31 janeiro 2017PACIENTE DE PIRIPAQUE



No Hospital Esperança, de Olinda, este colunista, sem foto shop, ‘meio Lá meio Cá’ 

Inerte, deitado e imóvel no “leito indesejado” de um hospital olindense que agora tem nome de Esperança, tremendo mais do que motorista de Toyota, fui fotografado em 29 de janeiro de 2017, logo após ser conduzido por Carlito, Socorrista e Bombeiro Civil.

Escapei pela “lateral da vida”, por sorte. Após vários exames negativos. Tipo Ficha de Serasa sem restrições. Deixei o nosocômio, mais furado do que uma “Tábua de Pirulitos”.

Diagnóstico: possuidor de uma das piores enfermidades. Aquela que não tem nome. Quando médicos e exames constatam que o “impaciente” não apresenta nenhum sintoma de alteração na “carcaça”.

Aí médicos denunciam, chutando, que é estresse, e recomendam usar chá de flor de laranja com uísque à moda caubói.

Por comentários à “boca pequena” nos bastidores da Enfermaria, ouvimos dizer que poderia se tratar de doença que tem atacado os pilotos da “Fórmula 1”. No meu caso, “Fórmula Zero”.

De fato, eu vinha “chutado”, de “pé dentro” mesmo. Quem não enfia o pé no acelerador ao ver aquela beleza de pavimento atapetado da Avenida Olinda, às 9h00 de um domingo tranquilão, sujeito à multa por velocidade além dos 60 km/h? O cenário estimulava.

O movimento da via estava igual a Autódromo de Interlagos. E assim, tomé “pé na tábua”. Quando, de repente, vi e senti “o mundo rodar” sem o carro sair da faixa.

Senti-me ligeiramente “defuntável”. Já pensou?! Pronto para retornar à zona santificada. Assustei-me bastante. Diminui a velocidade acionando apenas o freio-motor, com toda a calma.

Conscientizei-me que estava enfartando ou tendo um troço parecido. Apertei o botão de “Sinalização de Vagalume”, aproximei-me do meio-fio e rodei devagarinho procurando estacionamento. Vi a placa abençoada “Achaqui”. Era o Armazem Coral. Foi ali que parei.

Fiz a curva da ponte do “Varadouro das Galeotas”. Nome pomposo que os portugueses deram e que o povão ignorante de Olinda deixou de divulgar para os turistas acharem interessante.

Suando até pelas “tripas gaiteiras”, senti que era preciso estacionar para não me “debrear”, e acabar como Dr. Ariano Suassuna costumava dizer: “descomendo” o Café da Manhã, pois o esqueleto tremia mais do que vara verde em meses de seca.

Tomei meia garrafada da “agua benta” de Garanhuns e fiz alguns telefonemas anunciando à pré-viúva o acontecido.

Na Praça de Táxi do Mercado Eufrásio Barbosa me ajeitei com Cerezo, que conduziu meu “possante” até o lar, de onde fui levado pelo filho, que é Bombeiro-socorrista, até o multinacional Hospital Esperança.

Recomendei ao Serviço de Imprensa do “Esperança” que evitasse a divulgação, à pedido da pré-candidata à viuvez. Mas, prevenido, antes que o óbito pudesse ocorrer, ditei para o filho uma nota a fim de ser transmitida ao meu comparsa Geraldo Freire, caso a “perda-total do paciente” realmente ocorresse:

Por doença conhecida como “Praga de Mulher Prenha” deixou nosso convívio nesta manhã ensolarada de domingo o jornalista e escritor Carlos Eduardo Carvalho dos Santos, membro da Academia de Artes e Letras, do TAP – Teatro de Amadores e da AIP – Associação da Imprensa de Pernambuco.

Estava aposentado pelo Banco do Brasil, mas não era “Inativo”, nem se considerava velho; apenas “antigo” e em bom estado de putrefação, pois desenvolvia plenamente suas atividades profissionais.

Nascido no século passado, contava 80 anos, 7 meses, 12 dias e 86.416 segundos, de acordo com a “pulseira” do hospital. Deixa, 26 livros publicados e uma porrada de jornais velhos bem conservados.

Além de poucos amigos – porque a maioria já se foi do Aquém para o Além – deixa também uma viúva em bom estado de conservação, 4 filhos de dois consórcios, 12 netos e 8 bisnetos.

Diante da “tragédia”, lembrei-me de um fato real envolvendo meu amigo Edson de Almeida, locutor do “Repórter Esso” do Rádio Jornal do Commercio, que num leito de hospital chamou o filho e gravou a notícia de sua própria morte, com sua voz inconfundível, como se uma edição do famoso noticioso dos anos 50.

E movido por aquela “sugestão”, talvez já enviada do Alto”, antes de receber o Bilhete de Ingresso para me colocarem, com honras e títulos numa das “gavetas de concreto” de “Amaro Bocão”, tive outra ideia acalentada ao longo dos anos para a nota fúnebre de meu esqueleto:

Obituário – A viúva, etc. etc. comunica e convida para o chororô de praxe, do seu ente, às 16 horas de hoje no Cemitério do Senhor Bom Jesus da Redenção, e não simplesmente “Cemitério de Santo Amaro”. E pedi para fazer constar em minha lápide, a seguinte mensagem:

“Fiz o que pude. Tentei tudo que quis. O que não se concretizou foi sonho e se evaporou. Perdi apenas o que nunca foi meu. Na vida fui um acelerado, por isso morri de Piripaque. Fui sem remorso. Espero rever os meus do Outro Lado da Vida. Mandarei recados, se possível.”

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22 Comentários

  1. Goiano disse:

    Ainda bem que o pré-obituário ficou só no rascunho.

    • Carlos Eduardo Carvalho dos Santos disse:

      Dr. José David Gil Rodrigues foi um dos criminalistas mais festejados de Pernambuco. Tinha esquisitices, o que os mais sofisticados chamam de genialidades. Certa feita foi fazer a lápide de mármore para um amigo que era muito pobre e ele achou quemerecia a homenagem. Anotou nome e datas, pagou deixou o cartão de visitas para qualquer dúvida que o marmoreiro. Quando foi buscar a encomenda notou que na inscrição constava seu nome ao invés do morto.

      Não teve dúvidas, pagou e levou, ficando a paga a nova encomenda. Pois bem, durante algum tempo manteve a pedra ao lado de seu birô e seus clientes riam muito quando ele gozava a morte.

      Com base nessa hisória já deixei a minha mensagem pronta, embora correndo da véia da foice.

      Grato por seu comentário. Disponha na Marim dos Índios Caetés de um guia turístico, quando quizer. Um abraço do santosce@hotmail.com

  2. Carlos Eduardo Carvalho dos Santos disse:

    Só sendo um goiano mesmo pra ser tão generoso.

    Mas que foi foda foi.

    De repente eu estava voando por onde nem sabia.

    Perdi o teto como aquele piloto que levou pro céu o Ministro Teori.

    E estava indo na maciota. Questão de milésimo de instantes.

    Agora estou entrando num novo ciclo, APOSENTADO E DE FÉRIAS.Sem poder dirigir carro, sem poder andar nas rus esburacadas da Olinda Monumento Cultural da Humanidade, pelas desumanas calçadas do sr. Prefeito.

    Ainda bem que o médico não restringiu “aquilo”…

    Disseram que ainda poderia introduzir com parcimônia a linguiça em “priquita legal” todas as sextas-feiras… Desde que fossem Sextas-feiras da Paixão.

    Ou seja, uma vez por ano.

    Bom da gota! Poderia ter sido pior.

    Um Pai de Santo daqui de Olinda me disse queessa doença é mais conhecida como “Praga de Veado Arrependido”.

    D. Rosinha, uma rezadeira famosa de Pau Amarelo diagnosticou que havia sido falta de água no juízo.

    Outras opiniões, de vizinhos e amigos da WEB têm aparecido sob a forma de comentários lascantes.

    Um deles me alertando para não comer cu de macaco, que daria como resultado essa resposta violenta do Altíssimo.

    De Olinda, local que chamam de “O Penico de Renildo Calheiros”, (irmão do outro) seu colega fubânico, um abração – santosce@hotmail.com

  3. C Eduardo disse:

    Paty Not Set do Alferes, 31/01/2017

    Parabéns pela forma como descreve o ocorrido, precisa e divertida, apesar de aflitiva. Um sujeito com esse talento, com esse bom humor e capacidade de compreender a vida espanta a “mulher da foice”. Ela vai procurar outros fregueses. Vida longa para nosso amigo Carlos Eduardo.

    • Carlos Eduardo Carvalho dos Santos disse:

      Dr. José David Gil Rodrigues foi um dos criminalistas mais festejados de Pernambuco. Tinha esquisitices, o que os mais sofisticados chamam de genialidades. Certa feita foi fazer a lápide de mármore para um amigo que era muito pobre e ele achou quemerecia a homenagem. Anotou nome e datas, pagou deixou o cartão de visitas para qualquer dúvida que o marmoreiro. Quando foi buscar a encomenda notou que na inscrição constava seu nome ao invés do morto.

      Não teve dúvidas, pagou e levou, ficando a paga a nova encomenda. Pois bem, durante algum tempo manteve a pedra ao lado de seu birô e seus clientes riam muito quando ele gozava a morte.

      Com base nessa hisória já deixei a minha mensagem pronta, embora correndo da véia da foice.

      Grato por seu comentário. Disponha na Marim dos Índios Caetés de um guia turístico, quando quizer. Um abraço do santosce@hotmail.com

  4. Paulo Terracota disse:

    Eta cabra bom!

    • Carlos Eduardo Carvalho dos Santos disse:

      Desde que faturei os oitentinha fui me prevenindo para a foiçada da véia. Pedi a Deus que o último suspiro fosse somente com uma ameaça de golpe, sem sentir a dor da lâmina da sujeita.

      Primeiro comecei a doar livros. Colaboro hoje com a Biblioteca Popular do Rio Doce, que já tem bom acervo graças à transferência dos que foram meus.

      Fui esvaziando tudo quanto pude e encaixotando documentos em caixas de poliestireno.

      Todas as vezes que começo a rasgar papéis vou lendo a fim de medir a importância e só falto chorar.

      Termino nada rasgando porque poderei precisar para comprovar ou ajudar qualquer pessoa com uma informação.

      Velho é uma desgraça. E se for historiador, costuma guardar tudo.

      Dessa forma, estou preparado para retornar ao pó. Não à cocaína, mas à terra.

      Preocupa-me o fato de aqui tanto quanto no Recife, por falta de chão, a moçada está engavetando os defuntos naqueles cubículos que se assemelham a hospedaria de chineses.

      E há notícias que a cada dia mais se enche a população defuntável, e “Amaro Bocão” (Cemitério de Santo Amaro das Salinas) continua engolindo gente para hospedar.

      Grato por seus comentários e se desejar desfrutar uma paisagem colonial, azeite as canelas e venha conhecer a Marim dos Índios Caetés, essa Olinda Monumental para os que chegam e “O Penico de Renildo”, o ex-Prefeito) para os tributados.

      Garanto o patrocínio de deliciosa tapioca-molhada no Alto da Sé para você e seus convivas, excetuando-se se vier com um ônibus lotado.

      Disponha do 81-3011.0612 – santosce@hotmail.com

  5. Glória Braga Horta disse:

    Pela foto , nem parece que sofreu um piripaque. Carlos Eduardo, com essa carinha saudável, jovial e serena, além do senso de humor, você vai ter ainda muitos mais anos de vida. Torço pela sua rápida recuperação!
    Abraço!

    • Carlos Eduardo Carvalho dos Santos disse:

      Na verdade estive até domingo com o esqueleto todo funcionando.

      O choque, no entanto foi psicologicamente brutal, sobremodo porque eu estava dirigindo um automóvel e momentos antes vinha chutado.

      Manhã de domingo, ruas livres, você deve saber: pé dentro até surgirem as “marditas” plaquetas de 60,50,40,30.

      Sendo cristão entendo que tive um aviso divino.

      Minha “anja” deve ter-me dado um bom sopapo e puxou tanto minhas orelhas que naveguei sem sair da cadeira, passandode de um lado pra outro.

      Perder a noção de localização é terrível.

      Nas minhas andanças rodoviárias nacionais, hospedando-me em Brumado, na Bahia, recomendaram-me só ir pra estrada depois das 10, quando osol abrisse as janelas do céu.

      Metido a experiente fui e em certa curva entrei literalmente nas núvens. Fiquei mais cego do que idiota em tiroteio.

      Grato por seu comentário e a generosidade das amáveis palavras.

      Disponha, aqui de Olinda. Vivemos num ugar apelidado “O Penico de Renildo Calheiros” (irmão daquele outro), mas, de fato no Pontal do Rio Doce, praia serena, coqueiros esvoaçantes, paisagem de colônia de pescadores; enfim o velho burgo de Duarte Coelho.

      Contará com um guia amador, para turistear quando desejar vir, desde que sob aviso prévio.

      Não se acanhe que Isabel e eu teremos muita satisfação em lhe oferecer uma tpioca-molhada lá no Alto da Sé. Vai encarar?

      081-3011.0612 – santosce@hotmail.com

      • Glória Braga Horta disse:

        Carlos Eduardo, mesmo sem conhecer, sou fascinada por Olinda. Espero ter a chance conhecê-la ainda nesta vida. Obrigada pelo convite! Se der, eu encaro, sim, com muito praer! Telefone e e-mail anotados. Você é de mais!
        Grande abraço, a você e à Isabel!

  6. Claudemiro Cajueiro disse:

    Quando li a suposta mensagem para a lápide lembrei da música My Way, imortalizada por Frank Sinatra.
    Não nos abandone, precisamos muito de suas “Crônicas Cheias de Graça”. Dependemos (como viciados no JBF) de sua arte para enfrentarmos a turbulência diária.
    Muita saúde e paz.

    • Carlos Eduardo Carvalho dos Santos disse:

      Se for do tipo “viciável” venha exercitar os cambitos nas ladeiras de Olinda, sob frevo ardente e muita gente bonita na ala feminina.

      Viciados partícipes do JBF já formam uma confraria de lascar. Venho renovando minhas amizades, porque, já tendo faturado os oitentinha quase todos os meusamigos se foram para o Alto e preciso recadastrar novos amigos.

      Prepare o bico para uma cachacinha-de-cabeça e depois uma tapioca-molhada no Alto da Sé, ambos remédios para curar até a falênciado “negócio”, o que não deve ser ocaso.

      Disponha do 81.3011.0612. santosce@hotmail.com – Avise antes e vir para eu preparar as orquestras de frevo.

      Um abração bem olindense.

  7. Deco disse:

    Foi só um susto!
    Espero que o mais rápido possível você esteja totalmente restabelecido e pronto para continuar fazendo tudo que gosta e outras atividades do seu dia a dia. Que Deus ilumine seu caminho, abençoando a sua saúde e dando-lhe força para continuar escrevendo dessa maneira descontraída, para o deleite de todos nós.

  8. Brito disse:

    Carlão

    O Paul Newman com sua idade corria que nem você. Só que ele nos EUA e você nas ruas esburacadas de Olinda.
    Saude e Abraços

  9. Pablo Lopes disse:

    Lendo a postagem tive inveja. Não do piripaque, (toc!,toc!,toc!) mas do texto e, principalmente, da forma leve e espirituosa com que descreve momento tão difícil. Acho que, a esta altura da vida, somente quem viveu de bem com ela pode encarar a ceifadeira com bom humor.

    Parabéns Sr. Carlos Eduardo, que Deus continue protegendo e te mantenha conosco por muito tempo; nos deliciando com teus textos saborosos.

  10. CÍCERO TAVARES DE MELO disse:

    Meu querido colega de oficio no Jornal da Besta Fubana, Carlos Eduardo de Carvalho:

    Assim que tomei conhecimento do seu Piripaque, liguei para o pai de santo ZÉ COSMES, lá de Carpina PE, que, em sessão mediúnica, “adivinhou” que um jatinho encantava o ministro Teori Zavaschki, antes das DELAÇÕES PREMIADAS, EIKE BATISTA iria da LUMA À LAMA, e teria aquela “cabeleira postiça ridícula” arrancada pela tesoura do barbeiro BIMBÃO de BANGU 9, e você, com esse senso de humor extraordinário, ainda iria viver a idade de MATUSALÉM, livre, leve, fagueiro e mais eriçado do que o CIALIS!

    Curioso, perguntei-lhe por que tanto otimismo com uma pessoa que ele não conhecia.

    E ele me respondeu na bucha:

    – Meu filho, quem já passou dessa idade e ainda continua “DE PÉ” e com tudo em cima, não tem escapatória, “Deus” não vem buscar agora!

    – Diga a ele que fique frio! Já consultei JUREMA e ela me agarantiu: ELE TÁ SEGURO!

  11. Beni Tavares disse:

    Eis aí o exemplo de um autêntico colunista fubânico. Saude.

    • Carlos Eduardo Carvalho dos Santos disse:

      Pobntal do Rio Doce, Olinda, 1.02.2017

      Beni.

      É sempre reconfortante receber palavras generosas quanto as suas, sobremodo em se tratando de leitores viciados pela “droga” de Luiz Berto – o nosso jornal esculhambativo – e partida de colegas colunistas.

      O mais importante desse nosso sadio entrelaçamento é a grande obra do nosso Editor, que consegue através da escrotização de pensamentos juntar essa canalha toda.

      Todavia, vale notar que todos os colunistas fubânicos escrotíficos, são dotados de uma grandeza maior do que as histórias, charges e comentários que aqui surgem.

      Temos o sentimento mais expressivo da solidariedade autêntica, nunca nos esquecendo de que “jornalismo é Oposição”, como disse o grande Anibal Fernandes, em tempos outros, Editor do velho Diário de Pernambuco.

      Mais uma vez, grato e em Olinda, à sua disposição para o que der e vier, mas sendo dinheiro… procure outro. Kkkk.

      Por seu pronunciamento fico possuidor de diploma de academia.

      santosce@hotmail.com

  12. violante pimentel disse:

    Meus votos de muita saúde e longevidade, prezado escritor Carlos Eduardo Carvalho! Uma excelente recuperação!
    Um abraço!

    Violante Pimentel Natal (RN)

    • Carlos Eduardo Carvalho dos Santos disse:

      Minha poetisa.

      Primeiramente um detalhe: papai me disse que fui fabricado em Natal e mamãe o confirma.

      No mesmo dia do casamento pegaramn um trem e viajaram um bocado. Comeram muita poeira, para chegar a essa maravilha que é sua cidade, um pouco minha também.

      Dias depois os nubentes vieram morar no Recife. Aí finquei minha âncora. Mas, vivendo em Olinda há mais de 15 anos divido meus amores entre Recife e esta, onde vivo perto de coqueiros, areia e mar.

      Mas, a cidade de Natal ficou encastoada em meu coração, como meu berço, de fato, por ter niciado a vida no útero de D. Alice que estava na terra promissora.

      Tenho remetido quase todos os seus versos para uma turma que tem como líder o poetíssimo Dr. Carlos Antonio Rabelo, de São Bento do Uma, PE, uma encruzilhada poética onde se reuniram os grandes do repente nordestino, tanto ontem quanto hoje.

      Grato por seus sinceros desejos de saúde e longevidade.

      Sei que foram sinceras as palavras dirigidas a um velhote de quase 81zinho.

      Mas uma coisa lhe digo, vou ficar, aos 18 de junho, mais antigo entretanto, “velho” jamais serei.

      Quando muito um “clássico” ou fazendo o papel de Velho de Pastoril.

      Disponha, em Olinda, quando desejar vir.

      Sou um guia amador oferecido aos não exigentes.

      Azeite bem as canelas para enfrentar as inclinadíssimas ladeiras e ative as papilas gustativas para saborear, por nossa conta, uma deliciosa tapioca-molhada fabricada por D. Zefinha, lá no Alto da Sé, onde subindo ao elevador, no coco do morro, terá visão espetacular das duas cidades-irmãs.

      Beijão respeitoso e fubânico.

      santosce@hotmail.com – 81.3011.0612

  13. violante pimentel disse:

    Fiquei honradíssima com as suas palavras, querido escritor Carlos Eduardo Cavalcanti! Muito me orgulha tê-lo quase como conterrâneo!
    Muita saúde e muita inspiração, para escrever sempre seus textos tão maravilhosos!
    Um grande abraço!

    Violante Pimentel

  14. Carlos Ivan disse:

    Caro Carlos Eduardo de Carvalho Santos como bem diz o título desta formidável coluna, esta crônica detalhando o seu piripaque é também uma crônica cheia de graça. E graças a Deus vc compareceu de boa vontade para contar a história. Ficamos gratos pela linda, singela e comovente criação literária.

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