DO SABUGO AO CHUVEIRINHO

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Tradicional e útil sabugo de milho de uso na roça para “raspar bosta”

Dorgival estava aposentado há dois anos. Dois anos e poucos meses. Ainda naquela fase de tentar assimilar e se acostumar com o fato, vez por outra se flagrava “boiando” dentro de casa, por vezes até esbarrando na mulher.

Foi lendo revistas, que o “vagabundo” descobriu que poderia (e deveria) ser mais útil dentro de casa, participando mais efetivamente a mulher nas tarefas domésticas. Sentou na frente do computador e, pesquisando, encontrou alguns saites que falavam de jardinagem. Estava ali a fórmula encontrada para se ocupar e para não viver esbarrando e atrapalhando a “Rainha” da casa.

Foi num comércio especializado e comprou material adequado para a limpeza (dia sim, dia não) do jardim, até então cuidado por Lindalva. E, para ocupar melhor o tempo ocioso, ele próprio montou uma pequena horta no quintal da casa.

Na frente da casa, o jardim bem cuidado era protegido por um muro baixo, haja vista que a cidade era pacata e o último ladrão que foi flagrado perturbando a vizinhança, levou uma surra tão grande que acabou paraplégico.

Roseiras de vários tipos, plantas medicinais e de ornamentação. No outono a folhagem caía e acabava necessitando de limpeza mais constante. Era aquele o trabalho “arrumado” por Dorgival.

Certo dia, limpando aquela folhagem, mesmo usando luvas, Dorgival enfiou uma das mãos em algo pastoso e malcheiroso. O fedor horrível não deixou dúvidas. Era merda. Merda humana. Ainda que, de luvas, Dorgival correu para lavar as mãos, digo, as luvas. Usou bastante sabão para a limpeza. Ficou bravo e praticamente seguro de que alguém pulara o muro e, entre as roseiras e outras plantas, “jogou um barro fora” ali mesmo, e ainda usou algumas folhas para a limpeza do fiofó.

Na parte da tarde Dorgival foi limpar a horta do quintal. Mexendo daqui e dali, ao recolher folhas secas no chão, enfiou a mão de novo em algo pastoso. Era merda. Merda de gente. Aquilo, além de revoltar Dorgival, o deixou bastante intrigado. Mais uma vez, embora estivesse de luvas, se apressou em lavar as mãos (as luvas) com bastante sabão e água.

Terminada a tarefa doméstica, Dorgival foi tomar um belo banho. Antes, sentiu vontade de cagar e cagou. Cagou muito. Usou bastante papel higiênico para limpar o fiofó. Só depois entrou no banho.

Se Dorgival não resolvesse tomar banho, a limpeza do fiofó teria realmente se limitado ao papel higiênico.

E aí cabe a pergunta: o novo jardineiro sujou as mãos duas vezes com merda humana e, nessas duas vezes correu para lavar com muita água e sabão. Em casa, depois de jogar um barro fora, achou que apenas passar um papel mais estilizado resolveria o problema. Resolveria?

Não. Não resolveria. Cu não se limpa. Lava-se! E não foi sonhando com as cagadas angelicais que fabricaram o “chuveirinho” ou a ducha íntima que, a princípio, e em muitos lugares, se imaginava que fosse algo de uso exclusivamente feminino para lavar a xereca.

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Bidé está fora de uso em muitos locais

Anos depois os colonizadores espanhóis e portugueses trouxeram para o Brasil duas peças importantes na higiene pessoal: o bidé, de origem francesa, muito utilizado na Europa; e a banheira, de origem tcheca.

Apesar do formato não tão confortável, o bidé (quase que totalmente fora de uso nos dias atuais) era o mais apropriado para a higiene anal e vaginal, pois, sentado, o usuário tem esses órgãos em posições que permitem uma melhor limpeza.

O bidé, entretanto, é uma peça que entrou facilmente para o anedotário brasileiro. Pouco conhecida, a peça era convenientemente instalada em quase todos os banheiros das residências, inclusive nos aposentos das “secretárias domésticas”. Por ser uma peça desconhecida para a maioria das secretárias, muitas imaginavam que fosse uma bacia para “aparar água” para banhar.

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Chuveirinho é muito usado para a higiene íntima

O mercado de utilitários de higiene pessoal é muito rico – embora alguns ainda não tenham chegado ao Brasil. Muitas peças são de boa qualidade e outras já entraram na imensa lista daqueles que tem curto prazo de validade.

Conhecido como chuveirinho ou ducha íntima, a peça é a mais indicada para a assepsia anal, vaginal e do pênis, principalmente pela pressão incutida nos jatos d´água, propiciando uma limpeza criteriosa.


A REVOLUÇÃO DOS BICHOS

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Galos da mesma raça não deveriam brigar

Divergir sem polemizar. Esse é o nosso intuito.

Assim, muitos esclarecidos e estudiosos não se dão conta da dimensão continental deste País. Muitos esquecem as diversidades e adversidades que, num final acabam sendo a mesma coisa. E, por que “brigar” tanto?

Não faz muito tempo, um daqueles jovens que acham que sabem tudo e que a sua opinião é a única que é verdadeira, fez o lançamento de um livro que versava sobre futebol. Garantia ele ser o goleiro Rogério Ceni o maior ídolo do São Paulo Futebol Clube de todos os tempos. Como diz a propaganda: “não sabe de nada, inocente”.
Sim, comparar a idolatria de Rogério com Pedro Rocha, Telê Santana, Gerson, Bauer, Careca, Jair da Rosa Pinto e Marinho Chagas é uma tentativa boba e demonstração de desconhecimento. Aceita-se pelo fato dele não ter pesquisado sobre o passado – que para jovens como ele, não significa nada.

Mas, não queremos falar nisso. Queremos falar a respeito do assunto “Comissão Nacional da Verdade”, a respeito do qual o renomado jurista pernambucano José Paulo Cavalcanti escreveu interessante e reflexivo texto, aqui neste JBF.

Preferi ler também os comentários – e percebi que muitos confundem valores pessoais com fatos fortuitos. Percebi, também, que muitos “pensam” que conhecem mais que todos o assunto tão complexo e preferem atirar pedras em qualquer um, demonstrando muito mais o seu desconhecimento que o democrático direito de divergir.

E, apesar disso, os acontecimentos levantados pela entrega de um relatório que felizmente jamais será conclusivo, não podem ser considerados uma nova “Revolução dos Bichos”, pois estamos a milhares de anos luz de George Orwell.

Polemizar de forma educada pode levar a saldos positivos, sim. Polemizar com agressões, pode gerar futuros constrangimentos – sem que sejamos pretensiosos na medida exagerada para imaginar que somos e seremos sempre os donos das verdades.

Na maioria dos comentários – muito mais que no texto da lavra do jurista pernambucano – fica evidente que houve uma precipitação na entrega do “Relatório” à Presidente Dilma, sem que o outro lado (principalmente os familiares dos militares que perderam a vida nos anos de chumbo em defesa ou cumprimento de ordens hierárquicas daquilo que defendiam) fosse ouvido. É uma defesa mais que válida, pois, até onde sabemos por convivência, muitos cumpriram ordens.

Entendi como ofensivo (e ele também entendeu assim) e fora dos padrões democráticos pelos quais alguns que estão usufruindo desse momento sequer levantaram uma palha, embora reconheça a democracia como uma conquista de todos e não apenas daqueles que lutaram por ela, o posicionamento e a crítica de um “comentarista” a respeito das “parcas” informações elencadas pelo também colunista fubânico Fred Monteiro a respeito da sua participação.

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Passarinhos não brigam quando querem construir ninhos

Fui buscar como base para este “post”, o muito interessante comentário do internauta Silas, usando o democrático direito de entender, também, como “parcas” as 119 informações listadas por ele, no que tange, principalmente, ao tamanho continental do País onde vivemos.

Não quero nem me dou o direito de contestar qualquer dos 119 fatos (desculpe a primeira pessoa). Da mesma forma, não pretendo considerar como completo o relatório apresentado pela Comissão Nacional da Verdade, além de concordar com outros comentários no mister de que ele não traduz a realidade, além de maquiar algumas ações de muitos que hoje compõem o Poder – sem que se saiba realmente qual é o objetivo disso.

Bem, o senhor Silas relacionou 119 fatos. Desses, 8 se relacionam ao Estado de Pernambuco; 7 ao Estado do Pará; 1 ao Estado do Amazonas; 1 ao Estado do Maranhão; 1 ao Estado do Ceará e 1 ao Estado da Bahia, somando, claro, 19 fatos. Daí se conclui que, quem enfrentou dissabores, perdeu vidas no enfrentamento com os “revolucionários e subversivos” foi apenas gente do Sul e Sudeste. Num total de 100, para sermos mais precisos. E, com certeza, essa não é a verdade.

Ora, são mentirosos os fatos listados pelo comentarista Silas? Não. Não o são. Apenas acrescentaríamos que são “parcos” quando sabemos do tamanho do Brasil. Falta gente do “lado de lá” e também falta do lado “de cá”.

Falhou a Comissão Nacional da Verdade quando se ateve apenas ao que se transformou visível. Morreram muito mais de ambos os lados. E, pelo fato do longo período dos anos de chumbo, pode-se afirmar que muitos que foram torturados foram de tamanha monta atingidos no seu estado psicológico que, hoje, não lhes interessa mais tocar no assunto. Faz-lhes mau. Perturba-os.

Não podemos esquecer os que não eram amados pelo País e preferiram deixa-lo, como aconselhavam as frases hipócritas da época – “Brasil, ame-o ou deixe-o” – e estando adaptados socialmente noutros países não querem mais voltar, ou porque percebem que aqueles que faziam parte do seu convívio assumiram o comando do País e, hoje, se apresentam muito mais desprezíveis que qualquer opressor dos tempos dos anos de chumbo. Esses sim, são canalhas.

Alguém já parou para pensar e contabilizar quantos a “nossa atual democracia conquistada a duros panos” já matou? Não?

Pois, dados afirmam que o nosso regime democrático já matou pelo menos dez vezes mais que os anos de chumbo.

AVISO – Que isso jamais pareça que somos de um lado ou de outro. Apenas entendemos que, quem desqualifica tanto a Imprensa brasileira por vários motivos, não deveria ter o direito de recorrer ao que essa Imprensa divulga, quando pretende ilustrar seus fatos e opiniões.

Assim seria muito bom: a Imprensa é parcial, mentirosa e comprada quando nos desagrada; e digna de crédito e confiabilidade quando nos agrada.


O MÁGICO ENCANTAMENTO DAS FLORES FÁLICAS

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O formato de pênis mantém o falicismo

Nascer, viver, morrer ou reencarnar, são fases cobertas de mistérios ainda indecifráveis no ciclo da vida de todos e de tudo no planeta Terra. A ciência estuda, tenta descobrir e, quando pensa que o fez, não consegue convencer.

Tudo é cíclico – passageiro – e tem algum objetivo enquanto vive. Morreu – completou o ciclo, afirmam alguns. Não queremos discutir objetivos ou reencarnação, pois, na estrada da vida, ainda nem demos os primeiros passos. Não seríamos pretensiosos a este ponto.

O que pretendemos colocar aqui em discussão é a forma como quase tudo se apresenta para nós. A forma da castanha do caju, do cactos, do boi, da laranja, do peixe e dos milhares de folhas que dividem conosco o direito de respirar o oxigênio na Terra.

Tudo isso emoldurado por uma proposta reflexiva. Não para encontrar solução – mas para que possamos compreender como as coisas são, e se apresentam.

Cavucando no baú da antiguidade, busquemos desde o “homo habilis”, passando pelo “homo erectus” até chegarmos ao “homo sapiens”, que certamente chegaremos a compreender o que estudou Charles Darwin. Mas, isso é apenas uma projeção que pode (ou não) ter alguma relação com a espécie humana.

E o que devemos concluir em relação à fauna e a flora?

Houve evolução ou involução?

Isso – não temos nenhuma dúvida – certamente nos levará a compreender o falicismo e as formas pouco convencionais de algo que, como nós, nasce, vive – e provavelmente se reproduz – e finalmente morre. Como o escorpião, por exemplo, que garante o ciclo da reprodução pós-cópula e antes de perecer.

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Ainda botão, a forma do pênis. Aberta, a forma vaginal

“Falicismo palavra que, de acordo com os dicionários, se refere a uma certa atitude relativa ao pênis.

Ela também diz respeito a: Qualquer objeto que se assemelhe visualmente a um pênis ou atos semelhantes a esses símbolos como “algo fálico.”

Também pode se referir a um tipo de fungo que tem um elemento de suspensão em torno de si. O termo vem do latim falo (em grego phallos). É um neologismo ainda não aceito totalmente pelos estudiosos.

Particularmente, durante o desenvolvimento fetal é evidente, antes da diferenciação sexual. Também se refere ao órgão sexual masculino de certas aves, como distinguir anatomicamente do pênis de um mamífero.

Símbolos fálicos na arte – Esculturas antigas de falos em vários lugares do mundo como na Grécia e Roma antigas; también es un símbolo muy común en la India , donde existe el conocido como lingam o falo del dios Shivá . é também um símbolo muito comum na Índia , onde é conhecido como o lingam ou falo do deus Shiva. Um dos mais antigos, que foi encontrado no início de 2005 é chamado de ‘falo Hohle ‘, que datam do Idade da Pedra, com idade aproximada de 28 mil anos, descobertos na caverna de Hohle Fels. Shakespeare, usou muitas vezes os símbolos fálicos adicionados às suas obras, fazendo um trocadilho, por exemplo, com espadas e facas que representavam a masculinidade.

Símbolos fálicos e religião – Símbolos fálicos em religião antropologicamente falando, referem-se à adoração ritual do padrão pênis humano. Estas referências foram encontradas em muitas culturas antigas, como Índia, Suméria e Grécia antiga.” (Transcrito do Wikipédia)

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Mais cogumelo que flor – mas com forma de pênis

Parece jocoso. E é realmente. É fortuito e competente o Arquiteto das coisas do mundo?

É esse Arquiteto que pega uma semente (castanha) de caju, transporta-a do Ceará ao Canadá e, após planta-la, permite que ela cresça e frutifique – sempre nos meses de agosto ou setembro e com o mesmo cheiro e sabor. Explicações? Não as temos.

Provavelmente será esse mesmo Arquiteto que põe água dentro do coco. É o Arquiteto que dá forma e vida a tudo e a todos.

É esse Arquiteto, sim, que dá formato fálico a essas flores e a esses fungos.

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A mais elogiada forma de falicismo


A FORÇA E O MISTÉRIO DAS NUVENS E DAS ONDAS

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O mistério entre o céu e a terra – nuvens passageiras

Todos os dias, os primeiros raios solares, ao surgirem, pintam as nuvens como se fossem van Gogh, Michelangelo, Debret com suas pinceladas mágicas construindo a beleza que, em segundos, se dispersam.

O açoite do vento desfaz a beleza, sem sequer pensar em leva-la para outros olhos ou outros horizontes. Como se nuvem fosse massa de moldar, argila ou qualquer outro elemento usado para construir obras de artes – entre os nossos olhos e os céus.

Passam-se minutos e horas, e as nuvens tomam novas formas e novos coloridos – sempre no mesmo céu. Com o cair da noite, novo espetáculo de beleza como se a Natureza repetisse o cenário para a vida encenar um entardecer como espetáculo. São as nuvens, suas cores diversas tangidas pelos seus segredos com parceria inseparável dos ventos.

Nuvem Passageira – Hermes Aquino

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois esta pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco, no meu leito
E a namorada analisada por sobre o divã

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Eu vou deixar em dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar.

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai.

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Distante da arrebentação – quem dá tanta forças às ondas?

Que magia é essa que produz tantas correntezas nas águas do mar (e dos rios), ainda que não existam declives?

E por que essas correntezas se agigantam e se transformam em ondas de força, de poder destrutivo quase descomunal?

De onde vem essa força que arrasta e destrói o que – afoito – tenta lhe barrar a direção final?

Seria a lua e sua rotatividade?

Seria alguém?

Algum humano?

E, segundos e minutos depois, tal qual o vento que dissipa a beleza colorida das nuvens, essas ondas voltam ao seu leito de tranquilidade – como se estivesse apenas conduzindo algum aviso!

Por que, em alto mar acontecem as tempestades que se deslocam empurrando pesados navios transatlânticos, afundando barcos para mostrar (quem sabe!) a força que nenhum humano tem para detê-la?

Que segredo, enfim, é esse?


MORENA TROPICANA, EU QUERO SEU CALOR!

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Da manga rosa quero gosto e o sumo

Morena Tropicana – Alceu Valença

Da manga rosa
Quero gosto e o sumo
Melão maduro, sapoti, juá
Jaboticaba, teu olhar noturno
Beijo travoso de umbu cajá

Pele macia
Ai! carne de caju!
Saliva doce, doce mel
Mel de uruçu

Linda morena
Fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana
Vem me desfrutar!
Linda morena
Fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana
Vou te desfrutar!

Morena Tropicana
Eu quero teu sabor
Ai! Ai! Ioiô! Ioiô!

Morena Tropicana
Eu quero teu sabor
Ai! Ai! Ioiô! Ioiô!

Alguém já parou para pensar e apreciar a beleza da mulher brasileira, independente da sua proximidade com ela?

Pois, faça isso!

Faça isso e veja que, a ausência dos olhos azuis e transparentes é compensada pela tez da cor de jambo e emoldurada pelas curvas sempre mais perigosas que as curvas da estrada de Santos. Delineadas, definitivas, sem obstáculos e, como se tudo isso não bastasse, com versos poéticos escritos por Deus através da Natureza.

Na foto que segue abaixo, observe atentamente o conjunto de perfeições que faz essa menina morena tropicana, e brasileira. Precisa de olhos azuis?

E, a beleza escuda detalhe importante em se tratando de Brasil: é afrodescendente! E alguém liga para isso?

Observe a boca dessa belezura com o lábio superior protegido por um buço apenas imaginável, mas perceptível quando a respiração nasal fica mais ofegante.

É linda! É brasileira! É tropicana!

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Jaboticaba, teu olhar noturno

A televisão tem sido o altar onde aparecem algumas mulheres quase santas – mas anjos, com certeza – como um desafio para quem tanto aprecia a beleza de dançar o tango, banhar nu num igarapé ou simplesmente apreciar e tentar vencer o desafio que é a beleza de Débora Nascimento, a morena na foto a seguir.

Foi a Vênus Platinada quem nos apresentou a beleza agressivamente brasileira da Vênus Tropicana dos olhos levemente esverdeados.

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Linda morena, fruta de vez, temporana – caldo de cana caiana

As novelas globais de hoje não demonstram muitas preocupações com as qualidades interpretativas de atores e atrizes. O que tem interessado é a beleza fisionômica aliada a beleza física. O resto não conta muito.

E foi exatamente numa novela global que apareceu Débora Nascimento, hoje, com certeza, uma das mulheres mais bonitas do Brasil, em quanto a qualidade interpretativa fica em segundo plano.

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Sonia Braga expondo o magnífico trabalho da natureza

Sim, e de Sonia Braga, todos já esqueceram?

Esqueceram que ela um dia foi Gabriela e desfilava essência e cheiro de cravo e canela?

Na foto acima, exibindo também brasilidade, a atriz brasileira usa um vestido quase que totalmente transparente. O que aparece perde a graça e o interesse diante do que o vestido caído permite uma tênue luz de imaginação.

Tem algo mais bonito que a morena brasileira?


MÃOS SUJAS – HÁ QUANTO TEMPO?

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O petróleo brasileiro sujou as mãos e a honra

Considerando que a Petrobras existe desde o dia 3 de outubro de 1953, será que é correto imaginar que, desde então essa empresa brasileira vem sendo esbulhada?

Ou, muito mais pela certeza que se tem, de que, no passado, os homens eram diferentes – que tinham vergonha na cara e respeitavam aquilo que chegamos a chamar de “ouro negro” – essas sem-vergonhices não aconteciam?

Então vejamos:

“A empresa foi instituída pela Lei nº 2004, sancionada pelo então presidente da República, Getúlio Vargas, em 3 de outubro de 1953. A lei dispunha sobre a política nacional do petróleo, definindo as atribuições do Conselho Nacional do Petróleo (CNP), estabelecendo o monopólio estatal do petróleo e a criação da Petrobras.

As atividades da empresa foram iniciadas com o acervo recebido do antigo Conselho Nacional do Petróleo, que manteve a função fiscalizadora sobre o setor.

As operações de exploração e produção de petróleo, bem como as demais atividades ligadas ao setor de petróleo, gás natural e derivados, à exceção da distribuição atacadista e da revenda no varejo pelos postos de abastecimento, foram conduzidas pela Petrobras de 1954 a 1997, período em que a empresa tornou-se líder na comercialização de derivados no país.

Depois de exercer por mais de 40 anos, em regime de monopólio, o trabalho de exploração, produção, refino e transporte do petróleo no Brasil, a Petrobras passou a competir com outras empresas estrangeiras e nacionais em 1997, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou a Lei N° 9.478, de 6 de agosto de 1997. Tal lei regulamentou a redação dada ao artigo 177, §1º da Constituição da República pela Emenda Constitucional nº9 de 1995, permitindo que a União contratasse empresas privadas para exercê-lo.

A partir daí foram criadas a Agência Nacional do Petróleo (ANP), responsável pela regulação, fiscalização e contratação das atividades do setor e o Conselho Nacional de Política Energética, órgão encarregado de formular a política pública de energia.” (Transcrito do Wikipédia)

Pois, nos dias atuais, tendo como Presidente a mineira de Caratinga, Maria das Graças Silva Foster – trigésima quarta Presidente da Petrobras – formada em Engenharia Química na Universidade Federal Fluminense em 1978; Mestre em Engenharia de Fluidos; e Pós-Graduada em Engenharia Nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que começou a trabalhar nessa mesma Petrobras como estagiária aos 24 anos, a maior empresa brasileira vive uma grave crise de desmoralização e desprestígio em meio aos brasileiros e – não podemos negar – em ambientes internacionais, levando a índices desmoralizantes a sua posição no mercado financeiro mundial.

E, nessa barafunda toda que está levando para o ralo essa empresa, não se pode (nem se deve) esquecer que, Graça Foster foi indicada para presidente pela própria Presidente Dilma Rousseff, tampouco, que o antecessor, Gabrielli, foi ali colado pelo então Presidente Lula.

“Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) é uma empresa de capital aberto (sociedade anônima), cujo acionista majoritário é o Governo do Brasil (União). É, portanto, uma empresa estatal de economia mista. Com sede no Rio de Janeiro, opera atualmente em 25 países, no segmento de energia, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados. O seu lema atual é “Uma empresa integrada de energia que atua com responsabilidade social e ambiental”.

A empresa foi instituída em 3 de outubro de 1953 e deixou de monopolizar a indústria petroleira no Brasil em 1997, mas continua a ser uma importante produtora do produto, com uma produção diária de mais de 2 milhões de barris (320 mil metros cúbicos). A multinacional é proprietária de refinarias, petroleiros e é uma grande distribuidora de derivados de petróleo. A Petrobrás é líder mundial no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultra-profundas.

A Petrobras estava em 2011 no quinto lugar na classificação das maiores petrolíferas de capital aberto do mundo. Em valor de mercado, é a segunda maior empresa do continente americanoe a quarta maior do mundo, no ano de 2010. Em setembro de 2010, passou a ser a segunda maior empresa de energia do mundo, sempre em termos de valor de mercado, segundo dados da Bloomberg e da Agência Brasil.” (Transcrito do Wikipédia)

A vergonhosa situação que, segundo denúncias da mídia, vem levando para a lama a Petrobras pode, sim, provocar graves danos ao País e comprometer a não tão fortalecida democracia brasileira instalada no País a partir de 1985.

Não somos profetas do Apocalipse – mas também não pensem que tudo isso vai acabar em pizza como já aconteceu com outros graves problemas envolvendo este Brasil.

Ontem, sendo ouvido pela CPI instalada no Congresso Nacional, Paulo Roberto Costa, ex-Diretor da Petrobras que foi beneficiado juridicamente pela “delação premiada”, resolveu abrir o bico e afirmou:

“O que acontece na Petrobras ocorre no Brasil inteiro, diz Paulo Roberto Costa na CPI”

BRASÍLIA – O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou nesta terça-feira em sessão da CPI mista que confirma tudo o que disse no processo de delação premiada que firmou com a Justiça. Acusado de irregularidades na estatal, ele está colaborando com as investigações, com o objetivo de ter uma redução da pena. Ele disse estar arrependido e que decidiu participar da delação premiada por orientação da família. Isso teria lhe trazido “sossego à alma”. Paulo Roberto disse que todas as indicações para cargos de diretoria da empresa são políticas e que está arrependido de ter assumido o posto. Afirmou ainda que as irregularidades na Petrobras acontecem no Brasil inteiro, das rodovias às hidrelétricas.

A CPI fez uma acareação entre Paulo Roberto Costa e o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró para esclarecer as divergências em depoimentos anteriores feitos pelos executivos. Costa já disse à Polícia Federal (PF) que houve pagamento de propina para que a empresa adquirisse a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Cerveró nega irregularidades.

Em sua primeira fala, Paulo Roberto Costa disse que, assim como na primeira vez que foi à CPI mista, em 17 de setembro, permaneceria calado, justamente para não atrapalhar o processo de delação premiada. Segundo ele, todas as dúvidas já haviam sido esclarecidas ao Ministério Público, Polícia Federal e Justiça Federal. Mas ressaltou que faria alguns esclarecimentos. Neles, lembrou que assumiu o posto de diretor de Abastecimento 27 anos depois de ter entrado na empresa por concurso público. Nesse período, disse, ocupou postos importantes por sua competência técnica, mas destacou que isso não seria suficiente para se tornar diretor.

- Nesses 27 anos, assumi cargos importantes. Em todos esses cargos que assumi, não precisei nunca de apoio político. Consegui esses cargos por competência técnica. Quando surgiu a oportunidade de obter uma diretoria, era sonho meu ser diretor e, quem sabe, a presidência. Mas desde os governos Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula, Dilma, todos os diretores, se não tivessem apoio político, não chegavam a diretor. Infelizmente, aceitei uma indicação política para assumir a diretoria de Abastecimento. Estou extremamente arrependido de fazer isso. Se pudesse, não teria feito isso. Quisera eu poder não ter feito isso. Isso tudo, para tornar minha alma mais pura, confortável, para mim e para minha família, fiz o acordo de delação. Passei seis meses na carceragem. O que acontece na Petrobras acontece no Brasil inteiro, nas rodovias, ferrovias, portos, aeroportos. hidrelétricas – disse Paulo Roberto.

Ele confirmou tudo o que disse no processo de delação premiada, mas não quis dar detalhes. Segundo eles, fatos e pessoas envolvidas nas irregularidades serão conhecidos no momento oportuno.

- Tudo que falei lá eu confirmo. Não tem nada lá que não confirmo. É um instrumento sério, que não pode ser usado de artificio, de mentira, que não pode ser na frente confirmado. Nos mais de 80 depoimentos que eu fiz, foram mais de duas semanas de delação, o que está lá eu confirmo. Provas existiram e estão sendo colocadas. Falei de fatos, de pessoas. Na época oportuna, virão a conhecimento público – disse Paulo Roberto.

Ele afirmou ainda que a família está sofrendo e que foi, por orientação dos familiares, que está colaborando com as investigações.

- Quando resolvi falar a delação premiada, não foi orientação do advogado, de ninguém. Foi da minha família. Quem colocou com clareza foi minha esposa, minhas filhas, meus genros e netos. Falavam: por que só você? E os outros? Você vai pagar sozinho. Fiz a delação para dar um sossego à minha alma e conforto à minha família.

Cerveró, por sua vez, disse que não conhece o conteúdo da delação premiada de Paulo Roberto. Perguntado pelo deputado Enio Bacci (PDT-RS), autor do requerimento que levou à acareação, Cerveró negou ter recebido propina.

- Ratifico o que disse antes, que não recebi – disse Cerveró.

- Então se o Paulo Roberto disse que o senhor recebeu ele está mentindo? – pergunta Bacci.

- O senhor (Bacci) está fazendo uma ilação. Não conheço o depoimento do Paulo Roberto. Aí é o caminho do “se” – disse Cerveró.

Cerveró confirmou que sua defesa está sendo paga pela Petrobras, mas de forma indireta, por um seguro que cobre acões dos gestores da empresa.

- A minha defesa está sendo paga pelo seguro, é uma forma indireta. Modelo americano que cobre atos de gestão de diretores e conselheiros. Cobre toda atividade de defesa de gestão desses diretores.

Em seguida, Paulo Roberto Costa negou que tenha se valido do mesmo mecanismo.

- A defesa de Paulo Roberto Costa não pagou um centavo. A defesa de Paulo Roberto Costa quem paga, com muito sacrifício, é Paulo Roberto costa – disse Costa

Cerveró afirmou que não conhecia esquema ilícito na Petrobrás como um todo. Perguntado que citasse nomes envolvidos no escândalo, Paulo Roberto disse que não declinou nomes no depoimento para Sérgio Moro, mas que confirmava tudo que disse ao juiz.

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) disse que o Brasil “vai ter limpa sem igual”.

- Onde está o problema em afirmar o óbvio, que Aécio Neves perdeu a eleição para uma quadrilha? – disse Carlos Sampaio, acrescentando: – Quadrilha havia. Desvio, houve. Propina, inegável. Corrupção não tem coloração partidária. O senhor Paulo Roberto errou, merece críticas. Mas sua mudança de postura trouxe um ganho ao país. O Brasil vai ter uma limpa sem igual.

O deputado perguntou a Cerveró se não tinha corrupção na Petrobrás ou ele desconhecia.

- Desconhecia, logo, não tinha – respondeu Cerveró.

Os dois diretores já foram convocados a depor na CPI Mista. Na primeira vez em que esteve presente na comissão, em 17 de setembro, Costa se recusou a responder as perguntas. Na época, o acordo de delação premiada de Costa ainda não havia sido homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Assim, ele preferiu ficar calado para não se comprometer. Pelo acordo, Costa decidiu colaborar com as investigação, tendo em vista uma redução da pena.

Cerveró, por outro lado, declarou, em 10 de setembro, não ter havido desvio de dinheiro na compra da refinaria de Pasadena. Ele também garantiu desconhecer qualquer participação direta do também ex-diretor Paulo Roberto Costa nos acertos empresariais para a compra da refinaria nos Estados Unidos.

Costa está em prisão domiciliar no Rio de Janeiro depois de ter firmado o acordo de delação premiada. A presença dele na CPI foi autorizada pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da operação Lava-Jato. Moro determinou que Costa fosse escoltado pela Polícia Federal até o Senado, devendo ser “evitada a utilização de algemas”. (Ricardo Brito e Isadora Peron – Estadão).

Dessa forma, só nos resta fazer uma pergunta: desde quando estamos sendo roubados?


A PICANHA ARGENTINA E A BUNDA BRASILEIRA

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Picanha argentina, servida nos melhores restaurantes brasileiros

Arroz de cuxá, bode ao leite de coco, baião-de-dois com farofa de pirarucu misturada com cebola roxa, tutu a mineira, arroz de capote, cavala ao molho de camarão, carne de sol de carneiro, peixe a escabeche… e por aí vai.

Essas são algumas comidas típicas da culinária regional brasileira. E não falamos em galinha caipira a cabidela, sarapatel, sarrabulho, buchada de carneiro e de bode, arroz a carreteiro e muito menos de feijoada, que é algo que se come em qualquer lugar do Brasil – diferenciando apenas na forma de preparar e servir.

Também não podemos esquecer a costeleta de porco, o cupim de boi, a dobradinha (que é uma comida tipicamente portuguesa, embora com outro nome), o bacalhau preparado de várias formas, nem o tradicional churrasco.

Entretanto, capítulo à parte para a picanha. E, sobe ao pódio para ocupar lugar de destaque, a picanha argentina que, quando é preparada, assada e servida por quem sabe o que faz, se torna algo imbatível.

Quem come carne, sabe que picanha não é uma carne simples, tampouco popular. Picanha argentina, então, é algo “top” – para usar uma linguagem mais jovial e atualizada.

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Picanha argentina servida nos restaurantes populares

Mas, seguramente, o segredo para a boa qualidade da picanha argentina é o pasto que alimenta o bovino. Pampa é um nome de origem dado à região pastoril de planícies com coxilhas. Abrange a metade meridional do estado do Rio Grande do Sul, ocupando 63% do território gaúcho. Estende-se pelos territórios do Uruguai e pelas províncias argentinas de Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé, Entre Rios e Corrientes.

Nessas áreas a pastagem é melhor e os animais não tem que fazer muito esforço para caminhar, possibilitando que seus músculos não enrijeçam.

A picanha é um tipo de corte de carne bovina tipicamente brasileira. A origem do nome picanha vem do talhante italiano, nomeado do corte picatta . Esta vara, chamada picana (em espanhol), possuía um ferrão na ponta e servia para picar o gado na parte posterior da sua região lombar. Com o passar do tempo esta região do animal passou a ser chamada picana e posteriormente picanha. Recentemente, o aumento da variedade de cortes de carnes suínas originado de ações promovidas pelos suinucultores fez surgir um novo corte para os admiradores deste tipo de carne, que recebeu o nome de picanha suína.

A Argentina produz as melhores picanhas do mundo.

Mas… e a bunda?

Bem, “na bunda”, a Argentina perde e é longe!

Certa vez, vendo uma peça teatral não lembro mais aonde, a atriz na cena se apalpava toda e dizia a fala:

- Brasileiro gosta mesmo é de peitos grandes, coxas grossas e bunda grande!

Nem tanto. Eu – falo por mim – acho que brasileiro gosta mesmo é dessas coisas aí de cima, mas que sejam também bonitas. Veja que bunda bonita esta que ilustra esta matéria. E nem é tão grande assim. É “apenas” mediana, durinha e muito bem cuidada e, com certeza, adorada pelos sofás, cadeiras e vasos sanitários e pelos homens que gostam.

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Bunda genuinamente brasileira

Veja o que diz Gilberto Freyre a respeito da bunda brasileira. De onde vem o encanto do brasileiro pela bunda? O professor Gilberto Freyre, que estudou nossas raízes sociológicas em Casa-Grande & Senzala, aceitou o desafio de investigar as origens dessa magnífica preferência num ensaio. Por motivos de espaço, transcrevemos os principais trechos e resumimos algumas partes do estudo, erudito, de 26 páginas. Erudito, mas que nem por isso evita a ressonante palavra. Lembra alguns sinônimos, principalmente nordestinos, como bagageiro, balaio, banjo, bomba, bubu, além dos tradicionais rabo, traseiro, pop, rabic bumbum, tralal e outros.

Gilberto faz uma análise e tira conclusões: o brasileiro tem suas razões para gostar de bunda. Pode não saber quais, mas tem. Vamos a elas.

“Do andar afrodisíaco das bundas ondulantes – E aqui observação de Havelock Ellis, quanto a uma das superioridades da mulher ibérica sobre as ortodoxamente europeias estar na assimilação, pela ibérica, de remota influência africana do andar, como se dançasse. Um movimento de bundas bastante amplas para permitirem essa ondulação como que afrodisíaca de andar.

A grande número de mulheres brasileiras, a miscigenação pode-se sugerir ter dado ritmos de andar e, portanto, de flexões de nádegas, susceptíveis de ser considerados afrodisíacos. Atente-se nesses ritmos, em cariocas miscigenadas, em confronto com as beldades argentinas que o observador tenha acabado de admirar. Os ritmos de andar da miscigenada brasileira chegam a ser musicais, na sua dependência de bundas moderadamente ondulantes. Para Havelock Ellis, o andar da mulher mais tipicamente ibérica, em contraste com a da ortodoxamente europeia teria alguma coisa de graciosa qualidade de um corpo felino inteiramente vivo.

O homem médio brasileiro não pode deixar de ser sensível pela imensidade de provocações que o rodeiam. Não tanto ao vivo, como por meio de anúncios de revistas ilustradas, que se vêm esmerando na utilização de reproduções coloridas de bundas nuas, como atrativos para uma diversidade de artigos. No Brasil de hoje, uma enorme comercialização da imagem da bunda de mulher em anúncios atraentes. Estéticos uns, alguns lúbricos. Também se vem fazendo esse uso na televisão. E, sonoramente, em músicas apologéticas da beleza da bunda de mulher. O sexo da mulher vem, através dessa comercialização da bunda em anúncios, quase perdendo, em publicidade apologética, para esse nada insignificante rival, no Brasil.” (Gilberto Freyre)

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Bunda brasileira mostrada nas principais praias nacionais


FELIZ NATAL!

Numa das mãos, uma lata de graxa Nugget; na outra, uma escova e um par de sapatos Vulcabrás. Era a continuidade dos preparativos para a “Noite de Natal”, sempre comemorada no dia 25, antes da Missa do Galo. Nos dias atuais, o capitalismo transformou uma festa religiosa numa festa pagã. E se comemora no dia 24, quando, historicamente, Jesus ainda não nasceu.

Depois de engraxar os sapatos, sentar na frente da casa esperando os demais familiares para assistir a Missa do Galo, na Igreja Nossa Senhora da Salete, na Bela Vista, em Fortaleza. A ceia, somente após a “missa” – e muitas vezes parecia mais um café da manhã, em virtude do horário.

Hora de abrir os presentes – porque ninguém era mais inocente a ponto de acreditar em Papai Noel e todos já sabiam “quem” comprava e oferecia aqueles pacotes. Era, claro, o “Papai”. Papai sem Noel.

Os filhos nunca estavam todos em casa, pois alguns já namoravam e estavam participando de comemorações em outros locais. E, eis que recebi meu primeiro presente de Natal pós-era Papai Noel: um livro. O primeiro livro.

Pacote feito em papel de presente, mandado caprichar na livraria. “Capitães da Areia” – Jorge Amado. Detalhe: autografado pelo próprio autor (mantive esse livro por exatos 40 anos até que a traça e o cupim comeram) e li pelo menos umas cinco vezes.

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Criança lendo mais que um livro por ano. É muito bom!

Como se deu o autógrafo: meu pai foi comunista na clandestinidade e teria se encontrado com Jorge e demais camaradas numa reunião, também clandestina. Antes, fora numa livraria e comprara o livro, pois sabia que se encontraria com o autor baiano. Sugeriu o autógrafo e voltou no seguinte à mesma livraria, onde pediu para embrulhar o livro para presente. Já não tenho sequer o que sobrou das páginas.

Noutros natais ganhei outros livros e sempre os li, principalmente pelo respeito e admiração que tinha por quem me presenteava. Criei em mim o hábito de dar livros de presente, independentemente de ser Natal ou não.

Desenvolvi em mim um novo hábito: doar o livro que acabei de ler.

Para que serve um livro, depois de lido? Para acontecer o que aconteceu com o “meu” Capitães da Areia?

Mas, infelizmente, percebo que, 60 anos depois, esse bom hábito só permanece em algumas mentes bem conservadas como a minha. Os pais são outros – e seria idiotice querer que fossem iguais a mim.

Eu mesmo parei de dar livros aos meus cinco filhos (quatro moças e um rapaz) ao perceber que eles não os leem – já tive a perspicácia de anotar títulos sugeridos por eles, compra-los e dar de presente. Eles simplesmente não leem.

E, com as mais estapafúrdias mudanças no nosso mundo, mudaram juntos os pais e mais ainda os filhos. Ninguém quer mais ganhar livros de presente de Natal. E ninguém tem mais sensatez para compreender que um livro será sempre um bom e útil presente. Mil vezes melhor que os celulares e os tablets de hoje.

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Criança envolvida totalmente pelo telefone celular. Uma lástima

E o resultado dos presentes modernos que os pais de hoje oferecem mais do que os filhos pedem é uma mudança quase total na forma de escrever palavras, que acabam sendo prejudiciais no futuro – vestibulares, por exemplo.

De repente, provavelmente pelo pequeno espaço, o “porque” ou o “por que” viraram “pq”. O “também” virou “tbm”. E, com certeza, vai chegar o dia que não se conseguirá mudar nada disso.

Quem não lê, jamais saberá escrever, e ainda terá dificuldades para ouvir e aprender.

Feliz Natal!


O TREM

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Estação de “Serra da Raposa” depois da passagem do trem

Trem das seteRaul Seixas

Ói, ói o trem,
vem surgindo de trás das montanhas azuis,
olha o trem
Ói, ói o trem,
vem trazendo de longe as cinzas do velho aeon

Ói, já é vem,
fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem
Ói, é o trem,
não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem

Como se fora comandado pela precisão londrina, exatamente às 08:14 horas de todos os dias, chovesse ou fizesse sol, o trem que fazia a linha Cidade Alta-Munduba, encostava na estação ferroviária de “Serra da Raposa”, onde deixava passageiros e cargas e recebia outros tantos. Nesta estação, havia anos, o movimento maior era no desembarque de passageiros e de cargas. A organização de tudo dava a falsa ideia de lentidão. Mas tudo acontecia de forma cronometrada, da chegada até a partida.

A noite da segunda-feira fora diferente na casa de Biaman e Doralice. Tudo por conta dos preparativos para a viagem da manhã do dia seguinte. Doralice, em dias próximos de parir o quarto filho do casal, precisava deixar tudo preparado para os filhos menores – sob a guarda de Nato, o mais velho, de apenas 13 anos – passarem pelo menos dois dias sem a presença dela durante o “resguardo”.

O percurso entre a casa de Biaman e Doralice e a estação do trem, não era tão distante assim. Embora caminhando de forma lenta em virtude do avançado estado de gravidez, Doralice faria essa distância num máximo de 15 minutos.

- Vumbora hômi, que o trem num ispera! Disse Doralice para Biaman que se apressou mais na arrumação final do matulão cheio de “catrevagens”, ainda que não fosse usa-las todas na cidade grande.

Cientes de que nada ficara errado, os dois se despediram dos meninos e partiram para a “Serra da Raposa”. Mal sabiam que o destino os pararia por alguns minutos na casa dos compadres Manel e Isabel.

- Entrem, façam o favor. Pra onde vocês vão levando essa barriga enorme? Indagou Isabel.

- Eu vou pra cidade, parir, Comadre Isabel!

- E vai assim de trem, nesse sacolejar todo?

- É o jeito, Comadre! Afirmou Doralice.

- Apois espere só um minutinho enquanto eu apreparo um cafezinho procês!

- Num carece não Comadre, apois eu tenho medo de me atrasar e perder o trem! Lembrou mais uma vez Doralice, preocupada com a demora.

- Conversa, mulé. Eu faço rapidinho! Garantiu Isabel.

Da casa de Manel e Isabel para a estação “Serra da Raposa” ninguém gastaria mais que cinco minutos para percorrer a distância. Mas, conversa vai, conversa vem e, quando Biaman e Doralice deram por conta, faltavam apenas 3 minutinhos para as 08:14 horas.

Caminhando o mais rápido que puderam, Biaman e Doralice ainda conseguiram ver o último vagão do trem sumir na curva a caminho da Cidade Alta. Perderam o trem. Perderam a hora e a solução foi retornar para casa e retomar a rotina diária e tentar a viagem na manhã do dia seguinte.

- Tomara Deus esse menino num se apresse! Suplicou Doralice.

A continuação da rotina diária acabou levando Biaman de volta para a roça, enquanto Doralice recompunha a vida com os três filhos e retomava os afazeres domésticos.

De noite, Doralice e Biaman já em casa, com a mesa posta para o jantar. Doralice ainda teve tempo de falar com um dos filhos:

- Bibiu, meu filho, adispois que você botar o dicumê do gatinho, ligue a televisão.

E foi exatamente no horário do noticioso local, que o apresentador do telejornal, com voz pausada anunciou:

- Trem descarrilha na manhã de hoje, no trecho entre a estação “Serra da Raposa” e o município de Botuquinha, e causa desastre pavoroso. Os 49 passageiros que estavam nos vagões a caminho da Cidade Alta, faleceram.

- Meu Deus, que horror! Disse Doralice.

- Abençoado seja sempre o seu cafezinho, Comadre Isabel! Bradou alto Biaman!


O TEMPO – INVISÍVEL, MAS EXISTENTE

O tempo existe. Existe em mim, em você e existe em nós.

É algo que você não vê nem se permite olhar – mas, tenhamos certeza, ele existe.

O hoje é uma divisão do tempo e você não o vê. Mas viu o ontem que, felizmente, já passou sem ser visto. Nem espere ansioso que, com certeza, o amanhã você também não verá.

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Hoje botão, amanhã rosa – é o tempo

O tempo não é aquele relógio que, para a humanidade mostra apenas as horas que passam e se repetem todos os dias – embora cada minuto seja diferente, hoje, do que aconteceu ontem e provavelmente em nada será parecido com o que acontecerá amanhã.

O tempo, tanto existe, que deixa suas marcas. Em nós, principalmente.

Da mesma forma que o tempo se transforma em ferrugem no metal ou no objeto não cuidado, ele escreve em nós, em forma de rugas – principalmente aquelas que também são transformadas em experiência.

O tempo é exatamente aquilo que você não viu nem verá. Mas ele está ao teu lado, te ajudando a contar a própria passagem.

Você lembra de quando era apenas uma criança? E, hoje, você é o quê?

Então, esse interstício, é o tempo. Se ele passou, é certo que ele existe. Se não existisse, não teria passado e você continuaria sendo aquela mesma criança.

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A rosa hoje, ontem apenas um botão – é o tempo

Foi o tempo – que você nem ninguém viu – que te fez criança, que te deu vida e que, num futuro que você não saberá quando vai chegar, te levará embora. Muitos te procurarão e não encontrarão. E tu estarás com o tempo. Formando um par – quase um casal.

O tempo existe. Existe em mim, em você e existe em nós.

Então, o que ontem era botão, virou rosa por quê?

Foi o tempo que fez isso.

Mas, em nós, pessoas, o tempo também existe e, melhor, atua em tudo que fomos, que somos e que seremos. Desde o nada em direção ao nada, de novo.

A velhice nada mais é que a ação do tempo escrevendo em nosso corpo segundos, minutos, horas e dias.

A caligrafia do tempo com seu alfabeto indelével.

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A prova da existência do tempo para as pessoas

O tempo existe. Existe em mim, em você e existe em nós.

Volte ao ontem, sem que seja através das marcas feitas pelo tempo. Tente ir ao amanhã, sem que tenha que esperar pelo tempo.

Tudo tem seu tempo e hora. Ou, como se diz no sertão: “toda hora tem seu tempo.”

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Ferrugem e destruição – a mais incontestável ação do tempo


BRINCADEIRAS DE ANTIGAMENTE – MENINAS

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Meninas brincavam com “Cinco Marias”

Os tempos mudaram. Todos sabem disso. As crianças de hoje estão muito distantes de pensar, agir e brincar como faziam as crianças de antigamente. Os valores são outros, pois sofreram influência absoluta do mundo capitalizado.

Não faz tanto tempo assim, a “hora do recreio” numa escola – qualquer que fosse ela, pública ou particular – era diferente. Meninos e meninas “brincavam” realmente. Usufruíam da “hora do recreio”, aproveitando o tempo com algo útil. Hoje não “brincam” mais.

Essa chamada modernização, que recebeu influência do mundo globalizado está muito forte. Está caminhando célere na direção dos lares, também. E, até já chegou a alguns lugares deste país continental, travestida de algo bom, envolta numa cortina de fumaça e empacotada em papel de presente.

Era quase rotina, na “hora do recreio”, meninos e meninas entrando nas bibliotecas, copiando deveres, fazendo deveres. Acabou isso. Hoje as escadas das escolas ficam cheias de meninos/meninas namorando, namorando de forma mais “quente”, sem dar a mínima para os passantes. Perderam a vergonha, porque os pais não lhes ensinaram a tê-la, plastificando esse pudor natural dos bons, de “preconceito”.

E aí, saímos das escolas e vamos para nossas casas. Melhor, “voltamos no tempo” para nossas casas. Ali encontrávamos, no alpendre lateral, meninas vizinhas brincando de “Cinco Marias” – aquele jogo que elas usavam cinco pedras e, com a mão direita, depois de jogar pedra por pedra para cima e apara-la, passavam por debaixo dos dedos cruzados, como se fora uma ponte. Tal qual está na ilustração acima.

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Pular corda – quem ainda brinca assim?

Depois, muitos anos depois, pessoas que estudavam o comportamento feminino, asseveravam que aquele jogo servia, entre outras coisas, para “apurar” o controle emocional no ato de jogar a pedra para cima e apara-la, além de fazê-la passar por debaixo dos dedos cruzados. Obedecer às regras pré-estabelecidas era uma demonstração de educação e civilidade.

Nesse jogo as meninas usavam algumas etapas. Na primeira, jogavam uma pedra e a aparavam. Depois de passar as cinco pedras por debaixo dos dedos cruzados, seguiam a segunda fase, que consistia em jogar e aparar duas pedras ao mesmo tempo, e repetir a operação da primeira fase. Em seguida, a terceira fase, jogando três pedras; depois a quarta, jogando quatro pedras e, finalmente, a quinta e última fase, jogando as cinco pedras.

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Bambolê – é brincadeira totalmente superada

Pular corda, amarelinha, arrumar casa de bonecas, bambolê e passar o anel, eram brincadeiras corriqueiras naqueles dias. Hoje, com a mudança dos tempos e dos valores, as brincadeiras são outras. E, cedo, muitas começam a brincar de fazer nenê. E acabam fazendo, na maioria das vezes, embora algumas sequer tenham seios para garantir a amamentação dos filhos. Fazem para os pais (avós) criar. E os modernos chamam isso de “independência” e “personalidade forte”.

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“Amarelinha” – hoje é brincadeira vista como ultrapassada

Mas, o que aconteceu para mudança tão assustadoramente radical?

O que aconteceu no aspecto biológico para que, junto com as meninas, os corpos delas também mudassem tanto? Seria a alimentação? O que pode ter de influência nos programas televisivos – a retina, garantem, conduz movimentos celulares que produzem diferentes hormônios que acabam tendo fortes matizes nisso tudo.

Meninas dos anos 50, 60, 70 e até 80, entravam em menstruação a partir dos 15 e 16 anos. Nos dias atuais isso já ocorre aos 10 e 11 anos de idade e, junto a isso, as ventosas da excitação voltadas totalmente para a prática sexual. As meninas deixaram de ser simplesmente meninas aos 12 anos e se transformaram em mulheres, aos 10.

E não adianta só tentar justificar com a ausência de políticas públicas e assistenciais. Elas já têm até além da conta.

Na verdade, o que se vê hoje é que, provavelmente, na tentativa de acertar, legisladores e governantes – que demonstram, na prática, “que nunca foram crianças nem brincaram” – acabam criando leis que só trazem prejuízos à juventude feminina.

O turismo sexual nas principais cidades brasileiras é uma realidade inquestionável. E, há informações que alguns legisladores “também se aproveitam dessas jovens” pelos “preços baixos” que pagam e pela inocência das próprias.

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Adolescentes grávidas – o que se deve ou pode fazer para evitar isso?

Este é realmente um assunto muito sério que requer reflexão. E as atitudes não devem ficar limitadas apenas às autoridades constituídas. Nós também somos responsáveis por isso e carecemos de tomar atitudes para mudar o rumo desse desastre.

Vejam que, além das autoridades constituídas, existem pessoas que, ao seu modo, tentam fazer alguma coisa. Veja o pronunciamento da Assessora Jurídica DAMARES ALVES.

Quem é DAMARES ALVES – “É pastora, membro da Igreja do Evangelho Quadrangular, advogada, mestre em educação e Direito Constitucional e Direito da Família. Trabalha há 14 anos no Congresso Nacional como assessora jurídica da Frente Parlamentar Evangélica e da Frente Parlamentar da Família e Apoio à Vida. Pastora Damares questiona o tipo de educação que nossas crianças estão recebendo na escola. Será que sabemos mesmo o que está acontecendo nos bastidores do governo brasileiro? O que pode acontecer com os nossos filhos e com os nossos netos? Hoje em dia a criança passa em média 8 horas por dia aos cuidados da escola, mas o que estão ensinando lá? As denúncias são graves e estarrecedoras, é a verdade nua e crua. De forma sucinta os temas tratados no vídeo são:

Cartilhas – Programa de erotização das crianças brasileiras;

Ensino do homossexualismo, lesbianismo e bestialismo;

Incentivo ao uso de crack;

Legalização do aborto;

Eliminação da fé sob pretexto de estado laico;

Indiferença ao infanticídio indígena.

Pasmem: Pastora Damares inicia com uma denuncia sobre o governo do Estado de São Paulo em 2004 o qual gastou dois milhões de reais com o grupo GTPOS com cartilhas para perverter as crianças. Qual o fundamento disto?” (Transcrito do Wikipédia).


NUDEZ – MIÓ QUI NO NOSSO!

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Mulher correndo nua em Porto Alegre – nova forma de protestar dos gaúchos

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Sem que se saiba ao certo o verdadeiro motivo da nudez explícita de algumas mulheres (desconhecidas do grande público e da mídia) que tem acontecido em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, o fato vem chamando a atenção de pessoas de todas as partes do Brasil.

No ambiente, alguns afirmam que isso tem acontecido como uma nova e inusitada forma de protesto, haja vista que, bandeirolas e bloqueio das principais vias públicas, não têm surtido o efeito que se pretende alcançar.

Ficamos imaginando como seria esse tipo de protesto chegar até o nosso Ceará e indo para Pacajus, nossa terra natal. Imaginamos, ainda, esse tipo de protesto sendo feito pela nossa avó, mulher de cabelos nas ventas como ela própria se definia.

Ficamos imaginando que, sem óculos escuros, aquela galalau de quase dois metros de altura, esguia, seios pequenos, magra da bunda bem dividida, correndo, calçada apenas com os coturnos que meu avô ganhou do filho quando esse deu baixa do Exército (e levou os sapatos), fumando um cachimbo de barro e com uma foice num dos ombros.

Com certeza, alguém gritaria:

- Pega a doida!

E outros ainda arriscariam:

- Pega ladrona! (No Ceará de meu Deus, ninguém fala “ladra”)

Agora, em Porto Alegre – pelo menos as que têm aparecido na grande mídia até agora – é “uma moderna forma de protestar”! E, pasmem, tudo mulher muito gostosa, de corpo bonito e atlético. Bunda sem silicone, peitos rijos, coxas roliças e torneadas, de quem frequenta academias de ginástica. São “atletas” protestando contra o que, ainda não se sabe!

Meu primo Zé Luciano, discutindo comigo, afirmou:

- Se acontecer em Pelotas, vixi Maria! Vão dizer que naquela terra só tem bai….!

Esse, sinceramente, é o tipo de protesto que cearenses torcem todos os dias para chegar rápido, em Fortaleza. Via Internet, via “zap zap”, via qualquer coisa e que aconteça a partir das 15 horas na Praça do Ferreira! Afff Marrrriiiaaa!

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Mineirinho: mió nudeiz qui no nosso!

E, no assunto da moda, dois mineirinhos se encontraram depois da labuta diária, e começaram a bater papo, esperando a noite chegar para irem para casa. Miro, o mineirinho afoito, enquanto preparava um cigarrinho de paia, preguntava pro cumpadi Manel:

- Cumpadi, o que ocê tá achano desse protesto de nudeiz?

Mineirinho dos bons, tipo seu Lunga, Manel respondeu de pronto:

- Cumpadi, mió nudeiz qui no nosso, né não?


O MÔCO E O SURDO

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A dificuldade do ouvir para quem fala

Esbelto, ótimo porte atlético, bem vestido – era assim Antônio Carlos Lepréia, um dos rapazes mais cobiçados pelas jovens de Santa Lúcia, aprazível município de Serra das Árvores Verdes do Estado de Quixerê.

Adolescente, “Toninho” teve problemas auriculares e, por não dar muita importância, acabou chegando à surdez total – naquele tempo, problema irreversível. Ficou “môco”.

Toninho tinha um amigo desde a tenra idade, que atendia pelo nome de Gastão e sempre lhe fazia companhia nas diversões noturnas. Era uma espécie de “tradutor” ou “ajudante” que salvava o “compadre” nas horas difíceis.

- Compadre, amanhã tem uma boa festa na casa da Beatriz. Vamos lá? Indagava Gastão ao “compadre”, enquanto se dirigiam para uma lanchonete e levavam junto uma “paquera” de Toninho, que pouco sabia da vida do futuro namorado.

- Foi. Tava muito bonito mesmo! Respondeu Toninho, fingindo que ouvira tudo.

- Compadre, “f-e-s-t-a” na casa da Beatriz. “B-e-a-t-r-i-z”!

- Que “Imperatriz” que nada, Gastão. Meretriz!

Não foi difícil para a jovem pretendida por Toninho começar a perceber que o seu “paquera” era môco. Não tinha como dar certo um namorico daqueles pois, em casa, todos teriam que saber as conversas mais íntimas. Acabou tudo ali mesmo.

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O ajudante precisa falar próximo e “dirigir” a fala

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A SURDEZ

(clique aqui e leia no Wikipédia)

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JOHANN SEBASTIAN BACH – o surdo mais famoso do mundo.

(clique na imagem abaixo e leia no Wikipédia)

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Johann Sebastian Bach – Ave Maria no piano:


O AVESSO DO AVESSO

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Getúlio, micro empresário “moreno”, andando nu em público

Getúlio de Andrade Fernandes chegou aos 40 anos de idade com muita disposição. Antes, menino nascido pobre, que trabalhou duro na vida para ajudar os pais a alimentar a si e aos 11 irmãos, conseguiu uma façanha na vida: estudar. E estudou muito.

Somente beirando os 35 anos conseguiu ingressar na universidade, competindo naquele tempo, com grande número de jovens, aparentemente mais atualizados. Sua dedicação aos livros lhe garantiu uma boa aprovação. Graduou-se em Administração de Empresas.

Sempre contou com o apoio irrestrito da mulher, Divarci, com quem gerou três filhos, todos do sexo masculino. Não teve muitas dificuldades para encontrar um bom trabalho e, ganhando um bom salário. Aprendeu a poupar e a administrar da melhor forma possível a sua própria vida e, por conseguinte, a da família.

Não demorou muito e Getúlio tornou-se um micro empresário, contando com o apoio do Sebrae. Investiu tudo que tinha e foi possível numa fábrica de calçados que, a princípio começou no quintal da casa onde morava. Depois, com o crescimento do negócio a necessidade de aumentar a área física chegou também.

Getúlio comprou um bom terreno. Construiu uma ainda pequena fábrica. Veio também a necessidade de contratar mais funcionários e assim foi feito, tudo de acordo com um cronograma de crescimento e investimentos feito com a ajuda do Sebrae.

O novo empresário tinha um prazer: do seu escritório climatizado, observar os empregados abrirem os envelopes e conferirem o dinheiro recebido do pagamento. Ficava feliz, e isso lhe dava enorme prazer.

Mas, paralelamente ao sucesso empresarial que começava a enfrentar, Getúlio passou a ter alguns pequenos problemas. Multas por conta disso ou daquilo, autuações incômodas, mas tudo era resolvido com boa atuação do Advogado que contratara para realizar também algumas cobranças de clientes.

Numa bela tarde de sexta-feira, dia 30 do mês, Getúlio foi ao banco sacar dinheiro em espécie para efetuar o pagamento dos funcionários. Antes, ligou para o gerente e pediu providências para que ele não demorasse tanto na agência e que tudo fosse feito para agilizar ainda mais o pagamento dos funcionários.

Getúlio chegou ao banco e teve acesso pela garagem, e, dali até a sala do gerente, onde recebeu quatro pacotes de dinheiro em espécie: R$180.000,00 suficientes para cobrir o pagamento e ainda ficar com alguns trocados no cofre da empresa para as despesas miúdas.

De volta, embarcou na sua Hilux e voltou para a empresa. Durante o fechamento de um semáforo, foi surpreendido por dois motoqueiros – um de cada lado do veículo – que apontavam pistolas de grosso calibre, e exigiram que ele saísse do volante do carro e passasse para o banco de trás. Os garupas das motos seguiram em frente, enquanto um dos assaltantes tomou conta do carro e seguiu em frente sem ser notado por ninguém.

O outro assaltante que tomou o banco do carona, de arma em punho exigiu que Getúlio tirasse os calçados, a calça, a cueca, a camisa. Que ficasse nu, finalmente. Chegara ali com vida e mais aquele sacrifício não lhe custaria obedecer, pensou Getúlio sem qualquer reação.

Nu, Getúlio foi obrigado a descer no primeiro sinal fechado que encontrou e ainda sob a mira da pistola dos bandidos, ficou calado e imóvel conforme determinaram os meliantes. Quando o sinal ficou verde, os meliantes foram embora.

Os transeuntes começaram a olhar para Getúlio, que andava sem rumo pela rua, nu. Chamaram a polícia que, nesses casos, chega no minuto seguinte. Getúlio, sem compreender absolutamente nada, foi algemado em público e conduzido para o Distrito Policial.

Andar pelado no meio da rua é crime? É sim. Art. 233 (ato obsceno).

ATO OBSCENO – Art. 233 do Código Penal – Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público:

Pena – detenção, de 3 meses a 1 ano, ou multa.

- ato obsceno: é o ato revestido de sexualidade e que fere o sentimento médio de pudor – ex.: exposição de órgãos sexuais, dos seios, das nádegas, prática de ato libidinoso em local público, micção voltada para a via pública com exposição do pênis, “trottoir” feito por travestis nus ou seminus nas ruas etc.

- é autor indireto do crime, aquele que se utiliza de um inimputável para a prática do delito – ex.: homem que treina macaco para praticar o ato.

Nosso Brasil – Coitado do Getúlio. Brasileiro, trabalhador preocupado com a vida do próximo, como se isso não bastasse, vítima de vagabundagem. Sim, pois é inacreditável que “alguém” do banco não tenha avisado aos assaltantes que Getúlio conduzia dinheiro naquele veículo.

Assaltado, foi constrangido pela dupla de bandidos que o obrigou a se expor em público. Quando os policiais chegaram, Getúlio imaginou que eles seguissem em perseguição aos assaltantes. Foi algemado por “andar nu” em público. Nada vai minimizar o constrangimento passado pelo micro empresário.

Lei é sempre Lei. E, é inaceitável que alguém “precise” contratar um Advogado para resolver uma situação dessas.


CHICA E A XÍCARA, NHÁ CHICA

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Chica e a xícara (quebrada)

Esmeralda da Anunciação Ferreira Borges, nascida em Lugo, Portugal, veio para o Brasil ainda criança. Seus pais resolveram uma questão de herança familiar naquele país, e resolveram mudar em definitivo para o Brasil, onde acreditavam ser melhor para tocar a vida.

Antes da mudança definitiva para o Brasil, o pai de Esmeralda veio a passeio, mas limitou-se apenas ao sudeste. Conheceu Minas Gerais e, ali, teve conhecimento de que algumas colonias portuguesas chegaram ao Estado, mais precisamente a Alterosa, município distante da capital 324 km.

A escolha não demorou muito nem foi tão difícil. A família resolveu fixar-se em Alterosa, iniciando ali a atividade comercial de padaria. Montou o comércio e, para não ficar totalmente desligado das terras lusas, mandou pintar uma placa vistosa que foi colocada na frente da padaria: “Panificadora Luguense”.

Os dias se passaram, também passaram meses e anos, e a família de Esmeralda, acrescida de filhos e netos, começou a atingir percepção social por conta da presteza e da simpatia oferecida à população, indistintamente freguês ou não.

Temos quase certeza que, quem está lendo agora este texto, viu o filme americano “A cor púrpura”. Deve lembrar, também, da personagem serviçal e submissa por demais (na trama) representada pela atriz Whoopi Goldberg, na realidade, nascida Caryn Elaine Johnson, que veio ao mundo no bairro Manhattan, em Nova Iorque no dia 13 de novembro de 1955.

Pois, daquele mesmo jeito era Francisca, a Chica, “levada” não se sabe por quem, para trabalhar como doméstica na casa de Esmeralda. Ninguém sabia de onde viera Chica, muito menos seus pais ou outros parentes. Nem ela mesma sabia se seu nome tinha outro nome além de “Francisca”. E, até mesmo esse “Francisca” mexia um pouco com os brios dela. Ela se realizava mesmo era com o “Chica”.

Chica era a primeira a acordar e levantar todos os dias e, com certeza, a última a deitar e a dormir. Antes de ir ao catre que ela chamava de cama, a obrigação de verificar se todos os ferrolhos da casa estavam trancados e se não havia nenhuma janela ou porta abertas. Transformou isso numa rotina diária.

Era, também, a “confeiteira” da Panificadora Luguense nas horas de folga (???!!), tão logo depois de servir o café matinal para os da casa.

Chica tinha apenas dois privilégios com a patroa: comer a mesma comida que servia aos patrões; e, um quarto de dormir só para si. Com direito a banheiro só seu. Era ali que ela se olhava de cima a baixo. Dentes mais alvos que de qualquer publicidade dentifrícia, boca pequena, lábios grossos e “esfolados” como os de Angelina Jolie e olhos que em nada diferençavam de duas pérolas negras.

O corpo esbelto, parecia um desenho caprichado. Seios pequenos, rijos, mamilos enegrecidos que pareciam querer “furar” qualquer roupa que ela pusesse. Corpo esbelto e longo, fazia inveja aos malhadores das academias. Uma “deusa” com cheiro e descendência do Ébano.

Chica gostava de se entregar aos próprios carinhos, quando desfrutava da solidão, no esquecimento do quarto com paredes forradas de cortinas brancas que cobriam também as janelas. À noite, apenas o vento vagabundo e safado invadia janelas à dentro… quando o galo do vizinho cantava, e anunciava a hora de levantar para cuidar do café dos patrões.

Esmeralda tinha duas admirações na vida. A louça chinesa que ganhara do marido no dia que completaram 30 anos de casados, e o cheiro inconfundível dos lençóis e toalhas de banho da casa. Beirando os 60 anos, a louça chinesa já completara 30 em suas mãos. Era usada apenas nas ocasiões especiais. Mas, dessa louça, uma xícara ela usava diariamente, todas as tardes, para sorver o chá de camomila que lhe garantia a diminuição do stress diário.

Mas, como mulher é sempre mulher, e todas elas só vivem “muito bem” 27 dias num mês de 30 ou 31, Chica não podia ser diferente. E só era realmente diferente no desenho que já fizemos acima. O primeiro dia desses três, Chica enfrentava garbosa, serelepe, até. Mas, o segundo, era um verdadeiro “Deus nos acuda”, e as cólicas mudavam o seu reconhecido bom humor. Fraquejava. Ficava irritada e, de noite, mandava o vento voltar pelo caminho mais curto, quando esse teimava em entrar nos seus aposentos pelas janelas abertas.

Um dia, tardinha, chegara a hora sagra do chá de Esmeralda. Abancada na cabeceira da mesa, com ares solenes de rainha, a patroa espiava Chica caminhando faceira com a bandeja prateada e, nela, a xícara chinesa com o chá fumegante de camomila. Calçada – porque estava naqueles dias – Chica tropeçou no tapete da sala, caiu e derrubou bandeja, xícara, chá e, parte da sua vida.

Chica se transformou em lágrimas. Não pela xícara e muito menos por Esmeralda. Não recebeu nada pelos anos após ser demitida, “por justa causa”. Chica se derretia em lágrimas porque, demitida, perdera também o privilégio do quarto só seu e, pior ainda, o seu aprofundado envolvimento noturno com o vento que lhe invadia os aposentos e as entranhas ainda virgens.

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Nhá Chica

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Imagem de Nhá Chica, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, em São Lourenço, Minas Gerais


A MUCUNÃ E O MAL DE PARKINSON

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O ator Paulo José (interpretou o personagem Benjamin) sofre do Mal de Parkinson

Passadas as brincadeiras das eleições (pelo menos pareceu que os candidatos assim entendiam – pois esqueceram o respeito que o eleitor merece) voltamos a falar de coisas melhores. De coisas sérias, sem réplica nem tréplica.

Olhando para o retrovisor do carro da vida, ainda conseguimos ver as imagens fortes que ficaram para trás. Anos 40, 50, 60 e poucos de 70. Uma população que pouco ultrapassava os 90 milhões (era isso que cantava a musiquinha mais verde que amarela).

A preocupação maior existia no êxodo rural e na fuga das populações tangidas pelas secas e pela falta de estrutura e vontade governamental. As “doenças”, se não eram fatais, se resumiam no sarampo, rubéola, meningite, coqueluche, tuberculose. Muito pouco se falava em câncer. Quando alguém estava acometido desse mal avassalador, era como que estivesse condenado à morte.

Surgiram, no extremo da região Norte, a febre amarela, logo controlada. A população brasileira aumentou e logo surgiram novos e fatais problemas. A dengue veio junto com a Aids. Nos dias atuais, embora ainda não debeladas totalmente, pouco se fala nelas e os estudos e os combates indicam que estão surtindo efeitos.

Mas, num país continental como o Brasil, multicultural em função do considerável quantitativo de imigrantes, sem esquecer a variação climática de região para região, o combate rápido e efetivo de qualquer proliferação de doenças acaba se tornando difícil.

Infelizmente, nas três últimas décadas tem sido grande a preocupação e maiores ainda as dificuldades para debelar ou até minimizar dois males que afligem os brasileiros: Mal de Parkinson e Alzheimer. A cura, acredita-se, está distante de ser alcançada.

“O que é Mal de Parkinson? – O mal de Parkinson é uma doença do cérebro que provoca tremores e dificuldades para caminhar, se movimentar e se coordenar.

Causas – O mal de Parkinson se desenvolve mais frequentemente depois dos 50 anos. É um dos distúrbios nervosos mais comuns dos idosos. Às vezes, o mal de Parkinson ocorre em adultos jovens. Ele afeta tanto homens quanto mulheres.

Em alguns casos, o mal de Parkinson é hereditário. Quando uma pessoa jovem é afetada, geralmente se deve a causas hereditárias.

As células nervosas usam uma substância química do cérebro chamada dopamina para ajudar a controlar os movimentos musculares. O mal de Parkinson ocorre quando as células nervosas do cérebro que produzem dopamina são destruídas lentamente. Sem a dopamina, as células nervosas dessa parte do cérebro não podem enviar mensagens corretamente. Isso leva à perda da função muscular. O dano piora com o tempo. A causa exata do desgaste destas células do cérebro é desconhecida.

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Idoso acometido pelo Mal de Parkinson

Exames – O médico pode ser capaz de diagnosticar o mal de Parkinson com base nos sintomas e no exame físico. Porém, os sintomas podem ser difíceis de avaliar, principalmente nas pessoas mais velhas. Os sinais (tremores, alterações no tônus muscular, problemas na marcha e postura instável) se tornam mais claros conforme a doença avança.

Um exame pode mostrar: Dificuldade para começar ou terminar movimentos voluntários; Movimentos espasmódicos e rígidos; Atrofia muscular; Tremores de Parkinson; Variação dos batimentos cardíacos.

Os reflexos podem ser normais. Podem ser necessários exames para descartar outras doenças que causam sintomas similares.

Sintomas de Mal de Parkinson – A doença pode afetar um ou ambos os lados do organismo. O grau de perda de funções pode variar.

Os sintomas podem ser suaves no início. Por exemplo, o paciente pode ter um tremor suave ou a leve sensação de que uma perna ou pé estejam rígidos ou se arrastando.

Os sintomas incluem: Diminuição ou desaparecimento de movimentos automáticos (como piscar); Constipação; Dificuldade de deglutição; Babar; Equilíbrio e caminhar comprometidos; Falta de expressão no rosto (aparência de máscara); Dores musculares (mialgia); Dificuldade para começar ou continuar o movimento, como começar a caminhar ou se levantar de uma cadeira; Perda da motricidade fina (a letra pode ficar pequena e difícil de ler, e comer pode se tornar mais difícil); Movimentos diminuídos; Posição inclinada; Músculos rígidos (frequentemente começando nas pernas); Tremores que acontecem nos membros em repouso ou ao erguer o braço ou a perna; Tremores que desaparecem durante o movimento; Com o tempo, o tremor pode ser visto na cabeça, nos lábios e nos pés; Pode piorar com o cansaço, excitação ou estresse; Presença de roçamento dos dedos indicador e polegar (como o movimento de contar dinheiro); Voz para dentro, mais baixa e monótona;

Buscando ajuda médica – Ligue para seu médico se: Você tiver sintomas do mal de Parkinson; Os sintomas piorarem; Aparecerem novos sintomas;

Também informe o médico sobre os efeitos colaterais dos medicamentos, que podem incluir: Alterações no estado de alerta, de comportamento ou de humor; Comportamento delirante; Tontura; Alucinações; Movimentos involuntários; Perda das funções mentais; Náuseas e vômito; Confusão e desorientação severas;

Também entre em contato com seu médico se a doença piorar e já não for possível tratá-la em casa.

Tratamento de Mal de Parkinson – Não há cura conhecida para o mal de Parkinson. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas.

Os medicamentos controlam os sintomas principalmente aumentando os níveis de dopamina no cérebro. Em alguns momentos do dia, os efeitos positivos do medicamento muitas vezes passam, e os sintomas podem reaparecer. Nesse caso, seu médico necessita mudar: O tipo de medicamento; A dose; O tempo entre as doses; A forma como os medicamentos são tomados.

Trabalhe de perto com seus médicos e terapeutas para ajustar o programa de tratamento. Nunca mude ou suspenda nenhum medicamento sem consultar seu médico.” (Transcrito de Wikipédia).

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Sementes da mucunã

Mucunã – Algum dia, quem já foi obrigado a se alimentar apenas com a “babinha” do tucum – um pequeno coco existente em grande quantidade nas regiões o Norte/Nordeste -, sabe das dificuldades que encontra quem já viveu na roça na época da seca. Na seca, cobra verde e camaleão (iguana) mudam de cor. Tudo fica muito difícil.

Agora mesmo, São Paulo enfrenta sério problema de desabastecimento (que é muito mais por incompetência administrativa, que por fatores climáticos) de água potável. Uma casa não é uma casa quando não tem água. Comida, banho, roupa lavada, sede. Tudo depende de água. Com certeza, agora, quem nasceu ou mora em São Paulo passe a entender os retirantes nordestinos.

No Ceará, nos idos dos anos 50 – nós já estávamos neste planeta – os que ali moravam enfrentaram uma seca devastadora. Era tão triste que dói até a lembrança. Perder animais, perder lavoura, perder quase tudo.

E – descendentes da união de negros com índios – aprendemos a conviver com algumas das regras que a natureza nos impôs. É gratificante quando alguém descobre a direção do vento e, melhor ainda, quando aprende para onde ele vai. E foi na seca, na necessidade total, que aprendemos a descobrir água. Conhecemos o cipó da mucunã. Dentro daquele cipó, feio, retorcido, está o líquido da vida. Com certeza, alguém que não conhecemos nem alcançamos colocou água ali dentro, da mesma forma e usando o mesmo manancial que enche o coco.

Mucunã é um gênero botânico pertencente à família Fabaceae. Planta indicada no tratamento da doença de Parkinson, da impotência sexual e como anabólico. Ajudando na perda de peso.

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Cipó da mucunã

Propriedades medicinais da Mucuna pruriens – Planta proveniente da Índia, reconhecida pelas suas propriedades afrodisíacas, estimula também a deposição de proteínas nos músculos e aumenta a força e a massa muscular. Aumenta os níveis de L-dopa, um inibidor da somatostatina. O seu extrato é também conhecido por estimular o estado de alerta e melhorar a coordenação.

Indicações/benefícios – Doença de Parkinson (contém L-dopa natural). Impotência e disfunção erétil. Como afrodisíaco e para aumentar a testosterona. Como anabólico e androgênio, fortalecendo os músculos e ajudando a estimular o hormônio do crescimento. Ajudando na perda de peso.

A ayurveda é sem dúvida o sistema mais antigo de medicina no mundo – e a única medicina tradicional para estar baseada em princípios científicos. O uso da erva M. pruriens na medicina ayurvédica vem de épocas de mais de 4.500 anos atrás. M. pruriens tem um perfil bioquímico fascinante, contendo uma grande quantidade de ingredientes ativos, como nicotina, serotonina e L-dopa (ou dihidroxifenilalanina) – o precursor principal do neurotransmissor dopamina, isolado por cientistas índios em 1936.

Quando a dopamina produzida pelos neurônios é afetada pela doença de Parkinson, resulta em tremores incontroláveis, rigidez dos músculos, dificuldades para falar, escrever e se equilibrar e lentidão de movimentos. A deficiência subclínica de dopamina é responsável pelo sentimento de depressão e falta de desejo sexual. A dopamina é considerada o neurotransmissor “feelgood”, produzido pelo cérebro quando se quer “estar contente” ou dar ao corpo uma “recompensa”. É também um intermediário na produção de norepineprina (ou noradrenalina, o neurotransmissor que nos desperta do sono) e é efetivo a estimular a produção do hormônio de crescimento (HgH).

Em um estudo comparativo com animal na doença de Parkinson, na qual quantidades iguais de princípio ativo eram usadas, o extrato de Mucuna pruriens mostrou ser duas a três vezes mais efetivo que o L-dopa sintético. Isso sugere que seja o perfil bioquímico da erva como um todo, e não só o princípio ativo, que é responsável por aumentar sua efetividade significativamente tratando sintomas da doença. Estudos humanos também mostraram benefícios neurológicos importantes para M. pruriens, ao contrário do L-dopa sintético – tolerância excelente e quase nenhum efeito colateral.

É provável que quando se toma um extrato da erva juntamente com tribulus terrestris aumenta-se a quantidade de L-dopa que alcança o cérebro. Tribulus contém um inibidor moderado de monoamina oxidase, uma enzima degradante da dopamina. Este modo natural de melhorar os efeitos de M. pruriens foi reconhecido por médicos ayurvédicos durante mais de 1.000 anos.

O extrato padronizado de Mucuna pruriens estimula a secreção de hormônio do crescimento (HgH) pela glândula pituitária. O hormônio do crescimento é indubitavelmente o hormônio antienvelhecimento mais poderoso: encoraja a massa muscular e desencoraja a gordura de corpo, melhora a força e nivela a energia, aumenta o senso de bem-estar e tem uma influência positiva em muitos outros aspectos de saúde. M. pruriens também é usado na medicina ayurvédica para restabelecer a libido (junto com tribulus terrestris); aumentar os níveis de testosterona (como mostrado em um estudo controlado) e dopamina; em casos de esterilidade masculina e feminina (aumentando a contagem de esperma e encorajando a ovulação); melhorar a agilidade mental, a coordenação motora e tratar condições de apatia.

Estudos farmacológicos mostraram sua utilidade como estimulante de SNC, anti-hipertensivo, estimulante sexual e mais.

Efeitos colaterais: doses elevadas de Mucuna pruriens podem causar superestimulação, aumento da temperatura corpórea e insônia.

Contraindicações: a semente pode causar problemas de nascimento e estimular a atividade uterina. Deve ser evitado por mulheres durante a gravidez.

Mucuna pruriens mostrou ter a habilidade de reduzir o açúcar do sangue. Aqueles com hipoglicemia ou diabetes devem usar somente sob supervisão médica. Mucuna pruriens possui atividade androgênica, aumentando os níveis de testosterona; pessoas com síndromes andrógenas excessivas devem evitar o uso. Mucuna pruriens inibe a prolactina.

Caso você tenha uma condição médica resultando em níveis inadequados de prolactina no corpo, não use a menos que sob supervisão médica. A semente contém alta quantidade de L-dopa. Levodopa é o medicamento usado para tratar doença de Parkinson.

Pessoas com doença de Parkinson devem apenas usar sob supervisão médica ou de um terapeuta. Dose recomendada: 400 mg uma vez ao dia ou em doses divididas, duas vezes ao dia, ou conforme recomendação médica. Cada 400 mg deve conter em média 15% de L-dopa padronizado. Fonte: Renata Dias (texto adaptado)

ATENÇÃO – Não temos nenhuma pretensão de induzir alguém a recorrer ao uso da “mucunã” para fins terapêuticos. Somos apenas um Jornalista que, depois de pesquisar, resolveu produzir uma matéria e sugerir alguma alternativa para minimizar a devastadora atuação do Mal de Parkinson no corpo humano.

A primeira alternativa de quem se interessar pelo assunto, é recorrer a um médico, especialista da área, capaz de descobrir o “mal”, e orientar o paciente no tratamento. Mas, a mucunã não deixa de ser “mais uma” alternativa.


O AMOR, CANTADO EM VERSOS E FEITO EM PEDAÇOS

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É na solidão que a reflexão atinge a razão

“Amar é tão bom, tão bom, tão bom…” diz parte da letra de uma música que não sei quem compôs e muito menos lembro quem canta.

Mas, o “amor”, todos nós já compusemos, cantamos, e fizemos.

Um quadro o pintor pinta. E pinta com amor.

O amor (sexo) todos fazem, mas deveriam faze-lo apenas com, e por amor. Fora disso, é perversão. Não é amor. É trepar, ainda que se fique por baixo.

No amor não cabe a mentira. Mentira tipo: “… eu amo o que faço!”

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“As rosas apenas exalam, o perfume que roubam de ti”

Assim, hoje, quando você estiver fazendo o amor, lembre-se que isso é algo importante. E, não faça do “votar” uma obrigação, uma “trepada”. Ame votar. Vote por amor, pelo menos aos seus e ao futuro deles.

Não ponha o seu sêmen na urna. Ponha a sua pétala, para depois não ter que se arrepender e passar o resto da vida pagando pensão alimentícia. Um voto é um filho. Ame-o. Respeite-o. Incentive-o, mas continue cobrando-o.

Depois, na boquinha da noite, quando a intensidade do seu amor tiver sido computada e medida, arme a rede na latada ou na varanda e, viva o amor, ainda que nele exista muita saudade.

* * *

Torturas de AmorWaldick Soriano

Hoje que a noite está calma
E que minh’alma esperava por ti
Apareceste afinal
Torturando este ser que te adora
Volta fica comigo
Só mais uma noite
Quero viver junto a ti
Volta meu amor
Fica comigo não me desprezes
A noite é nossa
E o meu amor pertence a ti
Hoje eu quero paz
Quero ternura em nossas vidas
Quero viver por toda vida
Pensando em ti


VOTE! COLOQUE O SEU TIJOLO NA CONSTRUÇÃO DO QUE NÃO É MAIS SEU!

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Enquanto ela tira, você bota o seu voto

Domingo vem aí. Domingo, 26 de outubro, é dia de eleição para Presidente da República, em segundo turno. Não vou te pedir votos, tampouco te sugerir, porque nunca aceitei que alguém me pedisse isso e também nunca aceitei sugestão. Até porque, pode existir alguém tão crítico quanto eu. Mas, mais crítico que eu, com certeza não existe. E, analisando os dois, o mais inteligente é seguir o conselho do Papa Berto: votar contra, ainda que seja contra os dois.

E eu sei votar. Se você não sabe, é um problema seu. O seu voto é importante, mas apenas em conjunto com os demais. Isoladamente, o seu voto vale tanto quanto o peido de uma vaca. Da mesma forma que o meu, que nunca elegeu nem “deselegeu” ninguém. Não elege nem ajuda a derrotar ninguém. Como diria minha falecida avó: “não fede, nem cheira”.

Assim, vote. Vote consciente e ajude a construir – se não para você, pelo menos para os seus – algo diferente do que aí está. E, entretanto, tenha consciência de que, num período de quatro anos ninguém jamais conseguirá mudar para melhor (para pior, quase todos conseguem) alguma coisa.

Espie essa moçoila aí de cima, fazendo a propaganda do 45. 45 é Aécio e, no jogo do Paratodos, é cavalo. Repito: é cavalo. Não é burro. Burro é 12, beirando o 13!

Você votaria nela, no que ela quer mostrar antes de… votar também, ou votaria na cãodidato dela?

É, a minha avó garante que, quem cheira pra comer é o cão. Mas também tem cão que come sem cheirar… e acaba se dando mal.

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Ela vai pular, antes de votar. Não vote para depois ter que pular

Votei pela primeira vez em 1960. Votei em Jânio da Silva Quadros. Votei em Jânio porque o outro adversário era Henrique Teixeira Lott, militar. Provavelmente por isso eu tenha votado em Jânio. Em agosto de 1961 – mesmo ano que assumiu – Jânio renunciou movido por “forças estranhas”. Assumiu o vice, João Goulart. Depois do João Goulart, se você estudou, sabe perfeitamente o que aconteceu. Se não sabe, é melhor ir plantar batatas.

Três anos depois, sem ter Lott eleito pelo voto, os militares assumiram o País, tendo o cearense Humberto de Alencar Castello Branco, nascido em Messejana, à frente do Golpe Militar – que em nada diferencia desses 12 anos que o País está sob o comando do PT. Não me lembro que o regime de exceção tenha desmoralizado tanto o Brasil como está fazendo o PT, “democraticamente”!

Agora, aqui, não seremos nós a pedir que você não vote no PT. O voto é seu e eu não me dou o direito de direciona-lo. Também não pediremos para você votar no PSDB. Você tem o direito de aprender errando. Mas assuma as consequências.

Depois, não se sinta com o direito de ir para as ruas reclamar de alguma coisa.

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“Fiquei véia votano e não vi miora nenhuma!”


SALÁRIO MÍNIMO: R$ 724,00 – SALÁRIO RECLUSÃO: R$ 789,30

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Verdadeiro “trabalhador” brasileiro

Januário Raimundo da Silveira, nascido lá pelos idos dos anos 50 – mais precisamente, 1956 – era um negro alto, longilíneo e forte o que contrastava com a estatura baixa e atarracada do pai, Manoel Raimundo e com a da mãe, de estatura mediana, Eleonora das Mercês, que virou da Silva no correr dos dias.

Januário foi criado na roça e só da roça conseguia tirar o alimento para si e para a prole que cresceu demasiadamente antes do advento e do domínio da televisão nos lares brasileiros. Januário e Eleonora, carinhosamente apelidada de Dona Lelé brincavam muito na rede, depois que a primeira ninhada adormecia. O resultado sempre surgia no raiar dos nove meses.

Homem de atitudes retas, Januário fazia questão de manter sempre limpas as suas mais de duzentas linhas de roça – vez por outra recebia a ajuda de alguns meninos, principalmente Eduardo, por ali apelidado de Dudu. Dudu de Lelé, como era realmente conhecido. Na roça era fácil encontrar o jerimum caboclo, a macaxeira ciolina e uma plantação programada de quiabo e maxixe que permitia colher para comer todos os dias.

Durante o dia, trabalhando na limpeza da roça, às vezes Januário parecia um espantalho. Se abrisse os braços, nenhuma ave se atreveria de tentar comer o milho já virado para a secagem. O espantalho algumas vezes provocava risos em quem o visitava na roça.

Januário sempre teve apenas duas calças para vestir: a do trabalho na roça, que fazia questão que fosse marrom para parecer menos suja e a do passeio, que costumava vestir nos domingos de missa na igreja matriz da sede municipal.

Por isso, o “espantalho” era vestido apenas na parte superior e ainda assim aproveitando camisas em frangalhos que Dona Lelé remancheava e a deixava igual a uma colcha de retalhos. Inteligente por natureza, Januário plantava milho e maniva de mandioca no entorno do espantalho para que ninguém descobrisse que o dito cujo estava nu e mostrando as partes pudentas – na verdade, gravetos de marmeleiro amarrados com ramos de maracujá.

Januário trabalhava tanto e se entretia em demasia que, vez por outra esquecia até que anoitecera. E, quando se dava conta, apenas punha a enxada no ombro magro e pegava o caminho de volta para casa. Em casa, Lelé separava sempre uma tirrina ou uma cuia d´água para o asseio do marido.

Asseio pós-sexo era um luxo ou uma preocupação que Januário e Lelé desconheciam. Mas, como nenhum dos dois conhecia outro parceiro de saliência (“saliência”, no Maranhão, é a mesma coisa que fazer sexo, copular, trepar, foder, nhanhar), Lelé postergava o banho apenas para a manhã seguinte, quando dava uns mergulhos no açude onde apanhava água para a labuta do dia-a-dia. Certamente que, por isso, nos dias férteis, cada nhanada era uma prenhez.

E foi nesse ambiente simples de trabalho na roça, com o tempo dividido entre o roçado, a casa e as missas dominicais que os meninos de Januário e Lelé chegaram à adolescência. Os três mais velhos chegavam aos 22, 20 e 18 e começaram a tomar banho depois do cansativo dia de trabalho na roça e descobriram, também, que o pai não proibia que eles “dessem uma volta”, até porque era mais uma folguinha para Januário e Lelé fazerem saliência na rede tijubana.

Foi nesses passeios que os jovens descobriram, em casas de amigos, que existia na cidade grande uma tal de televisão. E, na televisão, descobriram também que o mundo real era algo além daquele que eles conheciam – onde faziam parte apenas a roça, os pais, o banho de açude e a jumentinha que acabaram descobrindo nas traquinagens das idas para o banho.

Donato, o mais velho, ali conhecido como Nato de Lelé, passou a ver televisão com mais frequência e acabou vendo e aprendendo além daquilo que pretendia. Conseguiu descobrir que existe um tal “Governo Federal” e que é esse quem tem a responsabilidade de promover mudanças e realizações que, férteis e responsáveis, podem ajudar os menos favorecidos. Ou, como se diz nos dias atuais: os excluídos da sociedade.

Certa noite, Nato conseguiu acompanhar o noticiário nacional. Viu de olhos arregalados um jovem na mesma idade que a sua, ser preso e algemado e, em vez de aborrecido, abrir largo sorriso com se estivesse sendo premiado por algum malfeito. Foi assim que Nato entendeu. O jovem estava alegre por estar sendo conduzido preso.

- Esse daí acabou de arranjar um bom emprego – disse Zeca, que vivia criticando as políticas sociais do Governo Federal.

- Como assim? – indagou Nato a Zeca.

- É que, agora, preso, ele vai receber um tal de “Auxílio-reclusão”, no valor de R$789,30 que o Governo Federal paga para quem comete essas besteiras. É muito maior que o Salário mínimo, de R$724,00 que um trabalhador ganha por mês, enfrentando todo tipo de dificuldade na vida.

- E o que foi que ele fez pra merecer isso? – indagou Nato.

- Qualquer um que mata, rouba, assalta e é preso, recebe esse dinheiro, garantiu Zeca.

- E ele vai trabalhar na cadeia pra receber esse dinheiro? – continuou perguntando Nato.

- Não vai fazer nada. E ainda tem roupa lavada, comida, sombra e água fresca, além de visita íntima para nhanhar de vez em quando. Isso sem precisar entrar na fila dos hospitais do INSS quando precisar de médico. Concluiu Zeca.

Confuso, Nato lembrou que se entretera além da conta e resolveu voltar para casa. De manhã, entre uma carpinada e outra, criava coragem para falar para o pai a decisão que tomara. Criou coragem e resolveu falar:

- Pai, essa vida aqui não dá pra mim. Eu vou embora pra cidade!

- Você acha que está na hora de ir, filho, vá. Vá e procure estudar. Procure ser gente e levar uma vida diferente dessa que nos mata aqui na roça. Nos mata de trabalhar e de não ter direito a nada além do que plantamos e cultivamos aqui.

- Vou sim pai. Vou ganhar o “Auxílio-reclusão”!

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Preso tem a mesma reação de quem ganhou na Mega Sena

“O auxílio-reclusão é um benefício previdenciário no Brasil pago pelo INSS aos dependentes do segurado recolhido à prisão, desde que ele não receba salário ou aposentadoria.

Descrição – O auxílio-reclusão foi instituído pela lei n° 8.213, de 24 de junho de 1991. É concedido apenas se o requerente (preso em regime fechado ou semiaberto) comprovar sua condição de segurado, ou seja, desde que tenha exercido atividade remunerada que o enquadre como contribuinte obrigatório da previdência social. Entre 2003 e 2009, o valor do teto do auxílio passou de R$ 560,81 a R$ 789,30, um reajuste portanto de 25%. (Atualizado de acordo com a Portaria Interministerial nº 02, de 06 de janeiro de 2012) O detento pode, no entanto, trabalhar na prisão e contribuir como segurado do tipo “contribuinte individual” sem tirar dos dependentes o direito ao auxílio-reclusão. O valor é dividido entre os beneficiários — cônjuge ou companheira (o), filhos menores de 21 anos ou inválidos, pais ou irmãos não-emancipados menores de 21 anos ou inválidos — e não varia conforme o número de dependentes do preso. Se falecer, o benefício se converterá automaticamente em pensão por morte.

O dependente deve comprovar trimestralmente a condição de presidiário do segurado. Se houver fuga, o benefício será suspenso e somente restabelecido se, quando da recaptura, o segurado ainda tiver vínculo com o INSS (manutenção da qualidade de segurado). O auxílio-reclusão é pago para os dependentes do segurado que ganhava, antes da prisão, até 810 reais (valor de 2010). Outra exigência é que o preso não esteja recebendo remuneração de empresa, auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço.” – Transcrito do Wikipédia.


DOCE DE MAMÃO VERDE

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Mamão, a matéria prima da riqueza de Brucilose

Zé de Rita, mais conhecido pelo apelido de “Brucilose” (uma corruptela de “Brucelose”) era um morador do hoje povoado “Presidanta” parte do Município de Cafundós do Judas, uma grande área produtora do Estado Brasiléia, região Nordeste do País das Antas.

Arquiteto de uma família numerosa, Brucilose começou a enfrentar problemas ainda na tenra idade, quando o pai, Mané de Rita descobriu uma boa fórmula para ganhar dinheiro naquelas lonjuras todas. Era um reconhecido criador de porcos, dada a facilidade que encontrou para “trabaiá com lavage” – principal alimento dos bacurins que criava de meia com Quincas Albano, o dono das terras.

Foi nessa vida que Zé de Rita contraiu a doença crônica brucelose, depois de comer despudoradamente um cozido do barrão que estava infestado de “caroço”:

- Eu fiquei doente, mas nunca vou dispensar um cozido de porco com mamão verde! Garantia Zé de Rita.

E foi a brucelose que matou Mané de Rita. Mas, até mesmo para não se separar das origens, Zé de Rita manteve os costumes e as atividades quase tradicionais da família.

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Doce de mamão verde: a delícia que deu vida à Brucelose

Foi com o falecido pai Mané de Rita, que Brucilose aprendeu que, “carregado de açúcar, até o rabo do jumento é doce.” Brucilose retirou o jumento da sua vida, mas resolveu continuar adoçando a vida dos outros. Virou fabricante de doce e, quando o negócio estava “bombando” incluiu a batata doce como mais um elemento na culinária das sobremesas.

Brucilose, antes, investiu no plantio do mamão, matéria prima da sua atividade. Investiu, também, na oferta de emprego para os vizinhos e manteve guardada a sete chaves a fórmula de fabricar doce tão gosto.

Satisfeito com a mudança de vida e o adjutoro que proporcionava às pessoas da família e pobres do povoado, com a garantia do emprego de doceiros, Brucilose investiu na terra. Comprou mais alguns hectares de terra e plantou mamão com empréstimo e assistência técnica conseguida junto ao Banco do Nordeste.

Algumas famílias também progrediram. Jovens que trabalhavam como doceiros deixaram de andar a pé e compraram bicicletas. Comprar bermudas e roupas de grife – “evoluíram” por assim dizer como fazem alguns aproveitadores de ocasião. E outros até resolveram estudar durante a noite.

Tudo ia de vento em popa, quando a televisão do lugar anunciou a criação de um programa social do Governo Federal, chamado de “Bolsa Família”!

As vantagens mostradas – em troca apenas de um votinho de nada, que não arrancava pedaço algum! – levaram os então doceiros de “Presidanta” à loucura, e todos acharam que, “era muito mió ficá nim casa fabricano menino, que andá aquelas léguas todas prumode trabaiá cuma doceiro pra Brucilose”. Ora se não era!

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Batata doce – outro elemento usado no fabrico de doce e salgados

Os doceiros começaram a faltar ao trabalho e, mais afoitos, outros resolveram pedir demissão. A indústria doceira de Brucilose começou a enfrentar dias azedos e amargos. Sem colheita, o mamão começou a amadurecer e a causar prejuízos. A batata doce, também incluída como inovação na fábrica, perdia a sua importância.

- Ninguém qué mais trabaiá, quessa miséra de Bolsa Famía!

Sem produção, porque sem operários, Brucilose fechou a fábrica de embalagens e passou a enfrentar dificuldades para pagar as encomendas de açúcar. Já não investia mais na propaganda do “melhor doce de mamão” das redondezas. O item mais consumido como guloseima em Presidanta. A sobremesa fazia a festa na merenda escolar das crianças com a preferência da meninada pela coxinha de frango com batata doce. Sem condição (e produção) para atender a demanda, Brucilose implorou para encerrar a parceria, pois não queria fazer parte da lista negra dos maus fornecedores. Caminhava célere para a lista negra dos maus pagadores.

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Coxinha de frango com batata doce

Ontem pela manhã recebemos um telefonema. O mesmo garantia que, vendo uma área enorme de plantação de mamão sendo invadida pelos animais, com uma dívida enorme no pagamento do açúcar e alguns ex-empregados cobrando indenização trabalhista na Justiça, Brucilose resolveu dar um tiro no ouvido. Suicidou-se e acabou o que era doce.

No velório, assistido pelos poucos familiares – que tomavam café amargo porque até o açúcar acabara – a viúva distribuía uma carta deixada por Brucilose, onde se lia:

“Eu acreditei num gunverno safado. Medividei, dei imprego, trabaiei pelo lugá Presidanta, e acabei derrotado pelo Bolsa Famía, que num disinvolve nada e só incina hômi e muié a fazê fio”. Ficaro escravo atraveis dum votim mixuruca! Trabaiá eles num queri mais!”


30 DE ABRIL – UM BELO ANIVERSÁRIO

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Mimosa e os filhotes

De uns dias para cá, os tempos mudaram muito. Cada dia parece ter apenas 10 horas. Tudo é muito dinâmico, tudo passa rápido. Isso sem contar a mudança repentina de valores. O que era certo ontem, hoje já está errado.

Hoje, programado e defendido pelos comerciantes, no Brasil se faz reverência às crianças. É o dia das crianças. É, comercialmente, o dia de criança ganhar presentes. Antes, os próprios pais fabricavam os presentes para os filhos. Hoje, infelizmente, precisam comprar.

E isso nos leva ao passado. Antes, o pai comprava um pião ou uma bola de borracha para o filho, ou, ainda, uma boneca ou um coelhinho para a filha.

Pais mais abastados compravam cavalos pôneis. Pavões, coelhos, tartarugas e outros até aumentavam as coleções de formigas ou de minhocas dos filhos que se divertiam por demais.

Nós tínhamos exatos 11 anos, quando ganhamos da minha madrinha, em vez de um carro, uma bicicleta ou um pião, uma porca. Sim, uma porquinha. Leitoa para outros. Para nós, uma bacurinha. Linda, gordinha, cheirosa que só. Até roubamos do irmão caçula uma mamadeira, e passamos a dar-lhe leite de cabra todos os dias.

Um animal tão fofo e tão querido como aquele não podia ficar sem nome. Não podia ser apenas um animal. Dias depois, sem que nem que nos lembremos como, descobrimos que o “porquinho” era, na verdade, uma “porquinha”. Tinha que ter nome e, logo foi batizada de Mimosa, fazendo jus à beleza suína. E assim foi. Assim ficou e assim cresceu.

Durante meses e até anos, por ser muito querida, Mimosa dividia o catre conosco. Também nos cabiam algumas larvas e micróbios naturais àquela espécie de animal doméstico.

Certo dia, quando meu avô Genaro saiu cedo de casa fumando o seu cachimbo em direção ao mato – e nós também já havíamos levantado, pois dormir até tarde na roça é algo impossível – observamos que Mimosa o seguiu. Seguia lépida, quase correndo. Os dois demoraram bastante para voltar.

Foi só depois que vovô Genaro voltou com o cachimbo apagado, que percebemos e entendemos o que fora fazer. Cagar. Cagar no mato, uma das coisas mais gostosas que existem na vida dos humanos, principalmente dos que desfrutam do prazer de morar na roça.

Mimosa já não serelepeava tanto quando na ida. Parecia um pouco mais pesada. Provavelmente com a barriga mais cheia. Deixou perceber que tinha comido algo fora da sua lavagem comum. Comera merda. Comera a bosta que o vovô Genaro cagara. E, como não é novidade para ninguém, porco doméstico e galinha nunca dispensaram uma merdinha. Principalmente fresca e quente.

- A partir de hoje, você procure outro lugar para dormir! Dissemos.

Como que confirmando que entendera, Mimosa abaixou a cabeça e saiu dali. Deve ter ido procurar “palitar os dentes”!

Apesar disso, Mimosa continuou querida e merecendo a mesma lavagem de sempre e a merda parecia não ser mais um alimento para ela. Apenas, talvez, uma sobremesa.

Certo dia, quando Mimosa vagabundeava nos arredores da casa, todos escutaram uns roncos de desespero misturados aos grunhidos de prazer. Aparecera um “barrão” com aqueles culhões enormes e, em desespero, tirava a virgindade de Mimosa. Estava a caminho uma prenhez.

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Torresmos – as maravilhas deixadas por Mimosa

Meses depois e no período certo, Mimosa aumentou a comunidade. Nasceram onze bacurins, cada um mais fofo que o outro, despertando o interesse dos moradores vizinhos. Alguns propuseram trocar um bacurim por um cabrito; outro por um casal de patos; outros ofereciam sacos e mais sacos de crueras para garantir a alimentação da parida e dos filhotes, e outros até chegaram a oferecer um bom dinheiro por cada um dos filhotes.

Mimosa virou estrela da noite para o dia. Era o animal mais querido da casa e o que mais privilégios recebia. Quase todos ficaram despercebidos do crescimento de Mimosa depois da prenhez. Antes, com aproximadamente 25 quilos, depois da barrigada passou dos 35, facilmente.

Mimosa virou assunto. A leitoa mais famosa das paragens – joia rara do Zé de Genaro. E Mimosa continuava crescendo e crescendo. Chegou rápido aos 50 quilos e começou a ter dificuldades para levantar e andar. Correr, era coisa do passado. Já não corria mais.

Eis que Doca de Genaro chamou a atenção dos de casa para a folhinha. O calendário que marcava o dia do mês e da semana. 25 de abril. Doca de Genaro lembrou que as galinhas já não punham tanto como nos meses anteriores e o dia 30 de abril se aproximava. Aniversário do Zé de Genaro.

- Meu véi, o seu netim vai niversariá. Num temos uma galinha que preste prumode a gente fazer o dicumê que ele merece. Por causa de que a gente num mata essa porca?!

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Tripinhas de Mimosa – uma delícia

Vovô Genaro cofiava os bigodes enquanto pensava encontrar uma resposta que convencesse a véia. Os bacurins tavam muito novim ainda, com pouco mais de um mês de nascidos… mas, sabe que Doca de Genaro tinha razão e acabou ganhando uma resposta positiva.

- Então véia, vamu matá a bicha, ora!

E chegou o dia 29 de abril, um sábado no calendário. Genaro foi ao comércio mais próximo comprar uma lata grande para ferver a água. Voltou alegre porque, só de boas encomendas, havia vendido 10 quilos de carne e 4 de toucinho. A fussura e o fato seriam comidos em casa durante a semana temperando o feijão de corda.

Por volta das 15 horas Genaro fez as trempes, atiçou lenha e botou água para a fervura. Pegou um surrão velho e esticou no chão, aonde colocou também uma faca peixeira e uma bacia de alumínio para aparar a sangria.

Pouco distante dali, a situação era diferente. Cansada, deitada e espiando para o que acontecia – os filhotes, alguns ao seu derredor e outros afastados comendo bagos de caju, não davam muita atenção, pois não entendiam nada.

- Meu Deus! O que é que está acontecendo? Perguntava Mimosa para si própria e numa linguagem que só ela entendia.

- Pra que aquela água fervendo e pra que aquela faca e ainda mais aquele machado?

Genaro, verificando se estava tudo realmente preparado, conferiu o que precisaria. Sobre outro surrão velho colocaria as vísceras, os quatro pés e a cabeça. Tudo pronto!

Genaro caminhou na direção de Mimosa que, aflita, coitada, o fitou como se entendesse o que aconteceria. Com muito esforço Genaro conseguiu levantar Mimosa e a conduzia para o surrão onde seria abatida. Nisso, incompreensivelmente, os bacurins soltavam grunhidos desesperados, como se tivessem compreendido, também, o que aconteceria.

- Meu Deus, o que vai acontecer comigo? Indagava Mimosa para si mesma.

Com uma pancada só, bastante forte com a cabeça do machado, Genaro abatera Mimosa e se apressara para a sangria. Foi quando percebeu que, do olho esquerdo de Mimosa escorriam lágrimas.

- Égua véia, a bicha tá é chorano! Disse Genaro…

- Ela tá chorano com pena dos fiinhos que vai dexá! Cum certeza!

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Costeletas de Mimosa – nunca existiu carne mais gostosa


O BRILHANTE SEXTAVADO E A FÉ

Ao contrário do que se lê, se sabe, e se tem conhecimento (equivocado), o “Brilhante” em si, não é um minério, tampouco uma pedra preciosa. Brilhante é um estilo de lapidação criado no fim do século XVII e usado em todo o mundo para diversas gemas. Como é empregado principalmente na lapidação do diamante, o termo é usado frequente, mas impropriamente, como sinônimo de diamante. Segundo o Guiness Book (edição de 1995), o menor brilhante do mundo foi lapidado em 1985 em Amsterdã (Holanda), pela empresa D. Drukker & Zn NV. Ele tem 0,000.102 quilate e mede 0,22 mm de diâmetro.dmt

Mas, nunca houve e jamais haverá minério mais brilhante e mais misterioso que a esperança e a Fé – o algo que consegue manter intactos e incólumes os milagres da vida e da morte.

I
A luta diária para ganhar o sustento da família, acordando e levantando quando a claridade do dia ainda não chegara, fazia de Jerônimo mais um herói. E nem era do sertão. Era da cidade mesmo. A família – composta de cinco membros – contava com a exclusividade do trabalho braçal dele. A mulher, Graça, cuidava da casa e da família, enquanto os três filhos próximos da adolescência, tinham naquelas paragens o privilégio de poderem estudar.

A vida simples e sem muita diversão compunha uma das tradicionais famílias de Cascatinha, a cidade. Ali o casal chegou nos meados dos anos 70, vindo do Norte, tangido pelas necessidades. Era chegada a hora de tentar vida melhor noutro local.

Jerônimo entendeu que precisava lutar ainda mais, quando os três filhos nasceram. Começou a frequentar uma auto-escola e aprendeu a dirigir. Garantida a prática, resolveu se aperfeiçoar e aprender a dirigir caminhões. Dessa forma poderia tentar algo melhor e até trabalhar naquela grande empreiteira que acabara de ganhar a concorrência para construir a hidrelétrica que garantiria água e energia para a cidade e povoados das redondezas. Não demorou muito e conseguiu o objetivo.

Algo estranho parecia acompanhar a vida de Jerônimo. No mesmo dia que começou a trabalhar na construtora, a mulher, Graça, começou a sentir dores estranhas por todo o corpo, acompanhadas de tonturas que a levaram a vômitos e a uma taquicardia. Menos mal que a construtora lhe garantia um Plano de Saúde sem carência. No dia seguinte, Graça procurou um médico. Aquele simples mal-estar avisava que existia algo mais grave. O médico atendente, após exames preliminares, a encaminhou a um especialista que, da mesma forma, prescreveu exames específicos e detalhados. O resultado mostrou linfoma raro e em estágio avançado.

Para Jerônimo, era uma situação inaceitável. Quando tudo parecia se iniciar bem, um obstáculo. Enquanto o caminhão era carregado, Jerônimo percebeu a alguns metros dali, um brilho espelhado e diferente de tudo que já vira. Parecia um chamado. E era. Envolto numa redoma virtual, um brilhante, de onde partia uma voz que dizia:

- “… vem filho! Se aproxime sem medo. Não temas, pois estarei contigo, sempre!”

Jerônimo, incrédulo riu e, dando pouca importância, soltou um muxôxo e se afastou. Quando chegou em casa, de volta do trabalho, Graça jazia.

II
Dica de Mingote era uma moradora antiga de Cajueiro, povoado de um dos mais progressistas municípios cearenses. Numa casa de vários cômodos, viviam ela, o marido, um filho com a mulher e quatro netos. Quando todos saíram para o trabalho na roça, ela espiava as crianças e lhes dava desde comida até o carinho de avó.

Certo dia, quando Dica de Mingote ficara só com a neta Lulu, que adormecera sobre um surrão de palha deixado no chão, forrado com uns trapos, lembrou que precisava ordenhar a cabra Mimosa para garantir a alimentação da criança. No chiqueiro, tirando leite, lembrou que tinha esquecido a porta aberta. Lembrou, também, que o cachorro Pintado não estava tão saudável, principalmente devido a adiantada idade.

Inexplicavelmente, das laterais da vasilha que usava para receber o leite, percebeu fachos de luz tão fortes e incandescentes, como se aquilo significasse um aviso vindo dos céus. Parou a ordenha e se dirigiu para casa. No caminho encontrou o velho e cansado cachorro Pintado moribundo, ensanguentado e emitindo os últimos suspiros. Dentro de casa, um porco do mato feroz sangrava e acabara de morrer.

Sobre o surrão velho de palha, Lulu, a netinha continuava em sono tranquilo.

III
Jesuíno, com seus poucos mais de 11 anos fora “dado pela mãe” para que a avó o criasse, haja vista que, mãe solteira numa desventura, precisava trabalhar distante para sustentar a si própria, a mãe e o rebento.

Um dia, quando a escuridão da noite começava a chegar, a avó Dolores, que sofria de úlcera gástrica começou a sentir calafrios. Pediu ao neto para que corresse na única farmácia do povoado para comprar-lhe a medicação necessária para o alívio da dor, àquela altura insuportável.

Quando Jesuíno conseguiu chegar à farmácia, Dodô, o proprietário, arriava a segunda e última porta, encerrando o expediente daquele dia. Simplório, humilde até demais, Jesuíno pediu para ser atendido e encontrou dificuldades por partre de Dodô. Como Dodô conhecia a situação da idosa, resolveu atender o menino, mesmo constatando que o dinheiro que ele conduzia era insuficiente para o que pretendia comprar.

Muito mais para se ver livre do problema, atendeu a Jesuíno e o incentivou a ir o mais rápido possível, levando a medicação para a avó. Minutos depois que Jesuíno saíra, Dodô percebeu que lhe entregara o medicamento errado. Aquele remédio, em vez de aliviar as dores de Dolores, terminaria por matá-la por envenenamento.

- Deus, o que eu fiz? Oh, Senhor, perdoai-me!

Contrito Dodô ajoelhou-se e, de olhos fechados começou a rezar, na tentativa de mostrar ao Pai que não fizera por maldade. Fizera aquilo para tentar ajudar. Rezava com tanta fé, que esperava ser perdoado e compreendido por Deus.

Enquanto continuava rezando Dodô sentiu uma mãe suave lhe tocar um dos ombros. Era Jesuíno.

- Seu Dodô, me perdôe. Eu corri com tanta pressa, tentando chegar rápido em casa com o remédio, que acabei caindo e, na queda, o frasco quebrou e o remédio derramou todo. Sei que não tenho direito, mas o senhor poderia aviar outro frasco?

IV
Corria célere o mês de novembro e o final do ano não estava muito distante. Morando no povoado de Cataguazes, próximo de Timbaúba dos Abreu, Horácio e Lourdes viajavam para a cidade grande, onde permaneceriam em casa de parentes até que o primeiro filho nascesse – e o dia do acontecimento não estava tão distante.

O casal se prometeu que, aquela jóia que se aproximava para aumentar a família, em virtude das dificuldades que enfrentavam, era uma dádiva divina, o começo da perpetuação daquela família que pretendia ser reta.

Lourdes, devota ferrenha de Nossa Senhora da Conceição, a quem pedira proteção para a saúde e a chegada do filho, prometera a si mesma que tudo faria para o menino nascer saudável e, na vida, trilhar sempre pelo bom caminho e temente a Deus.

Na estrada, dirigindo um pequeno automóvel, o casal pretendia chegar na cidade grande antes do anoitecer. Horácio dirigia com o máximo de atenção. A poucos metros dali, na pista de rolamento da contramão, um caminhão de uma transportadora trafegava em velolcidade moderada e dentro do que a lei permitia. Repentinamente, na pista onde trafegava o caminhão, surgiram não se sabe de onde, dois bois. O motorista do caminhão, para evitar a colisão com os animais, passou para a outra pista, contramão para ele. Não houve tempo e espaço para que Horácio evitasse o choque frontal.

A batida foi tão violenta que o casal foi jogado para fora do veículo, morto. Na batida, a lataria do veículo conduzido por Horácio abriu um ferimento enorme no ventre de Lourdes, expondo-lhe as vísceras e o bebê dentro da placenta intocável.

Pessoas que estavam próximas do acidente ajudaram a salvar o bebê com vida, com os olhos reluzindo brilhantemente.

V
Durante a história deste mundo algumas pessoas desafiaram o Deus Vivo e Verdadeiro e tentavam negar a sua existência.

O Comandante do Titanic disse: “Nem Deus pode afundar este barco.”

John Lennon falou: “Nem Jesus Cristo é mais famoso que os Beatles”

Na história bíblica, um gigante chamado Golias, dos Filisteus, afrontou a Deus e zombou do jovem e pequenino Davi. Dizia:

“Sou eu algum cão?” “E o filisteu amaldiçoou a Davi pelos seus deuses.” ( I Sam. 17.49)

A resposta de Davi nos revela um homem de fé e segundo o coração de Deus: “Tu vens a mim com espada, porém eu venho a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel a quem tu tens afrontado. Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão e saberá toda esta congregação que o Senhor salva…” (I Samuel 17.45, 46 e 47)

Nada substitui a fé. Sem ela é impossível agradar a Deus. Ele é fiel. Ele honra e se agrada, fica muito feliz com a fé do seu querido.

VI
Um dia, em oração, um jovem pediu a Deus um emprego, e uma mulher que o amasse muito. No dia seguinte, abriu o jornal e tinha um anuncio de emprego.

Rápido ele se dirigiu ao endereço anunciado, viu uma fila muito grande e disse: eles são melhores do que eu, e foi embora.

No caminho, encontro um garoto lhe deu uma rosa. No ônibus ele, chateado, jogou a rosa fora. E, ao chegar em casa reclama com Deus.

É assim que me tratas? É assim que me amas? E vai dormir. Em sonho, Deus lhe diz:

O emprego era seu, mas você não confiou e desistiu antes mesmo de lutar; aquela rosa fui eu que te dei, inspirei aquela criança a te dar!!! O amor da sua vida estava sentado ao seu lado, em vez de você dar a rosa a ela, jogou fora.


NO CAGAR DOS PINTOS

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O caminho da água ao raiar do sol

A noite é algo que reconforta. Muitos trabalham durante noite, mas a maioria dorme o sono reparador. Noite com clima frio ajuda ainda mais o organismo se recompor. O frio do ar refrigerado fica distante do frio natural – falamos do frio suportável ao humano.

Depois de um dia de trabalho – com esforço físico – um bom banho garante um descanso. Dormir numa rede limpa e cheirosa com um lençol macio – de preferência, velho – e limpo, é o prêmio que qualquer homem da roça merece e quer.

Mas esse conforto e esse sono reparador da roça acabam quando o galo canta. E canta trazendo junto o avermelhado das nuvens pintando os céus anunciando que mais um dia está a caminho. É o dia que chega. Chega no cagar dos pintos.

As meninas, latas ou cabaças na cabeça, iniciam a reposição da água gasta. Potes são cheios, gamelas também – pois galinhas galos, pintos, patos e patas, perus e até o cachorro precisam beber.

No pote o coador, para que não passem os martelos e outras larvas. Dali se bebe, dali se cozinha – banho e roupas são tomados e lavadas fora de casa. Distante – na vazante do açude.

Tudo começa, repetimos, no cagar dos pintos. Ordenha de cabras e vacas, e feita manualmente, aonde a “tecnologia” ainda não chegou. Leite mugido aparado na caneca antes da mamada do cabrito ou do bezerro.

E o galo continua no seu có-có-ró-có!

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Galo Verdugo atiçando o gogó despertador

Nos centros urbanos o frege do transporte de massa reaviva o burburinho da cidade. Pais levam filhos às escolas e, aparentemente, um novo dia começa. E é assim mesmo. É a cidade grande.

Na fazenda ou na roça volta a rotina. Enxada no ombro para a carpina. Machado na mão para o corte e o rachar da lenha que vai garantir a panela no fogo. Foice nas mãos – a picada precisa ser aberta para a chegada do comboio que traz a mandioca para o início de mais uma farinhada.

Doca de Rosa levanta a cabeça e frange o cenho com um olhar piedoso para o bode que vai morrer para servir de almoço para os trabalhadores naquele primeiro dia de cerca de 40 em que todos das redondezas colherão a safra da mandioca para a farinhada. É assim. Sempre foi assim. Uma comunidade coletiva.

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Final do café se confunde com o início do almoço

O café acabou de ser servido e o almoço já está em andamento. Oitenta e quatro trabalhadores – todos familiares e quase todos parentes uns dos outros – dão um aspecto de quilombo na roça e na casa de farinha. Caititu, bolandeira puxada pelo boi, prensa, tudo funcionando. Gonçalo atiça fogo no forno da farinha, deixando-o no ponto – tem que ter maestria ou a farinha queima.

Fim do dia. Todos ao banho no açude, em fila indiana. No escurecer depois do banho cada um toma o seu rumo em direção a casa.

Noite. Rede e sono. E, novamente ao raiar do dia, a mesma rotina.

Tudo recomeça no cagar dos pintos.


A REVOLUÇÃO DOS BICHOS

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Capa do livro de George Orwell

Você leu o livro “A revolução dos bichos”, de autoria do escritor inglês George Orwell (na realidade, nascido Eric Arthur Blair, no dia 25 de junho de 1903 e falecido no dia 21 de janeiro de 1950), que começou a circular em alguns estados do sudeste brasileiro em fins da década de 60?

Não leu?

Pois perdeu uma excelente leitura. Mas ainda pode corrigir isso. Aproveite e leia, também, do mesmo autor, “1984”.

A revolução dos bichos” chegou para nós como uma inusitada parábola que tem como objetivo instigar o desânimo de uma sociedade sonolenta que não dá a mínima importância para as injustiças que lhe aprisiona ad eternum. Por isso, o livro “A revolução dos bichos” foi caçado como uma fera perigosa que, nos anos de chumbo, poderia incentivar levantes e servir de alicerce contra qualquer construção que incomodasse a ditadura vigente. Não foi diferente com “O capital”, de Karl Marx, esse sim, uma bíblia para qualquer levante social daquela época. E, hoje, está consumada a teoria de Marx levantada no livro.

Veja uma excelente análise postada como sinopse do livro: “De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos – expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História – mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.

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George Orwel (Eric Arthur Blair)

Na realidade, é algo atípico e de quem só pensa no poder, imaginar que George Orwell escreveria em 1945 o seu Animal Farm projetando algo que aconteceria no Brasil em 1964. Mas ditadura é ditadura e isso ficou como sendo uma grande verdade naquela época.

Ora, mas a inteligência humana é algo fantástico, divino. Frutos de ensino de qualidade, os estudantes daqueles tempos viviam numa sociedade diferente da atual e com ações e ideias e ideais distantes da hipocrisia de hoje.

Lembramos como se fosse agora: ainda não existia cópia xerox naqueles tempos. Todos queriam ler o livro, a grande novidade da época. Pegamos um caderno Avante, abrimos no meio e, nesse meio, colamos “A revolução dos bichos”. Todos lemos. Estávamos no terceiro ano científico, abrindo as portas para a universidade.

Pois sim. Não pretendemos aqui “pregar” nenhum levante social. Não cabe mais isso, e a juventude atual não passa de moscas-mortas, autômatos mais preocupados com consumos proibidos que com o próprio nariz ou com um futuro que pode até não ser para si, mas para os filhos e/ou netos.

Chega de seguir em fila indiana para o abatedouro. Faltam apenas 5 dias para o dia 5 de outubro de 2014. Aja. Procure agir acertadamente. Saia desse celeiro de palhas molhadas e transforme o cantar do galo ou o berro do bode e do carneiro no seu título de eleitor. Seja um carneiro, sim. Mas berre alto. Seja um galo, sim, mas cante alto. Mande à puta que pariu quem só te usa e só lembra de você nessa época – e de quem faz absoluta questão de controlar a ração de péssima qualidade, a água poluída e só a troca de quatro em quatro anos.

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Chegou a hora de resolver a parada – 5 de outubro

Quatro anos depois de escrever “A revolução dos bichos” (Animal Farm), George Orwell põe aos leitores ingleses o seu melhor entre todos os livros: Nineteen Eighty-Four.

1984

O mais famoso romance de George Orwell relata uma história que se passa no “futuro”, ano de 1984, na Inglaterra e a transformação da realidade é o tema principal da obra. Disfarçada de democracia, a Oceania vive um totalitarismo desde que o IngSoc (o Partido) chegou ao poder sob a regência do onipresente Grande Irmão (Big Brother).

O livro conta a história de Winston Smith, membro do partido externo, funcionário do Ministério da Verdade. A função dele era a de reescrever e alterar dados de acordo com o interesse do Partido. Se alguém pensasse diferente, cometia crimidéia (crime de idéia em novilíngua) e fatalmente seria capturado pela Polícia do Pensamento e era vaporizado. Desaparecia.

Smith representa o cidadão comum vigiado pelas teletelas e pelas diretrizes do Partido. Ele e todos os cidadãos sabiam que qualquer atitude suspeita poderia significar o fim. Os vizinhos e os próprios filhos eram incentivados a denunciar à Polícia do Pensamento quem cometesse crimidéia. Algo estava errado e para verbalizar seus sentimentos, atualizava seu diário usando o canto “cego” do apartamento. A primeira frase que escreve é: Abaixo o Big Brother!

A vida de repressão e medo nem sempre fora assim na Oceania. Antes da Terceira Guerra e do Partido chegar ao poder, ele desfrutava uma vida normal com os seus pais.

Ele tinha esperança na prole. Recorda-se dos “Dois minutos de ódio”, parte do dia em que todos os membros do partido se reúnem para ver propaganda enaltecendo as conquistas do Grande Irmão e, principalmente, direcionar o ódio contido contra os inimigos. Separou-se de sua esposa devido à sua devoção ao Partido. Ela seguia a determinação de que o sexo deveria ser apenas para procriação de novos cidadãos. O sexo como prazer era crime.

A mentira do Partido era a prova que Winston procurava para si. Havia algo podre na Oceania. Revoltado, escreve no seu diário que liberdade é poder escrever que dois mais dois são quatro. Não era bem-visto que membros do Partido frequentassem o bairro proletário.

Ao voltar ao antiquário, o proprietário tem uma surpresa para o curioso por antiguidades. Ao sair do antiquário, vê uma mulher que simula uma dor para desviar a atenção das teletelas e lhe passa um bilhete escrito: “Eu te amo”.

As normas do Partido deixavam claro que membros do Partido, principalmente dos sexos opostos, não deveriam se comunicar a não ser a respeito de trabalho. (Transcrito do Wikipédia).

Eric Arthur Blair (Motihari, Índia Britânica, 25 de Junho de 1903– Londres, 21 de Janeiro de 1950), mais conhecido pelo pseudônimo George Orwell, foi um escritor e jornalista inglês. Sua obra é marcada por uma inteligência perspicaz e bem-humorada, uma consciência profunda das injustiças sociais, uma intensa oposição ao totalitarismo e uma paixão pela clareza da escrita. Apontado como simpatizante da proposta anarquista e do socialismo não-autoritário, o escritor faz uma defesa da auto-gestão ou autonomismo. Orwell, faz uma forte critica ao socialismo autoritário e estalinista, que ele denunciou em obras como Homage to Catalonia e Animal Farm.

Considerado talvez o melhor cronista da cultura inglesa do século XX, Orwell se dedicou a escrever resenhas, ficção, artigos jornalísticos polêmicos, crítica literária e poesia. Ele é mais conhecido pelo romance distópicoNineteen Eighty-Four (1984) e pela novelasatíricaAnimal Farm (1945). Juntas, estas obras venderam mais cópias do que os dois livros mais vendidos de qualquer outro escritor do século XX. Outro livro de sua autoria, Homage to Catalonia (1938) – um relato de sua experiência como combatente voluntário no lado republicano da Guerra Civil Espanhola – também é altamente aclamado, assim como seus ensaios sobre política, literatura, linguagem e cultura. Em 2008, o The Times classificou-o em segundo lugar em uma lista de “Os 50 maiores escritores britânicos desde 1945″.

A influência de Orwell na cultura contemporânea, tanto popular quanto política, perdura até os dias de hoje. Vários neologismos criados por ele, assim como o termo orwelliano – palavra usada para definir qualquer prática social autoritária ou totalitária- já fazem parte do vernáculo popular. (Transcrito do Wikipédia).

E aí, finalmente chegamos ao Maranhão. O cu do mundo para alguns, e ainda o feudo do Sarney, um dos beneficiários seculares das capitanias hereditárias.

Entrou para o nosso febeapá, o dito popular de que, “um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”. Mentira. Cai sim. Numa cidade do Maranhão caiu três vezes. Como disse Padre Antônio Vieira num dos seus sermões: “no Maranhão até as nuvens mentem.”

Se não, vejamos. Desmembrado como território pertencente a Itapecuru-Mirim pela lei provincial 7, de 29 de abril de 1835, Rosário tornou-se vila através da Resolução de 19 de abril de 1833. No dia 6 de abril de 1915, pela lei estadual 654 transformou-se Município.

E o que tem isso com o que estamos pretendendo mostrar?

É que Rosário é um dos lugares onde o raio caiu mais de uma vez. Quando era Presidente da República o alagoano Fernando Collor de Melo, nos anos 80, ele próprio trazido pelo donatário Sarney, “inaugurou” a Metalman, uma aciaria destinada a produzir manganês para atender as demandas e carências brasileiras. Época pré-eleitoreira. Nunca a Metalman produziu uma grama desse metal. Foi o primeiro raio.

Anos depois, o então presidente Fernando Henrique Cardoso, acionaria com as próprias mãos o maquinário do Polo de Confecção de Rosário, “construído” a partir de uma parceria dos séquitos de Sarney com um fantasma coreano, que tomou Doril e deixou a cidade e a população comprometidas e endividadas junto ao Banco do Nordeste. Nunca produziu uma cueca.

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Agora, quando da reeleição de Roseana Sarney, a cúpula que aparece na foto acima “deu início” às obras da Refinaria Premium, a maior do Norte-Nordeste do Brasil. Todos conhecem o restante da estória.

Vamos identificar algumas pessoas na foto: o primeiro à esquerda – Sérgio Gabrielli (alguém “desconhece”?); ao lado, Bia Venâncio, ex-Prefeita de Paço do Lumiar, cassada por improbidade administrativa, condenada à prisão e que, nesse dia, provavelmente estaria de “tornozeleira eletrônica, entre Sérgio Gabrielli e a atual Presidente da República, Dilma Rousseff; atrás de Bia Venâncio, o então Presidente da FAMEM (Federação dos Municípios Maranhenses), Júnior Marreca; a “moça” vestida de blusa vermelha, todos conseguem identificar; ao lado dela, a sorridente Roseana Sarney, que, atrás de si, tem ninguém menos que Paulo Roberto Costa, indicado com uma seta vermelha e que nunca esteve com o Senhor Ministro Edison Lobão, que aparece ao lado da Governadora do Maranhão; o jovem Doutor Honoris Causae, creio não ser necessário identificar, pois a mão esquerda dele serve pra qualquer coisa; ao lado dele, o então Prefeito de Rosário, “Bimba”, outro cassado por improbidade administrativa. Finalmente, o longevo cidadão que o Brasil inteiro conhece. Todos compareceram e se deixaram fotografar sorridentes para a posteridade no dia do lançamento e da queda do terceiro raio no mesmo lugar: na cidade maranhense de Rosário.


VIAJAR É BOM, MAS CONHECER É MELHOR

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Panorama dos tepuis Kukenán e Roraima vistos a partir do acampamento do rio Tëk (rio visível na imagem), em Gran Sabana, Venezuela

Viajar é algo rotineiramente aconselhado por médicos. Viajar faz bem. Viajar melhora o nível cultural das pessoas. Viajar é sempre bom – para qualquer lugar, desde que não seja a trabalho.

Mas, viajar de férias nos dias atuais, é algo que se torna possível a cada dia, inclusive para quem não tem tanto suporte financeiro. Quem se organiza financeiramente, nas férias, pode sim, viajar de forma prazerosa. Melhor ainda se for com a família ou membros dela.

Viajar – para onde? – ainda é um dilema para a maioria dos brasileiros da classe média alta ou da simples classe média. Muitos ainda viajam movidos pelo status. Isso vem desde que “viajar para a Europa” era algo do outro mundo.

A facilidade existente atualmente para viagens internacionais, vem motivando e abrindo novos e extensos leques para brasileiros. E, viajar no continente sul-americano ficou mais fácil ainda. Os dissabores e dificuldades anteriores para emissão de licenças e passaportes caíram quase a zero. A cada dia fica mais fácil viajar para o Chile, a Argentina, Uruguai ou Paraguai, países ao sul do continente sul-americano, ou, para Peru, Bolívia, Venezuela, Equador, Colômbia e Guianas, ao oeste e norte desse mesmo continente.

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Monte Roraima, visto pelo lado brasileiro

O Monte Roraima é uma montanha localizada na América do Sul, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Constitui um tepui, um tipo de monte em formato de mesa bastante característico do Planalto das Guianas. Delimitado por falésias de cerca de 1.000 metros de altura, seu platô apresenta um ambiente totalmente diferente da floresta tropical e da savana que se estende a seus pés. Assim, o alto índice pluviométrico promoveu a formação de pseudocarstes e de numerosas cavernas, além do processo de lixiviação do solo. A flora adaptou-se a essas condições climáticas e geológicas com um elevado grau de endemismo, onde se encontram diversas espécies de plantas carnívoras – que retiram dos insetos capturados os nutrientes que faltam no solo. A fauna também é marcada por um acentuado endemismo, especialmente entre répteis e anfíbios. Esse ambiente é protegido no território venezuelano pelo Parque Nacional Canaima e no território brasileiro pelo Parque Nacional do Monte Roraima. Seu ponto culminante eleva-se no extremo sul, no estado venezuelano de Bolívar, a 2810 metros de altitude. O segundo ponto mais alto, com 2772 metros, localiza-se ao norte do platô, em território guianense, próximo ao marco de fronteira entre os três países.

Descoberto apenas no século XIX, o monte Roraima foi escalado pela primeira vez em 1884, por uma expedição britânica chefiada por Everard Ferdinand im Thurn. Entretanto, apesar das diversas expedições posteriores, sua fauna, flora e geologia permanecem largamente desconhecidas. A história de uma dessas incursões inspirou sirArthur Conan Doyle a escrever o livro O Mundo Perdido, em 1912. Com o desenvolvimento do turismo na região, especialmente a partir da década de 1980, o monte Roraima tornou-se um dos destinos mais populares para os praticantes de trekking, devido ao ambiente singular e às condições relativamente fáceis de acesso e escalada. O trajeto mais utilizado é feito pelo lado sul da montanha, através de uma passagem natural à beira de um despenhadeiro. A escalada por outros pontos, no entanto, exige bastante técnica, mas permite a abertura de novos acessos.

Localização – O monte Roraima está localizado no norte da América do Sul, na porção leste do Planalto das Guianas, mais precisamente na Serra de Pacaraíma, na região do planalto coberto pela Gran Sabana. Divide-se entre três países: Brasil a leste (5% de sua área), Guiana ao norte (10%) e Venezuela ao sul e oeste (85%). Administrativamente, é parte do estado brasileiro de Roraima (localizado na cidade de Uiramutã), da região de guianense (conselho de vizinhança de Mazaruni/Lower Berbice Essequibo) e do estado venezuelano de Bolívar (município de Gran Sabana). A parte venezuelana do monte está inserida no Parque Nacional Canaima e a brasileira no Parque Nacional do Monte Roraima. Outros tepuis ao redor do monte Roraima: tepui Kukenán a oeste, tepui Yuruaní a noroeste e tepui Wei-Assipu a leste.

Apesar de estar localizado numa região remota da América do Sul, o acesso ao monte Roraima é relativamente fácil pelo lado venezuelano. Isso ocorre pela proximidade com uma rota internacional – composta pela Autopista 10 na Venezuela e pela Rodovia BR-174 no Brasil – que liga a cidade venezuelana de Carúpano, na costa do Caribe, à cidade brasileira de Cáceres, na divisa com a Bolívia. Essa rota passa a oeste do monte Roraima, cruzando a Gran Sabana, e serve muitas vilas e aldeias. Porém, tanto pelo lado brasileiro quanto pelo lado guianense, a região é totalmente isolada e pouco povoada, acessível apenas por vários dias de caminhada pela floresta ou por pequenas pistas de pouso locais. (Transcrito do Wikipédia – Verbete Monte Roraima)

Comecemos por conhecer Roraima – Roraima é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado na Região Norte do país, sendo o estado mais setentrional da federação. Tem por limites a Venezuela ao norte e noroeste, Guiana ao leste, Pará ao sudeste e Amazonas ao sul e oeste. Ocupa uma área aproximada de 224,3 mil km², pouco menor que a Romênia, sendo o décimo quarto maior estado brasileiro. Em Boa Vista, única capital brasileira totalmente no Hemisfério Norte, encontra-se a sede do governo estadual, atualmente presidido por Chico Rodrigues.

A história do estado está fortemente ligada ao Rio Branco. Foi através deste que chegaram os primeiros colonizadores portugueses. O Vale do rio Branco sempre foi cobiçado por ingleses e neerlandeses, que adentraram no Brasil através da Guiana em busca de índios para serem escravizados. Pelo território da Venezuela, os espanhóis também chegaram a invadir a parte norte do rio Branco e no rio Uraricoera. Os portugueses derrotaram e expulsaram todos os invasores e estabeleceram a soberania de Portugal sobre a região de Roraima e de parte do Amazonas.

Situado numa região periférica da Amazônia Legal, no noroeste da Região Norte do Brasil, predomina em Roraima a floresta amazônica, havendo ainda uma enorme faixa de savana no centro-leste. Encravado no Planalto das Guianas, uma parte ao sul pertence à Planície Amazônica. Seu ponto culminante, o Monte Roraima, empresta-lhe o nome. Etimologicamente resultado de contração de roro (verde) e imã (serra ou monte), foi batizado por indígenaspemons da Venezuela.

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Boa Vista capital do Estado de Roraima

Principais municípios – Boa Vista, a capital do estado, é a única capital estadual brasileira situada no Hemisfério Norte. A cidade é desenhada em forma de leque, com ruas largas, bem iluminadas, e com as principais avenidas seguindo para o Centro Cívico, onde situa-se os principais monumentos da cidade. É a única cidade roraimense que possui mais de 100 000 habitantes. População em 2013: 308.996 habitantes.

Rorainópolis é o principal centro urbano do sul do estado. Além de abrigar grande parte do potencial agrícola, que segundo as condições climáticas, possibilitam o cultivo de inúmeros produtos, entre os quais o café, cacau, cana-de-açúcar, arroz, feijão, milho, mandica e pastagens, o município destaca-se ainda por possuir grandes atrações turísticas naturais, como a Corredeira do Jauperi, a Pedra da Linha do Equador, o rio Anauá e a ilha de Santa Maria do Boiaçu. População em 2013: 26.326 habitantes.

Caracaraí, que surgiu como um local de embarque de gado para Manaus. Os animais desciam até a Boca da estrada, onde se iniciam as Corredeiras do Bem-Querer. Ali eram desembarcados e tangidos até um curral no porto municipal, onde eram embarcados ao matadouro de Manaus. População em 2013: 19.696 habitantes.

Alto Alegre, um dos principais municípios roraimenses, distante 89 quilômetros da capital estadual. Destaca-se por ser um dos únicos centros urbanos no noroeste do estado, com 16 286 habitantes, fazendo fronteira com a Venezuela. População em 2013: 16.428 habitantes.

Mucajaí, município do centro-sul do estado, vem obtendo crescimento econômico com a produção, manipulação e beneficiamento do arroz, madeira, abacaxi, mamão, gado, leite e milho, além da mineração. Seu nome provém do rio Mucajaí, este afluente do rio Branco. Além disto, o alto do Rio Mucajaí possui potencial hidroelétrico, destacando-se a cachoeira do Paredão, onde já foi tentada a construção de uma usina hidroelétrica. População em 2013: 15.890 habitantes.

Pacaraima, o município brasileiro mais próximo aos municípios da Venezuela. Destaca-se por abrigar o Sítio Arqueológico da Pedra Pintada. Localizado na BR-174, mais precisamente na Área Indígena de São Marcos, o sítio arqueológico possui altura de 40 metros e diâmetro de aproximadamente 60 metros. A Pedra Pintada foi abrigo de civilizações há muito desaparecidas. Na caverna existente, há várias pinturas que representam cenas do cotidiano dessas civilizações. Próximo à pedra, existem ainda outras formações: Pedra do Pereira, Pedra do Peixe, Pedra do Perdiz, Pedra do Machado e Pedra da Diamantina que, juntas, formam o Sítio Arqueológico da Pedra Pintada, bastante visitado por turistas. População em 2013: 11.423 habitantes. 

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Fronteira com a Venezuela

Hidrografia – O estado de Roraima possui uma extensa hidrografia. Seu território é fartamente irrigado por 14 rios, sendo estes: Água Boa do Univiní, Ailã, Ajarani, Alalaú, Branco, Catrimani, Cauamé, Itapará, Mucajaí, Surumu, Tacutu, Uraricoera, Urubu e Xeruini.

A hidrografia do estado de Roraima faz parte da bacia do rio Amazonas e baseia-se basicamente na sub-bacia do rio Branco (45.530 km²) o maior e mais importante do estado. Este rio é um dos afluentes do rio Negro.

Grande parte dos rios da região possui uma grande quantidade de praias no verão, ideais para o turismo e lazer. Além disso, existem rios de corredeiras localizados ao norte do estado, sendo que estes são uma opção para prática de esportes aquáticos, como a canoagem. Quase todas as fontes hídricas do estado têm sua origem dentro de seu território, com exceção de dois rios com nascentes na Guiana. Todos os rios roraimenses deságuam na Bacia Amazônica.

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Tântalo, um dos principais minérios de Roraima

Culinária – Sua culinária apresenta forte influência do estado brasileiro do Maranhão, apresentando também as características dos pratos amazônicos. O peixe é o principal produto usado em seus pratos típicos. São comidas típicas da região a tapioca, a farinha de mandioca, a paçoca de carne seca e o cuscuz. (Transcrito do Wikipédia – Verbete Roraima).

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Damurida, principal prato indígena da culinária roraimense


CRIANÇA VERSUS ANIMAL – QUE AMIZADE É ESSA?

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Escolhemos um tema estranho para tentar escrever alguma coisa – ainda que conceitual e diferente, porque carregado de vivência em ambiente que nem de longe parece com o ambiente atual e as “modas” que entraram portas à dentro da nossa vida. Chegaram sem pedir licença, se abancaram e, dizem, não saem mais. Nem pra cuspir, pois, quem vai ao vento acaba perdendo o assento.

Essa coisa chamada amizade. Amizade duradoura, sincera – para atendimento e compreensão mútua a qualquer tempo e sem a intenção do conhecido toma lá dá cá.

Queremos falar de algo muito mais intrigante. Muito mais puro, porque ao mesmo tempo desinteressado e inocente. Queremos propor discussão sobre a amizade entre uma criança que vai da faixa etária de menos de 1 ano até 8, 9 ou 10.

Que tipo de identificação existe entre um cão – às vezes, nem tão domesticado assim – e uma criança que sequer fala? Que química existe para um entendimento do nível que existem muitos por aí?

Por que, o animal – repetimos, às vezes, nem tão domesticado assim – tem sempre a tendência de “proteger” a criança?

Quem coordena esse entendimento?

Um adulto domestica e treina (perdão pela redundância) um animal até então feroz. O animal escuta e, aparentemente, compreende o adulto. Comandos, gestos, mimos são fáceis para a compreensão e percepção de um animal domesticado ou não.

E, no caso de uma criança que sequer fala? Que não domestica e que não comanda nada? Como acontece essa interação, às vezes até emocionalmente forte?

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Não é montagem: é a real interação entre um animal e uma criança

Amizade – (Autor desconhecido)

A amizade consegue ser tão complexa…
Deixa uns desanimados, outros bem felizes…
É a alimentação dos fracos
É o reino dos fortes

Faz-nos cometer erros
Os fracos deixam-se ir abaixo
Os fortes erguem sempre a cabeça
os assim assumem-nos

Sem pensar conquistamos
O mundo geral
e construímos o nosso pequeno lugar
deixando brilhar cada estrelinha

Estrelinhas…
Doces, sensíveis, frias, ternas…
Mas sempre presentes em qualquer parte
Os donos da Amizade…

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Um amigo convida para a leitura; mas, precisava dobrar-se?

Será que alguém já conseguiu observar o que acontece quando um adulto estranho se aproxima de um cão Poodle? Que comportamento apresenta esse cão?

E, quando é uma criança estranha. O que acontece? O comportamento do cão, diante da criança estranha, é o mesmo diante de um adulto estranho?

Que mágica é essa?

O cão Poodle faz diferente. Tenta “proteger” ainda mais.

A verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo, de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades.- Millôr Fernandes

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Quem pegar a galinha vira um galo; quem pegar um galo, vira uma galinha

As andanças da vida nos ensinam coisas que, às vezes arrepiam. Por que, meninos correm atrás das galinhas? E, por que, meninos nunca correm atrás dos cães? E, inexplicavelmente, por que os cães correm sempre atrás dos meninos, sempre brincando?

Por que o cão é “mais afável” com criança do sexo masculino, em vez do gato, que é mais chegado às meninas?

Contam os piadistas sem rumo e sem futuro que, numa aula de Ciências Naturais a Professora Brecilda perguntou ao aluno Genésio:

- Genésio, se você fosse um animalzinho, qual deles preferia ser?

- Um elefante, Professora!

- E você Joãozinho, que animalzinho gostaria de ser?

- Um coelho ou um galo!

Maldosa, a Professora mandou que Joãozinho fosse “conversar” com a Diretora.

Essa com certeza não é uma boa amizade.

Ainda que amigos, existem convivências que, aparentemente, não são convenientes. A cultura oriental – só respeitada por ser cultural – parece peculiar e desaconselhável para os costumes ocidentais, mais propriamente para os brasileiros. Em alguns países orientais, crianças são criadas no mesmo ambiente que alguns animais considerados ferozes ou inconvenientes para o nosso dia-a-dia.

A tecnologia tem aproximado muito o tempo dos fatos. Alguma coisa que acontecia hoje, na China ou na Austrália, só meses depois chegava ao conhecimento de quem vive noutro continente.

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A Internet tem mostrado a rapidez dessas mudanças. A foto acima mostra o apego que uma criança asiática tem com jiboia. Não temos essa cultura.

Dia desses, provavelmente por ter visto algo semelhante em algum saite, uma criança tentou acariciar um tigre e esse mutilou um dos braços. Os responsáveis tentaram eliminar o animal e a criança mutilada pediu para que não fizessem isso. O menino entendeu que o animal não tinha nenhuma culpa, pois tivera seu habitat invadido.

A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro. (Platão)


SAUDADE !

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Lágrima de saudade que dói. Dói mais que a certeza de que o passado não volta

Fagner – Canteiros:

Tem horas que a saudade me faz sangrar. É um sangue incolor, esfumaçado, doído, como se extraído a fórceps. Dói demais!

É uma saudade danada! Saudade de ti, de nós, de mim!

Saudade do que fui querendo ser. Saudade do que eu poderia ter sido, e não fui!

Saudade até de quando eu for!

Dói!

Saudade do vento, do amanhecer e até do sol quente que me fazia suar e do suor que me fazia chorar, sentindo saudade de ti.

Dói muito!

Saudade daquela noite em que quase nos entregamos e das lágrimas que chorei por te perder!

Saudade do teu sorriso na manhã seguinte.

Saudade do ontem. Do hoje e do amanhã que um dia será hoje e depois será ontem.

Saudade do menino que fui e do velho que serei. Saudade de mim, de ti, de nós!

Dói e corta fundo!

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Travessia da saudade para o trabalho e para a honra

Saudade das nuvens que eram minhas. E até daquelas que eu não tinha!

Saudade dos caminhos, das trilhas, das veredas e das estradas por onde andei.

Saudade da minha infância. Da bila, do pião, da cachuleta, da arraia, do corrupio, e das estórias construídas e contadas em castelos de ventos e de areia.

Saudade das arapucas armadas e dos sabiás pegos. Saudade dos sabiás comidos e até dos que conseguiram fugir. Parabéns sabiás! Tomara não sintam saudades de mim.

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Saudade – (Pablo Neruda)

Saudade é amar
Um passado
Que ainda
Não passou.
É recusar
Um presente
Que nos machuca,
É não ver
O futuro
Que nos convida.

Saudade do futuro. Saudade de tudo e até do que eu nunca vi.
Saudade da paz que eu quero ter e da que eu nunca tive.

Saudade grande. Dói!
Mas a maior saudade é de ti. De mim. De nós!

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EDUCAÇÃO CRESCE E GERAÇÃO DE NOVOS EMPREGOS BATE RECORDE

Getúlio Dorneles Vargas, gaúcho dos bons, nascido em São Borja, nem de longe desconfiava que, mesmo morto com as próprias mãos no camarim do Palácio do Catete, um dia voltaria “vivo” para, só agora, sim, entrar na história do Brasil. É dele a frase: “o petróleo é nosso”!

O guri jamais imaginou que o “propinoduto” também fosse nosso. Exclusivamente nosso. Pelas mãos de quem nos levou ao pré-sal, também fomos levados à Pasadena e, agora, indo muito mais fundo para uma camada geológica que ainda não tem nome, também fomos ao “Petrolão”, a fórmula petista de “cavar e enterrar” tudo. E, com certeza, nem Lula nem Dilma sabiam de nada.

O mais inacreditável, entretanto, é que estamos vivendo o período da propaganda eleitoral, que vai permitir ao povo brasileiro escolher o novo síndico dessa esculhambação chamada equivocadamente de país.

O PT indicou “Terta” como candidata a continuar confirmando as estórias de Pantalulaleão, batendo na tecla de que tudo “é verdade”!

A educação, exemplo vivo de que vivemos no pré-sal do analfabetismo. Querem ver? Olhem as “pracas publicitárias” que estamos produzindo Brasil à fora – inté nim Palmares/PE já istamos produzindo isso!…

No retrato 1 – Uma (mais uma entre milhares!) demonstração de que a concessão do título de Doutor Honoris Causae feita por Portugal, mais precisamente Universidade de Coimbra foi totalmente equivocada. Na terra do Lulaleão todos merecem a mesma concessão. Veja aí essa praca encontrada na orla marítima de Maceió! Tem futuro esse cabra Cardeal Bernardo?

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Pode inté sê que o dono deça praca queira mermo é si aparecer, né não?

No retrato 2 – Fica comprovado que a noça educação vai ficá inda mió. Num teremos mais pobrema de limpeza urbana, apois o deputado Jean Rural, autor deça praca cor de róseo, vai fazê uma lei proibindo colocá lixo na porta dos zôtos. Quem fizé isso, vai sair da lista do Petrolão lulístico. Qual é o futuro duma educassão deças?

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Num arrebole lixo nas portas dos zôtos!

No retrato 3 – Tão mais que comprovados a eficiência e os benefícios dos Bolsa famía, Bolsa escrotagem, Bolsa ladroagem e, agora, o Bolsa preguiça. A mocinha aí de baixo, que deve de sê inleitora de Marina Palito, arresolveu entrar na campanha prumode todo mundo voltá pro trabaio. Elazinha tá convidado para todo mundo se alevantar da rede e das espreguiçadeiras e pegá na inxada. Quem num atender vai ganhar capítulo, parágrafo e alínea numa nova lei auferecida pelo magnânimo Jean Rural.

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Cardeal Bernardo, as inxadas daí tem cabo?! Então vá trabaiá!

No retrato 4 – O filósofo e Doutor Honoris Lulae foi amarrar o burro logo adindonde? Será que essa foi a tese de Doutorado dele? Arre égua! Ele quis amostrar que o burro num é tão burro assim cuma dizem nim Palmares. Aí ele iscreveu: “Às vezes, as correntes que nos impedem de sermos livres, são mais mentais do que físicas”! Cara pálida lulístico, quem instá preso é o burro. Num é nóis, macho réi! Tem futuro um Doutor Honoris Lulae desses?

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E nem precisa legenda, né não?

No retrato 5 – Quem num é descendente de português, mas já bebericou uns choppis nim Sunpaulo ou nim Rio de Janêro, com certeza conhece o chopp sem colarim ou o mesmo cum colarim. Mais quem já feiz isso, tomém com certeza já tirou gosto com “tremoços”. Ô bixim iscrôto de ruim. Já comeu cortiça da rolha de vim? Apois num tem diferença! Qual é o futuro dum tira-gosto desses na mesa farta do Papa Berto no dia em que Zé Dirceu faz o repasse da publicidade no JBF?

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Tremoços! Num conhece? Apois num tá perdendo nada!

No retrato 6 – Finalmente a comprovação da manchete lá de riba. A quantidade de novos empregos gerados nos governos petistas. Vosmicê num faz nem ideia de quantos novos empregos foram gerados pelo PT. Cuma esse daí, de “Oficial Aparador de Bosta”! O salário depende da disponibilidade do elefante. Se cagar uma única vez por dia, o “Aparador de Bosta” ganha um salário igual ao Professor Municipal de qualquer lugar do Brasil. Se cagar duas vezes ou mais, o salário é equiparado ao Jean Rural e, finalmente, se cagar caganeira, o salário mensal é o mesmo que Zé Dirceu, Marcos Valério e Zé Genoíno pagam para o Papa Berto para terem suas matérias publicadas com direito a chuva de comentários elogiosos. Esse emprego tem um período comprobatório: por 90 dias, se a bosta cair fora do balde, o aparador está reprovado. Não recebe hora extra nem insalubridade.

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Esse “funcionário” da esquerda está aparando o mijo elefantório, pois ninguém caga sem mijar


A VELHA DA LAMBRETA E OS ÁCAROS DA PETROBRAS

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Velhinha que traficava lambretas. Tudo OK!

Ontem, 13 de setembro, fez 10 anos que faleceu meu irmão mais velho, batizado com o nome de Francisco, embora tenha nascido no dia 24 de junho, dedicado às comemorações das festas juninas de São João. Recebeu o nome de Francisco – para nós, “Chico” – por ter nascido raquítico em demasia e por conta de uma promessa feita pela avó materna para São Francisco de Canindé.

Cronista de renome, escreveu por mais de uma década no jornal O Estado do Maranhão, propriedade da família Sarney. Ali, nas crônicas que escrevia às quintas-feiras, deu vida e nome a um personagem. Era o Acácio, que assegurava ter sido seu jardineiro em tempos passados.

Pois, embora fictício, Acácio ora mentia acima da média suportável; ora mentia tão pouco, que ninguém acreditava nas verdades que transformava em fatos verídicos.

Essa estória que corre mundo, da velhinha que traficava lambretas, ele (Acácio) contava sempre com nova roupagem e até mudava os nomes do “guarda” e ora resolvia chama-los simplesmente de “fiscais alfandegários”.

Pois bem. Todos os dias ao cair da noite, segundo Acácio, uma velhinha chegava na fronteira de um país para outro, dirigindo uma lambreta que transportava na garupa um saco de areia preparado para “chamar a atenção” da fiscalização. E toda vez que a velhinha era chamada a parar a lambreta, um guarda (ou um fiscal, como pretendia Acácio) a mandava parar.

- O que a senhora está transportando hoje, vovó?

- É a areia de sempre, meu netinho. Pode espiar, se quiser!

- A senhora está construindo alguma casa, para transportar tanta areia todos os dias?

- Não menino, é pra minha filha deitar galinha pra chocar. É que essa areia é quente e ajuda no nascimento dos pintinhos!…

- Tá bom vovó, pode passar. Desculpas pelo constrangimento!

Finalmente chegou o dia em que um guarda muito antigo tiraria o seu último trabalho antes da aposentadoria, com méritos e pelos bons serviços prestados, além do tratamento cavalheiresco que dedicava aos passantes.

Eis que, naquela mesma hora de todos os dias, a velhinha se aproximava montada na lambreta. Foi parada pelo atencioso guarda que, educadamente, e garantindo que não tomaria qualquer providência contra ela, perguntou:

- Pra que e pra quem a senhora, durante todos esses anos transporta essa areia, vovó?

- Meu netinho querido, num é areia que eu transporto. É lambreta!

* * *

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Ácaros da propinagem e da corrupção brasileira

Pois bem. Contada essa estória aí de cima, vamos pedir permissão ao Cachacístico, Bebístico, Sortudo, e afilhado de Zé Dirceu Papa Berto, para utilizar para o fechamento desta crônica, dados expostos por ele na coluna postada na tarde de sexta-feira (12) desta semana.

Ora, embora não esteja montado em nenhuma lambreta, o ex-diretor Paulo Roberto Costa teria surrupiado apenasmente R$ 36,9 milhões, merreca que eu não ganhei nem a metade, ainda que tenha trabalhado como assalariado por mais de 40 anos. Já o genro, Humberto Sampaio, que, supõe-se seja casado com uma das duas filhas acima citadas – até porque nunca se soube de nenhum casamento gay na família ou de outra filha provável – abiscoitou nada menos que R$ 42 milhões, evidentemente que, sem o conhecimento da esposa que, ao que parece, teria recebido apenasmente 10% do que ele recebera.

A filha Arianna ficou com R$ 5,7 milhões que, imaginando-se a merreca que o provável marido recebeu, preferiu “poupar” (sim, pois ela não frequenta casinos nem a Roleta do Cu-Trancado, em Palmares/PE como uma determinada Governadora) e isso ainda hoje tá rendendo bons juros. A outra filha, Shanni Azevedo teve menos sorte (deve ser torcedora do Náutico ou do Botafogo/RJ) e ficou com apenas R$ 4,4 milhões.

Segundo o Cachacístico e Comedor de Camarão Pitú Papa Berto, a dinheirama somou R$ 89.000.000,00 desprezando-se dois para mais ou dois para menos, segundo as pesquisas do Ibope. Mas, sempre bem frequentado e muito lido, o JBF tem excelente penetração nas camadas sociais, é lido aqui e alhures e ainda tem a sorte papística de ter leitor e comentarista do nível de Joaquim Marques, que informou e garantiu, que a dinheirama chegou mesmo foi à bagatela de R$ 1.753.241,27 e mais nenhum mil réis.

Ora, tenho ciência que está literal e totalmente fudido (fu-di-d-ó-dó), Paulo Roberto Costa resolveu abrir a boca cheia de dentes esperando a morte chegar, como diria Raul Seixas.

Detalhe final: gente, quem desejar pode voltar para reler a postagem do Cachacístico Papa Berto. Preste a atenção num detalhe ali colocado. O ex-Diretor é “gente do quarto escalão hierárquico”, fato que pode ser comprovado pela merreca que pôs nos chapéus das duas filhas e do sortudo e bem-casado genro. São todos verdadeiros “ácaros” da propinagem e da corrupção.

E os picas-grossas, como ficam ou, se desejarem, quanto levaram?


EU SE ME BORREI-ME TODIM!

Faz um bom tempo que namorei uma jovem – naquela época! – afrodescendente nascida no Rio de Janeiro, filha de um Oficial de Marinha aposentado, e também afrodescendente. O Oficial teve quatro filhos – três mulheres e um rapaz – e praticamente entregou a educação dos mesmos à mãe, também afrodescendente. Os pais tinham uma vida reta, sem manchas e não permitiam que um dos filhos fizesse alguma bobagem.

A filha mais velha (peço permissão aos leitores para omitir os nomes, embora nada de errado tenha acontecido com algum deles) casou com um também Oficial de Marinha, e também afrodescendente. Teve com ele um casal de filhos – hoje, uma médica conceituada no Rio de Janeiro; e o jovem, torcedor do Botafogo/RJ como eu, também Oficial de Marinha com passagem pela Escola Naval.

A segunda filha, criada sob o mesmo teto e sem qualquer tipo de regalia, seguiu outro caminho e casou com um Motorista de cargas – sem que isso signifique algum demérito ou escolha equivocada. Tiveram filhos e, creio, vivem felizes se ainda forem vivos.

O terceiro filho, um rapaz. Afrodescendente. A quarta filha, com quem mantive namoro por alguns anos, junto com o irmão, fez concurso para a Petrobras – com certeza já estão aposentados. Estudaram como que, queimaram pestana – e ainda hoje, é somente assim que funcionários tem ingresso na estatal.

Durante anos, morando no Rio de Janeiro, trabalhei numa Editora/Gráfica que começou a funcionar no edifício “Bolo de Noiva”, na Avenida Almirante Barroso, Centro; depois mudou para a Rua Visconde da Gávea, no começo da Ladeira do Barroso e ao lado do Estúdio Havaí – onde conheci alguns dos músicos mais famosos do Brasil que, antes de gravar preferiam beber “algumas”, tirando gosto com tremoços. Depois mudamos para a Rua Flack, Estação Riachuelo.

Nessa Editora (que também peço permissão para não citar o nome – pois uma coisa nada tem com a outra) produzimos por alguns anos uma revista técnica bimestral sob responsabilidade editorial de um renomado Geólogo, que também não vou citar o nome, que trabalhava no CENPES, pertencente à Petrobras.

Tudo isso para dizer que convivemos alguns anos com um sistema de segurança burocrática (e técnica) que jamais vislumbraria esses fatos negativos que, hoje, pelo menos aparentemente, tem sido corriqueiros e mancham a maior estatal brasileira.

Chega se mijei-me todim, quando explodiu a bomba da negociata envolvendo Pasadena. Agora, a “bomba Pasadena” virou ácaro diante desse já adjetivado “Petrolão”. Felizmente, ainda não “apareceu” nenhum afrodescendente na sujeirada. É uma lástima! Ainda bem que meus antigos amigos já estão aposentados e nunca atingiram cargos de chefia – até pelo fato de serem afrodescendentes, creio. Às vezes, é muito bom ser negro.

Mas, hoje é dia de escracho (arre égua e isso daí da Petrobras, não é escracho?), e vamos a eles:

No retrato 1 – Fica evidentemente confirmado que existem vários tipos de mãe. Nunca é bom dizer que, “mãe é tudo igual – só muda o endereço”, pois não é verdade. Conheço algumas mães zelosas que jamais trocariam as bolas como essa aí da foto. Pelo visto e mostrado na foto, o cãozão tem mais futuro que o fio, né não?

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O que será que esse menino vai fazer quando encontrar um poste?

No retrato 2 – A quenga véia do seriado grobal “Grabiela” se danousse e disculhambou foi logo as meninas. Apois num é que eu penso quela tá certa? Será que tem futuro?

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Eita que ela tá é certa!

No retrato 3 – Espie bem e conte ajuntando comigo: Bill Gates (Mente Brilhante), esse num tem futuro nenhum – nem precisa, né não? Steve Jobs (Mente Criativa), num teve muito futuro, mas fez alguns benefícios pra história da humanidade e da tecnologia; Mark Zuckerberg (Mente Visionária), tomém num precisa ser paparicado, apois só num é mais rico que o Papa Berto; Walt Disney (Mente Evoluída), teve a sorte de criar o miserento Tio Patinhas, mas num criou os Irmãos Metralhas para se aliarem ao Petralhas; Larry Page (Mente Genial) criou o Google pra nóis se divertir; e, finalmente, Lula (Mente pra Caramba), que nunca soube de nada. Nem por que se aposentou e nem porque seu fio tá pedindo esmola pela aí.

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No retrato 4 – Me diga uma coisa Cardeal Bernardo: isso é lugar de butar chifrinho, é? Aí nas Alagoas tem algum cabra que o chifre nasceu aí, tem?

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Qual é o futuro desses chifres?


PRA QUE PRESSA, NÉ NÃO?

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Vamos tomar mais essa aí. Só essa! É a saideira!

Avexado acaba comendo cru.

A pressa é inimiga da perfeição.

Devagar se vai mais longe.

- Maínha, tu tem guardado aqui, veneno contra picadura de cobra cascavel?

- Por quê, meu tesouro? Uma cobra cascavel te picou, foi?

- Não Maínha, é que eu tô aqui deitado, descansando do nada que eu fiz, e tô vendo uma cobra cascavel vindo na minha direção!!!

Essa é uma história que virou piada, repassada por quem não gosta de baiano, ou vive dizendo que é o ente mais preguiçoso que existe na Terra. Digamos que tenha uma pitadinha de verdade, mas tem algum exagero (pode até ser para menos!) nisso.
Posso garantir para você, caro leitor, que não está tão distante a disputa final dessa “parada”, entre o baiano e o maranhense. E essa preguiça pode até não ser genética, mas é cultural e é contagiosa. Pega mais do que dordói, sarampo, bexiga, catapora, frieira ou gripe daquelas que nem limão com sal e cebolinha branca acaba.

Mas, aí cabe a pergunta: Por que e pra que tanta pressa?

Imaginemos o seguinte: estamos conversando miolo de pote na bodega do Deco. Mandamos descer uma garrafa da legítima e velha Guaramiranga – melhor cachaça do mundo há algumas décadas! – e o fela-da-puta do bodegueiro, pra matar a gente de raiva e principalmente para garantir que a gente não vai embora, trouxe quatro camarões pitu, seis ostras e uma banda de limão galego.

E aí eu pergunto: ele tem pressa que a gente vá embora?

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Camarões pitu, ostras e limão servidos pelo bodegueiro Deco

O certo é que, numa discussão onde entram quase que exclusivamente política e futebol, o dia e as horas parecem ser “baianas” – têm uma preguiça enorme de passar. A noite é maranhense e demora muito mais a chegar. Entre um estágio e outro, mais de uma garrafa de Guaramiranga é consumida e ninguém se importa se o pé do balcão da bodega de Deco está sujo, cheio de cascas de ostra e cabeças de camarão, sem contar as cusparadas e aquela parte que é servida no chão para o “santo”.

Uma vez, um amigo assim do mesmo nível financeiro do Papa Berto, onde até o banheiro é climatizado – pudera, né não? Com a verba chapa-branca que Zé Dirceu repassa!!!!! – me convidou para “beber umas e falar mal da vida alheia”. “Seria” na casa dele. Repare que eu escrevi, “seria”. Mas não foi. Na casa dele, de tão limpa, não tem chão pra gente cuspir depois que toma uma dose. Muitas vezes, para alguns pinguços, bom mesmo além do tira-gosto, é a cusparada!

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Torresmo crocante. Quem dispensa, é também capaz de rasgar dinheiro

Durante mais de cinco horas, com tira-gosto de fazer inveja a qualquer ambiente cardinalístico frequentado por Cardeal Bernardo, Luiz Berto, Orlando Silveira, Cardeal Itaerço ou ao guri Alamir Longo, resolvemos todos os problemas brasileiros e convocamos a melhor seleção para representar o Brasil em 2018 na Rússia.

Pois, pra que pressa?

Tu tens pressa prumode pagar contas?

Tu tens pressa prumode beber sopa de feijão mulatinho?

A pressa não leva à nada. Todos nós temos que esperar a hora de alguma coisa chegar. Falta pouco mais de um mês para, sem pressa, fazermos algumas mudanças na conjuntura política da representatividade na Câmara Federal e no Senado. Quem vai sair tem pressa?

Ora, se baiano e maranhense não têm pressa nem quando estão de caganeira e a caminho do banheiro… por que nós, não-baianos e não-maranhenses devemos ter pressa?

Vamos descer mais uma Guaramiranga?


A RAIZ QUADRADA DO ANZOL

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Anzol – quem aprendeu ainda faz

Aquele feijão que você come, aquela farinha com que você faz farofa, o arroz branquinho e soltinho, a pipoca gostosa, a batata, o tomate, a abóbora, o maxixe e outros que tais que compõem a sua farta e gostosa refeição, vem todos da roça. Vem da Terra.

E quem faz tudo isso para você, consumidor final, vive de forma simples. Não conhece o dia-a-dia do shopping, as baladas noturnas ou as salas climatizadas no dia do trabalho. Claro, também não conhece as dificuldades e tensões do transporte urbano que, somado à violência, faz de cada um de nós as bestas desumanas que somos.

O bom leite que você consome no café da manhã, vem de uma vaca bem cuidada, também por alguém simples, que acorda cedo e quando a luz do dia ainda nem foi “acesa”. A carne – picanha, alcatra, filé, chã de dentro, que chega à sua mesa em forma de obra de arte da culinária, recebe o mesmo tratamento dado pelo homem simples.

Essas coisas com certeza não lhe interessam, pois você “paga” o que lhe é cobrado para ter tudo isso. Você é um consumidor final que, além de pagar a ração que a vaca come, o adubo dos legumes paga também uma sobrecarga enorme de impostos. Esses impostos são sempre arrecadados por quem não cuidou da vaca nem do leite; por quem não plantou ou colheu nem transportou o feijão, o arroz e os legumes.

E isso recebe o nome de “comércio”, desde que quem plantava, também vendia, embora não lucrasse tanto quanto lucra hoje o intermediário que, popularmente tem também, o nome de “atravessador”. Ou, como dito por quem pretende amenizar a gíria envolvente, o “distribuidor”.

Chega-se ao pescado. Ao peixe. Ao marisco. O pescador não come peixe. O marisqueiro não come camarão. Lagosta, só em sonho.

Fácil encontrar nos coquetéis servidos nas festas, camarão empanado; casquinha de caranguejo; unha de caranguejo empanada. O difícil mesmo é você encontrar nessas festas, quem pescou o camarão ou quem “tirou” o caranguejo daquele buraco na lama do manguezal.

Todas essas bobagens ditas aqui, sabemos, não levam a nada. Mas, vejamos: o vaqueiro bebe o leite e come a carne; o agricultor come o arroz, o feijão e os legumes. Inexplicavelmente, o pescador não come o peixe nem o “tirador” come o caranguejo. Algo parecido foi dito por Josué de Castro no livro Geografia da fome.

Essa é a raiz quadrada do anzol.

Mas, na infância, na minha infância, apesar de todas as dificuldades e agruras que a vida sofrida nos impôs, nós pescamos e comemos peixe. Nós pescamos e comemos camarão e mariscos.

Minha avó – figura por demais conhecida aqui – nunca passou na frente de uma escola, mas nos ensinou sem quadro negro e sem giz, a demonstrar e a extrair a raiz quadrada dessas dificuldades, sem que o resultado fosse alguma dízima periódica. Era sempre um número exato: “quem pesca, tem que comer. Quem pesca e não come, não é pescador. É uma besta!”

E foi ela que nos ensinou, na infância, a fazer anzol. Quando não tínhamos alfinetes usados nas roupas, nos ensinava a fazer pontas em pregos e transformá-los em anzóis. Como esse da foto que pretende ilustrar este texto.

No final de tudo, uma constatação. Você não cuida da vaca nem a ordenha para tirar o leite. A vaca depende do pasto, da vacina, da boa alimentação e, quando leiteira, principalmente de algum tempo para atingir uma boa produção. Quantos entram nesse trabalho para produzir leite?

Você vai ao “comércio” – ou supermercado, se quiser, e compra 1 litro de leite. Custa R$3,00 depois de desnatado e embalado. Você acha “muito caro”. Um absurdo. Uma roubalheira. Uma desfaçatez.

Você vai ao bar. Ali você pede uma cerveja. Gelada, é uma delícia, mas tem um caminho diferente para chegar até ali e “ficar gelada”. Você paga R$6,50 e não reclama nada.

Você é a verdadeira raiz quadrada do anzol em forma de dízima periódica. Jamais será compreendido e compreensível. Jamais será um número exato.


O ORGASMO – A VISÃO DE UM LEIGO PRATICANTE

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Orgasmo – o início da vida e da morte. Cada quadro uma mudança visual

“O orgasmo é a conclusão do ciclo de resposta sexual que corresponde ao momento de maior prazer sexual. Pode ser experimentado por ambos os sexos, dura apenas poucos segundos e é sentido durante o ato sexual ou a masturbação. O orgasmo pode ser detectado com a ejaculação na maioria das espécies de mamíferosmasculinos. Por outro lado, na espécie humana, o orgasmo masculino, por exemplo, nem sempre está acompanhado de ejaculação, podendo ocorrer o orgasmo sem ejaculação, como podemos observar nos cânones taoistas na China (In Chang, 1979).

O orgasmo é uma das fases da resposta sexual, como descrita por Masters e Johnson. Caracteriza-se por intenso prazer físico mediado pelo sistema nervoso autônomo, acompanhado por ciclos de rápidas contrações musculares nos músculos pélvicos, que rodeiam os órgãos sexuais e o ânus, sendo frequentemente associados a outras acções involuntárias, como espasmos musculares em outras partes do corpo e uma sensação geral de euforia. Sua ausência é denominada anorgasmia. Além desta definição, temos o orgasmo como um potente estado alterado de consciência e ainda temos o para-orgasmo como sendo “o estado existencial de autorealização e prazer de viver intraduzível em palavras e geralmente vivenciado a partir de curtos momentos, ou momentos de pico”.

No sentido estrito, apresenta-se como um pico rápido de excitação seguido ou não de ejaculação e com rápida queda na sensação de prazer. Uma vez que os órgãos sexuais têm a mesma origem embriológica em ambos os sexos, a sensação é equivalente para homens e mulheres, podendo haver um período refratário à estimulação direta após o orgasmo. Nas mulheres, as contrações musculares causam expulsão de líquido através da vagina, caracterizando a ejaculação feminina. É um período de grande relaxamento e queda da pressão arterial, devido à liberação da prolactina. Há também redução temporária das atividades do córtex cerebral. No sentido amplo, o orgasmo, pelo menos na espécie humana, traduz a capacidade de amar, de entrega ao amor e ao prazer, sendo uma atitude de cunho não neurótico que, temporariamente, anula os sintomas básicos da neurose a partir da liberação da energia ou orgônio sexual ou libido.”(Reich, W. A Função do Orgasmo – Transcrito do Wikipédia)
 
Minha avó sempre nos ensinou: “na hora do amor, seja cavalheiro e companheiro. Não “vá embora” sozinho. Segure as mãos dela, e espere por ela. Ela sempre foi assim, e não foi só para se arrumar para as festas. Demora pra tudo.”
 
Este é outro assunto que continua sendo tabu na sociedade e entre famílias brasileiras. Em verdade, ainda não atingimos maturidade nem temos grau desenvolvido de cultura para discutir isso em casa, com os filhos – independentemente do sexo masculino ou feminino.
 
Assim, como fazemos parte de uma sociedade machista, preconceituosa e com relativo nível de ignorância, vamos usar como ilustração apenas fotos femininas, mas tudo dentro de um merecido e devido respeito. Sem exageros.

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O clímax de favorecimento do “Ponto G”, antes do êxtase

O “modus operandi” de como os casais (nos dias atuais, é conveniente escrever “os pares”- pois, no nosso entendimento, um “par” é formado por duas pessoas, enquanto um “casal” é formado por duas pessoas de sexos diferentes) se relacionam sexualmente ainda não permitiu a descoberta total que produza explicações convincentes. Pode-se afirmar, com certeza, que as caravelas ainda estão em alto mar. Melhor, em revoltosos mares, passíveis de tempestades.
 
Nenhum de nós – experientes ou imaturos – faz sexo “fazendo experiência” ou preocupado em descobrir isso ou aquilo. Há quem valorize demasiadamente as chamadas “preliminares”, da mesma forma que há quem, vivendo uma incontrolável ansiedade pelo sexo com o parceiro, não consiga controlar nenhum tipo de preliminar.
 
Ninguém consegue se segurar, no ato, a ponto de descobrir que “ainda não está na hora”. Ou “vamos esperar mais um pouco, até que estejamos preparados”. Sexo é sexo e o melhor dele é a intempestividade.
 
O que se sabe até hoje é que, nas preliminares, o homem é mais inseguro, até porque, em si, tudo é exteriorizado. A mulher, dizem os sábios conhecedores do tema, também é insegura. Apenas não exterioriza tão facilmente o seu “descontrole” como o faz o homem. Não entra aqui o item ejaculação precoce, haja vista que isso é algo idiossincrático.

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Esqueça o que as unhas fazem. Olhe apenas para o relógio!

No final dos anos 80, já morando em São Luís, eu e minha atual mulher vivíamos num apartamento simples, de apenas dois quartos, num prédio de três andares, com quatro apartamentos por andar. O nosso apartamento, infelizmente, ficava no primeiro andar e ao lado do portão do prédio. Quando algum visitante procurava algum morador e esse não se encontrava, acabava nos incomodando como se ali fosse a portaria ou a casa do síndico.
 
No segundo andar morava um casal que só “se encontrava” nos fins de semanas e feriados, pois o homem trabalhava no interior do Estado e só retornava a casa nas manhãs dos sábados, retornando ao trabalho no interior nas manhãs das segundas-feiras. As tardes dos sábados e domingos eram para os demais moradores do prédio, algo hilário. Escândalo que chamava a atenção inclusive dos passantes. E era tão escandaloso que fechar os vidros das janelas não mudava muito a situação.
 
A mulher não conseguia se controlar no momento do orgasmo:
 
- Nããããoooo meeeeuuuu ammmoooooor, não vá agora! Nããããooo  me deixxxe sóóóóó!
 
E repetia essa cantilena quatro ou cinco vezes durante a tarde e ao cair da noite. Era tão escandaloso que começou a incomodar. As crianças descobriram de que e de quem se tratava. Foi um verdadeiro inferno para o casal.
 
Certa noite de sábado, depois do prazer consumado, banho tomado e muito relax, o casal desceu e foi tomar um chopinho para botar os assuntos em dia. O ambiente era uma pizzaria, familiar e lá se encontravam também outras famílias e várias crianças, inclusive as que zoavam o casal que, infelizmente foi descoberto por alguns meninos que, inconvenientes e descontrolados, diziam:
 
- Nãããããooooo mmeeeeuuuu  ammmmooooooor, não goze agora! Não me deixe só!
 
Meses depois o casal mudou de prédio e de bairro e foi gozar noutro lugar.


O VAZIO – PARTE DE NÓS

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Cadeira vazia na estrada da vida

No quarto do terceiro pavimento a solidão está comigo, como se vivêssemos uma lua de mel. Os lençóis brancos ainda úmidos exalam o cheiro amoníaco do gozo, enquanto o vento reina absoluto e invade a minha intimidade pelas janelas abertas, como se fizesse sexo com as cortinas num revolto desvario a procura de alguém. Continuo só.

O chuveiro e, de repente, me vejo acompanhado do intruso silêncio que me absorve e flagra numa desvairada luta contra a solidão. Ninguém é vencedor. Ninguém é meu dono e, embora me façam companhia, continuo só. Eu, a solidão e o vento sorrateiro numa invasão intempestiva pelas janelas abertas depois da batalha contra as cortinas.

Desnudo, caminho em direção ao espelho. É mais um acompanhante que me perturba, na insistência de me mostrar que continuo só. Eu, a solidão, o vento e, agora, o espelho. Me olho e me vejo. Me observo me analisando da cabeças aos pés. Ninguém ao meu redor além da solidão, do vento e do espelho.

Ponho roupas e saio acompanhado da solidão, do vento e sinto que deixei o espelho. Me sinto cada vez mais só, e menos acompanhado. Penso no nada, porque descobri na solidão, que é difícil encontra-lo. E, para que eu quero o nada, se não posso vê-lo, apalpa-lo e contar com ele para alguma coisa?

É melhor continuar só, mesmo que esteja acompanhado da solidão e do vento que, tresloucado, está indo embora e fazendo a curva em algum lugar. Num lugar tão distante que, certamente, nem a solidão chegaria lá, ainda que corresse numa velocidade de anos luz. E, segundo o escritor Bach, “distante é um lugar que não existe”!

Desço do quarto e me procuro. E a solidão, na tentativa de um ajudar, lembra que estou só, embora esteja com ela, pois o vento foi embora e até já fez a curva. Agora, somos apenas nós dois mais uma vez: eu, e a solidão.

Resolvo caminhar e decido que apenas nós dois nos bastamos. Na caminhada, uma cadeira vazia e, de lá, percebo de onde saíra a solidão. A cadeira, por anos esperou a solidão. Agora acompanhada, a cadeira vazia agradece e, em troca me oferece o por do sol como nova companhia.

Caminho em direção ao poente, andando rápido em contraponto com o vento, que foi fazer a curva bem distante, num lugar que, agora, existe.

O sol se põe e, mais uma vez me deixa só. E eu já não tenho mais a companhia da solidão, que resolveu sentar na cadeira da estrada onde ninguém passa, nunca. Só eu e a solidão.


SEUS MININO, PARE DE ROBÁ NÓIS!

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Envelhecido pelo sofrimento, o nordestino não quer regalias. Quer compreensão e respeito!

“Quando ocorrem períodos prolongados de estiagem, a maior parte da população sertaneja enfrenta muitas dificuldades por causa da falta de água. Com o proposito de facilitar ações para combater as secas e diminuir seus efeitos sobre a população sertaneja, o governo federal delimitou em 1951, o chamado Polígono das Secas.

Inicialmente o Polígono abrangia cerca de 950 mil km², estendendo-se basicamente pelas áreas de clima semiárido. Entretanto, após a ocorrência de grandes secas, a área do Polígono foi ampliada, alcançando parte do estado de Minas Gerais, também atingido pelas estiagens.

Diversos órgãos do governo são responsáveis pelo combate às secas, especialmente o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), que coordena programas de irrigação, construção de poços artesianos e açudes, bem como a formação de frentes de trabalho, entre outras funções, visando amenizar os problemas da população.

Na região Nordeste existe a região do semiárido que é delimitada pela região chamada de Polígono das Secas. Esta compreende partes de quase todos estados da região: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, sendo exceção o estado do Maranhão, por possuir regularidade de chuvas, em relação aos outros estados da mesma região, podendo ainda ser atingido pela seca. Também é incluído quase todo o norte de Minas Gerais.

Causas – O fenômeno das secas no Brasil se dá por causas naturais, uma região que apresenta alta variabilidade climática, ocorrendo quando a chamada zona de convergência intertropical (ZCIT) não consegue se deslocar até a região Nordeste no período verão-outono no Hemisfério Sul, sobretudo nos períodos de El Niño. A ZCIT apresenta um movimento meridional sazonal, com uma posição média anual junto à latitude 5 graus Norte, em meados de Abril a ZCIT atinge 5 graus SUL responsável pelo período chuvoso no Centro-Norte do MA, PI todo o CE, norte do RN e áreas isoladas do sertão da PB E PE. Já na região leste do norte, onde não tem influencia da ZCIT (PE, AL,SE,BA) a destruição da Zona da Mata tem contribuído para a elevação da temperatura regional, no leste da região.

Desde 1605, a região já enfrentou dezenas de períodos de seca. Alguns de gravidade tão elevada que geraram aceleração do êxodo rural para outras regiões.

A seca não é somente um fenômeno ambiental com consequências negativas, como a realização de uma alea (evento) natural sobre uma população vulnerável, mas um fenômeno de dimensões econômicas, sociais e políticas secularmente presente na vida da população do NE brasileiro. Trata-se de um problema de distribuição dos recursos naturais, sobretudo da água. A seca permite uma medida do quanto a água e a terra encontram-se pouco disponíveis para a porção mais pobre da população rural nordestina. A região não é desértica, como se poderia pensar numa primeira abordagem, mas apresenta um clima semiárido. A precipitação anual em Paris (França) é similar em sua quantidade à precipitação sobre partes do Nordeste. Mas é claro que a distribuição da precipitação e a quantidade de evapotranspiração são diferentes entre essas regiões. No NE a distribuição da precipitação apresenta-se altamente variável de um ano para outro (associada ao fenômeno de variabilidade climática). Por outro lado a evapotranspiração potencial no NE também é relativamente maior devido a maior incidência de radiação solar. Assim, a seca nordestina do Brasil é um problema bastante complexo. Ao longo da história brasileira a manutenção das regras sociais, do status quo da elite dominante (oligarquia nordestina) jogou contra uma democratização e distribuição dos recursos ambientais, assim estabelecendo os limites da ação das classes sociais, subordinando uma à outra diretamente.

Problemas identificados – O governo do Brasil, muitas vezes tentou combater os efeitos das secas incentivando e construindo grandes açudes, (Exemplo típico o Açude de Orós), a perfuração de poços tubulares, a construção de cacimbas, e a criação das chamadas “frentes de trabalho”.

Estas atitudes têm sido paliativas, pois, movimentam capital, geram subempregos e evitam, de certa forma, a migração e o êxodo rural. Porém, a corrupção, o coronelismo e a chamada indústria da seca, têm impossibilitado a resolução definitiva do problema a ser dada não somente com sobreposição de rios e construção de canais para a perenização dos cursos de água, irrigação e fixação do nordestino em seu território, mas também incrementando a democracia, a participação política e a mobilidade social.

Indústria das secas – Indústria da seca é um termo utilizado no Brasil para designar a estratégia de certos segmentos das classes dominantes que se beneficiam indevidamente de subsídios e vantagens oferecidos pelo governo a partir do discurso político da seca. O termo começou a ser usado na década de 60 por Antônio Callado, que denunciava no Correio da Manhã os problemas da região do semi-árido brasileiro.

O Governo Federal Brasileiro dispõe de alguns programas, como a Operação Carro-pipa desenvolvida pelo Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, com o Exército Brasileiro, que buscam contornar os efeitos da seca e minimizar a falta de investimento em infra-estrutura básica em determinadas regiões do país.

A problemática da seca remonta aos tempos de Dom Pedro II, que chegou inclusive a afirmar, que venderia as jóias da coroa, fato que não aconteceu, para acabar com o problema, agravado pela grande seca do Nordeste em 1877.” (Transcrito do Wikipédia - Seca no Brasil).

Não há porque duvidar dessas informações. Algumas são realmente incontestáveis, mas, felizmente, quem escreveu o fez por anotações de outras pessoas que, com certeza, nunca enfrentaram de frente ou sentiram na pele “esse bicho feroz que é a seca”!

A “seca” é algo aterrorizante e, só quem a viveu, enfrentando as agruras, sabe realmente o que ela significa e, nunca ninguém fez chover “com dinheiro”. Dinheiro – ainda que pretendam chamar isso de investimento – jamais vai resolver o problema da seca em definitivo.

Exemplo: falta dinheiro em São Paulo? E por que a seca está incomodando São Paulo? Alguém neste planeta vai resolver aquele angustiante problema com dinheiro?

O caso específico e pontual de São Paulo, sabemos, é apenas um desabastecimento intempestivo – causado por crises de gerenciamento e equilíbrio de consumo – que está longe de atingir, por exemplo, a produção da agricultura que, no Nordeste, é elemento forte de sobrevivência da população.

Embora não se saiba quem disse isso, mas os nordestinos que atingiram a faixa etária dos 80 anos e ainda são lúcidos para contar essas histórias, sempre ouviram falar que, a pior seca, a mais avassaladora, foi a de 1888, que alguns se lembram, chamando-a de “seca dos três oitos”. (1888/1889 – Lavouras destruídas e vilas abandonadas em Pernambuco e Paraíba. D. Pedro II criou a Comissão Seca (depois Comissão de Açudes e Irrigação), como resultado cria-se o projeto do Açude do Cedro na cidade de Quixadá, no Ceará.)

Mas, quem viveu e enfrentou a seca, como nós, sabe também que, a de 1957, mesmo sendo devastadora, não superou a de 1888.
Em 1888 a população das regiões Nordeste e Norte era muito menor que em 1957, 69 anos depois. As dificuldades em 1888 também eram maiores, haja vista que os meios de transportes para locomoção no êxodo rural, e a malha viária eram completamente diferentes. Muitos, sabe-se, teriam morrido por falta de socorro, pelo precário atendimento médico em função da precariedade dos meios de locomoção.

E, muitos só não morreram de fome, por conta do êxodo rural. Nunca a região Sudeste recebeu tantos nordestinos tangidos pelas secas – a de 1888 e a de 1957.

ASA BRANCA – Da autoria de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira:

Quando olhei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de prantação
Por falta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Então eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe, muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão

Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração

E, nesse imenso contingente de sofredores, há quem afirme que, a partir daí, nasceu a “indústria da seca”, institucionalizada com a criação do DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas). Também a partir daí, estudiosos e pesquisadores que se posicionavam contrários às propostas e ideias governamentais de que “dinheiro resolve o problema” criou e desenvolveu um clima de animosidade e abriu um canal de falcatruas entre “o cofre” e o “destino final”.

Sem escolarização, mas também sem serem idiotas, aqueles que sofriam com as dificuldades e tinham como escudo apenas a coragem para enfrentar a seca, começaram a acreditar muito mais nas crendices. Nos milagres do “Padim Ciço” e nos resultados das orações e promessas feitas para São José – padroeiro do Ceará. Se assim não fosse, fariam o quê?

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Em oração, sertanejo do nordeste pede bênção divina

Embora os índices sociais apontem números diferentes, na região Nordeste os estados do Ceará, Paraíba e Piauí são os que sofrem mais com a seca. Com qualquer seca. A devastação de 1888 quase se repetiu em 1957.

No Ceará os governantes não ficaram parados. Precisavam encontrar uma fórmula para não devolver a dinheirama cambiada para “fazer chover” via instituições federais. Criaram a FUNCEME (Fundação Cearense de Meteorologia) para bombardear nuvens – esquecendo a mítica adoração por São José, São Francisco de Canindé e Padim Ciço.

Pelo sim ou pelo não, os índices pluviométricos sofreram oscilações no Ceará – embora Irauçuba (um município cearense aonde a seca chega primeiro e é mais devastadora) continue cinzenta a cada ano por mais de seis meses – e, muito mais por obra divina que pelo “dinheiro que faz chover”, tem ano que a chuva causa estragos.
E aí vejam o que acontece:

Súplica Cearense – Música da autoria de Gordurinha, com Fagner:

Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar

Oh! Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso o sol se arretirou
Fazendo cair toda chuva que há

Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho
Pedir pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão

Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Oh! Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar

Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará.

A região Norte do Brasil não enfrenta problemas de seca. Tem uma quantidade enorme de rios perenes que banham também a chamada região meio-norte. Mas essa vantagem tem sido minimizada a cada ano, com a construção de hidrelétricas que acabam por mudar os benefícios diretos aos lençóis freáticos. Se assim não fosse, o próprio governo brasileiro não estaria tentando minimizar a situação da região Nordeste com a transposição do leito do Rio São Francisco, para beneficiar, principalmente, a agricultura e a pecuária.

E, essa, não duvidamos, pode ser a mais festejada medida social, mais eficiente que o Bolsa Isso e Bolsa Aquilo, que tem funcionado apenas como um cabresto eleitoreiro.

O nordestino não quer favores. Quer respeito. Criado há dezenas de anos o BNB (Banco do Nordeste do Brasil) não atinge à camada mais carente da agricultura que precisa da água para o plantio e de saúde para continuar trabalhando na luta incessante de criar a família.

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Retrato de quem não precisa de projetos sociais – mas de compreensão

A transposição do rio São Francisco não resolve apenas os problemas da agricultura na região Nordeste. Tem, também, a vantagem de garantir a diminuição exagerada do êxodo rural para o Sudeste e, com isso, minimizar os problemas sociais e de segurança urbana que atormentam os gestores dessa região.


BRASIL INSEGURO E VULNERÁVEL

Não é, sabemos, um fato simples. Queremos nos reportar à morte trágica do pernambucano Eduardo Campos, candidato a Presidente que começava a dinamizar a sua campanha. Um desastre aéreo o vitimou, levando junto alguns assessores e toda a tripulação do avião particular em que viajava.
 
Esse fato intempestivo mudou por completo o rumo das próximas eleições, que caminhavam para uma mesmice que permitia antever o desenlace.  Um desenho indefinido demonstrava que, haveria possibilidade da decisão chegar a um segundo turno. A morte de Eduardo Campos mudou a posição da então candidata à vice, Marina Silva que, de uma hora para outra ascendeu à preferência, sendo transformada, agora sim, numa salvadora da Pátria.
 
O fato, entre outras coisas, serviu para eviscerar as entranhas da política e da cultura brasileira – e nem se leva tanto em consideração o aspecto religioso de um País inteiro pretender “premiar” ao ex-candidato Eduardo Campos com a vitória de reconhecimento e agradecimento – apresentando-a como frágil e dúbia, a ponto de ceder e sofrer significativa mudança com um fato dessa natureza.
 
Outro aspecto que sugere preocupação, é que o acidente fatal, possibilita igualmente, que maledissentes teorizem e fiquem imaginando a possibilidade de algum tipo de “sacanagem” com o avião. Isso, a desconfiança, é algo caracteristicamente brasileiro. Qualquer coisa, por mais simples e clara que seja, aparece sempre alguém para imaginar boicote ou coisa do gênero. É, culturalmente, algo nosso. Somos donos disso. Mas, até provem em contrário, é para isso que os órgãos institucionais competentes existem. Esperemos!
 
Mas, hoje, quarta-feira, é dia de escracho. Vamos a ele, mostrando um leque de fatos e caos engraçados. Vamos rir, pois não faz mal a ninguém.
 
No retrato 1 – Logo abaixo, a véia atarentada, numa tarde, sentada cuvéio no terraço da casa, relembra mais um aniversário de casamento. Convida o véi prumode apreparar um porco para comemorar a data. O véi num lhe dá nenhum futuro, e manda ela se aquietar.

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Tarde de conversa no terraço da casa de interior

No retrato 2 – A Bar do Lula, que acabou de ganhar um “miricido” titlo onoris cause nim Portugal, arresolveu botar na pedra a sua esmerada tabela di preços pra tudo que inziste pra vender no estabelicimento. Espie aí nim baixo e veija se esse bar tem algum futuro.

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Tabela de preço adindone Lula recebeu o títlo

No retrato 3 – Esse cabra aí pode inté num sê um mudelo de belezura. Agora, que ele é apaixonado pela Fernanda, qualquer que seja essa Fernanda, isso é.  E ele tavo tão disisperado pela Fernanda, que queria porque queria viajar pra Santos e embarcar no mermo avião do Dudu dos Zóis Azul. Pra ele teria sido uma consagração, não apenas morrer ao lado da paxão eterna. O que alegrava ele, era que podia ter sido enterrado ao lado da amada, pois num acreditava que os peritos fossem reconhecer os restos de Fernanda da forma que ficaria. Seria a glória. Por isso que ele queria pegar o primeiro avião. Qualquer avião, ainda que fosse cair, dedsde que ela estivesse junto. Tem futuro um hômi bonito desses?

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Esse é o apaixonado de Fernanda

No retrto 4 – Quando vosmicê percurar adjitorar o istambo numa pensão de palmares, tenha muito cuidado com o pedido que faz e, mais ainda, com o que você recebe prumode incher a barriga. Com a maior certeza, se vosmicê tiver ao lado de Maurino Júnior e pedir à garconete um “bife na chapa”, com certeza vai receber esse que tá aí. Tem futuro um restaurante e um acompanhante desses?

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Qual é o futuro desse bife?


SEXO – ANTIGAMENTE, E NOS DIAS ATUAIS

Esse é um assunto deveras complicado. Não deveria ser. Mas é. Infelizmente. Desde que o mundo é mundo, se faz sexo. Se assim não fosse, provavelmente não existiríamos – embora ainda seja alimentada a mentira que você e outros “chegaram trazidos pela cegonha”.sb
 
Ainda não se pode dizer que houve uma evolução, tampouco que as mudanças que aconteceram eram necessárias. Lá “nos antigamentes” conheceu-se a estória Sodoma e Gomorra. Perversão comandada pela embriaguez – as drogas de hoje ainda não estavam em uso.
 
Sodoma e Gomorra (do hebraicoסְדוֹם Sodom e עֲמוֹרָה Amorah ) são, de acordo com a Bíblia judaica, duas cidades que teriam sido destruídas por Deus com fogo e enxofre descido do céu. Segundo o relato bíblico, as cidades e os seus habitantes foram destruídos por Deus devido a prática de actos imorais. Entretanto, arquelogistas nunca encontraram nenhuma evidência significativa da existência de Sodoma e Gomorra.” (Transcrito do Wikipédia).

Será que os pervertidos realmente morreram todos queimados? Ou será que fugiram e renasceram em outros lugares, ou, isso tudo é apenas uma questão filosófica e cultural? Será que Freud explica?

A prática é boa, salutar. Gostosa quando se faz sentindo amor por quem você ama. Vira transgressão e muda de cor, atingindo algum dos 50 tons de cinza, quando é feito por interesse pecuniário, ou, quando se faz por fazer. Sem prazer. Vira aberração.

Falar em sexo é ainda tabu no Brasil. Pais gostam de fazer, mas ficam distantes na hora de falar aos filhos. Alguns, infelizmente, entendem que o lugar de falar de sexo é na escola. Mas, como entenderiam e agiriam se, vez ou outra, a “filha” chegasse para eles e dissesse que teve a primeira experiência de prática sexual, na escola?

Claro que esse tabu não é regra geral. Mas, mente quem tenta escondê-lo.

Você que lê este texto despretensiosamente pudico, já disse alguma vez para a sua filha adolescente – as de hoje, mesmo! – se fazer sexo nos dias da menstruação é bom ou prejudicial?

Antigamente, sexo e sua prática era muito mais tabu. Sexo era algo para dentro de quatro paredes e, preferencialmente, numa casa com mais membros que o casal, quando todos estivessem dormindo. Ainda existem lares assim. Infelizmente (claro, não estamos aqui propondo que sexo seja feito às claras e na sala de visitas!). Até porque, “escondidinho” gera um clima melhor.

Sexo bem feito e por amor, é algo saudável – e procriador!

Mas, se houve alguma evolução da espécie humana, será que essa também aconteceu na prática sexual? No fazer amor – qualitativa e moralmente falando?

Sabe-se ao longo dos tempos que, o homem – falamos do “masculino” – sempre foi um cachorro no item sexo. Como ilustração, lembre a forma de masturbação masculina e compare-a com a feminina, que é algo de sublimação do carinho. O homem, nessa condição, vive “aquele desespero”, enquanto a mulher chega ao orgasmo de forma sutil, carinhosamente.

Num passado não tão distante, entre nós brasileiros, fazer sexo era algo quase que exclusivo dos “casados” e, raramente, daqueles que pulavam a cerca. Quando isso era descoberto, a família vivia uma tragédia. Fora disso, o homem ávido por sexo procurava a prostituição, saindo do prazer que focamos nos primeiros parágrafos, para a perversão. Sexo por dinheiro.sexo1

A mulher, antes passiva no sexo, descobriu que é melhor ser ativa.

No interior do Ceará, naqueles povoados onde a juventude vivia muitas molecagens e aprontava quase todos os dias (na verdade, noites), os boquirrotos costumavam contar para os amigos:

- Hoje ganhei 20 mil réis!!!

- Como? Indagava o interlocutor.

- Peguei a cédula, botei debaixo do pé e toquei uma bronha! Esses 20 que eu pagaria para a “Raimunda”, economizei e vou botar no cofrinho da poupança!

Além disso, ainda que nas casas da prostituição, o sexo era respeitoso. Era pago, mas era respeitoso. O homem que falasse em sexo anal para a prostituta recebia tapa na cara e ainda tinha que ouvir:

- Me respeite seu merda! Quer fazer isso aí, procure um baitola!

Hoje muita coisa mudou. Fetiches, posições, preliminares nem sempre decentes, boquetes, cremes e outros. Já existe quem condene o “papai-mamãe”, posição que existe desde o nascimento do sol, da lua e das estrelas.

Sexo pervertido, hoje, é algo normal. Quem assim não faz, é preconceituoso. E, em muitos lares, aquele “respeito” que as prostitutas exigiam, quase que virou rotina nos escurinhos dos quartos onde estão papai e mamãe.

A única coisa que não mudou em nada, foi o distanciamento dos pais. Os pais não conversam com os filhos – e se escondem no biombo da hipocrisia, dizendo quase sempre que, “ainda não é hora para isso” ou, “isso, quem tem que ensinar é a escola”!

E aqui não se pretende ensinar a pais a dizer e conversar isso com os filhos. Desculpe o termo chulo, mas, fazer sexo é igual a cagar – é uma necessidade e ninguém ensina alguém a fazer sexo. Qualquer um descobre. Qualquer um vai descobrir o melhor sexo, a melhor forma, a melhor posição e até os seus melhores fetiches.

O que se entende que os pais precisam fazer, é orientar os filhos para as inconsequências do sexo malfeito, incluindo uma gravidez indesejada. As doenças venéreas, hoje, são mais mortais. São mais perigosas. Quase que saíram do mapa o chato, a gonorreia, o cancro, o cavalo e outros que, antes, podiam até não matar, mas incomodavam muito.

Dizia a minha avó:- Secho é muito bom. Faiz bem ao figo!

- Ao fígado, vovó? Como assim?

- Minino, apois num é que onte eu tavo, aduentada, escabriada e, quando foi na boquinha da noite, o teu avô, que mais parece um jumento, butô tudim dento de mim que inté bateu no meu figo! Tô boazinha que só!


A GAFIEIRA

Moramos por mais de 20 anos no Rio de Janeiro. Quando ali chegamos, viajando por via terrestre desde Fortaleza/CE, moramos por alguns breves dias na Rua Itapiru, no Rio Comprido. Dali, fomos morar na Avenida Gomes Freire, Centro, num trecho que ficava próximo da Rua Riachuelo. Era um “pulo” para a antiga Lapa, centro nevrálgico da boemia e da malandragem carioca.

Embora tenha virado institucional, aprendemos, também, que “carioca” não é aquele que nasce no Rio de Janeiro, embora assim e por isso seja tratado. “Carioca”, aprendemos com a vivência na Cidade Maravilhosa, é um estado de espírito, uma forma de ser, de viver e de curtir a vida, embora assim não esteja definido em nenhum manual.

E, pelo menos nos idos dos anos 60 e 70, curtir a vida era viver intensamente, aproveitando todos os bons momentos. E nisso está embutido o verbo “dançar”. Dançar qualquer dança. Dançar com peso forte no divertimento.

Naqueles tempos, quando se falava na Lapa, era a garantia que ali era um dos principais pousos para quem desejava se divertir, dançando. E, dançar, pode ser até mesmo em casa. Mas, duvidamos que quem esteja no Rio de Janeiro dance em casa, deixando de lado as inúmeras opções disponíveis.

Veja, como exemplo, esses três locais simplesmente maravilhosos, ainda nos dias atuais.

Gafieira Elite:

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Clube Elite antes e, hoje, simplesmente Elite – local da gafieira

Quem conhece o centro do Rio de Janeiro sabe onde fica a Rua do Senado. Sabe, também, onde fica a Rua Frei Caneca e, sabe mais ainda, que é a Praça da República o aprazível logradouro que separa o final da Rua do Senado do início da Rua Frei Caneca. E, a Elite, antigo Clube Elite, e hoje Gafieira Elite fica exatamente no começo da Rua Frei Caneca, 4.

Fundado no dia 17 de julho de 1930, pelo homem da noite e empreendedor Júlio Simões, o então Elite Clube foi por anos seguidos o melhor local de “danças” que existia no Centro do Rio de Janeiro. Conta a história que, a partir de 1940, uma família espanhola passou a administrar a casa de diversões. E a primeira providência da família Fernandez, foi transformar o Elite Clube na Gafieira Elite, sem mudar nada na excelente programação, que continua atraindo centenas de dançarinos ávidos por se divertirem.

O lugar não ostenta luxo. Mas os frequentadores são de muito bom gosto, o que garante a esmerada programação por parte dos proprietários. Nomes consagrados da música brasileira sempre pontificaram ali: Tim Maia, Lenine, Raul Seixas, Emílio Santiago e, pasmem, até Elis Regina.

Gafieira Estudantina:

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Gafieira Estudantina, lugar popular, democrático e de muito bom gosto

Como se fora um prolongamento da Lapa pela Rua do Lavradio cortando a hoje Avenida Chile que é continuada pela Rua do Senado, chega-se facilmente à Praça Tiradentes. Ali, no número 79 e disputando espaço, reconhecimento e preferência com o Teatro Carlos Gomes e o Teatro João Caetano, existe desde 1932 a Gafieira Estudantina, carinhosa e popularmente conhecida apenas por “Estudantina”. E, no Rio de Janeiro, quando se fala “Estudantina”, todos sabem do que se trata.

A Estudantina é uma das casas mais tradicionais do Rio. Foi criada em 1932, na Praça Tiradentes, e mesmo em épocas de desvalorização da dança de salão, conseguiu manter seu salão repleto de casais, tanto os pés-de-valsa como os pernas-de-pau. Nela, você encontra ainda aquelas figuras folclóricas – e elegantíssimas – vestindo calça branca, camisa de seda vermelha, sapato bicolor e chapéu panamá, com seus lencinhos na mão prontos para enxugar a testa. O tradicional cartaz com os estatutos da gafieira ainda está lá pendurado na parede, lembrando aos desavisados que não é permitido beijos, nem saliências no salão.” (Fonte: Google).

A pista de dança fica num grande salão, localizado numa construção do século passado e está ali desde quando a Praça Tiradentes fervilhava na noite do Rio com seus antigos e movimentados teatros, há mais de 70 anos atrás.

Alguns exímios dançarinos ainda ocupam a pistas de dança nos dias atuais, e tem o hábito de convidar outras pessoas para fazer par, com o objetivo de se divertir através da dança de salão. Quem domina o ambiente é a alegria, e o serviço de bar é bom, com preços acessíveis e bem populares.

Clube dos Democráticos:

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Clube dos Democráticos – tombado pelo IPHAN

Localizado na Rua Riachuelo, números 91/93, na Lapa, Centro do Rio, o Clube dos Democráticos é outro excelente local de diversão pela dança. Também está localizado no centro boêmio do Rio de Janeiro antigo.

Fundado em 19 de janeiro de 1867, o Clube dos Democráticos é a mais antiga sociedade carnavalesca do Brasil e uma das poucas ainda em atividade. Sua bela sede na Lapa – o Castelo dos Democráticos, foi tombada pelo IPHAN em 1987, e está ressurgindo, voltando aos tempos de glória, graças à coragem de músicos da nova geração, que estão promovendo boas noitadas, garantindo também a frequência do público jovem.


PAI, ALGUÉM ALÉM DO INVISÍVEL

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Pai protege e guarda o filho – ainda que seja um pássaro

Hoje, para render homenagem aos pais, resolvemos escrever algo diferente. Como se estivéssemos num teatro, para assistir uma peça com o nome de “Pai”. O Pai que luta de sol a sol sem medir esforços nem enxugar suor, para dar o melhor aos filhos. O Pai que castigava e beijava e, hoje, adjudicou esse mister à polícia e já não beija porque isso virou pedofilia.

Meu Pai encantou-se em 1976. Ainda lembro a figura esguia, magra e extremamente dedicada às leituras, arrumando pacotes de jornais meticulosamente, para enviar para o Rio de Janeiro – para que o filho, EU, não ficasse desligado dos fatos da terra. Coisas de Pai.

Foi ele que me ensinou a torcer pelo Ceará Sporting Club e me ensinou a torcer pelo Botafogo de Futebol e Regatas. Foi ele que me ensinou a ler. Foi ele que me ensinou que o verbo “chover” é um verbo irregular por não poder jamais ser conjugado em todos os tempos e pessoas. Foi ele que me ensinou a ser humilde, a respeitar o próximo e, principalmente, ser temente somente à Deus. Foi ele que me ensinou a ser reto. Honesto e franco. Foi ele que me ensinou que, ninguém consegue agradar a ninguém, se, antes, não agradar a si próprio.

E, para ser bem moderno, se você teve ou tem um Pai assim, “curta” e, se desejar, “compartilhe”!
 
PRIMEIRO ATO

A intera

Abre-se o pano. Lentamente e, ao fundo, o solo de Márcio Montarroyos, da música “Pai”, de Fábio Júnior.

Numa casa de seis cômodos, mobília simples onde se destacam na sala, uma cristaleira e uma cadeira de balanço de vime, uma mesinha de centro com pés torneados, enfeitada com uma pequena toalha de croché. Um vaso de plástico, com flores também de plástico é a principal peça de ornamentação.

No quarto principal, uma cama de casal coberta com uma colcha de retalhos e uma rede tijubana armada próximo da janela. Nos demais quartos (dois) as redes ainda estão armadas e, numa estante sem portas, livros desarrumados anunciam que ali, alguém estuda. Geografia de Aroldo de Azevedo; Matemática de Ary Quintela. Régua e compasso de madeira; estojo de lápis de cores; cadernos Avante.

Na cozinha ampla, um lavatório simples; uma pirâmide com panelas de alumínio; fogão com quatro bocas; uma mesa de madeira com seis cadeiras sem toalha. Mesa posta e, no centro, uma quartinha com água. Não há geladeira. É a casa de Jordina e Alfredo, mentores e gestores da família Oliveira Ramos. É “hora do almoço”. Apenas “hora”!

O serviço está pronto. Cinco pratos brancos de ágata esmaltada. Baião de dois é o prato principal e, naquele momento, único.

- Ninguém come, ninguém belisca! O “Pai” está chegando e traz a “intera”!

Os quatro filhos se olham, esboçam um sorriso, mas ninguém se atreve a desobedecer à mãe. Todos esperam a chegada do “Pai”. O cachorro Brotoeja levanta a cabeça e late. Balança o rabo e parte para a porta. É o “Pai”, chegando. E chega a “intera”: duas latas pequenas de sardinha Coqueiro.

Jordina abre as latas de sardinha e põe a esquentar. Acrescenta cebola e tomate e farinha para fazer a farofa mais gostosa do mundo. O primeiro a se servir, é o “Pai”. Afinal de contas, ele é o herói.

Fecha o pano. Fim do primeiro ato.

COMENTÁRIO: Meu Pai, Alfredo, teve seis filhos com minha mãe, Jordina. Francisco (falecido), Adilson, José, João, Jandira (falecida) e Jorge. Funcionário público (professor), comunista na ilegalidade, que foi demitido quando descoberto. Para sustentar a família, passou a trabalhar como Cobrador de ônibus interurbano. Voltou ao serviço público como Fiscal a Fazenda, onde faleceu antes de se aposentar. Criou os filhos com rigidez diferente da “democracia” e modernidade atual. Nunca “açoitou” os filhos, mas nunca permitiu deslizes de qualquer espécie. Punia com um simples olhar. Todos “tinham que estudar”. Todos estudaram. Apenas dois concluíram o terceiro grau: Francisco, Advogado; José, Jornalista. Faleceu em 1976 e deixou um único legado para a família: retidão e honestidade.

Na família, criada com muito sacrifício – como a cena do almoço! – nunca surgiu homossexual; político; doente mental; esquizofrênico; mentiroso, nem petista. Afinal, Alfredo é diferente de Lula. Fecha o pano, rápido.

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O Criador material e a cria. Isso precisa acabar num “Asilo”?

SEGUNDO ATO

O sangue e o amor
 
Gervásio, sócio de um pequeno negócio de venda de pescados tinha apenas duas metas na vida: se dar bem no negócio que escolhera e abraçara como meio produtivo para garantir o sustento da família; e, investir na própria família, garantindo a boa educação dos três filhos – todos do sexo masculino.

Cinco horas da manhã já estava de pé, enfiado naquela barafunda de negociação do pescado. Enchova, pescada, mexilhão, ostras, camarão, cavala, bagres. Na compra e venda garantia o “feijão” da família. Do trabalho para casa e de casa para o trabalho. Férias, nunca gozou. Aos filhos, achava que deveria proporcionar esse direito. Afinal de contas, passar mais da metade das 24 horas do dia com a cara e as mãos enfiadas no trabalho, não era coisa que lhe “matasse”. Mas entendia que era “perigoso e desumano”, que os filhos estudassem por seis horas durante o dia, oito meses durante o ano e, “coitadinhos”, não gozassem uns dias de férias.

Os filhos, nas férias, já conheciam quase todo o Brasil, sempre viajando de avião. Gervásio entendeu que seria mais econômico e prazeroso, se os filhos viajassem, nas férias, por via terrestre. Trabalhou e trabalhou. Trabalhou muito e amealhou dinheiro para comprar um carro. Um Monza 2.0, cor branca.

Pagou escola de motorista para os meninos, que, afinal de contas, ainda não trabalhavam para se sustentar. Aprenderam rápido e, mais rápido ainda, “se liberaram”. Criaram asas e vontade própria. Se modernizaram.

Um dia, o irmão mais jovem desentendeu-se com o irmão mais velho. Quase chegam às vias de fato, não fosse a pronta intervenção do “Pai”. Aborrecido, o mais jovem pegou as chaves do carro e, aos gritos de que “naquela casa ninguém gostava dele” e todas as atenções e razões eram para o irmão mais velho, gritando afirmou ainda que, o “Pai”, a partir daquele momento não era mais o “Pai” dele. Que ele ficasse com o filho mais velho e preferido.

Desesperado, dirigia o carro em alta velocidade. Numa avenida movimentada, a mais de 100 Km atropelou um pedestre que atravessava a avenida na faixa. O pedestre teve as duas pernas fraturadas e, ele, mais na frente foi detido pelos policiais e conduzido para um Distrito Policial.

Minutos mais tarde, refeito do susto e da bobagem, pedia informações sobre a pessoa atropelada, e foi informado que o estado de saúde dessa pessoa não era tão grave, mas ele precisaria pagar uma multa para ser liberado, além de assinar termo de comprometimento de custear o tratamento médico da vítima. Duas horas depois, o Agente Policial o chamava na sala do Delegado. O “Pai” que ele não queria mais ver pagou a fiança arbitrada e ele foi solto. Fecha o pano, rápido. Coisas de Pai. É para isso que eles servem.

besta3 dom10
 
Pai, literalmente jogado num Asilo para Idosos

TERCEIRO ATO

Meu pai não está aqui, porque eu sou filho!
 
Abre pano, lentamente. Um homem com 75 anos está sentado num banco de praça. É apenas um banco de jardim na casa de repouso Lar dos Idosos. Um jovem, com ares de Repórter, acompanhado por outro com câmera de televisão, se aproxima.

- Bom dia, senhor! Está bonita esta manhã, não acha?

- Ainda é manhã? Estou me sentindo cheio, como se já tivesse almoçado!

- Não, senhor! Ainda é de manhã! Posso sentar ao seu lado para conversarmos?

- Conversar? Você, um jovem, quer conversar comigo?

- Quero!

Um silêncio demorado intercala mais uma pergunta que o jovem Repórter faria, na tentativa de arrancar a solidão daquele homem de 75 anos.

- O senhor gosta de estar aqui? O senhor tem família?

- Você, ao longo dos três anos que estou aqui, é a primeira pessoa que me faz essa pergunta: se eu gosto de estar aqui! Nem quem me deixou aqui perguntou isso.

- E o senhor tem família?

Mais um longo silêncio, como se cada resposta fosse desnecessária, ou se necessitasse ser avaliada para ser emitida.

- Tenho. Tenho um Pai!

- O senhor ainda tem Pai? Onde ele está?

- Tenho Pai, sim! Ele está na casa do meu irmão.

- Qual é a idade do senhor e qual é a idade do seu Pai?

- Tenho 75 anos. Estou aqui há pouco mais de três anos. Meu Pai tem 96 anos!

- Ué! O senhor tem 75 anos e está aqui. O seu Pai tem 96 anos e não está aqui?!

- É. Não está. Ele tem filhos!

Mais um último e derradeiro silêncio. Percebe-se que o Repórter precisa pigarrear. Talvez para esconder a emoção e evitar lágrimas.

- E o senhor, não tem filhos?

- Tenho! Mas os filhos de hoje, são outros!

Fecha o pano rápido.


EI MACHO RÉI, TU É VEÍM PRA PÔRRA!

Voltamos ao assunto, só prumode bulir cusvéios que frequentam este JBF. E, espero que não venham tirar onde de jovens. Tem gente que aparece por aqui e é mais véio que a posição que cahocrro coça o furico, arrastando no chão!

Espie aqui: se Charles Chaplin é teu ídolo, e se tu num alcançou o cinema mudo e a televisão nunca mais passou filmes com ele, cuma é que tu gosta dele? Tu num tá escondendo nada?  A tua idade, por exemplo?!

E tu bebeu mingau na mamadeira ou tu já comeu foi papinha daquele potinho comprado no supermercado?  Apois hômi, se tu bebeu mingau, ele era feito de farinha moída naquele moinho afixado na mesa ou socada no pilão e depois passada na peneira. Se não edra assim, o mingau era feito com Maizena. Vem cá, tu acha que Maizena é coisa nova, acha?

Arre égua, macho véi! Tu é véi pra pôrra!

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Maizena – “Amido de milho” da Duryea

Tu se alembra que, quando tua mãe acabava de fazer o mingau, os teus irmãos mais veíos ainda ficavam brigando prumode “raspar” o papeiro? E isso é coisa de gente nova, é?

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Catrevagens que ainda se vende nos brechós

Nóis veím num era adepto de fazer essas coisinhas modernas que alguns de hoje fazem – fumar diamba, dar o roscofe, mentir prupai, enrolar a mãe – mais nóis tomém já fizemos muito nos nossos tempos, nera não? Tu se alembra dagente espremeno lança-perfume no lenço e cherano? Tu se alembra dos caras tirano pino nas minas dentro do ônibus?

Tu usou cueca samba-canção? Tu usou brilhantina Glostora? Tu escutava César de Alencar na Rádio Nacional?  Tu era fã de Marlene, de Vicente Celestino, de Donga, de Ademilde Fonseca, de Ângela Maria e Caubi Peixoto?

Arre égua, e tu é novo?

E essas catrevagens que tem nessa foto aí de riba?  Tua mãe usou esses cinco ferros de passar roupas, inclusive aquele de alumínio com cabo encarnado? E esse trambolho de carretel para tirar água da cacimba, tudo usou? E esses porta-retratos usados pelo tetravô do Sarney, tu tinhas um em casa? E esse saca-rolhas com cabo plástico? E esses cinzeiros?

E isso daí tudo é algo novo, é?

Bicho, tu é veím pra pôrra!

besta3 qua6

Balança da bodega da esquina

Agorinha mesmo tava me lembrando de quando minha mãe me mandava comprar meio quilo de feijão. Pra “iluminar” o feijão, mandava comprar 100 gramos de toucinho. Era sinal de que eu comeria “capitão”. Tu lembras de “capitão”? E isso é coisa de gente novinha, é?

Na bodega (hoje tu vais no supermercado) na esquina tudo era vendido depois de pesado nessa balança aí de cima. Dentro desse peso tinha sempre um pedaço de chumbo que, diziam, era para completar 1 Kg. De vez em quando esse chumbo sumia – o que significa dizer que tu pagavas 1 Kg e levava 900 gramos. Naquele tempo já tinha ladrão, sim senhor. Mas, era outro tipo de ladrão. Nada tinha com esses de hoje, lá de Brasília!

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Kichute – o primeiro calçado para quem jogava Futsal

Ei, tu se alembra desse “kichute” aí? Anos depois, quando ninguém aguentava mais de tanto chulé, chegou a marca Rainha – que era o tênis de marca de agora. E quando tu calçavas esse kichute, andava a pé no sol e começava a chover? Meu Deus, era um fedor insuportável!!! Era uma catinga miserável!!! Tu se alembra?

Eita, e tu quer ser novo, é?


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