NOTAS

O Brasil é terra de estranha gente que ignora a realidade do país, apesar da delicada situação estar exposta na mídia, diariamente. Dói na consciência do pobre ter os pedidos de reajuste salarial negados ou majorados abaixo das necessiades. A dor aumenta quando o pobre ver uma desembargadora aposentada, com renda superior a 30 mil reais mensais, num documento com 207 páginas, solicitar ao presidente Temer, dobrar o salário. Receber acima do teto do servidor público, por exercer o cargo de ministro de Estado. Como alega não receber o suficiente para comer, beber, calçar, vestir, fazer cabelo, unhas e maquiagem, como exige as normas do alto cargo, Luislinda Valois, ministra dos Direitos Humanos sente-se como uma escrava do trabalho. Numa típica demonstração de um Brasil desigual, cultural e socialmente. Justamente quando rola no Congresso um projeto de lei, visando regulamentar o teto remuneratório, segundo reza a Constituição Federal. Pena que o projeto está engavetado desde 2016. A atitude da ministra revela um assustador acinte à classe média, cuja renda média mensal não passa de míseros mil reais por mês. Sem mordomias.

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Para se manter em atividade, o microempresário tem de cumprir obrigações. Entregar a Declaração Anual Simplificada e pagar a contribuição mensal. Como alguns empreendedores estão pendentes, desde 2015, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços suspendeu o exercício comercial de 1.435 milhão de microempresários, até a regularização da pendência. Caso não cumpram as obrigações, os microempresários individuais, terão o CNPJ cancelado, definitivamente. É duro ser um pequeno comerciante num país que precisa da evolução de negócios para crescer. Mas, não estimula quem se vira na marra para viver, negociando.

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LUTA SANGRENTA

No norte da Nigéria, país da África Ocidental, grande produtor de petróleo, tem acontecido fatos raros, cenas dantescas e assustadoras. A região, por ser habitada por cristãos, no Sul, e muçulmanos, no Norte, é palco de violentas batalhas de arrepiar até os cabelos de quem acompanha o noticiário internacional. Os principais motivos da discórdia em solo nigeriano envolvem temas religiosos, posse de terra e propriedade de recursos naturais.

Os conflitos, por sinal acirrados, rolam desde 1953. Colocam de um lado, os defensores do islamismo, os cristãos, e do outro, os muçulmanos, adeptos de religião monoteísta. Depois da independência, em 1960, o país afundou numa guerra civil. De lá pra cá, a Nigéria perdeu a paz. Mergulhou em gigantescos e lastimáveis duelos. De lamentáveis consequências.

Considerado a gigante da África, a Nigéria tem uma população de 174 milhões de habitantes, distribuída entre 500 grupos étnicos. Além de ser o país mais populoso do continente é o sétimo do mundo em população.

O fato negativo da Nigéria é a divisão entre as duas religiões. Com inclinação sanguinária. O desentendimento entre etnias. O islamismo, cristão, constituído de fazendeiros, e a muçulmana, maioria, formada por pastores, defendem opiniões divergentes. Não há consenso. Aliada às disputas religiosas, encontram-se também temas sobre questões étnicas, discórdias políticas, desigualdades econômicas e problemas sociais. Juntas, essas questões fazem o caldeirão efervescer.

Na década de 80, líderes radicais convocaram a juventude para se integrar à luta, dando início a uma revolta islâmica que redundou em milhares de mortes. O desentendimento de ideologia prosseguiu na década seguinte, quando centenas de nigerianos tombaram, sem vida.

Governos cristãos, tentaram implantar a democracia no país. No entanto, o Norte, rebelde, comandado pelos mulçumanos, propagando ideais diferentes, lançou novos confrontos, resultando em mais mortes de ambos os lados.

Em 2009, o grupo islâmico, denominado Boko Haram, identificado como perigosa coletividade terrorista, entrou em ação contra os militares nigerianos. A ação provocou mais batalhas truculentas. Em 2013, a tensão religiosa tomou rumos cada vez mais sanguinolentos.

O governo faz de tudo para garantir a ordem e a lei, mas tropeça nas decisões. Em 2016, na fronteira com os Camarões, duas mulheres se imolaram com explosivos, matando civis inocentes. O intuito era exterminar as religiões contrárias ao islamismo. Os discípulos invadem povoados, queimam igrejas, pouco se importando se existem pessoas dentro dos templos.

Em 2015, os confrontos se acirraram novamente, com a execução de atentados suicidas. Após surgir em 2002, como seita religiosa, o grupo muçulmano denominando Boko Haram, que classifica a educação ocidental como pecadora, bota pra quebrar em cima dos adversários. O objetivo é eliminar, na opinião deles, os males do país, combater a corrupção e o descaso das autoridades com a população.

Posteriormente, o Boko Haram transformou-se em grupo militar, armado até os dentes, com tendências radicais. Por conta do radicalismo, o referido grupo comete mil atrocidades. Sequestra meninas e mulheres, estupra, comercializa as sequestradas como escravas sexuais, enquanto saqueia por onde passa. Deixando rastros de terror.

Em fevereiro de 2017, extremistas, os muçulmanos conseguiram armamentos mais pesados do que o governo na tentativa de sufragar as lutas. Mas, não alcançaram os objetivos, apesar do páreo ter sido duro pra caramba. Por isso, os soldados lotados na região Nordeste levam desvantagem. Com efetivo inferior e equipamentos modestos, embora o governo gaste montanha de dinheiro, os militares, de moral baixa, preferem desertar e promover motins.

Na tremenda luta, as forças armadas da Nigéria têm recebido apoio de outras nações do norte africano como Chade, Níger e Camarões. Com esse socorro, os nigerianos têm reconquistado os territórios do Nordeste, anteriormente perdidos nos conflitos.

Enquanto não houver uma definição político/religiosa, a tendência da guerra na Nigéria, estimulada pela crescente onda de emigração de muçulmanos, é ser longa, duradoura. É preciso definir a quem pertence, de fato, a propriedade dos recursos e da terra.

Afinal, desde a implantação da lei islâmica, no ano de 1999, as mortes se multiplicam na Nigéria. Atribuem ao grupo Boko Haram a responsabilidade pela multiplicação de assassinatos, mutilação de cidadãos, explosão de igrejas e de escolas, fora a desprezível ação de usar crianças nas frentes de batalha como a causa das confrontações. Todavia, essa responsabilidade, tremendamente rejeitada pelo resto do mundo, não vinga, pois, o desejo universal é ver a paz restabelecida na Nigéria. Contemplar a Nação nigeriana como liberta da instabilidade política e social que só faz espalhar o medo e a morte em solo nigeriano.

A Nigéria está entre os dez países top em padrões de referência estética. Depois de pesquisar 154 países do continente africano, especialistas concluíram que a mulher nigeriana tem o perfil, a meiguice, o rosto e o corpo delineados. Itens determinantes da beleza feminina.

Então, por que trocar a paz e o respeito mútuo pela feroz guerra. Sem futuro construtivo.

NOTAS

Por fechar o ano de 2016 com o registro de 61 mil assassinatos, recorde na história policial, o Brasil ganhou notoriedade. É mestre em letalidade, tornou-se o maioral em mortes violentas, como latrocínios, homicídios e lesões causadoras de óbitos. Segundo as estatísticas, ocorrem no país sete assassinatos a cada hora. Cabe ao Rio de Janeiro, a liderança na taxa de homicídios. Porém, sobrou para o pequeno estado de Sergipe, a infelicidade de registrar a maior quantidade de matança de pessoas, seguido do Acre e do Rio Grande do Norte. O número de feminicídios e homicídios de mulheres também cresce. No ano passado, o Rio Grande do Sul se destacou ao registrar 99 casos de feminicídio. Emitir 51.219 medidas protetivas, derivadas de violência doméstica. Ora se a falta de educação derruba a autoestima masculina, consequentemente, o machismo favorece a violência doméstica. Requerendo maior atenção do Estado.

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Apavorado com a exagerada ocorrência de ataques a bancos, com a explosão de caixas eletrônicos e transportadora de valores, além de saques ao comércio e assaltos às pessoas, o nordestino lamenta a fragilidade do aparelho policial nos municípios. O número de assaltos impressiona. Causa inquietação. Pobre dos pequenos municípios que tem a economia arrasada, em função do reduzido efetivo policial, militar e civil. Tá na cara que a inferioridade policial, em armamento e na quantidade de agentes, enfraquece o confronto com a bandidagem. Sempre em vantagem numérica e em armamento pesado. Embora os gestores não admitam, mas a responsabilidade dos assaltos a bancos deve ser dividida entre estados e instituições financeiras. Ao estado compete equipar a polícia com homens em quantidade suficiente, moderno armamento e estrutura de trabalho de primeira linha. O que normalmente desobedece às normas. Aos bancos, cumpre investir parte dos altos lucros também na questão de segurança. Item super imprescindível.

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A China decreta guerra aos hackers, com a modernização de tecnologia, para impedir a espionagem eletrônica. Segundo os chineses, por meio da física quântica, é possível oferecer segurança às redes de comunicação, proibindo, de modo inovador, a fraude online, o roubo de identidade e a espionagem eletrônica. Tudo pode ser feito graças a um revolucionário código de criptografia para evitar a invasão de terceiros nas comunicações confidenciais. Talvez, dentro de cinco anos, a China lançará moderno satélite para orbitar em volta da Terra, numa altitude de vinte mil quilômetros, destinado a cobrir a extensão dos danos no mundo. Provocados pelos hackers.

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Finalmente, a partir de 2018, a mulher da Arábia Saudita ganhará a liberdade para frequentar as arenas esportivas, assistir partidas de futebol junto à galera. Direito restrito unicamente aos homens, atualmente. Considerado como um dos mais conservadores países do mundo, o governo saudita quer inovar. Reduzindo a opressão contra o sexo feminino. Para facilitar a circulação da mulher, os estádios devem instalar cafés, telas de monitoramento e banheiros femininos. Enfim, o conservadorismo machista vai ser eliminado no território saudita que, inclusive, proíbe a mulher de dirigir carro. Mas, a partir de 2018, tudo será diferente para a mulher da Arábia Saudita. Até que enfim, a justiça será feita. A igualdade de movimentação é necessária.

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Um dos maiores inimigos do ser humano é a solidão. Viver só, afastado do convívio com outras pessoas, cria um vazio mental, capaz de desequilibrar a saúde. A falta de alguém com quem dividir opiniões, trocar ideias, estressa. A ausência de companheirismo, impossibilitando apoio emocional, traz ansiedade. Às vezes, dentro da própria casa, no convívio familiar, é impossível viver em harmonia. Há um paredão interferindo. Essa falta de interação, a notória rejeição, embora não se perceba, gera desconforto, influencia negativamente a mente, perturba a consciência, enfraquece o sistema imunológico, causa insônia. Tudo bem que viver com opiniões divergentes e rotinas discordantes requer jogo de cintura. Todavia, a solidão é tão letal quanto o cigarro, o sedentarismo e a obesidade. Afinal, o homem é um ser social por natureza.

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A Venezuela experimentou o impacto de hiperinflação. Em outubro, a inflação no conturbado país registrou a marca de 50,6%. Como o Banco Central silencia, a divulgação dos dados coube ao jornal de Academia Econômica. O índice é recorde no país carente de produto básicos como alimentos e remédios. O impressionante na economia venezuelana é o descontrole. O salário mínimo teve o quinto aumento no ano. Mas, mesmo com o reajuste de 30%, o salário mínimo subiu para apenas 53 dólares. Irrisório valor. Contudo, o desaparecimento do dinheiro em circulação força a população a enfrentar longas filas nos bancos para sacar a reduzida quantidade de notas em disponibilidade na praça. O problema é a desvalorização do bolívar. Como não vale nada, o governo Maduro lançou a cédula de 100 mil bolívares, valor correspondente apenas a US$ 2,42.

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Para atrair compradores, o Brasil adotou também o Black Friday. O termo referente a sexta-feira negra, foi criado pelo comércio varejista americano para vendas através do e-commerce. Prática que posteriormente passou para o varejo em geral. O evento acontece no próximo dia 24 para marcar o início das compras natalinas. O Black Friday é apenas uma vantajosa estratégia de vendas. O comerciante majora o preço das mercadorias na véspera para na sexta-feira negra conceder atrativos descontos. Tática que o consumidor engole, achando que fez uma boa compra. Sem perceber o truque das lojas. A vivacidade dos lojistas. O bom do negócio é que movimenta a economia. Proporciona agrado geral.

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Promoveram tanta bagunça, fizeram farta baderna nos bastidores políticos que o Brasil travou. Parou na esquina. Vagueia na cegueira. Caiu de maduro. Ficou prostrado na rua da amargura, penando. A economia tá derrubada, a produção caiu, o crédito difícil deixa o povo na lona, sem dinheiro, o empresário vegeta sem perspectivas, o Judiciário nutre desentendimentos internos, mas não desengaveta processos que permanecem entulhados. Guardados. Envelhecendo há mais de 15 anos. Sem resultados. A política, desprovida de ética, mais alimentada por falsa moralidade, queimou a honradez do Legislativo, tornando-o inexpressivo. Eliminando a seriedade do parlamento. A sociedade, desassistida, está sob o domínio da criminalidade que bate recordes de assaltos e de assassinatos a sangue frio. Foi o descaso de governos que jogou o país às traças. Sem vendas internas, produção, arrecadação, renda, desemprego. As más políticas enferrujam a economia. Realçam as desigualdades, favorecem a corrupção, jogam a saúde pra escanteio. Por isso, o Brasil encontra-se em estado terminal na UTI por conta do corporativismo que sustenta os benefícios no serviço público, ativando o egoísmo do parlamentar que improdutivo, só faz merda. Dança desengonçadamente no plenário da Casa, feito moleque cheio de mé na cabeça, no baile funk.

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As estatais formam um ninho macio para acomodar os altos salários pagos aos indicados políticos. Os apadrinhados. Geralmente com absurda renda acima do teto de 33.700 reais. Por coincidência, em 2016, as folhas de pagamento de três gigantescas estatais, Petrobrás, Eletrobrás e Banco do Brasil, somaram o montante de R$ 61,7 bilhões. O incrível é que nas 151 empresas oficiais do Brasil, os 523 mil funcionários recebem reajustes salariais e benefícios acima da média. É o normal. Todavia, tem um detalhe que passa despercebido do público. A produtividade do servidor nas empresas públicas é sempre inferior à regra adotada nas empesas privadas que comumente pagam menor salário. O problema é a Eletrobrás amargar séria situação financeira. Em três anos, 2014/2015/2016, a estatal apresentou prejuízo, calculado em R$ 34 bilhões, além de ter o patrimônio líquido arruinado em 40%. Para contornar a grave situação, a Eletrobrás adotou a política de demissão incentivada. A finalidade é enxugar o excedente quadro de funcionários, atualmente composto de 8.777 contratados que, juntando com as distribuidoras, totalizam mais de 23 mil empregados. O objetivo é reduzir o gigantesco custo funcional. Em boa hora, o Brasil resolve mandar para o Congresso projeto de lei, para ser votado em regime de urgência, sobre a privatização da Eletrobrás. A finalidade é acabar com a farra nesta empresa de economia mista e de capital aberto. Despachar os ladrões pras cucuias. Lugar de onde nunca devem sair.

ENCANTADORA CIDADE

Viajar é preciso. A atitude é gratificante. Revigora a saúde. Fortalece o vigor físico e mental. Segundo pesquisa britânica, os benefícios de uma viagem são inúmeros. Traz recordações do passado. Valoriza a família e os amigos, após comparações automáticas. Elimina o tédio. Deixa o sono tranquilo. Proporciona emoções, revela habilidades do viajante, enriquece o conhecimento.

Merecidamente, Recife recebe o carinhoso título de Veneza Brasileira. O município, por ter sido construído acompanhando os contornos do rio Capibaribe oferece muitos encantos e rara beleza. Quem é nativo, ama a cidade, naturalmente. Quem a visita, fica fascinado, depois de belos passeios. Mas, quem é de fora e escolhe a cidade para residir, acaba se apaixonando pelo deslumbre, combinação das paisagens urbanas com os bucólicos cenários à disposição do novo morador.

A paisagem do Recife é fantástica. Os rios, seduzem. As pontes, ligando um bairro a outro, despertam a atenção de quem quer curtir emoções diferentes. Tipicamente tropical, a capital de Pernambuco é repleta de construções antigas. No bairro do Recife Antigo, então, faz gosto de apreciar os casarões, principalmente os da Rua do Bom Jesus, as igrejas históricas e as construções datadas da época da colonização, perfeitamente conservadas.

Ao visitante que é chegado à preservação da memória cultural, a cidade abre as portas de vários museus à disposição do público. Para vivenciar lindos momentos de rica história.

Tem o Instituto Ricardo Brennand, onde se contempla formosas coleções de armas de fogo e de guerra. Por mostrar a bravura do sertanejo na luta para vencer a dureza da vida no semiárido, o Museu do Cais do Sertão também merece uma visitinha.

Quem quiser matar a curiosidade sobre a evolução das culturas negras, indígenas, e brancas, desde a origem, é só dar uma passadinha no Museu do Homem do Nordeste, que descobre tudo a respeito.

Para o apreciador daquele ritmo musical frenético, o frevo, o turista encontra no Recife Antigo, o Paço do Frevo, um centro de arte focado nesta dança folclórica, genuinamente pernambucana. O frevo é tão contagiante que a Unesco-Organização das Nações Unidas resolveu incluir a manifestação de cultura corporal na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, no ano de 2012.

Mas, quem preferir simplicidade, não pode esquecer aquela recomendada passagem ao Memorial Dom Helder Câmara, um corajoso lutador pelos direitos humanos.

Para fechar o circuito de museus, tem um que não deve ser esquecido, o Museu da Abolição. O acervo do museu é riquíssimo de história sobre os antigos engenhos de açúcar. Também documenta, com riqueza de detalhes, importantes passagens sobre a vida de ostentação da nobreza pernambucana.

Para completar o fantástico passeio envolvendo a história pernambucana e nordestina, guardadas nos museus, vale dar uma esticada nos pontos turísticos. O Forte das Cinco Pontas, o Mercado de São José, nutrido de comida regional e de artesanato, o teatro de Santa Isabel, em estilo clássico, até finalizar a agradável curtição no entorno do Marco Zero, que além de localizar a primeira sinagoga das Américas, está cheio de bares e boates, onde se encontram bons ritmos para sacolejar o corpo, ao som de rock, pop, música eletrônica, reggae e MPB.

Todavia, enquanto aguarda a chega do turista, o poder público deve dispensar mais cuidado ao município, atacado por uma série de mazelas. Embora a administração não perceba, mas, devido à desatenção, o Recife está tomado por prédios e cortiços estragados, precário saneamento, poluição visual indesejável, sujeira nas ruas, calçadas desniveladas, emporcalhadas e esburacadas, infindáveis engarrafamentos, exagerada mendicância.

Fora estas mazelas, a Veneza Brasileira enfrenta alto índice de criminalidade, tá difícil escapar do assédio da bandidagem, o convidado tem de reservar um tempinho para contemplar as praias recifenses. Reduzidas em quantidade, mas, bonitas e convidativas para um bom mergulho nas águas verdes e mornas do Atlântico.

As praias de Boa Viagem e a do Pina são convidativas. A temperatura tépida da água e o verde do mar e dos coqueiros, deslumbram. Encantam. Fascinam. O difícil é resistir a um mergulho. Recusar a volta ao Recife para desfrutar de novas magníficas jornadas. No futuro.

NOTAS

O Vesúvio, localizado no golfo da bela Nápoles, na Itália, é mortal. Fazia oitocentos anos que se encontrava inativo, mas, no ano 79 d.C, resolveu entrar em erupção. Violenta. Cuspiu lava, espalhou mortal nuvem de cinzas sobre duas prósperas cidades romanas: Pompeia, terra de solo fértil, e Herculano, distantes oito quilômetros da boca do Vesúvio. A explosão do vulcão, uma das maiores já registradas pela história, matou mais de 16 mil pessoas. A destruição foi tão grosseira que, séculos depois, descobriram cascas petrificadas de corpos decompostos. O incrível é a descrição dos registros. Após a devastadora erupção, sobreviventes da tragédia foram flagrados saqueando o que sobrou das duas cidades. Atualmente, vinte séculos depois, além das ruinas das cidades, alguns corpos de adultos e crianças, petrificados, viraram atração turística. Atraem visitantes do mundo inteiro.

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A operação Lava Jato não para de trancafiar e condenar políticos desonestos. Mas, apesar da linha dura de juízes, a corrupção não se acaba. A pilhagem de dinheiro público não para. A devassa começou com a descoberta do mensalão. Depois, com o petrolão. Somente o propinoduto erguido na Petrobrás, segundo a Polícia Federal, causou um prejuízo à estatal superior a R$ 42 bilhões. O ruim é saber que a corrupção impregnou a política. Colocou políticos e autoridades de diversas categorias dedicados a mamar nas tetas do governo, através de vinte mil cargos reservados exclusivamente para livre nomeação de apadrinhados. Só tem detalhe. Para mudar o país, acabar com a roubalheira, meter vereador no xadrez por saquear dinheiro público, o brasileiro tem de mudar também o seu modo de pensar e agir. Cortando as brechas. Votando consciente no candidato. Sabendo se merece o voto ou não.

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A sensação de impunidade estimula o bandido a assaltar. As fracas leis penais, o desentendimento de juízes na interpretação da legislação e as tímidas políticas de segurança pública, encorajam o marginal que não sente o menor receio de ser descoberto e preso. Por isso, na maior cara de pau, bandidos param o trânsito em vias movimentadas para assaltar motoristas. Em maio passado, um bando composto por vinte assaltantes, explodiram as agências do Banco do Brasil e Bradesco no interior. Cortaram árvores para fechar a ligação entre o Recife e o Litoral Sul, espalharam grampos pela estrada para dificultar a passagem policial. E depois fugiram, utilizando lanchas pelo rio Araquindá. No Acre, mais precisamente no município de Mâncio Lima, bandidos armados invadem casa, rendem a família e obrigam a mulher a tirar a roupa e andar pela casa despida, sob a mira de um 38 apontada para a cabeça dos familiares, adultos e crianças, rendidos.

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O professor é peça útil no desenvolvimento do país. Contribui de forma direta na formação cultural e profissional do jovem. Mas, infelizmente no Brasil o educador não recebe o merecido reconhecimento. Na sala de aula, o mestre é vítima de violência. Não tem a garantia necessária para o exercício da profissão, principalmente nas escolas públicas. Além disso, o docente enfrenta outros desafios no magistério. Recebe alunos defasados na escolaridade e desmotivados para os estudos, é desvalorizado na carreira, financeira e socialmente, dificilmente recebe incentivos para avançar na qualificação de instrutor e, despreparadas, as escolas pouco se preocupam com o uso da tecnologia para enaltecer o ensino. Enquanto isso, a Finlândia, que mantem a melhor educação do mundo, vive valorizando o professor, dando a necessária liberdade apara trabalhar. Ensinar as crianças a se motivar para os estudos.

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Quem pode, pode. Quem não pode, dança. Os magistrados do Judiciário são felizardos. Ao contrário de 30% da população que ganha o salário mínimo, faça chuva ou faça sol, os desembargadores recebem vantagens que engordam e muito o salário. O acréscimo de gratificações, remunerações temporárias, verbas retroativas, abonos de permanência, faz, de maneira legal, o contracheque no Judiciário ultrapassar o teto constitucional estabelecido para o funcionalismo público. Além do carro oficial disponibilizado para o desembargador, os juízes e promotores não tem horário fixo, gozam de dois meses de férias, fora um período de recesso, ganham auxílios para moradia, alimentação, transporte e plano de saúde, com gastos ilimitados, além de verba para a compra de livros e computadores e mais um dinheiro extra para pagar a escola particular do filho. O impressionante é o acréscimo de adicional de insalubridade na extensa lista de benefícios no contracheque da magistratura. A média salarial do juiz americano, que trabalha em tempo integral, é inferior à do brasileiro. A variação salarial da magistratura dos Estados Unidos depende da jurisdição, instância e do estado em que exercem a função.

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O poder público não costuma morrer de amores pela sociedade. Para comemorar os 400 anos de existência, comemorado em janeiro de 2016, a prefeitura de Belém, do Pará, prometeu restaurar e revitalizar a Praça Floriano Peixoto, localizada em São Brás, no início de uma das principais avenidas da cidade. Para investir R$ 400 mil na reforma, o espaço passou quase um ano fechado. Pois bem, três meses depois de reinaugurada, o patrimônio público passou a apresentar sinais de abandono. Ao redor da estátua de Lauro Sodré, primeiro governador do estado, existe um espelho d’água. Mas, a municipalidade esqueceu de limpar o lodo e a sujeira do local. Pela omissão, os belenenses ficaram decepcionados. E passaram a protestar pelo descaso municipal, justamente numa época de memoráveis festas.

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Até maio, a economia marchava ao som de programas de recuperação. As respostas às metas, começavam a aparecer, positivamente, encorajando o povo e, sobretudo, os empresários para investir. Porém, após o governo iniciar a fase de concessões, parcelamento de dívidas rurais, perdão de multas ambientais, mexida no Refis e distribuição de cargos e de metas parlamentares, visando apenas se livrar de broncas políticas, de graves denúncias envolvendo a participação em organizações criminosas e obstrução à Justiça, a história mudou. O país parou. Reacendendo o foco da instabilidade política e de escândalos de corrupção. Foram cinco meses de paralisação no programa de ajustes ficais que trouxe mais um punhado incertezas. Nesse ínterim, a única diretriz que não travou foi a política da derrubada da taxa de juros que segue a sua trajetória normal. Por isso, a taxa Selic ficou cravada, agora em outubro, segundo o Comitê de Política Monetária, em 7,5%. Até a próxima reunião do Copom, marcada para o início de dezembro, a taxa Selic permanece como a menor desde 2013.

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As crises política e econômica desestruturaram o país que ficou numa pior. Afundado num mar de lama, com as instituições constitucionais perdendo a credibilidade e a confiança do povo. Mas, como não deixaram a economia desencantada, com o brilho apagado, empresas estrangeiras, aproveitando o tempo de vacas magras, passaram a comprar companhias nacionais. Até agosto passado, 240 empresas brasileiras foram adquiridas por grupos do exterior. Como o Brasil não perdeu a qualidade de economia emergente, a cobiça em participar, embora minoritariamente do capital, tem crescido no mercado. Daí o crescente número de fusões, aquisições e joint-venture no capital de empresas brasileiras. Os lados positivos dessas transações estão muito evidentes na cabeça de empreendedores estrangeiros. A suspeita da redução das incertezas e a introdução de novas tecnologias no setor produtivo nacional é a chave para atrair investidores gringos. No que faz muito para um país totalmente desestruturado, política, econômica e socialmente.

FUNK

Baile funk acaba em tiroteio, com um morto e 13 feridos em Belo Horizonte. Dois jovens são abatidos no centro de São Pedro de Aldeia, em Cabo Frio, em baile funk, por causa do tráfico de drogas. Balas disparadas de bobeira, em Gravataí, deixa dois mortos e 30 feridos na cidade gaúcha.

Geralmente, as manchetes dos jornais brasileiros, semelhantes às de cima, enchem as páginas com péssimas notícias, quando relatam as festas de pancadão, regadas a som alto e cheio de batidas pesadas. Jovens, com a intenção de se divertir, enfrentam tiroteios, veem colegas feridos, lamentam as mortes de companheiros, tombados por balas a esmo.

As dantescas cenas fazem parte do cotidiano das periferias. Adolescentes, em busca de diversão e prazer, procuram lugares onde rolam som pesado, soul, black, bebidas, drogas, garotas bonitas e rebolados improvisados. Todavia, a empolgação, comandada por eficientes DJs, cativam, atrai a juventude, que, sem saber se controlar, acaba em confusão. Por inexperiência do público, ainda em tenra idade.

No Brasil, a ideia do baile funk, copiada da dança de momento dos Estados Unidos, derivada de freestyle, chegou na década de 70. O lançamento foi feito por dois DJs no saudoso Canecão. Famosa casa de espetáculo, localizada em Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro. Sempre lotada.

De antiga cervejaria, daí o nome canecão, de repente virou extraordinária casa de espetáculo, com apresentação de renomados grupos de artistas da época, como Maysa, Chico Buarque, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, etc. Até ter o sucesso interrompido por causa do terreno pertencer a UFRJ e ser devolvido pela Justiça à instituição de ensino superior.

Com a inclusão de novos ritmos, como o Miami Bass, que permite ousado rebolado, mais erotizado, em aceleradas batidas, o funk se transferiu para os clubes de bairro do subúrbio carioca. Fez parada na periferia. Caiu no gosto popular. Tornou-se um fenômeno de massa no decorrer da década de 90. Por uma razão bem simples. As letras das músicas, de duplo sentido, os tradicionais raps/melês, retratavam o cotidiano das comunidades. Evocando a pobreza das favelas e o nascimento da violência nos morros.

No entanto, a popularização do funk criou também divergências de pensamento e de costumes. A divisão de atitudes criou galeras rivais. A rivalidade descambou para as brigas que resultavam em mortes. O modismo desceu o morro, tomou as ruas, tornou-se sucesso em todas as periferias brasileiras.

Os desentendimentos violentos trouxeram leis que passaram a regulamentar os bailes funks. Colocaram a polícia no caminho dos funkeiros. Porém, com o pretexto de que o funk enaltece o crime, a política se meteu na parada. Quer criar uma lei criminalizando o funk.

No ano de 1992, grupos rivais de jovens funkeiros desceram o morro, invadiram a praia do Arpoador, em Ipanema, na Cidade Maravilhosa, promovendo arrastões. Expulsando as famílias das praias. Espalhando a insegurança nas ensolaradas e belas manhãs na orla carioca.

Ora, o funk traz uma série de questões que não podem ser esquecidas nos debates. Envolve classe social e moral. Aborda temas do cotidiano como crimes, exploração sexual, estupros, gravidez precoce, roubos, educação, juventude e consumo de drogas ilícitas. Justamente os males sociais da sociedade. Explorados, mais precisamente no seio da pobreza.

No Rio de Janeiro as UPP expulsam os bailes funks da área. A sociedade fica dividida. De um lado, os críticos sustentam a tese de que o baile funk estimula a violência, a pornografia e o machismo.

Contudo, os defensores alegam ser o funk apenas uma manifestação cultural, nascida, criada e mantida pelas classes desfavorecidas do Rio de Janeiro. Copiada pelo resto do país que não envergonha de chamar as meninas funkeiras, fãs do rebolado, de cachorra, popozuda e tchutchucaquinha que, segundo dizem, não se sentem nem um pouco desvalorizadas com os chulos termos. Idolatradas pelas thurmas, as garotas funkeiras alegam ser apenas uns termos de época. Logo, passageiros.

Então, o que sobra depois dos pancadões, onde rolam beijos, abraços, cheiros e carinho, entre mancebos, é gravidez. Comprovam os registros. É como diz a letra de um rap paulista. “Conheceu, ficou, engravidou.

NOTAS

A falta de água no Agreste de Pernambuco é um caso sério. Traz desconforto. Incomoda bastante, especialmente quando se junta a uma seca braba, como esta que castiga a Região, considerada uma das piores que já apareceu por estas bandas, nos últimos cinquenta anos. A salvação para o terrível problema recai sobre o projeto para a construção de uma adutora destinada a beneficiar uma população estimada em 1,5 milhão de pessoas. Pelo tamanho do projeto e pelos 58 quilômetros de tubulação que serão necessários para fornecer água para 11 municípios do Agreste, a população de Belo Jardim a Santa Cruz do Capibaribe, bota fé. Espera que a promessa de colocar água nas torneiras do Agreste não se afogue no desvio de recursos para outros destinos. E nem seja apenas com ato estritamente eleitoral. Chamativo de votos nas próximas eleições.

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O Senado precisa limpar a péssima imagem, ofuscada pela Operação Lava Jato. Na sessão plenária do dia 17 passado que permitiu ao parlamentar Aécio Neves recuperar o mandato, anteriormente suspenso pelo STF, uma imagem ficou nítida na mente dos brasileiros, que envergonha a todos, de um modo geral. E pede rápida solução. Dos 44 senadores que votaram pelo retorno do ex-governador de Minas Gerais, por dois períodos, entre 2003 e 2010, quase a metade dos parlamentares votantes está implicado na Operação Lava Jato. Tem ficha suja. Todavia, dos 26 senadores que votaram pelo afastamento de Aécio, pelos menos seis figuram na lista da Lava Jato. Numa clara demonstração de que a situação do Congresso também é preta. Precisa ser limpa, o quanto antes para resgatar a credibilidade pelas artimanhas políticas.

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Desde que assumiu a gestão do país, o governo jura que se dedicado integralmente ao tema de austeridade fiscal, visando reequilibrar as contas públicas. Ainda desequilibradas por erros governamentais. Mas, como promessa é dívida, o brasileiro anda fulo de raiva com a falta de corte de gastos, principalmente depois que a arrecadação federal caiu bastante, em virtude da recessão, forçando, inclusive o aumento de impostos sobre combustíveis. O aumento concedido aos servidores do Judiciário no final de 2016 e a contratação de mais servidores para cobrir o buraco deixado pelo PDV, elevaram as despesas do Estado com pessoal. Por isso, os analistas criticam. O governo tem tomado a direção errada no controle dos gastos. Corta investimentos que impulsionam a economia. A criação do teto que limita os gastos de acordo com a inflação, pode no futuro impactar com a necessidade de oferecer mais serviços e não poder cumprir a obrigação, em virtude da falta de verbas.

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O brasileiro já devia estar familiarizado com o termo inglês bully, que sintetiza a dificuldade de convivência, camaradagem nas escolas. O bullying surgiu na Noruega, nos anos 80, mas só começou a incomodar no início dos anos dois mil, sob a forma de ameaça, intimidação e grosseria. A manifestação pode ocorrer via agressão intencional, moral, verbal, física ou virtual. Embora exista lei sobre o tema, desde 2016, no entanto, as escolas ainda não se adaptaram às normas. Não seguem o costume empregado no Reino Unido e Espanha com regularidade. A violência praticada pelo jovem em Goiânia, Goiás, quando um jovem matou dois coleguinhas e feriu quatro, foi uma fatalidade que deve ser evitada. De todas as maneiras.

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O Conselho Federal de Odontologia comprova. O Brasil tem 240 mil dentistas. É o terceiro mercado do mundo, depois dos Estados Unidos e a China. Todavia, devido a desinformação a respeito da saúde bucal, medo do barulho do motorzinho, tratamento caríssimo, existem 22 milhões de pessoas que nunca sentaram na cadeira do dentista. Outra verdade cruel. Mais de oito milhões de brasileiros, acima de 30 anos, usam prótese e a maioria dos idosos é desdentada. Apresenta muitos buracos na boca. Embora 90% dos problemas bucais, como as cáries, possam ser resolvidas com uma boa escovação. Incrível, mas os números revelam que um contingente de 16 milhões de brasileiros não tem mais um dente sequer na boca. Nem o fio dental, item altamente recomendado pelos dentistas, o brasileiro costuma usar. para manter a limpeza bucal diária.

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A vida é feita de oportunidades. Como são raras e efêmeras é pegar ou largar. Sem habilidade para solucionar cinco sérios problemas internos, crise econômica, desemprego, queda de consumo, violência, a eterna burocracia, investidores brasileiros trocam de lugar. Abandonam o Brasil por Portugal com a certeza de realizar negócios rentáveis. Pelos menos em terras lusitanas, o investidor brasileiro encontra segurança pública e a convicção de que pode ter retorno rápido pelo capital investido no mercado imobiliário, financeiro, no conserto de eletrônicos, academias e no ramo de franquias. Depois de vencer a crise, a economia portuguesa, agora se levanta, O PIB tem registrado um crescimento constante nos últimos anos.

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Um casal, formado por uma americana e um canadense, faziam uma viagem de férias por Cabul, no Afeganistão, em 2012, quando foi sequestrado por terroristas do Taliban. No cativeiro, o casal teve três filhos. Apesar dos esforços dos Estados Unidos, faz pouco tempo que a família foi resgatada por tropas do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão. Depois de cinco anos preso, sofrendo a tirania dos terroristas, pode, enfim, voltar à liberdade. Regressar aos seus países, numa aclara demonstração de que o terrorismo, o suo da violencia para fins políticos, permanece sendo uma ameaça à paz mundial. Violência que surgiu no século I d.C, mas que se tornou, pelo alto grau de crueldade, uma das piores marcas do século XXI. Registra a história aque um grupo de judeus radicais resolveu atacar cidadãos favoráveis aos atos do império romano que impunha o domínio. Radicalmente.

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Sem contar as confederações, as federações e as centrais sindicais, o Brasil registra mais de 16 mil sindicatos em atividade, divididos em duas categorias: 11.257 são de trabalhadores e 5.174, de empregadores. Os sindicatos, no ano de 2016, recolheram de contribuição sindical compulsória dos associados o volume de R$ 3.5 bilhões. Quase a metade dos sindicatos defendem os trabalhadores da iniciativa privada. É tanto sindicato no país, sem necessidade, que alguns, sem ter mais o que inventar, adotam nomes extravagantes. É o caso do Sindicato da Indústria de Guarda Chuvas e Bengalas do Estado de São Paulo e o Sindicato dos Empregados nas Entidades Sindicais do Estado de São Paulo. Comparado aos Estados Unidos, que tem somente 190 sindicatos, o Reino Unido, com 168 e a Argentina, que registra apenas 91 sindicatos para defender os direitos dos trabalhadores, o Brasil exagera na quantidade de sindicatos. Tem excessivamente. Pra que tanto.

NIÓBIO

Basta falar em nióbio para o mundo arregalar os olhos, ajoelhar-se, de submissão, cair de paixão, pedindo pelo amor de Deus aos produtores para ter acesso ao mineral. Poder pelo menos importar reduzidas quantidades do cristal para empregar em fins essenciais. Em virtude de o mineral, de alto interesse econômico, ser empregado na fabricação de produtos de alta tecnologia e de intenso consumo no mundo moderno.

O nióbio vale ouro. É um elemento químico altamente ambicionado pelos países desenvolvidos. Descoberto no início de 1800 por um cientista inglês, o nióbio não encontrou até o momento outro minério, equivalente, em importância industrial. Em valor material. Não topou com um substituto à altura com idêntico poder de fabricar uma resistente liga de aço.

Por isso é um elemento químico dos mais valiosos, já descoberto pela ciência para a indústria moderna. O minério é bastante utilizado especialmente em três dos mais distintos segmentos industriais. Aeroespacial, bélico e nuclear. Com significado emprego também na construção civil, na indústria mecânica e automobilística e na área de saúde.

Até o momento, apenas dois países são donos de potenciais reservas desse tesouro. Prospectam, garimpam e exploram a técnica de extração e de exploração econômica do nióbio. O Canadá e o Brasil.

Ao Canadá a natureza guardou diminuta reserva de apenas 2% do metal. Todavia, mesmo assim, o Canadá, por possuir diversificada economia, alto poder tecnológico, colher bons fluidos econômicos do nióbio. Exporta e com a alta receita obtida das vendas para o exterior, investe as divisas em saúde, educação, segurança e na manutenção de rodovias. Obtendo bom retorno econômico/social. Desenvolvendo a economia dentro dos conformes. Para a população desfrutar do bem de do melhor. Saudavelmente.

Mas, o Brasil, coitado, embora detenha 98% das reservas mundiais e esteja acomodado sobre extraordinária riqueza, parece perdido na comercialização do nióbio. Desconhece o sabor dos bons frutos oferecidos pelo distinto mineral. Gozar o privilégio de ser o maior exportador do estratégico minério, até o momento sem concorrente à vista. Por isso perde divisa, não elimina os rombos nas contas públicas, fica sem condições de consertar o país pela ignorância administrativa e econômica. Poder, enfim, com o resultado obtido da exploração do nióbio recuperar a ordem, o crescimento e o necessário equilíbrio fiscal. Atualmente em total descontrole. Internamnte.

A causa de o Brasil ignorar o fato de ser o rei do pedaço em nióbio é a falta de interesse dos governos em implantar uma política industrial decente. Permitindo que a exploração e a comercialização do metal ficassem restritas apenas sob o domínio de poucos, livre de contrabandistas e do subfaturamento das exportações para a história econômica brasileira ser contada de maneira diferente.

Aliás, absurdamente, quem determina o valor do nióbio no mercado internacional é a Inglaterra, proprietária de uma mina em Goiás, já que embora não possua uma grama sequer do mineral extraído em seu próprio território, lava a burra exportando a riqueza retirada do solo brasileiro.

O prejuízo que o Brasil tem com a sonegação proveniente do subfaturamento e do contrabando do minério é estimado em bilhões de reais por ano.

Trabalhado, o nióbio entra na formação de aço de alta resistência, utilizado na fabricação de misseis, centrais nucleares, tecnologia energética de ponta, naves espaciais, turbinas de aviões, centrais elétricas, tomógrafos de ressonância magnética.

Mais uma coisa é certa. Basta pensar na importância que representa o petróleo, o ouro e outros valiosos minerais para a economia de vários países para notar a imensa fortuna das reservas brasileiras de nióbio, atualmente estimada em trilhões de reais.

Tanto é verdade que potências econômicas mundiais como China, União Europeia, Japão, Rússia, EUA, Índia, Coréia do Sul, Arábia Saudita, Suécia, México, Taiwan e, por incrível que pareça, até a Venezuela, não se importam em ser dependentes do rico metal, praticamente existente somente no Brasil.

Araxá, cidade mineira, é detentora de fantástica jazida, a de São Gabriel da Cachoeira. No Amazonas, aparece outra reserva em exploração. Além das reservas indígenas de Roraima. O interessante é que a natureza dispôs as reservas brasileiras praticamente no chão. Todavia, a extração do mineral quase é vendida a preço de banana para o estrangeiro que aproveita o máximo valor comercial do minério.

Tudo bem que a Constituição de 1995, estabelece a pesquisa e a lavra de recursos minerais ser de competência da União para aprovar a autorização ou a concessão, regida por leis brasileiras, mas as irregularidades com o nióbio permanecem acontecendo. Anomalias que nem o governo FHC e os posteriores, petistas, tentaram solucionar.

Justamente por exercer o monopólio do metal, o Brasil é bajulado por grandes potências do mundo que não se consolam em ficar na dependência de um país, pobre, praticamente desgovernado, detentor de subdesenvolvida economia, ser rico por natureza. Daí o olho grande, a cobiça e a inveja do Brasil, país ainda inocente sobre a importância da riqueza, existente quase a chão aberto, sem, no entanto, desconfiar de que pode sair do lamaçal. Desde que desperte. Saiba tirar proveito da verdadeira situação do nióbio

NOTAS

Os investimentos fogem do Nordeste por justas razões. Como a presa do predador. Desemprego massacrante, mercado consumidor inexpressivo e acentuada desigualdade com o Sul do país. Então, para conquistar algumas sobras, os estados nordestinos recorrem à guerra fiscal. O Estado que oferecer mais vantagens ao investidor, ofertar renúncias, conceder mais benefícios e isenções às empresas e indústrias interessadas, ganha na acirrada disputa. É o único recurso positivo do nordestino para atrair investimentos, gerar empregos e estimular algumas pitadas de desenvolvimento. Depois de permanecer dois anos engavetadas no Congresso, o Senado aprovou novas regras, bem mais flexíveis, para a concessão de incentivos fiscais. Todavia, dois senadores pernambucanos, Humberto Costa e Armando Monteiro, permaneceram calados na aprovação do Projeto de Lei. Sem declinar o motivo do silêncio.

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O Brasil continua acumulando erros. Quando aparecem nas redes sociais, apesar do sigilo cobrindo o assunto, a sociedade se espanta. A gratificação de 40% que os magistrados do Acre recebiam, acrescentada ao salário, apenas por terem nível universitário, foi citada pelo ministro Gilmar Mendes como ilegal. Como não consta da redação do legislativo estadual, a vantagem foi considerada inexistente pelo STF-Superior Tribunal Federal e automaticamente cortada. Os juízes do Acre que receberam altas gratificações, são obrigados a devolver os valores ganhos nos últimos cinco anos, totalmente atualizados com jutos e correção monetária.

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É triste, mas é verdade. No mês de setembro passado, o mapa estatístico do Sindicato dos Rodoviários registrou o 300º assalto a ônibus acontecido na Região Metropolitana do Recife. No geral, contabilizando as ocorrências registradas desde janeiro até o dia 27 de setembro, os números revelam a impressionante marca de 2.954 ataques ao buzão. Carregando passageiros. Pra onde o usuário se deslocar, o perigo ronda nas linhas de ônibus. Tanto faz o usuário usar as linhas de ônibus que passam pela 2ª Perimetral, Bultrins ou na PE-15, em Paulista, o perigo é constante. Da mesma forma quem viaja de buzão que passa pelos Torrões, Cabanga, Casa Amarela ou cruza o bairro de São José, a aflição é a mesma. O medo é constante. Significado dizer que o Estado descumpre um preceito constitucional. Oferecer segurança pública à população.

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A vida política é cheia de mistérios. Quando era candidato, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi apresentado por Lula como pessoa honesta, honrada e capaz de realizar uma boa gestão. No entanto, depois de passar o cargo ao sucessor, a história mostra outra versão. Bem diferente. Cabral foi condenado a 45 anos e dois meses de reclusão em regime fechado pela prática de três tipos de crimes: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Quer dizer, Cabral não foi honesto, honrado e nem bom gestor. Enquanto especialistas estimam o recebimento de US$ 78 milhões de propinas do exterior em dois mandatos de governador, o estado do Rio de Janeiro ficou quebrado, devendo salários aos servidores.

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Tem ocasião em que o STF toma decisões estranhas. Age contra a vontade do povo. Na longa sessão do dia 10 de outubro, cheia de discórdias, os ministros decidiram não interferir na independência do Legislativo. Embora possa aplicar medidas cautelares a parlamentares, o STF decidiu ficar na dele, correu da parada, optando por jogar pro Congresso a incumbência de tomar decisão no julgamento de parlamentares. Como era esperado, com a sessão do plenário de ontem, Aécio Neves recuperou o mandato de senador, com a derrubada das medidas cautelares tomadas pelo STF, afastamento do mandato e recolhimento noturno, decorrente de denúncia da Procuradoria Geral da República por corrupção passiva e obstrução de Justiça, fundamentadas em delações premiadas. Parece que agora a crise institucional entre os poderes parece estar sanada e o Congresso, rejeitando a decisão da suprema corte, possa, enfim, dar seguimento ao seu papel de legislar em favor do país e não ficar desperdiçando tempo na discussão de temas meramente políticos.

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Como o poder público se omitiu, a situação no baixo São Francisco é crítica. Sobrou para a população ribeirinha, na foz do velho Chico, que recebe a carga de destruição, provocada pelo desmatamento e a poluição. A devastação do manguezal e da mata atlântica, a multiplicação de viveiros para a criação de camarões, a prática de permitir o despejo de esgotos no leito do rio, a grilagem, a profusão de armadilhas para a captura de peixe e de camarão, os abates irregulares, o uso descontrolado de agrotóxicos na monocultura, as carvoarias e as construções irregulares nas margens, destroem a preservação do rio. A falta de fiscalização contribui para o desaparecimento da fauna silvestre, inclusive favorece duas espécies de pássaros correr o risco de extinção. Em Sergipe e Alagoas, os pescadores sofrem com a redução de renda, devido ao assoreamento e o despejo de lixo. Coitado do rio São Francisco, apesar de sua importância para o país, ter 2.863 quilômetros de extensão, passar por cinco estados, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco até desaguar no Oceano Atlântico, possuir em seu leito barragens e hidrelétricas, hoje pede socorro. Quer ajuda para combater a pobreza que se multiplica em suas margens.

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Muitos costumam ouvir palavras comuns no dia a dia, no entanto, poucos conseguem definir o real significado do linguajar. Dois termos são usualmente ouvidos no cotidiano. Autoridade e autoritarismo. Porém, nem todos alcançam o sentido do vocábulo. Autoridade, expressa comando, liderança, postura de um indivíduo. Maneira individual de desempenhar um cargo de gestão com qualidade. Por sua vez, autoritarismo manifesta rígida imposição. Impõe poder, medo, censura, ameaça, agressividade, arbitrariedades. Muitas vezes o autoritarismo pode acontecer no âmbito da vida pessoal, profissional, acadêmica e governamental. Enquanto a autoridade estabelece regras como norma de obediência, de forma democrática, o autoritarismo abrange o modo exagerado de comando. Por isso, nem todos aceitam a ditadura, forma de governo exercido por militares, que geralmente descamba para a restrição de direitos individuais.

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Por causa da crise econômica e do desemprego, a frota de veículos em circulação, envelhece. Como o brasileiro, faz quatro anos, anda meio duro de finanças, e imprensado pela escassez de crédito, a troca do carro velho por um modelo mais novo ficou difícil. Por isso, a idade média da frota atinge a pior fase, desde 2007. Até o ano de 2012, quase metade da frota em uso no país era constituída de seminovos. Veículos com cinco anos de uso. Atualmente, a situação é inversa. Mais carros velhos, menos seminovos em circulação. Numa clara demonstração de que a compra do carro novo anda em queda no mercado. O bom disso é que para rodar com o carro velho em segurança, a manutenção é mais do que necessária. Quem vibra com a inusitada situação é o setor de autopeças que sente o mercado aquecer. Enquanto o fornecimento de peças para as montadoras enfraquece, o mercado de reposição cresce. Aumenta a movimentação de carros em reparação nas oficinas. Garantindo trabalho e renda na área.

DESCUIDOS

Embora os números apurados por órgãos estatísticos recentemente sinalizem tímida reação positiva na economia, indicando indícios de recuperação econômica, a população tem motivos de sobra para ficar inquieta com outros fatos negativos que rolam no país. Causadores de inquietação.

O país ainda carrega pesados traumas do passado. O perturbador histórico inflacionário e as imprecisas políticas fiscais provocaram estragos. Produziram fortes abalos.

Agora a instabilidade política, gerada por desentendimentos sem fim entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, enche a cabeça do povo de dúvidas. Sem ter em quem acreditar, a população, desconfiada, se revolta contra os lamentáveis fatos que rolam sistematicamente nos bastidores políticos da nação. Com razão, o cidadão não acredita mais nas palavras do governo que perdeu credibilidade. Daí a baixa popularidade de Temer. Embora o governo prometa reformas abrangentes para reestruturar a economia, o baisíssimo índice de aprovação, por sinal a pior desde os tempos da ditadura, indica que a rejeição é quase total. Falta pouco, muito pouco mesmo para a desaprovação governamental atingir a totalidade.

O povo se apegou a alguns fatores negativos. Enquanto o setor de saúde permanecer desalinhado, a educação reprovada em todos os quadrantes, o alto desemprego, impingindo péssimo nível de vida saudável, por falta de renda, e a insegurança dominante na praça, onde quem manda e desmanda no país é o crime organizado, o Brasil não se ajeita. Não entra nos eixos. Não sai do lugar. Continua balançando à beira do abismo. Completamente complicado. Feito o boneco joão bobo que balança, balança, mais não cai.

Da mesma forma é triste a gente ver autoridades trancafiadas no xadrez por corrupção, mentiras, suborno, roubalheira, desvio de verbas, propinas, praticando crimes talvez pior do que o próprio bandido e no fim de contas receber aquele jeitinho da Justiça para melhorar a vida atrás das grades. Com direito a mordomias.

Houve governo que jogou sujo. Incapaz de controlar os gastos mirabolantes, mas, visando enganar a sociedade de que o caixa do Tesouro Nacional não estava zerado, fez arranjos. Bolou as pedaladas fiscais. Sem dinheiro em caixa para quitar os repasses atrasados com os bancos, públicos e privados e o INSS, e pretendendo suavizar a péssima situação, inventou aquelas operações maquiadas que não estavam registradas no orçamento do Tesouro Nacional.

A partir de então, a economia vive rodopiando, descontrolada, feito nau sem rumo, sem encontrar o norte da normalidade e do desenvolvimento.

Por outro lado, a ganância e o egoísmo, que levam o falso político a querer levar vantagem em tudo, em detrimento do coletivo, afundam o país. Infelizmente, essa prática nojenta, onde o normal é subornar pessoas, em nome da desonestidade e improbidade, faz parte da cultura do povo. Foi herdada da época de Cabral, durante a fase do descobrimento e do período colonial. Ainda bem que os novos juízes tomaram as rédeas da sinceridade e aos trancos e barrancos tentam limpar o país da bagunça. Trancafiando desonestos. Na tentativa de impor ordem na casa. Ordem que se desestruturou a economia com a elevação da taxa de juros e as austeras políticas fiscal e monetária.

Desde 2012 o desemprego causa dor de cabeça às autoridades brasileiras. Os motivos que causam desemprego são conhecidos. Baixa formação profissional. Substituição do homem pela máquina. O uso de caixas eletrônicos nos bancos. A queda no consumo de bens e serviços derivados de crises econômicas. A elevação de impostos e encargos trabalhistas na admissão. Recessão. Incertezas. Ausência de fundamentadas e precisas diretrizes Em agosto deste ano, segundo apurou o IBGE, a taxa de desempregados atingiu a marca de 12,6%, correspondente a 13,1 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho. Índice um pouco abaixo do registrado em maio de 2003 que marcou 12,9%.

Com relação ao desemprego, houve mudança no mapeamento. Quem reformulou a sistemática de mapeamento do mercado de trabalho foi a OIT-Organização Internacional do Trabalho. Até 2012, o IBGE mapeava os dados de forma diferente. Atualmente, o Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística levanta dados mensalmente. Todavia, a divulgação é feita trimestralmente para indicar as performances do mercado com relação aos postos de trabalho criados ou fechados, com carteira assinada e trabalho informal, correlacionados com as políticas públicas.

As classes mais penalizadas no país com o pagamento de impostos são os pobres, o trabalhador e a classe média. Culpa de injusta política tributária que beneficia os peixes grandes, acochando as classes menos privilegiadas. O país não sabe cobrar, inclusive, os altos devedores da dívida ativa que, apesar de reconhecerem os débitos, o Tesouro Nacional relaxa na cobrança. Teme executar. Deixa pra lá.

A saída para combater o desemprego é clara. Não precisa de muita conversa ou enrolação. O país necessita apenas atrair investimentos. Embora o problema seja a tática de como atrair investidores, afundado em bagunças e incertezas. Aplicar recursos em infraestrutura econômica, social e produtiva de forma a provocar, geração de emprego e o consequente aumento de renda para fomentar o consumo. De maneira sustentada.

Uma coisa é certa. Potencial para fazer a economia crescer, o país tem. Embora lentamente, dada a pobreza financeira. Cabeças pensantes, não faltam. O que falta, na realidade, é coragem para botar o pé no chão com seriedade e probidade. Sem leviandades e chacotas.

NOTAS

Incomoda ver a política gastar bilhões nas campanhas eleitorais e não sobrar um níquel sequer, nem a boa vontade dos candidatos, para suprir a carência nos hospitais públicos. Insatisfeitos com os descasos, e a obrigação de chegar de madrugada para ter vez na fila, quando não dormem ao relento no chão, os pacientes reclamam contra a dificuldade para marcar exames. No hospital Pelópidas Silveira, no Curado, Recife, uma paciente aguardou sete meses para conseguir vaga. Enquanto isso, o ministro da Saúde, Ricardo Barros comenta sobre o excesso de hospitais no Brasil. Segundo o ministro, 1.500 hospitais seriam suficientes para cuidar da saúde pública. Mas, a falta de gestão atrapalha a estrutura hospitalar. Até as unidades básicas de pronto atendimento servem de moeda de troca para a política explorar a seu bel prazer. Segundo o ministro Barros, lamentável é observar um paciente ocupar um leito sem, no entanto, usar o tomógrafo, a ressonância magnética e o centro cirúrgico de um hospital público.

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Tem situações difíceis de entender. A diferença de cultura entre duas formidáveis cidades, impressiona. Enquanto em Miami as pessoas curtem prazer, tranquilidade e segurança, no Rio de Janeiro a situação é completamente diferente. Caso alguém esqueça a chave do carro na ignição, na bela Miami, não tem problema. Pode dormir tranquilo porque encontra o carrinho da maneira que deixou. Da mesma forma se a porta de casa ficar destrancada à noite, dificilmente alguém mexe. Contudo, como o Rio de Janeiro é comandada pelo crime organizado e o tráfico de drogas, não basta nem o cara esquecer de alguma coisa. A insegurança ronda pela Cidade Maravilhosa a qualquer hora do dia. Deixando a população intranquila.

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Sem fazer alarde, mas, acreditando no potencial de sua arte e cultura e no encanto natural de suas lindas paisagens, bem conservadas, a Áustria sabe conquistar o turista. Por isso, apesar do frio, é o segundo destino turístico da Europa. Segundo dados do World Travel Awards a crescente procura turística pela Áustria tem bons motivos. Está localizada no centro da Europa, oferece a melhor qualidade de vida do planeta em termos de segurança, eficiência no serviço público e na educação e diversas opções de lazer. Terra de Strauss e Schubert, a Áustria também tem suas montanhas cheias de neve, os Alpes, semelhantes aos da Suíça. Em 2015, a Áustria recebeu 39,4 milhões de turistas. Mas, o Brasil anda bem distante de receber significativa quantidade de visitantes do estrangeiro. Como a Áustria.

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O vazio nas arquibancadas dos estádios pernambucanos denuncia uma mensagem do torcedor. As crises, a maior quantidade de jogos em diversos campeonatos, o preço caro do ingresso, a distância das arenas, a concorrência da televisão, o elenco fraco dos times e, sobretudo, a violência afastam a torcida dos jogos. Enfraquecem a renda. As pesquisas não se cansam de apontar que as torcidas organizadas são as maiores responsáveis pela insegurança nos campos de futebol. Mas, a falta de educação do povo, a inexperiência dos dirigentes, o álcool e as drogas também desmotivam o apaixonado pelo futebol dos estádios.

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Como não é chegado a inovações, o Brasil corre atrasado em muitas disputas, inclusive no campo educacional. Forçados pelas crises que infestam as universidades, com o corte de verbas, a juventude, quando tem condições, prefere fazer o curso superior fora do país. A preferência recai nas faculdades dos Estados Unidos pelos seguintes motivos. Os cursos de graduação das faculdades americanas tem reconhecimento internacional. Como a carga horária é integral, a formação dura em média dois anos, ao contrário do Brasil cuja duração de curso é de quatro anos. Obriga o estudante a dominar o inglês, que é língua universal. Por abrigar inúmeras empresas internacionais, a facilidade do universitário, ao concluir a graduação, conseguir bom emprego é facílima. Daí a razão de no ano letivo de 2015 e 2016, a quantidade de estudantes brasileiros matriculados nas universidades dos Estados Unidos atingir a marca de 6.990 alunos.

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O Tribunal Superior Eleitoral anda fazendo um apanhado para catar irregularidades na quantidade de eleitores. Na análise, já descobriu 25 mil casos de títulos eleitorais biométricos duplicados. Alagoas, é o estado que se destaca nas irregularidades. Localizou 2.9 mil casos de duplicidade e outros 75 com apontamento de pluralidade, quando o mesmo título apresenta dois registros biométricos. São Paulo aparece em seguida com 2.6 mil situações de duplicidade e 185 de pluralidade. Quer dizer foi necessário recorrer à biometria para constatar as anormalidades no sistema eleitoral que talvez já existissem há anos, nos bastidores políticos.

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A dúvida persiste. Qual é a melhor providência. Desarmar a população e deixar a criminalidade armada até os dentes, livre para agir como quiser. Como acontece normalmente no Brasil, de norte a sul do país. A legislação brasileira proíbe o uso de armas de fogo em casa. Mas, em compensação a bandidagem utiliza armamento pesado, mais potente do que o das forças de segurança. Agora, como o crime organizado consegue se armar facilmente é um mistério. Então, diante da obscuridade, o que se sabe é que o bandido assalta e mata constantemente, na maior covardia. Mesmo que a vítima não ofereça resistência. Enquanto o bandido, depois de matar, fica na rua. Debochando da polícia e da sociedade. O que fazer para mudar tão funesto quadro.

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A diferença entre países de primeiro mundo e emergentes é gritante. Até na valorização profissional. Na Alemanha, os professores são reconhecidos. Tem valor no mercado de trabalho e por isso são bem remunerados. No Brasil, ao contrário, o professor é jogado para escanteio. É mal pago. Dizem que os políticos têm culpa no cartório. Caso o professor forme verdadeiro cidadão, consciente da realidade brasileira, muitos gestores poderão sofrer na pele muitas contrariedades. Outros atribuem aos militares o fato de impor o arrocho salarial à classe desde 1970 e desde então, nunca mais o magistério conseguiu reconquistar um salário digno no exercício dessa maravilhosa profissão. Contudo, na Alemanha, como é exigido grau acadêmico de Doutor, além de certificado de habilitação, o professor ganha divinamente bem. Recebe salários mais altos do que médicos, engenheiros e juízes.

METRÔ

Metrô é um meio de transporte metroviário urbano. Funciona na eletricidade e sobre trilhos. Foi idealizado para transportar o maior número de passageiros de forma rápida e segura. Facilitando a mobilidade nos municípios. O metrô surgiu diante do incômodo dos trens a vapor expelir fumaça e fuligem, prejudicando a saúde dos passageiros.

Coube, então, ao metrô, no Brasil, a função de substituir as velhas e tradicionais locomotivas apelidadas de Maria Fumaça. Todavia, enquanto durou, a Maria Fumaça desempenhou importante papel no desenvolvimento industrial e agropecuário, transportando cargas, derivados e passageiros.

Mas, dado ao avanço tecnológico mundial, a Maria Fumaça cedeu espaço ao metrô. Em alguns locais o metrô chegou pra ficar. Cresceu, expandiu-se e tem a preferência de pessoas nos deslocamentos urbanos. Noutras, em virtude de terrenos acidentados, o metrô não deu certo.

Coube a Londres inaugurar no ano de 1863 a primeira linha metropolitana para desafogar o trânsito na capital da Inglaterra. A finalidade era conduzir o maior número de usuários no menor espaço de tempo. Confortavelmente. O costume logo pegou e o metropolitano de Londres atualmente oferece 170 estações muito bem servidas, cobrindo rapidamente o percurso de mais de 400 quilômetros, operando divinamente. Apesar de não ser um meio de transporte barato.

O metrô de Nova Iorque, em funcionamento durante as 24 horas do dia, é dotado de extensas linhas, passando, inclusive, por todos os pontos turísticos da cidade. Também é centenário. A primeira linha subterrânea foi inaugurada em 1904. Atualmente, o metropolitano nova-iorquino cobre tranquilamente os distritos de Manhattan, Brooklyn, Queens e Bronx, cobrando preço barato nas 468 estações. Sem o enfado dos automóveis, que perdem tempo, engavetados nos congestionamentos nova-iorquinos.

Semelhante às normas de outros países desenvolvidos, o metrô de Nova Iorque é rigoroso com o passageiro. Obriga ceder assento para mulher grávida, famílias com crianças e idosos. Proíbe o passageiro de encarar o outro. Não admite o bloqueio de portas, corredores, catracas e escadas rolantes. Incentiva cada usuário seguir na sua. Sem incomodar o vizinho.

Em virtude do trânsito pesado, o metrô na China é bastante procurado. O mais antigo é o de Pequim, construído em 1969, cujas linhas se estendem por 442 quilômetros de extensão. O preço da passagem, calculado em balcão eletrônico, é cobrado de acordo com a distância pretendida pelo passageiro.

O metrô de Hong Kong também é superlimpo e barato. Para facilitar a locomoção das pessoas, oferece WI-FI, fast food, bancos para movimentação financeira e banheiros divinamente higienizados.

O importante na China é que nada impede a evolução do metrô. Não adiante alegar problemas de ambientação, desapropriação ou questões trabalhistas. O metrô lá é prioridade coletiva, acima de qualquer interesse individual. Outro detalhe de relevância é o fato do metrô chinês ser direcionado no rumo das concentrações residenciais. Onde morar mais gente, o metrô chega junto. Com certeza.

O sucesso do metrô de Paris é garantido pela preferência conseguida junto ao 1,4 bilhão de passageiros transportados nos 214 quilômetros de linha. Desde 1900, o metrô parisiense é bem aceito pelo público nativo. Por sua vez, o estrangeiro também se amarra no metrô parisiense para curtir os belos momentos vividos na bela e atrativa Paris.

Outro metrô que faz inveja é o de Tóquio, o quinto maior do mundo. Superlimpo, pontual e com uma equipe de funcionários altamente prestativos, o metrô de lá não costuma receber críticas de milhares de passageiros transportados diariamente.

Por causa do luxo nas 196 estações, construídas com paredes de mármore, teto alto, ricos candelabros, mosaicos e belíssimas esculturas, o metrô de Moscou circula, há mais de oito décadas, no chamado palácio subterrâneo. Empolgando o passageiro moscovita e os estrangeiros.

Mas, quando se compara os metrôs do mundo com o do Brasil, a coisa pega. A razão é o atraso em tecnologia, na movimentação e administração dos comboios. O desacerto começa com as longas filas. Intermináveis. A lotação dos vagões, sempre cheios, faz o calor atormentar o usuário. A demora e outro empecilho. O quebra-quebra de carros por falta de manutenção ou de peças de reposição, irrita. O desconforto das estações. As escadas rolantes defeituosas. Geralmente paradas. Assim é o metrô brasileiro.

Para vencer as distâncias rapidamente, o Brasil precisa ter 850 quilômetros de linhas em funcionamento. Infelizmente, o sonho está longe da satisfação. No pais, atualmente, só existem pouco de mais de 300 quilômetros de trilhos. Por isso são normais as filas gigantescas, o desconforto e a estressante demora na viagem.

O metrô de São Paulo opera desde o ano de 1974, mas não elimina a críticas. Em cinco anos as panes graves nos trens e nos equipamentos de rede, duplicaram. Em agosto passado, a escada rolante da estação Corinthians/Itaquera parou de repente, ferindo 11 pessoas. As panes cancelaram 92 mil viagens em 2015 que ampliaram os intervalos entre as viagens, lotaram os trens, esticaram as filas de embarque para decepção dos usuários.

O metrô do Rio de Janeiro também comete sérios erros. A falta de energia paralisa viagens, provoca atrasos, aumenta a lentidão nos trens. Todavia, o pior de tudo é a falta de informações que deixa o usuário perdido.

O metrô de superfície do Recife, em 2016, apresentou 23 falhas. Mas, o que incomoda realmente é o calor, a insegurança, os defeitos nas escadas rolantes, o piso quebrado, as paredes geralmente com infiltrações, o comércio informal no interior dos trens, a quebradeira dos veículos, o vandalismo e a lentidão nos intervalos.

O metrô de Fortaleza, passou 13 anos em construção e, embora funcionando, não foi concluído. Como os demais metrôs do Brasil, o do Ceará também apresenta falhas imperdoáveis. Problemas estruturais, obras inacabadas, embaraços econômicos, defeitos nos trens e os cansativos atrasos.

NOTAS

A profissão de bancário é dureza. Exige do profissional, habilidade no atendimento ao público, eficiência no manuseio dos valores alheios e boa gestão nas finanças, especialmente na coordenação de empréstimos e crédito. Para ser bem aceito, o bancário tem a obrigação de ser cordial, discreto, competente e responsável. Apesar da forte concorrência no mercado de trabalho, o profissional tem de enfrentar discriminação interna, pressão no cumprimento de rigorosas metas, sob pena de demissão, trabalhar à exaustão emocional, mesmo sem a devida condição física. Como o salário é baixo, é fácil encontrar bancário depressivo, cardiopata e extremamente agitado. Descontrolado até o pescoço.

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É preciso muita paciência da sociedade para conviver com uma Justiça cara, lerda e cheia de deficiências. Além de enfrentar quatro instâncias nos julgamentos e muita perda de tempo, o cidadão bem que poderia obter o transitado em julgado já na segunda instância, como ocorre na prisão de condenados da Lava Jato. É inadmissível uma ação demorar mais de 19 anos no Judiciário, enchendo gavetas e torrando a paciência das partes interessadas, a maioria de idosos, aguardando o imediato desfecho da questão. Será que existe de fato lei dando prioridade às pessoas acima de 70 anos, nos processos que tramitam no Judiciário? Se existe, o Judiciário nem toma conhecimento. Fere a lei.

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Os empréstimos concedidos pelo BNDES destinados ao setor industrial tem caído. Os investimentos que serviriam para investir na produção, caíram um bocado este ano. Contudo, o consolo tem sido a aprovação de crédito para outros setores que tentam avançar no meio das adversidades. O setor de infraestrutura tem obtido bons empréstimos. O segmento energético, construção de parques eólicos, também não perdeu oportunidade para crescer, assim como os dos ramos da química e petroquímica, mecânica, alimentos e bebidas, celulose e papel, têxtil e vestuário. Sinal de que o Brasil tem se mexido para vencer as incerteza presentes na vida do brasileiro.

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O motorista que pensa em pegar a estrada para fazer uma agradável viagem, dar um passeio tranquilo, se engana. Com a buraqueira e a insegurança nas estradas federais, os viajantes correm sério risco. Podem ter que parar na estrada para consertar o carro, vítima de trepidações nos buracos ou ter de parar por causa de um 38 apontado na cabeça, empunhado pelos bandidos. Afinal, de corrupto, ladrão, mentiroso e cafajeste, o Brasil está cheio. Gatunagem, tem em todo canto do país. O que falta são meios para garantir segurança à população e aos turistas.

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Dados da Agência Nacional de Água-ANA revelam a péssima estrutura de saneamento nos 5.570 municípios brasileiros. Quase a metade das cidades do país lança o dejeto dos esgotos nos açudes, rios e oceanos. Por falta de ação, a irresponsável atitude municipal comete graves crimes ambientais. Desprotege as nascentes hídricas e as matas ciliares que, indefesas, nem desconfiam que a agressão mata a Mata Atlânticam ruas e córregos. Para sanar esta terrível falha, o país teria de investir algo em torno de R$ 150 bilhões no tratamento convencional de esgotos. Afinal, o tratamento de esgotos é o principal critério para garantir saúde e qualidade de vida à população.

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As excrecências têm de desaparecer do cenário brasileiro. Por causa de loteamento político e da nojenta distribuição de cargos, os fundos de pensão de estatais, como o Petrus, da Petrobrás, o Funcef, da Caixa e o Postalis, dos Correios, acumulam déficits bilionários. O absurdo é o pagamento dos desvios de dinheiro e de investimentos mal planejados cair nas costas dos funcionários que não deram pitaco algum e não participaram das falcatruas da maldita corrupção. Para quitar os extraordinários rombos os funcionários da empresas estatais terão de contribuiir por 18 anos seguidos. Sem pestanejar.

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A China, a segunda maior economia do mundo, mostra sinais da pujança. No primeiro semestre deste ano, a taxa de crescimento econômico chinesa atingiu a marca de 6,9%. A excelente performance permite ao gigantesco país da Ásia Oriental adotar outro modelo de desenvolvimento. Trocar o modelo econômico da subordinação ao investimento e ao crédito barato, feitos na indústria e na construção, para o de consumo. A esperança se concentra na aceleração dos serviços de infraestrutura, visando manter a economia em efervescência de forma acelerada. Programa, alías, com estrutura multiplicadora, bem diferente de maneira errônea que enforcou o brsileiro em dívidas.

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Às vezes, o capital não é o único recurso necessário para realizar o sonho do empreendedorismo. Tem momento em que a ideia, o estalo é fundamental. No início, Anderson Macena era apenas um empregado e morador dos fundos de funilaria, espaço cedido gratuitamente pelo patrão. No entanto, foi um fantástico projeto que levou o ex-lanterneiro à fortuna. Depois de passar pela experiência de lavador de carros, Anderson bolou negociar um lava-rápido com as concessionárias de veículos. A ideia pegou, atraiu clientela e, atualmente, o ex-latoeiro espalhou 42 franquias por cinco estados. Mas, o sonho permanece. Espalhar a franquia pelo país. O que deve acontecer brevemente, dada a aceitação do serviço no mercado automotivo.

SHOPPING CENTER

A ideia surgiu no Irã, no século X a.C. Depois, foi copiada pela Inglaterra, no ano de 1774. Os ingleses gostaram tanto da inovação que o velho centro de compras existe até hoje. Modernizado e super movimentado, evidentemente.

Mas, foi nos Estados Unidos, por volta de 1828, que os shoppings centers se consolidaram. Diante da possiblidade de concentrar o comércio varejista e de serviços num só lugar, comodamente, os malls ganharam o mundo. Avançaram em tamanho. A China possui o maior centro comercial do mundo. Mais, já constrói outros prédios gigantescos com a mesma finalidade.

No Brasil, a novidade só chegou no ano de 1966, quando foi inaugurado o Shopping Iguatemi, em São Paulo. Embora o paulistano, acostumado com a fama e a praticidade encontrada na Rua Augusta, tenha demorado a trocar as compras no centro da cidade pelo novo e atrativo centro comercial.

Até tocar na sensibilidade do público consumidor, os primeiros empreendedores do Iguatemi sofreram um bocado. Suportaram a ausência de compradores por determinado período. Todavia, de repente a situação mudou. Tornou-se a nova mania do paulistano, desfilar, passear com a família, pelos corredores do shopping com atrativas lojas e cinemas. Mania adotada também por crianças, adolescentes e idosos.

Baseado na tese de que o projeto dos centros de compra visa oferecer conforto e segurança, enquanto satisfaz a conveniência do cliente, num mesmo local, a originalidade pegou. Pelos seguintes aspectos.

Mantem a concentração de lojas e serviços e amplo estacionamento dentro de um mesmo espaço. Tem fácil localização e enorme atração. Permite o acesso descomplicado, seja de carro, ônibus ou metrô. É administrado, como se fosse uma única unidade, apenas.

Atualmente, com a mudanças dos hábitos de consumo, os shoppings centers se transformaram numa rentável indústria. A entrosada relação entre empreendedores, investidores, lojistas e consumidores fez a febre dos shoppings centers explodir pelo país, durante a década de 80.

Os primeiros problemas com os malls brasileiros apareceram com a turbulência implantada pelos planos econômicos que derrubaram o poder aquisitivo da população. Outro detalhe negativo foi a dificuldade encontrada pelos empreendedores na concessão de capital de longo prazo pelos bancos.

A década de 90 foi de dureza até para os fabricantes. Os estoques cresciam, as vendas caiam, o dinheiro desaparecia da praça. A saída foi uma luz no fim do túnel avisar de que havia a necessidade de os empreendedores tomarem duas atitudes. Reduzir o tamanho das lojas, que eram gigantescas, e expandir os projetos.

A incorporação de hipermercados como lojas âncoras e posteriormente a chegada de novas lojas âncoras, melhorou a situação. Por outro lado, o barateamento dos preços dos produtos vendidos nos shoppings, atraiu mais público. A ponto de suavizar a situação.

Agora, quem incomoda os centros de compras é o e-commerce. Sustentado por sólida base de apoio logístico, o e-commerce mantem em evidência, três objetivos. Trocar as lojas físicas por lojas virtuais, vender pela internet, zelar por eficiente sistema de entrega de produtos.

Então, diante do temor de perder clientes, os shoppings centers modernizam as diretrizes de negócios. Ampliam a quantidade de salas de cinema, adicionam teatros, expandem as áreas de lazer para as crianças, criam parques temáticos, inauguram academias no recinto, introduzem os restaurantes gourmets, onde exploram a arte culinária com boa comida, feita em cozinha de alta qualidade, e bebida de procedência.

Então, diante de bem bolada inovação, o shopping center que não entrar nessa onda, não garantir, também, mais segurança para o público frequentador, impedindo assaltos às lojas, certamente vai se trumbicar. Dar pernadas pro ar, durante um bom tempo.

NOTAS

O Brasil é extremamente exagerado. Quando abre a mão, escancara. Mas, apenas para uma minoria. Porém, quando resolve fechar a palma da mão, amassa a maioria. São, justamente esses desacertos que esmagam o país. Gesto igual ao da saúva que, quando ignorada, acaba com a lavoura. Faz tempo, o servidor do Rio de Janeiro, estado abalado por tremenda crise financeira, só recebe com atraso. Somente após entrar recursos no caixa do Estado, a folha do funcionalismo é paga. Porém, como é uma classe privilegiada, os magistrados cariocas recebem pontualmente, todo mês. A maioria dos juízes, desembargadores e pensionistas, por causa de várias vantagens, embolsam mais de R$ 60 mil, líquido. Sem choro, nem vela. Sem atrasar um dia, sequer. Sinal de que tem dinheiro sobrando no caixa carioca. Mas, destinado apenas para a elite.

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As audiências de custódia do preso provisório, visando sustar prisões desnecessárias, são alvo de saraivadas de críticas. Algumas, até de próprios magistrados que condenam a falta de legislação processual atualizada, capaz de eliminar a sensação de impunidade sentida pelo crime organizado. Para a sociedade, o esquema da audiência de custódia só atende os interesses do Poder Executivo, inábil, que só pensa em desafogar presídios em vez de melhorar o sistema carcerário, em estado de colapso. A liberação de presos de alta periculosidade, mancha o conceito do Judiciário, desmoraliza o serviço dos delegados, agride o policial que arriscou a vida para prender o assaltante que, ao ser liberado, na cara da tropa de choque, debocha do policial, onera as despesas do estado em vão. Das mais de 229 mil audiências de custódia realizadas, quase a metade concedeu liberdade a quem só merece estar atrás das grades. Encarcerado para sossego da sociedade.

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O doutor João Veiga, atualmente diretor do Hospital Mestre Vitalino, de Caruaru, não tem papas na língua. Fala sem rodeio. Vai direto ao ponto, quando quer dizer a verdade. Segundo o denunciante, as faculdades de medicina, principalmente as do setor privado, formam médicos despreparados. Na opinião do diretor do hospital da rede estadual da capital do forró, as faculdades cometem dois desleixos pecaminosos. A falta de estágio e de residência do formando dificultam a prestação de atendimento qualificado para diagnosticar os sintomas da doença do paciente com precisão e facilitar o tratamento médico.

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O relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico-OCDE não ilude. Revela a realidade dos fatos. Em 2015, mais da metade dos adultos, entre 25 e 64 anos, não fez o ensino médio, no Brasil. O relatório, ainda aponta outros dados preocupantes. Mais de 17% da população brasileira, sequer concluiu o ensino básico, enquanto apenas 15% das pessoas analisadas, entre 25 e 34 anos, conseguiram chegar à faculdade.

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Antes avaliado como o eldorado pernambucano, o Complexo Industrial e Portuário de Suape, perde o fascínio. A causa do desagrado é a profusão de escândalos envolvendo os melhores projetos industriais de Suape. Os estaleiros chiam contra a falta de demanda, a Refinaria Abreu e Lima se junta à petroquímica para também abrir o berreiro contra a sujeira que paralisou planos, emperrou projetos, perturbando o perfeito funcionamento de Suape. Atraente semente pernambucana para o desenvolvimento.

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O sonho de ver a reabilitação da economia, o desaparecimento da ociosidade no setor industrial e o estabelecimento do mercado de trabalho, vai demorar para se concretizar. Embora a inflação apresente queda, a taxa Selic baixe, o varejo no setor de eletrodoméstico e vestuário cresça, o consumo no segmento de supermercado permanece desaquecido. Segundo a Fiesp-Federação da Indústria de São Paulo, existem entraves prejudicando a geração de empregos, a abertura de crédito e a falta de investimentos. A burocracia que ainda não foi aolida do território brasileiro atrapalha a regeneração econômica. Estas informações contradizem o ponto de vista da equipe econômica que anuncia a chegada da recuperação econômica no país.

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A ocupação das ruas do Rio de Janeiro pelas forças armadas mostra que, quando o Estado quer, age com rigor, a criminalidade enfraquece. O bandido se acovarda, foge e se esconde com medo na mata, esquecendo de atacar pessoas, matar inocentes, massacrar famílias, assaltar bancos, queimar ônibus, assediar mulheres e intranquilizar a cidade que vira uma praça de guerra.

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Que tristeza. Até a década de 90, a Venezuela tinha tudo para se tornar um dos países mais ricos da América Latina. A garantia, se concentrava nas reservas de petróleo, uma das maiores do mundo. Mas, depois que a ditadura dos últimos vinte anos começou a imperar em solo venezuelano, a situação mudou. Completamente. As chacinas, a tortura, os assassinatos e a censura modificaram tudo. Atualmente, a Venezuela ficou pobre, pelos menos, 80% da população vive na pobreza e 60% passam fome. Pra avariar, a inflação atinge a marca de 800%. É mole?

NA PIOR

Eita, vida sacana. Saber que o país anda apodrecido, destroçado, à deriva, rastejando feito barata tonta, sem encontrar a saída, é o mesmo que topar com uma onça faminta, caçando presa, em plena floresta.

Completamente desestruturado, até a economia entortou sob os passos dos escândalos. Enferrujado e andarilho, o país perambula, num mar de incertezas. Atacado pelas costas. O Judiciário, vencido pela quantidade de processos engavetados, não atende os anseios da sociedade, apreensiva com a morosidade. A política, desonrada e desonesta, só bate na trave. Não acerta uma. Enoja. O povo, desassistido e decepcionado, sem encontrar o norte, afogou-se na lama, endividado.

Além desse calvário de lodo, a sociedade ainda é obrigada a viver sob o domínio da criminalidade. Sem ter a quem recorrer, perde o direito de ir e vir em sua cidade, apesar de pagar impostos.

Apenas observa o Estado totalmente enrolado para tomar inequívoca decisão a favor da coletividade. Como agora, quando o Rio de Janeiro e Pernambucano resolveram para colocar as forças armadas e policiais na rua. Cumprindo um item constitucional, onde no artigo 144, da Carta Magna, consta “ a segurança pública é dever do Estado brasileiro”.

Por causa da ausência do Estado, o cidadão está, até segunda ordem, proibido de sair de casa, de carro ou a pé, a qualquer hora do dia ou da noite, para ir ao trabalho, ao médico ou apenas para dar um passeio com a família, senão leva um trezoitão na cara, pode ser alvo de bala perdida. Correndo o risco de ficar estirado no chão, até a chegada do rabecão ou ficar prostrado na cama pro resto da vida. Sem saúde.

Foi o descaso e a omissão de desgovernos, muitos, por sinal, que prostrou o país, os estados e os municípios. Emborcou todos no barro. Sem oferecer tecnologia, a incompetência acochou a corda no pescoço da população, aproveitando justamente a frouxidão de uma cultura puramente servil.

Os maus políticos, continuam jogando o país para escanteio. Atolam a economia na merda. Realçam as desigualdades, favorecem a corrupção, abandonam a saúde no estado terminal, desqualificam a educação. Deixam a bandidagem correr, devidamente armada, até na riquíssima Copacabana, além de incendiar carros e ônibus, para mostrar ser a dona do pedaço. Fugindo da obrigação parlamentar, os políticos de meia tijela, queimam a moral, a ética e a vergonha. Apagam a virtude. Enferrujam, enfim, o pouco que ainda restava de bom, a outrora emergente economia nacional.

Tardiamente, o país agora descobriu como que tem dejetos sobrando, pra dar e vender. Desde o saudoso ano de 1930, quando o PIB se mantinha de pé, ereto, firme, crescendo devagarinho, sem balançar um centímetro, sequer, sempre balançando ao sabor de esdrúxulas medidas, o brasileiro não se livra da condição de pedinte.

A queima de 71 milhões de sacas de café, na fogueira em Santos, importante cidade de São Paulo, com vistas e recuperar o preço do café que despencava no mercado internacional. Não sai da memória. A decisão, brusca, embora passageira, fez a economia encolher. Registrou sério prejuízo ao país. Como tantos outros atos de triste lembrança.

Em 1983, o disparo do preço do petróleo no mundo e o aumento desembestado da taxa de juros dos Estados Unidos pegaram o Brasil de calças curtas. Fizeram a dívida externa explodir. Voar pelos ares. Situação negativa que ainda hoje repercurte.

Todavia, em 2015, os desatinos traçaram novos rumos negros para a economia. Nesta data, a escrita dizia, a crise será também grave e duradoura. Os analistas estimaram três anos de queda do PIB. O que de fato aconteceu. Por isso, acertaram na mosca.

O pessimismo é tão grande que tem especialista afirmando que, enquanto a economia não atingir o nível mínimo de 2,5% de crescimento ao ano, o fantasma do recesso não desaparece. A desaceleração permanecerá atormentando pelos cantos.

Motivos existem. Governo desorganizado, rombo nas contas públicas, Congresso ineficiente e sem reputação, Judiciário desacreditado, Legislativo, estadual e municipal, apenas distribuindo títulos de cidadania adoidado, desemprego assustador, falta de continuidade nas reformas e infraestrutura precária. País que não tem estradas, portos e ferrovias à altura, não pode sonhar e nem almejar nada. Só descaminhos.

Enquanto a estagnação e a inflação não forem dominadas, o mercado de trabalho continuar fechado, sem expansão, os jovens ficarem desestimulados na formação educacional, dificilmente o Brasil conseguirá dar um passo à frente.

Não tem justificativas, mesmo os fundamentos mais bem montados, capazes de alterar opiniões, não modificam o conceito de estudiosos da matéria. Foi a política econômica populista, sem nexo, que baixou os juros na marra, com o objetivo de incentivar o consumo, sem o povo ter condições financeiras, que destrambelhou tudo. Desabrochou o cinto de vez. Deixou a calça cair. Expondo a nudez econômica.

Baixar o preço do combustível e da energia, sem respaldo técnico, implantou a esculhambação. Desordenou a economia. Obrigando, agora, o povo a pagar o pato, por culpa de irresponsáveis medidas.

Está claríssimo, para dar a volta por cima, o caminho é longo. Haja sofrimento. Todavia, saída existe. Está baseada justamente nas reformas estruturais. Bem-feitas.

Realmente, para tirar a economia do coma, mudanças amargas são necessárias. Afinal de contas, sonhar não é pecado. Afinal de contas, o Brasil não é o único país a cair em tentação. Prostrar-se. Basta abrir os olhos e agir com serenidade e pés no chão que o barco escapa das tormentas. Arranhado, mais com firmeza, escapole até de violentos furacões. Basta tentar. Destemido.

NOTAS

A Vivo se auto proclama uma das mais estruturadas operadoras de telecomunicações do país. Mas, desconhece que anda despreparada tecnicamente. Presta um desserviço ao assinante com a longa demora para atender os pedidos de serviços, pouco se lixando se o descaso fere os direitos do consumidor.

No dia oito deste mês, inadvertidamente, um funcionário desqualificado, para beneficiar alguém, cortou os sinais de internet, Wi-Fi e telefone de outro assinante. Resolveu o problema de um, que estava sem sinal, via fio, prejudicando outro. Cobriu um santo para descobrir outro.

Apesar de várias reclamações, o defeito só foi solucionado no dia 13, quarta-feira, depois de seis dias de cansativa espera, diversas reclamações e brutal raiva. Numa clara demonstração de carência de pessoal na empresa.

Todavia, inocentmente, a Vivo escalou um experiente e consciente técnico que, sem perder tempo, foi no armário 001, localizado no bairro de Casa Caiada, em Olinda, e num piscar de olhos, solucionou a irregularidade. Confirmando a falta de boa vontade da operadora.

Vivo, acorda. O faturamento não é o ponto primordial numa prestação de serviço coletivo. A satisfação do cliente, também merece atenção e respeito, conforme consta no contrato, especialmente nesta era de tecnologia ultra avançada.

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Apesar de descoberta em 1842, a anestesia ainda é utilizada na medicina como fundamental esquema para neutralizar as dores nos processos cirúrgicos.

Foi o médico americano Crawford Long que descobriu o poder anestesiante do éter. Para deixar o paciente inconsciente, sereno e imperturbável, o médico forçou o enfermo a cheirar uma toalha ensopada de éter. Bastou cheirar a substancia para o paciente ficar grogue. Desligar-se da sensibilidade corporal, momentaneamente.

Quando despertou do ato cirúrgico, o paciente sentiu ter se livrado de um cisto no pescoço, livre do desconforto das fortes dores O ponto positivo é que a partir da aplicação de anestesia, as cirurgias são realizadas com sucesso, sem o incômodo da dor.

Mas, por motivos de segurança, o éter foi substituído pela anestesia por possibilitar a extensão de procedimentos invasivos com a redução de sofrimento

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Essa, foi incrível. No sábado, dia 02/05, uma mulher de 30 anos, na cidade de Yunfu, China, deu à luz, enquanto fazia compras numa loja. Ao escolher produtos, a chinesa entrou em trabalho de parto e o nascimento aconteceu rápido. Tão logo a bolsa amniótica rompeu, a criança nasceu. O impressionante foi a parturiente ficar de pé, após o corte do cordão umbilical, feito por uma enfermeira chamada às pressas. Tranquila, a mãe nem se preocupou em procurar um hospital para concluir a assistência maternal.

Rodeada de curiosos, a chinesa preferiu ir pra casa, andando pela calçada da loja, na maior calmaria. Levando nos braços, o recém-nascido, a alegria de ser mãe e as compras na sacola. Nem se incomodou com a roupa suja de sangue e a surpresa do ato maternal em plena rua.

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Criança adora lanchar na escola. Mas, acontece que as cantinas nem sempre estão preparadas para oferecer lanches saudáveis. Aqueles recomendados pela nutricionista. Como o vício de lanchar na escola garante o lucro na cantina, falta a preocupação em oferecer comida de qualidade para a meninada.

Por comodidade, as lanchonetes escolares vendem comidas industrializadas como salgadinhos, e guloseimas gordurosos. Com baixo valor nutricional e não recomendável para a saúde infantil. As cantinas mostram-se indiferentes em saber se a criança ou o adolescente vai adquirir bom ou péssima hábito alimentar. Gozar de vida saudável na vida adulta.

Preocupado com a vida salutar e o sobrepeso na fase adulta, as escolas de Curitiba, Paraná, são proibidas por lei, vender comidas pouco saudáveis na cantina. Bela atitude.

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Agora, a situação pode mudar. Com a nova lei das estatais, que exige a nomeação de gestores e conselheiros com habilidade técnica, as empresas públicas podem sair do buraco. Escapar dos rombos deixados pelos incapacitados administradores nomeados pela nociva prática do quem indica. Costume bastante adotado no Brasil

Por causa dessas desleais decisões, as 154 estatais brasileiras empregavam 530 mil funcionários, em 2016. Mas, até 2018, o quadro tem de mudar.

Somente a Eletrobras, em crise braba, mantém no quadro funcional 23 mil funcionários. Desses, dois mil recebem salário, pra lá de berrante, de R$ 60 mil. Como tem gente em excesso, a Eletrobras é forçada a realizar uma reestruturação, enxugando o quadro de pessoal pela metade.

Além de cortar os gastos exagerados e vender inúmeros e desnecessários ativos, a Eletrobras espera chegar aos R$ 2,5 bilhões anuais de economia no caixa. Aliviando o rombo.

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Como pode Pernambuco combater a insegurança à altura, se não dispõe de estrutura técnica para impedir os quase três mil assaltos a ônibus e a insegurança crescendo no Grande Recife, em 2017.

Além disso, o descaso impede a Secretaria Executiva de Ressocialização-Seres de notar que 11 servidores recebiam salário, de 2010 a 2013, sem aparecer na pastar para, pelo menos, tomar um cafezinho por dia. Embora assinasse o ponto, misteriosamente.

Na brincadeira de mau gosto, a Secretaria estadual gastou 230 mil reais por ano. Jogando pelo ralo uma importância que poderia ser empregada em outras necessidades básicas do estado, em vez de beneficiar funcionários fantasmas. Fazer o nocivo jogo do partidarismo.

A culpa de tanta negligência é atribuída aos gestores que passaram pela secretaria. Desinteressados, não se preocupavam com as irregularidades. Embora a irresponsabilidade seja Estado, mas, a culpa também cabe à sociedade que não cobra seriedade no serviço público.

Resta as investigações dar nome aos bois para que o responsável seja penalizado por tamanha arbitrariedade. Com certeza, são esses descasos que afundam a economia de um estado. Despedaçam um país.

NOTAS

É falsa a ideia de que a mulher só pensa em se arrumar, ficar bonita e ser vaidosa. Nada disso, além de valorizar a autoestima, a mulher também tem cabeça para administrar lar, carreira e bens. Tão bem quanto os homens.

Segundo a empresa americana de investimentos Fidelity Investments, em divulgação de pesquisa, a mulher, quando quer, é exímia investidora. Sabe planejar, poupar, investir e ganhar dinheiro. Sem tropeçar.

A diferença com os homens é que, para conseguir metas, a mulher é paciente, cautelosa, tem os pés no chão, sabe ser humilde, costuma diversificar as aplicações financeiras.

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Formigas demonstraram alto poder de proteção. Após a passagem do furacão Harvey pelo Texas, destruindo quase tudo, foram encontradas formigas da espécie lava-pé, boiando na água, visando escapar da tormenta da enchente. Com vida.

Este gênero de formiga também é encontrado nos rios do Amazonas que, para sobreviver e atravessar leitos, formam balsas vivas, para não dispersar a concentração e perder força, enquanto ruma para destinos específicos. Quem sabe, as formigas dão um “estalo” para a ciência e os gestores se equipar melhor em casos de novas catástrofes.

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É duro, em plena era da tecnologia, ainda se praticam atos semelhantes aos da época da escravidão no Brasil. Em São Francisco do Piauí, no sul do Estado, policiais rodoviários e o Ministério do Trabalho localizaram e resgataram 25 funcionários de uma carvoaria, desempenhando funções contrárias à legislação trabalhista. Ferindo os dispositivos legais que regulamentam os tratos no trabalho.

Os destratados trabalhadores não recebiam salário há quatro meses, não usavam equipamentos de proteção individual e a carteira de trabalho não estava assinada.

Fora isso, os trabalhadores sujeitavam-se a morar em ambientes insalubres. Sem as mínimas condições de higiene no banheiro, nos ambientes de moradia, descanso e no preparo da comida.

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O Brasil tá na pior crise. Política, econômica, financeira, ética, moral, de corrupção e jurídica. Tudo bem que privatizar é necessário. Faz parte do jogo. Afinal, tem muita estatal inchada, pagando altíssimos salários a afilhados políticos, incompetentes.

Mas, vender ativos a preços irreais para quitar déficits primários, despesas do governo acima das receitas, é o mesmo que dar um tiro na perna. Cobrir um santo pra descobrir outro. É querer fazer média, buscar holofotes, aproveitando a oportunidade para se tornar herói tão rápido. Ser o salvador da pátria, atacada por instabilidade, desequilíbrio, estagnação e paralisação. É fisiologismo pensando em colher frutos no futuro. É bom o governo Temer, que tem um governo impopular, ir devagar com o andor porque o santo é de barro.

INFRAESTRUTURA

Infraestrutura é o conjunto de atividades que auxiliam a economia na sua trajetória de expansão. É um esquema de apoio às empresas na realização dos negócios. Internos ou externos.

A melhor rota para direcionar a economia no bom caminho, atrair investimentos, promover desenvolvimento e gerar empregos é via infraestrutura. Manter este suporte sob permanentes cuidados.

Governo que não oferece conjuntura para despertar interesses, seja na iniciativa privada ou na pública, não presta nenhum favor de grandeza ao país. Não exerce o dever de gestão pública. Muito pelo contrário, a gestão omissa, só planta incapacidade, aborrecimentos. Divergências. Descontentamentos. Atraso.

Uma logística bem montada, compreende diversos serviços. O básico é a oferta de energia, incluída a distribuição, as telecomunicações, transporte, compreendendo rodovias, portos, ferrovias, e aeroportos, para conduzir cargas e passageiros, cursos de formação de mão de obra, saúde, rede de água e esgoto doméstico e industrial. Em conjunto, esses itens comandam o processo produtivo. Impulsionam o crescimento econômico/social. Tratam das necessidades do país e da população. Como um todo.

Mas, quando os itens não se interagem, há precariedade de infraestrutura, os produtos e os serviços automaticamente encarecem. Sobem de preço. Prejudicando tantos os negócios internos e, principalmeente, as exportações.

Infelizmente, os governos costumam relaxar. Deixam de investir na base de sustentação econômica. O resultado é a decadência do país na qualidade dos serviços disponíveis. Sem alternativas e temerosos de perder negócios, os empreendedores mantém a ideia de que há necessidade de melhorar a deficiente infraestrutura brasileira. Constantemente.

O descaso na manutenção dos 1,6 milhão de quilômetros de extensão da malha rodoviária, principal meio de deslocamento de produtos e de passageiros no Brasil, apesar de caro, deixa as estradas esburacadas. Apresenta problemas na pavimentação, na sinalização ou na geometria das vias.

De modo que trafegar pelas estradas federais, além do desconforto, as pessoas correm perigo. A buraqueira e a insegurança, o medo de assalto, deixam quem cai na estrada, inseguro quanto a viagem. Desaconselha o retorno pra casa por esse modal. Numa boa.

Faz dois séculos, o país exporta e importa produtos para diversos destinos, via navegação marítima. Todavia, apesar do crescimento na movimentação de cargas, poucos portos nacionais receberam os investimentos essenciais para acompanhar o ritmo de desenvolvimento.

O resultado é o volume de contêineres acumular, a burocracia emperrar os despachos, o aumento dos combustíveis elevar o custo nos terminais. Formando em muitos casos infindáveis filas de caminhões, aguardando atendimento.

Na questão de ferrovias, a situação não é diferente. É grave também. Para uma nação de dimensões continentais, como é o caso brasileiro, os 30 mil quilômetros de trilhos em disponibilidade são insuficientes para aguentar o tranco ferroviário. O incrível é que tem projetos de novas linhas de trem parados. Sem sair do papel, atrapalhados com desleais licitações e falta de recursos financeiros.

O exemplo da ferrovia Transnordestina, ligando três estados da região, Ceará, Piauí e Pernambuco, é o um exemplo clássico do descaso público. Desde 2006, quando foram iniciados os trabalhos, até o momento, dos 1.753 quilômetros de extensão do projeto, apenas 600 quilômetros dos trilhos projetados, foram colocados. A alegação para a interrupção dos trabalhos é falta de pagamento à empesa construtora. Dos R$ 11,5 bilhões estimados do projeto, a obra já custou sete bilhões de reais. Inultimente.

As consequências do descaso público com a infraestrutura são evidentes. Custo em alta, dilatação do prazo de entrega de mercadorias, queda de renda, inviabilização de investimentos privados, acúmulo de estoques. Com tantos inconvenientes em pauta, é claro que a competitividade do país cai. Prejudica indústria, comércio, exportação, consumo, PIB.

Até a década de 90, o governo era o único responsável pela oferta de infraestrutura. Todavia, após essa data, com a expansão da iniciativa privada, as empresas, mediante contrato de concessão, também entraram na jogada. Aprenderam a tirar proveito das melhorias executadas por conta própria. Reduzem custos para elevar ganhos.

De acordo com o índice do Word Economic Forum, relativo ao período 2015/2016, o Brasil ocupa alta e vergonhosa posição no quadro de tratamento de infraestrutura no mundo. Enquanto o país aparece em 123º lugar, os Estados Unidos se encontram na 13ª acomodação, antecedidos pela Suíça, Japão e Alemanha. As nações que melhor cuidam deste importante item econômico. Infraestrutura.

A FORÇA DO AÇÚCAR

Que pena. Depois de exercer forte poderio econômico no Brasil e especialmente em Pernambuco, durante cinco séculos, a cana de açúcar perdeu a força que exercia no estado, em virtude de forte concorrência.

Quando desembarcou em São Vicente, São Paulo, no ano de 1522, o colonizador português Martim Afonso de Souza trouxe as primeiras mudas da planta na bagagem, ciente de que poderia desenvolver no Brasil novo meio de ganhar dinheiro. Ampliar bons negócios com a implantação da indústria da cana. Melhorar as fontes de renda, através do trabalho para o homem do campo. Sem instrução e desprotegido de oferta de vagas.

Realmente, plantar cana-de-açúcar na nova terra transformou a gramínea numa fantástica riqueza. Aliás, a produção de açúcar, o maior adoçante do planeta, não trouxe somente renda para o brasileiro, principalmente o nordestino. Gerou também trabalho e satisfação para o pessoal da cultura canavieira. Até então desassistido. Sem ter como viver com o mínimo necessário.

Por causa da escassez de mão de obra em terras paulistas, em 1532 a atividade canavieira chegou a Pernambuco. O clima tropical favoreceu o plantio extensivo da cana e o salário superbarato ajudou no desenvolvimento da atividade no Nordeste.

No século XVIII os engenhos nordestinos exportaram tanto açúcar que produzir sacarose tornou-se a principal atividade econômica da região. Os latifúndios se multiplicaram. Os senhores de engenho formaram uma sociedade patriarcal, administrando grande fazendas dedicadas apenas à monocultura da cana. A abundância de mão de obra, quase de graça, deu aquela força para o negócio explodir. Abrir as portas para a produção de açúcar ganhar o mundo, via exportação.

A cana, semelhante ao trigo, milho e arroz, é uma forrageira de extraordinário poder econômico. Tem muitas utilidades. Integra a fabricação de bioplástico, bioeletricidade e pasta celulósica para papel. O resíduo, que anterior era desprezado no canavial, agora é valioso.

Do caule, parrudo e nutrido de sacarose, extrai-se o caldo para a produção de rapadura, melado, aguardente, açúcar e álcool. Fervido, o caldo perde água, mas deixa o açúcar livre para a produção. Fermentado, o açúcar se transforma em álcool.

O açúcar participa da alimentação humana. O álcool é um forte aliado na fabricação de bebidas alcóolicas, cachaça, vinho e cerveja. O álcool também serve para o fabrico de etanol, famoso combustível nacional para os carros.

O bagaço da cana, além de excelente fonte energética, serve de ração para o gado. A palha pode ser transformada em energia limpa e barata, prestando excelente contribuição contra a degradação ambiental, depois que a colheita estiver totalmente mecanizada para evitar as queimadas. Brevemente.

Recentemente um cientista paulista descobriu outra utilidade dos resíduos da cana. Servir de insumo para a fabricação de fibrocimento. Material empregado nas fábricas de telha, divisórias e caixa d’água.

Houve época que Pernambuco chegou a registrar centenas de usinas de açúcar em atividade, absorvendo mão de obra na zona canavieira. Porém, com a chegada do café que virou o ouro negro, a indústria canavieira sentiu a pressão e de repente esmoreceu.

Atualmente, a quantidade de usinas que iniciaram a moagem da safra 2017/2018 em Pernambuco não passa de 14. O objetivo dessas heroicas usinas é moer perto de 12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar para extrair 900 mil toneladas de açúcar e 340 milhões de litros de etanol. Mais da metade da produção nacional, em função de tecnologia e capital, foi assumida por São Paulo. Desbancando Pernambuco que perdeu a altivez no agronegócio.

Desde 2014, as exportações de açúcar despencam, motivadas essencialmente pela queda de preço. Mas, apesar de tudo, o Brasil permanece no topo da lista de maiores exportadores do mundo. Perseguido pela África do Sul e Cuba.

Por debaixo do pano, a Índia e a Tailândia, se esmeram-na colheita da cana. Todavia, está claro que o baixo salário e a alta produtividade mantêm o Brasil na crista da onda no mercado açucareiro universal. Apesar de que, em termos de ocupação de solo, a soja e o milho mandam brasa. Superam a cultivo da cana no país.

Diversos fatores derrubaram o poderio do açúcar. A derrocada começou a partir de 2008, empurrada pela recessão dos Estados Unidos que provocou forte abalo no mercado. Por conta da sobra de açúcar estocado no mundo, o preço caiu, automaticamente. Em Pernambuco, a repercussão foi tremenda.

Somando outros entraves, como a valorização do frete e da mão de obra, o custo de produção subiu além da conta no setor sucroenergético, contribuindo para o fechamento gradual de muitas usinas. Gerando desemprego no campo e queda na arrecadação de receita para os cofres públicos.

A falta de política pública, as dívidas, a instabilidade do mercado, o congelamento do preço do etanol, a escassez de crédito bancário, o relevo acidentado da Zona da Mata, que dificulta a mecanização e enfraquece a competitividade, os desmandos administrativos, forçaram a quebradeira de usinas em Pernambuco. Reduziu, inclusive, o auge do setor que um dia fez o Estado ocupar a liderança na produção do produto no país.

A situação chegou a tal ponto que, mesmo com a produtividade em alta, os usineiros resolveram substituir o canavial pela pastagem, em virtude de a pecuária empregar menos gente e ser bastante lucrativa.


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