“VÁ DEVAGAR!”

“Você tem de pensar em si mesmo como uma criança pequena”. Você está aprendendo a andar! Você precisa dar pequenos passos! Tudo precisa ser feito em pequenas etapas, e você tem que ser bom para si mesmo. Há uma grande tendência a ficar muito frustrado. Há uma grande curva de aprendizagem. Vá devagar!!”

Foram essas palavras ditas pela advogada Valeria Newman, especialista em apelação que conseguiu a reversão da prisão perpetua de outros condenados, inclusive ao recém-condicionado Bobby Hines, depois de ele ter cumprido 28 anos de prisão por ter participado indiretamente da morte de um garoto da mesma idade na época do assassinato por disputa por drogas.

Na verdade Bobby Hines havia pego prisão perpétua sem direito à condicional, porque numa noite de 1989, ele e mais dois garotos da mesma idade, 15 anos, teriam ajudado a matar James Warren, jovem de outra gangue. Hines não atirou. Apenas instigou seus companheiros a atirarem. Estava na gangue por causa de disputa por drogas!

A revisão da prisão perpétua de Bobby Hines só foi possível porque a Corte Suprema dos EUA, por 6 a 3, em 2012, ampliou a proibição de prisões perpétuas sem condicional para criminosos juvenis que já estavam na prisão, lançando uma onda de novas sentenças e a liberdade de dezenas de prisioneiros nos estados de Michigan, Pensilvânia, Arkansas dentre outros.

A maioria dos jovens condenados à prisão perpétua, libertados até agora ao redor dos EUA está fora da prisão há um ano ou menos devido à revisão sentencial depois da decisão da Corte Suprema. Segundo os oficiais correcionais da Pensilvânia, Michigan e Louisiana, dos mais de mil e duzentos condicionados, até o presente momento, nenhum violou a condicional ou cometeu outro crime.

Tudo isso só é possível porque nos EUA existe um sistema assistencial prisional sério, austero, intransigente, incorruptível, com educação de qualidade e qualificação profissional proficiente, com o oferecimento de diplomas equivalentes ao do ensino médio, com curso preparatório de faculdade de negócios com uma completa série de programas de autoajuda e treinamento para enfrentar o mercado de trabalho. Diferentemente de Banânia, onde presos saem da carceragem com PhD em ciências criminais, principalmente de forem políticos ladrões e agentes públicos de colarinhos brancos, com direito a pernoite carceral, bolsa motel, bolsa família, bolsa prisão, bolsa celular, bolsa FGTS, bolsa minha casa, minha vida, bolsa tríplex, bolsa habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal, bolsa tornozeleira eletrônica, bolsa o caralho a quatro.

Bobbys Hines foi solto após cumprir 28 anos de prisão por participação indireta por um crime cometido quando tinha 14 anos. Depois de solto, teve seu primeiro encontro com o oficial condicional, que estabeleceu as regras: ter de comparecer todas as primeiras e terceiras sextas feiras do mês para pagar uma taxa US$240 por ano de supervisão da condicional e US$ 1.033 em restituição pelo funeral de sua vítima. Fosse aqui em Banânia, com certeza já teria matado uns 50 inocentes, traficados uma tonelada de entorpecentes para as baladas aecianas e influenciado a classe política à bandidagem refinada, a maior beneficiária por essas qualificadoras por terem o foro privilegiado!

Definitivamente Banânia não tem conserto se comparado ao sistema punitivista americano, onde o direito penal sobrepõe a todos os outros!

A CELPE ERA UMA PUTA QUE A GENTE COMIA, MAS NÃO DAVA VALOR

Em 2006, com o Banco do Estado de Pernambuco (Bandepe) ainda funcionando dentro da Celpe, privatizada em 2000 no governo Jarbas Vasconcelos, sendo arrematada por um consórcio composto pela Iberdrola da Espanha, Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil e Banco do Brasil Investimento, mantendo, portanto, a maioria da participação nacional. Em 2004 o consórcio controlador passou a se chamar Grupo Neoenergia. Na sede principal da Rua João de Barros, Boa Vista, eu fui até lá fazer um depósito em nome de um funcionário do então Grupo Neoenergia.

Lá chegando, encontrei uns vinte funcionários e ex funcionários da extinta Celpe na fila do caixa do banco aguardando serem atendidos. Dava para perceber que a maioria dos que estavam ali era de ex funcionários aposentados da extinta Celpe. Conversa vai conversar vem, João se dirigi a um tal de Manuel, e pergunta:

– Manuel, como estão aquelas reuniões que a gente fazia no pátio depois do almoço, aquelas mesas de dominós, de baralhos, porrinhas, palitos de fósforos?…

Desolado, Manuel, que ainda trabalhava na empresa, responde:

– Ah! Meu filho, as coisas mudaram! Aquelas mamatas acabaram! Hoje a Celpe tem dono! E a gente que reclamava tanto na época de Pai Arraes, chamando-o de corno velho, filho da puta, comunista; e Jarbas Vasconcelos, de veado, filho de rapariga, traidor, entreguista, querendo todo lucro da empresa para a gente!… A gente era feliz e não sabia! A gente era dono da Celpe e não tinha consciência disso!

E Joaquim e outros ex funcionários de outros setores da extinta Celpe que estavam também na fila, curiosos com a conversa entre o funcionário da ativa e o aposentado, entraram no convence e perguntaram:

– E aquelas liberdades que agente tinha de entrar na cozinha, tomar um cafezinho, comer uma bolachinha cream cracker, ir à sala da contabilidade, à sala do gerente para saber de tudo que estava por vir em beneficio da gente por meio do nosso sindicato, ainda existe?

Mais desolado ainda, Manoel e outros responderam:

– Um caralho!!, Aquelas mamatas acabaram! Hoje a palavra lá dentro é: TRABALHO, ORDEM E PROGRESSO! Não trabalhou, rua! Rua!!! Acabou-se o que era doce! A Celpe era uma puta que a gente comia, pagava a gente e a gente não dava valor!

Foi nesse momento que um ex funcionário, que estava na fila, sem se importar com o mau caratismo explícito, falou para todos que estavam presentes ouvir:

– Vocês lembram quando mandavam a gente ir para as noites naquelas Toyotas Bandeirantes fazermos serviços noturnos em redes elétricas em bairros inteiros? Pois é, amigos, a gente já puto da vida, cheio da manguaça, quebrava o freio do carro, furava os pneus, quebrava a caixa de marcha, desligava o rádio amador, parava o carro e ficava tomando caéba e raparigando até o cu do amanhecer! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!

Eita tempo bom da porra!!

Foi quando um funcionário neófito que havia entrado já com a Celpe privatizada, se intrometeu na conversa e indagou inocentemente para todos que estavam na fila que eram do quadro de funcionários antigos, e perguntou:

– Mas, realmente isso acontecia mesmo?! E ninguém tomava providência?! E o administrador geral onde estava que não via essas ações irresponsáveis e criminosas?!

Foi quando o aposentado que estava na fila, gaiato e malandro, se atravessou, e rindo com a cara mais deslavada do mundo do funcionário novato, respondeu:

– Meu jovem, quem mandava nessa porra era a política! E onde a política entra a moral, a ética, a honestidade e a responsabilidade procuram uma fresta na porta, botam o rabo entre as pernas, e se recolhem a suas insignificâncias, envergonhadas sem poder fazer porra nenhuma, entendeu!?

Aprenda uma lição, continuou o ex-funcionário aposentado da extinta Celpe: toda empresa pública é feito cachimbo de cachorra no cio, todo cachorro quer empurrar a vara e gozar dentro, mas nenhum quer se responsabilizar pelos cachorros que nascem!

Se a Celpe não tivesse sido privatizada, Pernambuco, hoje, estaria sendo iluminado por lamparinas da época do Império – conclui ele.

O BRASIL OFICIAL CAGA NA CABEÇA DOS BRASILEIROS HONESTOS

No dia 8 de outubro de 2017, sobre o título sugestivo de “Herança Maldita – 1975. Auge do Milagre brasileiro, o mestre Adônis de Oliveira escreveu essa pérola publicada aqui no Jornal da Besta Fubana e que talvez tenha passado desapercebido por boa parte dos leitores dessa Gazeta Escrota, demonstrando, minuciosamente, detalhadamente, sucintamente, como estamos sendo usurpados, roubados, ludibriados e massacrados todos os dias na nossa dignidade por todos esses políticos ladrões, corruptos, criminosos e desonestos com o dinheiro público de Banânia, sangrados da segurança, da saúde, da educação, da alimentação, do desenvolvimento, do transporte, via empresas públicas, autarquias, empresas mistas, fundações, tribunais de contas, organizações governamentais, associações sem fins lucrativos que são subsidiadas com o dinheiro roubados dos contribuintes; bolsas famílias, bolsas presídios – tudo criado com um só objetivo: roubar, roubar, roubar, roubar infinitamente.

A certa altura do artigo o nobre colunista comenta: O resto só dá para amamentar gulosamente hordas compostas por milhões de picaretas! São deputados, senadores, ministros, prefeitos, secretários, aspones, procuradores, auditores, corregedores, promotores, defensores públicos (o cargo mais mamateiro do judiciário), ouvidores, fiscalizadores, sindicatos, etc. Para cada assunto que o cidadão pensar ou imaginar, existem umas dez organizações governamentais e pastas secretariais encarregadas de defecar as famigeradas “Políticas Públicas” para o setor, todas sempre competindo por pedaços da mesma carniça: Verbas, emendas parlamentares, dotações orçamentárias, transferências voluntárias, e por aí vai… Não sobra quase nada para investimentos.

Vou mais além do que o nobre colunista: além das mencionadas pragas acima que agem nos bastidores feito ratos, baratas e escorpiões, corroendo toda a economia, para que horda pior para Banânia do que os prefeitos, vereadores de todos os municípios, que só estão ali para assaltarem a população e loteá-los em cargos nos nomes dos parentes, dos agregados, dos aderentes, etc. e tal. como diz o bardo Falcão na antológica O dinheiro não e tudo, mas é 100%? 

O que esperar do Brasil com um Poder Executivo, Legislativo e Judiciário mais escroto do que o Cabaré de Maria Bago Mole, que foi à bancarrota quando os bandidos e assassinos começaram a mandar?

CAETANO VELOSO X MOVIMENTO BRASIL LIVRE, MOVIMENTO RENOVAÇAO LIBERAL E ALEXANDRE FROTA

O cantor, compositor, escritor e maior expoente do Movimento Tropicalista, Caetano Veloso, que surgiu sob a influência das correntes artísticas da vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o rock ‘n roll e o concretismo) nos anos sessenta, e sua esposa e empresária, Paula Lavigne, foram vítimas de ataques vis, canalhas, terroristas, nas redes sociais por uma turminha de marginais que se dizem defensores de um país livre, libertário, democrático, plural. Mas intolerantes e radicais com o ponto de vista dos contrários a eles, disseminando ofensas e ódios contra Caetano Veloso, chamando-o de pedófilo e que a sua esposa, Paula Lavigne apoiara-lhe a putaria com a encoberta do hímen arrancado dela pelo cantor quando apenas 13 anos.

O juiz da 50.ª Vara Cível do TJ-RJ deu um prazo de 48 horas para que os oportunistas dos grupos de araque autodenominados Movimento Brasil Libre (MBL), Movimento Renovação Liberal (MRL) e seus líderes, como Kim Kataguiri e Renan Santos, e outros escorias da sociedade como Alexandre Frota e o analista político, Vinicius Carvalho Aquino, retirassem as ofensas publicadas nas redes sociais sob pena de multa diária de R$.10.000,00 (dez) mil a cada um dos réus.

Para o magistrado Bruno Manfrenatti que concedeu a liminar para a retirada de todos os conteúdos ofensivos aos autores da ação, o MBL e Frota abusaram da liberdade de expressão quando chamou o cantor e compositor de merda, filho-da-puta, ladrão, 171, pedófilo e apoiador da corrupção.

Caetano e Lavigne começaram a ser atacados depois de gravarem um vídeo, junto com outros artistas, em defesa da liberdade de expressão artística e da exposição Queer Museu — que foi cancelada pelo Santander Cultural em Porto Alegre depois de ser acusada por grupos conservadores de promover a pedofilia e a zoofilia. Apesar de ser uma merda a exposição, seus defensores tem todo o direito de defender essa merda até o fim! É o preço que se paga por viver numa Democracia!

O MBL passou, então, a promover nas redes sociais uma hashtag (jogo da velha) em que acusa Caetano Veloso de pedófilo em referência a uma entrevista que Paula Lavigne concedeu à revista Playboy em 1998, em que ela afirma ter perdido o cabaço aos 13 anos com o cantor, que tinha na época quarenta.

Juntando-se ao grupo dos reacionários acima mencionados, a TV Record do bispo Edir Macedo, exibiu recentemente uma matéria sensacionalista, tendenciosa, cujo tema era: Record expõe verdade sobre Caetano Veloso e Paula Lavigne e compara o caso ao do cineasta Polanski, onde implicitamente acusa o cantor e compositor de cometer pedofilia, como se na Igreja Universal do Queijo do Reino, principalmente hoje, não houvesse veado, bicha, baitola, pedófilo, charlatão, bandido, ladrão, sonegador, contraventor e principalmente exploradores da fé dos fudidos, lascados e mal pagos, tudo em nome de Deus, que é moco, surdo, cego e gago, fingindo não ouvir essas barbaridades praticadas na terra pelos seus rebanhos de aproveitadores!

A relação sexual de um adulto com uma menor de 18 (dezoito) anos e maior de 14 (quatorze) anos passou a ser considerado estupro de vulnerável só em 2009 com o advento da Lei 12.015/2009, que prever no seu art. 217-A, caput, que assim estabelece: ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com a vítima maior de 14(quatorze) anos e menor de 18 (dezoito), pena de reclusão de 6 (seis) a 10 (dez) anos. Nos anos 1980, quando Caetano Veloso e Paula Lavigne se relacionaram, cabia ao juiz julgar, caso a caso, se a menor tinha consciência dos seus atos. Portanto, se não havia lei tipificando essa conduta do agente, não havia crime nessa modalidade de conjunção carnal.

Segundo o juiz da 50.ª Vara Cível, Bruno Manfrenatti, os réus fazem parte dessa parcela de pessoas que usam do alcance das redes sociais para perseguir, denegrir, ofender, injuriar, caluniar aqueles que discordam de sua plataforma política, de suas ideias, de sua agenda. “A opinião alheia, se contrária à dos réus, torna-se alvo de ataques violentos, verbais e, até, físicos, senão pelos próprios réus, pelos seus seguidores, insuflados pelo discurso de ódio”, aponta o magistrado na decisão liminar.

A pergunta que não quer calar é a seguinte: mesmo discordando dos dissonantes componentes do Movimento Procure Saber, liderado por Roberto Carlos, que depois que a merda começou a feder, limpou o cu e o tirou fora, para impedir biografias não autorizadas de serem publicadas: que moral, ética filosófica, cívica, política, religiosa, possui uma figura execrável, abominável, viadal, baitolal feito Alexandre Frota que já levou tanta pajaraca no rabo que, se for por uma atrás da outra e somada, vai do Oiapoque ao Chuí, para dizer que Caetano Veloso é um merda, um filha-da-puta, um ladrão, um 171, um pedófilo e apoiador da corrupção?

CARLOS HENRIQUE RAPOSO, O CARLOS KAISER CARA DE PAU X LULA, LAPA DE LADRÃO, O 51 DA PITU

Considerado a maior farsa que já houve na história do futebol brasileiro, assim como Lapa de Ladrão, na história da política, Carlos Henrique Raposo, conhecido como Forresp Gump, também conhecido como Carlos Kaiser devido sua semelhança com o jogador alemão Franz Beckenbauer, conseguiu passar incólume e enganar todos os dirigentes futebolísticos banânicos e do estrangeiro sem nunca ter jogado uma única partida de futebol.

De 1.86m de altura de pura pilantragem, Carlos Henrique Raposo, ou Carlos Kaiser, nascido em Rio Pardo, Rio Grande do Sul, em 2 de abril de 1963, com uma malandragem típica do brasileiro filho de Caetês, o maior farsante que o Nordeste pariu para ser presidente da República Federativa de Banânia por duas vezes, vai ter a vida virada pelo avesso através de um documentário intitulado Kaiser: The Greatest Footballer Never to Have Played Football (em tradução livre: Kaiser: O maior futebolista que nunca jogou futebol), pelo realizador e produtor britânico Louis Myles, responsável por vários documentários sobre futebol.

Em 2011, o programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, exibiu uma matéria que contava, com detalhes, como Carlos Kaiser, o maior farsante do futebol brasileiro, por mais de 20 anos conseguiu ludibriar diversos clubes brasileiros, como Botafogo, Flamengo, Bangu, Fluminense, Vasco da Gama, América e do exterior, como o Puebla do México, Independiente da Argentina, El Paso Patriots dos EUA, Louletano de Portugal e Gazélec Ajaccio da França, fazendo parte de seus elencos, mesmo sem praticamente ter disputado partidas oficiais. Entre seus supostos feitos notáveis, Kaiser alega ter sido campeão Mundial Interclubes pelo Independiente em 1984, fato não confirmado pela diretoria do clube argentino.

Tendo como maior habilidade fazer amizade com os jogadores mais importantes da época como Romário, Bebeto, Branco e Edmundo, e assim, conseguir ser contratado pelos grandes clubes, Carlos Kaiser não perdia a oportunidade de se apresentar como grande jogador e conquistar a simpatia de grandes dirigentes futebolísticos e, dessa forma, ser contratado como grande revelação mesmo sem jogar uma partida de futebol.

O próprio Carlos Raposo explicou sua maneira de agir diante dos jogadores que acabavam tornando-se seus amigos para conseguir notoriedade: “A gente se encontrava num hotel e eu levava mulheres”. E completou: “Alugava apartamentos com uma diferença de dois andares dos jogadores, assim ninguém precisava sair do hotel.” Dessa maneira, e por intermédio do sexo feminino, ele conseguia se aproximar dos jogadores para ser contratado pelos grandes times.

Em 1986, Carlos Raposo conseguiu, no futebol, o seu primeiro contrato ou, o que muitos consideravam seu primeiro golpe, já que foi convocado pelo simples fato de estar ligado a uma figura do meio. Maurício foi quem o levou ao Botafogo, onde era ídolo. O vínculo entre eles tinha nascido na infância e ganhou importância nos anos seguintes.

Assim como os comediantes quando sobem ao palco para iniciar seu monólogo num stand-up, Raposo tinha seu método para viver o dia a dia no clube: “Fazia algum movimento estranho, tocava minha coxa e ficava 20 dias no departamento médico”. Era assim que, numa época em que as ressonâncias magnéticas não existiam, esse jogador fictício vivia do clube.

Assim como Lula Lapa de Ladrão, que se tornou uma “lêndia”, uma “fricção” para os fudidos, um Antônio Conselheiros para os lascados, Carlos Kaiser continua desfilando sua malandragem aos quatro cantos do mundo e conseguindo manter seu status quo, mesmo depois de se provar por “A” mais “B” sua farsa de grande jogador.

Carlos Henrique Raposo é conhecido no mundo do futebol como o maior golpista que viveu desse esporte. As estatísticas são notáveis: atuou como jogador por 20 anos e esteve em 15 equipes diferentes. Algumas delas foram Botafogo, Flamengo, Puebla, Bangu, América, Vasco da Gama, Fluminense e Independiente.

Assim como Lapa de Ladrão, o maior canalha politiqueiro saído das entranhas de Caetês para enganar o Brasil e o mundo, deu-se tão bem em suas malandragens que até hoje os tabacudos e descerebrados endeusam suas farsas nas caravanas do fracasso.

ZEN, O CACHORRINHO SAPECA TRAÍDO PELA CINOMOSE

Zen era um vira lata esperto, ligado, atento, brincalhão, audacioso. Apesar de poucos meses de idade já dava cangapés, pulos “discostas” e para frente, para pegar baratas, ratos, escorpiões, víboras e outros insetos que o instinto animal repulsa.

Nascido de uma ninhada de seis cãezinhos, sendo dois machos e quatro fêmeas, Zen já trouxe consigo o faro e o fado de Tibicuera, o índio retratado magistralmente pelo romancista Érico Veríssimo no livro “As Aventuras de Tibicuera”, rejeitado pelo pajé que viu nele um sujeito fraco, desmilinguido, sem nenhuma sustança para o enfrentamento da vida diária nas florestas íngremes do Brasil cabralino, que exigia astúcia, disposição, firmeza, força, coragem e espírito aventureiro.

Qual “Mila” de Carlos Heitor Cony, Zen adquiriu alguns “fumus fidalgos”, como o Dom Casmurro de Machado de Assis. Enquanto viveu, era um Lorde, um rei Salomão numa liteira inundada de sol e transportado por súditos imaginários.

Para sua felicidade, Zen não teve o mesmo destinos dos irmãos que foram doados a famílias distintas, e ficou em casa sendo tratado como um paxá pela sua curadora, que dele cuidava com fidalguia.

Para sua desdita, era mês de maio, início de chuvas tropicais para o plantio e cultivo do milharal. Numa manhã chuvosa, Zen amanheceu meio cambaleante, olhos claros, branquinhos, meio desanimado e menos disposto a brincar.

Levado a um veterinário com urgência, não deu outro o diagnóstico: Cinomose, a doença mais cruel que acometa o fiel amigo do dono!

Dali em diante começava-lhe o martírio: tiques nervosos, convulsões, paralisias, mioclonias, sintomas jamais vistos num animal: Diarreia constante, febre alta, falta de apetite, tremor nas pernas, gritos progressivos e, pior, gemidos provocados como se estivesse sentindo uma dor cerebral involuntária sem fim, dia e noite.

Depois de suportar esse sofrimento por mais de dois meses, apesar da recomendação da veterinária para o sacrifício, pois estatisticamente a chance de sobrevida é de apenas 15% e com sequelas irrecuperáveis, Zen se encantou sendo segurado por quatro mãos. Apesar de seu corpo parecer uma borracha, o semblante sorria talvez de felicidades por não ter sido abandonado em vida em momento desesperador, pelos seus donos!

Encantou-se com dignidade e sentiu esse amor fraternal lhe dado por seus cuidadores!

Zen nos deixou uma grande lição: amar enquanto há vida para ser vivida e sentida, porque depois de morto só há a escuridão! Não chore por mim depois de morto! Os olhos fechados, o mundo escurece para sempre!

ARIANO SUASSUNA E SUA VISÃO DE DEUS

De todas as entrevistas concedidas pelo gênio de Taperoá, o dramaturgo, romancista, ensaísta, poeta, pintor e xilógrafo, Ariano Suassuna, uma me chama a atenção pelo tom filosófico que o entrevistado se posiciona objetivamente sob sua visão de Deus. Com uma lucidez extraordinária diz: eu não conseguiria conviver com essa visão dura, amarga, atormentada e sangrenta do mundo… Segundo suas palavras: ou existe Deus ou a vida não tem sentido nenhum. Bastaria a morte para tirar qualquer sentido da existência, conclui.

Segundo Ariano: Deus para ele é uma necessidade! E conclui: Se eu não acreditasse em Deus era um desesperado.

Mais a pergunta que se faz é a seguinte: por que se mata e rouba tanto em nome de Deus, principalmente dentro das religiões?

Mas um fato trágico acontecido no dia 22.10.2017 me deixou mais ainda encafifado sobre o que se passa na mente humana acreditando ou não em Deus.

O suicídio aparentemente sem explicação da jovem estudante de jornalismo da Universidade Federal de Tocantins (UFT) e ativista negra, Dáleti Jeovane.

Curiosamente antes de se suicidar ela teria se posicionado metaforicamente sobre seu sofrimento, angústia, excesso de trabalho e responsabilidade na sua página no feissibuqui no texto chamado “Ana” e pedia ajuda. Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: Por que não pediu ajuda explicitamente? Aos irmãos, aos amigos, ao pai, preferindo a morte? Será que os que acreditam em Deus explica esse mistério?…

No texto, Dáleti falava sobre o suicídio da dor, do sofrimento e da desesperança; isto é, o suicídio da alma. Na verdade, ela estava se referindo a si própria, mas ninguém compreendeu.

Dáleti Jeovane deixou centenas de amigos e fãs chocados com a sua morte precoce. Ela era filha de pastor e órfã de mãe. A rotina árdua de trabalho e estudos lhe impôs sobrecarga de problemas e responsabilidades, mas ela nunca procurou um psicólogo, dizem amigos próximos.

Será que a árdua rotina de trabalho, estudo, responsabilidade que ela a si mesma impôs a levou a esse tresloucado gesto?

Conhecido político pernambucano, Bayron Sarinho, em 2002, vivia pregando publicamente que não passaria dos sessenta anos para não dar trabalhos aos outros, e se matou. Dr. José Paulo Cavalcanti Filho, em artigo publicado no Jornal do Commercio, à época, lamentou o fato e, triste com a tragédia, perguntou: por que não procurou os amigos antes do tresloucado gesto? E a tragédia se repete com uma jovem linda com um futuro promissor, sem se saber os mistérios da mente, infelizmente!

BONECA INFLÁVEL: O FUTURO CHEGOU PARA O HOMEM MONOXESUAL

Uma notícia para lá de inusitada abalou o mundo pacato das delegacias de Amsterdã, capital da cidade mais populosa do Reino dos Países Baixos.

A polícia do distrito oeste relatou em sua página do feissibuqui que tentou resgatar uma boneca inflável seminua de uma residência na cidade de Amsterdã, após denúncias de vizinhos aflitos, ao verem pela janela aberta de uma casa pensar ser uma mulher aparentemente inconsciente, depois de uma noite de bilu bilu com um solteirão monoxesual.

Após as ligações de apelos insistentes dos vizinhos, os agentes da polícia foram até a casa para socorrer a possível vítima, levando até mesmo desfibriladores para o caso de a mulher ter sofrido parada cardíaca por ter praticado sadomasoquismo com o “esposo”.

Ao chegar ao imóvel, os policiais observaram a mulher imóvel por um longo período de tempo e trajando apenas roupas íntimas e, como não obtiveram resposta ao bater na porta várias vezes e chamá-la, os agentes se viram obrigados a usar a força e arrombaram a porta da residência.

De acordo com o portal alemão DutchNews.nl, após perceber do que se tratava a situação, os policiais retiraram a boneca inflável de perto da janela para evitar novos enganos de outros vizinhos. E em seguida entraram em contado com o “esposo”, que se encontrava numa loja de SEX SHOP, comprando produtos ideais para apimentar a vida sexual, como introdutor anal, estimulantes e outros acessórios especialmente feitos para os homens sadomasoquistas, produtos esses que irão contribuir para uma vida sexual mais saudável e feliz, disse outro monoxesual vendedor da loja de produtos eróticos.

Após o quiproquó, segundo os policiais, a divulgação da ocorrência bizarra viralizou na internet depois que a própria polícia de Amsterdã publicou a história no feissibuqui oficial da corporação e pôs a foto da boneca com as pernas abertas no sofá. “Quando entramos, encontramos uma mulher sem vida… feita de plástico e cheia de ar”, afirmou a polícia em sua mensagem. “Saímos de lá aliviados e com uma boa história de sacanagem para contar aos nossos companheiros de farda,” acrescentou sorrindo.

Esqueça aquelas bonecas infláveis com feições engraçadas que aparecem em filmes antigos. As novas criações do mercado estão cada vez mais fiéis a uma mulher humana. Ao menos as novas peças da Orient Industry, empresa japonesa especializada neste nicho. De acordo com a marca, sua nova linha de bonecas infláveis é tão realista que quase não dá para distinguir o produto de uma mulher comum e quem compra não vai nem precisar de namorada, amante ou esposa. E ela se comporta que e uma bênção!

Faz sentido: feita com um material especial, a boneca tem até mesmo a pele superparecida com a das mulheres. Um mecanismo flexível faz com que ela possa ser colocada em qualquer posição. Tamanho do busto, cor dos olhos e do cabelo também podem ser personalizados. Com apenas 3,8 mil paus você tem a sua mulher preferida sem se preocupar com chifres – comentou um vendedor da loja SOS Solteiros de Amsterdã, que pretende abrir uma franquia no Centro de Brasília, Prostíbulo do Brasil, ao lado dos TRÊS PODRERES, tendo como símbolo máximo a deusa THÊMIS!

EMPREENDEDORES DO AGRESTE: A FORÇA PROPULSORA DO DESENVOLVIMENTO

Feira de Caruaru nos anos 70

O progresso é o desenvolvimento gradual do poderio humano sobre a matéria; é, sobretudo, o desenvolvimento da sua moralidade. – Anne Robert Jacques Turgo, economista e estadista francês.

Sob o título de Agreste Empreendedor, o Jornal do Commercio, do dia 15 de outubro de 2017, traz uma reportagem fatiada importantíssima tanto na versão impressa quanto na versão online, sobre o progresso extraordinário que está vivenciando o Agreste Pernambucano graças à iniciativa de homens e mulheres corajosos, determinados, progressistas, empreendedores, persistentes e fazedores de riquezas; dando empregos, trabalhos e oportunidades de crescimento a quem precisa e quer trabalhar; desde que o estado político, quadrilheiro, ladrão, corrupto, impostor, perdulário, inepto, lerdaço, estulto, burro, ignorante, imbecil, idiota, estúpido, palerma, inábil, incapaz, inapto, impossibilitado, tolo, incompetente, pateta e ávido por cobrar impostos, não atrapalhe.

Segundo a matéria, o Agreste Pernambucano, apesar da estiagem e da seca causticantes, é a região que mais cresce no Estado. E, por incrível que pareça, a força matriz que puxa esse desenvolvimento é o empreendedorismo de sua gente guerreira. Pessoas que tiveram uma ideia, persistência, acreditaram e aproveitaram as oportunidades. Escrevem uma história de negócios, consolidando empresas nos setores de confecções, construção civil, serviços e agricultura, entre outras de vitais relevâncias econômicas para a região.

O carro-chefe da economia do agreste continua sendo o polo de confecções, de pessoas que começaram com poucos recursos, muita vontade de vencer e construíram o maior patrimônio do polo têxtil do País. Hoje o aumento da demanda por serviços que ocorreu também com o aumento da população nas cidades de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, São Bento do Uma, Toritama e que, por sua vez, passaram a concentrar as ofertas de outros serviços. E, com isso, muitos empreendedores se desenvolveram nas áreas de construção civil, venda de material de construção e distribuição de produtos.

Segundo a matéria, o agronegócio do Agreste foi se adaptando às estiagens constantes. Metade dos produtores de ovos e de frangos do Estado está no Agreste. Para uma região que passa pela pior seca dos últimos 100 anos, é realmente muito.

Quase todos os produtores começaram pequenos e foram expandindo as suas atividades com o crescimento da região. Esses empreendedores que se destacam não ficaram esperando por São Pedro, São João e outros santos milagreiros. Investiram em tecnologia e buscaram a sustentabilidade.

Eles sonham, mais acreditam mais no trabalho que é a força matriz de qualquer desenvolvimento.

Depois de todo esse desenvolvimento extraordinário no lugar quase inóspito do nordeste pernambucano, como o empreendedorismo em confecções, construção civil, material de construção e a venda de outros produtos, chegou a vez da educação com a quantidade de vagas ofertadas nos cursos universitários que, nas cidades mencionadas, tiveram um crescimento de mais de 300% de 2005 a 2015, como o Portal Digital, o Armazém da Criatividade com os novos ramos da Ciência, da Tecnologia, da Informação e da Comunicação (TIC). Da Inteligência artificial. Na era do conhecimento, isso pode ser só o começo de dias mais promissores para essas cidades que cresceram graças à força criadora e propulsora de seus empreendedores.

