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Antiga “urna” à prova de fraudes (????!!!)

Hoje é 2 de outubro de 2016. Dia de votar para eleger quem vai ter a (ir)responsabilidade de dirigir por um período de quatro anos, a cidade onde você mora. Vote. Vá votar. Vá fazer a sua escolha.

Eu já fiz muito isso. Comecei em 1960, quando havia completado 18 anos. Votei pela primeira vez em Jânio da Silva Quadros (e votaria de novo nos dias atuais), candidato a Presidente da República.

Diferentemente de hoje, a eleição para Presidente era separada da eleição para Vice-Presidente. Foi por isso que, recebendo votos, foi “eleito” Vice-Presidente o João Goulart, que assumiria o cargo de titular (e depois seria deposto pelo regime militar) com a renúncia de Jânio, após curto mandato de apenas sete meses.

Naquele momento votei também para Governador do Ceará (Parsifal Barroso foi o escolhido). Depois votaria para Prefeito. Murilo Borges, então general da reserva do Exército Brasileiro foi o eleito pela maioria de votos.

De lá para cá, apenas o mecanismo do voto e a forma da contagem mudaram. O clima continua o mesmo, as ideias são praticamente as mesmas, e sequer houve mudança nas propostas dos pretensiosos candidatos. Também não mudou a forma do recebimento de “apoios” – ao contrário, esses estão mais ferozes e desmoralizadores. Vide a crise de desmoralização em que o País está envolvido.

Nos anos 60, e daí por diante, a eleição era apenas um meio. Hoje é meio e fim. Política virou profissão – e os votos são transferidos de pai para filhos, como se fossem um objeto de herança.

A propaganda para as eleições recebeu regras (que nunca são cumpridas e as instituições responsáveis pela manutenção continuam fazendo vistas grossas – certamente por algum tipo de interesses) e, qualquer mudança que aconteça nunca vale para a eleição do ano. Está sendo sempre colocada para valer nas próximas eleições. E essas mudanças até recebem alterações antes de começarem a valer.

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Urna eletrônica – o modernismo que não evita fraudes

Antes, as eleições tinham um período. Um tempo de validade até por conta da dimensão territorial do País. Transportar urnas com segurança preservando (nem sempre) a sua inviolabilidade dos locais de votação até os locais de apuração, era – e ainda é – um desafio difícil de ser conseguido com êxito. Há quem afirme que, no passado, as urnas já chegavam nos locais de votações com adiantada prenhez de quem se interessava em manter o poder. Não era difícil a fraude e era muito difícil acompanhar a garantir a fiscalização.

Não vivemos momento diferente nos dias atuais – pois existirá sempre uma camarilha interessada em cometer o ilícito. E as instituições sempre continuarão minimizando esses fatos importantes.

Você já foi ou conhece alguém que já tenha sido “pesquisado” sobre eleições nesse período?

E, com base em que informações essas pesquisas são divulgadas? E por que as instituições que cuidam disso fazem ouvidos de desinteressados.

Você conhece alguém que, ainda que por amizade ou laços familiares tenha votado em que está totalmente eliminado pelas pesquisas?

Melhor: você vota ou já votou em quem não vencerá a eleição?

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Candidata e candidatura deferida por quem cuida das eleições

Vá votar. Vote no seu candidato preferido. Habilite-se a reclamar alguma coisa depois que aquele em quem você votou não cumprir um mínimo das promessas feitas durante a campanha.

Vá, vote. Exerça sua cidadania, mas não se aborreça ao ouvir (sempre), que o brasileiro não sabe votar.

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