2 janeiro 2012PALMADAS, PROCESSO E LEI
Não tem lei e nem juiz
Em minha jurisdição
Que me impeça de agir
Conforme minha decisão.
Sendo no caso, palmadas.
Elas serão aplicadas
Como forma de lição.
Já criei dois filhos machos
No carão e na palmada.
Quando eu não era ouvida
Minha mão era escutada,
E garanto que deu certo
Tenho meus filhos por perto
E por eles sou amada.
Dos meus pais eu apanhei
O intuito era a correção.
Era menina levada
Carente de educação.
Mas apesar dos meus ais
Eu adoro os meus pais,
Rancor eu não guardo não.
A criança tem direitos,
E tem deveres também,
Não deve ser maltratada
Mas ter limites convém
Para repassar valores,
Não devemos ter pudores,
Nem a lei dizer amém.
Que venha primeiro a palavra,
Com ela venha o sermão,
Mas caso não tenha jeito,
O jeito é usar a mão
E recorrer à palmada,
Que hoje é renegada,
E outrora foi solução.
Foi assim que eu fui criada,
Assim meus filhos criei,
A lei por mim aplicada
Foi dos meus pais que herdei.
Aprendi a ter limite
Quando a palmada, acredite!
Era o processo e a lei.









































2 janeiro 2012 às 10:22
Meu pai dizia: toda vez que você fizer uma besteira, a culpa é da sua mãe. Deve ter faltado uma surra aí.(…ele não encostava a mão em ninguém, a carrasca era a pobre coitada da dona Maria)
2 janeiro 2012 às 11:17
Dalinha, nesse assuntado
Só acho que a coisa anda
no dia em que deputado
começa a levar palmada
em vez de falar besteira
e criar lei condenada
a ser jogada em lixeira
Prestem contas na Justiça
devolvam o ouro roubado,
desse povo sem tamanco
que paga imposto arroxado
ou então aguentem o tranco
de uma cadeia pesada
quando a nossa paciência
já estiver terminada
a espada é consequência
de toda ação malfadada !
2 janeiro 2012 às 11:24
Como não tenho filhos, difícil saber se eu daria umas palmadas ou não, só sei que e e meus quatro irmãos levaram algumas palmadas e chineladas e ninguém ficou traumatizado por isso. O Anderson, o mais comportado, só apanhou uma vez, e por minha culpa. Ele não podia imaginar que eu ia enfiar a cara na frente do lápis que ela apontava com uma gilete… dona Maria não perdoou essa!
2 janeiro 2012 às 11:43
Dalinha, voltei para repetir minha mensagem em resposta ao gentil comentário seu na minha coluna: Dalinha, que 2012 seja pleno de saúde e paz para você, que também merece tudo de bom, amiga!
Bjim
2 janeiro 2012 às 12:39
Amiúde o mundo muda
Amiga e severa Dalinha
Compartilho sua opinião
Por ser ela igual à minha
E no futuro todos verão
Por falta de uma palmada
A cria de Jáder enjaulada
Vai faltar vaga em prisão
2 janeiro 2012 às 13:27
Meus pais nunca me deram palmadas,
mas se pouca paciênca tivessem tido comigo,
bem que algumas eu teria merecido.
Abraços, Dalinha.
2 janeiro 2012 às 14:07
Cicim, geralmente o pai é o herói. A mãe que antigamente ficava em casa cuidando da educação tinha esta difícil tarefa. Criar filhos é fácil mas educar é outra história.
2 janeiro 2012 às 14:18
Querido Fred Monteiro
Pra político ladrão.
Processo deve ser outro
Em minha avaliação.
Pra corrigir o sujeito
Só tinha mesmo um jeito
Era cortar sua mão.
2 janeiro 2012 às 14:25
Glorinha,
Tem horas que só as palmdinhas resolvem. Eu dei carinho e palmadas. Ninei meus filhos, contei histórias na hora de dormir e sempre usei a palavra antes de qualquer outra atitude.
Obrigada pelo seu carinho de sempre.
Bjim
2 janeiro 2012 às 14:38
Pronto, Dalinha acabou de reescrever e com muita sabedoria, a verdadeira lei que educa e ama nossos filhos. Parabéns, poeta!
2 janeiro 2012 às 14:44
Madre Sandra,
Apanhei muito e ainda foi pouco, pois eu merecia muito mais.
Sempre fui arteira astuciosa. Mas de barbado para bater em mim só mesmo meu pai teve esta honra.
Bjim
2 janeiro 2012 às 14:44
Se cortar a mão desse jeito
tava resolvida a questão
vereador, deputado, governador e prefeito
iam formar uma grande nação
e muito mais que bem-feito
ser maneta não seria defeito
era só diploma de ladrão
2 janeiro 2012 às 14:58
Caro Armindo,
*
Já não existe limite,
Não se forma cidadão.
Politico é sinônimo
Simplesmente de ladrão
Com essa realidade
O que se vê de verdade?
País em degradação!
2 janeiro 2012 às 15:34
Cardeal Huytamar ,
Obrigada pelos comentários. Dei muito trabalho aos meus pais, mas soube criar bem meus filhos.
Castigo de ladrão
*
Quando eu ainda morava,
Nas quebradas do sertão.
O costume era raspar
A cabeça de ladrão,
E depois trancafiava
O larápio na prisão.
3 janeiro 2012 às 5:39
Caríssima Dalinha, que bom te ler!!Já dizia o filósofo: “nada neste mundo
é grande ou pequeno,exceto por comparação” Me permita compara-la á sua conterrânea Rachel de Queiros: na prosa,como ela vc é grande! quem duvidar leia o 15, famoso romance, dessa cearense porreta, depois leia as prosas da
Dalinha,aqui mesmo no JBF, e veras que o Ceará é um celeiro de inspirados escritores que seguem uma linha imensurável e incorrigível na literatura brasileira com louvor e maestria! Sigo comparando-a com o grande patativa do Assaré e constato que Dalinha é grande por comparação. Finalmente e, na área do direito, lembro a criatividade do grande Quintino Cunha, o rei do argumento convencível e humorado e nisso também Dalinha é grande!Veja nos post de hoje como a mesma deu um show!! Eu apanhei muito dos meus pais e, analisando o quanto eu mereci, eu achei foi pouco!! bjos Dalinha e…FUI!!
3 janeiro 2012 às 8:52
Monsenhor Irineu,
Seu comentário é um presente que recebo toda prosa. Fiquei feliz sem ficar vaidosa pois cada dia aumenta mais minha responsabilidade com o que eu escrevo.
E quando escrevo tento ser natural, mostrar o que sou e o meu mundo.
Beeeeijos e Feliz 2012
4 janeiro 2012 às 5:35
Caríssima Dalinha, tomei a liberdade de publicar no blog do Giulio Sanmartini, seu trabalho “Palmadas, processo e lei”.
(A LEI DA PALMADA EM VERSOS)
Fique-me em e receba meu carinhoso abraço
Giulio
4 janeiro 2012 às 13:25
Giulio, é um prazer ter um trabalho meu bem aceito e repassado, obrigada pela difusão
Um abraço
6 janeiro 2012 às 0:12
Amiga,
Excelente e oportunos os seus versos. Nenhum de nós é favorável à violência com crianças ou adultos. Mas nos dias de hoje está difícil criar os filhos. Há uma interferência desnecessária do poder público. Por que não legislarem em favor de qualidade na educação e respeito no parlamento???
Mão de mãe, nem pés de galinha nunca mataram suas crias, nem formaram filhos agressivos e sem limites. Quando os pais não repassam limites com amor, o mundo impõe com ódio.
Parabéns pelo belo poema.
Bjs,
Rosário Pinto