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CONFIDÊNCIAS À LUZ DO LUAR

A lua no céu mostra sua imponência
Vertendo suspiros, poemas, canções
Amantes se banham de declarações
Poetas decantam à musa encantada.
Já eu não me espanto com lua nem nada
Pois vi a beleza que tem teu olhar
Não tem outro astro que vá superar
O brilho que emana de um sorriso teu
Não há “Super Lua” que alcance o apogeu
Dos teus lindos olhos fitando o luar.


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GLOSA

Em cima do mote do grande Manoel Filó, eu disse:

Sente o peso dos atos desumanos
Logo após a sentença proferida
No seu peito ressurge uma ferida
No pensar, toma a frente os desenganos.
Os seus crimes ceifaram tantos planos
Sepultando da vida uma metade
E uma espera com muita ansiedade
Vai gastando os resquícios de juízo
Uma gota de pranto molha o riso
Quando o preso recebe a liberdade.


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GALOPE DAS PALAVRAS

Da palavra da nova poesia
Ao orgasmo do ser em criação
Do poder do dom da adivinhação
Ao mistério do pão de cada dia.
Cada verso que o Deus Poeta cria
Voa ao vento rumando seu reinado
Um romance, e seu fim inesperado
Uma estrofe sedenta pela história
Finalmente se apaga na memória
Nos dez pés de martelo agalopado.

O sertão na mais pura quietude
Trás escombros de um verso submerso
Pelos leitos dos rios do universo
Moram rastros de paz e plenitude.
Cada ser tem no gene da virtude
Seu retrato de feitos do passado
E o futuro do verbo conjugado
Mostra a senha da tal felicidade
Que algum dia fugiu da nossa idade
Nos dez pés de martelo agalopado.

Da descrença dos versos marginais
À crendice dos reis do improviso
Mais um canto entoado no impreciso
Abalando pecados capitais.
Pelas formas de sonhos irreais
Me permito este verso sem legado
Não há lógica, não vai pra nenhum lado
Mas imprime um desejo libertário
Saciando um poder imaginário
Nos dez pés de martelo agalopado.


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MEU TESTAMENTO, DO GRANDE MANOEL FILÓ


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GLOSAS

Pra todo canto que olho
Vejo um verso se bulindo.

Mote: Patativa do Assaré
Glosas: Clécio Rimas e Luciano Pedrosa.

Clécio Rimas:

Num baquear de porteira
Na poeira da estrada
No beijo da namorada
Num fusca em sua carreira
Numa velha fuxiqueira
Numa cigarra zunindo
Numa criança sorrindo
No coentro vendido em molho
Pra todo canto que olho
Vejo um verso se bulindo!

Luciano Pedrosa:

Na sutileza do abraço
No pecado atrás do beijo
Na preguiça do bocejo
Na quentura do mormaço
Na chuva do mês de março
Na estrela que vai caíndo
No rosário se partindo
Na imponência de um abrolho
Pra todo canto que olho
Vejo um verso se bulindo.


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VERSOS INTERIORES

Da magia dos amores
Extraio seu fruto encanto
Da calma de um acalanto
Descompasso os dissabores
Com abraços redentores
Pacifico este universo
Galgando sonhos diversos
Vou trilhando a minha lida
Injetando sorte e vida
Na essência desses meus versos.

Trago um verso arterial
Que supre meu coração
Toda vez que a solidão
Me impõe seu arsenal
Tenho no meu temporal
As marcas dos desafios
Vencidos nos mais bravios
Protestos de liberdade
Trovados na tempestade
Dos estados mais sombrios.

Sou poeta malouvido
Que quer lutar contra o tempo
Sem prever o contratempo
De ter um sonho perdido
Mesmo assim sou atrevido
Corro atrás do impossível
Luto contra o invisível
Quebro a barreira do som
Procurando o melhor tom
Pra alcançar o inaudível.

Domo rugas da velhice
Com doses de juventude
E me prendo na virtude
Do tempo da meninice.
E um poeta já me disse
Que a beleza não se enxerga,
Que até o mais forte enverga
Quando exposto a sedução
E que não existe o “não”
Onde bem-querer se alberga.


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ENCONTRO POÉTICO


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NA BEIRA DO MAR

Montado num feixe de luz de poesia
Viajo nos céus desaguando repente
Extraio a beleza da estrela cadente
E pinto o retrato da noite no dia
Cometas de versos eu desviaria
Botando no rumo do meu inspirar
Canções e poemas iriam vingar
Com tons de doçura contidos no mel
Vertendo palavras caídas do céu
Buscando existência na beira do mar.


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ZETO


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QUANTO CUSTA UM BEIJO TEU?

Mote do Bispo Júnior do Bode


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OS QUATRO POLÍTICOS

(Parafraseando Dedé Monteiro, no soneto “As Quatro Velas”)

Quatro homens falavam no senado
Sobre a vida de vil corrupção.
O primeiro temendo a cassação:
- Sei que agora vou ser indiciado.

O segundo já sendo investigado
Diz: – Pro meu caso não há solução:
Desviei verbas da educação,
Tá chegando o final do meu reinado.

O terceiro prevendo a CPI:
- inocente não vou sair daqui,
Só milagre me salva desta vez!

Fala então Zé Sarney, o Presidente:
- Nessa minha gestão é diferente!
E arquivou os processos desses três.


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HERANÇA DO REI! (4)

30011

E a música da vez é “Baião da Garoa”, de Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil.


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HERANÇA DO REI! (3)

30011

Luiz Gonzaga e Gonzaguinha cantando a música “Não vendo, nem troco“.

Fantástico de 1981, TV Globo/Globo Ne


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HERANÇA DO REI! (2)

3001

Luiz Gonzaga cantando a música “Sanfona do Povo“, de Luiz Guimarães e Helena Gonzaga.


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HERANÇA DO REI! (1)

300

Pra lembrar o que o Rei Luiz Gonzaga nos deixou de Herança:

Sua poesia e musicalidade.

E a música é “Chofer de Praça“, de Evaldo Ruy e Fernando Lobo.


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A DECLAMAÇÃO DO DIA! (10)

Com esse vídeo encerro essa série de declamações aqui no JBF, mas continua diariamente no meu blog Na Cacimba da Poesia!


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A DECLAMAÇÃO DO DIA! (9)

 


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A DECLAMAÇÃO DO DIA! (8)


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A DECLAMAÇÃO DO DIA! (7)


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A DECLAMAÇÃO DO DIA! (6)

Hoje a declamação do dia conta com a participação do cantador Ébano Nunes.

Música: Lamento Sertanejo, de Dominguinhos e Gilberto Gil
Poema: Eu e o galo de campina, de Vinícius Gregório


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A DECLAMAÇÃO DO DIA! (5)


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A DECLAMAÇÃO DO DIA! (4)


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A DECLAMAÇÃO DO DIA! (3)


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A DECLAMAÇÃO DO DIA! (2)


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A DECLAMAÇÃO DO DIA! (1)


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NÃO QUERO SER SEU AMIGO, QUERO É SER SEU NAMORADO

cordel

Confusão de sentimentos
se é amor ou amizade
para falar a verdade
pro meu peito é um tormento
pois não sai do pensamento
o teu abraço apertado
e quando estou do seu lado
o teu colo é meu abrigo
Não quero ser seu amigo
Quero é ser seu namorado.

nos dias que não te vejo
meu coração descompassa
meu sorriso perde a graça
viro refém do desejo
fico imaginando um beijo
que eu daria sem pecado
e enquanto sonho acordado
acho um motivo e te ligo
Não quero ser seu amigo
Quero é ser seu namorado.

se te encontro “derrepente”
meu sorriso se ilumina
minha lucidez declina
falta rima em meu repente
e assim consequentemente
meu desejo é renovado
meu sonho mais que encantado
teima em sonhar contigo
Não quero ser seu amigo
Quero é ser seu namorado.

já tentei de mil maneiras
te mostrar minha intenção
mas sinto que foi em vão
as palavras verdadeiras
e perante essas barreiras
sofre o meu peito calado
enquanto não sou notado
mesmo assim eu te persigo
Não quero ser seu amigo
Quero é ser seu namorado.

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PELOS MARES DA POESIA

Pelos mares da poesia
Navego sem aflição
Baixo a vela, quebro o leme
Me guio com o coração
Rumo a ilha dos amantes
Onde mora a inspiração.


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UMA SAUDADE PRESENTE!

Eu não tenho mais teus beijos
nem teu braço em meus abraços
nem calor do teu regaço
não sei mais dos teus desejos.
hoje me resta os sobejos
de um amor inconsequente
que mostrou-se indiferente
pelos palcos dessa vida
projetando uma ferida
de uma saudade presente.


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DESAMORES

Com promessas e falsas ilusões
Me prendeste nas grades da paixão
E hoje vejo: foi tudo enganação
Fiquei cego no mundo das razões
Amargando cruéis decepções
Foi perdido o amor que cultivamos
Vendo a morte dos sonhos que sonhamos
Fui jogado no vão dos desamores
E a saudade passou jogando flores
No velório do amor que assassinamos.

Mote: Maciel Correia
Glosa: Luciano Pedrosa


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SINFONIA DO SERTÃO!

É bonita a sinfonia
Da chuva molhando o chão
Da biqueira derramando
Do ribombo do trovão
E do vento se embrenhando
Nas saias da plantação.


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O PESO DA SAUDADE

Com o peso da saudade
Vou vivendo pouco a pouco
Indo em busca dos meus sonhos
Com um realismo louco
Pagando a conta da vida
Sem receber nem um troco.


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ÊITA FESTA DA GOTA!

Aí vai um taco do pedaço da grandiosidade que foi a festa do Lançamento do livro do Poeta Dedé Monteiro, “Meu Quarto Baú de Rimas”, que ocorreu no sábado, dia 11 de dezembro, no mercado da Madalena!

Poeta Luciano Pedrosa:

 Poeta Vinícius Gregório:

 Poeta Júnior do Bode:

Poeta Kerlle de Magalhães:

Poeta Felípe Júnior


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SAUDADES NA BEIRA DO MAR

Na areia da praia olhando pra lua
Lembrando teus olhos de estrela cadente
Na boca teu beijo me vem derrepente
No sopro da brisa minha alma flutua
Procuro teus passos olhando pra rua
Só acho a tristeza pra me acompanhar
Na mente relembro teu jeito de amar
Tão puro e sincero imprimindo verdade
Agora tou preso nas mãos da saudade
Sofrendo de amores na beira do mar.

.


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PEDIDO A UM POETA

Mote visto na cantoria internetada dos poetas Vinícius Gregório e Bras Costa.

Glosas de Luciano Pedrosa

Eu perdi um grande amor
O maior de minha vida
No choro da despedida
Trasnpareci minha dor
É tão grande o dissabor
Que nem sei como expressar
Só você pra retratar
No poema mais sucinto
Poeta cante o que sinto
Que sinto e não sei cantar.

Quem me vê sorrindo assim
Não sabe que na verdade
Eu carrego uma saudade
Que parece não ter fim
Pois a flor do meu jardim
Partiu pra não mais voltar
E até hoje o verbo amar
Do peito não foi extinto
Poeta cante o que sinto
Que sinto e não sei cantar.


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OMBRO AMIGO

Um ombro amigo resolve
Os impasses dessa vida:
Um sonho que foi perdido
Um choro de despedida
Um amor não mais presente
E a saudade mais doída.


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PELEJA

Peleja virtual pelo msn com o poeta Cícero Moraes!

Mote de Cicinho Gomes 

Luciano Pedrosa:
 
Pelas veredas da vida
Devemos sempre sorrir
Até mesmo no ferir
De uma esperança perdida
Num choro de despedida
Não se entregue a solidão
Pois não há um coração
Que nunca tenha sofrido
A vida só tem sentido
Enquando houver ilusão.
 
Cícero Moraes:
 
Vivendo a realidade
Fantasiada em sonhos
Esqueço fatos tristonhos
E me atenho a verdade
Buscando simplicidade
Eu vivo sem solidão
Mas reconheço a razão
Da frase que tenho ouvido:
A vida só tem sentido
Enquando houver ilusão.
 
Luciano Pedrosa:
 
Sempre sonhe que o futuro
Será melhor que o presente
Tenha fé e siga em frente
Buscando um porto seguro
E não se mostre inseguro
Se algum dia for ao chão
Que alguém vai lhe dar a mão
E nada estará perdido
Que a vida só tem sentido
Enquando houver ilusão.
 
Cícero Moraes:
 
Vivendo a enfrentar
O mundo com alegria
Fantasiado em poesia
Viajo a decantar
Vejo um poeta montar
Uma estrofe em perfeição
Cantando China e Japão
Sem alí jamais ter ido
A vida só tem sentido
Enquando houver ilusão.


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SINA DE CANÁRIO

Estive lendo a reclamação do MONSENHOR JOSÉ IRLANDO MORAIS e concordo plenamente com ele!!!

E pra desanuviar um pouco dos assuntos politicais ai vai mais uma poesia…
 
-Mote de Josimar Matos.
-Glosas de Luciano Pedrosa.

Que maldade fizeram com o canário
Lhe tiraram seu bem mais precioso
Seu cantar se tornou mais pesaroso
Seu olhar hoje enxerga outro cenário
Na gaiola o viver é solitário
Não vê mais o horizonte por inteiro
E hoje chora no fundo de um terreiro
A saudade que tem do filhotinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

Pelas grades avista o sol nascente
E uma dor no seu peito lhe apavora
O desejo que sente é ir embora
Pra bem longe do homem delinquente
Que não teme prender um inocente
Entre as grades frientas de um viveiro
E o canário se torna prisioneiro
Por cantar sua dor de ser sozinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

.


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POEMA LIMEIRADO

No rastro do mestre Zé Limeira, o Poeta do Absurdo!!!

Imitando Zé Limeira
Vou redigindo esses versos
No deserto submerso
Debaixo da cachoeira
Galinha de capoeira
Dando pisa num jumento
Inda leva dez por cento
Do seu bem mais precioso
João Furiba é mentiroso
Diz o velho testamento.

De passagem por natal
Me lavei no são Francisco
Tempestade de chuvisco
Derrubou a catedral
Bem mais doce do que o sal
É a massa do cimento
E pra fazer condimento
Uso raspa duma telha
Bicho manso é abelha
Diz o velho testamento.

Encontrei um violeiro
Zabumbando uma viola
Napoleão jogou bola
Na subida do lameiro
No planeta brasileiro
Onde a curva faz o vento
Houve um desgovernamento
Do reino politicoso
Comer peba é perigoso
Diz o velho testamento.

La na câmara do senado
Tá chêi de vereador
Voto desprefeitador
Tá elegendo deputado
Senador renunciado
Tem direito ao cassamento
Na sala do parlamento
Nunca mais teve um ladrão
Com doce sobe a pressão
Diz o velho testamento.

Pedro Álvares Cabral
Descobriu a palestina
O cheiro de Carolina
Fez Gonzaga passar mal
No sertão da capital
Não tem engarrafamento
Após o descobrimento
O Brasil ficou perdido
A cobra tem dois ouvido
Diz o velho testamento.

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BEBENDO POR ELA

Adaptação do Mote do poeta Felipe Júnior:

TÔ BEBENDO POR ALGUÉM
QUE EU NÃO SEI QUEM DIABO É!

Foi num sonho iluminado
Que avistei seu corpo belo
Fiquei logo apaixonado
Por seu sorriso singelo.
No momento que acordei
Fui pra rua e procurei
Seu semblante de mulher
Como não achei ninguém
Eu fui beber por alguém
Que eu nem sei que diabo é!

Nunca mais sonhei com ela
Mas guardo na minha mente
Os traços da face dela
E seu olhar envolvente.
Agora vivo no bar
Sofrendo pra se lascar
Mas nunca perdi a fé
E enquanto meu bem não vem
Vou bebendo por alguém
Que eu nem sei quem diabo é!

.


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ABRINDO A CONVERSA

Meu nome é Luciano Pedrosa, tenho 21 anos, sou natural de Crato-CE, mudei-me para Ouricuri-PE ainda na infância e atualmente estou cursando fisioterapia em Recife.
   
Sou desses cabras doidos por poesia, cantoria, forró pé-de-serra e tudo que envolve a cultura popular. Enveredei-me no mundo da poesia em meados de 2007, de lá pra ca fui me aperfeiçoando, conhecendo as regras de métrica e conhecendo os variados estilos da poesia popular. Atualmente lancei meu primeiro cordel “Tudo isso se compara Ao forró sem ter poesia“, espero que seja o primeiro de muitos que virão.

Criei um blog de poesias o “Na cacimba da poesia”, onde pude mostrar ao povo o meu trabalho e com esse blog comecei a me comunicar com pessoas da área.
   
Faz muito tempo que eu sou leitor do JBF, mas nunca comentava nem enviava nenhum material, talvéz por não acreditar no meu trabalho, mais eis que de repente resolvi enviar um email pedindo para que Berto publicasse o endereço do meu blog… desde então comecei a comentar e enviar material para o Besta Fubana.
  
Quando recebi o convite de Berto para ter uma coluna no JBF, fiquei todo ancho e satisfeito, e aqui estou eu fazendo a primeira postagem desta coluna que eu espero que agrade a todos os leitores desta gazeta da bixiga lixa.
 
E ai vai um taco do pedaço da minha poesia:
 
Mote visto em uma cantoria de Ivanildo Vilanova e Zé Cardoso.

Glosa de Luciano Pedrosa

Quero ver o poeta repentista
Ganhar fama no mundo estrangeiro
Quero ver cantador e sanfoneiro
Ser manchete de capa de revista
Quero o nome de Lourival Batista
Posto em ruas de grandes capitais
Ou ser nome de centros culturais
Construídos na Roma, França e China
Quero ver a cultura nordestina
Invadindo as fronteiras mundiais.

Abraço a todos…
 
inté


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