que ela possa produzir a “massa puba” que, passando por outro tratamento vai produzir a farinha. Dessa mandioca, retira-se, também, o líquido para fazer uma cachaça especial (tiquira) e a matéria prima para molhos de pimenta e o tucupi (ingrediente muito usado no preparo do “pato no tucupi” – alimento da culinária típica do Pará). No Pará produz-se também a “mandioquinha”, muito usada na culinária regional.

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Antiga “prensa” usada para retirar o líquido da mandioca ralada


MALIÇA, TEU PAI MORREU?

O mundo não é mais o mesmo. Faz tempo que muda, e, para pior. Uns culpam a tecnologia e, outros, tentando fugir da responsabilidade, procuram explicações, como se essas não estivessem em si próprios.

Era bastante estranho para nós, nos idos de 50, 60 e até meados de 70, ver alguém mais evoluído pegar o lenço e cuspir nele, para evitar cuspir no chão. Desconhecíamos muitas coisas que, se fizéssemos naqueles tempos, teriam nos proporcionado um mundo diferente (para melhor) do atual. Precisávamos ter um mínimo de conhecimento. Houve a extrapolação.

Também não está tão distante o tempo que, jogando bola e machucávamos o dedo do pé, jogávamos areia no ferimento e continuávamos brincando. Outros mais prevenidos amarravam um pedaço de pano velho sobre o ferimento e o jogo continuava. Em casa, o remédio era pó de café ou sal. Tudo acabava ali.

As décadas de 80 e 90 surgiu o que muitos chamavam de alimentação natural, cuja produção em larga escala ainda era desconhecida. Arroz cateto, feijão azuki, salada de verduras e legumes sem agrotóxicos, foram elementos que passaram a fazer parte de quem se dispunha a se informar melhor sobre a alimentação. Surgiu o pão integral e voltou a ser consumido em maior escala o açúcar mascavo.

Hoje tudo é diferente. O chão já não cura e já não se tem tanta certeza se não se usa agrotóxico em todos os alimentos. Glúten, hormônio entraram na lista negra e surgiu em grande escala o purificador da água. O lençol freático não é mais confiável – mesmo com os gestores tendo preocupação apenas com a camada de ozônio.

Mas, ontem, gadanhando uma pequena área livre onde foram plantados cajueiros, mangueiras, jaqueiras, azeitonas e até se tentou fazer vingar uma muda (não se tem notícia que a semente tenha nascido em algum lugar) de galho de sirigüela, encontramos a velha e conhecida Malíça, Malícia, Malícia-d´água, Malícia-de-mulher, Dormideira ou juquiri, nomes que em diversas regiões identificam aquela erva daninha muito conhecida no interior do nosso Ceará.

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Malícia – erva daninha dos roçados

Malícia-d´água: erva da família das leguminosas (Neptunia oleracea), natante dos rios e águas estagnadas, de caule esponjoso, rico em ar, pequenas flores que se arrumam em glomérulos, e legumes minutos.

[Bot.]- Juquiri é o nome popular de um arbusto da família das fabáceas (ex-leguminosas), sub-família mimosacea.

Tem cerca de 4 metros de altura, tronco tortuoso, flores de coloração rosa ou lilás e seu fruto é uma fava pequena,  achatada, com cerca de 2 centímetros de comprimento. É mais comum na região nordeste, habitando áreas de caatinga e da mata atlântica. Também é conhecido por:

- juquiri-arbustivo

- juquiri-carrasco

O nome científico do juquiri pode ser:

- Mimosa Regnelii

- Schrankia Leptocarpa

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Dormideira (mesma Malícia) com flores e frutos

DORMIDEIRA – Mimosa Púdica:

Descrição: A dormideira ou sensitiva (Mimosa pudica L.) é um pequeno arbusto perene da América tropical, pertencente à família das ervilhas. Este nome é devido à forma como os folíolos das folhas se juntam quando ela é tocada ou exposta ao calor (sismonastia). Essa sensibilidade e movimento das folhas da planta também ocorrem em outras espécies dentro da família das ervilhas, tal como a Neptunia, ou em outras famílias, como o gênero Biophytum na família Oxalidaceae. Não deve ser confundida com a planta de nome comum mimosa. Esta é de facto a Acacia dealbata – que não é realmente uma mimosa.

Indicação e utilização: Engorgitamento do fígado, icterícia.

Propriedades medicinais: Colagogo, laxante, resolutivo

. Indicações: Engorgitamento do fígado, icterícia.

Curiosidade : Esta erva quando colocada sob o travesseiro proporciona sonhos eróticos. Para tanto basta colhê-la em noite de Lua Cheia, de preferência quando ela estiver no signo de Escorpião. (Transcrito do Wikipédia).

Melão São Caetano:

O povoado Queimadas, parte do município de Pacajus, interior do Ceará sempre foi muito rico em Melão de São Caetano, muito utilizado pelas crianças para brincadeiras de “boizinho” e isca para pegar sabiá na arapuca.

Usado largamente como “sabão” pelos índios e agricultores, o Melão São Caetano sempre foi uma rica fonte medicinal. Usa-se muito o chá do caule ressecado para combater a diarreia e como vermífugo. Recentemente descobriu-se outra utilidade: combate a alguns tipos de câncer.

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Melão São Caetano começando a frutificar

Descrição: Erva da família das cucurbitaceae, também conhecida como erva de São Caetano, fruto de cobra, erva das lavadeira e melãozinho. Trata-se de um cipó herbáceo, de cheiro desagradável, caule sulcado e fino, ramos quadrangulares, folhas palmatífidas, e alternas, flores amarelo-pálidas ou brancas em cachos ou corimbos, solitárias masculinas e femininas, e fruto abrindo-se em três válvulas espinhosas, cor-de-ouro, tendo, no interior, as sementes cobertas de um arilo vermelho de 1.6 a 3 centímetros de comprimento. O fruto é uma cápsula coberta de protuberâncias moles, de constância carnosa, amarelo avermelhado quando maduros. As sementes são comidas pelas crianças e muito procuradas pelos passarinhos e crianças. Suas folhas clareiam a roupa e tiram machas. Todo o fruto é comestível quando maduro.

Propriedades: anti-leucorréico, anti-catarral, anti-reumático, bactericida, anti-virótico, anti-cancerígeno, anti-leucêmico, anti-tumoral, hipoglicemiante, anti-inflamatório nas colites, purgativo nas constipações com fezes ressecadas, vermífugo e anti-parasitário externo.

Indicações: Inflamações hepáticas, diabetes, cólicas abdominais, problemas de pele, queimaduras com leucorréias purulentas, furúnculos e hemorróidas, triglicerídios, prisão de ventre, tosse, catarro amarelo, febres intermitentes, gripes, faringites como febrífico, edemas inflamatórios como diurético, Eczemas, nódulos, abcessos como resolutivos e anti-inflamatórios, oligomenorréias e dismenorréias, como enemagogo e anti-espasmódico. Dores articulares em geral como analgésico.

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O fruto maduro do Melão São Caetano

Contra indicações/cuidados: gestantes, nutrizes e crianças; as sementes contem compostos tóxicos e teratogênicos, não devendo ser ingeridas em grandes quantidades, pois também é abortivo e inibidor da síntese proteica. Também é contra indiciado para pessoas que querem ter filhos. Não administrar em diabéticos, pois tem efeitos hipoglicêmicos e portadores de diarreia crônica, pois aumenta o número de evacuações e provoca a diarreia pastosa. As sementes têm compostos tóxicos e não devem ser ingeridas em grandes quantidades. Causa alterações nos testes laboratoriais do sangue – glicosúria falso-negativo em exames que usem fitas oxidantes reagentes e reagentes de Benedict; embora não tenha efeitos sobre as leveduras e fungos; seu uso prolongado pode prejudicar a flora bacteriana fisiológica levando ao crescimento de certas leveduras oportunistas, como a cândida.

Melão São Caetano já é largamente usado para combater o diabetes, diarreia, resolutiva, febrífugo, cólicas abdominais, colite, menstruações difíceis, problemas gástricos, resfriado e reumatismo. (Transcrito do Wikipédia).


CABRAS E CASOS SEM FUTURO

Gente, as fotos que vocês vão ver a partir de agora, são todas verdadeiras. O “dia da mentira”, no Brasil – embora seja todo dia – oficialmente, foi comemorado no dia de ontem, 1 de abril. Algumas brincadeiras, até repetidas, encheram o saco ontem. Mas, como estamos caminhando para uma democracia – tomara que não demoremos a chegar, pois, só esquina, já dobramos umas duzentas -, temos que respeitar as ideias alheias.

Se tivesse sido noticiada ontem, aquela história da negociação da Refinaria de Pasadena, alguém acreditaria? E, se tivesse algum “negão” envolvido, alguém duvidaria? E, sendo “negão”, se fosse também nordestino…. tava fudido, nera não? E, a mentira, fica por conta do valor inicialmente divulgado. A verdade é que ficou por quase o triplo do que foi anunciado. Eita Brasil crescente!

Este é (ainda) o nosso País, que eu nem sei se já não venderam!!!!

Mas, voltemos ao nosso desfile de retratos de gente e causos sem nenhum futuro. São todos uns merdéis!

No retrato 1 – Quero fazer uma promessa e pretendo cumprir. Toda vez que Cardeal Bernardo postar uma foto daquelas candidatas a musa da ICAS – que ele só publica de costas – vou postar uma dessas aí de baixo. Tem futuro, uma senhorita dessas? Alguém tem coragem???? E, quando ela galgar a presidência da Petrobrás?

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Modelo (????!!!!!) de beleza alagoana

No retrato 2 – Logo abaixo, a prova mais verdadeira do quanto avançou a noça educassão. Apois num é que a quantidade que tá aparecendo de gente prumode contratar o autor deça placa aí, amostrada nim baixo, já tá conferindo mais de 2.000!!!

Antes que o Papa Berto reluza cuanel, quero afirmar – apois tenha certeza – que não foi nenhum aceçor do Lula quem inscreveu essa praca. Foi o ingenheiro, responçável pela cagada, ops, pela obra! Tem futuro um “desgraduado”desses?

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Óie, ninguém ci responçabelisa por cu alquer incidente!

No retrato 3 – Essa frase oportuna, muito feladaputa, só pode ter vindo de um ciarencio que num tem mais o qui fazer qui ficar encangando peido num cordão. Quem é que num quer vê a cabeça do pinto dece miseráve? Tem futuro um macho réi iscrôto desse?

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Amostrando só a cabecinha do pinto!

No retrato 4 – Aí nim baixo, o feladaputa do pescador, todo mitidinho a frajolinha, foi preguntar pro touro se o peixe era Friboi. Taí, nu que qui deu! Quem num tem futuro, é o pescador ou o touro? Parece inté que os dois tem chifres!

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Ainda vai perguntar se peixe é Friboi? Pregunta de novo, macho réi!

Retrato 5 – Agora, amostrando que a educassão brasileira num tá tão atrasada a-s-s-i-m!!!!! , a irmãzinha são-paulina, passeando com o pai e o irmão pelas ruas de sunpaulo, ficousse admirada cuirmão aprendeno a soletrar e, aprendeno a ler! Vôte! Quem num tem tanto futuro: o menino ou o eliminado?

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A MÚSICA, A CRIANÇA E A IMPERIOSIDADE DOS LIMITES

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Os olhos infantis mostram o feed-back da música e do violoncelo na alma

“Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.” – Eduardo Galeano

Hoje queremos fazer algo diferente. Bem diferente das sacanagens quase diárias. Algo edificante, embora o que façamos aqui nas quartas-feiras e domingos tenha a objetividade precípua de interagir, independentemente dos regionalismos que surgem espontaneamente.

E, entendemos, música não tem cor, pátria nem sexo. Música é intuição, dedicação, preferência e amor. Se não, vejamos: Por que os pássaros cantam tão bem, sem nunca terem estudado música, sem sequer terem visto uma partitura, nunca erram, nunca desafinam, ainda que não tenham maestros?

Mas, a música que pretendemos focar, hoje, é a música produzida por humanos. Mais especificamente, por crianças – o estágio do ser onde tudo que aflora ainda é belo e puro. Ainda tem halo, indicando a pureza angelical.

E, quando se diz que música não tem regionalismo nem sexo, veja uma maravilha nascida, criada e mantida na Bahia:

Como prometemos no primeiro parágrafo, vamos abrir o livro noutra página. Vamos dar novos tons nas cores colocadas até agora. A nova página é… a 59!. O início está um pouco mais lá atrás. Mas, vamos em frente.

É cedo. Segunda aula do dia no Liceu do Ceará. Entra todo vestido de branco: calça, paletó, camisa e uma vistosa gravata vermelha, o professor Orlando Leite para a sua respeitada aula de Canto Orfeônico. Ali se aprendeu o que é solfejo, o que é a clave do sol, as notas dó, ré, mi, fá, sol, lá, si….e por aí em diante.

Professor e Maestro, Orlando Leite (faleceu em 2009, aos 85 anos) era um cearense nascido em Russas, estudou no Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Heitor Villa Lobos. Retornou ao Ceará com o diploma debaixo do braço e foi ensinar o que aprendeu. Era professor do Conservatório Alberto Nepomuceno quando foi acionado pelo fundador e primeiro reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC) para estruturar, em 1959, um Departamento de Música. Apesar desse cabedal, foi no velho e tradicional Liceu do Ceará que se tornou personagem entre os mais respeitados da cultura alencarina.

“Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música de seus versos” – Cora Coralina

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Uma Orquestra Infantil – o Estado de origem é apenas uma representatividade

Claro que não é por conta de alguns Orlandos Leites que as crianças nascem com o gosto pela música. Mas, com certeza, é pelas mãos de alguns Orlandos, que muitas dessas crianças alcançam as primeiras notas e têm as primeiras noções de música.

Minha falecida avó costuma dizer que, o bom “cantador”, “cantor” ou “tocador” – que era esse tipo de gente que ela entendia como músico -, nasce feito. Ninguém faz. Apenas se mostra o caminho e, quando possível lhes dá o instrumento. Tal qual fez Januário com Luiz Gonzaga.

“Pouco importam as notas na música. O que conta são as sensações produzidas por elas.” – Leonid Pervomaisky

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Composta por adolescentes que preferiram “cheirar” a música e “fumar” a cidadania

“Onde há música não pode haver coisa má.” – Miguel de Cervantes

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Orquestra formada por adolescentes da Paraíba

Sobre a Orquestra Infantil da Paraíba – Fundada em 1986 por Isabel Burity, a Orquestrinha se destaca como uma das poucas orquestras infantis da América Latina. Sob a batuta da maestrina Norma Romano, que rege o grupo desde a fundação, os pequenos músicos burilam o talento musical até os 14 anos de idade, quando atingem idade e maturidade musical para ingressar em grupos jovens, como a Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba (OSJPB).

Claro, é nessa orquestrinha, que de pequena não tem nada, que alguém ilumina o caminho bifurcado de muitas crianças e adolescentes, indicando-lhe qual seguir, para a direita ou para a esquerda. Dalí saem (e já saíram muitos!) ótimos músicos profissionais, que certamente embevecerão e acalentarão os sonhos momentâneos de muitos de nós. Através da música, claro.

“Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música.” – Aldous Huxley

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O violoncelo não substitui o brinquedo. Mas molda o homem que um dia foi criança e brincou

Há séculos se escuta a metáfora que insinua que “o Diabo não é tão ruim para todos”. Eu, sinceramente, prefiro não fazer parte da lista desses beneficiados pelo citado. Sempre interpretei esse dito popular pelo lado de que, existem males que vem para o bem.

Desde muito cedo, a caminho da escola, escutei que a “Vênus Platinada” nunca foi flor que se cheirasse. Mas, ainda que os fins não atinjam os meios, há que se respeitar pelo menos a iniciativa, a ideologia e o caráter proposto da coisa em si.

E foi na “Vênus Platinada” que nasceu a ideia do Projeto Criança Esperança, que propõe encaminhar apoio técnico e logístico a centenas de milhares de crianças e adolescentes literalmente perdidos nesse Brasil continental. Não se sabe a dimensão do programa, mas se vê alguma coisa prática do que é projetado e, principalmente, pode-se analisar algo através do que é divulgado.

Rasgar elogios ao Sistema Globo? Não. Apenas e tão somente reconhecer que alguma coisa está sendo feita. E, como era de se esperar, no mundo musical.

“A música oferece às paixões o meio de obter prazer delas.” – Friedrich Nietzsche

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Criança vítima da talidomida (sem braços) usa os pés para tocar trompete.

A desobediência aos limites – Quem deu o cheiro diferenciado entre o limão, a maçã, a manga e o caju, só pode ter sido o ente sobrenatural que acreditamos ser Deus. Claro que só pode ter sido Deus, pois ele criou todas as coisas. Vivas ou não. Por que, as frutas acima, todas nascidas da Terra, não têm o mesmo cheiro e sabor?

O Agrônomo explica? Pode até explicar, mas não vai jamais conseguir justificar. Só Deus explica e justifica. Só Deus consegue explicar o porque de um ser humano que viveu parte da sua vida vendo, sentindo e ouvindo, ao perder a visão, tem aguçados muitos dos próprios sentidos. Vai ouvir melhor. Vai sentir melhor que muitos que usufruem de todos os sentidos.

Também é algo de Deus, temos certeza disso, a coragem e a sensibilidade que alguns tem para desobedecerem os limites que a vida lhes impõe. Na música, Johann Sebastian Bach e Ludwig Van Beethoven são exemplos da ação divina, da mesma forma que Ray Charles Robinson.

“A música é a linguagem dos espíritos.” – Khalil Gibran

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Adolescente sem mãos, tocando órgão

“Na música, o próprio silêncio tem ritmo.” – Cláudio de Souza

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Deficiente visual, a criança toca a gaita que Deus dá o som e o tom


O NAVIO QUE PARIU UMA BALEIA!

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Dudu de Zica aproveita o fim do dia para tentar encontrar uma resposta

Aprendemos nas redações dos jornais por onde passamos, que um avião, lá do alto, matar uma porção de peixes lá embaixo, no rio, não é notícia. Mas, no dia em que um peixe, lá embaixo, no rio, derrubar um avião, aí sim. É notícia, e boa!

Pois bem. Nos chamados “anos de chumbo”, muitos jovens se envolveram de várias formas e com atuações consideradas importantes nas manifestações que tentavam dificultar as ações do golpe militar. Desses, muitos sequer tiveram seus nomes divulgados ou aparecem como atuantes, porque viveram enclausurados em pseudônimos – e nunca houve Serviço de Inteligência que descobrisse.

E o que tem o segundo parágrafo com o primeiro?

Tem sim. Tem muita coisa. Convivemos com toda essa época. Participamos das ações. Sofremos. Mas, sinceramente, nem sabemos se valeu à pena. Ainda não nos demonstraram isso. Os dois últimos maiores mandatários do País, senhor Luís Inácio da Silva e senhora Dilma Roussef, parecem impregnados inarredavelmente com o objetivo de mostrar que nada, nenhuma dificuldade temporariamente vencida, tem ou teve qualquer significado.

Hoje, eles fazem tudo ao contrário do que pregavam, e pelo que dizem que lutaram. Claro, entendemos porque não somos idiotas e, apesar de sermos nordestinos, não somos analfabetos – como prega a grande maioria de idiotas -, que eles jamais imaginavam chegar aonde chegaram. Era, sejamos sinceros e inteligentes, um sonho distante, provavelmente impossível de ser realizado. Mas chegaram. E aí estão! E, pelo visto, não sabem o que fazer e já estão impregnados do mesmo vício que imaginamos que combateram.

E, quem sofreu o que sofreu, depois de entender que houve alguma conquista em 1987 a partir dos comícios da Candelária, com mãos dadas e punhos levantados, não quer acreditar – como nós – e não acredita que tenha visto fotos de cenas e fatos que voltaram a acontecer como a foto abaixo:

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Veja a feição dos “manifestantes”. Nenhum aparenta ter mais de 50 anos. Não conhecem o que pedem

Foto da semana passada. Local: Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro. Ao fundo, a Igreja da Candelária, e os “manifestantes” caminham na direção da Central do Brasil. Estão nas imediações da Rua Uruguaiana.

No recente episódio que culminou com a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, como uma verdadeira mãe d´água, surgiu em meio a balbúrdia das manifestações e investigações, uma certa jovem com pseudônimo de “Cininho”. Concluíram que ela podia ser o elo de ligação entre muitos manifestantes e alguém que poderia estar patrocinando a baderna desenfreada. Ela não desmentiu, nem quem afirmava confirmou. Ficou algo no ar. Deduzimos que o maior interesse não era confirmar ou desmentir. Era botar no ar. Denunciar. Aparecer.

Agora, será que alguém pode imaginar que muitos desses “manifestantes” que aparecem nessas fotos da marcha e conduzindo essa faixa, também podem ser “Cininhos”?

Sim, porque é a única dedução lógica. E, “lógica” por quê?

Ora, essa é a única válvula de escape que quem viveu os anos de chumbo jamais recorreria. Mesmo que esse descalabro, essa sem-vergonhice, essa ladroagem diária que nos obrigam a conviver e que uns merdinhas idiotas chamam de democracia, mereça, hoje, o slogan pregado: “Brasil, ame-o ou deixe-o”!

E, para quem viveu, enfrentou os anos de chumbo e está vendo que, aparentemente, o sacrifício não valeu de nada, pode sim, ser uma válvula de escape. Sair do pais, ir embora para o lugar mais frio do Canadá ou para as geleiras do ártico, de livre e espontânea vontade. Só não serve Cuba – e se algum dia serviu, é coisa do passado, que os jovens não conheceram.

- Seu Zé, afinal de contas, que “democracia” é essa que Barba e Gringa acham que conquistaram? indaga Dudu de Zica.

- Ihh, Dudu, essa pergunta talvez nem tenha resposta e, se tiver, não deve ser fácil de enfrentar. Mas, deve ser isso que chamam de mensalão, de governabilidade macomunada com o pmdb, negociação da refinaria de pasadena, transposição do são francisco, construção das arenas, contas do maluf, metrôs de são paulo, instalação de bloqueadores nos presídios, papuda como hotel cinco estrelas, vitaliciedade de sarney, e por aí vai. Tudo com minúsculas mesmo.

- Mas, Seu Zé, era isso que esse povo apregoava quando reunia na UNE, quando fazia greves no ABC, quando sequestrava cônsules?

- Não Dudu. Não era!

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Não se engane. No passado, Lula e Dilma fizeram isso e nos enganaram

Leonel de Moura Brizola, Darcy Ribeiro, Rubens Paiva e outros, como diria Nelson Rodrigues, devem estar chorando lágrimas de esguicho nos túmulos onde jazem. Não foi por essa “democracia” aí que eles deram parte da vida.

No Brasil, a democracia violenta mata mais que a desumana guerra do Sudão, em Darfur, principalmente. No Brasil, se apreende mais drogas contrabandeadas dos países vizinhos do que nunca, mas nunca se apreende armas contrabandeadas que atravessam livremente as fronteiras sem qualquer incômodo. Por que? De quem é o interesse disso? Temos aqui, também, um “Senhor das Armas”?

OBS.: O título nada tem com o texto. Foi apenas para chamar a atenção e induzir a um raciocínio de que todos (os que sofreram com o Golpe Militar) estamos


Ô MACHO VÉI DA PORRA!

Ei, espie aqui: tu pegou buchecha nim bonde?

Tu fumou cigarros Continental, sem filtro?

Tu leu as revistas em quadrinhos de Flash Gordon, do Capitão Marvel, e andou comprando espinafre prumode ver se ficava igualzim ao Popeye?

Tu colecionou disco de vinil de Vicente Celestino, de Donga e aprendeu a cantar a marchinha As Pastorinhas, de Noel Rosa?

A tua irmã mais nova usava califon e botava anil nos “panos daqueles dias”?

Tu colecionava aquelas garrafinhas do Guaraná Wilson?

E, se tu é cearense, tu assistia filme nas tardes de domingo no Cine Diogo e aproveitava para ver as fotos do jogo na Aba Filme?

E, se tu sabe e conheceu tudo isso, tu vive aí achando que é novo, que é moderno, prumode que?

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Vendedora com sua tábua de pirulitos. Tu comprava?

Vem cá, na tua terra os homens banhavam no açude vestidos de calças compridas e as mulheres de vestido e sutiã?

Lá aonde tu nasceu, tu cagava num buraco?

O rádio Philco ou Transglobe da tua casa funcionava com bateria?

E o sabonete da tua casa (guardado dentro de uma saboneteira) era Phebo ou Gessy ou da Atkinsons?

E isso é coisa de gente que diz que é nova, é?

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Balança antiga – Essa é nova, mas os comerciantes usavam uma pedra de 1Kg

Tu comia aquele quebra queixo que era difícil até pro vendedor cortar?

Tu comprava arroz e feijão num comércio que o bodegueiro usava uma pedra, como peso de 1 kg?

E tu fazia coleção de monóculo com as fotos tiradas na praia e encomendados para o fotógrafo e a entrega só acontecia dois meses depois?

Espie aqui: isso num é coisa de quem se diz novo!

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Canetas tinteiro – tinta Parker azul; e nanquim, preta

E quando tu ia pro colégio, tu levava lápis, borracha, caneta tinteiro Parker, mata-borrão?

E a tinta que tu usava era Parker Quink?

Tu escrevia com aquela pena que, precisava ficar enfiando na tinta do tinteiro toda hora?

Tu aprendeu Esperanto? E Latim?

Ora porra, então tu num quer ser véi, prumode que?

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Buzina afixada no guidon da bicicleta. Lembra?

Tu mastigou aquela goma de mascar, de fazer “ploc”, a Ping Pong?

Tu chupou bom bom Pipper?

Tu tentou colocar camisinha com o pênis sem ereção quando ia namorar, para não melar a calça cinzenta?

Quantas vezes tu assistiu o programa do Jota Silvestre?

Tu ligava a Rádio Nacional pra ouvir o programa do César de Alencar e o Balança mas não cai?

E tu quer ser novo, é?

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Cine Diogo, na Avenida Barão Rio Branco em Fortaleza

Ei, e tu, cearense, assistiu alguma vez o jogo Gentilândia x Nacional?

Tu lembra da defesa do Ferroviário: Juju; Manuelzinho e Nozinho?

E a do Ceará: Ivan Roriz; William, Alexandre, Damasceno e Pelado?

E do Fortaleza: Aluísio II; Zé Mário e Sanatiel?

Tu assistiu jogo apitado pelo trio: Alzir Brilhante, José Tosta e Rolinha?

E quem viu tudo isso é alguém novo, é?

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Quebra queixo (açúcar e coco queimado) – uma preciosidade antiga

Tu andou no trem da RVC (Rede Viação Cearense)?

Tu assistiu o telequete com Ted Boy Marino e outros, nos televisores públicos instalados nos chafarizes de Fortaleza?

Tu dançou nas tertúlias animadas por Ivanildo e seu conjunto?

E tu, pernambucano, frequentou os inferninhos de Casa Amarela?

Então meu amigo, se convença de uma vez por todas. Se você conviveu com tudo isso, você é mais velho que a posição de jogar barro fora. Ora, em vez de comprar um relógio novo, tu fazia era limpar o teu com pó de caco de prato!


O BRASIL É UM PAÍS SÉRIO!

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Dudu de Zica travestido de Sherlock Holmes

Quando se escreve algo sobre corrupção neste Brasil continental, o efeito é o mesmo de quando se faz um risco n´água: nenhum. Corrupção no Brasil, seja na gestão pública ou qualquer outro setor, virou algo cultural que acontece no dia-a-dia. É, digamos, algo comum.

Provavelmente pela vida pregressa, o deputado federal Romário de Souza Faria, representante do PSB/RJ, também apelidado de “Baixinho”, com passagens por vários clubes do futebol mundial, vem denunciando a provável desenfreada corrupção em todas as instâncias organizacionais, administrativas, executivas, da Copa do Mundo de 2014, primeiro e mais oneroso “investimento” feito para a reeleição da petista Dilma Vana Roussef na Presidência da República Federativa do Brasil.

Segundo Romário, a corrupção é vergonhosa em todos os setores e, desde a “escolha” de elevado custo para o Brasil, quem “manda” no País é o Mr. Joseph Sepp Blatter, via FIFA (Fédération Internationale de Football Association), determinando o que deve ser feito ou não.

O legado especulativamente prometido não vai ficar pronto, nem precisava vir com ou após a realização de um evento como a Copa do Mundo. Poderia ser executado sem a Copa – embora a corrupção tivesse que ser melhor desenhada e menos “aberta”.

Nesta semana veio à tona o superfaturamento do estádio de Brasília. Em Manaus, além de superfaturado, o estádio já está transformado num elefante branco, além de ter provocado mortes de operários e outros fatos negativos. Em Curitiba, tudo indica que, se o estádio ficar pronto, menos da metade das obras do entorno e do legado ficará pronta. Na Bahia não tem sido diferente.

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Arena de Curitiba – por que construir outra no mesmo lugar onde havia uma?

- Seu Zé, será que, quando “compramos” a realização da Copa do Mundo de 2014 não esquecemos de incluir o título de campeão?

- Como assim, Dudu? Explique melhor!

- Seu Zé, pagar o que estamos pagando e vamos pagar para que a Copa viesse para o Brasil, possibilitando e exigindo gastos com construções de elefantes brancos, se o título de campeão não vier, a Presidente tá é fornicada!

- É Dudu! Não sei como não exigiram, na compra, a realização da Copa para depois das eleições!!!

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Obra inconclusa que ficará como legado da Copa na Bahia

Isso tudo nos levou ao “Túnel do Tempo” e rapidamente passou a fita da construção do açude de Orós, empreendimento no interior do Ceará que, como agora a transposição do rio São Francisco, pretendia minimizar os efeitos da seca de 1957. Nunca se roubou tanto (recorde batido agora, segundo Romário, com a realização da Copa do Mundo) para construir algo que foi concluído em 1961 e, mesmo com o êxodo rural da região não resolveu definitivamente o problema da seca na região.

Cidades como Iguatu, Acopiara, Cedro, Jaguaribe, Pedrinhas, Icó, Senador Pompeu, todas no Ceará, continuam enfrentando problemas com a diversidade ambiental e com a escassez na produção advinda da agricultura familiar.

O Açude de Orós está localizado no leito do rio Jaguaribe, na região centro-sul do Ceará. Sua história remonta à época do Brasil Império, quando várias secas se sucederam dizimando um número grande de pessoas e animais. Represar o rio Jaguaribe e fazê-lo perene surgiu como a alternativa mais viável para solucionar o problema da escassez de água no sertão cearense. No entanto, esta ideia só foi colocada em prática no século XX. Ao ser construído, esse reservatório chegou a inundar vilarejos próximos ao leito do rio, dentre eles o mais famoso: Conceição do Buraco, hoje Guassussê. Foi construído pelo DNOCS, tendo suas obras concluídas em 1961.

Sua capacidade é de 2.100.000.000 m³, o que o coloca como o segundo maior reservatório do estado. Foi o maior até a construção do Açude Castanhão em 2003.” (Transcrito do Wikipédia).

A solução mais viável que encontramos para enveredarmos uma provável investigação a partir das declarações de Romário, foi tentar convencer Dudu de Zica se travestir de investigador e procurar o fio da meada. Muito bem relacionado pela internet, possuidor de um cadastro enorme de empresas que vendem por meios virtuais, Dudu caiu em campo, ops!, digo internet e encomendou (e já recebeu) uma vestimenta de Sherlock Holmes. Com cachimbo e tudo, inclusive o fumo!

Agora Joaquim Barbosa, além da Polícia Federal, tem um novo e competente auxiliar. Vai poder desdenhar de alguns “colegas” do atual colegiado do STF.


BUMBA MEU BOI – A MAIOR FESTA DO MARANHÃO

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O “amo” (D) acompanha a apresentação do novilho

Por João Peron (João Peron de Lima, nascido em Recife a 14 de agosto de 1985, poeta e escritor, curso da Ematerce, administração de empresa)

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Terra do bumba meu boi
Tradição dos ancestrais
Onde guará é vermelho
E outros lindos animais
De um verde encantador
Dos ricos carnaubais
Mês de junho no maranhão

As ruas viram calçadas
Os turistas se deleitam
Com as praças enfeitadas
E festas animadíssimas
Até altas madrugadas
Tudo isso em louvor

A São Pedro e São João
Santo Antônio e São Marçal
São os santos de tradição
Dessa forma assim começa
A festa do Maranhão
As mais autênticas brincadeiras

Quadrilha que não é pouco
Lelê e tambor de crioula
Cacuriá coisa de louco
Encanta toda plateia
A linda dança do coco
Quem criou todas elas

Não posso afirmar quem foi
Se é fã de algumas delas
Eu peço que me perdoe
Porque dela a que mais gosto
Pois é o Bumba meu Boi.
Porém uma certa vez

Viajei pro Maranhão
Conheci lá uma pessoa
De um meigo coração
Perguntei se ela não tinha
Livros velhos da região.

BBDG

Índia, uma das componentes importantes

Ela disse por exemplo
Eu respondi no momento
É sobre Bumba meu Boi
Sem haver constrangimento
Por acaso adquirir
Tem meu agradecimento

A mulher disse eu tenho
Uma boa coleção
Vou dar tudo de presente
Não cobrarei um tostão
Só porque você gosta
Das coisas do Maranhão

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MANTEIGA OU MARGARINA?

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Dudu de Zica em mais uma caminhada no início da noite – era o que preferia

Mais uma vez voltamos aos tempos do ronca. Para alguns, voltamos ao século passado que, na verdade, acabou de dobrar a esquina. Quem conseguir esticar o pescoço ainda vai conseguir ver.

Enveredemos pelo cinema, e pelos incontáveis bons filmes, dignos de reflexão ou não, mas filmes. Filmes de Alfred Hitchcock, de Cecil B. DeMille, Akira Kurosawa, e, mais recentemente, Bernardo Bertolucci.

Produzido por Alberto Grimaldi, e estrelado por Marlon Brando (ator profissional americano nascido em Omaha, estado de Nebraska, nos EUA, já falecido) e Maria Schneider, francesa de Paris (na realidade, nascida Marie Christine Gélin – adotou o “Schneider” em homangem à mãe), em 1972, “O último tango em Paris” (Le Dernier Tango à Paris, em francês) foi um drama erótico que recebeu críticas muito ácidas e foi considerado, na época, um filme excessivamente ousado – o Brasil vivia sob a égide da ditadura militar.

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Cena erótica que provocou comentários inapropriados no Brasil

“Último Tango em Paris (italiano: Ultimo Tango a Parigi; francês: Le Dernier Tango à Paris) é um drama erótico franco-italiano de 1972, dirigido por Bernardo Bertolucci e estrelado por Marlon Brando e a então desconhecida Maria Schneider. Considerado uma obra-prima cinematográfica e um sucesso de bilheteria mundial, a violência sexual e o caos emocional do filme levaram a uma grande polêmica internacional sobre ele, que provocou vários níveis de censura governamental ao redor do mundo.

A ideia do filme veio das fantasias eróticas de Bertolucci, que certa vez viu uma bela mulher desconhecida na rua e imaginou em ter relações sexuais com ela sem nem saber quem era. O roteiro foi escrito por ele, Fanco Arcalli e Agnès Varda, que cuidou dos diálogos adicionais. A fotografia foi entregue ao premiado Vittorio Storaro.

Bertolucci havia considerado Jean-Louis Trintignant e Dominique Sanda para os papéis principais, mas Trintignant acabou recusando o roteiro e quando Brando o aceitou, Sanda estava grávida e não pode mais fazer o filme. A trilha sonora jazzística, que se tornou famosa, é do compositor e arranjador argentino Gato Barbieri, transformado em estrela internacional da música após o sucesso do filme.

“Brando tentou uma relação paternalista comigo, mas o que houve não era exatamente uma relação entre pai e filha.” Mais tarde, Schneider deu outras declarações sobre humilhação sexual durante as filmagens:

Eu deveria ter chamado meu agente ou meu advogado ao set, porque não se pode forçar alguém a fazer algo que não esteja no roteiro, mas na época, eu não sabia disso. Marlon me disse: ‘Maria, não se preocupe, é só um filme’. Mas durante a famosa cena, mesmo que ele não estivesse me possuindo realmente, eu me senti humilhada e as minhas lágrimas eram verdadeiras. Me senti algo estuprada, tanto por Brando quanto por Bertolucci. Após a cena, Marlon não me consolou nem se desculpou. Felizmente, foi gravado em apenas uma cena. (Transcrito do Wikipédia).

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A belíssima atriz francesa Maria Schneider (falecida)

Pois, quando aconteciam os desfiles das escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro; enquanto acontecia o desfile do Galo da Madrugada em Recife; os maracatus Ás de Paus, Ás de Ouros e Ás de Espadas em Fortaleza, o gênio contador de estórias e conhecedor do mundo – seu lado mais forte é a política – correu para uma locadora de fitas cassete, alugou duas dúzias de filmes de variado gosto, incluindo o Poderoso ChefãoA Lista de Schindler, filmes de Giuliano Gemma, Clint Eastwood e, principalmente, “O último Tango em Paris”. Colocou todos numa sacola e viajou para Morros – como se fora fazer um retiro espiritual/cinematográfico. Incluiu dois litros de Guaramiranga – cachaça da boa, lá do Ceará e ainda levou dois quilos de camarão salgado.

A noite da quarta-feira chegava, quando o telefone tocou. Atendi. Era Dudu de Zica do outro lado da linha, que, antes de qualquer cumprimento educado, como boa noite, por favor ou algo semelhante, indagou, demonstrando inquietação:

- Seu Zé, foi margarina ou manteiga real?

Sem atinar para nada, fiquei espantado e também indaguei:

- Como assim, Dudu, o que tem manteiga ou margarina com isso?

- Seu Zé, o que foi que o “Poderoso Chefão” usou para a maciez do ato?

Continuei sem entender nada. Depois, lembrei que Dudu de Zica estava voltando de Morros, onde passou todo o período de carnaval assistindo filmes e tirando gosto da cachaça com camarão salgado. Lembrei, também, que, antes de alugar as fitas, ele havia me mostrado a lista pretendida – como se pretendesse pedir alguma opinião – e entre esses filmes estavam O Poderoso Chefão, A Lista de Schindler e O Último Tango em Paris.

Lembrei, também, que Dudu de Zica só chama Marlon Brando de “Poderoso Chefão”, por entender que foi nesse filme a melhor performance do ator americano. Mas, no filme “O Poderoso Chefão” não existe nenhuma cena relacionada com manteiga ou margarina. Assim, só poderia ser no filme “O Último Tango em Paris”!

- Entendi Dudu. Pela posição, manteiga seria um desperdício!….

- Ah, então foi margarina. E deve ser por isso que, desde aquele tempo, a margarina está sendo mais consumida. E não é pelo preço! Será que aquela cena foi para fazer merchandising? Lá em casa, agora, eu só uso margarina, seu Zé!


JACIRA A BOAZUDA DE SALIM (CONTO ERÓTICO JUDEU)

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Jacira toma banho depois de um dia de trabalho

Todo dia, durante anos, quando Salim chegava a casa, sua doméstica Jacira servia o jantar e ia tomar um longo, gostoso e reconfortante banho. Um dia, Salim estava jantando e ficou ouvindo o barulho da água, pensando na Jacira tomando banho.

Estava sozinho em casa, mulher e filhos viajando. Mastigava a comida e pensava na Jacira tomando banho…

Mastigava a comida e pensava na Jacira tomando banho… Mastigava a comida e pensava na Jacira tomando banho…. Até que se levantou da mesa, e foi até o banheiro.

Bateu na porta:

- Jacira, você está tomando banho? Perguntou Salim.

- Estou sim seu Salim.

- Jacira, abre a porta pra Salim!

- Mas seu Salim, estou nua!

- Jacira, abre a porta pra Salim!

- Jacira, abre a porta pra Salim!

- Jacira, abre a porta pra Salim!

Jacira não resiste, e acaba abrindo a porta.

Salim entra no banheiro, vê a Jacira nua e pergunta:

- Jacira, quer foder com Salim?

- Mas seu Salim…, eu não sei se…!!!

- Jacira, quer foder com Salim?

- Sim, quero sim seu Salim. Pode vir que sou toda sua…

Então Salim põe a mão no registro do chuveiro e diz:

- Não vai foder Salim, não! Chega de gastar água!

OBS.: Que maldade. Vocês adultos só pensam em sacanagem!


NO RUMO DAS VENTAS – SEMPRE!

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Dudu de Zica, com a picareta, ainda na labuta no fim do dia. É um batalhador!

- Meu fii, pegue uma cuia pequena e vá no roçado panhar uma baijas de feijão verde prumode eu fazê o nosso dicomer!

Era assim que falava Raimunda Buretama, minha avó materna ordenando que eu saísse da letargia que envolve a criança no sertão no período de férias. No caminhar para a roça, eu e minha sombra acompanhados pela vontade divina íamos pegando mané-mago e correndo atrás dos calangos. Enchíamos a cuia de feijão verde e voltávamos pra casa.

- Pronto vó, tá aqui o feijão!

- Meu fi, agora dibui o feijão! Ixe, mais tá tão poquim! Vorte e panhe mais, e num se isqueça de panhar tomém uns maxixes, visse! Avie, menino mole!

Assim vivemos anos. Crescemos assim. Adolescentes, foi que aprendemos que um boi tinha uma peça chamada filé e aproveitamos, também, para entender que, sendo uma carne nobre, só chegava nos pratos de uns poucos em detrimento de centenas de milhares. Até porque, pelo que se sabe, um boi só tem um filé.

E foi assim, também, com muita humildade, mas sempre tendo conhecimento dos fatos do dia-a-dia pelo Brasil, quando no ano de 1960 nos tornamos um dos 189.372 eleitores que, no Ceará, ajudaram a garantir a vitória do candidato populista Jânio da Silva Quadros para Presidente da República Federativa do Brasil.

No Brasil foram 5.636.623 votos, correspondendo a 48,27% da preferência popular. Tendo como candidato a vice, o gaúcho João Belchior Marques Goulart, e representando a coligação UDN/PR/PL/PDC/PTN o professor mato-grossense do sul, então Governador de São Paulo, depois de ter sido Vereador e Prefeito da capital paulista, garantindo combater a corrupção (esse mal é antigo, entre nós!) enfrentou o marechal Henrique Baptista Duffles Teixeira Lott e Adhemar Pereira de Barros, vencendo a eleição. Havia a promessa de iniciar-se no Brasil, uma nova era.

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Jânio: pés não obedecem a cabeça e ao coração

A legislação eleitoral reinante no Brasil era outra, muito diferente da atual. Com os 3.846.825 (32.93%) votos de Henrique Teixeira Lott, se somados aos 2.195.709 (19.56%) de Adhemar de Barros, ultrapassariam a 51%, o que, nos dias atuais, garantiriam um “segundo turno”.

Um detalhe chamou a atenção – para quem analisou nos dias atuais, como fizemos -: no Nordeste, apenas em Sergipe, Piauí e Maranhão e por poucos votos, Jânio Quadros perdeu a eleição. Nos três estados, perdeu para Henrique Teixeira Lott e, apenas no Maranhão, perdeu para Adhemar de Barros.

Foi em 1960, na campanha de Jânio Quadros, que pela primeira vez a televisão foi associada à eleição. Assim, surgiu a primeira propaganda eleitoral da TV. Com duração de vinte e quatro segundos. Uma família de três pessoas (mãe, pai, e filho), aparece sentada à mesa, tomando o café da manhã. Nisso, a mãe e o pai comentam o aumento do preço do leite, e o pai termina dizendo: “É, o jeito é votar no Jânio.”

Um dos motivos para a vitória de Jânio foi o seu típico jeito populista de querer representar ser igual ao povo. Ele falava a linguagem do povo simples, andava com os cabelos despenteados, com o paletó cheio de caspa, e comendo sanduíche de mortadela nos palanques em que fazia seus discursos. Dizia ser um católico, anticomunista, a favor da família e da moralização da sociedade. (Wikipédia)

E o que tem isso com o assunto de hoje?

Pois bem. Embora tenha vivido todos esses fatos, desde a votação, eleição, assunção e renúncia de Jânio Quadros e a subsequente assunção do vice, João Goulart, foi Dudu de Zica quem nos “repassou” quase a totalidade do assunto. Dudu, nosso personagem a partir de hoje nas quartas-feiras (e não existe dia melhor que hoje para apresenta-lo em virtude da sua constante ressaca, inclusive nos dias que não bebe nem água, uma “quarta-feira de cinzas”), luz das nossas crônicas, repassando causos e casos que nem sempre estão ao alcance de todos. Mas, não há nada que Dudu de Zica não saiba, principalmente na esfera política.

Como o nome pode sugerir, Dudu foi batizado na pia pelo nome de Eduardo. Nasceu em Guaiúba, pertinho de Pacatuba e de Pacajus. Filho de Dona Leandra que, inexplicavelmente foi apelidada de “Zica”. Embora não seja um verdadeiro filho da puta, Dudu de Zica não conheceu o pai e, na verdade, nem a própria Zica sabe dizer que é. Mas, com certeza, Dudu de Zica não é filho de chocadeira nem de vaca, embora, ainda hoje continue mamando nas tetas de uma vaca velha que vive ruminando o que encontra pelas estradas.

- Seu Zé, o senhor não sabia que forçaram o “Homem da Vassoura” (era assim que ele chamava o Presidente Jânio da Silva Quadros) a pegar o boné? Indagou-me Dudu de Zica.

- Como assim Dudu? Perguntei.

- Seu Zé, quem quer pegar galinha não diz: “chô”!

E, pensando bem, Dudu de Zica tem razão. Já na campanha, usando o mote da vassoura e garantindo que varreria a corrupção, Jânio Quadros comprou uma briga feia e atiçou muitos desafetos. No Brasil, mexer com corrupto e com político ladrão, é cutucar a caixa de marimbondo com vara curta. E, marimbondo de bigodes e de chapéu.


A NORDESTINIDADE DO COCO E DO XAXADO

No calor abrasador que faz – ainda que chova – em São Luís, o antigo hábito de beber um refresco de limão bem gelado, num caneco de alumínio nos obriga a fazer uma pausa nas poucas obrigações que ainda tem um homem vivido, experiente e a caminho do ocaso da vida, mas aposentado.

E foi isso que fiz há poucas horas. Eu mesmo fiz o refresco, para por a quantidade de açúcar que me convém tomar. A cadeira de balanço antiga, com assento e encosto de palhinha quase nos leva a um sono demorado. Entre um gole e outro do refresco, o pensamento viaja célere e nos conduz às coisas boas, belas e interessantes da nossa vida brasileira. Nosso leque não é feito apenas de problemas, tampouco da idiossincrasia dos políticos.

Temos coisas boas, também. E como temos. Que bom seria se todos os brasileiros conhecessem a beleza inexplicável da pororoca amazonense. Que interessante, se todos já tivessem visto o boto cor-de-rosa que só habita nas nossas águas dos mananciais amazônicos. A Cachoeira de Paulo Afonso, a ilha de Fernando de Noronha, o Mercado Ver-o-Peso do Pará, as noites inebriantes de Conservatória no Rio de Janeiro, os muitos e inesquecíveis bailes sob a custódia da diversão da Orquestra Tabajaras. Que bom se todas as boas coisas estivessem ao nosso alcance sem a distância continental que nos separa.

E, repentinamente, me descubro viajando pela cultura brasileira. Thiago de Mello e seus poemas que marcam mais que ferro de gado; as crônicas quase eternas de Armando Nogueira; os personagens inesquecíveis de Chico Anysio criando bordões que marcam durante a vida inteira; as esculturas do Aleijadinho; a clarividente e inigualável poesia analfabética de Patativa do Assaré; a sanfona de Luiz Gonzaga; a musicalidade de Tom Jobim; a voz inebriante de Elis Regina; a coragem inabalável de João Saldanha; os gols de Pelé e os dribles de Garrincha. Tudo coisa nossa, das quais precisaríamos de espaço, tempo e competência para abordar.

O refresco de limão acabou. Faço mais?

Não. Eu quero continuar viajando, pensando, sonhando e encontrando a nossa beleza cultural – e quero, hoje, neste domingo de carnaval – uma das maiores festas pagãs da humanidade – falar de musicalidade, de ritmo e da dança nordestina abraçada pelo Brasil, dos arroios ao Chuí.

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Grupos exibem a “dança do coco” nas festas juninas do Maranhão

COCO:

O coco é um ritmo nordestino. Há controvérsias sobre o estado em que se originou, sendo citados os estados da Paraíba, de Pernambuco ou das Alagoas. O nome refere-se também à dança ao som deste ritmo.

Coco significa cabeça, de onde vêm as músicas, de letras simples. Com influência africana e indígena, é uma dança de roda acompanhada de cantoria e executada em pares, fileiras ou círculos durante festas populares do litoral e do sertão nordestino. Recebe várias nomenclaturas diferentes, como coco-de-roda, coco-de-embolada, coco-de-praia, coco-do-sertão, coco-de-umbigada, e ainda outros o nominam com o instrumento mais característico da região em que é desenvolvido, como coco-de-ganzá e coco de zambê. Cada grupo recria a dança e a transforma ao gosto da população local.

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Como folguedo junino, o coco atrai brincantes e pesquisadores

O som característico do coco vem de quatro instrumentos (ganzá, surdo, pandeiro e triângulo), mas o que marca mesmo a cadência desse ritmo é o repicar acelerado dos tamancos. A sandália de madeira é quase como um quinto instrumento, se duvidar, o mais importante deles. Além disso, a sonoridade é completada com as palmas.

Existe uma hipótese que diz que o surgimento do coco se deu pela necessidade de concluir o piso das casas no interior, que antigamente era feito de barro. Existem também hipóteses de que a dança surgiu nos engenhos ou nas comunidades de catadores de coco.

Artistas notáveis – Selma do Coco, Amaro Branco, Aurinha e Grupo Rala Coco, Raízes de Arcoverde, Jackson do Pandeiro, Herbert Lucena. (Trancrito do Wikipédia)

 

XAXADO:

Xaxado é uma dança popular brasileira originada nas regiões do agreste e do sertão do estado de Pernambuco, muito praticada no passado pelos cangaceiros da região, em celebração às suas vitórias.

A palavra xaxado é uma onomatopeia do barulho xa-xa-xa, que os dançarinos fazem ao arrastar as [alpercatas] no chão durante a dança.

Há controvérsias, sobre a origem do xaxado. Alguns pesquisadores, como Benjamin e Câmara Cascudo, afirmam que é uma dança originária do alto sertão de Pernambuco. Outros, que ela tem origem em Portugal e, alguns outros ainda dizem que sua origem é indígena.

XAXADO

Xaxado dançado enquanto apresentação teatral

O xaxado foi difundido como uma dança de guerra e entretenimento pelos cangaceiros, notoriamente do bando de Lampião, no inicio dos anos 1920, em Vila Bela, atual Serra Talhada. Na época, tornou-se popular em todos os bandos de cangaceiros espalhados pelos sertões nordestinos. Era uma dança exclusivamente masculina, por isso nunca foi considerada uma dança de salão, mesmo porque naquela época ainda não havia mulheres no cangaço. Faziam da arma a dama. Dançavam em fila indiana, o da frente, sempre o chefe do grupo, puxava os versos cantados e o restante do bando respondia em coro, com letras de insulto aos inimigos, lamentando mortes de companheiros ou enaltecendo suas aventuras e façanhas.

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Jovens mantém a cultura nordestina dançando xaxado

Originalmente a estrutura básica do xaxado é da seguinte forma: avança o pé direito em três e quatro movimentos laterais e puxa o pé esquerdo, num rápido e deslizado sapateado. Os passos estão relacionados com gestos de guerra, são graciosos, porém firmes. A presença feminina apareceu depois da inclusão de Maria Bonita e outras mulheres ao bando de Lampião. A palavra do xaxado não era só por causa dos barulhos das sandálias. O xaxado pode ser visto de varias maneiras de acordo com o seu ponto de vista, por exemplo: A dança do xaxado é vista uma dança rica em sua cultura e extremamente folclórica que tem seus estilos naturais e sem alterações. Porém a sua música seja agresiva e satiricas ,motivos pelo qual a Câmara Cascudo considerou o xaxado com uma variante do parraxaxá, um canto de insulto dos cangaceiros, executados nos intervalos das descargas de seus fuzis contra a polícia. O rifle na época substituia a mulher, como dizia o cantor e compositor Luiz Gonzaga, um dos grandes divulgadores do xaxado. O rifle é a dama. E seus instrumentos eram o pífano, zabumba, triângulo e a sanfona. (Transcrito do Wikipédia)

Aula de como se dança o xaxado

Você sabe como se dança o xaxado? Confira um trecho da aula ministrada pela oficina do estilo em Exu (PE), cidade natal de Luiz Gonzaga clicando aqui e acesse o especial do centenário clicando aqui


O ENCANTO DA “MÃE D´ÁGUA”

Os tempos de antigamentes eram outros, diziam os mais experientes. E eram mesmo. Vivenciamos uma pequena parte deles.

Namorar, então, era uma aventura. Nenhum rapaz namorava a filha de fulano sem pedir permissão. Parecia até que o interessado pretendia namorar o pai ou a mãe da jovem.

Primeiro, o rapaz frequentava a casa da jovem por um mês ou mais, com horário para chegar e para ir embora. A pretendida nunca aparecia na sala e as conversas eram sempre entre o pretendente e o pai da moça. Ela, tímida ou não, só era chamada na sala se fosse para “servir água” ao pretendente. Servia água e saía da sala. Depois de alguns dias tinha a permissão dos pais para sentar ao lado do pretendente. Assim que era o namoro de antigamente.

Cecília de Castro Fernandes, moça bonita e prendada, era a filha caçula do casal Moacir e Graça e já atingira a maioridade. Nunca tivera um relacionamento de namoro com rapaz nenhum, porque Moacir segurava a rédea em tamanho curto. E era mais brabo que galo de briga com dor de dente, com quem se metesse a desafia-lo.

Carinhosamente Cecília atendia os familiares pelo apelido de “Cicinha”. Depois de alguns meses de namoro, com o pretendente já sendo servido com água, café e biscoitos e até sendo convidado para a ceia do Natal, percebeu-se uma ligeira mas contínua mudança de comportamento de Cicinha.

O namorado, cujo nome não é tão importante – e até preferimos omitir, pois certamente, se não é mais vivo, tem descendentes que ainda moram no lugar – ganhou a total liberdade e confiança por parte de Moacir. Passou a levar Cicinha para passear, montada no cavalo pedrês. Galopes e mais galopes até o açude, onde, ao cair da noite os dois banhavam juntos e da mesma forma que vieram ao mundo no nascimento. Não eram os hábitos daqueles tempos, mas resolveram enfrentar.

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Espelho da água do açude e a imagem indecifrável da “mãe d´água”

O namoro ficou firme e muitas coisas diferentes começaram a acontecer. Dona Graça, mulher acostumada com as agruras da vida, começou a perceber que Cicinha já não era mais a mesma. Tinha um andar diferente, atitudes mais livres, e muito pouca conversa.

Eis que, num fim de dia, aquele costumeiro passeio aconteceu. O jovem enamorado gostava de mergulhar. Mergulhava demais e até demorava além da conta nos mergulhos. Naquele dia, quando emergiu de um demorado mergulho, sentiu a ausência de Cicinha. Procurou e procurou e nada encontrou. Sentiu também a ausência do cavalo. Não se desesperou. Com as mãos, escorreu a água que ainda lhe corria pelo corpo nu e em seguida vestiu a roupa. Deduziu que Cicinha, como andava estranha, teria se sentido mal e resolvera voltar para casa sozinha usando o cavalo pedrês.

Quando se preparava para retornar para a casa da namorada, o rapaz percebeu a chegada do cavalo, sem montaria. Achou mais estranho ainda e, com o lugar já tomado pela escuridão, montou o cavalo e, ao voltar para a casa da namorada olhou para trás e percebia apenas aquele espelho reluzente da água do açude.

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Mãe d´Água –-a Rainha das Águas

Ao chegar na casa dos pais da namorada, o pretendente procurou por Cicinha.

- Uai, ela não estava com você? Perguntou, atônita, Dona Graça!

- Estava sim! Mas ela veio embora montando o cavalo. Eu dei um mergulho mais demorado na água do açude, quando a procurei ela tinha vindo embora!

- Pois ela não está aqui. Ela não chegou aqui. Cadê a minha filha, onde ela está?! Diga logo, moço!

- Bem, se ela não voltou pra casa!…

- Foi a Mãe d´Água! Foi a Mãe d´Água que encantou a minha filha!

Rapidamente a notícia tomou conta do povoado. Era o assunto da cidade. Depois de procurar Cicinha por todos os lugares, incluindo a gruta da Mãe d´Água, todas as famílias proibiram suas filhas de banhar naquele açude misterioso, onde as pessoas sumiam ou se encantavam quando tomavam banho no começo da noite, principalmente nos dias de lua cheia.

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A gruta onde, segundo a lenda, mora Uiara quando sai da água

Mãe d´Água, segundo o folclore brasileiro seria uma linda mulher com corpo de sereia que vive encantada nas profundezas dos rios e açudes. Popularmente conhecida como Iara ou Uiara, tem pele clara e cabelos longos e esverdeados. De acordo com a crença indígena, a “Senhora das Águas” algum dia já fora do sexo masculino que, por volta dos séculos XVI e XVII, nas profundezas das águas devorava pescadores – daí a preocupação com o banho noturno que continua envolvendo de mistérios as famílias menos esclarecidas. Mas tudo não passa de uma lenda – há quem acredite.

Pescadores de toda parte do Brasil, de água doce ou salgada, contam histórias de moços que cederam aos encantos da bela Iara e terminaram afogados de paixão. Ela deixa sua casa no leito das águas no fim da tarde. Surge sedutora à flor das águas: metade mulher, metade peixe, cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas. (Transcrito do Wikipédia)

O que se soube, passados alguns anos, foi que, de tantas idas e vindas ao açude para o banho, o rapaz pretendente acabou conseguindo se relacionar mais intimamente e sexualmente com Cicinha. Até que, um dia, Cicinha desconfiou de um atraso “nos seus dias” e concluiu que havia namorado além do que os pais permitiram.

Isso – essa coisa excepcionalmente maravilhosa, quando é feita a dois e pelos dois com ambos chegando às nuvens ao mesmo tempo – naqueles tempos não tinha a configuração dos dias de hoje. Para fazer sexo fora do casamento, o “homem” precisava procurar prostitutas ou se definir pelo casamento. O pretendente que fizesse isso com a filha de alguém, teria que casar, principalmente se a namorada fosse virgem desses atos.

O certo é que, para não obrigar o namorado ao casamento e para não ser expulsa de casa pelo pai por “desonrar” a família, Cicinha, quando percebeu que estava grávida, montou o cavalo e fugiu para a estrada grande e asfaltada, onde conseguiu uma carona no primeiro carro que passou.

Hoje Cicinha vive em Reggio Emília, na Itália, onde possui uma das melhores casas de massas da cidade. Vive bem e o filho gerado provavelmente dentro do açude, é um dos seus braços direitos para continuar tocando a vida.

No povoado onde nasceu, continua o mistério. Nenhuma mãe permite que filha virgem tome banho no açude ao anoitecer. A “Mãe d´Água” ainda reina de forma encantada.


É HORA DE AMARRAR OS TAMANCOS!

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Tamancos – calçado unissex antigo

Maria Raimunda Pereira da Silva, filha de Nhaname, descendente da tribo guarani dos índios Paiacus.

O topônimo Pacajus tem origem na tribo Tapuia dos Jaracu, ou Paiacu, que habitavam a região. Sua denominação original era Guarani, depois Missão dos Paiacu, Monte-Mor, Monte-Mor-o-velho, Guarani e, desde 1943, Pacajus. A região entre às margens do rio Choró e rio Acarape era habitada por índios como os Jenipapo, Kanyndé, Choró e Quesito. As origens de Pacajus, remontam ao início do século XVIII (provavelmente 1707), quando nestas terras foi instalada a Missão dos Paiacu. A instalação desta missão pelos jesuítas foi possível com a doação de uma légua de terras situadas nas margens do rio Choró, tendo como intermediário o desembargador Cristóvão Soares Reimão. Este reduto teve certa configuração urbana, edificando-se casas residenciais e uma capela de taipa e chão batido, admitindo-se como padroeira Nossa Senhora da Conceição. Com a transferência dos índios para Portalegre, no Rio Grande do Norte em 1762, o local no qual foi construída uma capela de taipa e algumas casas, passou a ser sítio Monte-Mor-o-Velho, que teve como administradores dois moradores de Cascavel: o sargento-mor Jerônimo de Antas Ribeiro e o padre José de Sousa. Através da missão, depois sesmarias e ao redor da Igreja Velha (construída pelos índios no século XIX e que ainda existe) surgiu o núcleo urbano que hoje se chama Pacajus.) (Transcrito do Wikipédia

Mas, somente conhecida no povoado como sendo “Raimunda Buretama”. Era minha avó materna.

Formada na Universidade Internacional Federal da Vida e dos Bons Costumes, Raimunda Buretama era “mulher de cabelo nas ventas” – como ela mesma se definia. Não se acostumou guardando almoço para o jantar, e sempre se entendeu independente para dizer (e assumir as consequências) o que queria.

Naqueles tempos de 1930 (ela nasceu bem antes – pois, afirmava ter enfrentado as agruras da seca de 1888, a “seca dos três oitos” como bem definia) para o início da década de 60, o tamanco, de fabrico quase artesanal, era, para muitos, o principal calçado. Usado por homens e mulheres, o tamanco livrava da terra quente por onde se andasse, e da lama – que pouco existia. Muitas vezes, o tamanco serviu também como “calçado de ir à missa” (era o melhor, e único, que muitos tinham).

“É mió privini qui remediar” – costumava falar Raimunda Buretama, quando pretendia aconselhar discretamente a alguém que lhe procurasse para meizinhas indígenas ou conselhos pessoais.

Em muitas ocasiões, provavelmente por ser mulher destemida, Raimunda Buretama serviu de “parteira”. Parteira leiga, diga-se. Quase todos os netos, filhos de Maria e Jordina, foi ela quem “aparou”.

Belo dia, quando Maria deu à luz ao décimo-quinto filho e o marido Antônio Luciano ainda estava na “flor da juventude” com seus 45 anos, ela “literalmente determinou”: está na hora de amarrar os tamancos!

Hoje a modernidade diz que: chega de filhos. Vamos fazer a laqueadura. Sim, porque Raimunda Buretama tinha o hábito indígena de dormir em rede. E, como o chão da casa era de barro batido, e para não pisar em insetos ou cobras ao levantar na escuridão da noite, costumava, também, dormir calçada de tamancos. Costume estranho, mas que fazia sentido pela lógica daqueles tempos. E, sexo, amor, transa, cópula ou algo do gênero, naqueles tempos se fazia deitado e no local de dormir – hoje é que se faz isso em pé, dentro do carro, no pé do muro, no poste, no mato. Involuímos, entendemos.

Como dormir de tamancos, amarrados, ninguém consegue “abrir as pernas”! Você pode ter preferência por sexo de todas as formas – é ao seu gosto! – mas, du-vi-d-o-dó que consiga fazê-lo com as pernas fechadas!

“Amarrar os tamancos” para Raimunda Buretama, que nunca fez um “ó” com uma quenga de coco, significava “parar de fazer menino”!

Agora, conheça o que realmente começa a preocupar (não sei se somente a mim!), pois há muito foi iniciado um desabastecimento de gêneros alimentícios e, principalmente o maior bem comum disponível: a água.

Conheça nessa lista os 10 países com maior população do mundo em 2011. Essa lista está totalmente atualizada e traz até você a informação com total credibilidade.

Confira: 1. China: 1.347.565.000 de pessoas; 2. Índia: 1.241.492.000; 3. Estados Unidos: 313.085.000; 4. Indonésia: 242.326.000; 5. Brasil: 196.655.000; 6. Paquistão: 176.745.000; 7. Nigéria: 162.471.000; 8. Bangladesh: 150.494.000; 9. Rússia: 142.836.000; 10. Japão: 126.497.000.

Atualização mais recente: Junho 2011. Você pode conferir o Ranking completo nesse link. Esse artigo original foi criado pelo Lista10 (clique aqui para acessar.).

Fontes: United Nations, Department of Economic and Social Affairs, Population Division (2011). World Population Prospects: The 2010 Revision. United Nations Demographic Yearbook 2008 e Secretariat of the Pacific Community (SPC) Statistics and Demography Programme.

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Uma multidão incontável – apenas para assistir uma briga de caninos

Órgãos especializados informam (e asseguram) que, na marcha que vamos, “sem amarrar os tamancos”, ultrapassaremos no ano de 2050, 5 bilhões de pessoas no mundo inteiro. E, onde essa gente vai morar, comer e trabalhar, mesmo com o absurdo e crescente número de óbitos por diferentes motivos?

O item principal que salta aos olhos, aparentemente, nos leva a pensar em moradia. Mas, “morar”, alguém pode fazer isso em qualquer lugar. Nas belas e iluminadas ruas e praças do sul-sudeste maravilha do nosso ainda desabitado Brasil, muitas pessoas dormem (e moram) debaixo das marquises, cobertas com jornais velhos, papelão e trapos. Agora, comer, ninguém vive sem comer. Que se conheça, a população mundial de faquires é quase insignificante.

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Como produzir grãos para tanta gente no mundo?

País de dimensão continental, o Brasil bem que poderia ser um celeiro do mundo. Principalmente se levarmos em consideração que alguns países que no momento tem densidade populacional maior que nós, não dispõem de “tantas terras boas e agricultáveis”. É tudo uma questão de conhecimento e gestão. Nesse aspecto, também é importante a decisão correta para finalizar a transposição do rio São Francisco.

E a população brasileira?

Em 1970, a marchinha ufanista garantia que éramos 70 milhões. Éramos mesmo? Pois, agora, dados confiáveis do United Nations Demographic Yearbook 2008 e Secretariat of the Pacific Community (SPC) Statistics and Demography Programme garantem que somos 196.655.000.

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Cinco crianças da mesma idade e numa mesma família

Esta é uma lista dos dez países mais ricos – isto é, com o maior Produto Interno Bruto (PIB) – do mundo ao longo dos anos. Durante boa parte do século XX até os dias atuais, os Estados Unidos firmam-se, de forma consistente (desde a Segunda Guerra Mundial, quando a economia norte-americana ultrapassou a do Reino Unido, até então considerada a maior do mundo), como o país mais rico do planeta.

Entretanto até os o início dos anos 1990 a lista era formada majoritariamente apenas por países considerados de “primeiro mundo”, em sua maioria nações européias (como Reino Unido, França, Alemanha Ocidental/Alemanha e Itália), além, é claro, dos EUA, do Japão, Canadá, e, ocasionalmente, da já extinta União Soviética. Hoje, porém, é notável a influência e impacto de economias emergentes, de nações subdesenvolvidas-industrializadas, como é o caso de países como China, Brasil, Índia e Rússia – que juntas, formam o BRIC, conjunto de países criado em 2001, que, segundo estimativas de especialistas do mundo todo, devem se tornar as maiores economias do mundo nas próximas décadas, suplantando países de primeiro mundo que hoje formam as dez nações com o maior PIB do mundo, como Alemanha, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido. (Trancrito do Wikipédia)

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Cadeia alimentar de hortifrutigranjeiros já é insuficiente

É chegada a hora, não apenas de “amarrar os tamancos”, como acabar definitivamente com aquela estória de botar água no feijão para confirmar ainda mais que, onde come um, comem dois ou até três. Mentira das mais deslavadas. Não é bem assim. Pode até ser que seja, que onde come um comam vários. Mas vai ser num quinhão diferenciado e, provavelmente, isso não atenderá a necessidade alimentar.

No mundo inteiro, se acentua cada vez mais a necessidade de se produzir mais e mais alimento. A mudança da educação/informação de países emergentes e a manutenção da tradição de outros tantos que já predominavam no conhecimento social e na vida de qualidade dos cidadãos, trouxe para a produção de alimentos mais um item: a extrema necessidade da “qualidade” desse alimento.

O mundo inteiro tem produzido toneladas e mais toneladas de grãos; milhares de toneladas de produtos hortifrutigranjeiros; toneladas e mais toneladas de mariscos e pescados – e ainda assim, em países como a África, por exemplo, milhares de pessoas morrem de fome.

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Água: bem comum que começar enfrentar escassez

As diferentes e contraditórias informações mundo à fora, começam a ter efeito devastador sobre a água. Água é um bem comum, elemento essencial na manutenção biológica e de percentual elevado na garantia de vida dos seres – humanos ou não, e da flora.

E é por conta da ação predadora do ser humano, que o ecossistema tem sofrido alterações e essas alterações estão tendo participação direta no globo terrestre causando prejuízos com uma gama de variações.

Já existem lugares onde não se tem água. Água potável, frise-se. Há décadas, vários países trabalham com a dessalinização na tentativa de amenizar as carências para garantir o consumo humano e da agricultura.

A gestão para encontrar uma solução tem sido ineficiente e piora a cada dia com a diversificação cultural ao redor do mundo. Cada ser age como se não bebesse água e como se dela não precisasse para muitos fins.

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Mecanismos criados para captura do pescado já são insuficientes

E, no mundo todo, isso não tem muita relação com a pobreza ou a escassez financeira – sofre, isso sim, com gestões equivocadas, guerras insuportáveis e incompreensíveis, sincretismo religioso e até a pura e simples ganância material. Nem tem muito a ver, também, com o poderio econômico. Veja a seguir:

Os 10 países mais prósperos do mundo

Instituto que analisa a prosperidade em 142 países divulgou a lista dos 10 países mais prósperos do mundo.

Entre os fatores levados em conta estão a economia, o empreendedorismo, a educação e a qualidade de vida. A Noruega ficou em primeiro lugar. Como de hábito, os países escandinavos brilharam: fora a Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia estão entre os dez primeiros. O Brasil ficou na 46a posição.

1º – Noruega – RANKING GERAL: 1; Economia: 1; Empreendedorismo e oportunidade: 6; Governança: 12; Educação: 4; Saúde: 5; Segurança: 6; Liberdade pessoal: 2; Capital social: 1; Em relação a 2012: se manteve em primeiro lugar;

2º – Suíça – RANKING GERAL: 2; Economia: 2; Empreendedorismo e oportunidade: 4; Governança: 1; Educação: 27; Saúde: 3; Segurança: 11;  Liberdade pessoal: 15; Capital social: 8; Em relação a 2012: subiu sete posições;

3º – Canadá – RANKING GERAL: 3; Economia: 4; Empreendedorismo e oportunidade: 16; Governança: 8; Educação: 3; Saúde: 11; Segurança: 7;  Liberdade pessoal: 1; Capital social: 6; Em relação a 2012: subiu três posições;

4º – Suécia – RANKING GERAL: 4; Economia: 6; Empreendedorismo e oportunidade: 1; Governança: 4; Educação: 14; Saúde: 12; Segurança: 3;  Liberdade pessoal: 4; Capital social: 10; Em relação a 2012: caiu uma posição;

5º – Nova Zelândia – RANKING GERAL: 5; Economia: 17; Empreendedorismo e oportunidade: 15; Governança: 2; Educação: 1; Saúde: 20; Segurança: 15; Liberdade pessoal: 5; Capital social: 2; Em relação a 2012: manteve a quinta colocação;

6º – Dinamarca – RANKING GERAL: 6; Economia: 23; Empreendedorismo e oportunidade: 2; Governança: 3; Educação: 18; Saúde: 14; Segurança: 8;  Liberdade pessoal: 9; Capital social: 3; Em relação a 2012: caiu quatro posições;

7º – Austrália – RANKING GERAL: 7; Economia: 10; Empreendedorismo e oportunidade: 11; Governança: 7; Educação: 2; Saúde: 17; Segurança: 16;  Liberdade pessoal: 3; Capital social: 4; Em relação a 2012: caiu três posições;

8º – Finlândia – RANKING GERAL: 8; Economia: 26; Empreendedorismo e oportunidade: 3; Governança: 5; Educação: 6; Saúde: 16; Segurança: 4;  Liberdade pessoal: 17; Capital social: 7; Em relação a 2012: caiu uma posição;

9º – Holanda – RANKING GERAL: 9; Economia: 20; Empreendedorismo e oportunidade: 8; Governança: 10; Educação: 12; Saúde: 7; Segurança: 17;  Liberdade pessoal: 14; Capital social: 5; Em relação a 2012: caiu uma posição;

10º – Luxemburgo – RANKING GERAL: 10; Economia: 14; Empreendedorismo e oportunidade: 5; Governança: 6; Educação: 46; Saúde: 1; Segurança: 10;  Liberdade pessoal: 7; Capital social: 17; Em relação a 2012: subiu uma posição. (Transcrito de Pragmatismo Político)

Esses países são extremamente ricos e poderosos, mas não produzem alimento suficiente para o seu próprio consumo interno. Necessitam importar.

O que se tem conhecimento é que, nos países orientais o controle da natalidade (ou a simples tentativa) é preocupação antiga. Em alguns países da África e da América Latina a preocupação é diferente. Tem outros motivos e o mais forte é a mortalidade. Saúde, subnutrição que afetam de forma direta no controle populacional e causam problemas para o desenvolvimento, via educação.

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Desespero da criança para alcançar a comida

É equívoco total imaginar que apenas conglomerados humanos como Darfur estão enfrentando o flagelo da fome, mercê da política desumana do enfrentamento e da guerra entre humanos. Outros países, outros recantos ainda desconhecidos de boa parte dos habitantes deste planeta, também enfrentam situação semelhante.

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As alternativas da cadeia alimentar são poucas para tanta gente

Listamos aqui algumas das mais importantes fontes de alimentação do ser humano. Em momento algum citamos um alimento que é comum no mundo inteiro: o trigo. Quanto será necessário produzir de trigo para o fabrico alimentar?

O trigo (Triticum spp.) é uma gramínea cultivada em todo o mundo. Globalmente, é a segunda maior cultura de cereais, a seguir ao milho; a terceira é o arroz. O grão de trigo é um alimento básico usado para fazer farinha e, com esta, o pão, na alimentação dos animais domésticos e como ingrediente no fabrico de cerveja. O trigo é também plantado estritamente como forragem para animais domésticos, como o feno.

O trigo foi primeiramente cultivado no Crescente Fértil, no Médio Oriente. Os arqueólogos demonstraram que o cultivo do trigo é originário da Síria, Jordânia, Turquia e Iraque. Há cerca de 8 000 anos, uma mutação ou hibridização ocorreu, resultando em uma planta com sementes grandes, porém que não podiam espalhar-se pelo vento. Esta planta não poderia vingar como silvestre, porém, poderia produzir mais comida para os humanos e, de fato, ela teve maior sucesso que outras plantas com sementes menores e tornou-se o ancestral do trigo moderno. (Transcrito do Wikipédia)

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A carne bovina produzida não abastece 10% da população mundial

Quantos somos atualmente?

A população mundial é o número total de humanos vivos no planeta Terra a um dado momento.

O número total da população do planeta atingiu 7 bilhões ou 7 mil milhões de pessoas em 31 de outubro de 2011. De acordo com projeções populacionais, este valor continua a crescer a um ritmo sem precedentes antes do século XX. Entretanto, a taxa de crescimento vem caindo desde que os índices de crescimento atingiram seu auge em 1963. A população está em explosão demográfica desde a Revolução Industrial que começou na Inglaterra em meados do século XVIII.

Em 2002, a “Population Reference Bureau” (organização sem fins lucrativos especializada em estudos demográficos) publicou uma estimativa onde afirma que mais de 106 bilhões de pessoas já viveram na Terra. A estimativa foi classificada pelo próprio autor como semi-científica, dada a falta de dados demográficos para 99% do período desde o qual a espécie humana existe no planeta.

Concentração populacional – A Ásia abriga mais de 60% da população mundial, com quase quatro bilhões. A China e a Índia sozinhas têm 21% e 17% respectivamente. Essa marca é seguida por África com 840 milhões de pessoas, 12,7% da população mundial. Os 710 milhões de pessoas da Europa correspondem a 10,8% da população mundial. A América do Norte tem uma população de 514 milhões (8%), a América do Sul, 371 milhões (5,6%) e a Oceania em torno de 60 milhões (0,9%).

De acordo com o CIA World Factbook, 27.4% da população mundial está abaixo dos 15 anos de idade. Segundo algumas estimativas, há hoje um bilhão de jovens no mundo entre as idades de 15 e 24 anos.

A década de 1990 foi responsável pelo maior número de nascimentos, especialmente após 1995, apesar do fato de a taxa de nascimentos não estar tão alta quanto na década de 1960. (Transcrito do Wikipédia)

OBSERVAÇÃO: Como se pode ler no penúltimo parágrafo deste texto, 27.4% estão ainda em “idade fértil” – capacitada de triplicar a geração de filhos – ainda que nos países onde o controle da natalidade é altamente rigoroso.

Já passamos todos, da hora de “amarrar os tamancos”, né não?


HOJE É DIA DE ESCRACHO!

Falta pouco para o carnaval. Como neste nosso País o que mais tem valor, audiência e importância é mesmo a sacanagem, molecagem, galhofa, por qual motivo deveríamos fugir disso tudo, exatamente quando nos aproximamos dos folguedos?

Ninguém fica proibido de fazer retiro espiritual, rezar, refletir e tentar prestar contas com o Criador, para minimizar os pecados. Por hoje, entretanto, vamos à molecagem para não ficarmos tão distantes dos nossos governantes. Né não?

Já no retrato 1 – Esse trabaiador tá é fazeno faxina mesmo, ou tá espiando outra coisa? Espiem que o gadanho vai acabar furano o pé dele, ninquanto ele espia pras regadas da muié. Tem futuro a limpeza quesse macho réi tá fazeno? Pelo menos tá amostrando que num é baitola, né não?

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Que limpeza é essa quesse macho réi tá fazeno?

No retrato 2 – Eu fui aubrigado a me alembrar daqueles tempos queu atrepava nos pés de cajueiros e mangueira prumode cagar, pra evitar que as porcas da vovó viessem aperriar a gente. Era um tal de ronc-ronc-ronc que, muitas das veizes, num dava tempo pra gente usar o sabugo de mio ou a fôia de marmeleiro pra se alimpar. Esse sujeitim daí foi mais muderno na hora de rebolar um barro. Talveis ele num conheceu o sabugo e já feiz foi propaganda do papel higiênico. Agora, o cabra estragar uma cadeira só prumode fazer um cagadô, num tem futuro nenhum, né não Dalinha Catunda? Afinal de conta, quando a gente vai banhar no açude, aproveita pra fazer isso ainda na vereda, né não?

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Cagador moderno – mas o barro cai nos calcanhares. E mija cuma?

No retrato 3 – Um cabrinha feladaputa e sem futuro nenhum, achou de armar uma rede para o fio bruguelo, que tomém é sem futuro, dentro do berço da maternidade. Coisa de gente sem futuro que não que dar futuro pro fio. Será que é por causa disso que os mininos cearenses ficam cacabeça chata?

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Que futuro pode ter um cabrinha desses?

No retrato 4 – Um cabra sem nenhum futuro deixou a roça e foi morar num apertamento da cidade. Daquelas moradias que a gente arruma uma mesa e, prumode passar ao lado dela, tem que passar de lado porque o apertamento é muito apertado mermo. E aí o cabra sem futuro num tem dinheiro prumode mandar botar uma sirene na porta. De noite, quando vai drumir, ele arruma um monte de panelas encostado na porta prumode assustar o ladrão que tentar entrar e prumode a muier dele se acordar e se alevantar cavassoura nas mãos. Qual é o futuro dum praga desses?

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Espie aí: uma ruma de panela encostada na porta pra fazer baruio se alguém quiser entrar


O “VOTO” – VAMOS DESMITIFICAR ISSO?

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Por que o voto tem que ser desssa forma?

“Votação é um processo de decisão no qual os eleitores expressam a sua opinião por meio de um voto de maneira predeterminada. Os votos são processados e a decisão é tomada segundo alguma regra particular.

A maneira mais comum de votação é aquela na qual há um conjunto com um número inteiro de opções e cada eleitor escolhe uma delas, ou seja, cada um vota na sua opção candidata preferida. A opção vencedora é a que receber mais votos.

A democracia do mundo moderno tem como premissa a existência de um corpo eleitoral periodicamente renovado e de um eleitorado composto por aqueles que têm direito de votar. Não há representação política sem eleição.

O Brasil é um dos países que sustenta a obrigatoriedade da votação, ou seja, todo cidadão entre 18 a 70 anos deve comparecer às urnas no dia do pleito, onde pode escolher entre os candidatos, Voto nulo ou o voto em branco – voto não contabilizado – na urna eletrônica. O eleitor que não comparece ao pleito eleitoral deve justificar sua ausência, sob pena de multa caso não o faça. Quem não votar ou justificar o voto em três eleições seguidas tem seu CPF cancelado.

Em Portugal, o voto é permitido aos maiores de 18 anos e não é obrigatório. O voto é feito através de boletim de voto, e nele o eleitor pode escolher entre uma das opções candidatas, ou não preencher a cédula de papel, o que caracteriza o voto em branco.“ (Transcrito do Wikipédia).

O voto é, segundo muitos, uma “conquista” democrática que alcança e dá direito a todos. No Brasil, entretanto, virou cultural – quando não se pretende corrigir ou admitir a necessidade de correção de algo que se provou errado – dizer que, “não é só aqui que é assim” ou, ainda, “em todo lugar é assim”.

Pois, ainda no Brasil, quando não se pretende admitir os equívocos (vamos chamar assim, para evitar problemas) da gestão pública, diz-se que tudo vai mudar ou pode mudar, “quando o brasileiro aprender votar”.

Como assim, “o brasileiro não sabe votar”? O que se pretende dizer com isso?

Não seria essa afirmação, algo pouco exagerado? Ou, pior ainda, uma forma de conivência com o mau político e péssimo candidato?

Hoje todos votam. Alfabetizado ou não, homens e mulheres. Até mesmo adolescentes.

Você que mora em prédio de apartamentos, vota para eleger o Síndico?

Pelo “Regimento Interno” do prédio, se você for proprietário, tem direito a voto.

O agricultor – uma grande maioria de analfabetos, embora nem todos o sejam – “vota” para presidente ou representante da Cooperativa e não se vê ninguém falando que ele “votou errado” por ser analfabeto.

Você, se é trabalhador e sindicalizado, vota para eleger a diretoria do seu sindicato. Ninguém se preocupa com o fato de você ser “esclarecido”, politicamente correto ou não. Ninguém diz nada.

Agora, me responda uma coisa: por que diabos, para o “político”, você precisa “aprender a votar”. O que significa esse “aprender a votar”? É votar no candidato que ganha? É votar no candidato que, segundo as pesquisas manipuladas, está na frente? Ou você só acha que alguém votou certo quando vota, também, no mesmo candidato que você votou? Quer dizer: você sabe votar?

Por que o brasileiro só “não sabe” votar nos políticos?

Isso, como se não passasse de uma grande babaquice, também já passa da hora de acabar. Quem precisa “aprender” alguma coisa, é o político. É a política que tem que mudar e, não, segundo alguns bobalhões adjetivados de pesquisadores, conhecedores da política, cientistas políticos, experts, vivem tentando empurrar goela à baixo de todos nós.

“O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é a instância jurídica máxima da Justiça Eleitoral brasileira tendo jurisdição nacional. As demais instâncias são representadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE), juízes eleitorais e Juntas Eleitorais, nos momentos de eleição, espalhados pelo Brasil.

A existência e regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está determinada nos artigos 118 a 121 da Constituição Federal de 1988, que estabelece ser de competência privativa da União legislar sobre Direito Eleitoral e, ainda, que: “Art. 121. Lei complementar disporá sobre a organização e competência dos tribunais, dos juízes de direito e das juntas eleitorais”.

Como tal lei complementar ainda não foi instituída, as principais leis que regem o Direito Eleitoral são o Código Eleitoral de 1965, a Lei 9.504, de 1997, a Lei dos Partidos Políticos, de 1995, a Lei 12.034 de 2009 e as periódicas resoluções normativas do TSE, que regulam as eleições com força de lei.

Estas normas, em especial o Código Eleitoral de 1965, concedem poderes ao TSE característicos do Poder Executivo e do Poder Legislativo. Assim, o Tribunal Superior Eleitoral é o único órgão integrante da justiça brasileira que detém funções administrativa e normativa que extrapolam seu âmbito jurisdicional. Por conter a palavra “tribunal” em seu nome, é chamado de “Justiça Eleitoral”, mas exerce e é, de fato, o verdadeiro Administrador Eleitoral, assumindo toda administração executiva, gerencial, operacional e boa parte da normatização do processo eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral exerce ação conjunta com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que são os responsáveis diretos pela administração do processo eleitoral nos estados e nos municípios. ”  (Transcrito do Wikipédia)

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Urna antiga – sem lacre e nenhuma segurança – mas respeitada

De todas as prováveis reformas que se prertende no Brasil, as mais demoradas são: a modernização do Código de Processo Civil e a Reforma Política.

Da mesma forma, o que mais se vê e ouve no noticiário midiático é a apreensão de toneladas de cocaína, de carradas de maconha e afins. Em contrapartida, ninguém veicula na mídia uma reles apreensão de armas contrabandeadas, nas muitas fronteiras deste país? Por que isso?

Pois a tão decantada Reforma Política – da forma que a maioria da população brasileira entende ou sonha, jamais será feita. Aqueles que estão no exercício de mandatos na Câmara e no Senado, se forem questionados nos dias atuais, jamais serão nossos reais representantes.

Alguém aqui – exceção de quem esteja sendo de alguma forma beneficiado – se sente representado por Paulo Maluf, Sarney, Collor de Melo, Ronaldo Caiado, Jean Willis, Tiririca, Edinho Lobão, Garotinho e tantos outros?

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Urna moderna – nada mudou em relação à desconfiança

O certo é que, politicamente falando, o Brasil é um país atípico. Politicamente falando, o Brasil é uma excrescência.

Politicamente falando, o Brasil é uma merda. Monsieur Charles De Gaulle (embora haja contestação), nos jogou na cara – e para quem tem vergonha na dita cuja, embora isso seja uma verdade limpa, humilha muito – que o “Brasil não é um país sério.” Isso teria acontecido no século passado e, depois de enfrentarmos um regime de exceção e coisa e losa, não aprendemos porcaria nenhuma e não mudamos para melhor um milímetro sequer. Continuamos fazendo parte do mesmo e ultrajante séquito de imbecis.

Veja, como exemplo, a foto que mostramos a seguir. Uma organziada fila de cidadãos aptos e posicionados para entrar no local onde exerceriam o direito de votar. Repare no chão. Parece o chão da Suécia ou da Finlândia.

A seguir mostramos uma foto atual de algum lugar do Brasil num dia de eleição. Repare no chão e aproveite para reparar também na fila. Aconteceu alguma evolução?

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Fila (no século passado) para votar. Repare no chão

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Fila (no século atual) para votar. Repare no chão

Quem acredita e acha que houve alguma evolução, comece apontando em qual ano, neste continental país chamado Brasil, um Município, um Estado ou ainda no Congresso Nacional, não tenha acontecido um mínimo de 50 cassações por conta de motivos torpes, falcatruas, compra de votos e demais itens proibidos pelas leis eleitorais vigentes. É um desafio. Ganha uma passagem gratuita para a terra de Sarney ou um cartão de crédito com tarja dourada para jogar por um mês direto na Roleta do Cu-Trancado em Palmares.

Pois, como temos certeza que ninguém se atreverá – será perda de tempo, pois não encontrará – aproveitamos para lançar, não um desafio, mas um convite. Vamos formar uma corrente para exigirmos as necessárias mudanças na política, na forma de fazer política, na forma de tratar a política, para, a partir daí mudarmos politicamente. Não podemos (nem devemos) esperar por quem não nos representa e, com certeza, se procurarmos, encontraremos outra forma de mudar o que aí está, sem que necessitemos recorrer aos vermes-políticos que se multiplicam como carrapatos e se reproduzem como baratas.

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“Negócios” marcam início da campanha para eleições 2014


A LÓGICA DA FREIRA

Freira Gostosa

Freira levanta o hábito – para fazer o lógico

Duas Freiras saíram do convento para vender biscoitos. Uma é a Irmã Maria e a outra é a Irmã Léia.

Irmã Maria: Está ficando escuro e nós ainda estamos longe do convento!

Irmã Léia: Você reparou que um homem está nos seguindo há uma meia hora?

Irmã Maria: Sim, o que será que ele quer?

Irmã Léia: É lógico! Ele quer nos estuprar!

Irmã Maria: Oh, não! Se continuarmos neste ritmo, ele vai nos alcançar, no máximo em 15 minutos. O que vamos fazer?

Irmã Léia: A única coisa lógica a fazer é andarmos mais rápido!

Irmã Maria: Não está funcionando.

Irmã Léia: Claro que não! Ele fez a única coisa lógica a fazer. Ele também começou andar mais rápido.

Irmã Maria: E agora, o que devemos fazer? Ele nos alcançará em 1 minuto!

