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	<title>Besta Fubana</title>
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	<description>A gazeta da bixiga lixa</description>
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		<title>SAUDOSA MALOCA</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 18:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Berto</dc:creator>
				<category><![CDATA[TERCEIRA VISÃO - Cícero Cavalcanti]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu com inveja sou um sujeito muito perigoso. Minha inveja não é daquelas saudáveis não. É inveja maligna, ruim, das que o cabra fica mordendo os próprios dentes. E eu hoje amanheci morrendo de inveja desse tal de Marcos D&#8217;abreu aí. O cara além de tocar piano para caralho ainda tem como parceria a voz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Eu com inveja sou um sujeito muito perigoso. Minha inveja não é daquelas saudáveis não. É inveja maligna, ruim, das que o cabra fica mordendo os próprios dentes.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E eu hoje amanheci morrendo de inveja desse tal de Marcos D&#8217;abreu aí. O cara além de tocar piano para caralho ainda tem como parceria a voz doce e afinadíssima de Glorinha Horta.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antão eu também resolvi colocar meu patuá no catimbó, minha figa no terreiro e minha fita na macumba.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Só espero que ninguém costure meu nome na boca do sapo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Só peço uma coisa: sem ingrisia, ta bom?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Beijos e abraços para os manos todos, inclusos aqui Glorinha e Washington.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que a paz dos Ministros brasileiros esteja convosco.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><object width="420" height="315" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/8cFjW6-aq-M?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="420" height="315" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/8cFjW6-aq-M?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></strong></p>
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		<title>HUMBERTO &#8211; JORNAL DO COMMERCIO</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 18:02:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Berto</dc:creator>
				<category><![CDATA[FULEIRAGEM]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-289383" title="humbertojc" src="http://www.luizberto.com/wp-content/humbertojc234.jpg" alt="" width="432" height="360" /></p>
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		</item>
		<item>
		<title>DOIS MOTES NORDESTINADOS E UM FOLHETO DE PELEJA</title>
		<link>http://www.luizberto.com/repentes-motes-e-glosas/dois-poemas-sertanejos-e-um-cordel-de-peleja</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 17:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Berto</dc:creator>
				<category><![CDATA[REPENTES, MOTES E GLOSAS - Pedro Fernando Malta]]></category>

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		<description><![CDATA[  Glosas de Santina de Castro Andrade   Coisas do meu Sertão No solo pernambucano Existe suas divisões São várias as regiões Do sertão estou falando E aos poucos recordando Sua beleza e tradição Com bastante emoção Vou escrevendo o roteiro Dos retratos verdadeiros Das coisas do meu sertão Aveloz e juazeiro Algaroba e tamboril Que à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"> <strong><span style="text-decoration: underline;"><img class="alignnone size-full wp-image-289362" title="peleja" src="http://www.luizberto.com/wp-content/peleja1.jpg" alt="" width="406" height="337" /></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Glosas de Santina de Castro Andrade<br />
</span> <br />
<span style="text-decoration: underline;">Coisas do meu Sertão</span></strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>No solo pernambucano<br />
Existe suas divisões<br />
São várias as regiões<br />
Do sertão estou falando<br />
E aos poucos recordando<br />
Sua beleza e tradição<br />
Com bastante emoção<br />
Vou escrevendo o roteiro<br />
Dos retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Aveloz e juazeiro<br />
Algaroba e tamboril<br />
Que à seca resistiu<br />
Mandacaru e faxeiro<br />
Siriguela e umbuzeiro<br />
Dão fruto e proteção<br />
São nativos deste chão<br />
Na mata, e no terreiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Asa Branca e ribaçã<br />
Coruja, peitica e corró<br />
Teú, cobra-de-cipó<br />
Papagaio, maracanã<br />
Codorniz, nambu, acauã<br />
Graúna, canário, azulão<br />
Cigarra e camaleão<br />
O gato lagarticheiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Anum, sofreu, sabiá<br />
A rola fogo pagô<br />
Lavandeira e beija-flor<br />
Cava chão, tamanduá<br />
Cutia, mocó, preá<br />
Tatu, peba e cancão<br />
Todos em quase extinção<br />
No nordeste brasileiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>O vem-vem, a saracura<br />
E a mãe da lua cheia<br />
Conto de fada e sereia<br />
Folclore, lendas, bravura<br />
Faz parte dessa cultura<br />
Luiz Gonzaga e Lampião<br />
Reis do cangaço e baião<br />
Heróis do Brasil inteiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>De dezembro a janeiro<br />
Noite chuva e garoa<br />
O sapo seu canto entoa<br />
Nas lagoas e barreiros<br />
Se os açudes encheram<br />
Peixe em cardume vão<br />
vaga-lumes à noite estão<br />
No campo com seus luzeiros<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Uma casa de sapé<br />
E no quintal um caboclo<br />
Carpindo ou arrancando toco<br />
Com um moleque no pé<br />
Na cozinha sua mulher<br />
Filho no bucho, outro no chão<br />
Tá cozinhando o feijão<br />
Para comer sem tempero<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Na sala um rádio de pilha<br />
Banco, tamborete e pote<br />
Pra matar preá e capote<br />
Espingarda e mochila<br />
Onde agasalha família<br />
Num quarto, rede e colchão<br />
Lá fora tem num galpão<br />
Pé de meizinha e canteiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span id="more-72112"></span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Lá na sombra da biqueira<br />
A cachorrinha deitada<br />
Na cerca dorme amarrada<br />
Uma cabrinha leiteira<br />
Para fazer mamadeira<br />
A primeira obrigação<br />
O leite lá no fogão<br />
Gato mia sentindo o cheiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Uma jumenta no roçado<br />
Cangalha e caçoá<br />
Cambito pra carregar<br />
Madeira para o cercado<br />
Um bacorinho amarrado<br />
Pra não escavar o chão<br />
Numa gaiola um cancão<br />
Galo, galinha no poleiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Lá na sede da fazenda<br />
Tudo é modificado<br />
Luxo, tempero, merenda<br />
Tem mais um pouco de renda<br />
Pasto, curral, mangueirão<br />
Carro-de-boi, alazão<br />
Perneira, gibão, vaqueiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Tem patrão e tem boiada<br />
Carro, trator e dinheiro<br />
Tem cevado no chiqueiro<br />
Leite, manteiga e coalhada<br />
Tem mourão e vaquejada<br />
Churrasco e requeijão<br />
Boi, boiadeiro e peão<br />
E filha de fazendeiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Futebol e embolada<br />
Quadrilha, forró, São João<br />
Pamonha, milho e quentão<br />
Amendoim, batata assada<br />
Beiju-de-forno e farinha<br />
Nas cacimbas a multidão<br />
Lata na cabeça e na mão<br />
Puxa água o dia inteiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Açude seco, chão rachado<br />
Poeira e sol ardente<br />
Pasto seco e terra quente<br />
Gado magro e arrasado<br />
Sertanejo atribulado<br />
A reclamar a situação<br />
Pensa em outra região<br />
Falta coragem e dinheiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Um forró numa latada<br />
Triângulo, sanfona e pandeiro<br />
Lua clara no terreiro<br />
Cerveja, loa, embolada<br />
Sarapatel e buchada<br />
Peru, galinha e leitão<br />
Amigos em união<br />
Farreando tempo inteiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Café, fubá, imbusada<br />
Cigarro, chapéu de palha<br />
Panela de barro e fornalha<br />
Cuia, farinha, carne assada<br />
Cachaça, verso e piada<br />
Bola, peteca e pinhão<br />
Cunca, moinho e pilão<br />
Pão de milho e cuscuzeiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Tem raiz, e tem história<br />
Nosso sertão, nossa gente<br />
Tem futuro, tem presente<br />
Tem conquista e vitória<br />
Passado cheio de glória<br />
Tem cultura e tradição<br />
Carnaval e devoção<br />
E festa de padroeiro<br />
São retratos verdadeiros<br />
Das coisas do meu sertão.</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>* * *</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Glosas de Antônio Klévisson Viana</span><br />
 <br />
<span style="text-decoration: underline;">Na Mala do Folheteiro</span></strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Na mala do folheteiro<br />
Tem romance de bravura,<br />
Onde o vaqueiro valente<br />
Estampa sua figura &#8230;<br />
No seu cavalo alazão,<br />
Rouba a filha do patrão<br />
Sem temer a pistoleiro<br />
Em defesa da amada,<br />
Tem sua estória rimada<br />
Na mala do folheteiro &#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Na mala do folheteiro<br />
Tem romance do Pavão,<br />
Onde o turco Evangelista<br />
Ganhou das mãos do irmão<br />
O retrato d’uma deusa –<br />
A bela condessa Creuza,<br />
Trazido do estrangeiro –<br />
E o pobre do rapaz<br />
Ao vê-la, perdeu a paz<br />
Na mala do folheteiro &#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Na mala do folheteiro<br />
Tem Lampião no Inferno,<br />
Que o poeta Zé Pacheco<br />
Escreveu em seu caderno;<br />
Tem dragão, reino encantado,<br />
Estória de potentado<br />
Tem fada e príncipe guerreiro –<br />
E, para ir mais além,<br />
Tem a Vida de Pedro Cem<br />
Na mala do folheteiro &#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Tem estórias de Camões,<br />
De Malazartes, João Grilo,<br />
Tem verso pra todo gosto –<br />
Você escolhe o estilo;<br />
Na tal mala tem cultura,<br />
Desenho e xilogravura<br />
Que encanta o mundo inteiro,<br />
Tem o Nordeste da gente;<br />
Tudo isso está presente<br />
Na mala do folheteiro &#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Na mala do folheteiro<br />
Tem pega de barbatão,<br />
Tem verso de São Francisco<br />
E Padre Cícero Romão,<br />
Dos inúmeros conteúdos<br />
Que versam sobre Canudos<br />
E Antônio Conselheiro;<br />
Veja o Brasil nordestino,<br />
De Lampião e Silvino<br />
Na mala do folheteiro &#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Naquela bendita mala<br />
Tem valentão afamado,<br />
Tem Garcia e tem Vilela<br />
E tem João Desmantelado:<br />
O último, sendo medroso –<br />
Pois não tem só corajoso<br />
No nordeste brasileiro –<br />
É só procurar que acha,<br />
E o vendedor despacha<br />
Na mala do folheteiro &#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Na mala do folheteiro<br />
Tem a Quenga e o Delegado,<br />
O Divórcio da Cachorra ;<br />
Seu Lunga, muito zangado,<br />
Também João de Calais,<br />
Oliveiros, Ferrabrás,<br />
Cada qual o mais guerreiro;<br />
Tem a Gramática em Cordel,<br />
Tem poesia a granel<br />
Na mala do folheteiro &#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Na mala do folheteiro<br />
A que todos têm alcance,<br />
O folheto é baratinho<br />
E não é caro o romance,<br />
Pois este mundo encantado<br />
Vem sendo muito estudado<br />
No globo terrestre inteiro:<br />
Estude, fique instruído,<br />
Pois o mundo está contido<br />
Na mala do folheteiro!</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>* * *</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Um folheto de João Martins de Athayde</span><br />
 <br />
<span style="text-decoration: underline;">A PELEJA DE BERNARDO NOGUEIRA COM PRETO LIMÃO</span></strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Em Natal já teve um negro<br />
Chamado Preto Limão<br />
Representador de talento<br />
Poeta de profissão<br />
Em toda parte cantava<br />
Chamando o povo atenção</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Esse tal Preto Limão<br />
Era um negro inteligente<br />
Em toda parte que chega<br />
Já dizia abertamente<br />
Que nunca achou cantador<br />
Que lhe desse no repente</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Nogueira sabendo disto<br />
Prestava pouca atenção<br />
Dizendo: &#8211; eu nunca pensei<br />
Brigar com Preto Limão<br />
Sendo assim da raça dele<br />
Eu não deixo nem pagão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>O encontro destes homens<br />
Causou admiração<br />
Que abalou o povo em roda<br />
Daquela povoação<br />
Pra ver Bernardo Nogueira<br />
Brigar com Preto Limão<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Eu sou Bernardo Nogueira<br />
Santificado batismo<br />
Força de água corrente<br />
Do tempo do Sacratíssimo<br />
Quando eu queimo as alpercatas<br />
Pareço um magnetismo</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Me chamam Preto Limão<br />
Sou turuna no reconco<br />
Quebro jucá pelo meio<br />
Baraúna pelo tronco<br />
Cantador como Nogueira<br />
Tudo obedece meu ronco<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Seu ronco não obedeço<br />
Você pra mim não falou<br />
Até o diabo tem pena<br />
Das lapadas qu’eu lhe dou<br />
Depois não saia dizendo:<br />
- Santo Antônio me enganou!<br />
 <br />
Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Bernardo eu não me enganei<br />
Agora é que eu pinto a manta<br />
Cantor pra cantar comigo<br />
Teme, gagueja, se espanta<br />
Dou murro em braúna velha<br />
Que o entrecasco alevanta!<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Você pra cantar comigo<br />
Precisa fazer estudo<br />
Pisar no chão devagar<br />
Fazer o passo miudo<br />
Dormir tarde, acordar cedo<br />
Dar definição de tudo…<br />
 <br />
Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Você pra cantar comigo<br />
Tem de cumprir um degredo<br />
Pisar no chão devagar<br />
Bem na pontinha do dedo<br />
Dar definição de tudo<br />
Dormir tarde, acordar cedo…<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Cantor que canta comigo<br />
Estira como borracha<br />
O suor do corpo mina<br />
Os olhos salta da caixa<br />
Quer tomar pé mas não pode<br />
Procura o fôlego e não acha…<br />
 <br />
Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Nogueira, estás enganado<br />
Queira Deus você não rode<br />
Teimar com Preto Limão<br />
Você quer porém não pode<br />
Se cair nas minhas unhas<br />
Hoje aqui nem Deus acode!<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Moleque, se eu te pegar<br />
Me escancho em tuas garupas<br />
Das pernas eu faço gaita<br />
Da cabeça uma cumbuca<br />
Dos queixos um par de tamanco<br />
Da barriga chupa-chupa</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Nogueira se eu te pegar<br />
Até o diabo tem dó!<br />
Desço de goela abaixo<br />
Em cada tripa dou nó<br />
Subo de baixo pra cima<br />
E vou morrer no gogó<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Da forma qu’eu te deixar<br />
Não vale a pena viver<br />
Porque teus próprios amigos<br />
Não hão de te conhecer<br />
Corto-te os beiços de cima<br />
Faço-te rir sem querer!<br />
 <br />
Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Você vai ficar pior<br />
Send’eu já estava chorando<br />
Porque de ora em diante<br />
Hás de falar bodejando<br />
Corto-te a ponta da língua<br />
Fica o tronco balançando</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>O resto de tua vida<br />
Terás muito o que contar<br />
Dês de perto, abertamente<br />
Se acaso desta escapar<br />
Diga que foste ao inferno<br />
Depois tornaste a voltar</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Tive uma pega com Inácio<br />
Moleque bom na madeira<br />
É negro que não se afronta<br />
Com dez léguas de carreira<br />
Dum açoite que dei nele<br />
Quase larga a catingueira<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Você cantou com Inácio<br />
Porém só foi uma vez<br />
E faz vergonha contar<br />
O que foi qu’ele te fez<br />
Te pôs doente um ano<br />
Aleijado mais dum mês</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Inácio não me fez nada<br />
Porque vivia cismado<br />
Duma surra qu’eu dei nele<br />
Há vinte do mês passado<br />
De preto ficou cinzento<br />
Quase morre asfixiado<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Moleque tu me conhece<br />
Como cantor afamado<br />
No lugar qu’eu ponho a boca<br />
É triste teu resultado<br />
Tive uma pega com Inácio -<br />
Já vi serviço pesado!</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>É porque você não viu<br />
Preto Limão enfezado<br />
Acendia os horizontes<br />
De um para o outro lado<br />
Rasga as decondências dele<br />
De um negro encondensado<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Tive aperriado um dia<br />
Fiz a terra dar um tombo<br />
No recreio da parcela<br />
O mar é surdo urubombo<br />
Cobri o mundo de fogo<br />
E nada me fez assombro<br />
 <br />
Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Você fazendo tudo isso<br />
Dá prova de homem forte<br />
Eu já o considerava<br />
Pela sua infeliz sorte<br />
Se você chegasse a ir<br />
Ao Rio Grande do Norte<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Se eu for lá ao Rio Grande<br />
Até você desanima<br />
O sol perderá seus raios<br />
A terra, o mundo e o clima<br />
Tapo a boca do rio<br />
Deixo correndo pra cima!</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Se me tapares o rio<br />
Verás como eu sou tirano<br />
Rasgo pela terra a dentro<br />
E vou sair no oceano<br />
Deixo a maré do Brasil<br />
Enchendo uma vez por ano!<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Moleque, o que você tem?<br />
Parece um pinto nuelo?<br />
Contaste tanta façanha<br />
Como estás tão amarelo?<br />
Quanto mais você se visse<br />
Seu Nogueira no martelo<br />
 <br />
Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Se eu cantar o martelo<br />
Você encontra banzeiro<br />
Qu’eu perco a fé em doente<br />
Quando muda o travesseiro<br />
Afinal siga na frente<br />
Qu’eu irei por derradeiro<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>O cantor qu’eu pegá-lo no martelo<br />
Pego na goela<br />
O cabra esmorece<br />
A língua desce<br />
Os olhos racha<br />
Salta da caixa<br />
Por despedida<br />
Procura a vida<br />
Porém não acha<br />
 <br />
Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Tenho chumbo e bala<br />
Para seu Nogueira<br />
Cantador goteira<br />
Pra mim não fala<br />
Dentro duma sala<br />
Fica entupido<br />
E amortecido<br />
E sem recurso<br />
Até o pulso<br />
Lhe tem fugido<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>É na bebedeira<br />
Que o preto morre<br />
Tropeça e corre<br />
Topa ladeira<br />
Mede porteira<br />
E passadiço<br />
E alagadiço<br />
Se for com trama<br />
Se encontrar lama<br />
Topa serviço</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Duro de fama<br />
Dura bem pouco<br />
Que o pau que é oco<br />
Não bota rama<br />
Chora na cama<br />
Qu’é lugar quente<br />
Quebro-te dente<br />
Furo-te a língua<br />
Faço-te íngua<br />
Cabra insolente</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Vante o perigo<br />
É qu’sou valente<br />
Sou a serpente<br />
Do tempo antigo<br />
Negro comigo<br />
Não tem ação<br />
Boto no chão<br />
Quebro a titela<br />
Arranco a moela<br />
Levo na mão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Nogueira, tu reparaste<br />
Num sujeito que chegou?<br />
Trouxe um recado urgente<br />
Que minha mulher mandou<br />
Por hoje eu não canto mais<br />
Fique cantando qu’eu vou…</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Não quero articulação<br />
Vá se embora seu caminho<br />
Canário que estala muito<br />
Costuma borrar o ninho<br />
Quem gosta de surrar negro<br />
Não pode cantar sozinho</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>******<br />
Naquele mesmo momento<br />
Saiu o Preto Limão<br />
Deixou o povo na sala<br />
Tudo em uma confusão<br />
Uns diziam que correu<br />
Outros diziam que não</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Quando o Preto voltou<br />
Nogueira tinha saído<br />
Preto Limão disse ao povo:<br />
- Vão chamar o atrevido<br />
Venham olhar bem de perto<br />
Como se açoita um bandido</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Foram chamar o Nogueira<br />
Estando ele descansado<br />
Deitado na sua rede<br />
Quando chegou-lhe o recado<br />
Nogueira com muito gosto<br />
Foi acudir ao chamado</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Quando Nogueira chegou<br />
Encontrou Preto Limão<br />
Acuado numa sala<br />
Ringia que só leão<br />
Naquele mesmo momento<br />
Começaram a descrição<br />
 <br />
Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Cantador qu’eu pegá-lo de revez<br />
Com o talento qu’eu tenho no meu braço<br />
Dou-lhe tanto que deixo num bagaço<br />
Só de murro, tabefe e pontapés<br />
Só de surras eu dou-lhe mais de dez<br />
E o povo não ouve um só grito<br />
Faz careta e se vale do Maldito<br />
Miserável, tua culpa te condena<br />
Mas quem é que no mundo terá pena<br />
Deste monstro que morre tão aflito?</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Cantador com Nogueira não peleja<br />
Sendo assim como o tal Preto Limão<br />
Só se for pra tomar minhas lição<br />
Ele engole calado e não bodeja<br />
Vai comendo da mesa o que sobeja<br />
Precisa me tratar com muito agrado<br />
No instante fazer o meu mandado<br />
É de pressa, é ligeiro, é sem demora<br />
Qu’eu não gosto de moleque que se escora<br />
Pois assim é qu’eu o quero por criado</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Vale a pena não seres cantador<br />
É melhor trabalhares alugado<br />
Vai cumprir por aí teu negro fado<br />
Vai viver sob o ferro dum feitor<br />
Da senzala já és um morador<br />
Teu trabalho é lá na bagaceira<br />
O que ganhas não dá pra tua feira<br />
Renego tua sorte tão mesquinha<br />
Que te assujeitas às amas da cozinha<br />
E te ofereces pra delas ser chaleira<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Este homem já vive desvalido<br />
É descrente de Deus e da Igreja<br />
Lucifer o teu nome já festeja<br />
Tu só podes viver é sucumbido<br />
Sois tão ruim que só andas escondido<br />
Para Deus nunca mais serás fiel<br />
Tua raça é descendente de Lusbel<br />
Que do Céu já perdeste a preferência<br />
Farás tua eterna convivência<br />
Lá embaixo dos pés de São Miguel</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Tu pareces que vinhas na carreira<br />
Sempre olhando pra frente e para trás<br />
Como quem chega assim veloz de mais<br />
Eu vi bem quatro paus de macaxeira<br />
Uma jaca partida e outra inteira<br />
Também vi dois balaios de algodão<br />
Creio que tu já foste um ladrão<br />
Com o peso fazia andar sereno<br />
Às dez horas da noite, mais ou menos<br />
Encontrei-te com esta arrumação<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Meus senhores de dentro do salão<br />
Este enorme convívio de alegria<br />
Exaltar este homem é covardia<br />
Só lhe falta o nome de ladrão<br />
Para o povo tem sido muito exato<br />
Só o que tem é que peru, galinha e pato<br />
No lugar que ele mora não se cria<br />
Muita gente aqui já desconfia<br />
Que ele passa lição a qualquer rato</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Quiosque fechado não se vende<br />
Cantador sem rimar é desfeitado<br />
Como tu neste banco te alevantas<br />
Não precisa que o povo me encomende<br />
Quem é cego de nada compreende<br />
Vive numa masmorra anzolado<br />
Por que eu já o tenho protejado<br />
Desta tua incivil sorte mesquinha<br />
Eu te deixo no mato sem caminho<br />
Sob as garras dum gancho pendurado<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Cantador capoeira não me agüenta<br />
Inda duro e valente qu’ele seja<br />
Com Bernardo Nogueira não peleja<br />
Adoece, entisica e se arrebenta<br />
Dou na testa, dou na boca, dou na venta<br />
Desta pisa ele fica amortecido<br />
Endoidece, fica vário do sentido<br />
Eu o boto na roda e no manejo<br />
Ficará satisfeito meu desejo<br />
Pra não seres cantador intrometido</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Te arrepende da hora que nasceste<br />
Seu Nogueira como é tão infeliz<br />
Tua vida no mundo contradiz<br />
Contra mim pelejando não venceste<br />
Na prisão de masmorra já sofreste<br />
Tua vida já perde as esperança<br />
Eu armei uma forca e uma balança<br />
Num minuto hás de ser bem degolado<br />
Ficará todo mundo consolado<br />
Preto Limão só assim terá vingança!</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Eu já tenho um moinho de quebrar osso<br />
Uma prensa ingleza preparada<br />
Qu’inda ontem imprensei um camarada<br />
Qu’era duro, valente e muito moço<br />
Eu já tenho guardado o teu almoço<br />
Qu’é um bolo de ovos com manteiga<br />
Pra cantor malcriado que lá chega<br />
Eu agarro na gola desse cuba<br />
Piso a carne diluída e faço puba<br />
Se eu não matar levo ele para a pega</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Quando eu apareço numa casa<br />
Que me mandam então eu divirtir<br />
Quatro, cinco dias vê cair<br />
Relâmpago, trovão, curisco e brasa<br />
Cantador comigo não se atrasa<br />
E quem for valente, já morreu<br />
A tocha de fogo já desceu<br />
Meu martelo é de ferro e aço puro<br />
Cantador comigo está seguro<br />
Nunca houve um martelo como o meu…<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Você diz que no martelo é atrevido<br />
E somente porque não considera<br />
Você nas minhas unhas desespera<br />
Fica louco e quase sem sentido<br />
Numa hora ficarás doido varrido<br />
Teu repente não passa de besteira<br />
As peiadas que eu te dou levanta poeira<br />
Todo o povo já lhe tem é compaixão<br />
Eu te deixo embolando pelo chão<br />
Como porco que bebe manipueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Preto Limão</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Dou-te sufregada<br />
Dou-te tapa-queixo<br />
Com pouco te deixo<br />
Com a boca lascada<br />
A língua puxada<br />
Três palmo de fora<br />
Casco-te as esporas<br />
P’rós teus suvaco<br />
Faço raco-raco<br />
Danado, tu chora!<br />
 <br />
Bernardo Nogueira</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong>Dou-te bofetão<br />
No pé do cangote<br />
Eu vou no pacote<br />
Do Preto Limão<br />
Eu boto no chão<br />
E piso a barriga<br />
Espirra a lombriga<br />
Os pinto comendo<br />
O povo dizendo:<br />
- Agüenta a espiga…</strong></p>
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		</item>
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		<title>DUKE &#8211; O TEMPO</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 17:30:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Berto</dc:creator>
				<category><![CDATA[FULEIRAGEM]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-289355" title="duke" src="http://www.luizberto.com/wp-content/duke681.jpg" alt="" width="452" height="303" /></p>
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		<item>
		<title>CANCIONEIRO DA QUARTA-FEIRA</title>
		<link>http://www.luizberto.com/esquina-leonardo-dantas-silva/cancioneiro-da-quarta-feira</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 16:54:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Berto</dc:creator>
				<category><![CDATA[ESQUINA - Leonardo Dantas Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[  Depois de um Carnaval, vem a quarta-feira ingrata, onde  “tudo é cinzas!”. A partir de então tem início a Quaresma que, no passado, era tempo de reflexão, jejum e abstinência completa de carne. Em cada Quarta-Feira de Cinzas, porém, resta no peito do verdadeiro folião a verdadeira saudade, uma lembrança do carnaval que passou, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong> </strong><strong><img src="http://4.bp.blogspot.com/-PwMsWpxmQLE/TXezHADGW0I/AAAAAAAAAD4/orwNWKZ41Yw/s1600/acabou-se-carnaval.jpg" alt="" width="360" height="373" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Depois de um Carnaval, vem a quarta-feira ingrata, onde  “tudo é cinzas!”. A partir de então tem início a Quaresma que, no passado, era tempo de reflexão, jejum e abstinência completa de carne.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em cada Quarta-Feira de Cinzas, porém, resta no peito do verdadeiro folião a verdadeira saudade, uma lembrança do carnaval que passou, assim expressada por vezes com lágrimas e acalentadas pelos versos do próprio cancioneiro carnavalesco de Edu Lobo.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><object width="264" height="64" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/60543916/dfc4bc94" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="264" height="64" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/60543916/dfc4bc94" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" /></object></strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>Hoje não tem dança</strong></em><br />
<em><strong>Não tem mais menina de trança</strong></em><br />
<em><strong>Nem cheiro de lança no ar</strong></em><br />
<em><strong>Hoje não tem frevo</strong></em><br />
<em><strong>Tem gente que passa com medo</strong></em><br />
<em><strong>Na praça ninguém pra cantar.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como no poema de Vinícius de Moraes, musicado por Carlos Lyra, chegou ao fim mais um carnaval (<em>Marcha da quarta-feira de cinzas</em>):</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><object width="281" height="60" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/103740474/55d6c2b4" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="281" height="60" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/103740474/55d6c2b4" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" /></object></strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>Acabou o nosso carnaval</strong></em><br />
<em><strong>Ninguém ouve cantar canções</strong></em><br />
<em><strong>Ninguém passa mais</strong></em><br />
<em><strong>Brincando feliz</strong></em><br />
<em><strong>E nos corações</strong></em><br />
<em><strong>Saudades e cinzas</strong></em><br />
<em><strong>Foi o que restou</strong></em><br />
<em><strong>Pelas ruas, o que se vê</strong></em><br />
<em><strong>É uma gente que nem se vê</strong></em><br />
<em><strong>Que nem se sorri</strong></em><br />
<em><strong>Se beija e se abraça</strong></em><br />
<em><strong>E sai caminhando</strong></em><br />
<em><strong>Dançando e cantando</strong></em><br />
<em><strong>Cantigas de amor&#8230;</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Na quarta-feira, o folião de ontem volta à realidade do dia-a-dia, depois de conviver naquele reino azul da fantasia, sob a égide do Rei Momo, onde por momentos parecia ter encontrado a morada da felicidade. Ao reencontrar-se consigo mesmo, mirando-se no espelho ao amanhecer da quarta-feira, o folião cansado, vem descobrir dentro de si que o carnaval, apesar dos guizos e de todo colorido que se faz presente aos olhos, é uma festa triste; como nos versos de Raul e João Victor do Rego Valença, os Irmãos Valença (<em>Saudade</em>):</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><object width="256" height="59" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/189278758/c95cd533" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="256" height="59" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/189278758/c95cd533" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" /></object></strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>De que nos serve a folia</strong></em><br />
<em><strong>Tanto prazer e alegria</strong></em><br />
<em><strong>O carnaval é a ilusão</strong></em><br />
<em><strong>Deixando uma triste recordação</strong></em><br />
<em><strong>E se voltamos chorando</strong></em><br />
<em><strong>É a saudade</strong></em><br />
<em><strong>Que nos vem</strong></em><br />
<em><strong>Alguém nos ficou amando</strong></em><br />
<em><strong>E ficamos querendo alguém</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>De há muito o cancioneiro carnavalesco vem sendo tomado de versos inspirados na nostalgia trazida pela quarta-feira, desde os anos vinte quando os blocos carnavalescos regressavam às suas sedes cantando marchas, como esta de Raul Moraes (<em>Despedida</em>):</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><object width="263" height="60" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/190090628/e9a15b0b" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="263" height="60" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/190090628/e9a15b0b" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" /></object></strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><strong><em>Adeus, ó minha gente,</em></strong><br />
<em><strong>O bloco vai embora</strong></em><br />
<em><strong>Sentindo que a alma chora</strong></em><br />
<em><strong>E o coração fremente</strong></em><br />
<em><strong>Diz, findou-se o carnaval.</strong></em><br />
<em><strong>Até para o ano, adeus</strong></em><br />
<em><strong>Guarda nossas saudades</strong></em><br />
<em><strong>Que implorarão aos céus</strong></em><br />
<em><strong>Felicidades para, nossa alma liberal</strong></em><br />
<em><strong>Essa canção saudosa,</strong></em><br />
<em><strong>Há de fazer chorar</strong></em><br />
<em><strong>E sempre a relembrar</strong></em><br />
<em><strong>Nossa gente buliçosa</strong></em><br />
<em><strong>De regresso a cantar.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A espera de um outro carnaval é o acalanto que embala a alma de todo poeta e sonhador, como nos versos de Capiba, em <em>De chapéu de sol aberto</em> (1973):</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> <object width="298" height="57" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="_cx" value="7884" /><param name="_cy" value="1508" /><param name="FlashVars" value="" /><param name="Movie" value="http://www.4shared.com/embed/210710710/a88b6c4" /><param name="Src" value="http://www.4shared.com/embed/210710710/a88b6c4" /><param name="WMode" value="Window" /><param name="Play" value="0" /><param name="Loop" value="-1" /><param name="Quality" value="High" /><param name="SAlign" value="LT" /><param name="Menu" value="-1" /><param name="Base" value="" /><param name="AllowScriptAccess" value="" /><param name="Scale" value="NoScale" /><param name="DeviceFont" value="0" /><param name="EmbedMovie" value="0" /><param name="BGColor" value="" /><param name="SWRemote" value="" /><param name="MovieData" value="" /><param name="SeamlessTabbing" value="1" /><param name="Profile" value="0" /><param name="ProfileAddress" value="" /><param name="ProfilePort" value="0" /><param name="AllowNetworking" value="all" /><param name="AllowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/210710710/a88b6c4" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="flashvars" value="" /><param name="wmode" value="Window" /><param name="play" value="0" /><param name="loop" value="loop" /><param name="quality" value="High" /><param name="salign" value="LT" /><param name="menu" value="-1" /><param name="base" value="" /><param name="allowscriptaccess" value="" /><param name="scale" value="NoScale" /><param name="devicefont" value="0" /><param name="embedmovie" value="0" /><param name="swremote" value="" /><param name="moviedata" value="" /><param name="seamlesstabbing" value="1" /><param name="profile" value="0" /><param name="profileaddress" value="" /><param name="profileport" value="0" /><param name="allownetworking" value="all" /><embed width="298" height="57" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/210710710/a88b6c4" _cx="7884" _cy="1508" FlashVars="" Movie="http://www.4shared.com/embed/210710710/a88b6c4" Src="http://www.4shared.com/embed/210710710/a88b6c4" WMode="Window" Play="0" Loop="-1" Quality="High" SAlign="LT" Menu="-1" Base="" AllowScriptAccess="" Scale="NoScale" DeviceFont="0" EmbedMovie="0" BGColor="" SWRemote="" MovieData="" SeamlessTabbing="1" Profile="0" ProfileAddress="" ProfilePort="0" AllowNetworking="all" AllowFullScreen="true" allowfullscreen="true" flashvars="" wmode="Window" play="0" loop="loop" quality="High" salign="LT" menu="-1" base="" allowscriptaccess="" scale="NoScale" devicefont="0" embedmovie="0" swremote="" moviedata="" seamlesstabbing="1" profile="0" profileaddress="" profileport="0" allownetworking="all" /></object></strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>Espero o ano inteiro,</strong></em><br />
<em><strong>Até ver chegar fevereiro</strong></em><br />
<em><strong>Para ouvir o clarim clarinar</strong></em><br />
<em><strong>E a alegria chegar!</strong></em><br />
<em><strong>Esta alegria que em mim</strong></em><br />
<em><strong>Parece que não terá fim</strong></em><br />
<em><strong>Mas se um dia o frevo acabar!</strong></em><br />
<em><strong>Juro que vou chorar&#8230;</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O carnaval é talvez a forma de suavizar a vida desses poetas, daí a tristeza que toma conta do espírito de todos no alvorecer da quarta-feira, como naquele frevo de Nelson Ferreira:</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>Um carnaval a mais</strong></em><br />
<em><strong>Que beleza, no entanto&#8230;</strong></em><br />
<em><strong>Um carnaval a menos, que tristeza.</strong></em><br />
<em><strong>Vida, não foge tão depressa.</strong></em><br />
<em><strong>Ainda quero viver muitos carnavais&#8230;</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Alguns deles não se conformam com a chegada da quarta-feira e por vezes teimam prolongar o seu próprio carnaval interior, como se fosse um ópio a lhes transportar para o mundo da fantasia e do surrealismo, como no frevo de Rudy Barbosa e Adelmo Tenório (<em>Por que saideira?):</em></strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>Estou vendo, a manhã está dizendo:</strong></em><br />
<em><strong>Já é quarta-feira! Por que saideira,</strong></em><br />
<em><strong>Se eu não queria, pra casa voltar&#8230;</strong></em><br />
<em><strong>Voltar, pra quê!</strong></em><br />
<em><strong>Voltar, pra quê!</strong></em><br />
<em><strong>Se vai voltar esta saudade de você</strong></em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>Vou desfilar meu sorriso</strong></em><br />
<em><strong>E ser o palhaço, desta multidão.</strong></em><br />
<em><strong>Pra  repousar meu cansaço,</strong></em><br />
<em><strong>Igual ao seu braço,</strong></em><br />
<em><strong>Não encontro mais não</strong></em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>Solidão, eu me embriago agora!</strong></em><br />
<em><strong>Está chegando a hora</strong></em><br />
<em><strong>D’ a tristeza voltar</strong></em><br />
<em><strong>Solidão, eu me embriago agora!</strong></em><br />
<em><strong>Está chegando a hora</strong></em><br />
<em><strong>D’ a tristeza voltar.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para o autêntico folião, particularmente para os românticos dos anos dourados, quando a permissividade dos costumes não era a tônica dos festejos carnavalescos, a contagem regressiva da madrugada de uma quarta-feira se transformava em suplício; como nos versos de Geraldo Costa e José Menezes (<em>Terceiro dia</em>):</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><object width="270" height="53" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/1151858893/5849cef1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="270" height="53" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/1151858893/5849cef1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" /></object></strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>A noite morre, o sol vem chegando&#8230;</strong></em><br />
<em><strong>E a tristeza vai aumentando</strong></em><br />
<em><strong>A gente sente uma saudade sem igual</strong></em><br />
<em><strong>Que só termina</strong></em><br />
<em><strong>Com um novo carnaval</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas o que ensina a lição é que se vai um carnaval, mas fica-se sempre com uma saudade; como no frevo dos irmãos Reinaldo e Fernando Oliveira (<em>É quarta-feira, é madrugada</em>):</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>É quarta-feira, é madrugada&#8230;</strong></em><br />
<em><strong>O sol já chegou</strong></em><br />
<em><strong>O carnaval foi tudo um sonho bom que passou</strong></em><br />
<em><strong>Recordar não adianta nada, meu bem&#8230;</strong></em><br />
<em><strong>Melhor esperar, prô ano que vem!</strong></em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>Saudade vive escondida&#8230;</strong></em><br />
<em><strong>Esperando todo fim de carnaval</strong></em><br />
<em><strong>Não adianta esperar por toda vida</strong></em><br />
<em><strong>Nem por um ponto final.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para aquele folião empedernido, porém, que viveu o carnaval até os últimos acordes; folião daqueles que em anos passados só saía dos salões acompanhando as orquestras, sob o comando de Nelson Ferreira, Guedes Peixoto ou José Menezes, em meio à turba frevolenta até os jardins da Praça do Entroncamento ou da Praça do Internacional, para só assim encerrar, às sete horas da manhã da quarta-feira, o seu carnaval.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para esses, que viveram tantas paixões e que ainda hoje estão a lembrar daqueles rostos juvenis, que se perderam em meio aos confetes e serpentinas dos passados carnavais, pelo menos o frevo de Luiz Bandeira, gravado por Carmélia Alves em 1957 (Copacabana nº 5699, matriz 1725),  ficou na lembrança:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><object width="263" height="60" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="_cx" value="6958" /><param name="_cy" value="1587" /><param name="FlashVars" value="" /><param name="Movie" value="http://www.4shared.com/embed/1149259772/5cf39e2e" /><param name="Src" value="http://www.4shared.com/embed/1149259772/5cf39e2e" /><param name="WMode" value="Window" /><param name="Play" value="0" /><param name="Loop" value="-1" /><param name="Quality" value="High" /><param name="SAlign" value="LT" /><param name="Menu" value="-1" /><param name="Base" value="" /><param name="AllowScriptAccess" value="always" /><param name="Scale" value="NoScale" /><param name="DeviceFont" value="0" /><param name="EmbedMovie" value="0" /><param name="BGColor" value="" /><param name="SWRemote" value="" /><param name="MovieData" value="" /><param name="SeamlessTabbing" value="1" /><param name="Profile" value="0" /><param name="ProfileAddress" value="" /><param name="ProfilePort" value="0" /><param name="AllowNetworking" value="all" /><param name="AllowFullScreen" value="false" /><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/1149259772/5cf39e2e" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="263" height="60" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/1149259772/5cf39e2e" _cx="6958" _cy="1587" FlashVars="" Movie="http://www.4shared.com/embed/1149259772/5cf39e2e" Src="http://www.4shared.com/embed/1149259772/5cf39e2e" WMode="Window" Play="0" Loop="-1" Quality="High" SAlign="LT" Menu="-1" Base="" AllowScriptAccess="always" Scale="NoScale" DeviceFont="0" EmbedMovie="0" BGColor="" SWRemote="" MovieData="" SeamlessTabbing="1" Profile="0" ProfileAddress="" ProfilePort="0" AllowNetworking="all" AllowFullScreen="false" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" /></object></strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>É de fazer chorar</strong></em><br />
<em><strong>Quando o dia amanhece e obriga o frevo acabar</strong></em><br />
<em><strong>Ó quarta-feira ingrata</strong></em><br />
<em><strong>Chega tão depressa</strong></em><br />
<em><strong>Só pra contrariar</strong></em><br />
<em><strong>Quem é de fato, um bom   pernambucano&#8230;</strong></em><br />
<em><strong>Espera um ano,</strong></em><br />
<em><strong>e se mete na brincadeira</strong></em><br />
<em><strong>Esquece tudo, quando cai no frevo.</strong></em><br />
<em><strong>E no melhor da festa,</strong></em><br />
<em><strong>Chega a quarta-feira.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sim meus amigos, o nosso carnaval acabou. Como o poeta Vinicius de Moraes só nos resta cantar:</strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>Quem me dera viver pra ver</strong></em><br />
<em><strong>E brincar outros carnavais</strong></em><br />
<em><strong>Com a beleza dos velhos carnavais</strong></em><br />
<em><strong>Que marchas tão lindas</strong></em><br />
<em><strong>E o povo cantando</strong></em><br />
<em><strong>Seu canto de paz</strong></em><br />
<em><strong>Seu canto de paz</strong></em><br />
<strong><em>Seu canto de paz</em>.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas para aquele pernambucano, ausente da terra, distante dos amigos e obrigado a conviver com gente estranha que não sabe o que é Carnaval, o espírito da quarta-feira  dura o ano inteiro e o acompanha onde quer que se encontre.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Longe do Recife, exilado voluntário do seu próprio chão, privado da paisagem e dos sons que acalenta em sua alma de folião, ele estará sempre a cantar baixinho, como a embalar o seu próprio coração, balbuciando a letra daquele frevo-canção, composto por Antônio Maria Araújo de Morais (Recife, 1921 &#8211; Rio, 1964) num de seus momentos de banzo e de saudades do seu torrão: <em>Frevo nº 1 do Recife</em>, gravado inicialmente pelo “Trio de Ouro” em 9 de agosto de 1951. O sucesso veio a ser regravado depois com competência por muita gente, a exemplo de Claudionor Germano e Expedito Baracho.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><object width="272" height="55" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="_cx" value="7196" /><param name="_cy" value="1455" /><param name="FlashVars" value="" /><param name="Movie" value="http://www.4shared.com/embed/520085955/d9356294" /><param name="Src" value="http://www.4shared.com/embed/520085955/d9356294" /><param name="WMode" value="Window" /><param name="Play" value="0" /><param name="Loop" value="-1" /><param name="Quality" value="High" /><param name="SAlign" value="LT" /><param name="Menu" value="-1" /><param name="Base" value="" /><param name="AllowScriptAccess" value="" /><param name="Scale" value="NoScale" /><param name="DeviceFont" value="0" /><param name="EmbedMovie" value="0" /><param name="BGColor" value="" /><param name="SWRemote" value="" /><param name="MovieData" value="" /><param name="SeamlessTabbing" value="1" /><param name="Profile" value="0" /><param name="ProfileAddress" value="" /><param name="ProfilePort" value="0" /><param name="AllowNetworking" value="all" /><param name="AllowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/520085955/d9356294" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="flashvars" value="" /><param name="wmode" value="Window" /><param name="play" value="0" /><param name="loop" value="loop" /><param name="quality" value="High" /><param name="salign" value="LT" /><param name="menu" value="-1" /><param name="base" value="" /><param name="allowscriptaccess" value="" /><param name="scale" value="NoScale" /><param name="devicefont" value="0" /><param name="embedmovie" value="0" /><param name="swremote" value="" /><param name="moviedata" value="" /><param name="seamlesstabbing" value="1" /><param name="profile" value="0" /><param name="profileaddress" value="" /><param name="profileport" value="0" /><param name="allownetworking" value="all" /><embed width="272" height="55" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/520085955/d9356294" _cx="7196" _cy="1455" FlashVars="" Movie="http://www.4shared.com/embed/520085955/d9356294" Src="http://www.4shared.com/embed/520085955/d9356294" WMode="Window" Play="0" Loop="-1" Quality="High" SAlign="LT" Menu="-1" Base="" AllowScriptAccess="" Scale="NoScale" DeviceFont="0" EmbedMovie="0" BGColor="" SWRemote="" MovieData="" SeamlessTabbing="1" Profile="0" ProfileAddress="" ProfilePort="0" AllowNetworking="all" AllowFullScreen="true" allowfullscreen="true" flashvars="" wmode="Window" play="0" loop="loop" quality="High" salign="LT" menu="-1" base="" allowscriptaccess="" scale="NoScale" devicefont="0" embedmovie="0" swremote="" moviedata="" seamlesstabbing="1" profile="0" profileaddress="" profileport="0" allownetworking="all" /></object></strong></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em><strong>Ô, ô, ô, ô, ô&#8230; saudade</strong></em><br />
<em><strong>Saudade, tão grande.</strong></em><br />
<em><strong>Saudade que eu sinto</strong></em><br />
<em><strong>Do Clube das Pás, do Vassouras,</strong></em><br />
<em><strong>Passistas traçando tesouras,</strong></em><br />
<em><strong>Nas ruas repletas de lá&#8230;</strong></em><br />
<em><strong>Batidas de bombo,</strong></em><br />
<em><strong>São maracatus retardados,</strong></em><br />
<em><strong>Chegando à cidade, cansados,</strong></em><br />
<em><strong>Com seus estandartes no ar.</strong></em><br />
<em><strong> </strong></em><br />
<em><strong>Que adianta</strong></em><br />
<em><strong>Se o Recife está longe</strong></em><br />
<em><strong>E a saudade é tão grande</strong></em><br />
<em><strong>Que eu até me embaraço</strong></em><br />
<em><strong>Parece que eu vejo</strong></em><br />
<em><strong>Valfrido Cebola, no passo;</strong></em><br />
<em><strong>Haroldo Fatia, Colaço&#8230;</strong></em><br />
<em><strong>Recife está perto de mim.</strong></em></p>
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		<title>AMORIM &#8211; CORREIO DO POVO</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 16:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Berto</dc:creator>
				<category><![CDATA[FULEIRAGEM]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-289342" title="amorim" src="http://www.luizberto.com/wp-content/amorim686.jpg" alt="" width="480" height="336" /></p>
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		<title>HAROLDO BARBOZA &#8211; RIO DE JANEIRO-RJ</title>
		<link>http://www.luizberto.com/correspondencia-recebida/haroldo-barboza-rio-de-janeiro-rj-60</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 16:22:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Berto</dc:creator>
				<category><![CDATA[CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA]]></category>

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		<description><![CDATA[Ervas daninhas Por ocasião do Carnaval, os legisladores do planalto mortal se concederam um recesso de 10(?) dias para desfrutar de cinco dias de folia. O hábito de engolir 2 ou 3 dias a mais é normal em outros eventos nacionais: Páscoa, dia das mães, dos pais, quando tem jogos da copa de futebol, feriados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><strong>Ervas daninhas</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Por ocasião do Carnaval, os legisladores do planalto mortal se concederam um recesso de 10(?) dias para desfrutar de cinco dias de folia.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>O hábito de engolir 2 ou 3 dias a mais é normal em outros eventos nacionais: Páscoa, dia das mães, dos pais, quando tem jogos da copa de futebol, feriados no meio de semana, Natal e período que antecede as eleições de qualquer esfera.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Somando isto aos 2 dias que regularmente já enforcam, provavelmente não comparecem às câmaras mais do que 100 dias/ano. Em troca recebem mais de R$ 25.000,00 (15 salários) além de verbas complementares que correspondem quase ao dobro deste valor.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Se o povo desviar sua atenção do Big Besta Brasil por 30 minutos semanais, vai perceber que esta atitude é benéfica para nós, pois estando estes folgados ausentes dos plenários, os atos prejudiciais à população não são oficializados. Não nos farão falta!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>E se o povo investir mais 30 minutos (aí já é pedir muito) no tema, chegará à conclusão que podemos enviar uma proposta ao planalto para que fiquem sempre fora das câmaras sem deixar de receber seus polpudos salários. Podemos negociar só receberem 75% do valor.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Além de ficarmos integralmente imunes às falcatruas montadas pelos nocivos elementos, teremos mais duas vantagens:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>1 – nenhum país poderá dizer que fechamos o Congresso à força. Continuaremos sendo vistos como uma “democracia” plena.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>2 – Vamos economizar elevado montante deixando de gastar em lâmpadas, lanches (para eles e aspones), telefonemas, elevadores e outros apetrechos não relacionados.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>O prédio poderá ser transformado em museu (museu das maracutais) que passará a se sustentar com o arrecadado nos ingressos de milhares de visitantes que levarão seus filhos para aprenderem o significado correto do termo “ervas daninhas”.</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>JORGE BRAGA &#8211; O POPULAR</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 15:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Berto</dc:creator>
				<category><![CDATA[FULEIRAGEM]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-289337" title="jb" src="http://www.luizberto.com/wp-content/jb332.jpg" alt="" width="332" height="360" /></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>DE IBIMIRIM PARA O VATICANO: A ARTE DE MANOEL SANTEIRO</title>
		<link>http://www.luizberto.com/mascate-das-lembrancas-fred-monteiro/de-ibimirim-para-o-vaticano-a-arte-de-manoel-santeiro</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 15:09:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Berto</dc:creator>
				<category><![CDATA[MASCATE DAS LEMBRANÇAS - Fred Monteiro]]></category>

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		<description><![CDATA[  Frei Damião Nesse Brasil/Continente as coisas acontecem sem que tomemos conhecimento delas, a não ser que sejamos interessados pelo assunto, principalmente quando esse assunto é Cultura.   Não é muito difícil explicar: muitos de nós consumem Cultura como se fosse um objeto qualquer.. É comum comprarmos um quadro ou uma escultura, somente pelo aspecto físico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong> </strong><strong><img title="frei damiao" src="http://www.luizberto.com/wp-content/frei-damiao.jpg" alt="" width="313" height="418" /></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800080;"><strong>Frei Damião</strong></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nesse Brasil/Continente as coisas acontecem sem que tomemos conhecimento delas, a não ser que sejamos interessados pelo assunto, principalmente quando esse assunto é Cultura.  </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não é muito difícil explicar: muitos de nós consumem Cultura como se fosse um objeto qualquer..</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É comum comprarmos um quadro ou uma escultura, somente pelo aspecto físico que eles apresentam, importando-nos mais como ficarão nos nossos planos de decoração da casa, sem nos ligarmos em toda uma história que envolve aquele produto.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O consumismo utilitarista/imediatista tem-nos levado a isso.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><img title="anjos" src="http://www.luizberto.com/wp-content/anjos.jpg" alt="" width="313" height="418" /></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800080;"><strong>Anjos</strong></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nem procuramos pensar  que, por trás daquela obra de arte existe um processo de criação, uma história de vida, de luta, de aprendizado.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas ficamos muito orgulhosos quando sabemos que um artista da nossa terra é reconhecido, ganha um prêmio, é divulgado em grandes centros ou até em outros países do mundo. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por isso considero muito importante divulgarmos nossos artistas.  De todas as formas, por todos os meios.  Mesmo quando eles já nem precisam tanto dessa divulgação..</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como é o caso de Manoel Santeiro.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Este escultor, de Ibimirim, sertão de Pernambuco, começou o seu aprendizado com Mestres que já dominavam a arte. </strong></p>
<p style="text-align: center;"> <strong><img title="sagrada familia" src="http://www.luizberto.com/wp-content/sagrada-familia.jpg" alt="" width="440" height="382" /></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800080;"><strong>Sagrada Família</strong></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hoje é reconhecido, como ele próprio fala, neste depoimento, por ter sido o escolhido para atender a um pedido do então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, de presentear o Papa João Paulo II  com uma imagem da primeira Santa católica brasileira, a Santa Paulina. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aliás, ele já está indo, pela segunda vez, compor a galeria de imagens sacras do Vaticano, com uma imagem de São Bento, para o Papa Bento XVI, a pedido do Governador Eduardo Campos.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><object width="420" height="315" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/GG877QKiSqE?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="420" height="315" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/GG877QKiSqE?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>PATER &#8211; A TRIBUNA</title>
		<link>http://www.luizberto.com/fuleiragem/pater-a-tribuna-262</link>
		<comments>http://www.luizberto.com/fuleiragem/pater-a-tribuna-262#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 15:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Berto</dc:creator>
				<category><![CDATA[FULEIRAGEM]]></category>

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