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Dois agricultores honestos trabalhando na roça sob um sol escaldante – nem salário mínimo recebem

Desde o dia 22 de abril de 1.500 que se lê em algum lugar e se ouve dizer que, “o Brasil é um País imensamente rico”, ou que, “aqui, se plantando, tudo dá”!

Mas, também desde muito tempo que alguém disse (há quem afirme, por estar presente, que não foi o presidente francês Charles De Gaulle), que o “Brasil não é um país sério”! E, isso, nem precisa ninguém dizer. Quem vive aqui, ainda que aqui não tenha nascido, vai perceber isso.

Fala-se muito na roubalheira viciada e contínua do minério brasileiro desde muito tempo. Fala-se no “Santo do Pau Ôco”, forma brasileiríssima de “exportar” ouro e diamantes sem conhecimento oficial.

Agora, fala-se de forma ainda acanhada, de um minério de nome “NIÓBIO” e que o Brasil é possuidor de 98% das reservas mundiais desse ainda desconhecido. No planeta Terra, 2% de todo o Nióbio existente estão no Canadá e os 98% no Brasil. E, dizem tem saído de muitas formas ainda desconhecidas.

E, aí pergunta-se: “que país é esse”?

Que país é esse que consegue reunir o significativo contingente de 800 pessoas numa manifestação de protesto para acabar e banir com a corrupção, com a exagerada quantidade de impostos cobrados e com a roubalheira que já não cabe mais em lugar algum, e, de forma bizarra consegue reunir 40 mil pessoas (entre adeptos, praticantes e apoiadores modernos) numa parada LGBT?

Evidentemente que não se quer colocar aqui alguma crítica quanto à opção sexual de ninguém, mas, apenas pretender dizer que, uma coisa não é tão importante quanto a outra. Quem quiser que faça o uso que lhe convier, do seu corpo e viva feliz com a sua escolha.

E, que tipo de crise vivemos?

Quantos desvalorizados reais se precisa ter para confrontar apenas um dólar?

Numa “Pátria Educadora”, quanto custa um livro que se queira ler?

Quantos livros pode comprar por ano, um “pai” que ganha um salário mínimo vigente no País?

Mas, veja o quão é o Brasil um País sério, pois, “justo” é ser muito pretensioso:

Auxílio-reclusão:

O auxílio-reclusão é um benefício previdenciário no Brasil pago pelo INSS aos dependentes do segurado recolhido à prisão, desde que ele não receba salário ou aposentadoria.

Descrição – O auxílio-reclusão foi instituído pela lei n° 8.213, de 24 de junho de 1991. É concedido apenas se o requerente (preso em regime fechado ou semiaberto) comprovar sua condição de segurado, ou seja, desde que tenha exercido atividade remunerada que o enquadre como contribuinte obrigatório da previdência social.

O valor total do benefício, não pode ultrapassar o teto pré-estabelecido pela previdência (R$ 1.089,72 em 2015), sendo calculado não pelo número de filhos, mas através da média aritmética de 80% dos maiores valores de contribuição do requerente a partir de julho de 1994. O resultado alcançado é então dividido e pago separadamente a cada um dos dependentes do preso que, obrigatoriamente, tenha contribuído com a previdência social nos 12 meses anteriores. Dados do INSS de abril de 2010 apontam que o valor médio recebido por família é de R$ 580,00 por mês. Em janeiro de 2012, esse valor médio foi de R$ 681,86.

O detento pode trabalhar na prisão e contribuir como segurado do tipo segurado facultativo sem tirar dos dependentes o direito ao auxílio-reclusão. O valor é dividido entre os beneficiários – cônjuge ou companheira(o), filhos menores de 21 anos ou inválidos, pais ou irmãos não-emancipados menores de 21 anos ou inválidos — e não varia conforme o número de dependentes do preso. Se falecer, o benefício se converterá automaticamente em pensão por morte.

O dependente deve comprovar trimestralmente a condição de presidiário do segurado. Se houver fuga, o benefício será suspenso e somente restabelecido se, quando da recaptura, o segurado ainda tiver vínculo com o INSS (manutenção da qualidade de segurado). Outra exigência é que o preso não esteja recebendo remuneração de empresa, auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço. (Transcrito do Wikipédia)

Salário mínimo:

O valor do salário mínimo corresponde ao menor valor que o empregador pode pagar aos seus funcionários. É estabelecido por lei e válido no País inteiro, seja para trabalhadores urbanos ou rurais. O salário mínimo atual é descrito na Constituição Federal de 1988 como a remuneração capaz de atender às necessidades vitais básicas do empregado e às de sua família. Isso inclui moradia, alimentação, saúde, educação, vestuário, higiene, lazer, transporte e previdência social.

O reajuste periódico dele com a finalidade de preservar o poder aquisitivo do cidadão também é previsto na Constituição. Toda vez que o valor do novo salário mínimo vai ser definido, o governo toma como base o percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dois anos antes e busca cobrir a variação da inflação do ano anterior. De acordo com esse cálculo, o salário mínimo 2016, em vigor desde o dia 1 de janeiro, foi fixado em R$880,00.

Aqui você encontra tudo o que precisa saber sobre o assunto. Conheça a história do salário mínimo no Brasil consulte também uma tabela de salário mínimo que mostra o valor da remuneração a cada reajuste, desde a sua instituição. (Transcrito do Wikipédia).

Agora, analisemos: um cidadão correto, comprovadamente honesto, trabalha um mínimo de 8 horas por dia para um total de 40 horas semanais. É remunerado com um valor de R$880,00 para manter uma família que, via de regra, é formada por até cinco ou seis pessoas que precisam ser alimentadas e, se filhos menores, precisam frequentar a escola (que por sua vez vive sendo reformada ou com o quadro de professores em greve – por melhores salários e condições de trabalho). É exigência da “Pátria Educadora”, que não educa nem forma nada nem ninguém.

6 Comentários

  1. Canindé disse:

    É, seu Zé Ramos. Este nosso grande país,que de uns tempos pra cá começou a ser chamado de plural, é, de fato, muitíssimo singular.

    • José de Oliveira Ramos disse:

      Canindé: concordo com o “singular” no sentido de ser único. Mas prefiro o “plural”, no sentido de ser multi esculhambado e sem comando.
      Dizem que as mulheres são melhores administradoras. Vamos ver se isso é verdade, a partir de segunda-feira, 12, com a Ministra Carmem, pois com a outra…. sem não, visse! Foi um desastre e pontificou a “geração não sabia”!

      • Canindé disse:

        Entonce estamos de acordo, pois é no sentido de ser tão esculhambado que o acho singular. Duvido existir outro com as condições que dispomos e tão esculachado quanto o nosso.

      • José de Oliveira Ramos disse:

        Sendo assim, concordamos em tudo.

  2. violante pimentel disse:

    Prezado José de Oliveira Ramos:

    Parabéns pelo rico texto, onde há uma excelente
    análise econômica e política do Brasil. Infelizmente, houve uma derrocada moral na vida política do nosso País, e a maior preocupação dos dirigentes passou a ser o enriquecimento ilícito deles e respectivas famílias. É uma vergonha!!! Estão todos comprometidos entre si, e no fim todos são farinha do mesmo saco. Coitado do povo brasileiro!!!
    Um grande abraço.

    • José de Oliveira Ramos disse:

      Violante: é isso sim. Pena que não vislumbramos mudanças significativas. Nossos jovens são alienados (vivem procurando Pokémon!), não têm comprometimento com nada sério. Tamo mesmo é fu… deixa pra lá! Vida que segue. Obrigado pela presença, amiga.

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