COISAS DO MEU SERTÃO

Amigos o meu sertão
É uma terra abençoada
Tem tudo não falta nada
Nesse sagrado torrão
Tem festa de apartação
Pega de boi, cavalgada
Aboio, forró de latada
Mazurca, xote e xaxado
Coco de roda e reisado
Hino, bendito e toada

Tem garapa e umbuzada
Baião de dois com pequi
Cocada e doce de buriti
Rapadura e carne assada
Paçoca, queijo e buchada
Ensopado de maniçoba
Fruta de palma e taioba
Farofa d’agua e beiju
Jatobá, pinha e umbu
Macaíba e guariroba

Pomada de andiroba
Broa e bolo de bacia
Torta e suco de melancia
Caldo e pirão de cioba
Dá sustança a gororoba
Que é servida no sertão
Quem já fez uma refeição
Numa casa sertaneja
Sabe que essa peleja
É fiel na discrição

Chapéu de couro, gibão
Chocalho, espora e perneira
Bacamarte, espingarda e baladeira
Cartucheira, mantimento,matulão
Quixó, armadilha e alçapão
Raposa, lobo-guará e mocó
Carrapato, bicho de pé e potó
Curtiço, silo e pedreira
Cacimbão, aveloz e carvoeira
Serrote, ferradura e pedra mó

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13 novembro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

13 novembro 2017 MARY ZAIDAN

INSPIRAÇÕES GOLPISTAS

“Tanto os velhos partidos como os novos, em que os velhos se transformaram sob novos rótulos, nada exprimem ideologicamente, mantendo-se à sombra de ambições pessoais ou de predomínios localistas, a serviço de grupos empenhados na partilha dos despojos e nas combinações oportunistas em torno de objetivos subalternos”.

Dita há exatos 80 anos, a frase cabe como luva aos dias de hoje. Com um agravante de arrepiar: com ela, o então presidente Getúlio Vargas justificava o fechamento do Congresso Nacional, ato primeiro do Estado Novo, golpe de 10 de novembro de 1937.

Com o poder de cassar mandatos, suspender eleições, vigiar e censurar a imprensa, prender comunistas – entre eles o jovem escritor Jorge Amado -, a ditadura Vargas prosperou com a conjunção demoníaca de economia em frangalhos e ausência de lideranças capazes de dialogar com a população pobre e descrente.

Ambiente similar ao que vemos hoje, ainda que as condições objetivas de agora, na economia, e, especialmente, da maturidade institucional do país, estabeleçam e evidenciem a distância histórica.

Líder inconteste da extrema direita nacionalista, Getúlio misturou seu imenso carisma a modelagens fascistas que tanto sucesso faziam na Itália de Benito Mussolini, na Espanha franquista e na Alemanha nazista.

Mas, ao contrário da ojeriza que esses ditadores provocam em seus países de origem e em todo o mundo democrático, Getúlio virou ícone de partidos ditos da esquerda nacional, que deram a ele o status de divindade – o pai dos pobres. Até os neocomunistas tupiniquins o vangloriam.

Por ignorância, má-fé, ou ambos, esse segmento apagou da história o golpismo getulista e pesou as tintas no criador da Petrobras e da Consolidação das Leis do Trabalho, editada por decreto, em 1943, com inspiração na Carta del Lavoro (1927), da lavra de Mussolini.

Pode ser coincidência – aquela que dizem não existir – ou traquinagem da história o fato de as novas leis trabalhistas, desta vez aprovadas pelo Congresso Nacional, terem entrado em vigor no sábado, um dia depois do golpe octogenário.

Presidente do país de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954, único período para o qual foi eleito, Getúlio orientava-se pela premissa de que os fins justificam os meios, parâmetro usual entre populistas, extremistas e fundamentalistas. Não tinha limites. E demonstrou isso até na dramaticidade de sua morte.

Ainda hoje sua herança é disputada a tapa. Já foi pendenga entre o PDT e o PTB no período da redemocratização, está no discurso de todos os matizes, antagoniza e une extremos.

Sem tirar nem pôr, Getúlio cabe em qualquer manequim.

Lula, outrora reencarnação, e que já teria superado Getúlio segundo a sua tropa, usa e abusa das “conquistas” dos anos 1940 nos palanques e da popularidade do golpista que ele diz admirar. Na outra ponta, Jair Bolsonaro arrebata os getulistas saudosos dos vínculos do ditador com os militares, com a extrema direita e os anticomunistas.

