17 abril 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

MARIA DA SILVA

A mulher que teve o seu direito frustrado pela injustiça da justiça de primeira instância

Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.

Maria da Silva, doravante denominada compradora, possuía dois lotes de terrenos na Região Metropolitana do Grande Recife (RMR), ambos comprados de uma imobiliária de renome, fruto do trabalho árduo e do dinheiro ganho de forma honesta da labuta do domingo a domingo sem tirar férias e juntando centavos por centavos.

Após ter comprado os dois terrenos, seu grande sonho, a compradora, que fazia questão de ter tudo certinho, regularizou a escritura de compra e venda, registrando-a no Cartório de Registro Geral de Imóveis da Jurisdição, para que, se chegasse a sofrer algum esbulho ou turbação por parte de invasor, acreditava ter legitimidade ampla para expulsá-lo, como prever a legislação que rege o instituto.

Cinco anos após ter comprado os dois lotes de terreno, mantidos limpos e cercados de arame farpeado, recebeu a notícia inesperada em sua casa, de uma vizinha, que um mstista havia invadido um dos seus terrenos com a ajuda de outro mau caráter, morador contíguo, e que já estava edificando uma casa de alvenaria e cercando a metade do terreno esbulhado com arame farpado.

Assim que tomou conhecimento da invasão em um dos terrenos Maria da Silva não perdeu tempo: se dirigiu até o local, procurou o invasor e este não lhe deu o ouvido. Ela tirou fotografias de vários ângulos do terreno invadido, do casebre e muro edificados, fez um boletim de ocorrência na delegacia da jurisdição, e procurou um Defensor Público para ingressar com uma ação competente em desfavor do invasor a fim de tirá-lo o mais rápido possível do terreno invadido antes que ele, o invasor, adentrasse mais ainda.

Passados mais de seis meses sem a disponibilização de um Defensor Público na vara competente, a promissária compradora esbulhada procurou um advogado pro bono e ingressou com uma ação competente na vara da comarca do domicílio do terreno a fim de tirar o invasor, que aquela altura já havia espalhado a todo mundo ser o dono do terreno e continuava a invadi-lo.

O advogado pro bono não perdeu tempo. Preparou a ação competente com todas as provas pertinentes: documentação da propriedade do terreno, como a Certidão de Inteiro Teor e Ônus Reais do Cartório de Registro Geral de Imóveis competente comprovando a titularidade, fotografias que comprovavam o terreno invadido, certidão de IPTU dos dois terrenos pagos, Escritura de Compra e Venda registrada, Boletim de Ocorrência narrando a data do esbulho, com tudo que comprovava a verossimilhança dos fatos, o que legitimava Maria da Silva a requerer em juízo o pedido liminar para a retirada imediata do invasor do seu terreno sem a justiça ouvi-lo, uma vez que presentes se encontravam a fumaça do bom direito e o perigo da demora, requisitos essenciais para concessão da tutela de urgência.

Mesmo com todas as provas de evidências provando o esbulho o juiz negou a liminar, alegando não estar convencido da verossimilhança das documentações oficiais, mandando citar o réu para se defender e intimar a prefeitura da jurisdição dos terrenos para apresentar laudo técnico da localização exata dos mesmos.

O réu apresentou sua resposta mais truncada do que os cofres das prefeituras municipais. O técnico da prefeitura, intimado por três vezes, não apresentou o laudo técnico. E o processo ficou feito bosta na água, boiando a espera de uma solução jurisdicional.

Marcada a Audiência de Tentativa de Conciliação, essa resultou sin éxito, com o Juiz concedendo prazo às partes se manifestarem em quinze dias úteis. Na defesa, o réu não apresentou nada de concreto que justificasse a sua invasão e o laudo técnico apresentado foi de um croqui rabiscado por um estudante de arquitetura e uma avaliação do terreno invadido feita por um corretor de imóvel. E o Juiz os aceitou como prova!

Quanto à resposta do técnico da Prefeitura, este descumpriu mais uma vez a ordem judicial, mesmo com o estabelecimento de multa pelo descumprimento e a ameaça de prisão coercitiva por descumprimento. E o laudo técnico apresentado foi de um particular autorizado pelo juiz, efeito insurgência de Renan Calheiros.

Após o saneamento do processo o juiz marcou nova Audiência de Tentativa de Conciliação, Instrução e Julgamento porque caso as partes não chegassem a um acordo em audiência, ele, o juiz, iria analisar os documentos acostados aos autos e, verificada a verossimilhança das provas da autora, confrontando-as com as apresentadas pelo réu, ouvida as testemunhas, concederia a liminar para a retirada do invasor, uma vez tratar a ação reivindicatória de uma posse legítima e a proprietária tinha a posse do bem esbulhado, mas o perdeu e queria recuperá-lo de quem o detinha injustamente. Está fundada no famoso “direito de sequela”, ou seja, direito que tem o proprietário de perseguir a coisa, buscando-a das mãos de quem quer que injustamente a detenha. Maria da Silva detinha a posse legitima que tinha sido violada de forma agressiva e injusta.

A nova tentativa de conciliação resultou frustrada e o juiz negou novamente a liminar pleiteada pela autora bem como julgou improcedentes todos os pedidos requeridos, mesmo com todas as provas comprovando a titularidade dos terrenos!

Inconformada, frustrada e decepcionada com a decisão, Maria da Silva se socorreu de recurso competente ao Tribunal de Justiça para atacar a decisão de primeira instância. À unanimidade, o colegiado, seguindo o voto do relator, anulou a decisão do juiz e proferiu nova decisão desta vez dando causa ganha a autora que teve seu direito finalmente reconhecido em segunda instância.

Descobriu-se depois que o juiz que conduziu a ação e proferiu a decisão em primeira instância possui um histórico de negligência, imperícia e imprudência na sua missão jurisdicional, ocupando o cargo que passou por meio de concurso público apenas para manter o status quo social por capricho da família, e os jurisdicionados que se explodam na casa da puta que os pariu com seus direitos violados!

A morosidade da prestação jurisdicional tem frustrado direitos no País, desacreditando o Poder Público, especialmente o Poder Judiciário e afrontando os indivíduos. A justiça que tarda, falha. E falha exatamente porque tarda. Não fosse a intervenção dos desembargadores do Tribunal de Justiça que, por unanimidade reconheceram o direito de Maria da Silva lhe devolvendo o terreno da posse de quem o havia invadido injustamente, esta carregaria na memória a frase de Rui Barbosa: Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada.

17 abril 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

VIVELDA E O TREM DA GRETUESTE

Comentário sobre a postagem JESSIER QUIRINO – ITABAIANA-PB

Shimon:

“Professor Berto,

Aquela da Vivelda, que no final termina “Tu não fode com ninguém

É o máximo.”

* * *

Taqui a Vivelda de presente pro leitor fubânico Shimon, que reside em Sumter, Carolina do Sul, EUA. Jessier declamando seu poema na casa do Editor do JBF. De quebra, vai também O Trem da Gretueste

17 abril 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

INDICADORES

O Brasil é um país complexo. Cheio de nuances, imprevisíveis. Como tudo na vida tem explicação lógica, também na avaliação real de um país, na análise de uma economia e de um povo existem meios sólidos para as conclusões.

O julgamento é feito através do estudo de dados, de estatísticas, que revela o retrato fiel da situação de uma nação em determinado momento. Assim, obtém-se a resposta se a população em destaque vive num país rico ou pobre. Chega-se à conclusão se o país analisado é desenvolvido, está em fase de desenvolvimento ou encontra-se selecionado no mudo dos subdesenvolvidos. Ocupa lugar inaceitável no ranking das nações de economias fracas. Magras.

A via para se chegar à realidade de um país é simples, mais variada. O caminho para tirar as devidas conclusões segue pela análise de diversos itens, conhecidos como indicadores socioeconômicos. Expectativa de vida, taxa de mortalidade, principalmente a infantil, taxa de alfabetização, escolaridade, atividade econômica, renda nacional bruta e a per capita, referente ao poder de compra da sociedade, saúde, alimentação, ração mínima de 2.500 calorias diárias, oferta de serviços públicos, condições médico sanitárias, qualidade de vida, patrimônio, pobreza, mercado de trabalho, desemprego, saneamento básico, desigualdades regionais.

Em síntese, o estudo tem como base o desenrolar do PIB-Produto Interno Bruto, a soma da riqueza nacional produzida no ano. Se o PIB cresce significa que a atividade econômica não parou. Está ativa, produzindo. Contudo, se o PIB para, enfraquece, quem paga o pato são os investimentos que fogem à procura da certeza do lucro, apavorando o desemprego que resplandece. Assusta.

Porém, quando PIB decresce, cai, a desgraceira é maior. As consequências são tenebrosas. A credibilidade intimida os investidores, incomoda os empresários, desestimula os produtores. Deixa o empreendedorismo arredio e os habitantes aflitos.

Com isso, o dinheiro desaparece, falta no mercado para sustentar as indústrias que já existiam, escasseia para financiar o surgimento de novas plantas industriais, as atividades econômicas murcham, perdem o vigor, o comércio entra em pânico, as demissões aquecem, a renda familiar tomba, o consumo baixa, o faturamento das empresas enfraquece, a arrecadação de impostos prde força, cedendo lugar à recessão econômica. Ao declínio econômico. À falência de muitas empresas. Revelando o caos econômico de um país.

Quando a produção econômica se abate por dois trimestres seguidos, é porque a economia foi atingida pela doença recessiva. O país foi atacado pelo vírus da improdutividade, indigência e penúria. A economia vai mal das apernas. Pede socorro. Dificilmente se sustenta em pé. Aguerrida.

Nesta fase, os governos deixam de investir, forçado pela queda na arrecadação, pela escassez de recursos. Falta de fluxo de caixa. Favorecendo a corrupção, a desonestidade, as falcatruas. O embaraço político.

Foi a ONU-Organização das Nações Unidas que simplificou a fórmula para enxergar a realidade de um povo, revelar a fiel imagem, conhecer as condições de uma economia, de maneira simples. A análise é feita via pesquisa do IDH-Índice de Desenvolvimento Humano.

A avaliação percorre uma escala de 0 a 1. Quando a análise atinge o número um, indica que o país vai muito bem obrigado. Todavia, devido às dificuldades, até o momento nenhum país conseguiu alcançar tal índice. Abiscoitou a melhor nota. Isto é, até o momento nenhum país atingiu a perfeição no modo de vida da população. Oferece elevada renda per capita, oferta excelente expectativa de vida ao povo. Existem melhorias, é verdade, porém, ainda longe do ideal.

Está claro que comparado a outros países, o Brasil perde feio. Não dribla as más fases. Não passa da intermediária, bem distante das economias consideradas top de linha mundial. O país, lamentavelmente, permanece distante das afamadas economias desenvolvidas.

A situação do Brasil, hoje, é grave, amarga, preocupante. Fizeram de tudo para mascarar a realidade, mas, os dados negativos desmentem qualquer argumentação política. A crise, de fato, é braba, A estagnação é visível. As marolas que flutuavam até 2016, emborcaram a economia brasileira. Colocaram o país na beira do abismo, no fundo do poço. Por falta de investimentos em infraestrutura, ausência de planejamento estrutural e a total subserviência da política econômica à politica partidária.

Os escândalos, a impunidade e a safadeza derrubaram a credibilidade brasileira. Desnudaram a confiança no parlamentar, no homem púbico. Quase a totalidade da cúpula politica, sobra pouquíssimo, deve satisfação à Justiça. Está com ficha suja. Até empreendedores entraram de gaiato na criminosa jogada.

A vergonha é tanta que o Congresso, abatido moralmente, resolveu suspender as sessões no plenário em pleno dia de expediente normal no país, quando o trabalhador cumpria o expediente. Sem dar explicações ao povo. Mostrar os motivos óbvios para tomar mesquinhas e covardes atitudes. Vez que não abdicou da falta para desconto salarial. O que seria o mais correto e justo porque se os parlamentares não trabalharam, não deviam ganhar o benefício com a falta injustificada.

17 abril 2017 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)

LOUCURA – Anderson Braga Horta

Quando a noite sem luz, como um morcego, desce
despenhando no bosque o manto carrancudo,
o espírito noturno infiltra-se por tudo,
e a quietude da mata estranha-se e estremece.

Dos ermos o luar, cadavérico e mudo,
sobre Natura, em prata, os seus cabelos tece.
Mas, súbito, a soidão agita-se, enlouquece,
ante um surdo clamor, da treva no veludo:

a alma da noite, em vão, nos braços do arvoredo
rasga-se e clama e chora e raiva e se lamenta,
soluçando, a tremer, de fraguedo em fraguedo.

Também na solidão de meu ser, no recesso
do espírito, um clamor de vozes me atormenta.
E meu estranho amor uiva como um possesso!

17 abril 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

17 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM CORRUPTO NUGATIVO

A defesa do ex-prisidente Lula classificou de “frívolas” as acusações que estão sendo atochadas com muita competência no fúrico do maior canalha que já gunvernou esta arrasada República Federativa de Banânia.

Lula conseguiu superar até mesmo Fernando Collor em assuntos corrupcionais, imaginem!!!

Pois bem.

Procurei no Pai-dos-Burros internético, o Dicionário de Sinônimos Online, os sinônimos da palavra “frívolo“.

O resultado foi este:

Vejam que entre os sinônimos está a palavra “nugativo“.

Pensei que fosse erro de digitação. Mas, para minha surpresa, a palavra está correta e existe mesmo neste nosso surpreendente idioma português. Nugativo.

O fato é que a defesa de Lula conseguiu a curiosa proeza de enquadrar corretamente o seu constituinte, Lapa de Corrupto, com o adjetivo que usou para qualificar os dignos promotores que o acusam. Um feito notável.

Podemos dizer, sem qualquer sombra dúvidas, que o bandido indiciado e futuro prisioneiro Lula é um cabra “frívolo“.

Tanto quanto as antinhas que ainda acreditam nele.

Lula é um corrupto nugativo.

17 abril 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

DITADO POPULAR

“A carne só é fraca quando o caráter não é forte.”

“Dinheiro e mulher bonita é que governam o mundo.”

“Cara feia pra mim é falta de maquiagem.”

“Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte é tolo ou não tem arte.”

“A medida de encher nunca transborda.”

“Nunca puxe o tapete dos outros, afinal você também pode estar em cima dele.”

“Atrás de quem corre não falta valente.”

“As porcelanas mais resistentes são as que vão ao forno mais vezes.”

“Deixa estar, jacaré, que a lagoa há de secar.”

“Galinha que canta é que é a dona dos ovos.”

“Não ria do mal do vizinho, que o seu está a caminho.”

“Um chato nunca perde o seu tempo, perde sempre o dos outros.”

“Quando a carroça anda é que as melancias se ajeitam.”

“Quanto maior é o coqueiro maior o tombo do coco.”

“Não adianta gritar por São Bento, depois que a cobra mordeu.”

“O homem é senhor do que pensa e escravo do que fala.”

“Quem não pode morder não mostre os dentes.”

“Se a jabuticaba é pouca, a gente engole o caroço.”

“Urubu quando está infeliz cai de costas e quebra o nariz.”

17 abril 2017 FULEIRAGEM

MOISÉS – BLOG DO MOISÉS

17 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

GRANDE MÍDIA GOLPISTA

A Rede Globo, em sua ânsia difamatória, em sua incansável campanha de perseguição aos probos homens públicos deste país, criou uma seção intitulada “Cadê o dinheiro que tava aqui?

Esta indecência, repleta de mentiras e de calúnias, é um quadro apresentado dentro do programa Fantástico.

E tem mais: a ilustração que abre o quadro utiliza um rato, o estimado guabiru fubânico!

Acabei de enviar mensagem para a Globo, emissorazinha vagabunda, protestando contra esta apropriação indébita.

O rato é nosso!!!

Recomendo aos leitores fubânicos que vejam a matéria que foi ao ar ontem à noite.

Uma matéria mentirosa, difamando um prefeito interiorano, um honesto homem público.

Convoquei o Instituto Lula para também fazer seu protesto junto à emissora.

Quem quiser ver a nojenta matéria, basta clicar na ilustração abaixo.

E se preparem pra vomitar.

Vomitar de nojo contra esta tal de Rede Globo e suas mentiras.

17 abril 2017 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU(SP)


http://www.fernandogoncalves.pro.br
HOLOCAUSTO, UM ESTUDO SEMINAL

Ultimamente, um dos assuntos mais pesquisados na área planetária das Ciências Humanas, capaz de preencher salas e mais salas de uma biblioteca, é o que está relacionado com o Holocausto. E um aplaudido analista sobre o mais estúpido assassinato coletivo da história da humanidade, Raul Hilberg (1926-2007), lançou, em inglês e em 2003, pela Universidade de Yale, um estudo seminal, recentemente lançado em língua portuguesa, no Brasil: A destruição dos judeus europeus, São Paulo, editora Amarilys, 2016, 2v., 1658 p. Uma leitura obrigatória para todos aqueles que militam na cidadanização de um mundo mais digno e humano para todos, sem discriminação de qualquer espécie.

A notável pensadora Hannah Arendt, em carta escrita a Karl Jaspers, já definia a grandeza do maior livro de referência sobre a Shoá (Holocausto), agora tornado edição brasileira: “Ninguém será capaz de escrever sobre o assunto sem recorrer a ele (o autor). Numa pesquisa exaustiva de muitas décadas, é um livro “que é um verdadeiro farol, um quebra-mar de história ancorado a seu tempo e a um aspecto além do tempo, imortal, inesquecível, e ao qual nada na produção histórica comum pode ser comparado”. E mais escreveu: “não é apenas uma crônica de horrores. É um estudo cuidadoso, analítico e tridimensional de uma experiência sociopolítica única na história, uma experiência em que ninguém podia acreditar e cujo significado ainda nos atordoa”.

O livro de Hilberg traz depoimentos que promovem o destrinchar minucioso da logística e da implementação da Solução Final ordenada pelo III Reich, um processo de destruição em massa de um povo, o hebreu, no continente europeu, em nome de uma ideologia, a da raça ariana, cultivada em tempos pré-hitleristas, bem antes do nascimento do assassino Adolf Hitler.

Segundo informações colhidas num site especializado, Hilberg era tido como solitário, buscando passatempos na geografia e na música. Embora seus pais participassem de atividades sinagogais, ele, pessoalmente, encontrava irracionalidades na religião dos pais, que provocava alergias nele. Após a Anschluss de 1938, a sua família foi despejada de casa e seu pai preso pelos nazistas, sendo liberado por causa de seu registro de serviço como combatente na Primeira Guerra Mundial. Um ano depois, em abril de 1939, aos 13 anos, Hilberg fugiu para a Áustria com a sua família, alcançando posteriormente a França, todos embarcando em um navio com destino a Cuba. Após quatro meses, Hilberg e seus familiares chegaram aos Estados Unidos em 1º de setembro de 1939, quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu na Europa.

Os Hilbergs estabeleceram-se em Nova York, onde Raul frequentou o Abraham Lincoln High School e o Brooklyn College . Desistindo de ser químico, por descobrir-se não vocacionado, ele abandonou os estudos. Indo trabalhar numa fábrica, sendo posteriormente convocado para o serviço militar.

Tendo servido na 45ª Divisão de Infantaria (Estados Unidos) na II Guerra Mundial , dada a sua fluência nativa e interesses acadêmicos, Hilberg logo foi ligado ao Departamento de Documentação de Guerra, encarregado de analisar arquivos em toda a Europa. Foi sua a descoberta de parte da biblioteca de Hitler encaixotada em Munique , que o tornou interessado na investigação sobre o Holocausto, um termo usado para identificar a destruição genocida dos judeus na Europa.

Retornando à vida civil, Hilberg escolheu estudar Ciência Política, graduando-se no Brooklyn College, em 1948. Em um determinado ponto no curso, Hilberg foi tomado de surpresa por uma observação de um professor seu: “As atrocidades perpetradas mais perversas sobre uma população civil nos tempos modernos ocorreu durante a ocupação napoleônica da Espanha.” Interrompendo a fala do professor, Hilberg indagou por que o recente assassinato de 6 milhões de judeus não figurava na avaliação do docente. O professor Rosenberg respondeu que era um assunto complicado, mas que as palestras só lidavam com a história até 1930. Hilberg ficou impressionado com o desconhecimento docente, servindo o episódio para fortalecer seu interesse pelo assunto. Que se ampliou bastante quando, em 1951, ele obteve uma nomeação para trabalhar no Projeto de Documentação de Guerra.

Ouvindo uma exposição de Salo Baron, a principal autoridade sobre historiografia judaica à época, dele recebeu uma indagação: estaria ele interessado em trabalhar, sob orientação, nos estudos de aniquilação da população judaica da Europa? Agradecendo o convite, Hilberg decidiu escrever a maior parte de seu Ph.D. sob a supervisão de Franz Neumann, autor de uma análise do tempo de guerra do estado totalitário alemão. Neumann foi inicialmente relutante em tomar Hilberg como aluno de doutoramento.

Em 1979, Hilberg foi nomeado para a Comissão Presidencial sobre o Holocausto por Jimmy Carter. Mais tarde, ele serviu por muitos anos como consultor do Conselho Memorial do Holocausto dos Estados Unidos. Após sua eternização, o Museu estabeleceu o Raul Hilberg Fellowship, destinado a apoiar o desenvolvimento de novas gerações de estudiosos do Holocausto. Sua tese de doutorado foi premiada com o prestigioso prêmio Clark F. Ansley, publicada pela Columbia University Press, numa tiragem reduzida.

A Destruição dos Judeus Europeus descreve com uma lucidez argutamente exaustiva os mecanismos políticos, jurídicos, administrativos e organizacionais em que o Holocausto foi perpetrado, como ele foi visto através dos olhos alemães, muitas vezes pelos funcionários anônimos cuja dedicação incondicional às suas funções foi fundamental para a eficácia do projeto industrial do genocídio. Hilberg absteve-se, no entanto, de enfatizar o sofrimento dos judeus, as vítimas ou suas vidas nos campos de concentração.

Um livro que não é apenas uma crônica das atrocidades nazistas, mas “um estudo cuidadoso, analítico e tridimensional de uma experiência sociopolítica única na história.” Muito embora as primeiras iniciativas antijudaicas tivessem principiado, em Roma, no século IV d.C.

17 abril 2017 FULEIRAGEM

QUINHO – ESTADO DE MINAS

17 abril 2017 DEU NO JORNAL

GUARBIRUS VERMÊIOS E FOICE-MARTELADOS

Uma Vanessa Grazziottin (PCdoB-AM) valia dois Aloizio Mercadante (PT-SP), em 2010, na contabilidade da corrupção.

A Odebrecht pagou a ela propina de R$ 1,5 milhão.

Já Mercadante levou R$ 750 mil.

* * *

Na tabela propinatória do esgoto banânico guabirutal, estes dois só perdem pra Aécio Neves.

O Mineirinho Cheirador levou da Odebrecht bem mais que a minxaria embolsada pela dupla istrêla-vermêia/foice-martelada.

Marcelo Odebrecht disse que o emplumado psdebista embolsou R$ 50 milhões em propina odebrechtiana. 

E depois ainda tem neguinho teimoso que não reconhece a supremacia da direita sobre a esquerda nesta republiqueta latrino-americana.

Pois sim.

17 abril 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

NEURÔNIO INEXISTENTE

Dilma Rousseff plagia Lula e jura que não sabia de nada

“É mentira que Dilma Rousseff tivesse conhecimento de quaisquer situações ilegais que pudessem envolver a Odebrecht e seus dirigentes, além dos integrantes do próprio governo ou mesmo daqueles que atuaram na campanha da reeleição”.

Dilma Rousseff, disfarçada de nota da assessoria de imprensa, tentando convencer os brasileiros de que é ainda mais incompetente do que todos desconfiavam.

16 abril 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

16 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA GAZETA LIDA POR TODAS AS AUTORIDADES DE BANÂNIA

A quantidade de acessos ao Jornal da Besta Fubana nesta última semana está no gráfico abaixo.

São números fornecidos pela LocaWeb, a empresa internáutica onde esta gazeta escrota está hospedada.

Detalhe importante: a fatura do JBF junto a esta categorizada e competente organização é paga por grandes empreiteiras de Banânia!

Ajude a aumentar o número de leitores e a quantidade de acessos divulgando o jornal que você aprecia e traz no coração.

O JBF é lido em todos estados brasileiros e em vários países do mundo, conforme dados do Google Analytics.

Acesse diariamente e fique por dentro de tudo.

Leia todas as seções, participe, envie colaborações.

Faça comentários nas diversas postagens.

Bastam alguns minutos do seu dia.

Veja na lista abaixo que você está em excelentes companhias.

São algumas das personalidades, celebridades e autoridades da República Federativa de Banânia que abrem o JBF diariamente.

Gente envolvida com a Lava Jato, figuras constantes da lista do Ministro Fachin, estrelas brilhando em processos no STF, réus que já botaram ou que ainda irão botar a bunda no banco em frente ao Dr. Moro.

Gente que brilha nas páginas policiais, que aparece nos inquéritos da Polícia Federal, indiciados, aprisionados, denunciados, corruptos e pixulecados de todos os tipos, gostos e graus.

Esteja sempre em boa companhia acessando diariamente o Jornal da Besta Fubana!!!

16 abril 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

O DEPOIMENTO DE EMÍLIO ODEBRECHT

16 abril 2017 FULEIRAGEM

GILSON – CHARGE ONLINE

INTERVENÇÃO MILITAR CONSTITUCIONAL

Por ser militar, a cada escândalo que explode sou questionado por diversas pessoas sobre o motivo de ainda não ter tido uma intervenção. Escuto barbaridades do tipo: “os militares estão comprados”; “os militares estão mancomunados com a esquerda”; ou até, “os militares são cagões”.

Agora, resolvi compartilhar a resposta que esses, digamos, desinformados, normalmente recebem de mim, com um pouco menos de palavras chulas. Sem nenhuma fica difícil.

Aqueles que pedem intervenção militar me lembram os filhinhos de papai, donos da verdade, que após cometerem alguma parvoíce correm para o colinho do genitor para que ele resolva a cagada que o neném fez.

Muitos deles, estão dentre os mais de 30 milhões que ao invés de terem exercido o seu direito de votar, preferiram fazer um churrasquinho ou ir à praia, afinal o seu voto “nada iria mudar”. Logo, são coniventes com a situação que vivemos hoje. Mesma coisa aqueles que votaram na Dilma e nos seus asseclas e que agora estão arrependidos.

E de eleição em eleição, o desinteresse continua, a merda aumenta.

Agora reclamam, correm para o colinho dos militares para que eles abonem a sua falta às urnas ou o seu voto errado, pois eles, nessa hora lembram, que se as eleições existem é justamente porque os militares garantiram o seu direito de votar. Agora pedem para os mesmos militares que lhes retirem esse direito, visto que não souberam o que fazer com ele.

Aí evocam o Art.142 da Constituição e provam que o maior problema do Brasil é a falta de educação e cultura, pois qualquer um que tenha feito uma boa escola primária (aquelas da ditadura), sabe ler e interpretar um texto, coisa que os filhinhos de papai, bem ao seu estilo, não sabem, pois ao invés de estudar ficaram debaixo da saia da mamãe, recebendo a mesada do papai sem ter nenhuma preocupação com o seu futuro. O papai vai bancar.

Para os que não entendem, vou desenhar. Espero que pelo menos isso os filhinhos de papai que gazetearam a escola consigam compreender.

A Constituição Federal, no artigo citado diz: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

GARANTIR os poderes constituídos, para aqueles que não conseguem interpretar, quer dizer proteger o seu funcionamento. Se funciona bem ou se funciona mal, NÃO é responsabilidade dos militares, e sim de quem os colocou lá, ou seja, em uma democracia é do povo que votou, ou não. Dos filhinhos de papai que foram à praia.

POR INICIATIVA DE QUALQUER DELES, quer dizer que para lutar contra o crime as FFAA têm que ter o respaldo de um dos poderes.

Corrupção não é ruptura de poder constituído. Quem tem que resolver é a polícia, o judiciário e, em última instância, o povo pelo exercício do voto.

Qualquer intervenção militar, se não for respaldada por algum dos Poderes, é golpe. Não existe intervenção constitucional e a Carta Magna NÃO diz que o povo é poder constituído. Isso é burrice e fantasia daqueles que não conseguem interpretar um texto. Juristas ou não. Aliás, no Brasil, o que não falta é bacharel analfabeto.

Dissolver poder constituído é usurpação, não garantia. Em 64, com outra Constituição, os militares intervieram, arrumaram a bagunça e devolveram, como não podia deixar de ser, ao civis.

Os civis receberam, esculhambaram tudo, mentiram, passaram a caluniar os militares que arriscaram a vida pela democracia chamando-os de bandidos, tornaram heróis os verdadeiros bandidos, e agora querem colo?

Resolveram chamar os militares de cagões, quando quem fez a cagada foram eles. E esses que xingam, os filhinhos de papai, vão ser os primeiros a correrem para debaixo da cama caso surja uma luta armada, e não tenham dúvida, qualquer intervenção vai escancarar as portas para uma guerra civil e até mesmo para uma guerra externa. O filhote de passarinho megalomaníaco e seus comparsas latino-americanos certamente vão enviar armas e tropas para defender os camaradas do Foro de São Paulo.

E, claro, durante a guerra, vão começar imediatamente a chamar os militares de gorilas, truculentos e assassinos, pois haverá a morte de inocentes e até crianças, efeito colateral de qualquer conflito, e os filhinhos de papai que só enxergam o lado descolado, politicamente correto, estarão escrevendo em seus blogs, escondidos do combate, provavelmente em outro país para o qual fugiram. Aí sim, veremos quem são os cagões. Veremos o comportamento daqueles especialistas em escrever besteira.

O que vocês, filhinhos de papai, hoje pedem do alto da própria ignorância, é justamente o que a corja instalada quer. Seria o melhor caminho para implantar o totalitarismo comunista e, vejam bem, com respaldo popular, porque eles seriam as “vítimas” do golpe que trouxe a guerra.

16 abril 2017 FULEIRAGEM

MOISÉS – BLOG DO MOISÉS

MAURÍLIO TAPAJÓS – CURITIBA-PR

Berto,

viste essa “análise” que saiu na Folha?

O contorcionismo do raciocínio é de deixar o Ceguinho Teimoso com vergonha.

Já começa assim:

Ele por todos

A delação da Odebrecht fez irradiar para além da esquerda a tese de que a candidatura do ex-presidente Lula em 2018 é vital para evitar o extermínio da política. Com o lodaçal lançado sobre diversas siglas, há um trabalho para atrair desde já legendas de centro para a órbita do petista – a começar por caciques do PMDB, que teriam “senso de sobrevivência”. Tudo sob a premissa de que só Lula teria a couraça grossa o suficiente para travar uma batalha campal contra a Lava Jato.”

Então tá bom. Já que é uma imensa quadrilha, vamos lançar candidato o chefe.

Então tá.

R. De fato, tá mesmo no estilo de contorcionismo explicatório do Ceguinho Teimoso.

A expressão “travar uma batalha campal contra a Lava Jato” está diretamente ligada aos ETs que tem seus corruptos de estimação.

E que estão desesperado com o processo de desinfecção que esta operação tem produzido no esgoto de Banânia.

É uma expressão bem ao gosto dos descerebrados que ainda acreditam e canonizam Lula.

Travar batalha contra a Lava Jato” é uma frase que deveria ser impressa em todas as marcas de papel higiênico existentes na praça.

16 abril 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

16 abril 2017 JOSIAS DE SOUZA

ODEBRECHT ANUNCIA O EPITÁFIO DO MITO: BON VIVANT

As ruas já haviam descanonizado Lula em 2015, quando um gigantesco boneco do morubixaba do PT, vestido de presidiário, passou a ornamentar os protestos contra a corrupção. Os delatores da Odebrecht providenciaram o enterro do mito ao confirmar que Lula deixou mesmo o socialismo para cair na vida. E o dono da empreiteira, Emílio Odebrecht, pronunciou algo muito parecido com um epitáfio: “Bon vivant”.

Um dos principais provedores dos confortos de Lula, Emílio evocou no seu depoimento à força-tarefa da Lava Jato uma frase que diz ter ouvido do general Golbery do Couto e Silva, criador do SNI e chefe do gabinete militar nos governos Ernesto Geisel e João Figueiredo: ”Emílio, o Lula não tem nada de esquerda. Ele é um bon vivant.”

Em 1968, já lá se vão 49 anos, Lula foi atraído para a militância trabalhista pelo irmão mais velho: José Ferreira de Melo, o Frei Chico. Nessa época, Lula tinha 25 anos. Com a velocidade de um raio, virou diretor de sindicato. Frei Chico era militante do Partido Comunista. Imaginou-se que Lula se enrolaria na mesma bandeira. Engano.

Em entrevista registrada no ótimo livro “Lula, o Filho do Brasil”, da jornalista Denise Paraná, o pajé do PT afirmaria muitos anos depois: ”A minha ligação com o Frei Chico é uma ligação biológica. Ou seja, um negócio evidentemente de irmão para irmão. Não tinha nenhuma afinidade política com Frei Chico.”

Com Emílio Odebrecht, Lula desenvolveu um relacionamento fisiológico-patrimonial, do tipo uma mão suja outra. Coisa tão profunda que acabou virando matéria-prima para a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Suprema ironia: além de forrar a conta bancária de Lula com os milhões das pseudo-palestras e de providenciar confortos como a reforma do sítio de Atibaia, a Odebrecht bancava até uma mesada de R$ 5 mil mensais para o ex-comunista Frei Chico.

Depois que Lula declarou que, “se a Odebrecht resolveu dar R$ 5 mil de mesada para Frei Chico, o problema é da Odebrecht”, ficou todo mundo desobrigado de fazer sentido no Brasil. O próprio Lula abusou do vale-tudo semântico ao desafiar qualquer empresário a dizer que ele pediu cinco centavos ou dez centavos em benefício próprio. A conta roda na casa dos milhões, não dos centavos.

Na época em que o Brasil ainda era um país lógico, ”lealdade” e “ética” não eram sinônimos de ”submissão” e ”conivência”. Nesse tempo, políticos sérios eram leais aos interesses da sociedade, não às conveniências negociais da Odebrecht.

No livro “A Ditadura Acabada”, quinto volume da extraordinária obra do repórter Elio Gaspari, há um relato sobre a passagem de Lula pela cadeia. Deu-se em 1980, nas pegadas de uma greve que eletrificou o ambiente no ABC paulista. Gaspari obteve a transcrição do interrogatório de Lula.

Verificou-se que o oficial que o inquiriu tinha uma enorme curiosidade. Queria porque queria saber se o preso, na época um líder sindical de mostruário, reunira-se secretamente com Golbery. Lula respondeu que jamais estivera com o general. Supondo-se que disse a verdade, o bruxo da ditadura, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, soou premonitório no comentário feito ao dono da Odebrecht: ”Emílio, o Lula não tem nada de esquerda, é um bon vivant.”

Nos 13 anos que o PT passou no poder, Lula fez consigo mesmo o que seus inimigos tentavam há quatro décadas, sem sucesso: desmoralizou-se. Ofereceu em holocausto, em altares como o da Odebrecht, o maior patrimônio que um político pode almejar: a presunção de superioridade moral. Foi para o beleléu aquela aura de diferença heróica que o distinguia.

O mito morreu.

Reluz sobre a lápide, com o patrocínio da Odebrecht, o epitáfio constrangedor: “Aqui jaz um bon vivant”.

* * *

16 abril 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

RODRIGO BUENAVENTURA DE LEÓN – PELOTAS-RS

Prezado Berto,

Sabes que uma de nossas áreas de pesquisa e trabalho é a Tecnologia de Alimentos e a Gastronomia. Um dos projetos que estamos capitaneando é o resgate de tecnologias antigas e familiares da produção de alimentos. Trata-se de um resgate cultural e afetivo da produção de alimentos no Brasil.

Aqui te envio um exemplo de um treinamento que estamos fazendo com jovens moças cozinheiras onde ‘resgatamos’ as práticas culinárias centenárias.

Gostaria de contar com o apoio do JBF para divulgar nosso trabalho e também para buscar moças interessadas no treinamento que estamos ministrando e também pessoas que gostariam de provar e comprar os alimentos produzidos.

Na foto abaixo poderás observar lindos capelletis produzidos durante uma de nossas oficinas de treinamento.

E na foto abaixo podemos observar uma de nossas ‘treinandas’ usando a forma tradicional para fabricar os capelettis. É uma tecnologia fantástica!

Berto, tu não tens noção do sabor e da qualidade da comida produzida.

É incrível.

Contamos com o JBF para divulgar esta iniciativa e nos ajudar a buscar parceiros para continuar estes nobres treinamentos.

Um abraço

R. Este é o tipo de divulgação que o JBF faz com muita alegria, meu caro colunista fubânico.

Levar ao conhecimento do distinto público aquilo que você chama de “resgate cultural e afetivo da produção de alimentos no Brasil” é um dever para esta gazeta escrota.

Você, professor universitário, intelectual de grande porte, graduado, bacharelado, mestrado e doutorado em altas ciências comidoriais, tem toda autoridade pra discorrer sobre estes assuntos que tratam de comestividades por via oral.

Isto é o tipo de alimento que nós comemos com muito gosto e prazer.

16 abril 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

16 abril 2017 A PALAVRA DO EDITOR

MEDALHA DE OURO NO PLANETA TERRA

A capa da revista Época que está nas bancas inflou meus ânimos patriotais e deixou meu peito cheio de orgulho por ter nascido neste recanto de mundo.

Batemos mais um recorde mundial!!!!

Um recorde de tal magnitude que mereceu até uma edição especial da revista.

A República Brasileira transformou-se na República da Odebrecht.

Mais um grande triunfo do ex-presidente Lula, o maior estadista que esta terra já teve desde o seu descobrimento!

16 abril 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

CHUÁ, CHUÁ

Uma canção composta em 1925 pela dupla Pedro de Sá Pereira e Ari Pavão. Interpretação de Augusto Calheiros em gravação de 1956. Tudo isto para embalar um domingo em 2017.

16 abril 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

16 abril 2017 DEU NO JORNAL

SAI LULA. ENTRA LUIZ INÁCIO ODEBRECHT DA SILVA

Ricardo Noblat

A Suderj informa: substituição no time do PT. Sai Lula, o retirante nordestino que sobreviveu à seca e à miséria, também conhecido como “O Pai dos Pobres”, o “Messias do Rio São Francisco” ou simplesmente “O Cara”, assim batizado no melhor de sua forma física pelo ex-presidente americano Barack Obama.

Entra Luiz Inácio Odebrecht da Silva, o garoto descoberto nas greves da região do ABC paulista nos anos 80 do século passado pela maior empreiteira da América Latina, próspero negociante de sua própria fama, e que ao aderir ao chamado mundo da bola preferiu se apresentar sob a alcunha de “Metamorfose Ambulante”.

Ao fazê-lo, forneceu todas as pistas para que afinal fosse decifrado, mas isso estava muito acima da capacidade de compreensão dos seus contemporâneos. Lula, de há muito, deixara de ser apenas um nome. Fora promovido à condição de sobrenome para proteger sua numerosa família que passou a se beneficiar do seu sucesso pessoal.

A história de Luiz Inácio Odebrecht da Silva começou a ser contada quando o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, suspendeu o sigilo em torno das delações de executivos da empreiteira que está no centro do maior escândalo de corrupção do mundo, segundo o Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos.

Segundo Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira, condenado e preso em Curitiba, Lula chegou a registrar um saldo de R$ 40 milhões de reais em sua conta-propina administrada pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Desse total, Lula sacou, no mínimo, R$ 30 milhões em dinheiro vivo de 2002 para cá.

Homem de família – embora certa vez tenha se assustado com o boato de que havia fotos suas em meio a uma farra em Manaus -, cuidou para que ela levasse a vida com razoável conforto. Para o irmão que o iniciou nas artes da política, Frei Chico, conseguiu que a Odebrecht lhe pagasse uma mesada mensal em troca de nada.

Para seu filho caçula, Luís Cláudio, que a Odebrecht financiasse seus negócios na área do futebol americano. Foi a Odebrecht, ao seu pedido, que introduziu em Angola a empresa de construção civil do seu sobrinho Taigara Rodrigues. A empresa, ali, não foi bem-sucedida. Mas Taigara ganhou o seu pago pela Odebrecht.

Conforme revelou Emílio Odebrecht, o patriarca da família com negócios em mais de 20 países, não foi Lula que pediu que a empreiteira reformasse em Atibaia o sítio onde a família costumava repousar. Foi dona Marisa, mulher dele, que morreu recentemente às turras com o marido e com medo da Lava Jato.

Mas quando Lula recebeu Emílio no Palácio do Planalto no seu penúltimo dia como presidente da República, Emílio apressou-se a dizer que a reforma do sítio ficara pronta. Chamou-o de “chefe”, por hábito. Pensou que desmanchara a surpresa que Marisa lhe reservara. Lula já sabia de tudo. Sempre soube.

Sabia também que a Odebrecht comprara um terreno para abrigar a futura sede do Instituto Lula (mais tarde Lula desistiu da ideia). E sabia que a Odebrecht tinha novos planos para ele. O principal: carregá-lo pelo mundo como conferencista capaz de lhe abrir novas portas de negócios. Pagaria por palestra o que ele cobrasse.

“Nosso objetivo inicial foi conseguir um projeto que pudesse remunerar o ex-presidente Lula, face o que ele fez durante muitos anos para o grupo. E que fosse de uma maneira lícita, transparente”, delatou Alexandrino Alencar, ex-diretor da Odebrecht. “Depois descobrimos que ele poderia nos ajudar em negócios no exterior”.

Com todas as despesas de viagens pagas pela Odebrecht, Lula passou a ganhar entre 150 mil a 200 mil dólares por palestra. Enriqueceu rápido. Só parou de fazer palestras quando a Odebrecht entrou definitivamente no radar da Lava Jato. Por gentileza, Emílio tratava-o de “chefe”. De fato, o chefe sempre foi Emílio.

A serviço de Emílio, ainda no seu primeiro governo, por exemplo, Lula chegou a impedir que a Petrobras comprasse ativos do Grupo Ipiranga para garantir que a Odebrecht, por meio de uma subsidiária, continuasse hegemônica no setor de combustíveis. Prejudicou a estatal. Mais tarde, a Odebrecht comprou o grupo.

Outro exemplo: em 2007, no seu segundo governo, Lula foi acionado por Emílio para resolver o problema criado pelo Ibama que se negava a dar uma licença ambiental para a construção da hidroelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, obra da Odebrecht. A licença não saía por conta de uma área de reprodução de bragres.

– Eu fui a ele e disse: ‘O país precisa de energia e vai ser paralisado por causa do bagre? O senhor precisa tomar uma decisão’ – delatou Emílio. Lula tomou – e a licença saiu. O episódio marcou o início do enfraquecimento de Marina Silva no cargo de Ministra do Meio Ambiente. Ela pediu demissão meses depois.

Emílio conheceu Lula nos anos 70. Na época, a Odebrecht enfrentava uma greve geral no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia. “Ele (Lula) criou as condições para que eu pudesse ter uma relação diferenciada com os sindicatos”, confessou Emílio. Em Camaçari, despontou um líder sindical de nome Jaques Wagner.

“Lula pega as coisas rápido. Ele percebe aquilo que tem a ver com intuição pura. É um animal político, um animal intuitivo”, disserta Emílio, que sempre “apoiou Lula” com conselhos e dinheiro. Ajudou-o na confecção da “Carta ao Povo Brasileiro”, divulgada em 2002 para acalmar o mercado financeiro às vésperas da eleição.

Foi uma relação proveitosa para os dois enquanto durou.

Lula e Emílio Odebrecht

16 abril 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

UMA PASSADA POR SÃO JOSÉ DO EGITO

Quem chega no Checo’s Bar, em São José, pode até sair liso, mas com fome jamais. A sua cozinha é um primor, o seu cardápio o mais variado e a sua frigideira “multi-uso” atenderia aos mais rigorosos padrões dos mais renomados “chefs” franceses. E com um sem número de pratos (tira-gostos para os mais íntimos).

Ficamos a imaginar, um deses cozinheiros estrangeiros acompanhando a fritura de um preá, uma passarinha, um fígado de alemão, rolinha, piaba, a gota serena, na frigideira do velho Checo’s, que não tem o hábito de trocar o óleo jamais.

“O segredo está na mistura de sabores das iguarias” sentencia o grande “gourmet”, da nobre cozinha pajeuzense.

O cheiro das frituras de Checo atrai os narizes mais requintados da cidade e o preá frito na sua panela, é um dos pratos mais caros . No Checo’s, tudo vira comida. Dizem que outro dia passou por lá um bebinho “em fim de linha” procurando um tira-gosto, “qualquer coisa que dê pra mastigar”.

Qualquer coisa pra essses bebinhos, é qualquer coisa mesmo, com exceção de dois bichos que por uma questão de ética não comem de jeito nenhum “do chão cururu e dos ares urubu”, o resto eles traçam .

– Checo, uma lapada de cana e um tira-gosto, pode ser qualquer coisa – pediu outro dia um bebinho que por ali passava, levado mais pelo vento do que pelas suas canelas.

O dono do estabelecimento sem querer atender ao bebinho, foi implacável :

– Tem mais nada não fulano, comeram tudo !

– Mas não é possível, eu não subi esta ladeira pra perder minha viagem não. Eu só saio daqui quando tomar uma e comer qualquer coisa. Ou bota ou eu não vou mimbora daqui e ainda fico perturbando; pode ir logo chamando a polícia que é um bichinho que eu não tenho medo de jeito nenhum!

Checo, pra evitar escândalos no seu estabelecimento, propôs ao cliente :

– Olha, agora de tiragosto eu só tenho mesmo o pano de café passado no óleo, é pegar ou largar.

No interior ainda se cultiva o hábito de coar o café num saquinho de flanela que é segurado por duas varetinhas de marmeleiro, que servem de cabos evitando que as pessoas se queimem quando do preparo da nossa bebida mais nobre. Com o tempo, esses saquinhos, por mais esvaziados que sejam, vão acumulando resíduo e ficando cada vez mais volumosos adquirindo uma aparência de carne ou coisa parecida.

O bebinho topou na hora. Checo tirou as varetinhas, colocou aquele troço na frigideira, com sal, vinagre e ainda cortou uma cebola de agrado.

O desgraçado comeu, bebeu a cachaça, pagou e desapareceu ladeira a baixo, alegre e feliz desafiando a lei da gravidade.

*

Dia desses estavam no Checo’s Décio com Ronaldo Piquinha e Antonio de Catarina, comemorando o aniversário do nosso confrade Lalá. Conversa vai, conversa vem, a fumaça da cozinha inundando todo o ambiente, Décio chamou o proprietário num canto do bar e lhe fez preocupado uma observação:

– Checo, eu tô vendo a hora dessa tua panela “bater” o motor!

– Tais ficando doido, Décio, por que ?

– Porque eu já ando aqui há muito tempo e nunca vi tu trocando o óleo dela!


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