plj

A PELEJA DE CHAPEUZINHO VERMELHO COM O LOBO MAU

Não resta mais dúvidas de que o cordel conquistou de vez o Brasil de Norte a Sul. Além do sucesso da novela Cordel Encantado, duas escolas de samba terão o cordel como tema em 2012: a Acadêmicos do Salgueiro, do Rio de Janeiro e a Gaviões da Fiel, de São Paulo, que homenageará o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Um dos destaques do desfile será a presença de Lula na Literatura de Cordel, cujo enredo é inspirado no livro do poeta Crispiniano Neto.

CORDEL NA BIENAL DO RJ – No dia 10 de setembro, a partir das 14 horas, Arievaldo Viana e Jô Oliveira estarão na Bienal do Livro do Rio de Janeiro lançando os dois primeiros títulos da coleção “Era uma vez… em CORDEL”, no estande da Editora Globo, onde os livros foram publicados.

A peleja de Chapeuzinho Vermelho com o Lobo Mau” e “O coelho e o jabuti” são dois contos tradicionais bastante conhecidos, mas estas novas versões em versos têm um desfecho surpreendente e uma linguagem acessível à públicos de todas as idades, dos 8 aos 80 anos! Este lançamento, por uma das maiores editoras do país, é uma prova de que a Literatura de Cordel está conquistando de vez o seu espaço fora dos estados da Região Nordeste.

Em novembro, a dupla irá participar pela segunda vez da Feira do Livro de Porto Alegre-RS, lançando mais dois folhetos de cordel pela Editora CORAG, adaptados do livro “Casos de Romualdo”, do folclorista Simões Lopes Neto.

Chapeuzinho em Cordel – Sinopse:

Contada e recontada inúmeras vezes, a aventura da garotinha que encontra o lobo a caminho da casa da avó está entre as histórias mais populares de todos os tempos. Desde o século 14, este conto de fadas clássico tem se apresentado em diversas versões, sendo que as mais antigas, assustadoras e violentas, eram voltadas ao público adulto.

A trama que chegou aos nossos dias, com a presença de um caçador que salva a menina e sua avó e garante o final feliz, foi publicada pela primeira vez em 1812, no livro Contos da criança e do lar, dos Irmãos Grimm. O antigo conto ganha agora nova roupagem. A Editora Globo acaba de lançar o livro A peleja de Chapeuzinho Vermelho com o Lobo Mau, que traz como novidade a estrutura do relato: o texto foi escrito em cordel, poema de origem na tradição oral e bastante disseminado no Nordeste brasileiro.

Como manda a tradição cordelista, a história é contada em setilhas, estrofes compostas de sete versos. Com graça, cadência e deliciosas rimas, as aventuras da menina vestida de vermelho proporcionam uma leitura prazerosa e instigante. Os versos do cearense Arievaldo Viana, integrante da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, e as belas ilustrações do artista pernambucano Jô Oliveira, prendem a atenção do leitor do início ao fim – e dão tempero bem brasileiro para o clássico da literatura infantil.

clj

COLEÇÃO “ERA UMA VEZ… EM CORDEL”

O Coelho e Jabuti – Sinopse

Não é possível precisar o momento em que as crianças começaram a se encantar com as fábulas, antigos relatos que trazem como personagens animais com características humanas e em geral terminam com uma lição, a moral da história. Algumas são bastante famosas e ganharam mais de uma versão, como é o caso da que conta a curiosa disputa de velocidade travada entre o ágil coelho e o calmo jabuti.

‘O Coelho e o Jabuti’ não relata a conhecida prova na qual o coelho dorme e a tartaruga o ultrapassa, alcançando primeiro a linha de chegada e vencendo pela persistência e constância. Nessa versão, o jabuti arquiteta um plano para derrotar o presunçoso oponente e para isso conta com a ajuda de sua numerosa e parecidíssima família.

O episódio é contado em cordel, um poema com ritmo simples que em geral se baseia em relatos conhecidos e prende a atenção do espectador tanto pela trama quanto pela cadência. Tradicional na região nordeste do Brasil, o estilo chegou à literatura infantil e ganhou cuidadosa execução pelas rimas do cordelista cearense Arievaldo Viana e pelas ilustrações do artista pernambucano Jô Oliveira.

TRECHOS DO CORDEL:

Destinei-me a consultar,
Sob um céu azul anil,
Nossas lendas populares
Dos confins do meu Brasil
E assim resolvi compor
Mais um CORDEL INFANTIL.

Vou transmitir com carinho
Aquilo que aprendi,
A história é bonitinha,
Simples como eu nunca vi:
Fala de uma aposta entre
O COELHO e o JABUTI.

Os bichos, antigamente,
Falavam com maestria;
Viviam perfeitamente
Em total democracia
E, por terem consciência,
Prezavam a ECOLOGIA.

Não depredavam a floresta
Não caçavam sem razão
Não poluíam os riachos
Pois viviam em comunhão
Com a MAMÃE NATUREZA
Na floresta e no sertão.

Compartilhe Compartilhe

6 Comentários

  1. NEZITE ALENCAR disse:

    Prezado Poeta Arievaldo Viana:

    Nós, amantes do cordel nos sentimos felizes com sua ascensão. Desejo-lhe muito sucesso no Rio e aonde quer que esteja.
    Parabéns por enveredar pelo maravilhoso mundo do cordel infantil.Abraço.

  2. ARIEVALDO VIANA disse:

    Cara Nezite Alencar,

    Fico honrado com suas palavras de incentivo. Vamos continuar a nossa luta em prol da verdadeira cultura nordestina, para que obtenha o respeito e a atenção de todos os brasileiros.

  3. Paulinho Nó Cego disse:

    Arievaldo,
    nós apreciadores da Literatura de Cordel nos sentimos felizes com os belíssimos cordéis escritos por você.O nordeste é forte e sábio e nós estamos inseridos nessa parte linda do Brasil.Parabéns.São votos aqui do Maranhão.

  4. Paulinho Nó Cego disse:

    Parabéns por excelentes cordéis.
    O cordel pra mim é vida
    é a válvula de escape
    não tenho porte de arma
    a rima é meu tacape
    depois do esqueleto feito
    não tem juiz de direito
    que dele corra ou escape.

  5. Arievaldo Viana disse:

    Valeu PAULINHO, obrigado pela força.

  6. Ricardo disse:

    Eu estava à procura de umas ilustrações de cordel para fazer uma para um trabalho de mestrado cujo o objectivo é ilustrar um capitulo do livro “Cacau” de Jorge Amado. Então lembrei-me que podia fazer algo inspirado nas ilustrações de cordel, pois como o livro em questão, é também cultura do vosso povo. Sendo assim, vi o seu blog e li um pouco e pelo pouco que li queria parabeniza-lo e dizer-lhe que a cultura nordestina não só obtém o respeito e a atenção de todos os brasileiros, como de alguns portugueses, como eu, que mesmo sem ter ido aí admiro e sigo.

    Força

Deixe o seu comentário!


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa