
Atrás de votos, Lula volta hoje (25) ao Mato Grosso do Sul para cumprir agenda pela segunda vez em 2026.
Ano passado, sem eleição, o petista não se deu ao trabalho nem de passar pelo estado.
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E ele tem votos por lá.
Por lá e por um monte de recantos deste país.
Podes crer: isso é público e notório!
Tem gosto pra tudo neste mundo.
Ele chegava alegre com dois ou três pacotes, colocava-os na mesa e abria mostrando aos cinco filhos os fogos comprados para o São João. Arrodeando a mesa da sala da imensa varanda de minha casa, contemplávamos cheios de alegria aquele presente de meu pai. O Major Mário Lima sentia prazer, satisfação em distribuir os fogos aos filhos. Aos menores cabiam: traques, chuvinhas e estalos bebé. Aos maiores eram distribuídos: foguetes de três tiros, foguetes de estrelas, bombas travalianas, peidos de veia, e o melhor, os vulcões. Na véspera de São João, perto de escurecer dava-se o momento mágico: acender a fogueira bem arrumada na rua em frente à minha casa. Lançava álcool por cima dos troncos, acendia o fogo com um fósforo. O fogaréu começava chispando faísca, iluminava a rua. Os adultos sentados nas cadeiras na calçada, conversavam, tomando doses de quentão, uísque ou cerveja e olhavam a meninada correr e soltar seus fogos. Os vizinhos seguiam o mesmo ritual. A rua engalanava-se em fogueiras e bandeirinhas, havia um rodízio de visitas enquanto a eletrola tocava:
A fogueira tá queimando… Em homenagem a São João… O forró já começou… Vamos, gente, rapa pé nesse salão…
Quando dava meia-noite, as mocinhas entravam para fazer “adivinhações”. Em uma bacia cheia d’água deixavam pingar cera de uma vela acesa até formar ou aparentar com os pingos uma letra. Pronto, era com um jovem de nome iniciado com aquela letra que a moça iria casar. Ou levavam para o fundo do quintal uma faca que enfiava no tronco de uma bananeira, no dia seguinte puxava a faca manchada com a primeira letra do seu futuro marido. Eu, menino acompanhava com fascínio toda aquela movimentação da véspera de São João, ouvindo o som da eletrola rodando as músicas de Luiz Gonzaga. Quando a fogueira baixava, convidava um amigo do peito para pular por cima das brasas, um de cada lado, seríamos “compadres” para o resto da vida. Um dos momentos mais esperados era a queima de três ou quatro vulcões enormes, um esplendor de explosão jorrando forte para o alto enormes faíscas coloridas.
Durante a adolescência, a expectativa do São João iniciava um mês antes, com os ensaios da Quadrilha no Iate Clube Pajussara. Vários pares de jovens dançavam e rebolavam ao som de uma animada música junina e sob o comandando do quadrilheiro que cantava a sequência dos passos da dança em francês: “Em avant tout”, “change de dame”, “balancê”, “returnê”, “tur”, e lá íamos nós, os jovens casais, felizes da vida. Ensaiávamos bastante até a noite da grande apresentação. Durante os repetitivos ensaios, a paquera era maravilhosa. Iniciavam namoros entre os componentes da quadrilha. Afinal a noite de glória, a apresentação da Quadrilha do Iate. Todos fantasiados de matutos, com as calças e camisas remendadas, bigodes e costeletas de carvão, chapéu de palha, dançávamos como se fosse para a maior plateia do mundo. Enchíamos de orgulho e felicidade quando os aplausos ensurdeciam no enorme salão.
No CRB havia a famosíssima Festa dos Pedros, organizada na véspera de São Pedro, dia 28 de junho. As mesas rapidamente vendidas, quem tinha o nome Pedro, a mesa reservada era cortesia. Um arrasta-pé intermitente animado por quatro trios nordestinos, forró de pé de serra, tocava a noite toda. Ao lado de fora uma enorme fogueira acesa iluminava o Clube e a praia da Pajuçara. Quando terminava a animada festa, nós, jovens moradores da Avenida da Paz, caminhávamos rumo às nossas casas, cantando ainda com energia cheio de hormônios, geralmente de mãos dadas com a namorada da vez. Abraçados, um beijo roubado, cantando pela noite iluminada pelos postes da luz boêmia:
“Olha pro céu meu amor… Veja como ele está lindo… Olha para aquele balão multicor… Que lá no céu está sumindo… Foi numa noite igual a esta… Que tu me deste o coração… O céu estava em festa…
A música valia um beijo da namorada já segura pelo pescoço. Durante a alegre caminhada, às vezes a chuva acontecia, era sinal de alegria, estimulava nossa energia. Ao chegar perto do coreto da Avenida, o dia amanhecendo, o céu dourado anunciando um novo dia, com chuva ou sem chuva, corríamos para um mergulho no mar alaranjado pelo sol nascente com roupa e tudo que tivesse no corpo. Alegres, cansados, cada qual partia molhado para sua casa. Era a despedida, acabava as festas juninas tão amadas e tão esperadas durante o ano inteiro.

Apareceu um celular na cela do pai de Daniel Vorcaro. Como o aparelho foi parar lá?
O pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, perto de Belo Horizonte, e encontraram um celular na cela dele. Como é que o aparelho entrou lá? Obviamente, você que me ouve deve imaginar que alguém foi comprado por ele e permitiu que o celular chegasse lá; sabemos que aquela “Turma” chefiada por ele tinha até policiais federais, gente que recebia muito dinheiro para trabalhar para os Vorcaro e intimidar pessoas que não concordavam com os rumos adotados pela família.
E a mãe de Vorcaro registrou, na Polícia Civil, o roubo de relógio no valor de R$ 1 milhão. O crime aconteceu no sábado. Achei muito estranho, porque Henrique Vorcaro foi alvo de busca e apreensão vários dias antes; busca e apreensão serve para encontrar os recursos da pessoa, e avaliar se o investigado tinha uma vida de rendas legais que justificassem aqueles recursos. Como é que deixaram para trás um relógio de R$ 1 milhão? O ladrão, de 41 anos, só foi preso porque a namorada o denunciou. Mas alguma coisa aí não está se encaixando.
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O crime continua se espalhando pelo Rio de Janeiro
A criminalidade no Rio de Janeiro agora está na Zona Sul, aonde chegou já há um tempo. Agora, a bola da vez é Botafogo. Imaginem, era o bairro das embaixadas quando o Rio era capital federal; ainda é o lugar dos consulados – o de Portugal, por exemplo, é um palácio maravilhoso na Rua São Clemente, onde uma pessoa levou um tiro enquanto estava dentro de um ônibus.
No Mirante Dona Marta, turistas ficaram cercados por balas vindas de toda parte no enfrentamento entre a polícia e os traficantes; ficaram todos encolhidos, esperando que parasse o tiroteio. Lembro que em 1964 eu estava lá em cima à noite, olhando a paisagem, quando a polícia chegou e fez uma busca no carro para saber se havia droga; claro que não havia. Eu disse que era turista, eles olharam a placa do carro, viram que era do Rio Grande do Sul.
Eu estava com um revólver emprestado dentro do carro, mas não aconteceu nada porque naquele tempo não havia essa neurose em relação a armas. Em 1964, ninguém precisava ir correndo a uma delegacia mostrar a arma; bastava mostrar a nota fiscal, era simples. Hoje há um rigor em relação às armas, mas só para as pessoas de bem; as armas dos bandidos entram pela fronteira, enquanto o governo tira das Forças Armadas os recursos que poderiam ser usados para vigiar e policiar as fronteiras.
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Colômbia elege presidente que promete dureza contra o crime
Quem sabe agora a fronteira com a Colômbia vai estar mais aliviada – ou não, porque a bandidagem vai fugir da Colômbia. O novo presidente, Abelardo de la Espriella, já anunciou que vai bombardear as plantações de coca e abater aviões e lanchas que estiverem com cocaína. É bom lembrarmos que a entrada do Rio Amazonas, que ali ainda é o Solimões, é controlada pelo Comando Vermelho, e as pistas de pouso da Amazônia são controladas pelo PCC.
A Colômbia ruma para o oposto do Brasil. Aqui, o presidente que não quer saber de guerra contra os narcoterroristas. Lá, o eleito declarou guerra ao crime, disse que as forças de segurança poderão abater quem atirar em policiais e viaturas. Por isso ele foi eleito, derrotando o candidato do Gustavo Petro, amiguinho do presidente brasileiro, que resolveu fazer “paz total” com os bandidos.
Dia desses andei relendo esse livrinho e me encantei, de novo. 30 conversas interessantes com gente do Nordeste, tipo Dom Hélder, Manoel Bandeira, Luiz Gonzaga, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Jackson do Pandeiro, Sivuca, dentre outros.
Como se não bastasse tem prefácio e apresentações de Dr. José Paulo Cavalcanti Filho, Maciel Melo, Luiz Berto e Paulo Rocha.
Gostei e recomendo.
É só pedir pelo imeio xicobizerra@gmail.com – que eu entrego em todo o Brasil.
E custa só R$ 46,00, frete incluso.

Há pessoas que não conversam; catequizam; não expõem ideias: distribuem mandamentos; não debatem: evangelizam; não argumentam: recitam; não refletem: repetem. E o mais curioso é que quase sempre se imaginam extraordinariamente livres. Vivemos uma era singularmente sofisticada na arte da domesticação. Nunca se falou tanto em liberdade, autonomia, pluralidade, consciência crítica e emancipação intelectual — e, paradoxalmente, talvez nunca tenha havido tamanho culto à obediência emocional, à filiação automática e à reprodução mecânica de consensos fabricados.
O homem moderno aprendeu a trocar algemas de ferro por algemas de aplauso. Antes, a submissão vinha pela força bruta. Hoje, ela chega perfumada de virtude, acompanhada de slogans, hashtags, manifestos, reuniões enfadonhas, discursos de auto importância e uma legião de pedagogos morais improvisados que decidiram, com espantosa generosidade narcísica, ensinar o restante da humanidade a existir corretamente. Chamam isso de conscientização. Muitas vezes, é apenas catequese social com verniz acadêmico. Há uma espécie particularmente fascinante nesse ecossistema: o missionário da opinião inevitável. Ele não aceita que discordes; ele tolera tua existência apenas enquanto assumes o dever moral de concordar com ele. Caso contrário, és declarado ignorante, alienado, retrógrado, elitista, radical, ingênuo, perigoso, confuso ou — esse clássico tão elástico quanto intelectualmente preguiçoso — “problemático”.
É admirável a criatividade vocabular de quem possui tão pouca tolerância ao dissenso. O catequista social não argumenta para compreender; argumenta para converter. Seu objetivo nunca foi diálogo. Seu objetivo é adesão. Ele entra em qualquer tema com o mesmo fervor burocrático de um funcionário espiritual encarregado de distribuir certificados de pureza ideológica: Se falas de arte, ele politiza; se falas de Ciência, ele ideologiza; se falas de música, ele sociologiza; se falas de silêncio, ele suspeita; se não falas nada, ele interpreta teu silêncio como posicionamento estratégico. Nada escapa.
A chuva precisa ter narrativa, a literatura precisa ter utilidade social, a música precisa servir a alguma bandeira, o pensamento precisa obedecer a alguma corrente e até o café, se der tempo, talvez precise declarar filiação ética. Falta apenas regulamentarem o bocejo. E talvez o façam em alguma conferência internacional sobre expressões faciais socialmente responsáveis. Há nisso uma comicidade sutilmente trágica, porque os mesmos que proclamam pluralidade costumam demonstrar profundo desconforto diante da pluralidade real. Gostam de diversidade — desde que ela venha cuidadosamente domesticada, higienizada e aprovada pelo departamento central das opiniões permitidas.
Divergência, para muitos, é linda em teoria e intolerável na prática. A liberdade é celebrada com entusiasmo quase religioso… até que alguém a exerça de maneira inconveniente. A partir daí, começam os rituais: vêm os olhares escandalizados, as correções paternalistas, as aulas não solicitadas, as pregações com ar de superioridade filantrópica, as exortações performáticas e os sermões laicos de quem se imagina guardião da sensatez universal. E é curioso como certos indivíduos combatem dogmas com o fervor exato de novos dogmáticos. É simples: mudam os altares e permanecem os sacerdotes. E então surgem os devotos da coletividade obrigatória: aqueles que parecem sofrer de urticária existencial ao descobrir que alguém pensa sem consultar tribos, partidos, bolhas, cartilhas, confrarias emocionais ou assembleias de aprovação moral: “Mas como assim tu não te alinhas?” “Como assim não te identificas integralmente?” “Como assim não assumes esse pacote completo de crenças?” Como se pensar fosse um serviço por assinatura.
Como se a consciência viesse em combo promocional. Escolha o plano ouro: indignações ilimitadas, opiniões pré-formatadas e direito a superioridade moral em horário comercial. Há algo quase cômico nessa fome de alinhamento. O ser humano, esse animal capaz de filosofia, astronomia, poesia, matemática e música, frequentemente prefere a segurança infantil de repetir o que sua tribo já mastigou. Pensar exige esforço e repetir exige apenas pulmões. E há pulmões heroicamente ativos.
Não tenho paciência para catequese social porque ela frequentemente nasce de uma arrogância cuidadosamente disfarçada de benevolência. Parte do pressuposto de que o outro precisa ser ajustado, educado, corrigido, enquadrado, orientado ou resgatado de si mesmo. É o paternalismo vestido de virtude. A tutela maquiada de empatia. A vaidade intelectual usando crachá humanista. Não raro, os grandes pregadores da tolerância demonstram uma intolerância notável ao pensamento independente. Falam em escuta, mas desejam eco, falam em diálogo, mas exigem adesão, falam em consciência crítica, enquanto punem qualquer consciência que critique o próprio catecismo. É uma engenharia social de sofisticação curiosa: convencer o indivíduo de que pensar sozinho é suspeito, e obedecer coletivamente é maturidade. Recuso. Não por rebeldia teatral, não por pose contrária e não é por fetiche de isolamento, mas, porque a consciência não foi feita para funcionar como rebanho ornamental. Gosto de pessoas que discutem.
Desconfio das que doutrinam. Respeito quem argumenta. Evito quem catequiza. Admiro quem pensa. Temo, intelectualmente, quem apenas reproduz. Porque a história humana — essa coleção gloriosa e desastrosa de civilizações, colapsos, ideologias, guerras e certezas pomposamente equivocadas — já ensinou o bastante sobre o perigo de massas apaixonadas demais por unanimidades. Toda catequese começa prometendo esclarecimento e muitas terminam produzindo obedientes… ou ignorantes.
Por isso, preservo com zelo quase litúrgico meu direito de discordar, rir, recusar, duvidar, contrariar, silenciar e pensar: Sem cartilha, sem coral, sem tutor moral, sem sacerdócio ideológico e sem fila para absolvição social. Não tenho paciência para catequese social. Se isso escandaliza alguns pregadores da pedagogia universal, paciência. Ou melhor: paciência é justamente o que eu não tenho.
Editorial Gazeta do Povo
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu mais uma vez a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,25% ao ano. Embora a decisão fosse esperada pelo mercado financeiro, o comunicado deixou dúvidas e gerou críticas, pois a argumentação apresentada parecia trazer mais justificativas para a manutenção da Selic em 14,50% que para sua redução, ainda que mínima. A ata da reunião, divulgada nesta terça-feira, não ajudou a dissipar os questionamentos, mesmo afirmando que os juros provavelmente seguirão altos por mais tempo que o projetado até pouco tempo atrás.
Em toda reunião, o Copom lista o que chama de “riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa”. Tanto o comunicado quanto a ata listaram quatro riscos de alta contra três riscos de baixa. O problema, no entanto, não é apenas o placar numérico, mas o fato de os riscos de alta serem mais prováveis ou mais intensos que os de baixa. Considere-se, por exemplo, o quarto desses riscos de alta: “estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial”. Em bom português, trata-se de uma referência à gastança desenfreada do governo e às bondades eleitoreiras que incentivam o consumo, de forma a manter a economia artificialmente superaquecida em época eleitoral – um risco, aliás, que apareceu pela primeira vez (ao menos descrito com essas palavras) no comunicado e na ata desta última reunião.
Gastança governamental – especialmente nos níveis que Lula tem imposto à destruição das contas públicas – não tem consequências apenas de curto prazo; suas consequências se prolongam no tempo, inclusive na forma de inflação. O comunicado reconhece que “o cenário havia se deteriorado desde a última decisão” e que “a projeção do Copom para o quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante, foi de 3,7%, evidenciando um distanciamento maior da meta relativamente à projeção da reunião anterior (3,5%)”. Por isso, a afirmação, feita mais abaixo na ata, de que a inflação estaria “convergindo para a meta no primeiro trimestre de 2028” parece mais wishful thinking que uma estimativa sólida.
Segundo a ata, o Copom não pretende “reagir integralmente a variações de preços decorrentes de choques de oferta, que no momento atual incluem incertezas relevantes” – o comitê menciona tanto os preços do petróleo, dependentes do desfecho das negociações entre Estados Unidos e Irã, quanto os preços de alimentos, que devem sofrer os efeitos do “super El Niño” previsto para os próximos meses. No entanto, ainda que faça sentido não submeter a política monetária a choques de oferta que podem ser momentâneos, há outros fatores em número e intensidade suficientes, a começar pelo enorme rombo que o governo Lula está contratando, para recomendar muita cautela nos próximos passos.
O IPCA acumulado dos últimos 12 meses já rompeu novamente o limite máximo de tolerância; Japão, Europa, Reino Unido e Estados Unidos estão mantendo ou elevando seus juros – o que ainda diminui a atratividade da moeda brasileira com a redução entre a diferença entre a Selic e os juros estrangeiros, pressionando o câmbio. A janela que se abriu para a redução da taxa Selic meses atrás está se fechando. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, conseguiu superar a desconfiança inicial após sua nomeação, com uma gestão técnica que resistiu às pressões políticas de Lula e do petismo; se insistir em reduzir juros em condições que aconselhariam postura diferente, colocará em risco essa credibilidade, ressuscitará os temores de uma “tombinização” do BC, e ainda poderá deixar a inflação escapar do controle mais uma vez.