bb

Foto de Fritz Simons tomada da Praça da República, vendo-se ao fundo o Edifício Capiba, onde funciona a principal agência do Banco do Brasil no Recife

BAR VIRA BANCO – Poderia parecer piada, mas o Banco do Brasil materializou os primeiros atos legais para iniciar sua atividade em Pernambuco, no ano de 1913, no Bar Shipchandler, que até os anos 70 funcionou na Avenida Alfredo Lisboa, na frente de uma Bomba de Gasolina, porque nesse tempo não havia Postos de Combustível.

EDIFÍCIO APELIDADO – Decorridos 100 anos de sua instalação no Recife o Banco comemoraria o centenário, identificando oficialmente seu majestoso edifício-sede da Agência Centro com o apelido de uma pessoa, o que seria incrível se não fosse seu mais ilustre funcionário: Capiba.

ALTAS BEBERICAGENS – No bar, em meio às “lapadas” de whisky e “canipilina de cabeça”, entornadas pelos educados ingleses e distintos brasileiros, o Gerente-instalador, Joaquim Correia de Oliveira Andrade teve que se acomodar improvisando um escritório. Usando chapéu e vestindo terno de linho branco completo instalou o Banco e trabalhou na incômoda confraria sem perder a classe e impondo respeito.

CANETAS DE VIDRO – O primeiro equipamento a ser desembarcado foi um pesado cofre. Numa das enormes mesas redondas, por não haver máquinas datilográficas, contabilizava à mão, escrevendo com canetas espiraladas, de vidro, em papel-pautado, todos os atos dos primeiros registros legais. As somas eram feitas de memória porque não havia calculadoras.

MEMORÁVEL BUROCRACIA – Escreveu e enviou cartas que seguiram para a sede, no Rio de Janeiro, por via marítima. Nesses anos não havia facilidade de transporte aéreo. Ali também registrou funcionários e contratou o aluguel do prédio. nº 123, da Rua do Bom Jesus, antiga Rua dos Judeus, que serviria como sede local.

A REPÚBLICA – Para breve nota sociológica poderemos acrescentar que o jornal “A República”, cujo preço da edição custava 100 réis, noticiou: Com a presença do Barão da Casa Forte, Antônio João d’Amorim, Presidente da Associação Comercial de Pernambuco além de outras ilustres pessoas, inaugurou-se ontem a agência do Banco do Brasil nesta cidade.

CÉDULAS DUVIDOSAS – Outro fato singular que merece registro é que na página policial do mesmo jornal, já naqueles tempos, se registrava um derrame de cédulas falsas no município pernambucano de Canhotinho. Isto há mais de 100 anos. Pode?

DOUTOR CAPIBA – Outro fato da mais alta significação histórica foi ter seu edifício-sede atual, na Avenida Rio Branco, 240, a identificação por apelido de uma das pessoas mais conhecidas do Recife – Capiba – na verdade, Dr. Lourenço da Fonseca Barbosa, Bacharel em Direito, Mestre de Banda e grande piadista de nossa província. Um imortal.

Compartilhe Compartilhe

2 Comentários

  1. Fred Monteiro disse:

    Excelente notícia histórica, caro Carlos Eduardo. Também fui bancário, do então Banco da Lavoura de Minas Gerais, que tinha Agência anexa ao vetusto prédio do Diário de Pernambuco, sendo transferido depois para a Avenida Dantas Barreto. Antigamente, ser funcionário de um Banco, principalmente o Banco do Brasil, era um senhor cartão de visita. Parabéns pela matéria! E saudades do velho Capiba, a quem tive o prazer de conhecer.

  2. Carlos Eduardo Carvalho dos Santos disse:

    Oi, Fred,
    Que bom poder aferir meu IBOPE BUFÂNICO através de gentis comentários como o seu. Peço enviar-me o e-mail para que eu lhe possa transferir algumas notas sobre livros que escrevi a respeito de Bancos. Aqui em Olinda, a sua disposição, o:
    santosce@hotmail.com

Deixe o seu comentário!


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa