Um sonho com Zé Limeira e Orlando Tejo não pode ser boa coisa, mas poderia se tornar um plano viável para ajudar no extermínio da mosquitagem, antes que a Lava Jato o faça com a politicada instalada em todos os buracos do País.

Amigo da velha guarda, Ze do Bode, considerado o “Dr. Sabugosa” no Brejo da Madre de Deus, nos apresentou sua “fórmula brejeira” para liquidação do tal mosquito. Desejava minha “cunha prestigial” para agendar-se com os diplomados da Fiocruz do Recife e impulsionar suas ideias fedorentas. Sim, porque um sonho com tal dupla só pode sair muita merda. Disse o veterano da farmascopia brejense que o sonho lhe chegou cifrado, em verso, e ele teve que traduzir:

Mosquito não se combate
Com militar nem tanque de guerra.

Informou haver sonhado com Zé Limeira e Orlando Tejo, que lhe passaram os dados “científicos”, com base na “farmacêutica interiorana do século passado”. Desejava, como bom brasileiro, promover economia, evitando que tanques de guerra do exército estraguem ainda mais nossas tão esburacadas estradas, face à pressão de suas esteiras de aço-carbono.z

Alegava que não serão pequenos os custos do treinamento para adequação àquele tipo de inimigo, nunca combatido por forças armadas. Os da Reserva sabem que para cada tiro de canhão há um acerto cronometrado. Tais armas não se movimentam com a velocidade de uma carabina ou metralhadora. Mosquito não se coloca como alvo. O Aedes, sobretudo, já demonstrou ser ladino. É um inimigo móvel. Com grande habilidade de manobras, inclusive o espírito de ocultação.

Antes de qualquer iniciativa fiquei temeroso com o lance. Soldados são treinados para matar sem prevenir. Não são como políticos que vão matando a população aos pouquinhos. Com os exércitos o negócio é tiro e queda. Depois, estaria ele meio chateado porque aqueles praças que temos visto na tv bem gostariam de estar de fato em guerra. Um exercício de combate cara a cara, de verdade. Mas, guerra a mosquito não dá samba. Nem marchinha de carnaval. Só dá charge.

E continuou Zé do Brejo sua explicação, recebida do “Além e do Aquém onde véve os morto”, como diria Bento Carneiro, personagem de Chico Anísio. Para os cientistas do ramo dos Mosquiteiros e Mosquiteiras da Fiocruz o produto para a matança seria inigualável. Só haveria reclamação das indústrias de repelente, que estão superfaturando adoidadas, e as farmácias que estão corrigindo preços.

Mas, expliquemos os finalmente. De início seriam recrutados bons repentistas para se fazer uma “Roda de Viola” e atrair a mosquitaiada. No centro u’a mesa de cachaça com um balde de pó de Pitu, para ir embebedando os voadores. Seria cheirar e cair. Não haveria mosquiticídio.

Em posição de dança-de-guerra, uns 150 bacamarteiros de Caruaru, divididos em 4 Colunas, a fim de desmantelar a mosquitarada que sobrasse da bebedeira. Logo viria a 5ª. Coluna – a coluna dos “baitolas” – para promover a solução letal: “introdução manual” do produto recém industrializado: SPM – Supositório de Pimenta Malagueta, cuja composição genérica indica conter também o poderoso “Neocitran” e pingos de óleo de rícino, a fim de desobstruir as tripas.

Assim se provocaria caganeira geral em todos os membros diretos da família aedesianas e mais descendentes até a 10ª. geração. Isto tudo baseado na máxima de Orlando Tejo: “Quem tem cu tem medo”. Adeus Aedes.

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2 Comentários

  1. Shimon disse:

    Sr.Carlos Eduardo, obrigado pela cronica para dar uma boa gargalhada, e iniciando assim o dia aqui em San Antonio, Texas. Usando linguajar Amazonense, posso dizer: Pai d’Egua.

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