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CERTEZA

Dados da Conab desmascaram o próprio governo que insiste na compra de arroz importado, aumentando as suspeitas de corrupção.

A colheita da safra do cereal 2023/2024 somou 10,4 milhões de toneladas, recorde.

São 3,6% acima do colhido no último ciclo (22/23).

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Onde se lê “suspeita de corrupção”, nessa nota aí de cima, leia-se “certeza de corrupção”.

Afinal, estamos vivendo sob o domínio de um gunverno comandado pela quadrilha petêlha.

Simples assim.

XICO COM X, BIZERRA COM I

MEUS BREVES CONTOS 1

Aos meus Leitores:

Cada dia mais me convenço de que, nesses tempos de Redes Sociais, quanto maior o texto menor é o número de leitores. Assim é que minhas ‘croniquetas’ semanais nunca ultrapassam 400 caracteres. Hoje, vou diminuir mais ainda lançando a série MEUS BREVES CONTOS. Espero que gostem. XB

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A MOSCA

Era diabética, mas não ligava. Nenhum remédio, médico algum. Mais importava a satisfação do paladar. Adorava tudo que doce fosse: o açúcar, todas as guloseimas. Certo dia, na padaria, pousou num pão de mel e, cheia de carboidratos, voou alto adocicando o céu. Sua glicose, nas alturas!

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ALEXANDRE GARCIA

ACUSADO DE DESVIO MILIONÁRIO, PRESIDENTE DO SOLIDARIEDADE SE ENTREGA À PF

Está preso o presidente do partido Solidariedade. Ele se entregou no fim de semana. Estava foragido. Tinha ordem de prisão, andou escondido. Não viajou em um dia que tentaram pegá-lo no aeroporto, porque tinha uma passagem aérea comprada. Mas, acabou se entregando.

O nome dele é Eurípedes Júnior. Quem assumiu agora é o Paulinho, da Força Sindical, que era o vice.

Eurípedes foi presidente do PROS. Depois, o partido se fundiu com o Solidariedade e ele assumiu a presidência da legenda. Ele é acusado de desvios dos fundos que vêm dos nossos impostos, o fundo partidário, o fundo eleitoral, no valor de R$ 36 milhões.

Tinha até um helicóptero para levá-lo de casa, em Planaltina de Goiás, para a sede do Partido Solidariedade no Lago Sul. (Sabe-se lá quanto o partido pagou por essa sede, mas enfim).

A filha dele era vice-presidente do PROS. Eles eram os donos do partido. Agora, ficou secretária executiva do Solidariedade e também está sendo investigada.

O nome dela é difícil de ler. É Jhennifer Hanna. Só pra vocês terem a ideia do que um pai, na hora que vai registrar um filho, complica a vida dele. Essa mulher, além de prestar contas agora para os investigadores, desde que nasceu tem que soletrar o nome dela. Meu Deus do céu!

Aproveito para fazer esse apelo aos pais na hora de registrar filhos, pelo amor de Deus.

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Educação e o bom português

Eu estou tentando comprar passagem na Gol. Lá pelas tantas tem uma frase assim que eu tenho que assinalar se estou ou não viajando “à trabalho”. Esse “a” com acento grave, que indica a crase do “a” preposição com o “a” artigo.

Se tem crase é porque tem um “a” artigo feminino, que está antes da palavra trabalho.

Para a Gol, trabalho é uma palavra feminina. É coisa de Paulo Freire. Uma coisa incrível.

Outra coisa que eu vi no noticiário todo: “Aluno enforca professor dentro da sala de aula em escola pública em São Tomé”. Está escrito mil vezes que aluno enforca professor.

Olha, se enforcou o professor, ele pegou, pendurou pelo pescoço numa corda, amarrou numa viga no teto e tirou a cadeira debaixo dos pés.

Só que não foi isso. O aluno apenas deu uma gravata no professor, um aperto no pescoço.

Ou seja, jornalista não sabe o que é enforcar.

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Isso tudo não acontece nas escolas cívico-militares

Aluno agredindo o professor e aluno não sabendo escrever não têm acontecido nas escolas cívico-militares. Por isso que elas estão se multiplicando.

Eu estou vendo aqui, por exemplo: Buritis-MG, que é aqui perto de Brasília, no noroeste mineiro. A cidade já está com seis escolas cívico-militares, sendo quatro na sede, com 1.200 alunos, e duas no interior do município. Com notas altas no IDEB, está com 5,7.

A nota subiu, acabou a evasão, acabou a violência, acabou a droga, começou a disciplina e começou o aproveitamento.

As pessoas estão realmente aprendendo e os professores estão podendo ensinar. Não são mais vítimas da violência. Essa é a diferença.

E está se espalhando lá em Minas. Eu estou vendo aqui também Urucuia, com todas as escolas da sede do município. É uma coisa bonita de se ver.

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Cheiro de pedalada

Não é uma coisa bonita de se ver uma mudança, com um cheiro de pedalada.

O gasto da Previdência, de um ano para o outro, que sempre tem subido a 0,64%, baixou essa previsão para 0,17%. Significaria 12 bilhões a menos de gasto na Previdência.

Aí pega os 12 bilhões e vai fazer outra coisa. É realmente muito, muito estranho. É o que o Haddad está chamando aí de uma encrenca.

O ministro disse em São Paulo que é uma encrenca, que é muito difícil administrar esse país.

Mas desse jeito, né?

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Mais uma MP vai dar o que falar

Tem uma Medida Provisória que, de novo, vai dar o que falar. Saiu logo depois que os irmãos Batista, Wesley e Joesley, foram ao presidente Lula. É de elétrica, lá da Amazônia.

Compraram uma elétrica que estava devendo para a Eletrobras. Agora, tem uma Medida Provisória que vai subsidiar esse débito.

Ou seja, vamos pagar na conta de luz para os irmãos Batista. É mais uma que vai dar muito o que falar.

O governo se queixa de críticas, mas parece que fica puxando a possibilidade de haver crítica com essas Medidas Provisórias malucas que têm saído por aí.

Uma delas, felizmente, já foi devolvida.

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O REPIQUE DA INFLAÇÃO

Editorial Gazeta do Povo

A batata foi um dos itens que mais subiram em maio, segundo o IBGE.

A batata foi um dos itens que mais subiram em maio, segundo o IBGE

Pelo segundo mês seguido, a inflação oficial medida pelo IBGE teve aceleração na comparação com o mês anterior. Superando levemente as projeções do mercado, o IPCA de maio ficou em 0,46%, contra 0,38% em abril e 0,16% em março. O número do mês passado também fez com que o acumulado dos últimos 12 meses voltasse a subir pela primeira vez desde meados do ano passado. Em setembro de 2023, o acumulado chegara a 5,19%, e a partir de outubro emendou sete meses de queda, até chegar aos 3,69% em abril deste ano; agora, foi para 3,93%, mais próximo do limite máximo de tolerância que da meta de 3%.

O sinal de alerta fica mais forte ao se perceber que, caso a inflação se mantenha nesse mesmo nível pelos próximos meses, até esse limite máximo de tolerância correrá risco de ser rompido, já que o IPCA ficou abaixo de 0,3% ao mês entre junho e novembro do ano passado. Com a substituição, no acumulado, dessas inflações mais baixas por outras mais altas, a inflação anualizada seguirá crescendo. O mercado financeiro, no entanto, segue estimando que o IPCA de 2024 terminará abaixo de 4% – no mais recente Boletim Focus, a mediana das expectativas é de 3,90%, com 0,14 ponto porcentual de elevação na comparação com as estimativas de quatro semanas atrás.

Algumas altas que costumam mexer mais com a inflação já eram esperadas – é o caso do leite longa vida, que tradicionalmente sobe de preço em meados do ano devido à entressafra. Além disso, dava-se como muito provável o efeito inflacionário das enchentes no Rio Grande do Sul, e que efetivamente se concretizou. Sem surpresa alguma, de todas as regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, a de Porto Alegre foi a que registrou maior alta no IPCA, de 0,87% – o índice da capital gaúcha tem peso de 8,61% na composição total do índice. A batata-inglesa, produto que subiu 20,61% apenas em maio, teve sua produção afetada pelas chuvas, e o IBGE avalia que outros tipos de dano causado pelas enchentes, como a interrupção de cadeias de produção, podem ter efeito no IPCA dos próximos meses.

No entanto, sazonalidades previstas e efeitos de eventos climáticos imprevistos não são desculpa para que especialmente o governo observe esse pequeno repique do IPCA com indiferença. Se por um lado o mercado financeiro segue prevendo que a inflação de 2024 ficará abaixo de 4%, por outro lado os mesmos agentes também estimam que o Copom não seguirá cortando a taxa Selic no mesmo ritmo de antes – e os dois números, inflação e taxa de juros, são indissociáveis. Se, no raciocínio dos entrevistados pelo BC, a inflação só não escapará do controle porque o Copom manterá a política monetária contracionista, é preciso buscar as causas mais profundas desta dinâmica.

E essas causas incluem o deserto total de ideias para colocar as contas públicas em ordem. Avesso a corte de despesas, Lula e sua equipe econômica só planejam elevar a arrecadação; a recente MP que mudava o uso dos créditos de PIS-Cofins, inclusive, tinha grande potencial inflacionário, que só não se concretizará porque, em uma decisão rara, o Congresso Nacional devolveu a MP ao governo, suspendendo sua vigência – e Lula, marotamente, tentou se distanciar dela, como se não fosse a sua assinatura na MP. Quanto ao Rio Grande do Sul, a única “grande medida” governamental foi uma importação desnecessária de arroz que, em seu primeiro leilão, já despertou suspeitas mais que justificadas, a ponto de o governo ter resolvido desfazer todo o processo. O caos fiscal de Lula é inflacionário, e a falta de iniciativa para superá-lo só eleva a possibilidade de turbulências à frente.

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PENINHA - DICA MUSICAL

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