A quantas estamos?

As inúmeras mudanças que aconteceram no mundo nos últimos 50 anos, significam que evoluímos, enquanto seres humanos?

Você indivíduo, pessoa única e isolada, acredita mesmo em solidariedade ou em sinceridade, quando alguém demonstra compaixão com outrem? Tipo os casos que têm ocorrido em Paris?

Não seria – pelo menos a metade dos que se solidarizam – algum tipo de hipocrisia ou uma tremenda necessidade de “aparecer”?

Analisemos, friamente, o crescente fenômeno do homossexualismo – masculino ou feminino – que está crescendo mais que rabo de cavalo. E até já tem aceitação em locais onde jamais imaginávamos (como na Igreja, por exemplo).

OBS.: faça questão de acrescentar aqui neste meu texto, que não tenho absolutamente nada contra quem faz qualquer tipo de uso do seu corpo para isso ou para aquilo. Quero apenas que, assim como qualquer um tem o direito das suas escolhas pessoais, que outras pessoas (e eu) tenham, também, direito de discordar e de divergir.

Por que é (ou tem que ser) “normal” alguém escolher a opção de ser homossexual e não é “normal” o direito de alguém discordar disso? Por que é “homofóbico” quem não concorda?

A mim me parece uma inaceitável necessidade de rotular tudo. De julgar todos.

E aí voltamos aos tempos da escola para muitos que compõem este “cast” de muito bem assalariados colunistas do Jornal da Besta Fubana. Naqueles idos de mil novecentos e lá vai pedrada.

Você, quando menino levado, nunca foi apelidado na escola?

Nunca te chamaram de “Cabeção”?

Nunca te chamaram de “Orelha de abano”?

Nunca te chamaram de “Boca de chuveiro”?

Nunca de chamara de “Venta de tucano”?

Nunca te chamaram de “Nariz de fole”?

Nunca te chamaram de “Pé de bater banha”?

Nunca te chamaram de “Caraolho” (os vesgos)?

Nunca te chamara de “Rolha de poço”?

Nunca te chamaram de “Doutor Caveirinha”?

Nunca te chamaram de “Pau de virar tripa”?

Então me responda uma coisa: que baitolagem, frescuragem, qualiragem, frangagem, viadagem de que, hoje, isso é “bulying”?

E por que tinham logo que usar a porra de um nome em inglês para definir essa merda que não passa de frescura?

Que falta que faz a Dercy Gonçalves!

japinha

Esse japinha ainda vai trabalhar na Federal

Pois é, japinha! Haja paciência para engolir tanta frescura. O Brasil virou, literalmente, um País de idiotas, de gente mentirosa, de hipócritas. Dizem que vivemos num regime democrático, mas, tu achas que, “direito democrático” é só para as tuas práticas e ideias. As ideias e práticas dos outros, é fascismo, é golpismo.

banheiro

 Banheiro de bar em Palmares/PE

Você já percebeu que, nem nos locais escolhidos como “cachorródromos” por alguns gestores idiotizados que vivem preocupados com as críticas da mídia existe um “banheiro”? O cachorro pode até não precisar usar o banheiro. Mas quem o conduz, vai lá que precise dar uma mijadinha…

Seria por isso que cachorro vive mijando nos pneus dos carros, nos pés dos postes?

Ora, e se nem um cachorro tem direito a ter um mijador, por que raios um bebedor de cerveja de um determinado bar, consumidor local, tem que pagar R$ 1,00 para mijar? O desinfeliz tá bebendo cerveja no local e, se precisar “tirar água” do joelho, tem que pagar?

Pois olhe, em São Luís, no Centro Histórico tombado pela Unesco, não tem lugar pra mijar, não. Tu tem que beber cerveja e depois mijar atrás dos carros. Se for mulher, ela tem que dar o jeito dela.

jaca

Deixe de maldade – isso é apenas uma jaca mesmo (a fruta)

Tem quem não goste de fruta. Tem também quem não goste “da” fruta. Problema de cada um. Para alguns, nem problema é. E não é, realmente.

O Brasil é um país abençoado. Neste país, em se plantando, tudo dá. Em Brasília plantaram um “pé de ladrão” e nunca se viu outra árvore frutificar tanto. Nem sazonal é. Todo dia flore e todo dia frutifica, chova ou faça sol.

cachorro

Esse coitado nem sabia que não era água

E aí, para encerrar esta postagem de hoje, jamais faria isso sem lembrar minha falecida Avó, Dona Raimunda Buretama, mulher de cabelo nas ventas que nunca raspou sovaco, usava muito o corrimboque de rapé e, cada espirrada, era seguida de uma mijada. E de uma gaitada! Gaitada, para quem não sabe, é aquela gargalhada desmedida e estridente.

Muito afeita às aves e demais animais (tinha um jumento que chamava de “Peidão”, porque esse respondia com um pum, toda vez que a espora comia; tinha também uma jumenta que, em vez de “Peidona”, ela chamava de “Boca de Cachimbo” – por levar tanto fumo cada vez que Peidão relinchava.), ela tinha um cachorro vira-lata. O bicho atendia pelo apelido de “Não sabia”. Era um tal de “Não sabia” pra cá e um tal de “Não sabia” pra lá.

Um dia, antes de tomar um grole para ir banhar no açude, Vovó esqueceu de rolhar a tampa da garrafa de 51. Pois, não é que “Não sabia” fartou-se. Ela aproveitou e fez essa foto que ficou arquivada por décadas. Recebi esta semana e estou postando.

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10 Comentários

  1. Sérgio W. Annibal disse:

    Tem um outro, ser humano, que toma todas e depois anda a dizer que num sabe de nada, foi traído, é perseguido, se compara a Jesus Cristo. Conhece?

    • José de Oliveira Ramos disse:

      Sérgio: pois, quando minha Avó faleceu, esse que se compara a Jesus Cristo num era nem nascido. Assim, a preferência dela para apelidar o cachorro de estimação de “Não sabia”, pode ter sido apenas uma coincidência, né não? Mas, vai que não foi?!

  2. alberto santo andre disse:

    realmente a tirada de que no brasil se plantando tudo da e realemnete verdadeiro , ecomo ele disse se fpr erva daninha ,como o que o brasil plantou nos ultimos anos como ele tambem disse , o que mais frutificou , foi realmente o pe de ladrao , adubado por milhoes de anacefalos eanalfabetos plenos e politicos , e obvio o que tambem cresceu muito nesta planataçao de mediocridade , o analfabeto funcional , estes somados fzeram o brasil colher a maior safra de pes de ladrao em toda a sua historia , desde o descobrimento.

  3. José de Oliveira Ramos disse:

    Alberto: obrigado pela presença e pelo comentário. Volte logo macho réi. Tamo aqui toda quarta-feira e domingo, sempre no cagar dos pintos.

  4. Marcos Pontes/DF disse:

    Bom dia Zeramos, a boiolagem do tal bullyning, está até virando caso médico. Li ontem reportagem no Correio Braziliense e veja a síntese: ” meninos e meninas que sofrem perseguições graves (tiziu, rolha de poço etc..)levam o problema a vida adulta e é grande a probabilidade de desenvolverem depressão ou estresse”. É mole? Quanto a foto da jaca, mais parece uma bunda cheia de pereba e celulite e parabéns pela forma como trata sua querida vó.

    • José de Oliveira Ramos disse:

      Marcos: obrigado pelo comentário. Esse negócio de “bullying” é coisa de baitola mesmo. Pura viadagem e falta do que fazer – vide os idiotas que vivem procurando pokémon. Minha Avó era um gênio, além de mijar em pé.

  5. Paulo Terracota disse:

    Sr José Ramos, não é que a putada do politicamente correto, além de inventar essa porra do bullyng, agora, resolveram proibir a vaquejada no Brasil. Esses filhos de puta estão querendo transformar o país em um lugar só de frescos.

    • José de Oliveira Ramos disse:

      Paulo: será que isso mesmo? Cuidado, podem dizer que você está praticando crime de homofobia! Com certeza, não foi por esse País que fiz alguma coisa.

  6. violante pimentel disse:

    Prezado José de Oliveira Ramos:

    Estou morrendo de rir com as estripulias de sua respeitável avó, Dona Raimunda Buretama! Deixar o pobre do “Não sabia” por dono de uma “51”, foi demais!!!kkkkkkk Quem terá servido de modelo para essa jaca?kkkkk Quanto ao ” “bulying”, é uma invenção besta mesmo. Apelido, sempre foi comum, principalmente em escola. Às vezes pegava, às vezes não. Dependia da reação de cada um. Aluno de óculos era chamado de “cegueta”…kkkkk
    Grande abraço da sua leitora assídua,

    Violante Pimentel Natal (RN)

    • José de Oliveira Ramos disse:

      Violante: era assim sem senhora. De repente, queremos viver num mundo que não é real. Sempre escutei que, criança, pelo menos até atingir uma certa idade (5 anos), precisava andar descalça para o pé ter contato com o chão e formar a “cova” e contrair os anticorpos que defenderiam o organismo pela vida inteira. Hoje as crianças saem da maternidade usando calçados de marca. Mudou o mundo. E não foi para melhor.

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