SUPREMA EMBROMAÇÃO FEDERAL

Nada se salva no grotesco episódio do reajuste de subsídios dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para R$ 39,2 mil por mês, autorizado em lei aprovada por folgada maioria de parlamentares presentes à sessão convocada pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira. E este já fora dispensado de cumprir mais um mandato de oito anos na Casa por decisão sábia e soberana dos eleitores de seu Estado do Ceará.

O reajuste começou a ser exigido no mandato presidencial de dois anos do ministro Ricardo Lewandowski, que antes fora revisor do julgamento da Ação Penal n.º 470, a do mensalão, ocasião em que travou pesados embates com o relator e depois presidente, Joaquim Barbosa. Em dois anos no cargo, Sua Excelência comportou-se como dirigente sindical, reivindicando privilégios para ele próprio e também para todos os membros da magistratura, da qual, como comandante da Corte Suprema, se considerava “poderoso chefão”. A pauta sindicalista do membro do colegiado no topo do Judiciário já era totalmente imprópria, mas à época foi pouco levada em conta, por não ser surpreendente partindo de quem partia e, ainda, porque, mesmo existente, a crise econômica da família brasileira não tinha chegado ao estado de crueldade atualmente sofrido.

O índice que mais clama na exposição dessa situação é o total dos desempregados em seu nível mais elevado, até estonteante, de 14 milhões de trabalhadores, alcançado sob a presidência de sua sucessora, Cármen Lúcia. Esta, justiça lhe seja feita, comportou-se de forma exemplar nesse particular. A procuradora pública mineira, que sempre teve vida social muito recatada, ao contrário de colegas muito mais pródigos no uso de seus vencimentos, que, aliás, servem de limite para as folhas de pagamento não apenas do Poder a que servem, mas de toda a União, nunca misturou sua atividade judicante com reivindicações de remuneração. Na condição de chefe do plenário de última instância, ela nunca encaminhou o pleito e, com isso, seus subsídios e os dos colegas ficaram estagnados desde 2014, como propagam os que agora o reivindicam como se fossem recuperação de perdas acumuladas do passado. Por mais realista que seja o argumento, ele se torna, mais do que hipócrita, cínico, se se partir do princípio de quem paga a conta, e não de quem se beneficia do alto cargo para se dar bem. De 2014 para cá a economia brasileira andou para trás e os trabalhadores que remuneram os ministros foram desempregados ou, no mínimo, não tiveram reajuste nenhum ou, ainda pior, receberam os salários reduzidos. A cobrança da “recuperação da perda” passou a ser, então, uma reivindicação sem nenhum senso de justiça social, virtude da qual eles tanto se jactam.

Dias Toffoli, que chegou ao “supremo” posto sem nunca ter sido aprovado num concurso para juiz de primeira instância, não se fez de rogado. E, ao substituir Cármen Lúcia, repetiu a pauta de reivindicações antes adotada por Lewandowski, com quem se acostumou a soltar criminosos abonados de colarinho branco, sob alegação errada de respeito à letra constitucional, na qual “ser considerado culpado” passou a ter o mesmo significado de “ser preso”, o que os dicionários não avalizam. Reforçado pelo argumento da reposição da perda salarial, típica alegação de sindicalistas operários em datas de dissídios coletivos, o ministro que liberou o ex-patrão José Dirceu, condenado a 30 anos e meio de cadeia, até da obrigação de usar tornozeleiras, não teve pudor de reclamar publicamente do pleito da “categoria”. E, segundo noticiário nunca desmentido, apelou pelo telefone aos senadores responsáveis pela aprovação final do pedido para lhe ouvirem o pleito, como faziam os chefes de polícia avisando aos sambistas nas primícias dos desfiles de carnaval. Ou seja, um magistrado sem concurso agiu como um mendigo com Chanel para tirar o pão dormido sem manteiga da boca do desempregado em nome da democracia, que, desde as raízes gregas, é tida como “igualitária”.

Não sendo impossível agravar algo tão degradante, não é possível omitir que Dias Toffoli tentou amenizar a dureza de uma medida impopular como a que exigia de políticos cuja liberdade depende de sua penada autocrática, ou combinada com os colegas de regabofe, com uma compensação. Em troca, eles negariam a si mesmos e aos outros magistrados em geral o benefício do auxílio-moradia. Ora, o adicional ao vencimento é um privilégio absurdo, gozado por juízes, promotores e outros membros da casta dos marajás do serviço público, que não podem ser confundidos com os coitados dos barnabés. Os próprios defensores desse abono de casta reconhecem publicamente e sem pudor algum que não precisam da esmola para pagar o lugar de morar no exercício da função, o que só seria defensável para garantir a segurança de titulares de comarcas em ermos violentos e desprotegidos, o que está longe de ser o caso dos membros dos tribunais sediados em capitais. A mera enunciação dessa desigualdade patente entre julgadores e julgados é algo muito distante do que significa “justiça” pelos mesmos dicionários que não autorizam a tentativa deles de contestar a jurisprudência da autorização para tribunais de segunda instância determinarem a prisão de criminosos factualmente definidos como aptos a iniciarem o cumprimento de suas penas.

Destarte, fique aqui combinado que não tem propósito nenhum cobrar o reajuste a ser pago pelos que perderam o emprego ou não tiveram seus salários aumentados e continuam bancando cada centavo dos milhares de reais que são depositados em suas contas polpudas. E também que a contrapartida oferecida é, de igual forma, injusta e carente de qualquer conceito de ética que seja aplicável no convívio civilizado de iguais.

A troca proposta por Toffoli, sem pudor, assemelha-se à “Lei da Compensação” consagrada por Jackson do Pandeiro no sucesso que fez com a interpretação do hilariante forró de Rosil Cavalcanti e oculta pelo sigilo telefônico entre ministro e senador. Se o reajuste esfola o pobre para garantir o luxo de maiorais do Judiciário, que têm garantia perpétua de emprego, aposentadoria pela mais alta remuneração e mais um rosário de benesses asseguradas por lei, o auxílio-moradia estabelece a injustiça como padrão para toda a magistratura. Ou seja, no afã de “compensar”, Toffoli dispensou gasto contestado no próprio STF. E mandado para as calendas da burocracia mercê de uma decisão pra lá de corporativista do ministro Luiz Fux, ao dar seis meses de prazo à Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal da Advocacia-Geral da União. Enquanto o reajuste causa ônus permanente, que produzirá um rombo que se repete. É como se ele oferecesse a troca de uma gaiola de belos e melodiosos canários belgas por um bando de andorinhas em revoada ruidosa em sua rota de migração.

E, mais grave, o acinte está sendo perpetrado com base em cálculos falsificados. O auxílio-moradia é uma despesa permanente e ilegal, apesar do lero-lero dos beneficiados e da cumplicidade dos “supremos”, mas o desembolso do erário para pagá-lo não produz efeitos paralelos e colaterais no Orçamento federal. Já o reajuste produz um efeito-cascata bilionário de tal monta que os técnicos têm dificuldade até para calcular. Especialistas avaliam entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões o resultado dessa “reposição de perdas salariais” do time de morcegos protegidos pela venda que tapa os olhos da Justiça na estátua em frente ao prédio de seus gabinetes. O auxílio-moradia transfere do bolso do trabalhador para as togas dos magistrados R$ 1 bilhão 627 milhões 990 mil e 232 por ano e isso é, de fato, extravagante, mas representa menos da metade do gasto para compensar essa eventual economia, que não será feita. Toffoli sabe disso. Embora talvez sua massa encefálica não avalie o fosso abissal entre reajuste e prebenda. Nós, que pagamos ambas as contas, não devemos desprezar a consciência que tem do volume de dinheiro do Brasil real (da crônica atual de Machado de Assis) que gasta na parte que lhe toca de banquetes e regabofes da farra em que a suprema embromação federal do País oficial se refestela.

Nem tente calcular seu prejuízo pessoal nessa ignomínia, pois não dá. Mas convém guardar com zelo a lista dos senadores que a tornaram lei e sempre se lembrar de esquecê-los nas próximas eleições que vierem a disputar. Em particular, do autor da tramoia, Eunício Oliveira. E por falar no sujeito em questão:

Vade retro e tchau, cabrão!

* * *

A FALÊNCIA DA JUSTIÇA

13 novembro 2018 CHARGES

SINFRÔNIO

13 novembro 2018 DEU NO JORNAL

UMA CAGADA DA PORRA

O economista Joaquim Levy aceitou nesta segunda-feira (12) o convite para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ele foi convidado pela equipe de Paulo Guedes, confirmado para o superministério da Economia, e a informação divulgada por sua assessoria.

É o primeiro na equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro.

Levy foi ministro da Fazenda no segundo mandato de Dilma Rousseff.

* * *

Bolsonaro perpetrou uma cagada piramidal.

Putz!!!

Chamar um ex-ministro de Dilma pro primeiro escalão do seu governo foi de lascar.

E isto com dezenas de nome de gente competente e de currículo limpo disponível na praça.

Mesmo tendo o capitão justificado a cagada dizendo que a sugestão foi de Paulo Guedes, o seu futuro Ministro da Economia, não dá pra aguentar.

Sujou tudo, jogou merda nos ares, espalhou bosta pra todos os cantos.

Quem já foi ministro de governo do PT, tem o currículo irremediavelmente sujo.

Simples assim.

Essa foi pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

Dilma cumprimentando seu então ministro Joaquim Levy à sua maneira: soltando um peido

13 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

BEE GEES – GRANDES SUCESSOS

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Sucesso dos Bee Gees em 1968, “I’ve Gotta Get a Message To You”

13 novembro 2018 CHARGES

SID

12 novembro 2018 AUGUSTO NUNES

OLHA O CAMBURÃO!

Depois da nomeação de Moro para o ministério, Gleisi só pensa na imagem do camburão virando a esquina

“O mundo está chocado com esse episódio, que desnuda a parcialidade e a arbitrariedade do juiz que condenou Lula e o manteve ilegalmente preso. Mas é ainda mais grave: o Ministério da Justiça de Moro foi redesenhado para atuar como um verdadeiro ministério da perseguição política, reunindo instrumentos típicos de um estado policial”.

Gleisi Hoffmann, senadora e presidente do PT, mostrando como fica a cabeça de quem só pensa na imagem de um camburão virando a esquina.

12 novembro 2018 PERCIVAL PUGGINA

ESCOLAS COM PARTIDO E SEUS ATIVISTAS

Escreveu-me certa feita um avô:

“Hoje minha neta estava estudando para a prova de História. Tema da prova: o período dos governos militares de 1964 a 1985. Como eu vivi esses anos todos como estudante e professor, muita coisa para mim é memória, enquanto para ela é história. Comecei a lhe explicar os motivos da ascensão dos militares ao governo do país, as encrencas que os movimentos ditos sociais arranjaram com os militares, etc. etc. Ela me interrompeu: ‘Vovô, o livro de História que eu tenho que estudar é petista, o professor é petista! Eu quero que você me explique o que eu devo responder para o professor me dar nota! A verdade você me conta depois!’”.

Este país, aos poucos, vai acordando de um sono letárgico. O predomínio da esquerda, iniciado na Constituinte de 1988, nos conduziu a anos de chumbo do intelecto brasileiro, causando gravíssimas sequelas. Entramos numa nebulosa cultural onde nem em bilhões de anos se produziria vida inteligente. A sociedade se desagregou e brutalizou, a violência se instalou, a criminalidade – pasmem! – teve reconhecido seu viés revolucionário e ganhou salvaguardas do politicamente correto. Dcadas de tortura da razão, da verdade, do bem.

Duas gerações de brasileiros foram, em boa parte, submetidas a isso por professores que, diante do espelho, se veem como ativistas de um projeto revolucionário. O que aconteceu com o ensino de História daria causa, fosse ela sujeito menos passivo, a um processo de reparação por danos. Outro dia, falando a um grupo de estudantes, perguntei se algo lhes havia sido ensinado, em aula, sobre a Revolução Russa. Todos estavam a par dos motivos sociais, do absolutismo monárquico dos czares e do triunfo dos bolcheviques em 1917. E por aí terminavam as dissertações! Nada lhes fora informado sobre o totalitarismo comunista, o genocídio e o verdadeiro laboratório de taras políticas proporcionadas pelo regime ao longo das décadas subsequentes. Ocultação sumária dos acontecimentos!

Gradualmente, nos últimos anos, a sociedade foi acordando de sua letargia para perceber o desastre em curso. O movimento e o projeto Escola Sem Partido refletem esse despertar. A reação a ele tem sido mais vigorosa do que a própria mobilização pelo projeto. Enquanto a mobilização é civilizada, a oposição tem o nível de uma campanha política petista, com direito a mistificação e histeria. Mobiliza pessoas que têm pela verdade da sala de aula o mesmo desapreço que têm pela verdade na História.

Olavo tem razão. Não há, mesmo, doutrinação porque sequer saberiam como promovê-la. Há pura e simples enganação e ocultação. Sepultamento de fatos e autores. Cuidadosa construção de versões. Glorificação de camaradas e companheiros. Ao mar da ignorância as cinzas inconvenientes.

É claro que, sob tais circunstâncias, a ideia de registrar em vídeo ocorrências de sala de aula passa a ser vista (aí nova inversão da realidade), como forma de “opressão do aluno sobre o professor”… Toda mente formada fora dessa cápsula ideológica, sabe que o verdadeiro opressor é o professor militante, ativista, abusador cotidiano de seu poder, e que o registro de imagem é mera atitude de defesa dos colegiais e de suas famílias. O cérebro esquerdista, porém, anda por caminhos e traça sulcos num deserto onde só existe o querer revolucionário. Por isso, o discurso do pluralismo, da diversidade e da infinita tolerância (com as pautas de seu agrado) e a ação absolutamente intolerante para com tudo que o contrarie.

Nessa perspectiva, o que o professor manipulador diz e faz, constrói e destrói em sala de aula precisa ser tão secreto quanto os contratos de financiamento proporcionados por Lula e Dilma aos camaradas ditadores mundo afora. Sigilo na sala de aula. Juras de cumplicidade. O que aqui se diz, morre aqui.

Dê uma olhada no Google. Procure por Escola Sem Partido e peça para ver imagens. Você terá ali verdadeira aula sobre os interesses em jogo. Noventa e cinco por cento, ou mais, dos cards, memes, gravuras e cartazes sustentam a ideia de que a escola, sem partido, emudece o professor e emburrece os alunos. E esperam que todos concordem.

Imenso respeito aos bons professores! Também eles são vítimas dessa crise a que não deram causa. Teimosamente abrem, todos os dias, as portas saber e da arte de viver.

FRANCISCO, MEU PAI – Adelmar Tavares

Como que o vejo… O chapelão caído
Sobre a cabeça branca de algodão…
Buscando o campo, – o dia mal nascido,
Voltando à casa, o dia em escuridão.

Lavrador, fez da terra o ideal querido.
“Meu filho, a terra é que nos dá o pão”.
Dizia-me. E cavava comovido,
A várzea aberta para a plantação…

Mas um dia, eu, pequeno, vi, cavando,
Sete palmos de campo, soluçando,
Uns homens rudes… Tempo que já vai!

“Francisco, adeus”! Diziam repetindo.
Meu pai desceu de branco… Ia dormindo…
Fechou-se a terra… E não mais vi meu pai!..

TODO CUIDADO É POUCO!!

Jair Bolsonaro e o general Hamilton Mourão juntos no avião da FAB

O bem informado site O Antagonista, por meio do competente jornalista Igor Gadelha, também repórter da revista Crusoé, trouxe à tona as críticas feitas por especialistas ao setor de inteligência que cuida da segurança do presidente eleito Jair Bolsonaro e seu vice, o general Hamilton Mourão, para não embarcarem na mesma aeronave. Há sempre perigo de sabotagem à vista! Nos Estados Unidos presidente e vice não viajam juntos.

Toda essa preocupação é absolutamente pertinente levando em conta o atentado que o então candidato à presidente levou em campanha: uma facada no bucho de um assassino a serviço da Máfia Petralha ou do PCC? E o histórico de atentado e morte a políticos e membros do Poder Judiciário que ousaram contrariar os interesses dos mafiosos que mandavam no Brasil na era petista, como aconteceu com o prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, bem como as misteriosas mortes das mais de oito testemunhas do caso, como queima de arquivo, envolvidas direta ou indiretamente no crime. Os “acidentes aéreos” que vitimaram o presidenciável Eduardo Campos em circunstância misteriosa e a do saudoso ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, relator da Lava Jato, até hoje não esclarecidos servem de exemplo do poder das Organizações Criminosas!

A Máfia Petralha e o PCC são capazes de tudo para matarem quem atravessar seu caminho, contrariando seus interesses mafiosos. O presidente eleito Jair Bolsonaro, o vice Hamilton Mourão e o Ministro da Justiça e da Segurança, Sérgio Moro, correm sério risco de atentado em qualquer circunstância porque são homens sérios e de ação contra a corrupção sistêmica de agentes públicos!

Essa história de queima de arquivo foi acentuada na época do Império Romano onde não escapava ninguém que contrariasse os interesses dos poderosos.

A Igreja Católica também não escapou a esses atentados e todos os que desejassem por ordem na desordem eram eliminados como queima de arquivo.

No livro “EM NOME DE DEUS – Uma Investigação em Torno do Assassinato do Papa João Paulo I”, o escritor americano David Yallop, por meio de uma pesquisa meticulosa, concluiu que a morte do Papa João Paulo I, o Papa Sorriso, que só por 33 dias ocupou o Trono de São Pedro em 1978, foi morto envenenado porque começou a investigar as falcatruas sistêmicas havidas no Banco do Vaticano, Instituto de Obra Religiosa, que tinha parceria com o Bando Ambrosiano e a Máfia Italiana.

Na época o Bispo Paul Marcinkus era o chefe da quadrilha, e o Papa Sorriso começou a investigar as trapaças no banco e querer pôr em prática a transferência de todo o staff envolvido. Foi quando o Cardeal Jean Villot, que constava na lista do Papa, o alertou: “Papa, vá devagar que o braço da Máfia é muito grande e pode lhe pegar!”

Não deu outra: Trinta dias depois a irmã Taffarel foi servir café ao Papa nos seus aposentos e o encontrou morto! E depois, as duas camareiras que o serviam também foram assassinadas. Uma verdadeira queima de arquivo. O que é um mistério até hoje na Igreja Católica que não permitiu a realização da autópsia na época.

Por isso, não custa nada lembrar ao presidente Jair Bolsonaro, ao juiz Sérgio Moro e a todo o staff que desejam moralizar o Brasil: Cuidado, o braço da Máfia e do PCC é longo e pode pegar qualquer um que se atreva a investigar a putrefação PeTelha!

12 novembro 2018 DEU NO JORNAL

NO PAÍS DA PIADA PRONTA

A PF informa que na próxima sexta-feira não haverá expediente na Superintendência de Curitiba, onde Lula está preso.

Motivo: desinsetização.

* * *

Esta palavra “desinsetização”, confesso a vocês, eu não conhecia.

Eu acho que o mais apropriado, já que Lula está preso lá, seria a Polícia Federal anunciar a desratização.

Ou, talvez, a despetização.

QUANTO PIOR… MELHOR

Há uma congregação de pensamentos, no Brasil, torcendo contra qualquer vencedor. Acabou a eleição e os discursos continuam inflamados, em todas as diretrizes. Em qualquer economia o mercado é um grande sinalizador de temeridade e uma decisor eleitoral. Quando Lula se aproximou da vitória em 2002 o dólar chegou a R$ 4,00; quando Dilma resistia ao impeachment o dólar foi para as alturas novamente. O gráfico abaixo usa informações do Banco Central sobre o valor do dólar a partir de 01/08/2018.

Fonte: Banco Central

Como a série é longa, vamos olhar algumas datas a partir de agosto. A primeira é 15/08. Nesta data foi protocolado no TSE o pedido de registro da candidatura de Lula. O dólar foi a R$ 3,92, ou seja, cresceu 1,29%. A incerteza sobre o sucesso dos recursos impetrados para garantir sua candidatura manteve o dólar em R$ 4,13 (29/08). Começou a cair a partir na primeira semana de outubro com o cancelamento do registro, mas em 28/09 estava cotado a R$ 4,00 sendo o fato gerador a autorização de Lewandowski para entrevista de Lula. Aproximava-se o primeiro turno e entre 08 de 25/10, com o PT na disputa pelo segundo turno, a cotação média chegou a R$ 3,71. Em 25/10, já havia sinalização da vitória de Bolsonaro, de modo que em 29/10, a paridade estava em R$ 3,67. Ou seja, da autorização de Lewandowski até o fechamento das urnas, o dólar caiu 8,25%. Ele voltou a subir no dia 01/11, mas os motivos não estavam mais atrelados ao processo eleitoral. O aumento ocorreu por excesso de demanda da moeda.

Se colocar contra isso é uma grande imbecilidade. Torcer para “merda virá boné” é falta de patriotismo e uma declaração de egoísmo sem precedente. Fica aquela ideia de que “eu sou capaz e você não”. Esta porcaria de país se diz democrático, a campanha política foi respaldada na defesa da democracia e agora que os resultados estão definidos as pessoas ainda ficam inflando raiva através das redes sociais, nos interiores das universidades, etc. Defensores dos vencidos estão tanto errados quando os vencedores. Ficar perseguindo quem se veste com cores brasileiras é babaquice. Ficar ameaçando petistas e afins também.

Nesse contexto, uma declaração de Bolsonaro é imediatamente rebatida como uma bola de tênis. Vamos comentar duas:

1ª – Abrir a caixa preta do BNDES – todo mundo sabe que os contratos de financiamentos feitos pelo BNDES para países como Cuba, Venezuela, etc. não foram aprovados por critérios técnicos. O banco é sério, tem técnicos sérios, mas tem o lado político que prevaleceu. Estes financiamentos não deveriam ter sido realizados. Agora o custo é do tesouro nacional e pronto. A população tem o direito de saber em que condições financeiras isso foi feito, porque não poderiam ser mais vantajosa do que para uma empresa brasileira que pleiteasse uma operação.

2ª – O questionamento sobre a forma de cálculo da taxa de desemprego, mesmo sendo um mecanismo numérico, não reflete a realidade. Em 2014, a pesquisa ampliada do IBGE para desemprego foi suspensa por decisão política de Dilma. Era um ano eleitoral e a divulgação dos dados reais jogaria a tese de reeleição no lixo. Além disso, ninguém é infalível, pois este órgão divulgou a PNAD – Pesquisa Nacional por amostragem de domicílios, em setembro/2014, com “erros graves”. Wasmália Bivar, então presidente do órgão, pediu desculpas e as contas.

Dessa forma, considerando o comportamento do mercado, as pessoas precisam entender que o aumento da bolsa para 89,5 mil pontos após o anúncio de Moro como ministro significa que o mercado está acreditando no que virá a ponto de se colocar uma previsão de crescimento do PIB em 3%.

Atacar isso é babaquice. Uma babaquice tão grande quanto a babaquice postada pelo babaca Leonardo Boff sobre a coluna de Nelson Motta publicada em O Globo. Motta fez uma ironia dizendo que Moro não tinha estudado em Harvard, mas sim tinha sido treinado pela CIA para criar a Lava Jato e enfraquecer a Petrobras para que o capital estrangeiro a adquirisse. O babaca acreditou e postou isso como verdade. Está na internet e corram que ainda dá tempo zonar. Tais comportamentos indicam que a esquerda intelectual está se imbecializando cada vez mais.

12 novembro 2018 DEU NO JORNAL

UM PEDIDO DESESPERADO

A equipe jurídica de Jair Bolsonaro confirmou que sua campanha arrecadou um total de R$ 4.377.640,36.

E que gastou R$ 2.812.442,38.

Os advogados vão apresentar uma consulta ao TSE para saber se podem doar o valor restante de R$ 1.565.197,98 à Santa Casa de Juiz Fora, que tratou do então presidenciável após a facada.

* * *

Acabei de enviar ao senhor presidente eleito uma mensagem.

Sugerindo que, além de doar pra Santa Casa, destine também um pouco, um pouquinho só deste 1,5 milhão para o JBF.

Apenas 1% já seria ótimo!

A precisão por aqui está enorme, o caixa vazio, as contas no vermelho e Chupicleide passando necessidade.

Espero que a lei eleitoral permita doação de sobras de campanha pra gazetas escrotas internéticas.

12 novembro 2018 CHARGES

LUCIO

ERA ASSIM EM 1979

Em frente à igreja de Santo Antônio, pombos e putas disputam espaço com os pingos de chuva que caem, insistentemente. E o ônibus demora a chegar. O guarda chuva já não é suficiente para deixar minha camisa desmolhada. Na rua, o corre-corre das seis da noite, todos ansiosos para chegar em casa, depois de mais um dia. Carros, homens e beatas agora se misturam aos pombos e às putas, na calçada e na rua, em frente à porta principal da Igreja. E o ônibus demora. Ainda bem que sou um dos primeiros da fila e, otimista, nunca imagino a existência dos espertos que a furam com a maior sem-cerimônia. Até que enfim me livrarei de tudo, da chuva, dos pombos, das putas, dos carros, dos homens apressados, das beatas e de suas ave-Marias e dos espertalhões que furam as filas. Cedo meu lugar a uma mulher gorda que não consegue se desvencilhar da água que cai. Quem está logo atrás reclama, com razão, de minha gentileza com os vários chapéus alheios dos que estão depois de mim, na fila. Conformam-se: obesos, idosos, aleijados e grávidas desde esse tempo já tinham prioridade. A mulher gorda, espremendo no banco o rapaz magrinho sentado no lado da janela, ocupa o último lugar sentado dentro do ônibus. Aquele, o lugar que seria meu. Pelo menos oferece-se para levar minha bolsa. Levo para Candeias alguns pingos de chuva guardados no bolso de minha camisa azul e o cansaço de um dia de trabalho. Como se não bastasse, me acompanha também a falta de cheiro do suor do homem que viajou a viagem inteira perto de mim, braço levantado, sovaco exposto às narinas de quem perto dele estava. Que bom que Candeias não é tão longe assim. Ainda hoje guardo, com cuidado, não só os pingos da chuva como todas as boas e más lembranças daquele distante tempo. Os pombos se foram e os homens continuam apressados. As beatas, como disse um Poeta amigo meu, viraram evangélicas ou ativistas políticas e as putas hoje trepam pelo celular. Sinal dos tempos. Do homem do sovaco fedorento, não mais tive notícias, tampouco saudades A mulher gorda morreu. Hoje sou amigo de sua filha, dona de um restaurante regional em Santo Amaro. Serve ótima galinha à cabidela.

12 novembro 2018 CHARGES

JOTA A

12 novembro 2018 DEU NO JORNAL

LULA JÁ SENTE SAUDADE DE MORO?

12 novembro 2018 CHARGES

ZOP

ENVELHECER COM SABEDORIA

O envelhecimento é um processo que traz diversas modificações no corpo como diminuição da mobilidade, da força e da agilidade, o que interfere na autonomia da vida diária. Muito dessas alterações modificam a capacidade de locomoção do idoso, entretanto é possível amenizar os efeitos com atividades físicas.

Uma das grandes preocupações em relação a velhice é ser dependente de outras pessoas. Todavia, há diferenças entre independência e autonomia. Independência refere-se à capacidade de realizar atividades cotidianas sem auxílio. Autonomia é a competência de gerir a própria vida e de tomar decisões.

Devemos focar nos ganhos que surgirão com a idade: amadurecimento, experiência, capacidade de perceber detalhes que os mais jovens não conseguem, e a liberdade que vem com o envelhecer. Aproveitar o tempo, vivendo sem a angústia do futuro, constitui uma qualidade de vida de quem investiu no autoconhecimento.

Durante toda a vida não devemos ter receio de continuar a amar, desenvolver a gratidão e preservar boas amizades. Na velhice, mais importante do que a quantidade de amigos, é saber com quem pode contar, o que influencia não apenas a saúde física e a esperança de vida, mas também o bem-estar psicológico. O poeta Bastos Tigre (1882-1957) nos ensina a importância de envelhecer com qualidade de vida nos versos de um belo soneto:

ENVELHECER

Entra pela velhice com cuidado,
Pé ante pé, sem provocar rumores
Que despertem lembranças do passado,
Sonhos de glória, ilusões de amores.

Do que tiveres no pomar plantado,
Apanha os frutos e recolhe as flores
Mas lavra, ainda, e planta o teu eirado
Que outros virão colher quando te fores.

Não te seja a velhice enfermidade!
Alimenta no espírito a saúde!
Luta contra as tibiezas da vontade!

Que a neve caía! o teu ardor não mude!
Mantém-te jovem, pouco importa a idade!
Tem cada idade a sua juventude.

12 novembro 2018 CHARGES

BRUNO AZIZ

12 novembro 2018 DEU NO JORNAL

DESAFIANDO A PRESIDENTE DO INEP

12 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

HÁ 5O ANOS, “IL SIGNORE” SERGIO LEONE NOS CONTAVA UMA HISTÓRIA: ERA UMA VEZ NO OESTE…

Corria o ano de 1968… Com um orçamento de três milhões de dólares que a Paramount colocou à sua disposição Leone entendeu que era o momento de mostrar ao mundo com “ERA UMA VEZ NO OESTE” que seu nome decididamente merecia figurar no templo consagrado dos maiores diretores dos filmes de faroeste. Como diz o cinéfilo e estudioso do assunto Darci Fonseca: “A Paramount colocou à disposição de Leone um orçamento ainda maior que sua volumosa barriga: três milhões de dólares”. Com toda essa grana na mão, a primeira atitude do diretor italiano, aceitando uma preciosa sugestão de Eli Wallach, foi contratar o ator perfeccionista nato, o experimentado Henry Fonda, pela bagatela de 250 mil dólares, que àquela altura estava no auge da fama e da forma com 63 anos de idade.

Já o adicional desse filme é a presença imponente da figura de Jill McBain, interpretada pela sensual e exuberante Claudia Cardinale, uma ex-prostituta que se casa com um irlandês, dono de terras que são do interesse de Morton, que era um empresário ganancioso da companhia ferroviária que estava sendo construída naqueles arredores ou cercanias das esturricadas terras do monumental vale do Arizona, mas o lucro das indenizações era algo de cobiça do sanguinário empresário. No tocante ao papel desempenhado pela divina e maravilhosa Claudia Cardinale há de se entender que, ela é uma presença completamente resplandecente e isso tem a ver com um carisma muito pessoal, a tal qualidade de estrela ou como dizem os norte-americanos: “star quality”… Este importante papel feminino que ficou por conta de Cardinalle foi em razão de, naquele momento, entre as atrizes italianas, só perdia em prestígio para Sophia Loren.

O extravagante diretor sonhava alto e para este filme, Leone acabou contratando também Charles Bronson, ator fadado a ser eterno coadjuvante nos Estados Unidos e que havia se tornado famoso na Europa. Também fez parte do elenco o excelente Jason Robards que em 1977 conquistou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pela atuação em “Todos os Homens do Presidente”. A maior atração ou a cena mais cativante do espetacular filme, Era Uma Vez no Oeste, acontece com o DUELO mais longo da história dos faroestes com Henry Fonda e Charles Bronson(a cena durou 8 minutos). Desnecessário informar do estupendo cenário, onde se passou as filmagens externas que foram realizadas em MONUMENT VALLEY, nos Estados Unidos e no deserto de Almeria, na Espanha.

Depois de pronto o roteiro como nos fala o pesquisador Darci Fonseca, a maior preocupação de Leone era o início do filme: como começá-lo?!?!?! O novo faroeste de Sergio Leone teria uma cena marcante em seu início, envolvendo Harmônica e três bandidos. A participação desses atores seria pequena e o delirante Leone imaginou como ficaria espetacular aquele início se os três bandidos que morrem na estação fossem interpretados por Clint Eastwood, Lee Van Cleef e Eli Wallach. Convidado, Clint Eastwood foi curto e grosso em sua resposta a Leone: “Sergio, no more Italian westerns” (Sergio, chega de faroestes italianos). Com isso Leone resolveu esquecer de Van Cleef e Wallach. Os três bandidos mortos no início do filme acabaram sendo os norte-americanos Jack Elam, o NEGÃO Woody Strode e o canadense Al Mulock.

Como costuma afirmar o bom apreciador de filmes de cowboys, o nosso colunista fubânico, o pernambucano de Carpina, CÍCERO TAVARES: “O cinema atual perdeu a magia: Os efeitos especiais, as pirotecnias acabaram com o cinema-arte!). Perfeito o pensamento de TAVARES, pois antigamente não tinha disso não!!! Não é à toa que, há filmes consagrados que dispensam palavras para descrevê-los: São títulos que carregam uma aura maior que qualquer cartão de visitas, integram o apogeu ou o ápice do cinema e superam qualquer gênero ou classificação como obras de arte que atravessam gerações sem perder o brilho e se sustentando através do tempo como verdadeiros clássicos. Era Uma Vez No Oeste, que está fazendo seu QUINQUAGÉSIMO ANIVERSÁRIO este ano, é um dos nomes presentes nesse escalão de filmes que transcende o cinema e as artes cênicas e audiovisuais de forma geral.

Como filme cinquentenário, seria uma enorme redundância encher de adjetivos esta belíssima obra. Poucas vezes a vingança, a cobiça, a luta pela sobrevivência e o sonho da vida ideal foram apresentados de maneira tão sublime e ao mesmo tempo tão amargo e doce. Mesmo em meio à violência e o jorrar desnecessário de sangue, o filme não passa nem perto de ser uma tragédia ou algo parecido. Era Uma Vez no Oeste, é, talvez, o ponto alto da carreira do diretor, que demonstra uma impressionante maturidade de temas, fotografia, cenografia, montagem, trilha sonora e um controle absoluto de seu elenco, para alcançar um resultado de se aplaudir de pé. Com 1,70 de altura e mais de 100 quilos de peso, Sergio Leone era um autêntico falastrão e teve uma morte prematura ao falecer com apenas 60 anos de idade.

Para os apreciadores e estudiosos dessa modalidade de filme que é o bang bang, todos hão de saber que o nome de Ennio Morricone está ligado aos filmes de Sergio Leone. Ambos formaram uma dupla vencedora, tal como Fellini com seu parceiro, Hitchcock e tantos outros em seus respectivos estilos, tipos ou forma. Uma coisa não se pode negar: esta dupla deu prestígio aos SPAGHETTI WESTERN. Agora, Ennio Morricone é muito mais do que um compositor de trilhas de filmes famosos. Ele é, provavelmente, o mais fecundo e produtivo compositor da história do cinema, principalmente no gênero faroeste. A prova é tanta que, o produto ou valor final dessa simbiose entre o Maestro Morricone e o Diretor Leone foi esta operação fantástica que se transformou em ERA UMA VEZ NO OESTE, com cinematografia e trilha sonora impecáveis, com cenas líricas e personagens inesquecíveis.

12 novembro 2018 CHARGES

MARIANO


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