OBRAS POLÊMICAS

Duas obras públicas têm servido de ponte para divulgar a imagem política em evidência. Manter nomes de políticos em destaque na mídia. Uma é a ferrovia Transnordestina, cuja implantação do novo traçado data de 2002. A outra refere-se à transposição do Rio São Francisco.

Para não quebrar a rotina de paralisações, que tem acontecido constantemente a ferrovia sofre nova paralisação. O trecho em foco fica entre os municípios de Brejo Santo e Porteiras, ambos no estado do Ceará.

Os moradores de Porteiras estão fulo da vida. Como a construtora chafurdou muito com o pedaço de terra por onde passará a ferrovia, prejudicou o uso de moto ou bicicleta, os dois únicos meio de transporte para os moradores da pequena cidade cearense com 15 mil habitantes.

Insatisfeita e apreensiva, a comunidade de Porteiras tem de percorrer um desvio provisório de mais de 2 quilômetros que se encontra em péssimas condições de tráfego por causa das chuvas para levar as crianças para a escola e permitir a entrada de mercadorias para o município.

O fato lamentável é que este trecho fica bem próximo da BR-116, nas cercanias da Chapada do Araripe, uma das rodovias mais movimentadas do Brasil. O incompreensível é o acúmulo de detritos abandonados, o desprezo dado aos canos para drenagem que, com a suspensão da obra, ficaram descobertos, correndo o risco de enferrujar. Obrigando o comércio local a sofrer outro grande prejuízo.

Apesar de verba pública empregada na construção, a importante obra não tem fim. Prevista inicialmente para entrar em operação a partir de 2010, ficam adiando indefinidamente a conclusão da ferrovia.

Porém, quando concluída, a ferrovia terá 1.728 quilômetros de extensão, ligando a região do serrado do Piauí aos portos do Pecém, no Ceará, e a Suape, em Pernambuco. Com o propósito de transportar mais de 17 milhões de toneladas de cargas diversas. Visando consolidar o plano de desenvolvimento do Nordeste, mediante a integração logística do sistema de transportes, composto por ferrovia, terminais portuários e estradas rodoviárias. .

Na fase de lançamento, o projeto foi avaliado em R$ 4,5 bilhões. Mas, devido às intermináveis paralisações, o cálculo da ferrovia pulou para R$ 7 bilhões. Com um detalhe. Embora tenha a missão de atualizar a competitividade da produção agrícola e mineral da região, fazendo a junção do alto desempenho com os portos de calado profundo, destinados a ancorar navios de grande porte.

A transposição do Rio São Francisco é outro assunto polêmico. Previsto para construir um canal de concreto de 600 quilômetros em dois sentidos, norte e leste, dentro dos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, as obras de transposição tem a finalidade de desviar as águas do Velho Chico para promover a irrigação da região mais semiárida do Brasil.

Orçada em R$ 6,8 bilhões, a ideia da transposição é secular. Nasceu no tempo de D. Pedro II. Desde o inicio, o projeto carrega uma finalidade. Amenizar os efeitos da seca, distribuindo água para 390 municípios, nordestinos, beneficiando uma população de 12 milhões de pessoas.

Mas, como mexe com o meio ambiente, a biodiversidade e, sobretudo, com a utilização do rio no âmbito de transporte e abastecimento, o projeto tem muitos trechos parados. Danificados, precisando de recuperação.

LUTA GIGANTESCA

Desta vez o inverno aprontou. Resolveu rolar noutro lugar, esquecendo o tão castigado semiárido nordestino. Até o momento, a chuva passou distante do Sertão, Agreste e até da Zona da Mata. Água que é bom, neca. Chuva para molhar o chão, refrescar a temperatura da Região, fazer brotar o verde do solo, recuperar o que a seca matou, nem pensar. O inverno atrasou e haja sofrimento.

Estamos entrando na segunda quinzena de maio, época em que a chuva já devia ter caído de montão, mas quem manda no pedaço é a escassez de água. A falta de alimentos está atormentando a vida de muita gente. Até o gado tá morrendo por falta de ração, de pasto. O rebanho está definhando de sede com o corpo esquelético. A coisa anda tão feia que as vacas não aguentam mais ficar de pé. Tão fracas que estão. O cenário revela uma das mais severas secas que se tem notícia.

No município de Floresta, em pleno Sertão de Pernambuco, a 434 quilômetros de distância do Recife, o vaqueiro lamenta a má sorte. Por atravessar a pior fase do ano, quando olhando ao redor constata a falta de tudo. Devido à chuva que teima não chegar.

Realmente, a cena dói. Ver vacas despencando no chão, por causa das pernas adormecidas, sem forças para reagir, manter-se de pé. Aliás, para aliviar o sofrimento dos animais é preciso amarrar cordas no gado. Fazer tipoia para sustentar o bicho entre árvores. 

A situação está braba. Sem alternativas para o momento o jeito foi o estado de Pernambuco decretar estado de emergência em várias cidades do Sertão, Agreste e até da Zona da Mata.

Tradicionalmente, o Nordeste foi considerado a região mais semiárida do mundo, em virtude da chuvarada que cai no Nordeste não ultrapassar a marca de 700 bilhões de metros cúbicos por ano. Entristece ver os açudes secando.  A água barrenta dos barreiros ser aproveitada à míngua.

Se não fosse a grande quantidade de água acumulada nos barreiros e açudes, que chegam a acumular mais de 36 bilhões de metros cúbicos, o Nordeste estava totalmente torrado pela secura.

O que entristece é o fato desse potencial ser desperdiçado. Não garantir a sobrevivência de pessoas e de bichos. Como o pessoal desconhece a técnica de tratar a água dos barreiros, cheia de sedimentos em suspensão, condenam a utilização da água para consumo humano.

Como o Nordeste é uma região bastante atrasada, a técnica da construção do barreiro de irrigação não é explorada para umedecer a roça. A água desse tipo de barreiro não é drenada para as áreas de plantio.

Na verdade, se não fosse o xique-xique, o cacto cheio de espinhos que alivia a fome, enganando o estômago do rebanho, a situação estava mais preta ainda.

Porém, de repente brota um oásis no sertão do Pajeú. Perfuraram um poço no lençol freático de São José do Egito, cuja vazão chega a 24 mil litros por hora. Este deve ser um exemplo de que o Nordeste tem potencial. Basta saber explorar com técnica para evitar a estiagem.

Mas, enquanto o uso do carro-pipa servir de publicidade para a política, a riqueza acumulada no lençol freático do solo nordestino vai custar a ser explorada para o consumo e a agricultura.

PAUTA POBRE

Comércio exterior é a técnica, comercialmente falando, que os países utilizam para trocar mercadorias e serviços além-fronteiras. A venda e a compra de produtos nacionais por mercadorias estrangeiras começaram com a rota da seda, entre a China e a Europa. A intenção era procurar indícios de modernidade, através da consolidação da maior rede comercial entre nações.

A finalidade era estreitar relações comerciais. Formar reservas de divisas, obter tecnologias, buscar avanço econômico, gerar renda e emprego.  Engrandecendo o PIB dos países envolvidos na transação.  Com a globalização, então, as exportações e as importações passaram a desempenhar importantes funções no campo econômico, social e político.

No ano passado a balança comercial brasileira registrou um recorde. Movimentou mais de US$ 482 bilhões, entre exportações e importações. As exportações superaram as compra do exterior. Com as vendas externas, o Brasil faturou US$ 256 bilhões, enquanto as importações atingiram a casa de US$ 226 bilhões. Proporcionando um saldo comercial positivo de quase US$ 30 bilhões.

O melhor mercado de destino de produtos brasileiros continua sendo a Ásia. Botando pra trás as vendas feitas para a América Latina, Estados Unidos e a União Europeia.

Até o ano de 1960 as exportações eram compostas basicamente de produtos primários, como o algodão, cacau, fumo, açúcar, madeira, carne e café. A pauta de exportações de produtos primários chegava a 70% das vendas no geral.

Depois a pauta foi se diversificando com a inclusão de produtos industriais e semimanufaturados como calçados, suco de laranja, produtos têxteis, óleos comestíveis, bebidas, equipamentos mecânicos, armamentos e produtos químicos.

Durante muitos anos, logo após a descoberta pelos portugueses, a economia brasileira ficou estagnada. Distante dos avanços econômicos, políticos e tecnológicos do mundo. Talvez fruto da forma de exploração imposta pelos colonizadores, quando empregaram uma forma de submissão.

As mudanças só rolaram depois da década de 50, quando pintou os primeiros sinais de industrialização. Alimentados pelos investimentos. Mas, faz trinta anos a economia brasileira engatinha. Permanece fraca diante do desempenho mundial.  A culpa deve-se às questões macroeconômicas como os juros elevados e a valorização da taxa de câmbio.

Isso afetou a competitividade que bloqueou o desempenho da indústria nacional em inovação e melhorias.  Mantendo as estruturas econômicas e as instituições do êxito competitivo.

A herança colonizadora faz com que o Brasil permaneça atrelado à sua eterna fama de país concentrado na produção agrícola e rico em minerais. Grande exportador de commodities, porém péssimo vendedor de produtos com valor agregado. Cego na cultura de exportação de manufaturados.

A crise mundial alterou o perfil das exportações brasileiras. A participação de commodities, os chamados produtos básicos, como o minério de ferro, petróleo bruto, complexo de soja, carne, açúcar e café tem ultrapassado a venda de produtos industrializados. O conteúdo chega à metade das vendas ao exterior. Isto descontenta o empresariado. A dependência de apenas seis produtos nas vendas externas, preocupa, incomoda, aborrece. Por mostrar sinais de fraqueza econômica. Falta de progresso. Carência tecnológica.

ÁRVORES TOMBANDO

Desde o descobrimento do Brasil a Mata Atlântica sofre agressão. Impressionados com a seiva do pau-brasil, os portugueses enchiam as caravelas de toras dessa madeira para vender na Europa. O tronco era negociado com as fábricas de móveis e de instrumentos musicais. Já a importante seiva era vendida para as empresas de tingir tecidos.

O interessante é que passados séculos da proeza da descoberta da Terra Brasilis, o desmatamento corre frouxo. É o homem lascando a natureza com a derrubada predatória de léguas de florestas sem a menor cerimônia. É a atividade humana entrando em ação com a intensão de destruir florestas, visando dispor de mais terras para a exploração agrícola ou a extração de madeira para fornecer à indústria madeireira.

Apesar dos órgãos de controle ambiental permaneceram de olho vivo contra esse tipo de crime, a devastação tem avançado nas Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal de maneira acelerada, principalmente nos assentamentos rurais.

A esperança para conter o desmatamento está no Código Florestal que acaba de ser aprovado na Câmara Federal. Mas, até entrar em vigor, muitas matas virão abaixo. Ampliando os vazios de árvores pelo interior brasileiro. Desnudando a terra. Destruindo o habitat de animais e aves. Acabando com o processo de fertilização natural do solo.

Satisfazendo a ambição destruidora praticada pela agricultura familiar, a monocultura da cana-de-açúcar, a pecuária extensiva e a produção de caibros, cercas e de carvão vegetal.

Por incrível que pareça o negócio com a madeira é tão bom que até quadrilhas organizadas vem agindo nos assentamentos, justamente quando as pessoas assentadas deveriam ser o guardião de suas riquezas naturais. No entanto, como pensam no dinheiro fácil, os próprios assentados tem permitido a extração de vegetação de modo audacioso.

São toneladas de madeiras nativas que tombam das reservas de Mata Atlântica para servir ao comércio clandestino. Vários segmentos produtivos como pizzaria, padaria e serrarias usam abertamente este tipo de esquema para tirar vantagens com o abastecimento. Sem dar moleza para a fiscalização.

Até as queimadas, os incêndios florestais, o crescimento urbano, a construção de condomínios residenciais, a execução de projetos rodoviários e a implantação de polos indústrias têm reduzido o tamanho das áreas verdes.

Tudo bem que a devastação de matas, o crescimento da desertificação não é uma atividade exclusiva do Brasil. O crime ambiental se faz presente em várias partes do mundo. Até na China, nos Estados Unidos e na Rússia a cobertura vegetal está desaparecendo.

Por esta razão, baseado na tese de que a preservação ambiental, a defesa de matas e florestas exerce enorme importância para o equilíbrio do clima da Terra, muitos governos tem se motivado em adotar uma legislação rigorosa. Formar uma fiscalização atuante para combater o crime ecológico.

Afinal de contas, o homem tem de tomar consciência de que, conservando as matas, a vida no planeta e o futuro de nossos filhos estão garantidos para desfrutar de ambiente saudável. Proporcionando uma vida melhor no amanhã.

ANDANÇA CANSATIVA

Não foi moleza para o Brasil chegar aonde chegou. Para atingir o atual patamar de desenvolvimento o país precisou arregaçar as mangas. Ralar muito. Enfrentar mil dificuldades, à custa de muito suor, lágrimas e sangue da população.

Como primeiro passo, o país teve de aprender a se comportar, diante da arbitrária decisão de Portugal que proibia ao Brasil colônia pensar em desenvolvimento industrial. Ter a ousadia de pretender instalar uma fábrica sequer em território colonial. 

Na verdade, os primeiros sinais de desenvolvimento só pintaram a partir do século 19. Quando os cafeicultores resolver aplicar os lucros obtidos com as exportações do rico grão preto na instalação de fábricas de fiação e de calçados. Dando inicio ao processo de industrialização.

Para suportar a pesada barra da industrialização, o Brasil passou por 4 fases. De todas, duas se destacaram. A terceira e a quarta fases.

Na terceira fase, que se estende do período de 1930 a 1956, para substituir a decadência cafeeira, aconteceu a chamada Revolução industrial Brasileira. Na quarta fase, iniciada a partir de 1956, o país registrou o período de internacionalização da economia. Promovendo a abertura da economia para o capital estrangeiro.

Convém frisar que na década de 40, começou a explodir o setor de mineração, metalurgia e de siderurgia. A Companhia Siderúrgica Nacional, de Volta Redonda, notabilizou o processamento do aço. Posteriormente surgiram a Eletrobrás e a Petrobrás. Dois ícones econômicos montados para impulsionar a instalação de novas indústrias.

Durante o período do milagre econômico brasileiro, entre os anos de 1968 a 1973, a economia cresceu de modo satisfatório, a ponto de se tornar a oitava potência mundial, bem antes das projeções.

O problema foi a grande repressão, dos anos 70, quando o manto da repressão silenciou a onda de torturas, perseguições e censura. A proibição de atitudes, além de provocar profundo arrocho salarial, elevou significativamente o endividamento externo.

Na sequencia, veio o neoliberalismo que, embora tenha fomentado o setor secundário da economia, mediante a privatização de estatais, teve a petulância de cortar direitos trabalhistas históricos.

No entanto, somente depois de promover a descentralização industrial, cuja base se concentrava apenas na região Sudeste, o Brasil pode, enfim respirar um pouco aliviado. A extensão da indústria para outras regiões do país, fomentou extraordinárias mudanças que precisam ser sequenciadas.

Atualmente, apesar de a indústria nacional ser diversificada ao produzir automóveis, máquinas e equipamentos, roupas, aviões, eletrodomésticos e produtos alimentícios industrializados, o parque industrial, ainda é grande dependente de tecnologia externa. Está bem longe de atingir o patamar mundial.

Por incrível que pareça, a economia brasileira ainda não aprendeu a caminhar sozinha. Por falta de capacidade técnica, sobretudo pela carência de recursos financeiros. Já que ainda não deixou de pertencer aos países considerados pobres. Carentes de melhores assistências.

OLHO DE COBRA

No mês de maio de 2002 estourou o escândalo da merenda escolar em Fortaleza, no estado do Ceará. Como envolvia o prefeito da capital cearense da época, um deputado federal, uma ex-secretária municipal, assessores e empresas fornecedoras, o caso criou fama. Repercutiu intensamente no país.

Como a CPI instalada na Câmara Municipal de Fortaleza não surtiu efeito. Não serviu para ressarcir a soma desviada, apesar da cassação do parlamentar, foi aberta uma ação contra as pessoas envolvidas. A ação tinha como base três denúncias. Improbidade administrativa, superfaturamento e desvio de recursos públicos.

No inicio, o caso ficou em banho-maria porque as partes denunciadas alegavam tratar-se de perseguição política. Embora constassem também informações sobre a dispensa e fraude de licitações e de proveito econômico, mediante a aquisição de bens diversos que seriam patrocinados com os recursos do erário público.

Agora, depois de dez anos de tramitação do processo, a Justiça Federal da terra alencarina chegou à condenação dos suspeitos. Determinando a devolução do dinheiro deslocado do destino.

Os condenados, todos solidários com a questão, terão de ressarcir ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação-FNDE, o total de R$ 1,39 milhão, acrescido de juros e correção monetária.  Além disso, os envolvidos perderão a função pública, caso exerçam. Além disso, por determinado período, estão proibidos de firmar contratos com o Poder Público ou participar de projetos que mereçam incentivos fiscais.

O maior problema da decisão judicial é que a sentença cabe recursos. Como a decisão de executar a dívida só pode acontecer depois de julgado o recurso, existe o risco de o processo prescrever. Cancelando a pena, por sinal, muito bem aplicada, apesar da morosidade da Justiça Federal, passar longos dez anos para chegar à condenação. Provavelmente em virtude do emaranhado de provas e contraprovas para atrapalhar os trâmites legais.

Aí vem o problema. Independente de a questão finalizar a sentença no ressarcimento do prejuízo causado aos cofres públicos ou não um detalhe fica muito bem claro neste tipo de processo.

Cabe aos gestores públicos e a mais ninguém o dever, a obrigação e a responsabilidade de acompanhar, supervisionar e controlar toda e qualquer ação que venha a ser praticada pelos subordinados.

Atitude que nenhum político no exercício de suas funções na gestão pública gosta de assumir. Preferindo, na maioria das vezes, empurrar as controvérsias, as pendências com a barriga até a eternidade. Procurando adotar uma tipo de atitude que embora seja nefasta para o país, tem o objetiva de agraciar com benefícios os apadrinhados.  Misturando normas, agredindo a legalidade. Dando mal exemplo. 

A sociedade sabe através da repetição de muitos rolos que acontecem no Brasil, por falta de justa fiscalização, que o crime de improbidade administrativa, também denominado de corrupção administrativa, é um dos mais nocivos atos que a má gestão comete contra a máquina do Estado. 

A improbidade administrativa tem o objetivo de promover o enriquecimento ilícito, de forma direta ou indireta, esquematizada para lesar os cofres públicos. Violando pela omissão o dever da honestidade e da imparcialidade, principalmente na parte relacionada à legalidade.

Por isso o povo tem de permanecer alerta, acordado contra certos figurões de sorriso amarelo que só pensam em descobrir uma maneira de engrandecer o seu patrimônio, de modo rápido e desonesto. Em detrimento dobem coletivo.

O povo espera que a CPI do Cachoeira não venha apenas para gastar dinheiro, manter figurões sob o holofote, projetando os seus nomes na mídia, sem produzir resultados sérios.

FUGAS JUSTIFICADAS

O Brasil lamenta o desaparecimento do turista estrangeiro. De fato, o trade turístico anda insatisfeito com a consecutiva queda da taxa de ocupação nas pousadas, resorts e hotéis que a cada ano declina cada vez mais.

Em 2008, a taxa de ocupação era de 43%. No ano seguinte, caiu para 26% e em 2010, fechou supreendentemente em 20%.

Embora o empresariado brasileiro esteja meio aturdido com a situação, mas, existem motivos de sobra para o turista estrangeiro fugir para outros destinos mais deslumbrantes. Esquecendo momentaneamente as plagas brasileiras, apesar dos deslumbres.

A crise econômica da Europa, um dos maiores emissores de turistas para o Brasil, foi o maior peso. O crescente comportamento da taxa de desemprego na Zona do Euro que subiu para 10,7%.

As feiras internacionais que acontecem em Portugal, Itália, um dos principais mercados emissor de turistas europeus para o Brasil, depois da Argentina e Estados Unidos, Alemanha e Rússia estimulam o turismo externo a pensar diferente.

Além disso, a enorme carestia reinante no país faz as pessoas mudar o roteiro. Procurar alternativas mais baratas para não bater de frente com o padrão de renda dos viajantes.

Realmente, a carestia no Brasil espanta qualquer turista. Basta pensar que no Caribe, o preço de um refrigerante é duas vezes mais barato do nas lanchonetes brasileiras.

Por outro lado, a valorização do câmbio incentivou o brasileiro a viajar para a Europa. Fazer inclusive cruzeiros pelos territórios, mares e rios europeus. Como a previsão é de que a situação se prolongue por mais algum tempo, a tendência natural é o Brasil continuar enviando mais turistas para fora do que receber.

É evidente que a fuga do turista internacional para outros destinos faz o Brasil perder euro e dólar. Baixando o registro de divisas internacionais.

Isto tem descapitalizado alguns resorts com a pesada folha de pagamento dos funcionários. Então, para escapar de iminente crise, os empresários estão preferindo vender as unidades para se livrar de possíveis prejuízos.

Para os analistas uma das saídas mais proveitosas para não perder competitividade externa e fugir de crise é a hotelaria reduzir os preços. O governo conceder incentivos fiscais e tributários para desonerar a folha de pagamentos.

Dar condições para o trade turístico brasileiro investir em infraestrutura de modo a deixar o setor em condições de competir com o segmento de luxo. Reinante na Europa. 

CIDADES DESNUDAS

“Quando não há lugar para crescimento, o ocaso está próximo”. Expressão de preocupação  ditada por Séneca, um dos mais célebres escritores do Império Romano, solicitando política justa e humanitária para o homem crescer sem derrotas. Humilhações.

Impressionante. As cidades crescem, destruindo a mata natural.  Eliminando o cinturão verde urbano. A cobertura vegetal vai pro espaço. Em quase todos os municípios brasileiros o fenômeno se repete. Insistentemente. Derrubam árvores aos montes. O homem não se toca que está perdendo qualidade de vida. Nem cobra das autoridades um plano de arborização para conter o avanço dos problemas ambientais.

Cabe ao Poder Público, como gestor dos municípios, tomar iniciativa para barrar as agressões à natureza. Impedir a eliminação dos espaços verdes, das podas mal feitas que estão se tornando rotineiras Com alarmantes índices de preocupação.

De certa forma, o corte de árvores, a queda delas por doença ou velhice, a extração das raízes para ceder espaço para as construções, sem a devida substituição por novas plantas, só contribui para deixar as cidades cada vez mais desnudas. Com muito menos áreas verdes e muito mais metragens de concretos ou asfaltos, os centros urbanos perdem gratuitamente a função paisagística.

Considerando que mais da metade da população mundial vive nas áreas urbanas, as modernas normas de construção civil ferem a recomendação da Organização Mundial de Saúde que estabelece o mínimo de 12 metros quadrados por habitante para não baixar a qualidade de vida.

Na medida em que falta uma política pública ambiental, onde a preservação do verde não é exigida, a arborização seja frequente, surge alteração climática. O calor tende a prevalecer. A ocupação desordenada do solo, a carência do verde, a destruição constante da cobertura vegetal restante, a invasão de carros e de indústrias no perímetro urbano, modificam a sensação térmica. Quanto mais umidade do ar, quanto menos ventos em circulação para não balançar as árvores, o calor tende a apertar. A sufocar, aumentando o desconforto térmico.

Os especialistas afirmam. A cobertura vegetal protege o solo, facilita a infiltração da água na terra, reduz a temperatura, afasta a necessidade do uso de ventiladores e de aparelhos de ar condicionado nas cidades. Belo exemplo dão as cidades brasileiras de Maringá, no Paraná e Belém do Pará, com suas tradicionais mangueiras nas ruas e Stuttgart, na Alemanha, amam o verde.

Ampliam a reserva florestal urbana com a intensão de preservar a natureza. Melhorar a qualidade do ar que se respira. Segurar o aquecimento global. Enfraquecer as consequências da combustão urbana, provocada pelo escapamento dos veículos automotores e das torres das indústrias que alimentam o Efeito Estufa.

OUSADA MALANDRAGEM

O brasileiro é meio descuidado.  Apesar do perigo à vista na rua, as pessoas andam desligadas. Sem pregar um olho na missa e outro no padre.

Por isso não imaginam que saindo de uma agência bancária com o bolso cheio de dinheiro não despertam atenção. Não correm o risco de assaltos. Não viram refém de bandidos.

A alta ocorrência de saidinhas de bancos, anotadas pelo Instituto de Segurança Pública, indica que este tipo de delito aumentou em 15%. Em 2011 foram registradas 1.988 ocorrências contra as 1.721 notificadas no ano de 2010.

A falta de malícia do povo, aliada à inexistência de privacidade e proteção dos clientes dentro dos bancos prova que, enquanto os meliantes ficam cada vez mais audaciosos, a segurança aos usuários é deficiente.

A deficiência em deixado a população preocupada, assustada e amedrontada. Parece até que fragilizada, a sociedade tem colaborado com as frequentes ações dos assaltantes. Leva a crer que a violência cresce motivada pela impunidade. Dar a entender que segurança pública não é a praia do Brasil.

Realmente o que estimula as saidinhas de banco não é apenas a ignorância, o descuido pessoal, a idade avançada de muitos clientes ou o analfabetismo. A principal causa dos assaltos na porta de agências bancárias é a falta de prevenção.

O descuido do governo nas ações preventivas permite a multiplicação de criminosos. O descumprimento da legislação pelo próprio poder estatal, desconsiderando as normas, deixa o cidadão desprotegido na hora do saque. Entregue à própria sorte até se afastar das cercanias do estabelecimento bancário.

Descoberto pelo olheiro na boca do caixa ou nos equipamentos eletrônicos sacando boas quantias de dinheiro, aparentando cara de ingênuo e completamente desligado do ambiente, um empregado de concessionária de Maceió-Alagoas perdeu tudo num assalto, após sair do banco. Perigosos os delinquentes mandaram o cara correr sem olhar pra trás, senão levava chumbo grosso nas costas.

Não resta dúvida que o banco também é negligente na prestação de serviço. O cliente, por sua vez, deve ser mais cauteloso nos saques, especialmente nos maiores. O melhor nessas ocasiões é agendar o melhor momento para a retirada da grana para evitar surpresas desagradáveis.

Embora os bancos façam questão de desconhecer, mas já existe jurisprudência aprovada pelo Superior Tribunal de Justiça acerca da obrigatória segurança dispensada aos correntistas. Além de garantir o prejuízo que acontecer no entorno da agência, as instituições bancárias também de adotar cautelas para dificultar as práticas delituosas. Sob pena de assumir a culpa por obrigatórias indenizações.

Como os assaltos são sequenciados, no Recife fala-se na criação de sistema de monitoramento pelo CIODS-Centro Integrado de Operações de Defesa Social.

Em cada agência bancária será instalado o botão de pânico para ser acionado nas emergências. Além disso, segundo a lei, os bancos devem instalar vidros blindados, câmeras de segurança e vigilância interna e externa nas calçadas.

MARÉ BRABA

Recife de hoje parece a Nova York de outrora que, incomodada com a onda crescente de crimes graves, como assalto à mão armada, estupro, agressão e roubo de carros, além de homicídios, a sociedade nova-iorquina exigiu a implantação do programa “tolerância zero” para dar um basta na insuportável violência.

Agora é o Recife que demonstra cansaço com a onda de assaltos e de balas voando no ar, deflagradas em todas as direções. Deixando a população em polvorosa no meio de saraivadas de balas perdidas.  Cenas que começaram a rolar na cidade desde o ano de 1994.

A ousadia dos bandidos em plena luz do dia cresce absurdamente. Sem temer a força da Polícia Civil alguns bandidos, numa madrugada, invadiram, arrombaram e reviraram algumas salas da Delegacia do Cordeiro. Promovendo a maior bagunça. Na sala do cartório e da investigação, os criminosos acharam de marcar a sua passagem pelos ambientes, roubando inclusive armas.

O danado é que a dupla de policiais de plantão que, no momento se encontrava no recinto do prédio, não percebeu nenhuma atitude estranha. Não escutou nenhum barulho produzido pelos “pés de anjo”.  Os coitados dos dois policiais só vieram notar a desordem deixada na delegaia, ao amanhecer, ao término do plantão.

Nas delegacias, a gente sabe do precário estado em que se encontram a maioria dos prédios. Poucos têm climatização, outros são totalmente desprovidos de estrutura, boa parte necessita de conservação. Ao adentrar numa delegacia é comum se observar a mobília velha, alojamentos e banheiros nojentos, escassez de equipamentos, inexistência de espaços adequados para desenvolver um trabalho policial mais natural. Sem improvisar detalhes.

O incrível é que tem delegacias que não dispõem nem de prisão para os detentos. Até a transferência para o Cotel os delinquentes ficam jogados em salas improvisadas.  

Para completar a infelicidade da Secretaria de Defesa Social, num mesmo dia, dois acontecimentos também de grave repercussão deixaram a população cada vez mais descrente quanto a capacidade de proteção policial oferecida pelo Estado.

A ação de cinco assaltantes levou pânico para os pacientes, visitas e funcionários do Hospital Português. Investindo pela segunda vez contra a agência do Banco Itaú, instalada em suas dependências, tentaram roubar os malotes de dinheiro deixados pelo carro-forte.

Depois de a quadrilha invadir a agência bancária, impor desespero no ambiente hospitalar, renderam os vigilantes. Na fuga da quadrilha, houve troca de tiroteio que resultou em mortes e em muita correria de pessoas amedrontadas com a terrível situação. 

Como se não bastasse tudo isso, no mesmo dia, em Boa Viagem, outro grupo de criminosos, constituído por seis componentes, roubaram 12 malotes contendo muito dinheiro e três armas da vigilância, fugindo em meio a intenso tiroteio.

Infelizmente, parece que alguma coisa anda errada pelo lado da segurança pública do Estado. A impressão que causa é que os bandidos estão cada vez mais preparados para encarar  de cara limpa as ações criminosas, enquanto a Polícia só chega depois dos  terríveis episódios terem acontecidos.

O atraso policial deixa a população amedrontada. Cada vez mais temerosa com a falta de policiamento ostensivo. Sentindo-se desprotegida, temendo ser o alvo permanente das investidas criminosas.

A situação faz crer que a propalada redução da criminalidade esconde a realidade porque o crescimento da quantidade de bandidos em ação, agindo de maneira ríspida e cruel, assusta. Apavora. Inquieta. 

É verdade que a Polícia não pode estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo. No entanto, alguma atitude precisa ser tomada porque se a vigilância armada não amedronta os meliantes, quanto mais a sociedade, que é obrigada a ficar enclausurada em casa. Atrás de grades e sob a proteção de cachorros numa prova visível de que o cidadão perdeu a liberdade, apesar de pagar caro para tentar levar uma vida tranquila. Fato raro de acontecer no Recife. Atualmente.

NOVAS REGRAS

Cheio de problemas, rodeado de distorções que afetam as atividades econômico-sociais, como corrupção, sonegação fiscal, vantagens em contratos de licitação, enriquecimento ilícito, uso político para garantir interesses pessoais, o país toca noutro assunto traumático. Mexer na poupança.

A tradicional poupança é aquela economia de dinheiro que sobrou dos gastos obrigatórios mensais. Então, para não ser diluída pela onda inflacionária, o poupador costuma guardar a sobra num lugar seguro para ser usada no futuro.

Este tipo de investimento popular recebeu o nome de caderneta porque no passado os poupadores tinham o hábito de anotar as aplicações e os regates num caderno, de modo a não perder o controle das importâncias depositadas e sacadas no banco.

Apesar da baixa remuneração, ser mantida pelos pequenos investidores, a poupança é segura. Tem a garantia do governo. Dificilmente corre risco. Como os outros tipos de aplicação.  

Em março de 1990, com a intensão de soerguer a economia que atravessava crise braba, combater a sonegação que estava apavorante e aumentar a receita fiscal que se apresentava em queda, o Plano Collor confiscou ativos financeiros no montante de US$ 115 bilhões pelo prazo de 18 meses. Muitos poupadores entraram pelo cano. Passaram maus momentos.

Agora, depois de reduzido o custo dos empréstimos dos bancos, preocupado com a pequena condição de gerar caixa para conceder empréstimos ao consumidor, à indústria e também ao comércio, o governo federal pretender mudar as regras do jogo. Alterar o rendimento da poupança. Mediante a criação de faixas de remuneração.

Percebendo que o modelo atual da poupança caducou. Ainda é administrada pelas antigas regras do período hiperinflacionário, de triste lembrança, quando o valor mínimo da moeda era assegurado por decretos. Política que não combina com a realidade. A redução da taxa básica Selic reflete na baixa dos juros cobrados pelos bancos oficiais. A medida, adotada propositadamente, visa pressionar o setor privado, forçando os bancos particulares a também reduzir os seus juros.

Ciente de que a queda dos juros estimule a fuga dos investidores dos fundos de renda fixa para a poupança, que é uma aplicação garantida, o governo pretende cobrar Imposto de Renda nos rendimentos da poupança nas novas contas abertas que apresentarem saldo superior a R$ 50 mil, a partir de 2013.

Para os investidores, juros menores desestimulam a manutenção do dinheiro em fundos de renda fixa. Justamente a faixa de crédito que financia as dívidas públicas.  No momento, as aplicações pós-fixadas estão quase perdendo para a poupança que tem a taxa de juros pré-fixada.

No entanto, acabrunhado com as absurdas irregularidades, com as constantes quebra de decoro parlamentar no mundo político, sem punição, diante de tantas informações transmitidas pelo silêncio das autoridades econômicas, o povo está de alerta. Com um olho na missa e outro no padre. Para não ser surpreendido de última hora. Com outras péssimas notícias impactantes. Como no tristonho passado.

Porém, uma coisa é certa. O sistema bancário brasileiro é complexo. Enquanto as carteiras de crédito dos bancos vibram com o crescimento de empréstimos, a margem de juros média caiu em 2011 para 6,2%. A tendência é cair ainda mais. Aí, haja preocupação para a economia que ainda é emergente. Com diminuta poupança interna. Para um país com escassos recursos financeiros para investir num caro, mais necessitado progresso.

QUADRO ENGANOSO

O Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios, uma empresa de consultoria especializada em pesquisas econômicas de origem britânica informou. O Brasil tornou-se a sexta maior economia do mundo, desbancando a Grã-Bretanha Mas. A noticia não animou a população. Não trouxe motivação para o povo comemorar o grande feito.

Realmente, nem os registros apontando o gigantesco pulo dado pelo Brasil, atestam que o país agora defende de fato a posição de sexta maior locomotiva econômica mundial. É detentor do sexto maior Produto Interno Bruto do globo terrestre que em 2011 ficou em US$ 2,48 trilhões, acima dos US$ 2,26 trilhões registrados pelo Reino Unido. Nem isso fez o povo vibrar.

Nem a certeza de que na frente da economia brasileira só aparecem os Estados Unidos, a China, o Japão, a Alemanha e a França. Nem isso foi capaz de incentivar o cidadão a ficar radiante. Eufórico. Rindo à toa.

Existem razões para o brasileiro pensar diferente. Andar meio desconfiado. Não se sentir beneficiado com a proeza.

Baseados na tendência mundial, todos os países produtores de commodities, apresentem um bom desempenho na produção de bens de primeira necessidade, como alimentos e energia. Sobem progressivamente na disputa econômica. Galgam novos postos no ranking econômico. Ao contrário da Inglaterra que continua vítima da crise financeira, de 2008, e da atual crise econômica.

Se nos últimos tempos o Brasil mantem um mercado interno aquecido, com o crescimento do poder de compra do consumidor. Vem obtendo uma melhoria na distribuição de renda. Conseguiu retirar da miséria um acentuado contingente de pessoas, é um mero assistente da crise europeia, tem conquistado superávit comercial com a China, possui vastas reservas naturais, então, a ascensão econômica já era esperada.  Aguardada a qualquer tempo.

Todavia, basta baixar a cortina do cenário brasileiro para se observar outra imagem. Completamente diferente. Cheia de desmantelos.

A pecaminosa carga tributária, a sujeira e a intensa pobreza das favelas, a alta taxa de juros, a fraca produtividade, o baixo nível tecnológico, o terrível quadro de corrupção, onde até ministros são suspeitos, uma educação falida, um sistema de saúde na hora da morte, o déficit de saneamento, as criminosas desigualdades sociais e raciais, a forte burocracia, os hospitais sucateados e o injusto esquema de impunidade reinante dentro das fronteiras brasileiras, comandada pela politicagem desajustada, que atrapalham inclusive os graves problemas estruturais da economia, revelam que o Brasil ainda está longe do ponto ideal.

Contribuem para o brasileiro ter a absoluta convicção de que o caminho para atingir o mesmo padrão de vida atual do povo inglês é penoso e longo. Cansativo e desmotivador, diante das necessidades de investir maciçamente nas áreas social e econômica. Por isso, o brasileiro não se mostrou radiante com a notícia transmitida pela empresa de consultoria inglesa.

ANSEIO POPULAR

Apavorada, a sociedade prefere se enfurnar dentro de casa, temendo sair à rua. Com medo de tornar-se vítima da violência em crimes de roubo, assalto, sequestro. O cidadão treme que nem vara verde ao pensar em tombar ao chão crivado de balas. Detonadas pela fria e covarde ação de bandidos.

É impossível acreditar na firmeza das leis de um Código Penal caduco. Inadmissível pensar numa legislação desatualizada com os atuais costumes do povo.

Quando foi aprovado no ano de 1940, o Código de Processo Civil abrangia os conceitos da época. Todavia, o tempo avançou, introduzindo mudanças socioculturais na população. Infelizmente, as leis não evoluíram.

Então, com 70 anos de vigência, o Código Penal envelheceu. Ficou parado no tempo, enquanto a sociedade avançou nos comportamentos. Tentando seguir a tendência mundial de modernização, as diversidades ideológicas. Os novos pontos de vista filosófico.

Sentido que a criminalidade cresce, a sociedade se mobiliza. Solicita o sentimento de segurança que desapareceu. Então, sentindo insatisfação com as medidas cautelares constantes no aprimoramento do Código Penal, vigente desde julho de 2011, cujo objetivo foi reduzir a população carcerária dos presídios brasileiros, o povo quis novidades jurídicas.

Porém, ainda não sentiu na pele a inovação legal. Pelo contrário, a medida beneficiou diretamente os 219 mil detentos provisórios que cumprem apenas prisão temporária preventiva. Daí, a razão em ansiar pela introdução de nova lei, atualizada, que seja rigorosa para desestimular a impunidade.

Enquanto protege os crimes leves, afiançáveis, como roubo de mercadorias, maus tratos, violência doméstica ou posse armas, cujas penas não ultrapassem 4 anos, as 120 leis das inovações penais começam a funcionar muito lentamente. De modo quase imperceptível.

Também para os crimes mais graves, como assassinato, estupro, lavagem de dinheiro e os crimes praticados contra o Tesouro nacional, desde que a detenção implique numa pena inferior a quatro anos, compete ao delegado conceder liberdade provisória, mediante o pagamento de fiança.

Todavia, como o povo pede a contemporaneidade das leis, está formada uma comissão de renomados e notáveis juristas que se empenham em preparar até o fim de maio, o anteprojeto de reforma do antigo Código Penal.

As questões abordadas são polêmicas. No entanto, como a finalidade da reforma penal visa preservar a dignidade do cidadão e a sua livre escolha, diversos temas deverão ser incluídos no anteprojeto.

As principais propostas visam combater a corrupção administrativa, o enriquecimento ilícito, os crimes conta a vida, a descriminação do aborto, a mortalidade materna, atualmente a quarta causa de morte de mulheres, o terrorismo, a extinção do processo cautelar e a tutela de evidência.

O bom da questão é para os crimes mais graves, os considerados hediondos, como os crimes praticados por quadrilhas com o uso de explosivos, furto de caixa eletrônico, crime de furto de coisa pública, o tráfico de pessoas e os crimes por abuso de autoridade, os juristas enfatizam a aplicação de penas mais rigorosas.  Punitivas. No que estão muito certo.

GERAÇÃO CONSUMISTA

Pelo marketing a loja tenta atrair a visita do cliente. Todavia, é através do merchandising que a loja faz a aproximação do produto com a clientela. Colocado no lugar certo, seguindo os trâmites normais da exposição, fica fácil conquistar a venda.

De repente, o comércio percebeu que a criançada forma uma classe consumista. Os novos consumidores precoces, que apesar de pequenos no tamanho, são gigantes na influência na família, são identificados pelos lojistas como os novos pequenos grandes compradores.

Influenciados pela chegada da televisão, por mudanças de comportamentais do século vinte, quando a família entrou em declínio, a favor do divórcio, a criançada aprende com os anunciantes a tornar um jovem consumidor na vida moderna. O garotinho perde fácil o hábito infantil para ser considerado um potencial público consumidor.

Desde roupas a celular, computador, notebook, para jogar e entrar nas redes sociais e smartphones o público infantil também aprende a comprar com os adultos. Passa a se integrar à sociedade de consumo. Abandona a visita nos parques, as brincadeiras de ruas para adotar os recursos eletrônicos no lazer.

Geração bem diferente do tempo da vovó, quando os conhecimentos, os costumes eram bem diferentes. Não havia a preocupação com o estresse que era doença quase desconhecida. Ninguém se incomodava em tomar sol sem proteção porque ainda não se desconfiava que os raios solares pudessem prejudicar a saúde e a aparência da pela. 

Agora, a cultura vai se sofisticando. Está findando o tempo dos brinquedos simples e tradicionais como as bonecas e os carrinhos. Passa a prevalecer entre a garotada é o imediatismo na sociedade contemporânea. O emprego da tecnologia na diversão. A época da inclusão digital.

Até nas comunidades carentes, cujas crianças estudam em escolas públicas mostram interesse em desenvolver conhecimentos dentro do ciberespaço. O contato com os softwares, a maneira mais legal para ter acesso fácil à internet. Matar a curiosidade para se tornar num breve futuro mais um cidadão da sociedade conectada.

O problema é o Brasil ainda ser um país onde o serviço na era digital é caro e de baixa qualidade. Mas, por outro lado, enquanto predominam os crimes de desmatamento, da violência urbana e do trabalho infantil, rolam raros episódios de inovações tecnológicas.

Lá na pequena cidade de Sertãozinho, distante 350 quilômetro de São Paulo, a capital do Estado, existe uma fábrica produtora de sensores, transmissores, conversores e controladores de processos de automação que é utilizado pelo maior porta-aviões não nuclear da marinha dos Estados Unidos.

No entanto, como existem muitos softwares e sites impróprios para a molecada, os pais não devem esquecer da supervisão dos internautas-mirins para evitar que eles sejam fisgados pela má fé das pessoas mal intencionadas que estão sobrando aos montes pelas esquinas da vida.

DESTEMPERO SOCIAL

Não adianta espernear, chorar. Desesperar-se. Aliás, suplicar a ajuda de alguém, neste pais de desembestados, é chover no molhado. Não resolve nada porque na maioria das maternidades públicas o normal é a gestante peregrinar por algumas delas para conseguir vaga. Até não aguentar mais. Mesmo estando sofrendo as fortes dores do parto ou apresentando sangramento.

Aliás, parir na rua, na ambulância do SAMU, nos carros da polícia, virou rotina em virtude da superlotação vir acontecendo nas enfermarias, berçários e salas de parto hospitalares.

Diante dos problemas que boa parte das mulheres enfrenta, as pacientes são obrigadas a aceitar o internamento sem leito. Ficar sentada em cadeiras nos corredores das maternidades, também lotados, sofrendo, até a sorte chegar. Surgir uma vaga. Situação dificílima.  Então, em último caso, ficar com o bebê no colo, acomodadas em poltronas desconfortáveis é a coisa mais provável.

Seja em Timon, no Maranhão, em Teresina, no Piauí, em Maceió, nas Alagoas, em Aracaju, Sergipe, na Bahia e até em Pernambuco, que fechou duas maternidades municipais, cancelou 50 leitos, o cenário nas maternidades, municipal ou estadual, é de tristeza. Os problemas estruturais são caóticos. Revoltantes.

Mas, não é somente no Nordeste que as disparidades acontecem. No Rio de Janeiro também existem maternidades passando pelo mesmo dilema dos nordestinos.

Além da falta de condições físicas para o atendimento, dói na consciência perceber o relaxamento do poder público com os médicos, enfermeiros e técnicos de equipamentos, cujos quadros de profissionais estão desfalcados.

Em muitas unidades a falta de investimentos é gritante. A prova está em equipamentos quebrados, na defasagem tecnológica, nas paredes mofadas, nos vazamentos, nas deficientes UTIS de adulto e neonatal. Os casos são tão extremos que tem momento em que falta até operador de ultrassonografia para insatisfação das parturientes. Necessitadas do serviço.

Enquanto isso, comodamente, protegido pelo poder da toga, usando a força do cargo de desembargador, um ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, achou normal liberar R$ 1,5 milhão para o seu próprio bolso. Sob a simples alegação de que esta milionária decisão, também acontece nos demais tribunais do país.

Enquanto o Maranhão vive atormentado com a extensa onda de analfabetismo e desemprego. O fechamento de escolas faz a cegueira no saber ler, crescer. A inexistência de políticas públicas eleva o desemprego.

A consequência natural da falta de atitude política no estado é a extrema expansão de carência social. Apesar das promessas de empreendimentos bilionários programados, o Maranhão permanece ilustrado como o rei nacional de todas as pobrezas.

VIAGENS MOTIVADAS

O turismo religioso é um segmento do turismo que ganha projeção. Vem se expandindo no mundo de forma satisfatória, graças às motivações religiosas, principalmente a fé.

Unindo o lazer ao prazer, o entretenimento à emoção e aos sentimentos, o turista religioso procura visitar roteiros considerados sagrados. Locais especiais, definidos como santuários.

As primeiras experiências com o turismo religioso surgiram com as peregrinações feitas a Jerusalém. Foi Helena de Constantinopla quem teve a iniciativa de peregrinar à Terra Santa. Descobrir o local da crucificação de Jesus. Tocar nos vestígios da cruz original.

Com a repetição das viagens, criou-se o hábito de visitar os mosteiros e conventos da Síria, Egito e Belém. O propósito era fazer orações para os apóstolos de Cristo na esperança de receber as bênçãos. Curar as enfermidades da época.

O costume pegou. Varou eras. Agora, toda vez que os boatos da aparição de seres celestiais se espalham, as noticias de milagres acontecem, os devotos e fiéis elegem o local como sagrado. Atraindo milhares de visitantes.

Foi assim que Meca, Jerusalém, Belém, Santiago de Compostela, Lourdes e Fátima, no além-mar criaram fama. Uniram-se, através da propaganda, às cidades brasileiras como Aparecida do Norte, Pirapora do Bom Jesus, São Paulo, a Juazeiro e a Canindé, no Ceará, que também passaram também a atrair romeiros e visitantes de vários lugares.

Oficialmente, segundo Ministério do Turismo, existem 344 municípios brasileiros eleitos como rota turística com motivações religiosas.

Por ser o maior país católico do mundo, a procura por lugares sagrados, eventos e festas religiosas, retiros espirituais, peregrinações e romarias motivam mais de 15 milhões de pessoas a viajar par os mais diversos destinos turísticos de cunho religioso.

Nas viagens, os turistas gastam cerca de R$ 6 bilhões por ano. Aparecida do Norte, em São Paulo, recebe mais de 10 milhões de romeiros anualmente. Juazeiro do Norte, no Cará, atrai mais de 2 milhões de devotos do padre Cícero. O Círio de Nazaré, em Belém do Pará, reúne anualmente mais de 1,5 milhão de fãs da procissão da Corda do Círio de Nazaré.

Estimuladas pelo aumento da renda, do trabalho formal e das facilidades ao crédito, o brasileiro tem viajado com o turismo religioso. Está aquecendo a economia das cidades mais famosas deste segmento turístico. Distribuindo riqueza, gerando emprego e renda.

Pena que o poder público ainda emprega certo estilo de amadorismo na lucrativa atividade. Ainda comete muitos erros na forma de administrar uma fonte de renda crescente e inesgotável.

APOIO EMOCIONAL

O isolamento familiar faz a pessoa procurar apoio social e companhia no animal doméstico. Quando sente necessidade de um ombro amigo para vencer o abalo emocional, o individuo tem procurado a singela atenção do animal de estimação para vencer o estresse. Revela uma pesquisa da Associação Psicológica dos Estados Unidos.

De fato, a análise foi taxativa. O homem que desfrutar da companhia de um cachorro, gato ou qualquer outro tipo de animal de estimação em casa aprende a realçar a extensão da família. Busca mais facilidade para vencer as suas indiferenças pessoais. Procura divertimento. Encontra uma guarda familiar.

Para os psicólogos, a companhia de um mascote em casa beneficia a saúde. Traz alegria, harmonia, extroversão, evidenciando a autoestima. Situação que a pessoa solteira não consegue experimentar, vivendo solitária entre quatro paredes.

Apesar de exigir redobrados cuidados, a adoção de um bichinho de estimação com certeza compensa o trabalho e os gastos. As vantagens começam pela desinibição dos proprietários na interação com os bichos, sempre dispostos a distribuir afeição naturalmente e finda com o controle da agressividade.

Por essa razão é que 33 milhões de pessoas criam cachorros no país. Outras 17 milhões optaram por adotar um gatinho. O simples abanar do rabinho do bicho já é motivo de satisfação para o dono.

Por sua vez o passeio com o cão geralmente abre portas para estreitar relação com outro criador. Fazer amizade mais facilmente com outros criadores. 

Um fato interessante aconteceu com os corretores da Bolsa de Nova York. Depois de expedientes estressantes na Bolsa americana, o grupo de funcionários que cria animais domésticos sempre voltava para a dureza do dia seguinte menos tenso. Totalmente recuperados do nervosismo do dia anterior.

A razão é o equilíbrio da pressão arterial porque foi constatado que o companheirismo entre o ser humano e o animal doméstico serve para dilatar os vasos sanguíneos. Acabando com a tremenda sensação de impaciência. Com os sintomas de depressão. 

O único detalhe que preocupa o criador é ver o animalzinho adoecer de câncer. Enfermidade que tem atacado os bichinhos com mais frequência, atualmente, especialmente os cães. 

Atribui-se a incidência da doença a dois fatores. A parte genética e aos invisíveis elementos do meio ambiente. Por causa da predisposição hereditária tem levado muito cãozinho a se submeter a sessões de quimioterapia. Afora cirurgias.  Somente num hospital veterinário de São Paulo, foram registrados 1.155 casos de câncer em cachorros no ano passado.

O problema maior, além da carência de especialização de veterinários, relaciona-se com a dificuldade nos donos em perceber os sintomas da enfermidade. Por isso, muitas vezes, quando chegam à clínica veterinária, os tumores já estão espalhados pelo corpo do animal. Já transcorreu a metástase. Formado um novo tumor. Dificultando a cura. Sinal de que o homem ainda tem muito a aprender no convívio com os bichos de casa.

BEM PÚBLICO

Qualquer cidade do mundo que se preza, preocupa-se em cuidar direitinho do bem público. Sabe dar aquela guaribada no trato de áreas verdes, jardins públicos, parques e zoológicos com o intuito de deixar a população à vontade na busca de agradável lazer.

Nova York, a mais populosa cidade dos Estados Unidos, cuida com o maior carinho do seu famoso Central Park. Extraordinário ambiente paisagístico nova-iorquino com muitas atrações. No Central Park, os visitantes dispõem de muitas atrações que poderão ser desfrutadas a pé, de byke, patinando, através de passeios organizados ou se a pessoa preferir, utilizar as tradicionais charretes. 

Lá tem diversão para todos os gostos. Tem um zoo com 6,5 hectares, onde abriga 1.400 animais de mais de 130 espécies, tem um lago com barquinhos para passeios, estátuas de figuras icônicas, além do Metropolitam Museum of Art.

Quem gostar, do outro lado da rua, localiza-se o Edifício Dakota, onde John Lennon morava e no portão do prédio foi assassinado por um fã, em dezembro de 1980, aos 40 anos.

Em Londres, o turista encontra o Hyde Park. Fica situado no distrito de Westminster, possuindo 4.000 árvores, cavalos e barquinhos prontos para bons passeios. Diversão que encanta o público.

Leningrado, na antiga São Petersburgo, que foi a capital da Rússia até o ano de 1918 tem 4 mil hectares divididos em parques de diversão e temáticos, além de jardins públicos. 

Conhecida também como a cidade dos reis russos, Leningrado mantém à disposição do visitante muitos palácios. Mas, a tendência em toda a Rússia é a expansão de parques florestais, visando ampliar a quantidade de florestas, atualmente ocupando uma área em torno de 203 milhões de hectares.

Infelizmente, a cidade do Recife, capital de Pernambuco, não acompanha a tendência mundial de primar pelo verde. Possuindo cerca de 450 praças e somente 10 parques, a população recifense reclama da falta de cuidados. Queixa-se contra o relaxamento com a coisa pública.

No pequeno Parque Treze de Maio, no centro da cidade, percebe-se o descaso com a manutenção de fontes, lago, gradis e mini zoológico, onde são criados 13 macacos, saguis e 11 araras.

Contando com precária infraestrutura, as gaiolas do parque estão em péssimo estado de conservação. As casas dos bichos necessitam urgentemente de consertos para substituir o improviso feito com a amarração de arames para evitar a fuga dos animais.

Em vez de servir de área de lazer, o Parque Treze de Maio virou antro de uso de drogas. Palco de assaltos, em face da deficiente iluminação no período noturno e a carência de policiamento de segurança.

Embora o órgão responsável pela administração do Parque admita a presença de guardas e vigilantes, a população tem se afastado das visitas ao local. Temendo o pior. Até os caminhantes tem medo de frequentar a pista de cooper, com receio da agressão de bandidos. De manhã, de tarde ou a noitinha.

BENDITA MAEZONA

O Brasil adora andar sozinho. Pelo menos na política segue uma rota diferente do restante do mundo. Enquanto a classe política vive debaixo de rasgados elogios, mesmo apresentando baixa produtividade nos serviços, o trabalhador comum, que dá um duro danado para sobreviver, na medida em que produz o suficiente para ajudar na expansão da economia, é pouco reconhecido nos seus direitos. Dificilmente tem o valor reconhecido.

Até a Justiça, costuma dispensar um tratamento diferenciado aos parlamentares, julgando-os imunes às leis. Apesar de cego, o Judiciário considera todos os cidadãos iguais perante a lei, até prova em contrário. No entanto, com os políticos o Judiciário abre injusta exceção. Concedendo-lhes impunidade. Apesar de alguns apresentar passado deturpado.

Na Inglaterra, na Suécia e nos Estados Unidos os parlamentares não recebem tantas regalias como os deputados e senadores brasileiros.

No Reino Unido os deputados não têm casas funcionais e escritórios. Muito menos contam com o séquito de assessores pagos pelo contribuinte. Na Suécia o termo mordomia é palavrão que a população não aceita ouvir. Aliás, boa parte dos parlamentares suecos mora em quitinetes.

Nos Estados Unidos, embora a população ultrapasse a casa de 300 milhões e a economia seja a mais rica do mundo, são eleitos somente 435 deputados federais e dois senadores por estado, recebendo cerca de R$ 310 mil anuais. Ao contrário do Brasil, que com uma população menor, elege e sustenta 513 deputados federais e 3 senadores por estado e mais uma legião de assessores. Faturando gordíssimas mordomias. Até férias e feriados dobrados.

A ideia defendida pelos países sérios é forçar os dignos representes do povo a continuar defendendo o mesmo perfil de cidadão de antes da eleição. Tenham o mesmo comportamento social anterior ao poder. Esqueçam a força do poder para não se corromper.

Infelizmente no Brasil, a classe política é super privilegiada. Cheia de mordomias. Embora o mandato seja provisório, os parlamentares julgam-se entes abençoados. Eternos.

Então, agindo como se fossem autônomos, os parlamentares brasileiros trabalham para locupletar os mandatos, reajustando os já elevados salários ao seu bel prazer. Criando novos cardápios de mordomias. Em detrimento do povo que o elegeu.

Dentre as privilegiadas regalias, nos dois últimos anos, o Itamaraty expediu 360 passaportes diplomáticos para os parlamentares e parentes viajar para Miami, Las Vegas, Nova York, Dubai, Vancouver, Buenos Aires e Japão.

Embora seja uma medida legal, foi descoberto que 87% dos 662 vistos internacionais diplomáticos concedidos, que abrem prioridades em aeroportos, tiveram destinação turística.  Do total, somente 69 viajaram em missão oficial. Foram a trabalho, realmente.

Pobre Brasil que joga duro em cima do trabalhador. Caso o cidadão falte somente um dia de trabalho, logo no retorno às atividades, tem de apresentar um justificativo atestado médico. Sob pena de dançar com o registro da falta e o respectivo desconto do salário. Enquanto os políticos tem o mandato inteiro para comprovar as faltas.

REGISTROS MACABROS

O brasileiro não se emenda. Não se liga nas leis. Adora viver desobedecendo regras. Por razões desconhecidas, procura manter-se antenado com a imprudência.

Como é óbvio, o resultado da desatenção, do excesso do limite de velocidade e das ultrapassagens inseguras são a variedade de acidentes nas ruas e nas estradas e a quantidade de mortes no trânsito.  As autoridades estimam que em 90 por cento dos casos são cometidos por falha humana.

Ao contrário da opinião do motorista que costuma criticar a existência de indústria de multas, as estatísticas demonstram outra situação. Revelam o aparecimento constante de pessoas impacientes na direção de veículos, cometendo infrações. Apadrinhadas pela impunidade.

Diariamente acontecem mais de 723 acidentes nas rodovias pavimentadas do país. Em função das colisões, o saldo de pessoas feridas passa de 417, enquanto os óbitos fecham em mais de 35 por dia.

De acordo com os registros, por ano, a quantidade de vítimas fatais por causa de acidentes de trânsito, chega a 42 mil, das quais, 24 mil faleceram em decorrência dos acontecimentos inesperados nas rodovias. Sendo que 13 mil morrem no local do acidente ou durante o transporte para o hospital e outras 11 mil falecem dias depois, em virtude da gravidade dos ferimentos.

Outro dado impressionante alerta que das mortes nas estradas 33% foram causadas por colisão frontal, seguida pelos atropelamentos que chegaram à casa de 13%.

A Polícia Rodoviária Federal tem se empenhado no avanço da fiscalização e na maior propagação das campanhas de trânsito visando conscientizar o condutor. Tentando reduzir o exagero de acidentes. A medida é para atenuar as graves consequências. Até a Lei Seca resolveu endurecer em cima do motorista.

No entanto, apesar do rigor das polícias, fica difícil manter o mesmo parâmetro nos 22 mil quilômetros de rodovias nacionais. Todavia, mesmo com uma extensa malha rodoviária, a polícia paulista procura desempenhar o seu papel a contento.

Conseguiu apreender no ano passado, cerca de 102 mil veículos por apresentar irregularidades na documentação, falta de equipamentos obrigatórios ou infrações no trânsito.

É verdade que quanto mais carros, aumentam as chances de mais acidentes, mais congestionamentos e menos locais para estacionar. Mas, não é somente o crescimento da frota automotiva de forma acelerada o verdadeiro causador dos acidentes nas rodovias. 

Em muitos casos, percebe-se a falta de cidadãos conscientes. Na maioria dos registros de mortes, brigas e mutilações no trânsito, a causa principal é a irresponsabilidade do motorista.

Na maioria dos acidentes, os caras viram fera. Enfurecidos, partem logo para a agressividade, o desrespeito e a hostilidade no tráfego das grandes cidades. O desleixo na verificação dos documentos, a negligência com os equipamentos de segurança e a ingestão de álcool nas viagens são sérios problemas.

Por isso é que, considerando a população, o trânsito no Brasil é 90% mais desastroso do que nos Estados Unidos e no Japão.  Por falta de educação do brasileiro em dirigir um veículo.  

SERVIÇO CRÍTICO

O transporte público é um tipo de serviço destinado à população como meio de deslocamento de um ponto a outro nas cidades. Todo município de médio ou grande porte urbano dispõe desse serviço para facilitar a locomoção da sociedade. Permitir ao usuário cruzar a cidade numa boa. Sem perda de tempo e paciência.

As finalidades do transporte público são diversas. Transportar diariamente grande número de pessoas, encurtando distâncias, redução da quantidade de veículos no trânsito, eliminando os engarrafamentos, diminuindo a poluição. Custo em queda.

O transporte público coletivo surgiu no ano de 1662, com a ideia do rei Luis XIV de França. Inicialmente, a licença foi concedida para a exploração de cinco rotas. O veículo utilizado eram as carruagens.

Atualmente, em qualquer lugar do mundo, o desafio maior das cidades é oferecer um sistema de transporte seguro e respeitado.

Em Nova York, a cidade que nunca dorme, nas ruas apinhadas de gente, residentes e visitantes, além dos carros, o padrão é a facilidade no uso do transporte. Acomodar os 3,8 milhões de passageiros diários, durante as 24 horas do dia. 

Em Seul, a Coreia do Sul, a sétima maior cidade do mundo, com 22 milhões de habitantes, com enorme concentração de automóveis, quem quiser fugir dos congestionamentos, procure os ônibus coletivos.

Os corredores de trânsito, a coordenação dos serviços de ônibus com o metrô e a integração dos sistemas de tarifas e de bilhetagens nas rotas, contribuem para o transporte rápido. Divididas em quatro grupos, as 400 linhas de ônibus, são facilmente identificáveis.

Uma cor é destinada a cobrir as grandes distancias de forma expressa.  Outra cumpre trajetos da região metropolitana. Outra, fica restrita a percorrer o centro da cidade e tem a linha que serve às cidades integrantes da região metropolitana.

No Brasil, lamentavelmente, o transporte coletivo é péssimo. Cheio de eternos problemas.  A referência pertence a Curitiba, no Paraná. A priorização nos 72 quilômetros de pistas exclusivas para ônibus destina-se a satisfazer as escalas humanas, ambiental e de mobilidade coletiva.

Desde o ano de 1974, o Sistema de Ônibus Expresso, o famoso metrô de superfície, continua em vigor. Comporto por 395 linhas, os curitibanos são servidos por ligações exclusivas entre o centro da cidade e os bairros.

Dividida em sistema trinário de vias, o transporte de massa de Curitiba tem baixo custo operacional, sem perder a qualidade. Na canaleta exclusiva trafegam os ônibus expressos. Nos dois lados, em sentidos opostos, existem as vias de trafego lento.

Em Pernambuco, as estações de transbordo são cobertas de deficiências. Vítimas da precariedade e do descaso. O lugar comum nos terminais de integração são a falta de estrutura, de acessibilidade, de higiene e a insegurança. Além disso, a má localização dos sanitários, a imundície dos banheiros, a sujeira nas privadas, o mau cheiro impregnando as estações incomodam demais os usuários.

A carência de políticas públicas para o transporte de massa e de mobilidade urbana, aliada ao alto preço das passagens incentiva a população a utilizar a moto e o automóvel ao ônibus. Deixa as empresas concessionárias bagunçar o serviço. Oferecendo poucos horários, atrasando as viagens, colocar veículos sujos, mal conservados.  e às vezes, até motoristas grosseiros, despreparados.

DOENÇAS IMPLACÁVEIS

O mundo carrega dois pesados fardos. Indecisa e cega humanidade não encontra a forma para erradicar a fome e a desnutrição infantil da face da Terra.

A fome maldita obriga mais de 1 bilhão de pessoas a ficar de barriga vazia. Isto é um desrespeito à determinação das Nações Unidas que em 1974 estabeleceu duas medidas. O direito inalienável da família a se livrar da fome e da desnutrição infantil. Assegurar o acesso ao alimento, independente de condição social, de modo a propiciar ao indivíduo uma vida sadia e ativa.

Ora, se a pessoa faminta perde a liberdade, compete ao homem resolver os problemas que provocam fome nas classes mais pobres dos países subdesenvolvidos. Não adianta culpar a carência de terras cultiváveis porque não cola.

Também é injusto responsabilizar o excesso de população. A China e a Bolívia são dois extremos. Embora densamente povoada, a China garante o mínimo de alimento para as três refeições diárias do seu povo. Já a Bolívia, com poucos habitantes, deixa a raça pobre padecer de fome.

As verdadeiras causas da fome no mundo é a falta de produções alternativas. A repetição da monocultura. As condições climáticas. As multinacionais, responsáveis pelo controle de 90% do comércio mundial de gêneros de primeira necessidade.

A seca, as pragas de insetos, a divida externa, os conflitos armados, a instabilidade política e, sobretudo, as desigualdades sociais, representadas pela pobreza e a péssima distribuição de renda no mundo, são as causas mais comuns para privar a população pobre a mendigar comida. Sem receber o suficiente para alimentar o organismo.

A desnutrição infantil, caracterizada pela falta de nutrientes no organismo, é outra doença crônica e complexa. Além de ser um dos principais problemas de saúde pública do mundo, obriga 150 milhões de crianças com menos de 5 anos de idade a sofrer de desnutrição.

Ficar franzina e raquítica por causa da subnutrição. Ser vítima da alta morbidade e mortalidade. Figurar na relação de 12,9 milhões de crianças que morrem antes de completar o quinto ano de vida, em função de moléstias, anemia, taquicardia, diabetes, desidratação, doenças respiratórias e pneumonia.

A desnutrição infantil não é um bicho de sete cabeças. Bastar acrescentar na alimentação porções de cereais, fruta, vegetais, lacticínios, carne, aves, peixe e outros alimentos proteicos para viver com saúde. Caso houvesse severo combate à intempestiva corrupção na vida pública, poderia sobrar verbas para ajudar os necessitados, as crianças famintas. Via programas sociais temporários.

O nosso feijão com arroz é um santo remédio.  O farelo de trigo e de arroz é outra maravilha. Ajudam a transformar comida pobre em comida rica. Carregada de vitaminas, proteínas, gordura e fibras.

Nos Estados Unidos, Japão e em alguns países europeus, o consumo de farelo é alto até na sociedade rica. Cheia de posses financeiras. No entanto, no Brasil, apesar de ser um país rico em alimentos como macaxeira, inhame, mandioca, abóbora, peixes, milho, caju, jaca, castanhas, pequi, aveia, centeio e linhaça, têm crianças se alimentando muito abaixo dos padrões nutricionais. Lamentavelmente.

TRISTE SINA

Nas enchentes de 2010 muitas famílias espalhadas pelos rincões do Nordeste perderam o que tinham de mais precioso. A cidadania e a modesta moradia. A cidadania evadiu-se com as trapalhadas políticas.   A simples casinha, construída à base de muito sacrifício, foi arrastada apelas águas dos rios que transbordaram na invernada. Foi destruída pelas enxurradas que desceram aceleradas morro abaixo.

Passado todo esse tempo de muito sofrimento, somente agora, às vésperas de novo inverno, alguns desocupados estão sendo alojados em condomínios residenciais. Mal planejados. Construídos em ano eleitoral.

Segundo relatos de muitas famílias contempladas com as novas moradas, as casinhas feitas à toda pressa por causa da chegada do novo período chuvoso, não tem infraestrutura básica.

Além de apertadas, não ter espaço suficiente para acomodar a família as limitações da casa estão carregadas de problemas.

Os sanitários e ralos estão entupidos, antes de serem usados. Alguns se encontram quebrados, antes da entrega. O esgoto da rua não funciona porque não foram construídas adutoras para garantir o abastecimento do precioso liquido.

Compostas por apenas dois quartinhos, sala, miniatura de cozinha e banheiros mal feitos, os contemplados vão demorar para se acostumar com a nova situação.

Durante a fase de adaptação à nova vida foi que muitos dos ex-desabrigados do Nordeste percebem que o sonho da vida digna foi também por água abaixo. As dificuldades do passado vão permanecer dentro de favelões, mal construídos.

Por isso, para demarcar espaços, os novos favelados continuam utilizando o mesmo zinco, a mesma madeira, as telas e muitos outros bagulhos que foram salvos das enchentes. 

De fato, não é mole, depois de passar quase dois anos em barracos de lonas, os ex-desabrigados das enchentes de 2010 da região nordestina continuar vivendo do mesmo jeito. Sem esperanças de dias melhores porque o sofrimento só mudou de lugar. 

Enquanto isso, a vida desse pessoal permanece como a de sempre. Cheia de falsas promessas que nunca serão cumpridas. Apenas adiadas para não perder o foco das eleições que se aproximam a todo vapor. Garantindo o futuro de muito falastrão na política.

PRESCRIÇÃO À VISTA

A sociedade sente-se incomodada com a longa demora do Judiciário para julgar processos. Acelerar sentenças. Por mais que a Justiça alegue está abarrotada de questões processuais, por falta de estrutura, as justificativas não convencem. Afinal, vivemos num mundo tecnologicamente moderno.

Por isso, impaciente, o carioca se manifesta, colhendo milhares de assinaturas para um abaixo-assinado, solicitando o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, antes que aconteçam dois fatos: a prescrição dos crimes e os pedidos de vista pelos competentes criminalistas contratados, visando beneficiar os acusados. Fortalecendo a impunidade.

A opinião pública teme que interesses políticos interfiram no andamento normal dos processos. Levem a absolvição aos denunciados na embrulhada por falta de tempo hábil para os finalmente, apesar dos autos encontrarem-se totalmente digitalizados. À disposição dos ministros do Tribunal e respectivos defensores.

Existem três tipos de escândalos de mensalão. Tem o Escândalo do Mensalão propriamente dito. Há o mensalão tucano, também conhecido como mensalão mineiro explorado em 1998, durante a campanha eleitoral para o governo de Minas Gerais.

Tem também o Mensalão do DEM, também batizado de mensalão de Brasília, que revelou as porcarias do governo do Distrito Federal, no ano de 2009. Quando a Nação foi roubada, desonrada, escamoteada com o cinismo da ação.

No entanto, o mensalão mais tenebroso do país, foi o do popular mensalão, descoberto no ano de 2005, quando os parlamentaram montaram o esquema de votar em projetos do governo, mediante o pagamento de propinas mensais. As mesadas. Através da compra de votos. Daí a origem do nome.

Quando estourou a absurda falcatrua, foram enquadrados 40 acusados. A lista é enorme. Inclui parlamentares, ex-ministros, dirigentes bancários, empresários e publicitário.

Solicitada, a CPI para apurar responsabilidades não funcionou. Das 18 solicitações de cassação de mandatos, apenas três perderam o poder dado pelo voto, bem como os direitos políticos por pouco tempo. Alguns voltaram ao topo da fama. De novo.

Com o tempo, os processos do Mensalão engrossaram. Atualmente, passam de 147 grossos volumes. O que não se concebe é que, diante de tantos subsídios para derrubar até avião, os autos continuam engavetados, talvez no aguardo da maldita prescrição para acabar absolvendo pessoas desonestas que tentaram afundar o país num profundo lamaçal.

Falam até na preparação de complô para inocentar as pessoas enroladas na questão. Mas, ferido na cidadania, o povo permanece de vigília, ansioso com o retorno da moralidade política para enterrar a braba corrupção que ainda reina no país, bem como a impunidade.

Então, para a sociedade que acompanhou todos os vergonhosos lances do mensalão pela mídia, não resta outra solução para resolver o grave problema, senão a condenação dos acusados.  Unido e atento, o país não quer se decepcionar. Novamente.

Aliás, quando o povo quer, sai de baixo. Sempre que se manteve unido e coeso, o povo conseguiu reverter brabas situações na história política brasileira. Neste caso do Mensalão, acredito que a população permanece envolvida num único ideal. Condenação dos acusados. Sem mais delongas.

SITUAÇÃO INTRIGANTE

Educação é tema polêmico. Enquanto para as potências econômicas, o ensino foi o impulso para puxar o desenvolvimento, para os políticos brasileiros, quanto maior o numero de ignorantes na população, a reeleição estará garantida.  Tem parlamentar que até debocha com frase chula: “o eleitor que garante a vitória nas urnas, não lê jornal. Não sabe das coisas”. Vota cego das verdades.

O país que usa a educação como instrumento de progresso, elimina as desigualdades sociais. Combate a má distribuição de renda. Melhora o salário. Consolida a formação da cidadania. 

A educação promove uma forte interação entre o nível educacional da população e o crescimento do país. A era da informática comprova. Quanto mais escolarizado for o cidadão, mais rápido avança a tecnologia do país. Mais acelerado rola o desenvolvimento, graças à progressão do trabalho intelectual e a valorização da capacidade profissional.

Para a UNESCO, é a capacidade extraída da educação que trás o conhecimento, a habilidade e a confiança para o cidadão ficar motivado a ascender socialmente. Carregando a economia.

Quando precisou segurar o ritmo de desenvolvimento, os EUA mantiveram 80% da população economicamente ativa, acima de 25 anos, com o ensino médio completo. A Alemanha segurou os 90%. A Coréia foi além, conseguiu a extraordinária marca de 97%. Hoje,  esses países servem de exemplo.

Somente o Brasil não se envergonha de apresentar dados tão baixos, em torno de 30%. Até a taxa de conclusão do ensino fundamental para os jovens abaixo de 16 anos, variando em torno de 60%, permanece fraca, produzindo vexames na opinião de especialistas.

Apesar de o país ter obtido avanços nos últimos 15 anos, no entanto, para as necessidades brasileiras o ritmo continua muito devagar. Bem lento. Fora de rota. Com muita dificuldade, o Brasil vem conseguindo manter aproximadamente um terço da população na escola.  São quase 3 milhões de professores preparando mais de 53 milhões de alunos em todos os níveis de ensino. 

Mas o analfabetismo mantém-se resistente. Conforme dados de 2010, a taxa de analfabetos continua alta. Beirando os 10%. A repetência escolar é outro fator desestimulante que afasta o jovem da escola. Todavia, a valorização do aluno com as chances de recuperação, tem servido para melhorar a frequência. Mantendo os alunos presos aos estudos.

Atualmente, o que trava o país são as injustiças. Enquanto a presidência da República obteve aumento de 134% no salário, os ministros de Estado, os deputados e vereadores conseguiram polpudos reajustes salariais, na base de 64%, para legislar em causa própria, os juízes federais e do Trabalho receberam R$ 82 milhões de auxílio-alimentação, o pobre do professor, considerado a mola do ensino, a força para o progresso, ganha um mísero piso salarial de apenas R$ 1.187,00.

As discrepâncias mostram a fragilidade do sistema. Enquanto o Brasil permanecer desvalorizando a educação, o contingente de pessoas desinteressadas no saber ler, escrever e pensar, itens considerados fundamentais para formar um cidadão produtivo, a multiplicação fraudulenta do dinheiro permanecerá comandando os destinos do país.   Afundando a economia.

Enricando desonestos. Cultivando a esperteza de políticos que só visa o seu próprio bolso, graças à impunidade.

ABENÇOADA RECICLAGEM

“Reciclar é tentar viver longe dos lixos do mundo”. Belo pensamento da estudante paranaense, Renata Shimit, 25 anos, acostumada a praticar a reciclagem em sua residência desde a adolescência para despoluir o já contaminado meio ambiente brasileiro.

O avanço da tecnologia trouxe sérios problemas para o Brasil. Até então inexistentes. O acúmulo de materiais tóxicos para o ser humano, a presença de substâncias não biodegradáveis, expostas no lixo doméstico não é uma atitude bem vista. Como se trata de substâncias nocivas ao meio ambiente, geralmente vai parar nos aterros sanitários ou nos lixões a céu aberto.

O celular é um aparelho útil. Mas, o avanço da tecnologia, acontecendo de forma acelerada, motiva e antecipa a troca do equipamento em uso por um modelo mais novo, cheio de versatilidade. Repleto de inovações.

Como perde a utilidade rápido demais, o antigo aparelho de telefonia móvel, às vezes é jogado no lixo, junto com a bateria. A bateria do celular tem vida curta. Depois de algumas recargas, , a bateria perde a utilidade.  Não presta mais.

Como contém metais pesados, na hora em que se junta com o plástico usado na fabricação de várias peças do aparelho, a decomposição leva tempo para acontecer. Prejudicando o meio ambiente. Danificando a fauna e a flora.

O consumo de pilhas e baterias já alcançou 5 bilhões de unidade no mundo. O fator preocupante é o pequeno volume dessas peças participando da sistemática da reciclagem.

Juntando as toneladas de cartões plásticos e magnéticos, de papelão, vidro, latas de alumínio e sacolas, o país forma montanhas de resíduos inorgânicos que deveriam com a reciclagem ser descartados apenas em locais apropriados para evitar a poluição.

Pensando no costume da população em adotar a reciclagem, o país regulamentou o processo de reaproveitamento de material fora de uso. Segundo a Resolução que adotou a técnica da reciclagem, as empresas que fabricam, negociam ou prestam assistência técnica, são obrigadas a receber os materiais descartados para reaproveitamento. 

A regulamentação proíbe lançar esses materiais nos mangues, nas praias, nos terrenos baldios, poços ou redes de drenagem.

A vantagem da reciclagem é a economia para o país.  A prevenção do meio ambiente. A redução de poluentes na atmosfera, causando poluição. Trazendo prejuízos para a saúde. 

A reciclagem também contribui para a geração de empregos. A distribuição de renda para as classes menos favorecidas. A multiplicação da riqueza. Favorecendo a natureza. 

GASTOS EXAGERADOS

Tem governo que não faz a mínima questão de manter o erário público sob controle. Com a finalidade de evitar os desperdícios, os gastos desnecessários, a farra com o dinheiro que é do povo.

Como não se preocupam em conduzir a administração pública em ordem, deixam que os servidores façam verdadeiras farras com os recursos dos Estados.

Em Alagoas, excluindo os gastos da Assembleia Legislativa, os gastos do Estado passaram de R$ 12,6 milhões. Os órgãos que mais gastaram em 2011 foram o DER, o Fundo Estadual de Saúde e o Corpo de Bombeiros.

Também, no ano passado, nas Câmaras municipais do Rio Grande do Sul, os vereadores conseguiram gastar o montante de R$ 13,8 milhões somente com diárias e viagens. Na defesa alegada, consta a participação deles em cursos de especialização em institutos sérios.

No Supremo Tribunal Federal, os gastos foram 40 por cento maior do que as despesas realizadas no ano passado.  Em 2010, o item viagens de ministros e funcionários do órgão registrou a importância de R$ 700 mil. Em 2011, o dispêndio pulou para mais de R$ 1 milhão.

No Paraná, as despesas enquadradas neste item se igualaram aos gastos feitos com as folhas de pagamento. Quer dizer ou os legisladores paranaenses estão gastando muito, além da conta ou os salários dos servidores estão muito baixo.  Diminutos. Em outubro passado, a Câmara municipal de Cascavel, no Paraná, pagou a fatura de R$ 12.087,00 pelo uso de celular dos vereadores.

Alegando preocupação com o aumento das despesas dos órgãos sob sua coordenação, que no momento encontra-se descentralizadas, o governo federal separou a verba de R$ 1,6 bilhão para garantir o uso de diárias e passagens pelos servidores da União.

Para que não haja reclamação e muito esbanjamento, houve um acréscimo de apenas 29 por cento sobre as despesas feitas no ano passado.

Incluem-se nas diárias de parlamentares, geralmente sem limite mensal, além de custear as tradicionais despesas de hospedagem, alimentação e transporte, as obrigatórias gorjetas, taxas de lavanderia, táxi, transporte coletivo municipal e “outras”.

Talvez seja no item “outras” que fica o pulo do gato. Como as prestações de contas não são rigorosas, é evidente que as despesas são maquiadas. Difíceis de serem engolidas pela população de eleitores.

O Poder Executivo tem a obrigação de elaborar o Orçamento anual que é aprovado pelo Congresso Nacional. Mas, tanto faz ser presidente da República, governador e prefeito, cabe ao administrador público se basear na Lei de Responsabilidade Fiscal para ilustrar no próximo orçamento.

Neste aspecto, três destaques devem ser considerados. Respeitar o limite de gastos com pessoal. Proibir a criação de despesas, sem a devida fonte de receita. Não permitir aumento de salário nos seis meses antes das eleições. 

Pelo simples motivo. Toda despesa efetuada pelo Poder Público, seja federal, estadual ou municipal, é paga pelo contribuinte que sofre com a argumentação da falta de verba para realizar obras sociais. Por isso os gastos exagerados com diárias e passagens são injustos. Agridem a linda e maravilhosa imagem de um país que podia continuar trabalhando sob o preceito da honestidade.

TRANSPARÊNCIA REVIGORANTE

O Brasil está conseguindo realizar uma proeza. Embora seja a economia do grupo de países emergentes que apresenta a menor taxa de crescimento, no entanto mostra que tem a economia mais estável, dentre os seus parceiros do Bric como a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul.

Para o mundo, por incrível que pareça, o que proporciona credibilidade ao Brasil é a maturidade, a estabilidade e a transparência do sistema político.

Na avaliação de analistas a política macroeconomia empegada no país tem feito milagres. Só o fato de colocar o Brasil como a economia mais atrativa e segura para os capitalistas estrangeiros, o credencia também a figurar como um porto seguro para os investimentos. Pelo menos por enquanto.

Os comentaristas reconhecem que a prudência da politica econômica, a solidez econômica tem produzido bons frutos.

Além de atrair dólares tem contribuído de forma sólida para diversificar a expansão econômica, reduzir a dependência externa, manter o crescimento sustentado, abrindo brechas de flexibilidade para encarar os riscos das crises com maior desenvoltura. Permitir que o Real seja conversível na vizinhança, em função da credibilidade no comércio global. 

Reconhecendo que procedeu a erro ao reduzir os investimentos públicos para economizar recursos a fim de garantir o pagamento de juros da divida, o governo agora que se redimir da culpa. Quer apagar os erros administrativos.

No entanto, dentre os outros componentes do Brics, a Rússia se apresenta como a economia mais vulnerável à crise global. É o país que mais tem sentido os impactos negativos da turbulência mundial.

É claro que o território russo tem vastos recursos. Porém, a falta de boas reformas institucionais coloca o país no quadro de risco. Pelo menos, as projeções de prosperidades já divulgadas pelos analistas internacionais, reservam para a Rússia a menor taxa de crescimento do PIB para o ano em curso. 

Apresentando um cenário bem diferente das décadas de 80 e 90, o Brasil segue firme na sua trajetória. Sem pressa, mas com passadas firmes, ao contrário da Europa que baqueou ante a crise internacional e da China, que corre aceleradamente na caminhada desenvolvimentista, um detalhe tem despertado a curiosidade mundial.

No período de 1994 a 2012, três ministros ocuparam o posto de Ministro da Fazenda. Enquanto do ano de 1985 a 1994, doze ministros passaram pelo cargo, obedecendo a um troca troca infernal. Sinal de que os tempos mudaram e as políticas econômicas estão atingindo os objetivos. Revigorando a economia do país.

MORTES INESPERADAS

O mundo vive atormentado com a situação das mulheres grávidas. Apesar do avanço da medicina, as estatísticas registram a morte de mil mulheres que vão a óbito diariamente por causa de complicações durante a gestação, no momento do parto ou até completar o tempo de recuperação no período pós-parto.

Segundo relatório apresentado em Genebra, na Suíça, pela Organização Médicos Sem Fronteiras, cerca de 15% das parturientes padecem nas maternidades por falta de uma simples assistência.

A falta de qualidade obstétrica existente, principalmente nos países pobres, que possa evitar os possíveis riscos de vida, mediante a utilização de equipamentos modernos para diagnosticar sintomas indesejáveis, tanto para a grávida, quanto para o bebê, é lamentável.

Mais de 18 milhões de mulheres acabam inválidas ou afetadas por doenças crônicas devido a abortos inseguros. Outras ficam lesionadas por não terem tomado antibióticos básicos, serem submetidas a transfusões de sangue fora das normas ou terem comparecido às salas de parto que não estavam limpas.

No Rio de Janeiro, a mortalidade materna aumentou no ano de 2009. O crescimento do número de morte chegou a preocupar. A gripe suína influenciou bastante no óbito das gestantes. Da mesma forma a duplicação da quantidade de partos cesarianos, agravou o quadro.

Sabe-se que a cesariana favorece o aparecimento de infecções. Então, com a epidemia de cesárias é natural que as mortes, após a cirurgia, tendem a aumentar também.

Devido às falhas no sistema de saúde brasileiro, a morte materna tem surgido como a quinta causa de morte entre as mulheres jovens, de 10 a 29 anos, especialmente as da raça negra. As maiores vítimas.

Inexplicavelmente, o Brasil, embora utilize exames precisos, execute métodos cirúrgicos modernos, faça uso de potentes antibióticos ainda não resolveu o drama das mortes de grávidas jovens na hora de dar à luz.

Muitos dos registros de óbitos têm intensa ligação com o descaso de médicos que às vezes se embaralham até na solução de uma hemorragia grave após o parto.

Noutras situações, a culpa é da própria maternidade. No Recife, recentemente, uma jovem em trabalho de parto, passou mais de cinco horas sentada, sofrendo e chorando pelas dores da dilatação.

O desprezo dado pela Maternidade Barros Lima, em Casa Amarela, que se negava a internar a moça, alegando falta de vagas e de ambulância para transportar a parturiente para outro hospital, só foi desmitificado depois que a mídia descobriu duas ambulâncias estacionadas no pátio lá de trás da maternidade.    

Se não fosse a intervenção da imprensa, a jovem mãe talvez já estivesse noutro patamar. Por causa de irresponsabilidades. Fato comum no serviço público brasileiro. Infelizmente.

NOVO CONCEITO

O tempo passa. A vida muda. Os costumes se alteram. A tecnologia avança. As distancias encurtam. A Terra encolhe. Os povos ficam mais próximos. Os pensamentos voam. Apesar das divergências de opiniões.

Na ciência, até a medicina segue novos rumos. É como filosofou Hipócrates, faz 2.500 anos. “A cura está ligada ao tempo e às vezes também às circunstâncias”.

Impressionado com a crença dos povos de que as doenças se originavam nas causas sobrenaturais ao invés da racionalidade, o pai da Medicina resolveu acreditar no progresso da ciência e da tecnologia para curar os males.  

Observando e estudando o doente, nunca a doença, os antigos cientistas juravam chegar mais facilmente à cura. Deixar o paciente em forma, novamente. Tomando por base a avaliação médica por intermédio de estudos, diagnósticos e tratamentos.

Os primeiros benefícios surgiram quando a medicina notou que a ignorância sobre os hábitos alimentares abreviava a vida. Favorecia o aparecimento de infecções generalizadas.

O começo da nova etapa apareceu depois que a ciência médica se valeu de três procedimentos até então considerados inexpressivos. A invenção da penicilina, das vacinas e das análises do DNA que possibilitou avançar nas prevenções de doenças. Antever a predisposição de certos tipos de câncer nas pessoas.

Do inicio da década de dois mil pra cá, muitas descobertas enriqueceram a medicina. O primeiro passo desta nova fase foi dado com a revelação do genoma humano. Valorizando a medicina preventiva.

Hoje em dia, no lugar do médico perder tempo pesquisando na biblioteca os ensinamentos da cura, na prática, o doutor prefere penetrar nas técnicas da tecnologia da informação.

É graças ao diagnóstico precoce que o médico descobre mais fácil as anomalias fetais na vida uterina. A contribuição de novas tecnologias também permite penetrar no estagio inicial das doenças adultas. Facilitando a cura.

Ficou na saudade a imagem do doutor brincalhão, contador de piadas durante a consulta, que curava a dor, no passado. Hoje, sério e apressado, o médico não perde tempo.

Em vez de examinar o paciente, requisita logo uma porção de exames, caros e desnecessários, incluindo a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a cintilografia para estudar o diagnóstico. Receita uma provisão de medicamentos, legítimos substitutos dos antigos Biotônico Fontoura, Entero Viofórmio e as Pastilhas de Vida do Dr. Ross.

O passar do tempo fez a medicina mudar. Atualmente é um grande negócio. Depois de seis anos de faculdade e mais três de especialização o doutor quer vencer na vida, rápido. Correndo. Atendendo muitas pessoas durante o dia.

Ao paciente, para adiar uma consulta cara, que na França é o Estado que marca o preço, o melhor é fazer dieta, preferindo os alimentos com valor nutricional, parar de fumar e beber moderadamente. Postergando o checape.

MUDANÇA DE CENÁRIO

Em todo final de ano, o cenário do país muda. As festas agitam a sociedade. A economia ferve. O comércio se aquece. A indústria trabalha a todo vapor para dar conta do recado. A renda cresce. O consumo elevado, mantém a cidade super movimentada.

No entanto, quando terminam as comemorações, as cenas voltam à normalidade. A agitação esfria, o povo se acomoda, desaquecendo a economia. Aí surgem as preocupações. Até o governo ficou impaciente, logo no alvorecer do ano novo, diante do registro de crescimento do PIB, que em 2011, ficou abaixo do esperado. Surpreendeu, bateu apenas na triste casa de 2,7%.

Então, para garantir expansão econômica mais avantajada em 2012, emparelhando com a situação do momento e o desejo nacional, as autoridades monetárias, pra começo de conversa, trataram logo de baixar a taxa de juros. Reduzindo de 10,50 para 9,75 por cento.

A medida surgiu para justificar algumas necessidades básicas. Estimular o decadente consumo, motivando a atividade econômica. Fortalecer o mercado de trabalho que atualmente anda em declínio. Precisando de uma força para levantar a moral que anda pra baixo.

De acordo com o Ministério do Trabalho, em fevereiro passado foram gerados somente 150 mil postos de trabalho. A pequena geração de empregos espantou porque representa uma quantidade de 60 por cento menores do que os números colhidos em fevereiro de 2011.

Mensalmente, o IBGE faz pesquisa nas seis maiores regiões metropolitanas do país, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife para acompanhar o comportamento da taxa de pessoas ocupadas. O intuito é manter a taxa de desemprego atualizada para evitar que a desocupação sofra queda acentuada. Emborque ladeira abaixo.

Em abril de 2004, o Brasil registrou a maior taxa de pessoas desempregadas dos últimos tempos. A taxa ficou em 13 por cento. Já em dezembro passado, a taxa de desocupados caiu para 4,7%. Subindo agora para o patamar de 6%. Revelando que o mercado de trabalho passou por um bom momento.

O desemprego é um problema mundial. Depois das crises internacionais, então, o caso é gravíssimo na Europa, porém um pouco mais brando no Japão e na Coréia do Sul.  No Brasil, a situação não poderia ser diferente.

Apesar da taxa desempregados do setor industrial subir por causa do resfriamento da economia um fato chama a atenção. No Nordeste, graças à força das indústrias de base, como a refinaria e a indústria naval, instaladas no Complexo de Suape, Recife passou a liderar no item da renda média da região.

Com o salario médio de R$ 1.051,00, Recife colocou-se à frente da capital baiana. Estimulada pela potência do Polo Petroquímico de Camaçari, Salvador, durante muitos anos, foi líder nos salários pagos no Nordeste. Agora, no momento, perdeu a posição para a capital pernambucana.

CÂMBIO DESASTROSO

A indústria cearense sofreu um revés no transcorrer do ano de 2011. O parque industrial passou por uma sequencia de quedas que preocupou o empresariado.

Somente agora, depois de um ano experimentando um tipo de comportamento descendente, a indústria do Ceará começa a apresentar pequenos sinais de recuperação.

Na opinião de especialistas a onda de freio que arrebentou no parque industrial brasileiro  em geral, indica que o país sofreu bastante com a sobrevalorização do real e com a entrada de recursos apenas especulativos.

Então, para varrer as danosas consequências o governo precisa tomar inadiáveis medidas para barrar os ataques indiretos, aumentando a taxa de IOF, reduzindo as taxas de remessas de lucros e procurar de todos os meios desencorajar a especulação com a política de queda de taxa de juros. Além é logico da importante adoção da medida fiscal sobre a desoneração da folha de pagamentos.

O empresariado em peso reclama do custo Brasil que está insuportável. Para combater esse mal, o governo tem de continuar investindo na melhoria de infraestrutura. Modernizando várias frentes, como a malha rodoviária, a ferroviária e a portuária porque do jeito em se encontram, defasados e problemáticos, esses meios de transporte duplicam os custos. Provocam muitas perdas.

Por outro lado, as autoridades de ensino brasileiras não devem jamais esquecer do compromisso de formar mão de obra, habilitando pessoas, construindo novos centros de ensino técnico para suprir o parque industrial que se ressente de trabalhador qualificado.

Uma coisa é obvia. Somente com o apoio dos órgãos públicos, o país tem condições de inovar no sistema tecnológico. O que não deve mais acontecer em absoluto é a reviravolta que o setor industrial brasileiro experimentou no ano passado. Causando um grande reboliço na produção.

De um superávit de US$ 6,9 bilhões, contabilizados no ano de 2007, o saldo do balanço comercial caiu bruscamente para um horroroso déficit de US$ 65,6 bilhões em 2011. Decorrente principalmente da desastrada política cambial que vigorou no período. Deixando profundas marcas na economia.

DEGRADAÇÃO IMPIEDOSA

Quando rolou a ideia do homem viver em comunidades, a natureza começou a sofrer as primeiras agressões. Na medida em que os centros urbanos sentiram necessidade de se expandir, o meio ambiente foi cedendo espaço. Durante a Revolução Industrial, na Inglaterra, o planeta conheceu os primeiros sintomas de degradação.

Com o passar do tempo, o processo de degeneração socioambiental foi-se avolumando. Provocando alterações na fauna e na flora. Fazendo a Terra perder biodiversidade.

Embora o fato surpreenda, mas, a história revela que o deserto de Saara já abrigou uma floresta. Assim, nos 4,5 bilhões de anos, a Terra vem sofrendo intensas transformações, principalmente quando pintam a agricultura, a pecuária e a construção de cidades.

É evidente que, quanto mais acelerado for o progresso técnico e humano, mais rápido também é o processo de destruição ambiental. Mais veloz é o esquema de desequilíbrio ecológico e de poluição.

Infelizmente, o homem ainda não percebeu que, acumulando detritos domésticos e industriais não bio-degradáveis no ar, na terra, no subsolo e nas águas, a poluição aumenta. A contaminação do ambiente se espalha, agredindo a fertilidade da Terra e a cristalização das águas, cujos reflexos negativos afetam a natureza e os seres vivos.

Está claro que qualquer tipo de deterioração incomoda a humanidade. Obriga o homem a migrar, seguindo o roteiro da industrialização e da urbanização, em busca de locais que ofereçam melhores condições ambientais.

Todavia, é com as concentrações humanas que surgem os problemas ecológicos. Os resíduos das indústrias e os esgotos das cidades acabam poluindo rios. Muitas vezes, matando os cursos fluviais.

Por falta de políticas públicas que não priorizam as áreas verdes, o Rio Beberibe, no Recife, outrora, um cartão-postal, está quase morto.

Realmente, as aglomerações de pessoas geralmente germinam fontes de poluição. Faz os sistemas naturais perder a arborização das ruas.

Sem priorizar as áreas sombreadas, a paisagem urbana perde qualidade ambiental e de vida. Então, por conta do descaso e da egoísta especulação, Recife dispõe de pouquíssimas áreas verdes, dotadas de equipamentos esportivos, culturais e de lazer. À disposição da sociedade para melhorar a saúde. 

IMPROCEDENTE DESCULPA

A alegação de parlamentares de que ganham pouco, o salário é mixuruca para proporcionar um padrão de vida elevado, só pode ser interpretado como uma gozação contra o brasileiro comum que recebe um salário esdruxulo. De fazer vergonha.

Essa história de que político gasta muito, comprando remédio para os pobres é conversa feita somente com a intensão de enganar os trouxas. Aliás, a função de senador é completamente diferente do que os parlamentares apregoam. Querem mostrar.

Segundo a legislação, o papel de um senador é representar o seu Estado no Congresso. Elaborando e modificando leis. Fiscalizando os atos do Poder Executivo. Processando e julgando o presidente, o vice-presidente, os ministros e outras autoridades, quando houver necessidade. Aprovando inclusive as indicações para cargos do governo.

Em nenhuma parte da legislação consta que o senador tem a obrigação de ajudar a quem quer que seja em nome da Pátria. Agora, se o senador contribui com ajuda financeira a alguém é por conta própria e interesse político individual. Provavelmente visando o retorno do investimento via voto para garantir a sua permanência no Congresso Nacional.

Na política, o papel de ser bonzinho com o povo não passa de fisiologismo. Um ato que trata de beneficiar alguém com interesse posterior.  Por sinal, esta prática é muita utilizada pelos partidos em troca de favores.

Bruto, o salário de um senador é alto até demais para os padrões brasileiros. Péssimo é o povo ganhar somente um salário mínimo, ganho pela maioria dos trabalhadores. Realmente um ordenado mixuruca pra xuxu. 

Além do mais, muitos dos parlamentares são ricos, possuem mansões que geralmente não são declaradas na Justiça Eleitoral, por ocasião do registro de suas candidaturas a novo mandato. E nem fazem questão de reconhecer que o povo brasileiro vive na base da improvisação por causa do dinheiro que é curto demais. Mal dando para os gastos familiares. Daí o crescente endividamento das pessoas.

Portanto, o brasileiro não deve entrar na onda dos políticos, quando choram que ganham pouco porque na verdade quem recebe muito pouco mesmo é o povo. E daí não passa por uma simples razão. Ninguém quer ouvir o lamento do povão que, apesar de doer na consciência, não comove a política.

VELOCIDADE MÁXIMA

Toda vez que se passa em frente ao Impostômetro, a surpresa aparece. O equipamento não para. Trabalha diuturnamente numa velocidade incrível. Da última vez que foi anotado o registro, a quantia arrecadada passava do acumulado de R$ 320  bilhões de valores monetários.

O resultado é fruto da cobrança de mais de 60 tributos, mais as taxas e contribuições cobradas de cada brasileiro, além de 20 normas tributárias que somadas chegam a um valor aproximado que dá para comprar cerca de 290 milhões de geladeiras simples.

Caso o governo fosse bonzinho e quisesse presentear a população com um novo refrigerador. Dá para pagar mais de 500 milhões de salários mínimos.

Exatamente por juntar tantos impostos nas costas do pobre do contribuinte, o sistema tributário brasileiro é considerado por especialistas como complexo e altamente burocrático. 

Basta alguém se esquecer de recolher um tributo para ver a dor de cabeça que ganha. Além de pagar pesadas multas, o infeliz ainda tem de perder tempo e dinheiro para resolver a questão no fisco e na Justiça.

Por ser pesadona a carga tributária brasileira pode ser responsabilizada pelo lento desenvolvimento da indústria. Atrasar a chegada da tecnologia. Burocratizar os acordos de transferência dos processos de industrialização modernos.

Chegando inclusive a emperrar o fechamento de transações com empresas estrangeiras que demonstram interesse em investir no país.

O danado dentre 30 nações analisadas que costumam cobrar altos impostos da sociedade, o índice de Desenvolvimento Humano, das Nações Unidas é super baixo. Não existe o devido retorno do Estado em investimentos que possam melhorar a expectativa de vida, educação e renda.

O incrível é que nesta análise o Brasil ocupou pelo segundo ano consecutivo a última colocação. Quer dizer, cobram-se muitos impostos, mas o poder público se esquece de investir no coletivo.

Diferentemente dos países emergentes, China e a Índia, que dispõem de um percentual de carga tributária em torno de 22 do PIB, o Brasil, no ano passado extrapolou. Bateu firme nos 37% do Produto Interno Bruto brasileiro.

Por conta dos altos impostos, que explodiram nos últimos dez anos, hoje, os produtos nacionais são rejeitados no exterior. Assim como as empresas encontram dificuldades para importar máquinas, veículos e equipamentos importados de última geração.

Também pudera, os impostos brasileiros ultrapassam os cobrados no México, nos Estados Unidos, Japão, Suíça e Canadá.

Então, para sanar tantas injustiças contra a própria economia brasileira, o Brasil encarece fazer uma reforma tributária urgente e melhor aplicação do dinheiro arrecadado. Para inclusive evitar que empresas lucrem em cima de impostos.

A SAÚDE TÁ UM CAOS

A Constituição Federal é clara. Diz que a saúde é um direito de todos. Mas, parece que no entendimento do SUS-Sistema de Saúde Único este conceito não é valido. Está furado.

Ora, se compete ao Estado cuidar da saúde da população por que a fila. A falta de médicos e de vagas nos hospitais da rede oficial. A deficiência na distribuição de remédios. Se a Carta Magna diz que todos devem gozar do principio de igualdade para melhorar a qualidade de vida. Por que o sofrimento, a paciência para marcar consulta. Agendar cirurgia? 

Basta o cidadão se dirigir a um posto de saúde para constatar a discriminação. Não ser um figurão para ter privilégio. O que intriga é observar pessoas de influência ser bem atendida, enquanto as figurinhas de comunidades penam para conseguir um tiquinho de atenção. Esperam horas pelo atendimento.

É papel de o governo administrar as falhas. Sanar as deficiências. Investir onde há carência, suprir as necessidades para evitar o básico. Medicar doentes, realizar cirurgias inadiáveis. Garantindo a prevenção. Colocando vacinas onde houver necessidade. Envidando esforços para promover, proteger e recuperar a saúde de quem está doente. Perdeu a saúde. Sofre de problemas físicos ou orgânicos.

É inadmissível esperar trinta dias na espera para conseguir o atendimento no otorrino. Levar quase três meses para fazer tratamento de quimioterapia. Aguardar cento e vinte dias para obter vaga na radioterapia. Afinal, em nenhum dos casos, a doença espera a data de atendimento para se pronunciar. Indicar se houve avanço ou regressão. 

Em 2010, quando inaugurou uma Unidade de Pronto Atendimento-UPA no Recife, o governo central da época foi muito claro discurso. Elogiou a localização e por achar a UPA bem estruturada, o Chefão demonstrou interesse em ficar doente só para experimentar o atendimento.

No entanto, quando sentiu um desconforto de hipertensão, horas depois da falação em público, o aludido gestor nacional não quis saber de conserva. De imediato procurou um hospital particular de referência para diagnosticar o grau da doença e receber o devido e sofisticado tratamento para ficar logo novinho em folha. Novamente.

Por que políticos nunca procuram o SUS para se tratar. Nem permitem que a família também se submeta à precária assistência do Sistema Único de Saúde. Por ser uma porcaria, o SUS é destinado somente ao povo. Essa gente sofredora que vive angustiada nos corredores dos hospitais, enquanto espera a chegada do médico, a abertura de vaga na unidade hospitalar e o tardio despacho do remédio.

A discriminação vindo das autoridades revela o estágio de falência da saúde pública brasileira. Mostra a incoerência das políticas públicas. Oculta o vergonhoso estágio de desrespeito à sociedade. Na medida em que oferece ao povo uma saúde pública precária, esquecida e em visível estado de abandono.

Nos EUA existe o sistema de saúde com cobertura universal. Cada indivíduo compra o seu próprio seguro. Mas o idoso, as famílias de baixa renda, crianças, mulheres grávidas e deficientes recebem o patrocínio do Estado através de um programa especifico. O Medicaid.

Afinal, é do sofrimento do povão que a política sobrevive na maior comodidade. Bem demais.  Enquanto os 10% obrigatórios da arrecadação do país não chegam para a saúde pública, tem Assembleia Legislativa pagando um bolão para cada gabinete parlamentar a título de Gratificação de Dedicação Excepcional. Numa clara demonstração de desvio de recursos públicos.

SITUAÇÃO INVERTIDA

O empresariado brasileiro anda insatisfeito com o comportamento das exportações. A cada ano cai a participação de produtos industrializados para ceder lugar ao minério de ferro, petróleo bruto, complexo se soja e carne, açúcar e café.  Produtos classificados como matéria-prima para o produto final.

De fato, a situação é preocupante. Péssima. O Brasil está se tornando dependente de seis produtos principais na pauta de exportações.

A participação deles nas vendas externas vem crescendo gradativamente. No ano de 2006, as exportações de commodities chegavam a apenas 28,4%. Agora, surpreendentemente, esses produtos primários representam 47,1%. Quase a metade das exportações do país. O que não nada bom para o desempenho econômico interno.

Com um detalhe. A China, o maior comprador desses insumos brasileiros, manifesta o desejo de reduzir as importações, em virtude do anúncio sobre a diminuição da meta de crescimento de 8% para 7,5%.

É evidente que caindo as importações chinesas, sobram commodities brasileiras no mercado. Forçando a tendência natural da cotação do preço despencar. Trazendo enorme prejuízo de divisas para o Brasil.

O problema talvez só não seja pior porque, devido à expansão do crédito, ampliam-se também a injeção de recursos na economia mundial.

Então, na medida em que o Brasil troca mercadorias de alta tecnologia por produtos primários, acontece um inversão na pauta de exportações.

O país deixa de vender produtos de alto valor agregado, produtos considerados de tecnologia de ponta, como aviões, automóveis e eletrônicos para engrossar a lista somente de produtos básicos ao exterior.

Com isso, diminui as vendas de produtos manufaturados por commodities agrícolas, metálicas ou energéticas. Produtos que essencialmente ainda não passaram por processos industriais. Muito pelo contrário.

Subtende-se que nessa situação, o país perde um forte indicador de riqueza. Desgruda-se de poderoso indicativo de desenvolvimento econômico para ficar atrelado às oscilações do mercado internacional das commodities.

Desestimulando, em consequência, os investimentos na indústria. Contribuindo para fechar mais postos de trabalho. Fazendo a renda cair bruscamente com o desemprego momentâneo.

Na verdade, caso se consolide a queda de manufaturados s semimanufaturados, o saldo da balança comercial despenca, os impostos aumentam, derrubando a competitividade dos produtos nacionais no mercado externo.

Basa ver o seguinte exemplo. Comprando o minério de ferro do Brasil, a China fabrica o chassi de motos. Exporta o chassi pro Brasil, aqui as montadoras chinesas montam a moto e acabam vendendo a mercadoria por um preço menor do que o cobrado pelo produto brasileiro. Pelo fato da moto nacional de ter perdido competitividade.

CARGA PESADÍSSIMA

O assunto mais odiado pelo brasileiro relaciona-se com o sistema tributário. Com o excesso de impostos, no fim de contas o cidadão termina pagando treze vezes mais impostos do que os Estados Unidos, país rico e desenvolvido, uma potência mundial, cobra dos americanos.

De fato, o brasileiro sofre barbaridade para aguentar o peso da elevada tributação. Os governos federal, estadual e municipal, não tem pena do bolso do contribuinte. Suga receita de todas as maneiras, até deixar o cidadão corado. Fulo de raiva. Mudando de cor e de comportamento o ano inteiro.

Com razão. Afinal, cerca de 60% das despesas familiares representam fuga de rendimento pessoal para pagar impostos. Cumprir a obrigação de cidadania. Contribuir para que a arrecadação fique batendo recordes seguidos. Apesar de o contribuinte ter certeza de que a arrecadação foi embora, tomou rumos diferentes. Não retorna na forma de investimentos na educação, saúde e segurança. Como é esperado.

Por conta da elevada taxação, calculada na forma de impostos diretos, IRPF e contribuição do INSS, e indiretos, o impacto é tremendo em cima do salário, do consumo e nos serviços oferecidos pela iniciativa privada. Atrapalha até a ansiada economia para trazer melhorias na qualidade de vida dos familiares.

A burocracia, a pesada carga tributária e a falta de coordenação dos governantes contribuem para tornar a tributação em vigor no Brasil, injusta e complicada. Aparecer como uma assassina para boa parte das micro e pequenas empresas que desaparecem depois de dois anos de atividade, sufocada por débitos.

Na medida em que não respeita o princípio da progressividade. Quando cobra dos pobres o mesmo percentual dos impostos indiretos incidentes na compra de produtos nas lojas, no faturamento das empresas e no pagamento de salários dos funcionários, que é cobrado dos ricos.

Como relaxa na fiscalização, a displicência governamental acaba estimulando a sonegação. A corrupção. Permite que um grupo de contribuintes pague mais imposto do que outros. Enquanto uns sonegam, a dívida é perdoada, a diferença pendente automaticamente é transferida para outro universo de contribuintes que acaba pagando um pouco mais. 

O sistema tributário brasileiro é complexo. Não segue o esquema da simplicidade. Composto por mais de 60 tipos de impostos, contribuições e taxas diferentes, em cada estado e município a tributação recebe normas diferentes. Legislação específica. Embora somente 12 dos 60 impostos em ação representem 90% da arrecadação.

O moderno sistema Simples, adotado no ano de 1996 e invejado por outros países, serviu de exemplo para baratear o custo tributário das pequenas empresas, gerar empregos no setor e baixar o custo de fiscalização da Receita Federal. Ficou comprovado que a redução da brutal carga fiscal pode eliminar uma pesada carga de impostos. Julgados desnecessários por especialistas.

GASTANÇA EXAGERADA

Cada vez mais louco por arrecadação, os governos não dão o braço a torcer. No mês de janeiro, o governo federal bateu o recorde histórico em arrecadação de impostos. O erário público recebeu do contribuinte a fabulosa quantia de R$ 102,57 bilhões. Em relação a dezembro passado, o crescimento da arrecadação beira os 6%. Ótimo resultado.

Três fatores contribuíram para o governo se encher de grana. Ficar rindo à toa. O pagamento da cota do importo de Renda da Pessoa Jurídica, o IRPJ, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e a antecipação do pagamento dos royalties sobre a exploração de petróleo.

O governo municipal de São Paulo, caso se confirmem as estimativas, espera encher os cofres da Prefeitura com os R$ 850 milhões arrecadados somente com as multas de trânsito. Valor mais que duplicado em apenas um tempinho de gestão.

Para alegria dos atuais gestores públicos o comportamento da arrecadação segue no bom caminho. Pelo menos, vem batendo recordes constantes. Mas, sem controle, a carga tributária já atinge o patamar de 37% do PIB-Produto Interno Bruto. Uma das maiores do planeta.

Em 2010, o total do faturamento para a Receita Federal bateu em R$ 826,06 bilhões. O Leão ficou mais rico em 16% com relação ao ano anterior. Em 2011, os tributos federais somaram R$ 993,66 bilhões. O crescimento da fome de impostos beirou os 11%.

Na linguagem popular, imposto é o valor que o contribuinte pessoa física ou jurídica paga ao Estado. É com o valor arrecadado que os governos pagam os gastos da máquina administrativa. Pagam para que a população gozem da melhor assistência em saúde, segurança, transporte, cultura e educação, além de garantir o pagamento de salário do funcionalismo público.  O que, infelizmente, não é correspondido.

Dessa fonte de recursos, o governo também se prepara para investir em obras de interesse coletivo, como hospitais, rodovias, hidrelétricas, portos e universidades.

Quem aprova a distribuição de verbas é o Poder Legislativo, através da oficialização do orçamento. Mas, como não se liga nos gastos, não tem o costume de enxugar despesas, o Legislativo nem se preocupa se a carga tributária brasileira está alta demais. Foge dos padrões internacionais.

No entanto, embora alta, o governo não se envergonha de vir investindo somente 9% da arrecadação tributária em obras públicas. É por causa da limitação dos gastos públicos em obras que o crescimento do Brasil anda lento demais.  Bem abaixo dos índices obtidos pelas outras economias do mundo que disparam o crescimento com uma rapidez incrível. Através da implantação de excelente infraestrutura.

Por falta de controle nos gastos públicos sem licitação que cresceram cerca de 8% somente no primeiro ano de governo federal, o Tribunal de Contas da União-TCU, por ser um órgão fiscalizador dos gastos governamentais, já demonstra um certo grau de preocupação.

É desse detalhe que se aproveita a oposição popular para criticar o governo. Meter a lenha, alegando que por trazer a mão aberta para determinados segmentos, a inflação cresce fora dos parâmetros. Favorecendo o retorno inflacionário com o aumento de preços dos produtos. Trazendo a carestia para irritar a classe pobre que depende do improdutivo e desvalorizado salário mínimo. 

SAIDINHA DE BANCO

Depois de 14 anos de luta, o Brasil comemora conquistas. Registra o menor índice de desemprego desde 1998. Em dezembro a taxa de desempregados fechou em 9,1%, contra os 10,5$ verificado no ano passado.

Apesar das experiências deixadas pela crise financeira internacional de 2008, a economia brasileira tem assegurada a abertura de vagas no mercado de trabalho.

Todavia, dos segmentos econômicos, o único que não tem correspondido às expectativas na geração de empregos, os bancos permanecem presos à tenebrosa política a da alta rotatividade.

Os bancos trocam os altos salários dos funcionários antigos pela baixa remuneração paga aos empregados novatos. Daí a constante demissão no setor. O troca-troca infernal. Incontrolável.

Mas, como as agências bancárias mexem com muito dinheiro e a segurança dispensada ao cliente é mínima, não segue os padrões recomendados por lei, tem acontecido continuadamente a famosa saidinha de banco.

A saidinha de banco é um dos golpes mais praticados por bandidos contra a clientela. Depois de sacar dinheiro e ao botar os pés foram da agência a pessoa é abordada na rua e roubada por bandidos. Na maior cara de pau.

Geralmente no entorno das agências, existem olheiros de plantão, procurando achar na multidão uma potencial vitima para o ataque surpresa. Selecionado o algoz, os detalhes são repassados aos comparsas, sempre colocados em pontos estratégicos nas imediações da agência bancária. Aí, aproveitando o momento de distração, os bandidos dão o golpe. Roubam a importância sacada.

Dia desses um bando de assaltantes esnobava o dinheiro roubado no aluguel de mansões e de jet skis para se deliciar nos agradáveis passeios na badalada praia de Porto de Galinhas. O local mais badalado do litoral Sul pernambucano.

Enquanto passeavam numa boa, com todo conforto, os meliantes riam do povo. Eternamente trouxa. Os marginais nas potentes máquinas gozavam da simplicidade das pessoas que trabalham honestamente, dando duro para ficar apenas apreciando quem tem tudo. Sem fazer força. Sem suar a camisa.

Por isso, todo cuidado é pouco na hora de o cliente efetuar saques elevados no caixa dos bancos. A precaução não pode faltar nesse momento. Então, é bom a clientela ter absoluta certeza do que faz. Os meliantes estão sempre na espreita. Atentos na tocaia, próximos aos bancos, prontos para dar o bote. Atacar o incauto que, surpreso, fica sem ação.

Infelizmente, um desatento comerciante com loja no pobre bairro de Peixinhos, no Recife, levava mais de cem mil reais ganhos com as vendas de sua pequena loja, para depositar no banco. Antes de cruzar a porta rotativa da agência bancária, sofreu o golpe.

Além de roubar o apurado do caixa, um integrante da quadrilha ainda deu um tiro no infeliz comerciante que foi baixar no hospital. Enquanto, os ladrões foram farrear com o dinheiro roubado. Esnobando, gozando a população, comemorando na maior badalação, o produto roubado sem muito esforço. E ainda dizem que a sociedade está protegida contra a violência.


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