Irmã Léia: A única coisa lógica que nos resta fazer é nos separarmos! Você vai para aquele lado e eu vou pelo outro. Ele não poderá seguir nós duas ao mesmo tempo.

Então, o homem decidiu seguir a Irmã Léia. A Irmã Maria chegou ao convento, preocupada com o que poderia ter acontecido à Irmã Léia. Passado um bom tempo, eis que chega a Irmã Léia.

Irmã Maria: Irmã Léia! Graças à Deus você chegou! Me conte, o que aconteceu!!!

Irmã Léia: Aconteceu o lógico. O homem não podia seguir nós duas ao mesmo tempo, então ele optou por me seguir.

Irmã Maria: Então, o que aconteceu?

Irmã Léia: O lógico! Eu comecei a correr o mais rápido que podia e ele correu o mais rápido que ele podia, também….

Irmã Maria: E então?!

Irmã Léia: Novamente, aconteceu o lógico! Ele me alcançou!

Irmã Maria: Oh, meu Deus! O que você fez?

Irmã Léia: Eu fiz o lógico! Levantei meu hábito.

Irmã Maria: Oh, Irmã Léia! E o que o homem fez?

Irmã Léia: Ele também fez o lógico: abaixou as calças!

Irmã Maria: Oh, não! O que aconteceu depois?

Irmã Léia: Não é óbvio, Irmã Maria? Uma freira com o hábito levantado consegue correr muito mais rápido que um homem com as calças abaixadas!

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Homem com as calças abaixadas – para fazer o lógico

Se você pensou em outro fim para a história, reze:

188 AVE-MARIAS e 309 PAI-NOSSOS

E peça a Deus para limpar a sua mente poluída! E não se esqueça de rezar, e muito! Porque eu estou rezando até agora.


POR QUE MUDA TANTO (E PARA PIOR) A EDUCAÇÃO BRASILEIRA?

Depois de uma longa caminhada, quando o sol da manhã pintava os céus de um vermelho alaranjado, eu conseguia chegar ao pátio do Grupo Municipal São Gerardo.

Como um relógio suíço marcando segundos, minutos e horas inglesas, religiosamente, a professora de Canto Orfeônico com gestos altruístas e contagiantes, nos conduzia como um afinado coral, ao “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas, de um povo heroico, o brado retumbante!…”, e por aí seguia.

Revigorados pela vibração e pelo patriotismo de “cantar o hino”, seguia-se a Oração diária do “Pai Nosso que estás nos céus, Santificado seja o Vosso nome”……

A “fila indiana” para entrar na sala de aulas jamais foi entendida como se fôssemos uns soldadinhos de chumbo conduzidos para não se sabe onde. Significava isso sim, disciplina – o que não se vê mais nos dias atuais em nenhum colégio.

Na sala de aulas, a Professora Mundica, que nunca aceitou a idiotice de ser uma simplesmente uma “Tia”, ordenava:

- José, levante-se, abra o seu livro (Leituras para o Ensino Primário – Augusto O. Pires de Lima e Américo Pires de Lima) na página 31 e leia em voz alta.

Qualquer tropeço na pronúncia das palavras, o aluno era parado e corrigido e todos davam a maior e mais restrita atenção para a leitura a para a correção.

- Pare José! Luís Cláudio, continue a leitura!

E aquele que não estivesse dando à leitura a devida atenção, ao ser chamado a ler também em voz alta, se titubeasse, perderia pontos na prova mensal. Terminada a leitura, a professora Mundica, voz mansa, mas respeitada, determinava:

- Todos com cadernos e lápis à mão para o “ditado”!

Provas de avaliação todos os finais de meses e provais finais – que aprovava m ou não! – dos anos letivos. Provas escritas de orais. O aluno não tinha chances de embromar ou enganar a professora ou aos pais – que, frise-se, naqueles tempos eram muito mais vigilantes, responsáveis e interessados na aprendizagem dos filhos.

Os dias atuais são diferentes. Hoje os professores (que não sabem porra nenhuma para si, imaginem para ensinar a outros) listam como itens importantes e indispensáveis para as salas de aulas, o “tablet”. Ali estão contidas as aulas que, via de regra, não preparam. Se faltar corrente elétrica ou a bateria do “tablet”descarregar, chega a hora do recreio ou a aula termina.

No passado, quem desejasse aprender “Dactilografia”, tinha que procurar uma escola especializada. Máquina de escrever era objeto raro até nas secretarias dos colégios. Hoje, mesmo o usuário digitando apenas com os dois dedos indicadores, como se fora uma galinha catando milho, se não existir um “PC” para cada professor ou funcionário, a escola não funciona.

Pois, se você estudou, rezou, cantou o Hino Nacional, leu em voz alta, escreveu corretamente o ditado, fez provas escritas e orais e tem massa cinzenta no cérebro em vez de massa ocre, vai compreender o que acontece com a matéria seguinte, publicada em quase todos os veículos na semana passada – e até do conhecimento da UNESCO. Veja e leia:

“Unesco: Brasil ocupa oitava posição em número de analfabetos adultos

O Brasil ocupa a 8ª posição entre os países com o maior número de analfabetos adultos, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgada nesta quarta-feira.

De acordo com o 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, atualmente o número de adultos analfabetos chega a 774 milhões em todo o mundo, “uma queda de 12% desde 1999, mas de somente 1% desde 2000″.

Os dez países que detêm o maior número de adultos analfabetos somam juntos 72% do total, que deve cair em 2015 para 743 milhões, segundo a organização. A Índia lidera esta lista, com 287 milhões de pessoas, e é seguida por China, Paquistão, Bangladesh, Nigéria, Etiópia, Egito, Brasil, Indonésia e República Democrática do Congo, que ocupa a 10ª posição.

“As mulheres correspondem a quase dois terços do total, e não tem havido progresso na redução dessa porcentagem desde 1990″, explica a Unesco.

O relatório também destaca que 250 milhões de crianças no mundo não adquirem os conhecimentos básicos em suas escolas, um problema que também atinge a América Latina e que gera um alto custo para a região.

“A crise mundial da aprendizagem” fez com que, nos países pobres, uma em cada quatro crianças não seja capaz de ler uma oração completa, explicou a Unesco. Estas dificuldades de leitura afetam cerca de 175 milhões de crianças e se acentua entre as meninas, ressaltou a organização.

Na América Latina, o nível de aproveitamento escolar é superior ao de outras regiões, mas existem números muito desiguais entre os países.

Em termos globais, cerca de 10% das crianças latino-americanas em idade de escolarização primária não estão adquirindo as competências básicas em leitura, mas sua proporção oscila entre 4% no México, 25% na Guatemala e chega a 40% na Nicarágua, alerta a Unesco. Em matemática, aproximadamente três em cada 10 crianças da região não estão adquirindo conhecimentos básicos.

“De que serve a educação se as crianças, depois de anos escolarizadas, acabam seus estudos sem as competências que precisam?”, se pergunta a diretora do relatório, Pauline Rose.

Alto custo x renda – Estas deficiências educacionais têm um desgaste econômico para os países. A Unesco estima que o custo de que 250 milhões de crianças no mundo não estejam adquirindo conhecimentos básicos gere perdas anuais de 129 bilhões de dólares aos governos.

Promover uma educação de qualidade “pode oferecer uma enorme recompensa econômica e levar a um aumento do Produto Interno Bruto de um país de 23% ao longo de 40 anos”.

A Unesco exemplifica esta estimativa com a situação da Guatemala em 2005, quando os adultos estavam escolarizados em média 3,6 anos e o nível médio havia crescido apenas 2,3 anos desde 1965.

“Se a Guatemala tivesse alcançado a média regional (de 3,6 anos em 1965 e 7,5 em 2005) poderia ter mais do que duplicado seu crescimento econômico médio anual entre 2005 e 2010″, afirma o organismo.

A importância de um bom professor – A Unesco também lembra que, para alcançar uma educação de qualidade, os governos devem contar com um número suficiente de docentes, que devem receber “uma formação pertinente, ser destinados às zonas nas quais sejam mais necessários e receber incentivos para que assumam um compromisso de longo prazo com o ensino”.

Na região latino-americana, os docentes ganham, em geral, um salário que os permite viver acima da linha da pobreza, mas os salários não são melhores que os de quem exerce profissões que exigem qualificações similares. Entre 2007 e 2008, profissionais e técnicos com características similares ganhavam 43% a mais que professores de pré-escola e ensino primário no Brasil, e 50% a mais no Peru.

As desigualdades permanecem – Além disso, na América Latina “as crianças procedentes de ambientes desfavorecidos ficam em um nível muito inferior em relação às crianças de locais mais abastados”, alerta a Unesco, ressaltando que boa parte não completa os estudos.

Em El Salvador, por exemplo, 84% das crianças dos lares mais abastados finalizam o ensino primário e dominam as competências básicas, contra 42% das provenientes de lares mais pobres, uma diferença que na Guatemala é de 75% contra 25%.

A iniciativa Educação Para Todos, foi um compromisso de 164 governos realizado no Fórum Mundial de Dacar-2000 para garantir a educação básica de qualidade, à todas as crianças, jovens e adultos no mundo.”

Alguém já se preocupou em querer entender por que, cada vez que muda a direção do vento, muda a educação brasileira? Sim, é isso. Cada governante que assume muda a direção da educação. Pior: muda sempre para estágio mais deprimente, como o que a UNESCO acaba de constatar. Veja a placa seguinte:

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O autor da placa está matriculado só para receber o “Bolsa Escola”

“Especialistas debatem quatro mitos e fatos da educação brasileira

Educação básica ainda está na metade do século XX, diz cientista político. Valorizar o professor é essencial, destaca o economista Ricardo Henriques.

Que valor o brasileiro dá ao conhecimento? Professores mais bem pagos produzem uma educação melhor? Escola pública é para os menos favorecidos? Há aluno que não aprende de jeito nenhum? Para debater estes quatro mitos da educação no Brasil, o seminário da parceria Globo Educação e GloboNews convidou quatro especialistas: Cleuza Rodrigues Repulho, secretária de Educação de São Bernardo do Campo (SP) e presidente nacional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); Fernando Abrúcio, cientista político, professor da FGV e comentarista da rádio CBN; Luiz Felipe Pondé, doutor em Filosofia, professor da PUC-SP e da Faap; e Ricardo Henriques, economista, superintendente executivo do Instituto Unibanco e professor da UFF.

Mito ou fato: o brasileiro dá valor à educação?

Para Ricardo Henriques, a geração que não foi escolarizada busca a mobilidade social colocando seus filhos na escola. “No entanto, tem a memória ainda, dada a sua baixa escolarização, que rebate na não valorização da educação. Por outro lado, a gente tem outro grande desafio: a elite brasileira ainda não reconhece o conhecimento como uma variável crucial para a mudança do país”, aponta.

Segundo Fernando Abrúcio, é preciso aproximar o conhecimento transmitido na escola do cotidiano dos jovens. “Se a gente não conseguir mostrar a relação entre a educação e a vida das pessoas, é muito difícil que as pessoas deem valor à educação”, avalia.

Mito ou fato: se os professores recebem melhores salários, a educação vai melhorar?

O Ricardo Henriques acredita que o salário do professor é importante, mas é apenas uma dimensão da educação. “Se a gente tiver em mente que a principal tecnologia da educação é a pedagogia, é evidente que o papel do professor é a unidade vital para fazer com que essa máquina funcione. Valorizar o professor é essencial”, destaca.

Diante da baixa remuneração, muitos professores acabam desistindo das salas de aula. “Não pode ser penalidade ficar na sala de aula. Às vezes, você vê redes públicas que tem tanta gratificação para quem fica fora da sala e nada para quem fica na sala”, diz Cleuza Rodrigues Repulho. Ela ressalta que as universidades públicas, que recebem a maior parte dos investimentos, devolvem poucos profissionais para a base.

Mito ou fato: escola pública é escola de pobre?

“Escola pública deveria ser uma escola a que você tem acesso porque paga imposto. Do ponto de vista concreto, a percepção que a maior parte da população tem é de que é escola de pobre”, diz Luiz Felipe Pondé.

De acordo com Ricardo Henriques, o país perdeu, nos anos 70, a oportunidade de massificar a educação com qualidade. “A gente perdeu o momento histórico, que tinha demografia favorável, taxas da economia muito fortes e capacidade de dar conta de massificar e financiar a escola pública. Provavelmente, isso mudaria a qualidade do país. Educação de qualidade é elegante, mas frágil em todos os seus elementos”, afirma.

Mito ou fato: tem aluno que não tem jeito, não aprende?

Para Luiz Felipe Pondé, são dois os mitos. “De um lado, esse mito negativo de que tem aluno que não aprende e, do outro, que todos são iguais, tão negativo quanto. A educação sofre muitas vezes com os mitos de perfeição que a própria teoria da educação produziu sobre o ser humano”, acredita.

Segundo Fernando Abrúcio, a escola não tem acompanhado as mudanças na sociedade. “A juventude, com esse mundo digital, tem um modo de vida que a educação não acompanhou. Nossa educação básica ainda está na metade do século XX, se eu for muito otimista, enquanto a sociedade já avançou”, diz. “

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A autora “transa”, mas não “trança”

“Câmara vota neste ano as metas da educação brasileira para a próxima década

O projeto com as metas do setor tramita há três anos no Congresso e agora está na fase final

Agência Câmara de Notícias

As metas da educação brasileira para a próxima década estão na pauta da Câmara neste semestre. O Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) já havia sido aprovado pelos deputados no final de 2012, com a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o setor. O texto foi votado pelos senadores e voltou para a Câmara no último mês de dezembro.

No Senado, os parlamentares mantiveram a meta mais polêmica do plano, que estabelece os gastos da União, dos estados, do DF e dos municípios em ações de educação. Hoje, o governo investe cerca de 6% do PIB na área. De acordo com o projeto, serão 7% em até cinco anos e 10% ao final do plano.

Os senadores, no entanto, mudaram outros pontos da proposta, que precisam agora ser analisados pelos deputados. O texto da Câmara, por exemplo, estabelecia que todas as crianças deveriam estar alfabetizadas até o terceiro ano do ensino fundamental. Os senadores decidiram priorizar a idade dos estudantes. Pelo projeto do Senado, em dez anos todas as crianças brasileiras devem saber ler e escrever até os seis anos de idade.

Mudanças em votação – O deputado Alex Canziani (PTB-PR), que é vice-presidente da comissão especial do PNE na Câmara, acredita que a análise do texto pelos deputados deva ser rápida. “As mudanças feitas pelos senadores foram simples e rapidamente a Câmara vai poder ter a sua posição. Ou mantemos a redação do Senado ou voltamos à redação que a Câmara tinha aprovado”, explicou.

A primeira análise do PNE na Câmara foi conclusiva, ou seja, não precisou passar pelo Plenário. Como o texto foi votado pelo Plenário do Senado, contudo, ele deverá seguir também para o Plenário da Câmara neste ano.

Prazos – O Plano Nacional de Educação foi enviado pelo Executivo ao Congresso em dezembro de 2010. O antigo PNE perdeu sua vigência naquele ano e, desde então, o País não tem plano de metas para o setor. Esse plano é usado como base para a elaboração de programas nos estados e nos municípios. “Enquanto o Plano Nacional de Educação não for aprovado, nós estamos nadando no escuro”, disse o deputado Professor Sétimo (PMDB-MA).

Apesar dos mais de três anos de tramitação do texto no Congresso, os deputados acreditam que a votação na Câmara acontecerá já nos próximos meses. “Todo esforço, todo empenho será feito para que nós concluamos a redação final do Plano Nacional de Educação neste primeiro semestre de 2014″, garantiu a deputada Fátima Bezerra (PT-RN). Como 2014 é ano de eleições, tradicionalmente há poucas votações no segundo semestre.

Assim que o Plano Nacional de Educação for aprovado na Câmara, ele segue para sanção presidencial e deverá valer por dez anos após a sua publicação. “


DESSA TOMÉM… ASSIM, NÓIS BEBE!

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Legítima e excelente “Velho Barreiro” em sua afrescalhada garrafa original

Ali por volta do final da década de 50 e começo da década de 60, mais precisamente na Bela Vista, um bairro de Fortaleza que, diziam, era um dos mais violentos (morriam um ou dois por ano, de morte matada; e uns dois ou três, também por ano, de morte morrida – “Tu não soubeste? Fulano morreu!!! Morreu de quê? Ahhh! Morreu de repente!) e ficava entre o Pan-Americano e o Coqueirinho, hoje Parquelândia, ou Rodolfo Teófilo.

Na esquina da Travessa Uruguai, (hoje Rua Uruguai, que atravessava a Rua Viriato Ribeiro) existia a bodega do Antônio. Antônio vendia, da pílula de vida Doutor Ross à banha de porco acondicionada em papel de seda ou de embrulho. Vendia também duas colheres (de sopa) de óleo Pajeú, da mesma forma que vendia querosene em retalho, meio pão, meio quilo de açúcar, uma banda de rapadura, cocada, meia barra de sabão, costela de porco salgada, pirarucu, ovo, pimenta do reino, óleo de rícino, creolina e, principalmente uma boa talagada de cachaça.

Era comum encontrar na bodega do Antônio, cigarros Continental, Grapette, sarrabulho, fígado bovino e ingredientes para panelada na manhã de sábado. Mas, o maior sortimento da bodega de Antônio, era mesmo a cachaça. O Homem parecia colecionador. Sapupara, Colonial, Guaramiranga, Dandiz, Três Corôas, Pirassununga, Pitu. Tinha até – escondida debaixo do balcão, umas especiais que vinham do interior, que muitos afirmavam que era o Antônio quem fabricava ali mesmo, misturando vinagre, álcool e Biotônico Fontoura.

Antônio foi o primeiro bodegueiro do bairro a receber a grande novidade, procedente de São Paulo: a Velho Barreiro, aquela acondicionada numa garrafinha abaitolada, que muitos diziam vir de Pelotas/RS e não de Campinas/SP.

Ora, naqueles tempos, permanecer na bodega do Antônio com dois ou três amigos para beber uma Velho Barreiro, tirando gosto com caju, sirigüela ou manjubinha frita, era muito melhor que sentar nos melhores bares de Fortaleza com um litro do melhor uísque importado.

Era, como se diz hoje, atitude “top”. Era confirmação de status. Era bebida pra Papa, da melhor e mais antiga Roma. Não era qualquer um que podia fazer aquilo e, mais ainda. Ficar com a garrafa abaitolada sobre a mesa. Era uma ofensa sem tamanho aos demais pinguços que bebiam uma dose daquela especial preparada debaixo do balcão e, como tira-gosto, uma passada da mão nos beiços.

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Cachaça Salinas, pernambucana da boa. Também numa garrafinha fresca

Apois, numa bela manhã de sábado – a noite de sexta-feira, naqueles tempos, não tinha a importância que tem hoje – com a bodega do Antônio num verdadeiro frege, alguns de cadernos de fiados em mãos para fazer as compras da semana, porque supermercado não existia, Antônio contratava um auxiliar para dar conta dos pedidos. Mas não deixava sem atendimento os contumazes fregueses da cachacinha. Até comprava cajarana, sirigüela e ainda mandava Dona Anunciada (mulher dele) fritar umas manjubinhas e preparar uns torresminhos – sem bem que muitos preferiam a passarinha frita ou uns pedaços de tripinha de porco.

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Manjubinha frita à milanesa. Alguém resiste?

Nisso, adentra ao recinto, Oriane, mais conhecido no bairro pelo apelido de “Cachorro Molhado”. Precisa dizer o porque do apelido? Não. Não precisa.

Pois, se você ainda não pensou, pense num cabra fedorento. O cabra fedia mais de rego de cu mal lavado ou peido de quem comeu batata doce com cebola roxa. Perto de Cachorro Molhado, não era toda merda que fedia.

A cachaça preferida de Cachorro Molhado, era aquela que Antônio guardava debaixo do balcão. Mas, quando Cachorro Molhado viu a garrafinha afrescalhada de Velho Barreiro sobre o balcão, mandou que Antônio enchesse o copo, prometendo que ia demorar ali, bebendo mais de uma dose e espalhando aquele fedor, mistura de tudo que de mais fedorento existia no mundo.

Foi aí que Dagoberto, um dos primeiros funcionários concursados do Banco do Nordeste, perguntou para “Cachorro Molhado”:

- Cachorro Cheiroso (trocou o Molhado pelo Cheiroso, de propósito), tu gosta dessa cachaça, Velho Barreiro?!

- Dessa tomém, assim nessa garrafinha, nóis bebe!

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Essa daí, o “prazer” está no próprio rótulo

Dagoberto chamou Antônio e perguntou quantas doses Cachorro Molhado tinha bebido, daquela fabricada debaixo do balcão. Pediu uma garrafa de Velho Barreiro, juntou o valor da dita cuja com a outra despesa, pagou para Antônio e disse para Cachorro Molhado:

- Hômi, pegue logo pelo amor de Deus e vá feder noutro lugar!

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Manjubinha: em Rosário, município maranhense, é chamada Pititinga

Atarantado, Cachorro Molhado recebeu a garrafinha afrescalhada e perguntou educadamente:

- Doutor “Berto”, eu queria mermo era ter o prazer de beber essa bichinha junto com o senhor, hômi! O senhor num quer?!

- Homem, pelo amor de Deus, vá matar o diabo!


BOA MÚSICA, VOCÊ “OUVE”, “SENTE” E “VÊ”

Ora, o que é a felicidade, a paz, o gozo, para os teóricos que vivem ganhando a vida e sustentando os seus com o nada? Seria para nós, uns reles enxugar de gelo?

Pois bem. Discutamos o que vem a ser a “felicidade”. Discutamos o que vem a ser a paz, o gozo. Não há uma única definição que bata, que pareça com a outra. Não há semelhança e tudo nos leva a crer que essas coisas são díspares e, por isso, utópicas.

Você pode se sentir feliz estando numa multidão, da mesma forma que pode se sentir mais feliz ainda estando só. E, há algo que nos faz felizes. A música, por exemplo. São raríssimos os momentos em que uma música vai fazer alguém se sentir “infeliz”. Nem quando a música não agrada você se sente infeliz. Escute, por exemplo, a música a seguir, mesmo que você não domine o idioma inglês. É a sonoridade que transmite paz, alegria, êxtase:

I Can’t Stop Loving You (Ray Charles)

(I can’t stop loving you)
I’ve made up my mind
To live in memory of the lonesome times
(I can’t stop wanting you)
It’s useless to say
So I’ll just live my life in dreams of yesterday
(Dreams of yesterday)
Those happy hours that we once knew
Tho’ long ago, they still make me blue
They say that time heals a broken heart
But time has stood still since we’ve been apart
(I can’t stop loving you)
I’ve made up my mind
To live in memory of the lonesome times
(I can’t stop wanting you)
It’s useless to say
So I’ll just live my life in dreams of yesterday
(Those happy hours)
Those happy hours
(That we once knew)
That we once knew
(Tho’ long ago)
Tho’ long ago
(Still make me blue)
Still ma-a-a-ake me blue
(They say that time)
They say that time
(Heals a broken heart)
Heals a broken heart
(But time has stood still)
Time has stood still
(Since we’ve been apart)
Since we’ve been apart
(I can’t stop loving you)
I said I made up my mind
To live in memory of the lonesome times
(I can’t stop wanting you)
It’s useless to say
So I’ll just live my life of dreams of yesterday
(Of yesterday)

* *

Não posso parar de amar você (Tradução)

(Não posso parar de amar você)
Eu estou decidido
A viver da memória nos momentos de solidão
(Não posso deixar de querer você)

É inútil dizer
Então vou viver minha vida nos sonhos de ontem
(Sonhos de ontem)
Aquelas horas felizes que tivemos

Embora faça tanto tempo, ainda me deixam pra baixo
Dizem que o tempo cura um coração partido
Mas o tempo parou desde que nos separamos

(Não posso parar de amar você)
Eu estou decidido
A viver da memória nos momentos de solidão
(Não posso deixar de querer você)

É inútil dizer
Então vou viver minha vida nos sonhos de ontem
(Aquelas horas felizes)
Aquelas horas felizes
(Que tivemos)
Que tivemos

(Embora faça tanto tempo)
Embora faça tanto tempo
(Ainda me deixam pra baixo)
Ainda me deixam pra baixo

Dizem que o tempo)
Dizem que o tempo
(Cura um coração partido)
Cura um coração partido
(Mas o tempo parou)
Mas o tempo parou
(Desde que nos separamos)
Desde que nos separamos

(Não posso parar de amar você)
Eu disse, estou decidido
A viver da memória nos momentos de solidão
(Não posso deixar de querer você)
É inútil dizer
Então vou viver minha vida nos sonhos de ontem
(De ontem)

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Ray Charles – o gênio de todas matizes

Ray Charles nasceu em Albany, 23 de Setembro de 1930 e faleceu em Los Angeles, 10 de Junho de 2004. Foi um pianista pioneiro e cantor de música soul que ajudou a definir o seu formato ainda no fim dos anos 50, além de um inovador intérprete de R&B.

Seu nome de batismo, Ray Charles Robinson, foi encurtado para Ray Charles quando entrou na indústria do entretenimento para evitar confusão com o famoso boxeador Sugar Ray Robinson. Considerado um dos maiores gênios da música negra americana, Ray Charles também foi um dos responsáveis pela introdução de ritmo gospel nas músicas de R&B.

Foi eleito pela Rolling Stone o 2º maior cantor de todos os tempos e 10º maior artista da música de todos os tempos.

Era filho de Aretha Williams, que trabalhava numa serraria, e Bailey Robinson, um reparador de ferrovia, mecânico e biscateiro. Os dois nunca se casaram. A família mudou-se para Greenville, Flórida, quando Ray era um bebê. Bailey teve mais três famílias, Aretha cuidava da família sozinha.

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Ray Charles ao piano interpretando “Georgia On My Mind.”

Ray Charles não nasceu cego. Ele ficou totalmente cego aos sete anos de idade. Charles nunca soube exatamente por que perdeu a visão, apesar de existirem fontes que sugerem que sua cegueira era devido a glaucoma, enquanto outras fontes sugerem que Ray começou a perder a visão devido a uma infecção provocada por água com sabão nos seus olhos, que foi deixado sem tratamento. Frequentou a Escola para Cegos e Surdos de Santo Agostinho, em St. Augustine, Flórida. Aprendeu também a escrever música e tocar vários instrumentos musicais, mas o melhor e mais conhecido é o piano. Enquanto ele estava lá, a mãe dele morreu seguida por seu pai dois anos depois.

Órfão na adolescência, Ray Charles iniciou a sua carreira tocando piano e cantando em grupos de gospel, no final dos anos 40. A princípio influenciado por Nat King Cole, trocou o gospel por baladas profanas e, após assinar com a Atlantic Records em 1952, enveredou pelo R&B. Quando o rock & roll estourou com Elvis Presley em 1955, e cantores negros como Chuck Berry e Little Richard foram promovidos, Ray Charles aproveitou o espaço aberto na mídia e lançou sucessos como “I Got a Woman” (gravada depois por Elvis), “Talkin about You”, “What I’d Say”, “Litle girl of Mine”, “Hit the Road Jack”, entre outros, reunindo elementos de R&B e gospel nas músicas de uma forma que abriram caminho para a soul music dos anos 60, e tornando-o um astro reverenciado do pop negro. (Fonte: Wikipédia)

Provavelmente que pelo mesmo problema de Ray Charles, perdemos aquela que, por muitos de nós foi considerada a mais técnica e brilhante cantora brasileira até os dias atuais. A perfeição sempre caçada por Elis levou até os nossos tímpanos algo mais que qualquer arranjo musical e algo acima da sonoridade audível. Era algo que chegava, entrava, fechava a porta e jogava a chave no infinito.

E, acreditamos, é com esse tipo de interpretação musical que a música, como bálsamo e fazendo cateterismo nos oxigena e renova o sangue.

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Fascinação - Elis Regina

Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E o teu olhar, tonto de emoção
Com sofreguidão mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria e entontece
És fascinação, amor
Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E o teu olhar, tonto de emoção
Com sofreguidão mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria e entontece
És fascinação, amor

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Elis Regina, o mais puro brilhante brasileiro

Elis Regina Carvalho Costa é gaúcha de Porto Alegre, onde nasceu a 17 de março de 1945. Faleceu quando morava em São Paulo, no dia 19 de janeiro de 1982. Conhecida por sua presença de palco, sua voz e sua personalidade. Com os sucessos de Falso Brilhante e Transversal do Tempo, ela inovou os espetáculos musicais no país e era capaz de demonstrar emoções tão contrárias, como a melancolia e a felicidade, numa mesma apresentação ou numa mesma música.

Como muitos outros artistas do Brasil, Elis surgiu dos festivais de música na década de 1960 e mostrava interesse em desenvolver seu talento através de apresentações dramáticas. Seu estilo era altamente influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria, e a fez ser a grande revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou “Arrastão” de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Tal feito lhe conferiu o título de primeira estrela da canção popular brasileira na era da TV. Enquanto outras cantoras contemporâneas como Maria Bethânia haviam se especializado e surgido em teatros, ela deu preferência aos rádios e televisões. Seus primeiros discos, iniciando com Viva a Brotolândia (1961), refletem o momento em que se transferiu do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, e que teve exigências de mercado e mídia. Transferindo-se para São Paulo em 1964, onde ficaria até a morte, logrou sucesso com os espetáculos do Fino da Bossa e encontrou uma cidade efervescente onde conseguiria realizar seus planos artísticos. Em 1967, casou-se com Ronaldo Bôscoli, diretor do Fino da Bossa, e ambos tiveram João Marcelo Bôscoli.

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Elis interpretando, mostrando técnica e nos injetando felicidade

Elis Regina aventurou-se por muitos gêneros; da MPB, passando pela bossa nova, o samba, o rock ao jazz. Interpretando canções como “Madalena”, “Como Nossos Pais”, “O Bêbado e a Equilibrista”, “Querelas do Brasil”, que ainda continuam famosas e memoráveis, registrou momentos de felicidade, amor, tristeza, patriotismo e ditadura militar no país. Ao longo de toda sua carreira, cantou canções de músicos até então pouco conhecidos, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Renato Teixeira, Aldir Blanc, João Bosco, ajudando a lançá-los e a divulgar suas obras, impulsionando-os no cenário musical brasileiro. Entre outras parcerias, é célebre os duetos que teve com Jair Rodrigues, Tom Jobim, Wilson Simonal, Rita Lee, Chico Buarque – que quase foi lançado por ela não fosse Nara Leão ter o gravado antes – e, por fim, seu segundo marido, o pianista César Camargo Mariano, com quem teve os filhos Pedro Mariano e Maria Rita. Mariano também a ajudou a arranjar muitas músicas antigas e dar novas roupagens a elas, como com “É Com Esse Que Eu Vou”.

Sua presença artística mais memorável talvez esteja registrada nos álbuns Em Pleno Verão (1970), Elis & Tom (1974), Falso Brilhante (1976), Transversal do Tempo (1978), Saudade do Brasil (1980) e Elis (1980). Ela foi a primeira pessoa a inscrever a própria voz como se fosse um instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil. Elis Regina morreu precocemente em 1982, com apenas 36 anos, deixando uma vasta obra na música popular brasileira. Embora haja controvérsias e contestações, os exames comprovaram que havia morrido por conta de altas doses de cocaína e bebidas alcoólicas, e o fato chocou profundamente o país na época.

Mudamos o foco, mas não mudamos a nossa incessante procura da definição de felicidade. E, assim, continuamos na musicalidade. Claro que, para nós que estamos a um pequeno passo da última prestação de contas com o Criador, aquilo que nos embalou na juventude e no embriagou de alegria – a música – foi quem, quase sepre nos fez feliz. Nos fez tocar, apalpar a felicidade com algo material, fácil de tocar.

E, mais uma vez, focamos a música. Não importa se a valsa Danúbio Azul, o baião Asa Branca, o fado De quem eu gosto nem as parades confesso ou Imagine cantada por John Lennon ou, ainda, I can’t stop loving you, cantada por Ray Charles. O que importa, transcendentalmente, que a musicalidade que nos faz, ainda que por segundos, sentir e apalpar a felicidade. Viver a paz.

Veja e escute, por exemplo:

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Amália Rodrigues

Nem às paredes confesso -  Compositor: Max/Ferrer Trindade/Artur Ribeiro

Não queiras gostar de mim
Sem que eu te peça
Nem me dês nada que ao fim
Eu não mereça
Vê se me deitas depois
Culpas no rosto
Isto é sincero
Por que não quero dar-te um desgosto
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
E até aposto
Que não gosto de ninguém
Podes sorrir, podes mentir, podes chorar também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso
Quem sabe se te esqueci
Ou se te quero
Quem sabe até se é por ti
Por quem eu espero
Se gosto ou não afinal
Isso é comigo
Mesmo que penses que me convences
Nada te digo

Amália da Piedade Rodrigues nasceu em Lisboa, a 23 de julho de 1920, e faleceu também em Lisboa, em 6 de outubro de 1999. Foi uma fadista, cantora e atriz portuguesa, considerada o exemplo máximo do fado, comumente aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.

Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este gênero musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo. Aparecia em vários programas de televisão pelo mundo à fora, onde não só cantava fados e outras músicas de tradição popular portuguesa, como ainda interpretava canções contemporâneas (iniciando o chamado fado-canção) e mesmo alguma música de origem estrangeira (francesa, americana, espanhola, italiana, brasileira).

Marcante contribuição sua para a história do Fado, foi a novidade que introduziu de cantar poemas de autores portugueses consagrados, depois de musicados. Teve ainda ao serviço da sua voz a pena de alguns dos maiores poetas e letristas seus contemporâneos, como David Mourão Ferreira, Pedro Homem de Mello, Ary dos Santos, Manuel Alegre, Alexandre O’Neill.

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Amália Rodrigues interpretando um fado. A felicidade lusitana

Rodrigues falava e cantava em castelhano, francês, italiano e inglês. Até a sua morte, em outubro de 1999, 170 álbuns haviam sido editados com seu nome, vendendo mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo, número três vezes maior que a população de Portugal.

Filha de Albertino de Jesus Rodrigues um músico sapateiro que, para sustentar os quatro filhos e a mulher Lucinda da Piedade Rebordão tentou a sorte em Lisboa.

Amália nasceu a 1 de julho de 1920, porém apenas foi registada dias depois, tendo no seu assento de nascimento como nascida às cinco horas de 23 de Julho de 1920, na rua Martim Vaz, na freguesia lisboeta da Pena. Amália pretendia, no entanto, que o aniversário fosse celebrado a 1 de Julho (“no tempo das cerejas”), e dizia: Talvez por ser essa a altura do mês em que havia dinheiro para me comprarem os presentes.


A CABAÇA E O POTE

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Cabaça para apanhar e transportar água

Meizinha, suvaco, adijutoro, rapariga, disculhambação, cabra besta, gaiudo, gabarolice, catá coquinho, vacuá e tantas outras falas, são não apenas o linguajar da roça vivido pelo matuto. Há um grande universo envolvendo tudo isso.

Traduzir a coragem e a persistência – às vezes, até por ter consciência da impossível solução para apenas um problema – do matuto, aquele que realmente produz riqueza pela força do trabalho na agricultura e afins, é algo muito difícil.

Madrugar – acordar e levantar, quando o dia começa a clarear – é não apenas uma necessidade. É um hábito. Ao escutar o galo cantar, a vaca mugir ou o berro dos cabritos, é rotina. É o despertador, na roça – para os abastados, na “fazenda”.

Era assim, em Queimadas – povoado de Pacajus, no Ceará – quando o sol avermelhava os céus mostrando um colorido encorajador para Raimunda Buretama e os netos. Muitos netos.

- Levante meu fii, se arrexe e vamos buscar água prumode fazê o dicumê!

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Pote – a “geladeira” do interior

Caminhar 12 Kms (6 de ida e 6 de volta) pelas veredas para apanhar uma cabaça d´água, não era coisa que uma criança entrando na adolescência gostasse de fazer. Mas, era preciso fazer. Tinha que acontecer. Eram duas caminhadas, o que acabava significando 24 Kms por dia – “apenas para buscar água” – para uma casa de 9 moradores. O banho ficava para a segunda viagem ou, no fim da tarde na garupa do jumento do avô.

Cinco, seis e até sete anos fazendo isso. Chovesse ou fizesse sol. E aqui fazemos uma parada para uma indagação – será que a água tem importância para uma família dessas? Será que a transposição do São Francisco vai significar alguma coisa para várias famílias que vivem esse dilema?

Em casa, o pote sobre a trempe. Coador de morim amarrado na boca para evitar a passagem de gravetos ou de martelos na água de beber. Ferver a água, nunca. A água só fervia quando era colocada no fogo na lata de fazer café, já com um pedaço de rapadura.

Nos raros invernos, uma terrina de cimento servia como cisterna da água da chuva aparada na canaleta feita do sabiá (mimosa caesalpiniaefolia), uma madeira de grande aproveitamento no interior, serve para aplacar a sede dos caprinos, das galinhas e outros animais domésticos criados para o abate e consumo da família.

Nos anos 50, 60, e meados de 70, nenhuma residência do interior do estado tinha água tratada e canalizada – e isso significava dizer, que esgoto ninguém conhecia naquelas paragens.

Hoje, acreditamos, tudo é diferente. Já não se caminha mais 24 Kms e a cabaça e o pote foram praticamente abolidos, embora as casas permaneçam quase sempre as mesmas: paredes de estuque, chão batido, fogão a lenha e portas fechadas com tramelas, apesar da crescente e preocupante violência urbana.

E dá uma saudade danada da caminhada diária de 24 Kms. Dá uma saudade danada do bom, da ingenuidade, da coisa boa e, principalmente, da união e da unidade familiar – coisa que a tecnologia trouxe junto com a evolução.

Felizmente, ainda é comum, nos povoados do interior, a “roça familiar” – batata doce, macaxeira, feijão, maxixe, quiabo, tomate, coentro, cebolinha verde e, nas Queimadas os primos e filhos dos primos nunca deixaram de preservar as moitas de mofumbo, arbusto preparado para a reprodução dos capotes – galinha d´angola.


OS DONS DIVINOS DA NATUREZA I – O CAVALO-MARINHO

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A beleza e os mistérios incomparáveis do Cavalo-Marinho

Você já tinha visto um cavalo-marinho dar a luz?

Os Filhos nascem do cavalo macho, e não da fêmea!!!

Hippocampus é um gênero de peixes das águas marinhas temperadas e tropicais pertencente à família Syngnathidae que engloba as espécies conhecidas pelo nome comum de cavalo-marinho. Os cavalos-marinhos caracterizam-se por uma cabeça alongada, com filamentos que lembram a crina de um cavalo, e por exibirem mimetismo semelhante ao do camaleão, podendo mudar de cor e mexer os olhos independentemente um do outro. Nadam com o corpo na vertical, movimentando rapidamente as suas barbatanas. Algumas espécies podem ser confundidas com plantas marinhas, com corais ou anêmonas marinhas. Seu tamanho é de no máximo 15 cm, com peso entre 50 e 100 gramas. Vivem em regiões de clima temperado e tropical. Podem ser criados em aquários, contanto que a água seja salgada e recebam cuidados especiais, pois são muito frágeis. (Transcrito do Wikipédia)

Dança do cavalo-marinho – A dança do cavalo-marinho é uma denominação atribuída ao folguedo popular que se caracteriza como teatro, incluindo música, dança e poesia, representado por 73 personagens. Sua apresentação pode durar até 8 horas. Sendo executado por instrumentos como rabeca, pandeiro, reco-reco e ganzá. A encenação é executada em uma roda, tradicionalmente composta por homens. Atualmente as mulheres também participam da brincadeira cavalo-marinho através da dança, de vestimentas coloridas, com gestos e cacoetes, sem a utilização de métodos convencionais da gramática.

Esse folguedo utiliza apenas do próprio trabalho corporal, emite mensagens que possibilitam interpretações diversas das representações do cotidiano dos integrantes do grupo. A dança do cavalo-marinho geralmente é passada de pai para filho e como se fosse uma herança de família. Onde os filhos aprendem com os pais observando como eles fazem, durante o cotidiano. E de fato que os brincantes do cavalo-marinho, desde criança tem contado com a cultura da sua cidade ou bairro, como o coco-de-roda, maracatu, ciranda, desenvolvendo em si, o seu próprio estilo de dançar o folguedo. Sua prática concentra-se mais no estado de Pernambuco. (Transcrito do Wikipédia).

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Cavalo Marinho – (Quinteto Violado)

Vem meu boi bonito
Vem dançar agora
Já deu meia noite
Já rompeu a aurora

Cavalo marinho
Chega mais pra adiante
Faz uma misura
Pra toda essa gente

Cavalo marinho
dança no terreiro
Que a dona da casa
Tem muito dinheiro

Cavalo marinho
dança na calçada
Que a dona da casa
Tem galinha assada

Cavalo marinho
Já são horas já
Dá uma voltinha
E vai pro teu lugar

Façam-se os céus!

Façam-se as estrelas!

Façam-se as nuvens!

Que soprem fortes e moderadamente os ventos!

Faça-se a Terra e todos os planetas ao seu derredor!

Façam-se todos os seres vivos e na terra vivam e se reproduzam por todos os tempos!

Façam-se, finalmente, todos os seres que, só ao Deus Pai Todo-Poderoso será permitido dar a vida e a morte!

Teria sido assim, que Deus criou a terra e todos os seres vivos e mortos (e, por que Deus, Criador de tudo, criaria algo morto – uma pedra, por exemplo?)

Se você não crê em Deus, quem você acha que criou o vento, o sol, a lua, a noite e o dia? Teria sido o Obama ou provavelmente o Lula, ou ainda o Sarney?

Se você não crê em Deus, por que só uma coisa lhe dá a certeza: a morte?

Quem envia a morte para levar você: é o gestor público? São os latrocidas? São as doenças raras e incuráveis?

Por que, quando um ente querido “morre” você espera sempre que ele tenha um bom lugar, um bom descanso e esteja ao lado do “Pai”? Que Pai é esse, se o seu pai biológico ainda está vivo e na terra?

Pois, entre algumas coisas que não temos o poder de conhecer e informar – e acreditam muitos, sequer temos o poder de descobrir – está esse enigmático Cavalo-Marinho. É um peixe, garantem.

Mas, você já viu e certamente já soube de alguém comendo formiga, tapuru, calango, cobra, mosquito, morcego, percevejo, caracol e outros “bichos” que estão fora do cardápio de muitos. Mas, em algum lugar você tem conhecimento de que alguém come Cavalo-Marinho, sendo esse um peixe?

Quanto tempo vive um Cavalo-Marinho?

O que o faz mudar a coloração de acordo com o seu (dele) interesse?

Que interesse seria esse? Interesse de defesa e preservação?

De quem, afinal, o Cavalo-Marinho se defende?

Quem é o predador do enigmático Cavalo-Marinho?

Por que o “macho” dá à luz, e não a fêmea?

Acredite em Deus. Ele existe e, mesmo nas pequenas coisas, está no meio de nós.


O PODER QUE A BUNDA TEM

(Autor: Mestre Azulão)

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Essa é uma bunda que ilustra bem os versos

Hoje faço algo diferente do que costumeiramente tenho feito. Saio da “graça” do mundo dos sem futuro – e como tem gente nesse nível, o que garante assunto pra vida inteira! – e enveredo pela escuridão (para mim) do cordel.

Não sou poeta nem cordelista. Tenho dificuldades até para ler, pois muitos utilizam a técnica de rimas diferentes (e alguns, até sem a dita cuja) e isso me tira do foco do que estou lendo. Paro para tentar analisar e me perco.

Mas, passando no “meu jornaleiro” encontrei algumas publicações e, pelo título, comprei (R$2,00) vários. Hoje transcrevo esse que vem a seguir:

“Nesse troço de bunda e banda
O leitor não se confunda
Tanto a bunda como a banda
Tem uma atração profunda
Chico Buarque de Holanda
Ficou rico com a banda
Carla Perez com a bunda.”

Nestes versos de humorismo
Não quero atingir ninguém
E sim, arrancar do povo
Risos que nos fazem bem
Dizer detalhadamente
O poder que a bunda tem

A bunda que me refiro
É da mulher, com razão
Com o seu poder oculto
De magia e sedução
Que faz a visão direta
Deixando a mulher completa
De beleza e perfeição

Com bunda grande e bem feita
A mulher se sente bem
Onde passa todos olham
Mas a mulher que não tem
Faz um gesto e sai olhando
Quem sabe até desejando
Ter bunda grande também.

Mulher batida sem bunda
É a maior negação
Busto pequeno, magrela
Não tem a mínima atração
Mulher que tem bunda cheia
Ainda que seja feia
A bunda chama atenção.

Mulher magrela é difícil
De arranjar um marido
Mas se casar, ele diz
Eu estou arrependido
Com esta cruz que carrego
Eu estava doido e cego
Casar com um pau vestido.

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UMA PRIMEIRA VEZ À MODA ANTIGA

Uma das muitas coisas boas deste nosso JBF – Jornal da Besta Fubana, criado, dirigido e mantido pela ICAS – Igreja Católica Apostólica Sertaneja e pelo Venerável Papa Berto I e por enquanto Único é a abertura que temos para escrever o que bem entendemos (desde que nos responsabilizemos) e que podemos escrever para jovens, pessoas da última idade, mulheres, senhoritas, velhotas e para quem mais tiver interesse de perder seu tempo lendo as  babaquices que aqui são postadas.

Hoje escolhi para falar de um assunto que não diz respeito apenas à minha primeira experiência sexual, mas, com certeza a primeira vez de muitos.

Naqueles tempos…. como diria qualquer contador de histórias e estórias, embora não fosse nenhum tabu, a prática sexual não era tão fácil e descompromissada como hoje. Hoje, “fica-se” por nada, e muitas vezes até mesmo por uma sugada numa guimba de maconha.

Nos antigamentes, o namorado frequentava a casa da namorada por cerca de dois meses, sempre aos sábados ou domingos e ficava na sala conversando com os pais da pretendida. Passado o período de carência, era que, só então a namorada aparecia – e, a partir dali, nunca ficava (“ficava”, aqui, com o sentido de antigamente!) só com o namorado. Havia sempre alguém fazendo sala.

Sexo antes do casamento?! Nunquinha!

Beijar na boca, só se fosse escondido dos demais.

Nem mesmo quando o casal tinha a sorte de ficar só, nenhuma “saliência’ acontecia. No máximo, com mãos trêmulas e olhos arregalados, acariciava-se os peitinhos.  Mãos nas coxas, no entre-coxa, só depois do noivado. E acontecesse sexo antes do casamento, no altar, podia preparar os documentos, pois o próprio pai do noivo se encarregava de providenciar isso. Hoje, tudo é diferente.

E como o homem pulador de cerca ou o homem solteiro “vivia”? Como era a sua vida sexual?

A grande maioria recorria à masturbação (na linguagem chula entre os homens, “descascando uma banana” tendo como parceira a Maria Cinco Dedos), mas poucas ou quase nenhuma notícia se tinha se as moças usavam o mesmo expediente – certamente por isso, o “ponto G” da mulher possa ser atingido sem penetração ou rompimento do hímen.

Aqueles, como nós, que cansavam da parceria da “Maria Cinco Dedos” recorriam aos inferninhos, aos chatôs e às casas de encontros íntimos. Nesses locais o homem procurava sempre o sexo pago. Nada era gratuito. Pagava-se pela parceira, pelo quarto ou apartamento e pelos “emolumentos adicionais”.

Ali pelos idos de 1961, em Fortaleza, entre as ruas Humberto Monte e Viriato Ribeiro, numa travessa, ficava o “Chatô da Vó”, lugar de afogar o ganso na lubrificação da lagoa. O local sofria frequentes batidas policiais pois, naquele tempo, quem dependia de casa de prostituição era considerado Contraventor.

Mas todos que acorriam ao local sabiam de que se tratava. Era proibida a entrada de menor, ainda que do sexo feminino. Flagrante era cadeia para a (o) proprietária (o) do local.

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Papel higiênico – componente da assepsia    

Edurval (nome fictício) concluiu que não dava mais para recorrer sempre à mesma parceria de sempre (Maria Cinco Dedos), pois estava se sentindo um verdadeiro homem-ferrolho. Resolveu procurar outros caminhos e outras parcerias. Foi ao encontro do Chatô da Vó.

No portão havia a necessidade de dizer o que queria – caso contrário, ninguém entrava. Depois de entrar e vencer os primeiros minutos normais da timidez própria de quem faz sexo com prostituta pela primeira vez, Edurval escolheu uma parceira que mais parecia uma jogadora de Basquete da WNBA. Convidou a mulher para a mesa em que ele tomava uma “Cuba Libre” e, mais timidamente ainda, iniciou a “conquista”.

Acertados os detalhes iniciais (“quanto você cobra”?; “por quanto tempo”? e outros detalhes inerentes à cópula contratada), Edurval chama a “Vó” para o primeiro acerto de contas – pagamento do quarto e emolumentos. Feito isso, recebe da cafetina, a chave do quarto e um rolo de papel higiênico que, naquele tempo e naquele Chatô funcionava como um código de barras de que tudo estava pago, inclusive o valor cobrado pela mulher.

Ao receber a chave e o rolo de papel higiênico, Edurval fala com a Vó:

- Vó!… eu vou é afogar o ganso! Eu num vou cagar!!!!

Experiente e conhecendo a mulher que estava “ficando” com Edurval, Vó retrucou:

- Você tem certeza do que está dizendo??!!

Vezes e vezes depois, a experiência ensinou que o papel higiênico era para secar as partes – inclusive da mulher – depois que a assepsia fosse feita. A mulher pegava a bacia de ágata, punha água dentro e colocava por baixo dos testículos do parceiro, fazendo ela mesma a assepsia. Depois secava o parceiro com o papel higiênico. Jogava a água usada num vaso, voltava a colocar água limpa e ela mesma, se acocorando, fazia ela também a sua malfeita assepsia. Era gosto escutar o barulho da assepsia feminina:

- Schoc, schoc, schoc!

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Apetrechos de ágata para assepsia pós-sexo de antigamente

Naquele tempo, falar para a mulher – ainda que prostituta – em sexo anal ou oral, era procurar confusão que normalmente terminava no Distrito Policial.


CONHECER O DESCONHECIDO… E TÃO PRÓXIMO!

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Ostra brasileira. E com pérolas, sim!

Tempos atrás, quando morei no Rio de Janeiro, mais precisamente no subúrbio de Campo Grande (Zona Oeste), presenciei uma cena incomum e engraçada para quem nasceu na roça, como eu e Dalinha Catunda (cadê você mulher?!).

Minha mulher – estava grávida – e sugeriu para o almoço um frango fresco (desculpem a redundância, vocês pernambucanos!) e eu fui comprar no Abatedouro.

Em lá chegando, enquanto o proprietário abatia e limpava a minha encomenda, chegou uma senhora acompanhada de um filho de aproximadamente 8 a 10 anos de idade. Também pediu um frango e, quando o proprietário trouxe dois para que ela escolhesse um, um dos frangos “cagou”. Assustada, a criança começou a chorar e pediu para ir embora rápido e aos gritos, dizendo que não queria aquele frango, pois ele “cagava”!

Aquilo me permitiu deduzir que, aos 10 anos, aquela criança nunca tinha visto um frango vivo. Coisa nossa. Coisa do Brasil.

Ontem, terça-feira, sem ter algo melhor para fazer naquele momento, enquanto lia o livro “Conspiração franciscana” tive a atenção chamada pela televisão que mostrava uma pessoa adulta “apavorada” com o fato de lhe ser apresentada ao vivo (e viva) uma ostra, e como se faz para abri-la, e, melhor ainda, como preparar para comer aquela ostra. Ela não acreditou que, dentro daquela coisa pequena e de aparência incomum, pudesse conter uma “pérola”!

Esses dois fatos me incentivaram para enxugar mais um pouquinho esse gelo de hoje que não fica seco nunca!!!!

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Isso da foto é Guaramiranga/CE. Não é na Europa

Pois, quem tem dinheiro e esse é todo seu, claro que faz o que bem entende com ele – menos colocar na lareira da casa para preparar a chegada do Papai Noel – gastando-o da forma que bem quiser.

Certamente alguns que nos dão o prazer da leitura neste momento haverão de concordar. Entre nós brasileiros prenhes e nascidos nos Cafundós do Judas, calejados pelo sofrimento, amadurecidos pelas dificuldades enfrentadas na labuta diária, certamente que existem aqueles que, impulsionados por ideias ultrapassadas, preferem o vinho francês de qualquer marca – ainda que seja péssimo – em detrimento do nacional da melhor casta. É normal, repetimos, porque quem tem o seu dinheiro faz dele o que quer. Nada contra.

Mas, da mesma forma que fazemos com um vinho estrangeiro quando não o aprovamos e procuramos outro, por que não fazermos o mesmo com o vinho nacional? Por que não procurar um melhor? Por que desistir e, logo, tecer críticas? Quem, de sã consciência, pode dizer que “nenhum presta”? E, pior ainda: por que, todos os vinhos estrangeiros – principalmente se forem da Europa – são excelentes?

Então, agora vem a pior constatação: quando você bebe um vinho francês em Paris; um português em Lisboa; um italiano em Roma, ele tem “gosto e status” diferente daquele vinho de igual procedência que você abre e bebe em casa, principalmente se estiver em São Luís/MA, Palmares/PE ou Maceió/AL. Né não?

Por que não procuramos conhecer melhor o nosso Brasil? Em que o povo de New York é melhor que o povo de Salvador? Que diferença existe na qualidade da água de Veneza para a água de Fernando de Noronha?

Quero fazer um convite: vamos conhecer melhor Palmares/PE e suas atrações (Padaria da Peidona, Roleta do Cu-Trancado, etc., etc.) antes de critica-la. Jorge Macedo foi nomeado pelo Papa Berto para organizar o primeiro concílio da ICAS, “convocar” a todos para a bendita reunião, com a condição de impor qualquer um de olhar para a chaminé procurando fumaça branca ou preta.

Vamos lá, antes de irmos a Mônaco, Lisboa, Munique, Las Vegas?


MAMONAS ASSASSINAS

“Mina, seus cabelo é “da hora”, seu corpo é um violão, meu docinho de coco, tá me deixando louco.”

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Banda Mamonas Assassinas no início de tudo

Vivemos a cultura da politização. Temos o hábito de politizar até a necessidade fisiológica de urinar. Não se urina assim, porque é de esquerda. Não se mija dessa outra forma, porque é comunista. Se mija desse jeito, porque é da situação ou da direita. E assim vai. E assim, infelizmente, vivemos.

Quase que numa obediência sazonal, na música tivemos o sucesso de bandas, bandinhas e bandões. Conjuntos, conjuntinhos e conjuntões. The Beatles, Guns N´Roses, The Rolling Stones, The Backstreet Boys, sem contar, evidentemente, os músicos que por anos acompanharam Ray Charles, Frank Sinatra e outros.

No Brasil, duplas e trios sempre fizeram nosso forte. Trio Irakitan, Demônios da Garoa, Jararaca e Ratinho, Trio Parada Dura, Zé Fortuna e Pitangueira, Tião Carreiro e Pardinho e mais uma infinidade de componentes que, ontem e hoje fizeram e fazem sucesso.

E aí veio a RPM que, usando a linguagem atual, “bombou” – embora com sucessos pontuais – na mídia e na preferência do brasileiro. Mas, e a meteórica banda Mamonas Assassinas? Veja, então.

* * *

“Mamonas Assassinas foi uma banda brasileira de rock cômico formada em Guarulhos em 1990, inicialmente tinha o nome de Utopia. O som era uma mistura de punk rock com influências de gêneros populares, tais como forró (Jumento Celestino), brega (Bois Don’t Cry), heavy metal (Débil Metal), pagode (Lá Vem o Alemão), música mexicana (Pelados em Santos), reggae (Onon Onon) e vira (Vira-Vira). A carreira da banda, com o nome de Mamonas Assassinas, durou de julho de 1995 até 2 de março de 1996 (pouco mais de 7 meses). Tiveram um sucesso meteórico. Com um único álbum de estúdio, Mamonas Assassinas, lançado em junho de 1995, o grupo vendeu mais de 3 milhões de cópias no Brasil, sendo certificado com disco de diamante comprovado pela ABPD. Com letras bem-humoradas, o álbum lançou os “Mamonas” ao estrelato nacional. Porém, em março de 1996, no auge da carreira, a banda foi vítima de um acidente aéreo fatal sobre a Serra da Cantareira, o que ocasionou a morte de todos os seus integrantes.

Início e sucesso – Em março de 1989, Sérgio Reoli, ao trabalhar na Olivetti, conhece Maurício Hinoto, irmão de Bento. Ao saber que Sérgio é baterista, Maurício decide apresentar o irmão, que toca guitarra. A partir daí, Sérgio conhece Bento e decidem criar uma banda. Na época, Samuel Reoli, irmão de Sérgio, não se interessava em música, preferindo desenhar aviões.

Contudo, ao ver Sérgio e Bento ensaiarem em sua casa, Samuel se interessou pela música e passou a tocar baixo elétrico. Estava formada, assim, a “cozinha”, com baixo, guitarra e bateria.

Os três formaram o grupo Utopia, especializado em “covers” de grupos como Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Rush, entre outras. Em um show, em julho de 1990, o público pediu para tocarem uma música dos Guns N’ Roses, e como não sabiam a letra, pediram a um espectador para ajudá-los. Alecsander Alves, conhecido como Dinho, voluntariou-se para cantar e provocou grandes risadas da plateia, com sua performance escrachada, garantindo o posto de vocalista da banda. Por meio de Dinho, entrou o quinto integrante da banda, o tecladista Júlio Rasec.

O Utopia passou a apresentar-se na periferia de São Paulo e lançou um disco que vendeu menos de cem cópias: A Fórmula do Fenômeno. Aos poucos, os integrantes começaram a perceber que as palhaçadas e músicas de paródia que faziam nos ensaios para se divertirem eram mais bem recebidas pelo público do que “covers” e músicas sérias. Gradualmente, foram apresentando nos shows algumas paródias musicais, com receio da aceitação do público. O público, porém, aceitava muito bem as músicas escrachadas. O Utopia percebeu a chave para o sucesso da banda.

Por meio de um show em uma boate em Guarulhos, conheceram o produtor Rick Bonadio(mesmo empresário da banda de Santos Charlie Brown Jr.). Gravaram duas músicas, Pelados em Santos e Robocop Gay, e decidiram mudar o perfil da banda, a começar pelo nome, Mamonas Assassinas do Espaço, criado por Samuel Reoli e reduzido para Mamonas Assassinas.

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O sucesso da irreverência

Mamonas Assassinas – A banda enviou uma fita demo com as músicas Pelados em Santos, Robocop Gay e Jumento Celestino para três gravadoras, entre elas Sony Music e EMI. Rafael Ramos, baterista da banda Baba Cósmica e filho do diretor artístico da EMI, João Augusto Soares, insistiu na contratação. Após assistir a uma apresentação do grupo em 28 de abril de 1995, João Augusto resolveu assinar contrato com os Mamonas.

Após gravar um disco produzido por Rick Bonadio (apelidado pela banda de Creuzebek), os Mamonas saíram em uma exaustiva turnê, apresentando-se em programas como Jô Soares Onze e Meia, Domingo Legal, Programa Livre, Domingão do Faustão e Xuxa Park. Tocavam cerca de oito vezes por semana, com apresentações em 25 dos 27 estados brasileiros e ocasionais dois shows por dia. O cachê dos Mamonas tornou-se um dos mais caros do país, variando entre R$50 mil e R$ 70 mil, e a EMI faturou cerca de R$80 milhões com a banda. Em certo período, a banda vendia 100 mil cópias a cada dois dias.

Em 1992, quando eram o Utopia, os integrantes tentaram tocar no Estádio Paschoal Thomeo (conhecido como Thomeozão), em Guarulhos. Foram, porém, expulsos pelo dirigente do estádio, considerando que a banda nunca iria fazer sucesso devido a seu nome. Em janeiro de 1996, já como Mamonas, os cinco lotaram o estádio. Esse show ficou marcado por vídeos amadores que monstram o momento em que Dinho senta no palco e começa a fazer um desabafo, onde diz que nunca se deve deixar de acreditar. Pois os Mamonas sempre tiveram o sonho de tocar ali (no Thomeozão) tiveram a porta fechada na cara, não desistiram e naquele dia eles lotavam a “casa”.

O logotipo da banda é uma inversão da logomarca da Volkswagen, colocada de ponta-cabeça, formando assim um M e um A de “Mamonas Assassinas”. Dois veículos da empresa alemã são citados nas canções: em “Pelados em Santos”, a Volkswagen Brasília, e em “Lá vem o Alemão”, a Volkswagen Kombi. Os Mamonas preparavam uma carreira internacional, com partida para Portugal preparada para 3 de março de 1996.

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Mamonas – brasileiros conheceram, aplaudiram e viraram fãs

Acidente e fim trágico – No dia 2 de Março, enquanto voltavam de um show em Brasília, o jatinho Learjet em que viajavam, prefixo PT-LSD, chocou-se contra a Serra da Cantareira, numa tentativa de arremetida, matando todos que estavam no avião.

O enterro, no dia 4 de Março no cemitério Parque das Primaveras, em Guarulhos-SP, fora acompanhado por mais de 65 mil fãs (em algumas escolas, até mesmo não houve aula por motivo de luto). O enterro também foi transmitido na televisão, com canais interrompendo sua programação normal.

O acidente – A aeronave havia sido fretada com a finalidade de efetuar o transporte do grupo musical para um show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. No dia 1º de março de 1996, transportou esse grupo de Caxias do Sul para Piracicaba, onde chegou às 15h45. No dia 2 de março de 1996, com a mesma tripulação e sete passageiros, decolou de Piracicaba, às 07h10, com destino a Guarulhos, onde pousou às 7h36. A tripulação permaneceu nas instalações do aeroporto, onde, às 11h02, apresentou um plano de voo para Brasília, estimando a decolagem para as 15h00. Após duas mensagens de atraso, decolaram às 16h41. O pouso em Brasília ocorreu às 17h52. A decolagem de Brasília, de regresso a Guarulhos, ocorreu às 21h58. O voo, no nível (FL) 410, transcorreu sem anormalidade, eles estava com muito medo por que era a primeira vez que eles decolaram de jatinho. Na descida, cruzando o FL 230, a aeronave de prefixo PT-LSD chamou o Controle São Paulo, de quem passou a receber vetoração por radar para a aproximação final do procedimento Charlie 2, ILS da pista 09R do Aeroporto de Guarulhos (SBGR). A aeronave apresentou tendência de deriva à esquerda, o que obrigou o Controle São Paulo (APP-SP) a determinar novas provas para possibilitar a interceptação do localizador (final do procedimento). A interceptação ocorreu no bloqueio do marcador externo e fora dos parâmetros de uma aproximação estabilizada.

Sem estabilizar na aproximação final, a aeronave prosseguiu até atingir um ponto desviado lateralmente para a esquerda da pista, com velocidade de 205Kt a 800 pés acima do terreno, quando arremeteu. A arremetida foi executada em contato com a torre, tendo a aeronave informado que estava em condições visuais e em curva pela esquerda, para interceptar a perna do vento. A torre orientou a aeronave para informar ingressando na perna do vento no setor sul. A aeronave informou “setor norte”. Na perna do vento, a aeronave confirmou à Torre estar em condições visuais. Após algumas chamadas da Torre, a aeronave respondeu e foi orientada a retornar ao contato com o APP-SP para coordenação do seu tráfego com outros dois tráfegos em aproximação IFR. O PT-LSD chamou o APP-SP, o qual solicitou informar suas condições no setor. O PT-LSD confirmou estar visual no setor e solicitou “perna base alongando”, sendo então orientado a manter a perna do vento, aguardando a passagem de outra aeronave em aproximação por instrumento. No prolongamento da perna do vento, no setor Norte, às 23h16, o PT-LSD chocou-se com obstáculos a 3.300 pés (1006 metros), no ponto de coordenadas 23º25’52″S 046º35’58″W. Em consequência do impacto, a aeronave foi destruída e todos os ocupantes faleceram no local.” (Trancrito do Wikipédia)

* * *

Pelados em Santos

Mina,
Seus cabelo é “da hora”,
Seu corpo é um violão,
Meu docinho de coco,
Tá me deixando louco.

Minha Brasília amarela
Tá de portas abertas,
Pra mode a gente se amar,
Pelados em Santos.

Pois você minha “Pitxula”,
Me deixa legalzão,
Não me sinto sozinho,
Você é meu chuchuzinho!
Music is very good! (Oxente ai, ai, ai!)

Mas comigo ela não quer se casar,
Na Brasília amarela com roda gaúcha,
Ela não quer entrar.
Feijão com jabá,
A desgraçada não quer compartilhar.
Mas ela é linda,
Muito mais do que linda,
Very, very beautiful!

Você me deixa doidão!!!
Meu docinho de coco!
Music is very porreta! (Oxente Paraguai!)

Pro Paraguai ela não quis viajar,
Comprei um Reebok e uma calça Fiorucci,
Ela não quer usar.
Eu não sei o que faço
Pra essa mulher eu conquistar.
Por que ela é linda,
Muito mais do que linda,
Very, very beautiful!

Você me deixa doidão!!!
Meu chuchuzinho!
Eu te I love youuuuu!
(perai que tem mais um pouquinho de “u”)
uuuuuuuuuuuu…


A GEMADA E A MUTAMBA

A gemada

Nossas tradições e crendices certamente não nasceram no nosso chão pátrio, mas foi nele que encontraram guarida e se desenvolveram. Pelo sim ou pelo não, muitas crendices se transformaram em “verdades” que precisam, por assim dizer, serem praticadas e mantidas. Para não desaparecerem.

Imagine que no sertão, frieira (parte dos dedos necrosados e infectados por alguns micróbios) tem a coceira minimizada pela “baba” (saliva) de quem fuma cachimbo ou masca fumo de rolo. E pouco se dá importância se aquela “baba” provém da boca também infectada. Mas é grande a quantidade de pessoas que acreditam que “aquilo” cura. Ou, no mínimo, mata o micróbio da frieira.

Nas décadas de 40, 50 e até 60, muitos avós e pais aconselhavam que as crianças deveriam andar descalças para contraírem os anticorpos que o organismo humano necessita. Guerra é guerra, bradavam!

E é nesse sentido que entra a tradição da “gemada”, preparado que certamente levantou o moral de muitos entristecidos e, dizem, despertou o dorminhoco tesão – para fins de sexo, mesmo – de desanimados ferrolhos daqueles tempos. Claro, a gemada também era (ou ainda seria?) usada para curar gripes fortes, males estomacais – ela adição de ervas curativas – e outros males contraídos pelo organismo humano.

“Compreendo que as descobertas da ciência sempre farão mudanças (ora profundas, ora indeléveis) na rotina da sociedade. Também sou favorável que as leis sejam modernizadas e acompanhem o novo tempo. Não posso imaginar como seria o trânsito, por exemplo, se pedestres e motoristas ainda fossem regidos pelos primeiros códigos. Com carros mais velozes e a pista mais lisinha, obviamente, teria que surgir um limite de velocidade. E o Código de Defesa do Consumidor, então? Tremenda modernidade e adaptação aos dias atuais. Imagina se no tempo em que o comércio de porta em porta era dominado por caixeiros viajantes alguém sonhava em ir atrás de seus direitos! É bem verdade que naquele tempo as pessoas tinham e davam maior credibilidade umas às outras.

Enfim, o fato é que os tempos são outros e precisamos nos adaptar a ele, gostemos ou não. Os homens não param de estudar e estão sempre buscando algo que torne a vida mais longeva e confortável.

Por que não pesquisam os efeitos da vagem na alimentação? Não, vagem ninguém quer comer e muito menos estudar. Alguém provou alguma iguaria em que a vagem fosse o ingrediente principal e insubstituível? Alguém já recebeu algum e-mail (como aquele da maçã) sobre os efeitos miraculosos, rejuvenescedores e antioxidantes que a vagem tem? O vegetal não rende assunto. Tem duas espécies: a redondinha, vendida como do tipo francesa, e aquela achatadinha, muito mais em conta.

Ambas são preparadas basicamente de duas maneiras, refogadinhas na manteiga ou cozidas no vapor, e são sempre coadjuvantes.

Só se transformam em alta gastronomia mesmo quando sobre esse refogado recebem uns belíssimos ovos. Aí estão eles novamente! Já passamos pela fase do ovo mortal e por sua rendição. Tudo registrado na científica crônica “Ovo”, de Luís Fernando Verissimo.

Agora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) volta a atacar, decretando a morte do ovo pochê, de gema mole: segundo o órgão de vigilância sanitária, a bactéria da salmonela só morre se for aquecida a 70 graus. Não lavar as mãos corretamente também transmite a bactéria da salmonela e ninguém usa isso como exemplo. Quando querem um bandido, os homens da ciência só tem um: o ovo.

E antes que ele volte para o mundo das trevas, e eu não possa publicar nada relacionado ao mascarado, deixo a receita de gemada mágica de minha avó Ana. Além de ser um santo remédio contra a gripe (doença muito em voga), ela também curava unha encravada, espinhela caída e, principalmente, dor de cotovelo.

A receita milagrosa? Uma gema, uma colher de sopa de açúcar (substituir por mel se a dor no peito for maior), 150 ml de leite quente, uma colher de café rasa de canela em pó, noz-moscada ralada na hora e vinho do Porto tinto do tipo ruby (a quantidade deve ser proporcional ao tamanho e à idade do paciente).

Coloque numa caneca a gema e o açúcar e bata vigorosamente, até que o ovo fique clarinho. Acrescente lentamente o leite, a canela e o vinho do Porto. Finalize polvilhando noz-moscada ralada na hora. (Texto encontrado em saite de relacionamento não anotado. Desculpas pela falha).”

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A gemada cura gripe e levanta tesão

A mutamba

A mutamba (Guazuma ulmifolia) é uma árvore frondosa, que pode chegar a 30m de altura. Ela pode ser encontrada em quase todo o território brasileiro e outros países americanos, como México, Cuba, Peru, Argentina, Bolívia e Paraguai. Os frutos, de cor escura, são comestíveis e tem sabor adocicado, mas é na casca que se concentram os principais princípios ativos da mutamba. Popularmente, ela é bastante conhecida na produção de cosméticos, sobretudo no tratamento de doenças do couro cabeludo. Conheça mais sobre a planta medicinal.

Nome indígena: Mutamba vem do Tupi guarani e significa “Fruta dura”. Também recebe o nome de Guazuma, Mutambo, Araticum bravo, Cabeça-e-negro, Fruta de Macaco e Chico-magro.

Características: A árvore de 5 a 10 m de altura com tronco entre 30 a 50 cm de diâmetro, com casca fissurada no sentido vertical, com coloração branca e acinzentada. A copa tem abundante ramagem com folhas alternas, simples com pecíolo ou haste curta de 0,6 a 2 cm de comprimento, de cor amarelada (a partir do outono) para por fim cair no inverno. A lâmina foliar tem textura cartácea (de cartolina) com base arredondada e ápice acuminado (com ponta aguda ou comprida), medindo de 5 a 9 cm de comprimento por 2,5 a 5,5 cm de largura, com margem crenada ou dentada e nervuras salientes nas duas faces, e densamente pubescentes (com pequenos pelos) quando jovens e glabras ou lisas quando adultas. A inflorescência é uma cimeira (cacho que termina com uma flor) de formação congesta ou densa e bracteada (que nasce no lugar de uma folha, modificada em inflorescência) com até vinte flores com cerca de 3 mm de comprimento, subsséseis (com cabinho ou pedúnculo muito curto). Formada de cálice (invólucro externo) com três lobos valvares (recortes do tecido que se abrem) e corola (invólucro interno) amarelo esverdeado, com cinco pétalas cuculadas (um tipo de apêndice que se alongam sob a base) e ungüiculadas (tem forma de unha).

Dicas para cultivo: Planta de crescimento rápido, de clima subtropical e resiste bem a seca de até cinco meses e a geadas de até – 3 grau, pode ser cultivada em todo o Brasil, em qualquer altitude; adapta-se a qualquer tipo de solo, que drenem bem as águas da chuva ou até solos argilosos, sujeito a inundações na beira de rios. Pode ser plantada em pleno sol ou em reflorestamentos mistos com o objetivo de recuperar áreas degradadas

Mudas: As sementes são pequenas, medem 2 mm de comprimento, tem forma de rim e são oleosas. Germinam em 30 a 40 dias se forem plantadas em até 4 meses após colhidas. Pode ser cultivada em jardineiras com substrato rico em matéria orgânica e quando as plântulas tiverem com 10 cm de altura, podem ser transplantadas diretamente para embalagens individuais. as mudas crescem rápido tanto no sol como na sombra atingindo 40 cm com 6 meses de viveiro. Iniciam frutificação com 3 a 4 anos após o plantio.

Plantando: Pode ser plantada em pleno sol como em bosques com arvores grandes bem espaçadas. Espaçamento 6 x 6 m. Faça covas com 40 ou 50 cm nas três dimensões (largura, comprimento e profundidade), adicione a cova 25% de areia e 1 kg de cinzas e 8 litros de matéria orgânica, deixar curtir por dois meses antes de plantar. A melhor época de plantio é de setembro a dezembro. Irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar água na época da florada.

Usos: Frutifica nos meses de agosto a outubro. Os frutos têm cor preta quando madura, é do tipo cápsula, toda a parte interna é lenhosa, adocicada e comestível. Os frutos são triturados e consumidos como paçoca doce ou usados para fabricar licor. As flores tem grande potencial melífero para abelhas sem ferrão. (Fonte: Google – Wikipédia).

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Mutamba madura e seca


TU É MAIS VÉI QUE O VENTO, VISSE!

Tu é mais véi que o vento, visse!

Camarada tu viajou no avião da Pan Air?

Tu bebeu guaraná Antárctica Caçula?

Tua namorada usava califon e tu nunca acariciou o peitinho dela?

Tu escutou música de Núbia Lafayete?

Tu viu na TV os programas do Flávio Cavalcanti e do Aerton Perlingeiro?

Espie aqui, e tu acha que é novo, acha?

Arre égua macho réi, tu é mais véi que o vento, visse. Tu é véi pra caráio!

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Tripulação do avião da Pan Air, posando no Aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro

Tua mãe temperava a comida com banha de porco derretida, era?

Teu pai ficava bebeno uma geladinha, ouvindo a música o Ébrio, do Vicente Celestino?

Teu pai era fan do Cyro Monteiro e dos Demônios da Garoa?

Tua mãe gostava das músicas do Moacir Franco e do Orlando Dias?

Tu alcançou tua mãe lavando aquela calçola dela com botões laterais e botando pra secar no varal, depois de mergulhar no anil?

E por que Diabos tu acha que num é véi? Véi pra porra!

Quando tu ia namorar vestindo aquela camisa de cambraia de linho, tu encontrava tua namorada vestindo aquela saia plissada?

Tu chegou a vestir a calça Lee mericana importada e botava dois lenços no bolso de trás?

Tu bebeu purgante de óleo de rícino, de madrugada?

Teu pai bebia aquele remédio à base de óleo de bacalhau?

Tu colecionou “dinheiro” de carteiras de cigarros vazia?

Eita porra, e tu num é véi não? Arre égua!

Tu pegava buchecha na parte traseira dos ônibus?

Tu comia jumentinha quando ia pro interior?

Tu usava calça de suspensório que tirava na hora de arriar o barro?

E tu é novo, é? Vôte!

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Essa era a calçola que tua mãe usava. É o novo, o macho véi!

Tu votou no Jânio Quadros pra Presidente?

Tu acompanhou a primeira eleição do Sarney?

Tu viu o Zizinho e o Ademir Menezes jogar bola?

E cuma é que tu diz que é novo, peste?

Pelo Telefone – Donga

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O chefe da folia
Pelo telefone manda me avisar
Que com alegria
Não se questione para se brincar

Ai, ai, ai
É deixar mágoas pra trás, ó rapaz
Ai, ai, ai
Fica triste se és capaz e verás

Tomara que tu apanhe
Pra não tornar fazer isso
Tirar amores dos outros
Depois fazer teu feitiço

Ai, se a rolinha, sinhô, sinhô
Se embaraçou, sinhô, sinhô
É que a avezinha, sinhô, sinhô
Nunca sambou, sinhô, sinhô
Porque este samba, sinhô, sinhô
De arrepiar, sinhô, sinhô
Põe perna bamba, sinhô, sinhô
Mas faz gozar, sinhô, sinhô

O peru me disse
Se o morcego visse
Não fazer tolice
Que eu então saísse
Dessa esquisitice
De disse-não-disse

Ah! ah! ah!
Aí está o canto ideal, triunfal
Ai, ai, ai
Viva o nosso carnaval sem rival

Se quem tira o amor dos outros
Por deus fosse castigado
O mundo estava vazio
E o inferno habitado

Queres ou não, sinhô, sinhô
Vir pro cordão, sinhô, sinhô
É ser folião, sinhô, sinhô
De coração, sinhô, sinhô
Porque este samba, sinhô, sinhô
De arrepiar, sinhô, sinhô
Põe perna bamba, sinhô, sinhô
Mas faz gozar, sinhô, sinhô

Quem for bom de gosto
Mostre-se disposto
Não procure encosto
Tenha o riso posto
Faça alegre o rosto
Nada de desgosto

Ai, ai, ai
Dança o samba
Com calor, meu amor
Ai, ai, ai
Pois quem dança
Não tem dor nem calor,

Tu assistiu o primeiro show de Sivuca?

Tu comeu quenga ou fuampa la nim Casa Amarela?

Tu ajudou a fundar o Bloco do Batata?

Tu viu o Náutico jogar com Lula Monstrinho; Gena, Mauro Calixto, Fraga e Clóvis; Salomão e Ivan; Nado, Bita, Nino e Lala?

Tu viu o primeiro show de Januário, pai do Luiz Gonzaga?

Arre égua! Puta que pariu, tu é véi pra caráio!

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Calcinha que tua namorada usava, mas tu nunca viu. Ela num deixava!

O Ébrio

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Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer
Aquela ingrata que eu amava e que me abandonou
Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer
Não tenho lar e nem parentes, tudo terminou
Só nas tabernas é que encontro meu abrigo
cada colega de infortúnio é um grande amigo
Que embora tenham como eu seus sofrimentos
Me aconselham e aliviam o meu tormento
Já fui feliz e recebido com nobreza até
Nadava em ouro e tinha alcova de cetim
E a cada passo um grande amigo que depunha fé
E nos parentes… confiava, sim!
E hoje ao ver-me na miséria tudo vejo então
O falso lar que amava e que a chorar deixei
Cada parente, cada amigo, era um ladrão
Me abandonaram e roubaram o que amei
Falsos amigos, eu vos peço, imploro a chorar
Quando eu morrer, à minha campa nenhuma inscrição
Deixai que os vermes pouco a pouco venham terminar
Este ébrio triste e este triste coração
Quero somente que na campa em que eu repousar
Os ébrios loucos como eu venham depositar
Os seus segredos ao meu derradeiro abrigo
E suas lágrimas de dor ao peito amigo

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Sapateiro que recuperava sapatos e coloca virolas e meia-sola

Tu se lembra da graxa Nugget que engraxava o sapato Valcabrás?

Tu fumou cigarros BB, Globo ou Astória?

Tu comeu doce de goiaba Colombo daquela lata que fazia caminhãozinho?

Tu usou brilhantina Royal Briat ou óleo de côco no cabelo?

Quando teu pai ia ao barbeiro, ele afiava a navalha naquele afiador de couro?

Tu tava nos Aflitos, quando o Náutico foi pentacampeão pernambucano?

Tu conheceu pessoalmente José do Rêgo Maciel?

Tu conheceu James Sharp?

Tu fez compra no primeiro “queima” dos Tecidos Lundgren?

E, vem cá, tu num quer ser véi, é?

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Trempes piramidais para panelas. Tinha na tua casa?

Apois companheiro, se tu conviveu com tudo isso daí, num fique pelaí dizendo que num é véi!… Aí tem coisa do tempo do ronca. Desde quando não existia Maizena e a gente bebia mingau de araruta.

Tu lembra de xarope Bromil?

E da vazelina Gumex?

Tu tomou injeção de Benzetacil pra acabar com gonorréia?

Tu usou cuecas Torre?

Ah, então vá pra baixa da égua, que tu é mais véi que a posição de cagar, visse!


SEU MININO, TENHA PENA DE NÓIS!

Ói seu minino, eu quaje que num consigo escrevinhar esse biête pru sior, pur causa que eu num tavo nem consiguino fazer a ponta do meu lápis. Eu quaje seguei meu canivete de cortá fumo de tanto fazer a ponta desse lápis e eu tomém só tinha nim casa era papé de imbruio.

Agora, finalmente, tá tudo arresolvido e eu arresolvi iscrivinhá essa cartinha. Tumara que vosmicê arreceba ela e, mais mió, tumara que atenda os meu pidido. Que o Todo Poderoso Deus tomém leia esse bietinho e nus ajude, amolegando esse seu coração. Tenho fé nim Deus que isso vai acontecê!

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Obra de transposição do rio São Francisco. Termina quando?

Seu minino, tenha pena de nóis nesses dia do Natá!

Hoje mermo, que todo o povo deste lugá anda espaiano que tá começando uma nova era, a era de 2014, esse meu bietim é prumode lhe pedir-lhe pra espiá um poquim pra nóis. Nóis tomém já aprendemo a votá!!!! Nóis pode inté votá errado, mais é por causa que o coroné Jeovaldo que manda! Se não nóis num tem terra prumode trabaiá e se nóis num tem terra prumode plantá, se tomém num tive prumode morá, o que qui vai ser de nóis, da nossa fiarada e dos nosso cabritim de istimação?

E eu se arreuni caminha viziança e chegamo a uma conclusão: nóis num qué ismola, seu minino. Nóis num qué sabê de bolça nenhuma. Nóis só qué é tabaiá. Tabaiá ca enchada, cu facão, cas noças mão! É só isso qui nóis aprendeu a fazê, Nóis num aprendeu a robá uma cabeça de aio de ninguém.

E, seu minino, si nóis num tive água, cuma é que nóis vamo cuidá das noça rossas? Ói seu minino, nóis num tem água nem prumode fazê o di cumê. Tudo que nóis come é quaje seco. Já faiz um tempão que nossos fios num tira as remela dos óis, prumode quê num tem uma gôta dágua.

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Casa sem água, sem sanitário e sem nada na panela

E ispie seu minino, eu num quero lhe aperriar, mas percure dá um adijitoro pra gente. Percure mergüiar a água do ri son Francisco nus noços assudes que tá tudim secano dinovo. Num tem água nem prumode paçarim bebê! Os bixim tá tudim morreno de sede.

Os noços povo daqui do lugá inté se adispois a trocá essas bolças que os ricos tão ganhando, mesmo sem a mereçê-la, e que tem gente que só dá pra nóis adispois dos votos, nóis qué trocá pela água do son Francisco! Taí, nóis troca tudim!

Cuma nóis sabe que os votos enxe as barriga do sinhor, prumode o sinhor trabiá honestamente pur nóis, nóis se adispõe e trocá. Vamu trocá? Nóis lhe dá os voto e o senhor manda acabá logo caquela obra prumode a gente tê água nos açude daqui. Teno água nos açude, tem tabaio, tem plantação na rossa e tem fartura de tudo.

Óie, sem a água, nóis num tem rossa, nóis num tem cuma ficá morano aqui. E aí nóis é obrigado a ir simbora pru Sunpaulo, pru Rijaneiro. E cuma nóis só sabe trabaiá na rossa, nóis fica neça sidade fazeno o quê? Robano? Matano prumode dá di cumê prus noços fios?

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Desolado, sertanejo bate em retirada e sem destino com a família

Seu minino, tenha pena de nóis neça nova era de 2014!

Num tem dinheiro? E cuma é que tem prumode butá gasolina no avião prumode fazê implanti de cabelo? E pur causo de quê tem uns neguim presu pelaí?

Hômi, seu minino, se alembre de nóis!….


OS CICLOS CÍCLICOS DO BRASIL

Será que já “descobriram” mesmo o Brasil, ou isso de que Pedro Álvares Cabral bradou “terra à vista”, foi apenas a primeira grande fantasia que enfrentamos?

É verdadeira aquela pintura de Victor Meireles retratando a “Primeira Missa”? E, se é, de onde surgiram tantos índios? Os “descobridores” trouxeram junto ou eles foram enganados pelo Zorro que conseguiu despistá-los e fugir montado no cavalo Silver, deixando-os a ver navios (e descobridores)?

E, se eles não vieram com os “descobridores” nem foram enganados pelo Zorro, como se explica que estejam ali, retratados?

Será que estas terras descobertas por Pedro Álvares Cabral já eram dos índios e apenas foram invadidas, ou esses índios estavam apenas vigiando essas mesmas terras para os ancestrais de Ronaldo Caiado e outros tantos latifundiários? E, finalmente, quem levou esses índios para as Missões, para a Amazônia? Eles foram de Metrô? Esse mesmo da propinagem da empresa alemã Siemens?

Finalmente, por que tantos sociólogos, arautos do saber e da retidão vivem tentando incutir na cabeça de alguns, que “terras indígenas” é mito, é sonho, é invenção?

Mas esse é outro assunto. Para outra postagem. O que pretendemos tratar agora sem qualquer conotação antropológica, é do vilipêndio que o brasileiro sofre há anos, roubado todos os anos, meses, dias, horas e minutos. Aprendeu-se nas escolas a um alto custo que, no passado existiu a história do “Santo do Pau Oco”, onde espertalhões que, ao fazerem suas necessidades fisiológicas deixaram nas fezes, os vermes da disseminada corrupção, aproveitavam para levar embora ouro e pedras preciosas.

Depois vieram os ciclos cíclicos de que tratamos aqui a partir de agora, apenas lembrando os fatos, pois os detalhes tomariam páginas e páginas e seriam inadequados para uma leitura eletrônica.

A borracha

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A seringueira – Estágio 1

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Rolos de seringa in natura – Estágio 2

O ciclo da borracha foi um momento importante da história econômica e social do Brasil, relacionado com a extração de látex e comercialização da borracha. Teve o seu centro na região amazônica, e proporcionou expansão da colonização, atração de riqueza, transformações culturais e sociais, e grande impulso ao crescimento de Manaus, Porto Velho e Belém, até hoje capitais e maiores centros de seus respectivos estados, Amazonas, Rondônia e Pará. No mesmo período, foi criado o Território Federal do Acre, atual Estado do Acre, cuja área foi adquirida da Bolívia, por meio da compra no valor de 2 milhões de libras esterlinas, em 1903. O ciclo da borracha viveu seu auge entre 1879 e 1912, tendo depois experimentado uma sobrevida entre 1942 e 1945, durante a II Guerra Mundial (1939-1945).

Belém, capital do Estado do Pará, assim como Manaus, capital do Estado do Amazonas, eram na época consideradas cidades brasileiras das mais desenvolvidas e umas das mais prósperas do mundo, principalmente Belém, não só pela sua posição estratégica – quase no litoral -, mas também porque sediava um maior número de residências de seringalistas, casas bancárias e outras importantes instituições que Manaus. Ambas possuíam luz elétrica e sistema de água encanada e esgotos. Viveram seu apogeu entre 1890 e 1920, gozando de tecnologias que outras cidades do sul e sudeste do Brasil ainda não possuíam, tais como bondes elétricos, avenidas construídas sobre pântanos aterrados, além de edifícios imponentes e luxuosos, como o requintado Teatro Amazonas, o Palácio do Governo, o Mercado Municipal e o prédio da Alfândega, no caso de Manaus, e o Mercado de São Brás, Mercado Francisco Bolonha, Teatro da Paz, Palácio Antônio Lemos, corredores de mangueiras e diversos palacetes residenciais no caso de Belém, construídos em boa parte pelo intendente Antônio Lemos.

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Teatro de Manaus – o legado fantasioso

A ferrovia Madeira-Mamoré, também conhecida como Ferrovia do Diabo por ter causado a morte de cerca de seis mil trabalhadores (comenta a lenda que foi um trabalhador morto para cada dormente fixado nos trilhos), foi encampada pelo megaempresário estadunidense Percival Farquhar. A construção da ferrovia iniciou-se em 1907 durante o governo de Affonso Penna e foi um dos episódios mais significativos da história da ocupação da Amazônia, revelando a clara tentativa de integrá-la ao mercado mundial através da comercialização da borracha.

Em 30 de abril de 1912 foi inaugurado o último trecho da estrada de ferro Madeira-Mamoré. Tal ocasião registra a chegada do primeiro comboio à cidade de Guajará-Mirim, fundada nessa mesma data.

Mas o destino da ferrovia que foi construída com o propósito principal de escoar a borracha e outros produtos da região amazônica, tanto da Bolívia quanto do Brasil, para os portos do Atlântico, e que dizimara milhares de vidas, foi o pior possível.

A ferrovia foi desativada parcialmente na década de 1930 e totalmente em 1972, ano em que foi inaugurada a Rodovia Transamazônica (BR-230). Atualmente, de um total de 364 quilômetros de extensão, restam apenas 7 quilômetros ativos, que são utilizados para fins turísticos.

A influência européia logo se fez notar em Manaus e Belém, na arquitetura das construções e no modo de viver, fazendo do século XIX a melhor fase econômica vivida por ambas cidades. A Amazônia era responsável, nessa época, por quase 40% de toda a exportação brasileira. Os novos ricos de Manaus tornaram a cidade a capital mundial da venda de diamantes. Graças à borracha, a renda per capita de Manaus era duas vezes superior à da região produtora de café (São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo).

Moeda da borracha: libra esterlina: como forma de pagamento pela exportação da borracha, os seringalistas recebiam em libra esterlina (£), moeda do Reino Unido, que inclusive era a mesma que circulava em Manaus e Belém durante a Belle Époque amazônica.

Cada migrante assinava um contrato com o SEMTA que previa um pequeno salário para o trabalhador durante a viagem até a Amazônia. Após a chegada, receberiam uma remuneração de 60% de todo capital que fosse obtido com a borracha.

O kit básico dos voluntários, ao assinar o contrato, consistia em:

• uma calça de mescla azul
• uma blusa de morim branco
• um chapéu de palha
• um par de alpercatas de rabicho
• uma caneca de flandre
• um prato fundo
• um talher
• uma rede
• uma carteira de cigarros Colomy
• um saco de estopa no lugar da mala

Após recrutados, os voluntários ficavam acampados em alojamentos construídos para este fim, sob rígida vigilância militar, para depois seguirem até à Amazônia, numa viagem que podia demorar de 2 a 3 meses.

Entretanto, para muitos trabalhadores, este foi um caminho sem volta. Cerca de 30 mil seringueiros morreram abandonados na Amazônia, depois de terem exaurido suas forças extraindo o ouro branco. Morriam de malária, febre amarela, hepatite e atacados por animais como onças, serpentes e escorpiões. O governo brasileiro também não cumpriu a promessa de reconduzir os Soldados da Borracha de volta à sua terra no final da guerra, reconhecidos como heróis e com aposentadoria equiparada à dos militares. Calcula-se que conseguiram voltar ao seu local de origem (a duras penas e por seus próprios meios) cerca de seis mil homens. (Fonte: Wikipédia/Google).

A cana-de-açúcar

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Cana-de-açúcar – uma das muitas riquezas brasileiras

O ciclo da cana-de-açúcar, a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil, teve início quando foi simultaneamente introduzida nas suas três capitanias: Pernambuco, Bahia e São Paulo. Em 1549, Pernambuco já possuía trinta engenhos-banguê, a Bahia, dezoito, e São Vicente, apenas dois. A lavoura da cana-de-açúcar era próspera e, meio século depois, a distribuição dos engenhos perfazia um total de 256.

O ciclo da cana-de-açúcar representou um dos momentos de maior desenvolvimento econômico do Brasil Colônia. Foi, durante muito tempo, a base da economia colonial. O senhor de engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar. Utilizava a mão de obra escrava indígena e africana. Tinha como objetivo principal a venda do açúcar para o mercado europeu. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e algodão.

As plantações ocorriam no sistema de plantation, ou seja, eram grandes fazendas produtoras de um único produto, utilizando mão de obra escrava e visando o comércio exterior.

O Brasil se tornou o maior produtor de açúcar nos séculos XVI e XVII. As principais regiões açucareiras inicialmente eram Pernambuco, Bahia, São Paulo e parte do Rio de Janeiro, onde havia produtores secundários da região de Campos, no baixo vale do Paraíba do Sul. Posteriormente, com o fim da capitania de Itamaracá, que era das maiores produtoras no seu sudeste, a Paraíba também adentrou nesse seleto grupo. A Paraíba na altura das invasões holandesas teria quase duas dezenas engenhos.

O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil (Colônia) só podia fazer comércio com a Metrópole, não devendo concorrer com produtos produzidos lá. Logo, o Brasil não podia produzir nada que a Metrópole já produzisse.

Desta forma foi estabelecido um monopólio comercial. O monopólio foi de certa forma imposto pelo governo da Inglaterra a Portugal, com o objetivo de garantir mercado aos comerciantes ingleses. Portugal nunca chegou a ter uma indústria significativa e desta forma dependia das manufaturas inglesas. Portugal se beneficiava do monopólio, mas o país era dependente da Inglaterra. (Fonte: Wiki)

O Café

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O café – outra riqueza brasileira

O café foi o produto que impulsionou a economia brasileira desde o início do século XX até a década de 1930. Concentrado a princípio no Vale do Paraíba (entre Rio de Janeiro e São Paulo) e depois nas zonas de terra roxa do interior de São Paulo e do Paraná, o grão foi o principal produto de exportação do país durante quase 100 anos. Foi introduzida por Francisco de Melo Palheta ainda no século XVIII, a partir de sementes contrabandeadas da Guiana Francesa.

A economia cafeeira em São Paulo foi o grande motor da economia brasileira desde a segunda metade do século XIX até a década de 1920. Como o Brasil detinha o controle sobre grande parte da oferta mundial desse produto, podia facilmente controlar os preços do café nos mercados internacionais, obtendo assim lucros elevados. Segundo Celso Furtado, o maior problema deste sistema econômico era que, sendo o Brasil um país abundante em terras disponíveis para a agricultura e em mão-de-obra sub-empregada, os lucros obtidos incentivavam novas inversões de capitais no setor, elevando gradualmente a oferta de café a ser exportado. Por outro lado, a demanda mundial de café tinha a característica de ser inelástica em relação ao preço e à renda dos consumidores, isto é, o seu crescimento dependia fundamentalmente do crescimento populacional dos países consumidores. Assim, tinha-se uma situação de crescimento da oferta de café muito superior ao crescimento de sua demanda, indicando uma tendência estrutural de baixa de preços no longo prazo.

As políticas governamentais de valorização do café, conforme instituídas do Convênio de Taubaté em 1906, consistiam basicamente na compra, por parte do governo federal, dos estoques excedentes da produção de café, por meio de empréstimos externos financiados por tributos cobrados sobre a própria exportação de café. No curto prazo, tal política ajudou a sustentar os preços internacionais do produto, sustentando a renda dos exportadores. Porém, a médio e longo prazo, essa política deu uma posição de favorecimento do café sobre os demais produtos brasileiros de exportação, além de inflar artificialmente os lucros do setor (pois essa política não tinha nenhum impacto sobre a demanda internacional pelo produto), o que estimulava novas inversões de capitais na produção, pressionando ainda mais a oferta nacional de café.

A crise internacional de 1929 exerceu imediatamente um duplo efeito na economia brasileira: ao mesmo tempo em que reduziu a demanda internacional pelo café brasileiro, pressionando seus preços para baixo, impossibilitou ao governo brasileiro tomar empréstimos externos para absorver os estoques excedentes de café, devido ao colapso do mercado financeiro internacional. Todavia, o governo não poderia deixar os produtores de café a sua própria sorte e vulneráveis aos efeitos da grande crise; o custo político de uma atitude como essa seria impensável para um governo que ainda estava se consolidando no poder, como era o caso do governo de Getúlio Vargas no início da década de 1930. Por isso, a partir deste período, o Estado brasileiro passou a desempenhar um papel ativo na economia nacional. (Fonte: IBC – já extinto).

O Algodão

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Algodão já foi considerado o “ouro branco”

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Principal produto de exportação do Brasil por vários anos

Uma fibra da qual nada se perde. Quando beneficiada se transforma em linha, roupa, lençol. E, do caroço, se extrai alimento para o gado e óleo para a confecção de sabão em pedra e até de combustível. Assim é o algodão.

O “ouro branco” que, entre as décadas de 60 e 80 teve picos de produção no Rio Grande do Norte e alavancou a economia do estado no cenário nacional, chegou a responder por 40% da arrecadação de ICMS no RN nos anos 70. Enricou produtores, proporcionou a ascensão de pequenas comunidades a municípios prósperos, movimentou rodovias com o vai e vem de caminhões, implementou 600 quilômetros de trilhos de Natal a Macau e de Macau a Nova Cruz. Empregou milhares de potiguares.

Hoje, porém, o cenário das vastas plantações que chegaram a ocupar 500 mil hectares em todo o estado, em nada lembra os algodoeiros que mais pareciam nuvens em pleno solo, dada a vastidão nas plantações. (Ricardo Araújo)

Existem divergências sobre a origem do algodão. Alguns autores a situam no Continente americano, enquanto outros afirmam ser originário da África Central, do Paquistão ou então da Índia. As referências históricas vêm de muitos séculos antes de Cristo. Os árabes foram os primeiros que fiaram e teceram a fibra de algodão, embora de forma rudimentar.

* * *

A Corrupção

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Com métodos próprios, os corruptores do Mensalão

Há quem afirme com veemência que o ciclo da corrupção existe no Brasil desde o dia 23 de abril de 1500, quando teria sido rezada a Primeira Missa em solo brasileiro. Ali, segundo não conta a história, os “descobridores” corromperam os índios, oferecendo-lhes cachaça e apito. Talvez seja por isso que índio não quer mais terra. Quer apenas apito.

Em troca do apito, foram ficando, ficando e ficando. Estão aí até hoje e até já atingiram o auge. Aprenderam a diversificar a adjetivação. A de agora é “Mensalão”.

Mensalão é o nome dado pela mídia a um caso de denúncia de corrupção política mediante compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional do Brasil, entre 2005 e 2006. O caso teve como protagonistas alguns integrantes do governo do presidente Lula e membros do Partido dos Trabalhadores, sendo objeto da ação penal de número 470, movida pelo Ministério Público no Supremo Tribunal Federal.

No dia 14 de maio de 2005, aconteceu a divulgação, pela revista Veja, de uma gravação de vídeo na qual o ex-chefe do DECAM/ECT, Maurício Marinho, solicitava e também recebia vantagem indevida para ilicitamente beneficiar um empresário. Este era na realidade o advogado curitibano Joel Santos Filho, contratado por cinco mil reais, pelo então desgostoso empresário/fornecedor dos Correios, Arthur Wascheck Neto, para filmar esse funcionário público. Para colher prova material do crime de interesse de Arthur, Joel faz-se passar por empresário interessado em negociar com os Correios.

Na negociação, então estabelecida com o falso empresário, Maurício Marinho expôs, com riqueza de detalhes, o esquema de corrupção de agentes públicos existente naquela empresa pública, conforme se depreende da leitura da reportagem divulgada na revista Veja, com a capa “O vídeo da corrupção em Brasília”, edição de 18 de maio de 2005, com a matéria “O Homem Chave do PTB”, referindo-se a Roberto Jefferson como o homem por trás do esquema naquela estatal. O vídeo chegou à revista Veja através de Jairo de Souza Martins (que alugou a Arthur Wascheck Neto uma maleta equipada com câmera para que Joel Santos Filho flagrasse a ação de Marinho), que, por razões pessoais, entregou uma cópia do conteúdo da filmagem a um jornalista da revista, sem o conhecimento do autor.

Segundo o Procurador Geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, na denúncia oficial que apresentou e foi acolhida pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, então Presidente do PTB, estava acuado, pois o esquema de corrupção e desvio de dinheiro público, com a divulgação do vídeo feito por Joel Santos Filho, estava focado, em um primeiro momento, em dirigentes dos Correios indicados pelo PTB, resultado de sua composição política com integrantes do Governo.

Ele divulgou então, inicialmente pela imprensa, detalhes do esquema de corrupção de parlamentares, do qual fazia parte, esclarecendo que parlamentares que compunham a chamada “base aliada” recebiam, periodicamente, recursos do Partido dos Trabalhadores em razão do seu apoio ao governo federal, constituindo o que se denominou como “mensalão”.

O neologismo mensalão, popularizado pelo então deputado federal Roberto Jefferson, em entrevista que deu ressonância nacional ao escândalo, é uma variante da palavra mensalidade, usada para se referir a uma mesada paga a deputados para votarem a favor de projetos de interesse do Poder Executivo. Embora o termo já fosse conhecido por outras razões, segundo o deputado, o termo já era comum nos bastidores da política, entre os parlamentares, para designar essa prática ilegal. Jefferson acusou o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, de ser o mentor do esquema.

Entre 22 e 27 de agosto de 2007, o Supremo Tribunal Federal (STF), o tribunal máximo do Brasil, iniciou o julgamento dos quarenta nomes denunciados em 11 de abril de 2006 pelo Procurador Geral da República, em crimes como formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e evasão de divisas. O STF recebeu praticamente todas as denúncias feitas contra cada um dos acusados, o que os fez passar da condição de denunciados à condição de réus no processo criminal, devendo defender-se das acusações que lhes foram imputadas perante a Justiça e, posteriormente, devendo ser julgados pelo STF. No dia 14 de setembro de 2005, o mandato de Jefferson, o delator do esquema, foi cassado, perdendo seus direitos políticos por oito anos. Em 1º de dezembro de 2005, foi a vez de José Dirceu ter seu mandato de deputado federal cassado pela Câmara dos Deputados.

Foi descoberto em julho de 2008, durante uma investigação sobre o banqueiro Daniel Dantas, que o Banco Opportunity foi uma das principais fontes de recursos do mensalão. Através do Banco Opportunity, Daniel Dantas era o gestor da Brasil Telecom, controladora da Telemig e da Amazonia Telecom. As investigações apontaram que essas empresas de telefonia injetaram R$ 127 milhões nas contas da DNA Propaganda, administrada por Marcos Valério, o que, segundo a PF, alimentava o valerioduto, esquema de pagamento ilegal a parlamentares. A Polícia Federal pôde chegar a essa conclusão após a Justiça ter autorizado a quebra de sigilo do computador central do Banco Opportunity.

Em 2011, já depois do fim dos dois mandatos do presidente Lula, um relatório final da Polícia Federal confirmou a existência do mensalão. O documento de 332 páginas foi a mais importante peça produzida pelo governo federal para provar o esquema de desvio de dinheiro público e uso deste para a compra de apoio político no Congresso durante o governo Lula. Dias depois, o real relatório veio à público, mostrando que o documento não se tratava de um relatório final da Polícia Federal e sim uma investigação complementar feita a pedido do Ministério Público, cujo objetivo era mapear as fontes de financiamento do valerioduto, e que o documento não comprovara a existência do mensalão.

O dinheiro oriundo desses esquemas, pelo menos em parte, poderia ter sido usado para financiar o mensalão. Essa hipótese se chocou com a descoberta, em julho de 2008, de que o Banco Opportunity foi uma das principais fontes de recursos do mensalão: as investigações da Polícia Federal apontaram que empresas de telefonia privatizadas, então controladas pelo banqueiro Daniel Dantas, injetaram mais de R$ 127 milhões nas contas da DNA Propaganda, administrada por Marcos Valério, o que alimentava o caixa do Valerioduto.

Com o desenvolvimento da crise, surgiram ainda novas denúncias e novos escândalos, como por exemplo: o escândalo dos fundos de pensão do Banco do Brasil; o esquema do Plano Safra Legal; a suposta doação de dólares de Cuba para a campanha de Lula; e a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo.

Este último ciclo não é tão cíclico assim. Oscila como um catavento, se instala num assunto e noutro com a rapidez da mudança das nuvens. Mas não acaba. Ora está no fabrico da seca nordestina, ora está nas enchentes, vive com maior período de estacionamento na movkmentação política e se expande e multiplica de dois em dois anos com forte predominância nas eleições.

Será que já descobriram o Brasil?


FELIZ NATAL PARA TODOS!

É bom, é reconfortante e massageia o ego, sentar diante de um computador e escrever algo dedicado aos muitos amigos. Foi isso – amizade – que sempre procuramos fazer ao longo dos nossos quase 71 anos. Temos a humildade de imaginar que podemos ter falhado, e que possamos corrigir tudo, pois ainda não nos consideramos uma “obra terminada”.

E, aqui neste espaço, com toda honestidade, nunca saímos do nosso objetivo de continuarmos fazendo amigos. E vamos continuar insistindo, pois, com a “abertura” implantada pelo Papa Berto no JBF, a tendência é que aumentemos ainda mais o nosso rosário de bons e grandes amigos. Sem distinção!

E, agora, aproveitamos para nos dirigir a todos e desejar um Feliz Natal. Mais uma vez, sem citar nomes. Aproveitamos para pedir aos que se ausentaram desta convivência, o repensar e a avaliação. Ninguém leva nada material dentro do envelope de madeira que os coveiros levam para o endereço eterno. Mas podemos levar isso sim, uma bagagem grande de arrependimento, humildade e perdão. Isso conta!

Quando procuramos compreender e, humildemente, nos penitenciamos diante dos nossos erros – que para nós só aparecem como acertos – caminhamos cada vez mais em direção ao bem.

Em especial, nos dirigimos aos amigos que ainda não tivemos o prazer de conhecer pessoalmente: Luiz Berto, o Papa I e Sempre Único; e Dona Aline, a Papisa, pela elogiável tolerância com que sempre nos receberam.

Abaixo: a simbologia da flor do cactus, resistência principal da caatinga, seja do Nordeste ou não. E é assim que continuamos, com ou sem água. Não temam os espinhos. Eles são a única defesa que temos, enquanto lhes oferecemos a nossa flor.

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Flor de cactus da caatinga: símbolo da nossa perseverança

Mais abaixo a maçã do amor, do pecado original que nos proporcionou a vida. Para nos servir de exemplo, sempre, daquilo que não devemos permitir que nos engane. Foi a tentação pura materializada na beleza que devemos sempre distinguir do que será bom.

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Maçã: a oferenda da serpente e o começo dos nossos pecados

Mais abaixo ainda, a nossa constante renovação. O recomeço em flor feito uma rosa, transformando uma criança nos pólens do rejuvenescimento humano. Não devemos permitir que isso aconteça sempre no dia 25 de dezembro. Todo tempo é tempo para recomeçar.

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A rosa: a renovação da vida de cada um de nós

Finalmente, lá embaixo a nossa esperança de que o nosso país se desfaça dos felas-da-putas que nos governam e nos impõem situações vexatórias como a da transposição. Que eles renovem em nós a esperança de que tomarão vergonha na cara, deixarão de roubar e nos proporcionem a oportunidade de vivermos sem as esmolas das “bolsas isso” e “bolsas aquilo”.

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E a porra da transposição que demora e nos mata de sede

Um Feliz Natal!


O HALO POÉTICO DOS BRAGA HORTA

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Glória Braga Horta

Não faz tanto tempo, um amigo Jornalista, Poeta e Escritor – Carlos Alberto Lima Coelho – enviou para o meu e-mail um convite para lançamento de mais um dos muitos livros dele. Em anexo, enviou também o endereço eletrônico do blog, além de sugerir o aceso e a leitura de alguns poemas. Ali, encontrei também um poema/cordel de uma senhora que assina Dalinha Catunda.

O sobrenome “Catunda” me soou familiar, por ser do Ceará. Pesquisando, encontrei em anexo o endereço de acesso do Jornal da Besta Fubana. Fui atrás. Encontrei e, inicialmente tive dificuldades para acessar e, alguns assuntos me chamaram a atenção. Quis comentar. De tanto procurar, encontrei no cabeçalho do saite a palavra “porteira”. Quem é do interior e não se desgruda dele, sabe muito bem o que é uma porteira.

Tive acesso aos comentários. Comentei. Vários comentários depois recebi um convite que até hoje só me honrou. Sou extremamente sincero e procuro nunca ser injusto – embora falhas aconteçam, inerentes aos seres humanos. Não suporto puxa-saquismo. Certamente, nascido e vivido num país onde “puxar saco” é uma profissão, sou apenas mais um pobre e lascado profissional aposentado com um salariozinho de merda. Mas, já me adaptei perfeitamente ao pouco, pois não nasci em nenhum berço de ouro, tampouco recebi herança ou ganhei na loteria.

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Glória Braga Horta entre os irmãos

Aceitei o convite e até hoje espero que o Editor/Proprietário assine a minha Carteira Profissional, ou que me presenteie – como faz com Goiano Braga Horta – com alguns dias de férias e euros para tomar vinho em Paris.

Pois, dito isso, digo também que, aqui neste JBF, mais visto que foto da Sônia Braga nua, tive a felicidade de fazer amigos, embora não tenha tido a felicidade (azar meu, quem manda me conformar em ganhar pouco, né não?) de conhece-los pessoalmente. São muitos, são quase todos. E, por todos tenho respeito, admiração, e eu sou uma besta aloprada para querer bem às pessoas facilmente.

E, quem se acostuma a ter como Bíblia ou livro de cabeceira (ainda que sequer tenha cama!) este jornal escroto, em maldita hora nominado JBF, percebe facilmente que tem muita gente boa ajudando a fazer diariamente este fenômeno – o JBF é o jornal eletrônico que mais recebe “portabilidade”!

E foi neste JBF que conheci e aprendi a entender os comentários, os posts, os posicionamentos, as ironias e as brincadeiras de quase todos. Mas, com certeza, no texto de cada um “colaborador” do JBF, estão juntas, a inteligência, a competência, a brasilidade e, principalmente, o respeito ao próximo – ainda que através de um comentário mais quente.

Foi aqui, também, que me interessei para pesquisar e conhecer algo mais dessa família mineira de origem, Braga Horta. Família de poetas e gente de inigualável saber. Foi lendo essa poesia seguinte, de Maria Braga Horta, a matriarca, que me interessei e encontrei o halo poético em todas as figuras:

Anjo, Serpente, Nave
(Maria Braga Horta)

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Em que outros sonhos teu amor se esconde
Do meu sonho?
Onde o céu, a cova, ou cais
Para o encontro fatal?
Quem me responde?
Os deuses, creio, não nos falam mais…
Talvez o céu esteja em ti… Mas, onde?
A cova em ti, talvez funda demais…
Perto de ti, talvez, sem rumo, ronde
A nave, sem do porto achar sinais.
Anjo, serpente ou nave – o que procura
Em ti? O porto incerto. A cova impura,
O céu onde gozar o amor sem fim?

Se acaso não possuis, do céu, a chave:
Não dês pouso à serpente ou porto à nave,
Para que o anjo permaneça em mim.

Li comentários de Goiano no JBF, e, alguns desses me intrigaram. Pensei: quem é esse sujeito com posições tão límpidas, e ao mesmo tempo intrigantes? E Berto tem razão e inteligência ímpar para denomina-lo de “Contorcionista”! E Goiano, não apenas é um “Contorcionista”, como também é culto e inteligente fora dos três primeiros lugares do pódio. Até porque, se assim não fosse, não estaria no meio de nós. Num é Papa Berto?

E aí foi fácil caminhar direito para ler também, a coluna “É a glória”! Ali está uma jovem senhora Jornalista, funcionária do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) que, além de tudo, carrega o “halo poético” dos Braga Horta. Esse halo reluz logo no primeiro verso. Vejam:

Ode aos seios (II)
(Glória Braga Horta)

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Os seios refletem
Depois de ungidos
Rútilos lampejos
De amores perdidos.

Rosáceas aréolas
Tornam-se rubis
E ainda mais belas
Com beijos sutis.

Os seios são pérolas
Feitas de salivas
Que nascem das orlas
De línguas lascivas.
Erógenos ônix
Do ato bendito
Lançam suaves choques
Quando vem o grito
Do fluir do sêmen
Nas trilhas molhadas
Que pulsam e tremem
Com a força da espada.

Nascida nas Minas Gerais filha do Advogado Anderson de Araújo Horta e da Poeta Maria Braga Horta, “Gulorinha” mora atualmente num voo entre o Rio de Janeiro e Brasília.

Para quem viveu entre Manhumirim, Carangola, Mutum, Belo Horizonte e Resplendor, passar alguns anos em Goiás só poderia acrescer em vivência e conhecimento. Não aprendeu a fazer pão de queijo nem tutu à mineira, mas canta feito uma Maysa Matarazzo. Ouçam:

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Glorinha cantando e nos encantando

Glorinha cantando “Nua Idéia”, de João Donato e Caetano Veloso

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Maysa Matarazzo cantando “Ouça”

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* * *

Glorinha:

Promessa é dívida. Você nunca pediu, mas eu prometi que lhe faria uma surpresa. Não existe dia melhor que o Natal para presentear os amigos, e resolvi fazer isso hoje, domingo 22, (assino colunas às quartas e domingos) e no próximo já tenho outro compromisso. Foi pouco. Você merece muito mais. Feliz Natal e próspero Ano Novo.


O BRASIL TEM UMA RUMA DE CABRA SEM FUTURO, NÉ NÃO?

Neste fim de ano as notícias sobre este Brasil são, na grande maioria, hilárias e parecendo mais com a redação dos programas televisivos “A praça é nossa” ou “Zorra Total”.

Dizem, tentando enganar não se sabe quem, que o Brasil é um país “emergente”. Em qual sentido, ninguém (nem mesmo quem diz) consegue descobrir. Na verdade, estamos mesmo é submergindo. Indo pro buraco, pra lama, pro caos.

Ora, se no futebol tem sido assim – e o futebol no Brasil é quase uma religião! – com as vergonhosas situações de Fluminense e Portuguesa de Desportos, imagine quando tentarem fechar a conta dos gastos da Copa do Mundo. Já contabilizamos algumas mortes. Isso não tem preço – para os familiares das vítimas! – mas já se sabe que, para a CBF e a FIFA, os cadáveres tem custo zero.

Na política a lama continua respingando e começa a se aproximar do “Barba” numa rapidez que já anima os produtores do seriado global “Pé na Cova”, com a personagem de Marília Pêra começando a comprar um bom lote de tintas vermelhas e centenas de vidros de óleo de peroba. Quem viver, verá.

Mas, esquecendo um pouco esses pequenos desajustes sociais e urbanos que não nos atingem – os sprays de pimenta estão prontos! – vamos cuidar mesmo é da turma que não tem futuro. Pois sim!

No retrato 1 – Qual é mesmo o futuro desse moleque “mamador” que, desde pequeno já está sendo ensinado a “mamar nas tetas” da vaca governamental, enquanto espera ver o mar pegar fogo prumode cumê peixe frito. Tem futuro um danadinho desses?

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Aprendeu a “mamar” muito cedo, né não?

No retrato 2 – Esse cabra aí da foto tá amostrando prumundo inteiro por causa de que ele nunca sabe de nada. Tentando tapar o sol capeneira, ou ainda camão da aposentadoria lá no ABC, ele tá interessado em saber quem é esse tal de “Barba”. Se ele der uma voltinha naquela avenida de Maceió, o Cardeal Bernardo vai amostrar pra ele quem é o percurado. Ou intão vai nim Palmares, conversar camulher peidona. Né não? Aí ele vai ficar sabeno tudim, tudim.

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Tá tapano o sol capeneira, né, cabra?

No retrato 3 – Esse abestaiado tá se amostrando todim, dexano pra nóis ficar sabeno que ele num tem futuro mesmo. Mandou tatulizar uma mulé de pernas abertas no suvaco, prumode a gente pensar que é outra coisa. Tem futuro um égua desses?

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Fecha essas pernas, babaca abestaiado!

No retrato 4 – Me digam se essa onça aí tem algum futuro. Já tá é aprendeno as macaquices quesse outro daí. Tá mamano que só. Eita gente (e bichos) que gosta de mamar. Né não? Onça amamentada por macaco, será que tem futuro ou vai virar veado?

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Arre égua a onça tá secano a mamadeira e já comeu a banana do macaco


O TAMANHO DAS COISAS GRANDES

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Vitória Régia da Amazônia, maior flor do mundo

Qual é o tamanho de uma coisa grande?

Será que alguém pode medir uma coisa do tamanho do mundo?

E, quando foi que alguém conseguiu medir a maior coisa do mundo?

Uma jovem eleita Miss Mundo, é realmente a mulher mais bonita do mundo, ou é apenas a mais bonita entre as que se candidataram para participar daquele evento?

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Tartaruga Gigante da Amazônia: 1,43m de altura

Pelé, eleito (????!!!!) melhor jogador de futebol do mundo, seria eleito nos dias atuais? Há quem diga que, com os preparativos dos dias de hoje, Pelé não apenas seria o melhor do mundo, mas, seria também imbatível, incomparável.

Os EUA são realmente a maior nação mundial? Quem afirma isso, conhece a fundo a China, a Coréia ou conhece apenas New York, Washington, Brasília, São Paulo e o Maranhão? Os poderios bélico e econômico são parâmetros para essa medição?

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Homem tenta abraçar uma castanheira na Amazônia

Enfim, o que garante que algo seja o maior ou o melhor do mundo?

Pela sim ou pelo não, quem teve oportunidade de ler a narrativa-romance “Cem quilos de ouro” de autoria do Jornalista Fernando Morais, pode ter uma visão inicial do quanto a Amazônia (apenas um exemplo) é grande, como grandes são algumas coisas que nasceram e cresceram ali. São, por assim dizer, obras da Natureza – ou obras de Deus.

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Centopéia gigante da Amazônia

Começamos pelos rios Negro e Amazonas. Isso sem contar o rio subterrâneo recentemente descoberto. Na Amazônia, independentemente de ser no Brasil ou não, o corte de algumas árvores centenárias como castanheiras, andirobas, angelins, ipês e tantas outras espécies, deveria ser considerado crime hediondo.

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Sucuri: veja como o homem em pé se apequena

A Vitória Régia da Amazônia, as tartarugas gigantes, as centopeias, as cobras sucuris, enfim, toda uma diversidade de coisas sem tamanho, sem medidas, fora da imaginação real.

Quem criou essas coisas? Você só acredita em Deus, quando está desesperado?

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Crianças brincam no tronco de uma sumaumeira na Amazônia


A ETERNA, DEMORADA, E HIPÓCRITA DIETA – O FEIJÃO DE CADA DIA DO POBRE

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Mãos cansadas, calejadas e dedos envelhecidos catam os grãos sem gorgulho. É a vida de cada um

O Brasil é um país de gordos?

Como assim, país de gordos?

Como o excesso de peso pode ser um dos cartões vermelhos de um país que tem aproximadamente 50% de miseráveis que nem tiveram a sorte de aprender a se alimentar direito. Simplesmente porque lhes falta condição para comprar alimento?

Nos municípios pobres de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Maranhão, Tocantins e Alagoas existem épocas em que ter o feijão já uma dádiva divina. Muitas vezes, feijão com gorgulho (um inseto muito conhecido do cearense, justamente o tal Callosobruchus Maculatus).

Quando a situação não é daquelas que provocam o status da miséria total, acrescenta-se a esse manjar dos deuses famintos um naco de toucinho e, nos dias de festas, adiciona-se linguiça ou charque.

O nordestino que enfrenta o status da miséria desconhece o que venha ser “alimentar-se corretamente”. Ele, na verdade, quer mesmo é encher o bucho, a pança, a barriga – quando isso acontece, para ele, ele está alimentado.

Mas, para uma dessas pessoas, o que significa se alimentar bem? O que significa uma salada verde ou uma salada de legumes? Se alguém lhes descrever os benefícios do quiabo, da abóbora, do maxixe, da batata doce ou da macaxeira, certamente ele vai compreender melhor.

E, nesta época em que nos aproximamos do Natal, que tal voltarmos nossas orações para que Deus na sua divina misericórdia, possa olhar um pouco mais para os habitantes de Darfur?

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O feijão de cada dia da prisão domiciliar de quem nunca roubou nada

“Darfur (دار فور, que, traduzido do árabe, significa terra dos fures, é uma região no oeste do Sudão, na fronteira com a Líbia, o Chade e República Centro-Africana. Divide-se em três estados federais sudaneses: Garb Darfur (Darfur Ocidental), Djanub Darfur (Darfur do Sul) e Shamal Darfur (Darfur do Norte).

Com uma área de 503 180 km² e uma população aproximada de 7 000 000 de habitantes, Darfur caracteriza-se pelo baixo nível de desenvolvimento. Apenas 44,5% das crianças do sexo masculino e 33,3% das crianças de sexo feminino frequentam a escola.

Três etnias são predominantes em Darfur: os furis, que emprestam o nome à região, os masalitis e os zagauas, em geral negros muçulmanos ou seguidores de outras religiões africanas.

A região é palco de um conflito decorrente de disputas entre as populações árabe e não árabe, na franja sul do Deserto do Saara. Os não árabes, separatistas, são alvos de uma ação de extermínio empreendida por milícias árabes denominadas janjauidis, que, por sua vez, são acusadas de receber apoio do governo sudanês. O conflito já fez mais de 200 000 mortos e cerca de 2 000 000 de refugiados desde 2001, em quatro anos de inércia diplomática entre os países do mundo.

Segundo o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, além das causas sociais, econômicas e políticas, o conflito e a grave crise humanitária decorrente têm sido intensificados por alterações climáticas que provocam períodos alternados de grande seca , chuvas e inundações no sul do Sudão a partir da década de 1970.

Recentemente, a República Popular da China tem sido alvo de críticas por parte de organizações da sociedade civil em muitos países, pelo fato de defender, na Organização das Nações Unidas e em outros fóruns internacionais, a não intervenção nos assuntos internos do Sudão. Enquanto isso, o comércio entre os dois países cresce exponencialmente.

O conflito de Darfur (ou genocídio de Darfur) é um conflito armado em andamento na região de Darfur, no oeste do Sudão, que opõe principalmente os janjawid – milicianos recrutados entre os baggara, tribos nômades africanas de língua árabe e religião muçulmana – e os povos não-árabes da área. O governo sudanês, embora negue publicamente que apoia os janjawid, tem fornecido armas e assistência e tem participado de ataques conjuntos o grupo miliciano. O conflito iniciou-se, oficialmente, em fevereiro de 2003, com o ataque de grupos rebeldes do Darfur a postos do governo sudanês na região, mas suas origens remontam a décadas de abandono e descaso do governo de Cartum, eminentemente árabe, para com as populações que vivem neste território.

As mortes causadas pelo conflito são estimadas entre 50 000 (Organização Mundial da Saúde, setembro de 2004) e 450 000 (Dr. Eric Reeves, 28 de abril de 2006). A maioria das ONGs trabalha com a estimativa de 400 000 mortes. O número de pessoas obrigadas a deixar seus lares é estimado em 2 000 000. A mídia vem descrevendo o conflito como um caso de “limpeza étnica” e de “genocídio”. O governo dos EUA também o considera genocídio, embora as Nações Unidas ainda não o tenham feito, pois a China, grande parceira comercial do governo sudanês, defende o país em todos os fóruns internacionais que abordam o tema. Algumas propostas de intervenção militar -internacional apresentadas na ONU não foram aprovadas por veto deste país.

Quando os combates se intensificaram em julho e agosto de 2006, no entanto, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a Resolução 1706, de 31 de agosto de 2006, que prevê o envio de uma nova força de manutenção da paz da ONU, composta de 20 000 homens, para trabalhar em conjunto com as tropas da União Africana presentes no local, que contam com cerca de 7000 soldados. O Sudão opôs-se à Resolução e, no dia seguinte, lançou uma grande ofensiva militar na região.

Diferentemente da Segunda Guerra Civil Sudanesa, que opôs o norte muçulmano ao sul cristão e animista, em Darfur não se trata de um conflito entre muçulmanos e não muçulmanos, pois, a maioria da população é muçulmana, inclusive os janjawid. Trata-se de um “conflito étnico-cultural, que se iniciou por motivos políticos, e ganhou contornos raciais ao longo dos últimos anos.”

E aí vem o Natal, época em que falta espaço nas mesas das ceias, para tantas coisas, tanta comida – e, ainda em alguns lugares, tanto desperdício – que, provavelmente, pode ser a que está faltando em outros lugares.

Castanhas portuguesas, nozes, pernis, avelãs, vinhos importados, rabanadas, patês, figos, champagne, filés, e tudo que você de uma forma ou de outra trabalhou para propiciar aos seus.

Pelo menos nas orações, vamos nos lembrar daqueles milhares que, longe dali, chorariam de alegria com um naco de charque para melhorar o sabor do feijão.

Aleluia!


DESCE UMA DA QUE MATOU O GUARDA!

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Dose “da boa”!

Hoje, domingo do pé de cachimbo e somente porque ontem foi sábado, nos dirigimos aos apreciadores da “água que passarim num bebe”.

De acordo com o Decreto nº 4.851, de 2003, o artigo 92 diz o seguinte sobre a cachaça: Cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de trinta e oito a quarenta e oito por cento em volume, a vinte graus Celsius (°C), obtida pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro, expressos em sacarose.

Em junho de 2009, no 12º Expocachaça, o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) oficializou o dia 13 de setembro como o Dia Nacional da Cachaça.

A cachaça é uma bebida de grande importância cultural, social e econômica para o Brasil, e está relacionada diretamente ao início da colonização do País e à atividade açucareira, que, por ser baseada na mesma matéria prima da cachaça, forneceu influência necessária para a implantação dos estabelecimentos cachaceiros.

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Cachaça Guaramiranga – Ceará

Os primeiros engenhos foram criados no Brasil para atender a demanda europeia. Eram os locais destinados à fabricação de açúcar, propriamente a moenda, a casa das caldeiras e a casa de purgar. Todo o conjunto, chamado engenho-banguê, passou com o tempo a ser assim denominado, incluindo as plantações, a casa-de-engenho ou moita (a fábrica), a casa-grande (casa do proprietário), a senzala (lugar onde ficavam os escravos) e tudo quanto pertencia à propriedade.

Foi em 1518 que ocorreu a primeira instalação de um engenho no Brasil, época onde havia sido registrada a entrada de açúcar brasileiro na alfândega de Lisboa. Contudo, muitos consideram que a verdadeira indústria do açúcar foi implantada no Brasil a partir de 1530, com a vinda de Martim Afonso de Souza. Em 1570 já havia 60 engenhos no Brasil.

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Sirigüela, fruta tropical utilizada como tira-gosto

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Cachaça Colonial – Ceará

A necessidade de mão de obra levou os donos dos engenhos a tentar, sem sucesso, escravizar os indígenas. Então optaram por trazer escravos da África. Décadas depois, a cachaça, um destilado dos subprodutos da produção do açúcar, melaço e espumas fermentados, serviu de troca no comércio de escravos. Os senhores de engenho dominaram a economia e a política brasileira por séculos, desde a época colonial, passando pelo império e chegando à República, embora ao longo dessas épocas tenham tido fases de declínios e reerguimentos. Os primitivos engenhos implantados no início do século XVI geraram no século vinte o setor sucroalcooleiro, que no início do século XXI se posicionou em segundo lugar na matriz energética brasileira.

Até meados do século XX os engenhos eram a principal indústria sucro-alcooleira, esteio da economia do Brasil e, em especial, de Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio de Janeiro, Alagoas, Sergipe, Ceará e São Paulo.

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Torresmo de porco – outro tira-gosto apreciado

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Cachaça Chave de Ouro – Ceará

A cachaça é uma bebida de grande importância cultural, social e econômica para o Brasil, e está relacionada diretamente ao início da colonização do País e à atividade açucareira, que, por ser baseada na mesma matéria prima da cachaça, forneceu influência necessária para a implantação dos estabelecimentos cachaceiros.

Os portugueses, motivados pelas conquistas espanholas no Novo Mundo, lançam-se ao mar. Na vontade da exploração e na tentativa de tomar posse das terras descobertas no lado oeste do Tratado de Tordesilhas, Portugal traz ao Brasil a Cana de Açúcar, vindas do sul da Ásia. Assim surgem na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura.

Os primeiros colonizadores que vieram para o Brasil, apreciavam a Bagaceira Portuguesa e o Vinho d’Oporto. Assim como a alimentação, toda a bebida era trazida da Corte. Num engenho da Capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana de açúcar – Garapa Azeda, que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. É uma bebida limpa, em comparação com o Cauim – vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho, acredita-se. Os Senhores de Engenho passam a servir o tal caldo, denominado Cagaça, para os escravos. Daí é um pulo para destilar a Cagaça, nascendo aí a Cachaça.

Dos meados do Século XVI até metade do Século XVII as “casas de cozer méis”, como estão registradas, se multiplicam nos engenhos. A Cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a Cachaça.

A descoberta de ouro nas Minas Gerais trouxe uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A Cachaça ameniza a temperatura.

Incomodada com a queda do comércio da Bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da Cachaça.

Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756 a Aguardente de Cana de Açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.

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Piaba frita à milanesa – tira-gosto indispensável em algumas regiões brasileiras

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Cachaça Nordestina – Pernambuco

Cachaça, pinga, cana ou canha é o nome dado à aguardente de cana, uma bebida alcoólica tipicamente brasileira. Seu nome pode ter sido originado da velha língua ibérica – cachaza – significando vinho de borra, um vinho inferior bebido em Portugal e Espanha, ou ainda, de “cachaço”, o porco, e seu feminino “cachaça”, a porca. Isso porque a carne dos porcos selvagens, encontrados nas matas do Nordeste – os chamados caititus – era muito dura e a cachaça era usada para amolecê-la.

Na produção colonial de açúcar, cachaça era o nome dado à primeira espuma que subia à superfície do caldo de cana que estava sendo fervido. Ela era fornecida aos animais ou descartada. A segunda espuma era consumida pelos escravos, principalmente depois que fermentasse e também passou a ser chamada cachaça. Posteriormente, com a destilação da espuma e do melaço fermentados e a produção de aguardente de baixa qualidade, esta passou a ser também denominada de cachaça e era fornecida a escravos ou adquirida por pessoas de baixa renda. É usada como coquetel, na mundialmente conhecida “caipirinha”.

É obtida com a destilação do caldo de cana de cana-de-açúcar fermentado. A fermentação do melaço, também utilizada, também dá origem ao rum.

A cana-de-açúcar, elemento básico para a obtenção, através da fermentação, de vários tipos de álcool, entre eles o etílico. É uma planta pertencente à família das gramíneas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da história.

Devido ao seu baixo valor e associação às classes mais baixas (primeiro os escravos e depois os pobres e miseráveis), a cachaça sempre deteve uma áurea marginal. Contudo, nas últimas décadas, seu reconhecimento internacional tem contribuído para diluir o índice de rejeição dos próprios brasileiros, alçando um status de bebida chique e requintada, merecedora dos mais exigentes paladares.

O total de produtores de cachaça em 2011 alcançou no Brasil os 40.000, sendo que apenas cerca de 5.000 (12%) são devidamente registrados. Por ser uma bebida popular que vem há séculos acompanhando o povo brasileiro, é conhecida por inúmeros sinônimos como abençoada, abrideira, água que passarinho não bebe, amnésia, birita, codório, conhaque brasileiro, da boa, delas-frias, danada, divina, espevitada, de-pé-de-balcão, do balde, espírito, fava de cheiro, fia do sinhô de engenho, gasolina de garrafa, geribita, imaculada, januária, lambida, levanta velho, lisa, malta, mandureba, maria branca, mé, néctar dos deuses, oleosa, paratí, pitú, preciosa, queima goela, refrigério da philosophia, rum brasileiro, salinas, semente de arenga, suor de alambique, terebintina, tinguaça, uca, uma que matou o guarda, vinho de cana, vocação, ypióca, etc. Seus sinônimos passam de 2.000 e a cachaça é, sem dúvidas, a palavra com mais sinônimos na língua portuguesa e talvez em qualquer outra língua. (Fonte: Wikipédia, bêbedos, provadores, produtores e pinguços que não quiseram os nomes revelados).

Mas, cá entre nós, a história da cachaça, às vezes, vira uma estória. Alguns a consideram uma “droga lícita”, provavelmente pelo fato de gerar recolhimento de impostos. Mas é algo que gera sikgnificativa dependência e, na maioria desses casos, provoca o óbito em função das complicações que submete à saúde.

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Tripinha de porco, frita – tira-gosto importante para quem bebe mais de uma dose

A cachaça, dizem os antigos moradores de Redenção/CE, onde se tem notícia que surgiram os primeiros engenhos por conta do grande número de escravos, vindos principalmente das terras africanas, tem vários tipos de efeitos sobre o corpo humano.

Muitos bebem uma dose para “tomar um banho”. Outros, para espantar os azares da vida e outros tantos para “tomar alguma atitude que estava sendo adiada” (trocando em miúdos: para tomar coragem de fazer algo).

Em várias situações, três boas doses de cachaça (“da boa”) são suficientes para mudar o comportamento de alguns. Quando se ultrapassa esse limite, corre-se o risco de cometer bobagens.

Muitos têm o hábito de pedir uma “da boa”; ou “daquela que matou o guarda”; ou ainda uma “calibrina”. Nenhum bebedor de cachaça, entretanto, consegue explicar convincentemente o hábito de “mandar queimar” com Conhaque de Alcatrão São João da Barra ou Underberg. Há quem diga que há uma certa suavização da cachaça quando misturada com conhaque. Outros garantem que “muda o paladar” e a dose desce mais macia.

Uma boa cachaça pode ser servida para conversas entre amigos e pode provocar, também, acirramentos e até discussões mais violentas. Assim, os “experts” garantem que, nunca se deve ir além de três ou no máximo quatro doses da cachaça para manter o equilíbrio de uma boa conversa.

Pinguço é o consumidor que bebe uma “quartota” e, sempre, independentemente de ser na primeira ou qualquer outra dose, joga a “do Santo” no pé do balcão e joga depois aquela cusparada, também no pé do balcão.

Uns preferem limão como tira-gosto, outros preferem frutas ácidas (caju, tamarindo verde, manga verde com sal e pimenta do reino, etc.) e outros mais afeitos ao consumo, preferem mesmo é “passar uma das mãos nos beiços”.

Bom… vamos tomar uma para tomar banho?!


ARRE ÉGUA! QUE CABRAS MAIS SEM FUTURO!

Sandro Moreyra e Achilles Chirol, dois dos maiores jornalistas esportivos do Brasil, ambos falecidos; o primeiro botafoguense de quatro costados e o segundo torcedor laureado do América/RJ, embora o irmão que chegou ao auge da carreira como Preparador Físico, fosse, também torcedor do Botafogo, foram os responsáveis ao lado de Oldemário Touguinhó e João Saldanha disseminadores do dizer que, “existem coisas que só acontecem ao Botafogo”, com certeza pouco ou quase nada conheciam o Maranhão, para eles apenas mais um Estado da República Federativa Brasileira.

Pois, o dizer auferido ao Botafogo, realmente, cabe também, e muito bem, ao Maranhão. Vamos apenas alterar um pouco e dizer que, “existem coisas que só acontecem no Maranhão”. Se não, vejamos.

O cearense de nascimento Joaquim Washington Luiz de Oliveira (de Várzea Alegre), funcionário público federal de origem, por alguns anos foi Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado do Maranhão. Isso certamente o aproximou do PT (Partido dos Trabalhadores), por quem se elegeu deputado federal e depois assumiu a Presidência do próprio PT no Maranhão. Terminado o mandato de deputado federal e com a aproximação do PMDB para uma coligação com o PT também no Maranhão, Washington Oliveira participou como Vice-Governador na chapa majoritária da Governadora Roseana Sarney. Foi eleito e estava no cargo há pouco mais de dois anos.

De uma hora pra outra e de forma inexplicável, Washington renunciou ao cargo de Vice-Governador ganhando de presente uma eleição para Conselheiro de Tribunal de Contas do Estado, cargo vitalício, em troca da renúncia. Explica-se: Roseana Sarney, impossibilitada de candidatar-se (está no segundo mandato consecutivo) ao Governo do Estado, vai correr atrás de uma vaga de Senador pelo Maranhão, em substituição ao atual Senador Epitácio Cafeteira, paraibano de nascimento eleito pelo Maranhão, onde também já foi Prefeito da capital, São Luís e Governador do Estado.

Para impossibilitar a posse do Vice-Governador Washington Oliveira quando da sua desincompatibilização do Governo do Estado para concorrer a uma vaga no Senado, os Sarneys fizeram toda essa maracutaia, com o aval da Assembleia Legislativa, a quem caberia a indicação para Conselheiro do TCE.

Quando Roseana Sarney deixar o Governo, com a vacância, o cargo será assumido pelo presidente da Assembleia, deputado Arnaldo Melo, que convocará eleição extraordinária para eleger Governador o provável candidato dos Sarney ao cargo nas eleições de outubro de 2014, Luiz Fernando. Eleito Governador, Luiz Fernando poderá tentar a “reeleição”, e, no cargo de Governador.

Tem algum futuro, um Estado desses?

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Washington Oliveira, agora Conselheiro do TCE do Maranhão

Todos sabem que o nordestino tem linguajar diferente e, muitas vezes, muda de significado de uma palavra para outra nos diferentes estados. Fresco no Recife, xibungo nim Salvador, mariquinha nim Teresina, baitola nim Fortaleza e qualira nim São Luís, dão o mesmo significado ao homossexual em outros estados brasileiros. Apois, seno assim, “bolinar” é o mesmo que “dar uma dedada” para o nordestinês do cearense. Dois cearenses abestaiados falano mal da vida dos outros, ninguém entende. É realmente um povim sem nenhum futuro, né não?

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Um tema que muitos discutem mas ninguém chega a lugar nenhum, apois todo mundo acha que é especialista: educação infantil. Aqui nim São Luís, tem um menor que já matou 11 e toda vez que é “detido”, confirma que só vai parar de matar quando chegar aos 18 anos. Eita país de bosta, este Brasil! Tem futuro um país cuma esse?

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Já imaginou mermo que esses delinquentes só tem é direito?

Quero que vosmicê me diga qual é o futuro desse mapa???!!!! Sem confundir dedada com regada, você se atreve a dizer qual é o futuro desses países aí? Eita negoço bom, né não?

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Seriam as Ilhas Maldivas, Malvinas ou malvadas?


O VELHO, TRADICIONAL E IMPORTANTE LICEU DO CEARÁ

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Liceu do Ceará – marco muito importante na educação do Estado. À esquerda, o QG dos Bombeiros, outro marco grandioso

O mundo, garantem os estudiosos, girava freneticamente numa daquelas manhãs de fevereiro que, felizmente para o cearense, tem apenas 27/28 dias, o que lhe aproxima cada vez mais do dia 19 de março, dedicado a São José, padroeiro do Estado e “pai” das chuvas para pintar de verde o sertão, como se fora um quadro eterno de Van Gogh.

Enquanto nascia naquele mês a ex-Senadora Marina Silva, provável candidata a Presidência ao lado do governador pernambucano Eduardo Campos, o autor deste texto descia do ônibus na avenida Bezerra de Menezes e entrava na avenida Padre Ibiapina caminhando em direção ao Liceu do Ceará para o primeiro dia de aulas do início do ano letivo. Passando defronte a casa onde morou o renomado pintor Antônio Bandeira

Fevereiro de 1958, início da primeira série do ginasial. Ao chegar com a entrada pelo portão lateral a calorosa recepção para os trotes. Medir a área física do Liceu com um palito de fósforo. Depois de quase meia hora acocorado, medindo e contando, o “dono do trote” grita:

- Errou! Tá errado! Volta de começa tudo de novo!!!!

Mais 20 ou 30 minutos de contagem numa posição desconfortável. Trote nem tão pesado para um adolescente mas, felizmente, muito diferente dos dias atuais. Fui obrigado a “ir ao banheiro” para urinar. Com certeza, com ninguém, nunca um trote foi tão coincidente. A posição na medição da área do Liceu forçou a bexiga e eu já estava explodindo de necessidade. Me deixaram em paz e eu, finalmente, pude ter acesso a sala de aulas, onde fiquei até o toque final da sirene.

Em junho, Gilmar; Djalma Santos, Beline, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo conquistariam o título mundial de futebol, nos campos suecos. No dia seguinte seria oficialmente inaugurado o Palácio da Alvorada, em Brasília.

Com a conquista da Copa do Mundo na Suécia e o surgimento da Bossa Nova, 1958 não precisava de mais nada para ser uma data eternamente citada, lembrada e celebrada. Mas no penúltimo ano da década de 50 houve uma série de outros acontecimentos marcantes no Brasil e no mundo.

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Caio Lóssio Botelho – ícone como Professor

No esporte, 1958 foi o ano em que Maria Ester Bueno venceu o primeiro de seus 19 títulos de Grand Slam, no torneio de duplas de Wimbledon. Atuando ao lado da americana Althea Gibson, Maria Ester derrotou as também americanas Margaret Osborne du Pont e Margret Varner por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 7/5. Ainda em 1958, a brasileira foi finalista de duplas femininas e duplas mistas no US Open.

Nos ringues, o maior boxeador brasileiro de todos os tempos, Éder Jofre, conquistou o título nacional peso galo e disputou seu primeiro combate no exterior, empatando numa luta de dez rounds com o uruguaio Ruben Cáceres, em Montevidéu.

No futebol internacional, o Real Madrid venceu a liga espanhola e chegou ao tricampeonato europeu batendo o Milan por 3 a 2, na prorrogação, em Bruxelas. O torneio ficou marcado pelo acidente aéreo em Munique, no dia 6 de fevereiro, que causou a morte de oito jogadores do Manchester United. O time regressava de Belgrado, após garantir classificação às semifinais. Outros dois jogadores sobreviventes jamais puderam retomar a carreira. Após o acidente, o Manchester ganhou apenas um jogo no Campeonato Inglês e terminou em nono na competição, vencida pelo Wolverhampton.

Festa em azul e branco no Carnaval carioca. Com o enredo “Vultos e Efemérides do Brasil” e o samba composto por Simeão e Jorge Porqueiro, a Portela levou o bicampeonato, com meio ponto de vantagem sobre o Império Serrano. Em maio e agosto dois discos abriram caminho para o sucesso da bossa nova. O primeiro, o álbum “Canção do Amor Demais”, com letras de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, interpretação de Elizeth Cardoso e tendo João Gilberto ao violão. Três meses depois, João Gilberto lançou um compacto com as canções “Chega de Saudade” e “Bim Bom”. A notícia triste daquele ano foi o suicídio do compositor Assis Valente, autor de “Brasil Pandeiro”.

O grande sucesso de 1958 foi uma música italiana. “Nel blu dipinto di blu”, ou “Volare” como ficou mais conhecida, foi número 1 da parada americana da Billboard, após estourar na voz de um de seus autores, Domenico Modugno, no Festival de Sanremo daquele ano. Em 1959, “Volare” levaria o Grammy de melhor canção. Sucesso no Brasil, ela também foi a música mais tocada pelas rádios suecas durante a Copa do Mundo, ao lado de “Diana”, de Paul Anka, e “Treat Me Nice”, de Elvis Presley.

Uma outra melodia que entrou para a história a partir de 1958 – e que acabou até em estádios de futebol – foram os assobios da “Marcha do Coronel Bogey” no filme “A Ponte do Rio Kwai”, que arrebatou sete Oscars em 58, incluíndo melhor filme, diretor (David Lean) e ator (Alec Guinness). Na literatura, o Prêmio Nobel ficou com o russo Boris Pasternak, autor de “Doutor Jivago”.

Em Cuba, as forças de Fidel Castro e Ernesto ‘Che’ Guevara conquistavam território e iniciavam ataques na capital Havana, no que terminaria com a deposição de Fulgêncio Batista no primeiro dia de 1959.

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Ônibus da linha Jacarecanga – inseparável da história dos liceístas

Mas…. e o Liceu?

O Colégio Estadual Liceu do Ceará é uma escola pública do estado do Ceará em Fortaleza.

As atividades escolares tiveram início em 19 de outubro de 1845, com 98 matrículas, sob direção do Dr. Thomas Pompeu de Souza Brasil, o Senador Pompeu. O curso secundário tinha duração de 6 anos e as aulas eram ministradas nas próprias casas dos professores. Somente em 1894, no governo do Coronel Bezerril Fontenelle, foi inaugurada a primeira sede própria, na Praça dos Voluntários, no centro de Fortaleza. Desde 1937, situa-se no bairro do Jacarecanga.

O Liceu do Ceará é o terceiro colégio mais antigo do Brasil, (o primeiro mais antigo é o Colégio Atheneu Norte-Riograndense, e o segundo mais antigo é o Colégio Dom Pedro II). Pertence ao patrimônio público do estado do Ceará, foi criado no período imperial (século XIX), assim como alguns colégios contemporâneos de outras províncias, inspirado nos moldes do Colégio Dom Pedro II, uma instiuição-modelo de ensino criada em 1837 no Rio de Janeiro, então capital do Império.

No intuito de agregar cadeiras já existentes e facilitar a inspeção do ensino público no Ceará, em 15 de julho de 1844, o presidente da província, Marechal José Maria da Silva Bittencourt sancionou a lei n.º 304, criando oficialmente o Liceu:

“Art. 1º – Fica creado nesta capital um lycêo que se comporá das cadeiras seguintes: phylosophia racional e moral; rethorica e poética; arithmetica; geometria; trigonometria; geografia, e historia; latim, francez e inglez.”.

No início foram ministradas aulas de filosofia racional e moral, retórica e poética, aritmética, geometria, trigonometria, geografia, história, latim, francês e inglês aos seus 98 alunos matriculados. Seu primeiro diretor foi Tomás Pompeu de Sousa Brasil.

No tempo em que o Liceu foi criado, Fortaleza era uma pequena cidade com pouco menos que 5.000 habitantes, resumindo-se a poucas ruas no centro da cidade. Nessa época, os colégios eram privilégio da elite. Não apenas porque os colégios eram poucos, mas também pelos custos que representavam a uma sociedade pobre em recursos. Além disso, na época era comum em colégios públicos a cobrança de taxas, como ocorria inclusive no Colégio Dom Pedro II, que reservava poucas vagas para pessoas que não tinham condições de pagar. (Fonte: Wikipédia e outros).

O Liceu hoje – O Liceu completou em 2013, 168 anos de ensino e conta atualmente com uma grande infraestrutura de laboratórios, tais como de informática, um espaço destinado à pesquisas de Biologia, para assuntos relacionados com a prática biológica, laborátorios de Química e Física, e a sua tradicional banda marcial.

Dirigido por décadas pelo renomado e competente professor Boanerges Cysne de Farias Sabóia, um dos mais reconhecidos e respeitados homens da educação cearense que, também por anos teve auxiliares de reconhecido valor como Padre Hélio e Osvaldo, professores de Latim; Mamede, Matemática, Álbegra e Geometria; Caio Lóssio Botelho, Geografia Geral e do Brasil; Euclides Tupá Milério, Francês; Sigefredo Pinheiro, Química, Dilson Carvalho, Desenho; Orlando, Música e Canto Orfeônico e tantos outros.

boanerges cysne de farias sabóia.

Boanerges Cysne de Farias Sabóia (D) respeitado e querido Diretor Geral

A grade curricular do Liceu do Ceará ensinava os cursos Ginasial e Científico no expediente matutino e Clássico no expediente vespertino. Durante muitos anos o Liceu do Ceará não recebeu moças. Só rapazes e essa particularidade correu mundo.

Ali passaram gerações e mais gerações de pessoas que se tornariam brasilediros importantes, conhecidos e consagrados. Médicos, Engenheiros, Professores, Agrônomos, Odontólogos e de um leque enorme de profissões que tiveram o ensino médio edificado pelos professores do Liceu do Ceará.

Foi no Liceu do Ceará que comecei a me interessar por Karl Max, Josué de Castro, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Jorge Luís Borges, Jorge Amado (li pela primeira vez, Capitães de Areia), Augusto Comte, Shakespeare, Victor Hugo, Franz Kafka e uma infinidade de bons autores.

Foi no Liceu do Ceará que eu comecei a conhecer a vida. Duelos diários contra os Bombeiros Sapadores. Foi no Liceu do Ceará que aprendi a namorar, a ver filmes, a dançar, a ver teatro. Foi no Liceu do Ceará que aprendi a estudar e foi ali, também, onde aprendi o que muitos aprenderam: ter disciplina e respeitar o próximo.


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