NOTAS

Teimosia é uma desgraça. O país reprova a indicação da deputada federal Cristiane Brasil-PTB-RJ para o cargo de ministra do Trabalho. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região, na segunda-feira, dia 15, concordando com a decisão da 4ª Vara Federal de Niterói, que se baseou na tese de desrespeito ao princípio da moralidade administrativa, suspendendo a posse, honrou a liminar de impedimento anterior. No jogo do toma posse, não toma, a presidência da República recorre à Advocacia Geral da União-AGU para entrar com embargos de declaração, enchendo o Judiciário de processos. O estranho é o fato de existir centenas de profissionais divinamente preparados em assuntos trabalhistas, capaz de ocupar o posto com honra. Sem causar suspeita. Mas, insistir numa pessoa envolvida em causa trabalhista para assumir importante cargo é querer pisar na bola. De novo. Derrubando a popularidade de um governo, já desgastado.

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Tomar atitude contra o desmonte que a gestão petista fez na Petrobrás, durante 13 longos anos, é uma nobre providência. Por muito pouco a outrora poderosa estatal petrolífera escapou da destruição completa. No entanto, surpreende a pressa que os atuais gestores da empresa estão tomando para tirar a Petrobrás do buraco. Tem-se ciência que a produção de petróleo não é a única atividade rentável. Existem alternativas para fazer caixa, fora a venda de ativos. O refino e a venda de derivados do petróleo, enriquecidos, tem promissor mercado consumidor no mundo. Então, por que a rapidez na venda de ativos rentáveis, a precipitação no repasse de valioso patrimônio para terceiros com o intuito de ganhar dinheiro suficiente para tirar a Petrobrás do fundo do poço. Convém não esquecer. Andar com o pé no chão, evita tropeços.

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O cidadão anda desconfiado da situação econômica do país. Com razão. Ora, se os dados mostram que a taxa Selic despencou, a inflação caiu, o acumulado fechou em 2,5%, registrando o menor patamar inflacionário desde novembro de 1988, a recessão enfraqueceu, a economia sinaliza entrar em fase de recuperação, por que, então, o custo de vida teima em subir, sem declinar um grau sequer. A gasolina, o gás de cozinha e a energia elétrica são os melhores exemplos de subida de preço e queda de renda. Porém, acontece que a inflação não é calculada por produtos isolados, mais pela variação média de uma cesta de produtos e serviços. Embora os preços não baixem, a velocidade de subida de preços tem diminuído. Então, para o preço de produtos baixar é fundamental que o país registre sintomas de deflação, queda de preços no mercado. Por causa da queda de preços nos combustíveis, energia elétrica e alimentos, houve deflação em junho passado. Aliás, a primeira em 11 anos de inflação ascendente. Agora, tem um detalhe, deflação, queda nos preços, em ritmo constante é prejudicial à economia.

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Recife enfrenta graves desigualdades. A concentração de renda é nítida. A mobilidade é crítica, o saneamento urbano, precário e a segurança está insuportável, apesar da redução nos registros dos crimes violentos letais intencionais. Lentamente, as atividades econômicas recifenses conseguem se descentralizar do Centro da cidade e de Boa Viagem, bairro ainda com intenso poder de atração de atividades. Todavia, o Poder Público tem muito o que fazer. Investir na moradia para as famílias de baixa renda, trabalhar na infraestrutura da cidade, oferecer mais espaços e serviços públicos com vista a melhorar a qualidade de vida da população, insatisfeita, permanece na ordem do dia.

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O Postalis, fundo fechado de pensão dos Correios, passou 6 anos sentindo o sabor amargo da corrupção que deixou bilionário déficit. Os maus investimentos, feitos por incompetentes gestores políticos em papeis podre da Argentina e da Venezuela produziram bilionário rombo, que prostrou o antigo forte fundo de pensão da estatal brasileira. Mas, enquanto os falsos diretores passaram, sobrou a batata quente para os mais de 400 mil participantes do Postalis, entre ativos, aposentados e pensionistas. Sob intervenção, o fundo deve tornar indisponíveis os bens dos negligentes gestores, enquanto a apuração das irregularidades não for concluída, integralmente. Para garantir a solução do monstruoso déficit deixado.

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Até a década de 90 a Venezuela era um país rico, grande produtor e exportador de petróleo. Mas, atualmente, por conta do regime autoritário e de repressão, que deformou a democracia, a Venezuela virou palco de protestos. A economia da Venezuela emborcou. Em 2012, a recessão profunda destronou a riqueza. Trouxe a crise político e econômica, deteriorou o sistema produtivo, derrubou fortemente o PIB, vulgarizou o assassinato de opositores, elevou a pobreza e o desemprego. A perda do poder aquisitivo aumentou a fome, a escassez de alimentos provocou desabastecimento crônico, a sobrevalorização cambial, detonou desordem geral nas ruas. A fuga de pessoas para outros países em busca de porto seguro é notória. Segundo cálculos do Parlamento a inflação acumulada, fechou 2017 em 2.000%.

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Em julho passado, o estaleiro Mauá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, acumulava três navios inacabados por conta da falência da indústria naval, atropelada pelo esquema de corrupção que devastou a Petrobrás, excelente cliente, e pela queda no preço do barril de petróleo. Somados com outras fabricações paradas, três navios, sete sondas, um casco de plataforma e quatro comboios hidroviários, o prejuízo importava em US 6 bilhões. Até chegar a solução dos problemas causados por falhas na legislação, muitas encomendas foram canceladas, vários guindastes estão parados, e com a paralisação das obras, em visível estado de ferrugem, é evidente que houve desemprego no setor. Além do prejuízo financeiro. Em Pernambuco, o Estaleiro Atlântico Sul anuncia que caso não feche novas encomendas, admite-se o possível fechamento do estaleiro em 2019.

NOTAS

Quando estabeleceu a austeridade fiscal, a equipe econômica tinha objetivos. Equilibrar as contas públicas. Mas, nem o Poder Executivo obedece. Desconhece o recado. Parece que esqueceu a norma sancionada no ano passado. O governo permanece fazendo contratações no serviço público. Pelo menos entre janeiro e julho de 2017, as nomeações de pessoal concursado passaram de 581.098 para 588.187 pessoas. É o que atesta o Painel Estatístico de Pessoal-PEP, do Ministério do Planejamento. No ano passado aposentaram-se 15.670, mais entraram 11.924 pessoas concursadas e 30.235 novos servidores vindos de processos seletivos. O problema é a falta de mão de obra em alguns setores, enquanto noutros, acontece excesso de gente. Ocupando cargos comissionados. Absurdamente.

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Passear com cachorro traz benefícios. Educa o animal a fazer suas necessidades na rua, deixando a casa limpa, sem odor. O exercício diário melhora o condicionamento físico, emocional e mental do bichinho, fortalece as articulações, queima calorias, afasta o perigo da obesidade, aguça o olfato, garante uma velhice mais ativa. As caminhadas, deixam, enfim, o cão mais sociável com as pessoas e outros animais que encontrar nos passeios. Evita o estresse, a ansiedade e a hiperatividade. Ao dono, os passeios com o cachorrinho exercitam o corpo sedentário, evitando o perigo da diabetes.

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Quando faleceu em 1967, aos 83 anos, o alemão Joseph Hubertus Pilates, não imaginava que o seu método de reunir força e flexibilidade no corpo, superando os limites físicos através da ginástica e da ioga, fosse alcançar sucesso no mundo. Observando os movimentos de um bebê e do gato, que descontraidamente moviam o corpo e a respiração sob controle, Pilates descobriu que do mesmo jeito podia manter a postura e o condicionamento físico em dia, para prevenir lesões nas pessoas. Na infância, o enfermeiro Pilates foi uma criança frágil, asmática e raquítica. Então, para vencer a fragilidade física, ter saúde, Pilates praticou seis exercícios básicos. Concentração, controle do corpo, centralização da força, fluidez, precisão e respiração. Consagrando o método no universo da ginástica.

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A dúvida persiste. O que é bom para o país, privatizar estatais ou permanecer com elas como berço do empreguismo, base para acomodar o corporativismo político na defesa do próprio bolso, ser eterno gerador de prejuízos para o país ou passar a bola para a frente com a intenção de diminuir o inchaço do Estado. A Infraero, lotada de pessoal, sem serviço e mesa suficiente para acondicionar gente próxima, comete o erro de abrigar excesso de pessoal. São 4 mil funcionários à toa, além das necessidades reais da empresa, elevando o gasto com pessoal para 1 bilhão de reais por ano. O exemplo de privatização, que deu certo, realizado pelo setor de telefonia, não deve ser desprezado. Todavia, o que fazer com o sistema elétrico. Segundo especialistas, considerando a fragilidade financeira de algumas distribuidoras, privatizando, a Eletrobrás ganharia eficiência, especialmente na distribuição de energia. Fator supeer deficiente no Brasil.

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O turismo é inesgotável fonte de renda. Caso seja bem tratado, injeta recursos na economia permanentemente. Atraindo visitantes. Mas, para ser atrativo, o turismo depende de ação pública. Nas principais capitais brasileiras o esgoto é despejado no mar. Contaminando as praias e proibindo o banho por causa do desagradável cheirinho e da cor da água, suja, que escurece a área onde o esgoto é derramado. Os despejos sanitários no mar prejudicam a arrecadação dos municípios porque expulsa banhistas, moradores e comerciantes da orla em virtude de a praia ficar imprópria para o banho. Qual o turista que se aventura a pegar doença, sabendo da existência de enorme quantidade de praias brasileiras proibidas para o banho por causa de descaso público. Por isso o turismo brasileiro é baixo em relação ao mundo.

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Estudante do Canadá, com a família, passou as festas de final de ano no Recife e entorno. A jovem gostou da cidade e da espontaneidade do recifense. Adorou a alegria contagiante da população. Todavia, desaprovou algumas atitudes, consideradas normais no país, mas totalmente desconhecidas nas terras canadenses. Ao se despedir do Recife, a jovem deixou sua impressão. “Recife é linda, o povo maravilhoso, porém, desaprovo a desorganização, a sujeira e a insegurança que encontrei nas ruas”. Numa noite, a jovem, com os familiares, foi conhecer a prévia carnavalesca de Olinda. Quando deu por si, um parente, no grupo, sentiu a falta da carteira, contendo identidade, dinheiro e alguns cartões de crédito internacional, roubados na folia olindense, no empurra-empurra. O único documento que restou foi o passaporte que por sorte ficou em casa. Péssima impressão os visitantes levaram do Brasil. Com medo, talvez não voltem mais. Afinal, a vida no Canadá é pacata, organizada e atrativa. Com as cidades super limpas.

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A política abre portas na maior rapidez. O presidente Temer entra e sai do Hospital Sírio-Libanez, de São Paulo, para realizar consultas, fazer exames ou processos cirúrgicos, sem limitação. Todavia, o povo é privado dessa regalia. Basta verificar a lista dos 8,2 mil pedidos de consultas, exames e cirurgias de próstata enganchados na fila de espera, que não anda. Em 2017, Temer fez duas cirurgias na maior rapidez. Em 2018, procede nos exames rotineiros. Mas, para Raimundo Oliveira, um brasileiro comum, realizar a sua necessária cirurgia urológica, esperou 10 longos anos. O cidadão perambulou pelos hospitais à procura de tratamento e sempre era rejeitado por um simples “não”. Expressado por mesquinha, grosseira e permanente atitude do serviço público que adora repetir ao povo. “Aguarde a sua vez”.

NOTAS

Com arma não se brinca, pois, brincou, dançou. Pelos dados levantados de 1980 a 2014 as armas de fogo mataram aproximadamente um milhão de pessoas no Brasil. Mortes definidas como homicídios, acidentes e suicídios. Desde o Estatuto do Desarmamento, em vigor a partir de 2004, instituído para reprimir a onda de homicídios com armas que andava a mil, o desarmamento não evitou a violência armada, principalmente contra o jovem de 15 a 29 anos, cuja mortandade se mantém crescente. Para conter a violência armada, a população cobra a aprovação do projeto de lei, em tramitação no Senado, com pretensões de revogar o Estatuto do Desarmamento. Liberando o uso de arma de fogo também pela população.

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Os arqueólogos cismavam da existência de uma construção, não concluída, na base do Muro das Lamentações, em Jerusalém. O mistério demorou 150 anos de pesquisa para ser desfeito. Porém o mestre em Antiguidades israelense, Joe Uziel, matou a curiosidade. Após dois anos de escavação, localizou um edifício em construção, com 15 metros de largura e oito de altura na base de sustentação do Muro das Lamentações, com data provável do século III de nossa era, conforme pesquisa feita com o uso de carbono 14. A valiosa descoberta identificou o Monte do Templo, o lugar mais sagrado para o judaísmo.

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O Brasil é um país estranho. De difícil compreensão. Enquanto veta o recurso extra de R$ 1,5 bilhão que seria destinado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação-Fundeb, medida aprovada pelo Congresso na Lei Orçamentária Anual para 2018, autoriza a concessão de R$ 1,7 bilhão para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha eleitoral. O Fundeb visa melhorar o atendimento ao aluno na creche, na pré-escola, educação infantil, ensino fundamental e ensino médio nas escolas públicas. Como está proibida a ajuda das empresas para as campanhas eleitorais, visando eliminar a devassidão, o Fundo de Campanha é a verba com o dinheiro do povo para o político torrar na disputa pelo voto na urna, de modo a garantir a eleição ou reeleição do candidato.

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Só pode ser gozação. Desconhecendo a fase de austeridade implantada no país, os deputados aprovaram e a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa subscreveu rápido, entre os dias 18 e 28 de dezembro, o projeto de lei que concede dois benefícios aos parlamentares do Amapá. Um referente ao subsídio de Natal, no mesmo valor do salário de R$ 25 mil. Outro, também de idêntico valor, que será pago a cada fevereiro, sobre a verba de auxílio paletó. O presidente da Assembleia, deputado Kaká Barbosa, do Avante, defende os benefícios, especialmente o auxílio paletó, porque garante a compra de vestuário digno para o exercício do mandato. Mas, a OAB do Amapá, por ser contra tal aberração, recomenda o veto no escandaloso projeto. A população amapaense, revoltada, ironizou o repreensível ato pendurando roupas desgastadas, calças, camisas e paletó estragados usados pela população, na entrada da Casa Legislativa do Amapá, como protesto.

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O percentual de pessoas endividadas cresce no país. Dados levantados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-Peic, realizada pela Confederação Nacional do Comércio-Cnc, indicam que o endividamento das famílias brasileiras subiu 62,2% em 2017. Superou a indicação de 2016 que estava em 59%. Na averiguação constam dados sobre famílias inadimplentes ou aquelas sem condições de quitar as dívidas contraídas. O fator preocupante é a subida de preços neste início de ano, diminuindo o poder aquisitivo da população. Já que o salário perde valor.

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As rebeliões nos presídios não acontecem de repente. São previamente planejadas e conhecidas por setores de governos. A causa dos motins é sempre o mesmo. Não muda nada. Superlotação, precariedade na estrutura do sistema prisional, lentidão da Justiça no andamento dos processos e a livre interferência das organizações criminosas controlando a ordem e as atividades lucrativas nos presídios, como narcotráfico e contrabando, dada a incompetência do Estado no combate.

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Por falta de ação do Estado, motoristas e cobradores de ônibus resolveram paralisar os serviços no Terminal de Jardim Brasil I, bairro do município de Olinda. A interrupção dos ônibus no Terminal deu-se em protesto contra a insegurança que está insuportável, também em Pernambuco. Por um dia, revoltados contra os constantes assaltos, os profissionais de ônibus urbanos fecharam o Terminal, à espera de solução das autoridades.

NOTAS

A violência sexual não é exclusividade de países pobres. Nas nações ricas, de altos padrões culturais, a população também convive com este tipo de delito. Na União Europeia, composta por 28 membros, países como Inglaterra e Suécia se destacaram em 2015 ao registrar 64.500 ocorrências de crimes cometidos contra a mulher, dos quais 35.800 foram de estupros. Por outro lado, a Alemanha anotou 34.300 crimes sexuais, com sete mil estupros. A França relacionou 32.900 casos, com 13 mil estupros e na Suécia foram catalogados 17.300, com 5.500 estupros. Segundo a Organização Mundial da Saúde-OMS, apesar de falhas estatísticas. o Brasil figura nas estatísticas como o quinto maior no mundo em feminicídio. Crime em ascensão.

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A distinção que o Brasil faz entre as autoridades e o povo é questionável. Enquanto concede regalias e benefícios em excesso aos figurões à custa do cidadão, nega direitos ao povão que tem de comprovar arduamente a obtenção de conquistas objetivas. Senão, dança na chapa quente. Por ter exercido apenas 10 anos de mandato, como deputado federal, José Dirceu, PT-SP, cassado em 2005, foi aposentado pela Câmara com o salário de R$ 9.600. O impressionante foi a rapidez na concessão do benefício. Enquanto o povão pena, injustamente, submetido a protocolos e burocracia infernais para obter a mísera aposentadoria.

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Tem fatos na política que dificilmente o povo engole. A Comissão de Direito Humanos da Câmara dos Deputados julgou como negligência das autoridades a causa das chacinas nas penitenciárias de Rondônia e Roraima. O incrível é que, somente depois da morte de 56 detentos, os parlamentares descobriram a causa das atrocidades. Celas superlotadas, casos de tortura, maus tratos e o crime organizado ter assumido o controle nos presídios. Indiferentes ao descumprimento de normas constitucionais, parece que os parlamentares não sabem que existem 622 mil prisioneiros jogados em locais cheios de ilegalidade, ocupando míseros espaços nas celas superlotadas.

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A Justiça tem de se renovar. Modernizar o expediente, tirar a toga da imponência, ser tolerante nos atos, visando se aproximar do povo. Os magistrados devem esquecer a arrogância, trocar a morosidade pela agilidade para desengavetar processos entulhados. Fato normal no Judiciário, causador de prescrição. Na Dinamarca existe uma estátua numa praça, simbolizando a Justiça. Reproduz a figura de uma mulher montada nas costas de um homem franzino. O réu. A aparência da imagem reflete uma mulher obesa, inoperante e indiferente ao excesso de processos pendentes. A sobrecarga de serviços leva à morosidade nas sentenças. A lentidão provoca prescrição de processos. Fato constatado no STF em 2016, onde de cada cinco processos em tramitação, um prescreveu. Por que, então, não se criar uma Terceira Instância para desafogar as gavetas abarrotadas de causas jurídicas.

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A finalidade do Bolsa Família, programa social que visa transferir renda para o grupo de pessoas enquadradas na situação de extrema pobreza. Para ter direito ao benefício, o interessado se inscreve no Cadastro Único para Programas Sociais, mantido pelo Governo Federal, cuja responsabilidade administrativa é das prefeituras municipais. A preferência na inscrição é para as gestantes, mães em fase de amamentação e aquelas que comprovarem filhos com idade até 17 anos, matriculados na escola. Mas, após um pente fino, encontraram sérias irregularidades no programa. Dos 13,9 milhões de benefícios aprovados, descobriram 1,1 milhão de beneficiários inscritos irregularmente. Na vassourada, fará uma economia de mais de 2,4 bilhões ao ano. Tem gente que recebe o Bolsa Família apenas para doar às campanhas eleitorais. Outros recebem o benefício, tendo renda superior ao estabelecido no programa. Como tem arrumadinhos nesse Bolsa Família.

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Na comemoração dos 20 anos do Plano Real, entre 1995 e 2014, o Brasil brindou conquistas. Reduziu a pressão da dívida externa e inflacionária sobre a economia. Até o PIB surpreendeu. Superou as expectativas. Mas, passada a euforia dos 20 anos de prosperidade, surgiu a imagem da preocupação. A industrialização foi incapaz de derrubar a pobreza, a má nutrição e as doenças. A instabilidade política e o descaso público causam injustiça social. Impedem que as políticas econômicas, assegurem um crescimento sustentável do PIB. Como o caminho é longo, sente-se a necessidade de o país adotar algumas diretrizes básicas. Atualização da política fiscal talvez seja o caminho para estimular o consumo, fomentando uma política industrial objetiva.

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Quando a festa é boa, atrativa, nem o alto preço da diária cobrado pelos hotéis atrapalha. A Associação Brasileira de Hotéis do Rio de Janeiro revela que na noite da virada do ano, de 31 de dezembro para 1 de janeiro, a ocupação nos hotéis foi de 98% em média. As regiões mais procuradas para hospedagem na Cidade Maravilhosa foi Copacabana/Leme e Flamengo/Botafogo. Nesses locais a taxa de ocupação registrou 100% para alegria da rede hoteleira carioca. Os 707 mil turistas, sendo 614 brasileiros e apenas 93 mil estrangeiros, injetaram cerca de R$ 2 bilhões na economia do Rio.

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O Poder Legislativo custa caro ao país. A previsão orçamentária da Câmara para a próxima Legislatura é de R$ 6,1 bilhões. O excesso de deputados e de assessores elevam a já gigantesca despesa. Embora com menos componentes, a estimativa de gasto para o Senado também não é baixa. Os cálculos indicam despesa anual de R$ 4,4 bilhões. Para cada Casa parlamentar, o acréscimo em relação a 2017 é de R$ 200 milhões. Tudo bem que o aumento de despesas acompanha a inflação, mas, inadmissível permanecerem exagerados. Garantindo vida luxuosa aos parlamentares, diante da vastidão de necessidades do país. Na Câmara, a folha salarial dos 513 deputados, 3,3 mil servidores concursados e de 12 servidores indicados pelos políticos para exercer cargo em comissão come quase tudo. Com a reduzida sobra, compram material de consumo, propaganda, passagens aéreas e despesas de locomoção e auxílio alimentação dos parlamentares. No Senado, o caso é semelhante.

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O IBGE divulga outro vergonhoso indicador social. As desigualdades são fatos explícitos no Brasil. Pelo menos, a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revela que cerca de 50 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha de pobreza. A renda familiar dessa gente não passa de R$ 387,07, que é o limite referendado pelo Banco Mundial para indicar o patamar de pobreza de uma pessoa. Infelizmente, o Nordeste concentra o maior índice de pobreza, com a indesejável marca de 43,5% da população nordestina vegetando na miséria. A recessão e o desgoverno de 2015 empurrou muitos coitados para o buraco da miséria. Nua e crua.

NOTAS

Surpreendentemente, acontece algo diferente lá pras bandas do Oriente. As mulheres judias, mulçumanas e cristãs se unem, caminham juntas em Israel para lutar pela paz. No meio da violência entre israelitas e palestinos, aparece o movimento Women Wage Peace, estimulando a Marcha pela Paz. A última caminhada reuniu milhares de mulheres, próximo ao Mar Morto, dispostas a percorrer o trecho entre a Cisjordânia e Jerusalém no intuito de solicitar aos líderes dos dois países o acordo sobre o entendimento, pondo fim à discórdia. Reiniciando o diálogo interrompido desde 2014. Outra reivindicação feminina incluída no movimento visa obter garantia para a mulher participar das negociações.

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A bitcoin chegou para ficar. Desde o seu aparecimento no mercado internacional, em 2008, o bitcoin faz sucesso também no Brasil. Por ser uma moeda digital, supervalorizada, usada nas transações online ao redor do mundo, virou mania entre os especuladores, que anonimamente movimentam altos valores, livres do controle de bancos ou de um órgão regulador central. Estima-se que no período entre 2011 e 2017, as transações de bitcoin feitas no Brasil tenham superado a marca de 2,18 bilhões de reais. Também pudera, cada bitcoin vale 17 mil dólares. Tem brasileiro que por acreditar na magia desse mercado financeiro global, apesar de representar altos riscos, investiu uma determinada quantia e acabou faturando um bom lucro. Para participar das transações de bitcoin basta baixar um aplicativo no computador ou no smartphone, cumprir as regras da carteira virtual e ficar atento às movimentações de mercado.

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Não é somente no Brasil que manifestantes protestam contra a reforma da previdência Na Argentina, os deputados passaram sufoco para aprovar o projeto d reforma da Previdência, apresentado pelo governo. Dentre as principais propostas na reforma argentina consta o item que permite ao trabalhador, após 30 anos de contribuição, estender a vida ativa até os 70 anos. Para reforçar a segurança dos deputados, o governo argentino colocou 900 policiais e mais a Polícia Federal na rua. No Brasil, para aprovar a reforma previdenciária, a população luta pela igualdade de direitos tanto para políticos, juízes e militares, sem exceção. O povo quer acabar com esse negócio de discriminação, privilegiando uns, enquanto prejudica outros.

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A Apple comemora duas conquistas, após lançar o iPhone no mercado internacional, há dez anos. Festeja a revolução que fez na indústria tecnológica, celebra a introdução de nova etapa na comunicação mundial. Com o lançamento do iPhone X, fabricado com aço e cristal, tanto o usuário aprova, por apresentar o reconhecimento facial, como o comerciante vibra com as vendas em alta porque as inovações atraem bastante o consumidor. Com a tela sem botões, o aparelho lançado recentemente realmente inova. A tela tem maior tamanho, usa a tecnologia OLED, com diodo emissor de luz orgânico e é resistente a respingos, água e poeira.

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O segmento hoteleiro da Bahia bota fé nas festividades que começam neste final de ano e vão até fevereiro, no carnaval. Somente para a noite da virada, são aguardadas 700 mil pessoas. Segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis-Abih é provável a taxa de ocupação hoteleira se aproximar dos 100%. Neste período, cerca de 2 milhões de turistas desembarcaram em Salvador, atraídas pela empolgante festa. A injeção de dinheiro, segundo estimativas, beirou os R$ 3,9 bilhões, gastos no lazer, hotelaria, turismo e alimentação. Para não deixar ninguém desabrigado, Salvador ofertou 40 mil leitos, disponibilizados em hotéis, motéis, albergues e pousadas.

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Chega o fim do ano trazendo a certeza de que muitas prefeituras enfrentam sérios problemas financeiros. Sem ter como fechar as contas. Repetem o deslize apurado em pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Municípios-CNM que constatou a convicção de que muitas prefeituras vão fechar o ano no vermelho. Com as contas desequilibradas no balanço financeiro. Segundo os gestores, a falta de receita impede honrar os compromissos. Na Bahia, 168 prefeitos já confessaram a obrigação de transferir débitos para 2018. Aliás, muitos dos 5.568 municípios brasileiros também desobedeceram a Lei de Responsabilidade Fiscal, no item transparência. Por isso, as contas estão estranguladas e esfaceladas, revelando a situação de quebradeira nas prefeituras.

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Antigamente, as sentenças da Justiça eram indiscutíveis, inquestionáveis. Quando o Judiciário determinava, a sociedade simplesmente acatava, cumpria a sentença, sem objeções. No entanto, atualmente, a história mudou. Nas decisões da Justiça, certa ou errada, o cidadão, geralmente refuta. Não aceita a decisão, especialmente quando é monocrática ou via liminar. Por causa de um princípio básico. A enxurrada de recursos, atrapalha o Judiciário que fica sujeito a críticas, principalmente depois de decisões polêmicas do STF. Muitos processos se arrastam, devido ao excesso de recursos, aceito pelos magistrados. Por outro lado, a soltura de políticos queimados pela justiça do povo, enoja. Afinal, a população anda cansada de ver tanta sujeira, roubalheira em profusão no serviço público, praticada por corjas de desonestos que incendiaram a moral brasileira, quebraram o país praticando altas rapinagens.

PASSAGEM DE ANO

O Ano Novo inspira a renovação de promessas, o planejamento de ideias, além de ampliar a ansiedade pela realização de novos sonhos. Anualmente, as pessoas param e se reúnem para comemorar em dezembro a virada do ano. Na maior alegria. Harmoniosamente.

O gesto é universal. Apesar das crises, aperreios, divergências ideológicas e das dificuldades que a humanidade enfrenta diariamente, a magia da confraternização na passagem de ano, seguindo os costumes, é contagiante. Mexe com a sensibilidade das pessoas.

É costume também aproveitar a passagem de ano para o cidadão fazer um retrospecto do que se passou no ano que se despede. Analisar a realização de projetos, averiguar se o tempo findo foi proveitoso ou ruim. De modo a armar novos planos e empreender, com segurança, cair em campo no ano que chega com mais experiência. Repetindo os acertos, e lógico, tentando retifticar os erros.

A norma é geral nos seis continentes da velha Terra. Na América, Europa, África, Ásia, Oceania e Antártida.

No Brasil, cenários paradisíacos para celebrar a chegada de 2018, existem até demais. Até o raiar do dia. Dada a extensão territorial do país, as opções são diversificadas. Tanto faz curtir o momento numa paisagem estonteante, misturado aos costumes de gente simples, quanto badalar no meio da sofisticação. Afinal, belas praias, resorts de primeiríssima qualidade e encantos beleza naturais é o que não falta. De Norte a Sul do Brasil.

No Rio de Janeiro, eleito espontaneamente como o primeiro destino turístico brasileiro para o Réveillon, Copacabana se revestiu de sofisticação para receber 3 milhões de festeiros. A garantia do sucesso é o espetáculo pirotécnico. São 17 minutos de queima de fogos, acoplados a uma trilha sonora divinamente preparada. Além de formidáveis shows musicais.

A festa de comemoração da virada do Ano também tem curtição garantida na Bahia. Em Salvador, a programação é vasta para os amantes de agito. Todavia, quem adora sossego, as praias de areia branca, fascinam no solo baiano.

Em Pernambuco, a ilha de Fernando de Noronha é o quente nesta época do ano. Atrai gente famosa do futebol, da tv e de outras áreas sociais, ardorosos fãs de natureza, vibração, gastronomia e segurança. Itens escolhidos para garantir uma energética e inesquecível noitada.

No México, país rico em cultura e história, a tradição reserva para o badalado 31 de dezembro algumas curiosidades. Comer 12 uvas, representando cada mês do ano. Colocar moeda no espumante para dar sorte a quem beber o brinde no copo. Outras pessoas carregam malas vazias pelas casas para que sejam preenchidas com votos de venturas e felicidades.

Os americanos também são chegados a uma bela badalação incrível de final de ano. Mas a tradição manda conferir primeiro a ceia junto à família e amigos, ao sabor de champanhe. Em Nova Iorque a agitação na Times Square, com o tradicional lançamento da bola, executado pela primeira vez 1907, é imperdível. Os espetáculos geralmente começam à tarde e se prolongam noite adentro. Em Las Vegas, quarto destino turístico do mundo, a rua dos cassinos capricha nos fogos de artifício, cintilando o céu com luz reluzente, para esquentar o frio, acontecimento normal nesta época do ano.

Na Europa, o Réveillon é quente, repleto de energia e animação. Opção, tem demais, muito variadas. Na fria Zurique, Suíça, a curtição é às margens do lago Zurique, super movimentado. Os quiosques de comida, os bares com shows musicais ao vivo, permanecem lotados até o amanhecer.

Em Berlim, o chope e o vinho atraem milhares de pessoas aos Portões de Brandenburgo para a celebração de final de ano. Em Paris, bastam a Torre Eiffel, o Rio Sena e as pontes para encantar tanto o parisiense, quanto o turista que morre de amores pela beleza natural da cidade luz.

O Réveillon na África é prato cheio para boas badalações. A sedução dos luxuosos hotéis, os empolgantes safáris e as deslumbrantes paisagens naturais enriquecem o gosto de quem sonha viver emocionante virada do ano.

Caso o sonho seja renovar as baterias, depois de cansativas rotinas do trabalho a pedida é a inconfundível Ásia. O difícil é escolher o melhor destino.
Em Singapura, o espetáculo do fogo de artificio no Marina Bay Sands é um show à parte. Bangkok é um eterno cenário de festa. A capital da Malásia, Kuala Lumpur, repleta de mega centros comerciais, agito é o que não falta. Tem para todos os gostos.

A ornamentação de Tóquio é apaixonante. Cativa e antecipa a atençao. A cintilante iluminação exalta a comemoração da virada de ano. A capital do Japão, Tóquio, ferve de boas badalações.

Já na Oceania, pelo menos na Nova Zelândia, o barato na virada do ano são os esportes radicais. As montanhas para trekking, as praias paradisíacas, as geleiras, os fiordes, os vulcões para serem admirados.

Todavia, na Austrália, o panorama de final de ano é diferente. Por causa do fuso horário, a festa também começa mais cedo. Na baia de Sidney, cidade mais procurada da Austrália, esquecendo o costume de tomar bebidas alcóolicas em público, que é proibido, o resto é livre. A galera pode se esbaldar. Acompanhando o tempo de temperatura alta, o calor da festa também é abrasador em Sidney. O espetáculo no céu é fabuloso. As óperas, super aplaudidas. A festa em si, inesquecível. Tem gente que, para conseguir boa acomodação, chega ao local da festa às 9 horas da manhã. Permanece aquecido até o final da festança, no outro dia. Ainda com disposição.

A lição que as festividades de final de ano deixam na mente das pessoas é a sensação de controlar o próprio destino. A oportunidade de reorganizar a vida, restaurando os erros passados. Com o propósito de reaproximar pessoas. Com o intuito de esquecer as mágoas e as discordâncias.

NOTAS

Até que enfim, a natureza teve pena do Nordeste, eterna vítima da seca. Com a chuvarada caída na Bahia, as 330 barragens baianas acumulam bastante água. Segundo parecer de especialista em clima, como é tempo de La Niña, fenômeno que resfria as águas do Pacífico, e pode durar até abril, o inverno na terra de Jorge Amado tem sido forte. Pode inclusive ser considerado um dos melhores dos últimos anos. O problema é a lembrança do rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, em 2015, desastre que forçou o governo a exercer intenso controle nas 14.996 barragens do país para evitar as danosas consequências provocadas pelo rompimento da barragem de Fundão, construída para receber os rejeitos de mineração de uma mineradora mineira, que devastou vários municípios próximos. A atingiu 500 mil pessoas, provocando danos aos ecossistemas marinhos.

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Em novembro passado, os 117 dispositivos da reforma trabalhista entraram em vigor, trazendo várias alterações em alguns itens, como remuneração, horas extras, férias, convenções e acordos coletivos, carga horária, horário de descanso, trabalho terceirizado, dentre tantas outras normas modificadas. Para alguns magistrados, embora contenha imperfeições, dada a rapidez pela aprovação no Congresso, que desconsiderou a opinião pública, mas, a nova lei traz pontos positivos. O fracionamento das férias em até três períodos, a proibição do descanso anual obrigatório começar dois dias antes de feriado ou repouso semanal. Também tem despertado atenção é o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical pelo empregado, que agora é optativa. O trabalhador paga se quiser.

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A remuneração paga na magistratura causa insatisfação na sociedade. Nas cortes estaduais, o Conselho Nacional de Justiça constata que as folhas de pagamento ultrapassam o teto constitucional. Na apuração, o CNJ verificou que em 26 estados e no Distrito Federal, mais de 70% dos magistrados dos Tribunais de Justiça acumulam renda superior ao teto legal de R$ 33.373,00, recebido pelos ministros do STF. Existem mais de 11 mil juízes e desembargadores auferindo renda acima do que estabelece a lei. O que não é justo, apesar da legalidade, se comparada à renda média do brasileiro estabelecida no país que não chega nem aos pés desse fantástico ganho. È decepcionante.

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O assédio sexual contra a mulher permanece intenso na rua, no transporte público, no trabalho, na escola, faculdade e até em casa. Não tem escapatória. Para onde a mulher se dirige, recebe aborrecimentos, principalmente, se for jovem, entre os 15 e 24 anos. Segundo a legislação brasileira, é assédio qualquer sinal de constrangimento causado à dignidade e à liberdade sexual feminina, mesmo que não haja penetração.

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Outro registro negativo coloca o Brasil em maus lençóis. De cada dez brasileiros adultos, a metade não concluiu o ensino médio. Esbarrou no fundamental. E daí não passa. Revela pesquisa do IBGE. Por isso, o nível de escolarização da população é baixo, numa clara indicação de que o acesso à educação não é amplo no país. Precisa avançar. Cumprir o que determina o Plano Nacional de Educação.

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Em 2017, o brasileiro teve de enfrentar aumentos de preço na gasolina, botijão de gás, energia elétrica, plano de saúde, mensalidade escolar e da faculdade dos filhos. São tantos aumentos que o salário, reajustado apenas uma vez por ano, é engolido pela carestia. O jeito, então, é o consumidor mudar os costumes para não ficar liso e inadimplente com tantos gastos. A desculpa para os sucessivos aumentos da gasolina e do gás são a cotação internacional, o valor do câmbio e a concorrência. Só que nem tudo mundo engole com facilidade desculpa tão simples, estranha.

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Tomara tenham sanado as irregularidades ocorridas no Hospital Getúlio Vargas, do Cordeiro, no Recife. Os pacientes, decepcionados, encontram vez por outra corredores lotados, internação em cadeiras devido à inexistência de leitos vagos, e acompanhantes tendo que exercer funções de enfermagem por falta de profissionais nas alas. As cenas desagradam. Intensa circulação de pessoas nas emergências e pacientes jogados à desatenção. É triste um hospital do porte do Getúlio Vargas não dispor de leitos, cama e maca para atender a procura que é imensa. É o descaso público que leva o contribuinte a reclamar da precariedade do serviço médico hospitalar público. Na dúvida, o povo tasca a lenha. Pra onde vãos os impostos que o povo recolhe. O que faz um deputado que ver tudo, sabe das deficiências na saúde, mas permanece calado. Como sempre. Omisso, pra não se comprometer com as autoridades.

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Nos EUA, país que faz questão cerrada de sustentar a economia no patamar de consistência, buscando sempre o crescimento econômico, as decisões são firmes, devidamente controladas. Por isso, o Banco Central americano, o Federal Reserve, dificilmente altera o mecanismo da taxa de juros, e quando altera, faz com variação super baixa. Com esta medida, o mercado de trabalho se mantém revigorado. È a segunda vez que o FED aumenta os juros, em 2017. Com a previsão de que em dezembro agora haverá outra mexida, porém, incapaz de apavorar o mercado, que se mantém calmo. Confiante na consciente política econômica do país de Trump.

CRISES

Desde o processo do impeachment da presidente Dilma, em 2016, o país enlameou-se cada vez mais. O cenário nacional, que já vinha turvo, enegreceu, diante do emaranhado de crises. É crise que não acaba mais. Tem de todo tamanho e pra todos os gostos.

A ética, evaporou-se. A decadência política foi pro espaço. A moral desapareceu do pedaço. A corrupçao estampou-se. A crise econômica se perpetua. Aliás, a primeira crise econômica do Brasil aconteceu ainda na década de 1820, quando, forçado pela queda nas exportações de açúcar, o país teve de pedir empréstimo à Inglaterra para indenizar Portugal pela independência.

Atualmente, a coisa anda tão feia que, nos bastidores, a política conseguiu substituir os interesses coletivos pelos desejos pessoais. Daí a multiplicação de denúncias, a incriminação de desonestidade, especialmente de esquemas de corrupção que se alastraram no serviço público. Como urubu no lixo. Transformando o base política como ponto de barganha com o emprego do toma lá, dá cá. Pra coisa andar, freando a recuperação do país.

Não é à toa que um punhado de agentes políticos caiu na malha das investigações. Outra baboseira do Brasil, aconteceu no governo Geisel. Entre os anos de 1968 a 1973, a economia experimentava uma leve onda de prosperidade. Como o PIB registrou uma média de 10% de crescimento, batizaram a fase de Milagre Econômico.

Envaidecido com a proeza, o governo resolveu pedir dinheiro emprestado aos Estados Unidos para resolver alguns impasses financeiros. O que o governo brasileiro menos esperava era a elevação de taxa de juros americanos, que inchou a dívida externa que provocou mais dores de cabeça.

A consequência imediata foi o estouro da inflação que deixou como herança uma das piores crises financeiras da história brasileira. Desgraceira que se arrastou até a década de 80. Com graves repercussões até o momento.

No entanto, quando menos se esperava, surgiu outra sinuca de bico. Para desespero da população. O Plano Collor chegou fervendo, no início da década de 90, com o pretexto de controlar a inflação. Mas, não segurou porra alguma. A inflação disparou e a estagnação econômica caiu de barriga no já combalido cenário nacional. Foi quando as ideias do neoliberalismo começram a pintar.

A decepção foi tamanha. Fazia 30 anos que o país não elegia um presidente. A ditadura militar não abria brecha. Contudo, satisfeita a vontade popular, o resultado esperado foi o inverso. O pior possível. A inflação não foi dominada. A economia não se desgrudou do insucesso. O combate à corrupção não vingou e a demissão de maus funcionários públicos não passou de ilusão. O inicio da privatização de estatais apenas ensaiou um processo enganoso.

O resultado de tamanha tranqueira foi, lógico, a inflação voltar a incomodar, enforcando a economia, encarecendo o crédito, dificultando a sua obtenção, provocando em consequência a falência de empresários e de investidores. O desemprego alarmou o mercado. Ferrovias foram desmontadas, os investimentos em infraestrutura desapareceram.

O reverso da medalha só começou a surgir com a implantação do Plano Real que estabilizou a economia, embora a um custo elevado. O aumento dos juros e a desvalorização do real, a nova moeda, reforçou a necessidade de privatizar empresas públicas, visando não desvalorizar o real perante o câmbio.

Todavia, a fortuita desvalorização do Real, em 1999, fez muitos bancos quebrar, especialmente os estaduais que se endividaram por causa de desgovernos. A pressão exercida pela política liberalizante do Governo Federal da época era tão forte que os estados foram obrigados a se desfazer de seus bancos oficiais. Incluídos no Programa Nacional de Desestatização, o Banespa, de São Paulo, e o pernambucano Bandepe foram privatizados na marra. Seguindo o conselho do FMI, Banco Mundial e Tesouro dos EUA que em 1989 recomendavam aos países com dificuldades econômicas passar à frente algumas instituições financeiras para aliviar as dívidas estaduais. Dividas, a bem da verdade, que não foram sanadas.

Contudo, sem encontrar a tão esperada reação, a economia brasileira entrou novamente em novo período de estagnação. A paralisação econômica, a falta de progresso, durou até 2004, com a abertura do mercado interno.

Foi necessário o empresariado abrir os olhos e constatar que estava cego de boas ideias. Porém, após conceber novas estratégias, o setor de varejo encontrou o caminho para empreender novas jornadas. Buscar planos para contornar os péssimos desempenhos e perseguir positivos resultados. Como de fato aconteceu no país, embora por breve período.

Ladainha que se repete continuadamente. Até o momento. Sem perspectivas de fuga dos eternos, incorrigíveis e corriqueiros problemas. Perpetuando o trauma da sociedade que só enxerga tênue luminosidade no fim do túnel. Diante de repetidas e enojadas decepções.

NOTAS

Quando o país é sério, arrumadinhos não tem vez. Conchavos, não entram na parada. A sociedade faz questão de manter o comportamento humano dentro da lei. Por ter sido acusado de cometer assédio sexual no passado, o secretário de Defesa do Reino Unido renunciou ao cargo. Quando era parlamentar, em 2012, Michael Fallon, durante um jantar do partido Conservador, passou a mão no joelho de uma jornalista presente ao evento. Embora fosse um nome forte no meio político e pessoa ligada à primeira-ministra Theresa May, mas bastou o escândalo vir à público para Fallon renunciar ao cargo, no mês passado, sendo substituído imediatamente. A desistência de Fallon ao alto cargo traz à tona duas questões. No Reino Unido não importa se o figurão é peixe grande. Cometeu escândalo, rua. Não tem boquinha alguma que salve o denunciante da acusação. O constrangimento da sociedade fala mais alto.

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A morosidade na análise e os longos falatórios no plenário fazem o STF acumular processos. Favorecer a prescrição. Sobrecarregados, os onze ministros que deviam julgar apenas temas constitucionais, não avançam na votação. Uma das causas de tanto atraso, é o foro privilegiado, lotado de processos criminais. O excesso de casos criminais em tramitação, além de empilhar processos, deixa muito processos caducar. Nem a divisão do grupo de ministros em duas turmas desafoga o excesso de questões. Auxilia o plenário na rapidez para analisar ações e recursos em profusão. Segundo analistas, a primeira alternativa para desafogar o STF seria a instalação da Terceira Instância.

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Quando dizem que o Brasil é o país do absurdo, muitos não acreditam. Mas, numa análise simples, é fácil o cidadão perceber quem tem mais valor no país. Quem é mais prestigiado no cenário nacional. O empregado que dá um duro danado no trabalho, tem ficha policial limpa, ajuda o país a crescer, produzindo riquezas, e paga do próprio bolso pelas refeições, no entanto, no final do mês recebe apenas o salário mínimo mensal de R$ 937,00. Por outro lado, o presidiário, que não tem emprego, pelo menos durante o tempo de encarceramento, cometeu algum tipo de transgressão, por isso estar no xilindró, ganha três refeições grátis no xadrez e mensalmente, até a liberdade, tem um auxílio reclusão no valor de R$ 1.292,43. A dúvida é se os valores pagos, de salário ao trabalhador e de auxílio reclusão ao presidiário, estão corretos. Não carecem de análise sobre a utilidade da pessoa. Trabalhador ou o preso.

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A alta temporada bate na porta. Então, é tempo de férias, viagem, passeios, curtição, verão e calor para atrair turistas que costumam injetar milhares de reais nas economias mais atrativas. Desde que incluam nas atrações, logística, hotelaria, comodidade, atratividade, paisagens naturais, belo artesanato e gostosa gastronomia. O setor que se preparou mais consciente, lógico, receberá mais visitantes. O Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, oferecem extraordinários leques de opções. Resta, então, ao turista escolher o destino turístico que apresentar melhor oferta. Quando o destino turístio é realmente encantador, ninguém reclama de voos lotados, estradas cheias de buracos ou dores nos pés de tanto bater perna por aí.

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A política monetária brasileira é complexa. Indigesta, até por apresentar situações incompreensíveis. O objetivo de uma política monetária é controlar a moeda, a taxa de juros e a inflação, equilibrando preços e gastos públicos, de modo a garantir liquidez ao sistema econômico. Compete à taxa Selic, a taxa básica de juros, definir os juros que deverão vigorar na economia. No início do ano a taxa Selic assinalava 14,25%. Em dez reuniões seguidas do Copom, a Selic despencou para 7%, atingindo o menor nível da história. A inflação que em janeiro de 2016 marcava o patamar de 11,31%, deve cair para 3,03% agora em dezembro, no fechamento de 2017. Mas, como o povão vai entender se a Selic e a inflação desabaram por que a carestia de preços não baixa. Por que tudo é caro no Brasil. A gasolina nos postos vive subindo, sob a alegação de aumento das cotações internacionais. O gás de cozinha dispara, elevando o preço do botijão de gás a quase 11%, índice bem acima da inflação. A mesma dúvida rodeia o juro do cartão de crédito rotativo e do cheque especial, que excede e muito os 300% ao ano. Proibindo a pessoa de pagar apenas o mínimo na fatura do cartão ou usar o limite do cheque especial, descontroladamente. Senão, entra pelo cano. Completamente endividado.

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Por mais que o brasileiro queira dar um voto de confiança ao Congresso, fica difícil, diante das nojeiras e da falsidade que rolam no Parlamento, manchando a imagem do político que se auto define como digno representante do povo. Como a sociedade pode confiar nessa gente, pois dos 513 ocupantes da Câmara Federal, o STF tá de olho grudado em 66 deputados, fora os 32 senadores que se encontram implicados nos escândalos da Lava Jato. Devendo explicações à Lei por terem pisado na bola, um dia. Segundo o Fórum Econômico Mundial, que anualmente reúne os líderes mundiais em Davos, na Suíça, dentre os 137 países analisados sobre crédito de confiança, os políticos brasileiros ocuparam a última colocação. Não inspiram confiança. Nem sequer merecem o mínimo de credibilidade.

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A China não brinca em serviço. O chinês que cometer erro, recebe o merecido castigo. No dia 16 último, o país lotou um estádio na cidade de Lufeng, distante 160 quilômetros de Hong Kong, para assistir o julgamento público de 12 pessoas acusadas do tráfico de drogas, roubos e assassinatos. Do grupo de réus, dez foram sentenciados à morte, cuja execução aconteceu logo após a sentença, porém, longe da vista do povo. Como é o país que mais condena pessoas à morte no mundo, suspeita-se que no ano passado dois mil condenados foram executados. No conceito do governo chinês, o direito à sobrevivência é item prioritário no país. Aliás, desde 1997, quando a China modificou a legislação criminal a pena de morte permanece seriamente executada contra quem comete crime violento, numa lista de 68 delitos que podem resultar em pena de morte. Como assassinato, estupro, latrocínio, tráfico de drogas, corrupção e alguns crimes comerciais.

TEMPO DE INQUIETÇÃO

Discordar da realidade é possível. Basta verificar o sistema carcerário brasileiro para comprovar a sua tremenda fragilidade que o Estado faz questão de não perceber.

Como o Brasil é o terceiro país do mundo que mais prende pessoas, fora os Estados Unidos e a China, os presídios acumulam superlotação, amontoam precariedades, empilham deficiências e anormalidades.

O tempo passa, e em vez de solucionar os eternos problemas, o país faz é abarrotar ainda mais os presídios. De 2004 a 2017, a população carcerária mais que duplicou. Passou de 336 para 726 mil presos. A maioria é de presos provisórios, aguardando sentença, com idade entre 18 e 29 anos, de origem humilde e de cor negra.

A morosidade da Justiça tem contribuído para a duplicação de presos. Por isso, os registros de massacres e rebeliões aumentam cada vez mais, numa clara demonstração de falência do sistema prisional em vigor no país.

O mundo ainda não esqueceu a carnificina de Carandiru, em São Paulo, quando foram mortos 111 presos em 1992. Em 2017, a matança se espalhou pelos presídios. As piores cenas aconteceram em Manaus, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, quando morreram 56 presos, a maioria decapitados, mutilados e esquartejados.

Depois, teve a rebelião da Penitenciária de Monte Cristo, em Roraima, que deixou 33 mortos. Em seguida ocorreu a de Alcaçuz, em Natal, que resultou na morte de 26 presos. Foram 14 horas de motim e no balanço constatou-se que muitas das vítimas foram decapitadas, também.

Quando não são as rebeliões, são as doenças tratáveis como Aids, tuberculose, hanseníase e infecções de pele, por falta de higiene nas celas, que exterminam os confinados. Outra falta de interesse para amenizar o impasse prisional está na lentidão da Justiça. A demora no julgamento engrossa o caldo nas prisões. Deixa muitos trancafiados entregues à ociosidade, tramando planos bestiais para o futuro, quando a liberdade chegar.

A incerteza dos juízes de quando vão definir quem é réu ou integra a lista de quem está prestes a obter a liberdade, favorece o desconforto do preso. Aumenta a tensão, tanto nos presídios,quanto na sociedade.

Como também tem uma população gigantesca de presos, os Estados Unidos tentam aliviar a tensão entre os muros do xadrez, construindo galerias de celas, sem comunicação entre si. A diferença com o Brasil são as salas específicas destinadas às aulas normais, aos cursos profissionalizantes, à assistência médica, jurídica ou trabalhista, de modo a encorajar o apenado a entrar no processo de ressocialização.

Agora, após a sequência de massacres pelo Brasil surgiu a promessa política de construir mais cinco centros de segurança máxima, visando abrandar a crise no sistema prisional que não está pra peixe. È verdade que os problemas começaram a piorar depois que integrantes de facções criminosas rivais e de traficantes de drogas e de armas resolveram engrossar o quadro de prisioneiros e tentar o domínio nas prisões brasileiras.

Mas, enquanto o ócio existir entre os presos, a desatenção administrativa persistir e a omissão do poder público afrouxar a vigilância nos presídios no sentido de evitar, gerir os delitos e conter os abusos de tortura cometidos pelos agentes penitenciários, a situação nas cadeias permanecerá preocupante.

Cuidar do sossego individual do detido é dever do Estado. Aos juízes cabe a tarefa de manter a pessoa presa ou ordenar a sua liberação, de acordo com a lei. O quanto antes, melhor.

O que está fora da lei é o desinteresse do magistrado em acelerar o andamento do processo que resultou na prisão do indivíduo. Pois é justamente esse desanimo jurídico que contribui para lotar os presídios. Deixar os presos inquietos, angustiados, tensos e preparados para novos delitos.

Fundamentos que ferem a dignidade humana. Enquanto o país permanecer indiferente aos valores éticos e sociais na família, especificamente a da periferia, a maldade continuará cultuada na mente dos mais humildes que se sentem desassistidos pela Nação.

Daí a queda pela violência na rua e na família. O doentio desejo de cometer assassinatos e latrocínios pelos bairros da cidade, a todo momento, em virtude da fragilidade do policiamento, diante do poderio de guerra do crime organizado.

Nos próximos dias, milhares de apenados de bom comportamento, outros que estejam no regime semiaberto ou aptos a receber o benefício de saída temporária, serão soltos para passar as festividades de fim de ano com a família. Para desespero da sociedade porque é justamente neste período que as ocorrências policiais aumentam drasticamente por culpa do país que mantém um sistema prisional altamente periclitante. Descontrolado.

Como não passam por avaliação, dentre os que merecem a folga fora da cela, tem muitos indivíduos de alta periculosidade que não retornam ou saem dispostos a praticar novos roubos, assaltos, homicídios, latrocínios e estupros para cumprir seus instintos de maldade.

Então, como o pânico e a insegurança crescem nas ruas neste período de saídas temporárias, cabe à sociedade cobrar do Estado o direito à segurança e à vida.

EMBARAÇO

Geralmente, no segundo semestre, especialmente em ano de véspera de eleição, lotar o plenário do Congresso de parlamentares é tarefa difícil. Não é qualquer assunto que desperta a obrigação de comparecimento. Forçar os parlamentares a ocupar as cadeiras do plenário do Legislativo é um quebra cabeça. É fazer chover no molhado. A missão é tão embaraçosa, quanto procurar agulha no palheiro.

O que acontecido ultimamente no Legislativo é falta de quórum. Apenas duas sessões em 2017 registraram presença maciça no Senado. Durante a votação para a eleição da mesa Diretora e no debate para alterar a lei de abuso de autoridade.

As manias dos deputados e senadores é estender as folgas semanais, apesar do comparecimento obrigatório ao plenário ser de apenas três dias por semana. Todavia, não é novidade que quando pinta um feriadão, os nobres deputados se acham no direito de enforcar dias de trabalho, sob a falaciosa alegação de visitar as bases. Aliás, assiduidade ao trabalho é expressão desconhecida no vocabulário político.

Em 2016, quando o país viveu momentos de tensão, procurando meios de sanar os efeitos negativos das crises política e econômica, as faltas de parlamentares aumentaram. Em apenas 94 dias, a Câmara anotou 5.883 faltas. Muitas comprovadas por atestado médico, cumprimento de missões, como os políticos viajam de graça, às custas do povo.

No feriado da Proclamação da República, em novembro, os deputados tiveram nove dias de folga, nove dias ausentes do plenário. Foram os cinco dias da semana e mais os quatro dias dos fins de semana, longe do compromisso parlamentar. Isto sem contar a segunda feira, dia 20 de novembro, tradicionalmente considerado de folga. Dedicado exclusivamente às viagens de retorno das bases.

Embora seja verdade que raríssimos parlamentares sentem a obrigação de marcar o ponto, como faz o trabalhador comum no emprego. Sinal de que o eleitor deve aprender a escolher melhor os verdadeiros representantes do povo para não eleger qualquer um figurão para ocupar uma cadeira no Congresso. Imerecidamente.

Nem a votação nominal, investe as faltas. Encoraja o deputado a ocupar o seu lugar no plenário para consagrar um projeto de lei. Votar a pauta. Cumprir a obrigação de mandato.

Os parlamentares costumam trabalhar pra eles. Fortalecer o nome na mídia e na boca do povo, com o propósito de garantir a extensão do mandato. Se possível, eternizando a representação no Parlamento, a fim de garantir as boquinhas. Dispor de facilidades na vida pessoal e familiar, visando transferir as benesses políticas aos herdeiros.

Duas pautas lotaram o plenário. Situação rara. Durante a sessão que discutiu a aprovação de regras favoráveis à renegociação de dívidas de empresas com a Receita Federal, em virtude de muitos parlamentares ser empresários, e quando debateram a criação de um fundo, com recursos públicos, destinado a financiar as campanhas eleitorais.

Na Câmara, como era de interesse político, a sessão para regulamentar as normas do tema foi longa, cansativa. Afinal, estava em jogo a bilionária quantia de R$ 1.7 bilhão para financiar, com dinheiro púbico, as campanhas de 2018, quando as urnas escolherão o Presidente da República, governadores, deputados e dois terços de senadores.

Durante os meses de atividade parlamentar, somente a Câmara dos Deputados registrou mais de 400 faltas de parlamentares que não compareceram ao plenário para votar projetos, debatidos nas sessões deliberativas. O gasto público para um país em crise financeira, como o Brasil, está calculado em R$ 424,5 milhões. Quantia que não é descontada dos faltosos e muito menos ressarcida ao erário brasileiro. Como ninguém reclama, fica por isso mesmo. Pra variar.

NOTAS

O cúmulo do absurdo acontece em alguns países da Europa com a invasão de legiões de refugiados que, na ânsia de escapar de perigosas zonas de conflitos, como a Síria e outros países da África, se embrenham afoitamente em territórios da União Europeia. Sem se preocupar com o tipo de recepção que possam receber no país invadido, mas padronizando um modelo de crise na Europa, apelidada de crise de refugiados. Tensão que provocou, inclusive, a saída do Reino Unido do bloco de 28 Estados-membros independentes que compunham o fortíssimo grupo, criado em 1992, com o intuito de determinar uma integração comum, no âmbito econômico, social e político, com moeda comum, livre circulação de pessoas e um Parlamento composto por deputados eleitos pelos cidadãos da união Europeia. Na verdade, a saída do Reino Unido do bloco da UE, por motivos diversos, ficou conhecido como Brexit.

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Em matéria de análise, o IBGE é batata. Não erra, nem maquia números. Na Pesquisa Nacional de Domicílios Contínua, o Pnad Contínua, referente a 2016, a fundação revela com nitidez a realidade brasileira. Dos 205,5 milhões de pessoas residentes no país, quase a metade da população é constituída de pardos, seguida de gente de cor branca e apenas uma pequena minoria de negros. A mulher bate forte na pesquisa, aparece com 51,5% de participação. Todavia, no tocante ao item saneamento básico, o quadro ainda é precário. Os políticos, embora vivam discutindo política em excesso, se esquecem de que, no ano passado, dos 69,2 milhões de domicílios, apenas 20,6 milhões de casas não contavam com rede de esgoto, seis milhões desconhecia a importância da coleta de lixo e 2 milhões matavam a sede, sem água encanada, bebendo praticamente da torneira. Sinal e que o país permanece ruim na assistência social.

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É evidente que o maior sonho do ser humano é alcançar a longevidade. Viver, se possível, até os 90 anos, curtindo saúde. Sem ter o corpo encurvado, apesar do peso da idade. Mas, infelizmente, essa prerrogativa não é para todo mundo. Depende de uma série de fatores como hábitos alimentares, malhação, caminhada, viver socialmente, desmanchando sorrisos, papear com amigos. Somente nos países desenvolvidos, que oferecem sistema de saúde confortável para a população, a população dobra os 80 anos, segundo a Organização das Nações Unida. Por isso é bom viver na Alemanha, Suíça, Canadá, França, Itália, Espanha e Suécia. No Japão, então, o cidadão costuma comemorar a longevidade naturalmente, mantendo o corpo durinho e sequinho, devido à avançada cultura.

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Faz seis anos, falta chuva no Vale do Jaguaribe. O município de Russas, no semiárido cearense, polo da Laranja e distante 170 quilômetros da capital, elege este período como um dos piores em 100 anos de seca no estado. Quem não tem cisterna ou poço, passa aperto para beber água, matar a sede animal e molhar a rocinha do feijão e milho. Para alguns moradores da região, a salvação é o Canal do Trabalhador, construído em 1993, a fim de acudir Fortaleza da falta d’água, que integrado aos açudes e as adutoras, quebram um galho medonho. Ainda bem que o Rio Jaguaribe, com 610 quilômetros de extensão, embora seja conhecido como o maior rio seco do mundo, presta excelente contribuição para a economia do Ceará. Abastece também os açudes Orós e Castanhão, os dois maiores reservatórios de água do estado.

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No caldeirão das crises, a microempresa exerce magnifica contribuição no mercado de trabalho. Representa enorme força na economia. Gera emprego, combate o desemprego, colabora na distribuição de renda. Somente em agosto passado, a microempresa abriu 47,4 mil empregos. O problema é a pressão que recebe do poder público, ser vítima também de alta carga tributária, brutal burocracia, concorrência desigual com grandes empresas, e sofrer enormes ameaças da inadimplência. Em compensação, a microempresa leva vantagem na hora da decisão. Caso tope com problemas, no instante encontra saída. Uma das vantagens para as micro e pequenas empresas é o Simples Nacional que unifica a arrecadação de tributos e contribuições nas esferas federal, estadual e municipal. Porém, o fato de não aproveitar o crédito para compra de insumos ou produtos para a industrialização ou revenda de empresas do sistema simples.

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O Previ, fundo de pensão dos Banco do Brasil, construiu magnífico complexo hoteleiro na Costa de Sauipe, distante 76 quilômetros de Salvador, Bahia. O projeto turístico foi inaugurado no ano 2000. Para construir o resort, composto de cinco hotéis, com 1.427 quartos e seis pousadas, com 169 aptos, dentro de uma área de 176 hectares, o Previ investiu R$ 1 bilhão. Porém, como foi pessimamente administrado, sob forte influência política, o empreendimento, que tinha tudo para dar certo, só acumulou prejuízos. A perda registrada em 2015, totalizou 29 milhões. Para se livrar do abacaxi, o Previ vendeu o complexo hoteleiro para a Companhia Termas do Rio Quente, de Goiás, pelo valor de R$ 140,5 milhões. O interessante é que os novos donos da Costa do Sauipe, planejam tornar o empreendimento em protudo rentável.Visão não observada pelos antigos gestores indicados pela política.

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Sem receitas, para quebrar os galhos podres, enfrentar a grave crise financeira, escapar de uma das piores crises da história, o Rio de Janeiro recebeu um audacioso recado do Tesouro Nacional. Privatizar as universidades públicas estaduais é uma das melhores decisões para reequilibrar a meta fiscal. Pois, com a privatização da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, considerada pela revista britânica, Times Higher Education, como o décimo terceiro estabelecimento de ensino superior do país, o estado conseguiria meios para atualizar o pagamento do salário do funcionalismo público e combater com veemência o aumento da violência urbana.

COMPLICAÇÃO

O governo central anda tão desorientado, tão fora de si, que até o ensino superior público tomou na jaca. Deixou de ser item prioritário. Agora, são as universidades oficiais, cerca de 2,3 mil instituições, administradas por 63 universidades federais, que enfrentam sérios problemas financeiros. Passam vexames no exercício de suas atividades acadêmicas.

O corte de verbas enfraqueceu o orçamento das instituições de ensino superior que, fracas de recursos financeiros, são obrigadas a desviar programas. Mexer na qualidade do ensino. Podendo, inclusive, promover alterações até na carreira do professor, cuja obrigação profissional não se restringe somente às aulas.

Parece que o capeta botou a mão no Brasil, desejando o mal, porque nada que é feito para ajudar a sociedade a se valorizar, tem valor. Aliás, nada público presta, atualmente. Nem o Congresso, cheio de fichas sujas que só querem passar a perna na moral brasileira, embolsar as poucas mufunfas do pais.

Com essa lucidez nefasta, a prestação de bons serviços desaparece no serviço público. A qualidade na saúde, na educação, segurança e no transporte voa. Embora a população não engula, mas a alegação dos homens do poder com relação ao desserviço é consequência da recessão fiscal que deixou o país entorpecido. Debilitado nas finanças. Fraco nas ações.

Realmente, deu a louca no governo porque depois do corte de verbas pelo Ministério da Educação, as universidades federais enfrentam momento de incertezas. O futuro é indefinido. Forçando as universidades passar por uma das maiores humilhações da história acadêmica.

Com o caixa esvaziado de grana, os reitores se viram como podem. Mesmo diminuindo as despesas de custeio, o pouco que resta mal dar para pagar as contas de luz, água, o salário do pessoal terceirizado, os serviços inesperados e inadiáveis, e, inclusive, manter a bolsa à assistência estudantil e à pesquisa na graduação e pós-graduação.

Sem alternativas, algumas universidades, como a de Brasília, resolveram dispensar gente. Afastou porteiros, recepcionistas, pessoal da área de limpeza, vigilantes e profissionais do setor técnico. Responsáveis pela divisão de manutenção dos serviços nas faculdades.

O problema surgiu depois da aprovação da PEC 95 que limitou o teto para as despesas pelo prazo de vinte anos. Todos os três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, além do o Ministério Público e a Defensoria Pública da União também sofrer o tremendo impacto.

Tanto as despesas, quanto os investimentos, obrigatoriamente, acompanharão os mesmos gastos efetuados no ano anterior, porém, corrigidos pela inflação do período.

Caso a crise persista por um tempo anormal, tem universidade, que para se resguardar, pensa tomar algumas providências inadiáveis. Cortar programas, reduzir vagas e se for o caso fechar cursos por período indeterminado.

Uma das saídas para cobrir a falta de recursos, equilibrar as contas nas universidades, na opinião de alguns reitores, é cobrar mensalidade dos alunos que tenham condições de pagar. Deixando a gratuidade somente para os universitários de baixa renda. Filhos de famílias de modesto rendimento.

O problema é sério, grave, preocupante. O que financia a educação, que é um direito social, e dever do Estado, é a cobrança de um único imposto. Decisão adotada pelos países desenvolvidos do mundo inteiro.

Afinal, o que não pode perdurar é o colapso atacando orçamento das universidades públicas. Atrapalhar o valoroso programa de interiorização das universidades, iniciado em 2007, que é excelente ideia, sobretudo com a adoção de cursos noturnos nas pequenas cidades. Apesar de sofrerem barbaridade com a falta de docentes e de equipamentos, fora o sucateamento das escolas.

Por isso, sobram críticas à política de educação brasileira que contingenciou 40% dos recursos das universidades que formam quase o universo das pesquisas científicas e as inovações, voltadas para o desenvolvimento nacional.

Caso demorem a encontrar saída para tão delicada situação, é possível as universidades concluir até pelo fechamento de cursos, laboratórios, clínicas e hospitais. Barrar pesquisas, extremamente úteis para o país. Resolução que causaria tremendo desastre nos acordos de cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovações, visando maior interação com empresas daqui e de fora. As de grandeza internacional.

NOTAS

As desigualdades enferrujam as finanças brasileiras. Enquanto mais de 40 milhões de trabalhadores ganham em média um salário mínimo por mês e ver estados, como o Rio de Janeiro e Minas Gerais, atrasar salários por falta de receita, em virtude de os cofres públicos terem sido esvaziados por causa de roubalheiras e mãos de rato, uma leva de servidores se gaba de ganhar bem. Ter altos salários, acrescidos de auxílios destinados a pagar moradia, independente de ter casa própria, receber ajuda para manter a educação dos filhos, em bom colégio, dispor de planos de saúde com valores ilimitados, receber abono de férias e ter o privilégio de gozar 60 dias de férias por ano. Os felizardos de se entupirem de altas vantagens trabalham no Judiciário e no Ministério Público. São juízes, desembargadores, promotores, ministros e defensores públicos. Por isso é que a despesa mensal de um juiz custou R$ 47,7 mil, no ano passado, ao Brasil.

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O Banco Mundial acerta quando classifica a gratuidade do ensino superior brasileiro, oferecido a ricos e pobres, sem distinção, como uma das verdadeiras causas da má qualidade na graduação. Para a instituição financeira internacional, o fato da maioria dos estudantes universitários apresentar condição financeira de pagar a faculdade, mas estuda de graça, tira o gosto pela aprendizagem, desestimula o acadêmico, faz o formando sair da graduação despreparado para enfrentar o mercado. Disputar vaga na concorrência com consciência. Tudo bem que o governo permanecesse subsidiando os acadêmicos descendentes de famílias de renda média e alta, até a diplomação, através de programas como o Fies, porém, após a conclusão do curso, esses estudantes assumiriam o compromisso de pagar a dívida pelo curso. Deixando aos universitários da classe pobre o direito de cursar a faculdade, gratuitamente. Como o custo médio do aluno nas universidades federais triplica em relação às instituições privadas, o governo acaba gastando exageradamente, sem a garantia de retorno financeiro e acadêmico.

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Os atentados suicidas continuam fazendo vítimas no mundo. Covardemente. Ataque suicida, atitude bem diferente dos ataques terroristas convencionais, é quando o autor, também morre junto com os inocentes, motivado, talvez por perturbação mental. Na semana passada, um adolescente entrou numa mesquita da comunidade de Dezala, no Nordeste da Nigéria, explodiu uma bomba, durante a oração matinal, matou 50 pessoas, concentradas apenas na reza. A trágica ocorrência levantou duas suspeitas. O jovem provavelmente seja integrante do grupo terrorista Boko Haram e talvez pertença à congregação agredida. As primeiras notícias sobre ataques suicidas surgiram no século 13, quando a Mongólia atacou o Japão que foi salvo do violento ataque pelos ventos pesados que sacudiram a costa japonesa, na ocasião. Na cultura árabe, o ataque suicida é fato comum. Os ataques de 11 de setembro de 2001, contra os Estados Unidos, atribuídas à organização islâmica al-Qaeda, não sai da lembrança do mundo que condena tamanha atrocidade. Todavia, o ataque de natureza terrorista, cometido contra uma mesquita no Egito, na sexta-feira passada, quando matou 235 pessoas, foi tremendamente brutal.

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A Justiça de Alagoas não brinca em serviço. Condena dois parlamentares, três ex-deputados e um ex-servidor da Assembleia Legislativa, sob a acusação de pagar empréstimos bancários milionários, usando recursos públicos, estimados em 730 mil reais. O caso foi iniciado pela Polícia Federal, durante a Operação Taturana, em 2007 e levada adiante pelo Ministério Público alagoano que ajuizou ação civil, em 2011, em virtude de ter descoberto atos de improbidade administrativa. Consta na ação que as dívidas pessoais eram pagas com cheques, cuja emissão era da própria Assembleia Legislativa com o intuito de encobrir a responsabilidade individual dos empréstimos. Na sentença, consta a suspensão dos direitos políticos dos envolvidos pelo prazo de 10 anos, a proibição de contratar ou receber benefícios fiscais ou creditícios, além, evidentemente da perda do cargo.

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É lamentável, Fortaleza foi eleita, segundo pesquisa realizada pela ONU Mulheres, como a terceira cidade que mais pratica violência contra a mulher. A liderança, neste tipo de violência doméstica física, coube a Salvador e Natal. Para chegar à conclusão, o estudo, assessorado pela Universidade Federal do Ceará-UFC, levou em consideração três categorias de violência. Emocional, física e sexual. O imperdoável, no quesito agressão física, é o fato da quase totalidade de mulheres atacadas, ser de cor negra. O Nordeste se destaca no relatório sobre a violência contra mulheres sob a condição de ser uma região acometida de acentuadas desigualdades, a cultura do machismo ser predominante e a população negra prevalecer, em ralação às demais.

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Tem coisa mais ridícula e estrambólica do que se constatar a prisão de três ex-governadores e duas ex-primeiras damas vendo o sol nascer quadrado, atrás das grades de presídios. Porém, festejando a vida na prisão à base de boa comida e bem-vindas regalias. Sérgio Cabral, acusado de desviar R$ 300 milhões e deixar o Rio de Janeiro quebrado, sem recursos para pagar a folha dos servidores, com exceção do Judiciário e Legislativo, que recebem em dia, sem atrasar um dia sequer, não passou no teste do Ministério Público. Durante fiscalização realizada pela instituição judiciária, foram encontrados na cela do ex-governador Cabral, iogurte, camarão, queijo de cabra, presunto, castanhas e bolinhos de bacalhau. Isto não é o cumulo dos absurdos, pois, pelo que ilustrou a mídia, às vésperas da execução, em 2006, foi oferecido ao ditador iraquiano, Saddam Hussein, acusado de cometer hediondos crimes contra a humanidade, um prato simples, contendo apenas arroz com frango e água quente com mel.

ZONA FRANCA

Na década de 60, o mundo descobriu nova forma de atrair investimentos. Constituir zonas francas, em áreas próximas aos portos, para facilitar a circulação de mercadorias, nacionais e estrangeiras, mediante a concessão de incentivos fiscais, adoção de reduzidíssimas ou isenção de tarifas alfandegárias.

O Brasil também abraçou o esquema, implantou a Zona Franca de Manaus, com o objetivo de movimentar a região entorno da área industrial, par fomentar o desenvolvimento o desenvolvimento econômico/social que ficou desanimada após o látex da seringueira perder a graça.

Em síntese, criar uma área de livre comércio, tendo como estratégia, dispensar a cobrança de impostos sobre os produtos importados do exterior, com a finalidade de criar e formar um distrito industrial, tinha lógica. Apesar das indústrias instaladas em Manaus, na época, não passarem de simples montadoras de produtos fabricados com tecnologia externa.

Alguns países entraram nessa jogada. Panamá, Emirados Árabes, Chile, Portugal. Copiando a ideia, que parecia salutar, o Brasil foi na onda. Tirou bom proveito até determinado período.

Em 1967, o Brasil criou a Zona Franca de Manaus. A novidade causou verdadeira revolução nas proximidades dessa importante cidade, localizada, justamente, no ponto central da maior floresta tropical do mundo. Fez a região esquecer a dureza que existia, depois do desaparecimento do Ciclo da Borracha e da implantação do mecanismo de substituição de importações abraçada pelo Brasil, com vista a causar sinais de independência econômica.

A ideia original era manter o plano em vigor pelos próximos trinta anos. Para não deixar a peteca cair, criar mais incentivo ao projeto, criaram a SUFRAMA-Superintendência da Zona Franca de Manaus, com duas atribuições especificas. Exercer o papel de órgão aduaneiro, voltado para a estocagem, manter rígido controle no vai e vem de mercadorias.

Os primeiros sinais de sucesso, surgiram com o fortalecimento do comércio e do setor turístico. O comércio de produtos importados, favoreceu a presença de pessoas atraídas pela facilidade de comprar produtos de última geração, de procedência externa. A empolgação durou até 1975.

Mas, como a indústria manauara cresceu, o comércio se mantinha eufórico e o turismo enchia os olhos dos investidores, resolveram prolongar o programa até 1990. Dilatando os incentivos fiscais para outras áreas do estado do Amazonas e estados vizinhos, na medida em que tentavam reduzir as importações. Fechar o mercado brasileiro aos produtos estrangeiros para incentivar a produção nacional. Fechando a economia nacional.

Ideia que não vingou e retrocedeu, forçando a inclusão do neoliberalismo, que defende a liberdade de mercado e restrita intervenção estatal sobre a economia em setores fundamentais, com mínima participação.

Foi quando os feitos das crises da Ásia, em 1997, Rússia, 1998, e a crise cambial, em 1999, começaram a explodir no mundo. Surtir desentendimentos. Por conta das crises internacionais, as zonas francas se diversificaram na América Latina. No Paraguai, a expansão da zona franca ameaçou seriamente a de Manaus. A ponto de eliminar interesses comerciais.

A consequência no Brasil foi a polêmica sobre os incentivos fiscais. Aguçou a necessidade de fazer uma reforma tributária, cuja teoria se baseia um sistema tributário mais justo. Foi precisamente a lentidão sobre qual caminho tomar, o fator principal que prejudicou a economia do Amazonas.

No auge da Zona Franca, por volta de 1990, o estado do Amazonas atraiu 800 industrias, das quais 549 se estabeleceram em Manaus. Gerando 120 mil empregos diretos e indiretos. O desenvolvimento representou 75% do PIB do estado. Em virtude da proibição de outras regiões brasileiras vender produtos importados para não competir com a Zona Franca de Manaus.

Lamentável foi o estrondoso impacto que a crise econômica nacional causou no projeto amazonense. A excitação evaporou-se. No ano passado, a produção industrial da região caiu vertiginosamente e milhares de postos de trabalho foram fechados. O turismo enfraqueceu, os investimentos públicos declinaram, a economia amazonense definhou, o desânimo geral aumentou. Muitos prédios industriais e comerciais atualmente ostentam placas de aluga-se ou vende-se. Causando tremenda tristeza na região. Após festejar 50 anos de efervescente atividade produtiva.

NOTAS

As regiões central e do Norte de Portugal enfrentam intenso período de seca. A estiagem, tem causado sérios reflexos ambientais. Incêndios florestais, destruição da vegetação, morte de animais, degradação do solo, erosão e prejuízos para a economia nacional. Fora a chuva e o vento, que desempenham papel natural, compete aos animais polinizadores, insetos, aves e mamíferos, manter a biodiversidade em ordem, garantir a produção de frutos e sementes e a renovação da mata. Dentre os polinizadores, a abelha se destaca. Para produzir mel, a abelha visita as flores com o intuito de coletar néctar. No retorno à colmeia, a abelha converte o néctar em mel. Mas, com a seca, a produção de mel em Portugal caiu 80%. Reduziu a renda do apicultor. Então, para reverter o prejuízo, o governo português distribuiu toneladas de açúcar com os apicultores que transformam o produto em melaço. O melaço é o alimento alternativo da abelha. Desta maneira, Portugal combate a fome, mantém os apicultores em atividade, recupera a produção de mel por um determinado tempo, sustenta a ocupação profissional em efervescência.

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O consumidor, ciente da queda da taxa de juros promovida pelo Banco Central, fica sem entender a causa que faz o preço do gás de cozinha e da gasolina subir constantemente. Aliás, desde junho, o gás de cozinha subiu cinco vezes, enquanto a inflação, segundo os registros, tem baixado. Mas, embora estranho, a Petrobrás apresenta convincentes motivos para explicar as antipáticas decisões de reajuste. O Golfo de México é o maior fornecedor do gás de cozinha para o mercado mundial. Como em agosto, a costa do Texas foi atingida pelo Furacão Harvey, o Golfo mexicano, nas proximidades, também sentiu os efeitos das fortes chuvas e da pesada ressaca, que forçaram a paralisação na produção do gás e de petróleo. Por outro lado, duas variantes também repercutem no preço do gás e da gasolina. A cotação do gás e do petróleo no mercado internacional e do câmbio tem sofrido variações.

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Nos países sérios, o dinheiro público é respeitado. É assim na Noruega, Finlândia, Suécia e, inclusive, na Alemanha. Como viajar em voo oficial, de carona, sai caríssimo para o Estado, o marido da chanceler alemã, Angela Merkel, prefere os voos comerciais para economizar despesas para o Estado. Aproveitando um período de descanso, o casal embarcou, em voos separados, para Nápoles, no sul da Itália. O maridão, nem se incomodou de comprar passagem na rota Berlim/Roma e fazer baldeação para Nápoles. Tanto na ida, como na volta. É costume na cultura alemã reduzir os custos do Estado. Tradição bem diferente da adotada no Brasil, onde os voos oficiais lotam de convidados. Por isso é que a Alemanha nunca passa por crises, especialmente as econômicas/sociais que derrubam o desenvolvimento e a ordem no Brasil.

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Casal na Rússia adorava esquartejar, congelar e jantar pessoas. O canibalismo começou no ano de 1999, na cidade de Krasnodar, no sudeste do país. Só após pressionar, o casal, Natalia (42) e Dmitry (35 Baksheeva, confessou ter morto 30 pessoas para o consumo e o comércio da carne que sobrava. Com a sobra, os consortes faziam tortas da carne congelada e vendiam para cafés e restaurantes da cidade. Até alunos de uma Academia Militar de Aviação, da Rússia, onde a mulher Natália trabalhava como enfermeira, saborearam os sinistros salgados na maior inocência. Mas, a comilança acabou, depois que a Polícia descobriu restos humanos guardados em potes na geladeira. A ocorrência só foi descoberta, após a vizinhança sentir forte cheiro podre, saindo dos arredores da casa do casal. As investigações continuam em andamento para desvendar dois novos mistérios. Até agora, apesar da confissão da dupla, somente dois assassinatos de mulheres foram descobertos pela Polícia que, atônita, quer saber como o casal conseguiu viver na base militar do governo, fazendo estripulias, sem despertar suspeitas.

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Enquanto o Brasil perde tempo na discussão de problemas políticos, insolúveis, a população, decepcionada, assiste o país reingressar no mapa da fome, perder a luta contra o desemprego, de dois dígitos, ter de engolir os abusivos aumentos do gás de cozinha e da gasolina, sobretudo, ver o estrangulamento fraquejar programas sociais. Parece até que o único compromisso das autoridades é produzir tragédias. Manter o país submetido aos interesses partidários, abrindo brechas para a corrupção e a multiplicação de escândalos. O governo central, assessorado por envolvidos em esquemas de propinas, envergonha a sociedade. Com a omissão, estimula delitos, protege o esconderijo de mala com milhões de reais em apartamento, aprova os papos descarados em surdina. A soltura da cadeia pública dos três deputados cariocas, um deles o presidente da Alerj, Picciani, acompanhado de Pedro Paulo e Albertassi, trancafiados sob a suspeita de cometer crimes de corrupção, participar, desde a década passada, de associações criminosas, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, mediante o emprego do corporativismo, prática defensora de interesses próprios em detrimento do coletivo, apavou o bom senso da sociedade. Mas, resta ao STF botar ordem na casa, julgando a nefasta votação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro como medida inconstitucional.

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As mazelas consomem o Brasil. A desigualdade social se expande, a cultura é exageradamente submissa aos interesses individuais, o sistema público é corrupto e nojento. Enquanto a nata política vive no luxo, esbanjando regalias, como alto salário, plano de saúde ilimitado, passagens aéreas, carro alugado ou blindado, combustível, conta telefônica e gráfica pagas pelo povo, além de outros auxílios, como a moradia, milhares de famílias vivem submetidas a uma mísera renda inferior a 20 salários mínimos, a população vive esmagada na violência, na pobreza e na fome. A saúde, precária, favorece as filas, a educação, sem qualidade, não ensina, deseduca, o transporte, caindo aos pedaços, só anda lotado, graças à proteção política, o serviço público, desqualificado, só burocratiza, os servidores do Estado, insatisfeitos, passam tempo demais nas greves, travando o trabalho, os escalões políticos só defendem o seu da reta, daí a multiplicação de favelas, a expansão do tráfico de drogas, de armas, o crescimento da violência, dos homicídios e dos conflitos familiares e sociais. Devido à ausência da Justiça, às vezes, improdutiva e injusta. Daí a falta de credibilidade na política e a desconfiança da sociedade contra a seriedade no serviço público.

CRIMES INESQUECÍVEIS

Tem crime que a gente não esquece. Jamais. Tem assassinato macabro, assustador, que se torna impossível cair no esquecimento. Não ser lembrado nas rodas de amigos. Na história policial, o ano de 2012 foi um dos mais violentos. Tempo de crimes apavorantes.

No México, desde 2010, governo, traficantes e grupos rivais travavam violentos duelos. Por dever, o poder público combatia o narcotráfico. Mas, sem querer dar o pescoço a torcer, os traficantes rechaçavam para dominar a região fronteiriça com os Estados Unidos, país de excelente mercado consumidor de drogas e garantir, enfim, a permanência de lucros.

Numa parada só, houve uma carnificina. De 72 imigrantes ilegais que tentaram cruzar a fronteira com o território americano, 70 pessoas foram executadas. Na lista de mortos, encontravam-se quatro brasileiros. Na manhã de março de 2012, a polícia mexicana localizou 10 cabeças, sete de homens e três femininas, expostas num banco. Todavia, os corpos, jamais foram encontrados.

Neste mesmo ano, no Brasil, mais precisamente em Garanhuns, famosa cidade do interior de Pernambuco, ocorreram dois crimes bárbaros. A jovem Giselly Helena da Silva, 20 anos, foi a primeira vítima. Enquanto entregava panfletos no centro da cidade, desapareceu.

No mês seguinte, outra garota, a Alexandra da Silva Falcão, 20 anos, também tomou sumiço. A elucidação dos dois crimes aconteceu por acaso. Embora morta, o cartão de crédito de Giselly era utilizado nas lojas. Rastreando, a polícia chegou aos criminosos da dupla. Três pessoas foram acusadas. A mulher, Isabel Cristina Pires, o marido, Jorge Negromonte da Silveira, ambos com 51 anos, e a amante, Bruna Cristina da Silva, 22 anos.

Participantes de uma seita anti-semitista, que rejeitava a procriação, matavam mulheres. Os corpos eram esquartejados e comidos pelo trio de canibais. Todavia, da sobra da carne das vítimas, faziam empadas para vender na cidade. Felizmente, a atrocidade foi resolvida, juridicamente.

Porém, o crime mais famoso foi o da linda modelo e atriz, Sharon Tate, esposa do cineasta Roman Polanski. O crime foi cometido pela gangue, de seis membros, do serial killer, o psicopata, ex-presidiário e aprendiz de música, Charles Manson. A terrível chacina foi cometida na madrugada do dia 9 de agosto de 1969, na Califórnia. Na época, Polanski encontrava-se na Europa, a trabalho.

A esposa Tate, bela atriz, grávida de oito meses, estava na companhia de quatro amigos na mansão, quando chegou a corja de Manson. Furioso, o bando espancava e distribuía facadas no grupo de amigos. Um colega de Tate levou 51 facadas. Apesar de suplicar por socorro, Tate foi morta brutalmente com 16 facadas pelo corpo.

Foi a governanta da casa, que chegou para trabalhar na manhã seguinte, que descobriu a chacina. Presos meses depois, o quinteto de assassinos foi julgado e condenado em janeiro de 1971 a pena de morte. Logo depois alterada para prisão perpétua, face a alteração na lei.

Aos 83 anos, exatos 48 anos após o triste episódio, Manson permanece preso. Doze pedidos de liberdade condicional foram negados pela Justiça americana. Todavia, por causa de uma doença grave, o homicida Manson foi internado em hospital californiano. Mas, nunca teve direito a saída temporária, visita íntima e progressão de pena, fatos normais no arcaico sistema prisional brasileiro.

Práticas que, sob pressão da sociedade, começam a ser alteradas para reduzir a sensação de impunidade no Brasil. Mas, conceder carro oficial do Estado para conduzir os três deputados do Rio de Janeiro na saída do presídio foi um ato debochado. Repreensível. Um tapa na cara do cidadão que não comete crime sob a proteção da lei.

NOTAS

O Brasil é terra de estranha gente que ignora a realidade do país, apesar da delicada situação estar exposta na mídia, diariamente. Dói na consciência do pobre ter os pedidos de reajuste salarial negados ou majorados abaixo das necessiades. A dor aumenta quando o pobre ver uma desembargadora aposentada, com renda superior a 30 mil reais mensais, num documento com 207 páginas, solicitar ao presidente Temer, dobrar o salário. Receber acima do teto do servidor público, por exercer o cargo de ministro de Estado. Como alega não receber o suficiente para comer, beber, calçar, vestir, fazer cabelo, unhas e maquiagem, como exige as normas do alto cargo, Luislinda Valois, ministra dos Direitos Humanos sente-se como uma escrava do trabalho. Numa típica demonstração de um Brasil desigual, cultural e socialmente. Justamente quando rola no Congresso um projeto de lei, visando regulamentar o teto remuneratório, segundo reza a Constituição Federal. Pena que o projeto está engavetado desde 2016. A atitude da ministra revela um assustador acinte à classe média, cuja renda média mensal não passa de míseros mil reais por mês. Sem mordomias.

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Para se manter em atividade, o microempresário tem de cumprir obrigações. Entregar a Declaração Anual Simplificada e pagar a contribuição mensal. Como alguns empreendedores estão pendentes, desde 2015, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços suspendeu o exercício comercial de 1.435 milhão de microempresários, até a regularização da pendência. Caso não cumpram as obrigações, os microempresários individuais, terão o CNPJ cancelado, definitivamente. É duro ser um pequeno comerciante num país que precisa da evolução de negócios para crescer. Mas, não estimula quem se vira na marra para viver, negociando.

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LUTA SANGRENTA

No norte da Nigéria, país da África Ocidental, grande produtor de petróleo, tem acontecido fatos raros, cenas dantescas e assustadoras. A região, por ser habitada por cristãos, no Sul, e muçulmanos, no Norte, é palco de violentas batalhas de arrepiar até os cabelos de quem acompanha o noticiário internacional. Os principais motivos da discórdia em solo nigeriano envolvem temas religiosos, posse de terra e propriedade de recursos naturais.

Os conflitos, por sinal acirrados, rolam desde 1953. Colocam de um lado, os defensores do islamismo, os cristãos, e do outro, os muçulmanos, adeptos de religião monoteísta. Depois da independência, em 1960, o país afundou numa guerra civil. De lá pra cá, a Nigéria perdeu a paz. Mergulhou em gigantescos e lastimáveis duelos. De lamentáveis consequências.

Considerado a gigante da África, a Nigéria tem uma população de 174 milhões de habitantes, distribuída entre 500 grupos étnicos. Além de ser o país mais populoso do continente é o sétimo do mundo em população.

O fato negativo da Nigéria é a divisão entre as duas religiões. Com inclinação sanguinária. O desentendimento entre etnias. O islamismo, cristão, constituído de fazendeiros, e a muçulmana, maioria, formada por pastores, defendem opiniões divergentes. Não há consenso. Aliada às disputas religiosas, encontram-se também temas sobre questões étnicas, discórdias políticas, desigualdades econômicas e problemas sociais. Juntas, essas questões fazem o caldeirão efervescer.

Na década de 80, líderes radicais convocaram a juventude para se integrar à luta, dando início a uma revolta islâmica que redundou em milhares de mortes. O desentendimento de ideologia prosseguiu na década seguinte, quando centenas de nigerianos tombaram, sem vida.

Governos cristãos, tentaram implantar a democracia no país. No entanto, o Norte, rebelde, comandado pelos mulçumanos, propagando ideais diferentes, lançou novos confrontos, resultando em mais mortes de ambos os lados.

Em 2009, o grupo islâmico, denominado Boko Haram, identificado como perigosa coletividade terrorista, entrou em ação contra os militares nigerianos. A ação provocou mais batalhas truculentas. Em 2013, a tensão religiosa tomou rumos cada vez mais sanguinolentos.

O governo faz de tudo para garantir a ordem e a lei, mas tropeça nas decisões. Em 2016, na fronteira com os Camarões, duas mulheres se imolaram com explosivos, matando civis inocentes. O intuito era exterminar as religiões contrárias ao islamismo. Os discípulos invadem povoados, queimam igrejas, pouco se importando se existem pessoas dentro dos templos.

Em 2015, os confrontos se acirraram novamente, com a execução de atentados suicidas. Após surgir em 2002, como seita religiosa, o grupo muçulmano denominando Boko Haram, que classifica a educação ocidental como pecadora, bota pra quebrar em cima dos adversários. O objetivo é eliminar, na opinião deles, os males do país, combater a corrupção e o descaso das autoridades com a população.

Posteriormente, o Boko Haram transformou-se em grupo militar, armado até os dentes, com tendências radicais. Por conta do radicalismo, o referido grupo comete mil atrocidades. Sequestra meninas e mulheres, estupra, comercializa as sequestradas como escravas sexuais, enquanto saqueia por onde passa. Deixando rastros de terror.

Em fevereiro de 2017, extremistas, os muçulmanos conseguiram armamentos mais pesados do que o governo na tentativa de sufragar as lutas. Mas, não alcançaram os objetivos, apesar do páreo ter sido duro pra caramba. Por isso, os soldados lotados na região Nordeste levam desvantagem. Com efetivo inferior e equipamentos modestos, embora o governo gaste montanha de dinheiro, os militares, de moral baixa, preferem desertar e promover motins.

Na tremenda luta, as forças armadas da Nigéria têm recebido apoio de outras nações do norte africano como Chade, Níger e Camarões. Com esse socorro, os nigerianos têm reconquistado os territórios do Nordeste, anteriormente perdidos nos conflitos.

Enquanto não houver uma definição político/religiosa, a tendência da guerra na Nigéria, estimulada pela crescente onda de emigração de muçulmanos, é ser longa, duradoura. É preciso definir a quem pertence, de fato, a propriedade dos recursos e da terra.

Afinal, desde a implantação da lei islâmica, no ano de 1999, as mortes se multiplicam na Nigéria. Atribuem ao grupo Boko Haram a responsabilidade pela multiplicação de assassinatos, mutilação de cidadãos, explosão de igrejas e de escolas, fora a desprezível ação de usar crianças nas frentes de batalha como a causa das confrontações. Todavia, essa responsabilidade, tremendamente rejeitada pelo resto do mundo, não vinga, pois, o desejo universal é ver a paz restabelecida na Nigéria. Contemplar a Nação nigeriana como liberta da instabilidade política e social que só faz espalhar o medo e a morte em solo nigeriano.

A Nigéria está entre os dez países top em padrões de referência estética. Depois de pesquisar 154 países do continente africano, especialistas concluíram que a mulher nigeriana tem o perfil, a meiguice, o rosto e o corpo delineados. Itens determinantes da beleza feminina.

Então, por que trocar a paz e o respeito mútuo pela feroz guerra. Sem futuro construtivo.

NOTAS

Por fechar o ano de 2016 com o registro de 61 mil assassinatos, recorde na história policial, o Brasil ganhou notoriedade. É mestre em letalidade, tornou-se o maioral em mortes violentas, como latrocínios, homicídios e lesões causadoras de óbitos. Segundo as estatísticas, ocorrem no país sete assassinatos a cada hora. Cabe ao Rio de Janeiro, a liderança na taxa de homicídios. Porém, sobrou para o pequeno estado de Sergipe, a infelicidade de registrar a maior quantidade de matança de pessoas, seguido do Acre e do Rio Grande do Norte. O número de feminicídios e homicídios de mulheres também cresce. No ano passado, o Rio Grande do Sul se destacou ao registrar 99 casos de feminicídio. Emitir 51.219 medidas protetivas, derivadas de violência doméstica. Ora se a falta de educação derruba a autoestima masculina, consequentemente, o machismo favorece a violência doméstica. Requerendo maior atenção do Estado.

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Apavorado com a exagerada ocorrência de ataques a bancos, com a explosão de caixas eletrônicos e transportadora de valores, além de saques ao comércio e assaltos às pessoas, o nordestino lamenta a fragilidade do aparelho policial nos municípios. O número de assaltos impressiona. Causa inquietação. Pobre dos pequenos municípios que tem a economia arrasada, em função do reduzido efetivo policial, militar e civil. Tá na cara que a inferioridade policial, em armamento e na quantidade de agentes, enfraquece o confronto com a bandidagem. Sempre em vantagem numérica e em armamento pesado. Embora os gestores não admitam, mas a responsabilidade dos assaltos a bancos deve ser dividida entre estados e instituições financeiras. Ao estado compete equipar a polícia com homens em quantidade suficiente, moderno armamento e estrutura de trabalho de primeira linha. O que normalmente desobedece às normas. Aos bancos, cumpre investir parte dos altos lucros também na questão de segurança. Item super imprescindível.

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A China decreta guerra aos hackers, com a modernização de tecnologia, para impedir a espionagem eletrônica. Segundo os chineses, por meio da física quântica, é possível oferecer segurança às redes de comunicação, proibindo, de modo inovador, a fraude online, o roubo de identidade e a espionagem eletrônica. Tudo pode ser feito graças a um revolucionário código de criptografia para evitar a invasão de terceiros nas comunicações confidenciais. Talvez, dentro de cinco anos, a China lançará moderno satélite para orbitar em volta da Terra, numa altitude de vinte mil quilômetros, destinado a cobrir a extensão dos danos no mundo. Provocados pelos hackers.

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Finalmente, a partir de 2018, a mulher da Arábia Saudita ganhará a liberdade para frequentar as arenas esportivas, assistir partidas de futebol junto à galera. Direito restrito unicamente aos homens, atualmente. Considerado como um dos mais conservadores países do mundo, o governo saudita quer inovar. Reduzindo a opressão contra o sexo feminino. Para facilitar a circulação da mulher, os estádios devem instalar cafés, telas de monitoramento e banheiros femininos. Enfim, o conservadorismo machista vai ser eliminado no território saudita que, inclusive, proíbe a mulher de dirigir carro. Mas, a partir de 2018, tudo será diferente para a mulher da Arábia Saudita. Até que enfim, a justiça será feita. A igualdade de movimentação é necessária.

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Um dos maiores inimigos do ser humano é a solidão. Viver só, afastado do convívio com outras pessoas, cria um vazio mental, capaz de desequilibrar a saúde. A falta de alguém com quem dividir opiniões, trocar ideias, estressa. A ausência de companheirismo, impossibilitando apoio emocional, traz ansiedade. Às vezes, dentro da própria casa, no convívio familiar, é impossível viver em harmonia. Há um paredão interferindo. Essa falta de interação, a notória rejeição, embora não se perceba, gera desconforto, influencia negativamente a mente, perturba a consciência, enfraquece o sistema imunológico, causa insônia. Tudo bem que viver com opiniões divergentes e rotinas discordantes requer jogo de cintura. Todavia, a solidão é tão letal quanto o cigarro, o sedentarismo e a obesidade. Afinal, o homem é um ser social por natureza.

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A Venezuela experimentou o impacto de hiperinflação. Em outubro, a inflação no conturbado país registrou a marca de 50,6%. Como o Banco Central silencia, a divulgação dos dados coube ao jornal de Academia Econômica. O índice é recorde no país carente de produto básicos como alimentos e remédios. O impressionante na economia venezuelana é o descontrole. O salário mínimo teve o quinto aumento no ano. Mas, mesmo com o reajuste de 30%, o salário mínimo subiu para apenas 53 dólares. Irrisório valor. Contudo, o desaparecimento do dinheiro em circulação força a população a enfrentar longas filas nos bancos para sacar a reduzida quantidade de notas em disponibilidade na praça. O problema é a desvalorização do bolívar. Como não vale nada, o governo Maduro lançou a cédula de 100 mil bolívares, valor correspondente apenas a US$ 2,42.

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Para atrair compradores, o Brasil adotou também o Black Friday. O termo referente a sexta-feira negra, foi criado pelo comércio varejista americano para vendas através do e-commerce. Prática que posteriormente passou para o varejo em geral. O evento acontece no próximo dia 24 para marcar o início das compras natalinas. O Black Friday é apenas uma vantajosa estratégia de vendas. O comerciante majora o preço das mercadorias na véspera para na sexta-feira negra conceder atrativos descontos. Tática que o consumidor engole, achando que fez uma boa compra. Sem perceber o truque das lojas. A vivacidade dos lojistas. O bom do negócio é que movimenta a economia. Proporciona agrado geral.

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Promoveram tanta bagunça, fizeram farta baderna nos bastidores políticos que o Brasil travou. Parou na esquina. Vagueia na cegueira. Caiu de maduro. Ficou prostrado na rua da amargura, penando. A economia tá derrubada, a produção caiu, o crédito difícil deixa o povo na lona, sem dinheiro, o empresário vegeta sem perspectivas, o Judiciário nutre desentendimentos internos, mas não desengaveta processos que permanecem entulhados. Guardados. Envelhecendo há mais de 15 anos. Sem resultados. A política, desprovida de ética, mais alimentada por falsa moralidade, queimou a honradez do Legislativo, tornando-o inexpressivo. Eliminando a seriedade do parlamento. A sociedade, desassistida, está sob o domínio da criminalidade que bate recordes de assaltos e de assassinatos a sangue frio. Foi o descaso de governos que jogou o país às traças. Sem vendas internas, produção, arrecadação, renda, desemprego. As más políticas enferrujam a economia. Realçam as desigualdades, favorecem a corrupção, jogam a saúde pra escanteio. Por isso, o Brasil encontra-se em estado terminal na UTI por conta do corporativismo que sustenta os benefícios no serviço público, ativando o egoísmo do parlamentar que improdutivo, só faz merda. Dança desengonçadamente no plenário da Casa, feito moleque cheio de mé na cabeça, no baile funk.

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As estatais formam um ninho macio para acomodar os altos salários pagos aos indicados políticos. Os apadrinhados. Geralmente com absurda renda acima do teto de 33.700 reais. Por coincidência, em 2016, as folhas de pagamento de três gigantescas estatais, Petrobrás, Eletrobrás e Banco do Brasil, somaram o montante de R$ 61,7 bilhões. O incrível é que nas 151 empresas oficiais do Brasil, os 523 mil funcionários recebem reajustes salariais e benefícios acima da média. É o normal. Todavia, tem um detalhe que passa despercebido do público. A produtividade do servidor nas empresas públicas é sempre inferior à regra adotada nas empesas privadas que comumente pagam menor salário. O problema é a Eletrobrás amargar séria situação financeira. Em três anos, 2014/2015/2016, a estatal apresentou prejuízo, calculado em R$ 34 bilhões, além de ter o patrimônio líquido arruinado em 40%. Para contornar a grave situação, a Eletrobrás adotou a política de demissão incentivada. A finalidade é enxugar o excedente quadro de funcionários, atualmente composto de 8.777 contratados que, juntando com as distribuidoras, totalizam mais de 23 mil empregados. O objetivo é reduzir o gigantesco custo funcional. Em boa hora, o Brasil resolve mandar para o Congresso projeto de lei, para ser votado em regime de urgência, sobre a privatização da Eletrobrás. A finalidade é acabar com a farra nesta empresa de economia mista e de capital aberto. Despachar os ladrões pras cucuias. Lugar de onde nunca devem sair.


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