COLHEITA

Ainda que não saiba
Anseio pelo que latente
Espera germinar
Ainda que o sinta
Predador de mim
O caminho estreito
Fá-lo-á irromper
Ao tempo do agora
De uma hora
Que não sei precisar


REMAKE DA VIDA

lagrimas1

Descortinei teu sorriso
Era só adereço
Pertences de cenas
De um mundo irreal
Nos bastidores
Retratos sem cores
Mostram só dores
Do mundo real
Descortinei teu sorriso
Remake de um filme
Ainda em cartaz
Nos bastidores
Roteiro à mostra
Li teu nome
Era mesmo o meu.


DOR

cicatriz

A dor calada
falsamente
fala e mente
e se diz ultrapassada
é chaga viva
lesão que fica
 
A dor vivida
sem ser oprimida
escancara
e mostra a cara
e então cicatrizada
é desenho para nova caminhada


FONTE INESGOTÁVEL

cartas-de-amor-30-328

Não economize palavras,
Nem gestos, nem falas
Meu amor é sedento
Mais que insaciável,
É inesgotável, fonte viva
Que jorra sem cessar
Ora em mares pacíficos
Ora em mares revoltos
Não o concebo sereno
Nem mudo, nem temente
Deixa que o mundo ensurdeça
Falemos, amemos,
Desmesuradamente.


À PAIXÃO QUE ARDE, “POSTO QUE É CHAMA”

amor_2

Estivemos nos trópicos
em zonas quentes
sob o jugo das dopaminas,
endorfinas e noradrenalinas.
desatentos às tais linhas tênues
de Câncer e Capricórnio.

Estivemos nos trópicos
desatentos a outros olhos
que não os nossos
e em constante ebulição
éramos como o fogo que arde
chama que queima sem consumir

E no solstício de verão
em zonas quentes de sol a pino
fizemos juras de eterno amor
e desatentos às zonas temperadas
dissiparam-se as dopaminas
para algum lugar a ermo
deixamos ir a paixão vivida.


REFLEXO DA NUDEZ

pensativa

Que me importam as vestes que já não me cabem
se tantas outras haverei de vestir?

Que me importam as faces já transfiguradas
se tantas outras haverei de mostrar?

Desnuda, ainda veste-me a mente
que desmente e me aponta a retenção

Refletida, sou expectadora
sem falso testemunho, dou por visto os duelos

Algemadas, compartilhadas
faces e vestes, umas dominam outras se contêm

Sem jugo, sem tirania, um ponto de equilíbrio
constantemente trabalhado, conscientemente renovado


INVERNADAS

invernos

E ainda que o inverno pareça mais rigoroso
E que a névoa densa me turve a visão
Não desviarei o trajeto a ser seguido
Sigo o caminho finalista
Busco o apogeu do aprendizado
Que por obra do destino me foi dispensado


QUEM É VOCÊ

flor1

Quem é você
que levanta o véu da realidade
e me oferece as incertezas
dos trilhos incomuns?

Quem é você
que transforma meus dias mornos
em tempestades cheias de vida
em constantes explosões orgásticas?

Quem é você
que não me fala em amor
e em incessante desabrochar
me tem como uma flor?

Quem é você
que me tira as algemas
me aprisiona em liberdade
me dá e tira o fôlego
e, em êxtase, me faz chorar?


FACE A FACE

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Que mistério vês
na face que te mostro
se é a mesma que vejo
até além do espelho
que me reflete?

Não me imponhas limites
não me traduzas em vãs palavras
sou capaz de ser quem tu vês
mas serei sempre o que posso ser

Que descobertas fazes
afora a realidade já distorcida?
Silencia tua mente
espera o tempo revelar nossas faces

Vivamos simplesmente!


DESAMOR

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Desamo o desamor
porque dele nada sei
além de desencanto
porque nada me tem
mais intensa que o amor

Deixa-me guardá-lo
nalgum lugar só meu
posso até silenciá-lo
como quem já o esqueceu

Desamo o desamor
porque dele tudo aprendi
mas nada me convenceu
mais que o amor
e amputá-lo dói-me tanto mais
que chorar a saudade

Deixa-me guardá-lo
onde só eu saberei
e se por você me perguntarem
jamais direi que morreu
mas que vive em algum lugar.


JOGO DA PACIÊNCIA

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Quando  falta
resolvem jogá-la
para então resgatá-la

Quando a tiram
falta  a educação
e até o respeito
e dói no peito
de quem sente
a reação

Quem a perdeu
culpa os outros
diz que a tem
mas que de santo não é
e pensa que tem
o que só se mostra
quando prestes ao dissabor.


AMNIÓTICO LÍQUIDO CHAMADO MÃE

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Amniótico fluido que já me envolveu
a tentar me proteger de externos choques
amniótico líquido que já me amparou
na medida exata do que precisei

Etéreo líquido que me conduziu à vida
a minha ótica me mostra tua verdadeira natureza
não és fluido nem líquido
és esse ser chamado MÃE

Sem mais fluidos
envolve-me em tuas noites de vigília em oração
MÂE etérea e terrestre

deixa-me ser frágil se precisar
deste-me a demonstração de tua fortaleza
e dela não descuidarei
deixa-me ser, vou crescendo na dor,
deixe-se ser mais liberta de teus cordões
jamais me perderei de ti.


O QUE URGE

2-a-solidariedade

Não há tempo para discutir e teorizar os reclamos,

urge a solidariedade em favor dos que padecem.

.


RECIPROCIDADE

caminhada1

Do ventre ao embalo do colo
e vieram as mãos
a sustentar as quedas
dos destemidos
primeiros passos.

Do amparo das mãos
ao pés que transportaram outros
ávidos e curiosos
em desvendar novos caminhos
até mesmo aqueles cheios de espinhos.

Quem dera esses pezinhos
que já pisam tão firmes
continuassem a sentir
a força do amor materno
e a compreender que mudar a posição
não é uma inversão de valores
é o fundamento maior do amor.


AO MAESTRO QUE ME TOCA

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(a quem sabe quem é)

Arde-me em fogo
o som etéreo do tom
que tocas em sol

E ainda que em múltipla direção
eclode em minha alma
toda inspiração de tuas notas

Teus sons e acordes
turvam minha visão
ampliam minha sensibilidade

Do grave ao agudo
sinto-me tua própria partitura
do sissone ao pas de valse 
sinto-me até uma bailarina

Ou mesmo uma semicolcheia
a compor um compasso
harmônico e singular

Ah! Como sou incauta!
Quantos frívolos sentimentos!
Ao maestro o êxtase vai além
o som que irradia não há de aportar
mas rebentar em todos os vazios.

E em lágrimas choro
a musa que nunca fui
sequer a simples fusa
que o proporcionou tanta inspiração.

 


REVELAÇÃO DO MEU MUNDO

olhares

Quero o mundo vivo
Pulsante, visto e sentido
Cada mistério
É só uma questão de prisma

Um mundo  preconcebido
Não cabe numa película sensível
Capto o não concebido
Transformo o que já de antemão

Revelo o mundo
Pelos contornos dos meus olhos
Sem fixador
Meu negativo é metamórfico

Sem ácido acético
Sem sala escura
Meu projetor de luz
É minha alma


MEDO DO NOVO

porta20fechada201

Porta fechada
e lá dentro
um coração que sofre
esconde o medo
e as possibilidades do novo

Porta fechada
viver o que conforta
talvez fosse a chave da felicidade
mas muito mais dói sofrer por mais vida querer
sem o novo se permitir

Porta fechada
nada há de encerrado
que a ansiedade já não pressinta
deixa então vir o que é preciso
guarda só o que já vivido


DIVERSIDADE DO SER

caatinga

Arvoro-me em desvendar novos caminhos
em terras áridas de um solo gasto
numa clausura que parece me tolher

Em terras secas, a estiagem assola
a paisagem cinza embacia a aquarela dos sonhos
nesse cenário, redesenho meus caminhos

Em terras áridas de um solo gasto
redescubro minha diversidade
e passo a repensar a liberdade tão sonhada
outrora tão encadeada, refém das memórias recorrentes

Nesse palco inóspito,
a clausura passa a ser a liberdade
a liberdade, cada elo aprisionado
e passo a deixá-lo cada um desobrigado

Nessa paisagem desertificada
a inteira liberdade não mais me assusta
é o elo que me leva da caatinga à terra preta amazonense
da vegetação em extinção a um vasto solo frutificado
com recursos sustentavelmente utilizados.


NOVOS HORIZONTES

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E toda vez que me batem a porta, outros caminhos se abrem.

E não me cega a escuridão, meu norte é o horizonte.


VITRINA

olho

Não tenho o olhar do silêncio
Não reflito sentimento escondido
Meus olhos falam o que sinto
 
São janelas abertas
Raios de luz que me guiam
Retrato fiel do meu mundo

Não tenho o olhar reprimido
Se me olhas, me vês
Sou um espelho (in)discreto

Uma vitrina  invendável
Com transmissão ininterrupta
Conectada à ligações nervosas
I N T E N S A M E N T E
A M O R (OSAS)


CIÚME

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E cada vez que nos perdemos
deixamos a porta aberta
e cada vez que não nos vimos
deixamos lá fora um pouco de amor
trancamos o ciúme no peito
e quando demos conta
já não éramos nós
ficamos a sós
o encanto acabou
a porta se fechou


DESENCANTO

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Antes que o sol caísse
procurei a poesia
e só encontrei pieguice
sem encanto, nem magia

Procurei criar o irreal
e me perdi em memórias
nada além de minhas histórias
com um enredo pouco original

Antes que o sol caísse
procurei a poesia
vi só minha fotografia
era só uma mesmice

Procurei o mundo e só me vi
e ao me ver nada senti
como um galho seco
sem brilho, sem vida.
 


AH! TEMPO INELUTÁVEL

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Ah! Tempo inelutável
foste mais longe do que minha imaginação
trouxeste-me até uma sacada
em plena segunda-feira de carnaval

Ah! Tempo que não para
continuo a te acompanhar
agora sem tanta pressa
te admirando devagar

Nunca te perdi
cuidei de dar passos largos
para nunca lamentar
o que não faria
se fosse te desperdiçar

Ah! Tempo insuperável
meu companheiro invencível
vencemos juntos o medo do futuro
sinto-me a mesma menina de outrora

Sempre te encontrei
até nos momentos de ócio
nada foi em vão
ensinaste-me a te seguir sem cansar
e aqui estou com tantas memórias para contar


DEIXA-ME SER

reflexos

Como ser inteira e zelar pelo encanto que nos envolve,
Se me vês a meia face da mulher que sou?
Deixa-me ser intensa na meia face que te encanta
Guardarei meu lado sombrio para as horas de reflexão
Deixa-me lapidar meu avesso
Quero poder ser tão inteira quanto intensa
Deixa-me ser como te permito ser
Não me vejas mais que a bela imagem que te revelo.


EGOTISMO X AMOR-PRÓPRIO

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E porque meu amor-próprio anda de mãos dadas com minha liberdade,
não me permito ser prisioneira de sentimentos menores.

Concedo-me sempre o salvo-conduto, sob escolta de minha própria consciência,
e aos outros, o direito de se libertar de toda e qualquer energia ressentida.


A MAGIA DO CARNAVAL

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Carnaval de tantas  magias
que tantos já tentaram descrever
indizível o prazer de entrar na folia
com ou sem fantasias.

Da Commedia dell’Arte
surgiram  o Pierrô, a Colombina e o Arlequim,
da Comédia da Vida como ela é,
tantas outras caricaturas até anônimas
como a tentar retratar a vida como ela poderia ser.

Embriaga o prazer dos envolventes ritmos,
a alegria pretensiosa ou despretensiosa,
os encontros descompromissados ou eternizados,
a liberdade de fazer de contas ser livre das opressões,
um ópio absolutamente personalizado
cada um faz a viagem que lhe convém
simplesmente inefável o prazer de cair na folia.


NOSSAS RAÍZES

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Às vezes, é preciso balançar as raízes para sabermos se foram bem alicerçadas.

Algumas nos aprisionam e são meros rótulos que nos foram impostos.


VAIDADE

pavao

Ah! Quão belas são as penas
que adornam os corpos
maquiam as faces
e a todos encantam

Ah! Como enche o ego
a beleza que saltam aos olhos
andar como um pavão
e a todos ofuscar

Ah! Como dói verem as penas ao chão
o corpo já padecido
o  espírito enrijecido
já não há olhos que tudo veem

Ah! Vaidade que amordaça
a idade a todos alcança
vai onde o cego te espera
liberta o espírito da tua graça
deixa-o voar como um falcão
deixa-o ter os olhos que tudo sentem.


A MAGIA DO AMOR

rostos_cobertos

Seria o encanto e encantaria
sem deduções lógicas
seria absurdamente insana
a magia do meu amor
não fosse o mesmo caminho
sombrio que traçaste
na tentativa de me transformar
em mero objeto de prazer.

Sou mais que a dama rubra
que te cobre de prazer
que sem pudor te entrega o corpo
sou mais que a meia parte que me tomas
sem meias verdades, inteira,
amante e companheira,
um complexo chamado mulher.


LÁGRIMA

tristeza

Sabes como ninguém o que sou
o que sinto e o que vivo
conheces minha luz e minha sombra
deixo-te seguir teu curso
na esperança que leve contigo
um pouco da saudade posseira do meu ser


MENINA MULHER

menina-mulher

Quero ser essa eterna menina destemida
que tem medo de ser mulher
quero ser essa eterna mulher destemida
que carrega sempre uma menina
de olhos ávidos por desvendar o mundo

Quero ser essa alegria contagiante
desconhecer as meias verdades
falar sem pensar
imaginar o que não parece importante

Quero tentar tocar as cores do arco-íris
Imaginar meu príncipe encantado
Lamber os beiços e os dedos
Brincar de pera, uva, maçã

Quero ser essa eterna menina destemida
E carregar no colo a mulher que chora
Desapontada porque amadureceu
Escondendo a criança que queria mais vida


O AVESSO DE TEUS VERSOS

avesso202

Entre letras e rimas
Encontro-me em teus versos
Como se em teus braços estivesse

Entre letras e versos
Perco-me pelo avesso em tua métrica
Como se envolvida em desmedidas carícias

Toca-me a derme como a me desnudar
Cada palavra que me traduz
Toca-me ardentemente a alma
Cada sentimento impresso em teus poemas

Não importa que imagens
outros olhos possam criar
míopes e distorcidas elas serão
Só mesmo eu sei onde me colocas e onde me tens.


A ESTRANHEZA DO MUNDO

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O  que me causa estranheza
Não são mais as notícias políticas
O que me causa estranheza
Não são sequer as notícias econômicas

Chamem-me de alheia ou desvairada
Resolvi tentar ser feliz num mundo à parte
Onde eu possa cumprir e esperar o prometido
Onde responder civil ou penalmente seja coisa de outro planeta

O que me causa  estranheza
São mesmo os acintes de quem espero o melhor
A quem me dôo com amor a cada dia
E me pergunto se existe outra forma de ser feliz
Sem a possibilidade de ser refém do amor?


REENCONTRO

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Apenas sei de ti
o que te imagino
apenas sinto de ti
o que te ofereço
não te espero mais que isso
mas te quero muito mais

Nosso encontro nada tem de acaso
e quando chegar a hora
veremo-nos como jamais
pudemos imaginar
somos mais que nossas fantasias
já éramos antes um para o outro
um grande reencontro.


PALAVRA MALDITA

casal-briga-tatica-guerra

(Foto de Tatica Guerra)

Tenho medo das palavras
que o silêncio emudece
distanciam a proximidade

Tenho medo da omissão
que fala e ensurdece
fragiliza e desfaz os afetos

Melhor seria que não existisse
a palavra maldita
melhor seria que não existisse
a omissão insensível

Melhor seria que o silêncio
falasse a palavra omissa
que rumina e corrói
a alma dos orgulhosos


O OLHAR ALÉM DA ÍRIS

casal20lindo

Foto de Vicente Wallace

Não era a forma
era a inspiração
não era o perfume
era a insinuação

Um desejo natural
reprimido ou permitido,
estaria sempre à margem
da ótica do oprimido

Não eram as palavras
era o indizível
era a lascívia
talvez o incompreensível

Não era a razão
era mesmo o prazer
a paixão que aprisiona
e faz escarnecer

Não era só o olhar
era o mistério além da íris
o toque além da pele
era o início de um grande amor.


AH! ESSA INQUIETUDE!

ansiedade-sintomas

Ah essa inquietude!
que me aflige se está tudo bem
que me maltrata se está tudo mal

Às  vezes me pergunto
se inquietude ou falta de gratidão
ao presente tão precioso que é o agora

Inquietude ou ansiedade
ambos querem saber do amanhã
queria domar esse estado de insensatez

Desembrulhar o presente
já não é fácil, tantos nós ainda apertados
tantos laços mal acabados

E o que há por vir, se não se sabe esperar
é antever as possibilidades
se fechando ao que já é.


O ÓCIO

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Como parar o tempo
e esperar novas primaveras
se mesmo adormecidos
estamos a semear novos campos?


QUANDO O ANJO FALA

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Entre ir e vir
Percorri o que desejei
Entre ir e não voltar
Permaneci onde estive

Entre ficar e me arrepender
imaginei ter deixado de descobrir novos caminhos
Até entender que sempre que escutei meu coração
Fiquei no exato lugar onde deveria estar.
Foi quando deixei meu anjo falar


O OLHAR ALÉM DA IRIS

beijo_apaixonado1

Não era a forma
era a inspiração
não era o perfume
era a insinuação

Um desejo natural
reprimido ou permitido,
estaria sempre à margem
da ótica de alguém

Não era a forma
era a imaginação
não eram as palavras
era o indizível

Não era a razão
era mesmo o prazer
a paixão que aprisiona
e faz cegar

Não era só o olhar
era o mistério além da íris
o toque além da pele
além da paixão, era o início de um grande amor.


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