AH, SE ISSO PEGA!

 

- Maroca?

- Oi… o que é, hômi?

- Cê viu o que eu vi na TV?

- Num sei. O que é que você viu?

- Aquele negócio. Num tenho nem coragem de falar, visse?

- Mas, se você não falar com é que vou saber do que se trata?

- Tá saindo a todo instante. Preste atenção que você vai já descobrir.

- Já sei: é aquele bandido, amigo do Adriano, que foi preso em Maricá no Rio de Janeiro!

- Não, não é isso não!

- Então é o caso da menininha que foi atropelada e morta por um Jet-ski lá em SP?

- Também não!

- Deve ser a fuga de mais de 20 bandidos lá em Natal?

- De jeito nenhum!

- Só pode ser, então,  as mais de 122 mortes nas estradas?

- Errou de novo!

- Já saquei! É a novela da CBF e a tal renúncia do Ricardo Teixeira?

- Que nada!

- E aquele cara de atropelou 17 e fugiu lá no RS, deve ser isso!

- Nananinanão!

- Desisto! Diga logo o que é, hômi!

- Você viu o desfile do Salgueiro? Viu a musa que eles apresentaram no desfile?

- Vi sim. Qual o problema?

- O problema é que se a moda pegar, você também já pode desfilar e nem vai gastar dinheiro com fantasia.

- Vá tomar no seu cu, feladaputa!

- Hahahahahahahahááá …

NATAL EM PÂNICO

Certas coisas são inimagináveis, outras indescritíveis, algumas inverossímeis, muitas inconcebíveis, boa parte  inacreditáveis, impensáveis e, devaneios, são o que muitas delas deveriam ser.

Mas, não são! E isso se aplica a todas probabilidades acima descritas.

O caso é a próxima eleição para prefeito: qualquer que seja a opção  será uma lástima!

Não uma “lastimazinha” eventual, mas uma desgraça somente comparável a uma  tsunami atômica altamente destrutiva e aniquiladora.

Será o armagedon político da bela capital potiguar.

Fátima, Mineiro, Carlos Eduardo Alves, Wilma, Rogério Marinho, Felipe Maia, Fábio Farias e outros ainda mais nefastos e inexpressivos, tudo indica, serão os candidatos.

Literalmente, uma disputa de merdas, dizendo merdas, prometendo merdas e que, com certeza, só produzirão muita merda, qualquer que seja a merda vencedora.

Mas, tem muita gente que gosta e nem sequer cogita mudar as moscas!

Duvida?!!  Experimente esse aperitivo. Clique aqui

REFLEXÃO CAIPIRA (XVI)

 

Carnavá da roça tumém é bão

mode ocês priciza cunhecê

os visitanti  fantasia de nóis

prumode nóis fantasiá dôceis

O BABÃO

Já faz tempo essa história  (é mesmo verídica) e se passou, com meu testemunho, lá pelos idos do início da década de 80.

Quando uma agência do BB era inaugurada naquela época, era uma verdadeira festa na cidade e para os funcionários uma regalia  incrível. Choviam convites para eventos, namoradas, propostas  diversas  e tudo mais. Verdadeiramente tornavam-se  popstars.

Eu, particularmente, me divertia muito com isso e aproveitava de montão!

Mas, naquela cidade, um funcionário se destacaria dos demais por uma “qualidade” única: era um tremendo babão.

Obviamente que como todo bom xaleirador, ele sabia bem escolher seus alvos e para comprovar a tese, passou a  agradar  de todas as maneiras aos dois mais graduados daquela recente agência: o gerente e o sub-gerente.

Como o citado era chefe de serviço, isso o colocava em constante relacionamento com os dois gestores  e em muitas ocasiões ele os substituía em suas funções, por ocasião de férias, abonos e outras  ausências.

Fazia-o com uma satisfação explícita e alardeava aos quatro cantos: “como são  observadores  e competentes  nossos administradores. Aprendo muito com os dois”! “N osso gerente é o melhor do Brasil” ! “O sub-gerente é foda”!

E assim ele seguia sua latumia “babaovistica”, ora babando um, ora babando outro e quase sempre, aos dois simultaneamente.

Um belo dia um vendedor de carros (naquela época não havia agência de automóveis na cidade) apareceu no banco e conseguiu vender uma “caravan azul”  para o gerente e um “Chevette verde” para o sub-gerente e aí deu-se a magistral situação: o babão comprou, para não passar batido, um veículo zerado também: um Chevette igualzinho ao do sub-gerente, que era o que lhe permitia suas finanças naquele momento. Mas, fez uma ressalva ao vendedor: “tem que ser azul o meu carro, da cor da “Caravan do gerente”!

“Que carro bom é esse Chevette” dizia para o sub-gerente e “que cor mais linda é a da sua Caravan” repetia sempre para o gerente.

Hahahahahááá …

O CIRCO PETRALHA

Nós realmente somos um país e um povo inusitados!

Temos aquele sentimento infantil e ingênuo de que tudo vai sempre melhorar e que basta o tempo agir para que isso aconteça. Não precisamos gastar nossas energias nessa tarefa.

E a coisa vai andando …andando e piorando cada vez mais!

Temos assistido, quase diariamente e “noturnamente”, a um verdadeiro desfile de personagens aéticas fantasiadas de aberrações morais, numa  sequência infindável e cada vez mais alegórica.

Sim, senhores!

Nesse circo macabro e tétrico, onde as diversas autoridades públicas se apresentam desavergonhadamente, repetem-se as performances, os adereços e o mesmo enredo, cujo pano de fundo é sempre o mesmo: falcatruas e mais falcatruas!

Nesse espetáculo, cujas verbas  para a produção são os infindáveis e “espoliáveis” recursos públicos, nada pode faltar. Os mágicos desaparecem com montanhas de dinheiro, os equilibristas desempenham  maravilhosamente seus números e deixam extasiadas as plateias paralisadas, os contorcionistas explicam, esclarecem e dão orientações aos que insistem (poucos)  em não entender o espetáculo, os trapezistas saltam  acrobaticamente para todos os lados que lhes convêm, os engolidores de fogo usam as chamas para incinerarem a lógica e o respeito e até o presidente do circo participa,  fingindo brincar com uma vassoura estranha, que só varre  os excrementos para debaixo do tapete do picadeiro.

Êpa !!! Tem alguma coisa faltando nesse circo: onde estão os divertidos palhaços? Ah … esses são a maioria, mas seu papel no espetáculo não é entreter, ao contrário, são os entretidos.

Pois é, lá estão todos eles, sentadinhos na plateia e boquiabertos com a diversão que lhes é dirigida. Sequer ficam estarrecidos ou assustados, apenas maravilhados com o desfile de seus artistas favoritos. E não há sinais de que isso vá se alterar, nem que a claque de palhaços vá se entediar, apesar dos circenses nunca alterarem suas exibições artísticas.

Infelizmente, esse show vai mesmo continuar!

REFLEXÃO CAIPIRA (XV)

(Homenagem do caipira ao Ibope do JBF)

Vô incumendá um lepêtopi

prá  iscrever nessa pinóia

modizê qui o papa é  popi

e nóis é jegue mas é jóia

REFLEXÃO CAIPIRA (XIV)

 

Assim qui  cuiê meu roçado

uma coisinha iô vô fazê

separá de mio um bocado

 e cum feijão um móio tecê

ajuntá cuns dois um tôicim

arrumá tudo bem bunitim

mode  dá di  presenti  procê

REFLEXÃO CAIPIRA (XIII)

Custelinha de porco é bão

mas tem uma cumida mió

farinha torresmim e feijão

cum frango cuzido  e jiló

apôis é só misturá tudim

ponhá  de angú um bucadim

e inchê nosso bucho sem dó

REFLEXÃO CAIPIRA (XII)

Rezá?!  Isso  ieu vô fazê!

Prumode muito num  chuvê

si chuvê,  riacho num inchê

si inche, dá tempo diêu corrê

diêu corrê mode salvá ocê!

REFLEXÃO CAIPIRA (XI)

Apusentá?  Pruquê  modiquê?

 Nas fila vô pricisá  vivê

os  cobre a farmaça vai cumê

antonce  eu  demorá murrê

cumé  qui  vô pagá  os carnê

cuns  riajusti  qui vai  tê?

É … NÃO MUDOU NADA

Nós somos uma nação de “cabeçudos”!

Vira ano, sai ano e entro outro ano, continuamos no mesmo marasmo e falta de atitude. Pior, continuamos com essa inabalável esperança de que, amanhã, tudo será melhor.

Somos uns  incorrigíveis!

E vivem nos dizendo isso, numa cantilena  catequizadora e embranquecedora(no sentido de deixar branco) dos nossos cérebros, como forma de incentivar   e principalmente,  estender nossa paciência para além do limite do tolerável.

E conseguem!

As barbaridades às quais nos fazem passar batidos  são corriqueiras: a queda dos edifícios no RJ, as viagens sem sentido e de muita gastança da presidenta Dilma e seu séquito de bajuladores, irresponsabilidade do governador da Bahia ao se ausentar do estado, para engrossar a corte presidencial,  num momento de crise e de greve nas forças de segurança do seu estado, apenas para ficar nesses três exemplos, que comento a seguir.

No Rio de Janeiro, graças ao “eficiente” esforço de Eduardo Paes, já quase não se fala na tragédia, embora ainda existam desaparecidos. Ficou provado que o objetivo primordial dele, era mesmo tirar o foco sobre a cidade e varrer para debaixo do tapete, com a conivência da imprensa,  a verdadeira dor dos atingidos. A imagem da cidade é mais importante para ele!

Jacques Wagner, um petralha grande gordo e peludo, abandonou  seu posto e deixou todo o povo baiano à mercê da bandidagem, simplesmente para criar factoides e fingir uma  “operância”  inexistente e tentar jogar um papel maior na política nacional, já abarrotada de falcatruas e bufões. Um verdadeiro mala sem alça!

Agora, o troféu mais importante da babaquice e auto-promoção  deve ser dado à presidenta Dilma. Primeiro plantaram essa história de visto para a blogueira cubana, com o simples intuito de  dar a ela (Dilma) uma  projeção regional, no mais puro estilo Cristina Kirchner e tirar o peso de uma cobrança política e humanitária. Dar o visto foi uma “engabelada” naqueles que acreditam na presidenta revolucionária e guerreira. Já se sabia que os Castro não permitiriam a saída e Dilma não ficaria tão mal na fita.

A imprensa mordeu, ou quis morder, a isca!

De resto, até parecia que estávamos assistindo a um Lula de saias:  mesma verborragia, ideias truncadas e raciocínio ilógico!

Está ficando difícil comentar e escrever sobre o Brasil atual, sem se tornar repetitivo, Até a roubalheira tornou-se enfadonha e rotineira.

Arrrgghhh …

REFLEXÃO CAIPIRA (X)

  

Pramode ocêis  num vim dizê

quissó   tenhu é cunversê

vô arribá pru meu roçado

cuidá do mio e feijão prantado

mode nóis tudim  pudê  cumê.

REFLEXÃO CAIPIRA (IX)

Chamá a puliça modiquê?

Num vai atendê

se atendê  num vem vê

si vim num vai resorvê

mió, é nóis corrê!

A QUEDA DA MORAL E A DECADÊNCIA DA VERGONHA

O Brasil é o  país dos sustos!

A todo tempo vivemos como que numa corda bamba e instável, sujeitos a todos tipos de “milacrias” e tragédias, onde sempre notamos a mão, nem sempre invisível, das autoridades e dos governos.

O que aconteceu na Av. Primeiro de Maio é mais uma triste confirmação da incapacidade e desfaçatez do poder público.

Obviamente que seria esperar demais, que os órgãos reguladores, fiscalizadores e afins, cumprissem suas obrigações e mantivessem um mínimo de ordem no caos em que se transformou a vida de todos nós.

Os descumprimentos e desrespeitos sempre existirão, mas a justiça deveria confrontá-los e punir severamente aqueles que contribuem para o descaso geral. Gestores, principalmente!

No caso dessa recente tragédia, fica até difícil enumerar os deslizes cometidos e as consequências das ações inadequadas tomadas no calor dos acontecimentos, justamente por aqueles que tinham a tarefa de prover tranquilidade, respeito aos vitimados e uma boa  condução dos trabalhos.

Vamos aos fatos:

1)  Os prédios caíram pela ação humana.

2) O primeiro a ser responsabilizado deveria ser o síndico que permitiu a reforma sem uma vistoria técnica obrigatória.

3) A empresa que contratou a obra é solidária no evento, pois teria que ter se cercado das precauções necessárias e exigido toda a documentação legal de que contratou para a realização dos serviços. Seria recomendável, inclusive, a contratação de um seguro.

Após os desabamentos, em que pese  a ótima ação dos bombeiros e da polícia no isolamento e segurança da área afetada, uma série de equívocos teve sequência:

a)  tumulto  sobre os escombros por falta de uma autoridade que exercesse  liderança;

b) confundiu-se agilidade com pressa e demorou muito a criação de um gabinete de crise;

c) as máquinas entraram muito cedo no processo e podem ter dilacerado alguns corpos;

d) o prefeito e seu gabinete queriam a todo custo, dar um rápido final ao acontecido, o que nesses casos é pura imprudência;

e) o local do descarrego do entulho não recebeu a adequada atenção e segurança;

Como não encontraram todos os desaparecidos e diante do horror de terem localizado um corpo entre os entulhos  já vasculhados, tiveram que submeter os parentes dos mortos a mais um grande desconforto e aflição: novamente ciscar e reprocessar os detritos, dessa vez com mais cuidado e esmero, o que já resultou em mais dez partes humanas encontradas.

É um caso legítimo de serviço mal feito que terá de ser refeito, não bastassem os malfeitos que criaram o caso!

REFLEXÃO CAIPIRA (VIII)

“Qui bunita fulô do mato “quié ocê”

“infeita”  pasto    “prefuma”  os “campo”

“fromosa  visage” pra num  “isquecê”

“divera pudê iscuiê”   esse  canto

“acá ficá, inté  dispôis qui  morrê”!

(dedicado a irmã Glória)

REFLEXÃO CAIPIRA (VII)

 

“Consurtá o dotô praquê modiquê”?

“inzame” num vai  “tê” onde “fazê”

se “tivé” num “faiz” antes de “murrê”

“reméidio tumém”  num vai “tê”

“mio messmo” é  “si benzê”!

REFLEXÃO CAIPIRA (VI)

 

“prendê praquê e prucausa diquê”?

num vai  “tê qui devorvê”

“pareci” muitos pra “defendê”

se “fugi”  ninguém vai vê

pra “famía”  o “gunverno”  dá  “di cumê”!

REFLEXÃO CAIPIRA (V)

 

“Votá, pruquê e praquê”?!

Os “qui ficá”  vão “robá”

os “qui chegá” vai  “aprendê”

“mió deixá du jeitin qu`istá”

e  “inconumizar nu cunversê”!

REFLEXÃO CAIPIRA (IV)

 

“Istudá pruquê “?

 “Iêu” já “seio lê”,

já “seio tumbém  cunversá”

“fio” já tô  “inssinando fazê”

 “inté  déis”  num erro de  “contá”!

REFLEXÃO CAIPIRA (III)

 

“Robá ficô inté  foi bão!”

É só “pirguntá  prus  rato”

“qui istão caçano os gato”

“di” tanto “qui” agora são!

REFLEXÃO CAIPIRA (II)

 

“Trabaiá pruquê?”

A “cumida” cai do céu

as “rôpa” o prefeito dá

tô “cagano” biscoito

e “mijano” guaraná!

REFLEXÃO CAIPIRA

“Praquê” e “pruquê,

“fugí  duquê”?

“Apôis” se “num” consegue

“fugi” nem “di ocê”!

UMA CONVERSA ENTRE RATOS

 

- Schettino?!

- Battisti?!

- Isso mesmo!

- Que bom que você ligou. Tô precisado mesmo de apoio.

- Eu também passei maus momentos aí na Itália e compreendo sua agonia.

- Pois é, aqui tem muita gente exigente, como aquele capitão De Falco. Ele queria me obrigar a retornar para o navio!

- Eu sei disso. No meu caso tinha um  tal  juiz, que até esqueci o nome, que me condenou à prisão perpétua e sem direito à luz solar. Pode uma coisa dessas?!

- E isso que me preocupa: a justiça italiana é muito cega!

 Mas tem um jeito de você se livrar, Schettino!

- Acho muito difícil escapar das leis italianas. Tô mesmo pessimista!

- Fica tranquilo! Tenho uns amigos aqui no Brasil, gente poderosa mesmo, que podem lhe dar uma ajuda.

- E o que devo fazer?

- Dê um jeito de fugir para a Venezuela ou Cuba, que depois o trazemos para cá!

- Muito obrigado. Mas chegando aí como vou sobreviver?

- Outra preocupação desnecessária. O governo aqui paga pra você ficar escondido!

- Mas só de ajuda não dá pra manter meu padrão de vida e das minhas namoradas!

- Aí você pode completar a renda fazendo o que sabe. No meu caso escrevo livros que ninguém lê!

- Mas eles vão me deixar pilotar navios?

- Aí é que tá bom pra você!

- Porque, Battisti?

- O navio deles ainda tá lá em Suape. Não navega e nem vai navegar nunca!

- Hehehehehehe …

- Hahahahahahááá …

MEME

MEME

A viagem da Luiza para o Canadá foi realmente muito proveitosa.

Luiza está no Canadá: conheça o novo meme que está bombando na internet

Graças ao episódio aprendemos uma dessas coisas, que passam inteiramente despercebidas, não têm a menor importância, mas fazem  muito sucesso por serem da estirpe do besteirol.

Besteirol, na internet,  é como fogo de morro acima!

Mas tem  algo sobre o assunto que ninguém falou ainda: isso é coisa do Lula!

Primeiro os petralhas vão dizer que ela só viajou porque a classe média alcançou e pode realizar novos sonhos, graças às boas condições da nossa economia, à melhora no nível da educação, que assim lhe permitiu esse intercâmbio cultural. Também dirão que devido à expansão da banda larga e a  possibilidade de compra de computadores e celulares de última geração, um número muito maior de pessoas têm acesso às redes sociais, torpedos, e-mails e etc.

Dirão, enfim, que a disseminação da informação, principalmente através dos blogues e jornais instantâneos, aliados a uma imprensa livre e atuante, também são conquistas sociais nunca antes atingidos na história deste pais.

Espalharão aos quatro ventos que o ENEM contribuiu também e que o MEC já estuda fazer uma cartilha para explicar aos recém nascidos como usar e fazer parte do contexto.

Talvez até se crie uma bolsa para aqueles exluídos que ainda não tiveram acesso ao termo. Um ministério já está sendo sugerido!

Na ONU, nossos representantes cantarão loas ao grande guru pernambucano e lhe farão reverências sugerindo seu nome para o Nobel da inteligência (vai ser criado justamente pra isso).

Realmente é uma coisa espantosa. Inacreditável até!

Mas, a “reaçaria” vai dizer que isso não foi criação dele!

Bom, pode até não ter sido, mas que podia e devia, isso poderia e deveria. Tem tudo a ver!

DEU O QUE TINHA QUE DAR

Não há o que, nem como, defender, até porque é indefensável!

O excessivo apelo sexual de programas como o BBB12, em algum momento iria acabar levando aonde levou: uma cena bizarra de sexo não consentido, transmitida ao vivo e sem nenhum tipo de regulação.

Tudo neste programa conspira para fatos dessa natureza: só se fala de sexo, trairagens, chibungagens, apologia ao consumo desregrado de álcool e até mesmo um certo incentivo dos produtores,  para que se formem casais e alguma coisa “role” em frente às câmeras de TV.

Além disso existe uma exposição incentivadora dos dotes físicos dos participantes, até mesmo dos que não se encontram em muito boa forma. Usar pouquíssima roupa é uma regra!

No episódio, uns verão racismo, outros machismo, muitos não enxergarão nada e os mais céticos dirão que foi resultado da provocação. Sinceramente não sei me posicionar, mas uma coisa é inquestionável: isso ainda pode acabar em algum dano mais grave a alguma pessoa.

O que dizer de uma produção tida como entretenimento e cujo apresentador disse textualmente: “quando  sou o apresentador do programa dispo-me do jornalista crítico e me transformo  num “Zé Mané” da vida para vivenciar toda aquela situação”!

Pronto, Pedro Bial disse tudo!

P.S.: a rede Globo está tentando tirar todos os vídeos do ar.

 

O ATENDENTE

 

- Alô, boa tarde, com quem estou falando?

- Com a pessoa que ligou, ora!

- Desculpe senhor, pode repetir?

- Se fui eu quem ligou, você só pode estar falando comigo!

- Mas senhor, para continuar o atendimento eu preciso que me diga seu nome completo, RG, CPF, filiação, crença religiosa, time que torce, opção política, endereço completo também e o nome da sua esposa.

- Mas eu liguei foi pra pedir cancelamento!

- Mesmo assim é necessário!

- Mas eu já digitei alguns desses dados lá no “menu” ao iniciar. Pra que serviram?

- Serviram para o senhor seguir adiante no atendimento.

- Se eu estou seguindo adiante no atendimento, porque você não faz o mesmo e aproveita as respostas que já dei?

- É por causa do sistema senhor, é preciso ir passo a passo.

- Eu também tenho sistema e. no meu, podemos ir aos pulos.

- O senhor pode me dizer o motivo do cancelamento?

- É que eu quero cancelar!

- Mas … e o motivo?

- O motivo é a minha vontade, não basta?

- Senhor, é que no nosso sistema só cancelamos se houver uma justificativa.

- Puta que pariu! O motivo é minha vontade!

- Infelizmente esse motivo não consta das opções.

- E o puta que pariu, consta?

- Senhor, sem querer ser indelicado, não consta do formulário a profissão da mãe de nenhum cliente.

- Então vá tomar no cu!

- Senhor, também não está no manual perguntar sobre as preferências sexuais dos usuários.

- E se eu lhe disser que você é feladaputa, corno e viado?

- Senhor, para elogiar os atendentes de telemarketing, a opção a ser digitada é a 9.

- Quer saber de uma coisa: não vou mais cancelar essa merda e nunca mais ligo pra essa droga. Vou é me queixar numa agência reguladora do governo!

- O senhor quer que eu transfira a ligação? Lá, certamente irão ajuda-lo, pois estão juntos os cornos, os viados, os imbecis e os feladaputas, além de centenas de coçadores de sacos!

- Até que enfim uma informação útil! Muito obrigado.

- De nada! Mas e o motivo da solicitação de cancelamento de sua assinatura?

- Assinatura?!!! Que assinatura? De onde  é que você está falando?

- Do lugar para o qual o senhor ligou, lembra-se?

- Então é do consultório do proctologista?!

- Senhor, aqui é da Globo e opção  escolhida  foi o BBB12!

- Putz … que  bosta!

- Vejo que o senhor aprecia nosso programa. Muito obrigado pela audiência!

A CABULOSA FÁBULA PETRALHA

- “Vamo” botar “orde” na casa! Bradou alto o jumento.

- “Tem todo meu apoio e concordância”, emendou a anta.

- “A “primera” coisa a fazer, anta, é seguir meus conselhos”, reafirmou o jumento.

- “Mas meus problemas ainda são restos dos seus”, desculpou-se o tapir.

- “Tudo bem, mas temos que “pristigiar” os outros bichos, afinal a floresta é para todos”, continuou o jeguinho em sua cantilena.

- “O problema agora é com os coelhos, eles são muito ativos”, lamentou-se a anta.

- “Peraí anta, eu não saio do meu quadrado”, retrucou o coelhinho.  “Pode perguntar ao meu padrinho”!

- “Anta, ele tem razão e o padrinho dele tem cara de gato angorá capado, mas  é valente.  Num mexa com ele não”, asseverou o jumento.

- “Mas a bezerra dele é insaciável, não tá deixando um leitinho pra ninguém mais”, fez um beicinho a tímida anta. “O restante da rataiada tá reclamando”, completou.

- “Tem pra todos, tem pra todos. Deixa que eu vou acalmar a bicharada”, prometeu o confiante asno.

- “Tá certo então, mas enquanto isso o que falo para as ovelhas?” Lamentou cabisbaixa a tapirus terrestre.

- “Num precisa falar nada, esse bicho é surdo, mudo e cego. Além do mais adora ser enrabado. E “vamo” embora logo que tá na hora do meu veterinário”!

X146

Conhece?

Ninguém tem a obrigação de saber o que significa o número acima, mas, provavelmente, um dia irá encontrar-se com algum da mesma espécie e também, muito possivelmente, na mesma situação que me ocorreu.

Para piorar um pouco mais as coisas, o instante  desse encontro nunca se dá em uma situação de absoluta tranquilidade, nem tampouco em meio ao respeito e agilidade que o momento exigiria. Ao contrário, precede um lapso de tempo triste e às vezes doloroso, cuja tendência de se tornar definitivo é bastante realista.

Trata-se de uma senha para atendimento em uma agência de serviços do INSS.

Ao transpor os umbrais desses porões da indignidade, onde a prática da tortura pelo descaso e ou simplesmente o descaso como prática de tortura, aquele que merecidamente busca um benefício adquirido,  justo e legal, se torna refém de uma “marafunda”  desorganizada, “deshierarquizada” (nem sei se o termo existe, mas o sentido sim), controlada por sindicalistas, corrupta e absolutamente inepta.

A senha acima me encaminhava para o guichê número 7, onde sequer havia um funcionário atendendo.

Passados 50 minutos e uma inútil espera, inconformado  com o despropósito e em pleno horário de atendimento usual da agência, procurei informações sobre como proceder e fui orientado (muito a contragosto)  que a chefia poderia me esclarecer.

Aí se deu o pior: “a chefe” não se encontrava, nem tinha hora para chegar e ninguém sabia seu paradeiro!

Uma olhada ao redor e o compadecimento se apossou de mim. Vi pessoas, na sua imensa maioria de classe social mais necessitada, se comportando como gado resignado e silencioso aguardando sua vez de ser abatido.

Comecei a esbravejar e exigir uma solução imediata, principalmente para aqueles mais indefesos, muitos deles colegas do mesmo ramo de atividade, como sempre procedi, defendi e respeitei.

Pelo menos durante minha permanência lá, deu resultado!

A chefe apareceu e logo organizou alguns atendentes para, pelo menos,  darem a impressão que os direitos dos segurados estavam sendo respeitados.

Acabei até sendo felicitado, o que não me lisonjeou nem um pouquinho. Mas, enfim, obtive meu atendimento e deixei aquela casa de humilhação desejando nunca mais voltar;  o que para mim e muitos outros, não será possível.

Levei mais de 55 anos da minha vida para entrar num desses postos de atendimento e constatar que nesse tempo todo eu não estava enganado: a prestação desse serviço público, que não tem nada de gratuito, é o cadafalso do cidadão!

E a culpa é toda do governo!!!

A SEGUNDA RAZÃO

- Você me deixou mal com a galera!

- Só porque não revelei o segundo motivo?

- Isso mesmo! Mas eu mesmo vou fazer isso.

- Mas ninguém vai me criticar, por gostar dos panetones que você me traz!

- Pô … panetone segurar casamento, ai é foda!!

- Pelo menos é melhor que cerveja.

- Eu acho uma bosta!

- Sua filha também adora!

- Isso já é complô de vocês duas!

- Mas panetone  não dá inchaço nos pés e cotovelos, dá?

- Mas também vicia e engorda. Uma coisa pela outra!

- Alimenta e é gostoso, ademais ninguém fica conversando merda porque comeu muito panetone, fica?

- No caso de vocês duas, ficam conversando quando num tem!

- E o que tem isso?

- Também é síndrome de abstinência e isso é grave!

- Então façamos o seguinte: nós paramos com o panetone e você larga a cerveja!

- Assim é muito radical. Tenho outra proposta!

- Lá vem …qual?

- Eu como uma fatia de panetone e você toma umas latinhas de cerveja!

- Isso me leva de volta ao primeiro motivo:  você não passa de um bebum engraçadinho, visse?

- Pelo menos eu tentei. Hahahahahahááá …

VOCÊ VAI TER QUE PARAR DE BEBER!!!

 

Pronto! Era só o que me faltava: uma esposa reguladora!

- Vou parar coisa nenhuma, eu nem bebo tanto! Só algumas cervejinhas, retruquei invocado.

- Algumas, é? E aquela ruma de garrafas ali?

- Ruma, de seis? Isso num é ruma!

- É, mas tá ficando inchado!

- Eu, inchado? Você tá vendo coisas!

- E isso ai no cotovelo, o que é, então?

- Porra nenhuma, foi uma pancada que levei e ficou assim.

- É, mas o povo diz que bebida incha os pés e os cotovelos, né não?

- Agora fudeu, o que tem os pés com isso?

- A sandália que sua filha lhe deu no aniversário, não calçou bem, lembra-se?

- Foi ela que comprou um número menor!

- Ou então seus pés estão inchando!

- De jeito nenhum!

- E as botas? Porque deixou de usar?

- Uma encravada, é claro!

- Porra, tô vendo que com você não tem jeito mesmo. Tem resposta pra tudo!

- Eu me esforço. Hahahahahahááá …

- Olha aqui, eu só não vou embora, por duas razões!

- Me ama e não vive sem mim, é?

- Eu não vivo sem rir!

- E a outra?

- Você tem certeza de que quer mesmo saber?

UMA BANGUELA QUE ASSUSTA

Há algum tempo atrás as normas de segurança na construção civil eram bem mais frouxas. Não havia sequer a figura do “técnico de segurança do trabalho”  e as coisas, por vezes, corriam muito soltas.

Alguns administradores mais dedicados ao problema, como sempre foi minha atuação, tinham sérios casos de indisciplina e em certas ocasiões só uma demissão por justa causa resolvia. Como nunca demiti ninguém  nessa condição, não por falta de oportunidade, mas por sentimentalismo mesmo, eu era tido por muitos com sendo “mole” e fácil de “engalobar”.

Mas, de fato existe muito cabra escroto ( o que é um elogio no meio) , capaz de fazer qualquer coisa pra justificar o adjetivo e divertir, mesmo irresponsavelmente,  seus colegas de trabalho. Foi o que me ocorreu quando cruzei o caminho de um desses “felas”.

Tinha um “guincheiro” (operador do elevador da obra) cujo apelido sugestivo era “fradinho”, que vivia aprontando uma brincadeira muito perigosa, mas que rendia umas boas gargalhadas e gozações, além do tremendo susto que causava na vítima: era dar uma “banguela” no guincho com o desavisado a bordo.

O elevador de obra (guincho)  pra quem  não sabe, é apenas uma gaiola que sobe e desce dentro de uma estrutura de aço e vai sendo erguida em módulos  à  medida que a obra sobe e é puxada por um cabo de aço e um motor elétrico. Para subir o motor é acelerado e para descer ele tem que ser controlado como  um freio, portanto dar  uma banguela significava deixar descer à toda e só frear próximo ao solo. Pior que uma montanha russa!

Neguinho saía de lá de todas as cores e muitos tinham que correr imediatamente para o banheiro.

Eu já havia prevenido o sacana para as consequências, mas como nunca havia flagrado o momento do evento, a conversa geralmente era seguida de pedidos de desculpas e xingamento aos colegas que o estavam “entregando” por inveja, embora eu desconhecesse os motivos para tal sentimento.

Certo dia eu visitei a obra ainda antes de começar o turno e como não havia operador eu tive que subir pelas escadas. Muitos dos operários sequer sabiam da minha presença no alto do prédio, quando o expediente foi iniciado.

De repente ouvi uma grande algazarra! O safado havia dado mais um de seus sustos e desta vez pude ver a cara de medo do sacaneado, que havia mijado no macacão e xingava,  quase aos socos,  o seu algoz que ria quase sem fôlego.

Fiquei puto e resolvi agir definitivamente!

Mandei, pelo rádio,  que subissem o elevador pois eu tinha pressa para descer e mandar aquele presepeiro pra fora da obra. O que de imediato foi feito e eu embarquei para o solo.

De repente o maior susto e  “cagaço”  da minha vida: o guincho despencou vertiginosamente e por alguns segundos eu perdi totalmente o prumo e a noção de realidade.

Mas, cheguei inteiro e sem fazer nenhuma necessidade fisiológica , ao chão e em meio a gozação de todos e uma “risadaria” que parecia circo, me dei conta que tinha sido outra vítima do feladaputa e parti para o ataque: “Fradinho, seu puto, pegue seus documentos e objetos pessoais e passe agora lá no RH. Você tá na rua”!

E o escroto ainda respondeu: “dôto, eu já sabia que seria demitido, mas é que não deu pra resistir e esse era meu sonho, dar uma banguela no senhor”!

Outra crise de riso na peãozada, que assistia tudo se divertindo.

Passados o susto e a raiva eu acabei dispensando o sujeito “sem justa causa” e ainda hoje somos amigos e relembramos rindo o episódio. Até mesmo voltou a trabalhar na nossa empresa.

Quanto ao comportamento de risco, ele me prometeu e garantiu que não mais faria tal barbaridade, mas por via das dúvidas eu o coloquei para assentar cerâmica em fachada e ele vive o dia inteiro pendurado num jirau.

Pronto! Quem riu por último fui eu. Hahahahahááá …

A TRIPA

 - Que coisa esquisita é essa?

- É tripa de porco!

- Cruzes, pra que serve?

- Pra comer, é claro!

- Quem é o imundo capaz de comer uma bosta dessas?

- Todo mundo que toma uma cachacinha gosta de uma tripinha assada.

- Logo vi. Só podia ser coisa de cu-de-cana!

- Aí é que a senhora se engana!

- Por causa de quê?

- Minha vó tem 106 anos e adora tripa!

- E ela bebe cachaça?

- Toma  umas dez lapadas todo dia!

- Num disse! É coisa de papudinho mesmo!

- Mas,  ela nunca comeu tripa assada!

- Cuma?

- A tripa que ela gosta é do meu avô de 114 anos.

- Mas a tripa do seu avô ainda resolve o problema dela?

- Resolve!

- Quer dizer que ele ainda tem ereção?

- Ereção, ereção mesmo eu nem imagino, mas que ela diz que é o melhor chiclete do mundo, isso ela diz! Hahahahahahááá …

QUEEEÉISSO?

- O que?

- Isso que você está fazendo?

- Eu num tô fazendo nada!

- Tá sim!

- E o que é então o que estou fazendo?

- Foi exatamente o que acabei de lhe perguntar!

- Mas eu não   e-s-t-o-u   fazendo nadinha!

- Mas eu estou vendo você fazer!

- Porra, então diga o que é que eu estou fazendo!!!

- Mas, é exatamente o que estou lhe perguntando, O QUE É QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?

- Tá bom! Eu estou fazendo exatamente o que você está vendo, então!

- Mas me dia o que é isso, então também!

- Bom, eu não sei o que você está vendo e certamente você está vendo algo que não estou fazendo!

- Acho que você está fazendo algo que não está vendo e nem sabendo!

- Tá certo, agora me diga o que estou fazendo sem saber?

- Não sei lhe dizer, por isso gostaria de saber o que é isso que você faz sem saber que sabe fazer!

- Mas eu num sei fazer nada que não saiba fazer!

- Ah … sabe sim! E acho que não sabe mesmo que sabe!

- Eu só sei que você não sabe que é  doido, feladaputa!

HAHAHAHAHAHÁÁÁÁ …

- Caraca!

- Caraca?!

- Assim num dá!

- Num dá mesmo!

- Porreisso, veio?!

- O que?

- Você vive me remedando!

- Eu não! É você que vive antecipando minhas ideias.

- O caralho, meu! É você que só fica na mutuca pra me roubar os pensamentos.

- Pensamentos?!!! Desde quando jumento pensa?

-  Num mude de assunto. Você tem  é inveja da minha intelectualidade!

- Mudar como, se nem teve assunto ainda?!

- Teve sim!

- Ô meu chapa, deixe de ser doido que desconheço o motivo da desavença!

- Pois eu tenho absoluta certeza da discordância!

- Foi por causa do jumento?

- Não …,  da caraca!

- Agora fudeu mesmo. Eu estava com o dedo no nariz, por isso  falei da caraca!

- E aí  o jumento entrou na estória …

- Caraca, agora você me embatucou! Nem percebi que tinha um jegue no assunto.

- Nem tente fingir e se fazer de leso que sei das suas intenções!

- Então você acha que vou tirar o dedo do nariz e enfiar aonde?

- Onde você vai enfiar o dedo eu não sei, mas o jumento é bem capaz de saber!

- Agora você pirou de vez! Jumento …dedo … caraca …num entendi nadinha.

- Você já vai entender tudo. Jumento é o apelido do proctologista que atende nessa unidade do SUS!

- Vôte!!! Tem mais esse aperreio, é? Vou é “mimbora”!

- Você pode me dar uma carona assim que fizer o exame? É que acabei de fazer  e não estou conseguindo andar!

- Putz, eu pensei que essa fila era pra requerer aposentadoria!

- E é mesmo. Agora, pra se aposentar, tem que fazer o exame da próstata!

- Pensando bem, acho que ainda estou muito jovem pra parar de trabalhar!

GLUB… GLUB… GLUB… “GLUPI”!

Uma das  onomatopeias  mais conhecidas e difundidas é essa que traduz o ato de engolir e também exprime o som de afogamento.

Impossível constatação mais reveladora no Brasil de Hoje!

Isso nos leva a refletir sobre algo absurdamente surreal e incompreensível: porque Dilma não manda o  Lupi pra casa? Será por amor mesmo? Quem é amado não defenestra quem lhe ama? Não há limites para compromissos partidários? Uma união deve continuar mesmo diante de tantas patifarias dos cônjuges?

Provavelmente todos nós saibamos as respostas e as atitudes corretas a tomar em tais casos, mas a presidenta insiste em contrariar a lógica e o bom senso, como também um órgão da própria presidência que existe para sinalizar (pelo menos deveria) a estrada dos bons costumes e moralidade no serviço público.

Talvez só outro desses recursos linguísticos possa nos trazer  alguma compreensão sobre tão descabida situação: o roc, roc, roc, roc dos ratos em sua tarefa infindável de solapar os recursos da nação, que ela também insiste em não ouvir!

Bom, mas quem sabe ela possa mudar de ideia ao ver essa foto de um ministro em pleno exercício de suas atividades:

 

Hahahahahahahahahááá …

A MUNDIÇA

 

Faz muito tempo que isso existe, mas tem pouco que ganhou tanta notoriedade. Hoje são até mais importantes e inxiridos que a maioria dos seres!

Mas, o status é o mesmo: mais, quantitativamente, mas os mesmos, qualitativamente!

Antes viviam relegados às sarjetas, evoluíram para os esgotos e agora habitam os palácios da política. São até admirados, copiados e endeusados!

Espertos e vorazes aniquilam sistematicamente seus adversários. Não há nenhum vão sem suas presenças e nocividades. Cresceram e se reproduziram comendo até mesmo o veneno que os mataria: a ética!

Ganharam muitos poderes, “emboramente” continuem ratos!

Fiquei muito feliz ao assistir na TV a propaganda do PSDB e o rato gordo que simboliza a petralhada.  Não que isso seja novidade pra ninguém, mas verbalize algo que está cada vez mais nas bocas de cada vez mais pessoas no país.

São ratos mesmos: grandes, insaciáveis, desinibidos e perigosos!

Midiáticos, até uma ratazana criaram para lhes manter o poder. E,  sem nenhum pudor, transformaram em “lupinário” todas instituições da república.

Está na hora de acordarmos e varrer (no cacete se preciso for) essa mundiça que assola os cofres  da nação!

E pra que não restem dúvidas, o PSDB e as outras gangues também devem eliminar seus guabirus e cometerem harakiri!

Acredito que um novo veneno está em vias de criação: o “mundicilin”!

PUTZ … PRECISO ME EXERCITAR!

Peço a mulher meu cafezinho, minha água e meu almoço. Também peço o tira-gosto e o palito.

De manhã peço meu desjejum e para que esquente o leite.

Peço pra arrumar meu banho e me passar uma loção.

Peço pra cortar minhas unhas e me passar as camisas.

Também peço que cuide do meu almoço e respeite a dieta do endocrinologista.

Pra arrumar a cama nem preciso pedir e até a fronha do meu travesseiro ela cuida com esmero.

Nem peço licença e uso o banheiro pra cagar enquanto ela cuida dos cabelos, mas ainda assim preciso, às vezes, que reponha o papel  higiênico no suporte.

E Ela nunca reclama do odor!

Peço pra abaixar o som da sala quando ela ouve as músicas que gosta.

Peço pra mandar a empregada não avacalhar minhas coisas.

Sempre peço pra atender ao portão.

Falar pouco ao telefone não me canso de pedir.

Vivo pedindo pra economizar nas despesas da casa.

Esfrego-lhe na cara as contas de água e luz pedindo que economize.

Peço-lhe sempre, que coloque as cervejas para gelarem.

Putz … mas eu não faço nada?!!!

A partir de hoje não vou mais pedir que me sirva!

Hahahahahahahahááááá …

ODE PETRALHA

Trambico
incansavelmente …
locupleto
diuturnamente …
escamoteio
despudoradamente …
nego
incessantemente …
prevarico
sorrateiramente …
ludibrio
massivamente …
minto
descaradamente …
escapo
constantemente …
desejo
permanentemente …

QUANDO A IMPUNIDADE VIRA REGRA

 

O povo brasileiro sempre foi  ordeiro. Chega às raias da mansidão e por isso muitas vezes é tratado como bovino.

Além disso,  é também muito crédulo e propenso a ser ludibriado. As armadilhas são muitas!

Acredita em enredos das telenovelas, em colunistas sociais e sites de fofocas, em conversa fiada de vizinhos, lero-lero de comadres, no Teleton e Criança Esperança e sobretudo, nas autoridades da república.

O imenso rebanho crê piamente em salvadores da pátria e suas cantilenas enrabadoras.

Acredita também na honestidade de Silvio Santos e seu banco Panamericano, nas observações psicológicas do Faustão e suas análises sobre as pessoas, acha graça no “Zorra Total” e até remeda alguns personagens, para pra ver e ouvir as imbecilidades do Rafinha Bastos, enche as burras das companhias telefônicas enviando “sms” para participar de concursos e votações e até se solidariza com o “marketing da doença”, agora explicitamente exercido pela assessoria do ex-presidente e atual governante da nação.

Tem gente que acredita até em Dilma!

Em Roraima foram presos o secretário de saúde e oito (eu disse oito) deputados estaduais, um terço da assembleia legislativo do estado e tem gente que acredita que a polícia está errada.

Tem gente que se comoveu com a sinceridade do Orlando Silva e até reza para a salvação dele e do Agnelo. Fazem até promessas!

Se o Maluf ainda não está atrás das grades é porque muitos acreditam piamente nele.

O chefe da “sofisticada quadrilha” é para muitos o maior dos brasileiros.

Eduardo Paes e Sergio Cabral são como santos e para milhares suas lágrimas até curam.

Em Natal o único hospital infantil deixou de fazer cirurgias neurológicas há mais de 3 meses por absoluta displicência do poder público e o único mamógrafo do estado está quebrado há quase dois anos, mas tem muita gente por aqui que acredita que a copa-2014 será a redenção e finalmente teremos chegado à terra do leite e mel.

Tem gente que acredita nas agências reguladoras do governo.

Milhões crêem que a educação está em boas mãos com o Haddad e que os vexames do Enem são episódicos.

Há mais de sessenta anos muitos apostam todas as suas fichas no Sarney.

Muitas pessoas acreditam em sindicalistas.

O caçador de marajás foi reconduzido ao panteão dos heróis nacionais, porque poucos acreditaram nos seus erros e muitos outros lhe deram outra chance para fazer o mesmo.

A fiel torcida acredita que o Adriano vai parar de beber.

Milhões de brasileiros acreditam mesmo que o Brasil empresta dinheiro ao FMI.

Bom … é melhor parar por aqui pois a lista de credulidades é imensa, mas tem uma coisa que me parece impossível que alguém possa crer:  na declaração de amor do Lupi para a presidenta!

O que de fato existe entre eles não tem nada a ver com sentimento, é simplesmente um negócio e a fatura resultante será paga pelos idiotas que em tudo acreditam.

LUPINGUIM

Que a política nacional é uma piada pronta em si mesma, disso (acho) ninguém duvida, exceto alguns  artistas circenses “petralhas-fubânicos”.

Puxando pela memória sempre tive a impressão que o Lupi não era uma figura totalmente estranha e que seus trejeitos tinham algo de peculiar. Até mesmo a voz me soa  familiar !

Bingo! É o pinguim!

A lembrança do Batman me trouxe algumas frases do Robin:

“Santa burrice Batman, o pinguim nem sabe mentir direito!”

“Santa ingenuidade Batman, a diferença entre o político e o ladrão é que um nós escolhemos e o outro nos escolhe!”

Tem muito mais semelhanças, é só lermos mais alguns gibis, ou então assistirmos à TV SENADO!

Desta vez não dá pra rir …


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa