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GRAVATÁ AMARELA

Ipê amarelo de Gravatá:
Que mistérios se escondem em tua flor?
Que segredos se entranham em teu florar?
Diz-me de que ourossão feitos teus enfeites
Que se penduram e pendem
Até o chão encontrar …
E aí a estrada se amarela
E, de tão bela, pede ao passante para parar …
Como seguir diante de tão belo cenário? 
Para que?
Amarelo, fiel depositário e guardador do açafrão, do ouro, da flor do Ipê …
Até as rãs saem do aconchego frio para te ver …


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OS FANTASMAS E UM CASAL DE BODE

A casa é deveras malassombrada.
e os fantasmas, a passos lentos, passeiam no alpendre
onde descansam guarda-chuvas que guardaram apenas sol,
pois chuva não lhes foi oferecida.
Minha cachaça aguarda,
ao lado de uma dupla de cajás, a hora certa de ser entornada
antes que o sol se ponha.
Frutas podres, mas ainda dependuradas
em suas mães-árvores outrora frondosas,
avistam de cima a bosta de bichos vadios,
sem asas, que tentam, mas não sabem voar.
O que era Hospital, quase no começo da serra íngreme,
é um quase Hospital que cai a cada dia um pouco,
e em sua torre não mais se vê telhas. Apenas o lugar delas.
Quem é dali sabe do que falo
Um bicho magro, bode a fugir da faca, se junta à sua cabra querida,
se escondem num chiqueiro improvisado
e fazem amor à luz da lua,
que chegou de mansinho, sem fazer alarde.
A arca de Noé espera paciente a chegada de todos os bichos.
No alto da Serra do Araripe, bem longe do mar,
o casal de bodes se atrasará, por um justo motivo.
Rogo paciência a Noé.


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UMA BODEGA NO MATO

Duas ‘fôia de papel
Pra embrulhar coisa alguma
Nada, vendendo de ruma
Mosca fazendo escarcéu
Garrafa seca sem mel
Formiga sem formicida
Sem rapadura ou batida
Balança pença sem prato
Uma bodega no mato
Mesmo sem nada é sortida

caba contando lorota
devendo pra mais de um mês
só Maciel de frequês
com Xico tomando meiota
na saída o dono anota
a conta na caderneta
dinheiro, só com luneta
em Iguaraci ou no Crato
uma bodega no mato
mermo sem nada é porreta

meio cibazol furado
e dois dedim de aguardente
par de óculos sem lente
farpas do arame farpado
um papel todo riscado
uma caneta estragada
um cabo cotó de enxada
remédio pra matar chato
Uma bodega no mato
É uma fartura de nada

25 dezembro 2017 XICO COM X, BIZERRA COM I


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ALMA INQUIETA

No verão de outros dias você foi batendo suas asas em sentido contrário às minhas alegrias. Vestias a mais branca das cambraias, blusa e saia a combinar com o claro engomado do sol. E eu, com minha alma inquieta, procurava a primavera no bolso do meu casaco azul e só encontrava o outono das dúvidas. Não achava a paz que tanto buscava. O coração, descompassado, batia sem futuro, lembrando o passado e o tempo bom de tudo que um dia foi. De presente, apenas a lembrança da ausência sentida e uma esperança pequenininha de que, no inverno, a chuva traria seu sorriso de volta numa daquelas gotas que caía e escorria pelo terreiro da saudade.

18 dezembro 2017 XICO COM X, BIZERRA COM I


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EU E TU

Sou pés descalços em grãos de areia fina,
Buscando tuas terras firmes, rochosas,
Belas, formosas …
Mas feri-me de tanto te buscar
De andar à tua volta e de não te achar …
Vesti-me então de vento
E busquei os ares do mar, para,
Leve, levar-me a ti …
Para te agradar
Risquei poemas no chão de areia branca
Correndo o risco de ser saudade sem te ver,
Fui estrada longa, com princípio, meio e sem fim
Com todos os nãos, nenhum sim …
Não cheguei, não chegarei,
És um acolá distante e eu sou apenas um aqui
Que de tão perto nem sombra sou …
Somos apenas eu e tu,
Nada mais que dois pronomes
Que dão nome a um amor que não há …

11 dezembro 2017 XICO COM X, BIZERRA COM I


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SUSTENIDOS DO VENTO, BEMÓIS DO LUAR

O Teatro inundou-se de beleza e as notas musicais passeavam de ouvido a ouvido, de coração a coração. As maiores sinfonias não seriam grandes se todos os instrumentos não se abraçassem entre si: se os sustenidos do vento não soprassem em sintonia com os bemóis do luar, se o compasso dos sonhos não comportasse notas alegres como o canto de uma sabiá, com intervalos coloridos como as asas da mais bela borboleta. De nada adiantaria um Maestro, por melhor que ele seja. A platéia, respeitosa, saberá aplaudir toda a Ópera, porque construída com amor e dedicação. E ao final, quando o sonho voltar a ser apenas um sonho, a alma de todos estará mais leve, flutuando serena em meio às escalas musicais que nos ajudam a transpor os acidentes não musicais que nos atordoam e nos deixam menos felizes. E acordes sonoros conduzirão nossos olhos para tantas mariposas brancas, pardas ou luzentes, tanto quanto formos merecedores de enxergá-las.


