TABELA CONFUSA

Kátia Abreu quer ter certeza de que Vanessa Grazziotin custou o triplo no balcão da Odebrecht

“Eu quero saber quem buscou, onde foi entregue, quero o endereço, nomes, filmagem, uma prova de que a senadora ou seu marido saíram com sacola de dinheiro”.

Kátia Abreu, senadora do PMDB do Tocantins, contemplada na delação da Odebrecht com uma doação de R$ 500 mil, em defesa da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), acusada de receber da mesma empreiteira R$ 1,5 milhão em propinas, exigindo provas cabais de que a colega valia três vezes mais que a declarante.

Kátia Abreu

MIOLO MOLE

Renan confirma que medo de cadeia queima neurônios e faz mal ao juízo

“Tem bastado ao Ministério Público, para acusar – lançando dezenas de parlamentares na vala comum da corrupção -, que o criminoso, acuado, cite os nomes desejados e, como recompensa, abiscoite isenção de penas e regularize o patrimônio roubado. Presenciamos, portanto, o envenenamento da democracia pelo açodamento em desmoralizar homens públicos de bem, condenados antes mesmo do processo se instaurar, afrontando o poder eleito”.

Renan Calheiros, garantindo num dialeto ainda não catalogado por estudiosos de idiomas que o regime democrático será mortalmente envenenado se a Justiça, baseada nas investigações da Lava Jato, insistir em mostrar a políticos bandidos que a lei agora vale para todos.

DILMÊS DE BOTEQUIM

Dilma acredita que os americanos também têm apenas um neurônio

“Se o Judiciário quiser afastá-lo, terá que pensar bastante, porque são muito frágeis as provas contra ele”.

Dilma Rousseff, durante uma conferência em Washington, tentando convencer os americanos de que o presente de R$ 40 milhões que Lula recebeu da Odebrecht, o sítio reformado pela empreiteira em Atibaia, o triplex no Guarujá doado pela OAS e o emprego de camelô de empreiteira, fora o resto, não são motivos suficientes para engaiolar a alma mais honesta do país.

TIRO NO PÉ

Advogado de Lula não se conforma de Sérgio Moro exigir a mesma coisa que ele próprio

“A decisão proferida exigindo a presença de Lula em audiências para ouvir testemunhas de defesa configura mais uma arbitrariedade contra o ex-Presidente. A decisão também mostra que Moro adota o direito penal do inimigo em relação a Lula e age como ‘juiz que não quer perder o jogo’”.

Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, informando que não há nada de mais na convocação de 87 testemunhas para retardar um dos processos contra seu cliente, mas é uma arbitrariedade intolerável exigir que o ex-presidente compareça a todas as audiências para ouvir os depoimentos que considera indispensáveis.

A ARROGÂNCIA NA SELEÇÃO DOS CORRUPTOS

Quem assiste aos vídeos com os depoimentos de Emílio Odebrecht pode acreditar que quem está falando não é um marechal do imenso exército dos corruptos que consumou a maior roubalheira de todos os tempos, mas uma sumidade em assuntos brasileiros. Falante, risonho, ele não depõe: dá aulas sobre a alta ladroagem, interrompidas só de vez em quando por perguntas em tom respeitoso da autoridade judicial. O responsável pelos questionamentos nem aparece na tela, que o mestre divide com o advogado cuja expressão apalermada é acentuada pela franja Febem.

Num determinado momento, o chefão da usina de maracutaias, velhacarias, vigarices e bandalheiras ensina que a ladroagem bilionária nada tem de novidade. “As coisas são assim há trinta anos”, reescreve a história o pai e mentor de Marcelo Odebrecht. (Se fosse verdade, a Petrobras teria falido em 1986). Noutro vídeo, proclama-se vítima de um tipo de burocracia que só pode ser derrotado por montanhas de dólares. (Conversa de 171: o grande assalto foi concebido em 2003, no primeiro governo Lula, e sangrou os cofres públicos até 2014, quando a Operação Lava Jato começou a ofensiva contra os gatunos da classe executiva).

Numa terceira lição, Emílio garante que a imprensa não tem o direito de surpreender-se com a ultrapassagem de todos os limites da abjeção. “Os jornalistas sempre souberam do que acontecia”, acusa. (Talvez soubessem disso os que a Odebrecht arrendou, alugou ou comprou. Os decentes nem de longe imaginavam que, entre 2006 e 2014, a empreiteira gastou em propinas US$ 3,37 bilhões. (Dólares, não reais, frisa a coluna de Carlos Brickmann nesta quarta-feira. “Até 2008, a Odebrecht gastava em propinas, agrados, pixulecos, mimos, 0,5% de sua receita anual”, detalha Brickmann. “A partir daí, o volume aumentou muito. Em 2012, o custo do escândalo já era de 1,7% da receita – e a receita também tinha aumentado, graças ao fermento da propina”.

Alguém precisava lembrar ao bandido arrogante o que ele de fato é: um quadrilheiro de alta patente que escapou da cadeia por ter concordado em revelar minuciosamente as atividades criminosas em que se meteu. Foi o que começou a descobrir durante a conversa com o procurador Sérgio Bruno, parcialmente reproduzida no vídeo abaixo. “Deixa de historinha”, cortou o homem da lei quando o desenvolto fora da lei tentava transformar uma audiência judicial em outra conversa de botequim. A repreensão foi oportuníssima. Mas Emílio Odebrecht anda implorando por castigos bem mais severos.

As revelações que tem feito ajudam a Justiça a cumprir o seu papel. Mas não transformam um culpado em inocente. O dono da empreiteira que apodreceu será sempre lembrado como um titular absoluto da seleção brasileira dos corruptos – esse timaço que encontrou em Lula, o “Amigo”, o inesquecível camisa 10.

ARROGÂNCIA NA SELEÇÃO DOS CORRUPTOS

Quem assiste aos vídeos com os depoimentos de Emílio Odebrecht pode acreditar que quem está falando não é um marechal do imenso exército dos corruptos que consumou a maior roubalheira de todos os tempos, mas uma sumidade em assuntos brasileiros. Falante, risonho, ele não depõe: dá aulas sobre a alta ladroagem, interrompidas só de vez em quando por perguntas em tom respeitoso da autoridade judicial. O responsável pelos questionamentos nem aparece na tela, que o mestre divide com o advogado cuja expressão apalermada é acentuada pela franja Febem.

Num determinado momento, o chefão da usina de maracutaias, velhacarias, vigarices e bandalheiras ensina que a ladroagem bilionária nada tem de novidade. “As coisas são assim há trinta anos”, reescreve a história o pai e mentor de Marcelo Odebrecht. (Se fosse verdade, a Petrobras teria falido em 1986). Noutro vídeo, proclama-se vítima de um tipo de burocracia que só pode ser derrotado por montanhas de dólares. (Conversa de 171: o grande assalto foi concebido em 2003, no primeiro governo Lula, e sangrou os cofres públicos até 2014, quando a Operação Lava Jato começou a ofensiva contra os gatunos da classe executiva).

Numa terceira lição, Emílio garante que a imprensa não tem o direito de surpreender-se com a ultrapassagem de todos os limites da abjeção. “Os jornalistas sempre souberam do que acontecia”, acusa. (Talvez soubessem disso os que a Odebrecht arrendou, alugou ou comprou. Os decentes nem de longe imaginavam que, entre 2006 e 2014, a empreiteira gastou em propinas US$ 3,37 bilhões. (Dólares, não reais, frisa a coluna de Carlos Brickmann nesta quarta-feira. “Até 2008, a Odebrecht gastava em propinas, agrados, pixulecos, mimos, 0,5% de sua receita anual”, detalha Brickmann. “A partir daí, o volume aumentou muito. Em 2012, o custo do escândalo já era de 1,7% da receita – e a receita também tinha aumentado, graças ao fermento da propina”.

Alguém precisava lembrar ao bandido arrogante o que ele de fato é: um quadrilheiro de alta patente que escapou da cadeia por ter concordado em revelar minuciosamente as atividades criminosas em que se meteu. Foi o que começou a descobrir durante a conversa com o procurador Sérgio Bruno, parcialmente reproduzida no vídeo abaixo. “Deixa de historinha”, cortou o homem da lei quando o desenvolto fora da lei tentava transformar uma audiência judicial em outra conversa de botequim. A repreensão foi oportuníssima. Mas Emílio Odebrecht anda implorando por castigos bem mais severos.

As revelações que tem feito ajudam a Justiça a cumprir o seu papel. Mas não transformam um culpado em inocente. O dono da empreiteira que apodreceu será sempre lembrado como um titular absoluto da seleção brasileira dos corruptos – esse timaço que encontrou em Lula, o “Amigo”, o inesquecível camisa 10.

HAJA CINISMO

Líderes do PT na Câmara e no Senado vão dizer que conheciam Marcelo Odebrecht só de vista

“Todos os citados das bancadas do PT na Câmara e no Senado irão provar sua inocência nesse processo”.

Carlos Zarattini e Gleisi Hoffmann, líderes do PT na Câmara e no Senado, respectivamente, num manifesto publicado no site do partido, garantindo que os companheiros larápios envolvidos na maior roubalheira de todos os tempos entraram por engano na Lista do Fachin.

LULA PROMOVE A TESTEMUNHAS 87 TORTURADORES DA VERDADE

ESSE SABE

Jucá acusa diretores da Odebrecht de subestimarem a tabela de preços adotada por gatunos da classe executiva

“Por R$ 150 mil, não se vende medida provisória nem na feira do Paraguai”.

Romero Jucá, líder do PMDB no Senado, esclarecendo que, de acordo com a tabela de preços adotada por corruptos da classe executiva, uma medida provisória custava muito mais que os R$ 150 mil de que foi acusado de cobrar.

ABRAÇO DE AFOGADA

Dilma acusa Michel Temer de ser parceiro de falcatruas

“Mais uma vez vão cometer uma injustiça e com base em um depoimento absolutamente sofrível. E como o Temer não tem nada a ver com isso? Na campanha, ele arrecadou R$ 20 milhões de um total de R$ 350 milhões. Nós pagamos integralmente todas as despesas dele. Jatinhos, salários de assessores, advogados, hotéis, material gráfico, inserções na TV”.

Dilma Rousseff, em entrevista à Folha, confessando que roubou, mas que atropelou o Código Penal com Michel Temer como co-piloto.

NEURÔNIO INEXISTENTE

Dilma Rousseff plagia Lula e jura que não sabia de nada

“É mentira que Dilma Rousseff tivesse conhecimento de quaisquer situações ilegais que pudessem envolver a Odebrecht e seus dirigentes, além dos integrantes do próprio governo ou mesmo daqueles que atuaram na campanha da reeleição”.

Dilma Rousseff, disfarçada de nota da assessoria de imprensa, tentando convencer os brasileiros de que é ainda mais incompetente do que todos desconfiavam.

O DEPOIMENTO DE EMÍLIO ODEBRECHT

O CARA É OUTRO

Lula acrescenta novas revelações às delações da Odebrecht

“Eu nunca dei R$ 1 para meu irmão Frei Chico. Ele é mais velho do que eu, ele me colocou na política. E agora inventam que a Odebrecht dava R$ 5 mil para ele por mês? Ora, isso é problema deles”.

Lula, em entrevista à Rádio Metrópole, de Salvador, insinuando que não foi por ser irmão de Lula que Frei Chico recebia uma mesada da Odebrecht, mas que foi por ser irmão de Frei Chico que Lula recebeu R$ 40 milhões da empreiteira.

PRESENTE DE AMIGO

Lula revela que, mais do que Amigo, era quase um filho para a Odebrecht

“Eu tô muito tranquilo, porque eu continuo desafiando qualquer empresário brasileiro, qualquer empresário, a dizer que o Lula pediu R$ 10 pra ele. Se alguém pediu em meu nome, essa pessoa tem que ser presa, porque eu nunca autorizei ninguém a pedir dinheiro em meu nome”.

Lula, informando que nem precisou pedir para receber os R$ 40 milhões que ganhou de presente da Odebrecht.

UM AMIGO DESSES NÃO TEM PREÇO

Trecho do depoimento prestado por Marcelo Odebrecht ao juiz Sérgio Moro:

“Aí a gente botou R$ 40 milhões no saldo Amigo que viriam para atender as demandas que viessem de Lula. Eu sei disso. O Lula nunca me pediu diretamente. Essa informação eu combinei via Palocci”.

Até ontem, o mais ativo camelô de empreiteira do planeta engolira 13 milhões de reais. A quantia já chegou a 40 milhões – e logo estará roçando a estratosfera. Um Amigo desses não tem preço.

E agora, como agirá o velho farsante? Confrontado com evidências e provas contundentes, o que Lula dirá no encontro com Sérgio Moro marcado para 3 de maio? Que nunca soube de nada? Que foi tapeado de novo pelo irrecuperável Antonio Palocci? Ou que a culpada por todas as bandalheiras foi Marisa Letícia?

Viúvo recentíssimo, ele transformou em palanque o túmulo da mulher. Se optar pela violação do cadáver, apenas confirmará que é capaz de rigorosamente tudo para escapar da verdade e da cadeia.

Criaturas assim deveriam ser condenadas a 100 chibatadas diárias, em praça pública, pelo crime hediondo que acrescentaram ao prontuário de matar de inveja até chefão do PCC: assassinato do sentimento da vergonha.

CAMBURÃO À VISTA

Lula está se preparando para dizer a Sérgio Moro que não sabe quem é Lula

“Já investigaram minha vida na China e na Sibéria e podem continuar investigando, o que quero é ter a oportunidade de prestar depoimento, e as pessoas não ficarem com convicção, quero que as pessoas mostrem as provas contra mim (…). Não tendo prova, que peçam desculpas a mim. O que não dá é para você viver todo santo dia com vazamentos mentirosos, alguns canalhas vazando as coisas propositalmente e alguns canalhas divulgando da forma mais irresponsável possível”.

Lula, em entrevista à Rádio Meio Norte, jurando que não é o “Amigo” que recebeu R$ 13 milhões em dinheiro vivo da Odebrecht, como afirmou Marcelo Odebrecht em depoimento a Sérgio Moro, com a mesma convicção com que diz que não é dono do triplex no Guarujá construído pela OAS especialmente para receber a família Lula nem do sítio em Atibaia, reformado a toque de caixa pela empreiteira a mando do ex-presidente.

DORIA VAI REINAR NO DESERTO EXPANDIDO PELA LAVA JATO

Na terça-feira em que virtualmente todas as estrelas da política começaram a perder a luminosidade, apagaram-se de vez ou se tornaram cadentes, a única a seguir brilhando com especial intensidade foi a caçula da constelação. A bordo do avião que o levava para a Coreia do Sul, o prefeito João Doria Jr. não tinha motivos para perder o sono com o avanço da Lava Jato ou com a delação da Odebrecht, nem com as explosões decorrentes da lista do ministro Edson Fachin, muito menos com os estragos causados pela epidemia do caixa 2. Doria só não dormiu direito caso tenha cedido à excitação provocada pela suspeita de que o caminho que leva ao coração do poder ficou bem mais curto.

A delação do fim do mundo efetivamente condenou à morte uma era da história política destes trêfegos trópicos, sobretudo por ter interditado as estradas, sinuosas e repletas de desvios, percorridas nas últimas décadas por figurões de todos os partidos. O Brasil redesenhado pela Lava Jato vai-se mostrando incapaz de engolir o que antes descia sem engasgos pela garganta complacente. Os que agora estão marcados pelo estigma da corrupção deveriam desde já procurar outro ofício. Alguns talvez até consigam continuar pendurados no Congresso. Mas nenhum dos alcançados pelo anátema chegará à Presidência da República. Lula, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, José Serra ─ todos acabarão tragados pelo tsunami que apenas começou.

Quem sobrará na vastidão despovoada de gente confiável, de cidadãos honrados, de políticos minimamente interessados nos milhões de brasileiros fartos de cinismo e exaustos do exercício da esperança como profissão? A contemplação da terra devastada informa que pouquíssimos morubixabas escaparão de perdas e danos de bom tamanho. Um deles é certamente o prefeito de São Paulo, e ninguém parece em situação tão confortável. Ele acabou de chegar ao mundo em decomposição. Não tem culpas a expiar, pecados a purgar, explicações a oferecer. Doria conhecerá uma esplêndida solidão no deserto de homens e ideias.

Neste outono de 2017, o destino ofereceu a João Doria o melhor dos mundos: para tornar-se candidato a qualquer coisa, nem precisa declarar-se candidato. Basta seguir administrando São Paulo com a competência demonstrada nos 100 primeiros dias de mandato – recompensada com o recorde de aprovação que tão cedo não será batido. Doria está liminarmente dispensado de enfrentar eleições prévias, contornar antagonismos partidários, sujeitar-se a ciumeiras internas; nada disso. Com o sumiço dos concorrentes, é o protagonista que restou. Pode escolher o papel que lhe conviver. Tem tudo para fazer bonito no papel de mocinho.

IMOBILIÁRIA LULA

Lula não vê a hora de ir para Curitiba

“Estou ansioso para esse depoimento porque é a primeira oportunidade que eu vou ter para saber qual é acusação e prova que eles têm contra mim. Quero responder às perguntas do juiz Moro. Eles vão ter que apresentar as provas. Só não vale dizer que tem convicção. Prova significa documento, conta bancária. Já quebraram meu sigilo bancário e telefônico. Sinceramente, não sei qual é o limite deles de invadir a minha vida”.

Lula, cada vez mais ansioso por saber como os investigadores da Lava Jato descobriram a verdadeira história do triplex no Guarujá e do sítio em Atibaia dos quais é dono mas não são dele.

COLUNA DA ANTA

Vanessa Grazziotin morou num Brasil que só comunista sabe onde fica

“O problema do Brasil não é a Previdência, mas a falta de crescimento econômico e a opção do governo em favorecer o capital especulativo”.

Vanessa Grazziotin, senadora do PCdoB do Amazônas, garantindo em seu artigo na Folha que, ao contrário do que todo mundo imagina, no governo Dilma Rousseff o crescimento econômico foi de matar de inveja até alemão, o capitão especulativo foi enquadrado e a Previdência deu lucro

UM CURRÍCULO E TANTO

José Guimarães lista os motivos que fazem Gleisi Hoffmann ser a cara do PT

“Uma mulher, guerreira, parlamentar brilhante, integrante de uma geração de petistas forjada na convivência com Lula e outros tantos dos nossos fundadores, cujos valores e convicções se sedimentam na construção do PT enquanto partido de esquerda, socialista, comprometido com a democracia, ética, justiça e inclusão social”.

José Guimarães, deputado federal pelo PT cearense, irmão de José Genoino e inventor, ao lado daquele assessor preso em 2005, do transporte aéreo de dólares em cueca-cofre, ao defender a candidatura de Gleisi Hoffmann à presidência do partido, esquecendo-se de acrescentar à biografia da senadora a acusação de ter recebido R$ 1 milhão do Petrolão para a campanha de de 2010 e o fato de ser casada com Paulo Bernardo, especialista em tungar dinheiro de velhinhos endividados.

NEURÔNIO MALANDRO

Dilma agora resolveu culpar o neurônio solitário

“No fim do dia, eu já estava saindo para o aeroporto, atrasada, mas queria ir ao banheiro. Fui para uma sala reservada e fiz o que tinha que fazer. Quando voltei, tá lá o senhor Marcelo nessa sala. Ele começou a falar comigo, do jeito Marcelo, tudo meio embrulhado. E eu numa pressa louca, olhando pra ele. Não entendi patavina do que ele falava. Niente”.

Dilma Rousseff, na entrevista à Folha, arranhando no italianol para explicar que, embora confirme o encontro com Marcelo Odebrecht durante a viagem ao México, no qual o empreiteiro disse em depoimento que contou à ex-presidente sobre os pagamentos a João Santana em contas no exterior, o neurônio solitário só entende quando lhe convém palavras como “pagamento”, “João Santana”, “contas” e “exterior”.

MORO ESTICA A MERECIDA TEMPORADA DE ANDRÉ VARGAS NA CADEIA

O deputado gatuno que sonhava com a presidência da Câmara perdeu a vergonha, o mandato, a carteirinha do PT e a liberdade

O deputado André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara, repetindo gesto dos mensaleiros presos

Eleito deputado federal em 2006, reeleito em 2010 por milhares de paranaenses irresponsáveis, o companheiro André Vargas entrou para a história da Câmara no mesmo instante em que dali saiu: num Congresso que lembra uma Papuda sem grades, ter o mandato cassado por falta de decoro equivale a ser expulso do hospício por excesso de loucura – e por decisão dos demais malucos. O despejo consumado em 10 de dezembro daquele delirante 2014 reafirmou que o meliante em ascensão na seita de Lula era uma abjeção sem similares.

Onze meses antes, ao assumir a vice-presidência, ele já decidira chegar ao comando da Câmara pela rota da cafajestagem. Ao debochar do ministro Joaquim Barbosa na sessão de abertura do ano legislativo, tornou-se o primeiro parlamentar a ofender publicamente um chefe do Poder Judiciário. Ele seria o primeiro deputado a fazer companhia ao sócio Alberto Youssef no noticiário político-policial. E logo se transformou no primeiro figurão do PT defenestrado por um partido que absolve até ladrões capturados no interior do cofre com a gazua na mão.

O paranaense falastrão entrara em 2014 convencido de que festejaria o réveillon como candidato imbatível à presidência da Câmara. Começou 2015 desempregado e tentando escapar da candidatura (apoiada com entusiasmo pela Polícia Federal) a uma cela coletiva. Não conseguiu uma coisa nem outra. Em abril, ainda chapinhando na vadiagem, foi preso na 11ª fase da Lava Jato, batizada de “A Origem” numa justa homenagem ao primeiro parlamentar flagrado em suspeitíssimas conversas telefônicas com doleiro Youssef.

Em setembro de 2015, o juiz Sérgio Moro condenou Vargas a 14 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Uma fartura de provas demonstrou que o vice-presidente da Câmara embolsou propinas de bom tamanho agenciando contratos de publicidade com a Caixa Econômica e o Ministério da Saúde. Nesta quinta-feira, Moro voltou a condenar o gatuno sem remédio – agora a quatro anos e meio de prisão por lavagem de dinheiro. Vai cumprir a etapa inicial da pena em regime fechado.

Na abertura do ano legislativo de 2014, André Vargas posou para os fotógrafos com um sorriso triunfante, braços erguidos (como convém a guerreiros do povo brasileiro) e punhos cerrados a centímetros da cabeça de Joaquim Barbosa. O espetáculo do cinismo facilitou o trabalho da polícia, dispensada de medir-lhe o tamanho do traje e a circunferência dos pulsos. Bastou um atento exame das fotos para a confecção do uniforme de presidiário e das algemas personalizadas.

NEURÔNIO MAFIOSO

Dilma reconhece que foi uma faxineira que não soube viver sem lixo por perto

“Diz-me com quem tu andas que eu te direi quem és”.

Dilma Rousseff, em entrevista à Folha, justificando por que passou tantos anos ao lado de José Dirceu, Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann, Alfredo Nascimento, Carlos Lupi, Edson Lobão e Lula, fora o resto.

DILMA CONFESSA SABER QUE FIM LEVOU O DINHEIRO SUJO

MISSÃO IMPOSSÍVEL

Dilma prepara-se para ir para as ruas gritar que é golpe

“Eles não podem querer ganhar a eleição no tapetão, eles não podem condenar o Lula. Nós temos que estar atentos”.

Dilma Rousseff, num discurso na Câmara Municipal de Porto Alegre, informando que só vai reconhecer o resultado das eleições do ano que vem se Lula escapar da cadeia e do fiasco nas urnas.

LULA CONFESSA QUE SONHOU COM O PESADELO VENEZUELANO

No vídeo em que pede votos para o filhote do Bolívar-de-hospício, o palanque ambulante tortura com selvageria a verdade e a gramática

 “Nos oito anos em que fui presidente do Brasil, tive a oportunidade de conviver com Nicolás Maduro, que era ministro das Relações Exteriores da Venezuela”, confessa Lula já na largada do vídeo, gravado em abril de 2013 para abrilhantar a campanha eleitoral do filhote de Hugo Chávez. “Maduro se destacou brilhantemente na luta pela construção de uma América Latina mais democrática e solidária”, mente em seguida o palanque ambulante, convertendo em defensor do Estado de Direito o tiranete trapalhão que acaba de fracassar na tentativa de erradicar o Poder Legislativo.

“Sempre foi visível sua profunda afinidade com nosso querido e saudoso amigo Chávez”, derrama-se o amigo do peito do criador do socialismo do século 20. “A grande obra de Chávez foi a de transformar a Venezuela em um país mais justo, realizando um massivo processo de transferência da renda petrolheira (sic) em proveito das camadas mais sofrida (sic) da sociedade”, desanda o atropelador da verdade e da gramática. “Mas Chávez, assim como Maduro, sempre tiveram claro (sic) que a Venezuela necessitava escapar dos que muito chamos (sic) maldição do petróleo, daí a importância que deram, e que Maduro dá, à necessidade de industrializar o país e desenvolver sua agricultura”, segue em frente o torturador de fatos.

Tanto o Bolívar-de-hospício quanto o herdeiro que lembra um motorista de caminhão sem freios zanzando na estrada à beira do penhasco fizeram o possível para tornar a economia venezuelana ainda mais dependente do petróleo. Ambos desperdiçaram irresponsavelmente os bilhões de dólares auferidos com os preços do barril na estratosfera. O legado da dupla é uma nação com um parque industrial anêmico e um agronegócio assolado pelo raquitismo. debilidade do agronegócio. No vídeo, o orador trata a realidade a pontapés. “Uma frase resume tudo o que sinto”, capricha no fecho indigente. “Maduro presidente é a Venezuela que Chávez sonhou”.

Não só Chávez e Maduro: também Lula sonhou com a materialização do balaio de ideias de jerico que pariu um um país em acelerada decomposição, partido ao meio, devastado pela inflação anual superior a 500% e sangrado pela diáspora dos desiludidos. É compreensível que o réu da Lava Jato tenha caído na clandestinidade desde que o Tribunal Supremo de Justiça, por ordem do presidente trapalhão, anunciou o fechamento da Assembléia Nacional. O recuo desmoralizante reforçou a suspeita de que Maduro pode ter desferido um tiro letal na própria testa.

Lula não tem tempo para socorrer o amigo vigarista, nem para saber como foi a última conversa com Chávez – que reencarnou num passarinho para dar conselhos ao herdeiro permanentemente em apuros. O sitiante sem sítio precisa concentrar-se 24 horas por dia numa urgência urgentíssima: planejar o que fará e dirá para sair sem danos irreparáveis do encontro com Sérgio Moro, marcado para o começo de maio. É uma tarefa e tanto. Tão complicada quanto a situação em que se meteu a Venezuela bolivariana.

* * * 

NA PONTA DA LÍNGUA

Deputado companheiro perde o sono só por ter ficado perto do juiz da Lava Jato

“Ninguém tem cometido mais abuso de autoridade do que você. Se a Justiça do Brasil fosse séria, ele não seria nem juiz mais”.

Zé Geraldo, deputado federal pelo PT do Pará, ao atacar a língua portuguesa e Sérgio Moro num debate na Câmara dos Deputados sobre o novo Código de Processo Penal, ensaiando o discurso que vai repetir caso a Lava Jato chegue tão perto dele quanto chegou de Lula, José Dirceu, Antônio Palocci, Delúbio Soares e outras celebridades da organização criminosa.

CANGACEIRO MISTERIOSO

Renan confirma que prefere agir em bando

“Quem não ouve erra sozinho”.

Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, ao criticar no Facebook o projeto de terceirização sancionado por Michel Temer, sem esclarecer se consultou alguém antes de fazer o que fez ou se tirou da própria cabeça as ideias que viraram anotações no prontuário.

MORO DESMORALIZA O EVANGELHO SEGUNDO LULA

DORIA: “AO CONTRÁRIO DE LULA, GANHEI DINHEIRO TRABALHANDO”

Prefeito de São Paulo acusa o PT de ter praticado “o maior assalto aos cofres públicos da história”

Ao discursar na 10º Brazil Conference, promovida pelo Bank of America Merril Lynch, o prefeito João Doria afirmou que o motivo determinante de seu ingresso na vida pública foi a disposição de evitar que o PT reconquiste o poder no Brasil. “Não sou candidato a nada”, ressalvou no vídeo. “Sou prefeito e vou prefeitar, mas quero ser uma referência para que outras pessoas se movam e impeçam que o Brasil volte a ser administrado por uma gangue de criminosos que, durante 13 anos, roubou o nosso país”.

“O maior assalto aos cofres públicos da história foi promovido pelo PT”, enfatizou. “Tenho coragem de falar porque não sou político e não devo nada a ninguém. Tenho uma vida honesta, uma vida de transparência e, ao contrário do Lula, ganhei o meu dinheiro trabalhando”.

* * *

O GOLPE NA VENEZUELA APRESSARÁ A QUEDA DO LIBERTICIDA

O assassinato da democracia vai antecipar o despejo do tiranete que conversa com um passarinho

Maduro: ditador assumido 

“Não existem presos políticos nas democracias: em nenhum país verdadeiramente livre alguém vai para a prisão por pensar de modo diferente”, resumiu o estadista costarriquenho Oscar Arias, ex-presidente da República premiado com o Nobel da Paz, ao esclarecer por que enxergava uma ditadura em Cuba e outra em trabalhos de parto na Venezuela. ” Cuba pode fazer todos os esforços retóricos para vender a ideia de que é uma ‘democracia especial’. Cada preso político nega essa afirmação. Na Venezuela, cada preso político é uma prova irrefutável de autoritarismo”. Em ambas as nações, completou Arias, todos os prisioneiros foram encarcerados sem julgamento ou julgados por um sistema de independência questionável e sofreram punições excessivas sem terem causado danos a qualquer pessoa”.

Em Cuba, o Poder Judiciário foi sepultado no momento em que Ernesto Ché Guevara se transformou no Único Juiz: não duraram mais que três minutos milhares de julgamentos que terminavam com a condenação à morte no paredón de outro réu proibido de exercer o direito de defesa. A Venezuela optou por emascular a Corte Suprema com a nomeação de vassalos sabujos. A ilha-presídio inventou um Congresso que só tem espaço para militantes comunistas indicados pelo Executivo. A pátria do socialismo bolivariano acaba de superar a criatividade cubana: nesta quinta-feira: o Judiciário de araque decidiu fechar a Assembleia saída das urnas e substituir deputados eleitos pelo voto popular por malandros de toga escolhidos pelo tiranete Nicolás Maduro.

O sucessor de Hugo Chávez perdeu a vergonha de vez e mostrou a cara do ditador. Planejado para liquidar a oposição a Maduro, o assassinato da democracia será lembrado daqui a muitos anos como o ato que precedeu a queda do liberticida que conversava com um passarinho.

O LULA DA ODEBRECHT: PAI E FILHO DEMITEM O ESPÍRITO NADA SANTO

O que Emílio e Marcelo Odebrecht sabem de Lula remeterá ao fogo do inferno o mais famoso integrante da Safadíssima Trindade

Ok, é importante saber como as coisas se deram no pântano do caixa 2, que a delação da maior empreiteira do Brasil vem ajudando a drenar. Mas o povo quer mesmo saber o que Emílio Odebrecht, seu filho Marcelo e os executivos metidos na ladroagem colossal têm a dizer sobre bandalheiras muito mais repulsivas que envolvem o governo lulopetista em geral e, em particular, o chefão que renega o que concebeu, finge ignorar o que pariu, finge não enxergar o que viu, nada tem embora muito possua e, mesmo soterrado por montanhas de provas dos crimes que ornamentam o portentoso prontuário, continua a proclamar-se a alma viva mais pura do mundo.

Qual foi o papel de Lula na montagem do que Celso de Mello qualificou de esquema criminoso de poder? Que proezas consumou durante a tentativa de captura do Estado que mobilizou figurões do PT, do PMDB e do PP, larápios fantasiados de diretores da Petrobras, ministros canalhas, doleiros vigaristas e outras sumidades das catacumbas fora da lei? Além da maior das estatais, do BNDES e da Eletrobras, quais foram os tentáculos do polvo federal algemados pela quadrilha que sonhava com a eternização no poder – e com a anexação de fortunas superlativas ao caixa das empresas e às contas no exterior dos receptadores das propinas? Como foi a metamorfose degenerativa que transformou Lula em camelô de empreiteira e no palestrante mais caro da história?

O país quer contemplar a derrocada moral de Lula pelos olhos de Emílio e Marcelo Odebrecht. As valiosíssimas caixas pretas do Petrolão guardam todos os detalhes das bandidagens que envolvem o mais famoso integrante da Safadíssima Trindade. Basta que pai e filho contem tudo o que sabem para que seja remetido ao fogo do inferno o espírito que de santo nunca teve nada.

A ASSOMBRAÇÃO DO PARANÁ

José Dirceu ressurge das cinzas para apavorar a companheirada

“Ora, minha condenação no processo Engevix-Petrobras não transitou em julgado, logo tenho a presunção da inocência, não a culpabilidade. Ou Moro já a revogou? Mas Moro vai mais longe. Diz que ‘o produto do crime não foi recuperado, há outras investigações em andamento e ainda não foi determinada a extensão de minhas atividades’!!! Então Moro já me condena sem sequer ter me investigado?”.

José Dirceu, apavorando a companheirada que já nem se lembrava dele com a notícia de que, a qualquer momento, pode ressuscitar e transformar-se em mais uma prova de que delação premiada faz milagres.

MEDO DE CADEIA FAZ MILAGRE

MINISTRO DA DEFESA

Gilmar Mendes troca o STF por escritório de advocacia

“Cheguei a propor no final do ano passado o descarte de material vazado, uma espécie de contaminação de provas colhidas licitamente, mas divulgadas ilicitamente. E acho que nós deveríamos considerar este aspecto”.

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, exercendo a função de advogado de defesa de figurões enredados na Lava Jato ao expor a tese segundo a qual devem ser anuladas todas as delações de executivos da Odebrecht que vazaram para a imprensa.

CIRO GOMES MIRA EM MORO E ACERTA A PRÓPRIA TESTA

Ciro Gomes nem precisa de adversários em campanhas eleitorais: ele sabe como ninguém perder sozinho. Na primeira disputa presidencial em que se meteu, a candidatura começou a derreter quando chamou de “burro” um eleitor com quem falava por telefone durante um programa radiofônico.

O segundo naufrágio do gabola que primeiro fala e só depois pensa (se é que pensa) tornou-se inevitável com a definição do papel que a atriz Patrícia Pillar, com quem estava casado na época, desempenharia na campanha do marido: dormir com o candidato, resumiu.

O vídeo acima confirma que, quando se trata de gente, graves defeitos de fabricação não têm conserto. “Hoje esse… esse Moro resolveu prendê um… um bloguero?”, desandou no meio da entrevista o pistoleiro que faz mira só depois do disparo. “Ele que mande me prendê, que eu recebo a turma dele na bala”.

Endereçado ao juiz que simboliza a Operação Lava Jato, o tiro ricocheteou na língua portuguesa antes de atingir, de novo, a testa do eterno candidato sem chances à Presidência da República.

Se fosse mais gentil com o idioma, Ciro receberia à bala, nunca “na bala”, os agentes da Polícia Federal que formam o que chama de turma do Moro. Se respeitasse a inteligência alheia, não diria que Sérgio Moro “resolveu prendê um bloguero”; apenas determinou que um blogueiro objeto de investigações prestasse depoimento.

Se passasse menos tempo na cidade onde foi criado, governada pela família que se confunde com um bando de coronéis, teria descoberto que o país mudou. O Brasil não é uma imensa Sobral. E jamais será.

Já não existem figurões condenados à perpétua impunidade. A lei passou a valer para todos, aí incluídas todas as ramificações da tribo dos cirosgomes. O ex-governador do Ceará não acordou com batidas na porta às seis da manhã por uma razão singela: não existem (ainda) motivos para isso. Caso esteja enredado em alguma das patifarias atravessadas no caminho da operação, a usina ambulante de bravatas não tardará a receber a visita dos policiais.

Ciro será aconselhado pela família a receber os visitantes empunhando não um tresoitão, mas uma bandeja com o bule e xícaras de café.

FOI O DESTINO

Lula explica que o PT precisou de tempo para ser o que é hoje

“A instituição é muito forte. E aquele Dallagnol sugerir que o PT foi criado para ser uma organização criminosa… O que aquele moleque conhece de política? Ele nem sabe como se monta um governo. Não tem a menor noção. Ele acha que sentar em cima da Bíblia dele dá a solução de tudo”.

Lula, numa discurseira durante um seminário organizado pelo PT com o título O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil, avisando que, embora tenha se transformado em uma organização criminosa, o PT não foi criado com esse intuito.

AINDA EM LIBERDADE

Renan Calheiros esquece que no Brasil ainda existe um Renan Calheiros

“Em qualquer lugar do mundo civilizado, se uma delação vazar, como no Brasil, ela estará automaticamente desfeita. Foi isso que o ministro Gilmar Mendes chamou a atenção”.

Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, esquecendo-se de dizer que, em qualquer lugar do mundo civilizado, se existisse um Renan Calheiros, como no Brasil, ele estaria preso faz tempo.

UM CASO DE POLÍCIA DISFARÇADO DE BLOGUEIRO

O ex-presidente Lula e o blogueiro Eduardo Guimarães

O blogueiro Eduardo Guimarães não é jornalista. É comerciante, como ele mesmo vive lembrando. Por não ser jornalista, não tem fontes. Tem parceiros, cúmplices, comparsas, todos interessados em divulgar qualquer material que sirva aos objetivos da seita que venera Lula. Por não ter fontes, a Polícia Federal não pretendia identificar alguma delas ao levá-lo para depor nesta terça-feira.

O que os agentes queriam era ouvir o bucaneiro da internet envolvido num vazamento criminoso destinado a obstruir a execução da Operação Aletheia, que acordou o ex-presidente com aquelas batidas na porta às seis da manhã. Guimarães foi o primeiro a noticiar a provável condução coercitiva do ex-presidente. Mas essa e outras informações sigilosas já haviam sido repassadas por ele a quadrilheiros na mira da Polícia Federal.

Isso não é papel de jornalista. É coisa de gente capaz de escrever o que publicou em 21 de junho de 2015:

“Os delírios de um psicopata investido de um poder discricionário como Sergio Moro vão custar seu emprego, sua vida”.

Tudo somado, a condução coercitiva de um investigado pela Justiça Federal tem tanto a ver com atentados à liberdade de imprensa quanto a proibição de cantorias num botequim ainda aberto às quatro horas da madrugada.

QUERIA, MAS NÃO QUERIA

Jucá confirma que disse o que disse, mas explica que não queria dizer o que disse

“Não foi uma conversa de pessoas que estavam tratando de alguma coisa. Alguém foi deliberadamente puxar um assunto, como se estivesse desesperado. Foi uma armadilha”.

Romero Jucá, em entrevista à Folha, explicando que não queria “estancar a sangria” provocada pela Lava Jato” quando foi flagrado tramando com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, maneiras de “estancar a sangria” provocada pela Lava Jato.


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