O CHEIRINHO QUE ENLOUQUECE

Imburana – pau cuja casca cheirosa dá qualidade ao rapé

Faz tempo que se sabe que vem de Paris os melhores perfumes (às vezes, com muita matéria prima saindo do Brasil ou de outras plagas). São tantos os odores diferenciados que poderíamos ser injustos citando apenas um ou dois. Até por que, isso é também uma questão de preferência pessoal.

Mas, que tem quem cheire sempre, naturalmente, sem nunca ter usado qualquer perfume. Por muitos anos se preferiu muito o cheiro do sabonete Phebo, que dizem alguns, era fabricado no vizinho estado do Pará.

Há quem também goste do cheiro de canela e mais ainda do cravo. E aí você junta o cravo com a canela. É realmente um aroma que chama a atenção de muitos – embora não seja um aroma para usar durante a noite, numa reunião ou numa festa.

No interior do meu velho e progressista Ceará, os mais antigos gostavam de misturar o fumo de rolo, depois de posto à secar e torrado, com o pó de imburana, uma árvore cuja casca tem um cheiro forte e concentrado. Dava um aspecto aristocrático ao rapé – e o simples abrir do corrimboque era um convite à aspiração. Era cheirar e espirrar quantas vezes se pretendesse para desobstruir as narinas.

O cheiro do muco que corre da vulva canina anunciando o cio enlouque os cães

O odor, sabemos, nem sempre cheira bem. O forte odor de amônia incomoda e não é benéfico a quem o aspira. Mas, o cheiro de almíscar é exageradamente “gostoso e atraente” com é o cheiro de limão, de erva-doce ou de camomila.

Há cheiros que atraem, por dizerem alguma coisa. O cheiro humano, dizem, pode identificar pessoas. Uma coisa é o cheiro emanado através das axilas (via que a Natureza reservou para jogar fora as impurezas, pela transpiração) e outra coisa é o cheiro humano dos braços ou das pernas.

Mas, qual seria o cheiro emanado pela vulva da cadela quando inicia o período do cio? Por que aquele cheiro “enlouquece” os cães?

Os adversários adotaram como zoação o “cheirinho” que o Flamengo sente dos títulos

Mas, outro tipo de cheiro que tem incomodado muito a uma grande quantidade de pessoas, é o “cheirinho” que o Flamengo vem sentindo desde janeiro deste ano. Investindo milhões na contratação de jogadores que imaginavam poder garantir a conquista de todas as competições da temporada, o Flamengo tem ficado mesmo só no cheirinho, virando deboche e gozação dos adversários.

O meu Botafogo, que não teve dinheiro para investir o correspondente a 10% do valor investido pelo Flamengo, está atualmente como líder entre os clubes cariocas que disputam o Campeonato Brasileiro da Série A.


DIA DE LAVAR A BURRA E NOITE DE TAPA NOS BEIÇOS


Dose de Sapupara – a melhor cachaça do Ceará

Hoje eu tô cacachorra!

Hoje é dia de beber uma cachaça e cuspir no pé do balcão. Vou beber até o restinho do Santo.

Mandei preparar um tira-gosto dos tempos de rapazola: pombo borracho frito, com farofa de farinha d´água molhada e colocada na frigideira com alho e manteiga da terra. É o fraco!

Faz tempo que, quando bebo, só tenho bebido vinho tinto e cerveja. Faz mais de dez anos não bebo nenhum tipo de refrigerante e há pelo menos uns seis anos não botava na boca uma dose de cachaça.

Ontem no começo da noite começou cair uma chuvinha, e essa me pegou desprevenido. Como ela caía “grossa”, logo alagou as ruas e deduzi que demoraria diminuir ou passar. Resolvi me molhar e chegar mais rápido em casa.

Na biqueira jorrante feito boca de jacaré, prolonguei o banho, e para evitar uma gripe, resolvi tomar uma “dose” para aquecer também o corpo. Abri uma garrafa-litro antiga de Sapupara, igual essa dose amarelinha que está na foto.

Afffmaria, que coisa maravilhosa!

E tome chuva, e tome banho. Veio a segunda dose. Resolvi parar e recomeçar hoje, feriado nacional. Exato dia em que “tô cacachorra”!

Pombo borrachudo – na idade apropriada para fazer um “frito”

Daqui mais compouco vou na bodega do Dário. Lá ele tem todo tipo de cachaça boa. Tem da Pitú, passando pela Sanhaçu a preferida do Papa Berto, até a Colonial branquinha. Mas, da bodega dele eu gosto mesmo é da Sapupara. É cachaça que, quando a gente bebe, dá até para estalar a língua.

E como se isso não fosse suficiente, é a mulher dele quem prepara o pombo borracho frito na manteiga de garrafa e faz aquela farofinha torradinha. Duvido que neguinho beba só uma dose. Du-vi-d-ó-dó!

Cajá umbu (que alguns chamam também de cajá manga)

Mas, quando você chega na bodega do Dário, se ele perceber que você vai beber mais de uma dose, e ainda não pediu a especialidade da casa (pombo borrachudo frito com farofa feita na manteiga de garrafa), ele pega uma cuia de coité, e põe sobre o balcão com quatro cajás umbu. Com quatro cajás, tem quem beba meia garrafa de Sapupara, sem servir ao santo e sem cuspir no pé do balcão.

Eita tira-gosto da moléstia da gota serena, siô!

Então, daqui mais compouco eu vou é mesmo beber duas talagadas – mas vou pedir logo chegue, um pombo borracho frito.

Tô cacachorra hoje, seu menino!


O ENEM E SEU (IN) SUCESSO

Sinais em Libras

Este texto não pretende ser uma “aula da saudade”, muito menos achincalhe à quem não esteve devidamente preparado para uma prova, que, pelas maledicências, não significa nada. A universidade nunca “ensinou nada”. Ensina, sim, o que se vê todo dia na vida diária do universitário.

Quero fazer uma reflexão, e pouco importa se serei acompanhado ou não. Quero refletir, exercendo um direito meu: o de pensar. Isso se alguém admitir que é “democrático” pensar, sem ser rotulado de fascista. Rotular pessoas, todos sabem. Escrever uma redação, quase ninguém sabe.

Um amigo (do peito, diga-se) em comentário livre nas redes sociais sugeriu o fim do ENEM, sob pena de que esse ENEM acabe com a educação. É uma ideia de cunho pessoal e individual – e assim sendo, merece reflexão e respeito. Mas, de minha parte, discordo totalmente.

Reflitamos: aulas só acontecem no Brasil, em dias úteis. Quantos são os dias úteis, no Brasil, dos 365 de cada ano? Não me preocupei em aferir, mas sei que desperdiçamos todo ano quase 30%, que corresponderiam a mais de 109 dias. Some-se a esses 109 dias, as paralisações por greves (nos dias atuais, quase sempre iniciadas pelos professores) injustificáveis. Isso sem contar a nova modalidade de suspensão das aulas: a determinação dada pelos bandidos e/ou traficantes. Nos dias de prováveis tiroteios entre facções, as aulas são suspensas.

E vem a primeira pergunta: é o ENEM que precisa acabar, para não acabar com a educação?

Qual tem sido o posicionamento e o papel dos Conselhos Estaduais de Educação nessas situações?

Por que, nesses casos, a visão e as providências dos gestores das escolas particulares são diferentes dos gestores das escolas públicas – quando se sabe que muitos dos professores que trabalham na rede pública trabalham também na rede particular?

E qualquer que seja a resposta, ela vai nos levar na direção do passado. Da escola do passado, do ensino ultrapassado, mas eficiente.

Não. Não era o ensino “eficiente”. Os professores é que eram diferentes. Capazes. Eficientes e sabiam o que ensinavam.

Não existia diferença nem ninguém via diferença entre o que ensinava a escola pública, e o que ensinava a escola particular – porque, repetimos, os professores sempre foram os mesmos. Os gestores é que sempre pensaram diferente.

No futebol (onde os dirigentes se lixam para a contrapartida em benefício do torcedor) o Governo não tem obrigação de “apoiar” a prática assumindo o patrocínio master do clube. Já está muito além do bom tamanho, quando o Governo disponibiliza uma praça de esportes em condições de uso. Já é o suficiente.

Da mesma forma, está seguindo ideia equivocada, o Governo que, literalmente, dá tudo na educação. Dar a escola em condições e um professorado qualificado já é o suficiente. Infelizmente, o Governo troca as bolas: dá livros, dá fardamento e outros itens, mas esquece do aparelhamento adequado das escolas e da qualificação dos professores. Isso não é projeto de País. É projeto de Governo, de indivíduo.

Números. O Governo não trabalha com a qualidade. Trabalha com números. Ao Governo, pouco importa se os 2.000 professores que foram aprovados num concurso público, estão qualificados para atuar. Ele se satisfaz em mostrar que “admitiu” 2.000 professores e que, dessa forma está investindo na educação. Mentira. Galhofa.

E em alguns dias teremos, finalmente, o resultado do ENEM 2017. Quem reclama do tema da Redação, na verdade, passou o tempo preocupado com as mortes em Paris, com o destempero de Donald Trump, com a “perseguição” ao Deus-Lula, com o Rock in Rio.

Quem leu livros, quem pesquisou e aprendeu, com certeza achou o tema algo natural.

Com libras ou sem libras.

Estudantes da UFRGS participam de sarau em Libras

Tempos atrás, a nota mínima de aprovação – em qualquer matéria!!! – era 5. Nos dias atuais, com o modernismo das escolas, com escolas climatizadas, com merenda escolar, com transporte escolar, com fardamento, quem “tira” nota diferente de ZERO numa redação escrita na língua oficial do País, está aprovado. Quantos mais forem aprovados, melhor.

O gestor não quer saber de qualidade. Quer saber de números. Ranking. E depois somos obrigados a ler as “emes” que Mestres e Doutores escrevem no exercício das profissões.

Uma resposta de aluno no ENEM sem falar em libras

Mulher…. mulher!

Não tenho conhecimento suficiente para discutir o assunto que, repentinamente, tomou conta do país, e passou a ter mais importância que a própria vida. Muitos opinam sem domínio do assunto – e isso acaba desvalorizando e achincalhando um tema tão sério. Refiro-me à “transposição” do gênero humano.

Ora, se é verdade ou mentira não sei. Também não conheço o assunto nem me sinto capaz de discuti-lo. Mas, diz a história religiosa que, DEUS, o único que pode tudo, criou o Éden e criou também o homem. A ele deu o nome de Adão.

Mulher – a árvore da família

Os dias, meses e anos se passaram. Deus, onipotente e onipresente, percebeu que Adão estava sozinho no Éden.

Deus resolveu “criar” a mulher. Podia para o feito, ter usado um galho de árvore, uma pedra, uma estrela cadente ou até mesmo estalar os dedos e estaria “criada” a mulher – porque Ele pode tudo.

Mas essa mesma história garante que, para tornar o novo ser (a mulher) mais próximo do homem, DEUS, o que pode tudo (e só Ele pode!), retirou uma das costelas de Adão e dela fez a mulher, a quem chamou de Eva. A continuidade da história, acredito que muitos já sabem.

Provavelmente por ser uma costela do homem, a mulher evoluiu, e hoje vai além de ser uma simples costela. É muito mais que isso – e muitas se transformaram em costelas, cabeça e mãos de alguns homens.

A família – filhos e netos vindos de uma única mulher

Mas, hoje, a mulher não está conformada com o destino que DEUS lhe deu. Quer poder e ser mais que o que já é – a mola mestra da família. A árvore da família. A peça mais importante da reprodução humana. A mulher, que tanto luta pela igualdade (no sentido de ter direitos vários reconhecidos), já começou a parecer “desigual”, além dos seus limites e acima daquilo para que foi criada por Ele.

E aí criaram um tal de “empoderamento”. Desnecessariamente, diga-se. Pois, a mulher já pode muito, pode quase tudo.

Com tantos (e merecidos) poderes, muitas jovens mulheres acham que podem (e querem ser) homens, ou, se assim não for, criar um terceiro sexo.

A televisão, incompreensivelmente criticada por tantos, acabou de mostrar uma telenovela falando no assunto.

Hoje, neste novo Brasil criado pelo Deus-Lula, que atravessa a pior crise de desmoralização e descrédito desde o dia 22 de abril de 1.500, onde se coloca à discussão, assunto de tamanha relevância?

Nas mesas do bar do Manuel? Na falida Universidade ou em qualquer outra sala de aulas?
Será que esse “empoderamento” é achar que pode superar e mudar os desígnios de DEUS?


OVOS

I – Meus Ovos

Bacia de palha com meus ovos

Gamela, na roça, é quase que o mesmo “depósito” de servir comida para animais – galinhas, patos, catraios e porcos, sendo que para os suínos a “gamela” também pode e é chamada de “cocho”. Quando está fora de uso, é limpo e separado para ser usado como “depósito”. Ali são guardados ovos, laranjas, mangas, bananas e outras coisas.

Antigamente, no Ceará, gamela servia para servir comida aos porcos e para alguns comerciantes usarem como depósito (ou vitrine) para tripas e pés de porcos, ou algum tipo de carne salpresada (salgada).

Pois, em Pindaré-Mirim, Município da região do Vale do Pindaré, onde outrora existia uma grande movimentação por conta de várias usinas de beneficiamento de arroz e industrialização da cana-de-açúcar, nos anos 70 existia também um movimentado comércio de secos e molhados. Região próspera em função da navegabilidade do Rio Pindaré, um dos maiores da região.

Doca de Sena era um também próspero comerciante que “ajudava como podia” alguns moradores. E uma dessas ajudas era comprar ovos de galinha caipira, patas, peruas e catraias. Comprava e revendia. Era comum Doca de Sena comprar sete, oito 30 ovos e quem vendia quase nunca levava dinheiro. Levava açúcar, pó de café, leite, sal e daí em diante.

Doca tinha o hábito de usar uma gamela para colocar os ovos expostos à venda. Não ignorava muito quem chegava, perguntava o preço e escolhia – ovo de galinha caipira, dizem, quanto menor melhor.

Certo dia, Dona Bia precisava fazer um bolo sob encomenda e quem encomendou esqueceu de levar os ovos. Levou leite, açúcar, trigo, manteiga, sal, fermento. Mas esqueceu os ovos. E Dona Bia precisando comprar os ovos, foi até o comércio de Doca e ao chegar, interessada na compra, perguntou:

– Esses são os ovos da galinha, Seu Doca?

Mais grosso que o famoso Seu Lunga, Doca de Sena não esperou duas vezes e respondeu:

– Não. São meus!

E eram mesmo. Ele comprou, eram dele. Estavam ali para serem vendidos e a galinha não tinha mais nada com aquilo.

Moral da História: Veja com uma única palavra, um vírgula ou um ponto pode mudar uma situação. Releiam a resposta dele. Ele respondeu: Não. São meus!

Agora, se ele tivesse respondido: Não. São os meus!

Teria comprado uma briga com Dona Bia que, além de matuta brava, era casada com um macho velho metido a brabo.

* * *

II – Ovos de fora

Japinha carrega porco de raça com os ovos de fora

Como o assunto ainda tem a ver com os ovos, o japinha Tanaguchi, da terceira geração de nisseis que chegaram ao Brasil para continuar a vida, seguindo conselhos dos pais (no Japão os pais continuam sendo importantes para os filhos – diferente do Brasil), fixou residência no interior paulista. Não revelo a cidade porque pode não ficar bem para o japinha.

Família tradicional de agricultores nas terras japonesas, os Tanaguchi não encontraram muitas dificuldades para continuar explorando o mesmo ramo de atividades e de subsistência – trabalhar com “bomsai” era apenas para as horas de folgas na criação de porcos de raça.

A família também explorava a plantação e venda de caqui. As duas atividades garantiam emprego para vários membros da família Tanaguchi, mas, Ukay-Ki preferia continuar explorando a criação de suínos. Suínos de raça. Da melhor raça.

Ukay-Ki tinha o hábito da cultura japonesa como principal forma de vida: a honestidade nos negócios. Não trabalhava com balança nem com medidas para determinar o valor dos porcos que levava para vender no abatedouro. Mas tinha uma medida infalível. Achava que o suíno estava pesando bem e no tamanho ideal para a comercialização, quando, colocado no carrinho especial para transportar, o suíno ficasse com os ovos de fora.

É. Cada um trabalho da forma que acha melhor. Medir e pesar o suíno pelos ovos!

* * *

III – Deixe que eu dou o meu jeito

Nos últimos anos os brasileiros têm perdido o precioso tempo – que poderia ser utilizado para algo menos fútil – discutindo não apenas o sexo dos anjos, tampouco se é mesmo a cegonha quem traz os bebês para aumentar as famílias.

Dessas carícias aí talvez aconteça algo mais sério

É a mesma coisa quando se dispõem a discutir (ou conversar para melhor entender – não para aprender a fazer) sobre sexo. Antes, lá pelos anos 40, 50, 60 e meados de 70, se discutia sobre alguns métodos utilizados para garantir o controle da natalidade. Métodos de concepção.

Hoje as discussões saíram de alguns consultórios médicos, deram uma rápida passagem pelas missas dominicais e chegaram até ao Vaticano, onde alguns assuntos receberam a bênção e a aprovação do Papa. Foi a chegada do homossexualismo e mudança de gênero – não demoram muito e criam um terceiro sexo.

O que sempre se disse e ouviu dizer, desde o Éden, foi que Deus criou o homem. Viu que aquele homem se sentia muito isolado. Resolveu dar-lhe uma companheira. Criou a mulher, e segundo dizem, formou um casal. Não criou outro homem para fazer um par e servir de companhia à Adão.

Mas, é grande a quantidade de pessoas que vivem tentando contrariar esse princípio divino. O assunto voltou à baila e agora toma conta da mídia, a tal mudança de gênero.
Fazer o que?

Não conheço o assunto a ponto de pretender discuti-lo.

Sabe aquela anedota do macaquinho que resolveu transar com a girafa?

Pense e descubra qual seria o resultado de uma transa entre “o” girafa e uma zebra. Arre égua! Eu não quero nem me preocupar com isso.


NOSSO VIR QUE ALEGRA E NOSSO IR QUE ENTRISTECE

I

O vir e ir da onda que transforma o poderoso mar em poesia

“Por que chora, a tarde seu pranto entristece o caminho
Por que chora, se tem a beleza do sol e da flor
Por que chora, a tarde sabendo que existe outro dia
E a alegria depois da tormenta, é dia de Sol.”

Tarde de reflexão. Tarde desleixada do bom trabalho produtivo, e doada com carinho e paz para fazer um balanço da vida. Da minha vida, que, sei, está chegando ao fim. Como tudo que um dia começou. Não por que pensar diferente.

Andar descalço na areia molhada da praia, com a bainha da calça dobrada e molhada pelas ondas que vem, molham, e vão embora. Repetem a provocação, quase poética. Vem, molham, e vão. Uma vez. Duas vezes, incontáveis vezes.

Eu sei, sou o mesmo. E a água das ondas seria a mesma?

Me veio à mente a minha primeira colheita, da minha primeira semeadura. Três sementes de quiabo. Três pés de quiabos, e vários quiabos. A semeadura positiva, com várias outras sementes. Na roça, aonde nasci e me vi me transformar em gente. Eu me vi e vendo eu me lembro. Me lembro de mim.

Minha calça de suspensórios, dois bolsos laterais, para carregar nada e um bolso atrás para carregar a baladeira – num espaço que só entrava o cabo. Me vi tirando a baladeira, me vi atirando no passarinho que, felizmente voou. Voou para a vida e provavelmente para a reprodução.

Parei de andar na praia, e olhei para o mar até alcançar o horizonte, que fica num lugar que a gente apenas pensa que vê – pois, sendo longe, longe é um lugar que não existe, informa o escritor. E sendo longe e se não existe, como a gente pode ver?

Olhei para o mar, e como se mágica fosse, vi a água incolor parecer verde, e se transformar em espumas brancas. Repito: incolor que parece verde, que vira branco. E na sequência, tudo volta para o azul do mar.

Volto a caminhar. Não sei para onde vou. Não quero ir para lugar nenhum. Quero apenas caminhar pelos caminhos poéticos da imaginação que me leva do azul ao verde do mar, transformado em branco que desaparece no minuto seguinte.

Ondas que não são minhas, sementes que plantei, vida que estou devolvendo em breve para quem me semeou.

* * *

II

O violino e o violinista

Um violino e uma partitura

A fala é a reprodução da voz humana. A fala é o som da humanidade. Quem fala, canta. E quem canta embevece, transformando notas em música. Mas, quem toca, emoldura a fala e dá o tom poético à música.

Particularmente, nos meus melhores momentos, gosto de ouvir música. E a música que eu gosto de ouvir (mais) é a música instrumental.

Piano, saxofone, violino e acordeom são instrumentos musicais da minha preferência – um para cada momento de espiritualidade.

E quando a gente quer ouvir música, a conversa apenas atrapalha. Então, vamos parar de atrapalhar e escutar.


CONVERSA MOLE PRA BOI DORMIR

“Menor de idade” precisa de tarja preta em foto divulgada

Vou iniciar essa reflexão totalmente por fora do que me ensinaram, quando pretendiam me levar a ser um profissional (medíocre, sei!) das letras. Bem distante das técnicas de redação e mais ainda da ética jornalística.

Começo fazendo algumas indagações:

1 – Como estaria este país apelidado de Brasil, se a senhora Dilma Roussef ainda estivesse “pedalando” por aquelas áreas verdes e mal cuidadas do complexo do Planalto?

2 – Por que, assim tão repentinamente, os comedores de bisnaga com mortadela e guaraná recolheram suas bandeiras e aparentemente diminuíram seus protestos?

3 – Como estaria a nossa Corte Suprema, se o senhor Joaquim Barbosa, afrodescendente assumido, ainda estivesse comandando aquela casa que, de uma hora para outra, ao contrário da mesma teoria praticada em países evoluídos, passou a cuidar de decidir até quem deve ter o direito de plantar batata doce ou produzir ração para cães, desde que sejam protagonistas das entrevistas do Jornal Nacional e do Jornal da Globo?

4 – Alguém já parou para pensar e admitir que, a implicância com Joaquim Barbosa não era com a competência dele, mas, apenas e tão somente, com a cor da pele dele?

5 – Pois, o que justifica que, quando alguém se posiciona contra a “orientação sexual” (uma ova!), é rotulado de homofóbico e preconceituoso, mas, nunca se consegue rotular de nada – e muito menos punir, pois a lei é só de araque – quem, desde o dia 23 de abril de 1500 acirra e perpetua a discriminação racial?

O trio que colocou o país neste estágio de descrédito

Agora, depois de ler e refletir sobre esses cinco itens, façam um rápido passeio pelo seguinte:

1 – Lá pelos anos 70/80 houve uma verdadeira guerra e um forte bombardeio contra a exibição de duas peças teatrais: Hair e o Beijo da Mulher Aranha, ainda que exibidas em ambientes fechados e apenas para adultos.

2 – Antes disso, alguns anos atrás, era cega a perseguição contra Jece Valadão e Norma Benguel por algumas cenas do filme Os Cafajestes; e não ficava menos badalada a implicância contra Leila Diniz que aparecera na praia sem a parte superior do biquíni.

Nada disso foi visto como “arte” – e vejam que a “arte brasileira”, até aonde se sabe, recebe incentivos da Lei Rouanet, cujas dotações orçamentárias são provenientes da arrecadação de impostos – naqueles tempos num país onde os valores morais crescem feito rabo de cavalo. Para baixo.

Hoje, infelizmente, vivemos num momento de descrédito total e absoluto em todos os poderes. Os fatos diários só nos levam a ter certeza que o país está aquém da época paleolítica, com autoridades constituídas sem se darem ao respeito.

O Judiciário afirma que vive de aplicar as leis. As leis do país. As leis imaginadas, votadas e aprovadas por esse legislativo que está aí, visível à todos. Legislativo das cusparadas, das agressões, das acusações, e segundo dizem, das votações contra ou favor, sempre em troca de algo de destinos duvidosos.

É o legislativo que pensa e vota as leis que regem a educação, a segurança, a família, a arte. E é na “arte” que queríamos chegar.

Os meios de Comunicação são obrigados, por Lei, a imprimir tarjas pretas nos rostos de jovens menores de idade e adolescentes e usar apenas as iniciais dos nomes de infratores. Mas esse mesmo menor de idade e adolescente pode fazer o que tem feito todos os dias – que é perda de tempo relacionar aqui. Inclusive, pode e tem o direito de ter interatividade com a arte nua em escolas e teatros.

Abater algum tipo de caça para comer é proibido – mas não é proibido desmatar milhares de hectares de terras indígenas

Agora, vejam quem elabora, vota e aprova as leis que nos “regem e conduzem” à praticar a cidadania. O desabafo do cantor Benito di Paula contra alguma “arte” de um “legislador”.

Tudo, literalmente tudo, conversa pra boi dormir. O país está mergulhado no poço de merda moral.

Literalmente.


PÃO D’ÁGUA E BOLACHA JUBAIA

Antiga Padaria Duas Nações

Pelas mais recentes informações que absorvi, ainda não plantamos (nem colhemos) o trigo que consumimos, após industrializado de várias formas (macarrão, bolos, pães, etc.) vão para o comércio. Sempre li e ouvi dizer que, o trigo que consumimos vem da Argentina.

Agora é difícil entender que, importando trigo argentino, quase todas as padarias que existiam nos anos 50, 60 e 70 (e boa parte ainda hoje) no Brasil pertencessem a portugueses. As fábricas de macarrão, bolachas e afins, a italianos.

Pois, ainda que isso tenha real significado, nos anos 50/60 a ainda pequena Fortaleza, capital cearense, duas reconhecidas e premiadas padarias que pertenciam a portugueses mereciam a preferência dos fortalezenses. Eram elas, a Padaria Duas Nações – localizada na esquina da Rua Barão do Rio Branco com Castro e Silva, no Centro da cidade. A outra, a Padaria Lisbonense, instalada e funcionando há anos na Rua Pedro Borges, também no Centro.

Era na Padaria Lisbonense que muitos compravam pão. Pão d´água, no Ceará; pão francês ou bisnaga francesa em muitos lugares; e pão massa grossa no Maranhão. Era na Lisbonense, que muitos compravam, também, no fim de tarde para levar para casa, o “pão sovado”; que no Maranhão chamam de pão massa fina.

Pão d´água para o cearense – ou bisnaga francesa para os de fora

Outra boa atração da cidade, eram as bolachinhas Ceci e Jubaia. Ambas, uma delícia. A Ceci érea fabricada pela Padaria Duas Nações (esquina da Avenida Barão do Rio Branco com Rua Castro e Silva – a cerca de 30 metros da sede da The Western, onde trabalhei anos), em quatro fornadas diárias. Duas pela manhã e duas pela tarde. Vendia mais que picolé em Teresina. A Jubaia, outra delícia, era fabricada num povoado que ficava para o lado de Maranguape. Chegavam todo dia, na Padaria Duas Nações, duas fornadas. Uma pela manhã e outra pela tarde. Vendia mais que caldo de mocotó de madrugada.


O BALANÇO DO INGAZEIRO

O balanço que nos revelou o amor

Viajamos quase 24 horas. A estrada, felizmente, era boa. Comemos boa comida, bebemos boa água e sempre fomos bem atendidos. Gente educada, que acabou me cativando – prometi que voltaria.

Chegamos na capital e fomos para uma pousada. Descansamos e resolvemos sair para olhar o mar. Olhar o mar e respirar a cheiro diferente da maresia. Aquele cheiro que a gente sente ser real e ao mesmo tempo imaterial.

Almoçamos e logo depois pegamos a estrada – também uma boa estrada. Muitas novidades e coisas que nem sabíamos que existia. Afinal, são mais de 60 anos ausentes. Aliás, eu, ausente. Para a companhia tudo era novo.

Chegamos nas Queimadas e tudo me pareceu sem mudança alguma. Apenas o tempo parecia ter passado e mudado. Fomos recebidos por parentes que ainda vivem lá.

Apresentações feitas, me afastei um pouco do grupo – que estava se preparando para o café vespertino. Andei. Andei e andei mais ainda. Tive receio de me perder ou encontrar alguém que não me conhecesse e viesse me reprimir.

Um pouco mais afastado reconheci uma árvore que nos era familiar. Era tão familiar que parecia parte de nós – de mim e de ti. Era o nosso ingazeiro, ali mesmo aonde armávamos nosso balanço e aonde trocamos nossos primeiros beijos. No balanço viçoso do viçoso ingazeiro – enquanto nós, em pleno viço da juventude, trocávamos apenas ingênuos beijos.

Inacreditavelmente, o balanço continuava lá. Sozinho. Parecia esperar por nós. O ingazeiro, mais forte, mais envelhecido e com uma copa maior e por isso mais sombria.

Sentei no balanço e confesso, senti uma saudade enorme de ti – da tua infância, da tua beleza, da tua pureza e principalmente do que trocávamos todas as tardes.

Saudades do balanço. Do nosso balanço e do ingazeiro.

* * *

O traque da minha infância

Os traques – nossos chips da alegria

Lembro bem. Eu corria para a porta. Para a meia porta que estava fechada. Meu pai acabava de chegar com ares de cansaço – tinha o hábito de andar a pé. Caminhava a pé, todas as manhãs, a caminho do trabalho. Voltava para casa de ônibus – apenas para, sentado, ler os jornais.

Chegava em casa e tirava de um dos bolsos das calças, uma caixinha de traques. Ele sabia que aquilo faria minha alegria e eu ficava feliz em ver a alegria que ele sentia em me fazer feliz.

Uma caixinha de traques – e eu sabia dentro de casa soltando os traques e espantando o gato que aboletou-se definitivamente da nossa casa. Fruto do bom tratamento que recebia.

Eu estourava um. Estourava dois, três, quatro cinco. Estourava quase todos, rindo e pulando de alegria – sem saber bem o por que. Afinal, um traque era apenas um traque. Mas, um traque é apenas um traque, para um adulto. Para uma criança, um traque é muito mais que apenas um traque.

Eu tinha o hábito de guardar dois traques. Um para estourar depois do jantar e outro para estourar antes de deitar para dormir. Antes da oração noturna – naquele tempo que já vai longe, algo sagrado que as mães impunham aos filhos.

– Mãe, antes da reza, posso soltar meu traque?

– Pode. Vá soltar o traque. Mas não demore!

Era como uma alforria para a vida e um reconhecimento do direito à liberdade. Eu estourava, finalmente, o último traque e voltava para a oração.

– “Pai nosso, que estás nos céus…….”

Nunca consigo me lembrar de ter algum dia terminado a oração. Adormecia antes. E sonhava com mais uma caixa de traques no início da noite do dia seguinte.


HOJE É DOMINGO – VAMOS COMER MARISCOS?

Faz algum tempo que meu Avô faleceu. Era trabalhador. Usava bem o machado e melhor ainda a foice (mas sequer ouviu falar em comunismo). Tarrafeava que era uma maravilha e nunca fez um lanceio que não trouxesse pelo menos piabas na tarrafa.

Além da roça que tínhamos, como meeiros, tínhamos também uma pequena horta no quintal da casa. Todo dia Vovô pegava “quatro caminhos d´água” – três jumentos, cada um com dois tonéis cheios d´água. Para regar a pequena horta e para dar de beber aos próprios animais, incluindo caprinos, galinhas, patos e perus.

O canteiro com cebolinha, tomate, pimentão e cheiro verde ficavam suspensos. Coisa de 1,50m do chão, para não ser destruído pelas galinhas.

No chão da pequena horta Vovô plantava batata doce e quiabo. E batata doce e quiabo eram as duas únicas coisas que completavam nosso feijão do dia a dia. Carne bovina, só aos domingos ou feriados. Galinha, só quando alguém adoecia ou a própria galinha “pedia” para morrer, fazendo alguma traquinagem. Assim, essa ia pra panela.

Esses quatro primeiros parágrafos, apenas para dizer que, conheci e comi marisco pela primeira vez (caranguejo) em Fortaleza, depois que passamos a morar na cidade. Depois conheci o siri, camarão, lagosta e outros. Comi ostra e mexilhão (sururu) pela primeira vez em São Luís. E hoje é dia de comer marisco.

Tem quem goste do camarão Pitú. Eu nunca comi. Nossos mares produzem mais de três dezenas de espécies diferentes de camarão. Só o Maranhão produz pelo menos dez espécies diferenciadas e cada uma melhor que a outra.

Mas, o caranguejo é dos mariscos, o mais popular, ao lado do mexilhão (sururu). No Maranhão existem ainda, o sarnambi, a tarioba e a ostra, sendo esta de valor comercial mais alto.

Caranguejo “guaiamum”

Em Fortaleza, lá pelos anos 50/60, caranguejo não era uma comida muito aceita. Havia restrições. Ainda como povoado e município de pequena população Caucaia, possivelmente por ser tão próxima de Fortaleza, era a que atendia a demanda da capital no item caranguejo. Muito do siri consumido também vinha daquela região, que se prolongava até Icaraí, uma praia que estava sendo descoberta – Cumbuco é algo mais moderno, tipo anos 70.

De Caucaia para Fortaleza vinha muito o caranguejo uçá, uma espécie que se reproduz com mais facilidade no manguezal, provavelmente pelo tamanho, que não desperta tanto interesse. Mas isso foi uma barreira vencida anos depois, porque os “pegadores” ou “tiradores” se dispuseram mais à captura, em vez de procurar o guaiamum – que alguns garantem ter um sabor adocicado.

Caranguejo “uçá” – mais popular e mais consumido

Caranguejo é uma comida que esconde o sabor e o prazer de comer, no biombo da forma de preparar. Não é qualquer pessoa que sabe preparar caranguejo para ser comido com mais vontade. Adequadamente limpo, o crustáceo vai ficar mais gostoso se for servido com um bom pirão de farinha seca.

No Maranhão, o “caranguejo está bom para comer, logo na primeira fervura”. Na primeira fervura a carne pode ser retirada com mais facilidade, sem a necessidade de quebrar as unhas (patas) com violência. Com uma fervura mais demorada, a carne fica mais presa e de difícil retirada.

O acompanhamento é parte essencial. Arroz de toucinho com vinagreira picada. Molho vinagrete preparado com o caldo do cozimento do caranguejo e leite de coco babaçu ou azeite de oliva para quem o prefere. O molho é colocado sobre o bocado a ser comido, antes de levado à boca.

Caranguejo cozido no leite de coco

Outro marisco preferido nos domingos é o siri. A Bahia é o estado que mais consome siri e é da capital, Salvador, o conhecido prato “moqueca de siri mole”, uma comida dos deuses. Preparado à base do leite de coco ou do dendê, é um prato que pode ser encontrado em qualquer bom restaurante da capital baiana.

Nos estados do Ceará e do Maranhão, o siri também tem grande aceitação, mas ainda não domina a moda da moqueca. Apesar do tamanho da orla marítima do Maranhão e do Ceará, o siri é um marisco que não é tão fácil encontrar.

Siri preparado ao leite de coco

Moqueca de siri mole


O PREÇO DO BOTIJÃO DE GÁS AUMENTOU – E DAÍ?

Fogão à lenha pode ser feito em qualquer lugar

Relembro agora da inflação galopante dos anos 70/80. Quem quisesse medir sem necessidade de ter que acreditar nos noticiários nada oficiais, podia fazer uma lista de compras e ir ao supermercado no dia 30. O valor pago no caixa era um. No mês seguinte, fazendo a mesma compra, o valor era outro. Uma inflação absurda, quase se comparando com a da Venezuela dos dias atuais.

Mas, nos anos seguintes a inflação foi pelo menos teoricamente controlada. Na parte alimentação, foi sim. Embora tivesse passado a ser diferente nos itens medicamentos, roupas e transportes – incluindo aí a gasolina, que é o gatilho para detonar muita coisa.
Claro que isso é uma preocupação – e eu não seria idiota para dizer que não é. Mas isso é preocupação ainda maior, para quem vive na cidade grande, enfrentando os problemas urbanos e até mesmo para quem não sai de casa. O condomínio do apartamento sobe algumas vezes por ano e leva junto as contas da água e da luz.

Pagam o mesmo preço daquilo que aumenta, os Mestres, os Doutores e o pobre coitado que, trabalhando de sol a sol, recebe menos que um condenado que cometeu crimes, está preso e não vai enfrentar filas para consultas médicas e outros que tais. Os teóricos de merda chamam isso de “democracia igualitária”. Arre égua!

Agora, Zezim de Joana, que mora nos cafundós do Judas, come peixe sem gelo todo dia, porque pesca; come camarão fresco sem clorofórmio; come batata doce, abóbora, cenoura e frutas sem agrotóxicos porque planta; bebe leite da vaca sem produtos químicos e bebe água da fonte sem restos de merda, e quando quer comer uma galinha da terra, basta pegar no quintal – com certeza tá pouco se incomodando se o gás agora custa R$60 ou R$80 ou seja lá quanto for.

Ele, em vez de ficar caçando Pokémon ou frescando com o celular, aproveita as horas de folga e constrói para a “patroa de casa” um fogão à lenha. Coisa que você talvez nunca tenha visto. Nem em filmes – porque até isso agora é diferente.

E tu, só porque tem uma bosta de carro, que te causa mais problemas que soluções, e te leva a pensar que é rico, é o mesmo babaca que, todos os domingos sai de casa, para “comer uma comida caseira no restaurante”.

A “nova arte” brasileira

Em Fortaleza, que ainda é parte deste Brasil, lá pelos anos 60/70 alguns marmanjos viviam “tirando sarro” (era assim que se falava naquele tempo) em mulheres nos ônibus lotados. Pênis ereto, encostavam atrás da mulher – alguns eram tão ousados, que chegavam a passar a impressão que estavam ali formando um casal. Por isso quase ninguém se intrometia. Ninguém tomava dores por que parecia que a mulher estava gostando.

Parece que a “moda” voltou. Soube-se recentemente através das redes sociais, de homens ejaculando em mulheres, nos mesmos transportes coletivos.

Não é tão incomum olhar alguém “arriando um barro” (cagando, defecando) em via pública por algum motivo. Provavelmente por que não encontrou local adequado para o ato. Mesma coisa alguém urinar em via pública.

Nesses casos apresentados, parece que apenas defecar e urinar em local público deixou der ser atentado ao pudor pelo Código brasileiro. Mas, no primeiro caso (ejacular) a Lei ainda pune o infrator, exceção apenas à possibilidade de comprovação de debilidade ou desvio mental.

Da mesma forma, praticar sexo em local público também passou a ter interpretação diferenciada – antes, era “atentado violento do pudor”. Mas, espere uma coisa. Praticar sexo em via pública não pode. Mas pode ejacular em alguém num ambiente coletivo (transporte). Alguém pode explicar isso?

Aí vem a situação da pedofilia. Alguém manter fotos de crianças de ambos sexos nuas e/ou praticando sexo, é crime de pedofilia.

Agora, alguém permanecer nu, em palco de teatro, segurando nas mãos (como a foto mostra) de crianças de outro sexo, não é pedofilia.

É “arte”!

E quem falar ou escrever alguma coisa contra, está praticando “censura”.

Esperem aí. Se estamos numa quermesse, parem o carrossel que eu quero descer.

Afinal, em que porra de país estamos vivendo?


DIA DO PROFESSOR

Uma professora em sala de aulas – no Brasil

Somos humildes e compreensivos, até aonde a Natureza nos ensinou. Até aonde a Natureza, de forma pedagógica colocou um mundo repleto de bifurcações, e nos permitiu escolher livremente o caminho a seguir – para o acerto ou para o erro. A decisão foi, sempre, exclusivamente nossa. A nós, cabe o ônus da culpa, se é que ela existe – e a paga por isso.

Queremos, nesta pequena reflexão, render homenagem a alguém que sempre será tão importante nas nossas vidas, quanto nossos pais – o(a) Professor(a).

E o que estamos vendo nos dias atuais? Estamos confundindo “ escolarização” com “educação”. Faz muito tempo.

A escolarização é papel constitucional do gestor, enquanto peça relevante na instituição Estado; a educação é intrinsecamente, papel da família e de quem a conduz. Quando estivermos à altura do entendimento para agir e separar os caminhos, teremos dado importante passo.

Na escolarização, o entrave mora há anos na gestão. Governantes carreiam milhares de milhões para a “escolarização”, e ao mesmo tempo – sem a devida e necessária monitoração – entregam a chave do cofre, não para técnicos e/ou viventes da área. Fazem isso sem que a cara lhes trema, uma troca de favores aos que lhes apoiaram politicamente. Isso, sinceramente, não é caçar soluções de qualidade.

É melhor caçar Pokémon.

E o que acontece a partir daí? Ora, se a chave do cofre muda de mãos a cada mudança de gestão, acabaremos, inevitavelmente, indo a lugar nenhum. Sempre, e por séculos e séculos.

E quase sempre, aquele que “entra” pela artéria política (no caso, da politicagem), vai pretender “descobrir a pólvora” e ser o inventor da roda. Não se dá ao trabalho de verificar minimamente, se o antecessor produziu algo de bom que possa ser aproveitado, e fazer parte dos novos planos do abecedário. Tudo, literalmente tudo, vai para o lixo. Tem sido assim, infelizmente.

O Estado trocou de posição com a família. Paternalisticamente transformou a escola – lugar de escolarizar – num restaurante, onde acontece não apenas o milagre da divisão dos pães. Ali, comprovadamente, tem acontecido, também, o milagre do enriquecimento de alguns. E o aprendizado entra na rota do saque.

Ora, quem “descobriu” que num país que adota o português como língua principal, o Latim era importante para o conhecimento da etimologia da palavra? E qual foi o gênio, que fez entender que, aquilo não significava nada, e mandou o Latim para a lata do lixo, com giz, quadro negro, livro de chamada e tudo?

Ora, num país atualmente desmoralizado como o Brasil, a OSPB é algo dispensável na formação de jovens que, inexplicavelmente, vivem caçando Pokémon nos espaços onde deveriam estar caçando algo edificante?

E aí nos impuseram as mudanças sem alternativas democráticas. Vieram os “novos”, querendo roubar os louros de Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e tantos outros que dedicaram o seu bater de olhos e pulsar do coração à escolarização brasileira.

Não devemos (nem vamos) esquecer que, nesse novo patamar de entendimento de escola e de escolarização; de educação e de família – a figura do Professor vive dividida. O Professor virou “tio” ou “tia” e perdeu o caminho do seu mister, da sua essência: ensinar.

E esqueceu também, que, quem “ensina” também “aprende” junto. Ou, ainda, que quem se dispõe a ensinar, precisa saber mais do que quem se dispõe a aprender.

A cantilena, que não ousamos discutir se carregada de razões ou não, tem como mote o item “condições de trabalho” e o reconhecimento pecuniário.

Parabéns ao Professor!


AS BORBOLETAS ESTÃO VOANDO

O meu livro na construção do mundo

Negro, pobre e coxinha. Li essas três referências a meu respeito – como estão fazendo atualmente os babacas, idiotas e descerebrados, quando alguém diverge deles. Democracia para eles é só o direito que “eles têm” – os direitos dos outros em discordar deles, não é democracia. É fascismo. É ser coxinha.

Negro, sim. Sou descendente de negros africanos e não de alemães arianos. Pobre, também. Sou filho de operários que sempre tiveram que trabalhar para pôr o pão e o feijão na mesa – e nunca vi trabalhador ficar rico, a não ser o Deus Lula, ungido por todos os santos, ainda que sem saber de nada. Nunca. Nunca sabe de nada e ainda diz que a falecida mulher é que era rica e bem assalariada. Os filhos, em apenas cinco anos, trabalharam mais e ficaram mais ricos que a família mantenedora do Grupo Votorantim. Coxinha, não. Apenas não compactuo com roubalheira nem tenho bandido de estimação para leva-lo a dividir a cama e os sonhos comigo.

Em abril passado cheguei a duras penas, e enfrentando muitos obstáculos, aos 74. Peço à Deus para pelo menos me permitir chegar aos 75, no próximo abril. A vida, reconheço e a louvo, me ensinou mais que as escolas formais.

Jornalista profissional aposentado, e Cronista calouro, concluí no final do mês passado o que pretendo ter sido o primeiro livro.

Na roça, onde vivi os melhores anos da minha vida, plantei várias árvores – todas frutíferas e sombrias. Na vida sou parte de cinco filhos gerados – 4 moças e um rapaz e dois casamentos. Divorciado do primeiro, de onde nasceram duas moças.

Finalmente chegou a hora e a vez de escrever um livro, depois de plantar árvores e fazer filhos. E aí, em primeira mão para o Jornal da Besta Fubana, a capa de um compêndio reunindo 100 crônicas, alguns poucos poemas e parte do dia-a-dia vivido desde 1987 em São Luís.

O material está na revisão final, e antes do final deste mês deverá ir para a editora/gráfica. Financeiramente não tenho recursos para custear, embora o valor não seja astronômico. A tiragem será de 1 milheiro – mas ainda não tenho data definida para lançamento. Um amigo está pretendendo (e prometendo) me ajudar na ousadia. Se tudo correr bem e se eu estiver com saúde, pretendo comparecer ao encontro “capoeiral” do JBF, aonde finalmente o Luiz Berto gasta um pouquinho do dinheiro arrecadado na publicidade desta gazeta escrota (quem me deu essa informação privilegiada foi Chuplicleide).

Acontecendo isso, pretendo levar alguns exemplares para a capital pernambucana.

DETALHES:

1 – O livro terá no máximo 160 páginas; a capa é uma foto de uma das laterais da Casa das Tulhas, encravada no Centro História de São Luís, e é um trabalho do meu sobrinho Leonardo Ramos, web/designer residente há anos no Rio de Janeiro. Algum interessado poderá entrar em contato pelo e-mail: leonardorramos@gmail.com

2 – A seguir, a crônica que deu título ao livro.

* * *

PINTANDO BORBOLETAS

Manhã de um dia comum, de mais uma semana de trabalho, com ares de domingo. Mas, domingo foi ontem, ou será amanhã? – mas pode ser hoje, em obediência à nossa intenção. Ou será que, uma coisa ou outra terá alguma importância?

Que diferença pode fazer ou que importância tem um domingo – se esse é um dos sete dias da semana?

O forte vento causava a impressão de querer nos trazer ou tanger para o outono, num redemoinho que nos fará passar, também, pelo verão. Mas, não há explicação plausível para tantas folhas ressequidas formando o tapete no qual pretendíamos trabalhar, pintando borboletas.

A beleza e a tranquilidade do lugar, que nos permite contar os iguanas passeando nos galhos ressequidos, momentaneamente parece nos transformar num Van Gogh escrevendo a Natureza com suas tintas e seus pincéis.

Pincéis à mão!

Tela preparada – e o vento continua aumentando em rodopios espalhando as folhas ressequidas, ora tecendo, ora destruindo um tapete para deuses invisíveis, abrindo espaços com mãos de fada.

Um poema, com versos metricamente perfeitos e rimas que não deixam margens para críticas.

A Natureza põe e retira o vento da forma que bem lhe convém. Na direção que quer. Levando e trazendo de volta o que ajuda compor a paisagem. O atelier.

A Natureza faz da vida um poema. E nos ensina a viver as estações do ano com suas cores vivas, e mutantes. Um arco-íris!

Cada mudança é mais um passo a caminho da perfeição. A Natureza é um poeta.

Às mãos, tela e pincéis.

Os olhos escrevem o poema, selecionando as cores do arco-íris e a tela ainda branca começa sugar a tinta, como se uma força estranha pintasse por nós. Cada traço um novo tom que vai formando uma imagem que o cérebro ainda não define.

Seria a “Natureza”?

A borboleta está no pano da tela ainda inconclusa. Falta terminar de pintar uma das asas, e o vento avisa que está voltando. Agora mais forte. Últimos retoques. Pronto. A borboleta está pintada. Quase perfeita.

O vento chega rodopiando as folhas secas, quase quebrando os galhos ainda nas árvores. Empurra para longe o cavalete com tela e tudo. Nos apressamos em desvirar a tela para garantir a secagem da tinta, e a ação nos surpreende e nos faz sentir a presença d´Ele.

A borboleta não está na tela. Voou!


TROCANDO AS BOLAS

A amizade comprometedora

Acordar na madrugada, sair de casa com dificuldades para treinar por duas e até três horas ininterruptas, é a rotina de alguns jovens que querem marcar seus lugares nas raias da Natação nos principais eventos oficiais pelo mundo.

Caminhar, pedalar, enfrentar dificuldades na sua própria terra e ser obrigado a abdicar do carinho e do convívio familiar para buscar condições materiais e estruturais para atingir seus sonhos de um dia subir ao lugar mais alto do pódio, é o que motiva o atleta que quer vencer competindo em alto nível na sua modalidade.

Eis que, de repente, assim como que num passe de mágica, esses percalços podem ficar no meio do caminho e a realização dos sonhos acabar por problemas que independem das suas vontades – incompetência, desonestidade de gestor ou malversação de um parco capital financeiro por parte dos que dirigem algumas entidades federacionistas.

O futebol, provavelmente por ser o esporte mais popular no Brasil, é rico em situações que alimentam estórias de favorecimento. Nos dias atuais, há quem diga que Corínthians e Flamengo são costumeiramente favorecidos pelos erros (estranhos – e por isso maledicentes) da arbitragem.

Nos anos 50 a CBF, então CBD, promovia o Campeonato Brasileiro de Seleções e as estórias apareciam de norte a sul. Lembro de um jogo final envolvendo os selecionados do Maranhão e do Ceará, em Fortaleza, depois de um empate acontecido em São Luís. A CBD escalou um Árbitro da FMF (Federação Metropolitana de Futebol), hoje FCF (Federação Carioca de Futebol).

A seleção cearense precisava vencer o jogo para eliminar a seleção maranhense – que tinha um time de causar inveja a muita gente. O que se soube em Fortaleza, foi que um dirigente da federação cearense comprou uma passagem e viajou para Recife, com o objetivo de encontrar o árbitro “carioca”. Em Recife, esse dirigente comprou uma passagem no trecho Recife-Belém e outra no trecho Belém-Rio de Janeiro, ambas no nome do árbitro escalado para o jogo em Fortaleza. O que se diz, é que, além das passagens o dirigente cearense levou também o pagamento correspondente à cota de arbitragem.

Além disso, o dirigente embarcou no mesmo voo do árbitro que se dirigia para Fortaleza e no trajeto o convenceu a “passar direito” para Belém, voltando depois ao Rio de Janeiro e justificando na súmula do jogo que o voo dera problema e não aterrissou na capital cearense.

A partir daí, a federação cearense se encarregou da “administração” do jogo e escalou um árbitro da própria entidade para apitar a partida. Resultado: os cearenses venceram os maranhenses e se classificaram.

O que sempre se sabe é que alguns jogadores não se envolvem muito com esses fatos. Como imaginar que jogadores que recebem salários milionários em defesa dos seus clubes, se prontifiquem a erros como esses? Não dá para acreditar que, na mais recente Copa do Mundo realizada no Brasil, jogadores da seleção brasileira ou da Alemanha tenham se envolvido com o placar dilatado de 7 a 1 para os alemães. E aí acaba sobrando para os dirigentes – que nunca conseguem “provar” que não se envolvem com tais fatos negativos.

Infelizmente fatos negativos tem acontecido com outras modalidades esportivas e proporcionado o afastamento de atletas que lutaram para construir suas vidas ilibadas que dignificam a conquista de lugares importantes nos pódios.

Não faz muito tempo, o Voleibol brasileiro, merecedor de conquistas as mais importantes em competições mundiais, medalhas olímpicas e outros louros, esteve envolvido com fatos negativos – que recaem sempre na bandeja dos dirigentes. Os atletas, sabe-se, estão isentos de quaisquer maledicências.

Da mesma forma, a Natação. Coaracy Nunes Filho esteve na alça de mira pouco tempo atrás, e ao que parece ainda não conseguiu limpar o nome e recuperar o prestígio de anos conquistados dirigindo no Brasil um dos esportes mais nobres – a Natação.

Esta semana, infelizmente, a pancada foi maior. A grande mídia está divulgando com ênfase um provável envolvimento do presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman com fatos que só denigrem uma das mais valiosas instituições esportivas do país.

“Carlos Arthur Nuzman nasceu no Rio de Janeiro, a 17 de março de 1942, é um advogado, atleta e político brasileiro. Ex-jogador de Vôlei. Nuzman presidiu a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Atualmente, preside o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Como jogador de Vôlei, Nuzman participou em parte da sequência de onze títulos seguidos do Botafogo no Campeonato Carioca de Voleibol, entre as décadas de 1960 de 1970. Muitos creditam o ótimo desempenho do Vôlei brasileiro na década de 1990 e começo do século XXI em grande parte ao trabalho de Nuzman como presidente da CBV.
Operação Lava Jato – Em 5 de setembro de 2017, uma nova operação da Lava Jato, batizada de “Unfair Play”, ocorreu na cidade do Rio de Janeiro. Nuzman é acusado de subornar jurados do Comitê Olímpico Internacional que iriam eleger a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016.

Agentes da polícia federal cumpriram mandatos de apreensão e busca na casa de Nuzman e da sede do COB. Pelo menos um dos jurados, o senegalês Papa Diack, é suspeito de receber o valor de US$ 2 milhões.

Em 5 de outubro, na fase Segundo Tempo da operação “Unfair Play”, Nuzman foi preso pela Polícia Federal. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Nuzman tentou regularizar 16 barras de ouro de 1kg cada, após a primeira fase da operação. Ainda de acordo com o MPF, nos últimos dez anos o patrimônio de Nuzman cresceu 457 por cento, sendo parte deste dinheiro em paraíso fiscal em ações de offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. O advogado Nélio Machado, que representa Nuzman, disse que a prisão “é uma medida dura e não é usual dentro do devido processo legal”. (Transcrito do Wikipédia)

Coaracy Nunes – ex-presidente da CBDA

“A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira o ex-presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, durante a operação Águas Claras, contra esquema de desvios de recursos públicos repassados ao órgão. Coaracy teve seu mandato encerrado no dia 9 de março, e desde então a entidade está sendo administrada provisoriamente pelo advogado Gustavo Licks.

Além de Coaracy, houve mais três mandados de prisão preventiva. Destes, dois foram presos: Sérgio Ribeiro Lins de Alvarenga (diretor financeiro) e Ricardo Cabral (coordenador do polo aquático). Ricardo de Moura, superintendente da CBDA, está foragido.

Além dos mandados de prisão preventiva, na operação outras quatro pessoas foram conduzidas coercitivamente em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. Outros 16 mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. Todas as medidas foram expedidas pela 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Os investigados responderão pelos crimes de peculato, associação criminosa e fraude a Lei de Licitações, sem prejuízo de outros crimes eventualmente apurados.

Denúncias de atletas e ex-atletas motivaram a operação que é parceria entre a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, com a participação da Controladoria-Geral da União. As investigações apuram o destino de cerca de R$ 40 milhões repassados à CBDA.

Apesar de se tratar de entidade privada, uma confederação desportiva recebe recursos públicos federais por meio de convênios com o Ministério do Esporte, de recursos provenientes da Lei de Incentivo ao Esporte, da Lei Agnelo/Piva. No caso investigado, também recebe patrocínio dos Correios – que também é uma empresa pública. Assim, a entidade está submetida à Lei de Licitações e seus agentes são considerados funcionários públicos para efeitos penais, conforme o Código Penal (artigo 327).

Coaracy Nunes Filho nasceu em 26 de abril de 1938. Ele foi eleito presidente da CBDA em 1988, tendo sido reeleito sucessivamente até 2013, quando conseguiu entrar em seu sétimo mandato, que acabaria em 2017. Ele chegou a anunciar naquela ocasião que seria seu último. A confederação comanda cinco modalidades aquáticas: natação, polo aquático, saltos ornamentais, nado sincronizado e maratona aquática.

Desde que Coaracy assumiu o comando da CBDA, foram conquistadas 11 medalhas olímpicas: duas pratas em Barcelona 1992 com Gustavo Borges; duas de bronze em Atlanta 1996 com Gustavo Borges e Fernando Scherer; uma de bronze no revezamento 4 x 100 em Sidney 2000; e uma de ouro e uma de bronze com César Cielo em Pequim 2008; um bronze e uma prata, com Cielo e Thiago Pereira, respectivamente, em Londres 2012. Poliana Okimoto foi bronze na maratona aquática.

Além de Carlos Arthur Nuzman, Brasil tem outros cartolas na mira da Justiça – José Maria Marin, presidente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL) está em prisão domiciliar em Nova York

São Paulo, SP, 06 – Com a ida de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador dos Jogos do Rio-2016, para a cadeia, os dois dirigentes dos principais eventos esportivos de nível mundial realizados no Brasil recentemente estão presos. José Maria Marin, presidente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL) está em prisão domiciliar em Nova York, nos Estados Unidos.

O atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e um dos anteriores, Ricardo Teixeira, estão em liberdade, mas ambos também foram indiciados nos Estados Unidos por envolvimento nos mesmos crimes de José Maria Marin. Como o Brasil não extradita os seus cidadãos, não serão julgados.

LISTA PODE AUMENTAR – Dirigentes de outros esportes também estão às voltas com a Justiça. O ex-presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Coaracy Nunes, passou 82 dias na prisão este ano acusado de desvio de dinheiro. Outros três ex-dirigentes da entidade também foram presos.

Além disso, confederações como a de Taekwondo e Handebol tiveram problemas com seus cartolas. No Taekwondo, o presidente Carlos Fernandes foi afastado do cargo – ele é acusado de desvios. A de Handebol sofreu intervenção após a eleição ter sido impugnada pela Justiça.” (Transcrito do Wikipédia)


NA ORQUESTRA TODOS SÃO REGENTES

Casal de “galo de campina” – macho à esquerda

Volto (de novo) ao sertão. Ao meu sertão. Ao local onde nasci, em 1943. Já se vão aí 74 anos e as lembranças – todas boas – me levam de volta às pequenas matas das Queimadas. Tudo lembranças. Lembranças do cassacos, das raposas, das mutucas ferroando as pernas dos que usavam calças-curtas e aos pios das corujas no firmar da noite de céus estrelados.

De noite, o cântico repetitivo da cigarra e os voos rasantes dos morcegos na caça aos pirilampos. Tudo junto, embeleza cada vez mais a noite – basta armar uma rede na latada ou no alpendre e ficar escutando e contando estórias de trancoso.

O galo canta, a cabra berra e chocalho anuncia que há movimento. A claridade força os olhares para os céus avermelhados, mostrando que o sol está chegando para reinar, de novo, por mais 12 ou 13 horas.

E o movimento cresce. As pessoas se prepararam para mais um dia de trabalho, na roça ou próximo dela – mas tudo e qualquer coisa terá ligação com a agricultura familiar ou cooperativada.

Dez da manhã. Meninos com baladeiras e bornais a tiracolo saem à espreita da caça. Apenas caça pequena: pássaros, teiús, camaleão, cassacos e as armações das muitas arapucas para pegar sabiás com iscas de melão São Caetano. Elas gostam. Elas caem na arapuca e entram numa gaiola ou são atravessadas pelos espetos e levadas ao fogo.

Mas o diferente é o que chama atenção. Um, dois, três e às vezes até mais galos de campina cantando na formação de uma orquestra inimitável. O macho, com um cantar mavioso; e a fêmea, com um cantar convidativo para o fogo da cópula.

Galo da campina cantando:

Fêmea de Galo de Campina Chamando (Clique aqui para ouvir)

O Galo de Campina é um pássaro silvestre de características brasileiras. Cântico totalmente selvagem. É uma ave arisca que dificilmente se permite capturar. Quem o tem preso em gaiolas, na maioria das vezes, capturou filhote, ainda no ninho e sem ter começado a voar.

É uma das poucas aves brasileiras que tem a fêmea também cantando. É um cântico sedutor, chamativo para a cópula da reprodução.

* * *

Teiú ou tejo – a caça como alimento

Teiú: dificuldade de reprodução

A seca nordestina é algo avassalador. A seca não é apenas a ausência das chuvas para a lavoura que produz alimentos – batata, milho, feijão, arroz, mandioca. A seca nordestina é também a ausência de tudo.

Pequenos animais que acabam se transformando em caças e de uma forma ou de outra acabam indo para as mesas como alimento de muitas famílias.

Tatus, iguanas, teiús, rolinhas, cassacos (mucuras), porco do mato, jacarés e uma infinidade de animais silvestres, alguns em direção à extinção – o teiú (também conhecido como “tejo” no interior do Ceará) é de difícil reprodução. O predador natural gosta de comer os filhotes.

Solto, o teiú não é um lagarto fácil de ser apanhado – o caçador precisa estar acompanhando de um bom cachorro, que é a única forma de pegá-lo.

OBS.: O homem do interior não pega caça por maldade para comer. Pega por extrema necessidade alimentar.


REBOLANDO NO MATO UM PENICO DE BOSTA

Penico velho de ágata – ou “urinó” para alguns matutos

Muito melhor que coçar frieira na beirada da rede, é cagar no mato. Cagar no mato quando se está com vontade de fazer isso, é uma coisa maravilhosa – melhor, ainda, se for trepado numa árvore, com porcos e galinhas incomodado. Vira cena hilária.

Limpar o fiofó com folha de marmeleiro, sabugo, palha de milho ou algo que tenha à mão. Essa é a chamada “barrigada” no dizer de quem quer jogar alguma coisa fora.

Por anos seguidos o “jogar barro fora” no interior era feito num buraco cavado no quintal, com apoio de paus e varas para o cagão se equilibrar; e coberto com palhas para os animais (galinhas, patos, catraios e porcos) não caírem na merda – o que obrigaria diariamente a alguém ter que descer para recuperar o animal ou deixa-lo morrer na bosta.

Mas esse era o cagador para pessoas jovens e até a meia idade. Idosos e crianças tinham sempre algo diferente à disposição. Era o penico. Penico de barro ou de ágata, colocado à disposição na camarinha.

Sempre que o dia amanhecia, alguém tinha a responsabilidade de “rebolar no mato o penico de mijo ou de bosta”. Aproveitava para lavar o dito cujo e colocá-lo na ponta de uma das varas da cerca. Perto de uma terrina com água, ficava também uma vassourinha, exclusivamente para ajudar na assepsia do penico.

Era hábito corrente em algumas casas do interior, cavar o buraco da bosta com até 6 metros de profundidade. Como se fora uma cacimba. Também era hábito, cobrir o buraco com paus, varas e palhas. A exposição ao sol e às chuvas por longo tempo, acabava por apodrecer os paus, as varas e as palhas.

Certo dia meu Avô resolveu tomar umas calibrinas e foi além da conta e do tempo. Era um domingo e o jumento Jombrega foi quem o trouxe para casa. O jumento voltou muito mais por que estava com fome, e claro, por que fazia aquele mesmo trajeto todos os dias.

Quando Vovô chegou em casa, nem teve tempo de tirar a cela, a cangalha e os cambitos do Jombrega. Foi direto para o buraco, jogar o barro fora. O pau de apoio estava podre e quebrou e Vovô caiu no buraco da bosta. Passou a noite ali. Na merda. Vovó não tinha como ajuda-lo a subir. Foi zoação por anos e anos.

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Casa do pau encarnado

Flamboyant – o pau encarnado

Com certeza muitos já ouviram falar em Jessier Quirino, Rogaciano Leite, Zé Limeira, Ariano Suassuna, Orlando Silveira, Dalinha Catunda e essa “cabraiada” famosa que “veve e alegra” o nosso sertão. E antes que alguém tente me corrigir, “veve” e não “vive”, é cuma se fala nesse sertão de meu Deus.

Patativa do Assaré ficou famoso, por que o Assaré é alto sertão cearense e fica bem pertim de Orós, lugarzinho fei, onde nasceu Raimundim Fagner, o cabra que se treme todim quando canta. Arre égua! Parece que quando canta adoece de “cesão”, uma doença que dá lá para as nossas bandas – o cabra se treme todim!

Pois, muito embora não tenha nascido no Ceará, quem também acabou ficando famoso, foi “Seu Lunga” – e ficou famoso só por causa das respostas atravessadas que dava para as perguntas idiotas.

Agora vosmecê pega uma máquina de somar (a geração de hoje não faz “conta de cabeça”) e junta Rogaciano, Jessier, Luiz Berto, Dalinha, Ariano, Zé Limeira e Fred Monteiro que não vai dar alguém do topete de Nhonhoca – a mulher mais grossa e mal educada que já apareceu nim riba dessa terra.

A bicha era grossa, siô. Mas era tão grossa que começava pelos beiços e se acabava no osso do calcanhar. Era grossa da cabeça inté os pés. Arre égua! Era mais grossa do que calçada de amolar faca.

Eis que certa noite Nhonhoca estava deitada numa espreguiçadeira colocada de frente para a porteira de casa, quando, “lá fora” alguém que passava, parou e perguntou:

– Ei, dona Nhonhoca, sabe me informar aonde mora Germanim de Dora?

– Sei! Ele mora lá na casa do pau encarnado!

OBS: “Casa do pau encarnado” nada mais era que uma casa na beirada da estrada, onde reinava florido um flamboyant – mas que servia de referência nas primaveras.


E TENHAM TODOS UMA BOA VIAGEM!

Antigo avião da Varig se preparando para levantar voo

Neste Brasil desgovernado, quem leva tudo tão a sério, acaba sofrendo de hipertensão – e um dia um infarto o leva pelo caminho da volta eterna.

Como levar a sério um País onde, dizem, Lula está encabeçando todas as pesquisas de opinião para a próxima eleição presidencial, mesmo sendo quem é, mesmo tendo feito o que fez – e até já deveria estar engaiolado, pois o seu estágio de soltura é uma ofensa aos brasileiros de bem, pagadores de impostos e de boa índole. Mas esse é outro assunto e se falar nele estarei jogando “eme” no ventilador. Fica para outra hora.

O bom é viajar. E viajar é algo bom tão antigo e acho até que foi Judas quem inventou, ao colocar à disposição dos capitalistas os primeiros veículos dos antigos meios de transporte.

Viajar sempre, qualquer que seja o meio de transporte. Viajar para ver e desfrutar de belas paisagens e de bons serviços nos hotéis e nos restaurantes. Viajar para fazer mais e novos amigos – embora exista quem goste mesmo de viajar até para curtir o deserto de Atacama.

E nesse começo de viagem fui logo lembrar das companhias de avião que já tivemos à nossa disposição – levadas à falência pela incompetência administrativa e o plantio das sementes com os frutos que hoje convivemos (a corrupção que, como uma lagarta, devora o País).

Viajar pela VARIG era algo bom, prazeroso (o que às vezes estragava a viagem eram as rotas aéreas, as distâncias entre uma aterrisagem e a decolagem e as inevitáveis turbulências – a travessia do oceano Atlântico, por exemplo ou o trecho entre Salvador e Recife) que transformava o percurso numa boa aventura.

A VARIG, Viação Aérea Rio-Grandense foi fundada em 1927 em Porto Alegre por Otto Ernst Meyer. Chegou a fazer parte da fila entre as maiores companhias aéreas do mundo nos anos 50 e 70.

Você nunca voou Varig? Você nunca voou num DC-10 nem num Boeing 747?

Quando começou a enfrentar problemas internos, a Varig foi aos poucos perdendo qualidade e acabou sendo cedida à GOL. Teve falência decretada no dia 20 de agosto de 2010.

VARIG – A maneira mais alegre de voar!

Varig, Varig, Varig!

Aeronave da Transbrasil

Também era prazeroso voar Transbrasil, cortando os céus deste Brasil de norte a sul. Conheci pessoas que gostavam de viajar pela Transbrasil – no mesmo percurso que fariam por outra companhia – apenas para “roubar” o cachecol que servia de encosto nos bancos da aeronave.

A Transbrasil foi fundada a 5 de janeiro de 1955 com o nome de Sadia S. A. – Transportes Aéreos. Parou de voar no ano de 200’ e teve a falência decretada em 2002. Tinha sede administrativa em Brasília/DF.

Fundada por Omar Fontana, quando esse apenas pretendia agilizar melhor o transporte da carne de Santa Catarina para o maior centro consumidor do País, São Paulo. Fez isso e aproveitou para transportar também passageiros, usando inicialmente o DC-3. Passou a executar também a rota para o nordeste, depois que adquiriu a Transportes Aéreos Salvador, em 1961.

O caminhão Pau-de-Arara “operando” nas rodovias brasileiras

Mas, nem tente olvidar ou desclassificar a qualidade da viagem num “Pau-de-Arara” – meio de transporte secular que ainda hoje, apesar dos metrôs, dos aviões modernos e dos trens-balas, ainda existe e até continua sendo o preferido dos passageiros.

É mais barato – e em alguns casos a viagem não será por conta de rota ou opção. Muitas vezes, também, é por ser o único meio de transporte existente nas muitas localidades. É um sofrimento total – e se sofre muito mais quando se tem a certeza de que aquele é o único transporte disponível.

Por que você acha que aquele castigo aplicado pelos torturadores recebe o apelido de “Pau-de-Arara”? Com certeza, não é por ser algo que dê algum tipo de prazer.

Jumento – é bom viajar ao ar livre

É verdade que muitos não viajam de avião, por medo. Quem tem “c” tem medo. Enfrentar uma turbulência aérea em pleno voo, pode até não matar, mas pode levar alguém a sujar a roupa e o assento.

É verdade que o “Pau-de-Arara” não oferece nenhum conforto. Você pode ficar todo “quebrado” ao fim de uma viagem de poucas horas para alcançar um objetivo – e você só recorre a esse tipo de transporte por necessidade extrema.

Agora, você pode enfrentar sol quente, poeira, desconforto e outros itens – mas viajar léguas montado num jumento não é pior que o sacolejo do “Pau-de-Arara” ou a turbulência aérea no trecho Salvador-Recife. Além disso, no jumentinho, você pode parar tantas vezes deseje para mijar, para beber água, para alimentar o bichinho e até para tomar umas calibrinas. E se o jumentinho conhecer a “rota”, você nem precisa ficar sofrendo ao lembrar das belas pernas das Comissárias de bordo.


O PLANTIO E A COLHEITA

A imensidão embranquecida do campo, iniciado em mim até aonde a vista alcançava, anunciava a chegada da colheita do algodão – naqueles tempos, o nosso ouro branco. Dezenas de homens e mulheres catando ali e catando acolá, e o aumento do tamanho dos depósitos para a pesagem em arrobas. Era a alegria da boa colheita do algodão. Uma resposta ao bom plantio.

Debulhar para tirar a semente a ser usada no fabrico do óleo para uso alimentício e/ou medicinal, enquanto os favos caminhavam para as salas dos teares improvisados de uma tecelagem. Dali, tudo saía para a venda – e a transformação no pagamento dos trabalhadores.

Alqueires e mais alqueires plantados e colhidos. A beleza, a riqueza e a dignidade transformadas a partir do trabalho e da confiança na Terra. E qualquer um de nós só vai colher o que plantar – inclusive os bons frutos, doces e amargos.

O tempo passava e ainda demorava a preparação para um novo plantio. O algodão virava tecido na indústria têxtil – hoje trocada por nem sei o que. Roupa de algodão. Lençol de algodão, toalha de algodão. Algodão de algodão – tudo a partir de uma semente. De algodão!

O tecido de algodão, usado e envelhecido virava boneca. Boneca de algodão. Boneca de trapos. Boneca alimentando a ingenuidade e a pureza das meninas – que, nesse tempo, estavam a milhares de anos luz de pretenderem fazer uso da “cura gay”.

Bonecas de trapos

* * *

O sal da lua e o vento molhado

O texto a seguir não é um desabafo. É um convite à reflexão dos nossos atos terrenos, incluindo neles o apoio (até mesmo de forma velada ou omissa) que temos dado ao que contraria a Natureza de Deus.

Agora mesmo me veio à lembrança um amontoado de corpos humanos boiando ou sendo devorados por aves no rio Ganges. Aquilo é uma forma de “Fé”, de cultura milenar por acreditar numa certa purificação. É a religiosidade aflorada.

No Brasil, o corpo desfalecido definitivamente, tem que ter um destino, sendo sepultado ou cremado – e nesses acaso, surge a determinante da Lei. A fé muda de patamar e tem seu valor diminuído.

Mas, antes de desfalecer, antes do óbito – o moribundo e os familiares desse se valem e recorrem à Deus, fazendo aflorar uma Fé momentânea e passageira porque não é verdadeira.

O brasileiro se habituou rápido a fazer promessas e orações mil, sempre para rogar e pedir. Mas as esquece para agradecer o que porventura tenha conseguido.

Se você crê em Deus nas horas difíceis, por que “o desobedece” nas horas do prazer carnal?

Mateus 19:4-6 – Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem (ARC).”

O símbolo deliberado do desprazer e da desobediência divina

Se você não crê na existência divina, por que recorre à Deus nas dificuldades?

Você acreditaria se eu ou outra pessoa qualquer dissesse que existe sal na lua?

E se eu dissesse que o vento é molhado?

Sei. Você não me conhece, não sabe se eu fui à lua e tampouco sabe se me molhei no vento.

E por que você acredita em Einstein e na sua teoria da relatividade? Você conviveu com Einstein ou o ajudou nos estudos da descoberta dele?

Quer dizer, para acreditar em Einstein, seus valores são uns e são reais. Para acreditar em Deus, você só acredita quando precisa que algo bom (vindo dele) aconteça!

Agora, se você não gosta da sua mão com cinco dedos, faça como o Lula, corte um. Com certeza o dedo cortado vai, um dia, te fazer falta. Mas, se você sente que sua mão com cinco dedos, não é suficiente para as suas necessidades. Você pode ser considerado normal se tentar implantar mais dois em cada uma das mãos?

Além disso, você se sente incomodado com o seu pênis, com o tamanho dele ou com o fato dele estar voltado e pendurado para a frente, e ao mesmo tempo não se sente bem como ânus voltado para trás. Você quer mudar a posição dos dois órgãos. Você se acha uma pessoal normal? Saudável e vai fazer isso apenas por que o corpo é seu?

Além do mais, você vai querer convencer a todos que homossexualismo é uma “opção sexual” e não uma “doença moral” que te dá prazer pelo masoquismo?

Mas, para você que defende o homossexualismo ou o livre arbítrio do corpo, a “depressão” é uma doença!


A PRÓSTATA E AS COISAS BOAS QUE ELA PROPORCIONA

Para muitos tem sido difícil conviver com as mudanças que atravessamos no nosso dia-a-dia, que chegam nos atropelando como um antigo caminhão “fenemê”. Precisamos aprender a conviver com essas “novidades”, ainda que não as aceitemos. Vida que segue.
Hoje, um dos grandes problemas do país é a saúde pública – fomentaram as privatizações com o acesso dos “planos de saúde” e esses, além de não darem conta do recado, dificultam a vida de muita gente.

O Governo tem consciência que os planos de saúde não atendem nem aceitam conversar com a possibilidade do atendimento de alguém com mais de 60 anos. Mas, nem esse “Governo” se preocupa em, por conta disso, se responsabilizar pelo atendimento dessa faixa etária – que acaba sendo a que necessita mais de atendimentos.

A corrida para outras alternativas e outras possibilidades de cura (ainda que de forma paliativa) de alguns problemas, tem sido grande. Não falo por mim. Até onde sei, fiz uma revascularização coronariana e estou às mil maravilhas.

Ainda assim, me interesso por informações sobre saúde e as variáveis terapêuticas. Ontem pesquei num “blog” (Blog da Jacinta Gama) essa matéria, que agora repasso aos leitores deste JBF.

Cuide-se, pois a próstata é um dos caminhos para vivermos bem conosco e com as nossas parceiras.

Jaramataia ajuda curar as pessoas com doenças na próstata:

Jaramataia

Dois exemplos que a planta tem poder de cura são as histórias dessas duas pessoas que moram no município de Apodi no RN, primeiro a luta do o sr. Assis Morais, agricultor residente do Sitio Rio Novo sentia dores na barriga e tinha dificuldade de urinar, após fazer exames médicos constatou que a próstata estava alterada, o médico o alertou para ele se preparar para fazer a cirurgia.

Seu Assis é evangélico, e fez um pedido em oração para não passar por cirurgia alguma, o mesmo disse que durante a oração recebeu uma mensagem que em poucos dias ele ia receber a solução, foi daí então que sua filha uma ouvinte do programa de rádio “Noticias de hoje” com Wilson Oliveira, ouviu a notícia que o chá das folhas da jaramataia servia para evitar e combater doenças na próstata. Daí então ela resolveu ligar para pedir as folhas para seu pai, o senhor Assis, imediatamente o radialista preocupado com a situação decidiu mandar no mesmo dia 02(dois) litros do chá já pronto e várias sacolas contendo as folhas.

O tratamento teve início no dia 28 de fevereiro, desse dia em diante ele toma diariamente o chá nas medidas de 40 folhas em 02(dois) litros de agua 03(três) vezes ao dia, hoje dia 29 de março 31 dias depois o senhor Assis já se sente muito melhor e comemora os ótimos resultados, “Já consigo urinar normalmente várias vezes ao dia e as dores abaixo da barriga estão se acabando’’ disse Assis feliz da vida.

O segundo caso é do sr. Francisco Ailton Marinho, de 57 anos de idade, também após feito o exame da próstata foi constatado que ele tinha princípios irregulares quando ainda estava em São Paulo. Quando ele chegou em Apodi ficou sabendo, através do programa de Wilson Oliveira e começou a tomar o chá da Jaramataia, hoje com dois meses que toma o chá e refez o exame na CITOLAB e não foi constatado nenhum problema no seu exame. Segundo ele não houve nenhum remédio, a única coisa que ele tomou foi o chá da Jaramataia.

A luta continua no combate as doenças de próstata, nódulos nos seios, depressão, dores de cabeça e de coluna, cicatrização pós operatório, labirintite e prisão de ventre, pressão alta, aftas, pedra nos rins e ressaca, vamos continuar colhendo, embalando e distribuindo, para quem quiser é só ligar 84- 9156 3020 ou 9820 9649 ou mandar um e- mail para wocampanhas@gmail.com que enviaremos para qualquer local do mundo. Via: Blog do Josenias Freitas

Postado por Jacinta Gama às segunda-feira, março 30, 2015.

Nome comum: Jaramataia
Nome científico: Vitex gardneriana
Família: Lamiaceae

Conteúdo da embalagem: 100g do conteúdo vegetal, incluindo folhas e pequenas pontas de ramos.

Planta que previne, controla ou combate diretamente várias doenças (recém descoberta).

INDICAÇÕES

Labirintite; Hipertensão arterial (pressão alta); Próstata; Nódulos nas mamas; Dor de cabeça; Cicatrização operatória; Dores na coluna; Prisão de ventre; Mioma uterino; Bursite; Cálculo renal.

Outras doenças, disponíveis em consultas na web.

PREPARAÇÃO DO CHÁ – Ferva 2 litros de água limpa, adicione 1 colher de sopa da erva, espere esfriar, coe e coloque em um recipiente (jarra, garrafa) para conservar na geladeira.

CONSUMO – Tomar um copo(200ml) do chá ao acordar pela manhã, e outro ao anoitecer, repetir o tratamento até a melhoria do quadro.

CONTRAINDICAÇÕES – Não há contraindicações da erva Vitex gardneriana em nenhuma literatura, evitar o consumo em período de gravidez.


O LEITE MILAGROSO

Leite de janaúba acrescido de casca de aroeira e casca de jatobá

Não sou médico (quase seria – mas os anos de chumbo não permitiram). Sou apenas um Jornalista, hoje aposentado, e colaborando com essa figura magnífica, Luiz Berto. Mesmo uma mosca azul me contando que ele não paga nem Chupicleide, pois perde todo o dinheiro arrecadado na publicidade do JBF, jogando na roleta do Cu-Trancado, em Palmares.

No dia 2 de setembro de 2012, afirmando o nome da coluna ENXUGANDOGELO, que assino com duas edições semanais, publiquei a título de colaboração e informação das coisas e dificuldades enfrentadas no sertão onde nasci e cresci nos anos 40, uma matéria com o título: O MILAGROSO LEITE DE JANAÚBA. (Clique aqui para ler )

Já se passaram mais de cinco anos e ainda hoje essa postagem rende comentários (296 até hoje). Agradáveis comentários e alguns até surpresos.

O Maranhão é um Estado da região pré-amazônica. Uma rica flora e uma ainda desconhecida fauna. Rios perenes e piscosos – uma terra apropriada e rica em elementos estudados pela Fitoterapia, contando inclusive com a renomada e bem sucedida pesquisadora internacional, Professora Therezinha Rêgo, com inúmeras obras literárias publicadas sobre o assunto e usadas até como base para teses de mestrados e doutorados.
Conheci a “janaúba” e tive conhecimento do sucesso curativo em algumas pessoas acometidas de doenças graves. Da mesma forma, também conheci pessoas que resolveram fazer uso do leite da janaúba, e não obtiveram sucesso, porque recorreram tardiamente ao medicamento – a doença já estava em metástase. Uma pena.

Volto ao assunto, hoje, para fazer um pedido: seria muito bom que pessoas que fizeram uso do milagroso leite da janaúba, viessem aqui como vieram da primeira vez, para dizer como se encontram e se houve alguma melhora – serviria de exemplo e orientação para outros que necessitem fazer uso do mesmo caminho.

Janaúba (a árvore) em época de floração

O mundo de hoje é diferente do mundo de 50 anos atrás. A terra não estava contaminada e podíamos acreditar em quase tudo que a Natureza nos oferecesse.

Alguém deve lembrar de uma brincadeira que acontecia alguns anos atrás: quando estávamos descascando uma tangerina (mexerica ou qualquer outro nome que tenha), espremíamos a casca no olho de alguém. Ardia, doía – mas sabíamos que aquilo ia além de um colírio.

Nos dias atuais, pessoas gostam muito de comer pimenta. Pimenta malagueta, dizem, é a mais saudável e colabora positivamente na circulação do sangue. Mas, da forma que a ganância está assentada na moral de cada um de nós, será que dá para acreditar que não está sendo utilizada uma grande quantidade de agrotóxicos nessas coisas que nos servem e oferecem nas feiras e mercados?

Leite de janaúba in natura vendido nos mercados livres

Assim, antes de fazer uso do leite da janaúba, procure se certificar da procedência. Não convém adquirir esse produto de pessoa na qual não se confie.

Aqueles que resolverem fazer uso do leite da janaúba, não podem nem devem deixar de consultar os médicos especialistas nos tratamentos alopáticos das suas enfermidades.

“Janaúba – A Janaúba é uma planta medicinal da família Appcynacea, seu nome científico é Himathantus drasticus. É uma planta nativa do Brasil e pode ser encontrada especificamente no estado da Bahia. Ela é conhecida pelos nomes populares de janaguba, tiborna, jasmim-manga, pau santo e raivosa. Suas folhas são da cor verde e elas têm como características serem largas. Suas propriedades medicinais ajudam a curar furúnculos e possui ações cicatrizantes.

Essa erva medicinal estimula o sistema digestivo, é anti-inflamatória, analgésica, vermífuga, e estimula o sistema imunológico e digestivo.

A janaúba é uma planta que tem como principal benefício combater os germes, por isso ela é uma aliada poderosa contra os furúnculos, vermes intestinais e herpes. Também ajuda no combate a úlcera gástrica, gastrite e luxações. Apesar de não estar cientificamente comprovado, há boatos de que essa planta serve para o tratamento de AIDS e câncer de pulmão. (Plantas medicinais).”


CASTIGO É ALGO “DIDÁTICO”?

Espora – o antigo castigo para as montarias

Pelos idos anos de 40 e 50, embora ninguém fosse obrigado a “aprender” o que era ensinado nas escolas públicas e particulares, a palmatória impunha algum tipo de medo. Concebia-se que, todos se esforçavam para aprender e para ficar livre das consequências da palmatória. Embora nunca se tenha tido conhecimento, havia também algo parecido nos colégios dirigidos pelas freiras e pelos frades capuchinhos.

Aos poucos a palmatória foi sumindo, até desaparecer definitivamente. Mas, não esqueçamos, havia outro tipo de punição – agora, muito mais às indisciplinas ou maus comportamentos individuais dos alunos. Tipo ficar na sala nos horários dos recreios, ou ficar alguns minutos “de castigo” após o término das aulas.

Não era pelo castigo ou pela palmatória que o aluno “de antigamente” aprendia mais que o atual. O item e resposta mais forte é: os professores eram exageradamente melhores.

Castigo não é algo bom. Nenhum tipo de castigo.

E aí faço uma pergunta: por que o uso da espora ou do chicote para garantir o serviço mais rápido dos animais?

O “laçador” – habilidade e vivência na fazenda

Santos, Paranaguá, Rio de Janeiro, Fortaleza e São Luís são algumas das cidades brasileiras que operam com carga e descarga de navios. Desses, São Luís é o que tem mais complicadores – pelo calado profundo, pela correnteza marítima e principalmente pelos obstáculos naturais.

Nesses portos brasileiros a figura mais importante para a atracação, é o “Prático”. É ele e só ele quem conduz o navio até o desembarque de cargas e/ou passageiros. O prático é também quem ganha os melhores salários nessa atividade.

Mas, ao contrário do “Prático”, na fazenda e no trato com o rebanho, o Vaqueiro encarregado de laçar bois e vacas – para qualquer que seja a tarefa seguinte – não é o que recebe melhor salário. Acaba sendo o Capataz.

O laçador passa a ser apenas um empregado que realiza um trabalho diferenciado – que pode ser feito por qualquer outro, desde que desenvolva prática apurada.


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