Segundo o economista e professor francês, François Perroux, nascido em 19 de dezembro de 1903, Saint – Romain-en-Gal, e encantado em 2 de junho de 1987, “o pólo de crescimento tem uma forte identificação geográfica, porque é produto das economias de aglomeração geradas pelos complexos industriais, liderados pelas indústrias motrizes. Um complexo industrial é um conjunto de atividades ligadas por relações de insumo-produto e forma um pólo de crescimento quando for liderado por uma ou mais indústrias motrizes.”

“O pólo de crescimento pode vir a tornar-se um pólo de desenvolvimento quando provocar transformações estruturais e expandir a produção e o emprego no meio em que está inserido.”

Esses polos de crescimento no agreste pernambucano é a prova definitiva de que o liberalismo econômico é a mola propulsora do desenvolvimento, da geração de riqueza e criação de empregos em qualquer nação, sem a interferência do estado perdulário, corrupto e atravancador do progresso.

Clique aqui e veja o vídeo Agreste Empreendedor 

MULHER SE CASA COM O CACHORRO COM QUEM VIVIA AMIGADA HÁ MAIS DE UM ANO

Quando a gente pensa que já viu de tudo que é bizarro nesse mundo de meu deuso, eis que mais um fato incomum surge para abalar as estruturas da família politicamente correta, tradicional, papai mamãe.

Na Irlanda do Norte, a doidivana psicodélica, Wilhelmina Morgan Callaghan, depois de conviver por mais de um ano amancebada com Henry Frederick Stanley Morgan, seu cachorro de estimação, decidiu se casar com ele e justificou sua decisão com os olhos lacrimejados: Henry possui uma característica fuderológica que falta aos homens ditos varões: não tem experiências em preliminares embeiçadas, até porque é um animal canino, mas quando engata, passa mais de uma hora me satisfazendo prazerosamente.

De melhor amigo, amante e agora marido, assim foi transformada a vida de Wilhelmina Morgan, após a norte-irlandesa desistir de namorar os homens por causa de seguidas decepções amoráveis. Afirmou Wilhelmina Callanhan de 43 anos: minha escolha foi uma escolha acertada porque Henry está sempre disponível para me fazer carinho, lamber-me todas as partes sensíveis do meu corpo, fazer-me mulher latu senso. É leal, bondoso e companheiro, desde que eu tenha cuidado para que ele não veja uma cadela em estado feromônio! Aí o bicho pega! – declarou ela ao tabloide inglês Daily Mirror.

O casamento com Henry se deu por meio de um site zoofílico inglês, que se especializou em reunir em matrimônio mulheres e homens simpatizantes da exposição Queer museu Santander, onde deus, jesus cristo, animais, pirocas e prostituição infantil tornaram-se patrocinadas pela Lei Rouanet por serem artes de alta catilogência.

O canzarrão foi adotado por Wilhelmina em 2008. A relação se tornou muito forte e se intensificou ainda mais após a união formal, em dezembro do ano seguinte, que teve até papel passado e firma reconhecida em cartório da fronteira do Brasil/Paraguai.

Em 2009, logo após casarmos, eu perdi o meu emprego em um necrotério e passei a ser free-lancer de embalsamento. Não havia muito dinheiro, e a minha casa acabou inundada em um temporal, recordou a norte-irlandesa à reportagem do Daily Mirror. Henry se me manteve leal. Ele tornou-se meu rei na alegria, no prazer, na tristeza e na dor – completou a irlandesa toda chorosa de emoção.

O relacionamento deu frutos cachorrais. Wilhelmina tem outros dez cães parecidos com o fucinho dela: Merrick-Thor, Mercurius, Medeia, Celia, Madoc, Francesca, Bebe, Victor, Blodwen e Ludwig. Henry Morgan é quem mantém a ordem e a paz em casa.

Casamentos com pessoas acabam, mas sei que estarei com Henry pelo resto da vida. Ele é perfeito para mim, finalizou Wilhelmina beijando a boca de Henry na frente do repórter, que teve de se ausentar para não vomitar até o bofe de nojo na frente dos pets.

MAMONAS ASSASSINAS E A TRAGÉDIA QUE CHOCOU O BRASIL

No dia 2 de março de 1996 o Brasil assistia à tragédia mais chocante e comovente de sua história: a morte dos cinco palhaços modernos de Guarulhos no auge da fama num acidente aéreo na Serra da Cantareira.

Mamonas Assassinas, antes chamada de Utopia, foi uma banda brasileira de rock cômico formada em Guarulhos em 1989. Seu som consistia numa mistura de pop rock com influências de gêneros populares, tais como sertanejo, brega, heavy metal, pagode, forró, forrock, música mexicana, reggae, vira, bolero…

O único álbum de estúdio gravado pela banda, lançado em junho de 1995, vendeu mais de 3 milhões de cópias no Brasil, sendo certificado com disco de diamante comprovado pela Associação Projeto Brasileiro de Dança (APBD). Foi o disco de estreia que mais vendeu no Brasil e também o que mais vendeu cópias em um único dia: 25 mil cópias nas primeiras 12 horas após a execução das músicas Vira-Vira e Robocop Gay na 89 FM, Rádio Rock de Osasco, com sede em São Paulo.

Com um sucesso meteórico, a carreira da banda Mamonas Assassinas durou pouco mais de sete meses, de 23 junho de 1995 a 2 de março de 1996, quando o grupo foi vítima dum acidente aéreo fatal sobre a Serra da Cantareira quando vinha de um show no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, o que ocasionou a morte de todos os seus integrantes, causando grande comoção nacional. Passados mais de 21 anos da fatídica tragédia a banda ainda continua influenciando e inspirando gerações.

Em março de 1989, Sérgio Reis de Oliveira, que mais tarde adotaria o nome artístico de Sérgio Reoli, trabalhando na empresa de máquinas de escrever Olivetti, conhece Maurício Hinoto, irmão de Alberto Hinoto, que mais tarde adotaria o nome artístico de Bento Hinoto. Ao saber que Sérgio Reoli é baterista, Maurício decide apresentar o irmão, que toca guitarra. A partir daí, SérgioReoli conhece Alberto Hinoto e decidem criar uma banda. Na época, Samuel Reis de Oliveira, que mais tarde adotaria o nome artístico de Samuel Reoli, irmão de Sérgio Reoli, não se interessava por música, preferindo desenhar aviões. Contudo, ao ver Sérgio e Bento ensaiarem em sua casa, SamuelReoli se interessou pela música e passou a tocar baixo elétrico. Estava formado, assim, o embrião da banda, com baixo, guitarra e bateria. Os três formaram o grupo Utopia, cantando “covers” de grupos como Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Rush, entre outras.

O Utopia passou a apresentar-se na periferia da grande São Paulo. Durante um show realizado em Julho de 1990 no Parque Cecap, um conjunto habitacional de Guarulhos, o público solicitou que o trio executasse a canção Sweet Child of Mine, do Guns N’ Roses. Como desconheciam a letra, pediram a um dos espectadores que subisse ao palco para ajudá-los. Alecsander Alves, que mais tarde adotaria o nome artístico de Dinho, apresentou-se para cantar. Mesmo não sabendo a letra, mas com sua performance e embromação provocaram grandes risadas na plateia. E foi assim que, com sua desenvoltura escrachada, habilidade performática, com deboche apimentado, garantiu o posto de vocalista da banda.

Em 1992, a banda conhece o produtor Rick Bonadio, apelidado de Creuzebek por Dinho e seu estúdio produz o vinil da Utopia, seu primeiro e único disco independente, composto por 6 músicas. Das 1.000 cópias produzidas, apenas 100 foram vendidas. O resto dos discos foram jogados no Index Librorum Prohibitorum do DoiCodi.

Nessa época o tecladista e poeta Júlio César, que passou a incorporar o nome artístico de Júlio Rasec, se juntou à banda por sugestão de Dinho seu amigo e estava formada, assim, a banda Mamonas Assassinas.

Aos poucos, os integrantes começaram a perceber que as palhaçadas e músicas de paródias que faziam nos ensaios para se divertirem eram mais bem recebidas pelo público do que covers e músicas sérias. Gradualmente, foram apresentando nos shows algumas paródias musicais, com receio da aceitação do público. O público, porém, aceitava muito bem as músicas escrachadas. A Utopia percebeu que a chave para o sucesso da banda estava no seu rumo e tocou em frente.

Segundo o jornalista, historiador e tradutor Eduardo Bueno, o Peninha, na biografia autorizada “MAMONAS ASSASSINAS – BLÁ, BLÁ, BLÁ”, lançada em 1996 pela Editora L£PM Editores, a gravação do primeiro e único disco com a formação Mamonas Assassinas foi toda feita no estúdio do produtor Rick Bonadio, o Creuzebek, que monitorava passo a passo os trejeitos dos integrantes da banda a mão de ferro, não permitindo qualquer seriedade nas atitudes de suas diabruras, só zoeiras, escrachos, deboches, molecagens, com as músicas compostas seguindo o mesmo tom debochado, escrachado, zombaria, gozação, cômico, brincalhão, carnavalização.

Muita gente se pergunta como a banda Mamonas Assassinas conseguiu atingir tanto sucesso entre todas as faixas etárias e sociais da nossa população, unindo criança, adolescente, marmanjos, pais e avós no mesmo balaio com músicas “politicamente incorretas” que não deveriam tocar em rádios, por conta dos palavrões, e mesmo sendo formada pelos mesmos integrantes do “fracassado” grupo Utopia, e como se tornaram ídolos do público infantil.

Segundo a crítica especializada, a fórmula de sucesso do grupo estava calcada em letras de humor escrachado e músicas ecléticas, de apelo pop, que parodiavam estilos diferentes, como rock, heavy metal, brega e até o vira português, entre outros. Para Rafael Ramos, outro produtor musical que descobriu os Mamonas, “tinha muita coisa estourando na época, mas ninguém fazia algo tão engraçado. O que veio depois era cópia. Eles eram muito carismáticos e, além disso, chegaram antes de muita gente”.

Outra questão levantada é qual o legado deixado por eles, já que as letras de suas músicas eram apelativas – como a de Robocop Gay, que sofreu duras críticas de grupos LGBTs – e mesmo sofrendo duras críticas da mídia especializada, e mesmo sendo tachados de ridículos e palhaços da música pela crítica especializada.

Para muitos, a alegria e o humor irreverentes, marcas do comportamento de seus jovens integrantes, liderados pela comédia natural do vocalista, aliado a letras irreverentes, figurinos exóticos e performance estilo pastelão, foi o legado deixado pelo grupo.

Os Mamonas Assassinas foram os maiores heróis de carne e osso que o Brasil já teve. Heróis em cima do palco, onde tocavam sem reclamar até três vezes por noite. Heróis fora do palco, nas nossas casas, onde nos alegravam com suas músicas escrachadas e suas piadas debochadas e escrotas, conseguindo, com isso, unir crianças, adolescentes, pais, mães e avós no escracho politicamente incorreto.

Segundo Rick Bonadio, eles fizeram sucesso sendo eles mesmos, palhaços, escrachados, debochados, inteligentes, adolescentes, originais.

DINHO E MIRELLA ZACANINI – ANTES DA EXPLOSÃO DOS MAMONAS ASSASSINAS

Em abril de 1996 a modelo e apresentadora de TV Mirella Zacanini lançou sua autobiografia adolescente sobre um romance avassalador que tivera com o vocalista Dinho da banda Mamonas Assassinas durante quatro anos, após a fatídica tragédia área do dia 2 de março de 1996, que matou todos os componentes do grupo na Serra da Cantareira e comoveu o Brasil do Oiapoque ao Chuí.

Intitulado PitchulinhaMinha Vida Com Dinho – Até Que os Mamonas nos Separem – Uma História de Amor e Conquista, o livro é o relato de quase quatro anos da paixão vivida pela modelo paulista Mirella Zacanini e o líder da banda, maior ícone escrachado da gurizada brasileira do final do século XX.

Segundo Mirella Zacanini, antes de o vocalista Dinho tornar-se famoso como líder da Mamonas Assassinas, ele vivia o sonho da banda Utopia, que não conseguiu emplacar o único LP que gravara porque seguia um estilo sério, tipo Legião Urbana, Titãs, Raimundos e outros, destoando de sua verve escrachada, debochada, escrotista, lúdica.

O produtor Savério Zacanini, Pai de Mirella Zacanini, que comandava um programa de auditório chamado Sábado Show, na TV Record, onde Dinho se apresentava imitando personagens da cena politica nacional, sacou o talento do vocalista e logo o incentivou.

Durante muito tempo o filho de Hildebrando Alves e Célia Ramos acalentava o sonho do ídolo dos cornos, Reginaldo Rossi, de quem era admirador e que o levou e Júlio Rasec a comporem a música hamletiana, “Bois Don’t Cry”, em homenagem ao fã Rossi.

Em 19 de abril de 1996 a colunista do caderno cotidiano do jornal Folha de S. Paulo, Bárbara Gancia, publicou uma resenha sobre a autobiografia adolescente escrita pela ex namorada do vocalista Dinho, Mirella Zacanini, que nunca fora bem aceita no lar do pai do vocalista por motivos pessoais, fatos esses que nunca foram contados nas biografias autorizadas que escreveram sobre os Mamonas Assassinas.

Segundo Bárbara Gancia, em janeiro de 1996, nos poucos dias de convívio que teve com Dinho para entrevistá-lo constatou que o vocalista dos Mamonas Assassinas e a nova namorada, Valeria Volpeto, exibiam aquele inconfundível brilho nos olhos, exclusivo dos apaixonados. Segundo a colunista, a imagem que guardou dos dois pombinhos enamorados era totalmente oposta àquela que Mirela Zacanini tentava vender no livro de que Dinho estava só dando um tempo na relação dos dois. Por isso aconselhou Mirella Zanini a não ter ilusão sobre os novos rumos priquitoniais do Dinho e citou como exemplo John Lennon e Nelson Piquet com suas respectivas amadas antes da fama, Cynthia e Clara.

Depois que a fama chega à cabeça, o passado de miséria e os amores são esquecidos rápidos, só tendo muita personalidade e caráter para manter a coerência e a lucidez, caso raro nos humanos – finalizou a jornalista na conclusão da entrevista.

SINA DE TODOS BRASILEIROS HONESTO: SER ENRABADO PELOS POLÍTICOS QUE ELEGEU! MAS… ATÉ QUANDO?

Mais uma vez se confirma a máxima de que no Brasil não existe salvação na esfera política. A roubalheira é endêmica. Sistêmica. Carcinogênico. Um tumor maligno incurável. Está no DNA do político brasileiro! Parece até que todos que se arvoram para as aventuras executivas e legislativas já entram com uma determinação pré-fixada: roubar, assaltar, saquear, tirar o máximo de proveito em benefício próprio, da família, dos parentes, dos aderentes, dos agregados, etc. e tal.

Depois do escandaloso caso envolvendo a ex prefeita Lidiane Leite da Silva de Bom Jardim, Maranhão, afastada do cargo pela Polícia Federal na Operação Éden em 2014, ficando conhecida nacional e internacionalmente como prefeita ostentação por desvio de verbas da merenda escolar, saqueando todo o município junto com a quadrilha do macho bandido, o ex secretário Humberto Dantas dos Santos, o Belo Rocha, que estava impedido de se candidatar por condenação pela LC n.º 135/10, (Lei da Filha Limpa), outro escândalo sem precedente e impunível assola o município de Mamanguape (PB), onde a atual vice-prefeita, Baby Helenice Veloso (PRTB), (na foto) antes pobre, fudida, lascada, arrombada, sem dinheiro até para comprar uma calcinha da feira de Caruaru, e pedindo arreglo até aos mendigos da praça principal para se eleger com a prefeita Maria Eunice do Nascimento Pessoa, 72 anos, hoje desfila de Rainha de Sabá (Makeda), ostentando carro de luxo, conduzido pelo filho de 11 anos. E este debochando da polícia, cagando para o Secretário de Segurança Publica do Estado da Paraíba e mandando os eleitores que elegeram sua mãe tomarem no centro do olho do furico!

DINHEIRO NA PREFEITURA É QUE NÃO FALTA PARA A GENTE GASTAR. AFINAL DE CONTAS FOMOS ELEITAS PARA ISSO – DECLAROU ELA EM FESTA DE ANIVERSÁRIO DESFILANDO EM CARRO ABERTO DIRIGIDO PELO FILHO MENOR, SENDO APLAUDIDA DE PÉ PELOS PUXAS-SACOS!

Não satisfeita com toda ostentação, desacato à polícia e promoção de festas e mais festas com o dinheiro destinado às necessidades do município, Baby Helenita Veloso também é destaque nas redes sociais de fim de semana por causa de um vídeo em que aparece no desfile do Dia da Independência, que em Mamanguape aconteceu no sábado (23). A vice-prefeita do município desfilou vestida de rainha e chegou na avenida em uma carruagem, abrindo o desfile da Secretaria de Assistência Social de Mamanguape. O desfile teve como tema “Nossa Terra, Nossa História”, e contou com 250 componentes, todos das famílias que a apoiam no esquema de propina do município.

Em declaração ao Portal Ponto G, Paraíba, ela punhetou: Nós, podem ter certeza, não comprometemos o dinheiro público com coisas banais. Esse traje glamuroso que estou usando, (sic) que tanto falam foi um traje cedido.” E ainda explicou que estava vestida de rainha para simbolizar a cidade de Mamanguape, que é conhecida como a Rainha do Vale. A vice prefeita ainda explicou que parte do dinheiro para bancar a apresentação partiu de um projeto social do município chamado de É DANDO QUE SE RECEBE!

ELA SÓ APARECE NA ENTREVISTA COM ESSA CARA DE DESCARAMENTO ABSOLUTO COMO SE NADA TIVESSE ACONTECENDO PORQUE SABE QUE NADA VAI LHE ACONTECER NA ESFERA CIVIL E PENAL – COMENTOU UM CANDIDATO DE OPOSIÇÃO QUE, SE ESTIVESSE LÁ, FARIA O MESMO! TRISTE BRASIL!

JUÍZA DECLARA TER NOJO DE POBRES, PRETOS E DESOCUPADOS: GENTALHA! GENTALHA! GENTALHA!

A juíza Iedada Cristiniana Chinguiling-San Filizola do Tribunal de Justiça de Capão Redondo tomou uma decisão sensata, condizente com sua condição de magistrada exemplar na aplicação da lei: sem abuso de autoridade, deu voz de prisão contra um cidadão Zé Ruela que andava perambulando em área do perímetro do Fórum considerada de segurança máxima pela KGB, pegando tanajuras-manteigas, pois havia muitas esvoaçando naquele recinto proibido às pessoas estranhas e animais exóticos.

COMO ESTAVA COM MUITA FOME, POIS TINHA PASSADO O DIA A PÃO E ÁGUA DA BICA, RESOLVI PEGAR UMAS SAÚVAS PARA COMER, POIS ME DISSERAM QUE ELAS POSSUEM MUITAS SUSTANÇAS NA BUNDA – DECLAROU O ESTRANHO DESEMPREGADO.

O desconhecido e suspeito, negro, pobre e faminto, de Curitiba, estava ali na área do perímetro do fórum catando umas moedinhas de 0,5 e 0,10 centavos jogadas pelos servidores do terceiro poder para comprar uma passagem de regresso à cidade natal.

Com esse objetivo, foi ao prédio tentar apoio da Defensoria Pública, mas não conseguindo. Desorientado, ficou perambulando pela calçada e acabou sendo preso pelos policiais forenses por ordem expressa da juíza chiguilim.

A caridosa Defensora Pública Mariana Campos de Lima tentou interceder, em vão, contra a prisão cautelar decretada pela magistrada contra o meliante e gravou a cena. Insensível, a juíza ainda notificou a Defensoria, proibindo a publicação do vídeo.

Ao criticarem a atitude da magistrada, internautas destacaram a inversão de valores inerente ao sistema jurídico brasileiro, que, ao invés de assistir os mais necessitados, costuma desampará-los, jogando-os na vala dos mulambados.

O perímetro do Fórum é mais importante e respeitado do que um ser humano. Isso representa a decadência do judiciário, criticou Jorge Santos Dentão, um transeunte desempregado, ex vendedor de cachorro-quente da JBS e agora sucateiro.

“24 horas detido por estar nas proximidades do Fórum. Enquanto os que estão lá dentro, que supostamente deveriam nos defender, estão rindo da nossa cara. Realidade brasileira nua e crua”, desabafou Américo Vespúcio Regada, outro ex desempregado, ex mendigo e agora contribuinte de imposto de renda descontado do seu gordo salário mínimo para sustentar os magros salários dos homens e das mulheres togados do terceiro poder.

A VIDA É ASSIM MESMO: UM DIA É DA CAÇA, NO OUTRO, É DO PESCADOR, SE O RIO NÃO ESTIVER SECO – DESABAFOU O CONTRIBUINTE DESILUDIDO.

RAQUEL DODGE – NOVA PROCURADORA GERAL DA REPÚBLICA. O QUE ESPERAR DELA?

Em artigo irretocável publicado no jornal o Globo do dia 21.09.2017, o diretor da Fundação Getúlio Vargas, Joaquim Falcão, como faz sempre com lucidez e equilíbrio jurídico em artigos diversos escritos sobre temas políticos e judicantes, discorreu sobre a importância da postura do discurso da nova Procuradora Geral da República Raquel Dodge. Se vai honrar o cargo para qual foi escolhida, isso são outros quinhentos. O Brasil aguarda vigilante sua postura ética e imparcial à frente da Procuradoria Geral da República e de olhos bem abertos.

“Em primeiras linhas sua intervenção foi literalmente de duas páginas. Curta. Mesmo assim, como diria Fernando Pessoa, nada faltou ou excedeu. Curta e objetiva, como poderiam ser os votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal na maioria dos casos.

Ou seja, o culpado por sessões intermináveis não é a TV Justiça. É o modo como os ministros usam a TV Justiça e estruturam seus votos. O memorial imediatamente envelheceu os votos recheados de doutrinas e doutrinações.

Segundo: sua brevidade objetiva só foi possível porque descartou atalhos fora da questão central. Não se aproveitou para falar de outros assuntos, ou avançar posições em futuros julgamentos.

Não tratou da legalidade da delação premiada. Não era pertinente.

Não tratou da legalidade de provas. Não era pertinente.

Não julgou os procedimentos do Ministério Público. Não era pertinente.

O memorial envelheceu a estratégia de usar a sessão como palco midiático. Não é. Não aproveitou decidir sobre A, para falar de B.

Tratou apenas de se posicionar diante da questão vital: se o Supremo Tribunal Federal deve ou não encaminhar a denúncia logo à Câmara. Ou pode e deve fazer qualquer avaliação prévia.

Disse não. Mande-se logo.

A Constituição é rigorosa. As etapas estão bem definidas. Ponto final.

Terceiro: não personalizou a questão. Não ameaçou ninguém. Não fez insinuações. Não usou de sutilezas. Não desqualificou comportamentos. Não deu interpretações próprias sobre o passado nem avançou o futuro. Não fez elucubrações.

É de bom olvide ler a íntegra do discurso de Raquel Dodge, primeira mulher a ocupar cargo tão importante em Banânia. Clique aqui para ler.

JOSELITO MULLER ENRABA MARIA DO ROSÁRIO NO TJDF

À unanimidade a Segunda Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal negou seguimento ao recurso de apelação de Maria do Rosário contra o colunista ficcional do Jornal da Besta Fubana (JBF), em 20.09.2017, em razão de dois textos publicados pelo ficcionista no seu – o Blog do Joselito Muller e no Jornal da Besta Fubana, mantendo sentença de primeiro grau que condenou a deputada federal (PT-RS) e defensora de araque dos Direitos dos Manos.

Os textos humorísticos publicados pelo ficcionista Joselito Muller que Maria do Rosário ficou furiosa e por isso mesmo ocupou a justiça desnecessariamente para processar o colunista foram:

“MARIA DO ROSÁRIO FICA COMOVIDA QUANDO VÊ LADRÃO BALEADO” e

“MARIA DO ROSÁRIO CRIA PROJETO DE LEI QUE PREVÊ O CRIME DE TRAVESTICÍDIO NO CÓDIGO PENAL”

Todos amparados na liberdade de expressão e assegurados pela Constituição Federal e também amparados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Em primeira instância o Juiz Federal julgou improcedente todos os argumentos nonsenses e pedidos absurdos elencados pela deputada federal contra as sátiras inteligentes e bem humoradas do colunista, não encontrando nenhuma afronta à pessoa da deputada, e por isso mesmo condenou a deputada federal a pagar ao colunista indenização por danos morais no porte de R$ 3.000,00 corrigidos desde a data da sentença, além do pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, por pensar besteira, falar besteira, vomitar besteira, cagar tolêtes grossos pela boca e outros orifícios e procurar o aparato judicial para exercer suas neuroses priquitomaníacas.

Em contrapartida, o colunista do Jornal da Besta Fubana, além de receber a indenização por danos morais imposta à deputada federal pelo TJPF, vai processar a ex-Secretária de Direitos dos Manos no governo da Vaca Peidona, Dilma Pinguelão, por ter dado uma entrevista à Folha de S. Paulo em 29.04.2017, afirmando que o Joselito Muller é um criminoso, implicando em injuria, crime contra a honra do humorista.

Segundo Joselito Muller no programa 5 contra 1, vai mover uma ação contra a deputada federal Maria do Rosário no Supremo Tribunal Federal, por ter ela, infelizmente, prerrogativa de foro, e depois mover uma ação por danos morais em primeira instância para que, se ela for condenada, ter os direitos eleitorais cassados para as próximas eleições, prestando um bem republicando à sociedade.

FALCÃO, O FRANK SINATRA DA FULEIRAGEM QUE SE RIR-SE DE SI MESMO

Nasceu no interior do Ceará, na cidade de Pereiro, onde viveu até os 12 anos em uma casa modesta e sem eletricidade. Por influência do pai, farmacêutico da cidade e “o único lá em Pereiro que tinha uma radiola, com uma coleção grande de discos, de gosto muito eclético”, escuta música italiana e cantores como Waldick Soriano, Núbia Lafayete, Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Nelson Gonçalves. Ocasionalmente Falcão também captava através de rádios cariocas como a Rádio Globo, Nacional e Tupi as músicas dos Beatles, da Tropicália e da Jovem Guarda.

Em 1970 muda-se de vez para Fortaleza para frequentar a escola no colégio Júlia Jorge, na Parquelândia. Aprende a tocar violão junto com os irmãos, e conhece seu futuro parceiro musical Tarcísio Matos, apresentado a ele pelo violonista Tarcísio Sardinha, outro parceiro até hoje, que tocou guitarra e violão no LP Bonito, Lindo e Joaido.

Por gostar de desenhar, opta pela área de arquitetura. Após se formar técnico em edificações na Escola Técnica Federal do Ceará em 1978, Falcão começa a trabalhar como desenhista enquanto tentava o vestibular da Universidade Federal do Ceará, na qual ingressou no curso de Arquitetura depois de cinco tentativas, em 1982. Ao mesmo tempo investia na carreira artística.

Em 1980 funda juntamente com Flávio Paiva, Tarcísio Matos, Eugênia Nogueira e outros estudantes de comunicação social, Um Jornal Sem Regras, onde sua coluna era a fotografia de sua coluna vertebral, cujos integrantes também formaram um grupo musical Bufo-Bufo. As composições eram irreverentes, mas com consciência política, já que Tarcísio Matos e Flavio Paiva queriam fazer uma coisa mais séria pendendo para a MPB, mas Falcão propositadamente na hora de cantar mudava as letras para ficarem mais cômicas parecendo com seu jeito caricato, pilhérico e escrachado.

Formou-se em Arquitetura em 1988 e abriu um escritório com colegas no qual trabalhou por apenas três anos, até resolver focar mesmo na música.

Em outubro de 1988, faz sua primeira incursão musical. Tarcísio Matos, seu parceiro há mais de trinta e cinco anos, trabalhava no Banco do Brasil como carimbador de cheques e junto com Falcão se inscreve no Festival da Canção Bancária, realizado no BNB Clube. Em contraste às canções sérias do festival, apresentam o bolero brega escrachado “Canto Bregoriano II”, com letras sobre inovação litúrgica e acompanhamento de coral, com Falcão usando a vestimenta colorida e chocante que se tornou sua marca registrada. O público aplaude, vai ao delírio, mas a apresentação recebe zero de todos os jurados. O público protesta contra a decisão de desclassificar a música com urras, xingamentos e exige a volta de Falcão ao palco. Os jurados, não encontrando outra opção, revoga a decisão e Falcão retorna ao tablado sendo aplaudido de pé por todo público presente. É a consagração do popstar do brega.

No Natal do mesmo ano faz seu primeiro show solo, no Pirata Bar em Fortaleza. Em seguida começou a fazer shows nos fins de semana, sendo inclusive tachado de comediante por, à época, surgirem muitos humoristas no Ceará como Tom Cavalcante, a dupla Caboré e outros. Com muitos pedidos para gravar um disco, faz o álbum, Bonito, Lindo e Joiado, com produção de Helio Santos, Falcão e Tarcísio Matos, sendo lançado de forma independente em 1990.

Em 1991 o cantor Beto Barbosa leva o LP Bonito, Lindo e Joiado para a gravadora Continental, onde é lançado com status de popstar, com ascensão estrondosa das músicas “Canto Bregoriano II”, “Um Bodegueiro na FIEC” e “I m Not Dog No”, versão em inglês macarrônico de “Eu não Sou Cachorro, Não”, do brega porrada Waldick Soriano, que recebe elogio rasgado de Paulo Francis na sua coluna Diário da Corte.

Por influência de Raimundo Fagner, que conseguiu uma gravação em fita cassete de um show de Falcão, chamou a atenção da gravadora BMG. Enquanto “I am Not Dog No” virava seu primeiro sucesso de abrangência nacional, gravou pela BMG o disco O Dinheiro Não é Tudo, Mas é 100%, em 1994. Repetindo a fórmula do anterior, o disco tinha a música “Black People Car”, traduzindo a letra de outro sucesso brega, “Fuscão Preto”, de Almir Rogério. O álbum seguinte, A Besteira é a Base da Sabedoria (1995) se tornou o mais vendido da carreira de Falcão com 240 mil cópias, alçado pelo sucesso “Hollyday Foi Muito” e “Se Eu Morrer Sem Gozar do Seu Amor, A Minha Alma Lhe Persegue de Pau Duror.” Recentemente lançou o clipe da música “Ô Povo Fei”.

Ao longo de sua carreira, Falcão já lançou nove discos autorais: Bonito, Lindo e Joiado (1992), O Dinheiro não é Tudo, mas é 100% (1994), A Besteira é a Base da Sabedoria (1995), A Um Passo da MPB (1996), Quanto Pior, Melhor (1997), 500 Anos de Chifre (1999), Do Penico à Bomba Atômica (2000), What Porra Is This? (2006) e Sucessão de Sucessos Que Se Sucedem Sucessivamente Sem Cessar (2014).

Em 2012 Falcão estreia o programa Leruaite na TV Ceará, autointitulado “talco show”, com produção de Tarcísio Matos e o acompanhamento da banda de cegos “Tô Nem Vendo”, com Tarcísio Sardinha no violão, Valdeci na sanfona, Bubu no zabumba e Vanda no triângulo e backing vocal.

Em 2015 a TVDIÁRIO Ceará contrata Falcão e todos mudam de casa, levando o “Talk Show” Leruaite com a mesma irreverência e escracho para a nova emissora.

No programa Leruaite o brega star Falcão entrevista com irreverência e bom humor personalidades de destaques do Ceará, do resto do Brasil e do mundo, envolvendo os convidados em diversos quadros cômicos e divertidos.

Entre os quadros de destaque, estão “S’eu cozinho com Falcão”, com a culinária ‘nonsense’ do cantor; “Onde andará”, quando Falcão toca, numa vitrola portátil, LPs de cantores sumidos da mídia; “Siobrando”, uma composição musical concebida dentro de um banheiro químico; A “vassoura de varrer rastro de corno”, passada no estúdio para higienizar resquícios de chifres dos convidados; “Ensinamentos práticos para a vida”, com dicas de Falcão para um dia mais agradável; os 15 segundos de “arre égua”, “vá se lascar, “aí dentro” ou vaia, onde o telespectador pode participar fazendo seus pedidos e indicando suas vítimas; o Jornal Leruaite, com apresentação fuleiragem de Falcão e outro âncora-piru, apresentando as notícias mais bizarras do mundo que não passam no Jornal Nacional, SBTeira e Record Asneira, e o serviço de lanche que serve pitomba, siriguela, “bulim” e broa.

Leruaite é um programa mais solidário que frequentar guengas demitidas por justa causa – define Falcão o programa que apresenta toda terça-feira na TVDIÁRIO CEARÁ.

Vale a pena assisti-lo pelo show de bom humor, inteligência, descontração e fuleiragem.

AUTO-HEMOTERAPIA: SANGUE QUE CURA

“A auto-hemoterapia é uma técnica simples em que, mediante a retirada de sangue da veia e aplicação no músculo, se estimula o aumento dos macrófagos, que fazem a limpeza de tudo no organismo: das bactérias, dos vírus, das células cancerosas (chamadas de neoplásticas). Fazem uma limpeza total. Elimina, inclusive, a fibrina, que é o sangue coagulado.” Assim o clínico geral Dr. Luiz Moura, falecido em 2016, aos 91 anos, explica, no DVD “Auto-hemoterapia: contribuição para a saúde”, como funciona a auto-hemoterapia, conduta que ele aplicou por mais de trinta anos e que fez questão de divulgar por todo o país.

O sangue é retirado no momento em que será aplicado no paciente e não recebe nenhum tratamento. A quantidade de sangue a ser aplicada depende da doença que deve ser tratada e pode variar de 5 mililitros a 20 mililitros. Cada braço só pode receber até 5 mililitros e cada nádega até 10 mililitros, como explica no DVD Dr. Luiz Moura. Quando o organismo recebe o sangue no músculo, o reconhece como um corpo estranho que é rejeitado pelo Sistema Retículo Endotelial (conjunto de células que ajudam na formação do sangue e também nos mecanismos de defesa). Com isso, aumenta a produção dos macrófagos que tem taxa normal de 5% e, com a aplicação, sobe para 22% sua presença no organismo. Esta taxa mais alta permanece por cinco dias e começa a declinar novamente para os 5%, por isso, deve-se fazer uma nova aplicação após uma semana.

O pioneiro da aplicação da auto-hemoterapia em Recife foi o clínico geral Dr. Marcos Paiva na Clínica “Saúde Center”, em Água Fria. Na opinião do médico nessa prática a técnica é eficiente, porque o sangue que será aplicado no paciente não recebe tratamento. De acordo com ele, há mais de quarenta e cinco anos na profissão de clínico geral, a principal finalidade dessa técnica é aumentar a defesa orgânica.

Dr. Marcos Paiva atendendo pessoa carente do Consultório na Estrada Velha de Água Fria

Segundo Dr. Marcos Paiva, o procedimento também pode ser utilizado e associado ao tratamento de várias patologias, como acne, viroses, infecções, cistos ovarianos, miomas, artrites reumatoides, lúpus eritematoso, verrugas e outras doenças da pele. O médico diz que a auto-hemoterapia é indicada a gestantes e até mesmo a portadores de HIV. O profissional recifense, que possui experiência na utilização da auto-hemoterapia há mais de quinze anos, afirma que a prática é segura, porque se usa o sangue do próprio paciente sem qualquer modificação.

Segundo ele, “a indicação da maioria dos procedimentos é feita a partir dos 50 anos.” Isso porque, nessa faixa etária, o sistema imunológico torna-se mais frágil, por isso, a auto-hemoterapia estimula o organismo a produzir os macrófagos. Para Dr. Marcos Paiva, os principais beneficiados com a terapia são os pacientes que usam antibióticos em consequências de doenças graves e que têm a defesa baixa do organismo. “Esse é um recurso importante porque reduz o número de remédios e possibilita a reprodução de bactérias”. “A ação de um completa a outra,” ressalta o médico.

Ele conta que durante todo esse tempo atuando na área já conseguiu vários resultados positivos em pacientes com doenças alérgicas e infecciosas graves. “Há dois anos recebi um paciente que tinha indicação da amputação de um dedo, pois a pele estava necrosada.” Depois de conversar com a família dele iniciei o tratamento com a auto-hemoterapia e fazendo curativo no dedo. Após dois meses de tratamento dei alta a ele sem precisar amputar o dedo. Outro paciente meu tinha cirrose hepática em altíssimo grau. Além de alguns medicamentos, usei a auto-hemoterapia para aumentar suas defesas. Ele não andava nem 10 metros e agora anda até de bicicleta, revela.

O certo é que, apesar dos avanços tecnológicos na área de saúde, a auto-hemoterapia continua despertando curiosidades e a cada dia mais especialistas surgem aprofundando os estudos de conhecimentos de sua eficiência na cura de pacientes deficitários de macrófagos. Como, infelizmente, em toda área da saúde aparecem os curandeiros com remédios milagrosos para a solução do caso sem nenhum conhecimento científico, é preciso estar atendo e ter sempre cuidado para não ser ludibriado por esses charlatões plantão oferecendo curas ungidas. Procure sempre um médico especialista.

A auto-hemoterapia é eficiente, tendo sido empregada pela primeira vez em 1911, com o auge de sua utilização ocorrido na década de 1940, quando passou a ser aproveitada para evitar doenças infeciosas. Mas apesar de não ter ainda o aval da Hemoterapia do Hemope, nem o reconhecimento do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), bem como do Conselho Federal de Medicina (CFM), assim como acontece com a Acupuntura, prática terapêutica inspirada nas tradições médicas orientais milenares, continua curando de forma simples, barata e sem provocar dor.

O baixo custo do tratamento não desperta olho grande!

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Os Oitos Malfeitores – o filme

Depois do estrondoso sucesso de crítica e de público do filme Polícia Federal: A Lei é para Todos, que narra os bastidores da operação Lava-jato que levou muitos políticos e empresários ladrões fuderosos para a cadeia, vem aí aquele que pode ser considerado o maior filme de todos os tempos já produzido em terra Cabrália: Os Oitos Malfeitores, que conta os bastidores da maior organização criminosa responsável pelo maior assalto aos cofres das “empresas estatais do país” de todos os tempos.

Liderado pelo chefe-mor, Lula da Silva, o “quadrilhão”, como está sendo chamado nos bastidores das filmagens que se iniciaram na sedo do Partidão em São Bernardo do Campo, as primeiras tomadas aéreas estão assustando os moradores locais e adjacências, ainda traumatizados com a quantia de dinheiro que a quadrilha roubou da nação, com as explosões de caixas eletrônicos, assaltos às “empresas públicas estatais” e roubos a todos os fundos de pensões e poupanças dos brasileiros.

Segundo o produtor e diretor do longa metragem, o experiente Luiz Fernando da Costa, mas conhecido nas fronteiras dos crimes organizados como Fernandinho Beira Mar, o filme vai surpreender e assustar o mundo quando tomar conhecimento que um operário que nunca foi operário, com apenas nove dedos (até hoje não se sabe como ele amputou o mindinho), adepto de Antônio Conselheiro e Lampião, foi capaz de enganar todo um país, afirmando ser um homem mais honesto do que Jota Cristo, mas que engambelou toda uma Nação, retirando-lhe o Sonho, a Esperança, o Trabalho e o Tesão.

– Nem eu cometi tantas barbaridades no submundo do narcotráfico! – Disse o diretor aos jornalistas que estão acompanhando as filmagens, sem previsão para terminar.

O SEGREDO DO PAJÉ NAS AVENTURAS DE TIBICUERA

Para João Berto

Em 1937, com o objetivo de fazer frente ao nacionalismo ufanista do Estado Novo de Getúlio Vargas, Érico Veríssimo oferece sua versão da história do Brasil por meio das peripécias de um jovem índio capaz de vencer o tempo e a morte. Logo no início, o herói recebe dois presentes do pajé de sua tribo – o apelido Tibicuera, que significa ‘cemitério’ em sua língua devido à magreza assustadora do índio, e o segredo da eterna mocidade. A posse desse segundo regalo lhe permite participar de episódios marcantes da história do Brasil. O índio está no litoral da Bahia quando Cabral aporta, em 1500. Participa da luta contra os franceses e holandeses no Rio de Janeiro e em Pernambuco, e da defesa do Quilombo dos Palmares. Combate na Revolução Farroupilha e está presente nos eventos da Independência, bem como na agitação que marca a proclamação da República. Amigo de Anchieta, de Tiradentes e de José do Patrocínio, fornece o testemunho vivo e presente da história.

No prefacio que escreve para o livro, Érico Veríssimo não hesitar em afirma – “a princípio pode parecer fantástico que um homem tenha conseguido atravessar vivo e rijo mais de quatrocentos anos. Mas estou certo de que, após a leitura do capítulo intitulado “O Segredo do Pajé”, todos vocês não só aceitarão o fato como também farão o possível para seguir os conselhos do feiticeiro, a fim de vencer o tempo e a morte.”

Eis ‘O Segredo do Pajé’, um dos mais belos contos do livro, sobre a amizade, a compreensão, a tolerância, a honestidade, a afetividade, a fraternidade e o amor, Érico Veríssimo prova porque era o romancista mais querido e lido do Modernismo:

Um dia o pajé me chamou à sua oca. Entrei. Fui recebido com esta pergunta:

– Tibicuera, qual o maior bem da vida?

– A coragem – respondi, sem esperar um segundo.

– Só a coragem?

Embatuquei. O pajé ficou sorrindo por trás da fumaça do cachimbo. Gaguejei:

– A… a…

O feiticeiro me interrompeu:

– O pajé é corajoso. Mas de que vale isso? Seu braço não pode levantar o tacape, seus pés não têm mais força para correr…

– Ah! – exclamei. – Mas tu és poderoso, sabes de remédios para todas as dores, consegues tudo com tuas mágicas.

O pajé continuou a sorrir. Sacudiu a cabeça:

– Ilusão – disse. Pura ilusão.

Depois dum silêncio curto, tornou a falar:

– O maior bem da vida é a mocidade. Um dia Tibicuera fica velho. Atirado na oca, tecendo redes. Não pode ir mais para a guerra. O jaguar urra no mato e Tibicuera não tem força para manejar o arco. Tibicuera é mais fraco que mulher.

Escancarou a boca desdentada. Eu escondi o rosto nas mãos para não enxergar o fantasma da minha velhice.

– Pajé… Tibicuera não quer ficar velho. Ensina-me um remédio para vender o tempo, para enganar a morte. Tu, que sabes tudo, que viste tudo, que falaste com o grande Sumé…

O pajé continuava a me olhar com os olhos entrefechados. Bateu na testa com o dedo indicador da mão direita.

– O remédio está aqui dentro, Tibicuera. Não há feitiçaria. O pajé gosta de ti. Ele te ensina. Escuta. O tempo passa, mas a gente finge que não vê. A velhice vem, mas a gente luta contra ela, como se ela fosse um guerreiro inimigo. Os homens envelhecem porque querem. Só muito tarde é que compreendi isso. Tibicuera pode vencer o tempo. Tibicuera pode iludir a morte. O remédio está aqui. – Tornou a bater na testa. – Está no espírito. Um espírito alegre e são vence o tempo, vence a morte. Tibicuera morre? Os filhos de Tibicuera continuam. O espírito continua: a coragem de Tibicuera, o nome de Tibicuera, a alma de Tibicuera. O filho é a continuação do pai. E teu filho terá outro filho e teu neto também terá descendentes e o teu bisneto será bisavô dum homem que continuará o espírito de Tibicuera e que portanto ainda será Tibicuera. O corpo pode ser outro, mas o espírito é o mesmo. E eu te digo, rapaz, que isso só será possível se entre pai e filho existir uma amizade, um amor tão grande, tão fundo, tão cheio de compreensão, que no fim Tibicuera não sabe se ele e o filho são duas pessoas ou uma só.

Eu olhava para o pajé, mal compreendendo o que ele me ensinava. O feiticeiro falou até madrugada alta. Quando voltei para minha oca, fiquei por longo tempo olhando para meu filho que dormia na rede.

E eu me enxerguei nele, como se a rede fosse um grande espelho ou a superfície dum lago calmo.

* * *

O decreto criminoso de Michel Temer e a sua suspensão por um juiz federal honrado

O juiz Federal de Brasília, Dr. Rolando Spanholo, que determinou a suspensão imediata de “todo e qualquer ato administrativo” que busque extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), já foi borracheiro e lavou carros junto com o pai no interior do Rio Grande do Sul quando era adolescente.

O Juiz Rolando Spanholo, adolescente, lavando carro junto com os irmãos no Rio Grande do Sul

Por meio de uma Ação Popular, medida prevista no art. 5.º, LXXIII da Constituição Federal, a que tem direito qualquer cidadão que deseje questionar judicialmente a validade de atos que considera lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, um eleitor consciente de Brasília propôs na Justiça Federal a decretação da inconstitucionalidade do Decreto n.º 9. 147, de 28.08.2017, deliberado pelo presidente da república, extinguindo a Reserva Nacional de Cobre e Seus Associados, reserva mineral e outras constituídas. Prontamente o juiz acatou o pedido do cidadão em decisão liminar e suspendeu o decreto criminoso do presidente Michel Temer.

Na decisão sobre a reserva amazônica, publicada na terça-feira, dia 29, o juiz Rolando Spanholo fala da importância da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), e diz que o local não pode ter seu uso alterado por decreto. A medida é liminar (urgente e provisória), e prevê que qualquer alteração no uso dos recursos existentes na área só pode ser feita a partir de decisão do Poder Legislativo.

A Advocacia-Geral da União (AGU), tão insensata quanto o presidente, informou que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região para suspender a liminar do juiz Dr. Rolando Spanholo, atitude insana essa da AGU que demonstra que age como os serralheiros que cortaram a palmeira imperial da Praça (Nossa Senhora) do Carmo para as antas ouvirem o discurso tolête grosso de Lapa de Traidor.

O juiz federal Rolando Spanholo, em 2015, tomando posse no TRF 1 da JFDF

Criada em 1984 (Decreto n.º 89.404, de 24.02.1984, presidente João Figueiredo) e localizada entre os estados do Amapá e do Pará, a reserva tem mais de 4 milhões de hectares, aproximadamente do tamanho da Dinamarca. A área tem potencial para exploração de ouro e outros minerais, entre os quais ferro, manganês e tântalo, o que desperta a cobiça ilimitada humana, sem racionalidade pouco lhe importando o destino do planeta amanhã!

“A Natureza nada faz contra a ação nefasta do homem.” “Simplesmente se vinga e o homem não vai ter tempo de se arrepender pela agressão feita.”

A HIPOCRISIA DO POLITICAMENTE CORRETO

“Somos o grupo de humoristas mais politicamente correto do Brasil – debochamos de todas as minorias sem nenhuma distinção de sexo, credo ou raça. E temos amparo para isso porque há no grupo dois judeus, dois negros e até uma bicha, que não posso dizer quem é”. – Bussunda

Esse fato aconteceu em meado dos anos oitenta. Era uma segunda-feira de um mês chuvoso. Prenúncio de um primeiro dia da semana normal. Estava de plantão no Hospital Central de Paulista (HCP) uma equipe médica multidisciplinar, preparada para enfrentar qualquer situação de emergência. Mas como na vida nada é estanque, tudo pode acontecer de bom ou ruim a qualquer momento, inclusive nada.

Tendo como chefe plantonista o Médico Clínico Geral, Dr. Marcos Paiva, já com uma larga experiência em situações emergenciais, inspirado no Dr. Seixas, personagem humanista do romance “Olhai os Lírios do Campo”, do romancista Érico Veríssimo, cuja filosofia de vida era o de bem servir a todos indistintamente para no final do expediente hipocrático, que tinha hora para começar, mas não para terminar, sair de cabeça erguida, certo da missão cumprida e com a tranquilidade de um Buda Nagô.

Mas naquele dia aconteceu um fato raro de parto fórceps que deixou a maioria dos médicos da equipe do Dr. Marcos Paiva aflita, tensa, pelo inusitado do caso. Até o chefe da equipe se preocupou.

O parto fórceps é um parto vaginal, porém realizado com a ajuda de um instrumento cirúrgico parecido com uma grande colher para a retirada do feto. O instrumento é aberto e cada ponta é encaixada em volta da cabeça do bebê a fim de auxiliar a expulsão e retirá-lo o mais rapidamente do canal vaginal. Esse método é muito utilizado em partos de risco ou onde o bebê fica encravado dificultando a saída e é necessária a intervenção para que a saída ocorra sem sofrimento para mãe e bebê, ou morte deste ou de ambos. Se o médico não tiver habilidade no procedimento fórceps acaba por matar mãe e nenê pela delicada responsabilidade que o caso requer.

Na equipe médica comandada por Dr. Marcos Paiva havia um médico, Dr. Marcos Ferreira, 24 anos, barbudo, de hábitos e atitudes simples, harmoniosas, cabelos compridos e amarrados com uma fita, usava sandália de couro artesanal. Recém-incorporado à equipe, não tinha a simpatia da maioria dos funcionários do hospital, tão pouco de parte da equipe médica que o olhava de maneira enviesada. Mas como possuía uma habilidade excepcionalíssima no trato com os pequenos e delicados incidentes cirúrgicos hospitalares e capaz de resolvê-los naturalmente, a equipe médica foi enxergando nele um profissional de talento e responsabilidade raros e com isso o “engolindo”, mesmo não aceitando de bom grato suas “modernidades vestais.”

Assim que a paciente em trabalho de parto chegou ao hospital foi atendida pela equipe médica rapidamente por se tratar de um caso de urgência. O bebê estava atravessado no canal vaginal da paciente o que impossibilitaria um parto habitual. Primeiro a equipe de médico plantonista tentou o óbvio, o parto normal. Não houve êxito. Depois pensou uma cesariana via abdominal. Também não houve êxito. O tempo passando e a paciente agonizando. Foi quando o Dr. Marcos Paiva, com a experiência e lucidez de sempre e conhecendo a competência do “médico hippie”, se dirigiu a ele e perguntou-lhe se havia possibilidade de intervir com o procedimento fórceps.

O Dr. Marcos Ferreira, com a calma e a simplicidade “hippie”, disse que sim ao chefe de plantão e utilizou o procedimento do fórceps. E sobre o olhar atento e abismado de toda a equipe de plantão, pegou a grande colher, ejetou na pelve óssea vaginal da paciente e com um criterioso cuidado retirou o bebê que saiu sem hematoma, corte, arranhão, e a paciente não precisou levar nenhum corte no períneo (perpendicular à vagina em direção ao reto), para facilitar a saída do bebê, que saiu são e salvo, chorando e querendo mamar, para a alegria geral de toda a equipe.

Foi nesse momento de relaxamento e resignação que parte da equipe indiferente à aparência hippie do Dr. Marcos Ferreira, olhou-se extasiada com a habilidade do jovem médico e a partir daquele momento ele conquistou a confiança e o respeito de todos que viu nele um grande talento e respeitável profissional, menos o chefe da equipe, Dr. Marcos Paiva, que o havia convidado para integrar a equipe porque sabia que aparência e modos de vida não definiam competência, responsabilidade, honestidade, bom caráter e profissionalismo, e fazia questão de conhecer seus colegas profissionais como pessoas, não como entidades abstratas.

O CORNO FALCÃONÉTICO

Certo dia, Dr. Marcos Paiva estava na clínica que funcionava na Estrada Velha de Água Fria, quando de repente adentrou na sala um “paciente” aflito, desiludido, disposto a fazer qualquer loucura consigo após haver descoberto que a mulher, vinte anos mais nova, o andava chifrando com o sobrinho que ele mais gostava de nome Zeca Urubu.

Ouvindo-o atentamente o desabafo, Dr. Marcos Paiva não disse nada durante uma hora. Quando o “paciente” terminou o lamento cornífero, o médico levantou-se, deu-lhe um aperto de mão, pediu-lhe calma, pois a vida era bela, e em seguida lhe deu de presente um CD do cantor Falcão, “500 anos de Chifre: O Brega do Brega (1999)”, que havia ganhado da filha mais velha no aniversário, e recomendou-o ouvir a música ”A Esperança É A Única Que Morre” e depois retornasse ao consultório.

No outro dia, depois de escutar a música por mais de 100 vezes e atentando para o conselho do médico, o “paciente” voltou à clinica, falou com a atendente, adentrou novamente à sala e, todo sorridente, apertou a mão do Dr. Marcos Paiva, murmurando-lhe no ouvido:

– Dr. Marcos, muito obrigado pelo remédio sonífero. Nunca tomei antídoto melhor para essa doença que estava me fervendo a testa. Realmente foi um “milagre”! Aceitei o conselho do cantor. Muito didático! E quem gostou mais foi minha mulher!


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