Ambos partilham outra adoração: o modelo Ernesto Geisel.

Bolsonaro exibe a foto do general em sua sala e Lula elogia, com vigor, o modelo nacional-desenvolvimentista do penúltimo presidente militar, aplicado ao pé-da-letra por sua pupila Dilma Rousseff, com consequências nefastas para o país: recessão e desemprego recordes.

Os dois – Lula e Bolsonaro – também disputam aconselhamentos de Delfim Neto, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento do regime militar.

Ainda que pareça estranho ao paladar e irrite aos fundamentalistas de um lado e de outro, Lula e Bolsonaro tentam cozinhar o público com os mesmos ingredientes: a unção divina de ser o salvador da pátria, o falso moralismo e o apelo por nacionalismo de ocasião. Usam e abusam do falseamento da História, dos exemplos de Getúlio, Geisel e até JK. Tudo temperado por populismo barato.

Resta saber se o eleitor vai engolir ou não essa gororoba.

13 novembro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

NUVEM

Vês, ao longe, uma nuvem fugidia
beijando a extrema curva do horizonte?
Qual garça fugitiva ela corria;
parada, sorve a luz da eterna fonte.

Olha-a bem. Vê-lhe a forma, que varia,
conforme a viração, de monte a monte.
Peregrina volúvel… Caberia
senão em todo o céu? Aqui defronte

fita-me agora. Como a dos espaços,
nuvem, movem-me as auras de uns carinhos,
aquieta-me a volúpia de uns abraços…

Só por ti sou todo eu: repouso e lida,
langor e crispação, brandura e espinhos,
na pulsação unânime da vida!

13 novembro 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

A CELPE ERA UMA PUTA QUE A GENTE COMIA, MAS NÃO DAVA VALOR

Em 2006, com o Banco do Estado de Pernambuco (Bandepe) ainda funcionando dentro da Celpe, privatizada em 2000 no governo Jarbas Vasconcelos, sendo arrematada por um consórcio composto pela Iberdrola da Espanha, Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil e Banco do Brasil Investimento, mantendo, portanto, a maioria da participação nacional. Em 2004 o consórcio controlador passou a se chamar Grupo Neoenergia. Na sede principal da Rua João de Barros, Boa Vista, eu fui até lá fazer um depósito em nome de um funcionário do então Grupo Neoenergia.

Lá chegando, encontrei uns vinte funcionários e ex funcionários da extinta Celpe na fila do caixa do banco aguardando serem atendidos. Dava para perceber que a maioria dos que estavam ali era de ex funcionários aposentados da extinta Celpe. Conversa vai conversar vem, João se dirigi a um tal de Manuel, e pergunta:

– Manuel, como estão aquelas reuniões que a gente fazia no pátio depois do almoço, aquelas mesas de dominós, de baralhos, porrinhas, palitos de fósforos?…

Desolado, Manuel, que ainda trabalhava na empresa, responde:

– Ah! Meu filho, as coisas mudaram! Aquelas mamatas acabaram! Hoje a Celpe tem dono! E a gente que reclamava tanto na época de Pai Arraes, chamando-o de corno velho, filho da puta, comunista; e Jarbas Vasconcelos, de veado, filho de rapariga, traidor, entreguista, querendo todo lucro da empresa para a gente!… A gente era feliz e não sabia! A gente era dono da Celpe e não tinha consciência disso!

E Joaquim e outros ex funcionários de outros setores da extinta Celpe que estavam também na fila, curiosos com a conversa entre o funcionário da ativa e o aposentado, entraram no convence e perguntaram:

– E aquelas liberdades que agente tinha de entrar na cozinha, tomar um cafezinho, comer uma bolachinha cream cracker, ir à sala da contabilidade, à sala do gerente para saber de tudo que estava por vir em beneficio da gente por meio do nosso sindicato, ainda existe?

Mais desolado ainda, Manoel e outros responderam:

– Um caralho!!, Aquelas mamatas acabaram! Hoje a palavra lá dentro é: TRABALHO, ORDEM E PROGRESSO! Não trabalhou, rua! Rua!!! Acabou-se o que era doce! A Celpe era uma puta que a gente comia, pagava a gente e a gente não dava valor!

Foi nesse momento que um ex funcionário, que estava na fila, sem se importar com o mau caratismo explícito, falou para todos que estavam presentes ouvir:

– Vocês lembram quando mandavam a gente ir para as noites naquelas Toyotas Bandeirantes fazermos serviços noturnos em redes elétricas em bairros inteiros? Pois é, amigos, a gente já puto da vida, cheio da manguaça, quebrava o freio do carro, furava os pneus, quebrava a caixa de marcha, desligava o rádio amador, parava o carro e ficava tomando caéba e raparigando até o cu do amanhecer! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!

Eita tempo bom da porra!!

Foi quando um funcionário neófito que havia entrado já com a Celpe privatizada, se intrometeu na conversa e indagou inocentemente para todos que estavam na fila que eram do quadro de funcionários antigos, e perguntou:

– Mas, realmente isso acontecia mesmo?! E ninguém tomava providência?! E o administrador geral onde estava que não via essas ações irresponsáveis e criminosas?!

Foi quando o aposentado que estava na fila, gaiato e malandro, se atravessou, e rindo com a cara mais deslavada do mundo do funcionário novato, respondeu:

– Meu jovem, quem mandava nessa porra era a política! E onde a política entra a moral, a ética, a honestidade e a responsabilidade procuram uma fresta na porta, botam o rabo entre as pernas, e se recolhem a suas insignificâncias, envergonhadas sem poder fazer porra nenhuma, entendeu!?

Aprenda uma lição, continuou o ex-funcionário aposentado da extinta Celpe: toda empresa pública é feito cachimbo de cachorra no cio, todo cachorro quer empurrar a vara e gozar dentro, mas nenhum quer se responsabilizar pelos cachorros que nascem!

Se a Celpe não tivesse sido privatizada, Pernambuco, hoje, estaria sendo iluminado por lamparinas da época do Império – conclui ele.

13 novembro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

13 novembro 2017 DEU NO JORNAL

UM ELEITORADO CONSCIENTE

Jair Bolsonaro disparou nas pesquisas eleitorais.

Numa delas, realizada na semana passada, ele já aparece com 22% dos votos, a menos de sete pontos de Lula.

Ele saiu do nicho direitista e conseguiu atrair quase metade do eleitorado que quer ver Lula na cadeia.

* * *

Lula na cadeia é o sonho da banda decente deste país.

E pra espantar o fantasma Lula, vale tudo.

Até mesmo um Bolsonaro.

Na verdade, pra ver Lula tomar no furico, vale até Luciano Huck!

Pelo eleitorado existente em Banânia, qualquer um deste trio pode ser presidente ano que vem

13 novembro 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

13 novembro 2017 XICO COM X, BIZERRA COM I


http://www.forroboxote.com.br/
SEVERINOS

 

Às vezes sonho com saudades
de quem sequer conheci.
Ontem, foi de João Cabral
e de seus Severinos tantos,
todos magérrimos, todos famintos.
Era um cinema, era escuro.
Eu e ele na última fila.
Fim do filme,
Latifúndio dividido, nem largo nem fundo,
Vi escorregar uma lágrima do olho de João.
Choro que molhou
O punhado final da terra
Que jogavam sobre o homem,
A poeira última, o derradeiro pó.
Senti escorregar uma lágrima do meu olho.
Era escuro e não era um cinema.
Solidário, disse-lhe:
– Nada mudou!
As luzes do cinema não se acenderam.

13 novembro 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

13 novembro 2017 DEU NO JORNAL

UMA DIVIDAZINHA BOLIVARIANA MIXURUCA

A Venezuela celebrará nesta segunda-feira (13) uma reunião crucial com os credores em Caracas para discutir o plano de renegociação da dívida externa, ao mesmo tempo que os proprietários de bônus examinarão em Nova York o atraso nos pagamentos, entre fortes temores de um default (calote).

O presidente Nicolás Maduro afirmou que a Venezuela “nunca” se declarará em default, ao renovar o convite aos proprietários de títulos para o encontro às 18h GMT (16h de Brasília) para renegociar a dívida de seu país e da petroleira PDVSA de quase US$ 150 bilhões.

* * *

Segundo apurou o JBF, Maduro convocou um especialista em economia e finanças internacionais, o ex-presidente banânico Luiz Inácio, pra assessorá-lo nesta renegociação.

Bolivariano zisquerdista se entende muito bem com zisquerdista bolivariano.

Ainda mais pra lidar com uma minxaria de apenas 150 bilhões.

De dólares.

Para uma democracia próspera e avançada como a Venezuela chavista, isto é uma besteira. Uma tolice. Uns tostõeszinhos de nada.

A Venezuela atualmente é uma nação rica e próspera.

E aqueles capitalistas que fogem da Vebnezuela para o estado de Roraima, aqui em Banânia, são golpistas da extrema direita.

“Alô. É o cobradô? Ocês vão tudo se fudê. Dexem o cumpanhero Maduro nim paz”.

13 novembro 2017 FULEIRAGEM

RENATO – A CIDADE (RIBEIRÃO PRETO)

TÁ COM PENINHA DO BANDIDO? LEVA ELE PARA CASA!

Volta a circular nas redes sociais um texto, publicado em 10 de janeiro de 2014 na Folha de São Paulo, no qual o desembargador Rogério Medeiros Garcia de Lima faz “uma sugestão ao professor Paulo Sérgio Pinheiro, ao jornalista Janio de Freitas, à ministra Maria do Rosário e a outros tantos admiráveis defensores dos direitos humanos no Brasil”.

A sugestão é: “Criemos o programa social ‘Adote um Preso’, pelo qual “cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos humanos”.

Segundo o aplaudido desembargador, “os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, filantropicamente, a solucionar o problema carcerário do País”.

Isso equivale a afirmar que infratores não dispõem de direitos; e que quem defende que bandidos e marginais não sejam tratados arbitrariamente e presos sem a observância das prescrições legais está “com peninha deles” e deve solicitar ao juízo sua liberação, mediante o compromisso de levá-los para casa.

Para os chamados neo-reacionários, defender direitos legais de transgressores das leis equivale a defender a bandidagem e a impunidade de bandidos.

Tal tipo de raciocínio, retrógrado e ignorante, pode ser compreendido em pessoas de pouca cultura e de nenhum conhecimento da filosofia do Direito, mas é espantoso que um magistrado não só o produza como o defenda publicamente em um dos jornais mais importantes do País.

Que o público ignaro o aplauda é reação esperada, pois vem de quem não se alimenta da mídia, mas é alimentado por ela.

A condenação de políticas de direitos humanos costuma ser professada por pessoas que defendem o chamado justiçamento, a prisão arbitrária, os linchamentos e as torturas como forma de reparação de crimes.

Tomo a liberdade de, sobre isso, transcrever partes de artigo publicado em fevereiro de 2014, escrito pelo promotor Marinho Mendes Machado, de Jacaraú, na Paraíba:

“Recentemente, o Desembargador Rogério Medeiros Garcia de Lima, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e a Jornalista Raquel Sheherazade, apresentadora de um telejornal do SBT, destilaram odientos, cáusticos e solertes comentários aviltando os Defensores dos Direitos Humanos no Brasil e ambos mostraram intenso despreparo no tocante ao tema, ao desconhecerem que Direitos Humanos são indispensáveis à construção da cidadania plena, além de ignorarem que os Direitos Humanos englobam não somente os direitos criminais, mas principalmente os direitos sociais, civis, econômicos e políticos.

E essas pseudas autoridades e formadores de opinião, nos mais terríveis dos abissais e assombrosos mundos das trevas do apedeutismo, da incultura, da insciência obscurantista, como no ensaio de Platão, só vêem sombras, não vislumbram as luzes da lucidez e do bom senso e se esquecem que onde existem militantes de Direitos Humanos, temos cobrança de atitudes das autoridades omissas no tocante a proteção da cidadania, à justiça, à honestidade, à transparência política, à participação e democracia, ao invés de ameaça, de prisão, de tortura, de negação dos direitos sociais e econômicos. “

E continua:

“O Desembargador não aprendeu (…) não teve lições de que os Direitos Humanos são condições essenciais para se assegurar a satisfação das necessidades vitais do ser humano para a vida digna em sociedade: saúde, educação, salário mínimo decente, esporte e lazer, cultura, infra-estrutura, emprego, moradia, desenvolvimento econômico, respeito ao meio ambiente, redistribuição da terra, participação popular nas decisões e administrações públicas, direito de se organizar, participar, ir, vir e ficar e sem a proteção desses direitos, não existe cidadania (…)”.

O ilustre promotor manifesta a sua admiração por pessoas e instituições que, por defenderem os direitos humanos, desassombrada e destemidamente,

“enfrentam e carregam sobre os seus ombros o rótulo de “defensores de bandidos”, e são obrigadas a ouvir, quando identificadas como militantes de Direitos Humanos, chavões fascistas, reacionários, retrógrados e opressivos como: “direitos humanos é para bandido”, “bandido bom é bandido morto”, adote um bandido”, “leve um marginalzinho para casa”, “e se um bandido estuprar sua filha?”e outras situações desagradáveis, mas todas lamentavelmente equivocadas, pois brotadas das vísceras de indivíduos com formação incompleta, uma vez que mesmo com diplomas universitários, não conseguiram alcançar ainda conceitos indispensáveis para a formação da cidadania integral. “

Defender os direitos humanos significa filiar-se à noção de que todos os indivíduos devem receber, em qualquer situação, o tratamento determinado pela lei, pois os direitos humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos, enumerados pelas Nações Unidas (ONU) na Declaração dos Direitos do Homem, dentre eles o direito à vida, à liberdade, à não discriminação, a não ser escravizado, a não ser torturado, à igualdade perante a lei, ao tratamento justo, a não ser detido ilegalmente, a ser julgado com isenção, a ter privacidade, dentre outros, incluindo o de que todos são inocentes até prova em contrário.

Defender a barbárie está na moda e significa que a sociedade, ao invés de prover-se de meios para conter a violência, retorna à época dos instintos primitivos, à lei das selvas, ao olho por olho e dente por dente, ao sangue nos olhos e ao modelo de direito como vingança social.

13 novembro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

13 novembro 2017 JOSELITO MÜLLER

ASSENTAMENTO LGBT/MST ENTERRA A MANDIOCA E PRODUZ LEITE DE TOURO

Na zona rural da bucólica cidade de Lapão Roliço, menos de meia hora de distância do centro, uma exitosa experiência tem desmentido a afirmação segundo a qual só tem vagabundo no MST.

Composto por mais de cem famílias, o Assentamento Pablo Vittar, do setor LGBT do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra tem chamado atenção da sociedade brasileira.

Isso porque o referido local tem sido destaque na inédita produção e beneficiamento de leite de touro e de jumento, além de contar com o trabalho incansável de especialistas em enterrar a mandioca e o pepino.

O leite de touro e de jumento, até então, era pouco consumido no Brasil, fato que vem mudando de uns anos pra cá.

“Eu fui ordenhar uma vaca certa vez e me confundi, quando me dei conta eu estava tocando uma bronha no jumento”, descreve um dos líderes do assentamento. “Foi aí que pensei: por que não beber esse leite?”, completa.

Ele revela que fez uma receita com o produto colhido e ofereceu aos amigos, que não tardaram a criar novas receitas e invetarem outros métodos de extração do laticínio.

Embora esteja tendo sucesso no âmbito do agronegócio, o assentamento tem sido alvo de críticas do próprio MST, já que o estatuto da referida agremiação proíbe que seus membros trabalhem.

“Todos sabem que, na sociedade capitalista, o trabalho é o meio pelo qual o burguês explora a mais-valia do trabalhador. Então os companheiros têm que parar de enterrar a mandioca, o pedido e a cenoura”, afirmou João Pedro Stédile à nossa reportagem, aludindo aos motivos das críticas ao MST/LGBT.

 

13 novembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

13 novembro 2017 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UM FUBÂNICO LONGE E SAUDOSO…

Comentário sobre a postagem TESTAMENTO

Fred Monteiro:

“Daqui de Seattle, onde o vento vira neve e faz a curva, tenho acompanhado essa Besta cultural e maravilhosamente nordestina.

Meus caro poeta Crisanto, você sempre tirando do fundo da sua alma sertaneja essas primorosas rimas e aumentando a saudade de quem está longe da quentura da nossa terrinha boa.

Muito obrigado por mais essa oportunidade de aplaudir seu trabalho e seu amor pelo Sertão.

Abraço fraterno.”

* * *

Seattle, a maior cidade cidade da Costa Oeste dos Estados Unidos

13 novembro 2017 FULEIRAGEM

GUABIRAS – CHARGE ONLINE


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