QUE APODREÇA EM CURITIBA

Finalmente uma ação que devolve um pouco mais do Estado para os cidadãos. O Grupo de Ação Especializada em Segurança Pública do RJ (GAESP-RJ), Junto com MPF ajuizaram ações pedindo o afastamento da cúpula de Administração penitenciária e a transferência do ex-governador, atual presidiário, Sérgio Cabral para Curitiba. Durante a investigação muitas irregularidades, ou vantagens indevidas, foram identificadas: uso de WhatsApp, entregas de comidas especiais por restaurantes, livre circulação na cadeia e o absurdo da montagem de uma sala de cinema para os privilegiados presos.

Resultado é que Sérgio Moro, mais Marcelo Bretas mandaram o ex-governador, atual chefe de facção de presidiários Sérgio Cabral para Curitiba. Com a transferência ele não só irá perder as regalias oferecidas pelos seus ex-subordinados e cumplices atualmente, mas também terá menos comunicação com seus parceiros detidos na mesma prisão, para continuar tramando contra o Estado.

Sinto como morador do Rio de Janeiro a sensação de recuperar um pouco da cidadania. Sérgio Cabral é para mim uma referência cruel de como a sociedade fluminense foi traída por essa quadrilha que ocupou o controle de todos os postos de comando no Legislativo, Executivo e boa parte do Judiciário. Melhor dizendo, uma sequência de diferentes quadrilhas que competiam por alguns nichos e que atuaram em conjunto diversas vezes em busca de proteção.

Nunca esquecerei que em 2001 quando Sérgio Cabral iria concorrer a governador, competindo com Rosinha Garotinho, eu estava almoçando num restaurante no centro da cidade do Rio de Janeiro quando entrou neste lugar o então Deputado Estadual, presidente da ALERJ, acompanhado de sua milícia particular composta por elementos que contrastavam com o ambiente civilizado desse lugar pela algazarra que promoviam. Pediram champanhe, brindaram euforicamente e devem ter deixado a casa embriagados (saí muito antes). Coisa até parecida com a famosa foto da “farra dos guardanapos”. No dia seguinte estendi o motivo da comemoração. Cabral e Garotinho haviam feito um acordo para não concorrerem e Cabral apoiar Rosinha para governadora, enquanto Garotinho deixava livre o caminho para Cabral virar senador. Posso imaginar quanto deve ter custado para O Estado do Rio de Janeiro esse acordo. Muitas dezenas de milhões.

Sérgio Cabral é seis anos mais novo do que eu. Durante minha vida trabalhei bastante, corri riscos e consegui construir uma história da qual sinto satisfação por poder ter capacidade de oferecer segurança e conforto para minha família. Quando vejo que esse elemento nunca trabalhou um dia sequer na sua vida, sempre foi político profissional e com sua política deixou o Estado falido e construiu uma fortuna incalculável para si próprio e seus comparsas, tenho uma sensação de vitória. É a confirmação de que o crime não compensa.

A história de Sérgio Cabral tem muitas semelhanças com a história de Lulla. Torço para que tenham o mesmo final.

OS DESAFIOS DE HOJE E DE AMANHÃ

Mais uma vez tomo emprestado parte de um bom texto para trazer ao debate dos confrades fubânicos.

Em 05/01/2018 o economista André Lara Resende, em matéria no jornal Valor Econômico, nos traz seu ponto de vista sobre a deformação que, segundo ele, ocorre na maioria das democracias e não é exclusividade do nosso Brasil.

“Sem confiança e boa-fé, os elementos essenciais do chamado capital cívico, não há como manter viva a ideia de nação, de uma memória e de um destino compartilhado.

No mundo onde o relacionamento vale mais do que o saber, onde o poder público é visto apenas como facilitador de interesses particulares, a chamada corrupção, desde que não saia de controle, é apenas uma forma de aumentar a eficiência da economia. O valor supremo é a eficiência da economia na geração de riqueza. A política e a alta função pública, há tempos, perderam importância e prestígio. Os sucessivos “escândalos” de corrupção com recursos públicos nas democracias contemporâneas não são uma anomalia, mas a consequência lógica do triunfo do único valor universal que sobrou no mundo pulverizado das redes, o dinheiro, como indicador de sucesso pessoal e de sucesso das sociedades. A riqueza se tornou o gabarito comum, a única referência através da qual é possível estabelecer comunicação entre indivíduos e tribos que nada mais compartilham, a não ser a reverência em relação à riqueza.

A revolução digital, a pulverização das identidades, a desmaterialização da economia e o fim do emprego industrial tornaram obsoleta a política das democracias representativas. Nosso desalento não é exclusividade nosso. O que poderia servir de consolo é, na verdade, evidência de que o problema é mais grave do que se imagina. É bom que se tenha consciência, para não depositar esperanças infundadas nas eleições de 2018. Para recolocar o país nos trilhos, para dar fim ao desalento, não basta evitar os radicalismos. É preciso ir além de uma proposta moderada reformista, pautada pelo que o país deveria ter conseguido ser no século passado. É preciso ter o olhar voltado para o futuro, e o futuro é o da economia digitalizada, da inteligência artificial, com profundas repercussões na forma de se organizar a economia e a sociedade. Pode ainda não estar claro onde a estrada nos levará, mas é preciso estar na estrada para não ficar definitivamente para trás”

Minha humilde opinião a respeito desse ponto de vista nada auspicioso, porém realista, que André L Resende nos apresenta, é que a eleição de 2018 poderá ser o começo desse processo em busca de uma sociedade mais organizada, capaz de reconhecer seus objetivos imediatos e ter condições para participar dessa economia digitalizada com baixa necessidade de mão de obra. Um grande desafio para os brasileiros e toda a humanidade, mas inevitável.

A nação democrata que sonhamos só é sustentável com o voto consciente, sem radicalismos e sem voto debochado.

REPETINDO CAETANO VELOSO

Cinquenta anos atrás o Governo Militar, comandado naquele momento pelo General Costa e Silva decretou o Ato Institucional 5 (AI-5). O documento trazia como justificativa e objetivo: “assegurar autêntica ordem democrática, baseada na liberdade, no respeito à dignidade da pessoa humana, no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção, buscando, deste modo, os meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil, de maneira a poder enfrentar, de modo direito e imediato, os graves e urgentes problemas de que depende a restauração da ordem interna e do prestígio internacional da nossa pátria”

Quero destacar os trechos:

“assegurar autentica ordem democrática, baseada na liberdade” Piada de mau gosto.

“contra a corrupção, buscando deste modo, os meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil” Problemas exatos que enfrentamos hoje, passado meio século daquela situação.

Em dezembro de 1968 o Governo rasgou a fantasia e se assumiu como uma ditadura explicita: “O Presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de sitio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo Presidente da República”

Ao assinar o documento apresentado à nação, alguns membros do Conselho de Segurança Nacional sentiram-se constrangidos, porém o mais convicto da medida, único ainda vivo e conselheiro dos Governos Petistas, Delfim Netto teria dito: “Estou plenamente de acordo com a proposição que está sendo analisada no Conselho. E se Vossa Excelência me permitisse, direi mesmo que creio que ela não é suficiente. Eu acredito que deveríamos atentar e deveríamos dar a Vossa Excelência a possibilidade de realizar certas mudanças constitucionais que são absolutamente necessárias para que este país possa realizar o seu desenvolvimento com maior rapidez” (Elio Gaspari – A Ditadura Envergonhada)

O que quero mostrar é que 50 anos depois temos presentes no nosso Brasil muitos dos elementos que afligiam a Nação no final dos anos 60 e que serviram de catalisadores para provocar os Anos de Chumbo. O remédio amargo que desceu pela goela abaixo, imposto pelo AI 5, receitado pelos ministros, não curou o doente. Na melhor das hipóteses atenuou alguns sintomas, que agora na recaída vieram até mais acentuados. Vírus e bactérias que atacavam o organismo naquela ocasião ganharam resistência e precisam ser contidos.

Continuamos precisando combater os corruPTos, ajustar nossa economia, reciclar os políticos do Brasil e superar essa crise moral que atinge principalmente os Três Poderes da República. Dessa vez não teremos AI 5, faremos todo esse processo de forma democrática (de verdade) com a participação dos eleitores representados no Congresso que se renova nesse ano que está iniciando nessa semana. Um bom teste para a nossa democracia, pois a “prescrição médica” inclui medicamentos amargos, muito rigor e disciplina. Para o sucesso desse processo terapêutico é essencial uma troca considerável de deputados e senadores. Bem como a escolha de um presidente capaz de formar uma boa equipe de governo. O exercício da democracia requer muita capacidade de ouvir, refletir e tomar a decisão sensata, de acordo com nossa consciência. Não é um Fla X Flu onde quem não é apaixonado pelo mesmo partido, ou candidato, é burro, idiota e não merece atenção. As paixões por direita e esquerda, por exemplo, devem ser deixadas de lado na hora de apertar a tecla “confirma”.

Vou copiar aqui a última sentença do artigo de Gustavo Franco, de quem sou fã incondicional, publicado na coluna de Ancelmo Gois, no jornal “O Globo” em 30/12: “Só não podemos esquecer que eleição é sobre competência, talento e simpatia, mas também sobre integridade”

2018 será um ano de grandes oscilações, difícil de fazer prognósticos. Logo no inicio já teremos sinalizações mais claras para o Caso Lulla e a Reforma da Previdência. Duas variáveis de muita importância. Não podemos desanimar na hora que acharmos que o copo está meio vazio, nem relaxar quando ele parecer meio cheio.

Como na musica de Caetano, “É preciso estar atento e forte”.

Bem vindo 2018.

O PROGRAMA (DE TERROR) DO LULLA

Numa entrevista em 20/12/2017, na sede do Instituto Lulla, o candidato a candidato a presidente do Brasil foi incoerente como sempre, mentiu como costuma fazer e como é praxe do seu comportamento histórico enrolou aqueles que preferem continuar acreditando nas suas palavras sem nenhum sentido.

Você acredita nas coisas que Lulla fala? Tem gente que vai morrer acreditando, embora ele não mereça esse crédito. Durante toda sua vida Lulla discursou contra os banqueiros, contra o mercado financeiro, dizendo serem eles os causadores de todos os males. Quando presidiu o Brasil, felizmente, mudou de atitude relacionando-se muito bem com os agentes financeiros. Agora novamente atrás de votos, dirigiu críticas ao mundo das finanças: “Quando fui candidato pela primeira vez os caras queriam que eu montasse o ministério antes para dar confiança ao mercado. Agora vou escrever carta ao povo brasileiro, mas não como foi em 2002, que foi para o mercado [financeiro]. Agora é para o povo mesmo. Quem me deve satisfação é o mercado, não sou eu que devo satisfação a eles. Esse mercado injusto nunca me agradeceu com o tanto que ganhou.”

Mercado injusto que nunca me agradeceu. O que Lulla quis dizer com isso? Que ele privilegiou o Mercado Financeiro durante seu mandato? Mas ele sempre disse que governou para os pobres. Qual é a verdade?

Li toda entrevista de Lulla publicada no jornal “Valor Econômico”, uma teia de incoerências e mentiras para pegar os eleitores que acreditam que as estatísticas do passado Governo Lulla poderiam se repetir num improvável terceiro mandato. Com a conjuntura externa altamente benigna até 2008, o Brasil sob a presidência do Ficha Suja teve crescimento econômico bem abaixo dos outros países emergentes, embora com números bem melhores do que sua sucessora. O mundo mudou. O crescimento econômico da China é menor e os Estados Unidos estão priorizando o mercado interno.

Crescimento acumulado 2003 – 2010 Lulla

China – 133
Índia – 72
Argentina – 64
Peru – 62
Rússia – 46
África do Sul – 45
Colômbia – 43
Paraguai – 41
Bolívia-  40
Chile – 38
Equador – 38
Brasil – 37
Austrália – 28
México – 20

Banco Mundial

Pelo que falou na sua entrevista Lulla quer voltar ao modelo rousseffico de indução ao crescimento econômico. Mais endividamento, menos privatização, usar bancos públicos para aumentar o crédito barato e abundante e novamente escolher os campeões nacionais como Odebrecht e JBS. Sobre a Petrobrás, ele acha um absurdo o atual Governo trata-la como uma empresa de Petróleo. Na verdade, ele nunca viu a Petrobrás como uma empresa, mas como uma teta cheia de mel para se lambuzar.

“A incapacidade [do governo Temer] de pensar aumentou a sede mercadológica deles. Eles poderiam ser sócios da Casas Bahia: só pensam em vender, vender, vender, não têm noção do significado do que foi a retomada da indústria naval do país. Tratam a Petrobras como se fosse uma empresa de petróleo. A Petrobras é mais do que uma empresa de petróleo. É uma empresa de gás, é uma indústria que tem muita força na indução de pesquisa, no setor de petroquímica.”

Eu achei que na entrevista o candidato desrespeita até a própria mãe. “Vamos voltar a ter uma política de valorização do salário mínimo. E não é o salário mínimo que causa inflação. Nós provamos isso. Depois não aceito que ninguém vai dizer para mim sobre responsabilidade fiscal porque isso eu tenho de sobra. Aprendi com uma mulher analfabeta: só gasta o que você tem e só faça dívida que você possa pagar. Eu não preciso de palpite de banqueiro não.” Imagino que a mulher analfabeta seja sua mãe Da. Lindu. Logo em seguida ele se contradiz (como é comum) e joga na lata do lixo toda responsabilidade fiscal que a mãe ensinou. “Se elaborar uma política econômica e estou sem dinheiro pra fazer investimento, posso me endividar, utilizar o compulsório, uma parte de reservas, usar R$ 200 bilhões nos serviços de infraestrutura para o Brasil voltar a ser competitivo.” Gastar, gastar e gastar. Assim como Dilma e Guido Mantega tentaram fazer.

Como dizia Roberto Campos: – Os “progressistas” farão o Brasil crescer como rabo de cavalo, para trás e para baixo.

Desejo a todos um feliz 2018, com muita saúde e voto consciente.

LICENÇA PARA MATAR

O número de mortos pelas policias do Rio de Janeiro em 2017 chegou a 1.035 até o mês de novembro, informa o ISP (Instituto de Segurança Pública). No mesmo periodo o numero de policiais mortos em serviço foram de 27. Quando somado ao número de mortos em horário de folga esse número chega a 129 (considerado de janeiro até 18/12/2017).

As mortes provocadas pela policia fluminense entre janeiro e novembro de 2017 representam 17% do total de 6.173 mortes violentas registradas no Estado.

A Anistia Internacional considera que a politica de segurança atual não protege nem a policia nem o cidadão. “Em geral, são operações altamente militarizadas, que seguem uma lógica de guerra (neste caso guerra as drogas), que enxerga as áreas de favelas e periferias como territórios de exceção de direitos”

Na primeira semana de outubro, pesquisa Data Folha mostrou, que se pudessem, 72% dos moradores iriam embora do Rio por causa da violência. O desejo de deixar a cidade é majoritário em todas as regiões e faixas socioeconômicas. A mesma pesquisa indica que um terço dos moradores mudou sua rotina em função da violência. (Matéria do Site UOL)

O caso no Rio de Janeiro é mesmo de guerra e os números confirmam isso. Porém não é a guerra do bem (policia) contra o mal (tráfico), é uma guerra por espaço e lucros. Os milicianos, compostos por ex-policiais e policiais da ativa querem ocupar as comunidades controladas por traficantes para controlar vários serviços e parte do comércio local. Formam quadrilhas tão criminosas e perigosas como as do tráfico.

O pré-candidato Bolsonaro com sua inteligência rousséfica declarou em 27/11/2017 num evento promovido pela revista Veja: “Esses policiais tem que ser condecorados. Policial que não mata não é policial” Em 12/12/2017, Manaus: “Nós vamos brigar pelo excludente de ilicitude. O policial militar em ação responde, mas não tem punição. Se alguém perguntar se quero dar carta branca para policial matar, eu respondo: quero sim” Em 15/12 ainda em Manaus “Eu não quero dar carta branca para o policial matar, eu quero dar carta branca pro policial não morrer. E se para não morrer tem que matar, que faça o seu serviço”

Os bravos policiais do Rio de Janeiro para proteger a vida do cidadão, o patrimônio publico, privado e conquistar território mataram 1.035 de janeiro a novembro. Não é muita gente? Sem carta branca para matar eles já exageraram na dose, imagine com o salvo conduto bolsonárico. Pior, com todas as mortes a situação da segurança não melhorou e o cidadão tem o desejo ir embora.

A confusão mental de Bolsonaro foi exposta ainda mais, quando resgataram uma entrevista sua para o Estadão em 1999, em que ele faz elogios à outro nacionalista radical, Hugo Chavez. Dizia o Capitão: “Chavez é uma esperança para a América latina e gostaria muito que essa filosofia chegasse ao Brasil. Acho ele ímpar e pretendo ir a Venezuela para tentar conhece-lo” “Ele não é anticomunista, como também não sou. Na verdade não tem nada mais próximo do comunismo que o meio militar” segue falando “Acho que ele vai fazer o que os militares fizeram no Brasil em 1964, com muito mais força”

Sempre achei Bolsonaro um deputado necessário dentro do nosso Congresso populista, mentiroso e esquerdista. Ele representa o pensamento contrário à exploração enviezada da Ditadura Militar pelos políticos demagogos. Sempre foi o Capitão quem se opos ao discurso mentiroso da luta pela democracia, daqueles que na verdade, lutaram pela Ditadura do Proletáriado.

Como transformar esse cidadão confuso, nacionalista, ultraconservador num presidente lúcido, capaz de entender os dilemas econômico, social e moral do Brasil atual? Como atrair para seu governo as melhores cabeças para formar uma equipe capaz de desarmar com urgência as armadilhas deixadas pela Nova Matriz Economica?

Paulo Guedes, economista liberal, está, ou estava conversando com o Capitão para montagem de seu programa. Ele tem duas tarefas hercúleas: desarmar a armadilha fiscal e convencer o Capitão a conter seu ímpeto conservador-nacionalista-autoritário.

A todos amigos fubânicos meus votos de Feliz Natal.

UM PAÍS “DESGOVERNADO” NA DIREÇÃO CERTA

 

Tenho brincado aqui com uma constatação muito conhecida de nós brasileiros, principalmente. Basta o Governo não atrapalhar e o País caminha sozinho. Tem sido quase assim sob a gestão Temer. Comparado com os governos petistas anteriores, as intervenções do Estado na economia e na vida do cidadão em geral, diminuíram sensivelmente. Não vemos tentativas de controle de preços, de induzir politicas industriais ou favorecimentos para regiões e setores escolhidos. O câmbio livre faz o mercado se ajustar sem grandes intervenções do Banco Central, que atua discretamente, apenas para suavizar oscilações bruscas indesejadas. Dessa forma estamos deixando a recessão para trás e temos a inflação controlada.

Sabemos que por imposição da Constituição do Dr. Ulisses o Estado ainda tem participação no PIB além do desejado. A arrecadação de impostos ronda 36% da renda nacional, mais algo como 9% que é extraído na forma de empréstimos para cobrir os gastos considerando os juros da divida. Resumo, aproximadamente 45% da produção passa pelas mãos do Estado que gasta mal e deixa escorrer nosso sangue entre os dedos.

Imaginem se nossa carga tributária estivesse no nível de outros países como:

Peru – 22%
Chile – 23%
México – 24%
USA – 26%
Colômbia – 28%
Uruguai – 30%
Japão – 31%

(Fonte FMI)

Cada 1% a menos na arrecadação dos impostos significa que poderiam ficar no setor privado mais R$ 62,7 bilhões. Caso nossa carga tributária fosse igual a dos Estados Unidos, por exemplo, o setor privado que usa muito melhor seus recursos, teria R$ 564 bilhões para investir e fazer a economia crescer, criando mais empregos. Esses números dão dimensão de quanto é caro para nós brasileiros sustentarmos esse Estado corruPTo e ineficiente. A sociedade carrega esse elefante nas costas.

Fui ao Recife recentemente depois de uns bons cinco anos de ausência. Fiquei com a impressão de que o setor privado vai bem (mesmo considerando a crise deixada pela Nova Matriz Econômica). Novos restaurantes, novos prédios comerciais e residenciais, shopping centers de alto nível. Enquanto toda infraestrutura continua parecendo a mesma de cinco, ou dez anos atrás.

A sensação é de que da economia local está querendo avançar, porém sendo limitada pelo setor público que não acompanha o ritmo, não atendendo a demanda por infraestrutura e serviços. As ruas da capital continuam em mal estado de conservação, a falta de segurança impede que os negócios se desenvolvam. No Cabo de Santo Agostinho os pequenos comércios são protegidos por grades denunciando a insegurança como fator desestimulante para empreender. Menos lojas, menos negócios, menos empregos. A limpeza pública também não está à altura de muitos empreendimentos que parecem ser obrigados a prover serviços que deveriam ser cobertos pelos impostos pagos. Água e esgoto também são serviços precários.

A bela estrutura do Shopping RioMar contrasta com o abandono do belíssimo prédio do Mercado São José. Um tem dono o outro é público. Mais um exemplo de que menos governo significa mais resultado. Fico imaginando como seria bom ver o prédio do mercado municipal com sua estrutura de ferro do Século XIX limpo, revitalizado e livre do comércio desorganizado que encobre aquela joia da arquitetura. Nem quero imaginar a Csurb assumindo a gestão do Shopping RioMar. Já pensou como seria?

O que vi em Pernambuco se repete por todo o Brasil. Aplausos para o setor privado e vaias para os governos federal, estadual e municipal pelo país a fora.

O economista Raul Velloso em seu blog comenta sobre esse gargalo criado pela falta de investimentos públicos, no crescimento econômico: “Segundo estudos de técnicos do Tesouro, de meados de 2014 até 2017, o investimento da União deverá cair R$ 39 bilhões em termos anuais, passando de R$ 73 bilhões para R$ 34 bilhões. A previsão para 2018 é cair para R$ 26 bilhões. Uma hora vai zerar” Segue Velloso: “Sem desatar o nó fiscal, a única saída é pelo investimento privado, especialmente em infraestrutura” Porém o economista ressalta que para isso faltam condições: “O setor privado tem real interesse em investir e disponibilidade de financiamento é o menor dos problemas. Alguma melhoria institucional há, mas é só. Falta planejamento, os contratos de concessão são inadequados, as agências reguladoras são igualmente fracas e os órgãos de fiscalização atuam mal nessa área”

A situação da infraestrutura brasileira é caótica investimos apenas 2,2% do PIB quando no mínimo deveríamos gastar 5,5%. Segundo Raul Veloso isso condena O Brasil a crescer apenas 2% ao ano pelas próximas décadas.

Fome Zero, PAC, Bolsa Família, Pátria Educadora, tudo isso deu em nada. Esperar pelo Estado dá nisso. Frustração. Precisamos de menos governo e mais iniciativa privada. “Desgovernados” avançamos mais rápido.

EXUBERÂNCIA IRRACIONAL DO BITCOIN

A espantosa valorização das criptomoedas continua a assombrar os mais experientes operadores dos mercados. Sobre o Bitcoin, a mais conhecida delas, valorizou no ano 1.400%. Existem previsões para todos os gostos e independente do seu apetite para o risco, vale a pena ter conhecimento do que pensam alguns dos importantes gestores de investimento sobre essa nova alucinação. Esse é um fenômeno que não deve ser ignorado.

Tom Lee fundador da Fundstrat Global Advisor, estrategista de finanças com mais de 25 anos de experiência em mercados de renda variável, como ações, considera “investir” em Bitcoin equivalente a comprar ações de uma nova empresa promissora. Uma comparação um tanto esdruxula, no meu entender, pois empresas geram valor, podem ter lucros e distribuir dividendos, enquanto a valorização do Bitcoin acontece porque a demanda continua sendo muito maior do que a oferta, pois não existem novas emissões dessa moeda. Ele acredita que os Millennials, ou a geração Y, veem essas moedas virtuais como ativo de muita segurança e nos próximos 10 anos acredita que as criptomoedas substituirão o ouro como reserva de valor para essa nova “tribo”. Lee considera possível que as criptomoedas possam atrair uma parte considerável do mercado do ouro, estima entre 10% e 15% o que poderia levar a cotação do Bitcoin até US$ 100.000,00 (R$ 325.000,00). Lembro que a cotação da moeda hoje (02/12) está em US$ 11.000,00 (R$ 35.750,00)

Outro experiente operador, ex-administrador de fundos globais da Fortress, empresa que administra investimentos desde 1998 com US$ 36 bilhões sob gestão atualmente, Michael Novogratz faz previsões bastante otimistas também: “Bitcoin pode chegar a US$ 40.000,00 (R$ 130.000,00) até o final de 2018. Pode chegar lá facilmente”. Foi o que declarou para a Rede CNBC. Seu argumento é que o estoque de bitcoins é limitado a 21 milhões e como não haverá novas emissões a própria valorização fenomenal da criptomoeda alimenta o sonho de ganhos nos “investidores” e reforça a procura, sustentando o círculo virtuoso. Novogratz alerta para as fortes oscilações que devem ocorrer nesse mercado e recomenda que os investidores devem alocar entre 1% e 3% do seu patrimônio nesses ativos.

Segundo a CryptoCompare, plataforma onde você tem informações confiáveis sobre negociação e os conceitos de blockchain, os asiáticos dominam a negociação com Bitcoin. 62% das transações são trocas contra o Yene (moeda japonesa), 9% contra Won (moeda sul-coreana), enquanto contra o Dólar Americano, temos 21% das transações.

Ainda mais experiente o Conselheiro Sênior da Universidade de Yale, Economista Chefe do Banco Morgan Stanley, Stephen Roach diz taxativamente: “Bitcoin é uma bolha especulativa e perigosa, e como todas as bolhas vai estourar” Com trinta anos de carreira, chefiando uma equipe de bons economistas ao redor do mundo, Roach diz que nunca viu um gráfico de preços com o padrão do Bitcoin. É o mais vertical que observou em sua carreira (que não é curta e bastante experiente em bolhas e crises). No ano de 2017 (até 07/12) o Bitcoin valorizou de US$ 966,58 para US$ 14.852,00, apenas 1.437%.

O dono da expressão “exuberância irracional dos mercados”, o ex-presidente do Banco Central Americano, Alan Greenspan com toda sua sapiência falou: “As pessoas continuam comprando coisas sem se importar se tem valor ou não. Assim como continuam apostando em casinos embora as probabilidades sejam muito contrárias”

Nos últimos 50 anos essa deve ser a maior demonstração da exuberância irracional dos mercados.

Aproveitando a onda das moedas virtuais que se apoiam em sistemas muito confiáveis o confiável Presidente da Venezuela anunciou:

(Revista Isto É, edição 2503) O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou neste domingo a criação do “Petro”, uma moeda virtual apoiada na riqueza petroleira do país, para enfrentar o “bloqueio financeiro” dos Estados Unidos.

“Quero anunciar que a Venezuela vai implementar um novo sistema de criptomoeda a partir das reservas de petróleo. A Venezuela vai criar uma criptomoeda, o Petro, para avançar em termos de soberania monetária, para fazer suas transações financeiras e vencer o bloqueio financeiro”, disse Maduro em seu programa semanal de televisão.

 

O QUE DIZEM AS ESTRELAS

O “polemico” Ministro Gilmar Mendes declarou: “A prisão em segundo grau, no contexto da Lava Jato, tornou-se algo dispensável. Passou a ocorrer a prisão provisória de forma eterna, talvez até com objetivo de obter delação. Aí vem a sentença de primeiro grau, e com sentença de segundo grau iniciava a execução. É preciso saber ler estrelas. Ou se muda isso ou se empodera de maneira demasiada a justiça de primeiro grau e o MP em detrimento das outras cortes”

O Ministro Gilmar Mendes tem razão, é preciso saber ler nas estrelas. Se vivêssemos em condições normais onde agentes públicos corruptos fossem exceções, poderíamos até questionar essas prisões preventivas. Infelizmente não é esse ambiente que vivemos. Estamos numa forte disputa entre o que os fubânicos chamam de a banda decente deste país e as autoridades da Nação. Temos o Legislativo, Executivo e maior parte do Judiciário atuando de forma bastante entrosada para mudar e criar leis que os livrem das garras da Primeira Instância do Judiciário, muito bem representada, especialmente por Sérgio Moro e Marcelo Bretas. Por isso entendo que ninguém deseja viver num estado autoritário que usa a prisão preventiva como instrumento político. Mas, diante do esquema criminoso montado para transformar em lucro privado a receita pública, nossa preocupação deve ser muito maior em “desempoderar” Suas Excelências do que com o risco do abuso das prisões preventivas. Que por sinal tem sido a única forma de se alcançar a confissão e colaboração de muitos corruptos.

Segue falando nosso Ministro: “Em geral, os direitos fundamentais, sua segurança, sua garantia se faz muitas vezes de forma mal compreendida, contra a opinião pública” Nossos políticos que sabem ler estrelas como ninguém já perceberam isso faz tempo e seguem desafiando a opinião pública, criando o Bolsa Eleição, livrando da Justiça Senador e Presidente e trazem no bolso mais um conjunto de novas leis que reformam sob medida a constituição e ampliam seus privilégios.

A corrupção e o desperdício andam de mãos juntas, um alimentando o outro. Os números são assustadores, aparecem mascarados num estudo do Banco Mundial, que não trata especificamente de corrupção, mas de gastos ineficientes, onde corrupção é uma parcela a ser considerada. O título do documento “Um Ajuste Justo: Análise da Eficiência e da Equidade do Gasto Público no Brasil” O estudo conclui: “No Brasil, os governos (federal, estaduais e municipais) gastam mais do que podem; os gastos são ineficientes, pois não cumprem plenamente seus objetivos; e, em muitos casos, de forma injusta, beneficiando os ricos em detrimento dos mais pobres” Dando dimensão ao problema: “nas últimas duas décadas, o gasto público no Brasil aumentou de forma consistente, colocando em risco a sustentabilidade fiscal do país. O déficit fiscal alcança 8% por cento do PIB, e a dívida saltou de 51,5% do PIB, em 2012, para 73% neste ano”

O Banco Mundial conclui que o governo federal poderia economizar cerca de 7% do PIB com ações que aumentassem a eficácia dos gastos públicos, reduzisse os privilégios, focando o atendimento dos serviços nos segmentos mais pobres da população. Incluindo estados e municípios, o ganho fiscal, a economia, chegaria a 8,36% do PIB. O equivalente a mais ou menos R$ 500 bilhões por ano (João Borges – G1)

Pois bem, o combate a corrupção e o desperdício envolvem algo em torno de 8% do PIB, segundo o Banco Mundial. Enquanto o Ministro Gilmar Mendes está preocupado, com razão, em limitar o uso “abusivo” da prerrogativa da prisão provisória. Alguém precisa ler nas estrelas que diante desse quadro aterrorizante que nos leva rapidamente para o caos econômico, é a atuação da Primeira Instância da Justiça que tem ajudado o Brasil a combater esse quadro assustador de descontrole fiscal, legal e político.

Como consequência das prisões preventivas e colaborações de réus haverá no dia 07/12/2017 uma solenidade na qual o Ministério Público Federal irá devolver a Petrobrás R$ 600 milhões recuperados pela Operação Lava-Jato. O Brasil agradece as prisões provisórias e as colaborações premiadas.

ORDEM E PROGRESSO

Sei que temos muitos bolsonaristas entre os leitores, comentaristas e articulistas desta respeitável gazeta. Eu mesmo declarei aqui que votei em Bolsonaro para deputado desde a sua primeira candidatura. Para deputado federal. Achava que era preciso um equilíbrio de forças no Congresso e os representantes da direita não se apresentavam. Aqui no Rio apenas o Capitão com sua coragem e sinceridade esteve disposto a colocar-se contra a demagogia da esquerda mentirosa.

Agora que a sociedade pode ver que o populismo mentiroso de Lulla (representante da esquerda moderada) e sua quadrilha era apenas uma cortina de fumaça para ocultar objetivos criminosos, ser antiLulla virou uma qualidade capaz de conquistar um enorme número de eleitores com chance de leva-lo a presidência do País. Vejo isso com preocupação.

Sem nenhuma provocação aos que defendem o voto em Bolsonaro, para presidente, acho interessante questionar um pouco sobre essa possibilidade. Ele tem projetos? Ele teria equipe? Ele está apenas aproveitando uma onda antilulla?

O Globo – 26/11/2017

“Ao longo de seis anos 20 PMs tiveram participação em 356 mortes classificadas como auto de resistência, ou seja, quando a registro de confronto”

O Globo – 28/11/2017

“O cabo da Aeronáutica Bruno Estrela de Souza Martins, de 25 anos, foi morto ontem pela manhã com um tiro no peito por um PM que participava da Operação Centro Presente. O militar discutia com a namorada, a estudante Caroline Chambarelli, de 21 anos, quando foi abordado pelo policial. Ela disse que Bruno estava desarmado e não oferecia perigo ao PM, mas acabou sendo baleado “sem motivo” O casal havia embarcado num ônibus e minutos depois começou a discutir em voz alta. Caroline contou que o PM mandou Bruno sair do veículo. – O policial não perguntou o que estava acontecendo, já chegou atirando. Estava com a arma destravada e apontada para a cara dele (Bruno). Pediu pra gente descer, e a gente já estava descendo do ônibus quando o PM abriu fogo – afirmou Caroline”

“Pré-candidato a presidente da República, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) defendeu ontem, em evento promovido pela Veja, os 20 policiais militares com participação na morte de 356 pessoas no Rio, conforme revelado pelo O Globo na edição de domingo. Em entrevista coletiva o deputado disse que os policiais que participam de auto de resistência não deveriam nem ser investigados. Esses policias tem que ser condecorados. Policial que não mata não é policial”

Preocupante, pois o candidato que se diz conhecedor do problema da segurança pública no seu estado não entendeu que as milícias estão substituindo as quadrilhas de traficantes e dar “autorização” aos PMs para matar e nem investigar, pode alimentar essa guerra que aterroriza todo o estado, especialmente as favelas da cidade do Rio de Janeiro. Essa guerra descontrolada tem matado cidadãos dentro de suas casas atingidos por tiros de armamento que atravessam paredes, que ninguém sabe se foram disparados por bandidos ou policiais.

Na edição 2551 de 11/10/2017 a revista “Veja” traz matéria com uma síntese sobre como é o Capitão Bolsonaro. De onde destaco alguns trechos e faço meus comentários:

“Sou ignorante em economia” Até aí tudo bem todos os presidentes que tivemos também eram. “mas foram os especialistas que levaram o país para o buraco”

Não sei exatamente quais especialistas o Capitão está se referindo, mas poderia ser Delfim Neto (que desviou o trabalho de R Campos e Simonsen na época dos generais), ou os especialistas do PT recentemente. Esses são especialistas em desastre. FHC também não entendia e continua sem entender de economia, mas escolheu os especialistas certos. Bolsonaro pode até requisitar bons especialistas, o difícil é convencer os bons especialistas a participar de um possível governo temperamental como o instável Capitão costuma ser.

“Há dois meses na cerimônia de entrega do espadim de Duque de Caxias, na Academia Militar de Agulhas Negras. Generais fingiam ignorar sua presença. Na corporação, Bolsonaro é chamado de bunda-suja termo usado pelos militares de alta patente para designar os que não galgaram posições na carreira”

Um deputado com 7 mandatos que nunca conseguiu liderar nada, nem aglutinar forças politicas em torno de suas ideias ou propostas, não formou uma corrente parlamentar. Continua um bunda-suja.

Seu pai Percy Bolsonaro definiu o filho assim: “O Jair é doido, um exagerado” Presidência não é lugar para doido, já chega a doida que ocupou o Palácio e fez um enorme estrago.

“Mas setor estratégico não se privatiza. Nos EUA é o Exército Americano que cuida das hidrelétricas. Algumas coisas não podem sair da tutela do Estado. Chamam os militares de estatizantes, mas como fazer Itaipú com dinheiro privado?”

Nosso Capitão está desatualizado e mal assessorado. Tenho a convicção que o solitário e autoritário Bolsonaro terá muita dificuldade em atrair gente capaz de fazê-lo mudar de opinião e transforma-lo num líder moderno e democrático pronto para enxergar que o mundo mudou. Grandes hidrelétricas ainda atraem Bolsonaro como atraiam Dilma e os generais.

Os meios de comunicação estão anunciando que o economista Paulo Guedes, excelente representante do pensamento liberal, está conversando com Bolsonaro. Sobre isto o economista declarou no Estadão: “O que o Bolsonaro informou é verdade. Conversamos duas vezes ” E acrescentou ironicamente: “A ordem se encontrou com o progresso”

Conhecendo os dois, acredito que essa combinação que não funcionou até hoje no Brasil, mesmo sendo o lema na Bandeira Nacional, também não funcionaria por muito tempo, caso chegue sequer a acontecer, entre o Capitão e o Economista. Existe uma enorme incompatibilidade ideológica entre ambos, embora os dois acreditem que poderiam conviver sem conflito.

Convido os confrades fubânicos a conhecer o pensamento de Paulo Guedes, vendo o vídeo a seguir:

RACISMO, DISCRIMINAÇÃO E INCOERÊNCIA

A data 20/11, que homenageia o Dia da Consciência Negra foi bastante explorada pelos meios de comunicação. Infelizmente, houve mais debates e discursos sobre o racismo do que exaltação sobre a cultura negra e sua influência na nossa sociedade. Num desses programas, na Rádio CBN, os convidados para falar sobre o tema foram o doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela USP, Silvio Luís de Almeida e a mestre em Filosofia e ativista negra Djamila Ribeiro.

Ouvi com atenção a entrevista com os dois e fiquei surpreso com argumentos que achei sem sentido além da ausência da principal causa (no meu entendimento) para as muitas queixas de que os negros não alcançam os melhores cargos e os melhores salários, na opinião deles, por serem discriminados. Eu já acho seria a falta de educação pública de boa qualidade. Mas os dois não falaram disso.

Se a educação gratuita não é de qualidade, cada vez mais a sociedade vai se distanciando, abrindo um enorme abismo entre a minoria que pode pagar por uma educação de primeiro mundo e a grande parcela que é atendida pela educação elementar que o Estado oferece. Esse, no meu ponto de vista, é o verdadeiro motivo para justificar a diferença de valor de cada cidadão. Se um recebe muito mais do que o outro a razão é a capacidade de produção e não a cor da pele, ou sua classe social.

Indo contra esse meu raciocínio a ativista negra Djamila falou: “Meritocracia é um instrumento de violência e manutenção das desigualdades poderosíssimo” Dr. Sílvio Luís de Almeida também pensa de forma parecida: “O racismo não é uma questão de ignorância. O racismo não teria como se tornar um sistema de dominação que percorre os quatro cantos do mundo e penetrar nas instituições, tal como ele faz, se não fosse formulado pelas melhores cabeças, as mais inteligentes, as pessoas mais bem informadas. O racismo não teria condições de se normalizar e essa é a grande questão. Se a gente começar a estudar a história do Brasil, a formação do Estado Brasileiro no século XIX, a gente vai perceber que o racismo brasileiro só se tornou possível, enquanto uma máquina
de produção de desigualdade, por conta das faculdades de direito, das escolas de medicina e dos museus de história natural que foram naturalizando cada vez mais o discurso da inferioridade do negro”. Levando ao pé da letra a alegação do Dr. Silvio, concluo que antes de haver as faculdades e os museus não havia racismo, embora houvesse escravo, e para extinguir com esse preconceito precisamos acabar com as faculdades. Será isso mesmo?

A mestre em filosofia e ativista negra Dijamila Ribeiro durante o programa disse que em tudo devemos pensar no problema racial. “Se vamos pensar no transporte temos que pensar no problema racial” Será que ela está sugerindo um meio de transporte exclusivo para cada etnia? Será que a mestre em filosofia está querendo criar um apartheid no Brasil? Os que acreditam no racismo alegam buscar igualdade de tratamento, no entanto veja o que fala Da. Djamila: “Se você é professor deve consultar a bibliografia usada e verificar se a produção inclui diversidade de raças, se tem produção negra” Quando alguém escreve um bom livro, interessa saber se o autor é branco, preto ou amarelo? Por acaso o livro escrito pelo negro vale mais do que o do branco, ou vice-versa. Acho eu
ela está pensando em criar uma reserva de mercado.

Das coisas que li e ouvi sobre o assunto neste final de semana prolongado, fico com o pensamento da Da. Diva Guimarães. Negra de 77 anos, professora: “Sobrevivi e sobrevivo até hoje, como brasileira, porque tive uma mãe que fez de tudo para que eu estudasse… Não vou desistir de batalhar. Tem uma frase que diz: O racismo mata, a educação salva” (O Globo 20/11)

Coincidindo com o Dia da Consciência Negra, outro grupo que reclama por igualdade fez sua Parada da Resistência contra a LGBTfobia na praia de Copacabana. Os manifestantes reclamaram muito da ausência de verbas da Prefeitura que sempre apoiou o evento com aportes entre R$ 360.000,00 a R$ 400.000,00. Os artistas que se apresentaram na festa gay, Daniela Mercury, Iza, Preta Gil e Pabllo Vittar abriram mão dos cachês. Não sei do que reclamam, não sabem da crise que atravessamos. Enquanto os artistas abrem mão de seus pagamentos, cidadãos são forçados a abrir mão da sua saúde.

A rede municipal de saúde do Rio, com R$ 550 milhões do orçamento bloqueados teve pelo menos 120 leitos fechados nos últimos meses em diversas unidades por falta de recursos. – Não temos, hoje, condição de tratar uma pneumonia leve, porque não há antibióticos. É preciso mandar o paciente para um hospital – diz Moisés, que trabalha numa clínica na Rocinha. Moisés identifica outro problema: por economia, várias unidades que funcionavam até as 20h passaram a fechar mais cedo, limitando os atendimentos. Em Santa Cruz, alguns postos param às 17h. Na Rocinha, o expediente agora se encerra às 18h, e a unidade deixou de funcionar aos sábados (O Globo 20/11).

Diante desse quadro seria justo a Prefeitura gastar dinheiro com a Parada LGBTI?

Acho que essas “minorias” não querem igualdade, querem é mamata.

Caso algum confrade tenha interesse em ouvir toda entrevista sobre o racismo, basta clicar aqui.

CRIPTOTULIPAS OU CRIPTOLOUCURA

Em janeiro de 2017 um carro popular custava em torno de R$ 40.000,00. Isso equivalia a 10 bitcoins e 1.470 ethereums, aproximadamente. Se você comprou o carro, hoje tem um bem que deve ter desvalorizado uns 15%. Se tivesse comprado 10 bitcoins teria hoje R$ 240.000,00, caso optasse pelo ethereum teria no banco R$ 1.500.000,00

As criptomoedas são uma novidade ainda pouco conhecida, atraentes por não ter custo na transação instantânea, pelo anonimato e ameaçadoras pelo risco de invasão da conta por hackers. O Bitcoin criado em 2009, a moeda eletrônica mais conhecida pelo público, teve em 2017 uma valorização impressionante. Cotada contra o Real a moeda que começou o ano custando próximo de R$ 4.000,00, hoje vale R$ 24.000,00. 500% de ganho. Muito mais do que a Taxa Selic 9% (acumulado até outubro), Índice Bovespa 20% (até 14/11), US Dólar 1% (até 14/11).

Quais seriam os motivos para tal desempenho fenomenal? Cada um encontra um motivo, ou desculpa pessoal para justificar ter comprado, ou não, essa nova tulipa do Século XXI. Se você não comprou o Bitcoin e está com água na boca vendo seu amigo contar que faturou horrores com essa novidade, talvez você seja o próximo a ceder ao impulso ganancioso de comprar um pouquinho dessa nova sensação. Ver um amigo do seu amigo contar que faturou 100%, ou mais com as criptomoedas, assim sem fazer força, dá aquela vontade de arriscar uns trocados. O lucro fácil alimenta o círculo virtuoso. Bom alertar aos interessados nessa criptoaventura que no dia 11/04/2013 o Bitcoin desvalorizou 50% em apenas 6 horas, caindo de US$ 260,00 para US$ 130,00. Cuidado para não chegar no final da festa e pagar a conta.

Existem em torno de 800 criptomoedas diferentes sendo negociadas. O Bitcoin representa 42% desse mercado estimado em US$ 100bilhões. Difícil entender porque a loucura por esses ativos que não geram riqueza. Mas podem criar novos ricos. Quem comprou o Ethereum (outra criptomoeda) por US$ 8,00 no início de 2017, hoje tem um ativo que vale US$ 306,00 (valorização de 3.700%).

Quando investimos em ações esperamos que as empresas irão produzir mais, lucrar mais e por consequência suas ações poderão valorizar. Quando investimos numa commodity é porque vemos chance de maior demanda do que capacidade de geração do material e consequente alta no preço. Moedas valorizam pela confiança nas economias que elas representam e pela aceitação daquele título pelo mercado. O caso mais representativo é o Dólar Americano. Aceito como pagamento em qualquer lugar do mundo e representante de uma economia capaz de enfrentar com sucesso as diversas crises através de séculos. Tornou-se um porto-seguro. As criptomoedas não tem nenhum lastro, apenas o compromisso de serem protegidas por um sistema criptográfico (blockchain), a prova de fraudes e interferência de terceiros. Ainda não são aceitas na maior parte das transações.

Pela procura desesperada por essas criptomoedas, que fazem esses registros contábeis valorizarem estupidamente sem haver lastro material, como as tulipas na tulipomania do Século XVII, podemos imaginar que no futuro não existirão Euro, Real, Dólar, etc., todos migrarão para essa modalidade a prova de falsificação.

Hoje ainda usamos a carteira para carregar os cartões de crédito/débito e algum dinheiro. Em breve não precisaremos mais carregar essa peça, que só será vista nos museus. Bastará carregar o smartphone e pronto.

UM BLOCO CARNAVALESCO, OU UMA PARADA MILITAR

A capa da revista Veja traz o ex-presidente Lulla eterno candidato e o tresloucado Bolsonaro, como possíveis adversários ao cargo vago de presidente da republica. Seria terrível condenar o Brasil a viver entre a anarquia, as mentiras e desonestidade de um, e, o autoritarismo, atraso e truculência do outro. 

Enquanto Lulla conseguiu destruir muita coisa que funcionava bem deixada pelo Governo FHC, como agências reguladoras e a Lei de Responsabilidade Fiscal, por exemplo; Bolsonaro em 26 anos como deputado federal e agora com seu nome bem cotado nas pesquisas iniciais para concorrer à presidência da república, não consegue atrair para sua órbita ninguém capaz de dar consistência a sua candidatura. Se Lulla tem seu curral entre os menos instruídos e mais necessitados, decorado por intelectuais utópicos; Bolsonaro conseguiu captar os votos dos anti-Lulla que segundo as pesquisas representam 13% dos eleitores. Esses 13% estão dispostos a votar em qualquer um que seja adversário de Lulla, até Bolsonaro. É o voto raivoso contra o caos deixado pela alma viva mais honesta do Brasil e sua “posta” (feminino de poste assim como presidenta é feminino de presidente).

Vejam como a rejeição a Lulla é enorme: Declarar ter lutado contra a ditadura no Brasil tem conseguido eleger muita gente, basta enganar que foi torturado, preso, exilado e o candidato já começa com grandes chances de sucesso. Pois contra Lulla 13% dos eleitores votam no último, ou único defensor da Ditadura Militar. Bolsonaro é um representante adotivo daquele período tristonho. Em 1964 ele tinha 9 anos, por tanto, assim como eu não tinha consciência do que vivíamos, terminou a AMAN em 77 já no Governo Geisel. Viveu no ambiente militar, assimilou os bons e maus costumes da caserna, mas não foi do núcleo da Ditadura. Lulla com seus 72 anos conheceu muito melhor a Ditadura Militar, por dentro e por fora. Como mostram os registros Lulla era preso com privilégios e sempre atuou nos dois lados com a fidelidade “lulística”. Assim como no caso do Mensalão que pediu desculpas a nação, disse que foi traído e alegou que não existiu o escândalo. Lulla é assim ninguém nunca sabe o que pensa, nem de que lado está.

Não acredito que ficaremos condenados a escolher entre um e outro. Como sugere a revista, a sociedade está em busca de uma alternativa racional, ética, sem vínculos com a velha política. O prefeito eleito de São Paulo apareceu como possível candidato de forma espetacular, mas encontra forte resistência dentro de seu partido e pode desistir da disputa. Ainda não decidiu se assume a prefeitura ou concorre a presidente. Outros “outsiders”, ou xeretas, se lançam timidamente como possíveis candidatos e parecem amedrontados pelo mau cheiro que exala do ambiente político, por isso ainda estão hesitantes.

Qualquer dos dois candidatos caso eleito, levará o Brasil para a sepultura. Com um deles o cortejo será avacalhado, com o outro será em ordem unida.

Devo declarar que fui eleitor de Bolsonaro desde sua primeira candidatura. Para deputado, no ambiente viciado que é o Congresso Nacional do Brasil, o Capitão tem sua função, mas presidente está muito acima de sua capacidade.

BRIZOLA ETERNO

Vejam essa: “A Assembleia Legislativa (ALERJ) aprovou, nesta terça, o projeto de lei que determina o uso do árbitro de vídeo pela Federação de Futebol do Rio (Ferj) nos jogos do Campeonato Estadual. O texto, de autoria do deputado Samuel Malafaia (DEM), torna obrigatório o uso da tecnologia e determina que ele deve ser adotado em até 180 dias após a CBF fazê-lo em seus campeonatos. Ficou determinado também que a entidade nacional é que irá arcar com os custos” (Extra online)

Não parece que suas excelências vivem em outro mundo?

Enquanto os políticos cuidam de assuntos exóticos a bagunça toma conta do Estado e da Cidade do Rio de Janeiro. É o salvo-conduto para o crime organizado atuar sem limites e com toda autoridade.

Em 1982, Brizola com a credencial de quem havia lutado contra a Ditadura Militar (diz a lenda que fugiu para o Uruguai vestido de mulher) foi eleito governador e declarou: “No meu governo polícia não sobe o morro” A polícia não subiu, mas a turma do pó aproveitou e se instalou lá em cima. O método político-ideológico da garantia dos direitos humanos facilitou a instalação das quadrilhas armadas controlando as favelas.

Hoje vivemos a situação que a polícia se declara incapaz de atuar em determinados lugares sem que haja uma combinação com Forças Armadas Federais para terem meios para impor a lei e a ordem (por curto espaço de tempo). Chega a ser humilhante assistir as autoridades da segurança pública recomendarem ao carioca evitar alguns lugares, admitindo que quem deveria dar segurança ao cidadão não é capaz de fazê-lo. Está revogado o direito circular pela cidade, estão limitados os negócios pela falta de segurança.

Acredito que o cargo de governador do Rio é muito mais desafiador do que ser presidente do Brasil. Desfazer todo o esquema podre que une políticos, polícia e bandidos por mais de 30 anos não é coisa para qualquer um.

Nosso Ministro da Justiça agiu erradamente, ao falar a verdade dizendo que o Governador Pezão e seu secretário de segurança não controlam a Policia Militar fluminense e que os comandantes PMs são sócios do crime organizado.

“Nós já tivemos conversas, ora eu sozinho, ora com o Raul Jungmann (ministro da Defesa) e o Sérgio Etchengoyen (ministro do Gabinete de Segurança Institucional ), conversas duríssimas com o secretário de Segurança do estado e com o governador. Não tem comando” (UOL noticias)

Tudo que ele alega é exatamente o que todo cidadão vê no cotidiano violento e cruel da Cidade Maravilhosa, principalmente. Mas, um ministro deve agir de forma diferente. Não deveria falar ao vento, mas cobrar providências, seria bom usar a força do Governo Federal contra a fragilidade do Estado do Rio em favor do cidadão. A polêmica criada entre Rio de Janeiro e Brasília repete a máxima “na briga entre o mar e o rochedo, quem apanha é o marisco” Esse embate entre os poderosos não ajuda a melhorar a situação.

O que Brizola determinou em 1983 continua valendo. Polícia não sobe o morro.

A ESTABILIDADE QUE ASSUSTA

Palavras do Ministro da Defesa Raul Jungmann no dia 25/09/2017:

“Há uma estabilização de ontem para cá da situação dentro da comunidade da Rocinha e os tiroteios reportados não são mais entre traficantes, mas entre polícia e os bandidos”

Essa estabilização que se refere o Ministro é que o crime continua operando como sempre, mas sem disputas por território. A situação é considerada estável quando polícia atira em bandido e vice-versa. Os tiroteios são diários naquela comunidade e quem fica exposto sem ter a quem recorrer são os moradores.

Em 23/10/2017 um tiro disparado por um policial matou uma turista espanhola que infelizmente perdeu a vida de forma estúpida.

“Uma turista espanhola foi morta a tiro, na manhã desta segunda-feira, na Favela da Rocinha, Zona Sul do Rio. Segundo as primeiras informações da PM, ela fazia parte de um grupo de cinco turistas que não obedeceu à ordem da Polícia Militar para deixar o local. A favela da Rocinha registrou um intenso tiroteio na manhã desta segunda. Dois PMs e um suspeito foram baleados. Todos estão internados no Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea”

Essa é a estabilidade que o cidadão carioca vive na Cidade Maravilhosa. Estabilidade do descaso e incompetência.

Anteontem (26/10) foi assassinado o Coronel comandante do batalhão do Meier. A polícia trabalha como primeira hipótese, latrocínio. Mas existe algo estranho: o motorista do carro do comandante saiu ileso e foram contados 19 tiros no carro do coronel. Latrocínio?

O carioca sofre com a estabilidade do crime, com a estabilidade da crise econômica e com a estabilidade da deterioração moral do estado e do país. Uma vergonha a negociação de compra dos deputados para barrarem a investigação sobre os crimes cometidos pelo Quadrilhão e seu chefe. Quem não deve não Temer.

Apesar da estabilização da putrefação da cidade, do estado e do país ainda existe bom humor para dar as notícias trágicas.

Comprovem isto lendo esta manchete de um jornal do Rio:

ANESTESIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA

Estamos observando anestesiados a desmoralização das instituições republicanas, o uso irresponsável e mal-intencionado dos recursos do Tesouro. Legislativo, Executivo e Judiciário que deveriam atuar defendendo os interesses da Nação, estão combinando formas de desvirtuar suas funções para servir de anteparo para os crimes cometidos por seus membros. Os três poderes deixaram de servir a República e notadamente estão servindo a um tipo de democracia que tem usado o voto do eleitor descuidado para instalar palhaços que não atrapalham, jogadores de futebol que não entendem nada, artistas utópicos, velhas raposas donos de currais eleitorais e representantes da política corrupta, mais seus herdeiros, no Legislativo e no Executivo. Esses, por sua vez se encarregam de indicar a cúpula do Judiciário e das instituições que deveriam atuar como fiscais dos atos praticados, como Tribunais de Contas e Tribunais Eleitorais. Forma-se assim um circuito fechado, onde todos os interesses estão combinados para iludir a sociedade sem ferir a pobre Constituição Cidadã e com capacidade de alterá-la caso alguma coisa ameace essa dinâmica.

As colaborações premiadas dos empresários que foram atraídos para financiar parte deste esquema criminoso são mais do que convincentes, algumas muito bem documentadas com imagens, gravações de conversas, documentos e etc. Esses empresários malandros passaram de parceiros ou cumplices à criminosos mentirosos e grandes vilões. Nem a exposição dessa combinação criminosa entre corruptores ativos e passivos, transformando o que seria público em privado, foi suficiente para ameaçar a ruptura dessa corrente deletéria que precisa ser quebrada para o Brasil ter alguma chance de sermos um bom lugar para se viver.

Estou surpreso como a sociedade aceita sem espernear essas condições absurdas que precisam ser interrompidas rapidamente. Uma das oportunidades seria a Câmara Federal aceitar a denúncia contra Temer, colocar Maia transitoriamente como manda a constituição. Essa possibilidade parece remota pelo que acompanhamos no noticiário.

O que José Padilha denunciou no seu artigo publicado em “ O Globo” em 12/02/2017, que ele chama de “mecanismo” é o que estamos vendo explicitamente em ação desesperada para se manter vivo e no controle. Infelizmente, esperar um ano para trocarmos Suas Excelências nas próximas eleições é dar muito tempo para o “mecanismo” operar alterando leis, criando as condições para sua sobrevivência. O Fundão (1,7 bi) está aí como demonstração de sua força. Transcrevo aqui um pequeno trecho do artigo de Padilha:

“- O Brasil atual está sendo administrado por um grupo de políticos especializados em operar o mecanismo, e que quer mantê-lo funcionando.

– O desmonte definitivo do mecanismo é mais importante para o Brasil do que a estabilidade econômica de curto prazo.

– Sem forte mobilização popular é improvável que a Lava-Jato promova o desmonte do mecanismo.

– Se o desmonte do mecanismo não decorrer da Lava-Jato, os políticos vão alterar a lei, e o Brasil terá que conviver com o mecanismo por um longo tempo”

A sociedade precisa cobrar de maneira forte o respeito as instituições e não a impunidade à quem está momentaneamente fazendo parte dessas organizações, usando o cargo em benefício próprio. Precisamos garantir o Congresso Nacional, não os parlamentares, precisamos garantir o Judiciário não os juízes, precisamos da República e não do presidente.

ACABOU SEM COMEÇAR

No início da década de 70 a minha turma de amigos, todos na faixa dos 13 aos 16 anos, adorávamos jogar a nossa peladinha, que em outros lugares chamam de racha. De quinta até sábado era futebol de 16hs até escurecer. Nós juntávamos os trocados para comprar a bola. Naquele tempo usávamos bola da marca Estrela, modelo Chutebol. Com o tempo as coisas foram evoluindo e passamos a usar a bola Dente de Leite, mais pesadinha e resistia mais tempo aos chutes. Bom mesmo era quando a vaquinha dava mais um pouco e conseguíamos comprar um courinho (bola de couro Drible). O courinho ralava no asfalto até virar um coco.

Mas, o que eu quero chamar atenção é para uma tarde em especial, que compramos uma bola Chutebol, marrom, brincamos uma meia-hora com ela enquanto alguns ainda não tinham chegado para a pelada. Todos presentes, separamos os dois times, com as brigas que faziam parte do roteiro nessa hora. Reclamações de que os times não estavam equilibrados e ninguém queria começar como goleiro. Terminada a seção de reclamações, vamos começar a partida. Era pelada e como boa pelada as regras do futebol são absolutamente dispensáveis, adaptamos o essencial e o resto se resolve no grito. A saída, por exemplo era um chutão para o alto e começava a disputa. Nessa hora é que aconteceu o imprevisível. Nosso campo era na rua e existia uma palmeira muito alta quase no meio do espaço. Pois o Paulo na hora de dar o chutão acertou a palmeira e a bola ficou lá em cima. Dá para imaginar a decepção? Ninguém conseguia subir naquela palmeira, as centenas pedradas que atiramos para ver se acertávamos a bola não deram certo e voltamos para casa sem dinheiro, sem bola e sem brincadeira.

Lembrei dessa passagem ao ver o que está acontecendo com o prefeito/candidato João Dória. Surgiu como novo fenômeno político e rapidamente está se desfazendo por mostrar que além de uma boa oratória não parece ter mais nada. O bicho é oco, aparenta não ter substância e demostra mais vontade de conversar do que trabalhar. Os jornais do final de semana dizem:

Estadão – “As primeiras avaliações sobre o desempenho do governo João Doria na área dos serviços de zeladoria – tais como manutenção de ruas e calçadas e limpeza pública – são desanimadoras… Os mutirões do programa Cidade Linda e o Mutirão Mário Covas, de reparo de calçadas, não produziram até agora nada do que foi prometido. Mais grave: a situação ficou pior do que antes. Por enquanto, a Cidade Linda de linda só tem o nome…. Basta lembrar o estado lastimável em que se encontram os semáforos da cidade – enguiçando com irritante frequência –, quase 10 meses depois do início do governo Doria. Não admira que, já em maio, o canal 156, de reclamações sobre serviços da Prefeitura, tenha registrado o pior índice desde janeiro de 2016: só 25% das 61,7 mil novas queixas foram atendidas, e o índice vem caindo mês a mês, segundo dados oficiais”

O Datafolha mostrou a avaliação atual do desempenho do prefeito/candidato: em fevereiro (não deu nem tempo de assumir o cargo), ainda sob o alívio de terem se livrado do PT, 44% dos paulistanos avaliaram como ótimo; em abril (ainda não assumiu efetivamente) 43% mantiveram o ótimo; em junho (também não deu as caras no trabalho) esta avaliação caiu para 41% e agora em outubro (continua sem aparecer na Prefeitura) 32% continuam achando ótimo. Nesse mesmo período o péssimo saiu de 13% para 26%.

A colunista da Folha, Mônica Bérgamo escreve: Para economizar dinheiro público e não onerar os cofres de São Paulo, o prefeito João Dória (PSDB), está fazendo suas viagens de trabalho ao redor do mundo, com seu próprio avião particular, um Enbraer Legacy 650, avaliado em US$ 30 milhões. Para visitar o Papa Francisco, na Itália, o prefeito embarcou em seu jato de prefixo PR – JDJ – as iniciais de João Dória Júnior. De lá foi para Lisboa, onde participou de um seminário.

Vamos lá, Dória. “Pense globalmente, aja localmente”. Você tem medo do trabalho? Estamos esperando e torcendo para não acontecer como na pelada que acabou sem começar.

PROCURANDO EMMANUEL

O Governo Temer, parece uma cobra de duas cabeças, enquanto uma pensa apenas em salvar a própria pele, custe o que custar, a outra trabalha com competência para equilibrar as contas e fazer o país funcionar. A equipe do Ministro Henrique Meirelles, a parte do governo que trabalha pela nação, mas veladamente faz campanha para um cargo (presidência?) em 2018, declarou em 01/10/2017, na Futurecom: “A retomada da atividade, a geração de postos de trabalho, a queda da inflação e a taxa de juros vieram para ficar. Vamos ver que esse ciclo de crescimento será talvez o mais longo dos últimos tempos, talvez da última década ou mais”

Atenção para o “talvez” de Meirelles. Tudo depende das eleições e das reformas. O eleitor não pode achar que está tudo bem e não fazermos a troca desses políticos corruptos, incompetentes e adiarmos as reformas essenciais. Sou favorável a entregar uma comenda para Henrique Meirelles por suas escolhas na montagem da equipe e pela liderança desse trabalho eficiente. Mas não considero que seja um bom candidato para 2018. Não tem meu voto consciente, talvez um voto útil. Presidente do BC de Lulla, ministro de Temer, presidente do conselho de administração da J&S… não pode dar certo. Não pode ser coincidência estar sempre ligado a essa turma do barulho e ser tão inocente. Votar em Meirelles, só por necessidade.

Aqui no Brasil estamos acostumados a cumprir as obrigações na última hora, e, se não houver escapatória. Sempre foi assim com a entrega do IR, por exemplo, a maioria das declarações são entregues faltando poucos dias ou horas. O brasileiro está acostumado com extensão de prazos e adiamentos de tarefas amargas.

Sendo assim, o ambiente mais leve criado pela recuperação econômica em andamento, depois de mais de dois anos de recessão, pode causar a sensação enganosa de que as coisas estão bem e podemos empurrar com a barriga a reforma da previdência que já está na Câmara para ser votada, além de outras medidas necessárias para reduzir as despesas impostas pela Constituição Cidadã.

É inegável que Temer escolheu pessoas competentes e responsáveis para conduzir a economia, mas os números favoráveis que estamos vendo: queda da inflação de 10,67% (2015), 6,28% (2016), 3% (2017 FOCUS); crescimento PIB -3,8% (2015), -3,6% (2016), 0,7 (2017 FOCUS); taxa referencial SELIC 14,25% (2015), 13,75% (2016), 7% (2017 FOCUS); saldo comércio exterior US$ 19,7bi (2015), US$ 48bi (2016), US$ 62bi (2017 FOCUS); preço do Dólar 3,90 (2015), 3,35 (2016), 3,17(2017 FOCUS), são em parte frutos do bom trabalho da equipe econômica e em parte consequência da recessão provocada pelos equívocos da Nova Matriz Econômica. A mola foi comprimida exageradamente e está voltando um pouco.

Seguimos procurando nosso Emmanuel Macron para liderar um programa de reforma estrutural de longo prazo. Parecido com o que foi montado em 1994 “Plano Real” que fez Lulla se comprometer em seguir a cartilha para convencer o eleitor de que daria continuidade à política econômica: “Vamos preservar o superávit primário o quanto for necessário para impedir que a dívida interna aumente e destrua a confiança na capacidade do governo de honrar os seus compromissos” (Carta ao Povo Brasileiro 2002). O programa era bom, mas os operadores FHC e Lulla não acreditavam o suficiente para conduzir e aperfeiçoar o processo. FHC fez pela metade e Lulla abandonou, mentiu. Como sempre. Recebeu a herança maldita do Real e deixou a herança gloriosa Dilma com a Nova Matriz Econômica.

Este espaço generosamente cedido na respeitável gazeta, completou um ano agora no final de setembro. Deixo meus agradecimentos ao Editor boa praça e a cortesia dos leitores que têm paciência e consideração em ler e comentar.

O EMPODERAMENTO BRASILEIRO

A língua portuguesa vai se modernizando, mudanças que as às vezes confundem, outras vezes esclarecem. Palavras são criadas, copiadas, ou traduzidas de outros idiomas para expressar novas situações do Século XXI, novos objetos… tudo moderno. A novidade que chamou minha atenção agora é o “empoderamento”. É empoderamento feminino, empoderamento da democracia, etc.

Empoderamento da incompetência:

Estamos sob a dominância da trapalhada. No mês de maio assistimos à declaração do ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, dizendo que ficou sem alternativa que não fosse conceder imunidade ao delator Joesley em troca das provas contra o Presidente Temer. Foi a inversão dos valores, o criminoso impõe condições.

Tem sido ridículo e frustrante, ouvir a sequência de declarações do Ministro da Defesa, do Governador do Rio de Janeiro e do Secretário de Segurança do Estado a respeito da situação calamitosa que vive a capital do estado. Nesse caso, a incapacidade das autoridades em lidar com o problema do crime organizado na cidade é flagrante, alarmante e chega a ser um estimulo aos criminosos, que continuam atuando enquanto as autoridades estão batendo cabeças e aparentemente muito distantes de ameaçarem as quadrilhas instaladas nas favelas.

Empoderamento da mentira:

Em matéria de mentiras, nunca antes na história, houve alguém como ele: “Estão mexendo com um político que nunca roubou e agora tem uma honra para defender” Nem precisa dizer quem é autor desta mentira, não é mesmo?

“Eu não tenho raiva do Palocci, eu tenho pena dele ter terminado uma carreira tão brilhante da forma que terminou. ” Novamente ele.

Lula diz não aceitar que alguém o acuse de obstruir a justiça e afirma ter ajudado a deixar a “sujeira sair do tapete”. “Se eu não acreditasse na Justiça, não faria política. ” Mente que nem sente.

O pseudopresidente Temer no seu discurso de abertura da Assembleia da ONU mente descaradamente: “O compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável é de primeira hora. Permeia nossas políticas públicas e nossa atuação externa…. Em todas as frentes, o Brasil procura dar sua contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável…. Meu país – e é com satisfação que o digo – está na vanguarda do movimento em direção a uma economia de baixo carbono… O desmatamento é questão que nos preocupa, especialmente na Amazônia. Nessa questão temos concentrado atenção e recursos…. Estamos resgatando o equilíbrio fiscal. E, com ele, a credibilidade da economia…”

Empoderamento do cinismo:

Fundo Partidário + Fundo Eleitoral

Empoderamento da ignorância:

“Para melhorar a segurança, seria bom ter Olimpíada todo mês, porque é um evento do Brasil” – (Marcello Crivella, prefeito do Rio). O bispo-prefeito não sabe o prejuízo de uma Olimpíada?

Tem sido assim o nosso Brasil, a democracia desatenta, com seu voto debochado empodera a incompetência, que alimenta a mentira que empodera a corrupção. Essa espiral destruidora precisa ser desfeita. O eleitor empoderado pelo voto consciente terá a oportunidade de empoderar novos representantes.

Utilidade pública.

Quero fazer um apelo aos fubânicos que souberem o endereço da sede da Prefeitura de São Paulo, informar ao prefeito/candidato João Dória, que promete fazer uma ótima administração. Ele anda pra todo lado, mas ainda não encontrou seu gabinete para trabalhar. A cidade precisa da sua competência para evitar novas inundações na época de chuvas que se aproxima. Não basta ser moderninho e ter fama de competente, tem que mostrar serviço.

MENOS GOVERNO E MAIS TRABALHO

Você não acha que a sociedade está mais consciente?

A mídia golpista e contra-golpista debate não só o grau de corrupção de cada um de seus corruPTos preferidos, como diz nosso líder e editor Berto, mas outros assuntos que incomodam e são essenciais para começarmos a deixar de viver como romeiros e beatos, seguidores de falsas santidades. Mudanças na previdência, privatizações, carga tributária, estão presentes nos noticiários, redes sociais e são assuntos comuns nas festas, nos bares, em bate-papos de amigos. Adversários também. Previdência e privatização que antes eram tabus, hoje já não assustam tanto o cidadão.

Sindicatos e a esquerda, representante legitima do atraso, ainda são declaradamente contra as mudanças na constituição que destravam o novo Brasil. Querem manter o status quo, mas a sociedade quer avançar, mudar leis, reduzir custos, estado mais leve e eficiente. Precisamos libertar o cidadão, ao invés de prendê-lo a programas assistenciais viciantes.

Não podemos ficar a espera de nomes, precisamos nos unir em torno de ideias.

Os rivais recentes PT X PSDB mostraram que são divergentes na oratória, mas convergem no método de governar. Acordos inescrupulosos com os políticos e partidos mercenários de ocasião. O eleitor vai cobrar o preço pelo descaso com a Nação. PT já foi derrotado nas eleições municipais, os Tucanos foram severamente atingidos com denuncias contra importantes líderes mineiros e paulistas e provavelmente sofrerão nas próximas eleições.

Não quero saber de nome nem uniforme, quero ouvir os programas. Quero saber se o candidato a presidente pensa como nós, se tem capacidade de juntar gente boa para tocar o governo, se fala a verdade ou vai continuar enganando com slogans falaciosos.

O Brasil está mostrando que é capaz de ir sozinho. Estamos praticamente sem Presidente da República, com boa parte dos ministros denunciados pelo MPF, o Legislativo legislando em causa própria, Judiciário dividido e por insistência da sociedade o país quer sair do alçapão no fundo do poço. Não precisamos de governo para ajudar, apenas precisamos que ele não atrapalhe.

SINDICATO DO CRIME

Dá para acreditar que a gravação da conversa confissão de Joesley com seu escudeiro foi parar no MPF por acidente?

Não sou dos que acham que tudo tem uma conspiração enorme por trás dos acontecimentos, mas pensar que um sujeito que comanda um império do tamanho do J&F com empresas grandes em diversas áreas, poderia ser tão descuidado a ponto de não saber operar um gravador e ainda mais, não verificar todos os documentos que seriam entregues à Procuradoria antes de encaminhar… é uma idiotice excessiva para quem comete o erro e para quem acredita na história. Isso é a mesma coisa que entregar um cheque em branco para seu maior inimigo. Você acredita que ele foi tão descuidado? E os grandes advogados que deveriam estar envolvidos na operação, também estavam descuidados?

Vejam o que foi noticiado no blog “O Antagonista” em 11/09: A PF avisa que as buscas de hoje nas casas de Joesley Batista, Ricardo Saud e Marcello Miller são apenas a primeira etapa de uma investigação que vai passar a limpo o acordo da JBS com a PGR

Em algum lugar eu li (infelizmente não encontrei a matéria, para mencionar a fonte) que o maior açougueiro do Brasil decidiu entregar todo material, sabendo do conteúdo suicida, por ter conhecimento que a PF já estava investigando suas “traquinagens” que envolvem muita gente importante em todos os poderes da república e que a equipe já tinha elementos para complicar seu negócio da China com Janot. Vendo que sua trama junto a PGR estava para ser desmoralizada e que por consequência, sua Colaboração Seletiva Multipremiada estava para perder o prêmio, o descuidado suposto analfabeto tecnológico decidiu jogar tudo no ventilador. Não por descuido, mas como tentativa de salvar a Colaboração Premiada. Faz mais sentido?

Depois de ler a matéria da revista Veja com a denúncia do ex-marido da Dra Renata Araújo, mostrando as relações suspeitas da advogada com importantes figuras do judiciário, fazendo lobby, ou acertando o preço de decisões em favor dos interesses da J&F; de tomar conhecimento dos movimentos do ex-procurador Marcelo Miller, antigo braço direito de Janot, suspeito de ser orientador na Colaboração Seletiva Multipremiada; e depois de vermos o encontro misterioso de Janot com o advogado de Joesley, num pé-sujo, escondidos e disfarçados. Agora mesmo é que não acredito em coincidências, descuidos e acidentes.

É uma tremenda guerra de facções entre as organizações criminosas instaladas nos três poderes da república. Quando Janot se encontra com Pierpaolo Bottini na birosca, eu duvido que estejam tratando das condições para os criminosos se entregarem. Raquel Dodge quando se encontrou na calada da noite com Michel Temer, sem registro na agenda, também duvido que estejam tratando da cerimônia de posse da futura chefe da PGR.

O perigo é: as diversas organizações criminosas começarem a se entender e atuarem numa espécie de sindicato para a salvar os criminosos desesperados, sacrificando o Brasil. Eles têm um interesse comum, detonar a Lava- Jato, e sabem muito bem organizar sindicatos.

Para o bem do Brasil e dos brasileiros, eles precisam continuar brigando entre si.


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