(Foto de Neide Santos)

UM VOTO JÁ CONSOLIDADO…

Eleições Dois Mil e Doze
Não vou ser de muita prosa
Pois já estou engajado
Na força vitoriosa
E convoco a toda gente
Seja um elo da corrente
De eleger Cida Pedrosa.

Guerreira e corajosa
Nossa competente CIDA
Vai bem nos representar
Pois é forte e decidida
Peço a todos sem segredo
Vamos votar sem ter medo
Pense nisso e se deCIDA.

Vamos firmes nessa lida
À vitória gloriosa
Todos juntos decididos
E de forma harmoniosa
Vote com o coração
Nesta próxima eleição
Bote fé, CIDA PEDROSA!

(Foto de Neide Santos)

MESTRE JOÃO FURIBA

O Mestre João Furiba, repentista de uma geração de cantadores imortais, entre os quais estão; Pinto de Monteiro, Antônio Marinho, os irmão Batista e tantos outros, estará neste sábado, aos 88 anos, lançando sua biografia. Uma Historia cheia de estórias e acontecimentos insólitos, dignos das grandes figuras humanas.

É imperdível qualquer contato que se possa ter com o iluminado Furiba, uma figura impar entre seus pares. Cômico, irônico, ácido, irreverente, assim é sua verve para o repente. Um cantador de viola de inúmeras habilidades.

Apenas uma de suas magníficas passagens;

Cantando com o renomado e imortal cantador Pinto de Monteiro, com quem fez dupla por décadas, sempre sendo subjugado a apenas “bater esteira” para o mestre, pega ele numa deixa mau calculada, numa falha sem precedente do “Cascavel do repente”.

Finda o verso Pinto;

Vou acender minha luz
Pra seguir o meu roteiro.

E Furiba rebate sem pestanejar;

Olhem Pinto de Monteiro
Caindo nos pés da cruz
Pois sou um analfabeto
Mas agradeço a Jesus
Pois digo muita besteira
Mas não digo acender luz.

Então, todos ao Paço!

(Foto de Neide Santos)

FOLIA NOS OITO PÉS DE QUADRÃO

(Foto de Neide Santos)

UM REPENTE DE LASCAR

Um verso feito de improviso, no calor de uma peleja de repente, com a grandeza desta estrofe do Mestre Louro Branco, é um verdadeiro deslumbre para os admiradores desta arte.

Parabéns ao Mestre, pela sua verve e pela sua velocidêz de raciocínio.

E essa merda de feliz natal e ano novo que se dane!

Eu quero é que todo mundo seja feliz o ano todo!!!

(Foto de Neide Santos)

ANIVERSÁRIO DA PASSA DISCO

(Foto de Neide Santos)

GLOSA

(Foto de Neide Santos)

UM PEDAÇO DO SERTÃO

Um plano infalível para os sábados. Mais ou menos ao meio-dia você se dirige ao Mercado da Madalena, na área interna do lado oposto a feira dos bichos, você encontra esse oásis da cultura sertaneja com seus representantes e produtos variados, nesta capital pernambucana.

Uma caixa de som ligada, microfone no pedestal e o violão e as cantigas de Eduardo Abrantes e seus convidados. O microfone é aberto a todos para declamar, cantar, dar um recado… Sempre se fazem lançamentos de livros, CDs, DVDs, cordéis…

Os encontros acontecem sempre aos sábados, mas de terça a domingo das 10h as 17h, o box ta lá com seus produtos vindos diretamente do chão sertanejo. Tem de tudo e mais algumas coisas. Uma boa variedade de cachaças de Minas, Paraíba, Pernambuco… farinha de milho, doces, livros, CDs, queijo, pimenta, manteiga de garrafa…

É um verdadeiro armazém de secos e molhados.

Ta dada a dica! Apareçam por lá!!!

(Foto de Neide Santos)

UM OITÃO SOMBREADO

Essa é a Mercearia Nabuco, mais conhecida como a Budega de Seu Artur. Fica na Rua da Harmonia, em Casa Amarela, próximo ao Parque Sitio da Trindade. O lugar é arretado. O povo que freqüenta, a maioria coroas das antigas na casa, é uma estória a parte.

As acomodações são típicas de uma mercearia. Bebe-se no balcão, ou nas poucas mesas na calçada. O petisco principal, pelo menos para mim, é o pastelzinho [carne ou bacalhau], mas também têm frios [queijos, mortadelas, conservas...], cachorro quente de charque e aqui acolá sarapatel, miúdo…

Quem atende é o próprio dono, Sr Artur, e seu filho Artuzinho. Vale uma visita. Funciona até as 20h, de segunda a sábado.

(Foto de Neide Santos)

DUAS PULGAS ATRÁS DA URÊA!

Ontem a noite [Segunda, 03.10.2011] tive o privilégio de assistir a duas impecáveis apresentações na Torre Malakoff, no Recife Antigo, dentro da programação do projeto Segundas Culturais, que tem a marca da ALEPE [Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco].

A primeira apresentação, belíssima, foi do grupo de choro do Espaço Cultural Nosso Quintal, que fica no Bonji, do amigo Marcos Veloso, que fica ao lado da sede da CHESF. O grupo se apresenta por lá sempre aos sábados e toca divinamente, sob a batuta do Maestro Arimateia.

A segunda, e cada vez melhor, foi apresentação da Banda Vates e Violas, dos irmãos Miguel Marcondes e Luiz Homero, filhos do Cariri Paraibano, da lavra do Mestre das Artes Zé de Cazuza, já radicados no solo Pernambucano há duas décadas.

Com repertorio próprio e impecável, os irmãos, que contam com uma banda afinada, com presenças de figuras como Nido do Acordeom, último sanfoneiro a acompanhar o Mestre Luiz Gonzaga, com o percussionista André Pernambuco, entre outros, encerraram a noite com chave de ouro.

Ai, duas coisas me deixaram intrigado, depois do que vi ontem, e como diz aquela máxima “perguntar não ofende”, eu pergunto a quem possa interceder;

1ª – Sendo o evento [Segundas Culturais] realizado pela ALEPE, nossa assembléia de deputados, casa esta que conta com [Gorda] dotação orçamentária, porque não se pagam cachês aos artistas? Que tipo de valorização seria essa, que só visa expor a imagem? Como se apenas isso pagasse as contas dos trabalhadores da arte!

2ª – Sendo o evento [Segundas Culturais] realizado pela ALEPE, nossa assembléia de deputados, porque nenhum deles, repito, nenhum, dos deputados prestigia o evento? Pelo menos minhas lentes oculares não registraram a presença de nenhuma das excelências.

Bom, tirando minhas indignações e indagações, que não devem ser só minhas, o evento foi brilhante e está de parabéns a equipe da ALEPE que o coordenou. Agora é esperar pra ver se tenho prestigio suficiente pra obter respostas.

(Foto de Neide Santos)

COISA DE GENTE GRANDE!

Capa do CD

O poeta João Batista de Siqueira, o nosso grande Mestre Cancão, poeta nascido no sertão do Pajeú, pra ser mais preciso, em São José do Egito, e mais certeiro ainda no sítio Queimadas, que beira o rio, pode ser melhor compreendido no escrito de Ésio Rafael, logo ai abaixo.

Canção é um desses gênios que só nascem de séculos em séculos, e em lugares remotos, longe das vistas da turba, dos grandes centros, para assim poderem exercitar sua genialidade sem ser importunados pelos mortais comuns.

Em São Zé, poucos tinham noção de sua grandeza, tanto poética, quanto humana, de humildade e caráter irretocáveis. Dizia o mestre Dr. Jurista, professor, poeta… José Rabelo de Vasconcelos, que o individuo Poeta-Cancão, assim mesmo, como uma palavra composta, só seria de fato compreendido, pelas gerações futuras, que era um homem fora de seu tempo.

O Poeta teve sua obra – três livros publicados – recentemente lançada em uma coletânea com o título de “Palavras ao plenilúnio”, título também de um de seus poemas, organizada pelo poeta e conterrâneo, Lindoaldo Campos Junior, que fez um verdadeiro tratado sobre a poesia.

Então, que este compêndio chega às mãos do violeiro e cantador Tonino Arcoverde, este um mestre na arte da viola, que se encantou com os poemas de Cancão, aos quais, dizendo já ter música, melodiou e arranjou 14 deles, juntamente com outros grandes instrumentistas, entre eles; Públius Lentulus e Emerson Calado. O que resultou no belíssimo CD “Depois da chuva”, título de outra obra de Cancão.

O CD de Tonino e Cancão, pode-se dizer assim, tem quatro faixas liberadas para audição na net [Clique aqui]. Em breve estará a venda nas melhores casas do ramo [Leia-se Passa Disco – Shopping Sítio da Trindade].  Escutem e terçam seus próprios comentários. Eu recomendo!!!

(Foto de Neide Santos)

UMA JORNADA MAIS QUE LITERÁRIA

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Uma geral da farra
(Foto: Jorge Filó)

Êita farra prestano!!!

Logo depois da apresentação de Bia Marinho e Val Patriota, meus irmãos por afinidade ascendente, no SESC-Arcoverde pela JLPS [Jornada Literária Portal do Sertão], eu, eles e mais uma penca de gente, fomos pra Cachaçaria de[o] Gigante. Ai já sabe, né!

Todo mundo arruma logo um lugar perto da dupla pra ouvir melhor, o que poderia se dizer sem exagero algum, duas das vozes mais belas do canto universal. Ai vem o auxílio luxuoso do vilão de 7 cordas de Greg e do pandeiro de Miguel, com intervenções de Neguinho.

Ninguém arreda, a madrugada avança, a noite se cansa, a manhã se queda, e todos partimos, todos tendo ganhado mais uma noite sem sono, ouvindo e desfrutando do cancioneiro e da poética sertaneja.

Valeu demais! Agradeço a toda turma do SESC-PE, nas figuras múltiplas de José Manoel e Carminha, pelo belíssimo evento que coordenam, já há três anos, incentivando, não só a literatura, mas também agregando a música, o teatro, os recitais…

eu-e-val___

Ôh coisa boa é Val!
(Foto Rose Mary, com intervenção de Jorge Filó)

(Foto de Neide Santos)

24ª MISSA DO POETA

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TABIRA E ZÉ

Mais um ano que Tabira
Homenageia o poeta
Na sua história se inspira
Em outra data completa.

Reverbera a sua lira
De alegria repleta
Quando a cidade transpira
A sua verve inquieta.

Grande mestre versador
Da cantiga com sabor
Tinha até cheiro seu hino.

Da fulô de cumaru
Um cheiro que vem de tu
Poeta Zé Marcolino.

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Os Mestres Zé Marcolino e Mané Filó

(Foto de Neide Santos)

AOS GLOSADORES!

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Senhores Fubânicos!

Isso, no meu parco entender, é algo extremamente surreal e sem precedente. Está na parede de entrada dos banheiros do Rei da Coxinha da Serra das Russas, pouco depois do túnel da BR Luiz Gonzaga.

Tem quem diga, não sei até que ponto isso pode ser verdade, dado ao mais alto grau de surrealidade, que ao invés da águia, seria uma Santa Ceia, onde Jesus repartiria dezenas de coxinhas com seus apóstolos. Dá pra acreditar!!!

Sempre que passo por lá – pelo Rei da Coxinha – fico pasmo com o mural, tomando toda parede e, muitas vezes, passando despercebido da maioria. Não me contendo e no intuito de provocar os glosadores fubânicos.

Ai vai a minha glosa. O mote é opcional, o tema não!

Saber o que é surreal
O que não tem cabimento
Não cabe discernimento
No que é sobrenatural
Alheio ao que é normal
Da verdade desalinha
Perde o senso e descaminha
Do real desencontrando
Uma águia alimentando
Seus filhotes com coxinha.

(Foto de Neide Santos)

POESIA POPULAR EM GARANHUNS

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Nossa participação, durante o Festival de Inverno da Garanhuns 2011, no SESC Garanhuns, numa conversa sobre poesia popular e recitação de versos. Um encontro arretado que ainda contou na assistência com vários poetas, escritores e apologistas, com destaque para Bráulio Tavares e Cida Pedrosa.

Agradeço a Marcilene e toda equipe do SESC, que tão bem nos recebeu a todos. Na nossa conversa estávamos eu, Ésio Rafael, Chico Pedrosa, Edson Roberto e Sandoval Ferreira.

Fico agora no aguardo do próximo convite para mais um desses bate-papos regados a boa prosa e belos poemas.

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Sandoval, eu, Edson, Chico e Ésio

(Foto de Neide Santos)

MAIS UMA FESTA ARRETADA

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Sem dúvida, foi um dos mais belos encontros de poetas, promovido pelo nosso Espaço Cultural Cachaçaria Matulão, sempre em parceria com os nossos mestres, seja na musica, na poesia… foi o lançamento do livro do poeta Neném Patriota.

Nenen arrebanhou para o pequeno, porem aconchegante, espaço a frente de nossa cachaçaria, uma gama de poetas, declamadores, escritores, apologistas e seus vários amigos dos tempos de vivência cá na capital, bem como de sua atividade como educador, já a um bom tempo

Foi uma tarde de louvação a sertanejidade, a poeticidade e ao congraçamento de novos e velhos conhecidos, admiradores da arte do povo do sertão. Todos os artistas que por lá passaram, e deram seu recado, fosse cantando, declamando, ou simplesmente parabenizando o autor, abrilhantaram ainda mais a nossa tarde.

Meus agradecimentos a todos. A Nenen Patriota, pela escolha do nosso terreiro para lançar seu belo trabalho [Casebres, Castelos e Catedrais], os cantadores e declamadores que se apresentaram, a turma da imprensa no imprescindível apoio na divulgação [jornais, rádios, blogs...] e a todos que por lá passaram e nos deram o prazer de sua companhia.

Agora é aguarda nossa próxima empreitada! Em tempo divulgaremos e novamente será um grande prazer receber a todos. Muito obrigado!

(Foto de Neide Santos)

MAIS UM FILÓ QUE SE MUDA!

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Foto tirada na sexta 22, por ocasião da formatura de uma das filhas

Na última sexta passada, dia 29, ainda madrugada, faleceu na cidade de Tuparetama, nosso chão natal, a terra da família Filó, meu tio, querido de todos os familiares, Joaquim Filomeno de Menezes, para os amigos Joaquim Filó, para os de casa Quinca Filó, meu “Tí Quinca!”.

Agradeço a todos que se fizeram presentes em solidariedade a toda família do Mestre Joaquim Filó, em nome de todos. Peço desculpas e compreensão, aos que só agora estão sendo informados de seu desencantamento. A força que estes momentos exerce sobre nós, muitas vezes nos tira o senso e a orientação.

Meu Tí Quinca era assim “o guarda da torre do tombo”, não só de nossa família, bem como das que povoaram aquele pedaço do alto Pajeú. Desde nossos trisavós até a mais novas gerações.

Perdemos um grande e amado ente.

(Foto de Neide Santos)

DOIS AMIGOS QUERIDOS!

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O poeta, escritor, roteirista e cineasta, e Dr Médico – para passar o tempo que lhe sobra salvando vidas – Wilson Freire, meu conterrâneo do sertão do Pajeú, é um – como diria o também poeta Jessier Quirino – “Arrombado dos jumentos!” [no sertão isso é o maior elogio que se pode receber].

O cabra é um Midas das artes. Se dirige um filme, é de primeira! Se cria um roteiro, melhor ainda! Se faz poesia, é um mestre! E escrevendo um livro, ai deu a gôta! O homi é virado num mói de … deixa pra lá, que o cabra é bom!

E minha cumade Micheliny Verunschk! Escritora e poeta que dispensa comentários. Pesquisadora, historiadora, com trabalhos publicados em vários veículos de comunicação pelo Brasil, uma mãe arretada, mulé do meu cumpade Ricardo e agora inspirou o novo romance de Wilson Freire.

Tai! “A mulher que queria ser Micheliny Verunschk” com lançamento previsto para este mês. Vale demais conferir e adquirir um exemplar deste mais novo petardo cultural lançado pelo mestre WF.

Eu vou!

(Foto de Neide Santos)

NO SÍTIO HUMAITA – SÃO ZÉ-PE

alpendre

Alpendre

Meu São João

Logo bem sedo, à tardinha
Vai se montando a fogueira
Preparando a brincadeira
Que vai ter mais a noitinha
Vai do terreiro a cozinha
De forró, xote e baião
De bomba, traque e rojão
Onde o Santo é convidado
Eis meu brinquedo animado
Assim é meu São João.

No alpendre o sanfoneiro
Da o tom mais ritmado
E o povo fica ajuntado
Debaixo do umbuzeiro
Se espalha pelo terreiro
Na maior animação
Tem cachaça com limão
Pamonha, milho e canjica
Pense numa festa rica
Assim é meu São João.

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Umbuzeiro

(Foto de Neide Santos)

SANTÍSSIMO PAPÃO!

Com o precedente aberto em sua última postagem do dia 30 deste mês que hoje finda, acatando decisão do Cardeal Paulo Carvalho, venho comunicar-lhe que tomei, eu mesmo, as seguintes decisões;

1º Nomear Santo nosso São João Badalo, o primeiro Santo oficial da ICAS, inclusive ainda vivo e se bulindo.

Quanto ao milagre atribuído ao nosso Santo, segundo relato do Cardeal Paulo Carvalho, com confirmação do Bispo Fábio Cabral, foi ele o fazedor da garrafada milagrosa que deu ao nosso Cardeal Zelito o poder da procriação na boa idade.

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Imagem oficial do Nosso São João Badalo.

2º Tornar Santuário de devoção e romaria obrigatória, pelo menos uma vez a cada mês, a capela [leia-se bar] do poeta e também Beato da ICAS [Nomeado nesse mesmo ato] Tadeu Cassiano, na distinta cidade de Ouro Velho – PB.

Justifica-se a Nomeação do Santuário pela numerosa peregrinação de membros da ICAS de todas as partes do universo, que é feita ano após ano, para a referida Capela.

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Santuário do Beato Tadeu Cassiano na visita deste Cardeal, escorado no balcão dando atenção ao Beato, tendo a frente do balcão Dona Delvita e após a mulé do Beato.

Certo do acatamento das minha decisões, farei neste mês de Junho, minha primeira viagem ao Santuário para fazer saber.

A Benção e uma bicota em seu anel.

(Foto de Neide Santos)

É MEU DIREITO!

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Sem fazer apologia
Mas pregando a liberdade
Para que se prevaleça
Diante a sociedade
Nosso direito comum
Defendo que cada um
Faça o que tem vontade.

Certo que minha vontade
Não agride a de ninguém
Sem fazer mal para o outro
Mas a mim fazendo o bem
Respeito a vontade sua
Mas vou MARCHAR pela rua
Fazendo o que me convém.

Se faço o que me convém
Sem a ninguém agredir
Peço que não me agridam
E me deixem decidir
O que devo o não fazer
Pois o que me dar prazer
Só a mim cabe sentir.

E para ilustrar, um forró com letra de Zé da Flauta na voz de Jacinto Silva!

(Foto de Neide Santos)

O POETA DOS VAQUEIROS/TANGE A BOIADA DO CÉU!

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Pedro Amorim e Louro do Pajeú, em um de seus aniversários

Em 23 de abril de 2009 nós perdíamos um dos últimos remanescentes de toda uma gênese de repentista, o Mestre Zé Catota, que dias antes de seu falecimento, indagado sobre os ainda vivos de sua geração, fez este desabafo;

Dos cantadores antigos
Tem eu Pedro Amorim
Eu aqui em São José
Pedro lá em Itapetim
Por lá ninguém lembra dele
Aqui esquecem de mim.

Pois bem, ontem, dia 27 de abril de 2011, deixou o plano terreno o Mestre Pedro Amorim, o Cantador dos Vaqueiros.

Pedro era genial em tudo, nos versos, nas tiradas engraçadas, na simplicidade da gente da roça, peculiar aos sertanejos.

Uma de suas várias tiradas geniais, que não foram poucas, foi em uma das festa de aniversário do Mestre Louro do Pajeú [poeta Lourival Batista], dia 06 de janeiro, que coincidia com o Dia de Reis, uma das mais tradicionais festas de São Zé.

Foram buscar Pedro em Itapetim, cidade vizinha e irmã, para participar dos festejos na casa de Louro, sempre muito concorridos. Pedro reclamou de estar meio adoentado e de não poder participar da festa, já que essa, era sempre regada a muita cachaça, além de grandes cantorias.

Com a insistência dos amigos ele se defende;

– Mas eu não posso nem beber, que diabo eu vou ver lá?

– Tu bebe outras coisas. Refrigerantes, leite, água…

Até que o convenceram e lá se foram a caminho da festança. Lá chegando a primeira providencia de Pedro foi botar meio copo de cana e engolir dum gole só. Ai foi quando um dos parceiros saiu com essa;

– Mas Pedro, tu num disse que num ia beber, que num podia?

A resposta é fatal;

– O cara vim para festa de Bernadão* e num tumá uma, é a merma coisa de i pru cabaré e num levá a rola, né não véi!

*Como ele se referia a Louro, mas ai, já é outra estória!

Veja agora o poeta declamando uma de suas mais marcantes obras.

VALEU MESTRE Pedro!!!

(Foto de Neide Santos)

EU APOIO CHICO CESAR!

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A arte deu um grande passo
E sem ter régua e compasso
Delineou no espaço
Um novo mote e refrão
O nosso mestre Chicão
O Cesar da Paraíba
Botou a arte pra riba
Nos oito pés em quadrão!

Que a terra pernambucana
Siga o exemplo bacana
E não seja mais sacana
Com o nosso cidadão
Que apóie o nosso irmão
Dando a ele voz e vez
Como a Paraíba fez
Em oito pés de quadrão!

Compre também essa briga
Se “aqui tem rapariga”
Não precisa que se diga
Numa festa de São João
“Tapa na rachada” então
Se a gente pensa um segundo
É coisa de vagabundo
Em oito pés de quadrão!

(Foto de Neide Santos)

SÃO ZÉ É MINHA CASA

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Portal de entrada de São Zé

Eita sertão véi bom da gota!

Estou esses dias em São José do Egito, terra da minha origem, dos meus bisavós, avós e pais. Onde ainda vivem minha mãe, uma tuia de tios, primos e grandes amigos de infância.

Pisar nesse chão, não só trás boas recordações da infância e adolescência, como também um orgulho arretado por sua gente, seus poetas. Em sendo também do Pajeú, não me furto ao exercício do verso.

E viva o sertão do Pajeú!

São Zé é minha casa!

Em São José do Egito
Tudo fica mais bonito
Quando o poeta contrito
Reza mais uma oração
Vem em forma de canção
De poesia rimada
Louvando a terra amada
Nos oito pés em quadrão.

Numa noite enluarada
Percorrendo a madrugada
O poeta não se enfada
E segue na louvação
Entregue a sua paixão
Retrata seu chão querido
Onde ama ter nascido
Nos oito pés em quadrão.

Meu Pajeú tem sentido
E em todo canto ouvido
O poeta comovido
Cantar a sua emoção
Com bela improvisação
Tem seu amor retratado
Cantando seu berço amado
Nos oito pés em quadrão.

Aqui me sinto indultado
Livre de todo pecado
Pois logo sou perdoado
Da ausência do torrão
Quando piso nesse chão
Tudo em volta é só festejo
Viva o povo sertanejo
Nos oito pés em quadrão.

(Foto de Neide Santos)

BÊRANDO 60 MIL!

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Sei que isso chega a ser de insignificância absurda, levando em consideração os números do JBF, mas pra mim, um blogueiro sem muitas pretensões, é do K…

Me refiro aos 60 mil acessos, que se aproximam, do meu modesto blog:

No Pé da Parede

Ao que peço, humildemente, aos amigos e opositores, porque inimigos eu não tenho nesta Gazeta, uma visita a nossa página virtual, onde tento esmiuçar, pescar, garimpar e divulgar as coisas do nosso chão sertanejo.

Devo agradecer ao Papa e ao JBF [pela parceria com o link ao lado], e claro ao grande número de amigos e admiradores da nossa cultura, pelo feito, que repito, é para mim extraordinário.

Sejam todos bem vindos.

PS. Minha ausência nesta coluna dar-se por questões pessoais que logo serão resolvidas. Daí, retornarei aos meus escritos.

Abraço em todos.

(Foto de Neide Santos)

SONETO DOS ACESSOS

O sucesso já me toma o corpo inteiro
E a fama já é algo bem palpável
E tudo que era a pouco imaginável
Já começa a ser real e verdadeiro.

O espaço já se faz sendo o primeiro
Numa ascendente inacreditável
Para alguns iconoclastas, improvável
Para nós, o resultado do outeiro.

Mais a custa maior do nosso avanço
É a labuta sem trégua, sem descanso
Da família Papal que só capricha.

E a cada dia aos píncaros chegando
Vai nosso Papa, todos nós guiando
Nesta Gazeta da Bexiga Lixa!

Recife, 21 de Fevereiro de 2011.

(Foto de Neide Santos)

VENDAGEM METEÓRICA

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Capa do DVD do Vates e Violas

Pois é, a primeira tiragem, de 1000 DVDs da Banda Vates e Violas, esgotou em menos de 30 dias. Foi num relâmpago atmosférico. Todos pedindo mais e mais… Mas ta chegando.

Gravado na Casa de Zé Nabo, que fica no Jóquei Clube do Recife, bairro do Prado, uma ampla e bem estruturada casa de forró, a primeira leva de DVDs não deu pra quem quis. Já era esperado, pois já vinha sendo prometido há muito tempo. Era uma divida dos Vates, que ainda está devendo.

A segunda tiragem, acredito que mais 1000 cópias, deve chegar nesses próximos 20 dias, então, ainda neste mês de Fevereiro, e será devidamente lançado para o público do Recife e região, já que a primeira tiragem esgotou em viagens recentes ao interior, tanto de Pernambuco quanto da Paraíba.

O DVD deverá ser adquirido através do site da Banda , que tem muito mais sobre os “Meninos de Zé de Cazuza”, e como diria Bráulio Tavares “ e suas guitarras dissonantes!”.

Eu sou suspeito pra dizer, mas digo assim mesmo;

Vates e Violas é o que há de mais novo e inovador na musica brasileira.

(Foto de Neide Santos)

A GRANDE FESTA

Na quarta-feira última, dia 26, a Passa Disco, do amigo Fábio Cabral, também criador na APDMN [Academia Passa Disco de Música Nordestina], viveu dois grandes momentos, duas grandes passagens, dentre todos os eventos já realizados em seu pátio externo, no Shopping Sítio da Trindade.

O primeiro, a passagem da presidência da APDMN, do antes Presidente, Paulo Carvalho, grande pesquisador musical, para nosso Papíssimo Luiz Berto I, numa emocionante transição de cargo, com direito a vários membros da Academia, incluindo ai alguns Cardeais da ICAS.

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Fábio, Jessier, Paulo, Xico e Berto (Foto de Arluce Carvalho)

O segundo grande momento foi o GRANDE lançamento do 9º Forroboxote, coleção de CDs do Mestre Xico Bizerra, este com o título de Candeeiros e Neons e com a participação de vários artistas desta imensa nação nordestina, tão cheia de valores. Uma constelação deles esteve presente na Passa Disco, prestigiando a grande festividade.

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O Mestre Xico, eu e Luciana (Foto Dulce Carvalho)

É sempre muito gratificante participar de eventos assim, que engrandecem e dignificam nossa arte, nossos mestres e aqueles que a promovem. Foi uma senhora festa e estamos todos de parabéns, o Mestre Xico Bizerra, a Passa Disco, a APDMN, o nosso Papa e a todos artistas que se apresentaram para o grande público de admiradores das nossas manifestações culturais, também de parabéns.

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Junior do Bode, João Badalo, Cláudio Rabeca, eu mermo e esse outro que não conheço (Foto Arluce Carvalho)

(Foto de Neide Santos)

DANDO BOAS VINDAS!

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Coélix (esposa de Ésio), Ésio e eu, em tempos idos

As novas aquisições do JBF são mesmo motivo de orgulho pra todos que por aqui fazem pouso, ou apenas para ler e se informar, ou de forma mais ativa, escrevendo e dando pitaco nos escritos dos outros. São eles o crítico literário Maurício Melo Jr e o pesquisador de cultura popular Ésio Rafael.

Me atenho a figura de Ésio Rafael, amigo-irmão de longa data, com quem mantenho um fraterno laço de amizade familiar, posto que sou achegado da família toda, e nossa amizade teve a influencia direta do Mestre Manoel Filó, meu pai, de quem Ésio era grande amigo.

Somos também de regiões irmãs, do nosso sertão pernambucano, ele da região do Moxotó, eu da vizinha Pajeú. Sertânia e São José do Egito respectivamente. Cidades de tradições culturais muito fortes e peculiares, de poetas, músicos, compositores…

Ésio é um dos nossos mais ilustres e consagrados, como diria o Mestre José Rabelo, Guarda da Torre do Tombo, aquele que detém, cuida e repassa o conhecimento de toda uma história cultural, não só de sua região, mas de tudo que a influenciou. A gente só tem a ganhar, e muito.

Essa Besta, a cada dia que se passa, fica ainda melhor de se andar amuntado nela. Parabéns a nós todos e mais ainda ao Mestre de tudo isso, nosso Papa Berto I, que pacientemente, atura nossas gaiatices, assim como nós aturamos as suas, e edita de forma equânime esta Gazeta da Bixiga Lixa, um conglomerado de doidos de todas as marcas.

Que sejam bem vindos Maurício e Ésio!!!

(Foto de Neide Santos)

CHICO NO REINO ENCANTADO

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Mestre Chico de Dedês

Seu nome de pia era Francisco Bernardo de Menezes, famoso nas regiões do Cariri-PB e Pajeú-PE, como Chico de Dedês, de quem ouvi falar e contar histórias desde que me entendo por gente. Nasceu no sitio Olho d´gua, no município de Ouro Velho, antigo Boi Véi, na Paraíba, em 08 de março de 1930.

Infelizmente veio a falecer nesta segunda, dia 22, na mesma cidade onde nasceu e viveu a vida toda.

Chico pertencia a família Bernardo de Menezes, da qual também sou descendente por parte de pai e mãe, e tenho muito orgulho em ser seu parente com tanta consangüinidade. Meu pai, Manoel Filó, foi grande amigo de Chico e parceiro em noitadas de cantorias, forrós e prosas.

Era um desses sertanejos, de recursos parcos, mas de riqueza de caráter, honestidade, ética e moral, inestimável. Conhecido e reconhecido por todos da região onde passou a vida. Era também característica sua, a prosa, cheia de improviso, presença de espírito e inteligência, em inúmeras tiradas. Um gozador nato.

Tive a honra de conhecer, e conviver, com o Mestre Chico de Dedês – Dedês apelido de sua mãe, que teve vários filhos. Em uma ocasião, ajudava Felizardo Moura, filho do Mestre Zé de Cazuza, na realização de um festival de repentistas na Prata-PB, cidade vizinha e coirmã de Ouro Velho. Estávamos recolhendo objetos antigos para decoração do palco – ferro de passar a brasa, um quadro do Coração de Jesus, bancos de madeira compridos… – quando encontramos Chico na praça de Ouro Velho;

- Chico, tu num tem uns troços antigos pra ajudar a gente não?

- Tem uma conta minha no bar de Cláudio, se quiserem levar!

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O Mestre Zé de Cazuza, o artista imitador Nildim, o Mestre Chico de Dedês e meu pai Manoel Filó, em Ouro Velho

OUTRA HISTÓRIA DE CHICO

Não faz muito tempo, em uma cantoria de viola, em Ouro Velho, os assistentes, empolgados com o desempenho dos mestres do improviso, foram bastante benevolentes em suas contribuições na bandeja – esta usada para paga dos artistas – onde se viam várias cédulas de alto valor para região; 50, 20 e as menores de 10 reais.

Chico, grande admirador dos cantadores, levanta-se do tamborete onde está sentado e se dirigi a bandeira, arrasta duas notas surradas de dois reais, e faz sua paga aos repentistas. De volta a seu assento, é indagado por um conterrâneo;

- Mas Chico, só tinha nota grande na bandeja, tu vai e só bota uma mixaria daquela.

- Pelo menos eu botei tudo que tinha no bolso!

RESPOSTAS LIGEIRAS

Nas veredas;

- Chico, tu viu umas cabeças de bode correndo por ai?

- Se tivesse visto quem tava correndo era eu!

Um conselho

- Chico, meu irmão agora quando bebe sai correndo pru meio do mato. O que é que eu faço?

- Amarra um chocalho nele!

Pagando as contas

- Chico, se tu ganhasse na loteria tu fazia o que?

- Pagava umas contas de bar que eu tenho.

- E com o resto?

- Eu pagava quando ganhasse de novo!

Descansado

Batem na sua porta:

- O que é?

- Uma esmolinha!

- Passe por debaixo da porta!

Esperando a deixa

Admirando o açude novo do patrão;

- E eu ainda vou levantar o paredão dois metros!

- Ai a água vai embora todinha por baixo!

Este era o Mestre Chico de Dedês. Mas um gênio que se despede do mundo terreno!

A benção Mestre!

(Foto de Neide Santos)

MACIEL NO MATULÃO!

A receita é sempre a mesma; música de qualidade, poesia de primeira, nordestinidade no ar, gente boa e bonita, cachaças especiais e muita, muita alegria de ver tudo isso num só lugar. É sempre assim, o Espaço Cultural Cachaçaria Matulão, não erra a mão!

Desta vez, sexta passada [dia 12], foi ainda mais gratificante, incrível, extraordinário, isso pra não dizer outras coisas menos sociais de serem ditas.

Maciel Melo e convidados!

Além do show do mestre Maciel Melo, que junto com Junior, seu parceiro na viola, cantou e encantou a platéia, totalmente integrada e participativa, cantado todas as músicas, junto com Maciel, tivemos canjas pra lá, bem pra lá de extras.

Nosso Mestre de Cerimônia, Marcos Passos, é quem dá o ponta pé inicial, sempre as 16h, levando ao microfone, já que não dispomos de palco, o cantador violeiro, prata da casa, João Eudes, Pajeuzeiro de Carnaíba, sempre fazendo a abertura da tertúlia.

Daí pra frente, só o fino da nossa arte sertaneja; Cesar Amaral, Kelly Rosa, Irah Caldeira, Anchieta Dalí, Tallis Ribeiro… sempre intercalados pelos poetas declamadores, Felipe Junior, Lai Cavalcante, Paulo Dunga, Ésio Siqueira… tudo uma maravilha. Isso tudo afora os que estavam lá apenas para prestigiar a nossa arte.

Agradeço de público a todos que estiveram presentes a mais este grande evento do nosso Espaço Cultural. Valeu meu amigo-irmão Maciel Melo, pelo carinho, respeito e pela belíssima apresentação. Obrigado, de coração, a todos os artistas, cantores, tocadores, poetas… que participaram conosco deste momento.

Quanto ao, imprescindível, público em geral, esse foi impecável!

Abraço a todos e até os próximos!!!

Alguns momentos de Maciel no Matulão:

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(Foto de Neide Santos)

QUESTÃO DE ORDEM

Pra começo de conversa, meu nome de pia batismal é Jorge Renato de Menezes. Adotei o nome de Jorge Filó, por orgulho que tenho da minha família paterna. Meu pai Manoel Filomeno de Menezes, ficou imortalizado como Poeta Manoel Filó, assim como também ficou conhecida a sua família, como Família Filó, por ter, todos os seus irmãos homens, recebido o Filomeno em seus nomes, dados pelo meu avô, também poeta, José Filomeno de Vasconcelos.

Fiz este preâmbulo para dizer que não uso codinome, nem pseudônimo, sou de fato Jorge Filó, e todos sabem de quem se trata.

Não sou nenhum neófito nesta Besta. O Papa pode atestar o que digo com o registro de minha primeira intervenção neste JBF. Também não sou apenas um leitor comentarista, sou um colaborador colunista, com muita honra. Além, é claro, de pertencer ao clero da ICAS como Bispo. Por tanto tenho direito e espaço para me expressar como me convier. Pois é sabido que o Papa não veta nenhum texto, bem como, nenhum comentário, e é o Sr. desta página internética, publicando o que bem entender.

Porém, diante de alguns percalços e intervenções danosas, fez-se necessário que o editor desta[e] Besta, moderasse os comentários, não com a intenção de censurar ou prejulgar, mas, para evitar excessos por parte de um ou outro comentador. O que julgo ser uma medida acertada no sentido de dar uma revigorada no site e em seus freqüentadores, que nem sempre vem para colaborar, e sim para deteriorar, o que vem dando certo.

Há também neste JBF, com isenção do Papa, uma enxurrada de pseudônimos e codinomes, muitas vezes, vários de um mesmo comentarista – acredito que veio daí a necessidade de moderação – que a meu ver, desprestigiam, de certo modo, o teor de algumas publicações, atacadas por estes entes inexistentes. Não consigo ver em tal atitude, algo que traga, qualquer beneficio que seja, para o site, mas, como já disse, o editor tem total poder sobre o que sai ou deixa de sair nesta[e] Besta.

Contudo, reservo-me o direito de não comentar, nem texto, nem comentário, nem citação, de qualquer texto apócrifo que venha a sair nesta[e] Besta. Sabendo que, o Papa Editor, agora com o advento da moderação de comentários, não me permitirá ataques de nenhum inautêntico, continuarei com minha participação e colaboração, a este que considero um dos espaços mais democráticos da rede. Até que o Papa nos separe.

E tenho dito!!!

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(Foto de Neide Santos)

MACIEL MELO NO MATULÃO!

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Mais uma vez o nosso Espaço Cultural Cachaçaria Matulão, faz reverberar nossa cultura, nossa arte, através de nossos mais representativos artistas.

Desta vez, quem nos brinda com sua apresentação é o Caboclo Sonhador, Maciel Melo, já conhecido do grande público, por suas cantigas e interpretações peculiares. Um dos nossos grandes compositores e cantores da atualidade.

Maciel Melo, que fará uma apresentação solo, e seu violão, formam um conjunto único, em harmonia e afinidade musical. Então teremos um Maciel Melo violeiro, das cantigas, baladas e canções, onde melodicamente revela outro jeito de ver e ouvir seus xotes, baiões… e por ai vai.

E nosso espaço, no Mercado da Boa Vista, continua mantendo a tradição de bons eventos, sempre buscando interação entre diversão com cultura a uma boa cachaça pra degustar junto com os quitutes do Neto´s Bar, nosso parceiro.

Aguardamos todos lá!

(Foto de Neide Santos)

VIAJANDO NAS LETRAS!

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Em Sertânea: Eu mesmo, Ésio Rafael, Flávio Magalhães, Ivon Rabelo e Edson

Passadas as eleições, com a vitória do povo brasileiro, voltemos aos assuntos de ordem cultural.

Vou me ater a minha jornada literária pela II Jornada Literária Portal do Sertão, que aconteceu mês passado nas cidades de Sertânea, Buique e Arcoverde, com atividades também nos distritos de Cruzeiro do Nordeste [Sertânea], Catimbau e Carneiros [Buique] e Caraíbas e Serra das Varas [Arcoverde].

Foi uma grande festa para as letras, com boa participação do público em todas as atividades: oficinas, leituras de textos, recitais, conversas com escritores, apresentações teatrais, contação de histórias e muito mais.

A Jornada é uma realização do SESC-PE, que este ano já trouxe representantes de outros estados para observar e reproduzir em suas unidades. Um senhor evento, com uma senhora estrutura, montada e bem regida pelos responsáveis. Sem poder citar todos, destaco Zé Manoel, Naruna, Carminha e, claro, toda a equipe organizadora.

Tivemos presenças marcantes, de gente que hoje ocupa destacado lugar no universo das letras no país. Figuras como Marcelino Freire, nascido em Sertânea e radicado em São Paulo, onde atua fortemente em vários eventos literários, Michelinny Verunschk, que é de Arcoverde, mas também vive e atua em São Paulo, o grupo Vozes Femininas, com suas belas poetas: Cida Pedrosa, Silvana Menezes, Suzana Morais e Mariane Bígio.

Ainda estiveram presente figuras como Ésio Rafael, Pedro Américo de Farias, Marco Pólo, Marcos Acioly, Alexandre Furtado, este que vos tecla, e outros tantos fazedores e provocadores das letras. Lamentavelmente não pudemos contar com presença marcante do mestre Raimundo Carreiro, que no dia de sua viajem para Buique, teve um contratempo e desfalcou a jornada.

Melhoras ao mestre Carreiro.

Fico muito grato a todos do SESC pelo convite e pelo cuidado que tiveram, não só comigo, mas com todos que participaram desta grande festa da literatura. O sertão agradece e festeja esta ação voltada ao conhecimento e ao entretenimento de uma população tão carente de eventos deste porte.

Até a III Jornada!!!

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(Foto de Neide Santos)

DIA 31 É 13

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No domingo 31
É dia de votação
Quando se vai escolher
O futuro da nação
Faça isso com cuidado
Vote com o coração
Não acredite em bolinha
Nem em outra armação
Vá seguro do seu voto
Exponha sua opinião
Mostre que quer o país
Seguindo na direção
Do que Lula construiu
Dilma a continuação
Subindo ladeira acima
Serra abaixo é sem noção
Convoque a todos e todas
Faça essa convocação
Pra votar com consciência
No dia da eleição
Eleja Dilma Rousseff
Com toda convicção
Seja mais um brasileiro
Nesta grande união
Para mostrar para o mundo
Nossa grande vocação
De um país continente
Que vota com a razão
Sem ter medo do futuro
Sabendo a sua missão
De crescer e ser mais justo
Com cada filho e irmão
Dia 31 é 13
Dilma é nossa redenção!

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(Foto de Neide Santos)

À JOSÉ SERRA

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Procura-se bolinha criminosa!

Nasceu planta, foi madeira
E tão logo foi cortada
Depressa foi transportada
Pra transformação primeira.

Ficou de outra maneira
Pois foi toda picotada
E a serragem transformada
Em papel de prateleira.

Daí seguiu pra o escritório
Pra escola ou pra o cartório
O seu destino fiel.

Porém não seguiu ditosa
E virou uma criminosa
Bola bomba de papel.

Espero que este artefato tão perigoso, não tenha zurzido a sua massa encefálica.

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(Foto de Neide Santos)

É ASSIM QUE VOU VOTAR

 

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É assim que eu vou votar, de novo, quantas vezes for preciso.

Motivos tenho de sobra!

Voto em Dilma Rousseff
Pela continuidade
Por um Brasil mais humano
Que cuida bem de verdade
Da população carente
Quero um Brasil pra frente
Voto 13 com vontade.

Voto em Dilma Rousseff
Por um Nordeste assistido
Com obras pelo sertão
Como nunca tinha havido
Já vem a transnordestina
E a transposição termina
Mudando meu chão querido

Voto em Dilma Rousseff
Por milhões de brasileiros
Incluídos e lembrados
Em projetos verdadeiros
Bolsa família alimenta
Quem tem pressa e na agüenta
Esperar por promesseiros.

Voto em Dilma Rousseff
Pra afastar de uma vez
Quem representa as elites
Governou e nada fez
Pobres não estão no plano
De um governo tucano
Isso eu garanto a vocês.

Voto em Dilma Rousseff
Nossa brava guerrilheira
Que vai brigar pelo povo
Agora de outra maneira
Vai ser nossa presidente
Botando o país pra frente
Com essa gente brasileira.

Voto em Dilma Rousseff
Pra governar a nação
Que Lula botou no trilho
Através da implantação
De projetos populares
Que construiu vários lares
Pra gente sem condição.

Voto em Dilma Rousseff
Consciente e orgulhoso
Quero um Brasil vencedor
Cada vez mais poderoso
Quero a continuação
De um projeto de nação
De um país grandioso!

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(Foto de Neide Santos)

ANIVERSÁRIO

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Mestre Manoel Filó

Hoje, dia 13 de outubro, meu pai Manoel Filomeno de Menezes, o Mestre Poeta Manoel Filó, estaria completando 80 anos de idade.

Elimino a ofensa do atrito
Atravanco o portão da ventania
Faço a caixa do mar ficar vazia
Boto um teto no vão do infinito
Desintegro as pirâmides do Egito
Compro o ouro que tem no Vaticano
Recupero o desastre iraquiano
Atravesso o Atlântico pelo braço
Boto um cabo na concha do espaço
Nos dez pés de martelo alagoano!

A grandeza destes versos, só compara-se ao orgulho que sinto em ser seu filho. Parabéns meu Pai!

[13 de outubro de 1930 – 21 de agosto de 2005]

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(Foto de Neide Santos)

JLPS

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A partir da próxima sexta [dia 15], vou estar metido no entrevero bom da mulesta. Trata-se da II Jornada Literária Portal do Sertão, que vai acontecer do dia 14 ao 24 deste mês, nas cidades de Sertânea, Buique e Arcoverde.

Vai ser uma senhora festa, dedicada a literatura, a poesia, a musica e e todo universo que remetem, não só a linguagem escrita, mais também a oral, unindo as tradições dos folhetos, que eram escritos e declamados nas feiras.

Vou estar com uma reca de cabras bons; Raimundo Carreiro, Marcelino Freire, Ésio Rafael, Marcus Acioly, Lirinha e muitos outros.

A Jornada é uma realização do SESC-PE, que já disponibilizou toda a programação do site especifico da tertúlia. Vale demais uma visita.

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(Foto de Neide Santos)

MARINA E O PIG!

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Pobre menina Marina

É assim que funciona! A mídia golpista, ou PIG [Partido da Imprensa Golpista], como denominam-se certos veículos de comunicação, já começam a regurgitar a pobre Marina Silva. “De que serve mais a pobre acreana, já estamos no segundo turno”, diz a turma do PIG.

Pobre Marina. Ela mesma acreditou que teve realmente 20 milhões de votos, que vinte milhões de eleitores a escolheram pelo seu plano de governo, sua historia política, seu amor pelo verde e suas magníficas idéias de governo. Mas já começa a ver a realidade.

Os jornais, revistas, emissoras de TV e radio, que a pouco a expunham como a queridinha do Brasil, apurando sua imagem, dando eco a suas falas, vão mostrando, de fato, o que queriam da moça – e que conseguiram – era levar seu representante, já as moscas, para um segundo turno.

Feito isso, que se danem PV, Marina, Meio-ambiente, agora é partir pra o ataque, sem medidas, sem regras, sem caráter, no vale-tudo pra voltar ao poder, aos desmandos da nação.

Pior que tudo isso, é ver que, por puro rancor, a menina Marina, fica fazendo fita e ameaça apoio aos DEMos e Tucanalhas, verdadeiros representantes daqueles que sempre estiveram a frente de tudo quanto ela lutou contra.

Pobre Chico Mendes, revolto em seu jazigo, vendo como os poderosos do PIG manipulam sua pupila, usam e abusam, ao seu bel prazer, como se fosse ela, ou quem quer que fosse, puro mecanismo de manobra para suas conquistas espúrias.

Pobre menina Marina!

 

(Foto de Neide Santos)

É ASSIM QUE VOU VOTAR

marca_dilma 

É assim que eu vou votar, de novo, quantas vezes for preciso.

Motivos tenho de sobra!

Voto em Dilma Rousseff
Pela continuidade
Por um Brasil mais humano
Que cuida bem de verdade
Da população carente
Quero um Brasil pra frente
Voto 13 com vontade.

Voto em Dilma Rousseff
Por um Nordeste assistido
Com obras pelo sertão
Como nunca tinha havido
Já vem a transnordestina
E a transposição termina
Mudando meu chão querido

Voto em Dilma Rousseff
Por milhões de brasileiros
Incluídos e lembrados
Em projetos verdadeiros
Bolsa família alimenta
Quem tem pressa e na agüenta
Esperar por promesseiros.

Voto em Dilma Rousseff
Pra afastar de uma vez
Quem representa as elites
Governou e nada fez
Pobres não estão no plano
De um governo tucano
Isso eu garanto a vocês.

Voto em Dilma Rousseff
Nossa brava guerrilheira
Que vai brigar pelo povo
Agora de outra maneira
Vai ser nossa presidente
Botando o país pra frente
Com essa gente brasileira.

Voto em Dilma Rousseff
Pra governar a nação
Que Lula botou no trilho
Através da implantação
De projetos populares
Que construiu vários lares
Pra gente sem condição.

Voto em Dilma Rousseff
Consciente e orgulhoso
Quero um Brasil vencedor
Cada vez mais poderoso
Quero a continuação
De um projeto de nação
De um país grandioso!

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