28 setembro 2016GLÚTEO SEM GLÚTEN



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Sem qualquer processamento químico, glúteo livre de glúten

Nós somos e seremos sempre o que comemos. Tal qual os ditos populares: “quem planta, colhe”, ou, “só colhemos o que plantamos”.

Durante anos, na minha Queimadas, três peças principais da mobília doméstica eram: a quartinha (ou pote pequeno) para esfriar a água – a gente colocava na janela para pegar vento e esfriar mais rápido; o saco de passar café; e o pilão (monjolo para outros) para pilar ou socar sal em pedra. No tocante ao sal, formamos uma geração de hipertensos pelo consumo exagerado do sódio.

Hoje a medicina considera a hipertensão uma doença hereditária. Quem nunca comeu “capitão” de feijão? E feijão para fazer “capitão” não tem que ter toucinho? Quem nunca comeu um mocotó (panelada para os cearenses)? E mocotó não tem gordura? Quem não gosta de picanha? E, picanha magra de ensossa presta?
E, hoje, uma pizza é algo saudável?

Mas, antigamente, quando se sabia de um falecimento de parente ou amigo próximo, sabia-se apenas: “morreu de repente”!

De uns anos para cá, começaram a aparecer os diagnósticos, e até promessas de curas de problemas (doenças) graves, quando descobertas em tempo hábil. Algumas dessas doenças não tem cura, ainda que descoberta na juventude. Outras, a medicina está longe de encontrar respostas.

Diabetes, nos dias atuais, mata tanto quanto uma guerra civil no Iraque. Males coronarianos, idem. São poucos os tipos de linfoma que, descobertos, se consegue alcançar a cura total.

Mas, quando se fala na parte neurológica, a coisa desanda. AVC (Acidente Vascular Cerebral), Parkinson e Alzheimer continuarão levando muitos a óbito por muitos tempos.

Não está distante a pecha de que, nunca se soube como, nos anos 50 e 60, agentes norte-americanos (pelo que parece, eram E.Ts.) seriam os responsáveis pela praga do besouro bicudo que acabou com a lavoura do nosso “ouro branco”. Nunca se soube.

grandis

Bicudo-do-algodoeiro

“O Bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) é um besouro da família dos curculionídeos, originário da América Central, de coloração cinzenta ou castanha e mandíbulas afiadas, utilizadas para perfurar o botão floral e a maçã dos algodoeiros. É tido como uma importante praga agrícola nos E.U.A., e a espécie foi introduzida no Brasil em 1983, causando prejuízos nas plantações de algodão do Nordeste.” (Transcrito do Wikipédia)

Estamos no ano 2016. Século 21. Alguém já parou para observar a textura de um pimentão verde ou de um tomate?

Alguém consegue entender a “vermelhidão exagerada” da carne bovina?

Alguém consegue entender por quê de uma “batata inglesa” começar a nascer tão repentinamente?

Repare na alface, no agrião, no coentro e na cebolinha. Observe a laranja, a manga e compare, por exemplo, com o caju, que depende da chuva e não do fertilizante.

Sabe o que é isso?

Excesso de agrotóxico! Não é mais a estória do “bicudo”. É falta da prática de uma política de responsabilidade pelos órgãos competentes. Não tenho provas (nem convicção) para afirmar que existe propina pelo meio. Não sou um irresponsável qualquer.

Mas, voltando ao início, VOCÊ É O QUE VOCÊ COME!

E o que faz você acreditar nas citações constantes nos rótulos nas embalagens: “sem glúten”?

“O glúten resulta da mistura de proteínas que se encontram naturalmente no endosperma da semente de cereais da família das gramíneas (Poaceae), subfamília Pooideae, principalmente das espécies da tribo Triticeae, como o trigo, cevada, triticale e centeio. Esses cereais são compostos por cerca de 40-70% de amido, 1-5% de lipídios, e 7-15% de proteínas (gliadina, glutenina, albumina e globulina). Por sua estrutura bioquímica, esse tipo de glúten é, muitas vezes, denominado “glúten triticeae”, e popularmente conhecido como “glúten de trigo”.

Espécies da tribo Aveneae, como a aveia, não contém glúten, mas normalmente são processadas em fábricas e moinhos que também processam cereais que contém esta substância, causando assim a contaminação da aveia pelos resíduos de glúten.

A frase “contém glúten”, encontrada em embalagens de diversos produtos alimentícios, serve para alertar as pessoas portadoras de hipersensibilidade imunomediada (doença celíaca) ou reações alérgicas ao glúten, para que não consumam aquele alimento pois, mesmo contendo traços pequenos dessa substância, pode ser prejudicial à saúde, nestes casos.” (Transcrito do Wikipédia)

6 Comentários

  1. Pablo Lopes disse:

    Pois é, grande José Ramos, tá complicado comer bem e de forma saudável. Mas ao observar a foto do “glúteo” não pude deixar de pensar: alguns realmente “comem” melhor que outros…

    Abraço!

    • José de Oliveira Ramos disse:

      Pablo: apois num é mermo, mano réi! Isso daí, preparado no óleo e no alho, deve de ser muiiiitttto bom. Tem uns que preferem comer folhinhas e paio, né não?

  2. Itaerço Bezerra disse:

    Meu caro Zé Ramos, minino você médico, cientista, jornalista… e o que mais. Sabe tudo esse minino.

    Um abraço meu irmão

    Itaerço
    Imperatriz-ma

    • José de Oliveira Ramos disse:

      Itaerço; se com a idade que já carrego tivesse passado por muitas coisas e não aprendido nada, era mais mió num tê chegado, nera não?
      Amigo, cuidado com as “pulíticas” nessa nossa Imperosa!

  3. João Alderney disse:

    Glúteo sem glúten – Leonardo da Vince, nunca irás fazer uma tela mais linda do que essa. Pode guardar tua Gioconda, faz favor…

    • José de Oliveira Ramos disse:

      João: pois é! As melhores telas não são as que não pintamos. São aquelas que a nossa mente imagina. E, minha falecida avó diria: o melhor bocado não é para quem o faz. Vixe, parece coisa de Bocagge, né não?

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