Sei que o advogado Bóris Trindade, meu querido amigo, não se incomodará de saber que no JBF estou publicando uma de suas historietas que li no saudoso Diário da Noite.

Donzela matutona, de trinta e poucos anos, nunca vira um homem nu nem provara o sabor de um pênis em função, casara-se com um português endinheirado, fato que marcou a cidade de Tabira com uma grande festa e após o cerimonial levou a noiva para viver as delícias da Lua de Mel num quarto no 1º andar da Pensão de D. Chica.

Um encanto de ambiente. Parecia mais as mil e uma noites, Ele então sugere que ela troque de roupa, tome um banho e se perfume para viver as delícias do amor. Enquanto isso, como bom português, deixou seu banho para depois. Despiu-se e ficou à espera da esposa, pronto para instrumentalizar o amor.

Ao sair do banheiro e ver o maridão deitado nu, com as partes escrotais expostas, salientando-se a manjirioba de cabeça avermelhada, já em adiantado estado de excitação, dá um grito e pula a janela apavorada, evadindo-se da cena nupcial.

Dias depois ocorre o processo de cancelamento do casório e diante do Juiz ela se faz ouvir:

– Minha senhora, depois de tão bela cerimônia e ao lhe oferecer um ambiente tão significativo para a primeira intimidade, como é que a senhora se vai feito uma louca de janela abaixo, sem dar ao marido ao menos um adeus? Pode nos explicar por que deseja cancelar o casamento?

– Olhe seu Juiz, quando saí do banheiro e vi aquele homem cabeludo, deitado e de pernas abertas, com a manjirioba dura já espirrando mel, me assustei. Ainda mais quando ele disse:

– Venha, minha filha, venha todinha!…

– O senhor iria, seu Juiz?

– Não moça, Deus me livre. Cancelarei seu casamento sem mais delongas.

História de Bóris Trindade, no Diário da Noite, em 12/Mai/1958

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1 Comentário

  1. DECO disse:

    Não é que o juiz está certo, Eu também não! kakakakakakakaka…

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