11 dezembro 2016NOSSOS HERÓIS – I



Podemos afirmar que, nos últimos 60 anos, o mundo mudou. Muito mudou para melhor, em alguns países e, não podemos esconder, muito mudou para pior em outros tantos países. A situação no Oriente Médio não é boa. Todos estão vendo. E, o que mudou, então, para afirmarmos que muita coisa mudou para melhor?

A tecnologia teve um avanço especial e muita coisa mudou realmente para melhor. O Brasil ainda não aprendeu a usar o avanço tecnológico para crescer em todos os itens e setores, enquanto país desenvolvido. Embora seja um dos mais ricos do planeta. A tecnologia não tem feito bem ao Brasil. Ainda não adquirimos competência para usar a tecnologia e os avanços dela.

E. sequer vamos caminhar pela esculhambação, nem pela degradação que os poderes constituídos se permitiram entrar. Entraram, fecharam a porta e jogaram a chave no mar. Teremos que esperar a ressaca (ou essas gerações) passarem – para que possamos tentar encontrar a chave na areia. Torçamos para que a onda do mar traga a chave de volta, e a deixe na praia.

Mais uma vez damos uma volta no passado (sem mergulhar no tempo – porque a gente mergulha é no açude, na lagoa ou no mar), e relembramos o quanto éramos felizes, e sabíamos. A disparidade com a meninada do “mundo tecnológico” de hoje é absurda. É enorme!

Raciocinemos, e vejamos quem são os “ídolos” de hoje da meninada da faixa etária que vai dos 8 aos 16 anos. As meninas brincavam de bonecas, de casinha fazendo “guisado”, assistiam à missa, confessavam e faziam a primeira comunhão (hoje chamada de primeira eucaristia – o que acaba sendo a mesma coisa), estudavam, pediam a bênção aos pais, aos avós e/ou aos tios.

As meninas de hoje são outras. Se chegam num ambiente em que a família está reunida, sequer falam “bom dia” (e isso não é tarefa da escola. É dos pais.). Não brincam mais de bonecas nem fazem casinhas, e muito menos guisados. Preferem fazer filhos, mesmo. Mas, infelizmente, muitas também já convivem com problemas de saúde adquiridos no “vuque-vuque” que acontece dentro dos carros, ou que alguns pais “modernos” autorizam a “trepadinha” num dos cômodos da casa – dizem que é por “segurança”.

Os meninos não ficaram atrás em nenhum item. Muitos já provaram (gostaram e permaneceram usando) drogas ilícitas. Muitos continuam sem ver a necessidade de maior dedicação aos estudos (os pais colaboram com isso, ao deixá-los à vontade, sem impor limites e responsabilidades). É a chamada geração “nem-nem” (nem estuda, nem trabalha).

No passado que está distante apenas 60 anos, a meninada tinha ídolos e os elegiam apenas como ídolos – nunca como “salvadores da Pátria”. Os ídolos da meninada do passado eram: jogadores de futebol, artistas de cinema, cantores, cantoras e outras mulheres notáveis (era, os meninos do passado, diferentemente dos atuais, gostavam de mulheres).

Os meninos do passado, no colégio ou nas ruas onde moravam “buliam” com outros, apelidando-os de Cabeção, Rolha de Poço, Boca de Chuveiro, Boca de Privada, Nariz de fole, Cabeça de nós todos, e mais uma centena de apelidos inventados na hora.

O nome disso era “brincadeira”. Não era essa babaquice de “bullying”, praticada tanto pelos idiotas sem limites, quanto pelos babacas que copiaram a palavra. Ninguém morria por isso nem registrava B.O. Tudo era resolvido ali, na hora e na porrada – e alguns que resolviam na porrada, na hora, em casa levavam mais porradas dos pais. E, ainda assim, quase nenhum virou ladrão, psicopata ou baitola.

A seguir, veja alguns dos ídolos da meninada do passado.

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Popeye – o marinheiro e seu espinafre

“Popeye é um personagem clássico dos quadrinhos, criado por Elzie Crisler Segar em 17 de janeiro de 1929, na tira de jornal Thimble Theatre, em 1933, foi adaptado em uma série de curta-metragens de animação pela Fleischer Studios e posteriormente pelo Famous Studios para Paramount Pictures que durou até 1957. Estes curtas são agora propriedade da Turner Entertainment, uma subsidiária da Time Warner, e são distribuídos pela sua empresa irmã, a Warner Bros. Entertainment. Ao longo dos anos, Popeye também apareceu em revistas quadrinhos, desenhos para animados da televisão, videogames, e um filme live-action de 1980 dirigido por Robert Altman, estrelado pelo comediante Robin Williams como Popeye.” (Wikipédia)

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Recruta Zero e Sargento Tainha

“Recruta Zero (nome original Beetle Bailey) é uma personagem de quadrinhos e desenho animado criado por Mort Walker. É um recruta do exército americano, lotado no quartel Camp Swampy. Sempre cultivando sua preguiça e bom-humor, Zero é implacavelmente perseguido pelo adiposo e volátil Sargento Tainha, que não admite nenhuma insubordinação. Ainda assim, Beetle Bailey sempre dá um jeito de escapar da labuta. Seu lema de vida é: Never let to tomorrow what you can do the day after tomorrow (“Nunca deixe para amanhã o que você pode fazer depois de amanhã”). Outro de seus famosos aforismos é: It´s funny how time flies when we are goofing off (“É engraçado como o tempo voa quando a gente está de folga”).

Sargento Tainha – Sgt. Orville Snorkel – É o hilário sargento brutamontes e guloso que vive pegando no pé do Recruta Zero. Apesar de durão, é tímido com as mulheres (sua companhia é o pequeno e também engraçado cachorro Otto), ao contrário de seus subordinados, Zero e Quindim, com quem de vez em quando sai nos dias de licença. De acordo com Mort Walker, “Assim que o Zero entrou para o Exército, ele precisou de alguém para botá-lo na linha. O Sargento Tainha caiu do céu. Tainha é um dos meus personagens favoritos. Não apenas por parecer engraçado, visto de qualquer ângulo, mas por ocupar um monte de espaço, eliminando a necessidade de encher o cenário. Ele é tagarela, profano, duro, sentimental, furioso… leva tudo ao extremo. No princípio, sua principal característica era a maldade. Ele era bem mais magro e eu ainda não havia decidido quantos dentes ele deveria ter. Mas aos poucos foi tomando forma, como um patinho feio que vira cisne (um cisne bem gordo). Ele enche de cascudos os seus ‘meninos’ numa hora, e na outra os leva pra tomar uma cervejinha, com a maior naturalidade.” (Wikipédia)

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O capitão e seus sobrinhos

“Katzenjammer Kids (também chamado de The Captain and the Kids) é uma história em quadrinhos, criada pelo alemão naturalizado norte-americano Rudolph Dirks. Foi publicada a primeira vez a 12 de dezembro de 1897, no American Humorist, o suplemento de domingo do jornal New York Journal, de William Randolph Hearst. Dirks foi o primeiro cartunista a representar os diálogos dos personagens através dos chamados “balões”.Após várias disputas judiciais entre 1912 e 1914, Dirks deixou a organização Hearst e começou uma nova tira, primeiramente chamada de Hans und Fritz e depois The Captain and the Kids, distribuida pela United Features. Os protagonistas eram os mesmos personagens de The Katzenjammer Kids, que foi continuada por Harold Knerr. As duas versões separadas competiram até 1979, quando The Captain and the Kids parou de ser publicada após seis décadas. The Katzenjammer Kids é ainda distribuída pela King Features, o que a torna a tira mais antiga daquela agência. A obra de Dirks foi claramente inspirada no trabalho de Wilhelm Busch, criador de Max und Moritz – precursora dos quadrinhos.

No Brasil ambas as séries receberam na maior parte do tempo o nome de Os Sobrinhos do Capitão mas a da United Features chegou a publicar no Brasil primeiramente e com exclusividade no O Globo Juvenil Semanal com o nome de O Capitão e os Meninos (às quintas-feiras e sábados) a partir do ano de 1938 e depois no Gibi semanal com o nome de O Capitão e os Meninos (às sextas-feiras e domingos) a partir do ano de 1941 (Helio Guerra). Foram publicadas pela Ebal na revista Capitão Z em 1961, e outras editoras. Em 1987 o cartunista Angeli criou a tira de “Os Skrotinhos”, como uma forma de homenagear os antigos personagens.” (Wikipédia)

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Professor Pardal

“Professor Pardal (“Gyro Gearloose” em inglês) é um personagem de ficção, um galo antropomorfo criado em 1952 por Carl Barks para a Walt Disney Company que surgiu originalmente nos quadrinhos como um amigo de Pato Donald, Tio Patinhas, Escoteiros-Mirins e todos que se associam a eles. O Professor Pardal é o inventor mais famoso de Patópolis, é um amigo das pessoas e tem bons sentimentos com todo mundo embora ocasionalmente provoque reações irritadas devido a alguns desastres provocados pelos seus inventos. Mesmo que suas invenções não funcionem sempre da maneira que se espera, suas intenções são sempre boas. Pardal é ajudado frequentemente por Lampadinha (criado por Barks em 1953), um pequeno andróide com uma lâmpada no lugar da cabeça, que é considerado sua maior invenção (ao lado do “chapéu pensador”, um dispositivo em forma de telhado com chaminé habitado por corvos, que o ajuda a ter ideias). Outro assistente frequente é seu sobrinho Pascoal, um menino-prodígio que encontra soluções criativas em todas as situações (a lanterna que projeta escuridão e o distorcedor de furacões são alguns exemplos).” (Wikipédia).

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