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Edfício Capiba, Av. Rio Branco, 240 – Foto de Fritz Simons

A título de breve análise sociológica, poderíamos dizer que o Banco do Brasil registrou outra História além da contabilização de suas ações financeiras, durante estes mais de 100 anos de funcionamento em Pernambuco: aqueles atos de bastidores que o publico não percebe. Ao lado de sua punjança material sempre conviveu um patrimônio humano realmente excepcional e sobretudo bem humorado.

É atributo do seu funcionalismo, ser alegre e comunicativo. A camaradagem e integração é um fenômeno que assinalei no livro: O Banco do Brasil na História de Pernambuco, cuja foto de capa ora publico.

Os apelidos predominavam nos tempos em que participei daquela equipe, como bancário, por mais de 30 anos, onde cada funcionário tinha uma alcunha que melhor identificava seu biótipo, no meu caso fui alcunhado por Zé Peninha.

Entre os tantos ali citados pubiquei alguns muito conhecidos: Carnera: Felinto Nunes de Castro Alencar; (um dos grandes compositores de frevo de Pernambuco); Capiba: Lourenço da Fonseca Barbosa (compositor cujo nome representa a identificação do mais alto prédio do bairro); Chico Brahma: Francisco Brás Martins; Boca de Boceta: Mário de Morais Afonso; Pedro Limão: Pedro Lima; Solaranjas: Solimões Franco; Caga Raiva: José Luiz Ribeiro; Cu de Pato: José de Melo Aragão; Chuvisco: Dr. Ramos Leal; Defunto Lavado: Mauro Rosa Borges; Doutor Goteira: Henrique Vieira.

Todavia, daqueles tão saudosos companheiros de trabalho nenhum mais conhecido por suas histórietas superou Mané Preguiça.

Manuel dos Santos Malheiros, cidadão sério, dava expediente em horário sacrificante: das 10 da noite às 6 da manhã. Isto lhe custava sacrifícios. Para atender à diminuição da fadiga, ao concluir suas tarefas, ele tirava boas sonecas, em cima do balcão, onde colocava um colchonete e travesseiro. Certo dia foi fotografado por Ernesto Viriato de Medeiros.

Com a foto no “Quadro de Avisos” o apelido pegou. Tal identificação muito o incomodava, mormente quando começou a se projetar na sociedade, inclusive no meio evangélico.

Anos passados, progrediu na vida particular graças as seus esforços nos estudos, não chegando a diplomar-se como doutor, mas conseguiu galgar a posição de Pastor Presbiteriano, o que lhe dava certo status. Sentindo-se por isso “importante e autoridade”, desejou aniquilar aquela alcunha que o perseguira há tantos anos.

Foi ao Gerente e fez o pedido para que se desse um paradeiro. Fez quase uma apelação. Sabendo quem participava de uma famigerada Comissão dos Apelidos, o gestor José Augusto de Melo, consciente da propriedade do pleito, informalmente pediu aos colegas Simplício Menezes e Izaldo Vasconcelos, que evitassem o apelido tão desmoralizante para a sua condição atual.

Seria atendido, mas Manuel dera verdadeiro “tiro no pé”. Na semana seguinte, no “Quadro de Avisos Internos” apareceu:

“Comunicamos aos colegas que devido a uma solicitação do Gerente o apelido de Mané Preguiça passa a ser Pastor Alemão.”

Foi um desastre. Logo a agência ficara cheia de motivação para o novo apelido. A reclamação ao Gerente funcionou como a historinha do soneto: a emenda foi muito pior. Um tiro no pé.

2 Comentários

  1. Joaquim Francisco disse:

    Me lembrou de uns comentários bem presentes ainda na internet,mas Mário de Morais Afonso, hum….Jose de Melo Aragão hum….biotipo?. por favor não explique-se melhor.

  2. Deco disse:

    kakakakakakaka… A emenda saiu pior que o soneto…

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