SURTO DE SINCERIDADE

Gleisi Hoffmann resume o que aconteceu ao Brasil depois da chegada ao poder do bando de meliantes que preside

“Prevalece no Brasil uma classe dominante que se apropria do Estado para interesse próprio, usa o público para o privado e, assim, o Estado é capturado para
manter privilégios”.

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, conhecida entre os distribuidores de propinas da Odebrecht pelos codinomes Amante e Coxa, resumindo o que fez em parceria com o maridão Paulo Bernardo e demais integrantes do bando disfarçado de partido político cuja chefia assumiu há poucas semanas.

NENHUMA LÁGRIMA

USO GENERALIZADO DE EXPRESSÕES INEXISTENTES

ALMA CARIDOSA

Herdeira de diretor de banco está disposta a dar sem receber

“Com o bloqueio dos bens de Lula, Moro tenta inviabilizá-lo tanto na política quanto pessoalmente. Vou fazer uma doação para que o presidente possa usar conforme as necessidades dele”.

Roberta Luchsinger, socialite, neta de um dos diretores do banco Credit Suisse e ex-mulher do deputado federal foragido Protógenes Queiroz, sobre as joias, sapatos, vestidos e os R$ 500 mil que pretende doar a Lula, explicando que, ao contrário dos outros milionários que presenteiam políticos para receber algum favor em troca, ela só quer dar.

A LAVA JATO NA MIRA DOS CONSPIRADORES DE TOGA

Moro luta contra a manobra em curso no Supremo que tenta ressuscitar o Brasil da bandidagem impune

No seminário sobre Justiça Brasileira promovido pela Jovem Pan na manhã desta terça-feira, o juiz Sergio Moro revelou-se especialmente preocupado com a manobra ensaiada nas catacumbas do Supremo Tribunal Federal. Inquietos com a dramática redução da distância que separa da cadeia um cardume de corruptos graúdos fisgados no pântano do Petrolão, alguns ministros flertam com a ideia de exigir que o cumprimento da pena comece só depois de confirmada a sentença em terceira instância.

Faz pouco mais de um ano que o STF, seguindo o entendimento de Teori Zavascki, decidiu que bastava o aval da segunda instância. “É o grande legado do ministro Teori”, lembrou Moro em sua palestra. O que teria induzido integrantes do time da toga a planejar a esperteza qualificada de “desastrosa” pelo juiz federal de Curitiba? A resposta está em outra frase do palestrante: “Nós retornaríamos no tempo”.

É exatamente isso o que pretendem Gilmar Mendes e seus seguidores: o imediato regresso ao Brasil anterior à Lava Jato. Naquele tempo, todos eram iguais perante a lei, mas havia os mais iguais que os outros. Esses nunca souberam como é a vida na cadeia.

MISSÃO IMPOSSÍVEL

Gilberto Carvalho reafirma que PT fará o possível para perder a eleição de 2018

“Agora querem trazer de volta o parlamentarismo. Isso tudo é porque eles não têm candidato forte ao Planalto e temem o Lula”.

Gilberto Carvalho, caixa-preta do PT especializado em questões ligadas ao assassinato de Celso Daniel, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff e atual chefe de gabinete de Gleisi Hoffmann, insinuando que tudo não passa de uma armação para tirar de circulação o único candidato do partido que, além de ostentar mais de 50% de rejeição nas pesquisas de intenção de voto, só poderá disputar a eleição se conseguir safar-se da confirmação em segunda instância da sentença que o condenou a nove anos e meio de gaiola e de outros cinco processos ligados à Lava Jato.

CLASSE AA

Lula acusa ELES de só respeitarem ex-pobres que sobem na vida pela rota da ladroagem

“Eles querem acabar com o PT, porque essa gente não está acostumada a ver gente pobre de cabeça erguida”.

Lula, numa discurseira em São Paulo, voltando a acusar a misteriosa entidade que usa o codinome ELES de querer acabar com o PT, porque tem tanta raiva de pobre de cabeça erguida quanto de ex-pobres que enriquecem nos papeis de facilitador de negociatas no exterior e camelô de empreiteira, tornam-se donos de sítio e apartamento e guardam quase R$ 10 milhões no banco, fora o resto.

CIRO GOMES É UM LULA MENOS CRUEL COM O PLURAL

Rejeitado por 55% do eleitorado, o candidato do PDT descobriu que o dono do PT será derrotado em 2018 por ser rejeitado por mais de 50% do eleitorado

Nesta quarta-feira, depois da entrevista ao Pânico, da Jovem Pan, Ciro Gomes merecia ser convidado a juntar-se imediatamente ao elenco de humoristas do programa. Ele se acha melhor que qualquer partido brasileiro, e diz isso com a autoridade de quem já passou por sete: PDS, PMDB, PSDB, PPS, PSB, PROS e PDT, onde continuava até o momento da gravação deste comentário.

Também se acha muito melhor que qualquer outro candidato à Presidência: depois de insultar todos os possíveis concorrentes, sucumbiu a um surto de lucidez e explicou por que Lula não tem chance alguma de triunfar na sucessão presidencial de 2018: mais de 50% dos brasileiros querem vê-lo pelas costas. Pelo mesmíssimo motivo, o ex-governador do Ceará deveria cair fora da disputa antes de consumado o terceiro naufrágio.

Segundo uma pesquisa recente do Instituto Ipsos, 55% dos eleitores não votariam nele de jeito nenhum. A altíssima taxa de rejeição confirma: Ciro Gomes é um Lula que trata o plural com menos crueldade.

LULA, QUEM DIRIA?, ACABOU NO INTERIOR DO PIAUÍ

O despovoamento da agenda de Lula figura entre os efeitos colaterais da Lava Jato. Por falta de patrocínio, encomendas e freguesia, foram aposentados simultaneamente o camelô de empreiteiras, o facilitador de negóciatas internacionais e o palestrante que cobrava meio milhão de reais para elogiar-se durante uma hora em mau português. Por falta de convites, faz três anos que o colecionador de títulos de doutor honoris causa não baixa em alguma universidade para reprisar a celebração da ignorância. Por falta do que fazer, o palanque ambulante tem-se limitado a ir e vir entre o apartamento em São Bernardo e o prédio do instituto com muita sala para pouca visita. Enquanto não vem a inevitável condenação em segunda instância do cinco vezes réu da Lava Jato, Millôr Fernandes diria que Lula está livre como um táxi.

Longe de qualquer tipo de trabalho regular desde a descoberta da vida mansa de sindicalista, inimigo de leituras e avesso a reflexões, o orador à caça de plateias amestradas que escasseiam progressivamente faz o que pode para suportar a saudade dos comícios, das caravanas, das ovações espontâneas que nunca mais ouvirá. Festinha de batizado, bailão em quadra de sindicato, reunião comemorativa de associação de bairro, até mesmo o lançamento do livro da nova namorada de Chico Buarque ─ qualquer acontecimento provido de microfone, caixa de som e mais que três ouvintes terá a presença do ex-presidente ainda que o convite chegue a dois minutos do início da coisa.

É compreensível que o inventor do Brasil Maravilha tenha aceitado com entusiasmo o convite formulado pelos dirigentes do PT de Miguel Leão, o menos populoso município do Piauí: gravar uma declaração de apoio que poderia tornar arrasadora a performance nas urnas do já favorito Jailson Sousa, candidato a prefeito do partido na eleição suplementar marcada para 6 de agosto. O vídeo abaixo mostra como foi a mensagem de 30 segundos enviada pelo mestre a seus devotos da cidade nordestina: tão convincente quanto o meio sorriso que sublinha a manifestação de solidariedade, confiança e fé.

“Meus amigos e minhas amigas de Miguel Leão, domingo vamos ter eleição em Miguel Leão”, começa o líder de massas que há 10 anos só vê massa de perto na macarronada de domingo. “Eu queria pedir a sua compreensão, o seu voto para o companheiro Jailson. O Jailson é do PT, e você sabe que o PT sabe governar o Brasil, sabe governar o Piauí e sabe governar Miguel Leão. Por isso, domingo não se esqueça: vote treze, vote Jailson. Um abraço e boa sorte.

Era o que faltava para o triunfo que ratificaria com a devida contundência o resultado da eleição municipal de outubro. Candidato a um segundo mandato pelo PSD, o prefeito Joel de Lima, o Professor Joel, teve como vice o companheiro indicado pelo PT: o mesmo Jailson Sousa mencionado no vídeo gravado por Lula. A dobradinha Joel-Jailson conseguiu 714 votos, quase 100 a mais que os 620 obtidos pela chapa da coligação PR-PP, liderada por Roberto César Fontenelle Nascimento. A dupla vitoriosa ficou menos de dois meses na prefeitura.

Em fevereiro deste ano, o prefeito reeleito, o vice e o presidente da Câmara foram cassados pelo mesmo crime: a menos de três meses do dia da votação, os três participaram juntos da inauguração de uma obra pública. A eleição suplementar que chegou ao fim neste 6 de agosto foi uma reedição ligeiramente revista e atualizada do duelo travado dez meses antes.

Valendo-se de brechas na lei, Jailson driblou a cassação e retomou a disputa como candidato a prefeito aliado ao PSD do Professor Joel, que indicou o parceiro de chapa. O bloco adversário limitou-se a rejuvenescer a luta pelo poder municipal com um salto geracional na escolha do prefeito: saiu Roberto César pai, entrou o filho Roberto César Area Leão Nascimento, ou apenas Robertinho, também filiado ao PR. Conforme o combinado no parto da coligação vencida há dez meses, coube ao PP a indicação do vice.

Concluída a apuração, Robertinho foi eleito com 663 votos, 38 além dos 625 em que Jailson estacionou. O candidato do PT tropeçou no fiasco quando já corria para o abraço — a possibilidade do fracasso, que o apoio militante do companheiro governador Wellington Dias tornara improvável, parecia definitivamente exorcizada desde a divulgação da mensagem de Lula. O que teria impedido a reprise, em escala ampliada, da vitória ocorrida há apenas dez meses? Qual teria sido a causa da virada?

Quem vê as coisas como as coisas são não perdeu sequer um minuto com o claro enigma. Em outubro de 2016, absorvido por outros naufrágios em curso, Lula não teve tempo para Miguel Leão: não deu as caras por lá, não mandou mensagens, nem ficou sabendo da existência de um companheiro chamado Jailson. Desta vez foi diferente. Afundado até o pescoço na Lava Jato, acuado por taxas de rejeição estratosféricas, o chefão teve tempo para lembrar ao eleitorado local o que muitos moradores pareciam ter esquecido — ou preferiam esquecer.

Jailson é do PT, informou Lula, que em seguida ameaçou Miguel Leão com a repetição em âmbito municipal do que fizeram ao Brasil os governos petistas. Quando ouviram a mensagem pela primeira vez, partidários do candidato garantiram que Lula faria toda a diferença. Fez mesmo. Ao apoiar Jailson, elegeu Robertinho. O que houve num lugarejo a quase 100 quilômetros de Teresina antecipa o que acontecerá em 2018. Anotem outra vez: é mais fácil Frei Betto virar papa ainda neste ano do que Lula ser eleito presidente no ano que vem.

DEMOCRACIA É ISSO AÍ

Depois de conversar com Chávez em forma de passarinho, Maduro descobre que os oposicionistas mortos cometeram suicídio

“A direita continental rompeu as regras do jogo e da convivência”.

Nicolás Maduro, depois de uma conversa a dois com o passarinho que se apresenta como reencarnação de Hugo Chávez, atribuindo a uma misteriosa entidade conhecida pelo codinome “direita continental” o fechamento do Congresso, a prisão de 359 adversários da ditadura venezuelana e a morte de mais de 120 manifestantes oposicionistas nos últimos quatro meses.

É MAIS FÁCIL FREI BETTO VIRAR PAPA

SE BEBER, NÃO FALE

Declaração de Lula mostra o que acontece a quem mata a sede sem moderação

“Se levar café da manhã, almoço e janta para a boca de milhões de brasileiros foi um crime, então quero ser punido por ele”.

Lula, numa discurseira em Franco da Rocha, em São Paulo, explicando que foi condenado a 9 anos e meio de prisão porque o Programa Fome Zero fingiu morrer sem ter nascido só para continuar garantindo, na clandestinidade, três refeições por dia para 200 milhões de brasileiros.

A VENEZUELA CONTINUA À ESPERA DO SOCORRO QUE NÃO VEM

Em março de 2014, Mariel, uma jovem venezuelana de longos cabelos castanhos, publicou um vídeo (reproduzido no final desta postagem) que percorreu as redes sociais acompanhado da hashtag #SOSVenezuela. Vestindo camiseta branca e usando um escapulário em volta do pescoço como milhões de meninas da sua idade, ela contava que, desde que iniciaram os protestos contra o governo de Nicolás Maduro, duas semanas antes, mais de 15 pessoas haviam morrido, a maioria vítima da repressão do governo.

“Protestamos, porque estamos cansados das longas filas para comprar leite, açúcar, farinha, papel higiênico”, diz Mariel num trecho do vídeo. “Porque segundo estatísticas, um venezuelano morre a cada 20 minutos. Porque nos matam por um telefone celular. Porque não descobrimos o que está acontecendo com nosso próprio país desde que o governo censurou e fechou a mídia independente. Também protestamos porque estudantes e líderes políticos estão presos só por discordarem do governo”.

Ilustrado por imagens de manifestantes covardemente espancados ou mortos, o filme termina com um apelo. “As autoridades venezuelanas decidiram ignorar nossos clamores. Nós temos esperança de que você não faça o mesmo”, pede Mariel. “Tudo isso acontece sob os olhares cúmplices dos governos da América Latina, que ainda mantêm silêncio. E é por isso que precisamos que o mundo saiba o que está acontecendo na Venezuela”.

Três anos depois, a mesma súplica foi repetida pelo padre Santiago Martín durante o programa Actualidad Comentada, da Magnificat.TV. “Não temos ideia do sofrimento, da falta de liberdade, da falta de segurança e da falta de comida que está passando esse povo e seus mais de 30 milhões de habitantes que estão submetidos a uma ditadura cruel”, afirma. “Se me dói o que se passa dentro do país, me dói quase da mesma forma o que se passa fora: silêncio”.

O prolongamento desse silêncio fez com que Maduro se sentisse à vontade para convocar uma Assembleia Constituinte que tem como objetivo legalizar uma ditadura mal-disfarçada. Fez com que Leopoldo Lopez, Antonio Ledezma e outros políticos contrários ao governo permanecessem incomunicáveis por vários dias ao serem levados para um presídio militar na semana passada. Fez com que a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz, também considerada uma opositora de Maduro, fosse destituída do cargo e, em seu lugar, nomeado o aliado Tarek William Saab.

O mesmo silêncio que faz com que imagens como a do vídeo acima sejam parte do cotidiano dos venezuelanos. Nele, um manifestante caído no chão é surrado por policiais, que o arrastam pelos cabelos e se revezam no espancamento até que um deles se encarregue do desfecho brutal: dispara à queima-roupa um tiro na perna do inimigo. Não foi o primeiro. Nem será o último.

ENTIDADE MISTERIOSA

Gleisi, codinome a “Amante”, enfrenta a aliança dos nostálgicos da escravidão, codinome “Eles”, em defesa do legado da Princesa Isabel

“Eles querem voltar com o regime escravagista!”.

Gleisi Hoffmann, codinomes “Amante” e “Coxa”, senadora pelo Paraná e presidente do PT, acusando a misteriosa entidade que usa o codinome ELES de liderar a conspiração forjada para revogar a Lei Áuréa.

OS BACHARÉIS DE LULA SÃO DOUTORES EM INSOLÊNCIA E INVENCIONICE

A discurseira da tropa de bacharéis comprova a falta de álibis capazes de livrar da cadeia um criminoso juramentado

Cada palavrório recitado por algum advogado de Lula consolida a certeza de que a tropa de bacharéis não dispõe de um único e escasso álibi capaz de afastar o cliente famoso da trilha que termina na cadeia. Tal constatação foi reafirmada nesta terça-feira pela reação dos doutores ao enquadramento do ex-presidente no sexto processo resultante das descobertas da Operação Lava Jato. Ao aceitar a denúncia do Ministério Público Federal segundo a qual a reforma do sítio em Atibaia foi uma retribuição de empresários amigos aos bons serviços prestados pelo camelô de empreiteira, Sergio Moro deu a senha para o recomeço da lengalenga interminável.

Se Lula fosse inocente, os responsáveis pela defesa estariam festejando neste momento a chance de desmoralizar invencionices tramadas por perseguidores movidos por motivos políticos. Como tentam absolver um culpado de carteirinha, os advogados recomeçaram a encenação da Ópera dos Farsantes. Heráclito Fontoura Sobral Pinto ensinou que o primeiro juiz da causa é o advogado. Se o cliente for culpado, exemplificou o grande jurista, seu defensor não tem o direito de assassinar a verdade: deve limitar-se à procura de argumentos e atenuantes que reduzam a gravidade do delito e abrandem a pena. Ainda bem que o grande jurista não viveu para ver em ação um Cristiano Zanin Martins, o sargentão da tropa de bacharéis do Instituto Lula.

Nos processos que envolvem o ex-presidente, Zanin desempenha simultaneamente três papéis. Além do advogado que tortura os fatos, ele também interpreta o promotor decidido a encarcerar Sergio Moro e o magistrado decidido a condenar um juiz de verdade por sucessivos “atentados ao Estado de Direito”. Inimigo do Estado de Direito é quem tenta travestir de inocente um criminoso juramentado. “Foi a decisão de um magistrado manifestamente suspeito”, delirou Zanin. Suspeito de quê? De acreditar que todos são iguais perante a lei? De ler corretamente os artigos do Código Penal?

Numa nação civilizada, essa espécie de chicana seria execrada pelos colegas de profissão. Num Brasil envilecido por 13 anos de lulopetismo, Zanin pode virar um exemplo a ser seguido por caçadores de fregueses que pagam com dinheiro de origem suspeitíssima os gordos honorários calculados em dólares por minuto.

A SUCURSAL DA VENEZUELA BOLIVARIANA VAI MORRER EM 2018

Os democratas brasileiros completarão nas urnas de 2018 o serviço de saneamento iniciado nas eleições municipais

Em países democráticos, não existem presos políticos. Se houver algum, não há democracia. A Venezuela, neste momento, tem mais de 130 presos políticos. Tampouco existe democracia sem oposição com liberdade para divergir. Na Venezuela, o governo encarcera líderes oposicionistas e trata manifestantes oposicionistas à bala. Passam de cem os mortos só nos últimos três meses.

Nos regimes democráticos, os três Poderes são independentes. Na Venezuela bolivariana, o chefe do Executivo, Nicolás Maduro, subjugou o Judiciário e tenta agora exterminar o Legislativo eleito pelo voto popular. Falta pouco para que o berço do socialismo do século 21 embale uma ditadura com cara de anos 50.

Maduro, um bigode sem cabeça, faz o possível para apressar o parto da Cuba sul-americana concebida por Hugo Chávez, um bolívar-de-hospício. Cada vez mais distante do mundo civilizado, a nação devastada pelo obscurantismo é a luz que ilumina a caminhada para trás dos órfãos do Muro de Berlim e das viúvas do stalinismo.

No encontro do Foro de São Paulo promovido na Nicarágua, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, endossou sem ressalvas as delirantes conclusões da pajelança dos matusaléns ideológicos. Uma delas avisa que Lula é inocente. Outra acusa a oposição venezuelana de sonhar com o assassinato da democracia que Maduro defende heroicamente.

Por tudo isso e muito mais, cumpre aos democratas brasileiros concluírem nas eleições de 2018 o serviço de saneamento político iniciado nas urnas de 2016. Ainda grogue com o fiasco nas disputas municipais, o PT vai descobrir que se tornou nanico. Um partido envilecido pela corrupção sistêmica e perdido em algum lugar do passado não merece, neste começo de terceiro milênio, eleger sequer um vereador de grotão.

A seita que tem em Lula seu único deus será varrida dos Estados mais relevantes e terá de contentar-se com bancadas parlamentares raquíticas. Pior: não demorará a saber que é mais fácil Frei Betto virar Papa do que o chefão voltar ao gabinete presidencial.

Ao deixar o Planalto, Lula era aprovado por mais de 80% dos brasileiros e a taxa de rejeição não passava de um dígito. Hoje, mais de 50% dos eleitores garantem que não votarão no palanque ambulante, que patina nos 30% de fanáticos ou desinformados.

Se escapar da cadeia, uma hipótese crescentemente improvável, pela primeira vez o campeão da bravata e da bazófia terá de atravessar uma campanha na defensiva, à caça de explicações e álibis que não há.

MILIONÁRIO PERSEGUIDO

Lula ensina que, na novilíngua companheira, a palavra ‘propina’ foi substituída por ‘doação’

“Os empresários sempre deram dinheiro pra caramba. Eu não conheço um político em Manaus ou em São Paulo que vendeu casa para ser candidato. Todos eles pedem dinheiro para empresário, a vida inteira, desde que foi proclamada a República. A palavra propina foi inventada pelos empresários para tentarem culpar os políticos. Ou pelo Ministério Público. A diferença é que agora transformaram as doações em propina, então ficou tudo criminoso”.

Lula, fundador e presidente de honra do Movimento pela Descriminalização da Corrupção (MDC), em entrevista à Rádio Tiradentes do Amazonas, ensinando que o triplex no Guarujá, o sítio em Atibaia, as palestras de meio milhão de reais ou as boladas que embolsou como camelô de empreiteira, fora o resto, são doações perfeitamente legais que têm cara de propina por culpa de empresários cruéis, de procuradores a serviço da CIA, da imprensa golpista, do Departamento de Propinas da Odebrecht e, claro, de FHC.

DOIS COMENTÁRIOS

CORRUPTO PATRIOTA

Lula ensina que só pode ser preso por ladroagem que deposita o produto do roubo em bancos estrangeiros

“Eu não tenho que explicar nada. Primeiro porque tenho 76 palestras feitas no exterior. O dinheiro entra pelo Banco Central quando foi pago no exterior. Está depositado no Banco do Brasil. Não tem conta na Suíça. A certeza da minha honestidade é que não depositei dinheiro na Suíça, eu depositei no Banco do Brasil, na previdência privada para me garantir. Quando você está com mais de 70 anos, você tenta garantir a sobrevida da sua família”.

Lula, em entrevista à rádio Som Maior, ao explicar que não tem explicações a dar porque os milhões de reais que ganhou como camelô de empreiteira para facilitar negociatas no país e no exterior não foi depositado na Suiça e sim no Banco do Brasil, criando a figura do corrupto patriota.

* * *

A COBRA É QUEM LEVOU O BOTE DA LAVA JATO

A RAPOSA QUE LULA CHAMA DE DIDI TOMOU CONTA DE DOIS GALINHEIROS

Aldemir Bendine repetiu no comando da Petrobras as patifarias que colecionara na presidência do Banco do Brasil

A chegada de Aldemir Bendine à presidência do Banco do Brasil confirmou que o governo Lula escolhia ocupantes de cargos estratégicos não pela folha de serviços, mas pelo tamanho do prontuário. A transferência de Bendine para o comando da Petrobras avisou que o governo Dilma decidira institucionalizar uma norma que é a cara do lulopetismo: certas raposas de estimação merecem cuidar de dois galinheiros.

Quando assumiu a presidência da estatal devastada pela quadrilha do Petrolão, o amigo que Lula chama de Didi declarou-se envergonhado com a extensão da roubalheira. Preso nesta quinta-feira por ordem do juiz Sergio Moro, não pôde usar a passagem só de ida para Portugal. As revelações que fará decerto mostrarão que fez o que pôde para ampliar o imenso acervo de transações vergonhosamente criminosas.

O QUE ESPERA O MST PARA INVADIR O SÍTIO DE LULA EM ATIBAIA?

A tropa do general Stédile acusa Temer de ter cometido os mesmos pecados que transformaram o chefão no primeiro presidente condenado por corrupção

Para justificar a invasão de fazendas do ministro Blairo Maggi, de Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e de um amigo do presidente Michel Temer, entre tantas outras, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra divulgou uma nota oficial que ergueu um monumento ao cinismo com apenas duas frases. Primeira: “Os latifundiários que possuem estas terras são acusados, no cumprimento de função pública, de atos de corrupção, como lavagem de dinheiro, favorecimento ilícito, estelionato e outros”.

Faltou explicar o que espera o exército de João Pedro Stédile para invadir pelo menos o sítio de Lula em Atibaia e a fazenda de Delubio Soares em Goiás. A segunda frase tortura a língua portuguesa para avisar que “o MST também se posiciona pelo afastamento imediato de Michel Temer da presidência, primeiro presidente na história acusado formalmente de corrupção pela Procuradoria-Geral da República”. Se é assim, os estupradores do direito de propriedade têm de aplaudir a sentença de Sergio Moro sobre o caso do triplex no Guarujá.

Dono de uma imobiliária especializada na ocultação de escrituras, Lula tornou-se o primeiro presidente do Brasil condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Por que o general da roça é tão ousado quando lida com Temer quanto pusilânime se é Lula o protagonista das delinquências. Coragem, comandante Stédile. Coragem, general Stédile. É preciso mostrar que todos são iguais também perante a lei da selva imposta por milícias fora-da-lei.

MONUMENTO AO CINISMO

A BANCADA DOS CASOS DE POLÍCIA

Os parlamentares que conspiram contra a Lava Jato merecem ser transferidos dos gabinetes na Câmara dos Deputados para celas na cadeia

Nas catacumbas da Câmara dos Deputados,um bando de casos de polícia com direito a foro privilegiado armam mais uma conspiração forjada para enfraquecer a Operação Lava Jato. Como informou o Estadão, integrantes da comissão encarregada de modernizar o Código de Processo Penal se juntaram para mudar as normas que regem a delação premiada, a prisão preventiva e a condução coercitiva. Haja atrevimento.

O espetáculo da insolência cafajeste não para por aí. A bancada dos meliantes cinco estrelas também sonha com a revogação da regra, recentemente aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, segundo a qual a pena deve começar a ser cumprida depois de confirmada em segunda instância. Acham pouco: preferem a restauração do infame sistema que permitia até a assassinos confessos desfrutar da liberdade enquanto a sentença não transitasse em julgado no STF.

Nenhum dos alvos dos inimigos da Lava Jato precisa de mudanças. Quem implora por uma mudança, física e urgente, são os conspiradores delinquentes. Devem ser transferidos o quanto antes dos gabinetes que ocupam na Câmara para uma cela na cadeia.

O SELVAGEM ATAQUE DA TROPA DO MST A UMA FAZENDA NO PARÁ

Na madrugada deste 23 de julho, uma tropa do Movimento dos Sem Terra atacou a Fazenda Mutamba, localizada no município de Marabá, interior do Pará. As cenas exibidas no vídeo de 2min53 confirmam que os batalhões de órfãos do Muro de Berlim, fantasiados de trabalhadores rurais, só sabem semear a violência, a brutalidade e a selvageria.

Depois de uma intensa troca de tiros com um punhado de seguranças, o batalhão de vândalos usou veículos da propriedade para reduzir a escombros a sede, destruir máquinas agrícolas e incendiar outros equipamentos. “Chega a parecer que houve um tsunami na região”, compara o soldado da Polícia Militar que improvisa a narração. “Mas não foi. Foi um ato covarde, um ato de uma quadrilha composta por bandidos”.

O chefe é João Pedro Stédile.

A insolência brutal não cessará enquanto os governos fizerem de conta que enxergam “movimentos sociais” onde os brasileiros decentes veem claramente uma penca de organizações criminosas.

O PERSEGUIDO POLÍTICO MAIS RICO DO MUNDO

NA MODALIDADE CONTA CORRENTE, LULA VENCEU O DONO DO ITAÚ

Olavo Setúbal, dono do Itaú, tinha meio milhão de reais no banco. Perdeu para o ex-presidente por 100 mil

“Quanto o Olavão costuma manter na conta pessoal?, perguntei a um amigo íntimo de Olavo Setúbal, dono do Banco Itaú. “Uns quinhentos mil reais”, ouvi de volta. Nesta quarta-feira, graças ao bloqueio determinado pelo juiz Sergio Moro, o Brasil ficou sabendo que a soma dos depósitos de Lula em quatro contas correntes ultrapassa a marca dos R$ 600 mil. Mais de meio milhão. O ex-metalúrgico fantasiado de pai dos pobres derrotou por uma diferença de 100 mil reais o maior banqueiro do pais.

Na quinta-feira, enquanto incontáveis brasileiros continuavam espantados com o tamanho das reservas bancárias do chefão, foram bloqueados 9 milhões de reais aplicados em dois planos de previdência privada. É um tipo de investimento estranho para quem já chegou aos 71 anos. Mas foi esse o destino de parte da fortuna presenteada a Lula pelas empreiteiras às quais serviu como camelô, despachante e facilitador de negócios. Aí tem.

Condenado a 9 anos e meio de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro, o chefão caprichou mais ainda de de vítima de um juiz que o persegue por motivos políticos e da elite indignada com um ex-presidente que acabou com os pobres. A vigarice foi novamente à lona com o confisco determinado por Moro. Só se livraram da vida modesta que conheceram no século passado o próprio Lula, filhos, netos, alguns sobrinhos e outros tantos agregados.

O patriarca desfrutou da vida de ricaço até o aparecimento da Lava Jato. As palestras de 2 mil dólares sumiram, os patrocinadores foram engaiolados, as negociatas no exterior entraram em recesso. Até secar abruptamente, a fonte que irrigou com dólares os bolsos de Lula foi tão caudalosa que o palestrante sem convites desde dezembro de 2015 tem alguns milhões guardados. O confisco judicial talvez o ajude a preparar-se para as durezas da vida na cadeia.

INDO PARA CURITIBA

GLEISI ESTACIONA NO SÉCULO 19 E ENVERGONHA O BRASIL NA NICARÁGUA

A presidente do PT baixou na Nicarágua para representar o partido no encontro da confraria dos órfãos do Muro de Berlim

Quando não envergonha o Senado com berreiros na tribuna e no plenário ou comendo quentinhas à meia-luz na Mesa Diretora, Gleisi Hoffmann veste a camisa vermelha de presidente do PT para envergonhar o Brasil desfiando cretinices no exterior. Foi o que aconteceu neste domingo, quando baixou na Nicarágua para representar a vanguarda brasileira do atraso no 23° Encontro do Foro de São Paulo.

Já no dia da chegada, jurou que o chefe condenado por corrupção e lavagem de dinheiro é perseguido político, ensinou que a ditadura cubana é oprimida pela democracia americana (ela prefere “estadunidense”) e, enquanto um plebiscito simbólico mostrava a musculatura e o poder de mobilização da oposição democrática venezuelana, promoveu Nicolás Maduro a defensor da liberdade ameaçada pela direita golpista.

Aos olhos da senadora que ganhou da Odebrecht dois codinomes e muito dinheiro, o tiranete bolivariano é vítima da onda de violência que, nos últimos três meses, já matou quase 100 oposicionistas. Maduro e Gleisi hoje lideram ramificações de uma velharia ideológica estacionada no século 19. Logo estarão disputando a liderança de alguma ala das cadeias em que ficarão hospedados.

LULA VAI DIZER QUE NUNCA SOUBE DA BOLADA QUE SOBRAVA NOS BANCOS?

Ou o ex-presidente operou o milagre da multiplicação de dinheiro ou não há como explicar os mais de R$600 mil confiscados por Sérgio Moro

O bloqueio de R$ 606.727 depositados por Lula em quatro contas, efetivado pelo Banco Central por determinação de Sergio Moro, não surpreendeu quem leu a sentença: além de condenar o réu a 9 anos e meio de prisão, o juiz também exigiu a devolução de R$ 16 milhões. Surpreendente foi o tamanho da bolada. Como pode um ex-presidente que ama fantasiar-se de pobre manter mais de 600 mil descansando em quatro contas correntes? Só Lula sabe. Mas dirá que nunca soube de nada. E que só pode ser coisa de dona Marisa.

Ele não sabe sequer quanto ganha, gaguejou em março neste ano, numa audiência em Brasília, quando o juiz Ricardo Leite lhe perguntou qual é sua renda mensal. Confira a resposta em dilmês de cadeia:

“São uns seis e pouco de aposentadoria mais uns 20 que minha mulher recebia, que passou para 30. (…) Pode dar 30… 30 mil, mas pode ter mais. Tem mais porque tem doação pros meus filhos, sabe, porque eu não tenho… Poderia chegar a quanto? 50 mil? Eu não sei, eu tô tentando chutar aqui, doutor. (…) O rendimento fixo que eu recebo, todo mês, é isso: 6 e pouco da anistia e – era vinte, agora passou para trinta – a LILS que paga. Mas depois o advogado manda pro senhor, aí, o total do rendimento das doações”.

Lula omitiu o que recebe como perseguido político de araque, escondeu embaixo da cama os R$13 mil pagos ao presidente de honra do PT, fez de conta que ainda recebe convites para palestras cujos cachês são de espantar um Bill Clinton, escondeu os rendimentos auferidos pelo camelô de empreiteira, deixou escapar suspeitíssimas doações ao bando de filhos, insinuou que Marisa Letícia é que sustentava a casa e jurou que não sabe direito se embolsa R$26 mil ou R$50 mil a cada 30 dias.

Se desconhece isso tudo, compreensível que o depoente também ignore que ganhou de presente um apartamento de três andares no Guarujá e um sítio em Atibaia. Talvez tenha sabido só agora dos mais de 600 mil reais que descansavam no banco.

LULA E DILMA SÃO COMPARSAS DOS CARRASCOS DA VENEZUELA

Os governos lulopetistas foram comparsas de Chávez e Maduro na aventura liberticida que devastou o país vizinho

“Sempre foi visível a profunda afinidade de Nicolás Maduro com nosso querido e saudoso amigo Chávez”, derrama-se Lula já na largada do vídeo de abril de 2013, concebido para aconselhar o eleitorado venezuelano a eleger o sucessor escolhido pelo bolívar-de-hospício, morto um mês antes da gravação. “Maduro se destacou brilhantemente na luta pela construção de uma América Latina mais democrática e solidária”, ajoelha-se em seguida aos pés do discípulo do liberticida que inventou o socialismo do século 21.

Na continuação do palavrório, o atropelador da verdade e da gramática pisa no acelerador: “A grande obra de Chávez foi a de transformar a Venezuela em um país mais justo, realizando um massivo processo de transferência da renda petrolheira (sic) em proveito das camadas mais sofrida (sic) da sociedade. Chávez, assim como Maduro, sempre tiveram claro que a Venezuela necessitava escapar dos que muito chamos (sic) maldição do petróleo, daí a importância que deram, e que Maduro dá, à necessidade de industrializar o país e desenvolver sua agricultura”.

Haja safadeza. Até a cabeça baldia de Lula sabia que Chávez nada fizera (e Maduro jamais faria) para que a nação que controlavam se tornasse menos dependente do petróleo. Em vez de investir na modernização do país os bilhões de dólares arrecadados enquanto o preço do barril flutuava na estratosfera, a dupla de vigaristas resolveu torrá-lo em programas sociais irresponsáveis, mesadas que garantiram a vassalagem dos cucarachas bolivarianos ou donativos que mantiveram Cuba respirando por aparelhos. Quando a única fonte de renda secou, restaram um parque industrial indigente e um agronegócio agonizante.

A sequência de escolhas desastrosas – todas aplaudidas pelos companheiros do PT que arquitetaram a política externa da canalhice – só poderia dar no que deu: a Venezuela deformada por Chávez e Maduro foi reduzida a um grotão sul-americano em avançado estágio de decomposição. A inflação de 2017 não será menor que 1.660%. Um em cada cinco habitantes está desempregado. Mais de metade da população sobrevive em condições miseráveis. A crescente escassez de produtos básicos é medida por filas de dimensões inverossímeis nas cercanias dos supermercados e pela escalada dos assaltos a caminhões que transportam mercadorias.

Em 2016, ocorreram na Venezuela cerca de 28.000 homicídios. Foram 91.8 a cada 100.000 habitantes, taxa 10 vezes superior à média mundial. A violência urbana se soma à selvagem repressão de tropas do Exército e milícias chavistas a quaisquer manifestações dos opositores do regime, pacíficas ou não. Os presos políticos são pelo menos 114, encarcerados por motivos que seriam risíveis se não fossem tão perturbadores. Daniel Ceballos perdeu em março de 2014 a liberdade e o mandato de prefeito de San Cristóbal porque Maduro o acusou de “terrorismo”. O deputado Renzo Prieto está na cadeia desde maio de 2014 por “obstrução das vias públicas”.

É compreensível que, no primeiro trimestre deste ano, 52.000 venezuelanos tenham deixado o país natal em busca de paragens menos hostis. Perto de 30.000 se asilaram no Brasil, a maioria em Boa Vista, capital de Roraima. Neste domingo, praticamente todos votaram no plebiscito convocado pela frente de partidos oposicionistas para reiterar que quase 70% dos venezuelanos querem o fim do governo Maduro, o aborto da ditadura em gestação e a ressurreição da democracia assassinada com a cumplicidade dos governos lulopetistas.

Em 5 de março de 2014, por exemplo, numa carta a Maduro em que chorou “a morte do inesquecível e querido companheiro Hugo Chávez Frías, que hoje completa um ano”, Lula declarou-se admirador incondicional do bufão amigo. “Sob a liderança de Chávez, há 15 anos vocês percorrem o caminho do desenvolvimento com inclusão social, aprofundamento da democracia e distribuição da renda”, fantasiou. “Mesmo quando tiveram que enfrentar forças dispostas a violar o regime constitucional, mantiveram seu compromisso com a paz e a legalidade”.

A carta informa que Lula queria ser Chávez quando crescesse, enxergava na fraude bolivariana uma democracia de matar de inveja um eleitor sueco, descobrira que é a oposição quem sonha com a proclamação da ditadura e, como não lê sequer rótulos de garrafa, não fazia a menor ideia de quem é e o que pensa Oscar Arías, ex-presidente da Costa Rica e Prêmio Nobel da Paz em 1987. Em fevereiro de 2014, num artigo publicado no jornal espanhol El País, Arías resumiu o que pensava o mundo civilizado da reação brutal de Maduro, com o aval servil de boa parte do subcontinente, aos protestos de rua promovidos naquele começo de ano pela oposição venezuelana.

Um comunicado oficial endossado pelo governo brasileiro, por exemplo, formalizou o apoio irrestrito dos integrantes do Mercosul ao governo Maduro, ameaçado por “atos de violência”, “tentativas de desestabilizar a ordem democrática” e “ações criminosas de grupos violentos que querem disseminar a intolerância e o ódio na República Bolivariana da Venezuela, como instrumento de luta política”. De passagem por Roma, a presidente Dilma Rousseff foi convidada por um jornalista a manifestar-se sobre o surto repressivo que ensanguentava a Venezuela. “Não interfiro em problemas internos de outro país”, mentiu a avalista do infame documento do Mercosul.

O texto em que Arías implodiu o monumento ao cinismo foi publicado sob o título Venezuela: inferno de perseguição. Segue-se um trecho:

Em nenhum país verdadeiramente democrático alguém é preso ou assassinado por discordar das políticas do governo ou por manifestar em público seu descontentamento. A Venezuela de Maduro pode fazer todos os esforços de oratória para vender a ideia de que é efetivamente uma democracia. Cada violação dos direitos humanos que comete nega na prática tal afirmação, porque sufoca a crítica e a dissidência. (…) Estou convencido de que, se não existe oposição numa democracia, devemos criá-la, não reprimi-la e condená-la ao inferno da perseguição.

Martin Luther King Jr. disse que “os lugares mais quentes do inferno estão reservados àqueles que num período de crise moral se mantiveram neutros. Num determinado momento, o silêncio se converte em traição”. Sempre que os direitos humanos forem violentados, não vou calar-me. Não posso calar-me se a mera existência de um governo como o da Venezuela é uma afronta à democracia. Não vou calar-me quando estiver em perigo a vida de seres humanos que apenas defendem seus direitos de cidadão.

A Venezuela está a poucos passos da guerra civil. Caso a tragédia se consume, a cena do crime estará repleta de impressões digitais da era lulopetista. O governo Temer já revogou a sórdida política externa que rebaixou o Itamaraty a serviçal dos tiranetes bolivarianos. Precisa agora acolher os refugiados venezuelanos e impedir que a oposição democrática seja massacrada. É hora de pagar a conta legada pela sabujice dos dois antecessores. É hora de mirar-se no exemplo de Oscar Arías.

O ex-presidente da Costa Rica sempre submeteu suas ações a valores morais, princípios éticos e pelo sentimento da honra. Lula e Dilma nem sabem o que é isso.

NO AQUECIMENTO

Gleisi aproveita a condenação de Lula para treinar o que vai dizer no tribunal

“Sergio Moro prestou contas aos meios de comunicação e a (sic) opinião pública que formou contra Lula. Condenou sem provas! Vergonhoso”.

Gleisi Hoffmann, pelo Twitter, treinando o que vai dizer quando forem julgadas as bandidagens da senadora paranaense conhecida no Departamento de Propinas da Odebrecht pelos pseudônimos Amante e Coxa.

CÉREBRO EM COLAPSO

Jean Wyllys é a prova de que a política brasileira é capaz de sobreviver a qualquer coisa

“Essa sentença de Sérgio Moro ela não é por acaso. Condenou a nove anos numa referência aos nove dedos de Lula – não foi nem a dez, nem a oito anos, foi a nove anos e meio. Isso diz muito não só da parcialidade de Sérgio Moro, um juiz arbitrário que age por convicções, e não por provas, mas diz muito do caráter de Sérgio Moro”.

Jean Wyllys, ex-BBB e deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, informando ao mundo que, se cortar os nove dedos restantes, Lula será absolvido por Sérgio Moro no julgamento do caso do sítio em Atibaia.

“A ESQUERDA DO SÉC. XXI”, COM DILMA E OUTROS EXPOENTES DO PASSADO

Curso de pós-graduação foi aberto nesta sexta-feira no Lang Palace Hotel, em Chapecó (SC), com uma aula inaugural de Emir Sader

“É uma pessoa que com toda certeza será convidada para dar aulas em universidades”, berrou Kátia Abreu na tribuna do Senado ao defender o fatiamento da Constituição e a preservação dos direitos políticos de Dilma Rousseff na sessão que encerrou o governo da ex-presidente. O que parecia mais um delírio da senadora do Tocantins acaba de tornar-se realidade. Embora não tenha concluído o mestrado nem aparecido mais que meia dúzia de vezes na Unicamp para sonhar com o doutorado, Dilma integrará o corpo docente do curso de pós-graduação “A Esquerda no Século XXI”, que foi aberto nesta sexta-feira no Lang Palace Hotel, em Chapecó (SC), com uma aula inaugural de Emir Sader.

Concebido por “algumas entidades educacionais”, como explica no vídeo acima Pedro Uczai, deputado federal do PT catarinense e garoto-propaganda do curso, o programa é “um convite para as lideranças de esquerda de Santa Catarina e do Brasil”, que ali poderão “refletir, sistematizar, elaborar e compreender o momento histórico para nos instrumentalizar e projetar e construir o futuro”. Para construir esse futuro, o curso terá como professores, além de Dilma Rousseff, nomes que são a cara do passado: Olívio Dutra, Celso Amorim, Jandira Feghali, João Pedro Stédile, Guilherme Boulos e Leonardo Boff, entre outros expoentes do que existe de mais primitivo na esquerda nativa e mundial.

Dilma e Olívio, por exemplo, serão responsáveis pelas 30 horas da disciplina “Partidos políticos e a esquerda brasileira” – os coordenadores não esclareceram, se as aulas serão ministradas em português ou em dilmês castiço. Stédile, eterno chefão do MST, vai dar aulas sobre “Movimentos sociais do campo e a esquerda no Brasil”. Guilherme Boulos, o gerente do movimento dos sem-teto que vive de mesada e sempre morou em espaçosos imóveis pertencentes à família, cuidará da matéria “Movimentos sociais urbanos e a esquerda no Brasil”. O deputado Jean Willys dividirá com a colega Jandira Feghali a missão de ensinar o que são “Cultura, diversidade e experiências socialistas”. O PhD em cusparadas parlamentares tem a chance de explicar aos alunos por que os regimes que aprecia reprimem com brutalidade qualquer vestígio de homossexualidade.

Como João Felício, ex-presidente da CUT, Leonardo Boff e outros convidados ainda não confirmaram a participação na audaciosa iniciativa, os organizadores do curso poderão substituí-los com a inclusão de Marilena Chauí e José Dirceu no elenco de professores. Com a filósofa da seita lulopetista os alunos aprenderiam a lidar com surtos paranormais, como o que a fez enxergar agentes do FBI infiltrados no Judiciário brasileiro com o objetivo de favorecer multinacionais petrolíferas. E o chefe da quadrilha do Mensalão mostraria que é possível transformar-se em guerrilheiro entrincheirado por trás de balcões de lojas de roupas masculinas no interior do Brasil.

O curso completo, com um ano de duração, custa R$ 7.200 – que podem ser parcelados em até 24 vezes prestações, informou o jornal paranaense Gazeta do Povo. Para compensar o desperdício de tempo e dinheiro, os melhores alunos mereciam ser despachados para aulas práticas complementares em Cuba, na Coreia do Norte ou na Venezuela. Só depois dessa temporada no Exterior poderiam explicar, no Trabalho de Conclusão do Curso, se a experiência que viveram foi prêmio ou punição.

REIZINHO DOIDÃO

A Lava Jato informa: medo de cadeia provoca delírios em que aparecem príncipes e gente sem terra

“Quando eu entrei no palácio, parou de entrar príncipe e princesa e passou a entrar sem-terra”.

Lula, em evento organizado pelo Instituto Lula em Belo Horizonte, informando que, depois de proibir a entrada do príncipe de Gales e da princesa Isabel, ordenou a Joesley Batista, Leo Pinheiro, Marcelo Odebrecht, Eike Batista e outros parceiros de negociatas bilionárias que entrassem no palácio disfarçados de militantes do MST.

LULA NÃO VÊ DIFERENÇAS ENTRE PERSEGUIDO POLÍTICO E LADRÃO

Em 2010, o então presidente não viu diferenças entre os dissidentes presos em Havana e os bandidos encarcerados em São Paulo

Em fevereiro de 2010, o preso político cubano Orlando Zapata Tamayo acabara de morrer numa cadeia em Havana, depois de 85 dias em greve de fome, quando o ainda presidente Lula baixou na ilha-presídio decidido a bajular os irmãos Castro e atacar os opositores da ditadura comunista. “Greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para libertar pessoas”, ensinou o visitante que, nos tempos de líder metalúrgico e informante da polícia política do regime militar, brincava de grevista faminto no DOPS chefiado pelo amigo Romeu Tuma. “Imagine se todos os presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem libertação”.

Para Lula, não havia quaisquer diferenças entre os dissidentes que lutavam pela liberdade e os ladrões que povoam o sistema carcerário paulista. Passados sete anos e meio, o o ex-presidente foi condenado a nove anos e meio de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O farsante que debochou dos bravos democratas de Cuba ficou ainda mais parecido com os bandidos comuns encarcerados em São Paulo. Mas continua caprichando no papel de perseguido político. Haja cinismo.

No mesmo palavrório em Havana, Lula explicou por que se recusara a interceder pela pela libertação de vinte presos políticos de verdade: “Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano, de prender as pessoas em função da lei de Cuba, assim como quero que respeitem o Brasil”. O velho amigo Raúl Castro, portanto, está proibido pelo próprio Lula de solidarizar-se com o companheiro condenado. Precisa respeitar a Justiça brasileira, que se limitou a cumprir seu dever e punir na forma da lei o ex-presidente que se tornou um fora-da-lei.

GLEISI AINDA VAI CHEFIAR REBELIÕES NO PRESÍDIO FEMININO

Depois de debochar do Judiciário, Gleisi tenta agora desmoralizar o Poder Legislativo

Em 26 de junho, numa nota assinada pela presidente (ela prefere ‘presidenta’) do partido que virou organização criminosa, Gleisi Hoffmann avisou que o PT resolvera proibir Sérgio Moro de condenar Lula pelas patifarias embutidas no caso do triplex do Guarujá.

Alheia aos incontáveis pecados do vigarista que institucionalizou a corrupção impune – e com isso tornou inevitável a reprovação com louvor no Dia do Juízo Final -, Gleisi exigiu a absolvição sumária do cinco vezes réu da Lava Jato. O comandante do maior esquema corrupto de todos os tempos é inocente apesar da montanha de provas em contrário.

Nesta terça-feira, a senadora paranaense que debochou do Poder Judiciário tentou desmoralizar o Legislativo – e assumiu a liderança do bando de desordeiras que expropriou a mesa do Senado para interromper a sessão em que seria votada a reforma trabalhista. Coisas de um Brasil devastado pela Era da Canalhice, berra o prontuário da companheira conhecida pelos codinomes Amante e Coxa no Departamento de Propinas da Odebrecht.

Num país menos primitivo, Gleisi já estaria em campanha para eleger-se chefe de ala de presídio – ou, a julgar pelo que fez ontem à tarde, articulando mais uma rebelião na cadeia.

A CONDENAÇÃO DE LULA APRESSA O ENTERRO DO BRASIL ANTIGO

Todos são iguais perante a lei, mesmo quem já foi presidente da República

A sentença divulgada nesta quarta-feira configura o triunfo da Justiça sobre o Brasil antigo e agonizante. Com o amparo da lei e da montanha de provas que recomendavam aos gritos a punição do réu, o juiz Sérgio Moro derrotou o cinismo obsceno de Lula, as ameaças do PT, as bravatas dos pelegos sindicalistas, as provocações dos movimentos sociais de araque, as chicanas e afrontas de advogados sem álibis nem pudores, as invencionices de blogueiros alugados e as manobras repulsivas de espertalhões alojados na cúpula dos três Poderes, fora o resto.

A condenação do chefe supremo do maior esquema corrupto de todos os tempos é também a vitória da esperança sobre a descrença dos pessimistas profissionais. E é um aviso aos que insistem em duvidar das mudanças ocorridas no Brasil da Lava Jato. O merecidíssimo castigo aplicado a Lula informa que o país do “sabe com quem está falando?” enfim começou a respeitar o primeiro mandamento do Estado Democrático de Direito: todos são iguais perante a lei.

Ninguém é mais igual que os outros. Nem um ex-presidente da República. Não existem bandidos inimputáveis. A tribo dos que se julgam condenados à perpétua impunidade está perto da extinção.

QUEM TEM, TEM MEDO

Lula defende Temer para escapar das revelações de Joesley sobre a conta na Suiça que bancou despesas do chefão

“Você não pode, só por conta de delação, culpar as pessoas, porque têm muito delator mentindo”.

Lula, em entrevista à rádio Arapuan, da Paraíba, ao afirmar que Michel Temer não pode ser denunciado pelas revelações de Joesley Batista, fazendo de conta que defende o atual presidente por prezar a Justiça, não para desqualificar as informações fornecidas por seu açougueiro predileto sobre os R$ 300 milhões depositados numa conta na Suíça aberta para bancar despesas do chefão.

EQUILÍBRIO & SERENIDADE

Aécio garante na volta ao Senado que a conversa com Joesley foi um ponto fora da curva

“Nesses dias tormentosos, em nenhum instante, absolutamente em nenhum instante, perdi a serenidade e o equilíbrio próprio daqueles que sabem exatamente a condução de seus atos”.

Aécio Neves, senador do PSDB de Minas Gerais, no discurso no Senado depois do período em que foi afastado por determinação do STF, jurando que a última vez em que perdeu a serenidade e o equilíbrio foi naquela conversa com Joesley Batista em que mostrou que fala fluentemente o subdialeto dos maloqueiros.

LAUDO DA POLÍCIA FEDERAL CONFIRMA: LULA É O DONO DO SÍTIO

Documento produzido por seis peritos da Lava Jato reduz a escombros a discurseira mambembe dos advogados do ex-presidente

Em 4 de março de 2016, seis peritos criminais a serviço da Operação Lava Jato, apoiados por investigadores da Polícia Federal, cumpriram um mandado de busca e apreensão no sítio em Atibaia onde a família Lula baixou todo fim de semana depois dos oito anos nos palácios de Brasília. Acompanhados por duas testemunhas e pelo caseiro Élcio Pereira Vieira, os especialistas haviam sido encarregados de “caracterizar a ocupação do Sítio e identificar seus principais frequentadores, além de responder aos quesitos formulados pela autoridade solicitante dos exames”.

Tradução: os homens da lei estavam lá à procura de evidências materiais que ajudassem a esclarecer duas interrogações. Primeira: quem era o verdadeiro dono do sítio? Segunda: de onde veio o dinheiro que bancou a reforma do terreno de bom tamanho, complementada por instalações e benefícios milionários? Os fatos berram que tanto a compra como as obras foram patrocinadas por empreiteiras favorecidas pelo governo do chefão. Lula ainda insiste que os donos do lugar são Jonas Suassuna e Fernando Bittar, amigos do notório Lulinha, o Ronaldinho da informática.

Longo e minucioso, o laudo apresentado pelos peritos uma semana depois da inspeção confirma aos gritos que o sítio forma com o triplex do Guarujá a dupla de peças mais valiosas da Imobiliária Lula. A quantidade, a qualidade e a contundência das informações garantem ao documento calibre suficiente para pulverizar a discurseira mambembe dos advogados do ex-presidente. Servem de amostra as respostas, abaixo resumidas, suscitadas por quatro quesitos. Confira:

1. Existem evidências materiais nas dependências do Sítio que possam identificar seus eventuais frequentadores?

Sim. (…) Foram identificados inúmeros objetos pessoais vinculados às pessoas de Luiz Inácio Lula da Silva e de sua esposa Marisa Letícia Lula da Silva. Esses objetos encontravam-se localizados, mormente, na Casa Principal, em especial, na Suíte 01. (…) Também foram localizados objetos pessoais vinculados aos seguranças da Presidência da República.

2. É possível identificar evidências materiais no Sítio que possam indicar o uso do imóvel pelas pessoas de FERNANDO BITTAR ou JONAS LEITE SUASSUNA FILHO?

Não. (…) Não foi identificado qualquer objeto de uso pessoal que pudesse indicar o uso do imóvel por Jonas Leite Suassuna Filho e Fernando Bittar. A única referência ao Sr. Fernando Bittar são alguns croquis localizados no interior de uma pasta rosa, cuja destinatária era a Sra. Marisa Letícia Lula da Silva.

3. Foram implementadas instalações ou realizadas quaisquer obras ou aprimoramentos no Sítio voltadas ao uso do ex-Presidente LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA e de sua família? Caso positivo, descrever.

Sim. (…) Foram identificadas inúmeras melhorias voltadas ao uso do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tais como uma adega, construída para acomodar centenas de garrafas de bebidas, instalações de sistema de segurança em todo o Sítio, assim como o depósito utilizado para armazenamento de caixas diversas que (…) se relacionavam à mudança do ex-Presidente Lula.

Além dessas melhorias, foram identificados objetos utilizados para usufruto das instalações do Sítio, tais como o barco de fibra contendo a inscrição “LULA & MARISA”, bem como itens decorativos, a exemplo da mesa com o brasão “LM”. Ademais, foi localizada uma pasta rosa endereçada à ex-Primeira Dama, contendo documentos relacionados à reforma da cozinha e construção da Casa 01, indicando que a Sra. Marisa Letícia teve envolvimento com as adaptações realizadas no Sítio.

4. Existem objetos pessoais pertencentes ao ex-Presidente LUIZ INACIO LULA DA SILVA e de sua família depositadas nas dependências do Sítio? Onde se encontram localizadas?

Sim. Além dos objetos pessoais localizados na Casa Principal, já mencionados, (…) foram identificados inúmeros objetos que podem ser vinculados, explicitamente ou não, ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa. Adicionalmente aos objetos localizados na Casa Principal, também foram encontrados itens pessoais do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua esposa em outras dependências do Sítio, sobretudo no Espaço Gourmet, no Anexo da Casa Principal e no Depósito. Esses itens acham-se relacionados em extensa, mas não exaustiva, lista constante (…) do presente Laudo.

Volto para acrescentar que, mesmo depois do sumiço dos donos que se fantasiavam de hóspedes, os laranjas travestidos de proprietários rurais nunca deram as caras por lá. Bittar e Suassuna são os únicos sitiantes do mundo que jamais visitaram a terra que juram ter comprado. Merecem dividir a mesma cela.

ATLETA DE BOTEQUIM

Lula se prepara para cumprir a promessa feita em fevereiro

“Todo dia eu ando 7 quilômetros e faço musculação. Quem quiser me enfrentar vai ter de estar preparado”.

Lula, numa entrevista a rádio Arapuan, de Pernambuco, ao revelar que já está se preparando para percorrer a pé a distância entre São Bernardo e Curitiba.


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