FASCINAÇÃO – AO PIANO ESTE COLUNISTA

De acordo com a minha eficientíssima equipe de pesquisa internacional de audiência, esta modinha já foi ouçada pelo menos por 1.980.977 seres viventes da terra, aforante os trocentos e lá envai totó ouvimentos do locutor que vos fala.

Toquei ela. Tasquei-a-a. Cheguei o dedo na dentadura do piano e pronto e finou-se.

Ouva ela você também.

MENSAGEM PARA QUALQUER ANO NOVO. LEIA SEM MODERAÇÃO

DONALD TRUMP VÁ TOMAR NO FURICO

“O Brasil é um país de vergonha, que deveria sumir do mapa.”

Estas palavras foram ditas, letra por letra, pelo futuro Presidente dos Estados Unidos, o megalômano Donald Trump. Um tipo com todos os ingredientes para ser um magnífico Petista e já é, diga-se de passagem um novo e fantástico Lula, só que com diferenças visíveis.

Trump é um self made man e que, em bom português, significa um homem que se fez sozinho e, em se fazendo sozinho, se tornou bilionário. Portanto não há como dizer que Trump é vagabundo, em vista das grandes obras que formam suas propriedades. Trump também não é alcoólatra, e nunca o viram em público, ingerindo álcool de qualquer espécie, desde uma inocente cerveja a uma perversa caninha 51, como o faz o nosso famoso “…nunca dantes na história deste País”..

Outra grande diferença é que Donald, o Trump, ganhou dinheiro no trampo, e não no tranco de roubar dinheiro público, a quem os eufemistas chamam de corrupto e eu de ladrão da pior espécie. Posso chamar também de latrocidas porque suas pungas foram responsáveis por milhares de mortes nesta terra brasilis.

Mas não dá pra discordar dele. Isto porque quando ele se refere ao Brasil ele, com certeza não se refere a todos os brasileiros, e sim a politicalha canalha que nos guia rumo ao inferno social em que vivemos. Somos uma vergonha sim, e os que não pensam assim, obviamente, fazem parte da mesma canalhice.

A nossa saúde é realmente uma vergonha. Nossa educação é uma vergonha. Nossa segurança é uma vergonha, enfim todo o nosso contexto de País é uma caótica vergonha.

E se não bastasse isso, mesmo na pobreza pela qual todo o País passa, ainda lemos notícias de comidas compradas para voos da safadeza do nosso primeiro escalão, superfaturadas.

Superfaturar sorvete e nutela, chega a ser um escárnio com a nossa gente, totalmente ludibriada até em compras que no mercado custam 5 vezes menos.

Sim Sr. Trump. Este Brasil safado e patife precisa realmente desaparecer. Precisamos por um fim nessa que é a maior ladroagem do mundo, da qual participam empresas com qualidade de serviços reconhecidas internacionalmente.

E preciso derrubar o congresso nacional fisicamente e destruir a obra do comunista Niemeyer, para, logo em seguida jogar sal para que nada nasça o sobreviva naquele pedaço de chão.

E fazer o mesmo com o prédio do SFT . E fazer o mesmo com os palácios presidenciais.

E preciso encarcerar todos os nossos legisladores em décadas apenados.

E preciso, com urgência, uma pena de morte, como a de Cuba, pra tirar desta nação centena de milhares de safados, como por lá fizeram.

Sim maldito Trump. Mas é preciso que o Sr saiba que este Brasil não nos representa, O Brasileiro é trabalhador e paga caríssimo para não ter nada em troca. Quase a metade do que ganhamos vai para o desfrute da picaretagem.

Sim bufônico Trump. Mas o seu País não é tão angelical e correto quanto parece. Os Estados Unidos da América sempre usufruiu da miséria do mundo, vendendo suas quinquilharias fabricadas na China na qual, hoje, sua excrecência também combate.

Sim histriônico Trump. O Brasil nunca usou de bombas atômicas para matar quase meio milhão de pessoas. E nem bombardeou outros na busca de armas que nunca existiram.

Sim Safadonico Trump. Nossos presidentes não passam mão em bucetas de atrizes ou dizem que elas são todas compradas por dinheiro. No Brasil fazemos isso apenas em aviões presidenciais.

No mais eu torno a reiterar a vergonha dita por Sua Repelencia. Vergonha de não ter lido uma nota de repúdio as vossas palavras. Uma linha sequer que coloque o Seu destempero no lugar certo dos hospícios e manicômios.

E uma pena, maluco Trump, que eu tenha que expor a minha vergonha de não ter nem legislativo, nem executivo e nem judiciário que se levante para mandar Sua Indecencia a puta que o pariu, com todas as letras.

E já que ninguém o faz, faço-o eu. E o faço representando o povo que já mandou presidentes irem tomar no meio do boga;

Sr. Donald Trump, Vá tomar no olho do seu cu.

P.S. E tome cuidado. A sua gente já matou 4 presidentes da república.

O CAUSO DE ZÉ PENDENGA

É muito comum meus colegas escritores, guy de Maupassant, Honoré de Balzac, Luiz Berto, Jorge Amado e outros, descreverem psicologicamente seus personagens, durante o escrevinhamento da obra. Isso é praticamente obrigatório, porque é por aí que a gente fica conhecendo quem é quem nas estórias contadas. É nessa regra que sabemos quem é o viado, o bandido, o mocinho, o petista, o falso e a mulher má e a outra que vai se apaixonar pelo mocinho, mas que a mulher má, que é uma tremenda empata foda, não deixa.

A mocinha é sempre linda, dona de uma bundinha impecável e um par de peitos nervosos e empinadinhos que encaram de frente o empoadinho e cheio de trimiliques a quem foi destinada.

Neste nosso caso, tal descrição é totalmente desnecessária em vista de que o nome do nosso principal personagem é Zé Pendenga. E nada mais há a dizer sobre o assunto.

Pendenga é pendenga e quem quiser maiores explicações é burro pacaraio. Pendenga era do tipo que futucava, com perversidade, o ponto mais sensível de cada ser humano. Dos defeitos físicos então, nem se fala. Os exemplos são muitos. Ontoin macaco, que tinha os dois maxilares projetados para frente; Maria Buceta, cujo verdadeiro nome era buscheta; Jeguinho que tinha a maior pajaraca da cidade, e por aí em diante.

A nossa encrenca é com um sujeito que odiava o nome que recebera de batismo. Era nome oficial e registrado em cartório. A vergonha era tanta que o pobre coitado pedia pros amigos inventarem apelidos, para que ele não fosse obrigado a passar por vexames vexatórios e constrangimentos constrangedores.

O nome do caba? JOSÉ DIRCEU. Sim. Nome do seu avo, dado a ele em homenagem ao falecido.

Uns o chamava de Dirça, outros de Zezin, outros de Zédir. Tudo valia menos Zé Dirceu.

Menos pra Zé Pendenga.

O desinfeliz fazia questão de parar na porta da casa do sujeito e gritar a plenos pulmões:

– ZÉ DIRCEEEEEUUUUUUUU. ZÉ DIRCEEEEEEEUUUU. TU QUE ROBO, DEVORVE O MEU.

Quando o ofendido corria pra porta, Zé Pendenga já havia sumido. Escafedido.
E assim foi, e foi, e foi , e foi por um bom tempo.,

Mas o tempo acabou, exatamente no dia que o saco do Dirça, explodiu. E foi armada uma tocaia.

Zédir esperou o desinfeliz em um bequinho que havia ao lado da sua casa.

E fez isso durante uns 3 ou 4 dias até que, finalmente, Zé Pendenga apareceu.

Chegou todo empertigado, botou as duas mãos na boca e descascou a bagaça, abrindo seu grito de guerra a todo pulmão.

Quando Zé Pendenga terminou seu berro e já se preparava pra correr, deu de cara com Didi, que trazia nas mãos um cepo de madeira que parecia um taco de baseball.

E nem teve conversa.

A primeira traulitada pegou no meio das entrecoxas e já desmontou Zé Pendenga que caiu no chão urrando de dor. E teve mais. Teve uma no ombro que deslocou a ossatura que arriba o braço e ainda outra, que, em uma rolada de corpo, lhe pegou bem no entremeio da bunda onde ficam os bagos.

Pra piorar, e tendo em conta que desmantelo pouco é bobagem, ainda aparece uma outra figura no cenário: o ilustre e conhecido veterinário da cidade o Sr. Luiz Inácio da Silva.

Aí foi que fodeu mesmo.

Quando viu o Zé Pendenga levando a coça, correu pra dar u’a mãozinha pra Zédir ( não falo Zé Dirceu nem que a vaca tussa) por ódios antigos.

Ao ver Luiz Inácio, Zé Pendenga pediu socorro.

– Acode eu seu Lula. Lamordedeus, acode eu.

Luiz Inácio, que odiava ser chamado de Lula já foi logo se danando :

– O que seu feladaputa? Lula é a quenga que te pariu, seu corno safado.

E a porrada comeu a dois.

O resultado foi que Zé Pendenga ficou uns quatro meses no hospital, parecendo uma múmia engessada.

Esta estória bem que poderia terminar por aqui. Da minha parte eu torci muito para que terminasse. Mas não terminou não.

Recuperado, Zé Pendenga foi até a casa de Zezin pra pedir desculpas.

Tocou a campainha delicadamente e aguardou o seu desafeto aparecer na porta.

Quando Zé, o Dirceu, viu o Zé, o Pendenga, já foi logo se emputecendo.

– O que é que tu quer aqui fela da gaita? Quer apanhar de novo é? Pergunta o um.

– Quero não. Vim aqui pra pedir desculpas.Responde o Pendenga.

– Desculpo não, desgraçado. Quero mesmo é que Satanás lhe enfie uma pica quente no rabo seu desgramento duma figa.

– Desculpa eu seu moço. Eu nunca mais chamo o Sr. de Zé Dirceu, visse seu Zé Dirceu?

Omi rapá. O trem azedou.

Didi, entrou pra dentro de casa e com certeza foi pegar um pau de fogo.

Eu dei o fora. Escafedi-me todinho.

Pai dizia que ver assassinato dá um azar da porra.

POEMA POÉTICO

requiem

ANIELA BALANCÊ

De repente eu me vi sozinho neste mundo. A família de pais e irmãos eu havia deixado justamente para viver ao lado da mãe dos meus filhos. E isso foi um péssimo passo, muito mais para a pobre consorte – neste caso com azar – do que pra mim mesmo. È que o bicho que nasce pra ser solto, quando se ajunta é só pra causar sofrimento pros outros. Principalmente quando é bicho novo.

O que os normais chamam de aconchego do lar, para os doidivanas não passa de tortura, de mesmice, de rotinas insuportáveis. Potros gostam é de campo aberto em suas correrias galopadas, movidos pelo torque potente de uma imensa alegria de estar apenas vivo. Nada de cercas, nada de porteiras, nada de celas, que isso são coisas próprias dos cavalões já subservientes, que já se curvaram perante a doma da vida.

Pois eu, nesse auge dos viçosos trinta anos, me vi sozinho. Sozinho nos laços que amarram pessoas no coração da gente, mas não desses amores soltos, viventes também da plena liberdade.

A solidão exigiu o aluguel de uma casinha charmosa, bem no centro da cidade. Tinha um muro alto na frente, que me permitia deliciosas safadezas em uma rede estrategicamente armada no alpendre.moca-dancando

A casa não possuía garagem e isso me obrigou a alugar um espaço para guardar um Alpha Romeu TI bem conservado, que os amigos apelidaram de marmitão. Por esses maledicentes, tudo o que eu carregava dentro dele era comida.

E foi exatamente em uma dessas idas e vindas para guardar o carro que eu conheci a queridíssima Aniela.

A moça fazia ponto bem na esquina de casa. E ali faturava muito. Não tinha passante que não lhe lançasse um gracejo, diminuindo a velocidade do automóvel pra ver a graça do seu rebolado.

Ladina que só, levava um grande aparelho de som, desses três em um, que nessas antiguidades era gravador, toca fitas e rádio AM e FM .A lindeza abria o bigode do bicho com músicas de bom balanço e punha-se a dançar em plena rua. Parecia um passarinho feliz remexendo as carnes dos vinte e um aninhos mais lindos que já vi.

Aniela era toda branquinha e geralmente se vestia com uma camiseta bem aberta na frente, que insinuava um belo par de seios durinhos, cujos bicos pareciam implorar para que alguém os mamasse.

Na parte de baixo apenas um shortinho de tecido leve, que entrava rego adentro, separando duas bundas irrepreensíveis.

Era uma sem vergonha. A encarnação da luxúria. Um demônio tentador e irresistível, encoberto com corpo e cara de anjo.

Nosso contato deu-se gradativamente. Primeiramente com cumprimentos formais, visto que eu passava todas as noites por ela, após guardar meu carro.

Depois Aniela começou a jogar frases enquanto dançava. “…gostou da balada hoje?” ou “ …ta com cara de quem beijou muito”. Eu sempre dava um sorriso e mandava um beijo. E assim foi por um bom tempo, até que um dia conversamos.

Eu guardara o carro e já vinha preparadinho pra assistir o último show da noite. O show da rapariga mais linda do mundo. O show erótico de uma menina da vida, rebolando suas delícias.

Ela não estava. Mas o “três em um” estava no mesmo lugar aos pés de um poste. Chegando mais perto do local do show percebi que ela se aproximava. Devia ter ido fazer suas necessidades em algum barzinho por perto.

Chegou toda sorridente. Foi logo puxando assunto, brincando e cheia de gaiatices. pós uma curta conversa, ela me perguntou se eu morava por perto. Eu apontei a casa e recebi uma promessa: “…qualquer dia chego mais cedo e vou jantar com você, posso?”. A resposta me veio pronta: “…vou adorar isso, seja bem vinda quando quiser”.

Em poucos dias a promessa foi cumprida. Aniela bateu na minha porta ali pelas seis da tarde e me proporcionou um delicioso começo de noite. Fui pra cozinha. Preparei uma jantinha simples e o resto ficou por conta da natureza e dos nossos hormônios.

A putinha não falou em dinheiro. Eu também não toquei no assunto. Mas, sem que ela percebesse, coloquei dinheiro na sua bolsa, não como pagamento, mas porque algo me dizia que ela precisaria dele.

A partir daí as visitas ficaram mais assíduas. Aniela chegava cedo e logo se punha a cuidar da casa. Varria, arrumava meu quarto, dava um jeito no banheiro. Lembro que em um domingo lavou e passou toda a minha roupa.

Aniela passou a fazer parte da minha vida. Uma companhia agradabilíssima. Sempre risonha, sempre alegre, sempre disposta a colorir cada vez mais a minha vida.

A imagem da putinha já havia se desmanchado, em seu lugar apareceu uma mulher ativa, com certa cultura e que falava três idiomas: português, inglês e polaco, dada à sua origem polonesa.

Mas ela continuava fazendo seus programas. E isso me intrigava. A moça era preparada. Tinha instrução suficiente para tentar um emprego. E, acreditem ou não, jurava de pé junto que odiava o que fazia pra ganhar dinheiro. Mas precisava muito dele.

Certa madrugada eu acordei assustado com alguém batendo forte à minha porta. Era Aniela.

A moça chorava muito e no meio do choro pediu pelo amor de Deus que eu a levasse em casa. Alguém ligara para o orelhão situado exatamente no ponto onde Aniela fazia seus programas, informando que sua filhinha estava passando muito mal.

Eu fiquei meio perturbado, mas ciente de que não podia negar esse socorro. Antes de sair eu fui me vestir e ela também. Trocou de roupa por outra bem mais comportada e limpou o rosto da maquiagem exagerada e própria de mulheres de programa.

E lá fomos nós.

A medida que viajávamos na madrugada, o mundo parecia ir ficando cada vez mais pobre. Passamos por bairros de classe média, classe média baixa, classe baixa, classe infinitamente baixa e por fim chegamos no que parecia ser uma favela.

De certo ponto em diante foi preciso uma longa caminhada a pé. Andamos por becos estranhos. Esgotos a céu aberto. Casas de resto de caixotes, cobertas por lona. Dava pra sentir o mau cheiro da miséria. Cheiro de urina velha. Cheiro de cocô. Sem contar com um certo cagaço que bate em todos os que não estão acostumados com isso.

Por fim chegamos em um barraco de alvenaria. Uma meia água com uma porta e uma janela.

Aniela abriu a porta apressada e nervosa. Nesse exato momento sua vida saltou bem na minha cara.

Eram só dois cômodos e um banheiro. No primeiro dormiam duas crianças em uma cama de casal bem estragada. Uma delas tossia muito e ardia em febre.

Do lado dessa cama um senhor paraplégico sentado em uma cadeira de rodas. Era o pai de Aniela que sem poder fazer absolutamente nada, pedira pro vizinho ligar avisando.

Corremos com a criança para um posto de saúde e o começo de pneumonia da criança foi totalmente debelada.

Duas filhas e um pai paraplégico. A miséria total. A mãe dedicada. A heroína. Isso foi o bastante pra entender a necessidade da vida que Aniela levava.

Algum tempo depois fiquei sabendo que Aniela, em polonês, é um nome equivalente a Ângela em português.

Sem dúvida, um anjo.

QUANTA BOBAGEM!

Eu posso dizer, com toda certeza, que sou um bobajófilo irresistível. Minha bobajorréia é de tal ordem que qualquer bobagem que surja na minha moringa, por menor que seja, já me tira do sério e me deixa totalmente néuvoso . Vou logo pegando papel e caneta e sentando no computador pra escrever. E não importa o tamanho e nem a qualidade da bobagem. Isso pouco importa. Detalhes.

Fico tão arretado, que já mereci até conselhos de minha santa mãezinha, quando viva.

– Meu filho lindo, tome cuidado com essas bobagens que você escreve. Bobagem é coisa perigosa, e as pessoas costumam não gostar muito – disse ela na sua santa sabedoria.

– Seja mais específica minha mãezinha querida, aticei com a minha curiosidade.

– Eu tenho medo desse tal de Luiz Berto, que é o editor desse jornaleco que você escreve, retrucou a velhinha já com ar de preocupação.bobo

– Medo de que Santa mãezinha? O caba é uma pessoa boinha e a gente conhece muito. Já trabalhou nisso, naquilo e naquilo outro. Isto sem contar que já atuou neste e naquele segmento. E mais Santa Mãezinha: é escritor de pouco sucesso, seu livro O Romance da Besta Fubana não conseguiu vender nem um milhão de exemplares. Parou em novecentos e quarenta e oito mil. Só isso.

– Sabe nada inocente, disse mainha já indignada. Esse sujeito, ideologicamente, corta dos dois lados (Atenção cambada de feladagaita, mainha disse ideologicamente). Só você não percebeu, continuou, que ele e o Goiano são a mesma pessoa e andam de mãozinhas dadas quando se trata de democracia e comunismo.

– Engano seu mainha, tive que retrucar. Goiano é um comunista riquíssimo que passa a vida em cruzeiros marítimos e largas temporadas na Europa petiscando caviar e bebendo Moet Chandon. Já Luiz Berto é um pobre ex funcionário público democrata e capitalista, que tem um couro pra morrer e uma kitinet na cidade do Ricifi, onde passa duras necessidades com a família.

– Entendi, disse ela colocando o indicador na têmpora. Deve ser por isso que o tal do Luiz Berto vive pedindo pixulecos e propinecos para o alto escalão do poder. Devia estar rico como o Goiano.

– Outro engano mainha. Muitas vezes, nós os jornalistas da badernosa Fubânica, temos até que emprestar um dinheirinho, pra ver se ele ajeita a vida. O sonho dele era ser um dos blogueiros do PT. Mas não deu não.

E assim terminamos o diálogo. Mas eu continuo com os conselhos de mainha na cabeça. Mãe é mãe e, nunca se sabe. Realmente nunca se sabe.

E agora passemos à bobagem do dia.

E a bobagem começa com Ivanzinho que parece viver em hepatite devido à cor amarelada da sua pele. E a explicação é simples: “…ando com muito pouco sangue na corrente alcoólica Cição.”. Explicação dada e aceita. Como eu disse, começa com Ivanzinho, com Goiano, com Glorinha e outra infinidade de Petistas que cabem numa Kombi.

– FOI GOLPE! Dizem eles em uníssono e com letras maiúsculas.

São petisas ceguetas, comunistóides comprados a pão, mortadela e tubaína, no fim barrados pelo retrucar ribombante (ribombar deve ser mais que ulular, por isso a escolha) dos coxinhas.

– FOI NÃO! Dizem os coxinhas megafonicamente na Globo.

E agora a bobagem propriamente dita:

– NENHUMA DAS ALTERNATIVAS ESTÁ CORRETA, digo eu do alto da minha sabedoria.

O que houve panacada (coletivo de panaca) foi simplesmente um acordão.

Acordão feio em reunião com todos os líderes da maracutaia vigente, cuja fotografia (da reunião) se encontra em poder do FBI, da INTERPOL e de SERGIO MORO.

Ao final chegaram às suas conclusões e decidiram que.

1. Dilma sairia do poder totalmente limpa, com um chute na bunda dado por Eduardo Cunha, que, posteriormente, seria defendido por todos, funcionando como testemunhas de defesa.

2. Temer assumiria o poder com o compromisso de:

1. Não tocar em um fio de cabelo dos funcionários e comissionados que formam o aparelhamento comunista em todos os escalões da republica de banânia nanica.

2. Não aventar qualquer hipótese sobre Itaipu.

3. Abafar ao máximo os desmantelos internacionais propinodutíferos.

4. Esquecer definitivamente do BNDes.

5. Desacreditar Sergio Moro, em cujo dossiê, constará que ele é uma bichinha baitola com fotos tiradas enquanto participava da parada gay. Com soutien e tudo,

6. Lutar com todas as forças para que lula volte ao poder nas próximas eleições.

7. Proibir a imprensa de citar o nome Dilma Rousseff durante os próximos dois anos.

8. E por fim que baixasse uma emenda constitucional para tirar mais dinheiro do povo, para que no futuro o PT tenha mais o que roubar.

9. Esquecer definitivamente essa conversa de devolução do dinheiro propinado, afanado, roubado ou pungado.

10. Não permitir em hipótese alguma a prisão de Lula;

Pronto. Taí o besteirol de hoje.

Podem comentar chamando de estultice ou de vitupério ou do caralho a quatro.

E eu prometo jurar dizer bobagem, somente bobagem. nada mais que bobagem.

Quanta bobagem!

UMA COISA E OUTRA COISA, PODEM SER A MESMA COISA

Estou orgulhoso que só. Estou batendo palmas, alegre que nem pinto em bosta, maravilhado e com um gostinho delicioso de vingança descendo da língua pro coração aberto e largo.

O navio que percorreu, durante mais de uma década, os mares da patifaria, da cafajestice, da roubalheira, da mentira e da molecagem no Brasil felizmente foi a pique. Bateu contra uma rocha sólida chamada consciência popular, fez água e mergulhou fossa a dentro.

O mar acima referido, é o mar de merda e de sujeira que um bando de despreparados, espalhou pelo País inteiro, deixando nossos poderes apodrecidos, mal cheiroso e repleto de nojeiras de todas origens.

Tais criaturas produziram uma das maiores lambanças nunca antes vista na história deste País e ainda fariam mais, se no poder estivessem.

Fizeram do legislativo uma verdadeira latrina, onde os legisladores não passavam (e ainda não passam) de paus mandados do maior de todos os cagões e, ultimamente de uma cagona, que ocupou o principal posto de comando da República.

Fizeram do Judiciário uma meleca, transformando em juízes, despreparados e sem méritos mequetrefes, pegos a laço aqui e ali. Todos pretensos lambe-botas, que, em vista do andar da carruagem e de tudo o que o futuro lhes reservava, resolveram tomar alguma tenência.

Pero no mucho.

O navio acima referido é uma nau fantasma e ilusória chamada de Partido dos Trabalhadores. Uma súcia de gente safada. Quadrilha tão mentirosa, mas tão mentirosa, que conseguiu engambelar até com seu próprio nome, porque no seu interior – podem procurar a vontade -, não há uma viva alma que trabalhe. Todos vivem de trambiques e maquinações, que pensavam ser inteligentes, mas que agora veem, claramente, que foram burrices extremadas, responsáveis por cavar o buraco onde hoje todos eles se enterram.copa-e-bandeira-vermelha

No interior e fora dele também. Principalmente fora dele.

Ratazanas imensas se locupletando do dinheiro tirado dos gritos de dor dos hospitais; das famílias com filhos perdidos pelas negociações inescrupulosas do nosso comunismo de araque, com narcotraficantes sul americanos; das propinas e pixulecos que lesaram o Brasil em mais de 500 bilhões de reais; das polpudas verbas que bem podiam servir à melhoria da nossa segurança pública, mas que foram parar nas mãos de ditadores de republiquetas e que as usaram enriquecer seus pares e famílias; dinheiro da miserável merenda escolar dos nossos estudantes, mas que se prestaram a juntar um bilhão de dólares na conta de um canalha chamado Palocci, que nada mais fez do que tramar as negociatas entre empresas e as campanhas políticas dessa nojeira petralha.

E é melhor parar por aqui. As notícias dessas patifarias consumiriam milhares de páginas, basta ver o imenso arrazoado de provas e declarações, buscadas nos escritórios da camarilha e que não deixam margem de dúvida sobre os horrores praticados por esses infames e desumanos aquadrihados.

São toneladas de papel que compõem o acervo demonstrativo do maior e mais volumoso crime de corrupção já praticado em todo o planeta.

Sim senhores. A corrupção petista no Brasil, ocupa o primeiríssimo lugar na história da corrupção no mundo. Vencemos até a Itália com sua Mani Pulite ou Mãos Limpas, em bom português.

Isso sem contar que o espírito da safadeza invadiu todos os quadrantes da economia do Brasil.

A ambição desonesta tomou conta de tudo transformando seres humanos em verdadeiros monstros de insensibilidade e crueldade a toda prova.

O bolsa família, programa criado para atender apenas à miséria absoluta, passou a ser objeto de negociatas e hoje atende a milhares de abastados e, como dizem os próprios comunistas, burgueses fascistas.

E tome merenda escolar superfaturada, que tira da boca faminta, a única alimentação possível, dado ao estado de insuficiência total da família dos nossos estudantes.

O mesmo se deu com o minha casa minha vida.

E tome falsificação de medicamentos caríssimos doados pelo governo, deixando pacientes sem o necessário combate aos seus males.

E mais: trambiques e trambiques no INSS, que se sanado e expurgado de suas pungas, voltaria a ser factível novamente.

E tudo porque todos compartilharam a certeza da impunidade, exemplificada à farta, nos escalões superiores e que, ainda hoje, não conseguiu levar a efeito algumas aspirações óbvias do povo brasileiro, que é a prisão e condenação do líder maior ou patife mór de toda a ladroagem.

Mas, enfim, parece que as boas novas vieram.

E elas me deixam orgulhoso do meu povo e da minha gente. Graças à luta constante de todos, parece que a vitória, pelo menos parcial, chegou. E arrasadora. E talvez definitiva.

Parece que tiramos o PT do mapa. Parece que d’ora em diante esse poder foi transformado em quase nada e o que resta, em breve deverá ser extirpado.

E aqui fica o meu agradecimento a todos os que lutaram por isso. Seja de que forma tenha sido. Com textos nas mídias sociais, com declarações em rádios e televisões, com panfletagem nas ruas ou mesmo com um simples “ Dilma vai tomar no cu”, dito em côro nas aparições públicas da demônia.

E um abraço para a Polícia Federal que cumpriu seu papel com galhardia.

Outro para Sergio Moro que hoje é homenageado com um dos heróis da lisura, por todo o mundo.

E outro para Juizes corajosos que não se intimidaram com o poder da canalhice vigente.

Graças a eles a corrupção da esquerda parece que vai ter um fim ou vai diminuir sensivelmente.

Agora nos resta a maravilha de sermos verde-amarelos de novo.

Um país democrata de direita.

Direita cujos políticos, a meu ver, parecem pertencer à mesma facção antiga.

UM NOVO BRASIL

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Pronto. O Brasil está limpo. De agora em diante o pau arará de comer na casa de noca e macaco velho ficará véiaco ao pensar em meter a mão na cumbuca.

Isso depois que mais de quinze milhões de manifestantes foram para as ruas gritar, de um lado “FORA PT”, “LULA CACHACEIRO, DEVOLVE O MEU DINHEIRO”, “MORO SEU SACANA, METE LOGO LULA EM CANA” e, do outro, “LULA É O PAI DA POBREZA, QUE É FILHA DA PUTA” ou “NUNCA DANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS” ou ainda, “FICA DILMA”, “ NEM JESUS CRISTO É MAIS HONESTO DO QUE LULA”, e por aí em diante.

Para atender toda essa movimentação os custos foram altos. Com a direita burguesa e fascista não. A burguesia fede mais tem dinheiro pra comprar passe de metrô, coca-cola geladinha e amburgueres dos mais deliciosos sabores. E foram eles que se auto custearam. Ninguémzinho deu um tusta pra bancar passagem ou qualquer outro mimo “degrátis” . Tudo saiu dela mesmo.

O único prêmio foi uma certa sensação de alívio , visto que em breve futuro, um caralhaço imenso iria ser tirado do toba de todos eles.

Só isso já bastou para que eu vestisse minha camisa amarela e saísse por aí. E, mesmo covarde que só a mulesta da pica de antanho, fiz pose de herói e chamei Lula de corno feladaputa e ainda mandei Dilma tomar no cu. Coisas nunca imaginadas nesta minha vida de lambe botas de deputado e puxa saco de patrão.

As despesas da “sinistra”, nome um pouco mais erudito para essa palhaçada de “esquerda”. foram imensas. Tanta mortadela, tanta tubaína e tanto pão francês de 50 gramas dormido, que foram armazenados em um imenso buraco cavado perto de um sindicato, forrado com sacos de lixo abertos na tesourada.

Teve um que roubou mais de 20 kg das mortadelas dos pães e, passados dois anos, ainda tem uma restiazinha guardada na geladeira.

Sobrou tanto pão com mortadela que teve gente que levou sacos e sacos pra casa e, depois de algum tempo tiveram que jogar o recheio fora, dado aos imensos piriris cachoeira que as mortadelas causavam.

Os pães não. Basta requenta-los e eles amaciavam de novo.

Mas enfim, conseguimos.

Dilma foi defenestrada como presidanta, mas tendo preservados, todos os direitos de qualquer cidadão honesto do Brasil E quem devia ter ficha policial e estar trancada em cela, hoje passeia lépida e fagueira, gastando os milhões que, ninguém sabe como, oram parar nas suas contas bancárias aqui e no exterior.

Defenestrada em uma votação histórica onde também se ouviram frases que também ficarão para a história

Vamos a algumas delas.

Pela direita

– “ PELA IMACULADA CALCINHA DA MINHA MÃE, VOTO SIM”

– “ PELA ABERTURA DAS TETAS PARA A OPOSIÇÃO, VOTO SIM”

“ PELO FIM DA PEDERASTIA IMPOSTA PELO PT NAS ESCOLAS DO BRASII,L VOTO SIM”

“ TIRIRICA “ PELO SIM E PELO NÃO VOTO PELO SIM”

Pela esquerda

“ PELA CONTINUIDADE DA MAMATA DO BOLSA FAMÍLIA, VOTO NÃO”

“ PELA MANUTENÇÃO DA LEI RUANÊ, VOTO NÃO.”

“ POR MAIS PROPINAS E PIXULECOS, VOTO NÃO.”

A Vaca Peidona (que eu morro mais não digo o autor da alcunha e que, por coincidência é editor desta esculhambação) foi peidar lá pra baixa da égua agora e este País ficou limpo.

Só pra constar: sob delação premiada eu digo sim.

Apesar de ser substituída pelo seu sombrio e calado (tenho paúra de gente assim) vice presidene, cujo passado de trambiqueiro não o recomenda muito, e cujo presente de cafajestices não o avaliza, Dilma caiu fora.

O que ficou foi um Brasil maravilhoso e livre de patifarias.

Apesar das picaretagens feitas nas doações de campanha para prefeito, cujo desfalque soma um bilhão e meio de reais.

Apesar das negociatas pela aprovação de uma cerca PEC.

Apesar de Renan Calheiros, que chama juízes de juizecos, ministros de ministrcos e compõe o quadro de mais de 50% dos senadores comprometidos com a justiça, inclusive o próprio.

Apesar dos 50% dos deputados federais com pendências na judiciário, por todas as espécies de crimes, inclusive assassinatos.

Apesar do Lula solto, porque a lei no Brasil, tem medo de uma convulsão social vinda de uma meia dúzia de vermelhóides que até já desistiram de mamar na gata.

Apesar das continuadas licitações fraudulentas que ainda não cessaram.

Apesar da vinda de dinheiro roubado e lavado, agora autorizados por lei e limpinhos como a minha alma.

Apesar de governadores safados, deputados estaduais patifes e vereadores ladravazes.

E apesar da não devolução de todo esse roubo. guardado sob um silêncio tumular para que ninguém fale nisso.

Apesar de tudo isso, por fim, vivemos um Brasil novo.

Um Brasil sem Dilma. E isso tem um significado estupefraciante. E isso traz um sabor inebriante nunca sentido antes na história deste País.

Ficamos sem Dilma Rousseff. Só isso.

E daí?

MARAJÁS DA POLITICALHA BANDIDA

É costumeiro imaginar, erroneamente, que a política brasileira apenas exista para que seus mandatários cometam as mais nojentas e cabeludas safadezas, eufemisticamente chamadas por eles mesmos de mal feito ou corrupção. Ledo engano.

Não é só isso mas é isso também. A política brasileira, como é óbvio, mesmo sendo um antro de corrupção generalizada, traz em si incontáveis safadezas, cometidas em nome da lei e sem que haja dolo que as envolva.

E essa é a parte nojenta da história.

São inúmeras molecagens com o dinheiro público, que proporcionam a eles, vantagens inimagináveis, próprias das grandes fortunas e repletas de desrespeito e desacato ao mínimo bom senso e à honestidade e justiça.

Verdadeiros escárnios a um País que vive hoje na penúria resultante das falcatruas praticadas pelo seu alto comando e ainda tem que bancar, sem discutir, a nababesca vida de incontáveis devassos e depravados, faustosamente inseridos nas milionárias folhas de pagamento que saem do bolso do contribuinte.

E aí pode-se dizer, sem qualquer risco de erro, que político corrupto (leia-se ladrão ou patife), não precisa roubar da nação com as mais diversas artimanhas por eles mesmos traçadas. Ele já é um desonesto, imediatamente após assumir o seu respectivo mandato.

E esse é o grande atrativo da vida pública brasileira. A vida Fausta, vida de rei, vida de magnata, a encher os olhos dos mais diversos tipos de despreparados para assumir o status de “otoridade” pública.

E são essas vantagens mal cheirosas que transformam a política brasileira em um antro podre de imorais, a usufruir do dinheiro que tanto faz falta à mínima qualidade de vida de nossa gente.

E isto inclui canastrões de todos os naipes, vagabundos de todas as estirpes, canalhas de todos os guetos, patifes de todas as espécies e ainda uma meia dúzia de 3 ou quatro honestos, que, coitados, irão padecer nas mãos dessa corja que serão seus pares.fernandocollor-funk

É que não é preciso propina, sobrepreço em concorrência ou qualquer outra artimanha pra faturar um “porforazinho” em meio a essa fedentina toda. Precisa não. Nossos pretensos políticos já se candidatam pensando nessa orgia de dinheiro safado, à disposição dos que querem apenas usufruir dos suados recursos públicos.

E corrupção hoje pode custar muito caro. É quase certeza de cadeia. Até porque a ideia do cambalacho perfeito e da punga “indescobrível” é tão idiota, que é preciso ser imensamente mais idiota para praticá-las, com a certeza da impunidade eterna.

Pobres coitados e infelizes.

Mais dia ou menos dia essa ganância se tornará pública, jogando toda e qualquer moral no lixo, para o sofrimento de filhos, esposas, familiares e amigos próximos.

E isto fica claríssimo a partir das palavras sábias de um dos maiores exemplos mundiais da honestidade como o foi Abraham Lincoln: “…pode-se enganar a todos por algum tempo; pode enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos por todo o tempo”. Se o canalha chamado Lula soubesse ler, talvez pudesse ter lido isso e não se transformar na podridão que se transformou.

Mas, como dizíamos, não é a ganância política da roubalheira a única responsável pela safadeza pública em que o Brasil anda metido. O que faz da política uma quadrilha de mal intencionados é a própria política. No Brasil, a política, em si mesma, já é uma tremenda safadeza.

As benesses que um político passa a ter direitos são imensas e só comparáveis a executivos de alto nível em empresas produtivas e que o fazem por merecimento, porque precisam do trabalho especializado desse executivo.

Na política não.

Qualquer zé mané da bunda suja, passa a ter vida de rei ou de magnata empreendedor.

E isso sem obediência aos deveres básicos, visto que estes podem ser levados de barriga ou nas coxas, como se dizia no passado recente da minha juventude.

De imediato passa a ter o direito de ser chamado de Excelência, sem que nele haja qualquer coisa que seja excelente. Nem mesmo o português que se ouvirá nos parlatórios, intitulados pomposamente de pronunciamentos que, além dos vitupérios cometidos contra a língua pátria, ainda deixa transparecer erros de postura nas ideias tolas, pueris e sem utilidade nem uma.

Homenagens a padrinhos e títulos de cidadania são a praxe e, salvo honrosas exceções, por vezes transformam em cidadãos quem deveria estar atrás das grades.

Isso sem contar com salários invejáveis, com valores estratosféricos mudados como e quanto eles bem pensarem.

Verba de gabinete para contratação de compinchas, cúmplices, apaniguados e outros cabas safados que a lei – todas criadas por eles mesmos- chama de comissionados. Verbas estas que também se prestam para encher os cofres de Vossas Excelências, com a cobraça de uma porcentagem retirada do salário desses funcionários.

Esses merdas têm plano de saúde vitalício e extensivo a familiares. Contam com cota de combustível capaz de dar uma voltas na terra pelo volume permitido
.
Essa laia abusa mais ainda por ter auxílio moradia, mesmo morando na cidade onde exerce o mandato.

Canalhas que precisam de auxílio paletó que pode superar um salário mensal durante um ano.

Patifes com verbas indenizatórias que serve tanto para tapiocas da butecaria, quanto para rega-bofes de altíssimo nível regados a excelente safras dos líquidos servidos aos deuses.

Verbas que se prestam também para o pagamento das moteladas e bucetinhas dadeiras que sempre acompanham o poder.

Cafajestes voadores com passagens aéreas custeadas por quem trabalha e ainda diárias inimagináveis nos melhores hotéis do Brasil e do mundo, a título de discutir o porquê de porra nenhuma.

Farmácia gratuita e ainda farranchos nas magníficas residências oficiais na beira do lago em Brasília. Telefones fixos e celulares sem qualquer ônus. Internet residencial e de trabalho por nossa conta e outras e outras cretinices.

E é por isso que existe essa gana imensa de fazer parte dessa sandice.

Tanta vontade que mesmo mudada a lei eleitoral a safadeza continua. E continua porque quem inventou o cinto de castidade, inventou também o abridor de latas.

Nada como ser político no Brasil.

Uma das imensas pajaracas nacionais, enfiada no furico dos senhores e senhoras, malfadados eleitores do Brasil.

EXULTA BRASIL!

bandeira

Ontem eu caminhava sossegado pela cidade de Pirenópolis, onde passo uns dias revendo velhas amizades de suma importância em minha vida, quando me deparei com uma cena insólita e hilária, se não fosse a fotografia do processo eleitoral brasileiro.

E tudo vinha de um bêbado que tropeçando no calçamento irregular de pedras da cidade, fato que o deixava mais trôpego ainda, de tempos em tempos parava , abria os braços, dava um pulo pra cima e urrava um tremendo grito de guerra: PT FELADAPUUUUUUUTAAAA!

Aquilo valeu toda a minha estada na cidade. A cada pulo do cidadão, eu gaitava uma gargalhada sem tamanho, sendo acompanhado por um estranho acorde que, em uníssono, outros transeuntes, também se esbaldavam.

Essa festa durou até a chegada de uma viatura da polícia para a qual me deu vontade de gritar, com o mesmo pulo do bêbado: PM FELADAPUUUUUUUTA, tamanho foi o meu ódio,.

Não me dando por pleno e satisfeito, fui pro rumo do desmantelo para ouvi a conversa do cachacista com os ômidalei. E o bate-boca foi tão bom quanto a palhaçada do pé inchado.

Os dois policiais desceram da viatura e se aproximaram do bebin pelas costas e foram logo demonstrando otoridadee de arma em punho:

– Senhor, por favor levante as mãos e encoste na viatura.

O bebin só ouviu a primeira parte e, por certo, achou que era pra continuar o show que vinha nos oferecendo. Em total obediência, imediatamente levantou as duas mãos, deu um pulo pra cima e gritou a todo pulmão: PT FELADAPUUUUUUUTA!

O PM, coitado, sem mais o que fazer, balançou a cabeça como quem critica a cachaçada do desinfeliz, mas como não podia deixar de ser, continuou sua missão, dando nova ordem ao pé de cana.

– O Sr. se comporte e encoste na viatura com as mãos pra cima para que possamos proceder a revista ( mais conhecida na roda da cachaçada vadia, como baculejo).

Nesse momento o bebo virou-se e reconheceu os dois policiais que o enquadravam, tratando-os com toda a intimidade com a qual tratamos velhos conhecidos. E isso é muito próprio de cidade do interior, onde laços de família ou amizade são sempre muito respeitados.

– Uai Sargento Zefino, disse o cachacista, que modos são esses? Sou médico da sua família, padrinho do seu irmão e casado com uma prima sua, e é assim que você se dirige a minha pessoa? E isso só porque eu to muito putíssimo com esse partido nojento e, por isso, gritando Pt FELADAPUUUUTA!. Grtou levantando as mãos e repetindo a pantomima de sempre.

Eu gaitei de novo.

– Mas Dr. Rodrigo, o Sr não pode fazer isso, disse o policial já baixando o tom da refrega. Estamos em dia de eleição e o Sr., além de embriagado ainda está fazendo campanha política e boca de urna.

– Quéisso Zefino, ficô loco? Campanha política nada. Eu to é com ódio desse PT FELADAPUUUUUTA.- Disse de novo dando o pulo e com as mãos pra cima.

– Eu tô fazendo é descampanha política, isso sim. Quero essa vermelhada longe desta cidade. Quero é o fim desse PT FELADAPUUUUTA.

A cada vez que dizia o grito de guerra, fazia toda a palhaçada de novo, agora com plateia formada e aplauso.

E a conversação perdurou por mais algum tempo até que o referido doutor aceitou a oferta da PM, de ser levado em casa como otoridade, sentado no banco da frente da viatura. No banco de detrás não iria nem a pulso, como diria o pai de Luiz Berto (outro cachacista que adoraria sair gritando PT FELADAPUUUUTA, pelas ruas do Ricifi).

Tudo isso foi contado para espelhar um novo Brasil que nasce na intimidade da cidadania dos banânicos, aqui inclusos os fubânicos, Um Brasil passado a limpo pela língua suja dos fofoqueiros, dos futriqueiros e dos vadios que vivem em redes sociais, espalhando matérias nojentas sobre roubalheiras praticadas pela rataria desinfelizmente e azarentamente marcada com o numero 13.

Gente que, sem dó nem piedade, escrevia com agressividade as notícias de cada sujeira e patifaria praticadas por ele.

Gente que espalhou Sergio Moro pelos quatro cantos do mundo e que ora contrito para que ele coloque este País nos trilhos, e torne nosso futuro menos ofegante e suado.

Tuia que escreveu sempre e sempre nas páginas da internet, pedindo por um pé na bunda da Dilma Peidona e que acabou conseguindo tamanha felicidade.

Cambada, que como o nosso personagem, também gritava em meio à pingaiada o libelo PT FELADAPUUUUUTA.

Incitando nas esquinas vadias. Suspirando pelas alcovas. Sussurrando em versos e trovas. Combinando no breu das tocas. Acendendo velas nos bebos e falando alto pelos botecos.

Gente que, como eu, vomitava nas bandeiras vermelhas da hipocrisia metida a humanista.

E foi essa gente que venceu as eleições de 2016.

Não foram candidato. Não foiu o marketing mentiroso dos efeitos visuais tecnológicos. Não foram as mentiras ditas em horários imensos nos canais de televisão.

Não foi o dinheiro comprador de votos Não foi os conluios patifes dos tomaládácá, da velha política enferrujada.

Quem venceu esta eleição foi esse Brasil. Um Brasil que já acorda do coma provocado pela anestesia da farsa e das promessas mais enganosas do que valiosas.

Quem venceu esta eleição foi a vergonha. Foi a lucidez. Foi um País que hoje sabe o que é padecer por falta de saúde, educação, alimento e segurança e pagando caro pra não ter nada disso.

Vencemos esta Brasil.

E venceremos todas as outras.

Na verdade ninguém sabe o que foi que deu neste Brasil.

Chico Buarque talvez tenha imaginado isto.

O POETA E SUA MUSA

pm

NÃO SE FAZEM MAIS COMUNISTAS COMO ANTIGAMENTE

Sem qualquer dúvida, o comunismo mudou. E mudou pra pior, como se isso fosse possível. Um comunismo engraçado repleto de xiliquentas e pitiáticos, mentirosos e enganadores como sempre foram todos os comunistas, mas sem a competência de outros tempos. Antigamente um comunista mentia com credibilidade e com seriedade, porque a lei amparava essa retórica falsa e torpe. E por um motivo muito justo: ou o caba acreditava ou ia delatar o mentiroso no quinto dos infernos para Satanás ou Lúcifer, de acordo com a escala de plantão da casa do capeta.Fuzilamento em Cuba 2

Isso mesmo. O sujeito ia pro palanque dizendo que iria dobrar o investimento do PAC (Programa de Aceleração do Comunismo) e todo mundo acreditava piamente, ovacionando o discursante com algumas palavras de ordem, típicas dessa safadagem: VIDA LONGA A FIDEL! COMUNISTAS UNIDOS JAMAIS SERÃO VENCIDOS!. Isso sem contar com outras irritantes idiotices.

Hoje não. Se uma comunista, seja ela quem for, disser a mesma coisa, o povo inteiro e em uníssono irá manda-la tomar no cu, em meio a uma ensurdecedora vaia.

Pois sim.

Comunista no meu tempo comia criancinha e hoje continua comendo. A diferença é que antigamente eles tiravam as tripas, temperavam e assavam no forno. Bons tempos. Hoje os comunistas o fazem através de um crime nojento chamado de pedofilia, com pedófilos ocupando altos postos até em ministérios avermelhados.

Agora o pior: o comunismo de hoje aceita viado, coisa impossível no comunisto de outrora. Sim senhores. Aceita, aplaude e defende. Alguns deles tem até a foice e o martelo tatuado na bunda, exatamente no lugar que deveria ser apenasmente porta de saída.

E mais vos digo: e mais.

E não há nada mais bicha do que comunista baitola. Eles ficam saltitando com a bandeira vermelha e gritando: ai ai ai, ui ui ui. Vi alguns chupando o pau da bandeira enquanto davam uma coçada na bunda.

Isso mesmo. Viados no comunismo. Viados que, antigamente, apenas se pretavam para melhorar a pontaria de Che Guevara, de Fidel e de muitos outros.

E Fidel ficou célebre por uma frase dita nos momentos finais do fuzilamento: “…primeiro os viados, para treinar os tiros. Depois os traidores da revolução do proletariado!”

Voltando ao que interessa, comunistas antigos eram muito mais coerentes e honestos em suas matanças generalizadas. Guevara disse na ONU que continuaria fuzilando e que não abriria mão do paredón de Cuba. Ele matava o cabra, mostrava o pau de fogo e ria-se a morrer.

Matavam mesmo. E sem dó nem piedade. Conta-se que mais de cento e vinte mil morreram nas mãos desses heróis comunistas, deixando filhos órfãos e viúvas ainda com prazo de validade, para as delícias dos hombres da grande revolução.

Hoje não.

Comunistas não mais matam em praça pública, como um showzinho xexelento de final de semana.

Comunistas hoje, em nome de uma democracia, claro que falsa, matam em hospitais, desviando dinheiro de remédios, ordenando assaltos a caminhões que os carregam e outros despautérios. Matam de infecções nas nojentas esperas, que fedem  a carne podre em feridas expostas, nos corredores do SUS. Comunistas matam mães grávidas sem atendimento. E matam também de fome, pela miséria de um imenso golpe chamado de bolsa família.

Comunistas matam por falta de atendimento médico, mesmo com milhares de falsos profissionais importados de Cuba. Por falta de tecnologia para diagnósticos. Por falta de respeito e falta de vergonha na cara.

Comunistas hoje matam pela disseminação de drogas e por destruição de uma juventude que significaria o futuro da nação, mas que se entrega como escrava do vício, assaltando e praticando violências em nome dele.

Comunistas matam por analfabetizar sistematicamente os discentes das escolas públicas.

Matam por negligenciar com a segurança pública, deixando o povo do Brasil refém de bandidos, apoiados pela insensibilidade da foice e do martelo.

Comunistas matam por mãos de menores, defendendo-os com direitos desumanos que sempre privilegiam a bandidagem.

Realmente o comunismo mudou.

E mudou pra pior, na chacina de mais de 30 mil brasileiros por ano. Numero mais elevado do que o dos entreveros do oriente médio.

O comunismo hoje é covarde. É sujo. É cafajeste.

Além de não assumirem suas intenções ditatoriais, pois nunca dizem que são comunistas, ainda se gabam de uma democracia que conquistara, através de eleições fraudulentas e compra de votos por benesses falsas e baratas.

Definitivamente o comunismo não é mais o mesmo.

Não se fazem mais comunistas como antigamente.

ARRITIMIA. SEI.

O que mais atormentou foi o vaziume que deu na alma. De uma hora pra outra, sumiu o grande prazer de ver a tuia de fofoqueiros cá da Besta, tecendo as maiores futricagens, despautérios e impropérios, contra a maior cambada de escroques, ladrões, punguistas e canalhas, como nunca se viu antes na história deste País.drf

Vazio total. A sensação era como se eu fosse um zumbi, vagando sem rumo pela imensidão da minha casa (quarto, sala, cozinha e banheiro). Deu vontade de fazer xixi sem ter mijo na bixiga. Vontade de comer, sem ter fome, trimiliques no quengo. faniquitos no peito, tique-tiques néuvosos na taba do queixo e ainda arrepeios de entremeio o couro e a carne e esfraquecimento cerebral de ordem afetiva.

Eu, por esse tempo, fui a encarnação da angústia e da ansiedade. Só me faltou uma bela brochada durante os antecedentes e preliminarmente de um intercurso sechual.

Tudo por culpo desse desatinado cabeça chata e barriga curva, que se auto intitula editor desta gazeta bixiguenta.

Bixiguenta da pior de todas as bixigas, que é a bixiga lixa.

Se viva fosse, minha querida mãezinha também sentiria falta. Uma criatura superevoluída que adorava as escritas do Goiano e defendia com a própria vida Dilmamanta rouboussef, Lulalau da Silva e toda a petezada feladagaita.

E pior: fã incondicional desse tal de Luiz Berto, por considera-lo neutro e isento de orientação ideológica.

Coitada. Quantas vezes eu disse a ela que o sonho desse caba era ter nascido torturador pra ficar apertando côco de comunista com alicate e enfiado fio eléetrico desencapado no toba deles.

Cheguei a contar prela que sei, de línguas confiáveis, que o sujeito tem um altar no fundo do apartamento, onde os santos são os presidentes da contrarrevolução de 64. São Castelo, São Carrascazul, São Costa e Silva e São Joanis figueiredum.

Voltando ao assunto, ainda teve coisa pelhor. Além da falta da minha droga preferida (sou dependente químico do JBF), ainda fui obrigado a ler, na íntegra, milepoucos babaovos e puxescrotos ou lambesacos, tecendo suas tristezas e condolências e outras e outras viadagens, sobre o piripaque desse sévergonho.

Isso me deu uma nervosidade sem tamanho.

Cambada de cabatoa. Ao invés de cuidarem do mau cheiro de suas subaxilas e lavarem o bodum do fiofa e da sacaria, deram-se ao desfrute de tecer poemas, orações, bruxarias e macumbas pelo restabelecimento desse despreparado.

Eu não. Permaneci frio, impassível e despreocupado.

Que morra!

Morra quantas vezes quiser e requiser.

Só não me deixe de editar e de escrever na Besta Fubana, seu filho disto e daquilo.

E isto é uma ordem.

Oxe…!

POEMA FÊMEO

sonho

O filósofo concebe na mulher
A interseção exata do bem e do mal,
ponto mediano do claro e do escuro,
O falso desencontro do belo e do estranho
E a patética fisiologia da dor e do prazer.

O poeta a vê em derradeiro raio,
Do astro rei assim, tão assim, sem majestade,
No ocaso de uma noite meia dia,
Prometendo madrugar um reino novo,
N’outra manhã exausta.

O sonhador a vê envolta e desenvolta
E, à sua volta, o vulto que esvoaça em brilho,
Que corrupia qual pião infante,
Nos rodopios e ventos coloridos,
Tal qual a imagem de um supor divino.

O poder a vê pela beleza,
como uma jóia a ser obtida
Ou tida a todo custo.

Visões sem ter valia.

Só o amor poderá vê-la,
como há de adorar ser vista,
Como criatura ou filosofia,
Ou em poesia, em matéria e sonho.
Só o amor a verá assim despida,
E ao mesmo tempo deliciosamente linda.

Só o amor a tornará mulher.

SUJEIRA CUSPIDA E ESCARRADA

CC

NOSSA SENHORA, QUE MENTIRA CABELUDA!

Entre o final do século 19 e os meados do século 20, viveu esse desgracento da foto, chamado Joseph Goebbels, que foi o marqueteiro de Hitler e autor de uma frase que os comunistas adoram:

“ Uma mentira repetida mil vezes, torna-se verdade”.

goe

Se ele repetiu essa frase mil vezes para que ela se tornasse verdade eu não sei, o que eu sei é que eu a testei com rigor científico e posso afirmar, com absoluta certeza, de que se trata de uma idiota mentira, mesmo após a repetição como propõe o autor.

A minha frase foi “ LULA É HONESTO”, que transcrevi para o papel 1200 vezes e , posteriormente, li, em voz alta, uma por uma.

Que decepção! Oh pai! Zuzuis! A mentira continuou a ser mentira porque o sujeito jamais vai deixar de ser bandido.

Quem quiser fazer o teste é só pegar as repetições a seguir.

Leia as 1200 vezes uma por uma e, se essa mentira passar a ser verdade, o mentiroso será você seu feladagaita.

Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto Lula é honesto

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ÊLE É PATIFE MAS É MEU AMIGO

cc

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS?

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EXORCISMO À BRASILEIRA

Tolos são os que pensam que a maioria do povo brasileiro está pressionando por uma legalidade chamada impeachment, apenas com uma gana ou vontade sem limite de retirar do contexto político, este, esta, aquele ou aquela peste ou anta que, propositalmente, têm minado a saúde econômica do Brasil.

O brasileiro, senhoras e senhores, hoje e já de tempos, não mais se importa com o ladrão que esteja de plantão sob os auspícios de qualquer partido (leia-se quadrilha), ou sob a guarda imponente da ladinagem safada e cretina de um tal de “foro privilegiado”, em qualquer um dos 3 poderes.

“Foro privilegiado” que, a bem da verdade, nasceu para a proteção de cafajestes e outras torpes figuras da roubalheira nacional, a quem privilegia com a impunidade e com aquele jeitinho bem brasileiro de procrastinar castigos e penas, que deveriam vir, incontinente, das canetas justas dos que têm a guarda da lei e da ordenação jurídica do Brasil.CH

Mas não é disso que a movimentação brasileira cuida. Não é com este ou com aquele salafrário que sua indignação se preocupa. E nem qual dos poderes ocupa, tomando de lá, do antro da corja ou do bando de abutres e aves de rapina, a decisão da próxima carniça do ataque, para desabalarem-se em revoadas sinistras sobre a miséria absoluta, para tirar tudo do que dela veio, sem qualquer contrapartida.

Não é não. Não é por causa de calhordas, putinhas vermelhas ou canastrões, rufiões nojentos e pilantras, que o Brasil grita e se apavora, no andar dessa carruagem puxadas por bestas sem cabeça e ocupadas por zumbis e outras estranhezas residentes nos pesadelos dos justos e dos honestos.

Do que nossa gente tem cuidado é de coisa bem diferente. É unir toda a honestidade possível a todo caráter disponível e soma-los com a liberdade, para, coesos, expulsar de uma vez por todas a libertinagem que nos envolve com suas ações demoníacas, que tentam nos tanger como almas penadas a pagar por penas indevidas, na inversão dos valores da moral e da justiça.

É quase um ato de exorcismo.

É uma oração uníssona de milhões e milhões de patriotas, pedindo que anjos desçam dos céus e nos protejam da imensa vara de porcos, incorporados com as almas mais sujas vindas das profundezas do inferno.

É um pedido a Deus, para que a justiça seja feita, com pressa e sem piedade.

É um alinhamento das ondas do bem, vindas das mentes brancas e limpas, criando barreiras poderosas para que o próprio bem prevaleça e que, a todo custo, jogue a fedentina e a podridão nos abismo irreversível e sem volta, do mal.

É uma luta insana contra psicopatas cujas almas vagueiam nas margens escuras da falta de sentimento, arrecadando dinheiro e poder, enquanto a humanidade e o gentio sofrem com a falta de atenção que pagam muito caro para ter.

Doentes de hospício que roubam merenda escolar deixando crianças magérrimas caminhando lado a lado com a insalubridade, o desamparo e a morte.

Almas diabólicas que após orgias regadas a aguardentes de luxo, vão para os seus malefícios encontrar a próxima maldade a ser concretizada e acabam por bloquear pagamentos de idosos frágeis e sem qualquer possibilidade de defesa. Gente que contribuiu a vida inteira para, no fim, receber como pagamento as dores e os mal estares próprios do tempo sobre a carne.

Satãs frios na comiseração e ardentes no fogo da maldade, que aumentam preços de remédios, onde embutem impostos próprios de pura ganância, além de, constantemente, retira-los das farmácias onde os pegavam gratuitamente.

Belzebus que se reúnem em rituais macabros para, sob as ordens de múmias cubanas, desviar dinheiro das mesas dos brasileiros, para fomentar enriquecimento ilícito dos mais sanguinários e indecentes ditadores do mundo.

Almas negras e sujas que, a todo custo, tentam subverter as mentes infantis influenciando-as a seguir o caminho da promiscuidade e da perversão.

Encapetadas figuras a defender ferrenhamente todas as nojentices sexuais, deixando a impressão de que todos são obrigados a pratica-las. E até serão mais aceitos socialmente por isso.

Diabos insensíveis que amparam os que distribuem e comercializam drogas, levando uma juventude inteira ao descaminho da correição, sem qualquer possibilidade de futuro.

Espíritos maus, incorporados em corpos de pouca inteligência, para transforma-los e torna-los cegos e surdos aos ditames da bondade, do humanismo e da caridade.

E todos comandados por Lúcifer apelido, alcunha ou codinome usado na terra por Lula, o rei de todos os demônios. Um monarca ensandecido, desumano e patife, enriquecido com a desgraça dos seus iguais e com contas milionárias em paraísos fiscais. Só na Suíça são quase 60 milhões.

Sim, o comandante de todas as perversidades já citadas e que criou seus próprios filhos na fossa da improbidade, ensinando-os as práticas das mais nojentas canalhices.

Sim, e casado com uma débil mental que adora a ostentação vinda da punga e que não se importa com as patifarias da traição, para poder desfrutar da canalhice.

É isso.

O Brasil não quer tirar Dilma Rousseff e nem ser contra este ou aquele salafrário.

O Brasil quer expurgar os seus diabos.

Quer se libertar dessas hostes demoníacas.

Quer ser livre novamente e, desta vez para sempre, dessa fedentina dos infernos.

De qualquer forma. Com toda pressa. A qualquer custo.

OS ELOGIÁVEIS MÉRITOS DE LULA

Pronto, cansei!

Cansei geral. Não aguento mais acordar todo dia na mais pura esperança de ver meu band leader (band de bandido e não de banda) ser elogiado pela mídia ou por quem quer seja, ómeno um tiquin assim ó, e nada. Nadica de nada. É todo mundo metendo o pau no coitado. Tanto pau, mas tanto pau, que o fiofa moral dele, tadin, já está todo desbeiçado, parecendo morróida de cu de baiano comedor de pimenta.

E xingamentos e impropérios de todos os naipes e estirpes e calados. De corno a punheteiro, de safardana a canalha, de feladaputa a vai tomar no cu. Tudo por conta de uns dinheiros que ele meteu as mãos com nove dedos, e enfiou no toba da famiage todinha. E dizem que não foi pouco não. E também dizem que não foi muito não. Dizem que foi imensamente bastantíssimo para caralho e coisa e tal. Mas e daí?

Fernando Henrique Caldoso, além de ter roubado mais, de acordo com pesquisa Datafolha, foi culpado disso. Foi ele quem deixou dinheiro sobrando nos cofres brasilis, exposto que nem bunda de piriguete dadeira. E além do mais, não se governa um País como o Brasil, apenas com constituição e justiça. É preciso bufunfa, grana e reaus para poder comprar desembargadores, deputados e senadores, eleitos safadamente neste brasilzin venal e patife.lula-bebado-51

E pensas, por acaso, que um Deputado Federal é artigo barato? É não sinhô. É artigo de grife. É coisa cara cujo preço gira em torno de alguns milhões, durante todo o mandato.

E um honesto e probo justiceiro do Supremo Tribunal Federal, hein hein hein? Barato? Barato uma porra! Bastou o caba vestir aquele manto negro ( coisa mais feia aquela toga!) e o seu preço vai pras alturas. Com um juiz só, um mortal infeliz pode comprar dois hospitais e ainda sobra dinheiro pra uma belíssima temporada na praia do cumbuco, devidamente adoçado por morenas de altíssimos padrões gluteais, peitais e tudo o mais.

Pois hoje eu acabo com isso. Vou por os pingos nos tês e ipisilones. Eu vou cuidar de defender o maior líder deste País. Não de todo o País, é claro, qpenas da banda podre, formada pela vermelhança geral e irrestrita.

E começo elogiando a sua personalidade histriônica, porque é algo realmente elogiável. Para dar mais veracidade às suas pataquadas inverossímeis, o cretino se transforma todo. Parece incorporar o espírito de um chipanzé bêbado ou de uma égua no cio, rejeitando um cavalo. Ele pula, faz micagem e em seguida se acalma como uma jararaca dormindo. Imediatamente se enerva, fica possesso, enche a cara de sangue ( antes já cheia de cachaça) e começa a ladrar ameaças de morte a todos os seus contrários. Lula pula no palco, sapateia, dá volumosas gargalhadas e chora copiosamente pela pobreza do País, como se realmente sentisse essa falsíssima emoção.

Essa figuraça bem que poderia ser ator da Globo. E eu o imagino fazendo o papel de Odorico Paraguaçu, com muito menos elegância.

Outro elogio vai para a coragem dessa coisa estranha chamada Lula. Sim. É preciso muita coragem pra ser tão filho da puta quanto ele.

Em meio a provas robustas e irrefutáveis. Em meio a documentos, escutas telefônicas, delações e testemunhas oculares dos fatos êle, com a cara mais limpa desse mundo, nega e ainda acusa e ameaça quem traz à tona seus crimes e patifarias. Diz que não sabe, diz que não conhece amigos particulares, fotografados com êle em farranchos e pelos quatro cantos dos cenários políticos, na mais absoluta intimidade. Sem dúvida é um mentiroso valente. Assim como a maioria dos patifes.

Preciso elogiar também a facilidade que esse homem tem de arranjar amigos, como ninguém os tem. Lula tem amizades cuja dedicação a ele é de uma grandeza inacreditável. Amigos que compram sítio para que ele descanse. Amigos que reformam sítio para dar a ele mais conforto. Amigos que instalam antena particular, para que não falta celular e internet nas suas horas de lazer e recreio. Amigos que cedem, gentilmente, apartamentos para que toda a família more com luxo e mordomia. Amigos que emprestam jatinhos para viagens de honestidade duvidosa. Que pagam despesas em hotéis caríssimos e ainda reformam tríplex para que ele tenha a moradia que merece. Lula, sem dúvida é um conquistador. Não um conquistador barato, mas um conquistador caríssimo.

É preciso louvar também o seu bom gosto para escolher mulheres. Lula, nesse ponto, é muitíssimo exigente. Uma delas, a oficial, precisou de 17 operações plásticas custeadas com o dinheiro público, para ficar mais ou menos horrorosa e parecida com uma ema aloprada e muda. Tão desonesta como seu companheiro, a cara metade usa e abusa de golpes e canalhices de toda ordem.

A outra, sua marmita de viagem em aviões oficiais, é realmente apenas uma marmita de viagem. Um artigo de cama mesa e banho e que, além de ser, mais feia que cara de menino tomando injeção, consegue ser tão ou mais safada que seu amante calhorda.

Outro elogio vai para a sua capacidade de dar veracidade às mentiras que conta. Eu o vi elogiar o bolsa família como se ela fosse a salvação da humanidade, cujas criticas eram apenas palavrório de elite burguesa, retrógrada e fascista. E vi também ele sendo contrário e argumentando com a mesma interpretação, na época de FHC, seu criador. Qualquer verdade se sente envergonhada ao ouvir esse malandro mentir.

Pronto. Fiz o que tinha que fazer. E fi-lo porque qui-lo como diria Jânio, também bêbado.

De hoje em diante Lula não mais será visto com os mesmos olhos.

As coisas vão piorar muito. Argumentos não faltam.

Ô DÓ!

Minha singela homenagem para a alma mais honesta do Brasil!

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ESTADO TERMINAL

Uma história de amor mal resolvida, com um arranjozin bem romântico!

Aviso aos navegantes de primeiras viagens: cuidado com os ventos do amor que começam doces e calmos, mas podem se transformar em tormentas e tempestades perigosas.

1 – 200.000 suicídios por ano no mundo.

2 – Perda de 30% da capacidade produtiva, mesmo em momentos de grande felicidade.

3 – Porta aberta para as dependências químicas, álcool ou drogas.

4 – Sociofobia

5 – Sentimento de posse ou ciúme. Risco de vida em potencial.

Cuidado. O amor é lindo, mas, por vezes, não é tão inócuo quanto se pensa.

MANUAL DO FUTURO COMUNISTA

Se você está seriamente mal intencionado de fazer parte da grande arrancada vermelho-bolivariana, que hoje espalha merda por toda a América Latrina, preste muita atenção nestas pequenas lições. Elas podem torna-lo um verdadeiro herói nas fileiras marxistas, além de lhe render graúda “bufunfa”, que será repassada para as mãos limpas e honestas do partidão PT, a título de doação ou propina, como queira. E isto se o amigo ainda não se importar de, no futuro, ser chamado de patife, calhorda, quadrilheiro e ladrão. Nesse momento você vai poder alegar que não sabia de nada.

Siga-as corretamente e seja infeliz, com a infelicidade que você mesmo escolheu.

1 – Não seja viado. Comunistas odeiam viado. Os maiores heróis da história comunista, adoravam colocar baitolas no paredón só para ouvir os seus “uis”, com as mãozinhas viradas, após trespassa-los com uma bala de fuzil.UI (3)

2 – Se for viado…ops perdão homoafetivo, ou trans ou sapata ou seja lá o diabo que tu és, evite gestos e chiliques próprios da chibumgagem. Tenha muito cuidado com o palavreado. Um “bofe” dito no meio da pancadaria, para um policial saradaço, pode colocar sua vida em risco. E aqui vai um conselho pras chibumgas: não engrosse muito a voz e nem levante a mão direita com o punho fechado, tentando masculinizar-se. Deixe isso pros baitolas mais velhos tipo Genoino e Zé Dirceu.

3 – Limpe total e completamente qualquer conceito moral que ainda reste na sua cabeça seu calhor…ops cumpanhero, o comunismo permite tudo até pedofilia. Em outras palavras: comunista come criancinha, todo mundo sempre soube disso.

4 – Nem pense em educar um filho. Filho de comunista, também deve ser comunista, bandido, salafrário, neurótico e maconheiro. Pior : viciado em PT.

5 – Para ser um bom comunista, você precisa aprender a gostar de pão com mortadela barata e refri de tubaína ou pastel espírita ( desencarnado).

6 – Esqueça qualquer religião ou seita ou coisa que o valha. O comunismo latino americano tem sua própria santíssima trindade: Pai, Fidel, Filho Lula e Espírita Santa Dilmaligna Satanousseff.

7 – Nem pense em crescer no comunismo. Os 450 primeiros níveis salariais já estão preenchidos, inclusos aí a amante do Lula, punheteira do Zé Dirceu e boqueteiras de Deputados Federais, pagas com cartões corporativos. O máximo que você pode conseguir é ser estafeta dos correios para distribuir panfletos do partido.

8 – Decore com total dedicação todas as palavras do “Dicionário do militante” Palavras como Capitalista, Direita Reacionária, Fascista, Conservador, Burgues, Retrógrado, Militância, Proletariado e outros e outras e outras e cinco mil outras, precisam ser lembradas a todo instante. E mais: diga todas elas com cara feia, como se tivesse nojo.

9 – Esqueça o otimismo capitalista e troque-o pelo pessimismo proletário.

10 – Odeie a classe média com todas as forças. Declare guerra a ela. Mas não se esqueça que foi o Lula quem a criou no Brasil. Classe média poderosa com rendimentos entre 300 e 500 reaus.

11 – Não perca uma dessas imensas manifestações vermelhosas. Você precisa ser fotogrado no meio das 20 ou 30 pessoas que lotam a paulista.

12 – Se você pensa em se casar, procure uma mulher que não se importe com patifarias ou canalhices praticadas pelas ratazanas do partido e, pior ainda, tenha filhos que não ficam com vergonha ao ouvir seu pai ser chamado de ladrão, até porque também participam da safadeza. Mire-se no exemplo do grande guru e ensine-os a ameaçar atear fogo no País.

13 – Regra treze! Ecaaa! A pior delas. Treze de azar. Treze de patifarias de todas as espécies. Pois vamos lá: Acostume-se a ser roubado e perder todos os direitos até o de reclamar do roubo. Tudo será tirado em nome da revolução do proletariado! Falta de remédios? Falta de médicos e hospitais? Falta de segurança e gêneros alimentícios? A resposta é simples: comunismo. Tudo será do Estado para ser aplicado nas reais necessidades do País. Isto significa Iates, Triplex, salários altíssimos, sítios em Atibaias, fazendas com imensas criações de gado ( inclusive na Argentina), amantes em aviões da FAB e outras e outras necessidades prementes. Mire-se no exemplo de Fidel Castro. O grande sábio de Cuba.

14 – Seja criativo. Crie frases apelativas para as imensas manifestações comunistas que cabem em uma Kombi. Frases como: LULA É MEU AMIGO. MEXEU COM ELE MEXEU COMJIGO.

15 – Idolatre Che Guevara e seus milhares de assassinatos em nome da nobre causa socialista. Compre o kit completo e use constantemente à moda Jean Wyllys, o futuro primeiro mártir da revolução do proletariado.

16 – Eleve Fidel Castro ao nível de endeusamento e jamais discuta as lições que saem de suas santas palavras.

17 – Esqueça mordomias desnecessárias como emprego estável, salário, décimo terceiro e poupança. Trabalhe apenas para o engrandecimento do Estado e do comunismo. O salário jamais ultrapassará a cincoenta reais.

18 – Tenha sempre em mente os progressos alcançados por Cuba e pela Coreia do Norte. Com direitos a apagões de luz diários.

19 – Fume muita maconha, porque sem um cigarro ninguém aguenta esse rojão. Ajude as FARC a ter livre acesso ao tráfico no Brasil.

20 – E por penúltimo: compre uma boa vasilina, você vai precisar dela quando começar a tomar no olho do cu seu filho da puta.

21 – Por último: VÁ TOMAR NO OLHO DO SEU CU, FILHO DA PUTA.

AH!, já estava me esquecendo. Se os burgueses capitalistas sujos resolverem dar uma surra em você, vá reclamar para o Bispo. Bispo também é comunista.

Chupa essa canalha!

ALCUNHAS

Eu conheci pessoalmente o Quiupa, pronuncia-se como se fosse com K: Kiupa. Um alemão imenso que vivia nas boemias da cidade, bordejando pelos botecos e confrarias etílicas, onde, diga-se de passagem, sempre era reconhecido e muito bem quisto.

O sujeito era o ó do borogodó em máquinas pesadas e mesmo não colocando mais a mão na massa do batente, cobrava caro por suas consultorias, cujos diagnósticos eram sempre precisos e indiscutíveis.mrd

Quiupa ganhava bem e gastava a vontade, levando sua vidinha de solteiro, após se separar de dona Brenda, uma polaca que, pelas boas línguas da cidade, era belíssima em tempos de juventude.

Eu sempre achei estranho esse nome do sujeito. Quiupa era algo muito esquisito e que não dava sequer pra definir a origem. 

Pois, atrevido que solamente eu mesmo, resolvi perguntar.

Fiz isso em momento impróprio. O cabra estava tomando uma golada dadivosa em um canecão de chope que sempre carregava pros botecos. Quando eu indaguei sobre a procedência do nome, se era de família ele destampou uma sonora gargalhada. E o pior, fez chover cerveja pra todo lado, inclusiva na camiseta nova deste maldito curioso que vos fala.

Por fim, já finalizada a imensa gargalhada, contou a história tim tim por tim tim. Eu me escangalhei de rir.

O cabra contou que isso era um apelido. E que na verdade não era quiupa e que isso era apenas a bondade do pessoal da cidade. A verdade era outra e o apelido verdadeiro  era puta que o pariu mesmo. Sim senhores ele era o Puta que o Pariu da cidade.

Contou que ganhou o apelido no dia do casamento de uma sobrinha e que, por infelicidade, o pegou com uma torção violenta no tornozelo. Como não poderia deixar de comparecer à cerimônia religiosa, foi assim mesmo e com o pé todo enfaixado.

A igreja era uma belezura só. Flores pra todo lado e convidados muito bem vestidos de terno e damas com roupas de gala. O ambiente era solene e tudo indicava uma bela cerimônia que uniria dois jovens apaixonados.

Continuando Quiupa disse que sentou na pontinha de um dos bancos da igreja e que dava pro corredor por onde passaria a noiva, devidamente acompanhada por seu irmão.

Como o pé doía muito, Quiupa resolva coloca-lo pra fora do banco, deixando-o, todo enfaixado, no corredor.

De repente o organista começa a tocar a marcha nupcial para dar início à cerimônia e tudo se transforma em pompa. A noiva parecia uma garça branca, linda e altiva com aquele ar de felicidade, próprio das mulheres que conseguem amarrar um caboco pelo casamento.

Entraram, damas de cerimônia, pai e filha marchando com passos de soldados britânicos.

Quando se aproximaram de Quiupa, o irmão, sem ver o seu pé no corredor, dá-lhe um pisão sem tamanho e ainda escorrega e cai por cima da noiva.

Quiupa em um ato de extrema dor, levanta-se em sofrimento e tasca um altíssimo PUTA QUE O PARIU, que foi ouvido por todos os presentes.

A gargalhada foi geral. A merda estava feita.

Daí em diante pegou. Ele passou a ser o Putaqueopariu. E, posteriormente, o Quiupa.

Eu rolei de rir da história e me lembrei de outros apelidos e suas respectivas origens.

Um deles é o de Maria Suvaca. Outro é do piu piu. E ainda tem uma história minha mesmo. Essa talvez eu não conte. Eu e Bolivar, um amigo de Uberlândia, passamos a ser Salsicha e Mãodevaca quando morávamos em Porto Velho.

Acho que conto sim. Em breve eu conto.

 Memórias Fubânicas. Causo já publicado no JBF

CANÇÃO DO ARAGUAIA

Aqui vai uma das delícias do cacioneiro goiano, com um arranjin à minha moda.

Canção do Araguaia.

Letra de Francisca Mascarenhas e música do saudoso Joaquim Edson Camargo.

Para os que desconhecem, pau d’arco é o nome goiano dos maravilhosos ipês.

Eu cantando.

FAZ UMA MUSIQUINHA CHIQUE BUARQUE!

Ja faz algum tempo que Chique Buarque fez esta música para combater o que os comunistas chamavam de Ditadura Militar que, perto das ditaduras vermelhas, não passava de uma ditamole sem maiores consequências.

Apesar de ter morrido gente de um lado e de outro, é uma pena que os militares brasileiros não tenham conseguido eliminar, de vez, a pouca vergonha vermelha deste País, com a boa ideia cubana do paredón.

Como se trata de um fato muito antigo, vou trazer essa modinha pra superfície, desta vez para comemorar a vitória verde amarela que se abaterá sobre a nojeira e a podridão que o PT tem espalhado pelo Brasil.

Combater a roubalheira e a tal Ditadura Sanguinolenta do Proletariado é dever de todos os brasileiros, incluso no pacote o compositor da música.

Obrigado Chique Buarque,! tamo junto pra expulsar a cleptocracia do nosso País.

E viva a merda!

A RUA ONDE MORA A POESIA

MF

Era um poeta.

Mesmo maltrapilho e sujo era um poeta.

Mesmo dormindo coberto por marquises era um poeta. Mesmo desacreditado. Mesmo meio doido. Mesmo meio fora de eixo.

Um dia conversei com ele.

– Poeta diga uma coisa, onde mora a poesia?

– Mora em uma rua estreita onde só cabe um a cada vez.

– E como é essa rua?

– Cheia de casinhas pequenas, cada uma com sua poesia.

– Poeta diga uma coisa, já viu poesia dentro delas?

– Em uma havia um casal alegre e feliz. Quando olhei pela janela vi que ele entregava uma rosa pra ela. Em outra havia o silêncio respeitoso de um casal emudecido. Era a novela.

– E qual era a residência da poesia mais bonita?

– A que tinha um copo em cima da mesa. Apenas um copo. Havia também um olhar de uma mulher idosa pedindo pra que eu ouvisse suas saudades. E eu ouvi.

– Poeta diga uma coisa, como se reconhece a poesia?

– Poesia são mulheres quengas. Pintam-se exageradamente. Mostram-se. Exibem-se. Mas querem só a paga do reconhecimento. Vivem por aí.

– Poeta diga uma coisa, como se escolhe a poesia?

– As vezes pelo cheiro. Umas cheiram mal porque não tomam banho. Outras não, já acordam com cheiro de chuva e de capim molhado; às vezes pelo olhar que pede para que sejam apanhadas. Como órfãs da mãe eternidade e de um Pai desconhecido.

– Poeta diga uma coisa, onde fica a rua da poesia?

– Isso não sei. Cada poeta tem a sua.

– Poeta diga uma coisa, como se faz uma poesia?

– Não há quem faça. Já nascem feitas como as rosas. A gente apenas escolhe a de mais serventia. Por vezes pra enfeitar um cabelo de morena. Para ganhar um beijo. Pra encher a alma de alegria. Até pra enfeitar a morte. Todos têm sua própria poesia. Eu tenho a minha.

– Poeta diga uma coisa, porque não a vemos em cada pessoa?

– As pessoas têm vergonha dela.

E Armando, como diz ser seu nome, tem a sua rua. Catando poesia e dando beleza a papéis sujos que um dia já foram poesias.

Completamente doido. Completamente poeta..

Memórias Fubânicas. Este pequeno conto também já foi publicado no JBF

CANALHA

Descendo pela Rua Direita, que passa bem em frente à uma praça toda pintadinha de branco, e do lado esquerdo de quem caminha para a rua da feira, todos se deparam com uma sequência de ruaszinhas estreitas e paralelas, que nos primórdios da cidade, serviam de paradas obrigatórias de tropeiros. Uma delas chama-se Rua do Prego, nome originado de um brechó que ali existe de longa data, cujo proprietário, um turco chamado Rachid, se tornou uma figura lendária, admirada e muito amada por toda a comunidade.

Rachid começou seu negócio trazendo cacarecos das grandes cidades e, com seu jeito especial e habilidoso de comerciante, foi ampliando, renovando e inovando sua idéia inicial, até que hoje a CASA RACHID – nome do empreendimento exposto em letras imensas na fachada -, já , pode se dizer, se tornou praticamente um grande bazar bem à moda turca, repleto de utilidadades.

O slogan do negócio “ A CASA DOS AMIGOS”, define muito bem o comportamento desse descendente da imigração árabe. Rachid negocia de calcinhas femininas a motoserras, passando por eletrodomésticos, tecidos, utensílios e até uma pequena drogaria . Hoje a empresa faz parte do dia a dia de toda a população de Ceresópolis e, definitivamente, o primeiro endereço de compras a vir na memória. Não existe nele nada que um cristão procure e não ache. A aparência bagunçada guarda uma certa organização, visto que letreiros informam os produtos existentes nas prateleiras, ou espalhados pelo chão e ainda pendurados no teto do espaço comercial dirigido pelo habilidoso turco.

Rachid também é agiota. Mas um agiota do bem. Dá a impressão que empresta dinheiro para socorrer os que se encontram em situação difícil e com juros muitíssimo abaixo dos que são praticados no mercado. Seus empréstimos nunca ultrapassam a quinhentos reais e todos são feitos com garantias. E que garantias!canalha

Aceita panela de pressão, roda de carro, ventilador e tudo quanto é quinquilharia. Aceitou até um marlin azul esculpido em madeira que hoje enfeita o seu bonito escritório. A obra de arte foi pega para assegurar o pagamento de alguns reais, emprestados a um coitado qualquer que não pôde honrar o compromisso.

É fácil tomar esses pequenos “ajutórios” das mãos de Rachid. Mas a condição é clara: o não pagamento no prazo combinado, faz com que o objeto seja colocado imediatamente à venda, em um espaço chamado USADOS RACHID.

E essa sempre foi a melhor parte do empreendimento. Uma infinidade de artigos de segunda mão ofertados. Um pouco de paciência e uma boa pesquisa resulta sempre em um bom negócio. E tome molinetes e varas de pescaria, livros, materiais escolar, rodas de carro, fogões, geladeiras e outras centenas de itens. Eu já encontrei um perfume Francês faltando dois dedos do líquido. Comprei na hora.

Ao lado do já bem sucedido negócio do turco, existe uma porta deixada cerrada, mas sempre aberta. É a única casa não ocupada pelo comercio do turco no lado esquerdo da rua do prego, que hoje invade todo o quarteirão. A fachada verde, já carcomida pelo tempo, é cheia de feridas que a idade costuma deixar em tudo que é velho , e expõe um estilo de construção colonial, onde se vê um portal alto de madeira e, do lado direito, uma janela com um beiral feito de ferro e já todo enferrujado.

A alma boa do árabe tem um motivo especial para não trancar a porta da tapera: ela serve de morada eventual para Canalha, um desses tipos estranhos que perambulam por todas as cidades e que não têm eira nem beira.

Canalha mora exatamente na rua do prego. As vezes deitado sobre alguma sombra de marquise, outras vezes parado e olhando pro nada, como se visse alguma coisa lá pras bandas donde a vista da sanidade não enxerga. Canalha, sem dúvida, é um tipo bem estranho.

Em seus momentos calmos todas as emoções parecem lhe aflorar no rosto. Franze o cenho como que com ódio; ri sarcasticamente balançando a cabeça como se duvidasse de algum fato; Chora copiosamente um choro de soluços sentidos, na maioria das vezes consolado por algum passante já acostumado com ele. Doutras vezes conversa sozinho animadamente, como se estivesse em grande roda de amigos, para depois se deitar com a cabeça sobre um saco de quinquilharias, mansa e calmamente, como se uma grande inocência lhe invadisse a alma. E assim passa algumas horas, até que a vigília de um outro mundo venha a lhe acordar novamente.

As vezes Canalha surta. E esse é o seu lado mais assustador.

Ergue-se do chão num repente e começa a pular e fugir do que, na visão dos passantes, parecem golpes desfechados contra ele. As duas mãos entram com vigor nessa batalha imaginária e ficam afastando do corpo, estocadas vistas só por ele mesmo. Canalha pula… se debate… se abaixa. ..algumas vezes fica de cócoras com a cabeça escondida entre as mãos e as pernas, dando mostras de um pavor imenso. Em seguida levanta-se novamente pra enfrentar a pendenga e corre e dá pinotes, em uma pantomima hilariante se não fosse trágica.

De repente para. Parece que, como por encanto se dá o fim da terrível briga, e o inimigo se afasta.

Nesse momento começam os impropérios. Esbraveja aos berros palavras ininteligíveis olhando para o alto. Aponta para o céu, ameaça, e finalmente começa a liberar seu maior grito de guerra :

– CANALHAAAAAAA! CANALHAAAAAA! CAAAAAAAAAAAANAAAAAAAAAAAALHAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Essa é a última parte desse show deprimente. A explosão final que sempre pareceu lhe minar todas as forças. Após esse ultimo xingamento Canalha sempre estanca quieto e inerte. Depois, e aos poucos, flexiona o joelho até se sentar sobre os calcanhares. Em seguida e ainda de cócoras, apenas vira o corpo como se perdesse os sentidos e cai de lado em profundo sono nessa posição fetal. Parece que uma ordem superior provoca o seu desmaio.

Terminado o surto, é a vez de entrar em cena a alma bondosa de Rachid.

Rachid senta-se ao seu lado e parece susurrar palavras de conforto àquele martírio. O turco segura a mão do sofredor, levanta-o com o braço por baixo de sua cabeça e faz com que ele beba um copo de água. Quando percebe que está tudo calmo, fica de pé e sai balançando a cabeça, manifestando tristeza.

Eu me tornei amigo de Rachid por ser representante comercial. O sujeito já quis até me empurrar uma sobrinha bonita necessitada de casamento. Várias vezes aceitei seu convite para participar das faustas mesas que oferece a amigos, em datas especiais ou fins de semana. A companhia é agradabilíssima e a conversa roda sempre recheada de boas gargalhadas.

Um dia Rachid me contou o sofrimento de Canalha. Contou que Canalha é seu primo, filho único de pai e mãe mortos em uma febre estranha que se abateu na cidade. Contou também que Canalha já foi gente de bem, dono de casas, terrenos e uma pequena fazenda nos arredores do município.

O primeiro golpe terrível acontecera com a morte de dois filhos, por uma descarga elétrica que se abateu exatamente na árvore onde as crianças brincavam. Os meninos foram tostados e viraram pequenos fardos de carvão em caixões lacrados, para que ninguém visse suas pavorosas imagens.

Um par de ano depois foi a vez de sua única filha. Morreu sem socorro, entalada por um pedaço de carne dentro de casa, sem que ninguém visse.

A última a partir foi sua esposa. Perdera Aminad e uma outra filha no momento do parto. Rachid, em seu minucioso relato, dá conta de que o médico, após o óbito da amada cônjuge, e, tentando amenizar um pouco o tamanho da desgraça, dissera que Aminada e Sara foram levadas por Deus.

Conta também que nesse momento Canalha perdeu o chão. Correu em desespero pra fora do hospital e desapareceu por quase uma semana. Quando deu as caras estava roto, sujo e completamente fora de controle. A família tentou varias vezes a recuperação com inúmeras internações psiquiátricas, sem qualquer resultado.

Depois todos foram se afastando, até que só restou ele mesmo. Conta também que dentro da casa verde, Iussef – alcunhado Canalha – tem todo o conforto. Tem geladeira, fogão, cama, televisão e tudo. Mas nunca dorme dentro do imóvel. Prefere se deixar solto nas ruas, na crueldade da solidão que deve ser o mundo dos insanos.

Uma coisa é certa. A dor as vezes nos tira toda a sensibilidade. Tira a razão. Tira a fé. Tira qualquer esperança.

Depois de ouvir os relatos de Rachid eu tive uma certeza: nos seus malabarismos de rua, Canalha se defende de demônios e, com impropérios, manifesta o seu mais terrível e imenso ódio a Deus.

Conto publicado exclusivamente no JBF em 2 de fevereiro de 2010

ZATAMENTE

LEI

CHUVA DE BEIJOS

Já tinha resolvido ir embora. O sábado não rendera nada, a não ser uma reunião rápida com a curriola no Barcarola, excelente bar do velho amigo Aguiar e só. E se fui andando, por morar pertinho da rua dos melhores botecos da cidade, à pé estava voltando, com aquele ar desenxabido de quem jogou uma sexta, o melhor dia da semana, fora.

Não era pra menos.

Itamar, grande parceiro de furdunços impublicáveis, passara a madrugada e o dia inteiro no banheiro, em um daqueles piriris cachoeira que, de acordo com palavras dele, deixou seu fiofó em brasas; Marquito, – dono da chácara onde, em dia de festa, ficam terminantemente proibidas as entradas da moral e dos bons costumes, – estava numa margaça tão horrorosa, que encostou a cadeira na parede do bar e dormiu e roncavu como um porco; Duda, – Eduardo mão de vaca, apelido conquistado pelo péssimo hábito de sempre “esquecer o dinheiro em casa”, – foi embora cedo, motivado por uma viagem a ser feita no fim da madrugada.

E assim, um por um dos amigos, cada qual por motivo próprio, me deixaram abandonado e sem destino nesse desperdício de um grande fim de semana.

E lá ia eu de volta pro meu aconchego. Cabisbaixo e com vontade de achar uma latinha pra chutar e deixar completa a cena, como nos filmes americanos.

Nem bem andei dois quarteirões e a senhora confusão, minha grande e eterna parceira nesta vida, resolve aprontar mais uma.

E começou bem, com um atrevimento sem tamanho: um “psiu” bem baixinho vindo por trás da minha pessoa. Logo veio outro e mais outro e mais outro ainda, cada qual com seu volume maior. Por fim veio o desmantelo final: “…ô moço, tu é surdo é? Espera aí pô!”.

Pronto. O que já tava salgado, azedou. Subiu um trelelê na moringa e eu já virei com a vó atrás do tôco “ …conversa é essa rapaz? Tás atrás de confusão é?”cci

“Desculpa moço”, disse ele com a cabeça já meio baixa. Era um engraxate de aproximadamente uns treze anos. Um cabra magriça, com a camisa mal abotoada e uma calça que não crescera como ele, dessas de pegar frango d’agua na beira do corgo.

Basta um pouco de sensibilidade pra gente reconhecer imediatamente a humildade. E ali estava uma criatura humilde e eu um monstro, pela aspereza do tratamento.

Consertei tudo na hora “…que nada caboco, eu só assustei! Chega mais e vai contando logo esse seu aperreio”. “ …quero engraxar suas sandálias, só isso” disse ele, manifestando uma certa ansiedade para que eu entendesse sua aflição.

– Quero não meu velho, as franciscanas são novas, disse isso pra ficar livre da conversa, já que a agonia do moleque era só essa.

Mas ele insistiu.

– Engano seu. A primeira engraxada deve ser dada antes mesmo de se colocar o calçado nos pés pela primeira vez. Desse jeito o couro amacia e não deforma.

– Quero não amigo, rebati mais uma vez a investida.

– Se o senhor não tiver dinheiro eu recebo depois, disse ele sem desistir.

Isso me fez dar uma risada gostosa e ao receber uma nova negativa, tentou uma ultima cartada.

– Ta bom, eu engraxo de graça! De graça o senhor aceita?

Pronto, lá vem a paranoia de novo. Já fui logo pensando: aí tem. Uma hora da manhã e alguém querendo engraxar uma sandália de graça? Absolutamente de graça não há de ser. “Ok você venceu, mas antes me responda: porque esse interesse especial nas minhas sandálias?”.

Realmente as precatas eram bonitas. Comprei de Osórinho, – um pequeno importador de fronteiras, que em cima de uma barcaça velha, cortava o rio Madeira e buscava calçados lá pras bandas de Guayara-Mirim. As minhas eram de tiras azuladas, pespontada com fios dourados muito discretos e presas nas tiras dos dedos e do tornozelo com fivelas douradas.

Eu nunca as tinha visto assim coloridas. E acabei comprando umas quatro, em diversas cores.

O menino lança um olhar triste e responde : “ …meu pai estava com uma sandália dessa na última foto que ele tirou”.

Vixe! Já fui logo pensando que isso com certeza ia dar um belo causo pra eu escrever no futuro, quando fosse colunista de algum jornal. E deu mesmo.

– Ele nunca mais tirou fotos depois dessa? Perguntei me sentindo um idiota.

– Faleceu! À resposta seguiu-se um silêncio e uma tristeza.

Ele me contou a história e começou pelo nome do pai que se chamava Acêncio e era pescador. Edinho – apelido carinhoso do engraxate, batizado de Fued – continuou a narrativa narrando a morte do pai em uma pescaria. Madrugada fatídica em que ele saira com seu irmão mais velho e nunca mais retornara. O barco, abalroado por uma tora de madeira no rio, virou e foram ambos para dentro dagua. Edinho contou que o pai conseguiu salvar o irmão deixando-o em segurança na margem, mas em seguida parece ter desmaiado e arrastado pela forte correnteza. Contou também que o irmão até hoje tem pesadelos horrorosos e acorda gritando e pedindo socorro para o pai que foi levado pelas águas.

Quando concluiu olhou nos meus olhos e disse esperançoso “…pois eu queria ter uma sandália dessa, pra usar e ficar parecido com o meu pai”.

– Você parece ter boas lembranças dele não é sujeito?

– Tenho sim seu Ciço, foi um grande pai.

– Conta uma pra mim, conta?

– O mais bonito aconteceu numa festa no povoado de Pau Rodado. O povo de lá fez uma festa junina das mais lindas que já vi na vida. Baita fogueirão imenso e muita coisa gostosa de comer. De repente eles começam a soltar fogos, daqueles que explodem um monte de estrelas no céu. Eu era criança ainda e fiquei com medo. Quando perguntei pra ele, ele disse que era Deus mandando beijo pra todo mundo. E ainda disse que Deus também é pai e que os beijos que Deus mandava também eram beijos de todos os pais do mundo, abençoando seus filhos. Nunca mais me esqueci disso.

– Seu Ciço, quando é que você pagou na Sandália?

Fiquei sem jeito de responder, mas acabei dando meu jeitinho.

– Na verdade o preço é cem reais o par, mas Osorinho me vende por cincoenta porque me deve alguns favores.

– Cincoenta é muito caro. Posso não.

Eu tinha que arranjar uma forma dele conseguir a sandália sem tirar o mérito de adquirir com o próprio dinheiro. Daí inventei outra história. Mentir às vezes é mais necessário do que comer.

– Tem um jeito de resolver isso, respondi já com a armação prontinha.

– E tem seu Ciço?

– Claro que tem. Eu fiz uma promessa pra Bom Jesus dos Navegantes de dar vinte reais por mês pro primeiro pobre que eu achasse na rua. Eu passo a promessa pra você e você paga ela pra mim.

– Vinte Reais por mês?

– Sim. Vinte reais. E como são cincoenta, no primeiro mês você paga 10, nos outros vinte.

– Assim eu topo.

Marcamos o encontro pro dia seguinte e eu tomei as providências. Peguei a Sandália numero 35 das mãos do Osórinho e fui todo todo entregar pra Edinho.

Quando Edinho viu o pacote embrulhado pra presente, começou a franzir o rosto e acabou chorando. Quando abriu o pacote, ficou mais comovido ainda. Sentou-se na calçada e enquanto se acaba em prantos, beijava a sandália em felicidade sem tamanho.

Como? Se eu chorei também? Tome vergonha cabra. Me respeite!

Não sei se Edinho cumpriu a parte dele, isso não tem qualquer valia.

O que eu sei é que todas as vezes que vejo fogos de artifício eu lembro dos beijos de Acencio.

Acho que Edinho chora.

CHIQUE BUARQUE DE HOLANDA

Primeiramente eu preciso deixar uma coisa bem clara: uma coisa é uma coisa e outra coisa, não é a mesma coisa, é outra coisa. Principalmente neste País onde todos estamos acostumados à politicagem que não diz coisa com coisa. Ainda mais vinda dessa coisa chamada Dilma Coisousseff. Que coisa!

Pois sim.

Começo separando o Joio do Trigo. O trigo que, para este reserva de compositorzinho mequetrefe, é a fantástica obra de uma criatura, merecidamente elevada à categoria de uma das melhores do mundo, cujo mérito eu particularmente assino. E, até porque, além do mais, não existem argumentos que provem o contrário. Portanto a premissa é verdadeira.

O que estraga é o Joio. O joio que é a ideologia praticada por uma inteligência dessa envergadura, e que por isso, e apenas por isso, joga tudo por terra e o transforma em partidário de uma das piores merdas já inventadas pela jumentalidade humana e que se chama marxismo ou socialismo ou comunismo. Que, ditas pelos praticantes, são coisas diferentes, mas são todas a mesma coisa.

Como é que alguém, com tanta criatividade, pode apoiar verdadeiros massacres humanos como os que aconteceram na imposição social dessa caca, que sempre se mostra incompetente para criar qualquer tipo de desenvolvimento ou melhorar a qualidade de vida de quem quer que seja?

Como é que alguém tão preparado intelectualmente, pode se deixar levar por esse monte de estrume, em vista de claros exemplos de escravidão , fome e miséria humanas?

Porque alguém que escreveu coisas belas como “…a saudade é o revés do parte, a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu”, pode estar ao lado de quem, só em Cuba, fuzilou e deu fim a mais de uma centena de milhar de compatriotas?

Como é que alguém pode estar ao lado de assassinos implacáveis que fuzilavam adultos e crianças, sem qualquer constrangimento, em nome de um poder que nunca se mostrou capaz de produzir qualquer benefício para a humanidade?

Ou se dizer libertário, aplaudindo um regime totalitário que já matou mais de 10 mil pessoas que tentam, de qualquer formar, fugir dele?

Eu não sei.

O que eu sei é que todo mundo tem o direito de ser comunista até os, no máximo, 25 anos.

Se passar disso, como diz meu amigo filósofo Bentinho Mamacana, fica diagnosticada uma psicopatia chamada idiotismus imbecilícum, que se caracteriza por autoendeusamento, cegueira cerebral e propriedade de todas as verdades do mundo.

“E mais, continua Bentinho, se o caba tiver voz fanhosa e olho verde ou azul, é caso de internação. Tratamento com choque elétrico”.

O problema de Chique bualcool de Holanda é que ele não entendeu que toda tirania é igual.

E que por isso, pau que da em Chico da em Francisco.

E que as músicas que fez para combater a revolução de na verdade foram feitas para combater uma contra revolução que impediu que a patifaria se instalasse no País, como está sendo feita agora. E sem levar em conta que foi menos cruel que a Cubana, e, infelizmente, não usou do romântico processo de fuzilamento tão apregoado pelo não menos amoroso Che Guevara.

Em assim sendo, uma coisa vai ficar clara. Tais composições, que foram criadas para criticar ditadores e tiranetes, têm serventia tanto pra lá quanto pra cá. Pra alhures e para aquires.

Esta que mostro em seguida, parece ter sido composta em parceria com o Japonês da Polícia Federal, e com arranjo magnífico de Sergio Moro, na mansão de Chique Buarque no bairro proletário do Leblon ou em uma favela de Paris.

Tudo furto de intenso trabalho, pago com o suor do povo brasileiro.

Como bem o disse Millor “…desconfio de todo idealista que lucra com seu ideal”. Ou: “não confiaria meu cachorro a esse sujeito”.

O NASCIMENTO DO PODER

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A sua vinda foi rigorosamente planejada,
Pelo imenso poder que seria liberado.
Quebrou-se o pêndulo do tempo ,
Que bem ao centro, une a todas as galáxias.
Isso inverteu o a estranheza do equilíbrio e assim,
forçando o despoder
Dos cataclismos incontroláveis e impedindo o choque
Das forças imensamente incompreensíveis,
Não provocou o fim de toda a obra que nasceu eterna,
Nesse exato momento anjos e centuriões,
em imenso cordão de isolamento,
Criaram o duto por onde passaria a incomensurável força,
Sem prejudicar a fantástica engenharia de todas as cousas.
Os sóis de todas as grandezas fizeram reverências respeitosas,
Enquanto um deles foi ordenado a iluminar o local do nascedouro.
E ele veio.
Calmo como uma brisa mediterrânea.
Simples como as sandálias de Francisco.
Puro como um sorriso de criança.
Manso como um cordeiro.
A despeito de ser o máximo da força no universo.
Ou o filho dela.

Feliz natal para todo os Fubânicos.

DOR NO PEITO

Poema para entristecer um domingo

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Se for dor no peito,
No peito da carne
Tome ar, tome mar,
Tome luz, tome sol…
Dissolva na agonia líquida
De um sim sem limites, sem talvez
Ou sem fim.
Um sim imenso e infinito
Como todo sim sói ser.
Beba toda hora e sempre,
Pois não há perigo de overdose.
Apenas acautele-se-se da cruz da escravidão,
A felicidade nos torna dependentes,
Da festa do amor e da ilusão.

Mas se for dor no peito,
No peito da alma, tome alucinações,
Estupores e surpresas apavorantes,
E cheias de sons e cheia de cores.
Misture tudo na gosma de um pecado sujo
E passe sobre todo o corpo,
Para que dele su’alma não fuja.
Não se atordoe com o lixo que garimpas.
Almas sujas doem menos do que almas limpas.

UM BANHO DE SANGRE

Eu nunca havia passado dois dias com estados de humor tão diferentes um do outro, como o foram domingo e segunda-feira desta semana.

O domingo foi maravilhoso e repleto de felicidade intensa. E tão intensa, que por pouco não me tira o sono, mas fez de mim um zumbi até mais ou menos duas da manhã.

Já a segunda-feira não. Foi um dia difícil. Dia de tristeza imensa e tão densa, que eu acabei em vigília atormentada. Vigília com ódio, raiva intensa, dissabor sem tamanho e ainda uma sensação de derrota, como se meus anseios estivessem todos ao nível da terra, com tendência a se enfiarem dentro dela.

Segunda, definitivamente, o meu mundo caiu. E caiu por culpa de um paíszeco (pra rimar com pixuleco) chamado Venezuela. Venezuela que vinha vindo bem com a implantação da maravilhosa e indiscutivelmente correta revolução bolivariana, que, mais dia menos dia, iria deixar essa maldita classe média morrendo de fome e de sede.

Sim, porque eu odeio essa tal de classe média. Gentinha atoa, sem vergonha, safada, que vive fazendo bicos ou atividades sem qualquer importância pra ganhar merrequinhas, puxar saco de patrão e reclamar das sábias medidas tomadas em nome da revolução do proletariado. Uma revolução acertada, e, no mínimo honesta, porque tem como objetivo o de nivelar por baixo, transformando toda essa nojenta classe produtiva em pobres proletários, viventes na mais rasteira e absoluta miséria.che

E não sou apenas eu a odiar essa corja atoa não. Conheço muitas pessoas que também odeiam esses desclassificados, inclusive um que, morando em Paris, é comunista desde criancinha e vive a defender, com uma certa dificuldade, diga-se de passagem, a grande arrancada comunista na América Latina. Faço questão de apontar também uma certa professora da USP.

Voltando ao assunto, passo a explicar a razão do domingo feliz e da segunda-feira indignada.

Como todos sabem, domingo foi dia de eleição na Venezuela, fato que me deixou apreensivo em virtude da possível derrota do grande irmão Maduro, o salvador da pátria.

Pelas informações, ficava clara e iminente que a grande revolução bolivariana perderia um número substancial de cadeiras no parlamento do País vizinho, e que por isso, seria fragilizada e, porque não dizer, extinta em pouco tempo.

Que sacanagem! – disse aos meus botões. Isso é golpe, pensei comigo. É o fim da grande derrota dos burgueses fascistas e retrógrados, que só pensam em si, nas suas famílias e em mais nada. É o fim das imensas filas para comprar leite e bolacha de água e sal nos supermercados. E não do luxo consumista dessa classe social que quer pão, verduras e proteínas para almoçar e jantar.

Fim da caderneta de racionamento, onde cada cidadão comunista pode comprar um frango, cinco tomates, 20 folhas de alface, 10 de couve, 4 cenouras e 5 quiabos de 30 em 30 dias.

E assim fui levando minhas apreensões durante quase toda a manhã de domingo.

Eis porém que se não quando, de repente, não mais e nem menos que de repente, uma esperança surgiu nas telas das televisões do mundo. Algo poderoso que, com toda a certeza, reverteria tudo e transformaria os bolivarianos em vitoriosos. Era ele. Era o ídolo. Era o guru. O sábio. O perfeito. O maravilhoso.

Era Maduro. Era o grande irmão prometendo uma vingança terrível caso perdesse as eleições.

E a promessa de UM BANHO DE SANGRE, soou aos meus ouvidos como poesia.

E, imediatamente a imaginação foi longe.

Rios vermelhos correndo pelas sarjetas, subindo pelas calçadas e impregnando as ruas e casas com o rubro comunista.

Braços de crianças decepados pendurados nas grades das casas.

Cabeças sendo chutadas em demonstração de extremada felicidade por parte dos bolivarianos vingados.

Filas de homens ajoelhados enquanto seus algozes, com facas na mão, ostentam suas cabeças seguras pelo cabelo como troféus.

E eu se mijando-me todinho de alegria.

Mas, infelizmente, acabou-se. Acabô-se tudo.

E pena que tenha durado tão pouco.

No outro dia vejo Maduro voltar a cena e dizer que aceitava a derrota e isso e aquilo e aquilo outro.

Caba frôxo.

Definitivamente o comunismo já não é mais o mesmo. Nem criancinhas os comunistas comem mais. Quer dizer, nem todos. Só o Jean Willys continua comendo.

Não se fazem mais comunistas como antigamente. Não se fazem comunistas como Fidel e Che Guevara, que além de fuzilar com as porópias mãos ainda adoravam matar viado.

Hoje não. É tudo uma cambada de baitolas e xibumgos.

Minha última esperança é o Stedile e o seu tão propalado exército que até hoje ainda não deu as caras.

To esperando visse?

Pois se não vier é o fim do meu comunismo. Volto pra Democracia. Serei capitalista cego, surdo e mudo.

Maricóns.

CHORANDO BADIA

Estava eu ainda meio desacorçoado em um mergulho profundo nas estranhezas das coisas, onde incluo o sofrimento da perda da minha mãe para Deus, na verdade seu legítimo proprietário, quando conheci esse Isidoro.

O caba chegou-se em boa hora, aproximando-se de mim para dar uma capina em regra no quintal da casa, nos jardins das varandas e ainda cuidar das plantinhas deixada pela cuidadosa e naturista, sem ser chata, Maria Angélica.

Isidoro veio fazer o tal serviço no sábado e no domingo, em vista da mesma ocupação na casa de um desembargador, durante toda a semana.

Como a minha tristeza era fácil de ser percebida por qualquer cristão que botasse um pouco de reparo, ela também caiu na percepção do sujeito, que em algum relance de vista, por mim despercebido, já teria notado uma ou duas lágrimas vertendo dos olhos deste veterano em angústia, tristezas e infelicidades.

Ele tanto arrudiô, tanto arrudiô, que, em um certo momento, parou na minha frente, encaixou o queijo nas mãos em cima do guatambu do cabo da enxada, e soltou, com delicadeza, a pergunta que nele não queria calar. E que graças a todos os santos, não calou. E dou as graças, em virtude da delícia do causo que ouvi em seguida.

– Ta chorando Badia seu moço?

A pergunta me pegou com o pé esquerdo por dois motivos. Se chorando eu estivesse era por um causa justa, pela perda significativa que eu recentemente passara e e cuja criatura não era uma vadia. E eu entendi vadia.cb1

– Eu perdi minha mãe seu Isidoro e, portanto, não admito esse tipo de pergunta, até porque ela não era, sob qualquer hipótese, uma vadia. Ao contrário era mulher trabalhadora e que criou 5 filhos, enquanto vendia artigos de beleza para ajudar meu pai na receita.

Isidoro ficou branco, da cor de leite.

Com as mãos no rosto e a cabeça curvada, pediu desculpas que eu percebi muito sinceras e tentou explicar o mal entendido.

– Seu Ciço, perdoa esta coisa esquisita aqui na sua frente. Nós os interioranos, sem a conhecença das letras e das culturas, costumamos carregar pros quato cantu, os custumi que trazemu da nossa orige. Chorar Badia é um desses custumi e que significa uma perca das grandes, daquelas impussive de serem carregadas sem choro. Perdoa eu visse seu Ciço?

Eu fiquei comovido com a simplicidade de Isidoro e perdoei imediatamente, não sem, em seguida, querer saber da origem de termo tão estranho e bom de ser dito. Chorar Badia, por certo tinha uma estória.

E tinha.

E tanto tinha que eu pedi e Isidoro foi logo se propondo a contar, com todos os detalhes.

– Basta querê seu Ciço. No tempinho que sobrar, o Sinhô me chama na lida e eu venho e dou o silviço. Conto tudin.

– Pois é agora seu Isidoro. Puxe uma cadeira aqui do lado da rede, descanse a enxada numa parede dessas, se aconforte e pode começar a debulhar o sabugo.

Sem espera, Isidoro foi logo cumprido o mandado e sentou-se num banquinho de madeira, com um sentar bem à moda interiorana. As pernas magrelas cruzadas e o costado tão curvado que, pra conversar, Isidoro precisava levantar um pouco a cabeça. O chapéu de feltro surrado, à moda Santos Dumont, ficou em cima do joelho.

Em seguida levou a mão no embornal que sempre levava consigo e retirou um cigarro palheiro e a binga.

Nesse ponto eu intercedi e pedi pro caba não acender o pito, antes de eu tomar uma providencia.

– Fulana, – chamei a fornecedora delivery de priquito que passava o fim de semana em casa – faz um cafezinho pra nós. Com um café todo causo fica mais saboroso.

Aqui eu peço perdão por deixar a moça no anonimato, mas tenho um bom motivo. Ela pode ser a mulher de um corno chamado Biu de Lica que também frequenta o JBF e que pela impotência da senilidade, tem ódio dos seus rivais de buceta e por isso os chama a todos de viado.

Café feito e bebido, Isidoro acende o pito e começa a contar o acontecido.

La na minha cidadezinha seu Ciço, ali pro rumo de pau de jegue, perto de curralinho, deu de nascer uma criatura chamada Badia e que por azar do infortúnio, ficou órfã com poucos meses de idade, e que por isso, passou a ser cuidada pelas irmãs do mosteiro d’abadia de onde apoderou-se do nome.

Badia sempre foi muito foimosa e já com seus 12 anos, na flor da infância, não havia macho que não lhe colocasse olhos compridos na pele sedosa e cor de doce de leite queimado, nas pernas roliças, nas ancas arredondadas e nos peitinhos recém nascidos e que já pareciam querer furar as camisetas surradas, que ganhava dos homens bons de coração da cidade.

Badia nasceu trabalhadeira, e ganhava lá seu dinheirinho ajudando nas casas da granfinagem, como arrumadeira ou lavadeira ou passadeira de roupa.

A cada dia a moça ficava mais linda e por volta das quinze primaveras deu de ser arrudeada por Coronel Firmino que, entra dia e sai dia, lhe enchia de mimos e agrados, ora com guloseimas, ora com bijuterias femininas ou ainda com sandálias de pedrinhas, água de cheiro e roupas.

Nessa toada Badia foi pegando confiança e se apegando a ele, e se apegando, e se apegando até que deu-se os finalmentes.

Um belo dia o Coronel convidou Badia para ir até a casa dele, pra ajudar na arrumação das coisas. Badia aceitou e ficou encantada com tanta belezura. Estautas, quadros nas paredes, poltronas de couro, enfeites e ainda uma fotografia em cima de um móvel. Fotografia de um casal segurando uma criança, e que Coronel Firmino contou que eram os pais dela e a criança era ela mesma.

Badia chorou muito, já, nesse momento, sentada no colo do Coroné.

Pela primeira vez Badia sentiu as mãos de um macho passeando pelo seu corpo e uma boca sedenta mordendo gostosamente o seu pescoço e enfiando a língua na sua orelha.

Badia nem regiu. Diga-se a bem da verdade que até gostou das carícias, e foi se deixando levar pela safadeza do Coroné, até sentir uma manjuba acunhar seu cortadin de fema, ficante na forquilha de entremeio as coxas.

Pronto. Virgem Badia num era mais e ainda serviu de repasto pro Coroné pra mais de ano, até que deu-se o enjoo e cada um foi pro seu lado. Mas não foi pelo gosto do Coroné não sinhô, Badia é que já pensava em querer coisas mais graúdas do que mimos e badulaques.

E Badia deu-se. Deu-se e não foi de pouquinho não. Deu pra todo macho da cidade. Deu pra Joselino Marceneiro, Zé da Tropa, Tatá da Mercearia e por aí afora.

Só eu que não comi e assim não pude ver a linda pinta negra que ela tinha nas coxas, um pouquinho abaixo da perseguida.

Agora vem o lado triste da história.cb2

Badia morreu aos 23 anos de idade. Morreu dormindo. Anoiteceu na terra e amanheceu no céu, pru que aquilo era um anjo de bondade. Dava tristeza ver a quantidade de machos chorando baldes, quando souberam da sinistra notícia.

Na missa de corpo presente, Padre Liminha fez um discurso tão sentido, mas tão sentido que até ele mesmo chorou. Ele e toda a igreja. As mulheres porque perderam uma serviçal das melhores e que, sendo amiga de todas elas, não tinha preguiça. Já os homens eu não sei não, mas como já disseram, desconfio de muita coisa.

A cidade ficou de luto por muito tempo e o nome Badia virou a bola da vez em todos os cantos. Virou bolo na padaria de Totonho, um certo Bolo Badia feito de doce de leite e com um formato que parecia muito um peito de mulher. Virou prato na pensão de Zé Francisco. Virou roupa nas costuras de dona Mariinha.

Até a placa do tumulo da moça era cheia de maldade. “ESTA CIDADE AGRADECE OS BONS SERVIÇOS PRESTADOS POR SUA MORENA MAIS LINDA”. Isso foi ideia de Coroné Firmino.

Mas pra finalizar, seu Ciço, certo dia eu fui na igreja contratar, a mando do meu patrão, um batismo de uma criança recém parida nas terras dele e dei de estranhar um chororô que vinha de dentro das acomodações de Padre Liminha.

Era choro doído seu Ciço. Choro de perda grande. Choro de muita saudade dessas que nos envolve com a pior das solidões.

Saí de mansinho pra não perturbar o sofrimento e fui até a sacristia onde encontrei Bentinho, o coroinha que ajudava Padre Liminha, com olhos inchados de também ter vertido muita lágrima.

– Que houve com Padre Liminha? Perguntei curioso.

– Tá chorando Badia.

E essa frase pegou. Qualquer tristeza de macho, dessas bem dolorosas e o cabra tá chorando Badia.

– Eu também chorei muito, finaliza Isidoro com uma cara das mais safadas.

– Eu também choraria, respondi de imediato.

NUNCA SEM NADA

Aí vai uma das minhas parcerias roubadas.

Explico: parceria roubada é aquela na qual um dos parceiros teve a sua parte surrupiada, quinemzinho o PT faz com todo mundo.

Pois minha parceria roubada foi feita com Marco Di Aurélio, um sujeito que faz cinema, poesia, cordel, literatura, filho, doce de mamão, tapioca, queijo coalho e rapadura.

Entonces foi isso. Ele publicou no JBF, eu roubei a letra e musiquei.

E olha minino véi, a letra é das mais mió que tem.

Taí ó.

DEPOIS DE TE PERDER

Renato Castelo perguntou : “….topas fazer um bolerão tipo cabaré?”

Respondi : “…toda horinha. Manda a letra que eu tasco.”

Ele mandou e eu tasquei.

Inda fiz os devorteios no piano.

MENOS UM

Para doer só quando doer for necessário

Maldita solidão, sois tão precisa,
Na cirurgia de extirpar-me deste mundo,
Que hoje existo qual matéria dIssecada,
Que ainda vê o vazio d’onde estava
E dentro dele vós, completamente.

Perversa solidão sois tão perene
Que enquanto houver cisão estareis viva
Pronta pra ocupardes todo o espaço,
Como se fora essas águas de agonia
Ou o ar que tudo cerca a nós sozinhos.

Estranha solidão sois tão constante,
Tão presente, tão parelha, tão irmã,
Tão cordata, tão parceira, tão unida,
Em eu, em tu, em nós, viventes solitários,
Porque é a vós o que a vida chama de destino.

PARABÉNS ATRASADO

Desprezado Sr.,

Primeiramente quero desejar-vos todas as infelicidades deste mundo e pedir desculpas pelo atraso em apontar o vosso aniversário, ocorrido na data de 27 de outubro do ano em curso.

A razão do atraso é porque sou um homem ocupado e, em virtude da desgraceira imposta ao nosso País pela V. incomensurável incompetência, passei a ser mais ocupado ainda, com dois empregos e ainda alguns biquinhos em horas extras, para dar conta de alimentar e dar o mínimo de conforto à minha família. Mas mesmo assim, arranjei este tempinho para dar os parabéns à Vossa Excrecência, por tudo o que tendes feito em prol do meu empobrecimento, da decadência do Brasil e da ausência de futuro de todos os brasileiros.

Em primeiro lugar dou a vós os parabéns pela excelente família, da qual sois o patriarca e provedor. Provedor de operações plásticas que deu à V. cônjuge um pouquinho a menos de feiura, para que, assim, pudesse circular entre as pessoas normais, sem perigos de bullyng e outros atrevimentos, vindos de fascistas retrógrados que julgam as pessoas pela normalidade estética. Inúmeras delas. Todas, sem exceção, pagas com o suado dinheiro de todos os brasileiros.vela

Parabéns também pela doce amada, amante e companheira de viagem, que, a bordo de aeronaves nacionais, cuja manutenção e mordomia todos pagávamos, cruzava os céus do mundo, na gastança desenfreada do luxo e da ostentação. Companheira de viagem e de ladinagens polpudas, em valores estimados de várias dezenas de milhões de dólares.

Parabéns também a V. Indecência por brilhantes filhos, todos saídos de extremadas pobrezas, para a vida do luxo e da riqueza ainda não quantificada. Um deles, considerado por V. Insolência como o Ronaldinho dos negócios, hoje se tornou proprietário de grandes extensões de terras, com a juntada dos magníficos salários pagos aos catadores de fezes dos zoológicos. Claro que com uma singela mãozinha dada pelos nossos impostos que, sendo pouco e assim igualado a um cobertor de pobre, agasalhou o futuro da sua prole, mas deixou ao desamparado inúmeros brasileiros, ao relento provocado por V. nojenta insensibilidade.

Parabéns a V. Desgracença por mudar a constituição cidadã do Brasil, para favorecer planos diabólicos próprios dos tiranetes mal intencionados, comprando consciências de legisladores nessas patifarias intituladas por Mensalão e Petrolão.

Congratulações por milhares de leitos e Utis fechadas nos hospitais em todo a Nação, deixando à mostra a crueldade com que a quadrilha que vos cerca, cuida de uma das maiores necessidades da nossa gente que é o trato com a saúde. Gente que morre por ausência de recursos, cujos destinos são os paraísos fiscais, para onde vão, saídos da imensa patifaria provocada por gente da V. mesma estirpe.

Quero parabenizar-vos também pelas mentiras que tanto iludiram nossa gente. Gente que fez a Vossa fortuna e de tanto outros canalhas partícipes, e hoje se encontram nas estatísticas dos desafortunados a receber migalhas vindas da vossa bondade falsa e enganadora.

Parabéns pela mentira da transposição do São Francisco, que tanto deixou o povo do nordeste maravilhado para, em seguida, provocar-lhe a mais cruel de todas as decepção, por uma obra que só serviu para encher os cofres de salafrários e bandidos coniventes.

Parabéns pelo esquecimento do Nordeste.

Parabéns com o descaso pelo Centro-Oeste, um dos maiores polos de produção de grãos e proteínas do País, com suas estradas e rodovias entregues ao abandono, impossibilitando o escoamento dessas riquezas.

Congratulações a Vossa Imprevidência pelo caudaloso volume de dinheiro falsamente investido em outros países, mas cujo verdadeiro objetivo era a obtenção de recursos para a propinagem e os pixulecos.

Parabéns pelo uso e abuso do BNDES, pelo desenvolvimento social de cocaleiros e assassinos bolivarianos.

Parabéns enfim pelo desfazimento do futuro de todos, deixando nesse vazio apenas as incertezas de um porvir sem conteúdo e um presente sem consistência.

Parabéns pela velhacaria. Pela mentira e pela cor vermelha que pretende mudar o tom da nossa glória verde amarela.

Parabéns por estas e centenas de outras patifarias muito lucrativas.

E por elas é que eu canto para Vossa Imprudência.

Parabéns para Vossa Excrecência, nesta data malquista, muita infelicidade e poucos anos de vida.


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