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SOU SEM GRUPO

Eu acho muito engraçado
Bem irônico esse papel
Vejo gente no cordel
Sem entender do riscado
Mandando ficar calado
Quem expõe seu pensamento
Falando deste momento
Que assola toda nação
Tolher não é solução
É só falta de argumento.

Quem de paraquedas cai
Numa instituição
Ser a dona da razão
É coisa que não atrai
Quem direito subtrai
Negando a democracia
Somente atrai rebeldia
Nesse grupo entro não
Essa é minha opinião
Muito obrigado e bom dia

Foto da colunista


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O MENSAGEIRO DO NORDESTINO

1
A musa peço licença,
A Deus pai inspiração,
Recorro também a nossa
Senhora da Conceição,
Para passar com meu verso
Adentrar nesse universo
Onde reinou Gonzagão.

2
Luiz Gonzaga nasceu
Dia de Santa Luzia.
Lá no céu uma estrela
Brilhou quando o rei nascia.
Ele viveu seu reinado
Como ser iluminado
Mensageiro da alegria.

3
Foi o velho Januário
Que seu nome escolheu.
Em homenagem a Santa
Esse nome recebeu.
O filho de Ana Batista
Brilhou muito como artista,
E chegou ao apogeu.

4
Pela sua trajetória
Luiz hoje é lendário.
A história do forró
Escreveu em seu fadário.
Amava seu pé-de-serra,
E a sua querida terra,
Chamava de relicário.

5
Com triângulo e Zabumba,
Sua voz virou rotina.
Viajou pelo Brasil,
Com a sua concertina.
Propagou xote e xaxado,
Andando pra todo lado,
Com a verve nordestina.

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SEM RÁDIO E SEM NOTÍCIA DAS TERRAS CIVILIZADAS

Enquanto pegava fogo
Esse nosso cabaré
Terra de muito Batista
E de pouca Salomé
Eu estava no sertão
Comendo milho e baião
E tirando ata do pé.

Não vi a tal da suruba
Na delação da propina
Eu curtia a invernada
Como boa nordestina
O Brasil com sua cruz
E eu comendo cuscuz
Sem chorar a minha sina.

Era cantiga de grilo
Era sapo a coaxar
De dia tapa em mutuca
De noite vou lhe contar
Era tapa em muriçoca
No alpendre só fofoca
E café para tomar.

Porém agora voltei
Para a civilização
Morada da putaria
Reino da esculhambação
Aonde é cega a justiça
E tudo cheira a carniça
Brasil em putrefação.


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CHAPA PODRE

Não poderia prestar
Quem com Dilma se aliou,
Pois em merda se atolou
E não é de admirar
Só faltava incorporar
Elementos da facção
Mas com tanta delação
E vendo as mais recentes
Já temos dois presidentes
Candidatos à prisão.


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MÃE SER ESPECIAL

Imaginem como sofre
Aquela mãe passarinho
Que incentiva seu filho
A largar o próprio ninho
Ajudando a criar asas
Para seguir seu caminho.

Na hora que o filho voa,
Pra alívio do coração,
Apossa-se de um rosário,
Vai debulhando oração
Pedindo em cada conta
Que Deus lhe dê proteção.

A mãe é igual a fera
Que acode o filho querido.
É bem capaz de matar
Pro filho não ser ferido.
E vive lambendo a cria
Que se sente protegido

Dá limite é obrigação,
De toda mãe consciente.
Porém nem sempre é assim,
Que o filho podado sente.
Mas pecar pelo excesso,
É coisa de mãe presente

Não é sempre que se acerta
A receita ou a mão
Para aplicar com destreza
A eficaz correção,
E se temos que pecar,
Não seja por omissão.

Existem mães que não têm,
Dos filhos a compreensão.
Ao vê-los bem sucedidos.
Sossegam o coração,
Pois sabem que com certeza
Cumpriram sua missão.

Mãe, mulher especial.
Essa é minha tradução.
Muitas vezes é severa,
Noutras é só coração,
Muitas vezes aclamadas
Noutras renegadas são.


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SINA DE MARIA IV

Jamais chore a minha sorte
Se você não me poupou
Se a mim não foi fiel
Se com outra me enganou
Se no decorrer da vida
Deixou minha alma ferida
O que me martirizou.

Não exija um respeito
Que nunca teve por mim
A vida tem vídeo-taipe
Modernidade é assim
Reveja nosso passado
Pois ele não está lacrado
Nele ninguém dará fim.

Não bata no peito e diga
Que chegou a me amar
Não soube me proteger
Não soube me resguardar
Eu cumpri o meu papel
Porém você foi cruel
Não defendeu nosso lar.

Não seja tão teatral
Nem chore no meu caixão
Eu já conheço de cor
O ator e a atuação
Já vivi tão desolada
Deixe- me ir sossegada
Tenha por mim compaixão.


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O PAI DA TRANSPOSIÇÃO

Escorre com seu lamento
O Chico tão disputado.
Que teve em seu traçado:
Falsificado orçamento,
O superfaturamento,
Fraude na indenização,
Que saiba a população
Lembrar não é proibido:
É pai em todo sentido
O pai da transposição.


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SIMPLESMENTE OUTONO

Foto da colunista

Um resto de sol se esconde
Na tarde que já findou.
A brisa ronda meu corpo
Seu bafejo me inspirou.
Morre o dia e vem a noite
Neste outono que chegou.

A zanga do sol se abranda
E a vida muda de cor.
Sou árvore perdendo folhas
Mas sinto novo sabor.
Pra cada folha caída,
Nova folha irei repor.

Outono hora de mudança,
Tempo de transformação.
Momento de se aprender
A cantar nova canção.
Onde os acordes emanem
Do fundo do coração.


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SEM CARNE E SEM PAPELÃO

VOU LOGO AVISAR:

Prefiro comer Preá
Galinha,Camaleão,
Tripa de Bode,Jabá
Ou um bife do Oião
Rolinha,Curimatã
Carne de Teiú e Rã
Passarinha,Camarão,
Ou espetinho de Gato.
Só não ponha no meu prato
Mistura com papelão.

Rainilton de Sivoca

* * *

EU VOU AVISAR TAMBÉM:

Depois dessa confusão
Só sirvo bicho de asa
Carne aqui em minha casa,
Não deixo entrar mais não
Vou mudar a refeição
Novos tempos novo rito
Já pelei o periquito
A rola já ta na mão
No fogo e na pressão
Faço um rango sem atrito.

Dalinha Catunda


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CARNE MIJADA

Seu José chegou em casa
Doidinho para almoçar
A mulher mais que depressa
Acabou de preparar
E quando botou na mesa
Ela teve uma surpresa
Ele não quis degustar.

Mulher eu vou lhe dizer
E preste muita atenção
Carne eu não como mais
Pode ir fazer um baião
Carne anda adulterada
Não como carne estragada
Inda mais com papelão.

A mulher aborrecida
Logo quis ficar zangada
Ele levantou a voz
E ela ficou calada
Uma coisa vou dizer
Carne aqui eu vou comer
Só se for carne mijada.


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SURUBA NO CABARÉ

Valei-me meu São Francisco
Das Chagas de Canindé
Sou uma mulher devota
É bem grande a minha fé
Proteja nossa nação
Pois sem sua proteção
Vai virar um cabaré.

A meu “Padim Pade Ciço”
Eu peço discernimento
Pra falar duma suruba
A notícia do momento
Mesmo sem ser convidado
O povo foi enrabado
Na onda do movimento.

Tudo isso aconteceu
Na terra de Santa Cruz
E a orgia foi maior
Do que eu mesma supus
O poder mancomunado
Com o país dominado
Fumo no povo introduz.

Tudo virou sacanagem
Tudo virou putaria
A propina que rolava
Aos poucos se descobria
Com a tal da delação
Já surgiu tanto ladrão
Que a lista me arrepia.

No cabaré da Banânia
Na suruba nacional
Quando a coisa ficou feia
Já surgiu a federal
Quem escondido comia
E entrou na anarquia
Essa lista foi fatal.

O jogo da sacanagem
Agora tá empatado
Não adianta se alterar
Entre o sujo e o mal lavado
E entre cada facção
Navega nossa nação
Com rato pra todo lado.


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GLOSAS

Quem botou Temer pra dentro
Não pode botar pra fora.

Mote de Gregório Filomeno

* * *

Desde o velho MDB.
Em bons políticos votei
Em Collor, Temer, Sarney
Quem votou foi o PT.
Não sei agora porque
Surgiu esse arranca e tora
Nesse fuzuê de agora
Nem de brincadeira eu entro
Quem botou Temer pra dentro
Não pode botar pra fora.

Gregório Filomeno

Foi com Temer abraçada
Que Dilma subiu a rampa.
Feito panela com tampa
A dupla andava encangada.
PT na mesma jogada,
Essa união Comemora,
Agora a facção chora…
E no mote eu me concentro:
Quem botou Temer pra dentro
Não pode botar pra fora.

Dalinha Catunda


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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Em internet e jornais
Revista e televisão,
Eu vejo e sinto revolta
Com tanta judiação
Mulheres perdendo a vida
Que coisa mais descabida
E não vejo solução

A Mulher é mãe é filha,
Esposa e amante também,
Mas não nasceu para ser
Afrontada por ninguém.
Por isto preste atenção
Tenha consideração
Pois pode lhe fazer bem.

Cada vez que vejo o sangue
De mulher tingir o chão
Sinto um aperto no peito
Dói demais meu coração.
Mulheres assassinadas,
Covardemente estupradas
Que sórdida situação.

Mulher não seja defunta,
Cadáver não seja não.
Prefira ser a viúva.
Você tem esta opção.
Sendo sua causa justa
Se ficar presa não custa
Logo sairá da prisão.

Se o homem é violento
Pede violência também.
Mulher que é maltratada
Pode e deve ir além.
Basta só envenenar
O almoço ou o jantar
Que o bruto vai pro além.

Uma coisa vou dizer,
E nisso sou veemente,
Em mim o homem não bate
Nem em meu atrevimento.
E se resolver tentar
Vai dormir sem acordar
Este é meu pensamento.

Mulher nunca se rebaixe
Não permita a agressão.
Uma briga com palavras,
Evolui pro palavrão,
Você tem capacidade
De evitar a atrocidade
De acabar num caixão.

Não denuncie o marido
Se a queixa vai retirar.
Ele afirmará mil vezes
Que agora irá mudar.
Quem ama nunca tortura
Nunca caia em falsa jura
Não se deixe dominar.

Mulher não é mais escrava
E cativa de um senhor.
Os tempos hoje são outros
Por isso faça o favor!
Mulher pode se manter
E não se submeter
A morte, castigo e dor.

A violência domestica,
É bem ruim com certeza.
É dormir com inimigo
É viver sempre indefesa.
A mulher tem que acordar
Com muita garra lutar
Em prol da sua defesa.

* * *

OU RESPEITA OU SE LASCA – VERSOS DE MULHERES CORDELISTAS

Eu nasci em Ipueiras
Sou mulher de muita fé
Cabra pra viver comigo
E provar do meu café
Tem é que me respeitar
Eu não sou de apanhar
Mas sou de dar pontapé.

Dalinha Catunda

Dalinha Catunda.
Eu nasci no Assaré
Amaro é meu lugar
Se algum macho se atreve
Me bater, me maltratar
Ele vai se arrepender
Não deixo ele morrer
Sem primeiro lhe capar!

Bastinha Job

Também boto pra lascar
E faço o maior rebu
Depois de capar o cabra
Corto também o peru
Os ovos eu jogo pro gato
O pinto eu jogo no mato
Pra alimentar urubu.

Dalinha Catunda

“Bastinha e Dalinha são
Mulheres de fino trato
na setilha mandam ver
defendendo nosso ato
o que capam eu cozinho
pra comer devagarinho
como preferido prato!”

Josy Maria

O homem só é valente
Com mulher que é medrosa
Mas pode ficar ciente
Tem mulher astuciosa
E quando ela se cansa
Planeja bem a vingança
Pois sabe ser ardilosa.

Dalinha Catunda

A mulher que teme homem
deverá fortalecer
sua própria autoestima
apropriar seu poder
e apoiar-se na amizade
das que tem agilidade
pra saber se defender.

Josy Maria

Uma coisa vou dizer
Preste bastante atenção
Os tempos hoje são outros
Nada de submissão
A mulher só quer respeito
E ter o mesmo direito
Pois chega de sujeição.

Dalinha Catunda


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FUDIDO E MAL-PAGO

Luiz Berto achou por bem
Aqui no Besta Fubana
Fazer uma homenagem
A uma dupla bacana.
Tudo ia muito bem,
Mas apareceu alguém
Com uma idéia sacana.

Berto então foi convidado
Por Adônis Oliveira
Para formar uma dupla
E dessas da bagaceira,
Num acesso de loucura,
Pois não é que a criatura,
Aceitou a brincadeira!

Eu não sei se Adônis canta,
Se Berto sabe cantar,
Porém sei que Berto toca,
Mas não devia tocar,
Pois toca sem etiqueta
Faz mugango e faz careta
Na hora de dedilhar

O nome da grande dupla
Pra vocês agora trago
Os dois já decidiram,
Será: Fudido e Mal-Pago
O sucesso é garantido
E se me for permitido
Eu compartilho e propago.

O colunista Adônis e o Editor Berto: a dupla Fudido e Mal-Pago


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É PORTELA

O meu Rio de Janeiro
Festeja de norte a sul
Agora está tudo azul
É Portela em primeiro
O portelense festeiro
Esquece sua mazela
E sem mais jejum revela
Minha escola é campeã
Na euforia seu clã
Canta em louvor a Portela!


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É A NOSSA JUSTIÇA…

Bruno agradece contente
Sua liberdade ao bom Deus
E de Elisa só o adeus
Morreu prematuramente
Meteu-se com delinquente
E disso ninguém duvida
Decreta a morte e trucida
Sem pena e sem compaixão
Sorrindo sai da prisão
Pronto pra curtir a vida.


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O BARATO SAI CARO

Dilma baixou energia
Pra ganhar a eleição
E por um momento o povo
Confiou na redução
Uma divida milionária
Vai pagar a classe otária
Mais um golpe na nação.

.


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QUADRÃO PERGUNTADO

– O Brasil vai sair dessa!?
– Só mesmo vendo pra crer
– E se isso não ocorrer
– O povo é quem sofre à beça
– E a crise que atravessa!?
– Vem de longe meu irmão;
– De quem é a culpa, então?
– Do político safado.
Isso é quadrão perguntado
Isso é responder quadrão!

Bastinha Job

– O Brasil vai tomar jeito?
– Nisso não posso apostar.
– Se o povo se revoltar?
– Ele está em seu direito.
– E quem rouba é perfeito?
– É safado e é ladrão.
– Já tem gente na prisão?
– Tem, mas falta um bocado.
Isso é quadrão perguntado
Isso é responder quadrão!

Dalinha Catunda


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A VIAGEM DE CICIM

E se foi nosso Cicim…
Sem sequer se despedir
Sua sina foi cumprir
A vida é mesmo assim
Sei que no céu tem clarim
Porém aqui nesse plano
Ficou mudo seu piano
Ficou a dor da saudade
Calou a voz da verdade
O tal destino tirano.


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ESTAMOS ROUBADOS

O Brasil tá infestado
Afundaram nossa terra
Quando chega um ladrão
Outro vem diz te arreda
A classe politiqueira
Vive só de roubalheira
Não vale o que a gata enterra.

Esse presidente faz,
O que fez, a aqui saiu,
Tentaram dar posse ao Lula
Isso todo mundo viu
Temer tentou copiar
E se dessa vez colar
A escola então serviu.

O povo pode fazer
A sua revolução
Não cair em esparrela
Na hora da eleição
Tentando não se vender
E também não eleger
O político ladrão.

Eu sei que é bem difícil
O político honrado
Se retirar os ladrões
Vai ter comitê fechado
Dizer isso eu detesto
Mais político honesto
Eu só vejo desenhado.


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VAI CHOVER!

Foto da colunista

Quando branqueja o nascente
Deixando o morro encoberto
É chuva que vem por perto
Para alegrar nossa gente
O trovão impertinente
Abre a boca em escarcéu
E das nuvens rasga o véu
Agoniando o corisco
Que lampeja que faz risco
Pra chuva cair do céu.


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ESSE TAL DE BULLYING

Eu nasci no Ceará
No meu agreste sertão
Esse negócio de bullying
Por lá não deu certo não
Se alguém bulisse comigo
Corria sério perigo
Pais eu já sentava a mão.

Quando de casa eu saía,
Mamãe avisava bem:
Se apanhares na rua,
Apanha em casa também!
Os conselhos que mãe dava
Geralmente eu escutava
Não apanhei de ninguém.

O diabo destes meninos
São fracos e são mimados
E vão para o psicólogo
Quando eles são insultados
Não sabem se defender
E a altura responder
Ficando traumatizados.

No meu tempo de menina
Comigo ninguém bulia
E se teimasse em bulir
A porrada eu metia
Ninguém mangava da gente
Mas hoje é diferente
Buscam logo é terapia.


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NOS OITO PÉS A QUADRÃO

Dalinha Catunda e Hélio Crisanto

* * *

Sei que meu verso lhe enfada
Porque sou desaforada
Azeitona em minha empada
Você não quer botar não
Vai querer fazer bonito
Vai tentar ganhar no grito
Mas meu nariz arrebito
Nos oito pés a quadrão.

Dalinha Catunda

Eu não vou fugir da raia
Não levo pisa de saia
Esse versinho “pacaia”
Não tá valendo um tostão
Tenha calma, baixe a crista
Essa tá na minha lista
Que será minha a conquista
Nos oito pés a quadrão

Hélio Crisanto

E nunca temi cueca
Cabeludo ou careca
Seu verso chamo merreca
Não temo seu esporão
Eu não vou fazer segredo
Você não me mete medo
Eu derrubo seu enredo
Nos oito pés a quadrão.

Dalinha Catunda

Quando sou desafiado
Não me sinto encabulado
Fico desplanaviado
Seguro raio e trovão
Já conheço a sua manha
Não mexa na minha sanha
Hoje aqui você apanha
Nos oito pés a quadrão

Hélio Crisanto

Quando sou desafiada
Eu fico de pá virada
Versejo feito safada
Sem temer opinião
Minha sede é tamanha
Com palavra e artimanha
Vejo que você se assanha
Nos oito pés a quadrão.

Dalinha Catunda


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O CIO DA LUA

Quando a noite se deu conta
Eu cheguei com minha luz
Brilhei mais do que supus
Sem querer fazer afronta
Flamejei que fiquei tonta
Pra mostrar meu esplendor
Cantavam em meu louvor
Os menestréis, os amantes,
E os poetas instigantes,
Mas devorou-me o albor.


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MULHER GLOSANDO

Eu não gostei da medida
Brochei com seu pé quebrado

Mote da colunista

* * *

Chamou-me para glosar
Eu gostei muito do assunto
Fui logo chegando junto
Sem medo de me estrepar
Eu disse pode mandar
Que já estou do seu lado
Mas ele mal preparado
Escorregou na saída
Eu não gostei da medida
Brochei com seu pé quebrado

Dalinha Catunda

* * *

Quando o poeta não preza
Por um trabalho bem feito
Faz rima de qualquer jeito
Seu verso não embeleza
Bom cordelista enfeza
E lhe diz muito zangado
Poeta, tome cuidado
A regra não foi seguida
Eu não gostei da medida
Brochei com seu pé quebrado

Creusa Meira


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O CANTO DE GONZAGA

Foto da colunista

A história do sertão
Este vasto universo,
Foi bem cantada em verso,
Por nosso Rei do Baião.
O famoso Gonzagão,
Que com sua concertina
Esmiuçou nossa sina,
Para poder ir além,
E cantou como ninguém
Nossa saga nordestina.


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EM DOIS MIL E DEZESSETE

Mote de Geraldo Amâncio

Eu não faço previsão
Pois isso não me compete
Mas vai sofrer a nação
Em dois mil e dezessete.

Do roubo que a Globo fala
A mídia toda reflete
Eu quero ver quem se cala
Em dois mil e dezessete.

A Dilma foi impichada
Cassada virou manchete
Esta fora de jogada
Em dois mil e dezessete.

E com Eduardo Cunha
A cassação se repete
O que ele não supunha
Em dois mil e dezessete.

Chegou a vez de Calheiros,
Que briga feia promete
E será um dos primeiros
Em dois mil e dezessete.

Sei que Lula e outros tantos
Vão para o reino celeste
Canonizados e santos
Em dois mil e dezessete.


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NÃO BATA NA MULHER, ELA TEM PODER

Não posso chamar de homem
Um cabra que bate em mulher.
Peço perdão ao jumento,
Mas é um jegue qualquer.
Não vale o que a gata enterra
Só presta debaixo da terra
Se é que a terra quer.

Não entendo uma mulher
Que por si perde o respeito
Que apanha do marido
Pra larga-lo não tem peito
Que amor próprio não tem
Humilha-se vai além
Pra não perder o sujeito.

E se o covarde é preso
Por causa de agressão
A Besta paga fiança
E o liberta da prisão
Por medo ou por cegueira
Vive uma vida inteira
Debaixo de opressão.

A paixão duma mulher
Jamais deve ser maior
Do que o seu amor próprio
Pois não tem nada pior
Do que viver humilhada
Maltratada e massacrada
Numa condição menor.

Nós temos mil maneiras
De acabar com a covardia
Covardes são confiantes
Essa é nossa garantia
A mulher tem sua manha
Sua astúcia é tamanha
Homem algum desconfia.


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MULHER TEM QUE TER PEITO

Xilogravura de Maércio Siqueira

A mulher tem que ter peito
Para reger a sua vida
Na luta do dia a dia
Deve ser mais combativa
Chega de submissão
Basta de tanta agressão
Reagir é a saída.

1
Nos novos tempos não cabe
Uma Maria das Dores
Sempre dizendo amém
Engolindo dissabores
O momento é de atitude!
De viver com plenitude
E rever os seus valores.

2
Sei que Eva foi à luta
Sem esperar por Adão
Dispensou o paraíso
Mudou a situação
Para poder procriar
Fez a tal cobra fumar
E o homem entrar em ação.

3
Pandora mimo divino
Enviada a Epimeteu
Sendo mulher curiosa
Logo desobedeceu
Liberou tudo que tinha
Dentro da sua caixinha
Só a esperança prendeu.

4
Vamos mudar nossa história
Nela vamos botar fé
Sem sofrer feito Maria
Mãe do rei de Nazaré
Buscando ter igualdade
Contudo sem a maldade
Que se serviu Salomé.

5
Porém pra seguir em frente
Devemos sempre pensar
Em jamais ser submissa,
Respeitar o nosso par,
Conviver em união,
Sem aturar agressão
E amor próprio cultivar.

6
Tomemos em nossas mãos
As rédeas de nossas vidas
Pois saem de nossos úteros
Vidas que são concebidas
Somos nós que as criamos
Se conceitos repassamos,
Temos que ser aguerridas.

