25 junho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

NOSSO PAÍS É LEGAL

Roger Abdelmassih, médico cassado, condenado a 181 anos de prisão por estuprar 37 pacientes anestesiadas, preso há pouco menos de três anos, já está deixando a cadeia: ganhou o direito a prisão domiciliar, com direito de sair de sua casa para tratar-se de broncopneumonia. A justificativa é notável: o presídio onde cumpria pena não tem condições de tratá-lo.

Na última vez em que foi libertado, Roger Abdelmassih fugiu do país e ficou três anos foragido, até ser localizado e preso no Paraguai.

Indignado? Então, mais uma: Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por participar do assassínio a pauladas de seu pai e sua mãe, em cerca de três anos teve direito de sair da cadeia para – sim, é isso mesmo – comemorar o Dia das Mães. Tem o direito também de sair da cadeia no Dia dos Pais; e na Páscoa, no Dia da Criança e na semana do Natal e Ano Novo. Há certo simbolismo em algumas dessas datas: Natal lembra o Papai Noel, o único papai que lhe restou depois do assassínio do seu; a Páscoa celebra o milagre da Ressurreição; o Ano Novo, o recomeço. O Dia dos Pais e o Dia das Mães, convenhamos, já é demais.

E por que acontecem esses absurdos, em que criminosos condenados ganham benefícios muito antes de cumprida a pena? Porque a lei permite. É preciso ficar indignado não só com esses casos, mas com as leis esburacadas, com os legisladores que não sabem o que fazem. Ou sabem.

Ganhando sempre

É fácil ficar com pena de Roger Abdelmassih, 74 anos, doente. Mas um relato do bom repórter Renato Lombardi conta quem ele é: uma das vítimas de estupro disse ao médico que iria denunciá-lo. A resposta que ouviu: “Pode ir quantas vezes quiser. Sou poderoso e vamos ver quem ri por último”. Renato Lombardi completa a narrativa: “E ele está rindo”.

Como é o nome disso?

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o Governo estuda a possibilidade de reter parte do Fundo de Garantia de assalariados demitidos sem justa causa para reduzir gastos com o seguro-desemprego. O Fundo de Garantia foi criado exatamente para ajudar o desempregado na hora em que mais precisa; e garantir ao aposentado um pecúlio para a velhice. Tomar uma parte desse dinheiro tem nome. Como isso se chama?

Ajuda dos universitários

Se tiver alguma dúvida quanto à resposta, procure-a no Código Penal, artigos 155 e 157. O Código Penal reúne as leis que, em outros países, definem aquilo que é proibido, por ser crime; e que, no Brasil, servem como roteiro para quem gosta de levar muita vantagem em tudo.

Mais motivos…

Hoje, dos cinco ex-presidentes vivos, quatro estão sendo processados – o único contra quem nada consta é Fernando Henrique. O atual presidente está sendo processado (embora o Congresso possa determinar que a ação seja encerrada). Ministros e ex-ministros, há 30 com problemas judiciais. Governadores, dez; senadores, mais de 20; deputados federais, mais de 60. E dois figurões que estiveram na linha de sucessão presidencial, os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Alves, estão presos.

…para indignação

Pois este pessoal faz parte do grupo que planeja aprovar, daqui a algumas semanas, a verba de R$ 3,5 bilhões para a campanha eleitoral de 2018. A criação do Fundo de Financiamento de campanhas já tem apoio de PMDB, PSDB, DEM, PP, PSB, PSD e PR. O PT, pioneiro na tese de financiamento público de campanhas, também deve votar a favor.

Lula lá longe

O colunista Cláudio Humberto do Diário do Poder, um dos mais importantes do país, informa que dirigentes petistas discutem se Lula, caso seja condenado pelo juiz Sérgio Moro, deve fugir do país. Claro que a fuga não seria considerada fuga, embora fosse fuga: o PT a chamaria de “período sabático” em outro país – possivelmente o Uruguai, próximo, tranquilo, agradável e dirigido por aliados de Lula (o presidente é Tabaré Vásquez, da Frente Ampla, que reúne partidos de esquerda). Ter aliados no poder é importante, para evitar que pedidos de extradição sejam aceitos. Os outros países bolivarianos, que também têm aliados no poder, são menos agradáveis: Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua e Equador.

Lula cá

Há dirigentes petistas frontalmente contrários a qualquer fuga. Acham que Lula, por seu perfil político, não deve fugir: deve, sim, percorrer o Brasil, proclamando-se perseguido. Consideram difícil que, em caso de condenação, por mais severa que seja a sentença, os tribunais exijam que Lula seja preso antes do julgamento em segunda instância. Ele aproveitaria o tempo para articular e tentar virar politicamente o jogo.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Panelas Amassadas

Já ouvi e também li algumas referencias sobre o silencio das “panelas”. Até charges mencionaram esse fenômeno utilizado no governo anterior ressaltando o mesmo silencio.

De minha parte, não estou em condições de amassar mais panelas para esse governo. Os pecados de que acusam o Presidente Michel, deixo para a Justiça. Eles devem ter competência para fazer seu trabalho, afinal estão lá pra isso.

É claro e notório que o sonho dos despejados seria a volta do bate panela, som muito mais estridente do que o tal “Fora Temer” ou o antigo “É Golpe”.

Quando colocaram a arrogante, candidata para a Presidência, porque não colocaram um vice-presidente de seu partido? Nomes, acho eu, não faltam aos despejados. Porque a senhora Gleisi pode ser presidente do seu partido e não serviu para ser vice da arrogante? Ou talvez a senhora Graça Foster, ou ainda Lindenberg? Quem sabe até o ex. presidente, seu padrinho? Sei lá, ainda deve ter alguns fora da cadeia que poderiam ajudar o partido para não perder o poder e os polpudos ganhos que obtiveram desde 2003.

Não sei se a arrogante conseguiria eleger-se sem a ajuda do PMDB, considerado até então, o maior partido no Brasil. Também ouvi integrantes desse partido da tribuna do senado, queixar-se de não terem candidato a Presidente devido a sua abrangência no território brasileiro. Lei lá; são coisas da política e político é um ser à parte na sociedade.

Encerro chamando atenção para um pequeno detalhe:

– Em 2014, ano da eleição, as oposições eram minoria no legislativo e mesmo assim conseguiram uma votação expressiva. Em 2016, os despejados perderam muitas prefeituras e encolheram sua bancada. Ora, já havia uma clara insatisfação. Isso também é golpe?

Tempos estranhos onde, integrantes de todos os governos ocupam as paginas policiais quase numa concorrência com os bandidos que preocupam os cidadãos nas ruas, mas as panelas voltaram a ter comida mais barata e estão hoje no fogão cumprindo seu trabalho que é:

– Cozinhar.

Que fazer?

Não sei. Mas posso atrever-me a fazer um pedido:

– Senhor Presidente e Senhores todos que receberam votos para trabalhar em nome dos cidadãos, deixem de lado seus interesses pessoais, parem de ajudar uns aos outros e respeitem minhas;

Panelas Amassadas

25 junho 2017 FULEIRAGEM

BRUNO AZIZ – A TARDE (BA)


O PEBA DO MALAQUIAS E A LAGOSTA DO ALFREDO

Peba preparado na casa de Malaquias

Volto a focar o assunto das relembranças, e reviver as coisas boas que me fizeram bem. Começo dizendo para alguns, que, Pedreiras, cidade onde nasceu o poeta João do Vale, é no Maranhão. Andei pesquisando sobre o assunto e cheguei a visitar o lugar.

Em Pedreiras existiam dois povoados com nomes interessantes, engraçados e misteriosos: Pedras Verdes e Centro dos Doidos, mas o que mais chamava a atenção de muitos era Lago da Onça. Pedras Verdes foi o primeiro nome de Pedreiras, antes da emancipação. Ali, dizem, era moradia de uma antiga tribo indígena, onde descobriram “ametista” com coloração esverdeada. Passaram a chamar o povoado de “Pedras Verdes” e, entre essas, escolheram uma maior de todas – que passaram a considerar “sagrada”. E Pedras Verdes virou Pedreiras e, mais tarde, com a quase extinção da tribo indígena, foi emancipada.

Centro dos Doidos hoje tem o nome de Alegria (o povoado ficava muito distante da sede, Pedreiras – o que ensejou a que o povo passasse a dizer que, só morava naquele povoado, quem era doido). E foi no Lago da Onça que João do Vale conheceu “Seu Malaquias”, que acabaria virando personagem e letra de um dos sucessos do “Homem do século no Maranhão”.

Peba, teiú, camaleão (iguana), veado, porco do mato, mucura, rolinha, jaçanã, avoante e tantos outros “bichinhos” silvestres, que muitos comem nos interiores – com maior ênfase no Nordeste – são comidos como meio de sobrevivência. Muitas vezes, é a única coisa que o sertanejo e sofredor homem da roça consegue “pegar” para comer. Nada disso é comido por “maldade”.

Deixando essa reflexão de lado, se você nunca comeu peba (tatu), tenha certeza que, bem preparado por quem sabe fazer isso, você está perdendo um delicioso prato da “culinária da necessidade” do Nordeste.

Lagosta com iscas de figo e batatinhas

Eu era um solteiro namorador – iniciante na arte da vida. Ano de 1965, para ser mais preciso. Já trabalhava como Teletipista na The Western Telegraph quando resolvi acrescentar alguma coisa à minha renda, pois estava me preparando para casar, o que acabou não acontecendo.

Fiz o curso de Árbitro de Futebol pela Federação Cearense de Desportos, então presidida pelo General da Reserva Remunerada, Aldenor da Silva Maia. O professor do curso foi Alzir Brilhante, Árbitro conhecido nas regiões Norte e Nordeste. Dois meses após a conclusão desse curso, ascendi ao Quadro A, que, naquela época era também o principal.

Logo fui escalado para arbitrar uma partida noturna no Estádio Presidente Vargas. Foi a minha estreia na nova carreira. Foi um bom trabalho e fui elogiado, inclusive pelo próprio Alzir Brilhante. Terminado o jogo, fui à Tesouraria e lá estava à minha disposição, o valor correspondente ao pagamento da cota da Arbitragem.

Um dinheirão para um iniciante como eu. R$2.000,00 (naquela época não lembro bem se a moeda vigente era o cruzeiro ou o cruzado). Uma excelente cota. Naquele tempo, mais que meu salário, também excelente, na própria Western.

Resolvi me premiar com o meu sucesso inicial. A Beira-Mar de Fortaleza estava muito distante de ser o ponto de atrações turísticas de hoje. Na orla, mais propriamente na Praia do Meireles, ficava o restaurante do “Alfredo – O Rei da Peixada”. Peguei o cardápio, e sem noção da quantidade de comida, pedi: Cavala ao molho de camarão; e uma Lagosta à moda da casa.

O garçom me perguntou se podia servir tão logo ficasse pronto, ou se eu ia esperar meus convidados. Disse à ele que não haveria convidados – como ele ganhava por comissão de vendas, não me disse mais nada. Era comida para um mínimo de quatro pessoas.

Para não me sentir no prejuízo – mas, satisfeito! – comi parte da cavala e a lagosta inteira. Cheguei em casa pelo início da madrugada, e tive dificuldades para dormir. Comi além da necessário. Faz tempo não faço essas extravagâncias.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

CRISTIANNE VIEIRA – PALMAS-TO

Berto, meu editor preferido do meu jornal preferido,

Sou evangélica e leitora diária do JBF.

Veja este vídeo e tire suas conclusões.

Que Deus proteja sempre você!!!

Saudações cristãs.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

CISMA

Colocado em cima de turbulenta cova, sem a devida sustentação, a economia balança. Arraste-se pra cima e pra baixo, sem rumo, procurando apoio no primeiro galho que encontrar para escapar de sucessivas quedas. Fugir de decadência.

Mas, as dificuldades são enormes. Os obstáculos, inúmeros. Todos, parecendo intransponíveis, por razões específicas. A previsão de crescimento de 4% do PIB aparenta impossibilidade. As empresas encontram dificuldades para se levantar de baques. O desemprego permanece teimoso, sem equilíbrio. Mantendo elevado o índice de desocupados. A queda da taxa de juros é outra parada dura. Não tem pressa pra cair. Por isso a lenta queda, entrava investimentos. O crédito, assusta. A inflação, persistente, não atende as amargas medidas de combate. A inadimplência não baixa.

Realmente, está comprovado. A política de expansão do crédito subsidiado pelos bancos públicos, não foi uma boa medida. Agora, percebe-se que causou muitos estragos. Até encontrar o fio da meada, o país deve se contorcer bastante. Passar noites em claro, pensando numa saída. Difícil de aparecer.

É verdade que alguns lampejos de luminosidade brilham na rota de recuperação. A produção industrial, embora timidamente, reage com positividade. As vendas no varejo saem da completa escuridão. Aparentam acordar. O volume de serviços engordou um pouquinho. Foi por isso que o PIB, no primeiro trimestre, reagiu positivamente. Alçando pequeno voo.

Até a indústria automotiva resolveu dar aquela colher de chá em abril. Criou ânimo, aumentou a produção, achou a saída do travamento. Puxou a exportação de veículos.

O maior entrave para a recuperação é a falta de confiança. Não engrena, não sai do zero. A prova é o consumo, ainda fraco. Preguiçoso. Talvez por causa da inflação que não atrai o consumidor. O corte da taxa de juros que, depois de tormentosas encrencas políticas, planeja esfriar o ritmo de queda. Demonstra desequilíbrio na descida.

Desde o início de 2014, os indicadores anunciavam. Ao entrar na recessão, a economia deixou de inspirar confiança. O sinal estava claríssimo, quando o índice Ibovespa retrocedeu em 2013, apresentando a inesperada marca de 15.5%. O que fez o volume de estoque crescer e o endividamento engordar, em função da gradativa queda de consumo.

Na época, os dados negativos já mostravam a necessidade de fazer reformas para reverter as derrotas. Abafar o infortúnio. Mas, como os governos não moveram uma palha sequer, não melhoraram a infraestrutura, desatualizada, não modernizaram o sistema estrutural e tarifário, a economia perdeu a confiança. O consumidor, o investidor e o empresário, desestimulados, mantiveram-se afastados da cadeia econômica. Devido ao calor da recessão que espreme o emprego e a renda.

Ainda bem que a equipe econômica não parou no tempo e no espaço. Não esmoreceu. Tomou acertadas medidas, mesmo com deslizes e pressão da onda de radicalização e de bagunça que assola no país.

Pelo menos algumas decisões estão no ar e podem ser observadas a olho nu. A tacada contra a taxa básica de juros, a revitalização da política cambial e o barateamento do crédito são notórios. Embora, acanhada, a abertura de brechas para atrair investimentos nos programas de concessão ao setor privado caminha relativamente bem. Ensaia. O problema é a desoneração tributária que atrapalha demais. Justamente por falta de ajuste fiscal.

Opiniões divergentes entre aliados e russos, no pós-guerra de 1945, levaram à desindustrialização da Alemanha, fechando fábricas bélicas. Foi a falta de conciliação entre as partes beligerantes que dividiu o país em duas Alemanha, a Ocidental e a Oriental. Somente depois de acordos, mexidas, atos cirúrgicos, bordoadas, a destroçada Alemanha se levantou. Até se transformar na atual potência econômica, graças à raça, coragem e dinamismo dos alemães que não se curvaram diante de incertezas.

Do mesmo jeito, o radicalismo e a corrupção, que aleijam, estão acabando com o Brasil. Caso o povo não acorde, o barco pode afundar. Brevemente.

É verdade que as expectativas de recuperação começam a pintar. Mas, se continuar nesse ritmo, o pulo do gato deve demorar. Até apagar as brasas da recessão, semelhante à braba de 1980, que chamuscou a economia por um bom período.

Por isso, cautela e precaução são essenciais no momento. Assim como caldo de galinha é recomendado para levantar as forças de debilitados, o Banco Central não deve esmorecer na derrubada da taxa de juros. Deve ir em frente. Corajosamente.

Porém, depende do novo governo, presumido para 2019, que deve seguir a regra do jogo. Sem mudanças radicais. Sem alterar o traçado do modelo econômico, pensando apenas no corporativismo político. Desprezando as necessárias reformas, previdenciária, trabalhista, política e tributária, para transpor obstáculos. Como o enriquecimento ilícito, a corrupção, o desvio de recursos e o loteamento de cargos, perfeitos nutritivos para não prometer dias melhores no futuro.

Para marcar a trajetória, algumas decisões são fundamentais. Fortalecer o setor de serviços, estimular a indústria, reduzir drasticamente as altas despesas governamentais, forçar as famílias a controlar o consumo. Eliminando desperdícios.

Apesar de alguns pontos nevrálgicos, que pedem reparos, os Estados Unidos não relutam. Para manter a dignidade ativa, a ordem, o respeito e a organização em dia, os americanos empregam apenas duas enérgicas palavras. Liberdade e reponsabilidade. Não importa se ferem negro, branco, rico ou pobre.

Daí o Tio Sam empregar o bordão. “Escreveu, não leu, o pau comeu”. Sem complacência.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

25 junho 2017 JOSELITO MÜLLER

SARNEY DIZ QUE É CANDIDATO A PRESIDÊNCIA

AMAPÁ – Um alento para quem achava que nas eleições presidenciais de 2018 não haveria nenhum candidato novo disputando para sentar suas nádegas presidenciáveis na cadeira atualmente ocupada pelo esposo de Marcela.

O ex-presidente da República, José Sarney, declarou que pretende ser candidato, “pois o Brasil precisa de renovação”.

A declaração foi feita durante o lançamento da segunda edição, revista e ampliada, de seu livro “Marimbondos de fogo”, na Academia Brasileira de Letras, da qual Sarney é membro.

Sarney revelou que pretende introduzir medidas inovadoras na economia, caso eleito, tais como o congelamento de preços e o corte de três zeros do valor nominal da moeda.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

EM PLENO EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTAR JUMENTALMENTE

Comentário sobre a postagem LEMBRANDO NELSON RODRIGUES

Joaquim Francisco:

“A ultima frase foi plagiada por Lula:

– De gente burra só quero votos!”

25 junho 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

GALINHA AO MOLHO PARDO

Na década de 70 ouvi uma história que Paul Bocuse esteve por aqui, na década anterior, para conhecer nossa culinária regional. Após degustar vários pratos, elegeu dois em condições de figurarem no cardápio da culinária internacional: Feijoada e Galinha ao molho pardo. No primeiro, acertou em cheio. E no segundo, errou em cheio?

Onde ele comeu essa galinha? Como era servido o molho pardo? A “iguaria” pode ter sido servida no famoso restaurante “O Cabeça Chata”, comandado por Manezinho Araújo, no Rio de Janeiro ou em São Paulo, onde permaneceu até 1963. Dizem que lá serviam uma boa galinha ao molho pardo. Não cheguei a frequentar o restaurante, mas conheço o molho pardo desde criança.

Ajudava minha mãe, segurando as asas da galinha, enquanto ela prendia a cabeça e cortava o pescoço, previamente depenado, com uma faca afiada. O sangue escorria num prato fundo com umas três colheres de vinagre, evitando assim que coalhasse. A galinha esperneava, o sangue jorrava, e em poucos minutos estava morta. Era uma cena corriqueira nas famílias nordestinas, porém difícil de se executar hoje em dia.

Em seguida, o molho era colocado de lado e partia-se para o preparo da galinha: O cozido era como o de uma galinha qualquer, ao molho e bem temperada com coentro, cebolinha, cominho e outros temperos. A gordura que se desprendia da galinha melhorava bastante o molho que a cozinhava e dava-lhe um sabor especial. Depois de umas duas horas de cozimento o prato estava pronto para comer, e somente umas poucas pessoas se lembravam do molho pardo.

Ele ficava numa vasilha num lado distante da mesa, pois havia gente que não podia nem ver aquele molho escuro, grosso. Outros, como eu, meu pai e minha mãe, adoravam o molho e com ele lambuzávamos as coxas da galinha antes de degluti-la. Era comer e lamber os beiços, como se dizia naquela época.

Fazer o molho era bem fácil; a dificuldade estava em obter o sangue vivo da galinha. Uma vez cozida, retira-se umas duas ou três conchas do molho e coloca-se junto com o sangue numa pequena panela e põe-se a cozinhar. Salga a gosto e em cinco minutos está pronto o molho pardo.

Anos depois, vendo algumas galinhas no quintal da minha sogra no interior de São Paulo, cuidei para que matassem a galinha daquela maneira e me dispus a fazer o molho. A princípio acharam estranho, primitivo e mesmo repugnante aquele modo de matar a galinha: “isto é um assassinato”, disseram alguns. Mas, quando o prato estava na mesa, esqueciam-se do “crime” cometido e comiam extasiados os pedaços de galinhas lambuzados com o molho pardo.

Assim, me acostumei a fazer a tal galinhada em São Paulo (capital), onde podia encontrar galinha caipira em qualquer granja. Escolhia a ave e pedia para matar, instruindo como obter o sangue em separado. Com o passar do tempo, ficou difícil encontrar galinha caipira viva. Algumas granjas têm, mas não matam na hora; outras não as vendem vivas. Levar para casa, extrair o sangue quando não se tem um quintal torna a operação mais difícil ainda.

Nos restaurantes nem se fala disso. Depois do “Cabeça Chata”, nunca mais ouvi falar em servirem o prato em São Paulo ou no Rio de Janeiro. É um prato que se fazia antigamente, mas que ainda permanece na lembrança de muita gente. Certa vez ouvi falar de um restaurante em Natal (RN) que servia o prato, mas era muito caro; era um prato chique.

Outra vez, encontrei o prato servido num boteco de Caruaru. Era um prato comum, igual o PF (prato feito) que faziam e cobravam o mesmo preço. Fiz o pedido e fiquei salivando enquanto esperava. Não foi boa a experiência: a galinha não era muito caipira e o molho veio junto misturado com os pedaços de carne. Reclamei com o dono do boteco que não era assim que se servia, o molho pardo tinha que vir separado para o freguês utilizá-lo ao seu gosto. Mas não teve jeito. Só serviam daquele modo.

Hoje é quase impossível comer a galinha ao molho pardo em São Paulo ou no Rio de Janeiro. O Governo proibiu a venda da galinha viva e não se pode obter o sangue para fins comestíveis, apenas para industrialização. Ouvi dizer que procurando muito pode-se encontrar um local onde servem o prato, mas é clandestino e, portanto, ilegal. É a intromissão do governo em nossa cozinha, impedindo que se deguste um bom prato.

Voltando ao Paul Bocuse, se ele viesse aqui hoje e quisesse comer aquele prato, seria difícil, teria que incorrer num delito. Dizem que o prato é de origem francesa, levado para Portugal e daí para cá na época colonial. Como se vê estamos diante de um típico caso onde a modernidade não incorporou, ou melhor, desconheceu totalmente e destruiu a tradição com a mãozona do Governo. Hoje eu vivo na cidade de São Paulo, tenho bem viva a memória gustativa do molho pardo, gostaria muito de lambuzá-lo numa coxa de galinha, mas estou proibido por duas leis: uma proíbe a venda da ave viva; outra proíbe o uso doméstico do seu sangue.

25 junho 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

ZÉ MANÉ – SALVADOR-BA

Berto

Dizem que a esposa do sinistro Admar Gonzaga (um dos “paus mandados” de Temer no TSE) chegou em casa gritando FORA TEMER…

Olha o que aconteceu (clique aqui para ler)

Abraço,

24 junho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

MINHA FOGUEIRA

 

É tempo de celebração na Nação Nordestina.

Vamos ouvir a doce voz de Amelinha interpretando uma composição da dupla Walter Queiroz e Gerônimo.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

24 junho 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

O BRASIL PERGUNTA A JANOT E JOESLEY: CADÊ A METADE QUE FALTA?

O Supremo Tribunal Federal decidiu que o acordo entre Rodrigo Janot e Joesley Batista não precisa de revisão, que o ministro Edson Fachin seguirá cuidando da meia delação premiadíssima e que, ao menos por enquanto, continuam valendo os benefícios que condenaram à impunidade perpétua um esquartejador da verdade. Com a decisão o STF aparentemente buscou impedir que os advogados dos quadrilheiros passassem a contestar todas as revelações de quem aceitou colaborar com a Justiça. O problema é que essa obscenidade parida em Brasília pelo procurador-geral da República pode desmoralizar o instrumento jurídico que, utilizado com inteligência em Curitiba, ajudou a iluminar a face escura do Brasil.

O correto seria percorrer o caminho do meio. As vigarices expostas por Joesley imploram por investigações e, se for o caso, castigos exemplares. Se o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, por exemplo, fizeram o que parecem ter feito, merecem o purgatório onde penam traidores de milhões de profissionais da esperança. Mas a história das falcatruas da JBS não pode limitar-se à primeira parte. Joesley está obrigado a exumar a metade que falta. O país que presta quer saber quando o açougueiro predileto dos governos do PT abrirá o baú das bandalheiras que praticou com a cumplicidade ativa de Lula, Dilma e a chefia do BNDES. Que tal começar pela suspeitíssima reunião que juntou Joesley, Lula e Eduardo Cunha no Sábado de Aleluia de 2016.

Figurões do Judiciário, do Executivo, do Legislativo e do Ministério Público teimam em fechar os olhos ao Brasil que a Lava Jato despertou.

(Refiro-me, insisto, à verdadeira Lava Jato, personificada por Sérgio Moro, não à caricatura liderada pelo procurador-geral que presenteia bandidos bilionários com o status de inimputável).

Esse novo país exige o enquadramento de todos os delinquentes, mesmo suspeitando que a tribo dos homens públicos honrados caiba numa maloca. Com o sumiço dos velhacos hegemônicos, a espécie em extinção vai multiplicar-se rapidamente. É hora de começar tudo de novo.

24 junho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

BRUNO JORGE MOTA CAVALCANTI – RECIFE-PE

Caro Berto,

Como leitor assiduo do JBF e cunhado do Padre Edwaldo venho prestar esclarecimentos sobre o seu estado de saúde, em virtude dos boatos que estão surgindo, dando conta do seu falecimento.

Na quarta-feira à noite ele teve um aumento repentino da pressão arterial, foi levado ao Hospital Esperança onde, depois de medicado, recebeu alta e voltou pra casa.

Na quinta, no final da manhã, o episódio voltou a se repetir e dessa vez foi levado ao Memorial São José, por recomendação do seu cardiologista.

No inicio da tarde, quando estava sendo medicado, sofreu uma parada cardíaca, que foi revertida pela equipe médica.

Hoje pela manhã foi submetido a vários exames e estamos aguardando os resultados.

Desde então encontra-se sedado e entubado na UTI daquele hospital.

Seu atual estado de saúde é estável.

Agradeço, se for possível, você repassar essa noticia a todos os fubânicos.

Grato,

R. Padre Edwaldo, titular da paróquia aqui no nosso bairro da Casa Forte, é uma figura querida que faz parte da paisagem do Recife e que mora no coração da população da cidade, de católicos ou não.

Estamos todos nós, seus amigos e admiradores, rezando e torcendo pela sua recuperação.

Foi o Padre Edwaldo quem batizou meu filho João.

Na ocasião, durante a cerimônia de batismo, ele sussurrou no meu ouvido “É a primeira vez que eu batizo o filho de um Papa“.

Só que esqueceu que o microfone estava ligado e a igreja inteira ouviu o que ele falou. E caímos na risada.

Os padrinhos Nau e Lúcia, irmãos do Editor, segurando João; Aline ao fundo e Padre Edwaldo à direita

No tempo em que dava minha caminhada matinal em redor da Praça de Casa Forte, quando eu passava em frente à casa paroquial, ele gritava lá do terraço:

– A benção, Santidade!

E eu respondia na hora:

– Deus te abençoe, meu querido Padre!

As pessoas que também caminhavam no local ficavam observando aquele cena sem entender que danado era aquilo…

Numa determinada ocasião, fomos eu e o colunista fubânico Zelito Nunes fazer uma visita a ele. E ficamos horas perdidas jogando conversa fora e bebericando uisque com gelo. Gelo feito de água de côco.

Zelito, Padre Edwaldo e este Editor; já lá se vão quase 11 anos… (Foto de Aline)

Uma figura que mora no meu coração e que tem um cantinho especial na minha estima e no meu bem querer.

No próximo mês de setembro vamos comemorar os 86 anos dessa figura estimada. Tenho certeza que ele resistirá.

Padre Edwaldo, uma das figuras mais queridas do Recife

24 junho 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

24 junho 2017 JOSELITO MÜLLER

TEMER NEGOCIA VENDER O ACRE PARA A NORUEGA

OSLO – O presidente Michel Temer despertou gargalhadas na tarde de ontem ao confundir o monarca norueguês com o rei da Suécia em solenidade oficial ao referido país.

O fato se deu em Stocolmo, capital da Dinamarca.

Tentando falar o idioma local, Temer não conseguiu se fazer compreender e usou o fato como desculpa para justificar sua gafe.

“EU FALEI NORUEGA, MAS COMO MINHA PRONÚNCIA É RUIM, VOCÊS ENTENDERAM SUÉCIA”, DISSE O PMDBISTA.

Momentos mais tarde, já acompanhado por Marcela, Temer degustou um bacalhau tipicamente norueguês, ocasião em que tentou desfazer o mal estar gerado pela sua confusão entre os países.

Ao ver que os chefes de estado já não queriam muito papo, Temer, que tentava convencê-los a não cortar verbas em prol da defesa da Amazônia, ofereceu o Acre para os ditos cujos, em troca da permanência do investimento.

“LÁ É UM LOCAL MUITO INTERESSANTE, COM MUITAS TRIBOS INDÍGENAS E SERINGAIS”, DECLAROU O SATANISTA, DESSA VEZ FALANDO EM PORTUGUÊS.

A proposta animou os anfitriões, que perguntaram à primeira dama brasileira se o que seu esposo dizia era mesmo verdade.

“FAZ TEMPO QUE EU DIGO PRO MICHEL VENDER AQUELE PEDAÇO DE TERRA”, TERIA DECLARADO A MÃE DE MICHELZINHO.

Os pormenores da negociação não foram revelados.

No final do jantar, Marcela convidou os presentes para jogarem sueca, mas ninguém tinha um baralho na ocasião.

24 junho 2017 FULEIRAGEM

ED CARLOS – CHARGE ONLINE

24 junho 2017 EVENTOS

PARA OS FUBÂNICOS DE PERNAMBUCO – FESTIVAL PALAVRA CIFRADA

Em 2017 a produtora Nós Pós comemora 10 anos de atividades, tendo produzido mais de 150 eventos com participação de cerca de 550 jovens artistas em mais de 30 municípios do estado. Para comemorar a primeira década de produção cultural a Nós Pós apresenta, com incentivo do Funcultura, o Festival Palavra Cifrada, cuja programação vai de 21 de junho a 16 de julho, ocupando 12 espaços em cinco cidades.

A programação do festival abrange os municípios de (nessa ordem) Bezerros, Tabira, Sertânia, Garanhuns e Recife, realizando eventos e oficinas em escolas públicas, bibliotecas, universidade pública e espaços culturais pelo interior, assim como espaços educacionais e culturais do Recife e outros espaços públicos dentro da Região Metropolitana.

Veja toda a programação clicando aqui:

24 junho 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

A DESCOBERTA DO SÉCULO

Lula continua morando num Brasil em que até os miseráveis são ricos

“Voltou a ter criança pedindo esmola, aumentou o número de pessoas dormindo na rua”.

Lula, na cerimônia de posse da nova diretoria do PT de São Paulo, revelando que só agora voltou a ver o que nunca deixou de existir porque deixou de dar as caras numa rua do Brasil desde a estrondosa vaia que levou no Maracanã na abertura do Pan-2007.

24 junho 2017 FULEIRAGEM

ADNAEL – CHARGE ONLINE

24 junho 2017 RUY FABIANO

A REPÚBLICA DOS RÉUS INDIGNADOS

O debate da reforma trabalhista, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, esta semana, contrapôs duas lideranças altamente representativas da atual conjuntura política brasileira.

De um lado, em defesa da reforma – e como seu relator -, o senador e líder do governo Romero Jucá (PMDB); de outro, contra a reforma, “e em defesa da classe trabalhadora”, a senadora e nova presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

A uni-los, a condição de réus na Lava Jato, em múltiplos inquéritos, beneficiários do mesmo esquema criminoso sob cujo amparo os seus respectivos partidos nadaram de braçada por quase uma década e meia. Lado a lado, lesaram o Estado.

Deixaram de ser aliados com o impeachment de Dilma, em que Jucá assumiu protagonismo, como ministro do Planejamento do governo Temer – de lá afastado em meio a cabeludas denúncias de corrupção, análogas às que desabaram sobre Gleisi.

Mas nenhum dos dois perdeu status. Temer considerou que, se as acusações a Jucá o inviabilizavam como ministro, não o impediriam de exercer a função de líder do governo no Senado, mostrando assim a consideração que tem pela chamada Câmara Alta do Legislativo. Ali, pelo visto, cabe tudo.

Lula, presidente de honra (?!) do PT, também não viu nada de mais em colocar na presidência do partido alguém que carrega o fardo de acusações cabeludas, como, entre outras, a de receber dinheiro roubado para sua campanha eleitoral.

Afinal, ele próprio, estava no comando desse processo, segundo os seis inquéritos a que responde – o primeiro dos quais a ter sua sentença prolatada nos próximos dias.

Gleisi e Jucá não são exceções. Ao contrário, são a regra. Os nomes mais influentes e representativos do Congresso, hoje, vivem a mesma circunstância de investigados pela Justiça. O quadro generalizou-se de tal forma que já não se sentem constrangidos.

Se o próprio presidente da República e seus principais ministros estão sob investigação policial, sob a mesma e banal rubrica de corrupção, por que se sentiriam melindrados?

Exercem o mandato com a maior naturalidade, apoiando-se mutuamente. Em alguns momentos, chegam a protestar com veemência contra os que (vejam só!) cumprem o dever de processá-los. Jucá é mais discreto; seus protestos são privados.

Gleisi, não: vem a público “denunciar” o procurador Deltan Dallagnol e o juiz Sérgio Moro pelo “crime” de fazer palestras – e cobrá-las. Pouco importa que tenham esse direito assegurado em lei.

O que importa é expô-los a uma acusação de que poucos sabem a inconsistência. A veemência simula indignação. É o réu, inversamente, acusando a Justiça, buscando constrangê-la.

Nas palestras que tanto o procurador como o juiz fazem – e que têm sido importantes para conscientizar a população da missão que exercem -, não tratam de nenhum processo em particular, nem dos réus. Falam pedagogicamente do processo que o país vive, enfrentando pela primeira vez o estamento burocrático, que faz do público um bem privado – e que, no reinando PT-PMDB, deu dimensão sistêmica à rapina, quebrando o país.

Algumas dessas palestras estão na internet (ao contrário das de Lula, materializadas em notas frias). Dallagnol e Moro dizem que doaram seus respectivos (e legítimos) cachês, pagos pela iniciativa privada (frise-se), a instituições de caridade.

Se o fizeram ou não, é problema deles, já que a lei não os obriga a isso. Quanto aos “cachês” de Gleisi, Jucá, Lula e amigos, além de muuuuito maiores, foram doados a eles próprios.

É nas mãos desse pessoal que estão as reformas de que depende o país para consertar o estrago que a Era PT (de que o PMDB é parceiro) impôs ao país. Ainda que aprovadas – e há sérias dúvidas quanto a isso – irão carecer do selo da legitimidade, o que agravará o ambiente psicossocial depressivo do país.

O ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, em palestra esta semana, assim resumiu o quadro político-econômico do Brasil:

“Acho que o nosso problema econômico é enorme, está numa trajetória insustentável mesmo com o que sobrou das reformas. Mas acho que o problema político é muito maior do que o econômico. Isso é incrível, porque o problema econômico é gigante.”

Pois é.

24 junho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

24 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

LEMBRANDO NELSON RODRIGUES

Nestes cinzentos tempos pós-PT (Perda Total), sinto muito as ausências do carioca Sérgio Porto e do pernambucano Nelson Rodrigues.

Dois cabras de inteligência rara, dois argutos observadores da realidade e dois geniais frasistas de língua ferina.

Fazem uma falta danada nos dias atuais.

Duas frases de Nelson Rodrigues que eu assino embaixo:

24 junho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

CÍCERO TAVARES DE MELO – RECIFE-PE

Caro editodos Luiz Berto:

Veja essa espetacularíssima homenagem feita pelo o Boticário ao Rei do Baião, Lua Gonzaga, na voz da extraordinária cantora revelação paraibana Lucy Alves, todo gravado com extrema competência na linda cidade de Exu, terra do Rei Gonzagão.

Com a participação especialíssima da Orquestra Sanfônica de Exu, o cantor e compositor Targino Gondim, Joquinha Gonzaga, Luizinho Calixto e demais sanfoneiros de todo o Nordeste, essa websérie transformada em três capítulos mostra mais uma vez a competência da equipe que faz os grandes comerciais do Boticário.

Um espetáculo grandioso, feito com rara competência. Bonito de se ver e de se emocionar!

Só não se emociona quem está morto!

24 junho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

24 junho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O IDIOTA TOMOU NO OLHO DO TOBA DE NOVO

Ontem botei no ar uma postagem sobre a cara quebrada de Roberto Idiota Requião.

Ele ficou desolado com o percentual altíssimo de cidadãos de bem que aprovavam a condenação de Lula no caso do triplex-propina.

Aquele escândalo que só mesmo os ceguetas renitentes teimam em não enxergar.

Vamos repetir os números:

O cuzinho Idiota Requião ficou desmoralizado publicamente e, pra se vingar, resolveu fazer uma nova pesquisa pra testar os coxinhas.

Ele quis saber a opinião do distinto público sobre a condenação de Aécio.

E o resultado foi mais acachapante ainda do que a pesquisa sobre Lapa da Corrupto.

Vejam:

Sendo membro do covil de apoio à quadrilha petralha, na qual se cultiva o hábito de ter bandidos prediletos, o dinossauro Idiota Requião tomou bem no meio do olho da tarraqueta.

Vou dedicar ao fubânico petista Ceguinho Teimoso – que tem o hábito de condenar determinados corruptos e de defender ardentemente o maior corrupto que o Brasil já teve em sua presidência -, um comentário que vi sobre a pesquisa de Roberto Idiota Requeijão.

Tá ótimo:

24 junho 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

24 junho 2017 REPORTAGEM

A UM PASSO DA CONDENAÇAO

AREIA MOVEDIÇA – Um apartamento na praia levará Lula a ser condenado pela primeira vez por corrupção 

Mais do que nunca, os olhares do mundo político e jurídico estão voltados para as movimentações do juiz Sergio Fernandes Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná. Nos próximos dias, ele anunciará a sentença que condenará Lula à prisão no caso do tríplex do Guarujá por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente é acusado de ter recebido o imóvel da OAS como contrapartida às benesses que a empreiteira obteve do governo no período em que o petista esteve no poder. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o ex-presidente foi beneficiado com pelo menos R$ 87,6 milhões dados pela OAS, dos quais R$ 3,7 milhões foram usados por Lula no apartamento de três pavimentos.

Conforme apurou ISTOÉ junto a integrantes da Lava Jato, o petista vai pegar até 22 anos de cadeia – 10 anos por lavagem de dinheiro e 12 por corrupção passiva. No cronograma de Sérgio Moro só uma etapa o separa do anúncio da condenação de Lula: a definição da pena a ser aplicada ao ex-ministro Antonio Palocci, hoje preso.

RISÍVEL – Advogados de Lula alegaram que o triplex era da Caixa. Mentiram. De pronto, o banco negou

A defesa de Lula está tão perdida nesse processo quanto o próprio cliente. Sem argumentos sólidos para defendê-lo, os advogados do petista apelam para o jogo sujo e chicanas jurídicas.

Chegaram ao desplante de afirmar que os procuradores usariam, na acusação a Lula, a mesma teoria aplicada por Hitler em seu primeiro discurso como chanceler da Alemanha na qual o ditador nazista defendeu a “elasticidade dos veredictos”.

Ou seja, que a posição dos procuradores seria manifestamente contrária às provas dos autos. Uma excrescência. Ao contrário do que alardeiam os advogados do petista, o MPF dispõe de farta documentação e depoimentos que demonstram que o ex-presidente ocultou a propriedade.

Nas alegações finais enviadas ao juiz Moro, na última semana, o dono da OAS, Léo Pinheiro, atestou que o imóvel era mesmo de Lula.“O tríplex nunca foi posto à venda e as reformas foram executadas seguindo orientações dos reais proprietários do imóvel, o ex-presidente Lula e sua esposa.

O projeto de reforma foi aprovado na residência do ex-presidente”, escreve o advogado de Pinheiro, José Luiz Oliveira Lima. O advogado esclarece na defesa da OAS que o tríplex, “bem mais caro do que o apartamento que Lula tinha no local”, não saiu de graça. “Os gastos feitos eram contabilizados e descontados da propina devida pela empresa ao PT em obras da Petrobras. Tudo com a anuência de seu líder partidário (Lula)”, afirmou.

Apesar de todas as evidências de que cometeu vários crimes, Lula, como todo acusado que cai nas garras da Justiça, insiste em alegar inocência. Em entrevista a Rádio Tupi do Rio na manhã da última terça-feira 20, o ex-presidente classificou de “piada” a peça acusatória dos procuradores da Lava Jato. “Espero que o Moro leia os autos e anuncie para o Brasil a minha inocência. Eu já provei que sou inocente. Quero que eles agora provem minha culpa”, acrescentou.

Em nota oficial, os procuradores do MPF foram contundentes ao rebater Lula. “A defesa do ex-presidente está usando recursos eticamente duvidosos para atacar. Quer transformar um julgamento de crimes por corrupção em julgamento político”, dizem os procuradores do MPF. Eles reiteraram que, “apesar de todas as dificuldades para superar a impunidade, todo esse processo pode restabelecer a crença de que é possível termos um País onde todos sejam efetivamente iguais perante a lei”.

UM JUIZ IMPLACÁVEL – Moro já condenou 76 pessoas na Lava Jato. Lula está na fila. Palocci é o próximo

O imóvel efetivamente não se encontra no nome do ex-presidente, mas a corrupção está fartamente provada, já que as benfeitorias no imóvel aconteceram e constituíram uma contrapartida ao tráfico de influência exercido pelo petista em favor da OAS.

Mesmo assim, a ideia era de que o apartamento fosse transferido mais tarde para Lula. Segundo Léo Pinheiro, a transferência fazia parte do acordo firmado com Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula e braço direito do ex-presidente. A eclosão do escândalo, no entanto, alterou os planos.

Na última semana, o advogado de Lula, Cristiano Martins Zanin, mostrou que a defesa do petista veio para confundir, não para explicar, como versava a famosa frase de Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Segundo ele, o imóvel havia sido transferido pela OAS para um fundo imobiliário da Caixa. O blefe se transformou num tiro no pé.

De pronto, a Caixa esclareceu que o imóvel jamais lhe pertenceu. “Ele foi dado pela OAS como garantia de uma operação de debêntures com financiamento da Caixa, mas o imóvel continua sendo da empreiteira”, afirmou a Caixa. O próprio dono da construtora, Léo Pinheiro, garantiu em depoimento ao juiz Sergio Moro que o tríplex estava destinado a Lula e sua família desde o início de 2010, ano em que a empreiteira assumiu as obras de construção do Edifício Solaris, antes pertencente à Cooperativa dos Bancários de São Paulo (Bancoop). Pinheiro fez questão de deixar claro que a OAS só aceitou assumir as obras do Solaris porque soube, por meio de João Vaccari, ex-tesoureiro do PT, que o então presidente Lula tinha imóvel no local.

Outras importantes testemunhas corroboraram a versão de Léo Pinheiro. Entre elas, o ex-zelador José Afonso. Segundo ele, Lula esteve duas vezes no imóvel, uma das quais acompanhado pelo dono da OAS. E agiu como dono do apartamento, não como alguém que desejava visitá-lo na condição de futuro comprador.

À ISTOÉ, o zelador chegou a dizer que testemunhou em 2014 a ex-primeira-dama Marisa Letícia, mulher de Lula falecida em fevereiro, pedir a engenheiros da OAS que construíssem o elevador privativo. “Como é que alguém, que não é dono, pede a construção de um elevador?”, questionou Afonso. O envolvimento de Lula nas práticas de corrupção tisnou sua imagem perante a sociedade.

Em levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas no Distrito Federal, 87,1% dos entrevistados garantiram que não votarão em candidatos citados na Lava Jato. Na pesquisa, Lula é considerado “o mais nocivo para o Brasil” para 37% das pessoas pesquisadas.

O ex-presidente foi denunciado em setembro de 2016 pelo MPF. No mesmo mês, Sergio Moro aceitou a acusação, transformando-o em réu pela quinta vez, afirmando que, dos R$ 3,7 milhões doados pela OAS ao ex-presidente, R$ 2,2 milhões constituíram vantagens oferecidas a ele por meio do apartamento 164-A do Edifício Solaris, no Guarujá.

Nesse valor, estão incluídas as reformas feitas no imóvel de 300 metros quadrados, que passou a contar com um elevador privativo, cozinha completa e área de lazer com piscina. Na denúncia formulada pelo MPF, Lula é considerado “o comandante da corrupção” na Petrobras. Ou seja, o chefão da quadrilha. “Lula dominava toda a empreitada criminosa, com plenos poderes para decidir sobre sua prática, interrupção e circunstâncias. Nos ajustes entre diversos agentes públicos e políticos, marcados pelo poder hierarquizado, Lula ocupava o cargo público mais elevado (…) Os atos de Lula, quando analisados em conjunto, e em seu contexto, revelam uma ação coordenada por ele, desde o início, com a nomeação de agentes públicos, comprometidos com o desvio de recursos públicos para agentes e agremiações políticas, até a produção do resultado, isto é, a efetiva corrupção (…) Lula é um dos principais articuladores do esquema de corrupção que defraudou contratos da Petrobras”, diz a denúncia assinada por 13 procuradores, incluindo Deltan Dallagnol, que menciona Lula como um dos políticos que usou recursos da Petrobras para enriquecimento ilícito.

O mais nocivo

Além da sentença de Moro no processo do tríplex, novos revezes se descortinam no horizonte de Lula. Para convencer o MPF a aceitar um acordo de delação premiada, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral promete envolver o petista em mais uma falcatrua.

Entre as histórias que Cabral se dispôs a contar está uma reunião, realizada em 2009 com a presença de Lula, em que o ex-presidente teria autorizado o empresário Arthur César Soares de Menezes a pagar propina a integrantes do Comitê Olímpico Internacional em troca da escolha do Rio de Janeiro como cidade sede das Olimpíadas de 2016. Em março, o jornal francês Le Monde já havia abordado o assunto.

De acordo com a publicação, o Ministério Público da França descobriu que Arthur César Soares pagou US$ 1,5 milhão ao presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo, Lamine Diack, três dias antes da votação que confirmou o Rio como sede dos Jogos.

Incapaz de se reinventar, o petista insiste no surrado discurso da vitimização. “Já provei minha inocência. Agora quero que provem a minha culpa. Mexeram com a pessoa errada”, disse em tom de ameaça, tal qual um capo mafioso. Não cola mais. Apesar de as investigações da Lava Jato atestarem que toda a política nacional está corrompida, resta evidente que a corrupção institucionalizada na era petista no poder não foi mera continuidade de um sistema corrupto, como adora alegar setores da esquerda. Sem dúvida, existe um “antes e depois de Lula”.

Não que a corrupção não existisse, por óbvio. Mas, sob o petista, a bandalheira foi transformada em política de Estado. É como se o Estado tivesse sido posto à venda. No governo dele e de sua sucessora, o pentarréu valeu-se do discurso histórico de esquerda, qual seja, de intensificação da intervenção do Estado na economia para angariar novas oportunidades de negócio à cúpula petista.

O caso da exploração do pré-sal é emblemático. Por trás daquilo que era apresentado como defesa do interesse nacional estava uma intencional e bem articulada ampliação do Estado como balcão de negócios. A serviço de um partido e de interesses particulares, como foi o caso do tríplex.

A realidade exposta pelos depoimentos colhidos por Moro é pródiga em demonstrar que o mito do herói, cultivado pelo PT nos últimos quarenta anos, serve melhor à literatura farsesca do que à política. Lula exerceu papel determinante na construção da pior crise política, econômica e moral da história recente do Brasil. Se ainda pairam dúvidas sobre qual caminho o País deverá seguir em 2018, o lulopetismo já apresentou abundantes motivos para o brasileiro saber qual trilha deve ser evitada.

Num artigo escrito, em 2004, para a Revista Jurídica do Centro de Estudos Judiciários sobre a Operação Mãos Limpas ocorrida na Itália nos anos 1990, o juiz Sérgio Moro a descreveu como “uma das mais impressionantes cruzadas judiciárias contra a corrupção política e administrativa”. E acrescentou: “se encontram presentes várias condições institucionais necessárias para a realização de ação semelhante no Brasil”. Estava certo o magistrado. E a condenação de Lula, a ser confirmada também pela segunda instância, será o seu apogeu, sem a qual a Lava Jato não terá feito qualquer sentido.

Mãos limpas

No mesmo artigo, Moro analisou o caso de Bettino Craxi, líder do Partido Socialista Italiano (PSI), primeiro socialista chefe de um governo na Itália (1983-1987) e um dos principais alvos da Operação Mãos Limpas. Moro sublinhou que Craxi, àquela altura já alvo de investigações e depois de refutar várias vezes o seu envolvimento, reconheceu despudorada e cinicamente, sem corar a face, o cometimento das práticas ilícitas em célebre discurso no Parlamento italiano, em 3 de julho de 1992, servindo-se de argumentos muito semelhantes aos utilizados pelo PT e por Lula: “Casos de corrupção e extorsão floresceram e tornaram-se interligados. O que é necessário dizer e que todo mundo sabe é que a maior parte do financiamento da política é irregular ou ilegal. Os partidos e aqueles que dependem da máquina partidária, de jornais, de propaganda, atividades associativas ou promocionais têm recorrido a recursos irregulares”.

As coincidências não param por aí. Em dezembro de 1992, Craxi receberia um documento de dezoito páginas no qual era acusado de corrupção, extorsão e violação da lei de financiamento de campanhas. A base da acusação era a delação premiada de Salvatore Ligresti, amigo pessoal de Craxi preso em julho de 1992.

Dizia ele que o grupo empresarial de sua propriedade teria pago cerca de US$ 500 mil desde 1985 ao Partido Socialista Italiano em troca de favores. Em janeiro de 1993, chegou à residência do político o segundo aviso com acusações de que a propina teria beneficiado não apenas o PSI, como também a ele próprio. Um mês depois, Craxi renunciou ao posto de líder do partido.

Transformado em símbolo do que havia de pior na política italiana, Craxi chegou a ser alvo de uma chuva de moedas ao andar pelas ruas de Milão. Ao condenar Lula, Sergio Moro terá alcançado, ironicamente 13 anos depois de ter escrito o artigo, a versão tupiniquim do corrupto italiano Bettino Craxi.

Uma relação tão delicada

AMIGOS PRA SEMPRE – Lula e Joesley (de camisa branca) sempre foram muito próximos, mas o dono da JBS diz que só se encontrou com o ex-presidente duas vezes

A JBS, que no início chamava-se apenas Friboi, transformou-se na maior produtora de proteína animal do mundo graças ao governo Lula, que deu mais de R$ 10 bilhões em empréstimos do BNDES com juros de pai para filho ao grupo de Joesley Batista. Com essas mamatas todas, a JBS deu um salto de 3.600% no faturamento durante o governo petista. Em 2006 faturava R$ 4,7 bilhões e em 2016 passou para R$ 170,4 bilhões. Apesar de Lula turbinar os negócios do amigo Joesley, o empresário vem tentando se esquivar desse relacionamento mais do que próximo. A amizade era tanta que houve boatos de que ele era sócio de um dos filhos de Lula.

Em entrevista à Época, na última semana, o empresário disse ter se encontrado com Lula apenas duas vezes para conversas “republicanas”: em 2006 e 2013.

Mentiu. Afinal, no depoimento da delação premiada que o próprio dono da JBS concedeu aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) em Brasília, em março último, Joesley relatou diversas outras conversas com Lula.

Um desses encontros, segundo Joesley, aconteceu em outubro de 2014 na sede do Instituto Lula, quando o empresário alertou o ex-presidente de que a JBS já havia doado R$ 300 milhões à campanha do PT , o que ele considerava “perigoso”, caso viesse a conhecimento público. “Lula me fixou nos olhos, mas não disse nada”, afirmou Joesley aos procuradores. Os encontros dos dois, portanto, eram constantes. Os dois se falavam com frequência por telefone também.

Coube ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) desmentir Joesley. Em carta escrita de próprio punho da cadeia de São José dos Pinhais, onde está preso desde o final do ano passado, Cunha disse que o dono da JBS faltou com a verdade. “No dia 26 de março de 2016, sábado de aleluia (véspera da Páscoa), houve um encontro entre eu, ele e Lula, a pedido do Lula, para discutir o impeachment de Dilma”, diz Cunha na carta. Nessa reunião, acrescentou Cunha, realizada na casa do empresário, “pude constatar que a relação de Lula e Joesley era de constantes encontros”. O ex-deputado afirmou que pode provar o que está falando por meio de recibos do aluguel dos carros que utilizou em São Paulo para ir à casa de Joesley encontrar o ex-presidente petista.

A CARTA – Eduardo Cunha diz, em mensagem escrita na prisão, que os encontros de Lula e Joesley eram constantes

Transcrito da Revista Isto É


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa