MÃE…

Detentora incomum do amor materno
Cujo ventre produz e gera a vida
Amorosa, afetiva, extrovertida.
Traz encanto e primor, seu jeito terno.

Meiga, afável, com um afeto eterno.
Dá a vida em favor de cada filho
Desconhece embaraço ou empecilho
Ao expor o seu lado mais fraterno.

E essa joia de especial valor
Não repara o credo, a raça, a cor.
Nem os bens, pois pra ela nada importa.

É uma prenda de Deus que nos cativa
É uma Deusa na terra, enquanto viva.
É uma Santa no céu, depois de morta.

Parabéns a todas as mães do mundo
Pela passagem do seu dia!!!

GLOSAS

Desconheço a autoria do mote gostaria de saber quem é o autor para atribuir os devidos créditos.

 Eu sonhei com a minha mocidade
E acordei com a velhice em minha frente

 

Fui dormir enfadado, e por cansaço
Envolvi-me nos braços de Morfeu
Foi tão lindo, e naquele sonho meu
Juventude em mim ganhou espaço
Sem que houvesse obstáculo ou embaraço
Me senti vigoroso novamente
Acordei-me e notei que infelizmente
Era um sonho e não realidade
Eu sonhei com a minha mocidade
E acordei com a velhice em minha frente!

Nesse sonho eu vi com perfeição
Um passado perdido na distancia
Novamente voltei pra minha infância
Revivendo momentos de emoção
Que eu brincava feliz com meu irmão
E corria nos campos tão contente
Tudo estava tão bom, mas, de repente
Despertei soluçando de saudade
Eu sonhei com a minha mocidade
E acordei com a velhice em minha frente!

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JESUS, UM EXEMPLO A SER SEGUIDO

Para que se ame a Deus
Precisa alguns requisitos
E entre nobres e plebeus
Não haja guerra ou conflitos
Porque para a Divindade
Nivela-se em igualdade
O que esbanja riqueza
Com aquele penitente
Que vive como indigente
Na mais estrema pobreza

O que promove a ganância
Só corre atrás do dinheiro
E sequer dá importância
A nosso Deus verdadeiro
Segue os rumos da ambição
Deixando seu coração
Agir de uma forma errada
Reflita bem, se concentre.
Se nada trouxe do ventre
Pra cova não leva nada

Veja que não adianta
Querer ser mais que ninguém.
Pra que alcance a vida santa
Quando se for pro além.
Precisa que aqui na terra
Viva em paz sem fazer guerra
E sempre estendendo a mão
Pois quem ajuda e afaga
Está garantindo a vaga
Lá na eterna mansão

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VIDA E MORTE DE CHICO ANYSIO

O Senhor Francisco Anysio
De Oliveira Paula Filho
Astro luzente na arte
Sua estrela tinha brilho
Gestor de muitas imagens
E de tantos personagens
Cada um com sua pose
O cidadão incomum
Veio ao mundo em trinta e um, (1931)
Partiu em dois mil e doze

Ceará foi seu Estado
Maranguape onde nasceu
Foi ao Rio de Janeiro
E lá se estabeleceu.
Exímio radialista
Que se tornou humorista
De sucesso nacional
Em diversas emissoras
Tendo as fases promissoras
No universo “Global”

Foi em vida um grande astro
Com sua mega estrutura
Inventivo habilidoso
De vasta desenvoltura
Dando vida as criações
Viveu mendigos, vilões.
Celebridades, plebeus
Fez: pastores, sacerdotes.
Soube explorar bem os dotes
Que ganhou das mãos de Deus

Chico Anysio foi o nome
Que lhe elevou as alturas
Ao longo do seu trajeto
Foi criando outras figuras
E no humor pisou fundo
Criou “Professor Raimundo”
Sucesso em toda nação
O “Primo Rico” e “Popó”
“Boris” “Bonfim” e “Bozó”
“Brazuca” e “Pantaleão”

Criou “Alberto Roberto”
“Al Cafone” e “Alfacinha”
“Albino” “Albarde”e “Alfano”
“Azanbuja” e “Esquerdinha”
“Bexiga” “Bento Carneiro”
O “Coronel Limoeiro”
“Coalhada” “Ciço Romão”
 “Doutor Rosseti” “Divino!
“Fumaça” “Haroldo” “Quirino”
“Santelmo” “Biu” e “Bicão”

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O CONSELHO DE UM MATUTO

Devido o poema ter sido escrito no idioma “Nordestinez” aconselho ao distinto leitor que leia escutando áudio para uma melhor compreensão do palavreado matuto.

Caro doto do pudê
Inscuite a voz dum matuto
Que nunca aprendeu a lê
Se criou no mato bruto
Quaje morreno de fome
Sem tê conforto sem nome
Sem tê casa pra morá
Se abrigando numa choça
Prantando um pezim de roça
Pru mode se alimentá

Ocês do lado de lá
Nem oia o sofrê da gente
Pois come até se fartá
Drome numa cama quente
Num palacete praiano
Anda num carro do ano
Num sabe o que é vida ruim
Quem só cunhece a riqueza
Sente asco da pobreza
Tem inté nojo de mim

Essa é a verdade sim
Eu num intendo a razão!
Pra uns só sobra os inspim
Protos é frô e butão
Trabaio de só a só
Pra eu só sobra o pió
A angusta o disispero
A mão grossa, calejada.
A carça veia rasgada
E o boço sem tê dinheiro

O fio do ingenheiro
Do dotô advogado
Tem um vivê prasentero
Bem vistido,bem letrado
É cheio de privilegio
Instuda num bom colégio
Faz curso superiô
Im casa num farta nada
Televisão importada
Célulá, cumputadô!

O fio do lavradô
Num cunhece mordomia
Sem instudo sem valô
Logo qui amanhece o dia
Se acorda cedo infadado
Sai correndo pro roçado
E vai trabaiá no eito
Assonha im aprendê lê
Mas num intende pruque
Nunca teve esse direito

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ESSE É O ANO EM QUE SE COMEMORA OS CEM ANOS DE NOSSO “GONZAGÃO”

 

Vai haver grande festa, e o cenário
É a terra onde fez a bela saga.
Nosso “Rei do Baião”, Luiz Gonzaga!
Fosse vivo faria um centenário
Esse filho do velho Januário
E Santana, oriundo do sertão
Veio ao mundo cumprir sua missão
Passo a passo cumpriu e foi embora
Esse é o ano em que se comemora
Os cem anos de nosso “Gonzagão”

Em Exú na Fazenda Caiçara
Januário formou a sua equipe
No pezinho da Serra do Araripe
Foi ali que nasceu a “Jóia rara”
Logo cedo aprende e se prepara
Pra o sucesso na sua profissão
Viu nos palcos e praças o povão
Fazer coro bradando que lhe adora
Esse é o ano em que se comemora
Os cem anos de nosso “Gonzagão”

Cantou tudo que pode se cantar
Das culturas e mitos do seu povo
“Asa branca” Assum preto” “Capim novo”
O sol quente e as noites de luar
Sem jamais se esquecer do seu lugar
Nem das coisas da sua região
Foi além das fronteiras da Nação
Elevando o país de mundo afora
Esse é o ano em que se comemora
Os cem anos de nosso “Gonzagão”

Fez sucesso cantando “Boiadeiro”
E até hoje o povo ainda aprova
“Acauã” “Sabiá” “Cacimba Nova”
“Pau de Arara” e “A morte do vaqueiro”
“Carolina” de quem sentiu o “Cheiro”
“O cigarro de paia” o “Algodão”
“Juazeiro” “O jumento é nosso Irmão”
Até mesmo do “Adeus” cantou a “Hora”
Esse é o ano em que se comemora
Os cem anos de nosso “Gonzagão”

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TROCANDO DE IDADE

Troquei o cinco num seis
Onde era um nove é um zero
Só estou cumprindo as leis
Da natureza, e espero
Que Deus inclua em seus planos
Pra mim mais quarenta anos
Vivendo assim muito bem
Acaso alcance essa graça
Irei levantar a taça
Dos que chegaram aos cem!!

Mas, a vida só convém
Quando se tem voz e vez
E enquanto se mantém
A perfeita lucidez
Pra que faça seus relatos
E assim assuma seus atos
Sem que haja gesto falho.
Tendo alguma utilidade
E não seja na verdade
Apenas mero atrapalho!!

O que só faz dá trabalho
Penando em cima dum leito
Além de servir de empalho
E de enfrentar preconceito
Espera a foice da morte
Com seu afiado corte
Pra chegar e dar-lhe fim
Peço a Deus sinceramente
Que me leve de repente
Bem antes que fique assim!!

Tudo que quero pra mim
É ter paz e alegria
Pra colher nesse jardim
Muitas flores todo dia
Ter minha vida modesta
Aproveitando o que resta
E sem que haja empecilhos
Pra que curta meus afetos
O genro as noras e netos
A minha esposa e meus filhos!!

Pra que não saia dos trilhos
O meu viver de alegria
Terá encanto e mais brilhos
Estando na companhia
Da minha “Julia” querida
Que é dona da minha vida
E a razão dos dias meus
Sempre estarei satisfeito
Pois quem vive desse jeito
Tem que dar graças a Deus!!!

Obrigado Senhor
Por mais um ano de vida!!!

SERTANEJO PERSISTENTE

Sou casca de baraúna
Sou miolo de aroeira
Sou a coruja agoureira
Sou o canto da craúna
Sou o esteio, a coluna
Do alpendre do casarão
Meu fardamento é o gibão
Estimo cavalo e gado
Vivo feliz e animado
Pois adoro o meu sertão

Em tempo de seca brava
Que todo sertão flagela
Pra não sofrer a sequela
Por ali ninguém ficava
De um por um se afastava
Carregando o matulão
Todos fugiam, eu não!
Só por querer dar a prova
Que daqui só vou pra cova
Pois adoro o meu sertão

E mesmo depois da morte
Não deixarei a peleja
Minha alma é sertaneja
Por isso é que sou tão forte
Deus me ajuda, dá suporte
Coragem, disposição
Pra ficar na região
E aqui encontrar guarida
Enfim tocar minha vida
Pois adoro o meu sertão

Eu já vivo acostumado
Com o sol quente na cara
Dormir em cama de vara
Viver assim maltratado
Qualquer serviço pesado
Pego e não faço questão
Pra não deixar meu torrão
Desço qualquer precipício
Faço todo sacrifício
Pois adoro o meu sertão

Nem mesmo a fome malvada
Ou a sede torturante
Fazem-me ir pra distante
Da minha terra adorada
Daqui não saio por nada
Nem pra ganhar um milhão
Esse pedaço de chão
Onde nasci e me criei
Jamais abandonarei
Pois adoro o meu sertão

O sertão é minha vida
Venero meu lugarejo
Desse solo sertanejo
Jamais eu darei partida
Essa tal de despedida
Pra mim é um palavrão
Pois nesse meu coração
O sangue é sumo de mato
E assim esclareço o fato
Pois adoro o meu sertão

Vou pedir pra cada amigo!
Quando eu deixar esse mundo
O chão que sou oriundo
Seja meu eterno abrigo
Não precisa de jazigo
Nem flores, só oração
Coloquem o meu caixão
Na sombra dum pé de angico
Que muito feliz eu fico
Pois adoro o meu sertão

E mesmo estando enterrado
Sempre sentirei o cheiro
Das flores do umbuzeiro
Ouço o chocalho do gado
Fico perto do roçado
Que plantei milho e feijão
Sem sair do meu rincão
Deixei a missão cumprida
Na minha terra querida
Pois adoro o meu sertão!!

NO INÍCIO DAS CHUVARADAS

Quando pras bandas do leste
No sertão ou no agreste
O céu todo se reveste
Com as nuvens carregadas
Baixando a leve cortina
O vento varre a campina
Pra receber a neblina
No início das chuvaradas

As cabras agasalhadas
Ficam logo arrepiadas
Pra não ficarem molhadas
Se aconchegam no aprisco
Ali elas se amontoam
Porque as águas escoam
Longe os trovões já ecoam
E os raios soltam corisco

Vai engrossando o chuvisco
Quando o sol quente e arisco
Trata de esconder seu disco
Por detrás do nevoeiro
A pradaria escurece
Quando a luz solar perece
Fazendo com que comece
Cair um forte aguaceiro

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SÃO LEMBRANÇAS QUE GUARDO DO SERTÃO

Um dueto das casacas de couro
Um cancão saltitar no pé de angico
Um mocó, um preá, um peba, um mico
Um enxu, uma casa de besouro
Um concriz, um craúna, arara e louro
Um canário da terra, um azulão
Um xexéu, um campina, um gavião
Um jumento rinchando no cercado
Um vaqueiro lutando com o gado
São lembranças que guardo do sertão

Uma velha cuidando da cozinha
Uma moça lavando uma panela
Uma roupa estendida na janela
Uma saca de fava, uma galinha
Uma cama de vara, a camarinha
Uma carga de palmas no oitão
Uma faca quebrada e um facão
Uma foice, um machado e uma enxada
Uma carne de bode, uma buchada
São lembranças que guardo do sertão

Um cavalo alazão, um burro manso
Uma corda de couro e uma sela
Um cevado comendo na gamela
Uma cabra amarrada, pato e ganso
Um lambu se espojando no descanso
Uma gata num saco de algodão
Um cachorro inquieto lambe a mão
Uma pulga que está lhe aborrecendo
Um engenho de cana está moendo
As lembranças que guardo do sertão

Um bisaco um alforje uma cangalha
Uma cobra passando pela telha
Um capão, um cortiço de abelha
Uma caixa contendo fumo e palha
Um molambo servindo de toalha
Uma água pra que se lave a mão
Um moinho de pedras, um pilão
Uma canga, um chocalho e um arado
Um velhote cuidando do roçado
São lembranças que guardo do sertão

Uma vaca rumina e amamenta
Um cavalo relincha, um bode berra
Uma chuva fininha molha a terra
Um cabrito mamando se alimenta
Uma porca, uma ovelha, uma jumenta
Um peru, a guiné e um pavão
Uma casa pra se guardar ração
Um caixote que está desocupado
Uma pedra de mó bem do seu lado
São lembranças que guardo do sertão

GLOSAS

Se uma flor quer doar, que doe em vida
Quando a morte chegar, não vale mais.

(Mote de Carlos Aires)

Glosas, Carlos Aires e Onildo Barbosa numa cantoria virtual ao vivo no Orkut na comunidade “Cabana da Poesia”

CA

É costume entre nós, seres humanos
Quando o golpe mortal nos traz as dores
Rezam, oram, pranteiam levam flores
No momento infeliz dos desenganos
O teatro da morte traça os planos
Com as cenas macabras tão reais
Quando em vida, o defunto que ora jaz
Não ganhou uma simples “margarida”
Se uma flor quer doar, que doe em vida
Quando a morte chegar não vale mais!

OB

Traga flores no meu aniversário
Pra que eu possa botá-las na janela
Rosa branca, vermelha ou amarela
Elas vão enfeitar o meu cenário
Só não traga no ato funerário
Para mim esses atos são banais,
De que vale perfumes naturais
Sobre ossos e carne apodrecida?
Se uma flor quer doar, que doe em vida
Quando a morte chegar, não vale mais.

CA

É comum ao chegarmos num velório
Encontrar ramalhetes e coroas
Flores caras, bonitas, coisas boas
Torna o ato funéreo tão notório
O valor disso tudo é irrisório
Pra quem morre são coisas tão banais
Pois se gostam sequer nos dão sinais
De que é grata a oferta recebida
Se uma flor quer doar, que doe em vida
Quando a morte chegar não vale mais!

OB

Acho que tudo isso é uma falha
Tanto enfeite, e presente apos a morte
Um cadáver no último transporte
Entre, rosas, coroas ou medalha
Uma vela, um caixão, uma mortalha,
Bandeirinhas, cortinas castiçais
Alfazemas, lavandas vegetais,
Na disso proíbe a despedida!
Se uma flor quer doa, que doe em vida
Quando a morte chegar, não vale mais

CA

Quando a vida se esvai, nossa matéria
Alguns dias depois vira destroços
Nossa carne derrete fica os ossos
Pare e pense que a coisa é muito séria
Passa a ser uma massa deletéria
Caem vermes por cima, e aliais
Ninguém quer chegar perto desses tais
Mesmo sendo pai, filho, ou mãe querida
Se uma flor quer doar, que doe em vida
Quando a morte chegar não vale mais!

OB

Quem quiser me dar flores dêem-me agora
Pra que eu viva o momento do presente
Se quem morre não vê, nem nada sente
Pode até pegar tudo e jogar fora
Por que é que você vem nessa hora
Demonstrando valor e cabedais,
Com grinalda de mais de mil reais,
Coroando o compasso da partida?
Se uma flor quer doar, que doe em vida
Quando a morte chegar não vale mais.

CA

Se uma flor quer me dá eu agradeço
Pode ser cravo rosa ou flor-de-lis
Com certeza irei ficar feliz
A dizer: obrigado, eu não mereço
Serei grato sem dúvida, meu apreço
E as estimas sinceras são reais
Mesmo sendo nas horas terminais
No momento ingrato da partida
Se uma flor quer doar, que doe em vida
Quando a morte chegar não vale mais!

APOLOGIA AO MATUTO

Matuto iletrado da mão calejada
Do cabo da enxada, da luta do gado
Jamais imagina o que é vaidade
E a felicidade mora em seu roçado

Se sente feliz vivendo na roça
Na pobre palhoça de barro e sapé
Morando distante da modernidade
Que tem na cidade, nem sabe o que é

Se o homem da rua zomba do teu jeito
Não chega ao teu peito o ódio e o rancor
Tua alma é pura não guarda maldade
Só tem na verdade lugar para o amor

Teu suor salgado tem gosto de terra
No teu Pé-de-Serra tu és tão feliz
A vida roceira, não troca por nada
Pois lá está fincada a tua raiz

Pois, o que chasqueia e até te destrata
Despreza maltrata renega teu nome
Não vê que é da roça cheia de impureza
Que leva pra mesa de tudo que come

Por isso te exalto! Oh nobre matuto!
Presto-te um tributo, te dou nota cem
Por ser oriundo das brenhas, do mato
Assim sou de fato matuto também!

Portanto te orgulha matuto brejeiro
Do jeito matreiro, do teu linguajar
Do lugar que vive no aceiro da mata
Ouvindo a cascata e olhando o luar

E não te aborreça se te chamam “Jeca”
“Caipira sapeca” “Zé do interior”
Quem sabe se tocam, e até compreendem
Que em tudo dependem desse lavrador!

FELIZ 2012

PRA QUE A PAZ PERMANEÇA EM TODOS OS CORAÇÕES

Que as luzes do ano novo
Só nos tragam complacência
Compreensão, paciência
Proteção pra nosso povo
Que haja um amplo renovo
Promovendo sugestões
E nessas renovações
Deus impere e favoreça
Pra que a paz permaneça
Em todos os corações

Praquele que pouco come
Haja fartura abundante
E de maneira constante
Possa matar sua fome
Que tenha voz, vez e nome
Pra formar opiniões
Sem que haja restrições
Nem seu direito pereça
Pra que a paz permaneça
Em todos os corações

Que a morte do velho ano
Devore a incompetência
Elimine a violência
No peito do ser humano
Acabe com o desengano
Destrua as decepções
Extinga as desilusões
Porém a fé prevaleça
Pra que a paz permaneça
Em todos os corações

Que o ano que se inicia
Venha cheio de bonança
E os lumes da esperança
Reluzam no dia a dia
E os níveis da alegria
Só aumente em proporções
E a calma entre as nações
Não se abale e nem pereça
Pra que a paz permaneça
Em todos os corações

Os povos se compreendam
Sem que ultrapasse os direitos
Agindo em mútuos respeitos
Pra que todos se entendam
Que os mais fortes se rendam
Ao discutir as questões
E ao tomar as decisões
Que jamais perca a cabeça
Pra que a paz permaneça
Em todos os corações

Acaso haja consciência
Em torno da humanidade
Preservando a humildade
Encontrará consistência
Pra que a benevolência
De Deus supere as razões
E assim der sustentações
Portanto a Ele obedeça
Pra que a paz permaneça
Em todos os corações

PAPAI NOEL SERTANEJO

No natal lá do sertão
Jejus sim é bem lembrado
Sem que o velho fanfarrão
Que se veste de encarnado
Venha usurpar nossa festa
Pois essa gente modesta
Mantêm tradição fiel
Num clima de paz e luz
Rendem graças é a Jesus
E não a “Papai Noel”

Esse velho intrometido
Que invadiu nossos Natais
É muito bem recebido
Nos centros comerciais
Usam sua hipócrita imagem
Pra tirar lucro e vantagem
De modo despudorado
Engana cada criança
Vendendo a falsa esperança
E deixando Jesus de lado

No sertão pelo Natal
Todos vão pra igrejinha
Orar em seu ritual
Louvar Jesus na lapinha
A festa humilde e singela
Porém é muito mais bela
Que as que têm lá na cidade
Pobre de luzes e cores
Mas se preserva os valores
Da paz e da humildade

A figura inconsequente
Desse velho bonachão
Não se ajusta com a gente
Humilde do meu sertão
Que com o sol escaldante
E a seca brava e constante
Sua pele enrijeceu
Não combina com a finura
Dessa estranha criatura
Vinda do norte europeu

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OS NOVENTA E NOVE ANOS DO NOSSO “REI DO BAIÃO”

Aquela sanfona branca
Que hoje é peça de museu
Quanta alegria já deu
De maneira ampla e franca
Quem antes foi alavanca
Que ergueu o nosso sertão
Hoje com muita emoção
Relembra em seus desenganos
Os noventa e nove anos
Do nosso “Rei do Baião”!

O sertão está em festa
O carão canta contente
Asa branca certamente
Hoje faz sua seresta
Com melodia modesta
Sabiá canta a canção
Assum Preto tem razão
Pra não lamentar seus danos
Nos noventa e nove anos
Do nosso “Rei do Baião”!

Retirante sem sufoco
Depois da “triste partida”
Voltou pra terra querida
E agora vai dá o troco
Numa sala de reboco
Vai pegar o sol com a mão
Voltar pro sudeste não
Mais faz parte dos seus planos
Nos noventa e nove anos
Do nosso “Rei do Baião”!

Luiz Gonzaga foi embora
E o povo não lhe esqueceu
Nessa terra em que nasceu
Ninguém jamais lhe ignora
Hoje o povo comemora
Do litoral ao sertão
Tem forró pra “Gonzagão”
Desses bem “pés- de- serranos”
Nos noventa e nove anos
Do nosso “Rei do Baião”!

ENTRE A MOCIDADE E A VELHICE

Mocidade fosse embora
Levando em tua bagagem
Aspectos da bela imagem
Do jovem rosto de outrora
Na face só resta agora
Carquilhas tão enrugadas.
São as marcas registradas
Expostas em nossas faces
Criando os cruéis impasses
As eras áureas passadas

Ontem fulgor e encanto
Forte brilho reluzente
Hoje chama decadente
Que nos leva ao desencanto
O farto riso, no entanto
Cedeu lugar para a dor
Antes saúde e vigor
Ora fadiga e cansaço
Traz entrave e embaraço
Pros férteis jardins do amor

Das auroras radiantes
Cheias de tantos primores
Murcharam as lindas flores
Tão perfumadas de antes
Agora já inconstantes
Sem conter mais energia
Qual a penumbra sombria
Que lentamente decorre
Na hora que o dia morre
Quando a noite se inicia

Cadê a perseverança
A farta vitalidade
A vanglória a vaidade
A certeza a confiança
Somente a insegurança
É que impera e predomina
Mas a vida nos ensina
A trilhar nesses caminhos
Cheios de pedras e espinhos
É o trâmite da lei Divina

Onde já foi fortaleza
Que não causava ameaça
É cortina de fumaça
Sem oferecer defesa
Onde sobrava destreza
Já lhe falta habilidade
Aonde a audacidade
Só exibia coragem
Resta a malfadada imagem
Da débil incapacidade

Eu represento a rigor
O quadro aqui exibido
Se agora já estou vencido 
Antes fui um vencedor
O quadro é desolador
Mas estou resignado
O que já fui no passado
Não mais voltarei a ser
Mesmo assim quero viver
Tranquilo e bem conformado

COISAS DA VIDA E DA MORTE

A vida é um dote divino
Da mais nobre primazia
Regida pelo destino
Causa-nos enlevo e alegria
Porém tem o lado oposto
Quando a tristeza e o desgosto
De repente nos invade
Passa a ser um sofrimento
Um mar de angustia e tormento
De desencanto e saudade

Temos que está preparado
Pra suportar essas dores
Fronte erguida conformado
Porque nem tudo são flores
Às vezes pelos caminhos
Deparamo-nos com espinhos
Pontiagudos demais
Tornando-nos tão infelizes
Que as profundas cicatrizes
Não se fecharão jamais

Tem que ser bastante forte
Não se mostrar fracassado
Porque a vida e a morte
Andam juntas lado a lado
Por essas longas estradas
Sempre unidas de mãos dadas
Buscando os objetivos
É assim que tem que ser
Pois pra viver e morrer
As duas têm seus motivos

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AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO

I
A estatua de “Zeus” Deus do Olimpo
Foi por Fídias na Grécia esculpida
Usou ébano e marfim sob medida
Pra fazer essa obra com afinco
Detalhando com zelo cada vinco
Que continha na bela escultura
Quinze metros mediam de altura
Cravejada com pedra preciosa
Em Olímpia essa obra primorosa
Que por quase mil anos fez figura

II
Na Turquia o templo de Diana
Construído a rigor, seguindo os planos
Assim mesmo gastou duzentos anos
Pra ser feita essa obra soberana
A historia nos diz que essa romana
Era deusa também dos animais
Renegava as coisas imorais
Era filha de Júpiter com Latona
Heroína em sua maratona
Caprichosa em manter seus ideais

III
Lá na Grécia, de Rodes o colosso
Dedicado a Hélio, o deus do sol
Gigantesca, com porte de um farol
Segue a risca os traços do esboço
Sem que houvesse alarde ou alvoroço
E sem dúvidas a bela estrutura
Foi  Carés de Lindós que com bravura
Esculpiu essa obra nas caladas
Que pesava setenta toneladas
Feita em bronze maciço, sem mistura

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O NATAL PARA MIM NÃO FAZ SENTIDO SE O MENINO JESUS NÃO FOR LEMBRADO

O momento eufórico do Natal
Cria um clima de paz amor e luz
Mas precisa saber que é Jesus
O ator nessa peça principal
O instante é demais especial
Só exige um pouco de cuidado
Pra que em meio ao luxo exagerado
Deus menino não fique esquecido
O natal para mim não faz sentido
Se o menino Jesus não for lembrado

Farta ceia se exibe sobre a mesa
Árvore linda, presente tem sobrando
Além disso, champanhe estourando
Uma festa pomposa, com certeza
Mas se é Cristo provindo da pobreza
Ficaria bem mais lisonjeado
Se o banquete ali apresentado
Ao carente também fosse servido
O natal para mim não faz sentido
Se o menino Jesus não for lembrado

O que diz, eu pratico a caridade
Muitas vezes só diz e não pratica
Quem no templo a Deus mais glorifica
É quem menos exerce a humildade
Quem se empolga demais com a vaidade
Não enxerga o menor necessitado
Que sem teto faminto e abandonado
Não recebe o apoio merecido
O natal para mim não faz sentido
Se o menino Jesus não for lembrado

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INVADI O ESPAÇO DO PASSADO VIAJANDO NAS ASAS DA SAUDADE!

Eu em sonho na noite calma e mansa
Carregado de vagos devaneios
Em quimeras delírios e anseios
Retornei ao tempo de criança
Embalado nas brisas da esperança
Fui à busca da tal felicidade
No entanto tomei a liberdade
De pousar no lugar tão desejado
Invadi o espaço do passado
Viajando nas asas da saudade!

A viagem foi boa, mas parece
Que não foi tão somente de alegrias
A lembrança nos traz melancolias
Tantas coisas que a gente não esquece
O resíduo na mente permanece
Desse outrora em nossa tenra idade
A memória não tem capacidade
Pra que deixe isso tudo deletado
Invadi o espaço do passado
Viajando nas asas da saudade!

Eu bem lembro que vi com perfeição
Os dois ganchos que armava minha rede
E na sala num canto da parede
Vi um belo paiol de algodão
Ferramentas guardadas no galpão
Para usar quando houver necessidade
Uma foice quebrada na metade
A cangalha do jegue e o arado
Invadi o espaço do passado
Viajando nas asas da saudade!

Também vi uma pedra de amolar
Lá na sombra do pé de algaroba
Numa lata a touceira de taioba
Que mamãe todo dia ia regar
As panelas de barro, o alguidar
Café nobre com aquela qualidade
Conservando a genuinidade
De ser puro e no caco bem torrado
Invadi o espaço do passado
Viajando nas asas da saudade!

Vi a sela e a corda do laçar
E o gibão pendurado em cambitos
Uma cabra lambendo dois cabritos
Numa sombra a dar-lhes de mamar
Respirei novamente o puro ar
Diferente dos ares da cidade
Fiquei triste sentindo ansiedade
Quando vi o lugar do meu roçado
Invadi o espaço do passado
Viajando nas asas da saudade!

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O ESPÍRITO DE NATAL!!!

O natal está chegando
Época de reflexões
De um lado estou me alegrando
Do outro as decepções
Traz-me o terrível embaraço
Pois cada estrofe que faço
Mostra-me a realidade
Que o espírito natalino
Em torno de Deus menino
Tem muita diversidade

Enquanto os meninos pobres
Sobrevivem à duras penas
Nas ricas menções dos nobres
Um trenó puxado a renas
Nessa noite especial
Traz presentes de natal
Em embalagens tão belas
Com luxuosos requintes
Como que fizesse acintes
As crianças das favelas

Não que a criança rica
Não mereça esse primor
Mas na pobrezinha fica
A mágoa presa, uma dor
Alimenta essa ilusão
E sofre a decepção
De forma triste e cruel
Sente-se descriminada
Rejeitada, abandonada
Por você Papai Noel

Se esse nobre personagem
Fosse um pouco mais sensato
Durante sua viagem
Passasse lá pelo mato
Olhasse pros inocentes
Que ali vivem tão carentes
Numa choça, num ranchinho
Mas como qualquer criança
Alimenta a esperança
De que surja o bom velhinho

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DESCANSA UM POETA NA TERRA QUE AMOU

Das terras que vim à saudade malvada
Ainda faz morada no meu coração
Daquela bagagem tão pobre e modesta
Só ela inda resta no meu matulão

E guardo-a com afeto no fundo do peito
Dando-me o direito de nela embarcar
Pra um mundo de sonhos delírios anseios
E entre devaneios volto ao meu lugar!

E feliz me afogo nesses pensamentos
Vêem-me os sentimentos de felicidade
Da infância, do outrora, dos pais e parentes
Que já estão ausentes, na eternidade

Que bom que eu voltasse pra terra querida
Onde ganhei vida meu berço natal
Porém a doença o cansaço e a idade
Desfaz na verdade esse meu ideal!

Voltar a viver no meu Pé-de-Serra
Cultivar a terra como sempre fiz
E se acaso a morte chegar de surpresa
Pode ter certeza, morrerei feliz

E peço que rasguem uma vala no solo
E usando o colo desse chão amado
Em meio à caatinga pobre e ressequida
Meu corpo sem vida seja sepultado

A cruz pode ser de umburana ou facheiro
Com um breve letreiro dizendo quem sou
E a frase singela: Na humilde valeta
“Descansa um poeta na terra que amou”

UMA ESTRELA QUE NÃO BRILHA!!!

Todo aquele que investe em coisa ruim
Nos caminhos do mal é que envereda
Cedo ou tarde um dia sente a queda
Pois com todo que erra é sempre assim
É difícil o errado ter um bom fim
O que erra só pensa em devorar
Mas quem ousa em só prejudicar
No final é quem sai prejudicado
Quem nas trevas do mal vive apagado
Sua estrela jamais irá brilhar

Todo mal por si próprio se destrói
O provérbio é antigo e verdadeiro
Quem das prendas do mal é um herdeiro
Cada dia que passa se corrói
Pra virtude o alicerce não constrói
Vai perder o direito de avançar
Fica muito distante de alcançar
Qualquer dom de um ser iluminado
Quem nas trevas do mal vive apagado
Sua estrela jamais irá brilhar

Todo aquele que o mal lhe predomina
Vira sempre um errante um andarilho
Sem motivo qualquer puxa o gatilho
E uma vida inocente se elimina
Muitas vezes até paga propina
Pra polícia ou ninguém lhe incomodar
Mas nas malhas da lei ira pagar
Tudo quanto de ruim fez no passado
Quem nas trevas do mal vive apagado
Sua estrela jamais irá brilhar

Quem nas trilhas do erro se encaminha
Ameaça amedronta e intimida
Se não tem nem amor a própria vida
Não respeita a sua e nem a minha
Tem a alma insensível e daninha
Não cogita a uma arma disparar
Quem só pensa em ferir ou em matar
Do “capeta” é sócio e aliado
Quem nas trevas do mal vive apagado
Sua estrela jamais irá brilhar

EM VISITA A MINHA TERRA!!!

Eu fui visitar meu lugar querido
Onde fui nascido e onde me criei
Mais nada encontrei está tudo mudado
Lembrando o passado eu quase chorei

A casa de alpendre tão linda que era
Somente a tapera ali resta agora
Não tem mais encanto perdeu a beleza
Só a vasta tristeza por lá hoje mora

O curral do gado a velha cocheira
Nem a quixabeira aonde eu brinquei
Na mais tenra idade quando era criança
Guardo na lembrança, nunca esquecerei

Do barreiro velho nem da baraúna
Aonde a craúna cantava cedinho
Nem daquela rede que mãe me embalava
E pra mim cantava com muito carinho

Das teias de aranhas de enxames de abelhas
Bois, bodes e ovelhas pastando nos campos
Nas noites escuras se enxergava os lumes
Quebrando os negrumes muitos pirilampos

Das flores silvestres nas manhãs douradas
As belas floradas formavam o matiz
Só a inocência me fazendo afronta
Pra não me dá conta que era tão feliz

Tantos passarinhos cantando em corais
Daquilo jamais irei me esquecer
O inicio da vida foi tão prazeroso
Relembro saudoso, mas, sinto prazer

Ao lembrar de tudo fiquei desolado
Sereno, calado bastante tristonho
Do berço querido não esqueço jamais
Por lá não vou mais, só se for em sonho!

O MUNDO ANIMAL!!!

Deus colocou nesse mundo
Tanta coisa interessante
Fez um rato pequenino
Quase insignificante
Colocou seis toneladas
No corpo do elefante

A girafa esse gigante
Tem a mais alta estatura
Pelas savanas da África
Desfilando faz figura
Exibe o porte elevado
Com seis metros de altura

Porém ninguém se aventura
Voar igual ao condor
Maior ave de rapina
Um exímio caçador
Só perde em velocidade
Pro minúsculo beija-flor

Nesse aí sobra vigor
O único pássaro capaz
e mudar de direção
Com sua atitude audaz
De numa manobra ousada
Voar pra frente e pra trás

Felinos que correm mais
O Guepardo é o campeão
Depois vem o leopardo
Com mais organização
O tigre abate os maiores
Quem age em grupo é o leão

O que me chama atenção
Em meio essa bicharada
Da família dos felinos
É a nossa onça pintada
Que dos outro se destaca
Pela mais forte dentada

Um quarto de tonelada
Pesa a grande sucuri
A conhecida anaconda
Só que a mesma eu nunca vi
No Brasil é a maior cobra
Que se encontra por aqui

Nesses versos descrevi
De maneira parcial
Só um pouco do que existe
Pela fauna universal
Que traz beleza e encanto
Ao nosso mundo animal!!

O AMANHÃ!!!

O amanhã é apenas esperança
A qual nem um vivente está seguro
Pois pertence ao porvir, ao futuro
Esse incógnito ninguém sabe se alcança

Busco em Deus esse credito a confiança
Faço planos e alimento sonhos
De momentos felizes e risonhos
Se os terei, não afirmo em segurança

Mesmo assim sigo adiante no afã
De que atinja o sonhado amanhã
Pra vivê-lo em total felicidade

Do contrário se o hoje me encerrar
Vou feliz! Nada tenho a reclamar
Amanhã serei só uma saudade!!!

A ESCOLA NO TEMPO DA PALMATÓRIA

O causo a seguir trata de um assunto complexo nas escolas rurais e urbanas em tempos remotos, a velha e conhecida “palmatória” que era o terror das salas de aulas, usadas pra castigar aqueles alunos que não se dedicavam aos estudos ou que por acaso fizesse alguma trela que aborrecesse a professora com certeza passariam por essa sessão de tortura.

Relata também uma dessas presepadas que um dos alunos aprontou e foi dedurado por uma colega de classe que queria se auto promover e terminou por ser castigada também pelo fato de ter traído o colega denunciando-o a professora.

Ainda fala sobre a rigidez da professora que agiu com inclemência e impiedade castigando os alunos infratores.

Convido o leitor amigo para acompanhar isso de perto dando uma olhadinha no causo abaixo.

A TRAIÇÃO DE MARIA!!!

Pelos caminhos da vida
Já fiz longa trajetória
E ainda fui educado
No tempo da palmatória
O caboclo ou aprendia
Ou senão o pau comia
Sem dó e nem compaixão
Quando o aluno errava
Ou ao menos gaguejava
No decorrer da lição

A professora malvada
Batia sem piedade
Sem que houvesse motivo
Pra tanta barbaridade
Era perversa e tirana
Mas tinha aluno sacana
Que ainda lhe provocava
Lá num cantinho escondido
Gritava seu apelido
Logo ela se envenenava

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A ASTUCIA DO MATUTO

(causo)

Há quem pense que o matuto
Sem ter escolaridade
É obrigado a ser bruto
Viver na ingenuidade
É aí que a coisa pega!!
Existe camponês brega
Porém besta isso é engano
E desde já fique certo
Tem matuto tão esperto
Que engana até um cigano!!

Joaquim de Chico Pereira
Caboclo do pé rachado
Morava na Pitombeira
Distante do povoado
Criado passando fome
Sequer assinava o nome
Nunca pisou numa escola
Só trabalhou como guia
Do cego João de Luzia
Na feira pedindo esmola!!

Pense num cabra estradeiro
Velhaco, astuto, sagaz
Conversador trapaceiro
Ninguém lhe passou pra trás
Era águia no negócio
Além disso, tinha um sócio
Por nome Mané Zambeta
Que era o cão chupando manga
Malandro cheio de munganga
Um campeão na mutreta

E assim Mané e Joaquim
Davam uma de artistas
Mas na verdade eram sim
Dois tremendos vigaristas
Sem ter classe, salafrário
Quando encontrava um otário
Jogava um palavreado
Uma lábia, um converseiro
Levavam todo dinheiro
Daquele pobre coitado

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TRÊS MOMENTOS IMPORTANTES NA NOSSA VIDA

O ontem já faz parte do nosso passado, portanto já é uma página virada no livro da vida, no hoje, estamos vivendo o presente em que devemos nos dedicar ao máximo para que esse momento seja vivido plenamente a cada minuto, a cada segundo, porque o amanhã é apenas uma esperança que alimentamos a cada dia, cheio de ciladas e incertezas das quais sequer imaginamos o que poderá acontecer nesse breve futuro tão almejado e tão incerto.

No poema abaixo o poeta descreveu um pouco sobre esses três momentos distintos passado, presente e futuro para que o leitor/ouvinte possa acompanhar um pouco desse raciocínio e opine caso deseje opinar.

Vamos acompanhar em áudio e texto pra conferir isso de perto!!!

ENTRE O ONTEM O HOJE E O AMANHÃ!!!

O meu ontem que agora é passado
Já vivi, e vivi intensamente
O agora que vivo é consagrado
Num momento feliz, é meu presente
O amanhã está cheio de incertezas
Pois a vida é repleta de surpresas
Que nos deixa indecisos no afã
De que surja outra aurora de bonança
Deste modo vivemos na esperança
De que haja de novo outro amanhã!!

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CURTINDO AS BELEZAS DO LUAR SERTANEJO

Entre as belezas sertanejas, o luar do sertão é sensacional dando encanto ternura e claridade ao negrume da noite.

Além disso, ainda desperta os corações apaixonados que desfrutam de um romantismo prazeroso ao trocarem caricias hilariantes sob a luz terna do luar sertanejo.

Baseado nessas belezas o poeta descreve em versos uma intensa variedade de situações que esse luar provoca com seu divino encanto.

Vem comigo curtir as maravilhas que provoca essa musa prateada!!!

EXALTANDO O LUAR DO MEU SERTÃO!!!

Nas horas frias, serenas
Que o sol vai para o ocaso
Vêm as negritudes plenas
Da noite que por acaso
Não quer ficar tão escura
E em silencio murmura
Numa atitude sensata
Apelando a Deus no céu
Pra que rasgue o negro véu
Trazendo a lua de prata!!

Pra que cubra a pradaria
Com seus mantos luminosos
Traga encanto e poesia
Para os poetas saudosos
Nesses raios submersos
Possam declamar seus versos
Envoltos nesse primor
E ali louvem a devesa
Dos campos, e a natureza
Com todo seu esplendor!!

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A VIDA NÃO PASSA DE UMA SIMPLES AVENTURA

Todo ser que nasce não lhe cabe saber o quanto viverá, esse prazo é determinado por Deus, porém a morte, essa sim temos certeza sem sombra de duvidas que mais cedo ou mais tarde acontecerá.

Por isso o ser humano tem que viver plenamente cada minuto cada segundo de sua preciosa vida, se pensássemos melhor ocuparíamos a maior parte do nosso tempo a fazer coisas em prol de nós mesmos e dos nossos semelhantes sem que aborrecêssemos outrem ou fossemos aborrecidos.

Não vale a pena querer ser mias do que o semelhante porque diante de Deus somos todos iguais e quando baixa o corpo a sepultura ninguém é mais que ninguém.

Não passamos de mera matéria putrefata que irá alimentar os vermes e servir de estrume que nos transformará em pó, aquele mesmo pó de que somos originários.

Portanto nossa vida não passa de uma simples aventura, imaginamos um futuro longo e promissor, mas não temos a certeza se a vida limita-se há alguns instantes apenas, por isso que precisamos viver desfrutando desse bem da melhor maneira possível pra quando a malfadada morte chegar para que nos arrebate só deixarmos boas recordações para aqueles que conviveram conosco.

O cordel a seguir demonstra porque a vida é tão somente uma aventura!!!

A VIDA É SÓ AVENTURA!!!

Tudo que é vivente um dia
Enfrenta os grilhões da morte
E por mais que seja forte
A malvada propicia
O fim e nem anuncia
Pra infeliz criatura
Que envia pra sepultura
Seja da plebe ou nobreza
A morte é plena certeza
A vida é só aventura!

A vida que tanto brilha
De forma maravilhosa
Precisa ser cautelosa
Pois no trajeto da trilha
Pode haver uma armadilha
Que ofusque a formosura
E de maneira obscura
Cause-lhe a trágica surpresa
A morte é plena certeza
A vida é só aventura!

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CONTEMPLANDO AS OBRAS DE DEUS

As obras de Deus são intensas majestosas incontestavelmente divinas, mas tem gente que não dá credito e acha que tudo foi feito assim sem mais nem menos sem que houvesse um ser superior para comandar tudo isso.

Então aquele que renega a existência de Deus é uma pessoa pobre de espírito que com sua opinião descabida sequer se dá conta da sua própria existência ou só acredita no que faz no que diz, no que pega ou no que ver, é um comportamento no mínimo estranho, na minha singela opinião acho que quem age dessa maneira não pode ser feliz se não acredita em sentimentos também não vai crê na felicidade.

Pra que não haja duvidas da existência de Deus o poeta fez o poema que segue descrevendo algumas das suas obras incontestáveis no intuito de mostrar ao nobre leitor que por acaso não dê credibilidade a esse ser Supremo e possa assim comparar e quem sabe até mudar de opinião se for o caso.

Vamos acompanhar lendo o poema!!!

AS OBRAS DE DEUS!!!

Há quem negue de Deus a existência
Põe em dúvida poder força e grandeza
Que dispõe o autor da natureza
Demonstrado com garra e competência
Se o ser não contém inteligência
Pra que ao menos perceba esse esplendor
Não afirmo, porém passo a supor
Que é herege, ou mesmo que não seja
É contrario aos dogmas da igreja
E renega os princípios do Senhor

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ENTRE A IGNORÂNCIA E A MODERNIDADE

Hoje os tempos são outros a modernidade chegou aos mais longínquos lugares e graças a essa evolução o camponês tem uma vida mais digna dispõe de energia elétrica às vezes de água encanada desfruta de muitas regalias que outrora só se encontrava nas cidades.

Mas ainda tem lugares onde o isolamento é total e as dificuldades são as mesmas de antigamente, a carência é enorme e o povo sofre com o abandono daqueles que tem o poder nas mãos.
 
No causo abaixo o poeta mostra o contraste da ignorância indo a encontro dos tempos modernos e quando isso acontece sempre entra em conflitos e causa constrangimentos a uma das partes.

Nessa historia um salafrário aproveita a inocência de uma jovem camponesa e a mãe da moça não gostou nada do desfecho que teve o relato.

Caro leitor/ouvinte amigo vamos acompanhar lendo e ouvindo o causo!!!

A moça que lavou roupa
Sentada na pedra quente (causo)

No sertão já tem doutor
Não é como antigamente
Quando um preto benzedor
Vinha rezar um doente
Que tivesse acometido
De um mal que foi contraído
Por feitiço ou mau-olhado
Cuidava do paciente
Com seu bendito potente
E ele ficava curado!!

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DIVINAS E MARAVILHOSAS MÃES!!!

É injusto dedicar um só dia do ano as mães, elas dedicam-se de corpo e alma inteiramente aos filhos durante toda a vida.

Essas criaturas divinas são seres iluminados que vieram ao mundo na incumbência de proliferarem e povoarem a terra e carregam no peito um amor sem limites e compartilha esse amor com um dez ou quantos filhos venha a ter.

O amor por cada uma de suas crias é verdadeiro sincero, para a mãe cada filho é um personagem diferente que ela estima de maneira particular.

A coisa, mas comovente que já vi até hoje é o desespero de uma mãe quando perde um filho, independente dos demais o amor por aquele era único especial e diferente de todos os outros que lhe restaram, o amor de mãe não é dividido com os filhos, mas tem um lugar especial no coração para cada um deles em proporções iguais.

Pra mim todo dia é dia das mães, porém como se dedica um dia especial no ano para que essas criaturas sejam reverenciadas, então fiz o poema em cordel abaixo para que o leitor/ouvinte possa acompanhar.

De antemão parabenizo todas as mães do mundo… Da minha resta tão somente às lembranças e a eterna saudade!!!

HOMENAGEANDO AS MÃES!!!

A mãe se dedica se esforça defende
Enfim só pretende ver o filho feliz
Mima, acaricia, ao que dela depende
E até compreende o que ele não diz!

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A MORTE DE BIN LADEN

De repente o mundo recebe a noticia, Osama Bin Laden foi morto pelos americanos!!! Dez anos esse ano se completa do mais audacioso ataque terrorista contra a humanidade, Osama era muito esperto, mas a esperteza também tem seu dia de descuido e afinal chegou o dia do temido terrorista o mundo comemora esse desfecho, sem duvidas uma vitoria e uma sensação de justiça para os parentes das vitimas que foram dizimadas por aquela imensa tragédia.

Porém eu ainda fico cauteloso imaginando, será que ele Bin Laden não arquitetou nenhum plano para seus comparsas aplicarem durante a euforia da comemoração da morte do chefe!!! Tomara que não, porém quem tinha uma mente daninha e assassina como ele não se pode descartar essa possibilidade.

Deus queira que eu esteja totalmente errado fazendo essa previsão, enquanto isso vamos acompanhar o mote sugerido pelo meu irmão Gildo Aires do “Pé-de-porco do Gildo” no Bairro Rendeiras em Caruaru relatando o acontecido!!!

OSAMA MORREU, E NESSA
OBAMA LEVOU VANTAGEM!!!

(Mote de Gildo Aires)
(Glosas de Carlos Aires)

Bin Laden o eterno calo
No pé dos americanos
Que armaram diversos planos
Sem que pudessem pegá-lo
Vivo, ou mesmo matá-lo
Se acaso houvesse abordagem
Pra melhorar a imagem
Findou cumprindo a promessa
Osama morreu, e nessa
Obama levou vantagem!!!

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CONTRASTES, DEUS NATUREZA E HOMEM

O ser humano nunca para pra observar com minúcias os detalhes da natureza, às vezes até inadvertidamente agridem algum animal no intuito de agradá-lo, isso acontece com frequência nos zoológicos quando são oferecidas comidas que fazem parte do cardápio dos humanos, porém inadequadas para aqueles animais que porventura venham ingerir tais iguarias.

Mas isso daí é o mínimo diante do fato daqueles que devastam destroem e agridem de uma maneira generalizada as coisas da natureza sem se importarem com os danos que causam ao meio ambiente trazendo males para a população ao todo e para se próprio e seus descendentes ao longo das gerações futuras.

Além disso, desmantelam o sistema ecológico fazendo com que aves e animais silvestres migrem para outras regiões obrigadas a deixarem seu habitat natural e se readaptarem em outros locais onde a fauna e a flora diferem do seu lugar de origem.

Como defensor e observador da natureza narrei no poema abaixo um pouco dessa trindade “DEUS X NATUREZA X HOMEM” demonstrando o poder e a grandeza de uns e o descaso de outros em relação a um bem tão valoroso que Deus nos concedeu.

Vamos acompanhar o que relata o poema em áudio e texto!!!  

DEUS A NATUREZA E O HOMEM!!!

Embaixo do céu safira
Com seu manto azul anil
Deus me orienta me inspira
De forma hábil e sutil
Mostra-me diversos temas
Pra que faça meus poemas
Com primor e com riqueza
De detalhes, que se expande
Demonstrando como é grande
O poder da natureza!!!

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HERDEIROS DO INFORTÚNIO

As diferenças sociais são imensas nessa nossa nação, e por vezes nos deparamos com situações que nos tocam profundamente ao presenciar cenas de descriminação covardes com seres inocentes que por um capricho do destino tornam-se vítimas do infortúnio sem abrigo, sem lar, sem pão perambulando pelas ruas das grandes cidades a procura de migalhas nas lixeiras de condomínios de luxo para manter o básico que lhe garantam a sobre vida.

Uma situação bastante deplorável, além disso, ainda recebem um tratamento desumano daqueles que são responsáveis pela segurança dessas mansões que os tratam como fossem animais selvagens dando à impressão que aqueles pequenos desafortunados sequer pertençam a raça humana.

A pouco tive a infelicidade de assistir um desses espetáculos lamentáveis que vai ao ar a cada instante pelos palcos do infortúnio, e em repudio ao tratamento desumano que foi dado aqueles inocentes,
Em forma de protesto fiz o poema abaixo como forma de expressar meu tédio diante dessas injustiças sociais.

Sei que a minha revolta em nada muda quanto a essa situação, mas, é mais um grão de areia que adicionei na praia da esperança, se de nada vale, porém fiz a minha parte dando meu grito de alerta que irá ecoar no vazio em defesa dos excluídos.

Para que o nobre leitor/ouvinte fique a par dessa historia segue o poema em texto e áudio.

Vamos conferir!!!

A música de fundo é “Menino de rua” Com Jorge de Altinho!!!

 

ENTRE A FORTUNA E A MISÉRIA!!!

Zona nobre da cidade
Onde a fartas abastanças
Passando necessidade
Pude ver duas crianças
Essa cena comovente
Tocou-me profundamente
Causando decepções
Ver dois pobres sem guarida
A procura de comida
Nas lixeiras das menções

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POBREZA E FELICIDADE

O tempo passa a gente envelhece e a saudade permanece martelando no peito e carregando-nos praquele outrora lindo onde respirávamos o ar puro da inocência peculiar dos campônios daquela época.

Éramos uma família de oito pessoas meu pai minha mãe e sua prole que se constituía em quatro filhas e dois filhos, sendo o meu irmão e eu bem mais novos que as meninas.

A pobreza de bens materiais era imensa chegávamos a passar necessidades financeiras e em consequência disso muitas vezes a alimentação era precária e limitada economizada ao máximo para que fosse mantida ao menos uma vez por dia, além disso, a água era escassa e de difícil acesso subindo uma íngreme serra até chegar ao “olho’dágua” onde passávamos horas esperando para que pudéssemos encher um par de ancoretas e assim garantir água apenas para beber e cozinhar por dois dias.

Em contraste com essas dificuldades por outro lado éramos ricos de felicidade, uma família unida criada com afeto e carinho onde nossos pais nunca bateram nem castigaram, mas mesmo assim obedecíamos a eles a ponto de não precisarem nem reclamar era bastante um olhar sério, sisudo, para que entendêssemos a mensagem e parássemos toda e qualquer travessura que por ventura estivéssemos fazendo naquele momento.

Por tudo isso, guardo carinhosamente as recordações daqueles tempos idos, segue o poema em texto e áudio para que o leitor/ouvinte possa acompanhar um pouco dessa história.

RECORDANDO OS TEMPOS IDOS!!!

Ah!! Tempos idos saudosos
Traz-me lembranças sutis
De instantes maravilhosos
Nos meus dias infantis
Da minha rede, a chupeta
De brincar de carrapeta
Cavalo de pau, pinhão
No pedregoso terreiro
Q’eu passava o dia inteiro
Brincando com meu irmão

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SÓ PRA FALAR DE SAUDADE

Os tempos passam a gente vai envelhecendo, mas as lembranças da infância e juventude nunca se apagam em nossas memórias.

Às vezes pequenos detalhes que vivemos quando em criança permanecem impregnados em nossas mentes e a borracha do tempo não consegue apagar.

Coisas insignificantes um pequeno detalhe da casa em que foi nascido, uma árvore, um passarinho, um feliz ou triste momento marcam pra sempre a vida de um ser humano.

Quem não guarda com sigo essas imagens de um passado longínquo de um outrora que se foi e jamais retornará a não ser nessas imagens que armazenamos consciente ou inconscientemente no baú do passado e vez por outra vem à tona transportando-nos no bonde dos sonhos para desembarcarmos na estação da saudade.

Saudade essa que às vezes nos levam aos risos ou as lágrimas, às vezes doem que nem espinho e às vezes são doces e saborosas como se fosse um favo de mel.

Convido o leitor/ouvinte amigo a ler e escutar o poema abaixo e embarcar nessa viagem no tempo, vem comigo!!!

SAUDADE… MUITA SAUDADE!!!

Saudade… Muita saudade
Do alvorecer da vida
Aonde a felicidade
Foi amplamente vivida
Entre pássaros e animais
Em meio aos matagais
Com suas copas frondosas
Num clima ameno e propicio
Assim foi o meu inicio!!!
Um perfeito mar de rosas

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