19 outubro 2016POETA



1 – O poeta que jamais serei – (Ou, uma visão invertida do avesso)

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Grande Otelo – minha eterna inspiração

O que somos é o exato avesso do que não fomos
Parece lógico?
Pois… tente ser o avesso
Do que você já foi.
E, do que ainda será,
Você conseguiria, ou conseguirá?
Inverta-se, e seja
O que você não foi.

Lembro que, jovem,
Conheci em mim um velho
Pensando em voltar a ser o que nunca fui.
Resolvi que, todos os dias
Arrumaria meu jardim, meu espelho na renovação das folhas
Foi assim que, imaginando ser eu mesmo,
Descobri que existia outro em mim – um velho.
Um filho que viera de mim, quando nem eu sei quem era
Preso por crime que pensava ter cometido, disse:
Pai, não escave o jardim – foi lá que escondi
Os corpos de quem não matei.

* * *

2 – A boca – paraíso dos batons – (Ou, uma meia verdade)

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Num rosto perfeito a boca tem destaque especial

Dizem que, certo dia, Luís Fernando Veríssimo – o escritor, teria dito: “Filhos, melhor não tê-los”!

Mas, esperem. Como ter um(a) filho(a) e, por qualquer que seja o motivo, não querê-lo?

Ora, provavelmente antes do ano de 1969, John Schlesinger dirigiu o filme Midnight Cowboy, para nós brasileiros, traduzido como “Perdidos na Noite”. Estrelado por Dustin Hoffman, Jon Voight e Joe Buck, viajando sobre o tema musical “Everybody´s Talkin”, composta por John Barry, o filme foi premiado com as estatuetas de Melhor Filme e Melhor Diretor.

Mas, sem que haja qualquer dúvida a respeito, seis anos depois do sucesso de bilheteria e de reconhecimento do filme, Jon Voight voltou a ser protagonista e, ao lado de Marcheline Bertrand, produziu outra obra prima: a filha Angelina Jolie, atriz consagrada no mundo inteiro.

Mas, uma coisa Jon Voight não sabia: que a boca carnuda da filha Angelina seria, além de palco dos melhores e mais caros batons, um inconquistável objeto de beleza, para ela, a filha; e um objeto de desejo para quase todos os homens que nunca se perderam na noite.

5 Comentários

  1. Mardonio Gadelha Pessoa disse:

    O talento, a beleza e a coragem desta mulher, Angelina Jolie, me fascinam. Parabéns pela poesia.Grande Otelo, o gênio negro que tivemos.
    Abraços.

  2. Marcos Pontes/DF disse:

    O que Jon Voight, não sabia (?), que era execrado pela bela filha Angelina Jolie, os mais belos lábios do cinema americano. No mais, a poesia do GRANDE, grande Otelo, é simplesmente atual. Grande abraço amigo!

    • José de Oliveira Ramos disse:

      Marcos: pois é! Como é que alguém consegue “fazer” uma filha com uma boca dessas, né não? Tinha que ser esconjurado mesmo! Pra lá com essa perfeição toda! Arrrrmaria!

    • José de Oliveira Ramos disse:

      Marcos: a pretensa poesia é de minha autoria. Daí, o título!

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