NA BOQUINHA DA NOITE

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Boquinha da noite possibilita as pinturas divinas e a sonata das aves

Rápido, como se tangido pelo vento, o sol se escondia para nascer no dia seguinte, renovado, mas, antes, como que pretendendo dizer algo para Michelangelo, Pietro Perugino, Domenico Ghirlandaio e Sandro Botticelli pintores da Capela Sistina, misturava nos céus todas as cores possíveis e os pintava de um vermelho alaranjado, descortinando silhuetas de árvores e pássaros.
 
É assim que se despede, todos os fins de dia e, magicamente, anuncia a boquinha da noite. É Deus usando seus pincéis para permitir e renovar a beleza do vislumbre que nos permite viver a Natureza.
 
Longe dali, sem ser muito distante, andorinhas voam razantes procurando abrigo, como se o sol lhe desse asas (e, talvez as andorinhas estejam dizendo: até amanhã. Volte. Não demore. Queremos voar!). Fina como uma agulha penetrando na nossa carne, a pintura celestial fica ainda mais bela e divina com o cantar do Vem-Vem.
 
Desenhado e colorido, como se a Natureza usasse pincéis!
 
Se esconde mais rápido ainda, e dá um até logo para os olhos que vêem com o coração, aproveitando para dizer:
 
- Até amanhã!… Talvez eu esteja aqui no mesmo horário! Se não chover, prometo que volto.
 
A penumbra cai por completo. Sapos coaxam. Vagalumes chegam em filas indianas, dando mais tons de luzes e tintas que, nem que fossem ainda mais fortes substituiriam aquele vermelho alaranjado dos céus. É o belo que sai de Deus e nos mostra que está presente.

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Na varanda da casa, a boquinha da noite traz uma paz celestial; faz bem aos olhos e ao coração

Dentro da casa, no fogo do fogão a lenha, a água “freve” para o café. Essa é uma boca do fogão. Na outra, na amassada e carcomida pelo tempo e pelo uso, a caçarola dá um formato de carinho ao beiju de tapioca.
 
Cuscuz de milho, manteiga de garrafa. Inhame. Leite de vaca fervido. Café fumegante. Carne de sol e pirão de leite.
 
- O dicumê tá botado! Se abanquem!
 
É assim a mágica “boquinha da noite”, no sertão do Ceará. No povoado por onde passa a Estrada do Quebracho, em Bagé/RS; no interior de Palmares/PE e até na margem do açude de Dalinha Catunda, em Ipueiras. A tinta do céu depende do ângulo que o olho de quem vê com o coração, está.
 
Em qualquer lugar, de qualquer ponto que se olhe, é sempre assim, a boquinha da noite.
 
Porque o “pintor” é um Só!


C-R-E-M-I-L-S-O-N, O “SAPO”

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Em meados da década de 70, o Glorioso Botafogo de Futebol e Regatas havia perdido a bela sede social de General Severiano, localizada na Avenida Venceslau Braz, 72, Botafogo.

Dívidas administrativas da gestão Charles Bohrer e de presidentes que o antecederam provocaram a decisão judicial que culminou com o confisco do “Palácio alvinegro” para a Companhia Vale do Rio Doce.

Ferido de morte, o Botafogo foi salvo pelos gestores estaduais e municipais, e passou a treinar no campo que era utilizado pelo União de Marechal Hermes, localizado numa área que pertence ao Exército Brasileiro e tinha como vizinho o Campo dos Afonsos.

Imaginava-se que o “Glorioso” era apenas um bloco de gelo jogado ao sol e “derretia” rapidamente. Sem títulos, sem estrutura administrativa, literalmente carregado por alguns abnegados – entre eles o cantor Agnaldo Timóteo e alguns contraventores – o clube levou toda a sua combalida estrutura para aquele espaço. Ali, treinavam os profissionais e as categorias da base. Havia muitos anos não conquistava um título e poucos jogadores eram revelados, contrastando com o que fora construído em 62/63 e 67/68.

Sem dinheiro e sem credibilidade, não havia mesmo como contratar reforços que pudessem alavancar campanhas e levar o clube às vitórias. Treinadores demoravam pouco tempo e a crise parecia interminável.

De repente, alguém teve a ideia de patrocinar a volta do vitorioso técnico Mário Jorge Lobo Zagallo, que dera dois bicampeonatos ao alvinegro, fora também vitorioso no comando da seleção brasileira que conquistou o tricampeonato no México em 70, e naquele momento desenvolvia trabalho nos Emirados Árabes. Zagallo aceitou assumir o Botafogo para tentar soergue-lo.

Chegou o dia e a hora de Zagallo conhecer os futuros comandados. Reuniu todos no centro do gramado, junto com auxiliares da Comissão Técnica e foi sendo apresentado a cada um. Não demorou, e chegou a vez do atacante “Cremilson”.

- Como é seu nome? Perguntou Zagallo a Cremilson.

- Cremilson! Respondeu o atacante.

- Como? Perguntou mais uma vez o treinador.

- C-r-e-m-i-l-s-o-n! Respondeu pacientemente o jogador.

- Não tem nenhum apelido? Indagou Zagallo.

- Tenho. Respondeu o atacante.

- E qual é o apelido? Perguntou Zagallo, demonstrando impaciência.

- É “sapo”! Respondeu o jogador, arrancando risadas dos companheiros.

- É. É melhor deixar mesmo “Cremilson”! Encerrou Zagallo.  
 
Cremilson jogou apenas uma temporada no time do Botafogo e, por deficiência técnica, acabou sendo dispensado no final do ano. Tinha ótima velocidade mas, diferentemente dos antecessores na posição (Garrincha, Zequinha, Jairzinho, Rogério), não sabia driblar.

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Botafogo com Cremilson: EM PÉ – Perivaldo, Ubirajara Alcântara, Miltão, Renê, Ruço e China. AGACHADOS: Cremilson, Dé, Wescley, Ferreti e Ziza


ARUÁS E BEM-TE-VIS

No interior do Brasil o raiar do dia tem colorido diferente dos conglomerados urbanos. O verde montanhês que se vê contrasta com o acinzentado panorama da poluição urbana dos grandes centros. É como se transformássemos uma real fotografia de Sebastião Salgado por uma pintura de Van Gogh – é uma troca do cinzento pelo verde.

E, essa beleza dos tempos verdes é sonorizada pelo cantar do galo, pelo tilintar dos chocalhos dos animais e até pelo mugido da vaca em ordenha. É o amanhecer de um novo dia. É a perfeição de mais um verso na poesia da vida.

Zé, cuzóios ainda remelentos, é repentinamente acordado. Joga um pouco d´água na boca (nada mais que isso) e diz que fez assepsia. Usa a caneca de ágata para uns goles de café com um bom punhado de farinha, e vai à luta.

- Vamu pru trabaio criança, percurar o dicumê!

Landuá, faca peixeira, surrão de palha da carnaúba e a consciência de que aquele dia será também muito difícil.

- Pegue e traga o que encontrar, viu meu fii, apois nóis num tem nada pra cumê!

O caminho de costume é o velho açude, que a falta das chuvas começa a mostrar a diminuição do nível da água. Árvores secas, cercas, paus começam a aparecer na água. A vazante, antes alagada pela sangria do volume d´água, agora é apenas um bom lugar para plantio de quiabo, maxixe, batata doce, cebolinha e cheiro verde.

Zé vai até o lamaçal e enche o landuá. Leva até a água e lava a lama na esperança de encontrar uns pequeninos camarões que naquele lugar são conhecidos por “sossego” (é preciso muita paciência e sossego para comer!). No máximo meia dúzia e isso lhe dá esperança para novo lance. A “pescaria” é repetida e, junto, mais uma decepção.

- Não adianta! Hoje não é dia de camarão!

Ainda assim, nova tentativa de pescar alguma coisa. Mais alguns lances de landuá e, mais algumas decepções. E… o que fazer?

Num local próximo de onde a água banhava as covas de batata doce, um espelho escuro chamou a atenção de Zé. Se aproximou e viu que eram aruás. Há quem afirme que aruá, para alguns, “scargot”, é hospedeiro da bactéria que produz a esquistossomose.

Zé apanhou um. Apanhou outro e mais outro, e mais outro. Continuou apanhando até encher o surrão. Teve vontade de levar todos, mas acabou por levar apenas o que podia carregar.

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Aruá brasileiro

“O aruá (Pomacea canaliculata, anteriormente Ampullaria) é um molusco gastrópode da família dos ampularídeos, encontrado em rios e lagoas da América do Sul. Tal molusco possui cerca de 15 centímetros de comprimento e concha castanho-esverdeada. Também é conhecido pelos nomes de ampulária, arauá, aruá-do-banhado, aruá-do-brejo, caramujo-do-banhado, fuá e uruá. Deixa seus ovos brancos, rosas ou alaranjados no caule de plantas aquáticas, em barrancos na margem dos rios ou na mata, no limite das inundações. É predado pelo gavião-caramujeiro. (Transcrito do Wikipédia – Palavra-chave Aruá)

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Ovos de aruá

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Panqueca de aruá ao morango – prato típico da culinária paraense

De volta a casa, Zé desfaz a montaria e leva o surrão de aruá para a cozinha. Ali, uma panela grande de barro cheia de água, fervia a espera de alguma caça – bicho de pena, ou teiú, bicho que naquela época do ano estrava crescido, gordo a ponto de diminuir um pouco a sua velocidade por sobre as folhas secas. Era mais fácil de ser abatido ou acuado, principalmente se o cachorro fosse bom.

- Trouxe algum dicumê meu fii? Vou já aprepará!

A orientação era para que Zé, menino aparado no parto pela avó e criado também por ela, só não trouxesse para fazer o dicumê dois bichos: raposa e bem-te-vi.

- Nunca traga raposa, apois é um bicho nojento! Tomém num traga bem-te-vi, apois esse é muito mais pió. Se alimenta de carrapato e dos tapurus que encontra nos lombos dos animais. É um passarim cumedô de porqueira!

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Bem-te-vi: belo e de canto mavioso

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Bem-te-vi no lombo da égua, comendo carrapatos

O bem-te-vi ou grande-kiskadi é uma ave passeriforme da família dos tiranídeos de nome científico Pitangus sulphuratus, que provêm de pitanga guassu, ou seja, pitanga grande, forma pela qual os índios brasileiros tupi-guarani o chamavam; e do latim sulphuratus, pela cor amarela como enxofre no ventre da ave. A espécie é ainda conhecida pelos índios como pituã, pitaguá ou puintaguá.

Outras apelações existentes são triste-vida, bentevi, bem-te-vi-verdadeiro, bem-te-vi-de-coria, tiuí, teuí, tic-tiui e siririca (somente para fêmeas). A versão portuguesa da palavra se assemelha com a anglófona: great kiskadee. Na Argentina é conhecido como bichofeo, vinteveo e benteveo; na Bolívia como frío; e na Guiana Francesa como quiquivi ou qu’est-ce qu’il dit. (Transcrito do Wikipédia – Palavra-chave Bem-te-vi).


O LEGADO DA COPA DA FIFA

Ainda estamos varrendo o que nos proporcionaram os visitantes nos estragos feitos durante a realização da Copa do Mundo de Futebol. Isto também faz parte do legado.

Mas, claro, também ficamos com o legado imaterial. A interação que nos proporcionaram os visitantes também entra e fica como saldo. Bom saldo, por sinal, se nos posicionarmos como cidadãos e procurarmos olhar o lado bom de tudo que aconteceu, sem esquecer o que ficou de ruim, e assumir.

O que ficou de bom nos servirá de base para nos preparamos melhor para os Jogos Olímpicos de 2016 – os visitantes serão em número maior, com matizes e culturas mais amplas, mais fortes e um leque muito mais aberto de interação social.

Paralelamente ao aprendizado o governo brasileiro vai nos impregnar com responsabilidades de pagamentos da enorme dívida financeira contraída com o acervo físico construído e chamado de legado. A dívida é absurdamente grande, afirmam os especialistas. Alguns chegam até e dizer que ela é impagável, ou que passaremos algumas dezenas para fazer isso, deixando de investir mais forte nas nossas incontáveis carências.

Saltam aos olhos e estão muito destacas as despesas com algumas arenas construídas. Há quem garanta superfaturamento – como não temos certeza, melhor esquecer.

É visível e questionável, entretanto, independentemente de superfaturamento, a construção das arenas da Amazônia e do Pantanal. Não que nesses estados não se necessite de estádios, mas, pelo fato de que, o futebol que se pratica ali nada nos garante que essas arenas fossem necessárias. E será sempre exagero exigir que haja uma evolução capaz de justificar o investimento. Superfaturado ou não, e esse não é o caso.

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Arena da Amazônia – muita grana para pouco futebol

As redes sociais foram demasiadamente usadas na divulgação de uma pretensa fala de autoriza do ex-jogador Ronaldo Nazário: “não se faz futebol com hospitais!”.

Ronaldo, se disse mesmo, disse algo que muitos gostariam de ter dito. Infelizmente usou linguagem que não transmitiu o efeito que ele, Ronaldo, quis dar à pretensa declaração. Na frieza de um rápido comentário, diríamos que o “Dentuço” foi infeliz no pronunciamento.

Agora, lembremos o seguinte: o selecionado brasileiro enfrentou o selecionado da Colômbia na sede reconstruída em Fortaleza. Suou para vencer, mas venceu. Nesse jogo o selecionado brasileiro “perdeu” o atacante Neymar para os demais jogos. Neymar foi vítima de uma jogada violenta, que não pretendemos discutir, neste momento, se foi intencional ou não.

Neymar foi retirado de campo e prontamente atendido. Pelo menos os primeiros atendimentos foram feitos e isso pode ter amenizado possíveis problemas na recuperação do jovem atacante brasileiro. E, uma pergunta que não quer calar: e se não tivéssemos hospitais capazes de realizar o primeiro procedimento em Neymar?

Futebol, Ronaldo, se faz também com hospitais. Com bons hospitais, acrescente-se!

Mas, por outro lado, o legado da Copa do Mundo de Futebol pode nos servir para que tenhamos olhares diferentes para a educação. Jogadores alemães, ingleses, italianos, belgas, franceses, costarriquenhos, quase todos falam mais de um idioma. Falam com fluência e isso acabará nos levando ao item educação.

E, todos nós sabemos como anda a nossa educação. Será que jamais teremos visão para entendermos que educação é algo que sobrepõe aos demais itens do desenvolvimento, caminhando paralelo a saúde e a oportunidade de trabalho?

Desfilar por aqui o que se deve fazer para melhor a educação brasileira nos parece algo desnecessário. Médicos afirmam que, um antibiótico por mais eficaz e forte que seja, quando usado continuadamente, acabará por fortalecer ainda mais a bactéria combatida, e um dia não fará mais qualquer efeito.

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Nossa educação desce cada dia ao fundo do poço


GENTE!…. E O NIÓBIO????!!!!

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Nióbio “in natura”, recentemente extraído

Não haveria Copa, disseram alguns. Houve. E foi uma boa Copa, do ponto de vista futebolístico e de interação cultural. Tivemos problemas paralelos – e quem não os teve?

Ganhar, empatar ou perder. São essas as três opções para quem joga futebol. Não ganhamos nem empatamos, e, assim, a Copa 2014 acabou ontem para nós. Agora vamos conviver com o legado, enquanto alguns com o Delegado.

No campo de jogo, o resultado não foi bom para nós – claro que, melhor mesmo, teria sido o título. O hexacampeonato. Por conta dos nossos próprios erros, continuamos como “pentas”.

Nossos erros não começaram nessa Copa nem nas disputas dela. Começaram antes. Muito antes, mas preferimos nos entreter com o Corínthians, o Flamengo e os outros clubes, embalados pela disputa da Libertadores e enganados com o falso sucesso da conquista da Copa das Confederações.

Não foi na Copa das Confederações que o David Luiz e o Thiago Silva se tornaram nossos principais “armadores de jogadas” do nosso ataque, através dos chutes diretos que se transformaram em lançamentos. Começamos a perder quando abandonamos o nosso 4-4-2 ou o 4-3-3 e acreditamos no 4-5-1 com esses 5 homens do meio sendo transformados em “homens de contenção” em prejuízo de pelo menos um “homem de armação”.

Há que se entender uma coisa, e definitiva: o futebol brasileiro é o melhor do mundo. Duvide e não dê ouvidos aos que dizem que “éramos” os melhores do mundo. Ainda o somos. Não temos que copiar nada da Itália, Alemanha, França, Inglaterra, Holanda.

Somos preconceituosos racialmente? Não. Mas eles o são. Precisamos copiar isso? O que precisamos copiar deles, é a forma de administrar o futebol; de administrar as coisas com a devida e necessária transparência e honestidade.

Onde teríamos ido se tivéssemos no nosso time alguém parecido com Andrea Pirlo? E… já tivemos vários: Didi, Gerson, Ademir da Guia, Dirceu Lopes! E aonde chegamos? Aos títulos! Ou esqueceram?

Por outro lado, enquanto a cortina de fumaça permitia ver apenas a Copa da FIFA, esquecemos do Mensalão, da compra de Pasadena, do Metrô de São Paulo, e nem demos tanta importância para o adiamento da aposentadoria do Ministro Joaquim Barbosa. Será que esquecer algo tão importante faz parte do legado da Copa?

Veja que coisa “maravilhosa” vem acontecendo há muito, debaixo das nossas barbas, enquanto outros pequenos escândalos são fabricados para tapar nossos olhos:

O roubo do Nióbio

O nióbio é um elemento químico, de símbolo Nb, número atômico 41 (é uma pena que não seja o 42 esse átomo) e massa atômica 92,9 u, sendo muito fraquinho para se tornar um elemento explosivo. É um elemento de transição pertencente ao grupo 5 ou 5B da classificação periódica dos elementos, que provavelmente você nem deve conhecer isto e nunca conhecerá.

Características principais – O nióbio é um metal dúctil, cinza brilhante, que passa a adquirir uma coloração azulada quando em contato com o ar em temperatura ambiente após um longo período de bronzeamento artificial. Suas propriedades químicas são muito semelhantes às do tântalo (elemento químico), que está situado no mesmo grupo dos perdedores.

O metal começa a oxidar-se com o ar a 200 °C e seus estados de oxidação mais comuns são +4, +7 e +9, mostrando que ele mesmo sendo um simples elemento, pode ser muito melhor do que você, na resistência de calor de grandiosas intensidades.

A sua história – O nióbio (mitologia grega: Níobe, filha de Tântalo) foi descoberto por Charles Hatchett em 1801 quando este não tinha mais nada na vida a não ser ficar estudando química e física. Hatchett encontrou o elemento no mineral columbita enviado para a Inglaterra em torno de 1750 por John Winthrop, que foi o primeiro governador de Connecticut, embora 88% da população desejava mais comidas e trabalho do que esta descoberta insignificante. Devido à semelhança, havia uma grande confusão entre os elementos nióbio e tântalo que só foi resolvida em 1846 por Heinrich Rose e Jean Charles Galissard de Marignac que redescobriram o elemento. Desconhecendo o trabalho de Hatchett Since denominou o elemento de nióbio, sendo que este cara caiu na miséria e morreu pobre. Em 1864, Christian Blomstrand foi o primeiro a preparar o elemento pela redução do cloreto de nióbio, por aquecimento, numa atmosfera de hidrogênio, com um resultado bem catastrófico.

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Nióbio é transportado como se fora grãos de soja

Utilização – O Brasil é o país que possui a maior reserva de nióbio do mundo, porém esse metal não é comestível e não aumenta o teor de ferro do organismo. Sendo considerada a riqueza desprezada do Brasil o nióbio é vendido a preço de banana para o Tio Sam onde eles produzem equipamentos e peças e colocam uma pequena inflação e mão de obra em cima nos vendendo a preço de computador. As tecnologias e estudos que envolvem a aplicação e utilização do nióbio vêm crescendo a cada dia, e esses estudos não são somente feitos pelos nossos primos de olhinhos puxados, a CBMM, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, incentiva a pesquisa sobre as técnicas de uso do nióbio e as vezes serve de pousada de férias para o presidente Lula, onde ele retira parte do dinheiro ganho com a exploração do minério para pagar a bolsa família e outros programas que fazem o Brasil crescer.

Esse metal é considerado uma riqueza desprezada, pois seu uso não se basta somente nos reatores nucleares, supermagnetos, rebites de aeronaves, peças e válvulas para a indústria aeroespacial, como também ele é muito utilizado como elemento adicionado nos aços de baixo carbono aumentando sua dureza e tenacidade de um jeito que só o nióbio sabe fazer.

Ele precipita endurecendo o material e ainda não deixa que ele faça transformação de fase. A tenacidade do material é melhorada graças ao seu poder de ductilidade infalível. O nióbio vem sendo muito requisitado graças a sua utilização nos aços onde ele consegue todas essas melhorias e ainda diminui o peso do material.

No caso da indústria automobilística isso é bom negócio, já que melhora toda a carcaça do carro e ainda faz com que o possante consuma menos combustível, pois seu peso será reduzido. Essa é uma ótima ideia para os carros híbridos, melhorando sua eficiência. (Transcrito do Wikipédia – Palavra-chave Nióbio)

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Nióbio industrializado nos EUA

Veja matéria publicada pelo extinto (em papel impresso) Jornal do Brasil:

“Brasil traído: Sivam, lítio e nióbio”

Publicado em 07/02/2012 pelo(a) Wiki Repórter Cesar, São Paulo – SP

Lula, que entregou nossas ricas jazidas na Raposa Serra do Sol e Yanomani, com Evo Morales, logo após esse humilhar Lula e o povo brasileiro, pela invasão de nossas refinarias na Bolívia. Evo, pelo menos não é covarde, e protege suas ricas jazidas de Lítio, da total exploração pelos países do G8, apesar de ser, como Lula, um preguiçoso com desculpa  ideológica, ou seja, um socialista. – Foto: web

Recentemente um avião espião dos EUA, que traçava linhas na Amazônia Brasileira, não foi identificado a tempo pelo SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia) e desapareceu.

Claro, nossos militares sabem que os sinais do SIVAM são captados primeiramente em Porto Rico, território dos EUA. Um arranjo feito secretamente pelos norte-americanos. Sim, afinal, foram eles próprios que instalaram o SIVAM, ao contrário do que queriam os militares brasileiros.

Não bastasse Lula e FHC terem entregue ao G8 nossas maiores jazidas de Nióbio, Itrio, Ouro e Manganês, disfarçadas em “reservas indígenas”, por acordos secretos inconfessáveis, e por não termos força nuclear para dissuadir uma acão militar estrangeira de usurpação de riquezas na Amazônia, a exemplo do Iraque, Líbia e Afeganistão; agora, segundo o serviço de inteligência de nossas FFAA, revelou-se que nessas “reservas indigenas”, intocáveis agora pelo povo brasileiro, encontram-se enormes reservas de Lítio, o metal alcalino e principal componente para toda espécie de baterias que suprem toda a tecnologia eletro-eletrônica e militar modernas.

O Litioe o Nióbio são extremamente estratégicos, sendo o Nióbio, monopólio do Brasil. Só a jazida de Nióbio de São Gabriel da Cachoeira (AM), é maior que todas as jazidas atualmente exploradas por estrangeiros no Brasil.

Sim, agora por estrangeiros. Todas as ONGs estrangeiras em parceria com petistas desses últimos governos, fomentam reservas indígenas onde estão as maiores riquezas minerais, patrimônio das futuras gerações de brasileiros. A desculpa: “Protegerem a floresta” ou os “Povos da floresta”, e isso com o apoio do primeiro escalão de Brasília. Só não contam que são financiados pelos EUA, Inglaterra, Holanda e França.

Ora, se formos falar em traidores, tivemos dois Presidentes da República (Collor e FHC) que traíram o programa nuclear militar brasileiro, delatando-o ao mundo. O qual nos garantiria soberania real sobre nosso território. O que não temos hoje, de fato.

Imaginem o que aconteceria a esses traidores, se fizessem o mesmo nos EUA ou na Inglaterra? Pela lei desses países, a pena de morte é aplicada. Mas aqui, os traidores são reeleitos…

O plano em andamento do G8 para o Brasil, é o de transformar parte de nosso território em área internacional de exploração de riquezas, destruindo-nos como Nação.

Funai, Ibama, Governo Federal e as ONGs financiadas, trabalham para isso, contra o povo brasileiro e nossas FFAA.

Nosso desarmamento civil e militar faz parte desse plano para os próximos 20 anos. A destruição da moral familiar e cristã, a apologia ao homossexualismo, às drogas, à covardia cidadã, e o relativismo moral em curso nas mídias de comunicação no Brasil, também são parte desse plano orquestrado nos governos do G8.

Se não há soberania, não há Nação. O Brasil hoje é a 6º economia mundial, mas é menos armado que uma Venezuela.

Só denunciando o Tratado de Tlatelolco, e efetuando testes nucleares pacíficos, nos colocará perante ao mundo como potência real e respeitável, e não como a colônia que a qualquer momento pode vir a ser repartida ou diminuída em seu território.

E farão isso se não nos equiparmos devidamente.”

E, como sempre, Lula “não sabia de nada”, como publicou The New York Times:

Agora, para encerrar, assista esse vídeo. Não é uma novidade, mas vale a pena assistir.


TILÁPIA

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Tilápia, conhecida em Angola por Cacusso e no Brasil como Saint Peter, é o nome comum dado a várias espécies de peixes ciclídeos de água doce pertencentes à sub-família Pseudocrenilabrinae e em particular ao gênero Tilapia. Elas são nativas da África, mas foram introduzidas em muitos lugares nas águas abertas da América do Sul e sul da América do Norte e são agora comuns na Flórida, Texas e partes do sudoeste dos Estados Unidos, sul e sudeste do Brasil. No sudeste esta espécie é um dos principais peixes da pesca artesanal, principalmente no Rio Grande, Estado de Minas Gerais.

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Tilápias são fáceis de manter em aquário, já que elas conseguem espaço suficiente neles. Elas se reproduzem facilmente e crescem rápido, mas são perigosas para qualquer outro peixe pequeno. A maioria das espécies é de reprodutores de fundo, fazendo ninho. Mas alguns protegem sua cria em sua boca. (Transcrito do Wikipédia, palavra-chave Tilápia)


O BEIJA-FLOR DA VOVÓ – MEU TIO!

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O beija-flor bonito e colorido da Vovó. E virou meu tio

Vovó, mãe da minha mãe, era uma negra de descendência africana, que nasceu em Pacajus, interior do Ceará, onde, por muitos anos, viveram os índios paiacus. Pele negra, que ficou mais negra ainda pela constante e obrigatória convivência com o sol e o calor abrasador – sem que uma coisa implique a outra.

Vovó era filha de Nanahme – quinta geração de índios paiacus – e teve duas filhas por conta do convívio com os tais negros vindos da África. Assim, em nada nos diminui ou ofende o termo “afro-descendente”. Realmente o somos. Somos legítimos descendentes de negros africanos.

A necessidade de “sair de baixo da roda da saia da mãe” fez com que Vovó procurasse um rumo na vida. Aprendeu a fazer tudo que era necessário para viver, aonde vivia. Cozinhava, lavava roupa, matava galinhas, fazia fogueiras, torrava café, fazia farinhada, tangia animais, criava galinhas e tinha extrema habilidade com a foice, o machado ou com a vassoura. Aparava filhos, netos e bisnetos.  Era uma parteira leiga – daquelas do lençol grosso e encardido, mas sempre limpo.

O marido só vivia para ela e para o trabalho. Os dois fumavam, e no mesmo cachimbo. Era minha avó quem cuidava das tarefas “domésticas” – enquanto a parte que exigia mais esforço físico, ficava com o avô.

Foi a Avó quem construiu no final da casa, e onde ficava a cozinha, um girau onde areava as panelas de alumínio, as panelas de barro, os alguidás e os pratos também de barro. Ali, debaixo do girau, quando caía algum resto de comida dos pratos que estavam sendo lavados, os pintos comiam. Caroços de feijão não cozidos, sementes de melancia, de maxixe, de tomate, de quiabo – ao serem molhados pela água que caía da lavagem dos pratos e panelas, nasciam. Antes de frutificar, floravam.

Do que florava, quando as galinhas não comiam, alguns pássaros se regozijavam. Faziam a festa, num ambiente totalmente doméstico. Entre alguns pássaros, começou a aparecer um beija-flor.

Vovó, nesse tempo, não tinha idade tão avançada. Assim, pensar que ela estava caducando ao ouvi-la “conversar” com o beija-flor, nunca nos pareceu justo. Mas ela conversava, sim. E até insinuava que o beija-flor respondia:

- Quer mais um pôquim, d´água bixim?! Quer meu fii?

E entendia que respondia, e atendia ao pedido da minúscula ave. Aquele beija-flor, sem documento cartorial, sem qualquer papel, passou a ser “filho” da Vovó e, portanto, meu tio. Exigente, matriarcal e dominadora por excelência, minha avó até fazia questão que os netos – sem excessão – pedissem a bênção diária ao “tio” voador. E não ganharia o naco diário de rapadura, o neto que não pedisse a bênção ao bixim.

A noite chegou e, algumas horas depois, um novo dia. Louça do café pra lavar, feijão pra limpar retirando os gorgulhos, lavar e botar no fogo. Uma rápida passada no girau e Vovó não viu o beija-flor. Pegou a vassourinha e foi tentar enganar a si própria, fingindo que limpava o quintal. Nova vassourada e nova olhadela para debaixo do girau. Agora uma olhada mais demorada. Não viu o beija-flor. Olhou, olhou e procurou mais demoradamente. Não viu nada.

- Meu Deus dos céus, por onde andará o meu bixim?!

Cuidando da montaria para seguir para a labuta na roça, o avô, sem saber muito do que se tratava, ralhou:

- Tá falando sozinha, véia?

- Que nada hômi, é meu bixim que num tô veno!

- Véia, derna de quando, um passarim que veve avuando, soltim nas capoeiras, é teu?

- É meu sim. Eu dô água, dô de cumê, dô meus óios espiando pra ele, admirano, banhano, entãosse é meu, sim! É mais um fii que crio!

O avô amuntousse no animal e foi trabaiá. A Vovó continuou resmungando, e, quando o sol começava a esquentar, de foice na mão foi pegar uma caminhada de lenha prumode fazê o dicumê. Tinha muita lenha na latada, que o avô nunca deixava faltar. O que a Avó queria mesmo, era um motivo para sair para procurar o beija-flor.

Saiu, procurou e nada encontrou. Almoçou com o avô, deitou rapidinho para uma madorna, mas o barulho dos chocalhos nas cabras e bodes no chiqueiro acabou acordando a Avó. Pegou a foice de novo e foi apanhar mais lenha – mas ela mesma assumira que era apenas um pretexto para procurar o beija-flor.

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Beija-flor da Vovó no ninho

Entre entristecida e ansiosa, Vovó pisava em tocos, gravetos, touceiras de ortiga e em quem mais aparecesse pelo caminho. O barulho da corrida de um teiú sobre as folhas secas acordou Vovó, como se estivesse num pesadelo. Aquilo lhe chamou a atenção e ela voltou a observar os galhos com mais interesse. Via besouros mangangás, calangos das costas verdes, chapéus de marimbondos e até cobras verdes. Mas não conseguia ver o que procurava: o “seu” beija-flor.

Por não ser primavera, não havia flores. Esperava encontrar o “seu” beija-flor pousado num galho qualquer, voando, rodopiando e fazendo aqueles vôos tão rápidos que só os experientes conseguem vê-lo.

Assim, como que uma ação divina, o vento soprou mais forte. Galhos balançaram, folhas se afastaram e Vovó teve a atenção chamada por um ninho minúsculo. Num galho muito fino (que dificultava o acesso de cobras), lá estava um ninho que Vovó conhecia. Um ninho de beija-flor.

Usando a foice, Vovó procurou um galho ainda maior e o cortou, deixando nele um gancho. Teve a feliz ideia de abaixar o galho para conferir se era realmente o ninho do “seu” beija-flor.

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O ninho do beija-flor da Vovó com dois ovos

Difícil saber. Mas, para ela, era o ninho do “seu” beija-flor e aquela era a única justificativa possível para o desaparecimento momentâneo dele, da floração dos tomateiros nascidos debaixo do girau. Alegre e mansamente foi soltando o galho puxado com o gancho, até ter certeza de que o “seu” beija-flor não perceberia que alguém se aproximara da sua futura cria.

Chegando a casa de volta, Vovó jogou caroços de milho no quintal e acabou pegando uma das maiores galinhas do terreiro. Colocou vinagre numa tijela, aparou sangue e mergulhou a galinha abatida na água quente para a devida limpeza. Preparou uma galinha à cabidela para comer com o véio, que não demorolu muito a chegar e foi logo se abancando na mesa de posta também na cozinha.

- O que tem prumode cumê, véia?

Um sorriso largo, escondendo as lágrimas derramadas na tristeza com o repentino desaparecimento do “seu” beija-flor, chamou a atenção do Avô.

- Galinha? Galinha à cabidela? Hoje é niversário de quem, mulé?

- Véio, num é niversário de ninguém. É que tô avuando de alegria cuma um beija-flor, apois encontrei o meu bixim. O danisco vai sê papai e eu vô sê Avó de novo e tu, meu véio, vai ser Vovô de novo!

- Amém véia! Eu já tavo atarantadim catua tristeza, teu chôro dento de casa, se entristeceno pelos cantos, sem nem querê dá uma cachimbada cum teu véi!

- Véio, ante de cumê vamo rezá. A gente tá precisano de agradecê a Deus pela graça alcançada!

- A graça de tê comida na nossa mesa, né véia?!

- Não véio, por causa de que eu encontrei o meu bixim. Tomara que os meus netim nasça tudo direitim, cagraça de Deus!

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Vovó derramando lágrimas – antes de tristeza. Agora de alegria


O ELO ROMPIDO – ALELUIA!

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Chegamos ao Maranhão – procedentes do Rio de Janeiro, onde moramos por exatos 23 anos – em fevereiro de 1987. Viemos direto para a capital, São Luís. Era Governador, em fim de mandato, Luiz Alves Coelho Rocha (falecido) e, em 15 de março deste mesmo ano de 1987, assumiu o Governo o paraibano de nascimento, Epitácio Cafeteira Afonso Pereira, que havia sido Prefeito da capital num período anterior, e, hoje, Senador da República Federativa do Brasil.

Viemos para São Luís atendendo convite especial. Minha atual mulher (com quem tenho três filhos – todos com formação acadêmica: Jornalismo, Enfermagem e Nutrição, é Assistente Social e tinha pouco mais de 5 anos fora nomeada para a Escola Técnica Federal, por conta de ter conquistado o primeiro lugar num concurso público,  hoje IFMA, e não reunia condições legais para pleitear transferência para o Rio de Janeiro.

Quando chegamos em São Luís, por interferência de um falecido irmão, fomos trabalhar exatamente no jornal O Estado do Maranhão, propriedade da família Sarney. Foi ali que conhecemos pessoalmente José Sarney. Homem incrível, dono de uma memória elogiável para a idade, e de gestos largamente cavalheirescos.

Agora, junho de 2014, temos outro conceito a respeito de José Sarney, mesmo sem termos convivido ou sequer sem ter nos encontrado outra vez com ele.

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Gonzaga Mota – divisor de águas na política cearense

Voltamos ao Túnel do Tempo, e lembramos que, quando morávamos em Fortaleza, o Ceará era governado por Virgílio Távora e já havia sido governado por Acrísio Moreira da Rocha, Paulo Sarazate e Parsifal Barroso entre outros. Mas, em 1964, quando saímos de Fortaleza para o Rio de Janeiro, o Governador era o então coronel do Exército, Virgílio Távora, que governou de 25 de março de 1965 até 12 de agosto de 1966. Depois veio Plácido Aderaldo Castelo, substituído pelo também coronel do Exército, César Cals, que governou de 25 de março de 1971 até 15 de março de 1975.

Claro que, tendo muita relação com o regime vigente da época (ditadura militar), o também coronel Adauto Bezerra governou o Estado de 15 de março de 1975 até 28 de fevereiro de 1978, quando foi substituído por Waldemar Alcântara, no período de 28 de fevereiro de 1978 até 15 de março de 1979.

O Ceará foi novamente governado por Virgílio Távora, de 15 de março de 1979 até 15 de março de 1982, que foi substituído por Manuel de Castro Filho de 15 de março de 1982 até 15 de março de 1983.

No nosso entendimento, foi necessária toda essa explicação e rememoração, para tentarmos explicar a nossa compreensão nessa debandada do José Sarney da política brasileira. A nossa compreensão e a nossa ansiedade duradoura para que isso acontecesse.

Nos anos 40, 50 e 60 o Ceará não era muito diferente do Maranhão dos dias atuais – algo que felizmente ainda permanece até os dias atuais, é a reconhecida vontade e disposição que o cearense tem para o trabalho. Para o crescimento como pessoa, para melhorar de vida.

E esse anseio e desejo de progredir do cearense recebeu um reforço considerável quando, no dia 15 de março de 1983, o então Professor  Gonzaga da Mota assumiu o governo do Estado. Com o objetivo de tentar manter o comando no Estado, os coronéis (Virgílio, César e Adauto) ou, tentando garantir abrigo para seus prepostos, resolveram apoiar Luiz de Gonzaga Fonseca Mota, um Professor e Economista para governar o Ceará. Gonzaga da Mota nasceu em Fortaleza, a 9 de dezembro de 1942.

Foi eleito governador do Ceará em 1982 pelo PDS com apoio dos coronéis Adauto Bezerra, César Cals e Virgílio Távora, que assinaram, em março de 1982, o Acordo dos Coronéis ou Acordo de Brasília, com os quais romperia em seguida. Em 1985 transferiu-se para o PMDB, partido pelo qual se elegeu deputado federal em 1990, 1994 e 2002. Em 1998 disputou a eleição para o governo do Ceará. Perdeu para Tasso Jereissati, que foi apoiado por ele nas eleições estaduais de 1986. Em 2003 transferiu-se para o PSDB.  Foi, posteriormente, sucedido por Tasso Jereissati.

Pois, foi esse Luiz Gonzaga Fonseca Mota, que nunca tivera mandato eletivo na política, que serviu para cortar o cordão umbilical que ligava o Ceará a um passado parecido com o Maranhão atual. Pode até não ter executado obras faraônicas durante o mandato de Governador – mas a obra principal foi exatamente “separar” o Ceará do domínio enxadrístico, onde bispos, cavalos e peões mudavam apenas de lugar no tabuleiro.

Repetimos: chegamos ao Maranhão em 1987. Desde então temos ouvido aqui e alhures, comentários nada elogiosos ao Estado.

José de Ribamar Ferreira de Araújo Costa, nascido em Pinheiro, município maranhense, no dia 24 de abril de 1930, é o mesmo José Sarney de Araújo Costa. Assumiu o governo do Maranhão no dia 1 de fevereiro de 1966 e o levou até 15 de março de 1971. Mas há quem afirme que até os dias atuais ainda governa o estado.

Voltamos a repetir: chegamos ao Maranhão em 1987, e, desde então, não conhecemos uma única obra que tenha sido construída por José Sarney.  A ferrovia norte-sul, com certeza não chega ao Maranhão (com destino ao Porto de Itaqui) daqui a 50 anos.

Conte-se ainda, para melhor esclarecimento, que Sarney foi Presidente da República e, nesse período não enfiou um prego numa barra de sabão no Maranhão. Parecendo excentricidade, a família Sarney é uma das mais ricas do Brasil, e o Maranhão um dos estados mais pobres.

Mas, o que constrange o povo maranhense na era da oligarquia Sarney, é que o Maranhão tem terras férteis reconhecidas mundo à fora, mas não produz um único legume (tudo vem do Ceará ou de Goiás); tem uma quantidade enorme de rios perenes e piscosos e não tem uma única empresa que trabalhe com pesca profissional ou industrializada. Tudo é artresanal.

Pela quantidade de soja que planta e colhe, deveria ter grande número de empresas beneficiadoras. Nunca plantou um único coco babaçu – na colheita das safras, feita em sacos, esses sacos furam e os cocos não são recolhidos quando caem, nascendo mais uma vez. Se o maranhense tivesse que plantar o babaçu, com certeza não teria um único pé.

A educação no Maranhão é motivo de chacota para quem vive no Estado. Em contrapartida, enquanto exerceu mandatos eletivos – e sempre disse se dedicar totalmente ao trabalho – Sarney ingressou na Academia Brasileira de Letras, ainda que comentários garantam que suas obras não sejam de bom valor.

Nesta semana passada, o que se soube no Maranhão é que Sarney não será mais candidato a nenhum mandato eletivo (já tem certeza, dizem, que não seria mais eleito), preferindo ficar dando pitacos. Não vai largar a política. Vai de encontro a ela e esperar que ela o largue.

Enfim, Aleluia!


AS DELÍCIAS INFANTIS E O AMOR ETERNO

1

A vida é uma poesia – nem boa, nem má. Apenas poesia. Depende do estado de espírito de quem a escreve. Tem o mesmo valor da frase que, garantem alguns, “carioca, é um estado de espírito”. Alguém pode ter nascido no Japão, no Ceará, no próprio Rio de Janeiro, no Acre – mas o seu estado de espírito sempre alegre, o denunciará como “carioca”.

Da mesma forma, a vida pode ser uma verdadeira guerra. E, assim, também virar poesia:

Céu da guerra

O que adianta o céu estrelado
A lua brilhando para mim,
Se foste embora, meu namorado
Será que voltarás no fim…
Pode ser que esteja enganada

Ou então não quero ver
Que foste embora sem dizer nada,
Juro que não vou esquecer.
A guerra convida para seu banquete

De carcaças espalhadas no chão,
Foi embora, mais um combatente
Que retornarás num caixão.

(Autora: Luzyeny Sintz)

E, a poesia, boa ou má, tem tudo para nos conduzir para as coisas boas, saudáveis – como a infância que nos alentou e se fez em nós, ainda que em dificuldades.

E, entre muitas coisas boas, saudáveis, férteis de alegrias – como a poesia! – estão as lembranças das nossas diversões. Quermesses, ladainhas, inaugurações, aniversários que se fizeram de combustível para garantir que os veículos inseridos em nós, estavam sempre indo à frente. (OBS.: dizem que a crase foi abolida. Mas eu quero usá-la. Alguém vai me proibir?)

- Vai uma “chegadinha”?!

Cena comum nas ruas dos diversos bairros periféricos de Fortaleza, homens simples ganhando a vida e o sustento da família vendendo “chegadinha” – uma fina e crocante broa de trigo com açúcar e leite que fazia a alegria da criançada. Carregando um tubo plástico nas costas e anunciando a passagem ou a presença tocando num triângulo como se fora uma matraca.

Era difícil alguém não atender o pedido das crianças. E, quem comprava, não comprava apenas para as crianças.

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Chegadinha – sonho de muitas crianças inocentes e puras

Em alguns lugares nos dias atuais ainda se percebe a presença de pregoeiros. O crescimento desordenado da cidade acabou por afastá-los do centro da cidade. Da mesma forma, a modificação da comercialização de alguns produtos (cheiro verde, pamonha, cuscuz de milho e de arroz, sorvete, juçara, beiju) úteis para as donas de casa, que passaram a ser vendidos nos supermercados e nos sacolões, praticamente acabou com a figura do pregoeiro (ou vendedor ambulante de porta em porta).

Em São Luís ainda é fácil encontrar a venda de doces como pirulitos, quebra-queixo, amendoim e castanha de caju cristalizada, churros, sem contar frutas de época como bacuri, cupuaçu, ata, siriguela, caju, pitomba e o inesquecível rolete de cana.

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Quebra-queixo – açúcar queimado, cravo e coco ralado

Quem, quando estudante, nunca comprou churros na porta do colégio?

Churros é um canudinho fabricado de trigo com a mesma receita da “chegadinha”. Tem recheio de doce de leite e é muito difícil alguém comer um só. Muitos repetem.

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Churros com recheio de doce de leite

2

Faz algum tempo – ainda morávamos no Rio de Janeiro – eu passeava com a mulher e a filha mais velha numa tarde de domingo. Estávamos no Aterro do Flamengo, ali próximo do Museu de Arte Moderna. Numa distância aproximada de uns 20 metros, outro casal também passeava com um filho. Estressada, a criança recebia a chupeta das mãos do pai, punha na boca e, como se estivesse brincando, a jogava no chão.

Nos chamou a atenção a atitude do pai. Apanhava a chupeta, lambia para retirar a areia e outras impurezas e a entrega de volta para o filho. Aprendemos e, sempre que necessário, fazíamos o mesmo.

Sempre foi comum, pai ou mãe limpar, banhar o filho. É, reconheçamos, obrigação. Da mesma forma, alimentar. Dar papinha ou creminho fazendo aviãozinho. Limpar as partes pudicas da criança, já que ela ainda não aprendeu a fazer isso. Ensinar a usar o trono (que eu prefiro chamar de penico), dar descarga e, de novo, fazer o asseio necessário. É uma rotina.

Pais pagam tudo para os filhos que ainda não tem renda própria. É obrigação. É algo normal. Tem pais que exageram – como dar um carro para o(a) filho(a) que consegue aprovação num concurso – como se a pessoa que vive só para estudar não tivesse obrigação de ser aprovada.

Pai pega na mão. Ensina a andar. Acompanha para qualquer lugar. Leva e apanha na escola. Leva para diversões. Entendamos isso como obrigação, também.

Mas, aos poucos essa relação pais/filhos começa a mudar. Há filho(a) que faz questão de esquecer o início da sua vida e não vê qualquer obrigação de retribuir aos pais – e isso para eles, os filhos, não é obrigação. Preferem entregar esses cuidados a um asilo.

Veja como Cecília Meireles teoriza sobre esse assunto:

Velhice

Como se morre de velhice
ou de acidente ou de doença,
morro, Senhor, de indiferença.

Da indiferença deste mundo
onde o que se sente e se pensa
não tem eco, na ausência imensa.

Na ausência, areia movediça
onde se escreve igual sentença
para o que é vencido e o que vença.

Salva-me, Senhor, do horizonte
sem estímulo ou recompensa
onde o amor equivale à ofensa.

De boca amarga e de alma triste
sinto a minha própria presença
num céu de loucura suspensa.

(Já não se morre de velhice
nem de acidente nem de doença,
mas, Senhor, só de indiferença.)

Dia desses fisguei na Internet esse diálogo:

Café da manhã

Ele tinha 80 anos de idade, e tomava café da manhã todos os dias com sua esposa. Um dia o encontrei e resolvi perguntar: por que sua esposa está numa casa de repouso?

Ele respondeu:

- Porque ela tem Alzheimer (perda de memória)!

Eu fiz mais uma pergunta: a sua esposa se preocupa, e sempre te espera para ir tomar café com ela?

E ele respondeu:

- Ela não se lembra… já não sabe quem eu sou, faz cinco anos, já não me conhece…

Surpreso, eu insisti, e continuei perguntando:

- E ainda toma café da manhã com ela todas as manhãs, mesmo que ela não te reconheça?

O homem sorriu e olhou para os meus olhos e apertou minha mão. Em seguida, disse:

- Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei quem ela é!

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Marido ajuda a mulher – com Alzheimer – a tomar o café da manhã


DIABEÍSSO????!!!

Hoje, quarta-feira, é dia de escracho. Dia de rir – se bem que todo dia o é – até de queda de avião.

Quem tem medo de papangu, lobisomem, mula de duas cabeças, barulho de rasga-mortalha (que não deixa de ser uma coruja, voando), gato preto caminhando na direção de alguém, mãe d´água e outros assombros, é mió num drumir sozinho no quarto nem caluz apagada.

No premêro baruio que escutar é mió sair na carreira pra debaixo das cobertas do pai ou da mãe, pois pode inté sê arguma alma despenada (sei que o hábito é “alma penada”, mas o caboclo fala mesmo é “despenada”) vagueando Cuma vela nas mão.

Certa vez vi um bode com duas cabeças e fiquei admirado. Isso num é novidade tão grande, mas, será que alguém tomém já viu isso? E será que tomém viu que enquanto uma cabeça comia o pasto, a outra berrava? Num credita? Entãosse!!!

Apois então vamos falar dos retratos.
 
No retrato 1 – Tu já viu galinha “deitar” pra chocar ovo e eles nascer gatos? Arre égua, aonde tu viu isso?

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Galinha chocou ovos e deles nasceram gatos. Pode?

No retrato 2 – É que a cosia pega. Esse macaquinho num tá namorano não! Ele é fi dessa cadela do ôio azul. Num acredita?! Apois foi a cadela que acabou de dar baim e trocar a fralda do bixim, gente!!!

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Mãe e filho. Pode crer!

No retrato 3 – Alguém conhecedor das coisas do mundo, por amor a Deus, identifique o que vem a ser isso amostrado. Pode até não ser o cão encangando grilo ou uma jumenta parindo um elefante, mas é algo que vive. Quem vive, tem nome. Me ajudem a identificar que diabeísso!

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Não posso dizer que é pai e filho!

No retrato 4 – Muita gente vive pensando que é alguma coisa, além do que realmente é: nada! Apois, esse pitbull abestaiado veve pensano que é o tal e coisa e lousa. Valente, partiu pra riba dum porco ispim, e veja o que caconteceu! Armaria! Inda vai, bixim?!

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Foi partir pra cima do porco ispim e se deu foi mal!

No retrato 5 – Finarmente um consêio de izperiente prumode cabá cagurduras, caistrias, capriguiça que dá nim todo mundo adispois do armoço, quandi arguém come carne fresca. Daquela comprada no açougue e dependurada na paia da fôia de carnaúba. Pegue essa cademia de ginastica e vá trabaiá, vagabundo!

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Academia de Ginástica para preguiçosos


NEM TUDO ESTÁ PERDIDO!

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Caio Mesquita e o seu saxofone – genialidade embutida

Era bom dançar. É bom dançar. (“… você cortou o barato, do meu amor, você mentiu, iludiu e me deixou por fora; você é culpada do meu samba entristecer, ah! Eu vou-me embora…” – Vai ficar na saudade, de Benito di Paula) E isso nos fez deslizar nos sapatos por sobre tacos, cerâmicas e até cimento nos bailes da vida.
 
Foi bom dançar ao som da Orquestra Tabajara conduzida por Severino Araújo, melhor ainda conduzindo a dama ao som de Ivanildo e seu conjunto e inquestionavelmente deslizando e pisando firme nos tangos argentinos.
 
E nos carnavais?
 
“Tanto riso, oh quanta alegria, mais de mil palhaços no salão, Arlequim está chorando pelo amor da Colombina, no meio da multidão….” – Máscara Negra, de Zé Keti.
 
Aí a geração foi sumindo, foi subindo, sumiu, subiu!
 
Ficamos dependentes, carentes. Começamos a pensar que acabara, que a qualidade fora pelo ralo. Perdemos Erlon Chaves, Cipó e quase todos que nos alegravam e nos faziam esquecer as dificuldades que a vida nos impunha, dançando. Ficamos num oásis de tristezas.
 
Quando crianças vivendo no interior do Ceará, durante a noite pegávamos vagalume (pirilampo, para outros) e os prendíamos entre as mãos em conchas. Sentíamos a tentativa do inseto procurando a liberdade e, sentíamos, também, pulsações dele, como se emitissem choques elétricos.
 
Pois bem. Assim, tal qual nos faziam sentir os vagalumes, vez por outra sentimos algo nos tocar, nos dar choques para mostrar a realidade. Para mostrar que nem tudo está literalmente perdido, acabado, e que a música ainda vive, ainda nos toca, ainda nos emociona e ainda nos faz sentir o gosto de dançar.
 
Veja:

Ressuscita-me (Caio Mesquita)

 Esse jovem é Caio Mesquita. É brasileiro nascido em Santos, a 14 de junho de 1990 e começou a tocar quando ainda tinha 5 anos de idade. Tocava instrumento diferente do atual. Tocava (ou, se preferem, estudava) piano. Quando cresceu apaixonou-se pelo sopro, e trocou o teclado do piano pelo saxofone.
 
Tornou-se conhecido (e hoje respeitado) graças aos programas de televisão, quando completou 15 anos e se apresentou no Programa Raul Gil. Como ganhador do concurso nacional para novos talentos, varou fronteiras e tornou-se internacional.
 
São exceções, reconheçamos. Mas não é toda a juventude brasileira que está perdida, enfiada nas drogas. E nem todos dependem de programas sociais do Governo, pois o talento não precisa disso.    
 
Dancemos. Vamos voltar às pistas e nos inebriar, pois nem tudo é futebol ou roubalheira. Ainda há esperança. Tênue, mas esperança. Até as serpentes mais perigosas e venenosas, diz a experiência, trocam de carapaça. Mudam – ainda que não seja para melhor. Mas mudam.


O MELHOR LEGADO DA COPA 2014

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Andrea Pirlo – crack e cidadão. O melhor do legado até agora

É efervescente o estágio das realizações da Copa do Mundo de Futebol de 2014, onde o Brasil é o país sede. Faz muito tempo, esse evento aconteceu também no Brfasil. Mas o mundo era outro. Éramos outros – iniciávamos um longo caminho e a derrota nos serviu de ensinamento.

Inebriados pelo momento que resolvemos identificar como “democracia”, reclamamos de tudo. Cobramos muito – embora façamos muito pouco de prático. Mas, cobramos. E isso já significa alguma coisa.

Estádios – até passamos a chama-los de “Arenas”, numa tentativa de enganar a nós mesmos – que indubitavelmente serão elefantes brancos, quando o frege que nos envolve no momento tiver passado. Reclamamos do dinheiro gasto de forma exagerada, porque é visível o superfaturamento. Reclamamos das obras físicas que, dizem, beneficiarão as cidades escolhidas como sedes e em muito poucos delas sendo concluída. Reclamamos de quase tudo. Infelizmente e, na grande maioria das reclamações temos um pouco de razão.

Mas existirá outro legado. E este está totalmente concluído. É o legado da cultura humana, da convivência, do intercâmbio – onde, não neguemos, temos dado uma substancial contrapartida – entre os povos e as raças. Vivmos e convivemos com novos hábitos, novas culturas, novos idiomas. Coisas que ficam eternamente, enfim.

E, parte viva desse legado, ousamos desstacar um: o maravilhoso, límpido, eficiente futebol do jogador italiano Andrea Pirlo. Um futebol que nos encanta.

Na apresentação diante da Inglaterra, Pirlo nos brindou com um futebol de magia, plasticamente irretocável. Futebol de crack que reúne todos os desejados e bons matizes. Futebol límpido, belo como uma sinfonia acabada.

Durante mais de 90 minutos Andrea Pirlo comandou o selecionado italiano sem errar um único passe. Mostrou que é um “profissional” da bola e nos obrigou a mandar às favas Cristiano Ronaldo, Neymar, Messi. Pirlo desmentiu a teoria que garante que, “o futebol é um esporte de entrechoques”. Não cometeu nem recebeu uma única falta. Não se chocou com nenhum adversário. Deu, enfim, uma aula do bom e belíssimo futebol. Futebol de crack. Futebol de Pirlo. Futebol de quem é profissional da bola.

Vejam quem é Andrea Pirlo:

Andrea Pirlo nasceu em Flero, na Itália, a  19 de maio de 1979. É um futebolista italiano que atua como meia. É considerado o maior e melhor meio campista da história da Itália e um dos melhores jogadores italianos de todos os tempos. Atualmente, joga pela Juventus.

Pirlo é conhecido por genial movimentação em campo com dribles curtos e maestria em assistências, dono de um preciso remate de media-longa distância, é especialista em bola parada, é considerado pela FIFA como maior passador de bolas da década, e também ele é um dos líderes da Azzurra

Brescia – Iniciou a carreira em 1992, nas categorias de base do Brescia, atuando como atacante. Jogou profissionalmente a temporada 94/95 na série A do calcio, onde foi rebaixado para série B. Disputou ainda as temporadas 95/96 e 96/97, quando foi destaque e levou sua equipe de volta à elite do futebol italiano.

Internazionale – Foi para a Internazionale em 1998, juntando-se a Ronaldo e Clarence Seedorf (que anos depois voltariam a ser companheiros no Milan), num time recheado de craques. Na Internazionale não obteve muitas oportunidades e foi emprestado para o Reggina em 1999.

Voltou a Internazionale em 2000 e foi novamente emprestado ao seu clube de origem, o Brescia. Seu vínculo com a Inter se encerrou ao final da temporada 2000–01, após três temporadas no clube Nerazzurri.

Milan – Em 30 de junho de 2001, Pirlo transferiu-se para o grande arquirrival da Internazionale, o Milan, por 35 milhões de liras italianas (moeda da Itália na época), cerca de 18 milhões de euros. Devido a sua excelente técnica do começo de carreira jogando como atacante, passes precisos, cobranças de falta magnificas e uma tranquilidade tamanha, Pirlo foi recuado e se encaixou perfeitamente no meio-campo do Milan, onde foi fundamental na conquista de vários títulos, dentre eles duas Ligas dos Campeões da UEFA (2002–03 e 2006–07) e dois Campeonatos Italianos (2003–04 e 2010–11).

Porém, desde a Copa do Mundo de 2006, competição em que, na opinião de muitos, foi o grande jogador da Itália na campanha do título mundial, ele não manteve a regularidade e colecionou várias lesões nesse período.

Encerrou seu ciclo no Milan na temporada 2010-11, quando anunciou que não renovaria seu contrato. E apesar de decidir não falar sobre seu futuro, foi inevitável não flagrar o meia fazendo os exames médicos na Juventus, no dia 24 de maio de 2011.

Juventus – 2011–12: Nesta mesma data, houve o anúncio oficial do clube de Turim, que acertou um vínculo de 4 anos com o atleta. Como o contrato de Pirlo com o Milan havia terminado, o meia foi contratado a custo zero pela Juventus. Chegou desacreditado na Juve, por causa das diversas lesões sofridas durante a temporada anterior, ainda no Milan. Poucos acreditaram que ele iria atuar em 37 dos 38 jogos da Juventus na disputa do Campeonato Italiano – tornando-se o jogador que mais atuou no time em toda a temporada – e que além disso seria o grande líder na campanha do título nacional invicto, o 28º na história da Vecchia Signora, com números impecáveis: 3 gols e 13 assistências.

2012–13: Pirlo jogou a Supercopa Italiana 2012 em Pequim, em 11 de agosto de 2012 contra o Napoli, ajudando a Juventus a uma vitória por 4-2 no tempo extra. Pirlo cobrou uma falta e deu a vitória a Juventus por 2 a 0 sobre o Parma na abertura da Serie A da nova temporada. O gol causou muita polêmica, com os jogadores do Parma protestando que a bola não tinha ultrapassado sobre a linha do gol, e os replays mostraram-se inconclusivos.

No jogo seguinte, contra a Udinese em 2 de setembro, Pirlo novamente ajudou na vitória cobrando um pênalti e dando a assistência para o gol de Giovinco no segundo gol. A Juventus derrotou a equipe da casa por 4-1. Em 29 de setembro, Pirlo novamente foi fundamental ao abrir o placar numa cobrança de falta, iniciando a vitória por 4-1 sobre a Roma.

No fim do ano, Pirlo foi nomeado para a fase inicial da Bola de Ouro da FIFA de 2012, juntamente com seu companheiro de clube e seleção, Gianluigi Buffon, que o seguiu com boas performances durante todo o ano. Pirlo foi o autor de três assistências para a Juventus na fase de grupos da Liga dos Campeões, ajudando a equipe avançar para a fase de mata-mata. A Vecchia Signora não avançava a esta fase do torneio continental desde a temporada 2008-09.

Conquistou o bicampeonato italiano contra o Palermo na vitória por 1 a 0 com gol de Arturo Vidal em 5 de maio de 2013, chegando ao 29ª título. Em entrevista ao jornal italiano Corriere dello Sport, o volante Andrea Pirlo fez questão de desmentir as especulações de que poderia trocar a Juventus pelo Real Madrid no fim da atual temporada. Carlo Ancelotti, cotado como principal nome para substituir José Mourinho no comando dos merengues, teria pedido a contratação do volante. (Transcrito do Wikipédia – Palavra chave Andrea Pirlo)


QUEM FAZ TUDO ISSO?

Nesse imenso e inatingível universo, será que você se considera apenas uma partícula com vida meteórica, ainda que seja demorada, entre nós?

Quem somos, afinal?

Será que somos apenas a soma e o resultado de uma união de sexos – ainda que isso aconteça sem a vontade de alguns? Será que temos um destino traçado antes de chegarmos neste planeta?

Será que somos resultado de uma reencarnação, e voltamos a Terra para concluir a missão que nos foi determinada e, que por algum motivo, não foi concluída noutro estágio?

Afinal, quem nos fez – terá sido alguém, além do pai e da mãe geneticamente falando? – e nos determinou vida na Terra?

Por que, por mais que estudemos e por mais que a ciência se aproxime de alguma coisa, nunca conseguimos descobrir a nossa real missão nesta Terra?

Você não acha que exista um Deus e que estamos aqui porque Ele assim permite? E, se você não acredita em Deus, por que recorre a Ele nas horas difíceis e quando a solução dos problemas está fora do seu alcance, do seu dinheiro, do seu conhecimento?

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É apenas uma foto. Mas, quem deu o formato de mãos?

Apesar da diversidade de práticas religiosas, das várias formas de crença, qualquer ser humano acredita em Deus. Pelo menos num Deus. E o teme e ama, tenha ele a denominação que tiver. Ainda que seja Alá, mas será sempre, Deus.

É e será sempre a Ele que você dirigirá suas orações, e será a ele que você confiará suas amarguras, seus dilemas, seus problemas e, acreditará sempre que ele ouve você, lhe dá atenção e atenderá seus anseios.

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Quem “costura” essa Vitória Régia para lhe dar sustentação?

A foto a seguir mostra um peixe. Outro ser vivo. Outra obra de Deus e, se alguém consegue reproduzi-la fora do habitat, jamais deixará de ser uma obra de Deus.

Como qualquer humano, esse peixe vive, respira, se reproduz e, também como um humano, tem o seu ciclo de vida – de uma ponta a outra – determinada por Deus. Muitos desses seres vivem e se reproduzem como parte da cadeia alimentar de várias espécies, inclusive a espécie humana.

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Nem a vida subaquática diminui a beleza da criação divina

Mas, na Terra existem coisas que não conseguiremos explicar. Tergiversamos, enveredamos por explicações diversas e não conseguimos explicação convincente, sustentável. É o caso dessas lagartas. São seres que estão na Terra para participar do equilíbrio ecológico. Seria só isso? Se assim fosse, o escorpião teria apenas a finalidade de fornecer material para estudos e vacinas. Mas, alhures, há quem use o escorpião também como alimento.  Não o único e principal alimento. Mas, alimento.

No caso dessa espécie, será que a cópula reprodutiva encerra o seu ciclo de vida?

Sim, porque após a fecundação, o “macho” morre. E, por que segredo, não é a fêmea que morre? Raciocine, e, se souber, responda.

Nos casos das duas lagartas, que estão na terra para completar o ciclo e ter valorização ecológica, se só se alimentam de folhas, por que essa carapaça defensiva formada por espinhos?

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É apenas uma lagarta, mas preparada para a defesa

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Além da beleza das cores, a preparação defensiva. Por quê?

A ciência e os sábios – desde os tempos da antiga Grécia, desde Roma e desde que tudo começou – procuram explicações. Foram a outros planetas, estudaram e continuam estudando. Mas não conseguem descobrir o segredo da vida nem da morte. Parece que essa descoberta jamais estará ao nosso alcance.

Só nos resta ter fé. Acreditar – para que possamos justificar nossa corrida desesperada  nas necessidades.

Um dia contou alguém que, por horas, dias e meses a fio, num deserto, um homem caminhava com Deus ao seu lado. Caminhou e caminhou. Sofreu, cansou e, desesperado, perguntou a Deus:

- Senhor, por que me abandonastes neste deserto, sozinho, sofrendo tanto?

- Por que você pensa assim, filho?

- Senhor, é que quando estavas ao meu lado, caminhando, eram quatro as pegadas que ficavam na areia do deserto. Agora só estou vendo duas!….

Ao que respondeu o Senhor:

- Filho, as pegadas que estás vendo, são minhas. Há muito tempo estou te carregando!

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Alguém acha que é essa criança que está tocando?


VAI TER COPA?

Claro que vai. Afinal de contas, somos brasileiros – temos a cultura de falar muito. Falar pelos cotovelos e, de prático, nunca realizar nada.

Amanhã até almoçaremos mais cedo. Retiramos algumas coisas congeladas da geladeira e reocupamos os espaços com cerveja para gelar. É assim que somos, do sul ao extremo norte. Tudo desce redondo, com ou sem cuspe. Mas desce. E, se o Brasil sair de campo vitorioso, contra a Croácia, passaremos a comemorar o hexacampeonato por antecipação. Isso faz parte de nós.

É assim que somos. Uma vitória nos fará esquecer a sacanagem que fizeram com Joaquim Barbosa e, paralelamente passaremos – ainda que por momentos – a considerar o crápula Zé Dirceu como um novo Arcanjo e até proporemos que a Papuda seja transformada num novo Jardim do Éden.

É assim que somos. Culturalmente!

Esqueceremos a insegurança, a roubalheira (e até a minimizaremos, garantindo que tem gente exagerando). Esqueceremos a falcatrua institucionalizada na Petrobras, dedicaremos o trono de Miss Brasil para Graça Foster e o de Mister Brasil pra Cerveró. É assim que somos! Ou não?

Por uma semana esquecemos os protestos nas ruas. Gastamos muita água e perdemos (ou ganhamos?) horas confeccionando bandeirolas para a ornamentação com o tema do hexa.

Vencida a Croácia, que venham México e Camarões! Eles não são de nada. Nós é que o somos. Maluf e Lula são nossos heróis e brigaremos para que Sarney, no próximo dia 18 ocupe o lugar do Rei da Espanha. Não é a nossa cara, esse tipo de coisa?

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Artística ornamentação de rua. Isso é algo de quem protesta?

Pouco importa a nossa vergonhosa posição no ranking mundial da educação e estamos nos lixando para as filas de doentes nas portas e nos corredores dos hospitais – viram como já esquecemos os médicos cubanos?

É nessa nossa pouca vergonha que o Renan, Lula, Dilma, Sarney, Lalau, ACM e todos os outros apostam. É nesse nosso cagar e andar que eles apostam alto nas bolsas de valores e, sem mexer nas contas nos paraísos fiscais.

Quantos anos de “trabalho” tem Felipão?

Problema dele. Por que não se chama Lulinha?

Drummond, Thiago Mello, Hélio Bicudo, Cora Coralina, Fulano, Beltrano e Sicrano. Quantos ganharam em Coimbra o “Honoris Causa”? Bem feito. Quem manda nascerem em lugar errado e não terem coragem de cortar um dos dedos da mão esquerda?
Vai ter Copa sim!

E o Brasil será hexacampeão, com Thiago Silva levantando o troféu mais uma vez, para Romário, Ronaldo e até Havelange e Ricardo Teixeira beijarem. Afinal de contas eles fizeram muito por isso e sempre em troca de nada. Estão, literalmente, esmolando.

E nós, educados, seguros, satisfeitos, ganhando a mais valorizada moeda do planeta, com um dos maiores pibs do mundo, operadoras de telefonia modernas, sistema de votação moderno, SUS brilhante, vamos reclamar do que?

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Arena da Amazônia – adubada com sangue de operários mortos

Vai ter Copa sim.

Todos os nossos estádios com todas as obras que ficarão de legado estão concluídos, bem feitos, a preço de banana. Vamos reclamar do que?

Alguém prova que houve superfaturamento?

Alguém prova de aconteceu o Mensalão?

Alguém sabe o quanto foi gasto no trecho recém-inaugurado da Ferrovia Norte-Sul que liga não se sabe o que a lugar nenhum?
Seria essa a extrema unção para o Sarney?

Alguém prova que a compra da Refinaria de Pasadena foi mau negócio? Mau negócio para quem? Para quem comprou ou para quem vendeu?

Deixe essas mentiras para lá, Vá torcer pelo Brasil. Grite alto no gol de Neymar. Deboche dos argentinos, nem se atreva a comparar Messi com Neymar ou Fred. Comemore por antecipação a conquista do hexa.

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Arena do Pantanal – terminada a Copa, servirá para que?

Vai ter Copa sim.

E é essa Copa que vai nos legar saúde padrão FIFA; transporte público padrão FIFA; gasolina padrão FIFA; cesta básica padrão FIFA. Educação padrão FIFA e políticos padrão Lula, Maluf, Sarney e Renan.

Viram, ontem na Câmara Federal, por ampla e inconteste maioria, os deputados aprovando o “Dia Nacional do Ovo”!

Tá rindo do que? Vai ter Copa sim!


O SONHO QUE ME MANTÉM VIVO: SER UM CRONISTA!

Maquina-de-escrever-Remington-Anos-60

Meu contato mais extraordinário com as letras: uma Remington

QWERT         YUIOP

QWERT         YUIOP

qwert             yuiop
 
Era assim. Seis meses de prática no curso de Datilografia. Mais de uma semana no qwert, qwert, yuiop, yuiop…

Depois, as teclas do meio: asdfg, asdfg, asdfg e hjklç, hjklç, hjklç e daí por diante. Seis meses, finalmente o dia da “prova”, com tempo marcado e sem erros. Era uma prova prática e a demonstração do aprendizado.

Da mesma forma que essas coisas mudaram, mudou também, junto, toda a nossa vida. Eram os anos 50, 60 e 70. E aí foi que a “datilografia” se tornou mais fortemente um dos condutores na vida prática. No trabalho, quem soubesse datilografia, com boa prática e acertos, tinha meio caminho andado para garantir o emprego. E assim foi.

Mas, sempre existiu o outro lado. O lado dos sonhos de ser alguém. E talvez essa seja a maior dificuldade para muitos: o sonho ainda é algo gratuito no mundo capitalista que nos envolveu e nos submeteu praticamente a quase tudo.

E, qual seria esse sonho?

Ora, poucos sabem, mas vou revelar agora: ser um cronista. Ainda que seja apenas “mais um” porque, assim sendo, pelo menos serei cronista. Não, não quero escrever sobre o amor, a vida, a lua, as lágrimas, coisas alegres ou tristes. Quero apenas ser cronista. Tal qual é um cronista.

Cronista  sem pauta, sem métrica, sem rimas, ainda que sempre em desacordo com a natureza da crônica, mas arrancando de dentro de mim, como Nelson Rodrigues, Como João Saldanha, como Armando Nogueira ou até como João Ubaldo Ribeiro. Escrevendo algo que me satisfaça. Mesmo que satisfaça só a mim. Nunca sonhei ser cronista para outros. Quero primeiro ser cronista para mim. Quando eu me satisfizer, com certeza os outros não terão do que reclamar.

Sou literalmente avesso aos grandes e reconhecidos cronistas – não quero ser influenciado por ninguém. Quero que as minhas crônicas e as minhas análises sejam minhas, para poder oferecer, primeiro ao meu ego, e, depois aos outros.

Essa luta começou faz tempo. Foi quando ganhei – como todo menino pobre – uma bola e, junto ganhei também uma serra tico-tico, um martelo, um pequeno serrote e pedaços de pinho para construir meus próprios brinquedos.

Continuei lutando quando abri minha primeira porta. Com meu próprio dinheiro, ganho com meu primeiro trabalho, comprei um presente para mim: uma máquina Remington que, até hoje mantenho em condições de uso, guardada carinhosamente e que me acompanha por onde ando. É a minha melhor namorada e a única que, até hoje, só se deixou usar. Notebook, tablet, para quê?

Mando lubrifica-la de seis em seis meses, ainda que não a use com essa frequência. Há anos enfrentei dificuldades: tive que mandar trocar o rolo e as fitas que sumiram do mercado. Quando tive oportunidade, comprei duas caixas de fitas e guardei.

Com certeza, um dia serei um Cronista. Escreverei e contarei histórias e estórias. Levarei de volta a memória ao aprendizado inicial:

qwert – qwert – qwert…….. yuiop – yuiop –yuiop!

asdfg – asdfg – asdfg ……. hjklç – hjklç – hjklç!


MAGOTE DE CABRAS SEM FUTURO! ARRE ÉGUA!

Na semana passada pudemos ver o quanto este nosso Brasil é atrasado e, incompreensivelmente, o quanto tem gente tentando empurrá-lo para um dos lugares entre os evoluídos. E tudo por quê?
 
Porque o atual Presidente do STF, Ministro Joaquim Barbosa, anunciou a sua aposentadoria para o final deste começado mês. Foi um foguetório maior que a inauguração do Arraial de Campina Grande. E, pasmem, tudo partido de admiradores do PT, o que também pode significar, seguidores de um ajuntamento de crápulas que estão transformando este país numa monte de merda.  Nada mais que isso.
 
Pior ainda – muitos não aplaudiram a simples aposentadoria do Ministro. De forma imbecil, aplaudiram a saída do “negro” do posto de comando da mais alta corte do País. Isso, não apenas é ridículo num país que se pretende evoluído, como é condenável enquanto simples nação deste planeta.
 
Muito pior ainda, é que tudo isso partiu de um antro que se diz democrático e que, volta e meia usa as redes sociais para conclamar Justiça, igualdade e aproveitam para condenar a impunidade, como se os apenas pelas falcatruas do Mensalão nada tivesse cometido e estivessem recolhidos aos xadrezes como uma simples e reles injustiça.
 
Mas, felizmente, o nosso compromisso aqui com o JBF não é enveredar pelos caminhos da cancerígena política brasileira. O nosso compromisso com o Papa é o escracho. Então, vamos a ele e comecemos a mostrar uns cabras sem futuro.
 
No retrato 1 – Como todos conhecem a magistral criação do desenhista Maurício de Souza e os personagens criados por ele, muitos entre esses todos sabem da forma de falar do Cebolinha, trocando erres por eles. E nessa viagem com a dentuça Mônica, o par “alebenta”.

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A lombada é apenas um obstáculo criado no tráfego de veículos

No retrato 2 – Logo abaixo, o Cardeal Bernardo foi banhar nu na praia que fica na área ambiental de Santa Rita, e veja o que aconteceu. Um tubarão que foi solto pelo Bisporum Maurinorum Juniae quis abocanhar o que ainda resta de pajaraca. Tem futuro o Cardeal Bernardo ou é um cabra sem futuro esse tubarão?

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 Tubarão faminto numa praia de Maceió tenta “capar” Cardeal Bernardo

No retrato 3 – Tem algo mais sem futuro que esse burro?! Cuma é que um animal desses é tão burro assim? Tentou sair do engancho, tentou e não conseguiu. Arresolveu sentar, esperando que apareça algum jumento para ajudar. Puta que pariu, ô burro, burro, meu irmão!

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Cuma é que um burro pode ser tão burro desse jeito?

No retrato 4 – Finalmente alguma coisa a serviço dos homens que gostam de tomar um chopinho gelado sem serem incomodados. No retrato abaixo encontramos nos bares da vida, essa intrigante “tabela de preços” (e o proprietário só pode ser um cabra desses sem nenhum futuro) para informações sobre os destinos de alguns maridos.

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Tem mais uma resposta: faz tempo que está preso no banheiro, porque a chave quebrou e estamos com dificuldades para encontrar o Chaveiro: R$50,00


EDUCAÇÃO – COLHEMOS O FRUTO DA SEMENTE QUE PLANTAMOS

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A mão que semeia é a mesma que colhe

Quem semeia milho jamais colherá jatobá. Nunca uma verdade dessas será modificada. Será sempre assim. Por toda eternidade.

Lembra o ir e o vir ao comércio de antigamente?

Saco de papel apropriado para enrolar açúcar, farinha, pó de café, pão, manteiga, banha de porco. Outro tipo de papel para embrulhar feijão, arroz, sabão, grãos de café.

Quem comprava óleo Pajeú, manteiga, querosene, vinagre ou outro líquido levava a sua garrafa apropriada ou, no caso do óleo comestível, a sua tigela.

O comércio, o papel de embrulho, o lápis colado atrás da orelha e a conta rápida foram substituídos pelo supermercado, pelo computador – mas as filas continuam descontroladamente maiores. Hoje, os sacos de plástico nos causam problemas sérios. O meio ambiente está sucumbindo e nós, se não agirmos, iremos juntos. Foi essa a semente plantada por nós. Melhoramos?

Pois sim. Insistimos na pergunta: melhoramos?

- José, fique de pé! Abra o livro na página 21, e leia em voz alta. Muito bem. Pare!

- Odílio, levante, fique de pé e continue a leitura!

- Pare! Não é “pró-pi-o” que está escrito aí. Leia corretamente!

- “Pró-pri-o”!

- Muito bem. Sente-se.

Era assim a nossa escola. Era assim o nosso aprendizado e era assim que as professoras ensinavam. Melhoramos?

Não. Não melhoramos. Regredimos. Hoje o aluno não levanta mais, nem lê em voz alta. Ninguém lhe corrige, porque ninguém aprendeu o suficiente para corrigir. As professoras falam pelos cotovelos, mas só pedem “melhores salários e melhores condições de trabalho”. Mas não atentam para a escola que estão construindo e, como se isso não bastasse, só conseguem ver “responsabilidade” do Governo.

“Não julgue cada dia pela colheita que você obtém, mas pelas sementes que você planta.” – Robert Louis Stevenson.

Escolas públicas doam “tablets” e ajudam a deixar os livros esperando. Nas prateleiras. Nossa língua e nosso dia-a-dia foram invadidos por algo que não nos pertence. Que nos aliena porque nos proíbe raciocinar. O computador está fazendo tudo por nós. Um dia desses vai comer nosso arroz, nosso feijão, nossa manga ou nosso peixe. Já comeu parte da nossa escola e impôs ácaros aos nossos livros. Atrofiou nossa mente e, a cada dia, nos faz mais ignorantes do que quando vivíamos nos séculos passados. Nos levou de volta às cavernas – e, calados, aceitamos que sempre foi esse o nosso lugar. Nos fez cantar um hino de uma ode só: “… queremos melhores salários, queremos melhores condições de trabalho!”

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O feijão tomou o lugar da nossa educação

“Podemos escolher o que plantar, mas somos obrigados a colher o que semeamos.” – Provérbio Chinês

Há dezenas de anos atrás excluíram o “Exame de Admissão”, que era uma fase preparatória para o ingresso de estudantes vindos do aprendizado inicial – curso primário – para o “Curso Ginasial”, sequenciado pelo “Curso Científico” ou “Curso Clássico” ou ainda o “Curso Normal” para formação de professoras. Ninguém reclamou. Parecia algo benéfico. Mas não foi, pois apenas diminuía o tempo de aprendizagem – que, naquele tempo era uma tábua de salvação para quem, por muitos motivos, não conseguia acompanhar o alunato melhor qualificado.

Na sequência acabaram, também, com o “Curso Clássico” e o “Curso Normal”. Inventaram o “Curso Supletivo” que foi a primeira porta aberta para permitir a entrada de despreparados pelas portas transversas. Isso nunca suplementou nada. Ainda que os beneficiados entendam de forma diferente, não vemos até hoje nada que prove o contrário.

Perdemos qualidade na preparação de professores e professoras. Foi a porta escancarada para o caos onde estamos hoje. Uma solução paliativa que em nada de positivo resultou, foi a “politização” das ações, maquiando o erro capital. Hoje, o caos é muito mais por conta do despreparo dos (as) professores (as) que da falta de interesse dos alunos. Existem milhares de professores – maus – que nunca conseguiram ser bons alunos.

E… só colhemos o que plantamos!

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O entardecer com o cair da noite para a educação. Uma incógnita!

Os Estatutos do Homem – Thiago de Mello

Artigo XIII:

Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.


DE ONDE SAEM E POR ONDE CHEGAM TANTAS ARMAS?

Se perguntarmos algo a respeito de Yuri Orlov, temos certeza que você terá dificuldades para dar alguma resposta. Talvez nem a dê, por não conhecer a personagem. Mas, se iluminarmos um pouco as suas ideias, citando Nicolas Cage, você com certeza poderá encontrar o caminho com mais facilidade. E, como o assunto tem relação com armas, armamento, você vai lembrar, com certeza, do filme Senhor das Armas, dirigido por Andrew Niccol. Vez por outra a televisão mostra esse filme. O filme mostra as peripécias de um traficante de armas (Yuri Orlov – Nicolas Cage), com acesso às mais altas rodas sociais e, pasmem, com exagerada intimidade de convivência com as mais altas patentes das principais zonas de guerra do planeta. Há quem chegue a imaginar que Yuri-Nicolas é apenas um “contato comercial” dessas altas patentes.

Temos total consciência que esse é um tema delicado. Perigoso, até, diríamos. Envolve pessoas sem escrúpulos, travestidas de cidadãos.

Evidente que a extensão territorial das nossas fronteiras dificulta muito um criterioso e eficaz combate ao tráfico de armas por parte dos órgãos responsáveis. Compreendemos isso. Mas, por que, numa escala de 1 a 10, os órgãos federais que lidam com a repressão e no combate ao tráfico, atingem, na apreensão de maconha, cocaína e crack e outras drogas proibidas um número 8 e até próximo de 9 e, na apreensão do contrabando de armas fica entre o número 2 e 3?

Seria muita dificuldade? Seria falta de interesse? Ou seria a interferência de pessoas importantes provavelmente envolvidas com o “negócio”?

Melhor: será que é grande a apreensão e, ainda assim, não existe interesse na divulgação dessas ações? Isso, nos parece, compromete a forma correta que as instituições repressoras trabalham, passando à comunidade a impressão de desleixo, de incompetência ou de comprometimento. Sequer chegamos a imaginar algum tipo de comprometimento, por exemplo, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, teoricamente, mantenedores das nossas fronteiras.

No filme, Yuri Orlov não dá muita importância ao agente Jack Valentine (Ethan Hawke), exatamente por ter a certeza de alguém de posição muito acima das investigações e das apreensões fará qualquer coisa para mantê-lo solto e à frente das negociações e dos perigosos contatos.

Enfim, por que é tão insignificante a apreensão de armas contrabandeadas na fronteira brasileira?

Detalhe: qualquer bandidinho assaltante de ônibus urbano nos grandes centros conduz uma pistola ponto40. É uma arma possante e de uso exclusivo dos aparelhos policiais. E, não faz tanto tempo assim, o cidadão brasileiro se comprometeu a acreditar e acreditou no Estatuto do Desarmamento. Mas os criminosos continuam mais armados que o próprio aparelho policial que convive com o combate diário.

No Brasil, o Estatuto do Desarmamento é uma lei federal que entrou em vigor no dia seguinte à sanção do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se da Lei 10826 de 22 de dezembro de 2003, sem o apoio da maioria da população fato comprovado posteriormente no referendo de 2005 e regulamentada pelo decreto 5123 de 1o de julho de 2004 e publicada no Diário Oficial da União em 2 de julho de 2004, que “dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição (…)”. O Estatuto entrou em vigor no dia seguinte à sanção do presidente da República, quando foi publicada no Diário Oficial da União. (Ou seja, começou a vigorar no dia 23 de dezembro de 2003).

A necessidade de regulamentação do estatuto ocorreu a fim de aplicar alguns de seus artigos, como por exemplo, o teste psicotécnico para a aquisição e porte de armas de fogo, marcação de munição e indenização para quem entregar sua arma, e foi elaborada com publicação na Internet durante 15 dias, de modo que a população pudesse enviar suas sugestões, além de audiência pública. Após o decorrer de três meses e meio, o texto proposto foi recebido pelos Ministros da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e da Defesa, José Viegas.

A lei proíbe o porte de armas por civis, com exceção para os casos onde haja necessidade comprovada; nesses casos, haverá uma duração previamente determinada e sujeita o indivíduo à demonstração de sua necessidade em portá-la, com efetuação de registro e porte junto à Polícia Federal (Sinarm), para armas de uso permitido, ou ao Comando do Exército (Sigma), para armas de uso restrito, e pagar as taxas, que foram aumentadas. Um exemplo dessas situações são as pessoas que moram em locais isolados, que podem requerer autorização para porte de armas para se defender. O porte pode ser cassado a qualquer tempo, principalmente se o portador for abordado com sua arma em estado de embriaguez ou sob efeito de drogas ou medicamentos que provoquem alteração do desempenho intelectual ou motor.

Somente poderão portar arma de fogo os responsáveis pela garantia da segurança pública, integrantes das Forças Armadas, policiais civis, militares, federais e rodoviários federais, agentes de inteligência, auditores fiscais e os agentes de segurança privada quando em serviço. Já os civis, mediante ou não a concessão do porte de arma de fogo, só podem comprar agora os maiores de 25 anos, e não maiores de 21 anos, devido a estatísticas que sugerem grande número de perpetradores e vítimas de mortes ocorridas com jovens entre 17 e 24 anos.” (Transcrito do Wikipédia – Palavra chave Estatuto do Desarmamento).

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Pistola ponto40

“Pistola é uma arma de fogo portátil, leve, de cano curto, elaborada para ser manejada com uma só mão. Uma pistola geralmente é uma arma pequena de boa empunhadura e rápido manuseio, feita originalmente para uso pessoal (uso por uma pessoa) em ações de pequeno alcance.

No século XV o termo era usado para definir também pequenas facas que podiam ser escondidas dentro das roupas de uma pessoa. No século XVIII o termo começou a ser usado para definir a pequenas armas de fogo de mão.

As pistolas são classificadas por calibre, definindo em vários países as de uso permitido ou não, por suas potências diferenciadas.

Pistolas do mesmo calibre podem utilizar munições diferentes, aumentando seu poder de impacto, perfuração ou dano interno no alvo.

Pistolas são, geralmente, semiautomáticas – disparam um projétil por cada vez que se comprime o gatilho, recolocando outro cartucho na câmara, pronto para o disparo seguinte. Existem também alguns modelos totalmente automáticos – que podem disparar vários tiros enquanto se mantiver o gatilho pressionado. Sua eficácia é duvidosa, dado o pequeno tamanho da arma (cano) e cadência de tiros muito rápida.” (Transcrito do Wikipédia – Palavra chave: Pistola).

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Carregamento de cocaína apreendido

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Crack apreendido

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Quantidade absurda de maconha apreendida

Homicídios por armas de fogo acompanhados durante os levantamentos de locais de crime e remoção pelo Instituto de Criminalística do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves revelam que de cada dez homicídios na Região Metropolitana de Belém cinco são praticados com armas ponto 40 de uso restrito das forças de segurança do país.

O questionamento que se faz necessário é saber o destino dessas poderosas armas que estão chegando na mãos de criminosos de maneira assustadora. O DIÁRIO foi atrás de respostas junto as corregedorias de polícias que são encarregadas de procedimento quando armas de uso exclusiva de policiais são roubadas, furtadas ou extraviadas.

Os números assustam e prova que o sonho de consumo de qualquer bandido hoje é a ponto 40, uma arma que foi desenvolvida especialmente para a Polícia Federal Norte Americana e que acabou se transformando no calibre preferido das polícias brasileiras.

A primeira força de segurança pública a utilizar o armamento no Brasil foi o Departamento de Polícia Rodoviária Federal em 1998, aposentado seus revólveres calibre 38 e suas antigas pistolas 380 substituindo pela pistola ponto 40 lançada comercialmente em 1990.

Estatísticas norte-americanas apontam a Ponto 40 como uma das mais efetivas armas para defesa. Uma das vantagens reconhecidas nesse poderoso calibre é o “Stopping Power”, que é a capacidade de um determinado projétil em neutralizar um agressor, pondo-o fora de combate. Ao contrário de outros calibres a Ponto 40 amplia o poder destrutivo em tecido humano, causando hemorragias e um efeito destruidor no alvo.

ALVO DE COBIÇA – Com toda esta eficácia a arma passou a ser cobiçada por quadrilhas e assaltantes na Região Metropolitana de Belém, onde homens montaram esquemas para roubar armas de policiais militares e civis que são vendidas por até R$3mil ou alugadas com preços que variam de R$500,00 a R$1mil.

Os números não têm uma exatidão, mas segundo levantamentos junto às Polícias Civil e Militar existem hoje no Estado cerca de 8 mil pistolas Ponto 40 nas corporações e outras 1.500 armas que foram adquiridos por policiais para uso pessoal e com controle do Ministério do Exército e Polícia Federal.

No entanto, surge uma preocupação que é o contrabando de armas no Estado que chegam por diversos meios, em pequenas quantidades, tanto por via terrestre como fluvial uma vez que pelas facilidades que as fronteiras oferecem o mercado negro de armas passou a ser um negócio vantajoso.

Apesar das inúmeras operações realizadas pela polícia, a Região Metropolitana de Belém é apontada por quem comprou ou deseja comprar uma arma ilegal como sendo um paraíso. Tudo é feito através de contatos prévios para evitar vazamento de informação.

Na feira do Barreiro ou Ver-o-Peso, por exemplo, quem deseja ter uma arma em casa ou quer um revólver para realizar assaltos deve ter no bolso, no mínimo R$ 500. “Este é o valor de um revólver calibre 38. Mas se o comprador desejar uma pistola 380 ou até mesmo uma pistola ponto 40,de uso exclusivo das Forças de Segurança vai precisar desembolsar até R$3.500”, afirma uma das fontes por nós consultada que pediu para não ser identificada. (Transcrito do Diário do Pará – Ponto 40 é a arma mais usada por assassinos )


COINCIDÊNCIAS… APENAS COINCIDÊNCIAS!

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Dercy Gonçalves, poucos meses antes de falecer

Há quem afirme que esse causo aconteceu por volta do ano de 2005. Temos as nossas dúvidas, pois, quem escuta conversa da boca dos outros, acaba passando por mentiroso. E, isso, jamais aceitarei que me chamem! Não é verdade Terta???!!!

Havia, soubemos, uma forma de passar sabão e água numa montanha de dinheiro. Dinheiro que precisava “sair” ainda que o destino fosse obscuro e o retorno discutível pudesse, cinco anos depois, dar muito o que falar.

Pois sim. Quem viaja muito e está acostumado a atravessar o Oceano Atlântico e vive passando fins de semana em Miami ou em Dalas, sabe que, nos Estados Unidos, poucos ou quase ninguém vive espreitando as atividades de outrem entre quatro paredes.

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Edson Lobão

Fim de dia, concluída a maquiagem para mais uma “lavagem” de uma merrequinha de bilhões de reais no acerto da compra da Refinaria de Pasadena, implantada no estado do Texas, a noite se apresentou como uma criança. Ávida por diversões e acontecimentos mil.

Bem ali, pertinho do Texas – ninguém aprontaria no mesmo lugar do “acerto”, correndo o risco de ser flagrado por paparazzi indiscretos e ter fotos de copos e brindes nas páginas dos noticiosos brasileiros – fica Louisiana (Luisiana, para nós), um dos 50 estados americanos, este literalmente banhado pelo rio Mississipi.

Embora o 31 de outubro estivesse muito distante – dia em que se comemora nos Estados Unidos, a festa do Halloween – um determinado hotel de luxo e, assegurou o informante, com mais de dez estrelas, começou a receber hóspedes brasileiros, executivos da maior empresa petrolífera nacional e altos funcionários públicos que compõem o Governo brasileiro. Todos muito estranhos. Diferentes da grande maioria dos miscigenados brasileiros.

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Nestor Cerveró

Naquela noite especial, o hotel, para assegurar que seus inusitados hóspedes permaneceriam nas dependências internas consumindo e consumindo o que certamente seria listado como “extra” nas diárias, resolveu oferecer uma rápida peça de teatro. Teatro de Revista, diga-se de passagem. No palco, a impagável Dercy Gonçalves, poucos meses antes de “subir” para a puta que pariu – segundo ela própria.

Como demorava a ter início da performance de Dercy, e ainda com as luzes da plateia apagadas, parte do público preferiu permanecer no saguão, no bar do hotel esperando o início da apresentação.

Dercy, finalmente, entra no palco e, como que num passe de mágica, as luzes da plateia ficam acesas. Inexplicavelmente, tentando mostrar para os demais hóspedes que sequer se conheciam, ali estavam, afastados uns dos outros: Edson Lobão, Graça Foster e Nestor Cerveró.

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Graça Foster

Rindo de forma incontrolável, Dercy grita como um canhão:

- Puta que pariu, vocês são feios pra caralho!

E, naquele mesmo instante, sem que ninguém entendesse nada, o que seria um show protagonizado pela brasileira, foi encerrado. Aliás, nem começou.

Realmente, ainda que estivessem separados, pense numa noite escura, aquelas três figuras juntas. Cruz credo! Todos vão imaginar que é 31 de outubro.


A BOLA ERA DE COURO… E REDONDA!

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Roberto Rebouças no Bahia

Gilmar; De Sordi (Djalma Santos), Beline, Orlando e Nilton Santos; Zito e Moacir (Didi); Joel (Garrincha), Dida (Vavá), Mazola (Pelé) e Pepe (Zagallo).
 
Essa, com mudanças posteriores, foi a nossa seleção brasileira que conquistou o primeiro título de campeão mundial e ganhou a Taça Jules Rimet, na Suécia. Depois, com a entrada de Mauro Ramos, a fixação de Djalma Santos e a circunstancial entrada de Dino Sani sempre que Zito ficava impossibilitado e ainda a entrada de Julinho pela direita e a mudança da Garrincha pela esquerda e, finalmente, a entrada de Amarildo na vaga de Pelé, contundido (fora caçado contra Portugal), conquistamos o bicampeonato no Chile, em 1962.
 
E aí vieram Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Fontana (Piazza) e Marco Antônio (Everaldo); Piazza (Clodoaldo), Gerson, Rivelino; Jairzinho, Tostão e Pelé e nos trouxeram do México, em 1970, o tricampeonato mundial. Foi a nossa mais merecida conquista com a nossa melhor seleção.
 
A partir daí surgiram a Alemanha e a Argentina no nosso caminho. Tivemos que enfrentar a entressafra de bons valores e começamos a exporta-los para o exterior, sempre a troco de nada. Desfiguramos os nossos melhores times. Vasco da Gama, Santos e Botafogo que sempre forneceram maior número de jogadores para compor a seleção brasileira titular começaram a perder seus principais dirigentes, como Athiê Jorge Cury, Agatirno da Silva Gomes, Rivadávia Correia Meyer – e nunca mais conseguimos resgatar o respeito que a Europa nos teve por longas décadas.
 
O Nordeste tinha excelente futebol, sim! – Dois dos maiores ídolos do Flamengo em todos os tempos, foram Edvaldo Alves Santa Rosa, o Dida, nascido em Maceió, Alagoas; e José Mendonça dos Santos, o Dequinha, nascido em Mossoró/RN.  Hailton Corrêa de Arruda, o Manga, nascido em Recife/PE;  Rildo da Costa Menezes, o Rildo; Francisco das Chagas Marinho, Marinho Chagas, nascido em Natal/RN;  Edvaldo Izídio Neto, o Vavá, nascido em Recife/PE;  Ademir Marques de Menezes, Ademir Menezes, nascido em Recife/PE; Rinaldo, Canhoteiro, Salomão, Luciano Veloso e uma quantidade imensa de excelentes jogadores nascidos na região nordestina.
 
Víamos a maior parte desses fenomenais profissionais do futebol quando a antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos) realizava o Campeonato Brasileiro de Seleções. Acabou a competição e acabou o nosso proveitoso intercâmbio.
 
Pois, foi numa competição desse tipo que conhecemos mais dois excepcionais jogadores: o paraibano Marcos do Boi, baixinho de apuradíssima técnica no futebol que começou como profissional defendendo as cores do Santos, da Paraíba, onde foi contratado pelo Ceará Sporting Club na década de 60. Marcos do Boi brincava com a bola, fazendo com ela o que bem entendia. Era um verdadeiro terror para os zagueiros marcadores que, quase nunca o achavam em campo. Um fenômeno!

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Marcos do Boi, sentado sobre a bola no Potiguar de Mossoró/RN

Mas, quem quiser falar ou escrever sobre o futebol do Nordeste e seus melhores jogadores, certamente terá que falar em Baiaco, que por anos defendeu as cores do Esporte Clube Bahia; de Zé Eduardo, que defendeu o Vitória e depois Ceará e Bahia; Carneiro, maranhense que defendeu o Ceará, o Bahia e o Fortaleza.
 
Mas, com certeza, ninguém esquecerá os dois melhores quartos-zagueiros do Nordeste em todos os tempos, quiçá do Brasil: Damasceno, cearense que defendeu o Ceará e o Náutico; e o incomparável Roberto Rebouças, um dos principais ídolos do futebol baiano em todos os tempos. Nos tempos em que a bola era de couro. Couro de vaca. Goleiro jogava sem luvas (vide as mãos de Manga) e artilheiro cabeceava essa bola, molhada.


CAFÉ TORRADO EM CASA

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Grãos crus de café natural

O galo canta alto. Repete o canto. E canta mais uma vez…
 
Contorcendo-se e esticando-se todo e fazendo estalar os ossos do corpo, o sertanejo abre os olhos e percebe os primeiros raios solares entrando pelas frestas das telhas da casa. Levanta da rede velha surrada ou do catre de madeira forrada com palhas diversas e caminha para o pote. Pega a caneca de alumínio, enche d´água e aproveita para apanhar a escova. É uma rápida assepsia. Banho, só no açude e mais tarde. Agora é a preparação para mais um dia de labuta.
 
Nisso, o vento tênue espalha pelos cômodos da pequena casa, o cheiro inconfundível do café. Café torrado e pilado em casa. Em brasa, a lenha do fogão aquece a pequena lata onde o café é preparado.
 
Mas, foi no comecinho da tarde de ontem que, no mesmo fogão tocado a lenha, Nhadira pôs os grãos no alguidá. Torrou. Torrou e torrou, sempre mexendo.  Grãos no ponto, Nhadira acrescenta o já preparado mel de rapadura e continua mexendo com colher de pau. Continua a mexedora até os grãos atingirem uma densidade e parecerem “prontos” para quem vive nessas coisas do sertão.
 
Retirados do alguidá, os grãos torrados são postos a secar. No cair da noite, num pilão (monjolo para algumas regiões), a maravilha pura é preparada com carinho. Passado numa peneira, a parte grossa é re-pilada até ficar igual à parte mais refinada. Guarda-se numa vasilha hermeticamente fechada para a manutenção do cheiro. É assim na roça.

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Café feito em casa, na roça

Ainda envolvida com os afazeres do café da manhã, enquanto o café é meticulosamente preparado, a macaxeira cozida é retirada da panela de barro que foi posta ao cozimento na outra “boca do fogão” a lenha. Uma pitadinha de sal para qualificar o que seria visto como comidinha de anjo. Agora, num café da manhã, a macaxeira cozida vira comida dos deuses.

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Macaxeira cozida, pronta para o consumo

Nhadira apenas começou a pôr a mesa, enquanto a filharada e o marido se levantam e se preparam para mais um dia na roça.
 
Não faltam a abóbora cozida para ser misturada ao leite da vaca (ou da cabra). Vem o beiju de goma de tapioca acompanhado de nata de leite ou de manteiga real. Alguns preferem adicionar o leite de côco. Mas não falta também quem prefira o cuscuz de milho (há quem goste do cuscuz de arroz) ou ainda a pamonha, também de milho.

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Abóbora (jerimum) para ser cozida e comida com leite

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Beiju de tapioca, com ou sem côco

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Cuscuz de milho, acrescentando-se manteiga real

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Pamonha de milho: com açúcar ou com sal, uma maravilha

Café da manhã. Café torrado e pilado em casa. Sem misturas ou ingredientes químicos. No Ceará, há quem acrescente a manjerioba – para aumentar o volume do café, mantendo-lhe o sabor.
 
Mas, bem ali, em Belém, o café da manhã é sempre acompanhado da tapioquinha, da pupunha, do queijo de coalho assado na brasa. No Maranhão, além de tudo que foi apresentado, usa-se muito a farinha d´água caroçuda e torradinha, mas muitos preferem se deliciar com o pequi cozido. Quando sobra pequi – dificilmente sobra – é somado ao arroz para o famoso arroz de pequi.
 
Isso, acreditem, é apenas um café da manha. Com café torrado em casa. Uma maravilha!

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Pequi descascado e cozido


O COQUEIRINHO E A “ORÉLIA DO DEDÃO”

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Fortunato, Segurança de Getúlio Vargas

Quem é cearense de Fortaleza e já havia nascido no começo da década de 50, com certeza teve conhecimento de algo relacionado ao “causo” que vamos contar. Mesmo não sendo de Fortaleza, claro, pode ter tido conhecimento dos fatos, sim.

Um dos bairros da capital cearense que mais sofreu mudanças, com certeza foi o hoje Rodolfo Teófilo. No fim da década de 50, quase que começando a década de 60, Rodolfo Teófilo era chamado de Porangabuçu (a grafia correta e oficial, embora alguns, de forma equivocada, escrevam “Parangabussu”). Tinha como rua principal, a Professor Costa Mendes.

Entretanto, alguns anos mais atrás, só existia o bairro Coqueirinho, ligado ao São Gerardo, ao Campo do Pio e à Bela Vista. Nos anos seguintes o Coqueirinho começou a se dividir e até ganhou parte do que era chamado de Alagadiço, pedaço de São Gerardo onde funcionava a Escola de Agronomia do Ceará, mais precisamente na hoje Avenida Mister Hull.

Surgiram o Amadeu Furtado, o Rodolfo Teófilo, a Parquelândia, o Igreja São Raimundo e esse aumento do número de bairros ganhou ruas importantes como Érico Mota, Amadeu Furtado, Jovita Feitosa e outras.

Mas, o fato é que o Coqueirinho, célula-mater, tinha um “dono”. Era conhecido como João Nascimento, um Agente de Polícia que conseguiu se destacar e se fazer respeitar até mesmo por muitas autoridades do Estado. No futebol, João Nascimento montou um time amador, de nome “Onze Brasileiro” – esse, vez por outra, recebia em jogos no bairro, conhecidos jogadores profissionais. Mozart, Nagib, Veras, Damasceno, Merci, Guilherme, Sururu, Dico e tantos outros, vestiram várias vezes a camisa do time do João Nascimento. E sempre faturavam uma boa merreca, que, segundo o próprio mantenedor do time, era para “ajudar na feira da semana”.

Entretanto, João Nascimento se fazia mais notado por dois motivos que chamavam a atenção naqueles idos tempos: com quase 2m de estatura e quase 1m de largura, negro bonito, tinha o hobby de se vestir diariamente de roupas brancas – sempre usando palitó e uma indefectível gravata vermelha. Chamava a atenção. Se vestia assim, chovesse ou fizesse sol. João Nascimento era uma cópia de Fortunato, ex-Guarda Costas de Getúlio Vargas.

Com o palitó sempre fechado, portava também um revólver Taurus 38, cano longo – embora nunca se tenha conhecimento de que tenha feito uso da arma para “resolver alguma parada”. O biótipo de João Nascimento assombrava algumas pessoas e ele não precisava fazer uso da arma de fogo.

O outro motivo que fazia de João Nascimento muito conhecido no Coqueirinho, era um “forró” que mantinha, cobrando entrada no portão. Muito frequentado nas noites de sábado, o “Forró do João Nascimento” foi por vários anos a principal atração de lazer noturno. Entrar armado no recinto, só quem tinha porte de arma, ou a polícia. Os seguranças do local recebiam a orientação para não deixar entrar baitola – que naquele tempo, se existiam, eram sempre muito enrustidos e não se exibiam como hoje. E essa exibição – desnecessária – hoje, alguns chamam de “sair do armário”.

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É apenas um desenho. Mas bem representa o dedão da Orélia

“Orélia do Dedão” – Mas, como se tudo não fosse suficiente, o “Forró do João Nascimento” funcionava também, e, principalmente, como ponto de encontro para prostitutas – que, depois, conduziam seus parceiros para o “chatô”.

E, uma das putas mais conhecidas entre as que pontificavam no “Forró do João Nascimento”, era a Aurélia. Bebia e fumava feito uma caipora. Quando já estava bêbeda, tinha o hábito de fumar charutos e se auto-denominava de “Orélia”.

Pois “Orélia” era, por assim dizer nos dias de hoje, uma verdadeira “Raimunda”. No forró, só dançava descalça. Não porque quisesse, mas porque não podia usar calçados. “Orélia” tinha o pé esquerdo deformado e, naquele tempo, calçado ortopédico era algo desconhecido. O “dedão” do pé esquerdo de “Orélia” era absurdamente grande e isso a impedia de usar calçado. Daí nasceu a “Orélia do Dedão”!

Puta assumida – nunca se teve notícia se tinha parentes ou não – era sempre convidada para dançar. Dançava bem. Como era uma “Raimunda”, durante muitos anos era muito cantada para ir ao “chatô”. Dizem que fazia misérias na cama (e melhor ainda na rede), deixando os homens alucinados – e olhe que, naquele tempo, a variedade da prática sexual era também desconhecida.

Eis que, certo dia, a freguesia de “Orélia do Dedão” começou a cair. Quase chegando a zero. E alguns contavam que “Orélia do Dedão” foi convidada para ir ao chatô com um pretendente de aproximadamente 30 anos, bem vestido, bem calçado, cheirando a perfume francês “Ramage” – um dos mais contrabandeados daquele tempo. Pois, quem conta, contou que, depois de algumas horas fazendo sexo com “Orélia do Dedão”, o jovem resolveu “sair do armário” e, estromboticamente, pediu para “Orélia do Dedão” fazer uso daquele dedo do pé, introduzindo-o no “cano de saída” (que, no caso dele, também era de entrada).

A fama que correu a partir de então, foi a de “Orélia do Dedão”, que passou a ser desconhecida como Raimunda e muito requisitada como “Orélia do Dedão”!

Você conheceu ou ouviu falar em “Orélia do Dedão”?

Não?

E em João Nascimento?

Também não?

Pois, inacreditavelmente, o que se sabe é que viraram sócios no empreendimento que funcionou mais alguns anos e, pasmem, com a proteção policial. Essa coisa de “o da cervejinha” é muito antiga.


CADEIRANTE – QUAL É A NOSSA CULTURA PARA ISSO?

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O que cobramos dos políticos, com relação a isso?

Cadeirante é um indivíduo que faz uso constante de uma cadeira de rodas para sua locomoção.

O desenvolvimento das tecnologias trouxe melhorias na qualidade de vida desse indivíduo. O cadeirante tem a capacidade de realizar, por si mesmo; boa parte das tarefas diárias de uma pessoa normal, como trabalhar, praticar esportes, ir ao cinema, andar de ônibus e até dirigir. Há 24,5 milhões de portadores de deficiências no Brasil, e uma grande parte desta população é cadeirante. São Paulo é a cidade com maior número de cadeirantes; apesar da acessibilidade em muitos pontos da cidade, a dificuldade ainda é muito grande principalmente na periferia.

Em Curitiba a preocupação com a acessibilidade dos cadeirantes levou construtores de calçadas a fazerem curso. Os banheiros também são um dos maiores desafios para o cadeirante, qualquer pequeno detalhe facilita ou dificulta muito o acesso e a independência do cadeirante.

Segundo a maioria dos próprios cadeirantes, algumas denominações são inadequadas, e não devem ser utilizadas, como: aleijado, chumbado ou inválido; prefere ser denominado como deficiente físico ou cadeirante. (Transcrito do Wikipédia, palavra-chave Cadeirante)

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Rampa de acesso? Onde fica?

Acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população. visando sua adaptação e locomoção, eliminando as barreiras.

Na arquitetura e no urbanismo, a acessibilidade tem sido uma preocupação constante nas últimas décadas. Atualmente estão em andamento obras e serviços de adequação do espaço urbano e dos edifícios às necessidades de inclusão de toda população, visando eliminar os obstáculos existentes ao acesso, modernizando e incorporando essas pessoas ao convívio social, possibilitando o ir e vir.

Em informática, programas que provêm acessibilidade são ferramentas ou conjuntos de ferramentas que permitem que portadores de deficiências (as mais variadas) se utilizem dos recursos que o computador oferece. Essas ferramentas podem constituir leitores de ecrã como o JAWS e o Dosvox, para deficientes visuais, teclados virtuais para portadores de deficiência motora ou com dificuldades de coordenação motora, e sintetizadores de voz para pessoas com problemas de fala.

Na Internet o termo acessibilidade refere-se também a recomendações do W3C, que visam permitir que todos possam ter acesso aos websites, independente de terem alguma deficiência ou não. As recomendações abordam desde o tipo de fonte a ser usado, bem como seu tamanho e cor, de acordo com as necessidades do usuário, até as recomendações relativas ao código (HTML e CSS, por exemplo). Isso ajuda aos usuários uma melhoria na informação, podendo assim garantir que a internet chegue a todos de forma simples e precisa. a acessibilidade tem que ser expandida para vários campos da sociedade garantindo que pessoas deficientes tenham acesso a varias formas de serviços, melhorando sua qualidade de vida e integração, a acessibilidade é uma ideia que deve ser expandida, sigamos essa ideia. (Transcrito do Wikipéida, palavra chave Acessibilidade)

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No ônibus, por que o motorista sempre desce e o acompanhante nem ajuda?

* * *

LEI No 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000.

Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

capítulo I

disposições gerais

Art. 1o Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.

Art. 2o Para os fins desta Lei são estabelecidas as seguintes definições:

I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida;

II – barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas, classificadas em:

a) barreiras arquitetônicas urbanísticas: as existentes nas vias públicas e nos espaços de uso público;

b) barreiras arquitetônicas na edificação: as existentes no interior dos edifícios públicos e privados;

c) barreiras arquitetônicas nos transportes: as existentes nos meios de transportes;

d) barreiras nas comunicações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa;

III – pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida: a que temporária ou permanentemente tem limitada sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo;

IV – elemento da urbanização: qualquer componente das obras de urbanização, tais como os referentes a pavimentação, saneamento, encanamentos para esgotos, distribuição de energia elétrica, iluminação pública, abastecimento e distribuição de água, paisagismo e os que materializam as indicações do planejamento urbanístico;

V – mobiliário urbano: o conjunto de objetos existentes nas vias e espaços públicos, superpostos ou adicionados aos elementos da urbanização ou da edificação, de forma que sua modificação ou traslado não provoque alterações substanciais nestes elementos, tais como semáforos, postes de sinalização e similares, cabines telefônicas, fontes públicas, lixeiras, toldos, marquises, quiosques e quaisquer outros de natureza análoga;

VI – ajuda técnica: qualquer elemento que facilite a autonomia pessoal ou possibilite o acesso e o uso de meio físico.

* * *

José Jorge dos Santos sempre foi um desconhecido no povoado onde nasceu e sobreviveu com as dificuldades inerentes ao seu estágio permanente de invalidez física. Mas, “Zequinha Aleijado” sempre foi figurinha carimbada para todos. O nome, aqui, é fictício.

Por anos Zequinha Aleijado, vítima de poliomielite, andou apoiado no próprio joelho, característica por demais conhecida no Norte-Nordeste como “29-30”, forma de andar de vários deficientes físicos.

Deficiente físico definitivo ou temporário, ha alguns anos, se não tinham recursos financeiros apelavam para o velho cabo de vassoura inservível ou, dentro de casa, andavam apoiados nas paredes. Os que tinham recursos mandavam fabricar bengalas ou muletas. E… vida que segue!

Hoje, os tempos são outros. A indústria ortopédica apareceu e evoluiu, amparando mutilados ou não, permanentes ou temporários. Idosos portadores de artroses, artrites e afins ou acometidos de AVC (Aneurisma Vascular Cerebral) passaram a contar com a cadeira de rodas ou, em alguns casos, de andadores.

Mas, o que está sendo proposto como discussão, é a “mobilidade” e as inúmeras dificuldades urbanas existentes que, de uma forma ou de outra acabam tornando difícil o ir e vir dos portadores de dificuldades ou, ainda, os chamados cadeirantes. Definitivos ou temporários.

Na verdade, aqui e alhures, críticas contundentes são feitas aos gestores federais, estaduais ou municipais e ainda às principais instituições não-oficiais cobrando soluções para o acesso de cadeirantes ou portadores de deficiência física.

Até onde se tem conhecimento, leis foram criadas (como a Lei 10.098, de 19 de dezembro de 2.000) mas ninguém fiscaliza o cumprimento ou não, tampouco pune os transgressores. Foi, por assim dizer, “apenas mais uma Lei”, como muitas no Brasil.

Mas você que critica (nós também criticamos, e como!) Bolsa Família, Bolsa Isso e Bolsa Aquilo, por que “quer deixar” tudo a cargo do Governo?

Se você convive com um cadeirante definitivo em sua casa e o leva para uma visita a Biblioteca, ao Shopping ou a outros lugares e está sempre encontrando dificuldades de acesso e locomoção, o que você tem feito?

Na Biblioteca as instalações sanitárias dificultam o acesso do cadeirante. Do seu cadeirante. Mas… e na sua casa, tudo está da forma como você entende que deve ser fora dela, nos logradouros públicos, nos transportes?

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Tem sido assim de Norte a Sul de Leste a Oeste

A porta de entrada da sua casa tem a rampa para o acesso do cadeirante? A mesa de refeições está apta a receber um cadeirante, da mesma forma que você quer que ele seja recebido fora de casa? Tudo está adaptado para o “seu” cadeirante?

Não está? Então… vá cagar na praia e limpar o cu com a saia!!!!


RAJADAS DE VENTO

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O benfazejo vento nos empoeira e nos lava melhor que a água

O vento é o tempo:
sopra varre levanta lambe
desfaz o que foi feito. (Thiago de Mello)

Madrugada fria porque chuvosa intermitentemente, entra na retina e na rotina sertaneja como a lâmina no ventre arredondado e macio da melancia. Fecha veredas e caminhos derrubando galhos, tangendo bichos e insetos. Amedrontando homens. É quase tempestade.

O açoite noturno da ventania que trouxe a destruição, completa seu ciclo na reconstrução das coisas, provocando a chuva para a transformação do húmus até o surgimento de uma nova folhagem. É o ciclo da selva, da vida, do tudo. É o vento que desnuda o chão para as novas vidas. Reconstituição. Recomposição. Renascer.

Soprando forte sem norte
Destruindo e construindo
Provocando morte no norte
Diluindo e usufruindo.
Rajadas fortes varrendo
Segredos e trazendo a morte

Chega a noite trazendo o descanso da claridade. Trazendo ventos mais fortes, tangendo nuvens escuras para o surgimento majestoso das estrelas e a luminosidade da lua. É o ciclo da noite, da vida, do tudo. É, de novo, o vento que desnuda os céus e nos permite – seres vivos – ver mais um amanhecer. É o vento. É a vida.


O SABIÁ – COMO SE NÃO BASTASSE A BELEZA, AINDA CANTA!

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Sabiá Laranjeira a beleza brasileira

O sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) é uma ave comum da América do Sul e o mais conhecido de todos os sabiás, identificado pela cor de ferrugem do ventre e por seu canto melodioso durante o período reprodutivo. É apreciado especialmente no Brasil; segundo Decreto de 3 de outubro de 2002, as comemorações nacionais do Dia da Ave devem se concentrar no sabiá-laranjeira, “símbolo representativo da fauna ornitológica brasileira e considerado popularmente Ave Nacional do Brasil”.

Já era símbolo do estado de São Paulo desde 1966. É citada por diversos poetas como o pássaro que canta o amor e a primavera. A ave também está presente no emblema oficial da Copa das Confederações de 2013, que foi realizada no Brasil.

Taxonomia, denominação popular e ocorrência – Pertence à ordem Passeriformes e à família Turdidae, que migrou da Europa para a América há cerca de 20 milhões de anos. A denominação científica da espécie é Turdus rufiventris, tendo sido descrito pela primeira vez por Louis Jean Pierre Vieillot em 1818. Foram descritas duas subespécies: Turdus rufiventris rufiventris e Turdus rufiventris juensis.

O nome sabiá deriva do tupi, haabi’á. No Brasil tem uma quantidade de denominações populares, entre elas sabiá-cavalo, sabiá-ponga, piranga, ponga, sabiá-coca, sabiá-de-barriga-vermelha, sabiá-gongá, sabiá-laranja, sabiá-piranga, sabiá-poca, sabiá-amarelo, sabiá-vermelho ou sabiá-de-peito-roxo. Em espanhol é conhecido como tordo de vientre rufo, zorzal colorado, zorzal común.

É nativo da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, com uma ampla área de ocorrência que vai do nordeste do Brasil até o sul da Bolívia e norte-leste da Argentina. Não ocorre na Bacia Amazônica. Sua população é considerada estável mas não foi quantificada, e é descrito como uma ave comum. Por isso a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais a classificou como espécie em condição pouco preocupante.

Descrição – Este sabiá mede 23 cm de comprimento, tem o bico reto de cor amarelo-oliva, as patas cinza, o olho negro circundado finamente de amarelo e a penugem do dorso de um tom uniforme marrom-acinzentado. A garganta é esbranquiçada rajada de marrom, o peito é cinza-pardo, que vai mudando para um alaranjado opaco no ventre. Não há dimorfismo sexual significativo, mas as fêmeas tendem a ser maiores que os machos e um pouco mais claras no ventre. A existência de colorações aberrantes, incluindo albinismo, não é rara, mas é pouco citada na literatura. A causa disso não é bem esclarecida, mas pode estar ligada a alterações no seu meio ambiente ou mutações genéticas.

Ocorre também o leucismo as vezes denominado erroneamente de albinismo. O leucismo é a perda parcial ou total de melanina, segundo estudos tem uma frequência inferior a 1%. Ocorre principalmente nas penas o restante geralmente a pigmentação é normal. Não se sabe como é transmitida geneticamente esta condição. Existem poucos casos de acompanhamento na natureza.

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Sabiá da Praia, produz um canto maravilhoso

Ecologia e biologia – Habita originalmente florestas abertas e beiras de campos, mas como é uma espécie bastante adaptável penetrou com sucesso nas áreas de lavoura e cidades, exigindo, porém, a proximidade de água. É visto com frequência percorrendo o solo, mas nunca longe das árvores. É uma ave territorial mas relativamente tímida, e seu canto melodioso, aflautado e frequente logo denuncia sua presença, podendo ser ouvido a mais de 1 km de distância. Seu canto é longo, podendo durar até dois minutos sem interrupção. A frase principal tem de 10 a 15 notas, mas ele é capaz de imitar as vocalizações de outras aves como o curiango e o joão-de-barro e assimilar trechos em seu próprio canto, em inúmeras variações. Canta principalmente no período reprodutivo, antes do amanhecer e ao anoitecer, para atrair a fêmea e demarcar seu território.

O ninho é feito entre setembro e janeiro em arbustos, árvores de folhagem densa e cachos de banana, empregando fibras e gravetos ligadas por um pouco de lama, num formato de tigela funda. Por dentro são revestidos de materiais mais macios como hastes de flores e capim. Põe de 3 a 4 ovos verde-azulados pintados de sépia, que medem 28 x 21 mm. Os filhotes nascem após treze dias de choco, recebendo atenção de ambos os pais. Em três semanas podem deixar o ninho. Cada fêmea choca três vezes por ano e pode gerar até 6 filhotes por temporada. O sabiá-laranjeira pode viver até dez anos na natureza.

Sua nutrição se compõe basicamente de artrópodes, larvas, minhocas e frutas maduras. Pode se tornar um predador importante de sapos e rãs logo que deixam a fase de girino. É um importante dispersor de sementes das espécies frutíferas que consome, pois ou regurgita as sementes em outros locais ou elas saem em suas fezes fertilizantes e com isso se tornam mais aptas à germinação. Como outras espécies de sua família, pode se reunir em bandos mistos que empregam diferentes estratégias para melhorar suas chances de boa alimentação, o que lhe confere uma vantagem adaptativa para ocupação de áreas degradadas e urbanas.

Não há na literatura especializada muitos registros de inimigos naturais do sabiá-laranjeira, mas já foi observado que o tucano Ramphastos dicolorus preda jovens e até exemplares adultos. Em meio urbano o gato doméstico é um importante predador. Em algumas regiões está ameaçado pela destruição do habitat e pelo tráfico de animais silvestres.

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Sabiá do peito roxo. Um cântico inconfundível e também maravilhoso

Importância cultural – É uma das aves mais populares do Brasil, sendo uma presença comum em seu folclore e mesmo na cultura erudita, sendo indicado por decreto presidencial de 2002 como centro das comemorações do Dia da Ave. De acordo com o ornitólogo Johan Dalgas Frisch, um dos principais defensores da nomeação, ela se justifica porque este sabiá é conhecido por crianças e adultos, é comum nas zonas rurais povoadas e nas cidades, e por isso é sentido como uma ave familiar por grande parte da população, e porque “tem qualidades impares. Não existem dois sabiás que cantem da mesma maneira…. os sons maravilhosos do sabiá desabrocham nos jovens corações veios poéticos, tão puros e belos como se um cego abrisse seus olhos ao ver a luz e as cores das flores na terra…. uma lenda indígena assegura que quando uma criança ouve, durante a madrugada, no início da Primavera, o canto do sabiá, será abençoada com muita paz, amor e felicidade”.Em ofício ao presidente Fernando Henrique Cardoso, a comissão de ministros encarregada da escolha justificou-se dizendo que o sabiá-laranjeira tem larga distribuição nacional e porque é, dentre as aves, “a mais inspiradora e, conseqüentemente, a mais aclamada e decantada pelo sentimento popular e cultural”. Em pesquisa de opinião realizada pelo jornal Folha do Meio Ambiente 91,7% dos entrevistados manifestou seu apoio à decisão.

Na literatura é frequentemente citado como o pássaro que canta o amor e a primavera, as origens, a terra natal, a infância, as coisas boas da vida, sendo imortalizado por Gonçalves Dias na abertura de seu célebre poema Canção do Exílio:

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

(Transcrito do Wikipédia)

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Sabiá branca, a espécie mais rara

* * *

À natureza cabe alto percentual de tudo que de belo existe na Terra. É a natureza que cuida do vento, forte ou fraco, fazendo-o açoitar ou não. É a natureza que comanda o vento para produzir o belo Céu de Brigadeiro, por onde todos gostam de navegar.

É a natureza que produz e transparece a água; é a natureza que produz o verde verdíssimo das árvores. É a natureza que produz tudo que tem vida no planeta que habitamos.

Como se isso por si só não fosse suficiente, é a natureza que produz o amanhecer amarelado fazendo uso do sol e, mais tarde, produz entardecer avermelhando, de forma diferente usando mais uma vez o sol.

É a natureza que dá asas ao vento, luz ao firmamento. É a natureza que escreve o melodioso cântico das aves. Tudo é a natureza!

E o sabiá?

É outro produto da natureza. Seu cântico melodioso que tem as mesmas notas musicais se o sabiá canta no Japão, em Recife, no Maranhão ou em São Paulo. É isso que os estudiosos chamam de perpetuação da espécie. Seus tons de penas, independentemente da região onde se reproduzam e habitem.

A Canção do Exílio garante que, as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá. Mas esse é apenas um poema pois, os sabiás que aqui gorjeiam, gorjeiam da mesma forma em todos os lugares. Independente de estarem em palmeiras ou não. Isso é chamado de “O milagre da Natureza”. Natureza Divina.


PENSE EM TANTA GENTE SEM FUTURO!!!!

Longe, muito longe, de querer julgar Deus. Como um pecador da minha estirpe poderia ser tão prepotente? Mas, será que não cabe uma pergunta: por que morrem tantos bons? Será que as vagas nos céus estão ficando escassas e precisam ser preenchidas rapidamente?

Perdemos GABO, numa tacada depois de quase cem anos de solidão; e antes que a Semana Santa terminasse e nos mostrasse o milagre da ressureição, perdemos o Luciano do Valle, um quase pernambucano que nasceu em Campinas/SP.

Áreas diferentes – embora ambas do entretenimento e da cultura, juntas e somadas – mas enormemente populares. A literatura e o esporte não serão mais os mesmos depois que partiram Gabriel García Márquez e Luciano do Valle. Pelo comportamento que tiveram enquanto estiveram conosco, com certeza Deus tem lugar melhor para eles.

Aqui, os que ficaram conosco continuaram aprontando. Cerveró, de muito próxima semelhança com um personagem conhecido de Notre Dame, com visão privilegiada porque diferente de nós na estética, resolveu assumir um erro que todos veem, não lhe cabe. Tenta garantir o emprego ou ganhar proteção especial por se assumir masoquista. A gente sabe muito bem quem é responsável pelo fato.

Mas, como esses assuntos são muitos, deixemos de lado. Até porque, não resolveremos nada mesmo, né não?

Cuidemos do nosso desfile de sem-futuros, apois é muito mió, visse!

No retrato 1 – Obseuve cuma é que arguém pode ser tão taradamente alucinada por feissibuque cuma essa mulé, que amamenta a criança, curtino, cumpartiando e cumentano. Tem futuro uma miserenta dessas e que futuro auferece pra criança?

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Arre égua. Isso é que é tara por feissibuque, né não?

No retrato 2 – Será que alguém tem futuro mais nebuloso quessa morena aí? Fugiu do Maceió do Cardeal Bernardo, pegano um avião e aterrissou no meu quintá. Agorinha tá ali, cumeno goiaba inchada. Mais a bichinha gosta mesmo é de “brincar” de dois cumigo. Tem ora quela tá nim riba e tem ora queu tô nim baixo. Num é bom assim? E ela tem um futurão, num tem não gente?

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Eita que essa daí tem futuro!!!

No retrato 3 – Vejam se voceis cunhecem dois cabras mais sem futuro! Um num bebe cana e o outro tomém não. Um é bom de letra de escrever e o outro é muito mió. Apois, foi purcausa disso que virou Papa. Papa da ICAS. Agora, que são dois cabras que num tem futuro nenhum, isso são!

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Pese se esses dois daí tem algum futuro. Pense!

No retrato 4 – Esses quatro daí nimbaixo já tiveram futuro. Agora num tem mais. Agora só tem passado e muito bom, diga-se- de passagem. Sempre fui fanático pelo futebol clássico, elegante, vistoso. E esse paraibano Salomão, brilhou intensamente no Náutico, nos áureos tempos e fez muito bom também no Vasco da Gama e no Santos na época de Pelé. Eu via o jogo nim Fortaleza, quando, involuntariamente, o Mauro Calixto (que depois seria seu colega no próprio Náutico) o atingiu violentamente e ele saiu do campo para o hospital com um problema de ruptura num dos rins. O outro cabra chegou ao meu Botafogo quando lá também estava o meu conterrâneo Artur, já falecido. Fizeram diabruras no Rio de Janeiro os dois. Passou ainda pelo Fluminense, São Paulo e, finalmente, Cosmos dos EUA. Jogava muita bola, a “Bruxa Loira”. O Ivan é desnecessário dizer da sua qualidade técnica como jogador na época das grandes conquistas do Náutico, formando com Salomão um excelente meio-de-campo. Kuki, eu não posso dizer nada, pois não vi jogar. Só li comentários a respeito. Considero que ficou muito distante de Jorge Mendonça e de Vasconcellos.

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Salomão, Marinho Chagas, Ivan Brondi e Kuki


JOÃO DO VALE – O CARCARÁ

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Poeta João do Vale, em Pedreiras

João Batista do Vale, mais conhecido como João do Vale nasceu em Pedreiras, município maranhense, a 11 de outubro de 1934, e faleceu São Luís, capital do Maranhão, em 6 de dezembro de 1996.

João Batista do Vale gostava muito de música desde pequeno, mas logo teve de trabalhar para ajudar a família. Aos 13 anos foi para São Luís MA, onde participou de um grupo de bumba-meu-boi, o Linda Noite, como “amo” (pessoa que faz os versos). Dois anos depois, começou sua viagem para o sul, sempre em boleias de caminhões: em Fortaleza CE, foi ajudante de caminhão; em Teófilo Otoni MG, trabalhou no garimpo; e no Rio de Janeiro RJ, onde chegou em dezembro de 1950, empregou- se como ajudante de pedreiro numa obra no bairro de Copacabana.

Foi o quinto de oito irmãos, dos quais apenas três sobreviveram à infância pobre. Os pais eram agricultores pobres e sem terra. Por volta dos seis anos de idade foi apelidado de “Pé de xote”, pois vivia pulando e dançando.

Um de seus avós fora trazido de Angola como escravo e posteriormente fugiu. Chegou a perder a vaga no Grupo Escolar Oscar Galvão para dar lugar ao filho de um coletor de impostos.

Auxiliava nas despesas da casa, vendendo balas, doces e bolos que a mãe fazia. Com 12 anos mudou-se com a família para São Luís, onde trabalhou vendendo laranjas nas ruas. Nesse período participou do Noite Linda, um grupo de bumba-meu-boi, como fazedor de versos, o chamado “amo”.

De 14 para 15 anos fugiu de casa, indo de trem para Teresina, onde conseguiu emprego como ajudante de caminhão. Fazia viagens entre Fortaleza e Teresina. Um dia viajou até Salvador e resolveu ficar por lá, por estar mais perto do Rio de Janeiro, para onde tencionava ir. Mais tarde foi para Minas Gerais, onde trabalhou como garimpeiro na cidade de Teófilo Otoni, onde obteve dinheiro para a sonhada viagem à então capital da República.

Foi para o Rio de Janeiro de carona em caminhão e arranjou emprego de pedreiro em Copacabana, numa obra na Rua Barão de Ipanema. Trabalhava e dormia na obra, visitando periodicamente as rádios, principalmente a Nacional, à procura de artistas que gravassem suas composições. Mostrava suas músicas a muitos artistas, inclusive à cantora Marlene e a Tom Jobim, que naquela época tocava piano num inferninho em Copacabana.

Passou a frequentar programas de rádio para conhecer os artistas e apresentar suas composições, na maioria baiões. Depois de dois meses de tentativas, teve uma música de sua autoria gravada por Zé Gonzaga, Cesário Pinto, que fez sucesso no Nordeste. Em 1953, Marlene lançou em disco Estrela miúda, que também teve êxito; outros cantores, como Luís Vieira e Dolores Duran, gravaram então músicas de sua autoria. Em 1964 estreou como cantor no restaurante Zicartola, onde nasceu a ideia do show Opinião, dirigido por Oduvaldo Viana Filho, Paulo Pontes e Armando Costa, que foi apresentado no teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro.

Dele participou ao lado de Zé Kéti e Nara Leão, tornando-se conhecido principalmente pelo sucesso de sua música Carcará (com a participação de José Cândido), a mais marcante do espetáculo, que lançou Maria Bethânia como cantora. Como compositor, em 1969 fez a trilha sonora de Meu nome é Lampião (Mozael Silveira). Depois de se afastar do meio musical por quase dez anos, lançou em 1973 Se eu tivesse o meu mundo (com Paulinho Guimarães) e em 1975 participou da remontagem do Show Opinião, no Rio de Janeiro.

Atualmente as músicas Carcará e Estrela Miúda (gravada por grandes nomes da música brasileira como Marinês, Elba Ramalho, Amelinha, dentre outros) fizeram parte da trilha sonora da novela Cordel Encantado da Rede Globo de televisão na interpretação marcante de Maria Bethânia.

Na sua terra natal ele é homenageado com uma estátua sua, onde o braço e o carcará que ele segura são feitos de bronze. (Transcrito de Wikipédia)

* * *

Minha História – Canta João do Vale

Compositores: Raimundo Evangelista e João do Vale)

Seu moço, quer saber, eu vou cantar num baião
Minha história pra o senhor, seu moço, preste atenção

Eu vendia pirulito, arroz doce, mungunzá
Enquanto eu ia vender doce, meus colegas iam estudar
A minha mãe, tão pobrezinha, não podia me educar
A minha mãe, tão pobrezinha, não podia me educar

E quando era de noitinha, a meninada ia brincar
Vixe, como eu tinha inveja, de ver o Zezinho contar:
– O professor raiou comigo, porque eu não quis estudar
– O professor raiou comigo, porque eu não quis estudar

Hoje todo são “doutô”, eu continuo joão ninguém
Mas quem nasce pra pataca, nunca pode ser vintém
Ver meus amigos “doutô”, basta pra me sentir bem
Ver meus amigos “doutô”, basta pra me sentir bem

Mas todos eles quando ouvem, um baiãozinho que eu fiz,
Ficam tudo satisfeito, batem palmas e pedem bis
E dizem: – João foi meu colega, como eu me sinto feliz
E dizem: – João foi meu colega, como eu me sinto feliz

Mas o negócio não é bem eu, é Mané, Pedro e Romão,
Que também foram meus colegas, e continuam no sertão
Não puderam estudar, e nem sabem fazer baião

* * *

João Batista do Vale, ou simplesmente “Pé de xote”, é uma dessas pessoas que vivem mostrando as contradições da vida. Nascido no século passado no povoado Lago da Onça, Município de Pedreiras, interior do pobre/rico Maranhão, é contradição porque põe em contraste o saber e a ignorância. O saber, que vem da educação formal, apreendida nas escolas, mas que, na maioria das vezes não atinge o objetivo em alguns. A ignorância dos fatos, dos estudos e principalmente do conhecimento que está aí à disposição da maioria, mas que permite aos que não aprenderam nada, executar tarefas melhor que muitos que passaram a vida aprendendo.

No Maranhão, em que pese Aluísio Azevedo, Arthur Azevedo, Odylo Costa filho, Ferreira Gullar, Maria Aragão, Gonçalves Dias, Edson Vidigal, José Sarney, Maria Firmina dos Reis, Bandeira Tribuzi, Josué Montelo, Graça Aranha, José Louzeiro e tantos outros de igual importância, foi João Batista do Vale, um analfabeto escolar que foi escolhido pelo povo do Estado como “Maranhense do Século” 20.

Quinto filho dos oito nascidos de Cirilo e Leovegilda, João do Vale tem uma longa e muito bem colorida história contada por quem conviveu estreitamente com ele. Frequentador dos bares, da zona do alto meretrício e também das rodas sociais da melhor estirpe, João tem até estátua de bronze em Pedreiras – homenagem que nem os maiores homens nascidos ali receberam.

* * *

Estrela Miúda – Cantam Elba Ramalho e Lenine

Compositores: Luiz Vieira e João do Vale

Estrela miúda que alumeia o mar
Alumia terra e mar
Pra meu bem vir me buscar
Há mais de mês que ela não

Que ela não vem me olhar
A garça perdeu a pena
Ao passar no igarapé
Eu também perdi meu lenço

Atrás de quem não me quer
Estrela miúda que alumeia o mar
Alumia terra e mar
Pra meu bem vir me buscar

Há mais de mês que ela não
Que ela não vem me olhar
A onda quebrou na praia

E voltou correndo ao mar
Meu amor foi como a onda
E não voltou pra me beijar


SALVE SÃO JORGE!

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São Jorge, o Santo Guerreiro

São Jorge nasceu no ano de 275 e faleceu a 23 de abril de 303, vivendo exatos 28 anos. Foi, de acordo com a tradição, um padre e soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão. Na hagiografia, São Jorge é um dos santos mais venerados no catolicismo (tanto na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa como também na Comunhão Anglicana). Também é venerado em diversos cultos das religiões afro-brasileiras, onde é sincretizado na forma de Ogum. É imortalizado no conto em que mata o dragão e também é um dos Catorze santos auxiliares. Considerado como um dos mais proeminentes santos militares, sua memória é celebrada dia 23 de abril como também em 3 de novembro, quando, por toda parte, se comemora a reconstrução da igreja dedicada a ele na Lida (Israel), onde se encontram suas relíquias, erguida a mando do imperador romano Constantino I.

É o santo padroeiro em diversas partes do mundo: Inglaterra, Portugal (santo secundário), Geórgia, Catalunha, Lituânia, Sérvia, Montenegro, Etiópia, das cidades de Londres, Barcelona, Génova, Reggio di Calabria, Ferrara, Friburgo em Brisgóvia, Moscou e Beirute, extra-oficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (título oficialmente atribuído a São Sebastião) e da cidade de São Jorge dos Ilhéus, além de ser padroeiro dos escoteiros, e da Cavalaria do Exército Brasileiro. Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos (decreto gelasiano do século VI), a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo.

São Jorge, a Lua e os Orixás – A ligação de São Jorge com a lua é algo puramente brasileiro, com forte influência da cultura africana. Em Salvador, Bahia, o santo foi sincretizado a Oxossi. Na religião da Umbanda, o santo é associado a Ogum. A tradição diz que as manchas apresentadas pela lua representam o milagroso santo, seu cavalo e sua espada prontos para defender aqueles que buscam sua ajuda. (Transcrito do Wikipédia).

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Pai de Santo do sincretismo religioso da Umbanda

Candomblé, Macumba, Catimbó ou qualquer outro adjetivo pejorativo ou não, nada conseguirá explicar o sincretismo que envolve a fé ded uma garnde preferência do povo brasileiro. Muitos afirmam que a Bahia e o Maranhão são os estados brasileiros onde a prática e por conseguinte, a fé, são maiores.

Mas aqueles que não creem sempre existirão – e ninguém tem sido obrigado a acreditar. Mas, há relatos de que muiktos que jamais acreditgaram, vez por outra recorrem à batida do tambor. Na Bahia ou no Maranhão.

Meus ancestrais (avó, avô e mãe) viveram e morreram envolvidos com essa preferência religiosa. Gildo e Moacir, dois dos principais e mais respeitados “reis” dos maracatus Rei de Paus e Rei de Ouros, foram, durante anos, muito respeitados no Ceará como “Pais de Santo”. Muita gente de status os procurava. Crê ou não, é outra questão.

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Jurema sagrada – sua “sombra” significa proteção e força

E, o 23 de abril dedicado a São Jorge (Ogum/Oxossi), tem respeito e admiração especial no Rio de Janeiro, com a Igreja (localizada de frente para a Praça da República – lateral contígua à Avenida Presidente Vargas), extendendo-se por toda a semana na Bahia e em São Luís.

Criança ainda, minha mãe “escolheu” para meu Guia Protetor, “Zezinho da Jurema” e, nas muitas vezes que frequentei como ouvinte e posteriormente como curioso, sempre ouvi do “cavalo”, que o meu “Guia” jamais me deixaria desprotegido. Pelo “sim” ou pelo “não”, mas muito mais pela vontade de Deus, estou vivo até hoje, nunca me envolvi com atos e fatos criminosos e, nas poucas vezes que entrei pela porta de uma Delegacia de Polícia, foi com o objetivo de desempenhar minha função de Jornalista da área policial. Nunca fui conduzido a uma DP – o que espero que jamais aconteça até os meus últimos dias.

Salve São Jorge!


VULCÃO EM ERUPÇÃO

Amigos, leitores ou visitantes pela primeira vez: já escrevi aqui, reiteradas vezes, que não sou poeta. Não entendo poesia, leio muito pouco poesia – pelo fato de não compreender! – e não sei escrever poesia. Esta é a primeira tentativa, provavelmente cheia de erros de rima e de técnica.

Entendo que, quando a gente quer, a gente faz e, à medida que vai fazendo, vai aperfeiçoando. E, acreditem, vou conseguir – pois o que falta a alguns, eu tenho de sobra: o tempo – e vou melhorar. Vou estudar a técnica.

Na estreia, encarnando a pele feminina (pelo amor de Deus: não sou gay; não suporto baitola e me considero um homofóbico assumido, embora respeite a escolha errada de cada um), uma proposta de reflexão: a mulher “come” ou é “comida”?

OBS.: Também não estou escondido em armário nenhum, pois não teria sentido um baitola com a minha idade. Isso é coisa para jovem indeciso e mal criado.

Vejam e me digam se tenho algum futuro.

Vulcão em erupção

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Vulcão em erupção esperando os deuses da natureza

Dilacera, transforma
Como pedra jogada que acerta
Vontade que se forma
Na imagem da entranha aberta.
Lâmina afiada que corta,
Ansiosa, reclamando teu prazer.

Vem apagar este crescente
Sísmico, estágio do desejo.
Louco e tresloucado
Acabando com o magma
Que derrama o vulcão
Do meu corpo transformado.

Reconheces teu e só teu caminho
Veredas úmidas de desejo.
Povoa na rigidez de ti,
Aplacando minhas labaredas.
Vem rápido, e molha o magma
Que me queima por dentro.

Dá-me o muco da vida
Aplaca meu desejo vulcânico,
Faz vitorioso o teu músculo
Contra o magma que
Queima as entranhas,
E produz a vida.

Vem, acalma e faz calar
O meu vulcão em brasa
Mata o meu desejo de ser tua
Perpetua a minha alma
E a minha ânsia de ser.
Vem!

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A sensualidade do vulcão acalmado


PISANDO NO PESCOÇO DA MÃE!

Gosto é algo idiossincrático. Cada um tem o seu, já se disse isso inúmeras vezes e, assim, não há muito do que discordar.

Apesar do tamanho continental do Brasil, um homem de reconhecida atuação política no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, nascido a 22 de janeiro de 1922 em Carazinho/RS – com mandatos de Governador no próprio Rio Grande do Sul, onde também se elegera deputado federal, e Governador do Rio de Janeiro, com estupenda atuação e mudança no sistema da educação pública do Estado – acabou virando ídolo, se não da maioria, mas com certeza de um grande número de brasileiros. Seu nome: Leonel de Moura Brizola, engenheiro civil por formação acadêmica e político por vontade divina. Entre os maiores e melhores deste País.

Pois, esse caudilho, certo dia – quando concluíra o segundo mandato como Governador do Rio de Janeiro – em pronunciamento público, dissera que, “Lula, para chegar ao poder, pisa até no pescoço da mãe”!

Este colunista, brizolista assumido, por mais de uma vez já fez lembrar a fala do gaúcho admirador de chimarrão e de costela de boi em churrasco. E já leu e ouviu mais de uma vez que, neste atual momento de desencontros e de desmoralização da política (por conta dos políticos imorais que vivem neste País), Lula, vulgo “Barba” estaria constrangido com a sua sucessora e, estaria começando a “pisar no pescoço da própria mãe” para ascender mais uma vez ao poder (mas há quem diga que Lula nunca saiu dele).

Ora, todos sabíamos que Dilma “guardaria” o lugar para Lula por oito anos. Dois mandatos. Mas os escândalos na política brasileira, contando com efetiva participação e envolvimento do executivo, estão forçando uma mudança de planos. Se estourar mais um escândalo – e este envolver o executivo – qualquer poste que se candidatar, ganha a eleição para Presidente da República. Até Tiririca!

Mas nosso assunto principal aqui é a molecagem em que está transformado este nosso País. E, sem demora, vamos a ela, mostrando cabras e coisas sem futuro com as quais convivemos.

No retrato 1 – Veja uma cena típica e corriqueira que acontece em algum lugar deste Brasil “gerenciado” por uma cambada de fdp. Na foto abaixo, uma van caracterizada como “UTI Móvel”, em vez de transportar pacientes para o hospital, está socorrendo uma mesa de sinuca de uma casa de jogatina para outra. Tem futuro, um País desses?

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UTI Móvel é? A mesa de sinuca tá doente?

No retrato 2 – Enquanto muitos estão preocupados com o tanquinho no abdome, com o bumbum arrebitadinho, com os peitinhos grandes e rijos, ainda que com alguns mililitros a mais de silicone, o “povo da roça” resolveu por à venda a sua academia de malhação. Mas, lembre quem se habilitar à compra: ficar olhando não emagrece. Tem que usar e cavar para acabar com a celulite das costelas, das coxas e da bundona. Essa academia tem futuro?

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Academia de Malhação do (a) homem/mulher da roça

No retrato 3 – Qual é mesmo o futuro que tem um cabrinha safado como esse gato? Esse feladaputa que gosta de se aparecer, prumode que, num vai percurar uma gata, pra fazer baruio in riba do teiado da casa?

Arre égua! Tem futuro um gato besta desses e ainda por cima fazendo uma pergunta dessa? Tu gosta de pinto, é gato?

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Gatinho sem-vergonha, né não?

No retrato 4 – Qual será o futuro desse moleque bebendo esse caldo de pinto? Garoto bem nutrido, com corpo e cara de quem estava brincando, e muito. Mas, quem está bebendo o caldo é o moleque ou o pinto?

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Moleque e pinto bebendo caldo


FLORES, ROSAS E MULHERES

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A simplicidade e a beleza das flores em efervescente produção

O Dia Internacional da Mulher, já passou. Sabemos disso. Foi 8 de março. Mas, também sabemos, 8 de março é apenas um dia no calendário dos 365 dias do ano, escolhido como se fora apenas uma festa pagã. E não é. O Dia da Mulher é todo dia.

E, trago o assunto de volta, hoje, 13 de abril para render homenagem ao fato de aqui eu estar. Nascido no dia 30 de abril, só estou neste planeta porque, na data de amanhã, 14 de abril, nasceu aquela que me deu a Luz. Se viva fosse, dona Jordina Gurgel Ramos completaria 97 anos.

Negra da bunda grande, neta de índios da tribo guarani Paiacu cujos iniciantes ainda moram em Pacajus/CE, sempre teve voz ativa, e que sempre teve o comando sobre os filhos, “barbados ou não” e total obediência dos netos. Nunca deixava passar nada. Para ela, erro tinha tolerância zero. Estaria fazendo bobagem, filho ou neto que lhe desobedecesse. E, pelo que se sabe, até hoje ninguém está arrependido do tipo de educação familiar que recebeu. Na família – grande, por sinal – não existe ladrão, puta, viciado em drogas, veado ou doente moral. E, incrível, ela nunca entrou numa escola para aprender a ler. Mas conseguiu graduação, mestrado e doutorado na vida. E o diploma está no procedimento de cada um dos oito filhos que dela nasceram.

É a essa mulher, para mim mais que internacional, que, embora com algum atraso, rendo essa homenagem.

“Disse a flor para o pequeno príncipe: é preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.” – Antoine de Saint-Exupéry

Geraldo Vandré – Pra não dizer que não falei das Flores

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A imponente beleza (e o perfume inebriante) das rosas vermelhas

Por que rosas tem algo a ver com as mulheres e, nunca, com os homens? O que pretende um homem que oferece rosas a uma mulher? E por que um homem não oferece rosas a outro homem?

Ora, disse algum dia um poeta até agora anônimo, que rosa não apenas é o que há de mais doce, belo, simples e sublime, como também é algo que, ao que parece, foi gerado pela própria mulher. Faz sentido?

Pode até não fazer, mas o que tão simples e belo ao mesmo tempo pode ser comparado a uma mulher? Uma estaca? Uma baleia? Uma nuvem? O que, finalmente, se identifica tanto com a mulher? Uma rosa, claro!

“É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou.” – Pequeno Príncipe

Cartola – As Rosas não Falam

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A beleza das curvas, da brancura e da maciez da pele feminina numa mulher madura. Simplesmente linda!

“As mulheres existem para que as amemos, e não para que as compreendamos.” – Oscar Wilde 

Erasmo Carlos – Mulher sexo frágil

O mundo mudou. E como mudou. E vai mudar muito mais até que cada um de nós seja o último a retornar ao pó de onde viemos. E seja de qual lugar tenhamos vindo, viemos através da mulher. Foi nas entranhas dela, no ventre dela que fomos gerados. Foi ela quem nos pôs no mundo.

Ali, com ela e dentro dela ficamos por quase nove meses – e desde então, já nos ensinava a suportar algumas agruras que a vida nos imporia.

No tanque, lavando roupas; no fogão, cuidando da nossa comida; na Igreja, rezando por nós e pedindo ao Pai, da mesma forma que pediu por Jesus; na cama, cuidando da nossa febre; e, no que seria o seu pequeno momento de folga, nos ensinando o bê-a-bá da escola e da vida. Como dizer que uma mulher dessas é algo frágil?


A BOLANDEIRA E A CRUEIRA

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Bolandeira puxada a boi para acionar o catitu na cevação da mandioca

Uma vida inteira na infância dedicada aos estudos e à vida na roça. Foi assim para a maioria das crianças saudáveis das décadas de 50/60 no interior do Ceará, ainda que a seca intermitente castigasse as famílias que viviam exclusivamente da agricultura familiar.

Parte de dezembro e todo o mês de janeiro, era o período dedicado às férias escolares. Em julho, mês completo, tudo levava a crer que o período se tornava maior – era a convivência mais demorada e interessante com a lavoura e, mais precisamente com a farinhada.

Tema exaustivamente discorrido neste JBF, a farinhada é um período que coroa a produção da mandioca com o fabrico da farinha de vários tipos – componente alimentar indispensável na mesa das regiões Norte e Nordeste – com as reuniões das famílias dos pequenos agricultores meeiros e do regozijo dos proprietários das terras. É uma festa. Tão importante quanto a colheita da uva, da maçã e do café.

Por vários dias só se pensa em farinha. Em tapiocas, beijus, mingaus, acúmulo da produção em paióis para o consumo ao longo do ano. Como comunidades de formigas carregando e acumulando o alimento para consumir no inverno, o “matuto” produz e guarda, quando a agricultura é familiar. É uma riqueza gratificada com a alegria estampada em cada rosto.

Por dias, semanas e meses, num galpão sem paredes laterais se transformava num verdadeiro conclave onde os destinos do povoado – plantação, colheita, distribuição e possível venda do que sobrava do abastecimento necessário – era discutido entre os meeiros-proprietários. Ninguém pensava em “poder”. Apenas em garantir o “comer”. Mais tarde as informações chegaram ao povoado, garantindo que aquilo era uma “cooperativa”.

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Boi puxando a bolandeira para acionar o catitu

Terminada a farinhada, vem a recompensa. Os trabalhadores que não plantaram roça de mandioca recebem a sua paga. Essa paga, feita em dinheiro em espécie, é sempre acompanhada pela gorjeta de “tantos litros de farinha” – via de regra, dá para comer mais de um mês, levando-se em conta que, farinha se come todo dia e de todo jeito.

Da mandioca e do boi, dizem, ninguém perde nada. Do boi (ou da vaca, se assim desejarem) não se perde nem a bosta. E há quem afirme que, dele, até o urro é aproveitado. Da mandioca, idem – na foto acima, o boi pisa e repisa a crueira (casca da mandioca), que, seca, vai servir de alimento para galinhas, patos e perus.

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Crueira posta a secar, vai servir de alimento para animais

Fazer farinha parece coisa fácil. Não é. O agricultor tem que conhecer a qualidade da “maniva” (galho da mandioca que vai ser replantado para renascer) e o tempo do plantio, além de saber preparar a terra. Precisa conhecer o tempo da colheita.

São três tipos de farinha fabricados da mandioca. Parte da região Nordeste usa a mandioca para fazer a “farinha seca” ou a “farinha branca”. Da mandioca extrai-se a goma (amido), largamente utilizado em beijus, sopas e mingaus. Por tempos, a goma teve também largo uso para garantir o bom visual de roupas passadas ao ferro. Daí, provavelmente, veio o termo muito utilizado na região: “engomar” a roupa.

No Pará, Maranhão e Tocantins, a farinha preferida é a “farinha d´água”, cujo preparo da mandioca é mais demorado – mergulha-se a mandioca na água por vários dias, até que ela possa produzir a “massa puba” que, passando por outro tratamento vai produzir a farinha. Dessa mandioca, retira-se, também, o líquido para fazer uma cachaça especial (tiquira) e a matéria prima para molhos de pimenta e o tucupi (ingrediente muito usado no preparo do “pato no tucupi” – alimento da culinária típica do Pará). No Pará produz-se também a “mandioquinha”, muito usada na culinária regional.

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Antiga “prensa” usada para retirar o líquido da mandioca ralada


MALIÇA, TEU PAI MORREU?

O mundo não é mais o mesmo. Faz tempo que muda, e, para pior. Uns culpam a tecnologia e, outros, tentando fugir da responsabilidade, procuram explicações, como se essas não estivessem em si próprios.

Era bastante estranho para nós, nos idos de 50, 60 e até meados de 70, ver alguém mais evoluído pegar o lenço e cuspir nele, para evitar cuspir no chão. Desconhecíamos muitas coisas que, se fizéssemos naqueles tempos, teriam nos proporcionado um mundo diferente (para melhor) do atual. Precisávamos ter um mínimo de conhecimento. Houve a extrapolação.

Também não está tão distante o tempo que, jogando bola e machucávamos o dedo do pé, jogávamos areia no ferimento e continuávamos brincando. Outros mais prevenidos amarravam um pedaço de pano velho sobre o ferimento e o jogo continuava. Em casa, o remédio era pó de café ou sal. Tudo acabava ali.

As décadas de 80 e 90 surgiu o que muitos chamavam de alimentação natural, cuja produção em larga escala ainda era desconhecida. Arroz cateto, feijão azuki, salada de verduras e legumes sem agrotóxicos, foram elementos que passaram a fazer parte de quem se dispunha a se informar melhor sobre a alimentação. Surgiu o pão integral e voltou a ser consumido em maior escala o açúcar mascavo.

Hoje tudo é diferente. O chão já não cura e já não se tem tanta certeza se não se usa agrotóxico em todos os alimentos. Glúten, hormônio entraram na lista negra e surgiu em grande escala o purificador da água. O lençol freático não é mais confiável – mesmo com os gestores tendo preocupação apenas com a camada de ozônio.

Mas, ontem, gadanhando uma pequena área livre onde foram plantados cajueiros, mangueiras, jaqueiras, azeitonas e até se tentou fazer vingar uma muda (não se tem notícia que a semente tenha nascido em algum lugar) de galho de sirigüela, encontramos a velha e conhecida Malíça, Malícia, Malícia-d´água, Malícia-de-mulher, Dormideira ou juquiri, nomes que em diversas regiões identificam aquela erva daninha muito conhecida no interior do nosso Ceará.

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Malícia – erva daninha dos roçados

Malícia-d´água: erva da família das leguminosas (Neptunia oleracea), natante dos rios e águas estagnadas, de caule esponjoso, rico em ar, pequenas flores que se arrumam em glomérulos, e legumes minutos.

[Bot.]- Juquiri é o nome popular de um arbusto da família das fabáceas (ex-leguminosas), sub-família mimosacea.

Tem cerca de 4 metros de altura, tronco tortuoso, flores de coloração rosa ou lilás e seu fruto é uma fava pequena,  achatada, com cerca de 2 centímetros de comprimento. É mais comum na região nordeste, habitando áreas de caatinga e da mata atlântica. Também é conhecido por:

- juquiri-arbustivo

- juquiri-carrasco

O nome científico do juquiri pode ser:

- Mimosa Regnelii

- Schrankia Leptocarpa

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Dormideira (mesma Malícia) com flores e frutos

DORMIDEIRA – Mimosa Púdica:

Descrição: A dormideira ou sensitiva (Mimosa pudica L.) é um pequeno arbusto perene da América tropical, pertencente à família das ervilhas. Este nome é devido à forma como os folíolos das folhas se juntam quando ela é tocada ou exposta ao calor (sismonastia). Essa sensibilidade e movimento das folhas da planta também ocorrem em outras espécies dentro da família das ervilhas, tal como a Neptunia, ou em outras famílias, como o gênero Biophytum na família Oxalidaceae. Não deve ser confundida com a planta de nome comum mimosa. Esta é de facto a Acacia dealbata – que não é realmente uma mimosa.

Indicação e utilização: Engorgitamento do fígado, icterícia.

Propriedades medicinais: Colagogo, laxante, resolutivo

. Indicações: Engorgitamento do fígado, icterícia.

Curiosidade : Esta erva quando colocada sob o travesseiro proporciona sonhos eróticos. Para tanto basta colhê-la em noite de Lua Cheia, de preferência quando ela estiver no signo de Escorpião. (Transcrito do Wikipédia).

Melão São Caetano:

O povoado Queimadas, parte do município de Pacajus, interior do Ceará sempre foi muito rico em Melão de São Caetano, muito utilizado pelas crianças para brincadeiras de “boizinho” e isca para pegar sabiá na arapuca.

Usado largamente como “sabão” pelos índios e agricultores, o Melão São Caetano sempre foi uma rica fonte medicinal. Usa-se muito o chá do caule ressecado para combater a diarreia e como vermífugo. Recentemente descobriu-se outra utilidade: combate a alguns tipos de câncer.

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Melão São Caetano começando a frutificar

Descrição: Erva da família das cucurbitaceae, também conhecida como erva de São Caetano, fruto de cobra, erva das lavadeira e melãozinho. Trata-se de um cipó herbáceo, de cheiro desagradável, caule sulcado e fino, ramos quadrangulares, folhas palmatífidas, e alternas, flores amarelo-pálidas ou brancas em cachos ou corimbos, solitárias masculinas e femininas, e fruto abrindo-se em três válvulas espinhosas, cor-de-ouro, tendo, no interior, as sementes cobertas de um arilo vermelho de 1.6 a 3 centímetros de comprimento. O fruto é uma cápsula coberta de protuberâncias moles, de constância carnosa, amarelo avermelhado quando maduros. As sementes são comidas pelas crianças e muito procuradas pelos passarinhos e crianças. Suas folhas clareiam a roupa e tiram machas. Todo o fruto é comestível quando maduro.

Propriedades: anti-leucorréico, anti-catarral, anti-reumático, bactericida, anti-virótico, anti-cancerígeno, anti-leucêmico, anti-tumoral, hipoglicemiante, anti-inflamatório nas colites, purgativo nas constipações com fezes ressecadas, vermífugo e anti-parasitário externo.

Indicações: Inflamações hepáticas, diabetes, cólicas abdominais, problemas de pele, queimaduras com leucorréias purulentas, furúnculos e hemorróidas, triglicerídios, prisão de ventre, tosse, catarro amarelo, febres intermitentes, gripes, faringites como febrífico, edemas inflamatórios como diurético, Eczemas, nódulos, abcessos como resolutivos e anti-inflamatórios, oligomenorréias e dismenorréias, como enemagogo e anti-espasmódico. Dores articulares em geral como analgésico.

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O fruto maduro do Melão São Caetano

Contra indicações/cuidados: gestantes, nutrizes e crianças; as sementes contem compostos tóxicos e teratogênicos, não devendo ser ingeridas em grandes quantidades, pois também é abortivo e inibidor da síntese proteica. Também é contra indiciado para pessoas que querem ter filhos. Não administrar em diabéticos, pois tem efeitos hipoglicêmicos e portadores de diarreia crônica, pois aumenta o número de evacuações e provoca a diarreia pastosa. As sementes têm compostos tóxicos e não devem ser ingeridas em grandes quantidades. Causa alterações nos testes laboratoriais do sangue – glicosúria falso-negativo em exames que usem fitas oxidantes reagentes e reagentes de Benedict; embora não tenha efeitos sobre as leveduras e fungos; seu uso prolongado pode prejudicar a flora bacteriana fisiológica levando ao crescimento de certas leveduras oportunistas, como a cândida.

Melão São Caetano já é largamente usado para combater o diabetes, diarreia, resolutiva, febrífugo, cólicas abdominais, colite, menstruações difíceis, problemas gástricos, resfriado e reumatismo. (Transcrito do Wikipédia).


CABRAS E CASOS SEM FUTURO

Gente, as fotos que vocês vão ver a partir de agora, são todas verdadeiras. O “dia da mentira”, no Brasil – embora seja todo dia – oficialmente, foi comemorado no dia de ontem, 1 de abril. Algumas brincadeiras, até repetidas, encheram o saco ontem. Mas, como estamos caminhando para uma democracia – tomara que não demoremos a chegar, pois, só esquina, já dobramos umas duzentas -, temos que respeitar as ideias alheias.

Se tivesse sido noticiada ontem, aquela história da negociação da Refinaria de Pasadena, alguém acreditaria? E, se tivesse algum “negão” envolvido, alguém duvidaria? E, sendo “negão”, se fosse também nordestino…. tava fudido, nera não? E, a mentira, fica por conta do valor inicialmente divulgado. A verdade é que ficou por quase o triplo do que foi anunciado. Eita Brasil crescente!

Este é (ainda) o nosso País, que eu nem sei se já não venderam!!!!

Mas, voltemos ao nosso desfile de retratos de gente e causos sem nenhum futuro. São todos uns merdéis!

No retrato 1 – Quero fazer uma promessa e pretendo cumprir. Toda vez que Cardeal Bernardo postar uma foto daquelas candidatas a musa da ICAS – que ele só publica de costas – vou postar uma dessas aí de baixo. Tem futuro, uma senhorita dessas? Alguém tem coragem???? E, quando ela galgar a presidência da Petrobrás?

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Modelo (????!!!!!) de beleza alagoana

No retrato 2 – Logo abaixo, a prova mais verdadeira do quanto avançou a noça educassão. Apois num é que a quantidade que tá aparecendo de gente prumode contratar o autor deça placa aí, amostrada nim baixo, já tá conferindo mais de 2.000!!!

Antes que o Papa Berto reluza cuanel, quero afirmar – apois tenha certeza – que não foi nenhum aceçor do Lula quem inscreveu essa praca. Foi o ingenheiro, responçável pela cagada, ops, pela obra! Tem futuro um “desgraduado”desses?

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Óie, ninguém ci responçabelisa por cu alquer incidente!

No retrato 3 – Essa frase oportuna, muito feladaputa, só pode ter vindo de um ciarencio que num tem mais o qui fazer qui ficar encangando peido num cordão. Quem é que num quer vê a cabeça do pinto dece miseráve? Tem futuro um macho réi iscrôto desse?

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Amostrando só a cabecinha do pinto!

No retrato 4 – Aí nim baixo, o feladaputa do pescador, todo mitidinho a frajolinha, foi preguntar pro touro se o peixe era Friboi. Taí, nu que qui deu! Quem num tem futuro, é o pescador ou o touro? Parece inté que os dois tem chifres!

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Ainda vai perguntar se peixe é Friboi? Pregunta de novo, macho réi!

Retrato 5 – Agora, amostrando que a educassão brasileira num tá tão atrasada a-s-s-i-m!!!!! , a irmãzinha são-paulina, passeando com o pai e o irmão pelas ruas de sunpaulo, ficousse admirada cuirmão aprendeno a soletrar e, aprendeno a ler! Vôte! Quem num tem tanto futuro: o menino ou o eliminado?

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A MÚSICA, A CRIANÇA E A IMPERIOSIDADE DOS LIMITES

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Os olhos infantis mostram o feed-back da música e do violoncelo na alma

“Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.” – Eduardo Galeano

Hoje queremos fazer algo diferente. Bem diferente das sacanagens quase diárias. Algo edificante, embora o que façamos aqui nas quartas-feiras e domingos tenha a objetividade precípua de interagir, independentemente dos regionalismos que surgem espontaneamente.

E, entendemos, música não tem cor, pátria nem sexo. Música é intuição, dedicação, preferência e amor. Se não, vejamos: Por que os pássaros cantam tão bem, sem nunca terem estudado música, sem sequer terem visto uma partitura, nunca erram, nunca desafinam, ainda que não tenham maestros?

Mas, a música que pretendemos focar, hoje, é a música produzida por humanos. Mais especificamente, por crianças – o estágio do ser onde tudo que aflora ainda é belo e puro. Ainda tem halo, indicando a pureza angelical.

E, quando se diz que música não tem regionalismo nem sexo, veja uma maravilha nascida, criada e mantida na Bahia:

Como prometemos no primeiro parágrafo, vamos abrir o livro noutra página. Vamos dar novos tons nas cores colocadas até agora. A nova página é… a 59!. O início está um pouco mais lá atrás. Mas, vamos em frente.

É cedo. Segunda aula do dia no Liceu do Ceará. Entra todo vestido de branco: calça, paletó, camisa e uma vistosa gravata vermelha, o professor Orlando Leite para a sua respeitada aula de Canto Orfeônico. Ali se aprendeu o que é solfejo, o que é a clave do sol, as notas dó, ré, mi, fá, sol, lá, si….e por aí em diante.

Professor e Maestro, Orlando Leite (faleceu em 2009, aos 85 anos) era um cearense nascido em Russas, estudou no Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Heitor Villa Lobos. Retornou ao Ceará com o diploma debaixo do braço e foi ensinar o que aprendeu. Era professor do Conservatório Alberto Nepomuceno quando foi acionado pelo fundador e primeiro reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC) para estruturar, em 1959, um Departamento de Música. Apesar desse cabedal, foi no velho e tradicional Liceu do Ceará que se tornou personagem entre os mais respeitados da cultura alencarina.

“Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música de seus versos” – Cora Coralina

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Uma Orquestra Infantil – o Estado de origem é apenas uma representatividade

Claro que não é por conta de alguns Orlandos Leites que as crianças nascem com o gosto pela música. Mas, com certeza, é pelas mãos de alguns Orlandos, que muitas dessas crianças alcançam as primeiras notas e têm as primeiras noções de música.

Minha falecida avó costuma dizer que, o bom “cantador”, “cantor” ou “tocador” – que era esse tipo de gente que ela entendia como músico -, nasce feito. Ninguém faz. Apenas se mostra o caminho e, quando possível lhes dá o instrumento. Tal qual fez Januário com Luiz Gonzaga.

“Pouco importam as notas na música. O que conta são as sensações produzidas por elas.” – Leonid Pervomaisky

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Composta por adolescentes que preferiram “cheirar” a música e “fumar” a cidadania

“Onde há música não pode haver coisa má.” – Miguel de Cervantes

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Orquestra formada por adolescentes da Paraíba

Sobre a Orquestra Infantil da Paraíba – Fundada em 1986 por Isabel Burity, a Orquestrinha se destaca como uma das poucas orquestras infantis da América Latina. Sob a batuta da maestrina Norma Romano, que rege o grupo desde a fundação, os pequenos músicos burilam o talento musical até os 14 anos de idade, quando atingem idade e maturidade musical para ingressar em grupos jovens, como a Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba (OSJPB).

Claro, é nessa orquestrinha, que de pequena não tem nada, que alguém ilumina o caminho bifurcado de muitas crianças e adolescentes, indicando-lhe qual seguir, para a direita ou para a esquerda. Dalí saem (e já saíram muitos!) ótimos músicos profissionais, que certamente embevecerão e acalentarão os sonhos momentâneos de muitos de nós. Através da música, claro.

“Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música.” – Aldous Huxley

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O violoncelo não substitui o brinquedo. Mas molda o homem que um dia foi criança e brincou

Há séculos se escuta a metáfora que insinua que “o Diabo não é tão ruim para todos”. Eu, sinceramente, prefiro não fazer parte da lista desses beneficiados pelo citado. Sempre interpretei esse dito popular pelo lado de que, existem males que vem para o bem.

Desde muito cedo, a caminho da escola, escutei que a “Vênus Platinada” nunca foi flor que se cheirasse. Mas, ainda que os fins não atinjam os meios, há que se respeitar pelo menos a iniciativa, a ideologia e o caráter proposto da coisa em si.

E foi na “Vênus Platinada” que nasceu a ideia do Projeto Criança Esperança, que propõe encaminhar apoio técnico e logístico a centenas de milhares de crianças e adolescentes literalmente perdidos nesse Brasil continental. Não se sabe a dimensão do programa, mas se vê alguma coisa prática do que é projetado e, principalmente, pode-se analisar algo através do que é divulgado.

Rasgar elogios ao Sistema Globo? Não. Apenas e tão somente reconhecer que alguma coisa está sendo feita. E, como era de se esperar, no mundo musical.

“A música oferece às paixões o meio de obter prazer delas.” – Friedrich Nietzsche

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Criança vítima da talidomida (sem braços) usa os pés para tocar trompete.

A desobediência aos limites – Quem deu o cheiro diferenciado entre o limão, a maçã, a manga e o caju, só pode ter sido o ente sobrenatural que acreditamos ser Deus. Claro que só pode ter sido Deus, pois ele criou todas as coisas. Vivas ou não. Por que, as frutas acima, todas nascidas da Terra, não têm o mesmo cheiro e sabor?

O Agrônomo explica? Pode até explicar, mas não vai jamais conseguir justificar. Só Deus explica e justifica. Só Deus consegue explicar o porque de um ser humano que viveu parte da sua vida vendo, sentindo e ouvindo, ao perder a visão, tem aguçados muitos dos próprios sentidos. Vai ouvir melhor. Vai sentir melhor que muitos que usufruem de todos os sentidos.

Também é algo de Deus, temos certeza disso, a coragem e a sensibilidade que alguns tem para desobedecerem os limites que a vida lhes impõe. Na música, Johann Sebastian Bach e Ludwig Van Beethoven são exemplos da ação divina, da mesma forma que Ray Charles Robinson.

“A música é a linguagem dos espíritos.” – Khalil Gibran

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Adolescente sem mãos, tocando órgão

“Na música, o próprio silêncio tem ritmo.” – Cláudio de Souza

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Deficiente visual, a criança toca a gaita que Deus dá o som e o tom


O NAVIO QUE PARIU UMA BALEIA!

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Dudu de Zica aproveita o fim do dia para tentar encontrar uma resposta

Aprendemos nas redações dos jornais por onde passamos, que um avião, lá do alto, matar uma porção de peixes lá embaixo, no rio, não é notícia. Mas, no dia em que um peixe, lá embaixo, no rio, derrubar um avião, aí sim. É notícia, e boa!

Pois bem. Nos chamados “anos de chumbo”, muitos jovens se envolveram de várias formas e com atuações consideradas importantes nas manifestações que tentavam dificultar as ações do golpe militar. Desses, muitos sequer tiveram seus nomes divulgados ou aparecem como atuantes, porque viveram enclausurados em pseudônimos – e nunca houve Serviço de Inteligência que descobrisse.

E o que tem o segundo parágrafo com o primeiro?

Tem sim. Tem muita coisa. Convivemos com toda essa época. Participamos das ações. Sofremos. Mas, sinceramente, nem sabemos se valeu à pena. Ainda não nos demonstraram isso. Os dois últimos maiores mandatários do País, senhor Luís Inácio da Silva e senhora Dilma Roussef, parecem impregnados inarredavelmente com o objetivo de mostrar que nada, nenhuma dificuldade temporariamente vencida, tem ou teve qualquer significado.

Hoje, eles fazem tudo ao contrário do que pregavam, e pelo que dizem que lutaram. Claro, entendemos porque não somos idiotas e, apesar de sermos nordestinos, não somos analfabetos – como prega a grande maioria de idiotas -, que eles jamais imaginavam chegar aonde chegaram. Era, sejamos sinceros e inteligentes, um sonho distante, provavelmente impossível de ser realizado. Mas chegaram. E aí estão! E, pelo visto, não sabem o que fazer e já estão impregnados do mesmo vício que imaginamos que combateram.

E, quem sofreu o que sofreu, depois de entender que houve alguma conquista em 1987 a partir dos comícios da Candelária, com mãos dadas e punhos levantados, não quer acreditar – como nós – e não acredita que tenha visto fotos de cenas e fatos que voltaram a acontecer como a foto abaixo:

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Veja a feição dos “manifestantes”. Nenhum aparenta ter mais de 50 anos. Não conhecem o que pedem

Foto da semana passada. Local: Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro. Ao fundo, a Igreja da Candelária, e os “manifestantes” caminham na direção da Central do Brasil. Estão nas imediações da Rua Uruguaiana.

No recente episódio que culminou com a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, como uma verdadeira mãe d´água, surgiu em meio a balbúrdia das manifestações e investigações, uma certa jovem com pseudônimo de “Cininho”. Concluíram que ela podia ser o elo de ligação entre muitos manifestantes e alguém que poderia estar patrocinando a baderna desenfreada. Ela não desmentiu, nem quem afirmava confirmou. Ficou algo no ar. Deduzimos que o maior interesse não era confirmar ou desmentir. Era botar no ar. Denunciar. Aparecer.

Agora, será que alguém pode imaginar que muitos desses “manifestantes” que aparecem nessas fotos da marcha e conduzindo essa faixa, também podem ser “Cininhos”?

Sim, porque é a única dedução lógica. E, “lógica” por quê?

Ora, essa é a única válvula de escape que quem viveu os anos de chumbo jamais recorreria. Mesmo que esse descalabro, essa sem-vergonhice, essa ladroagem diária que nos obrigam a conviver e que uns merdinhas idiotas chamam de democracia, mereça, hoje, o slogan pregado: “Brasil, ame-o ou deixe-o”!

E, para quem viveu, enfrentou os anos de chumbo e está vendo que, aparentemente, o sacrifício não valeu de nada, pode sim, ser uma válvula de escape. Sair do pais, ir embora para o lugar mais frio do Canadá ou para as geleiras do ártico, de livre e espontânea vontade. Só não serve Cuba – e se algum dia serviu, é coisa do passado, que os jovens não conheceram.

- Seu Zé, afinal de contas, que “democracia” é essa que Barba e Gringa acham que conquistaram? indaga Dudu de Zica.

- Ihh, Dudu, essa pergunta talvez nem tenha resposta e, se tiver, não deve ser fácil de enfrentar. Mas, deve ser isso que chamam de mensalão, de governabilidade macomunada com o pmdb, negociação da refinaria de pasadena, transposição do são francisco, construção das arenas, contas do maluf, metrôs de são paulo, instalação de bloqueadores nos presídios, papuda como hotel cinco estrelas, vitaliciedade de sarney, e por aí vai. Tudo com minúsculas mesmo.

- Mas, Seu Zé, era isso que esse povo apregoava quando reunia na UNE, quando fazia greves no ABC, quando sequestrava cônsules?

- Não Dudu. Não era!

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Não se engane. No passado, Lula e Dilma fizeram isso e nos enganaram

Leonel de Moura Brizola, Darcy Ribeiro, Rubens Paiva e outros, como diria Nelson Rodrigues, devem estar chorando lágrimas de esguicho nos túmulos onde jazem. Não foi por essa “democracia” aí que eles deram parte da vida.

No Brasil, a democracia violenta mata mais que a desumana guerra do Sudão, em Darfur, principalmente. No Brasil, se apreende mais drogas contrabandeadas dos países vizinhos do que nunca, mas nunca se apreende armas contrabandeadas que atravessam livremente as fronteiras sem qualquer incômodo. Por que? De quem é o interesse disso? Temos aqui, também, um “Senhor das Armas”?

OBS.: O título nada tem com o texto. Foi apenas para chamar a atenção e induzir a um raciocínio de que todos (os que sofreram com o Golpe Militar) estamos


Ô MACHO VÉI DA PORRA!

Ei, espie aqui: tu pegou buchecha nim bonde?

Tu fumou cigarros Continental, sem filtro?

Tu leu as revistas em quadrinhos de Flash Gordon, do Capitão Marvel, e andou comprando espinafre prumode ver se ficava igualzim ao Popeye?

Tu colecionou disco de vinil de Vicente Celestino, de Donga e aprendeu a cantar a marchinha As Pastorinhas, de Noel Rosa?

A tua irmã mais nova usava califon e botava anil nos “panos daqueles dias”?

Tu colecionava aquelas garrafinhas do Guaraná Wilson?

E, se tu é cearense, tu assistia filme nas tardes de domingo no Cine Diogo e aproveitava para ver as fotos do jogo na Aba Filme?

E, se tu sabe e conheceu tudo isso, tu vive aí achando que é novo, que é moderno, prumode que?

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Vendedora com sua tábua de pirulitos. Tu comprava?

Vem cá, na tua terra os homens banhavam no açude vestidos de calças compridas e as mulheres de vestido e sutiã?

Lá aonde tu nasceu, tu cagava num buraco?

O rádio Philco ou Transglobe da tua casa funcionava com bateria?

E o sabonete da tua casa (guardado dentro de uma saboneteira) era Phebo ou Gessy ou da Atkinsons?

E isso é coisa de gente que diz que é nova, é?

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Balança antiga – Essa é nova, mas os comerciantes usavam uma pedra de 1Kg

Tu comia aquele quebra queixo que era difícil até pro vendedor cortar?

Tu comprava arroz e feijão num comércio que o bodegueiro usava uma pedra, como peso de 1 kg?

E tu fazia coleção de monóculo com as fotos tiradas na praia e encomendados para o fotógrafo e a entrega só acontecia dois meses depois?

Espie aqui: isso num é coisa de quem se diz novo!

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Canetas tinteiro – tinta Parker azul; e nanquim, preta

E quando tu ia pro colégio, tu levava lápis, borracha, caneta tinteiro Parker, mata-borrão?

E a tinta que tu usava era Parker Quink?

Tu escrevia com aquela pena que, precisava ficar enfiando na tinta do tinteiro toda hora?

Tu aprendeu Esperanto? E Latim?

Ora porra, então tu num quer ser véi, prumode que?

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Buzina afixada no guidon da bicicleta. Lembra?

Tu mastigou aquela goma de mascar, de fazer “ploc”, a Ping Pong?

Tu chupou bom bom Pipper?

Tu tentou colocar camisinha com o pênis sem ereção quando ia namorar, para não melar a calça cinzenta?

Quantas vezes tu assistiu o programa do Jota Silvestre?

Tu ligava a Rádio Nacional pra ouvir o programa do César de Alencar e o Balança mas não cai?

E tu quer ser novo, é?

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Cine Diogo, na Avenida Barão Rio Branco em Fortaleza

Ei, e tu, cearense, assistiu alguma vez o jogo Gentilândia x Nacional?

Tu lembra da defesa do Ferroviário: Juju; Manuelzinho e Nozinho?

E a do Ceará: Ivan Roriz; William, Alexandre, Damasceno e Pelado?

E do Fortaleza: Aluísio II; Zé Mário e Sanatiel?

Tu assistiu jogo apitado pelo trio: Alzir Brilhante, José Tosta e Rolinha?

E quem viu tudo isso é alguém novo, é?

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Quebra queixo (açúcar e coco queimado) – uma preciosidade antiga

Tu andou no trem da RVC (Rede Viação Cearense)?

Tu assistiu o telequete com Ted Boy Marino e outros, nos televisores públicos instalados nos chafarizes de Fortaleza?

Tu dançou nas tertúlias animadas por Ivanildo e seu conjunto?

E tu, pernambucano, frequentou os inferninhos de Casa Amarela?

Então meu amigo, se convença de uma vez por todas. Se você conviveu com tudo isso, você é mais velho que a posição de jogar barro fora. Ora, em vez de comprar um relógio novo, tu fazia era limpar o teu com pó de caco de prato!


O BRASIL É UM PAÍS SÉRIO!

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Dudu de Zica travestido de Sherlock Holmes

Quando se escreve algo sobre corrupção neste Brasil continental, o efeito é o mesmo de quando se faz um risco n´água: nenhum. Corrupção no Brasil, seja na gestão pública ou qualquer outro setor, virou algo cultural que acontece no dia-a-dia. É, digamos, algo comum.

Provavelmente pela vida pregressa, o deputado federal Romário de Souza Faria, representante do PSB/RJ, também apelidado de “Baixinho”, com passagens por vários clubes do futebol mundial, vem denunciando a provável desenfreada corrupção em todas as instâncias organizacionais, administrativas, executivas, da Copa do Mundo de 2014, primeiro e mais oneroso “investimento” feito para a reeleição da petista Dilma Vana Roussef na Presidência da República Federativa do Brasil.

Segundo Romário, a corrupção é vergonhosa em todos os setores e, desde a “escolha” de elevado custo para o Brasil, quem “manda” no País é o Mr. Joseph Sepp Blatter, via FIFA (Fédération Internationale de Football Association), determinando o que deve ser feito ou não.

O legado especulativamente prometido não vai ficar pronto, nem precisava vir com ou após a realização de um evento como a Copa do Mundo. Poderia ser executado sem a Copa – embora a corrupção tivesse que ser melhor desenhada e menos “aberta”.

Nesta semana veio à tona o superfaturamento do estádio de Brasília. Em Manaus, além de superfaturado, o estádio já está transformado num elefante branco, além de ter provocado mortes de operários e outros fatos negativos. Em Curitiba, tudo indica que, se o estádio ficar pronto, menos da metade das obras do entorno e do legado ficará pronta. Na Bahia não tem sido diferente.

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Arena de Curitiba – por que construir outra no mesmo lugar onde havia uma?

- Seu Zé, será que, quando “compramos” a realização da Copa do Mundo de 2014 não esquecemos de incluir o título de campeão?

- Como assim, Dudu? Explique melhor!

- Seu Zé, pagar o que estamos pagando e vamos pagar para que a Copa viesse para o Brasil, possibilitando e exigindo gastos com construções de elefantes brancos, se o título de campeão não vier, a Presidente tá é fornicada!

- É Dudu! Não sei como não exigiram, na compra, a realização da Copa para depois das eleições!!!

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Obra inconclusa que ficará como legado da Copa na Bahia

Isso tudo nos levou ao “Túnel do Tempo” e rapidamente passou a fita da construção do açude de Orós, empreendimento no interior do Ceará que, como agora a transposição do rio São Francisco, pretendia minimizar os efeitos da seca de 1957. Nunca se roubou tanto (recorde batido agora, segundo Romário, com a realização da Copa do Mundo) para construir algo que foi concluído em 1961 e, mesmo com o êxodo rural da região não resolveu definitivamente o problema da seca na região.

Cidades como Iguatu, Acopiara, Cedro, Jaguaribe, Pedrinhas, Icó, Senador Pompeu, todas no Ceará, continuam enfrentando problemas com a diversidade ambiental e com a escassez na produção advinda da agricultura familiar.

O Açude de Orós está localizado no leito do rio Jaguaribe, na região centro-sul do Ceará. Sua história remonta à época do Brasil Império, quando várias secas se sucederam dizimando um número grande de pessoas e animais. Represar o rio Jaguaribe e fazê-lo perene surgiu como a alternativa mais viável para solucionar o problema da escassez de água no sertão cearense. No entanto, esta ideia só foi colocada em prática no século XX. Ao ser construído, esse reservatório chegou a inundar vilarejos próximos ao leito do rio, dentre eles o mais famoso: Conceição do Buraco, hoje Guassussê. Foi construído pelo DNOCS, tendo suas obras concluídas em 1961.

Sua capacidade é de 2.100.000.000 m³, o que o coloca como o segundo maior reservatório do estado. Foi o maior até a construção do Açude Castanhão em 2003.” (Transcrito do Wikipédia).

A solução mais viável que encontramos para enveredarmos uma provável investigação a partir das declarações de Romário, foi tentar convencer Dudu de Zica se travestir de investigador e procurar o fio da meada. Muito bem relacionado pela internet, possuidor de um cadastro enorme de empresas que vendem por meios virtuais, Dudu caiu em campo, ops!, digo internet e encomendou (e já recebeu) uma vestimenta de Sherlock Holmes. Com cachimbo e tudo, inclusive o fumo!

Agora Joaquim Barbosa, além da Polícia Federal, tem um novo e competente auxiliar. Vai poder desdenhar de alguns “colegas” do atual colegiado do STF.


BUMBA MEU BOI – A MAIOR FESTA DO MARANHÃO

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O “amo” (D) acompanha a apresentação do novilho

Por João Peron (João Peron de Lima, nascido em Recife a 14 de agosto de 1985, poeta e escritor, curso da Ematerce, administração de empresa)

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Terra do bumba meu boi
Tradição dos ancestrais
Onde guará é vermelho
E outros lindos animais
De um verde encantador
Dos ricos carnaubais
Mês de junho no maranhão

As ruas viram calçadas
Os turistas se deleitam
Com as praças enfeitadas
E festas animadíssimas
Até altas madrugadas
Tudo isso em louvor

A São Pedro e São João
Santo Antônio e São Marçal
São os santos de tradição
Dessa forma assim começa
A festa do Maranhão
As mais autênticas brincadeiras

Quadrilha que não é pouco
Lelê e tambor de crioula
Cacuriá coisa de louco
Encanta toda plateia
A linda dança do coco
Quem criou todas elas

Não posso afirmar quem foi
Se é fã de algumas delas
Eu peço que me perdoe
Porque dela a que mais gosto
Pois é o Bumba meu Boi.
Porém uma certa vez

Viajei pro Maranhão
Conheci lá uma pessoa
De um meigo coração
Perguntei se ela não tinha
Livros velhos da região.

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Índia, uma das componentes importantes

Ela disse por exemplo
Eu respondi no momento
É sobre Bumba meu Boi
Sem haver constrangimento
Por acaso adquirir
Tem meu agradecimento

A mulher disse eu tenho
Uma boa coleção
Vou dar tudo de presente
Não cobrarei um tostão
Só porque você gosta
Das coisas do Maranhão

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MANTEIGA OU MARGARINA?

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Dudu de Zica em mais uma caminhada no início da noite – era o que preferia

Mais uma vez voltamos aos tempos do ronca. Para alguns, voltamos ao século passado que, na verdade, acabou de dobrar a esquina. Quem conseguir esticar o pescoço ainda vai conseguir ver.

Enveredemos pelo cinema, e pelos incontáveis bons filmes, dignos de reflexão ou não, mas filmes. Filmes de Alfred Hitchcock, de Cecil B. DeMille, Akira Kurosawa, e, mais recentemente, Bernardo Bertolucci.

Produzido por Alberto Grimaldi, e estrelado por Marlon Brando (ator profissional americano nascido em Omaha, estado de Nebraska, nos EUA, já falecido) e Maria Schneider, francesa de Paris (na realidade, nascida Marie Christine Gélin – adotou o “Schneider” em homangem à mãe), em 1972, “O último tango em Paris” (Le Dernier Tango à Paris, em francês) foi um drama erótico que recebeu críticas muito ácidas e foi considerado, na época, um filme excessivamente ousado – o Brasil vivia sob a égide da ditadura militar.

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Cena erótica que provocou comentários inapropriados no Brasil

“Último Tango em Paris (italiano: Ultimo Tango a Parigi; francês: Le Dernier Tango à Paris) é um drama erótico franco-italiano de 1972, dirigido por Bernardo Bertolucci e estrelado por Marlon Brando e a então desconhecida Maria Schneider. Considerado uma obra-prima cinematográfica e um sucesso de bilheteria mundial, a violência sexual e o caos emocional do filme levaram a uma grande polêmica internacional sobre ele, que provocou vários níveis de censura governamental ao redor do mundo.

A ideia do filme veio das fantasias eróticas de Bertolucci, que certa vez viu uma bela mulher desconhecida na rua e imaginou em ter relações sexuais com ela sem nem saber quem era. O roteiro foi escrito por ele, Fanco Arcalli e Agnès Varda, que cuidou dos diálogos adicionais. A fotografia foi entregue ao premiado Vittorio Storaro.

Bertolucci havia considerado Jean-Louis Trintignant e Dominique Sanda para os papéis principais, mas Trintignant acabou recusando o roteiro e quando Brando o aceitou, Sanda estava grávida e não pode mais fazer o filme. A trilha sonora jazzística, que se tornou famosa, é do compositor e arranjador argentino Gato Barbieri, transformado em estrela internacional da música após o sucesso do filme.

“Brando tentou uma relação paternalista comigo, mas o que houve não era exatamente uma relação entre pai e filha.” Mais tarde, Schneider deu outras declarações sobre humilhação sexual durante as filmagens:

Eu deveria ter chamado meu agente ou meu advogado ao set, porque não se pode forçar alguém a fazer algo que não esteja no roteiro, mas na época, eu não sabia disso. Marlon me disse: ‘Maria, não se preocupe, é só um filme’. Mas durante a famosa cena, mesmo que ele não estivesse me possuindo realmente, eu me senti humilhada e as minhas lágrimas eram verdadeiras. Me senti algo estuprada, tanto por Brando quanto por Bertolucci. Após a cena, Marlon não me consolou nem se desculpou. Felizmente, foi gravado em apenas uma cena. (Transcrito do Wikipédia).

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A belíssima atriz francesa Maria Schneider (falecida)

Pois, quando aconteciam os desfiles das escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro; enquanto acontecia o desfile do Galo da Madrugada em Recife; os maracatus Ás de Paus, Ás de Ouros e Ás de Espadas em Fortaleza, o gênio contador de estórias e conhecedor do mundo – seu lado mais forte é a política – correu para uma locadora de fitas cassete, alugou duas dúzias de filmes de variado gosto, incluindo o Poderoso ChefãoA Lista de Schindler, filmes de Giuliano Gemma, Clint Eastwood e, principalmente, “O último Tango em Paris”. Colocou todos numa sacola e viajou para Morros – como se fora fazer um retiro espiritual/cinematográfico. Incluiu dois litros de Guaramiranga – cachaça da boa, lá do Ceará e ainda levou dois quilos de camarão salgado.

A noite da quarta-feira chegava, quando o telefone tocou. Atendi. Era Dudu de Zica do outro lado da linha, que, antes de qualquer cumprimento educado, como boa noite, por favor ou algo semelhante, indagou, demonstrando inquietação:

- Seu Zé, foi margarina ou manteiga real?

Sem atinar para nada, fiquei espantado e também indaguei:

- Como assim, Dudu, o que tem manteiga ou margarina com isso?

- Seu Zé, o que foi que o “Poderoso Chefão” usou para a maciez do ato?

Continuei sem entender nada. Depois, lembrei que Dudu de Zica estava voltando de Morros, onde passou todo o período de carnaval assistindo filmes e tirando gosto da cachaça com camarão salgado. Lembrei, também, que, antes de alugar as fitas, ele havia me mostrado a lista pretendida – como se pretendesse pedir alguma opinião – e entre esses filmes estavam O Poderoso Chefão, A Lista de Schindler e O Último Tango em Paris.

Lembrei, também, que Dudu de Zica só chama Marlon Brando de “Poderoso Chefão”, por entender que foi nesse filme a melhor performance do ator americano. Mas, no filme “O Poderoso Chefão” não existe nenhuma cena relacionada com manteiga ou margarina. Assim, só poderia ser no filme “O Último Tango em Paris”!

- Entendi Dudu. Pela posição, manteiga seria um desperdício!….

- Ah, então foi margarina. E deve ser por isso que, desde aquele tempo, a margarina está sendo mais consumida. E não é pelo preço! Será que aquela cena foi para fazer merchandising? Lá em casa, agora, eu só uso margarina, seu Zé!


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