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NOS OITO PÉS A QUADRÃO

Dalinha Catunda e Hélio Crisanto

* * *

Sei que meu verso lhe enfada
Porque sou desaforada
Azeitona em minha empada
Você não quer botar não
Vai querer fazer bonito
Vai tentar ganhar no grito
Mas meu nariz arrebito
Nos oito pés a quadrão.

Dalinha Catunda

Eu não vou fugir da raia
Não levo pisa de saia
Esse versinho “pacaia”
Não tá valendo um tostão
Tenha calma, baixe a crista
Essa tá na minha lista
Que será minha a conquista
Nos oito pés a quadrão

Hélio Crisanto

E nunca temi cueca
Cabeludo ou careca
Seu verso chamo merreca
Não temo seu esporão
Eu não vou fazer segredo
Você não me mete medo
Eu derrubo seu enredo
Nos oito pés a quadrão.

Dalinha Catunda

Quando sou desafiado
Não me sinto encabulado
Fico desplanaviado
Seguro raio e trovão
Já conheço a sua manha
Não mexa na minha sanha
Hoje aqui você apanha
Nos oito pés a quadrão

Hélio Crisanto

Quando sou desafiada
Eu fico de pá virada
Versejo feito safada
Sem temer opinião
Minha sede é tamanha
Com palavra e artimanha
Vejo que você se assanha
Nos oito pés a quadrão.

Dalinha Catunda


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O CIO DA LUA

Quando a noite se deu conta
Eu cheguei com minha luz
Brilhei mais do que supus
Sem querer fazer afronta
Flamejei que fiquei tonta
Pra mostrar meu esplendor
Cantavam em meu louvor
Os menestréis, os amantes,
E os poetas instigantes,
Mas devorou-me o albor.


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MULHER GLOSANDO

Eu não gostei da medida
Brochei com seu pé quebrado

Mote da colunista

* * *

Chamou-me para glosar
Eu gostei muito do assunto
Fui logo chegando junto
Sem medo de me estrepar
Eu disse pode mandar
Que já estou do seu lado
Mas ele mal preparado
Escorregou na saída
Eu não gostei da medida
Brochei com seu pé quebrado

Dalinha Catunda

* * *

Quando o poeta não preza
Por um trabalho bem feito
Faz rima de qualquer jeito
Seu verso não embeleza
Bom cordelista enfeza
E lhe diz muito zangado
Poeta, tome cuidado
A regra não foi seguida
Eu não gostei da medida
Brochei com seu pé quebrado

Creusa Meira


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O CANTO DE GONZAGA

Foto da colunista

A história do sertão
Este vasto universo,
Foi bem cantada em verso,
Por nosso Rei do Baião.
O famoso Gonzagão,
Que com sua concertina
Esmiuçou nossa sina,
Para poder ir além,
E cantou como ninguém
Nossa saga nordestina.


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EM DOIS MIL E DEZESSETE

Mote de Geraldo Amâncio

Eu não faço previsão
Pois isso não me compete
Mas vai sofrer a nação
Em dois mil e dezessete.

Do roubo que a Globo fala
A mídia toda reflete
Eu quero ver quem se cala
Em dois mil e dezessete.

A Dilma foi impichada
Cassada virou manchete
Esta fora de jogada
Em dois mil e dezessete.

E com Eduardo Cunha
A cassação se repete
O que ele não supunha
Em dois mil e dezessete.

Chegou a vez de Calheiros,
Que briga feia promete
E será um dos primeiros
Em dois mil e dezessete.

Sei que Lula e outros tantos
Vão para o reino celeste
Canonizados e santos
Em dois mil e dezessete.


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NÃO BATA NA MULHER, ELA TEM PODER

Não posso chamar de homem
Um cabra que bate em mulher.
Peço perdão ao jumento,
Mas é um jegue qualquer.
Não vale o que a gata enterra
Só presta debaixo da terra
Se é que a terra quer.

Não entendo uma mulher
Que por si perde o respeito
Que apanha do marido
Pra larga-lo não tem peito
Que amor próprio não tem
Humilha-se vai além
Pra não perder o sujeito.

E se o covarde é preso
Por causa de agressão
A Besta paga fiança
E o liberta da prisão
Por medo ou por cegueira
Vive uma vida inteira
Debaixo de opressão.

A paixão duma mulher
Jamais deve ser maior
Do que o seu amor próprio
Pois não tem nada pior
Do que viver humilhada
Maltratada e massacrada
Numa condição menor.

Nós temos mil maneiras
De acabar com a covardia
Covardes são confiantes
Essa é nossa garantia
A mulher tem sua manha
Sua astúcia é tamanha
Homem algum desconfia.


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MULHER TEM QUE TER PEITO

Xilogravura de Maércio Siqueira

A mulher tem que ter peito
Para reger a sua vida
Na luta do dia a dia
Deve ser mais combativa
Chega de submissão
Basta de tanta agressão
Reagir é a saída.

1
Nos novos tempos não cabe
Uma Maria das Dores
Sempre dizendo amém
Engolindo dissabores
O momento é de atitude!
De viver com plenitude
E rever os seus valores.

2
Sei que Eva foi à luta
Sem esperar por Adão
Dispensou o paraíso
Mudou a situação
Para poder procriar
Fez a tal cobra fumar
E o homem entrar em ação.

3
Pandora mimo divino
Enviada a Epimeteu
Sendo mulher curiosa
Logo desobedeceu
Liberou tudo que tinha
Dentro da sua caixinha
Só a esperança prendeu.

4
Vamos mudar nossa história
Nela vamos botar fé
Sem sofrer feito Maria
Mãe do rei de Nazaré
Buscando ter igualdade
Contudo sem a maldade
Que se serviu Salomé.

5
Porém pra seguir em frente
Devemos sempre pensar
Em jamais ser submissa,
Respeitar o nosso par,
Conviver em união,
Sem aturar agressão
E amor próprio cultivar.

6
Tomemos em nossas mãos
As rédeas de nossas vidas
Pois saem de nossos úteros
Vidas que são concebidas
Somos nós que as criamos
Se conceitos repassamos,
Temos que ser aguerridas.

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AQUI NÃO TEMOS LADRÃO, FALTA É JUSTIÇA

Neste Brasil de HONESTOS
É de cortar coração
Ver tanta gente inocente
Acusada de ladrão
Tudo isso me obriga
A dizer que é intriga
Coisa que não tem perdão.

Para todos os políticos
Eu retiro o meu chapéu
O que não é anjo é santo
Deveriam está no céu
E não, sendo acusado
Tendo seu nome rasgado
Com carteirinha de réu.

Que falta de respeito
Com as damas da nação
Que entraram na política
Cheias de boa intenção
Ajudando seus parceiros
Que hoje são prisioneiros
E só por perseguição

Que povo mal agradecido
Que justiça equivocada
Prender OS CAROS políticos
É só pura palhaçada
O Supremo Tribunal
Anda trabalhando mal
Vejo a classe injustiçada.

Entretanto tudo isso
Poderá chegar ao fim
Basta prender Sergio Moro
No Supremo dar um fim
E criar novo reinado
Soltar cada injustiçado
E concluir o motim.


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BONNIE & CLYDE TUPINIQUIM

Bonnie e Clyde virou moda
Na gritante roubalheira
O político ladrão
Rouba com sua companheira
Quem diria que a mulher
Fosse cúmplice qualquer
Na corrução brasileira.

Enquanto nosso Brasil
Sofre com a recessão
Políticos desta terra
Viviam de ostentação
Acharcando esse país
Se divertindo em Paris
Desonrando esta nação.

Na política e na mídia
A Mulher ganhou espaço
Aderindo as falcatruas
Ao esposo deu o braço
Cheia de autoridade
Assume a cumplicidade
Vaidosa sem embaraço.

Eu prometo estar contigo
Na alegria e na tristeza
Na saúde e na doença
Na pobreza e na riqueza
Na hora da bandalheira
Garanto ser a primeira
Cúmplice na Safadeza

Das farras com nossa grana
Valei-me meu bom Jesus
Viagens, sapatos, bolsas,
Acabam virando cruz
Bem maior que se supunha
Prefiro comer pupunha
E escapar com cuscuz.

O Brasil é saqueado
Desde o tempo de Cabral
Nosso ouro, nossas pedras,
Levaram pra Portugal
E quem só pensou em grana
De maneira leviana
Acabou por se dar mal.

