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“Radiola” rodando um disco de vinil

A magia da noite, quase que sempre, recebia a coroa de louros, com a música. Romântica ou não, mas, música. Acalentava a alma como se fosse camomila, ou ópio. Ópio do amor e da sedução.

Enamorados viviam por códigos e a música era quase sempre o “pombo correio”. Foi nesse tempo que cantores viraram ídolos para sempre. Carlos Galhardo, Orlando Silva, Orlando Dias, Moacir Franco, Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, Miltinho e até Ciro Monteiro.

A indústria fonográfica evolui muito. Produzia discos de vinil com tantas qualidades, que despertou no brasileiro a cultura do “colecionador”. Ainda hoje, pessoas tratam os discos de vinil como se pérolas fossem. Limpam todos os domingos de manhã e, antes do almoço aproveitam para fazer roda na radiola.

De noite, põe-se a rodar, como se fosse sempre um tango a se repetir, cantado por Gardel e as inconfundíveis sonoras das orquestras Tabajara, Severino Araújo, Radamés Gnatali e tantas outras. Dançava-se ao som do vinil. Evoluindo e pensando no conforto do comprador, a indústria criou o compacto, com menos canções.

Ainda hoje se guarda vinil. Eu tenho alguns e não os vendo por dinheiro nenhum. É meu. É uma relíquia valiosa – ainda que só para mim, pois nela encerra momentos felizes da minha juventude. Fazendo serestas, carregando discos de vinil e radiolas portáveis movidas a pilhas.

Al Di Lá – (Peppino di Capri)

Non credevo possibile,
Se potessero dire queste parole:
Al di lá del bene più prezioso, ci sei tu.
Al di lá del sogno più ambizioso, ci sei tu.
Al di lá delle cose più belle.
Al di lá delle stelle, ci sei tu.
Al di lá, ci sei tu per me, per me, soltanto per me.
Al di lá del mare più profondo, ci sei tu.
Al di lá de i limiti del mondo, ci sei tu.
Al di lá della volta infinita, al di la della vita.
Ci sei tu, al di la, ci sei tu per me.
La la la la la…
(Ci sei tu…)
(Ci sei tu…)

* * *

Me convenceram que sou um poeta – e sei que não sou. Estou a léguas de distância de sê-lo e não tenho tendências para isso. Mas, praticando, talvez um dia possa me aproximar de poetas como Marcos Mairton, Glória Braga Horta e outros que nos honram com suas obras primas neste JBF.

Vejam:

A bifurcação da vida

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Qual caminho seguir – eu não sabia

A bússola

Por onde vou?
Diz por onde vou.
Diz onde estão as tormentas e as ondas que me ceifarão a vida.
Me diz os caminhos mais possíveis – sem que sejam os mais fáceis.
És a minha bússola e o meu caminho.
És o sol e a luz da minha escuridão.
Orienta-me!
Ilumina-me e aponta a direção mais possível – sem que seja a mais fácil.
És a minha bússola e o meu caminho.
És o oásis no deserto que me consome.
Dirige-me como se eu estivesse num balão na Capadócia.
Sopra forte e leva-me pelos caminhos mais possíveis – sem que sejam os mais fáceis.
Leva-me sem precisar trazer-me.
Mas aponta os melhores caminhos – sem que sejam os mais fáceis.

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2 Comentários

  1. ANTONINO AUGUSTO CAMELIER SILVA disse:

    Santíssimo e priapíssimo Editor
    Quem cantou a música “Al di la” no filme Candelabro Italiano foi Emilio Pericoli.
    O Compositor dessa bela canção foi Carlo Donida, e a letra, de Mogol, pseudônimo de Giulio Rapetti.
    Peppino di Capri não tem nada a ver com tudo isso…
    Pedindo escusas pelo atrevimento, seu leitor
    Antonino Camelier
    Campinas (SP)

    • José de Oliveira Ramos disse:

      Antonino: agrtadecido. Mas, tenha calma, pois, em nenhum lugar você leu que Pepino di Capri tenha feito algo além de cantar. Escute e responda se é ele cantando ou não. Nós que nascemos de 9 meses, não devemos nos apressar tanto. Eu tenho esse disco de vinil, com Pepino di Capri cantando. Só isso. Obrigado pela leitura e pelo comentário.

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