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AQUI NÃO TEMOS LADRÃO, FALTA É JUSTIÇA

Neste Brasil de HONESTOS
É de cortar coração
Ver tanta gente inocente
Acusada de ladrão
Tudo isso me obriga
A dizer que é intriga
Coisa que não tem perdão.

Para todos os políticos
Eu retiro o meu chapéu
O que não é anjo é santo
Deveriam está no céu
E não, sendo acusado
Tendo seu nome rasgado
Com carteirinha de réu.

Que falta de respeito
Com as damas da nação
Que entraram na política
Cheias de boa intenção
Ajudando seus parceiros
Que hoje são prisioneiros
E só por perseguição

Que povo mal agradecido
Que justiça equivocada
Prender OS CAROS políticos
É só pura palhaçada
O Supremo Tribunal
Anda trabalhando mal
Vejo a classe injustiçada.

Entretanto tudo isso
Poderá chegar ao fim
Basta prender Sergio Moro
No Supremo dar um fim
E criar novo reinado
Soltar cada injustiçado
E concluir o motim.


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BONNIE & CLYDE TUPINIQUIM

Bonnie e Clyde virou moda
Na gritante roubalheira
O político ladrão
Rouba com sua companheira
Quem diria que a mulher
Fosse cúmplice qualquer
Na corrução brasileira.

Enquanto nosso Brasil
Sofre com a recessão
Políticos desta terra
Viviam de ostentação
Acharcando esse país
Se divertindo em Paris
Desonrando esta nação.

Na política e na mídia
A Mulher ganhou espaço
Aderindo as falcatruas
Ao esposo deu o braço
Cheia de autoridade
Assume a cumplicidade
Vaidosa sem embaraço.

Eu prometo estar contigo
Na alegria e na tristeza
Na saúde e na doença
Na pobreza e na riqueza
Na hora da bandalheira
Garanto ser a primeira
Cúmplice na Safadeza

Das farras com nossa grana
Valei-me meu bom Jesus
Viagens, sapatos, bolsas,
Acabam virando cruz
Bem maior que se supunha
Prefiro comer pupunha
E escapar com cuscuz.

O Brasil é saqueado
Desde o tempo de Cabral
Nosso ouro, nossas pedras,
Levaram pra Portugal
E quem só pensou em grana
De maneira leviana
Acabou por se dar mal.

A florzinha dedicada
Ao Senhor Jesus temente
Aliada ao bom marido
Menininho persistente
Nessa boa companhia
Também fez patifaria
Deus não deve estar contente.

Tem casal com amnésia
Que não sabe o que comprou
Era pobre, pobre, pobre,
E de repente enricou
Pra roubar faltou perícia
É o que se tem noticia
Muita gula os encrencou.

Sempre com dedo em riste
Com o nariz empinado
Já virou ré em ação
Junto com seu amado
É lambada é Paulada
Mais um casal na parada
Representando o senado.

Salve Câmara e Senado
Salve o Rio de Janeiro
Salve o Planalto Central
Salve o povo Brasileiro
De cada dupla em ação
Dos bandos desta nação
Já chega de cangaceiro.


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GLOSA

Nesse país da mutreta
Do político ladrão.

Mote da colunista

No Brasil vejo instalado
O império da anarquia
Sem direção e sem guia
Esse é o nosso estado
Infringe a lei o senado
Supremo entra em ação
Na desgastada nação
Vejo a coisa ficar preta
Nesse país da mutreta
Do político ladrão.


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MINHA TORTA CANÇÃO DO EXÍLIO

Minha terra tem ladrões
E não tem como negar
Desmerecendo a justiça
Para poder se safar.

Nossas celas brasileiras
Abrigam podres senhores
Pras grades de Curitiba
Muitos vão vejo os rumores

Que o povo não acoite
Quem a nação quer lesar.
Pra acabar com ladroeiras
Vamos nos mobilizar.

Minha terra tem roedores
Difíceis de controlar
Mas Moro com seu açoite
Vem tentando enfrentar
Armando as ratoeiras
Enjaulando o que pegar.

Não permita Deus que Moro
Eles consigam calar
Que a luta dos promotores
A corja não possa parar
Que a justiça brasileira
Possa em tempo nos salvar.


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GLOSA

O Brasil está lascado
Com tanta corrupção.

Mote de Mandacaru Verde

O Brasil perdeu o rumo
Virou antro de bandido
O povo está perdido
E é quem mais leva fumo
Professo nesse resumo
Da justiça a inversão
Pra se defender ladrão
Processa-se magistrado
O Brasil está lascado
Com tanta corrupção.


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O VOO SEM VOLTA DA CHAPECOENSE

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O Brasil acordou triste
É bem grande a comoção
O sonho chegou ao fim
Decolou mas foi ao chão
A Chapecoense amada
Terminou sua jornada
Num desastre de avião.

Lamenta o Brasil inteiro
Chora Santa Catarina
Chapecó chora seus entes
Como o fado determina
Que Deus pai possa ajudar
E consiga confortar
Quem chora esta triste sina.


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UM PÉ DE CHUVA

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Foto da colunista

Na paisagem um pé de chuva
Começa a se desenhar
Nuvens formam-se bonitas
Sem chegar a despencar
Meu suspiro é um lamento
Pois assisto um pé de vento
A esperança dissipar.


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O JARDINEIRO E A FLOR

Você pensou que eu fosse
Murchar sem seu regador
Nem viu meu desabrochar
Perdeu o meu resplendor
Ao trocar de jardineiro
Meu viço voltou ligeiro
Avivando minha cor.

Cuidada por nova mão
Nela o toque mais ameno
Preparou com jeito o chão
Soube cuidar do terreno
Com seu jeitinho matreiro
Gosta de sentir meu cheiro
Quando exalo ao sereno.

Os ventos que me embalam
Despertam nova quimera
Os sonhos que recomeçam
Quando abrolha a primavera
Soberana em meu jardim
Vejo beijar meu carmim
Quem com paixão me venera.


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O PROTESTO DA GALINHA

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Um dia uma galinha
Com pena do fiofó
Pediu suplicou a Deus
Que dela tivesse dó
Em tom de lamentação
Fez sua reclamação
Com o seu corococó:

Senhor Jesus me socorra
Pois estou numa pior
Meu fiofó é pequeno
Não podia ser menor
Quero ver se lhe comovo
Diminua o meu ovo
Ou me dê um cu maior.


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QUEM DIZ O QUE QUER ESCUTA O QUE NÃO QUER

Dalinha Catunda

A barata descascada
Nascida na Argentina
Abre a boca pra falar
Mau da gente nordestina
Uma reles estrangeira
Abre a boca e diz besteira
Só sendo muito cretina.

Bastinha Job

Uma Alexia descampada
Tão cheia de preconceito
Volta pra tua Argentina
Aqui tu só tens rejeito
Sem ter talento, e tão feia
Nós vamos te dar é peia
Pra ver se tu tomas jeito!

Dalinha Catunda

Alexia “priquito” seco
Atriz de Mandacaru
Para humilhar nordestino
Da sua boca fez cu
E dela só saiu bosta
Mas vamos dar a resposta
Você vai ver o rebu.

Creusa Meira

Essa estúpida atriz
Vivia no anonimato
Para chamar atenção
Promoveu esse barato
Mas a burra desastrada
Escapou de ser linchada
Naquele momento exato.

Dalinha Catunda

Sim, eu sou cabeça chata
E sou com muito orgulho
Gente preconceituosa
Eu considero bagulho
Tenho tanta antipatia
E por não ter serventia
Junto e jogo no entulho.


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ABSTENÇÃO

Foi pesando, foi medindo,
Que cheguei à conclusão:
Em Crivella eu não voto,
E em Freixo também não.
Desta vez achei por bem
Não votar é em ninguém
Prefiro a abstenção.

mc


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