A florzinha dedicada
Ao Senhor Jesus temente
Aliada ao bom marido
Menininho persistente
Nessa boa companhia
Também fez patifaria
Deus não deve estar contente.

Tem casal com amnésia
Que não sabe o que comprou
Era pobre, pobre, pobre,
E de repente enricou
Pra roubar faltou perícia
É o que se tem noticia
Muita gula os encrencou.

Sempre com dedo em riste
Com o nariz empinado
Já virou ré em ação
Junto com seu amado
É lambada é Paulada
Mais um casal na parada
Representando o senado.

Salve Câmara e Senado
Salve o Rio de Janeiro
Salve o Planalto Central
Salve o povo Brasileiro
De cada dupla em ação
Dos bandos desta nação
Já chega de cangaceiro.


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GLOSA

Nesse país da mutreta
Do político ladrão.

Mote da colunista

No Brasil vejo instalado
O império da anarquia
Sem direção e sem guia
Esse é o nosso estado
Infringe a lei o senado
Supremo entra em ação
Na desgastada nação
Vejo a coisa ficar preta
Nesse país da mutreta
Do político ladrão.


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MINHA TORTA CANÇÃO DO EXÍLIO

Minha terra tem ladrões
E não tem como negar
Desmerecendo a justiça
Para poder se safar.

Nossas celas brasileiras
Abrigam podres senhores
Pras grades de Curitiba
Muitos vão vejo os rumores

Que o povo não acoite
Quem a nação quer lesar.
Pra acabar com ladroeiras
Vamos nos mobilizar.

Minha terra tem roedores
Difíceis de controlar
Mas Moro com seu açoite
Vem tentando enfrentar
Armando as ratoeiras
Enjaulando o que pegar.

Não permita Deus que Moro
Eles consigam calar
Que a luta dos promotores
A corja não possa parar
Que a justiça brasileira
Possa em tempo nos salvar.


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GLOSA

O Brasil está lascado
Com tanta corrupção.

Mote de Mandacaru Verde

O Brasil perdeu o rumo
Virou antro de bandido
O povo está perdido
E é quem mais leva fumo
Professo nesse resumo
Da justiça a inversão
Pra se defender ladrão
Processa-se magistrado
O Brasil está lascado
Com tanta corrupção.


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O VOO SEM VOLTA DA CHAPECOENSE

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O Brasil acordou triste
É bem grande a comoção
O sonho chegou ao fim
Decolou mas foi ao chão
A Chapecoense amada
Terminou sua jornada
Num desastre de avião.

Lamenta o Brasil inteiro
Chora Santa Catarina
Chapecó chora seus entes
Como o fado determina
Que Deus pai possa ajudar
E consiga confortar
Quem chora esta triste sina.


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UM PÉ DE CHUVA

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Foto da colunista

Na paisagem um pé de chuva
Começa a se desenhar
Nuvens formam-se bonitas
Sem chegar a despencar
Meu suspiro é um lamento
Pois assisto um pé de vento
A esperança dissipar.


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O JARDINEIRO E A FLOR

Você pensou que eu fosse
Murchar sem seu regador
Nem viu meu desabrochar
Perdeu o meu resplendor
Ao trocar de jardineiro
Meu viço voltou ligeiro
Avivando minha cor.

Cuidada por nova mão
Nela o toque mais ameno
Preparou com jeito o chão
Soube cuidar do terreno
Com seu jeitinho matreiro
Gosta de sentir meu cheiro
Quando exalo ao sereno.

Os ventos que me embalam
Despertam nova quimera
Os sonhos que recomeçam
Quando abrolha a primavera
Soberana em meu jardim
Vejo beijar meu carmim
Quem com paixão me venera.


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O PROTESTO DA GALINHA

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Um dia uma galinha
Com pena do fiofó
Pediu suplicou a Deus
Que dela tivesse dó
Em tom de lamentação
Fez sua reclamação
Com o seu corococó:

Senhor Jesus me socorra
Pois estou numa pior
Meu fiofó é pequeno
Não podia ser menor
Quero ver se lhe comovo
Diminua o meu ovo
Ou me dê um cu maior.


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QUEM DIZ O QUE QUER ESCUTA O QUE NÃO QUER

Dalinha Catunda

A barata descascada
Nascida na Argentina
Abre a boca pra falar
Mau da gente nordestina
Uma reles estrangeira
Abre a boca e diz besteira
Só sendo muito cretina.

Bastinha Job

Uma Alexia descampada
Tão cheia de preconceito
Volta pra tua Argentina
Aqui tu só tens rejeito
Sem ter talento, e tão feia
Nós vamos te dar é peia
Pra ver se tu tomas jeito!

Dalinha Catunda

Alexia “priquito” seco
Atriz de Mandacaru
Para humilhar nordestino
Da sua boca fez cu
E dela só saiu bosta
Mas vamos dar a resposta
Você vai ver o rebu.

Creusa Meira

Essa estúpida atriz
Vivia no anonimato
Para chamar atenção
Promoveu esse barato
Mas a burra desastrada
Escapou de ser linchada
Naquele momento exato.

Dalinha Catunda

Sim, eu sou cabeça chata
E sou com muito orgulho
Gente preconceituosa
Eu considero bagulho
Tenho tanta antipatia
E por não ter serventia
Junto e jogo no entulho.


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ABSTENÇÃO

Foi pesando, foi medindo,
Que cheguei à conclusão:
Em Crivella eu não voto,
E em Freixo também não.
Desta vez achei por bem
Não votar é em ninguém
Prefiro a abstenção.

mc


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SÓ JUSTIÇA

Hoje o caos se manifesta
Assombra nossa nação.
O povo fica à deriva
Com tanta corrupção,
Que a mídia descortina,
Que o país contamina,
Em sua propagação.

Que a espada justiceira
Seja firme no combate,
Que a balança aferida
Nos compense nesse embate,
Devolvendo a esperança
Restaurando a confiança
Cassando o que nos abate.

Que a venda da justiça
Não represente a cegueira,
Que o olhar imparcial
Transponha qualquer barreira,
Para buscar a verdade
Com total sobriedade
Honrando nossa bandeira.


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LEVARAM CUNHA

Bote sua barba de molho
Quem tem barba e é ladrão
Porque já pegaram Cunha
Deram ordem de prisão
Eduardo foi na frente
Mais ainda falta gente
Esta é a previsão.

llpp

“Essi negosso de Dalinha dizer qui farta gente, será qui é cum eu???”


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O MENINO QUE ATRAVESSOU O ARCO-ÍRIS

o-menino

Capa Maércio Siqueira

1

Vou contar uma história
E garanto que é verdade
Pois o fato acontecido
Deu-se na minha cidade
Com um pai ignorante
Que de maneira arrogante
Quis mostrar autoridade.

2
Juninho era diferente,
Dos meninos do lugar,
Gostava de ver a mãe
Sentadinha a costurar
Fazia casa na mão
Até pregava botão
Tinha jeito pra ajudar.

3
O jovem cresceu alegre
Repleto de animação.
Ô menino dançador!
Dizia a população,
Dançava bem de verdade
Essa era a realidade
Chamava mesmo atenção.

4
Tinha o cabelo bonito
Bem cheiroso e bem tratado
Era muito vaidoso
Mas o pai desconfiado
Achava tão diferente
Aquele faceiro ente
Por ele um dia gerado.

5
Vendo sua mãe ocupada
Corria para ajudar
Botava os pratos na mesa
No almoço e no jantar
Muito jeito ele tinha
Limpava toda cozinha
Pois gostava de arrumar.

6
Um dia Junior chegou
Com as orelhas furadas
Duas bonitas argolas
Nas orelhas penduradas
A mãe achou tão bonito…
O pai meteu logo o grito
Quis dar umas bofetadas.

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A SENHORA DE APARECIDA

Senhora de APARECIDA
Padroeira do Brasil,
O teu povo varonil
Numa prece comovida
Com fé da grande acolhida
E da bem-aventurança
Pede, por cada criança,
Pede por seu povo ordeiro
Que teu filho brasileiro
No porvir tenha esperança!

Bastinha Job

dc

Eu rogo a Nossa Senhora
Nas águas Aparecida
Que cuide da nossa vida
Interceda sem demora
A violência apavora
O mundo e nossa nação
Por isso em oração
Eu recorro ao vosso amor
Nos livre de tanta dor
Nos dê vossa proteção.

Dalinha Catunda


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PEITUDAS E PREVENÇÃO!

a-dalinha-rosa

Foto da colunista

Você que é mulher peituda,
Tome sua decisão
O câncer de mama mata
Faça sempre a prevenção
Pra não ser surpreendida
E por em risco sua vida
Se valha da precaução.

Se já passou dos cinquenta
O exame é obrigatório
Corra e faça sem medo
Escape do purgatório
Não pense em ataúde
Cuide de sua saúde
Só isso é obrigatório.

Se na família tem casos
De câncer reincidente
Esse é mais um motivo
Pra você seguir em frente
Ultrassom, mamografia
Mudam sua biografia
Disso fique bem ciente.

O autoexame auxilia
Ajudando a detectar
Nódulos que por ventura
A mulher possa portar
Por isso tome coragem
Siga o que diz a mensagem
Prevenir é se cuidar!


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GLOSA

Mote da colunista:

Quem a inveja é propensa
Só resta mesmo é roer.

Não queira me desdourar
Pois isso não fica bem
Qualquer um pode ir além
Basta se capacitar
E com paixão se jogar
Em tudo que for fazer
O que se faz com prazer
É labor que recompensa
Quem a inveja é propensa
Só resta mesmo é roer.


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POVO GOLPISTA

Mais um golpe no PT
Ó Meu Deus que triste sina,
E desta vez foi o povo,
Que reação assassina!
Não matou o tal partido
Que sem dó foi combatido
Mas sem o povo declina.


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BRASIL, REINO DOS INOCENTES

A culpada é a Globo
E a tal mídia golpista
Mensalão e petrolão
Tem muita gente na lista
Contudo os acusados
Logo são inocentados
Por seguidores e artista.

Dilma não cometeu crime
Dilma jamais mentiu
Porém a lei brasileira
Soberana lhe puniu
Como pode a inocente
Que nada sabe e nem mente
Foi golpeada e saiu?

Porém mais uma maldade
Estava pra acontecer
Para Eduardo Cunha
Começou o padecer
Na Suíça, ele dizia,
Que conta não possuía,
Isso cansou de dizer.

Coitado, não foi ouvido,
Mesmo jurando inocência
Perdeu seu lugar na Câmara
E saiu da presidência
Não tiveram dó sequer
Da sua santa mulher
Ô Justiça sem clemência!

Pra Lula homem honesto
Chegou a perseguição
Enjaularam seus amigos
O motivo, corrupção!
Até Maria Letícia
Andei ouvindo notícia
De sua participação.

Dilma não praticou crime
Cunha e Lula pedem prova
A delação premiada
Vai cavando cada cova
Na ala dos perseguidos
Celeumas e alaridos
Na luta que se renova

Tudo isso é mentira
Intriga da oposição
Abuso de autoridade
É do Moro invenção
E como eu já supunha
Sei que Lula, Dilma e Cunha
Terão Canonização.

Não sou filiada a partidos
E nem me sinto idiota
A roubalheira que existe
Só quem é cego não nota
Ela é generalizada
E hoje escancarada
Tem no Brasil sua rota.

lde


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MAIS UM GOLPE!

Mais uma arbitrariedade
O Juiz Moro comete
Pega mais um Inocente
E na prisão sem dó mete
No golpe continuado
Mantega foi enjaulado
Caçada que se repete.

mtg


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A JARARACA

Não gosto de jararaca
Mas não trato com desdém
Quando bato no seu rabo
Dou na cabeça também
Ela tem a sua manha
Atacada mostra a sanha
Enjaulada fica bem.

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JESUS E ESTRELA BORRADA

O povo tem na memória
Vida e morte de Jesus
Morreu pregado na cruz
Assim diz a sua história
Foi para o reino da glória
Depois da condenação
E naquela ocasião
Jesus foi acompanhado
Um ladrão de cada lado
E não com uma facção

Quem tem popularidade
E compara-se a Cristo
Achando que é bem quisto
Sem medir a realidade
Cai é na comicidade
E de vez se destrambelha
Mancha a estrela vermelha
Que perdeu o seu fulgor
Sem altar e sem andor
Luta por uma centelha.

Julga-se tão popular
Tal Jesus de Nazaré
E pra se manter de pé
Chega até a ironizar
Abre o berreiro a chorar
Para causar comoção
Mas teme ir pra prisão
Onde estão seus parceiros
Chamados de companheiros
Ligados a corrupção.

crop

“Tenho uma história pública conhecida. Acho que só ganha de mim aqui no Brasil Jesus Cristo.” (Frase pronunciada por Luiz Inácio Lula da Silva)


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BRASIL DESBOTADO

O que foi sonho de tantos
Deu fungo e desmoronou
A estrela que brilhava
Nebulosa se tornou
O vermelho hoje manchado
Já não se vê espalhado
Como antes se ostentou.

Quem tanto bateu nos peitos
Falando de integridade
Lambuzou-se no poder
Desdenhou da honestidade
A lama da corrução
Inundou essa nação
É a mais pura verdade.

bd

Entre réus e acusados
Bandeiras de toda cor
O político brasileiro
Já perdeu o seu pudor
O povo em parafuso
Vê este país confuso
Sem rumo a se decompor.

Espero que o combate
Ao roubo, a corrupção,
Continue firme e forte
Depois desta transição
Que a polícia federal
Tenha o apoio total
Para encarcerar ladrão.


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SERTÃO, MEU REINO ENCANTADO

1
Sou filha do Ceará
Sou cabocla nordestina
Por força das circunstâncias
Eu me tornei peregrina
Mas trago no matulão
As lembranças do sertão
Que minha alma rumina.

2
Em Ipueiras nasci
Amparada por parteira
Já me botaram quebranto
Curou-me a rezadeira
Figura sempre presente
Nos tempos de antigamente
Não faltava benzedeira.

3
Para mim, digo é sagrado
Seguir essa tradição
Eu tomo minhas mezinhas
Como nos tempos de então
O Chá da malva e cidreira
Inda faço na chaleira
E tomo como infusão.

4
Lembro do meu velho pai
Que chegou pertos dos cem
Vivia tomando chás
Das plantas que o sertão tem
Muito chá pra ele fiz
De casca, folha e raiz,
Jalapa, angico, e torém.

5
Eu acordava com o galo
Cantando ao raiar do dia
O meu café da manhã
Era mamãe quem fazia
Com goma de mandioca
Produzia a tapioca
Nosso pão do dia-a- dia.

6
Oito filhos mamãe tinha,
Enchendo seu casarão
Menino pra todo lado
Não faltava confusão
E na hora do conflito
Papai já metia o grito
E baixava o cinturão.

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GLOSAS

Mote:

Quem suspirava por mim
Agora ronca ao meu lado.

Tem alegria e crueza
A vida que a gente passa
A juventude tem graça
A velhice tem tristeza
Quem teve tanta beleza
Ver-se agora em mau estado
Quem foi rosa no passado
Hoje é talo de capim
Quem suspirava por mim
Agora ronca ao meu lado.

Gregório Filomeno

Pois a vida é deste jeito
E não tem como negar
Quem viveu pra me amar
Continua no meu leito
Mesmo sendo bom sujeito
Ele tem me atazanado
Toda noite tem peidado
Enfestando o camarim
Quem suspirava por mim
Agora ronca ao meu lado.

Dalinha Catunda

Não sabemos o autor do mote. Se alguém souber colocaremos a autoria.


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LEIS DA NATUREZA

Mote do Dr. Bartolomeu Bueno:

As únicas leis permanentes
São as leis da natureza.

As leis feitas no congresso
Por políticos corruptos
São instrumentos abruptos
Que provocam retrocesso
O mais seguro progresso
Nos chega com singeleza
A verdadeira riqueza
Vem das mais simples vertentes
As únicas leis permanentes
São as leis da natureza.

Gregório Filomeno

Pra defender cidadão
Não vejo lei funcionar
Foro a privilegiar
Quem engana esta nação
Nunca vi tanto ladrão
Solto só por esperteza
E nadando na riqueza
Dividindo com parentes
As únicas leis permanentes
São as leis da natureza.

Dalinha Catunda


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RAFAELA SILVA É OURO

Nosso ouro é Rafaela,
Magistral em sua trilha.
É uma Silva que Brilha!
É ouro que se revela!
Ao pódio seu nome atrela,
Trazendo felicidade
Pra sua comunidade,
E para nação inteira.
Salve a menina guerreira!
Mulher de capacidade!

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NÃO TEM JEITO QUE DÊ JEITO

Mote:

Não tem jeito que dê jeito
No sujeito mal-amado.

A pior coisa do mundo
É conviver com alguém
Que só prepotência tem
E um mau humor profundo
É um coitado no fundo
E fica evidenciado
O ser humano frustrado
Pelo capeta é eleito
Não tem jeito que dê jeito
No sujeito mal-amado.


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PEGA NO SERTÃO

d1

É vaqueiro é boiada
É caatinga é barbatão
É o suor escorrendo
É boi preso no mourão
É espinho de jurema
É o gemido da ema
É a saga do sertão.

O vaqueiro entra na mata
Campeando sai ferido
Mete a espora ganha o boi
E num aceno atrevido
Seguindo seu coração
Cavalga com emoção
Rumo ao amor proibido.

E depois do boi no chão
Depois da queda bendita
O vaqueiro apaixonado
Olha pra moça bonita
Apos tirar o chapéu
Pra ela entrega o troféu
Que alegre nem acredita.

Nas contendas do agreste
Nas pelejas do sertão
O vaqueiro aguerrido
Tem no laço precisão
Mulher só laça na manha
O boi derruba na sanha
E se sagra campeão.

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TEMPO NUBLADO

O tempo ficou bonito
Entretanto não choveu
Torres bordavam o céu
Mas veio o vento e varreu
A chuva foi só sereno
Pra molhar o meu terreno
Com prece pouca não deu.

Você pegou a viola
E cantou para chover
Um coração ressequido
É duro de amolecer
Promessa nem simpatia
Trará de volta a magia
Que parou de escorrer.


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DO TREM SÓ A SAUDADE

Ipueiras

Foto da colunista

Era tempo de alegria
Nos trilhos do meu sertão
O trem que ia e voltava
Carregava em seu vagão
Fantasia aventureira
A ilusão passageira
Marcando cada estação.

Alegria na chegada
O choro da despedida
Entre abraços e promessas
Velhos dramas da partida
No lenço a dor da saudade
Fruto da felicidade
Que o coração deu guarida.

O tempo se vai ligeiro
Mas o trem fica parado
A lembrança no presente
Faz o seu sacolejado
E nesse seu movimento
Transporta meu pensamento
Aos bons tempos do passado.


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DEU BODE, MARANHÃO

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Uma coisa vou dizer,
Meu povo preste atenção
Êta cabra destemido
É esse tal de Maranhão
Roubou a cena do dia
Fazendo o que não podia
Com a caneta na mão.

Para ficar bem na foto
Pintou cabelo e bigode
Com um sorriso no rosto
E como quem tudo pode
Com a cara mais lavada
Deu a sua canetada
Mas acabou dando bode.

O que ontem ele fez
Já chegou a desmanchar
Sua cadeira na Câmara
Nem sei se vai esquentar
Maranhão foi pau mandado
Mas não deu bom resultado
O que acabou por tramar.

Hoje serve de chacota
Seu nome virou piada
Pois em sua insanidade
Desabonou a bancada
E agora eu sei que lhe dói
Não ter virado herói
Na cena que foi tramada.


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NO REINO DA ESCULHAMBAÇÃO

Um Brasil desgovernado
É esta a situação
Sai o Eduardo Cunha
Entra um tal de Maranhão
Na república dos ratos
Diante de novos atos
Reina a esculhambação.

A bagunça está bem grande
Já impera a anarquia
Mas a Federal não para
A lista não se esvazia
Cada nova incursão
Traz à tona mais ladrão
E viva a democracia!!!

O que muitos decidiram
E um só tenta vetar
Agora vira incógnita
Só nos resta esperar
Uma nova decisão
Pra salvar essa nação
Ou duma vez enterrar.

Parte do povo enganado
Bate palma e pede bis
Achando que a presidenta
É a santa mãe do país
E acham que é invenção
Mensalão e petrolão
“Vida de gado, povo Feliz!”

O Brasil é muito grande
Bem maior que Maranhão
Político sem palavra
Sem respaldo ou posição
Que não merece a glória
De entrar para a história
Com mais esta armação.


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