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DE MEIO-GOLE EM MEIO-GOLE

Eu e meu amigo abstêmio José Paulo, na casa do Editor Berto

Meu amigo detesta álcool, qualquer que seja a sua natureza: cerveja, whisky, cachaça. Nada. Conhaque, nem pensar. Mas, cavalheiresco que é, tolera os amigos que têm o paladar tolerante para as bebidas e com eles se senta às mesas, apenas para petiscar e jogar conversa para fora e para dentro … No seu caso, meio gole de champanhe a cada réveillon é o máximo a que se permite, porre maior com que se deleita. Ou seja, a cada dois anos, um gole completo de champanhe. Hoje, aos 60 anos e imaginando que seu ritual alcoólico teve início à flor de seus vinte anos, ou seja, há quarenta anos, chega-se à fácil conclusão que o meu amigo, ao longo de sua trajetória ‘boêmia’, ingeriu até agora 40 meio goles do precioso líquido francês, o equivalente a 20 goles de champanhe. Ou, feita a devida equivalência corretiva, um terço de uma garrafa do precioso líquido de origem francesa. Menos por curiosidade e mais por falta de algo melhor a fazer, usei goles d’agua para encher uma garrafa de champanhe secada no meu último réveillon e fiz a experiência que me indicou a necessidade de 120 meio-goles para enchê-la totalmente. Assim, uma garrafa integralmente cheia, tomada aos meio goles anuais, consumirá 60 goles líquidos, ou, na medida dele, 120 meio goles. Se a cada 2 anos ele bebe 1 gole e, desde que começou, já bebeu 20 goles, resta-lhe beber 40 goles para realizar a proeza de secar a garrafa, o que demandará exatos 80 anos, mantida a medida do meio gole anual. Assim, somente no réveillon de 2097 poderemos comemorar a festiva data. Até lá vou bebendo minha cervejinha diária para que, aos 147 anos, eu e ele, lúcidos, bengala a nos amparar, possamos comemorar a data, com mais um meio gole da bebida francesa. Levarei de presente uma garrafa de Krug Clos d’Ambonnay, feito com as melhores uvas Pinor Noir para o início de novo ciclo que se findará em 2157. De minha parte, após a festa, entornarei uma boa caneca de chopp e torcerei para que, na volta para casa, não me depare com os fiscais da Lei Seca.


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PALAVRA MUDA

Calo e deixo a minha voz muda. O silêncio cheiroso das letras que se ajuntam para fazer o som das sílabas é tudo que se encontra em um dicionário repleto de palavras próprias para me fazer rir ou chorar. Parágrafos enormes com lotação completa de palavras se acotovelam no texto que preenche aquele livro de folhas finas e menos dizem que o que diz meu olhar. Mas a palavra insiste, existe e é o destino final das orações, o casuismo do verbo, o caminho das frases. Falo, com a boca ou com os olhos, mas falo, ainda que queiram impedir. Não posso calar.

27 novembro 2017 XICO COM X, BIZERRA COM I


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ANDARILHAR

Para que se prestam os caminhos se não para andarilhar?
Por estradas e veredas, andarilho, sim,
Vendo o dia amanhecer, o sol dando bom dia,
A vida se acordando com o ‘De Acordo’ de Deus.
Para que lembrar de um adeus?
De tristezas, não vale a pena lembrar.
E esqueço tudo que não for sorriso.
Prefiro a vida, o tempo, o canto.
Do destino, perdôo as covardias
e descubro-me menino,
inventando sonhos, fabricando asas, voando.
E escrevendo versos, cantando, sorrindo.
E andarilhando.

20 novembro 2017 XICO COM X, BIZERRA COM I


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VIVA A TODOS

Viva quem está na Bahia, em Pernambuco ou em qualquer lugarzinho escondido nesse Brasil. Tenhamos sempre razões para dar vivas a todos, a brancos e pretos, a velhos e jovens, a belos e feios. Aos que torcem pelo nosso time e aos que torcem pelos rivais. Vivas a quem percebe que somos todos iguais, em cor e em dor, em jeito e em peito, em mares e ares viajados. Vivas a quem não tem dúvidas quanto o valor da Poesia para apaziguar a alma e açucarar o coração. Vivas a todos que alimentam motivos para dar vivas a todos os povos. De algum lugar outros vivas virão com o objetivo de sorrisos banguelas em gargalhadas de alegrias, desalentos em esperança e, principalmente, gente com força para mudar e melhorar, apesar de todos os pesares, E se todos aos vivas tantos se juntassem, tanto melhor.

13 novembro 2017 XICO COM X, BIZERRA COM I


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SEVERINOS

 

Às vezes sonho com saudades
de quem sequer conheci.
Ontem, foi de João Cabral
e de seus Severinos tantos,
todos magérrimos, todos famintos.
Era um cinema, era escuro.
Eu e ele na última fila.
Fim do filme,
Latifúndio dividido, nem largo nem fundo,
Vi escorregar uma lágrima do olho de João.
Choro que molhou
O punhado final da terra
Que jogavam sobre o homem,
A poeira última, o derradeiro pó.
Senti escorregar uma lágrima do meu olho.
Era escuro e não era um cinema.
Solidário, disse-lhe:
– Nada mudou!
As luzes do cinema não se acenderam.


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HÁ GOSTO EM CANDEIAS

A rede de varandas perfumadas
balança um arco-iris de sete mil cores
enquanto a língua do mar
lambe grãos de areia mágica e conchas sorridentes.
U’a boca carinhosa, na janela dos afagos,
descansa ruminando ondas de abraços
açoitados por doce e terna ventania.
Sementes ninadas preparam setembros …

Nas telhas, uma gota d’água repleta de afetos
sussurra o canto feliz de quem avisa chuva …


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A MULHER QUE NÃO CRIA EM DEUS

Aquela mulher de tantos nãos bem que poderia transpirar futuros e exalar suores de um presente ausente, gostasse dos sins. Quem sabe, transferir seus íntimos backups para pendrives e liberar a memória para assuntos de amor? Perdeu tempo. Versos lhe assustavam, prosas não lhe interessavam e eventuais romances estavam todos ainda no prólogo, no aguardo de inspiração. Faltava-lhe um prefácio animador e uma apresentação decente. E assim seguia, passo a passo, sem índice definido, por São Joões tantos. Dela, sumiram as notícias. Talvez esteja a bordo de um balão, num céu azul e distante, olhando lá de cima, esperando crer num Deus que ela não cria e no aguardo de um milagre que ainda pode acontecer. Ou não. Estará dançando um forró ou deitada sob um pé de acerolas ainda verdes?


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UM JARDIM PARA CECILIA

Um jardim para Cecilia:
não o trago por falta de flores.
Os que conheço,
Sobram-lhes as dores dos dias de hoje,
sem borboletas ou lavadeiras,
sem folhas verdes faceiras
e passarinhos com ovos nenhum em seus ninhos…

Também não lhe trago um caracol.
De que adiantaria um se não há sol
que penetre sua concha?
Sequer sei onde busco
um vespertino lusco-fusco
que o torne mais molusco.

Não poderei trazer sapos e formigueiros,
nem cigarra e nem canções:
o povo é mudo, sem emoções
e jardineiros já não há…
Os sapos se foram e s formigas sumiram
levando com eles as canções e as cigarras
na maior das farras.
Onde estarão?

Resta-me trazer para Cecília
um carnaval, mas, sem Pierrots,
sem frevos e alegrias, sem serpentinas,
Sem Colombinas…
Apenas palhaços,
traços do povo e gente assim feito nós,
entre o muro e a hera,
trepadeira no outono da primavera,
ou no inverno do verão…
De quebra, e para alegria dela,
Prometo trazer-lhe um grilinho dentro do chão…

De tudo que lhe traga, Cecília mais gostará
Do grilinho dentro do chão…
Sei bem de Cecília, conheço seu coração…


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JOÃO E ZÉ

Vendo a vida atrás das lentes de um ray-bam João rumou à Academia pensando em um dia ser o maioral, músculos e bíceps à la Schwarzeneger. Na mão, o i-phone que lhe mantinha a par de todas as fofocas coloridas da periferia e lhe ofertava os sons mais modernos. Em tempo real. De bermuda suja e rasgada Zé o espreitava na primeira esquina. Mirradinho, a Zé interessava apenas o celular, com suas fofocas de what-zap e sua parada de sucessos e o óculos que tornavam a vida mais verde. De arma em punho, Zé deixava de ser mirrado e tornava-se gigante diante de um João, este sim, agora mirradinho e indefeso. Sem opção, João passou a ver a vida em sua natural cor. Naquele dia não correu cinco quilômetros na bicicleta parada e não pode mandar a foto para seus amigos do Facebook. Restou-lhe apenas, no bolso de trás de sua calça jeans, um carnê da Casas Bahia com duas prestações vencidas.


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PAULA

Paula é do tempo em que ainda existiam relojoeiros, sapateiros e amoladores de tesoura. Morava vizinho à sua casa, nas quebradas de um sertão brabo, um alfaiate. Não mais costura: faltam-lhe encomendas. Paula sobreviveu à fome e à vida vendendo seu corpo frágil, mas bonito, nos cabarés mais lordes do Recife antigo. Sim, ela é do tempo em que existiam cabarés na parte velha da Cidade. Vivia à noite ali e dormia de dia no kitinete alugado no Califórnia. Até o dia em que aportou no cais um navio cheio de japoneses e um deles se apaixonou perdidamente por Paula. Daí, morar no outro lado do mundo foi ligeiro demais. Hoje, Paula ainda lembra daquele tempo, e vive entre Tókio e Cabrobó com a fotografia de um casal de Japonesinhos na bolsa. Ela ama seus filhos. Este fim-de-semana levou-os à praia, bem em frente ao Edifício Califórnia.


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ANJOS E PÁSSAROS

Em tempos de tanta música descartável, minha modesta – mas sincera homenagem ao músico que junta seu instrumento ao peito e saí por aí alegrando almas, corações e mentes do povo brasileiro: o Sanfoneiro:

Num salto profundo
Altura tantas de tantos tons
A sanfona agarra-se ao peito do sanfoneiro
Feito asa, feito pássaro,
Voam juntos
Ele e ela.
E das asas nascem as notas, bemóis,
Brotam sustenidos
Também flutuantes,
Sonoras avoantes
De xotes e baiões
E de tudo o mais que há.
Na leveza do voo
Prende-se, cada vez mais,
À caixa dos peitos,
A sanfona de cores tantas
Quanto os sons que dela saem.
Num pulo sem partituras,
Sem partes, Parto sem dor,
Num pulo de porte
Perto dos deuses que sabem voar,
Flutuam
Qual anjos e passarinhos …

25 setembro 2017 XICO COM X, BIZERRA COM I


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NA BEIRA DA ESTRADA

Sento-me à beira da estrada estreita para conversar com as pedras e trocar ideias com tantas folhas caídas à sua margem. Pequenos grilos cantam canções que só eles sabem cantar. Poucos as entendem. Borboletas cirandeiam alegres e felizes, colorindo o céu azul, de manchas brancas. Um vento sussurra que a chuva está por chegar e me apresso em busca de proteção. Desisto. Faz tempo não vejo a chuva e estou com saudades. Deixo que os pingos que caem me contem segredos guardados nas nuvens e só revelados a quem, como eu, não teme futuros e vive presentes. O peito nu é minha camisa e os cabelos, meu chapéu. Peito aberto, corpo molhado, despeço-me das amigas pedras, abraço as folhas e sigo o caminho rumo às alegrias vindouras. Acompanha-me sorridente um raio de sol pós-chuva, se encaminhando para a formação do primeiro arco-íris do dia. Ele, já brilhante, me deseja um bom dia e eu sigo. Feliz.

18 setembro 2017 XICO COM X, BIZERRA COM I


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TEMPO PERDIDO SEM POESIA

Tinha um coração povoado por sombras e uma alma que se incumbia apenas de transferir gelo para suas veias. Desconhecia o bem querer e o amor era algo estranho para ele. Seus ouvidos não tinham tempo para ouvir os acordes de uma canção ou a leveza suave de palavras ternas. Apenas zumbidos e sussurros lhe chegavam às ouças. Nada mais. Até que lhe foi apresentado um poema de Manoel. Uma poesia de Barros. Poderia ter sido de Bandeira ou de Drumond, mas foi de Manoel de Barros. Aí, as pedras ganharam cor, o escuro se encheu de Luz e a incerteza se vestiu de verdades. Viu quanto tempo foi perdido. Sumiram as sombras e o gelo se desfez. Havia conhecido todo o encanto que há nas palavras. Quanto tempo ele perdeu ao desconhecer o quanto de belo há em um grilo, quanta claridade se encontra numa poça d’água que reflete a luz da lua, quanta sinceridade pode se encontrar numa simples pedra largada à beira do caminho.

11 setembro 2017 XICO COM X, BIZERRA COM I


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PASSAREIO

eu passarinhando,
passeio.
a dor passou
e é só passado …
num passo sem pressa,
passo.
passarinho vou,
vôo,
num feliz passarinhar.
e nem Quintana sou …

SALVE, SALVE
Mário Quintana, Manoel de Barros,
Manoel Bandeira, Pablo Neruda


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa