JUSTIÇA QUE FUNCIONA

Uma cena bastante incomum, rara e emocionante, que foge aos acontecimentos aviltantes do dia a dia do cotidiano político-criminoso brasileiro, foi captada por uma lente sensível em Goiás!

Uma lavradora da cidade de Itapuranga de mais de cem anos de idade recebeu a visita de um Oficial de Justiça a mando de um juiz em sua casa para comunicar-lhe que a partir daquele momento iria receber sua aposentadoria depois de anos de espera. Um direito garantido por lei, mas que aguardava decisão judicial na prateleira do Tribunal de Justiça daquele Estado!

Graças à atitude digna, humana e justa do Juiz Thiago Cruvinel Santos que não mediu esforço em ir pessoalmente à casa da centenária, Alvanira Maria de Jesus, e comunicar-lhe o direito à aposentadoria.

Para proferir a sentença assecuratória, o juiz saiu da sala do seu gabinete no Tribunal de Justiça de Goiás para colher o depoimento da idosa e de testemunhas para, na hora, conceder à centenária o direito de receber dois benefícios: uma conversão do amparo assistencial para a aposentadoria e a pensão pela perda do consorte, que bateu as botas há mais de 17 anos!

“Sou uma mulher que viveu muito, vi coisas e sofri todo tipo de privação, junto ao meu marido, meus filhos e meu neto. Mas sou uma pessoa de fé. Acredito em Deus, na vida, no ser humano. Hoje, aqui, na minha casa, estou vendo de perto a Justiça ser feita”, afirmou dona Alvarina Maria de Jesus, ao juiz que a atendeu, o verdadeiro Anjo da Guarda efetivado da centenária.

O dinheiro que entrará na conta de dona Alvarina Maria de Jesus a mando da Viúva tem destino certo: diabética e com problemas de circulação do sangue na região das pernas, ela poderá agora comprar os remédios que a ajudem a viver melhor a terceira idade. A decisão do juiz foi amplamente comemorada por ela, familiares, vizinhos e pelo próprio magistrado.

“É simplesmente impossível não nos sensibilizarmos com a situação de uma pessoa de 100 anos que precisa ser atendida com urgência e ter direitos básicos garantidos legalmente para que possa usufruir, com um pouco de dignidade, dos anos de vida que lhe restam”, disse o juiz Thiago Cruvinel Santos, o grande herói responsável pela festa na família da lavradora centenária.

É atitude e decisão digna, sensata e nobre como esta, vinda desse e de centenas de outros magistrados e magistradas espalhados por todo esse Brasil que não medem esforços para materializar o princípio da dignidade da pessoa humana, valor moral e espiritual inerente ao ser humano, que constitui o princípio máximo do estado democrático de direito, estando elencado no rol de direitos fundamentais da Constituição, que nos fazem ter esperança num Brasil honesto, justo e respeitado, via Poder Judiciário de primeira e segunda instância.

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CONSTITUIÇÃO UTÔPICA! CPB E CPPB INÚTEIS!

Na sua coluna, EFEITO TEQUILA À VISTA, publicado no Jornal da Besta Fubana no dia 10.01.2017, o jornalista José Roberto de Toledo, sempre primoroso nas suas explanações, tece críticas ácidas a três cânceres que corroem o Brasil e se multiplicam mais do que praga de gafanhotos: Igrejas evangélicas, onde tudo é legitimado em nome de “Deus” e “Jesus Cristo,” partidos políticos e facções criminosas.

Infelizmente a chamada constituição cidadã, tão primorosamente ufanada no seu preâmbulo pelo senhor constituinte, Ulysses Guimarães, criou mais outro câncer congênito: SINDICATOS!

Quando assegurou no seu artigo 8.º que: É livre a associação profissional ou SINDICAL, observado o seguinte…, a constituição escancarou a porteira para que mais uma organização “teteira” ficasse livre do recolhimento de impostos (IR, IPTU, ICMS, COFINS, ISS…), impostos esses que são pagos pelos contribuintes honestos e trabalhadores, que vivem tomando no cu no dia a dia para sustentarem essas associações oportunistas, legitimadas pelo Estado!

Tinha razão Roberto Campos, o mais reacionário pensador liberal brasileiro de todos os tempos: nossa constituição é um dicionário de utopias de 321 artigos inúteis, porque tira de quem não tem, dá a quem não precisa, pune quem não merece, livra da cadeia quem deveria estar preso, alimentando o socialismo utópico, vagabundo, viciado, delinquente, que mata quem produz e defende quem é bandido, assassino, pedófilo!…

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O PASTOR ADÉLIO PICARETA ATACA NOVAMENTE!

Recomendo aos fanáticos leitores fubânicos e afins que acompanhem esse vídeo do Pastor Adélio até o THE END! A surpresa está no final!

Uma verdadeira aula de picaretagem evangelicista, com um desfecho impressionante, com o pastor Silas Mala Faia, o picareta dos picaretas, explicitando a Teoria da Picaretagem Cristã aos tabacudos fiéis descerebrados do templo de sua “Vitória em Cristo”!

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SENADOR VALDEMIR MOKA (PMDB-MS)

O Senado, o Prostíbulo de Brasília, vez por outra, por meio de algum senador sensato, solitário, apresenta um projeto de lei decente que merece o reconhecimento da sociedade.

Foi o que aconteceu com o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), que apresentou o PL 580/2015 para obrigar o preso a trabalhar e ressarcir o Estado das despesas com a sua manutenção no sistema prisional.

Segundo o senador, sua decisão em apresentar o projeto foi quando tomou conhecimento de que um preso custa três vezes a mais ao Estado do que um estudante de escola pública.

Não dá para saber disso e ficar de braços cruzados – disse. E só protocolou o PL580 depois do parecer favorável da consultoria do Senado, especialmente quando à constitucionalidade e ao mérito.

Segundo o senador, com crise ou sem crise, o detento recebe três refeições por dia. Enquanto isso, fora da prisão, muitos brasileiros não tem sequer uma refeição diária decente. O preso também tem assistência ambulatorial imediata, diferente do que ocorre na saúde pública onde o doente enfrenta horas e mais horas para ser atendido, se fudendo-se na fila de espera do SUS, justifica o parlamentar.

No site do Senado o projeto de lei registrou o apoio de 23.688 pessoas. Apenas 601 são contrárias. A representação total é de 97,5% dos 24.289 que opinaram sobre a matéria.

Infelizmente, 601 descerebrados foram contrários a esse projeto de lei tão moralizador. Fosse nos EUA, país reconhecidamente reacionário e opressor, onde a Lei Penal impera sobre todas as outras, já estava em vigor desde a promulgação da constituição ficcional do senhor Ulysses Guimarães, que deu moleza que só a porra a quem é bandido-rico, assassino, ladrão, pedófilo, traficante, sequestrador, estuprador, quadrilheiro, salafrário, sonegador de imposto, assaltante, facínora, delinquente, bandoleiro, criminoso, salteador, dentre outros malfeitores e inimigos da Justiça!

SAÚBA DOS BONECOS: FORÇA QUE VEM DA ARTE

Antônio Elias da Silva, eis o nome registral desse exímio artesão rústico de Carpina-PE, que traz na pele e no sangue a pecha politicamente incorreta da discriminação social.

Nascido em 9 de maio de 1953, esse vangoghiano carpinense, de extraordinária habilidade empírica no trato com a madeira tosca, o mulungu, árvore apropriada para a confecção de seus bonecos artísticos, cedo teve de sorver a puberdade lúdica, na palha da cana dos engenhos escravistas da região, sob o sol causticante e inclemente do trabalho com a enxada.

Autodidata, nunca pisou o batente de uma escola. Seu mestre, professor, instrutor, inspirador é sua espantosa capacidade perceptiva, intuitiva, criativa, em transformar tudo que é madeira tosca de mulungu em verdadeira peça artesanal.

Devido à sua extrema habilidade arteira manual, esse carpinense casual, cedo começou a divertir e maravilhar sua sofrida gente nas festas juninas no bairro de Santo Antônio, em Carpina, com seus mamulengos cômicos e satíricos, ridicularizando os costumes e o comportamento da canalhada política local.

Apesar de seus trabalhos correrem o país e o mundo, serem expostos em galerias de luxo, maravilharem o Brasil em shows nos canais de televisão mais populares, tanto locais quanto nacionais, esse autêntico e verdadeiro artista mamulengueiro continua pobre e miserável, devendo até os pentelhos do cu a agiotas, e sem dinheiro para alimentar a prole numerosíssima, filhos de várias tribufus e “putiriguetes” diferentes que dele se aproximam pensando ser detentor de uma grande fortuna em dólar ganhada de gringos e guardada em uma botija debaixo da sua cama de lona comprada na feira de mangaio em Caruaru.

É doloroso vê-lo trôpego, cheio de manguaça, todo cagado cambaleando pelas ruas paralelepipeidadas e cheias de bueiros de guabirus petralhas de sua terra natal, com as mãos e os pés melados de cola de madeira, com os bolsos mais liso do que pau de tarado, dando murro no ar e rogando pragas ao vento por lhe faltar os caraminguás.

Espera-se que não se deixe acontecer com ele as mesmas injustiças e indiferenças que houve ao maior pintor pós-impressionista do século XIX, o Neerlandês Vincent Willen Van Gogh – lúcido e louco; dócil e violento -, que depois de morto, seus quadros alcançaram a glória, sendo vendidos em leilões suntuosos por fortunas incalculáveis; seu busto virou estátua no mundo; seu nome virou rua em todo o planeta; seu túmulo, adoração; mas em vida só conheceu a miséria, o desprezo, o abandono, a indiferença e as loucuras dos choques elétricos dos manicômios.

Eita mundo escroto da porra de injusto!! E o pior é que Deus não está nem aí e nem vai estar!! O Filho dele é que teve misericórdia da patuleia e ousou vir à terra expulsar dos panteões os adoradores do dízimo, mas se fudeu-se na primeira esquina do Brás, enforcado no Templo de Salomão de Edir Macedo por falar asneiras como justiças sociais, cotas raciais, distribuição de renda aos fudidos e maus pagos e vidas sem fome. Como recompensa teve de pagar 10% de dízimo para poder se safar do inimigo e ir parar junto do Pai!

– Ou paga ou se fode aí na zumbizada da Cracolândia ou nas trevas do inferno de Bacurim – sentenciou o Todo Fuderoso bispo da Igreja Universal do Queijo do Reino, com a cara de buceta lambuzada de pó de arroz de drosli e com aquela barbinha de rapariga sambada, se dirigindo a Jota Cristo já pendurado na cruz pelos zovos, amarrado com arame farpado pelos roubreiros do templo, que só esperavam as ordens do Mestre para catapultá-lo à casa do caralho!

O PODER JUDICIÁRIO E A SOCIEDADE UNIDOS CONTRA A CORRUPÇÃO!

Vejam por que esse país de corno cururu avacalha e desmoraliza suas instituições permanentes e quase tudo vira uma zona de gases poluentes!

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina removeu compulsoriamente um juiz chamado de louco pela corte de justiça por querer fazer o Judiciário trabalhar.

O juiz Fernando Cordioli Garcia foi afastado da Comarca de Otacílio Costa, Santa Catarina, onde era magistrado, não sob a acusação de participação político-partidária e instabilidade, mas por ser crítico ferrenho do judiciário daquele Estado da Federação.

A acusação de participação político-partidária e instabilidade judicante contra o magistrado era apenas um pretexto corporativista do tribunal para afastá-lo da função de magistrado porque incomodava interesses escusos!

Vitima de perseguição devido ao trabalho de combate à corrupção, o juiz Fernando Cardioli foi submetido até a uma Junta Medica do TJ-SC que emitiu um laudo informando que o magistrado não apresenta qualquer sintoma psiquiátrico.

Que crimes cometeu esse magistrado para ser compulsoriamente afastado do cargo pelo voto de 49 dos 62 desembargadores que compõem o TJ-SC, e agora ter de se defender perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)?

Vejam os exemplos abaixo e tirem suas conclusões:

– Poucos dias depois de ser afastado da jurisdição pelo TJ-SC, o magistrado concedeu uma entrevista ao site Uol. Questionando: “Dizem que sou louco, mas pelo menos não me chamam de corrupto. Sou louco por querer fazer a máquina do Judiciário funcionar”.

– Em 2012, Cordioli leiloou dois carros do prefeito do Município de Palmeira (SC) em praça pública. O dinheiro era para pagar condenação por desvio de dinheiro público. Um terceiro carro, no qual o prefeito tentava viajar para Florianópolis, foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal depois que o juiz mandou uma ordem por fax para o posto de patrulha. O prefeito ficou a pé no acostamento. Aproveitou o ensejo para dar uma cagada no mato e a urtiga branca fudeu o cu dele de calombo! Bem feito!

– Quando a polícia pedia a prisão de alguém, o juiz despachava a mão no próprio requerimento, poupando toda burocracia: “É um recurso que está no Código de Processo Penal desde 1940″, afirmava.

– Depois que o MP se recusou a pagar peritos num processo contra outro ex-prefeito, o juiz pediu auxílio do 10º Batalhão de Engenharia do Exército para avaliar a casa do réu. Um destacamento cercou a casa, fotografou tudo e a avaliou em R$ 500 mil. Em seguida, quando estava prestes a transformar a residência num abrigo municipal para órfãos, o juiz Fernando Cordioli foi afastado.

– Numa ação ambiental, o juiz determinou à Fundação de Amparo ao Meio Ambiente que derrubasse a casa de um vereador erguida em área de preservação. Como a ordem judicial não foi cumprida, o juiz Cordioli fez o serviço ele mesmo, com a ajuda de um operário. Meteu a marreta na casa!

– Descontente em ver condenados a penas alternativas não cumprirem suas sentenças, o juiz exigiu que todos fossem ao quartel da PM às 9h, todos os sábados. Recebia o pessoal de pá na mão e comandava operações tapa-buracos nas ruas de Otacílio Costa.

– O juiz andava de bicicleta na cidade. Certa vez, visitou um desembargador vestindo jaqueta de couro e com barba por fazer.

– Em algumas audiências criminais preliminares, ele soltava pessoas que sabia que enfrentariam longas batalhas judiciais por coisas insignificantes.

– Em uma ação penal, um homem rico era acusado de crime ambiental, porque podara uns pinheiros. O juiz concluiu que a denúncia fora perseguição política e o inocentou sob o argumento de que “podar árvores não é crime”.

– No ano passado, Cordioli queixou-se de corrupção em Otacílio Costa ao governador Raimundo Colombo (PSD) e pediu intervenção no município. O governador agiu politicamente na punheta!

– Para vereadores queixosos de postos de saúde sem médico e sem remédios, sugeriu que responsabilizassem o prefeito e os ensinou a como fazer um processo de impeachment.

– Isso é o que se pode chamar de semente da Justiça. Quando o Brasil chegar ao nível penal dos EUA onde não há boquinha entre preto, pobre, puta e puto, remediado e rico, está porra vai pra frente porque quem tem cu tem medo!

O juiz Sérgio Moro, o MPF, o MPE e a Polícia Federal, juntos, estão impondo respeito e moralização a está zona de gazes poluentes, antes comandada pelo patrimonialismo meretrício da alta sociedade política criminosa!

Isso chama-se ESPERANÇA num futuro melhor a um país dominado pela corrupção endêmica que arruína a crença na honestidade e destrói a sociedade!

Que o exemplo do juiz Fernando Cordioli inspire todos os juízes que já entraram na magistratura em 2016 e a todos que vão entrar em 2017, para que atuem com zelo, independência, imparcialidade e justiça, para que o túmulo de Rui Barbosa não provoque um abalo sísmico de vergonha e descrença no Poder Judiciário!

ROBERTO CARLOS E A ORGIA NO BURACO DE OTÍLIA

Por volta dos anos setenta o cantor Roberto Carlos já era idolatrado como o ídolo das multidões. Para onde ia fazer show, uma tonelada de gente feminina entupia o recinto de histerismo, principalmente tribufus balzaquianas ricas e mal amadas com o priquito coçando que se atiravam no palco dos shows desejando que o rei da “perna de pau” as comesse ali mesmo na frente da multidão ensandecida, porque a tesão lhes afloravam os poros, e elas estavam tendo orgasmos dentro das calcinhas. Vaca Peidona fazia parte desse palco de beduínas-ouriçadas.

Junto com o amigo da onça, Erasmo Carlos, o terror das barangas, um dos responsáveis pela criação do movimento tabacudo intitulado Jovem Guarda, parceiro das músicas do “rei da avareza”, que todo mês de dezembro lançava um elipeido que infestava as lojas de discos de todo o Brasil, e era presente de natal obrigatório para as tabacudas e os tabacudos bestalhões que idolatravam as músicas do ídolo da “perna de pau” comprar e dar de presente aos abestalhados/as para a satisfação desse vielhinho escroto do trenó.

Roberto Carlos já era conhecido em todos os bordéis do Brasil, quando chegava para fazer seus shows, como o rei da suruba, do bacanal, da esbórnia, movidos a chá de cogumelo, cachimbada e cigarro de marijuana, que o “rei” fazia questão de levar às festas para enfiar nos furicos daqueles que não compartilhavam das suas fantasias sexuais tresloucadas.

Vem dessa época a mania de ele fumar aquele cachimbo preto fedorento com a boca parecendo o furico da Vaca Peidona soltando bufa de batata doce, estampado na capa do elipeido intitulado ROBERTO CARLOS: PRA SEMPRE, onde está inserida a música Jesus Cristo, biografia do filho de Deus não autorizada por Edir Macedo, que até hoje lhe cobra os dízimos autorais na justiça celestial por apropriação indébita e direito de imagem.

Com o estrondoso sucesso das músicas Jesus Cristo, Meu Pequeno Cachoeiro da Itapemirim e a lambada Minha Senhora, composta por Aurino Quirino Gonçalves – o Pinduca, o elipeido ROBERTO CARLOS: PRA SEMPRE, estremeceu as paradas cardíacas das rádios AM de todo o Brasil, incluindo a Aurora do Jumento, em Carpina, que era comandada pelo anão “Bimba Triste”, que, segundo as más línguas putistas, era menor do que a bilolinha do debiloide presidente dos ziztados zunidos, Donald Trump, eleito na punheta na eleição mais escrota do mundo!

Com toda essa estrondosa sucessão de sucesso que se sucedia sucessivamente nos cabarés, Roberto Carlos provocou inveja no comedor de gente, o cafajeste Carlos Imperial, que fazia o programa de auditório “Esta noite se improvisa comendo uma priquita”, transmitido pela TV Record, que logo chamou o “rei do mocotó”, Roberto Carlos, a participar para comer todas as cantoras e atrizes principiantes que apareciam por lá com os priquitos coçando e doidas para fazerem sucessos a qualquer custo: Gretchen, Rita Cadilac e outras “lebretes” do mundo cão do Teatro Oficina são dessa época.

Foi neste ano que Roberto Carlos veio fazer um show aqui em Pangeia, digo: Recífilis, se hospedando no Grande Hotel do Alto da Foice. Assim que chegou, chamou o anão “pau vermelho”, jardineiro do Grande Hotel, PhD em “pedofilogia”, mandou-o “selecionar umas quarentas putinhas cabaços nas redondezas, com idade entre doze e dezesseis aninhos” para, assim que terminasse o show ROBERTO CARLOS: PRA SEMPRE, no Geraldão, ele ir até o Buraco de Otília, para fazer a maior orgia regada a chá de cogumelo, pó de mijo de veia, trazidos da fazenda Tabé Lião, do Coronel Ludugero. Wilza Carla, que o Vudum Collo de Mello chupava e comia na Casa da Dinda, é dessa época!

Uma hora da matina, Roberto Carlos chega ao Buraco de Otília cercado por quarenta putinhas secionadas a dedo pelo anão “pau vermelho”. Entra no quarto reservado por Quitéria, a cafetina do priquito mais folote da América Latina, e lá pratica o maior bacanal de Herodes de todos os tempos que se tem notícia em Recífilis, regado a vaselina e manteiga feita de leite de jumenta, ao ponto de no outro dia sair do cabaré direto para a maternidade MATADOURO, no Alto da Foice, com a cabeça da bimba toda esfolada, onde Liêdo Maranhão labutava como dentista e, aqui e acolá, fazia o papel de enfermeiro pau pra toda obra. Por ausência da parteira de plantão na época, foi Maranhão encarregado de engessar a cabeça da bimba do “rei do guaiamum” com gesso Vitória Qualimina, que ficou dura que só o filé ao molho madeira, segundo comentava Liêdo sirrindo de se mijar naquele seu jeito de gozador nato!

Liêdo Maranhão

Foi nessa época que o “rei da varejeira”, Roberto Carlos, recebeu das “meninas” que com ele treparam a alcunha de “o cabeleira da bimba à esquerda”. Até hoje se tem-se a curiosidade de saber o por quê do apelido tão escroto alcunhado no “rei”, mas dona Quitéria, apesar de ser chupada e comida por Zé Lezin com a promessa de revelá-lo para ele saber como enrabar Cinderela, não o disse e guarda o segredo a sete chaves no meio da taiada veia e cheia de pentelhos grisalhos, e disse que pretende morrer com ele não revelado, a não ser que um biógrafo fuleiro que esteja disposto a escrever suas memórias de putarias e proxenetagens, pagando 50% de adicionais de insalubridades priquitais, não previstos na CLT de Getúlio Vargas.

P.S. Essa história da perna cabeluda não está inserida no livro ROBERTO CARLOS EM DETALHES, biografia do rei da perna de pau escrita pelo jornalista e historiador PAULO CÉSAR DE ARAÚJO, que o biógrafo preferiu omitir por atentado violento ao pudor e agressão a incapz, apesar de na época ainda não existir o ECA (eca!), mais uma lei especial tolete grosso aprovada pelo Congresso Antinacional, o Prostíbulo de Brasília, e sancionada à época pelo presidente doidão, Vudum de Mello, para encher a linguiça do ordenamento jurídico penal do patropi!

RÉUNANCRACIA: O NOVO REGIME OUTORGADO PELO CANGACEIRO DAS ALAGOAS PARA O BRASIL

O Supremo Tribunal Federal se tornou oficialmente o Puteiro de Brasília, violador da Constituição e transgressor da ordem institucional, após ter avacalhado com o impichamento da Vaca Peidona, Dilma Rousself, fatiando-o como o priquitão dos pentelhos grisalhos da velha Quitéria, e com o escorchamento do processo de cassação do Réunan Roubalheiros do senado, deixando-o na presidência daquele Prostíbulo Brasiliense e afastando-o somente da sucessão presidencial. Isso é um Cabaré que desmoraliza o País ou não é?

A desobediência civil do cangaceiro das Alagoas, Réunan Canalheiros, em mandar um Oficial de Justiça socar no centro do cu um Mandado Judicial, dizendo que não assinava porra nenhuma por ser ilegal, mesmo sendo emanado do Supremo Tribunal Federal, é a prova cabal e definitiva que faltava para provar que quem manda nesta porra deste país é o presidente do Senado, Réunan Roubalheiros! Ou alguém tem dúvida?

A expulsão de juízes e promotores do pleno do Cabaré do Senado na madrugada do dia 14 de dezembro de 2016 quando o RÉUNANCRÁTICO ia pautar para votação o projeto de Abuso de Autoridade fudendo o Poder Judiciário sem ouvir a sociedade, a voz rouca das ruas, é apenas a ponta do iceberg da truculência desse marginal alagoano!

Dos onze ministros nomeados, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada (presume-se), a maioria são subservientes, imorais, sem caráter, dúbio, sem vergonha na cara, e a serviço do coronelismo alagoano e maranhense, do patrimonialismo brasileiro.

Para ilustrar essa imoralidade, essa zona, essa putaria, basta passar a vista na imprensa eletrônica deste país de corno Boca Mole Heraclitão, onde, dentre milhares de jornalistas e blogueiros escrotos e escroques, o jornalista e editor da revista eletrônica CONJUR, disse ser a decisão da Corte Cabaré de manter Réunan Canalheiros no cargo de presidente do senado uma decisão de autopreservação da harmonia dos PODRERES!

O que significa dizer que Réunan Escandalheiros de hoje em diante pode entrar no Plenário do Supremo Cabaré Fuderal, como já faz no senado, em plena sessão de julgamento, sem pedir licença aos ministros presentes, arriar as calças, botar a bilola para fora, balançar, coçar os zovos, esfolar a cabeça da bimba, tocar uma punheta, enrabar a deusa Themis, cagar em riba de cada cadeira dos ministros que votaram nele e depois mandá-los limpar o tolete com um pedaço do Mandado de Intimação rejeitado, e ainda dizer: Ou limpa ou eu mando prendê-los com as argolas do rottweiler da Adriana Ancelmo Cabral compradas na joalheria H.Stern, porque aqui nesta porra deste cabaré quem manda sou eu! De hoje em diante está outorgada a RÉUNANCRACIA – latiu o cangaceiro das alagoas estufando os peitos cheiro de moral!

E completou: Eu sou o Chefe, o Presidente, o Ministro, o RÉUNANCRÁTICO dos três PODRERES desta porra e vocês são meus vassalos serviçais! Entenderam seus bundas-moles?!

Ou vocês outros ainda têm dúvida?

UM HOMEM DIGNO!

Por volta dos anos 70, um homem simples, digno, do povo, totalmente destituído de qualquer ambição financeira, foi convidado pelo padre Granjeiro, Reitor da UNICAP, para compartilhar seus conhecimentos jurídicos com os jovens calouros incipientes no Curso de Direito daquela Instituição Religiosa. E, mais importante: partilhar toda sua sabedoria e experiência da prática forense, vivenciada como Advogado no Recife – profissão que se orgulhava de ser!

Entusiasta, e sabedor da altíssima responsabilidade na condução do destino daquela juventude – futuros aspirantes a advogados, juízes, desembargadores, ministros, diplomatas… – aceitou o convite de pronto e, depressa, começou a transmitir seus conhecimentos práticos e teóricos em sala de aula com a mesma satisfação e honestidade com que analisava cada processo, parecer jurídico, que lhe caía nas mãos, seja para analisar ou dar-lhe destino e consistência jurídico-deontológica, enquanto exercia condignamente a profissão de Advogado no Recife.themis

Para ele não havia insatisfação no ofício do trabalho que fazia, somente prazer, tudo temperado com gestos simples, prestimosos, atenciosos, como quando um aluno ou aluna o procuravam para tirar dúvidas sobre tais ou quais procedimentos processuais ou jurídicos, no que ele, pacientemente, amestrava como um experiente artífice das oficinas da Idade Média.

Para ele, o prazer de estar vivo, saudável, compartilhando seus conhecimentos jurídicos com aquela juventude auspiciosa era um dos maiores aprazeres que a vida lhe podiam proporcionar, enquanto o todo poderoso não o chamasse para a viagem silenciosa e eterna.

E isso ficava refletido no dia-a-dia das suas aulas, nos seus ensinamentos: nos gestos para com os seus pupilos para ele sempre queridos; no escutar, procurar compreender e entender os seus semelhantes nos mínimos detalhes; na busca incessante por Justiça Social, independentemente da classe, da raça, da cor, do sexo, do status social do calouro ou caloura; o que não é costume, infelizmente, no ser humano, hoje, quando ocupante de uma casta mais elevada, privilegiada. Segundo um velho conhecido: tem gente que usa o terno maior do que o corpo pode comportar, esquecendo-se de sua pequenez terrena e da transitoriedade da vida! Daqui, somos apenas passageiros sem ad eternum – diz!

Passado um mês da lida professoral, o padre Granjeiro, responsável pelo convite a ele feito para ensinar Ciências Jurídicas aos calouros daquela Instituição Religiosa, o chama ao Recurso Humano da Instituição para lhe pagar o salário do mês, ao que ele, de forma cortês e singela, se recusa a receber e, num gesto de grandeza, informa ao Reitor que destine aquela quantia às instituições filantrópicas mantidas pela Igreja, porque sua profissão de Advogado no Recife já lhe remunerava o suficiente para manter-se e a prole. E, com este gesto de nobreza, respeitosamente, se retirava do gabinete do Reitor e se dirigia à sala de aula, com a mesma alegria e satisfação que o fazia estar vivo e ser o que era: Advogado no Recife.

Assim era o jurista e professor Dr. José Paulo Cavalcanti, pai do Dr. José Paulo Cavalcanti Filho, um homem único, íntegro, que possuía o dom da humildade, da honestidade, da bondade, da igualdade, da fraternidade. Um homem que sonhava com todas as pessoas vivendo feliz e em paz consigo mesma, e solidariamente demonstrava essa atitude na prática, em todas suas ações! Seus filhos não negaram o DNA!

Homem como aquele é que salva o mundo de hipócritas, sociopatas, tiranos, déspotas travestidos de democráticos e bestas-feras humanas modernas, prontos para apertarem o botão vermelho da iniquidade e explodir a humanidade.

P.S. Essa história plástica me foi contada por Isaias, frequentador assíduo da Banca Globo do amigo e irmão fraterno Zeca Patrocínio. Curiosamente todas as vezes que ele contava essa história, chorava de emoção e não sabia explicar o motivo por quê! É uma sensação mediúnica inexplicável – dizia, enxugando as lágrimas com o lenço branco sacado do bolso esquerdo da bunda.

PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA: MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM É FUDIDO!

Na minha modesta opinião, embora sendo apenas um curioso no assunto, ninguém interpretou com mais lucidez e perspicácia deontológica do que o jurista José Paulo Cavalcanti Filho o art. 5.º, inciso LVII da Constituição Federal de 1988 sobre a chamada presunção de inocência, em artigo publicado aqui nessa Gazeta Escrota, o Jornal da Besta Fubana (JBF), mais democrática do que a buceta de Maria Bago Mole, em prisca época, no Cabaré de Carpina; e hoje, a da Jandira Tolete Grosso, no Lupanar de Brasília; que, aliás, possui uns peitos grandes e lindos, do tamanho do seu zizquerdizmo!

O artigo é: PRESUNÇÃO, INOCÊNCIA E CADEIA!

Digo isso porque li em 19 de novembro de 2016, no site MIGALHAS e na Revista Eletrônica conjur.com.br, em 24 do mesmo mês, que mais uma vez, de novo, novamente, repetindo bis, o mais que sabichão dos sábios da Corte Constitucional, quase sempre voto vencido, ministro Marco Aurélio de Mello – sempre ele – criticou duramente a decisão da maioria dos seus pares do Supremo Tribunal Federal, que mudou o entendimento jurisprudencial que predominava na Corte Maior, permitindo ser possível a execução da pena depois de decisão condenatória confirmada em segunda instância colegiada. Ele prometeu não cumprir a decisão! Segundo suas palavras, seu compromisso é com a CONSTITUIÇÃO e jamais se curvar a pronunciamento que não tenha efeito vinculante!!…Sábias falácias!!

Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis, segundo afirmou o “mestre sábio morubixaba” daquela Casa Magna, primo de um dos maiores falastrões e larápios dessa RéuPública Federativa de Banânia, o defenestrado e psicopata Fernando Collor de Melo. Réu mumificado no STF!marco-aurelio

Segundo esse “fidalgo chefete sábio”, não se pode inverter a ordem natural do processo-crime, qual seja: apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da reprimenda. Diferentemente do que ocorre nos EUA onde a simples confissão já derruba a presunção da inocência. Discute só a pena para o apenado. Também em 90% dos países ocidentais, onde a presunção da inocência se desfaz com a condenação em dois graus de jurisdição. Só no Brasil existe essa maléfica presunção perniciosa!

Confesso não ter entendido porra nenhuma do que esse cacique ministral quis argumentar com seus sábios palavrórios jurídicos. Gostaria que ele me arrespondesse por que essa RéuPública Federativa de Banânia, que pariu o maior Ladrão e Trapaceiro de sua História, Lapa de Ladrão Lula da Silva, pode ser o único país do mundo que pode se dar ao luxo de só prender o culpado após o 4.º grau de jurisdição. A Constituição Federal de 1988 não contemplou essa cláusula pétrea espúria. Esse surto psicodélico manifestou-se da mente do ex ministro do STF, EROS GRAU, quando relatou o HC 84.078/SP, em 2009, jogando a condenação confirmada em segunda instância colegiada até então vigente na vala do suprassumo da bosta do cavalo do bandido.

No JULGAMENTO HISTÓRICO, ocorrido em 17 de fevereiro de 2016, no HC n.º 126.292/SP, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no lampejo de justiça plena, por 7 votos a 4, mudou essa excrecência jurisprudencialesca que predominava na Corte Maior desde 2009 e determinou o início da execução da pena a partir da decisão de segunda instância. De relatoria do Ministro Teori Zavascki o tal HC responsável pela mutação da jurisprudência da Corte, teve o beneplácito e a lucidez dos ministros Edson Fachin, Luiz Roberto Barroso, Dias Toffoli (que depois se acovardou e mudou o voto técnico para uma cagada política), Luiz Fux, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. E depois ratificando por 6 votos a 5 nas Ações Declaratórias de Constitucionalidades números 43 e 44, com a traição do Toffolinho!

Depois dessa decisão histórica do STF vários políticos ladrões, facínoras, assassinos e psicopatas impunes, comprovadamente criminosos e bandidos que estavam soltos, nas sombras dos tripleces, foram parar atrás das grades e estão cagando de cócora em cima de troncos de coqueiro, com o tolete caindo lá em baixo e o fedor excremental exalando nas suas narinas dejetas.

Como dá uma sensação de felicidades verem políticos ladrões, pedófilos, assassinos, psicopatas tipos de Eduardo Cunhão, Gim Argello, André Vargas, José Dirceu, João Vacari, Luiz Estevão, Sérgio Cabral, Gil Rugai, Roger Abdelmassih e tantos outros canalhas atrás das grades!! Mais falta o Lapa de Corruptão-Mor!! Quando será o dia?

O ministro Marco Aurélio de Mello não tem nada de idiota quando se posicional contra a condenação por decisão de segundo grau colegiada. Se faz-se de morto para comer o cu do coveiro. Ao se insurgir dessa forma, ele só está pensando no futuro do furico do primo ladrão, psicopata, Vudum Collor de Mello, que a qualquer momento pode está cagando na privada improvisada dum presídio qualquer e exalando o fedor do excremento da bosta dos comparsas que ficarem com ele na mesma cela. Fatos e provas têm de sobra! Só falta mesmo chegar o momento para o enrabamento dele!

Os tempos mudaram, e o ministro do STF Marco Aurélio de Mello tem plena consciência disso! Ele é um fervoroso adepto do adágio popular: quem tem cu tem medo! E é por isso mesmo que ele protege o primo duma reprimenda futura furical!

É uma pena no Brasil existir essa porra de desaforo privilegiado para assaltante do Erário Público! É por isso que esta porra deste país mergulhou nessa roubalheira espúria jamais vista na sua história, e na do mundo, com a canalhada política assaltando seus cofres e ficando impune nos TCEs e TCUS, e o povo pagando o pato na vala dos dejetos e tomando no centro do orifício anal!

Odorico Paraguaçu, personagem antológico criado pelo dramaturgo Dias Gomes tem razão quando diz: o fumo só entra macio quando o furico do povo está desprotegido e vulnerável às políticas vis forjadas por esses políticos canalhas! O Congresso Nacional é o esconderijo onde esses calhordas agem na calada da noite para fuder o povo sem dor nem piedade! Se a Justiça não fizer justiça, a injustiça se qualificada e se manifesta na presunção da inocência, e todos esses canalhas são isentos dos crimes que cometeram!

Pois dos políticos brasileiros o mais honesto, o mais ilibado, o mais ingênuo, o mais babaca, o mais tabacudo, o mais besta, o mais otário, o mais tiririca, é aquele que é capaz de consertar um relógio quebrado, com a mão de luva, dentro d’água, com os olhos vendados e no escuro! O resto, imagine só do que é capaz?!

Se você, caro leitor dessa Gazeta Escrota, é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no Cabaré de Brasília por esses canalhas deputados federais contra o povo, e a Justiça vem com essa putaria de presunção de inocência mesmo com as provas contrárias incontestáveis, então somos companheiros nesse espaço democrático que é o JBF!

Quem critica a injustiça fá-lo não porque teme cometer ações injustas, mas porque teme sofrê-las. – Platão

CÂNCER DE MAMA: CUIDE HOJE! PREVINA-SE JÁ!

Por sugestão do eminente jurista, José Paulo Cavalcanti Filho, advogado no Recife, ”exemplo do pensamento cartesiano, do profundo conhecedor do Direito, do texto ao mesmo tempo de clareza e de profundidade, que brinca com as palavras na mesma intensidade com que cita um artigo da Constituição”, colunista do Jornal da Besta Fubana, do Diário de Pernambuco e d’O Globo, e autor de vários livros, entre eles: Aos Amigos Tudo (poesia), Informação e Poder; O Mel e o Fel; Somente a Verdade e a obra-prima: FERNANDO PESSOA – UMA QUASE AUTOBIOGRAFIA, criei coragem para contar uma história real e dolorosa, que passados mais de três anos da realidade fatídica, até hoje me angústia, me deixa atônito, deprime, provando que o melhor da vida é vivê-la intensamente, conforme sábias palavras do poeta Fernando Pessoa, que a minha amiga repetia sempre com otimismo quando viva, por isso mesmo morreu feliz e em paz consigo mesma e com as suas convicções, apesar da dor e do sofrimento sem fim.

“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

Em 2007, essa amiga íntima foi até a clínica de sua ginecologista particular fazer um check-up, principalmente na parte atinente ao câncer de mama. Depois que a médica a analisou, suspeitou de alguns nódulos pequenos nos seus mamilos e imediatamente a encaminhou a uma oncologista.

Chegando à oncologista indicada, essa amiga foi submetida a uma ressonância, tendo a médica mastologista realizado uma biópsia com agulhas em um dos seios dela, mas nada de grave naquele momento fora detectado nos nódulos, segundo resultado da biopsia.

De posse do resultado da mamografia e da biopsia, minha amiga retorna à sua ginecologista e esta, analisando o resultado do exame das mamas e outros solicitados, como: ultrassom pélvico, papanicolau, rastreamento infeccioso, colposcopia, citologia e microflora vaginais e não vislumbrando nada grave nos exames, pediu que minha amiga retornasse para casa e a intimou a voltar ao consultório médico no máximo em seis meses, impreterivelmente.

Trabalhadora compulsiva, essa minha amiga, linda, inteligente, corpo escultural e duma beleza interna e externa ímpares, tendo de trabalhar mais de quinze horas por dia, de domingo a domingo e feriado, para sobreviver, pagar impostos ao governo petralha e viver com dignidade com o que sobrava, deixou passar in albis o retornou à clínica ginecológica de sua médica e, dois anos depois voltou lá devido a uns incômodos sentidos nos seios.

Chegando à clínica de sua ginecologista com hiato de mais de dois anos, a médica espantou-se com o descaso de minha amiga com a sua saúde. E passou a examiná-la e, para seu espanto, os tumores malignos haviam crescidos, multiplicados e, conforme o resultado da mamografia realizado naquele momento, o câncer já havia se enraizado, chegado à metástase! Daí começou o drama impiedoso, devastador, cruel, sofrimento sem fim para a minha amiga.

Depois do resultado do exame letal, iniciou-se o tratamento: quimioterapia, radioterapia, com seus resultados quimioterápicos devastadores que foram deixando minha amiga frágil, magra, pálida, vulnerável a qualquer vírus e bactérias, e totalmente careca. Qualquer pessoa que a conhecesse antes e a visse depois do início da quimioterapia entrava em depressão com tamanho sofrimento sem fim e desfiguração total! Não há fingimento na dor!

Depois de um ano de agruras, dores e sofrimentos com idas e vindas ao Hospital do Câncer de Pernambuco, o quadro clínico de minha amiga se agravou e ela teve de ser internada por ordem médica.

Com dois meses de internamento a metástase tornou-se irreversível e os médicos do hospital que cuidavam dela, percebendo que não havia mais chance para vencer o maldito, mandou chamar a família e anunciou o que ninguém gostaria de ouvir: ela só tem um mês de vida! Aproveitem o máximo para externar o amor que sentem por ela. E tudo foi feito na santa paz do afeto. “A indesejada das gentes a qualquer momento pode chegar para levá-la!” – sentenciou o médico!

Antes de deixar esse mundo material e ir-se para o outro lado do desconhecido, ela chamou-me a mim, à família e às enfermeiras do hospital para externar uma preocupação: que todos ali se comprometessem a cuidar bem de sua filhinha de quatro anos, que não deixassem lhe faltar nada, que lhe fosse dado carinho, educação, formação, e bons modos de vida: honradez e honestidade. Foi quando a freira e enfermeira-chefe do hospital, no gesto da mais pura grandeza, do amor, do afeto e do valor social à família, encostou-se ao ouvido dela, e num geste do mais puro amor profissional, lhe falou:

– Fique tranquila, minha filha! Descanse em paz! Sua filhinha terá o mesmo amor que você dispensava a ela, por todos que a cercam!

Bastou a freira dizer isso, com a assistência de todos que estavam presentes, para ela se virar de lado com o semblante lindo, e a certeza de que sua filhinha ia ser tão bem cuidada como Anamaria, filha de Olívia com Eugênio Pontes, do antológico romance Olhai os Lírios do Campo, do romancista genial cruz-altense, Érico Veríssimo, o qual minha amiga já havia lido umas trinta vezes, e partiu desta sorrindo para o outro lado do universo desconhecido. Parou de sofrer!

Quando da retirada do corpo da cama e a preparação para pô-lo no paletó de madeira, dentro da simplicidade suplicada por ela dizendo em vida não querer ostentação à sua última viagem ao além, os profissionais encontraram por baixo do seu travesseiro o referido romance que ela tanto admirava, com a página aberta na carta de Olívia a Eugênio Pontes, com essa passagem grifada à caneta azul:

…Quero que abra os olhos, Eugênio, que acorde enquanto é tempo. Peço-te que pegues a minha Bíblia que está na estante de livros, perto do rádio. Leias apenas o Sermão da Montanha. Não te será difícil achar, pois a página está marcada com uma tira de papel. Os homens deviam ler e meditar esse trecho, principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios do campo que não trabalham nem fiam e, no entanto, nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles.

Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.

Não penses que estou fazendo o elogio do puro espírito contemplativo e da renúncia, ou que ache que o povo devia viver narcotizado pela esperança da felicidade na “outra vida”? Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos de fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor e da persuasão. Considera a vida de Jesus. Ele foi antes de tudo um homem de ação e não um puro contemplativo…

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Charge com este colunista e a bela adormecida numa praia paradisíaca imaginária, feita pelo chargista autodidata Wellington Santos em 2006, na época trabalhando como Guarda Municipal da Prefeitura da Cidade do Recife

CORDEL DO FOGO ENCANTADO

Final dos anos noventa. Três jovens talentosos – José Paes de Lira, o Lirinha, Clayton Barros e Emerson Calado -, egressos de Arcoverde, com um som musical revolucionário na cabeça aportam na Venérea Pernambucana e nela são acolhidos de braços e pernas abertas. Instalam-se no cortiço o Bucetão de Das Dores de Liêdo Maranhão, na Caxangá. De lá começam a frequentar festas de casamentos, velórios para consolar e comer viúvas ricas e tesudas, shows em circos Deus tomara que não chova, tertúlias e festivais undergrounds do Recífilis. E vão mostrando seu universo poético circense, árido, semiárido, com suas peripécias performáticas em palcos de lona improvisados. Com suas desenvolturas geniais conquistam fãs de todas as tribos. Era a poesia popular dos cantadores, trovadores, glosadores e repentistas abrindo-se ao sol de todos pernambucanos e todos conhecendo, através desses jovens, a força da arte circense brotar no circo do palhaço sem futuro. E com isso a Venérea Pernambucana sorria com mais esse encantamento vindo das brenhas. Jessier Quirino e Zé Lezin já eram vistos nessa época nos entornos peruano e soprando seus inteligentes causos e piadas para a plateia ouvir e sirrir de se mijar pelos canais pudendos!cfe

Espaço Manuel Bandeira. 2001. Lá estava o genial Lirinha no lançamento do livro do poeta Zé de Cazuza. Inquieto. Irascível. Um monte de ideias poético-musicais fervilhando na cabeça. Nas mãos, Cordel do Fogo Encantado, primeiro CD produzido pelo gênio percussivo do menestrel mundial, Naná Vasconcelos. Tinha inicio, ali, a maior revolução da cena musical pernambucana, pela performance, carisma e messianismo do vocalista – Lirinha. Antônio Conselheiro de candeeiro na mão iluminando a procissão dos séquitos.

Depois que chegou de Arcoverde e aportou no Recífilis, o grupo ganhou mais duas adesões que iria modificar sua trajetória: Os percussionistas Nego Henrique e Rafa Almeida, ambos oriundos do reverente Morro da Conceição.

No carnaval de 1999 o Cordel do Fogo Encantado se apresenta no Festival Regue-Beato, Recífilis Antigo, e o que era apenas uma peça teatral ganha relevos de um espetáculo musical. Ao lirismo das composições somou-se a força rítmica e melódica dos tambores de cultos negreiros e a música passou a ficar em primeiro plano.

A estreia no carnaval pernambucano mais uma vez chamou a atenção do público e da crítica e o que era, até então, sucesso local, regional, ultrapassou as fronteiras, ganhando visibilidade em outros estados e o status de revelação da música brasileira.

Na formação, o carisma e a poesia repentizada de Lirinha, a força do violão orquestra regional de Clayton Barros, a referência roque de Emerson Calado e o peso da levada dos tambores de Rafa Almeida e Nego Henrique. A Cordel do Fogo Encantado passa a percorrer o país, conquistando a todos com suas apresentações únicas e antológicas.

As apresentações da banda surpreenderam a todos não somente pela força da mistura sonora ousada de instrumentos percussivos com a harmonia do violão raiz de Cleyton Barros. À magia do grupo que narra a trajetória do fogo encantado, soma-se a presença cênica de seus integrantes e os requintes de um projeto de iluminação e cenário. Lirinha era o carro-chefe dessa revolução musical!

De pronto, foram-se formando uma legião de fãs, tietes, admiradores e priquitônias, que viram naqueles cincos jovens fenômenos algo só parecidos ao ocorrido com os Mamonas Assassinas. Era o profeta de Arcoverde conduzindo seus séquitos. A partir dali, os shows se multiplicaram e o endeusamento do grupo se concretizando no sonho de cada um dos fãs pela força e lirismo das poesias repentizadas do vocalista no palco rufadas aos sons dos tambores e da viola.

Em 2003, o Brasil se extasiava com o lançamento do segundo CD O Palhaço do Circo sem Futuro, obra-prima lírica, lúdica, circense, onde os anjos caídos, com nossa senhora da paz e as árvores dos encantados faziam unirem-se juventude e maturidade musical numa só certeza: Pernambuco estava diante de sua maior banda de ritmos variados, depois de Chico Science & Nação Zumbi.

No primeiro show no Marco Zero, no Carnaval de 2002, há mais 15 anos, até o último no mesmo palco em 2010, a apresentação da banda foi sempre supersurpresa, pelo profissionalismo e compatibilidade entre o carisma do líder e a multidão que ficava de queixo caído com as encenações performáticas do vocalista Lirinha. Tinha-se a impressão de se estar diante de algo surreal, tamanha era a transgressão da verdade sensível que vinha do palco.

Em 2006, a imprensa do Brasil anunciava a chegada ao mercado de mais um petardo da Cordel do Fogo Encantado, o CD Transfiguração pela gravadora TRAMA, onde a genial Morte e Vida Stanley dá o mote, e mais um vez o grupo se supera nas estripulias geniais dos componentes, liderados pelo messiânico filho de Arcoverde, Lirinha. O Brasil inteiro aplaudiu; a plateia delirou; a crítica se curvou ante importante CD e os fãs, mais uma vez, agradeceram mais uma obra-prima digna de curtição, admiração e louvação. Orlando Tejo não estava lá para ver esse delírio absurdo!

Passaram-se os anos e a ansiedade de um novo CD não saia da cabeça dos admiradores. Mas o sonho do novo disco ficou na pedra do caminho de Drummond. Para os felizardos que nos encontrávamos na Praça do Marco Zero em pleno Domingo de Carnaval de 2010, tivemos a oportunidade única, irrepetível de assistir a um show impecável, impagável, imperdível, perfeito. Cio da Terra, de Milton Nascimento e Trabalhadores do Brasil, do romancista Marcelino Freire, e mais a música inédita, composta pelo vocalista Lirinha, que dava uma resposta genial a uma fã linda que havia confessado que a Banda havia perdido a essência, cantadas por Lirinha naquela noite memorável, ficarão guardadas para sempre na lembrança daquela multidão alucinada, delirando em plena segunda-feira de Carnaval.

Não dá para acreditar que a Cordel do Fogo Encantado jogou bosta no ventilador naquela noite, excretando todo o camarim da banda, deixando o Brasil inteiro perplexo, interrogando, perguntando o que aconteceu. Surto psicótico do vocalista Lirinha? Loucura psicodélica à lá Belchior, regada à marijuana e chá de cogumelo? Transtorno obsessivo compulsivo à lá Roberto Carlos? A verdade talvez nunca se saiba, até porque a loucura humana é imprevisível e inexplicável, principalmente quando vem acompanhada do pô de arroz de drosli do Coronel Ludugero. A verdade é que a Cordel do Fogo Encantado deixou memoráveis lembranças aos seus milhares de fãs e tietes por todo o Brasil que podem ser traduzidas na poesia abaixo composta pelo próprio Lirinha, que revolucionou sua época, repentizando o repente, a trova, a glosa, o trocadilho, imprimindo-lhes modernidades rítmicas sem perder a essência!

A pergunta que ainda se faz até hoje é: por que a banda Cordel do Fogo Encantado se acabou-se no auge da fama, deixando milhares de fãs, admiradores e tietes órfãos? Talvez o poeta do absurdo, Zé Limeira, explicasse se vivo estivesse com seus repentes geniais destituídos de sentidos!…

O MATUTO E A LEI

Um matuto com cara de tabaco leso, mas nem tanto, se dirige a um determinado Juizado Especial Cível para prestar uma queixa assegurando que um banco estar querendo botar no fiofó dele sem vaselina por um contrato bancário inexistente.

De posse das cobranças de várias prestações indevidas enviadas ao seu endereço, comprovante de nome nogativado nos serviços de restrições ao crédito, o matuto se dirige à secretária do JEC para formalizar um queixume contra o dragão financeiro, o banco!

No JEC, depois de formalizar a pré-quexa, a jovem que o atendeu lhe fornece o número do processo, informa-lhe a data da Audiência de Tentativa de Conciliação, Instrução e Julgamento e lhe explica que no dia da audiência caso não chegue a um acordo na hora, o conciliador ou juiz leigo que estiver conduzindo a Audiência, parte logo para Instrução e Julgamento, onde serão ouvidos os dois lados, o Burro e a Águia, digo: O matuto e o banco.

No momento de formalizar o protesto a jovem que atendeu o matuto disse que ele não precisava levar advogado no dia da audiência, porque o valor da causa era inferior a vinte salários mínimos, e a lei 9.099/95 faculta às partes conciliarem sozinhas. E o matuto, mesmo desconfiado por não entender porra nenhuma, acreditou, e se foi-se.

No dia da audiência marcada o matuto compareceu sozinho, desconfiado por não ter ouvido os aconselhado dos colegas papudins para que procurasse um advogado. Que não confiasse nessa Lei do Juizado Especial Cível que manda dispensar advogado, porque o pau só cai em riba do mais fraco, do fudido. Porque do outro lado o banco vai mais armados com advogados do que o tenente João Bezerra e o sargento Aniceto, quando metralharam Lampião em Angico e contaram-lhe a cabeça e do bando.

Disseram os pinguços ao matuto numa roda de jogo de bozó regada a Pitú e tira-gosto de preá, antes da audiência:

– Zé, quem avisa amigo é! Cuidado, home! Depois que o fumo está dentro não adianta tentar tirar porque a desmoralização já está no olho da rua vestida de catirina. Tu não pode confiar numa lei que foi feita por um bando de pulítico ladrão, chapado de chá de cogumelo e folha de cocaína!!. Taí ficando doido é?

– Essa corja que criou essa merda dessa lei não pensou na gente não, Zé – disse um papudim engolindo um copo de cinquenta e um! Donde já se viu uma lei que diz que um cabra sozinho, sem entender porra nenhuma dos seus dereito vai fazer na frente dum cardume de tubarão armado até os dentes? Eles comem teu cu lá mesmo na sala e tu não sente e ainda fica querendo mais! Cai, nessa, visse!

Dito e feito. No dia da audiência de conciliação, o matuto e o banco foram chamados. Entraram na sala. O banco foi representado por dois advogados fuderosos, armados a até os zovos de argumentos para fuder o Zé. Do outro lado o matuto, franzino, chapéu na mão, ficou assustado, amuado! O conciliador expôs a importância da conciliação, demonstrando porque se a coisa encerrasse ali era bom para as partes, mesmo sabendo que o matuto tinha razão, tinha um direito violado e estava sendo prejudicado na sua honra!

Foi quando o matuto, que só tinha de besta a cabeça da bimba, que é cega e entra em qualquer buraco quando dura e aprumada, refletindo nas palavras que os papudins da roça lhe cuspiram, disse:

– Vossa insolência, me adesculpe a ingnorância, mas eu num vou fazer esse acordo não! Vou premeiro consultar os cabras lá do sítio, saber se eles conhecem um adevogado para me defender nos meus dereitos! Eu não comi, não robei, não matei, não inganei! O banco me cobra dinhero que não devo, me azucrina o juízo de telefonemas todos os dias, me bota nesses spcs e sirasas e vossa insolência diz que não houve nada! Pera aí sinhô!!

– Bem que meus amigos da roça me disseram: – Zé, não confia nessa lei não, Zé! Quem já se viu num país de rapariga feito o Brasil donde só tem pulíticos ladrão o cabra ir só pra justiça sem adevogado? Só na cabeça desses doidões cocainados que criaram essa lei de puta veia desqualificada que não serve pra porra nenhuma pra quem não sabe de nada! Tu sabe teus dereitos?

Foi nesse exato momento que o conciliador, olhando para os advogados do banco, não encontrando outra alternativa para fuder o matuto, marcou outra audiência de tentativa de Conciliação, Instrução e Julgamento para outra data, dessa vez com o matuto sendo acompanhado por um advogado!

Moral da História:

O legislador originário e o derivado podem ter tido ótimas intenções quando criou a Lei dos Juizados Especiais Cíveis, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade, facultando às partes irem para a Audiência de Conciliação e Instrução e Julgamento sem advogados, mas não previu como a parte mais fraca se defendesse caso a parte mais forte venha armada até os dentes, tecnicamente. É por isso que a população pobre que busca esses juizados para resolver injustiças praticadas contra ela está se fudendo todos os dias nesses juizados especiais cíveis e o congresso, covarde, ainda não discutiu uma mudança eficaz na Lei 9.099/95, exigindo a presença de advogados em todas as ações. Enquanto essa mudança não vem os Zés da Vida vão se fudendo, levando no cu sem vaselina todos os dias!

P.S. Essa história é real e o Zé da Silva que ouviu o conselho dos amigos cachacistas, procurou um advogado para que o acompanhasse na audiência. Não aceitou a esmola ofertada pelo banco. Deixou para o Juiz tomar a decisão final. Na sentença o magistrado, curto e grosso, reconhecendo que o banco errou ao enviar cobranças indevidas e negativar o nome do matuto, aplicou-lhe uma indenização por dano moral do tamanho do caralho do jumento Polodoro, que foi confirmada em sede de recurso!

Se o matuto Zé da Silva não tivesse ouvido os seus colegas papudins e contratado um advogado seria mais uma injustiça cometida nesse país contra os mais pobres, fudidos e mal pagos.


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