COISAS DO MEU SERTÃO

Amigos o meu sertão
É uma terra abençoada
Tem tudo não falta nada
Nesse sagrado torrão
Tem festa de apartação
Pega de boi, cavalgada
Aboio, forró de latada
Mazurca, xote e xaxado
Coco de roda e reisado
Hino, bendito e toada

Tem garapa e umbuzada
Baião de dois com pequi
Cocada e doce de buriti
Rapadura e carne assada
Paçoca, queijo e buchada
Ensopado de maniçoba
Fruta de palma e taioba
Farofa d’agua e beiju
Jatobá, pinha e umbu
Macaíba e guariroba

Pomada de andiroba
Broa e bolo de bacia
Torta e suco de melancia
Caldo e pirão de cioba
Dá sustança a gororoba
Que é servida no sertão
Quem já fez uma refeição
Numa casa sertaneja
Sabe que essa peleja
É fiel na discrição

Chapéu de couro, gibão
Chocalho, espora e perneira
Bacamarte, espingarda e baladeira
Cartucheira, mantimento,matulão
Quixó, armadilha e alçapão
Raposa, lobo-guará e mocó
Carrapato, bicho de pé e potó
Curtiço, silo e pedreira
Cacimbão, aveloz e carvoeira
Serrote, ferradura e pedra mó

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SÓ ATRAVESSE NA FAIXA

Só atravesse na faixa
Seja um pedestre legal

A pressa é uma devassa
Tipo megera fatal
Quem com ela se abraça
Termina se dando mal
Não pense fora da caixa
Só atravesse na faixa
Seja um pedestre legal

Não vejo um pingo de graça
Em quem desrespeita sinal
Arriscando a própria vida
De uma forma banal
Quem pensa não relaxa
Só atravessa na faixa
Como sugere o manual

É muito mais racional
Passar em lugar seguro
Quem passa fora da faixa
Dá um salto no escuro
E pode antecipar o final
Seja um pedestre legal
Zele pelo seu futuro

Você não é de borracha
Nem um robô virtual
Se você se aventurar
Pode ir parar num hospital
Evite que a vida peça baixa
Só atravesse na faixa
Seja um pedestre legal

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SALVE SALVE O PROFESSOR

Saudemos com alegria
Júbilo, garra e emoção
Essa ilustre categoria
A mais nobre profissão
Na escala de valores
Parabéns aos professores
Viga-mestra da nação

Esforço, dedicação
Fé, esperança e coragem
Entusiasmo, determinação
É essa a mais pura imagem
E os verdadeiros valores
Que os nobres professores
Carregam em sua bagagem

Só mesmo muita coragem
Sacrifício e vocação
Para suportar a defasagem
Que desvaloriza a profissão
Já que o piso salarial
Da classe é tão desigual
Que só merece reprovação

Prospera é toda a nação
Que reserva no orçamento
A pasta de educação
O maior investimento
Quem essa ação prioriza
Em pouco tempo visualiza
Grande desenvolvimento

Em forma de agradecimento
Escrevi essa saudação
No intuito de homenagear
E clamar por mais atenção
A todos os pensadores
Caros mestres e professores
Minha eterna gratidão

FARINHA POUCA, MEU IRMÃO PRIMEIRO

Se a farinha é pouca
Se é pouco o tempero
Eu preciso alimentar
O meu irmão primeiro
Essa atitude cidadão
Pode não ser a solução
Mas ameniza o desespero

Ainda há fome parceiro
Nesse mundão imundo
Onde uma multidão
Sofre a cada segundo
Um desprezo comovente
Como se essa gente
Fossem todos vagabundos

Sofro um desgosto profundo
Meu amigo e companheiro
Ao vê que pra corrupção
Rola malas de dinheiro
Enquanto nos hospitais
A simples falta de materiais
Causa morte e desespero

Viva o povo brasileiro
Que sabe se superar
No sufoco financeiro
Ao invés de reclamar
Ele estuda o cenário
E busca ser solidário
No intuito de ajudar

Busca então se cadastrar
Através dum formulário
Podendo até escolher
O melhor dia e horário
Em que possa exercer
Como se fosse um lazer
Seu trabalho voluntário

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SONHO BOM

Em um sonho visionário
Eu vislumbrei com alegria
O fim da desigualdade
Do ódio e da hipocrisia
Vi toda humanidade
Envolvida com ações de cidadania
Vi o fim da intolerância
Do preconceito e do racismo
Vi triunfar a confiança
A gentileza e o humanismo
Avistei o fim do fanatismo
Do roubo e da corrupção
Vi imigrantes e refugiados
Livres de perseguição
Presenciei o fim da fome
Da crise e do desemprego
Do crack essa droga infame
Que provoca desassossego
Vi o fim da inveja e do apego
Do suicídio e da depressão
Da frustração e do medo
Da pobreza e da solidão
Por fim vi com grande satisfação
A extinção da violência
E o aumento de consciência
Da nossa população 

PREOCUPAÇÃO

Ando muito preocupado
Com a brutal violência
Que a TV tem mostrado
Atentado, turbulência
Massacres, horrores
Contra esses predadores
Exigimos providencias

Precisamos com urgência
Sustar a beligerância
A desordem a indecência
A estupidez e a ganância
No lugar de choro e dor
Fazer brotar o amor
Gentileza e a tolerância

O respeito e a temperança
É o remédio indicado
Pra frear a intolerância
Que tanto mal tem causado
Ao mundo infelizmente
Como no caso recente
Do terrível atentado

VOZES DA RUA

Passeava pela cidade
Quando ouvi um clamor
Dizia, poeta por bondade
Faça-nos um grande favor
Junte nossa voz a sua
Dê voz as vozes da rua
Nós também temos valor

Quem critica o camelô
Com palavra humilhante
Certamente não parou
Para pensar um instante
Se assim tivesse feito
Teria outro conceito
E seria mais elegante

Nós somos comerciantes
Pagamos nossos tributos
Mesmo assim não obstante
Sofremos muitos insultos
Por parte da fiscalização
Ameaças, perseguição
Não achamos isso justo

Apreendem nossos produtos
Destroem nossa mercadoria
Passam por cima das leis
Fazem coisas que não devia
Não ouvem nossos argumentos
São geralmente truculentos
Agem com cinismo e covardia

O estatuto da cidadania
Nos reserva o direito
De exercer nossa profissão
Trabalhando com respeito
Sendo justo eticamente
Para deixar o cliente
Plenamente satisfeito

Que o excelentíssimo prefeito
Faça valer a constituição
Assinando uma portaria
Proibindo a perseguição
Que tira nosso sossego
Gera ódio e desemprego
Violência e exclusão

Antes de qualquer decisão
Mande alguém nos ouvir
Temos boa sugestão
Precisamos interagir
Vamos nos sentar à mesa
Que ao final com certeza
Teremos motivo para sorrir

Vamos juntos descobrir
Uma saída decente
Trabalhando em parceria
De maneira inteligente
Ouvindo a voz da rua
Para que enfim se construa
Uma solução permanente

Portanto minha gente
Vamos juntos apoiar
Os amigos ambulantes
Que vivem a batalhar
Nas ruas das cidades
Que as autoridades
Deixem eles trabalhar

CONVERSA DE PENSADOR

Certa vez eu viajava
Pela viação Bomfim
Quando um conversador
Sentou-se junto de mim

Foi logo dizendo assim
Não sei se estás sabendo
Depois da lista de Fachin
Brasília está fervendo

Ninguém está se entendendo
Na capital do país
Tem envolvido querendo
Por a culpa no juiz

Pelas contas que eu fiz
Digo a vossa senhoria
Tem mais gente envolvida
Nessa tal patifaria

Como eu não interrompia
O falante prosador
Contou-me do grau de demagogia
Dos políticos sem pudor

Criticou um senador
Que pousa de gente fina
Porém segundo as más línguas
É viciado em propina

De sua língua ferina
Nem o presidente escapou
O leitor não imagina
Mas até dele mesmo ele falou

Disse eu reconheço que sou
Um pouco exagerado
No combate a corrupção
Não consigo ficar calado

Quando vejo um deputado
Pelos líderes escolhidos
Pra negociar com as empresas
O caixa dois dos partidos

Fico tão aborrecido
Que vejo a hora estourar
Nesse caso meu amigo
Tenho que desabafar

Portanto queira me desculpar
Pois noto que exagerei
Não queria incomodar
Mas sinto que incomodei

Peguei a deixa e falei
Não tem que se desculpar
Pena que ao meu destino cheguei
E vou ter que desembarcar

Como eu consegui gravar
A conversa do pensador
Resolvi compartilhar
Com você caro leitor

GLOSA

Mote:

Quem ordena um ataque sem razão
Mancha com sangue a terra inteira

Se parece com Nero e Rasputin
Quem tem instinto perverso
Mexe com o equilíbrio do universo
Quem faz uso de antraz e gás sarin
Bashar al-Assad, Trump e Putin
Induzidos por uma letal cegueira
Não respeitam território nem fronteira
Pois carregam um míssil em cada mão
Quem ordena um ataque sem razão
Mancha com sangue a terra inteira

GLOSAS

Mote:

Vamos comer tapioca
Que é saudável e dá sustança

Com o intuito de sustar
O consumo de tapioca
Há um ti-ti-ti de fofoca
Espalhando duvida no ar
Precisamos desmascarar
Essa terrível lambança
Do contrario ela avança
E grave dano provoca
Vamos comer tapioca
Que é saudável e dá sustança

Do litoral ao Sertão
Consome-se essa iguaria
Depois da academia
Ou da aula de natação
Coma sem moderação
Antes d’alguma festança
Forre bem a sua pança
Não dê bola pra boboca
Vamos comer tapioca
Que é saudável e dá sustança

Quem vai ao alto da sé
Não sai de lá sem provar
Esse delicioso manjar
Com suco chá ou café
Na tapiocaria da Zezé
Ninguém liga pra balança
Quem é comedor se lança
Nessa empreitada e convoca
Vamos comer tapioca
Que é saudável e dá sustança

Tapioca doce ou salgada
Bem ao gosto do freguês
Os trinta dias do mês
Merece ser degustada
Pura ou recheada
Agrada adulto e criança
Seja em Olinda ou na França
Em Palmares ou Itapipoca
Vamos comer tapioca
Que é saudável e dá sustança

A tapioca está presente
No banquete do casamento
No refeitório do convento
No café do presidente
Na dieta do paciente
Da enfermaria esperança
No prato da boa lembrança
Servido no empório carioca
Vamos comer tapioca
Que é saudável e dá sustança

Em termos de nutrição
Tapioca possui mais proteína
Que carne bovina e suína
Em época de carne com papelão
Pelo sim, pelo não
Melhor só encher a pança
Com produtos de confiança
Como os derivados da mandioca
Vamos comer tapioca
Que é saudável e dá sustança

GLOSAS

Mote:

Meu irmão o teu problema
Também é problema meu

Solidariedade amor e união
Proporciona uma cura salutar
Ajudar alguém a se recuperar
Só faz bem ao coração
Que tal um pouco de atenção
A quem sem querer esmoreceu
Sobre isso Madre Tereza escreveu
Num magnifico poema
Meu irmão o teu problema
Também é problema meu

Uma visita a quem está sofrendo
É bálsamo suave e puro
É luz que alumia o futuro
De quem quer continuar vivendo
Por isso eu recomendo
A receita que o Cristo prescreveu
Ao enfermo que a ele recorreu
Tenha fé, lute e não tema
Meu irmão o teu problema
Também é problema meu

Hoje boa parte da humanidade
Sofre algum tipo de preconceito
Mesmo o sujeito que anda direito
Termina sendo vitima da maldade
De quem tem índole vil e covarde
Pra enfrentar esse tipo de fariseu
Muita gente se uniu e estabeleceu
Como foco e bandeira esse lema
Meu irmão o teu problema
Também é problema meu

Compartilhar é a palavra da hora
Pra quem curte as redes sociais
São considerados seres anormais
Quem imaginar em ficar de fora
Vive mais feliz quem colabora
Não importa se religioso ou ateu
Irmã Dulce na Bahia acolheu
As vitimas da pobreza estrema
Meu irmão o teu problema
Também é problema meu

A guerra e a ganancia do mercado
É cruel violenta e assassina
A cada dia milhares de vidas elimina
E produz levas de refugiados
Que se sentem humilhados
Ao deixarem para traz o que era seu
Como Mahatma Gandhi combateu
Eu também vou combater o sistema
Meu irmão o teu problema
Também é problema meu

DEUSA DO ESPAÇO

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Que cena bela
Na passarela
Bela morena
Marcando o passo
Sem embaraço
Fazendo o traço
Solto no ar
Feito gazela
Como ela é bela
Abram espaço
Porta e janela
Aí vem ela
Que morenaço
Olha o arraso
Beleza pura
Quanta fartura
Fruta madura
Boa no cacho
Mel e melaço
Doce pecado
Céu estrelado
Na noite escura
Que belo quadro
Linda escultura
Mestre Picasso
Quanta ternura
Saiu do traço
Bela aquarela
Morena bela
Calma e serena
Beleza plena
Que formosura
A pele escura
Brilha no espaço
Do meu terraço
Eu vejo ela
Marcando o passo
Fita amarela
Presa no braço
Ginga e compasso
Fazendo o traço
Ela é singela
Véu e capela
Deusa do espaço
Na passarela
Ela é o máximo
Mais que bacana
Vem soberana
Vem morenaço
Vem pro meu laço
Morena bela
Deusa do espaço

Ela é o máximo
Palmas pra ela

QUANTO VALE UMA AMIZADE

Uma amizade sincera
É rara e não tem preço
É solidária e fraterna
Supera dor e tropeço
Em qualquer situação
Acolhe e estende a mão
Com palavras de apreço

Vira o mundo pelo avesso
Destrói fofoca e mentira
Nocauteia o falso amigo
Que age feito traíra
Acalma redemoinho
Abre porteira e caminho
Seu exemplo nos inspira

Arrogância e ziguizira
No seu diário não tem
Rancor, vingança e ira
Fica de fora também
Cultiva sem destemor
A linguagem do amor
O seu negocio é o bem

Amizade só faz bem
Só em falar me deleito
Amigo é pra se guardar
Do lado esquerdo do peito
Diz a belíssima canção
Escrita com perfeição
Reverencia e respeito

Fiz um estudo bem feito
Consultei autoridade
De notório conhecimento
Mestre em contabilidade
Com publicação sublime
E não achei quem estime
Quanto vale uma amizade

Quem souber por bondade
Queira fazer um favor
A quem almeja a verdade
Explicando o real valor
De uma nobre amizade
Rica em generosidade
Carinho, respeito e amor

MAIS & MENOS

Mais ponte menos muro
Menos raiva mais afeto
Mais luz menos escuro
Menos critica mais projeto
Mais empatia menos briga
Menos zoada mais cantiga
Mais liberdade menos veto

Mais leis menos decreto
Menos ódio mais amor
Mais acordos menos guerra
Menos rancor mais humor
Mais sim menos embaraço
Menos não mais abraço
Mais alegria menos dor

Menos letargia mais fervor
Mais união menos intolerância
Menos rixa mais companheirismo
Mais estudo menos ignorância
Menos escola mais cadeia
Mais crença na vida alheia
Menos estupidez e ganância

QUERO O MEU BRASIL DE VOLTA

Roubaram o Brasil de mim
Tem ladrão do 1º ao 3º escalão
Desviando os recursos da nação
Essa corja come mais do que cupim
São mil vezes pior que Rasputin
E ainda andam com escolta
O que faz aumentar minha revolta
Nessa hora calado eu não fico não
Como contribuinte e cidadão
Quero o meu Brasil de volta

Quero o meu Brasil Brasileiro
Livre de roubo e corrupção
Sem privilégio ou concessão
Pra politico e empreiteiro
Quero o Brasil de Darcy Ribeiro
Eminente educador poliglota
Não essa turba de déspota
Que rouba e engana o povo
Chega de falcatrua e estorvo
Quero o meu Brasil de volta

O PREFEITO GARI

Está tão grande a sujeira
Que em São Paulo o prefeito
Vestiu a farda de gari
E pousou todo satisfeito
Com a vassoura na mão
Prometendo solução
Para as demandas do pleito

Disse ele eu prometo
Na minha administração
Acabar com a cracolândia
Dando trabalho e proteção
Aos mais necessitados
E colocando os viciados
Num programa de inclusão

No quesito corrupção
Fica estabelecido
Que é proibido roubar
Será por mim demitido
Quem assim proceder
Pois não irei proteger
Nem dá apoio a bandido

Não se façam de esquecidos
Não digam que eu não avisei
Aqui não tem protegido
E sim o respeito à lei
Caso alguém farrapar
Terei o prazer de revogar
O ato pelo qual o nomeei

Se dará certo não sei
Fico torcendo daqui
Pelo sucesso do Alcaide
Mas uma coisa eu já decidi
Mesmo dando certo ou não
Na próxima eleição
Irei votar num gari

A PALAVRA DO ANO

Qual a palavra do ano?
Mim responda camarada
A minha eu já escolhi
É delação premiada
Na lista de preferencia
Acordo de leniência
Tem sido muito citada

No ranking das mais votadas
É grande a diversidade
Lá está “pós-factual”
Ao lado de “pós- verdade”
Odebrecht e peculato
Japonês da lava jato
Propina e improbidade

Angustia e perplexidade
Falência administrativa
Abuso de autoridade
E condução coercitiva
Desbancou crise e fascismo
Desemprego e terrorismo
Só perdeu pra corrupção ativa

Aqui no Besta Fubana
Esse jornal de valor
A palavra em destaque
É a palavra do editor
Que nos brinda a cada dia
Com lições de sabedoria
Temperadas com humor

DESABAFO

Faz escuro mas eu remo
Busco um porto seguro
Que me garanta futuro
Um lugar onde o Supremo
Não se rebaixe ao extremo
Até ser desmoralizado
Por um corrupto fichado
Como foi recentemente
Num ato sem precedente
Maldosamente tramado

CABOCLINHO

cdc

Patrimônio cultural
E imaterial do brasil
O belíssimo caboclinho
Ritmo d’ua elegância sutil
Faz jus ao reconhecimento
Por justo merecimento
É digno de nota mil

Ô COISA BEM EMPREGADA

O fim da impunidade
É algo que me agrada
Corrupto atrás da grade
Por conduta depravada
Além de ser um alento
Provoca contentamento
Ô coisa bem empregada

Usando como recurso
A delação premiada
A equipe da lava- jato
Encontra-se respaldada
Para pedir as prisões
Dessa corja de ladrões
Ô coisa bem empregada


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