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QUERO O MEU FORRÓ DE VOLTA

Me criei ouvindo Elino,
Jackson, Marinez, Gonzaga,
Heróis que ninguém apaga,
Do cenário nordestino.
Como se fosse algum hino
A gente ouvia uma canção
Mas hoje essa tradição
Só nos provoca revolta
Quero o meu forró de volta
Animando o meu são João

Quero muitas brincadeiras
Resgatando o nosso brilho
Matuto comendo milho
No braseiro das fogueiras
Os sambas de gafieiras
Tocando em cada salão
O povo com animação
Sem precisar de escolta
Quero o meu forró de volta
Animando o meu são João

Não pode deixar de fora
O forró de seu Luiz
Nesse cenário infeliz
Hoje o nordestino chora
A ganância que explora
Fere o povo do sertão
É grande a desolação
Com tanta reviravolta
Quero o meu forró de volta
Animando o meu são João

Quero ver um zabumbeiro
Tocando em festa junina
Com pandeiro e concertina
Na latada do terreiro
Tem que ter um triangueiro
Sertanejo eu não vou não
E o nosso traque e rojão
Se deixar a gente solta
Quero o meu forró de volta
Animando o meu são João


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O AMOR DA MÃE DA GENTE

Só uma mãe se dedica,
Dando a vida pelos filhos.
Sem temer os empecilhos,
Por ele se sacrifica.
Seu amor se multiplica,
Se um filho está doente.
Jamais fica indiferente,
É grande a bondade sua;
Não há quem substitua
O amor da mãe da gente.

Se um filho sai pra brincar,
Na companhia de um amigo,
Pensa logo no perigo,
E o aconselha a ficar.
Jamais pensa em confiar,
Mesmo que seja parente.
Desconfiada e temente,
Vai procurá-lo na rua;
Não há quem substitua
O amor da mãe da gente.

Seu abraço verdadeiro,
Tem o carinho mais puro,
Deixando a gente seguro,
Nos tomando por inteiro.
Não há valor em dinheiro,
Que supere este presente,
Nem calor mais envolvente
Que a nossa alma usufrua;
Não há quem substitua
O amor da mãe da gente.

Carrega sempre a doçura,
O coração sempre amável,
Numa fonte inesgotável
De amor e de ternura.
Se mostra sempre madura,
Se um filho é confidente.
Se aconselha é prudente,
Não se zanga e nem se amua;
Não há quem substitua
O amor da mãe da gente.


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CARDÁPIO DE JUMENTO

Antes da semana santa
Me falaram num sussurro:
Vão botar carne de burro
Pra preso comer na janta.
Essa notícia me espanta
Esbravejou um detento;
Não gosto desse alimento
Prefiro comer carniça
Do que morder a linguiça
Do diabo desse jumento.

Já se encontra no mercado
Nos bares de Apodi
Porção de burro grelhado
Jumento a catupiry
Tem lombo na frigideira
Jerico ao molho madeira
Ovo de burro na brasa
Bisteca de jegue preto
Tripa assada no espeto
Como franquia da casa


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A SEMENTE DO MAL

O fracasso do mundo se acelera
Num cenário de guerra e de motim
Bombardeios, granadas, gás sarim…
Os anseios da paz já não prospera
Numa cena que choca e dilacera
Criancinhas suspiram pra morrer
Indefesos sem chance pra correr
Sai dos braços do pai pra sepultura
“A semente do mal está madura
Quem plantou se prepare pra colher”


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O BOM CONSELHEIRO E O CRENTE RAPARIGUEIRO

Um folheto da autoria de Zé Ferreira e Hélio Crisanto

Fundada em fatos reais
E de teor verdadeiro
Trazemos para o leitor
Do nosso Brasil inteiro
Uma história bem recente:
“O conselheiro e o crente
Que virou raparigueiro.”

O crente, que era obreiro,
Nunca fugia da raia
Lutava contra a fraqueza
Tida por rabo de saia
Um dia se descuidou
O sapirico o tentou
E ele caiu na gandaia

Certo dia ele desmaia
De tanta fornicação
O encontraram caído
De calça ainda na mão
Foi salvo por um amigo
Que depois desse castigo
Fez nele um grande sermão:

* * *

Bom Conselheiro

Você que era evangélico
Nas terras de Santa Cruz
Diz que virou agnóstico
Perdendo da vida a luz
Vi que deixou sua crença
Se metendo em desavença
Qualquer mulher te seduz

Crente Raparigueiro

Seu comedor de cuscuz
Saiba você me chateia
Olhar a vida dos outros
Isso é coisa muito feia
Virei sim raparigueiro
Vou gastar o meu dinheiro
Quem brincar entra na peia

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CARNE FRACA

Comer preá no sertão
Parece coisa nojenta
Tomar leite de jumenta
Tripa assada com feijão.
Mas carne com papelão
Nunca comi satisfeito
Não lhe digo por despeito
Prefiro comer tacaca
Porque hoje a carne é fraca
Não alimenta o sujeito

x


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CARNAVAL DE MATUTO


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CINQUENTA REAIS

Me criei ouvindo Elino,
Jackson, Marinez, Gonzaga,
Heróis que ninguém apaga,
Do cenário nordestino.
Cada canção era um hino,
Tinha letra e melodia,
Mas hoje essa porcaria,
Não vale um bujão de gás;
Não dou cinquenta reais
Nas músicas de hoje em dia

Só se vê a gurizada
Dançando naquela zorra
Sobe e desce, vai cachorra,
Libera nêga safada.
Aqui só tem preparada.
Outra música já dizia,
Com tanta verborragia
Ninguém aguenta mais
Não dou cinquenta reais
Nas músicas de hoje em dia.

Se escuta num paredão:
Sarra na pista novinha,
Tira logo essa calcinha,
Diz a letra da canção.
Nas letras de um “safadão
Só se vê muita heresia
E toda essa latomia
Polui nossos carnavais
Não dou cinquenta reais
Nas músicas de hoje em dia

Tanta música sem futuro
Que por ai só se escuta,
Chamando a mulher de puta,
Por isso mesmo eu censuro.
Tem uma tal de cú duro,
Que se dança na Bahia,
É tanta pornografia,
Que abusa a gente demais
Não dou cinquenta reais
Nas músicas de hoje em dia


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BICHO HOMEM


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O ENTERRO DO VERÃO

Quando a chuva sacode a cabeleira,
Da cabeça pendida de um serrote,
Sertanejo depressa limpa o pote,
Colocando-o debaixo da biqueira.
Um garrote berrando na porteira
Festejando o enterro do verão,
Os pedaços perdidos de um trovão
Se amontoam num galho de jurema;
Cada ponta de espinho é um poema
Enfeitando as veredas do sertão


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A LINGUAGEM DO AMOR

É triste e me causa dor,
Me desatina e me prende,
Que a linguagem do amor
O homem já não entende.
Com medo do abandono,
Um cavalo perde o dono,
Chora e sente desenganos…
(…) São verdadeiros sinais,
Que os pobres dos animais,
Sentem mais que os humanos.


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FELIZ ANO NOVO


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FELIZ NATAL


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A CHEGADA DE FIDEL NO INFERNO

fidel-no-inferno

Com o inferno reformado
Já criei minhas reformas
Quero ver tudo ampliado
Quero impor as minhas normas
Vão ensebando as chibatas
Que eu vou preparar as atas
Na casa de ferrabrás
Modifiquem o estatuto
Que aqui o sistema é bruto
Mando mais que satanás

Vou preparar um chicote
Pra dá surra em mandrião
Se brincar leva um surrote
Mando arrancar um “cunhão”
Mandei avisar pro céu
Que sou um diabo cruel
E comigo ninguém pode
Tenho sede de mandar
Quem quiser contrariar
Vou arrancar-lhe o bigode

Aqui não aceito bico
Nem tão pouco opinião
Não me venha com fuxico
Malquerença ou confusão
Nunca perdoei quem erra
Mesmo morando na terra
Quem teimou, levou castigo
Não passou de um submisso
Que me prestava serviço
Feito um coitado mendigo

Vou tirar as regalias
Desses cãos aposentados
E queimar as alforrias
Dos que foram liberados
Já mandei comprar um terno
Pra comandar o inferno
Na minha forma tirana
Chamei um cão salafrário
Pra servir de secretário
Que morreu de beber cana

Vou cortar água encanada
Das casas do purgatório
Pra aumentar a mesada
Das verbas do escritório
Vou comandar as cadeias
Onde tiver celas cheias
Vou empipar mais ainda
Nesse antro de fumaça
A injúria e a desgraça
Será mais do que bem vinda

As poucas luzes acesas
Hoje serão apagadas
E as trevas nas profundezas
Hoje serão conclamadas
Vou formar centuriões
Quero fundar legiões
De gente fazendo o mal
Quem sabe arranque o juízo
De quem causar prejuízo
Neste ambiente infernal

Vou construir um harém
Para os grandes ditadores
Mulher terá mais de cem
No palácio dos horrores
Aqui não tem paredão
Mas contratei um babão
Só pra vigiar quem mente
Pra pastorar quem discorda
Me tratando de calhorda
Batendo a língua no dente

A partir desse momento
O inferno terá dono
Vou dobrar o sofrimento
Dando pisa como abono
E de amor dando a prova
Convidei uma diaba nova
Pra ser minha serviçal
Fazendo assim ninguém ousa
A mexer na minha lousa
Com medo de levar pau


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ENQUANTO A CHUVA NÃO VEM

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Assim vive o sertanejo
Enquanto a chuva não vem:
Carregando lata d’água
Sem pedir nada a ninguém.
Camisa de volta ao mundo,
Calça rasgada no fundo,
Mas feliz com o que tem

.


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NO SERTÃO QUANDO ESCURECE

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AS CINZAS DO FIM DO MUNDO

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Na Síria, um estado forte
Aterroriza os cristãos,
Taliban grupo da morte
Amedronta os afegãos.
Boko Haram, Hezbollah,
Matando em nome de alá,
Ceifam vidas num segundo.
É o apocalipse chegando
E a alma humana queimando
Nas cinzas do fim do mundo


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INDEPENDÊNCIA DE QUÊ?

Oh! Brasil terra sem lei
Que tu fazes dos teus filhos?
Pois ate aonde eu sei
Não enxerga aos maltrapilhos.
Tu não ouve os favelados
Que choram crucificados
Sem moradia e sem pão
Onde um inocente é preso
E um “general” sai ileso
Em meio a corrupção

Porque você vira as costas
Quando um menor assassina?
Sequer inventa propostas
Pra que não haja chacina?
Porque não sai do marasmo
Disfarce esse seu sarcasmo
De zombar dos filhos justos
Que sucumbem de desgosto
Por verem o suor do rosto
Financiando os seus custos

Você não olha as mazelas
Que assolam o nosso povo
Nem diminui as sequelas
Trazendo um projeto novo
Sou a sirene que avisa
Eu sou a mão que agoniza
Nas macas dos hospitais
Sou filho da impunidade
Vivo preso numa grade
Com medo dos marginais

7-de-setembro

Mostre a esses delinquentes
Quem são de fato os heróis
Que imploram descontentes
Vítimas de um sistema algoz
Abra os olhos pra pobreza
Que quando senta na mesa
Pra comer só tem migalha
É duro ver a justiça
Se alimentar da carniça
De um cidadão que trabalha

Quem te chamou de gentil
Vive alheio dos maus tratos,
Dos filhos deste Brasil
Que sofrem seus desacatos.
Nesta terra devoluta
Padece os filhos da puta
Onde a roubalheira viça
Pátria mãe do desmantelo
Que não escuta o apelo
Dessa gente submissa

Que motivo o povo tem
Pra beijar sua bandeira?
Se o tratam com desdém
Lhes jogando na poeira?
Apropriam-se com espólio
Surrupiando o petróleo
E calado a gente vê
Com tantos Judas roubando
Eu fico me perguntando
Independência de quê?


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TRISTE FIM

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Chega ao fim da trajetória
De Dona Dilma Rousseff,
Levando com ela o chef
Que maculou nossa história.
Deixou a pátria na escória
No escândalo do petrolão,
Pedalou, fez mensalão,
Semeou a desavença;
Entrou sem pedir licença
Saiu sem pedir perdão


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UMA TARDE NO SERTÃO

PQ

Quando é de tardezinha
O vento penteia a relva,
Voando a copa da selva,
Um caboré se aninha.
No cortiço, uma abelhinha
Atordoada se zanga,
Um galo corteja a franga:
Bate as asas, canta e cisca;
E um periquito belisca
Na barriga de uma manga


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CÉU NEGRO

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NO TEMPO DE PAI TOMAZ

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Brasil sem ética
Mostra ao mundo a tua cara,
Pois teu povo desmascara
Tua política patética.
Na dialética
Faz um discurso eloquente,
Mas na voz da presidente,
Ninguém acredita mais;
No tempo de pai Tomaz
Preto velho e pai Vicente
No tempo de pai Tomaz
Preto velho e pai Vicente

Brasil canalha
Sem leis e sem diretrizes
Vai deixando as cicatrizes
No lombo de quem trabalha.
Pega a navalha,
Corta o pulso do inocente,
Mas político delinquente,
Nem pune e nem corre atrás;
No tempo de pai Tomaz
Preto velho e pai Vicente
No tempo de pai Tomaz
Preto velho e pai Vicente

O Brasileiro
Vive mal representado,
Sem direito e castigado,
Por político bandoleiro.
Desse cobreiro
Não tem mais quem aguente,
Ladrão bebendo aguardente,
Nas mesas dos tribunais;
No tempo de pai Tomaz
Preto velho e pai Vicente
No tempo de pai Tomaz
Preto velho e pai Vicente

Tantas rapinas
Surrupiando a nação,
Pedaladas, petrolão,
Mão armada nas esquinas
Deixa em ruínas
Essa pátria já descrente
Esquecida e tão carente
Tomada por marginais
No tempo de pai Tomaz
Preto velho e pai Vicente
No tempo de pai Tomaz
Preto velho e pai Vicente


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NO REINO DA MORTADELA

mortade

Um pais que cultua criminosos,
Se esquecendo de fato os seus heróis,
Dando abrigo, direito, vez e voz,
A bandidos, ladrões e mentirosos.
Arrogantes se acham poderosos,
Com palavras de ordem tão hostis,
Desrespeitam as leis e até juiz,
E excomungam quem bate na panela…
Pode ser o pais da mortadela;
Mas não é com certeza o meu pais.

.


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A PELEJA DE ZÉ COXINHA E CHICO ENROLADINHO

CAPA PELEJA DE ZE COXINHA

ZÉ COXINHA

Tem gente nesse Brasil
Que pensa como uma mula
É tanto besta na terra
Que a gente não calcula
Venera uma Dilma falsa
Faz vaquinha, rasga a calça
Pra dar o fundo pra Lula”

CHICO ENROLADINHO

O coxinha não calcula
Quanto Dilma é importante
Se engana com Bolsonaro
Um ex-militar pedante
Que quer alterar as leis
E até da bunda dos gays
Deseja ser comandante.

ZC

Esse partido farsante
Pensa que o povo é jumento
Vive enganando a nação
Com essa de estocar vento
Mas gozando em seu triplex
Cada um tem seu rolex
Com esquema fraudulento

CE

Grande desenvolvimento
Trouxe o PT à nação
Muito pior era antes
Hoje há distribuição
De renda em todo o país
A pobreza está feliz
E o resto é oposição!

ZC

Quem criou o petrolão
Não foi esse dito cujo?
Engordando os seus asseclas
Lavando dinheiro sujo?
Tendo o chefe como o brahma
Que engorda dentro da lama
Parecendo uma caramujo

CE

Dessa peleja não fujo
Pois muita raiva provoca
Por que no nome de Aécio
Quase a justiça não toca?
Só falam no Petrolão
Pra tirar a atenção
Das toneladas de coca.

ZC

Grande desastre provoca
Este governo perrela
Se atolando na desgraça
Distribuindo mazela
Sem ter um projeto novo
Querendo enganar o povo
Com pão seco e mortadela.

CE

Dilma pode não ser bela
Nem ter discurso eloquente
Mas de Cunha e dos tucanos
Ela é muito diferente
Quer ver um Brasil melhor
Estaria bem pior
Com Aécio presidente.

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UM ANO BOM DE FARTURA

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Como é bom morar no mato
Num ano bom de fartura
Pra colher imbú no chão
Dar carreira em tanajura
Ouvir o som dos chocalhos
Dando pedrada nos galhos
Pra tirar manga madura


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BOAS CINZAS

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Quem curte esse fanfarrão
Deve ser curto da vista
Vive de arranjar intrigas
Adorando um vigarista
Ou talvez louco demente
Um fanático obediente
Da seita luloteísta

Por ser tão santificado
E ter pavor a dinheiro
Mais honesto que o papa
Homem íntegro, verdadeiro
Esse barbudo ranzinza
Tá querendo botar cinza
Na testa no Brasileiro


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ATALHOS

foto poesia


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O FERMENTO DO AMOR

menino-de-rua


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RIO DOCE


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DOIS MINUTOS DE PAZ

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Um riacho de sangue em plena rua…
Corre a lágrima no olho de quem ama,
E o instinto do ódio se derrama,
A crueza do mal se perpetua.
Um soldado do Islã já não recua
Carregando fuzis em seu poder,
Enche o corpo de bomba pra morrer,
Mata, fere, trucida e apavora
Dois minutos de paz, o mundo implora
Aos carrascos que matam por prazer.

E assim chora perdida, a nossa raça
Naufragada no barco da agonia,
Sem destino, vivendo de utopia
Atolada no caos e na desgraça.
A tragédia da guerra lhe amordaça
Não há nada possa a combater
E nesse filme macabro a gente ver
Inocentes morrendo a toda hora
Dois minutos de paz, o mundo implora
Aos carrascos que matam por prazer


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NA LAMA DE PODER

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Vejo homens movidos por ganância
Na surdina, erguendo os seus impérios,
Sem temerem a tantos impropérios,
Não se fartam do dolo em abundância.
Dedo em riste, munidos de arrogância
Seu intento maior é se eleger,
Pede as costas do pobre pra bater
Fome e guerra nas ruas de propalam
E esses porcos famintos se acasalam
Chafurdando na lama do poder


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NO REINO DOS PIXULECOS

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Moro num pais fantasma
Que mais parece um boteco
Onde o dinheiro do rico
Dorme num banco sueco
Por mais que o povo se esquive
Nossa gente sobrevive
Das ordens de um pixuleco

Pra votar nessa mundiça
Nem quero sair da cama
Essa política mesquinha
Nunca muda o panorama
Já decidi o meu plano
Não dou valor a tucano
Nem curto esse tal de “brahma”


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SINAIS

LUA

Os mistérios do tempo dão sinais
Mas o homem atroz nem acredita
E sai matando que nem um parasita
Propagando assim os seus ideais.
Seus instintos perversos e tão brutais
Deixa o mundo demais apavorado
Pois quem vive assim brutalizado
Não venera a Jesus e nem renuncia
O vermelho da lua denuncia
Todo o sangue na guerra derramado


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ENTRE O PACOTE E O CALOTE

PCT

Toda vez que a presidente
Abre pra gente o “pacote”
É mais uma cacetada
Pesando no seu cangote.
Haja tarifa e tributo
E o povo ficando puto
De tanto levar calote

.


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HUMANIDADE FALIDA

barquinho

Diante de tanta escória
Essa criança sem vida,
Assiste o fim da história
Da humanidade falida.
Seu barquinho de papel,
A lua enfeitando o céu,
São pesadelos medonhos…
Ante essa guerra tirana
A pervesidade humana
Amordaçou os seus sonhos

.


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ESTÓRIA DE CANTORIA

cnt

Essa estória aconteceu de fato, aqui num povoado próximo a Santa Cruz, no Rio Grande do Norte.

Dois cantadores organizaram uma cantoria e passaram toda a semana empenhados na divulgação em uma difusora local.

Chegado o grande dia, a decepção foi grande: não apareceu um espectador sequer, a não ser um jumento no terreiro e um pássaro numa gaiola.

Extremamente revoltado, um dos cantadores iniciou a cantoria com o seguinte verso:

Eu tive uma idéia maluca
E divulguei até no rádio
De cantar detrás do estádio
Na casa de Mané Luca
Um cancão numa arapuca
Esperava por nós três
E um jumento pedrês
Subindo o pau e descendo
Como quem fica dizendo:
Tá aqui pro cu de vocês!


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28 DE JULHO, ANIVERSÁRIO DA MORTE DE LAMPIÃO

altardelampiao

Foi na grota do angico
Onde morreu Virgulino
Nas margens do São Francisco
Nesse sertão nordestino
Por entre os despenhadeiros
Morreu onze cangaceiros
Dando fim ao seu destino

Sem chance de combater
Já no fim da madrugada
Pela força da volante
Uma luta foi travada
Entre tantos alaridos
Os heróis tão destemidos
Sofreram grande emboscada

Nesse combate ferino
Também morreu um volante
O soldado Adrião Pedro
Da tropa do aspirante
Que em meio ao aperreio
Na hora do tiroteio
Veio ao chão agonizante

Depois de decapitados
Botaram em exposição
As cabeças decepadas
Dos cabras de Lampião
Por alguns foi aplaudido
Se foi herói ou bandido
Fica aquela indagação


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O PRIMO NOVO DA TERRA

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A ciência descobriu
O primo novo da terra
Um planeta equidistante
Cheio de água e de serra
Mas peço a todos vocês
Vamos deixar os ETs
Longe da fome e da guerra.

Hélio Crisanto

Querem saber se existe
Vida em outra região
Puseram robô em Marte
Para a verificação
Mas peço a todos vocês
Vamos deixar os ETs
Longe da corrupção.

Wellington Vicente

No espaço Marcos Pontes
Fez pesquisa avançada
Numa “Missão Centenário”
Orgulhou a Pátria amada
Mas peço a todos vocês
Que deixem fora os ETs
Da delação premiada.

Laci de Paula


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CONSELHOS A MALAFAIA

Hélio Crisanto

De manhã lendo o jornal
Só vejo notícia tola
Dá vontade de chorar
Como quem pega em cebola
Se a fé já virou gandaia
Escute aqui Malafaia
Vá procurar um rola.

Gilberto Cardoso

“Olhem para os passarinhos”
Cristo assim nos acalenta
“não semeiam nem ajuntam”
Não levam vida avarenta
Vivem na simplicidade
Sem avareza e maldade
Mas nosso pai as sustenta.

Há vários tipos de rola
Você pode escolher
Existe a fogo-apagou
Que poderá lhe acender
Tem a rolinha-vaqueira
Rola-roxa é de primeira
Pra o que pretende fazer.

Vá atrás duma rolinha
Muito ela pode ensinar
Veja como elas existem
Sem a ninguém explorar
Deixe de ser urubu
Procure um pé de umbu
Rola branca vai achar

Tem a rola-picui
E a juriti-pupu
E a pomba-rola que faz
Ninho em pé de caju
O negócio é procurar
Essa tu vai encontrar
Nas bandas do Pajeú

Larga esse microfone
No qual tu vives berrando
Provocando preconceitos
Dinheiro solicitando
Deixa de manipular
Vai pra o campo escutar
Uma rolinha cantando.

Jesus mandou que a gente
Olhasse bem pros pardais
Disse para os seus discípulos
Que valemos muito mais
Boechat, com raiva tola
Lhe mandou procurar rola
E o que tem isso demais?

O sacerdote judeu
Duas rolinhas levava
Sempre que alguém nascia
No templo se apresentava
Era com rolas que ia
E conforme a lei dizia
No templo as sacrificava.

Veja o modo como Cristo
Revidava e reagia
Quando alguém o injuriava
Humilhava e ofendia
Falava com mansidão
E concedia o perdão
Mesmo a quem não merecia.

Portanto, siga o conselho
Vá fazer sua caçada
Com arapuca, alçapão
Você é bom em cilada
Porém é bom vigiar
Pois se o Ibama pegar
A multa vai ser pesada.


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GLOSAS JUNINAS

milHO

Mote de Welington Vicente:

Tinha muito mais beleza
No São João de antigamente

Já não vejo o sertanejo
Botando o milho na brasa,
Matuta ajeitando a casa
Para a noite do festejo.
Não se vê algum gracejo
Nesse forró diferente,
Cantando letra indecente
Propagando safadeza
Tinha muito mais beleza
No São João de antigamente

Hélio Crisanto

Bandinha do Genivaldo
Solava Jorge de Altinho
Eu, com o dinheiro curtinho,
Bebia Pitú com caldo.
Não tinha conta, nem saldo
Mas dançava sorridente
Que o rádio de Zé Vicente
Tocava “Dona Tereza”.
Tinha muito mais beleza
Meu São João de antigamente.

Welington Vicente


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