DILMA CONFESSA SABER QUE FIM LEVOU O DINHEIRO SUJO

MISSÃO IMPOSSÍVEL

Dilma prepara-se para ir para as ruas gritar que é golpe

“Eles não podem querer ganhar a eleição no tapetão, eles não podem condenar o Lula. Nós temos que estar atentos”.

Dilma Rousseff, num discurso na Câmara Municipal de Porto Alegre, informando que só vai reconhecer o resultado das eleições do ano que vem se Lula escapar da cadeia e do fiasco nas urnas.

LULA CONFESSA QUE SONHOU COM O PESADELO VENEZUELANO

No vídeo em que pede votos para o filhote do Bolívar-de-hospício, o palanque ambulante tortura com selvageria a verdade e a gramática

 “Nos oito anos em que fui presidente do Brasil, tive a oportunidade de conviver com Nicolás Maduro, que era ministro das Relações Exteriores da Venezuela”, confessa Lula já na largada do vídeo, gravado em abril de 2013 para abrilhantar a campanha eleitoral do filhote de Hugo Chávez. “Maduro se destacou brilhantemente na luta pela construção de uma América Latina mais democrática e solidária”, mente em seguida o palanque ambulante, convertendo em defensor do Estado de Direito o tiranete trapalhão que acaba de fracassar na tentativa de erradicar o Poder Legislativo.

“Sempre foi visível sua profunda afinidade com nosso querido e saudoso amigo Chávez”, derrama-se o amigo do peito do criador do socialismo do século 20. “A grande obra de Chávez foi a de transformar a Venezuela em um país mais justo, realizando um massivo processo de transferência da renda petrolheira (sic) em proveito das camadas mais sofrida (sic) da sociedade”, desanda o atropelador da verdade e da gramática. “Mas Chávez, assim como Maduro, sempre tiveram claro (sic) que a Venezuela necessitava escapar dos que muito chamos (sic) maldição do petróleo, daí a importância que deram, e que Maduro dá, à necessidade de industrializar o país e desenvolver sua agricultura”, segue em frente o torturador de fatos.

Tanto o Bolívar-de-hospício quanto o herdeiro que lembra um motorista de caminhão sem freios zanzando na estrada à beira do penhasco fizeram o possível para tornar a economia venezuelana ainda mais dependente do petróleo. Ambos desperdiçaram irresponsavelmente os bilhões de dólares auferidos com os preços do barril na estratosfera. O legado da dupla é uma nação com um parque industrial anêmico e um agronegócio assolado pelo raquitismo. debilidade do agronegócio. No vídeo, o orador trata a realidade a pontapés. “Uma frase resume tudo o que sinto”, capricha no fecho indigente. “Maduro presidente é a Venezuela que Chávez sonhou”.

Não só Chávez e Maduro: também Lula sonhou com a materialização do balaio de ideias de jerico que pariu um um país em acelerada decomposição, partido ao meio, devastado pela inflação anual superior a 500% e sangrado pela diáspora dos desiludidos. É compreensível que o réu da Lava Jato tenha caído na clandestinidade desde que o Tribunal Supremo de Justiça, por ordem do presidente trapalhão, anunciou o fechamento da Assembléia Nacional. O recuo desmoralizante reforçou a suspeita de que Maduro pode ter desferido um tiro letal na própria testa.

Lula não tem tempo para socorrer o amigo vigarista, nem para saber como foi a última conversa com Chávez – que reencarnou num passarinho para dar conselhos ao herdeiro permanentemente em apuros. O sitiante sem sítio precisa concentrar-se 24 horas por dia numa urgência urgentíssima: planejar o que fará e dirá para sair sem danos irreparáveis do encontro com Sérgio Moro, marcado para o começo de maio. É uma tarefa e tanto. Tão complicada quanto a situação em que se meteu a Venezuela bolivariana.

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NA PONTA DA LÍNGUA

Deputado companheiro perde o sono só por ter ficado perto do juiz da Lava Jato

“Ninguém tem cometido mais abuso de autoridade do que você. Se a Justiça do Brasil fosse séria, ele não seria nem juiz mais”.

Zé Geraldo, deputado federal pelo PT do Pará, ao atacar a língua portuguesa e Sérgio Moro num debate na Câmara dos Deputados sobre o novo Código de Processo Penal, ensaiando o discurso que vai repetir caso a Lava Jato chegue tão perto dele quanto chegou de Lula, José Dirceu, Antônio Palocci, Delúbio Soares e outras celebridades da organização criminosa.

CANGACEIRO MISTERIOSO

Renan confirma que prefere agir em bando

“Quem não ouve erra sozinho”.

Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, ao criticar no Facebook o projeto de terceirização sancionado por Michel Temer, sem esclarecer se consultou alguém antes de fazer o que fez ou se tirou da própria cabeça as ideias que viraram anotações no prontuário.

MORO DESMORALIZA O EVANGELHO SEGUNDO LULA

DORIA: “AO CONTRÁRIO DE LULA, GANHEI DINHEIRO TRABALHANDO”

Prefeito de São Paulo acusa o PT de ter praticado “o maior assalto aos cofres públicos da história”

Ao discursar na 10º Brazil Conference, promovida pelo Bank of America Merril Lynch, o prefeito João Doria afirmou que o motivo determinante de seu ingresso na vida pública foi a disposição de evitar que o PT reconquiste o poder no Brasil. “Não sou candidato a nada”, ressalvou no vídeo. “Sou prefeito e vou prefeitar, mas quero ser uma referência para que outras pessoas se movam e impeçam que o Brasil volte a ser administrado por uma gangue de criminosos que, durante 13 anos, roubou o nosso país”.

“O maior assalto aos cofres públicos da história foi promovido pelo PT”, enfatizou. “Tenho coragem de falar porque não sou político e não devo nada a ninguém. Tenho uma vida honesta, uma vida de transparência e, ao contrário do Lula, ganhei o meu dinheiro trabalhando”.

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O GOLPE NA VENEZUELA APRESSARÁ A QUEDA DO LIBERTICIDA

O assassinato da democracia vai antecipar o despejo do tiranete que conversa com um passarinho

Maduro: ditador assumido 

“Não existem presos políticos nas democracias: em nenhum país verdadeiramente livre alguém vai para a prisão por pensar de modo diferente”, resumiu o estadista costarriquenho Oscar Arias, ex-presidente da República premiado com o Nobel da Paz, ao esclarecer por que enxergava uma ditadura em Cuba e outra em trabalhos de parto na Venezuela. ” Cuba pode fazer todos os esforços retóricos para vender a ideia de que é uma ‘democracia especial’. Cada preso político nega essa afirmação. Na Venezuela, cada preso político é uma prova irrefutável de autoritarismo”. Em ambas as nações, completou Arias, todos os prisioneiros foram encarcerados sem julgamento ou julgados por um sistema de independência questionável e sofreram punições excessivas sem terem causado danos a qualquer pessoa”.

Em Cuba, o Poder Judiciário foi sepultado no momento em que Ernesto Ché Guevara se transformou no Único Juiz: não duraram mais que três minutos milhares de julgamentos que terminavam com a condenação à morte no paredón de outro réu proibido de exercer o direito de defesa. A Venezuela optou por emascular a Corte Suprema com a nomeação de vassalos sabujos. A ilha-presídio inventou um Congresso que só tem espaço para militantes comunistas indicados pelo Executivo. A pátria do socialismo bolivariano acaba de superar a criatividade cubana: nesta quinta-feira: o Judiciário de araque decidiu fechar a Assembleia saída das urnas e substituir deputados eleitos pelo voto popular por malandros de toga escolhidos pelo tiranete Nicolás Maduro.

O sucessor de Hugo Chávez perdeu a vergonha de vez e mostrou a cara do ditador. Planejado para liquidar a oposição a Maduro, o assassinato da democracia será lembrado daqui a muitos anos como o ato que precedeu a queda do liberticida que conversava com um passarinho.

O LULA DA ODEBRECHT: PAI E FILHO DEMITEM O ESPÍRITO NADA SANTO

O que Emílio e Marcelo Odebrecht sabem de Lula remeterá ao fogo do inferno o mais famoso integrante da Safadíssima Trindade

Ok, é importante saber como as coisas se deram no pântano do caixa 2, que a delação da maior empreiteira do Brasil vem ajudando a drenar. Mas o povo quer mesmo saber o que Emílio Odebrecht, seu filho Marcelo e os executivos metidos na ladroagem colossal têm a dizer sobre bandalheiras muito mais repulsivas que envolvem o governo lulopetista em geral e, em particular, o chefão que renega o que concebeu, finge ignorar o que pariu, finge não enxergar o que viu, nada tem embora muito possua e, mesmo soterrado por montanhas de provas dos crimes que ornamentam o portentoso prontuário, continua a proclamar-se a alma viva mais pura do mundo.

Qual foi o papel de Lula na montagem do que Celso de Mello qualificou de esquema criminoso de poder? Que proezas consumou durante a tentativa de captura do Estado que mobilizou figurões do PT, do PMDB e do PP, larápios fantasiados de diretores da Petrobras, ministros canalhas, doleiros vigaristas e outras sumidades das catacumbas fora da lei? Além da maior das estatais, do BNDES e da Eletrobras, quais foram os tentáculos do polvo federal algemados pela quadrilha que sonhava com a eternização no poder – e com a anexação de fortunas superlativas ao caixa das empresas e às contas no exterior dos receptadores das propinas? Como foi a metamorfose degenerativa que transformou Lula em camelô de empreiteira e no palestrante mais caro da história?

O país quer contemplar a derrocada moral de Lula pelos olhos de Emílio e Marcelo Odebrecht. As valiosíssimas caixas pretas do Petrolão guardam todos os detalhes das bandidagens que envolvem o mais famoso integrante da Safadíssima Trindade. Basta que pai e filho contem tudo o que sabem para que seja remetido ao fogo do inferno o espírito que de santo nunca teve nada.

A ASSOMBRAÇÃO DO PARANÁ

José Dirceu ressurge das cinzas para apavorar a companheirada

“Ora, minha condenação no processo Engevix-Petrobras não transitou em julgado, logo tenho a presunção da inocência, não a culpabilidade. Ou Moro já a revogou? Mas Moro vai mais longe. Diz que ‘o produto do crime não foi recuperado, há outras investigações em andamento e ainda não foi determinada a extensão de minhas atividades’!!! Então Moro já me condena sem sequer ter me investigado?”.

José Dirceu, apavorando a companheirada que já nem se lembrava dele com a notícia de que, a qualquer momento, pode ressuscitar e transformar-se em mais uma prova de que delação premiada faz milagres.

MEDO DE CADEIA FAZ MILAGRE

MINISTRO DA DEFESA

Gilmar Mendes troca o STF por escritório de advocacia

“Cheguei a propor no final do ano passado o descarte de material vazado, uma espécie de contaminação de provas colhidas licitamente, mas divulgadas ilicitamente. E acho que nós deveríamos considerar este aspecto”.

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, exercendo a função de advogado de defesa de figurões enredados na Lava Jato ao expor a tese segundo a qual devem ser anuladas todas as delações de executivos da Odebrecht que vazaram para a imprensa.

CIRO GOMES MIRA EM MORO E ACERTA A PRÓPRIA TESTA

Ciro Gomes nem precisa de adversários em campanhas eleitorais: ele sabe como ninguém perder sozinho. Na primeira disputa presidencial em que se meteu, a candidatura começou a derreter quando chamou de “burro” um eleitor com quem falava por telefone durante um programa radiofônico.

O segundo naufrágio do gabola que primeiro fala e só depois pensa (se é que pensa) tornou-se inevitável com a definição do papel que a atriz Patrícia Pillar, com quem estava casado na época, desempenharia na campanha do marido: dormir com o candidato, resumiu.

O vídeo acima confirma que, quando se trata de gente, graves defeitos de fabricação não têm conserto. “Hoje esse… esse Moro resolveu prendê um… um bloguero?”, desandou no meio da entrevista o pistoleiro que faz mira só depois do disparo. “Ele que mande me prendê, que eu recebo a turma dele na bala”.

Endereçado ao juiz que simboliza a Operação Lava Jato, o tiro ricocheteou na língua portuguesa antes de atingir, de novo, a testa do eterno candidato sem chances à Presidência da República.

Se fosse mais gentil com o idioma, Ciro receberia à bala, nunca “na bala”, os agentes da Polícia Federal que formam o que chama de turma do Moro. Se respeitasse a inteligência alheia, não diria que Sérgio Moro “resolveu prendê um bloguero”; apenas determinou que um blogueiro objeto de investigações prestasse depoimento.

Se passasse menos tempo na cidade onde foi criado, governada pela família que se confunde com um bando de coronéis, teria descoberto que o país mudou. O Brasil não é uma imensa Sobral. E jamais será.

Já não existem figurões condenados à perpétua impunidade. A lei passou a valer para todos, aí incluídas todas as ramificações da tribo dos cirosgomes. O ex-governador do Ceará não acordou com batidas na porta às seis da manhã por uma razão singela: não existem (ainda) motivos para isso. Caso esteja enredado em alguma das patifarias atravessadas no caminho da operação, a usina ambulante de bravatas não tardará a receber a visita dos policiais.

Ciro será aconselhado pela família a receber os visitantes empunhando não um tresoitão, mas uma bandeja com o bule e xícaras de café.

FOI O DESTINO

Lula explica que o PT precisou de tempo para ser o que é hoje

“A instituição é muito forte. E aquele Dallagnol sugerir que o PT foi criado para ser uma organização criminosa… O que aquele moleque conhece de política? Ele nem sabe como se monta um governo. Não tem a menor noção. Ele acha que sentar em cima da Bíblia dele dá a solução de tudo”.

Lula, numa discurseira durante um seminário organizado pelo PT com o título O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil, avisando que, embora tenha se transformado em uma organização criminosa, o PT não foi criado com esse intuito.

AINDA EM LIBERDADE

Renan Calheiros esquece que no Brasil ainda existe um Renan Calheiros

“Em qualquer lugar do mundo civilizado, se uma delação vazar, como no Brasil, ela estará automaticamente desfeita. Foi isso que o ministro Gilmar Mendes chamou a atenção”.

Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, esquecendo-se de dizer que, em qualquer lugar do mundo civilizado, se existisse um Renan Calheiros, como no Brasil, ele estaria preso faz tempo.

UM CASO DE POLÍCIA DISFARÇADO DE BLOGUEIRO

O ex-presidente Lula e o blogueiro Eduardo Guimarães

O blogueiro Eduardo Guimarães não é jornalista. É comerciante, como ele mesmo vive lembrando. Por não ser jornalista, não tem fontes. Tem parceiros, cúmplices, comparsas, todos interessados em divulgar qualquer material que sirva aos objetivos da seita que venera Lula. Por não ter fontes, a Polícia Federal não pretendia identificar alguma delas ao levá-lo para depor nesta terça-feira.

O que os agentes queriam era ouvir o bucaneiro da internet envolvido num vazamento criminoso destinado a obstruir a execução da Operação Aletheia, que acordou o ex-presidente com aquelas batidas na porta às seis da manhã. Guimarães foi o primeiro a noticiar a provável condução coercitiva do ex-presidente. Mas essa e outras informações sigilosas já haviam sido repassadas por ele a quadrilheiros na mira da Polícia Federal.

Isso não é papel de jornalista. É coisa de gente capaz de escrever o que publicou em 21 de junho de 2015:

“Os delírios de um psicopata investido de um poder discricionário como Sergio Moro vão custar seu emprego, sua vida”.

Tudo somado, a condução coercitiva de um investigado pela Justiça Federal tem tanto a ver com atentados à liberdade de imprensa quanto a proibição de cantorias num botequim ainda aberto às quatro horas da madrugada.

QUERIA, MAS NÃO QUERIA

Jucá confirma que disse o que disse, mas explica que não queria dizer o que disse

“Não foi uma conversa de pessoas que estavam tratando de alguma coisa. Alguém foi deliberadamente puxar um assunto, como se estivesse desesperado. Foi uma armadilha”.

Romero Jucá, em entrevista à Folha, explicando que não queria “estancar a sangria” provocada pela Lava Jato” quando foi flagrado tramando com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, maneiras de “estancar a sangria” provocada pela Lava Jato.

NEURÔNIO LETRADO

Dilma ainda tenta lembrar o título do livro que fingiu ler há sete anos

“Gosto muito de ler”.

Dilma Rousseff, em entrevista ao Valor Econômico, sem esclarecer se já conseguiu lembrar o título do último livro que leu, na campanha de 2010.

LADROAGEM SEM REMORSO

Militantes confessam que a turma que jurava não roubar nem deixar roubar aprendeu a roubar como ninguém

“Enquanto as regras eleitorais não fossem modificadas – para todos – , seria quase impossível disputar em condição de obter uma vitória em qualquer nível da federação, (…) não utilizando as regras do jogo que sempre foi jogado. Então, o Partido dos Trabalhadores, provavelmente, se utilizou das mesmas regras que os demais usavam (…) Como o PT poderia disputar eleições sem recursos enquanto todos os partidos neoliberais o tinham de sobra e de várias fontes? Seria impossível disputar com chances de vitória sem os instrumentos necessários. É perfeitamente lógico que o Partido dos Trabalhadores, apresentando um projeto ao país, disputando um novo rumo para a nação, tenha buscado se financiar para tal”.

Trecho de um artigo publicado no site do PT pela corrente Articulação de Minas/CNB, explicando que o PT só roubou porque todos os partidos roubam.

MALUCO É QUEM ELEGE UM JUCÁ

LADROAGEM NO SÃO FRANCISCO CONFIRMA: É LULA O PAI DE TUDO

As marcas de nascença do filhote tornam desnecessário o exame de DNA

Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff viajaram para Monteiro-PB ao lado do governador Ricardo Coutinho

No dia 10 de março, o presidente Michel Temer inaugurou o eixo leste da transposição das águas do Rio São Francisco. Enciumado, Lula baixou por lá neste domingo para reivindicar a paternidade da obra. Na discurseira que abrilhantou mais um comício ilegal, garantiu que é o pai da transposição. A mãe é Dilma Rousseff, esclareceu.

Nem precisa perder tempo com exame de DNA. Pelo menos cinco marcas de nascença confirmam aos berros que o filhote é a cara de Lula:

1. CRONOGRAMA VIGARISTA

Em 2007, quando as obras começaram, o então presidente jurou que seriam concluídas em 2010. Na conta de quem deve ser debitado o atraso de sete anos?

2. ORÇAMENTO FALSIFICADO

O custo original do projeto foi orçado em R$ 8,5 bilhões (em dinheiro de hoje). A gastança subiu para R$ 9,6 bilhões. Ninguém explicou até agora a diferença multimilionária.

3. SUPERFATURAMENTO

Apenas em licitações, o Tribunal de Contas da União já identificou um sobrepreço que vai chegando a R$ 720 milhões. Quem embolsou a fortuna?

4. INDENIZAÇÕES ILEGAIS

Só em desapropriações, o TCU calculou em 2012 que as indenizações totalizavam R$ 69 milhões, quantia que ultrapassa amplamente limites fixados como referência pelo Incra.

5. DESVIO DE VERBAS

As obras envolveram 90 empreiteiras. Ninguém sabe dizer por que foram tantas. A Delta, a OAS e a Galvão Engenharia lideraram um grupo de empresas (todas atoladas no Petrolão) que engoliu mais de R$ 200 milhões em dois lotes das obras do eixo leste.

No palavrório de domingo, o candidato a Dom Pedro III repetiu que Michel Temer não tem nada a ver com a obra que inaugurou. Cabe a Lula, portanto, esclarecer os casos de polícia em que se meteu às margens do São Francisco. O pai da transposição é também o parteiro da ladroagem fluvial.

DESPEJADA CRITERIOSA

Dilma explica por que escolheu Michel Temer como companheiro de chapa

“O Temer é isso que está aí, querida. Não adianta toda a mídia falar que ele é habilidoso. Temer é um cara frágil. Extremamente frágil. Fraco. Medroso. Completamente medroso”.

Dilma Rousseff, em entrevista ao Valor Econômico, revelando quais características leva em consideração na escolha de um vice.

QUER QUE DESENHE?

Líder do PT na Câmara pede ajuda para entender o que é e o que não é bandidagem

“Tem que chegar a um texto que crie uma definição clara do que será essa prova. Porque, do jeito que está, toda a atividade parlamentar está sendo criminalizada. Tem que separar o que é atividade política legítima do que é atividade política ilegítima. Do jeito que está, estão jogando tudo no mesmo balaio”.

Carlos Zarattini, líder do PT na Câmara, investigado pela Operação Lava Jato, sugerindo que seja criada uma lei para explicar quais atividades parlamentares estão de acordo com a lei.

CADEIA FORTALECE A CARNE FRACA

Graças à quadrilha desmantelada pela Polícia Federal, o Brasil subiu várias posições no ranking da canalhice

Presos na Operação Carne Fraca chegam ao IML para fazer exame de corpo delito, na tarde desta sexta-feira (17), em Curitiba (PR)

Graças às abjeções promovidas pela quadrilha que fundiu a ganância de executivos de grandes frigoríficos, a sordidez de funcionários do Ministério da Agricultura e a desfaçatez criminosa de políticos do PMDB e do PT, o Brasil subiu várias posições no ranking mundial da canalhice. As descobertas da Operação Carne Fraca são de dar engulhos mesmo em estômagos que as investigações da Lava Jato tornaram extraordinariamente resistentes a notícias abomináveis.

Mas ninguém terá o direito de espantar-se caso o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, e seu antecessor José Eduardo Cardozo não enxergarem nada de mais nas nauseantes demonstrações de desprezo pela saúde dos brasileiros e pela vitalidade de um setor da economia especialmente relevante. A miopia esperta de Serraglio seria consequência das ligações com um quadrilheiro a quem chama de “grande chefe”. Cardozo deve achar que – como o caixa 2, o futebol e o Carnaval – também o hábito de tapear o freguês é “uma questão cultural”.

O país que presta discorda. Brasileiros decentes entendem que quem age como Serraglio ou pensa como Cardozo é tão podre quanto a carne vendida pelo bando. E sabem há muito tempo que existe cura para praticantes de atividades culturais tão repulsivamente ilegais: basta uma boa temporada na cadeia.

ESPORTE RADICAL

Lindbergh garante que a Justiça sempre engaveta os casos de polícia em que se mete

“Estou tranquilo porque já tive outros dois casos como esse que foram completamente arquivados. O que tiver de novo, para mim, é financiamento empresarial. No meu caso, com certeza, vai ser arquivado de novo”.

Lindbergh Farias, senador do PT do Rio de Janeiro, sobre a inclusão do seu nome na lista do Janot, explicando que já se acostumou a escapar da cadeia.

ELA VOLTOU

Lula descobre que a fome não acabou para milhões de brasileiros

“Se o povo comesse cimento, eu faria estrada. Mas o povo come feijão, pão, bebe leite. Por isso, temos que acabar com a fome”.

Lula, num discurso no 12º Encontro Nacional dos Agricultores Familiares, em Brasília, prometendo acabar com a fome que jurou ter exterminado no fim do seu governo.

MENTIRAM ANTES OU MENTEM AGORA?

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LULA VAI APENDER COM MORO O QUE É UM INTERROGATÓRIO

Depois do depoimento em Curitiba, o culpado sem álibis só será candidato a uma temporada na cadeia

Num depoimento no tribunal, o réu é obrigado a tratar exclusivamente dos fatos criminosos de que é acusado. Qualquer calouro de faculdade de Direito sabe disso. Disso pareceu esquecer-se o juiz Ricardo Leite, que conduz em Brasília uma das cinco ações judiciais protagonizadas por Lula.

Nesta terça-feira, o ex-chefe de governo que virou chefe de bando caprichou na pose de inocente perseguido por inimigos cruéis, indignados com a ascensão ao topo do poder de um migrante nordestino que, enquanto se esbalda na vida de rico, jura só pensar no sofrimento dos pobres. Haja cinismo.

Estranhamente, não foi contestado pelo magistrado, nem instado a descer da estratosfera pelo representante do Ministério Público. Liberado para mentir, o interrogado fez-se de ofendido com quem qualifica de “organização criminosa” a organização criminosa que, com Lula no duplo papel de mentor e coiteiro, destruiu a Petrobras.

No dia 2 de maio, o farsante enredado nas descobertas da Operação Lava Jato vai aprender em Curitiba o que é um interrogatório de verdade. No depoimento comandado por Sérgio Moro e procuradores federais, todos sobraçando provas contundentes, não haverá espaço para evocações da infância miserável no Nordeste.

Se é que algum dia existiu, o pequeno pernambucano decidido a mudar o mundo já não há faz muito tempo. Foi substituído por um Lula repulsivo, sem pudor, sem vergonha e sem álibis. Encerrado o encontro com Moro, o reincidente sem cura só será candidato a uma mais que merecida temporada na cadeia.

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CRAQUE AUSENTE

Maluf lembra que só aparece em listas frequentadas por meliantes internacionais

“Não só não estou na Lava Jato e na lista do Janot, como não estou no mensalão”.

Paulo Maluf, deputado federal pelo PP de São Paulo, em sua conta no Facebook, gabando-se de só aparecer na lista dos criminosos procurados pela Interpol.

O DISCURSO DO REI QUE VIROU RÉU E OS COMENTÁRIOS DO COLUNISTA

Se o culpado não melhorar o desempenho, a maratona por tribunais vai acabar na cadeia

Com um depoimento de 48 minutos ao juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10.ª Vara Federal de Brasília, Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou nesta terça-feira a maratona por tribunais imposta a quem se torna réu em cinco processos. A ação penal em curso na capital investiga a participação do ex-presidente na trama criminosa que, entre outras bandalheiras, tentou impedir que Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, contasse tudo o que sabe sobre o esquema do Petrolão.

Seguem-se alguns trechos do interrogatório (reproduzido integralmente no vídeo abaixo), com comentários entre parênteses do colunista.

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“Você sabe o que que é levantar todo dia achando que a imprensa está na porta de casa porque eu vou ser preso?”

(O país acaba de saber que, embora não cometa sequer pecados veniais, a alma viva mais pura do Brasil já acorda pensando em como é a vida na cadeia)

“Eu tenho dito, antes, durante e depois, os que estão presos e os que vão ser presos, que tenha um empresário, um político que tenha coragem de dizer que um dia me deu R$ 3, que tenha coragem de dizer que um dia o Lula pediu cinco centavos para ele”.

(Só uma besta quadrada tentaria comprar favores de Lula com dinheiro de esmola. E nem quando era um sindicalista principiante o depoente lidava com centavos)

“Agora resolveram vender nossas terras. Já venderam o espaço aéreo, daqui a pouco vendem o mar e a gente terá que pedir licença para para entrar no Brasil”.

(Lula teve uma visão: a Imobiliária Temer vendeu o território nacional ao PMDB, entregou o espaço aéreo a Donald Trump, presenteou a Bolívia e o Paraguai com o mar que lhes faltava e proibiu os brasileiros de entrarem no Brasil. É nisso que dá conviver com Marilena Chauí)

“Nem o Sarney tinha força no Congresso para fazer maldade como faz esse governo agora”.

(Em 1988, Lula repetia em todos os discursos que José Sarney era “o maior ladrão da Nova República”. Agora descobriu que o ex-presidente é tão perverso quanto Dilma Rousseff. Ou Erenice Guerra)

“É o país de um golpista, da corrupção, os pobres estão desgraçados para o resto da vida”.

(Sem maiores explicações, o interrogado decidiu produzir uma concisa descrição da Venezuela)

“Só eu, com sete anos de idade, sei o que é pegar água e separar caramujo”.

(E só ele sabe, aos 70, como se faz para destruir uma Petrobras em menos de 7)

“O povo mais humilde desse país tem direito de ter as coisas”.

(Por exemplo, ter de volta os empregos que sumiram nos cinco anos de desgoverno da afilhada Dilma Rousseff)

“Lava Jato, no Brasil, a gente fala no café da manhã, no almoço, na janta e depois da novela”

(Como quem não para de pensar na segunda visita da Polícia Federal perde o sono, a famiglia Lula certamente conversa sobre a Lava Jato também depois da novela e durante toda a madrugada)

“Vou matar eles de raiva, porque em todas as pesquisas, vou aparecer na frente”.

(E vai morrer de medo porque metade do eleitorado não vota de jeito nenhum no campeão brasileiro de rejeição)

“Chamar o PT de organização criminosa. Se dependesse de mim, cada parlamentar abriria um processo para provar qual é a quadrilha”.

(Fundador do faroeste à brasileira, em que o bandido passa o filme inteiro querendo prender o xerife, Lula acha que merece ser preso quem chama de organização criminosa uma entidade beneficente que engordou a população carcerária com dois ex-chefes da Casa Civil, um ex-ministro da Fazenda e três tesoureiros nacionais do PT)

“Parecia que o Delcídio tinha recebido o ‘Prêmio Nobel da Delação’. Ele foi no Roda Viva”.

(O candidato ao Nobel da Tapeação foi freguês do Roda Viva até o advento do escândalo do Mensalão. De 2005 para cá, alega “problemas de agenda” para recusar o convite, renovado mensalmente, que lhe permitiria provar no programa que os culpados por todos os males do país são FHC e a imprensa independente)

“O presidente não tem coragem de ir na Bolívia”.

(O líder de massas que só se aproxima de massas quando come macarrão, discursa apenas para plateias amestradas e não dá as caras nas ruas acha que impopular é quem será vaiado se circular por La Paz ou Cochabamba)

“São uns seis e pouco de aposentadoria mais uns 20 que minha mulher recebia, que passou para 30. (…) Pode dar 30… 30 mil, mas pode ter mais. Tem mais porque tem doação ‘pros’ meus filhos, sabe, porque eu não tenho… Poderia chegar a quanto? 50 mil? Eu não sei, eu tô tentando chutar aqui, doutor. (…) O rendimento fixo que eu recebo, todo mês, é isso: 6 e pouco da anistia e ─ era vinte, agora passou para trinta – a LILS que paga. Mas depois o advogado manda pro senhor, aí, o total do rendimento das doações”.

(Lula nunca soube de nada que desse cadeia. Por que haveria de saber quanto ganha por mês?)

“Eu aprendi a andar de cabeça erguida”.

(Faltou explicar por que não aparece na Praça da Sé para que todo mundo veja como costuma andar quando está escondido em casa ou no Instituto Lula)

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LULA FINGE QUE IGNORA ATÉ QUANTO EMBOLSA POR MÊS

O trecho do depoimento que trata da renda mensal do camelô de empreiteira é um monumento à vigarice

O juiz federal Ricardo Leite quis saber nesta terça-feira quanto ganha por mês o réu Luiz Inácio Lula da Silva. Confira a resposta:

“São uns seis e pouco de aposentadoria mais uns 20 que minha mulher recebia, que passou para 30. (…) Pode dar 30… 30 mil, mas pode ter mais. Tem mais porque tem doação pros meus filhos, sabe, porque eu não tenho… Poderia chegar a quanto? 50 mil? Eu não sei, eu tô tentando chutar aqui, doutor. (…) O rendimento fixo que eu recebo, todo mês, é isso: 6 e pouco da anistia e – era vinte, agora passou para trinta – a LILS que paga. Mas depois o advogado manda pro senhor, aí, o total do rendimento das doações”.

O palavrório em dilmês de cadeia omitiu o que Lula recebe como perseguido político de araque, esqueceu os 13 mil reais pagos ao presidente de honra do PT, fez de conta que o palestrante em recesso ainda recebe convites enfeitados por cachês de espantar um Bill Clinton, escondeu os rendimentos auferidos pelo camelô de empreiteira, deixou escapar suspeitíssimas doações ao bando de filhos, garantiu que Marisa Letícia é que sustentava a casa e jurou que não sabe direito se ganha 26 mil ou 50 mil reais.

Se não sabe nem isso, é compreensível que o depoente também ignore que ganhou de presente um apartamento de três andares no Guarujá e um sítio em Atibaia, fora o resto.

É O BRASIL

Ministro do Supremo Tribunal Federal dá uma aula de como funciona a Justiça no país

“Não podemos misturar casos de corrupção com casos de caixa 2. Haverá casos de caixa 2 em que se acarreta corrupção, como dinheiro de origem espúria. Haverá casos de caixa 2 em que simplesmente se tratou de esconder, de alguma forma da Justiça e do público em geral, o recurso, mas tinha finalidade de aporte eleitoral”.

Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, explicando que existem ilegalidades que são menos ilegais que outras e corrupções menos corruptas.

DE ONDE VEM O DINHEIRO QUE BANCA OS DOUTORES DE LULA?

A tropa de advogados a serviço do chefão é composta por especialistas em absolvição de culpados

A multidão de advogados a serviço de Lula é composta por especialistas em absolvição de culpados. Esse tipo de bacharel cobra honorários em dólares por hora. Pelo atrevimento exibido nas audiências presididas por Sérgio Moro, pela insolência que esbanjam no esforço para irritar o juiz da Lava Jato, pela insistência em transformar um caso de polícia numa causa política, as boladas que os bacharéis vão receber são de muito bom tamanho.

A pergunta é: se a saúde financeira do Instituto Lula foi devastada pela retração dos fregueses da Lava Jato, se o Bill Clinton de galinheiro não recebe convites para palestras desde junho de 2015, se as mediações bilionárias do camelô de empreiteiras foram prudentemente suspensas, de onde virá o dinheiro para bancar a gastança com rabulices?  A resposta só pode ser dada pela Polícia Federal.

Aí tem.

Cristiano Zanin Martins, advogado de defesa de Lula

LULA NÃO TEM UM ÚNICO ÁLIBI QUE PARE EM PÉ

Os juízes que vão interrogar o ex-presidente sabem tudo sobre o réu. O interrogado não faz ideia do que sabem os magistrados

O fracasso da tentativa de trocar o depoimento em Curitiba por uma teleconferência que o manteria distante 500 quilômetros de Sérgio Moro tirou de vez o sono de Lula. As revelações de Marcelo Odebrecht sobre o Amigo, ou Amigo de E.O. (Emilio Odebrecht), pulverizaram o equilíbrio emocional do único líder popular que não dá as caras nas ruas. Só essa soma de reveses pode explicar os dois argumentos que Lula apresentou para escapar do pântano onde permanece submerso há meses.

Há dois dias, o sitiante sem sítio decidiu encomendar uma nota segundo a qual a Petrobras não pode ser considerada vítima do Petrolão: é também culpada pela destruição financeira e moral da empresa. “Para a ocorrência desses crimes”, alega o Amigo de E.O., “teriam concorrido diretores, gerentes e outros funcionários – isso sem falar que os próprios sistemas de controle de companhia não teriam funcionado na hipótese cogitada. Dessa forma, a empresa também possui responsabilidade no esquema criminoso”.

Haja cinismo. Essa conversa de 171 informa que não foi Lula (com a ajuda de Dilma Rousseff) quem nomeou todos os executivos da estatal algemados pela Operação Lava Jato. “A Petrobras é tão importante, mas tão importante que a diretoria deveria ser eleita pelo povo”, vivia declamando o palanque ambulante embriagado com as fabulosas jazidas do pré-sal que nunca saíram do fundo do Atlântico. Em vez de instituir a eleição direta dos cartolas da Petrobras, nomeou comparsas da base alugada que montaram o maior esquema de corrupção desde 1500.

Horas depois, Lula ordenou aos sabujos encastelados no Instituto Lula que divulgassem uma segunda nota, agora para reduzir os estragos causados pela descoberta dos codinomes que o identificavam no departamento de propinas e subornos da Odebrecht. “O presidente Lula jamais solicitou qualquer recurso indevido para a Odebrecht ou qualquer outra empresa”, fantasiou o falatório. “Jamais teve o apelido de Amigo. Se alguém eventualmente a ele se referiu dessa forma isso ocorreu sem o seu conhecimento e consentimento”.

Como se apelidos concebidos para ocultar comparsas só pudessem ser utilizados depois de obtida a autorização do apelidado, com firma reconhecida em cartório. Como se outros fregueses da Odebrecht imaginassem que, nos porões da empreiteira, haviam sido rebatizados como Feio, Muito Feio, Angorá, Nervosinho, Italiano ou Boca Mole. Os argumentos de Lula são mais que bisonhos: são coisa de culpado desprovido de qualquer álibi que pare em pé. Os juízes federais que vão interrogá-lo sabem tudo sobre o réu. Lula não faz ideia do que sabem os magistrados.

Mentir para plateias amestradas é vigarice e rende voto. Mentir num tribunal tribunal é perjúrio e dá cadeia.

A DEVASSA DO BNDES VAI HUMILHAR A QUADRILHA DO PETROLÃO

Só em Angola, 42 obras da Odebrecht torraram 2 bilhões e 600 milhões de dólares durante os governos de Lula e Dilma

Entre 2007 e 2015, o BNDES torrou, no financiamento de obras realizadas pela Odebrecht no Exterior, 8 bilhões e 400 milhões de dólares Ou 28 bilhões e 300 milhões de reais, na cotação atual. Só em Angola, controlada há 37 anos pelo ditador José Eduardo dos Santos, um ladrão compulsivo muito amigo de Lula, 42 contratos engoliram 2 bilhões e 600 milhões de dólares, com juros anuais de pai para filho. A vice-campeã da gastança foi a Repúblicana Dominicana, onde saíram pelo ralo 1 bilhão e 800 milhões de dólares. Com Lula e Dilma, o Brasil foi um pobretão metido a besta que se fantasiava de rico usando um fraque puído nos fundilhos. As dimensões siderais da gastança criminosa informam: quando começar a devassa da caixa preta do BNDES, o Petrolão vai parecer coisa de batedor de carteira.

Concentrado na solução de problemas logísticos que afetavam outras paragens do mundo, o BNDES não teve tempo para ocupar-se de urgências domésticas. A BR-163, por exemplo, foi inaugurada em 1976 para ligar Cuiabá, capital de Mato Grosso, a Santarém, no Pará. Passados 40 anos, seguem sem asfalto 189 quilômetros que, na temporada das chuvas, viram um sorvedouro de mar de lama e barro que afoga boa parte da safra de grãos. Em janeiro de 2006, o BNDES aprovou crédito de 723 milhões e 270 mil dólares (ou 2 bilhões e 300 milhões de reais) para obras de emergência na rodovia devastada. A pavimentação do trecho que flagela caminhoneiros e empresários do agronegócio custaria 824 milhões de reais. O dinheiro continua retido em Brasília.

A nova direção do banco deveria inspirar-se na agilidade esbanjada pelo BNDES lulopetista na hora de patrocinar grandezas concebidas por perdulários de estimação. Não houve um único atraso, por exemplo, na remessa das mesadas que financiaram a construção do porto de Mariel. Às margens do Caribe foram enterrados 682 milhões de dólares expropriados dos pagadores de impostos de um Brasil à beira da bancarrota. Dilma fez questão de abrilhantar a festa da inauguração, em Cuba, do superporto que nunca existiu por aqui.

NA MESMA CELA, LULA, PALOCCI E DIRCEU SERIAM FELIZES PARA SEMPRE

O deus da seita fora da lei merece juntar-se aos sacerdotes engaiolados

José Dirceu, chefe da Casa Civil entre janeiro de 2003 e junho de 2005, foi condenado à prisão em 2012 por ter feito o que fez no Mensalão e engaiolado de novo em 2016 por voltar a fazer, agora no esquema do Petrolão, o que desde sempre faz.

Antonio Palocci caiu fora do Ministério da Fazenda em março de 2006 por ter estuprado o sigilo bancário de um caseiro. Absolvido pelo Supremo, foi despejado em junho de 2011 da Casa Civil por ter embolsado fortunas com consultorias imaginárias. Virou hóspede da República de Curitiba porque a Lava Jato descobriu o que andou fazendo com o codinome Italiano.

Dirceu e Palocci são apenas duas das incontáveis provas, todas ambulantes e contundentes, de que durante mais de 13 anos o coração do poder esteve sob o controle de seita fora da lei chefiada pelo vigarista promovido a único deus: sempre que pilhado em flagrante, Lula jura que nada viu e de nada sabe.

Lula e Palocci, Lula e Dirceu, Dirceu e Palocci, Lula, Dirceu e Palocci ─ esses nasceram para espancar em perfeita sintonia a ética, os bons costumes e o Código Penal. Se os caprichos do destino os juntarem na mesma cela, os três serão felizes para sempre.

SOBROU PARA O MARIDÃO

Para dar visibilidade ao Dia Internacional da Mulher, Gleisi aplica punição doméstica

“Esse ano, o dia 8 de março será um dia de greve. Faremos greves nas escolas, em nossas casas, nas atividades domésticas, na área de trabalho, iremos fazer bloqueio de estradas, marchas e, inclusive, abstenção sexual”.

Gleisi Hoffmann, senadora do PT do Paraná, comunicando ao país que, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, resolveu deixar o maridão Paulo Bernardo sem cama nem comida.

INTELECTUAIS DO PT INFORMAM: O POVO “PERDERAM”

“Por que Lula?”, pergunta a primeira linha do manifesto em que 424 autodenominados intelectuais a serviço do PT imploram ao chefe da seita que oficialize a candidatura à eleição de 2018. Até os bebês de colo e os doidos de hospício sabem a resposta: porque a esperteza talvez ajude a fantasiar de “perseguido político” um prontuário ambulante enriquecido por sítios, apartamentos, palestras secretas, jatinhos, negociatas africanas, filhos que multiplicam dinheiro de origem misteriosa e outros espantos. Só finge não saber disso a fila de signatários do documento, puxada pelo inevitável Leonardo Boff e previsivelmente engrossada por Chico Buarque (assinatura n° 9) e João Pedro Stédile (n° 10).

Por que submeter a verdade a tão selvagens sessões de tortura?, perguntam os brasileiros normais ao fim da leitura do manifesto. Não há uma única e escassa menção ao assalto à Petrobras, ao maior esquema corrupto de todos os tempos, a descobertas da Lava Jato, à herança maldita legada por Lula e Dilma, a quadrilheiros engaiolados, à devastação provocada por 13 anos de roubalheira e incompetência. Aos olhos dos fiéis, a alma viva mais pura do mundo não tem nada a ver com isso. Lula tem tudo a ver apenas com a consolidação da democracia, o extermínio da pobreza, o sistema de saúde próximo da perfeição, o sistema educacional de dar inveja a professor finlandês e a transformação do Brasil numa potência petrolífera respeitada no mundo inteiro, fora o resto.

E por que assassinar o pobre português já no primeiro parágrafo?, perguntam os que tratam com mais brandura a língua oficial do Brasil. Em que medida o massacre do idioma ajudaria a livrar da cadeia um ex-presidente que saiu da História para entrar na bandalheira? Teriam os redatores do palavrório resolvido homenagear o Exterminador do Plural? Ou seria uma demonstração de solidariedade aos inventores da linguística lulopetista, para os quais falar errado está certo? Se não tem nada de mais insultar o português pronunciando frases como “Nós pega os peixe”, os discípulos de Lula estão à vontade para redigir o trecho abaixo reproduzido, com observações em negrito do colunista.

“É o compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a defesa da soberania brasileira e de todos os direitos já conquistados pelo povo desse (Errado, o certo é ‘deste’) País, que (Alguém infiltrou uma vírgula bêbada entre ‘País’ e ‘que’) nos faz, através desse (É errado o uso de ‘através desse’: o certo é ‘por meio deste’) documento, solicitar ao ex-Presidente Luiz Inácio LULA da Silva que considere a possibilidade de, desde já, lançar a sua candidatura à Presidência da República no próximo ano (A candidatura deve ser lançada desde já ou no próximo ano?), como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam”.

Como é que é, companheiros inteleques? Quem “perderam”? O povo? Nesse caso, foram simultaneamente trucidados os fatos e a concordância verbal. O povo brasileiro nunca “perderam”; sempre perdeu, no singular. Mas desta vez não perdeu a dignidade, o orgulho e a autonomia, como fantasia o manifesto. O que perdeu foi a montanha de dólares acumulada pelo PT e seus comparsas. Também perdeu o respeito pelos farsantes no poder havia 13 anos, perdeu a paciência com os poderosos patifes e perdeu o medo de ditar os rumos da nação.

Nenhum país tem mais intelectuais por metro quadrado que o Brasil, constatou Nelson Rodrigues. O problema é que a maioria é incapaz de pensar. Enquanto mantêm guardado na cabeça um romance incomparável, escritores escrevem manifestos de envergonhar o mais bisonho reprovado no Enem. Nessa categoria figura o que sonha com a volta de Lula. A coleta de assinaturas recomeçará na segunda-feira, informou o site do PT. Sobra tempo para que os 424 pensadores façam as correções indispensáveis. Se quiserem copiar as feitas acima, estejam à vontade. De nada.

Também clama por um revisor com mais de cinco neurônios o texto que festeja no site do PT a desembestada ofensiva retórica. Confira:

“Numa iniciativa que responde à escolha que milhões de brasileiros manifestam com clareza sempre que lhe perguntam quem deve governar o país, o lançamento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República começa a tomar forma e conteúdo. A partir de segunda-feira (6), todo cidadão brasileiro será convidado a colocar seu nome, através de uma plataforma aberta na internet, a um abaixo assinado que solicita a Lula considerar “a possibilidade de, desde já, lançar sua candidatura a Presidência da República como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam.”

Esse monumento à ignorância vai ficar sem retoques. Primeiro, porque a cena do crime deve permanecer intocada, como alertam as séries policiais da TV americana. Depois, porque o parágrafo acima, da mesma forma que o manifesto, é uma prova contundente de que – ele, de novo – Nelson Rodrigues tinha razão: os idiotas estão por toda parte. Por que estariam ausentes de reuniões que terminam com o parto de outro manifesto?

O ENSAIO GERAL DO BLOCO DOS SABOTADORES DA LAVA JATO

Em 7 de fevereiro, o onipresente Gilmar Mendes sacou do coldre o trabuco retórico para anunciar o recomeço do duelo com o juiz Sérgio Moro e a força-tarefa do Ministério Público engajada na Operação Lava Jato: “Temos encontro marcado com essas alongadas prisões que se determinam em Curitiba”, avisou o ministro do Supremo Tribunal Federal que também preside o Tribunal Superior Eleitoral. Em vez de ao menos lamentar a indolência cúmplice de quem demora a julgar e só absolve, Gilmar se enfurece com homens da lei que investigam, provam, condenam e prendem.

Em 20 de fevereiro, o senador Romero Jucá, líder do governo no Congresso, sucumbiu ao medo decorrente da aproximação do camburão e, disposto a tudo para continuar sob as asas do foro privilegiado, pariu a Teoria da Suruba: “Se acabar o foro, é para todo mundo”, comunicou. “Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada”. Nessa linha de raciocínio, o STF é uma espécie de casa de tolerância reservada a meliantes incomuns. Por exemplo, gente como Jucá, um prontuário à espera de uma gaiola desde os tempos do bercário.

Em 24 de fevereiro, o ministro Marco Aurélio Mello resolveu infiltrar um recado à Lava Jato, tão enviesado quanto impertinente, num trecho da justificativa para a soltura do goleiro Bruno: “A esta altura, sem culpa formada, o paciente está preso há 6 anos e 7 meses. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A complexidade do processo pode conduzir ao atraso na apreciação da apelação, mas jamais à projeção, no tempo, de custódia que se tem com a natureza de provisória”. (Horas depois, o advogado Wasley Vasconcelos reivindicou ao Supremo Tribunal Federal que o indulgente parecer de Marco Aurélio fosse estendido a seu cliente Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno e seu comparsa na execução e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, ex-namorada do então jogador do Flamengo).

Em 26 de fevereiro, domingo de Carnaval, o onisciente Gilmar Mendes aproveitou uma entrevista ao Estadão para endossar a tese do senador que preside o PMDB. “Eles têm razão: se se quer acabar com o foro, é para todos”, pontificou o artilheiro do time da toga. (“Eles” são os jucás). À caça de explicações menos mambembes, o ministro acabou ampliando o acervo de aberrações que recomendam a imediata interdição da suruba: “Falam de 22 mil autoridades com direito a foro privilegiado. Ora bolas, 17 mil são juízes. E quanto serão os membros do Ministério Público?” Como engolir um privilégio com tamanha multidão de beneficiários togados? “Quando se fala que o grande problema do Brasil é o foro privilegiado, é irresponsável”, delirou o entrevistado, sem esclarecer onde ouviu tamanha bobagem. Quem luta pela revogação desse foro inconstitucional e imoral nele enxerga não a origem de todos os males da nação, mas um dos muitos tumores que infestam o sistema legal. “Só 8% dos homicídios são desvendados no Brasil”, foi em frente o ministro. “Os processos não andam em várias instâncias. As pessoas só são investigadas quando passam a ter foro privilegiado”. Se os supremos sherloques de fato investigam, nunca encontram nada: o índice de condenações no STF é inferior a 1%.

Em 27 de fevereiro, dois dias depois do advogado de Macarrão, Rui Falcão descobriu que a rota de fuga pavimentada por Marco Aurélio e inaugurada por Bruno poderia ser percorrida por uma trinca de bandidos de estimação engaiolados em Curitiba. “Diante do excesso de prisões preventivas, sem motivo e prolongadas no tempo para forçar delações, o rigor jurídico do ministro Mello para um homicida confesso deveria estender-se ao conjunto das sentenças do STF”, caprichou no cinismo o presidente do PT num artigo publicado pelo site do partido. “Afinal, por que manter presos João Vaccari, José Dirceu e Antônio Palocci – e há outros em situação semelhante – contra os quais só existem delações e nenhum prova consistente? É hora de cessar a parcialidade nos julgamentos, dar um fim à perseguição política promovida por certos juízes e procuradores e libertar Vaccari, Dirceu e Palocci”. Rui Falcão, quem diria, enfim confessou que o PT é um viveiro de goleiros brunos que, em vez de uniformes de times de futebol, trajam o modelito imposto à população carcerária.

Conjugados, os cinco episódios confirmam que, enquanto o País do Carnaval se distraía, começou neste fevereiro o ensaio geral do bloco dos sabotadores da Operação Lava Jato. O enredo carece de ajustes, a bateria vive atravessando o samba, a ansiedade atrapalha a harmonia, os destaques sofrem frequentes surtos de exibicionismo. Mas seus integrantes já não escondem o rosto nem recorrem a fantasias para enganar a plateia. Para manter confinado na área de concentração o bloco da infâmia, é preciso que as multidões que representam o Brasil decente voltem às ruas e renovem a advertência: ninguém vai deter a Lava Jato.

É essa a bandeira que mobiliza, aglutina e une o país que presta. É essa a palavra de ordem que afugenta e isola tanto extremistas de direita quanto devotos do lulopetismo que espreitam as manifestações programadas para o fim deste mês, decididos a deformá-las com reivindicações absurdas, deliberadamente cretinas ou apenas equivocadas. Os idiotas estão por toda parte. Assumirão o controle das ruas se a resistência democrática embarcar na nau dos insensatos.

CULPA DA LAVA JATO

Dilma acredita que empresas envolvidas em ladroagem devem ser protegidas pelo Planalto

“O que aconteceu na Lava Jato tem aspectos bastante graves. O mais grave deles, na minha opinião, é a não preservação, pelo Estado brasileiro, das suas empresas. Você pode prender executivos, mas preserva a empresa. Não é o que estamos fazendo no Brasil. Quando é que a Alemanha fará isso contra a Siemens? Quando é que os Estados Unidos farão isso contra seus bancos? Nunca”.

Dilma Rousseff, em entrevista ao site Sul 21, ensinando que a Lava Jato é mais prejudicial à economia brasileira do que foi a roubalheira na Petrobras patrocinada pelo governo de que participou e pelo governo que chefiou.


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