MORTE E VIDA SEVERINA

Teleteatro musical produzido pela TV Globo em 1981.

Baseado na obra de João Cabral de Melo Neto.

Dirigido por Walter Avancini com música de Chico Buarque.

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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UFA!

 

Hoje eu acordei aliviado. Olhei para o mundão e suas crises e pensei: realmente moro em um país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza. Povo pacífico por índole e que aceita tudo que lhe é imposto (4 meses de salário por ano) e jura que não está nem aí para a agiotagem dos juros que, sem qualquer dúvida, é uma das maiores do mundo.

Daí continuei pensando e acabei ficando com dó dos pobres e coitados europeus que hoje enfrentam uma das piores crises da história e que, por infelicidade, não moram na sexta maior potência do mundo.

Pois eu moro. E não estou nem aí para esses branquelos dos olhos azuis. Meu negócio, como brasileiro, é gostar de futebol, safadezas de toda ordem, votar em corrupto, apoiar ladrões e fechar os olhos para qualquer merda que esteja acontecendo, desde que não interfira na minha vidinha pacata, que eu penso estar totalmente isolada dessas safadezas.

Violência? Que violência? Conversa pra boi dormir! Eu nunca fui assaltado na vida. Já perdi um sobrinho com uma bala perdida, mas a culpa foi toda dele. Quem mandou o sujeito ficar exatamente no lugar onde o balaço ia passar e atravessar a sua cabeça? Se ele não estivesse ali, estaria vivinho da silva e não vendo grama nascer pela raiz.

Problemas com educação? Que problemas? Deixe de conversa! Nossos professores são muito bem preparados, ganham bem e se metade dos nossos estudantes não conseguem aprender absolutamente nada, a culpa é toda deles. Quem manda serem burros? Quem mandou nascerem idiotas? Se fossem mais inteligentes aprenderiam, mesmo estudando em escolas taperas e estabelecimentos de ensino aos cacos.

E, de mais a mais, quem é que precisa de matemática? A ciência dos números já foi totalmente mudada pelos intelectuais socialistas e o português não precisa mais de quaisquer regras, permitindo a qualquer um increvê di conforme a porópia vontade.

Isso é liberdade meus amigos. Liberdade que esses europeuzinhos mequetrefes, jamais vão conseguir na vida.

E bastam algumas comparações para entender o porquê do nosso rio de côco, desaguar no, também nosso, antigo mar de lama.

A Grécia coitada, uma das mais atingidas pela crise, ocupa o 11º lugar no ranqingue mundial da educação, entre quase duzentos países analisados. Que povinho mais imbecil! Gentinha mais atoa! Essa povo bem que anda precisando ouvir um pouco mais dos conselhos de Lula, que não lê nada com medo de diarreia. Precisa prestar mais atenção em Dilma Roussef com suas creches fantasmas e suas quinhentas escolas técnicas que bem podem ser apelidadas de creches Conceição “ …se subiu, ninguém sabe ninguém viu”.

A França ainda consegue ser mais burra. Está sofrendo no 13º lugar desse mesmo ranquingue. Um pouquinho abaixo da pobrezinha da Grecia.

A Itália está em 22º lugar. Espanha ( aquele pais que odeia brasileiro inteligente )em 15º e Portugal em 22º .

Se o assunto for saúde pública a coisa fica pior ainda. A Europa inteira goza de uma qualidade excepcional tanto em atendimento quanto em tecnologia e outros quesitos próprios no tratamento de todos os males de sua gente.

Em desenvolvimento humano está nos primeiros lugares, e conta com infra-estrutura a contento, transporte público eficiente e leis rígidas que asseguram direitos e deveres de cidadania a todos os seus habitantes.

O europeu ainda vence no quesito salário mínimo que, em média, gira em torno de oitocentos euros, algo parecido com dois mil e quinhentos reais.

Nós não. Somos os piores em tudo. Vivemos mal, somos mal tratados, mal atendidos, mal amados, fodidos e mal pagos.

Estamos no fundo do poço em todos esses itens, enquanto bancamos roubalheiras de toda ordem e somos extorquidos em impostos que geram fortunas nas mãos de ladrões e safados de toda ordem.

Mas não fiquem tristes amigos brasileiros. Em um ponto somos maiores que todos eles juntos.

E os louros da vitória vão para o fato de sermos o sexto país mais violento do mundo. Quarenta mil assassinatos por ano, sem contar os furtos, os assaltos e a roubalheira dos juros que mete a mão no nosso bolso, com a máxima violência possível.

Vendo tudo isso dá pra entender o porquê da revolta desses Europeus.

Acho que a luta deles é apenas para não deixar que seus respectivos governos transformem seus países em um novo Brasil. Brasil trilionário, quando visto pelo ângulo de nação e miserável quando visto pelo lado de sua gente.

É um alívio sem tamanho saber que moro num país totalmente sem crise.

E com o pomposo lugar de sexta potência econômica do mundo.

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

PELICANO – BOM DIA SP

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

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16 maio 2012 DEU NO JORNAL

UM PASSAGEIRO INESQUECÍVEL

Elilson José Batista

Quando Leandro Xerife, o pescador, percebeu, já era tarde da noite e a pândega já tinha consumido todas as suas energias num comício de adesão de um adversário ao partido do prefeito, que resolveu retornar de mototáxi para a praia de Paraíso.

Na chegada ao Paraíso, Leandro perguntou ao mototaxista:

- Quanto foi a corrida?  

- Dez reais.

- Ei, moço, eu não tou querendo comprar sua moto, não. A corrida não é cinco?

- Cinco é de dia. Uma corrida de madrugada é muito perigoso, e todos cobram dobrado.

- Homem, eu só tenho sete. Se você quiser…

- Mas é muito engraçado, eu venho me arriscando a tomarem a moto de assalto e você agora me vem com essa lorota!

- Ah, é? Pois nem dez, nem sete e nem cinco! Me ponha na garupa da moto, volte para Areia Branca e me deixe no mesmo lugar que você me pegou.

- É o que, macho? É muito engraçado. Então eu vou passar a madrugada passeando com você, pra cima e pra baixo, e você não vai me pagar nada?

- Por acaso você vai levar a moto na cabeça ou no bolso? Você vai ter que voltar. Me deixe no mesmo local e estamos quites.
 
- Homem, para não perder de tudo, me dê esses sete reais – disse o moto-taxista, já bastante enfezado e disposto a acabar com a discussão.

Após cinco minutos que Leandro entrou em casa, que é um misto de residência e bar, ouviu uma buzina insistente e abriu a porta. Era o mototaxista que voltava, pois percebeu duas pessoas em situação suspeita e, por precaução, retornou e pediu guarida ao pescador. Este cedeu uma rede ao dono da moto, que dormiu no alpendre, depois de dividir o prato de sopa com o dono da casa.

De manhã, Leandro serviu café com pão ao inesperado hóspede. Na saída, este agradeceu;

- Obrigado pela hospedagem, Leandro.

- Ei, moço, aqui é um bar: consumiu, tem que pagar!

- Como é que é a estória?

- Ora, você tomou da minha sopa, dei dormida para não ser assaltado, além de ter tomado do meu café. Somando tudo, é quinze reais, mas pra você faço por dez.

- Mas, rapaz, essa é demais! Tome seus sete reais, disse o irado mototaxista, jogando o dinheiro na direção de Laércio.

E saiu ciscando areia, se maldizendo e arrependido por não ter enfrentado os suspeitos da madrugada.

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

PASSOFUNDO – INFORMATIVO DO VALE

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16 maio 2012 A PALAVRA DO EDITOR

DUAS HISTÓRIAS FUBÂNICAS

A primeira história é pra contar que desembarquei no aeroporto de Brasília na semana passada e, quando estava já no saguão, fui abordado por um cidadão que me perguntou:

- Tá chegando de Recife?

Diante da minha resposta afirmativa, ele arregalou os olhos:

- Você é o Papa Berto???!!!

- Sim. Sou eu mesmo.

- Mas é uma honra muito grande conhecê-lo pessoalmente!

Me deu um abraço arretado e eu gozei, pela vez primeira, o gostinho de ser celebridade. Celebridade fubânica, tá certo, que é uma merda e não recomenda bem. Mas celebridade mesmo assim.

Era um leitor do JBF, um cearense que se mudara há poucos meses pra Brasília pra tomar posse num cargo federal, após ser aprovado em concurso público. Me apresentou a esposa, conversamos por alguns minutos e nos despedimos. Lamento que só a porra não ter me lembrado de pedir à Papisa que documentasse fotograficamente o encontro. De qualquer forma, peço encarecidamente a este leitor que me dê a alegria de fazer contato e fornecer mais detalhes sobre sua cidadania fubânica.

A segunda história aconteceu depois que deixei o aeroporto e cheguei à casa da minha irmã, onde fiquei hospedado.

Meu sobrinho, Hugo Leonardo, fiel membro da comunidade fubânica e leitor diário do JBF, me contou o seguinte: um seu colega de trabalho, João Guilherme Baars Miranda, recomendou a ele, Hugo Leonardo, um blogue excelente que descobrira na internet e do qual se tornara leitor fiel. E disse o nome: Jornal da Besta Fubana. E o cabra ficou admiradíssimo quando Hugo Leonardo disse que era meu sobrinho. Sobrinho do Editor do JBF e Papa da Igreja Sertaneja, pra grande surpresa do seu amigo.

Quando meu sobrinho informou que eu estava pra chegar, João Guilherme, seu amigo, fez questão de me mandar de presente uma garrafa de um vinho tinto australiano, com direito até mesmo a canguru no rótulo!

Brigadão, João Guilherme! Gostei demais do seu presente e do sabor do vinho daquela terra tão distante. Seja bem vindo à comunidade fubânica e disponha sempre deste espaço.

Na foto abaixo, o momento em que Hugo Leonardo me entregou seu precioso mimo:

PS: Há poucos dias um leitor fubânico se arretou e disse que eu só apareço nas fotos do JBF usando a mesma camisa. Só na edição de hoje eu apareço duas vezes com essa camisa listrada do flagrante aí de cima… A Papisa, que é responsável pelo guarda-roupa pontifício, manda explicar que, na verdade, não é bem uma camisa: trata-se um paramento litúrgico da Igreja Sertaneja que eu uso sempre que estou fazendo celebrações cachacísticas. Ou seja, sempre que estou enchendo o rabo de cana. Além disso, não custa nada acrescentar que o caixa da ICAS está vazio, com a total ausência de dízimos e doações…

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

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INTERPOÉTICA – CENTENÁRIO DE JOÃO BATISTA DE SIQUEIRA – CANCÃO

Nesta edição do Interpoética, que comemora o centenário de nascimento de João Batista de Siqueira:
 
O poeta Ésio Rafael nos alerta: além de Nelson e Gonzaga, precisamos lembrar outro grande pernambucano, Cancão, que também comemora centenário (12/05/1912).
 
O escritor e jornalista Cícero Belmar assume a função de editor do Interpoética, após a saída de Cida Pedrosa. Confira o texto de Belmar explicando a sua entrada no site. Aproveite, também, para assistir uma entrevista com ele, concedida a Cristiano Ramos, no programa NotaPE.
 
O poeta e editor do Interpoética Raimundo de Moraes entrevista a escritora Adrienne Myrtes
 
Paulo Azevedo Chaves faz um elogio a José Paulo Moreira da Fonseca, artista que soube unir expressão plástica e texto poético.
 
Leia o primeiro número do jornal da UNICORDEL – União dos Cordelistas de Pernambuco.
 
Na corda virtual, Ésio Rafael nos conta como foi o “Roda de Glosa”, em Nazaré da Mata e propõe o mote: Na terra é difícil um ninho / Mas no céu tem de Cancão. Na nossa difusora você escuta um trechinho do que aconteceu em Nazaré. 

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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(Foto de Neide Santos)

UM VOTO JÁ CONSOLIDADO…

Eleições Dois Mil e Doze
Não vou ser de muita prosa
Pois já estou engajado
Na força vitoriosa
E convoco a toda gente
Seja um elo da corrente
De eleger Cida Pedrosa.

Guerreira e corajosa
Nossa competente CIDA
Vai bem nos representar
Pois é forte e decidida
Peço a todos sem segredo
Vamos votar sem ter medo
Pense nisso e se deCIDA.

Vamos firmes nessa lida
À vitória gloriosa
Todos juntos decididos
E de forma harmoniosa
Vote com o coração
Nesta próxima eleição
Bote fé, CIDA PEDROSA!

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

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http://www.batidasalvetodos.com.br
VISTA PARA O MAR!

Estou precisando de uma vida com vista para o mar.

Não, não é de uma casa com vista para o mar porque a maresia acaba com a geladeira e enferruja a bicicleta.

É a vida mesmo.

É acordar com o barulho da vitamina de banana nos liquidificadores do mundo e ir dormir com o silêncio do fundo da piscina.

Entre um e outro, posso simplesmente ser a pessoa que leva, traz, carrega, assina, estaciona, abre e fecha.

Ter a vida com vista para o mar é ter gosto de sal. É ter areia no biquine. Ou no calção. Ou no juízo.

Principalmente no juízo.

É ter 39 opções, mas só querer aquela mesmo: uma vida com vista para o mar.

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

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DEPUTADO FEDERAL GERALDO MAGELA – BRASÍLIA-DF

Esclarecimento público

Em função da reportagem publicada no Correio Braziliense na edição desta quarta-feira, dia 16 de maio, informando que apenas seis parlamentares abriram mão do 14º e do 15º salários pagos pela Câmara dos Deputados e não incluindo o meu nome entre esses seis, tenho a informar que fui o primeiro a tomar tal providência, em dezembro de 2010, quando protocolei ofício à Mesa Diretora solicitando a suspensão de qualquer pagamento a este título.

Deputado federal licenciado – Secretário de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal

R. Fique tranquilo, Senhor Deputado. Eu mesmo acredito em Vossa Excelência.

Pode ter acontecido o seguinte: como o senhor é do PT, e a grande imprensa vive perseguindo e caluniando os impolutos parlamentares petistas, dizendo que todos adoram mamar nos peitinhos dos cofres públicos, aí o jornal Correio Braziliense omitiu o seu nome.

Mande aqui pro JBF cópia do seu ofício, pedindo a suspensão do pagamento dos 14º e 15º salários, com a data do carimbo (Dez/2010), que eu publico na mesma hora.

O Jornal da Besta Fubana tem um bom público em Brasília, que vem a ser a quinta cidade brasileira em número de leitores distintos: são mais de 5 mil e tendendo a crescer.

O sinhô nem imagina o quanto eu fico ancho de receber mensagem de um Deputado Federal do PT. Eu fico mais feliz do que pinto em bosta.

Disponha sempre deste espaço, Excelência.

 

Geraldo Magela: o mais simpático e amado parlamentar vermêio do Distrito Federal, segundo opinião unânime da comunidade fubânica brasiliense

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE

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16 maio 2012 DEU NO JORNAL

LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO JÁ ESTÁ VIGORANDO

Fábio Pannunzio

Já está vigorando a Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/11). Ela foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 18 de novembro, mas só passará a ter efeito a partir de hoje porque a máquina pública teve seis meses de prazo para se adaptar ao que ela prescreve.

Mas o Estado não fez a parte dele. Falta ainda o decreto de regulamentação, o que pode comprometer a aplicação imediata da LAI. Também não foram criados os Serviços de Atendimento ao Cidadão, estruturas montadas nos diversos órgãos públicos que terão como função protocolar os requerimentos, orientar o público e prestar conta do andamento dos pedidos.

A LAI torna obrigatório fornecimento de todas as informações que não são classificadas como ultra-secretas, secretas ou sigilosas. A única exceção são dados de caráter pessoal, que restarão resguardados por cem anos.

A norma impõe punições severas ao servidor que se recusar a fornecer os documentos solicitados. Elas vão da simples advertência à demissão e proibição de contratar com o serviço público. Todas as esferas de Poder em todos os níveis da administração estão abarcados pela nova lei — inclusive as empresas estatais e sociedades de economia mista como o Banco do Brasil e PETROBRAS.

O Blog do Pannunzio, que há três meses acompanha a implementação da nova lei, publica aqui uma cartilha editada pela Controladoria-Geral da União explicando como funcionará a interface entre o Estado e o cidadão com vista à obtenção de documentos.

Primeiras demandas

Desde o dia 7 de março passado o Blog tenta obter, do Banco do Brasil e da PETROBRAS, informações sobre o valor dos patrocínios cedidos ao Blog Conversa Afiada. As duas estatais se recusaram peremptoriamente a atender a solicitação alegando sigilo contratual. A LAI, embora sancionada, ainda não estava vigorando.

Com a entrada em vigor da Lei da Transparência, a consulta foi reiterada no início da madrugada desta quarta-feira, 16 de maio, data em que a 12.527/11 já se encontra em vigor.

Publico abaixo fac-simile do e-mail enviado à Assessoria de Imprensa do Banco do Brasil, aos cuidados do jornalista Marco Túlio Vasconcelos. O mesmo texto foi enviado às assessorias de imprensa da PETROBRAS, aos cuidados da assessora Daniele Santos, e da ANP.

Venho, por intermédio deste e-mail, e tendo por base o que determina a Lei 12.527/11, solicitar informações sobre os patrocínios que o [Banco do Brasil/PETROBRAS/ANP] está veiculando no site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim. Como é notório, PHA está envolvido em uma lide com o comentarista político do Jornal da Globo e apresentador do Jornal Nacional da Rede Globo Heraldo Pereira. As informações ora solicitadas têm caráter meramente jornalístico, uma vez que o Blog do Pannunzio, ao qual elas se destinam, não é candidato a nenhum tipo de patrcínio do [BB/PETROBRAS/ANP]. As perguntas são as seguintes:

- Qual o valor das verbas de patrocínio, a justificativa e a duração do contrato.

- Como o [BB/PETROBRAS/ANP] distribui esses patrocínios ? Qual é a verba destinada à internet, qual a participação dos blogues nessa verba, e qual a participação, em termos proporcionais, do Conversa Afiada nessa verba?

- Há outros blogues veiculando banners do  [BB/PETROBRAS/ ANP] ? Quais são eles?

- Quais são os critérios do  [BB/PETROBRAS/ANP] para a escolha de quem receberá patrocínio do banco?

- Como é feita a aferição dos resultados? O  [BB/PETROBRAS/ANP] paga por clique, por pageview ou a verba destinada aos blogues não tem relação com o número de exibições dos anúncios veiculados?

- O  [BB/PETROBRAS/ANP] tem algum tipo de reserva em relação ao conteúdo dos blogues patrocinados?

- Solicito, junto com as respostas, o envio de uma cópia do contrato com a empresa que edita o conteúdo do site.

- Caso o  [BB/PETROBRAS/ANP] se recuse a fornecer os dados solicitados, gostaria de receber o documento que justifica as razões da negativa.

Atenciosamente,

Fábio Pannunzio – Editor do Blog do Pannunzio

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA

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16 maio 2012 DEU NO JORNAL

NO OLHO DO FURICO

Dilma é vaiada por prefeitos após falar sobre distribuição de royalties.

Presidente discursou na abertura da 15ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

* * *

Um informante fubânico que estava perto da Presidenta me disse que ela, ao se afastar do microfone, mandou todo mundo “tomar no cu”.

Pelo que sei da boa educação, da paciência e da maneira gentil com que Dilma trata as pessoas, principalmente os que estão abaixo dela (ou seja, todas as pessoas do Brasil…), eu acho que ela seria incapaz de pronunciar uma grosseria deste quilate.

Dilma é um amor de  criatura e uma dama de fino trato, garanto a vocês.

 

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU

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http://www.fernandogoncalves.pro.br
CIDADANIA E COMPETÊNCIA

A observação “o futuro, agora, pertence às sociedades que conseguirem se organizar para aprender” tornou-se mote para gestores públicos e empresariais que convergem para dois pontos indissociáveis: a importância estratégica da educação básica, como pilastra do desenvolvimento nacional, e  a reformatação do processo de aprendizagem, abandonando-se o apenas modernoso para concentrar-se num soro caseiro lê-escreve-conta-e-pensa, fortalecendo o binômio cidadania-profissionalidade, interdependente por derradeiro.

Lamentavelmente, em 2001, o então presidente FHC vetou, no I PNE, o artigo que estabelecia investimento de 7% do PIB em educação. Um grande protesto foi efetivada pelo PT de então, muito embora, posteriormente, o governo Lula tenha se negado a derrubar o veto. O senador Cristovam Buarque proclama que “é possível imaginar que nada mudará na educação de base, sem uma reestruturação de todo sistema educacional. De nada adianta elevar gastos sem prever como o dinheiro será gasto. Gastar 8% ou 10% do PIB no atual sistema educacional será jogar dinheiro fora. Pior ainda, inviabilizará correções no futuro”. 

O cidadão século 21, consciente das emersões tecnológicas, sociais e econômicas dos  últimos vinte anos, percebe que um aprender-desaprender-reaprender contínuo é indispensável estratégia para um consistente desenvolvimento profissional. Que muito o auxiliará, tornando-o menos perplexo num contexto admiravelmente novo, aparentemente mais destrambelhado, a necessitar de mais efetiva justiça social.

Segundo consagrados especialistas em desenvolvimento profissional, no final desta década só existirão dois tipos de profissionais: os rápidos e os mortos. Quem deseja manter sua trabalhabilidade afiada, reconhece que a permanência e a mutação são contrários inseparáveis, como já apregoava Confúcio, nascido 551 a.C., que apontava cinco qualidades para quem desejasse ser bom profissional: gentil sem aceitar subornos, trabalhar ao lado do povo sem dar motivos para ressentimentos, possuir ambições sem ser avarento, ter dignidade sem orgulho indevido e inspirar respeito sem exercitar a crueldade. Com tais predicados, todo ser humano deveria, segundo o sábio, “estudar como se jamais fosse aprender, como se tivesse medo de perder o que deseja aprender”.
 
No mais, é perceber com maior nitidez a lição do Miguel Falabella, ator e autor: “De uns tempos para cá, comecei a perceber que há uma geografia fascinante no outro. Sempre. A gente não dá muita atenção, porque não temos tempo, não abrimos mão de certas prioridades, não paramos para olhar no espelho, que dirá o olho do próximo! Mas é, igualmente, um jogo fascinante, esse de descobrir gente e seus universos. Amar as pessoas e suas diferenças – esse é o jogo que venho jogando de uns tempos para cá e, acreditem, tenho gostado cada vez mais das descobertas, porque há gentes que são continentes e uma promessa de terra para o navegador solitário”.
 
Assino embaixo, sem pestanejar.

(Publicada originalmente no Jornal do Commercio de 16/Mai)

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – JBF

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AÇÚCAR & NATIVISMO

 Engenho de açucar (Século XVII), Franz Post

Com a rendição dos holandeses, em 1654, ficaram as capitanias de Pernambuco, Itamaracá e Paraíba com a sua agroindústria açucareira abalada por uma guerra sem tréguas, que destruiu os seus engenhos, provocou a fuga de grande parte da escravaria e até de algumas famílias que tiveram de buscar abrigo em terras da Bahia.

Em contraponto, porém, os preços do açúcar alcançaram a sua melhor fase, na praça de Amsterdam, entre os anos de 1650 e 1659. A partir daí, com a entrada no mercado internacional do açúcar produzido pelos engenhos localizados nas ilhas do Caribe, alguns dos quais originários de Pernambuco, o preço do produto foi decaindo, chegando valendo apenas um terço do que fora antes no decênio compreendido entre 1680-89. No decênio seguinte (1690-99) registra-se uma recuperação modesta, ficando os preços do açúcar equivalentes a dois quintos dos obtidos entre 1650-59.

É desta época o surgimento, dentro da classe dos senhores-de-engenho, de uma doutrina nativista gerada no calor das lutas contra os holandeses. Segundo o discurso da chamada “nobreza de Olinda”, nos anos que vieram anteceder a chamada Guerra dos Mascates (1710), a Restauração Pernambucana fora conquistada à custa do nosso sangue, vida e fazendas sendo Pernambuco, juntamente com as demais capitanias ocupadas pelo Domínio Holandês, entregue ao Rei de Portugal debaixo de certas condições.

Na interpretação de Evaldo Cabral de Mello, passou a ser doutrina entre os pernambucanos, ao longo dos séculos que se sucederam, o entendimento de que “a gente da terra deveria à Coroa não a vassalagem ‘natural’ a que estariam obrigados os habitantes do Reino e os demais povoadores da América Portuguesa, mas uma vassalagem de cunho contratual, de vez que restaurada a capitania, haviam-na espontaneamente restituído a suserania portuguesa”.(¹)

Este ideário se fez presente no movimento emancipacionista de 1710, quando pela primeira vez a “nobreza da terra” veio propor um contrato social entre os habitantes de Pernambuco e a Coroa Portuguesa. Episódio visto pelo Conselheiro Antônio Rodrigues da Costa, do Conselho Ultramarino – órgão de consulta em questões de administração dos domínios do ultramar – como “um caso de sublevação formal e abominável, de que não há exemplo na Nação Portuguesa, sempre fiel e obediente aos seus legítimos Príncipes”. (²)

Aliado aos baixos preços do açúcar no mercado internacional, o custo da produção dos engenhos subiu assustadoramente com o aumento do preço do escravo, estabelecido por vezes em 100$000, motivado pelas descobertas das minas de ouro e diamantes que vieram atrair para o porto do Rio de Janeiro todo os navios negreiros procedentes da costa africana.

É desta época o surgimento do livro de Antonil, Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas, antes citado, que assim comenta a crise no mercado açucareiro:

A necessidade obriga a vender barato e a queimar (como dizem) 0 açúcar fino que tanto custa aos servos, aos senhores-de-engenho, e aos lavradores da cana, trabalhando e gastando dinheiro. Também a falta de navios é cause de se não dar por ele o que vale. Mas o ter crescido tanto nestes anos o preço do cobre, ferro e pano, e do mais de que necessitam os engenhos’ e particularmente o valor dos escravos, que os não querem largar por menos de cem mil-réis, valendo antes quarenta e cinquenta mil-réis os melhores, é a principal cause de haver subido tanto o açúcar, depois de haver moeda provincial e nacional, e depois de descobertas as mines de ouro que serviram pare enriquecer a poucos e pare destruir a muitos, sendo as melhores minas do Brasil os canaviais e as malhadas em que se planta o tabaco. [...] Portanto, se se reduzirem os preços das coisas que vêm do Reino e dos escravos que vêm de Angola e Costa de Guiné a uma moderação competente, poderão também tomar os açúcares ao preço moderado de dez e doze tostões, parecendo a todos, impossível o poderem continuar de uma e outra parte tão demasiados excessos sem se perder o Brasil.

Nos primeiros anos do século XVIII vem o preço açúcar sofrer uma pequena alta, mas que, mesmo assim, não correspondia a metade do obtido meio século antes. A esses tempos de pequena prosperidade se segue uma queda vertiginosa de preços, no período compreendido entre 1730 e 1760, que dará ao açúcar brasileiro uma remuneração estimada em um terço do preço oferecido de 1650-1659. Somente no decênio seguinte, vem o preço do açúcar duplicar no mercado internacional (211.5), ficando estimado em quatro quintos do seu valor no decênio 1650-1659 (Evaldo Cabral de Mello).

_________

1) MELLO, Evaldo Cabral de. Rubro Veio –  o imaginário da Restauração Pernambucana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.  124.

2) MELLO, J.A. Gonsalves. in “Nobres e Mascates na Câmara do Recife”, Revista do Instituto Arqueológico Pernambucano, v. 53, 1981, p. 229-239.

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA

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CARDEAL PAULO CARVALHO – RECIFE-PE

Vejam só:

Eu, cachaceiro velho, comemorando 50 anos de cachaça, não tinha sido apresentado à Quilombo, mesmo com dois amigos Palmarenses e profundos conhecedores do assunto como Arnaldo Afonso e Luiz Berto.

Estavam escondendo o ouro!

R. Cachaça Quilombo! Um nome da bixiga lixa pra uma aguardente fabricada em Palmares.

Num tem nem duas semanas que Arnaldo Afonso esteve aqui em casa (pra tomar cachaça e comer de graça…) conforme você pode conferir na foto abaixo, onde apareço ao lado dele e de Inês Khoury, também diretora das Edições Bagaço:

E naquela noite eu tornei a falar pra ele a frase de Rubão:

A única coisa que vai pra frente em Palmares é o atraso“.

Até Araripina, no alto sertão, tem um time no campeonato pernambucano da primeira divisão. Tanto quanto Salgueiro, Vitória e Santa Cruz do Capibaribe. Palmares num tem nem uma equipe de peladeiros na quinta divisão!

Mês que vem, você vai ouvir falar do São João de Caruaru, de Carpina, de Gravatá, de Petrolina e até de Catende! Mas não vai ouvir absolutamente nada sobre Palmares.

Fique certo de uma coisa: se essa cachaça fosse fabricada em Xexéu ou em Joaquim Nabuco, teria muito mais divulgação do que sendo fabricada na terra do Quilombo, um nome de peso histórico e que seria um fator publicitário em qualquer canto do mundo. Menos na nossa decadente Palmares, que a natureza acabou de lascar na última enchente. Confesso a você: é a primeira vez que escuto falar dessa cachaça, graças a esta mensagem que você me mandou. Fico duplamente frustrado: como palmarense e como cachaceiro.

Francamente, desisti de ver a elite da minha terra mudar a cabeça e soerguer aquela sofrida beirada do Rio Una. Digo isso morrendo de pena, mas não tenho alternativa.

Agora, me dê licença que vou tentar encontrar alguma lugar que venda esta tal cachaça Quilombo aqui no Recife…

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DEMÓCRITO BORGES – O PINTOR DO NORDESTE

Contato: democritoartistaplastico@gmail.com

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

MÁRIO ALBERTO – LANCE

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16 maio 2012 DEU NO JORNAL

CADEIA NACIONAL PARA A MÃE DO PAC

Guilherme Fiúza

Enquanto Dilma Rousseff se especializa em falar sozinha na TV, o presidente do PT avisa que o governo popular vai “peitar” a mídia. É compreensível.

A mídia é praticamente o único problema do Brasil atualmente. Se não fosse ela, não existiria corrupção no governo popular (o que os olhos não vêem, o coração não sente).

Infelizmente, a rede parasitária montada pelos companheiros em pelo menos sete ministérios foi parar nas manchetes. Não fosse essa invasão de privacidade, esquemas como o do Dnit com a Delta continuariam firmes na aceleração do crescimento.

Se não fosse a mídia para atrapalhar, o governo da presidenta falaria diretamente com o povo – sem esses assuntos azedos que só interessam à imprensa.

E já que jornalista só gosta de coisa ruim, o PT resolveu falar sozinho, em cadeia obrigatória de rádio e TV.

Dia da Mulher, Dia do Trabalhador, Dia das Mães e todas as datas simpáticas do calendário passaram a ser, também, Dia da Dilma. São os momentos em que a presidenta olha nos olhos do Brasil e diz a ele só coisas lindas, de arrepiar.

O comício contra os bancos no Primeiro de Maio foi inesquecível. Como governar é muito chato e trabalhoso, o PT resolveu voltar a ser estilingue (sem sair do palácio).

É o primeiro governo de oposição da história.

É muito melhor fazer comício contra juros altos (“peitar os bancos!”) do que organizar as finanças públicas, acabar com a farra tributária, abrir mão do fisiologismo, parar de gastar o dinheiro que não tem e controlar toda essa bagunça institucional que empurra para o alto a inflação – e os juros.

O povo está adorando esse governo de oposição, liderado por uma mulher corajosa que faz faxina em sua própria lambança e vira heroína.

No pronunciamento emocionante do Dia das Mães, que lançou o programa Brasil Carinhoso, só faltou uma palavra de carinho para a construtora Delta, que cresceu e engordou sob a guarda da Mãe do PAC.

Foi dentro do projeto de peitar a mídia que Lula insuflou a CPI do Cachoeira. A idéia era mostrar que a imprensa burguesa também estava no bolso do bicheiro e que o mensalão não existiu.

Quem sabe essas pérolas do romantismo petista não viram verdade no Dia dos Namorados, em mais um pronunciamento oficial da presidenta?

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA

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UMA CONVERSA ESTRANHA!

- Já estou cansada desta vida! Todo dia é a mesma coisa!

- Você está falando de barriga cheia, amiga!

- Está querendo dizer que estou gordinha, é?

- Claro que não! Aliás, eu a acho uma gatinha!

- Eu percebo seus olhares maldosos!

- É que eu fico doidinho só de olhar suas pernas!

- Vê lá o que fala! As pessoas estão olhando pra gente!

- E eu ligo?

- Deveria ligar, afinal, ninguém é obrigado a ouvir suas besteiras!

- Você já viu como elas nos olham?

- Isso é normal… e eu até gosto!

- Exibicionista!

- O que é bonito é pra ser admirado, meu caro!

- Obrigado pela parte que me toca!

- Estou falando de mim, bobão!

- Concordo contigo… principalmente quando você está com uma blusinha decotada e seu busto chama a atenção. E quando você está de shortinho, uau! Que coxas!

- Você é muito descarado, isso sim!

- Ora, deixe de bobagem! Pensa que não percebo o olhar dos homens quando passam por você?

- Mas saiba que eu não gosto nada disso!

- Ora, minha cara… você está se contradizendo!

- Aí é que você se engana! Do jeito que eles me olham, é assédio sexual! Eu sinto que eles me despem com os olhos!

- Quem mandou ser gostosinha! Hahahahaha!

- Não achei graça! Você ri porque não fazem isso contigo!

- Não fazem porque as mulheres não são tão bobas quanto os homens!

- O homem tem uma imaginação tão fértil que fantasia com tudo! Que coisa mais infantil!

- Quando se trata de sexo, o homem é visão e a mulher, coração! Nesse campo o homem vira um animal irracional!

- Por isso dizem que as mulheres amadurecem mais cedo que os homens!

- Concordo, mas também envelhecem mais cedo!

- Sim, meu caro, mas o homem muito mais cedo fica, digamos, sem “utilidade”!

- Bem, deixemos esse papo de lado e falemos do nosso futuro!

- Que futuro? Somos apenas colegas de trabalho, nada mais!

- Mas isso não impede…

- Impede sim! Eu não o vejo com outros olhos!

- Você não tem coração, minha cara!

- E você não tem…

- Ih! Lá vem o velho! Fiquemos calados até ele ir embora!

- Todo dia é a mesma coisa! Que chatice!

- Relaxe! O que não tem remédio, remediado está!

- Será que nossa vida vai ser sempre essa rotina?

- Até que estejamos velhinhos, minha cara! Aí nos colocam de lado e…

- Psiu! Depois a gente continua esse papo!

Eram quase sete horas da noite quando o homem puxou os dois manequins mais para dentro e arriou a porta da loja!

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA

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CEGUINHO DO ARARIPE – ARARIPE-CE

Obrigado, Papa Berto, por ter publicado meus versos.

O guia do ceguinho falou que teve gente que gostou.

Assim, com sua licença, estou enviando mais uns versinhos com a ilustração do amigo Newton Silva.

Tomara que agrade também.
 
Vai daqui mais um abraço

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

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16 maio 2012 DEU NO JORNAL

UMA DECISÃO JUSTA

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu reduzir de R$ 900 mil para R$ 20 mil uma multa aplicada em 2006 ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela realização de propaganda eleitoral antecipada durante o pleito em que ele se reelegeu.

Lula foi condenado após o TSE entender que ele foi diretamente responsável pela publicação do jornal tabloide “Brasil, Um País de Todos“, editado pela Casa Civil, com 36 páginas e 1 milhão de exemplares, louvando as realizações do primeiro governo do ex-presidente (2003-2006).

O tribunal finalizou nesta terça-feira o julgamento um recurso da defesa de Lula, cuja análise havia começado ainda em 2006, que questionava o alto valor estabelecido.

O jornal, além de ter sido pago com dinheiro público, foi distribuído antes do início oficial da campanha eleitoral, sempre no dia 6 de julho.

* * *

Muito justa e razoável este medida tomada pela justiça eleitoral.

Afinal, nosso ex-presidente é um homem de classe média, com modesto padrão de vida, e não tem renda suficiente pra pagar uma multa muito alta. O aluguel de onze caminhões com a sua mudança, ao final do gunverno, foi presente de amigos.

Um detalhe curioso pros bem informados leitores do JBF:

Na época em que teve início o processo, o advogado de Lula era o hoje ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), José Antonio Dias Toffoli. Ele foi o autor deste recurso que acabou de ser julgado.

Da esquerda pra direita: o falecido José de Alencar; Márcio Thomaz Bastos, então ministro da Justiça do gunverno petista e atual advogado de Carlinhos Cachoeira (honorários de 15 milhões de reais); Ministro Dias Tofolli, ex-advogado de Lula e do PT; Dona Marisa e o então Presidente Lula, prestigiando a posse do seu indicado pro STF

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

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A TESTEMUNHA

 

Em Mossoró-RN, alguns anos atrás, passou-se o seguinte episódio com dois colegas bancários que eram muito amigos: um era funcionário do BB e o outro do Bradesco.

Naquele tempo vida de bancário não era sopa de minhoca não!

Sem computadores e máquinas eletrônicas, todo o serviço era feito manualmente, inclusive os balancetes diários e, ao final da jornada diária, tudo tinha que estar rigorosamente “batido”, conferido e devidamente contabilizado.

Além disso havia uma quase constante falta de energia elétrica (todas as agências tiveram que ser munidas de geradores) e isso prolongava ainda mais os trabalhos.

Se no BB já era assim, imaginem no Bradesco dos tempos de “Amador Aguiar”! Era uma semi-escravidão e o banco era campeão de reclamações trabalhistas.

Aí se deu o episódio!

Certo dia o funcionário do Bradesco não quis fazer “serão” e, como não era a primeira vez que se negava, foi demitido sem justa causa. Ocorre que a fama do banco não era das melhores, quando o assunto era acertar contas com seus funcionários e o caso acabou no TRT.

O demitido apresentou, então, como testemunha, seu amigo que trabalhava no BB.

Marcada a audiência, na hora exata chegou o bancário do BB e o juiz lhe fez as recomendações e advertências de praxe e lhe perguntou se conhecia o litigante. Ele aquiesceu e reiterou que eram amigos de longa data.

Ai veio a pergunta fatídica: “o senhor sabe a profissão dele”?

Para comoção geral das partes, veio a resposta: “claro! Ele é padeiro”!

O juiz mostrou sua surpresa: “padeiro?! Mas aqui consta que é bancário e o processado é seu ex-empregador, o Bradesco”!

Então a testemunha completou: “quer dizer que aquele estabelecimento é uma agência bancária?  Pois eu pensava ser uma padaria, que funcionava 24 horas por dia, sete dias por semana”!

“Está encerrada a audiência”! Decretou o magistrado.

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É HOJE! – PARA OS LEITORES DO RECIFE – DOIS FUBÂNICOS NUM ESPETÁCULO DA BIXIGA LIXA

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16 maio 2012 FULEIRAGEM

RICO – VALEPARAIBANO

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HEITOR SCALAMBRINI COSTA – RECIFE-PE

Mudança nos contratos para baixar preço da energia elétrica

A reestruturação do setor elétrico brasileiro, iniciada em 1995, impôs um modelo privatista-mercantil que está sendo catastrófico para a sociedade brasileira. Além de herdarmos apagões, racionamento de energia, baixa qualidade no fornecimento; as tarifas a cada ano têm aumentos extorsivos. Enquanto os salários dos trabalhadores sobem pela escada, as tarifas sobem pelo elevador.

A promessa de que o processo de privatização das distribuidoras de energia elétrica iriam favorecer a concorrência e oferecer melhor qualidade dos serviços e a modicidade nas tarifas, acabou sendo uma enorme decepção para aqueles que nutriram esperanças na transferência da gestão publica para a privada.

Hoje com as distribuidoras privatizadas, as tarifas pagas pelo consumidor brasileiro é uma das mais caras do mundo, tanto para o consumidor residencial, como para o comercial, e para o industrial. Para alguns é a carga de imposto embutido nas tarifas, a principal responsável pelo descalabro. Sem dúvida são cobrados impostos sobre impostos, tributo sobre tributo. Diretamente, além do consumo, tributos e contribuições vêm discriminadas na conta como o PIS/Pasep, Cofins, ICMS e contribuição para o custeio da iluminação pública, que é municipal. O ICMS é perverso. Originalmente, seria de 25%, mas da forma como é aplicado representa, na verdade, 36% sobre o valor do fornecimento de energia.

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa