26 março 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

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26 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

CAFAJESTICE NO MAIS ALTO GRAU

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26 março 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

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26 março 2017 FERNANDO GABEIRA

A POLÍTICA DA CARNE

Escândalos, como esse da carne, às vezes me alcançam no interior, com precária conexão. Na falta de detalhes, começo pelas ideias gerais. Por exemplo: como alimentar quase 10 bilhões de pessoas no meio do século?

Já é uma tarefa muito complexa – no meu entender, impossível – sem a produção de proteína animal. Há quem discorde disso e acredite que seria possível substituí-la. Mesmo assim, sempre haveria gente comendo carne por escolha.

Vegetarianos e carnívoros estão muito mais unidos do que se pensa quando se trata de segurança alimentar.

Em 2006, na Califórnia houve uma grande contaminação do espinafre produzida pela bactéria Escherichia coli (E.coli). Outras se verificaram nos EUA e no mundo.

O sistema de produção e distribuição de alimentos conseguiu ampliar a oferta, reduzir os preços e certamente livrou o planeta de muitas fomes. Já se produzem 20% mais calorias do que as necessárias para alimentar todo o mundo, apesar de um em cada sete habitantes do planeta ainda não ter o que comer.

Essa conquista mundial não seria possível sem produção em grande escala. E exatamente essa característica, que levou ao triunfo, é que revela seu ponto fraco: a vulnerabilidade diante de certo tipo de contaminação.

Segundo o escritor Paul Roberts, autor do livro A Fome que Virá, as mesmas cadeias de produção que constituem o supermercado mundial, e são capazes de colocar frutas, hortaliças e carnes nos dois Hemisférios em qualquer estação do ano, são um campo favorável para a expansão de patógenos alimentares como E.coli e salmonela.

O problema revelado pela Operação Carne Fraca ainda é de uma fase mais atrasada. É da corrupção de fiscais, algo que também já aconteceu em muitos países do mundo.

O abalo na credibilidade do sistema brasileiro foi inevitável, por vários fatores. O primeiro é que existe insegurança planetária mesmo quando o controle é honesto. E os dados lançados pela Polícia Federal são graves, por diversos aspectos.

As maiores empresas do Brasil estavam envolvidas. Elas podem dizer que casos de contaminação da carne são isolados. Mas suas ligações com a política são sistêmicas: a JBS, sobretudo, despeja milhões em campanhas eleitorais.

O relatório da Polícia Federal foi atacado por suas fragilidades: mistura da carne com papelão, algo que não parece viável, assim como apontar o ácido ascórbico como fator cancerígeno. No entanto, no mesmo relatório havia denúncias graves.

Uma delas é a presença de salmonela na carne. O governo afirma que é um tipo de salmonela tolerado. Duvido que os consumidores aceitem comer uma salmonela inofensiva – o que é até contestado cientificamente.

Houve outra denúncia, que passou em branco: o uso para consumo humano de animais não abatidos, mas mortos em outras circunstâncias. Isso é grave e, sobretudo depois da vaca louca, tem de ser fiscalizado com rigor.

Para sair dessa maré negativa no mercado internacional serão necessárias firmeza e transparência. Seria bom descartar teorias conspiratórias. Em 2006 vivemos um momento em que havia realmente algo inventado lá fora. Foi quando o Canadá insinuou que havia doença da vaca louca no Brasil. Foi uma pequena batalha diplomática. Lembro-me de que, apesar de vegetariano, participei de uma comissão que visitou a embaixada, foi ao Itamaraty e se preparava até para defender a carne brasileira lá mesmo, no próprio Canadá.

Esporadicamente, com uma ou outra notícia esparsa de febre aftosa, novas pressões vieram sobre o Brasil. Eram pressões positivas. Pediam o rastreamento do gado, um chip que contivesse as informações essenciais sobre o animal que seria abatido.

Alguns reagiram com a teoria conspiratória, pensando que era algo imposto por concorrentes para encarecer a carne brasileira. Uma década depois, os chips de rastreamento são vendidos à vontade, até pela internet. E fortalecem o sistema de controle.

Quando ficar claro, se ficar, que o problema é a escolha de fiscais por partidos políticos e essa relação for detonada, creio que o caminho para retomar a credibilidade se abre. De nada adianta impressionar os compradores estrangeiros com nossa estrutura física. Se acharem que a fiscalização depende de políticos, a desconfiança vai prevalecer.

De Luiz Eduardo a Petrolina, da Chapada dos Veadeiros ao Vale do Gurgueia, o agronegócio brasileiro que tenho visto é uma história de sucesso. Mas as empresas da carne que compram fiscais vão no sentido oposto de quem se garante pela competência. Isso pode representar um lucro. Mas estrategicamente conduz a um prejuízo sistêmico, a um abalo na exportação nacional. Ao darem as mãos aos partidos políticos, os grandes produtores de carne escolheram o caminho oposto ao da credibilidade.

É impressionante a cultura da dependência no Brasil. Mesmo um setor que poderia passar sem o governo não só se financia com dinheiro público, como destina uma parte para o processo eleitoral.

As delegações estrangeiras conhecem o equipamento instalado no Brasil para a produção da carne. O grande problema é a confiança na fiscalização local.

Dificilmente um país pode controlar todas as suas exportações. Segundo Paul Roberts, dos 300 milhões de toneladas de alimentos que os Estados Unidos importam, apenas 2% são fiscalizados. Não há fiscais para tudo.

Mas não é apenas a carne brasileira que está em foco, e sim o caráter dos funcionários do governo. Tanto no petróleo como na carne existem equipamentos e competência técnica. No entanto, os dois setores foram abalados pela corrupção política. Se Michel Temer quiser dar um na passo na recuperação da credibilidade, deve levar os embaixadores a uma churrascaria e dizer, como Rubem Braga diria: “This is not a pizza, this is a beef…”.

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26 março 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

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ABSURDO: AS FEMINISTAS “CHATÉRRIMAS” DA USP ATACAM NOVAMENTE

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26 março 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

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26 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

FHC LEMBRA EM LIVRO DA GENITÁLIA QUE VIROU CRISE

Num instante em que o valor do político brasileiro é medido pela quantidade de mochilas que ele recebeu da Odebrecht num cabaré, é interessante recordar que houve no Brasil um presidente atípico. Chamava-se Itamar Franco. A exemplo de Michel Temer, foi uma espécie de interlúdio entre um impeachment e a eleição seguinte. Balançou no cargo. Quase caiu. Mas o escândalo que estremeceu sua autoridade foi causado não por propinas ou desvios milionários de verbas públicas, mas por uma calcinha. Ou, por outra, o cargo de Itamar esteve por um fio em função da falta de uma calcinha. Fernando Henrique Cardoso desenterrou o caso no seu novo livro, o terceiro volume da série Diários da Presidência, que acaba de chegar às prateleiras.

A encrenca nasceu no Carnaval de 1994. Acompanhado de um séquito de auxiliares, Itamar foi ao Sambódromo, no Rio de Janeiro. Desimpedido, derreteu-se por Lilian Ramos, uma modelo que exibira suas formas no desfile da Escola de Samba Grande Rio. Olha daqui, repara dali, a foliã foi parar no camarote presidencial, ao lado de Itamar. Vestia apenas um camisão, que lhe recobria das formas do torso ao início das coxas. No mais, estava como viera ao mundo. Desavisado, Itamar deixou-se fotografar, de baixo para cima, ao lado da genitalia desnuda de sua acompanhante. As imagens correram o noticiário. Seguiu-se em Brasília um estrépito mais forte do que o barulho de todas as baterias que haviam soado no Sambódromo do Rio.

Ministro da Fazenda de Itamar, FHC conta que foi procurado pelo general Romildo Canhim, então ministro da Administração. Falando em nome dos comandantes militares, Canhim queria saber se o interlocutor toparia permanecer à frente da pasta onde se costurava o Plano Real na hipótese de Itamar ser afastado da Presidência da República. “Eu disse ao Canhim que não, que nem um dia”, escreveu o grão-tucano no seu livro. As memórias de FHC resultam de uma coleção de segredos e impressões que ele ditou para um gravador ao longo dos oito anos de sua presidência. No caso da crise da calcinha FHC foi econômico nas palavras. Absteve-se de revelar os detalhes.

O episódio veio à luz pela primeira vez no final de 1994, nas páginas do livro “A História Real, trama de uma sucessão”, escrito por mim e pelo repórter Gilberto Dimenstein. A obra resultou de um projeto que visava contar aos bastidores da sucessão presidencial em que FHC, cavalgando o Plano Real, prevaleceu sobre Lula pela primeira vez. Entre janeiro de 1994 e a abertura das urnas, fizemos 124 entrevistas. A maioria dos entrevistados concordou em falar sob a condição de que as informações só fossem publicadas depois das eleições presidenciais.

Conversei com o general Romildo Canhim (1933-2006) por mais de três horas. Nessa conversa, ele relatou o que sucedera nas pegadas da aventura carnavalesca de Itamar. Antes de procurar FHC, Canhim tivera uma longa conversa com o então ministro do Exército, general Zenildo de Lucena. Ouvira um relato sobre a inquietação dos quarteis com as cenas do Sambódromo. Preocupados, os ministros militares haviam discutido a encrenca numa reunião sigilosa.

Pela Constituição, o presidente da República é o “comandante em chefe” das Forças Armadas. E os ministros fardados avaliavam que, depois que Itamar posara em público ao lado de uma genitália sem camuflagem, esse preceito constitucional parecia revogado. Para eles, a dignidade do cargo de presidente fora, por assim dizer, carnavalizada, trincando o princípio da autoridade, tão caro para um militar quanto o ar que ele respira. Os ministro discutiram a sério a hipótese de substituição do presidente.

Os militares mencionavam um “complicador”. Como se não bastasse o presidente ter sido fotografado de mãos dadas com uma modelo sem calças, o então ministro da Justiça, Maurício Corrêa, entornara no Sambódromo mais álcool do que seria recomendável para uma pessoa na sua posição. Até as fotos, estáticas, denunciavam um Corrêa trôpego, copo de uísque na mão. Tramou-se negociar com Itamar a sua renúncia, abrindo espaço para uma solução constitucional.

O plano esbarrou na recusa de FHC de permanecer no cargo sem Itamar e na má qualidade das opções de substituto. Percorrendo a linha sucessória, a eventual renúncia de Itamar levaria, nessa ordem, aos presidentes da Câmara e do Senado, deputado Inocêncio Oliveira e senador Humberto Lucena. Que os militares consideraram desqualificados. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Octávio Gallotti, terceiro na linha de sucessão, era visto como um personagem fraco, sem pulso. A turma do quepe concluiu que a República nunca estivera em mãos tão débeis. Avaliou-se que o resultado da troca não compensaria o desgaste de uma articulação para saída de Itamar.

Entretanto, os comandantes militares decidiram que Itamar precisava lhes fornecer algo que pudessem exibir à tropa. O escalpo de Maurício Corrêa pareceu-lhes uma compensação adequada. Enxergaram em FHC a melhor pessoa para informar ao presidente sobre a conveniência de levar a cabeça do ministro da Justiça, seu velho amigo, à bandeja. Acionado pelo general Romildo Canhin, FHC encontrou-se com Itamar fora da agenda, na Base Aérea de Brasília.

Ao farejar o cheiro de queimado, Itamar não opôs resistência à substituição do titular da Justiça. Tinha inclusive o nome de um substituto no bolso do colete: Alexandre Dupeyrat, um advogado que o assessor no Planalto. Informados, os militares serenaram os ânimos. Mandaram circular pelos quartéis a informação sobre a queda iminente de Maurício Corrêa. Do Planalto, vazaram informações a respeito da decisão do presidente de trocar o titular da Justiça.

Maurício Corrêa ainda teria uma sobrevida de dois meses na Justiça. Itamar recusou-se a demiti-lo com humilhação. Deixou o posto a pretexto de disputar o governo de Brasília —candidatura que seria inviabilizada posteriormente. O caso da calcinha, por folclórico, escorregou naturalmente das manchetes para o esquecimento. Hoje, frequenta as páginas de livros como uma passagem pitoresca de um Brasil que ainda não sabia que seus escândalos se tornariam mais superlativos do que o Collorgate. A crise brasileira apaixonou-se pela desinência ‘ão’. E foi plenamente correspondida no mensalão, no petrolão, na recessão…

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26 março 2017 FULEIRAGEM

PASSOFUNDO – CHARGE ONLINE

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MISCELÂNIA

Ainda a carne…

1 – Na última coluna comentei o que chamei de, no mínimo, uma monumental burrada, a chamada Operação Carne fraca. Afirmei, e ainda afirmo que, o preço a ser pago por todos os brasileiros, por esta burrada será enorme.

2 – Recebi muitos comentários interessantes, alguns favoráveis outros descordando veementemente de minha opinião. Faz parte da democracia. Mas mantenho minha posição e opinião.

3 – Tudo que disse foi demonstrado pela imprensa ao longo da semana. E como viram já estamos sofrendo cortes drásticos de empregos e com o fechamento de frigoríficos Brasil afora.

4 – Tudo por culpa da vaidade de alguns agentes públicos que resolveram agir a margem da técnica e da lógica.

5 – Pensem! O Brasil levou 20 anos para atingir o patamar de maior exportador de carne do mundo. Alguém acha que mercados exigentes como o Japão, países Árabes, EUA entre outros comprariam carne do Brasil sem a certeza e garantia da sua qualidade? Alguém acha que estes países não mantém um rígido controle dentro dos frigoríficos exportadores? Claro que mantém. E sabem que nossa carne não apresenta quaisquer problemas.

6 – Se sabem por que suspenderam as compras? Simples, apelo popular e oportunismo. Oportunismo sim. Negócios são negócios, a carne brasileira tem um preço mais alto no mercado internacional, se os compradores tiverem a chance de baixar nossos preços o farão. E quem deu a chance, nós mesmo. Vamos amargar prejuízos por no mínimo 5 anos.

7 – Um terço de toda a carne de frango consumida no mundo é brasileira. O Brasil é o maior produtor mundial de carne para consumo étnico-religioso. As carnes Halal e Kosher são parte significativa da produção brasileira (Halal é o alimento produzido segundo os preceitos do Corão e permitido para consumo pela Xaria. É o alimento, neste caso a carne ,produzida de acordo com os preceitos religiosos e apta para o consumo dos muçulmanos. Já kosher são os alimentos produzidos segundo os preceitos da lei judaica).

8 – A produção e processamento de carnes para os fiéis destas religiões é algo muito sério e toda a cadeia produtiva é severamente monitorada. Ou seja, é quase impossível fraudar qualquer coisa nesta cadeia. Os países e religiosos envolvidos pagam mais caro pela segurança de que a carne foi produzida de acordo com suas crenças. Vocês acham que admitiriam fraudes. Poupem-me! Ou alguém ai já viu judeu, árabe ou turco perder dinheiro?

9 – O Juiz responsável pela Operação carne fraca afirmou em entrevista que o mote da operação era prender servidores públicos corruptos. Que as duas análises apensadas ao processo (apenas duas) demonstraram inconformidades nos produtos. Mas reiterou que não havia comprovação de problemas sanitários ou de risco de contaminação dos consumidores.

10 – Inconformidade é algo mais ou menos assim: num saco de pregos temos 5% com a cabeça torta, o lote está inconforme. A inconformidade é que havia menos carne de peru nas salsichas do que dizia no rótulo. O peru foi trocado por frango só isso.

11 – Os corruptores (donos dos frigoríficos) e um dos fiscais afirmaram que a propina não era para mascarar problemas ou fraudes. Era para evitar que os fiscais ‘inventassem’ problemas dentro das indústrias.

12 – Isso mesmo! Nos meus tempos de atuação em tecnologias de carnes ouvi centenas de relatos sobre esta prática extorsiva. O fiscal diz que um funcionário espirrou, por exemplo, dentro da fábrica. Ou que não lavou bem as mãos antes de entrar na planta e pronto duzentas, trezentas reses recém abatidas tem de ser incineradas. Simples assim!

13 – E funciona? Sim. Para evitar prejuízos enormes os industriais pagam a propina. Mas não há como contestar? Não. O fiscal tem fé pública. E denunciar? Também não. O corporativismo do serviço público protege o corrupto que depois vem contudo para cima da empresa.

14 – A bem da verdade cabe dizer que os corruptos são uma minoria. Minoria que deve ser punida e expurgada do Serviço público.

15 – Como também aqueles membros da PF que por vaidade, imperícia ou por motivos escusos (que sabe-se lá a que interesses políticos e econômicos, nacionais ou estrangeiros atenderiam) devem ser afastados, sofrerem sindicância e, se culpados, punidos.

16 – A PF pisou na bola!

A propósito do corporativismo…

17 – É o corporativismo o maior inimigo do Brasil e dos brasileiros.

18 – O corporativismo dos políticos, o corporativismo sindical e principalmente o corporativismo dos servidores públicos. É a práxis corporativa do serviço público que protege os vagabundos, que permite e incentiva a corrupção.

19 – É o corporativismo que nos condena a péssimos serviços públicos pagos a peso de ouro à ‘Marajás” que só fazem greve e buscam direitos. Deveres e compromisso com o povo ? Nunca.

20 – Em que pesem as raras exceções, e perdoem-me os funcionários públicos honestos, trabalhadores e competentes, coisa rara no país hoje. É esse corporativismo e reacionarismo que estão pondo em xeque todo o futuro da nação.

Reacionarismo sindical…

21 – Os sindicatos dos serviços públicos brasileiros têm sido o ponto de resistência as tão necessárias reformas do país.

22 – Quem mais pode fazer passeata e greve durante a semana, sem desconto do patrão?

23 – Sabem meus colegas me surpreendem cada vez mais com seu egoísmo e falta de senso cívico. Vão destruir o futuro do país em prol de suas benesses e mordomias.

24 – Não costumo manifestar-me em aula sobre questões político-partidárias. E, ultimamente, nem sobre questões políticas. Mas na semana passada, instigado por meus alunos, falei sobre as reformas propostas pelo governo. Apresentei dados, discuti as versões apresentadas na imprensa. Mostrei os pontos e contrapontos. E por fim manifestei minha opinião, amplamente favorável as reformas.

25 – Uma tripla surpresa. Primeiro porque segundo meus alunos fui o único professor que apresentou dados e discutiu fatos, sem vociferar mantras contrários ao governo. Em segundo lugar porque fui o único que defendeu as reformas, apesar de ser afetado por elas. Expliquei que é uma questão de lógica e coerência. Coerência daquele ser pensante que quer a mudança para melhor do nosso Brasil. Lógica porque, como demonstrado, é só uma questão de sobrevivência. Sem a reforma a previdência quebra, se quebrar nem eu, nem nenhum deles terá aposentadoria. Óbvio!

26 – A terceira surpresa foi o fato de a grande maioria dos alunos concordou com minha opinião.

27 – Em resumo o corporativismo e não a carne é que apodreceu o Brasil. Sindicatos, Políticos e Servidores Públicos (há exceções) são o ranço e a podridão que afeta toda a nação.

Por falar em podridão…

28 – O Congresso nacional nos prepara outra surpresa. Voto em lista. Isto é uma afronta!

29 – Que começou com a Rede e o STF proibindo o financiamento privado de campanhas. Ah, mas e a corrupção?

30 – A corrupção tem de ser combatida e os corruptos caçados e presos, ponto.Proibir o financiamento privado é aumentar a conta do combalido povo e aumentar ainda mais o caixa dois. Ou vocês não viram os múltiplos casos de doadores mortos ou beneficiários de bolsas do governo nas últimas eleições?

31 – Não é fazendo o povo pagar a conta que resolveremos isto. Não é com lista fechada que vamos diminuir o custo das campanhas. Isto só vai beneficiar os corruptos, os próceres dos partidos. E trará para a política o financiamento do crime organizado. PCC, Comando vermelho et caterva agora podem comprar seu próprio partido político.

32 – Tudo com as bençãos do STF.

33 – Como resolver? Simples. Diminuir o tempo de campanha e de televisão. Voto distrital, com ele as despesas cairão muito. E os programas partidários devem resumir-se ao candidato falando suas propostas com o simbolo do partido e seu número ao fundo. Afinal o que importa são as propostas.

34 – Assim com campanhas baratas, o financiamento por pessoas físicas (que ainda é legal) será suficiente.Não precisaremos de dinheiro público, nem de corrupção. As campanhas serão locais, simples e baratas.

35 – Só assim começaremos a expurgar a podridão do Brasil.

Bom domingo, a todos!

Pegue sua bandeira do Brasil e vá ao protesto. Mas não deixe que o usem em pautas que não são do seu interesse.

Proteste contra a corrupção. Pela Lava-jato. Pelas reformas tão necessárias ao país.

AH! E POR LULA NA CADEIA! JÁ.

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26 março 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

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RONALD TITO VIEIRA DO CANTO – CAPIVARI-SP

O ciclo macabro do politicamente correto:

Sempre que há um novo um atentado, todos ficam tristes, lamentam, fazem vigílias e dizem que vão orar pelos mortos.

Colocam bandeiras em seus avatares nas redes sociais e nos principais pontos turísticos da Europa. Repetem o mantra de que não se pode generalizar o Islã, pois a maioria é da paz (será?).

Chefes de Estado fazem lindos discursos. Anunciam novas medidas de segurança, mas não ousam chamar o terrorismo pelo nome que tem: radicalismo islâmico.

Especialistas são ouvidos e espalham-se seus palpites pela mídia.

Aparece até imbecil dizendo que é preciso dialogar com os terroristas.

E nada mais se faz até o próximo atentado, quando tudo se inicia novamente.

Não se combate o terrorismo com flores, orações e discursos populistas e pacifistas.

Quando a população bovina vai entender que “si vis pacem para bellum”?

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26 março 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

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BRIGA DE FOICE E A REGRA DO JOGO

A tão malfadada briga de foice no sertão

Morei por 14 anos num mesmo apartamento no Rio de Janeiro. Por igual tempo, nunca descobri o nome de nenhum vizinho – incluindo os do mesmo andar. Não sei se isso é bom ou ruim. Por mais de 10 anos eu trabalhei feito um burro de carga. Durante o dia, numa Editora Gráfica, onde trabalhava, também, fazendo horas extras de segunda à quinta-feira (a sexta-feira era o dia do chope).

Por igual período, aos sábados e domingos, trabalhava numa empresa inglesa – nunca “gastei” um centavo ganho nessa empresa (Arthur Andersen). Juntei tudo e, assim, pude comprar com pagamento à vista, uma casinha em Fortaleza, onde moram minhas filhas do primeiro casamento, com a mãe.

Com o tempo descobri que, o povo carioca é muito cordial e excelentes pessoas quando se tornam amigos. E mais, não são difíceis de fazer amizades. São abertos, gentis, educados e respeitadores. Morei também alguns meses em Curitiba e em São Paulo e já estou morando em São Luís há 31 anos. Não posso dizer do povo desses outros estados, o mesmo que disse dos cariocas. Só depois de muito tempo, descobri que, “carioca”, não é quem nasce no Rio de Janeiro. “Carioca” é muito mais um “estado de espírito”. O “carioca” leva tudo numa boa, sem problemas e sem brigas.

Tentei dizer nesses três primeiros parágrafos que não tenho entendido o comportamento de algumas pessoas, curtidas na casca do alho, que frequentaram escola e de boas árvores genealógicas que, nas redes sociais estão desfazendo amizades (algumas até de longo tempo) por posições contrárias à política brasileira.

Fico sem entender, como pessoas adultas e escolarizadas se indispõem por essa “merda” chamada política brasileira. A política brasileira é uma merda. Fedorenta, mais que lama apodrecida.

Mais estranho é que as discussões acabam gerando um verdadeira “briga de foice no escuro”. E, muito mais estranho ainda é que partem de pessoas que dizem conhecer e discutir a tal da “democracia”.

Quem não soma ou não aprova as ideias “democráticas” de outrem, logo é adjetivado de golpista, fascista, coxinha, esquerdistas e daí em diante. Que porcaria de democracia é essa que alguns defendem?

Quando será que alguém vai descobrir que é uma verdadeira idiotice brigar e desfazer uma amizade por conta de Lula, Dilma, Collor, Maluf, dória ou seja lá qual político for?

A bola da pelada de todas as tardes

Quando será que alguém vai procurar descobrir por que os gestores municipais e estaduais gostam tanto de “construir ginásios com quadras poliesportivas?

E, isso, muito antes de existir a Odebrecht. Pois bem!

Provavelmente os que jogavam peladas na rua todas as tardes (depois de fazerem os deveres escolares – quando alguém precisava fazer uma prova, no dia seguinte, sequer aparecia na rua), não estejam mais neste plano terreno. Mas, se estiverem, certamente vão lembrar que, os traves dos “campos” imaginários eram, quase sempre, as camisas – que aparecia sempre um FDP para mijar nessas camisas.

O melhor jogo nunca acontecia com placar de 10 (aquele que, quando algum time fazia 10 gols, acabava a partida). Terminava, mesmo, quando ninguém conseguir enxergar a bola.

Nesta semana “pesquei” uma das nossas famosas regras utilizadas para nortear as salutares brincadeiras de fins de tarde. Vejam:

Regras do Futebol de Rua de Antigamente

(Aprovadas pela FIFA – Federação Infantil de Fazer Amigos)

(1) Os dois melhores não podem estar no mesmo time. Logo, eles tiram par-ou-ímpar e escolhem os times

(2) Ser escolhido por último é uma grande humilhação

(3) Um time joga sem camisa e o outro com camisa

(4) O pior de cada time vira goleiro, a não ser que tenha alguém que goste de agarrar

(5) Se ninguém aceita ser goleiro, adota-se um rodízio: cada um agarra até sofrer um gol

(6) Quando tem um pênalti, sai o goleiro ruim e entra um bom só para tentar defender a cobrança

(7) Os piores de cada lado formam na zaga

(8) O dono da bola joga no mesmo time do melhor jogador

(9) Não tem juiz

(10) As faltas são marcadas no grito: se você foi atingido, grite como se tivesse quebrado uma perna e conseguirá a falta

(11) Se você está no lance, e a bola sai pela lateral, grite ” é nossa” e pegue a bola o mais rápido possível, para fazer a cobrança – essa regra também se aplica ao escanteio

(12) Lesões, como arrancar a tampa do dedão do pé, ralar o joelho, sangrar o nariz e outras são normais

(13) Quem chuta a bola para longe tem que buscar

(14) Lances polêmicos são resolvidos no grito ou, se for o caso, na porrada

(15) A partida acaba quando todos estão cansados; quando anoitece; ou quando a mãe do dono da bola manda ele ir pra casa; ou quando aquela vizinha prende a bola que caiu na casa dela; ou corta a bola

(16) Mesmo que esteja 15 x 0, a partida acaba com o tradicional “quem fizer gol, ganha”

(17) rua de baixo contra rua de cima valendo refrigerante Grapette

Lembrou tua infância!!??*

Então fostes uma criança normal…

Velhos tempos que não voltam mais. 

Dessa forma foi minha infância.

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26 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

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26 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

MEMÓRIA PETRALHO-BANÂNICA

Vale a pena rever.

De novo.

Mais uma vez.

Novamente.

Só pra sacanear o casal fubânico Não-É-Bem-Assim e Os-Tucanos-Mentem-Mais

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26 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – SUPER NOTÍCIA (MG)

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FEITOS & FATOS PERNAMBUCANOS (III)

Ainda criança, ouvia os radialistas do Recife, com voz grave e solene, darem o prefixo de suas emissoras, e emendavam cheio de orgulho: “De Pernambuco para o Mundo!”, o pessoal do sudeste ria e gozava da mania de grandeza daquela gente, vendo no ato apenas prepotência e orgulho desprovidos de razão, quando na verdade tal comportamento está lastreado em fatos e feitos reais.

O fato real é a condição histórica e geográfica do Recife ser a primeira metrópole brasileira de caráter mundial mais próxima da Europa e da América. Os feitos são decorrentes deste fato, confirmados em diversas áreas, conforme o levantamento das informações realizado até o momento. Com alguns dados em mãos, fui agraciado com a sorte de encontrar, no Recife, um jornal onde pude divulgá-los, o Jornal da Besta Fubana. Iniciei a série de “Feitos & Fatos Pernambucanos” em 6/12/2016 com 14 itens, pedindo aos leitores que colaborassem com o levantamento. Em apenas uma semana recebi 22 contribuições somando 36 itens publicados em 13/12/2016.

É preciso ressaltar que boa parte das contribuições vieram do amigo Carlos Eduardo dos Santos, também colunista deste Jornal. Além disso, recebemos colaborações de alguns leitores, tais como incluir Recife como a nascente do Oceano Atlântico, através da foz dos rios Capibaribe e Beberibe e atribuir aos recifenses a fundação de Nova Iorque. Porém, tivemos que descartar estas contribuições, pois no primeiro caso é apenas um acidente geográfico que beneficia e embeleza a cidade, mas não é um feito pernambucano. Quanto a fundação de Nova Iorque, atribuída aos judeus que foram expulsos do Recife em 1654, também não procede. A cidade foi fundada pelos holandeses um pouco antes e recebeu apenas uma ajuda de 23 judeus que saíram do Recife, cujos descendentes contribuíram substancialmente na formação dos EUA e na criação da Bolsa de Valores de Nova Iorque.

Posteriormente, mais alguns leitores gaiatos enviaram “colaborações”, no sentido de incluir o fato de Pernambuco ser o maior produtor de maconha do Brasil, produzida na região de Cabrobó, ou incluir o Cais de Santa Rita como a maior zona de meretrício do Brasil, nas décadas de 1940/1950. Vamos descartar estas colaborações, pois não se trata de coligir os defeitos. Vamos relacionar apenas os feitos. Sabemos que o pioneirismo e a grandiosidade do Estado se dá em muitas áreas. Assim, apresentamos os itens coletados até o momento e continuamos a pesquisa, contando sempre com a colaboração dos leitores fubânicos.

1- 1ª Igreja do Brasil (Igarassu, 1535)
2- 1ª Santa Casa de Misericórdia do Brasil (Olinda, 1540)
3- 1ª Câmara Municipal (Olinda, 1548)
4- 1º Farol Marítimo (Olinda, 1548)
5- 1º Convento Franciscano (Olinda, 1577)

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26 março 2017 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

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ADEUS MARIA FULÔ

gal

Um gostoso baião para alegrar o nosso domingo. Composição de Sivuca e Humberto Teixeira. Canta Gal Costa.

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26 março 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

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OLHOS NOS OLHOS

Lula pediu ao Supremo Tribunal Federal a interrupção das investigações sobre ele em Curitiba. Foi derrotado por unanimidade. Já pediu medidas semelhantes ao Tribunal Regional Federal de Curitiba, ao Superior Tribunal de Justiça, e perdeu. Ao que tudo indica, terá de sentar-se diante do juiz Sérgio Moro, em 5 de maio, pela primeira vez pessoalmente, e ser ouvido sobre o triplex do Guarujá. Lula é o último a depor: depois, virão as alegações finais dos advogados e Sérgio Moro dará a sentença.

Lula é réu em cinco processos, e este é o primeiro em que haverá sentença. Se condenado, poderá recorrer em liberdade. Mas, se o recurso for rejeitado, estará às portas da prisão. E inelegível, como ficha suja.

E tudo piora, para seu lado, com o depoimento de Marcelo Odebrecht. Diz o Príncipe dos Empreiteiros que pagou R$ 50 milhões pela Medida Provisória 470/2009, a MP dos Refis, editada pelo presidente Lula para beneficiar quem estava com os impostos atrasados. Diz também que Lula informou a sua sucessora, Dilma, que Antônio Palocci era o encarregado de ordenhar a Odebrecht. Diz ainda que Dilma trocou Palocci por Mantega. Tanto Lula quanto Dilma, portanto, sabiam de tudo.

E gostaram.

Depois do depoimento de Marcelo Odebrecht, depois da delação de outros diretores da empresa, ficou claro que os fatos ocorreram. A questão agora é definir se configuram crime ou não. E punir os culpados.

Dilma em risco

Odebrecht diz que Dilma lhe informou sobre a troca do captador, de Palocci para Mantega, logo depois de Palocci deixar o Governo. Citou até a frase que ela teria dito: “Daqui pra frente é com o Guido”. Informou que a presidente sabia que seu marqueteiro João Santana recebia da Odebrecht pelo caixa 2. E que ele mesmo, Odebrecht, disse a Dilma que as contas bancárias no Exterior estavam ao alcance da Operação Lava Jato. Se essas informações forem falsas, Marcelo Odebrecht terá de cumprir pena de quase 20 anos. Se verdadeiras, sai da prisão no fim deste ano.

A defesa de Dilma

A ex-presidente não quis falar. Sua resposta está numa nota, na qual classifica o depoimento de Marcelo Odebrecht como “novas mentiras”.

A reação do PT

O PT, discretamente, está montando uma caravana para ir a Curitiba no dia em que Lula for interrogado por Moro.

A ordem é se reorganizar

O PT gostaria de ter Lula como presidente do partido. Lula rejeitou o cargo: prefere cuidar de sua candidatura à Presidência. E, claro, de sua defesa. Quem será o presidente do partido? O senador fluminense Lindbergh Farias é candidato; mas a corrente de Lula, majoritária, está escolhendo outro nome. O 7º Congresso Nacional do PT se realiza de 7 a 9 de abril. A nota informativa poderia ter sido escrita por Dilma Rousseff:

“O VI Congresso Nacional do PT será realizado nos dias 7, 8 e 9 de abril de 2017, com a participação de 600 delegados e delegadas, observando a paridade de gênero e as cotas étnico raciais e de juventude (…)”. Haverá espaço para índios, orientais, galegos?

Pisando na bola 1

O juiz Sérgio Moro, que até agora vinha resistindo bem aos ataques que sofreu, acabou errando feio e tendo de recuar ao determinar a condução coercitiva (a pessoa é conduzida presa para prestar depoimento) do blogueiro Eduardo Guimarães. A história: Guimarães, abertamente petista, soube com antecedência que Lula seria conduzido coercitivamente para prestar depoimento. Transmitiu a informação a Lula e, mais tarde, publicou-a em seu blog. Moro encarou a atitude de Guimarães como tentativa de atrapalhar as investigações. Errado: conforme a Constituição, os jornalistas podem divulgar as informações que tiverem, mesmo secretas. Quem tem de guardar sigilo de documentos são os servidores públicos, não os jornalistas. E jornalistas devem ouvir todos os lados. Moro disse que Guimarães não é jornalista. Errado: se trabalha em jornalismo, é jornalista e ponto final. Moro acabou recuando.

Pisando na bola 2

A Operação Carne Fraca gerou muito calor e pouca luz. Mais de mil homens, depois de dois anos de investigações, pegaram 33 fiscais e uns poucos frigoríficos pequenos. Erraram na divulgação, confundiram a opinião pública, confundiram os importadores, derrubaram as exportações brasileiras, geraram demissões em massa, provocaram problemas que o país levará anos para resolver. E não se pode aceitar que ignorem que ácido ascórbico é vitamina C, que os produtos são embalados em caixas de papelão, que ácido sórbico é um conservante tradicional e, ao que se saiba, seguro. Se a operação não trouxer outros resultados, foi um fracasso.

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26 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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CARLOS ROCHA – GOIÂNIA-GO

O regresso

E foste embora, só, na tarde escura e fria
deixando atrás um eco triste, tosco lamento,
de quem ficava mergulhado em sofrimento
e o soluçar do peito em gélida invernia.

E foi-se o tempo… E foram noites e foram dias
Sem que eu tivesse paz e sossego um só momento
E a amoreira em cuja sombra ou no relento
Testemunhou minha ventura, minha alegria…

E hoje voltas… Traz no olhar sinais do mundo
Me despertando de um letargo desumano
No qual fiquei, sempre a esperar pela ventura

Do teu regresso pro meu peito vagabundo,
No qual viceja o pensamento mais mundano
De possuir-te, mesmo sabendo que é loucura!

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26 março 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

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26 março 2017 DEU NO JORNAL

OU MENTEM OU PIOR: ACREDITAM NO QUE DIZEM!

Ricardo Noblat

Há duas possibilidades: eles dizem o contrário do que pensam – logo, mentem. Seria grave. Ou eles de fato acreditam em tudo que dizem – o que seria muito mais grave.

O seminário organizado pelo PT sobre a Lava Jato pecou pelo próprio nome. Passou a ideia de que ali se examinariam virtudes e defeitos da operação que completou três anos.

Mas não. Foi um seminário para condenar a Lava Jato. Apontou-se defeitos. Transformou-se qualidades em defeitos.

A frase do jornalista Mino Carta, editor da revista Carta Capital, resumiu tudo:

– A Lava Jato foi a alavanca do golpe.

O “Fora, Temer” não faltou na fala do escritor Fernando Moraes. Deu-se razão até ao ministro Gilmar Mendes que critica o vazamento de informações da Lava Jato e as “delações extorquidas”.

Lava Jato x Operações Mãos Limpas, da Itália? Diz-se que a Itália tem tribunais constitucionais rigorosos que por lá regulam tudo. Quanto aqui, o Supremo Tribunal Federal é cúmplice dos deslizes de Moro.

O juiz foi alvo da suspeita de que possa estar a serviço de interesses internacionais. Moro costuma viajar com regularidade aos Estados Unidos e a reunir-se com o FBI. Logo…

A plateia de convertidos às crenças dos expositores comoveu-se quando Lula começou a falar. A falar chorando para se queixar de perseguição.

Menos de 24 horas depois da revelação de delatores da Odebrecht que deixaram em xeque a honestidade dele e de Dilma, Lula não disse uma só palavra a respeito. Repetiu o de sempre.

A desconexão do PT da realidade é espantosa.

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26 março 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

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FOI O DESTINO

Lula explica que o PT precisou de tempo para ser o que é hoje

“A instituição é muito forte. E aquele Dallagnol sugerir que o PT foi criado para ser uma organização criminosa… O que aquele moleque conhece de política? Ele nem sabe como se monta um governo. Não tem a menor noção. Ele acha que sentar em cima da Bíblia dele dá a solução de tudo”.

Lula, numa discurseira durante um seminário organizado pelo PT com o título O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil, avisando que, embora tenha se transformado em uma organização criminosa, o PT não foi criado com esse intuito.

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26 março 2017 FULEIRAGEM

LUCIO – CHARGE ONLINE

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ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

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26 março 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

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JOSÉ SILVA – CAMPO GRANDE-MS

Sr. Editor,

A notícia de que Adriana Anselmo, cara metade de Sérgio Cabral, desbravador dos sete cofres públicos, enseja a uma simples questão, uma mera pergunta que poderia destruir todas as argumentações da defesa, no sentido de não deixar ao relento a prole do probo casal Cabralino.

Onde ficavam os pimpolhos quando os esponsais flanavam, rotineira e diuturnamente, por Paris? Será que também não se sentiam abandonados?

E a pedagogia da pena: será que os rebentos não serão induzidos a situação vexatória, o que é combatido pelo ECA, em função mau exemplo dessa delinquente?

Como sempre tem sido ressaltado pelos educadores, a educação vem de berço, ou de casa.

Em muitas ocasiões a justiça tem cassado o pátrio poder em função dos danos aos menores e adolescentes.

Será que o Estatuto da Decência não se aplica a esse caso?

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26 março 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

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TOTALITARISMO E TERRORISMO DE ESTADO

O mundo todo, liderado principalmente pelos Estados Unidos, e não estou falando só de Donald Trump, vem se encaminhando celeremente em uma direção que considero absolutamente catastrófica para a humanidade: Caminha, a meu ver, em direção a um Estado “Onipotente, Onipresente e Onisciente”.

A maldição do “Grande Irmão”, de George Orwell está sendo implantada de forma acelerada no mundo todo e não estamos nem nos dando conta. Ou, por outro lado, a grande maioria da humanidade já está tão imbecilizada pela maçiva barragem de idioticies que lhes é empurrada goela abaixo, em todos os momentos e por todos os meios de difusão, que não estão nem aí para este fato.

Nos Estados Unidos, a paranoia com “Segurança Nacional” provocada pelo 11 de setembro fez com que a neura dos órgãos encarregados de vigiar os cidadãos atingisse paroxismos nunca dantes nem mesmo imaginados pelo mais pessimista dos pessimistas. O governo americano passou a se colocar no lugar do “Olho de Horus”, o olho que tudo vê. Aquele que, emblemáticamente, foi colocado no meio da pirâmide na nota de Um dólar. Mais maçônico e mais arrogante do que isto seria impossível.

Cumpriu-se assim a profecia de Nitzsche, quando este dizia que “Nós olhamos para o abismo e o abismo olha para nós”. De tanto se amoldar, sempre visando combater o terrorismo, o aparato estatal passou a se comportar de forma mais invasiva das intimidades, e mais manipulador da vida dos pobres cidadãos, que o pior dos governos totalitários. Realizou-se assim exatamente o que queriam os terroristas: Nossa vida se tornou um verdadeiro terror!

Também no Brasil, como não podia deixar de ser, as gangues dominantes do aparato estatal (Não dá para chamar de partidos) seguiram esta tendência mundial. Os exemplos de formas de controle minuciosas sobre a vida de cada um de nós chegam ao ridículo. Apenas para embasar o argumento, basta citar que a colocação do CPF nas Notas Fiscais de compras fará com que burocratas governamentais saibam facilmente até o tipo de Papel Higiênico que o indigitado utiliza para limpar a bunda, assim como a quantidade utilizada. Basta para isso um simples cruzamento de dados através dos supercomputadores instalados nos porões do sistema.

Ocorre porem que, no caso do Brasil, as razões que estão impulsionando esta tendência ao controle totalitário do cidadão são absolutamente diferentes das razões que serviram de mantra para os gringos.

O caso brasileiro, aliás, se caracteriza por ser um caso absolutamente único, a nível mundial, e que eu denomino de…TERRORISMO DE ESTADO.

A atitude das facções criminosas que tem se revesado no topo da cadeia alimentar de predação da nação, e que poderíamos denominar sem nenhum desdouro para a sua homônima, como sendo O 1º COMANDO DA CAPITAL – ou o PCC de Brasília, tem como comportamento predominante uma das atitudes mais canalhas de que é capaz o ser humano: ELES MORDEM A MÃO QUE OS ALIMENTA! Até os animais mais selvagens, ou pelo menos a maioria deles, tem reservas para com este tipo de comportamento abjeto.

Quero dizer com isso que o imenso abcesso representado pelo pantagruélico aparato estatal de nosso país, mesmo se apoderando de forma indébita de quase 40% de tudo o que é produzido pela espoliada nação, trata sempre o cidadão que os sustenta como bandido. Mesmo a soma monstruosa de TRILHÕES DE REAIS é sempre insuficiente para sustentar a bandalheira profundamente entranhada nos genes de todos os milhares de canalhas que se locupletam nas generosas tetas estatais.

Muda, muda e permanece a mesma esculhambação! Mudam apenas os mosquitos. A merda continua exatamente a mesma!

• Os diretores de estatais continuam a viajar graciosamente para recantos paradisíacos “a trabalho”, sempre recebendo generosas diárias em dólar.

• A mesma multidão de ASPONES, todos contratados por “indicação política”, continua recebendo religiosamente seus gordos proventos e sem fazer porra nenhuma que preste.

• Os fundos de pensão continuam malbaratando as suadas poupanças dos pobres trabalhadores, em projetos de nada com coisa nenhuma e em grossas maracutaias.

• As mesmíssimas empresas estatais, algumas centenárias e que já foram fonte de orgulho nacional pelo destaque entre as congêneres do mundo, continuam a ser depenadas e desossadas pelos mesmíssimos canalhas indicados por injunções “políticas” do pior sentido.

• O fundo partidário, sempre crescente e sempre na casa dos Bilhões, continua a ser repartido irmãmente entre todos os facínoras mancomunados no estupro da nação.

• As aposentadorias nababescas e cumulativas continuam a ser dispensadas aos mesmíssimos canalhas que afundaram a nação sem dó nem piedade.

• As licitações fraudulentas e os malditos aditivos de contrato continuam a ser pagos religiosamente a todos os empreiteiros propineiros.

• Os projetos de nada com coisa nenhuma, intermináveis e sempre na casa dos bilhões, continuam recebendo aditivos e gerando pixulecos partidários da mesma maneira.

• Os juros escorchantes de uma Dívida Pública que não para de aumentar nunca, continuam a ser pagos religiosamente e a taxas que fariam corar de vergonha antigos agiotas.

• Todos os canalhas pegos com a boca na botija continuam a se escudar em um supremo que, de supremo mesmo, só tem a lerdeza e a imensa cara de pau de não resolver porra nenhuma.

E tudo continua como dantes na Marquês de Abrantes!

Fica óbvio que esta suruba generalisada, juntamente com a roubalheira “como se não houvesse amanhã”, faz com que a carga tributária, por mais escorchante que seja, não consiga nunca fazer frente a esse verdadeiro tsunami de canalhices.

Existe uma lei não escrita neste famigerado Brasil que tem se mostrado inexorável. Se ninguém tiver dito antes, podem passar a chamá-la de “A MALDIÇÃO DE ADÔNIS”. É a seguinte:

“Qualquer que seja a arrecadação tributária do Governo Brasileiro, esta será sempre insuficiente para atender a todas as despesas estatais e deixará um déficite de 7% do PIB”

Não vou me meter a dar aula de história mas, só a título de lembrança, na ocasião da constituinte de 1988, a carga tributária era de uns vinte e poucos por cento e tinhamos então um déficite de uns 7% do PIB. Decidiu-se então criar alguns impostos (ICM passou a ser ICMS e a ser cobrado em energia e comunicações) a fim de cobrir o rombo e brecar a inflação. A carga tributária elevou-se a uns 28 % do PIB. Só que, bem rapidamente estávamos com o mesmíssimo déficite de uns 7% de novo. Partiu-se desta vez para aumentar as alíquotas a fim de tapar o rombo. A carga tributária chegou a 35% do PIB. Bem rapidamente novos déficites começaram a se formar. Estamos hoje com quase 40% do PIB sendo pagos em impostos e o déficite continua em… 7%do PIB . O mais interessante disto tudo é a atitude da gangue dos “empoderados” com relação a suas vítimas. É algo mais ou menos como se eles nos enrabassem sem pena e, ao mesmo tempo, ficassem com raiva de nós por termos lhes virado as costas.

Por conta da voracidade desesperada e pantagruélica para arrecadar, corrompeu-se todo o belíssimo aparato legal do Direito Romano que vinha tornando a humanidade menos selvagem há mais de dois mil anos.

In dubio, pro reu – Na nova realidade brasileira, passou a ser… Em dúvida? CACETE SEM PENA NO REU. E o otário do contribuinte que trate de se defender junto aos órgãos arrecadadores.

“O ônus da prova cabe a quem acusa” – O otário é considerado culpado até que consiga provar o contrário. Se conseguir… O que é praticamente impossível, já que uma das partes, O Estado, é possuidor de recursos infinitos de tempo e dinheiro pra brigar. Coisa que não acontece com o Mané.

Hoje, podemos dizer sem medo de errar, que o ato de sonegar é legítima defesa (Ladrão que rouba ladrão…) e estado de necessidade (Crime famélico).

ATÉ QUANDO SUPORTAREMOS ESTA ESPOLIAÇÃO PASSIVAMENTE?

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26 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

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26 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

ENQUETE FUBÂNICA – RESULTADO FINAL

O Instituto Data Besta informa os números da última pesquisa:

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26 março 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

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O SANTO RENAN E O DIABÓLICO AUGUSTO

Comentário sobre a postagem AINDA EM LIBERDADE

Goiano:

“A argumentação é falaciosa, porque ela pretende passar a ideia de que uma coisa exclui a outra.

Não, não exclui.

É preciso debater se o que Renan disse é verdadeiro ou não.

Ele poderia estar preso e ainda assim ter razão.

É assim que se debatem idéias.

Augusto Nunes desconhece isso.”

* * *

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26 março 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

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26 março 2017 DEU NO JORNAL

UM TRIO BANÂNICO

A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral no final da noite de sexta-feira (24) as alegações finais para o processo que investiga irregularidades na campanha vitoriosa da chapa Dilma/Temer nas eleições de 2014.

No documento de 212 páginas, Dilma nega irregularidades nas contas da campanha e ataca seu sucessor, Michel Temer (PMDB), e o rival na disputa, o tucano Aécio Neves.

* * *

Um trio arretado que só a porra é este formado por Dilma, Temer e Aécio.

Dilma do PT, Aécio do PSDB, e Temer do PMDB…

Uma trinca na medida pros comentários daquela linha “é indispensável para a governabilidade” de Ceguinho Teimoso.

Sobretudo num final de semana em que ele está furiosamente argumentatório!

“Gente, vamos fazer uma linda pose pra sairmos no JBF”

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa