22 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

DO QUINTAL

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

22 agosto 2017 PERCIVAL PUGGINA

UNIVERSIDADE COM PARTIDO

A concessão do título de Doutor Honoris Causa ao réu condenado Luiz Inácio Lula da Silva pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) seria caricatura de um ato acadêmico sério, não fosse retrato fiel da universidade brasileira.

O que aconteceu ali se reproduz no nosso ensino superior, em pluralidade de formas e manifestações, com a apropriação do espaço docente por fazedores de cabeça a serviços de simpatias e paixões partidárias e ideológicas. As exceções não são significativas e não alteram o cenário geral. Nem prejudicam os objetivos, que são buscados mesmo quando, para alcançá-los, é necessário expor-se ao ridículo, como neste caso.

O juiz Evandro dos Reis ao deferir tutela de urgência em ação popular e suspender a concessão do título, apontou vício de iniciativa do proponente, observância incompleta ou irregular das formalidades requeridas para a concessão, ilegalidade da concessão e desvio de finalidade na oferta do laurel. De fato, a solenidade de entrega ao agraciado ocorreria em ato incluído na agenda política “Lula pelo Brasil”. Em outras palavras, tudo foi pensado e feito para usar a UFRB como palco das pautas e objetivos do Partido dos Trabalhadores, cujos militantes aparelham e exercem domínio tirânico no mundo acadêmico brasileiro.

A entrega do título foi cancelada, mas o ato político permaneceu, sendo transferido para a porta da UFRB, onde o presidente Vagner Freitas, da CUT, afirmou que “Sem Lula, eleição é fraude”. E acrescentou: “Companheirada, vamos levar isso como mantra, trazer no nosso coração e dizer a quatro pontos nesse pais sem lei”. A companheirada de fora aplaudiu em uníssono com a companheirada de dentro.

O fato ficará marcado na história da decadência da universidade brasileira, que perdeu rumo e prumo, confiada a facções militantes. Já não se contentam com disseminar o mesmo vírus ideológico. Querem mais; querem, realmente, tomar as instituições e colocá-las a serviço das causas e pautas da … companheirada. Quem usa a Educação para tais fins só pode ser contra o Escola Sem Partido. E essa é a razão de sua necessidade.

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

RAUL SEIXAS – O MALUCO BELEZA – 2

“Ninguém tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo. Eu me pertenço e de mim faço o que bem entender”Raul Seixas

* * *

01 – Sessão das 10 – (Raulzito) – 1974

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02 – Super-Heróis – (Raul Seixas / Paulo Coelho) – 1974

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03 – É fim de mês – (Raul Seixas) – 1975

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04 – Caminhos – (Raul Seixas / Paulo Coelho) – 1975

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05 – O Homem – (Raul Seixas / Paulo Coelho) – 1976

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06 – Canto para minha morte – (Raul Seixas / Paulo Coelho) – 1976

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07 – As Minas do Rei Salomão – (Raul Seixas / Paulo Coelho) – 1976

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08 – Maluco beleza – (Raul Seixas / Cláudio Roberto) – 1977

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09 – O dia em que a terra parou – (Raul Seixas / Cláudio Roberto) – 1977

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10 – As profecias – (Raul Seixas / Paulo Coelho) – 1978

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11 – Pagando brabo – (R.Seixas / Tânia Menna Barreto) – 1978

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12 – Tá na hora – (Raul Seixas / Paulo Coelho) – 1978

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13 – Ide a mim Dadá – (Raul Seixas / Oscar Rasmussen) – 1979

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14 – Rock das “aranha” – (Raul Seixas / Cláudio Roberto) – 1980

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15 – Aluga-se – (Raul Seixas / Cláudio Roberto) – 1980

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16 – Anos 80 – (Raul Seixas / Dedé Caiano) – 1980

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22 agosto 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

22 agosto 2017 DEU NO JORNAL

ELE DICE: DICENTES DEPROMANDO O INDECENTE

Uma homenagem recebida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia virou motivo de piada nas redes sociais por um motivo irônico: os erros de português

A imagem compartilhada pelo sociólogo Emir Sader, amigo de Lula, mostra o ex-presidente exibindo um diploma de doutor honoris causa com a identificação da UFRB.

Em poucas linhas, o certificado traz dois erros gramaticais.

O primeiro erro é a vírgula separando sujeito e predicado: “A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, concede ao maior presidente da República Federativa do Brasil, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, o torneiro mecânico, o título de doutor honoris causa”.

O segundo erro aparece já no final.

Assinam o documento os “dicentes da UFRB”.

Neste caso, há duas explicações possíveis: a primeira é que a palavra se refira aos estudantes (discentes).

segunda, menos provável, é que a menção seja aos professores (docentes).

* * *

Se o descerebrado do Emir Sader não apagou ainda, vale a pena entrar na postagem e ler os comentários que foram feitos por lá.

É cada chibatada divertida que só a porra.

Quem quiser conferir, é só clicar aqui .

E vamos botar Polodoro pra rinchar em homenagem a Emir Sader, a Lula e aos eleitores de Lula.

Polodoro vai rinchar com a pica que ele usa pra enfiar no furico das militantes do PT que ficam lendo na beira do Rio. Das poucas que sabem ler, não custa nada lembrar.

Rincha, Polodoro!

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

O JBF E O PASQUIM

Comentário sobre a postagem ÚLTIMA CHANCE

Manoel Nunes Cambuim:

“Antes eu sentia saudades do PASQUIM.

Com o BESTA FUBANA, nem lembro mais….”

* * *

O Editor e sua coleção do Pasquim, de 1969/1971

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

22 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM ASSÉDIO INSUPORTÁVEL

Dia desses eu dei uma de abestado chic e inventei de tomar um café de final de tarde num lugar bem chic.

Chamei Aline e fomos nós dois na Cafeteria Casa dos Frios, no bairro da Boa Viagem, lugar de gente chic, zona (êpa!) sul do Recife, de frente pro oceano Atlântico.

Um lugar arretado, uma chiqueza da porra, tudo nos trinques, coisa pra deixar o cabra se sentindo um barão.

Aline só não gostou foi do assédio que sofri por parte da mulherzada que estava no local, piscando olho pra mim, se inxirindo no maior descaramento, me chamando de “gostoso”, “lindão” e até mesmo assoviando pro meu lado.

Teve até bilhete trazido pela garçonete, que Aline rasgou sem me deixar ler.

Este problema sempre se repete quando apareço em público.

Tudo quanto é bicho-de-saia e pé-de-rabo que cruza comigo fica no maior assanhamento.

Algumas chegam a passar a mão na minha bunda e eu fico temendo ser estuprado por duas, três, quatro fêmeas ao mesmo tempo.

Fui tão abordado e cercado num xopis centis semana passada que até pensei em prestar queixa na Delegacia do Homem por assédio sexual.

Vôte!

O casal de editores do JBF dando uma de metido a chic

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

“NUM TÔ NEM AÍ”

O juiz Mirko Vincenzo Giannotte, da 6ª Vara de Sinop (MT), recebeu no mês de julho R$ 415.693,02 líquidos de salário, segundo dados do portal da transparência do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT). O valor bruto pago foi de R$ 503.928,79. O rendimento inclui uma remuneração de R$ 300.200,27; indenização de R$ 137.522,61, mais R$ 40.342,96 de vantagens eventuais e R$ 25.779 de gratificações.

Procurada pela Coluna do Estadão, que deu a notícia, a assessoria de imprensa do TJMT informou que não se trata de erro e divulgou nota para explicar o salário milionário. Segundo a nota, o pagamento do valor foi autorizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Eis a nota: “Em atenção a solicitação deste veículo de comunicação informamos que considerando a decisão proferida pelo Conselho Nacional de Justiça no Pedido de Providencias n. 0005855-96.2014.2.00.0000, no mês de julho/2017, no Pedido de Providências 18/2009 (Prot.Atenas 213.568), em que é requerente a Associação dos Magistrados de Mato Grosso (Amam), foi determinado pela Presidência deste Tribunal o pagamento do passivo da diferença de entrância aos magistrados que jurisdicionaram, mediante designação, em entrância ou instância superior no período correspondente a 29/5/2004 a 31/12/2009”. Safadeza agora é entrância?

Ou seja: não houve erro nenhum. Está tudo nos conformes da lei, como diria Odorico Paraguaçu, o prefeito de ficção criado para teatro e televisão por Dias Gomes, O Bem Amado. Isso confirma meu último artigo semanal escrito para este blog afirmando que, ao contrário do que dizem juízes e procuradores, corrupção não é o único pecado grave nas finanças públicas. A má gestão e os privilégios levam aos mesmos resultados.

No mês de junho, o juiz recebeu R$ 53.432,92 líquidos. O valor bruto foi de R$ 65.872,83. Não é propriamente uma ninharia, não é em qualquer situação e, particularmente, na penúria vivida atualmente pelo Brasil, chega a ser chocante, acachapante. Não apenas o absurdo meio milhão somando “direitos adquiridos” e não pagos antes, , o salário mensal do juiz de Sinop, a 477 quilômetros de Cuiabá, e todos quantos ganhem mais de R$ 33 mil mensais, pagos aos membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e estipulada pela Constituição como sendo o salário máximo a ser pago a qualquer funcionário público brasileiro, incluindo o presidente da República. É absurdo, fora de qualquer raciocínio lógico, um juiz federal, seja de que comarca for, receber vencimentos superiores ao estabelecido como teto no texto que deve reger a vida de qualquer cidadão brasileiro, inclusive agentes pagos para julgar todos perante a lei.

No dia seguinte à divulgação da notícia, a Folha de S.Paulo e O Globo publicaram que o beneficiário desse megacontracheque, que arrombou as contas públicas federais, reagiu de forma desrespeitosa à indignação provocada pela constatação. “Eu não tô nem aí. Eu estou dentro da lei e estava recebendo a menos. Eu cumpro a lei e quero que cumpram comigo”, declarou Mirko. Em suas contas, ainda tem a receber outros passivos acumulados que batem em R$ 750 mil. E disse. “O valor será uma vez e meia o que eu recebi em julho. E quando isso acontecer eu mesmo vou colocar no Facebook.” E completou que é “famoso” por trabalhar até de madrugada. O Estadão revelou também no dia seguinte que outro juiz, Mário Augusto Machado, recebeu mais de 400 mil no mesmo mês de julho, no mesmo Estado de Mato Grosso.

Antes desses acontecimentos, eu tinha publicado neste blog meu artigo Em benefício do infrator, enquanto o juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, participou com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, de um encontro sobre o combate à corrupção na democracia brasileira. Na ocasião, comentei que alguém precisa dizer ao juiz Sérgio Moro que corrupção corrói a poupança nacional, mas a má gestão e os privilégios, também. Nossas contas públicas não serão acertadas só com combate à corrupção. Ou mudamos as leis acabando com esses privilégios ou não teremos como pagar as contas. O juiz Mirko é o exemplo do megamico nacional por ganhar R$ 60 mil por mês, quase o dobro do teto, salário de ministro do Supremo. Qualquer governante só terá condições de administrar um orçamento pra valer se fizer valer o teto constitucional, que é violado em todo o território nacional por todas as corporações que tomaram de assalto a alta burocracia federal.

Ao tomar conhecimento do grotesco episódio do juiz de Sinop, a ministra Cármen Lúcia, também presidente do CNJ, expediu ordens para pôr os salários do Poder Judiciário abaixo do teto constitucional.

Na mesma ocasião, contudo, o Judiciário foi palco de ocorrência que nada tem que ver com folha de pagamento, mas também compromete a imagem do Judiciário, não na instância de Mirko e Moro, mas na de Cármen. Ao pôr em liberdade Marcelo Traça Gonçalves, preso desde julho na Operação Ponto Final, braço da Lava Jato no Rio, e mais três acusados de pertencerem à máfia dos transportes no governo Sérigo Cabral no Rio, um colega dela no STF, Gilmar Mendes, afirmou que “juízes não podem ceder à pressão do grupo de trêfegos e barulhentos procuradores nem se curvar ao clamor popular”. Segundo ele, “a liberdade é a regra no processo penal; a prisão, no curso do processo, justifica-se em casos excepcionais, devidamente fundamentados, e a via do habeas corpus é o instrumento precípuo desta tutela: a proteção da liberdade”.

Com a diatribe, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reagiu aos procuradores do Rio, que pediram seu impedimento no julgamento dos habeas corpus relativos ao chamado “rei do ônibus” Jacob Barata Filho e do presidente . Os procuradores lembraram na petição quee Gilmar foi padrinho de casamento da filha de Barata Filho, Beatriz, em julho de 2013. Faço aos procuradores as mesmas críticas feitas aos juízes, pois também são comuns os contracheques superiores aos salários dos ministros do STF e isso está fora da lei, a que todos eles devem servir.

Nossa diferença no caso é que Gilmar não se reportou a isso para se defender deles, preferindo contrariar o senso comum ao garantir que ser padrinho de um casamento não denota intimidade. Não foi o que eu aprendi em 66 anos de vida. Fê-lo diante de câmeras e microfones e nenhum repórter o contestou quando perguntou quem acha que é. Eu não acho que seja. Eu tenho certeza de que não é… E nem é mesmo. Não consta que alguém convide um desconhecido, por mais notório que seja, como ele é, para se tornar padrinho de uma cerimônia importante como o casamento. Para completar os disparates da ocasião, argumentou na própria defesa que o casamento da filha de Barata só durou seis meses. E daí? E, por falar em intimidade, os procuradores também alegam que sua mulher, Guiomar Mendes, trabalha num escritório de advocacia que defende investigados da Lava Jato, o de Sergio Bermudes.

Ao mandar soltar o empresário Marcelo Traça Gonçalves, Gilmar afirmou ainda que a prisão preventiva “continua a ser encarada como única medida eficaz de resguardar o processo penal”. “Mas esse abuso não pode mais ser admitido! Como dizia Rui Barbosa, ‘o bom ladrão salvou-se, mas não há salvação para o juiz covarde’”.

O ministro tem todas as razões do mundo para ter opiniões muito fortes e muito peculiares. Há, contudo, algo que não se explica: por que o algoritmo do Supremo sorteia todos os tucanos e todos os apadrinhados, sócios de cunhados et caterva de Gilmar? Será que o algoritmo do Supemo é padrinho de Gilmar, tucanos, seus cunhados e sócios da mulher?

Não vai ser na base do “Tô nem aí” ou de “teje solto” generalizado que o Judiciário vai reconquistar seu prestígio perdido. E aí não se trata de clamor popular. Mas, sim, do mínimo, senso do que é ou não justo. Problema maior do que corrupção também é o uso de um peso e uma medida particular na hora de usar o martelo da lei.

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

22 agosto 2017 DEU NO JORNAL

UMA MERDA DE PAÍS À ALTURA DA MERDA QUE É O SEU EX-PRESIDENTE

“Este país tem jeito. Não nasceu para ser a merda que ele é.”

Ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, em discurso na cidade de Feira de Santana-BA, terça-feira, 19

* * *

Agora eu fiquei curioso…

Quem será que transformou este país “na merda que ele é”?

Hein???

Esta é uma dúvida cruel que está martelando a minha cabeça.

Quem souber, por favor, mande a solução do mistério aqui pro JBF.

Agradeço antecipadamente.

Enquanto aguardo, vou ficar aqui meditando sobre que tipo de esgoto é que tem na cabeça uma anta que aplaude, vota e carrega o andar de um canalha que pronuncia este tipo de discurso num evento público.

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

22 agosto 2017 JOSIAS DE SOUZA

CASO DO PSDB É AUTÓPSIA, NÃO DE AUTOCRÍTICA

O problema das autocríticas é que elas quase sempre chegam tarde. Sob a presidência interina de Tasso Jereissati, o PSDB acaba de levar ao ar, no rádio e na TV, um esboço de contrição. Coisa de dez minutos. A peça não disse dos tucanos 5% do que eles dizem de si mesmos quando atacam uns aos outros na intimidade. Ainda assim, o ninho entrou em parafuso. Cogita-se até abreviar a interinidade de Tasso. Ficou claro que a tentativa de reconhecimento dos erros chegou quando já não adianta. O caso do PSDB não é mais de autoanálise, mas de autópsia.

No pedaço da propaganda partidária que mais eriçou as plumas, o PSDB insinua que um dos seus erros foi o convívio com o “presidencialismo de cooptação”, do tipo replicado sob Michel Temer. Didático, o programa ensinou: “Presidencialismo de cooptação é quando um presidente tem que governar negociando individualmente com políticos ou com partidos que só querem vantagens pessoais e não pensam no país. Uma hora, apoia. Outra, não. E quando apoia, cobra caro”.

Tucanos que participam da equipe ministerial de Temer apressaram-se em esculachar a iniciativa de Tasso Jereissati. Coordenador político do Planalto, Antonio Imbassahy rangeu os dentes numa nota: “Em vez de fortalecer o partido e apresentar contribuições ao país, preferiu-se expor, em rede nacional, uma divisão interna”. O chanceler Aloysio Nunes ralhou na internet: “Não me representa”, disse. É “um tiro no pé.” Foi como se os ministros rejeitassem a carapuça enfiando-a na cabeça.

Sem saber, os críticos de Tasso alvejaram o grão-mestre do PSDB, Fernando Henrique Cardoso. Foi ele quem sugeriu o uso expressão “presidencialismo de cooptação”. Se dependesse de Tasso, iria ao ar a versão edulcorada: “presidencialismo de coalização.” O mais irônico é que a opinião de FHC nem é nova. Ele discorreu sobre o fenômeno numa entrevista que concedeu ao blog em janeiro de 2014. Nessa época, era Dilma Rousseff quem cooptava. Mas FHC reconheceu que ele próprio flertou com o flagelo quando passou pelo Planalto. O PT apenas levou a prática às fronteiras do paroxismo. (Assista abaixo)

O que os críticos da autocrítica não percebem é que, em política, o arrependimento pode ser a última utilidade de um crime. Depois de conviver com o que há de mais arcaico na política e de tolerar a falta de ética de filiados ilustres, o PSDB ainda poderia extrair um gesto louvável de suas próprias delinquências e, mesmo com inacreditável atraso, entregar-se ao prazer da contrição. Os mais cínicos costumam gozar duas vezes – com o pecado e com a expiação. Mas o PSDB é sofisticado demais para entender as coisas simples.

Dividido, o partido conseguiu transformar uma autocrítica numa espécie de tucanocídio. Quando for concluída a autópsia, encontrarão no coração do tucanato o amargor da hipocrisia de exigir a moralidade e a honestidade sem praticá-las. No estômago da legenda, acharão os restos políticos de personagens como Eduardo Azeredo e Aécio Neves, filiados cujas transgressões o PSDB engoliu sem se dar conta do mal que fariam. Nesse contexto, o acasalamento com o governo Temer é a lápide, não a causa mortis.

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

22 agosto 2017 EVENTOS

DOCE POESIA DOCE

De 17 de setembro a 8 de outubro o projeto DOCE POESIA DOCE estará distribuindo gratuitamente nada menos que 10 mil “poesias doces” (poesias impressas embalando balas doces) em praças, escolas, hospitais e postos de atendimento em Salvador.

Metade das 10.000 “poesias doces” celebrará a obra de poetas consagrados da língua portuguesa, como Castro Alves, Fernando Pessoa, Gregório de Mattos, Álvares de Azevedo, Florbela Espanca, Gonçalves Dias e muitos outros. Já a outra metade das poesias será selecionada a partir da Convocatória Doce Poesia Doce, que possibilita que poetas de todo o Brasil participem do projeto. Os interessados devem enviar um poema de sua autoria (com no máximo 14 versos) e uma foto com boa resolução para o e-mail poesianasarvores@gmail.com até o dia 31/08/17. Os melhores poemas enviados serão impressos e distribuídos junto com balas doces em diversos pontos de Salvador, com direito também a publicação no blog Poesia nas Árvores e na página do projeto no Facebook.

Todos os poetas participantes receberão por e-mail a arte digital de seus poemas incluídos no projeto.

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

O PT, A”PRESIDENTA”, O LULA E O MARXISMO CULTURAL

Hoje vivemos sob o império do relativo, sob a égide do provisório, esse escudo que engana, que ilude. Dizem que são as palavras que vencem a guerra, a despeito inclusive do sangue derramado, das efetividades de uma batalha, dos conflitos que são só momentos, páginas marcadas de um calendário. Ou seja, mesmo enquanto soma de atrozes e decisivos combates, a guerra passa, os momentos passam, mas as palavras ficam, persistem guerreando.

Pelas palavras se constroem, se precipitam e se determinam as atitudes e os fatos. E se a costura dos fatos faz a história, e se a história segue seu curso e esse curso é a verdade do mundo, e se há mesmo uma verdade, e se a verdade é uma só, se a verdade é única, então um dia as palavras e os fatos serão um só momento, uma só história, o encontro de um destino que se cumpriu.

Por que digo isso? Digo porque a guerra está viva, ainda, a guerra de palavras, as versões contra os fatos, fatos que devem o que são ao curso da história, história que continua sendo contada, sendo construída, pois não está consumada. Como fazer as palavras serem dignas de crédito? Associando-as aos fatos, fazendo-as espelhar a verdade.

Nossa atualidade fervilha de estigmatizadores da história, de “guerras de narrativas” no dizer da esquerda, pois não faltam os inconformados com o passado. O marxismo cultural, por exemplo, é uma estratégia de dominação marxista não ortodoxa que busca se infiltrar em todos os espaços de influência de nossa sociedade e assim desconstruir nossos valores milenares. Obviamente que o PT se aproveitou dessa tática para inculcar em nossos jovens “a necessidade de mudar tudo que está aí”.

Muitos lulistas estrebucham quando se fala dessa verdadeiro ardil de guerra que é o marxismo cultural, negando mesmo a existência de um tal expediente. Talvez porque gostariam de fazer tudo, no âmbito da esquerda, parecer a “ordem evolutiva natural das coisas”. Mas não é, e a disseminação do “politicamente correto” se deu a partir de objetivos ideológicos planejados, movimentos direcionados enquanto doutrinação revolucionária voltada principalmente para os mais vulneráveis emocionalmente e os mais jovens. Um “Cavalo de Troia” minuciosamente arquitetado para infiltrar-se socialmente até sedimentar no inconsciente coletivo.

O que têm em comum as ideias de Antonio Gramsci, a Escola de Frankfurt com sua Teoria Crítica e a reengenharia linguística dos idiomas ocidentais, com a atual proliferação do pensamento esquerdista em nossa sociedade? Ora, há tudo em comum! Em não ocorrendo internacionalmente a revolução nos moldes do marxismo ortodoxo com suas etapas -luta de classes, ditadura do proletariado, superação do capitalismo e finalmente uma sociedade sem classes e igualitária-, que então ela ocorra pela desconstrução cultural dos valores ocidentais.

Qual a face mais visível dessa revolução “invisível” e não ortodoxa? O politicamente correto; o desconstrucionismo linguístico (história vista como discurso, como narrativa social e gênero literário, releitura do sentido das palavras); a doutrinação marxista nas escolas e universidades com instrumentalização (aparelhamento) da educação pública para fins políticos; a reinterpretação e ressignificação da história; o sócio-construtivismo com sua pedagogia do oprimido; o relativismo cultural (nenhum valor cultural/religioso é superior ao outro); os ataques à família tradicional e a ideologia de gênero.

Quem, a partir dos primeiros anos da década de 80 do século passado em diante, manteve algum contato acadêmico com os setores de humanas, letras e artes das universidades públicas brasileiras, ou com seus cursos de linguística aplicada ao ensino de línguas, pôde verificar a significativa mudança de ênfase em muitos dos conteúdos de seus bacharelados e, especialmente, de suas licenciaturas.

Que o digam as severas críticas feitas ao ensino gramatical normativo , com implicante desmerecimento das gramáticas tradicionais por sua “norma culta seletiva e excludente”. Também na valorização das sociolinguísticas e dos estudos tantas vezes propositalmente enviesados das variedades nos usos da linguagem, variedades essas delimitadas pelos grupos sociais (leia-se: lugar social, luta de classes, classe dominante) dos falantes.

Assim foi que a análise sintática virou a “prima pobre” e a disciplina “análise do discurso” virou febre. Nessas aulas eram comuns os escrutínios de determinados textos escritos, escolhidos a dedo, ou de certas canções do cancioneiro popular, tudo com o intuito de “demonstrar e deixar patente os preconceitos de gênero, o machismo, a dominação de classe, ali embutidos”. O viés foi de tal ordem, que sobrou até para as desinências nominais, essas que indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) em nosso idioma. Não à toa, a ex-Presidente Dilma fez questão de ser chamada de Presidenta!

Essas mudanças de paradigmas curriculares aconteceram igualmente nas áreas de filosofia, pedagogia e afins, onde os estudos dos filósofos e intelectuais marxistas passaram a ser mais acentuados do que os estudos clássicos ou o tomismo/escolástica aristotélica de São Tomás de Aquino. Ressalte-se ainda, perante as bibliotecas universitárias, as formações de lobbies e de grupos de pressão com vistas ao aumento dos acervos, e mesmo para a criação de bancos de dados específicos, de autores como: György Lukács, Antonio Gramsci, Max Horkheimer, Alexei Leontiev, Lev Vygotsky, Wilhelm Reich, Paulo Freire, etc.

O PT foi fundado em fevereiro de 1980 e já nasceu como o filho latino-americano predileto de uma nova visão do marxismo, uma autêntica cria dessa nova forma de fazer a revolução. Exatamente esse partido um dia encarnou e traduziu, como poucos dentre a esquerda mundial, o conceito de “poder onipresente e invisível de um imperativo categórico”, e Lula, seu líder máximo, o papel por excelência do intelectual orgânico gramscista (não precisava ser detentor de diploma acadêmico, apenas ter identidade perfeita com um determinado ambiente ou grupo social ).

Revisionismo socialista estratégico, com sua contra-hegemonia cultural a ser conquistada pela classe trabalhadora que “deveria desenvolver instituições e cultura próprias, disseminando-as para torná-las hegemônicas e tentando sitiar o estado burguês, isso antes mesmo de tomar o poder governamental” (apud Armando Avena).

Deixemos então o próprio PT falar sobre “O Socialismo que queremos construir”: “A democracia será a referência estratégica para a construção do nosso modelo de socialismo. Uma democracia alicerçada na participação organizada das massas e que seja capaz de articular representação com participação direta. A pluralidade também deve ser um referencial da ação petista para a construção do socialismo” ( vide: “Resoluções do Terceiro Congresso do Partido dos Trabalhadores”). Sabemos agora que dentre a “pluralidade”, inseriam-se os ladrões de cofres públicos, os corruptos em geral, os ditadores sanguinários e até terroristas do Estado Islâmico (com quem Dilma queria dialogar).

Mas enquanto fomentava o Foro de São Paulo lá fora, maliciosamente o PT aqui no Brasil tentava disfarçar suas reais intenções socialistas num contexto mais amplo de sua assunção ao poder. Em que pese as ameaças de censura (de forma indireta, porém controle, porém censura sim!) aos meios de comunicação; em que pese as várias tentativas de relativizar o direito à propriedade privada; vide, por exemplo, o PNDH-3 que trazia coisas do tipo: “um dono de imóvel não poderá pedir reintegração de posse, caso ele seja invadido por algum sem terra ou sem teto. O proprietário terá que enfrentar uma audiência pública, da qual participarão os movimentos sociais para analisar os “direitos humanos” envolvidos, ficando o juiz sujeito à decisão dessa audiência.”

E ainda não esqueçamos que a ex-presidente Dilma tentou praticamente tutelar e esvaziar, por decreto, os poderes do Congresso Nacional e extinguir a nossa democracia indireta, representativa. Foi aquele de número 8.243, de 23 de maio de 2014 que criava uma tal “Política Nacional de Participação Social” e um certo “Sistema Nacional de Participação Social”, onde os membros dos “movimentos sociais”, bem como os próprios “movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”, “o cidadão” e “os coletivos” poderiam, caso a coisa vingasse, exercer poderes legislativos, e até executivos, à revelia dos nossos representantes democraticamente eleitos: “todos os órgãos da administração pública direta ou indireta contarão, em seus conselhos, com representantes da sociedade civil”; idem “todos os órgãos da gestão pública, incluindo as agências reguladoras.”

E aí? Ficaríamos ou não reféns dos coletivos ao molde do que já aconteceu na extinta União Soviética e acontece agora na Venezuela? Ficaríamos ou não nas mãos dos movimentos sociais controlados pelo PT? Acrescente-se a tudo isso, a enormidade de dinheiro desviado dos cofres públicos, o largo aparelhamento do Estado Brasileiro, a associação do PT com os piores facínoras do mundo, os apoios políticos e financeiros (com dinheiro nosso, do BNDES, EBCT, PETROBRAS e outras estatais) para “eleger” ditadores latino-americanos e caribenhos e as estranhas alianças mantidas pelo Foro de São Paulo. Lembremo-nos de certos assentamentos do MST que mais parecem campos avançados para treinamento de guerrilha, inclusive com direito a manterem cursos escancaradamente voltados para a doutrinação marxista.

Na cabeça de muitos, o destino imutável da humanidade é viver mesmo numa sociedade igualitária, socialista. Se for igualitária junto com certos tipos que “ilustram” o petismo et caterva, estamos pra lá de condenados ao inferno! Mas por que insisto nisso? Insisto porque a guerra está viva, ainda, a guerra de palavras, a guerra de ações tentadas, a guerra das versões contra os fatos. Fatos que devem o que são ao curso da história, história que continua sendo contada, sendo construída pois não está consumada.

Há alguma escatologia para a história? Tanto o materialismo marxista, quanto as visões religiosas acreditam que sim. Por isso, enquanto houver mundo, haverá história… Como fazer então as palavras serem dignas de crédito? Associando-as aos fatos, fazendo-as espelhar a verdade. Ao menos à verdade do mundo. E essa verdade é que, comprovadamente, as ideologias revolucionárias não desistem nunca.

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

22 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

A FRASE DO SEMESTRE (OU DO ANO… OU DA SEMANA…)

“Lula não é criminoso, Lula é perseguido político, poderia pedir asilo em vários países do mundo, se quisesse, e obteria – e talvez até em outro que não Cuba, Venezuela e Coréia do Norte.

Colunista fubânico Goiano Braga Horta.

Quando ele diz “outro país que não Cuba, Venezuela ou Coréia do Norte“, deve estar se referindo a algum país democrático, livre, aberto, sem censura.

Deve ser isto, não sei.

Só o autor desta magnífica frase pode esclarecer.

Enfim, Lula é perseguido pelo Ministério Público Federal, pela Polícia Federal, pelo Poder Judiciário, pela lei e pela Constituição Federal.

E o mais absurdo: é perseguido sendo completamente inocente, puro, imaculado, falador da verdade e praticador do bem

Coitadinho…

Chega faz pena.

“Xiuf, xiuf, snif, snif, rinch, rinch… sô um prisiguido pulítico; e munto breve vô sê um prêso pulitico nessi país sem lei… xiuf, xiuf, snif, snif, rinch, rinch…”

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

PERNAMBUCANOS FAMOSOS XXXIII

Madame Satã 1900-1976

João Francisco dos Santos nasceu em Glória do Goitá, em 25/2/1900. Considerado uma referência na cultura marginal urbana do século XX. Muitos afirmam que foi a primeira “drag queen”, numa época em que esse nome não existia. Ele se auto-denominava “primeiro travesti-artístico brasileiro”. Criado numa família pobre de 17 irmãos, ficou órfão de pai aos 7 anos. Sua mãe – Dona Firmina -, não podendo cuidar de todos, trocou-o por uma égua. Assim, ele foi morar com outra família na condição de ajudante, ou seja, quase escravo.

Em tais condições, não se deu bem com esta família e mudou-se para o Recife, onde viveu de pequenos serviços prestados. Posteriormente, foi adotado por uma senhora e mudou-se para o Rio de Janeiro. A vida de serviçal que levava também não lhe agradou e, aos 13 anos, fugiu de casa e caiu na vida, indo morar no bairro da Lapa, reduto carioca da malandragem e boemia. Analfabeto, o melhor emprego que conseguiu foi o de carregador de marmitas. Posteriormente, trabalhou como segurança de casas noturnas e cuidava que as meretrizes não fossem vítimas de estupro ou agressão. Por essa época aprendeu capoeira e tornou-se um exímio “jogador” ou lutador de capoeira.

Por essa época participou de pequenos bacanais promovidos pelas prostitutas, e neles atuava como “homem e como bicha, mas acabei tomando gosto mesmo pela prática homossexual”, conforme declarou. Depois passou a fazer pequenos trabalhos, como cozinheiro, garçom e, eventualmente, como prostituto. A partir de 1923 começou a conquistar alguma respeitabilidade nas rodas da malandragem, adquirindo a fama de destemido e até valentão, conhecido como Caranguejo, um malandro que pisa macio, com leveza, para não se dar mal. Trabalha dando proteção a bares, cabarés, bichas, moleques e prostitutas – isto é, quando não está curtindo a noite com Chico Alves, Nelson Cavaquinho e outros cantores e compositores que frequentavam a Lapa.

Ficou atraído pela vida noturna, de bar em bar, e enveredou pelo mundo artístico. Em 1928 começou a fazer uma encenação imitando Carmen Miranda numa boate. Depois conseguiu uma participação no show “Loucos em Copacabana”, na praça Tiradentes. Ali surgia o transformista – a “Mulata do Balacochê” – anos antes de receber o epiteto Madame Satã. A carreira de transformista durou pouco, foi interrompida por uma prisão.

Acusado pela morte de um guarda civil, foi encarcerado na Ilha Grande.

Foi solto em 1930, quando inicia a era do rádio, a era Vargas e um ar de modernização tomando o Rio. Em 1937, Clóvis Bornay criou no Teatro Municipal os carnavais de gala e concurso de fantasia. Na Praça Tiradentes, as bichas já pulavam o carnaval no bloco “Caçadores de Veados”, criado em 1930. Copiando Clóvis Bornay, a turma resolveu promover, em 1938, um concurso de fantasia no Teatro República. Ele foi vestido de morcego, numa roupa escandalosa e muita lantejoula. Ganhou o 1º lugar e recebeu um tapete e um rádio Emerson. Semanas depois foi preso junto com outras bichas para simples averiguação. Um policial reconheceu-o e lembou que sua fantasia era parecida com a do personagem do filme de Cecil B, De Mille intitulado Madame Satã. “Ei, não era você que estava vestido de Madame Satã no carnaval?” Ali foi batizado e por ironia da história, por um milico

Foi preso várias vezes e frequentemente enfrentava a polícia, sendo detido por desacato à autoridade diversas vezes. Como bom capoeirista, lutou várias vezes contra mais de um policial, geralmente em resposta a insultos que tivessem como alvo mendigos, prostitutas, travestis e negros. Na década de 1940 há pouca coisa escrita sobre sua vida, mas sabe-se que tentou se afastar da malandragem, abriu uma lavanderia, pegou uma menina abandonada para criar (a primeira de 6 filhos que adotou), passou uma temporada em São Paulo e iniciou uma relação complicada com Maria Faissal, uma garota que conheceu na Lapa e com quem viveu muitos anos.

A partir da década de 1950, a Lapa vai perdendo a fama de bairro boêmio e a modernidade das boates e nightclubes vai se instalando em Copacabana, o bairro que vai abrigar a bossa nova. Em 1955 ocorre uma das brigas mais notórias de Satã. O compositor Geraldo Pereira (autor de Falsa baiana) era um tipo que gostava de implicar com os homosseexuais. Contam que numa passagem pelo Bar Capela, ele encrespou com Satã. Dizem que foi uma briga das boas, e Geraldo não se deu bem. Contam tmabém que o soco de Satã era um coice de mula. Assim, Geraldo foi parar no hospital e logo morreu devido a uma hemorragia. A culpa de sua morte não recaiu diretamente sobre Satã, pois foi uma briga de golpes limpos. Mas, ele ficou mais visado ainda depois dessa briga. Meses depois, foi preso sob a acusação de aplicar o “golpe do suadouro” (atual “boa-noite ciderela”). Voltou para Ilha Grande, onde ficou até 1965.

Ao sair com 65 anos, já não podia manter aquele ritmo de vida da malandragem. Por outro lado, a Lapa também já não era a mesma. Passou por um projeto de reurbanização e os tempos são outros. Decide, então, ficar na Ilha Grande e morar numa pequena chácara, onde passa a cozinhar para uns e outros, criar galinhas e fazer pequenos bicos. No inicio da década de 1970, quando ele está totalmente esquecido e alijado da vida carioca, surge um fato inusitado. A turma do jornal “O Pasquim” – Millôr Fernandes, Paulo Francis, Sergio Cabral, Jaguar, Fortuna Paulo Garcez e Chico Júnior – decide entrevistá-lo. A entrevista, publicada em 5/5/1971.

A entrevista, publicada em 5/5/1971, causou um certo furor na imprensa, além do furo jornalístico que representou, e “ressuscitou” Madame Satã no meio político-social. Vale lembrar que estávamos nos “anos de chumbo” da ditadura militar, onde transgredir era uma ato de coragem, e Satã era um exemplo de transgressão. Vamos transcrever 4 pertguntas de Millôr Fernandes para dar uma ideia da entrevista, mas quem quiser vê-la inteira, pode acessar o site Tiro de Letra.

Millôr – Você tem consciência de que você é uma figura mitológica no Rio de Janeiro?

É o que diz a sociedade, não é? Só que tem que eu sou anti-social.

Millôr – Você sabe que nós aqui fazemos um jornal que é marginal. De modo que o fato de você ter uma vida um pouco à margem da sociedade só faz com que nós tenhamos uma grande emoção em falar com você. Agora, você ficou famoso na mitologia carioca, na lenda do Rio, porque você foi um homem que dominou a vida da Lapa, pelo menos esta vida de uma certa margem da sociedade do Rio, e você era famoso por ser o homossexual mais macho que já houve na história do Rio.

Isso é o que diz a história, né?

Millôr – De onde vem a sua fama de extraordinária masculinidade? Eu sei que foi através de inúmeras brigas. Conte alguma coisa.

Eu comecei em 1928. Deram um tiro em um guarda civil na esquina da rua do Lavradio com a avenida Mem de Sá e mataram, né. Eu estava dentro do botequinzinho e disseram que fui eu. Então fui preso. Eu tinha 28 anos. Aí eu fui para o Depósito de Presos e daí para a Penitenciária e fui condenado a 26 anos. Na penitenciária, não. Na Casa de Correção.

Millôr – Você tem consciência que é do estofo de homem como você que se fazem líderes. Você se transformou em um marginal. Se você fosse alfabetizado você seria um líder.

Eu vou lhe explicar uma coisa: Deus dá o frio conforme a roupa. Se eu fosse um intelectual, é assim que se fala? Eu não sei dizer essas coisas. Deus disse: faz por onde que eu te ajudo. Mas Deus não me ajudou porque ele sabe que se me ajudasse eu vendia o mundo com o dinheiro dele.

Na época, a contracultura estava na moda e Hélio Oiticica criou o slogan: “Seja marginal, seja herói”. Nesse contexto, Satã representava tudo o que as pessoas gostariam de ser: bem resolvidos em sua história de vida, fortes em sua luta contra a opressão, livres em sua sexualidade. Assim, ele voltou ao palco da vida carioca, cultuado pela intelectualidade e pela mídia popular. Apareceu na TV no programa do Silvio Santos ao lado de Elke Maravilha; sua imitação de Carmen Miranda vira show na boate Cafona’s; em 1972 o escritor Sylvan Paezzo publica o livro Memórias de Madame Satã; no ano seguinte sua história é associada ao filme Rainha Diaba, de Antonio Carlos Fontoura. Em 1974 seu desejo de se tornar artista parece se concretizar: o grupo de teatro “Chegança” encena a peça Lampião no inferno, de Jairo Lima, no Teatro Miguel Lemos, e convidam-no para fazer o papel de Satanás. A peça não despertou a atenção da crítica, mas representou sua realização artística, aos 74 anos.

Entusiasmado com o repentino sucesso, voltou a morar na Lapa em quartos de pequenos hotéis. Aguinaldo Silva, repórter policial na época, foi um dos últimos jornalistas a conversar com ele e escrever sobre sua personalidade. Queria um fazer um retrato mais pessoal, afastado da atmosfera heroica e mítica que o cercava, e conseguiu. O ano de 1976 marca sua despedida desse mundo. Em fevereiro, magro e adoentado, dá entrada num hospital como indigente. Jaguar e a turma do Pasquim ficam sabendo e transferem-no para o hospital do INAMPS, em Ipanema. Vitimado por um câncer de pulmão em estágio avançado, disse onde gostaria de ser sepultado. Faleceu em 14/4/1976 e Jaguar levou o caixão num pequeno barco até Ilha Grande. Em 2002, foi retratado no filme Madame Satã, premiado aqui e no exterior, interpretado por Lázaro Ramos. Em 2004 saiu uma nova biografia – O Rei da Lapa: Madame Satã e a malandragem carioca, de Gilmar Rocha, segundo o qual “a malandragem fornece pistas para a reflexão sobre aspectos da sociedade brasileira, tais como a violência, a honra, a valentia e a malícia, inseridos em contexto de classes populares.”. Em 2015, foi homenageado no Carnaval pela Escola de Samba Portela, que apresentou os 450 anos da Cidade do Rio de Janeiro. Em junho 2017, estreou em São Paulo a peça Madame Satã: um musical brasileiro, com direção de João das Neves. (Agradeço ao jornalista Pedro “Pepa” Silva pelo texto publicado no site Revista Geni, de onde parte desse relato foi extraído)

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22 agosto 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

JERRY LEWIS – O REI DA COMÉDIA

Dean Martin e Jerry Lewis em cena do filme “Sofrendo da bola” de 1953 cantando a música “That´s Amore” de Harry Warren e Jack Brooks.

Jerry Lewis morreu neste domingo, 20, aos 91 anos.

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

ALAMIR LONGO – QUARAÍ-RS

OS PERIGOS DE CAGAR NO MATO

Na Índia, mulher cansada de tanto cagar no mato e viver correndo o risco de ser atacada por um leão pela retaguarda, teve seu pedido de divórcio deferido pelo doutor juiz Rajendra Kumar Sharma.

Acontece que a pobre vivente vivia com o marido numa casa que não havia banheiro doméstico. Cada vez que seus movimentos peristálticos intestinais entravam em intensa atividade, a pobre mulher tinha que aliviar a pressão natural por entre as macegas. Aliás, por aquelas bandas isso não é nenhuma novidade, já que 70% dos indianos fazem suas necessidades ‘fedológicas’ a campo aberto.

O tribunal, no estado de Rajasthan, disse que as mulheres muitas vezes são obrigadas a esperar até a escuridão para viajar para os campos abertos utilizados em vez de banheiros.”Nas aldeias, as mulheres têm que esperar até o pôr-do-sol para responder à chamada da natureza. Isso não é apenas crueldade física, mas também ultraja a modéstia de uma mulher”.

Veja um dos perigos que rondam uma cagada no mato na Índia:

E para encerrar, vejam no vídeo abaixo o que aconteceu com um fubânico, cujo nome devo manter em sigilo, durante uma tentativa de cagança campo a fora:

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

22 agosto 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


MÚSICOS DE UMA CANÇÃO SÓ QUE FIZERAM ETERNO SUCESSO NACIONAL

André Filho/Cidade Maravilhosa

André Filho foi ator, violonista, bandolinista, banjoísta, violonista, pianista, compositor e cantor.

O múltiplo artista Antonio André de Sá Filho nasceu no Rio de Janeiro em 21 de março de 1906 e morreu na mesma cidade em 2 de julho de 1974, é o autor de “Cidade Maravilhosa”, escrito e com arranjo original de Silva Sobreira.

A marcha imortal de André Filho não tem uma origem consensual. São, pelo menos, duas versões para o nascimento da música.

Uma diz que a marcha foi lançada por ocasião da “Festa da Mocidade”, em outubro de 1934, não obtendo nenhum sucesso. Teria ganhado o segundo prêmio da prefeitura do então Distrito Federal, para o Carnaval de 1935.

De acordo com o “Dicionário Universal de Curiosidades”, foi o escritor Coelho Neto quem primeiramente denominou o Rio de Janeiro como “cidade maravilhosa”, num artigo publicado em 1908, no jornal “A Notícia”, onde enaltecia as belezas e os contornos da cidade. É possível que André Filho tenha se inspirado nessa crônica para criar a marcha que não só representou um dos grandes sucessos de 1935, mas se tornou o Hino Oficial da Guanabara (hoje Rio de Janeiro).

Aurora Miranda gravou a canção por sugestão de sua irmã, Carmen, que pretendia lançá-la no cenário artístico e no meio radiofônico. Carmen passou a incluir Aurora em todos os seus shows e no coro de suas gravações.

Quando o compositor André Filho mostrou-lhe a música “Cidade Maravilhosa”, Carmen também achou que aquela seria uma oportunidade de ouro para a irmã. André concordou imediatamente e gravou a marchinha, acompanhando Aurora.

Em outra versão de sua origem, o hino da cidade do Rio de Janeiro é chamado de “Cidade Maravilha”, o epíteto para a cidade usado pela escritora francesa Jane Catulle Mendès em seu livro de poemas “La Ville Merveilleuse”, publicado em Paris, em 1913, como uma homenagem às suas belezas naturais.

O título foi adotado num programa radiofônico de grande sucesso, apresentado por Cesar Ladeira, onde este lia as “Crônicas da Cidade Maravilhosa”, escritas pelo futuro imortal da Academia Brasileira de Letras, Genolino Amado.

No mais, tudo igual à primeira versão: André mostra a Carmen que sugere que a música seja interpretada por sua irmã, Aurora.

Polêmica pelo hino

O Rio esteve perto de perder seu hino em fins de 1967, quando o deputado Frederico Trotta apresentou um projeto, sugerindo à Assembleia a criação de um concurso para a escolha de um novo, em substituição a Cidade Maravilhosa.

O nobre deputado argumentava que a marcha tinha “música alegre, balanceante, carnavalesca e irreverente para o ritual de solenidades sérias e imponentes, às quais se torna forçoso o comparecimento de autoridades e personalidades notórias.

Registre-se que, com a criação do estado da Guanabara, “Cidade Maravilhosa” foi oficializada como “marcha oficial da cidade do Rio de Janeiro”, por meio da Lei nº 5, de 05 de maio de 1960.

O povo carioca protestou contra a ideia do parlamentar. Quando começou a tramitar o projeto do Trotta, no início de 1968, diversos articulistas e artistas, como Aracy de Almeida, Fernando Lobo e Grande Otelo vieram a público manifestar sua indignação.

Finalmente, em agosto de 1968, o presidente da Assembleia voltou atrás e sancionou a lei que restituía “Cidade Maravilhosa” à condição de hino oficial da cidade.

André Filho confessou depois, em 25 de setembro do mesmo ano que era também o autor de marchas que homenageavam outras duas cidades: Cambuquira (Cidade Morena, hino oficial); e Buenos Aires (Ciudad em Sueno). André Filho disse ainda que, por amor ao Rio, recusara-se a fazer uma marcha para Brasília.

O compositor foi autor de cerca de uma dúzia de músicas, algumas de relativo sucesso, mas nada que se comparasse à magistral “Cidade Maravilhosa”.

É pretensão da série apresentar os casos – não são poucos – de compositores, que ao longo da carreira fizeram dezenas de canções, mas apenas uma alcançou um sucesso arrebatador. Este é o caso de André Filho, por conta de Cidade Maravilhosa. É o caso do mecânico Otávio de Souza, com “Rosa’, em parceira com Pixinguinha. É, aliás, o contrário de Dorival Caymmi, que fez “poucas”, mas todas obras-de-arte. Por isso, embora não se comparem fama/sucesso, não posso deixar de reproduzir aqui “Filosofia”, de Noel Rosa, que tem, vejam bem, André Filho, como parceiro.

 Semana que vem, tem mais…

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

22 agosto 2017 DEU NO JORNAL

UMA REPÚBLICA AUTENTICAMENTE LULO-BANÂNICA

Os procuradores do Ministério Público encontraram mais um motivo para acreditar que Gilmar Mendes têm relações estreitas com Jacob Barata Filho.

Em 2015, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), da qual Barata era vice-presidente, patrocinou um congresso do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

O instituto pertence a Gilmar Mendes.

A lista de patrocinadores pode ser vista no pôster de divulgação.

* * *

Arretada mesmo foi a explicação que o Ministro Boca-de-Buceta deu para este novo escândalo, mais um no seu prontuário.

Ele disse que a realização de eventos é normal e que segue todos os procedimentos legais.

Boca-de-Buceta também informou que juízes não podem ceder a “trêfegos e barulhentos procuradores, nem se curvar ao clamor popular”.

Em matéria de explicâncias gilmaicas, Boca-de-Buceta ganhou do Ceguinho Teimoso com suas explicâncias lulaicas.

“Eu sou o phodão explicatício. Ganhei do Ceguinho!”

22 agosto 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS


http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com.br
MORREU JERRY LEWIS, O PROFESSOR ALOPRADO

O programa FANTÁSTICO da Rede Globo anunciou a morte de Jerry Lewis aos 91 anos. O ator foi um dos maiores comediantes de todos os tempos. O rei da comédia se imortalizou no papel de ‘O PROFESSOR ALOPRADO’ e nas apresentações ao lado de Dean Martin(morreu no natal de 1995 aos 78 anos). O agente/mordomo do ator confirmou que Lewis morreu na manhã de domingo(20) em sua casa em Las Vegas, no estado norte-americano de Nevada. Ainda não há informação sobre o que levou à morte do comediante. Além de influenciar uma geração inteira de comediantes e ser um ícone do riso, Lewis também conduziu causas humanitárias, como seu programa beneficente anual do Dia do Trabalho que ele começou a apresentar desde o ano de 1952. Por seu trabalho nessa área, ele chegou a figurar na lista dos candidatos a recebe o Nobel da Paz em 1977.

Jerry Lewis junto com o cantor e ator sedutor Dean Martin fazem parte da infância de muita gente. Filmes com Jerry Lewis e Dean Martin eram clássicos da sessão da tarde nos anos oitenta, junto com os filmes de Elvis Presley. Quem se lembra da dupla no filme faroeste O REI DO LAÇO?!?!?! Pois bem, as cinéfilas Carla Marinho e Magda Miranda nos contam que, O cawboy Lewis não tem jeito, não sabe laçar, tampouco montar a cavalo, mas tem a seu lado um amigos dos bons que lhe salva das enrascadas e por isso, ou trapalhadas a mais, acaba sendo promovido a xerife. Para quem gosta do western este filme é bacana, pois apresenta um formato que é inovador na comédia perfeita de nossa estrela principal. Jerry Lewis mais uma vez nos arranca gargalhadas. Esse foi o penúltimo filme da dupla Lewis e Martin, sendo rodado em janeiro de 1956, sob o burburinho de que estariam se separando, finalmente em julho e agosto daquele ano o filme foi lançado já com o fato da separação da dupla ter acontecido.

Jerry Lewis atingiu o estrelato junto do cantor Dean Martin, com quem atuou a partir de 1946 e formou uma das duplas mais memoráveis do humor americano. Dean Martin era o elegante da dupla, especialmente quando cantava, enquanto Jerry Lewis exercia o papel do parceiro imprevisível. Os espetáculos eram totalmente abertos à improvisação. Após dez anos de sucessos demolidores nos teatros e no cinema, graças a filmes como “O marujo foi na onda” (1952) e “O rei do laço” (1956), em 24 de julho de 1956 Dean Martin e Jerry Lewis fizeram o último espetáculo como dupla no clube Copacabana, em Nova York. Ainda na década de 1950, Lewis se notabilizou pelas apresentações em clubes noturnos, na televisão e no cinema. Ao longo de cinco décadas de carreira, ele estrelou mais de 50 filmes.

O blog informativo G1 catalogou a repercussão da morte do comediante por vários artistas tanto no Twitter como no Instagram. Leiam o que eles disseram: JIM CARREY, COMEDIANTE: “Aquele bobo não era um tolo. Jerry Lewis era um gênio inegável e uma bênção incomensurável, absoluto da comédia! Eu sou porque ele era!”, escreveu. – SERGINHO GROISMAN, APRESENTADOR: ‘’Parte da minha infância foi recheada de risadas muito graças a Jerry Lewis. Obrigado e fica em paz. – DEANA MARTIN(filha de Dean Martin), CANTORA E ATRIZ: “Estou de coração partido pela perda de nosso amigo de uma vida toda (tio) Jerry Lewis. Amei Lewis por toda a minha vida e vou sentir muito a sua falta”, escreveu. – CLAUDIA JIMENEZ, COMEDIANTE: “Foi uma grande referência para todos nós comediantes, e o humor dele era aquele humor alegre. Mas infelizmente a gente não é para sempre. (…) Eu acho que, com 91 anos, ele teve uma vida maravilhosa, deixou um legado de muita alegria”.

Ao longo de sua carreira, Lewis ganhou vários prêmios pelas suas atuações, como American Comedy Awards, Golden Camera, Los Angeles Film Critics Association e do Festival de Venice. Além disso, possui DUAS ESTRELAS NA CALÇADA DA FAMA. Em 2005, recebeu o Governors Award da Academia de Artes e Ciências Televisivas. Jerry Lewis nunca recebeu um OSCAR por sua atuação nas telonas. Ele só foi lembrado pela Academia de Cinema em 2009, quando recebeu um Oscar por seu trabalho humanitário. Mesmo o comediante não sendo brindado pelo premio maior de Hollywood, você, leitor, será o contemplado, pois é só clicar no endereço abaixo para assistir ao vídeo da biografia completa do ótimo documentário do insuperável Jerry Lewis. Depois que você assisti-lo vai chegar a conclusão que, Lewis só perde para o genial Chaplin…

21 agosto 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

21 agosto 2017 PERCIVAL PUGGINA

UNIVERSIDADE COM PARTIDO

A concessão do título de Doutor Honoris Causa ao réu condenado Luiz Inácio Lula da Silva pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) seria caricatura de um ato acadêmico sério, não fosse retrato fiel da universidade brasileira.

O que aconteceu ali se reproduz no nosso ensino superior, em pluralidade de formas e manifestações, com a apropriação do espaço docente por fazedores de cabeça a serviços de simpatias e paixões partidárias e ideológicas. As exceções não são significativas e não alteram o cenário geral. Nem prejudicam os objetivos, que são buscados mesmo quando, para alcançá-los, é necessário expor-se ao ridículo, como neste caso.

O juiz Evandro dos Reis ao deferir tutela de urgência em ação popular e suspender a concessão do título, apontou vício de iniciativa do proponente, observância incompleta ou irregular das formalidades requeridas para a concessão, ilegalidade da concessão e desvio de finalidade na oferta do laurel. De fato, a solenidade de entrega ao agraciado ocorreria em ato incluído na agenda política “Lula pelo Brasil”. Em outras palavras, tudo foi pensado e feito para usar a UFRB como palco das pautas e objetivos do Partido dos Trabalhadores, cujos militantes aparelham e exercem domínio tirânico no mundo acadêmico brasileiro.

A entrega do título foi cancelada, mas o ato político permaneceu, sendo transferido para a porta da UFRB, onde o presidente Vagner Freitas, da CUT, afirmou que “Sem Lula, eleição é fraude”. E acrescentou: “Companheirada, vamos levar isso como mantra, trazer no nosso coração e dizer a quatro pontos nesse pais sem lei”. A companheirada de fora aplaudiu em uníssono com a companheirada de dentro.

O fato ficará marcado na história da decadência da universidade brasileira, que perdeu rumo e prumo, confiada a facções militantes. Já não se contentam com disseminar o mesmo vírus ideológico. Querem mais; querem, realmente, tomar as instituições e colocá-las a serviço das causas e pautas da … companheirada. Quem usa a Educação para tais fins só pode ser contra o Escola Sem Partido. E essa é a razão de sua necessidade.

21 agosto 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

BOAS – VINDAS

Quando cheguei e as portas se me abriram,
a vida me embalou, meus pais sorriram
e, mostrando-me a luz, que tudo enseja,
ninaram-me a cantar: Bem-vindo seja!

Quando o amor me chegar, puro e tranqüilo,
morto eu de frio, ele a ofertar-me asilo,
na calma de quem nada mais deseja
eu lhe murmurarei: Bem-vindo seja!

Outra mulher virá, virá decerto,
(ora sinto-a distante, ora tão perto)
e será misteriosa, e será linda…

Quando vier e, como quem se fosse,
aconchegar-me ao seio amargo e doce,
não sei se lhe direi: Seja bem-vinda!…


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa