14 maio 2012 RECANTO DO FALCÃO


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VIRGEM!

 

Essa criatura aí da foto é a famosa Caroline Miranda, que ora prepara ensaio senso-pornô para uma revista idem. Até aí tudo bem. Mas o que me encafifou o pensamento, foi a moça ter declarado que é virgem e que toma uns birinaites pra poder criar coragem de posar arreganhativamente. Então eu pergunto: Onde ela mora não tem homem, não? Pois nas proximidades da minha casa uma sujeita desse calibre, nua e embrigada, perde o cabaço em menos de cinco minutos!

Outrossim, vale dizer que a dita cuja é sobrinha da cantora, dançarina e política Gretchen. Gretchen essa, que outro dia eu vi na TV dizendo que não fala sobre o tal filme pornográfico que protagonizou. No que eu concordo, pois lá no filme, ela também quase não falou,… só gemeu.

*A galinha foi-se chegando ao galo e perguntou: “Cadê o pinto?”

30 abril 2012 RECANTO DO FALCÃO


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PEREIRO – CE

 

Que Pereiro, minha terra natal, é pródiga em exportar para o mundo gente boa, bonita, inteligente e simpática, todo mundo (e mulher de ‘seo’ Raimundo) já sabe, eu sou prova viva de tal afirmativa. Aquele recanto serrano já viu nascer verdadeiros artistas e intelectuais. Não citarei aqui ninguém (além de mim mesmo), pra não esquecer alguns e melindrar outrem. Porém revirando o iutúbi, vejam que maravilha de dupla – Jardel e Dandriele -, encontrei. Dêem uma olhada e depois digam se os meninos não são a fina flor do abacaterol em matéria de afinação e tudo mais.

* Não basta trocar meia dúzia por seis. A questão é saber se a dezena ainda vale dez.

17 abril 2012 RECANTO DO FALCÃO


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PELO BEM DA HUMANIDADE

 

Eu que sou um cara altamente preocupado com o futuro da humanidade e a continuação da espécie, vivo, penso e ajo no intuito de criar e prover artifícios e artefatos para não deixar a vaca homo-sapiense adentrar ao brejo. Ou seja, não só me ponho à disposição, para a qualquer hora do dia ou da noite, atuar procriativamente e povoar a face do planeta com habitantes saudáveis, bonitos e inteligentes; como já idealizei vários planos, máquinas e engenhocas no sentido de confortabilizar e propriciar o bem viver neste planeta, tais como:

- Carro movido à fezes;
- Máquina de mandar políticos à puta-que-os-pariu;
- Calçadas rolantes;
- Palito de fósforo com duas cabeças;
- Papel higiênico com histórias em quadrinhos e etc.

Tudo isso na mais sincera intenção de amenizar os estragos causados pelo estresse, a poluição, o caos no trânsito, o BBB, as CPI’s, o buraco na camada de ozônio, o aumento do nível dos oceanos, as dores corníferas e a câmara municipal.

* Darwin errou feio. Um amigo meu tem um macaco que durante vinte anos não mudou nem de comportamento.

2 abril 2012 RECANTO DO FALCÃO


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PIRATA

 

Júlio Trindade, o português mais cearense do mundo, comandante-em-chefe do Pirata Bar (A melhor segunda-feira do planeta), pelo tele-móvel me avisa que, exatamente neste fevereiro que finou-se, completaram-se dez anos da inauguração do meu saite oficialmente pirata, sem nunca ter sido mudado em uma vírgula sequer. E decreta: “Não mudaremos nada, pelo menos nos próximos cem anos”. E eu, que há muitos verões não entrava lá, fui revê-lo. Apesar de pré-histórica, a página tem coisas interessantes. Lá o freguês vê o famoso peru do Falcão, uma biografia do locutor que vos fala e ainda consegue imprimir a carteira do PCB do B, partido que nós fundamos naqueles idos; entre muitas outras coisas. Vá lá no site – Pirata

No começo tudo é inicio

15 março 2012 RECANTO DO FALCÃO


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LUA-DE-MEL

Pelo jornal o dia me chega com notícias realmente indispensáveis para o desenvolvimento, a cultura, a inteligência e o bem-estar geral da humanidade. Uma delas me encheu de emoção. Vejam se não é lindo: Lucas Lima, o agora marido da cantora Sandy, em plena lua-de-mel está lendo o livro “A menina que roubava livros“, de Markus Zuzak. O que, imediatamente, me deu vontade de falar pra ele a mesma coisa que me falou seu Dedé Bulim, há uma peteca de anos.

Foi assim: Quando eu morava na beira do mar, lá na praia do Icaraí, região metropolitana de Fortaleza, tinha a mania de, matinalmente, correr na areia da dita cuja praia local. E, todo dia, seu Dedé, 95 primaveras no lombo, ficava sentado num tronco de coqueiro, só observando e matutando. Um dia ele me chamou e perguntou: – “Meu filho, porque você corre tanto, toda manhã?” Eu respondi: – “É pra manter o organismo, em funcionamento, lubrificar o esqueleto, queimar gorduras localizadas, calibrar o colesterol e prevenir, curubas, perebas, ingrizias e outras mazelas”. Aí foi quando ele arrematou: -”Ora, se você é novo, tem mulher bonita em casa e na rua, a sua disposição, porque não vai fuder?? É muito mais interessante e salutar!!”

P.s: Só pra não perder a viagem: Dizem que se Sandy tiver um filho homem, vai se chamar Sandy Jr.

(Texto escrito em Set/2008)

29 fevereiro 2012 RECANTO DO FALCÃO


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DOG’S AU-AU IT’S NOT NHAC-NHAC

Este é o meu livro, Leruaite, que todos já estão calvos de saber, foi lançado em 2000 e já está na 5a. edição (Ô povo besta! Leia entrevista clicando aqui).

Agora pasmem: tem um magote de gente que ainda não sabe a verdadeira identidade deste autor que vos tecla! Por isso vai aí uma descrição minha (à moda Millôr), que está, justamente, numa das orelhas do epigrafado livro:

Marcondes Falcão Maia é pereirense porque nasceu em Pereiro, a 16 de setembro de 1957. Pereiro fica no estado do Ceará, visto que se localiza no território cearense.

Falcão é um cara grande, porque, medida a sua extensão na vertical, ou seja, dos pés à cabeça, verifica-se que não é pequeno.

Quando menino saiu de sua terra natal, não voltando até agora. Por isso mesmo não mora mais lá. Possui muitas qualidades, mas a mais importante é a principal.

Como cantor/compositor já lançou, até o momento, 8 CD’s, sendo que o oitavo é o mais recente. Tem apenas um filho, o Pedro, do qual considera-se o pai.

Possui, também, apenas uma mãe, que foi justamente a mulher que o pariu. É, enfim, um sujeito de grande futuro, sendo que este se aproxima a cada dia que passa.

*Não sou contra nem a favor: o que eu quero é a minha parte.

15 fevereiro 2012 RECANTO DO FALCÃO


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NINGUÉM É DE NINGUÉM

Começou o carnaval, festa da alegria, da luxúria, da putaria, da esbórnia, da cachaça, etc, principalmente.

Se vossa pessoa tiver afim de tal fuleiragem, caia na gandaia, mas seja fiel aos princípios de Momo, ou seja, carnaval não se brinca pela metade, ou você se esbalda até lascar o cano, ou nem saia de casa.

Porém, como já advertia Branchú, sábio chinês radicado no Ceará, “quem tem cu tem medo” e, “cu de bêbado não tem dono”. Mesmo porque, quem já tem a tendência para o mister boiolístico, quando toma umas canas fica bastante acessível. E, como tem nego que fica o ano inteiro esperando o carnaval pra poder tirar o atraso fornicativo, e a essas horas já está com a genitália devidamente  afiada e no ponto, é necessário que, quem não está afim de ser sodomizado antes do fim da farra, tenha o máximo zelo pelo respectivo fiofó.

Por outro lado, há mais um porém deveras aflitivo para quem trabalha com a matéria ciúme: O velho e incomodativo chifre. Dói, mas quem é corno tem que por na cabeça – se ainda tiver vaga -, que carnaval sem chifre não tem a menor graça, principalmente porque nessa festa, ninguém é de ninguém.

P.S.: A foto acima foi “guaribada”, depois de devidamente “chupada” do blog do guilhon.

1 fevereiro 2012 RECANTO DO FALCÃO


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A PESSOA QUE SÓ DEFECA NÃO SABE O VALOR DE ARRIAR UM BARRO

 

Vendo essa foto aí, e sabendo da notícia que na Hungria foi instituido um concurso para a escolha do melhor banheiro (Eu prefiro chamar de evacuador, pois o que menos faço nesse tipo de casinha é tomar banho); me lembrei do tempo em que eu era menino – e essa meninice durou até lá pelos 11 ou 12 anos -, e, até essa data nunca tinha sido apresentado pessoalmente a um moderno aparelho sanitário. Bidê? Desse eu vim descobrir o funcionamento um dia desses… Naquele tempo a gente usava a velha latrina seca, onde o sujeito tem que ser bom de mira, pois dependendo das dimensões do buraco ou da métrica ânus-genitálica do usuário, ora você joga fora o líquido, ora o sólido; sem falar no gasoso, que infesta o ambiente eternamente.

Porém, tarimbado que eu era – pelo treino diário -, dificilmente botava a perder uma performance defeco-urinativa. E tinha mais: Como papel higiênico era coisa de ficção científica naquelas bandas, a gente tinha que aprender o uso técnico do valoroso sabugo de milho que tinha até slogan: “Limpa, coça e penteia”; ou então lançar mão de um artefato mais moderno, que eram as páginas de revistas devidamente cortadas e amaciadas. Por amaciamento endenda-se o ato de se amassar e friccionar as folhas de Veja, Manchete ou O Cruzeiro, para que o papel cuchê perdesse o brilho e a goma. E, dependendo da sorte o cidadão podia se limpar com a figura de alguma triz, modelo ou vedete da época; ou ainda ter o azar de passar nas partes o retrato de algum político ou militar de plantão no Alvorada.

* Se é uma vergonha o que está acontecendo no congresso nacional, o que dirá nas bocas de fumo.

18 janeiro 2012 RECANTO DO FALCÃO


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SÓ TEM ARTISTA!

 

Olha a marmota: Soldados da ONU picham pinturas pré-históricas. Capacetes azuis destruiram, com seus “grafites”, pinturas rupestres de 4 mil anos, na localidade de Rekeiz Lemgasm, no Saara Ocidental.

Branchú dizia “No Brasil, quem quiser fazer um filme de caubói não conseguirá, pois aqui não tem bandido, só tem artista”. Só errou porque essa praga de gente abestada, metida a sabida, infesta o mundo todo; esses milicos que danificaram obras antigas na África, são oficiais do Egito, do Quênia e da Croácia, – Vá lá, terceiro-mundistas também.

Eu, do meu lado, estou aqui boquiabrido com tamanha fuleiragem. Se bem, que não é a primeira vez que me ocorre tal caimento de queixo com coisas dessa natureza. Uma vez eu cheguei lá em Pereiro, minha terra natal, mais precisamente aos pés da estátua do Cristo, que fica num monte daquela comuna, e vi pichado na dita escultura a frase: “Mijei aqui em 15/10/83″. E o Fi-duma-égua inda assinou a criação.

Noutra quadra temporal, soube eu da estória que, lá pras bandas de Goiás, um indivíduo que ficara encarregado de vigiar uma caverna com pinturas pré-históricas, passou uma mão de cal combrindo os tais rabiscos e, quando os pesquisadores chegaram para examinar o acervo ele ainda se desculpou: “É que eu quiz fazer uma limpeza no ambiente pra os doutores trabalharem melhor”. Arre égua!!

4 janeiro 2012 RECANTO DO FALCÃO


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RECOLHENDO O CHARUTO

Deve ser difícil um sujeito que nem Fidel, acostumado a mandar, executar e deliberar; de repente ter que entregar a rapadura assim, pela falta de forças físicas, data de validade corporal vencida, o que, segundo dizem, é coisa de Deus, entidade aliás, que para um comunista velho, calejado que nem o mandatário cubano, nunca nem existiu. Mas, desde os tempos em que o arco-íris era em preto-e-branco, a coisa funciona desse jeito. E quando o cidadão fica babau, mijando nos calcanhares e babando na fronha é melhor entregar os pontos, jogar a toalha e tirar o time; mesmo porque já dizia o velho poema:

“O cabra envelhece
A vista escurece
A orelha cresce
O pau amolece
Os ovos descem
A mulher oferece
Ele agradece
E se recolhe ao INSS”.

28 dezembro 2011 RECANTO DO FALCÃO


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NO CUME

No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira
 
Quando vem a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem

Quando cai a chuva grossa
A água do cume desce
O barro no cume escorre
O mato no cume cresce

Então quando cessa a chuva
No cume volta alegria
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no cume ardia.

Muita gente boa supõe que essa magnífica e supimpa pérola literária seja de minha autoria. Porém, eu apenas fiz uma melodia para a dita cuja, a qual gravei no CD “Do penico à bomba atômica”, e ela tornou-se um dos grandes clássicos da MPB do B – Música Popular Brega do Brasil.

Essa lindeza de poema, vi eu, pela primeira vez no livro Ceará Moleque, de autoria de Plautus Cunha, já desencarnado. E é justamente o Plautus retrocitado aí atrás (vixe!), que figura lá no meu CD como autor de tal poesia.

No entanto, após o lançamento, e estrondoso sucesso da peça lítero-musical, pipocaram i-meios em minha caixa, reclamos, reprimendas e admoestações, de gente dos quatro ventos, relatando haver outros vários autores para a obra.

Então, sem mais nem menos, adentrei-me em tarefa internet-pesquisativa, no intuito de elucidar a verdade cristalina e estereofônica, de forma que durante dias só o cume interessava. Aí, descobri que, na rede pululam inúmeras versões  d’O Cume. Mas, porém, a verdade parece que está no saite germinaliteratura.com.br; lá encontra-se o original de Laurindo Rabelo:

AS ROSAS DO CUME

No cume da minha serra
Eu plantei uma roseira,
Quanto mais as rosas brotam
Tanto mais o cume cheira.

À tarde, quando o sol posto,
E o vento o cume adeja,
Vem travessa borboleta,
E as rosas do cume beija.

No tempo das invernadas,
Que as plantas do cume lavam,
Quanto mais molhadas eram
Tanto mais no cume davam

Mas se as águas vêm correntes,
E o sujo do cume limpam,
Os botões do cume abrem,
As rosas do cume grimpam.

Tenho pois certeza agora
Que no tempo de tal rega,
Arbusto por mais cheiroso
Plantado no cume pega.
 
Ah! Porém o sol brilhante
Seca logo a catadupa;
O calor que a terra abrasa
As águas do cume chupa!

E o esclarecimento: “Estes versos constam do livro Poesias livres, de Laurindo José da Silva Rabelo (Poeta Lagartixa. Rio de Janeiro, 1826-1864), publicado em folheto, em papel ordinário e por uma livraria-editora anônima do Rio de Janeiro, provavelmente em 1882. Foram tão populares em fins do século XIX, que chegaram a Portugal  em cópias manuscritas, mais do que clandestinas, sendo gravados em disco no início do século, por duas vezes, pelo menos, sob a indicação de “poesia carnavalesca”. Quem dá conta desta informação é José Ramos Tinhorão, no livro História social da música popular brasileira (São Paulo; Editora 34, 1998). Foram gravados em música, também, no Brasil, por Falcão, no CD Do penico à bomba atômica (2000), com o nome de “No Cume”, de autoria (?) de Falcão e Plautus Cunha”.

*Se eu disser que pedra é pão, passe manteiga e jogue fora!

21 dezembro 2011 RECANTO DO FALCÃO


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TODO NU TEM UM QUÊ DE DESPIDO

O internauta/leitor Eduardo Jacob, de São Paulo me manda imeio com o seguinte teor perguntativo:

“Falcão, o que você, do alto dessa sua extrema sabedoria, acha da lei mexicana que proíbe as pessoas de andarem nuas dentro de suas próprias casas? Será que essa lei pegaria no Brasil?”

E eu, sem mais nem menos, respondo:

Caro Eduardo, de um modo assim um tanto ou quanto curto e sem nenhuma delonga iniciativa, devo lhe dizer que o legislador mexicano, que introduziu tal lei no cotidiano daquele povo irmão, tem e não tem razão; e daqui a pouco, eu, pessoalmente, lhe explicitarei os porquês, os poréns e os todavias dessa minha afirmativa, quando na ocasião porei todos os pingos nos is e, igualmente, puxarei as pernas dos respectivos ipsilones.

Antes, porém, vamos à dita cuja lei, que alvoroçou meio mundo na terra do Chaves. Seguinte: O caso se passa justamente em Villahermosa, 600 km a sudeste da Cidade do México, e a resolução diz que os moradores daquela comunidade que andarem nus dentro de casa, espionarem seus vizinhos ou participarem de festas particulares sem ser convidados poderão sofrer punições como multas e/ou prisão.

Tais punições foram aprovadas pelos vereadores (Só podia ser!) do lugar, o que não deixa de ser – na ótica desse locutor que vos fala -, uma demonstração mais do que convincente da falta do que fazer por parte dessa gente legisladora; coisa corriqueira lá, como aqui e em alhures.

Essa lei, antinudista interna edilesca, carrega no seu bojo um lado ruim e um outro lado bom, explico: Ruim porque tolhe o cidadão no seu direito de ir e vir, vestido ou pelado, dentro do sagrado recesso do seu lar, procedimento do qual ninguém tem nada a ver; e bom porque quem está de fora, cidadão também, não é obrigado a ficar vendo toda espécie de tribufu exibir metros e mais metros de pelanca, buchos e protuberâncias.

E aí, é onde reside o principal porém desta prosopopéia normativa, quem mora perto de gente que costuma praticar o nudismo intramuros, mas que deixa janelas e persianas escancaradas, fica dependendo do calibre belezurístico e da performance teatroexibitiva do outro. E como a lei de Murfy – aquela que diz que tudo de ruim que estiver para acontecer, acontecerá – não falha nessas horas…

Agora, para quem costuma abolir qualquer vestimenta dentro de casa, digo que é preciso, também, a criatura ter bastante cuidado, pois a coisa pode ser um tanto ou quanto arriscosa. O que aconteceu comigo é exemplar: Morando só, como ainda moro, andava, dentro de casa, que nem Adão no paraíso. Mesmo porque o médico havia me recomendado tal prática para, segundo ele, deixar que as coisas se desenvolvessem à la vonté e proporcionasse a perfeita circulação sanguínea, principalmente na área genésica.

No entanto, apesar dos preceitos médicos e da minha total obediência, comecei a sentir dores nas faces internas de ambos os joelhos, coisa que pensei ser alguma marmota circulatória, justamente.

Qual não foi minha surpresa quando, depois de diversos e modernos exames, onde não ficou constatado, absolutamente, nada que denotasse alguma doença, e com a análise abalizada de uma corriola de médicos especialistas amigos seus, o doutor matou a charada. O caso era o seguinte: Devido ao meu avantajado porte físico (1,93m), e como eu sou todo proporcional a esse comprimento, a cabeça do quinto membro é que, por causa do seu balançar, ao bater constantemente nos meniscos dos supracitados joelhos, estava causando aquele dolorimento na região.

Quanto ao brasileiro, não sei como reagiria a uma lei dessas. Acho melhor a gente não mexer muito no assunto, pois o país está cheio de vereador querendo mostrar serviço.

P.S.: Aberto está o precedente e quem quiser, a partir de agora, tirar alguma dúvida, receber um conselho, dispor de um assessoramento técnico, científico, físico, orgânico, sensual, sexual, etc e tal, principalmente, é só mandar-me uma missiva e eu responderei aqui mesmo neste espaço, conforme seja cada caso.

* Em matéria de tal e coisa, tudo mais é assim mesmo.

14 dezembro 2011 RECANTO DO FALCÃO


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SONHO DE CONSUMO

Ah, Eu com um cartão desses na mão!

Já fiz até uma lista de compras:

50  Cuecas em cores sortidas
75 Camisinhas sabor tutifruti 
5 Cargas de rapadura
35 Tapiocas
20 Tapiocas com côco
100 kg  de jabá
1 Carrada de farinha
1 Fusca 64 motor 1200
5 galões de cachaça da Serra Grande
1 Deputado
10 Barras de sabão
1 Par de sandálias de rabicho
1 Casal de jegue
1 Ratoeira

29 novembro 2011 RECANTO DO FALCÃO


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VOLTEI SEM NUNCA TER IDO

Salve! Salve!

Depois de um longo, inexplicável e tenebroso outono sem dar as caras aqui neste espaço bloguístico e falconético, eis-me de volta, sem nunca ter estado, lépido e fagueiro, escroto e maneirístico, lindo e joiado, etc e tal, principalmente, para o deleite, o gáudio, o bate-papo e o nhem-nhem-nhem filosófo-besteirófico com todo o mundo e adjacências.

Quem, na minha ausência, esculhambou, difamou e criticou esse locutor que vos fala, estava coberto de razão, e eu acho é pouco, afinal não é mister de um ídolo pop-brega que nem eu deixar fãs simpatizantes e afins nesse jejum causticante. Perdoem-me se possível for!!!

Pelas cincos chagas de Mané Valentino!!

19 agosto 2011 RECANTO DO FALCÃO


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BONITO, LINDO E JOIADO – 20 ANOS!

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Menino, como o tempo voou! Não estou me referindo só à idade da derradeira postagem minha nesse espaço bloguento, não! É coisa mais antiga: agora, nos meados de 2011, inteiram-se 20 anos do lançamento do meu primeiro LP. É, eu sou do tempo do Long Play!

Naquela quadra, nos finalmentes do século passado, eu ainda era feio, mas revolvendo toda a poética e estética daquele álbum recém gravado, desenterrei o título ‘BONITO, LINDO E JOIADO’, com a ajuda dos colegas arquitetos Pedro Boaventura e Andréia Santana.

Aí, o estrogonófico leitor há de perguntar: “- E quem é que quer saber disso?”. Talvez nem mamãe, mas mesmo assim eu digo. E conto mais: o retromencionado trabalho líteromusical foi gravado na primavera de 1990, no estúdio Pró Áudio, em Fortaleza, com arranjos de Tarcísio Sadinha e Aroldo Araújo, que também atuaram como músicos, juntamente com Zé do Norte e Luizinho Duarte. Contamos também com Elvis Matos, Luis Carlos Fonteneles, Majô de Castro, Virgínia Assunção, Cida de Souza Giselle Castro e Romina Mirza nos vocais, além das participações especiais de Netinho da Flauta e Xangai.

Aquele famigerado disco foi produzido por mim e Hélio Santos, e foi responsável – inicialmente com ‘I’m not dog no’ -, pela estapafúrdia introdução da minha pessoa no singular meio artístico-musical-midiático do Brasil varonil. E tenho dito!

Ah! Aproveite que já está aqui mesmo, e veja aí duas inoxidáveis interpretações para versão anglo-saxônica (Feita por mim e Tarcísio Matos), do clássico bregoriano do grande Waldick Soriano:


   

P.S:  Na próxima postagem voltarei com a LEITORAGEM.

*Eu posso até voltar atrás, pra frente é que eu não volto.*

28 julho 2011 RECANTO DO FALCÃO


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O PROFISSIONAL RAPARIGUEIRO E A PUTARIA GLOBALIZADA

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Não é de hoje que eu não vou com a cara – nem com o corpo! -, desse elemento que, porhoramente, dirige o país dos italianos, o tal Silvio Berlusconi. Cabra altamente 100% em matéria de fuleiragem. Esse sujeito, como se não bastasse ser isso e aquilo e aquilo outro nos subterfúgios e sob os holofotes da política ítala, também milita nas hostes cartolistas do futebol local; e tem negócios na indústria, no comércio e nos serviços.

Mas é no metier libidinoso e prevaricarista que o Silvio transita com maior desenvoltura. Aí, ele deita e rola…não necessariamente nessa ordem. O cara tem até uma secretária encarregada do agenciamento e aliciamento do mulherio, para o processo surubístico, onde dá preferência às ninfetas e, como não poderia deixar de ser, às brasileiras, também.

Digo que não poderia deixar de ser, em relação às brasileiras, porque o nosso plantel rapariguístico em terras européias, já passa das cem mil almas, dizem. Sem contar o viadaral prostitudente que vai pra lá, rodar a bolsinha nas esquinas de Milão, principalmente. Mas essa é outra história que tem a ver com falta de educação, submissão, falta de oportunidades para os jovens, má distribuição de renda…coisas que por aqui rolam, desde o tempo em que cu era quadrado.

O fato é que o Berlusconi, descendente dos antigos romanos, que adoravam uma fornicação grupal, apenasmente se aproveita das ‘meninas’ (Pelo preço!), que, por seu turno, também são descendentes…do velho e conhecido rapariguismo que, em tempos idos, vinha da Europa pra cá, e agora faz o caminho inverso.

O dito cujo, Silvio, chegou até a dizer que prefere as mais novinhas, ‘no alvorecer do cabaço’, como diria Chico Mancebo. Mas, porém, cada uma com sua tara.

E por falar em tara, eu agora me lembrei de história exemplar, passada em Limoeiro do Norte, segundo me contou Moacir Maia. Foi assim: Um cidadão lá havia que tinha a mania de só frenquentar, fornicativamente falando, o ‘lado B’ das criaturas com quem se acasalava. E ainda saia alardeando, pela cidade, as qualidades de tal orifício.

Aí, seus amigos se reuniram, e no intuito de ajudá-lo a se livrar desse vício, contrataram, no cabaré local, cinco moças para ficarem em confinamento carnal com o indivíduo, durante dois dias – numa espécie de BBB da putaria -, onde elas só poderiam permiti-lo a penetração vaginal.

Passadas as 48 horas, todos se postaram à saída do quarto, como se fossem ávidos repórteres esportivos numa entrevista coletiva de Mano Menezes. Perguntaram-no, então, quase em uníssono: – “E aí? Como foi?” No que ele respostou: – “Alguém aí pode me fornecer um furico? Porque essa tal de priquita, só tem é fama!”

7 julho 2011 RECANTO DO FALCÃO


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VOTE EM MIM E NÃO SE PREOCUPE!

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É Batata. Toda vez que se avizinha um pleito eleitoreiro, sempre vem alguém para me propor uma candidatura a cargos quaisquer. Logo eu, que possuo alto grau de simancol e não tenho vocação para aproveitamentos situacionísticos, nem oposicionísticos. Para que você, votante leitor, saiba, já tentaram me cooptar até para uma postulância à presidência da república! Aí, eu até balancei perante a propositura, mas declinei do convite porque sei que há muita gente besta e presepeira que ia sufragar meu nome. Me elegeriam e eu estaria no mato sem cachorro, ferrado e mal remunerado. E muito mais lascado ficaria o país, com minha (des)governança.

Mas, e sempre tem um mas, que poderia muito bem ser um porém, ou, quem sabe, um todavia; para o caso de, um dia, eu cair na baboseira de me candidatar, e vocês cometerem a transloucura de me elegerem, eu prometo que:

- Renunciaria no dia seguinte;

- Puxaria uma praia para Minas Gerais e um braço de mar para mato Grosso do Sul, passando pelo Paraguai;

- Aí, aproveitaria e transplantaria Assuncion para o planalto central;

- Implantaria o serviço central de ar-refrigeramento em Teresina, Palmas, Jaguaribe, Sobral e Irauçuba;

- Melhoraria as estradas, tirandos as subidas e deixando só as descidas, para incrementar o economizamento de combustível. Seria o projeto Pró-banguela.

- Criaria o projeto Rapariga de Família, onde em cada lar ficaria uma moça dadeira, favorecendo para que o pai de família não precisasse se ausentar de casa para um evetual afogamento de ganso alternativo;

- Criaria o projeto Baitola do Quarteirão. Com essa benfeitoria, quem gostar da fruta homossexuável, pode usufruí-la nas proximidades de sua residência, sem correr o mesmo risco ao qual Ronaldo Fenômeno correu;

- E outras muitas ideias, que pululam em minha cachola, e que só benesses trariam ao nosso povo, enquanto população.

26 junho 2011 RECANTO DO FALCÃO


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IGREJA TRIANGULAR DOS CORNOS DOS ÚLTIMOS DIAS

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Levando em conta desvios comportamentais e operacionais nas principais igrejas, por esse mundo a dentro; desvios estes que nos chegam na forma de enganação, ladroagem, corrupção, baitolagem, pedofilia, prostituição, uso do santo nome de Deus em vão, etc e tal, principalmente;

Sabendo que a maioria dessas agremiações religientas estão mais é se lixando para o bem estar do cidadão, pois quanto mais aperreado o fiel, mais fácil de meter a faca aproveitativa;

Sabendo também que, o sujeito corno é um bicho sofrido, rejeitado e preconceituado, e, portanto, carente de uma assistência psicologística mais efetivosa; e informado que qualquer um pode instalar, na hora que lhe aprouver, uma entidade de cunho religioarrecadativa – Até Xico Sá, segundo eu soube, já cogitou virar uma espécie de Edir Macedo da Vila Madalena, pasmem!

Depois de todos esses considerandos, e de matutar aqui com meus últimos neurônios, é que eu resolvi agora deflagrar a fundação da IGREJA TRIANGULAR DOS CORNOS DOS ÚLTIMOS DIAS.

TRIANGULAR, porque não existe o evento cornífero se não houver, no mínimo, o trio básico da consumação chifrônica: O corno, a mulher e o ricardão.

DOS ÚLTIMOS DIAS, porque o fim do mundo se avizinha e é imprescindível que o indivíduo que nunca foi corneado, providencie logo esse desenrolamento, que é para não desencarnar pagão e, ao chegar do lado de lá, não poder usufruir das benesses que estão reservadas aos cornos mansos, conforme preconiza o Pentatêuco da nossa igreja, que ainda será escrito por Firmino Tei-Tei, corno velho entendido nessas coisas.

Destarte, convém dizer que, nossa associação sócio-reliosa não exige qualquer pré-requesito do fiel/participante/dizimista/colaborador, a não ser que o cara seja corno. Mas o cornudo na precisa provar que já foi chifrado, basta dizer, que a gente acredita. Assim seja!

17 junho 2011 RECANTO DO FALCÃO


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PENA DE MORTE

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Pronto, basta uma alma sebosa cometer um crime mais cavernoso e atroz, para outras almas tanto ou quanto sebosas aventarem logo a idéia de se implantar aqui a famigerada pena de morte. Chamo de também sebosa a criatura que propugna por essa prática talionesca, por que além de mim, que sou contra a morte de qualquer ser vivente, o próprio J. Cristo já assim pregava em seu evangelho parabolístico. Porém, saindo do campo eclesiástico-episcopal, minha maior aversão a essa prática atrasadista, é que, sendo a corrupção coisa corriqueira em todas hostes civis e oficiais nacionais, essa lei ia virar arma de vingança e senvergonhesa institucionalizada.

Você mesmo, preclaro leitor, se porventura, quando se estabelecer tal norma, tiver algum inimigo influente junto a algum corrupto judiciarista, será despachado para a cidade-de-pés-juntos, antes da hora aprazada por São Pedro, e lascar-se em bandas, sem nenhuma apelação, pois decisão de juiz não se discute, cumpre-se. E aí, babau.

Mas eu sei que a maioria do povo, já aporrinhado pela problemática atual, defende a dita lei, como se ela fosse a solucionática definitiva para a violentice aqui reinante.

Chico Calça Frouxa, meu vizinho cambista, até já vislumbra aumento no faturamento, se as execuções forem locadas em estádios, ginásios esportivos ou casas de shows, onde os aficcionados possam ver tais eventos, pagando a respectiva entrada. Já Dedé Bulim, acha que tudo deve ser feito conforme o modelo – ele ouviu falar -, que se aplica em certo país ibérico, onde o condenado mortal teria o direito de escolher a forma como desejasse ser executado: Enforcamento, fuzilamento ou gás.

Segundo Dedé, lá nesse país, certa vez se sucedeu o seguinte: Um sujeito ao ser inquirido pelo juiz, em qual modalidade de execução queria morrer, perguntou: “-Como é essa morte pelo gás?”. O magistrado explicou: “-O senhor será amarrado ali, no meio do pátio, e a gente solta o gás, ora pois!”. O cara, supondo que o tal gás, solto naquele pátio, não teria a concentração suficiente para matar ninguém, escolheu, com um sorriso nos lábios, a forma gasosa. No dia marcado ele morreu com o mesmo sorriso, pois nem deu tempo de ver que o gás foi solto, do quinto andar, bem no meio da sua moleira, e vinha acondicionado num botijão de 13kg.

*Seja razoável, exija-me pelo menos duas vezes ao dia.*

27 maio 2011 RECANTO DO FALCÃO


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A MARCHA INEXORÁVEL DO TEMPO

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Revirando antigos alfarrábios, encontrei num dos meus baús de lembranças um livro que nem é tão velho assim. Velhas são algumas histórias que expõe o dito cujo: Trata-se do compêndio “Mestre Hélio – O piloto da mansão”, escrito por Blanchard Girão, jornalista cearense já falecido. Pois bem, o livro é uma biografia de Hélio Guedes Pereira, aviador, líder empresarial e magistrado pernambucano também já desencarnado. Preste atenção!

Lá pelo depois do meio do volume é que está o leriado aonde eu queria chegar: Em 1949, Mestre Hélio, nos píncaros da juventude, era piloto do Aeroclube de Fortaleza. Foi quando chegou na cidade, “para uma temporada ao microfone da PRE-9 – a mais importante emissora de rádio do estado do Ceará -, uma jovem cantora paulista. Morena, esbelta, simpática, atraente,…” Hebe Camargo. Sim essa criatura aí da foto é nossa querida Hebe Camargo! Gostosona, né não?

Aí, levada por amigos, Hebe foi até o campo de aviação, lá conheceu o aviador Hélio, e convidada pelo mesmo, foi fazer um passeio aéreo – num monomotor Aronca – sobre a capital cearense. Daí, dizem que houve um aprochegamento, um ligeiro flirt, e o aviador levou a cantora até a praia de Iracema, onde foi feita a pose para essa chapa fotográfica aí.

Porém veja a inexorabilidade do tempo. Será que Danilo Gentili (CQC boy) chamaria de múmia essa criatura do retrato?

* * *

Perguntinha:

Se Darwin fosse petista, seria possível explicar a evolução patrimonial do Palocci?

5 maio 2011 RECANTO DO FALCÃO


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PARTO

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Não adianta, toda vez que eu falo em continuar postando aqui neste espaço, de maneira mais regular, acontece um revertério para obstacular esse meu desiderato; agora foram picuinhas banda-larguistas que…depois eu conto. Isso me deixou dias e dias isolado do mundo internético. Porém, para não estruir textos que eu já havia cometido antes, vou mostrar uma coisa que deveria ter saído aqui antes do carnaval. Lá vai:

Possa ser que agora o mulherio varonil do meu Brasil deixe dessa mania besta, e dispendiosa, de só querer parir artificialmente, pelo malfazejo método cesariano. Digo isso, depois de saber do bom exemplo de Gisele Budchen que, conforme alardeou a imprensa, preferiu desovar seu primeiro filho naturalmente, sem maiores delongas.

O fato é que a parição cesariana, além de ser altamente traumatizante – visto que a futura mamãe sofre uma grande intervanção cirurgica, invasiva, cortante, perfurante, etc, com todos os riscos de tal procedimento -, esse processo ainda traz o agravante de ser dispendioso pra cacete, pois a cliente tem que cair com o numerário para cobrir o borderô gastativo com médico, assistentes, anestesista, hospital e tal.

Bom mesmo era nos pratasmente do passado, quando as grávidas sofriam as dores do parto, é verdade, mas pouquíssimo tempo depois de desembucharem suas crias, já podiam até bater pernas, lépidas e fagueiras, sem nenhuma sequela pós operatória ou debacle financeiro.

Lá em Pereiro, quando eu nasci, a mulherada paria tranquila e calmamente, na maior catilogência, sem nenhum quadro avexativo, e apenas  com a piramidal ajuda de uma parteira tarimbada no metier. Conta-se, inclusive, que uma cidadã pereirense chegou a ter um filho em cima de um coqueiro. É que, no nono mês de bucho, com um forte desejo de tomar água de côco, a sujeita subiu na árvore para colher o fruto e lá a criança desembeiçou, e só não se espatifou no chão por que ficou presa no cordão umbilical, feito um bungeejumpista neonatal.

*Olhar é uma coisa, ver é muito melhor.*

28 abril 2011 RECANTO DO FALCÃO


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SACANAGEM E ESCULHAMBAÇÃO, SIM. FRESCURA, NÃO!

final

Cumprida a quaresma, eis-me de volta. E, com o finalizamento da dita cuja, pus-me a divagar sobre o que dizem dela os entendidos no assunto religio-exotérico.  Falam que nesses 40 dias (Os mesmos que J. Cristo passou no deserto, sofrendo toda sorte de tentações por parte do capiroto, antes de entrar em Jerusalém no domingo de ramos), ficam à solta, entre o aqui e o além, pelos quatro cantos do mundo, toda versidade de ‘ispritos’ ruins, com carta branca pra fazerem as mais variadas modalidades de estripulias, escandelices e desatinos. Como se isso fosse novidade, nesse planeta esculhambativo!

Alguém devia era informar, a esses enviados das trevas, que do lado de cá já está cheio de almas sebosas praticando todo um cabedal de putarias, com muito maior tarimba e desenvoltura. Quem é que precisa de entidades nocivas, demônios e afins? Num lugar onde se mata o semelhante só pra ver pra que lado cai o sujeito; genro corta língua de sogra pra fazer cachorro quente; pai estupra filha, e neto come o cu da avó; mães jogam bebês recém nascidos no lixo; padres pedófilos e baitolas infestam o seio da igreja de Roma; pastores ávidos pelo vil metal povoam as hostes evangélicas; político feladaputa é coisa corriqueira… Só se vierem aqui pra fazer uma reciclagem, ou um apigreide norrautivo…

E, no quesito família é onde a coisa mais degringolou, nestes tempos apocalípticos. Só pra exemplificar, mas não influenciar; e sem querer entrar em qualquer seara preconceituosística, veja só, cabriocárico leitor, o que se passou no lar de ‘seu’ Hermenegildo, ‘caba’ véi lá das Minas Gerais: Reginaldo, o filho caçula de Hermenegildo, chegou certo dia e, à queima-roupa, falou “Papai, vou ser viado! Um amigo meu, que anda de marcha à ré, disse que é o que há de mais moderno e supimpa.” O pai, resignado, obtemperou “Pois, pelo menos, procure um parceiro de p*u pequeno, pra não botar seu fiofó a perder, logo na primeira.” “E como é que eu saberei, papai?” Questionou o filho pré-bambi. O velho, do alto de sua experiência, ensinou “Pelo tamanho do pé, sabe-se o tamanho do cacete do cidadão”.

Pois bem, Reginaldo, tanto procurou que encontrou um negrão, de 2m de altura por 1m de largura, calçando um tênis 34. Parecia o pé do Marcelinho Carioca. Foram para a cama. Em lá chegando, o sujeito desembainhou um órgão de uns vinte e tantos centímetros. Reginaldo, boquiaberto, reclamou “Vixe! Esse ‘trem’ me mata!” No que o negrão retrucou “Mata não! Um trem, também,  passou em cima dos meus dois pés e eu nem morri!”


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