Eu te amo porque te amo, Não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga. Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários. Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo. Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade, Itabira-MG, (1902-1987)
Um assassinato misterioso ocorrido na Lagoa Mundaú – onde, por uma infeliz coincidência, uma mina está cedendo e afetando milhares de moradores de Maceió – é o cenário que abre o romance de Carlito Lima, que leva o nome da lagoa.
A obra conta a história de uma família, suas lutas, aventuras e alegrias em um período histórico para o Brasil entre as décadas de 1960 e 1970. Uma mistura de ficção e realidade que retrata o país durante a ditadura militar.
Para Carlito Lima, mais que um romance, a obra é a historiografia de uma época.
“Mundaú é um depoimento do modo de vida daquela época, quando o machismo e a violência contra a mulher eram naturalizados, mas também quando havia muita música popular brasileira, romantismo e ideais. Em 50 anos as coisas mudaram e o leitor pode tirar suas conclusões”, afirma.
Pai é a grande figura Nos ensina a caminhar Seu conselho salutar É que nos molda a postura Com censura ou com brandura Ele nos chama atenção Ralha e oferece a mão Aquele pai consciente: Pai é um grande presente Presente em meu coração.
Dalinha Catunda
Ter um ” PAI ” nas nossas vidas Que benção maior do mundo Um amor assim profundo Com proteções garantidas São esteios, são guaridas Nosso porto e direção Segurando nossa mão Por jamais ficar ausente Pai é um grande presente Presente em meu coração.
Dulce Esteves
Mesmo já sendo velhinho De pijama e de bengala Numa cadeira na sala Solitário sentadinho Ele me mostra o caminho O rumo e a direção Sua sábia opinião É algo bem pertinente Pai é um grande presente Presente em meu coração.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central publicou, nesta terça-feira, a ata da reunião da semana passada, que terminou com uma nova redução mínima na taxa Selic, agora em 14% ao ano. Se na reunião anterior a comunicação dos diretores do BC mais confundiu que esclareceu – tanto o comunicado quanto a ata traziam mais argumentos pela manutenção dos juros que pela sua redução –, desta vez o colegiado foi ligeiramente mais breve, evitou algumas expressões mais ambíguas, e manteve a prática de não antecipar movimentos futuros enquanto não houver mais clareza a respeito de vários tópicos, que vão de conflitos internacionais à política fiscal do governo brasileiro.
Como tem sido há vários meses, o cenário internacional continua indefinido, especialmente devido à continuação do conflito entre Irã e Estados Unidos, que afeta diretamente o fornecimento e os preços internacionais do petróleo, e à política comercial norte-americana, com a entrada em vigor de um novo tarifaço global imposto por Donald Trump, punindo dezenas de países com alíquotas de 10% a 12,5%. Internamente, o Copom avalia que a atividade econômica está em desaceleração, embora o mercado de trabalho siga aquecido. Os diretores do BC insistem no fato de os rendimentos médios estarem subindo acima da produtividade do trabalho e defendem o aprofundamento da “avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia” – uma forma elegante de dizer que, se os salários sobem, mas a produtividade não, o resultado é aumento de demanda e, consequentemente, dos preços.
Mais significativo é o fato de o Copom ter mantido, no comunicado e na ata da reunião da semana passada, uma novidade introduzida após a reunião de junho: um alerta mais explícito sobre o risco fiscal introduzido pelo governo Lula. O texto volta a listar, entre os riscos de alta para a inflação, os “estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial” – ou seja, o pacote de bondades lulista, que estimula as famílias a seguir gastando. E afirma, como também já fizera antes, que “o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia”.
Eis aqui o ponto mais importante: um governo fiscalmente irresponsável em Brasília é mais destrutivo no médio e longo prazo que um conflito no Oriente Médio. O IPCA está em desaceleração desde abril, e em julho o acumulado de 12 meses voltou a ficar dentro do limite superior de tolerância da meta, mas Lula já antecipou, em seu plano de governo recentemente divulgado, que deve manter políticas potencialmente inflacionárias. Não há menção a um ajuste fiscal relevante; em vez disso, o texto defende a manutenção do atual arcabouço fiscal, que garante aumento real na despesa pública independentemente do desempenho da economia, e afirma ter “reorganizado as contas públicas”, quando na verdade Lula conseguiu fazer a dívida pública dar um salto de mais de dez pontos porcentuais como proporção do PIB, comprometendo gravemente o futuro fiscal do país.
“A inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo”, conclui o Copom, indicando que os juros podem até continuar a cair no futuro próximo – embora o colegiado não dê nenhuma indicação concreta a esse respeito –, mas seguirão altos enquanto as incertezas internacionais não se dissiparem e enquanto o Brasil não adotar um ajuste fiscal digno do nome. A insistência na gastança e nas bondades de estímulo ao consumo, armas com as quais Lula pretende conseguir a reeleição, já cobram seu preço, e continuarão a cobrá-lo, talvez forçando a antecipação do fim do atual ciclo de afrouxamento monetário.
Se confirmada a impressionante denúncia de envolvimento de Lindbergh Farias (PT-RJ) no suborno de R$ 16 mil para uma mulher prestar falso testemunho, afirmando ter sido atacada pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), não impõe apenas cassação de mandato.
Exige prisão.
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Se for prender tudo quanto é petista envolvido em falcatruas, num vai ter cadeia pra todos.