9 dezembro 2016MANCHETES PARA JORNAL



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Francisco José, jornalista que iniciou carreira no “Diário da Noite”

Quando trabalhando perto de Nilo Pereira e Jorge Abrantes, na Empresa Jornal do Commércio S.A., no Recife, aprendi muitas coisas sobre jornalismo. Estávamos nos primórdios de 1950. Ouvi de ambos que o capítulo mais importante para um bom repórter era saber aplicar manchetes atraentes.

Exemplificando, chamo a atenção para a genialidade do jornalista que fez manchete recente. O fato: Laboratório de Análises do Rio de Janeiro foi descredenciado pela Coordenação Internacional da Olimpíada para fazer exames de doping.

A manchete: LABORATÓRIO TOPADO. O jornalista aí foi gênio.

Lembro-me de cena curiosa de minha trajetória, ocorrida em 1957, quando Luiz Teixeira, era Chefe de Redação do “Diário da Noite“. Dessa safra saíram grandes nomes, dentre eles a cronista Isnar de Moura.

Iniciava-se na parte esportiva nosso querido Francisco José, astro dos maiores da TV Globo, diplomado em Direito e Jornalismo. Excelente redator de grandes manchetes, bom narrador, sendo inclusive escritor, figura que muito admiro e a quem presto meu respeito.

Aos 19 anos andei por lá como jornalista-aprendiz. Numa das aulas de treinamento, contou um fato e pediu a manchete. Éramos quatro jovens, numa saleta da Redação do jornal. Tivemos 30 minutos para fazer a manchete.

Este foi um dos grandes momentos que vivi no aprendizado do jornalismo, num tempo em que não havia faculdades e muitos desse tempo tornaram-se “Provisionados”.

A história foi a seguinte:

Uma senhora fora à missa, como o fazia todos os domingos, deixando em casa o marido – que era ateu – e a empregada doméstica.

Havendo esquecido o véu, depois de algum tempo, volta a senhora para buscá-lo. Notou que a porta da frente estava aberta e tudo calmo. Calmo até demais. Foi entrando de mansinho, pisando de leve. Desejava assustar o marido porque deixara a porta da frente aberta.

Ao passar pelo quarto do casal notou cena pouco comum. O maridão estava “furunfando” com a empregada, na maior sem-vergonhice.

Enraivecida, passou direto para a cozinha, pegou uma faca-lambedeira que usava para cortar ossos, e partiu pra cima do safado, sem pena. Para causar impacto, bateu com o cabo da faca na porta, a fim de quebrar o silêncio da cena. Assustado o garanhão retirou rapidamente o membro-viril das entranhas da criatura, olhou para traz com rapidez de relâmpago e pulou da cama, ainda de pênis ereto.

Ela partiu para o ataque fulminante. Num só golpe, decepou o “instrumento do pecado” do “fudelhão.”

Essa foi a história contada aos “focas” do Diário da Noite. Não me lembro o que foi escrito pelos outros colegas Só sei que sugeri a manchete: “Surpresa Maldita”. Mas não fui o melhor.

Nunca, porém me esquecerei daquela que foi a preferida do professor Teixeira. U’a moça que depois se tornou grande escritora – Isnar de Moura, criou a manchete eleita: CORTOU O MAL PELA RAIZ.

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4 Comentários

  1. Shimon disse:

    Professor, me lemro de um manchete de 1969 na epoca de puritanismo e censura em Manaus.

    Filho bate na mae e levanta PAU para ela.

    Lendo a materia era, um filho bebado bateu na mae e pegou um padaco de pau para dar nela, era nada demais, e o vendedor do jornal ficava gritando: Levantou Pau para Mae, vendeu como picole no calor.

    Bons tempos do colegial.

  2. Carlos Eduardo Carvalho dos Santos disse:

    Caro Schimom

    Grato por sua leitura e pitoresco comentário.

    A sugestão, agora, é aproveitar o mote, começar a colecionar manchetes e produzir um compêndio muito engraçado.

    Papai costumava introduzir manchetes em nossas conversas aproveitando motes e adágios correntes no Recife de 1940:

    Certo vizinho levara um quedaço ao pegar um peso, danificando a coluna.

    De pronto ele soltou esta:

    “Quem não pode cagar bebe garapa!”.

    Fica a sugestão.

    De Olinda, diretamente do Pontal do Rio Doce – lugar mais conhecido como “O Penico de Renildo Calheiros”, o Prefeito, (irmão do “outro”, de Brasília) um abraço com desejos de Feliz Natal com peru ou mesmo com frango desfiado, Carlos Eduardo – santosce@hotmail.com

  3. Deco disse:

    Muito Bom! kakakakaka… Só quero ver a manchete quando o Alckimin for preso pela lava jato: “Apóstolo vira Santo e é preso”

  4. joaquimfrancisco disse:

    Cortou o mal pela raiz. Estória muito triste que mostra a violência das mulheres contra homens indefesos. Poderiam dar uma rasteira, um soco, um arranhão, um leve chute no saco e a manchete seria outra talves mais amena. Este tipo de poda é phoda, e a jardineira ao voltar de outra missa não terá mais aquele galho para pendurar seus sonhos.

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