Fundada no dia 13 de abril de 1726, com a última contagem populacional feita em 2010 (862.750 habitantes), Fortaleza, capital do Estado do Ceará, é hoje a terceira maior capital do Nordeste do Brasil (1 – Salvador: 2.675 milhões; 2 – Recife: 1.538 milhões).

Cidade de povo hospitaleiro e simpático, Fortaleza tem no Oceano Atlântico uma via de comunicação aberta para outros países, por via marítima; vias rodoviárias estaduais e federais permitem o fácil acesso com a capital alencarina; e um moderno e funcional Aeroporto Internacional (Pinto Martins) recebe voos os mais diversos todos os dias.

Mares e praias limpas; temperatura estável e umidade relativa do ar entre as mais estáveis do País; rede hoteleira de alta categoria e excelente aceitação; uma culinária das mais variadas; e um sistema de transporte urbano que procura se modernizar a cada ano.

Problemas, tem. Como tem toda cidade brasileira de grande ou médio porte. Bons colégios públicos e particulares; boas universidades (estadual, federal e particular) e vias urbanas modernas que procuram acompanhar o crescimento da cidade.

Vá conhecer Fortaleza!

O ponto atual de desenvolvimento e crescimento, diga-se por ser verdade, aconteceu nos últimos 50 anos. A parceria constante do Governo estadual com o Governo municipal serviu para alavancar e modernizar a cidade e o seu sistema de vida.

Mas, uma coisa precisa ser dita e elogiada: o cearense de Fortaleza conhece e gosta do que é bom e belo. A cidade é bem arborizada, as ruas são limpas e os bairros têm um comércio com modernos shoppings e áreas de lazer de fazer inveja a muitas cidades mais famosas.

Um verdadeiro ícone cultural da cidade, o Theatro José de Alencar é um marco histórico que atravessa décadas com apresentação de bons espetáculos.
Mas, hoje, neste breve passeio, queremos apresentar apenas dois ícones da cidade cearense, capital do Estado:

Mercado Central de Fortaleza

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Antigo Mercado Central de Fortaleza – do meio da foto para a esquerda

O Mercado Central de Fortaleza é um mercado especializado em produtos artesanais cearenses localizado na cidade de Fortaleza. É de propriedade da prefeitura municipal. Está localizado no Centro da cidade, ao lado da Catedral de Fortaleza e da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, e foi construído ao lado da margem esquerda do Riacho Pajeú, que corta a região.

História – A história do Mercado Central começa em 1809, com a autorização da Câmara Municipal para a construção, em madeira, do mercado que a funcionou inicialmente para o comércio de carnes, frutas e verduras. Em 1814, as instalações foram demolidas e um novo prédio foi erguido com a denominação de Cozinha do Povo.

Já no século XX, em 1931, o comércio de carnes, frutas e verduras foi proibido dentro do prédio, e as instalações foram ocupadas por produtos utilitários e decorativos feitos artesanalmente, sobretudo vestimentas, artigos de cama e mesa, derivados do caju e bebidas e doces típicos.

Várias reformas foram realizadas. Em 1975, no entanto, o mercado foi totalmente renovado e reinaugurado, ocupando um espaço de 1.200 metros quadrados. O mercado vendia todo tipo de artesanato produzido no Ceará, em especial rendas de bilro, redes e cerâmicas. Nessa época, Fortaleza começou a se desenvolver enquanto importante destino de turismo no Brasil, e, a partir disso, o Mercado Central passou a figurar como atração cultural.

Depois de muitos anos sem reforma, já na década de 1990, as instalações estavam precárias e o prédio corria risco de incêndio. Nesse contexto de exigência de reformas e com o aumento da demanda pelos produtos do mercado, que já estava saturado, um novo espaço foi construído e sua administração foi passada, então, para a Associação dos Lojistas do Mercado Central (ALMEC), pela lei Nº 8073, de 21 de outubro de 1997. No dia 19 de janeiro de 1998, foi inaugurado o novo prédio do Mercado Central de Fortaleza, a funcionar na Av. Alberto Nepomuceno, 199. As instalações foram projetadas pelo arquiteto Luiz Fiúza.

O Novo Mercado Central abriga 553 boxes, distribuídos em 5 pavimentos, sendo um deles destinado a estacionamento, compreendendo área total de 9.690,75 metros quadrados de área construída. Hoje, são encontrados nas lojas artigos em couro (sandálias, sapatos, chapéus, bolsas e malas), rendas e bordados em roupas e em peças de cama, mesa e banho, rendas de bilro, camisetas, souvenires como mini-jangadas, bijuterias, jóias em ouro, artigos para decoração, dentre diversos outros itens. (Transcrito do Wikipédia)

Mercado São Sebastião

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Uma das antigas laterais do Mercado São Sebastião – foi preservada na reforma

Os mercados públicos muitas vezes são a tradução da identidade cultural e social de uma cidade. Através de seu artesanato, de sua culinária e de seu costumes, os locais contam um pouco da história de cada povo e funcionam como espaços de sociabilidade. O Mercado São Sebastião é uma forte referência para os fortalezenses que encontram no local a memória afetiva da capital alencarina.

Hoje, o mercado é conhecido por seus corredores repletos de frutas, legumes, hortaliças, utensílios domésticos, artesanato e quase tudo aquilo que o visitante possa imaginar, em seus mais de 250 boxes, com produtos para construção civil e até produtos farmacêuticos. Mas nem sempre foi assim.

A Praça Paula Pessoa, onde hoje fica situado o mercado, antes se chamava Praça São Sebastião, espaço onde os circos armavam suas lonas. Quando as atrações não se instalavam no local, partidas de futebol eram realizadas pela população ou as populares ‘peladas’. Foi na década dos anos 1930 que a praça recebeu parte da estrutura desmontada do Mercado de Ferro, localizado na antiga Praça José de Alencar, e começou a funcionar como Mercado São Sebastião.

Com o passar dos anos e com o aumento do fluxo de pessoas, a estrutura do mercado ficou pequena e foi desmontada para ser instalada no bairro Aerolândia. Um novo alicerce foi montado e ampliado com o passar do tempo. Após décadas, foi reformado e inaugurado pelo então prefeito Dr. Juraci Magalhães, em 1997.

Administração – O São Sebastião é um equipamento público municipal administrado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Frutas e Verduras de Fortaleza (SINCOFRUTAS), por outorga concedida pelo município de Fortaleza

Funcionamento – O mercado São Sebastião fica localizado na Rua Clarindo de Queiroz, 1745, no Centro de Fortaleza, no Ceará. Ele funciona de segunda a sábado das 5h às 17h e aos domingos das 5h às 12h. (Transcrito do Wikipédia)

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8 Comentários

  1. Marcos Pontes/DF disse:

    Caro Zeramos. a “nossa” Loira Desposada do Sol, infelizmente mais que dobrou sua população nos últimos 15 anos, é a segunda do nordeste e 5ª no Brasil, com 2.619.916 almas (1ª do nordeste e 4ª do Brasil é SALVADOR, com 2.938.092 e RECIFE é a 9ª do Brasil e 3ª do nordeste, com 1.625.583 pra felicidade dos pernambucanos), pois quanto maior a população, maior é a bandidagem. Moro em Brasília há exatos 50 anos, quando aqui cheguei éramos 280.000 habitantes, hoje somos a 3ª cidade do Brasil com 2.977.216 almas e a maior quantidade de ladrões/safados por metro quadrado do mundo. É mole?

  2. José de Oliveira Ramos disse:

    Marcos: como está confirmado no texto compilado do Wikipédia, a “informação” é do IBGE, censo de 2010. Se passaram apenas 5 anos desde então. Também estou fora de Fortaleza há 50 anos. Sei, por conhecimento que, quando eu lá morava, a cidade não era o que é hoje. Você mora em Brasília, aonde mesmo? Envie seu endereço para o e-mail: keimadas3491@gmail.com

  3. Glória Braga Horta disse:

    Zé, tenho algumas pessoas amigas cearenses, sendo que duas delas já me convidaram para conhecer Fortaleza, onde residem. Mesmo pessoas que não de lá, mas que lá estiveram, me contam maravilhas do Ceará e principalmente da capital Fortaleza. Sua matéria me fortaleceu (rs!) a vontade de ir lá, de verdade, mesmo! Parabéns pela gostosa matéria!
    Grande abraço, amigo!

    • José de Oliveira Ramos disse:

      Glorinha: não tenho motivos para mentir para qualquer que seja o assunto. Sou nascido em Pacajus, hoje RMF, mas cresci e vivi anos da minha vida, em Fortaleza. Quando eu morava lá, a cidade era muito diferente de hoje. Hoje é uma metrópole, moderna, com tudo funcionando como a gente imagina (e deseja). Estou fora de lá há anos. Dizem que a noite fortalezense é uma maravilha, independentemente de qual seja o dia da semana. Na última vez que lá estive, me senti como se estivesse na lua. Tudo (ou quase tudo) diferente. Vale a pena conhecer. Vá. Os hotéis são bons (e existem boas pousadas) e o transporte é barato.

  4. Glória Braga Horta disse:

    Zé, peço perdão pelo trocadilho que fiz de “fortaleceu” com “Fortaleza”. O “rs” foi para ressaltar o trocadilho, mas reconheço que isso pode ser interpretado como uma gozação, coisa eu jamais faria com você ou com qualquer pessoa amiga.

  5. violante pimentel disse:

    Adorei o texto, prezado escritor José de Oliveira Ramos! Gosto muito de Fortaleza, e tenho alguns amigos lá. Gostava muito do antigo Mercado Central . Sou fã do Mercado São Sebastião, Praia de Iracema e Praia do Futuro. Há vários anos, acompanhei meu saudoso marido a uma competição de Xadrez, na AABB de Fortaleza. Ele recebeu um troféu!!!
    Um grande abraço, da sua leitora assídua,

    Violante Pimentel Natal (RN)

    • José de Oliveira Ramos disse:

      Violante: nunca fui bairrista, mas Fortaleza nos dias atuais é um bom lugar para visitar e passar fins de semana e feriados. Quando eu morava lá, a situação era diferente.

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