QUEM QUER VER AS FOTOS DA CAROLINA DICKMAN NUA?

O Brasil é um país privilegiado, em matéria de beleza feminina.

Tem mulher pra todo gosto, de todos os jeitos: morenas, mulatas, negras, louras, ruivas, orientais, nisseis, índias, caboclas, cafuzas, mamelucas…

Se “beleza é fundamental”, como disse Vinicius de Moraes, não se pode afirmar que determinado grupo étnico é mais bonito que o outro. Temos representantes de todas as etnias da mais alta beleza.

Cada uma delas com o seu fã-clube masculino próprio, porque não há uma preferência nacional em matéria de mulher. Sendo bonita, charmosa e – por que não dizer? – gostosa, são todas admiradas.

Pode haver preferência com relação a detalhes anatômicos, como o bumbum, por exemplo. Mas para aqueles cujo fetiche são as nádegas avantajadas, temos visto que elas não escolhem etnia. Ainda mais depois da febre das academias e da popularização do silicone.

Há, portanto, um número muito grande de mulheres lindas no Brasil, de Norte a Sul, de Leste a Oeste.

De sorte que eu não entendo a fixação que certas pessoas têm por mulheres famosas, artistas de cinema ou televisão.

A mulher gostosa que pode fazer o cara feliz é a que está próxima, ao alcance das mãos. Uma vizinha, uma colega de trabalho…

Estrelas brilham, mas estão distantes demais. São inatingíveis.

Gastar o tempo precioso, que poderia ser usado para conquistar alguém mais perto, sonhando com estrelas distantes é um mau investimento.

Mesmo porque, pessoalmente, elas podem não ser nada disso do que se espera, do que se idealiza. O brilho pode ser falso… O calor que transmitem na tela pode ser fingido. Afinal de contas, são atrizes e vivem de fingir ser quem não são.

Não vão pensar que estou dizendo isso porque sou “coroa” e já não sonho com mulheres como os jovens.

É certo que tenho uma visão diferente do relacionamento homem X mulher.

Mais maduro? Talvez.

Mas isso é um jeito de ser que tenho há muito tempo.

Quando tinha 15 anos, em 1962, estava em Cabo Frio quando a famosíssima Brigite Bardot esteve por lá.

Para quem não viveu esse tempo, devo dizer que ela foi, à sua época, a mulher mais desejada do mundo. Estrelou alguns filmes ousados (hoje talvez passassem na sessão da tarde) e revolucionou o cinema mundial.

Num tempo em que toda nudez era proibida e castigada, que as mulheres de minissaia era barradas em alguns lugares, ela mostrava os seios diante da câmera. Uau!

As mulheres francesas faziam um “furor” danado, exatamente por conta da ousadia dos filmes e da própria língua sensual.

Pois num princípio de tarde, naqueles idos de 62, eu fui à praça encontrar os amigos, achar o que fazer e, de repente, me deparo que com uma multidão aglomerada diante do Restaurante Dom Bosco.

Aquela movimentação atípica chamou a minha atenção e fui saber o motivo de tanto alvoroço.

- A Brigite Bardot está almoçando ali, disse alguém.

- Brigite Bardot?

- A própria!

Sinceramente, calculei o número de pessoas que estava na frente do restaurante e o quanto teria de empurrrar e ser empurrado se quisesse vê-la de perto, quem sabe cruzar um olhar com aquela “deusa” que povoava os sonhos de tantos homens e rapazes…

Meus caros, dei de ombros e fui arrumar o que fazer.

Atrapalhar o almoço de quem quer que seja, nunca fez parte dos meus planos.

Carolina Dieckman é uma moça bonita. Boa atriz… Mas tem a vida dela, o homem dela e está a pelo menos 900 quilômetros de distância de mim. É quase tão distante quanto uma estrela.

Pra quem deixou de ver uma das atrizes mais famosas do mundo, ao vivo (tá certo que não estava nua), pra que vou ficar olhando fotos?

As ruas da cidade em que moro estão cheias de moças tão ou mais bonitas que ela.

Vão arrumar o que fazer, seu bocós!

* * *

FALA SÉRIO !

Depois de mostrar indignação contra o “pontapé na bunda” da FIFA, o governo acertou com aquela entidade que vai meter a mão na massa nas obras da Copa.

E para suprir as deficiências dos aeroportos, bases militares deverão ser utilizadas. E eu que pensava que o Estado não ia pôr mais dinheiro do próprio bolso para fazer frente às obras. Ou será que é da poupança?

Planejamento é isso! O resto é brincadeira!

FALA SÉRIO !

E O PEQUENO POUPADOR DANÇOU MAIS UMA VEZ!!!

Quando a presidenta Dilma, na semana passada, veio a público criticar os banqueiros, o golpe contra os pequenos poupadores já estava armado.

O discurso dela foi só uma cortina de fumaça. Fingiu que estava, de fato, empenhada em forçar uma redução de juros no País, parecendo exigir uma atitude “patriota” dos banqueiros, que são os principais culpados pelos elevados juros internos, mas era só uma encenação para inglês ver.

Penalizar o pequeno investidor, aquele que poupa, muitas vezes com enorme sacrifício, deixando de consumir bens de primeira necessidade para fazer o seu pecúlio, por falta de coragem para enfrentar de peito aberto os banqueiros, é uma tremenda sacanagem.

Mas é claro que o governo, em ano eleitoral, não iria abrir mão das polpudas verbas para campanha dos bancos que, junto dos grandes empresários e empreiteiros são os principais financiadores de campanhas políticas.

Se o governo quisesse de fato diminuir os juros internamente, para alavancar o crescimento da economia, bastava impor limites ao spread bancário, de uma forma impositiva e, quiçá, radical.

E não me venha dizer que isso não é possível, porque nas principais economias do mundo, os juros anuais não costumam ultrapassar 7% ao ano.

Por que aqui isso não é possível?

Por que as principais economias do mundo, diante das perspectivas de recessão interna e mundial, chegaram a reduzir o equivalente à nossa taxa SELIC, que está em 9%, para um percentual próximo de zero e nós não podemos sequer reduzir o spread bancário para valores decentes?

Spread bancário, para quem não está afeito aos termos da economia, é a diferença entre os juros que o banco paga quando capta dinheiro no mercado e o que cobra na ponta, quando empresta.

Ora, enquanto a poupança não chega a pagar 1% (hum por cento) ao mês, o que dá, no final de um ano, pouco mais de 10% acumulados, os juros dos cheques especiais ultrapassam 150% ao ano.

Isso significa que os bancos, no Brasil, embolsam uma diferença imensa, sem precedentes no mercado mundial.

Se essa diferença representasse, ao menos, uma prestação de serviços adequada e compatível com os lucros auferidos, mesmo assim já estaria caro demais. Mas nem isso acontece e tampouco o governo os enfrenta e exige um serviço mais decente para a população.

E os banqueiros seguem rezando a mesma ladainha, dizendo que os juros são altos por conta da inadimplência.

Do total de inadimplência verificada no país, 70% ou mais é provocada pelos próprios bancos, que, ao cobrarem taxas tão elevadas, acabam elevando os custos dos produtos e deixando o consumidor endividado a ponto de não poder honrar seus compromissos.

Se os juros internos fossem menores, os custos dos produtos sofreriam sensível redução e o povo poderia consumir mais com menor endividamento. Com isso, a nossa produção iria aumentar e gerar mais empregos.

Isso, sim, é que criaria de fato um círculo virtuoso e uma menor dependência do mercado exteno. Mas isso não interessa aos banqueiros. O que lhes interessa é manter a população sob o seu domínio, como escravos endividados.

Alguém falou, ainda, em redução das despesas governamentais?

Alguém falou em redução de impostos?

Alguém falou em redução da dívida interna brasileira?

Até o momento, não ouvi nada disso. Por isso, tenho a certeza de que o governo acaba de dar um tiro no pé.

A inflação não irá cair, os juros bancários não se reduzirão e o pequeno poupador irá pagar o pato mais uma vez!

Num ano de eleição, não me parece uma boa medida!

* * *

FALA SÉRIO !

Na Assembleia Legislativa de Goiás, foi aprovado um projeto que torna obrigatória a leitura da Bíblia na abertura das sessões.

Por que ler a Bíblia e não fazer uma sessão espírita ou uma pajelança, uma leitura do Alcorão… ou, melhor ainda, uma cerimônia ecumênica?

E eu que pensava que o Estado era laico!

FALA SÉRIO !

O QUE É POLITICAMENTE CORRRETO?

O STF está julgando a constitucionalidade da manutenção das cotas para afrodescendentes nas Universidades e os dois primeiros votos foram favoráveis a essa medida.

Eu concordo que alguma coisa precisa ser feita para que os “afrodescendentes” ascendam socialmente e tenham melhores oportunidades na sociedade.

O sistema de cotas pode ser um dos caminhos. Mas o principal é melhorar as condições de vida da população de um modo geral, para que todos possam concorrer em condições de igualdade. Porque o contingente de pobres de todas as etnias é muito grande.

Penso, ainda, que a palavra “afrodescendente” não deveria ser usada, embora eu compreenda perfeitamente o seu significado. Mas descendente passa a ideia de algo que está indo ladeira abaixo, de valor decrescente.

Sugiro que seja substituída por “de afrolinhagem”. Linhagem dá uma ideia de nobreza. Valoriza. Dá “status”. Coloca na ascendente.

A propósito, descobri, há alguns dias, na Internet, uma crítica a um livro infantil de minha autoria contida numa tese universitária.

É uma adaptação da lenda gaúcha do Negrinho do Pastoreio onde o personagem, sendo escravo, sofre maus-tratos etc.

A crítica se baseava no fato do Negrinho ser apresentado numa posição desvalorizada, inferior (!?).

Ora, o texto que escrevi baseou-se na lenda (que, por princípio, é fantasiosa e vem do imaginário popular) e eu não poderia, de modo algum, modificá-la para que o personagem principal tivesse outra vida. Não é de minha competência alterar uma lenda.

Mas, ao reescrê-la, fiz um texto que abre falando sobre os direitos das crianças e, na 3ª contracapa, está impressa a Declaração Universal dos Direitos das Crianças, sejam de afrolinhagem ou não.

Penso que o texto é, acima de tudo, um alerta para que as crianças percebam as injustiças e formem um pensamento crítico em relação à violência que muitas sofrem, escravas ou não, de afrolinhagem ou não.

A analista, portanto, fez uma análise superficial, surfando na onda do politicamente correto, o que é um erro.

Na ânsia de se posicionar a favor do “politicamente correto”, muita gente comete injustiças nesse país porque não se detém com profundidade no “texto”, não observam as entrelinhas que, muitas vezes, falam até mais do que o texto propriamente dito.

Um caso que me chamou a atenção, há alguns dias, foi o de uma senhora que disse, se não me engano, à balconista de uma loja: “- Você é uma negra safada!”. Está sendo processada por “racismo”.

Há, aí, um claro erro de interpretação. Se alguém diz: “- Você é uma negra safada!”, está se dirigindo a uma pessoa apenas e não a todos os de afrolinhagem. Na minha opinião, não é racismo, embora a pessoa que assim se manifestou possa ter tido em seu íntimo essa intenção. É, sim, uma ofensa moral e deve ser punida como tal, mas não por racismo. Se o termo foi usado para uma pessoa apenas, o que está nas entrelinhas é que, na opinião de quem pronunciou tais palavras, há pessoas de afrolinhagem que não são safadas. Aquela, em particular, na sua opinião, era ou é.

Se tivesse dito que ela é safada por ser de negra, aí, sim, seria preconceito contra os negros ou de afrolinhagem.

Se fosse uma balconista branca e a mulher dissesse: “Você é uma branca safada!”, seria a mesma coisa, A ofensa seria contra um único indivíduo e não contra toda uma raça (se é que podemos dizer RAÇA, já que só há uma: a raça humana).

Quem acha que chamar um negro de negro é racismo é o verdadeiro racista. Demonstra preconceito contra a palavra NEGRO (por extensão, a todos os de afrolinhagem) e se sente mal só de ouvi-la.

A propósito, há alguns dias, numa correspondência comentada aqui no JBF, usou-se a palavra “denegrir” que Dom Capeta, sábia e jocosamente, classificou-a de politicamente incorreta, uma vez que significa “tornar negro”.

A se considerar o sentido conotativo dessa palavra, realmente é politicamente incorreta, haja vista dizer, implicitamente, que tornar algo negro é diminuir a sua qualidade.

Entretanto, no sentido denotativo, apesar do dicionário, vai depender de quem a ouve ou emprega. Para alguns, denegrir (tornar negro) pode, perfeitamente, agregar valor.

Eu, por exemplo, tenho muita admiração pelos negros e sei, perfeitamente, que todos somos descendentes de africanos, conforme os testes de DNA já provaram. Assim, tornar negro, para mim, não desmerece em nada. Em muitos casos, valoriza.

Tanto é assim, que lamento não estar mais morando na praia. Uma das coisas que mais gostava era ficar ao sol “denegrindo” a minha pele.

Obs.: O termo “denegriir”, aqui, não tem nada a ver com a opinião dos dermatologistas.

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FALA SÉRIO !

(Grito de Guerra pra torcida, no próximo amistoso da seleção)

Mano Menezes

vê se não esquece:

o Ramires é melhor do que o Messi.

FALA SÉRIO !

CPI CACHOEIRA ABAIXO!

Tendo um senador do DEM como alvo, o PT se assanhou todo para que a CPI do Cachoeira fosse instalada, contando com o apoio e incentivo de LULA.

A intenção dos políticos do PT, inclusive do seu presidente Rui Falcão, parecia ser mostrar ao povo, ainda mais em ano de eleição, que os malfeitos e malfeitores estão em todos os partidos.

Dessa forma e de quebra, pretendiam desviar as atenções do julgamento do Mensalão.

Segundo alguns rumores, Dilma pediu calma e moderação.

Provavelmente, esses cuidados da Presidenta devem estar ligados ao conhecimento prévio de que a Construtura Delta é uma das maiores beneficiárias de obras do PAC, comandadas pelo governo federal.

Como essa construtora tem ou teve ligações com Carlinhos Cachoeira e o dono daquela empresa, o Sr. Fernando Cavendish, em conversa gravada por um dos seus sócios ou ex-sócio, afirmou que com dinheiro se compra políticos e se consegue obras, etc., a euforia inicial do PT parece ter se esfriado.

É que o normal da compra para a obtenção de vantagens é que o COMPRADO seja alguém COM PODER e NO PODER. Quem está no PODER?

Ou seja, o número de políticos, envolvidos em maracutaias, pode ser muito maior do que se supõe e, pelo passado do PT, o tiro pode sair pela culatra.

Creio que eles se esqueceram que no lado do PT e ao lado do PT (os aliados governistas) militam, também, um bom número de corruptos.

Ou será que, de repente, de tanto pregaram que o mensalão não existiu, eles mesmos passaram a acreditar que dizem a verdade?

Estamos em ano de eleição e quem tem no currículo um “mensalão”, que está para ser julgado pelo Supremo – se não o for (não os deixeis cair em prescrição, amém!) já será arma demais para os inimigos – não pode dar sopa para o azar.

Por essas e outras, na surdina, já se pressente um movimento para se “esfriar” o calor inicial… Com a impossibilidade de se barrar a instalação, já que seria muito feio para o PT recuar, ainda mais com tantas evidências que incriminam o senador do DEM, resta-lhes dominar os cargos principais (presidência e a relatoria) para impedir algumas convocações que não lhes interessem.

A linha de investigação da Polícia Federal parece estar centrada em gravações e na busca por documentos relativos a licitações com aditivos contratuais e coisas do gênero, ou seja, aquelas tramoias que todos conhecem mas que os governos fazem de conta que não está acontecendo.

Uma das primeiras medidas a serem proposta é a quebra do sigilo bancário e fiscal da Construtora Delta. Por esse caminho, talvez seja possível descobrir os inúmeros beneficiários de todas as esferas do poder, envolvidos no esquema.

Se a sociedade e a imprensa ficarem de olho vivo, pode ser que essa cachoeirada não se transforme em pizza, como tantas outras CPIs.

Como já disse, estamos em ano eleitoral e como se supõe que o número de envolvidos seja muito grande, atingindo políticos de vários partidos, tanto da oposição quanto da situação, vai ter muita gente interessada em varrer o lixo pra debaixo do tapete.

Rezo para que, de início, se descubra e se divulgue algum escândalo de peso para impedir que por mais que tentem esconder a cachoeira (talvez construindo um muro de concreto em frente dela), a água que vazar pelos furos e rachaduras seja suficiente para fazer o povo abra bem os olhos antes de votar.

Que a água de Cachoeira sobre a pizza a torne bastante indigesta!

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FALA SÉRIO!

Uma das “strippers” que participava das orgias organizadas pelo ex-premier italiano, Silvio Berlusconi, declarou que ele pedia às moças para se vestirem de Ronaldinho Gaúcho, com máscara e camisa do Milan.

Será que ele ficava excitado, imaginando que iria fazer sexo com o jogador brasileiro?

Tem cada tesão estranho nesse mundo!

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FALA SÉRIO RIMADINHO!

Podem correr por aí,
nhe-nhe-nhens e zum-zum-zuns
jurando por todos os deuses
que a carne é de mutuns,
mas nunca mais nessa vida
como empada em Garanhuns!

FALA SÉRIO!

A BESTA FUBANA É UMA GANGUE!

Com uma falsa modéstia capaz de deixar o Pelé rubro de vergonha, o Papa Berto I “finge” que ignora as razões do sucesso do Jornal da Besta Fubana.

As razões são muitas, desde as abordagens e temas variados à excelente seleção de charges.

Sem contar a liberdade que temos para falar sobre todos os assuntos.

O único senão é que essa liberdade transformou o JBF numa “gangue”, formada por gente desalmada que não tem a mínima consideração com os nossos dedicados políticos.

Pelo menos, é o que se deduz das palavras do deputado maranhense do PTB, Manoel Ribeiro, referindo-se aos protestos da imprensa, de um modo geral, contra o pagamento de 18 salários anuais na Assembleia Legislativa daquele que é um dos estados mais pobres do Brasil: “È coisa de gangue!”

Vejam só a que ponto chega a mentalidade desse parlamentar: quem protesta contra esse absurdo é que faz parte de uma gangue.

E pensar que o partido dele, o PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, jamais propôs que o trabalhador receba 18 salários anuais. Sem contar que levou dinheiro “por fora”, segundo as palavras do seu ex-presidente, Roberto Jefferson, no episódio do mensalão, que ele só denunciou para o seu partido não ter de pagar o pato sozinho, no episódio das propinas dos correios.

Sei que não é só no Maranhão que isso acontece. A prepotência é geral. Os donos dos feudos, em que se transformaram os partidos políticos brasileiros, acham-se donos do Brasil. Julgam-se senhores da verdade e de todos os direitos.

Outra deputada maranhense, Graça Paz, do PDT – Partido Democrático Trabalhista (que era do Brizola e agora é do Lupi que teve de sair do Ministério do Trabalho por razões pouco republicanas), também achou uma “orquestração” o que se faz contra o parlamento brasileiro.

Orquestração, na minha opinião e na de muita gente, é o que se viu no mensalão e o que se vê em governos, sejam municipais, estaduais ou federal, quando se trata de dinheiro público.

Só o governo Dilma foi obrigado a demitir mais de meia dúzia de ministros por corrupção.

Os envolvidos com o “mensalão” estão na bica de se aproveitarem de um brecha da lei para sequer serem julgados.

O Senado Federal está vendo um dos seus membros, que sempre apregoou a ÉTICA, envolvido com um bicheiro.

E, pelo jeito, tem muito mais gente envolvida nisso! É um angu que vai feder quando for mexido. Isto é, se revolverem mesmo o fundo da panela.

Os relacionamentos escusos de políticos e funcionários públicos, como o recebimento de propina para fraudar licitações, são estampados diariamente na imprensa.

Desvia-se dinheiro da saúde, da merenda escolar, das obras públicas, do PAN, que até hoje não se teve punição, se é que esse caso foi investidado realmente.

Nesta mesma semana, notícias chegadas de Natal contam que desembargadores embolsavam valores depositados em juízo…

E ainda teve senador que declarou: “Eu não vivo do salário de senador, mas tenho pena daquele que é obrigado a viver com R$ 19 mil líquido com a estrutura que temos aqui.”

E outro que disse: “Os políticos são mal remunerados. Se o dinheiro está na minha conta é porque é legal. Acho que quem votar a favor dessa proposta tem que devolver o dinheiro que recebeu. Nós temos que atender ao eleitor com pagamento de passagens, remédio e até com o pagamento de festas de formatura quando somos convidados para sermos patronos. Quem paga essa conta?”.

E a “gangue” são os outros!

Sinceramente, se protestar contra desmandos, roubos e outros malfeitos é fazer parte de uma gangue, VIVAM AS GANGUES!

Vida longo ao JBF!

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FALA SÉRIO!

Por ocasião do lançamento do livro comemorativo do centenário do Santos, Pelé disse que Messi, antes de ser melhor do que Pelé, tinha de ser melhor que Neymar.

Ora, depois dos 4 X 0 do Barcelona contra o Santos, na final do mundial de clubes, essa questão já ficou mais do que decidida.

Romário tem mesmo razão: Pelé de boca fechada é um poeta!

FALA SÉRIO!

PROSTITUIÇÃO-MIRIM, AQUI VALE, SIM!

Coitada da infância deste país, especialmente as meninas pobres que, sem escola, sem amparo familiar e carentes de tudo, se prostituem para satisfazer as suas necessidades básicas.

Com tamanha fragilidade exposta, qualquer um pode chegar, fazer o que quiser, desde que pague. Especialmente, se não for a primeira vez que a menina tiver recebido dinheiro para ceder aos desejos sexuais de tarados pedófilos, que devem achar um barato transar com uma pré-adolescente.

Por que estou dizendo isso? Por conta de uma decisão infeliz do STJ que absolveu um réu que manteve relações sexuais com menores de doze anos.

Essa decisão, além de retirar os direitos mais elementares de menores, na prática, legaliza a profissão de prostituta-mirim.

Acho que o capitalismo só é um regime ainda insubstituível, porque o ser humano não está preparado para a solidariedade, para agir com “humanidade”. Não atingiu maturidade suficiente para entender o outro como seu “igual” e sempre se acha superior aos demais e no direito de agir, única e exclusivamente, por conta de seus interesses.

Quando essa “pseudo-superioridade” vem por conta de mais ou menos dinheiro que se tem na conta bancária, a coisa se torna perigosa.

Segundo a decisão do STJ, como as meninas já se prostituiam, não há presunção de estupro já que o sexo foi consentido.

Essa decisão causa espanto e revolta, quando se questiona se meninas dessa idade têm plena consciência de seus atos.

Plena consciência, neste caso, não é saber se prostituir-se é certo ou errado neste momento. É saber se há consciência para prever as consequências para o seu próprio futuro, até mesmo sob a ótica psicológica, quando se perceberem usadas pela sociedade que, por não lhes oferecer condições ideais de vida, as obriga a vender o corpo.

Ou seja, o estupro de menores, carentes ou não, é de toda a sociedade. Não justifica, portanto, que um maior, que pague para ter sexo com uma pré-adolescente que já vinha sendo estuprada socialmente, possa ser inocentado.

Sexo em troca, muitas vezes, de um prato de comida, mesmo que tenha sido praticado anteriormente, antes de ser consentido, é uma tragédia!

Sexo consentido, na minha opinião, só ocorre quando duas pessoas, maiores de idade, por atração pessoal, por decisão pessoal, resolvem se entregar uma à outra, sem interesse pecuniário. E mais ainda, quando têm o mesmo nível social e cultural.

Com essa afirmação, não estou me posicionando contra a mobilidade social, nem sendo preconceituoso. Apenas faço uma comparação com um jogo de pôquer. Se um dos participantes é bem mais rico que o outro, o mais pobre sempre vai se ferrar. Ou vai ficar com medo de correr riscos em certos momentos ou não vai ter cacife para “pagar pra ver”.

Nessa questão específica, tenho para mim que, a partir do momento em que entra o interesse pecuniário, o sexo passa a ser prostituição de alguma forma. Alguém está explorando alguém e o explorado, sempre, é quem recebe.

Tenho certeza de que a maioria das mulheres, mesmo as maiores de idade, que se prostituem, não o fazem, única e exclusivamente, por gostarem de sexo, por “amarem” a sua “profissão”. A maioria delas foi conduzida a isso por falta de escolaridade, por falta de cultura, por falta de oportunidade de trabalho, ou seja, direitos que a Nação não lhes ofereceu.

Sabe-se que muitas delas são oriundas de áreas e regiões carentes, onde o abuso contra menores ocorre com muita frequência.

Quando morava em Natal, volta e meia tomava conhecimento de casos envolvendo turistas estrangeiros com menores. É o tal “turismo sexual”, que uma decisão como essa não ajuda a combater, pelo contrário, às vésperas de uma Copa do Mundo, deve estimular.

Não podemos aceitar essa presunção de consciência plena por parte de menores, pois fere todos os direitos da criança e do adolescente, tampouco que o réu seja inocentado.

Se confrontarmos, nos casos de sexo pago, a situação econômica de quem paga e de quem recebe, vamos perceber, a grosso modo, que um abismo social os separa.

Um decisão infeliz como essa do STJ, se mantida, ainda por cima, gera o risco de se transformar o criminoso em benfeitor, por ter minorado as carências das menores.

* * *

FALA SÉRIO !

Na Itália, um zagueiro foi preso e condenado, por ter marcado um gol contra o seu time, em troca de dinheiro… Réu confesso, por sinal.

Há pouco tempo, um senador peruano declarou ter havido um acordo entre as ditaduras do Peru e da Argentina, para que a seleção peruana entregasse aquele jogo ( 6 X 0 para os “hermanos” ) que tirou do Brasil a chance de ter mais um título de campeão mundial.

Aqui, já tivemos o escândalo da loteca para provocar as chamadas “zebras” e outros mais de manipulação de resultados.

E tem uns idiotas que matam e morrem por conta de futebol.

FALA SÉRIO !

VENDE-SE CARGO COMISSIONADO A PRESTAÇÃO!

Como se não faltasse mais nada para acontecer neste pais das 1001 corrupções, aqui, no Paraná, o Ministério Público Estadual vai investigar uma denúncia pra lá de inusitada.
 
Vejam, senhoras e senhores, como anda a falta de caráter dos nossos políticos!      
 
Segundo um denunciante. que quer se manter no anonimato, o PSL (Partido Social Liberal), em troca ao apoio dado ao PSDB na eleição deste ano, “adquiriu” o direito de indicar nomes para ocupar cargos comissionados no Porto de Paranaguá, um dos mais importantes do Brasil.
 
Ou seja: a fim de garantir o maior dos males da nossa administração pública, apelidado de “governabilidade”, acordos são feitos – sabe-se lá como! – em caso de vitória, os cargos comissionados são direcionados para esse ou para aquele partido. Essa partilha entre “aliados”, infelizmente, acontece em todos os níveis da administração pública: federal, estadual e municipal.
 
Pois bem, um comerciante de Paranaguá diz que foi procurado pelo presidente do PSL local, Sr. Ênio Campos Silva, que lhe fez uma proposta para ocupar um cargo comissionado na Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
 
Mas há sempre um mas. Para tanto, ele teria de depositar a parcela inicial de R$ 8.00000 (oito mil reais) e, posteriormente, completar o pagamento total de R$ 22.00000 (vinte e dois mil reais)para obter a tal nomeação. Ou seja, o cargo comissionado foi vendido a prazo por vinte e dois mil reais em três parcelas.
 
Tendo depositado a última parcela em janeiro e como a nomeação não acontecia, em fevereiro último, o comerciante procurou o presidente do PSL para saber as razões de não ter sido ainda nomeado.

Soube, então, que o cargo oferecido tinha ficado à disposição do advogado Alceu Maron, presidente do PSDB local e que, provavelmente,será candidato à Prefeitura de Paranaguá nas próximas eleições. Sendo assim, seria necessário fazer uma visita a esse cidadão para tratar do assunto.

Desconfiado que estava sendo enganado e que a nomeação não viria, o comerciante pediu o seu dinheiro de volta. Como não conseguiu recuperar os valores pagos, resolveu denunciar o esquema.
 
Segundo consta numa reportagem do jornal GAZETA DO POVO de Curitiba, existem cópias das gravações das conversas e dos depósitos e que todo esse material foi entregue ao Ministério Público.
 
Segundo o ex-futuro ocupante do cargo comissionado, para piorar o caso, o dinheiro para a compra do posto teria sido emprestado pela sua sogra. Agora, corre o risco de ficar sem a “boquinha”, sem o dinheiro e, ainda por cima, em dívida com a sogra. Cá pra nós, dever pra sogra é barra!

Agora, pergunto: como se pode ter esperança de futuro num país onde, além de todas as denúncias de falcatruas, superfaturamento, desvio de verbas, ligações de políticos com malfeitores e tantos outros males, até os cargos públicos estão sendo vendidos a prazo?
 
A falta de caráter dos nossos políticos supera todas as nossas expectativas.

Quando a gente pensa que não falta mais nada para acontecer, eles inventam uma nova modalidade para nos surpreender ainda mais.
 
Se toda essa criatividade fosse usada para o bem, seríamos o país mais progressista do mundo e teríamos certamente o melhor IDH de todo o planeta.

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FALA SÉRIO 1!
 
Uma das empresas denunciadas pelo Fantástico, da rede Globo, anunciou as demissões por justa causa dos funcionários que ofereciam propinas.

Imagino que deviam ser funcionários recém-contratados e que aquela seria a sua primeira participação numa licitação.

Caso contrário, se eram funcionários antigos, certamente praticavam esses atos ilícitos há muito tempo e as verbas para as propinas saíam dos cofres da empresa e não das comissões dos funcionários.

Logo…

Parece até o tempo do Plano Sarney, quando os pobres dos funcionários recebiam ordem de remarcar os preços e eram presos, enquanto aos donos das redes de supermercados nada acontecia!

* * *

FALA SÉRIO 2!
 
 Estive pesquisando sobre o orador grego Demóstenes e descobri que ele foi, também, político. Em determinada época de sua vida, chegou a ser preso por ter-se deixado comprar por um ministro de Alexandre, o Grande.

Ah! O Demóstenes grego suicidou-se tomando veneno!

Não se trata de sugestão …!

Mas parece um nomezinho danado de gente que se vende!
 
FALA SÉRIO !

O DEPUTADO ROMÁRIO, A COPA E O CALOTE ANUNCIADO

Quando Romário se candidatou e, posteriormente, foi eleito para deputado federal, achei que a população do Rio havia errado, mais uma vez.

O histórico do “baixinho” como jogador de futebol, até um determinado momento, é irretocável. Dentro da área, realmente, foi um dos melhores atacantes do mundo.

Mas nunca me pareceu alguém que pudesse desempenhar uma função pública, como representante do povo, com destaque.

Provavelmente, um preconceito da minha parte tenha me levado a pensar assim. Romário andou metido em algumas confusões e trapalhadas e, talvez, eu tenha me deixado iludir pelas aparências.

As suas recentes posições, especialmente com relação à Copa do Mundo, embora a sua inimizade com o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, seja notória, tem me mostrado um outro Romário, consciente e cidadão.

Segundo suas palavras, a Copa do Mundo de 2014 será “o maior roubo da história do Brasil”.

E, em concordância com o que já dissemos, aqui nesta coluna, sobre a “estratégia” dos responsáveis pelas obras: “O pior ainda está por vir, porque o governo deixará que aconteçam as obras emergenciais, as que não precisam de licitações. Aí eu quero ver se as pessoas que apareceram sorrindo na foto durante a reunião de ontem (sexta da semana passada) vão querer aparecer. Esse Brasil é um circo e os palhaços vocês sabem bem quem são.”

E seremos mesmo os palhaços no circo da roubalheira, porque a conta da Copa cairá diretamente no bolso de todos nós, contribuintes, que sequer fomos consultados se queremos ou não uma copa do mundo de futebol no Brasil.

Para se ter uma ideia do pensamento das pessoas envolvidas com este evento, na semana passada, aqui em Curitiba, foi divulgada pelo jornal Gazeta do Povo a gravação de um discurso aos conselheiros do Clube Atlético Paranaense, feito em 2010 pelo Sr. Mário Celso Cunha, na época vereador e líder do governo na câmara municipal, que mais tarde se tornou o Secretário Estadual para Assuntos da Copa do Mundo de 2014.

Segundo o discurso do Sr. Mário Celso Cunha, para convencer os conselheiros do clube a embarcarem na candidatura à sede da Copa, foi sugerido que o Atlético Paranaense tomasse dinheiro emprestado do BNDES (138,4 milhões) para reformar a chamada Arena da Baixada, porque a dívida acabaria perdoada, ou seja, não precisaria ser paga pois o governo federal anistiaria a dívida no futuro.

Para os que não sabem da Copa em Curitiba, ela será realizada no Estádio do Clube Atlético Paranaense, considerado um dos melhores do Brasil. Entretando, para se adaptar às exigências da FIFA, terá de passar por reformas e ampliação e o clube não tem como bancar isso sozinho.

Mas se forem confirmadas as palavras do Secretário Estadual para assuntos da Copa do Mundo de 2014, o clube em questão terá o seu patrimônio aumentado às custas dos torcedores de todo o Brasil, inclusive dos estados que não irão sediar copa alguma.

A intenção de jogar os custos da Copa para os cofres públicos, através de um calote previamente anunciado, é antiga. É um mal de origem.

* * *

FALA SÉRIO !

O que mais me espanta, após as denúncias da TV Globo sobre corrupção nas licitações públicas, são as declarações de políticos *(senadores, deputados, ministros etc.), indignados com os fatos, dizendo que vão tomar providências, como se ninguém soubesse de nada.

Se eles são tão inocentes assim, é sinal de que não estão minimamente preparados para exercerem os cargos que exercem, porque, cá pra nós, todo mundo sabe que a coisa vem funcionando assim, há muito tempo.

FALA SÉRIO !

O DIL-LEMA DA DILMA

Quando o irresponsável Jânio Quadros renunciou à presidência, botando a culpa no que chamou de “forças ocultas”, houve quem o defendesse, dizendo que ele não podia governar por causa dos interesses dos congressistas da época.

Por conta de sua insensatez, o governo passou às mãos de Jango Goulart, que não tinha a confiança das forças armadas e, por conta de uma série de fatores e contextos, acabamos numa longa ditadura.

Passou o tempo, veio a abertura, presidentes eleitos democraticamente até que o PT assumiu o poder com o seu líder Lula.

Este, por sua vez, foi eleito presidente, depois de uma atuação notável como de líder sindical e uma apagada passagem pela Câmara dos Deputados, cujo mandato não rendeu um projeto de lei sequer para o País.

E o que fez Lula na presidência? Politiquice e propaganda, mais nada!

Sob a desculpa de uma busca de um entendimento maior em favor da chamada “governabilidade” negociou acordos com todos os partidos que poderiam votar a favor do seu governo, dando em troca ministérios, verbas legais e outras, ao que tudo indica, menos legais, que se transformaram no “Mensalão”.

Através de uma propaganda massificante e um discurso excessivamente demagógico, tendendo ora para a esquerda, ora para a direita, conforme a plateia, acabou se transformando no presidente de maior popularidade do país.

Mas, exatamente em função das trapalhadas do mensalão, chegou ao fim do seu mandato sem ter um político de suas hostes que pudesse apontar como candidato a seu sucessor. Teve de se valer de sua ministra da Casa Civil, que não era “petista” de origem. Havia militado no PDT, de Leonel Brizolla que, em vários momentos, mostrou-se receoso em apoiá-lo.

Conseguiu, assim, a façanha de eleger uma pessoa sem experiência em campanhas políticas e sem mandato como sua sucessora. Méritos de sua enorme popularidade e da incompetência da oposição.

A sua sucessora, no entanto, recebeu o seu legado “polítiquista”, sem a devida habilidade para dar continuidade e, creio, sem vontade de carregar esse fardo.

No primeiro ano do governo Dilma, vários ministros, indicados por Lula, tiveram de se afastar por conta de denúncias de corrupção. O peso recai sobre os seus ombros de quem está na presidência e assinou as nomeações, independente do fato do ministro ser uma “herança” do governo passado.

Findo esse primeiro ano, ela dá mostras de que não querer mais participar do “joguinho” do “toma-lá-me-dá-cá” que Lula instituiu. Especialmente, porque tem de ser ágil e tomar medidas inteligentes e rápidas, diante da crise econômica mundial.

Nesse particular, por sinal, o seu governo está tomando medidas corretas, sem demonstrar a mesma hesitação política dos episódios das denúncias de corrupção em diversos ministérios.

O Congresso, leia-se a Base Aliada, no entanto, tem dado demonstração de insatisfação em função de verbas retidas, ocupação de cargos de 2º e 3º escalões e outros motivos mais.

Para dar uma demonstração de força à Presidenta, recusaram uma indicação sua para uma agência reguladora. Rebelião?

O PR, partido do ex-vice José Alencar, resolveu declarar independência de seus parlamentares do Senado.

Se a Dilma tem o pavio curto que tanto apregoam não deve estar se sentindo nada confortável com essa situação. Certamente, vive um dilema: atravessar o seu mandato, refém da base aliada ou dar um grito de independência, descolando-se da figura de Lula?

Só espero, caso opte pela independência (a minha opção preferida), que não dê uma de Jânio Quadros, porque Michel Temer no poder, cercado de Sarney, Renan e tantos outros mais, é o próprio CAOS.

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FALA SÉRIO !

Parece-me que o governo está mal assessorado em matéria de acordo com a FIFA. Disseram que não havia compromisso firmado com aquela entidade com relação à venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa do Mundo.

Depois, voltaram atrás.

Há compromisso, sim, porque um dos patrocinadores da FIFA é a cervejaria Heineken, que é distribuída no Brasil pelo mesmo grupo da Brahma e da Antártica, se não me engano.

E o Ministro do Saci ainda vem a público defender o acordo.

E se o Saci for “de menor”, vai poder consumir bebidas alcoólicas…?

* * *

FALA SÉRIO!

Estava assistindo o jornal RECORD NEWS e o jornalista Heródoto Barbero e sua companheira de banca estavam entrevistando uma professora sobre a questão do ABORTO.

O discurso dela, desde o início, era favorável àquela prática, citando, inclusive, dados sobre a mortalidade de mulheres pobres por não poderem serem assistidas numa clínica com toda a segurança que todo ser humano merece.

Em dado momento, ela disse que o governo recuou de sua posição inicial em virtude da pressão de várias igrejas…

Abruptamente, a entrevista foi cortada, com os agradecimentos de praxe…

Terá sido censura explícita do bispo Macedo?

FALA SÉRIO!

ABRIU AS PERNAS, LEVOU CHUTE NO TRASEIRO!

Para trazer a Copa do Mundo para cá, abrindo mão da lógica e do bom senso, uma vez que o Brasil, realmente, não estava preparado para essa empreitada, o governo Lula assumiu compromissos que não tinha condições de cumprir.

Assumiu e deixou para a sua sucessora.

A realização de uma Copa, num país sucateado como o nosso, envolve um volume de obras tal que não pode ser executado em pouco tempo. Sem contar as dimensões territoriais do país e a loucura que fizeram de, por razões puramente políticas, optarem por doze sedes, quando o normal seriam oito.

Se até o presente momento, as obras do PAC 1 e do PAC 2 não foram realizadas, a propalada transposição das águas do São Francisco e tantas outras mais não atingiram níveis aceitáveis, são um indicativo perigoso de que, até a Copa do Mundo, os transportes aéreos, leia-se aeroportos, estradas e mesmo obras que facilitem a mobilidade urbana não estarão prontos a tempo, tampouco irão oferecer aos visitantes estrangeiros um mínimo de conforto e eficiência.

O jeitinho brasileiro não funciona para tudo e, aos olhos do mundo, certamente, passaremos por incompetentes, inconsequentes e sem capacidade de planejamento.

Talvez, joguemos por terra toda a confiança que o mundo está depositando em nossa companhia, por conta dessa opção desastrada.

A nossa burocracia é imensa e tudo necessita de tantos aceites e comprovações, para justificar os “cabides” de emprego, emperrando tudo. 

Fora a carga tributária, que torna tudo mais caro.

Adicione-se a isso o despreparo de nossos empresários do setor de turismo, especialmente o hoteleiro que, pensando a curto prazo e praticando preços exorbitantes ao longo do tempo, inviabilizam a vinda de turistas estrangeiros ao Brasil, de forma regular e constante.

Até mesmo a nossa mão-de-obra no setor é de baixa qualidade por não receber o devido treinamento, que não pode ocorrer apenas para um evento, mas deve exisitr sempre.

Como todos sabem, morei em Natal por dez anos e lá pude observar a queixa dos hóspedes estrangeiros de que eram raros os funcionários dos hotéis que falavam inglês (e isso é básico e fundamental) e que os preços eram tão elevados, que os obrigava a ir de táxi aos supermercados para abastecer as geladeiras dos apartamentos.

Quem quer fidelizar clientes no setor de turismo, não pode depender tão somente de beleza natural e mulheres seminuas (o que não deixa de ser a mesma coisa hahaha!).

A mentalidade do país e do setor não vai mudar por causa de um único evento de grande porte. Essa mudança, para ocorrer, necessita de tempo e investimentos constantes, cursos de aperfeiçoamento e coisas tão básicas que, apesar de ridículo, devo citar: conheci empresários do setor de hotelaria que não pagavam cursos de línguas para os funcionários com medo deles serem cooptados pela concorrência.

Por isso, apesar de condenar a forma chula com que se expressou o Sr. Jérôme Volcker, da FIFA, ao dizer que o Brasil precisava de um chute no traseiro, não posso deixar de concordar que a morosidade das obras e demais providências, por aqui, são irritantes.

E como essa Copa está vindo por razões meramente políticas, em hora inadequada, esse entrevero FIFA X GOVERNO vai acabar em pizza, como já vem acontecendo.

O interlocutor disse que foi mal interpretado e mal “traduzido”, pediu desculpas e o governo aceitou, apesar de, aparentemente, ter endurecido o jogo, porque está comprometido até a medula e não pode voltar atrás.

O jogo pra plateia foi feito para demonstrar que há uma seriedade à toda prova na defesa da nossa soberania.

Mas, devagarinho, o Estatuto do Torcedor, que prevê a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios, já foi pra cucuia e, certamente, outras tantas concessões serão feitas para atender aos interesses da toda poderosa FIFA.

Não duvidem que aqueles pontos, hoje anunciados como inegociáveis, amanhã já não o serão.

Ou seja, a cada dia, se fará mais uma concessão.

Como o apetite pelo poder foi o que fez o governo Lula trazer a Copa para o Brasil, sem medir as consequências, iremos pagar caro, não só pelo superfaturamento, mas porque estamos abrindo demais as pernas e que age assim leva chute no traseiro… pra não dizer outra coisa.

* * *

FALA SÉRIO!

Sob a alegação de evitar as consequências da “tsunami financeira” provocada pela “moratória branca” de países da zona do euro, que já se faz sentir por aqui desde o ano passado, haja vista o crescimento do nosso PIB abaixo do esperado, o Banco Central reduziu as taxas de juros.

Espera, assim, que o mercado interno cresça o suficiente para minorar os efeitos de toda essa problemática mundial. Excelente medida.

Mas por que ela não foi tomada quando o mercado internacional estava forte e permitiria um crescimento tamanho, capaz de tirar o povo da penúria?

Parece que o Banco Central, quando as condições de crescimento são favoráveis, quer que somente os banqueiros e grandes empresários levem vantagem.

FALA SÉRIO!

A FALÊNCIA MORAL DO FUTEBOL

Está certo que a CBF é um órgão privado, detentora dos direitos sobre o futebol no Brasil, concedido pela FIFA que, por sua vez, detém os direitos internacionais sobre o chamado esporte bretão.

Mas o número de denúncias envolvendo o presidente da entidade brasileira são tantos que chega a ser inconcebível que os presidentes das 27 federações dos estados brasileiros continuem a apoiá-lo, como foi publicado nesta quinta-feira.

Acena-se com a possibilidade dele se afastar para tratamento médico, mas isso é só um paliativo. Não elimina o problema.

Recentemente, o seu sogro, o Sr. João Havelange, que presidiu a CBF e a própria FIFA durante anos, foi obrigado a renunciar ao posto que ocupava no COI, para não ser expulso por envolvimento em corrupção.

Ao que tudo indica, o sogro ensinou o caminho das pedras para o genro.

Não é possível que esse estado de coisas continue. É preciso que se dê um basta já, porque a nossa Copa do Mundo, já tão enlameada por denúncias de licitações superfaturadas, corre o risco de ser a Copa da Vergonha.

Como a CBF é um organismo privado, que não sofre ingerência do governo, só há duas maneiras possíveis de se moralizar essa situação: a Polícia Federal reunir as provas que a imprensa vem denunciando e prender os responsáveis por sonegação e lavagem de dinheiro, algo que costuma ser demorado; ou o torcedor dar as costas para o futebol. Provavelmente, a solução mais rápida.

E a base para esse pensamento é simples: se os 27 presidentes de federações dão o seu apoio ao presidente da CBF e se esse parece estar envolvido em ações ilícitas, é de se supor que, nas federações, as coisas não devem caminhar de maneira diferente. Sempre nos leva a repetir a máxima que diz: “Dize-me com quem andas e eu te direi quem és!”

E se na hora em que há envolvimento financeiro, a corrupção campeia, quem há de nos garantir que, em campo, a mesma coisa não acontece?

Quem pode garantir que os nossos campeonatos têm a lisura desejável, que os campeões de cada estado e mesmo o campeão brasileiro não recebem alguma ajuda extra, dentro ou fora dos gramados?

Como os dirigentes, que aí estão, apoiam o Sr. Ricardo Teixeira, endossam a minha linha de pensamento: se depender só deles, tudo ficará na mesma.

Assim, creio, o torcedor, por mais fanático que seja pelo seu time do coração, em função de um futuro melhor para o nosso futebol como um todo, deveria fazer uma espécie de greve.

Se ninguém comparecer aos gramados e mantiver desligados os seus aparelhos de TV durante a transmissão dos jogos, alguma coisa vai ter de acontecer.

As primeiras a chiar serão as TVs, porque os patrocinadores se afastarão por falta de audiência. Com isso, irão pressionar pela queda do Sr. Teixeira.

Os clubes, por sua vez, sem as verbas da TV e sentindo que irão perder os patrocinadores se a situação perdurar, obviamente irão pressionar os presidentes de federações para que destituam o atual presidente da CBF.

Sei que isso é uma UTOPIA, uma vez que o nosso povo vê os nossos políticos usando e abusando do dinheiro público e se cala.

Mas sonhar não é proibido e não faz mal a ninguém.

Ainda mais que estamos vendo que a seleção do Mano não nos levará a lugar nenhum, ou melhor, levará, sim, ao 4º, ao 5º, ao 6º…

Com Ricardo Teixeira e Mano Menezes, o maracanaço está a caminho. E o pior de tudo é que desta vez não deverão ser os uruguaios os donos da festa, mas nuestros hermanos argentinos com Messi & Cia.

Vide Santos X Barça.

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FALA SÉRIO 1!

Caso se confirmem as informações do site Wikileaks e o Sr. Hugo Chávez vier a falecer em breve, suponho que deverá ser enterrado como um mártir do comunismo.

Em vez de se operar em países com uma medicina mais desenvolvida e melhor equipada, optou por operar-se em Cuba.

Isso é que é sacrificar-se por um ideal!

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FALA SÉRIO 2!

A ditadura militar argentina, na tentativa de desviar a atenção do povo para os graves problemas econômicos que atravessava, inventou a malfadada Guerra das Malvinas, na qual morreram mais de 600 argentinos.

Agora, como a presidenta Kirchner está mexendo no assunto outra vez, será que as finanças dos “hermanos” estão bem piores do que se imagina?

FALA SÉRIO!

G.R.E.S. UNIDOS DA FALTA DE DESPORTIVIDADE

Com o término do carnaval no Brasil, não há como não comentar os triste acontecimentos ocorridos durante a apuração do desfile das escolas de samba de São Paulo.

Faz tempo que não vejo tamanha falta de sensatez, de honradez, de desportividade, de humildade, de educação… de tudo!

E o pior é que o samba paulistano não merece isso.

Nos últimos anos, as suas escolas têm apresentado um carnaval bem feito, com um capricho muito grande, sambas de qualidade, enredos bem desenvolvidos, belas fantasias, baterias de primeira…

Infelizmente, enquanto a maioria dos reais amantes do bom samba, que vai para a avenida se divertir e divertir o público, com alegria e uma verdadeira devoção à escola que abraçou, há uma minoria que não sabe se comportar em sociedade, não sabe reconhecer o valor dos adversários e têm, provavelmente, interesses escusos, que resolve pôr pra fora os seus péssimos instintos pra estragar o brilho de um espetáculo tão bonito.

Se essa gente conseguisse enxergar um palmo diante do nariz, teria olhos para ver o quanto de renda o carnaval atrai para as cidades onde ele acontece sem essa baixaria explícita.

Gente do mundo inteiro vem ao Rio, Recife, Salvador e outras tantas cidades, inclusive São Paulo, para apreciar esta festa que, a exemplo do futebol, passou a ser uma referência do nosso país, apesar de igualmente “importado” de terras e épocas distantes.

Embora não me considere uma pessoa competitiva, vejo nas competições um lado extremamente positivo, quando ela provoca nas pessoas a necessidade de evoluir sempre, para superar com lisura e competência os adversários.

Quando a competição provoca a inteligência e a criatividade para se alcançar a vitória, justifica a sua existência.

Por isso, atitudes como a desses maus perdedores devem ser punidas exemplarmente.

A exemplo dos clubes de futebol, quando as suas torcidas promovem cenas de vandalismo, atiram objetos em campo, nos árbitros ou nos jogadores do time adversário, as escolas de samba, cujos membros participaram daquela baixaria, até mesmo incendiando carros alegóricos de co-irmãs, deveriam ficar impedidas de participar do próximo desfile e ser rebaixadas para o grupo de acesso de onde, daqui a dois anos, poderiam tentar retornar ao primeiro grupo.

Ah! E que se troque as diretorias que não souberam honrar o nome das agremiações que dirigem.

Somente o rigor das punições, em certos casos, pode endireitar as coisas, principalmente quando atinge o bolso dos interessados.

Sem verbas oficiais e sem poder desfilar, diretores que não têm amor à escola, ao samba e às comunidades que dela participam se afastarão.

Que vão procurar guarida em outras atividades.

Paradoxalmente, não posso deixar de registrar que boa parte das escolas de samba em atividade no Brasil chegaram ao que são com o auxílio de contraventores, banqueiros do jogo do bicho ou, como querem alguns, “corretores zoológicos”.

É o outro lado da moeda! Mas isso não significa que seja transformado em abrigo de criminosos.

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FALA SÉRIO!

Será que a diretoria da Gaviões da Fiel não sabia que Lula é um dos maiores pé-frio do país?

Será que pensaram que poderiam ganhar o carnaval com um enredo do tipo “Lula, o filho do Brasil”?

FALA SÉRIO!

NÃO JOGUEM PEDRA NA GENI!

Em função do sucesso das personagens más das telenovelas, boa parte das atrizes ficam rezando para receber convites para interpretarem vilãs. Dá um ibope danado e garante bons papéis para a frente, embora tenha os seus inconvenientes.

Já li relatos de algumas atrizes que foram ameaçadas na rua por pessoas que a confundiam com a personagem.

De certa forma, vimos isso no julgamento do caso Eloá.

A advogada Ana Lucia Assad, que defendeu o réu, Lindemberg, assassino daquela jovem, foi vaiada e até ameaçada de agressão por populares.

É um caso muito semelhante. Cada uma desempenhando o seu papel na trama.

No caso da advogada, ainda por cima, pesava a pré-condenação por toda a sociedade.

Eu, por exemplo, que assisti pela televisão todo o drama de Eloá, da sua família e amigos, desde aquela ocasião, julguei e condenei o assassino a uma pena bastante severa.

Mas quero deixar registrado a minha admiração por conta do profisionalismo da Dra. Ana Assad e o meu lamento porque, nesse processo, a polícia de São Paulo, que participou da malsucedida tentativa de negociação e resgate, não estivesse, também, sentada no banco dos réus pela incompetência demonstrada na ocasião.

Deixar uma refém voltar ao cativeiro, depois de libertada, foi um erro terrível que, por pouco, não custou a vida da amiga, Nayara, baleada no rosto.

Os atiradores de elite tiveram várias as oportunidades para atingir Lindemberg e não o fizeram.

Fossem melhores profissionais e o desfecho do caso seria bem outro. Não haveria réu a julgar e Eloá, embora pudesse sofrer os traumas psicológicos por tudo que passou, ainda estaria viva.

Mas voltando à advogada, nos tempos atuais, onde os crimes contra a mulher estão, cada vez mais, sendo combatidos, fica difícil aceitarmos que, justamente uma mulher, vá defender o assassino de outra.

A tendência natural, de todos nós que abraçamos a causa do combate à violência contra a mulher, é questionarmos as convicções pessoais da advogada.

Mas ela, certamente, está cumprindo o seu papel (brilhantemente, diga-se de passagem), por acreditar, também, que todos – culpados ou não – têm direito à defesa.

Não a conheço mas prefiro acreditar que ela tenha passado por cima de suas convicções pessoais, ao fazer o possível e o impossível para justificar o injustificável, na tentativa de provar que o que todos vimos não foi do jeito que vimos.

Tarefa sabidamente ingrata!

Por outro lado, coloco-me na posição de quem já precisou de advogados para questões cíveis e ficou na bronca pela falta de empenho, aparente ou não, pelo marasmo e, até mesmo, pela incompetência.

Assim, sou obrigado a tirar o chapéu para alguém que demonstrou profissionalismo.

Se para defender um assassino como esse, ela se empenhou tanto, imagine na hora de defender uma causa legítima!

Imagino que, daqui pra frente, o escritório dela seja bastante procurado, especialmente por ladrões, criminosos e outros que praticam crimes desta natureza.

O marketing está feito e, como acontece com as artistas que desempenham o papel de vilã nas novelas da TV, novos contratos devem estar a caminho.

Seu único erro foi criticar a juíza durante o julgamento. Isso pode ter contribuído para que a aplicação da pena fosse mais rigorosa.

Agora que tudo acabou e que a justiça foi feita, apesar da Dra. Ana Assad ter manifestado a intenção de pedir a anulação do julgamento (talvez o último ato desse drama), acho que é hora da gente esquecer a personagem “advogada de defesa” e não jogarmos pedra na Geni.

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FALA SÉRIO!

Depois das denúncias comprovadas de envolvimento do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no super faturamento de um jogo da seleção brasileira em Brasília (onde mais poderia ser?) ouvi o presidente da Federação de Futebol do Espírito Santo dizer que ele, e diversos outros presidentes de federação, apoiam incondicionalmente aquele cartola.

Ou seja, na política e no futebol é tudo igual.

FALA SÉRIO!

A BUROCRATIZAÇÃO DA ARTE

Recebi, recentemente, alguns editais para ocupação de espaços culturais, participação em eventos etc.

No entanto, para participar em qualquer, havia a exigência de ser (ou ter, sei lá) uma pessoa jurídica, legalmente constituída. Ser artista não bastava.

Se ser artista não basta, é sinal que o tipo de arte que será apresentada não faz a menor diferença. O que importa, de fato, é obedecer aos padrões estabelecidos pelos burocratas que nada criam, a não ser obstáculos.

Por que é necessário ser uma pessoa jurídica? Será que isso representa maiores garantias?

Se for essa a razão, não há por trás desses editais a demonstração de um preconceito explícito contra os artistas que, na visão dos burocratas, talvez sejam irresponsáveis?

Quem não tem firma constituída, ou não se prostituiu à exploração de algumas delas, não serve? Deixou de ser artista?

Ora, segundo a nossa lei de direitos autorais, uma obra de arte é produzida por pessoa física. Ou seja, legalmente, pessoas jurídicas não criam arte.

Logo, alguma coisa está errada em todos esses processos. Mais do que isso, há uma discordância entre a Lei e a prática.

Como em nossa carta magna está escrito que todos são iguais perante a Lei, talvez seja necessário uma PEC para acrescentar: desde que tenha uma firma constituída.

Como só acredito em arte feita por artistas genuínos, sou obrigado a concluir que os burocratas gestores das verbas culturais estão querendo enterrar a arte no Brasil.

Aliás, desde o advento da Lei Rouanet e das demais Leis de Incentivo à Cultura, estaduais e municipais, por este país afora, percebe-se uma inversão de valores quando o assunto é cultura.

Isso porque essas leis, baseadas em renúncia fiscal, concederam aos empresários o direito de manipularem o mercado cultural ao seu bel-prazer.

O artista pode ter o melhor projeto cultural do mundo. Ele inscreve o projeto e, se as exigências burocráticas forem atendidas, a possibilidade do projeto ser aprovado é muito grande.

Daí, o artista recebe um Certificado que o credencia a captar, junto aos empresários, as verbas necessárias para a realização do seu projeto.

O empresário vai analisar o pedido do artista mas, em primeiro lugar, vai ver o quanto haverá de retorno publicitário. Se o retorno não for compensador, pode tirar o cavalo da chuva.

Assim, a renúncia fiscal, em vez de ser canalizada para o projeto cultural, por sua qualidade, pelo quanto pode contribuir com o desenvolvimento espiritual da população, etc., ela é canalizada, PRIORITARIAMENTE, para a publicidade das grandes empresas.

Não é à toa que algumas grandes empresas, com lucros fabulosos, montaram seus próprios departamentos culturais e desenvolvem projetos próprios e canalizam as renúncias fiscais em benefício próprio.

E o pior disso tudo, apesar da reconhecida qualidade, as verbas culturais de determinado banco vai para o Cirque du Soleil, que nem brasileiro é, mas que deve abrigar em seus orçamentos uma polpuda verba publicitária para divulgação do espetáculo na televisão.

Resumindo: grande parte (se não a maior) das verbas destinadas ao financiamento da cultura paga parte da publicidade das grandes empresas que, além de tudo, no frigir dos ovos, é quem decide o que vai ser publicado, o que vai ser gravado, o que vai ser representado, o que vai ser pintado… e por aí afora.

A inversão de valores é total! A arte tem de enfrentar, em primeiro lugar, o crivo dos burocratas (que não são artistas), e, em seguida, o crivo dos empresários (que, prioritariamente, analisaram o retorno publicitário, vantagens e lucros …). Se conseguir ultrapassar essa corrida de obstáculos, talvez consiga levar a sua arte ao público.

Bons tempos em que, por definição, MECENAS era um indivíduo rico que protegia os artistas, homens de letras ou de ciências proporcionando recursos financeiros e que patrocinava, de um modo geral, um campo do saber ou das artes (Segundo o dicionário Houaiss).

No Brasil dos dias de hoje, MECENAS, é o artista que aluga sua arte com o intuito de obter verbas para financiar a publicidade das grandes empresas, através de renúncia fiscal concedida pelo governo.

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FALA SÉRIO!

Tendo o Brasil demonstrado ser amigo de Cuba, há muitos anos, inclusive financiando obras na ilha dos Castro; tendo o Brasil negado asilo político a dois boxeadores cubanos durante os Pan do Rio, devolvendo-os aos braços amorosos de Fidel; tendo o Brasil concedido visto para que a blogueira cubana Yoani Sánchez pudesse entrar em nosso país; mas tendo o governo cubano, após a visita de Dilma Roussef àquela ilha, ter negado a permissão de saída dela, parece-me claro que os irmãos Castro afrontaram a nossa presidenta e, por conseguinte, ao Brasil.

Até quando o Brasil irá apoiar ditaduras que negam aos seus cidadãos o direito de visitar uma nação amiga?

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FALA SÉRIO!

A Ministra Iriny Lopes, que está de saída, ficou célebre por ter-se insurgido contra uma propaganda estrelada por Gisele Bundchen.

Entretanto, o site do time de futebol do Brasiliense está exibindo constantemente moças semi-nuas para atrair os torcedores e não me consta que ela tenha se manifestado contra essa “vulgarização” da imagem da mulher.

Será preconceito contra o Brasiliense e suas modelos, que não dão tanto Ibope quanto à Gisele, ou sua indignação foi apenas uma jogada de marketing, já que vai se candidatar a cargo eletivo?

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FALA SÉRIO ILUSTRADO!

O título da manchete que acompanhava a foto ao lado, dizia: URUBUS SELVAGENS BRIGAM POR COMIDA NO NEPAL.

Sinceramente, eu pensava que ser selvagem, no caso, era a normalidade. Agora, estou convencido de que urubus “selvagens” são uma verdadeira raridade.

Depois dessa manchete, ando, até, desconfiado que eles são aves domésticas, criadas nos quintais das casas, provavelmente com ração especial, que o dono compra no supermercado ou numa “pet shop”.

FALA SÉRIO!

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O MINISTRO VIAJOU NA MAIONESE

Segundo noticiado esta semana, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a atual Lei Seca precisa de uma “correção técnica”.

Mas a “correção técnica”, que ele defende, não me parece ser a mais adequada, especialmente para os nossos parâmetros e históricos policiais.

É certo que a Lei atual é falha porque, como está previsto na Constituição Federal, ninguém é obrigado a produzir provas contra si. Assim, se alguém se recusar a fazer o teste do bafômetro, não há como provar que um motorista tenha no sangue uma taxa de álcool acima de 6 decigramas por litro aceitáveis.

Sem o teste, por falta de provas, um eventual infrator acaba sendo liberado.

Para resolver esse impasse, o Ministro disse que é preciso uma mudança no sentido de se provar o estado de embriaguez por outros meios, inclusive por testemunho do policial que abordar o motorista.

Lógico que ele, como Ministro da Justiça, é obrigado a confiar na força policial.

Entretanto, pergunte ao cidadão comum se ele confia na polícia tanto assim?

No noticiário, quase diariamente, lemos notícias de abuso policial, incluindo assassinatos, furtos etc…

Há relatos, inclusive, de que a própria polícia “plantou” provas para incriminar este ou aquele, especialmente quando o assunto é drogas. Com álcool, não vai ser diferente.

Não se pode, portanto, partir do pressuposto de que o policial está sempre com a razão. Que a sua palavra, simplesmente, basta.

O inocente preso, além da humilhação, vai ter de arcar com multa, fiança etc. e, para ser ressarcido, haverá de penar vários anos na lentidão dos nossos tribunais, especialmente quando o réu é o Estado.

Eu mesmo, há alguns anos, viajava de Londrina para Curitiba, quando fui parado por uma blitz, sob um sol escaldante.

No carro, eu, minha esposa e nossa filha, que não tinha um ano completo e chorava demais.

A documentação do carro estava em ordem e os pessoais também. Tudo em dia. Mesmo assim, apesar dos nossos apelos para uma liberação rápida, em função da filha que chorava, os guardas rodoviários estaduais do Paraná revistaram o carro todo, segundo eles, em busca de drogas ou qualquer outra coisa que pudesse nos incriminar.

Eu desci do veículo e fiquei de olho o tempo inteiro, para que não “plantassem” nenhuma “pseudo prova” contra mim.

Por fim, quando não havia mais nada para alegar e vendo que eu não me mostrava disposto a aceitar qualquer achaque ou pedido de propina, o guarda tentou insinuar que eu estava sem o cinto de segurança, ao que respondi: – Claro! Tive de soltá-lo para descer, porque enquanto estava no volante, eu estava usando o cinto.

Foram trinta longos minutos de agonia, até que, por fim, fomos liberados.

É preciso, pois, ao se votar e introduzir qualquer modificação, que não se esqueça de exigir, no mínimo, o testemunho de outras pessoas além dos policiais, para a segurança do cidadão.

Só o dos policiais (não que não haja policiais sérios) não deve bastar.

Caso contrário, será o mesmo que facilitar a extorsão aos maus policiais.

Exemplos ruins não faltam!

* * *

FALA SÉRIO!

Pena que a despedida dos palcos de Rita Lee tenha sido tão patética.

Uma artista competente, que fez tanto sucesso cantando um rock bem-humorado, apesar de eu não ser fã do gênero rock, acho que merecia algo melhor.

Acho que ela pisou feio na bola ao ofender a polícia sergipana.

Por mais que a imagem dos policiais não seja das melhores, ninguém merece ser chamado de cachorro, especialmente em cumprimento do dever.

Além do que, começando com um simples baseadinho: muita gente anda perdida na vida; muita gente passou a consumir cocaína; muita gente passou a consumir crack; muita gente roubou a própria família; muita gente vendeu os seus bens, para manter o vício…

Por causa de um simples baseadinho que os “meninos” fumam, os traficantes movimentam uma fortuna diariamente e, caso sejam presos, apesar dessa condição, continuam mandando matar rivais e desafetos do lado de fora.

FALA SÉRIO!

O cartunista LAERTE, que saiu do armário e anda vestido de mulher, pretende ter o direito de usar o banheiro feminino em lugares públicos.

Nem preciso dizer que sou contra, especialmente porque ele mesmo se declarou bissexual.

Se já sou contra um gay usar um banheiro feminino, imagine um bissexual?

Mentalmente, ele pode até se sentir uma mulher de vez em quando, mas quando vai fazer xixi, com toda a certeza, sai balançando um pênis.

FALA SÉRIO !

TODOS TIRANDO DA RETA

Nesta semana, uma nova tragédia no Rio de Janeiro.

Desabou um prédio alto, levando de roldão mais dois menores.

Mais vítimas e prejuízos elevados.

A culpa está sendo apurada ainda, mas, a princípio, tudo indica que, nas obras que estavam sendo realizadas no prédio maior, foram alteradas ou mesmo suprimidas colunas estruturais, que não poderiam ser mexidas, justamente por conta dos riscos de desabamento.

Como, normalmente, obras desse porte e complexidade necessitam de engenheiro responsável, das duas uma: ou o engenheiro foi imprudente, irresponsável e incompetente ou não havia engenheiro responsável.

Independente das possibilidade acima, há que se responsabilizar a Prefeitura do Rio de Janeiro e o CREA, ambos por falta de fiscalização.

Mas o que vimos foi um tal de tirar da reta, com as desculpas de sempre. A Prefeitura dizendo que não havia registro das reformas nos seus arquivos e o CREA, idem.

Ora, uma reforma de porte, a ponto de derrubar um prédio, normalmente devia ter caçamba para recolher entulhos na frente e tudo o mais. E não acontece da noite pro dia. A movimentação atípica devia estar acontecendo há algum tempo.

Ademais, após a explosão de um restaurante por vazamento de gás, há pouquíssimo tempo, a fiscalização deveria ter sido intensificada, especialmente no centro da cidade, onde prédios antigos, sem equipamentos modernos, estão mais sujeitos a instalações do tipo quebra-galho, gambiarras etc.

O que vimos, no entanto, foi o Prefeito se eximindo de qualquer responsabilidade e o CREA também.

Aliás, a fiscalização do CREA, via de regra, se limita a passar nas obras e verificar se tem um engenheiro responsável pela obra. Se há uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), fim. Se a obra está sendo bem executada, dentro das normas exigidas pela “técnica construtiva”, não importa. A preocupação parece ser, tão somente, com a arrecadação das taxas.

Ora, num país onde, somente este ano, 50.000 vagas de cursos universitários considerados de baixa qualidade pelo Ministério da Educação, foram eliminadas, os Conselhos Regionais de todas as profissões deveriam exercer uma fiscalização mais intensa, principalmente quando há risco de vida, casos da Medicina e Engenharia.

A Ordem dos Advogados do Brasil, em que pese alguns exageros, não credencia profissionais da área reprovados em seus exames. Embora isso elimine a concorrência, tem a intenção clara de melhorar a qualidade dos advogados.

Todos sabemos que alguma petições publicadas na mídia são sofríveis no que se refere à coerência e à Língua Portuguesa.

É preciso, pois, que os órgãos responsáveis pela fiscalização façam o seu trabalho com toda a responsabilidade e rigor.

Mas é mais fácil tirar da reta e jogar a culpa em terceiros.

Igual ao comandante do Costa Concordia que disse ter recebido ordens de se aproximar do litoral. Até aí, tudo bem. Mas disse, ainda, que os equipamentos do navio não detectaram a existência da pedra no caminho. (!?) Ou seja, a culpa é dos equipamentos moderníssimos de que o navio dispunha.

A falta de responsabilidade e de hombridade é algo meio geral no mundo atual.

Ontem, pela manhã, levava a minha filha ao trabalho. Meu carro estava na rua principal me preparando para fazer uma conversão à esquerda numa esquina não sinalizada. Um carro que aguardava na rua à qual eu me dirigia, inadvertidamente e irresponsavelmente, entrou na rua principal, sem aguardar a minha conversão. Como eu sabia que havia trânsito atrás de mim, falei na hora: FEZ CAGADA!

Um motoqueiro, um senhor de idade, que se preparava para me ultrapassar pela direita, corrretamente, foi obrigado a freiar.

Resultado: Verão de Curitiba, pista molhada, 16 graus de temperatura, a moto derrapou e o motoqueiro caiu.

O motorista causador do acidente deu meia parada e como viu o motoqueiro se levantar, saiu em disparada. Não parou para prestar assistência.

O caráter no mundo está se desmanchando!

* * *

FALA SÉRIO !

Uma correção! Alguém assumiu o erro.

O presidente licenciado do Corinthians, Andrés Sanchez, esta semana declarou ter errado ao contratar Adriano, o Imperador.

Segundo suas palavas: “Hoje ele não tem mais jeito. Investi, mas deu errado.”

E alguém esperava que desse certo?

FALA SÉRIO !

O NAUFRÁGIO DE UM CARÁTER

Um dos profissionais que mais respeito na vida é um cirurgião cardíaco de Londrina, irmão de uma concunhada.

Não fuma, não bebe.

Segundo suas próprias palavras, como pode ser chamado a qualquer hora do dia ou da noite para fazer uma cirurgia, precisa estar sempre em perfeitas condições.

Sua mão não pode tremer. Uma vida estará sob sua responsabilidade.

Ser cirurgião cardíaco foi sua opção profissional. E ele cumpre à risca o seu juramento de Hipócrates e não de hipócrata.

Eu tiro o chapéu para tanto profissionalismo e tamanha ética.

Por isso, na primeira hora que ouvi notícias sobre o naufrágio do transatlântico Costa Corcordia, no Mediterrâneo, condenei o comandante e me lembrei do Dr. Celso.

Em primeiro lugar, porque o lugar onde o navio estava era improvável: próximo demais da costa. Sinal claro de uma rota errada. E rota, quem define é o comandante.

Hoje em dia, com toda a tecnologia à disposição da navegação: GPS, radares, sonares, indicadores de profundidade etc…, um erro tão crasso é inadmissível.

Em segundo lugar, porque o comandante abandonou o barco, com passageiros e tripulantes a bordo.

Sempre ouvi dizer que os primeiros a abandonarem um barco naufragando são os ratos. O comandante agiu como um deles.

Falta total de ética e profissionalismo.

Certamente, quando o comandante viu o navio adernar, saiu correndo e tratou de salvar a sua própria pele. Como se diz popularmente: um cagão de marca maior.

Imperdoável.

Lembrei-me, também, da única viagem que fiz de navio. Inesquecível.

Na época, morava em Natal, onde embarquei. De lá, fomos até Salvador.

De Salvador a Maceió, de Maceió ao Recife, de Recife à ilha de Fernando de Noronha. De Noronha de volta a Natal.

Olhar a cor da água em alto-mar. Azul de filme de pirata. Inesquecível.

E os peixes-voadores saltando vários metros para fugir do navio… Inacreditável.

Sem contar as atrações a bordo: cinema, shows, piano-bar…

Hoje em dia, com os cruzeiros tão populares, um acidente desses pode causar um prejuízo incalculável ás operadoras. Muitos irão desistir de embarcar por puro medo.

Até uns anos atrás, fazer um cruzeiro num transatlântico, apesar de um desejo secreto de muitos, era algo reservado para poucos.

Coisa de Hollywood. Puro glamour.

Cruzeiros no Brasil, principalmente, eram impensáveis. Falava-se em Caribe, Ilhas Gregas, Fiords…

O Brasil, no entanto, foi ganhando, pouco a pouco, prestígio internacional como atração turística. Principalmente, depois da chamada GLOBALIZAÇÃO, que não tem nada a ver com o samba do Arlindo Cruz: o povo escolher a globo não é globalização!

Com a beleza de nossa costa, estou certo que cruzeiros foram feitos para o nosso litoral, especialmente no verão. Uma piscina, um sol tropical, um “hotel” em movimento, cheio de atrações: shows, bailes, cinema e tudo o mais.

E o nosso verão acontece, justamente, durante o inverno europeu. Imagino que para os habitantes do hemisfério norte, alguns dias de sol para quem, muitas vezes, enfrenta temperaturas abaixo de zero, é sópa no mel. Não deve ser nada bom viajar de navio com ventos frios no convés.

Assim, como, apesar dos acidentes, não tenho receio de voar em aviões, não há de ser a falta de caráter deste comandante covarde, “escrotinho” ou “escretino”, que irá me impedir de sonhar com um novo cruzeiro.

O que me impede, no momento, é falta de grana mesmo!

* * *

FALA SÉRIO 1!

Segundo li nos jornais, Wanderley Luxemburgo, técnico do Flamengo, teria pedido o afastamento de Ronaldinho Gaúcho após ter descoberto que o camisa 10 rubro-negro passou uma noite de concentração em Londrina, no Paraná, no quarto com uma mulher.

Agora, que o Flamengo não poderá contar com o Thiago Neves, que está acertando com o Fluminense, esse foi o pedido de demissão mais estranho que já vi na minha vida!

* * *

FALA SÉRIO 2!

Estranha a solução ministerial da nossa presidenta Dilma Roussef. Para a pasta de Ciência e Tecnologia, nomeou um técnico. Escolha sensata.

Para a Educação, um dos maiores entraves ao desenvolvimento nacional, nomeou um economista. Uma escolha meramente política.

Que nos tempos da ditadura se nomeasse até generais para a educação, vá lá. Era coerente com a cabeça deles.

Nos tempos atuais, parece um descaso com a educação.

FALA SÉRIO !

TELHADO DE VIDRO É O DOS OUTROS

Com a morte do ditador da Coreia do Norte, o mundo ocidental criticou o que chamou de “lavagem cerebral” do povo de lá, em função do choro incontrolável de uma verdadeira multidão de coreanos do norte.

Houve, até, quem dissesse que diante das câmaras os “camaradas” tinham de chorar, para não serem presos ou coisa parecida.

Eu até entendo que esse tipo de reação do povo de lá choque a todos nós e nos pareça insensato e insano.

O que não consigo entender é como as pessoas escrevem com tanta “propriedade” sobre um país onde, provavelmente, nunca colocaram os pés. E, certamente, jamais o farão.

Até agora, quem escreveu sobre a Coreia do Norte, pelo que eu saiba, está se baseando em informações repassadas por agências de notícias internacionais; algumas, por sinal, que têm mantido um padrão razoável de ética e veracidade, embora no mundo dos negócios, todos sabemos, cada um puxa a brasa para a sua sardinha.

Um dos artigos que mais estranhei foi do grande poeta Ferreira Gullar, nascido no Maranhão, apesar de ser seu fã.

O seu texto, publicado aqui no JBF, critica o comunismo como um todo e, em especial, o regime coreano e achei por bem dizer algumas coisas sobre o assunto.

Em primeiro lugar, não sendo eu comunista, embora simpatize com o socialismo, não creio que o capitalismo, no Brasil como um todo, muito menos no Maranhão, tenha feito grandes coisas pelo povo.

Todos sabemos que o Maranhão é um dos estados com os maiores índices de pobreza do Brasil. De pobreza só, não! De miséria mesmo!

Em quem, entra ano, sai ano, votam os maranhenses?

Na família Sarney, para várias instâncias do poder.

Ou seja, enquanto a Coreia tem a dinastia Kim Jon, nós temos a dinastia Sarney, no Maranhão, Alves no Rio Grande do Norte e tantas outras por aí.

Não é só naquele país comunista que o poder vai passando de pai para filho, indefinidamente.

Se lá o povo não vota, aqui vota muito! Mas muito mal! Chega a ser assustador!

Não sei qual a maior lavagem cerebral, se chorar por Kim Jon-il ou se votar no Maluf (que se colocar os pés fora do Brasil, arrisca ser preso pela Interpol).

Não sei se é pior chorar por um ditador morto ou se é ter de volta ao Senado o Sr. Jader Barbalho.

Assim, antes de atirarmos pedra no telhado dos outros, temos de nos lembrar que o nosso é de vidro. De um vidro muito frágil. Talvez mais frágil que o dos norte-coreanos.

Ou não é ter telhado de vidro sabermos que todos os anos, no verão, os barrancos despencam no sudeste, matando um montão de gente e nada se faz a respeito? Que os rios transbordam e o governo só finge que vai tormar providências e fica tudo na mesma?

Mas foi esse mesmo povo que vem sofrendo, que reelegeu Sergio Cabral, que sempre sai pela tangente com desculpas esfarrapadas!

Um dos responsáveis pela sua reeleição foi Lula, que atuou firmemente em sua campanha. O Lula, é aquele mesmo que nunca sabia de nada das falcatruas que aconteciam em seu governo.

Esses eleitores, por acaso, não sofreram, também, uma espécie de lavagem cerebral?

Não é, por acaso, ter telhado de vidro inúmeros políticos envolvidos com o mensalão e sem julgamento até hoje, muitos exercendo novo mandato?

Quem os reelegeu? O povo!

Gente, o nosso povo deve ter no interior da cabeça a mesma coisa que têm aqueles que choram por Kim Jon-il…

Ou algo um pouquinho bem pior.

* * *

FALA SÉRIO 1!

PIADA DO ANO: MANCHETES DE JORNAIS DEPOIS DA ELEIÇÃO DE MELHOR DO ANO:

“Neymar derrota Messi e leva o troféu de gol mais bonito!”

A derrota do Santos para o Barcelona foi algo tão massacrante, que se a nossa imprensa esportiva tivesse vergonha na cara ficaria calada durante um bom tempo.

* * *

FALA SÉRIO 2!

Se a “imprensa golpista” não tivesse denunciado a fraude nos postos de combustível, alguém saberia que estava sendo lesado?

O governo que tem a incumbência de fiscalizar vinha cumprindo o seu papel?

FALA SÉRIO!

UMA CARTA DO FUTURO

Brasil, 22 de dezembro de 2012.

Caros amigos,

Estou escrevendo esta carta, porque sou um dos únicos (tomara que não o único) sobrevivente da catástrofe anunciada pelos profetas Maias.

O mundo acabou ontem e desconfio que herdei a Terra inteira e, de contrapeso, uma tremenda solidão.

Pior é que, hoje cedo, quando acordei, ao ver que tudo estava destruído, fiquei meio atordoado sem saber exatamente o que fazer.

É que sou de uma porra de uma geração condicionada a fazer tudo o que os outros determinam. Anos e anos de lavagem cerebral me tornaram escravo de inúmeras coisas: horários, conceitos etc.

Assim, a primeira coisa que pensei fazer foi trabalhar. Bater o ponto, cumprir o horário… Mas antes de sair de casa, me dei conta que não teria ninguém por lá. Fiquei com a sensação de que estava desempregado e sem poder recorrer ao INSS, seguro-desemprego ou coisa que o valha.

De toda forma, filosoficamente, dei de pensar em tudo o que havia acontecido e passei a imaginar a tolice que tantos fizeram acumulando bens e mais bens… Os banqueiros cobrando juros exorbitantes… Encheram os cofres de grana e, agora, tudo o que tiraram do povo estava ali, à disposição de quem quisesse pegar…

Mas pegar pra quê? Dinheiro, a essa altura, não faz o menor sentido.

E as “peruas” com joias e mais joias guardadas no cofre…? Agora, onde vão usar?

E os empreiteiros corruptores e os políticos corruptos? Não vão poder repartir o butim… Menos mal.

Há carrões último tipo estacionados… Foram-se os donos… Uma ligação direta e… Bom! Não dá para andar nas ruas, porque há muitos destroços, carros acidentados entupindo as ruas.

E os donos das mansões e dos casebres? Tiveram o mesmo fim.

E a turma que começou a apostar antecipadamente na Mega da Virada? Quanta gente sonhando em ficar milionária da noite para o dia… Nem sorteio haverá.

E os políticos que andaram se digladiando no horário eleitoral? Queriam o poder a todo custo. Gastaram uma fortuna nas eleições de outubro!!! Para quê? A posse dos novos prefeitos e vereadores seria no início do ano que vem. Faltam poucos dias, mas… Parece ironia do destino! Não haverá mais posse alguma. Morreram com o mico na mão.

Como não me preveni, estocando alimentos e tudo o mais, resolvi caminhar até o supermercado. Entrei pela porta automática e pude escolher o que queria, sem atropelos, conferindo a validade dos produtos…

Peguei poucas coisas, Enlatados, em geral. Não tenho pressa em encher minha casa de mantimentos, já que, na hora que quiser, é só ir lá novamente e pegar outras coisas.

Quando acabar o de um mercado, pego no outro. Não sei até quando… Vou ter de me organizar… plantar talvez… Aí, vai ser duro! Fazer calos na mão. Não estou acostumado a esse batente.

Será que sobraram vacas, carneiros, galinhas…? Tenho que pensar no futuro…

A propósito, por pensar no futuro, peguei no mercado algumas maçãs. Vamos que eu não seja o único sobrevivente e que tenha sobrado alguma Eva por aqui… Ou algumas…

E tomara que tenha mesmo sobrado, porque com a sensação de estar desempregado, sem mulher, sem nenhum conhecido pra jogar conversa fora e falar mal do governo, sem companhia para saborear uma cervejinha (que é o tipo de bebida que tomar sozinho não faz o mínimo sentido!), sem poder sonhar em ficar milionário e, ainda por cima, sem futebol, vamos e venhamos:

ISSO AQUI ESTÁ PARECENDO MESMO O FIM DO MUNDO!?

* * *

FALA SÉRIO !

Por falar em fim do mundo, os governantes de Samoa fizeram a maior burrice do ano. Cortaram um dia do seu calendário para se igualarem ao fuso horário da Austrália.

Ou seja, se o mundo acabar mesmo em 21-12-2012, vão todos morrer na véspera, igual peru de Natal.

FALA SÉRIO !

NO APAGAR DAS LUZES DE 2011

Um livro que será lançado no início do ano que vem, me trouxe à lembrança um dos mestres da psicanálise: Wilhelm Reich que, em seu livro A FUNÇÃO DO ORGASMO, disse que a maioria dos ditadores (provavelmente, referindo-se a Hitler) eram sexualmente frustrada.

Ando com a impressão de que a sua frase aplica-se a todos os que se envolvem na política, com raríssimas exceções.

O livro a ser lançado é sobre o ex-presidente americano, Richard Nixon.

Segundo a resenha divulgada, além de ter mantido relações homossexuais (com um banqueiro, que tinha supostas ligações com a máfia), abusava da bebida e maltratava a sua esposa.

Bebum por bebum, já tivemos e ainda temos os nossos também. Um deles chegou a ser acusado de tentar abusar de um jovem durante o tempo em que esteve preso, embora nada tenha sido provado a esse respeito, até onde sei.

Mas a tal matéria me fez refletir sobre a qualidade das pessoas que ocupam os espaços políticos, não só em nosso país, mas em todos os quadrantes da Terra.

No Oriente Médio, alguns ditadores caíram por pressão popular e outros, se Deus ou Alá quiserem, provavelmente cairão.

Na Itália, o Berlusconi, foi obrigado a renunciar por conta das dificuldades econômicas da Itália. Além de ter sido acusados de práticas econômicas abusivas etc…, sua fama de usar o dinheiro para aliciar jovens para práticas sexuais talvez tenha sido o fato mais marcante de sua vida pública.

Na Espanha, um duque, genro do rei, foi indiciado por desvios de milhões de euros. Sangue nobre…

Em Israel, o ex-presidente israelense Moshe Katsav foi condenado por estupro de uma funcionária e abuso sexual de duas mulheres durante seu mandato presidencial.

Aqui, no Brasil, neste ano que está findando, só de ministros acusados de corrupção, tivemos meia dúzia defenestrados.

Sem contar os casos de prefeitos cassados e presos (primeiras-damas inclusas), vereadores e escândalos em todos os rincões, sem distinção de credo, raça, idade etc…

Para completar, no apagar das luzes de 2011, um bom número de casas legislativas correu para votar aumento para os seus próprios salários, e muito acima da inflação.

A lista é interminável!

Ano que vem será um ano eleitoral. Iremos votar, novamente, em candidatos a prefeitos e vereadores e não tenho certeza de que essa eleição será diferente dos anos anteriores.

Isso tudo me fez refletir sobre as palavras de Lula, em recente propaganda política do PT, no horário gratuito. Ele começou com a seguinte citação de Bertolt Brecht: “Quem não gosta de política é governado por quem gosta.”. Uma frase pra lá de precisa.

Durante o tempo em que Lula apareceu na propaganda de seu partido, convocou as pessoas para se filiarem, o que é muito natural.

Mas o final de sua fala me deixou preocupadíssimo. Ele disse que todos deveríamos procurar pelo político que está dentro da gente.

Com tanto escândalo por aí, com tanta demagogia, tanta hipocrisia, tanta corrupção, tanto malfeito e malfeitor, na mesma hora, uma ideia me veio à mente: O político que está dentro da gente não é apenas um. São tantos que nos enrabam diariamente que até fica difícil saber qual deles está dentro da gente.

Assim, os melhores votos que posso desejar a todos nós é que, em 2012, o povo brasileiro vote melhor.

* * *

UMA VITÓRIA PESSOAL

Como não tenho grandes conquistas para comemorar em 2011, o jeito é festejar uma perda que está me deixando muito feliz.

Cheguei no final do ano com a balança marcando dois dígitos: 99 kg.

Para alguém que já pesou 116 kg, dois dígitos, embora ainda bastante acima do peso, é uma vitória e tanto. Há muito não pesava tão pouco!

Mas não posso esquecer JAMAIS que ainda preciso emagrecer uns 12 kg para ficar GORDO (!).

Perder 12 kg para ficar GORDO? Sim. É que sou classificado como OBESO.

* * *

FALA SÉRIO 1!

A moça que acusava Adriano, o imperador, de ter detonado a arma que feriu a sua mão voltou atrás e confessou sua mentira.

Dar um tiro no dedo para levar uma grana preta do Adriano, não é de se admirar, quando dizem que tem gente que cortou o próprio dedo para se aposentar.

O que não se faz por dinheiro!

* * *

FALA SÉRIO 2!

Por que será que a CBF anda gastando dinheiro em propagandas na TV?

Será que é para tentar barrar os escândalos que hão de vir se abrirem algumas caixas-pretas sobre propinas internacionais?

FALA SÉRIO !

O ÚLTIMO ANO, SEGUNDO INTÉRPRETES DAS PROFECIAS MAIAS

Estamos nos aproximando da virada de mais um ano. E, como sempre, os profetas de plantão começam a fazer as suas previsões sombrias.

Agora, a moda é interpretar as profecias maias e seu misterioso calendário.

Segundo andam dizendo, no final do ano que vem, o mundo sofrerá grandes transformações que podem determinar o fim de nossa existência.

Outra corrente, no entanto, afirma que o calendário Maia não termina em dezembro de 2012. Prevê uma continuação, sem que se saiba, exatamente, o que acontecerá.

Como o futuro é sempre incerto, há alguns anos, antes da virada do milênio, pra ser mais preciso, fiz uma canção chamada ANTI-PROFECIA, criticando o negativismo das profecias.

Porque, vamos e venhamos, quase todas elas, com raríssimas exceções, anunciam desgraças.

Assim, para que todos entremos no ano de 2012 com mais fé e otimismo, segue a letra da referida canção que, um dia, pretendo ajustar para os dias atuais.

ANTI-PROFECIA

Letra e música: Hardy Guedes

São tantas visões,
premonições, profecias
dizendo que o mundo,
a cada segundo,
vive os últimos dias.
“De mil passará
mas a 2.000 não chegará!”
Assim está escrito
foi dito e redito
que assim será.
Que não ficará pedra sobre pedra
pela força do vento e a fúria do mar.
E não restará vida sobre a Terra
que envolta em trevas há de ficar.
Não sei bem porque
só se prevê tristeza e dor,
se a vida nasce do amor
e o amor é feito de esperança
e a esperança nega e contraria
toda e qualquer profecia.
O amanhã é um segredo
pra se construir sem medo
e apesar dos profetas,
em nome dos poetas:
Em verdade, eu vos digo
o sol não se apagará!
Não há força na Terra,
nem homem, nem guerra
que seja capaz
de impedir que essa luz,
que ilumina e conduz nosso destino,
como o toque de um sino
desperte as manhãs com promessas de paz.
Em verdade, eu vou digo
o amor não se acabará,
até mesmo sem flores, mesmo sem cores
e até sem luar.
Porque o amor, simplesmente,
é uma semente espalhada no ar.
Quando menos se espera
em qualquer primavera
ele volta a brotar.

FELIZ 2012 A TODOS!

* * *

FALA SÉRIO !

Com a morte do ditador norte-coreano, Kim Jong-Il, fico só imaginando o que deve estar passando pela cabeça dos políticos brasileiros.

Quando os nossos antigos ditadores morreram, o povo não chorou do jeito que os coreanos estão chorando pelo deles.

Sem falar nos nossos ex-presidentes democratas!

Quando o Itamar morreu, não vi ninguém chorando dessa forma.

Será que quando o Sarney morrer, o povo brasileiro vai chorar do mesmo jeito que os orientais? E o Collor? E o FHC? E o Lula? E a Dilma?

Devem estar todos se roendo de inveja! 

FALA SÉRIO ! 

A COPA DOS HOOLIGANS

Pelo jeito, a FIFA e seus patrocinadores vão ganhar a queda de braço contra o Estatuto do Torcedor. Vai ser permitido a venda de bebidas alcóolicas durante a Copa do Mundo nos estádios brasileiros.

Em períodos normais, a proibição continuará.

Modificaram, ainda, os preços para estudantes, indígenas e população de baixa renda, que poderão comprar ingressos a R$ 50,00.

Os idosos, que fariam parte deste grupo, foram excluídos da relação dos que serão beneficiados com o preço especial, mas poderão comprar ingressos com 50% (cinquenta por cento) de desconto. A não ser que o idoso seja estudante, for indígena ou de baixa renda.

Estou até estranhando que não citaram negros, nem gays, lésbicas etc.

A questão dos ingressos, particularmente, não me afeta, uma vez que não pretendo me deslocar para os estádios a fim de assistir qualquer partida. Onde moro, a seleção brasileira não irá se apresentar e acho mais confortável ficar em casa, diante da televisão que, certamente, transmitirá uma série de jogos, com direito a “replay”, tira-teima, etc…

Sem contar que a cerveja, diretamente da minha geladeira, será mais barata do que nos estádios e mais gelada.

Quanto aos ingressos, se a grana estiver sobrando na ocasião, eu poderia me animar a torcer por alguma seleção africana ou da América Central, só para ter o prazer de torcer para os que ainda não têm alta cotação no mercado da bola.

Mas com bebida rolando solta, estou definitivamente fora.

Só não me causou estranheza a declaração do presidente corintiano Andrés Sanchez, que se colocou a favor da FIFA. A sua declaração reproduzida abaixo, como ele vai fazer parte da CBF, não pode ser considerada isenta:

“Não morro de amores pela Fifa, mas acho um absurdo que não a gente não possa vender bebibas alcoolicas nos estádios. Em shows, rodeios e outros eventos pode. Por que não pode no futebol? E, quando o governo brasileiro se propôs a fazer a Copa, aceitou as condições da Fifa. Não adianta a gente reclamar agora”.

Interessante que ele, sendo dirigente de um dos maiores clubes de São Paulo, tenha a memória tão curta. Em shows, rodeios e outros eventos não têm torcida organizada que vai aos estádios para dar porrada nos outros. Não existe uma Gaviões da Fiel, nem Manchas Verdes, nem outras do gênero.

Não foram e não são raros os confrontos com mortes por pauladas e, até mesmo, tiros. Como não raros os atos de covardia praticados por gangues de bandidos que se fazem passar por torcedores.

O comportamento dessas torcidas, no passado, foi o que provocou a criação do Estatuto do Torcedor com essas restrições. Se tivesse comportamente civilizado, as coisas seriam bem diferentes.

E não é só em São Paulo. Acontece em todo o Brasil, embora em alguns lugares a rivalidade seja mais acirrada.

Quanto à aceitação pelo Brasil das condições da FIFA, há que se considerar que a candidatura do Brasil foi meramente eleitoreira, bem como a escolha de 12 sedes e não 8, como acontece nos demais países. E, na ocasião, grande parte dessas questões não foram comentadas. O único compromisso anunciado era a construção de estádios adequados e infraestrutura de transportes, hospedagem etc…

Ou seja, o compromisso anunciadamente aceito foi com o que não será realizado a contento. A liberação de bebidas parece ser um cala-boca!

Mas voltando à violência, no campeonato brasileiro de 2009, eu estava em Curitiba. O jogo entre o Fluminense e o Coritiba era decisivo para ambos. Estava em disputa a permanência na série A do Brasileirão.

A queda do Coritiba gerou uma fúria insana nos torcedores que invadiram o campo e agrediram quem encontraram pela frente, inclusive os policiais que faziam a segurança do jogo. Ainda bem, que não fui ao estádio.

Se com proibição de bebida, o pau come. Com bebida vai ser pior, com toda a certeza. A Copa vai ser dos Hooligans, aqueles torcedores ingleses que arrumam confusão onde quer que passam e, como diria Ronaldo Fenômeno a respeito de um ilustre corintiano, “Bebem pra caramba!”

Ah! Antes que eu me esqueça: com o valor de um único ingresso, que estimam em R$ 175,00, dá pra comprar cerveja para a Copa inteira.

Para os moderados, como eu, é claro!

* * *

FALA SÉRIO !

Há coisas no Brasil que são inacreditáveis.

Em 1950, o meu avô, paraibano de Areia mas morador de Niterói, pesquisou e publicou o livro O TUPI NA GEOGRAFIA FLUMINENSE, traduzindo do tupi para o português, os nomes dos principais acidentes geográficos do Estado do Rio.

Como dizem que a fruta não cai longe do pé, eu, fluminense de Niterói, morador de Curitiba, pensei em escrever O TUPI NA GEOGRAFIA PARANAENSE.

Para tanto, liguei para o IBGE-PR, para saber se eles tinha a relação de todos os acidentes geográficos do estado do Paraná.

Dá para acreditar que a resposta foi NÃO!?

Se o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística não tem os dados da geografia do estado, fico com a impressão será que estou errado em pensar em inoperância e ineficiência? Ou isso não faz parte das atribuições deste órgão?

Será que pedi demais?

FALA SÉRIO ! 
 

COMO PARAR DE FUMAR EM 80 TENTATIVAS E 79 DESISTÊNCIAS

Depois que o Dr. Dráuzio Varella começou uma campanha anti-fumo, tenho visto algumas revistas e outros meios de comunicação “ensinando” o que é preciso fazer para deixar este vício.

Como fui fumante durante vários anos e deixei de ser escravo da nicotina, quero falar sobre a minha batalha contra o fumo e um pouco do que aprendi tentando (e conseguindo) deixar de fumar. Pode ser que sirva para alguém.

Quero esclarecer, antes de mais nada, que comecei a fumar ainda menino, com uns 8 anos talvez, e fumei por 3 décadas.

É que da primeira geração de netos do meu avô, eu era o mais novo. Para andar com os mais velhos e bancar o “homenzinho”, tinha de fazer o que eles faziam. Assim, comecei cedo demais a ser freguês dos fabricantes de cigarro.

Nesse meio tempo, tentei largar o cigarro várias vezes, sem sucesso.

Cheguei a ser um fumante assoviador. Um daqueles que quando puxava o ar, chegava a chiar, de tão entupido o pulmão. Sem contar que não eram raras as madrugadas em que acordava para fumar. Com ritual e tudo. Levantava, escovava os dentes, fazia um café instantâneo e acendia o maldito. Depois, deitava de novo, às vezes, com o cigarro aceso.

Certa vez, adormeci e queimei o peito. De outra vez, queimei o colchão e o lençol. Uma rodela pequena, mas queimei.

Mas queria, de fato, deixar de fumar e como o cigarro dava no bolso e na saúde, passei a usar todas as “técnicas” que me ensinavam. Nada dava certo.

Uma delas dizia que a pessoa deveria estabelecer um intervalo entre um cigarro e outro e, gradativamente, ir aumentando a duração desse intervalo, até parar totalmente.

Quem disse que o fumante respeita o intervalo? Respeita um dia ou dois e olhe lá. Instintivamente, enfia a mão no bolso e tira de lá o cilindro revestido de papel branco e recheado de veneno tóxico. Acende e sai dando baforadas, como se tivesse sido salvo da morte.

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NORMAS URBANAS DE PRESTÍGIO

Imagino que a maioria dos leitores não tenha ouvido falar no termo acima: “normas urbanas de prestígio”.

Essa expressão passou a ser usada, recentemente, para substituir o termo “norma culta”, que representava a forma correta da gramática oficial da língua portuguesa.

Imagino que a ideia de se usar uma nova nomenclatura é uma tentativa de se evitar preconceitos contra a “norma popular”, como era chamada, até então, a linguagem do povo, onde a concordância e certas expressões comuns da fala do dia a dia não respeitam os ditames gramaticais.

Não sei se, no caso, a emenda não terá ficado pior que o soneto.

É que a palavra “prestígio”, por si só, já demonstra preconceito contra as classes populares “sem prestígio”, apesar da aceitação pelo MEC do “Nóis pega os peixe!”

Será que existem “normas rurais de prestígio”? Porque se não existem, a palavra “urbanas”, nesse caso, passa a ser uma redundância. Todas as normas de prestígio são as da elite cultural que, normalmente, vivem em grandes cidades, ou seja, são URBANAS.

Essa nova expressão mais parece invenção dos antigos líderes do PSDB, acusados de “inventarem” novos termos para escamotear a realidade.

Algo do tipo: não temos FOME no Brasil, mas, sim, uma CARÊNCIA ALIMENTAR.

Será que não estão tentando reinventar a roda, como se a simples mudança de nome tivesse o dom mágico de mudar a realidade.

E a realidade, no Brasil, em matéria de educação é muito triste. A educação caminha a passos de tartaruga, com resultados pífios em língua portuguesa, existam, ou não, normas urbanas de prestígio ou norma culta.

O combate à fome, idem. Os dados recentes divulgados pelo IBGE dizem que mais da metade da população vive com um salário igual ou menor a R$ 375,00 (trezentos e setenta e cinco reais).

Aliás, isso eu já tinha observado aqui, quando tentaram iludir a população tentando minimizar o drama com palavras enganosas.

Em vez de dizerem que 120 milhões de brasileiros passavam fome, ou seja, mais da metade da população, disseram que 24 milhões de lares tinham renda abaixo do mínimo.

É só multiplicar o número de pessoas por lar (5 em média) e fazer-se a multiplicação.

A propalada distribuição de renda é pura falácia! Inexiste.

O pobre continua pobre e uns poucos (os mesmos) estão cada vez mais ricos.

O lucro excessivo dos bancos e o endividamente astronômico da população são provas incontestes de que tudo continua na mesma.

Desde que o Brasil é Brasil, trabalha-se para manter o privilégio, aqueles que têm “prestígio” em detrimento da maioria.

E por falar em prestígio, será que os que recebem e os que dão propinas se comunicam usando “normas urbanas de prestígio” ou vão no popular “mermo”?

* * *

FALA SÉRIO 1!

Às vésperas da penúltima rodada do campeonato brasileiro, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, nomeou o presidente do Corinthians como Diretor de Seleções.

Sem questionar a capacidade do Sr. André Peres para exercer essa função, não terá sido um ato inoportuno e indicativo de parcialidade?

Se houver algum erro de arbitragem que favoreça o Corinthians na última rodada, voluntário ou involuntário, vai sempre dar a impressão de arranjo, favorecimento, mutreta.

E vai jogar no ralo um título, até esse momento, conquistado em campo.

* * *

FALA SÉRIO 2!

Apesar do parecer do Comitê de Ética da Presidência da República, a presidenta Dilma continua mantendo o ministro Lupi no cargo.

A lentidão em certas tomadas de decisões vai se tornando uma marca deste governo.

E fica, também, evidenciado, cada vez mais, o inaceitável loteamento de cargos no governo.

Desse jeito, a presidenta vai terminar o mandato com o apelido do Dilma Vacilão!

FALA SÉRIO !

A DECISÃO DO CAMPEONATO BRASILEIRO

Neste fim de semana, dependendo do resultado dos jogos, podemos ter um campeão brasileiro de futebol de 2011, com uma rodada de antecedência.

Não será o meu Fluminense, com certeza, porque mesmo que vença nesta rodada e que o Corinthians perca, ainda assim não o alcançaremos, ficando a decisão para a última rodada, o que, caso aconteça, tornará este campeonato mais eletrizante ainda.

Obviamente, pelo número de pontos somados, o Corinthians tem tudo para ser o campeão. Mas o Vasco vem apresentando um excelente futebol e, neste segundo turno, o meu Fluminense é o grande destaque, sem sombra de dúvidas.

Como este ano aconteceram resultados totalmente fora das previsões, especialmente nas últimas rodadas, ninguém pode ainda comemorar.

Independente do time que será campeão, penso que este foi um dos melhores campeonatos que vimos nos últimos anos. Indefinido até as últimas rodadas, com algumas alternâncias, superações…. Extremamente motivante.

Veio coroar a fórmula dos pontos corridos, onde a constância, a regularidade, a aplicação em campo, durante os dois turnos, vai premiar a equipe que melhor se conduziu ao longo das 38 rodadas.

Por ser a favor da regularidade, sou contra endeusar-se o gol feito por Adriano no último jogo do Corinthians. Há alguns meses, ele está lutando contra o excesso de peso. Está fora de forma e, obviamente, teve competência e sorte para fazer um gol importante na caminhada do Corinthians.

Mas, até mesmo o zagueiro Chicão, hoje quase no ostracismo, ao longo do campeonato, fez muitos mais. Da mesma forma, Liedson tem-se destacado como artilheiro do timão…

A importância que estão dando ao gol do Adriano, de certa forma, parece desmerecer o trabalho dos demais jogadores que entraram em campo nas rodadas anteriores. Não fossem eles, o Corinthians não estaria ocupando a liderança e não teria a oportunidade de ser campeão.

Futebol, como esporte coletivo, não é o momento, nem um único jogador. É uma equipe em campo, a partir de um goleiro e uma defesa, cuja função é não tomar gols, passando por um meio de campo que precisa prevalecer no domínio da posse de bola e alimentar o ataque, cuja função é fazer (ou tentar a toda hora) gols, durante toda uma temporada. Isso por princípio, é claro, porque, no futebol moderno, defensores atacam e atacantes defendem.

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A DIVISÃO DO PARÁ

No dia 11 de dezembro, haverá um plebiscito no estado do Pará, para que a população decida pela divisão, ou não, do estado em três.

Embora eu não seja paraense, não more por lá e jamais tenha visitado aquela terra (apesar de pretender fazê-lo um dia), sou totalmente favorável à divisão.

Não somente do Pará, mas, também, de outros estados de dimensões tais que não permitem que se leve ao interior mais progresso e desenvolvimento.

O Brasil é um país de capitais concentrados em torno das capitais, o que prejudica, e muito, o desenvolvimento uniforme. 

E o interesse dos governantes por um maior cacife político tende a fomentar na população uma ideia de grandeza prejudicial a todos. Menos aos governantes, é claro, que colocam a maioria dos eleitores numa área limitada e, assim, trabalham em favor dos habitantes de uma área menor e obtêm mais votos e, consequentemente, mais poder.

Creio ser preferível estados menores com um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) maior, do que o contrário.

De que adianta ter espaço mal dividido, cheio de latifúndios?

De que adianta ter espaço, se as indústrias, universidades, hospitais e investimentos, de um modo geral, estão concentrados em torno das capitais?

Imagino que no Pará, no Amazonas e em outros estados “gigantes” pregue-se veladamente a ideia de que são maiores que outros estados da federação, que têm mais riquezas no subsolo e coisas do tipo.

Só que a população, de um modo geral, não vê o cheiro dessa riqueza. Ela vai para o bolso dos governantes e das empresas para as quais são dadas as concessões de exploração.

A divisão, pelo menos, costuma atrair novos investimentos, gerar mais empregos e deixar os governantes mais à vista do povo.

É claro que muita gente dirá que serão mais 3 senadores por estados, mais secretários disso e daquilo, mais deputados estaduais com seus assessores … Sei disso. Mesmo assim, ainda acho muito bom que se divida os estados gigantescos, porque o tamanho que têm torna mais difícil a sua administração.

Se usarmos os Estados Unidos da América como parâmetro, veremos o seguinte:

1) Tamanho dos EUA – 9,37 milhões de km2. Número de estados: 50. Média = 187.400 km2 por estado; 

2) Brasil – 8,5 milhões de km2. Número de estados: 27. Média = 314.814 km2 por estado. Ou seja, a média de cada estado brasileiro é cerca de 70% maior do que a média dos estados americanos;

3) O Pará, atualmente, está com 1,25 milhões de km2. Quase dez vezes mais.

4) Com a divisão proposta, o estado de Tapajós ficaria com 732.509,5 Km² (grande demais ainda); o do Pará, propriamente dito, com 218.776,4 Km² e o de Carajás com uma área de 296.664,1 Km².

Desconfio que a administração dos estados americanos seja mais eficaz que a dos nossos, por conta da maioria deles serem bastante menores do que os nossos.

Penso que precisamos parar de ufanismos e regionalismos tolos e redividirmos o Brasil integralmente.

Podemos começar pelos estados maiores, redividindo-os e ocupando espaços vazios e pouco povoados, que acabam por gerar a cobiça estrangeira. E, mais tarde, redividindo aqui e ali, unindo lá e cá…, de modo que resulte em melhoria de qualidade de vida que, pelos índices divulgados esta semana, não anda nada boa.

Chegamos ao cúmulo de haver queda no índice de saneamento de algumas regiões, analfabetismo exagerado em outras…

É preciso que a população compreenda que tamanho não é documento.

Não adianta ter um território imenso se ele, de fato, não pertencer ao povo, se não oferecer condições reais de vida saudável, confortável, com acesso à educação, à saúde e ao saneamento básico.

O verdadeiro índice do qual todos deveriam se ufanar é o IDH, índice de desenvolvimento humano, do qual, no momento, não podemos ter orgulho nenhum.

Se eu deixar de ser fluminense, por exemplo, e passar a ser capixaba, mineiro, paulista, atlântico, guanabarino ou coisa que o valha, pessoalmente não me fará a mínima diferença. Continuarei sendo brasileiro como todos os demais.

Mas se a qualidade de vida da minha família e das pessoas à minha volta e em todas as regiões do Brasil melhorar… Isso, sim, fará uma grande diferença.

* * *

FALA SÉRIO!

Será que a manutenção do Ministro Lupi no cargo tem a ver com a sua declaração de amor à Presidenta?

Será que ela é tão carente assim?

Ou será porque, apesar de pertencer ao PT, o seu verdadeiro amor ainda é o PDT, ao qual já foi filiada?

FALA SÉRIO!

ESTUDANTES SEM CAUSA!

Há alguns anos, quando eu era estudante, ainda no governo Jango e, posteriormente, durante a Ditadura, o posicionamento da juventude era diferente do que estou vendo.

Havia um interesse maior em aprender, em leitura, em artes, em filosofia e, acima de tudo, a política era encarada como algo sério e para fazer o bem para todos.

Era um tempo de ideais socialistas puros, honestos, utópicos até.

As greves eram por melhores condição de ensino, por liberdade de expressão verdadeira, por democracia e igualdade.

Os estudantes pareciam ser “anarquistas” no bom sentido: eram sempre contra o governo.

Infelizmente, não é isso que estamos vendo.

A UNE virou uma entidade vendida ao governo. Não se vê mais caras-pintadas contra a corrupção. Os jovens não saem mais às ruas para pedir decência na política, punição para os corruptos, ou seja, ações que os dignificariam e, acima de tudo, poderiam lhes oferecer uma garantia de futuro melhor. Uma nação em condições de gerar bons empregos, com salários justos e capazes de dar uma vida melhor para todos.

O que assistimos na USP é algo que não cabe numa nação que se pretende moderna.

Aquela tradicional universidade de São Paulo, há algum tempo, acertou com a PM o policiamento no Campus.

A razão de tal pedido foi o aumento da violência dentro da Universidade, onde alunos já foram mortos e havia (e ainda há) risco de vida para os demais estudantes, por conta da presença de bandidos no local.

Mas o policiamento incomodou alguns alunos que, em vez de agradecerem pelo fato de estarem melhor protegidos, bem como os seus colegas, cismaram de que isso representaria, quiçá, repressão.

Ora, meninos, vocês não sabem o que é repressão!

Repressão é cada um de vocês não poder sair à noite nas ruas, para não sofrerem atentados, sequestros relâmpagos ou serem vítimas de uma bala perdida.

Repressão, houve, sim, no passado, quando o exército estava armado nas ruas e toda e qualquer manifestação em favor da democracia, de eleições livres e outras do gênero eram reprimidas com violência.

Não se permitia, sequer, a reunião de mais de três pessoas, por mais ridículo que isso fosse.

A repressão que os está vitimando é a que não lhes permite consumir maconha e outras drogas dentro de um estabelecimento público?

Será que estão pouco se lixando se as suas colegas correm o risco de serem estupradas, que os bens dos seus colegas sejam roubados sob ameaça de armas…?

Será que estão pouco se lixando se os professores e professoras correrem risco igual?

Parece que o importante é manterem o “sagrado” direito de fumar um baseado ou cheirar um pozinho e que tudo mais vá pro inferno!

Eta, gente ultrapassada!

Fosse um protesto a favor de melhoria do ensino…

Mas isso, pelo jeito, é o que menos lhes interessa!

* * *

FALA SÉRIO!

Há alguns meses, quando critiquei a contratação do atacante Adriano pelo Corinthians, algum corintiano, aqui na Besta Fubana, achou que eu estava com dor-de-cotovelo por não ser o Fluminense o contratante.

De lá pra cá, quantos jogos o Imperador jogou?

Quantos quilos perdeu, dos quatro necessários?

Nada como o tempo para mostrar quem tinha razão.

FALA SÉRIO!

* * *

Depois de tanta bravata, a declaração de amor à Dilma, por parte do ainda Ministro Lupi, ficou meio deslocada e com cara de puxa-saquismo e amor ao cargo.

Brizola deve estar dando voltas no túmulo!

FALA SÉRIO!

AS CORUJAS, OS LEÕES E AS HIENAS

No alto de uma árvore, na savana africana, duas corujas conversavam.

Uma era bem jovem, com uma sede de saber muito grande.

A outra, mais velha e sábia, respondia às perguntas da mais nova.

Ao longe, passavam búfalos e, como era de se esperar, havia leões e hienas à espreita.

A mais jovem notou uma movimentação estranha no lado dos leões e perguntou à mais velha:

- O que está acontecendo do lado dos leões?

- Parece que estão com medo?

- Com medo? De quê?

- É que o rei deles, um leão de juba grande, sempre urrava bem forte e mantinha as hienas afastadas dos búfalos. Mas esse leão ficou doente e, pelo menos durante algum tempo, não poderá urrar.

- Mas o leão não ficará bom e voltará a urrar como antes?

- Esse é o medo deles. Viveram tranquilos durante algum tempo, na certeza de que o urro daquele leão seria suficiente para garantir-lhes bons repastos durante um longo período. Nunca se preocuparam em criar um outro leão que urrasse tão bem quanto aquele.

- Leões não são todos iguais?

- Claro que não. A coisa é tão séria que, para substituí-lo, tiveram de recorrer a uma leoa.

- E ela não está dando conta?

- O problema é que ela não urra tão bem. E todos confiavam que, nas horas cruciais, poderiam contar com o urro do leão de juba grande…

- Por isso estão preocupados correndo de um lado para o outro?

- Sim. Pelo jeito, estão tentando impedir que a notícia se espalhe.

- A de que o leão está doente? Mas isso a bicharada toda sabe.

- Meu jovem! Use a principal arma que temos, nós, as corujas, e raciocine. Use o seu senso de observação. Por que não querem que se comente sobre a doença do leão?

- ???

- Temos, pelo menos, duas hipóteses: uma, para que as hienas não saibam da fragilidade do bando, por conta da falta momentânea do leão…

- E a outra?

- A doença do leão pode ser mais grave do que se pensa…

- Nesse caso…

- As hienas levarão vantagem…

- Acho que entendi. Já não poderão caçar os búfalos como vêm fazendo…

- Isso mesmo!

- Ah! Então, isso pode mudar a vida dos búfalos…

- Criança, não seja tola! Sejam leões ou hienas, os búfalos vão se ferrar sempre. Se não caírem nas garras de um, cairão nas garras dos outros.

- !!!

- Por mais que os leões tentem impedir a notícia, mais dia menos dia, o riso velado das hienas irá se espalhar por toda a savana….

- !!!

- Por mais que rujam bem alto, nem mesmo os leões de juba grande são eternos!

* * *

FALA SÉRIO!

A quem o povo deve recorrer contra a violência, se o deputado Marcelo Freixo (PSOL), presidente da CPI das Milícias, devido às ameaças de morte a ele próprio e a membros de sua família, a convite da Anistia Internacional, vai transferir a sua família para o exterior?

Se o Estado não garante nem mesmo a vida de um deputado, um representante legítimo do povo, como não garantiu a vida da juíza de Niteróis, morta por membros da polícia militar do Rio de Janeiro, como ficamos nós?

FALA SÉRIO!

A COPA DAS CONFEDERAÇÕES E DAS DESILUSÕES

Com a divulgação pela FIFA das 5 sedes da Copa da Confederações e dos jogos previstos para a Copa do Mundo, alguns dirigentes de cidades e estados brasileiros mostraram frustração.

Esperavam que em suas sedes houvesse mais jogos do que os quatro divulgados pela FIFA e que a Copa, em suas cidades ou estados, durasse mais tempo.

Será que esses governadores ou prefeitos não pensam com um mínimo de lógica? Não sabem fazer contas?

Ora, são 32 seleções, distribuídas por 12 sedes. O normal seriam 8, até mesmo para dar conta exata.

Mas, no Brasil, inventaram de ser diferentes. Escolheram 12 sedes, o que dá 2,666 seleções por sede.

Digamos que serão 3, arredondando para cima: seleções A, B e C, que jogarão entre si numa mesma cidade.

Teremos, portanto, 3 jogos: A X B, A X C e B X C e fim. 3 jogos das eliminatórias em cada sede. O que vier a mais é um baita lucro.

Com relação a tempo, há que se entender, ainda, que a Copa do Mundo não é um campeonato. É um torneio de curta duração. Cerca de 30 dias, divididos em oitavas de final, quartas de final, semi-final e final. Cada seleção faz 6 jogos, no máximo.

Será que alguém esperava que, aqui, seria diferente? Que teríamos um campeonato de pontos corridos, com turno e returno, como o Brasileirão? E que os turistas ficariam eternamente por aqui, gastando os seus dólares ou outras moedas fortes?

Fala sério! Uma das maiores críticas que tenho tecido, desde o anúncio da Copa, aqui nesta coluna, é exatamente o fato de se gastar uma verdadeira fortuna para ser sede de apenas 3 ou 4 jogos da Copa. E, depois, ficar-se com o ônus de um elefante branco. De um, não, de vários.

Nas sedes que já tinham um estádio aproveitável ou onde era necessário derrubar-se o antigo, como o caso da Fonte Nova, ok. Curitiba, por exemplo, não tem muito o que fazer. O estádio do Atlético Paranaense já era considerado um dos mais modernos do Brasil. Em Porto Alegre, o Beira-Rio já está lá e vai ser modernizado.

Mas lugares como Manaus, Natal e Campo Grande, cujas equipes de futebol sequer participam do campeonato nacional da 1ª divisão, usariam melhor os recursos do povo se investissem em TURISMO junto às torcidas, com promoções e uma programação eficiente para os dias em que não estivessem assistindo jogos de suas seleções.

Se fizessem um acordo com as cias. aéreas, hotéis, restaurantes e demais meios de transporte, para atrair turistas de sedes próximas, o resultado seria melhor, com toda a certeza. Gastariam muito menos. A relação custo X benefício seria positiva.

O dinheiro que economizariam podia ser transformado em benefícios para a população que anda carente de boas escolas, hospitais e moradia…

No entanto, a megalomania tomou conta do Brasil, liderada pelo Sr. Lula da Silva. Em vez de 8 sedes, teremos doze. 50% a mais do que aconteceu, até então, em outros países, quando organizaram as suas copas.

50% a mais de sedes significam 50% a mais de despesas, sem contar os desvios que já são esperados, tomando-se o PAN como exemplo e os recentes escândalos na pasta do Esporte.

Como a realização da Copa parece irreversível, só nos resta rezar para que a crise financeira internacional não se prolongue em demasia, para que torcedores de países abastados, que venham ao Brasil com os bolsos cheios…

E que a segurança interna, que não anda nada bem, consiga ser controlada, o que acho difícil.

Mas o ar de decepção dos nossos governantes de sedes menos cotadas me parece falso.

O que conta para eles, realmente, é a oportunidade de faturar algum com obras faraônicas e criação de elefantes brancos.

O respeito pela grana do povo… Bem, isso é outra história.

* * *

FALA SÉRIO!

Com a profusão de propaganda do PCdoB na TV, fiquei intrigado com uma coisa: eles dizem que comunista é ético, que é honesto, que zela pelo dinheiro do povo e que não deixarão ninguém manchar a história do PECEBÃO.

Isso significa que vão expulsar o ex-ministro Orlando Silva e outros tantos do partido?

FALA SÉRIO!

O PRÉ-SAL E A PRÉ-COPA

A exemplo da Câmara dos Deputados, o Senado Federal aprovou o relatório que endossa a redistribuição dos royalties do petróleo, beneficiando todos os estados.

Na mesma hora, o governador do Rio de Janeiro, o “chorão” Sérgio Cabral, já disse que a Copa do Mundo e as Olimpíadas estarão comprometidas.

Já avisou, também, que as aposentadorias dos servidores públicos do Estado, da mesma forma, ficarão prejudicadas.

Disse, ainda, confiar que, a exemplo do ex-presidente Lula,a presidenta Dilma Roussef irá vetar toda e qualquer redistribuição desses recursos.

Há, nas palavras do governador, uma tentativa óbvia de “chantagear” a presidenta e, dependendo da sua posição, indispô-la junto à população do Rio de Janeiro. Chegou a citar que a votação dela no Rio de Janeiro foi muito expressiva.

Ora, o veto presidencial pode funcionar por um prazo curto. A rigor, o Congresso poderá derrubá-lo a qualquer hora e mudar realmente a divisão dos royalties.

Acho que faltou aos políticos do Rio e do Espírito Santo uma estratégia mais sagaz nesse episódio.

Sabendo não ter a maioria, ainda mais no Senado onde o número de parlamentares por estado é igual, deveriam, em vez de optar pelo enfrentamento, oferecer alternativas que pudessem,ao menos, atenuar o prejuízo.

Isso porque, se levaramos em consideração que o mar territorial brasileiro pertence à União, a todos os Estados, a ideia de “produtor de petróleo no mar” não se aplica a nenhum estado isoladamente.

Estado produtor só pode ser entendido como tal quando o ouro negro é encontrado no subsolo de um determinado estado.

O que o governo do Estado do Rio deveria fazer era se concentrar na cobrança de contrapartidas do Governo Federal e da Petrobrás por conta das estradas que precisarão ser feitas e mantidas para o escoamento da produção, por conta das terras por onde, eventualmente, passem oleodutos e, acima de tudo, a título de prevenção dos danos ambientais que, certa e fatalmente, irão acontecer.

Embora, como se pretende extrair o petróleo do pré-sal a muitas milhas da costa, nada impede que as correntes marinhas levem o grosso da poluição para distâncias imprevisíveis.

Nesse caso, quem iria indenizar os estados litorâneos “não-produtores”?

Ao optar pelo enfrentamento, confiando na força da influência do ex-presidente Lula, o governador Sérgio Cabral saiu perdendo. Parece que não percebeu que os deputados e senadores, mesmo da base aliada, jamais abririam mão de polpudos recursos para os seus estados, sob pena de comprometerem suas eleições futuras.

Quanto à Copa, essa já está mais do que comprometida.

Além dos indicativos de que os calendários não serão cumpridos por todas as sedes, há uma série de outros fatores, incluindo-se a isenção de impostos para a FIFA, a falta de descontos para estudantes e idosos (que estão querendo nos enfiar goela abaixo, passando por cima da Lei) e uma série de outras exigências da entidade máxima do esporte bretão.

E se o crime organizado e/ou camelôs cismarem de vender os produtos de marcas “não oficiais da Copa” a menos de 100 metros dos estádios? Quem impedirá? Como ficará a imagem do país perante o mundo inteiro, caso usem de violência?

Sem contar que a seleção do mano ainda não convenceu ninguém.

* * *

FALA SÉRIO!

Em todo o Oriente Médio, norte da África e outros países do mundo árabe, as rebeliões contra a opressão, a ditadura e outros constrangimentos que os governantes vinham (e ainda vêm) impondo à população está acabando em deposição e morte.

Na Europa e nos EUA, a população vem se manifestando contra o sistema financeiro, causador de todo o desequilíbrio econômico mundial, promovendo protestos muitas vezes violentos.

Aqui, os pollíticos continuam se envolvendo em escândalos e mais escândalos.

Será que a batata deles está assando ou ficaremos passivos eternamente, acatando os desmandos dos políticos?

FALA SÉRIO

A REFORMA POLÍTICA NÃO MUDA O ESSENCIAL

Eu já confessei aqui que não tinha ainda uma posição formada com relação ao financiamento público de campanha política.
       
Já tenho: sou contra!
       
Por quê? Porque o que podia ser uma boa ideia capaz de equilibrar as verbas e se tornar um debate de propostas e ideologias (coisa rara hoje em dia!)nas mãos e cabeças dos nossos políticos vai se tornar fonte de maracutaias sem fim.
    
Estive analisando as diversas propostas e tomei uma posição definitiva: os nossos políticos continuam brincando de fazer política com o único intuito de se locupletarem ou de manterem as coisas como estão.
    
Já houve quem propusesse financiamento misto, ou seja, além dos que já arrecadam das empresas ficando com o rabo preso ainda estão a fim de meter (um pouco mais) a mão no nosso.
    
Mas parece que tal ideia macabra não irá para a frente. A proposta que parece ter mais adeptos é outra, cuja essência é deixar tudo como está.
    
É que a proposta parece cópia do horário eleitoral gratuito.
    
Vejam o que está sendo proposto:

a) 1% dividido igualitariamente entre todos os partidos com estatutos registrados no TSE.
    
Equivale ao sujeito dizer: meu nome é…. numa rapidez sem par
 
b) 14% divididos igualitariamente entre os partidos e federações com representação na Câmara dos Deputados Ah! Divididos igualitariamente mas só para os que já estão no poder
 
c) 85% divididos entre os partidos e federações proporcionalmente ao número de representantes que elegeram na última eleição geral para a Câmara dos Deputados. Ou seja os partidos que têm mais deputados vão ficar com a parte do leão para continuar elegendo os seus filiados com mais facilidade.
    
Equivale a um tempo maior na exposição durante o horário eleitoral.

Além de receberem maiores verbasvão ter maior exposição na TV e no rádio.
    
Querem, portanto, que nós paguemos para que eles continuem se locupletando, ocupando postos-chaves com a mínima chance de se mudar o jogo.
    
Desse jeito, tão cedo não surgirá uma nova liderança que possa empolgar o país.
    
É tudo que os atuais políticos brasileiros querem: perpetuarem-se no cargo de modo vitalício.
    
Como venho dizendo, continuamos no mato sem cachorro. Somos obrigados a votar naqueles candidatos “cadeira cativa” que os partidos nos impõem e o pior: se isso passar estaremos pagando duplamente. Antes e depois das eleições.
    
Algumas questões essenciais não parecem que serão abordadas, tipo voto espontâneo e não obrigatório; candidatos sem partidos; fim do suplente de senador, que é a maior excrescência do nosso modelo eleitoral.
 
* * *
 
FALA SÉRIO 1!
 
É duro, mas sou obrigado a admitir que Hugo Chavez tem razão ao menos num ponto: um dos pré-candidatos a presidente dos EUA pelo Partido Republicano, Mitt Romney, declarou há alguns dias que Deus criou os Estados Unidos para que o país liderasse o mundo.

Na minha opinião, um único Hitler para a Humanidade já foi mais do que suficiente.
 
* * *

FALA SÉRIO 2!
 
A família Scolarino Palmeiras parece que não está funcionando.

O time não está rendendo o que os seus torcedores esperam e o clima anda tão ruim que os torcedores chegaram a agredir um dos atletas.
    
Sem contar que o elenco está promovendo uma espécie de rebelião interna, numa demonstração de insatisfação do elenco com os métodos e declarações do treinador.
   
Para mim, não é novidade. Sempre achei que sua fama de bom treinador era injustificada.
    
Basta olhar o seu retrospecto como treinador depois da última Copa em que o Brasil foi campeão…
  
FALA SÉRIO 
 

QUAL A BANDEIRA DO NOVO PARTIDO?

O Prefeito Kassab, de São Paulo, conseguiu o registro de um novo partido, o PSD (Partido Social Democrático), num claro exemplo de fisiologismo explícito.

Qualquer pessoa, em sã consciência, sabe que um país com mais de 20 partidos políticos não precisa de mais um.

Isso porque todos os partidos que aí estão, congregam em seus estatutos todas as ideologias políticas, capazes de abrigar todo o pensamento humano nessa área.

Um novo partido, no Brasil, só seria aceitável se trouxesse alguma novidade em atitude e pensamento.

Partidos ditos sociais-democráticos, uma ideologia que até acho simpática, pois mescla, fundamentalmente, parte do socialismo com o capitalismo. Um capitalismo mais humano, digamos assim.

Isso nós já temos. Melhor, temos na teoria. Mas da teoria à prática, sabemos, vai uma distância enorme.

O PT de Lula & Cia., por exemplo, nasceu socialista. Mas, após chegar ao poder, o seu maior expoente político declarou textualmente que nunca foi socialista na vida. Coisa que acredito, porque ele não tem leitura suficiente para se tornar socialista.

Portanto, novos partidos não são necessário. O que precisamos, realmente, são partidos cumprindo, minimamente, o que está escrito em seus próprios estatutos.

Mas o papel, como sabemos, aceita tudo.

A única ideologia que se percebe, na maioria dos partidos, é a da locupletação dos seus filiados, sem dó nem piedade dos eleitores, seus concidadãos. Para isso, é preciso ter em mãos o poder a qualquer custo.

Está aí o PMDB que não me deixa mentir.

Está aí o PSD do Kassab, que espera terminar a fase de filiação com números extraordinários: 500 prefeitos em exercício e 2000 vereadores. E espera completar a conta com, pelo menos, 60 deputados federais e sete senadores.

Será que o número de políticos descontentes em suas legendas é tão grande ou há vantagens ocultas nessas transferências?

Pelo nosso histórico político, temos certeza de que não é ideologia que os move.

Esta manobra visa tornar o PSD um partido com a 5ª bancada. Um partido com esse cacife, com toda a certeza, terá condições de barganhar vantagens e mais vantagens junto aos nossos governantes.

Por isso, às vezes, ou melhor, quase sempre sou tomado por um estranho, mas realista pensamento: estamos dominados por uma cúpula de gente doente, que só pensa em acumular riqueza para si, a qualquer custo, sem qualquer ética ou decência.

E nós, eleitores, mais doentes ainda, porque agimos como se votar fosse um ato qualquer e que não temos a menor responsabilidade pelas nossas escolhas.

Jogamos o nosso futuro e o futuro de nossos filhos e netos ao léu, como se qualquer político que for eleito vai agir com real preocupação em dar um jeito no país.

Como isso não dá certo, vamos a qualquer culto religioso e jogamos a responsabilidade pelas nossas vidas nas mãos de um Deus que mal conhecemos. Do qual só ouvimos falar…

Assim, vivemos, sustentando políticos e religiosos que nos prometem, sem qualquer garantia real, um futuro promissor, nesta ou numa hipotética outra vida.

Não demora, começam as campanhas eleitorais e teremos mais alguns “pastores” prometendo maravilhas.

Os pastores de uma nova igreja que se identifica pela sigla PSD.

Assim, veremos mais um capítulo da novela: País Sem Destino.

* * *

FALA SÉRIO!

A FIFA está pressionando o Brasil para “suspender suas leis temporariamente”, como o Estatuto do Idoso, durante os jogos da Copa-2014.

Segundo os cálculos daquela entidade, a meia_entrada para idosos e estudantes em ingressos de jogos da Copa do Mundo de 2014 vai causar um prejuízo de US$ 100 milhões (cerca de R$ 180 milhões).

A FIFA já avisou que não aceita arcar com esses custos.

Que custos?

A FIFA não coloca um tostão sequer nesse negócio. Nós é que teremos de bancar tudo: obras faraônicas, elefantes brancos etc.

Já tem alguns falastrões demagogos, como o Prefeito do Rio, dizendo que os governos deverão bancar a meia-entrada.

Ou seja, a Copa nos sairá um pouco mais cara ainda. Isso se não alugarmos a nossa soberania para a FIFA…

FALA SÉRIO!

HOJE, PIRATAS A VISTA! NO FUTURO, A PRAZO?

Parece que uma coisa está puxando a outra. Assim, a coluna desta semana tem a ver com a da semana passada, quando terminei dizendo: “É por essas e outras que, segundo pesquisas recentes, mais de 50% dos consumidores brasileiros adquirem produtos piratas.”

E, realmente, uma pesquisa recente da Fecomércio-Rio/Ipsos traz esses dados à luz, que, por sinal, todo mundo que caminha nas ruas das capitais brasileiras já sabia.

Segundo a pesquisa, a razão de que um número cada vez maior de brasileiros consome produtos piratas é o preço. Que novidade!

O que ninguém aponta, além do preço e impostos elevados, são as verdadeiras razões para que isso venha ocorrendo.

E a razão, ao menos no lado da música, chama-se EXCLUSÃO.

A exclusão que falo não é a dos consumidores, mas a dos artistas.

Aliás, entra governo e sai governo e a dívida social com os artistas da área musical persiste. Essa dívida se chama “falta de acesso à programação das rádios”.

Isso porque para se tocar nas rádios, com raríssimas exceções, é preciso pagar o famoso jabá ou jabaculê.

Aliás, como disse Tim Maia, que estaria completando 69 anos se estivesse vivo, a respeito das rádios no Rio de Janeiro: “O Rio de Janeiro é um dos centros mundiais do jabaculê. Nós somos testas_de_ferro das mesmas gravadoras que não deixam tocar música brasileira no rádio.”

Enquanto não houver uma Lei que garanta o acesso dos músicos independentes às rádios e enquanto o próprio governo não incentivar a criação de cooperativas de artistas (de todas as áreas), o panorama cultural no Brasil não mudará. Ouviremos à exaustão os sertanejos, os pagodeiros, os axezeiros, os forrozeiros de plástico e, obviamente, Roberto Carlos e outros medalhões.

E não mudando esse panorama, a pirataria também não mudará. Vai continuar deitando e rolando livremente nas ruas das cidades.

Artistas independentes podem comercializar os seus produtos a preços bem menores, porque o preço dos Cds feitos por gravadoras, no Brasil, é um verdadeiro assalto à mão armada.

Para quem não tem intimidade com esse assunto, posso afirmar que, depois de feita a matriz de um CD (Gravação em estúdio, arranjos e a programação visual do material gráfico) a duplicação, com material gráfico incluso, para poucas quantidades não passa de R$ 3,00 (três reais) a unidade.

Para produções acima de 100.000 cópias, o preço cai para R$ 1,50, em média.

Se fizermos as contas, o preço de lançamento de um CD novo, que chega a atingir R$ 35,00 (trinta e cinco reais), sofre, de uma ponta a outra, um acréscimo de 2.200%.

É isso mesmo, gente! Não há erro no cálculo.

Certo que parte disso é imposto. Parte é para se pagar o investimento inicial.

Mas 2.200 % é por cento pra cacete!

O consumidor põe a mão no bolso, conta os seus caraminguás (porque ninguém ganha tudo isso que o governo alardeia e as novelas da Globo alimentam) e acaba comprando o pirata.

Mas a EXCLUSÃO não é prejudicial somente ao artista. É, também, para o consumidor que fica sem o direito de ouvir um pouco de tudo, para poder escolher. O ouvinte não tem direito a escolher o que quer ouvir.

EXCLUI-SE O ARTISTA E O CONSUMIDOR, A UM SÓ TEMPO!

Perde, também, o país, porque gente criativa, desenvolvendo um bom trabalho, sem estímulo para viver de sua criação, acaba desistindo. São cérebros desperdiçados, que poderiam estar trabalhando em favor do país, porque o mercado de entretenimento, para os que não sabem, movimenta mais dinheiro do que o mercado de petróleo.

Assim, não precisamos somente de 65% das peças nacionalizadas na indústria automobilística, conforme decreto presidencial recente. Precisamos, também, que 65% das músicas tocadas nas rádios sejam brasileiras, cantadas e gravadas por brasileiros, das quais, 25% deveriam ser de produções realizadas no estado em que a rádio está sediada.

Enquanto o músico local não tiver vez, podendo assim baratear o preço final dos CDs, a pirataria que, normalmente, opera a vista, vai acabar com uma maquininha conectada à Internet, aceitando débitos ou créditos no dinheiro de plástico.

* * *

FALA SÉRIO!

Cada vez que ouço ou vejo notícias a respeito da morte da juíza em Niterói (minha terra natal), por ordem de um tenente-coronel da PM, mais concordo com o Xote Universitário gravado pelo grande Santanna Cantador: “Tenho medo de polícia e de bandido…”

FALA SÉRIO!

O GOLPE DAS IMPRESSORAS

Como na última coluna falei sobre o custo elevado do acesso à Internet e meios de comunicação em geral, não poderia deixar de falar na verdadeira sacanagem feita contra o consumidor pelas fabricantes de impressoras jato de tinta.

Impressoras, hoje em dia, tornaram-se gênero de primeira necessidade para todos que têm um computador em casa, mesmo um bem simples.

A máquina de escrever está definitivamente aposentada, a não ser por alguns renitentes que preferem se manter fiéis ao som das teclas batendo no rolo das antigas Olivetti e Remington.

Aliás, foi em antigas Remington que aprendi um pouco de datilografia, na antiga escola de minha avó em Muriaé-MG.

Mas estamos em tempos de digitadores e não de datilógrafos e imprimir se faz necessário, contrariando a tese inicial de que o computador iria economizar papel.

Ledo engano! Quem pensava que isso salvaria parte das árvores do planeta, apostou errado. Com a popularização do uso dos Pcs, laptops etc., o papel passou a ser mais e mais utilizado. Sem contar que todo e qualquer pagamento que se faz no comércio tem uma feroz maquininha que debita o valor na sua conta, credita na conta do comerciante e imprime, ao menos, 3 vias de documentos, na hora.

A sacanagem para com as árvores se estende ao consumidor que é obrigado a imprimir suas cartas, seus currículos, seus originais, bilhetes etc…, por conta do preço cada vez mais elevado dos cartuchos de tintas.

No início, quando havia poucos consumidores, o preço do equipamento principal era mais elevado, mas os cartuchos vinham com bom volume de tinta e custos razoáveis de reposição.

Depois, com o surgimento dos cartuchos compatíveis e da reciclagem dos cartuchos por microempresas, os fabricantes de impressoras vêm agindo de forma criminosa em relação ao consumidor.

A estratégia, agora, é a seguinte: o equipamento tem um preço convidativo, mas a reposição de cartuchos originais é proibitivo. Além de virem com bem menos tinta, os fabricantes de impressoras procuram, de toda forma, impedir que as pequenas empresas, remanufaturadoras de cartuchos, possam atuar no mercado, criando dispositos que impeçam o funcionamento do equipamento com os chamados cartuchos compatíveis.

Assim, oferecem um preço menor no equipamento, para tirar o lucro, multiplicado por muitas vezes, na reposição de cartuchos.

Encontrei na Internet a demonstração de um cidadão que trabalha com cartuchos remanufaturados que não deixa a menor dúvida sobre a atuação lesiva aos interesses do consumidor, onde dentro do cartucho original há um pequeno reservatório (uns 20% mais ou menos) onde o fabricante coloca a tinta.

Os restantes 80% são espaço vazio.

Ou seja, se o espaço vazio contivesse tinta, o cartucho poderia ser usado, mais ou menos, 4 vezes mais. Ou seja, menos cartuchos de plásticos seriam jogados na Natureza.

Até mesmo o meio ambiente agradeceria por um pouco mais de honestidade e um ação mais enérgica das autoridades em defesa do consumidor.

Quem quiser saber como as empresas fabricantes de cartuchos originais age, veja o seguinte vídeo:

É por essas e outra que, segundo pesquisas recentes, mais de 50% dos consumidores brasileiros adquirem produtos piratas.

Bancar o trouxa, cansa!

* * *

FALA SÉRIO!

Os médicos de todo o Brasil estão se recusando a atender clientes da maioria dos planos de saúde.

Quem correu atrás de algum plano particular, para fugir do péssimo atendimento do SUS, está sem saber o que fazer.

E pensar que o ex-presidente Lula disse que a saúde, no Brasil, estava próxima da perfeição!

E que teve gente que acreditou!

FALA SÉRIO!

CHACRINHA TINHA RAZÃO: QUEM NÃO SE COMUNICA, SE TRUMBICA!

Abro a coluna de hoje, com o célebre bordão do velho guerreiro: quem não se comunica, se trumbica!, pelo tanto que retrata o Brasil de hoje.

É que acaba de ser divulgado o ranking de classificação de 152 paises, de acordo com o nível de aceso às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).

Perdemos duas posições e fomos ultrapassados pela Bósnia e Herzegovina e, também por Omã.

Estamos em 64º lugar (Sexagésimo quarto – escrevo por extenso – porque ouvi numa das rádios mais importantes do país, a repórter dizer que não sabia como se fala a posição número 64). Coisa absurda em se tratando de uma jornalista formada. Mas não me espanto mais essa falta generalizada de conhecimento, porque semana passada, na TV, uma outra repórter, ao noticiar a descoberta em Cabo Frio de um cemitério indígena estimado em 3.000 anos, disse que pertencia a uma tribo chamada “Sambaqui”.

Deve ter sido a maior tribo do Brasil, porque, volta e meia, os arqueólogos encontram algum “sambaqui”. FALA SÉRIO!

Mas, voltemos às comunicações!

Esse ranking avalia, dentre vários indicadores, o quanto o cidadão gasta de sua renda para acessar a Internet.

Na América Latina, estamos atrás do Uruguai, do Chile e da Argentina (nesse aspecto, nós é que estamos levando lambretas).

A lista é liderada pela Coreia, Suécia, Islândia, Dinamarca, Finlândia e China.

Qual a importância disso? É que, hoje em dia, a maior ferramenta de pesquisas e difusão de conhecimento no mundo é a Internet.

Logo, se o Brasil quer que a sua população melhore culturalmente, de forma eficaz (sem o quê, a educação formal não vale nada. Torna-se meramente um treinamento de robôs) precisa democratizar o acesso à comunicação global.

Se considerarmos a nossa já combalida renda per capita, sem uma redução sensível nos custos para o consumidor, a democracia passa bem longe daqui. Não existe e não funciona.

Temos que considerar, também, que o alto custo desses serviços para as nossas empresas acaba elevando os seus custos operacionais e incidindo sobre o preço final dos produtos e serviços. É uma reação em cadeia, onde perdemos em competitividade e em eficiência.

Basta dizer que, ainda segundo o estudo divulgado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), estamos em 96º lugar (nonagésimo sexto – alô, repórter!) em matéria de custos, numa lista que ordena 165 países de acordo com o preço dos serviços de telecomunicações em relação à renda per capita.

O brasileiro gasta cerca de 5% (cinco por cento) de sua renda com serviços de telecomunicações, ou seja, temos um dos serviços de acesso à Internet, de telefonia etc. mais caro do mundo.

Em Mônaco, os moradores gastam apenas 0,2% de sua renda com os mesmos serviços.

Sem contar o atraso tecnológico, já que a velocidade, em países como a Coreia, atinge 50 megabits por segundo, em média.

Se queremos progredir, de verdade, temos de baratear esses custos, aumentar a velocidade de acesso e usar essa ferramenta, principalmente, na educação para que o povo, melhor preparado e melhor informado, possa se tornar mais eficiente e, com isso, auferir uma renda mais compensadora.

Quando tínhamos a televisão no topo da comunicação de massa, o velho guerreiro nos deu um bordão precioso. Apesar do seu pioneirismo, continuamos atrasados.

Agora, se as nossas agências reguladoras de serviços não agirem e não exigirem que as operadoras ofereçam serviços de telecomunicações a custos compatíveis com os praticados nos países desenvolvidos, não nos comunicaremos e nos trumbicaremos inexoravelmente!

* * *

FALA SÉRIO!

Alguém, com um mínimo de bom senso, nomearia para Ministro do Turismo um cidadão que, sabidamente, havia pago uma orgia num motel com dinheiro público?

Será que a dona Dilma nunca ouviu o ditado: “Cesteiro que faz um cesto, faz um cento.”

FALA SÉRIO!

SÓCRATES CONTRARIOU A TEORIA

Temos visto, nos últimos dias, a luta do Dr. Sócrates para continuar vivo, superando os danos causados pelo confessado alcoolismo.

Normalmente, os jogadores de futebol, oriundos das classes mais pobres, que fazem sucesso na profissão, são os que acabam enveredando por caminhos, digamos, menos recomendáveis.

A falta de cultura, de estudo e de estrutura familiar são, quase sempre, apontadas como responsáveis por esses desvios.

Mas o Sócrates, por ser médico, era chamado de doutor. Ou seja, um jogador com um nível intelectual superior aos demais, a ponto de liderar a chamada “democracia corintiana”.

Xará do renomado filósofo grego, estudioso e culto, é de se espantar que tenha se tornado alcoólatra, contrariando a teoria do jogador despreparado, pobre, sem estrutura familiar, deslumbrado com a súbita riqueza.

Segundo a sua atual esposa, o problema dele é SOLIDÃO.

A solidão, da qual ela fala, deve ser aquela do cidadão que ascendeu na vida em fama e prestígio, durante algum tempo em sua vida e, depois, perdeu espaço na mídia e foi abandonado pelos falsos amigos, pelos bajuladores de plantão…

É difícil a gente avaliar, sem ter passado por isso.

Mas já vi pessoas que tiveram uma situação especial na vida e, posteriormente, quando não pôde mais oferecer benesses e mordomias aos que o cercavam, viu-se abandonado.

Não sei, exatamente, se foi isso que aconteceu com o Dr. Sócrates. Sei que estimo suas melhoras.

De certa maneira, isso me lembra o meu avô paterno.

Saído ainda bem jovem da Paraíba, fez de tudo um pouco na vida.

Sendo autodidata, tornou-se jornalista, escritor, autor de teatro e, vivendo no Rio de Janeiro, frequentava as altas rodas literárias e boêmias da época.

Por falta de cuidados com a saúde, teve um AVC aos 60 anos de idade, que o deixou paralisado do lado direito.

Perdeu, praticamente, toda a mobilidade e, com ela, a alegria de viver.

Foi obrigado a dar adeus à vida noturna, aos encontros com outros literatos e, como já não era abastado, poucos amigos lhe restaram.

Embora cercado pelos filhos, genros, noras e netos que o visitavam regularmente, além da companhia da minha avó, foi tomado de desgosto; foi desistindo da vida.

Na época, eu era menino e, mesmo no início da juventude, sem noção exata do que lhe acontecia, não curtia muito ir à casa do meu avô. Principalmente, por ser uma exigência do meu pai. Todo domingo, chovesse ou fizesse sol, eu era obrigado a tomar a bênção do vovô Pedro que, por sinal, era meu padrinho de batismo.

Como eu tinha mais o que fazer da vida: namorar, conversar com os amigos…, terminado o almoço, pegava dois ônibus ou o bonde e, antes da matinê, passava correndo por lá para me livrar o mais depressa possível daquela obrigação.

Tivesse cabeça naquela época, procuraria aprender mais com ele. Era um homem vivido, experiente e, acima de tudo, lia muito, sabia de tudo.

Mas além de fumar um mata-ratos (apelido que se dava aos cigarros fortes e de cheiro ruim), meu avô bebia diariamente. Suicidou-se a longo prazo.

Acho que não foi à toa que Euclides da Cunha disse que o sertanejo é, antes de tudo, um forte. O “cabra da peste”, sem ter sido atleta, foi durão.

Afastado da vida que gostava, do glamour das noites junto aos demais intelectuais e, principalmente, por ter perdido a mobilidade, precisou de doze anos, após o AVC, pra falecer de cirrose hepática.

Talvez a solidão do doutor Sócrates seja parecida com a do meu avô, do qual guardo ainda, de um dos últimos dias que o vi com vida, um fato engraçado.

Estávamos sentados num sofá. Ele com o habitual pijama listrado.

Passa a minha vó, já velhinha, e percebe que ele estava com a braguilha aberta e lhe diz:

- Pedro, a gaiola está aberta!

Ao que ele respondeu:

- Não faz mal! O passarinho já está morto!

* * *

FALA SÉRIO!

Esta semana, o Conselho Federal de Engenharia declarou temer que muitas das obras da Copa não ficarão prontas a tempo.

Parece que estão meio atrasados nesta percepção, porque nós, sem sermos engenheiros, estamos dizendo isso há muito tempo.

FALA SÉRIO!

PARLAMENTARES PRA LAMENTARES!

Em Brasília, a câmara dos deputados absolveu a deputada Jaqueline Roriz.

O argumento que prevaleceu foi a de que o ato ilícito foi cometido quando ela não era ainda deputada.

A pobrezinha havia recebido dinheiro do chamado Mensalão do DEM.

Por falar em mensalão, acho que o mensalão do PT, creio que os envolvidos devem estar chamando-o de MENSALÃO DO BEM.

Faturaram alto e ninguém foi condenado até hoje e, pelo andar da carruagem, ninguém o será.

Mas, voltando à Jaqueline Roriz, seja qual for a época em que recebeu o dinheiro ilícito, de uma forma ou de outra, deve ter servido de alguma maneira para que ela se tornasse parlamentar.

E isso não é falta de decoro?

Ou será que os deputados, que votaram contra a cassação, pensaram: vamos libertar a nossa colega de falcatruas?

Ou, melhor, vamos botar as nossas barbas de molho e mostrar ao povo que nós estamos aqui para nos locupletar. Se hoje punirmos a colega, amanhã seremos nós que poderemos estar no banco dos réus.

Por essas e outras, penso que seria importante mudarmos as regras eleitorais no Brasil, alterando a simultaneidade de eleições de parlamentares com as majoritárias.

Assim, se o governo estiver indo mal, dois anos depois, o povo poderia votar maciçamente na oposição para aumentar a fiscalização etc…

Da mesma forma, se um executivo bem intencionado estiver sem ação por conta do parlamento, o povo poderá votar com o presidente, elegendo novos parlamentares mais alinhados com a linha de pensamento do governante.

Acho que é uma ideia a ser considerada.

Porque a maioria governista feita simultaneamente tem-se se mostrado um equívoco.

Aqui em Curitiba, por exemplo, uma jornalista, esposa do presidente da Câmara de Vereadores, ganhou um contrato milionário para fazer propaganda da Câmara no seu jornal ou algo assim.

Acontece que ela foi contratada quando ainda era funcionária pública, o que,por Lei, é proibido.

Como a maioria é governista (os governos estadual e municipal são do PSDB), o relator era governista.

Conclusão: recomendou somente a suspensão do presidente da Câmara por 90 dias, jogando parte da culpa nos funcionários encarregados da licitação que deveriam saber que a esposa do presidente da Câmara ainda era funcionária…

Ele, o presidente, não sabia por certo que a sua esposa era ainda funcionária.

A moda Lula de não saber de nada pegou em todos os escalões.

Brasileiros! Esses parlamentares são pra lamentares. E pra não votares.

* * *

FALA SÉRIO!

O desgovernador Sérgio Cabral, em entrevista à imprensa, em vez de assumir a culpa da sua des-administração com relação à falta de manutenção nos bondes de Santa Teresa, quis sair pela tangente dizendo que não há controle sobre o número de passageiros; que muitos entram e saem do bonde e viajam sem pagar.

Com todo o respeito aos leitores, o que é que tem o cu com as calças, se substituíram parafusos por arame?

FALA SÉRIO!

CAIU O IRMÃO DE LULA E MUITOS “IRMÃOS” DE LULA PRECISAM CAIR!

Depois de 3 semanas ausente, apesar de ter deixado três canções do show VERSOS EM PAPEL DE PÃO para os leitores, estou de volta à coluna semanal.

Durante estes dias, muitas coisas aconteceram. Saiu ministro; houve mais denúncias de corrupção; gente envolvida com o mensalão saiu de comissões na Câmara (na certa não receberiam comissões) e por aí afora.

Mas creio que o fato mais importante da semana, em matéria de política, foi a queda do irmão de Lula, o Khadafi ou Gadafi.

Acho que a demagogia e a falta de sensibilidade do nosso ex-presidente atingiu o auge em dois momentos: quando riu como se apoiasse a declaração do presidente de Cuba, Raúl Castro, sobre a morte de um dissidente político que havia feito greve de fome e quando chamou o ditador Khadafi de irmão.

É interessante como o povo brasileiro parece tão alienado e tão sem cultura política que aceita, passivamente, que alguém que se passou por democrata, contra a ditadura militar no Brasil, possa tratar com tamanha consideração um ditador confessadamente responsável pela derrubada de um avião de passageiros lotado, a ponto de chamá-lo de irmão?

Mas esse é o Brasil em que vivemos.

Brasil do qual o Sr. Sarney se julga dono e acima do bem e do mal. Um homem que detém o poder há muitos anos no Maranhão, um dos estados mais pobres do país, com um dos menores índices de desenvolvimento humana e, na maior cara de pau, usa um helicóptero público para passear. E ainda nos dá uma carteirada dizendo-se “OTORIDADE”.

Essas mudanças de poder no mundo árabe, com a derrubada de ditaduras, como a do Egito e da Líbia; as manifestações contra a corrupção ocorridas na Índia onde um dos líderes já está sendo considerado o novo Ghandi, são o que ainda nos dão alento para continuar acreditando neste país, embora estejamos atrasados em relação a muitos lugares do mundo.

Já passou da hora do povo sair às ruas e exigir lisura no trato da coisa pública.

Já passou da hora do povo pôr pra fora da vida pública todos os envolvidos em falcatruas e exigir que os responsáveis sejam presos, julgados e condenados. Inclusive corruptores.

Já passou da hora do povo fazer saber aos políticos que é soberano e que eles, políticos, são seus empregados e devem a ele obediência, respeito e não devem, em momento algum, julgarem-se superiores a quem lhes paga os salários e demais benesses.

Já passou da hora do povo exigir uma reforma política, onde os “profissionais” do crime, que andam de terno e gravata, não possam perpetuar-se nos cargos.

Já passou da hora do povo exigir que os cargos públicos deixem de ser feudos dos políticos que nomeiam seus apadrinhados com o único intuito de se locupletarem indiretamente.

Já passou da hora do povo exigir que não se loteiem os governos entre aliados, de modo que o poder passe a ser um falso poder, devido a compromissos de campanha, a ponto dos ministérios terem donos e esses donos serem partidos políticos que usam o voto como uma barganha, uma negociata, em detrimento da pátria e de seus cidadãos.

Já passou da hora do povo olhar para o seu vizinho e para o seu próprio umbigo e deixar de acreditar em propagandas e estatísticas manipuladas.

Já passou da hora do povo recusar a famosa frase de um político do passado, que parece ainda encontrar eco nos dias de hoje: ROUBEI, MAS FIZ!

* * *

FALA SÉRIO!

Confesso não ter ainda uma opinião totalmente formada com relação a campanhas eleitorais realizadas com verbas públicas.

Essa minha indefinição prende-se, principalmente, à falta de crença numa fiscalização ativa e efetiva, bem como na punição dos culpados.

Mas o PTB vir a público fazer a campanha que vem fazendo, falando da falta de verbas para hospitais, para a educação etc…, defendendo, ao que tudo indica, o modelo atual, onde o dinheiro das grandes empresas elege os representantes dos grandes empresários e não do povo, sem apresentar propostas alternativas, parece cantilena de quem deve estar levando muito grana por baixo dos panos ou sobras de campanha.

FALA SÉRIO!

VERSOS EM PAPEL DE PÃO – 3

Na música da semana passada, COURO DE GATO, eu falo: ” eu fiz seresta, cantei pela madrugada…”

Isso, de fato, aconteceu.

E a seresta inesquecível da minha vida foi a que relato agora:

Depos do namoro, que terminava, impreterivelmente, entre nove e dez horas da noite, a gente ia para o BBB do passado: BAR, BIRITA E BOEMIA.

Havia um outro BBB: BAR, BIRITA E BORDEL, mas esse não me apetecia.

O bar que eu frequentava em Niterói, era o Elite. Homônimo do famoso Bar Elite do Rio de Janeiro. Era a melhor empada de camarão e as melhores batidas de limão e maracujá da época.

Esse bar era frequentado, também, por um cantor lírico chamado Geraldo. Simplesmente, primeiro baixo do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Uma voz de qualidade indiscutível.

Certa vez, fomos fazer uma serenata no bairro do Ingá e o Geraldo resolveu ir junto. Obviamente, ninguém mais poderia se atrever a cantar, diante de um vozeirão daqueles.

Essa serenata foi inesquecível, porque quando ele começou a cantar, fiquei com a impressão de que a rua havia se vestido, subitamente, para uma festa.

Os prédios daquele tempo eram menores, obviamente. Um ou outro de dez ou doze andares. A maioria de quatro pavimentos. Mesmo assim, ainda hoje tenho a impressão de que todas as janelas se acenderam para ouvi-lo cantar. Parecia um pinheirinho de Natal.

Passado alguns anos, não lembro quantos (não morava mais em Niterói), soube que o Geraldo havia falecido.

Triste com a notícia, fiquei lembrando daquela serenata e imaginei que uma menina de uns seis ou sete anos, que tivesse sido despertada por aquela serenata… Anos depois, talvez solitária, talvez desiludida, talvez separada… ou, simplesmente, sentindo falta do romantismo, do lirismo… quisesse retribuir cantando uma serenata para o Geraldo.

Pensando nisso, escrevi VALSA PARA UM TROVADOR, interpretada magistralmente pela minha amiga natalense, que também mora em Curitiba, CIDA AIRAM.

É a canção que deixo, hoje, para vocês.

VALSA PARA UM TROVADOR

Letra e Música: Hardy Guedes
Voz: Cida Airam
Violão 7 Cordas: André Prodóssimo
Bandolim: Rodrigo Simões
Flauta: Clayton Silva

Eu era menina,
mas lembro, ainda, um trovador
sempre aparecia pra cantar canções de amor
na ruazinha onde eu morava,
era tão doce a sua voz,
que acalentava e encantava a todos nós.

Eram valsas dolentes
ardentes de paixão,
modinhas delicadas pra dona do seu coração,
que, além de toda a poesia
que lhe trazia o cantador,
sempre encontrava na janela uma flor.

Só quem viu a rua se vestir de festa
e abriu janela ao som de uma seresta
sabe o quanto era lindo, sim,
a lua e as estrelas, a flauta e o bandolim…
Na minha fantasia, era um anjo que surgia
e cantava pra mim.

Hoje, na sacada, a madrugada me encontrou
cantando esta cantiga, pra dizer ao trovador
que sem seu canto tão bonito,
que a gente não ouve mais,
a minha rua já não adormece em paz.

VERSOS EM PAPEL DE PÃO – 2

Dando continuidade aos show VERSOS EM PAPEL DE PÃO, por ser comemorativo aos meus 50 anos como compositor, havia, por certo, de fazer uma ponte entre os meus tempos de juventude com os dias atuais.

Assim, depois da abertura, expliquei ao público que por ser razoavelmente bem conservado, muita gente se espanta quando eu digo que componho há tanto tempo.

E sem querer esconder a idade, mas como uma brincadeira com o público, terceira música, COURO DE GATO, fala sobre os velhos tempos, traçando um comparativo com os dias atuais, com uma crítica, creio, bem humorada.

Faço aqui uma observação de que o repertório e o roteiro do show privilegiam um pouco de tudo, dentro do gama que envolve o samba, o samba-canção, o chorinho e a valsa, ou seja, os ritmos de “botequins”, da antiga boemia e representativos da Música Popular Brasileira Urbana, uma vez que sou de Niterói, cidade separada do Rio de Janeiro pela Baía de Guanabara.

Mas, a um só tempo, procura passear entre o lírico, o romântico e a brincadeira.

Espero que gostem, lembrando sempre que é uma gravação direta do show, editada caseiramente.

Na próxima semana, tem mais.

COURO DE GATO

Letra e Música: Hardy Guedes
Voz: Hardy Guedes
Backing vocal: Jô Nunes e Luís Rolim
Violão 7 Cordas: André Prodóssimo
Cavaquinho: Rodrigo Simões
Flauta: Clayton Silva
Percussão: Luís Rolim

Eu sou do tempo em que o samba era assim,
se arrancava couro de gato pra forrar o tamborim.
E em cada esquina existia um botequim,
o dono era um português: Manoel ou Joaquim!

Andei de bonde, comprei fiado no armazém.
Oi, diga lá quem não tem saudade de um tempo feliz!
O povo tinha esperança e alegria
e todo mundo dizia que o futuro era este País…
Cinco por cento ao mês dava cadeia;
Não se trocava ideologia por grana em cueca e meia.
E onde eu comia pão com bife
na minha juventude,
não era ainda o tal de “fast-food”!

Eu sou do tempo em que o samba era assim,
se arrancava couro de gato pra forrar o tamborim.
E em cada esquina existia um botequim,
o dono era um português: Manoel ou Joaquim!

Eu fiz seresta, cantei pela madrugada,
na janela a namorada suspirava de emoção.
Mas, hoje em dia, logo ao primeiro acorde,
mosquito da dengue me morde
e o assaltante leva o violão.
E se ela mora no alto prédio,
pra me ouvir não tem remédio:
eu não sou alto-falante!
E pra não correr risco de vida,
por uma bala perdida,
tenho de pagar pedágio ao traficante.


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